Viei a Filho, José Eus áquio Ribei o
Wo king Pape
A cadeia p odu i a de soja e o desen ol imen o
econômico e egional no B asil
Tex o pa a Discussão, No. 3042
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Viei a Filho, José Eus áquio Ribei o (2024) : A cadeia p odu i a de soja e o
desen ol imen o econômico e egional no B asil, Tex o pa a Discussão, No. 3042, Ins i u o de
Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3042-po
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3042
A CADEIA PRODUTIVA DE SOJA E O
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
E REGIONAL NO BRASIL
JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHOJOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO
3042
Rio de Janei o, se emb o de 2024
A CADEIA PRODUTIVA DE SOJA E O
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
E REGIONAL NO BRASIL1
JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO2
1. O au o az ag adecimen o especial à Zenaide Fe ei a Rod igues po
auxilia na compilação dos dados aqui ap esen ados.
2. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos e Polí icas
Regionais, U banas e Ambien ais do Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada (Di u /Ipea); p o esso do P og ama de Pós-g aduação
em Polí icas Públicas do Ipea; e colunis a do canal Ag omais TV.
E-mail: jose. iei [email p o ec ed].b .
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2024
Viei a Filho, José Eus áquio Ribei o
A Cadeia p odu i a de soja e o desen ol imen o econômico
e egional no B asil / José Eus áquio Ribei o Viei a Filho. – Rio de
Janei o: Ipea, 2024.
27 p. : il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3042).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. P odu i idade. 2. Ag icul u a. 3. C escimen o. 4. Soja. I. Ins i u o
de Pesquisa Econômica Aplicada. II. Tí ulo.
CDD 338.1734
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
VIEIRA FILHO, José Eus áquio Ribei o. A Cadeia p odu i a de
soja e o desen ol imen o econômico e egional no B asil. Rio de
Janei o: Ipea, se . 2024. 27 p. : il. (Tex o pa a Discussão, n. 3042).
DOI: h p://dx.doi.o g/10.38116/ d3042-po
JEL: O1, O2 e O4.
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pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
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É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
Go e no Fede al
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Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
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Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL
Di e o de Es udos In e nacionais
FÁBIO VÉRAS SOARES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL
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SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ........................................................................... 6
2 METODOLOGIA .........................................................................7
3 ANÁLISE DOS RESULTADOS ....................................................9
3.1 Cadeia p odu i a da soja e sua capacidade de ge a
al o alo ag egado na economia ..............................................9
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................24
REFERÊNCIAS ............................................................................26
SINOPSE
Es e es udo mos a a impo ância da p odução de soja no desen ol imen o
econômico b asilei o. Fo am es udados ês blocos de dados: i) cadeia p odu i a e
alo ag egado da soja; ii) índices egionais de p odução e desen ol imen o humano;
e iii) comé cio in e nacional e segu ança alimen a . O es udo desmi i ica ês pon os.
O p imei o é ac edi a que a p odução de soja ge a baixo alo ag egado. Essa
a i mação é alsa, uma ez que a soja é um insumo es a égico em di e sas cadeias
p odu i as. O segundo é acha que o c escimen o da p odução de soja em pouco
e ei o no desen ol imen o local. A dinâmica p odu i a do se o é capaz de a ai
cada ez mais população e abalho especializado, bem como inco po a ciência e
ecnologia. Já o e cei o mi o é imagina que o aumen o das expo ações p ejudica
a segu ança alimen a do país. Es e a o não oi obse ado ao longo do empo pela
al a do consumo pe capi a dos di e sos p odu os alimen ícios de i ados da cadeia
da soja, mesmo com a ampliação das expo ações no me cado in e nacional.
Pala as-cha e: p odu i idade; ag icul u a; c escimen o; soja.
ABSTRACT
This s udy shows he impo ance o soybean p oduc ion in B azilian economic
de elopmen . Th ee blocks o da a we e s udied: i) he soy p oduc ion chain
and added alue; ii) egional p oduc ion and human de elopmen indexes; and
iii) in e na ional ade and ood secu i y. The s udy demys i ies h ee my hs. The i s
is o belie e ha soybean p oduc ion gene a es low added alue. This asse ion is
alse, since soy is a s a egic inpu in se e al p oduc ion chains. The second is o
belie e ha he g ow h in soybean p oduc ion has li le e ec on local de elopmen .
The sec o 's p oduc i e dynamics a e capable o a ac ing mo e and mo e popula ion
and specialized wo k, as well as inco po a ing science and echnology. The hi d
my h is o imagine ha inc eased expo s ha m he coun y's ood secu i y. This ac
was no obse ed o e ime by he inc ease o pe capi a consump ion o a ious
ood p oduc s de i ed om soybeans chain, e en wi h he g ow h o expo s on he
in e na ional ma ke .
Keywo ds: p oduc i i y; ag icul u e; g ow h; soybean.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3042
1 INTRODUÇÃO
A p odução de soja é impo an e no desen ol imen o econômico do B asil. O cul i o
des e g ão oi capaz de cons ui uma complexa cadeia p odu i a, que engloba a
p odução p imá ia, a ans o mação indus ial, bem como a p odução de ca nes em
ge al. Em odos os elos da cadeia, o país expo a mui o, mas ambém in e naliza g ande
pa e do consumo.
A ocupação do Ce ado, bioma que ab ange uma á ea de 204 milhões de hec a es,
quase 24% do e i ó io nacional, oi baseada em ciência e ecnologia. Segundo Fishlow
e Viei a Filho (2020), as pesquisas cen alizadas pela Emp esa B asilei a de Pesquisa
Ag opecuá ia (Emb apa), no seu Cen o de Pesquisa Ag ícola do Ce ado (CPAC), exe ce-
am papel decisi o no desen ol imen o de no as ecnologias desde a década de 1970.
Pa a impulsiona a ag icul u a opical, a coope ação in e nacional da Emb apa
oi cha e nesse p ocesso. Di e en es o ganismos in e nacionais p omo e am o e
ans e ência de conhecimen o e ecnologia. Ao con á io do senso comum, o c es-
cimen o do ag onegócio b asilei o se deu po meio da ans o mação e ge ação de
no os conhecimen os aplicados aos p oblemas locais, dependendo mui o pouco da
Re olução Ve de, que ep esen ou a in ensi icação dos insumos mode nos no mundo.
Como ins i uições es angei as que colabo a am nessa dinâmica de coope ação
écnico-cien í ica, é possí el ci a o apoio ame icano, com o seu Depa amen o de
Ag icul u a (Usda), os di e sos aco dos assinados com os anceses, en e o Ins i u o
Nacional de Pesquisa Ag onômica (In a), o Cen o In e nacional de Pesquisa Ag onômica
pa a o Desen ol imen o (Ci ad) e o Ins i u o de Pesquisa pa a o Desen ol imen o (IRD),
bem como uma es a égica pa ce ia com os japoneses, po meio da Agência de
Coope ação In e nacional do Japão (Jica).
De aco do com Hosono e Hongo (2016), a pa ce ia nipo-b asilei a consis iu em c ia
p og amas de coope ação écnica e inancei a pa a o omen o da a i idade ag ícola no
Ce ado. Ao con á io das ou as pa ce ias, a coope ação in e nacional com o Japão
oi conjun a, en ol endo ans e ência de ecu sos inancei os, mobilidade de agen es
de pesquisa nos dois países, bem como a cons ução de in aes u u a de pesquisa e
a de inição de obje i os comuns.
À época, o Japão so ia emba go econômico na impo ação de soja dos ame ica-
nos e se ia p eciso c ia al e na i as na impo ação do g ão. O B asil se mos ou como
aliado es a égico. Em 1977, c iou-se o P og ama de Coope ação Nipo-B asilei a
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3042
pa a o Desen ol imen o dos Ce ados (P odece ), que oi di idido em ês e apas:
um p og ama-pilo o em Minas Ge ais, que du ou a é 1985; um p og ama mais amplo, o
qual en ol eu ou os es ados, além de Minas Ge ais, como Ma o G osso do Sul, Goiás,
Ma o G osso e Bahia, indo a é 1992; e, po im, um p og ama que inco po ou egiões
do Ma anhão e do Tocan ins a é 2001.
Se no início ha ia mui os ques ionamen os sob e a iabilidade da p odução no
Ce ado, ao inal icou p o ado que es a se ia possí el. A opicalização dos cul i os e
a co eção da acidez do solo o am essenciais ao inc emen o p odu i o nes e bioma.
Em 1970, a p odução de soja e a de apenas 1,9 milhão de oneladas. Em 1990, já e a
dez ezes maio . Em 2023, a sa a de soja ep esen ou 154 milhões de oneladas.
Como obse ado po G aziano, Gazzoni e Ped oso (2021), exis em mui os mi os
em elação a es a a i idade p odu i a. Es e Tex o pa a Discussão busca de alha a
impo ância da p odução de soja no B asil e a cons ução de uma complexa cadeia
p odu i a, que ge a mui a iqueza, emp ego e desen ol imen o econômico. P ocu a-se,
aqui, ap esen a a os e dados da ealidade econômica des a cadeia de p odução.
Pa a an o, o es udo es á subdi idido em qua o seções, incluindo es a b e e in o-
dução. A segunda seção expõe a me odologia. A e cei a seção az, po meio de uma
as a obse ação de dados, o diagnós ico da cadeia p odu i a da soja no B asil. Po
im, seguem as p incipais conside ações e análises.
2 METODOLOGIA
Es e abalho es á undamen ado em uma ampla cole a de dados secundá ios de di e-
en es bases es a ís icas socioeconômicas. T a a-se de um es udo explo a ó io de in o -
mações que a es am a impo ância da cadeia p odu i a de soja na p odução nacional.
Es udam-se ês blocos de dados: i) a cadeia p odu i a da soja e o alo ag egado;
ii) os indicado es egionais de p odução e o desen ol imen o humano; e iii) o comé cio
in e nacional do ag onegócio b asilei o e a segu ança alimen a .1
As a iá eis analisadas o am indicado es como p odução, á ea e endimen o da
soja. Ademais, busca am-se in o mações a espei o das di e en es cadeias, como a
p óp ia cadeia da soja, mas ambém de a elo e óleo ege al, bem como as de ca nes
1. O concei o de segu ança alimen a aqui abalhado é o de ga an i a odos acesso a alimen os
básicos de qualidade e em quan idade su icien e,sem comp ome e a ep odução humana pa a uma
exis ência digna.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3042
(bo ina, suína e de ango), no que se e e e às expo ações e ao consumo domés ico.
Analisa am-se, ainda, o consumo pe capi a ao longo do empo e indicado es de desen-
ol imen o humano e egional, e idenciando como as p incipais egiões p odu o as
e oluí am. Finalmen e, mos ou-se o compo amen o do comé cio in e nacional,
compa ando o B asil com ou os países.
Fo am consul adas di e en es ins i uições p omo o as de in o mações, ais como o
Depa amen o de Ag icul u a Ame icano (Usda), o Ins i u o B asilei o de Geog a ia
e Es a ís ica (IBGE), a Companhia Nacional de Abas ecimen o (Conab), a O ganização
das Nações Unidas pa a a Ag icul u a e Alimen ação (Food and Ag icul u e
O ganiza ion – FAO), bem como as Nações Unidas (UN).
Pa a delimi a o es udo, buscou-se a alia o pe íodo que ai da década de 1990 a é
o ano de 2022, já que es e in e alo, segundo Fishlow e Viei a Filho (2020), engloba ia
a segunda onda de c escimen o da p odução ag opecuá ia no B asil. É impo an e
obse a que, ao longo desse pe íodo, o B asil passou po á ias ans o mações.
A passagem da década de 1980 pa a a de 1990 ep esen ou uma eo ganização do
Es ado na economia b asilei a. No início dos anos 1990, o país i encia a um pe íodo
de o e in lação. Pa a con o na es e p oblema, em 1994, oi implan ado um plano de
es abilização econômica, o qual p io izou a libe alização econômica e inancei a, além
de es abelece uma ânco a mone á ia e cambial baseada na axa de ju os ele ada.
Pos e io men e, o mundo i enciou c ises capi alis as, ais como a mexicana, a
ussa e a dos países asiá icos. Em 2001, os Es ados Unidos o am a acados pela
p imei a ez em seu e i ó io nos a en ados de 11 de se emb o. Em seguida, a eco-
nomia chinesa en a na O ganização Mundial do Comé cio (OMC). O c escimen o das
economias eme gen es aumen ou o consumo de alimen os e p essionou os p eços
das commodi ies. Em 2008, em-se a c ise inancei a ame icana. Po im, na úl ima
década, o B asil passou po uma ampla c ise econômica e polí ica. Em 2020, o mundo
so eu com a pandemia e, em 2022, ins alou-se a gue a da Rússia e da Uc ânia, con li o
que in e e iu no me cado global de p odução de g ãos.
En im, pa a a alia um longo pe íodo, é necessá io e como pano de undo odas
as ans o mações que acon ece am. As mudanças ins i ucionais que oco e am nas
úl imas ês décadas no B asil o am eno mes. É a o que o ag onegócio b asilei o se
ans o mou bas an e nesse pe íodo. O B asil passou a e uma economia com p eços
es abilizados, hou e uma melho ia das polí icas públicas de apoio ao se o ag opecuá io,
bem como a economia se di e si icou.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3042
TABELA 4
P odução de soja e endimen o po di e en es eco es egionais en e os anos de 1991, 2000, 2010 e 2022
Unidade e i o ial Soja (milhões de oneladas) Pa icipação
em 2022 (%)
Rendimen o
( oneladas po hec a e) Va iação
(%)
1991 2000 2010 2022 1991 2000 2010 2022
Regiões
No e 0,01 0,18 1,63 8,51 7,10 2,00 2,60 2,90 3,30 60,20
No des e 0,45 2,06 5,31 12,71 10,50 2,10 2,40 2,90 3,50 68,40
Sudes e 1,96 2,63 4,32 12,12 10,00 2,00 2,30 2,80 3,70 84,40
Sul 6,00 12,50 25,95 25,28 20,90 1,10 2,10 2,90 2,00 78,90
Cen o-Oes e 6,52 15,45 31,56 62,08 51,40 2,10 2,80 3,00 3,30 55,70
Top 5
es ados
Pa aná 3,53 7,19 14,09 13,75 11,40 1,80 2,50 3,10 2,40 36,40
Rio G ande do Sul 2,22 4,78 10,48 9,37 7,80 0,70 1,60 2,60 1,50 111,80
Ma o G osso do Sul 2,02 2,49 5,34 8,54 7,10 1,90 2,30 3,10 2,30 23,30
Ma o G osso 2,74 8,77 18,79 38,03 31,50 2,40 3,00 3,00 3,50 48,10
Goiás 1,66 4,09 7,25 15,22 12,60 2,10 2,70 3,00 3,70 77,30
Top 5
municípios
Fo mosa do Rio P e o (Bahia) 0,05 0,18 0,89 1,58 1,30 2,10 2,50 3,10 3,70 75,60
São Desidé io (Bahia) 0,14 0,43 0,74 1,43 1,20 2,10 2,40 3,10 3,70 77,80
Campo No o do Pa ecis (Ma o G osso) 0,32 0,82 1,01 1,40 1,20 2,40 2,80 3,10 3,60 47,60
So iso (Ma o G osso) 0,22 1,19 1,81 2,12 1,80 2,30 3,30 3,00 3,50 50,80
Rio Ve de (Goiás) 0,22 0,51 0,77 1,64 1,40 2,00 2,90 2,90 3,90 95,10
B asil IBGE 14,94 32,82 68,76 120,70 100,00 1,60 2,40 2,90 3,00 90,00
Conab 19,40 38,40 75,30 154,60 128,10 2,00 2,80 3,10 3,50 73,00
Fon e: Conab (2024) e IBGE (2022c).
Elabo ação do au o .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3042
Em uma en a i a de mos a o desen ol imen o humano das egiões p odu o as
de soja no país, pela abela 5, buscou-se ealiza o compa a i o do índice de desen ol-
imen o humano (IDH), uma medida que abalha ês aspec os do desen ol imen o –
enda, educação e saúde – com o aumen o populacional. Obse ou-se que a maio ia
das egiões si ua am-se acima da média nacional, icando abaixo somen e o No e,
o No des e, Fo mosa do Rio P e o e São Desidé io (Bahia). Os municípios líde es de
polos ag ícolas do Cen o-Oes e, no ge al, i e am IDH acima da média dos es ados
onde se localizam. Rio Ve de alcançou um IDH de 0,754, enquan o o es ado de Goiás
icou com 0,735. Os municípios de So iso e Campo No o do Pa ecis i e am IDH de
0,744 e 0,734, espec i amen e, indicado es acima do es ado do Ma o G osso, que
ob e e um IDH de 0,725. No que se e e e ao con ex o demog á ico, no a-se que as
p incipais egiões p odu o as de soja são capazes de ob e indicado es de desen-
ol imen o humano mais ele ados, assim como conseguem a ai mais populações
pa a o en o no local. As populações de So iso e Campo No o do Pa ecis, no Ma o
G osso, o am mul iplicadas po qua o, no pe íodo es udado. No malmen e, nas egiões
p odu o as, as axas de c escimen o da população são maio es do que as obse adas
no B asil, o qual ap esen ou um pad ão de edução do c escimen o populacional.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
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TABELA 5
IDH e população po di e en es unidades e i o iais do B asil en e os anos de 1991, 2000, 2010 e 2022
Unidade e i o ial
(o denamen o po
IDH de 2010)
IDH População (1 mil)
Taxa de c escimen o
populacional no pe íodo
(%)
1991 2000 2010
Va iação
de 2010 a
1991 (%)
1991 2000 2010 2022
Va iação
de 2010 a
1991 (%)
1991-
2000
2000-
2010
2010-
2022
1991-
2022
Sul 0,531 0,663 0,756 42,5 22.129 25.108 27.387 29.938 23,8 1,4 0,9 0,7 1,0
Rio Ve de (Goiás) 0,488 0,633 0,754 54,5 96 117 176 226 83,2 2,1 4,2 2,1 2,8
Sudes e 0,534 0,658 0,754 41,3 62.740 72.412 80.364 84.840 28,1 1,6 1,0 0,5 1,0
Cen o-Oes e 0,510 0,639 0,753 47,7 9.428 11.637 14.058 16.290 49,1 2,4 1,9 1,2 1,8
Pa aná 0,507 0,65 0,749 47,7 8.449 9.563 10.445 11.444 23,6 1,4 0,9 0,8 1,0
Rio G ande do Sul 0,542 0,664 0,746 37,6 9.139 10.188 10.694 10.883 17,0 1,2 0,5 0,1 0,6
So iso (Ma o G osso) 0,517 0,664 0,744 43,9 16 36 67 111 313,0 9,2 6,4 4,3 6,4
Goiás 0,487 0,615 0,735 50,9 4.019 5.003 6.004 7.056 49,4 2,5 1,8 1,4 1,8
Campo No o do
Pa ecis (Ma o
G osso)
0,495 0,595 0,734 48,3 6 18 28 46 337,0 12,1 4,6 4,3 6,6
Ma o G osso do Sul 0,488 0,613 0,729 49,4 1.780 2.078 2.449 2.757 37,6 1,7 1,7 1,0 1,4
Ma o G osso 0,449 0,601 0,725 61,5 2.027 2.504 3.035 3.659 49,7 2,4 1,9 1,6 1,9
B asil 0,454 0,576 0,705 55,2 146.825 169.799 190.756 203.081 29,9 1,6 1,2 0,5 1,1
No e 0,422 0,541 0,684 62,2 10.031 12.901 15.864 17.356 58,2 2,8 2,1 0,8 1,8
No des e 0,393 0,512 0,660 67,8 42.498 47.742 53.082 54.658 24,9 1,3 1,1 0,2 0,8
Fo mosa do Rio P e o
(Bahia) 0,376 0,449 0,618 64,4 15 18 23 26 46,1 1,9 2,1 1,2 1,7
São Desidé io (Bahia) 0,272 0,398 0,579 112,9 19 19 28 33 45,8 0,0 3,8 1,4 1,8
Fon e: IBGE (2022a) e PNUD (2010).
Elabo ação do au o .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3042
De aco do com a abela 6, em-se o p odu o in e no b u o (PIB) pe capi a, o gani-
zado po amanho, no ano de 2020, e po axas de c escimen o, pa a as ês úl imas
décadas. Abaixo da média nacional, encon am-se apenas o es ado de Goiás e as
egiões No e e No des e. Con udo, os cinco maio es municípios p odu o es de soja
o am os que ob i e am os maio es PIBs pe capi a, e as axas de c escimen o o am
mui o ele adas em São Desidé io e Fo mosa do Rio P e o (Bahia).
TABELA 6
PIB pe capi a po di e en es unidades e i o iais do B asil en e os anos de
2000, 2010 e 2020
Unidade e i o ial – o denamen o
po PIB pe capi a de 2020
PIB pe capi a 2000
(R$ 1 mil)
Taxa de c escimen o do PIB
pe capi a po pe íodo (%)
2000 2010 2020 2000-2010 2010-2020 2000-2020
São Desidé io (Bahia) 53,1 58,7 147,2 1,0 9,6 10,7
Fo mosa do Rio P e o (Bahia) 20,3 43,1 146,9 7,8 13,0 21,9
Campo No o do Pa ecis (Ma o G osso) 87,8 78,5 100,4 -1,1 2,5 1,4
So iso (Ma o G osso) 64,1 58,7 82,4 -0,9 3,4 2,5
Rio Ve de (Goiás) 36,3 44,6 52,6 2,1 1,7 3,8
Ma o G osso 25,4 37,1 48,8 3,9 2,8 6,7
Cen o-Oes e 36,4 47,1 48,6 2,6 0,3 2,9
Sudes e 40,7 49,1 46,6 1,9 -0,5 1,4
Ma o G osso do Sul 23,3 33,6 44,5 3,7 2,9 6,7
Sul 33,1 42,9 43,7 2,6 0,2 2,8
Rio G ande do Sul 34,4 44,6 43,3 2,6 -0,3 2,3
Pa aná 30,9 39,3 42,6 2,4 0,8 3,3
B asil 29,7 37,4 37,5 2,3 0,0 2,3
Goiás 22,5 30,7 31,8 3,2 0,3 3,5
No e 17,2 24,0 27,6 3,4 1,4 4,9
No des e 13,2 18,1 19,7 3,2 0,9 4,1
Fon e: IBGE (2022b).
Elabo ação do au o .
Po im, a abela 7 ap esen a indicado es socioeconômicos pa a as mesmas egiões
selecionadas e municípios. Em e mos de expec a i a de ida,
2
exce o São Desidé io e
as egiões No e e No des e, odas as demais egiões alcança am indicado es maio es
2. Núme o médio de anos que as pessoas de e ão i e a pa i do nascimen o, se pe manece em
cons an es ao longo da ida o ní el e o pad ão de mo alidade po idade p e alecen es no ano do Censo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3042
do que a média nacional. Em e mos de mo alidade in an il,3 apenas Rio Ve de e So iso
i e am seus indicado es meno es do que a média do país, e o mesmo acon eceu pa a os
es ados do Rio G ande do Sul, Pa aná e Goiás, embo a es e indicado enha se eduzido
sensi elmen e em odo o país, de 1991 a 2010. Quan o à axa de anal abe ismo,4 es e
indicado em melho ando ao longo do empo pa a odos os eco es egionais, sendo
No e e No des e ainda egiões c í icas em e mos educacionais, o que e le e ambém
nos indicado es dos municípios da Bahia. A desigualdade de enda, medida pelo índice
de Gini,
5
diminuiu no pe íodo a aliado, p incipalmen e nos es ados e nos municípios.
A pob eza se mos ou bas an e ele ada nas egiões No e e No des e, esul ado já
obse ado po Fishlow e Viei a Filho (2020), bem como po Ramos e Viei a Filho (2023).
No que se e e e ao pe cen ual de domicílios com água encanada,
6
es e indicado
melho ou no país como um odo, mas signi ica i amen e nas egiões p odu o as de
soja. Po im, as egiões que mos a am maio axa de desocupação7 o am o No e, o
No des e e Fo mosa do Rio P e o (Bahia). Em sín ese, obse a-se que há uma melho a
dos indicado es socioeconômicos nas egiões p odu o as de soja, o que le a a
comp eende que exis e um bene ício indi e o à população local. Os ga galos ainda se
es ingem a egiões adicionais, como No e e No des e. Po ém, com o c escimen o
da egião do Ma opiba (Ma anhão, Tocan ins, Piauí e Bahia), assim como dos polos de
u icul u a i igada no São F ancisco e das egiões pecuá ias do Pa á, há uma endência
de e e são das de iciências nessas egiões p odu o as, mas que se ão pe cep í eis
mais à en e.
3. Núme o de c ianças que não de e ão sob e i e ao p imei o ano de ida em cada 1 mil c ianças
nascidas i as.
4. Taxa de anal abe ismo da população de 25 anos ou mais de idade.
5. Mede o g au de desigualdade exis en e na dis ibuição de indi íduos segundo a enda domicilia
pe capi a. Seu alo a ia de 0, quando não há desigualdade (a enda domicilia pe capi a de odos os
indi íduos em o mesmo alo ), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indi íduo de ém oda
a enda). O uni e so de indi íduos é limi ado àqueles que i em em domicílios pa icula es pe manen es.
6. Razão en e a população que i e em domicílios pa icula es pe manen es com água canalizada pa a
um ou mais cômodos e a população o al esiden e em domicílios pa icula es pe manen es mul iplicado
po cem. A água pode se p o enien e de ede ge al, de poço, de nascen e ou de ese a ó io abas ecido po
água das chu as ou ca o-pipa.
7. Pe cen ual da população economicamen e a i a (PEA) nessa aixa e á ia que es a a desocupada, ou
seja, que não es a a ocupada na semana an e io à da a do Censo, mas ha ia p ocu ado abalho ao
longo do mês an e io à da a dessa pesquisa.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3042
TABELA 7
Indicado es socioeconômicos po di e en es unidades e i o iais do B asil em 1991 e 2010
Unidade e i o ial
Expec a i a
de ida
Mo alidade
in an il
Taxa de
anal abe ismo
acima de
25 anos
de idade (%)
Índice
de Gini Pob eza (%)
Pe cen ual
de
domicílios
com água
encanada
(%)
Taxa de
desocupação
acima de
18 anos
de idade
1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 2010
Regiões
No e 63,1 72,9 49,1 18,4 30,5 14,5 0,619 0,613 47,4 25,7 41,9 89,0 8,2
No des e 60,0 71,7 69,5 22,7 44,8 25,3 0,639 0,616 65,4 30,5 44,7 84,1 9,4
Sudes e 66,9 75,3 31,9 14,3 17,3 7,7 0,593 0,568 28,6 8,1 86,1 96,3 7,1
Sul 68,2 75,6 28,7 12,3 14,6 6,1 0,580 0,520 28,2 5,5 86,7 95,7 4,2
Cen o-Oes e 66,3 75,3 31,3 15,7 20,3 8,7 0,603 0,573 29,0 8,2 72,6 96,6 6,2
Top 5
es ados
Pa aná 65,7 74,8 38,7 13,1 19,2 7,9 0,600 0,530 32,6 6,5 82,9 96,7 4,5
Rio G ande do Sul 68,8 75,4 22,5 12,4 12,3 5,4 0,590 0,540 26,8 6,4 86,7 96,2 4,6
Ma o G osso do Sul 66,9 75,0 34,7 18,1 21,0 9,7 0,600 0,560 33,4 9,9 75,3 96,2 5,7
Ma o G osso 64,2 74,3 33,6 16,8 24,9 10,8 0,600 0,550 35,5 10,5 58,0 95,2 5,8
Goiás 65,1 74,6 29,5 14,0 23,6 10,1 0,590 0,550 32,3 7,6 70,8 96,8 5,8
Top 5
municí-
pios
Fo mosa do Rio P e o
(Bahia) 60,6 70,8 65,8 25,0 57,0 30,1 0,740 0,600 77,9 43,0 24,7 73,6 12,7
São Desidé io (Bahia) 60,6 69,5 65,8 28,9 64,8 34,4 0,590 0,570 76,0 40,1 28,2 63,9 5,3
Campo No o do Pa ecis
(Ma o G osso) 67,5 74,2 26,5 16,7 14,5 7,3 0,560 0,450 22,1 2,2 90,3 97,6 5,5
So iso (Ma o G osso) 67,8 75,3 23,0 14,9 9,9 6,4 0,550 0,540 18,7 5,9 88,2 99,1 4,6
Rio Ve de (Goiás) 66,2 76,2 25,5 11,7 24,0 8,4 0,560 0,540 27,6 4,4 84,2 99,3 5,2
B asil 64,7 73,9 44,7 16,7 23,5 11,8 0,630 0,600 38,2 15,2 71,3 92,7 7,3
Fon e: PNUD (2010).
Elabo ação do au o .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3042
3.1.2 Comé cio in e nacional da cadeia p odu i a de soja e o omen o
da segu ança alimen a
A inse ção e a expansão in e nacional de p odu os do se o ag opecuá io exigem cada
ez mais melho ias na compe i i idade dos países expo ado es. Segundo Fe ei a e
Viei a Filho (2023), o B asil ap esen ou um saldo come cial a o á el e uma signi i-
ca i a an agem compa a i a e elada se o ial. O país melho ou o seu desempenho
expo ado no me cado de ca nes, oleaginosas e algodão.8 Es es p odu os, que e am
pouco impo an es no passado, o na am-se es a égicos na inse ção in e nacional.
A p odução de ca é, açúca e óleos ege ais man i e am-se o es. Po im, esses au o es
(op. ci .) iden i ica am os se o es de ce eais e la icínios como acos, ap esen ando
á ios desa ios pa a a ob enção de uma mais ele ada compe i idade in e nacional.
De aco do com o g á ico 1, que ap esen a o saldo da balança come cial de
oda a economia b asilei a, no a-se um ápido a anço do B asil en e aos países
la ino-ame icanos, como A gen ina, Chile, Colômbia, México, Pa aguai, U uguai e
Venezuela. Desde 2014, no a-se um compo amen o mui o a o á el em e mos come -
ciais pa a o B asil, que se desloca do conjun o de países es udados. Não há dú idas,
como mos a am Fe ei a e Viei a Filho (2023), que o se o ag opecuá io con ibuiu
a o a elmen e pa a es e desempenho. Ademais, é bom comp eende que os p incipais
p odu os expo ados pelo B asil, no ano de 2022, o am aqueles do complexo soja
(com 38,0% do o al de p odu os expo ados pelo país), ca nes (com 16,0% da pa cela
expo ada) e p odu os lo es ais (10,0%). Os des inos p incipais o am a China, que
impo ou 31,9%, a União Eu opeia, com 16,1%, e os Es ados Unidos, com 6,6%.
Pela abela 8, é possí el obse a os dados ela i os à balança come cial do ag o-
negócio po di e en es países selecionados no ano de 2021. Ademais, a o dem dos
países es á de inida segundo o posicionamen o no me cado in e nacional das
expo ações líquidas, ou seja, median e o saldo come cial das expo ações menos
as impo ações do ag onegócio de cada um dos países. O B asil oi o país com o
maio saldo come cial do se o , sendo seguido pela Holanda, o e cei o maio expo ado
líquido, e a A gen ina, o qua o maio expo ado líquido. Em 2021, o B asil oi o e cei o
maio expo ado e o 37o impo ado .
8. Pa a a alia o caso emblemá ico da p odução de algodão no B asil, p incipalmen e nas ans o mações
oco idas nas duas úl imas décadas, con e i : Alcan a a, Vedana e Viei a Filho (2023).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3042
GRÁFICO 1
Balança come cial de oda a economia po países selecionados da Amé ica
La ina de 1990 a 2021
(Em US$ bilhões)
1990
70
60
50
40
30
20
10
-40
0
-10
-20
-30
1992
1991
1993
1994
1995
1997
1996
1998
1999
2000
2002
2001
2003
2004
2005
2007
2006
2008
2009
2010
2012
2011
2013
2014
2015
2017
2016
2018
2019
2020
2021
A gen ina B asil Chile Colômbia México Pa aguai U uguai Venezuela
Fon e: FAO (2023).
Elabo ação do au o .
TABELA 8
Balança come cial do ag onegócio po países selecionados da Amé ica La ina
em 2021
Países Expo ações
(US$ bilhões) Ranking Impo ações
(US$ bilhões) Ranking
Balança
come cial
(US$ bilhões)
Ranking
B asil 101,6 3o12,4 37o89,2 1o
Holanda 114,0 2o78,6 5o35,4 3o
A gen ina 37,8 19o4,7 64o33,0 4o
Espanha 63,5 7o39,5 12o24,0 7o
Canadá 59,0 10o40,1 11o18,9 10o
F ança 76,5 5o63,5 6o13,0 12o
I ália 59,4 9o49,1 9o10,3 14o
México 39,3 17o30,5 17o8,8 16o
Bélgica 50,9 12o44,2 10o6,7 18o
Pa aguai 7,4 44o1,1 119o6,3 19o
U uguai 6,4 50o1,5 108o4,9 22o
Pe u 10,0 37o6,3 55o3,7 24o
Equado 6,8 48o3,1 81o3,7 25o
(Con inua)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3042
(Con inuação)
Países Expo ações
(US$ bilhões) Ranking Impo ações
(US$ bilhões) Ranking
Balança
come cial
(US$ bilhões)
Ranking
Cos a Rica 5,3 55o2,4 90o2,9 28o
Gua emala 6,5 49o4,1 71o2,4 29o
China 74,5 6o244,6 1o2,4 30o
Bolí ia 2,1 77o0,7 142o1,4 36o
Es ados Unidos 173,7 1o172,4 3o1,3 38o
Colômbia 9,2 39o8,1 49o1,2 39o
Hondu as 2,5 74o2,3 95o0,2 50o
Hai i 0,0 163o1,4 109o-1,4 143o
República Dominicana 2,7 71o4,1 70o-1,4 145o
El Sal ado 1,2 93o2,7 85o-1,5 150o
Cuba 0,4 120o2,2 98o-1,7 154o
Panamá 0,4 122o2,3 91o-1,9 155o
Venezuela 0,2 136o3,3 77o-3,1 165o
Alemanha 87,1 4o104,9 4o-17,8 190o
Chile 12,6 31o10,3 45o-170,1 196o
Fon e: FAO (2023).
Elabo ação do au o .
A abela 9 mos a o posicionamen o b asilei o nas expo ações mundiais, po
p odu o e po pa icipação de me cado. O B asil, em 1995, e a o maio expo ado de p o-
du os como la anja, ca é e açúca . Em 2022, o país p a icamen e se o nou o p incipal
expo ado mundial de se e p odu os – la anja, ca é, açúca , soja, ca ne de ango, e anol
e ca ne bo ina. No a-se que a cadeia p odu i a da soja bene iciou oda uma di e si icação
p odu i a do ag onegócio b asilei o ao longo do empo. Quando se a alia a pa icipação de
me cado dos p odu os b asilei os, com o passa do empo, o país oi conquis ando
pa cela de me cado cada ez maio em odos os p odu os desc i os. La anja, ca é,
açúca e soja pa icipa am com mais de 50% do me cado mundial das expo ações.
O B asil e a o segundo maio expo ado de soja em 1995, o nando-se o p imei o em
2022. A p odução de ca ne suína b asilei a sal ou da 14
a
pa a a e cei a colocação, en e
os anos de 1995 e 2022, alcançando uma pa icipação de me cado de 17% ao inal
do pe íodo. Em elação à expo ação de ca ne bo ina, o B asil e a o 16o colocado em
1995, igu ando em p imei o luga em 2022. Quan o à ca ne de ango, o país ocupa a a
qua a colocação em 1995, alçando ambém o p imei o luga em 2022. Obse a-se
cla a co elação en e a p odução de soja e os p odu os de i ados des e cul i o no país.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3042
TABELA 9
Ranking das expo ações b asilei as po p odu os no me cado in e nacional
e pa icipação de me cado das expo ações do país no o al mundial
(1995 e 2022)
P odu os Ranking de expo ação Pa icipação mundial (%)
1995 2022 1995 2022
Suco de la anja 1o1o 43,11 69,51
Ca é em g ão 1o 1o 19,46 66,01
Açúca b u o 1o 1o17,64 50,73
Soja 2o1o10,49 50,72
Ca ne de ango 4o1o8,27 47,08
E anol 3o1o12,23 35,77
Milho 29o2o0,05 23,08
Ca ne bo ina 16o1o1,16 23,04
Algodão 12o2o1,27 18,93
Ca ne suína 14o3o 0,89 17,49
Celulose 10o5o 0,92 9,17
A oz 28o5o 0,08 3,79
T igo 54o8o 0 2,39
Lei e de aca 61o 12o0 0,73
Queijo 41o23o 0,03 0,25
Fon e: Uni ed Na ions (2022).
Elabo ação do au o .
Obs.: a co e de ep esen a p odu os com a p imei a colocação; a co b anca se e e e a
p odu os classi icados en e os dez p imei os, exce o o p imei o; e a co e melha
diz espei o a p odu os que não ica am en e os dez p imei os do anking.
Po an o, não há dú idas de que a p odução de soja é mui o impo an e pa a o
desen ol imen o econômico do B asil. As expo ações, além de inc emen a as
ecei as dos p odu o es, con ibuem pa a ge a di isas, paga as dí idas da economia,
bem como aumen a as ese as in e nacionais, o que con ibui, em úl ima análise,
pa a e i a p essões no câmbio e na in lação no me cado b asilei o. As expo ações
ambém ge am emp egos e po encializam os e ei os de ansbo damen o do
desen ol imen o econômico.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Es e abalho p ocu ou ap esen a di e sos indicado es que mos am a impo ância
da p odução de soja no desen ol imen o econômico do B asil. Em esumo, é possí el