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Economia da saúde no Brasil: Trajetória e contribuições do Ipea para sua institucionalização no setor público

Author: Piola, Sérgio F.,Vieira, Fabiola Sulpino,Bernardes, Liliane Cristina Gonçalves
Publisher: Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Year: 2025
DOI: 10.38116/td3058-port
Source: https://www.econstor.eu/bitstream/10419/315144/1/1919979999.pdf
Piola, Sé gio F.; Viei a, Fabiola Sulpino; Be na des, Liliane C is ina Gonçal es
Wo king Pape
Economia da saúde no B asil: T aje ó ia e con ibuições do
Ipea pa a sua ins i ucionalização no se o público
Tex o pa a Discussão, No. 3058
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Piola, Sé gio F.; Viei a, Fabiola Sulpino; Be na des, Liliane C is ina Gonçal es
(2025) : Economia da saúde no B asil: T aje ó ia e con ibuições do Ipea pa a sua ins i ucionalização
no se o público, Tex o pa a Discussão, No. 3058, Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),
B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3058-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/315144
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3058
ECONOMIA DA SAÚDE
NO BRASIL: TRAJETÓRIA E
CONTRIBUIÇÕES DO IPEA PARA
SUA INSTITUCIONALIZAÇÃO NO
SETOR PÚBLICO
SÉRGIO FRANCISCO PIOLASÉRGIO FRANCISCO PIOLA
FABIOLA SULPINO VIEIRAFABIOLA SULPINO VIEIRA
LILIANE CRISTINA GONÇALVES BERNARDESLILIANE CRISTINA GONÇALVES BERNARDES
3058
B asília, ma ço de 2025
ECONOMIA DA SAÚDE NO BRASIL:
TRAJETÓRIA E CONTRIBUIÇÕES DO IPEA
PARA SUA INSTITUCIONALIZAÇÃO NO
SETOR PÚBLICO
SÉRGIO FRANCISCO PIOLA1
FABIOLA SULPINO VIEIRA2
LILIANE CRISTINA GONÇALVES BERNARDES3
1. Pesquisado inculado ao Subp og ama de Pesquisa pa a o Desen ol imen o
Nacional (PNPD) na Di e o ia de Es udos e Polí icas Sociais do Ins i u o de Pes-
quisa Econômica Aplicada (Disoc/Ipea). E-mail: [email p o ec ed]. O cid:
0009-0008-4395-8186.
2. Especialis a em polí icas públicas e ges ão go e namen al na Disoc/Ipea. E-mail:
abiola. iei [email p o ec ed].b . O cid: 0000-0001-7377-7302.
3. Especialis a em polí icas públicas e ges ão go e namen al na Disoc/Ipea. E-mail:
[email p o ec ed] .b . O cid: 0009-0008-1359-6540.
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
RAFAEL GUERREIRO OSÓRIO
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
Piola, Se gio F ancisco
Economia da saúde no B asil : aje ó ia e con ibuições do Ipea
pa a sua ins i ucionalização no se o público / Se gio F ancisco Piola,
Fabiola Sulpino Viei a, Liliane C is ina Gonçal es Be na des. – B asília,
DF: Ipea, 2025.
62 p.: il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3058).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Economia da Saúde. 2. Sis emas de Saúde. 3. Sis ema Único de
Saúde. 4. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada. 5. B asil. I. Viei a,
Fabiola Sulpino. II. Be na des, Liliane C is ina Gonçal es. III. Ins i u o
de Pesquisa Econômica Aplicada. IV. Tí ulo.
CDD 338.4361
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
PIOLA, Se gio F ancisco; VIEIRA Fabiola Sulpino; BERNARDES, Li-
liane C is ina Gonçal es. Economia da saúde no B asil: aje ó ia e
con ibuições do Ipea pa a sua ins i ucionalização no se o público.
B asília, DF: Ipea, 2025. 62 p. : il. (Tex o pa a Discussão, n. 3058).
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/- d3058-po
JEL: A12; I10.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3058-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h ps://www.ipea.go .b /po al/publicacoes
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 7
2 O QUE É ECONOMIA DA SAÚDE? .........................................7
2.1 E olução do deba e sob e a elação
en e economia e saúde ..............................................................9
2.2 Campo emá ico da economia da saúde ................................ 14
3 ASPECTOS HISTÓRICOS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO
DA ECONOMIA DA SAÚDE NO BRASIL ...............................16
3.1 Economia polí ica da saúde e economia da saúde ................ 23
3.2 G upos de pesquisa e p odução de conhecimen o ............... 28
3.3 Fon es de in o mação e e amen as ...................................... 34
3.4 Uso do conhecimen o po ges o es públicos de saúde ......... 38
4 A CONTRIBUIÇÃO DO IPEA PARA A
INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA
DA SAÚDE NO BRASIL ..........................................................39
4.1 T abalhos iniciais ...................................................................... 39
4.2 Pa icipação na c iação da AB ES .......................................... 46
4.3 Publicação de li o sob e a economia da saúde ................... 46
4.4 Desen ol imen o do PES ........................................................ 47
4.5 Con as de saúde ....................................................................... 48
4.6 Con ibuição do Ipea com es udos sob e saúde .................... 49
5 PERSPECTIVAS ..................................................................... 51
REFERÊNCIAS ..........................................................................52

SINOPSE
A economia da saúde é um campo de conhecimen o ela i amen e no o, cuja es u u a-
ção e e início na década de 1960, embo a es udos sob e a in e secção en e economia
e saúde emon em a pe íodos an e io es. Conside ando as con ibuições desse campo
pa a o ape eiçoamen o do sis ema de saúde b asilei o e o con ex o de celeb ação dos
60 anos do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2024, es e ex o pa a
discussão (TD) oi elabo ado com o obje i o de egis a e des aca a con ibuição do
ins i u o pa a o desen ol imen o da economia da saúde no se o público do B asil.
Pa a an o, ealizou-se pesquisa documen al e bibliog á ica no ace o da ins i uição e
de ou as o ganizações que pa icipa am a i amen e desse p ocesso no país. O ex o
abo da di e en es concei os de economia da saúde, aça a e olução da in e locução
en e economia e saúde, an o no con ex o mundial quan o no B asil, e explo a o campo
emá ico da economia da saúde. Em uma pe spec i a his ó ica, analisa o p ocesso de
ins i ucionalização da economia da saúde no país e discu e as di e enças en e econo
-
mia polí ica da saúde e economia da saúde. Além disso, ap esen a um le an amen o
dos g upos de pesquisa exis en es na a ualidade, de on es de in o mação e do uso
do conhecimen o p oduzido em economia da saúde no Sis ema Único de Saúde (SUS).
O ex o dedica uma seção pa a a a da con ibuição do Ipea ao desen ol imen o da
economia da saúde no se o público b asilei o. Nes e aspec o, des aca os abalhos
pionei os da ins i uição, ainda nos 1980; sua pa icipação na c iação da Associação
B asilei a de Economia da Saúde (AB ES); a p odução de um li o sob e o ema; o
desen ol imen o do P oje o Economia da Saúde (PES), em pa ce ia com o Minis é io
da Saúde (MS) e o Depa men o In e na ional De elopmen (DFID), do Reino Unido;
a colabo ação pa a o desen ol imen o e a elabo ação das con as de saúde b asilei as,
além da p odução écnica do ins i u o no campo da economia da saúde. Po im, des-
aca algumas pe spec i as sob e os abalhos do Ipea nesse campo do conhecimen o.
Pala as-cha e: economia da saúde; sis emas de saúde; Sis ema Único de Saúde;
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada; B asil.
ABSTRACT
Heal h economics (HE) is a ela i ely new ield o knowledge, whose s uc u ing began in
he ea ly 1960s, al hough s udies on he in e sec ion be ween economics and heal h da e
back o ea lie pe iods. Conside ing he con ibu ions o his ield o he imp o emen o
he B azilian heal h sys em and he con ex o celeb a ing he 60 h anni e sa y o he
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (Ipea), his Discussion Pape was p epa ed o
highligh he ins i u e’s con ibu ion o he de elopmen o HE in he B azil’s public sec o .
To his end, documen a y and bibliog aphic esea ch ha e ca ied ou in he collec ions
o he ins i u ion and o he o ganiza ions ha ac i ely pa icipa ed in his p ocess in he
coun y. The ex add esses di e en concep s o HE, aces he e olu ion o he deba e
be ween economics and heal h, bo h globally and in B azil, and explo es he hema ic
ield o HE. F om a his o ical pe spec i e, i analyses he p ocess o ins i u ionaliza ion o
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3058
HE in B azil and discusses he di e ences be ween heal h poli ical economy and heal h
economics. In addi ion, i p esen s an o e iew o cu en esea ch g oups, sou ces o
in o ma ion, and he applica ion o HE knowledge in he Uni ied Heal h Sys em (SUS).
The ex dedica es a sec ion o discussing Ipea’s con ibu ions o he de elopmen o HE in
he B azilian public sec o . In his ega d, i highligh s he ins i u ion’s pionee ing wo k back
in he 1980s, i s pa icipa ion in he c ea ion o he B azilian Associa ion o Heal h Economics
(AB ES), he publica ion o a book on HE, he de elopmen o he Heal h Economics P ojec
in pa ne ship wi h he B azilian Minis y o Heal h and he Depa men o In e na ional
De elopmen (DFID) o he Uni ed Kingdom. Addi ionally, i s collabo a ion in he de elopmen
and p epa a ion o B azilian heal h accoun s and i s echnical p oduc ion in he ield o heal h
economics. Finally, i highligh s some pe spec i es on Ipea’s ongoing wo k in his ield.
Keywo ds: heal h ca e economics and o ganiza ions; heal h sys ems; Uni ied Heal h
Sys em; Ins i u e o Applied Economic Resea ch; B azil.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3058
1 INTRODUÇÃO
A economia da saúde é uma á ea de conhecimen o ela i amen e no a, cuja es u u a-
ção e e início nos anos de 1960, ainda que es udos sob e as elações en e economia
e saúde sejam conhecidos há mais empo. A economia da saúde começou a chama
a enção dos economis as em unção do aumen o con ínuo dos gas os nacionais com
se iços de a enção à saúde, do c escimen o dos sis emas públicos e pela necessidade
de encon a caminhos pa a alcança maio e iciência nos gas os, além de equidade
na p o isão dos se iços. A pa icipação do Ipea nos es udos sob e o inanciamen o
público da saúde, uma das á eas de in e esse da economia da saúde, in ensi icou-se no
pe íodo p é-Cons i uin e e consolidou-se com o acompanhamen o e a análise do gas o
público com saúde a pa i dos anos 1990. É desse pe íodo o início do es o ço pa a
a ins i ucionalização da economia da saúde no se o público b asilei o, que ambém
con ou com a pa icipação da ins i uição.
Dessa o ma, ap o ei ando a celeb ação dos 60 anos do Ipea em 2024, esol eu-
-se elabo a es e ex o pa a discussão (TD), com o obje i o de egis a e des aca a
con ibuição do ó gão pa a o desen ol imen o da economia da saúde no se o público
do B asil, o que oi ei o com base em pesquisa documen al e bibliog á ica no ace o
da ins i uição e de ou as o ganizações que pa icipa am a i amen e desse p ocesso
no país.
O ex o es á compos o po cinco pa es. A p imei a é es a b e e in odução.
Na segunda pa e, são ap esen adas algumas de inições de economia da saúde, a
e olução do deba e sob e a elação en e economia e saúde, an o no con ex o global
quan o no B asil, além de uma exposição sob e o campo emá ico da economia da
saúde. A e cei a pa e a a dos aspec os his ó icos da ins i ucionalização da economia
da saúde no B asil, abo dando as di e enças en e economia polí ica da saúde (EPS) e
economia da saúde, os g upos de pesquisa e a p odução de conhecimen o, as on es
de in o mação e e amen as disponí eis, bem como o uso do conhecimen o sob e o
ema po ges o es públicos. A qua a pa e é dedicada à ecupe ação da con ibuição
his ó ica do Ipea pa a a ins i ucionalização da economia da saúde no B asil. Po im, a
quin a seção aça as pe spec i as a uais e discu e as di eções u u as pa a o desen-
ol imen o da pesquisa no campo da economia da saúde no Ipea.
2 O QUE É ECONOMIA DA SAÚDE?
Assim como a economia em ge al, a economia da saúde em inúme as de inições, que
exp essam di e en es co en es de pensamen o e/ou momen os his ó icos dis in os.
Algumas dessas de inições são mais subs an i as ou con ex ualizadas, enquan o
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3058
ou as são mais o malis as ou ins umen ais e ocalizadas em alguns dos aspec os
da eo ia econômica.
Alguns exemplos dessas de inições es ão desc i os a segui .
A economia da saúde es uda como os ecu sos escassos são alocados ao se o
de saúde e dis ibuídos no seu âmbi o. A p odução de assis ência à saúde e a
sua dis ibuição en e populações en am nes a de inição (Folland, Goodman e
S ano, 2008, p. 31).
O amo do conhecimen o que em po obje i o a o imização das ações de saúde, ou
seja, o es udo das condições ó imas de dis ibuição dos ecu sos disponí eis pa a
assegu a à população a melho assis ência à saúde e o melho es ado de saúde
possí el, endo em con a meios e ecu sos limi ados (Del Ne o, 1995, p. 20-21).
Essas duas p imei as de inições dão des aque à ação acional, ca ac e ís ica da
disciplina econômica, na u ilização de ecu sos, po de inição, escassos.
As de inições seguin es, mais subs an i as ou con ex ualizadas, azem e e ência
às a i idades humanas que a disciplina es uda, ac escen ando, no caso daquela p o
-
pos a po Ceb ian (2000), dois p incípios no ma i os impo an es pa a ela e, no caso
da de inição u ilizada pelo Minis é io da Saúde – MS (B asil, 2022a), a indicação da
impo ância da in eg ação das eo ias econômicas, sociais, clínicas e epidemiológicas
na disciplina. Es es ou os exemplos de de inição são a segui ap esen ados.
Especialidade (...) dedicada à in es igação, es udo, mé odos de medição, acio-
nalização e sis ema de análises das a i idades elacionadas com inanciamen o,
p odução, dis ibuição e consumo dos bens e se iços que sa is azem neces-
sidades sani á ias e de saúde, sob os p incípios no ma i os da e iciência e da
equidade (Ceb ian, 2000, p. ix).
Ramo do conhecimen o que in eg a as eo ias econômicas, sociais, clínicas e
epidemiológicas, com o obje i o de ape eiçoa a e iciência na alocação de ecu -
sos, pa a assegu a à população a melho a enção à saúde e o melho es ado de
saúde possí el, conside ando meios e ecu sos limi ados (B asil, 2022a, p. 69-70).
Independen emen e de se conside a a economia da saúde como uma “especiali-
dade” ou um “ amo do conhecimen o”, pode-se a i ma que ela busca ag ega conheci-
men os e ins umen os de di e sas á eas, com o obje i o de assegu a o inanciamen o
das ações e se iços de saúde e de alcança maio e iciência, ou, melho ainda, maio
e e i idade, na u ilização dos insumos na á ea de saúde.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3058
Segundo Williams, o ce ne da economia da saúde é compos o po qua o á eas
p incipais. A p imei a busca esponde à seguin e ques ão (A): O que in luencia a saúde
(além dos cuidados de saúde)? Esse campo ab ange es udos elacionados à in e ação
da saúde com seus de e minan es e a o es de isco, sejam gené icos, ambien ais ou
compo amen ais. A segunda g ande á ea es á elacionada à pe gun a (B): O que é
saúde e como se pode medi seu alo ? Nessa pe spec i a, p ocu a-se comp eende
o signi icado da saúde, sua elação com o bem-es a e o desen ol imen o, além de
discu i di e en es índices pa a medi-la, endo em is a a alia sua u ilidade, seus esul-
ados e sua e e i idade. A economia da saúde, em alguns de seus campos de a uação,
ado a uma abo dagem necessa iamen e mul idisciplina . Nessas duas p imei as á eas
mencionadas, po exemplo, é comum a colabo ação en e economis as, epidemiolo-
gis as, sociólogos e ou os p o issionais, que equen emen e abalham em conjun o
(Williams, 1987).
A e cei a á ea diz espei o à ques ão (C) demanda po se iços de saúde. Nessa
á ea emá ica, es ão incluídas ques ões elacionadas à dis inção en e “demanda” e
“necessidade”, nas discussões sob e c i é ios de dis ibuição geog á ica de ecu sos,
ba ei as ao acesso (p eço, empo, ila), elação de agência, en e ou os. A qua a á ea
emá ica, (D) o e a de se iços de saúde, abo da a unção de p odução em se iços de
saúde, análise de cus os, me cado de abalho, modelos de emune ação, incen i os,
en e ou os assun os. Es uda ambém a “indús ia da saúde”, que p oduz insumos
pa a o se o , além de analisa a o ganização da o e a de se iços, seja ela pública ou
p i ada, en e ou as ques ões ele an es. Essas qua o á eas, segundo alguns au o es,
são o e dadei o “co ação” ou a “casa de máquinas” da disciplina economia da saúde.
As á eas es an es – a aliação mic oeconômica; análise de me cado; planejamen o,
o çamen ação, egulação e mecanismos de moni o amen o; e a aliação do sis ema
como um odo – cons i uem os p incipais campos de aplicação empí ica da economia
da saúde.
A á ea (E), de a aliação mic oeconômica, aplica-se a análises de cus o-e e i idade
e cus o-u ilidade dos se iços, possibili ando ecomendações no ma i as sob e ec-
nologias e a amen os, bem como à a aliação de di e en es al e na i as de p o isão
dos se iços de saúde (quais, quando e como de em se o e ecidos). A á ea (F), de
análise de me cado, comp eende o es udo do uncionamen o do me cado e seus meca-
nismos de equilíb io, como p eços mone á ios, empo e lis as de espe a, con a os
com p o edo es, en e ou os aspec os.
A á ea (G), de a aliação do sis ema como um odo, ado a uma abo dagem mac oeconô-
mica do sis ema de saúde, com ên ase nos seus mecanismos ins i ucionais, ní el de gas os,
equidade e qualidade. O obje i o é e idencia con ibuições que possam se ú eis pa a as

TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
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di e en es expe iências nacionais de p o isão de se iços de saúde. Po im, a á ea (H),
planejamen o, o çamen ação e a egulação, é especialmen e ele an e em países que êm
sis emas com ampla cobe u a dos se iços e o e pa icipação do se o público, seja como
p o edo , seja como egulado , ou ainda inanciado .
No B asil, a Biblio eca Vi ual em Saúde/Rede de Economia e Desen ol imen o em
Saúde (BVS/ECOS), que é um po al nacional de in o mação em economia da saúde,
coo denado pelo Depa amen o de Economia e Desen ol imen o em Saúde do Minis-
é io da Saúde (Desid/MS), ado a as seguin es á eas emá icas na ca alogação de
in o mações sob e economia da saúde: (1) aspec os ge ais de economia da saúde; (2)
a aliação de ecnologia em saúde; (3) a aliação econômica em saúde; (4) equidade e
desigualdade em saúde; (5) Es ado, me cado e egulação em saúde; (6) inanciamen o
e gas os em saúde; e (7) ges ão dos se iços de saúde.14
3 ASPECTOS HISTÓRICOS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA
ECONOMIA DA SAÚDE NO BRASIL
No que se e e e à ins i ucionalização da economia da saúde no B asil, e i ica-se que a
maio pa e dos es udos pionei os que elacionam saúde e economia da am dos anos
de 1970 e 1980, como mencionado an e io men e. No campo da saúde, esses es u-
dos se in ensi ica am pa a acompanha a discussão mais densa e ab angen e sob e a
edemoc a ização do B asil, a ins i ucionalização do acesso a se iços de saúde como
di ei o de odos os cidadãos do país e a c iação do SUS – sis ema público de acesso
uni e sal. Esse gene oso momen o de cons ução da cidadania nacional, que, na saúde,
culminou no Mo imen o de Re o ma Sani á ia, ag egou mili an es das á eas de saúde e
economia, com os economis as sendo chamados a discu i as bases de sus en ação
inancei a do no o sis ema. Na á ea acadêmica, du an e o mesmo pe íodo, elemen os
analí icos da economia o am inco po ados aos cu ículos de cu sos de especialização
em planejamen o e adminis ação de se iços de saúde (Mendes e Ma ques, 2006).
Um passo decisi o pa a a di usão da economia da saúde no B asil oi dado em junho
de 1989, com a ealização do Seminá io sob e Economia e Financiamen o da Saúde,
na Ensp/Fioc uz. Nesse e en o, su giu a p opos a de c iação da AB ES, idealizada po
pesquisado es da Ensp/Fioc uz; da Faculdade de Saúde Pública da Uni e sidade de
São Paulo (FSP/USP); do Ipea; e da Rep esen ação da O ganização Pan-Ame icana da
Saúde (Opas)/OMS no B asil (Mendes e Ma ques, 2006).
14. Ve : h ps://economia.saude.b s.b /. Acesso em: 25 se . 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3058
A AB ES oi o malmen e c iada em no emb o de 1989, em B asília, du an e o
Wo kshop In e nacional de Economia da Saúde (AB ES, 1989), e en o que con ou com
a pa icipação do Ipea e da ep esen ação local da Opas/OMS em sua o ganização e
em seu inanciamen o. A composição da p imei a di e o ia da associação é bem ep e-
sen a i a das ins i uições que, de ce a o ma, se en ol e am em sua c iação15. Desde
sua undação, a AB ES em con ado com a colabo ação das associações de economia
da saúde da Espanha e de Po ugal. En e os p esen es na c iação da AB ES, es a am
An onio Co ea Campos16 e Ma ia do Rosá io Gi aldes,17 da Associação Po uguesa de
Economia da Saúde (Apes); e Vicen e O ún Rubio18 e Joan Ro i a Fo ns,19 da Associa-
ção Espanhola de Economia da Saúde.
Em 1992, du an e ou o wo kshop sob e economia da saúde ealizado em São
Paulo, na FSP/USP, discu iu-se a edição de um li o sob e economia da saúde, com
o obje i o de di ulga emas elacionados à economia da saúde en e p o issionais
de saúde, economis as, adminis ado es e ou os especialis as com in e esse na
ma é ia. A coo denação da elabo ação desse li o oi a ibuída a écnicos do Ipea. A
ob a, in i ulada Economia da Saúde: concei os e con ibuição pa a a ges ão do SUS,
oi publicada em 1995, e con ou com a pa icipação de pesquisado es b asilei os e
po ugueses – en e es es úl imos, aqueles ligados à Apes (Piola e Vianna, 1995).
Desde en ão, a publicação e e di e sas eimp essões, a é se disponibilizada pa a
acesso li e no si e do Ipea.
No âmbi o do SUS, o in e esse pela economia da saúde, inicialmen e ol ado ao
acompanhamen o de suas ecei as e gas os, oi impulsionado pela necessidade de
acompanha e ga an i ecu sos pa a a implan ação do no o sis ema. Desde o início
da década de 1990, o MS, em con o midade com esolução do Conselho Nacional de
Saúde (CNS), passou a disponibiliza a esse conselho in o mações sob e suas ecei as
e seus gas os. Pa a e o ça essa “p es ação de con as”, a pa i de 1993, começou a
se discu ida a c iação de sis ema de in o mações sob e as despesas dos ês en es
15. A p imei a di e o ia da AB ES, elei a po ocasião de sua undação, e e como p esiden e Solon
Magalhães Vianna, do Ipea, e And é Césa Médici, da Escola Nacional de Ciências Es a ís icas (Ence)
do Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE) como ice-p esiden e. Também ize am pa e
da p imei a di e o ia: Ma ia Alicia Ugá e Sil ia Ma a Po o, da Ensp/Fioc uz; Ca los Del Ne o e Robe o
Yunes, da ESP/USP; e Sé gio F ancisco Piola, do Ipea.
16. Docen e da Escola Nacional de Saúde Pública da Uni e sidade No a de Lisboa.
17. Economis a, docen e da Escola Nacional de Saúde Pública da Uni e sidade No a de Lisboa.
18. Docen e do Depa amen o de Economia e Emp esa da Uni e sidade Pompeu Fab a, Ba celona, Espa-
nha, e codi e o de Cen o de In es igação em Economia da Saúde da mesma uni e sidade.
19. Joan Ro i a Fo ns (1947-2022), docen e do Depa amen o de Economia e Emp esa da Uni e sidade
Pompeu Fab a, Ba celona, Espanha.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3058
da Fede ação com o SUS. Essa ideia ganhou o ça com a ins alação dos inqué i os
ci is públicos 001 e 002/1994, que in es iga am o uncionamen o e inanciamen o do
SUS (B asil e Opas 2013a; 2013b).
No en an o, oi apenas em 30 de ab il de 1999 que a Po a ia In e minis e ialMS/
PGR no 529 oi assinada pelo minis o da Saúde e pelo p ocu ado -ge al da República,
designando uma equipe pa a desen ol e o p oje o que esul a ia na c iação do Sis-
ema de In o mações sob e O çamen os Públicos em Saúde (Siops). Esse sis ema,
ins i ucionalizado pela Po a ia Conjun a MS/PGR no 1.163, de 11 de ou ub o de 2000,
dispõe de in o mações sob e o inanciamen o e o gas o nas ês es e as de go e no,
e o nou-se um ins umen o imp escindí el pa a moni o a os gas os públicos com
ações e se iços públicos de saúde, con o me os pa âme os cons i ucionais (B asil
e Opas, 2013b).
Uma ala anca ele an e pa a a ins i ucionalização da economia da saúde no MS
e no SUS oi o P oje o Economia da Saúde (PES): o alecendo sis emas de saúde
pa a eduzi desigualdades, ap o ado em ma ço de 2002.
20
Esse p oje o, conduzido
em pa ce ia en e o MS e o Ipea, con ou com o supo e inancei o do Depa men o
In e na ional De elopmen (DFID) do Reino Unido, no âmbi o do Aco do de Coope ação
Técnica en e B asil e Reino Unido.
21
O p oje o, em seu componen e nacional, inha como
obje i o dissemina os conhecimen os da economia da saúde e de suas aplicações,
isando à melho ia da ges ão dos ecu sos, no âmbi o do SUS (B asil, Ipea e Reino
Unido, 2002; 2007).
Embo a o componen e nacional do PES enha ido cu a du ação, de 2002 a 2005,
ele ge ou esul ados signi ica i os, como a capaci ação de inúme os p o issionais; o
es ímulo à ealização de pesquisas; o apoio a e en os na á ea de economia da saúde;
e a c iação de núcleos es aduais de economia da saúde. Além disso, o p oje o ab iu
caminho pa a o desen ol imen o de ins umen os impo an es, como a con a-sa éli e
20. O PES oi ap o ado em 2002, mas, desde o ano 2000, o Ipea pa icipou a i amen e, a pedido do MS,
das negociações e das a i idades p epa a ó ias do p oje o.
21. Esse p oje o de coope ação écnica na á ea da saúde en e o DFID do Reino Unido e o go e no b a-
silei o inha, o iginalmen e, componen es em dois es ados (Cea á e Pe nambuco) e no go e no ede al.
Em meados do ano 2000, como o componen e ede al ainda não es a a sendo implemen ado, o en ão
minis o da Saúde, senado José Se a, suge iu pa ce ia com o Ipea, ep esen ado po sua á ea de saúde,
pa a iabiliza a execução do componen e ede al. Esse componen e oi en ão o mulado e ap esen ado
ao DFID sob a o ma do PES: o alecendo sis emas de saúde pa a eduzi desigualdades. O documen o
o iginal do p oje o encon a-se no Rela ó io de A aliação do P oje o, ap esen ado em 2007 (B asil, Ipea
e Reino Unido, 2002; 2007).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
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de saúde (CSS), cuja úl ima publicação epo a dados de 2010 a 2021 do se o de saúde
b asilei o (IBGE, 2024).22
Pa a a ingi o obje i o inicial de o alecimen o da economia da saúde no SUS, com
o apoio do PES, o am ealizados cu sos de especialização em economia da saúde, an o
p esenciais quan o a dis ância, pa a ce ca de duzen os p o issionais do se o público
de saúde.23 Pa icipa am desse es o ço a Sec e a ia Es adual de Saúde do Cea á, em
conjun o com a Uni e sidade Fede al do Cea á (UFC) e o Ins i u o de Economia da Uni-
e sidade Es adual do Cea á (IE/Uece), a Unicamp, a FSP/USP e o Ins i u o de Saúde
Cole i a (ISC)/UFBA (B asil, Ipea e Reino Unido, 2007).
Adicionalmen e, cu sos a dis ância de pós-g aduação em economia da saúde
e em a macoeconomia apoiados pela Uni e sidade Pompeu Fab a (Ba celona/
Espanha) p opo ciona am 96 capaci ações em economia da saúde (50) e a ma-
coeconomia (46) pa a écnicos de dezesse e sec e a ias es aduais de saúde, do
Conselho Nacional de Sec e á ios de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de
Sec e a ias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância
Sani á ia (An isa), do Ipea e do Depa amen o de Economia da Saúde – DES/MS
(B asil, Ipea e Reino Unido, 2007).
Desde 2001, o MS con a a com uma coo denação dedicada à economia da
saúde, inculada à Sec e a ia de Ges ão de In es imen os em Saúde24 (B asil, 2001).
No en an o, a c iação de uma unidade hie á quica supe io oco eu apenas em 2003,
com o es abelecimen o do DES/MS na Sec e a ia de Ciência, Tecnologia e Insumos
Es a égicos (B asil, 2003). A cons i uição desse depa amen o oi um impo an e
ma co pa a a ins i ucionalização da economia da saúde naquele minis é io. Con udo,
esse p ocesso en en ou descon inuidades ao longo dos anos. Em 2007, uma po a ia
ans e iu as a i idades de economia da saúde, a é en ão ealizadas pelo DES, pa a a
sec e a ia-execu i a do MS (B asil, 2007), o que, na p á ica, signi icou o desman ela-
men o do depa amen o. A equipe écnica esponsá el pelas a i idades emanejadas
passou a denomina essa unidade in o mal de Á ea de Economia da Saúde e Desen-
ol imen o (Aeds). Somen e em 2009, a unidade oi o malizada no amen e, sendo
22. A p imei a publicação, in i ulada Economia da Saúde: uma pe spec i a mac oeconômica 2000-2005,
oi ei a pelo IBGE em 2008 (IBGE, 2008).
23. Fo am dois mes ados em economia da saúde na Uni e sidade de Yo k, Reino Unido; uma disciplina
pa a dou o ado na Uni e sidade Pompeu Fab a, Espanha; cu sos de especialização ealizados nos es a-
dos da Bahia e do Cea á e na cidade de Campinas-SP, além de cu sos de pós-g aduação a dis ância em
economia e a macoeconomia pela Uni e sidade Pompeu Fab a, Ba celona, Espanha.
24. Foi c iada uma Coo denação-Ge al de Economia da Saúde na Di e o ia de P oje os da Sec e a ia de
Ges ão de In es imen os em Saúde (B asil, 2001).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3058
denominada Depa amen o de Economia da Saúde e Desen ol imen o (Desd). Além
das a ibuições o iginais, o Desd assumiu ou as elacionadas à análise econômica
de p og amas e p oje os, ais como o P og ama de Apoio ao Desen ol imen o Ins i-
ucional do Sis ema Único de Saúde – P oadi (B asil, 2009).
Em 2011, o depa amen o passou po no a mudança de es u u a o ganizacional,
passando a se chama Depa amen o de Economia da Saúde, In es imen os e Desen ol-
imen o (Desid), com a adição de compe ências como: i) análise econômica de p oje os
de in es imen o em in aes u u a ísica e ecnológica, majo i a iamen e inanciados po
ecu sos de emendas pa lamen a es; e ii) planejamen o, coo denação e supe isão da
execução de p og amas e p oje os de coope ação écnica nacional e com o ganismos
in e nacionais, no âmbi o da Sec e a ia Execu i a (B asil, 2011a). Essa úl ima a ibuição
incluía a coo denação de odos os e mos de coope ação écnica do MS com a Opas/
OMS e do P oje o de Coope ação T ipa i e B asil-Cuba-Hai i.
Em 2013, a análise de p oje os de in es imen o oi ans e ida do Desid/MS pa a
o Fundo Nacional de Saúde (B asil, 2013); e, em 2022, hou e al e ação da sua deno-
minação pa a Depa amen o de Economia da Saúde, In es imen o e Desempenho,
man endo-se a sigla Desid, e a ibuição de compe ência elacionada à a aliação de
desempenho e ges ão de in es imen os no SUS (B asil, 2022b). Po im, na con igu a-
ção a ual, o depa amen o oi ans e ido da Sec e a ia-Execu i a pa a a Sec e a ia de
Ciência, Tecnologia e Ino ação e do Complexo Econômico-Indus ial da Saúde, ece-
bendo o nome de Depa amen o de Economia e Desen ol imen o em Saúde (Desid).
Suas a ibuições incluem a ealização de es udos e a ges ão de sis emas de in o ma-
ção elacionados à economia da saúde (B asil, 2023a; 2023b). Ve i ica-se assim que,
du an e a maio pa e de sua exis ência, o depa amen o icou a ca go de di e sas
a i idades adminis a i as alheias ao campo da economia da saúde.
Em elação ao omen o à ins i ucionalização da economia da saúde na es u u a
das sec e a ias de saúde, a p opos a de c iação de núcleos ou unidades de economia
da saúde já azia pa e da p opos a de implemen ação do PES. Nesse p oje o, a ideia e a
de que esses núcleos se o massem a pa i da a iculação en e ins i uições da saúde
(MS, sec e a ias es aduais de saúde e sec e a ias municipais de saúde) e ins i uições
da á ea acadêmica. Esse modelo chegou a p ospe a em dois es ados incluídos no
PES (Cea á e Bahia), mas a expe iência demons ou, sem p ejuízo dessa a iculação,
a necessidade de p omo e a c iação de unidades especí icas de economia da saúde
nas ins i uições ges o as do SUS (MS e sec e a ias es aduais de saúde, p incipalmen e).

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3058
A c iação do DES, com o apoio do PES, omen ou a expansão de núcleos de econo-
mia da saúde em di e sas sec e a ias es aduais e municipais de saúde. Esse es o ço
con ou com a colabo ação da AB ES, po meio da ealização de encon os e jo nadas
dessa associação e es ímulo à o mação de ais núcleos (B asil, 2012a; 2015; B asil,
Opas e AB ES, 2016; Viei a e al., 2017a). A inicia i a de implan ação dessas unidades
ou núcleos de economia da saúde em países da Amé ica La ina, na época, ambém
oi apoiada pela equipe de Economia e Financiamen o da Saúde, da á ea de Sis emas
e Se iços de Saúde da Opas/OMS, que es imulou a sua c iação em di e sos países
la ino-ame icanos (Viei a, 2016).
Os núcleos de economia da saúde (NES) êm a unção de a ua como pon os ocais
pa a a disseminação da economia da saúde nos es ados e municípios (B asil, 2012a).
Suas a ibuições incluem: i) ealização de a i idades elacionadas ao ema; ii) manu-
seio dos sis emas de in o mação ge enciados pelo Desid/MS; e iii) disseminação de
p og amas e p oje os no âmbi o es adual. As p incipais linhas de a uação dos NES são:
1) Elabo ação de es udos econômicos, especialmen e com is as a p omo e
a aliação de ecnologias;
2) Implemen ação do P og ama Nacional de Ges ão de Cus os;
3) Apoio ao es ado e aos municípios na decla ação de dados po meio do Sis ema
de In o mações sob e O çamen os Públicos em Saúde;
4) Apoio à alimen ação do Banco de P eços em Saúde pela Sec e a ia de Saúde
e na u ilização das e e ências do Ca ma [25] pa a p omo e economicidade em
comp as de insumos e equipamen os pa a a á ea da saúde;
5) Apoio às ins âncias de ges ão do SUS na elabo ação e a aliação da execução
dos o çamen os da á ea de saúde (B asil e OPAS, 2015, p. 19).
Em 17 de maio de 2011, como esul ado de um encon o en e di e sos a o es da
á ea de economia da saúde no B asil, oi c iada a Rede de Economia e Desen ol imen o
em Saúde (Rede Ecos), concebida pa a se uma ede de coope ação écnica ol ada à
disseminação de in o mações elacionadas ao ema en e écnicos e ges o es do SUS.
A Rede Ecos oi inicialmen e cons i uída pelos Núcleos de Economia da Saúde de
25. O Ca álogo de Ma e iais (Ca ma ) éuma base de in o mações com pad onização de codi icação e
desc ição de odos os ma e iais que podem se lici ados e adqui idos pela adminis ação pública ede al.
Exis en e desde 2004, oCa ma é um subsis ema inculado ao Sis ema In eg ado de Adminis ação de
Se iços Ge ais (Siasg). Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /composicao/sec ics/desid/ca ma .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3058
Sec e a ias Es aduais de Saúde, pelo Ipea, ou os ins i u os de pesquisa, a AB ES, po
uni e sidades, escolas de saúde pública e pelo Desid/MS, que exe cia o papel de coo -
denado (Viei a e Sousa, 2012). A ede pe manece a i a e impulsionada pelo Desid/MS.26
Ou o elemen o undamen al pa a a consolidação da economia da saúde no B asil
oi o p ocesso de ins i ucionalização das con as de saúde.27 As a a i as iniciais pa a
elabo ação das con as nacionais de saúde oco e am no âmbi o do PES (2002-2005)
e a ança am, em 2006, com a c iação de um g upo execu i o e um comi ê ges o , que
en ol e am os minis é ios da Fazenda, da Saúde e do Planejamen o, O çamen o e
Ges ão, com o obje i o de o maliza os es o ços pa a a implemen ação e manu en-
ção das con as de saúde no B asil. O g upo execu i o, esponsá el pelo delineamen o
dos abalhos necessá ios à implemen ação das con as de saúde, oi compos o po
ep esen an es écnicos do MS, da Agência Nacional de Saúde Suplemen a (ANS), da
Ensp/Fioc uz, do IBGE e do Ipea (B asil, 2006a).
O p imei o esul ado dessa pa ce ia oi a publicação, pelo IBGE, do li o Eco-
nomia da Saúde: uma pe spec i a mac oeconômica 2000-2005, que ap esen ou os
p imei os dados daquilo que i ia a se con o ma como a Con a Sa éli e de Saúde,28
cuja p imei a publicação ab angeu o pe íodo de 2005 a 2007 (IBGE, 2008). Desde
en ão, as con as-sa éli e de saúde êm sido p oduzidas egula men e, e elando a
impo ância da pa ce ia in e ins i ucional e do ema pa a a ges ão pública do SUS. A
úl ima a ualização, e e en e ao pe íodo de 2010 a 2021, oi publicada ecen emen e
(IBGE, 2024). Com o p osseguimen o da pa ce ia, o B asil p oduziu as con as de saúde
de aco do com a pad onização es abelecida pela O ganização pa a a Coope ação
e Desen ol imen o Econômico (OCDE), as denominadas Con as SHA – Sys em o
Heal h Accoun s (OECD, Eu os a e WHO, 2017; B asil, Fioc uz e Ipea, 2022c).
O es o ço nacional de di ulgação da economia da saúde ambém buscou en ol-
e ou os países da Amé ica La ina. Em 2003, com o incen i o do PES, o DES/MS,
em pa ce ia com o Ipea, apoiou a o ganização do I Cong esso de Economia da Saúde
da Amé ica La ina e do Ca ibe. Es e cong esso, ealizado no Rio de Janei o en e 30
26. Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /composicao/sec ics/desid/ ede-ecos.
27. A impo ância das con as de saúde eside na sua capacidade de o e ece dados p ecisos e compa-
á eis, essenciais pa a a o mulação de polí icas públicas e icazes. Elas pe mi em que os go e nos e
as ins i uições analisem a e iciência e a equidade na alocação dos ecu sos; iden i iquem endências
de gas os; a aliem a sus en abilidade dos sis emas de saúde; e p omo am a anspa ência no uso dos
ecu sos públicos. Além disso, as con as de saúde acili am compa ações in e nacionais, possibili ando
o ap endizado e a adoção de melho es p á icas em di e en es con ex os.
28. As con as-sa éli es são uma ex ensão do Sis ema de Con as Nacionais (SCN). Elas pe mi em que
se açam análises sob e o pe il e a e olução de um se o de o ma compa á el ao o al da economia,
medido pelas Con as Nacionais.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3058
de no emb o e 3 de dezemb o de 2004, oi p omo ido pela AB ES em pa ce ia com a
Asociación de Economia de la Salud (AES) da A gen ina, oco endo em conjun o com
o VII Encon o Nacional da Associação B asilei a de Economia da Saúde. Du an e o I
Cong esso, decidiu-se pela conjugação de es o ços en e a AB ES e a AES pa a a c ia-
ção de uma associação que cong egasse as inicia i as de di usão da economia da
saúde nos sis emas públicos da Amé ica La ina e do Ca ibe. Esse mo imen o esul ou
na c iação, em 24 de julho de 2008, da Associação de Economia da Saúde da Amé ica
La ina e Ca ibe (AES-LAC), du an e a ealização do III Cong esso de Economia da Saúde
da Amé ica La ina e do Ca ibe, ealizado em Ha ana, Cuba.29
Em 2004, com o in ui o de p omo e a di ulgação da economia da saúde no B a-
sil, o Ipea e o MS, em pa ce ia com a AB ES e com pa ocínio do PES, ins i uí am o 1o
P êmio Nacional de Economia da Saúde, que con ou com 69 abalhos insc i os, o que
oi su p eenden e, dada a especi icidade do ema (Piola e Jo ge, 2005).
O incen i o à di ulgação da economia da saúde oi ampliado signi ica i amen e com
a c iação daBVS Ecos, em 2005. Esse po al nacional de in o mação em economia da
saúde busca a ende às necessidades écnico-cien í icas de p o issionais e ges o es
da á ea e é ge ido pelo Desid/MS, com o apoio écnico do Cen o La ino-Ame icano e
do Ca ibe de In o mação em Ciências da Saúde – Bi eme (B asil, 2012b).
Em elação ao es ímulo à capaci ação em economia da saúde em anos mais
ecen es, o MS, po in e médio do Desid, con inuou a incen i a inancei amen e a eali-
zação de cu sos na á ea: especialização em economia da saúde a dis ância, o e ecido
pela USP; e mes ado p o issional em ges ão e economia da saúde, o ganizado pela
Uni e sidade Fede al de Pe nambuco – UFPE (B asil e Opas, 2015). Uma expe iência
in e essan e o am os cu sos ealizados pela Uni e sidade Fede al de Goiás (UFG).
Essa inicia i a, que e e início em 2017, con ou com a pa icipação do Ipea no começo
de sua implemen ação e e oluiu, em suas ês úl imas edições, pa a o o ma o in eg al-
men e a dis ância. Du an e essas edições, o am ecebidas mais de 1,4 mil insc ições,
p o enien es de 21 Unidades da Fede ação (UFs), das quais o am selecionados 121
candida os. Esses núme os e idenciam a al a demanda po ape eiçoamen o em
economia da saúde no âmbi o do SUS (Toscano e Piola, 2023).
29. Em 2018, aziam pa e da AES-LAC as associações de economia da saúde dos seguin es países:
A gen ina, B asil, Colômbia, Chile, Cuba e U uguai.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3058
3.1 Economia polí ica da saúde e economia da saúde
Pa alelamen e à ins i ucionalização da economia da saúde no SUS, desen ol eu-se, no
meio acadêmico no B asil, a abo dagem denominada EPS, que in es iga a in luência
de ques ões polí icas, sociais e econômicas na saúde das populações e nos sis emas
de saúde. Au o es que ado am a EPS em suas pesquisas a i mam que ela o e ece uma
pe spec i a mais ab angen e do que a da economia da saúde, po analisa as on ei as
po osas da elação en e Es ado e me cado. Ou seja, em ez de conside a Es ado e
me cado como en idades dissociadas, a EPS examina como essas ins i uições in e-
agem equen emen e em a o dos in e esses p i ados em de imen o do in e esse
público (Viana, Sil a e Elias, 2007; Mendes e Ca nu , 2022). Enquan o a undamen ação
da economia da saúde se baseia nas eo ias econômicas neoclássicas, as bases da
EPS se encon am nas eo ias ma xis a e keynesiana30 (Mendes e Ca nu , 2022).
Au o es da EPS apon am á ias limi ações na abo dagem adicional da economia
da saúde, po algumas azões. P imei o, a gumen am que a economia da saúde não
econhece que a saúde em especi icidades, dado que pode se a ada como me ca-
do ia, espaço de acumulação de capi al e di ei o social. Segundo, a i mam que ela não
ado a uma pe spec i a his ó ica, desconside ando o p ocesso de me can ilização da
saúde (Viana, Sil a e Elias, 2007). Te cei o, en a izam que alha em in eg a ques ões
elacionadas aos campos da economia, da polí ica e da saúde, não analisando adequa-
damen e a elação en e o econômico e o polí ico e as implicações dessa elação pa a a
o ganização do sis ema de saúde. Po úl imo, asse e am que ela não abo da de o ma
c í ica, sob uma pe spec i a polí ica, ques ões c uciais, como o sub inanciamen o do
SUS, no caso do B asil (Mendes e Ca nu , 2022).
Segundo Viana, Sil a e Sche e (2016), a pe spec i a da EPS é jus i icada pela com-
plexidade ine en e à polí ica de saúde em ês dimensões p incipais: i) p o eção social –
inse ção como componen e dos mode nos sis emas de bem-es a social, azendo a
30. Teo ias são enunciados a espei o do compo amen o dos obje os de in e esse do pesquisado (Al es,
2015). Na economia, o e mo “escola” é u ilizado pa a ag upa di e sas co en es do pensamen o econômico
ou eo ias. De o ma mui o esumida, ap esen am-se, a segui , alguns elemen os que dis inguem as
eo ias ci adas. A escola neoclássica oca a necessidade de ealização de escolhas, dada a escassez
de ecu sos. Assim, a economia se concen a no es udo da lógica dessas ocas nos me cados. Pa a
os economis as neoclássicos, o alo de uma unidade de um bem é dado po sua u ilidade pa a a ende
às necessidades das pessoas. Po ou o lado, o pensamen o ma xis a cons i ui um exemplo da escola
clássica. A p eocupação de Ma x se concen a a na dis ibuição da iqueza en e as classes sociais.
Na escola clássica, o alo dos bens é dado po seu cus o, que basicamen e é compos o pelas ho as de
abalho eque idas pa a sua p odução. Po im, o keynesianismo é uma eo ia econômica que de ende
a in e enção do Es ado na economia, em de e minadas ci cuns âncias, pa a p omo e o c escimen o
econômico e e i a c ise, desemp ego e aumen o de in lação. Ve : h ps://edisciplinas.usp.b /plugin ile.
php/5234973/mod_ esou ce/con en /1/As%20Escolas%20de%20Pensamen o%20Econ%C3%B4mico.pd .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
31
3058
Ins i uição G upo Líde es Á ea UF Região
10 Fioc uz – Ins i u o Aggeu
Magalhães
G upo de Pesquisa em Go e -
nança de Sis emas e Se iços
de Saúde
Ga ibaldi Dan as Gu -
gel Junio e Domício
Au élio de Sá
Ciências da
saúde; saúde
cole i a
PE No des e
11 Inspe – Ins i u o de
Ensino e Pesquisa
Núcleo de Es udo em Educação
e Saúde
C is ine Campos de
Xa ie Pin o
Ciências sociais
aplicadas SP Sudes e
12 Inspe
Núcleo de Es udos em Econo-
me ia Teó ica, Mic oecono-
mia Aplicada, e A aliação de
Polí icas
Se gio Pinhei o Fi po Ciências sociais
aplicadas SP Sudes e
13 Inspe Núcleo de Saúde e Polí icas
Públicas Vanessa Boa a i Ciências sociais
aplicadas SP Sudes e
14
Pon i ícia Uni e sidade
Ca ólica de São Paulo
(PUC-SP)
Polí icas pa a o Desen ol i-
men o Humano
Rosa Ma ia Ma ques e
Ma cel Guedes Lei e
Ciências sociais
aplicadas SP Sudes e
15 PUC do Rio G ande do
Sul
LAES – G upo de Pesquisa e
Análise em Economia Social
Ma co Tulio Anice o
F anca e Gus a o
Sa ai a F io
Ciências sociais
aplicadas RS Sul
16 Uni e sidade Ca ólica de
Pe nambuco
Desen ol imen o Econômico e
Sus en abilidade
José Alexand e Fe -
ei a Filho e Alexand e
Soa es Ramos
Ciências sociais
aplicadas PE No des e
17 Uni e sidade de B asília
(UnB)
Es udos em Complicações Após
Anes esias
Helga Beze a Gomes
da Sil a e Gab iel
Magalhães Nunes
Guima ães
Ciências da saúde DF Cen o-Oes e
18 Uni e sidade de Fo a-
leza (Uni o )
G upo de Pesquisa em Cogni-
ção, Ap idão Física e P omoção
da Saúde
Thiago Medei os da
Cos a Daniele e Diane
Noc a o Esme aldo
Rebouças
Ciências da saúde CE No des e
19 USP
G upo de Análise de Mic odados
pa a A aliação, Moni o amen o e
Elabo ação de Polí icas Públicas
(γ-me ics)
Ma ia Dolo es Mon-
oya Diaz e Fe nando
An onio Slaibe Pos ali
Ciências sociais
aplicadas SP Sudes e
20 USP Saúde, Es ado e Capi alismo
Con empo âneo
Áquilas Noguei a
Mendes
Ciências da
saúde; saúde
cole i a
SP Sudes e
21
Uni e sidade do
Es ado de Ma o G osso
(Unema )
Ges ão Pública e Economia
Regional (Gepe )
Ademi Machado de
Oli ei a e Lindoma
Pego ini Daniel
Ciências sociais
aplicadas MT Cen o-Oes e
22 Uni e sidade do Es ado
do Rio de Janei o (Ue j)
Saúde, Sociedade, Es ado, Me -
cado: es udos socioeconômicos
em saúde cole i a
Paulo Hen ique de
Almeida Rod igues e
Ma ilena Co dei o Dias
Villela Co êa
Ciências da saúde RJ Sudes e
23 Uni e sidade Es adual de
Ma ingá (UEM)
Mé odos Quan i a i os em
Economia da Saúde Cassia Kely Fa o e o Ciências sociais
aplicadas PR Sul
24
Uni e sidade Es adual
de Mon es Cla os
(Unimon es)
G upo de Pesquisa em Educa-
ção, T abalho e Saúde
Ma ilia Bo bo ema
Rod igues Ce quei a e
Ma ia Pa ícia da Sil a
Ciências
humanas MG Sudes e
25 Uece Economia da Saúde
Ma celo Gu gel Ca los
da Sil a e And é Lima
Sousa
Ciências da saúde CE No des e
26 UFBA Assis ência Fa macêu ica e A a-
liação de Tecnologias em Saúde
Lúcia de A aújo Cos a
Beisl Nobla Ciências da saúde BA No des e
27 UFBA CEA/G upo de Pesquisas em
Economia Aplicada
And é Luís Mo a dos
San os e Vinícius de
A aújo Mendes
Ciências sociais
aplicadas BA No des e

TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
3058
Ins i uição G upo Líde es Á ea UF Região
28 Uni e sidade Fede al da
Pa aíba (UFPB)
Labo a ó io de Economia &
Modelagem Aplicada (Lema)
Aléssio Tony Ca al-
can i de Almeida e
Hil on Ma ins de B i o
Ramalho
Ciências sociais
aplicadas PB No des e
29 Uni e sidade Fede al de
Campina G ande (UFCG)
Labo a ó io de Pesquisas em
Economia Aplicada (Lapea)
Isabel Fon galland e
Ca los An ônio Soa es
de And ade
Ciências sociais
aplicadas PB No des e
30 UFG Economia da saúde e A aliação
de Tecnologias em Saúde
C is iana Ma ia
Toscano Ciências da saúde GO Cen o-Oes e
31 UFG G upo de Economia Se gio Fo nazie
Mey elles Filho
Ciências sociais
aplicadas GO Cen o-Oes e
32 UFG Labo a ó io de Análise de Mic o-
dados da Face (LAM/Face)
Sand o Edua do
Monsue o e La issa
Ba bosa Ca doso
Ciências sociais
aplicadas GO Cen o-Oes e
33 Uni e sidade Fede al de
Juiz de Fo a (UFJF) Economia da Saúde Al edo Chaoubah Ciências da saúde MG Sudes e
34 UFJF Ges ão em Saúde Pública e
P i ada (GESPP)
Ma eus Cló is de Souza
Cos a e Celso Souza de
Mo aes Junio
Ciências sociais
aplicadas MG Sudes e
35 Uni e sidade Fede al de
Ma o G osso (UFMT)
Labo a ó io Es udos e Pesqui-
sas em Saúde In e nacional e
Coope ação (LABESIC)
Fabiano Tonaco
Bo ges e Ma ia Angela
Conceicao Ma ins
Ciências da saúde MT Cen o-Oes e
36 Uni e sidade Fede al de
Minas Ge ais (UFMG)
G upo de Es udos em Economia
da Saúde e C iminalidade
Mônica Viegas
And ade e Kenya Vale-
ia Micaela de Souza
No onha
Ciências sociais
aplicadas MG Sudes e
37 UFMG G upo de Pesquisa em Econo-
mia da Saúde (GPES)
Eli Iola Gu gel And ade
e Ma iangela Leal
Che chiglia
Ciências da saúde MG Sudes e
38 UFMG G upo de Pesquisa em
Fa macoepidemiologia
F ancisco de Assis
Acu cio e Juliana
Al a es Teodo o
Ciências da saúde MG Sudes e
39 UFMG Núcleo Obse a ó io de Cus os e
Economia da Saúde (Noces)
Má cio Augus o Gon-
çal es e B uno Pé ez
Fe ei a
Ciências sociais
aplicadas MG Sudes e
40 Uni e sidade Fede al de
Ou o P e o (U op)
Ca ga Econômica e em Saúde
A ibuí el a Fa o es de Risco
(Cesa )
Ísis Eloah Machado Ciências da saúde MG Sudes e
41 U op Economia Aplicada (U op)
Fe nanda Fa ia Sil a
e Vic o Maia Senna
Delgado
Ciências sociais
aplicadas MG Sudes e
42 UFPE
G upo In eg ado de Es udos
e Pesquisa em Economia da
Saúde (Giespes)
Ta iane Almeida de
Menezes e Robe a de
Mo aes Rocha
Ciências sociais
aplicadas PE No des e
43 UFPE
Núcleo de Pesquisa em Ino a-
ção Te apêu ica Suely Galdino
(Nupi -SG)
Moacy Jesus Ba e o
de Melo Rêgo e Mai a
Galdino da Rocha Pi a
Ciências da saúde PE No des e
44 UFPE Polí ica, Regulação e O ganiza-
ção Indus ial
Ra ael Cou inho Cos a
Lima
Ciências sociais
aplicadas PE No des e
45 UFPE Economia Polí ica da Saúde
Ad iana Falangola
Benjamin Beze a
e Islândia Ma ia Ca a-
lho de Sousa
Ciências da
saúde; saúde
cole i a
PE No des e
46 Uni e sidade Fede al de
San a Ma ia (UFSM)
Núcleo de Pesquisa da Indús ia
e da Tecnologia (NPIT)
Thales de Oli ei a
Cos a Viegas e Clau-
dio José Sil a Leão
Ciências sociais
aplicadas RS Sul
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
33
3058
Ins i uição G upo Líde es Á ea UF Região
47 Uni e sidade Fede al de
São Paulo (Uni esp) C onoMa x Leona do Ca nu Ciências
humanas SP Sudes e
48 Uni esp Economia, A aliação e Ges ão
de Se iços de Saúde Paola Zucchi Ciências da saúde SP Sudes e
49 Uni e sidade Fede al de
Ube lândia (UFU)
Democ acia, Saúde e Ambien e:
DemSA
Juliana Pe ei a da
Sil a Faquim
Ciências da
saúde; saúde
cole i a
MG Sudes e
50 UFU Núcleo de Economia Social e do
T abalho (Nes )
Ma celo Sa o io
Lou al e Ana Ma ia de
Pai a F anco
Ciências sociais
aplicadas;
economia
MG Sudes e
51 Uni e sidade Fede al do
Amazonas (U am) Noces
T is ão Soc a es Bap-
is a e Manoel Ca los
de Oli ei a Junio
Ciências sociais
aplicadas AM No e
52 UFC Es udos Econômicos e
Regionais Debo a Gaspa Fei osa Ciências sociais
aplicadas CE No des e
53 UFC
Me cado de T abalho, Economia
da Saúde, Desen ol imen o
Ru al e Di ei os Humanos
Sil ando Ca mo de
Oli ei a e Fe nando
Daniel de Oli ei a
Mayo ga
Ciências sociais
aplicadas CE No des e
54 Uni e sidade Fede al do
Espí i o San o (U es)
G upo de A aliação, Tecnologia
e Economia em Saúde (Ga es)
Michael Rube son
Ribei o da Sil a e Jés-
sica Ba e o Ribei o
dos San os
Ciências da saúde ES Sudes e
55 U es G upo de Pesquisa em Econo-
me ia (GPE)
Guilhe me A mando
de Almeida Pe ei a
Ciências sociais
aplicadas ES Sudes e
56 Uni e sidade Fede al do
Pa á (UFPA)
Dinâmica Ag á ia e Desen ol i-
men o Sus en á el na Amazônia
(Dadesa)
F ancisco de Assis
Cos a
Ciências sociais
aplicadas PA No e
57 Uni e sidade Fede al do
Rio de Janei o (UFRJ)
Ges ão, Economia e Educa-
ção em Saúde e Se iços
Fa macêu icos
Isabella Piassi Dias
Godói Ciências da saúde RJ Sudes e
58
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do Sul
(UFRGS)
Ges ão em Saúde Ronaldo Bo din Ciências da saúde RS Sul
59 Uni e sidade Fede al
Fluminense (UFF)
Cidadania e Ge ência na
En e magem
Zeni h Rosa Sil ino e
Cláudio José de Souza Ciências da saúde RJ Sudes e
60 Uni e sidade Regional do
Ca i i (U ca)
Obse a ó io das Mig ações no
Es ado do Cea á
Sil ana Nunes de
Quei oz
Ciências sociais
aplicadas CE No des e
Fon e: Di e ó io de G upos de Pesquisa do CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp.
Acesso em: 19 ago. 2024.
Obs.: Ab ange g upos de pesquisa que explici am os e mos “economia da saúde” ou “economia
polí ica da saúde” no nome do g upo ou nas linhas de pesquisa.
A dis ibuição geog á ica dos g upos de pesquisa cadas ados no CNPq e ela
uma concen ação p edominan e nas egiões Sudes e e No des e do B asil, com meno
ep esen ação nas egiões Cen o-Oes e, Sul e No e. A egião Sudes e se des aca como
o p incipal polo de pesquisa, ab igando in a g upos, dis ibuídos en e os es ados de
Minas Ge ais ( eze g upos), São Paulo (dez g upos), Rio de Janei o (cinco g upos) e
Espí i o San o (dois g upos). Es e p edomínio e le e a ele ada concen ação de ins i-
uições de ensino supe io e cen os de pesquisa nessa egião.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
34
3058
No No des e, encon am-se dezesse e g upos de pesquisa, com uma dis ibuição
mais equilib ada en e os es ados da Bahia ( ês g upos), Cea á (cinco g upos) e Pe nam-
buco (cinco g upos), com meno ep esen ação na Pa aíba (dois g upos). Não há g upos
cadas ados nos es ados de Alagoas, Se gipe, Ma anhão e Piauí. A egião Cen o-Oes e
ab iga se e g upos de pesquisa, no Dis i o Fede al (dois g upos), em Goiás ( ês g upos),
com uma p esença meno em Ma o G osso (dois g upos), não ha endo ep esen an es
em Ma o G osso do Sul.
No Sul do país, apenas qua o g upos de pesquisa es ão cadas ados, di ididos en e
os es ados do Pa aná (um g upo) e Rio G ande do Sul ( ês g upos), sem ep esen ação
de San a Ca a ina. Po im, a egião No e possui a meno ep esen ação, com apenas
dois g upos de pesquisa, localizados nos es ados do Amazonas (um g upo) e do Pa á
(um g upo). Não há g upos cadas ados nos es ados do Ac e, do Amapá, de Rondônia, de
Ro aima e de Tocan ins.
O g á ico 1 ap esen a a dis ibuição, po egião geog á ica, dos g upos de pesquisa
em economia da saúde.
GRÁFICO 1
Dis ibuição geog á ica dos g upos de pesquisa em economia da saúde e em
economia polí ica da saúde (2024)
7
17
2
30
4
0
5
10
15
20
25
30
35
Cen o-Oes e No des e No e Sudes e Sul
Fon e: Di e ó io de G upos de Pesquisa do CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp.
Acesso em: 19 ago. 2024.
Obs.: Ab ange g upos de pesquisa que explici am os e mos “economia da saúde” ou “economia
polí ica da saúde” no nome do g upo ou nas linhas de pesquisa.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
35
3058
3.3 Fon es de in o mação e e amen as
Quan o às on es de in o mação ú eis aos es udos e às a i idades do campo da
economia da saúde, des acam-se nes a seção alguns sis emas de in o mação e
po ais da in e ne . Eles podem se u ilizados na ob enção de dados e in o mações
po écnicos e ges o es do SUS, além de pesquisado es, enquan o as e amen as de
economia da saúde são ins umen os que podem se emp egados na p odução
de in o mação nessa á ea. En e os sis emas de in o mação, um dos p imei os a se
desen ol ido pelo MS oi o Banco de P eços em Saúde (BPS). O BPS oi c iado em
1998 e egis a in o mações de comp as públicas e p i adas de medicamen os e dis-
posi i os médicos. Po in e ope a com o Siasg, con empla in o mações de odas as
aquisições ei as pelos ó gãos da União, ob iga o iamen e, e po ou as ins i uições
das demais es e as de go e no que op em pelo uso do Po al de Comp as do Go e no
Fede al – Comp asNe (B asil e Opas, 2013c). Sua p incipal inalidade é possibili a
o uso de in o mações de comp as públicas e p i adas na compa ação de p eços, na
o mação do p eço de e e ência em lici ações públicas e na ealização de es udos
que en ol am os p eços e os cus os de medicamen os e p odu os pa a a saúde.
Consul a ao painel de dados do sis ema e acesso à uncionalidade pa a expo ação
de ela ó ios es ão disponí eis publicamen e.37
Ou o sis ema de in o mação mui o ele an e é o Siops, que oi c iado em 2000
pa a possibili a o acompanhamen o das aplicações mínimas dos es ados, do Dis i o
Fede al e dos municípios em ações e se iços públicos de saúde (ASPS), as quais se
o na am ob iga ó ias po o ça da Emenda Cons i ucional (EC) no 29/2000. Em 2012,
com a ap o ação da Lei Complemen a (LC) no 141, o uso do sis ema se o nou com-
pulsó io pa a esses en es ede ados e pa a a União (B asil e Opas, 2013b). O Siops é
undamen al pa a os es udos e as es a ís icas que en ol em o inanciamen o e o gas o
públicos em saúde. Foi a pa i da disponibilização do Siops que o B asil e e condições
pa a p oduzi suas con as de saúde. Dados decla ados pelos en es, assim como uma
sé ie de indicado es, podem se ob idos po consul a pública na in e ne .
38
No caso dos
gas os da União, des acam-se dois sis emas de in o mação: o Siga B asil,
39
man ido pelo
Senado Fede al; e o Sis ema In eg ado de Planejamen o e O çamen o (Siop).40 Ambos
os sis emas disponibilizam painel de dados de despesa e possibili am ao usuá io a
cons ução de ela ó ios a pa i de il os e a iá eis disponí eis.
37. Ve : h ps://in oms.saude.go .b /ex ensions/SEIDIGI_DEMAS_BPS/SEIDIGI_DEMAS_BPS.h ml.
38. Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /acesso-a-in o macao/siops.
39. Ve : h ps://www12.senado.leg.b /o camen o/sigab asil.
40. Ve : h ps://www.siop.planejamen o.go .b /modulo/login/index.h ml#/.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
36
3058
Des aca-se ambém o Sis ema de Apu ação e Ges ão de Cus os do SUS (Apu aSUS),
que é uma e amen a desen ol ida pelo MS pa a auxilia no p ocesso de apu ação e
ges ão de cus os em es abelecimen os de saúde do SUS.
41
O sis ema é disponibilizado
pa a as ins i uições que ade em ao P og ama Nacional de Ges ão de Cus os (PNGC).
T a a-se de um sis ema web, que possibili a a apu ação do cus o dos se iços p es a-
dos, endo po mé odo o cus eio po abso ção com alocação ecíp oca.42
O desen ol imen o do Apu aSUS é pa e de um es o ço que e e início em 2005,
com a discussão e de inição do mé odo de cus eio mais ap op iado pa a aplicação no
con ex o do SUS, dadas as ca ac e ís icas dos es abelecimen os de saúde e a o ma de
o ganização desses es abelecimen os nesse sis ema de saúde (B asil, 2006b). Como
pa e desse es o ço, o MS publicou em 2013, po meio do Desid, o li o In odução à
Ges ão de Cus os em Saúde (B asil, 2013d), com o obje i o de o e ece a base concei-
ual necessá ia ao p ocesso de implan ação da ges ão de cus os. Além disso, edi ou
a Po a ia n
o
55, de 10 de janei o de 2018, o malizando an o o PNGC quan o o Apu a-
SUS (B asil, 2018), que exis iam, in o malmen e, desde 2005 e 2013, espec i amen e.
Uma e amen a ú il é a Calculado a do Cidadão, do Banco Cen al do B asil (BCB),
que possibili a a co eção mone á ia do alo em eais po di e en es índices de p eço,
bas ando in o ma o alo , o pe íodo e o índice que se deseja u iliza .43 A a ualização
mone á ia nos es udos con endo sé ies de gas os e de cus os em saúde é impo an e
pa a a compa ação dos alo es en e os anos, em uma mesma base de alo da moeda.
Quan o à especi icação de medicamen os e p odu os pa a a saúde pa a uso em
p ocessos lici a ó ios, podem se consul adas publicações do MS elacionadas ao
Ca ma . Esses documen os a am da ca alogação de ma e iais como e amen a de
ges ão em saúde, dos p ocedimen os pa a a ca alogação de p odu os pa a a saúde no
Ca ma , do pad ão desc i i o de medicamen os, de ó eses e p ó eses não implan á-
eis e implan á eis, de eagen es pa a diagnós ico clínico, de eagen es analí icos, de
ma e iais pa a labo a ó io e pa a ins umen ais ci ú gicos.44
No que se e e e aos po ais na in e ne , o Ipeada a, po al man ido pelo Ipea, ap e-
sen a sé ies de dados em ês dimensões: i) mac oeconômica, com dados econômicos
41. Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /composicao/sec ics/desid/apu asus e h p://aplicacao.saude.
go .b /apu asus/login.js .
42. Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /acesso-a-in o macao/acoes-e-p og amas/pngc/pe gun as-e-
- espos as/o-que-e-o-sis ema.
43. Ve : h ps://www3.bcb.go .b /CALCIDADAO/publico/exibi Fo mCo ecaoValo es.do?me hod=exibi
-
Fo mCo ecaoValo es.
44. Ve : h ps://www.go .b /saude/p -b /composicao/sec ics/desid/ca ma /publicacoes.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
37
3058
e inancei os do B asil em sé ies anuais, mensais e diá ias na mesma unidade mone-
á ia; ii) egional, com dados econômicos, demog á icos e geog á icos pa a es ados,
municípios (e suas á eas mínimas compa á eis), egiões adminis a i as e bacias
hid og á icas b asilei as; e iii) social, com dados e indicado es sob e dis ibuição de
enda, pob eza, educação, saúde, assis ência social, com desag egações po gêne o,
aça/co da pele, en e ou as a iá eis.45
Ou o po al man ido pelo Ipea, o Bene iciôme o da Segu idade Social, é uma e -
amen a ol ada pa a os bene ícios ga an idos pelo Es ado no âmbi o da segu idade
social, ab angendo indicado es sob e as o e as das polí icas de assis ência social,
p e idência social e saúde. O po al pe mi e o download das sé ies de dados e as ichas
de quali icação dos indicado es. Além disso, o e ece in o mações sob e a es u u a da
segu idade social no B asil e, no caso da saúde, in o mações sob e o SUS.46
Especi icamen e sob e economia da saúde, o Ipea lançou a Pla a o ma Econo-
mia da Saúde, em no emb o de 2024, um po al de in o mação que busca p omo e
a aplicação do conhecimen o em economia da saúde nas decisões no SUS, além de
impulsiona a pesquisa na á ea, isando con ibui pa a a ga an ia do di ei o uni e sal,
iguali á io e in eg al de acesso aos bens e se iços de saúde no B asil.47
Quan o aos indicado es de ecu sos ísicos, humanos e inancei os em saúde, o
Comi ê Ges o de Indicado es de Recu sos da Rede In e agencial de In o mações pa a
a Saúde (Ripsa) es á abalhando na a ualização das sé ies de dados pa a disponibili-
zação pública. A Ripsa oi ins i uída em 1996 pelo MS em pa ce ia com a Opas/OMS.
Ficou desmobilizada en e 2014 e 2022, sendo e omada em 2023, com ampliação das
ins i uições pa icipan es.
48
A expec a i a é de que as sé ies e as ichas de quali icação
dos indicado es sejam disponibilizadas em 2025.
Ou a inicia i a en ol endo a disponibilização de indicado es é o P oje o de A alia-
ção de Desempenho do Sis ema de Saúde (P oadess), implemen ado pelo Labo a ó io
de In o mação da Saúde, do Ins i u o de Comunicação e In o mação Cien í ica e Tec-
nológica em Saúde (ICICT), da Fioc uz.49 Além de indicado es de ecu sos, a ma iz do
p oje o con empla indicado es de desempenho dos se iços de saúde, en ol endo as
dimensões de e e i idade, acesso, e iciência, en e ou as.
45. Ve : h p://www.ipeada a.go .b /De aul .aspx.
46. Ve : h ps://www.ipea.go .b /po al/bene iciome o.
47. Ve : h ps://www.ipea.go .b /po al/economiadasaude.
48. Ve : h ps://www. ipsa.o g.b / e h ps://www.go .b /saude/p -b /composicao/seidigi/demas/ ipsa.
49. Ve : h ps://www.p oadess.icic . ioc uz.b /index.php?pag=so_p oj.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
38
3058
Pa a a ob enção de dados in e nacionais sob e gas os em saúde, pode-se consul a
a base de dados man ida desde 2000 pela OMS, de acesso abe o ao público, que eúne
in o mações sob e despesas nesse se o de mais de 190 Es ados-memb os dessa
o ganização. Essa base pe mi e esponde a pe gun as sob e a magni ude dos gas os
dos países em saúde; quan o dos gas os com saúde em do go e no, das amílias e
dos doado es, ou quan o é canalizado po meio de aco dos de inanciamen o de saúde
ob iga ó ios e olun á ios. Além disso, inclui dados sob e despesas po unções de cui-
dados de saúde, po ipo de p o edo e po doenças pa a um conjun o de países.50 De
manei a semelhan e, a OCDE disponibiliza dados sob e gas os em saúde de seus paí
-
ses-memb os e de ou os países, ab angendo ambém dados sob e ecu sos humanos,
u ilização de cuidados de saúde, equipamen os, iscos à saúde e si uação de saúde.51
Em elação ao acesso a a igos e documen os écnicos, a pla a o ma BVS Ecos é
um po al mui o ele an e. Foi desen ol ida pa a p o e in o mação especializada em
economia da saúde, a pa i da cons i uição de uma ede de cen os colabo ado es
(biblio ecas e cen os de documen ação e in o mação), esponsá eis pela comple-
men ação da in o mação já disponí el nas on es exis en es. Isso é ei o po meio do
mapeamen o e da indexação de documen os não disponí eis nessas ou as on es à
Base de Dados de Economia da Saúde (B asil, 2012b; 2015). Os documen os na BVS
Ecos podem se consul ados po emas, o que acili a a ecupe ação de abalhos mais
alinhados às necessidades de seus usuá ios.52
3.4 Uso do conhecimen o po ges o es públicos de saúde
A aplicação do conhecimen o em economia da saúde pelos ges o es de saúde, na
omada de decisão sob e polí icas e se iços, em en en ado algumas ba ei as, an o
no B asil quan o em ou os países. En e os p incipais obs áculos iden i icados es ão a
al a de capaci ação das equipes écnicas, o acesso limi ado aos es udos, a c edibili-
dade e ele ância das pesquisas, assim como a empes i idade na disponibilização dos
esul ados dos es udos. Con udo, são apon ados ambém alguns a o es que podem
con ibui pa a a melho ia dessa si uação. O c escen e in e esse de acadêmicos e
ges o es em es udos econômicos, assim como a ele ância pe cebida desses es udos
pa a o SUS, são sinais posi i os. Além disso, a capaci ação de ges o es e equipes,
além do compa ilhamen o de in o mações en e di e en es es e as go e namen ais,
50. Ve : h ps://apps.who.in /nha/da abase.
51. Ve : h ps://www.oecd.o g/en/da a/da ase s/oecd-heal h-s a is ics.h ml.
52. Ve : h ps://economia.saude.b s.b /.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
39
3058
são conside ados essenciais pa a aumen a a u ilização de análises econômicas nas
decisões de saúde (Viei a e al., 2017b).
O MS em con ibuindo pa a a ampliação do uso de e idências do campo da economia
da saúde na omada de decisão em saúde, po meio do omen o à capaci ação de
écnicos do SUS, a exemplo das inicia i as já mencionadas com inanciamen o pelo Desid
(B asil, Ipea e Reino Unido, 2007; B asil, 2015); do apoio à p odução cien í ica, com a
publicação de edi ais de pesquisa;
53
da manu enção da Rede B asilei a de A aliação de
Tecnologias em Saúde (Reb a s);54 e da colabo ação com a Opas/OMS pa a o aleci-
men o da Rede pa a Polí icas In o madas po E idências do B asil (EVIPNe ).55
A pa i de 2011, a c iação da Comissão Nacional de Inco po ação de Tecnologias
no SUS (Coni ec) impulsionou a p odução e a u ilização de a aliações econômicas em
saúde. A legislação que ins i uiu essa comissão p e ê o uso dessas a aliações pa a
compa a os bene ícios e cus os das ecnologias não inco po adas com os bene ícios e
cus os das já inco po adas ao SUS, no p ocesso de a aliação de ecnologias em saúde
(B asil, 2011b). Con udo, a é ecen emen e, o cus o das ecnologias ainda não pa ece e
assumido ele ância nesse p ocesso, uma ez que a Coni ec não mencionou esse c i é io
em pa e conside á el de suas ecomendações publicadas em 2019 e 2020, po exemplo
(Viei a, Piola e Se o, 2022).
Ressal a-se que pouco se sabe sob e o uso de es udos econômicos pelos ges o es
do SUS nos âmbi os es adual e municipal, sendo necessá ias no as pesquisas que
in es iguem essa ques ão, bem como inicia i as de capaci ação de agen es públicos
e de disseminação do conhecimen o p oduzido.
4 A CONTRIBUIÇÃO DO IPEA PARA A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA
ECONOMIA DA SAÚDE NO BRASIL
4.1 T abalhos iniciais
O Ipea oi c iado em 1964, mas somen e em 1967 uma á ea especí ica dedicada a ques-
ões elacionadas à saúde e ou as á eas sociais oi ins i uída, como o Cen o Nacional de
Recu sos Humanos (CNRH). Inicialmen e, denominado Esc i ó io de Pesquisa Econômica
Aplicada (Epea), oi ins i uído com o p opósi o de se uma espécie de “ó gão pensan e de
53. Ve : h ps://economia.saude.b s.b /2022/08/08/chamada-publica-pesquisas-pa a-a-melho ia-do-
-gas o-publico-em-saude/.
54. Ve : h ps:// eb a s.saude.go .b /.
55. Ve : h ps://b asil.e ipne .o g/.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
40
3058
go e no que izesse pesquisa econômica aplicada, ou seja, policy-o ien ed, e que ajudasse
o go e no a o mula o planejamen o, numa isão es a égia de médio e longo p azos”,
con o me a i mou João Paulo dos Reis Velloso, p esiden e do Epea e do Ipea no pe íodo
de 1964 a 1968 (D’A aujo, Fa ias e Hippóli o, 2005, p. 21).56 A p imei a incumbência do
Epea oi e isa o P og ama de Ação Econômica do Go e no (Paeg), que ambém incluía
di e sas á eas sociais.
Nos seus p imei os anos, o CNRH e e maio p o agonismo nas á eas de educação
e abalho, e le indo o econhecimen o da impo ância dessas á eas pa a o desen ol i-
men o econômico. A á ea de saúde começou a ganha co po em meados de 1970, no
go e no E nes o Geisel. Em 1974, sob a lide ança de Edua do Ke ész, o Ipea oi incum-
bido de ede ini os p og amas de alimen ação e nu ição do go e no ede al.57 Nesse
mesmo ano, a á ea de saúde do Ipea, po solici ação da Sec e a ia de Planejamen o
da P esidência da República (Seplan/PR), iniciou negociações com o sani a is a José
Ca los Seixas, sec e á io-execu i o do Minis é io da Saúde, pa a elabo a um p og ama
de ex ensão de cobe u a de se iços básicos de saúde, em subs i uição à p opos a
inicialmen e ap esen ada pela pas a de expandi os se iços da Fundação Se iços de
Saúde Pública (FSESP), ins i uição ede al inculada àquele minis é io.
A e isão dos p og amas ede ais – como o de me enda escola , do Minis é io de
Educação (MEC); o de dis ibuição de alimen os, da an iga Legião B asilei a de Assis ên-
cia (LBA); e o de nu ição e saúde, do MS, en e ou os – esul ou em uma p opos a de
e o mulação do I P og ama Nacional de Alimen ação e Nu ição – I P onan (B asil, 1973),
den o de uma no a lógica, in eg ando essas ações no II P og ama Nacional de Alimen-
ação e Nu ição – II P onan (B asil, 1976). O II P onan (1975-1979) ouxe ino ações,
como a p io ização da dis ibuição de alimen os básicos em de imen o dos alimen os
o mulados, p edominan es na época, p incipalmen e nos p og amas de me enda escola
e de dis ibuição de alimen os da LBA. O p og ama ambém expandiu a dis ibuição de
alimen os básicos pa a amílias ca en es, po meio do P og ama de Saúde e Nu ição do
MS, e, sob e udo, buscou es imula a comp a de alimen os jun o a pequenos p odu o es.
Na á ea de saúde, pa a esponde à solici ação do MS jun o à Seplan/PR po mais
ecu sos pa a expansão dos se iços em pequenas localidades, o Ipea ap esen ou uma
p opos a bem di e en e da inicialmen e encaminhada pelo minis é io. A expansão dos
56. João Paulo dos Reis Velloso. En e is a egis ada nas p. 21-40 da publicação Ipea 40 Anos: uma
aje ó ia ol ada pa a o desen ol imen o (D’A aujo, Fa ias e Hippóli o, 2005).
57. O P onan 1973-1974 e a compos o po doze subp og amas, ad indos de di e sas es u u as de
go e no. Po ém, de ido a di iculdades de ope ação e i egula idades cons a adas em audi o ias eali-
zadas pelo Ins i u o Nacional de Alimen ação e Nu ição – Inan, sua igência du ou somen e a é 1974
(Sil a, 2014).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
47
3058
polí icas de saúde; o capí ulo III discu e a ques ão do no ma i ismo e os incen i os na
á ea da saúde; o capí ulo IV ap esen a a ques ão da demanda e da demanda em saúde;
o capí ulo V disco e sob e jus iça social, equidade e necessidade em saúde; o capí ulo
VI az um es udo empí ico, aplicado ao sis ema de saúde po uguês, sob e a p es ação
de cuidados de saúde de aco do com as necessidades; o capí ulo VII a a da ques ão
da dis ibuição de ecu sos num sis ema público de saúde, segundo os p ecei os da
equidade, da e iciência écnica e da e iciência dis ibu i a; o capí ulo VIII a a de incen-
i os iscais e equidade no inanciamen o da saúde em Po ugal; o capí ulo IX disco e
sob e ins umen os de a aliação econômica dos se iços de saúde, seus alcances e
limi ações; o capí ulo X é dedicado à concepção econômica de cus os; e o capí ulo XI
az um es udo de a aliações dos cus os da e apêu ica an i-in lama ó ia no a amen o
da pa ologia eumá ica. Po im, em apêndice, o li o inclui um glossá io de economia da
saúde. In i ulado Economia da Saúde: concei o e con ibuição pa a a ges ão da saúde, oi
o ganizado po p o issionais do Ipea e publicado em 1995 (Piola e Vianna, 1995). Após
sua e cei a eimp essão, em 2002, o li o oi disponibilizado no si e do Ipea.
4.4 Desen ol imen o do PES
A e cei a linha de a uação do Ipea pa a o desen ol imen o da economia da saúde no
B asil oco eu em 2000, quando o ins i u o pa icipou da o mulação e condução do
componen e ede al de coope ação écnica no âmbi o da saúde en e o go e no b a-
silei o e o DFID, do Reino Unido. O componen e ede al e o mulado oi ap esen ado
ao DFID como o PES (B asil, Ipea e Reino Unido, 2002; 2007). O obje i o do p oje o,
como mencionado an e io men e, e a dissemina o conhecimen o sob e economia da
saúde e suas aplicações, isando melho a a ges ão dos ecu sos no âmbi o do SUS.
Inicialmen e, o elacionamen o ope acional do Ipea com o MS oi conduzido po Ge aldo
Biaso o Junio , en ão sec e á io de ges ão de in es imen os do minis é io.81
Du an e a negociação do componen e ede al com o DFID e os pa cei os nacionais
in e essados em economia da saúde, a pa icipação do Ipea oi bas an e a i a, an o
na elabo ação da p opos a inicial quan o no memo ando do p oje o. O p opósi o do
p oje o icou de inido da seguin e o ma:
O p opósi o des e p oje o de 5 anos é aumen a o uso das e amen as de eco-
nomia da saúde na análise, o mulação e implemen ação de polí icas que isem
a edução das desigualdades do sis ema de saúde b asilei o. Um dos obje i os
81. Com a c iação do Desid/MS, em 2003, odo o elacionamen o com o MS oi ei o com seu di e o ,
Elias An ônio Jo ge, ep esen an e daquele minis é io no Comi ê de Planejamen o e Re isão do P oje o.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
48
3058
p incipais é que as habilidades em Economia da saúde sejam adqui idas e u ili-
zadas pelos quad os das á eas écnicas, polí icas e de ges ão, em âmbi o ede al
e es adual com o apoio das Ins i uições Acadêmicas (IAs) que es ão den o ou
o a dos es ados do p oje o (B asil, Ipea e Reino Unido, 2007, p. 114).
Além de con ibui com a elabo ação dos documen os básicos, o Ipea pa icipou
a i amen e das a iculações com as ins i uições nacionais que se o na iam pa cei as
no desen ol imen o do p oje o, incluindo sec e a ias es aduais de saúde, especial-
men e da Bahia e Cea á, e ins i uições acadêmicas desses dois es ados, bem como
do Rio de Janei o, São Paulo e Minas Ge ais. Essa pa icipação se es endeu po odo o
pe íodo de execução dessa inicia i a (2001 a 2005), com o Ipea azendo pa e da sua
coo denação, in eg ando o Comi ê de Planejamen o e Re isão do P oje o (CPRP)
82
e
sediando a Unidade de Ges ão de P oje o (UGP), ge ida po A mando Ma inho Ba dou
Raggio, ex-sec e á io de Saúde do Pa aná e ex-p esiden e do Conasems. A as a
expe iência de Raggio como ges o público oi essencial pa a o sucesso do p oje o.
Uma sín ese dos p incipais esul ados do PES, um dos ins umen os mais impo an es
pa a a ins i ucionalização da economia da saúde no se o público b asilei o, é ap esen-
ada na pa e 3 des e ex o.
4.5 Con as de saúde
Quan o à p odução de es a ís icas sob e gas os em saúde, o Ipea desempenhou papel
undamen al no desen ol imen o do p oje o Con as de Saúde do B asil, ealizado en e
ma ço de 2004 e ma ço de 2005. Esse es o ço in e ins i ucional en ol eu um núcleo exe-
cu i o compos o pelo IBGE, po pesquisado es do Ipea e po duas assesso as écnicas.83
O p oje o ocou a análise das p incipais me odologias de con as de saúde, incluindo
a con a-sa éli e da O ganização das Nações Unidas (ONU) e as Con as Nacionais de
Saúde da OCDE, sendo discu idos aspec os ope acionais pa a sua implemen ação.
Como esul ado desse abalho, os g upos Ges o e Execu i o de Con as de Saúde do
B asil (B asil, 2006a) op a am po implemen a , inicialmen e, a me odologia da CSS,
coo denada pelo IBGE (B asil, Ipea e Reino Unido, 2007).
Assim, desde 2004, o Ipea pa icipa a i amen e das discussões me odológicas e
da es imação das CSS do B asil, cuja publicação mais ecen e ab ange as con as de
82. A CPRP con ou com pa icipação de ep esen an e do Ipea, do DIFD e do di e o do ecém-c iado
DES/MS, Elias An ônio Jo ge.
83. Os se ido es do Ipea en ol idos com o p oje o o am Sé gio F ancisco Piola e Luciana Mendes San os
Se o. As assesso as écnicas que colabo a am com a elabo ação de es udos sob e as me odologias
de con as de saúde o am Ana Cecília Fa e e e Ma ia Angélica Bo ges dos San os.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3058
saúde b asilei as do pe íodo de 2010 a 2021 (IBGE, 2024). Pa alelamen e ao p ocesso
de p odução das CSS, o Ipea con ibuiu, a é ab il de 2024, pa a o desen ol imen o e a
elabo ação das con as de saúde segundo a me odologia do Sys em o Heal h Accoun s
(SHA), me odologia es imulada pela OCDE com apoio de ou as o ganizações in e na-
cionais, como a OMS. O ins i u o ambém pa icipou da p odução das con as do SUS
de 2010 a 2014 (B asil, 2018) e das con as SHA, públicas e p i adas, de 2015 a 2019
(B asil, Fioc uz e Ipea, 2022). A ualmen e, a esponsabilidade pela p odução das con as
SHA b asilei as é do MS.
No B asil, essas duas abo dagens me odológicas pa a elabo ação das con as de
saúde se complemen am, p opo cionando um pano ama ab angen e do se o , compa-
á el in e nacionalmen e. De um lado, as CSS, que de i am do SCN, ocam os luxos de
p odução, consumo e enda no se o de saúde, o e ecendo uma isão mac oeconômica
das a i idades de saúde e de sua pa icipação na soma de odos os bens e se iços inais
p oduzidos pelo país, ou seja, de sua pa icipação no PIB (EC e al., 2009). Po ou o lado,
as con as SHA en a izam os luxos de inanciamen o do se o de saúde, pe mi indo aná-
lises de alhadas sob e on es e agen es de inanciamen o, segundo unções de cuidados
de saúde e p es ado es. Vol adas pa a o sis ema de saúde, as con as SHA o e ecem
uma isão de alhada dos gas os em saúde, ele an es pa a os omado es de decisão no
âmbi o da polí ica do se o no país (OECD, Eu os a e WHO, 2017).
4.6 Con ibuição do Ipea com es udos sob e saúde
Como is o an e io men e, a con ibuição do Ipea com es udos sob e saúde emon a
aos p imei os anos de sua undação e se es ende a é os dias a uais. Ao longo desse
pe íodo, o ins i u o em se dedicado à p odução de e idências e à p es ação de asses-
so ia go e namen al, isando subsidia a omada de decisão sob e a o mulação e a
implemen ação de polí icas públicas. Mesmo em con ex os polí icos ad e sos, o Ipea
em man ido seu papel c í ico em elação às ações go e namen ais. Po meio de suas
pesquisas e assesso ias, busca conec a as polí icas de saúde a a o es de desen ol-
imen o, essal ando que a melho ia na saúde é an o um indu o quan o um e lexo
do p og esso econômico e social do país.
A im de amplia a isibilidade das publicações do Ipea sob e saúde, as equipes
dessa á ea e da biblio eca do ins i u o, em pa ce ia com a Bi eme, ealiza am a inde-
xação dessas publicações à base de dados Li e a u a La ino-Ame icana e do Ca ibe
em Ciências da Saúde – Lilacs (Viei a e San os, 2019). A indexação dessa p odução
à Lilacs, com consequen e acesso ia BVS, ep esen a um a anço signi ica i o pa a a
ampliação da disseminação do conhecimen o e da in o mação p oduzidos pelo ins i-
u o nes a á ea.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
50
3058
Como se pode ia espe a de uma ins i uição de pesquisa aplicada, a con ibuição
do Ipea es á o emen e cen ada na discussão da polí ica de saúde, especialmen e de
sua a aliação, em ques ões elacionadas aos gas os em saúde, inanciamen o do SUS,
se iços de saúde e ao se o de assis ência à saúde, em linha com os p incípios e as
di e izes do di ei o à saúde no B asil. Essa p odução e le e uma p eocupação cons an e
com o inanciamen o insu icien e do SUS84 e com uma alocação e icaz e e icien e,85 sem
se descuida de aspec os dis ibu i os86 dos ecu sos pa a ga an ia do acesso uni e sal,
iguali á io e in eg al aos se iços e bens de saúde no país. Além disso, e idencia uma
a enção especial com o desembolso di e o das amílias pa a acesso a esses se iços87
e com as desigualdades ge adas pela segmen ação do sis ema de saúde (SUS e saúde
suplemen a ) e pelo gas o ibu á io,88 que a o ece as ope ado as de planos p i ados
de saúde e a pa cela da população com maio pode aquisi i o (Viei a, 2019).
Du an e a pandemia da co id-19, a p odução em saúde do Ipea oi in ensi icada
pelo es o ço de odas as di e o ias da ins i uição. Fo am ealizadas análises sob e as
implicações da pandemia pa a a economia nacional, o me cado de abalho e a enda
domicilia . Também se analisa am seus impac os socioeconômicos e a espos a b a-
silei a no en en amen o da doença e de suas consequências econômicas e sociais
(Viei a e San os, 2021).
A disseminação dos es udos do Ipea na sociedade e en e agen es públicos é aci
-
li ada pelo a o de que a maio pa e dos ex os é publicada em po uguês. Além disso,
conside ando-se a na u eza das análises, ocadas em polí icas e p og amas públicos,
o empo de publicação das pesquisas se o na um a o c ucial pa a in luencia essas
á eas. Isso explica a impo ância dos ex os pa a discussão e das no as écnicas en e
os p odu os edi o iais do ins i u o, uma ez que esses o ma os pe mi em espos-
as mais ágeis do que os a igos acadêmicos, que, em ge al, passam po p ocessos
84. A insu iciência do inanciamen o público da saúde, bem como a dis ibuição egional dos gas os
públicos, sob o aspec o da equidade em sua dis ibuição, em sido obje o de acompanhamen o e análise
cons an e da á ea de saúde da ins i uição, seja po meio de es udos especí icos (TDS), seja po meio
do capí ulo Saúde do bole im pe iódico Polí icas Sociais: acompanhamen o e análise, que, desde o ano
2000, é publicado anualmen e. Po meio dessa publicação é analisada, de modo c í ico, a e olução de
di e sos aspec os da a uação do go e no ede al.
85. A ques ão da a aliação da e iciência na á ea de saúde oi obje o de abalho ecen e o ganizado po
Ca los Oc á io Ocké-Reis (Ocké-Reis, 2022).
86. Nessa linha, ale des aca alguns es udos sob e equidade desen ol idos no Ipea po Medei os (1999),
Vianna e al. (2001), Nunes (2004) e Piola e al. (2013).
87. Exemplo ípico dessa linha de es udos é a cole ânea de es udos o ganizados em 2006 sob e o gas o
e consumo das amílias b asilei as con empo âneas (Sil ei a e al., 2006).
88. Nessa linha de es udo, ale e e i o abalho de Ocké-Reis (2021), in i ulado A aliação do gas o
ibu á io em saúde: o caso das despesas médicas do Impos o de Renda das Pessoas Físicas (IRPF).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
51
3058
edi o iais mais longos e não acompanham a u gência das decisões na es e a pública
(Viei a, 2019).
5 PERSPECTIVAS
Velloso (2004), p imei o p esiden e do Ipea, elemb ou, du an e a celeb ação dos 40
anos do ins i u o, que sua c iação inha o p opósi o de apoia no planejamen o do país
a médio e longo p azo, ocando em pesquisa aplicada ol ada à o mulação de polí icas
públicas e ao planejamen o go e namen al. Ele ambém essal ou que a abo dagem
do desen ol imen o, sob a pe spec i a econômica e social, pa iu da con ibuição do
Ipea, que de endeu a ideia de c escimen o econômico com edis ibuição de enda no
planejamen o do go e no.
Desde a sua undação, o Ipea em desempenhado um papel essencial na p odução
de es udos e na assesso ia go e namen al na á ea da saúde e no ciclo das polí icas
públicas. Seu abalho em se concen ado no diagnós ico de p oblemas, no moni o a-
men o e na a aliação de polí icas e p og amas, essencialmen e do campo da economia
da saúde. O desa io a ual da ins i uição é amplia a disseminação desse conhecimen o
e p omo e es udos que e omem a pe spec i a do planejamen o de médio e longo
p azos, o e ecendo subsídios pa a a conc e ização de polí icas es u u an es.
No caso do SUS, os es udos sob e economia da saúde podem o nece espos as
c í icas sob e ques ões como a necessidade de ecu sos inancei os adicionais pa a a
edução de azios assis enciais89 no país. Nesse sen ido, o p oje o P io iza SUS busca
desen ol e es udos ocados no inanciamen o e na ges ão do SUS, isando à elabo-
ação e à ecomendação de ações conc e as pa a assegu a o acesso da população a
bens e se iços de saúde de o ma uni e sal, iguali á ia e in eg al. Esse é um p oje o
a ualmen e em desen ol imen o na á ea de saúde do Ipea.
Além disso, es udos sob e o inanciamen o do SUS êm con ibuindo pa a o deba e
nacional a esse espei o. Des acam-se, nesse aspec o, as análises ecen es sob e a
alocação de ecu sos ede ais po emendas pa lamen a es, especialmen e aos muni-
cípios, pa a inanciamen o da a enção p imá ia à saúde e pa a a a enção especializada
(Piola e Viei a, 2024; Viei a, 2024).
89. O azio assis encial e e e-se à ausência de o e a de se iços de saúde em de e minado espaço
geog á ico onde, em p incípio, com base no desenho o ganizacional e na p og amação do SUS, esses
se iços de e iam se o e ecidos à população.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
52
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Ou a inicia i a impo an e é a pa ce ia com o Conasems pa a o desen ol imen o
de es udos sob e assis ência a macêu ica, incluindo análises sob e o gas o em medi-
camen os, conside ando-se os aspec os do pac o ede a i o.90 Essa coope ação con a
com o apoio do Conass, e busca o alece a capacidade dos ges o es públicos de saúde
e do p óp io SUS de en en a os desa ios de inanciamen o e alocação de ecu sos.
En e as inicia i as em desen ol imen o, des aca-se o lançamen o, no ano de 2023,
do Bene iciôme o da Segu idade Social,
91
uma e amen a que isa medi o impac o
e a dis ibuição dos bene ícios da segu idade social no B asil, in eg ando dados sob e
saúde, assis ência social e p e idência. Essa e amen a pe mi e a alia os esul ados
das polí icas de p o eção social e de seu impac o no bem-es a da população ao longo
de empo, além de con ibui pa a a anspa ência na ges ão pública. Ademais, o po al
do bene iciôme o o nece in o mações ú eis pa a a sociedade, pesquisado es, agen es
públicos e demais in e essados sob e os bene ícios o e ecidos pelo Es ado na á ea de
segu idade social.
A colabo ação en e as di e sas á eas do Ipea em ge ado ambém p oje os impo -
an es, como o P oje o Acesso a Opo unidades,92 que az es ima i as de alhadas
de acesso a pos os de abalho, se iços de saúde, educação e p o eção social, po
meio de di e en es modos de anspo e, pa a as maio es cidades do B asil. O es udo
u iliza indicado es a iados pa a mensu a as condições de acessibilidade u bana,
desag egadas po g upos socioeconômicos e com al a esolução espacial, pe mi indo
uma comp eensão mais ampla das desigualdades no acesso aos se iços essenciais,
inclusi e os de saúde.
Essas inicia i as são undamen ais pa a o a anço das polí icas públicas, ga an-
indo que o planejamen o de médio e longo p azo con inue a se uma p io idade e a
con ibui pa a a cons ução de um sis ema de saúde mais e icien e e inclusi o, capaz
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Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Ana Cla a Escó cio Xa ie
E e son da Sil a Mou a
Re isão
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Amanda Ramos Ma ques Hono io
Ba ba a de Cas o
Cláudio Passos de Oli ei a
Clícia Sil ei a Rod igues
Denise Pimen a de Oli ei a
Nayane San os Rod igues
Ola o Mesqui a de Ca alho
Reginaldo da Sil a Domingos
Susana Sousa B i o
Yally Schayany Ta a es Teixei a
Jenny e Al es de Ca alho (es agiá ia)
Ka a inne Fab izzi Maciel do Cou o (es agiá ia)
Edi o ação
Ande son Sil a Reis
Augus o Lopes dos San os Bo ges
C is iano Fe ei a de A aújo
Daniel Al es Ta a es
Danielle de Oli ei a Ay es
Leona do Hideki Higa
Vanessa Viei a
Capa
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P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
Ipea – B asília
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Cen o Emp esa ial B asília 50, To e B
CEP: 70390-025, Asa Sul, B asília-DF
TEXTO pa a DISCUSSÃO

Missão do Ipea
Quali ica a omada de decisão do Es ado e o deba epúblico.