da Sil a Filho, Luís Abel; C uz, B uno de Oli ei a; de Melo, Juliana Aguia ; Ribei o,
Luiz Ca los de San ana
Wo king Pape
Dispa idades egionais e es u u a p odu i a da
ag icul u a b asilei a: Uma análise espacial e se o ial
2013-2017 e 2018-2022
Tex o pa a Discussão, No. 3056
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: da Sil a Filho, Luís Abel; C uz, B uno de Oli ei a; de Melo, Juliana Aguia ;
Ribei o, Luiz Ca los de San ana (2025) : Dispa idades egionais e es u u a p odu i a da ag icul u a
b asilei a: Uma análise espacial e se o ial 2013-2017 e 2018-2022, Tex o pa a Discussão, No. 3056,
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3056-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/311648
S anda d-Nu zungsbedingungen:
Die Dokumen e au EconS o dü en zu eigenen wissenscha lichen
Zwecken und zum P i a geb auch gespeiche und kopie we den.
Sie dü en die Dokumen e nich ü ö en liche ode komme zielle
Zwecke e iel äl igen, ö en lich auss ellen, ö en lich zugänglich
machen, e eiben ode ande wei ig nu zen.
So e n die Ve asse die Dokumen e un e Open-Con en -Lizenzen
(insbesonde e CC-Lizenzen) zu Ve ügung ges ell haben soll en,
gel en abweichend on diesen Nu zungsbedingungen die in de do
genann en Lizenz gewäh en Nu zungs ech e.
Te ms o use:
Documen s in EconS o may be sa ed and copied o you pe sonal
and schola ly pu poses.
You a e no o copy documen s o public o comme cial pu poses, o
exhibi he documen s publicly, o make hem publicly a ailable on he
in e ne , o o dis ibu e o o he wise use he documen s in public.
I he documen s ha e been made a ailable unde an Open Con en
Licence (especially C ea i e Commons Licences), you may exe cise
u he usage igh s as speci ied in he indica ed licence.
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/2.5/b /
3056
DINÂMICAS ESPACIAIS E
ESTRUTURAIS NA AGRICULTURA
BRASILEIRA: ANÁLISE
COMPARATIVA DOS PERÍODOS
2013-2017 E 2018-2022
LUÍS ABEL DA SILVA FILHOLUÍS ABEL DA SILVA FILHO
BRUNO DE OLIVEIRA CRUZBRUNO DE OLIVEIRA CRUZ
JULIANA AGUIAR DE MELOJULIANA AGUIAR DE MELO
LUIZ CARLOS DE SANTANA RIBEIROLUIZ CARLOS DE SANTANA RIBEIRO
3056
B asília, janei o de 2025
DINÂMICAS ESPACIAIS E
ESTRUTURAIS NA AGRICULTURA
BRASILEIRA: ANÁLISE
COMPARATIVA DOS PERÍODOS
2013-2017 E 2018-20221
LUÍS ABEL DA SILVA FILHO2
BRUNO DE OLIVEIRA CRUZ3
JULIANA AGUIAR DE MELO4
LUIZ CARLOS DE SANTANA RIBEIRO5
1. Es e abalho az pa e da Dispensa de Te mo de Execução Descen alizada (TED)
celeb ado en e o Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Minis é io da
In eg ação e Desen ol imen o Regional (MIDR). Gos a íamos de ag adece comen-
á ios e suges ões de Ad iana Melo Al es, A is ides Mon ei o Ne o, Vicen e Co eia
Lima Ne o e Ca los Hen ique Rosa; ob iamen e, e en uais e os e omissões são de
esponsabilidade dos au o es.
2. P o esso do Depa amen o de Economia da Uni e sidade Regional do Ca i i
(URCA); e pesquisado isi an e do Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
3. Técnico de planejamen o e pesquisa do Ipea. E-mail: [email p o ec ed] .b .
4. Pesquisado a isi an e do Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
5. Pesquisado isi an e do Ipea. E-mail: ibei [email p o ec ed].
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
RAFAEL GUERREIRO OSÓRIO
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
Dispa idades egionais e es u u a p odu i a da ag icul u a b asilei a :
uma análise espacial e se o ial 2013-2017 e 2018-2022 / Luís Abel da
Sil a Filho ... [e al.]. – B asília, DF: Ipea, 2025.
35 p.: il., g á s., mapas. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3056).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Análise Espacial. 2. Ag icul u a B asilei a. 3. La ou a
Pe manen e. 4. La ou a Tempo á ia. 5. Insumo-p odu o. I. Sil a Filho,
Luís Abel da. II. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada.
CDD 338.10981
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
SILVA FILHO, Luís Abel da e al. Dispa idades egionais e es u u a p o-
du i a da ag icul u a b asilei a: uma análise espacial e se o ial 2013-
2017 e 2018-2022. B asília, DF: Ipea, jan. 2025. 35 p. : il. (Tex o pa a
Discussão, n. 3056). DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3056-po
JEL: C67; Q10; R15.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3056-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h ps://www.ipea.go .b /po al/publicacoes
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 6
2 MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................8
3 METODOLOGIA ....................................................................10
3.1 AEDE ......................................................................................... 10
3.2 Análise de impac o em um modelo in e - egional
de insumo-p odu o .................................................................... 11
3.3 Base de dados e análise desc i i a ......................................... 12
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................17
4.1 Análise espacial ....................................................................... 17
4.2 Ca ac e ís icas es u u ais da ag icul u a e análise
de impac o ................................................................................ 23
5 CONCLUSÕES ......................................................................28
REFERÊNCIAS ..........................................................................30
APÊNDICE A .............................................................................35
SINOPSE
A ag icul u a b asilei a, apesa de e ap esen ado um c escimen o no á el nos úl i-
mos anos e de e sido esponsá el po pa cela signi ica i a de supe á i s come ciais,
ap esen a o e he e ogeneidade espacial. Es e ex o pa a discussão analisa, espacial
e es u u almen e, a ag icul u a b asilei a, di e enciando-se as la ou as pe manen es e
empo á ias. Reco e-se à análise explo a ó ia de dados espaciais pa a se iden i ica
a associação espacial en e o c édi o, a á ea, o alo da p odução e a mão de ob a
ocupada. Essa análise explo a ó ia auxilia, em um segundo momen o, uma análise
es u u al pa a as mac o egiões b asilei as, com o obje i o de iden i ica como cada
egião esponde a choques de in es imen o em e mos de impac o no p odu o in e no
b u o (PIB), azamen os e e ei os sob e a desigualdade egional. Os p incipais esul-
ados mos am que há associação espacial en e as a iá eis analisadas, sendo as
associações maio es en e á ea, c édi o e alo b u o da p odução (VBP) pa a as cul u-
as de la ou a empo á ia, compa a i amen e às de la ou a pe manen e. Ademais, há
di e enças nas epos as a choques de cada egião. O in es imen o na ag icul u a das
egiões No e, No des e e Cen o-Oes e con ibui ia pa a a edução das desigualdades
egionais, ao passo que, no Sul e no Sudes e, implica ia aumen o desses desequilíb ios.
Pala as-cha e: análise espacial; ag icul u a b asilei a; la ou a pe manen e; la ou a
empo á ia; insumo-p odu o.
ABSTRACT
B azilian ag icul u e, despi e no able g ow h in ecen yea s and ha ing been esponsi-
ble o a signi ican po ion o ade su pluses, p esen s s ong spa ial he e ogenei y.
This pape analyzes B azilian ag icul u e spa ially and s uc u ally, di e en ia ing
be ween pe manen and empo a y c ops Local Indica o s o Spa ial Associa ion is
used o iden i y he spa ial associa ion be ween c edi , a ea, p oduc ion alue and
labo o ce. This explo a o y analysis hen assis s in a s uc u al analysis o B azilian
mac o egions, wi h he objec i e o iden i ying how each egion esponds o in es men
shocks in e ms o impac on GDP, spillo e s and e ec s on egional inequali y. The main
esul s show ha he e is a spa ial associa ion be ween he a iables analyzed, wi h
a g ea e associa ion be ween a ea, c edi and ou pu o empo a y c ops, compa ed
o pe manen c ops. Fu he mo e, he e a e di e ences in he esponses o shocks in
each egion. In es men in ag icul u e in he No h, No heas and Mid-Wes egions
would con ibu e o educing egional inequali ies, while in he Sou h and Sou heas ,
i would inc ease.
Keywo ds: spa ial analysis; B azilian ag icul u e; pe manen a ming; empo a y a ming;
inpu -ou pu .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3056
1 INTRODUÇÃO
T ans o mações na p odução ag ícola b asilei a emon am à década de 1960, com
mudanças nos pad ões de p odução e ocupação de egiões an es inexplo adas (B a-
gagnolo e Ba os, 2015; Na a o, 2023). Tan o o a anço da on ei a ag ícola nacional
quan o as ans o mações nos modelos de p odução ele a am o B asil a uma posição
de des aque na a i idade ag ícola em odos os ipos de cul u as (Fe o e Cas o, 2013).
A p odução de commodi ies pa a o comé cio in e nacional impulsionou a ag icul u a
nos aspec os ope acionais e es u u ais (San os e al., 2021; Ribei o e Sil a Filho, 2024).
A expansão da on ei a ag ícola b asilei a inco po ou no as á eas e al e ou dinâmicas
e i o iais no país. Hou e mudança nos ipos de cul u as, em que as la ou as pe manen-
es, baseadas na p odução de u ícolas, e as empo á ias, undamen adas, sob e udo, na
p odução de g ãos, se des acam em odas as egiões do e i ó io b asilei o (F ei as, 2022;
Cos a e Ogino, 2024). O uso da e a na p odução ag ícola nacional, em maio ou meno
escala, pode se cons a ada em odas as Unidades da Fede ação (UFs), com as mais
di e sas cul u as, endo o país se o nado um impo an e p odu o mundial no ag onegó-
cio (Elias, 2011; Al es, 1993). Essa al e ação no uso do solo ap esen ou ambém e ei os
na composição egional das a i idades econômicas. Um exemplo dessa ecomposição
egional e es u u al da economia, de ido à mudança no uso da e a, pôde se obse ada
nas á eas de ce ado, em especial no Cen o-Oes e. Hou e um aumen o signi ica i o na
pa icipação des a egião no p odu o in e no b u o (PIB) b asilei o: ela aumen a de 2%, em
1939, pa a pe o de 10,8% em 2020. Ainda que pa e desse c escimen o se de a à cons u-
ção de B asília, mesmo com sua exclusão, as demais UFs do Cen o-Oes e ep esen a am
7,1% do PIB nacional em 2020. Ou seja, em quase oi en a anos, a egião, excluindo-se o
Dis i o Fede al, aumen ou em mais de ês ezes sua pa icipação na economia nacional
(Sudeco, 2023).
Dada essa no a dinâmica e i o ial, impulsionada pela ag opecuá ia nacional, as
a i idades da ag icul u a aden a am as egiões do Ce ado b asilei o (Gazzoni, 2023),
consolidando-se em cul i os de soja, milho, algodão, igo, eijão, en e ou as, pa a o
consumo domés ico e pa a a ende à demanda mundial. Es e me cado p odu o ambém
é subs ancialmen e a endido pelo me cado c edi ício – ha endo polí icas especí icas
e p og amas com ju os subsidiados pa a a ende à demanda do c édi o des inado à
p odução ag ícola nacional –, sendo ele um impo an e indu o do ag onegócio b asilei o
(Eusébio, Maia e Sil ei a, 2020; Rocha e Ozaki, 2020; C uz e al., 2021; Noguei a e al.,
2021; Dias, Sil a e Cos a, 2023; Paschoalino e Pa é, 2023). Em especial, é impo an e
des aca que pa cela exp essi a de ins umen os de polí ica egional, como os undos
cons i ucionais, é alocada pa a o se o p imá io.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3056
Nes e ex o, a abo dagem espacial oco e em ní el municipal, a pa i de in o ma-
ções sob e á ea colhida, alo b u o da p odução (VBP) nas la ou as pe manen e e
empo á ia, c édi o concedido à ag icul u a pelo Banco Nacional de Desen ol imen o
Econômico e Social (BNDES) e pelos undos cons i ucionais, além de se des aca a mão
de ob a ocupada em cada um dos ipos de la ou a. Buscam-se, com isso, pad ões de
co elação espacial bi a iada en e es as a iá eis, e discu em-se as p incipais ques ões
elacionadas à p odução ag ícola b asilei a. De modo complemen a , em um segundo
momen o, conside am-se as mac o egiões b asilei as pa a ealiza simulações no
se o ag ícola, com o obje i o de iden i ica como cada egião esponde a choques de
in es imen os em e mos de impac o no PIB, azamen o e e ei os sob e a desigualdade
egional. Es e abalho, po an o, ealiza uma análise explo a ó ia espacial da ag icul-
u a e dos ins umen os da polí ica egional, o necendo ambém uma isão do papel
es u u al des e se o nas mac o egiões b asilei as. O pe íodo de análise espacial se
inicia em 2013, de o ma a se compa í el com o ano-base da ma iz de insumo-p odu o
in e - egional desen ol ida po Oli ei a (2020). Assim, a análise espacial inicia-se no
ano de 2013, mesmo ano da ma iz in e - egional, e é compos a de dois pe íodos de
qua o anos (2013-2017 e 2018-2022), sendo o úl imo o mais ecen e disponí el pa a o
conjun o de dados u ilizados. Po an o, o ex o não somen e analisa a dis ibuição das
a i idades ag ícolas, mas ambém es uda a co elação en e os a uais ins umen os
de polí ica egional, em especial os undos cons i ucionais.
Sob e essa polí ica, essal e-se que ela oi es abelecida com o in ui o de p omo e o
desen ol imen o econômico do No des e, No e e Cen o-Oes e, his o icamen e menos
desen ol idas em elação às demais egiões do B asil. Esses undos são ope ados po
ins i uições inancei as ede ais, que, po meio de p og amas de c édi o e inanciamen o,
buscam omen a a p odução e ge ação de enda, alinhando-se às di e izes da Polí ica
Nacional de Desen ol imen o Regional (PNDR). Cada undo é ge ido po um banco
especí ico: o Banco do No des e do B asil (BNB) adminis a o Fundo Cons i ucional
de Financiamen o do No des e (FNE); o Banco da Amazônia (BASA) é esponsá el
pelo Fundo Cons i ucional de Financiamen o do No e (FNO); e o Banco do B asil (BB)
ge encia o Fundo Cons i ucional de Financiamen o do Cen o-Oes e (FCO).
Esses undos se des acam po p io iza a i idades p odu i as em se o es de meno
en e gadu a econômica e com maio dependência inancei a, como mic o e pequenos
p odu o es u ais, mic oemp esas e emp esas de pequeno po e. Ao p omo e em o
desen ol imen o sus en á el e a inclusão p odu i a, os undos cons i ucionais ambém
incen i am o uso de ma é ia-p ima e o ça de abalho local, bem como es imulam o
coope a i ismo e o associa i ismo. Além disso, a legislação que ege esses undos
de e mina que me ade dos ecu sos des inados ao No des e seja aplicada no semiá-
ido, e o çando o comp omisso com o comba e às desigualdades socioeconômicas
in e nas das egiões bene iciadas.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3056
Os ecu sos dos undos cons i ucionais p o êm de um pe cen ual da a ecadação
de impos os ede ais, como o Impos o de Renda (IR) e o Impos o sob e P odu os Indus-
ializados (IPI). Esses alo es são dis ibuídos de aco do com c i é ios es abelecidos na
legislação, sendo 1,8% des inados ao FNE, 0,6% ao FNO e 0,6% ao FCO. Além disso, os
ecu sos são di ecionados a bene iciá ios que a endam a equisi os especí icos, como
p odu o es u ais, emp esas de di e en es se o es p odu i os e es udan es de cu sos
supe io es e écnicos. A aplicação e icien e desses ecu sos isa não apenas eduzi
as dispa idades egionais, mas ambém impulsiona o desen ol imen o econômico
sus en á el nas egiões No e, No des e e Cen o-Oes e.
Assim, a análise es u u al do se o pe mi e a e igua como as di e en es egiões
no país são a e adas po choques ou es ímulos de polí ica. Também pe mi e analisa
quais são os e ei os encadeados do se o ag ícola nas di e en es egiões do B asil.
Há que se essal a que ainda hoje um dos p incipais ins umen os da PNDR são os
undos cons i ucionais, que êm como delimi ação a mac o egião, com exceção do
No des e, que em a á ea de a uação da Supe in endência de Desen ol imen o
do No des e (Sudene), incluindo o no e de Minas Ge ais e o Espí i o San o. Ainda que
a PNDR seja mul iescala , as mac o egiões ainda possuem ele ância na discussão
e i o ial b asilei a. O e inamen o da análise espacial pe mi e elucida o compo -
amen o ag egado a espos as es u u ais em ní el de egião da análise, com uma
ma iz in e - egional de insumo-p odu o. Ainda que as duas análises u ilizem unidades
espaciais dis in as, é ex emamen e ele an e pa a os undos cons i ucionais, que
a uam po mac o egião, e es ima i as que calculem espos as ag egadas de cho-
ques no se o ; ao mesmo empo, a análise explo a ó ia de dados espaciais (AEDE)
auxilia a en ende a dis ibuição do c édi o na p odução e no emp ego egional de
o ma complemen a à análise es u u al.
Es e es udo es á di idido em mais qua o seções, além des a in odução. A segunda
seção ap esen a os p ocedimen os me odológicos ado ados; a e cei a seção az uma
abo dagem do desempenho da ag icul u a b asilei a nos anos 2013-2022, com supo e
da li e a u a especializada nacional; a qua a seção ap esen a os esul ados; a quin a
seção inclui as conside ações inais e apon a as pe spec i as de no as abo dagens.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
Dadas a impo ância da ag icul u a como a i idade econômica no B asil e a dinâmica
egional ecen e do país, es e ex o isa analisa espacial e es u u almen e a ag icul u a
b asilei a, desag egando a análise en e ipos de la ou as – pe manen e e empo á ia –,
com o i o de comp eende a dinâmica de cada uma delas, bem como sua espos a
ao c édi o ag ícola, analisada po meio de au oco elação espacial em ní el municipal.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3056
a u icul u a i igada, nos ales do São F anciso (Ba bosa, Lima e Fe ei a, 2020) e do
Açu, bem como o cacau no sul da Bahia (Sousa Filho e al., 2021).
No que diz espei o à mão de ob a o mal ocupada na la ou a pe manen e, a
maio pa icipação ela i a es a a no Sudes e, nos eco es empo ais analisados.
Essa egião e a de en o a de 47,8% nos pos os o mais de abalho na la ou a pe -
manen e, no p imei o eco e (2013-2017), pa icipação que se eduziu pa a 46,7%
no segundo (2018-2022). O No des e icou na segunda posição no anking, com
19,1% no p imei o eco e e 20,7% no segundo, seguido bem de pe o pela egião
No e (18,8% e 19,1%, em 2013-2017 e 2018-2022, espec i amen e). As egiões
Cen o-Oes e e Sul egis a am as meno es pa icipações pe cen uais no abalho
o mal em la ou a pe manen e no B asil, já que nes as duas egiões é p edominan e
o cul i o de la ou as empo á ias.
No que diz espei o ao c édi o concedido à ag icul u a, sob essaem-se as egiões
Sul e Cen o-Oes e, sob e udo es a úl ima, que egis a a maio pa icipação pe cen ual.
No p imei o eco e, o Cen o-Oes e ob e e, em média, 44,2% de odo o c édi o conce-
dido pelo BNDES e pelos undos cons i ucionais à ag icul u a nacional. Po seu u no,
a egião Sul esponde po 26,0%, icando a egião No des e com a meno pa icipação
ela i a, de endo somen e 7,4%, seguida da egião Sudes e, com 9,4%, e do No e, com
13,0%. O segundo eco e eduz ela i amen e a pa icipação da egião Cen o-Oes e, que
passa a de e 34,3%, e a egião No e assume a segunda posição, com 27,1% de odo o
c édi o pa a a ag icul u a. A egião Sul egis a 24,0%, e o No des e, 8,2%, seguindo-se
o Sudes e, com 6,4%, sendo es a a egião de meno pa icipação ela i a na aquisição
de c édi o público na ag icul u a b asilei a nos anos analisados.
É impo an e menciona que os undos cons i ucionais são o p incipal ins umen o
da PNDR. De aco do com C uz e al. (2024), os ecu sos disponibilizados po esses un-
dos e am modes os, mas, ao longo do empo, a acumulação dos luxos anuais esul ou
em mon an es cada ez mais signi ica i os. O pe íodo en e 2015 e 2021 oi ma cado
po uma signi ica i a queda na o e a de c édi o pelos undos cons i ucionais e pelo
BNDES. Em 2022, a o e a aumen ou, e o pa imônio líquido o al dos undos alcançou
R$ 210,2 bilhões, dis ibuídos da seguin e o ma: R$ 43,8 bilhões pa a o FCO; R$ 124,3
bilhões pa a o FNE; e R$ 42,1 bilhões pa a o FNO. Essa e olução e le e a in enção de
al e ação das es u u as p odu i as egionais.
En e an o, a des inação dos ecu sos de c édi o em se concen ado nas egiões
Sudes e, Sul e Cen o-Oes e, em de imen o dos alo es des inados ao No e e ao No -
des e, e idenciando uma desigualdade egional que não é su icien emen e co igida
pelos ins umen os de polí ica egional disponí eis (C uz e al., 2024). O Rela ó io de
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3056
moni o amen o da PNDR pa a o ano de 2023 ap esen a, além da dis ibuição dos undos
cons i ucionais, sua alocação po se o es de a i idade econômica, e demons a que há
um pad ão signi ica i o de concen ação no se o u al, que se des acou como o p in-
cipal bene iciá io dos inanciamen os, sendo no FNO de ap oximadamen e 73,8%; no
FNE, de 40,7%; e no FCO, de 62,9% dos ecu sos. Es e esul ado demons a que exis em
desa ios a se em en en ados, p incipalmen e em elação à di e si icação p odu i a e
à ag egação de alo à p odução.
No que conce ne à la ou a empo á ia, a abela 1 mos a que a egião Cen o-
-Oes e ep esen ou a maio pa icipação ela i a de á ea colhida, an o no p imei o
eco e (2013-2017) quan o no segundo (2018-2022). No p imei o, 59,7% de oda a á ea
colhida com la ou a empo á ia es a am localizados na egião Cen o-Oes e. A egião
Sul ocupa a a segunda posição no anking, com 19,4%; seguida do Sudes e, com 8,1%;
do No e, com 7,2%; e do No des e, com 5,6%. Esses esul ados mos am que a la ou a
empo á ia é sob emanei a desen ol ida no Cen o-Oes e e no Sul do país. No segundo
eco e, os dados mos am dinâmica semelhan e, man endo-se as egiões na mesma
posição e al e ando-se apenas os pe cen uais. O Cen o-Oes e icou com 62,0% de oda
a á ea colhida com la ou a empo á ia; o Sul, com 17,3%; o Sudes e, com 7,3%; o No e
ele ou sua pa icipação pa a 8,4%; e o No des e a eduziu pa a 4,9%.
No que ange ao VBP, os dados mos am que há al e ação na posição egional,
sendo que o Cen o-Oes e assume a posição de lide ança, com 54,0% do VBP o al da
la ou a empo á ia; seguido da egião Sul, com 21,7%; e da egião Sudes e, com 11,2%.
O No e icou com 8,5% e o No des e com 4,6% da pa icipação no VBP da la ou a em-
po á ia, na média do eco e de 2013-2017. No segundo eco e, o Cen o-Oes e ele a
sua pa icipação ela i a no VBP pa a 61,5%; o Sul ica com 16,8%; o Sudes e, com 8,9%;
o No e man ém 8,4%; e o No des e a eduz pa a 4,4%. Esses esul ados e idenciam,
sob e udo, a maio pa icipação ela i a no VBP das egiões que p oduzem commodi ies
ag ícolas des inadas ao comé cio in e nacional, a exemplo de soja, milho e algodão.
No que diz espei o à pa icipação da mão de ob a ocupada na la ou a empo á ia,
há maio concen ação na egião Cen o-Oes e nos dois eco es analisados. No p imei o
eco e, de oda a mão de ob a ocupada na la ou a empo á ia, 49,8% es a am na egião
Cen o-Oes e. No segundo eco e, sua pa icipação se ele a pa a 55,4%. A egião Sudes e
de inha a segunda posição no anking, ocupando 18,3% na média dos anos de 2013-2017,
e eduzindo a pa icipação pa a 14,5% na média dos anos de 2018-2022. A egião Sul
de inha 15,6% no p imei o eco e, e eduziu pa a 13,3% no segundo. O No des e eduziu
sua pa icipação de 11,2% pa a 10,1%, e o No e aumen ou de 5,1% pa a 6,6%.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3056
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Es a seção es á di idida em duas subseções. A p imei a ap esen a e discu e os esul-
ados dos índices de Mo an global e o LISA pa a as a iá eis a adas nes e es udo.
Os índices bi a iados são u ilizados com o obje i o de analisa o e ei o de co elação
en e duas a iá eis nos municípios b asilei os. A segunda subseção desen ol e uma
análise es u u al da ag icul u a, a pa i da ma iz insumo-p odu o in e - egional. São
discu idos indicado es de ligação, des inação dos p odu os do se o , bem como o igem
dos insumos. Além disso, é ealizada uma análise sob e o impac o de choque no se o
ag ícola sob e a p odução, enda, emp ego e desigualdade egional.
4.1 Análise espacial
No que diz espei o ao índice de Mo an global bi a iado, pa a a á ea colhida em hec a es
com la ou a pe manen e e o c édi o concedido à ag icul u a pelos undos cons i ucio-
nais e pelo BNDES, com as in o mações médias dos pe íodos de 2013-2017 e 2018-
2022, egis ou-se que há baixa au oco elação en e c édi o e á ea colhida, sendo que,
no p imei o eco e, o alo assumido pelo índice oi de 0,10, e no segundo, de 0,098.
Esses alo es podem e idencia que o inanciamen o de la ou as pe manen es pode
se maio em in es imen o do que em cus eio e come cialização, já que a ida ú il das
plan ações é maio , em média, que nas la ou as empo á ias.
Em elação à la ou a empo á ia, o índice de Mo an bi a iado pa a a á ea colhida
e o c édi o concedido à ag icul u a, pelos undos cons i ucionais e pelo BNDES, o am
a ados na média dos anos, con o me os dois eco es empo ais de inidos. Os esul-
ados do índice de Mo an bi a iado e elam que a au oco elação espacial en e á ea
colhida e c édi o à ag icul u a, a ando-se da la ou a empo á ia, é de 0,360 no p imei o
eco e, e de 0,385 no segundo. A la ou a empo á ia é p edominan e no país, sob e udo
pa a a ende à demanda in e na e às expo ações.
A pa i da au oco elação global discu ida, a igu a 1 ap esen a o índice LISA pa a
o c édi o e a á ea colhida com la ou a pe manen e e o c édi o concedido ( igu as 1A
e 1C), bem como a á ea colhida com la ou a empo á ia e o c édi o ( igu as 1B e 1D),
em média, en e os anos de 2013-2017 e 2018-2022.
A clus e ização bi a iada pelo índice LISA, pa a a la ou a pe manen e ( igu as 1A
e 1C), ap esen a apenas 888 municípios no p imei o eco e empo al e 727 municípios
no segundo, que compõem o g upo al o-al o. Ou seja, um município com ele ada á ea
plan ada com la ou a pe manen e es á p óximo de um município que ecebeu quan i-
dade ele ada de c édi o pa a a ag icul u a.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3056
Con o me o LISA pa a a la ou a empo á ia ( igu as 1B e 1D), a dis ibuição da
o mação de clus e s al o-al o – ou seja, municípios com al a á ea colhida p óximos
de municípios com al a quan idade de c édi o pa a a ag icul u a – es ão no co edo
do ag onegócio nacional, sob e udo a p odução de g ãos, nos p incipais es ados p o-
du o es b asilei os. Ressal a-se a impo ância da egão conhecida po Ma opiba – a
qual inclui os es ados do Ma anhão, de Tocan ins, do Piauí e da Bahia –, que ap esen a
des aque pa a a soja em g ão, que, em 2017, ep esen ou 68,4% do alo da p odução de
suas la ou as empo á ias, seguida pelo milho, com 15,9%. Essas cul u as, jun amen e
com a oz e algodão, con ibuí am com 90,8% do alo o al da p odução das la ou as
empo á ias do Ma opiba (Ce quei a e al., 2022).
F ei as e Mendonça (2016) ambém des acam a concen ação da p odução ag í-
cola nacional na o a Cen o-No oes e do B asil, incluindo as p ojeções na di eção
dos echos ociden al e sul da egião No e. Especi icamen e, egis a-se expansão
da á ea ag ícola en ol endo as meso egiões do No des e Ma o-G ossense, No e
Ma o-G ossense, Sul Amazonense e Vale do Ju uá. No Cen o-Oes e p edominam as
cul u as especializadas de la ou a empo á ia, ais como soja, cana-de-açúca , algodão
he báceo e milho.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3056
FIGURA 1
Índice LISA bi a iado pa a a á ea plan ada com la ou a pe manen e e la ou a
empo á ia e o c édi o concedido à ag icul u a: média em 2013-2017 e 2018-2022
1A – C édi o e á ea colhida com
la ou a pe manen e (2013-2017)
1B – C édi o e á ea colhida com
la ou a empo á ia (2013-2017)
1C – C édi o e á ea colhida com
la ou a pe manen e (2018-2022)
1D – C édi o e á ea colhida com
la ou a empo á ia (2018-2022)
Fon es: PAM/IBGE; MIDR; e BNDES.
O clus e al o-al o aglome ou 1.523 municípios no p imei o eco e e 1.367 no
segundo, sendo es e o clus e com o maio núme o de municípios. A egião Sul do B asil,
de aco do com Ba che e Lima (2015), concen a g ande pa e da p odução da la ou a
empo á ia nacional, sendo que 65,3% da p odução de a oz do país p o ém do es ado
do Rio G ande do Sul, e pa cela subs ancial do umo e da cebola são p oduzidos em
San a Ca a ina, o que pode aze com que os municípios dessa egião pe ençam ao
clus e al o-al o, na sua quase o alidade. O es ado do Pa aná é des aque na p odução
ag ícola de eijão, mandioca, milho, soja e igo, ambém p odu os da la ou a empo á ia
(Sil a, Lima e Lima, 2017). O clus e baixo-baixo – ou seja, municípios com baixa á ea
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3056
plan ada com la ou a empo á ia e p óximos de municípios com baixo c édi o pa a a
ag icul u a – aglome ou 610 municípios no p imei o eco e e 537 no segundo.
O índice de Mo an global bi a iado pa a o VBP e o c édi o concedido à ag icul u a,
em média, en e os anos de 2013-2017 e de 2018-2022, mos ou que há uma maio
au oco elação en e o VBP e o c édi o ag ícola do que en e a á ea colhida e o c édi o.
Pa a o VBP e o c édi o, a au oco elação oi de 0,208, no p imei o pe íodo, e de 0,142
no segundo. Po sua ez, os índices de Mo an bi a iados nos pe íodos de 2013-2017
e 2018-2022, pa a o VBP da la ou a empo á ia e o c édi o concedido à ag icul u a
pelos undos cons i ucionais e pelo BNDES, ap esen am alo es de 0,467, no p imei o
eco e, e de 0,431 no segundo, mos ando uma média au oco elação pa cial en e as
duas a iá eis nos municípios b asilei os.
Na igu a 2, es á o LISA pa a o VBP da la ou a pe manen e e o c édi o concedido
à ag icul u a ( igu as 2A e 2C). No p imei o pe íodo, a o mação de clus e al o-al o oi
de 1.100 municípios, e no segundo, de 887. A quan idade de municípios nos clus e
baixo-baixo oi de 633, no p imei o eco e empo al, e de 467 no segundo. Os esul ados
podem e idencia a baixa pa icipação das cul u as de la ou as pe manen es no país e
sua in e ação com o uso da p op iedade, cul i ando-se, na maio ia das ezes, la ou as
empo á ias, endo em is a seus ciclos meno es e sua in e ação com ou as cul u as.
Ainda na igu a 2 emos o LISA pa a o VBP e o c édi o pa a a ag icul u a em la ou-
as empo á ias, nos municípios b asilei os ( igu as 2B e 2D). Os dados médios dos
anos de 2013-2017 mos am que a o mação de clus e al o-al o compo ou 1.575
municípios. Ou seja, são municípios com al o VBP ag ícola que es ão p óximos de
municípios com al o c édi o pa a a ag icul u a. Po seu u no, na média do pe íodo de
2018-2022, o am aglome ados 1.400 municípios no clus e al o-al o. Os municípios
es ão sob emanei a concen ados nas egiões Sudes e, Sul e Cen o-Oes e, Ma opiba
e sul do Pa á, con e gindo com es udos de Sil a Filho e Balsadi (2013). Ademais, na
egião Sul, o Pa aná ap esen a g ande ep esen a i idade na cul u a de soja, com des-
aque pa a as meso egiões Oes e Pa anaense e No e Cen al Pa anaense, que são
as maio es p odu o as de soja do es ado (Bene ides e S aback, 2023).
O índice de Mo an bi a iado pa a o VBP da la ou a pe manen e e a mão de ob a
o malmen e ocupada, nos dois eco es em obse ação (média em 2013-2017 e 2018-
2022), mos a que há au oco elação de 0,391 no p imei o, e de 0,203 no segundo eco e
analisado. A au oco elação en e o VBP e a mão de ob a, nes a cul u a, pode e iden-
cia que há pa cela subs ancial de cul u a da la ou a pe manen e que é a endida pela
colhei a manual, sem um p ocesso de mecanização conside á el nes a á ea ag ícola.
Quan o ao esul ado pa a o índice de Mo an bi a iado en e o VBP ag ícola na la ou a
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3056
empo á ia e a mão de ob a ocupada na mesma la ou a, nos pe íodos de 2013-2017
e de 2018-2022, e i ica-se au oco elação de 0,418, pa a o p imei o eco e, e de 0,47
pa a o segundo, o que mos a média au oco elação en e as duas a iá eis. Mesmo
com o p ocesso de mecanização, é opo uno des aca que a la ou a empo á ia, ao
longo do seu p ocesso de p epa o da e a, plan io e colhei a, acaba ocupando pa cela
ele an e do abalho ag ícola nacional.
FIGURA 2
Índice LISA bi a iado pa a VBP da la ou a pe manen e e la ou a empo á ia e o
c édi o concedido à ag icul u a: média em 2013-2017 e 2018-2022
2A – VBP e c édi o à ag icul u a da
la ou a pe manen e (2013-2017)
2B – C édi o e á ea colhida com
la ou a empo á ia (2013-2017)
2C – VBP e c édi o pa a a ag icul u a
da la ou a pe manen e (2018-2022)
2D – C édi o e á ea colhida com
la ou a empo á ia (2018-2022)
Fon es: PAM/IBGE; MIDR; e BNDES.
A o mação de clus e baixo-baixo oi egis ada essencialmen e no No des e, o a
do Ma opiba, á ea que es á na composição de clus e al o-al o em ambos os eco es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3056
Cabe escla ece , ainda, que exis em municípios em clus e baixo-baixo no es ado do
Rio de Janei o, em São Paulo e no sul de Minas Ge ais. O clus e baixo-baixo aglome ou
729 municípios no p imei o eco e empo al e 600 municípios no segundo.
Na igu a 3, o LISA bi a iado mos a a au oco elação en e o VBP e a mão de
ob a o mal na la ou a pe manen e ( igu as 3A e 3C). Em i ude de es a cul u a se
acen uadamen e desen ol ida po p ocessos de colhei a manual, a elação en e VBP
e mão de ob a signi ica i a são ele an es em municípios p edominan es nes e ipo
de la ou a. Nes a dimensão, des acam-se municípios p odu o es de u ícolas, ca é e
la anja, nas di e sas á eas de p odução no B asil, des acando-se Minas Ge ais (ca é),
São Paulo (la anja), sul da Bahia e no e do Espí i o San o (cacau), e a egião do Vale
do São F ancisco, polo u ícola de g ande en e gadu a (u a e manga, sob e udo).
Ainda na igu a 3, es ão os clus e s o mados pelo índice LISA bi a iado pa a o VBP
e a mão de ob a o mal ocupada na la ou a empo á ia b asilei a, en e os anos de 2013-
2017 e de 2018-2022 ( igu as 3B e 3D). Os esul ados e elam que a o mação de clus e
al o-al o oco eu com o ag upamen o de 1.108 municípios, no p imei o, e de 1.164 no
segundo eco e. As egiões de p edomínio da p odução de g ãos p e alece am na o -
mação de clus e s des a na u eza. Ou seja, são municípios com ele ado VBP da la ou a
empo á ia p óximos de municípios com ele ada mão de ob a ocupada na mesma la ou a.
FIGURA 3
Índice LISA pa a VBP da la ou a pe manen e e mão de ob a o mal na la ou a
pe manen e e na la ou a empo á ia: média em 2013-2017 e 2018-2022
3A – VBP e mão de ob a o mal na
la ou a pe manen e (2013-2017)
3B – VBP e mão de ob a o mal na
la ou a empo á ia (2013-2017)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3056
3C – VBP e mão de ob a o mal na
la ou a pe manen e (2018-2022)
3D – VBP e mão de ob a o mal na
la ou a empo á ia (2018-2022)
Fon es: PAM/IBGE; MIDR; e BNDES.
4.2 Ca ac e ís icas es u u ais da ag icul u a e análise de impac o
An es de ap esen a os esul ados das simulações de in es imen o, é in e essan e
ca ac e iza es u u almen e o se o ag ícola das egiões b asilei as. O g á ico 1 ilus a
a composição do VBP pelo lado da o e a do e e ido se o , cons i uída pelos seguin es
componen es: alo adicionado b u o a cus o de a o (VAB), insumos com o igem na
p óp ia egião (insumos locais), insumos com o igem em ou as egiões b asilei as
(insumos RB), insumos impo ados (impo ação) e impos os nacionais e impo ados
líquidos de subsídios (impos os e subsídios). A soma desses componen es é igual ao
VBP da ag icul u a pa a cada egião.
Em e mos ela i os, o VAB ep esen a o maio componen e da es u u a de cus-
os da ag icul u a em odas as egiões b asilei as em 2013, ainda que com pa celas
egionais he e ogêneas. Es e i em conside a o pagamen o de salá ios e con ibuições
sociais, o endimen o mis o b u o e o exceden e ope acional b u o, ou seja, e le e a
emune ação dos a o es de p odução no Sis ema de Con as Nacionais.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3056
GRÁFICO 1
Composição do VBP da ag icul u a pelo lado da o e a, po G andes Regiões (2013)
(Em %)
1A – No e 1B – No des e
85
9
4201
69
18
8
4
1C – Sudes e 1D – Sul
54
34
6
332
66
18
9
5
1E – Cen o-Oes e
50
17
25
62
Insumos locaisVAB Insumos RB Impo ação Impos os e subsídios
Fon e: Oli ei a (2020).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
31
3056
CRUZ, B. O. e al. (O g.). Economia egional e u bana: eo ias e mé odos com ên ase
no B asil. B asília: Ipea, 2011.
CRUZ, N. B. da. e al. Acesso da ag icul u a amilia ao c édi o e à assis ência écnica
no B asil. Re is a de Economia e Sociologia Ru al, . 59, n. 3, e226850, 2021.
CRUZ, B. e al. Acompanhamen o e a aliação de polí icas: subsídios pa a o núcleo de
in eligência egional: ela ó io écnico. B asília: Ipea, 2024.
DIAS, T. K. M.; SILVA, V. H. M. C.; COSTA, E. M. C édi o u al e p odução das la ou as
empo á ias nos dis in os cená ios do No des e b asilei o. Re is a de Economia e Socio-
logia Ru al, . 61, n. 1, e247380, 2023.
DOMINGUES, E. P.; MAGALHÃES, A. S.; FARIA, W. R. In aes u u a, c escimen o e desi-
gualdade egional: uma p ojeção dos impac os dos in es imen os do P og ama de Ace-
le ação do C escimen o (PAC) em Minas Ge ais. Pesquisa e Planejamen o Econômico,
. 39, n. 1, p. 121-158, 2009.
ELIAS, D. Ag onegócio e no as egionalizações no B asil. Re is a B asilei a de Es udos
U banos e Regionais, . 13, n. 2, p. 153-167, 2011.
EUSÉBIO, G. S.; MAIA, A. G.; SILVEIRA, R. L. F. da. C édi o u al e impac o sob e o alo da
p odução ag opecuá ia: uma análise pa a ag icul o es não amilia es no B asil. Ges ão
& Regionalidade, . 36, n. 108, p. 89-109, 2020.
FARIAS, E. S.; ALMEIDA, F. M. de; SILVA, F. A. P odu i idade e expo ações ag ícolas da
economia b asilei a. Geosul, . 35, n. 74, p. 242-264, 2020.
FERRO, A. B.; CASTRO, E. R. De e minan es dos p eços de e as no B asil: uma análise
de egião de on ei a ag ícola e á eas adicionais. Re is a de Economia e Sociologia
Ru al, . 51, n. 3, p. 591-610, 2013.
FILGUEIRAS, G. C. e al. O papel do Fundo Cons i ucional de Financiamen o do No e e
do P og ama Nacional de Fo alecimen o da Ag icul u a Familia pa a a egião No e do
B asil. Ag oecossis emas, . 9, n. 1, p. 116-130, 2017.
FREITAS, R. E. Expansão de á ea ag ícola: Ma o G osso e Ma opiba. Re is a de Polí ica
Ag ícola, . 30, n. 2, p. 34-44, 2021.
FREITAS, R. E. Expansão de á ea ag ícola no B asil segundo as la ou as empo á ias.
B asília: Ipea, 2022. (Tex o pa a Discussão, n. 2796).
FREITAS, R. E.; MENDONÇA, M. A. A. de. Expansão ag ícola no B asil e a pa icipação
da soja: 20 anos. Re is a de Economia e Sociologia Ru al, . 54, n. 3, p. 497-516, 2016.
GAZZONI, D. L. Ag onegócio b asilei o: 50 anos de sucesso. Re is a de Polí ica Ag ícola,
. 32, n. 2, p. 138-145, 2023.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
3056
GRISA, C.; SCHNEIDER, S.; CONTERATO, M. A. A p odução pa a au oconsumo no B asil:
uma análise a pa i do Censo Ag opecuá io 2006. In: SCHNEIDER, S.; FERREIRA, B.;
ALVES, F. (O g.). Aspec os mul idimensionais da ag icul u a b asilei a: di e en es isões
do Censo Ag opecuá io 2006. B asília: Ipea, 2014. p. 163-183.
LESAGE, J.; PACE, R. K. In oduc ion o spa ial econome ics. Boca Ra on: CRC
P ess, 2009.
LISBINSKI, F. C. e al. Expo ações de melão, manga e u a p oduzidos no No des e b a-
silei o (2000-2018): uma análise de dados em painel. Re is a Econômica do No des e,
. 54, n. 1, p. 178-201, 2023.
LUCENA, M. A. de; SOUSA, E. P. de; CORONEL, D. A. Desempenho dos p incipais es a-
dos b asilei os expo ado es de u as no comé cio in e nacional: a egião No des e é
e icien e? Re is a Econômica do No des e, . 54, n. 1, p. 158-177, 2023.
MILLER, R. E.; BLAIR, P. D.Inpu -ou pu analysis: ounda ions and ex ensions. 3.
ed. Camb idge, Reino Unido: Camb idge Uni e si y P ess, 2022.
MORAN, P. A. P. The in e p e a ion o s a is ical maps. Jou nal o he Royal S a is ical
Socie y. Se ies B (Me hodological), . 10, n. 2, p. 243-251, 1948.
NAVARRO, Z. Meio século de ans o mações do mundo u al b asilei o e a ação go e -
namen al. Re is a de Polí ica Ag ícola, . 19, n. 5, p. 107-118, 2023.
NEVES, M. F. e al. Ações pa a aumen a a compe i i idade da cadeia da la anja no
B asil. La anja, Co dei ópolis, . 27, n. 2, 2006.
NOGUEIRA, A. C. M. e al. C édi o u al e o desempenho da ag icul u a no B asil. Re is a
B asilei a de Engenha ia de Biossis emas, . 15, n. 1, p. 168-189, 2021.
NUNES, E. S. e al. De e minan es das expo ações b asilei as de mamão à luz do modelo
g a i acional. Re is a de Economia e Sociologia Ru al, . 59, n. 4, e222983, 2021.
NUNES, P. A.; MORAES, M. L. de; ROSSONI, R. A. E iciência da ag icul u a amilia nos
municípios pa anaenses. Re is a Economia Ensaios, . 34, n. 2, p. 133-157, 2020.
OLIVEIRA, G. P. de; MOREIRA, T. B. S. Os e ei os egionais da ag icul u a amilia sob e o
índice de desen ol imen o humano dos municípios. Re is a Ges ão e Desen ol imen o
do Cen o-Oes e, . 2, n. 1, p. 58-72, 2023.
OLIVEIRA, J. M. de. E ei os da equalização ibu á ia egional e se o ial no B asil: uma
aplicação de equilíb io ge al dinâmico. 2020. 138 . Tese (Dou o ado) – Depa amen o
de Economia, Uni e sidade de B asília, B asília, 2020.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
33
3056
PASCHOALINO, P. A. T.; PARRÉ, J. L. Di e si icação e p odução ag ícola no B asil: Uma
análise po modelos espaciais. Re is a de Polí ica Ag ícola, . 32, n. 1, p. 121-140, 2023.
RIBEIRO, J. R. S.; SILVA FILHO, L. A. de. De e minan s o in e na ional ade in B azilian soy-
beans and i s main de i a i es. Con adu ía y Adminis ación, . 69, n. 3, p. 271-297, 2024.
RIBEIRO, L. C. S. e al. S uc u ing in es men and egional inequali ies in he B azilian
No heas . Regional S udies, . 52, n. 5, p. 727-739, 2018.
RIBEIRO, L. C. S. e al. Sec o al in e dependence, ne wo k analysis, and egional esilience
in B azil. La in Ame ican Business Re iew, . 24, n. 2, p. 177-205, 2023a.
RIBEIRO, L. C. S. e al. Does domes ic ou ism educe egional inequali ies in B azil?
Cu en Issues in Tou ism, . 26, n. 20, p. 3255-3260, 2023b.
ROCHA, G. A. P.; OZAKI, V. A. C édi o u al: his ó ico e pano ama a ual. Re is a de Polí-
ica Ag ícola, . 29, n. 4, p. 6-31, 2020.
RUIS, G. L. A es u u a da p odução ag opecuá ia no município de A aça uba/SP no con-
ex o da mode nização da ag icul u a. Fo mação (Online), . 28, n. 53, p. 237-262, 2021.
SANTOS, G. R. dos; VIEIRA FILHO, J. E. R. He e ogeneidade p odu i a na ag icul u a
b asilei a: elemen os es u u ais e dinâmicos de aje ó ia p odu i a ecen e. Rio de
Janei o: Ipea, 2012. (Tex o pa a Discussão, n. 1740).
SANTOS, P. L. e al. Comé cio in e nacional, compe i i idade, axa de câmbio e expo a-
ções de manga do Vale do São F ancisco – 2004-2018. Re is a Econômica do No des e,
. 52, n. 1, p. 45-63, 2021.
SILVA, A. C. da; LIMA, E. C. de; LIMA, E. P. C. de. Análise da concen ação da p odução
ag ícola nas mic o egiões pa anaenses em 2001 e 2010. Re is a de Economia da UEG,
. 13, n. 2, p. 53-68, 2017.
SILVA, C. S.; ALVES, L. R. Análise da p odução e do desen ol imen o municipal da
ag opecuá ia ocan inense en e 2006 e 2017. DRd – Desen ol imen o Regional em
Deba e, . 14, p. 71-96, 2024.
SILVA FILHO, L. A.; BALSADI, O. V. Localização do emp ego o mal ag opecuá io nas
a i idades de cul i o e c iação no B asil. Re is a Economia & Tecnologia, . 9, n. 4,
p. 77-100, 2013.
SOUSA FILHO, H. R. e al. Análise do índice de desempenho da la ou a cacauei a em muni-
cípios da Bahia. Re is a em Ag onegócio e Meio Ambien e, . 14, n. 3, p. 597-606, 2021.
SOUZA, R. G. de; VIEIRA FILHO, J. E. R. P odução de igo no B asil: análise de polí icas
econômicas e seus impac os. Re is a de Polí ica Ag ícola, . 30, n. 2, p. 45-61, 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
34
3056
SUDECO – SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE. Plano
Regional de Desen ol imen o do Cen o-Oes e. Memo, 2023. Disponí el em: h ps://
www.go .b /sudeco/p -b /assun os/o-que-e-o-p dco. Acesso em: 1o jul. 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
35
3056
APÊNDICE A
TESTE DE CONSISTÊNCIA
A im de es a a consis ência do mul iplicado do se o de ag icul u a pa a a ma iz
in e - egional de 2013, ealizou-se a mesma simulação, is o é, um choque de R$ 1 bilhão
no e e ido se o , na ma iz de insumo-p odu o nacional, no ano-base 2021, es imada
po Al es-Passoni e F ei as (2023). A abela A.1 mos a os mul iplicado es egionais,
a pa icipação de cada egião no VBP, uma média ponde ada po es a pa icipação e o
esul ado pa a o se o ag ícola nacional.
TABELA A.1
Tes e de consis ência pa a a ma iz in e - egional de 2013 em compa ação com
a ma iz insumo-p odu o nacional de 2021
Regiões Mul iplicado Sha e
No e 1,26 0,07
No des e 1,50 0,14
Sudes e 1,71 0,26
Sul 1,54 0,28
Cen o-Oes e 1,84 0,25
Média ponde ada (2013) 1,64 -
B asil (2021) 1,67 -
Elabo ação dos au o es.
A média dos mul iplicado es egionais pa a o ano de 2013, ponde ada pela pa ici-
pação no VBP, é de 1,64, mui o p óxima à do mul iplicado nacional pa a o ano de 2021,
de 1,67. Po an o, apesa da de asagem empo al da ma iz in e - egional u ilizada, os
esul ados pa ecem man e sua consis ência.
REFERÊNCIA
ALVES-PASSONI, P.; FREITAS, F. Es imação de ma izes insumo-p odu o anuais pa a
o b asil no Sis ema de Con as Nacionais: e e ência 2010. Pesquisa e Planejamen o
Econômico (PPE), . 53, n. 1, p. 117-165, 2023.
Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Ana Cla a Escó cio Xa ie
E e son da Sil a Mou a
Re isão
Alice Souza Lopes
Amanda Ramos Ma ques Hono io
Ba ba a de Cas o
Cláudio Passos de Oli ei a
Clícia Sil ei a Rod igues
Denise Pimen a de Oli ei a
Nayane San os Rod igues
Ola o Mesqui a de Ca alho
Reginaldo da Sil a Domingos
Susana Sousa B i o
Yally Schayany Ta a es Teixei a
Jenny e Al es de Ca alho (es agiá ia)
Ka a inne Fab izzi Maciel do Cou o (es agiá ia)
Edi o ação
Ande son Sil a Reis
Augus o Lopes dos San os Bo ges
C is iano Fe ei a de A aújo
Daniel Al es Ta a es
Danielle de Oli ei a Ay es
Leona do Hideki Higa
Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
Ipea – B asília
Se o de Edi ícios Públicos Sul 702/902, Bloco C
Cen o Emp esa ial B asília 50, To e B
CEP: 70390-025, Asa Sul, B asília-DF
Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.