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Fronteiras desiguais: Um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira

Author: Chiarini, Tulio,Pereira, Larissa de Souza,Silva, Carla Pereira,Marinho, Vitor
Publisher: Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Year: 2025
DOI: 10.38116/td3093-port
Source: https://www.econstor.eu/bitstream/10419/315178/1/1920844147.pdf
Chia ini, Tulio; Pe ei a, La issa de Souza; Sil a, Ca la Pe ei a; Ma inho, Vi o
Wo king Pape
F on ei as desiguais: Um exame c í ico da pa icipação
neg a in e seccionada com sexo na lide ança cien í ica
b asilei a
Tex o pa a Discussão, No. 3093
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Chia ini, Tulio; Pe ei a, La issa de Souza; Sil a, Ca la Pe ei a; Ma inho, Vi o
(2025) : F on ei as desiguais: Um exame c í ico da pa icipação neg a in e seccionada com sexo
na lide ança cien í ica b asilei a, Tex o pa a Discussão, No. 3093, Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3093-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/315178
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3093
FRONTEIRAS DESIGUAIS:
UM EXAME CRÍTICO
DA PARTICIPAÇÃO NEGRA
INTERSECCIONADA COM
SEXO NA LIDERANÇA
CIENTÍFICA BRASILEIRA
TULIO CHIARINITULIO CHIARINI
LARISSA PEREIRALARISSA PEREIRA
CARLA PEREIRA SILVACARLA PEREIRA SILVA
VITOR MARINHOVITOR MARINHO
3093
B asília, ma ço de 2025
FRONTEIRAS DESIGUAIS: UM EXAME
CRÍTICO DA PARTICIPAÇÃO NEGRA
INTERSECCIONADA COM SEXO NA
LIDERANÇA CIENTÍFICA BRASILEIRA1,2
TULIO CHIARINI3
LARISSA PEREIRA4
CARLA PEREIRA SILVA5
VITOR MARINHO6
1. Uma ap esen ação p elimina dos dados oi ealizada no XX Seminá io de Diaman-
ina, em 2024, o ganizado pelo Cen o de Desen ol imen o e Planejamen o Regional
da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedepla ) da Uni e sidade Fede al de Minas
Ge ais (UFMG), e encon a-se disponí el nos anais do e en o. Es a e são, no en an o,
az no as in e p e ações e con ibuições.
2. Os au o es ag adecem aos pa ece is as anônimos pela lei u a a en a e pelas alio-
sas suges ões e ecomendações. Ag adecem ambém à equipe edi o ial do Ins i u o
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) pelo igo oso abalho de e isão g ama ical
e pela cuidadosa o ma ação do ex o. No en an o, essal am que quaisque e os ou
omissões emanescen es são de sua exclusi a esponsabilidade. De aco do com a
axonomia CRediT (con ibu o oles axonomy), as con ibuições dos au o es o am
dis ibuídas da seguin e o ma: Tulio Chia ini oi esponsá el pela concei ualização,
me odologia e supe isão. A cu ado ia de dados e a análise o mal o am ealizadas
po La issa Pe ei a e Vi o Ma inho. Todos os au o es con ibuí am igualmen e pa a
a análise o mal, a in es igação, a alidação e a edação ( e isão e edição).
3. Analis a em ciência e ecnologia no Cen o de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e
Sociedade (CTS) da Di e o ia de Es udos e Polí icas Se o iais, de Ino ação, Regulação
e In aes u u a (Dise ) do Ipea. E-mail: [email p o ec ed] .b .
4. Pesquisado a bolsis a do Subp og ama de Pesquisa pa a o Desen ol imen o Nacio-
nal (PNPD) no CTS da Dise /Ipea. E-mail: la issa.pe ei [email p o ec ed].b .
5. P o esso a do Ins i u o Fede al do No e de Minas Ge ais (IFNMG) Campus Dia-
man ina. E-mail: [email p o ec ed].
6. Pesquisado bolsis a do PNPD na Dise /Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
RAFAEL GUERREIRO OSÓRIO
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
F on ei as desiguais : um exame c í ico da pa icipação neg a
in e seccionada com sexo na lide ança cien í ica b asilei a /
Tulio Chia ini ... [e al.]. – B asília, DF: Ipea, 2024.
67 p.: il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3093).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Di e ó io dos G upos de Pesquisa. 2. Di e sidade na Ciência.
3. Injus iça Epis êmica. 4. In e seccionalidade. 5. Racismo.
6. Mulhe es Neg as I. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada.
II. Tí ulo.
CDD 305.800981
Ficha ca alog á ica elabo ada po Ana Paula Fe nandes Ab eu CRB-7/4769.
Como ci a :
CHIARINI, Tulio e al. F on ei as desiguais: um exame c í ico da pa -
icipação neg a in e seccionada com sexo na lide ança cien í ica
b asilei a. B asília, DF: Ipea, ma . 2025. 67 p. (Tex o pa a Discussão,
n. 3093). DOI: h ps:// dx.doi.o g/10.38116/ d3093-po
JEL: I23; O15; O34; O38.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3093-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
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As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 6
2 COMO OS DADOS DE SEXO E COR/RAÇA SÃO
APRESENTADOS NO DGP ...................................................10
2.1 Os g upos de pesquisa do DGP: ques ões me odológicas.... 10
2.2 Pa icipação neg a nos g upos de pesquisa .......................... 14
2.3 Lide ança neg a nos g upos de pesquisa ............................... 16
2.4 Lide ança neg a po g ande á ea do conhecimen o .............. 20
2.5 Lide ança neg a po egião ...................................................... 29
3 ACM ........................................................................................34
3.1 O mé odo ................................................................................... 34
3.2 Aplicação da ACM .................................................................... 36
4 DISCUSSÃO ...........................................................................43
4.1 A di e sidade na p odução de C&T ......................................... 43
4.2 Injus iça epis êmica ................................................................. 45
5 RECOMENDAÇÕES AO CNPQ .............................................46
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................47
REFERÊNCIAS ..........................................................................50
APÊNDICE A .............................................................................56
APÊNDICE B ..............................................................................64

SINOPSE
No B asil, os g upos de pesquisa são ca alogados pelo Conselho Nacional de Desen ol-
imen o Cien í ico e Tecnológico (CNPq) no Di e ó io dos G upos de Pesquisa (DGP).
Embo a es a base de dados seja amplamen e u ilizada em es udos acadêmicos, a é o
momen o não o am ealizadas análises sob e a ep esen a i idade neg a na lide ança
desses g upos. Es e es udo pionei o isa comp eende a pa icipação neg a in e sec-
cionada com sexo na lide ança cien í ica b asilei a, o e ecendo subsídios impo an es
pa a a o mulação de polí icas públicas que p omo am a equidade de gêne o e acial
na comunidade cien í ica do país. Pa a examina a pa icipação neg a nos g upos de
pesquisa, es e es udo se baseia nos mic odados dos pa icipan es, iden i icando como
neg os os indi íduos que se au odecla am p e os ou pa dos.
Pala as-cha e: di e ó io dos g upos de pesquisa; di e sidade na ciência; injus iça
epis êmica; in e seccionalidade; acismo; mulhe es neg as.
ABSTRACT
In B azil, esea ch g oups a e ca aloged by he CNPq in he “Di ec o y o Resea ch
G oups” (DGP). Al hough his da abase is widely used in academic s udies, o da e
he e has been no analysis o black ep esen a ion in he leade ship o hese g oups.
This pionee ing s udy aims o unde s and black pa icipa ion in e sec ed wi h gende in
B azilian scien i ic leade ship, o e ing impo an subsidies o he o mula ion o public
policies ha p omo e gende and acial equi y in he coun y’s scien i ic communi y. In
o de o examine black pa icipa ion in esea ch g oups, his s udy elies on mic oda a
om pa icipan s, iden i ying indi iduals who sel -decla e as black (p e o and pa do).
Keywo ds: di ec o y o esea ch g oups; di e si y in science; epis emic injus ice;
in e sec ionali y; acism; black women.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3093
1 INTRODUÇÃO
A di e sidade é alo izada nas sociedades con empo âneas, pois, além de en iquece
as cul u as, p omo e maio comp eensão e ole ância en e as pessoas. Do pon o de
is a econômico, a di e sidade amplia a c ia i idade, omen a a ge ação de ideias,
amplia as opo unidades de ino ação (Øs e gaa d, Timme mans e K is insson, 2011;
Page, 2008; Paulus, Van de Zee e Kenwo hy, 2016) e melho a a esolução de p oble-
mas e o desempenho das o ganizações (He ing, 2009). G upos que ap esen am uma
a iedade de pe spec i as supe am aqueles compos os po especialis as com ideias
semelhan es, le ando a esul ados supe io es (Hong e Page, 2004).
No con ex o da dinâmica cien í ica, a di e sidade desempenha papel c ucial de ido
à sua associação com a di e sidade cogni i a (Nielsen, Bloch e Schiebinge , 2018). Há
e idências de que a di e sidade de gêne o, po exemplo, em o po encial de impulsiona
a descobe a cien í ica (Nielsen e al., 2017; Nielsen, Bloch e Schiebinge , 2018) e p oduzi
ciência de melho qualidade (Campbell e al., 2013). Adicionalmen e, a di e sidade é ni-
co- acial le a à p odução cien í ica de maio impac o (AlShebli, Rahwan e Woon, 2018;
F eeman e Huang, 2015).
No en an o, apesa do econhecimen o desses impac os posi i os, é c ucial es-
sal a que a comunidade cien í ica pe manece socialmen e es a i icada, com a inequi-
dade na p odução de ciência sendo uma ques ão iden i icada há mais de um século
(Kozlowski e al., 2022). É ele an e obse a que, his o icamen e, as p eocupações
es i e am mais cen adas na comp eensão das dispa idades na pa icipação de
homens com di e en es pe is na p omoção do p og esso da ciência, negligenciando,
em g ande medida, a a enção à di e sidade de gêne o e é nico- acial. Po exemplo, em
1926, um a igo publicado no Jou nal o he Washing on Academy o Sciences es-
sal a a a mo i ação da pesquisa como sendo “de in e esse de e mina , se possí el,
a pa e que homens de di e en es calib es con ibuem pa a o p og esso da ciência”1
(Lo ka, 1926, p. 317, adução nossa).
Comp eende a di e sidade na ciência é essencial, uma ez que a a i idade cien-
í ica con empo ânea em se a as ado da lógica da pesquisa indi idual em a o da
p odução baseada em equipes (Wuch y, Jones e Uzzi, 2007). Assim, a pesquisa oco e
de o ma cole i a, o ganizada em g upos de pesquisa. Esses g upos são composições
de ecu sos humanos que incluem pesquisado es com di e en es ní eis de o ma-
ção acadêmica, como p o esso es, g aduados, pós-g aduados e es agiá ios em ní el
1. Do o iginal: “o in e es o de e mine, i possible, he pa which men o di e en calib e con ibu e o
he p og ess o science”.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3093
pós-dou o al, além de es udan es de iniciação cien í ica ou ecnológica, de g aduação
e pós-g aduação e p o issionais écnicos. No B asil, os g upos de pesquisa de uni-
e sidades, ins i uições isoladas de ensino supe io , ins i u os de pesquisa e alguns
cen os de pesquisa e desen ol imen o (P&D) de emp esas es a ais começa am a
se o malmen e ca alogados pelo Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico
e Tecnológico (CNPq) na década de 1990 e o mam hoje o Di e ó io dos G upos de
Pesquisa – DGP (Chia ini e al., 2022).
O DGP es á inculado à pla a o ma La es e oi p oje ado pa a compila in o ma-
ções sob e odos os g upos de pesquisa a i os no país. Essa base de dados em sido
explo ada em es udos acadêmicos, des acando-se a pesquisa que, po meio de uma
e isão sis emá ica da li e a u a,2 iden i icou 244 manusc i os que a u iliza am (Chia ini
e al., 2022). Esses es udos e elam a impo ância de ais dados pa a a comp eensão
da p odução de conhecimen o cien í ico, ecnológico e a ís ico no con ex o b asilei o,
especialmen e nas in e ações en e eles e ou as o ganizações. Além disso, a base do
DGP é u ilizada pa a analisa a p óp ia dinâmica da p odução cien í ica em di e sas
á eas do conhecimen o (op. ci .).
Dos 244 manusc i os analisados, 11% abo dam emas elacionados às ques ões de
gêne o na ciência.
3
Esses dados do DGP êm con ibuído pa a o a anço do en endimen o
sob e as elações de gêne o/sexo e a p odução cien í ica. Po exemplo, po meio desses
dados, oi possí el aça um pano ama da pa icipação eminina na pesquisa médica
b asilei a, e elando sua p esença nos g upos de pesquisa nessa á ea (Aquino, 2006;
Ca alho, 2020). No en an o, os esul ados ambém e idenciam que a lide ança con inua
sendo um obs áculo p edominan e nas ca ei as cien í icas de mulhe es, com uma pe sis-
en e seg egação de especialidades en e elas e os homens (Ca alho, 2020). Di e en e-
men e, em g upos de pesquisa elacionada à segu ança alimen a e nu icional, a lide ança
dos g upos é compos a po maio ia do sexo eminino (Albuque que, 2020).
Além disso, di e sos es udos cien omé icos in es iga am a pa icipação eminina em
g upos de pesquisa em di e en es á eas, como ecnologia da in o mação (Oli ei a, 2017;
Oli ei a, Mello e Rigolin, 2020; Souza e Fe ei a, 2013); ísica (Ribei o, 2014); odon olo-
gia e o odon ia (Quin ão, Ba e o e Menezes, 2021); saúde cole i a, com en oque em
gêne o, saúde da mulhe e sexualidade (Aquino, 2006); educação e é ica em en e magem
2. Fo am u ilizados o Ca álogo de Teses e Disse ações, da Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal
de Ní el Supe io (Capes); a base da Biblio eca Digi al B asilei a de Teses e Disse ações, do Ins i u o
B asilei o de In o mação em Ciência e Tecnologia (BDTD/IBICT); e as bases Web o Science, SciVe se
Scopus e Scien i ic Elec onic Lib a y Online (SciElo).
3. Nos í ulos e esumos dos 244 manusc i os iden i icados po Chia ini e al. (2022), o am buscados
os e mos “gêne o”, “ eminin*”, “sexual”, “sexo” e “mulhe ”.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3093
(San os, 2016); educação u al (Hayashi e Gonçal es, 2016), adminis ação e con abilidade
(And ade, Macedo e Oli ei a, 2014; Dias e al., 2019; San iago, A onso e Dias, 2020). Esses
es udos suge em ha e di e enças da pa icipação de mulhe es nos g upos de pesquisa
de aco do com a á ea do conhecimen o.
Ou as pesquisas o am capazes de desen ol e indicado es em elação à pa icipa-
ção eminina na ciência e ecnologia (Hayashi e al., 2007), no co po docen e eminino da
Uni e sidade Fede al de São Ca los – UFSCa (Mino o, 2018) e nos g upos de pesquisa
inculados ao Ins i u o Fede al de Se gipe – IFS (Sil a, 2016), assim como ao impac o
da p odução de conhecimen o po eminis as b asilei as nas uni e sidades do país
(Oli ei a, 2015). Po im, des aca-se um es udo que mapeou a p esença das mulhe es
na di ulgação cien í ica b asilei a, e elando as di e sas unções desempenhadas po
elas na pesquisa, no ensino e na comunicação cien í ica (Adabo, 2017).
Embo a os es udos mencionados, que ambém u iliza am o DGP, enham o e ecido
con ibuições signi ica i as, a é o momen o não oi iden i icado nenhum abalho a pa i
dessa base de dados que enha analisado a e olução da ep esen a i idade neg a nos
g upos de pesquisa no con ex o b asilei o, com oco especí ico na lide ança desses g upos.
Con o me pon uou Oli ei a (2015), ao iden i ica os g upos que pesquisam eminismo no
país, exis e uma di iculdade de acesso às in o mações sob e a au odecla ação de sexo
e co / aça.
No en an o, oi iden i icado um es udo que usou dados do DGP pa a abo da ques ões
aciais:4 Sil a (2019) mapeou a cons i uição do campo das elações é nico- aciais e da
educação no B asil ia DGP e demons ou que os g upos de pesquisa que discu em edu-
cação e elações é nico- aciais es ão concen ados nos es ados do Amazonas e do Pa á,
po ém não discu iu a p esença de memb os neg os nos g upos nem na lide ança des es.
A abo dagem analí ica ocada na lide ança dos g upos de pesquisa a pa i do
DGP di e e de es udos an e io es que busca am en ende a di e sidade na ciência
b asilei a. Esses es udos examina am, po exemplo, a p odu i idade de mulhe es com
oco na au o ia de publicações cien í icas (Le a, 2003; 2014); a dis ibuição de bolsas
de p odu i idade de pesquisa em á eas especí icas do conhecimen o (Cunha, Dimens-
ein e Dan as, 2021; Lazza ini e al., 2018); e a pa icipação de neg os e indígenas nas
ciências du as b asilei as, e elando uma hie a quia que a ibui às mulhe es neg as e
indígenas as pio es colocações em e mos de posições mais es á eis em p og amas
de pós-g aduação nas á eas STEM5 (Campos e Candido, 2023).
4. Nos í ulos e esumos dos 244 manusc i os iden i icados po Chia ini e al. (2022), o am buscados
os e mos “ aça”, “ acial”, “é nico- acia*”, “neg *” e “co ”.
5. Science, ecnology, enginee ing and ma ema ics.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3093
Dessa o ma, pa e desse c escimen o pode es a associada ao es ímulo pa a que os
pesquisado es es abeleçam g upos de pesquisa, com o obje i o de e acesso a inancia-
men o público. Po an o, isso não necessa iamen e e le e um aumen o eal nas a i idades
de pesquisa, ou pelo menos não na mesma p opo ção. Essa análise essal a a impo ância de
conside a os incen i os e as polí icas po ás do aumen o no núme o de g upos de pesquisa
ao longo do empo, a im de comp eende melho a dinâmica e o impac o dessa e olução.
Em elação ao pe cen ual de g upos de pesquisa com pa icipação de pessoas
neg as, independen emen e do sexo, obse ou-se um c escimen o ao longo dos anos:
em 2000, 48,6% dos g upos inham pelo menos um pa icipan e neg o, enquan o em
2023 esse pe cen ual sal ou pa a 89,6%.
Em elação ao sexo, em 2000, 34,2% dos g upos inham pelo menos um pa ici-
pan e neg o do sexo masculino, enquan o em 2023 esse núme o sal ou pa a 76,4%.
Além disso, obse a-se um pad ão semelhan e na p esença de mulhe es neg as nos
g upos de pesquisa. Ao longo das úl imas décadas, hou e um aumen o cons an e no
núme o e na p opo ção de g upos que con a am com a pa icipação de pelo menos
uma mulhe neg a. Em 2000, 29,4% dos g upos inham pelo menos uma mulhe neg a
en e seus memb os e em 2023 esse núme o c esceu pa a 76,3%.
Esses aumen os de em se is os ambém com cuidado, podendo suge i uma e o-
lução posi i a em e mos de inclusão de neg os nos ambien es de pesquisa b asilei os,
po ém, como já mencionado, o pe cen ual de dados ausen es (ou não in o mados) em
elação ao sexo e à co / aça no início da sé ie empo al e a conside á el. Isso suge e
que o pe cen ual eal de g upos com memb os neg os e b ancos pode es a subes-
imado, sob e udo pa a os p imei os censos. Além disso, é impo an e conside a a
possibilidade de dupla con agem no núme o de memb os cadas ados, em i ude de
uma possí el pa icipação de um indi íduo em mais de um g upo de pesquisa, o que
pode dis o ce os esul ados.19,20
19. A duplicação oco e an o pa a b ancos quan o pa a neg os. Mesmo com duplicações, a ocupação desses
espaços con inua sendo signi ica i a, pois e le e a p esença de indi íduos nesses ambien es, ainda que a mesma
pessoa pa icipe de á ios g upos. Po an o, a análise pe manece álida, mesmo econhecendo o es o ço e a
ca ga men al que mui os memb os de g upos de pesquisa en en am po p ecisa es a em an os espaços.
20. Ou o pon o impo an e é a mudança na iden i icação acial que em oco endo no B asil desde o início
dos anos 2000. Es udos demons am que os aumen os obse ados na po cen agem de neg os no o al
do país o am de idos quase exclusi amen e à mudança no modo como as p óp ias pessoas se eem
(Gonçal es de Jesus e Ho mann, 2020). Se ia in e essan e e i ica se essa mudança ambém oco eu na
au oiden i icação dos pesquisado es no B asil. No en an o, a ausência de dados iden i icados di icul a o
acompanhamen o dos indi íduos ao longo do empo. De odo modo, a o ma como as pessoas se pe cebem
é pa e essencial da cons ução acial. Não há uma ealidade ixa e sem signi icado, na qual os signi icados
são apenas aplicados de manei a a bi á ia. Nesse con ex o, o c escimen o da au odecla ação ep esen a,
de a o, um aumen o da população neg a.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3093
Apesa de os dados an e io es suge i em uma c escen e pa icipação de neg os nos
g upos de pesquisa, com quase 90,0% deles con ando com pelo menos um memb o,
é impo an e obse a que a p opo ção de neg os o al, independen emen e do sexo,
em elação ao o al de memb os ainda é modes a, a ingindo apenas 32,8% em 2023,
embo a seja signi ica i amen e supe io aos 9,3% de 2000 (g á ico 1).
GRÁFICO 1
E olução do núme o de pa icipan es e da pa icipação de neg os ao longo do empo
147 170
256
303
362
472
654
716
881
9,3 11,0
12,0 13,6 15,9 18,3
24,3 26,0
32,8
4,5 5,2 5,8 6,9 8,3 9,8 13,3 14,2 18,3
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1.000
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Pa icipação de neg os em elação ao o al
de memb os dos g upos de pesquisa (%)
Núme o de pa icipan es, independen emen e
de co / aça e sexo
(1 mil)
Neg os Mulhe es neg as
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
2.3 Lide ança neg a nos g upos de pesquisa
Pa a inicia uma análise cen ada nos líde es dos g upos de pesquisa, é c ucial ap esen a
ca ac e ís icas ge ais da a iá el. De 2000 a 2023, obse a-se um c escimen o consis-
en e no alo absolu o no núme o de líde es ao longo empo, em pa alelo ao aumen o do
núme o de g upos de pesquisa ( abela 2), embo a o núme o o al de líde es seja supe io
ao núme o o al de g upos, pois uma pa cela signi ica i a deles possui mais de um líde .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3093
TABELA 2
E olução do núme o de líde es dos g upos de pesquisa, com des aque pa a
pa icipação e lide ança neg a em elação ao o al de líde es
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
G upos em ge al¹
Com líde 11.760 15.158 19.470 21.024 22.797 27.523 30.688 32.750 37.348
Com um único líde 5.243 6.864 8.711 9.479 10.240 12.646 14.119 14.897 17.581
Com dois líde es 6.517 8.293 10.759 11.545 12.557 14.877 11.400 12.451 14.296
Com ês líde es ou mais 0 1 0 0 0 0 5.169 5.402 5.471
Sem líde 0 0 0 0 0 0 4.736 4.890 5.504
Com um único líde (%) 44,6 45,3 44,7 45,1 44,9 45,9 39,9 39,6 41,0
Com dois líde es (%) 55,4 54,7 55,3 54,9 55,1 54,1 32,2 33,1 33,4
Com ês líde es ou mais (%) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 14,6 14,4 12,8
Sem líde (%) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 13,4 13,0 12,8
Média de líde es po g upo 1,6 1,5 1,6 1,5 1,6 1,5 1,6 1,6 1,5
G upos com lide ança neg a
Com lide ança neg a² 1.361 2.018 2.745 3.228 3.970 5.251 7.799 8.771 12.035
Com lide ança neg a² (%) 11,6 13,3 14,1 15,4 17,4 19,1 22,0 23,3 28,1
Com líde es mulhe es neg as 553 827 1.136 1.372 1.730 2.343 3.679 4.233 6.013
Com líde es mulhe es neg as
(%) 4,7 5,5 5,8 6,5 7,6 8,5 10,4 11,2 14,0
Com líde es homens neg os 853 1.269 1.705 1.978 2.406 3.146 4.748 5.269 7.127
Com líde es homens neg os (%) 7,3 8,4 8,8 9,4 10,6 11,4 13,4 14,0 16,6
Líde es
Líde es 18.277 23.453 30.229 32.569 35.354 42.400 55.963 59.582 66.142
Líde es neg os² 1.485 2.216 3.012 3.549 4.408 5.873 9.444 10.711 14.917
Líde es neg os² (%) 8,1 9,4 10,0 10,9 12,5 13,9 16,9 18,0 22,6
Líde es mulhe es neg as 581 873 1.204 1.452 1.848 2.512 4.139 4.806 6.871
Líde es mulhe es neg as (%) 3,2 3,7 4,0 4,5 5,2 5,9 7,4 8,1 10,4
Líde es homens neg os 903 1.343 1.803 2.096 2.560 3.360 5.305 5.905 8.046
Líde es homens neg os (%) 4,9 5,7 6,0 6,4 7,2 7,9 9,5 9,9 12,2
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
No as: ¹ Independen emen e do sexo e da aça/co .
² Independen emen e do sexo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3093
Em 2000, po exemplo, 44,6% dos g upos possuíam apenas um líde , enquan o 55,4%
inham dois líde es; em 2023, 41,0% dos g upos possuíam apenas um líde , enquan o
33,4% inham dois líde es. A pa i de 2014, en e an o, obse ou-se a inclusão de g u-
pos sem líde e de g upos com ês ou mais líde es na base de dados, o que con adiz
a ci ação ex aída do p óp io CNPq de que “um g upo pode admi i a é dois líde es”.
Em 2023, po exemplo, os g upos sem líde es ep esen a am 12,8% do o al de g upos,
e os g upos com ês líde es ou mais ambém ep esen a am 12,8%.
Em elação à lide ança neg a, o pe cen ual de g upos com pelo menos um líde da
co p e a ou pa da (independen emen e do sexo) sal ou de 11,6%, em 2000, pa a 28,1%,
em 2023. No mesmo pe íodo, os g upos lide ados po pelo menos uma mulhe neg a
aumen a am de 4,7% pa a 14,0%.
En e o núme o o al de líde es, ambém hou e um aumen o na lide ança neg a.
Em 2000, dos mais de 18 mil líde es cadas ados, 1.485 e am neg os: 903 homens
e 581 mulhe es,21 is o é, 4,9% e 3,2% do o al de líde es, espec i amen e ( abela 2).
Em con apa ida, em 2023, dos mais de 66 mil líde es cadas ados (pa a um o al de
42.852 g upos egis ados no CNPq), 14.917 se au odecla a am pa dos ou p e os: 8.046
homens e 6.871 mulhe es, ou seja, 12,2% e 10,4% do o al de líde es, espec i amen e.
Os dados pe mi em obse a ainda a in e seccionalidade en e sexo e aça e e i-
ica que a pa icipação das mulhe es neg as na lide ança dos g upos de pesquisa
aumen ou, mas se man e e em o no de 40% em elação ao o al de líde es neg os
ao longo de oda a sé ie (g á ico 2A). Sendo assim, homens neg os possuem menos
lide ança em g upos de pesquisa no B asil, e mulhe es neg as possuem menos ainda.
21. Em 2000, do o al de líde es neg os, um não in o mou o sexo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3093
GRÁFICO 2
Lide ança neg a po sexo e lide ança eminina
2A – Lide ança neg a, po sexo 2B – Lide ança eminina, po co / aça
1,8 2,5
4,1 4,8
6,9
0,9 1,3 1,8 2,1 2,6 3,4
5,3 5,9
8,0
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
0
5
10
15
20
25
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Mulhe es neg as em elação ao
o al de líde es neg os (%)
Núme os da lide ança neg a (1 mil)
Pa icipação eminina
Feminino
Masculino
4,5
6,2
8,5
9,8
11,2
13,7
18,3
19,7
21,0
0,6 0,9 1,2 1,5 1,8 2,5
4,1 4,8
6,9
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
0
5
10
15
20
25
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Líde es mulhe es, b ancas e neg as,
em elação ao o al de líde es (%)
Núme o de líde es mulhe es,
b ancas e neg as (1 mil)
Mulhe es b ancas (%) Mulhe es neg as (%)
Mulhe es b ancas Mulhe es neg as
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os dados ap esen ados nos g á icos e e em-se apenas aos indi íduos au odecla ados b ancos
e neg os (p e os e pa dos). Con udo, os pe cen uais ap esen ados são calculados sob e o o al
de líde es, que engloba ambém os indi íduos au odecla ados ama elos e indígenas e os que não
deseja am decla a , não in o ma am ou deixa am a a iá el em b anco. Sendo assim, conside ando
a exis ência de g upos não disc iminados na análise, a soma dos pe cen uais de mulhe es b ancas
e neg as não de e se en endida como uma ep esen ação da pa icipação eminina como um odo.
Em e mos absolu os, o núme o de mulhe es b ancas e neg as líde es de g upos
de pesquisa aumen ou signi ica i amen e ao longo do pe íodo analisado. Po exemplo,
em 2000, ha ia 4.549 mulhe es b ancas e 581 mulhe es neg as lide ando g upos de
pesquisa, enquan o em 2023 esses núme os aumen a am pa a 21 mil mulhe es b ancas
e 6.871 mulhe es neg as (g á ico 2B).
No en an o, ao examina a p opo ção de mulhe es b ancas e neg as em elação ao
o al de líde es, obse am-se algumas a iações ao longo do empo. Embo a o pe cen-
ual de mulhe es b ancas enha pe manecido ela i amen e es á el, oscilando em o no
de 24,9% a 31,8% ao longo dos anos, o pe cen ual de mulhe es neg as ap esen ou um
aumen o g adual, passando de 3,2% em 2000 pa a 10,4% em 2023 (g á ico 2B).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3093
Esses dados indicam um p og esso na ep esen a i idade de mulhe es neg as
como líde es de g upos de pesquisa, e le indo um mo imen o em di eção à maio
di e sidade e inclusão nesse campo. No en an o, ainda há uma dispa idade signi ica i a
en e o núme o de mulhe es b ancas e neg as ocupando posições de lide ança, com as
mulhe es b ancas ep esen ando uma p opo ção maio em elação ao o al de líde es.
2.4 Lide ança neg a po g ande á ea do conhecimen o22
Pa a a análise po á ea do conhecimen o, os dados o am ag upados em “ciências
du as” (ciências exa as e da e a; e engenha ias e compu ação), “ciências da ida”
(ciências ag á ias; ciências biológicas; e ciências da saúde), “humanidades” (ciências
humanas; linguís ica; le as e a es; e sociais aplicadas) e “ou as”.
2.4.1 Ciências da ida
Conside ando as in a á eas do conhecimen o pe encen es às ciências da ida, em 2000,
homens neg os não p edomina am em nenhuma á ea do conhecimen o. Em medicina,
po exemplo, apenas 2,4% dos líde es e am homens neg os. As á eas com maio pe -
cen ual de lide ança masculina neg a e am engenha ia da pesca (10,9%) e engenha ia
lo es al (14,0%). Da mesma o ma, mulhe es neg as não e am majo i á ias em nenhuma
á ea, com sua maio p esença em saúde cole i a (8,7%), a mácia (9,0%) e en e magem
(15,5%). Em á eas de maio p es ígio social, como medicina e odon ologia, mulhe es
neg as lide a am apenas 1,4% e 1,2% dos g upos, espec i amen e.
22. Os dados ap esen ados nes a seção o am pa cialmen e discu idos em Pe ei a e al. (2024). Pa a uma
análise conside ando apenas á eas STEM, e Chia ini, Pe ei a e Sil a (2025). O ex o ai sai no p óximo
Rada : CHIARINI, T.; PEREIRA, L. S.; SILVA, L. A. A lide ança neg a nos g upos de pesquisa no B asil: um
pano ama po á eas STEM de 2000 a 2023. Rada , n. 78, 2025. No p elo.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3093
TABELA 3
Mapa de calo dos líde es dos g upos de pesquisa po á ea de conhecimen o das ciências da ida, po co / aça e sexo
(Em %)
Á ea do conhecimen o
2000 2010 2023 To al
B anco Neg o B anco Neg o B anco Neg o 2000 2010 2023
Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe
Ag onomia 48,1 13,1 7,8 2,3 52,4 19,2 10,5 4,1 45,3 21,9 14,7 8,2 876 1696 2029
Bio ísica 42,4 18,2 4,5 1,5 44,4 30,6 7,4 2,8 34,5 27,4 13,1 6,0 66 108 84
Biologia ge al 27,4 39,3 7,1 2,4 36,1 32,8 6,6 3,3 25,5 33,2 10,5 15,0 84 61 220
Bioquímica 36,4 26,6 3,2 3,2 32,9 38,4 5,1 4,3 32,7 40,4 4,2 3,6 308 554 450
Bio ecnologia 0 0 0 0 0 0 0 0 33,8 36,5 7,5 8,6 0 0 266
Bo ânica 18,6 40,0 6,8 4,1 21,4 41,8 7,0 7,5 26,4 36,2 11,0 9,5 220 388 390
Ciência e ecnologia de alimen os 26,9 34,8 2,0 3,3 31,6 42,2 6,8 4,6 25,2 44,1 8,7 10,8 305 561 759
Ecologia 37,6 28,0 3,5 2,9 34,8 30,6 7,3 6,5 34,7 24,8 12,1 9,2 314 765 876
Educação ísica 44,0 23,3 8,0 2,7 43,9 29,0 11,2 4,1 44,6 24,2 14,7 5,7 150 748 1289
En e magem 5,0 55,8 0,7 15,5 5,9 67,4 2,3 14,5 9,6 60,3 5,1 19,8 303 791 1.515
Engenha ia ag ícola 67,3 7,1 7,1 0,0 66,7 12,3 8,7 1,8 50,2 21,8 12,9 5,0 98 219 303
Fa mácia 23,4 34,7 5,4 9,0 24,4 48,9 5,8 8,0 27,0 40,4 9,1 12,3 167 585 684
Fa macologia 38,0 29,7 3,2 1,9 33,3 42,1 8,0 4,2 30,0 37,5 11,6 6,5 158 261 293
Fisiologia 39,6 26,8 3,0 4,3 37,4 40,8 4,2 3,5 36,3 33,7 10,4 6,3 164 289 347
Fisio e apia e e apia ocupacional 12,5 54,2 1,4 5,6 26,8 56,5 2,9 4,1 23,1 54,2 6,5 8,6 72 340 706
Fonoaudiologia 16,7 66,7 0,0 0,0 5,1 83,2 0,7 0,7 10,9 77,6 1,4 5,4 36 137 147
Gené ica 27,6 38,1 2,7 1,4 30,2 37,9 6,3 3,6 30,3 37,7 6,5 9,5 294 556 475
Imunologia 30,8 25,9 2,1 2,8 29,5 42,7 5,8 3,3 26,9 42,3 6,5 8,0 143 241 201
Medicina 47,3 22,1 2,4 1,4 48,1 32,0 4,1 3,2 35,8 38,2 7,0 9,2 1.104 2.172 2.065
Medicina e e iná ia 43,5 21,6 4,6 1,6 41,8 30,8 6,8 4,4 39,3 35,2 8,9 5,7 370 779 809
Mic obiologia 22,9 39,1 5,3 5,6 24,0 43,2 4,2 6,7 28,0 39,4 8,2 11,4 284 475 510
Mo ologia 25,9 36,1 1,3 2,5 37,5 39,2 6,5 4,8 31,8 40,5 8,3 9,3 158 293 289
Nu ição 13,5 53,2 4,5 1,8 10,3 59,9 4,4 13,2 12,2 58,0 2,6 19,5 111 272 498
Odon ologia 43,2 21,9 2,9 1,2 43,3 36,7 4,5 3,7 35,7 42,9 6,0 6,0 407 867 739
Pa asi ologia 26,6 32,4 4,0 3,5 28,5 37,9 3,6 5,9 28,4 31,4 8,4 11,7 173 253 299
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3093
Á ea do conhecimen o
2000 2010 2023 To al
B anco Neg o B anco Neg o B anco Neg o 2000 2010 2023
Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe
Recu sos lo es ais e engenha ia
lo es al 50,3 11,2 14,0 2,1 51,9 16,6 13,6 4,4 43,7 21,3 17,0 5,9 143 295 389
Recu sos pesquei os e
engenha ia de pesca 35,9 13,0 10,9 1,1 49,7 19,5 8,9 4,1 42,8 13,6 21,8 10,5 92 169 257
Saúde cole i a 27,4 32,7 3,3 8,7 22,8 49,1 5,1 12,7 19,9 44,2 9,7 18,4 449 1.149 2.046
Zoologia 30,9 24,0 4,4 2,9 40,1 25,4 3,8 2,7 34,9 25,3 10,1 4,9 275 449 467
Zoo ecnia 51,8 9,6 7,0 2,7 53,7 18,1 10,6 3,4 41,6 29,3 13,1 6,6 301 585 694
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os dados ap esen ados e e em-se apenas aos indi íduos au odecla ados b ancos e neg os (p e os e pa dos). Con udo, os pe cen uais
ap esen ados são calculados sob e o o al de líde es, que engloba ambém os indi íduos au odecla ados ama elos e indígenase os
que não deseja am decla a , não in o ma am ou deixa am a a iá el em b anco. Sendo assim, conside ando a exis ência de g upos
não disc iminados na análise, a soma dos pe cen uais obse ados não co esponde á a 100%.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3093
Em 2023, embo a a lide ança de homens neg os con inue sendo ela i amen e
baixa, hou e c escimen o em sua pa icipação em odas as á eas das ciências da
ida. Em medicina, po exemplo, a p opo ção de líde es homens neg os aumen ou de
2,4% em 2000 pa a 7,0% em 2023; em odon ologia, sal ou de 2,9% pa a 6,0%. Mulhe es
neg as, embo a ainda com ep esen ação ela i amen e baixa, ambém aumen a am
sua pa icipação na lide ança de pesquisa em odas as á eas: em medicina, passa-
am de 1,4% em 2000 pa a 9,2% em 2023; em odon ologia, de 1,2% pa a 6,0%; e em
gené ica, de 1,4% pa a 9,5%.
2.4.2 Ciências du as
De o ma ainda mais acen uada que nas ciências da ida, a p esença de á eas do
conhecimen o em que a lide ança é p edominan emen e compos a po homens b ancos
é mui o signi ica i a nas ciências du as. Em 2000, a pa icipação de homens neg os
na lide ança e a mais exp essi a em ma emá ica (10,7%) – embo a ainda in e io à
das mulhe es b ancas (31,0%) – e em ísica (7,8%), em que supe a am as mulhe-
es b ancas (6,5%). Homens neg os ambém p edomina am sob e mulhe es b ancas
em engenha ia de minas, engenha ia elé ica e engenha ia mecânica. Po ou o lado,
mulhe es neg as inham maio lide ança ela i a em engenha ia química (4,9%) e em
p obabilidade e es a ís ica (4,8%); e, em di e sas á eas, não ha ia nenhuma lide ança
eminina neg a, como em as onomia, desenho indus ial, engenha ia ae oespacial,
engenha ia mecânica, engenha ia na al e engenha ia nuclea , além de algumas á eas
com apenas uma líde neg a: engenha ia biomédica, engenha ia de minas, engenha ia
de p odução, engenha ia elé ica e oceanog a ia.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3093
TABELA 4
Mapa de calo dos líde es dos g upos de pesquisa po á ea de conhecimen o das ciências du as, po co / aça e sexo
(Em %)
Á ea do conhecimen o
2000 2010 2023 To al
B anco Neg o B anco Neg o B anco Neg o
2000 2010 2023
Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe Homem Mulhe
As onomia 37,7 11,5 3,3 0,0 40,0 8,6 5,7 0,0 43,8 12,3 12,3 1,4 61 70 73
Ciência da compu ação 46,1 13,9 4,9 1,8 48,5 16,2 10,0 3,0 48,7 13,7 17,3 5,3 488 1198 1800
Desenho indus ial 35,7 50,0 0,0 0,0 31,0 39,0 6,4 5,3 27,7 44,6 8,6 6,8 14 187 325
Engenha ia ae oespacial 57,1 0,0 0,0 0,0 68,0 6,0 0,0 0,0 70,0 5,7 7,1 0,0 56 50 70
Engenha ia biomédica 55,0 10,0 5,0 1,7 48,5 16,4 9,0 2,2 39,0 22,9 10,3 2,2 60 134 223
Engenha ia ci il 52,9 9,7 4,9 1,9 53,4 18,8 7,7 2,8 46,7 21,8 13,0 6,4 412 639 886
Engenha ia de ene gia 0 0 0 0 0 0 0 0 48,0 13,6 13,6 6,4 0 0 125
Engenha ia de ma e iais e
me alú gica 47,5 14,7 4,4 1,9 44,9 22,5 6,4 3,6 44,9 19,2 11,3 8,1 320 472 577
Engenha ia de minas 56,1 4,9 7,3 2,4 57,6 6,8 15,3 3,4 48,7 15,4 15,4 5,1 41 59 39
Engenha ia de p odução 52,4 15,1 3,8 0,5 56,9 18,2 7,4 1,1 48,6 22,4 13,5 2,7 185 457 666
Engenha ia de anspo es 55,3 7,9 5,3 0,0 50,6 16,5 12,9 1,2 40,4 32,6 5,6 11,2 38 85 89
Engenha ia elé ica 55,5 4,7 7,0 0,2 57,6 6,3 14,5 1,0 57,8 7,7 16,6 2,8 427 874 1245
Engenha ia mecânica 61,9 3,5 4,4 0,0 65,3 5,6 10,5 0,6 55,0 10,3 18,5 2,2 339 533 687
Engenha ia na al e oceânica 50,0 6,3 0,0 0,0 73,3 0,0 0,0 0,0 75,9 6,9 6,9 0,0 16 15 29
Engenha ia nuclea 50,6 15,7 4,8 0,0 49,6 18,7 7,3 1,6 40,4 5,8 15,4 7,7 83 123 52
Engenha ia química 39,1 26,7 8,6 4,9 39,4 33,5 8,1 4,3 35,1 33,8 12,1 6,4 266 442 530
Engenha ia sani á ia 49,3 14,2 5,4 3,4 42,1 22,8 10,9 5,5 40,0 30,5 12,0 7,8 148 311 400
Física 45,9 6,5 7,8 0,9 48,1 10,0 12,2 1,7 40,6 9,9 22,6 4,4 771 1.111 1.246
Geociências 47,0 12,8 7,3 1,5 47,4 21,0 9,9 3,6 41,4 17,9 15,4 6,7 615 860 1.017
Ma emá ica 32,5 11,5 10,7 1,2 35,8 17,9 14,8 2,1 33,5 19,6 22,5 6,9 243 559 849
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
31
3093
2.5.2 Lide ança neg a po egião
A análise dos dados sob e a pa icipação de lide ança neg a (independen emen e do sexo)
nos g upos de pesquisa po egião do B asil e ela algumas endências ao longo do empo.
P imei amen e, é possí el obse a um aumen o consis en e na ep esen ação da lide-
ança neg a em odas as egiões do país ao longo dos anos (g á ico B.2 no apêndice B).
Po exemplo, en e 2000 e 2023, a pa icipação de lide ança neg a na egião Cen o-Oes e
c esceu de 10,2% pa a 24,2%, enquan o no No des e passou de 22,3% pa a 37,7%. Simila -
men e, an o a egião No e quan o a egião Sudes e mos a am um c escimen o no ó io,
com a pa icipação de lide ança neg a subindo de 33,0% pa a 44,4% no No e e de 4,5%
pa a 15,1% no Sudes e.
Po ou o lado, a egião Sul e e um c escimen o mais mode ado, com a pa icipa-
ção de lide ança neg a subindo de 2,7% pa a 7,8% ao longo do mesmo pe íodo, sendo
a egião com menos neg os, independen emen e do sexo, em papel de lide ança nos
g upos de pesquisa no B asil.
Em elação aos dados sob e a pa icipação de mulhe es neg as como líde es de
g upos de pesquisa po egião no B asil, podem-se obse a endências semelhan es,
po ém com algumas nuances especí icas. Em p imei o luga , há um c escimen o ge al
na ep esen ação de mulhe es neg as como líde es de g upos de pesquisa em odas
as egiões ao longo dos anos. En e 2000 e 2023, o pe cen ual de mulhe es neg as
líde es de g upos de pesquisa na egião Cen o-Oes e aumen ou de 4,2% pa a 10,5%,
enquan o no No des e passou de 9,4% pa a 18,1%. Simila men e, an o a egião No e
quan o a egião Sudes e mos a am um c escimen o signi ica i o, com o pe cen ual
de lide ança de mulhe es neg as subindo de 11,7% pa a 19,4% no No e e de 1,7% pa a
7,0% no Sudes e (g á ico B.3 no apêndice B).
No en an o, assim como na análise an e io , a egião Sul ap esen a o meno c es-
cimen o ela i o, com o pe cen ual de lide ança de mulhe es neg as subindo de apenas
0,9% pa a 3,2% ao longo do pe íodo analisado.
Esses dados in e seccionais des acam um a anço na ep esen ação de mulhe es
neg as como líde es de g upos de pesquisa em odo o B asil, mas ambém e idenciam a
pe sis ência de dispa idades egionais, de sexo e aciais impo an es. Po exemplo, em
2023, na egião Sul, enquan o 39,1% são mulhe es líde es au odecla adas b ancas, as
mulhe es neg as ep esen am apenas 3,2% do o al de líde es; na egião Sudes e,
as mulhe es líde es b ancas ep esen am 35,5%, enquan o as neg as, 7,0%; na egião
Cen o-Oes e, as mulhe es líde es b ancas somam 31,9%, e as neg as, 10,5%. As
egiões menos desiguais em e mos de co / aça en e o sexo eminino são No e e
No des e: ambém em 2023, no No e, 20,6% dos líde es de g upos de pesquisa são

TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
3093
mulhe es b ancas, con a 19,4% de mulhe es neg as; e, pa a o No des e, 24,0%
são mulhe es b ancas, enquan o 18,1% são mulhe es neg as.
Esses dados suge em uma mudança na composição demog á ica dos líde es nas
egiões b asilei as ao longo do empo, com um aumen o na ep esen ação de líde es
neg os, an o homens quan o mulhe es. No en an o, pe sis em dispa idades egionais, e
neg os são sub- ep esen ados em odas as egiões, p incipalmen e no Sul e no Sudes e,
locais em que, con o me apon am dados do Censo Demog á ico 2022, do Ins i u o
B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE),24 a p esença da população neg a chega a
26,7% e 49,3%, espec i amen e.
Conside ando a dis ibuição das mulhe es neg as líde es de g upos de pesquisa nas
egiões, assim como nas análises an e io es, a egião No des e se des aca, com 45,8%
das líde es mulhe es neg as em 2000 e 47,3% em 2023. Apesa de o pe cen ual de mulhe-
es neg as líde es sob e o o al de líde es no Sudes e não se ão exp essi o, os dados
e idenciam que, ao longo da sé ie, do o al de mulhe es neg as líde es, mais de 20,0%
pe enciam a g upos do Sudes e; oda ia, esse pe cen ual ap esen ou queda de 29,6%,
em 2000, pa a 25,0%, em 2023. Na egião Cen o-Oes e, a dis ibuição se man e e es á el,
enquan o as egiões No e e Sul i e am aumen os ma ginais na dis ibuição de mulhe es
neg as líde es. Sendo assim, obse a-se uma edução na a uação de líde es mulhe es
neg as na egião Sudes e e um aumen o nas egiões No des e, No e e Sul.
2.5.3 O pe il demog á ico egional e a lide ança dos g upos
de pesquisa
Pa a in es iga a sub- ep esen ação de de e minados pe is na lide ança dos g upos
de pesquisa no B asil e nas G andes Regiões, o am u ilizados dados do núme o de
líde es com cada um desses pe is e da população pe encen e a cada um deles. Pa a
essa análise, ado ou-se o cálculo do núme o de líde es po 10 mil habi an es como
pad onização, pe mi indo a compa abilidade en e populações de amanhos di e en es.
Fo am u ilizados os dados de população dos Censos Demog á icos 2010 e 2022,
do IBGE, e os dados de líde es dos Censos DGP 2010 e 2023. A escolha desses anos
de eu-se à disponibilidade de es a ís icas ecen es pa a a população com eco e de
sexo/gêne o e co / aça, p esen es apenas no censo demog á ico. Além disso, os dados
de população de 2022 o am u ilizados pa a compa a com os dados do Censo DGP de
2023, conside ando es es como uma p oxy da população pa a 2023.
24. Disponí el em: h ps://sid a.ibge.go .b / abela/1209. Acesso em: 18 jun. 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3093
As abelas 6 e 7 ap esen am os núme os de líde es de g upos do DGP com de e -
minada ca ac e ís ica po 10 mil habi an es com a mesma ca ac e ís ica – po exem-
plo, núme o de mulhe es neg as líde es de g upos de pesquisa po 10 mil mulhe es
neg as na população b asilei a. As colunas ap esen am as ca ac e ís icas dos indi íduos
analisados e as linhas, as unidades e i o iais. Pa a ins de simpli icação, ado amos
como nomencla u a pa a a elação analisada o e mo “índice”, de modo que “índice
de b ancos”, po exemplo, co esponde á ao núme o de b ancos líde es de g upos de
pesquisa po 10 mil habi an es b ancos.
Conside ando os pe is analisados, hou e um aumen o no núme o de líde es po
10 mil habi an es em odas as egiões en e 2010 e 2023. Em odas as ca ac e ís icas
a aliadas, a egião No e ap esen ou o meno núme o de líde es po 10 mil habi an es.
Con udo, des aca-se que nessa egião o índice de neg os é maio que o de b ancos, p in-
cipalmen e de ido ao índice de homens neg os, que é maio que o de homens b ancos
nos dois pe íodos analisados. Em con apa ida, a egião Sul ap esen ou o maio índice
de b ancos, independen emen e do sexo, nos dois pe íodos. No en an o, em e mos
pe cen uais, os aumen os obse ados nos índices pa a neg os o am supe io es aos
obse ados pa a b ancos nessa egião.
Des aca-se ainda que a egião No des e ap esen ou o maio aumen o do índice de
neg os en e 2010 e 2023. Os meno es c escimen os nos índices en e os pe íodos,
com exceção do obse ado pa a mulhe es neg as, o am e i icados na egião Sudes e.
O meno c escimen o do índice de mulhe es neg as oi obse ado na egião Cen o-Oes e.
TABELA 6
Núme o de líde es po 10 mil habi an es com a mesma ca ac e ís ica (2010)
Região To al Mulhe es
b ancas
Mulhe es
neg as
Homens
b ancos
Homens
neg os
B ancos Neg os Homens Mulhe es
B asil 3,210 0,607 2,495 1,960 2,893 0,519 3,555 0,694
Cen o-Oes e 5,403 0,494 2,039 1,833 5,080 0,477 5,743 0,510
No des e 2,700 0,673 1,671 1,359 2,484 0,596 2,939 0,751
No e 0,227 0,249 0,312 0,238 0,203 0,210 0,253 0,287
Sudes e 6,625 2,718 8,000 6,220 6,035 2,263 7,250 3,156
Sul 13,190 0,550 7,695 6,055 11,756 0,374 14,707 0,721
Fon es: DGP/CNPq (disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/; acesso em: 15 maio
2024) e IBGE (disponí el em: h ps://sid a.ibge.go .b / abela/9606).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3093
TABELA 7
Núme o de líde es po 10 mil habi an es com a mesma ca ac e ís ica (2022-2023)
Região To al Mulhe es
b ancas
Mulhe es
neg as
Homens
b ancos
Homens
neg os
B ancos Neg os Homens Mulhe es
B asil 4,795 1,323 3,506 3,022 4,520 1,205 5,101 1,444
Cen o-Oes e 8,710 0,914 3,002 2,729 8,503 0,798 8,932 1,029
No des e 6,033 1,708 3,565 3,034 5,600 1,599 6,519 1,822
No e 0,503 0,514 0,652 0,496 0,446 0,444 0,569 0,585
Sudes e 7,842 4,603 8,537 7,745 7,643 4,342 8,057 4,858
Sul 18,587 1,093 9,251 7,939 17,344 0,879 19,943 1,307
Fon es: DGP/CNPq (disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/; acesso em: 15 maio
2024) e IBGE (disponí el em: h ps://sid a.ibge.go .b / abela/1209; acesso em: 18 jun. 2024).
Elabo ação dos au o es.
3 ACM
3.1 O mé odo
A ACM é uma écnica es a ís ica mul i a iada que isa explo a e isualiza as elações
en e di e sas a iá eis ca egó icas. Ela é uma ex ensão da análise de co espondên-
cia simples (CA), que é u ilizada pa a analisa abelas de con ingência bidimensionais.
Ao analisa mais de duas a iá eis ca egó icas, a ACM pe mi e a cons ução de biplo s,
que ep esen am as associações en e di e en es ca ego ias de a iá eis, acili ando a
in e p e ação dos dados de manei a isual e in ui i a.
O mé odo ACM é concei ualmen e semelhan e à análise de componen es p incipais
(PCA), mas aplicada a dados ca egó icos. Em ez de u iliza uma ma iz de dados con-
ínuos, a ACM abalha com uma ma iz de indicado es , em que cada coluna ep esen a
um ní el de ca ego ia de uma a iá el ca egó ica. Essa ma iz é compos a po 0s e
1s, indicando a p esença de um ní el especí ico de uma ca ego ia pa a cada amos a.
A ma iz de indicado es é c iada combinando as ma izes de indicado es indi iduais
pa a cada a iá el ca egó ica. Po exemplo, uma a iá el ca egó ica “ i ulação”, com
ní eis “dou o ado”, “mes ado” e “g aduação”, se ia codi icada em uma ma iz
com qua o colunas, cada uma ep esen ando um ní el de i ulação do indi íduo. A aná-
lise da ACM en ol e a decomposição em alo es singula es (SVD) da ma iz ajus ada.
A decomposição é ei a na ma iz , em que é uma ma iz diagonal con endo as e-
quências das ca ego ias. Os e o es singula es esul an es ep esen am as coo denadas
das ca ego ias e das amos as no espaço de baixa dimensão (G eenac e, 2017; Le Roux
e Rouane , 2010).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3093
Os biplo s ge ados pela ACM ep esen am g a icamen e as elações en e as ca e-
go ias das a iá eis. Pon os p óximos uns dos ou os indicam ca ego ias com pe is
semelhan es. Em ou as pala as, quan o mais p óximos es ão os pon os, maio a
simila idade en e eles em elação às a iá eis conside adas. A con ibuição de cada
ca ego ia pa a a a iabilidade o al é ep esen ada pela in ensidade da co dos pon os
no biplo . Essas ep esen ações isuais mos am pad ões de associação, mas não
implicam necessa iamen e causalidade en e as ca ego ias.
A con ibuição de cada ca ego ia em uma ACM é calculada pa a en ende como
cada pon o (ca ego ia) in luencia a o mação das dimensões. Esse cálculo é baseado
na decomposição da iné cia o al associada à a iância explicada pelas dimensões da
ACM. A iné cia o al é a a iância o al explicada pelas dimensões da ACM e é calculada
a pa i da soma dos quad ados das dis âncias dos pon os (ca ego ias) ao cen o do
g á ico, ponde ada pelas equências das ca ego ias. A iné cia o al (IT) é dada po :
(1)
Na equação (1), é a equência obse ada da combinação da ca ego ia na a iá-
el ; é a equência obse ada; e é a equência espe ada sob a independência
das a iá eis.
Pa a cada ca ego ia, calcula-se a iné cia pa cial, que é a con ibuição da ca ego ia
pa a a iné cia o al. Isso en ol e calcula a dis ância do pon o ao cen o, ponde ada pela
equência da ca ego ia. A con ibuição absolu a de uma ca ego ia pa a uma dimen-
são especí ica é dada pelo p odu o da coo denada da ca ego ia nessa dimensão ao
quad ado e pela equência da ca ego ia. A con ibuição absolu a da ca ego ia ( )
na dimensão é dada po :
(2)
Na equação (2), é a equência da ca ego ia i e é a coo denada da ca e-
go ia na dimensão d. A con ibuição ela i a é a con ibuição absolu a di idida pela
iné cia o al da dimensão. Isso exp essa quan o da a iação explicada po uma dimen-
são é de ido a uma ca ego ia especí ica. Logo, a con ibuição ela i a da ca ego ia
na dimensão é:
(3)
Na equação (3), é a iné cia o al da dimensão . Nos g á icos ge ados pela ACM,
a co das ca ego ias ( a iando de azul a e melho) indica a magni ude da con ibui-
ção ela i a. Ca ego ias em e melho con ibuem mais pa a a o mação da dimensão
especí ica, enquan o ca ego ias em azul con ibuem menos. Se uma ca ego ia “homem
TEXTO pa a DISCUSSÃO
36
3093
neg o” ap esen a uma equência al a e uma dis ância signi ica i a do cen o do g á ico
em uma dimensão, essa ca ego ia e á uma con ibuição ela i a al a, e le ida na co
e melha no g á ico.
3.2 Aplicação da ACM
As a iá eis ca egó icas a se em analisadas são ap esen adas no quad o 1.
QUADRO 1
Ca ego ias das a iá eis u ilizadas na ACM
Líde do g upo pesquisa Á ea do conhecimen o Ti ulação Região Sexo e co / aça
Sim Ciências da ida Dou o ado Cen o-Oes e Homem b anco
Não Ciências du as G aduação No des e Homem neg o
Humanidades Mes ado No e Mulhe b anca
Ou as Sudes e Mulhe neg a
   Sul 
Elabo ação dos au o es.
As a iá eis “líde g upo pesquisa”, “á ea do conhecimen o”, “ i ulação”, “ egião”
e “sexo e co / aça” o am u ilizadas pa a explo a as associações en e as di e en es
ca ego ias nos g upos de pesquisa. A a iá el “líde g upo pesquisa” (sim/não) pe -
mi e iden i ica a in luência do papel de lide ança na dinâmica dos g upos. A a iá el
“á ea do conhecimen o” (ciências da ida, ciências du as, humanidades, en e ou as)
e ela como di e en es campos do sabe se associam en e si e com ou as a iá eis.
A a iá el “ i ulação” (g aduação, mes ado e dou o ado) e idencia o impac o do ní el
educacional nas ca ac e ís icas dos g upos e de suas lide anças.
A a iá el “ egião” (Cen o-Oes e, No des e, No e, Sudes e e Sul) explo a as a ia-
ções geog á icas, des acando possí eis desigualdades egionais. Po im, a a iá el
“sexo e co / aça” (homem b anco, homem neg o, mulhe b anca e mulhe neg a) in es-
iga as in e ações de gêne o e co / aça nos g upos, o e ecendo uma isão sob e di e si-
dade e inclusão nas pesquisas. Jun as, essas a iá eis ajudam a mapea as complexas
elações e pad ões nos g upos de pesquisa b asilei os.
No g á ico 4, e e en e aos dados do Censo DGP 2000, obse a-se uma cla a co e-
lação en e as ca ego ias “lide _sim”, “dou o ado”, “ciências du as” e “homem b anco”.
Essa p oximidade no g á ico indica que as ca ego ias an e io es es ão associadas de
o ma mais o e, ou seja, indi íduos com o í ulo de dou o ado que a uam em á eas das

TEXTO pa a DISCUSSÃO
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ciências du as êm maio p obabilidade de ocupa posições de lide ança em g upos de
pesquisa. Embo a essa co elação não implique causalidade di e a, ela pe mi e le an a
hipó eses sob e a o es que podem in luencia as chances de lide ança, como a alo i-
zação da educação a ançada e o acesso p i ilegiado a de e minadas á eas do conheci-
men o, equen emen e ocupadas po homens b ancos. Assim, ainda que a análise não
comp o e causalidade, ela apon a pa a a plausibilidade de que a o mação acadêmica
a ançada e o pe il demog á ico es ejam associados ao acesso a essas posições.
Po ou o lado, as ca ego ias “mulhe neg a” e “homem neg o” es ão dis an es das
ca ego ias de lide ança e dou o ado, suge indo que indi íduos desses g upos êm meno
p obabilidade de ocupa posições de lide ança. Essa dissociação de qualque ca ac e ís-
ica de i ulação e le e uma dispa idade signi ica i a em e mos de gêne o e co / aça.
No g á ico 5, obse a-se a co elação pa a os dados do Censo DGP 2023, uma ez
que a con ínua associação de “lide _sim”, “homem b anco” e “dou o ado” indica que
os homens b ancos ainda dominam as posições de lide ança, ago a com uma maio
concen ação nas ciências da ida.
As ca ego ias “mulhe neg a” e “homem neg o” con inuam ela i amen e dis an es
das posições de lide ança, indicando que esses g upos ainda en en am ba ei as signi-
ica i as pa a alcança essas posições. A análise e ela que as mulhe es neg as es ão
p incipalmen e associadas à á ea de humanidades e à i ulação de mes e, enquan o
os homens neg os es ão elacionados às egiões No e e No des e, bem como a ou as
á eas do conhecimen o. Esses pad ões suge em que, embo a haja p og esso, ainda há
uma o e seg egação de co / aça e gêne o na dis ibuição das posições de lide ança.
Os dados desc i i os mos a am que o pe cen ual de g upos com pelo menos um líde
neg o aumen ou de 11,6% em 2000 pa a 28,1% em 2023, e os g upos lide ados po pelo
menos uma mulhe neg a aumen a am de 4,7% pa a 14,0% no mesmo pe íodo. No en an o,
a ACM des aca que mulhe es neg as e homens neg os ainda es ão dis an es das posi-
ções de lide ança, enquan o se “b anco” – em especial homem b anco – e a em 2000 e
con inua sendo em 2023 uma a iá el ele an e pa a e dou o ado e ocupa a lide ança
de g upos. Em e mos p á icos, a dis ância en e as a iá eis indica que essas ca ac e-
ís icas oco em equen emen e jun as nas obse ações. A dis ância maio de “mulhe
neg a” e “lide _sim” suge e que essa combinação é a a e e idencia uma desigualdade
de ep esen ação em e mos das ca ego ias a aliadas.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
38
3093
GRÁFICO 4
Análise de co espondência (2000)
Líde do G. Pesquisa
LÍDER_NÃO
Ciências da ida
Ciências du as
Humanidades
Dou o ado
G aduação
Mes ado
Cen o-Oes e
No des e
No e
Sudes e
Sul
Homem b anco
Homem neg o
Mulhe b anca
Mulhe neg a
B asilei a
Es angei a
-2
-1
0
1
2
-2 -1 0 1 2
Dim1 (11.9%)
Dim2 (9.9%)
3
6
9
12
MCA − 2000
con ib
Elabo ação dos au o es.
GRÁFICO 5
Análise de co espondência (2023)
Líde do G. Pesquisa
LIDER_NÃO
Ciências da ida
Ciências du as
Humanidades
Ou as
Dou o ado
G aduação
Mes ado
Cen o-Oes e
No des e No e
Sudes e
Sul
Homem b anco
Homem neg o
Mulhe b anca
Mulhe neg a
B asilei a
Es angei a
-2
-1
0
1
2
-2 -1 0 1 2
Dim1 (10.3%)
Dim2 (8.7%)
con ib
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
MCA − 2023
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
39
3093
Nas ciências du as, a lide ança é majo i a iamen e exe cida po homens b ancos,
com uma le e diminuição ao longo do empo, mas ainda p edominan e. As mulhe es e
os homens neg os i e am um aumen o signi ica i o em sua ep esen a i idade, mas
con inuam sub- ep esen ados. Esse pad ão é consis en e com os esul ados da ACM,
os quais mos am a p oximidade das ca ego ias “lide _sim”, “dou o ado” e “ciências
du as” e a pe sis en e dis ância das ca ego ias “mulhe neg a” e “homem neg o”. Essas
dis âncias podem suge i ba ei as es u u ais ou his ó icas que man êm g upos como
mulhe es neg as mais a as ados das posições de lide ança, assim como ca ego ias
posicionadas em quad an es opos os ou signi ica i amen e a as adas indicam uma
elação de exclusão mú ua. Po exemplo, “homem neg o” e “ciências du as” dis an es de
“lide _sim” suge em que essas ca ac e ís icas são a amen e encon adas jun as com a
lide ança. Pode-se ambém in e p e a que a p oximidade de algumas ca ego ias indica
uma hie a quia implíci a de acesso. A posição de “dou o ado” p óxima de “lide _sim”
suge e que o dou o ado é um acili ado de acesso à lide ança ou um p é- equisi o,
enquan o “g aduação” e “mes ado” es ão mais dis an es, indicando menos impac o.
Pa a comp eende melho a es u u a dos dados, oi ealizada uma análise de clus e-
ização dos indi íduos com base nos esul ados da ACM pa a o ano de 2023. U ilizou-se
o algo i mo k-means pa a ag upa os indi íduos em ês clus e s dis in os. O mé odo de
Elbow oi emp egado pa a de e mina o núme o ideal de clus e s. No g á ico 6, obse a-se
o pon o em que a soma dos quad ados dos e os (wi hin-clus e sum o squa es – WSS)
começa a diminui a uma axa dec escen e, o mando um “co o elo”. O WSS é uma medida
usada na análise de clus e ização pa a a alia a compac ação dos clus e s o mados.
Basicamen e, o WSS é a soma dos quad ados das dis âncias de cada pon o de dados
ao cen o do clus e ao qual ele pe ence. No con ex o do algo i mo k-means, o obje i o é
minimiza o WSS, o que indica que os pon os de dados den o de cada clus e es ão p óxi-
mos uns dos ou os, o mando clus e s mais compac os. Po an o, o pon o do “co o elo”
no g á ico 6 indica o núme o de clus e s após o qual a adição de mais clus e s não esul a
em uma melho ia signi ica i a na compac ação dos clus e s – nes e caso, ês clus e s.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
40
3093
GRÁFICO 6
De e minação do núme o de clus e s
1e+05
2e+05
3e+05
4e+05
2.5 5.0 7.5 10.0
Núme o de clus e s (k)
Soma o al dos quad ados (WSS)
Mé odo Elbow
Elabo ação dos au o es.
No g á ico 7, a dis ibuição dos indi íduos é ap esen ada em ês clus e s dis in os,
ep esen ados pelas co es e melho, azul e e de pa a os dados de 2000. O clus e 1,
em e melho, é ca ac e izado po mulhe es b ancas da á ea de humanidades, p incipal-
men e da egião Sul. Embo a essas mulhe es não es ejam ão o emen e associadas
às ca ego ias de lide ança quan o os indi íduos do clus e 2 (azul), elas ainda possuem
alguma ep esen ação em posições de lide ança. As mulhe es des e clus e êm maio
p obabilidade de ocupa posições de lide ança em compa ação com os indi íduos do
clus e 3 ( e de), mas ainda en en am desa ios signi ica i os pa a a ingi o ní el de
lide ança obse ado no clus e 2.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
47
3093
Pa a ealiza análises mais comple as, que conside em não apenas a composição
dos g upos, mas ambém sua p odução e suas pa ce ias, se ia necessá ia a di ulgação
de dados já cole ados, como ins i uições pa cei as e p odução cien í ica, ecnológica e
a ís ica (CT&A) dos g upos de pesquisa, de o ma conjun a com os dados dos pa ici-
pan es dos g upos de pesquisa ou de modo a pe mi i uma análise simul ânea dos dados.
Apesa de o núme o de a iá eis com dados ausen es e diminuído ao longo do
empo, ainda é exp essi o, especialmen e nos casos de pa icipan es dos g upos de
pesquisa como um odo, não apenas dos de líde es. Conside ando esse cená io, é
ele an e e o ça que o p eenchimen o das a iá eis exis en es é essencial pa a iden i-
ica a composição dos g upos e sua di e sidade, bem como de que o ma es a em se
al e ado ao longo do empo. Rei e a-se ainda a impo ância de os memb os de g upos
man e em seus cu ículos La es a ualizados, uma ez que in o mações de p odução
CT&A e de co / aça, po exemplo, são e i adas dessa pla a o ma.
Recomenda-se ambém que o CNPq inclua um iden i icado único pa a cada pes-
soa, pois, mesmo sem iden i icação, esse código pe mi i ia acompanha a aje ó ia
dos líde es e dos memb os de g upos ao longo do empo, assim como sua pa icipação
em múl iplos g upos. Isso en iquece ia a análise, acili ando o as eamen o de suas
con ibuições e seus mo imen os nos g upos de pesquisa.
Po im, embo a exis a uma página on-line em o ma o Powe BI con endo os dados
de odos os censos disponí eis pa a download e isualização de algumas es a ís icas, o
caminho a é essas in o mações não é i ial, di icul ando o acesso aos dados. Ga an i
que es es es ejam acessí eis é undamen al pa a a ealização de es udos que pe mi am
e idencia desigualdades e isibiliza a p odução cien í ica de pessoas neg as.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embo a a população neg a b asilei a ep esen e 55,5% do o al, de aco do com o Censo
Demog á ico 2022, do IBGE, a lide ança de pesquisa ocupada po neg os co esponde a
apenas 22,6% do o al em 2023. Essa dispa idade é ainda mais e iden e em egiões com
meno pe cen ual de neg os na população: no Sudes e e no Sul, onde 49,3% e 26,7% da
população se au odecla am neg as, espec i amen e, apenas 15,1% e 7,9% dos líde es
de pesquisa são neg os. Nas egiões onde a população neg a é majo i á ia – No e
(76,0%), No des e (72,6%) e Cen o-Oes e (61,6%) –, a lide ança neg a nos g upos de
pesquisa ambém es á sub- ep esen ada, com pe cen uais de 44,3%, 37,7% e 24,2%,
espec i amen e. Esses dados e elam a pe sis ência de desigualdades es u u ais e
pe mi em a i ma que o acismo es á p esen e na ciência b asilei a.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
48
3093
Em sua análise, Ma inho (2024, p. 12) des aca que o acismo é “um pode oso e
des u i o elemen o es u u an e e deses u u ado de nossa sociedade”. No B asil,
ele se mani es a de di e sas o mas, desde a negação de sua exis ência a é p á icas
explíci as e ag essi as, incluindo a i udes dis a çadas ou “co diais”. Embo a social-
men e condenado e com mani es ações explíci as c iminalizadas, o acismo pe sis e
de manei a elada, o que di icul a sua iden i icação e mensu ação (op. ci .). O au o
iden i ica dois ipos p incipais de acismo no país: o p imei o é a negação de sua exis-
ência, que e i imiza a população neg a ao acusá-la de busca an agens, como as
co as aciais, sob e algo supos amen e inexis en e; o segundo e o ça desigualdades
ao a ibui des an agens aos neg os em aspec os como in eligência e es o ço, equen-
emen e alo izados em á eas de maio p es ígio social.
Reconhece o acismo na lide ança de g upos de pesquisa no B asil é undamen al
pa a o desenho de polí icas públicas que p omo am a di e sidade e a inclusão em odas
as egiões do país e em odas as á eas do conhecimen o. É imp escindí el amplia
inicia i as que busquem uma ep esen ação mais equi a i a na lide ança cien í ica,
con ibuindo pa a a cons ução de uma ciência nacional mais inclusi a, ab angen e e
alinhada às demandas de uma sociedade plu al.
A dupla des an agem de mulhe es neg as des aca-se como um desa io pa icu-
la men e c í ico, que eque a enção especí ica. In e enções como a elabo ação de
p og amas de men o ias di ecionadas, a disponibilização de bolsas de es udo pa a
mulhe es neg as nas á eas de “ciências du as” e “ciências da ida” e a implemen ação
de polí icas ins i ucionais que p omo am a inclusão e a di e sidade podem ajuda a
mi iga essas desigualdades. Comp eende e abo da as a iações egionais nessas
dinâmicas ambém se á c ucial pa a o sucesso de quaisque in e enções p opos as.
Relações sociais democ á icas, inclusi e na p odução de CT&A de em ab aça o
plu alismo como um alo e um obje i o democ á ico. En e an o, o apelo à di e sidade
desejá el é aquele em que g upos ma ginalizados são e e i amen e ep esen ados nas
delibe ações democ á icas sob e ipos e o mas de pesquisa que melho a endam aos
obje i os das democ acias mul icul u ais (Ha ding, 2015). Ou seja, a di e sidade en e
os memb os de um g upo de pesquisa é undamen al, en e an o, mais ainda, é a exis-
ência de líde es e pesquisado es senio es que possam oma decisões conscien es
da exis ência de injus iças epis êmicas no aze cien í ico e ecnológico.
A p opos a de F icke (2023) pa a supe a a injus iça epis êmica en ol e o desen ol i-
men o de i udes de jus iça, que pe mi am ao indi íduo econhece e co igi p econcei os
con a iden idades de g upos de indi íduos, além da c iação de uma sensibilidade e lexi a
que a o eça um clima he menêu ico mais inclusi o, sem p econcei os es u u ais de iden-
idade. Toda ia, a i ma Ande son (2012), injus iças es u u ais exigem soluções es u u ais.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
49
3093
Um emédio es u u al pa a a injus iça epis êmica é uma i ude dos sis emas de
pesquisa em la ga escala. A i ude epis êmica é necessá ia an o na escala indi i-
dual quan o na escala es u u al. Nesse sen ido, se a seg egação de g upos é a base
es u u al dos di e sos ipos de injus iça epis êmica, en ão a in eg ação de g upos é
um emédio es u u al – uma i ude das ins i uições epis êmicas (Ande son, 2012).
Bohman (2012), assim, p opõe o desen ol imen o de uma epis emologia epublicana,
na qual os p ecei os epublicanos da não dominação de um g upo sob e ou os e da
pa ilha de di ei os e es a u os pa a pa icipação na omada de decisão sejam conce-
didos a odos.30
O con ex o de desigualdade que es á na base desse ipo de ma ginalização de e se
is o como uma o ma de dominação, e, como al, os emédios pa a essa injus iça epis ê-
mica só podem se e icazes se o em ins i ucionais e mo i ados pelo a o de alguns g upos
pode em se mais ulne á eis à dominação do que ou os (Bohman, 2012). A solução é
c ia ins i uições que esol am as consequências es u u ais. Ul apassa a ma ginalização
é um emp eendimen o cole i o, e não apenas uma ques ão de i ude epis êmica (op. ci .).
Pa a além da ques ão de jus iça, a busca pela di e sidade é undamen al pa a
p omo e a ino ação, a esiliência e a adap abilidade dos sis emas econômicos. Di e -
sidade de pe spec i as e abo dagens omen a a c iação de no as ideias e ecnologias,
o que es imula o p og esso e o desen ol imen o econômico.
Es e TD ab e caminhos pa a di e sas in es igações u u as. Uma das possibilidades
é in es iga as causas das desigualdades na lide ança de g upos de pesquisa, conside-
ando os ma cado es de co / aça e sexo. Essa abo dagem é ele an e po que, assim
como exis em di e enças en e homens e mulhe es e en e á eas de conhecimen o,
é p o á el que essas desigualdades ambém es ejam p esen es em g andes á eas,
emas de pesquisa, se o es ins i ucionais e ou as cli agens ainda pouco explo adas.
Ou a linha de in es igação a se ilhada se ia analisa se o CNPq e ou os ó gãos
de omen o à CT&A no B asil êm, de a o, implemen ado polí icas signi ica i as e
sis emá icas pa a eduzi as desigualdades aciais na comunidade cien í ica. Nesse
con ex o, ambém é impo an e e i ica se há uma endência de acomodação ou na u-
alização dessa dispa idade, algo que não de e ia se acei o em uma sociedade que
busca consolida alo es democ á icos e iguali á ios.
30. “Tal como é en endida na adição epublicana, a não dominação exige que as ins i uições espondam
às exigências adequadas daqueles que so em injus iças” (Bohman, 2012, p. 181, adução nossa). No
o iginal: “As unde s ood in he epublican adi ion, non-domina ion equi es ha ins i u ions espond o
he p ope demands o hose who su e injus ice".
TEXTO pa a DISCUSSÃO
50
3093
Além disso, se ia in e essan e in es iga a aje ó ia de eg essos do ensino supe-
io e da pós-g aduação ao longo do empo, seguindo uma abo dagem semelhan e à
p opos a po Colombo (2023), mas com a inclusão de ma cado es de co / aça, sexo e
a dis inção en e se o es educacionais. Caso osse iá el as ea esses eg essos, se ia
possí el acompanha sua e olução acadêmica e p o issional, de modo a iden i ica se
chegam a ocupa posições de lide ança em g upos de pesquisa e mapea os a o es
que p omo em ou limi am essa ascensão.
Po im, ou a ilha de pesquisa en ol e a alia o impac o de polí icas públicas,
como a Lei de Co as (Lei no 12.711/2012, al e ada pela Lei no 14.723/2023), na ep e-
sen a i idade de neg os na lide ança de g upos de pesquisa. Essa análise pe mi i ia
comp eende os e ei os dessas polí icas ao longo do empo e em di e en es con ex os
ins i ucionais, o e ecendo subsídios pa a ap imo a inicia i as ol adas à p omoção da
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TEXTO pa a DISCUSSÃO
56
3093
APÊNDICE A
PERCENTUAL DE MISSING
A.1 Missing da a iá el aça/co
TABELA A.1
Missing de aça/co – G andes Regiões
(Em %)
Região 2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Cen o-Oes e 29,2 23,8 21,7 17,5 14,2 13,7 12,1 11,5 11,1
No des e 27,4 24,0 21,8 18,8 17,1 15,2 13,1 13,0 11,6
No e 21,9 18,0 16,0 15,4 13,9 12,0 10,8 9,3 9,7
Sudes e 29,2 25,5 23,1 20,4 17,7 16,4 14,3 13,9 12,9
Sul 26,9 22,8 19,8 17,5 15,4 13,3 10,4 10,8 10,2
Não in o mada - - - - - - - - 13,3
Fon e: Di e ó io dos G upos de Pesquisa (DGP)/Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico e
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Elabo ação dos au o es.
TABELA A.2
Missing de aça/co , ciências da ida
(Em %)
Á ea do conhecimen o
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Ciências da ida 26,5 22,1 19,6 16,5 13,9 12,2 9,8 9,5 9,0
Ag onomia 26,4 23,3 19,4 17,1 13,6 10,6 7,6 7,8 7,7
Bio ísica 33,3 32,2 30,4 25,3 16,1 14,8 19,5 20,4 17,9
Biologia ge al 21,4 16,2 16,0 16,5 20,5 18,0 14,1 10,5 11,8
Bioquímica 28,2 23,8 22,5 20,3 19,1 17,0 14,6 13,9 16,9
Bio ecnologia - - - - - - - 8,8 10,5
Bo ânica 27,7 26,7 24,8 24,2 22,1 19,6 17,2 16,4 14,6
Ciência e ecnologia de alimen os 29,8 22,0 18,6 15,0 13,0 9,3 9,9 9,2 7,0
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
63
3093
TABELA A.8
Missing de sexo, humanidades
(Em %)
Á ea do conhecimen o
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Humanidades 0,1 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0
Adminis ação 0,0 1,1 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0
An opologia 0,0 0,0 0,7 0,3 0,3 0,0 0,0 0,6 0,0
A queologia 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
A qui e u a e u banismo 1,3 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0
A es 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0
Ciência da in o mação 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Ciência polí ica 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Comunicação 0,0 0,9 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,0
Demog a ia 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Di ei o 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Economia 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0
Economia domés ica 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Educação 0,1 0,1 0,2 0,0 0,1 0,0 0,0 0,2 0,0
Filoso ia 0,0 0,4 0,3 0,3 0,2 0,0 0,0 0,5 0,0
Geog a ia 1,0 0,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0
His ó ia 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0
Le as 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0
Linguís ica 0,0 0,0 0,2 0,2 0,1 0,0 0,0 0,2 0,0
Museologia 0,0 0,0 8,3 0,0 0,0 0,0 0,0 2,2 0,0
Planejamen o u bano e egional 0,0 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,0
Psicologia 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Se iço social 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Sociologia 0,3 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0
Teologia 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Tu ismo 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
64
3093
APÊNDICE B
DADOS REGIONAIS
GRÁFICO B.1
Líde es dos g upos de pesquisa, po sexo, co / aça e egião
B.1a – Região Cen o-Oes e B.1b – Região No des e
1,0 1,3 1,8 2,0 2,3 3,1 4,2 4,6 5,0
0
5
10
15
20
25
30
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Núme o de líde es (1 mil)
2,8 3,7 4,5 5,2 6,2
8,0
11,2 12,1
18,0
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Pa icipação em elação ao o al de líde es (%)
B.1c – Região No e B.1d – Região Sudes e
0,6 0,9 1,2 1,5 1,7 2,2 3,2 3,7 4,8
0
5
10
15
20
25
30
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Núme o de líde es (1 mil)
10,2
11,9
15,5 16,0 16,9
19,4
24,7 25,4 24,3
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Pa icipação em elação ao o al de líde es (%)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
65
3093
B.1e – Região Sul
3,6
5,6
7,2 7,8 8,3 9,7
12,7 13,7 14,0
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
0
5
10
15
20
25
30
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Pa icipação em elação ao o al de líde es
(%)
Núme o de líde es (1 mil)
Homens b ancos Mulhe es b ancas Homens neg os Mulhe es neg as To al
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15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os dados ap esen ados e e em-se apenas aos indi íduos au odecla ados b ancos e neg os (p e os
e pa dos). Con udo, os pe cen uais ap esen ados são calculados sob e o o al de líde es, que engloba
ambém os indi íduos au odecla ados ama elos e indígenas e os que não deseja am decla a , não
in o ma am ou deixa am a a iá el em b anco. Sendo assim, conside ando a exis ência de g upos
não disc iminados na análise, a soma dos pe cen uais obse ados não co esponde á a 100%.
GRÁFICO B.2
Pa icipação da lide ança neg a em elação ao o al de líde es – G andes Regiões
(Em %)
0
25
50
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Cen o-Oes e No des e No e Sudes e Sul
Fon e:
DGP/ CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
66
3093
GRÁFICO B.3
Pa icipação da lide ança neg a eminina e lide ança b anca eminina em
elação ao o al de líde es – G andes Regiões
(Em %)
B.3a – Lide ança eminina neg a B.3b – Lide ança eminina b anca
0,0
12,5
25,0
37,5
50,0
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
0,0
12,5
25,0
37,5
50,0
2000
2002
2004
2006
2008
2010
2014
2016
2023
Cen o-Oes e No des e No e
Sudes e Sul
Cen o-Oes e No des e No e
Sudes e Sul
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Os dados ap esen ados e e em-se apenas aos indi íduos au odecla ados b ancos e neg os
(p e os e pa dos). Con udo, os pe cen uais ap esen ados são calculados sob e o o al de
líde es, que engloba ambém os indi íduos au odecla ados ama elos e indígenas e os que
não deseja am decla a , não in o ma am ou deixa am a a iá el em b anco. Sendo assim,
conside ando a exis ência de g upos não disc iminados na análise, a soma dos pe cen uais
de mulhe es b ancas e neg as não de e se en endida como uma ep esen ação da pa ici-
pação eminina como um odo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
67
3093
GRÁFICO B.4
Dis ibuição da lide ança neg a eminina, po egião (2000-2023)
0,6 0,9 1,2 1,5 1,8
2,5
4,1
4,8
6,9
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2014 2016 2023
Núme o o al de líde es, mulhe es neg as
(1 mil)
Líde es mulhe es neg as, po egião (%)
Cen o-Oes e No des e No e Sudes e Sul Ou a To al
Fon e: DGP/CNPq. Disponí el em: h ps://la es.cnpq.b /web/dgp/painel-dgp/. Acesso em: 15 maio 2024.
Elabo ação dos au o es.
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EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Ana Cla a Escó cio Xa ie
E e son da Sil a Mou a
Re isão
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Amanda Ramos Ma ques Hono io
Cláudio Passos de Oli ei a
Denise Pimen a de Oli ei a
Nayane San os Rod igues
Ola o Mesqui a de Ca alho
Reginaldo da Sil a Domingos
Susana Sousa B i o
Yally Schayany Ta a es Teixei a
Jenny e Al es de Ca alho (es agiá ia)
Ka a inne Fab izzi Maciel do Cou o (es agiá ia)
Edi o ação
Ande son Sil a Reis
Augus o Lopes dos San os Bo ges
C is iano Fe ei a de A aújo
Daniel Al es Ta a es
Danielle de Oli ei a Ay es
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Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
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