Vaz, Paulo; Sabino, Jean
Wo king Pape
In es imen o ex e no di e o e aquisições no B asil: Os
e ei os sob e as emp esas ecep o as
Tex o pa a Discussão, No. 2860
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Vaz, Paulo; Sabino, Jean (2023) : In es imen o ex e no di e o e aquisições no
B asil: Os e ei os sob e as emp esas ecep o as, Tex o pa a Discussão, No. 2860, Ins i u o de
Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d2860
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/284916
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2860
INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO E INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO E
AQUISIÇÕES NO BRASIL: OS EFEITOS AQUISIÇÕES NO BRASIL: OS EFEITOS
SOBRE AS EMPRESAS RECEPTORASSOBRE AS EMPRESAS RECEPTORAS
PAULO VAZPAULO VAZ
JEAN SABINOJEAN SABINO
2860
B asília, ma ço de 2023
INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO E
AQUISIÇÕES NO BRASIL: OS EFEITOS
SOBRE AS EMPRESAS RECEPTORAS1
PAULO VAZ2
JEAN SABINO3
1. Os au o es ag adecem o supo e inancei o o necido pelo Ins i u o de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a p odu i a pa icipação dos coo dena-
do es da pesquisa, Rena o Baumann e And é Pineli, e dos pa icipan es do
webina ealizado pelo Ipea: Paulo Jacin o, Célio Hi a uka e Fe nando Puga.
2. P o esso da Uni e sidade Fede al de Pe nambuco (UFPE); e pesquisado
do Subp og ama de Pesquisa pa a o Desen ol imen o Nacional (PNPD) na
Di e o ia de Es udos In e nacionais (Din e) do Ipea. E-mail: <paulo. az@
u pe.b >.
3. Pesquisado do PNPD na Din e/Ipea. E-mail: <jeansabinodiniz@ho mail.com>.
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei os –
e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas e es udos
ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional (subs i u o)
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia (subs i u a)
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas
Mac oeconômicas (subs i u o)
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais (subs i u o)
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais, de Ino ação,
Regulação e In aes u u a (subs i u a)
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais (subs i u o)
CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL
Di e o de Es udos In e nacionais (subs i u o)
FÁBIO VÉRAS SOARES
Coo denado -Ge al de Imp ensa e Comunicação Social (subs i u o)
ANTONIO LASSANCE
Ou ido ia: h p://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h p://www.ipea.go .b
JEL: F23; G34; O19.
DOI: h p://dx.doi.o g/10.38116/ d2860
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e
pesquisas em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o
de omen a o deba e e o e ece subsídios à o mulação
e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2023
Tex o pa a discussão / Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada.- B asília : Rio de Janei o : Ipea , 1990-
ISSN 1415-4765
1.B asil. 2.Aspec os Econômicos. 3.Aspec os Sociais.
I. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada.
CDD 330.908
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download
g a ui o nos o ma os PDF ( odas) e EPUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h p://www.ipea.go .b /po al/publicacoes
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a
e in ei a esponsabilidade dos au o es, não exp imindo,
necessa iamen e, o pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa
Econômica Aplicada ou do Minis é io do Planejamen o
e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele
con idos, desde que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins
come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
1 INTRODUÇÃO ........................................................................ 6
2 METODOLOGIA E DADOS.......................................................8
3 RESULTADOS .......................................................................10
4 CONCLUSÕES ......................................................................44
REFERÊNCIAS .........................................................................46
SINOPSE
Nos úl imos dez anos, o núme o de usões e aquisições de emp esas po in es ido es es angei os
dob ou como p opo ção do in es imen o ex e no di e o (IED) em países em desen ol imen o.
No B asil, esse ipo de modalidade de IED co esponde a 70% das ope ações egis adas en e
2012 e 2020. A pa i dos mic odados iden i icados de egis os decla a ó ios de IED, di eciona-
dos a emp esas b asilei as em uncionamen o, e seu en iquecimen o com dados adminis a i os,
ealiza-se um le an amen o do pad ão dessas ansações no país, sua concen ação espacial e
se o ial, o pe il das emp esas ecep o as e a o igem dos ecu sos. Pos e io men e, u ilizando-se da
he e ogeneidade do mês de ecebimen o do IED, es imam-se os e ei os sob e o c escimen o das
emp esas ecep o as, a emune ação média, a p opo ção de abalhado es com ensino supe io ,
a p obabilidade de expo a e os in es imen os em ino ação. Os esul ados es imados a a és
de um s agge ed di e ence-in-di e ences não ap esen am endências p é ias e suge em e ei os
he e ogêneos quan o ao po e da emp esa nacional. Pa a as pequenas, há e ei os posi i os sob e
o c escimen o, a emune ação média, a chance de expo a e os in es imen os em ino ação, com
e ei os nega i os sob e a p opo ção de abalhado es com ensino supe io . Pa a emp esas maio es,
o e ei o é opos o ou nulo. Na média, há uma edução no quad o de uncioná ios, que se inicia
poucos meses após a usão e/ou aquisição po sócio es angei o, inclusi e quan o a in es imen os
em pesquisa e desen ol imen o (P&D). Nesse p ocesso, al e a-se a composição educacional da
o ça de abalho emp egada e man ém-se cons an e a emune ação média. Os esul ados suge em
ainda que os e ei os mencionados são ambém he e ogêneos en e os se o es. Polí icas públicas
di ecionadas à a ação de IED des inados à aquisição ( o al ou pa cial) de emp esas b asilei as
de em conside a as especi icidades de cada cená io.
Pala as-cha e: in es imen o es angei o di e o; aquisições; emp ego; ino ação.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
2860
1 INTRODUÇÃO
O in es imen o es angei o di e o (IED), po meio da c iação de no as emp esas e/ou da
usão e aquisição de emp esas domés icas, igu a en e os p incipais mecanismos de acumulação
de capi al ísico e expansão das on ei as ecnológicas. Polí icas públicas di ecionadas a essa
modalidade de in es imen o agem sob a hipó ese de que ela con ibui de o ma inequí oca pa a
a consolidação do desen ol imen o econômico, sob e udo em economias eme gen es, nas quais
a capacidade do in es imen o p i ado cos uma se limi ada. Es e in luxo de capi al, no en an o,
pode assumi di e en es o ma os, exigindo o es udo de alhado de suas pa icula idades.
Es e abalho az uso dos egis os de in es imen o ex e no di e o di ecionados a emp esas já
em uncionamen o no B asil, con igu ando uma aquisição o al ou pa cial po sócio ou in es ido
es angei o. De aco do com Ragoussis (2020), es e ipo de in es imen o dob ou en e 2010 e 2020
pa a os países em desen ol imen o, al e ando o pano ama his ó ico no qual essa modalidade
p e alecia en e países desen ol idos. Sua maio pa icipação, aliada à a aliação p é ia de ce a
in e io idade com elação à c iação de no as emp esas, ge a a necessidade de es udos ocados
em des enda seus desdob amen os. Ragoussis (2020), ao analisa mic odados de i mas pa a
alguns países, ap esen a e ei os es a is icamen e signi ican es pa a emp esas ecep o as, mas
se es inge a China, Cos a do Ma im, Indonésia, Moldá ia, Sé ia e Vie nã. Regis am-se, na
média, e ei os posi i os sob e emp ego, salá ios, chance de expo a , en e ou os, mas não sem
essal as impo an es. No ge al, os esul ados mencionados compõem um conjun o de e idências
con o e sas sob e os e ei os eais do IED des inado à aquisição pa cial ou o al de emp esas já
em uncionamen o.
Pa a o B asil, o enômeno se o na ainda mais in e essan e de se es udado, uma ez que o
país se encon a en e os cinco países que mais ecebem in luxo de capi al no mundo, segundo
o Wo ld In es men Repo 2020, e pa e conside á el desses in es imen os são concen ados
em usões e aquisições. En e 2012 e 2020, em o no de 65% das emp esas que ecebe am IED,
segundo o Banco Cen al do B asil (BCB), já unciona am há pelo menos um ano. O le an amen o
ealizado po es e abalho isa ap imo a o en endimen o dos desdob amen os des e ipo de IED
sob e as emp esas ecep o as.1
Na li e a u a acadêmica especializada, não há consenso quan o aos e ei os do con ole ( o al
ou pa cial) de emp esas nacionais po in es ido es es angei os. Como des acado po Bloms om
1. Em A aújo Júnio (2021), em-se uma discussão ace ca do p o agonismo do B asil como ecep o de IED
ambém na modalidade especí ica de g een ield e o papel dos aco dos de in es imen o.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
2860
e Kokko (1998), C espo e Fon ou a (2007) e Smee s e Smee s (2008), a e idência empí ica não é
conclusi a, nem quan o à na u eza dos e ei os, nem quan o a sua magni ude. Os e ei os cos umam
a ia de o ma sis emá ica en e países e indús ias. Os incen i os pa a abso ção ecnológica,
expansão e in es imen os em pesquisa e desen ol imen o (P&D) p ecisam se en endidos caso
a caso, e a e e i idade do IED como impulsionado de c escimen o econômico ou ge ado de
emp egos depende desses aspec os.2
Apesa da al a de consenso, algumas e idências apon am pa a especi icidades e e o nos
posi i os pa a alguns países, na média. Em Haskell, Pe ei a e Slaugh e (2007), mic odados de
plan as indus iais do Reino Unidos o am u ilizados pa a es abelece a co elação posi i a en e
pa icipação socie á ia es angei a e a p odu i idade o al dos a o es nas plan as indus iais. Os
bene ícios mensu ados supe a am os cus os com incen i os go e namen ais em á ios se o es.
Esse e ei o sob e a p odu i idade o al dos a o es em ní el de emp esa, no se o manu a u ei o,
ambém oi obje o de es udo de Kelle e Yeaple (2009), no qual se egis am e ei os como o
aumen o da p odu i idade pa a emp esas ame icanas. Esse esul ado, no en an o, não se p o ou
obus o pa a odas as economias e ní eis de desen ol imen o. Em le an amen o semelhan e,
Ja o cik e Spa a eanu (2003) e Ja o cik (2004) ap esen am e idências de e ei os posi i os pa a
os o necedo es de emp esas ecep o as na Romênia e Li uânia, mas es i os aos casos em que as
emp esas não e am o almen e con oladas po es angei os. Em Sinani e Meye (2004) e Ai ken e
Ha ison (1999), os e ei os posi i os do IED pa a as emp esas da Es ônia e Venezuela e am es i os
a emp esas meno es. Enquan o em Kokko, Zejan e Tansini (2001) encon a-se e ei o nulo sob e a
p odu i idade de emp esas no U uguai, mas com aumen o da chance de expo a .
A aquisição pa cial ou o al de emp esas já em uncionamen o cos uma se compa ada com a
modalidade de IED conhecida po g een ield, na qual há in enção explíci a de cons ução de no as
áb icas ou de c iação de no as emp esas. Qiu e Wang (2011) e Da ies, Desbo des e Ray (2018)
es udam as escolhas de in es ido es in e nacionais en e a usão e aquisição ou o in es imen o
do ipo g een ield. Ambos os es udos co obo am a ese de que o desenho da polí ica de a ação
de IED e seu ambien e egula ó io desempenham papel impo an e no p ocesso decisó io, assim
como as ca ac e ís icas do me cado em si, cujas pa icula idades ambém de e minam essas esco-
lhas es a égicas po pa e do in es ido es angei o e explica iam di e en es pad ões obse ados
en e economias desen ol idas e subdesen ol idas. No en an o, os e ei os de cada modalidade
sob e a economia domés ica di e em, como documen ado em Ha ms e Méon (2018), sendo mais
p o á el que o in es imen o g een ield ge e c escimen o.
2. Bloms om e Kokko (2003) discu em mais especi icamen e esses aspec os elacionados à es u u a
de incen i os.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
2860
Ra i ica-se, po an o, a impo ância de ealiza um le an amen o de alhado dos seus e ei os
causais sob e emp esas ecep o as, com al a equência (mensal) e g anula idade (em ní el de
i ma), pa a o B asil. O en endimen o dessas especi icidades se az a a és da mensu ação ade-
quada dos pad ões de eação das emp esas ecep o as no B asil, em especial pa a o caso mais
con o e so, o IED des inado à aquisição o al ou pa cial de emp esas nacionais.
2 METODOLOGIA E DADOS
2.1 Fon es de dados
O exe cício economé ico p opos o nes e abalho é ealizado a pa i do acesso a bases de
dados de i mas iden i icadas, como os mic odados de ínculos emp egado-emp egado da Relação
Anual de In o mações Sociais (Rais), o necidos pelo Minis é io do T abalho; os mic odados de
egis os decla a ó ios de in es imen o ex e no di e o (RDE-IED), o necidos pelos BCB; os dados
do Sis ema In eg ado de Comé cio Ex e io (Siscomex), o necidos pela Sec e a ia de Comé cio
Ex e io (Secex) do B asil; e, po im, os dados de sócios de emp esas b asilei as, o necidos pela
Recei a Fede al, que iden i icam a composição socie á ia e di e enciam sócios es angei os, sejam
eles pessoas ísicas ou ju ídicas.3
Des acamos as po encialidades dos dados adminis a i os mencionados pa a uma a aliação
de impac o do IED sob e as emp esas b asilei as. No caso das in o mações elacionadas ao pe il de
emp ego ge ado, a Rais pe mi e a iden i icação da emp esa e do abalhado em cada con a o
de ínculo, sendo di e sas ca ac e ís icas de ambos obse á eis. A í ulo de ilus ação, não apenas
sabemos o se o , a localização e o po e da emp esa es udada, mas ambém o ní el educacional
de cada um de seus colabo ado es, além do seu empo de se iço, salá io, ipo de ocupação na
emp esa, en e ou os. Apesa de se uma pesquisa anual, em sido cada ez mais comum seu uso
em ní el mensal, uma ez que a da a de con a ação e demissão de cada emp egado é in o mada,
pe mi indo assim a cons ução de painel mensal, iden i icado no ní el da emp esa. Quan o à in o -
mação dos in es imen os ex e nos di e os, em-se a da a de oco ência dos egis os, a emp esa
de o igem no ex e io e seu país de o igem associados ao Cadas o Nacional da Pessoa Ju ídica
(CNPJ) e à azão social da emp esa ecep o a no B asil. Pa a es es de obus ez, os esul ados são
e isados a pa i de dados da Recei a Fede al, u ilizando-se o quad o socie á io das emp esas
es udadas, o que pe mi e a iden i icação do mês de en ada de algum sócio es angei o (di e a
ou indi e amen e) pa a con ole o al ou pa cial das a i idades no B asil.
3. O a amen o dos dados da Rais segue Ca alho (2018) e Al a ez e al. (2018).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
2860
FIGURA 1
Dis ibuição espacial do IED pa a aquisições no B asil (2012-2020)
Fon e: RDE-IED (BCB). Disponí el em: <h ps://bi .ly/3y7HRqn>.
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
2860
FIGURA 2
Dis ibuição espacial do IED pa a aquisições no es ado de São Paulo (2012-2020)
Fon e: RDE-IED (BCB). Disponí el em: <h ps://bi .ly/3JaKZ V>.
Elabo ação dos au o es.
Po im, o acompanhamen o dessa dinâmica se az sob a p emissa de que os in es imen os
es angei os di e os êm e ei os posi i os sob e emp ego, in es imen os em ino ação, emune ação
média, en e ou os. Na p óxima seção, o obje i o é quan i ica os e ei os sob e as emp esas ecep-
o as ao longo do empo, u ilizando-se a he e ogeneidade da da a de início do p imei o egis o de
IED des inado a cada emp esa como es a égia de iden i icação. Como discu ido em Poole (2013),
o con ole po sócios es angei os, ainda que pa cial, con e e s a us de mul inacional e pode muda
pe manen emen e a emp esa em ques ão, assim como sua elação com os colabo ado es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
2860
FIGURA 3
Dis ibuição espacial do IED pa a aquisições no es ado do Rio de Janei o (2012-2020)
Fon e: RDE-IED (BCB). Disponí el em: <h ps://bi .ly/3ZlQgCS>.
3.2 E idências economé icas
Pa a o obje i o especí ico de es ima os e ei os causais do IED sob e as emp esas ecep o as
já em uncionamen o, uma adequação da base se ez necessá ia. P imei o, a análise se es ingiu
a emp esas que ecebe am IED com mais de um ano de uncionamen o e es a am há pelo menos
dois anos sem egis os de IED no BCB. Segundo, o a amen o é de inido pelo ecebimen o do
p imei o egis o de IED. A maio pa e das emp esas ecebe apenas um egis o, e 95% ecebem
a é cinco egis os ao longo do pe íodo analisado. O pe íodo de a amen o é conside ado o mês
de egis o do p imei o IED. Com isso, em-se uma base ela i amen e homogênea de emp esas
ecep o as de IED no B asil, mas com he e ogeneidade conside á el quan o ao mês de ecebimen o.
A es a égia de iden i icação se ale jus amen e dessa he e ogeneidade pa a es uda a eação das
emp esas em o no do mês de oco ência do a amen o.
O sumá io es a ís ico da base a ada pa a as eg essões encon a-se na abela 4. Na média, as
emp esas incumben es que ecebem IED são emp esas com qua ocen os a quinhen os uncioná ios,
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
2860
com emune ação média en e R$ 5 mil e R$ 6 mil, dos quais me ade êm ensino supe io e 1%
exe ce unções especí icas das a i idades de P&D. Na média, a axa de c escimen o das emp esas,
em e mos de con a ações, é de 2%, e não se al e a en e os dois anos que an ecedem o a a-
men o e os dois anos subsequen es.
TABELA 4
Es a ís icas desc i i as: dois anos an es e sus dois anos depois do IED
An es Depois
Mediana Média
Des io-pad ão
Mediana Média
Des io-pad ão
Núme o de emp egados 34 424,80 2.664,10 38 466,56 3.337,83
C escimen o do emp ego (%) 0,00 0,02 0,74 0,00 0,02 0,65
Salá io médio (R$) 3.453 4.795,71 4.640,60 3.939 5.537,53 5.552,83
Emp egados com educação
supe io (%) 0,44 0,48 0,35 0,50 0,52 0,34
Emp egados em P&D (%) 0,77 6,52 14,26 1,10 6,84 14,48
Pesquisado es 0,00 0,19 2,80 0,00 0,20 2,40
Cien is as 0,00 3,44 11,25 0,00 3,64 11,46
Di e o es e ge en es de P&D 0,00 0,37 2,48 0,00 0,50 2,93
Engenhei os 0,00 2,53 8,07 0,00 2,50 7,95
Emp esas pequenas
An es Depois
Mediana Média
Des io-pad ão
Mediana Média
Des io-pad ão
Núme o de emp egados 12 26,49 62,41 14 29,09 65,24
C escimen o do emp ego (%) 0,00 0,02 0,27 0,00 0,04 0,83
Salá io médio (R$) 3.491,00 5.105,11 5.211,91 3.874,00 5.849,16 6.265,24
Emp egados com educação
supe io (%) 0,53 0,53 0,36 0,60 0,56 0,36
Emp egados em P&D (%) 0,00 6,69 15,52 0,00 7,02 15,88
Pesquisado es 0,00 0,18 3,07 0,00 0,17 2,36
Cien is as 0,00 3,37 11,82 0,00 3,64 12,14
Di e o es e ge en es de P&D 0,00 0,36 2,84 0,00 0,55 3,59
Engenhei os 0,00 2,78 9,48 0,00 2,66 9,20
(Con inua)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
2860
Emp esas g andes
An es Depois
Mediana Média
Des io-pad ão
Mediana Média
Des io-pad ão
Núme o de emp egados 267 1.131,63 4,348,93 270 1.241,60 5.472,33
C escimen o do emp ego (%) 0,00 0,02 0,92 0,00 0,01 0,50
Salá io médio (R$) 3.385 4.246,65 3.329,82 3.973 4.985,44 3.931,84
Emp egados com educação
supe io (%) 0,30 0,40 0,29 0,36 0,43 0,29
Emp egados em P&D (%) 2,20 6,22 11,68 2,60 6,52 11,59
Pesquisado es 0,00 0,21 2,25 0,00 0,27 2,45
Cien is as 0,79 3,56 10,15 0,85 3,63 10,15
Di e o es e ge en es de P&D 0,00 0,37 1,64 0,00 0,41 0,96
Engenhei os 0,42 2,08 4,59 0,52 2,21 5,02
Elabo ação dos au o es.
Obs.: In o mações de um painel balanceado, pa a emp esas que unciona am dois anos an es e pe manece am a i as
dois anos depois do egis o de IED no BCB. O núme o de emp egados, o salá io médio e o pe cen ual po ipo
de ocupação e o mação educacional são ob idos nos mic odados da Rais ( ínculos) e ep esen am a si uação 24
meses an es e 24 meses depois do a amen o. A axa de c escimen o e e e-se à média a é a da a do a amen o.
A abela 4 pe mi e ambém compa a a he e ogeneidade en e as emp esas pequenas e g an-
des, sepa adas pela mediana, em e mos de núme o de abalhado es no momen o do a amen o.
Emp esas meno es, em média, ocupam de 26 a 30 uncioná ios, emune am melho , na média, e
ap esen am uma pa icipação maio de pessoas com ensino supe io e ocupações de P&D. A axa
de c escimen o médio se al e a nos dois anos após o IED, saindo de 2% pa a 4% ao ano (a.a.).
Po sua ez, as emp esas g andes, na média, pe dem dinamismo nos dois anos subsequen es ao
ecebimen o do IED, passando de 2% a.a. pa a 1% a.a. Elas emp egam en e 1.100 e 1.200 emp e-
gados, com emune ação média meno e meno p opo ção de abalhado es com ensino supe io .
A compa ação en e o an es e o depois, seja pa a a base oda ou seg egada po po e de
emp esa, e ela alguma al e ação na di eção espe ada, com aumen o do núme o de abalhado es,
ao longo dos dois anos após o ecebimen o do IED, assim como aumen o na média do núme o de
emp egados em P&D e de pessoas com ensino supe io . No en an o, esse le an amen o pode es a
con aminado po esul ados especí icos pa a de e minados g upos de emp esas ou co es empo ais
especí icos pa a ecebimen o de IED. O obje i o do exe cício economé ico, desc i o a segui , é
in e i a elação causal do IED quan o a di e sos indicado es, con olando-se pelo e ei o ixo das
emp esas ecep o as e o e ei o ixo de empo – associado ao mês/ano especí ico do a amen o –,
acompanhando-se essas di e enças mensalmen e en e os já a ados e os ainda não a ados.
(Con inuação)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3.2.1 E ei os sob e o c escimen o das emp esas
O c escimen o das emp esas se á mensu ado u ilizando-se o núme o de uncioná ios a i os no
mês. O g á ico 1 ilus a o e ei o do IED sob e as con a ações dos meses an e io es e subsequen es.
No mês de a amen o, há uma queda no núme o de uncioná ios dos a ados, com subsequen e
no malização, mas, dois ou ês meses depois, já se pode in e i o aumen o do quad o que se con-
solida ao longo de dois anos, ha endo aumen o médio de 20% do núme o de emp egados. Esse
esul ado, no en an o, di e e bas an e de aco do com o po e das emp esas. Como pode se is o
no g á ico 2, o e ei o posi i o es á concen ado nas emp esas meno es, que ap esen am aumen o
médio de 40% após os dois anos, en e à endência, nas emp esas maio es, de “enxugamen o”
do quad o de uncioná ios após o IED. Em média, pa a emp esas maio es, a edução de quad o
chega a 30% após dois anos.
GRÁFICO 1
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e o núme o de emp egados
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 2
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e núme o de emp egados po po e
2A – Núme o de emp egados abaixo da mediana no mês de a amen o
2B – Núme o de emp egados acima da mediana no mês de a amen o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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O e ei o não ap esen a mui a he e ogeneidade quan o ao país de o igem do ecu so. Em espe-
cial, a análise se á ei a pa a os casos em que o IED oi lide ado pelos países com maio es olumes
de in es imen o en e 2011-2020, is o é, Es ados Unidos, Alemanha, Países Baixos, Espanha e
I ália. O e ei o médio ende a se pa ecido – di e ença p óxima de ze o en e a ados e con oles
an es do a amen o –, com e ei o posi i o ao longo dos dois p imei os anos. As emp esas que
ecebem in es imen os p o enien es da China ap esen am uma endência de edução do quad o
um ano após o IED, mas a edução não chega a se es a is icamen e signi ican e. O esul ado, no
en an o, é di e en e do e ei o posi i o e es a is icamen e signi ica i o dos demais in es ido es.
GRÁFICO 3
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e o emp ego, po países de o igem
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 1. USA – Es ados Unidos; GER – Alemanha; ITA – I ália; PB – Países Baixos; ESP – Espanha; CHI – China.
2. G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
Quan o à he e ogeneidade se o ial, a indús ia de ans o mação, os se o es de comé cio
e epa o de eículos, de in o mação e comunicação, e o de a i idades p o issionais, cien í icas
e écnicas são os g andes esponsá eis pelo e ei o posi i o obse ado na média pa a odas as
emp esas. Nos demais se o es, a endência é de es abilidade quan o ao núme o de uncioná ios
an es e depois do choque de IED, não sinalizando e ei os posi i os ou nega i os es a is icamen e
signi ican es. Po im, pa a odos os se o es é obse ada a ausência de endências p é ias aos
choques, suge indo que a ados e con oles são mui o semelhan es a é o momen o do choque.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 4
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e o emp ego, po se o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 1. A – Ag icul u a; B – Indús ia ex a i a; C – Indús ia de ans o mação; F – Cons ução; G – Comé cio; H – T anspo e e a mazenagem; I – Alojamen o e alimen-
ação; J – In o mação e comunicação; K – A i idades inancei as; L – A i idades imobiliá ias; M – A i idades p o issionais, cien í icas e écnicas; N – A i idades
adminis a i as e se iços complemen a es.
2. G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
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3.2.2 E ei os sob e emune ação média
Os e ei os sob e a emune ação média dos abalhado es, an es e depois do IED, podem
se isualizados em equência mensal, em o no da da a do IED, a pa i do g á ico 5. O e ei o
sob e a emune ação média é posi i o e signi ican e, mas só su ge após um ano do mês de
oco ência do IED. Em média, a a-se de um aumen o en e 5% e 10%. Esse e ei o, assim como
o do emp ego, es á concen ado nas emp esas de meno po e, mas dessa ez com e ei o nulo
en e as maio es.
GRÁFICO 5
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e emune ação média
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 12
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e in es imen o em ino ação, po se o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 1. A – Ag icul u a; B – Indús ia ex a i a; C – Indús ia de ans o mação; F – Cons ução; G – Comé cio; H – T anspo e e a mazenagem; I – Alojamen o e alimen-
ação; J – In o mação e comunicação; K – A i idades inancei as; L – A i idades imobiliá ias; M – A i idades p o issionais, cien í icas e écnicas; N – A i idades
adminis a i as e se iços complemen a es.
2. G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3.2.4 E ei os sob e o emp ego de pessoas com ensino supe io
Ou a dimensão po encialmen e a e ada pelo IED é a composição do quad o de uncioná ios
da emp esa ecep o a, quan o ao ní el de quali icação. Independen emen e da con a ação pa a
ins de P&D, a o ma de expansão ou e ação da a i idade p odu i a após o ecebimen o de IED
pode ( e)de ini ambém a p opo ção de uncioná ios com ensino supe io .
Como pode se is o no g á ico 13, o e ei o médio é nega i o, com edução g adual do pe -
cen ual de uncioná ios com ensino supe io após o ecebimen o do IED. A queda após dois anos
chega a se de 2 pon os pe cen uais (p.p.). Esse esul ado é u o dos e ei os o ogonais en e
emp esas de di e en es po es. En e as meno es (g á ico 14A), a expansão se dá majo i a iamen e
com aumen o das con a ações de uncioná ios sem ensino supe io , a e ando nega i amen e a
p opo ção. A edução chega a 5 p.p. após dois anos de ecebimen o do IED. En e as maio es
(g á ico 14B), a edução do quad o de uncioná ios, obse ada na média, se dá pela demissão
em i mo mais acele ado de uncioná ios sem ensino supe io , con ibuindo pa a um aumen o
es a is icamen e signi ica i o da sua p opo ção após o a amen o.
GRÁFICO 13
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e p opo ção de ensino supe io
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 14
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e p opo ção de ensino supe io , po po e
14A – Núme o de emp egados abaixo da mediana no mês de a amen o
14B – Núme o de emp egados acima da mediana no mês de a amen o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Es e e ei o médio nega i o sob e a p opo ção de uncioná ios com ensino supe io é algo
homogêneo en e as p incipais on es de IED do B asil, mas o e ei o nega i o mais o e é obse -
ado pa a os in es imen os ad indos da China e da I ália, com edução de a é 5 p.p. após dois
anos. Especi icamen e, os in es imen os ealizados po in es ido es da Espanha êm os e ei os
mais p óximos de ze o, como pode se is o no g á ico 15.
GRÁFICO 15
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e a p opo ção de ensino supe io pa a
di e en es países in es ido es
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 1. USA – Es ados Unidos; GER – Alemanha; ITA – I ália; PB – Países Baixos; ESP – Espanha; CHI – China.
2. G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
En e os se o es (g á ico 16), o e ei o nega i o mais cla o se dá na indús ia de ans o mação,
se o adicionalmen e dependen e de uncioná ios do ipo blue-colla , em sua maio ia écnicos de
baixa quali icação p o issional. É p o á el que a expansão das a i idades nesses se o es implique
na u almen e a queda da p opo ção de uncioná ios com ensino supe io . Algo semelhan e, mas em
meno in ensidade e sem signi icância es a ís ica, oco e com os se o es de comé cio e epa o de
eículos, alojamen o/alimen ação e indús ia ex a i a, pa a os quais a dependência de uncioná ios
de meno quali icação p o issional ans o ma um p ocesso de expansão das endas em edução
da p opo ção de uncioná ios com ensino supe io . Os demais se o es ap esen am e ei o nulo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 16
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e p opo ção de ensino supe io pa a di e en es se o es
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 1. A – Ag icul u a; B – Indús ia ex a i a; C – Indús ia de ans o mação; F – Cons ução; G – Comé cio; H – T anspo e e a mazenagem; I – Alojamen o e alimen-
ação; J – In o mação e comunicação; K – A i idades inancei as; L – A i idades imobiliá ias; M – A i idaedes p o issionais, cien í icas e écnicas; N – A i idades
adminis a i as e se iços complemen a es.
2. G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3.2.5 E ei os sob e as expo ações
Ou a dimensão a a és da qual o IED pode ia in luencia as emp esas ecep o as se ia ia
incen i o à a i idade expo ado a, po meio das conexões in e nacionais e da cul u a de in e na-
cionalização, an o na ma gem ex ensi a como na in ensi a. Os mic odados da Siscomex pe mi em
iden i ica anualmen e as emp esas ecep o as que expo am, assim como o olume expo ado,
medido po a iá eis ca egó icas.4 O obje i o das es ima i as é iden i ica se há aumen o da p o-
babilidade de expo a e/ou aumen o do olume expo ado, após a aquisição pa cial ou o al da
emp esa nacional po in es ido es angei o.
GRÁFICO 17
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e a p obabilidade de expo a
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
4. As a iá eis ca egó icas do Siscomex ep esen am olumes anuais de expo ações de a é US$ 1 milhão, en e
US$ 1 milhão e US$ 5 milhões, en e US$ 10 milhões e US$ 50 milhões, en e US$ 5 milhões e US$ 10
milhões, en e US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, e acima de US$ 100 milhões.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 18
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e a p obabilidade de expo a , po po e
18A – Núme o de emp egados abaixo da mediana no mês de a amen o
18B – Núme o de emp egados acima da mediana no mês de a amen o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 19
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e o olume de expo ações
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
Os esul ados, ap esen ados nos g á icos 17 e 19, ilus am os e ei os médios posi i os, mas
não es a is icamen e signi ica i os, pa a a base como um odo. Quando seg egado po po e
(g á icos 18 e 20), o esul ado suge e e ei os posi i os e es a is icamen e signi ican es sob e a
ma gem in ensi a e ex ensi a pa a emp esas meno es, com aumen o de 4 p.p. na chance de expo -
a após dois anos, enquan o o e ei o é nulo pa a as maio es. Na ma gem ex ensi a, medida po
a iá eis ca egó icas, o es imado posi i o sinaliza uma maio chance de muda pa a um olume
de expo ação mais al o.
Ressal a-se que os dados de expo ações são limi ados, seja pela equência (anual) ou po
sua cobe u a (apenas 26% das emp esas analisadas expo am). Com isso, impede-se uma maio
seg egação dos esul ados, seja po país de o igem ou po se o , uma ez que a amos a eduzida
comp ome e bas an e a p ecisão dos es imado es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 20
S agge ed DID: e ei o do IED (BCB) sob e o olume de expo ações, po po e
20A – Núme o de emp egados abaixo da mediana no mês de a amen o
20B – Núme o de emp egados acima da mediana no mês de a amen o
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á icos cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
40
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3.3 Tes es de obus ez
Como es e de obus ez, es ima-se o mesmo modelo u ilizando-se de dados de quad o de
sócios da Recei a Fede al. Nesse caso, igno am-se as in o mações dos egis os decla a ó ios
de in es imen o ex e no di e o (RDE-IED), do BCB, e u iliza-se como a amen o a da a de en ada
do sócio es angei o, seja uma en ada di e a ou indi e a (a a és de uma emp esa b asilei a con-
olada pa cial ou o almen e po es angei os).
Os esul ados podem se is os no g á ico 21. No ge al, o esul ado não se al e a. Há aumen o
do quad o de uncioná ios pa a emp esas meno es e edução pa a as maio es; aumen o da emu-
ne ação média pa a as meno es apenas, mas aqui de o ma es a is icamen e signi ican e; aumen o
de in es imen o em P&D pa a as meno es e edução pa a as maio es; e, po im, aumen o da
p opo ção de uncioná ios com ensino supe io pa a as maio es, com uma le e edução pa a as
meno es, mas sem signi icância es a ís ica.
GRÁFICO 21
S agge ed DID: e ei o da en ada (di e a ou indi e a) de sócios es angei os no
cadas o da Recei a Fede al
21A – Emp ego: emp esas pequenas
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
47
2860
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Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
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Assis en es da Coo denação
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