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Inteligência artificial nos países do BRICS: Soberania, estágios de desenvolvimento e diferentes perspectivas

Author: de Queiroz, Sérgio Robles Reis,Direito, Denise do Carmo
Publisher: Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Year: 2025
DOI: 10.38116/td3132-port
Source: https://www.econstor.eu/bitstream/10419/322212/1/192943913X.pdf
de Quei oz, Sé gio Robles Reis; Di ei o, Denise do Ca mo
Wo king Pape
In eligência a i icial nos países do BRICS: Sobe ania,
es ágios de desen ol imen o e di e en es pe spec i as
Tex o pa a Discussão, No. 3132
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: de Quei oz, Sé gio Robles Reis; Di ei o, Denise do Ca mo (2025) : In eligência
a i icial nos países do BRICS: Sobe ania, es ágios de desen ol imen o e di e en es pe spec i as,
Tex o pa a Discussão, No. 3132, Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3132-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/322212
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3132
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS
PAÍSES DO BRICS: SOBERANIA,
ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO
E DIFERENTES PERSPECTIVAS
SERGIO QUEIROZ SERGIO QUEIROZ
DENISE DIREITO DENISE DIREITO
3132
Rio de Janei o, junho de 2025
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS
PAÍSES DO BRICS: SOBERANIA,
ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO
E DIFERENTES PERSPECTIVAS
SERGIO QUEIROZ1
DENISE DIREITO2
1. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos e Polí icas do
Es ado, das Ins i uições e da Democ acia do Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada (Dies /Ipea). E-mail: se gio.quei [email p o ec ed].b .
2. Especialis a em polí icas públicas e ges ão go e namen al e coo denado a
de Es udos da Go e nança e Implemen ação da T ans o mação Digi al (Cogi )
na Dies /Ipea. E-mail: denise.di ei [email p o ec ed].b .
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
Quei oz, Se gio
In eligência a i icial nos países do BRICS : sobe ania, es ágios
de desen ol imen o e di e en es pe spec i as / Se gio Quei oz,
Denise Di ei o. – Rio de Janei o: Ipea, 2025.
78 p. : il., g á s., mapa. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3132).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. In eligência A i icial. 2. BRICS. 3. Sobe ania Tecnológica e
Digi al. 4. Aco dos In e nacionais. I. Di ei o, Denise. II. Ins i u o de
Pesquisa Econômica Aplicada. III. Tí ulo.
CDD 384
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
QUEIROZ, Se gio; DIREITO, Denise. In eligência a i icial nos países
do BRICS: sobe ania, es ágios de desen ol imen o e di e en es
pe spec i as. Rio de Janei o: Ipea, junho 2025. 78 p.: il. (Tex o pa a
Discussão, n. 3132). DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3132-po
JEL: F53; F55; O32; O38.
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o nos
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esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a (subs i u o)
PEDRO CARVALHO DE MIRANDA
Di e o a de Es udos e Polí icas Sociais (subs i u a)
JOANA SIMÕES DE MELO COSTA
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ...........................................................................6
1.1 Sob e o es udo ............................................................................9
2 IA, SOBERANIA DIGITAL E SOBERANIA
TECNOLÓGICA: COMO SE RELACIONAM? ..........................11
3 EIXOS ESTRUTURANTES PARA O
DESENVOLVIMENTO EM IA ..................................................17
3.1 In aes u u a compu acional ..................................................17
3.2 Dados .........................................................................................18
3.3 Mão de ob a especializada ......................................................19
3.4 P&D ............................................................................................20
4 ANÁLISES DE RESULTADOS .................................................. 21
4.1 Visão ge al .................................................................................21
4.2 In aes u u a compu acional ..................................................29
4.3 Dados .........................................................................................36
4.4 Mão de ob a ..............................................................................43
4.5 P&D ............................................................................................53
5 PRINCIPAIS CONCLUSÕES .................................................... 60
REFERÊNCIAS ............................................................................64
APÊNDICE ..................................................................................69
ANEXO ........................................................................................77

SINOPSE
Es e es udo analisa os documen os de e e ência sob e in eligência a i icial (IA)
publicados po dez países-memb os do BRICS, com o obje i o de iden i ica suas
p io idades pa a o desen ol imen o dessa ecnologia. A me odologia baseou-se
em análise documen al, u ilizando so wa e de análise de con eúdo, o ien ada pelos
concei os de sobe ania ecnológica e digi al e po qua o eixos es u u an es que
guia am a a aliação de cada país: i) in aes u u a compu acional; ii) dados; iii) mão
de ob a especializada; e i ) pesquisa e desen ol imen o (P&D). Os esul ados e elam
um cená io he e ogêneo, com di e en es ambições e es ágios de ma u idade. China
e Rússia des acam-se pela busca da lide ança global em IA, com in es imen os
maciços em sobe ania ecnológica in eg al, desde ha dwa e a é algo i mos. Países
como I ã, po sua ez, ocalizam a dominância egional. Ou os memb os ap esen am
es a égias menos ol adas pa a a ino ação au ônoma, concen ando-se na adoção
de soluções de IA pa a melho a se iços públicos (saúde, segu ança, educação).
A escassez de mão de ob a especializada e as agilidades nos sis emas de P&D são
desa ios pa a odos os países. No campo da coope ação in e nacional, inicia i as
como in aes u u as compa ilhadas (hubs egionais de compu ação), além de
legislação pa a compa ilhamen o de dados e amewo ks de in e ope abilidade,
são ques ões c uciais pa a os memb os do BRICS.
Pala as-cha e: in eligência a i icial; BRICS; sobe ania ecnológica e digi al;
aco dos in e nacionais.
ABSTRACT
The s udy analyzes key e e ence documen s on a i icial in elligence (AI) published
by en BRICS membe coun ies, wi h he objec i e o iden i ying hei p io i ies o he
de elopmen o his echnology. The me hodology is based on documen analysis,
suppo ed by con en analysis so wa e, and guided by he concep s o echnological
and digi al so e eign y, as well as ou s uc u ing dimensions used o e alua e each
coun y: i) compu a ional in as uc u e; ii) da a; iii) skilled wo k o ce; and i ) esea ch and
de elopmen (R&D). The esul s e eal a he e ogeneous landscape, ma ked by a ying
ambi ions and s ages o ma u i y. China and Russia s and ou o hei pu sui o global
leade ship in AI, ma ked by subs an ial in es men s in comp ehensi e echnological
so e eign y, anging om ha dwa e o algo i hms. In con as , coun ies such as I an
p io i ize egional dominance. O he membe s p esen s a egies less ocused on
au onomous inno a ion, ins ead emphasizing he adop ion o AI solu ions o enhance
public se ices (heal h, secu i y, educa ion). A sho age o skilled p o essionals and
weaknesses in R&D sys ems a e common challenges ac oss all coun ies. In he ield
o in e na ional coope a ion, ini ia i es such as sha ed in as uc u es ( o ins ance,
egional compu ing hubs), along wi h legisla ion on da a sha ing and in e ope abili y
amewo ks, a e iden i ied as c ucial issues o BRICS coun ies.
Keywo ds: a i icial in elligence; BRICS; echnological and digi al so e eign y;
in e na ional ag eemen s.
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ...........................................................................6
1.1 Sob e o es udo ............................................................................9
2 IA, SOBERANIA DIGITAL E SOBERANIA
TECNOLÓGICA: COMO SE RELACIONAM? ..........................11
3 EIXOS ESTRUTURANTES PARA O
DESENVOLVIMENTO EM IA ..................................................17
3.1 In aes u u a compu acional ..................................................17
3.2 Dados .........................................................................................18
3.3 Mão de ob a especializada ......................................................19
3.4 P&D ............................................................................................20
4 ANÁLISES DE RESULTADOS .................................................. 21
4.1 Visão ge al .................................................................................21
4.2 In aes u u a compu acional ..................................................29
4.3 Dados .........................................................................................36
4.4 Mão de ob a ..............................................................................43
4.5 P&D ............................................................................................53
5 PRINCIPAIS CONCLUSÕES .................................................... 60
REFERÊNCIAS ............................................................................64
APÊNDICE ..................................................................................69
ANEXO ........................................................................................77
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3132
1 INTRODUÇÃO
Desde que o e mo in eligência a i icial (IA) oi cunhado em 1956,1 o campo em
a a essado ciclos de al os e baixos em e mos de in e esse da indús ia e da mídia.
Pe íodos de en usiasmo seguidos po momen os de desânimo ca ac e iza am a his ó ia
da IA, e le indo expec a i as ele adas sob e seu po encial e olucioná io, sucedidas
po ases de desapon amen o quando os esul ados espe ados não se conc e iza am
ão apidamen e. Apesa dessa aje ó ia oscilan e, es udos acadêmicos sob e IA nunca
cessa am. Ao con á io, segui am um cu so con ínuo de pesquisa, impulsionando
a anços cien í icos impo an es e man endo a IA como um campo cien í ico dinâmico
e em con ínua e olução.
No início dos anos 2000, começou a ica e iden e que a IA inha um po encial
signi ica i o pa a a ge ação de iqueza, especialmen e no se o p i ado. Emp esas como
o Google (Alphabe ) iden i ica am uma opo unidade singula ao explo a a capacidade
da IA pa a pe sonaliza e di eciona anúncios publici á ios (Le y, 2013). Esse modelo
de ge ação de ecei a ans o mou a IA em uma e amen a essencial pa a a economia
digi al, solidi icando seu alo no me cado global.
Na década de 2010, no os a anços ecnológicos impulsiona am o campo.
O desen ol imen o de écnicas de ap endizagem de máquina p o unda (deep lea ning),
aliado ao c escimen o exponencial do pode compu acional, azido sob e udo pelas
unidades de p ocessamen o g á ico (g aphics p ocessing uni s – GPUs) e a expansão
das in aes u u as de compu ação em nu em (cloud compu ing), c iou um ambien e
p opício pa a o c escimen o da IA. Esses p og essos ecnológicos despe a am no o
in e esse indus ial, com emp esas de di e en es se o es econhecendo as possibili-
dades o e ecidas pela IA pa a au oma ização, análise de dados em g ande escala
(big da a) com al o g au de p ecisão e c iação de no os p odu os e se iços.
Mais ecen emen e, o desen ol imen o da IA gene a i a in oduziu um no o capí ulo
na e olução ecnológica. Com aplicações a iadas na c iação de con eúdo o iginal que
incluem desde ex os, passando po imagens, ídeos, código de p og amas, a é mesmo
a ge ação de modelos de p o eínas, essa e en e da IA em ge ado uma onda de ino-
ações em di e sos campos, ampliando o escopo de a uação da ecnologia, ao pon o
de ganha o P êmio Nobel de Química (Royal Swedish Academy o Sciences, 2024).
1. Du an e o seminá io Da mou h Summe Resea ch P ojec on A i icial In elligence.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3132
Es a íamos em mais um momen o de eu o ia com a IA que se á logo us ado?
Não pa ece se o caso. Po exemplo, o ganho de p odu i idade p e is o com o uso de
e amen as baseadas em IA gene a i a não é só mais uma p omessa u u a, e idências
iniciais o necidas po á ios ipos de expe imen os já apoiam em g ande pa e essa
hipó ese. Ganhos de p odu i idade signi ica i os êm sendo obse ados quando são
o necidas e amen as baseadas em modelos de linguagem de g ande po e (la ge
language models – LLMs) aos abalhado es (B ynjol sson, Li e Raymond, 2023; Cambon
e al., 2023; Dell’Acqua e al., 2023; Noy e Zhang, 2023; Spa ha io i e al., 2023). No e,
en e an o, que ais possí eis ganhos não se con e em au oma icamen e em an agens
pa a a sociedade, podendo se ap op iados po uma eli e. Assim, os go e nos p ecisam
a icula polí icas ol adas a aze bene ícios pa a oda a sociedade. Go e nos ao edo
do mundo econhecem o po encial ans o mado da IA, alimen ando expec a i as
sob e seus impac os e aplicações ans e sais:
a IA possibili a ganhos subs anciais de compe i i idade ou de p odu i idade
em odos os se o es da economia, bem como nos se iços públicos. A ciência
de dados, o ap endizado de máquina e a obó ica o mam, assim, a base da
“4a e olução indus ial” (F ance, 2025a, adução nossa).2
Além da a iculação den o dos Es ados-nação, blocos econômicos ou de coo-
pe ação êm ma cado o cená io in e nacional desde o inal da Segunda Gue a e no
p ocesso de globalização (Haesbae e Po o-Gonçal es, 2006). Ul apassa o limi e
desse es udo analisa esse complexo enômeno, mas o p ocesso ecen e de coope ação
dos países do chamado Sul global apon a pa a uma possí el eo ganização do campo
da coope ação in e nacional pa a o desen ol imen o (Besha a i e Es e es, 2015).
É den o desse con ex o que p opomos a análise dos p essupos os do desen ol imen o
den o de um bloco de coope ação in e nacional nos e mos do BRICS.
O e mo BRIC oi c iado em 2001 pelo economis a b i ânico Jim O’Neill, do
Goldman Sachs, pa a desc e e as economias eme gen es do B asil, Rússia, Índia e
China, ecomendando in es imen os nesses países como o u u o da economia mundial.
O concei o se consolidou poli icamen e com a p imei a eunião minis e ial em 2006,
e oluindo pa a uma coope ação o mal, especialmen e após a c ise inancei a de 2008,
quando os países passa am a a ua conjun amen e em ó uns globais como o G upo
dos Vin e (G20), o Fundo Mone á io In e nacional (FMI) e o Banco Mundial.
2. “L’IA pe me des gains subs an iels de compé i i i é ou de p oduc i i é dans ous les sec eu s de
l’économie e dans les se ices publics. La science des données, l’app en issage machine e la obo ique
o men ainsi la ma ice de la ‘4e é olu ion indus ielle’”.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3132
A Á ica do Sul ing essou em 2011, adicionando a le a S à sigla. Em 2023, na
Cúpula de Joanesbu go, oi anunciada a segunda expansão do g upo, e e i ada em
2024. Hoje são memb os plenos do g upo Á ica do Sul, B asil, China, Egi o, Emi ados
Á abes Unidos, E iópia, Índia, Indonésia, I ã e Rússia3 ( igu a 1). O BRICS busca maio
ep esen a i idade dos países em desen ol imen o na go e nança global, p omo endo
coope ação econômica, inancei a e polí ica en e seus memb os.
FIGURA 1
BRICS: países-memb os conside ados nes e es udo
Emi ados
Á abes Unidos
Elabo ação dos au o es.
O BRICS, enquan o mecanismo de coope ação, adqui iu cen alidade nos úl imos
anos, inclusi e pela ampliação do núme o de países que o compõe. Jun os, eles ep e-
sen a am, em 2023, 27% do p odu o in e no b u o (PIB) mundial (em uma aje ó ia
c escen e, como mos a o g á ico 1) e ab iga am 48% da população global.
3. A A ábia Saudi a demons ou in enção de ade i ao BRICS, mas, po ques ões geopolí icas, ainda não
em pa icipado de o ma plena dos encon os. Dessa o ma, não oi conside ada no âmbi o des e es udo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3132
con ole maio sob e o que ci cula em seu cibe espaço.7 Ou o exemplo diz espei o
aos países in eg an es da União Eu opeia que ambicionam “ ecupe a o con ole do
campo digi al” (Rosa, 2024, p. 359), e, desde o início da década de 2020, negociam
com os países-memb os aco dos sucessi os com eg as comuns de o ma a egula
as p á icas sob e usos de dados e pe missões de acesso (Bonnamy e Pe a naud,
2023; Rosa, 2024).
Pa e dessa p eocupação com o mundo digi al es á elacionada com o pode
econômico e de in luência que alguns conglome ados de ecnologia in o macional
adqui i am. As conhecidas big echs – como as emp esas ep esen adas pelo ac ônimo
Ga am (Google, Apple, Facebook, Amazon e Mic oso ) – alcançam, mui as ezes,
alo es de me cado que podem supe a o PIB de países. Em is a do seu pode econô-
mico, mas mais do que isso, do pode de p odução e con ole de dados e in o mações,
essas emp esas acumula am capacidade de in luencia , o ma a o deba e público
e mesmo decidi as posições de endidas po alguns go e nos. Há au o es que apon am
mesmo que seus aplica i os e algo i mos são capazes de coloca em isco democ a-
cias e chega iam, e en ualmen e, a i aliza com Es ados cons i uídos8 (Fishe , Assis
e T ench, 2023; Pecequilo e Ma zino o Junio , 2022).
É a pa i da sob eposição e mis u a de papéis, en e Es ado e me cado, que sobe
-
ania digi al adqui e complexidade. É um e mo luido que po ezes se apega ao ideá io
adicional de sobe ania den o de limi es on ei iços, ou seja, elacionado ao pode de
au o idade. No en an o, a a-se de um pode limi ado e que não pe mi e o con ole pleno
ei o po pa e das nações em seu e i ó io, is o que dados e luxos de in o mações
são ansnacionais – não espei am os limi es dos países – ao se em usados a pa i
das eg as colocadas pelas g andes emp esas de ecnologia. Jiang e Belli (2025) bus-
cam ha moniza esses aspec os, ado ando a seguin e de inição de sobe ania digi al:
nossa abo dagem à sobe ania digi al, en endida como o exe cício de agência
e pode na de inição da in aes u u a digi al, dos dados, dos se iços e dos
p o ocolos, não conside a o Es ado-nação como o único e pad ão a o capaz
de exe ce e conc e iza pode es sobe anos. No âmbi o digi al, ais pode es são
equen emen e exe cidos po a o es p i ados (po exemplo, g andes emp esas
7. Pa a ompe o ce co ao acesso a con eúdos são u ilizadas al e na i as como as conhecidas i ual
p i a e ne wo ks (VPNs), ou soluções ia na egado To ou se ido es p oxy es á icos, en e ou as.
8. Inúme as e is as de economia e a igos do campo já u iliza am a compa ação en e alo de me cados
das emp esas chamadas big echs ou sua capacidade de in es imen o e o amanho dos PIBs de países,
como o ma de demos a que essas emp esas são mui as ezes maio es que Es ados-nação. Con e i ,
po exemplo, As big ech... (2023) e Apple... (2024).

TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3132
de ecnologia) e são desejados po indi íduos, comunidades e Es ados que não
os possuem (Jiang e Belli, 2025, p. 7, adução nossa).9
Dessa o ma, a sobe ania digi al es a ia elacionada ao concei o de sobe ania de
in e dependência, sendo que não apenas os Es ados-nação de em se conside ados,
mas ambém g andes conglome ados p i ados mediado es de luxos de dados e
in o mações. Den o dessa lógica, os mecanismos de con ole passam a se negociados
em ó uns in e nacionais e, po ezes, com múl iplos a o es.
De o ma simpli icada, no âmbi o des e abalho, amos conside a a sobe ania
ecnológica como a ins i uição de um sis ema de au onomia ju isdicional sob e o
desen ol imen o e acesso a e amen as undamen ais que buscam adqui i compe-
ências locais e mobiliza ecu sos – humanos e sociais – pa a o desen ol imen o e
p odução de equipamen os (ha dwa e/disposi i os) ou p og amas (so wa e), den o de
Es ados-nação. Já a sobe ania digi al es á aqui elacionada à capacidade de egula e
p ese a as iden idades e os alo es dos países no mundo digi al. A í ulo de exemplo,
quando pensamos em dados e sobe ania ecnológica, isso nos eme e à capacidade
de ge ação dos dados, a mazenamen o adequado, desen ol imen o de nu em den o
dos países. Já quando pensamos em dados e sobe ania digi al es amos nos e e indo
ao luxo desses dados pa a ou os países, usos inde idos pelas g andes emp esas
ansnacionais, a amen o em des espei o à cul u a e às di e sidades do país.
O desen ol imen o da IA az no a complexidade, is o que econ igu a ou ea i ma
odos os dilemas e ince ezas que já se deslumb a am an es do uso in ensi o de dados
e da elocidade de p ocessamen o que ca ac e izam es e desen ol imen o. Pelo seu
papel econômico e como p o edo a de solução, a IA pode mesmo se conside ada
uma no a on ei a de dispu a geopolí ica global, podendo econ igu a as elações de
pode dos países.
A pa i desse pano ama complexo, oi necessá io es abelece qual conjun o
de compe ências a iculadas é essencial pa a o desen ol imen o em IA. Pa a an o,
u ilizamos qua o eixos es u u an es (Kak e Wes , 2024): in aes u u a compu acional,
dados, mão de ob a especializada, e P&D. Como es es se ão os eixos analí icos de
odo o p ocesso de compa ação en e os á ios documen os dos países, na sequência
de alhamos o que cada um deles signi ica e sua ab angência.
9. “Ou app oach o digi al so e eign y as he exe cise o agency and powe in shaping digi al in as uc u e,
da a, se ices, and p o ocols does no ega d he na ion-s a e as he de aul and only ac o capable o
exe cise and ealize so e eign powe s. In he digi al ealm, such powe s a e o en ealized h ough p i a e
ac o s (e.g., ech gian s) and desi ed by indi iduals, communi ies, and s a es ha lack hem.”
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3 EIXOS ESTRUTURANTES PARA O DESENVOLVIMENTO EM IA
3.1 In aes u u a compu acional
A in aes u u a compu acional cons i ui um dos pila es cen ais pa a o einamen o e
a implemen ação de sis emas a ançados de IA. O p ocessamen o massi o de dados,
ca ac e ís ica essencial dos modelos de IA mode nos, eque as os ecu sos compu-
acionais, o que o na indispensá el o uso de g andes da a cen e s. Essas ins alações
concen am milha es de se ido es, esponsá eis pelo a mazenamen o e p ocessa-
men o de eno mes quan idades de dados de o ma con ínua e e icien e. Foi-se o empo
em que e a possí el desen ol e IA de pon a com alguns compu ado es pessoais.10
Além disso, esses da a cen e s não são compos os po compu ado es con encionais.
Ao con á io, eles são alimen ados po chips de úl ima ge ação desen ol idos espe-
cialmen e pa a a execução de modelos de IA, que êm e oluindo signi ica i amen e
em e mos de capacidade e e iciência. Nos úl imos anos, o a anço do p ocesso
de ab icação dos chips (li og a ia) em pe mi ido que seus componen es básicos
( ansis o es) sejam p oduzidos em escalas cada ez meno es, medidos em poucos
nanôme os (1nm = 10-9m), o que esul a em mais po ência e e iciência ene gé ica com
um espaço ísico eduzido. Essa minia u ização é undamen al pa a o desen ol imen o
de chips que possam a ende à demanda de IA, dado que algo i mos complexos exigem
cada ez mais desempenho de p ocessamen o.
Con udo, a ab icação desses chips de pon a é concen ada em poucas emp esas
globais, como a Taiwan Semiconduc o Manu ac u ing Company (TSMC) e a Samsung,
de ido à complexidade e ao cus o as onômico das áb icas de semicondu o es ( abs)
capazes de p oduzi chips u ilizando li og a ia de pon a.11 O desen ol imen o de uma ab
mode na pode exigi in es imen os supe io es a US$ 10 bilhões,12 dada a necessidade de
ecnologias a ançadas, condições ambien ais con oladas e equipamen os al amen e
especializados. Além disso, o p ocesso de ab icação desses chips en ol e ní eis
ex emos de p ecisão e ino ação ecnológica, no malmen e esul ado da acumulação
de know-how ad indo de décadas de P&D, o que es inge a compe ição no me cado.
Essa concen ação de capacidade p odu i a em poucas emp esas globais le an a
desa ios de sobe ania ecnológica pa a nações e o ganizações que desejam desen ol e
10. Ou pelo menos é isso que nos que em aze c e . Fala emos um pouco mais sob e isso quando
abo da mos o ópico de P&D.
11. Con e i , po exemplo, C aw o d e al. (2021).
12. Con e i , po exemplo, The economics... (2022).
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IA de o ma independen e. Países ou egiões que não possuem domínio sob e essas
ecnologias podem en en a di iculdades em ga an i o acesso con ínuo e segu o a
esses chips. Tal acesso con ínuo é essencial, pois qualque in aes u u a pa a IA
mon ada hoje es a á obsole a em cinco anos.
3.2 Dados
O papel dos dados no desen ol imen o de uma IA sobe ana é c ucial, pois eles são a
ma é ia-p ima pa a eina modelos de IA que e li am a ealidade e as necessidades de
uma nação. Go e nos p ecisam despe a pa a a impo ância de disponibiliza dados
de al a qualidade pa a a pesquisa e o desen ol imen o de IA, com inicia i as cujo
obje i o seja a c iação de bases de dados p on as pa a IA (AI- eady da a). Po exemplo,
nos Es ados Unidos, já su gem algumas es a égias go e namen ais, como a Fede al
Da a S a egy13 e a implemen ação de po ais como o Na ional A i icial In elligence
Resea ch Resou ce (Nai ),
14
que es ão sendo es abelecidos pa a incen i a o uso de
dados go e namen ais no desen ol imen o de IA.
No con ex o de uma IA desen ol ida de o ma independen e e que e li a as neces-
sidades e p io idades nacionais, a sobe ania dos dados é um elemen o undamen al.
Pa a que um país possa desen ol e sis emas de IA que a endam às suas polí icas
públicas e necessidades es a égicas, é necessá io ga an i o con ole e o acesso aos
dados de o ma au ônoma. Isso signi ica que go e nos de em p io iza a c iação de
in aes u u as de dados p óp ios e desen ol e pa ce ias com se o es p i ados
de manei a que não comp ome am a sobe ania e segu ança dos dados públicos.
Ao mesmo empo, a ensão en e o uso de dados pa a o desen ol imen o de polí icas
públicas baseadas em e idências o necidas pela análise de dados (emp egando-se
écnicas de IA) e a p i acidade dos dados é um dos maio es dilemas en en ados pelos
go e nos. O einamen o de modelos de IA eque g andes quan idades de dados, mui as
ezes sensí eis, que podem inclui in o mações pessoais de cidadãos. Po um lado, o
uso desses dados pode melho a a e iciência de se iços públicos, ajuda a esol e
ques ões sociais e aumen a a equidade no acesso a se iços. Po ou o lado, há um
isco signi ica i o de iolação de p i acidade e uso inde ido de dados. Assim, um dos
p incipais desa ios en en ados pelas emp esas e pelo go e no é equilib a a ino ação
com a con o midade legal. De e-se busca , po an o, um cená io com segu ança ju ídica
13. Disponí el em: h ps://s a egy.da a.go /.
14. Disponí el em: h ps://nai pilo .o g/.
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e o ien ações cla as sob e como os dados podem se u ilizados de manei a ino ado a,
possibili ando o desen ol imen o de uma IA esponsá el com espei o aos p incípios
da p o eção de dados.
3.3 Mão de ob a especializada
O desen ol imen o de sis emas de IA eque compe ências écnicas a ançadas e mul-
idisciplina es. Sem uma o ça de abalho al amen e quali icada, o desen ol imen o
sobe ano de IA o na-se uma me a di ícil de alcança , ab indo espaço pa a a dependência
ecnológica de ou os países.
Esse cená io impõe a necessidade de in es imen os massi os em capaci ação,
o mação con ínua e a ação de alen os pa a ga an i que os países cons uam e
man enham suas p óp ias capacidades ecnológicas. Em um se o especializado
e de ápida e olução, como o da IA, não bas a apenas o ma especialis as em ciência
da compu ação; é necessá io omen a uma o ça de abalho que comp eenda p o-
undamen e á eas como ap endizado de máquina, engenha ia de dados, segu ança
cibe né ica e é ica da IA.
Um dos p incipais desa ios en ol e a necessidade de capaci a e equali ica
abalhado es de modo que possam se adap a às no as exigências ecnológicas
impos as pela IA. Países que buscam sobe ania em IA p ecisam in es i em p og amas
de equali icação, capazes de ga an i que a mão de ob a exis en e acompanhe as
demandas do me cado. Em mui os casos, isso en ol e um maio in es imen o em
p og amas nacionais de capaci ação em á eas da ciência, ecnologia, engenha ia e
ma emá ica (science, echnology, enginee ing and ma hema ics – STEM), bem como
em á eas humanís icas que se elacionam com as implicações é icas e sociais do
uso de IA.
Além disso, os países com al o g au de desen ol imen o em IA en en am o desa io
de e e alen os em meio à conco ência global. G andes co po ações e cen os de
pesquisa bem inanciados, mui as ezes em países desen ol idos, a aem os melho es
especialis as com o e as sala iais ele adas e in aes u u as de pesquisa de pon a, o
que esul a em um êxodo de cé eb os de egiões menos desen ol idas. Es e enômeno
ameaça a capacidade dos países menos a ançados desen ol e em suas p óp ias
soluções ecnológicas.
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3.4 P&D
No campo da pesquisa em IA, mundialmen e, poucos g andes a o es globais êm a aído
mui a a enção e, em ce a medida, pau ado as di eções da pesquisa de pon a em IA.15
Es es a o es são mui as ezes guiados po in e esses come ciais, o que pode impo
es ições signi ica i as à di e sidade de abo dagens e aos obje i os das pesquisas.
Isso é ainda mais ag a ado pelo a o de o inanciamen o público pa a essa á ea e
sido ela i amen e modes o em compa ação com os mui os bilhões in es idos global-
men e pelo se o p i ado. Ainda que medidas ecen es, como a c iação do Nai nos
Es ados Unidos, isem expandi o acesso público a ecu sos de pesquisa, as inicia i as
públicas equen emen e seguem as endências es abelecidas pelo se o p i ado, sem
necessa iamen e desa ia ou edi eciona o cu so da ino ação. Tal cená io pode se
e le i em polí icas que pouco di ecionam o in es imen o de P&D em IA pa a se o es de
in e esse nacional, como ag icul u a, saúde e in aes u u a c í ica, e que simplesmen e
ep oduzem os modelos come ciais dominan es.
Há o isco c escen e de que o oco em IA de g ande escala e o ien ada pa a obje-
i os come ciais e o ce a concen ação de pode nas mãos de poucas emp esas de
ecnologia, ag a ando desigualdades no acesso aos bene ícios dessas ino ações. Isso
é pa icula men e ele an e quando se conside a que os países com meno capacidade
de in es imen o em P&D são o çados a licencia ecnologias de co po ações globais,
pe pe uando a dependência ecnológica.
Po an o, a cons ução de uma IA sobe ana eque um en oque es a égico que á
além dos modelos a uais de desen ol imen o o ien ados pelo me cado, ela ambém
depende da di e si icação das ilhas de pesquisa. É undamen al que as polí icas
públicas de P&D em IA sejam obus as, di e sas e o ien adas po in e esses sociais
amplos, pa a que a IA possa se moldada pa a se i aos in e esses cole i os e não
apenas aos de g andes conglome ados.
Pa a um desen ol imen o sobe ano da IA se ia necessá io que os eixos apon-
ados es i essem minimamen e espelhados nos documen os analisados dos di e en es
países. Dessa o ma, oi a pa i dessas dimensões que os códigos u ilizados no A las. i
pa a as análises o am de inidos, con o me de alhado no apêndice Me odologia.
Os p incipais esul ados es ão elencados a segui .
15. No adamen e as chamadas big echs, conhecidas pelo ac ônimo Ga am.

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4 ANÁLISES DE RESULTADOS
Inicialmen e, ap esen amos uma isão ge al dos dados, e le indo sob e o es ágio
ecnológico de cada país e como isso se aduz nos documen os, bem como a p óp ia
ambição de se ou não líde egional/mundial/local no desen ol imen o da ecnologia.
Na sequência, o am u ilizados o so wa e A las. i e os códigos de inidos pa a analisa
os di e en es documen os, conside ando-se os eixos es u u an es pa a o desen ol i-
men o da IA, con o me de alhado an e io men e – in aes u u a compu acional, dados,
mão de ob a especializada, P&D.
4.1 Visão ge al
Con o me se dep eende da análise sis emá ica aqui emp egada, os documen os de
e e ência iden i icados pa a os a uais dez países-memb os do BRICS e le em o a ual
desen ol imen o ecnológico de cada país. A E iópia, po exemplo, demons a que ainda
em p oblemas de conexão e de desen ol imen o de polí icas de bem-es a social. Isso
se aduz em um documen o que busca em meno medida o desen ol imen o au ônomo
da IA, ao apon a que soluções de IA p oduzidas alhu es podem ajuda o país a esol e
p oblemas de educação, saúde, anspo e, iden idade e ou os aspec os.
(...) incen i a a c iação de um cen o egional de compu ação de al o desempenho,
a aindo playe s globais de nu em e in aes u u a, como Google, Amazon, Alibaba,
Mic oso e O acle, pa a es abelece ins alações de compu ação ede adas e uma
cidade polo de al a ecnologia (E hiopia, 2020, p. 13, adução nossa).16
Os Emi ados Á abes Unidos e a Índia ado am uma solução in e mediá ia ao busca
o desen ol imen o au ônomo, mas ambém ea i ma em á ios momen os a necessi-
dade de da p osseguimen o às pa ce ias já desen ol idas com as g andes emp esas
de ecnologia.
(...) assim como colabo a com a Mic oso pa a desen ol e soluções pa a
ges ão híd ica e planejamen o u bano (...) (India, 2018, p. 40, adução nossa).17
16. “(...) seeding he c ea ion o a egional high pe o mance compu ing cen e, a ac ing global cloud
and in as uc u e playe s such as Google, Amazon, Alibaba, Mic oso , and O acle, o c ea e ede a ed
compu ing acili ies and a high- ech hub ci y.”
17. “(...) as well as collabo a ed wi h Mic oso o de elop solu ions o wa e managemen and
u ban planning (...).”
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Os p imei os passos dos Emi ados Á abes Unidos se ão cons ui uma ma ca
o e po meio de a i idades de IA que demons em o país como um campo
de es es pa a ecnologias de in eligência a i icial. Isso se á alcançado po
meio da in e mediação de aco dos com emp esas in e nacionais pa a ealiza
p oje os-pilo o nos Emi ados Á abes Unidos (Uni ed A ab Emi a es, 2018,
p. 10, adução nossa).18
A Índia ambém aduz o seu es ágio ecnológico ao econhece seu po encial no
desen ol imen o da IA pa a o mundo; dada a complexidade e escala da sua sociedade,
os mais di e sos ipos de soluções de IA podem encon a no país um campo de es es
ideal. De igual o ma, é um país que busca caminhos pa a emp ega sua g ande massa de
jo ens que não consegue acessa pos os a ançados de ou sou cing de ido ao seu baixo
ní el educacional (Bha acha ya, 2007). É essal ado, po exemplo, que um papel impo an e
da Índia se ia a ano ação de ex os, imagens, ídeos e sons pa a eina modelos de IA.
Pa a en en a o desa io das mudanças na indús ia de se iços, é impo an e
iden i ica e p omo e a c iação de emp egos que possam subs i ui os pos os
de abalho adicionais do se o de TI-BPM [ ecnologia da in o mação-business
p ocess managemen ] no u u o. Idealmen e, esses emp egos a iam pa e da
cadeia de alo do desen ol imen o de soluções de IA, mas exigi iam um ní el
ela i amen e baixo de especialização, pe mi indo a ge ação de emp egos em
g ande escala. Ta e as como a ano ação de dados, po exemplo, êm o po encial
de emp ega um g ande núme o de p o issionais e a ende países ao edo do
mundo em p oje os que, de ou a o ma, se iam in ensi os em capi al. A i idades
como classi icação de imagens ou ansc ição de áudio exigem baixos ní eis
de especialização e ap esen am uma opo unidade de explo a a a bi agem de
cus os abalhis as pa a a ende emp esas globalmen e (India, 2018, p. 67,
adução nossa).19
Em países como Egi o, I ã, Indonésia, Á ica do Sul e B asil, os documen os in o mam
sob e a necessidade de ação conjun a en e Es ado, se o p i ado e academia, além de
18. “The UAE’s i s s eps will build a s ong b and h ough AI ac i i ies ha demons a e he UAE as a
es bed o AI echnology. This will come h ough b oke ing ag eemen s wi h in e na ional i ms o base
pilo s in he UAE.”
19. “To ackle he challenge o shi s in he se ices indus y, i is impo an o iden i y and p omo e c ea ion
o jobs ha may eplace adi ional IT-BPM sec o jobs in he u u e. These jobs would ideally be a pa o he AI
solu ion de elopmen alue chain, bu equi e a ela i ely low le el o expe ise so as o c ea e employmen
a scale. Tasks such as da a anno a ion, o example, ha e he po en ial o employ a la ge quan um o
human esou ces, and se e coun ies all o e he wo ld in o he wise capi al in ensi e p ojec s. Tasks such
as image classi ica ion o speech ansc ip ion equi e low le els o expe ise and p esen an oppo uni y
o exploi labou cos a bi age o se e companies globally.”
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in es imen os massi os em o mação, como pode se con e ido no exemplo a segui . No
en an o, na maio pa e dos países há pouca conc e ude sob e como isso se ia implemen ado.
Pa a ealiza a missão de pesquisa e ino ação em in eligência a i icial – cujo obje i o
é acele a a e o ma bu oc á ica e o alece nossa indús ia nacional – é undamen al
que odas as inicia i as elacionadas sejam es a egicamen e o ques adas. A me a
inal é omen a uma bu oc acia ín eg a e um se o indus ial de excelência que
ge e um impac o econômico signi ica i o. Essa o ques ação de e alinha odos
os es o ços a esses obje i os, ap o ei ando odo o espec o de nossos ecu sos
nacionais de pesquisa e ino ação, que são as con ibuições cole i as dos a o es no
âmbi o da Hélice Quád upla: go e no, indús ia, academia e comunidade (Indonesia,
2020, p. 83, adução nossa).20
O documen o b asilei o, po sua ez, é pouco cla o em elação às ambições do
país. Não é possí el a i ma que busque a lide ança ou o desen ol imen o au ônomo.
O documen o ea i ma mais a necessidade do país se bene icia do uso da ecnologia
e o que se espe a dela, do que a i ma o luga que o país ocupa á nesse p ocesso.
A Es a égia B asilei a de In eligência A i icial (EBIA) em po obje i o po encializa
o desen ol imen o e a u ilização da ecnologia com is as a p omo e o a anço
cien í ico e soluciona p oblemas conc e os do país, iden i icando á eas p io i á ias
nas quais há maio po encial de ob enção de bene ícios. Espe a-se que a IA possa
aze ganhos na p omoção da compe i i idade e no aumen o da p odu i idade
b asilei a, na p es ação de se iços públicos, na melho ia da qualidade de ida das
pessoas e na edução das desigualdades sociais, en e ou os (B asil, 2021, p. 5).
De o ma di e sa, a Rússia e a China deixam cla a a sua ambição de se consolida
como um desen ol edo de IA e líde mundial.
A Fede ação Russa em um po encial conside á el pa a se o na uma líde
in e nacional no desen ol imen o e uso de ecnologias de in eligência a i icial (...)
(Russia, 2019, p. 6, adução nossa).21
20. “Un uk mencapai ujuan da i misi ise dan ino asi indus i Kece dasan A i isial, yai u mengaksele asi
e o masi bi ok asi dan pengua an indus i nasional, aga menjadi bi ok asi be sih dan indus i unggul
yang membe ikan dampak ekonomi, maka selu uh inisia i ise dan ino asi indus i Kece dasan A i isial
pe lu dio kes asi aga menga ah kepada ujuan dengan memaksimalkan selu uh sumbe daya ise dan
ino asi nasional. Be bagai sumbe daya dimaksud me upakan kon ibusi da i ak o -ak o yang e liba
dalam payung Quad uple-Helix (peme in ah, indus i, akademisi, dan komuni as).”
21. “The Russian Fede a ion has conside able po en ial o becoming an in e na ional leade in he
de elopmen and use o a i icial in elligence echnologies (...).”
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(...) de emos acompanha de pe o o p og esso, es uda e a alia as endências
ge ais, planeja com an ecedência, de ini a di eção, ap o ei a as opo unidades
e lide a o mundo nas no as endências do desen ol imen o da IA (China, 2017,
p. 4, adução nossa).22
Ambos os países não mencionam pa ce ias com emp esas mul inacionais
(big echs), op ando em á ios momen os po e o ça a p odução in e na e a opção
po soluções abe as.
(...) de ende o concei o de compa ilhamen o de código abe o e p omo e
a ideia de que indús ia, academia, pesquisa e unidades de p odução
ino em indi idualmen e e, p incipalmen e, busquem a ino ação conjun a e
o compa ilhamen o (China, 2017, p. 5, adução nossa).23
Ou a o ma de comp eende o papel cen al almejado po esses dois países eside
no a o de explici a em com cla eza os esul ados a se em alcançados. O documen o
usso az indicado es de esul ados cla os com ho izon e empo al es abelecido,
conside ando os anos de 2024 e 2030 pa a a aliação desses indicado es, con o me
exemplo a segui .
A é o ano de 2030, modelos de mic op ocessado es uncionais, acompanhados
do paco e de so wa e adequado, de em se amplamen e in oduzidos nos
me cados usso e in e nacional. Cen os especializados de p ocessamen o
de dados baseados em mic op ocessado es ussos de em se inaugu ados.
Disposi i os in eligen es nos quais esses mic op ocessado es são u ilizados
de em se colocados em ci culação no me cado ele an e de p odu os (Russia,
2019, p. 14, adução nossa).24
A es a égia de IA da China, além de escopo ambicioso, ambém e idencia o obje-
i o de alcança a lide ança global em odas as á eas dessa ecnologia. Apesa do
oco maio na indús ia, o documen o dá mui a impo ância à pesquisa básica, a im
de alcança desen ol imen os dis up i os em IA. Além disso, a es a égia in eg a
22. “(...) we mus ake he ini ia i e o pu sue and adap o change, i mly seize he majo his o ic oppo uni y
o he de elopmen o AI, s ick closely o de elopmen , s udy and e alua e he gene al ends, ake he ini ia i e
o plan, g asp he di ec ion, seize he oppo uni y, lead he wo ld in new ends in he de elopmen o AI.”
23. “(...) ad oca e he concep o open-sou ce sha ing, and p omo e he concep o indus y, academia,
esea ch, and p oduc ion uni s each inno a ing and in p incipal pu suing join inno a ion and sha ing.”
24. “By he yea 2030, unc ioning mic op ocesso models wi h he app op ia e so wa e package mus be
widely in oduced on he Russian and in e na ional ma ke s. Specialized da a p ocessing cen e s based on
Russian mic op ocesso s mus be opened. In elligen de ices in which hese mic op ocesso s a e used
mus be pu in o ci cula ion in he ele an commodi y ma ke s.”
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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4.2.3 China
Enquan o a maio ia dos países associa o desen ol imen o de in aes u u a pa a IA
a da acen e s com chips de úl ima ge ação ligados po edes de al a elocidade, a
China p opõe uma es a égia mais ampla pa a desen ol e a e a os de ha dwa e
que sus en em suas ambições em IA, an o com a implemen ação em la ga escala
de ecnologias exis en es quan o com o desen ol imen o de no as ecnologias dis-
up i as. Po exemplo, es abelece a necessidade de a anços undamen ais em chips
de compu ação inspi ados no cé eb o, com al a e iciência ene gé ica e capacidade de
econ igu ação, bem como em sis emas de senso es isuais baseados em p incípios
neu omó icos,40 do ados de capacidades de imagem compu acional.
Um oco signi ica i o ecai sob e o desen ol imen o de obôs in eligen es – sendo
seu uso des inado a se iços ou ope ações no espaço, no ma , nos polos ou em ou os
ambien es especiais –, ab angendo a pesquisa e o ape eiçoamen o de componen es
essenciais e senso es, o es abelecimen o de pad ões de in e ace en e ha dwa e e
so wa e, assim como a de inição de no mas pa a o uso segu o desses sis emas.
No campo da ene gia, es á na pau a a busca po ene gias eno á eis e o uso de
ins alações e in aes u u as in eligen es de a mazenamen o que possibili em a
co espondência em empo eal en e o e a e demanda ene gé ica.
Ressal a-se que o documen o não e ela os alo es que se ão in es idos ou, de
o ma de alhada, como esse conjun o de inicia i as se á alcançado.
4.2.4 Egi o
O documen o do Egi o diz explici amen e que uma análise da disponibilidade e dos planos
de in aes u u a do país es á o a do seu escopo. No en an o, ele des aca a ausência de
uma in aes u u a de nu em no Egi o, especialmen e a de g andes p o edo es de nu em
pública, como Amazon Web Se ices (AWS), Google Cloud Pla o m ou Mic oso Azu e,
40. A compu ação neu omó ica, inspi ada no cé eb o humano, ep esen a uma mudança de pa adigma
na a qui e u a de compu ado es que ap esen a g ande po encial de suplan a ga galos das a qui e u as
a uais em elação à elocidade e e iciência ene gé ica ao lida com a e as complexas de IA. Ao
imi a os mecanismos de p ocessamen o pa alelo e o ien ado a e en os do cé eb o, espe a-se que os
sis emas neu omó icos o e eçam elocidades de p ocessamen o signi ica i amen e mais al as pa a
aplicações especí icas de IA, bem como uma edução d ás ica no consumo de ene gia, a o c ucial
pa a a escalabilidade e implan ação da IA em di e sos ambien es, incluindo disposi i os mó eis.
Alguns ac edi am que a compu ação neu omó ica pode ab i o caminho pa a se alcança a IA o e
(Schulle e S e ens, 2015).

TEXTO pa a DISCUSSÃO
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o que az sé ios obs áculos pa a a adoção ápida de IA no país. Há es ições legais que
impedem que os dados p oduzidos no e i ó io sejam en iados ou a mazenados em
ou os países. Isso in iabiliza a adoção de soluções de nu em hospedadas no ex e io .
T a a-se de uma p eocupação de sobe ania de dados, mas que acaba po ge a ba ei as
pa a o desen ol imen o ecnológico, uma ez que o documen o conside a que desen ol e
se iços de nu em localmen e se ia uma a e a ca a e demo ada.
4.2.5 Emi ados Á abes Unidos
O Conselho de In eligência A i icial e Blockchain dos Emi ados Á abes Unidos é de inido
como a o cen al pa a iden i ica como e onde a IA pode se inco po ada no go e no,
bem como quais in aes u u as de apoio são necessá ias. Não são de inidas me as ou
ações especí icas pa a o desen ol imen o de in aes u u a pa a IA no país. O oco do
documen o é de desen ol e um ambien e a a i o pa a emp esas de IA se ins ala em
no país, sem es abelece uma es a égia go e namen al.
4.2.6 E iópia
O plano de in aes u u a de IA da E iópia é menos sob e in aes u u a especializada
em IA e mais sob e o es abelecimen o da in aes u u a digi al undamen al necessá ia
pa a um desen ol imen o socioeconômico mais amplo, um p é- equisi o pa a ap o ei a
e e i amen e a IA no u u o.
A p incipal p opos a pa a in aes u u a se ia a c iação de um cen o nacional de
supe compu ação e dados, es a egicamen e localizado pe o da usina hid elé ica
G and E hiopian Renaissance Dam (GERD)41 pa a ap o ei a a ene gia acessí el. Es e
cen o isa ia o nece acesso subsidiado, po encialmen e g a ui o, pa a aplicações
cien í icas e indus iais alinhadas com as p io idades de desen ol imen o da E iópia,
e busca ia incen i a a inda das big echs, com o obje i o de ans o ma a á ea em
um polo ecnológico que si a a E iópia e a Á ica O ien al.
41. A GERD é uma g ande usina hid elé ica no io Nilo Azul (já ope acional, mas ainda não concluída),
na E iópia, cons uída com o obje i o de ge a ele icidade pa a uso domés ico e expo ação. Quando
o almen e ope acional, e á capacidade de 5GW e se á a maio usina hid elé ica da Á ica. Pa a
compa ação, a hid elé ica binacional de I aipu em capacidade de 14GW.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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4.2.7 Índia
A es a égia da Índia pa a o desen ol imen o da in aes u u a de IA es á cen ada na
c iação do AI Resea ch, Analy ics and Knowledge Assimila ion Pla o m (AI-Rawa ), uma
pla a o ma baseada em nu em o imizada pa a análise de big da a e aplicações de IA.
Es a pla a o ma, p o a elmen e adqui ida da NVIDIA e modelada com base na a qui-
e u a de supe compu ação AI B idging Cloud In as uc u e (ABCI) do Japão, p e ende
se i como um ecu so nacional pa a o a anço da pesquisa, do desen ol imen o e
das aplicações p á icas de IA em á ios se o es. O AI-Rawa oi p oje ado pa a se uma
in aes u u a compa ilhada, acessí el an o pa a cen os de pesquisa básica quan o
aplicada, com o obje i o de p omo e um ecossis ema colabo a i o pa a a ino ação
em IA no país.
Apesa de almeja uma in aes u u a obus a, a capacidade compu acional a ual
e planejada do AI-Rawa pa ece modes a em compa ação com os pad ões in e nacio-
nais.42 Cen os de pesquisa básica e aplicada em IA com in aes u u as locais de
meno capacidade ambém são planejados. No en an o, o seu inanciamen o depende
de pa ce ias público-p i adas (PPPs), com alocações inancei as p e is as a iando de
US$ 23 milhões a US$ 57,7 milhões po cen o, pa a cob i suas despesas nos cinco
p imei os anos, incluindo in aes u u a. Pa a incen i a a pa icipação do se o p i ado,
a es a égia suge e a o e a de bene ícios a a i os às emp esas pa icipan es, como
acesso a dados de einamen o de al a qualidade, ecu sos compu acionais, opo u-
nidades de en ol imen o dos uncioná ios em missões nacionais, possibilidade de
con abiliza os gas os inco idos como pa e da esponsabilidade social co po a i a e
maio isibilidade po meio de colabo ações go e namen ais.
Embo a a es a égia econheça as p eocupações sob e a dependência ecnológica
da Índia de o necedo es es angei os de IA, ela não p opõe inicia i as pa a omen a
capacidades locais no desen ol imen o, manu enção ou e olução da in aes u u a
de IA, concen ando-se, em ez disso, na aquisição de equipamen os de o necedo es
in e nacionais. A dependência de PPPs, embo a possa po encialmen e ali ia o a do
inancei o do go e no, az o isco de pe mi i que o se o p i ado in luencie desp o-
po cionalmen e a di eção do desen ol imen o da IA pa a in e esses come ciais. Além
disso, a capacidade ela i amen e limi ada do AI-Rawa pode es ingi o po encial da
42. Obse a-se que o AI-Rawa , em 2018, es a a p oje ado pa a 0,1 AI-exa lop. A ualmen e, é epo ado
em 0,2 AI-exa lop. Ele ica signi ica i amen e a ás de pla a o mas como o ABCI do Japão, que a ingiu
6 AI-exa lops.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Índia de ealiza p oje os de P&D de IA em la ga escala e compe i e e i amen e com
ou as nações no campo em ápida e olução da ino ação em IA.
4.2.8 Indonésia
A Indonésia des aca a sua a ual conec i idade à in e ne e a c escen e p esença de
p o edo es mul inacionais de se iços em nu em como pon os o es signi ica i os
pa a a implemen ação da IA no país. A es a égia con a com a disponibilização de
se iços mais a ançados de IA pelas g andes emp esas mul inacionais p o edo as
de nu em pública em a ual expansão pelo país. Ao mesmo empo em que os g andes
o necedo es po de e em soluções madu as podem acele a a adoção de IA em á ios
se o es, obse a-se a p eocupação com o po encial ap isionamen o ecnológico ( endo
lock-in) e o luxo de dados indonésios pa a pla a o mas es angei as.
Pa a mi iga iscos e cons ui capacidades nacionais, o plano p e ê a cons ução
de um Cen o Nacional de Supe compu ação dedicado à IA e o desen ol imen o de
labo a ó ios de compu ação em uni e sidades. Além disso, a Indonésia p opõe um
p og ama ino ado de Rende Token pa a democ a iza o acesso aos ecu sos de GPU.
Es a inicia i a pe mi i ia que indi íduos com GPUs disponibilizassem o seu pode de
compu ação a ou os em um me cado abe o, p omo endo um acesso mais amplo a
e amen as de IA, pa icula men e pa a a e as de meno escala, e eduzindo a depen-
dência de g andes emp esas de ecnologia.
O plano delineia um c onog ama de alhado com p azos especí icos e agências
go e namen ais esponsá eis, isando à conclusão dos p oje os de in aes u u a a é
2024, o que e idencia seu comp omisso com o es abelecimen o de uma in aes u u a
nacional de base pa a a IA. Em ge al, a es a égia de in aes u u a de IA da Indonésia
ap esen a uma abo dagem p agmá ica, equilib ando as an agens imedia as da
u ilização da in aes u u a de nu em exis en e com os obje i os de longo p azo de
au onomia nacional e acesso democ á ico a capacidades de IA, e le indo um caminho
sob medida pa a o desen ol imen o da IA den o do seu con ex o especí ico.
4.2.9 I ã
Um dos maio es obje i os do plano i aniano é a “melho ia da in aes u u a” de IA. Nisso
incluem-se ambém o o alecimen o dos ma cos legais, a p o eção da p op iedade
in elec ual e o desen ol imen o de modelos mul imodais de g ande escala, além
do desen ol imen o de p ocessamen o na i o. Apesa de um documen o suscin o
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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(dez páginas), no a-se que a es a égia ambiciona cons ui uma base de ha dwa e
obus a, esilien e e au ônoma. O p oje o es á baseado em duas p incipais inicia i as:
a ampliação da capacidade exis en e e des inada a p oje os nacionais43 e a ins i uição
de uma in aes u u a de p ocessamen o compa ilhada.44 A ampliação p e is a é
ambiciosa, especialmen e se conside a mos que o país so e mui as sanções in e -
nacionais, di icul ando o acesso a soluções do me cado.
4.2.10 Rússia
A es a égia da Rússia pa a a in aes u u a de IA concen a-se em aumen a a dispo-
nibilidade nacional do ha dwa e necessá io pa a alcança seus obje i os de lide ança
em IA. O plano p io iza a pesquisa cien í ica undamen al em a qui e u as de compu-
ado es a ançadas, no a elmen e incluindo a compu ação neu omó ica, um campo
ambém en a izado pela China. Além disso, econhecendo a impo ância c í ica do
pode de p ocessamen o, a es a égia delineia o apoio go e namen al pa a es imula
o desen ol imen o de p ocessado es de al a elocidade e e iciência ene gé ica p odu-
zidos in e namen e, jun amen e com componen es compu acionais associados. Es e
comp omisso com a capacidade nacional es ende-se pa a além dos p ocessado es,
ab angendo uma isão mais ampla de au ossu iciência ecnológica em á eas-cha e
da in aes u u a de IA.
Olhando pa a ma cos especí icos, a es a égia isa es abelece uma in aes u u a
de supo e obus a pa a o ganizações ussas de IA, incluindo cen os de dados de
al o desempenho, a é 2024. Um obje i o-cha e pa a es a da a é ambém o desen ol i-
men o de mic op ocessado es ussos p oduzidos in e namen e, capazes de compe i
com equi alen es globais em elocidade e e iciência ene gé ica. A ançando pa a
2030, a es a égia p e ê a adoção gene alizada de modelos uncionais de mic op o-
cessado es ussos, acompanhados de so wa e e biblio ecas de supo e.
4.2.11 In aes u u a compu acional: discussão
O dilema en e sobe ania e dependência ecnológica pe meia de alguma o ma odos
os documen os. Se, po um lado, as emp esas mul inacionais são o necedo as
de e amen as de IA madu as e p on amen e acessí eis pa a acele a a adoção
em á ios se o es e en e a população, po ou o, le an am p eocupações sob e o
43. Se ia a ampliação do a ual (2024) 0,02 exa lop pa a 1 exa lop a é 2028.
44. A ualmen e inexis en e e que se ia implemen ada disponibilizando a é 5 exa lops em 2028.
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po encial ap isionamen o ecnológico. A adoção de ecnologia p oduzida alhu es
ge a ia uma dependência pe manen e e one osa. Assim, es á p esen e, de o ma
ímida ou ag essi a, a depende dos países e suas possibilidades, a en a i a do
desen ol imen o au ônomo.
Em elação à in aes u u a, a maio ia dos planos de IA econhece a necessidade
de uma in aes u u a compu acional obus a. De o ma esumida, são no á eis exceções
a es a égia b asilei a, que em nenhum momen o menciona a necessidade de in es-
imen o em in aes u u a compu acional, e os documen os do Egi o e Emi ados
Á abes, que embo a econheçam em algum ní el a necessidade de in aes u u a,
p a icamen e não abo dam os seus planos pa a o ema. China e Rússia p io izam a
ampliação de in aes u u a, e le indo o desejo de con ola o seu espaço digi al e
eduzi a dependência de en idades es angei as. A Índia concen a-se na cons ução
de pla a o mas de nu em sediadas no país, mas com o necedo es globais. Á ica
do Sul e E iópia ainda es ão em es ágios iniciais, abo dando lacunas undamen ais
de in aes u u a.
4.3 Dados
4.3.1 Á ica do Sul
P o ege as in o mações pessoais é p io idade, e pa a a ingi es e obje i o, a polí ica
sul-a icana es abelece ês pila es: go e nança de dados, leis de p o eção de dados
e anspa ência.
Con o me o documen o, go e nança de dados se ia a pad onização das p á icas
de ge ação e u ilização de dados nos se o es público e p i ado. Na dimensão legal, a
ônica é o comp omisso em aumen a a p o eção de dados, de o ma a e i a seus usos
não au o izados. Já a ques ão da anspa ência é des acada como um elemen o c í ico,
en a izando a necessidade de ga an i ni idez no uso e a mazenamen o de dados de IA.
Em conclusão, embo a o documen o seja conciso e ca eça de planos de ação
de alhados, os emas iden i icados são inega elmen e ele an es e c uciais pa a es a-
belece uma es a égia de dados obus a na e a da IA.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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4.3.2 B asil
A es a égia b asilei a de dados pa ece busca uma abo dagem que equilib a ino ação,
é ica e desen ol imen o socioeconômico. Um pon o c ucial da es a égia é a p eocu-
pa
ção com a go e nança é ica dos dados, e le ida na busca po um pon o de equilíb io
(B asil, 2021, p. 17) que não deixe de sal agua da di ei os, mas não c ie ba ei as ao
desen ol imen o. O desen ol imen o de di e izes pa a ela ó ios de impac o à p o-
eção de dados pessoais (RIPDs) e a implemen ação de um sandbox egula ó io
45
da
p i acidade e p o eção de dados pa a sis emas de IA são medidas na di eção de en a
ga an i a segu ança ju ídica e p omo e a ino ação esponsá el.
A es a égia ambém incen i a o compa ilhamen o de dados, obse ada a Lei Ge al
de P o eção de Dados Pessoais (LGPD), a acili ação do acesso aos dados abe os
do go e no, bem como in e ope abilidade e o uso de pad ões comuns. A adoção de
códigos- on e abe os é apon ada como p á ica ecomendada pa a comba e o inas
disc imina ó ias em conjun os de dados e modelos de ap endizado de máquina, isando
ga an i a qualidade e a equidade dos sis emas de IA.46
4.3.3 China
“Dados e conhecimen o se o na ão o p imei o a o pa a o c escimen o econômico"
(China, 2017, p. 17, adução nossa): a ase e ela a impo ância do ema na es a é-
gia chinesa de IA. O plano p opõe a c iação de uma in aes u u a nacional de dados
obus a, com in eg ação a pla a o mas já exis en es, abo dando ques ões de segu ança,
conjun os de dados pad onizados pa a es es, modelos pa a a aliação de segu ança
de algo i mos e pla a o mas de IA, além da coo denação da in aes u u a de big da a.
45. O sandbox egula ó io é uma écnica egula ó ia em que as au o idades egulado as de um
de e minado se o ab em edi ais públicos pa a que en idades possam se candida a pa a cons ui e
es a em soluções ecnológicas sob supe isão es a al den o de um ambien e com moni o amen o
con ínuo pelos egulado es da ecnologia desen ol ida (sandbox). E en uais iscos iden i icados não
implica ão sanções, desde que os a aliados obedeçam de e minados pa âme os mínimos de segu ança
pa a a solução p e endida. Ao im do pe íodo de es es, o egulado decidi á se a ecnologia pode á ou
não se dis ibuída no me cado.
46. Encon a-se em cons ução pelo go e no b asilei o, uma in aes u u a nacional de dados que
cons i ui-se em “um conjun o de no mas, polí icas, a qui e u as, pad ões, e amen as ecnológicas
e a i os de in o mação, com is as a p omo e o uso es a égico dos dados em posse dos ó gãos e
das en idades do Pode Execu i o ede al” (B asil, 2023). No e, en e an o, que ela possui um escopo
mais es i o em compa ação a uma es a égia nacional de dados no âmbi o de um plano nacional de
IA, limi ando-se, no caso da in aes u u a nacional de dados, aos dados em posse dos ó gãos e das
en idades do Pode Execu i o ede al. Sua análise oge ao escopo des e abalho.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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En e os obje i os es á a busca de se iços in eg ados em ní el nacional, com
a qui e u a e in e conexões bem de inidas. Pa alelamen e, o plano abo da a go e -
nança de dados, com a de inição de mecanismos nacionais pa a egula as aplicações
de dados, e a segu ança de dados e algo i mos de IA, incluindo a pesquisa sob e
ques ões legais como esponsabilidade ci il e c iminal, p o eção de p i acidade e
p op iedade in elec ual.
No âmbi o é ico, a es a égia chinesa busca equilib a o desen ol imen o da IA com
p incípios é icos, embo a se man enha em um ní el concei ual, sem de alha mecanismos
especí icos. A menção à “au odisciplina emp esa ial” (China, 2017, p. 26, adução
nossa) suge e uma abo dagem go e namen al menos es i i a, p io izando a ino ação.
Con udo, a e e ência a “es o ços disciplina es” con a ações “con á ias à é ica mo al”
(China, 2017, p. 26, adução nossa) le an a p eocupações sob e o po encial uso polí ico
da é ica, que pode ia limi a a libe dade de exp essão e a ino ação genuína.
4.3.4 Egi o
O ema e e en e a dados é bas an e p esen e na es a égia egípcia. Os pon os o es
apon ados são a exis ência de bases de dados nacionais ab angen es e em se o es
especí icos de cidadãos, bem como eposi ó ios c escen es de dados em língua á abe
c iados po di e sas o ganizações e bancos de dados nacionais es abelecidos em
se o es especí icos. No en an o, econhece-se a na u eza agmen ada e inacessí el
dos silos de dados en e as ins i uições.
O in es imen o em p ocessamen o de linguagem na u al em á abe é is o como um
caminho es a égico pa a u iliza os as os ecu sos de dados em á abe pa a soluções
de IA cul u almen e ele an es, sendo que o país possui a Lei de P o eção de Dados
Pessoais de 2020, conside ada como passo posi i o pa a ga an i a segu ança dos
dados e seu compa ilhamen o esponsá el.
Também ambiciona-se desen ol e mé odos ino ado es de cole a de dados,
es u u as é icas e mecanismos obus os de go e nança pa a p omo e a sua in e-
g ação, bem como melho a a sua qualidade e omen a uma cul u a de u ilização
esponsá el de dados em odos os se o es. No en an o, a exclusão de conside ações
sob e in aes u u a na es a égia pode ep esen a desa ios pa a a implan ação desses
ambiciosos obje i os.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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4.3.5 Emi ados Á abes Unidos
A es a égia dos Emi ados Á abes Unidos econhece, sem su p esas, que “dados são
o no o pe óleo”.
47
Assim, ado a-se uma abo dagem que ad oga como ele an es
inicia i as de dados abe os, desen ol imen o de in aes u u a segu a e obus a, bem
como es u u as de go e nança ab angen es. Além disso, há o econhecimen o de sua
população di e sa, compos a po mais de duzen as nacionalidades, como uma on e
de conjun os de dados icos e ep esen a i os, c uciais pa a o desen ol imen o de
sis emas de IA obus os, jus os e gene alizá eis.
Den o da ambição de posiciona os Emi ados Á abes como um líde no o ne-
cimen o de “dados abe os pa a einamen o e desen ol imen o de sis emas de IA”
(Uni ed A ab Emi a es, 2018, p. 40, adução nossa) é p opos a a c iação de um
p og ama de compa ilhamen o de dados, abe os e pad onizados, ou seja, p on os
pa a IA. Pa a an o se ia necessá io o es abelecimen o de uma in aes u u a de dados
uni icada especí ica. A inicia i a se inspi a na pla a o ma X-Road da Es ônia, que é capaz
de acili a o acesso e a combinação de bases de dados go e namen ais e p i adas,
le ando a ganhos de e iciência signi ica i os e bene ícios sociais.
4.3.6 E iópia
O oco da es a égia de dados da E iópia é de cole a dados e usá-los em aplicações de
IA pa a ajuda a esol e p oblemas p á icos do país. São mencionados di e sos se o es,
como saúde, educação, ag icul u a, se iços go e namen ais, inanças, mobilidade
e c. En e an o, enquan o o po encial da IA em melho a esses se o es é um a o, com
algumas exceções, al a no documen o a en a i a de delinea ações conc e as e uma
es a égia pa a execu á-las den o do con ex o da e íope.
47. A ase “dados são o no o pe óleo” é amplamen e a ibuída ao ma emá ico e cien is a de dados
b i ânico Cli e Humby. Ele ez essa decla ação em uma ap esen ação pa a a Associação de Anuncian es
Nacionais (Associa ion o Na ional Ad e ise s) dos Es ados Unidos em 2006. Desde en ão a ase
i alizou, endo sido usada em publicações, po CEOs e a é mesmo po líde es mundiais. To nou-se
uma ab e iação pa a a impo ância es a égica dos dados na e a digi al. A ideia cen al de Humby e a
que, como o pe óleo b u o, os dados b u os não são aliosos po si só. Eles p ecisam se e inados
e p ocessados pa a se o na em ú eis. Somen e depois de se em “queb ados” e analisados, os dados
podem c ia alo eal. Embo a ca i an e, a analogia ambém ecebeu c í icas e pedidos de e inamen o.
As p incipais c í icas incluem que, ao con á io do pe óleo, os dados não são um ecu so ini o, eles
es ão sendo ge ados cons an emen e e a sua quan idade c esce exponencialmen e. Além disso, ao
con á io do pe óleo, os dados podem se eu ilizados á ias ezes pa a di e en es p opósi os, ge ando
no as pe cepções a cada ez, e seu alo não é uni o me, depende do con ex o, dos dados especí icos
e de quem os es á usando.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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O documen o não abo da su icien emen e os desa ios da qualidade, consis ência
e in e ope abilidade dos dados en e di e en es on es e sis emas. Fica cla o que a
es u u a de go e nança de dados do país ainda necessi a de um desen ol imen o
signi ica i o, incluindo di e izes conc e as sob e p op iedade dos dados, con ole de
acesso, aco dos de pa ilha de dados e mecanismos de epa ação.
4.3.7 Índia
A es a égia indiana de IA em elação aos dados é guiada po uma isão de democ a-
ização, isando es abelece um ecossis ema de IA ib an e e inclusi o, abo dando
desa ios c í icos na disponibilidade e qualidade dos dados. No en an o, há o econhe-
cimen o que o a ual cená io de dados na Índia é agmen ado, ca ac e izado po silos
desconec ados e um me cado in o mal de dados sem anspa ência e pad onização,
o que di icul a signi ica i amen e a adoção da IA.
Um elemen o cen al da es a égia é a c iação de um Me cado Nacional de IA
(Na ional AI Ma ke place – Naim), uma pla a o ma mul isse o ial com ês módulos:
um me cado de dados descen alizado e baseado em blockchain pa a acili a a
descobe a e a oca de dados; um me cado de ano ação de dados pa a lida com
a escassez de conjun os de dados ano ados po meio de c owdsou cing; e um me cado
de modelos/soluções pa a conec a p o edo es de soluções de IA com usuá ios.
Sus en ada po p incípios de p o eção de dados, p i acidade e conside ações é icas,
a es a égia se inspi a em boas p á icas globais, como a Lei de P o eção de Dados
eu opeia (Gene al Da a P o ec ion Regula ion – GDPR) e os da a us s ado ados no
Reino Unido.48 O go e no e ia papel de acili ado do p ocesso, po meio de incen i os
e supo e de in aes u u a, da pa icipação do se o p i ado.
A es a égia de dados indiana é um emp eendimen o ab angen e, ambicioso e
no adamen e ol ado ao desen ol imen o. Os seus pon os o es esidem na sua abo -
dagem holís ica, cob indo odo o ciclo de ida dos dados, desde o acesso e a qualidade
a é o desen ol imen o do me cado, com oco em p i acidade e é ica. No en an o, a
complexidade pa a implemen á-la, a ga an ia de pad ões de qualidade e ano ação
de dados, o equilíb io en e ino ação e egulamen ação, a cons ução de con iança e
48. Da a us s são um concei o explo ado pelo go e no b i ânico, ep esen ando uma es u u a legal e
de go e nança. Eles en ol em um adminis ado independen e que ge encia dados compa ilhados po
p o edo es pa a uso po e cei os (po exemplo, pa a desen ol imen o de IA) sob eg as es i as, com
o obje i o de omen a a con iança e possibili a o acesso é ico aos dados.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
47
3132
aculdades e depa amen os de IA especializados nas uni e sidades. Além disso, a
es a égia en a iza a impo ância de p og amas de pós-g aduação p á icos e o ien ados
pa a aplicações em IA e ciência de dados, ao mesmo empo que econhece a necessi-
dade de equipa os g aduados de disciplinas não écnicas com li e acia básica em IA.
Além da educação o mal, o plano do Egi o en a iza a impo ância do einamen o
p o issional e ocacional (Egyp , 2021, p. 11). Reconhecendo a p opo ção signi ica i a de
alunos em o mação écnica e p o issional, a es a égia isa in eg a a IA nos cu ículos
das escolas écnicas, concen ando-se na iden i icação de alen os, compe ências de
au omação e p omoção da ino ação. Pa a os p o issionais exis en es, pa icula men e
de TI, são p e is os p og amas de equali icação di ecionados pa a pe mi i a especia-
lização no desen ol imen o e aplicação de sis emas de IA.
O documen o ambém abo da a ques ão c í ica da “ uga de cé eb os”, p opondo
medidas p oa i as pa a e e alen os nacionais e a ai expe ise expa iada (“diáspo a
egípcia”) a a és de con a ações es a égicas, mesmo que de o ma emo a em empo
pa cial, como consul o es.
4.4.5 Emi ados Á abes Unidos
Den o da sua ambiciosa es a égia pa a se o na em uma nação líde em IA a é 2031,
os Emi ados Á abes conside am o desen ol imen o de alen os como pila undamen al.
Reconhecendo-se numa posição única como cen o mul ié nico global com população
di e sa e apidamen e adap á el a ecnologias no as e eme gen es, os Emi ados
p e endem ala anca essa an agem pa a a ai os melho es alen os in e nacionais
bem como cul i a sua o ça de abalho domés ica.
A es a égia dos Emi ados Á abes pa a e e e a ai alen os em IA busca ap o ei a
es a egicamen e o pool de p o issionais exis en e no O ien e Médio e No e da Á ica,
em azão de suas p oximidades geog á ica e cul u al. Do pon o de is a educacional,
p io iza os es udan es de STEM, além de oca em inicia i as de ap imo amen o di e-
cionadas aos se ido es go e namen ais de o ma a impulsiona a adoção e a expe ise
den o do se o público. Além disso, econhece o impe a i o de abo da a po encial
dis unção da o ça de abalho po meio do apoio à ansição de emp ego.
A ên ase da es a égia em einamen o p á ico, alinhamen o com a indús ia e
uma abo dagem em ní eis pa a o desen ol imen o de habilidades suge e uma es u-
u a p agmá ica, ol ada a aplicações, com o po encial de cons ui um ecossis ema

TEXTO pa a DISCUSSÃO
48
3132
obus o de alen os em IA aplicada nos Emi ados Á abes, apoiando sua ambiciosa isão
de se o na um líde global em IA. No en an o a a-se, sob e udo, de um documen o de
in enções, uma análise mais ap o undada da implemen ação e do impac o dessas
inicia i as se á c ucial pa a a alia a e icácia das es a égias p opos as.
4.4.6 E iópia
A Polí ica Nacional de IA da E iópia econhece as capacidades incipien es de IA do
país e a necessidade c í ica de desen ol e o seu conjun o de alen os. A ualmen e, a
educação em IA é limi ada, com um núme o modes o de g aduados e qualidade a iá el
dos p og amas. Um obs áculo signi ica i o é a al a de habilidades básicas de lei u a,
esc i a e ma emá ica na população em ge al, p ejudicando a base necessá ia pa a a
o mação écnica a ançada em IA. Reconhecendo que as inicia i as de ensino supe io ,
po si só, e ão um alcance limi ado, dadas as a uais axas de abandono escola , a
es a égia p io iza o o alecimen o da educação básica como um p imei o passo
pa a a cons ução de uma cidadania digi almen e al abe izada, capaz de in e agi e
bene icia -se das ecnologias de IA.
Pa a en en a es es desa ios undamen ais, o plano da E iópia p opõe uma
mudança de pa adigma na educação básica, ala ancando a IA pa a in e enções de
ap endizagem pe sonalizadas. Is o inclui equipa os p o esso es com able s pa a digi a-
liza e analisa o abalho dos alunos, c ia eposi ó ios digi ais nacionais e desen ol e
ecu sos de ap endizagem mul imodais acessí eis mesmo com mínima o ien ação
de p o esso es ou pais. Há ên ase na necessidade de expansão do acesso digi al po
meio do es abelecimen o de cen os públicos de compu ação, como o ma de a ende
às necessidades de conexão das comunidades ca en es. No ní el do ensino supe io , a
es a égia p opõe a inco po ação de cu ículos de ciência de dados e IA em odas
as uni e sidades que o e ecem p og amas de ciência da compu ação.
Em úl ima análise, a es a égia apon a que é necessá io supe a os hia os já exis-
en es em elação à digi alização do país, como a exclusão digi al. No en an o, não é
possí el conduzi um p ocesso g adual, pa a alcança um pa ama mínimo pa a adoção
de soluções de IA, se ia necessá io da sal os, ou seja, e inicia i as de cons ução de
alguma expe ise pa a a adoção de IA e concomi an emen e ao p ocesso de ampliação
do acesso às ecnologias de in o mação e comunicação.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
49
3132
4.4.7 Índia
A documen o indiano iden i ica uma no ó ia ca ência de expe ise em IA no país, e le ida
nos limi ados esul ados de sua pesquisa sob e IA, an o em quan idade quan o em
qualidade, a o que posiciona ia a Índia em um “dis an e 5o luga globalmen e” (India,
2018, p. 48, adução nossa). As análises apon am que, apesa do g ande olume de
g aduados em STEM, uma pa cela signi ica i a di eciona-se pa a o desen ol imen o
de TI con encional. Além disso, a signi ica i a uga de cé eb os de pesquisado es pa a
o ex e io exace ba a escassez de alen os especializados em IA, c iando um desali-
nhamen o en e a o ça de abalho disponí el no país e as demandas da economia
o ien ada pela IA.
A es a égia indiana se baseia, a exemplo de ou os países, na equali icação da
o ça de abalho exis en e. Pe an e a necessidade de abso e uma “g ande quan-
idade de ecu sos humanos” (India, 2018, p. 67, adução nossa) são suge idas
medidas polí icas e econômicas, como isenções iscais e inclusão em p og amas
de esponsabilidade social co po a i a, além da busca po mecanismos descen ali-
zados de ensino em colabo ação com o se o p i ado e ins i uições de ensino pa a
o nece ce i icação.
No âmbi o do desen ol imen o de alen os u u os, a es a égia en a iza a neces-
sidade de ealinha o se o educacional p é-uni e si á io pa a p io iza a “educação
baseada em habilidades em disciplinas ele an es pa a a IA” (India, 2018, p. 69, adução
nossa). Pa a o ensino uni e si á io p econiza-se o aumen o da colabo ação en e
indús ia e academia e o uso de cu sos online (Massi e Open Online Cou se – Moocs)51
com a ibuição de c édi os pa a sup i a escassez de docen es.
De o ma esumida, a es a égia busca uma abo dagem p agmá ica pa a a mobi-
lização de ecu sos e a disseminação de habilidades em IA, ocada em pa ce ias
público-p i adas e mecanismos de einamen o descen alizados, em di e en es
ní eis, indo desde a ano ação de dados a é pesquisa de al o ní el. Embo a o apoio
inancei o seja mencionado, o documen o ca ece de de alhes g anula es sob e os
mecanismos de inanciamen o, o que pode di icul a a alocação de ecu sos e
o comp omisso sus en ado.
51. Mooc é um cu so online abe o, p oje ado pa a pe mi i a pa icipação ilimi ada e o acesso em massa,
equen emen e g a ui o, ia in e ne . Esses cu sos o e ecem ma e iais adicionais, como pales as
ilmadas, lei u as e conjun os de p oblemas, além de ecu sos in e a i os, como ó uns de discussão e
eedback imedia o em quizzes e a e as.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
50
3132
4.4.8 Indonésia
O documen o indonésio ambém coloca o desen ol imen o de alen os locais no cen o,
buscando ap o ei a o bônus demog á ico do país e o c escen e in e esse nas á eas
STEM. No en an o, há o econhecimen o de lacunas na educação o mal em odos
os ní eis, a é mesmo uma escassez de ecu sos uni e si á ios, como co po docen e
quali icado, in aes u u a adequada, além da e asão de alen os pa a o ex e io , en e
ou os aspec os.
Pa a supe a essas di iculdades, a es a égia indonésia delineia seis obje i os
especí icos pa a o desen ol imen o de alen os: busca o ma p o issionais com habili-
dades em IA pad onizada pa a a ende às demandas da indús ia nacional (obje i o 1),
alen os de excelência com compe ências pa a a ua em ní eis nacional e in e nacional
(obje i o 2), e emp eendedo es capazes de c ia opo unidades de emp ego no se o
de IA (obje i o 3). Um obje i o pouco usual pa a um documen o de es a égia nacional de
IA é a o mação de alen os com “ca á e nob e” (obje i o 4), que combina é ica com
“pensamen o nacionalis a”, buscando uma cidadania p odu i a e engajada. Embo a es e
obje i o decla ado não seja ine en emen e nega i o e con enha aspi ações po encial-
men e posi i as, a sua implemen ação e as de inições especí icas de “ca á e nob e” e
“pensamen o nacionalis a” exigem um acompanhamen o a en o pa a ga an i que seja
p omo ido um p og esso nacional genuíno sem in ingi as libe dades indi iduais uni e -
sais ou omen a uma sociedade excessi amen e homogênea e con olada pelo Es ado.
Po im, a es a égia isa es abelece um ecossis ema de ap endizagem colabo a i o
(obje i o 5) e um sis ema de ino ação que incen i e o c escimen o da indús ia de IA,
a a és da coope ação en e go e no, academia, indús ia e comunidade (obje i o 6).
Ao mesmo empo que as ações p e is as indicam a ealização de um abalho
subs ancial de mapeamen o das necessidades do país, elas ambém apon am pa a o
a o de que quase udo ainda p ecisa se ei o, o que eque in es imen o subs ancial
e es o ço con ínuo. O sucesso depende á da execução consis en e da es a égia, da
adap ação p oa i a às ápidas mudanças ecnológicas e da capacidade de c ia um
ambien e a a i o pa a e e alen os.
4.4.9 I ã
O Plano Nacional de IA da República Islâmica do I ã econhece a necessidade de
“ eina e nu i ecu sos humanos especializados, quali icados e comp ome idos pa a
posiciona o I ã en e as dez nações líde es em IA” (I an, 2024, p. 4, adução nossa)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
51
3132
a é 2030. Es e comp omisso es á apoiado po me as e es a égias que ab angem
educação, einamen o e pesquisa. Um aspec o dis in i o é a p eocupação, que pe meia
o ex o, de que odo o desen ol imen o ecnológico enha como base os alo es é icos
islâmicos, e que possa con ibui pa a o deba e e desen ol imen o global sob e IA sob
uma pe spec i a i aniana.
O plano en a iza uma expansão signi ica i a da educação o mal em IA no ní el
supe io , apon ando como indicado -cha e o c escimen o anual de 12% e 18%, pa a mes-
ado e dou o ado, espec i amen e, elacionado à IA. Isso signi ica ia: 3.500 g aduados
de mes ado e 400 de dou o ado anualmen e a é 2028 (1407 no calendá io i aniano).
Es a expansão é acompanhada po planos pa a melho ias quali a i as desde o ensino
médio a é o supe io , a a és da c iação de con eúdo educacional ele an e e da e o ma
dos sis emas educacionais, com a pe spec i a de “ o alece as an agens humanas
sob e a IA e ans o ma os desa ios da IA em opo unidades pa a a humanidade”
(I an, 2024, p. 6, adução nossa). Além da educação o mal, o plano econhece a u gência
de capaci a a o ça de abalho exis en e, com a me a de que 50 mil pa icipan es po
ano pa icipem de p og amas de einamen o de cu a du ação elacionados à IA.
A equali icação de 50% da o ça de abalho ambém es á p e is a.
Há ên ase em p og amas de o mação p o issional adap ados às demandas do
me cado, ou seja, uma abo dagem p agmá ica pa a ga an i que o desen ol imen o de
alen os em IA es eja alinhado com as necessidades da indús ia. Finalmen e, o plano
des aca a impo ância de aumen a a conscien ização pública sob e IA, isando c ia
um ambien e social a o á el à sua adoção e mi iga po enciais eceios.
4.4.10 Rússia
A es a égia ussa pa a o desen ol imen o de alen os em IA en a iza as boas bases
educacionais que o país já possui, com “al o ní el educacional nas á eas de ísica e
ma emá ica, o e ensino de ciências na u ais e a exis ência de expe ise nas á eas de
modelagem e p og amação” (Russia, 2019, p. 6, adução nossa). A es a égia delineada
ab ange um conjun o de inicia i as com oco em educação, einamen o e aquisição de
alen os. No âmbi o educacional, a es a égia en a iza a inco po ação de módulos de IA
em odos os ní eis de ensino, desde o básico ao supe io , complemen ados po p o-
g amas de einamen o a ançado e equali icação p o issional con ínua. A colabo ação
en e a indús ia e a academia é incen i ada pa a ap oxima a eo ia da p á ica, e o
desen ol imen o de habilidades em STEM é p io izado a a és da melho ia da qualidade
do ensino e do aumen o de compe ições e olimpíadas pa a jo ens alen os.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
52
3132
No âmbi o do desen ol imen o p o issional con ínuo e da compe ição global po
alen os em IA, ado am-se incen i os inancei os pa a emp egado es in es i em na
expe ise de seus uncioná ios em IA. Além disso, a Rússia busca a i amen e a ai
alen os in e nacionais, incluindo especialis as ussos que i em no ex e io e p o-
issionais es angei os de ní el mundial, o e ecendo “um ní el sala ial compe i i o” e
ga an indo “a simplicidade e con eniência do cump imen o, po pa e de especialis as
es angei os, dos equisi os das leis abalhis as e de imig ação ussas” (Russia, 2019,
p. 15, adução nossa), além da possibilidade do ele abalho. A es a égia es abelece
me as ambiciosas, como a implemen ação de p og amas de educação de ní el mundial
em IA a é 2030 e aumen o signi ica i o no núme o de especialis as a é 2024,
demons ando comp omisso com o desen ol imen o de alen os pa a impulsiona
suas ambições no campo da IA.
4.4.11 Mão de ob a: discussão
No que conce ne à educação, odos os países p e endem e o ma os seus sis emas
educacionais, desde o ensino básico ao supe io , pa a in eg a compe ências essenciais
em IA, po meio da a ualização de cu ículos, in odução do pensamen o compu acional
e p og amação, en a izando a impo ância de uma base sólida em STEM. Também é
consenso a expansão de p og amas de g aduação especializados. Pa alelamen e,
in es em em o mação p o issional e equali icação pa a p epa a a o ça de abalho
exis en e pa a as ans o mações do me cado labo al impulsionadas pela IA, po meio
de o mações de cu a du ação, pa ce ias com a indús ia e inicia i as de ap endizagem
ao longo da ida.
In e essan e obse a que, em elação ao ópico mão de ob a, o sinal se in e e
quando conside amos in aes u u a e dados. Se nesses dois i ens um pon o ele an e
é limi a a in luência e o domínio do me cado in e nacional, mais p ecisamen e, as big
echs, quando se analisa mão de ob a é necessá io lexibiliza as on ei as e os p ocessos
de mig ação de o ma a a ai acadêmicos e especialis as o mados ou abalhando
nos ou os países. A mão de ob a o mada nos mais di e en es países, em um p ocesso
usualmen e denominado de uga de cé eb os, acaba po mig a e abalha em países
mais desen ol idos. Esse luxo co e a a o dos países que o e ecem melho es con-
dições de emp ego e de bem-es a social, como segu ança, escolas e saúde pública
melho es do que aquelas p esen es nos países de o igem. Assim, não ale apenas
o ma alen os, é necessá io p opicia um ambien e capaz de e ê-los no e i ó io.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
53
3132
O p ocesso de o mação de um especialis a em qualque á ea, demanda longo
pe íodo educacional e de capaci ação. Como apon ado no início des e ex o, a IA não
é ecen e, mas e e uma e olução acele ada nos úl imos anos, assim o descompasso
en e no as demandas po desen ol imen o e a necessidade de p o issionais pa a
desen ol ê-las se ez p esen e em odo o mundo. Dessa o ma, isso ans o mou-se
em um p oblema pa a odos os países, à medida que ambicionam o desen ol imen o
e usos dessas soluções ecnológicas.
Po an o, a sobe ania se econ igu a. Pa a ga an i a sobe ania ecnológica de
um país é necessá io con a com ecu sos o mados alhu es, em qualque ou o país.
Sendo que como as melho es condições inancei as e de ecu sos es ão nos países
desen ol idos, há uma endência ób ia de que os melho es quad os se concen em
nas nações já p óspe as. T a a-se de mais uma camada complexa pa a se alcança a
sobe ania digi al ou a p odução au ônoma de ecnologia den o de países eme gen es.
4.5 P&D
4.5.1 Á ica do Sul
O documen o sul-a icano az uma b e e e e ência sob e a impo ância da pesquisa
e do desen ol imen o pa a se alcança no os pa ama es de desen ol imen o da IA.
Como caminho pa a esse p ocesso es a ia o es abelecimen o de pa ce ias en e
academia e indús ia e o se o público, caminho que passa pela cons ução de cen os
de pesquisas dedicados às pesquisas de IA, incen i os inancei os pa a as pesquisas
em IA, bem como pa a as s a ups do campo. No en an o, como di o an e io men e, é
um documen o gené ico, que não especi ica como isso se á ei o e com que mon an e
de in es imen os con a á.
4.5.2 B asil
O B asil possui di e sas inicia i as ol adas pa a a P&D. O documen o ci a o p og ama
IA
2
MCTI, inanciado po ó gão go e namen ais,
52
com o obje i o de apoia o desen ol i-
men o de p oje os e modelos de negócios baseados em soluções de IA. O documen o
52. O IA
2
MCTI con a com o inanciamen o e ges ão de ó gãos go e namen ais, como o Conselho Nacional
de Desen ol imen o Cien í ico e Tecnológico (CNPq) e a execução pela So ex. Mais in o mações es ão
disponí eis em: h ps://so ex.b /inicia i as/ia2-mc i/.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
54
3132
b asilei o in o ma que o obje i o é apoia inicia i as o çadas em a é R$ 500 mil cada
(ap oximadamen e US$ 85 mil).
A Es a égia B asilei a pa a a T ans o mação Digi al (B asil, 2022), apesa de não
es a no ol de documen os analisados, az algumas p opos as mais obje i as pa a
as inicia i as de P&D como a c iação de oi o cen os de pesquisas aplicadas em IA,
com o apoio de ó gãos go e namen ais e do Comi ê Ges o da In e ne no B asil (CGI.b ).
A p opos a é que seis desses cen os oquem em soluções pa a á eas p io i á ias –
saúde, indús ia, cidades, ag onegócio – e que ou os dois se dediquem à in es igação em
emas como ap endizado de máquina, p ocessamen o de linguagem na u al, segu ança
e é ica, isão compu acional e econhecimen o de imagens, edes neu ais, sis emas
au ônomos e obó ica.
No documen o da Es a égia B asilei a pa a IA as ou as p opos as são gené icas,
no sen ido, po exemplo, de se es abelece “um ambien e de polí icas públicas que
apoie uma ansição ágil da ase de P&D pa a a ase de desen ol imen o e ope ação
de sis emas de IA” (B asil, 2021, p. 37). Sendo que não há indicação mais cla a de quais
os mecanismos e ins umen os se ão usados pa a que isso seja alcançado.
4.5.3 China
A cen alidade go e namen al no p ocesso de desen ol imen o ecnológico ica cla a
na condução das inicia i as de P&D. O ex o ad oga as an agens do sis ema socialis a
cen alizado pa a p omo e es o ços a iculados:
explo a plenamen e as an agens do sis ema socialis a pa a concen a o ças
na ealização de g andes emp eendimen os, p omo e o planejamen o e a
es u u ação de p oje os, bases e um pool de alen os, incula o ganicamen e os
g andes p oje os já implemen ados e as no as missões, a ende às necessidades
u gen es a uais e às e apas de desen ol imen o de longo p azo, desen ol e
capacidade de ino ação e c ia uma o ça colabo a i a pa a e o mas ins i ucionais
e o ambien e de polí icas (China, 2017, p. 5, adução nossa).53
53. “Fully gi e play o he ad an ages o he socialis sys em o concen a e o ces o do majo unde akings,
p omo e he planning and layou o p ojec s, bases, and a alen pool, o ganically link al eady-deployed majo
p ojec s and new missions, con inue cu en u gen needs and long- e m de elopmen echelons, cons uc
inno a ion capaci y, c ea e a collabo a i e o ce o ins i u ional e o ms and he policy en i onmen .”
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
55
3132
No en an o, há econhecimen o da impo ância dos mecanismos de me cado pa a
“mobiliza depa amen os, o ças locais, emp esa iais e sociais” (China, 2017, p. 23,
adução nossa).
54
O documen o chinês ap esen a uma isão ampla sob e os desa ios
pa a a P&D. Con o me o ex o, é necessá io “ e os algo i mos como núcleo; dados e o
ha dwa e como base; e o ap imo amen o das capacidades de pe cepção e econheci-
men o, compu ação de conhecimen o, aciocínio cogni i o, execução de mo imen os
e in e ace homem-máquina como ên ase” (China, 2017, p. 10, adução nossa). Além
de ea i ma que os pad ões abe os são necessá ios pa a assegu a a con inuidade e
a melho ia dos p ocessos de P&D.
P e ende-se ap o unda os a anços ecnológicos a é aqui alcançados, bem como
lide a um no o ciclo de desen ol imen o dis up i o em IA, com o p oje o “1 + N” IA,55
que inclui, po exemplo, o Hegaoji Megap ojec , que busca o desen ol imen o de no os
chips de al o desempenho (high-end gene al-pu pose chips), en e ou as inicia i as.
4.5.4 Egi o
P&D é ques ão ci ada no ex o, mas pouco de alhada. Limi a-se a in o ma que os
in es imen os de P&D de em se ei os em pa ce ia público-p i ada e com o oco
em “c ia uma ge ação de jo ens egípcios capazes de desen ol e aplicações em IA”
(Egyp , 2021, p. 4, adução nossa).56
4.5.5 Emi ados Á abes Unidos
O documen o dos Emi ados analisa que ainda não possui uma adição acadêmica
o e, mas, po sua cen alidade a é geog á ica, pode a ai alen os pa a a cons ução
de capacidades. Ao mesmo empo, há a p eocupação de apon a p opos as com
alguma conc e ude. Po exemplo, é apon ada a c iação de uma ede de especialis as,
pesquisado es da academia, pe i os do se o p i ado (AI Ne wo k), sendo que cabe á
a esse g upo es abelece os p oje os p io i á ios. É in o mado ambém que ha e á
54. “Adhe e o ocus on doing hings, ocusing on he p inciple o b eak h ough. Gi e ull play o he
ole o ma ke mechanisms o mobilize depa men s, local, business and social o ces o p omo e
he implemen a ion o all aspec s.”
55. A nomencla u a “1 + N” indica uma no a ge ação de megap oje os cien í icos e ecnológicos de IA
(desen ol imen o dis up i o), jun amen e com o planejamen o e a implan ação de múl iplos p oje os
de pesquisa e desen ol imen o de IA (inc emen ais ou dis up i os).
56. “This is in addi ion o encou aging in es men in esea ch and de elopmen (R&D) in such echnologies,
aising awa eness o i s signi icance, and de eloping human capi al o c ea e a gene a ion o young Egyp ians
capable o de eloping AI applica ions, in line wi h he na ional needs and he coun y’s p io i ies.”
TEXTO pa a DISCUSSÃO
56
3132
inanciamen o do Fundo de Ino ação Mohammed bin Rashid de 2 milhões de di hams
(algo em o no de meio milhão de dóla es ame icanos).
4.5.6 E iópia
As ecomendações e íopes são gené icas e mais ocadas no p ocesso educacional,
na inclusão da emas elacionados à IA nos cu ículos uni e si á ios, abo dando pouco
pa a p og amas de pesquisa inanciados seja pelo pode público ou p i ado. Uma das
possibilidades le an adas se ia ins alação de labo a ó ios nas uni e sidades com o
obje i o de desen ol e uma á ea es a égica ele an e pa a a egião em que es ão
inse idas. Sendo que não há on e de inanciamen o de inida, cabendo aos “di e o es das
aculdades a esponsabilidade de que o labo a ó io disponha de pessoal de pesquisa
adequado” (E hiopia, 2020, p. 18, adução nossa)57 de endo busca apoio inancei o
jun o às o ganizações não go e namen ais ou p i adas.
4.5.7 Índia
A Índia econhece que ainda não alcançou as condições necessá ias pa a desen ol e
ecnologias de pon a, como o caso da IA. A sua es a égia de P&D en ol e es u u as
es a ais, mas em o e ên ase no se o p i ado. É o país que az maio de alhamen o
sob e as es u u as necessá ias pa a as inicia i as de P&D. Duas p opos as são cen ais
pa a a consolidação das inicia i as de pesquisa: os cen os de in es igação de
excelência (Cen e o Resea ch Excellence – Co e), que isam expandi as on ei as
ecnológicas e possibili a a busca de no os conhecimen os; e os cen os in e nacionais
ans o macionais da in eligência a i icial (In e na ional Cen e o T ans o ma ional
A i icial In elligence – ICTAI), cujo oco se ia o desen ol imen o de aplicações, com
p e isão da colabo ação e inanciamen o do se o p i ado.
Sinaliza-se que a Índia apesa de e um núme o o al exp essi o de p o issionais de
TI, quando elacionado ao amanho da população ele ainda se mos a de ici á io. Além
disso, pa a o adequado uncionamen o dos Co es se iam necessá ios p o issionais com
ele ada expe ise no desen ol imen o da IA. A saída ap esen ada pelo documen o se ia
en a a ai “p o esso es in e nacionais de al o ní el, especialmen e da diáspo a indiana”
57. “The acul y leade s a e esponsible o ensu ing ha he lab is app op ia ely s a ed wi h esea che s,
and ha he p oblems being wo ked on a e o local ele ance h ough pa ne ships wi h local companies and
go e nmen depa men s, NGO’s, and o he s akeholde s.”
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3132
GERD da E iópia, podem eduzi cus os, melho a a u ilização de ecu sos e ende eça as
lacunas de in aes u u a compu acional, especialmen e em países em desen ol imen o.
Po im, um oco em p oje os conjun os de P&D e aplicações de IA pa a o bem social,
di ecionados a desa ios compa ilhados como edução da pob eza, melho ia da saúde,
ag icul u a sus en á el e mi igação de mudanças climá icas, pode ge a bene ícios
angí eis pa a os cidadãos dos BRICS, ap o ei a a di e sidade de expe ise do bloco
e demons a o impac o posi i o da colabo ação in e nacional em IA.
A elabo ação de um egime in e nacional pa a a go e nança de IA obus a e esi-
lien e ao u u o é um desa io ex ao diná io de ido à elocidade sem p eceden es da
e olução ecnológica, o nando apidamen e obsole as as egulamen ações p esc i i as
baseadas em capacidades especí icas. Dian e desse cená io, os o mulado es de
polí icas de em ol a -se a es u u as pe manen es e lexí eis que possibili em a a a-
liação con ínua de iscos, o moni o amen o e a melho ia p og essi a. Dado os iscos
globais p esen es, isso exige colabo ação in e nacional, acesso a especialis as e um
comp omisso con ínuo com a adap ação das polí icas em sin onia com o a anço
ecnológico. Mais uma ez, há um isco de pe da de sobe ania de países pe i é icos, uma
ez que decisões in e nacionais em go e nança de IA con á ias aos seus in e esses
nacionais podem lhes se em impos as po a o es globais dominan es. Daí a impo -
ância de c ia mecanismos in e nacionais democ á icos de go e nança de IA. Nesse
con ex o, o BRICS pode se um ó um impo an e onde os in e esses das economias
eme gen es do Sul global em elação à IA é deba ido e delibe ado.
Do pon o de is a da análise ealizada, é espe ado que os documen os ge ados
den o dos países, enquan o planos pa a a ança e ado a soluções de IA, acabem
po in luencia os aco dos in e nacionais en e eles. En e an o, oge ao escopo desse
documen o analisa em que medida as possibilidades de coope ação aqui le an adas,
que simplesmen e eme gem a pa i da análise dos documen os nacionais isolados, já
es ão em andamen o den o dos mecanismos de coope ação in e nacional do bloco.
Esse de e se um dos aspec os que de e pau a es udos u u os e o ap o undamen o
das análises. De o ma p elimina e a í ulo de exemplo, ao se obse a o da Decla ação
da P esidência da Reunião de Minis os das Relações Ex e io es dos Países-Memb os
do BRICS, di ulgada em 29 de ab il de 2025 pelo Minis é io das Relações Ex e io es
(B asil, 2025), obse a-se que ques ões como a coope ação pa a o desen ol imen o
de IA, com a adoção de códigos abe os, coope ação cien í ica e ecnológica, capaci-
ação, p o eção de dados e espei o à sobe ania são apon adas como a o es-cha e
pa a a implemen ação de IA.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
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TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
69
3132
APÊNDICE
METODOLOGIA
O p imei o desa io na busca de se analisa os di e en es p oje os de desen ol imen o
de in eligência a i icial (IA) dos países que compõem o BRICS oi a iden i icação e
ob enção de documen os o iciais, p e e encialmen e em inglês, de cada país do bloco.
Nem odos os países disponibilizam em seus sí ios o iciais os documen os aduzidos
ou mesmo e sões o iciais na língua na i a. Dessa o ma, o conjun o de documen os
u ilizado ap esen a ca ac e ís icas híb idas, no sen ido de que alguns são o iciais em
inglês, ou os o am aduzidos das línguas o iginá ias (po especialis as ou de o ma
au omá ica) e, em um único caso (E iópia), a a-se de uma e são localizada em
um si e não o icial que abo da o ema. O quad o A.1 desc e e a si uação de cada
documen o u ilizado.
QUADRO A.1
Documen os analisados e in o mações básicas
País Documen o Edi o
Re e ência
Língua
Núme o
de
páginas
Á ica
do Sul
Sou h A ica Na ional
A i icial In elligence
Policy F amewo k
Depa men o
Communica ions &
Digi al Technologies
Sou h
A ica
(2024)
Inglês 24
B asil
Es a égia B asilei a
de In eligência
A i icial (EBIA)
Minis é io da Ciência,
Tecnologia e Ino ações
B asil
(2021)
Po uguês
57
China
A Nex Gene a ion
A i icial In elligence
De elopmen Plan
China S a e Council/CCP
Cen al Commi ee
China
(2017)
T adução
pa a
o inglês
28
Egi o Egyp Na ional A i icial
In elligence S a egy
The Na ional Council o
A i icial In elligence
Egyp
(2021) Inglês 39
Emi ados
Á abes
Unidos
UAE Na ional S a egy o
A i icial In elligence 2031
Minis e o S a e o
A i icial In elligence
Uni ed
A ab
Emi a es
(2018)
Inglês 25
E iópia A Na ional AI
Policy: E hiopia AI Fo Good Founda ion E hiopia
(2020)
Inglês
(d a )149
(Con inua)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
70
3132
(Con inuação)
País Documen o Edi o
Re e ência
Língua
Núme o
de
páginas
Índia Na ional S a egy o
A i icial In elligence NITI Aayog India
(2018) Inglês 114
Indonésia
S a egi Nasional
Kece dasan A i isial
Indonesia 2020-2045
Na ional Sec e a ia
o Indonesian
A i icial In elligence
Indonesia
(2020)
T adução
pa a
o inglês
205
I ã Na ional AI Plan o he
Islamic Republic o I an
Sup eme Council o
Cul u al Re olu ion
I an
(2024) Inglês 10
Rússia
Dec ee o he P esiden o
he Russian Fede a ion on
he De elopmen o
A i icial In elligence in
he Russian Fede a ion
Dec e o P esidencial Russia
(2019)
T adução
pa a
o inglês
18
Elabo ação dos au o es.
No a: 1 O caso de meno o malidade é o documen o da E iópia, is o que oi iden i icado em
um si e come cial e es á sinalizado como documen o ainda em cons ução, da ado
de 2020, embo a no ícias na in e ne in o mem que a es a égia oi o malmen e
ap o ada apenas em 2024. Em que pese os es o ços dos au o es em con ac a
on es o iciais, não oi possí el ob e a e são inal do documen o.
Alguns países, possi elmen e, pelo in e esse que despe am, i e am documen os
aduzidos po especialis as e disponibilizados em inglês, casos da China e Rússia.
Fo am u ilizadas essas aduções, mesmo aquelas ei as po on es não o iciais.61 Em
elação à Indonésia, não oi encon ada adução pa a o inglês, dessa o ma, eco eu-se
à adução au omá ica do indonésio pa a o inglês ia Mic oso Wo d T ansla o .62
Con o me pode-se obse a no quad o A.1, há países que edi a am no mas com
ele ado g au de o malidade, em o ma o de dec e os ou assemelhados. Ou os se
ap esen am apenas como publicações go e namen ais e/ou publicações ei as pelo
go e no com o supo e de o ganizações não go e namen ais.
Ve i ica-se, ainda, que a China oi o p imei o país a lança a sua es a égia pa a IA,
ainda em 2017. Os demais países segui am a c onologia ap esen ada na igu a A.1.
61. À exceção do B asil, que o documen o no eado iden i icado oi analisado em po uguês.
62. Se iço de adução da Mic oso , baseado em modelos de linguagem de g ande po e (la ge language
models – LLMs) hospedados em nu em, com supo e a múl iplas linguagens.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
71
3132
FIGURA A.1
Linha do empo do lançamen o das es a égias de IA de países selecionados
Emi ados Á abes Unidos
UAE Na ional S a egy o A i icial
In elligence 2031
Índia
Na ional S a egy o
A i icial In elligence
(AI Fo All)
2018
Indonésia
S a egi Nasional
Kece dasan A i isial
Indonesia 2020-2045
2020
Á ica do Sul
Sou h A ica Na ional A i icial
In elligence Policy F amewo k
2024
2017
China
A Nex Gene a ion A i icial
In elligence De elopmen Plan
2019
Rússia
Dec ee o he P esiden o
he Russian Fede a ion
on he De elopmen o
A i icial In elligence in
he Russian Fede a ion
2021
B asil
Es a égia B asilei a de
In eligência A i icial (EBIA)
Egi o
Egyp Na ional A i icial
In elligence S a egy
E iópia1
A Na ional AI
Policy: E hiopia
I ã
Na ional AI Plan o he
Islamic Republic o I an
Elabo ação dos au o es.
No a:
1
Embo a o documen o da E iópia analisado seja da ado de 2020, a polí ica em
ques ão oi ap o ada apenas em 2024, azão pela qual sua ep esen ação na igu a
es á alocada no e e ido ano.
Pa a a análise ex ual oi u ilizado o so wa e A las. i. A codi icação desse
p ocesso de análise ex ual é ema con o e so, em is a da subje i idade do p ocesso
de le o ex o e eduzi-lo a uma classi icação (código, no linguaja do so wa e).
Con o me des acam Campbell e al. (2013), pode-se e di iculdade na ep odução dos
esul ados, ou seja, qualque pesquisado de e ia ob e codi icação semelhan es aos
iden i icados pelos au o es. Pa a mi iga esse p oblema, o am ei as codi icações
sepa adas pelos dois au o es e depois compa adas de o ma a se busca consenso
no p ocesso de codi icação.
Os códigos o am p ees abelecidos a pa i dos eixos es u u an es iden i icados
con o me análise li e á ia p e ia, ou seja, conside ando os seguin es aspec os básicos
o ma: in aes u u a compu acional, dados, mão de ob a especializada, pesquisa e
desen ol imen o (P&D). Ou o conjun o de códigos es á elacionado com os p oblemas
de polí icas públicas que se p e endem esol e com o uso da IA, aquilo que chamamos de
aplicação da IA. Os p incipais campos iden i icados o am: saúde, ag icul u a e ou os
se iços públicos em ge al. Po úl imo, se soma am aos códigos p ede e minados um
TEXTO pa a DISCUSSÃO
72
3132
ou o conjun o que busca a analisa a ab angência e i o ial que ambiciona am os
países em seus planos de desen ol imen o de IA, is o que o BRICS é um bloco que
isa à coope ação.
No quad o A.2 es ão elacionados os códigos e uma b e e de inição de cada
um deles.
QUADRO A.2
Códigos u ilizados e sua desc ição
G upo Código Desc ição
In o mações
do documen o
in o_edi o Edi ado po
in o_ano Ano de edição
in o_país_cidade País/cidade
In o mações ge ais
ge _obj_ge al Obje i o ge al
ge _obj_especí ico Obje i os especí icos
ge _es a egia_pub/p i  Es a égia: público/p i ado
ge _es u _ o mal Es u u a o mal (de ges ão do p ocesso)
ge _ques _clima Ques ão climá ica
In aes u u a
compu acional
in a_chips Chips
in a_capaci_exis Capacidade exis en e
in a_capaci_desej Capacidade desejada
in a_es a egia_compu Es a égia
Dados
dados_p o eção P o eção/p i acidade/dados sensí eis
dados_ euso In e ope abilidade/ euso
dados_es a egia Es a égia
Mão de ob a/pessoal
pessoal_pub Se o público
pessoal_p i Se o p i ado/emp esas
pessoal_capaci Capacidades a se em pe seguidas
pessoal_ equali Requali icação
pessoal_es a egia Es a égia
pessoal_ alo Valo es a se em in es idos
pessoal_anali_in Análise in e nacional
(Con inua)
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Robo o egula , bold, black 12/14 ( í ulos)
Robo o egula 10 (g á icos e abelas)
Rio de Janei o-RJ

Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.
Missão do Ipea
Quali ica a omada de decisão do Es ado e o deba e público.