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O papel da comunicação na visibilidade da arbitragem feminina: o caso da Associação de Futebol de Braga

Castro, Anabela da Silva

Abstract

Com a profissionalização do desporto a comunicação ganhou mais atenção dentro das organizações desportivas, já que estas desejam alcançar a sua notoriedade (Ruão, 2014) e criar ligação emocional (Ruão & Salgado, 2008) com os seus públicos. Enquanto modalidade com mais atletas federados, o futebol ainda é visto como um desporto maioritariamente masculino (PORDATA, 2020), tal como acontece na arbitragem, apesar de atualmente existirem exemplos de árbitras que participam nas competições de elite. Considerando que a comunicação no desporto pode ser encarada como uma ferramenta que permite dar visibilidade à arbitragem feminina, criar envolvimento e promover a inclusão, foi desenvolvido um projeto de investigação-ação, na Associação de Futebol de Braga (AF Braga), que implicou a conceção e implementação de um plano de comunicação estratégico. Este projeto decorreu em três fases. Inicialmente, foi feito um diagnóstico à comunicação da AF Braga através da aplicação de um questionário a uma amostra de 264 árbitros, de forma a conhecer as suas perceções sobre a comunicação na AF Braga nas redes sociais e sobre a comunicação na arbitragem feminina. Foram, ainda, realizadas sete entrevistas a dirigentes desportivos e árbitras com o propósito de complementar qualitativamente a fase exploratória. Entre maio e junho de 2022 foi implementada a estratégia de comunicação através da execução do plano de comunicação intitulado “A Força na Arbitragem Feminina”. Na terceira fase foi aplicado um novo questionário com o intuito de compreender se a perceção dos árbitros em relação à arbitragem feminina se alterou e qual a recetividade do plano de comunicação. Os resultados dos inquéritos e das métricas de avaliação das redes sociais, realizadas após a aplicação do plano de comunicação, permitiram perceber que houve uma evolução positiva na perceção da comunicação da arbitragem feminina de futebol. Isto significa que a definição de uma estratégia de comunicação, que privilegie conteúdos sobre a arbitragem feminina e também sobre o quotidiano das árbitras, pode fazer com que as pessoas conheçam de perto esta realidade, levando à partilha dos conteúdos visualizados, aumentando a perceção e visibilidade desta atividade. A junção entre a aposta numa estratégia de comunicação e a partilha feita pelas pessoas contribui para aumentar a visibilidade na arbitragem feminina de futebol.

Full text

O papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina: o caso da Associação de Fu ebol de B aga Anabela da Sil a Cas o UMinho | 2022 Uni e sidade do Minho Ins i u o de Ciências Sociais Anabela da Sil a Cas o O papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina: o caso da Associação de Fu ebol de B aga ou ub o de 2022 Uni e sidade do Minho Ins i u o de Ciências Sociais Anabela da Sil a Cas o O papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina: o caso da Associação de Fu ebol de B aga T abalho de P oje o Mes ado em Ciências da Comunicação Á ea de Especialização em Publicidade e Relações Públicas T abalho e e uado sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Sa a Pe ei a ou ub o de 2022 ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho A ibuição CC BY h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/ iii Ag adecimen os Na conc e ização des a e apa académica, i e a colabo ação e a mo i ação de pessoas excecionais que o na am es e sonho possí el, ans o mando es e pe cu so numa expe iência g a i ican e e en iquecedo a. A odos, deixo a minha p o unda g a idão. À P o esso a Dou o a Sa a Pe ei a, pela disponibilidade e ajuda ao longo do meu pe cu so académico, desde a licencia u a, semp e com igo , p o issionalismo e humanismo. Des aco sob e udo a sua p eocupação pa a que os alunos adqui am conhecimen os consis en es, cimen ados e que sejam munidos de e amen as pa a o me cado de abalho, mas especialmen e pa a os desa ios diá ios que a ida nos coloca. Ao p esiden e da AF B aga, Manuel Machado, ao p esiden e do CA da AF B aga, Cunha An unes, e ao sec e á io-ge al da AF B aga, Jo ge Mon ei o, ag adeço o apoio e a libe dade na ges ão dos meus ho á ios de abalho na ins i uição ao longo do meu pe cu so académico, bem como a abe u a e disponibilidade na execução des e es udo na AF B aga, só assim es e sonho se ans o mou numa ealidade. Mui o ob igada! Ao p esiden e do CA da FPF, José Fon elas Gomes, ao p esiden e da APAF, Luciano Gonçal es, às á bi as in e nacionais, Sand a Bas os e And eia Sousa, ao D . Paulo Cos a, ao Nuno Manso, aos á bi os e á bi as da AF B aga, aos p esiden es dos NAF’s (A e, Ba celos, B aga, Cá ado, Fa e, Famalicão, Guima ães e Vizela) e à AAF B aga, ag adeço a colabo ação p es ada ao longo das e apas des e p oje o. Nunca ecusa am um pedido ou um desa io, o am mesmo inexcedí eis na sua disponibilidade e ajuda. Às p o esso as Raquel Cos a e Sand a Ma inho pela o ma como me mo i a am e incen i a am logo no início do meu pe cu so académico. Desis i jamais se ia acei á el, ac edi a am em mim e hoje es ou aqui. G a idão. Aos meus amigos And eia Roxo, Filipe A aújo, Hen ique Sousa, Isis Domingues, Jaime Lopes, Lucas de F ei as, Luís Gomes, Ma ga ida Pinhei o, Oli ia Massa, Ped o Cas ilho, Rica do Cos a, Rúben Sil a, Sónia Lopes e Vi ó ia Canu o, pelo ca inho, boa disposição e ajuda pa a que concluísse es a missão com sucesso. À minha mad inha de cu so e amiga Alexand a Beça que me acompanhou desde o p imei o dia da licencia u a a é à conclusão do mes ado. Realço o seu al uísmo, a humanidade, a ene gia es a os é ica, a in eligência, a boa disposição con agian e e o posi i ismo sem igual. Deixo a minha i p o unda g a idão pela o ma inspi ado a que me apoiou, incen i ou e ajudou na minha e olução académica. À minha amiga Liliana Ab eu, deixo um ag adecimen o mui o especial e sen ido pela o ma como me acompanhou, apoiou e con ibuiu pa a que es e caminho osse mais le e, compensado e luminoso. E, po im, à p incipal acompanhan e nes e desa io. À minha mãe que semp e me incen i ou pa a que seguisse o meu co ação e alcançasse os meus sonhos. Sou mui o g a a, uma eliza da po e uma mãe ex ao diná ia e de um amo incondicional. DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que o am cump idos odos os p ocedimen os é icos na ealização do es udo que az pa e des e abalho, nomeadamen e no que diz espei o ao p eenchimen o e ecolha dos consen imen os in o mados dos en e is ados, das á bi as, dos Núcleos de Á bi os de Fu ebol (NAF’s) e da Associação de Á bi os de Fu ebol de B aga (AAFB). Todos as en idades, di igen es e á bi os iden i icados de am o seu consen imen o pa a esse e ei o. Após o expos o, decla o ainda que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. i O papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina: o caso da Associação de Fu ebol de B aga Resumo: Com a p o issionalização do despo o a comunicação ganhou mais a enção den o das o ganizações despo i as, já que es as desejam alcança a sua no o iedade (Ruão, 2014) e c ia ligação emocional (Ruão & Salgado, 2008) com os seus públicos. Enquan o modalidade com mais a le as ede ados, o u ebol ainda é is o como um despo o maio i a iamen e masculino (PORDATA, 2020), al como acon ece na a bi agem, apesa de a ualmen e exis i em exemplos de á bi as que pa icipam nas compe ições de eli e. Conside ando que a comunicação no despo o pode se enca ada como uma e amen a que pe mi e da isibilidade à a bi agem eminina, c ia en ol imen o e p omo e a inclusão, oi desen ol ido um p oje o de in es igação-ação, na Associação de Fu ebol de B aga (AF B aga), que implicou a conceção e implemen ação de um plano de comunicação es a égico. Es e p oje o deco eu em ês ases. Inicialmen e, oi ei o um diagnós ico à comunicação da AF B aga a a és da aplicação de um ques ioná io a uma amos a de 264 á bi os, de o ma a conhece as suas pe ceções sob e a comunicação na AF B aga nas edes sociais e sob e a comunicação na a bi agem eminina. Fo am, ainda, ealizadas se e en e is as a di igen es despo i os e á bi as com o p opósi o de complemen a quali a i amen e a ase explo a ó ia. En e maio e junho de 2022 oi implemen ada a es a égia de comunicação a a és da execução do plano de comunicação in i ulado “A Fo ça na A bi agem Feminina”. Na e cei a ase oi aplicado um no o ques ioná io com o in ui o de comp eende se a pe ceção dos á bi os em elação à a bi agem eminina se al e ou e qual a ece i idade do plano de comunicação. Os esul ados dos inqué i os e das mé icas de a aliação das edes sociais, ealizadas após a aplicação do plano de comunicação, pe mi i am pe cebe que hou e uma e olução posi i a na pe ceção da comunicação da a bi agem eminina de u ebol. Is o signi ica que a de inição de uma es a égia de comunicação, que p i ilegie con eúdos sob e a a bi agem eminina e ambém sob e o quo idiano das á bi as, pode aze com que as pessoas conheçam de pe o es a ealidade, le ando à pa ilha dos con eúdos isualizados, aumen ando a pe ceção e isibilidade des a a i idade. A junção en e a apos a numa es a égia de comunicação e a pa ilha ei a pelas pessoas con ibui pa a aumen a a isibilidade na a bi agem eminina de u ebol. Pala as-cha e: á bi a; a bi agem eminina; comunicação; en ol imen o; isibilidade ii The ole o communica ion in he isibili y o women’s e e eeing: he case o he B aga Foo ball Associa ion Abs ac : Wi h he p o essionaliza ion o spo , communica ion has gained mo e a en ion wi hin spo s o ganiza ions, since hey wish o achie e hei no o ie y (Rousm, 2014) and c ea e emo ional connec ion (Ruão & Salgado, 2008) wi h hei audience. Being he spo wi h mo e ede a ed a hle es, oo ball is s ill seen as a mos ly male spo (PORDATA, 2020), as i is he case in e e eeing, al hough cu en ly he e a e examples o women e e ees pa icipa ing in eli e compe i ions. Conside ing ha communica ion in spo can be seen as a ool ha allows gi ing isibili y o women e e eeing, c ea e in ol emen and p omo e inclusion, an ac ion esea ch p ojec was de eloped, a he B aga Foo ball Associa ion (AF B aga), which implied he design and implemen a ion o a s a egic communica ion plan. This p ojec ook place in h ee phases. Ini ially, a diagnosis was made o he communica ion o AF B aga by applying a ques ionnai e o a sample o 264 e e ees, in o de o know hei pe cep ions abou he communica ion in AF B aga on social ne wo ks and abou he communica ion in women's e e eeing. In his con ex , se en in e iews we e also conduc ed wi h spo s manage s and women e e ees wi h he pu pose o quali a i ely complemen he explo a o y phase. Be ween May and June 2022, he communica ion s a egy was implemen ed h ough he execu ion o he communica ion plan en i led "The Fo ce in Women Re e eeing". In he hi d phase, a new ques ionnai e was applied in o de o unde s and whe he he pe cep ion o he e e ees in ela ion o women e e eeing changed and wha is he ecep i i y o he communica ion plan. The esul s o he su eys and he e alua ion me ics o social ne wo ks, ca ied ou a e he implemen a ion o he communica ion plan, allowed us o ealize ha he e was a posi i e e olu ion in he pe cep ion o he communica ion o women's oo ball e e eeing. This means ha he de ini ion o a communica ion s a egy ha p i ileges con en on women e e eeing and also on he daily li e o e e ees, can make people know his eali y closely, leading o he sha ing o he con en iewed, inc easing he pe cep ion and isibili y o his ac i i y. The combina ion o he commi men o a communica ion s a egy and he sha ing made by people con ibu es o inc ease he isibili y in women's oo ball e e eeing. Keywo ds: e e ee; women’s e e eeing; communica ion; in ol emen ; isibili y 14 In odução A comunicação no con ex o o ganizacional es á em cons an e mu ação, esul ado da sis emá ica e olução ecnológica que po encia no as o mas de in e ação, de in o mação, de pa ilha e de consumo. De al o ma, que as sociedades a uais de inem e de e minam no os desa ios comunicacionais que exigem que a Comunicação O ganizacional (CO) es eja con inuadamen e em a ualização e acompanhe as endências cada ez mais momen âneas e i ais do me cado (Sil a, Ruão & Gonçal es, 2020). A simbiose c iada en e a comunicação e as o ganizações é in luenciada pela sine gia p oduzida na in e ação que pe manen emen e exis e en e os públicos in e nos e ex e nos, cada ez mais in ensi icada pela u ilização dos meios digi ais, na qual se inclui as edes sociais. É no despo o onde es e a o mais se e idencia e a CO necessi a de uma es a égia sólida e mu á el pa a cump i com os obje i os de inidos, man endo o oco. Segundo de e minados au o es (Beu le , 2008; Louise F eche e, 2000), o despo o possui um pode incomensu á el de mo e mul idões, uni po os e cul u as numa língua uni e sal, in luencia di e amen e o c escimen o económico e p omo e a igualdade de géne o e a inclusão. Des a o ma, dep eende-se que o despo o é um p omo o impo an e de comunicação pa a a união de po os, de cul u as e a é mesmo de países, como oco e nas compe ições mundiais de u ebol. De ido a es es elos emocionais únicos, as o ganizações despo i as êm a capacidade de c ia ínculos e ge a en ol imen o com os seus públicos, p omo endo em simul âneo a isibilidade, sob e udo a a és dos meios digi ais (B uno & Rosa, 2004; B aga, 2000; Thompson, 2008). É no ó io que o despo o mais des acado nos média é o u ebol, com p og amas especializados nos di e sos canais dedicados à modalidade (Boyle & Haynes, 2004). Sendo o u ebol o despo o que mais p o agonismo posi i o alcança, a a bi agem de u ebol es á do ou o lado da linha, aglu inando uma pa e con es a á ia des e despo o. O á bi o de u ebol é um elemen o essencial num jogo de u ebol, pois az cump i as leis do jogo, p omo e o ai -play , o espei o e a e dade despo i a (Simmons, 2011). Assim, a comunicação pode e uma con ibuição decisi a pa a humaniza a igu a do á bi o e econhece o seu papel como pa e in eg an e do jogo, a pa dos es an es in e enien es, nomeadamen e jogado es, di igen es e écnicos, en e ou os. Pa alelamen e, a mulhe , his o icamen e, semp e oi conside ada como um se mais ágil compa a i amen e ao homem, de ido às suas ap idões ísicas não pe mi i em supo a os sac i ícios exigidos pelo despo o (Baleizão, 2013). A ualmen e, o a qué ipo es á em ansição e a 15 a bi agem eminina de u ebol, nos úl imos anos, em indo a ganha algum des aque nos média com a nomeação pela FIFA de á bi as pa a compe ições in e nacionais de u ebol masculino, sendo inalmen e econhecida a sua compe ência e capacidade ísica. É nes a conjun u a que es e p oje o de in es igação-ação, desen ol ido com os á bi os, á bi as, núcleos de á bi os de u ebol (NAF’s) e associação de á bi os de u ebol de B aga (AAFB), se ealiza, p e endendo con ibui pa a que se o imize uma comunicação que p omo a a isibilidade, o en ol imen o e a inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol. Es a in es igação em como obje i os a alia a o ma como é e e uada a comunicação da a bi agem eminina da AF B aga; comp eende de que modo a comunicação pode á e impo ância na isibilidade da a bi agem eminina da AF B aga; conhece a pe ceção dos á bi os e das á bi as sob e a comunicação da a bi agem eminina de u ebol; p omo e a isibilidade e a no o iedade da a bi agem eminina e sensibiliza pa a a descons ução de es e eó ipos na a bi agem de u ebol. Pa a alcança es es p opósi os, o es udo, que em po base uma me odologia de in es igação- ação, desen olou-se em ês ases. A p imei a consis iu no le an amen o e diagnós ico da si uação a ual da comunicação da a bi agem eminina de u ebol na AF B aga e ambém do pe cu so his ó ico dos oi o NAF’s. Pa a isso, oi aplicado um ques ioná io online, a uma amos a de 264 á bi os da AF B aga; oi ealizada uma análise dos canais de comunicação u ilizados como o websi e, as edes sociais da AF B aga; e ealizadas se e en e is as a di igen es, ges o es de a bi agem e á bi as in e nacionais. A segunda ase incidiu na conceção e conc e ização das ações e con eúdos pa a a implemen ação do plano de comunicação nas edes sociais (Facebook e Ins ag am), a “Fo ça na A bi agem Feminina”. Na e cei a ase, oi e e uada uma a aliação da in e enção, eco endo a uma a aliação quan i a i a, a a és da aplicação de ques ioná ios aos mesmos á bi os inqui idos na p imei a ase, o que pe mi iu ob e uma amos a de 202 á bi os da AF B aga. Complemen a men e, oi ealizada uma ecolha das mé icas das edes sociais (Facebook e Ins ag am) e e en es a cada publicação e p ocedeu-se à análise quan i a i a das mesmas, endo po base os indicado es e e en es à isibilidade e ao en ol imen o. Quan o à es u u a, o p esen e p oje o ap esen a cinco capí ulos. No p imei o capí ulo, deb uçamo- nos sob e a impo ância da comunicação, das es a égias de comunicação, da CO, da comunicação das ma cas, da comunicação no despo o e da comunicação na a bi agem. Analisamos ambém as no as ecnologias e pla a o mas digi ais como de inido es de caminhos indi idualizados de di usão e p omoção da isibilidade das o ganizações, do en ol imen o e da 16 inclusão dos públicos, bem como a no o iedade que as ma cas p e endem alcança . Es e capí ulo e mina com a menção às eo ias da comunicação como auxilia es nas es a égias de comunicação a ado a . Pa a es e es udo, a endeu-se a duas eo ias de comunicação, o duplo luxo e o agenda-se ing , pa a e o ça e alida a e icácia da es a égia de comunicação implemen ada. No segundo capí ulo, o am explanadas as opções me odológicas, is o é, os obje i os, a pe gun a de pa ida e as ês ases do p oje o, bem como as écnicas u ilizadas. No e cei o capí ulo, oi elabo ada uma con ex ualização da ação e dos pa icipan es. No qua o capí ulo, oi e e uado o diagnós ico da comunicação a ual da AF B aga, incluindo das edes sociais e do si e. Fo am analisados os esul ados do p imei o inqué i o e e uado aos á bi os da AF B aga e das se e en e is as ealizadas a di igen es, ges o es de a bi agem e às á bi as in e nacionais. Pe an e o diagnós ico e oda a pesquisa e e uada, oi concebido e implemen ado um plano de comunicação. Ainda nes e capí ulo, oi ei a a a aliação do plano de comunicação com a análise dos esul ados ob idos, a a és do segundo inqué i o aplicado aos á bi os da AF B aga e das mé icas de inidas e e en es às 66 publicações di undidas, du an es dois meses, nas edes sociais (Facebook e Ins ag am). Po úl imo, oi ealizada a discussão dos esul ados e ap esen adas as conclusões, des acando-se a impo ância do papel da comunicação e das es a égias de comunicação na isibilidade, no en ol imen o e na inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol, bem como da al e ação de pe ceção dos á bi os em elação à a bi agem eminina. Apon amos, igualmen e, caminhos pa a p oje os u u os, pa a que haja uma apos a na comunicação na a bi agem eminina de u ebol e que es a enha uma e olução p opo cional ao u ebol eminino. Também demos no a de algumas limi ações ao p esen e es udo, dado a li e a u a exis en e nes a á ea se escassa. 17 Capí ulo 1 – A comunicação, o despo o e a a bi agem eminina de u ebol 1. A comunicação e as es a égias de comunicação A comunicação é um ins umen o basila na sociedade. É a a és da comunicação que, dia iamen e, oco em as ocas de in o mações en e os indi íduos, p omo endo sine gias indispensá eis pa a a e olução do se humano. Uma comunicação cla a, obje i a e e icaz o na- se assim, na a ualidade, undamen al pa a que as mensagens sejam ansmi idas sem en opias ou uídos, e i ando equí ocos ou in e p e ações de sen idos e óneas pelo ece o . No La im clássico, communica e signi ica a “compa ilha com”, “pa ilha ”, “ o na ge almen e acessí el” ou “discu i jun os” (Gla e, 1968, p. 369). Roseng en (2000) suge e que, sob e udo, a comunicação diz espei o ao p ocesso de c iação de signi icado: ques ões sob e como as pessoas c iam signi icado psicológico, social e cul u almen e; como as mensagens são en endidas in elec ualmen e; e como a ambiguidade su ge e se colma a. Pa a Li lejohn (1992), “a comunicação não acon ece sem signi icado, e as pessoas c iam e usam signi icado na in e p e ação de e en os” (p. 378). Assim, a ques ão p incipal diz espei o à nossa comp eensão de “signi icado” e como unciona o p ocesso de c iação de “signi icado” (Li lejohn, 1983, pp. 95- 113). No século XX, com a expansão dos meios de comunicação, começa am a eme gi es udos sob e as Teo ias da Comunicação. O e mo eo ia da comunicação e e e-se ao conjun o de eo ias que cons i uem a nossa comp eensão no p ocesso comunica i o (Li lejohn, 1983). As eo ias ep esen am as á ias o mas pelas quais os obse ado es analisam os e ei os comunica i os, em de e minado con ex o. Aliás, como a i ma Li lejohn (1983), “po que as eo ias são abs ações, oda eo ia é pa cial” (p. 12). Cada eo ia ap esen a uma pe spe i a num con ex o his ó ico, po an o, o seu alo só pode se medido em unção da sua essência e obje i idade. Es a é a azão pela qual há mui a disco dância sob e o que cons i ui uma eo ia da comunicação. A p ocu a de quem az o quê num p ocesso de comunicação e qual o p opósi o, e e indo Lasswell (1948), é a ques ão básica de oda a eo ia da comunicação, embo a possa se es udado de di e en es ângulos ou obse ada a a és das suas pa icula idades. 18 Na eo ia da comunicação exis em pelo menos ês pe spe i as pelas quais se pode analisa o modo como se p ocessa es e pa adigma: a comunicação como um p ocesso unidi ecional de cons ução de sen ido, no qual o emisso c ia en a i as de cons ui ou econs ui o signi icado desen ol ido pelo ece o ; a comunicação como um p ocesso bidi ecional de cons ução de signi icado, no qual duas ou mais pessoas cons oem no os signi icados jun os; e a comunicação como um p ocesso diac ónico omnidi ecional de cons ução de sen ido, em que o oco es á no desen ol imen o con ínuo do p óp io signi icado (Rule , 2018). Des a o ma, o na-se pe inen e eme e pa a os p imó dios das eo ias da comunicação, is o é, a meados de 1950 e aos sociólogos Paul Laza s eld e Elihu Ka z. A eo ia do duplo luxo, que de i ou da eo ia hipodé mica 1 , p i ilegia a comunicação nos dois sen idos, a endendo ainda à in luência dos líde es de opinião nas mais di e sas á eas (Wol , 1999). Nes e sen ido, os “líde es de opinião” de e minam a mediação en e os públicos e os meios de comunicação, po enciando e c edibilizando os con eúdos das mensagens, con ibuindo consequen emen e pa a c ia elações sociais ele an es nas suas á eas de a uação e/ou pe suasão (Ka z, 1957). Dada a na u eza des a in es igação, impo a e le i igualmen e sob e a eo ia do agenda-se ing e as suas signi icações, uma ez que ambas as eo ias (duplo luxo e agenda-se ing ) se complemen am na ansmissão de mensagens sob e a a bi agem eminina, c iando em simul âneo um espaço na agenda mediá ica, nes e caso, nas edes sociais. Assim, o agenda-se ing é e e enciado como um “agendamen o”, is o é, pelo des aque que os meios de comunicação a ibuem a um de e minado assun o, colocando-o na o dem do dia (McCombs & Shaw, 1972). No en an o, McCombs (2004) ale a que não é uma eg essão à eo ia hipodé mica, uma ez que os públicos já não são indi íduos au oma izados. Toda ia, os média adqui i am a capacidade de de ini uma agenda pública, c iando imagens ealis as na men e das audiências e “ o çando” ine i a elmen e a a enção pa a os assun os po eles (média) de inidos e disseminados (Lippmann, 2008). Ao mesmo empo que eme gi am os es udos sob e as Teo ias da Comunicação, eme gi am ambém os es udos sob e as es a égias de comunicação, no sen ido de colma a as necessidades comunicacionais. Des a o ma, o posicionamen o da CO “suge e a aplicação das Teo ias da 1 Em Teo ias da Comunicação, Wol (1999), e e e que é a eo ia (Hipodé mica) explíci a de uma sociedade de massas aliada a uma eo ia psicológica de ação na comunicação. Complemen a, e o çando que é a eo ia da “p opaganda” com epe cussões nos meios de comunicação, um p ocesso assimé ico em que o ece o eage passi amen e ao es ímulo do emisso . 19 Comunicação à análise dos a os comunica i os que acon ecem em ambien e o ganizacional e que, po essa azão de con ex o, ap esen am ca a e ís icas pa icula es que exigem um es udo especializado” (Ruão, 2016, p.7). Segundo Ruão (2016), um in es igado de CO, quando obse a uma o ganização, “p i ilegia os luxos de comunicação a acon ece em em odos os sen idos com os mais di e sos p opósi os” (p.7). Ka l Weick (1995) complemen a es a ideia, conside ando que “a a i idade de comunicação é a o ganização” (Weick, 1995, p.75). Na conceção de Taylo (1993): Uma o ganização é um sis ema de comunicação, que pe mi e a amplas comunidades de se es humanos in e agi e unciona com um en endimen o, su icien emen e pa ilhado, de que podem le a a cabo o seu negócio a a és da cons i uição, pelo menos ilusó ia, de uma comunidade de in e esses coe en e. (p. 104) Os eó icos da CO de endem que as o ganizações são cons i uídas po indi íduos que abalham em conjun o, com um p opósi o simila , a a és do desen ol imen o de a i idades sociais ou económicas p o issionalizadas (Ruão, 2016). Des e modo, a comunicação em um papel c ucial na ges ão das o ganizações e nos seus ní eis de p odu i idade e sucesso (Taylo , 1993). Assim, pa a Mumby (2001), a CO é um p ocesso de cons ução de es u u as, com signi icados cole i os e de idamen e coo denados, u ilizando p á icas ep esen a i as di ecionadas pa a alcança obje i os o ganizacionais. Ch is ensen e Co nelissen (2011) e o çam que a o ça pe manen e e in eg an e da CO eside na c iação de sen ido cons an e que se omen a nas o ganizações. Com a e olução ecnológica, a CO ambém so eu uma mu ação na u al pa a cump i com o seu p opósi o de auxilia e p omo e uma comunicação concisa e e icaz jun o das o ganizações. Segundo Ruão, Ne es e Zilma (2017), “a in odução das no as ecnologias e olucionou o mundo da comunicação nas o ganizações” (p.5). Nes e sen ido, a CO e Es a égica sen i am a necessidade de se adap a em e a ualiza em aos no os empos, ap o ei ando pa a ans o ma os desa ios em opo unidades. As dis âncias geog á icas deixa am de exis i , com o uso exponencial da in e ne e das edes sociais, possibili ando as in e ações di e as en e as o ganizações e os seus s akeholde s 2 , a cus os eduzidos, de o ma massi icada e num empo eco de (Ruão, Ne es & Zilma , 2017). Pa a es es au o es (Ruão e al., 2017), “ins alou-se um modelo amplamen e pa icipa i o de c iação e ges ão de comunicação, cul u a, iden idade e imagem que p oduz no os 2 S akeholde s é uma e e ência ao público es a égico, is o é, a odos os indi íduos ou "g upo de in e esse" que são impac ados pelas ações de um p oje o, emp esa ou negócio. 20 ep os pa a as o ganizações habi uadas ao con olo e pouco p epa adas pa a uncionamen os mais abe os e democ á icos” (p.8). Pe an e es e no o pa adigma ecnológico, é incon es á el que a comunicação nas o ganizações es á cada ez mais o imizada, dadas as exigências e complexidades do con ex o. A p odução con ínua de conhecimen o cien í ico “sus en ado, igo oso e a ualizado” concebido pelas uni e sidades e cen os de in es igação em sido undamen al pa a que a CO con inue a esponde com sucesso às mudanças (Ruão e al., 2017, p.8). A iden idade o ganizacional é algo in ínseco a qualque emp esa ou ins i uição. A e olução ecnológica eio salien a ainda mais a sua impo ância nas es a égias de comunicação das o ganizações. Como e e e Ruão (2001), “as ins i uições su gem, aos olhos dos públicos, como pessoas, do adas de pe sonalidade ou ca á e ” (p. 5). Aake (1997) a i ma que os públicos êm acilidade em c ia laços emocionais com as o ganizações e iden i icá-las como humanos, sem se limi a em às no mas g á icas. Nes e sen ido, é undamen al que cada o ganização de ina a sua iden idade o ganizacional e cons ua odo o seu discu so em supo es iden i á ios comunicacionais consis en es, capazes de ansmi i a sua essência (missão, isão, alo es) 3 . Des a o ma, a c iação e ges ão de uma iden idade da ma ca é undamen al pa a que seja p oduzido um sen ido p óp io e assim da -se a conhece à sociedade, uma ez que “a publicidade acabou po se e ela incapaz de, po si só, sa is aze e ideliza consumido es mais exigen es e in o mados” (Ruão, 2017, p.16). Segundo Aake (1991), a e olução do concei o de ma cas es á elacionado com o c escimen o dos es udos na á ea do ma ke ing 4 no início do século XX, uma ez que se p e endiam conhece os compo amen os dos consumido es, pa a se em mais e icazes na sua es a égia de in luência. Median e a pe spe i a des e au o (Aake , 1991), o ma ke ing mode no descob e o po encial das ma cas e explo a alo es, ideias, sen imen os ou a e os, is o é, ca a e ís icas in angí eis, sob e alo izando o p odu o ou a sua uncionalidade. Ruão (2017) salien a que “o ecu so às ma cas pelas emp esas c esce, bem como o in e esse in elec ual pelo seu uncionamen o psicológico” (p.26). Wa d, Ligh e Gods ine (1999) co obo am es e pensamen o, ac escen ando que, na conceção de uma ma ca, é impo an e de ini a p omessa de alo da emp esa ou o ganização e adap a essa p omessa ou p oposição de alo única em unção dos públicos segmen ados e da polí ica ado ada. Segundo Kelle (1993), na cons ução do capi al da ma ca, é p eponde an e a de inição das componen es in eg an es da iden idade de ma ca, nomeadamen e 3 A Missão, isão e os alo es êm como obje i o es abelece a iden idade e o p opósi o de um negócio, emp esa, ins i uição ou o ganização. 4 Segundo a Ame ican Ma ke ing Associa ion, o “Ma ke ing é uma a i idade, conjun o de ins i uições e p ocessos pa a c ia , comunica , en ega e oca o e as que enham alo pa a os consumido es, clien es, pa cei os e sociedade em ge al.” 21 nome, logó ipo, ipo de le a, co es e símbolos. Es es elemen os con ibuem pa a que as ações de comunicação e o cem a no o iedade 5 e de e minem associações únicas, o es e posi i as, icando na memó ia e/ou na men e dos consumido es. Pa a alcança es as me as é basila de ini o posicionamen o da ma ca, comunica co e amen e aos públicos e pos e io men e, a alia se a es a égia ado ada oi bem sucedida. A espei o da no o iedade, impo a e e i que es e é um elemen o in angí el que an o as ma cas como as o ganizações ambicionam alcança . Pa a isso, exis e uma apos a na comunicação es a égica pa a cons ui uma imagem, bem como o capi al da ma ca 6 (Ruão, 2014), o que exige in es imen o. Segundo Ruão (2014): O concei o de no o iedade desc e e um enómeno de pe ceção men al e co esponde ao g au de memo ização de uma ma ca po pa e dos seus públicos. E, hoje, é la gamen e consensual o en endimen o de que a no o iedade de uma ma ca consis e na capacidade des a se econhecida ( b and ecogni ion ) e e ocada ( b and ecall ) pelos consumido es ou ou os s akeholde s . O econhecimen o implica que o público seja capaz de dis ingui a ma ca de en e ou as; e a e ocação exp ime a capacidade do público lemb a o nome da ma ca quando efle e sob e uma de e minada ca ego ia de p odu os. (pp.123-124) Na pe spe i a de Aake (1996), a aplicabilidade da iden idade da ma ca esume-se em ês e apas: (1) a de inição do posicionamen o da ma ca, (2) a comunicação ao me cado e (3) a a aliação dos esul ados. Quando bem posicionadas, as ma cas alcançam nichos de me cados especí icos na men e dos consumido es, c iando semelhanças e di e enças em elação à conco ência, o que lhes con e e uma sup emacia (Kelle , 2000). Também pa a Kelle (1993), as ações de comunicação de em e le i as ca a e ís icas da ma ca e os espe i os bene ícios pa a os consumido es. Segundo Aake (1996), “um p og ama de comunicação b ilhan emen e execu ado ab e caminho, chocando, en e endo ou en ol endo a audiência” (p.186). Após a implemen ação da ação de comunicação, o na-se c ucial e e ua um es udo de a aliação, pa a medi o g au de sucesso da es a égia ado ada e a e i quais as necessidades de ajus es, no sen ido de as ações 5 No o iedade de ma ca é a capacidade de um indi íduo iden i ica a ma ca como pe encen e a uma dada ca ego ia de p odu o, sendo uma on e de alo impo an e pa a a ma ca. 6 Capi al da ma ca é o alo ac escido de um p odu o, emp esa e/ou o ganização que esul a da ligação com o nome de ma ca especí ico. Engloba as e en es de alo pa imonial e de ges ão (Chaudhu i, 1999). 22 u u as man e em os ní eis de excelência p e endidos pelas emp esas, o ganizações e/ou ins i uições (Kelle , 2000). Cada ez mais, as o ganizações es ão inse idas em ambien es dinâmicos e complexos, onde a ligação com os seus públicos de in e esse é undamen al pa a ge a ele ância, in e ação e en ol imen o 7 enquan o p omo em a isibilidade 8 e e o çam os laços, c iando em simul âneo uma imagem posi i a. O econhecimen o pelos públicos de in e esse é o que almeja qualque o ganização, ou seja, a isibilidade e a p omoção pa alela do en ol imen o. Pa a que a isibilidade seja alcançada, os meios são um a o undamen al que, na a ualidade, se auxilia da in e ne e mais eco en emen e das edes sociais, a é po que a di usão é ins an ânea e i al (B aga, 2000; B uno & Rosa, 2004; Thompson, 2008). Pa a Thompson (2008), es amos pe an e uma “ isibilidade mediada” e “uma es a égia explíci a” (p.16). O au o (Thompson, 2008) salien a que a isibilidade conquis ou uma no a i alidade, es ando di e amen e in e ligada com as no as o mas de agi e in e agi com os média num con ex o social. Ma a (2006) complemen a, ao conside a que “[...] o na um ema isí el é, an es de udo, con e i -lhe exis ência. E essa é uma das condições pa a que um p ocesso comunica i o seja es abelecido” (p.46). A comunicação es a égica aplica uma “comunicação alinhada com a es a égia global da emp esa, po o ma a alcança o seu posicionamen o es a égico” (A gen i e al., 2005, p. 83). Também in eg a as di e sas “ o mas de comunicação da o ganização com os me cados, seja a a és de ações de comunicação come cial e co po a i a, ou de ou as o mas de exp essão que esul am do compo amen o o ganizacional na elação com os di e en es públicos” (Ruão, 2014, p.133), sendo a no o iedade um dos seus obje i os. Como já oi mencionado, o pensamen o e a comunicação es a égicos são imp escindí eis pa a a CO, no sen ido de con ibui pa a a isibilidade, en ol imen o e no o iedade das ma cas e o ganizações. Impo a ago a pe cebe como as o ganizações despo i as e a a bi agem de u ebol pe cecionam a comunicação e ambém qual é o papel do despo o no desen ol imen o do se humano. 7 O En ol imen o pode se de inido como a in e ação en e o clien e e/ou consumido e a ma ca, que oco e, como po exemplo nas edes sociais. T a a-se essencialmen e de cons ui uma elação de longo p azo com o público-al o. 8 Sin e icamen e o concei o de isibilidade pode se conside ado como um con ex o social i enciado sob a in luência di e a dos meios de comunicação. 23 2. A comunicação no despo o Associado à exis ência de um es ilo de ida saudá el, o despo o é conside ado uma a i idade que con ibui pa a o desen ol imen o indi idual e social do se humano. A a i idade despo i a é ans e sal a odas as cul u as, p omo endo a união e a coope ação en e as pessoas, dada a sua linguagem peculia e uni e sal (Ploszaj & Fi ek, 2021). O despo o em um papel p eponde an e na nossa ida. Exis em á ios es udos que salien am a impo ância da a i idade ísica pa a o se humano. A ní el eu opeu, des aca-se o Li o b anco sob e o despo o, elabo ado em 2007, pela Comissão Eu opeia. Es e manual en a iza o con ibu o da a i idade ísica na o mação de cidadãos, já que “ge a alo es impo an es, como o espí i o de equipa, a solida iedade, a ole ância e a compe ição leal ( ai -play 9 ), con ibuindo assim pa a o desen ol imen o e a ealização pessoais” (Li o b anco sob e o despo o, 2007, p.6). Des e modo, é no ó io que “pa a além de melho a a saúde dos cidadãos eu opeus, o despo o em uma dimensão educa i a e desempenha uma unção social, cul u al e ec ea i a” (Li o b anco sob e o despo o, 2007, p.8). Conside ando os bene ícios da a i idade ísica, á ios abalhos de in es igação êm salien ado a impo ância de se começa a p a ica despo o desde cedo. Foi ealizada uma in es igação com c ianças en e os no e e os 12 anos (Ploszaj & Fi ek, 2021) que demons ou o impac o do despo o cole i o na o mação do indi íduo em alo es como o abalho em equipa, o ai -play e o espei o pelas eg as e pelo ad e sá io, bem como a capacidade de acei ação dos esul ados do jogo, posi i os ou nega i os (Ploszaj & Fi ek, 2021). A FIFA de ende que nes as idades não de e á exis i campeões, is o é, campeona os, mas somen e o neios lúdicos pa a incen i a à p á ica despo i a. Impo a salien a que a Fede ação Po uguesa de Fu ebol (FPF), no Comunicado O icial, n.º 623, de 22/06/2021, Regulamen os FPF e Comunicado O icial n.º 1, no seu a igo 9.º A i idades Lúdicas, de ende a pa i des a ecomendação que “o jogado de u ebol com a ca ego ia de Pe iz, T aquina e Benjamin [Sub-11] apenas pode pa icipa em a i idades lúdicas ou em encon os que incluam jogos sem abela classi ica i a” (p.11). Nes e sen ido, é no ó io o alo educa i o do despo o nos jo ens, bem como nos adep os e consequen emen e nos pais dos a le as, jus i icado pelo c escimen o exponencial das modalidades, em especial o u ebol. 9 É um e mo ado ado no despo o que ep esen a a condu a é ica que odos os in e enien es no jogo, incluindo adep os, jogado es, écnicos e á bi os de em ado a na pe secução da e dade despo i a e do espei o. 30 a bi a jogos de senio es masculinos da III di isão nacional de u ebol, em se emb o de 2006 (CM Despo o, 2006; Sil a, 2013). Pelas pesquisas e e uadas, apenas encon amos meia dúzia de e e ências a es e momen o his ó ico pa a a a bi agem eminina po uguesa. Numa dessas e e ências publicadas pelo Po al do Fu ebol Feminino em Po ugal, a ex-á bi a des aca que a “simpa ia e cuidado” e am p edominan es pelos colegas á bi os, mas admi e que a “necessidade cons an e de se mui as ezes supe io aos colegas á bi os homens pa a consegui e o mesmo econhecimen o” e a um sen imen o bem incado (Sil a, 2013). Ci ada po Sil a (2013), Ana B ochado ai mais longe e e o ça: No início da minha ca ei a, um obse ado esc e eu no ela ó io que eu inha sido ‘uma ag adá el su p esa’. Eu não esqueço esse comen á io e enho a ce eza de que o ez com boa in enção, mas não deixa de mos a um g ande p econcei o. Acho que a p edisposição de quem ê o desempenho de uma mulhe a a bi a é um aspe o que joga con a as mulhe es á bi as. (Po al do Fu ebol Feminino em Po ugal, Sil a, 2013) A ex-á bi a econhece as di iculdades e os obs áculos, sociais e his ó icos, que a a bi agem eminina ainda en en a, mas ac edi a que o seu p og esso e consolidação são uma “ine i abilidade” (Po al do Fu ebol Feminino em Po ugal, Sil a, 2013). Ana B ochado ez no amen e his ó ia, em 2016, ao se a p imei a mulhe a in eg a uma Di eção de um Conselho de A bi agem (CA) da FPF, exe cendo a é ao momen o dois manda os consecu i os como ogal. Tem, a ualmen e, a seu ca go a pas a da a bi agem eminina nacional (Público, 2016). A “ine i á el” ce i icação à qualidade e compe ência da a bi agem eminina oi econhecida pela UEFA, quando es e o ganismo anunciou em maio des e ano a nomeação de ês á bi as e ês á bi as assis en es pa a o Mundial de Fu ebol masculino que se ealiza no Ca a , no inal de 2022. O í ulo escolhido pela jo nalis a Be a Rod igues, na e is a digi al MF- o al, “O que elas anda am pa a chega ao Qa a . Á bi as que ab em caminho no Mundial” (Rod igues, 2022), e o e o ço no lead da no ícia, “Pela p imei a ez, ês á bi as p incipais e ês assis en es ão api a no Campeona o do Mundo. Mulhe es, pionei as e casos a os, ainda” (Rod igues, 2022), são aspe os e elado es de que já exis e uma abe u a pa a a inclusão das mulhe es nas compe ições masculinas, mas o caminho ainda es á longe da no malização. Is o apesa de o p esiden e do Comi é de A bi agem da FIFA, Pie luigi Collina, a i ma que “é a qualidade que con a pa a nós, e não o géne o” e espe a que “(…) no u u o a seleção de á bi as de eli e pa a compe ições 31 masculinas impo an es seja is a como algo no mal e já não como sensacional” ci ado po Rod igues (2022), em MaisFu ebol To al – A sua e is a digi al. Toda ia, ainda exis e algum ce icismo ela i amen e à a bi agem eminina nas compe ições masculinas, con o me podemos obse a pelo í ulo “Mundial 2022: lis a de á bi os com seis mulhe es e nenhum po uguês” (SIC No icias Despo o, 2022). Pa a inaliza , apesa de o acesso ao despo o es a consag ado na Cons i uição Po uguesa, e i ica-se que ainda exis e aca cobe u a mediá ica no que diz espei o à pa icipação das mulhe es no u ebol (Gallaghe , 1995; Pinhei o, 2008). Po conseguin e, a comunicação no despo o pode á se assumida como um a o -cha e pa a a isibilidade, pa a o en ol imen o, pa a a inclusão e pa a a sensibilização da igualdade de opo unidades en e homens e mulhe es na a bi agem do despo o p edile o em Po ugal, o u ebol. Seguidamen e se á explanada a me odologia que i á no ea es a in es igação. 32 Capí ulo 2 – Me odologia de es udo Tendo p esen e a undamen ação eó ica an e io men e ap esen ada, nes e capí ulo se á salien ado o caminho me odológico a ado a . A me odologia eme e-nos pa a a acionalidade do pe cu so, ou seja, assegu a a cla eza necessá ia du an e o caminho a pe co e de o ma obje i a e o ien ada, eduzindo a in e e ência subje i a do in es igado (Sell iz e al., 1965). Des a o ma, a de inição de uma pe gun a de pa ida cla a, exequí el e pe inen e é undamen al pa a aça o “p imei o io condu o da in es igação” e que pe mi a ao in es igado es uda o ema em p o undidade, “comp eende melho ”, exp imi com exa idão e “elucida ” (Qui y & Campenhoud , 1998, p. 44). P e ende-se com es e es udo esponde à seguin e ques ão de pa ida: “De que o ma é que a comunicação pode á con ibui pa a aumen a a isibilidade da a bi agem eminina no u ebol?”. Com o obje i o de esponde a es a ques ão, o am de inidos os seguin es obje i os: (1) a alia a o ma como é e e uada a comunicação da a bi agem eminina da AF B aga; (2) comp eende de que modo a comunicação pode á e impo ância na isibilidade da a bi agem eminina da AF B aga; (3) conhece a pe ceção dos á bi os e das á bi as sob e a comunicação da a bi agem eminina de u ebol; (4) p omo e a isibilidade e a no o iedade da a bi agem eminina; (5) sensibiliza pa a a descons ução de es e eó ipos na a bi agem de u ebol. Tendo p esen e os obje i os es ipulados, pa a a elabo ação e implemen ação do plano de comunicação, “A Fo ça na A bi agem Feminina”, que se á ap esen ado no capí ulo qua o, oi conside ado o esquema de comunicação de duplo luxo 16 p opos o po Dua e e Ne o (2010). O modelo oi adap ado na es a égia de comunicação desen ol ida que seguidamen e se á ep esen ado: M – Meios de comunicação ( edes sociais – Facebook e Ins ag am) LO – Líde es de opinião (á bi as, NAF’s, AAFB, in luence s despo i os e de a bi agem) I – Indi íduos (seguido es e á bi os) Esquema 1: Adap ação do esquema do duplo luxo de comunicação Fon e: Dua e e Ne o (2010) 16 A p imei a ase incide na di usão da in o mação a é os líde es de opinião que po sua ez eplicam os con eúdos pa a os indi íduos da sua á ea de in luência (Dua e & Ne o, 2010). 33 1. Pa adigma, me odologia e mé odo de in es igação-ação O pa adigma de in es igação cons i ui o “sis ema de p essupos os e alo es que guiam a pesquisa, de e minando as á ias opções que o in es igado e á que oma no caminho que o conduzi á às espos as” (Cou inho, 2014, p. 24). A li e a u a em in es igação educa i a di ide-se em ês pa adigmas: posi i is a/quan i a i o, in e p e a i o/quali a i o e c í ico/emancipa ó io (Cou inho, 2006). No pa adigma quan i a i o, o obje i o é con ola e p e e os enómenos, es udos no âmbi o do pa adigma quali a i o p ocu am sob e udo comp eende e, po im, em es udos que seguem o pa adigma c í ico êm como p incipal obje i o in e i na si uação ou con ex o (Cou inho, 2006). A endendo aos obje i os p opos os e à ques ão de in es igação, ado a -se-á a me odologia de in es igação-ação (Cou inho, 2014), uma ez que a in es igado a i á in e i na ealidade em es udo, pa a p omo e uma mudança, ao mesmo empo que a analisa c i icamen e. Es a me odologia em po base o pa adigma c í ico, em que o obje i o p incipal é in e i di e amen e numa si uação ou con ex o e soluciona p oblemas eais (Cou inho, 2014). Ou seja, a a-se de um plano de in es igação que en ol e o es udo in ensi o e de alhado de uma en idade bem de inida (Ma ins, 2008), que nes e caso, é uma o ganização – a AF B aga. Com es e p oje o p e ende-se es uda o papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina de u ebol, pa a al, oi escolhida a AF B aga. É uma ins i uição que cump e com odos os p essupos os necessá ios à elabo ação do es udo e após o con ac o, a mesma, demons ou colabo ação o al. A seleção des a ins i uição oco eu po um p ocesso de amos agem não p obabilís ica, endo po base o c i é io de con eniência, uma ez que em colabo ação di e a de odas as á bi as e á bi os, di igen es, dos oi o NAF’s (A e, Ba celos, B aga, Cá ado, Fa e, Famalicão, Guima ães e Vizela) e da AAFB. A in es igado a, dada a sua expe iência p o issional, em acesso aos con ac os necessá ios nes a ins i uição o que ajudou ao longo do desen ol imen o do p oje o. O es udo deco eu em ês e apas, incluindo a elabo ação e implemen ação de um plano de comunicação “A Fo ça na A bi agem Feminina”, que são desc i as de seguida. 1.1. Fase de diagnós ico A p imei a e apa englobou a pesquisa e o diagnós ico sob e a comunicação a ual da a bi agem eminina de u ebol na AF B aga e ambém sob e o pe cu so/his ó ico dos oi o NAF’s: A e, Ba celos, B aga, Cá ado, Famalicão, Fa e, Guima ães e Vizela, onde são lecionados os cu sos de á bi os e o mações e da AAFB. Pos e io men e, p ocedeu-se à análise dos canais de 34 comunicação u ilizados como o websi e, as edes sociais (Facebook, Ins ag am e YouTube) da AF B aga. Realizou-se a a aliação da elação da comunicação a ual com o público ex e no, com oco na isibilidade da a bi agem eminina, p ocu ando pe cebe de que o ma em indo a se abalhada pela AF B aga e pelas en idades como a FPF, a Associação Po uguesa de Á bi os de Fu ebol (APAF) e ou as Associações Dis i ais Regionais (ADR’s). Com o p opósi o de analisa as pe ceções de odos os á bi os da AF B aga sob e a comunicação da a bi agem eminina, oi aplicado um ques ioná io aos mesmos. No sen ido de comp eende o modo como é pe cecionada a comunicação da a bi agem eminina, o am ealizadas en e is as às seguin es indi idualidades: p esiden e da di eção da AF B aga, p esiden e do CA da AF B aga, sec e á io-ge al da AF B aga, p esiden e do CA da FPF, p esiden e da APAF, á bi a in e nacional, á bi a assis en e in e nacional. 1.1.1. Ques ioná io de diagnós ico O inqué i o é dos ins umen os mais u ilizados (Landshee e, 1993) e que ajuda o in es igado a esponde a uma p oblemá ica, a a és da inqui ição a uma amos a “ ep esen a i a da população” que se p e ende es uda (Cou inho, 2013). Des a o ma e endo p esen e as o ien ações de Babbie (2003) explanadas no “quad o de e e ências de ope acionalização”, os ques ioná ios o am es u u ados em ês pa es: (1) ca ac e ização dos sujei os; (2) ques ões sob e a comunicação da AF B aga nas edes sociais, (3) ques ões sob e a comunicação na a bi agem eminina. O ques ioná io oi aplicado em o ma o online 17 . Nes e sen ido, o ques ioná io oi elabo ado com o p opósi o de analisa as pe ceções de odos os á bi os da AF B aga sob e a comunicação da a bi agem eminina an es da in e enção. No o al, o ques ioná io é compos o po 25 pe gun as ob iga ó ias de espos a echada, uma pe gun a ob iga ó ia de espos a abe a e duas pe gun as acul a i as de espos a abe a. De e e i que qua o das 28 pe gun as são de c i o. 17 O ques ioná io oi c iado no Google Fo ms, endo sido o link pa ilhado, pos e io men e, pelos á bi os de u ebol no a i o da AF B aga. A e são inal pode se consul ada no anexo 6. 35 Modelo de análise A abela 1 ap esen a a ope acionalização das dimensões e das ques ões em análise no ques ioná io de diagnós ico e pesquisa. Dimensões Componen es Indicado es Pe gun a(s) Pe ceções sob e a a bi agem In e esse Mo i o p incipal pa a se á bi o de u ebol 8 Acesso ao conhecimen o dos cu sos de a bi agem 9 Pe ceções sob e a comunicação Con ex o de uso das edes sociais e si e da AF B aga Acesso às edes sociais e ao si e 10 Canais que acompanha 11 Tipo de con eúdo consul ado 12 Opinião sob e a ele ância dos con eúdos publicados 13 Opinião sob e a di ulgação de mais in o mações sob e a a bi agem 14 Con ex o de uso dos média de ou as associações Acesso dos média 15 Iden i icação das associações seguidas 16 Redes sociais do á bi o/a Pa ilha de con eúdos sob e a bi agem 17 Iden i icação das edes sociais onde oco e a pa ilha de con eúdos 18 Tipo de con eúdo pa ilhado 19 A bi agem eminina De inição da comunicação 20 Visualização de ações de comunicação 21 36 Iden i icação das associações de u ebol em que cos uma isualiza ações especí icas 22 Opinião sob e a i mação ela i a à isibilidade da a bi agem eminina e p omoção da sua imagem 23 Iden i icação do e en o p omo ido ou con eúdo comunicacional di ulgado nas edes sociais ou si es 24 Opinião sob e inclusão e en ol imen o das mulhe es na a bi agem de u ebol 25 26 Opinião sob e adesão ao cu so de á bi os 27 Suges ão sob e o géne o de con eúdos comunicacionais que gos a ia de consul a nas di e en es pla a o mas digi ais sob e a a bi agem eminina da AF B aga 28 Dados Sociodemog á icos Indicado es Pe gun as Géne o 1 Idade 2 Habili ações académicas 3 Si uação p o issional 4 Concelho de esidência 5 Ca ego ia de á bi o/a 6 Anos de exe cício de a i idade de á bi o/a 7 Tabela 1: Quad o concep ual do p imei o inqué i o 37 P é- es e (p imei o inqué i o) An es de p ossegui pa a a aplicação do ques ioná io a odos os á bi os no a i o da AF B aga, o am selecionados 15 á bi os da ede de con ac os mais p óxima, que eunissem as mesmas condições da amos a, is o é, que es i essem no exe cício da sua a i idade. Reunidas as ap eciações ao ques ioná io, o am e e uadas algumas al e ações de pala as e na o mulação de ques ões, de modo a o na comp eensí el pa a odos os á bi os da amos a. Amos agem A amos agem é o p ocesso de seleção dos sujei os que pa icipam num es udo, de endo en ende -se po sujei o o indi íduo de quem se ecolhem dados, ou seja, o(s) pa icipan e(s) na in es igação (Cou inho, 2011). Exis em, basicamen e, dois ipos de amos agem: (1) amos agem p obabilís ica ou alea ó ia – as amos as são ob idas de o ma alea ó ia, is o é, a p obabilidade de cada elemen o da população aze pa e da amos a é igual pa a odos os elemen os; e (2) amos agem não p obabilís ica ou não alea ó ia – a p obabilidade de um de e minado elemen o pe ence à amos a não é igual à dos es an es elemen os (Ma oco, 2011). A seleção des a ins i uição oco eu po um p ocesso de amos agem não p obabilís ica, endo po base o c i é io de con eniência, pelo ac o de en ol e os á bi os da AF B aga, bem como a escolha dos en e is ados. Es a seleção in encional “é baseada na iabilidade” e na “ ep esen a i idade subje i a” necessá ias pa a es e es udo (Dua e, 2005, p.5). Desc ição da amos a Pa a a ecolha de dados do inqué i o de diagnós ico e pesquisa o am en iados ques ioná ios a 367 á bi os de u ebol no a i o da AF B aga, ou seja, à população de á bi os no a i o des a ADR. Do o al de ques ioná ios en iados, esponde am 264 sujei os, dos quais 223 (84,5%) são homens e 41 (15,5%) são mulhe es, na sua maio ia com idades comp eendidas en e os 19 e os 26 anos (n=106, 40,2%). Em e mos de habili ações académicas, a maio ia em o ensino secundá io (n=128). São sob e udo esiden es no concelho de B aga (n=72, 27,3%), Guima ães (n=53, 20,1%) e Vila No a de Famalicão (n=34, 12,9%). Rela i amen e à a i idade de á bi o, a maio ia pe ence à ca ego ia C7/C7C (n=83, 31,4%) e C6/C6B/C6C (n=43, 16,3%) e em en e 1-5 anos de exe cício (n=129, 48,9%). De seguida, se á ap esen ada a abela 2 de ca a e ização da amos a e e en e ao p imei o ques ioná io. 38 Amos a To al (n=264) n % Géne o Feminino 41 15,5 Masculino 223 84,5 Faixa E á ia 14-18 anos 34 12,9 19-26 anos 106 40,2 27-33 anos 63 23,9 34-45 anos 53 20,1 >46 anos 8 3 Habili ações académicas 2º e 3º ciclo 30 11,4 Ensino secundá io 128 48,5 Ensino supe io 106 40,2 Anos de exe cício de a i idade 1-5 anos 129 48,9 6-12 anos 75 28,4 >13 anos 60 22,7 Tabela 2: Ca ac e ís icas sociodemog á icas do p imei o inqué i o (n=264) Técnicas e modelo de análise dos dados Pa a o p esen e es udo, p ocedeu-se à análise de con eúdo ca ego ial com o p incipal obje i o de a a a in o mação con ida nas mensagens e analisa os seus signi icados. Nes e inqué i o de diagnós ico p ocedeu-se à análise quan i a i a do ques ioná io, com ecu so ao so wa e SPSS, e são 26.0, à semelhança do que acon eceu no ques ioná io de a aliação. O a amen o es a ís ico dos dados se á ealizado a a és da análise desc i i a, eco endo especi icamen e à análise de equências e pe cen agens, endo p esen e as ca ego ias de análise desc i as no modelo de análise esumo ( abela 9). Rela i amen e às ques ões abe as p ocedeu- se a uma análise de con eúdo ca ego ial. A análise dos dados ecolhidos oi ei a endo em con a os indicado es de inidos na ope acionalização dos concei os. 1.1.2. En e is as de diagnós ico Rela i amen e às en e is as, o am ealizadas se e en e is as semies u u adas pa a uma maio libe dade de espos a po pa e dos en e is ados. Des a o ma “(…) ao mesmo empo que alo iza 39 a p esença do in es igado , o e ece odas as pe spe i as possí eis pa a que o in o man e alcance a libe dade e a espon aneidade necessá ias, en iquecendo a in es igação” (T i iños, 1987, p.146). Assim, a o dem das ques ões pode ambém se al e ada ou a é mesmo uma espos a a uma ques ão con e espos as a á ias ques ões, oco endo uma luência no discu so e uma en e is a mais ica e na u al. Fo am e e uados 2 guiões de en e is as (anexos 8 e 9) di ecionados pa a o ema em es udo, no sen ido de “(…) ajuda o en e is ado a concen a -se em ópicos que são impo an es pa a explo a , man e a consis ência nas en e is as com di e en es en e is ados e man e o con olo du an e o p ocesso de en e is a” (Guion, Diehl & Macdonald, 2011, p.2). Toda ia o in es igado não se de e p ende exclusi amen e aos guiões e, se o opo uno, de e e a men e abe a pa a e e ua no as ques ões ou a é mesmo al e a alguma pe gun a p ede inida, em unção da o ien ação da en e is a e se en ende que i á alo iza o es udo. Das se e, qua o en e is as o am ealizadas ia Zoom, de ido à dis ância geog á ica e/ou disponibilidade, nomeadamen e nos casos do p esiden e do CA da FPF (José Fon elas Gomes), do p esiden e da APAF (Luciano Goncal es), da á bi a in e nacional (Sand a Bas os) e da á bi a assis en e (And eia Sousa). P esencialmen e o am en e is ados o p esiden e da Di eção da AF B aga (Manuel Machado), o p esiden e do CA da AF B aga (Cunha An unes) e o sec e á io-ge al da AF B aga (Jo ge Mon ei o). As en e is as explo a ó ias e de diagnós ico o am ealizadas com solici ação p é ia do consen imen o in o mado sob e a u ilização dos dados e in o mações ob idas, seguindo as p eocupações é icas ine en es a es e es udo. Após a ealização das en e is as, o ma e ial oi ansc i o e analisado o seu con eúdo, endo em con a a conce ualização ap esen ada na abela seguin e. Modelo de análise A abela 3 ap esen a a ope acionalização das dimensões e das ques ões em análise e e en es às se e en e is as. Dimensões Componen es Indicado es Pe gun a(s) Pe ceção sob e a a bi agem eminina no u ebol nacional e na AF B aga In e esse Impo ância da a bi agem eminina no u ebol nacional e na AF B aga 1 In es imen o na a bi agem eminina nacional pelas 2 46 e mos de habili ações académicas, a maio ia em o ensino supe io (n=91, 45%). São sob e udo esiden es no concelho de B aga (n=58, 28,7%), Guima ães (n=35, 17,3%) e Vila No a de Famalicão (n=29, 14,4%). Rela i amen e à a i idade de á bi o, a maio ia pe ence à ca ego ia C7/C7C (n=72, 35,6%) e C8 (n=31, 15,3%), e em en e 1-5 anos de exe cício (n=99, 49%). Seguidamen e se á ap esen ada a abela 7 de ca a e ização da amos a e e en e ao segundo ques ioná io. Amos a To al (n=202) n % Géne o Feminino 37 18,3 Masculino 165 81,7 Faixa E á ia 14-18 anos 25 12,4 19-26 anos 93 46 27-33 anos 43 21,3 34-45 anos 33 16,3 >46 anos 8 4 Habili ações académicas 2º e 3º ciclo 27 13,4 Ensino secundá io 84 41,6 Ensino supe io 91 45 Anos de exe cício de a i idade 1-5 anos 99 49 6-12 anos 64 31,7 >13 anos 39 19,3 Tabela 7: Ca ac e ís icas sociodemog á icas do segundo inqué i o (n=202) Técnicas e modelo de análise dos dados À semelhança do p imei o, o segundo ques ioná io oi analisado quan i a i amen e, com ecu so ao so wa e SPSS, e são 26.0, com o espe i o a amen o es a ís ico em consonância com a análise desc i i a aplicada ao p imei o ques ioná io, eco endo à análise de equências e pe cen agens, bem como às ca ego ias desc i as no modelo de análise esumo ( abela 12). 1.3.2 Mé icas de a aliação As edes sociais in oduzi am uma no a dinâmica de comunicação online mais anspa en e e social (T eadway & Smi h, 2010). Um no o pa adigma ca a e izado pela pa icipação e in e ação 47 dos públicos/seguido es com a capacidade de di undi in o mações de o ma ácil, céle e e p ecisa, cap ando a a enção da sociedade e/ou g upo (Weinbe g, 2009). A mensu ação da a i idade nas edes sociais é possí el a a és da análise das mé icas que as pla a o mas disponibilizam. No en an o, dada a di e sidade de dados que es as edes dispõem, o na-se impe a i o aça uma linha de obje i idade angí el, o que implica a seleção de mé icas e icien es (S e ne, 2010). Balegno (2010) e o ça que a in o mação desnecessá ia apenas causa uído e que o oco de e pe manece na especi icidade e adequação dos obje i os em es udo. Tendo p esen e es as o ien ações, as mé icas das edes sociais (Facebook e Ins ag am) de inidas, se ão analisadas median e os c i é ios que seguidamen e se ão explanados no quad o conce ual e no quad o de análise dos dados. Es es pa âme os de análise são impo an es na complemen a idade de dados ob idos pa a uma cons ução analí ica mais ica e ab angen e. Modelo de análise A abela 8 ap esen a a ope acionalização das dimensões e das ques ões em análise e e en es às mé icas das edes sociais (Ins ag am e Facebook). Dimensões Componen es Indicado es Pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina no u ebol na AF B aga Publicações e e uadas nas edes sociais Núme o de gos os Núme o de isi as no pe il, eações e in e ação Núme o de seguido es Núme o de isualizações da página e con as com in e ações Compa ação de odos os dados ob idos en e as publicações com ídeos/ eels e/ou imagens es á icas Tabela 8: Quad o concep ual das mé icas das edes sociais Amos agem No que diz espei o à ca ac e ização dos seguido es nas edes sociais, nomeadamen e, no Facebook e Ins ag am, os dados ecolhidos mos am que no Facebook, a maio ia são homens (n=1279, 69%) com idades comp eendidas en e os 35-44 anos (n=269, 21%). Rela i amen e ao 48 géne o eminino, a pe cen agem incide nos 31%, sob e udo na aixa e á ia dos 25-34 anos (n=63, 11%). A maio pa e acede à pla a o ma em Po ugal (n=1675, 90%), e especi icamen e, em B aga (n=368, 19,8%). Quan o ao Ins ag am, à semelhança dos seguido es no Facebook, são na maio ia homens (n=417, 57,9%), com idades comp eendidas en e os 25-34 anos (n=171, 40,9%). A pe cen agem de mulhe es incide nos 42% com idades comp eendidas en e os 25-34 anos (n=128, 42,2%). À semelhança dos seguido es no Facebook, a maio pa e acede a es a ede social em Po ugal (n=631, 87,6%), na á ea geog á ica de B aga (n=84, 11,7%). A abela 9 desc e e a ca a e ização da amos a e e en e aos seguido es nas edes sociais (Facebook e Ins ag am). Facebook Ins ag am (n=1854) (n=720) n % n % Géne o Feminino 575 31 303 42 Masculino 1279 69 417 57,9 País Po ugal 1675 90 631 87,6 B asil 62 3 57 7,9 Suíça 32 1,7 4 0,5 F ança 20 1 - - Luxembu go 10 0,5 - - Reino Unido - - 4 0,5 Alemanha - - 3 0,4 Cidade B aga 368 19,8 84 11,7 Guima ães 192 10 53 7,3 Vila No a de Famalicão 132 7 52 7,2 Tabela 9: Ca ac e ís icas sociodemog á icas dos seguido es das edes sociais (Facebook, n=1854; Ins ag am, n=720) Técnicas e modelo de análise dos dados O a amen o dos dados ecolhidos (66 publicações) se á ealizado a a és da inse ção manual das mé icas de inidas de cada publicação num ichei o Excel, uma ez que a o ma como as in o mações são disponibilizadas pelas pla a o mas (Ins ag am e Facebook) não cump em os p opósi os des a in es igação. Nes e sen ido, p ocedeu-se à cons ução de um ichei o pa a pos e io análise quan i a i a median e os c i é ios já de inidos e p opos os nes e es udo, con o me indicado na abela 10. 49 O pe íodo de análise das publicações nas edes sociais (Facebook e Ins ag am) deco eu en e 01 de maio e 01 de julho de 2022. Ca ego ias de análise Desc ição A isibilidade da a bi agem eminina - Analisa indi idualmen e odas as publicações nos c i é ios: alcance, imp essões, s o ies , con as e con eúdos alcançados. O en ol imen o na a bi agem eminina - Analisa indi idualmen e odas as publicações nos c i é ios: gos os, isi as no pe il, in e ação, núme o de seguido es, isualizações da página, con as com in e ações e s o ies pa ilhadas po á bi as e/ou in luence s . Tipologia de con eúdos publicados ( ídeos/ eels e/ou imagens es á icas) - Analisa odos os esul ados ob idos a a és das mé icas de: alcance, imp essões, gos os, isi as no pe il, in e ação, núme o de seguido es, isualizações da página, con as com in e ações e con as alcançadas. - E e ua uma análise compa a i a de odos os dados ob idos en e as publicações com ídeos/ eels e/ou imagens es á icas. Tabela 10: Ca ego ias de análise dos dados das edes sociais (Ins ag am e Facebook) 2. Modelo de análise ge al Pa a esponde à ques ão de pa ida e endo em conside ação os obje i os acima de inidos, o am ope acionalizados as dimensões, as componen es e os indicado es que pe mi i ão comp eende de que o ma a comunicação con ibui pa a aumen a a isibilidade da a bi agem eminina de u ebol. Segundo Qui y e Campenhoud (1998), a a iculação dos indicado es que i ão o ien a o abalho de obse ação e de análise dá o igem ao modelo compos o po “concei os e hipó eses es i amen e a iculados en e si pa a, em conjun o, o ma em um quad o de análise coe en e” (Qui y & Campenhoud , 1998, p. 150). Nes e sen ido, os dois ques ioná ios o am aplicados em dois momen os dis in os com o p opósi o de analisa as pe ceções de odos os á bi os da AF B aga sob e a comunicação da a bi agem eminina an es e depois da aplicação do plano de comunicação. 50 Po ou o lado, com o obje i o de melho comp eende o modo como é pe cecionada a comunicação da a bi agem eminina, o am ealizadas en e is as explo a ó ias e de diagnós ico a di e sas en idades que ge em o u ebol dis i al e nacional, ais como: AF B aga, FPF, APAF e á bi as in e nacionais. Complemen a men e, o am ope acionalizados as dimensões, componen es e indicado es e e en es às mé icas disponibilizadas pelas pla a o mas, Ins ag am e Facebook, e que são obje o de es udo. P e ende-se, des a o ma, a e i como os públicos/seguido es ececiona am as publicações de inidas no plano de comunicação e es uda a dinâmica de compo amen os. Também de aco do com Qui y e Campenhoud (1998, p. 120) “cada in es igação é uma expe iência única, que u iliza caminhos p óp ios”. Pa a es e es udo, a ecolha de dados oi e e uada a a és da combinação de mé odos quan i a i os e quali a i os, nomeadamen e, ques ioná io, ecolha das mé icas das ações de comunicação nas edes sociais e en e is as. A conjugação e a iculação das duas abo dagens, ace às agilidades e pon os o es de cada me odologia, ge a um conhecimen o mais ap o undado da ealidade. Seguidamen e se ão ap esen adas duas abelas ge ais, o quad o concep ual e o modelo de análise dos dados e e en es aos dois inqué i os, às en e is as e às mé icas ( abelas 11 e 12). Quad o concep ual: Dimensões Componen es Indicado es Pe ceções sob e a a bi agem In e esse Mo i o p incipal pa a se á bi o de u ebol Acesso ao conhecimen o dos cu sos de á bi os Pe ceções sob e a comunicação Con ex o de uso das edes sociais e si e da AF B aga Acesso às edes sociais, ao si e e canais que acompanha Tipo de con eúdo consul ado e opinião sob e o mesmo Con ex o de uso dos média de ou as associações Acesso aos média e iden i icação das associações Redes sociais do á bi o/a Iden i icação e ipos de con eúdos pa ilhados sob e a bi agem 51 A bi agem eminina De inição da comunicação Iden i icação e isualização de ações de comunicação das associações de u ebol Opinião sob e a i mação ela i a à isibilidade da a bi agem eminina, inclusão e en ol imen o das mulhe es na a bi agem de u ebol, sob e a adesão ao cu so e ao plano de comunicação Suges ão sob e o géne o de con eúdos comunicacionais que gos a ia de consul a nas di e en es pla a o mas digi ais sob e a a bi agem eminina da AF B aga Pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina no u ebol Publicações e e uadas nas edes sociais Opinião sob e o plano de comunicação desen ol ido pa a “A Fo ça na A bi agem Feminina” Tabela 11: Quad o concep ual esumo Modelo de análise: Ca ego ias de análise Desc ição Papel da a bi agem eminina no u ebol nacional e na AF B aga - Pe cebe qual a impo ância da a bi agem eminina no u ebol nacional e em pa icula na AF B aga e o in es imen o ei o na mesma pelas en idades FPF, APAF, ADR’s. - Conhece a comunicação da a bi agem eminina nacional e da AF B aga. Aspe os sob e as edes sociais e o si e da AF B aga, e páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina” e os seus con eúdos - Consul a e equência nas edes sociais e no si e da AF B aga e páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina”. - Pedi a opinião sob e os con eúdos di ulgados. - Pe cebe o en ol imen o que as publicações c iam com o público e a sua iden i icação. 52 Aspe os sob e ações de comunicação que di ulguem a a bi agem eminina jun o de jo ens á bi as - Conhece o ipo de ações de comunicação pa a aumen a a isibilidade e o en ol imen o na a bi agem eminina e ambém pa a en ol e as jo ens á bi as e ixá-las/ idelizá-las. - Conhece o ipo de e en os ou ações de comunicação implemen adas sob e a a bi agem eminina nou a ADR ou FPF e ambém na AF B aga. Opinião sob e um ídeo p omocional pa a o cu so de á bi os - Sabe se o ídeo p omo e a isibilidade, o en ol imen o e a inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol. Pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina no u ebol após a implemen ação do plano de comunicação - Sabe se a opinião sob e a a bi agem eminina se al e ou. - Conhece a opinião sob e a isibilidade, o en ol imen o e a inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol. A isibilidade da a bi agem eminina - Analisa indi idualmen e odas as publicações nos c i é ios: alcance, imp essões, s o ies , con as e con eúdos alcançados. O en ol imen o na a bi agem eminina - Analisa indi idualmen e odas as publicações nos c i é ios: gos os, isi as no pe il, in e ação, núme o de seguido es, isualizações da página, con as com in e ações e s o ies pa ilhadas po á bi as e/ou in luence s. Tipologia de con eúdos publicados ( ídeos/ eels e/ou imagens es á icas) - Analisa odos os esul ados ob idos a a és das mé icas de: alcance, imp essões, gos os, isi as no pe il, in e ação, núme o de seguido es, isualizações da página, con as com in e ações e con as alcançadas. - E e ua uma análise compa a i a de odos os dados ob idos en e as publicações com ídeos/ eels e/ou imagens es á icas. Tabela 12: Modelo de análise esumo Após a explanação e de inição do caminho me odológico, é o momen o de p ossegui pa a o capí ulo seguin e, a implemen ação da in es igação-ação. 53 Capí ulo 3 – Con ex o e pa icipan es da ação: Associação de Fu ebol de B aga Após açado o caminho me odológico é impe a i o con ex ualiza a ação e os pa icipan es no es udo. Des a o ma, nes e capí ulo, se á explanada de alhadamen e a cons i uição, a cul u a, um pouco da his ó ia, iden idade, missão, isão e alo es da ins i uição cen ená ia, a AF B aga, que acolheu o es udo, com o oco p incipal no CA, nas ins i uições e di igen es ligados di e amen e à a bi agem b aca ense. Também se á ap esen ada a ca a e ização das á bi as e á bi os de u ebol da AF B aga que o am inqui idos em dois momen os dis in os, bem como dos se e en e is ados, indi idualidades de ele o na ges ão do u ebol e a bi agem nos âmbi os, local e nacional, e dos seguido es nas edes sociais (Facebook e Ins ag am) das páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina”. 1. Ca a e ização do Con ex o A ca a e ização do con ex o incidi á numa b e e explanação sob e a cul u a e his ó ia da AF B aga que inclui a ap esen ação dos seus ó gãos sociais, dos oi o NAF’s e da AAFB, que após o con ac o se disponibiliza am incondicionalmen e pa a colabo a no p oje o. Fo am igualmen e desc i os a missão, isão e alo es que egem a AF B aga. 1.1. Cul u a e his ó ia da o ganização A Associação Fu ebol de B aga (AF B aga), undada a 23 de no emb o de 1922, é uma ins i uição iliada na FPF, com o es a u o de u ilidade pública. Assume um papel undamen al na p omoção, sensibilização e ec u amen o de jo ens pa a a a i idade despo i a a ní el dis i al e p ocu a omen a o espí i o de equipa e de pa ilha e ansmi i alo es como o espei o, ole ância e al uísmo, cump indo assim a sua missão. Assim, a sua p incipal unção é o ganiza as compe ições o iciais amado as de u ebol e u sal, ab angendo odos os escalões, desde pe izes a é ao escalão de senio es, no âmbi o da sua ju isdição, que é o dis i o de B aga. Deco en e da Lei de Bases do Sis ema Despo i o e do Regime Ju ídico das Fede ações 21 (Lei nº 1/90), a AF B aga ap esen a os seus p óp ios Ó gãos Execu i os, Disciplina es e Ju isdicionais. Pa a além de o ganiza p o as de âmbi o amado e dis i al, a AF B aga, no plano despo i o, pa icipa em odos os To neios In e associações 21 A endemos aos A igos 21º e 22º da Lei de Bases do Sis ema Despo i o. 54 p omo idos pela FPF, “dando a conhece a le as de inegá el ca ego ia, u o do abalho ealizado pelos clubes iliados, endo já ob ido á ias i ó ias”, explica Jo ge Mon ei o, sec e á io-ge al da AF B aga. Segundo o di igen e, a “ca a magna” da AF B aga co esponde aos seus Es a u os, que egem e de e minam a o ma des a associação despo i a se di igida e o ganizada. Fo am mui os os clubes que pa icipa am nas di e sas compe ições o ganizadas, uns já desapa ecidos, ou os ainda em a i idade. Dos clubes undado es, apenas um pe manece nos dias de hoje: o Spo ing Clube de B aga. Pa alelamen e à componen e despo i a, a AF B aga ealiza ações de o mação pa a agen es despo i os, nomeadamen e á bi os, di igen es e einado es, com o in ui o de da con inuidade ao abalho que em indo a se desen ol ido. Após o le an amen o e e uado jun o das ins i uições (AF B aga, NAF A e, NAF Ba celos, NAF B aga, NAF Cá ado, NAF Fa e, NAF Famalicão, NAF Guima ães, NAF Vizela e AAF B aga) e endo sido odas as in o mações e e en es às mesmas e cons an es nes e capí ulo ecebidas ia ele ónica, oi possí el analisa com maio de alhe odo o seu enquad amen o despo i o e social. Des a o ma, quan o à sua es u u a o ganizacional, a ualmen e, a AF B aga é cons i uída po 54 di igen es (50 homens e ês mulhe es), elei os pelos clubes iliados, em janei o de 2021, pa a um manda o de qua o anos (2021/2024), que se encon am dis ibuídos e ag upados pelos se e ó gãos sociais: a Assembleia Ge al, a Di eção, o Conselho de Jus iça, o Conselho de Disciplina, o Conselho de A bi agem, o Conselho Fiscal e o Conselho Técnico. Seguidamen e se ão ap esen ados os o ganig amas da Di eção e do CA da AF B aga que são o oco p incipal do es udo (imagem 1 e 2). Os es an es ó gãos sociais e espe i as unções pode ão se consul ados no anexo 10. Imagem 1: Hie a quia da Di eção da AF B aga Fon e: AF B aga, ia ele ónica 55 Imagem 2: Hie a quia do CA da AF B aga Fon e: AF B aga, ia ele ónica No apoio à ges ão diá ia de odas as a i idades a ca go da ins i uição, a AF B aga con a com 11 colabo ado es (seis homens e cinco mulhe es) no seu quad o de uncioná ios. Na época despo i a 2021/2022, es a am insc i os 3.983 di igen es (3.615 homens e 368 mulhe es) de ambas as modalidades ( u ebol e Fu sal) e 18.730 a le as dis ibuídos da seguin e o ma: a modalidade de u ebol con a com 16.612 jogado es e 618 jogado as insc i as, já a a ian e de u sal con abiliza 1.335 jogado es e 265 a le as emininas. Es es dados con i mam a ealidade espelhada pelos núme os da PORDATA 22 , ela i os a 2018, que indica am que a esmagado a maio ia dos a le as ede ados do u ebol e am do sexo masculino. Des a o ma, dep eende-se que es as modalidades con inuam a se associadas ao mundo masculino, já que as jo ens es ão em mino ia. Pa a que os jogos de u ebol e de u sal oco am são p ecisos á bi os. No en an o, a classe da a bi agem es á longe de se econhecida e espei ada pelos adep os e agen es despo i os, o que a as a os jo ens des a á ea do despo o. A al a de á bi os na AF B aga, a e cei a maio associação do país, que o ganiza 400 jogos po semana, pode á pô em causa, a cu o p azo, a o ganização das compe ições, bem como a e dade despo i a. “É impe a i o p omo e , sensibiliza e ec u a os jo ens pa a es a a i idade que omen a o espí i o de equipa, incu indo- lhes alo es como o espei o, a disciplina e a ole ância”, des aca o p esiden e do CA da AF B aga, Manuel Cunha An unes. A ualmen e o núme o de á bi os no u ebol é de 370 e no u sal é de 61 (no o al, 46 á bi as de ambas as a ian es) e o núme o de obse ado es de u ebol é 30 e de obse ado es de u sal é seis. Pa a o sec e á io-ge al da AF B aga, es es núme os não conseguem aze ace às necessidades semanais exis en es na o ganização dos jogos pela ins i uição. 22 Es e documen o pode se consul ado nes e link: h ps://www.po da a.p /Po ugal/P a ican es+despo i os+ ede ados+ o al+e+po +sexo-2229. 62 2.3. Seguido es nas edes sociais (Facebook e Ins ag am) No que diz espei o à ca ac e ização dos seguido es nas edes sociais, nomeadamen e, no Facebook e Ins ag am, os dados ecolhidos mos am na maio ia dos seguido es são homens, que acedem a pa i de Po ugal e, em pa icula , de B aga. Quan o às idades, e i ica-se uma ligei a di e ença en e géne os no pe il de seguido es no Facebook, ou seja, os homens êm idades comp eendidas en e os 35-44 anos, em con apa ida, as mulhe es êm en e 25-34 anos. Quan o ao pe il de seguido es no Ins ag am, e i ica-se uma maio homogeneidade, sendo que a maio pa e dos homens e das mulhe es si uam-se na aixa e á ia dos 25-34 anos ( abela 9). Te minada a con ex ualização da ação e dos pa icipan es no es udo é o momen o de p ossegui pa a o capí ulo qua o. 63 Capí ulo 4 – P oje o de ação: a comunicação, a isibilidade, o en ol imen o e a inclusão na a bi agem eminina de u ebol No p esen e capí ulo ap esen a-se o p oje o de ação desenhado e implemen ado endo em is a a isibilidade e o en ol imen o na a bi agem eminina, bem como a inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol. Num p imei o momen o, dá-se con a dos esul ados da ase de diagnós ico, ou seja, é ap esen ada uma análise de alhada à comunicação da AF B aga, mais conc e amen e, às edes sociais e ao si e; são ap esen ados os esul ados das se e en e is as ealizadas a cinco di igen es e duas á bi as ele an es na ges ão do u ebol e a bi agem dis i al e nacional; e são analisados os dados ob idos no p imei o inqué i o aplicado aos á bi os da AF B aga. Num segundo momen o, desc e e-se o plano de ação que consis iu no desen ol imen o de uma es a égia de comunicação que en ol eu a elabo ação e implemen ação de um plano de comunicação di undido nas edes sociais, com publicações diá ias du an e os meses de maio e junho de 2022. Num e cei o momen o, são desc i os os mecanismos de a aliação do plano de comunicação como a análise indi idual das 66 publicações, endo p esen e as mé icas de inidas e a aplicação de um segundo ques ioná io aos á bi os inqui idos na p imei a ase. São ainda ap esen ados os esul ados das pe ceções dos á bi os após a implemen ação do plano de comunicação "A Fo ça na A bi agem Feminina" e ambém os seguido es das páginas no Facebook e Ins ag am. 1. Análise da comunicação a ual Pa a e e ua uma análise à comunicação que no p esen e a AF B aga desen ol e, o am e is os com de alhe o si e e edes sociais da AF B aga. Concluída es a e apa p ocedeu-se à conceção da espe i a análise SWOT da ins i uição. Complemen a men e o am ealizados um inqué i o de diagnós ico aos á bi os e ap esen ados os esul ados, bem como das se e en e is as ealizadas. Po im, oi elabo ado um diagnós ico inal das necessidades comunicacionais ge ais da ins i uição e da a bi agem eminina. 64 1.1. Análise do websi e e edes sociais da AF B aga Com o in ui o de e e ua um diagnós ico ela i amen e à comunicação que a ualmen e a AF B aga di unde nas edes sociais e si e, oi elabo ada uma pesquisa de alhada nes es canais que seguidamen e se á ap esen ada. 1.1.1. Websi e Como aspe os posi i os, o websi e da AF B aga 23 ap esen a a apidez e a acilidade de na egação (imagem 3), mas ambém o bene ício de ex ensão de domínio se “ p .p ” (a b aga. p .p ), o que az com que es eja in eg ada na o ganização da FPF, que em um maio alcance. Em e mos de á ego mensal, em um núme o exp essi o de isi as, como ilus a a imagem 4 (7032) e, globalmen e, é um si e in o ma i o, com um menu p á ico, cujo oco p incipal são as no ícias e as a ualizações sob e a ins i uição. Imagem 3: Tes e e e uado ao websi e da AF B aga Fon e: h ps://www. hinkwi hgoogle.com/in l/p -b / ea u e/ es mysi e/ Imagem 4: T á ego mensal do websi e da AF B aga Fon e: h ps://app.neilpa el.com/en/seo_analyze /backlinks?domain=a b aga. p .p &mode=domain&locId=2620&lang=p 23 Link de acesso ao websi e da AF B aga: h p://a b aga. p .p /. 65 Po ou o lado, e i icam-se alguns aspe os a melho a . Desde logo, o ac o de o si e e sido apenas idealizado pa a um ec ã de compu ado , sem que se adeque à con igu ação de disposi i os mó eis, condicionando a expe iência do u ilizado ao consul a os con eúdos. A ualmen e, a maio ia das pessoas acede à in e ne a pa i do elemó el, pelo que se conside a impo an e não descu a es e meio, o nando o si e mobile i s and iendly. Pa a além disso, a al a de a ualização dos con eúdos do si e pode le a a que os u ilizado es não pe maneçam online, como é o caso do su gimen o cons an e da ba a de no ícias em des aque, e que o ejam como um depósi o de con eúdos. Quando, em ma ço de 2022, oi e e uado es e diagnós ico, das 5800 pessoas que ab i am a página p incipal do si e e saí am do mesmo, só 410 ca ega am nou a página, dando a sensação de que os u ilizado es ão ao si e pa a consul a comunicados. Des e modo, e i ica- se que a AF B aga não ap o ei a o po encial do seu si e pa a di undi os es an es con eúdos. Em e mos es é icos, e i ica-se uma aca apos a no design e no desempenho da pla a o ma, o que az com que o si e não seja usabili y . As imagens são pouco apela i as e as in o mações pouco a uais, especi icamen e na a bi agem. De e a-se, ainda, a exis ência de 56 ques ões de SEO pa a esol e (imagem 5), o que signi ica que a pla a o ma p ecisa de melho a o seu posicionamen o nas páginas de esul ados em que apa ece. Imagem 5: P oblemas de SEO do websi e da AF B aga (h ps://app.neilpa el.com/en/seo_analyze /backlinks?domain=a b aga. p .p &mode=domain&locId=2620&lang=p ) A inexis ência de ele ância nas páginas do si e pode es a na o igem dos p oblemas que es e ap esen a. O ac o de se ab i uma publicação no si e e e apenas um pa ág a o signi ica que não há es u u a e que a página não se á isualizada nem es a á ankeada . Exis em 147 páginas com me a desc ições duplicadas, ou seja, ao e e ua em uma no a publicação, ize am uma cópia da publicação an e io , al e ando apenas o í ulo e o ex o, sem da a enção à me a desc ição como as hash ags . Es e ipo de ação é p ejudicial na pesquisa do Google, pois, es e, não iden i ica a di e enciação da in o mação e das páginas, sendo a lei u a ei a de igual o ma. 66 Das 7000 isi as, ce ca de 5000 esul am de pesquisas “AF B aga” ou “Associação de Fu ebol de B aga” no Google. Nes e sen ido, é mui o impo an e abalha es as hash ags , pensando em ex os que usem as exp essões “AF B aga” ou “Associação de Fu ebol de B aga” (imagem 6). Imagem 6: Rele ância das pala as-cha e do websi e da AF B aga (h ps://app.neilpa el.com/en/seo_analyze /backlinks?domain=a b aga. p .p &mode=domain&locId=2620&lang=p ) Ou o a o de des aque pa a o na a expe iência do u ilizado mais in e essan e e di e a e ambém pa a c ia luxos comunicacionais com as edes sociais da ins i uição é a disponibilização de links no si e que es ejam ligadas às edes sociais, uma ez que pode po encia o ele ado á ego c uzado en e pla a o mas. Po im, a endendo à a bi agem, quando ab imos, po exemplo, o submenu "que o se á bi o", a imagem em des aque epo a pa a um cu so de á bi os que oco eu em 2015. De salien a que odos os con eúdos e e en es a es a emá ica es ão desa ualizados, nomeadamen e as in o mações ela i as aos cen os de einos, aos NAF’s, aos ó gãos sociais e às a i idades. Apesa de possui um sepa ado sob e a a bi agem, não oi possí el encon a qualque menção sob e a a bi agem eminina, anspa ecendo a ideia de que se a a de uma á ea pouco alo izada pela AF B aga. Tendo em con a a sua dimensão e sus en abilidade den o des a ins i uição, suge e-se a a ualização do menu sob e a emá ica da a bi agem, com especial in e esse a di ulgação de con eúdos pa a a a bi agem eminina. Aspe os posi i os Aspe os a melho a - Rapidez e acilidade de na egação do si e; - Websi e mobile i s and iendly; - Núme o exp essi o de isi as mensais (7000); - Al e ação da pe spe i a do si e como um depósi o de con eúdos, - Bene ício da ex ensão de domínio FPF.p ; - Apa ecimen o cons an e da ba a de no ícias; 67 - Con eúdos in o ma i os. - A ualização das in o mações ela i as aos con eúdos dos á ios menus e às imagens; - Expe iência do u ilizado mais in e essan e, eco endo a um design mais apela i o e ao desempenho da pla a o ma; - P oblemas de SEO; - Fal a de ele ância no si e. Tabela 13: Análise dos aspe os posi i os e a melho a no websi e da AF B aga 1.1.2. Redes sociais Ins ag am da AF B aga Como aspe os posi i os, pode-se des aca o ac o de es a associação de u ebol dis i al e quase oi o mil seguido es na sua ede social 24 e possui mais de 800 publicações. É de ealça a di e sidade de o ma os que ap esen a como ídeos, o og a ias, clipping 25 e a es, mas ambém a p esença de mulhe es nes es con eúdos audio isuais, es e icamen e boni os. Con udo, isualmen e, a página ap esen a mui o uído, o que deno a al a de cla eza na es a égia de comunicação des a ede, que pode ia en ol e -se emocionalmen e com os seus seguido es. Ve i ica-se uma ausência de in e ação com as publicações, comen á ios e gos os com os seus seguido es, o que az com que não seja c iada uma ligação emocional. De imedia o, obse a-se uma má u ilização do nome da ins i uição, uma ez que o nome da página é epe ido no í ulo, como mos a a imagem 7. No í ulo, pode ia se u ilizado “Associação de Fu ebol de B aga” a é mesmo pa a o Google analisa e indica a qualque u ilizado que en a pesquisa a ins i uição pelo seu nome. Apesa de o público especí ico conhece po “AFB aga”, o público em ge al pesquisa pelo nome comple o da ins i uição e não pela sua ab e ia u a. 24 Link de acesso ao Ins ag am da AF B aga: h ps://www.ins ag am.com/a b agao icial/. 25 P ocesso que consis e na seleção de no ícias em jo nais e e is as sob e assun os elacionados com a ins i uição em causa. 68 Imagem 7: Rede social Ins ag am da AF B aga Pa a além disso, a biog a ia es á incomple a, pois ap esen a uma ase mui o simples, sem u iliza os 160 ca a e es possí eis e sem e ambém algum emoji (po exemplo, uma bola, um calendá io alusi o à sua undação 1922, ou uma bola com mais de 400 jogos semanais que a AF B aga o ganiza, mais “x” jogado es). Es a biog a ia não em e le ida a missão, isão e alo es des a ins i uição. A u ilização de um bi .ly , nes e espaço, não é aconselhá el, po que o Ins ag am é uma ede social mui o pesquisada no Google, pelo que, quando se coloca um bi .ly (link ab e iado), não es á a di eciona -se o si e pa a a on e, mas pa a um si e “dis a çado” que ai depois di eciona e e i amen e pa a o p e endido. O que acon ece é que se pe de a opo unidade de ankea no Google a página a di ulga , nes e caso, “@a b agao icial”. Rela i amen e aos des aques, é aconselhá el que os ícones ilus em as emá icas e não imagens gené icas. Cu iosamen e, a ançando pa a o eed , o pano ama al e a, uma ez que es á o ganizado. Con o me o u ilizado ai azendo sc oll , deno a-se a mis u a das in o mações, o que salien a pouco cuidado na ap esen ação das mesmas. É impo an e e e ua a manu enção das iden i icações na página, que ão icando desa ualizadas ou que êm no ícias nega i as, e e i a publicações epe i i as. Aspe os posi i os Aspe os a melho a - Núme o de seguido es; - Página com uído isual; - Di e sidade de o ma os; - Fal a de in e ação com os seguido es; - P esença de mulhe es em o og a ias e ídeos. - Má u ilização do nome da ins i uição; 69 - In o mações incomple as na biog a ia; - Ícones com imagens gené icas e não emá icas; - A ualização da página. Tabela 14: Análise dos aspe os posi i os e a melho a no Ins ag am da AF B aga You ube da AF B aga De odas as edes sociais, es a é a que se encon a pouco alo izada 26 . Em e mos numé icos, em apenas 31 ídeos di ulgados nos úl imos ês anos, com isualizações en e as 19 e as 756, e com pouco mais de 100 subsc i o es. Pa a além de não exis i uma desc ição sob e a página, obse a-se uma imagem de capa desa ualizada (a ins i uição celeb a, em 22.11.2022, o seu cen ená io e na mesma cons a o núme o 96) e ambém ídeos com pouca p esença eminina e sem qualidade écnica e c i é io. To na-se impo an e con e playlis s pa a as en e is as, ídeos in o ma i os e ídeos com no ícias pa a uma melho o ganização dos con eúdos. Es e canal em o po encial de um canal de TV, ap o ei ando assim a audiência nume osa e cons an e de uma pla a o ma como o You ube e de se nu i das sine gias que ad êm do núme o ele ado de seguido es no Ins ag am e no Facebook. Facebook da AF B aga Es a é, sem dú ida, a página mais o e de comunicação da AF B aga 27 , com 15 mil seguido es e em a ualização cons an e, já que há a eplicação de con eúdos do Ins ag am e do Facebook. É no ó io um ó imo en ol imen o de gos os nas o os, po ém os comen á ios são escassos. Uma das o mas de os seguido es in e agi em mais, a pa i dos comen á ios, passa po in es i nos ex os que acompanham as o os, o que de momen o é quase inexis en e nas publicações, bem como o uso de hash ags e de iden i icação das pessoas nas o os. Com po encial pa a c ia edes (g upo e subg upos) não o az, deixando es a opo unidade de pa e. Não oi possí el a alia a espos a às dú idas en iadas pelo bo ão “en ia mensagem”, no en an o, es a unção ambém pode ia es a a i a pa a bo ões de Wha sApp, sendo mais dinâmicos e usuais. 26 Link de acesso ao YouTube da AF B aga: h ps://www.you ube.com/channel/UCI78E6XE71JOdwq3Vleu-Vw. 27 Link de acesso ao Facebook da AF B aga: h ps://www. acebook.com/AssociacaoDeFu ebolDeB aga. 70 Rela i amen e à in o mação no pe il, cons a a-se que es á desa ualizada, pois menciona que a ins i uição em 98 anos de exis ência, quando em 100 anos. Em e mos isuais, as o og a ias di ulgadas nes a ede deno am al a de igo na escolha das mesmas, com a seleção de ângulos pouco apela i os ou de ealce dos p o agonis as, uma ez que há o os com pessoas de cos as e epe idas. Facebook e Ins ag am do Conselho de A bi agem da AF B aga En e 2012 e 2016 hou e um mo imen o e uma capacidade de c iação de con eúdos ele an es que mo i a am a c iação des as páginas especí icas pa a o CA, p imei o no Facebook e pos e io men e, em 2014, no Ins ag am. Ao longo do empo, a al e ação dos compo amen os nas edes sociais e a al a de ecu sos humanos pa a con inua a ge a publicações apela i as e que dessem con inuidade à linha comunicacional, ez com que as páginas se ans o massem numa memó ia. Nes e sen ido e de ido à sob eposição des as edes sociais (en e CA e AF B aga) e os ecu sos ísicos limi ados, as mesmas o am desa i adas. You ube do Conselho de A bi agem da AF B aga Com 92 subsc i o es, é uma página 28 com apenas 15 ídeos publicados em 9 anos. Apesa disso, alguns dos seus con eúdos êm um in e alo de 191 a ce ca de 4.000 isualizações. Os p odu os audio isuais o am e oluindo e nos úl imos 2 anos, a página publicou 3 ídeos desen ol idos em con ex o académico, con o me cons a na desc ição dos mesmos. Es as úl imas publicações e elam uma e olução na qualidade écnica e de cons ução de na a i as apela i as à mo i ação e ing essão na a i idade de á bi o. Toda ia, dado o núme o esidual de publicações, é uma ede social que não jus i ica a sua exis ência, apenas se a ins i uição possui in e esse no con eúdo his ó ico das in o mações cons an es na mesma. Ins ag am da A bi agem Feminina da AF B aga Com 284 seguido es e ce ca de 50 publicações, a página 29 possui ca ac e ís icas de in o malidade e p oximidade, uma ez que não se encon a nenhuma publicação que in o me sob e a bi agem eminina, sob e como se o na uma á bi a de u ebol ou con eúdos in o ma i os sob e a á ea. Com mui as o os (a maio ia sem legenda, o que di icul a ainda mais o p e endido), es a ede ansmi e a ideia de se um pequeno g upo de amigas que se conhecem e con i em en e si. Es a 28 Link de acesso ao You ube do CA da AF B aga: h ps://www.you ube.com/use /A bi agemAFB aga/. 29 Link de acesso ao Ins ag am da A bi agem Feminina da AF B aga: h ps://www.ins ag am.com/a bi agem emininab aga/. 71 imagem acaba po bloquea o in e esse e a en ada de no os memb os, p incipalmen e as que p ecisam de um pouco mais de in o mação e empa ia. O design g á ico, quando apa ece, em qualidade e o ça, po ém, apenas su ge em con eúdos g á icos sob e da as comemo a i as e encon os. Não há des aques que di idam a página po ópicos ou assun os e a biog a ia não di eciona a in o mação sob e a a bi agem eminina, incluindo o uso de links pa a di eciona a na egação. Facebook da A bi agem Feminina da AF B aga Com um ex o de abe u a “A bi agem Feminina…di e en es, mas compe en es! Que emos se excelen es.”, a página 30 possui 1445 seguido es, não azendo qualque publicação desde se emb o de 2021. A página ap esen a poucas publicações, com g andes in e alos empo ais en e elas e não in o ma de idamen e os seus u ilizado es, esul ando em escassa in e a i idade dos seus seguido es. As publicações uncionam mais como egis o de momen os, po ia do clipping , de o ma a ge a luxo de in o mação. O Facebook em como ca ac e ís ica p incipal pe mi i a pa ilha de links que di ecionem pa a si es, ídeos com ex ensões maio es e em á ias á eas pa a o alecimen o da in o mação, sendo que ais ecu sos são inexis en es nes a página. É de salien a que a imagem ansmi ida pa a o público em ge al é de que se a a de uma página ge ida pelas á bi as da AF B aga, pa a di ulga os seis Encon os da A bi agem Feminina que ealiza am de 2013 a 2017, bem como algumas menções a acon ecimen os conside ados ele an es e que mo i a am a pa ilha na página. Em sín ese: No ge al, a análise e e uada às á ias edes sociais mos ou a necessidade de exis i um plano de comunicação es a égica alinhado com a iden idade da AF B aga, que c ie e po encie uma maio ligação emocional com o seu público. Assim, odas as mensagens de em es a o ien adas na ansmissão dos alo es que o ien em a ação des a ins i uição que es e ano celeb a o seu cen ená io. Po isso, a AF B aga pode i a ainda mais pa ido do seu websi e, enquan o “espaço” pe manen e no digi al, es abelecendo um maio luxo en e es e e as suas edes, já que odos espelham a essência des a ins i uição. 30 Link de acesso ao Facebook da A bi agem Feminina da AF B aga: h ps://www. acebook.com/a bi agem emininab aga. 78 á bi os (n=106, 60,9%), ações de o mação dos á bi os (n=103, 59%), acompanhamen os dos á bi os nos jogos (n=91, 52,3%), a i idades nos NAF’s (n=87, 50%), einos dos á bi os (n=74, 42,5%) e emas especí icos elacionados com a a bi agem eminina (n=70, 40%). Papel da a bi agem eminina no u ebol nacional e na AF B aga Aos á bi os da AF B aga oi solici ado que, numa pala a, de inissem a comunicação na a bi agem eminina de u ebol. A igu a 1 34 ep esen a as pala as ob idas nas 264 espos as. Nes a análise 35 odas as espos as o am alidadas. Figu a 1: P imei a nu em de pala as que de ine a comunicação na a bi agem eminina (n=264) Pos e io men e, as espos as o am ag upadas em qua o ca ego ias 36 : nega i o, neu o, posi i o e mui o posi i o pa a uma melho comp eensão e análise de diagnós ico e ambém pa a pe cebe se hou e al e ação na pe ceção dos á bi os em elação à comunicação da a bi agem eminina. Com 52 (19,70%) espos as nega i as 37 , 31 (11,74%) neu as 38 , 110 (41,67%) posi i as 39 e 71 (26,89%) mui o posi i as 40 oi possí el a e i que nega i amen e o “insu icien e” e e 11 (21,15) espos as, “sem opinião” (neu o) ob e e 10 (32,26%), a pala a posi i a que se des acou oi “boa” com 33 (30%) e como mui o posi i a “impo an e” e e 10 (14,08) espos as (g á ico 4). 34 A nu em de pala as oi ealizada no P o Wo d Cloud. 35 Algumas pala as o am ag upadas em unção da sua pala as base, como é o exemplo de esilien e e esiliência. 36 Não oi conside ado o i em “mui o nega i o”, uma ez que as pala as egis adas não eme iam pa a es a ca ego ia. 37 Exemplos de pala as nega i as: desigualdade, des alo izada, escassa e diminu a. 38 Exemplos de pala as neu as: simples, sem opinião, nada a egis a e básico. 39 Exemplos de pala as posi i as: boa, a i a, expansão e azoá el. 40 Exemplos de pala as mui o posi i as: essencial, inc í el, mo i an e e espe acula . 79 G á ico 4: Ca ego ização da p imei a nu em de pala as (n=264) No que diz espei o à a bi agem eminina, quando in e ogados sob e se cos umam isualiza no dia a dia ações especí icas sob e a comunicação nas edes sociais, 52 (19,7%) indica am que cos umam azê-lo. Des es, 29 es ão o almen e de aco do que os con eúdos di ulgados ou e en os p omo idos con ibuem pa a uma maio isibilidade da a bi agem eminina e/ou p omoção da sua imagem, 18 conco dam com es a a i mação, 4 não conco dam nem disco dam e apenas 1 indicou que disco da des a a i mação. Aspe os sob e ações de comunicação que di ulguem a a bi agem eminina jun o de jo ens á bi as Quan o aos con eúdos sob e a bi agem eminina que gos a iam de consul a nas di e en es pla a o mas digi ais, os inqui idos indica am sob e udo a pa ilha de ídeos mo i acionais, ídeos de jogos di igidos po á bi as, es emunhos indi iduais e pe cu sos das á bi as, ela ando a sua his ó ia pessoal e mais in o mação sob e os jogos (como po exemplo, nomeações, análises das á bi as aos lances). No que diz espei o ao ipo de e en os ou ações de comunicação sob e a a bi agem eminina, pa a os inqui idos, os que mais se des aca am o am o ídeo p omocional da a bi agem eminina, os encon os de a bi agem eminina o ganizados pela AF B aga e jogos de u ebol eminino. Rela i amen e a ações de comunicação sob e a bi agem eminina di undidas po ou as ADR’s ou FPF, a maio ia desconhece. 19,70% 11,74% 41,67% 26,89% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Nega i o Neu o Posi i o Mui o posi i o 80 Opinião sob e ídeo p omocional pa a o cu so de á bi os Quando con on ados com um ídeo p omocional p oduzido pa a a di ulgação do cu so de á bi os exclusi amen e p o agonizado po á bi as e onde lhes e a pedida a opinião sob e se o ídeo p omo ia a inclusão e en ol imen o das mulhe es na a bi agem eminina, mais de me ade dos inqui idos 145 (54,9%) indicou que conco da a o almen e; 109 (41,3%) conco da am, 6 (2,3%) não conco da am nem disco da am, 3 (1,1%) disco dam e apenas 1 (0,4%) indicou que disco da a o almen e (g á ico 5). G á ico 5: Opinião sob e se o ídeo de di ulgação do cu so de á bi os p omo e a inclusão e o en ol imen o das mulhe es na a bi agem (n=264) Pa a além disso, 175 (66,3%) conside am que o ídeo ap esen ado p omo e e incen i a a adesão ao cu so de a bi agem, que pa a mulhe es, que pa a homens; 81 (30,7%) conside am que apenas incen i a a adesão das mulhe es, 3 (1,1%) conside am que incen i a apenas a adesão dos homens e 5 (1,9%) conside am que não p omo e nem incen i a a adesão ao cu so de a bi agem (g á ico 6). G á ico 6: Opinião sob e se o ídeo de di ulgação do cu so de á bi os p omo e e incen i a a adesão ao mesmo (n=264) 55% 41% 2%1% 1% Conco do o almen e Conco do Não disco do nem conco do Disco do Disco do o almen e 66%1% 31% 2% Sim, de ambos Sim, apenas dos á bi os Sim, apenas das á bi as Não 81 Tendo em con a es es dados, e ainda que o ídeo enha ido apenas a pa icipação das á bi as (mulhe es), a maio ia dos inqui idos conside ou que ambém p omo eu e incen i ou à pa icipação dos homens, o que pode signi ica que a di ulgação do cu so de a bi agem e e maio impac o do que o des ina á io p incipal do ídeo, as mulhe es. 1.1.5. En e is as Nes a e apa de diagnós ico do p oje o de in es igação-ação, se ão analisados os dados ecolhidos a a és das se e en e is as semies u u adas endo em conside ação as pe spe i as dos en e is ados ela i amen e às seguin es ca ego ias: (1) papel da a bi agem eminina nacional e na AF B aga; (2) aspe os sob e as edes sociais e o si e da AF B aga e os seus con eúdos; (3) aspe os sob e ações de comunicação que di ulguem a a bi agem eminina jun o de jo ens á bi as; (4) opinião sob e ídeo p omocional pa a o cu so de á bi os. Papel da a bi agem eminina nacional e na AF B aga A análise e e uada às en e is as explo a ó ias pe mi e cons a a que odos os in e locu o es conside am que a a bi agem eminina assume um papel mui o impo an e nos dias que co em, especialmen e endo em con a a e olução exis en e no u ebol eminino, com cada ez mais mulhe es a p a ica em a modalidade. Nesse sen ido, como lemb a o p esiden e do CA da FPF, José Fon elas Gomes, “com o desen ol imen o das compe ições de u ebol eminino, hoje em dia a a bi agem eminina desempenha um papel bas an e impo an e, a é po o ça da g ande apos a da p óp ia FPF nes a e en e, no seguimen o das di e izes ansmi idas pela UEFA e FIFA” (p esiden e do CA da FPF). O p esiden e da AF B aga, Manuel Machado, lemb a a p opósi o que o desen ol imen o do u ebol eminino é “um dos cinco pila es em que a FPF sus en a os seus in es imen os”, o que desde logo deixa cla a a impo ância a ibuída a es a e en e. Com mais mulhe es a joga , ambém mais mulhe es e ão de se ec u adas pa a a bi a , de endo exis i , idealmen e, um desen ol imen o “em pa alelo” (p esiden e do CA da FPF). O c escimen o do núme o de elemen os emininos nos quad os de á bi os da FPF é um dos aspe os ocados pela á bi a in e nacional Sand a Bas os que compa a a a ualidade ao passado. “Quando comecei a minha ca ei a ha ia ce ca de 15 á bi as nos quad os nacionais e a ualmen e 82 são pe o de 70, di ididas em dois quad os – e b e emen e ha e á um e cei o” (á bi a in e nacional). Apesa disso, assis e-se ainda a uma di e ença mui o g ande quando compa ados os núme os de á bi os e de á bi as, como e e e o sec e á io-ge al da AF B aga, Jo ge Mon ei o. “Penso que é necessá io cada ez mais ap oxima o núme o de á bi as em elação ao núme o de á bi os, po que con inuamos a e uma di e ença mui o g ande, que acon ece ambém em e mos de p a ican es de u ebol masculino e eminino” (sec e á io-ge al da AF B aga). No caso pa icula da AF B aga, a ealidade é idên ica, sendo que José Fon elas Gomes classi ica a associação b aca ense como “um mo o daquilo que é a a bi agem eminina, po que é uma das ADR que melho êm abalhado es a á ea, nomeadamen e com algumas a i idades especí icas e um c escimen o do núme o de á bi as nos campeona os nacionais” (p esiden e do CA da FPF). A ideia é sublinhada pela á bi a assis en e in e nacional And eia Sousa e pelo p esiden e da APAF, Luciano Gonçal es, que des acam o papel desempenhado pela AF B aga na p omoção da a bi agem eminina. “A AF B aga oi pionei a desde o início do desen ol imen o do u ebol eminino e da a bi agem eminina, desde logo po que oi onde começa am a su gi as p imei as á bi as que a ingi am os pa ama es da FPF (…) Não podemos e o c escimen o do u ebol eminino se pa alelamen e não i e mos o c escimen o do núme o de á bi as” (p esiden e da APAF). Ao ní el do in es imen o ealizado na a bi agem eminina, a ideia p incipal que se e i a das en e is as é que ainda não é o su icien e nem acompanha a escala de c escimen o da p á ica do u ebol eminino. Embo a e i a que a AF B aga “in es e mui o nos cu sos de o mação”, p ocu ando no os elemen os. Manuel Machado conside a que “ainda não há um in es imen o su icien e po pa e das en idades”, nomeadamen e da FPF, e ga an e não sen i que “o desen ol imen o da a bi agem eminina es eja a acompanha o c escimen o do u ebol eminino” (p esiden e da AF B aga). Essa é, de es o, uma ideia pa ilhada po Luciano Gonçal es, líde da APAF, pa a quem “a ualmen e a a bi agem eminina não acompanha o desen ol imen o do u ebol eminino”. “No passado hou e uma ase em que a a bi agem eminina es a a à en e, is o é, a e olui mais que o u ebol eminino. Ago a não, de odo” (p esiden e da APAF). 83 Na mesma linha, Cunha An unes e e e que “o u ebol eminino no seu odo em e oluído mais do que a a bi agem eminina em pa icula ” (p esiden e do CA AF B aga), o que eque mais in es imen o, algo assumido pelo p óp io líde do CA da FPF, Fon elas Gomes: “Conside o que já emos ei o um bom in es imen o, mas que ainda podemos aze mais, sob e udo na cap ação de no as á bi as. Em unção do desen ol imen o das compe ições de u ebol eminino necessi amos de mais á bi as, daí que seja necessá io apos a na á ea do ec u amen o de o ma global no país” (p esiden e do CA da FPF). No que espei a à comunicação, ealizada que a ní el nacional, que a ní el da AF B aga, os en e is ados en endem que ainda há um longo caminho a pe co e nes a ma é ia e que a comunicação de e me ece uma no a es a égia e maio in es imen o po pa e das en idades que u elam o u ebol. Manuel Machado lemb a que “o deba e em o no da a bi agem es á mui o cen ado em ês clubes (SL Ben ica, FC Po o e Spo ing CP) e na discussão sob e se os á bi os são desones os ou incompe en es” (p esiden e da AF B aga), algo que en onca na ideia ansmi ida po José Fon elas Gomes: Acho que comunicamos pouco, embo a esse seja um p oblema da a bi agem no ge al e não apenas no caso eminino, mas es á elacionado ambém com o con ex o e com o ac o de a men alidade en aizada não nos pe mi i azê-lo. (…). Recen emen e, nos jo nais abo dámos o c escimen o da a bi agem eminina em e mos nacionais, mas penso que podemos aze mais, p incipalmen e po udo aquilo que de posi i o se az. (p esiden e do CA FPF) Cunha An unes iden i ica “mui as ca ências” a ní el nacional no que à comunicação diz espei o, assumindo que na AF B aga não exis e ambém uma es a égia nesse sen ido, al como conside a Luciano Gonçal es, que lamen a que não sejam ap o ei ados os “momen os posi i os” que “ajuda iam a humaniza a igu a do á bi o” (p esiden e da APAF). As duas á bi as en e is adas, Sand a Bas os e And eia Sousa, de endem ambém que a comunicação exis en e é ainda mui o escassa e pouco e icaz, econhecendo que o p ocesso se encon a “numa ase mui o inicial, quase emb ioná ia, an o a ní el masculino como eminino” (á bi a assis en e in e nacional). Tem de ha e um ala anca das coisas pa a que a comunicação seja ei a de ou a o ma, nou os moldes e possa chega a um público-al o especí ico. Nes e momen o, penso que es á a 84 se ei a uma comunicação mui o gene alizada e não di ecionada aos á ios públicos que exis em. (á bi a assis en e in e nacional) Numa pe spe i a mais es i a à AF B aga, os esponsá eis do o ganismo que o am en e is ados (Manuel Machado, Jo ge Mon ei o e Cunha An unes) conside am que a comunicação da a bi agem eminina de e se apoiada de ou a o ma. O p esiden e da AF B aga e e e que “é e iden e” que a Di ecção que lide a es á disponí el “pa a apoia o eng andecimen o da ins i uição, no masculino ou eminino, que no caso dos a le as, que no caso dos á bi os”, mas admi e que no p esen e não exis em “p oje os a deco e nesse âmbi o” (p esiden e da AF B aga), uma ideia que é en a izada po Cunha An unes: Nós emos uma colabo ado a na es u u a da o ganização que oi desen ol endo alguns abalhos nes a á ea, nomeadamen e em con ex o académico, com a ealização de ídeos p omocionais. (…) Ressal o, no en an o, que esse abalho, que em sido uma ajuda mui o impo an e e de mui o alo , é ei o po alguém que não pe ence à equipa de comunicação da AF B aga. (p esiden e do CA AF B aga) Dos es an es elemen os, ex e nos ao o ganog ama da AF B aga, Luciano Gonçal es mani es a a mesma opinião (“Não sei se in e namen e exis e esse apoio ou não, o que passa pa a o a é que não”), mas a ideia do p esiden e do CA da FPF, Fon elas Gomes, é comple amen e con á ia, a i mando que “B aga é o dis i o que mais isí el em sido em e mos de acompanhamen o das á bi as, de a i idades e de c escimen o de no as á bi as” (p esiden e do CA FPF). Também a á bi a Sand a Bas os, que é iliada na AF A ei o, diz que a AF B aga “ oi das poucas ADR’s” que iu “numa ede social a di ulga a a bi agem eminina” (á bi a in e nacional). Aspe os sob e as edes sociais e o si e da AF B aga e os seus con eúdos Os en e is ados e elam que não são equen ado es assíduos das edes sociais e do si e da AF B aga, mas em ge al conside am que ap esen am poucos con eúdos sob e a a bi agem. Isso mesmo é assumido po Manuel Machado, que econhece que apenas exis e in o mação elacionada com a bi agem “aquando do lançamen o anual dos cu sos de á bi os” (p esiden e da AF B aga). Cunha An unes pa ilha es a ideia, conside ando que “sob e a a bi agem exis e mui o pouco” e dá no a de que exis e “ al a de ecu sos humanos nessa á ea na ins i uição” a colabo a na AF B aga. “Na a bi agem nós emos um abalho e uma dinâmica bas an e in ensa e e a bom di ulga essa dinâmica, mas in elizmen e não apa ecem g andes no ícias sob e a bi agem dis i al” 85 (p esiden e CA AF B aga). Na mesma linha, Luciano Gonçal es en ende que “os con eúdos di ulgados no ge al e sob e a bi agem são diminu os”, mas ealça que “é algo que se passa a ní el nacional” (p esiden e da APAF). Já o p esiden e do CA da FPF, José Fon elas Gomes, mani es a uma opinião di e en e e posi i a ela i amen e ao caso conc e o da AF B aga, sublinhando que, “de odas as ADR’s, é a que comunica mais sob e a bi agem e ap o ei a os momen os posi i os pa a o aze ” (p esiden e do CA da FPF). O di igen e exempli ica com a exis ência de “alguns ídeos, em pa icula o ídeo p omocional de início de época só com á bi as”, que “es ão mui o bem ei os, ca i am a a enção e c iam en ol imen o” (p esiden e do CA da FPF), algo igualmen e sublinhado pela á bi a Sand a Bas os, que ealça a exis ência de “ ídeos p omocionais bas an e bons” da AF B aga (á bi a in e nacional). De ealça , nes e âmbi o, a in o mação adian ada pelo sec e á io-ge al da AF B aga, Jo ge Mon ei o, de que o o ganismo b aca ense passa á a e um no o si e, econhecendo que a ualmen e a in o mação sob e a bi agem disponibilizada nessa pla a o ma “é quase nula”. “Vamos lança em b e e um no o si e, enquad ado com o cen ená io da AF B aga, onde espe o que de ac o a in o mação seja de idamen e a ualizada no ge al e se possí el ambém com con eúdos sob e a a bi agem eminina” (sec e á io-ge al da AF B aga). Es a pode á se , de es o, uma opo unidade pa a que a comunicação da a bi agem da AF B aga, pa icula men e no caso eminino, enha o impulso que se julga necessá io, a é po que os p óp ios esponsá eis es ão cien es de al necessidade. Segundo Manuel Machado, é p eciso “mais comunicação nes a á ea pa a consegui c ia en ol imen o, cap a e e e mais á bi os e á bi as”, algo que a AF B aga espe a ambém consegui a a és de “ações de sensibilização pa a a a bi agem nas escolas” (p esiden e AF B aga). A ualmen e, na isão de Cunha An unes, as inicia i as de comunicação exis en es “não aga am, não seduzem” nem pe mi em “chama no os elemen os” pa a eng ossa as ilei as dos quad os de a bi agem dis i al (p esiden e do CA da AF B aga). No mesmo sen ido, Sand a Bas os, And eia Sousa e Luciano Gonçal es são unânimes em conside a que as publicações exis en es não c iam en ol imen o. “É uma comunicação mui o es anda dizada, is o é, pouco di ecionada pa a aquilo que são os obje i os e e i os que de em se as edes sociais. Não de emos p eocupa -nos apenas em di ulga , mas ambém em en ol e mos as pessoas, o que e e i amen e não acon ece” (p esiden e da APAF). 86 Pa a And eia Sousa, “o obje i o se á di ulga algumas dinâmicas sob e a bi agem, mas a mensagem não chega a de e minados públicos-al o, que se ia o p e endido”, o que pode á acon ece a a és de uma “mensagem mais a ual e di ecionada às jo ens, de o ma a ca i á-las” (á bi a assis en e in e nacional). Conside ando que as publicações a uais “não c iam en ol imen o nem são apela i as”, Sand a Bas os de ende que “quem em que abalha a comunicação sob e a bi agem de e se alguém en endido no assun o”. A á bi a ac escen a: Mesmo sendo um excelen e p o issional, se não domina o enómeno da a bi agem, a sua essência e não i e paixão pelo ema, a comunicação se á semp e mais complicada. A a bi agem é um ema mui o especí ico e em que se aga a com gos o pa a se aze um abalho de sucesso na comunicação. (á bi a in e nacional) Ações de comunicação pa a da a conhece a a bi agem eminina jun o de jo ens á bi as A p omoção de con í ios e in e câmbios, a ealização de ídeos e a u ilização das edes sociais são algumas ações de comunicação que, segundo os en e is ados, podem ajuda a po encia a a bi agem eminina e a a ai mais elemen os na iliação. Manuel Machado conside a que “essa comunicação em de se ei a, di igida a homens e mulhe es, a pa i da base, nas escolas” e, po isso, a AF B aga es á a ealiza inicia i as “pa a os mais jo ens e em con ac o com á bi os, pe cebendo a sua impo ância no jogo, as di iculdades que sen em e a o ma como êm de se esilien es pa a con inua em a sua ca ei a apesa das alhas e das c í icas” (p esiden e da AF B aga). O di igen e espe a ambém se possí el e oma o Encon o da A bi agem Feminina, in e ompido pela pandemia de Co id-19, pa a pe mi i “o con í io e a socialização en e os á ios agen es da a bi agem” (p esiden e da AF B aga). Essas são duas es a égias incadas po Jo ge Mon ei o, pa a quem “ udo o que seja apela i o pa a aze as mulhe es e as mais jo ens pa a a bi agem eminina é bem- indo”, nomeadamen e “con í ios, encon os, a i idades ec ea i as e cul u ais, no undo, o apela à a i idade”. Conside a que: Na minha opinião, o público-al o base es á nas escolas, são os mais jo ens. Em e mos de egulamen o de a bi agem pode ia se in e essan e c ia -se um cu so de a bi agem especi icamen e di ecionado pa a as á bi as. Ou a ação impo an e é aumen a o in e câmbio en e o despo o ede ado e o despo o escola , uma ez que é na escola que es á a g ande 87 massa humana que se ão mais a de a le as de u ebol ou á bi os (…). (sec e á io-ge al AF B aga). A impo ância de “con í ios e oca de ideias” é ambém um aspe o enunciado pela á bi a Sand a Bas os, pa a quem “um in e câmbio en e ADR’s sob e a a bi agem eminina se ia mui o bom a é em e mos de mo i ação e oca de expe iência” pa a e olui em conjun o (á bi a in e nacional). Cunha An unes e Fon elas Gomes de endem que de em se di ulgadas as ações que en ol em as á bi as, nomeadamen e a o mação e os jogos em que pa icipam, pe mi indo que esses exemplos uncionem como a o es posi i os pa a a o ece o ec u amen o. Como os campeona os emininos são menos isí eis é p eciso da -lhes mais ên ase, mos ando às pessoas que a á bi a em o mesmo ipo de abalho, az o mesmo ipo de eino, p ecisa do mesmo ipo de disponibilidade do que um homem. Comunica is o é undamen al. Tenho a noção cla a de que se hou e uma campanha o e de ec u amen o, de mos a ao público que ealmen e a á bi a é igual ao á bi o, e emos g andes esul ados. (p esiden e CA FPF) Também And eia Sousa en ende que a ealização de sessões de escla ecimen o po pa e das á bi as sob e a o ma como abalham, einam e p epa am os jogos é um aspe o a conside a , que a a és de inicia i as p esenciais, nomeadamen e nas escolas, que usando as edes sociais (á bi a assis en e in e nacional). No undo, como de ende Luciano Gonçal es, a a-se de adequa a comunicação às no as ge ações e ap o ei a as ecnologias: Se que emos chega aos jo ens, de emos usa os canais que eles u ilizam, nomeadamen e as s o ies do Ins ag am ou o TikTok, com mensagens cla as e que eles abso am. Temos de se cla os que p e endemos humaniza a igu a do á bi o e aze com que mais jo ens quei am en a nes a ca ei a. (p esiden e da APAF) Es a ques ão da humanização da igu a do á bi o é igualmen e isada po Manuel Machado, que conside a necessá io que exis a uma comunicação que ap oxime os po enciais candida ados, que homens, que mulhe es, da a bi agem “e que os mo i e a con inua ” (p esiden e AF B aga). Cunha An unes de ende que “se as jo ens o em acompanhadas, se hou e di ulgações egula es, es a pa ilha pode seduzi na cap ação e depois na e enção”, nomeadamen e: 94 2.2.4. Posicionamen o Foi c iada uma iden idade “A Fo ça na A bi agem Feminina” pa a a aplicação do plano de comunicação, in i ulado com o mesmo nome, dado não exis i uma en idade ou o ganização especí ica pa a o e ei o. A Fo ça na A bi agem Feminina é uma ma ca que con ibui pa a o en ol imen o das mulhe es na a bi agem de u ebol, dando isibilidade e no o iedade à a bi agem eminina. 2.2.5. Concei o Po uma a bi agem inclusi a e de odos, pelo ai -play e pela e dade despo i a, em suma, pela paixão ao u ebol e pelo espei o de odos os in e enien es. “En ol imen o das mulhe es na a bi agem de u ebol e isibilidade da a bi agem eminina” 2.2.6. De inição do eixo de comunicação T a ando-se de um p oje o de ação na á ea da a bi agem eminina independen e, endo como caso de es udo e implemen ação a AF B aga, oi c iada uma iden idade isual e alo es consonan es com o obje i o de cul i a o espí i o de pe ença, op ando pela ia emocional. Des e modo, p e ende-se que a mensagem seja abso ida com mais acilidade, uma ez que a a bi agem no u ebol ge a emoções an agónicas, como a aleg ia ou a is eza. Público in e no: En ol imen o das mulhe es na a bi agem. Público ex e no: Visibilidade e no o iedade na a bi agem eminina; Mix de comunicação Com o in ui o de aumen a o en ol imen o, a isibilidade e a no o iedade na a bi agem eminina se á u ilizado o meio online, mais p ecisamen e a comunicação digi al nas edes sociais: Ins ag am e Facebook, mas ambém o o line, a a és das ações de elações públicas, pa a con ac a com os NAF’s e os in luenciado es despo i os. 95 2.2.7. Es a égia c ia i a C iação de no o iedade - P omo e a a bi agem eminina, ge ando um maio in e esse pela mesma; - En ol e a AF B aga e os NAF’s em o no da isibilidade da a bi agem eminina; - Aumen a a no o iedade da a bi agem eminina; B anding - C iação da ma ca C iação de uma iden idade isual com a conceção do logó ipo, co e ipo de le a, bem como a missão, isão e alo es. Nes e sen ido, p e ende-se que haja uma essência que possa se di undida e cimen ada jun o dos indi íduos que ade em à a i idade da a bi agem de u ebol como á bi os e á bi as ou somen e como adep os de u ebol. Conceção de uma iden idade isual – o logó ipo A o ma es ilizada de um api o oi a igu a u ilizada como e e ência p incipal à a bi agem, uma ez que é a a és do api o e do seu som que os á bi os, du an e o jogo, indicam aos jogado es e ao público as suas decisões. As co es p e o e b anco eme em pa a as co es do equipamen o p incipal do á bi o, simbolizando igualmen e a unção de “deciso /juiz”. Já a co complemen a osa epo a pa a o amo e pa a a beleza da a bi agem, já que es a é essencial pa a ge a ha monia no cump imen o das leis do jogo de u ebol. O azul az um equilíb io, az alusão a sensações como lealdade, con iança, segu ança, o dem e es abilidade, ca ac e ís icas que um á bi o de e imp imi no e eno de jogo, bem como na imagem que ansmi e. Seguidamen e, ap esen am-se as á ias e sões do logó ipo com as espe i as co es já ajus adas à u ilização em cada canal (imagem 8). Imagem 8: Ve sões do logó ipo 96 As co es complemen a es (pale a de co es) Nome do p oje o O nome “A Fo ça na A bi agem Feminina” inse ido em algumas e sões do logó ipo p e ende c ia uma ligação mais p óxima com os públicos in e nos e ex e nos. A “Fo ça” ansmi e a pe sis ência, esiliência e o abalho diá io que as á bi as imp imem no seu quo idiano pa a concilia a ida p o issional, pessoal e a a bi agem. A pa e inal do nome “na A bi agem Feminina” é uma e e ência di e a à a bi agem eminina pa a uma iden i icação imedia a ao ema, uma ez que ainda é uma a i idade desconhecida de mui as pessoas. O ipo de le a u ilizado é amília Oswald Missão, Visão e alo es Missão: A Fo ça na A bi agem Feminina é uma ma ca que p omo e o en ol imen o das mulhe es na a bi agem do u ebol, apos ando na isibilidade da a bi agem eminina. Visão: A Fo ça na A bi agem Feminina que se is a como a ma ca nacional de p omoção e de isibilidade da a bi agem eminina, con ando com o maio núme o de á bi as p esen es em jogos de u ebol. Valo es: A Fo ça na A bi agem Feminina ege-se pelos alo es do ai -play , do espei o, da lealdade, da hones idade, da anspa ência e pela inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol. Reb anding – Página de Ins ag am Median e a exis ência de uma página no Ins ag am alusi a à a bi agem eminina da AF B aga, com 284 seguido es, que se encon a a disponí el pa a consul a, embo a sem con eúdos desde 2017, oi solici ado aos elemen os que ge iam a página a cedência da mesma pa a a implemen ação des e plano de comunicação. De ida à indisponibilidade de empo das pessoas esponsá eis pela página, mas com on ade que a a bi agem eminina enha uma maio Imagem 9: Re e ência 317bb4 Imagem 10: Re e ência a44376 97 isibilidade a ní el nacional, a ges ão da página oi cedida com odo o gos o pa a es e p oje o. Es a p opos a baseou-se no ac o de a página já se conhecida e e alguns seguido es. O nome e as in o mações no bio o am a ualizados pa a o no o concei o e iden idade isual, ans o mando-a em página p o issional 41 , de modo que seja possí el o acesso às mé icas e es a ís icas (imagem 11). Imagem 11: Pe il da página do Ins ag am Reb anding – Página de Facebook Da mesma o ma como se p ocessou a ansição da ges ão da página do Ins ag am pa a es e p oje o, a página do Facebook da a bi agem eminina da AF B aga com 1445 seguido es e com a sua úl ima pa ilha de con eúdos em se emb o de 2021, passou a se da esponsabilidade des e p oje o. A iden idade isual e as in o mações da página 42 o am a ualizadas em consonância com o no o concei o e imagem (imagem 12). Imagem 12: Pe il da página no Facebook 41 Link de acesso ao Ins ag am da “A Fo ça na A bi agem Feminina”: h ps://www.ins ag am.com/ o ca.a bi agem eminina/. 42 Link de acesso ao Facebook da “A Fo ça da A bi agem Feminina”: h ps://www. acebook.com/ o ca.a bi agem eminina. 98 2.2.8. Plano de ações e ope acionalização de con eúdos pa a as edes sociais A p esença dos públicos a ualmen e nas edes sociais é uma ine i abilidade, bem como a di iculdade de e e a sua a enção. O Ins ag am que oi c iado inicialmen e pa a a pa ilha de o os, algo que inha complemen a o Facebook, oda ia, nes e momen o em uma axa de en ol imen o mui o supe io quando são publicados ídeos e de cu a du ação, p e e encialmen e de 15 segundos ou, no limi e, a é 60 segundos. Nes e sen ido e pe an e o inqué i o ealizado aos á bi os de u ebol, oi possí el cons a a que es es êm uma p esença assídua e a é mesmo in e a i a nas edes sociais, Facebook e Ins ag am. A apos a o e nas ações de comunicação passa pela p odução de ídeos e po algumas publicações com ex os cu os, bem como s o ies . Dada a limi ação de ecu sos, an o humanos como inancei os, e a opo unidade de da con inuidade às páginas já exis en es nes as edes sociais, o in es imen o na comunicação digi al es a á cen ada nes as duas pla a o mas, ap o ei ando assim as sine gias a uais. Des a o ma, oi c iado um plano de con eúdos coe en e com 16 ações de comunicação ( abela 17), que p omo a a in e ação e o en ol imen o dos públicos in e nos (á bi as e á bi os) e os públicos ex e nos (NAF’s, AF B aga, adep os de a bi agem, adep os de u ebol, comen ado es de a bi agem e comen ado es de u ebol), sem esquece a isibilidade da a bi agem eminina (imagem 13). Imagem 13: Redes sociais em pe spe i a (Ins ag am e Facebook) 99 1.ª Au o e a o em ídeo das á bi as da AF B aga Todas as segundas, qua a e sex as, du an e os meses de maio e junho de 2022, oi publicado um au o e a o em ídeo p oduzido pelas á bi as, com a du ação máxima de um minu o, em o ma o 1:1 ou 4:5, com música ou na ação. Á á bi a oi solici ado que e a asse um pouco da sua a i idade e ambém algum ema ou emas à sua escolha como a ocupação dos empos li es ou a sua p o issão. Das 32 á bi as a ualmen e no a i o na AF B aga con ac adas inicialmen e po ele one e depois po email, 26 á bi as acei a am es a p opos a. Foi c iado um empla e como capa pa a cada ídeo, espei ando a iden idade isual do p oje o, onde cons am in o mações como o empo de a bi agem e a que núcleo a á bi a pe ence, bem como uma o og a ia de ap esen ação. Visualmen e, a ba a osa oi al e nadamen e ap esen ada à di ei a e depois à esque da (imagens 14 e 15). Es a ação e e como obje i os: en ol e as á bi as; p omo e a di usão dos con eúdos da página jun o dos seguido es das á bi as, uma ez que es as au oma icamen e ambém pa ilham os con eúdos da sua p odução, o que pode ge a mais seguido es pa a a página e aumen a o alcance das publicações. E ambém humaniza a igu a da á bi a e demons a que é possí el concilia a ida pessoal, amilia , p o issional com a ca ei a na a bi agem. Às á bi as oi solici ado po esc i o a assina u a do consen imen o in o mado pela cedência de imagem, bem como à AF B aga e à FPF. Também oi c iado um g upo no Wha sApp com odas as á bi as, uma obse ado a, uma di igen e e duas isio e apeu as da AF B aga com o nome “A bi agem Feminina”, com um o al de 48 pa icipan es, onde odos os dias, du an e os meses de maio e junho de 2022, lhes oi dado conhecimen o das publicações e e uadas nas edes sociais e ambém assun os elacionados com a p odução dos seus ídeos e/ou dú idas/in o mações. No anexo 11, cons am odas as imagens e e en es à p imei a ação de comunicação. Imagem 14: Templa e das capas de publicação com ba a osa do lado di ei o 100 Imagem 15: Templa e das capas de publicação com ba a osa do lado esque do 2.º A i idades em ídeo dos NAF’s e AAFB Todos os sábados, du an e os meses de maio e junho de 2022, oi publicado um ídeo p oduzido pelos NAF’s e pela AAFB com a du ação máxima de um minu o, em o ma o 1:1 ou 4:5, com música, onde oi e a ado um pouco das a i idades como o mações, einos ísicos, cu sos de á bi os, a i idades lúdicas e a sua his ó ia. Os oi o NAF’s e a AAFB acei a am o desa io. Foi c iado um empla e como capa pa a cada ídeo, espei ando a iden idade isual do p oje o, onde cons am in o mações como: o logó ipo dos NAF’s, a da a da undação, o núme o de á bi os e á bi as no a i o, bem como a á ea geog á ica que ab angem (imagem 16). Es a ação em como obje i os: en ol e os NAF´s e a AAFB, alo iza e di ulga o abalho que é desen ol ido ao longo da época despo i a po es es g upos de á bi os di igen es, que acompanham de o ma cons an e os seus á bi os associados, pa a que es es e oluam ecnicamen e e se sin am apoiados na sua a i idade diá ia da a bi agem, bem como no escla ecimen o de dú idas, di iculdades écnicas e a é mesmo pessoais. Aos NAF’s e à AAFB oi solici ado a assina u a do consen imen o in o mado pela cedência de imagem. No anexo 12, cons am odas as imagens e e en es à segunda ação de comunicação. Imagem 16: Templa e das capas de publicação dos NAF’s e AAFB 101 3.º Publicação sob e a bi agem eminina Es e espaço p e endeu ealça o es o ço, a dedicação, empenho e esiliência das á bi as que mais se des aca am ao longo dos anos, nos seus países, e ambém ap esen a cu iosidades sob e as mesmas (imagem 17). O obje i o oi da a conhece um pouco das suas conquis as, a o ma de pensa a a bi agem, o u ebol e a é mesmo o modo como es ão a consegui cada ez mais a sua inclusão, pelas suas compe ências. Pa indo de uma ci ação e de uma imagem pública de uma á bi a, ex-á bi a ou indi idualidade oi cons uído um pequeno ex o. Os ex os es ão disponí eis pa a consul a no anexo 13. Imagem 17: Publicações sob e a bi agem eminina com ci ação 4.º Publicação sob e a bi agem em ge al U ilizando o mesmo c i é io da publicação an e io , is o é, pa indo de uma ci ação e de uma imagem pública de um comen ado despo i o, ex-á bi o, ou di igen e FIFA, p e ende-se des aca aspe os da a bi agem (imagem 18). Assim, oi dado ele o a aspe os écnicos sob e as leis do jogo, cons uindo um pequeno ex o a acompanha . Os ex os es ão disponí eis pa a consul a no anexo 14. 102 Imagem 18: Publicações sob e a bi agem com ci ação 5.º Con ac o com in luence s de a bi agem e u ebol O con ac o com comen ado es de u ebol e comen ado es de a bi agem, ais como Ped o Hen iques (TVI), Dua e Gomes (SIC) e Jo ge Faus ino (Spo ) que exe cem unções em p og amas de ele isão despo i os é mui o impo an e na di ulgação do p oje o, uma ez que, pa a além de es a em semanalmen e p esen es nas ele isões, são in luenciado es digi ais nas suas edes sociais, acabando po aglome a seguido es a en os e assíduos. O obje i o p e endido oi a di ulgação do p oje o e pa ilha de alguns con eúdos/ s o ies da página “A Fo ça na A bi agem Feminina” nas suas con as o iciais, pa a aumen a a isibilidade e a no o iedade de uma o ma mais global, expandindo a á ea geog á ica do dis i o de B aga. 6.º Con ac o com os NAF’s e AAFB Sendo os NAF’s e a AAFB as en idades descen alizadas que êm um papel a i o de p oximidade no apoio aos á bi os nas ques ões écnicas e que lecionam os di e sos cu sos de á bi os, são ins i uições undamen ais no c escimen o e consolidação da a bi agem local. Des a o ma, são ambém um eículo pa cei o de di ulgação e p omoção da a bi agem no seu odo. Os oi o NAF’s e a AAFB o am con a ados po email em dois momen os. Na p imei a semana do lançamen o do p oje o (maio de 2022), com um b e e ex o a explica os p opósi os do mesmo com os links das páginas do Ins ag am e do Facebook. Numa segunda ase, no início de junho, oi en iado um no o ex o e no amen e os links das edes sociais, azendo uma a ualização do p oje o e solici ando, nos dois momen os, a di ulgação de con eúdos jun o dos seus associados, po email e ambém pelas edes sociais, aumen ado assim o alcance e o en ol imen o dos á bi os e dos di igen es des as en idades. 103 7.º Con ac o com os á bi os e á bi as da AF B aga Os á bi os são os elemen os que sus en am a a bi agem e os maio es embaixado es da modalidade. São eles que, em odos os jogos, i enciam as di iculdades, as ap endizagens que pa ilham com os jo ens á bi os, os ensinamen os e dão alma à unção de “juiz” em jogos de u ebol, man endo o espei o e o ai -play . Des a o ma, o con ac o com os á bi os de u ebol da AF B aga, em duas ases do p oje o, no início de maio e no início de junho, oi mui o impo an e pa a que es es enham conhecimen o do desen ol imen o do p oje o e ambém apela à pa ilha de con eúdos e à di ulgação das páginas do Ins ag am e do Facebook nas suas edes pessoais aumen ando o alcance e en ol imen o. 8.º Publicação de s o ies Fo am e e uadas dia iamen e publicações nas s o ies , ce ca de 2/3, com pequenos ídeos e o os en iados pelas á bi as da AF B aga ( einos, jogos, es udo sob e as Leis do Logo), bem como alguns ídeos da ilmagem do jogo que não o em u ilizados na sé ie “O Olha de Quem Decide” e ídeo p omocional. Também o am pa ilhadas odas as s o ies em que a página do p oje o oi iden i icada. Foi solici ado às á bi as que, semp e que lhes osse possí el e pe inen e, pa ilhassem e iden i icassem a página. Es a ação de publicação de s o ies no Ins ag am pode se pa ame izado, sendo que é impo an e que haja uma pa ilha au omá ica ambém no Facebook. As s o ies êm um po encial eno me pa a e e e anga ia públicos, p eenchendo o espaço azio que a pa ilha apenas no eed p opo ciona. Des a o ma, consegue-se humaniza a ma ca/p oje o e es abelece uma elação mais p óxima com os públicos. 9.º C iação de des aques no pe il do Ins ag am As s o ies icam disponí eis apenas 24 ho as. Po ezes, es a ca ac e ís ica é a ideal. No en an o, há s o ies que pode ão e in e esse em man e -se disponí eis pa a isualização u u a. Nes e sen ido, a c iação de “des aques” no pe il do Ins ag am é usual e ú il. Acabam po da um isual mais p eenchido ao pe il, o nando-o mais apela i o e o ganizado. Des a o ma, o am c iados 11 des aques di ididos po emas no Ins ag am, com a escolha de uma capa, í ulos cu os e com emojis . Des aques: in luence s que pa ilhem a página, publicações e e en es aos NAF’s, publicações dos ídeos das á bi as, publicações sob e a bi agem, publicações sob e a bi agem eminina, s o ies 110 9.º C iação de des aques no pe il do Ins ag am x x 10.º Hash ags pa a cada ipo de publicação x x x 11.º Iden i icação nas publicações x x 12.º Acompanhamen o de uma equipa de a bi agem eminina num jogo de u ebol x x x x 13.º Vídeos p omocionais dos cu sos de á bi os x x x x 14.º Publicações sob e a a ualidade da a bi agem eminina x x x x 15.º Publicações sob e a pa ilha nas edes sociais das páginas x x 16.º Publicações sob e a ap esen ação e conclusão do p oje o nas edes sociais x x x Tabela 17: Quad o esumo das 16 ações de comunicação e obje i os Após a implemen ação do plano de comunicação, a a aliação dos esul ados oi o passo seguin e. Des a o ma, pe an e a es a égia de u iliza os canais de di ulgação e di usão dos con eúdos, Ins ag am e Facebook, eco eu-se às mé icas que es as edes sociais disponibilizam. Pa a al, oi cons uído um ichei o em Excel que e e como base os seguin es pa âme os: - As publicações especí icas no Ins ag am se ão analisadas a a és dos seguin es i ens: o dia, ema, indi idualidade, unção, ipologia ( ídeo/ eels ou imagem es á ica), alcance ( isibilidade), imp essões ( isibilidade), in e ação (en ol imen o), isi as no pe il (en ol imen o), eações e gos os (en ol imen o). - A análise ge al no Ins ag am se á e e uada a a és das con as e con eúdos alcançados ( isibilidade), imp essões ( isibilidade), con as com in e ação (en ol imen o), isi as ao pe il (en ol imen o), núme o de seguido es (en ol imen o), núme o de s o ies publicados pelo p oje o, núme o de s o ies publicados e pa ilhados pelas á bi as e/ou in luence s ( isibilidade e en ol imen o) e dados demog á icos. - As publicações especí icas no Facebook se ão analisadas a a és dos seguin es i ens: o dia, ema, indi idualidade, unção, ipologia ( ídeo/ eels ou imagem es á ica), alcance ( isibilidade), imp essões ( isibilidade) e in e ação (en ol imen o). Nes a análise não o am incluídas as s o ies , dado que a pla a o ma não disponibiliza os dados com mais de 28 dias. 111 - A análise ge al no Facebook se á e e uada apenas a a és do núme o de seguido es e dados demog á icos, uma ez que a pla a o ma não disponibiliza os dados ge ais com mais de 28 dias na e são g a ui a ( abela 18). Mé ica Concei o Ins ag am Ins ag am ge al Facebook Gos os En ol imen o X Visi as no pe il En ol imen o X Con as com in e ação En ol imen o X Visi as no pe il En ol imen o X Seguido es En ol imen o X X In e ação En ol imen o X S o ies En ol imen o/Visibilidade X Alcance Visibilidade X X Imp essões Visibilidade X X Con as alcançadas Visibilidade X Con eúdos alcançados Visibilidade X Imp essões Visibilidade X Tabela 18: Quad o esumo de análise das mé icas nas edes sociais (Facebook e Ins ag am) Pa a complemen a es a a aliação, oi concebido e en iado no dia 01/07/2022, um segundo inqué i o aos á bi os de u ebol que apenas esponde am ao p imei o inqué i o, em ma ço des e ano, e que indica am o email. O obje i o oi analisa se, na opinião dos á bi os de u ebol, o plano de comunicação con ibuiu pa a a al e ação da pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina de u ebol. 3.1. Inqué i o de a aliação Na e cei a ase do es udo e espei ando a é ica da in es igação, oi solici ado aos 226 á bi os de u ebol que esponde am ao inqué i o na ase explo a ó ia e de diagnós ico e que indica am o email, pa a colabo a em no p eenchimen o de mais um inqué i o. Es e em as seguin es ca ego ias: (1) aspe os sob e as edes sociais das páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina” e os seus con eúdos; (2) pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina no u ebol. Du an e os meses de maio e junho, os á bi os que indica am o email no p imei o inqué i o ecebe am, ia ele ónica, uma no i icação mensal de di ulgação e a ualização das publicações es a egicamen e de inidas pa a a “Fo ça na A bi agem Feminina” e que o am di undidas nas edes sociais (Facebook e Ins ag am). Es a ação e e como p incipal obje i o a p epa ação dos á bi os pa a e e ua em uma espos a ao segundo ques ioná io com o maio conhecimen o possí el. O inqué i o oi en iado aos á bi os de u ebol no início de julho, após o é mino da 112 implemen ação do plano de comunicação, endo sido ob idas 202 espos as, menos 26 espos as que no ques ioná io an e io . De e e i que, nes e pe íodo, oco eu a ansição da época despo i a e de ano le i o. Aspe os sob e as edes sociais das páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina” e os seus con eúdos Nes e pon o, in e essa pe cebe se oco eu consul a e qual a equência às páginas nas edes sociais de “A Fo ça na A bi agem Feminina”. Recolhe a opinião sob e os con eúdos di ulgados e quais os p e e idos. Comp eende se os á bi os e e ua am mais pa ilhas du an e os meses de maio e junho de 2022 e que ipo de con eúdos. Analisa se as publicações c ia am en ol imen o, se os á bi os se iden i ica am e se na opinião dos á bi os, a isibilidade da a bi agem eminina oi alcançada. Pa a conclui oi ecolhida a opinião dos á bi os sob e a a ualidade/no idade dos con eúdos publicados nas páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina” e ambém comp eende qual a p e e ência de isualização de con eúdos ( ídeos e/ou imagens es á icas). Após a implemen ação do plano de comunicação, do o al de inqui idos que esponde am ao segundo inqué i o, 120 (59,4%) indica am que pa ilha am mais con eúdos do que habi ualmen e sob e a bi agem nas edes sociais e 82 (40,6%) indica am que não (g á ico 7). G á ico 7: Pa ilha de con eúdos sob e a bi agem nas edes sociais en e maio e junho de 2022 (n=202) Des es 45 , 104 (51,5%) indica am que ize am a pa ilha di e a de con eúdos de ou os si es ou edes sociais, sem edição; 58 (28,7%) e e i am que pa ilha am con eúdos sob e a bi agem 45 Es a ques ão e a de escolha múl ipla e os inqui idos podiam op a po mais do que uma espos a. 41% 59% Não Sim 113 eminina; 39 (19,3%) menciona am que pa ilha am con eúdos sob e o mações nos NAF’s; 25 (12,4%) indica am que pa ilha am in o mação sob e os einos que ealizam em ginásio; 11 (5,4%) assinala am que pa ilha am con eúdos sob e einos que ealizam em campo; 10 (5%) apon a am que pa ilha am in o mação sob e p epa ação pa a os jogos; e 8 (4%) indica am o mações eó icas. Dos 82 (40,6%) á bi os inqui idos que indica am que não pa ilha am mais con eúdos du an es os meses de maio de junho de 2022, nas suas edes sociais, 51 (62,20%) jus i ica am dizendo que não cos umam pa ilha con eúdos sob e a bi agem, 17 (20,73%) esponde am que não gos am de pa ilha con eúdos sob e a bi agem, 9 (10,98%) indica am que não isualiza am con eúdos ele an es sob e a bi agem, 2 (2,44%) indica am que não êm edes sociais, 2 (2,44%) indica am que ul imamen e não u iliza am as edes sociais e 1 (1,22%) espondeu que não cos uma pa ilha con eúdos nas edes sociais (g á ico 8). G á ico 8: Mo i os da não pa ilha de con eúdos nas edes sociais pelos á bi os (n=202) No sen ido de a e i os ní eis de acompanhamen o dos á bi os no que espei a ao plano de comunicação “A Fo ça na A bi agem Feminina” desen ol ido nas edes sociais (Facebook e Ins ag am), a esmagado a maio ia espondeu que sim com 190 (94,06%), em con apa ida apenas 12 (5,94%) e e iu que não acompanhou o desen ol imen o do p oje o naquelas edes sociais (g á ico 9). 1,22% 62,20% 20,73% 2,44% 10,98% 2,44% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Não cos umo pa ilha con eúdos nas edes sociais Não cos umo pa ilha con eúdos sob e a bi agem Não gos o de pa ilha con eúdos sob e a bi agem Não enho edes sociais Não isualizei con eúdos ele an es sob e a bi agem Não u ilizei ul imamen e as edes sociais 114 G á ico 9: Acompanhamen o pelos á bi os do p oje o desen ol ido nas edes sociais (n=202) Quando inqui idos sob e os con eúdos pa ilhados nas edes sociais “A Fo ça na A bi agem Feminina”, no pe íodo en e maio e junho de 2022, e e e indo especi icamen e as publicações no Facebook, a maio ia 78 (41,05%) conside ou que o am ele an es, seguindo-se com 61 (32,11%) mui o ele an es, 44 (23,16%) dos inqui idos conside a am que o am o almen e ele an es, 6 (3,16%) indica am que o am pouco ele an es e 1 (0,53%) indicou que o am nada ele an es. Quan o aos con eúdos pa ilhados no Ins ag am, 75 (39,47%) indica am que o am ele an es; 63 (33,16%) dos inqui idos indica am que o am o almen e ele an es, 46 (24,21%) indica am que o am mui o ele an es, 5 (2,63%) indica am que o am pouco ele an es e 1 (0,5%) indicou que o am nada ele an es (g á ico 10). G á ico 10: Opinião dos á bi os sob e a ele ância dos con eúdos publicados nas edes sociais (n=202) 94% 6% Sim Não 0,53% 3,16% 41,05% 32,11% 23,16% 0,53% 2,63% 39,47% 24,21% 33,16% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Nada ele an e Pouco ele an e Rele an e Mui o ele an e To almen e ele an e Nada ele an e Pouco ele an e Rele an e Mui o ele an e To almen e ele an e Facebook Ins ag am 115 Quando ques ionados sob e o g au de conco dância em elação aos con eúdos pa ilhados du an e os meses de maio e junho de 2022, is o é, se o am di undidas in o mações a uais e/ou inédi as, 117 (61,58%) á bi os indica am que conco dam, 49 (25,79%) conco dam o almen e que o am di ulgadas in o mações a uais e/ou inédi as, 22 (11,58%) não conco dam nem disco dam e 2 (1,05%) disco dam (g á ico 11). G á ico 11: Opinião sob e a publicação de con eúdos a uais e/ou inédi os nas edes sociais (n=202) Pa a além disso, quan o ao ipo de con eúdos que mais gos a am de isualiza nas edes sociais da “A Fo ça na A bi agem Feminina” 46 , 122 (60,4%) indica am ídeos sob e as á bi as de u ebol, 110 (54,4%) indica am ídeos sob e o acompanhamen o de uma equipa de a bi agem eminina num jogo o icial, 108 (53,5%) indica am ídeos sob e os NAF’s/AAFB, 98 (48,5%) indica am ídeos p omocionais do cu so com á bi as de u ebol, 65 (32,2%) indica am as publicações com imagens es á icas sob e a bi agem e 52 (25,7%) indica am que as publicações com imagens es á icas sob e a bi agem eminina. Pe ceção sob e a comunicação na a bi agem eminina no u ebol Quando ques ionados sob e se a sua opinião sob e a a bi agem eminina al e ou em unção dos con eúdos di ulgados, no pe íodo de maio e junho, nas páginas "A Fo ça na A bi agem Feminina”, a maio ia, 71 (37,37%) indicou que al e ou mui o. Seguiu-se a opinião mais ou menos com 46 46 Es a ques ão e a de escolha múl ipla e os inqui idos podiam op a po mais do que uma espos a. 25,79% 61,58% 11,58% 1,05% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Conco do o almen e Conco do Não disco do nem conco do Disco do 116 (24,21%), depois, 41 (21,58%) indicou que se al e ou um pouco, 19 (10,0%) indica am que a sua opinião se al e ou de o ma ex ema e 13 (6,84%) indica am que não se al e ou (g á ico 12). G á ico 12: Opinião sob e a ele ância dos con eúdos di ulgados nas páginas “A Fo ça na A bi agem Feminina” (n=202) Os á bi os da AF B aga, nes e segundo inqué i o, ol a am a de ini a comunicação na a bi agem eminina de u ebol, con o me podemos obse a na igu a 2 47 , a a és de uma pala a. Fo am ob idas 202 espos as, endo sido alidadas odas as espos as. Figu a 2: Segunda nu em de pala as que de ine a comunicação na a bi agem eminina (n=202) 47 A nu em de pala as oi ealizada no P o Wo d Cloud. 10,00% 37,37% 24,21% 21,58% 6,84% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Ex emamen e Mui o Mais ou menos Um pouco Nem um pouco 117 À semelhança do p imei o ques ioná io, as pala as o am ag upadas em qua o ca ego ias 48 : nega i o, neu o, posi i o e mui o posi i o. A ca ego ia mui o posi i a oi a que ob e e mais espos as com 102 (50,50%). Seguiu-se a ca ego ia posi i a com 91 (45,05%), depois a neu a com 5 (2,48%) e, po im, a nega i a com 4 (1,98%) espos as. Foi possí el iden i ica que a pala a “insu icien e” oi a mais des acada na ca ego ia nega i a com 3 (75,00), po seu lado, na ca ego ia neu a a pala a “no mal” ob e e 5 (100%). Já na ca ego ia posi i a, a pala a que mais se des acou oi “boa” com 22 (24,18%) e como mui o posi i a oi a pala a “excelen e” com 15 (14,71) espos as. Compa a i amen e ao p imei o ques ioná io a pala a “insu icien e” ca ego izada como nega i a e a pala a “boa” como posi i a pe sis i am nas mais ci adas nas suas ca ego ias. De e e i que nes e segundo inqué i o o am ob idas menos 62 pala as. Como ilus a o g á ico compa a i o das pala as escolhidas pa a de ini a comunicação na a bi agem (g á ico 4), cons a a-se que a pe ceção dos á bi os sob e a comunicação na a bi agem eminina al e ou-se, com a maio ia a indica uma pala a ca ego izada como mui o posi i a. É de salien a o dec éscimo signi ica i o das pala as das ca ego ias nega i as, o que pode signi ica o impac o posi i o da implemen ação do plano de comunicação (g á ico 13). G á ico 13: Compa ação da ca ego ização das duas pala as (pala a 1, n=264; pala a 2, n=202) 48 Não oi conside ado o i em “mui o nega i o”, uma ez que as pala as egis adas não eme iam pa a es a ca ego ia. 19,70% 11,74% 41,67% 26,89% 1,98% 2,48% 45,05% 50,50% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% Nega i o Neu o Posi i o Mui o posi i o Pala a I Pala a II 118 Rela i amen e à opinião dos pa icipan es sob e a impo ância do p oje o "A Fo ça na A bi agem Feminina" pa a a isibilidade da a bi agem eminina, o en ol imen o e a inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol, a g ande maio ia não e e dú idas em des aca a sua impo ância. Des a o ma, 70 (36,84%) á bi os indica am que conside am es e p oje o como o almen e impo an e, 70 (36,84%) conside am mui o impo an e, 48 (25,26%) conside am impo an e e apenas 2 (1,05%) conside am pouco impo an e (g á ico 14). G á ico 14: Opinião sob e a impo ância do p oje o pa a a isibilidade, en ol imen o e inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol (n=202) 3.2. Mé icas das edes sociais Na ase de a aliação do plano de comunicação, se ão analisados os dados ecolhidos das mé icas das 66 publicações nas edes sociais (Facebook e Ins ag am), e e uadas du an es os meses de maio e junho de 2022, conside ando as seguin es ca ego ias: (1) a isibilidade da a bi agem eminina; (2) o en ol imen o na a bi agem eminina; (3) ipologia de con eúdos publicados ( ídeos/ eels e/ou imagens es á icas). As mé icas o am ecolhidas no dia 05/07/2022, median e os indicado es de inidos ( abelas 17 e 18). As publicações nas duas edes sociais o am e e uadas en e os dias 01/05/2022 e 01/07/2022. 36,84% 36,84% 25,26% 1,05% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00% To almen e impo an e Mui o impo an e Impo an e Pouco impo an e 119 A isibilidade da a bi agem eminina Pa a analisa a isibilidade, o am de inidas as mé icas de alcance e imp essões em ambas as edes sociais. O alcance e e e-se ao núme o de pessoas que ececiona am o con eúdo, já as imp essões eme em pa a o núme o de ezes que o mesmo con eúdo oi isualizado ou consul ado. Os dados o am analisados po emas. Des a o ma, no Facebook podemos e i ica , na abela 19, que o au o e a o em ídeo das á bi as se des acou com o alcance de 23.544 pessoas e 25.985 imp essões, em seguida emos a publicação es á ica sob e a bi agem eminina com 14.136 de alcance e 14.954 de imp essões. Mui o p óximas emos as publicações es á icas sob e as á bi as na Copa Amé ica 2022 e sob e a bi agem. A p imei a com 4.869 pessoas alcançadas e 5.443 imp essões e a segunda com 4.695 e 4.931 espe i amen e. Des a o ma é possí el conclui que odos os con eúdos o am isualizados mais do que uma ez, endo em conside ação que os esul ados indi iduais de cada ema são semp e supe io es nas “imp essões” em elação às pessoas/con as alcançadas com um o al di e encial de 6.014 ( abela 19). Tema Alcance Imp essões Ap esen ação do P oje o 483 524 Á bi as na Copa Amé ica 2022 4869 5443 Á bi as no Mundial 2022 1100 1128 A i idades - Associação 401 452 A i idades do Núcleo 4180 4798 Au o e a o - Á bi a 23544 25985 Ence amen o do P oje o 654 659 O Olha de quem decide - T aile 1182 1350 O Olha de quem decide I 1507 1731 O Olha de quem decide II 675 759 O Olha de quem decide III 1053 1167 O Olha de quem decide IV 264 319 O Olha de quem decide V 854 928 O Olha de quem decide VI 259 309 O Olha de quem decide VII 267 317 Pos A bi agem Feminina 14136 14954 Pos sob e A bi agem 4695 4931 Pos sob e pa ilha 1331 1412 Vídeo p omocional 365 667 To al 61819 67833 Tabela 19: Dados e e en es à isibilidade no Facebook (n=129.652) 126 G á ico 21: Tipologia de con eúdos (en ol imen o) no Ins ag am (n=4.789) De salien a que o p esiden e do CA da AF B aga, Cunha An unes ez uma menção hon osa ao p oje o “A Fo ça na A bi agem Feminina” na sua mensagem publicada na e is a anual da AF B aga 49 (An unes, 2022) e e en e à época despo i a 2021/2022 (anexo 21). Te minada a análise dos esul ados e o capí ulo qua o, segui -se-á a e lexão e a aliação do es udo com a pe inen e discussão dos esul ados e conclusões. 49 An unes, C. (2022). A ingimos a Excelência. Re is a AF B aga 2021/2022, 68. 2161 960 1343 325 0500 1000 1500 2000 2500 Vídeo ou Reels Imagem Es á ica Visi as no pe il Gos os 127 Discussão e conside ações inais O despo o em uma o ça capaz de mobiliza di e en es populações e a é mesmo países, em o no de um e en o, em qualque pa e do mundo (como são os casos dos Campeona os do Mundo de Fu ebol, Supe Bowl e Ma a ona de Bos on). De aco do com Beu le (2008), “O Despo o, como língua adicional, pode cons ui pon es en e as pessoas, ajuda a supe a as di e enças cul u ais e a espalha uma a mos e a de ole ância” (p.359). De ido a es as ca ac e ís icas e alo es, a comunicação assume um papel de e minan e, pois é a a és dela que se es abelece um ideal comum que une os po os. A Sec e á ia-Ge al Adjun a da ONU, Louise F eche e, a i mou, no Wo ld’s Spo s Fo um 2000, que: O pode do Despo o é mui o mais do que simbólico. Vocês são os mo o es do c escimen o económico. Vocês são uma o ça pa a a igualdade de géne o. Vocês podem aze a ju en ude e ou os ma ginalizados, o alecendo o ecido social. Vocês podem p omo e a comunicação e ajuda a acaba com as di isões en e as pessoas, comunidades e nações in ei as. Vocês podem da um exemplo de ai -play . (ci ado po Coal e , 2006, p. 3) Foi com es e pensamen o que o p esen e abalho oi ealizado, assen e no p essupos o de que o papel da comunicação é p eponde an e em di e sas á eas, em especial no despo o. Nes e sen ido, es udou-se especi icamen e o impac o da comunicação na isibilidade, no en ol imen o e na inclusão das mulhe es na a bi agem eminina de u ebol, dado que, a ualmen e, o desen ol imen o do u ebol eminino em Po ugal e no mundo é uma “ine i abilidade”. Segundo Aleksande Če e in, p esiden e da UEFA, “o po encial do u ebol eminino não em limi es”. Já a ice-p esiden e da UEFA, Michele U a, ealça que, “o u ebol é pa a odos (…) Es e é um dos maio es sal os cul u ais [di e ença en e homens e mulhe es] que o despo o ainda em de aze ” (Oli ei a, 2019). Impo a ago a e le i sob e os obje i os que no ea am es e es udo e os seus esul ados, endo em con a que as eo ias do duplo luxo e do agenda-se ing (Wol , 1999; McCombs & Shaw, 1972) o am conside adas na es a égia de comunicação. Conseguiu-se a alia a o ma como é e e uada a comunicação da a bi agem eminina da AF B aga, mas ambém comp eende de que modo a comunicação pode á e impo ância na isibilidade da a bi agem eminina da AF B aga. Do mesmo modo, icou-se a conhece a pe ceção dos á bi os e das á bi as sob e a comunicação da a bi agem eminina de u ebol, bem como p omo e a isibilidade e a no o iedade da a bi agem eminina e, po úl imo, sensibiliza pa a a descons ução de es e eó ipos na a bi agem de u ebol. 128 Seguidamen e, i á p ocede -se à discussão dos esul ados an e io men e ap esen ados e analisados, p ocu ando da espos a à ques ão de pa ida: “De que o ma é que a comunicação pode á con ibui pa a aumen a a isibilidade da a bi agem eminina no u ebol?” Pe ceções dos inqui idos sob e a a bi agem, as edes sociais e o si e da AF B aga Tendo em con a os esul ados ob idos, e i ica-se que o p incipal mo i o pa a op a po uma ca ei a na a bi agem é o gos o pela modalidade. A o ma como os inqui idos i e am conhecimen o sob e os cu sos de a bi agem ainda é mui o a a és do passa-a-pala a, o que pode signi ica a inexis ência de uma comunicação e icaz pa a cap a candida os a á bi os de u ebol. Aquando do p imei o momen o de ecolha de dados, e i icou-se que ¼ da amos a não seguia as edes sociais da AFB aga nem o si e. Es e dado e o çou a necessidade de in es i numa comunicação di ecionada, e com ele ância, pa a es e segmen o. Em elação às pessoas que seguem a AFB aga no digi al, a maio ia segue o Facebook e o si e. Os con eúdos que consul am são, sob e udo, sob e a a bi agem como os comunicados, calendá ios e esul ados dos jogos. Impo a des aca que do o al de inqui idos, apenas 5,2% conside a am que os con eúdos pa ilhados não são nada ele an es. Ou seja, di o de ou a o ma, a quase o alidade dos inqui idos conside ou que os con eúdos publicados a é es a ase e am ele an es. Con udo, apesa des e dado, os esul ados mos am que a maio pa e dos inqui idos conside a a que de e iam se di ulgados mais con eúdos sob e a bi agem, nomeadamen e, a i idades semanais dos á bi os, ações de o mação, acompanhamen os dos á bi os nos jogos, a i idades nos NAF’s, einos dos á bi os e emas especí icos elacionados com a a bi agem eminina. De o ma semelhan e, no ge al, os en e is ados conside a am que, e e i amen e, exis e mui o pouca in o mação sob e a a bi agem e econhecem a necessidade de se in es i nes a á ea. Daqui esul a que, embo a a comunicação ealizada osse ele an e, não e a especí ica sob e a bi agem, jus i icando a necessidade de pensa e desen ol e uma es a égia de comunicação que inclua es es emas. Papel da a bi agem eminina no u ebol nacional e na AF B aga Rela i amen e à pe ceção sob e a a bi agem eminina, da análise da nu em de pala as, esul a que a pala a posi i a que mais se des acou oi “boa”. Apesa de a maio ia e associado pala as posi i as e mui o posi i as à a bi agem eminina, 20% associa am pala as nega i as, ais como 129 “insu icien e” e “desconheço”. Do o al de inqui idos, apenas 20% indica am isualiza ações especí icas sob e a bi agem eminina nas edes sociais. Todos os en e is ados conside a am que o u ebol eminino es á em desen ol imen o, con udo, a a bi agem eminina não es á a acompanha esse c escimen o, salien ando-se a necessidade de aumen a o núme o de elemen os emininos nos quad os dis i ais e nacionais, ac o que e o ça a pe inência des e p oje o. Du an e o ques ioná io, os inqui idos i e am a opo unidade de isualiza um ídeo p omocional do cu so de á bi os, apenas com a pa icipação de á bi as. No ge al, os á bi os acha am que o ídeo p omo ia a inclusão, a isibilidade e o en ol imen o das mulhe es na a bi agem eminina. Ou seja, apesa de a maio ia dos inqui idos se em homens, conside a am que o ídeo p omo e a a bi agem no ge al, ainda que só pa icipem mulhe es, demons ando uma acei ação, po pa e dos homens, das mulhe es no mundo da a bi agem. De o ma semelhan e, os en e is ados conside a am que o ídeo cump e os obje i os a que se p opõe e salien a am a qualidade e compe ência das mulhe es na a bi agem de u ebol, demons ando a necessidade de se in es i nes e ipo de con eúdos audio isuais. A impo ância dos luxos de comunicação e o “agendamen o” nas edes sociais a p opósi o do plano es a égico de comunicação pa a “A Fo ça na A bi agem Feminina” No pe íodo em que deco eu a implemen ação do plano de comunicação, a maio ia dos á bi os inqui idos espondeu que passa am a pa ilha mais con eúdos nas edes sociais, sob e udo, a pa ilha di e a de con eúdos de ou os si es ou edes sociais, sob e a bi agem eminina e sob e o mações nos NAF’s. Com es es dados ela i os à pa ilha de con eúdos sob e a bi agem eminina, podemos conclui que oi alcançado o obje i o de p omo e a isibilidade e o en ol imen o da a bi agem eminina. Des a o ma, podemos conside a que es e plano de comunicação, com a du ação de dois meses, e e impac o na agenda mediá ica (McCombs & Shaw, 1972), com a di ulgação jun o dos á bi os, in luenciado es despo i os e ges o es de u ebol e a bi agem. Es e impac o de eu-se à publicação de con eúdos que ge a am um luxo comunicacional di ecionado pa a a a bi agem eminina. Também ao en e is a os ges o es despo i os, de a bi agem e á bi as oi c iado um media ismo di ecionado e ocado na a bi agem eminina, apon ando as suas debilidades e necessidades. É 130 impo an e ap o ei a os in luenciado es/líde es de opinião (Wol , 1999) pa a edi eciona o seu oco pa a a a bi agem eminina, uma ez que o seu desen ol imen o não es á a acompanha o do u ebol eminino e a á bi a é um elemen o undamen al na ealização de um jogo de u ebol, já que “Sem á bi as não há jogo”. Po ou o lado, das pessoas que não pa ilha am con eúdos, a maio ia indicou que oi apenas po que não cos uma pa ilha con eúdos sob e a bi agem. Con udo, con ém salien a que apenas 9 á bi os não pa ilha am, po conside a em que não isualiza am con eúdos ele an es sob e a bi agem. Es e dado e o ça a impo ância da es a égia implemen ada, uma ez que é apenas um alo nega i o esidual, compa a i amen e com o o al da amos a. De uma o ma ge al, que no Facebook, que no Ins ag am, ce ca de 95% dos inqui idos conside am que os con eúdos pa ilhados e am de ele an es a o almen e ele an es. Pa a além disso, mais de 75% conside am que os con eúdos pa ilhados e am a uais e/ou inédi os, des acando-se a p e e ência dos ídeos sob e as imagens es á icas. Um dos obje i os açados oi aumen a o núme o de seguido es nas páginas do p oje o, no Facebook pa a 1800 e no Ins ag am pa a 700. An es da implemen ação do plano de comunicação, no Facebook, a página con a a com 1445 seguido es e no Ins ag am 254. Te minado o plano de comunicação e e e uada a ecolha dos dados a 05/07/2022, oi possí el a e i que as expec a i as o am excedidas, uma ez que o am alcançados os 1854 seguido es no Facebook e os 720 seguido es no Ins ag am. T a ou-se de um aumen o, em dois meses, de 409 seguido es no Facebook e 466 seguido es no Ins ag am. Obse ando os seguido es alcançados, oi possí el e i ica que a maio pa e es ão ligados à a bi agem ou ao u ebol, às ins i uições ligadas à a bi agem ou u ebol, amilia es de á bi os, ex-á bi os e a é comen ado es despo i os. Com um olha mais p eciso, e i icou-se que as pessoas que seguem a página são di e sas á bi as dos quad os nacionais e in e nacionais, á bi os da p imei a liga de u ebol masculino, NAF’s da AF B aga e de ou as ADR’s, escolas de a bi agem do B asil, en idades como escolas nacionais e a APAF, bem como comen ado es de a bi agem em p og ama de TV, designadamen e Dua e Gomes, Ped o Hen iques e Jo ge Faus ino. 131 A ele ância da análise às mé icas na medição da isibilidade, do en ol imen o e da ipologia de con eúdos em des aque Rela i amen e às mé icas de isibilidade, o au o e a o em ídeo oi aquele que mais se des acou nas duas pla a o mas, com um alcance de 23.544 pessoas (com 1854 seguido es) e 25.895 imp essões no Facebook, seguida pela publicação es á ica sob e a bi agem eminina, com 14.136 de alcance e 14.954 de imp essões. Compa a i amen e ao Ins ag am, o au o e a o em ídeo e e 42.724 de alcance (com 720 seguido es) e 57.654 imp essões seguindo-se as a i idades no núcleo em ídeo, com 6.460 de alcance e 8.476 de imp essões. Impo a no a que a p opo ção de publicações sob e o ema do au o e a o das á bi as em elação às ou as publicações oi supe io , is o é, o am publicadas ês ezes po semana ao passo que as ou as publicações acon ece am apenas uma ez po semana. Rela i amen e às con as alcançadas, con abiliza am-se 29.184 no Ins ag am (o Facebook não o nece es es dados) e 146.463 imp essões, no pe íodo de 1 de maio a 1 de julho de 2022. O ídeo oi o ipo de con eúdo que mais se des acou com 27.600 isualizações, compa a i amen e com as 4.646 isualizações das imagens es á icas e 1.148 isualizações das s o ies . Tal como já oi e e ido an e io men e, es es dados e o çam a impo ância da p odução de ídeos com líde es, em pa icula as á bi as, que exe cem in luência jun o dos seus seguido es, p omo endo a isibilidade e a inclusão. No que diz espei o ao en ol imen o, o au o e a o em ídeo oi o con eúdo que ob e e mais eações, gos os, comen á ios e pa ilhas, an o no Facebook como no Ins ag am. No Ins ag am, a página en ol eu á bi as e/ou á bi os e en idades/ in luence s , o que se aduziu em 82 s o ies pa ilhadas pelas á bi as e/ou á bi os e 47 s o ies pa ilhadas pelas en idades/ in luence s , ge ando um na u al en ol imen o com os seguido es. O ac o de o au o e a o e sido pensado e elabo ado pelas á bi as que pa ilha am pa es do seu dia a dia pode e ei o com que as pessoas não só as conhecessem melho , mas ambém cons a assem que desempenham á ios papéis na sociedade. Des a o ma, es e ipo de con eúdo mos ou que, desde que es ejam eunidas as condições, qualque pessoa pode segui a ca ei a de á bi a. Foi ambém ealizada uma análise po ipologia de con eúdos, ídeos e/ou imagens es á icas. Des a análise esul a que, endo em con a as mé icas de isibilidade e en ol imen o, o ídeo é o ipo de con eúdo que em mais isibilidade nas duas pla a o mas, des acando-se sob e udo no Ins ag am. Quan o ao en ol imen o, o ídeo é igualmen e o p e e ido dos seguido es, embo a se e i ique aqui um maio equilíb io numé ico, quando compa adas as duas edes. Es es dados 132 p o am a ele ância da inclusão dos con eúdos audio isuais nas a uais es a égias de comunicação das o ganizações e/ou en idades. A pe ceção da comunicação na a bi agem eminina Após a implemen ação do plano de comunicação, a maio ia dos inqui idos indicou que a sua opinião sob e a a bi agem eminina se al e ou mui o. Es e dado des aca a pe inência e sucesso do plano de comunicação implemen ado. Tal é e o çado pela de inição de comunicação ‘numa pala a’. Em compa ação com a ase de diagnós ico explo a ó io, a pala a “boa” man ém-se em des aque, po ém, su gem ou as pala as ais como; “c escimen o”, “e olução” e “excelen e”. Pa a além disso, oi possí el e i ica a al e ação da pe ceção de pala as nega i as pa a posi i as na comunicação na a bi agem eminina (nu em de pala as). Especi icamen e, a pe cen agem de pala as nega i as diminuiu dos 20% pa a os 2% e as mui o posi i as subi am de 27% pa a 51%, alidando a e icácia da es a égia de comunicação implemen ada. De um modo ge al, e endo em con a as espos as dos inqui idos, conside a-se que o p oje o “A Fo ça na A bi agem Feminina” oi ex emamen e impo an e pa a a isibilidade, en ol imen o e inclusão das mulhe es na a bi agem de u ebol, alidando o cump imen o dos obje i os aos quais nos p opusemos no início des e p oje o, sendo possí el esponde à pe gun a de pa ida: De que o ma é que a comunicação pode á con ibui pa a aumen a a isibilidade da a bi agem eminina no u ebol? A de inição de uma es a égia de comunicação que p i ilegie con eúdos sob e a a bi agem eminina, mas ambém sob e o quo idiano das á bi as pode aze com que as pessoas conheçam de pe o es a ealidade, azendo com que es as quei am apoia as jo ens á bi as, pa ilhando os con eúdos que isualizam. A junção en e a apos a numa es a égia de comunicação e a pa ilha ei a pelas pessoas con ibui pa a aumen a a isibilidade na a bi agem de u ebol eminino. In es imen o em p oje os u u os de comunicação na a bi agem eminina Pe an e udo o que já oi explanado nes e es udo, é inequí oca a impo ância da comunicação nas o ganizações despo i as. Uma es a égia de comunicação di ecionada e posicionada (A gen i e al., 2005) em um papel p eponde an e na isibilidade da a bi agem eminina de u ebol e consequen emen e no en ol imen o, na inclusão e na no o iedade que qualque ma ca e/ou a i idade espe a a ingi (Joachims hale & Aake , 1997; Ruão, 2014). Des a o ma, e dada a e olução do u ebol eminino (Público, Oli ei a, 2019), é impe a i o in es i numa comunicação 133 es a égica o ien ada pa a que o c escimen o da a bi agem eminina de u ebol p og ida de o ma equi a i a, is o é, sus en ada e equipa ada ao u ebol eminino. Es e es udo oi delineado em con ex o de pandemia, como al, o am sen idas algumas limi ações, nomeadamen e ao ní el da sua implemen ação, uma ez que os campeona os dis i ais de u ebol o am in e ompidos nos meses de dezemb o de 2021 e janei o de 2022. A e oma das compe ições dis i ais oi g adual, mas com alguns cons angimen os diá ios, dado que o núme o ele ado de in e ados po co id-19 oi uma cons an e, pelo que apenas oi possí el p ossegui com a in es igação em e e ei o de 2022. Po es e mo i o, e apesa de se esidual, nem odas as á bi as da AF B aga i e am a possibilidade de colabo a no es udo, nomeadamen e na p odução de con eúdos pa a o plano de comunicação. A comunicação com os á bi os e á bi as da AF B aga, en e is ados, NAF’s, AAFB e demais colabo ado es e e que oco e de uma o ma mais p óxima e pacien e. Dadas as no ícias diá ias elacionadas com a pandemia e os condicionalismos ine en es, a ação oi implemen ada apenas nos meses de maio e junho de 2022. Po ém, os campeona os p incipais nas ADR’s e mina am no início de junho e a endendo ao cansaço na u al sen ido no inal de uma época despo i a, com á ios desa ios sen idos po odos os en ol idos no p oje o, e a é mesmo dos seguido es, oi ei o um es o ço ac escido pa a aze chega as in o mações e consegui que odos se sen issem in eg ados e en ol idos no mesmo. Toda ia, e apesa des as limi ações e cons angimen os, é incon o ná el ealça e enal ece a disponibilidade e colabo ação das á bi as, dos á bi os, dos NAF’s, da AAFB, en idades, di igen es, comen ado es de a bi agem e apoian es pa a que o p oje o se ans o masse num abalho cole i o de equipa. Pa a além dis o, es e es udo oi ealizado apenas com á bi os da AF B aga. Des a o ma, emos exclusi amen e a pe spe i a de uma ADR quando emos, no país, 22 ADR’s com con ex os mui o p óp ios. Em es udos u u os se ia in e essan e compa a os esul ados das di e en es ADR’s. Nes e p oje o o am apenas inqui idos á bi os, mas se ia pe inen e ala ga a amos a a ou as en idades, ais como: jogado es de u ebol, di igen es e equipas écnicas. Des a o ma, se ia possí el ob e uma maio ampli ude de pe spe i as. Espe a-se que es e p oje o académico na comunicação despo i a con ibua de alguma o ma pa a a comp eensão do impo an e papel da comunicação na isibilidade das ins i uições e/ou a i idades despo i as, em especial na a bi agem eminina de u ebol e que seja um impulsionado pa a que ou os es udos do géne o su jam e ap o undem o ema, aplicando no as eo ias de comunicação ou a é mesmo as eo ias basila es usadas nes e es udo. 134 Impo a, po úl imo, e le i sob e possí eis p oje os u u os. Dada a impo ância de di ulga , mo i a , ca i a e ideliza as jo ens pa a a a bi agem eminina de u ebol, é undamen al uni o miza a comunicação no se o da a bi agem. A endendo aos esul ados ex emamen e posi i os alcançados nes e p oje o, ica a suges ão de ap o ei a as sine gias exis en es no se o e es ende es a abo dagem às 22 ADR’s do país, com os de idos ajus es às ealidades de cada ADR. Também se ia mui o impo an e apos a na di ulgação da a bi agem nas escolas de odo o país, como p omo o es dos cu sos de a bi agem, bem como incen i a à p á ica da a bi agem de u ebol e humaniza a igu a do á bi o. Ainda nes a linha de pensamen o, e ci ando o í ulo da no ícia de Inês An unes publicada em 03/06/2021 no Sapo Despo o, “Violência no u ebol: Po quê e como comba e ?” (An unes, 2021), é cada ez mais p emen e a impo ância de omen a o espei o po odos os in e enien es nos jogos de u ebol, apela ao ai -play e assim con ibui pa a um ambien e sadio e sem iolência nos es ádios de u ebol, a pa i da educação nas escolas e po ine ência ambém aos enca egados de educação em simbiose com os clubes e as o ganizações despo i as. É com es a con icção que conside amos que “A Fo ça na A bi agem Feminina” oi alcançada e que “A Fo ça ’DA’ A bi agem Feminina” é uma ine i abilidade. São es es os con ibu os deixados, espe ando que conduzam à conc e ização de mais p oje os e ações de comunicação na a bi agem eminina de u ebol. 135 Re e ências Aake , D. (1991). Managing B and Equi y: Capi alizing on he alue o a b and name . No a Io que: The F ee P ess. Aake , D. (1996). Building S ong B ands . 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Lisboa: Edi o a p esença. 144 Anexos Anexo 1 – Consen imen o in o mado di igido aos en e is ados 145 Anexo 2 – Consen imen o in o mado di igido às á bi as 146 Anexo 3 – Consen imen o in o mado di igido aos enca egados de educação das á bi as com idade in e io a 18 anos pa a a u ilização de imagem e pa icipação no es udo 147 Anexo 4 – Consen imen o in o mado di igido aos NAF’s e AAFB pa a a u ilização de imagem e pa icipação no es udo 148 Anexo 5 – Consen imen o in o mado di igido aos dois clubes de u ebol da AF B aga pa a a u ilização de imagem e pa icipação no es udo 149 Anexo 6 – Ques ioná io da ase de diagnós ico: “O papel da comunicação na isibilidade da a bi agem eminina: o caso da Associação de Fu ebol de B aga” 150 151