scieee Science in your language
[po] (orig)

Principais atualizações no modelo Globiom-Brasil e comparação de resultados usando diferentes cenários de mudanças climáticas

Author: Ruivo, Heloísa Musetti,Costa, Wanderson Santos,Soterroni, Aline Cristina,Ramos, Fernando Manuel
Publisher: Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Year: 2025
DOI: 10.38116/td3138-port
Source: https://www.econstor.eu/bitstream/10419/331450/1/1937864979.pdf
Rui o, Heloísa Muse i; Cos a, Wande son San os; So e oni, Aline C is ina; Ramos,
Fe nando Manuel
Wo king Pape
P incipais a ualizações no modelo Globiom-B asil e
compa ação de esul ados usando di e en es cená ios de
mudanças climá icas
Tex o pa a Discussão, No. 3138
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Rui o, Heloísa Muse i; Cos a, Wande son San os; So e oni, Aline C is ina;
Ramos, Fe nando Manuel (2025) : P incipais a ualizações no modelo Globiom-B asil e compa ação
de esul ados usando di e en es cená ios de mudanças climá icas, Tex o pa a Discussão, No. 3138,
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3138-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/331450
S anda d-Nu zungsbedingungen:
Die Dokumen e au EconS o dü en zu eigenen wissenscha lichen
Zwecken und zum P i a geb auch gespeiche und kopie we den.
Sie dü en die Dokumen e nich ü ö en liche ode komme zielle
Zwecke e iel äl igen, ö en lich auss ellen, ö en lich zugänglich
machen, e eiben ode ande wei ig nu zen.
So e n die Ve asse die Dokumen e un e Open-Con en -Lizenzen
(insbesonde e CC-Lizenzen) zu Ve ügung ges ell haben soll en,
gel en abweichend on diesen Nu zungsbedingungen die in de do
genann en Lizenz gewäh en Nu zungs ech e.
Te ms o use:
Documen s in EconS o may be sa ed and copied o you pe sonal
and schola ly pu poses.
You a e no o copy documen s o public o comme cial pu poses, o
exhibi he documen s publicly, o make hem publicly a ailable on he
in e ne , o o dis ibu e o o he wise use he documen s in public.
I he documen s ha e been made a ailable unde an Open Con en
Licence (especially C ea i e Commons Licences), you may exe cise
u he usage igh s as speci ied in he indica ed licence.
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/2.5/b /
3138
PRINCIPAIS ATUALIZAÇÕES NO MODELO
GLOBIOM-BRASIL E COMPARAÇÃO DE
RESULTADOS USANDO DIFERENTES
CENÁRIOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
HELOÍSA MUSETTI RUIVOHELOÍSA MUSETTI RUIVO
WANDERSON SANTOS COSTAWANDERSON SANTOS COSTA
ALINE CRISTINA SOTERRONI ALINE CRISTINA SOTERRONI
FERNANDO MANUEL RAMOS
3138
Rio de Janei o, julho de 2025
PRINCIPAIS ATUALIZAÇÕES NO
MODELO GLOBIOM-BRASIL E
COMPARAÇÃO DE RESULTADOS
USANDO DIFERENTES CENÁRIOS
DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS1
HELOÍSA MUSETTI RUIVO2
WANDERSON SANTOS COSTA3
ALINE CRISTINA SOTERRONI4
FERNANDO MANUEL RAMOS5
1. Es e abalho oi p oduzido no âmbi o do Te mo de Execução Descen alizada
(TED) aco dado en e a Sec e a ia de Desen ol imen o da In aes u u a (SDI)
do Minis é io da Economia e o Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) – TED SDI/Ipea no 01/2019, igen e en e 2019 e 2022. A en e de
abalho em que es e ex o pa a discussão se inse e oi coo denada po Edison
Benedi o da Sil a Filho e Fabiano Mezad e Pompe maye .
2. Bolsis a do Subp og ama de Pesquisa pa a o Desen ol imen o Nacional
(PNPD) na Di e o ia de Es udos e Polí icas Se o iais, de Ino ação, Regulação
e In aes u u a (Dise ) do Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
3. Bolsis a do PNPD na Dise /Ipea.
4. Bolsis a do PNPD na Dise /Ipea.
5. Bolsis a do PNPD na Dise /Ipea.
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
P incipais a ualizações no modelo Globiom-B asil e compa ação de
esul ados usando di e en es cená ios de mudanças climá icas /
Heloísa Muse i Rui o ... [e al.]. – Rio de Janei o: Ipea, 2025.
97 p. : il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3138).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Mudanças Climá icas. 2. Modelo de Uso do Solo. 3.
Ag opecuá ia. I. Rui o, Heloísa Muse i. II. Ins i u o de Pesquisa
Econômica Aplicada.
CDD 362.1
Ficha ca alog á ica elabo ada po Ana Paula Fe nandes Ab eu CRB-7/4769.
Como ci a :
RUIVO, Heloísa Muse i e al. P incipais a ualizações no modelo
Globiom-B asil e compa ação de esul ados usando di e en es
cená ios de mudanças climá icas. Rio de Janei o: Ipea, jul. 2025. 97
p. (Tex o pa a Discussão, n. 3138). DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/
d3138-po
JEL: R11, R12, Q1.
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o nos
o ma os PDF ( odas) e EPUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h ps:// eposi o io.ipea.go .b /.
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
PEDRO CARVALHO DE MIRANDA
Di e o a de Es udos e Polí icas Sociais
LETÍCIA BARTHOLO DE OLIVEIRA E SILVA
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ..........................................................................7
2 GLOBIOM-BRASIL ...................................................................8
2.1 Visão ge al ............................................. ......................................8
2.2 Resoluções espacial e empo al ..............................................12
2.3 Dados de cobe u a e uso da e a (ano-base) .......................13
2.4 Demanda e o e a .....................................................................21
2.5 Cus o de anspo e in e no .....................................................23
2.6 Sucessão soja e milho (double c opping) ...............................24
2.7 No as classes de uso da e a .................................................25
2.8 Zoneamen o ag oecológico da cana-de-açúca .....................27
2.9 Comé cio en e egiões ............................................................27
2.10 Cálculo de emissões e emoções ..........................................28
3 NOVAS MELHORIAS DO MODELO .....................................30
3.1 No o mapa de cobe u a e uso da e a (ano-base) ...............30
3.2 A ualização de d i e s exógenos .............................................34
3.3 Cons ução do cená io de linha de base .................................51
3.4 Validação do cená io de linha de base
pa a o pe íodo his ó ico ...........................................................53
4 MUDANÇAS CLIMÁTICAS ...................................................58
4.1 Cená ios de emissão do quin o ela ó io do IPCC ..................58
4.2 Cená ios de emissão do sex o ela ó io do IPCC ...................62
4.3 Compa ação dos esul ados de cená ios com
mudanças climá icas ............................................................... 67
5 CONCLUSÕES .......................................................................90
REFERÊNCIAS ..........................................................................92

SINOPSE
Es e abalho ap esen a as p incipais a ualizações do modelo Globiom-B asil. T a a-se
de um modelo de equilíb io de o e a e demanda de comé cio in e - egional global, que
simula as decisões de uso do solo dos p op ie á ios das e as. Algumas a ualizações
en ol e am ques ões me odológicas, como maio esolução espacial e empo al,
a possibilidade de double c opping (sucessão de soja e milho numa mesma á ea),
o e inamen o dos esul ados de comé cio en e egiões e o cálculo de emissões e
emoções. Também o am a ualizadas algumas p emissas ge ais, como cus os de
anspo e in e no, a ualização de d i e s exógenos, no o mapa de cobe u a e uso
da e a pa a o ano-base e alidação do cená io de base pa a o pe íodo his ó ico que
o modelo simula. Adicionalmen e, o am e is as algumas p emissas a espei o dos
e ei os das mudanças climá icas, em especial a obse ação de um cená io em que
se conside am os e ei os de dias de empe a u a ex ema sob e a p odu i idade da
ag opecuá ia. Os esul ados desse no o cená io são compa ados com simulações
já ealizadas em Zilli e al. (2020). A conside ação dos e ei os de dias de empe a u a
ex ema a e a pa icula men e a p odu i idade de g ãos (soja e milho) nas egiões
opicais do país, o que esul a em maio necessidade de á ea. Os esul ados encon ados
pelo modelo apon am que não há edução da p odução e expo ação de soja, milho,
cana-de-açúca e ca ne bo ina do B asil. Pelo con á io: a p odução p oje ada pa a
esses p odu os é maio que a p e is a nas simulações de Zilli e al. (2020), mas ao
cus o de se aloca uma á ea bem maio pa a essas cul u as ag ícolas. Os e ei os em
ou as a i idades são mais p oeminen es sob e a á ea en ão dedicada à pecuá ia, que
acaba cedendo a maio pa e da á ea adicional demandada pela ag icul u a.
Pala as-cha e: mudanças climá icas; modelo de uso do solo; ag opecuá ia.
ABSTRACT
This pape p esen s he main upda es o he Globiom-B azil model. I is a global
in e egional ade supply and demand balance model ha simula es land use decisions
by landowne s. Some upda es in ol ed me hodological issues, such as g ea e spa ial
and empo al esolu ion, he possibili y o double c opping (succession o soybean
and co n in he same a ea), he e inemen o ade esul s be ween egions, and he
calcula ion o emissions and emo als. Some gene al assump ions we e also upda ed,
such as in e nal anspo a ion cos s, upda ing o exogenous d i e s, a new land co e
and use map o he base yea , and alida ion o he baseline scena io o he his o ical
pe iod simula ed by he model. Addi ionally, some assump ions abou he e ec s o
clima e change we e upda ed, in pa icula he conside a ion o a scena io in which
he e ec s o ex eme deg ee days on ag icul u al p oduc i i y a e conside ed. The
esul s o his new scena io a e compa ed wi h simula ions al eady ca ied ou in
Zilli e al. (2020). Conside ing he e ec s o ex eme deg ee days pa icula ly a ec s
g ain p oduc i i y (soybean and co n) in he opical egions o he coun y, which esul s
in a g ea e need o a ea. The esul s ound by he model indica e ha he e is no
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ..........................................................................7
2 GLOBIOM-BRASIL ...................................................................8
2.1 Visão ge al ............................................. ......................................8
2.2 Resoluções espacial e empo al ..............................................12
2.3 Dados de cobe u a e uso da e a (ano-base) .......................13
2.4 Demanda e o e a .....................................................................21
2.5 Cus o de anspo e in e no .....................................................23
2.6 Sucessão soja e milho (double c opping) ...............................24
2.7 No as classes de uso da e a .................................................25
2.8 Zoneamen o ag oecológico da cana-de-açúca .....................27
2.9 Comé cio en e egiões ............................................................27
2.10 Cálculo de emissões e emoções ..........................................28
3 NOVAS MELHORIAS DO MODELO .....................................30
3.1 No o mapa de cobe u a e uso da e a (ano-base) ...............30
3.2 A ualização de d i e s exógenos .............................................34
3.3 Cons ução do cená io de linha de base .................................51
3.4 Validação do cená io de linha de base
pa a o pe íodo his ó ico ...........................................................53
4 MUDANÇAS CLIMÁTICAS ...................................................58
4.1 Cená ios de emissão do quin o ela ó io do IPCC ..................58
4.2 Cená ios de emissão do sex o ela ó io do IPCC ...................62
4.3 Compa ação dos esul ados de cená ios com
mudanças climá icas ............................................................... 67
5 CONCLUSÕES .......................................................................90
REFERÊNCIAS ..........................................................................92
educ ion in he p oduc ion and expo o soybeans, co n, suga cane, and bee om
B azil. On he con a y: he p ojec ed p oduc ion o hese p oduc s is highe han
hose p edic ed in he simula ions by Zilli e al. (2020), bu a he cos o alloca ing a
much la ge a ea o hese ag icul u al c ops. The e ec s on o he ac i i ies a e mo e
p ominen on he a ea p e iously dedica ed o li es ock, which ends up gi ing up mos
o he addi ional a ea demanded by ag icul u e.
Keywo ds: clima e change; land-use model; ag icul u al.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3138
1 INTRODUÇÃO
O B asil possui uma das maio es economias do mundo, além de uma á ea e i o ial e
uma população que ocupam, espec i amen e, a quin a e a sex a posição globalmen e.
O país é um dos p incipais p odu o es e expo ado es de ca ne bo ina e o qua o maio
p odu o de g ãos do mundo. O se o ag ícola e e em 2023 o maio aumen o en e as
a i idades que impac am di e amen e o desempenho do p odu o in e no b u o (PIB),
c escendo 2,9% em elação ao ano an e io . As p incipais commodi ies ag ícolas são
soja, milho e cana-de-açúca , que, jun as, ep esen a am ce ca de 80,0% da á ea cul i-
ada em 2022 (IBGE, 2022a).
O país ambém ab iga uma das maio es biodi e sidades do mundo nos seus di e en-
es biomas. No en an o, a i idades como a pecuá ia e o aumen o do cul i o de soja são
impo an es impulsionado es do desma amen o e ep esen am ameaças signi ica i as
pa a essa biodi e sidade. Combinadas com as mudanças climá icas, essas ameaças
podem a e a os a anços a uais no B asil. Consequen emen e, o B asil en en a o desa io
de equilib a o c escimen o econômico com os obje i os de conse ação ambien al.
Den o do con ex o do impac o das mudanças climá icas, es e ex o pa a discussão
az compa ação de esul ados do modelo global de equilíb io pa cial Globiom-B asil1
usando di e en es cená ios de mudanças climá icas, a ualizando e expandindo o es udo
ei o po Zilli e al. (2020). Além disso, o ela ó io az uma desc ição das p incipais
ca ac e ís icas e a anços na c iação des e modelo, adap ado pa a as especi icidades
do país. Vale essal a que, no modelo Globiom-B asil, o desma amen o depende do
eedback en e a demanda ag ícola u u a e as es ições egula ó ias e bio ísicas da
e a. Es a é a p incipal di e ença em elação a ou os es udos de modelagem, nos quais
o desma amen o é p imei o es imado sepa adamen e, mui as ezes com base em en
-
dências his ó icas, pa a depois se espacialmen e alocado u ilizando as ca ac e ís icas
da e a (Lau ence e al., 2001; Soa es-Filho e al., 2006; Lapola e al., 2010; Aguia e al.,
2012; Spa o ek e al., 2012). Ou as abo dagens na quais o desma amen o é calculado
a pa i da expansão do se o ag opecuá io êm ge almen e se concen ado em apenas
uma commodi y e não le am em conside ação o eedback do me cado (Ga e , Lambin
e Naylo , 2013; S assbu g e al., 2014). O ex o pa a discussão es á di idido em qua-
o seções, além des a in odução. Na seção 2 é desc i a uma isão ge al do modelo
Globiom-B asil e suas p incipais ca ac e ís icas, ais como os dados u ilizados, cus o
1. Modelo Global de Ges ão da Bios e a (Global Biosphe e Managemen Model – Globiom), desen ol ido
pelo In e na ional Ins i u e o Applied Sys ems Analysis (Iiasa). Disponí el em: h ps://iiasa.ac.a /
models- ools-da a/globiom.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3138
de anspo e in e no, suas esoluções e classes de uso da e a, assim como as imple
-
men ações ei as pa a ap imo a os esul ados no con ex o b asilei o, como a inse ção
de módulos da sucessão soja-milho e o zoneamen o ag oecológico da cana-de-açúca .
Na seção 3 são ela adas as melho ias mais ecen es no modelo, como o no o mapa
de uso de cobe u a e uso da e a baseado no MapBiomas e no Ins i u o B asilei o de
Geog a ia e Es a ís ica (IBGE) e as a ualizações de d i e s exógenos. Também abo da
a cons ução e a alidação do cená io de linha de base. Na seção 4, são ap esen ados os
esul ados e as discussões dos cená ios de mudanças climá icas, u ilizando dados
dos quin o e sex o ela ó ios do Painel In e go e namen al sob e Mudanças Climá icas
(In e go e nmen al Panel on Clima e Change – IPCC). Finalmen e, as p incipais consi-
de ações e conclusões são discu idas na seção 5.
2 GLOBIOM-BRASIL
2.1 Visão ge al
O modelo Globiom-B asil é uma e são egional baseada no modelo Globiom, adap-
ada pa a inco po a as especi icidades polí icas locais do B asil (So e oni e al., 2018;
So e oni e al., 2019). T a a-se de um modelo global de equilíb io pa cial que u iliza
es a égia de baixo pa a cima (bo om-up). O modelo simula a compe ição po e a
en e os p incipais se o es da economia do uso da e a (ag opecuá ia, sil icul u a e
bioene gia) sujei os a es ições de ecu sos, ecnologia e polí icas (Ha lík e al., 2011;
Ha lík e al., 2014).
O modelo calcula o equilíb io de me cado pa a p odu os ag ícolas e lo es ais,
alocando o uso da e a en e as a i idades de p odução pa a maximiza a soma do
exceden e do p odu o e do consumido , sujei o a es ições de ecu sos, ecnologia,
demanda e polí icas. O ní el de p odução de de e minada á ea é es abelecido pela p o-
du i idade ag ícola ou lo es al nessa á ea (dependen e da adequação e do manejo),
pelos p eços de me cado ( e le indo o ní el de demanda) e pelas condições e cus os
associados à con e são da e a, à expansão da p odução e, quando ele an e, ao
acesso ao me cado in e nacional (Ha lík e al., 2014).
O comé cio in e nacional ambém é conside ado, sendo baseado na abo dagem
de modelagem de equilíb io espacial, onde as egiões indi iduais come cializam en e
si sob a suposição de bens homogêneos e, po an o, a conco ência depende apenas
dos cus os (So e oni e al., 2019).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3138
Pa a c ia um único mapa de cobe u a e uso da e a pa a o B asil, o am combi-
nados dados de á ias on es: o mapa de cobe u a do solo Modis (F iedl e al., 2010);
dados de emanescen es o necidos pelo SOS Ma a A lân ica e á eas p o egidas,
incluindo Unidades de Conse ação (UCs), lo es as públicas e e as indígenas; além
de ma e iais do IBGE, como o Manual Técnico da Vege ação B asilei a (IBGE, 2012),
o Censo Ag opecuá io 2006 e as pesquisas P odução Ag ícola Municipal (PAM) e
Pesquisa da Pecuá ia Municipal (PPM) (IBGE, 2022a; 2022b). A me odologia es á
ilus ada na igu a 6.
FIGURA 6
Visão ge al da me odologia u ilizada pa a c ia um mapa consis en e de
cobe u a ou uso da e a pa a o B asil
Fon e: Câma a e al. (2015).
O mapa de ege ação do IBGE é o pon o de pa ida pa a o mapa de cobe u a
do solo de en ada do Globiom-B asil o a da Amazônia Legal. A ilus ação dis ingue
52 classes de ege ação e co esponde a 2001 e a 2002, que são pe íodos p óximos
ao ano-base 2000. Fo am ag egadas classes de ege ação em classes de cobe u a do
solo elacionadas ao Globiom-B asil ( igu a 7).

TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3138
FIGURA 7
Mapa de cobe u a do solo do IBGE eclassi icado nas classes Globiom
Fon e: Câma a e al. (2015).
No mapa de ege ação do IBGE, pequenos echos de pas agens ou la ou as não
são mapeados na Amazônia de ido à escala. Dessa manei a, o am usados dados
de cobe u a do solo de imagens Modis (baseados em sa éli e na Amazônia Legal)
po se em mais p ecisos em á eas de lo es a opical, onde a cobe u a a bó ea é
pe manen e e a emoção da lo es a é acilmen e iden i icá el.
Soma-se a is o o a o de que os dados do censo do IBGE sob e pas agens não são
con iá eis na Amazônia Legal, onde a pecuá ia es á associada à expansão de on ei as.
Assim, o uso de dados Modis e i a imp ecisões associadas ao censo na Amazônia.
O mapa de ege ação do IBGE subes ima a lo es a na Ma a A lân ica, que cos-
uma e uma cobe u a lo es al subs ancial. Po isso, oi u ilizado o mapa de alhado
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3138
de emanescen es lo es ais da SOS Ma a A lân ica pa a ap imo a o mapa de cobe -
u a do solo. Em elação ao mapa do IBGE, a á ea da classe ege ação na i a no
Globiom-B asil aumen ou.
In o mações do Se iço Flo es al B asilei o (SFB) o am usadas pa a a classe lo es a
manejada, a espei o de á eas lo es ais sob concessão ede al. O Globiom-B asil a a
as lo es as manejadas da mesma o ma que as lo es as p o egidas: são igno adas e
não podem se con e idas em ag icul u a ou pas agem. A ep esen ação de lo es as
plan adas no Globiom-B asil u iliza in o mações o necidas pelo Censo Ag opecuá io
2006 do IBGE. Esses plan ios de cu a o ação es ão localizados p incipalmen e no bioma
Ma a A lân ica e pe aziam 7,65 Mha em 2010.
As á eas p o egidas (incluindo e as indígenas, á eas de uso sus en á el e lo-
es as públicas) cob em g ande pa e do B asil. Os dados sob e á eas p o egidas
combinam ês en adas: i) o en ão Minis é io do Meio Ambien e o nece in o ma-
ções sob e UCs; ii) a Fundação Nacional do Índio (Funai) mapeia as á eas indígenas;
e iii) o mapa de lo es as públicas do SFB inclui á eas de concessões lo es ais. Mesmo
que exis a uma discussão sob e a explo ação ag ícola em e as indígenas, essas á eas
são omadas como es ições nos cená ios do Globiom-B asil, de modo que cul u as
e pas agens não podem se inse idas no modelo.
O mapa de á eas p o egidas co esponde a 2013 (lemb ando que o ano-base do
Globiom é 2000). Locais onde não há cul i o consolidado ou p odução animal são um
dos c i é ios pa a a seleção de no as á eas p o egidas. Po an o, az sen ido conside a
as á eas p o egidas c iadas após 2000 ao aloca cul u as ou pas agens em unidades
de simulação pa a 2000. A ep esen ação de á eas alagadas no Globiom-B asil de i a de
á eas do mapa de cobe u a do solo a pa i de imagens Modis e do mapa de ege a-
ção do IBGE que es ão sob o e in luência ma í ima ou lu ial. Essas á eas incluem
as lo es as inundadas na pa e baixa do io Amazonas, g andes pa es do del a do io
Amazonas e pa es dos biomas do Pan anal. Essas á eas são ixas no modelo.
Após a p odução do mapa p elimina de cobe u a do solo, es e oi dis ibuído
nas SimUs do Globiom-B asil, calculando a in e secção en e as SimUs e o mapa de
cobe u a do solo. Pa a aloca a i idades especí icas de uso da e a na ag icul u a,
pas agem e á ea não p odu i a, o mapa de cobe u a do solo na escala da unidade de
simulação oi mesclado com in o mações do IBGE sob e ag icul u a e p odução ani-
mal. Os dados do IBGE es ão disponí eis na escala do município, en ão oi necessá io
a ibui os dados da ag opecuá ia em SimUs, conside ando as á eas p o egidas.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3138
As á eas de pas agem nos municípios em 2000 (com base na PPM/IBGE) o am
compa adas com es ima i as de pas agem de i adas do Censo Ag opecuá io 2006 do
IBGE ( o a da Amazônia Legal) e com dados de pas agem de imagens Modis (den o
da Amazônia Legal). Na Amazônia Legal, odos os municípios com p odução animal
segundo o PPM ambém possuíam á ea de pas agem, con o me os dados Modis.
Os dados de ag icul u a o am e i ados da PAM/IBGE (g á ico 1).3 O Globiom-B asil
ope a dezoi o cul u as ag ícolas indi iduais em sua classe de cobe u a do solo in i u-
lada ag icul u a. Es as ep esen a am 86% da á ea o al cul i ada no B asil em 2000.
As demais cul u as são a ibuídas à classe ou as cul u as ag ícolas. Pa a as lo es as
plan adas, o am u ilizados os núme os po município do Censo Ag opecuá io 2006 do
IBGE. As lo es as plan adas não o am di e enciadas po espécie (Câma a e al., 2015).
GRÁFICO 1
Di isão po cul u a ag ícola no B asil (2000)
(Em %)
Fon e: IBGE (2022a).
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A di isão conside a a á ea o al des inada à ag icul u a.
3. As ilus ações cons an es nes e ex o pa a discussão não i e am seu leiau e e ex os pad onizados
e e isados pelo Edi o ial do Ipea, po se a a de imagens não edi á eis elabo adas pelos au o es
u ilizando-se o so wa e R.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3138
A á ea de p odução ag ícola ela ada pa a 187 municípios é maio do que a p óp ia
á ea desses municípios. Possí eis mo i os incluem g andes azendas com á ea em
á ios municípios, mas egis adas em um município, ela ó ios inco e os (in encionais
ou não) ou ainda a oco ência de dois ou mais plan ios na mesma á ea num mesmo
ano (como o milho sa inha discu ido na seção 2.6). Essas inconsis ências o am ajus-
adas usando um algo i mo de o imização.4 O algo i mo di ide a á ea de p odução de
um município pa a odas as SimUs que se c uzam com ele, conside ando o amanho
da sob eposição. Uma SimU que compõe 10% de um município ecebe 10% de sua
á ea p odu i a – a menos que não enha e a disponí el su icien e. A á ea de p odu-
ção exceden e é colocada em unidades de simulação izinhas, com p e e ência pa a
unidades de simulação p óximas que ambém se sob epõem ao mesmo município. O
algo i mo en a encon a a melho a ibuição possí el, usando es ições.
A abela 1 ap esen a uma isão ge al das quan idades de e a nas di e en es
classes de uso da e a, ag egadas po bioma. A á ea o al de odas as classes de uso
do solo é meno que a á ea o icial do B asil, uma ez que as unidades de simulação
deixam de o a co pos d’água como o io Amazonas. A dis ibuição espacial das classes
ag icul u a, pas agem e ege ação na i a es á ilus ada na igu a 8.
TABELA 1
Á ea das classes ag icul u a, pas agem e ege ação na i a po biomas
b asilei os
(Em Mha)
Bioma Ag icul u a Pas agem Vege ação na i a
Amazônia 3,2 35,9 343,9
Caa inga 4,8 19,9 41,9
Ce ado 14,5 65,6 54,1
Ma a A lân ica 18,3 35,4 19,7
Pampa 2,2 7,7 0,7
Pan anal 0,1 6,9 5,8
B asil 43,1 171,4 466,1
Fon e: ?
Elabo ação dos au o es.
4. Desc ição do algo i mo em Câma a e al. (2015).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3138
FIGURA 8
Dis ibuição espacial das classes do mapa de cobe u a e uso da e a (2000)
(Em ha/SimU)
8A – Ag icul u a18B – Pas agem
8C – Vege ação na i a
Elabo ação dos au o es.
No a: ¹ A classe ag icul u a conside a dezoi o cul u as ag ícolas.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3138
2.4 Demanda e o e a
A demanda po alimen os é calculada endogenamen e no Globiom-B asil e depende de
a o es exógenos, como o PIB, o c escimen o populacional e as endências alimen a-
es que êm dos cená ios socioeconômicos compa ilhados (sha ed socioeconomic
pa hways – SSPs) (O’Neill e al., 2014). Quando a população e o PIB aumen am ao longo
do empo, a demanda po alimen os ambém c esce, p essionando o sis ema ag ícola.
A mudança na enda pe capi a na linha de base le a a uma al e ação na die a alimen a ,
associada à modi icação de p e e ências (Ha lík e al., 2018).
Os pad ões de consumo de alimen os são ambém um a o de mudança. Quando
o p eço de um p odu o aumen a no Globiom ou no Globiom-B asil, o ní el de consumo
des e p odu o diminui po um alo de e minado pela elas icidade do p eço associada a
es e p odu o na egião conside ada. A elas icidade do p eço indica o quan o a mudança
ela i a no consumo é a e ada em e mos da a iação ela i a no p eço. Os alo es
dessas elas icidades no modelo são p o enien es do banco de dados de elas icidade
de demanda do Depa amen o de Ag icul u a dos Es ados Unidos (U.S. Depa men
o Ag icul u e – USDA) (Muhammad e al., 2011). Nessa base de dados, as elas ici-
dades-p eço da demanda são meno es pa a países em desen ol imen o do que pa a
países desen ol idos e meno es pa a ce eais do que pa a ca ne. Isso é consis en e
com as obse ações. De qualque o ma, a a-se de demandas, em ge al, inelás icas:
po exemplo, a elas icidade-p eço de demanda pa a pães e ce eais a ia de -0,50 pa a
a República do Congo a p a icamen e ze o pa a os Es ados Unidos. Como o Globiom e
o Globiom-B asil con abilizam commodi ies alimen a es u ilizando dados de balanço
o necidos pela Food and Ag icul u e O ganiza ion (FAO), o modelo pode en ão ela a
o impac o dessas mudanças de p eços como a iação na o e a de kcal pe capi a,
mas ambém p o eínas ou ou os mac onu ien es, como esul ado de uma polí ica
especí ica (Ha lík e al., 2018).
Exis em dezoi o cul u as ep esen adas no modelo (ce ada, milho, milhe o, a oz,
so go, igo, amendoim, g anola, soja, gi assol, palma, cana-de-açúca , mandioca, g ão
de bico, eijão, ba a a, ba a a doce e algodão). O modelo bio ísico Epic é usado pa a
es ima os endimen os po enciais das cul u as (Ha lík e al., 2014) pa a cada cul u a
e sis ema de manejo (subsis ência, sequei o com baixo apo e, sequei o com al o
apo e e i igado com al o apo e). Os cus os de p odução ambém são de inidos no
ní el de g ade po ipo de cul u a e sis ema de ges ão com base na he e ogeneidade
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3138
espacial do modelo Epic e do conjun o de dados Spam (Skalskỳ e al., 2008).5 A p o-
du i idade aumen a endogenamen e a pa i da ealocação da p odução pa a á eas
mais adequadas ou po meio de ocas en e sis emas de ges ão. Isso pe mi e mudan-
ças de endimen o endógenas em espos a aos sinais do me cado. O c escimen o
exógeno do endimen o ambém é possí el de ido às al e ações ecnológicas ao
longo do empo, seguindo as p ojeções de c escimen o econômico (IBF e IIASA, 2023).
A espos a do endimen o ag ícola aos sinais do me cado em sido um impo an e
pon o de deba e na a aliação da mudança indi e a do uso da e a. No Globiom e no
Globiom-B asil são ei as suposições sob e mudanças ecnológicas que pe mi em aos
endimen os aumen a em ao longo do empo independen emen e de ou os p essu-
pos os econômicos – po exemplo, melho amen o, in odução de no as a iedades,
di usão de ecnologia e c. Além disso, o modelo ep esen a espos as de endimen o
aos p eços. Nele, cul u as ag ícolas e pecuá ia possuem sis emas de manejo di e en-
ciados com p odu i idade e cus o p óp ios. A dis ibuição de cul u as ag ícolas, animais
e seus ipos de manejo nas unidades espaciais de e mina o endimen o médio em
ní el egional. Os ag icul o es podem ajus a seus sis emas de manejo e os locais de
p odução de aco do com as mudanças nos p eços, que a e am os endimen os médios
de di e en es manei as, como a iações en e os ipos de manejo, in es imen o em
sis emas i igados ou modi icação na alocação en e unidades espaciais de aco do
com condições climá icas e de solo (IBF e IIASA, 2023).
O se o pecuá io do Globiom-B asil ab ange oi o ipos de animais dis ibuídos
espacialmen e e se e p odu os de o igem animal (lei e e ca ne bo ina, ca ne de o elha
e cab a, lei e de o elha e cab a, ca ne de po co, ango e o os). Ruminan es (bo inos,
o inos e cap inos) podem se p oduzidos em oi o sis emas de p odução e monogás i-
cos (suínos e a es) podem se p oduzidos em dois sis emas de p odução. Os sis emas
de manejo pa a uminan es são de inidos de aco do com as zonas ag oecológicas
(á idas, úmidas e empe adas ou e as al as) e as necessidades alimen a es (à base de
pas o, g amíneas e ou os) a pa i do In e na ional Li es ock Resea ch Ins i u e (ILRI)
da FAO (S ein eld e al., 2006; No enbae e al., 2009). Os monogás icos são di e en-
ciados en e pequenos po es e indus iais, e seus sis emas de manejo são baseados
na e isão da li e a u a. O se o lo es al é ep esen ado no modelo po cinco ca e-
go ias de p odu os p imá ios ( o as se adas, o as de celulose, biomassa pa a ene -
gia, lenhas adicionais e ou as o as indus iais), que são consumidos po ene gia
5. Disponí el em: h ps://mapspam.in o/.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3138
indus ial, demanda de combus í el de cozinha ou p ocessados e endidos no me -
cado como p odu os inais (ou seja, polpa de celulose e madei a se ada).
2.5 Cus o de anspo e in e no
Os dados do Plano Nacional de Logís ica e T anspo es (PNLT) de 2012 o am usados pa a
cole a in o mações sob e as odo ias ede ais e os cus os de anspo e den o delas. Os
cus os a iam de US$ 0,35 a US$ 1,1665 de e e po onelada-quilôme o. Os cus os de
anspo e in e no são calculados na esolução da g ade espacial do modelo (SimU).
U iliza-se um algo i mo baseado na ma iz de p oximidade gene alizada (gene alized
p oximi y ma ix – GPM), p opos a po Aguia e al. (2003). Toma-se o cen oide de
cada célula da g ade como pon o de pa ida pa a calcula os cus os. Nes e algo i mo,
o caminho do pon o inicial ao pon o inal en a na ede odo iá ia somen e uma ez. O
caminho sai da es ada apenas no local ou no des ino mais p óximo. Quando não
há es ada nos pon os inicial ou inal, es ima-se um cus o adicional pa a en a ou
sai das es adas. O algo i mo eque que odas as es adas es ejam conec adas. As
es adas da Amazônia que não es ão conec adas à ede nacional es ão conec adas
à es ada mais p óxima e êm seu cus o de anspo e associado dob ado. Os cami-
nhos mais cu os na ede são calculados usando o algo i mo de Dijks a (Dijks a
e al., 1959). A ma iz de p oximidade oi calculada pa a as capi ais dos es ados e
pa a os po os de expo ação.
Os cus os de anspo e a iam de US$ 4,12 po onelada a US$ 1.000,84 pa a
capi ais e de US$ 9,93 po onelada a US$ 2.238,19 po onelada pa a po os ma í imos.
Os cus os dependem da localização da á ea de p odução, da sua conec i idade com
a ede odo iá ia e de onde as me cado ias são consumidas. Os cus os de anspo e
in e no em dóla po ipo de p odu o (ou seja, sólido, líquido e g ão) e des ino (capi al
do es ado mais p óximo ou po o ma í imo mais p óximo) o am calculados pa a odos
os p odu os modelados. Fo am de i ados os cus os inais de anspo e usando as
p opo ções do consumo in e no e da expo ação po p odu o (So e oni e al., 2018).
Os cus os inais de anspo e o am de i ados usando as p opo ções de consumo
in e no e de expo ação po p odu o. Como o B asil expo a 44% da soja p oduzida, o
cus o de anspo e da soja pa a cada célula da g ade é 0,44 ezes o cus o a é o po o
mais p óximo mais 0,56 ezes o cus o a é a capi al mais p óxima. A igu a 9 mos a
os mapas inais de anspo e de soja, ca ne bo ina e cana-de-açúca , em dóla po
onelada (So e oni e al., 2018).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3138
FIGURA 9
Cus os combinados de anspo e pa a soja, ca ne bo ina e cana-de-açúca
(Em US$/ )
9A – Soja 9B – Ca ne bo ina
9C – Cana-de-açúca
Fon e: So e oni e al. (2018).
2.6 Sucessão soja e milho (double c opping)
De aco do com as es a ís icas o iciais, en e 2003 e 2020, a á ea de milho monocul u a
diminuiu ce ca de 5 Mha, enquan o a á ea de milho sa inha sal ou mais de 10 Mha.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
31
3138
FIGURA 12
Mapa de cobe u a e uso do solo pa a 2000 da Coleção 4.1 do MapBiomas
Fon e: MapBiomas, 2020. Disponí el em: h p://www.mapbiomas.com/.
FIGURA 13
Mapeamen o en e as classes do Globiom-B asil e as classes da Coleção 4.1
do MapBiomas
Fon e: Globiom, 2024; e MapBiomas, 2024. Disponí eis em: h ps://globiom.o g/
documen a ion.h ml e h ps://b asil.mapbiomas.o g/.
Elabo ação dos au o es.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
3138
Con udo, como o modelo Globiom-B asil necessi a de in o mações de ag icul u a
po ipo de cul u a ag ícola, e as classes do MapBiomas elacionadas à ag opecuá ia
são subdi ididas em pas agem, ag icul u a e mosaico de ag icul u a e pas agem, dados
es a ís icos da PAM/IBGE o am u ilizados pa a a c iação das classes Globiom-B asil
ela i as à ag icul u a. As e apas de con e são dos dados IBGE pa a município/SimU
es ão ilus adas na igu a 14. A me odologia e os algo i mos pa a a con e são dos
dados da PAM/IBGE es ão de alhados na subseção 2.3 e em Câma a e al. (2015).
Resumidamen e, os dados o necidos pelo IBGE com a in o mação de á ea pa a cada
cul u a ag ícola são dis ibuídos espacialmen e po município, pa a, em seguida, se em
con e idas pa a a esolução SimU. Após a con e são município/SimU, ob ém-se o
alo de á ea da classe ag icul u a po SimU a pa i das á eas de dezoi o cul u as
(ce ada, milho, milhe o, a oz, so go, igo, amendoim, g anola, soja, gi assol, palma,
cana-de-açúca , mandioca, g ão de bico, eijão, ba a a, ba a a doce e algodão). As á eas
das cul u as ag ícolas es an es são ag egadas e a ibuídas pa a a classe de ou as
cul u as ag ícolas.
FIGURA 14
Me odologia pa a con e são da PAM/IBGE pa a c iação das classes
elacionadas à ag icul u a pa a o mapa de 2000
Elabo ação dos au o es.
A á ea da classe pas agem do no o mapa pa a cada SimU oi compu ada a pa i
da classe ag opecuá ia do MapBiomas e das classes de ag icul u a c iadas a pa i dos
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
33
3138
dados da PAM/IBGE. A classe ag opecuá ia é a soma das classes pas agem, ag icul-
u a e mosaico de ag icul u a e pas agem do MapBiomas. Com as á eas das cul u as
ag ícolas alocadas em cada SimU a pa i dos dados da PAM/IBGE ( igu a 14), oi ea-
lizada a di e ença en e o alo da classe ag opecuá ia do MapBiomas e da soma das
classes ag icul u a e ou as cul u as ag ícolas ob idas pela PAM/IBGE. Es a di e ença
oi compu ada pa a cada SimU e co esponde à classe pas agem no no o mapa. Pa a
si uações em que a di e ença en e ag opecuá ia e ag icul u a mais ou as cul u as
ag ícolas esul ou em alo nega i o na SimU, o alo pa a a classe pas agem na SimU
oi ze ado e compensado, p imei amen e, pela á ea da classe á eas não p odu i as da
mesma SimU. Caso a á ea da classe á eas não p odu i as es i esse ze ada, a compen-
sação e a ei a eduzindo a á ea de ege ação na i a na SimU. Ao odo, a compensação
de á eas nega i as pa a a classe pas agem esul ou em um ajus e de 2 Mha. As á eas
de ege ação na i a, ag icul u a e pas agem no no o mapa co espondem a 599 Mha,
43 Mha e 175 Mha, espec i amen e. A dis ibuição espacial das p incipais classes
es á ilus ada na igu a 15. O alo ag egado po bioma das p incipais classes do no o
mapa es á expos o na abela 2.
TABELA 2
Á ea das classes ag icul u a, pas agem e ege ação na i a do Globiom-B asil
em 2000 u ilizando o no o mapa inicial de cobe u a e uso da e a
(Em Mha)
Bioma Ag icul u a Pas agem Vege ação na i a
Amazônia 3,2 33,7 367,1
Caa inga 4,8 23,3 51,5
Ce ado 14,5 59,9 124,4
Ma a A lân ica 18,3 53,1 33,7
Pampa 2,2 3,2 10,2
Pan anal 0,1 1,8 12,6
B asil 43,0 175,0 599,4
Elabo ação dos au o es.
Em compa ação aos o iginalmen e usados pelo modelo Globiom-B asil (indicados na
abela 1), obse am-se algumas disc epâncias, que a é limi am o co ejo dos esul ados
das modelagens en e os di e en es cená ios. A á ea de ege ação na i a é bem maio
nessa no a calib ação, em odos os biomas, indicando maio cobe u a espacial dos
dados mais a uais em compa ação aos o iginalmen e usados. Há ambém di e enças
ele an es em á eas de pas agens, o que pode indica alguma eclassi icação, especial-
men e en e pas agem deg adada e ege ação na i a nos biomas Ce ado e Pampa.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
34
3138
FIGURA 15
Dis ibuição espacial das classes ag icul u a, pas agem e ege ação na i a
no no o mapa de cobe u a e uso da e a de 2000 baseado no MapBiomas e
na PAM/IBGE
15A – Ag icul u a 15B – Pas agem
15C – Vege ação na i a
Elabo ação dos au o es.
3.2 A ualização de d i e s exógenos
Ou a melho ia inco po ada no modelo oi a a ualização de d i e s exógenos e e en es
a dis in as na a i as socioeconômicas. Pesquisado es de di e en es g upos de mode-
lagem buscam desen ol e cená ios que explo em como o mundo pode se ans o ma
no deco e des e século. A comunidade cien í ica de pesquisa em mudança climá ica
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
35
3138
desen ol eu um conjun o de cinco aje ó ias al e na i as de desen ol imen o social
pa a o u u o, ela adas como SSPs (O’Neill e al., 2014; O’Neill e al., 2017). A elabo-
ação dos SSPs comp eendeu cinco passos p incipais (Riahi e al., 2017), con o me
abaixo desc i o.
•
Cons ução de na a i as, com o obje i o de o nece desc ições mais amplas
das condições do u u o que são ele an es não só pa a a análise de es a é-
gias de mi igação, como ambém pa a a análise de ulne abilidade social pa a
mudanças climá icas, impac os climá icos e medidas pa a adap ação.
•
Ex ensão das na a i as, desc e endo em e mos quan i a i os as p incipais
ca ac e ís icas de cada SSP e as hipó eses de cada cená io.
•
C iação dos elemen os básicos dos SSPs em e mos de d i e s demog á icos
e econômicos usando modelos quan i a i os.
•
Elabo ação dos cená ios de linha de base de cada SSP, com a de inição do
sis ema de ene gia, do uso do solo e emissões GEEs, ado ando um conjun o
de Modelos de A aliação In eg ada (In eg a ed Assessmen Models – IAMs).
•
C iação des es elemen os po meio de IAMs pa a cená ios de mi igação usando
SSPs (seções 4.1 e 4.2).
Os SSPs ap esen am cinco di e en es na a i as que desc e em uma gama de
u u os possí eis que se es endem ao longo de duas dimensões elacionadas às mudan-
ças climá icas: desa ios socioeconômicos pa a mi igação e adap ação ( igu a 16).
De modo ge al, os SSPs e le em: um mundo de c escimen o e igualdade com oco na
sus en abilidade (SSP1) (Vuu en e al., 2017); um mundo onde as endências seguem
amplamen e seus pad ões his ó icos (SSP2) (F icko e al., 2017); um mundo agmen-
ado com compe ição en e países (SSP3) (Fujimo i e al., 2017); um mundo de desigual-
dade cada ez maio (SSP4) (Cal in e al., 2017); e um mundo de c escimen o ápido e
i es i o na p odução econômica e no uso de ene gia, com p edominância do uso de
combus í eis ósseis (SSP5) (K iegle e al., 2017).
Publicados inicialmen e em 2014 (O’Neill e al., 2014), os SSPs o am a ualizados
du an e ês anos (O’Neill e al., 2017; Riahi e al. 2017) e es ão sendo usados na úl ima
odada de modelagem climá ica – conhecida como Coupled Model In e compa ison
P ojec e sion 6 (CMIP6) –, em p epa ação pa a o sex o ela ó io de a aliação do
IPCC. As na a i as são aduzidas em p ojeções quan i a i as pa a os p incipais d i e s
TEXTO pa a DISCUSSÃO
36
3138
socioeconômicos, ais como população, PIB e u banização.7 Em seguida, ambas as na -
a i as e as p ojeções associadas aos d i e s socioeconômicos são elabo adas u ilizando
um conjun o de IAMs, de o ma que sejam de i adas p ojeções quan i a i as de ene gia,
uso do solo e emissões a eladas a cada SSP.
FIGURA 16
Di e en es combinações de desa ios socioeconômicos pa a mi igação e
adap ação ep esen adas pelos SSPs
Fon e: O’Neill e al. (2014).
Elabo ação dos au o es.
A p imei a e são ( 1) da base de dados dos SSPs oi c iada em 2013 e ap imo ada
pa a uma no a e são ( 1.1) em 2016, e ambas podem se encon adas no eposi ó-
io do Iiasa.8 Pos e io men e, uma segunda e são da base de dados oi publicada
( 2.0) e o modelo Globiom-B asil oi a ualizado com es a no a e são das p ojeções
quan i a i as dos SSPs. A segui , são ilus adas compa ações en e as p ojeções de
população (g á ico 2), PIB (g á ico 3) e PIB pe capi a (g á ico 4) dos dados a ualizados
pa a o Globiom-B asil com a segunda e são da base de dados SSP, em elação aos
dados an igos da p imei a e são. A p ojeção de população pa a o B asil do cená io
SSP2 es á alinhada com as es ima i as de população do IBGE, as quais p oje am 225 e
233 milhões de habi an es em 2030 e 2050, espec i amen e, esul ando em di e enças
meno es que 1% se compa adas com as p ojeções do SSP2. Além do B asil, ilus a-se
7. Pa a mais de alhes pa a cada SSP, con e i : Cal in e al. (2017), F icko e al. (2017), Fujimo i e al. (2017),
K iegle e al. (2017) e Vuu en e al. (2017).
8. Disponí el em: h ps:// n ca .iiasa.ac.a /SspDb/dsd?Ac ion=h mlpage&page=10#pas eleases.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
37
3138
o co ejo das di e enças da e são an iga e a ualizada pa a cada SSP pa a o mundo
(g á icos 5 a 7), Es ados Unidos (g á icos 9 a 11), China (g á icos 11 a 13) e União
Eu opeia9 (g á icos 14 a 16).
GRÁFICO 2
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 da população no B asil pa a cada SSP
(2010-2050)
(Em milhões de habi an es)
2A – Ve são 1.1
2B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
Obs.: As p ojeções de população pa a o SSP2 seguem as es ima i as o necidas pelo
IBGE (linha acejada).
9. Pa a a União Eu opeia, o Globiom-B asil conside a os países: Áus ia, Bélgica, F ança, Alemanha,
Luxembu go, Países Baixos, Dinama ca, Finlândia, I landa, Suécia, Reino Unido, Chip e, G écia, I ália, Mal a,
Po ugal, Espanha, Es ônia, Le ônia, Li uânia, Bulgá ia, República Tcheca, Hung ia, Polônia, Romênia,
Eslo áquia e Eslo ênia.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
38
3138
GRÁFICO 3
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB no B asil pa a cada SSP
(2010-2050)
(Em US$ bilhões)
3A – Ve são 1.1
3B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
39
3138
GRÁFICO 4
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB pe capi a no B asil pa a
cada SSP (2010-2050)
(Em US$ mil)
4A – Ve são 1.1
4B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
40
3138
GRÁFICO 5
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 da população pa a o mundo pa a cada
SSP (2010-2050)
(Em bilhões de habi an es)
5A – Ve são 1.1
5B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
47
3138
GRÁFICO 12
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB pa a a China pa a cada SSP
(2010-2050)
(Em US$ bilhões)
12A – Ve são 1.1
12B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
48
3138
GRÁFICO 13
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB pe capi a pa a a China pa a
cada SSP (2010-2050)
(Em US$ mil)
13A – Ve são 1.1
13B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
49
3138
GRÁFICO 14
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 da população pa a a União Eu opeia
pa a cada SSP (2010-2050)
(Em milhões de habi an es)
14A – Ve são 1.1
14B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
50
3138
GRÁFICO 15
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB pa a a União Eu opeia pa a cada
SSP (2010-2050)
(Em US$ bilhões)
15A – Ve são 1.1
15B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
51
3138
GRÁFICO 16
P ojeções a uais das e sões 1.1 e 2.0 do PIB pe capi a pa a a União Eu opeia
pa a cada SSP (2010-2050)
(Em US$ mil)
16A – Ve são 1.1
16B – Ve são 2.0
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Elabo ação dos au o es.
3.3 Cons ução do cená io de linha de base
Pa a calib ação e alidação do no o mapa inicial de cobe u a do uso do solo oi c iado
um cená io de linha de base, com o in ui o de cap u a p ojeções que sigam amplamen e
TEXTO pa a DISCUSSÃO
52
3138
os pad ões his ó icos em e mos de mudança do uso do solo e p odução, consumo
e expo ação de p odu os ag ícolas. O cená io de linha de base é undamen ado no
cená io IDCImpe ec 2, c iado em So e oni e al. (2018), em que o con ole do des-
ma amen o ilegal é impe ei o (ou pa cial) nos biomas Amazônia e Ce ado, seguindo
uma p obabilidade de cump imen o do Código Flo es al. Es a p obabilidade é calcu-
lada po célula e é u ilizada como um índice pa a es ingi ou não o desma amen o
ilegal. No cená io IDCImpe ec 2, a p obabilidade do cump imen o do Código Flo es al
é aumen ada em 25% na Amazônia e no Ce ado, e se man ém cons an e de 2010 a
2050 ( igu a 17A). Pa a o bioma Ma a A lân ica (p o egido pela Lei no 11.428/2006),
o con ole do desma amen o é o al, enquan o não há con ole pa a Caa inga, Pampa e
Pan anal ( igu a 17B). Além disso, não há polí icas de es au ação de ege ação na i a
em odos os biomas nes e cená io.
FIGURA 17
P emissas pa a cump imen o do Código Flo es al e con ole do desma amen o
ilegal
17A – P obabilidade do
cump imen o do Código Flo es al
17B – Con ole do
desma amen o ilegal
Fon e: So e oni e al. (2018).
O cená io de linha de base u iliza as p ojeções do cená io SSP2 pa a população
e PIB ( e são 2.0). Com elação à mo a ó ia da soja, emp ega-se o cená io u ilizado
em So e oni e al. (2019), no qual conside a-se que a mo a ó ia da soja é aplicada
na Amazônia de 2006 em dian e, mas não é p a icada no Ce ado. Po im, o cená io
de linha de base não le a em con a o e ei o das mudanças climá icas em suas p ojeções.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
53
3138
É impo an e salien a que ou os cená ios c iados a pa i do cená io de linha de
base a pa i de mudanças de hipó ese ela i as ao con ole do desma amen o e às
p ojeções SSP seguem a mesma aje ó ia a é 2020 com elação ao cená io de linha
de base e se di e enciam des e pon o em dian e.
3.4 Validação do cená io de linha de base pa a o pe íodo his ó ico
As p ojeções do Globiom-B asil pa a o cená io de linha de base o am compa adas com
es a ís icas o iciais pa a ins de alidação pa a 2015. En e os dados his ó icos, es ão
inclusas as es a ís icas de á ea e de p odução o necidas pela PAM/IBGE (IBGE, 2022a),
dados da PPM/IBGE (IBGE, 2022b) ela i os ao ebanho bo ino e o mapa de desma-
amen o acumulado o necido pelo P oje o de Moni o amen o do Desma amen o na
Amazônia Legal po Sa éli e (P odes) (INPE, 2022). De o ma ge al, oi obse ada uma
boa conco dância en e os dados o iciais e as p ojeções simuladas pelo Globiom-B asil.
A abela 3 e o g á ico 17 mos am a compa ação da á ea das p incipais cul u as
ag ícolas b asilei as com os dados o necidos pelo IBGE. Soja e milho, as cul u as com maio-
es á eas, ap esen a am as meno es di e enças (1% e 2%, espec i amen e). As maio es
di e enças o am obse adas pa a o a oz (11%) e o eijão (24%). A dis ibuição espacial
da á ea de soja ( igu a 18), milho ( igu a 19), cana-de-açúca ( igu a 20), a oz ( igu a 21),
mandioca ( igu a 22) e eijão ( igu a 23) ambém o am co ejadas com dados da
PAM/IBGE e consegui am cap u a as p incipais egiões p odu o as.
TABELA 3
Compa ação da á ea das p incipais cul u as ag ícolas do ag onegócio b asilei o
em 2015
Cul u a ag ícola Dado o icial
(Em Mha)
Cená io de linha de base
(Em Mha)
Di e ença absolu a
(Em Mha)
Di e ença ela i a
(%)
Soja 32,2 32,8 0,6 2
Milho 15,4 15,5 0,1 1
Cana-de-açúca 10,1 9,6 0,5 -5
A oz 2,1 1,9 0,2 -11
Mandioca 1,5 1,5 0 -3
Feijão 2,9 3,6 0,7 24
Fon e: IBGE (2022a).
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A compa ação oi ei a a pa i das p ojeções do Globiom-B asil e dos dados
his ó icos o iciais.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
54
3138
GRÁFICO 17
Compa ação da á ea das p incipais cul u as ag ícolas b asilei as segundo os
dados da PAM/IBGE e como p oje ado pelo Globiom-B asil usando o cená io
de linha de base
(Em Mha)
Fon e: IBGE (2022a).
Elabo ação dos au o es.
GRÁFICO 18
Compa ação da p odução das p incipais cul u as ag ícolas b asilei as segundo
os dados da PAM/IBGE e como p oje ado pelo Globiom-B asil usando o cená io
de linha de base
(Em M )
Fon e: IBGE (2022a).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
55
3138
FIGURA 18
Dis ibuição espacial da á ea de soja o necida pelo IBGE e p oje ada pelo
Globiom-B asil (2015)
(Em Mha)
18A – PAM/IBGE (32,2 Mha) 18B – Globiom-B asil (32,8 Mha)
Fon e: IBGE (2022a).
FIGURA 19
Dis ibuição espacial da á ea de milho o necida pelo IBGE e p oje ada pelo
Globiom-B asil (2015)
(Em Mha)
19A – PAM/IBGE (15,4 Mha) 19B – Globiom-B asil (15,5 Mha)
Fon e: IBGE (2022a).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
56
3138
FIGURA 20
Dis ibuição espacial da á ea de cana-de-açúca o necida pelo IBGE e
p oje ada pelo Globiom-B asil (2015)
(Em Mha)
20A – PAM/IBGE (10,1 Mha) 20B – Globiom-B asil (9,6 Mha)
Fon e: IBGE (2022a).
FIGURA 21
Dis ibuição espacial da á ea de a oz o necida pelo IBGE e p oje ada pelo
Globiom-B asil (2015)
(Em Mha)
21A – PAM/IBGE (2,1 Mha) 21B – Globiom-B asil (1,9 Mha)
Fon e: IBGE (2022a).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
63
3138
Além des es qua o cená ios a ualizados, mais qua o no os cená ios o am inse-
idos com o in ui o de amplia o leque de u u os pa a simulação: SSP1-1.9, SSP4-3.4,
SSP4-3.4Os e SSP3-7.0 (g á ico 21). As p incipais ca ac e ís icas dos qua o no os
cená ios são abaixo desc i as.
•
SSP1-1.9: cená io desenhado pa a limi a , a é 2100, o aquecimen o abaixo
de 1,5°C acima dos ní eis p é-indus iais – desen ol ido explici amen e pa a
ep esen a a me a de 1,5°C do Aco do de Pa is. Des a o ma, os no os
cená ios do CMIP6 pe mi em que os modelos explo em os impac os das
mudanças climá icas em o no de 1,5°C de aquecimen o.
•
SSP4-3.4: cená io pa a explo a o espaço en e os cená ios SSP1-2.6 e SSP2-4.5
a é 2100, c iado com o obje i o de melho a alia os impac os climá icos caso
os países eduzam apidamen e as emissões, mas acassem em mi igá-las
ápido o su icien e pa a limi a o aquecimen o abaixo de 2°C.
•SSP4-3.4OS: cená io em que as emissões seguem o caminho do pio cená io
(SSP5-8.5) a é 2040 e, em seguida, há uma edução ex ema e ápida de emissões,
alcançando emissões nega i as de CO2 no im do século.
•
SSP3-7.0: cená io in e mediá io em e mos de emissões, de o ma que possam
se examinados os esul ados de cená ios de pio caso (SSP5-8.5), in e me-
diá io (SSP3-7.0) e mais o imis as (SSP4-6.0) ao modela o quan o o plane a
pode aquece em um u u o no qual não se consiga implemen a nenhuma
polí ica climá ica.
Os no os cená ios u ilizados no AR6 o am ado ados pa a ge a no os shi e s
climá icos e, consequen emen e, no os cená ios climá icos que são usados no
Globiom-B asil. Com elação aos cená ios de mudanças climá icas, os impac os
na ag icul u a o am a aliados a pa i da aplicação de shi e s na p odu i idade das dezoi o
cul u as ag ícolas. Os shi e s o am u ilizados nas in a egiões ep esen adas pelo
Globiom-B asil a ní el de g ade. A me odologia pa a c iação dos shi e s e, consequen-
emen e, dos cená ios climá icos, aqui denominada me odologia deg ee days (DD), é
baseada na mé ica ex eme deg ee days (EDD), u ilizada pa a mensu a quan os dias
uma cul u a ag ícola é expos a a uma empe a u a máxima acima de ce o limia de
empe a u a ex ema.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
64
3138
GRÁFICO 21
Cená ios de emissões no CMIP6
(Em G Co2)
Fon e: Haus a he (2019).
Elabo ação dos au o es.
Os shi e s p ocu am es ima a espos a da p odu i idade das cul u as ag íco-
las às mudanças de empe a u a ( ), deco en es de mudanças na ege ação e
emissões GEEs:
.
onde equi ale ao índice da célula; , ao passo de empo; , à mudança de empe-
a u a média; , à mudança de empe a u a média elacionada ao clima es imada
a pa i de dez GCMs di e en es pa icipan es do CMIP6; e , à mudança de em-
pe a u a induzida pela cobe u a e uso do solo que le a em conside ação um e ei o
local e um não local. Enquan o o e ei o local p ocu a cap u a a mudança de empe a-
u a obse ada exa amen e onde a ege ação na i a oi subs i uída po ag icul u a ou
pas agem (Alkama e Cesca i, 2016), o e ei o não local co esponde às mudanças de
empe a u a que acon ecem de ido à con e são de ege ação na i a pa a pas agem
ou ag icul u a, na egião (de 1 a 50 km) do local onde as cul u as ag ícolas es ão c es-
cendo (Cohn e al., 2019).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
65
3138
Pa a um dado ano e cul u a ag ícola, a EDD é es imada:
,
onde
equi ale ao dia juliano, é a empe a u a e ep esen a o limia de em-
pe a u a. Pa a milho e soja, o am u ilizados os alo es de 29°C e 30°C pa a o limia
de empe a u a, espec i amen e, baseados em Schlenke e Robe s (2009).
As mudanças de empe a u a são ado adas pa a a alia as mudanças de EDD
() e, em seguida, elaciona e u iliza es as mudanças pa a egis a as p odu-
i idades ag ícolas. A mé ica EDD usada pa a a ase de c escimen o oi es imada
usando o calendá io ag ícola da base de dados Ag i empo,
10
além de dados de
empe a u a máxima e mínima o necidos po Xa ie , King e Scanlon (2016). As
mudanças de EDD são en ão calculadas em espos a às mudanças homogêneas
inc emen ais na empe a u a. A pa i do elacionamen o en e e em cada
célula , calculam-se as mudanças EDD ( ) de o ma i e a i a a pa i de um
modelo polinomial de e cei a o dem:
onde , e são os coe icien es pa a cada célula e cul u a ag ícola.
Como cálculo inal, a pa i dos elacionamen os en e as p odu i idades da soja e
do milho e os alo es de ob idos po Schlenke e Robe s (2009), as mudanças
das p odu i idades ( ) das dezoi o cul u as ag ícolas são es imadas:
10. Disponí el em: h ps://www.ag i empo.go .b /b /.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
66
3138
,
onde é a sensibilidade da p odu i idade pa a uma cul u a (soja ou milho) sem
conside a o sis ema de manejo. O coe icien e não é calculado pa a odas as dezoi o
cul u as. Os impac os da soja o am mapeados pa a ce ada, mandioca, g ão-de-bico,
algodão, amendoim, óleo de palma, ba a a, g anola, a oz, gi assol, ba a a doce e igo.
Pa a o eijão, o e ei o do shi e da soja oi u ilizado conside ando apenas 50% dos e ei-
os nega i os pa a a soja. Os impac os do milho o am mapeados pa a a cana-de-açúca
de o ma in eg al, enquan o o e ei o do shi e do milho oi usado conside ando apenas
50% dos e ei os nega i os pa a milhe o e so go. O amewo k de modelagem pa a os
cená ios de mudanças climá icas u ilizando os dados do sex o ela ó io do IPCC es á
ilus ado na igu a 26. Mais de alhes sob e a me odologia DD podem se encon ados
em Flach e al. (2021).
FIGURA 26
F amewo k de modelagem u ilizado pa a os cená ios de mudanças climá icas
com dados do sex o ela ó io do IPCC
Elabo ação dos au o es.
Os shi e s p ocu am es ima a espos a da p odu i idade das cul u as ag ícolas
às mudanças de empe a u a ( ). As mudanças de empe a u a ( ) são calculadas a
pa i da soma da mudança de empe a u a média elacionada ao clima ( )
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
67
3138
e da mudança de empe a u a induzida pela cobe u a e uso do solo ( ). é
es imada a pa i de dez GCMs di e en es pa icipan es do CMIP6. é calculada
a pa i da a iação da mudança do uso do solo es imada pelo Globiom-B asil. Mudanças
no uso do solo não es ão inco po adas nos cená ios GCM u ilizados no Globiom-B asil.
Os impac os na p odu i idade ag ícola das mudanças locais da cobe u a da e a (basi-
camen e, desma amen o) a iam espacialmen e em unção da cobe u a de ege ação
na i a local. Es e impac o é an o maio quan o mais densa e úmida o a ege ação. Em
e mos quan i a i os, pode-se ala em a iações da o dem de a é 5% além dos impac os
das mudanças climá icas globais.
4.3 Compa ação dos esul ados de cená ios com
mudanças climá icas
Pa a a análise dos cená ios com mudanças climá icas des e ex o pa a discussão,
o am conside ados qua o cená ios, que combinam dois modelos GCMs – HadGEM-ES
e Mi oc-ESM-Chem – com dois RCPs – RCP2p6 e RCP8p5 – (subseção 3.1), desc i os
no quin o ela ó io do IPCC, e um cená io que u iliza a me odologia DD, pa a o cená io
de emissão SSP2-4.5 do sex o ela ó io do IPCC (subseção 3.2). O quad o 2 sin e iza
os cená ios climá icos que conside am os GCMs HadGEM-ES e Mi oc-ESM-Chem e o
cená io com a me odologia DD. Apenas o cená io climá ico baseado na me odologia
DD u iliza o no o mapa de cobe u a e uso da e a de i ado do MapBiomas. Essa
in o mação é impo an e pois não pe mi e a compa ação di e a en e cená ios climá-
icos nos anos inais. Po exemplo, pa e da di e ença en e o cená io DD-RCP4p5 e
os demais cená ios se de e ao mapa de cobe u a ege al do ano-base se dis in o.
Assim, al compa ação de e se ei a semp e em elação ao ano-base de cada cená io,
compa ando os cená ios climá icos apenas indi e amen e.
Uma p imei a análise dos esul ados oi ealizada compa ando as classes
ag icul u a, pas agem, lo es a plan ada e ege ação na i a pa a os cinco cená ios
climá icos. A compa ação oi baseada nas seguin es di e enças: i) mapas do ano-base;
ii) shi e s de p odu i idade pa a ag icul u a e pas agem; e iii) e sões das aje ó ias
do SSP2 u ilizadas em cada cená io. Além disso, ambém oi ealizado um exame das
p ojeções pa a 2050 pa a a á ea de soja, milho e cana-de-açúca , e pa a a p odução
de ca ne bo ina.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
68
3138
QUADRO 2
De inição dos cená ios climá icos
Cená ios GCM RCP Me odologia DD Mapa do ano-base
HadGEM-RCP2p6 HadGEM-ES RCP2p6 Não O iginal
HadGEM-RCP8p5 HadGEM-ES RCP8p5 Não O iginal
Mi oc-RCP2p6 Mi oc-ESM-Chem RCP2p6 Não O iginal
Mi oc-RCP8p5 Mi oc-ESM-Chem RCP8p5 Não O iginal
DD-RCP4p5 - RCP4p5 Sim No o
Elabo ação dos au o es.
As di e enças espaciais pa a as classes pas agem e ege ação na i a en e o mapa
u ilizado em Câma a e al. (2015) e o no o mapa baseado no MapBiomas pa a 2000 es ão
ilus adas na igu a 27. As igu as 28 e 29 mos am a dis ibuição espacial dos choques
climá icos (ou shi e s) pa a a soja em sis ema de al a p odu i idade não i igada e pa a
pas agem, espec i amen e. Valo es abaixo de 1.0 ep esen am edução de p odu i idade,
e alo es acima de 1.0 indicam aumen o de p odu i idade. No e que não há shi e pa a
as pas agens na me odologia DD. O g á ico 22 exibe as p ojeções de população e PIB da
aje ó ia SSP2 pa a o B asil u ilizando as e sões 1.1 e 2.0.
FIGURA 27
Dis ibuição das di e enças en e o an igo e o no o mapa de cobe u a e uso da
e a pa a 2000
(Em Mha/pixel)
27A – Pas agens 27B – Vege ação na i a
Fon e: Câma a e al. (2015) e MapBiomas, 2024.
Obs.: 1. A igu a conside a o an igo mapa de cobe u a e uso da e a baseado em Câma a
e al. (2015) e o no o, no MapBiomas.
2. Os pixels em e melho indicam queda e os pixels em azul indicam aumen o de
pas agens (27A) ou ege ação na i a (27B) no no o mapa em elação ao an e io .
Os alo es da ba a de co es es ão em milha es de hec a es po pixel.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
69
3138
FIGURA 28
Shi e s de p odu i idade da soja pa a o sis ema de al a p odu i idade não
i igada pa a 2050
28A – HadGEM-RCP2p6 28B – HadGEM-RCP8p5
28C – Mi oc-RCP2p6 28D – Mi oc-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
70
3138
28E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os alo es das ba as de co es exp essam aumen o ( alo es acima de 1.0, ilus ados
em e de) ou edução ( alo es abaixo de 1.0, ilus ados em e melho) da p odu i idade,
de aco do com cada me odologia.
FIGURA 29
Shi e s de p odu i idade pa a pas agem em 2050
29A – HadGEM-RCP2p6 29B – HadGEM-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
71
3138
29C – Mi oc-RCP2p6 29D – Mi oc-RCP8p5
29E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os alo es das ba as de co es exp essam aumen o ( alo es acima de 1.0, ilus ados
em e de) ou edução ( alo es abaixo de 1.0, ilus ados em e melho) da p odu i idade,
de aco do com cada me odologia. Os shi e s pa a pas agens na me odologia DD
são iguais a 1.0.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
72
3138
GRÁFICO 22
P ojeções das e sões 1.1 e 2.0 pa a a aje ó ia SSP2 u ilizadas no
Globiom-B asil (2010-2050)
22A – População
(Em milhões de habi an es)
22B – PIB
(Em US$ bilhões)
Fon e: O’Neill e al. (2017) e Riahi e al. (2017).
Obs.: Os cená ios HadGEM (RCP2p6 e RCP8p5) e Mi oc (RCP2p6 e RCP8p5) u ilizam a
e são 1.1, enquan o o DD u iliza a e são 2.0.
As p ojeções de á ea pa a a classe ag icul u a, que comp eende dezoi o cul u as
ag ícolas (subseção 2.4), es ão ep esen adas po bioma na abela 4. A dis ibuição
espacial das á eas de ag icul u a em 2050 p oje adas pelos cinco cená ios climá icos
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
79
3138
32C – Mi oc-RCP2p6 32D – Mi oc-RCP8p5
32E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A ba a de co es es á em milha es de hec a es po pixel.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
80
3138
TABELA 6
Á ea da classe lo es a plan ada po bioma e pa a o B asil nos cinco
cená ios climá icos
(Em Mha)
Cená ios B asil Amazônia Ma a A lân ica Caa inga Ce ado Pampa Pan anal
HadGEM-RCP2p6 18,08 1,19 5,58 0,12 9,87 0,60 0,72
HadGEM-RCP8p5 18,42 1,31 5,56 0,13 9,80 0,86 0,75
Mi oc-RCP2p6 18,43 1.27 4,97 0,12 10,85 0,60 0,63
Mi oc-RCP8p5 18,44 1,47 5,07 0,12 10,34 0,71 0,73
DD-RCP4p5 19,10 0,58 10,30 0,01 6,95 1,24 0,03
Elabo ação dos au o es.
As p ojeções pa a a classe ege ação na i a em 2050 indicam um aumen o signi-
ica i o na á ea do Ce ado, Pampa e Pan anal no cená io DD-RCP4p5 em elação aos
ou os. Tais dis inções podem se jus i icadas a pa i da di e ença en e os mapas do
ano-base u ilizados. Como pode se is o na igu a 17B, há um ganho exp essi o da
classe ege ação na i a nes es ês biomas no mapa de 2000 baseado no MapBiomas
em elação ao mapa o iginal. Há um aumen o de, ap oximadamen e, 50 Mha da á ea
o al de ege ação na i a no cená io DD-RCP4p5 compa ado aos demais, ep esen ando
um ac éscimo de 10% da á ea da classe. No bioma Pampa, há um aumen o de ce ca
de 40% no cená io DD-RCP4p5 se compa ado aos ou os ( abela 7).
FIGURA 33
Á ea da classe ege ação na i a em 2050 nos cinco cená ios climá icos
(Em Mha/pixel)
33A – HadGEM-RCP2p6 33B – HadGEM-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
81
3138
33C – Mi oc-RCP2p6 33D – Mi oc-RCP8p5
33E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A ba a de co es es á em milha es de hec a es po pixel.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
82
3138
TABELA 7
Á ea da classe ege ação na i a po bioma e pa a o B asil nos cinco
cená ios climá icos
(Em Mha)
Cená ios B asil Amazônia Ma a A lân ica Caa inga Ce ado Pampa Pan anal
HadGEM-RCP2p6 423,38 312,60 22,51 37,61 45,18 0,57 4,91
HadGEM-RCP8p5 424,27 313,53 22,34 36,70 46,15 0,58 4,96
Mi oc-RCP2p6 423,51 310,70 22,45 36,91 47,18 0,57 5,69
Mi oc-RCP8p5 423,34 310,98 22,41 37,62 46,31 0,56 5,47
DD-RCP4p5 471,48 319,09 29,73 44,29 64,60 6,67 7,11
Elabo ação dos au o es.
Nas ilus ações adian e são ap esen adas as p ojeções de á ea e p odução pa a
2050 das p incipais cul u as ag ícolas b asilei as (soja, milho e cana-de-açúca ) e de
p odução de ca ne bo ina de aco do com os cinco cená ios simulados.
Analisando a á ea e a p odução de soja en e os cená ios, obse a-se um
aumen o de á ea no cená io DD-RCP4p5 de ap oximadamen e 90% em elação aos
ou os (g á ico 23A) e um pequeno aumen o de p odução de soja ( a iando en e
12% e 22%) em elação aos cená ios que usam os GCMS HadGEM e Mi oc (g á ico
23B). Nos cená ios HadGEM-RCP2p6 e HadGEM-RCP8p5, a á ea localizada na egião
sul do Ma o G osso do Sul no bioma Ce ado, di isa com a Ma a A lân ica, é isi-
elmen e maio do que a mesma á ea nos cená ios Mi oc-RCP2p6 e Mi oc-RCP8p5,
con o me se obse a na igu a 34. O al o alo da á ea de soja no cená io DD-RCP4p5
em elação aos demais es á concen ado no bioma Ce ado, especialmen e no sul
dos es ados Ma o G osso e Goiás ( igu a 34E).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
83
3138
GRÁFICO 23
Á ea e p odução de soja nos cinco cená ios pa a 2050
23A – Á ea de soja (Mha) 23B – P odução de soja (M )
Elabo ação dos au o es.
FIGURA 34
Á ea de soja em 2050 nos cinco cená ios climá icos
(Em Mha/pixel)
34A – HadGEM-RCP2p6 34B – HadGEM-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
84
3138
34C – Mi oc-RCP2p6 34D – Mi oc-RCP8p5
34E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A ba a de co es es á em milha es de hec a es po pixel.
De o ma simila à p ojeção de soja nos cená ios es udados, obse a-se um
aumen o na á ea de milho no cená io DD-RCP4p5 em elação aos demais, o que pode
se jus i icado pelo sis ema de sucessão soja e milho. Há ambém um aumen o de
p odução pa a os cená ios DD-RCP4p5 e HadGEM-RCP8p5 em elação aos ou os ês,
con o me ilus ado na igu a 24. Os cená ios HadGEM-RCP2p6 e HadGEM-RCP8p5
ap esen am um aumen o de á ea maio na egião sul do Ma o G osso do Sul no bioma
Ce ado ( igu a 35). O aumen o de á ea p oje ado pa a o cená io DD-RCP4p5 acon ece

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
85
3138
no ex emo sul do bioma Amazônia, mais concen ado na egião no e do es ado de
Ma o G osso, no bioma Ce ado, na egião sul do Ma o G osso do Sul, e no sul dos
es ados Ma o G osso e Goiás. No bioma Ma a A lân ica, o aumen o de á ea de milho
pa a o cená io DD-RCP4p5 oco e nos es ados Pa aná e São Paulo, con o me ilus ado
pela igu a 35.
GRÁFICO 24
P ojeções de á ea e p odução de milho de aco do com os cinco cená ios pa a 2050
24A – Á ea de milho (Mha) 24B – P odução de milho (M )
Elabo ação dos au o es.
FIGURA 35
Á ea de milho em 2050 nos cinco cená ios climá icos
(Em Mha/pixel)
35A – HadGEM-RCP2p6 35B – HadGEM-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
86
3138
35C – Mi oc-RCP2p6 35D – Mi oc-RCP8p5
35E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
Obs.: A ba a de co es es á em milha es de hec a es po pixel.
As p ojeções de á ea de cana-de-açúca são maio es no cená io DD-RCP4p5, onde
o aumen o da á ea a ia en e 72% e 95% em elação aos ou os qua os cená ios
(g á ico 25A). As oscilações das p ojeções da p odução nos di e sos cená ios são mui o
pequenas (g á ico 25B), a iando en e 1% e 5%. Em odos os cená ios, a maio á ea
de cana-de-açúca oco e mais in ensamen e no no oes e do es ado de São Paulo, no
bioma Ma a A lân ica ( igu a 36). Es e aumen o se in ensi ica isi elmen e no cená io
DD-RCP4p5 ( igu a 36E), que ambém ap esen a ac éscimo na p ojeção de á ea na
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
87
3138
egião cen al do Ma o G osso (bioma Amazônia), e é obse ado nos cená ios que
usam o GCM HadGEM ( igu as 36A e 36B).
GRÁFICO 25
Á ea e p odução de cana-de-açúca nos cinco cená ios pa a 2050
25A – Á ea de cana-de-açúca
(Mha)
25B – P odução de cana-de-açúca
(M )
Elabo ação dos au o es.
FIGURA 36
Á ea de cana-de-açúca nos cinco cená ios climá icos
(Em Mha/pixel)
36A – HadGEM-RCP2p6 36B – HadGEM-RCP8p5
TEXTO pa a DISCUSSÃO
88
3138
36C – Mi oc-RCP2p6 36D – Mi oc-RCP8p5
36E – DD-RCP4p5
Elabo ação dos au o es.
O g á ico 26 ilus a um aumen o de p odução de ca ne bo ina no cená io DD-RCP4p5
em elação aos demais, a iando en e 20% e 29%. Na análise da igu a 37, obse a-se
que es e aumen o da p odução no cená io DD-RCP4p5 pode se e i icado no a co do
desma amen o (no Pa á e no no e de Ma o G osso). A ele ação de p odução de ca ne
bo ina pode se a esponsá el po es e desma amen o. No a-se ambém um aumen o
signi ica i o nos es ados Ma anhão e Tocan ins, onde a p odução no cená io DD-RCP4p5
é bem meno que nos ou os cená ios.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
95
3138
LIU, Y. Y. e al. Recen e e sal in loss o global e es ial biomass. Na u e Clima e
Change, . 5, n. 5, p. 470-474, Ma . 2015.
MANZATTO, C. V. e al. Zoneamen o ag oecológico da cana-de-açúca : expandi
a p odução, p ese a a ida, ga an i o u u o. Rio de Janei o: Emb apa Solos, 2009.
MASUI, T. e al. An emission pa hway o s abiliza ion a 6 Wm−2 adia i e o cing.
Clima ic Change, . 109, n. 1, p. 59, Aug. 2011. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1007/
s10584-011-0150-5.
MUHAMMAD, A. e al. In e na ional e idence on ood consump ion pa e ns: an upda e
using 2005 in e na ional compa ison p og am da a. USDA-ERS Technical Bulle in,
n. 1929, 2011.
NOTENBAERT, A. M. O. e al. Classi ying li es ock p oduc ion sys ems o a ge ing
ag icul u al esea ch and de elopmen in a apidly changing wo ld. Nai obi: ILRI, 2009.
(Discussion Pape , n. 19).
O’NEILL, B. C. e al. A new scena io amewo k o clima e change esea ch: he concep
o sha ed socioeconomic pa hways. Clima e Change, . 122, n. 3, p. 387-400, 2014.
O’NEILL, B. C. e al. The oads ahead: na a i es o sha ed socioeconomic pa hways
desc ibing wo ld u u es in he 21s cen u y. Global En i onmen al Change, . 42, p. 169-180,
Jan. 2017. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1016/j.gloen cha.2015.01.004.
RAMANKUTTY, N. e al. Challenges o es ima ing ca bon emissions om opical
de o es a ion. Global Change Biology, . 13, n. 1, p. 51-66, 2007.
RIAHI, K. e al. RCP 8.5 – A scena io o compa a i ely high g eenhouse gas emissions.
Clima ic Change, . 109, n. 1, p. 33, Aug. 2011. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1007/
s10584-011-0149-y.
RIAHI, K. e al. The Sha ed Socioeconomic Pa hways and hei ene gy, land use, and
g eenhouse gas emissions implica ions: an o e iew. Global En i onmen al Change, . 42,
p. 153-168, Jan. 2017. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1016/j.gloen cha.2016.05.009.
SCHLENKER, W.; ROBERTS, M. J. Nonlinea empe a u e e ec s indica e se e e damages
o US c op yields unde clima e change. P oceedings o he Na ional Academy o
Sciences, . 106, n. 37, p. 15594-15598, 2009.
SKALSKỲ, R. e al. Geo-bene global da abase o bio-physical modeling . 1.0 (concep s,
me hodologies and da a). [s.l.]: Eu opean Commission, 2008.
SOARES-FILHO, B. S. e al. Modelling conse a ion in he Amazon basin. Na u e, . 440,
n. 7083, p. 520-523, Ma . 2006. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1038/na u e04389.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
96
3138
SOTERRONI, A. C. e al. Fu u e en i onmen al and ag icul u al impac s o B azil’s Fo es
Code. En i onmen al Resea ch Le e s, . 13, n. 7, p. 074021, July 2018. Disponí el em:
h ps://doi.o g/10.1088/1748-9326/aaccbb.
SOTERRONI, A. C. e al. Expanding he Soy Mo a o ium o B azil’s Ce ado. Science
Ad ances, . 5, n. 7, p. eaa 7336, July 2019. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1126/
sciad .aa 7336.
SOUZA, C. M. e al. Recons uc ing h ee decades o land use and land co e changes
in B azilian biomes wi h Landsa a chi e and Ea h Engine. Remo e Sensing, . 12,
n. 17, 2020. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.3390/ s12172735.
SPAROVEK, G. e al. The e ision o he B azilian Fo es Ac : inc eased de o es a ion o
a his o ic s ep owa ds balancing ag icul u al de elopmen and na u e conse a ion?
En i onmen al Science & Policy, . 16, p. 65-72, Feb. 2012. Disponí el em: h ps://
doi.o g/10.1016/j.en sci.2011.10.008.
SPERA, S. A. e al. Recen c opping equency, expansion, and abandonmen in Ma o
G osso, B azil had selec i e land cha ac e is ics. En i onmen al Resea ch Le e s, . 9,
n. 6, p. 064010, 2014.
STEINFELD, H. e al. Li es ock p oduc ion sys ems in de eloping coun ies: s a us,
d i e s, ends. Re ue Scien i ique e Technique, . 25, n. 2, p. 505-516, 2006.
STOCKER, T. F. e al. (Ed.). Clima e Change 2013: he physical science basis. Camb idge,
Uni ed Kingdom; New Yo k: Camb idge Uni e si y P ess, 2013.
TAYLOR, K. E.; STOUFFER, R. J.; MEEHL, G. A. An o e iew o CMIP5 and he expe imen
design. Bulle in o he Ame ican Me eo ological Socie y, . 93, n. 4, p. 485-498, 2012.
THOMSON, A. M. e al. RCP4.5: a pa hway o s abiliza ion o adia i e o cing by 2100.
Clima ic Change, . 109, n. 1, p. 77, July 2011. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1007/
s10584-011-0151-4.
VUUREN, D. P. an e al. RCP2.6: explo ing he possibili y o keep global mean empe a u e
inc ease below 2°C. Clima ic Change, . 109, n. 1, p. 95-116, Aug. 2011. Disponí el em:
h ps://doi.o g/10.1007/s10584-011-0152-3.
VUUREN, D. P. an e al. Ene gy, land-use and g eenhouse gas emissions ajec o ies
unde a g een g ow h pa adigm. Global En i onmen al Change, . 42, p. 237-250,
Jan. 2017. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1016/j.gloen cha.2016.05.008.
WATANABE, S. e al. MIROC-ESM 2010: model desc ip ion and basic esul s o CMIP5-
20c3m expe imen s. Geoscien i ic Model De elopmen , . 4, n. 4, p. 845-872, 2011.
Disponí el em: h ps://doi.o g/10.5194/gmd-4-845-2011.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
97
3138
WILLIAMS, J. The EPIC model. In: SINGH, V. P. (Ed.). Compu e models o wa e shed
hyd ology. Highlands Ranch: Wa e Resou ces Publica ions, 1995. p. 909-1000.
XAVIER, A. C; KING, C. W; SCANLON, B. R. Daily g idded me eo ological a iables in
B azil (1980-2013). In e na ional Jou nal o Clima ology, . 36, n. 6, p. 2644-2659,
May 2016. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1002/joc.4518.
ZILLI, M. e al. The impac o clima e change on B azil’s ag icul u e. Science o The To al
En i onmen , . 740, p. 139384, Oc . 2020. Disponí el em: h ps://doi.o g/10.1016/j.
sci o en .2020.139384.
Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
Re isão
B una Oli ei a Ranquine da Rocha
Ca los Edua do Gonçal es de Melo
C islayne And ade de A aújo
Elaine Oli ei a Cou o
Luciana Bas os Dias
Vi ian Ba os Volo ão San os
Luíza Ca doso Mendes Velasco (es agiá ia)
Edi o ação
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
Camila Guima ães Simas
Leona do Simão Lago Al i e
Maya a Ba os da Mo a
Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
Acesse nossas publicações
Acompanhe nossas edes sociais
Compos o em obo o egula 10/12 ( ex o)
Robo o egula , bold, black 12/14 ( í ulos)
Robo o egula 10 (g á icos e abelas)
Rio de Janei o-RJ
Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.
Missão do Ipea
Quali ica a omada de decisão do Es ado e o deba e público.