A Semana San a de B aga: Impac o
Económico, Pe il do Visi an e e
Sa is ação
h ps://doi.o g/10.21814/uminho.ed.48.13
João Ce ejei a
Núcleo de In es igação em Polí icas Económicas e Emp esa iais, Escola de Economia e Ges ão,
Uni e sidade do Minho, B aga, Po ugal
h ps://o cid.o g/0000-0001-6544-6116
joao.c[email p o ec ed]
Isabel Co eia
JusGo , Escola de Di ei o, Uni e sidade do Minho, B aga, Po ugal
h ps://o cid.o g/0000-0002-6735-3148
ico [email protected]
Síl ia Sousa
Núcleo de In es igação em Polí icas Económicas e Emp esa iais, Escola de Economia e Ges ão,
Uni e sidade do Minho, B aga, Po ugal
h ps://o cid.o g/0000-0002-1148-0754
[email protected]
Resumo
A Semana San a de B aga cons i ui, não apenas um enómeno eligioso, mas, sob e-
udo, um e en o cul u al que a ai, ano após ano, um núme o signi ica i o de u is as.
Mo i ado pelo impac o económico es imado pa a o ano de 2017, que aduz a inegá-
el ele ância des e e en o pa a a economia da cidade e da egião, o p esen e es u-
do p e ende ca ac e iza o pe il do isi an e pa a assim con ibui pa a a o e a de
p og amações adequadas e a implemen ação de es a égias e icazes de ma ke ing
u ís ico. A abo dagem baseia-se na pe spe i a do consumido , p ocu ando de e mi-
na quem iaja pa a assis i ao e en o, as suas mo i ações e o seu g au de sa is ação
ela i amen e a es e e en o. A me odologia u ilizada usa dados p imá ios e inclui a
es imação de modelos economé icos que pe mi em iden i ica o pe il do isi an e
e dis ingui en e isi an es nacionais e es angei os, bem como a e i o seu g au de
sa is ação, compa ando-a com a e elada pelos esiden es. Os esul ados ob idos su-
ge em pe is de isi an es di e en es, com base na sua o igem geog á ica, suge indo
a necessidade de molda a o e a e a sua p omoção, de aco do com o pe il de isi-
an e p e endido. Con udo, di e en es o igens não se e le em, em ge al, no ní el de
126 A SEMANA SANTA DE BR AGA: IMPACTO ECONÓMICO, PERFIL DO VISITANTE E SATISFAÇÃO
sa is ação do isi an e, es ando es a úl ima elacionada com ou as ca ac e ís icas
sociodemog á icas.
Pala as-cha e
u ismo, pe il do isi an e, sa is ação, impac o económico, Semana San a
In odução
Dada a sua impo ância pa a as economias locais, o u ismo o nou-se um ópico de
in e esse c escen e na li e a u a económica. A a aliação do impac o económico de
e en os de in e esse u ís ico em indo a me ece a a enção de um ela i amen e
as o campo dessa li e a u a, pe manecendo em abe o a ques ão de sabe se es-
sas expe iências u ís icas são um cons uc o unidimensional ou mul idimensional
(Sánchez-Cañiza es & López-Guzmán, 2012) . Um des ino u ís ico (po exemplo, ci-
dade, egião ou local) é cada ez menos is o como um conjun o de ecu sos na u ais,
cul u ais, a ís icos ou ambien ais dis in os, pa a se conside ado uma ca ei a com-
plexa e in eg ada de se iços o e ecidos po um des ino que o nece expe iências
ajus adas às necessidades dos u is as (C acolici & Nijkamp, 2009).
A Semana San a de B aga, a mais an iga e maio de Po ugal, cons i ui, não apenas
um enómeno eligioso, mas, sob e udo, um e en o cul u al. Os e en os cul u ais/ e-
ligiosos se em de mo i o pa a a a ação u ís ica, c iando emp ego e p omo endo o
desen ol imen o local. Com base nes e p essupos o, uma as a li e a u a económica
em e sado sob e os e ei os económicos da cul u a em e mos da c iação de emp e-
go e da sua con ibuição pa a o p odu o in e no b u o (PIB) da egião.
Tipicamen e, a a aliação dos impac os económicos de e en os cul u ais/ eligiosos
cen a-se nos bene ícios económicos associados ao u ismo. Na de e minação do
impac o di e o da Semana San a de B aga, de 2017, Ce ejei a e al. (2018) es ima-
am que, du an e esse pe íodo, ce ca de 64.000 pessoas enham isi ado a cidade
e, des as, ce ca de 22.000 enham pe noi ado na cidade. Es ima am ainda que cada
isi an e enha ealizado uma despesa média diá ia en e os 47,3€ e os 120,9€ , de-
pendendo da sua o igem e do ipo de alojamen o u ilizado, o que pe az um o al de
despesa de ce ca de 5.000.000€. Conside ando apenas a despesa adicional associada
ao e en o, es ima am um impac o di e o que ul apassa os 2.900.000€.
Além do impac o di e o da Semana San a, há ainda que conside a os seus impac os
indi e os e induzidos. Ou seja, es a p ocu a de bens e se iços pelos isi an es ai e
um impac o indi e o sob e os o necedo es dos es abelecimen os que endem esses
bens e se iços e o aumen o da p odução local de bens e se iços pa a sa is aze as
necessidades dos isi an es ai e e ei os no endimen o (salá ios e endimen o de
capi al) e no emp ego da egião, p o ocando ac éscimos no consumo que le a ão,
consequen emen e, a ac éscimos na p odução — os e ei os induzidos.
127CULTURAS E TURISMO
Aplicando os mul iplicado es disponí eis pa a a economia po uguesa, Ce ejei a e
al. (2018) apu a am um impac o o al (di e o, indi e o e induzido) no olume de
negócios na o dem dos 12.900.000€, que em associado um alo ac escen ado de
ce ca de 7.300.000€. Os impac os di e o, indi e o e induzido no olume de negócios
ondam os 7.500.000€ e os 4.200.000€ no alo ac escen ado.
Dada a impo ância des e e en o pa a a economia da cidade e da egião, ca ac e iza
o pe il dos isi an es e a sua sa is ação con ibui pa a a comp eensão do seu com-
po amen o e logo pe mi e adequa a o e a de p og amações e implemen a es a-
égias e icazes de ma ke ing u ís ico. Assim, o obje i o des e abalho é iden i ica
e ca ac e iza o pe il do isi an e que se desloca a B aga, du an e as es i idades da
Semana San a, conside ando alguns dos a o es que po encialmen e de e minam a
escolha do des ino, ais como a idade, o géne o, o endimen o, a o igem, a mo i ação
da isi a e os gas os (e e uados ou p e is os) do isi an e. Analisam-se ainda as pe -
ceções dos isi an es ace ca da qualidade da p og amação do e en o, dos se iços
u ilizados e da á ea isi ada, po o ma a de e mina o seu g au de sa is ação. A o i-
gem geog á ica dos isi an es é pa icula men e analisada, compa ando-se os pe is
dos isi an es nacionais e es angei os. A o igem dos isi an es é ainda ida em con a
na análise da sua sa is ação, es a úl ima compa ada com a e elada pelos esiden es.
O p esen e es udo começa po ap esen a , de o ma sucin a, o con ex o socioecó-
nomico de B aga e a Semana San a de B aga. Segue-se um b e e enquad amen o
eó ico onde se ap esen am, designadamen e, alguns es udos sob e o pe il do u is-
a/ isi an e e a e idência empí ica epo ada ace ca do impac o das ca ac e ís icas
sociodemog á icas no seu g au de sa is ação. Após a desc ição da me odologia ado-
ada, assim como dos dados e suas on es, segue-se a ap esen ação dos esul ados
e sua discussão e análise. O es udo conclui com um conjun o de b e es e lexões
sob e a ele ância dos esul ados ob idos pa a a de inição de medidas de polí ica ou
es a égias de ma ke ing u ís ico.
A Semana San a de B aga
B aga é uma cidade localizada no no e de Po ugal. Com mais de 2.000 anos de
uma his ó ia iquíssima, B aga é ambém conside ada uma das mais jo ens cidades
eu opeias. Em e mos económicos, e seguindo a endência nacional, B aga ap esen-
ou, en e 2009 e 2015, uma e olução posi i a dos indicado es ela i os ao u ismo.
Des acam-se o aumen o do núme o de emp esas de alojamen o (+62%) e es au a-
ção (+19%), do núme o de es abelecimen os ho elei os (+42%) e consequen e capa-
cidade ho elei a (+43% no núme o de camas), a que se associa um aumen o do nú-
me o de hóspedes (+53% de do midas), com uma c escen e p opo ção de hóspedes
es angei os, de 37% em 2010 pa a 42% em 2015, segundo o Ins i u o Nacional de
Es a ís ica.
A Semana San a de B aga é a mais an iga e maio de Po ugal, endo sido o p imei-
o e en o de na u eza eligiosa a se decla ado de “in e esse pa a o Tu ismo”, em
e e ei o de 2012, pelo Tu ismo de Po ugal. Es ando associada às ep esen ações
128 A SEMANA SANTA DE BR AGA: IMPACTO ECONÓMICO, PERFIL DO VISITANTE E SATISFAÇÃO
comemo a i as da paixão e mo e de Jesus, a Semana San a de B aga, dando con-
inuidade à sua adição his ó ica, ap esen a-se hoje en iquecida com elemen os
ino ado es e exclusi os, in eg ando no seu p og ama ge al de a os eligiosos e a os
cul u ais, en e os quais p ocissões, conce os e exposições. Es a combinação de ce-
leb ações de na u eza eligiosa e cul u al, associada a um ele an e pa imónio his-
ó ico, conduz à iden i icação da Semana San a de B aga como um impo an e a i o
cul u al e eligioso, que se em indo a e ela na c escen e di e sidade de e en os
incluídos na p og amação da Semana San a de B aga.
Enquad ando-se no âmbi o do u ismo cul u al e eligioso, o impac o económico e
social da Semana San a de B aga, à semelhança do que se obse a ela i amen e
a ou as celeb ações da mesma na u eza em ou os pon os do globo, em indo a
susci a um c escen e in e esse po pa e dos in es igado es. San os (2011) e Sil a
(2015), po exemplo, concluem sob e a impo ância da dinamização económica po-
enciado a do desen ol imen o da cidade, en e os p incipais bene ícios do e en o
apon ados pelos inqui idos, sinalizando a ci culação au omó el e es acionamen o
como os p incipais aspe os a melho a . A es es con ibu os pa a a iqueza e emp ego
da cidade e da egião, Ba oso (2018) ac escen a a impo ância des e e en o pa a a
alo ização do pa imónio e a a i mação de B aga como des ino u ís ico.
Pe il do Visi an e, Sa is ação e Lealdade
A elação en e o pe il do u is a/ isi an e e a sa is ação é pa icula men e ele an-
e, dada a impo ância das pe ceções dos u is as na escolha do des ino, no consumo
de bens e se iços du an e a es adia e na decisão de e o na .
A sa is ação dos u is as e/ou isi an es é um dos aspe os mais explo ados nes e
con ex o, sendo um a o a e em conside ação pa a aumen a a compe i i idade
do des ino e um concei o cen al pa a comp eende o seu compo amen o du an e a
es adia e no u u o (And io is e al., 2008).
Os es udos de sa is ação ge almen e incluem a aliações de di e en es a ibu os do
des ino numa escala o dinal. A a és dessa escala, o u is a pode exp essa a sua sa-
is ação, insa is ação ou indi e ença ela i amen e a cada a ibu o. A sa is ação pode
se de e minada po a o es obje i os (po exemplo, as ca ac e ís icas dos p odu os
e se iços) ou subje i os (po exemplo, as necessidades dos clien es e as emoções)
e es á o emen e elacionada com o concei o de lealdade pa a com o des ino, de-
signadamen e com a decisão de epe i ou ecomenda a isi a (Co eia e al., 2017).
Vá ios es udos êm p ocu ado es abelece a elação en e a sa is ação e as ca ac e ís-
icas demog á icas e compo amen ais dos u is as, mas, em ge al, a li e a u a mos a
que não há consenso sob e o papel desses a o es na de e minação da sa is ação ( e ,
po exemplo, Agyeiwaah e al., 2016; Aleg e & Ga au, 2010; Valle e al., 2006).
Ainda que o consenso não es eja es abelecido ela i amen e ao ipo de impac o, há
e idência de que as ca ac e ís icas dos indi íduos in luenciam a sua sa is ação (po
129CULTURAS E TURISMO
exemplo, Ke s e e e al., 2001, ou Mas e & P ideaux, 2000), designadamen e: o
géne o (Huh, 2002; Qu & Li, 1997); o seu ní el de endimen o (Esu & A ey, 2009),
pa icula men e no que diz espei o ao alojamen o, sendo menos ele an e no que
diz espei o a a ações, e en ualmen e po algumas se em g a ui as ou mone a ia-
men e acessí eis (Agyeiwaah e al., 2016); o ní el de escola idade, com indi íduos
com ní eis mais ele ados a ap esen a um ní el de exigência supe io (Qu & Li,
1997; Valle e al., 2006) ou com esul ados ambíguos (Mechinda e al., 2009); ou a
o igem dos indi íduos, com os nacionais a ap esen a em ní eis de sa is ação in e io-
es, deco en es da pe ceção de que são menos bem a ados do que os es angei os
(Valle e al., 2006).
Me odologia e Dados
No sen ido de da espos a ao obje i o de aça o pe il do u is a e do isi an e de
B aga du an e a Semana San a e a alia a sa is ação des es com es e e en o e com a
cidade de B aga, oi aplicado um ques ioná io compos o po 20 ques ões. Com base
nes e ques ioná io o am ob idos de alhes básicos sob e os isi an es/ u is as (cinco
ques ões) e a sua es adia em B aga (11 ques ões).
Duas ques ões baseadas numa escala de Like com 5 ní eis (de 1 - mui o aco a 5 -
mui o bom) o am es u u adas pa a medi os ní eis de sa is ação dos u is as com a
p og amação da Semana San a e com um conjun o de a ibu os da cidade de B aga.
A opção “sem opinião” oi ambém incluída como possibilidade de espos a, pa a o
caso dos esponden es que não inham ido, a é ao momen o da en e is a, qualque
expe iência ela i amen e a algum dos a ibu os da p og amação ou da cidade.
Os a ibu os a aliados, que ep esen am os a ibu os do des ino incluíam: o comé -
cio, a es au ação/gas onomia, o pa imónio cul u al e a qui e ónico, o espaço de
ci culação pedes e, a ci culação au omó el e o es acionamen o, a segu ança, a lim-
peza em ge al, a hospi alidade das pessoas e a elação p eço/qualidade dos se iços
p es ados.
Rela i amen e à p og amação da Semana San a, o ques ioná io incluía a a aliação
das p ocissões e das celeb ações eligiosas, dos conce os e espe áculos e das expo-
sições. Incluía ainda a a aliação de um conjun o de a ibu os ais como a qualidade
e a di e sidade da p og amação, a sua di ulgação e os locais escolhidos pa a acolhe
essa p og amação.
Os ques ioná ios o am aplicados aos anseun es, en e os dias 12 de ab il e 15
de ab il de 2017, endo sido ob idas 1.106 espos as. A ma gem de e o máxima
associada a uma amos a alea ó ia de 1.106 inqui idos é de 2,95%, com um ní el
de con iança de 95%. Fo am en e is ados alea o iamen e os anseun es das uas
do cen o his ó ico, endo as en e is as deco ido no pe íodo en e as 14h e as 20h
na qua a- ei a e na quin a- ei a e en e as 11h e as 21h na sex a- ei a e no sábado,
como se obse a na Tabela 1.
130 A SEMANA SANTA DE BR AGA: IMPACTO ECONÓMICO, PERFIL DO VISITANTE E SATISFAÇÃO
Dia Ho á io Respos as
Qua a 14h – 20h 216
Quin a 14h – 20h 207
Sex a 11h – 21h 424
Sábado 11h – 21h 259
To al 1.106
A análise economé ica do pe il do isi an e es angei o, po compa ação com o i-
si an e nacional, en ol eu a es imação de um modelo P obi , sendo es e um modelo
que pe mi e a p edição de alo es omados po uma a iá el ca egó ica biná ia, a
pa i de uma sé ie de a iá eis explica i as con ínuas e/ou biná ias.
Analisamos ambém a associação en e um conjun o de a ibu os sociodemog á icos
dos isi an es e a sua sa is ação com di e en es aspe os da p og amação e com a
Semana San a de B aga em ge al. Pa a al, es ima am-se ou os se e modelos P obi ,
com o obje i o de es ima os de e minan es sociodemog á icos da sa is ação dos in-
qui idos ela i amen e a seis dimensões elacionadas com a p og amação e o e en o
(p ocissões; exposições; p og ama; di e sidade; di ulgação e locais) e a sa is ação
com a Semana San a de B aga em e mos globais.
Resul ados
Com base nas espos as ob idas aos ques ioná ios, é possí el an ecipa o pe il do i-
si an e, endo em con a um conjun o de ca a e ís icas socioeconómicas, dis inguindo
en e isi an es nacionais e es angei os (Tabela 2).
Nacional
%
Es angei o
%
To al
%
Géne o
Masculino
Feminino
43,5
56,5
51,8
48,2
48,3
51,7
Habili ações
Básico
Secundá io
Supe io
21,5
22,4
56,2
5,0
22,3
72,7
12,0
22,3
65,7
Escalão e á io
[16–24]
[25–44]
[45–64]
[65–…]
9,4
26,9
44,7
19,0
6,3
38,5
46,2
9,0
7,6
22,5
45,5
13,3
Tabela 1
Inqué i o de ua:
calenda ização e
núme o de espos as.
Tabela 2
Ca ac e ização da
amos a.
131CULTURAS E TURISMO
Como se pode obse a , no que diz espei o aos isi an es nacionais, há uma maio
pe cen agem de mulhe es, ce ca de 56% possuem o ensino supe io e ce ca de 45%
encon am-se na aixa e á ia dos 45 aos 64 anos, aumen ando pa a ce ca de 72%,
quando se conside a a aixa e á ia dos 25 aos 64 anos. A análise dos dados ela i a-
men e aos isi an es es angei os suge e uma maio pe cen agem de homens, uma
pe cen agem supe io de indi íduos com o ensino supe io (ce ca de 73%) e uma
concen ação semelhan e dos isi an es en e os 45 e 64 anos (ce ca de 46%) e su-
pe io dos isi an es en e 25 e 64 anos (85%).
Reco endo a modelos economé icos de escolha disc e a (P obi ), es imamos a p o-
babilidade de encon a mos, en e os isi an es es angei os, de e minadas ca ac e-
ís icas sociodemog á icas, epo ando-se, na Tabela 3, os e ei os ma ginais. Os esul-
ados co obo am a análise desc i i a, pe mi indo elabo á-la em e mos quan i a i os.
Va iá eis independen es E ei os ma ginais
Sexo eminino -0,089***
(0,034)
Escalão e á io [25–44] 0,179***
(0,069)
Escalão e á io [45–64] 0,144**
(0,067)
Escalão e á io [65–...] 0,031
(0,081)
Habili ações ensino secundá io 0,307***
(0,061)
Habili ações ensino supe io 0,367***
(0,054)
Obse ações 775
A análise dos esul ados pe mi e conclui que, em média, um isi an e do sexo emi-
nino em uma p obabilidade 9% in e io de se es angei o; um isi an e com idade
en e os 25 e os 44 anos em uma p obabilidade 17,9% supe io de se es angei o e
um isi an e com idade en e os 45 e os 64 anos em uma p obabilidade 14,4% su-
pe io de se es angei o, compa ada com a p obabilidade de um isi an e com idade
a é aos 24 anos; e um isi an e com o ensino secundá io em uma p obabilidade
30,7% supe io de se es angei o e um isi an e com o ensino supe io em uma
p obabilidade 36,7% supe io de se es angei o, compa a i amen e a um isi an e
com o ensino básico. Resumindo, os isi an es do sexo masculino, mais elhos e com
ní eis de escola idade mais ele ados, êm maio p obabilidade de se es angei os.
A in o mação sob e o pe il do isi an e ganha ele ância quando elacionada com
o seu g au de sa is ação, pe mi indo sinaliza as ca ac e ís icas indi iduais que de-
e minam a sa is ação. Em ge al, os esul ados apon am pa a ní eis de sa is ação
ele ados ela i amen e aos elemen os da p og amação, ainda que se obse e uma
p opo ção signi ica i a de indi íduos sem opinião (Figu a 1).
Tabela 3
Ca ac e ís icas dos
isi an es es angei os,
po compa ação com os
nacionais.
No a. E os-pad ão
en e pa ên esis. ***
p < 0,01, ** p < 0,05,
* p < 0,1. Ca ego ias
base: sexo masculino;
escalão e á io [16–24];
habili ações ensino
básico. Va iá el
dependen e: Visi an e
es angei o = 1 |
Nacional = 0
132 A SEMANA SANTA DE BR AGA: IMPACTO ECONÓMICO, PERFIL DO VISITANTE E SATISFAÇÃO
Uma possí el azão pa a es a ausência de opinião pode á deco e do ac o de,
aquando da espos a ao ques ioná io, o indi íduo ainda não e ido nenhuma expe-
iência elacionada com a p og amação do e en o (Ce ejei a e al., 2018). Conside-
ando as a aliações dos isi an es e dis inguindo en e dois g upos, designadamen e
um g upo com a aliações mui o bom e ou o com a aliações iguais ou in e io es
a bom, es ima am-se, sepa adamen e, modelos P obi pa a um conjun o de dimen-
sões, elacionadas com a p og amação e o e en o: p ocissões; exposições; p og ama;
di e sidade; di ulgação; locais e, inalmen e, em e mos globais, epo ando-se os
esul ados na Tabela 4.
Va iá eis P ocissões Conce os Exposições P og ama Di e sidade Di ulgação Locais Global
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8)
Visi an e es-
angei o
0,008 0,130 0,139 0,084 0,061 0,027 0,107* 0,016
(0,062) (0,104) (0,088) (0,061) (0,062) (0,057) (0,055) (0,046)
Sexo eminino 0,076 0,070 0,169* 0,112* -0,009 -0,060 0,062 0,001
(0,059) (0,102) (0,088) (0,058) (0,059) (0,054) (0,054) (0,045)
Escalão e á io
[25–44]
0,211 -0,025 0,181 0,239** 0,147 0,110 0,122 0,048
(0,133) (0,199) (0,165) (0,119) (0,121) (0,115) (0,117) (0,096)
Escalão e á io
[45–64]
0,166 -0,025 0,196 0,241** 0,189 0,040 0,091 0,073
(0,130) (0,194) (0,160) (0,116) (0,119) (0,112) (0,115) (0,094)
Escalão e á io
[65–...]
0,224 -0,040 0,148 0,362*** 0,225* 0,015 0,124 0,154
(0,140) (0,212) (0,174) (0,129) (0,134) (0,124) (0,125) (0,106)
Habili ações,
secundá io
-0,102 -0,105 -0,346** -0,044 -0,125 -0,173** -0,162* -0,120
(0,0930) (0,166) (0,145) (0,099) (0,102) (0,088) (0,085) (0,078)
Habili ações,
supe io
-0,147* -0,114 -0,201 -0,008 -0,063 -0,127 -0,078 -0,017
(0,081) (0,152) (0,129) (0,089) (0,092) (0,078) (0,076) (0,071)
Obse ações 266 102 122 283 285 337 321 505
Figu a 1
A aliação da
p og amação.
Tabela 4
De e minan es da sa is-
ação da p og amação
– isi an es (modelos
P obi ).
No a. E os-pad ão
en e pa ên esis. *** p
< 0,01, ** p < 0,05, * p
< 0,1. Ca ego ias base:
sexo masculino; escalão
e á io [16–24]; habi-
li ações ensino básico.
Va iá el dependen e =
0 pa a espos as iguais
ou in e io es a bom; = 1
pa a espos as = mui o
bom.
133CULTURAS E TURISMO
Os esul ados ob idos pe mi em conclui que, no que diz espei o à p obabilidade de
os indi íduos a alia em um i em como mui o bom, apenas se obse am di e enças
en e os isi an es nacionais e es angei os na a aliação dos locais escolhidos pa a
a ealização dos e en os, sendo os mesmos mais ap eciados pelos isi an es es an-
gei os. As mulhe es, compa a i amen e com os homens, a aliam melho a p og ama-
ção, que ende a se mais alo izada à medida que a idade aumen a. En e os indi í-
duos no escalão e á io mais ele ado, ambém se obse a uma maio alo ização da
di e sidade da p og amação. Finalmen e, ní eis de escola idade mais ele ados es ão
associados a indi íduos mais c í icos, em pa icula os indi íduos com ní el de esco-
la idade supe io endem a se mais c í icos ela i amen e às p ocissões e indi íduos
com o ensino secundá io endem a se mais c í icos ela i amen e às exposições,
di ulgação e locais, compa a i amen e aos indi íduos com o ensino básico.
O g au de en ol imen o dos habi an es da cidade, que pa icipando, que assis indo
aos e en os, mo i a o in e esse em a e i ambém o g au de sa is ação dos esiden-
es. Assim, ep oduziu-se o exe cício na base da Tabela 4, conside ando pa a além
dos isi an es e a sua o igem, os esiden es. Os esul ados ob idos es ão ap esen a-
dos na Tabela 5.
Va iá eis P ocissões Conce os Exposições P og ama Di e sidade Di ulgação Locais Global
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8)
Visi an e
nacional
-0,015 0,013 -0,034 -0,031 -0,040 -0,012 -0,054 -0,040
(0,050) (0,085) (0,077) (0,053) (0,053) (0,049) (0,049) (0,044)
Visi an e
es angei o
0,003 0,141 0,077 0,049 0,016 0,022 0,050 -0,013
(0,057) (0,089) (0,084) (0,061) (0,061) (0,056) (0,054) (0,046)
Sexo eminino 0,080* 0,058 0,104 0,090** 0,036 0,029 0,068 0,030
(0,044) (0,072) (0,066) (0,046) (0,046) (0,043) (0,042) (0,036)
Escalão e á io
[25–44]
0,247** 0,204 0,320*** 0,294*** 0,177* -0,010 0,105 0,150**
(0,096) (0,135) (0,117) (0,086) (0,092) (0,088) (0,090) (0,072)
Escalão e á io
[45–64]
0,231** 0,187 0,263** 0,299*** 0,179** -0,050 0,103 0,163**
(0,095) (0,133) (0,114) (0,084) (0,091) (0,087) (0,089) (0,071)
Escalão e á io
[65–...]
0,222** 0,185 0,309** 0,352*** 0,208** -0,093 0,157 0,264***
(0,105) (0,147) (0,128) (0,097) (0,104) (0,097) (0,097) (0,081)
Habili ações,
secundá io
-0,196*** -0,190* -0,248** -0,072 -0,065 -0,131** -0,114* -0,133**
(0,063) (0,107) (0,100) (0,073) (0,074) (0,066) (0,066) (0,059)
Habili ações,
supe io
-0,216*** -0,173* -0,130 -0,035 -0,030 -0,107* -0,038 -0,067
(0,055) (0,097) (0,092) (0,066) (0,067) (0,060) (0,059) (0,055)
Obse ações 473 195 221 465 474 553 524 762
Tabela 5
De e minan es da sa is-
ação da p og amação –
esiden es e isi an es.
No a. E os-pad ão
en e pa ên esis. *** p
< 0,01, ** p < 0,05, * p
< 0,1. Ca ego ias base:
sexo masculino; escalão
e á io [16–24]; habi-
li ações ensino básico.
Va iá el dependen e =
0 pa a espos as iguais
ou in e io es a bom; = 1
pa a espos as = mui o
bom.