REVISTA DE ESTUDIOS E INVESTIGACIÓN
EN PSICOLOGÍA Y EDUCACIÓN
eISSN: 2386-7418, 2017, Vol. Ex ., No. 04
DOI: h ps://doi.o g/10.17979/ eipe.2017.0.04.2645
Co espondencia: Sidónio Oli ei a, sidoniomcoli ei [email protected]
Selección y pee - e iew bajo esponsabilidad del Comi é O ganizado del XIV Cong eso In e nacional Galego-Po ugués de Psicopedagogía
O Luga de Ou as Tipologias Musicais no Ensino A ís ico Especializado da
Música em Po ugal
The Place o O he Musical Types in he Specialized A is ic Teaching o Music
in Po ugal
Sidónio Manuel da Cos a Oli ei a, An ónio José Pacheco Ribei o
Uni e sidade do Minho
Resumo
O obje i o des e a igo é con ibui pa a uma p ojeção
u u a do Ensino A ís ico Especializado (EAE) da Música
em Po ugal e pe mi i a e lexão c í ica sob e o seu
uncionamen o a é aos nossos dias. Nes e sen ido, i á
ealiza -se um es udo de caso múl iplo pa a explo a as
ipologias musicais que se lecionam em 3 conse a ó ios
públicos do EAE, u ilizando como mé odo de pesquisa o
inqué i o po ques ioná io e a en e is a pa a desc e e os
esul ados ob idos na in es igação de campo. P ocu a-se,
assim, sabe se há ou não ou as ipologias musicais nos
conse a ó ios públicos do EAE da música em Po ugal, e
esponde , ou não, a uma lacuna que se pensa acompanha
o cu ículo e p og amas nas escolas de música.
Pala as-cha e: ensino a ís ico especializado, música,
ipologias musicais, p og amas, di e sidade.
Abs ac
The pu pose o his a icle is con ibu ing o a u u e
p ojec ion o he Specialized A is ic Educa ion o Music
(SAE) in Po ugal and allow a c i ical e lec ion on i s
ope a ion up o he p esen day. Thus, a mul iple case s udy
will be ca ied ou o explo e he musical ypologies augh
in 3 public music conse a o ies o he Specialized A is ic
Educa ion, using as a esea ch me hod he ques ionnai e
su ey and he in e iew o desc ibe he esul s ob ained in
he esea ch ield. I is he e o e sough o know whe he o
no he e a e o he ypes o music in he public
conse a o ies o he SAE o Music in Po ugal, and
whe he o no o espond o a gap ha is hough o
accompany he cu icula and p og ams in music schools.
Keywo ds: specialized a is ic educa ion, music, musical
ypologies, p og ams, di e si y.
O dogma de cen a as ap endizagens da música no
ensino clássico da cul u a musical ociden al (G ou e
Palisca, 2007), man ém um conse ado ismo nas escolas.
Há uma segmen a ização dos géne os musicais no ensino
ocacional: o sob e ap eço da música e udi a
(Cas elo-B anco, 2010), conhecida ambém como
música clássica (Kennedy e Kennedy, 2013); e a
subes imação da música popula , de inida como um
e mo amplo que inclui o Blues, o Jazz, o Rock e as suas
e sões come ciais, a música Folcló ica, en e mui os
ou os ipos musicais (G ou e Palisca, 2007). Em odas
escolas de música do ensino especializado/ ocacional e
do ensino p o issional há a sob e alo ização da música
ligada à cul u al e udi a (Fe ei a e Viei a, 2013).
Uma si uação eco en e, mesmo depois das g andes
e o mas es u u ais do ensino em Po ugal com a Lei n.º
5/73, de 25 de julho, e com a e o ma do ensino a ís ico
p omo ida pelo Dec e o-Lei n.º 310/83, de 1 de julho,
que ees u u a o ensino da música, o ganizando a sua
ins i ucionalização desde o ensino básico a é ao ensino
supe io do país, emodelando os p ocessos e amos
educacionais, os di e en es cu sos e egimes de
equência das aulas, e o seu público al o.
T ans o mações impo an es pa a o ensino da música,
que ao longo das suas sucessi as emodelações e
ees u u ações, ainda assen a em ince ezas
ca ac e izando odo es e subsis ema de ensino (Pacheco,
2008), le an ando ques ões quan o aos modelos
pedagógicos e os p ocessos de ensino e ap endizagem
neles en ol idos ac ualmen e Apesa do o alecimen o
educa i o do ensino ob iga ó io em Po ugal, e com a
e o ço do es udo das a es nas escolas públicas com a
Po a ia n.º 691/2009, de 25 de junho, al e ada pela
Po a ia n.º 267/2011, de 15 de se emb o, salien am-se na
legislação po uguesa a Po a ia n.º 225/2012, de 30 de
julho, e a Po a ia n.º 243-B/2012, de 13 de agos o, que
e o çam em ambos os p eâmbulos, o Dec e o-Lei n.º
139/2012, de 5 de julho, que ins i ui os undamen os
o ien ado es da o ganização e da ges ão dos cu ículos do
ensino básico, e o çando, en e ou os mui os aspe os, a
au onomia pedagógica e o ganiza i a das escolas do
EAE. Obse a-se o e o ço do ensino pa a odos, de uma
escola inclusi a nas escolas a ís icas públicas, p i adas
e coope a i as, que passa am a e a decisões sob e os
seus cu ículos e p og amas, ainda se cons a a que não há
mudanças nem nos epe ó ios, nem nos mé odos e
p ocessos de ensino e ap endizagem em Po ugal
(Fe ei a e Viei a, 2013).
Ac ualmen e, há inúme as eo ias sob e o ensino e a
ap endizagem da música, e nomes incon o ná eis da
pedagogia musical que dão hoje uma no a dimensão à
Educação Musical. São o caso da Audiação de Go don
(2000), os abalhos desen ol idos pelas in es igações e
OLIVEIRA, RIBEIRO
es udos sob e as ap endizagens in o mais e o ensino não
o mal de G een (2005, 2008), do p ocesso de
Ap eciação musical de Swanwick (1979, 2003, 2006), da
Teo ia espi al do desen ol imen o musical de Swanwick
e Tillman (1986), e da Audição musical ac i a de
Wuy ack e Palhei os (1995).
Todos es es au o es assinalam a mudança sob e o
ensino ac ual, com ans o mações impo an es a ní el
social, cul u al e es é ico, ampliando o concei o de ensino
musical (Vasconcelos, 2007), eno ando a educação,
isando não só o desen ol imen o de con eúdos í micos
e onais, mas ambém o desen ol imen o das
compe ências in elec uais, pessoais e sociais dos alunos.
De ac o, é impo an e assinala as á ias e di e en es
manei as em que as pessoas ealmen e se elacionam e
iden i icam com a música (Swanwick, 1979), e os
p o esso es necessi am de encon a um mé odo pa a que
os alunos pa icipem de uma o ma mais ac i a nas aulas.
Inúme as ques ões se le an am quan o à inalidade
educa i a da música, e pa a da espos as às exigências
do século XXI se á necessá io ans o ma os cu ículos
e p og amas ins i ucionalizados há mui o. É necessá io
da impo ância ao público al o e ao seu gos o musical,
independen emen e do seu u u o p o issional (Pacheco,
2008).
É p eciso sabe se há ou não ou as ipologias musicais
nos conse a ó ios em Po ugal, e desmis i ica , ou não,
que o ensino da música do EAE es a á unicamen e ligado
à música e udi a. Se assim é, as ins i uições de ensino
ocacional de música, necessi am de ede ini os
cu ículos e p og amas escola es exis en es, sendo
imp escindí el o espaço pa a se pode explo a , escolhe
e decidi as peças (Swanwick, 2003), que os p o esso es
podem ensina , mas especialmen e a que os alunos
que em ap ende .
Mui as in es igações, po exemplo, nos países
Escandina os, nos Es ados Unidos da Amé ica, no
Canadá e no Reino Unido, epo am que os cu ículos
dos Conse a ó ios, Academias e ins i uições de Ensino
Supe io de Música já êm es abelecidos nos seus
p og amas música popula (denominada ambém como
pop music), jazz, música adicional (denominada
ambém como olk music) e wo ld music (An ila, 2010);
(Dyndahl e Nielsen, 2014); (Hill, 2009); (Lube , 2009);
(Pe e s, 2016); (Wu, 2012).
É c ucial da impo ância às ques ões da
mul icul u alidade e plu alidade musical nos dias que
co em (Swanwick, 2003), e sabe se há luga pa a ou as
ipologias musicais no EAE em Po ugal é uma pe gun a
pe inen e ace às condições de acompanha os equisi os
educacionais do séc. XXI, da escola inclusi a, da escola
pa a odos.
Mé odo
A me odologia de in es igação des e p ojec o se á
baseada no Es udo de Caso Múl iplo, po que em
con o midade com Yin (2015), o Es udo de Caso
le a-nos a en ende o “como” unciona um enómeno
social, azendo a sua desc ição ex ensa e p o unda, ou o
“po quê” sob e o uncionamen o desse enómeno social,
explicando a sua ci cuns ância p esen e. Como ainda não
há es udos sob e es e assun o, es a in es igação é
explo a ó ia, sendo a sua base de conhecimen os aga e
limi ada, com poucos ou nenhum es udo ele an e sob e
es e caso especí ico, sendo a sua abo dagem no a
(C eswell, 2009).
Nes e sen ido, explo a um único caso não se á
ele an e pa a a impo ância do ema a se in es igado, e
pa a alida os esul ados o uso de “ on es múl iplas de
e idência” (Yin, 2015, p. 50) c iam linhas con e gen es
de in es igação na ecolha de dados, o que pe mi e ainda
es abelece uma cadeia de e idências signi ica i as pa a
concebe “gene alizações analí icas” (idem, p.72)
De ac o, a in es igação pode ia se subme e
simplesmen e a um único caso, con udo, em
con o midade com Yin (2015), p ojec a um Es udo de
Caso Múl iplo i á “p edize esul ados simila es (uma
eplicação li e al)” (p.60), pe mi indo i a conclusões e
gene alizações que supo am com maio con iabilidade
as descobe as da in es igação, minimizando “os e os e
as pa cialidades do es udo” (p. 51).
Se os casos ap esen a em esul ados simila es o na-se
subs ancial na eplicação di ec a das conclusões que o
es udo possa ap esen a , sob e as suas peculia idades que
podem es a ep esen adas nos conse a ó ios de ensino
público de música, eduzindo “as c í icas e o ce icismo”
(pp. 67-68) pa a as eo ias ou p eposições eó icas que
i ão se gene alizadas às es an es ins i uições de EAE de
música em Po ugal.
Pa indo des a base concep ual, sabe se há ou não
ou as ipologias musicais no EAE em Po ugal
eme e-nos pa a inúme as pe gun as que pode iam
ala ga a in es igação e pe de o oco cen al do seu ema
p incipal.
Pa a o e ei o, se ão selecionadas um conjun o de 3
escolas públicas que se inse em nes a ipologia o mando
assim uma amos a não p obabilís ica in encional,
escolhida pa a uma inalidade especí ica (Cohen,
Manion, e Mo ison, 2007), pa a ep esen a a ealidade
educa i a do EAE público em Po ugal. Um dos c i é ios
pa a a iagem da amos a passa po escolhe um
conse a ó io da egião no e (Escola A ís ica do
Conse a ó io de Música Calous e Gulbenkian, de
B aga), ou o da egião cen o (Conse a ó io de Música
de Coimb a) e po úl imo um da egião sul (Escola
A ís ica de Música do Conse a ó io Nacional, de
Lisboa) de Po ugal con inen al.
Es a pesquisa de Es udo de Caso Múl iplo se á
ca ac e izada e ealizada em 3 escolas públicas do EAE
da música em Po ugal, sendo u ilizado, em
con o midade com Yin (2015), como on e de e idência
a en e is a po ques ioná io com pe gun as abe as e
echadas (Johnson e Ch is ensen, 2008) aos p o esso es e
aos alunos, e en e is as aos di ec o es, que neles es ão
inse idos, pa a pode esponde e icazmen e à ques ão do
es udo, e as descobe as baseadas nos pe is obse ados
possam e on es múl iplas de e idência pa a
“con i ma ou nega as expec a i as o iginais” (Yin,
2015, p. 170) de ha e ou não ou as ipologias musicais
que não a música e udi a nos conse a ó ios públicos de
ensino de música no con inen e po uguês; sabe se os
p o esso es escolhem ou não as ipologias musicais em
unção dos p og amas es ipulados, e se os alunos
R Es In Psico y Educ, 2017, Ex .(4), A4-121
O LUGAR DE OUTRAS TIPOLOGIAS MUSICAS EM PORTUGAL
suge em os seus gos os e p e e ências pa a a escolha dos
géne os musicais que ap endem.
Es e Es udo de Caso Múl iplo deco e á no ano lec i o
2017/2018, e em con o midade com Neuman (2014),
com o in ui o de esponde à p oblemá ica ap esen ada, o
ins umen o de ecolha de dados que mais se adequa à
in es igação é o inqué i o po ques ioná io e a en e is a.
Assim, seguindo as componen es suge idas po Yin
(2015), depois de a p incipal ques ão es a o mulada, e
examinando o ema de es udo, se ão le an adas as
consequen es p eposições pa a o ques ioná io, apu ando
as seguin es unidades de análise: o ipo musical que se
lecionam nos conse a ó ios; quem seleciona os
p og amas; a opinião dos p o esso es sob e as ipologias
que lecionam; a p e e ência ou gos o dos alunos em
elação ao que ap endem nos conse a ó ios.
Os dados ecolhidos na pesquisa pelo ques ioná io com
pe gun as abe as e echadas e pelas en e is as i ão ge a
es a ís icas mis as de análise (quali a i a e quan i a i a),
como uma es a égia sequencial explo a ó ia, que usa os
dados e esul ados quan i a i os pa a assis i , e e o ça a
in e p e ação das descobe as quali a i as do
ques ioná io (C eswell, 2009) aplicado à amos a não
p obabilís ica in encional (Cohen, Manion, e Mo ison,
2007) des e Es udo de Caso Múl iplo.
A endendo às ques ões é icas que possam su gi , odos
os pa icipan es e ão que assina uma decla ação de
consen imen o e esponsabilidade pelas espos as que
o necem, pa a que es as sejam uma desc ição eal e
e dadei a do assun o es udado (Johnson e Ch is ensen,
2008), sendo a iden idade de cada di ec o , p o esso e
aluno, con idencial e anónima. Também se á elabo ado
um pedido aos enca egados de educação pa a que
au o izem os seus educandos a pa icipa na
in es igação.
Pa a ep esen a a alidade e iabilidade da
in es igação e dos seus esul ados, a sua e idência es a á
baseada nas espos as ob idas nos ques ioná ios e nas
en e is as ealizados à amos a, e, o uso de “ on es
múl iplas de e idência” (Yin, 2015, p. 50) c iam linhas
con e gen es de in es igação na ecolha de dados. Es as
linhas con e gen es de in es igação, pe mi em ainda
es abelece uma cadeia de e idências cons i uída pelo
g upo especí ico de pa icipan es (No ming G oup)
(Johnson e Ch is ensen, 2008), como são os di ec o es,
p o esso es e alunos das escolas do EAE de música,
endo es a in es igação uma abo dagem u ili a is a
(idem) pa a que, depois de se ap esen a em os esul ados,
se possa aze o deba e das p á icas educa i as que
igo am no ensino da música no âmbi o ocacional.
An es de se aplica os ques ioná ios e as en e is as
pa a a in es igação, se á ealizado um es e pilo o em
uma escola do EAE da Música em Po ugal pa a es a a
sua uncionalidade e encon a pon os ou pe gun as que
possam se con usas e equi ocas pa a a sua in e p e ação
e implemen ação no p ojec o de in es igação.
Resul ados e discussão
A impo ância des e p oje o não se pode cen a em um
único conse a ó io público do EAE de música, e pa a e
uma ideia mais p ecisa da ealidade nacional sob e as
ipologias que são minis adas nos p og amas de música,
depende ia do conhecimen o de oda a ealidade
educa i a do EAE público, nes e caso, es uda as 10
ins i uições de ensino público de música em Po ugal
(Escola A ís ica do Conse a ó io de Música Calous e
Gulbenkian, de B aga; ESA - Conse a ó io de Música
do Po o; Escola A ís ica do Conse a ó io de Música
Calous e Gulbenkian, de A ei o; Conse a ó io de
Música de Coimb a; Escola A ís ica de Música do
Conse a ó io Nacional, de Lisboa; Ins i u o g ego iano
de Lisboa; Ag upamen o de Escola Via-longa, de Vila
F anca de Xi a; Escola Básica e Secundá ia da
Bempos a, de Po imão; Conse a ó io - Escola
P o issional das A es da Madei a/Eng. Luís Pe e Clode,
de Funchal; Conse a ó io Regional de Pon a Delgada).
Uma in es igação des a dimensão não é impossí el,
mas as ques ões empo ais e o çamen ais pa a a
ealização de uma ese de dou o amen o, iabilizam a
ealização de um p ojec o conciso e bem de inido, que
es ude no mínimo um caso ou no máximo 3 ins i uições
do EAE de Música pa a se o na iá el e undamen e a
ques ão p incipal da pesquisa. Nes e sen ido, o p esen e
p oje o i á se undamen a no Es udo de Caso Múl iplo,
que u iliza á como ins umen o de ecolha de dados o
inqué i o po ques ioná io e a en e is a, u ilizando pa a
o e ei o uma me odologia mis a in es igação.
As ap eciações que possam su gi des e abalho de
in es igação su gi ão da explo ação, desc ição, análise e
in e p e ação das di e en es on es de dados ecolhidos
pelos ques ioná ios e pelas en e is as, de o ma a
en iquece o p ocesso de ensino de música em Po ugal.
Assim sendo, os esul ados ob idos se ão ap esen ados e
di ulgados em e is as cien í icas da á ea da Educação e
da Música, e pos e io men e num ela ó io esc i o
incluído na ese de Dou o amen o. Es es a igos e
ela ó io de em desc e e e enquad a a p oblemá ica, e
da espos a à ques ão de in es igação a a és da
ap esen ação dos dados ob idos, da sua in e p e ação e
dos espec i os esul ados conclusi os a que es es
conduzi am.
O p oje o de in es igação de e á, ainda, con ibui
pa a o conhecimen o da ealidade musical do país e,
consequen emen e, possibili a a adopção de es a égias e
medidas polí ico-cul u ais que consolidem os p ojec os
educa i os das escolas in e enien es, e o cem a sua
au onomia pedagógica e se insi am e e i amen e nas suas
comunidades locais/ egionais.
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