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DECLARAÇÃO - DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO
POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos
di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença
abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho
em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o ,
a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Num dos anos mais desa ian es de odos os que pe co i, pe cebi, inalmen e, o
alo da g a idão. Esse ano ambém me ensinou que eu sou a pessoa mais impo an e
da minha ida. E que enho udo o que p eciso pa a c esce o e e eliz. Ago a, 2020,
ence a um ciclo e sou g a a pelas ci cuns âncias que me coloca am no pon o de
pa ida desse o ei o, que embo a nada ci cula , de o ma sinuosa, se ans o ma em
pon o de chegada. O momen o em que decidimos onde que emos chega só e mina
quando chegamos. O meu momen o chegou.
Nunca es amos sozinhos. Es e pe cu so echeou-se de pessoas lição e de
pessoas amo , de pessoas anónimas e de pessoas p esen es. Todas me ca ega am a é
ao espelho pa a que eu olhasse pa a a pessoa mais impo an e da minha ida. Eu.
Nunca es amos sozinhos. Somos o cen o de um luga geomé ico, eple o de
udo o que p ecisamos pa a c esce mos o es e elizes. Mas a conjugação é semp e na
p imei a pessoa. Sem desculpas. De nada ale o luga se g ande e eple o, se e
esqueces de TI. Faz po i, não e esqueças de i. Sou g a a po odas as pessoas, boas e
más, que me lemb a am de mim.
Nunca es amos sozinhos. Jun os, amos mais longe. Sozinhos, amos mais
ápido. Sem nós, não amos, não somos e não chegamos.
A minha g a idão é imensa. É a minha é.
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DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho
académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de
u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das
e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da
Uni e sidade do Minho.
A AVALIAÇÃO POR PARES:
IMPACTO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NUMA TURMA DO 10.º ANO
RESUMO
No sen ido de encon a e amen as que con ibuam posi i amen e pa a o
p ocesso ensino-ap endizagem, di igido an o a alunos como a p o esso es, elabo ei
um p oje o de in e enção cen ado na implemen ação da es a égia A aliação po
Pa es. Os concei os de Me acognição e Mindse ambém são in oduzidos no deco e
das a i idades le i as acili ando o desen ol imen o académico e pessoal dos alunos.
Des a o ma, usando a A aliação po Pa es como ins umen o pa a desen ol imen o
de compe ências académicas e aquisição de con eúdos e a Me acognição e o Mindse
como ins umen os de desen ol imen o académico e pessoal, p ocu o ac escen a
o mas p agmá icas de con ibui pa a o c escimen o de odos os a o es do p ocesso
de ensino-ap endizagem. A implemen ação deco e numa u ma do décimo ano, do
cu so de Ciências e Tecnologia, de habilidade mis a, com aspi ações à o mação
supe io e na á ea das ciências e conc e iza-se na u ilização da A aliação po Pa es em
exe cícios esol idos pelos alunos em aula. A discussão sob e os c i é ios de co eção,
eedback, Me acognição e Mindse é acili ada e p omo ida sendo momen os cha e da
conc e ização dos obje i os da implemen ação. A in e upção le i a de e minada pelo
Go e no em ma ço di icul ou o p ocesso de implemen ação do p oje o e limi ou o
le an amen o de obse ações do compo amen o dos alunos, undamen al na
a aliação quali a i a dos obje i os. Pelas obse ações ei as no deco e das aulas
p esenciais, os alunos e ela am mais con iança e au onomia. Pelas p o as ecolhidas
a é esse momen o e pela a aliação inal dos alunos, es es e ela am um melho
desempenho e melho es classi icações.
Pala as-cha e: A aliação po pa es, 10.º ano, me acognição, mindse ,
p ocesso de ensino-ap endizagem.
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PEER ASSESSMENT: IMPACT ON TEACHING AND LEARNING IN A YEAR 10 GROUP
ABSTRACT
Looking o ools ha posi i ely con ibu e o he eaching-lea ning p ocess,
aiming o s uden s’ and eache s’ de elopmen , his p ojec was designed a ound he
implemen a ion o he s a egy Pee Assessmen . The concep o Me acogni ion and
Mindse a e also p esen ed o s uden s du ing lesson ac i i ies as acili a o s o
s uden s’ bo h academic and pe sonal de elopmen . This way, using Pee Assessmen
as ool o academic de elopmen and a ainmen , and Me acogni ion and Mindse as
ools o academic and pe sonal de elopmen , his p ojec adds p ac ical ways ha
con ibu e o g ow h o all he in e enien in he eaching-lea ning p ocess.
The p ojec implemen a ion happens in a yea 10 mixed abili y class, om
Science and Technology, aspi ing o pu sue u he s udies in STEM.
Pee Assessmen will be he main in e en ion and s uden s’ wo k p oduced in
class is assessed by class pee s. Discussions on assessmen c i e ia, eedback,
Me acogni ion, and Mindse a e p omo ed and a e key momen s on accomplishing
p ojec goals.
Due o na ional lockdown and school closu e, p ojec implemen a ion was
comp omised, and da a on s uden s’ beha iou and hough s became impossible o
assess, undamen al o quali a i e e alua ion o p ojec goals. F om e idence
collec ed om o mal assessmen s we can say ha he expe ience was posi i e o
s uden s, achie ing be e g ades. Gained con idence and au onomy was also seen
du ing he lessons.
As he aim was o equip s uden s o li e wi h ools allowing hem o become
mo e con iden ma hs s uden s, I belie e he p ojec was success ul.
Keywo ds: Pee assessmen , me acogni ion, mindse , eaching and lea ning,
yea 10.
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ÍNDICE
DECLARAÇÃO - DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR
TERCEIROS ......................................................................................................................... ii
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................... iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ....................................................................................... i
RESUMO .............................................................................................................................
ABSTRACT ......................................................................................................................... i
ÍNDICE .............................................................................................................................. ii
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... ix
ÍNDICE DE IMAGENS .......................................................................................................... x
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO .............................................................................................. 1
1.1. Tema e obje i os .................................................................................................. 1
1.2. Pe inência do ema ............................................................................................. 3
1.3. Es u u a do ela ó io ........................................................................................... 5
CAPÍTULO II – CONTEXTO DE INTERVENÇÃO ................................................................... 6
2.1. Con ex o local ....................................................................................................... 6
2.2. Con ex o concep ual e eó ico ............................................................................. 7
2.2.1. A A aliação po Pa es ...................................................................................... 7
2.2.2. A Me acognição e Mindse ........................................................................... 15
2.3. Con ex o legal ..................................................................................................... 19
CAPÍTULO III – PLANO DE INTERVENÇÃO E ABORDAGEM ............................................. 22
3.1. Plano ge al de In e enção ................................................................................. 22
3.2. Plano de alhado de in e enção ........................................................................ 23
3.3. A Abo dagem ...................................................................................................... 26
3.4. O Le an amen o do Ní el Me acogni i o .......................................................... 28
CAPÍTULO IV – IMPLEMENTAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO......................... 30
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in es igação cien í ica mos a que é abalhando em ideias complexas que
desen ol emos e es abelecemos as conexões ce eb ais e cogni i as. Obse a-se
ambém uma peculia idade. A ma emá ica em o pode de sup imi a con iança de um
aluno ao con á io do que se ê nou as disciplinas e is o acon ece pelo ambien e de
ap endizagem c iado em sala de aula e pelas expec a i as e ideias ixas nega i as
ansmi idas o a da sala de aula. Uma des as ideias é a de que se bom a ma emá ica
é um dom e algo com que se nasce (Fixed Mindse ). Es a ideia é pa icula men e
alimen ada no mundo ociden al, mas ausen e em países como a China ou o Japão que
de êm o melho desempenho nes a disciplina, segundo o ela ó io PISA 2012 (Boale ,
2017). Os es udos e e idências cien í icas mais ecen es mos am que o cé eb o c esce
e muda em pouco empo e que a ideia de que se nasce com uma de e minada
capacidade cogni i a es á ul apassada (Abiola & Dhindsa, 2011; Woolle & Magui e,
2011). Não nascemos com um dom nem sem ele. As di e enças cogni i as com que
nascemos são apidamen e sob epos as pelas opo unidades de ap endizagem a que
es amos expos os pela ida o a, que combinadas com a mensagem co e a, são
um eículo pa a que a c iança a inja ní eis cogni i os ele ados. A cul u a da
pe o mance, de ace a nas espos as, es a e de ob e esul ados sob epõe-se à
explo ação de conexões icas e complexas que são o que e dadei amen e é a
ma emá ica e que de e se is a como um assun o que se ap ende e não um assun o
que se execu a. Os alunos conseguem en ende ideias, mas não ão desen ol e
conexões ce eb ais que pe mi em essa comp eensão se só o em expos os a epe ição
e con eúdos simples ou sem complexidade. E isso ambém não ai acon ece se
con inua mos a dize -lhes do que são incapazes ou capazes de en ende . O e o,
cul u almen e en endido como algo a e i a , de e se is o como um momen o de
ap endizagem e não uma alha na ap endizagem. Quando e amos, mesmo sem
no a mos, sinapses dispa am e conexões são es abelecidas (Mose e al., 2011).
A A aliação po Pa es ence a em si odas es as ideias. Spille (2012) iden i ica
á ias azões pa a a escolha da A aliação po Pa es como es a égia na sala de aula
conside ando os abalhos de Nancy Falchiko , Da id Boud, Ru h Cohen e Jane
Sampson en e ou os. En e si, en e pa es, os alunos êm opo unidade de
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pe cebe em e comp eende em as suas di iculdades ganhando en endimen o e
con olo sob e o p ocesso de ap endizagem. Segundo Boud e Falchiko (2006) a
pa icipação a i a dos alunos no design da a aliação, na escolha, na de inição de
c i é ios é a o ma mais sus en á el de p epa a os alunos pa a a ida a i a.
En endemos o p oblema e conhecemos as no as e amen as embo a es as
ainda es ejam demasiado echadas no mundo académico. O caminho pa a a mudança
na sala de aula nunca oi ão iluminado e bem alice çado como ago a.
1.3. Es u u a do ela ó io
O obje i o des e ela ó io é mos a o pe cu so ei o no ano le i o 2019/2020
ao implemen a o p oje o ‘A A aliação po Pa es: Impac o no p ocesso de ensino
ap endizagem numa u ma de 10.º ano’. A es u u a segue um io condu o empo al,
começando po ap esen a gene icamen e as mo i ações na escolha do ema (Capí ulo
I). No Capí ulo II é ei a a con ex ualização do abalho desen ol ido conside ando
o g upo de implemen ação, o con ex o legal e eó ico que supo am es e p oje o.
O Capí ulo III ap esen a o plano de in e enção em de alhe e as expec a i as de inidas
e no Capí ulo IV são analisados os desa ios na implemen ação endo em especial
a enção o impac o ge ado pela in e upção le i a o çada pelo con inamen o
dec e ado pelo go e no de ido à Pandemia COVID 19. Po im, no Capí ulo V, é ei a a
e lexão sob e as ap endizagens e conclusões des a caminhada e o impac o que e e
em mim e em odos os en ol idos.
6
CAPÍTULO II – CONTEXTO DE INTERVENÇÃO
A elabo ação des e p oje o e e em conside ação ês con ex os de
in e enção e odos eles cons i uí am o pano en ol en e que liga a in enção à ação,
dando sen ido e ele ância ao p oje o. Po um lado, o meio e o g upo de alunos onde é
implemen ado, po ou o o en ol imen o legal endo como on e a legislação e
documen os egulado es do p ocesso de ensino e de ap endizagem que modelam,
ainda que gene icamen e, a ação do agen e educa i o e o con ex o eó ico e
concep ual que se em de apoio e es u u am o desenho do p oje o.
2.1. Con ex o local
Es e p oje o é implemen ado numa u ma de 10.º ano do cu so de Ciências e
Tecnologia de uma escola inse ida no meio u al de Te mas de S. Vicen e em
Pena iel, sendo desde no emb o de 2010 designada po Escola Básica e Secundá ia de
Pinhei o e sede do Ag upamen o de Escolas de Pinhei o.
A u ma é cons i uída po in e e oi o alunos, dezasseis apazes e doze
apa igas, com idades en e os ca o ze e os quinze anos, des acando-se apenas dois
alunos que êm dezasseis anos. Pelas obse ações de aula já e e uadas e pela
in o mação o necida pelo di e o de u ma, é uma u ma homogénea embo a se
des aquem alunos o es e acos, conside ando que um aluno o e é um aluno com
as ap endizagens an e io es bem consolidadas e um aluno aco, aquele em que se
iden i icam alhas em p é- equisi os p og amá icos com as de idas consequências. De
aco do com as in o mações sob e a a aliação ecolhidas nos documen os do ano le i o
an e io , cons a ou-se que o am p opos os pa a o Quad o de Hon a onze alunos.
G ande pa e dos alunos egis ou uma classi icação sa is a ó ia e não hou e egis o de
alunos que ap esen a am ês ou mais ní eis in e io es a ês. Há um aluno com uma
e enção no décimo ano de escola idade e ou o aluno que ansi ou com dois ní eis
in e io es a ês (às disciplinas de Po uguês e Inglês). Se e alunos usu uí am de
medidas de supo e à ap endizagem e à inclusão no ano le i o an e io : 6 com
medidas uni e sais e 1 com medidas uni e sais e sele i as (Po uguês e Ma emá ica).
Nes e caso deco e am adap ações especí icas nas a i idades e implemen ação do
7
p oje o. Dos seis alunos com medidas uni e sais, ês deles são na disciplina de
Ma emá ica e qua o desses se e alunos são apoiados pelo Se iços de Psicologia e
O ien ação da escola.
A u ma é calma e sossegada, in e essada e os alunos mos am pe se e ança
ao encon a di iculdades. São alunos pa icipa i os, colocam dú idas e eagem
bem aos diálogos p opo cionados no deco e da a i idade le i a. Segundo
in o mação ecolhida pela di e o a de u ma, os alunos êm a in enção de
p ossegui es udos supe io es.
2.2. Con ex o concep ual e eó ico
P ocu ando po uma o ma ou e amen a ú il em sala de aula, que auxilie o
p o esso no desen ol imen o de compe ências pessoais além de cogni i as dos
alunos, encon a am-se a A aliação po Pa es a Me acognição e o Mindse . Em
conjun o, complemen am-se.
2.2.1. A A aliação po Pa es
A a i idade educa i a na sala de aula p ocu a p opo ciona e po encia a
ap endizagem. O momen o de a aliação pode se is o como uma a i idade com es e
mesmo p opósi o, maximizando o sucesso em ez de simplesmen e de e mina se a
ap endizagem é um p ocesso biná io: oi um sucesso ou um acasso, acon eceu ou
não. Em 1998, Topping, e e e-se à a aliação o ma i a como endo a in enção de
ajuda os alunos a planea em o seu p oje o de ap endizagem. A a aliação o ma i a
ajuda o aluno a iden i ica as suas aquezas e onde podem melho a , assim como os
seus pon os o es e desen ol e compe ências me acogni i as, compe ências
pessoais e p o issionais que são ans e sais e ans e í eis. Topping (1998) ap esen a
ambém uma p imei a de inição e ca ac e ização de A aliação po Pa es, e e indo-se
a ela, des e pon o de is a, como uma o ma de a aliação o ma i a e de ine-a como
‘(…) um en endimen o em que indi íduos conside am a quan idade, o g au, o alo , a
impo ância, a qualidade ou o sucesso de p odu os ou esul ados de ap endizagem de
ou os indi íduos com o mesmo es a u o’. Em 2007, Falchiko de ine A aliação po
Pa es como uma abo dagem educa i a, cen ada no aluno colocando-o no papel de
8
a aliado do abalho dos seus colegas. Es e papel en ol e não só a alia , mas ambém
conside a a qualidade do esul ado e da eedback endo em conside ação c i é ios de
a aliação que podem ou não se de inidos pelo aluno. Ce ca de 20 anos depois, num
no o abalho de e isão de li e a u a e in es igação sob e o ema que, nes e pe íodo
de empo, se ê implemen ado ambém no ensino não supe io , Topping (2017)
e o mula a de inição já dada. A A aliação po Pa es pode se uma a i idade simplis a
quando se limi a a ação do aluno ao momen o de da uma no a ao abalho de um
colega, mas quando acon ece segundo uma pe spe i a do desen ol imen o é uma
a i idade complexa e com mui as ca ac e ís icas (pa âme os). Assim a A aliação po
Pa es é ‘um en endimen o pa a alunos conside a em e especi ica em o ní el, o
alo ou a qualidade de um p odu o ou pe o mance de ou os alunos de igual
es a u o, ap endendo ao da eedback e discu indo a a aliação dada com os seus pa es
pa a que odos, em conco dância e negociando cheguem a um esul ado comum‘. Em
e mos de in luência eó ica, Topping (1998) apon a pa a que a A aliação po Pa es
pode es a undamen ada em eo ias educa i as di e en es con o me a a iação nos
pa âme os, ou seja, con o me a ca ac e izamos. Tan o obse amos o cons u i ismo
de Piage ou o concei o de ap endizagem po es a os de Vygo sky, como ou as
eo ias que assen am na comp eensão da e icácia e e iciência dos mé odos e dos
mecanismos a si ine en es.
A A aliação po Pa es le an a di e sas ques ões e dú idas se é uma
o ma de a aliação ão comple a quan o complexa. Segundo a análise de Topping,
an o em 1998 como em 2017, es e salien a que é impo an e in es i na o mação
sob e como desenha e implemen a , endo consciência de que an o o p o esso
como os alunos, com o empo i ão adqui i mes ia e po encializa os bene ícios da
A aliação po Pa es. Os es udos mos am que os alunos o nam-se
melho es e mais compe en es com a p á ica e com o empo (Falchiko , 2007).
Em 2017, Topping ap esen a uma suges ão de como conc e iza es a es a égia,
conside ando que es a p epa ação é pa e do seg edo do sucesso. É uma
es a égia de e lexão e ci a algumas dessas si uações. Po exemplo, de ini o que
é um pa em ‘A aliação po Pa es‘, em que podemos conside a que pa es se ão
odos os alunos do mesmo ano le i o, ou da mesma u ma. E o obje i o de
A aliação po Pa es? É o p odu o ou esul ado de uma a i idade, mas ambém pode se
9
o compo amen o ap esen ado aquando da p odução. Como a A aliação
po Pa es em uma componen e de pa ilha de opinião, de e conside a -se que
os a e os en e pa es podem in luencia a pos u a do aluno que a alia e que
ecebe a a aliação. Assim, podem ado a -se medidas e c i é ios posi i os, como
po exemplo ‘iden i ica os aspe os a melho a ’, em ez de ‘indica os e os’,
e e indo-se à mesma p odução. Ou a p eocupação é o consumo de
empo. Pa a que a es a égia seja implemen ada com sucesso, em que se
ensinada e discu ida, po an o necessi a de empo pa a al. É impo an e que os
alunos es ejam p epa ados pa a o seu papel nes e p ocesso. A ques ão que se
le an a es á na escolha de como usa o empo le i o, já de si escasso. Es a
des an agem é apa en e pois quando a es a égia é e icazmen e implemen ada, a
ap endizagem é e e i a e p o unda, mas não só e ou as compe ências são
desen ol idas (Topping, 2017).
Em 1998, Topping, além de de ini A aliação po Pa es ca ac e iza di e en es
pa âme os de a iação que encon a nos abalhos que a aliou e que de em se
conside ados quando se desen ol e es a a i idade. Des a o ma, Topping dá uma
es u u a à A aliação po Pa es, mos ando odas as conside ações e aspe os que
es ão p esen es nes a a i idade.
Na Tabela 1 es ão suma izados esses pa âme os que de seguida, desc e o:
(1) Cu ículo/ ema/domínio: as in es igações sob e a A aliação po Pa es
acon ecem em á eas cu icula es di e en es suge indo que é aplicá el em
qualque domínio ou ema.
(2) Obje i os: a A aliação po Pa es pode se implemen ada com obje i os
di e en es que podem a ia em o ma e núme o. Po exemplo, podem e
como obje i o a alia g andes u mas poupando empo ao s a ; ou podem
p ocu a ac escen a alo cogni i o ou me acogni i o sendo um ganho pa a os
pa icipan es.
(3) Foco: em conco dância com os obje i os de inidos, pode se de ca ác e
suma i o/quan i a i o, o ma i o/quali a i o ou ambos.
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Tabela 1: Os pa âme os da A aliação po Pa es
Fon e: Topping (1998, p. 252)
(4) P odu o/ esul ado/ou pu : há uma g ande a iedade de ipos de p odu os ou
p oduções que incluem es es, com no as ou a aliações, ap esen ações esc i as
ou o ais, ou habilidade especí ica e compo amen al como po exemplo a
manipulação de uma esou a.
(5) Relação com a a aliação do s a : se complemen a a a aliação o icial do s a ,
ou se a a aliação po pa es a subs i ui.
(6) Peso ins i ucional: se a A aliação po Pa es es á incluída na a aliação o icial e
consequen e no a ou quali icação, com que peso, anualmen e ou na a aliação
ge al.
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(7) Di eção: pode acon ece num sen ido (do a aliado pa a o a aliado),
ecip ocamen e ou nos dois sen idos.
(8) P i acidade: pode man e -se o anonima o en e quem a alia e quem é
a aliado.
(9) Con ac o: elacionada com a p i acidade pode ha e mais ou menos con ac o
en e o a aliado e o a aliado.
(10) Ano: no malmen e o a aliado e o a aliado equen am o mesmo ano de
es udo. Is o pa ece não acon ece com a a aliação de habilidades especí icas
ou onde há mui os alunos de idades ou expe iências de ida di e en es.
(11) Habilidade: mesmo no mesmo ano de es udo, pode op a -se po man e o
di e encial de habilidade, ou seja, o aluno expe se o a aliado . Es e aspe o
não é e e ido na maio ia dos ela ó ios analisados po Topping (1998, p. 251) e
não conside ado quando é selecionado o a aliado ela i amen e ao a aliado.
(12) Cons elação de A aliado es: os a aliado es podem se o ganizados em g upos,
pa es ou indi idualmen e, sendo o mais comum é o modelo de um a aliado
pa a um a aliado.
(13) Cons elação de A aliados: e pa âme o (12).
(14) Luga : den o ou o a da aula. As a i idades podem oco e numa g ande
a iedade de luga es, mas a maio ia acon ece du an e o empo le i o e alguns
podem oco e de o ma coo denada o a da aula, mas com euniões
p ede inidas de acompanhamen o.
(15) Tempo: e pa âme o (14).
(16) Requisi os: pode se olun á io ou ob iga ó io an o pa a a aliado es como
pa a a aliados.
(17) Compensação: c edi ação, no a ou incen i os pela pa icipação, mas pouco
comum.
Em 2017, Topping e o mula a Tabela 1 passando de 17 pa âme os pa a 43.
Es e aumen o de pa âme os a conside a mos a como, segundo a análise dos
es udos ei a po Topping, es a es a égia assen a na e lexão e análise e é uma á ea
de in es igação ele an e e em e olução. Alguns au o es ag upam es es pa âme os,
12
mas como es e ag upamen o não é consensual, Topping op ou po não os ap esen a
dessa o ma.
Tabela 2: Va iação dos pa âme os na A aliação po Pa es
Fon e: Topping (2017, p. 6)
Compa ando com a Tabela 1 de 1998, os pa âme os são e o mulados e
ap esen ados ago a com um aspe o biná io e mais obje i o, podendo es a p esen es
elemen os da Al e na i a A com a Al e na i a B ou ambas as si uações.
13
Quando um p oje o de implemen ação da A aliação po Pa es é desenhado
conside ando a Tabela 2, conside a-se, po exemplo: se ai se uma a aliação
suma i a, o ma i a ou ambas (pon o 1 da Tabela 2) e se se á a ibuída uma a aliação
quan i a i a, um eedback quali a i o ou ambos (pon o 2 da Tabela 2); se os
a aliado es e a aliados são empa elhados, p oposi adamen e ou alea o iamen e,
segundo c i é ios académicos ou sociais (pon o 16 e 17 da Tabela 2).Também se pode
conside a se a p odução a se a aliada se á cons i uída po um ou mais p odu os, do
mesmo ipo ou de ipos di e en es (pon os 3 e 4 da Tabela 2). Conside ando
aspe os ela i os ao eedback, decidi se es e ai se posi i o ou nega i o,
obje i o ou subje i o, assim como de ini -se o eedback expec á el em e mos de
qualidade e quan idade (pon os 10, 35 e 36 da Tabela 2).
Uma consequência desejada des a A aliação po Pa es é a opo unidade de
ap endizagem, que se pe de acilmen e num ambien e o mal onde o p o esso é a
pe sonagem p incipal. Na A aliação po Pa es as opo unidades são
po enciadas quando se equilib a o peso e a esponsabilidade en e p o esso e alunos
e se alo iza o papel do aluno no seu p ocesso de ap endizagem, ge ando
opo unidade de Ap endizagem po Pa es. Es a acon ece quando os alunos
ap endem com e de ou os alunos, an o em ambien es o mais como in o mais
(Boud e al., 2001) que ge am ci cuns âncias a o á eis pa a ap endizagens mais
complexas e p o undas (Spille , 2012). Pa a Falchiko (2007) a Ap endizagem po
Pa es assen a no nosso p ocesso indi idual de ap endizagem, que se começa a
desen ol e desde os p imei os anos de ida e que é na educação o mal cen ada
no papel do p o esso que se começa a pe de de is a esse p ocesso indi idual
de ap endizagem. En e si, en e pa es, usando a A aliação po Pa es como
eículo, os alunos êm opo unidade de comp eende em as suas di iculdades
ganhando en endimen o e con olo sob e o seu p ocesso de ap endizagem. De
en e os á ios pa âme os a conside a na ca ac e ização da A aliação po
Pa es, são selecionados dois que podem se implemen ados endo em con a a
Me acognição e o Mindse : os c i é ios de co eção e o eedback.
20
2018, e o mulações da Lei de Bases o am dec e adas e al e ações ei as no sen ido
de e o ça e escla ece o papel da escola e do sis ema educa i o na o mação do
cidadão, caminhando no sen ido da au onomia das escolas ela i amen e à o ma
como ins umen aliza as o ien ações legais.
Em julho de 2018, o Go e no homologa o Dec e o Lei n.º 55/2018 como
espos a às cons a ações dadas pelos ‘dados disponí eis (…) sob e a al a de ga an ia,
pa a odos os alunos, do di ei o à ap endizagem e ao sucesso escola e,
consequen emen e, à igualdade de opo unidades’ e elando consciência de que:
(…) a sociedade en en a a ualmen e no os desa ios, deco en es de
uma globalização e desen ol imen o ecnológico em acele ação, endo a
escola de p epa a os alunos, que se ão jo ens e adul os em 2030, pa a
emp egos ainda não c iados, pa a ecnologias ainda não in en adas, pa a
a esolução de p oblemas que ainda se desconhecem. Nes a ince eza
quan o ao u u o, onde se islumb am uma mi íade de opo unidades
pa a o desen ol imen o humano, é necessá io desen ol e nos alunos
compe ências que lhes pe mi am ques iona os sabe es es abelecidos,
in eg a conhecimen os eme gen es, comunica e e i amen e e esol e
p oblemas complexos. (DL55/18, p. 2928)
É nes e enquad amen o que no p esen e dec e o-lei se desa iam as escolas
con e indo-lhes au onomia pa a, em diálogo com os alunos, as amílias e com a
comunidade: “ e o ça as dinâmicas de a aliação das ap endizagens cen ando-as na
di e sidade de ins umen os que pe mi em um maio conhecimen o da e icácia do
abalho ealizado e um acompanhamen o ao p imei o sinal de di iculdade nas
ap endizagens dos alunos” (DL55/18, p. 2929). Ainda com a pe spe i a de da
ins umen os legais às escolas, oi ap o ado o Pe il do Aluno à Saída da Escola idade
Ob iga ó ia. Além de o nece uma ma iz pa a o desen ol imen o do cu ículo à luz
das p esen es e u u as necessidades, o Pe il enquad a uma sé ie de p á icas que
inspi am o desenho des e p oje o. Conside a, po exemplo, a di e si icação de
p ocedimen os e ins umen os de a aliação, o domínio de écnicas de exposição e
a gumen ação, a capacidade de abalha coope a i amen e e com au onomia. O Pe il
conside a undamen al que as p incipais decisões a ní el cu icula e pedagógico sejam
omadas pelas escolas e pelos p o esso es.
21
Desde 1973 a é 2018, a inalidade, âmbi o e p opósi o do sis ema educa i o
assen a sob e os mesmos p incípios e du an e es es 45 anos assis imos à p ocu a da
o ma como o sis ema de e se in e p e ado, implemen ado e ep esen ado po odos
os seus in e enien es. Vemos em 2018 uma con iança decla ada, na ação, nas
escolhas, na compe ência desses mesmos in e enien es e e le indo a p esença,
e olução e o desen ol imen o das ciências da educação na sala de aula
É com es e enquad amen o legal que es e p oje o é cons uído, desen ol ido e
implemen ado. A A aliação po Pa es é uma abo dagem que e le e os P incípios
O ien ado es de inidos no a igo 4.º do dec e o-lei 55/2018.
22
CAPÍTULO III – PLANO DE INTERVENÇÃO E ABORDAGEM
Nes e capí ulo é ap esen ado o plano ge al e de alhado de in e enção e as
abo dagens e e amen as a se em conside adas.
Com a in e enção p oje ada p opôs-se expo a u ma às ideias de A aliação
Po Pa es, Me acognição e Mindse , espe ando obse a o impac o que es as podem
e nos alunos, no seu p og esso na ap endizagem da ma emá ica e no p ocesso
ensino-ap endizagem, ou seja na elação p o esso -aluno. O con ac o com es es
concei os ambém em e ei os a longo p azo, ou seja, se ão no ados no u u o e po
isso não podem se medidos po nós ago a, icando apenas no âmbi o da análise
académica e conclusões i adas em di e sos es udos.
3.1. Plano ge al de In e enção
Em obse ações p elimina es de p epa ação do p oje o oi possí el iden i ica
na u ma do 10.º ano, de habilidade mis a, alunos empenhados assim como
alunos inc édulos quan o à sua habilidade e capacidade cogni i a
ela i amen e à ma emá ica. O ema do sucesso escola oi discu ido com o p o esso
i ula de u ma e endo em conside ação as ca ac e ís icas des a u ma, assim
como a es a égia A aliação po Pa es, os concei os de Me acognição e
Mindse oi decidida a implemen ação des a es a égia nes e g upo. Na
elabo ação do plano de in e enção o am conside adas as o ien ações de
Topping (1998, 2017) pa a es e e ei o, ap esen adas nas Tabelas 1 e 2, onde
cons am os pa âme os que ca ac e izam a A aliação po Pa es e que são
ú eis na es u u ação da in e enção. Assim, conside ando os pa âme os
de inidos po Topping, ca ac e izamos a in e enção como uma a aliação
o ma i a quali a i a, sem peso na no a inal, da esolução de exe cícios ou
p oblemas p opos os pelo p o esso a se em ealizados po oda a u ma, endo em
conside ando os di e en es ní eis dos alunos. A A aliação po Pa es incidi á sob e a
esolução de exe cícios ou p oblemas sob e odos os con eúdos do p og ama de
Ma emá ica A do 10.º ano de aco do com a plani icação anual. Espe á amos
ganhos cogni i os medí eis nos esul ados das a aliações suma i as, mas
ambém p e íamos o desen ol imen o de compe ências sociais e
emocionais pelo en ol imen o eque ido aos alunos, em di e sas pa es de odo o
23
p ocesso. O sucesso da in e enção oi de inido pela melho ia nos esul ados das
a aliações inais dos alunos, conside ando os c i é ios de a aliação da escola no
domínio do sabe /sabe aze (ques ões de aula, es es e ques ões o ais) e no
domínio do sabe se /es a ( esponsabilidade, solida iedade, empenho, au onomia,
a i ude c í ica).
3.2. Plano de alhado de in e enção
En e o momen o em que o aluno esol e as a i idades solici adas
indi idualmen e e o momen o da esolução ou co eção pelo p o esso -in es igado
pa a oda a u ma, a es a égia A aliação po Pa es se á implemen ada e os alunos
co igi ão o abalho p oduzido pelos seus colegas. O momen o de co eção pelo
p o esso -in es igado é en iquecido com a pa ilha de di e en es esoluções e pelo
eedback dado pelo aluno co e o .
As in e enções êm como pon o de pa ida, a esolução indi idual, pelos
alunos de exe cícios ou p oblemas. De o ma alea ó ia e anónima, esse abalho é
co igido po um colega de u ma, ou seja, o aluno a aliado não sabe de quem é o
abalho que es á a co igi e aluno a aliado ambém não em conhecimen o sob e
quem o es á a a alia . Os abalhos de cada aluno são iden i icados po um código
apenas conhecido pelo p o esso -in es igado pa a que possam se de ol idos ao
espe i o au o , podendo es e e le i sob e o eedback dado e ajus a a sua ação em
conco dância. Cada in e enção deco e em ambien e de sala de aula du an e um
pe íodo le i o e an o a ealização da a e a como a A aliação po Pa es são limi adas
em empo, de endo ambas oco e du an e a mesma aula de o ma sequencial. As
in e enções deco em du an e o p imei o e segundo pe íodo escola e são epe idas
quinzenalmen e, a é à ealização de odas as a aliações suma i as, semp e com a
mesma ipologia, abo dando di e en es con eúdos, mas ajus ando as in e enções
com a in enção de as o na mais e icazes. Es e ajus e conside a a de inição
de melho es c i é ios de a aliação ou eedback pa a po encia a ap endizagem
e o desen ol imen o de compe ências. Na p imei a in e enção, os c i é ios de
a aliação são ap esen ados pelo p o esso -in es igado e discu idos po odos,
24
mas não de inidos em conjun o com os alunos. Nas in e enções seguin es, os
c i é ios são de inidos po odos em consequência de discussão, pa ilha, e lexão e
comp omisso sob e os obje i os a a ingi com cada a e a. O obje i o é c ia um
con li o cogni i o que se i á de combus í el na de e minação dos c i é ios da
segunda e seguin es sessões. Pos e io men e, ap esen am-se os concei os de
Me acognição e Mindse , ab indo mais uma ez espaço pa a o diálogo en ol endo
os alunos nes a abo dagem. Nas in e enções seguin es, o p o esso -in es igado
ajus a a p á ica e implemen ação da A aliação po Pa es, examinando po exemplo, a
qualidade do eedback dado e se es e es á a p omo e a ap endizagem e o
desen ol imen o. Rela i amen e à Me acognição e ao Mindse , além de
in o mação e discussão sob e es es concei os, se á ei o um le an amen o do ní el
me acogni i o dos alunos e com que Mindse se iden i icam (ques ioná io no Anexo
1). Es e le an amen o se á epe ido no inal do ano le i o pa a que,
compa a i amen e, se possa a e i sob e o impac o da implemen ação da es a égia
no desen ol imen o das suas Compe ências Me acogni i as e Mindse .
Resumindo, endo es es aspe os em conside ação, p e endemos que as ações a
desen ol e se elacionem com os obje i os do p oje o, como se mos a a segui :
- Em elação ao Obje i o 1 – Iden i ica o ní el me acogni i o e o ipo de
Mindse de cada aluno an es e depois da implemen ação da a aliação po
pa es – es a iden i icação, no início da implemen ação, do ní el
me acogni i o e do ipo de Mindse de cada aluno pe mi i á consciencializa
os alunos do seu pon o de pa ida.
- A iden i icação das mudanças de a i ude e pos u a e do impac o e e idos no
Obje i o 2 – Iden i ica mudanças na a i ude, no ní el me acogni i o e no
Mindse dos alunos, no deco e da implemen ação a aliação po pa es e
p oduzidas po es a es a égia – e no Obje i o3 - Iden i ica o impac o na
aquisição e consolidação dos con eúdos da disciplina, ge adas pelas
mudanças, du an e a implemen ação da es a égia – se á ei a po
obse ação di e a p ocu ando ambém po ganhos cogni i os.
- No inal do ano le i o, a a és dos esul ados da a aliação global dos alunos,
se á possí el cons a a se as mudanças e melho ias de desempenho e ní eis
25
oco e am con o me se p e ende no Obje i o 4 – iden i ica o impac o no
desempenho de cada aluno na a aliação suma i a, ge ado pelas mudanças
iden i icadas.
Tabela 3: Plano das in e enções
In e enção
Ação
Obje i o
Recolha de
E idências
In 1
- Ap esen ação do p oje o
- P imei a A aliação po
Pa es com obje i os
de inidos pelo p o esso
- De ini A aliação po Pa es,
obje i os, ope acionalização.
T abalho dos
Alunos
In 2
- Discussão sob e C i é ios
de A aliação e Feedback
- Segunda A aliação po
Pa es
- De ini em conjun o e em
conco dância os c i é ios de
a aliação
- Exemplos de eedback
posi i o e nega i o
T abalho dos
Alunos
In 3
- Ap esen ação dos
concei os Me acognição e
Mindse
- Le an amen o
Me acogni i o
- Te cei a A aliação po
Pa es
- Re le i sob e a
ap endizagem que de e
oco e
- De e mina o Ní el
Me acogni i o: OBJETIVO 1
T abalho dos
alunos
Ques ioná ios
dos alunos
In 4
- Qua a A aliação po Pa es
- Foco no discu so e no
eedback conside ando o
desen ol imen o de
Compe ências
Me acogni i as
T abalho dos
alunos
In 5
- Quin a A aliação po Pa es
- Foco no discu so e no
eedback
T abalho dos
alunos
In 6
- Pa ilha de esul ados
sob e ní el me acogni i o,
eedback da a aliação e
ap endizagem po pa es
- Analisa os esul ados e
a alia se o OBJETIVO 2 e 3
do p oje o o am alcançados.
G a ação
In
seguin es
- A aliações po Pa es
- Melho a a u ilização da
es a égia.
T abalho dos
alunos
In Final
- Aula pos e io à úl ima
A aliação Suma i a
- Le an amen o do Ní el
Me acogni i o
- OBJETIVO 1, 3 e 4
26
Na Tabela 3 é ap esen ado um esumo, es u u ado c onologicamen e, das
in e enções e aspe os mais impo an es em cada uma.
A ecolha de dados se á ei a com g a ações e ilmagens das a i idades (se
possí el), obse ação e ques ioná ios (le an amen o me acogni i o), ichas de
a aliação suma i a e eedbacks p oduzidos pelos alunos, com o obje i o de ecolhe
egis os signi ica i os de mudança de a i ude e pos u a, pa a além de melho ia nas
no as.
Du an e as in e enções, as e idências necessá ias pa a análise e a aliação dos
obje i os se ão ecolhidas po obse ação dos diálogos e discussões emá icas em aula
que se ão g a adas semp e e se possí el, pelas p oduções dos alunos, elemen os de
a aliação suma i a e ques ioná io pa a o le an amen o do ní el me acogni i o dos
alunos.
3.3. A Abo dagem
T aze a A aliação po Pa es pa a o ca dápio de es a égias a usa na sala de
aula e conc e iza essa expe iência azia sen ido à luz da Me acognição e do Mindse .
Apesa de se uma es a égia complexa não em que se dis up i a e é ans e sal a
qualque disciplina, ano, ou habilidade e de ácil acei ação pela comunidade educa i a.
A expe iência é duplicá el nou os con ex os e a cada implemen ação, a es a égia é
a inada, as compe ências de odos os in e enien es melho adas, sendo, po an o,
uma mais alia. A comunicação e as discussões cole i as são undamen ais pa a
ansmi i aos alunos es as no as ideias e no as o mas de aze e sen i o p ocesso
ensino-ap endizagem, em especial, na ap endizagem da Ma emá ica (Boale , 2017). Os
aspe os ele an es pa a a aquisição/desen ol imen o de Compe ências
Me acogni i as, a a és de Ins uções Me acogni i as e a comp eensão do concei o de
Mindse são e o çados nes es momen os de discussão cole i a e passagem de
in o mação ela i amen e à es a égia.
Os alunos nunca i e am con ac o com a A aliação po Pa es nem com o
concei o de Me acognição ou Mindse e po isso a implemen ação começa com a
ap esen ação aos alunos de á ios aspe os des es concei os e de como são
27
ope acionalizados. Po exemplo, como é que as a i idades de em deco e , qual o
papel dos alunos enquan o a aliado es, sob e o eedback a da em o ma e con eúdo,
sob e a de inição à pa ida de c i é ios de a aliação. As Ins uções Me acogni i as são
impo an es no p ocesso de análise do eedback e es a mensagem de e se ampla e
egula men e passada aos alunos. Po exemplo: ‘Não sei usa a eg a de Ru ini’ é
subs i uído po ‘Ainda não sei usa a eg a de Ru ini’.
A esolução de exe cícios ou p oblemas, que são esol idos pelos alunos
du an e o pe íodo le i o e depois esol idos ou co igidos pelo p o esso , pa a oda a
u ma, com mais ou menos in e enção dos alunos, é uma a i idade comum na p á ica
pedagógica no momen o de consolidação de conhecimen os. A in e enção nes a
u ma do 10.º ano em como pon o de pa ida es a mesma a i idade, comum e bem
en endida po odos, mas com um inc emen o. As esoluções dos alunos se ão as
p oduções a aliadas pelos colegas de u ma, sem conside a mos um empa elhamen o
po habilidade, ou condição social.
A ap esen ação des a es a égia aos alunos se á g adual pe mi indo a
comp eensão do p ocesso o nando-o mais p esen e, exigen e e complexo à medida
que os alunos comp eendem o seu papel e como o desempenha de o ma e icaz,
endo em conside ação que po se um p ocesso, a e icácia é algo que se desen ol e e
não algo que se adqui e. A obse ação do compo amen o dos alunos indi idualmen e
e da u ma e a análise do eedback esc i o dado pelo aluno a aliado , se ão
undamen ais pa a o ien a o p ocesso de mes ia da es a égia. I emos oca a
a enção nos pa âme os ‘c i é ios de co eção’ e ‘ eedback’ que são discu idos em
u ma, an es da implemen ação da es a égia endo em a enção algumas das
limi ações ap esen adas po Falchiko (2007) e Ca ney (2010). O eedback é dado
po esc i o, endo em conside ação aspe os posi i os e aspe os a melho a , endo
em a enção que os comen á ios sob e aspe os a melho a de em se o ma i os
pa a o aluno a aliado. No momen o da esolução dos exe cícios ou p oblemas pelo
p o esso -in es igado pa a oda a u ma, os alunos a aliado es são con idados a
pa ilha an o as esoluções como a sua a aliação e análise. Com es e momen o de
pa ilha que -se c ia um clima con o á el pa a que oco am discussões cole i as
28
sob e os con eúdos com ap o undamen o dos emas, o nando a discussão ica e
p o unda do pon o de is a ma emá ico, a o ecendo ambém as condições pa a
o desen ol imen o de compe ências me acogni i as, sociais e emocionas.
Do a emos os alunos de conhecimen o e p á ica sob e A aliação po Pa es e
em pa icula sob e c i é ios de co eção e eedback, Me acognição e Mindse e
espe amos que es es conhecimen os se ans o mem em e amen as pa a o
desen ol imen o de compe ências e na aquisição de conhecimen o, de o ma
p agmá ica e conc e a.
A ealização de discussões cole i as é uma abo dagem pedagógica undamen al
e que se á amplamen e u ilizada e a capacidade de o p o esso p omo e e se
acili ado do diálogo, da pa ilha, da discussão e da e lexão é igualmen e impo an e.
Pa a que a A aliação po Pa es seja e icaz e ele an e, os alunos são desa iados a
e le i e agi e a es a em a i amen e en ol idos nos p ocessos, onde os momen os de
discussão cole i a se ão usados com essa unção. Rela i amen e aos c i é ios de
co eção é impo an e deba e a qualidade da espos a, ou seja, o que é conside ada
uma boa espos a de uma espos a com menos qualidade; e o que de e con e em
e mos de con eúdo e na o ma como o con eúdo é comunicado. Quan o ao eedback
espe a-se que p omo a ap endizagem e desen ol imen o de compe ências. O impac o
de um eedback posi i o ou nega i o, o peso da con idencialidade na elabo ação e na
pa ilha desse eedback e o papel que es as ca ac e ís icas êm no desen ol imen o de
Compe ências Me acogni i as e de G ow h Mindse é iden i icado com os alunos.
3.4. O Le an amen o do Ní el Me acogni i o
Sendo que en endemos a Me acognição como ‘o sabe sob e o sabe ’, es e é
um p ocesso de au oconhecimen o, que se desen ol e com o auxílio da
consciencialização. O le an amen o do seu ní el me acogni i o, que se a á com um
ques ioná io (Anexo 1) e que se ap esen a em de alhe de seguida, é uma
p epa ação pa a que a A aliação po Pa es enha um impac o p odu i o e p omo o de
mudança. Assim, o obje i o des e ques ioná io é se o p imei o passo dos alunos
nes a jo nada. Tendo como e e ência Ca ol Dweck (2006) e Jo Boale (2016), oi
adap ado à língua po uguesa, um ques ioná io de Tú ia Cos a Lopes pa a o
le an amen o me acogni i o (www.p o esso ideal.com).
29
Es e ques ioná io es á di idido em ês g upos de ques ões. Os alunos que se
iden i icam com o p imei o conjun o de pe gun as ainda não en endem o seu p ocesso
de ap endizagem e ainda p ecisam de mui a ajuda pa a desen ol e em as
suas Compe ências Me acogni i as. O segundo g upo iden i ica os alunos que
es ão no p ocesso de comp eensão da sua o ma de ap ende , mas ainda p ecisam
de ajuda pa a desen ol e em as suas compe ências me acogni i as. O úl imo g upo
e e e-se a alunos que comp eendem o seu p ocesso de ap endizagem e p ecisam de
o ien ação e incen i o a con inua em a usa as suas Compe ências
Me acogni i as. Es e ques ioná io se á usado duas ezes: uma na in e enção 3
e a úl ima na úl ima in e enção depois do es e de a aliação, pa a e i ica mos se
se a ingiu os obje i os do p oje o.
36
em que o aluno não es e e bem são indicados como desejos de mudança. Como a
A aliação po Pa es oco e num g upo de indi íduos que se conhecem e es ão
emocionalmen e elacionados, o eedback dado ganhou uma o ma descon aída e
mani es a a na u eza dessas elações, que não sendo nega i o, pode não se
cons u i o do pon o de is a cogni i o. O eedback que o a aliado em de da , de e
mos a que ele p óp io domina o concei o e conhecimen o, comunica de o ma cla a
e o ganizada, en iquecendo a a i idade, po enciando a ap endizagem.
Es es comen á ios o am pa ilhados em aula e po se em especí icos ambém
o nece am ao p o esso -in es igado in o mação e insigh sob e os aspe os que
p ecisam de e o ço ou a enção na aquisição de con eúdos e compe ências. Algumas
amos as ecolhidas exempli icam os aspe os e e idos e pode e -se a e olução dos
alunos a aliado es. A mudança mais e iden e é a asse i idade no discu so que se
o nou menos ag essi o e menos emo i o, dando indicação cla a do que os colegas
consegui am aze bem, onde de iam melho a não se limi ando a aspe os cogni i os
mas ambém de compo amen o como se mais o ganizado na comunicação ou na
ges ão de empo. O om é posi i o, enco ajado pa a quem é a aliado que sabe
exa amen e o que de e aze a segui . De seguida mos am-se alguns exemplos de
abalhos de alunos que ilus am os di e en es ipos de eedback dados.
Na imagem 1 ê-se um exemplo da In e enção 1 de 23 de ou ub o de 2019
quando ainda pouco inha sido discu ido sob e eedback. ‘Tens que es a mais
a en o!!! Es uda!!!’ – O aluno a aliado u iliza ases impe a i as que indicam
au o idade. O aluno a aliado assume que o aluno a aliado não es á a en o e que não
es uda e não conside a mais nenhuma hipó ese. Não há eedback posi i o, nem se
no a que o guião oi seguido. Não há e e ência a aspe os posi i os, ou a melho a
pa a além da o dem pa a es uda mais. Embo a seja uma o ma de eedback nega i o,
conside ando o con eúdo ‘Como adi inhas e o es o?’ é uma pe gun a ú il po que há
uma indicação cla a que le a a uma ação conc e a. A indicação de que de e ge i
melho o empo mos a que o aluno a aliado em consciência de que o
compo amen o em in luência na qualidade do abalho.
37
Imagem 1. Exemplo de eedback – In e enção 1
Na segunda in e enção, já emos alguns exemplos da aplicação do que
ap ende am sob e eedback.
Imagem 2. Exemplo de eedback – In e enção 2
38
Na imagem 2, emos um exemplo de eedback com con eúdo cla o, mas
ap esen ado de o ma deso ganizada. O aluno a aliado ambém se engana, ou seja,
con on ou o seu conhecimen o com a esolução ap esen ada.
Na imagem 3 emos um exemplo de bom eedback. Aspe os em que o aluno
es e e bem es ão pa en es nas decla ações ‘Conseguis e…’. Os aspe os a melho a não
são indicados cla amen e, mas ao ques iona dizendo o que não pe cebeu, indica onde
o abalho pode se melho ado, assim como a ques ão ‘Fos e po en a i a e e o?
Imagem 3: Exemplo de eedback – In e enção 2
Nas in e enções de aulas seguin es emos exemplos de eedback dado
segundo a écnica ‘Desejos e Es elas’, posi i o e emo i o. Es a écnica ap esen a os
aspe os a melho a como desejos e os aspe os bem conseguidos como es elas e
39
desa io passa po emi i um comen á io sob e o que não es á bem segundo uma
pe spe i a de melho amen o e não e o ou al a.
Imagem 4: Exemplo de ‘Es elas e Desejos’ – In e enção 5
Imagem 5: Exemplo de eedback cla o e posi i o – In e enção 3
Imagem 6: Exemplo de eedback emo i o – In e enção 2
40
O exemplo da imagem 6 mos a um eedback emo i o e elando os laços
a e i os mesmo em anonima o. Como imos no con ex o eó ico, é de espe a es e
ipo de comen á ios. Es e acon eceu na segunda in e enção, ou seja, ainda no início
da implemen ação da es a égia. As eações e consequen emen e, os comen á ios,
o am-se o nando mais obje i os embo a mos ando emoção e cuidado mais do que
ag essi idade ou al a de empa ia.
4.2.3. Os C i é ios de Co eção
Es e aspe o me eceu especial cuidado a pa i da e cei a in e enção, já com o
eedback bem ins umen alizado. Os c i é ios de co eção são a no ma con a a qual os
alunos a aliado es ão compa a o abalho, po isso é undamen al que os alunos
sejam pa e in eg an e na sua de inição. Na p imei a in e enção es es não o am
de inidos com os alunos, mas apenas ap esen ados. Es e é o con ex o a que os alunos
es ão mais habi uados mas quando colocados na posição de a aliado es sen i am
dú idas e ince ezas sob e o que e a ealmen e impo an e a alia : se apenas de iam
conside am a espos a ou a esolução, se a abalho ap esen ado e ela a cla a e
indubi a elmen e que o aluno inha conhecimen o, se is o acon ecia de o ma ób ia
ou apenas indica a que sim, dando espaço ao a aliado pa a conclui que sim ou que
não. Es e con li o cogni i o oi p oposi ado pa a que depois osse u ilizado como pon o
de pa ida pa a a de inição dos c i é ios em cada in e enção. Ques ões como a
impo ância da comunicação e da ap esen ação de aciocínios lógicos e o denados
o am momen os de discussão ica e u í e a, como se pode e nos exemplos abaixo
Imagem 7: Exemplo de C i é ios de Co eção – In e enção 3
41
No exemplo da Imagem 7 emos os c i é ios decididos po oda a u ma e
que alguns alunos incluí am nos comen á ios esc i os no abalho do aluno a aliado.
Nos exemplos seguin es emos os c i é ios a se em aplicados. O eedback é
dado mos ando se o aluno cump iu ou não aquele i em de inido nos c i é ios.
Imagem 8: Exemplo de aplicação dos C i é ios de Co eção – In e enção 3
42
Imagem 9: Exemplo de aplicação de C i é io de Co eção – In e enção 5
Na de inição de cada conjun o de c i é ios de a aliação oi semp e conside ado
como impo an e a comunicação das ideias. No exemplo da Imagem 9
acima, emos um comen á io, seguindo os c i é ios de co eção, sendo ele
p óp io um exemplo de comunicação posi i a e cons u i a.
4.2.4. O Le an amen o do Ní el Me acogni i o.
Nes a secção amos analisa os esul ados do le an amen o do ní el
me acogni i o dos alunos que oco eu no dia 23 de janei o de 2020. O obje i o e a
consciencializa os alunos do seu ní el me acogni i o como exe cício de
au oconhecimen o e pon o de pa ida pa a o desen ol imen o pessoal e académico.
Conside ando os 27 alunos da u ma, cada opção de espos a pode ia se
espondida pelos 27 alunos. Nas Tabelas 5, 6 e 7 emos a dis ibuição des as
espos as po pe gun a.
As ques ões es ão di ididas em 3 secções e os esul ados de cada seção são
ap esen ados a segui .
Tabela 4: Resumo dos esul ados po secção
To al
Conco do Plenamen e
Conco do
Não Conco do Mui o
Não Conco do
Secção 1
28
66
99
46
Secção 2
49
107
28
4
Secção 3
48
86
20
8
A Secção 1 é compos a po 9 ques ões. 145 (99+46) das 243 espos as possí eis
pelos alunos mos am que eles não se iden i icam com as decla ações, ou seja, ce ca
de 60% e que 66 em 243 ‘conco dam’, ou seja, 27%.
43
A Secção 2 é compos a po 7 ques ões. 156 (49+107) das 189
espos as possí eis, iden i icam-se conco dando ou conco dando plenamen e
com as decla ações, ou seja, ce ca de 83%, sendo que des as, ce ca de 70% conco da.
A Secção 3 é compos a po 6 ques ões. 134 (48+86) das 162 espos as a
es a secção conco dam ou conco dam plenamen e com as decla ações, ou seja,
ce ca de 83%.
Nas Tabelas 5, 6 e 7 mos am-se os esul ados po g upo e espos a. A coluna
TC e e e-se ao o al de con olo, ou seja, núme o de espos as álidas.
1 – O indi íduo não en ende o seu p ocesso de ap endizagem. P ecisa de mui a
ajuda pa a desen ol e as suas compe ências me acogni i as.
Tabela 5: Resul ados do Le an amen o do Ní el Me acogni i o – g upo 1
Ques ão
CP
C
NCM
NC
TC
Comen á io
Eu não enho a ce eza do que é impo an e na
aula e en ão omo no a de udo.
6
16
4
26
Aluno n.º4
espondeu
C/NCM
Eu ico em pânico quando não en endo a
ma é ia.
6
10
10
1
27
Eu aço as a e as mesmo sem le as ins uções
a en amen e.
6
13
8
27
Eu acho que é impo an e memo iza udo o
que es á no manual ou apon amen os.
2
3
13
9
27
Eu não sei o que é mais impo an e pa a
es uda .
1
9
12
4
26
Aluno n.º 16
espondeu C/NC
Eu es udo o su icien e pa a consegui i a
posi i a e passa .
9
6
7
5
27
Eu não leio a ma é ia an es da aula.
6
11
8
1
26
Aluno n.º 4
espondeu
C/NCM
Eu es udo um dia an es do es e.
3
4
8
12
27
Eu nem semp e consigo comple a as a e as
pedidas pelo p o esso .
1
11
12
2
26
Aluno n.º 4
espondeu
C/NCM
2 – O indi íduo es á no p ocesso de comp eende o seu p ocesso de
ap endizagem. P ecisa de ajuda pa a desen ol e as suas compe ências
me acogni i as.
44
Tabela 6: Resul ados do Le an amen o do Ní el Me acogni i o – g upo 2
Ques ão
CP
C
NCM
NC
TC
Comen á io
Eu sou bem o ganizado e enho semp e empo
pa a es uda a ma é ia oda an es do es e.
3
17
5
2
27
Eu aço semp e as a e as que o p o esso
pede.
12
10
5
27
Eu e i ico os meus e os e co ijo-os.
9
13
3
1
26
Aluno n.º 3 não
espondeu
Eu leio o manual e os meus apon amen os pa a
aze uma a e a.
4
17
6
27
Eu es o ço-me mui o e es udo bas an e po que
que o e sucesso.
6
18
3
27
Eu eleio o meu abalho e espos as pa a
e i ica se exis em e os e e a ce eza de que
iz o que es á a se pedido.
2
19
5
1
27
Quando ico con uso, leio de no o pa a
en ende melho .
13
13
1
27
3 – O indi íduo en ende o seu p ocesso de ap endizagem. P ecisa de o ien ação e
já sabe em que aspe os do desen ol imen o das compe ências me acogni i as,
se de e oca .
Tabela 7: Resul ados do Le an amen o do Ní el Me acogni i o – g upo 3
Ques ão
CP
C
NCM
NC
TC
Comen á io
Quando es ou a le , pa o pa a e le i sob e se
es ou a en ende e se es ou a ap ende .
9
13
4
1
27
Eu en o semp e en ende o po quê das coisas.
8
17
2
27
Eu en o elaciona o que es ou a ap ende com
os ou os assun os que ap endi.
3
22
2
27
Eu gos o de ques iona e le an a ques ões
mesmo quando não chegam a lado nenhum.
2
10
8
7
27
Quando e o um exe cício, e i ico onde e ei e
como de e ia e ei o.
10
14
3
27
Quando ico con usa, leio no amen e pa a
en ende melho .
16
10
1
27
Conside ando os esul ados ap esen ados, a maio ia dos alunos da u ma es á
en e o ní el me acogni i o 2 e 3, ou seja, já êm consciência e comp eendem o seu
p ocesso de ap endizagem, mas ainda p ecisam de o ien ação e ajuda pa a
desen ol e as suas compe ências me acogni i as. O abalho desen ol ido com a
implemen ação da A aliação po Pa es, ganha signi icado e ele ância como es a égia
45
acili ado a e p omo o a do desen ol imen o das compe ências me acogni i as,
caminho es e em que os alunos já se encon am.
52
ANEXOS
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ANEXO 1: LEVANTAMENTO DO NÍVEL METACOGNITIVO
Le an amen o do Ní el Me acogni i o
Es e le an amen o é pa a e ajuda a en ende melho como e ês como aluno. A in enção é a
de e o na mais conscien e do eu p ocesso de ap endizagem pa a que possas, u p óp io, alcança o
eu po encial. Pa a al de es esponde a odas as a i mações de odas as lis as com since idade.
A p imei a lis a de a i mações e e e-se aos alunos que não en endem o seu p óp io p ocesso
de ap endizagem e que p ecisam de mui a ajuda pa a desen ol e as suas habilidades me acogni i as.
A segunda lis a de a i mações e e e-se aos alunos que es ão no p ocesso de comp eende o
seu p ocesso de ap endizagem, mas ainda p ecisam de ajuda pa a desen ol e ainda mais suas
habilidades me acogni i as.
A e cei a lis a de a i mações e e e-se aos alunos que comp eendem o seu p ocesso de
ap endizagem e p ecisam de se enco ajados a con inua em a usa as suas habilidades me acogni i as.
De aco do com o que um aluno esponde , e emos uma noção sob e o seu ní el me acogni i o
e em que pon os se de e começa a oca pa a ajudá-lo a desen ol e essas habilidades.
Conco do
plenamen e
Conco do
Não
conco do
mui o
Não
conco do
Eu não enho a ce eza do que é impo an e na
aula e en ão omo no a de udo.
Eu ico em pânico quando não en endo a ma é ia.
Eu aço as a e as mesmo sem le as ins uções
a en amen e.
Eu acho que é impo an e memo iza udo o que
es á no manual ou apon amen os.
Eu não sei o que é mais impo an e pa a es uda .
Eu es udo o su icien e pa a consegui i a
posi i a e passa .
Eu não leio a ma é ia an es da aula.
Eu es udo um dia an es do es e.
Eu nem semp e consigo comple a as a e as
pedidas pelo p o esso .
Eu sou bem o ganizado/a e enho semp e empo
pa a es uda a ma é ia oda an es do es e.
Eu aço semp e as a e as que o p o esso pede.
Eu e i ico os meus e os e co ijo-os.
Eu leio o manual e os meus apon amen os pa a
aze uma a e a.
Eu es o ço-me mui o e es udo bas an e po que
que o e sucesso.
Eu eleio o meu abalho e espos as pa a e i ica
se exis em e os e e a ce eza de que iz o que
es á a se pedido.
Quando ico con uso/a, leio de no o pa a
en ende melho .
Quando es ou a le , pa o pa a e le i sob e se
es ou a en ende e se es ou a ap ende .
Eu en o semp e en ende o po quê das coisas.
Eu en o elaciona o que es ou a ap ende com
54
os ou os assun os que ap endi.
Eu gos o de ques iona e le an a ques ões
mesmo quando não chegam a lado nenhum.
Quando e o um exe cício, e i ico onde e ei e
como de e ia e ei o.
Quando ico con uso/a, leio no amen e pa a
en ende melho .
Le an amen o me acogni i o adap ado de Tú ia Cos a Lopes em www.p o esso ideal.com
55
ANEXO 2: GUIÃO DE FEEDBACK – 23 DE OUTUBRO DE 2019
Ta e a de aula 23 de ou ub o de 2019 – Guião de eedback:
In o mação sob e ‘ eedback pelos pa es’
Vais a alia o abalho do eu colega de u ma.
De es p ocu a po aspe os em que o eu colega es e e bem e execu ou bem a a e a.
De es en a pe cebe como o eu colega pensou e como chegou à espos a, que essa espos a es eja
co e a ou inco e a.
No im da ua análise ais o nece -lhe in o mação que seja ú il pa a o p og esso dele. De es segui o
guião dado.
Obje i os que de em se a ingidos:
- Execu a o algo i mo da di isão euclidiana (in ei a).
- Execu a o algo i mo ‘ eg a de Ru ini’.
- Iden i ica quando pode se usada cada uma das eg as.
Analisa as esoluções do eu colega e indica 2 aspe os sob e
- O que co eu bem.
- O que pode melho a .
56
ANEXO 3: GUIÃO DE INTERVENÇÃO – 23 DE JANEIRO DE 2020
O obje i o da minha in e enção é da - os uma e amen a, que acho que, pa a ocês é no a,
que podem usa já, enquan o alunos, mas que os seja se á pela ossa ida o a. Es á es udado e
documen ado que a nossa o ma de pensa , a o ma como nos emos e nos de inimos, ‘con ola’ as
decisões que omamos e escolhas que azemos e a o ma como agimos. Se achamos que não somos
capazes, o mais ce o é nem expe imen a mos nem en a mos. Es a o ma de es a ai-se cimen ando,
mui o acilmen e, nos p imei os anos de ida… só ainda não se sabe mui o bem po quê, mas já se ai
sabendo como.
Enquan o aluno, quando não consigo comple a uma a e a, ou esponde a uma ques ão, que
signi icado em pa a mim? O que penso de mim? Não consigo en ende ? É mui o di ícil pa a mim? Não
sou in eligen e que chegue pa a alguma ez ap ende is o!
Is o acon ece em pa icula na ma emá ica, mas cada ez mais em ou as disciplinas.
O meu desa io: espondam e e li am:
- O que acham da ossa in eligência?
- Qual a ossa manei a de enca a uma di iculdade?
- Po que acham que aquela si uação é di ícil e ou a não?
- De quem é a culpa?
A o ma como espondem a es as pe gun as pode limi a a ossa ação. Se acham que não são
capazes de ap ende , não se ão empenha , ou dedica empo a ap ende .
Com a A aliação po Pa es espe o e - os mos ado que podem, mas ambém como podem
muda e melho a . Nes e momen o, espe o que sejam capazes de:
- De ini obje i os pa a a a aliação e a alia o desempenho dos colegas em elação a esses
obje i os;
- Ve baliza , logicamen e, os ossos aciocínios;
- e passá-los pa a a comunicação esc i a;
- Pe gun a po quê e esponde ;
- Ap ende enquan o são a aliados e enquan o es ão a a alia ;
- Se em c í icos, mas analí icos.
A Me acognição e o Mindse são os concei os que es udam como é que o cé eb o e o
compo amen o abalham em conjun o pa a, se nunca desis i mos de nós, chega mos à melho e são
de nós. A A aliação po Pa es pode se ei a em ocês e se uma o ma de ‘como me posso o na
melho aluno?’.
Pa a começa em o osso desen ol imen o e ap endizagem sob e do que são capazes enquan o
alunos, amos, com a ajuda de um ques ioná io, iden i ica o ní el me acogni i o e a ossa men alidade
( ixa ou de c escimen o). Com es a consciência e conhecimen o, bem como a aquisição e
desen ol imen o de e amen as me acogni i as, ens o que p ecisas pa a a ingi odo o eu po encial.