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Trabalho qualificado e adoção de tecnologias de logística

Abstract

Atualmente, o capital humano, em particular, o trabalho qualificado tem tido destaque na eficácia da implementação de uma nova tecnologia dentro de uma organização (Matt et al, 2020). De acordo com vários autores (por exemplo, Schulz, 1961; Alonso & Collado, 2002 e Barbosa & Faria, 2008), o trabalho qualificado é caracterizado como um indicador favorável à inovação, pois tem maiores competências intelectuais que permitem acompanhar o desenvolvimento tecnológico (Meschi et al., 2015; Ugur et al., 2018). A atividade logística é especialmente confrontada com uma forte concorrência no mercado e recorre à inovação e à mão-de-obra qualificada para fidelizar o cliente através da diferenciação e qualidade dos seus serviços (Cui et al., 2021). Esta dissertação tem como foco principal perceber qual a relação entre o trabalho qualificado e a adoção de tecnologias de logística. Os dados foram retirados do inquérito CIS 2016, onde permite detetar as características que aumentam a probabilidade de uma empresa em inovar em logística. Adicionalmente, a inovação em logística foi distinguida em três tecnologias diferentes: fluxo de compras, fluxo de vendas e fluxo de stock. Para além do trabalho qualificado, foram também analisados outros possíveis determinantes à inovação, nomeadamente, a dimensão da empresa, atividades em I&D, presença da empresa num grupo, volume de vendas, indústria a que pertence. Verificou-se, assim, que o trabalho qualificado é um fator que afeta positivamente a probabilidade de uma empresa introduzir inovação em logística. Em particular, verificou-se uma relação positiva e monotónica entre o trabalho qualificado e a inovação em logística até uma intensidade de trabalhadores qualificados de 50% numa empresa. Este resultado sugere que existe um limiar no efeito do trabalho qualificado na adoção das tecnologias de logística. Tal compreende-se, porque a implementação da logística no processo produtivo das empresas requer simultaneamente trabalho não qualificado. Os resultados encontrados demonstraram ainda um efeito positivo das atividades em I&D e do volume de vendas na inovação em logística em geral e que as empresas de menor dimensão e da indústria dos serviços apresentam maior probabilidade em adotar inovações em logística. Por fim, constatou-se também, que não existem diferenças relevantes nos determinantes entre diferentes tipos de inovações de logística.

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Trabalho qualificado e adoção de tecnologias de logística

Author: Moreira, Inês Ferreira
Year: 2022
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/9f9b9d63-bcf5-4728-9366-e29b107e62b5/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
Inês Fe ei a Mo ei a
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de
Logís ica
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Economia Indus ial e da Emp esa
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ana Paula Rod igues Pe ei a de Fa ia
dezemb o de 2021
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DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
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AGRADECIMENTOS
Es a disse ação ep esen a um ma co mui o impo an e pa a mim, pois sinaliza o é mino de
uma e apa da minha ida académica e o começo de uma no a ase. Como o caminho não se az
sozinho, i e o p i ilégio de se acompanhada po um conjun o especial de pessoas que ize am com
que a ealização des a disse ação osse possí el. Po isso, aqui demons o a minha on ade em
dedica -lhes o meu p o undo ag adecimen o.
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ana Paula Rod igues Pe ei o de Fa ia, ag adeço odo
o acompanhamen o e a disponibilidade, como ambém a ansmissão de conhecimen os
imp escindí eis pa a a conc e ização da disse ação.
À minha amília, ag adeço o seu apoio incondicional e con iança que deposi a am em mim.
Ag adeço ambém a odos aqueles que, di e a ou indi e amen e con ibuí am pa a a supe ação
de conquis as e desa ios en en ados ao longo de odo o meu pe cu so a ní el académico e pessoal.
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DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico, e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida, ou alsi icação de in o mações
ou esul ados, em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais, decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
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RESUMO
A ualmen e, o capi al humano, em pa icula , o abalho quali icado em ido des aque na
e icácia da implemen ação de uma no a ecnologia den o de uma o ganização (Ma e al, 2020). De
aco do com á ios au o es (po exemplo, Schulz, 1961; Alonso & Collado, 2002 e Ba bosa & Fa ia,
2008), o abalho quali icado é ca ac e izado como um indicado a o á el à ino ação, pois em
maio es compe ências in elec uais que pe mi em acompanha o desen ol imen o ecnológico (Meschi
e al., 2015; Ugu e al., 2018). A a i idade logís ica é especialmen e con on ada com uma o e
conco ência no me cado e eco e à ino ação e à mão-de-ob a quali icada pa a ideliza o clien e
a a és da di e enciação e qualidade dos seus se iços (Cui e al., 2021).
Es a disse ação em como oco p incipal pe cebe qual a elação en e o abalho quali icado e
a adoção de ecnologias de logís ica. Os dados o am e i ados do inqué i o CIS 2016, onde pe mi e
de e a as ca ac e ís icas que aumen am a p obabilidade de uma emp esa em ino a em logís ica.
Adicionalmen e, a ino ação em logís ica oi dis inguida em ês ecnologias di e en es: luxo de
comp as, luxo de endas e luxo de
s ock
. Pa a além do abalho quali icado, o am ambém
analisados ou os possí eis de e minan es à ino ação, nomeadamen e, a dimensão da emp esa,
a i idades em I&D, p esença da emp esa num g upo, olume de endas, indús ia a que pe ence.
Ve i icou-se, assim, que o abalho quali icado é um a o que a e a posi i amen e a
p obabilidade de uma emp esa in oduzi ino ação em logís ica. Em pa icula , e i icou-se uma elação
posi i a e mono ónica en e o abalho quali icado e a ino ação em logís ica a é uma in ensidade de
abalhado es quali icados de 50% numa emp esa. Es e esul ado suge e que exis e um limia no e ei o
do abalho quali icado na adoção das ecnologias de logís ica. Tal comp eende-se, po que a
implemen ação da logís ica no p ocesso p odu i o das emp esas eque simul aneamen e abalho não-
quali icado.
Os esul ados encon ados demons a am ainda um e ei o posi i o das a i idades em I&D e do
olume de endas na ino ação em logís ica em ge al e que as emp esas de meno dimensão e da
indús ia dos se iços ap esen am maio p obabilidade em ado a ino ações em logís ica. Po im,
cons a ou-se ambém, que não exis em di e enças ele an es nos de e minan es en e di e en es ipos
de ino ações de logís ica.
Pala as-cha e: Ino ação, abalho quali icado, logís ica, de e minan es da ino ação.

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ABSTRACT
Nowadays, human capi al, in pa icula quali ied wo k has been highligh ed in he e ec i eness
o implemen ing a new echnology wi hin an o ganiza ion (Ma e al, 2020). Acco ding o se e al
au ho s ( o example, Schulz, 1961; Alonso & Collado, 2002 and Ba bosa & Fa ia, 2008), quali ied
wo k is cha ac e ized as a a ou able indica o o inno a ion, as i has g ea e in ellec ual skills ha
allow i o ollow echnological de elopmen (Meschi e al., 2015; Ugu e al., 2018). The logis ics
ac i i y is especially aced wi h s ong compe i ion in he ma ke and uses inno a ion and quali ied
labou o e ain he cus ome h ough he di e en ia ion and quali y o i s se ices (Cui e al., 2021).
This disse a ion has as main ocus o unde s and he ela ionship be ween quali ied wo k and
he adop ion o logis ics echnologies. Da a we e aken om he CIS 2016 su ey, which allows
de ec ing he cha ac e is ics ha inc ease he p obabili y o a company o inno a e in logis ics.
Addi ionally, inno a ion in logis ics was dis inguished in h ee di e en echnologies: pu chase low,
sales low and s ock low. In addi ion o quali ied wo k, o he possible de e minan s o inno a ion we e
also analysed, namely, company size, R&D ac i i ies, company p esence in a g oup, sales olume,
indus y o which i belongs.
Thus, i was con i med ha quali ied wo k is a ac o ha posi i ely a ec s he p obabili y o a
company o in oduce inno a ion in logis ics. In pa icula , he e was a posi i e and mono onic
ela ionship be ween quali ied wo k and logis ics inno a ion un il 50% o quali ied wo ke s in ensi y in a
company. This esul sugges s ha he e is a h eshold in he e ec o skilled labou in he adop ion o
logis ics echnologies. This is unde s andable because he implemen a ion o logis ics in he p oduc ion
p ocess o companies simul aneously equi es unskilled wo k
The esul s ound also showed a posi i e e ec o R&D ac i i ies and sales olume on inno a ion
in logis ics in gene al and ha smalle companies and hose in he se ice indus y a e mo e likely o
adop inno a ions in logis ics han la ge companies and he manu ac u ing indus y. Finally, i was also
ound ha he e a e no ele an di e ences in he de e minan s be ween di e en ypes o logis ics
inno a ions.
Keywo ds: Inno a ion, skilled wo k, logis ics, de e minan s o inno a ion.
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ÍNDICE GERAL
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ii
AGRADECIMENTOS iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE i
RESUMO
ABSTRACT i
ABREVIATURAS E SIGLAS ix
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO 11
1.1. Mo i ação e impo ância do ema 11
1.2. Obje i o da in es igação e ques ão de in es igação 12
1.3. Es u u a da disse ação 12
CAPÍTULO II – REVISÃO DA LITERATURA 13
2.1. In odução 13
2.2. Ino ação 13
2.3. Ino ação em logís ica 14
2.4. T abalho quali icado e abalho não-quali icado 16
2.5. Relação do abalho quali icado em adoção de ecnologia 16
CAPÍTULO III – METODOLOGIA 20
3.1. In odução 20
3.2. Dados 20
3.3. Modelo Empí ico 21
3.4. Modelo Economé ico 25
3.5. Conclusão 25
CAPÍTULO IV – RESULTADOS 27
4.1. In odução 27
4.2. Co elação en e as a iá eis 27
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4.3. Dis ibuição da ino ação em logís ica po in ensidade de abalho quali icado 29
4.4. Relação en e ino ação em logís ica e abalho quali icado 31
4.5. Conclusão 33
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS 35
5.1. In odução 35
5.2. Sín ese 35
5.3. Respos a aos Obje i os De inidos 36
5.4. Limi ações de In es igação e Pis as de In es igação 37
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 38
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ABREVIATURAS E SIGLAS
CIS - Communi y Inno a ion Su ey
I&D - In es igação e Desen ol imen o
OCDE - O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico
PME - Pequena e Média Emp esa
SEE - Sis ema Es a ís ico Eu opeu
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As emp esas com mais ecu sos ecnológicos, ap esen am uma maio in ensidade em I&D, o
que a e a posi i amen e a adoção de ino ações em logís ica (Raymond & S -Pie e, 2010).
De um modo ge al, as emp esas que e ela em in e esse em eco e à adoção de no as
ecnologias, com is a em melho a a a i idade logís ica, de e ão e consciência das suas capacidades
e dos a o es a o á eis à ino ação exis en es (Holl & Ma io i, 2021).
2.4. T abalho quali icado e abalho não-quali icado
O abalho quali icado ep esen a o conhecimen o e as compe ências dos colabo ado es de
uma o ganização (Sandne & Block, 2011). É possí el analisá-lo, endo em con a a a ibuição sala ial
de cada colabo ado , ou a a és de in es imen os na quali icação (Chen & Lin, 2004).
Exis em á ios mé odos de classi icação en e o abalho quali icado e abalho não-quali icado
den o de uma emp esa. Na maio ia dos casos baseiam-se no ipo de a e a desempenhada (
ca ego ia
p o issional
) (Baue & Bende , 2004; Addison e al., 2008) ou na
escola idade dos abalhado es
(Gonzaga e al., 2006; Jacin o e al., 2017).
A di isão dos abalhado es po
ca ego ia p o issional
signi ica que aqueles que desempenham
unções de não-p odução são classi icados como abalhado es quali icados. Já os que ope am
a i idades epe i i as, são conside ados abalhado es não-quali icados. Caso se di ida os abalhado es
po
escola idade
, os uncioná ios que de êm habili ações académicas equi alen es ao ensino
secundá io ou supe io desempenham um abalho quali icado, enquan o os abalhado es com
habili ações académicas in e io es são conside ados como não-quali icados (Gonzaga e al., 2006).
2.5. Relação do abalho quali icado em adoção de ecnologia
De ido à ele ada in ensidade da conco ência, são á ios os se o es que eco em à ino ação
pa a co esponde às exigências do me cado, a a és do aumen o da e iciência de p odução e da
minimização dos cus os (Kokina & Blanche e, 2019).
Numa economia o ien ada pa a a ecnologia e os se iços, as compe ências e o desempenho
e icaz do abalho quali icado êm conquis ado cada ez mais impo ância (Guo e al., 2021). A
quali icação do me cado de abalho em me ecido des aque po pa e das emp esas de ido à

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p oximidade en e o abalho quali icado e as capacidades da ino ação (OCDE, 2018). A mão-de-ob a
quali icada é conside ada o a o que mais con ibui pa a a e olução económica de um país (Schulz,
1961), pois em a capacidade de es imula signi ica i amen e a p odu i idade de uma emp esa (Ku &
Ku , 2015). Guo e al., (2021) sublinham que a al a de habili ações do abalho quali icado p ejudica
a e icácia da ino ação. Po isso, há um c escen e in e esse em con a a abalhado es quali icados,
is o que são as a i idades com ca á e mais in elec ual que co espondem aos equisi os dos a anços
ecnológicos (Meschi e al., 2015; Ugu e al., 2018). Des e modo, é possí el obse a que a ino ação e
o abalho quali icado encon am-se posi i amen e elacionados – o abalho quali icado es imula a
ino ação e o con á io ambém se e i ica, is o é, quando as emp esas ino am c iam mais pos os de
abalho quali icado (Alonso & Collado, 2002). A elação en e a ecnologia e as compe ências dos
abalhado es e le e, assim, uma causalidade bidi ecional, em que os a anços ecnológicos azem
aumen a a p ocu a po mão-de-ob a quali icada e, consequen emen e, os abalhado es quali icados
êm mais capacidade em u iliza e desen ol e no as ecnologias (Ba bosa & Fa ia, 2008).
Embo a a quali icação do me cado de abalho seja equisi ada pelas emp esas, Pa ello (2011)
a i ma que semp e que qualque ino ação é implemen ada numa emp esa, e i ica-se uma lacuna
en e as compe ências necessá ias pa a esponde à ino ação ge ada e as compe ências adqui idas
pelos abalhado es no momen o. Uma solução pa a comba e a escassez de mão-de-ob a quali icada,
é apos a p e iamen e na educação, no desen ol imen o de
so skills
e no a anço ecnológico (Schulz,
1961). Pa a além disso, Esc ig-Tena, e al. (2021) ealçam a o mação e a pe mu a de ideias en e os
uncioná ios quali icados, como possí eis exemplos de in es imen o na quali icação dos abalhado es
– Tan o a o mação, como a in e ação en e os uncioná ios de e ão es a de aco do com a es a égia
de ino ação ado ada. Segundo a OCDE (2018), as o mações que mais incen i am a ino ação
pe encem às á eas elacionadas com I&D, engenha ia,
design
e ou as a i idades c ia i as.
Em ez de con a a somen e pessoal indicado, é impo an e que a emp esa p opo cione um
ambien e o ien ado pa a a c ia i idade e pa a o apoio no desen ol imen o de no as ideias (Dul &
Ceylan, 2014). He mann e Peine (2011) de endem que a elação posi i a en e a ino ação e a
quali icação do pessoal não é assim ão linea . Aliás, a combinação de di e en es habili ações e le e
um impac o mais posi i o e mul iplica i o, do que se a con a ação osse egida exclusi amen e pelo
ipo de habili ações dos colabo ado es.
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T abalho quali icado e ino ação em logís ica:
Os abalhado es de logís ica desempenham um papel undamen al no comé cio in e nacional
(Bonahich & Wilson, 2008). Sabendo da impo ância da o ça de abalho, as emp esas de logís ica
demons am in enção em o ma os seus uncioná ios, no sen ido de ob e em o conhecimen o e inado
sob e a a i idade logís ica e a ges ão da cadeia de sup imen os, a uando de o ma e icaz as suas
ope ações a a és de soluções ino ado as de uma o ma p oa i a (Men ze e al., 2001).
Assim, a ob enção de conhecimen o, a o mação e a quali icação dos colabo ado es a e am
posi i amen e a ino ação logís ica (Wagne , 2008) e, po isso, há que des aca a ele ância da
men alidade dos colabo ado es da emp esa pa a a ino ação.
Apesa dos abalhado es quali icados se em os mais p ocu ados pelas emp esas ino ado as
(Ti in & Kissling, 2007), odos os uncioná ios con ibuem pa a a c iação de no as ideias (Busse &
Wallenbu g, 2011). As emp esas cada ez mais demons am in e esse em ec u a pessoal endo em
con a a sua pe sonalidade (abe u a pa a a mudança, a i ude em en en a os desa ios e cu iosidade) e
não apenas pelas suas quali icações académicas ou ní el de expe iência (Adams e al., 2006).
2.6. Conclusão
O obje i o cen al des e capí ulo oi elabo a uma e isão de li e a u a sob e o abalho
quali icado e a ino ação. De aco do com as á ias análises obse adas ao longo des e capí ulo, é
possí el e i ica que exis e uma ge al conco dância ela i amen e à impo ância da quali icação dos
abalhado es na adoção de no as ecnologias.
Pa a um melho en endimen o nes e ema, o concei o de ino ação oi abo dado e ca ego izado
em elação ao ipo, podendo assim se designado po ino ação de p odu o ou ino ação de p ocesso. A
ino ação do p odu o é conside ada um ipo de ino ação, onde o seu oco cen a-se no desen ol imen o
de no os p odu os no me cado. Já a ino ação de p ocesso, em como p incipal p opósi o aumen a a
e iciência da p odução e da dis ibuição (Giuliodo i & S ucchi, 2012).
P e endeu-se igualmen e, cla i ica o e mo ino ação de logís ica, sendo es e conside ado uma
ino ação de p ocesso, segundo a OCDE (2018). Apesa da logís ica se c ucial pa a o c escimen o
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económico, exis e a ualmen e um eduzido núme o de es udos ocados na adoção de no as ecnologias
em logís ica (Holl & Ma o i, 2021).
O abalho quali icado desempenha um papel c ucial no desen ol imen o de no as ideias
(Men ze e al., 2001), e po isso, ainda nes e capí ulo, o abalho oi classi icado endo em con a o
g au de escola idade (Gonzaga e al., 2006; Jacin o e al., 2017) e ca ego ia p o issional (Baue &
Bende , 2004; Addison e al., 2008) do colabo ado . Se a classi icação do abalho o egida pela
escola idade, o abalhado com habili ações académicas iguais ou supe io es ao ensino secundá io
desempenha um abalho quali icado, caso con á io é um abalhado não-quali icado (Gonzaga e al.,
2006). Em elação à ca ego ia p o issional, os abalhado es quali icados são aqueles com unções de
ca iz in elec ual, enquan o os abalhado es não-quali icados es ão di ecionados às a i idades o inei as
(Gonzaga e al., 2006).
As emp esas êm is o, cada ez mais, as po encialidades da ino ação e po isso, êm
demons ado um maio in e esse em implemen á-las in e namen e (Kokina & Blanche e, 2019).
Sabendo que a quali icação dos abalhado es con ibui pa a a e olução ecnológica, a g ande maio ia
dos au o es con i mam a exis ência de uma elação posi i a en e o abalho quali icado e a ino ação.
Nes e sen ido, as emp esas p ocu am con a a um maio núme o de pessoal quali icado, dado que
quan o maio o a pe cen agem de abalho quali icado numa emp esa, maio é a p obabilidade de a
emp esa ino a (Ba bosa & Fa ia, 2008; Meschi e al., 2015; Ugu e al., 2018).
O mesmo se e le e em logís ica, pois a ob enção de conhecimen o e a o mação dos
abalhado es conduzem à in odução de soluções ino ado as (Wagne , 2008). Assim, as emp esas
encionam aumen a a mão-de-ob a quali icada, a a és da con a ação de abalhado es quali icados
(Ti in e Kissling, 2007) e da apos a na o mação (Men ze e al., 2001).
Embo a haja uma endência em seleciona colabo ado es com ele adas quali icações, as
emp esas de em ambém alo iza as
so skills
de cada abalhado a o á eis à ino ação (Adams e
al., 2006). De uma manei a ge al, a di e sidade de uncioná ios e a in e ação en e eles são
conside adas, po He mann e Peine (2011), uma on e po encial de ino ação.
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CAPÍTULO III – METODOLOGIA
3.1. In odução
O obje i o da disse ação consis e na a aliação da in luência do abalho quali icado na adoção
de no as ecnologias na a i idade logís ica e, nes e sen ido, o p esen e capí ulo isa explana a
me odologia u ilizada pa a da espos a ao obje i o e à ques ão de in es igação de inidos
an e io men e.
A es u u a do capí ulo é compos a po 4 secções na o alidade. Na secção 3.2. encon am-se
disc iminados os dados u ilizados, bem como a on e dos dados u ilizada. A secção 3.3. ap esen a as
a iá eis empí icas, a es a ís ica desc i i a e os esul ados espe ados. Seguidamen e, a secção 3.4.
cen a-se na explicação do modelo economé ico escolhido pa a a in es igação em causa. Po im, a
secção 3.5. des ina-se a uma b e e conclusão de odo o capí ulo.
3.2. Dados
Os dados que pe mi i ão ob e espos as à ques ão de in es igação, ap esen adas no Capí ulo
I, são e i ados po ia do Inqué i o Comuni á io à Ino ação (CIS 2016). Es e inqué i o, com uma
pe iodicidade bienal, é coo denado pelo Eu os a , base de dados es a ís icos da zona eu o. Segundo a
OCDE (2018), o CIS é a ualmen e uma on e de dados es a ís icos e e en es à ino ação das emp esas
p esen es nos Es ados-Memb os da União Eu opeia e em á ios países memb os do Sis ema Es a ís ico
Eu opeu (SEE). O CIS, que inicialmen e e a di ecionado pa a es udos académicos, em g adualmen e
despe ado in e esse aos analis as de polí ica, como ambém aos ins i u os nacionais de es a ís ica
de ido à sua con iança e acilidade em ob e esul ados sob e a ino ação eu opeia (A undel & Smi h,
2013).
O inqué i o CIS 2016 ecolhe in o mação sob e as a i idades de ino ação nas emp esas, num
pe íodo comp eendido en e 2014 e 2016. A sua amos a é cons i uída po um o al de 9.601
emp esas, sendo es as depois es a i icadas median e as ca ego ias solici adas pela Eu os a .
Nes a edição, oi adicionado um módulo especí ico pa a as ino ações em logís ica. Os
p incipais esul ados ela i amen e à ino ação em logís ica demons am que 40,3% das emp esas em
análise in oduzi am uma ino ação em logís ica. O ipo de ino ação em logís ica mais ado ado pelas
emp esas po uguesas oi o sis ema de ges ão de
s ocks
(24,2%). A jus i icação mais comum das
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
21
emp esas que decidi am ino a em logís ica oi “Melho a o desempenho da emp esa”, ep esen ando
24,8%.
Os dados ecolhidos pa a o p esen e es udo, o am e i ados das pe gun as 1.1, 16.1, 16.4,
17.3 e 17.4 do inqué i o CIS 2016.
3.3. Modelo Empí ico
Tal como oi mencionado an e io men e, a base de dados da Eu os a inclui uma amos a de
9.601 emp esas pe encen es à zona eu o ela i amen e ao pe íodo en e 2014 e 2016.
Sabendo que o obje i o cen al da p esen e disse ação p ocu a analisa os e ei os do abalho
quali icado na ino ação em logís ica, as a iá eis dependen es são os ipos de ino ação em logís ica
(ino ação no luxo das comp as, luxo de
s ock
e no luxo das endas) e as a iá eis explica i as
co espondem ao núme o de abalhado es quali icados, bem como ou as ca ac e ís icas das
emp esas. Na Tabela 1, as a iá eis encon am-se enume adas e desc i as esumidamen e.
Tabela 1- Desc ição das a iá eis
Va iá el
Desc ição
Ino ação em
Logís ica
Va iá el biná ia pa a iden i ica as emp esas que in oduzi am
ino ação em logís ica, se sim =1, caso con á io =0
Fluxo de S ock
Va iá el biná ia pa a iden i ica as emp esas que in oduzi am
ino ação de ges ão de s ocks, se sim =1, caso con á io =0
Fluxo de Vendas
Va iá el biná ia pa a iden i ica as emp esas que in oduzi am
ino ação de luxo de endas, se sim =1, caso con á io =0
Fluxo de Comp as
Va iá el biná ia pa a iden i ica as emp esas que in oduzi am
ino ação de luxo de comp as, se sim =1, caso con á io =0
T abalho Quali icado
Va iá el ca egó ica pa a iden i ica a pe cen agem de pessoas ao
se iço nas emp esas em 2016 com o mação supe io , se 0% =0,
1%-4%=1; 5%-9%=2; 10%-24%=3; 25%-49%=4; 50%-74%=5; 75%-
100%=6
Dimensão
Va iá el ca egó ica pa a iden i ica a dimensão das emp esas,
pequena dimensão en e 10 a 49 abalhado es =1, média
dimensão en e 50 a 249 abalhado es = 2, g ande dimensão com
mais de 250 abalhado es =3

T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
22
Va iá el
Desc ição
I&D
Se a emp esa ealizou a i idades de ino ação e desen ol imen o no
in e io da emp esa, en e 2014 e 2016 (0=não; 1=sim)
G upo
Va iá el biná ia pa a iden i ica emp esas que pe encem a um
g upo económico, se sim =1, caso con á io =0
Vendas
Va iá el que iden i ica o olume de negócios das emp esas, em
eu os, em 2014, em loga i mo na u al
Indús ia
Va iá el biná ia pa a iden i ica emp esas que pe encem à
indús ia ans o mado a, se sim =1, e caso pe ençam à indús ia
dos se iços = 0
Fon e: Elabo ação p óp ia.
A a iá el
T abalho Quali icado
ep esen a a pe cen agem de pessoas ao se iço com o mação
supe io e, de aco do com o inqué i o CIS 2016, é egida po uma escala pe cen ual di idida em 7
g upos: 0%; 1%-4%; 5%-9%; 10%-24%; 25%-49%; 50%-74%; 75%-100%. É de no a que a o mação
supe io equi ale ao g au de bacha ela o, licencia u a, mes ado ou dou o amen o (CIS 2016).
Pa a além des as, se ão ambém analisadas ou as a iá eis explica i as, designadamen e:
Dimensão, I&D, G upo, Vendas
e
Indús ia
. Ba bosa e Fa ia (2008) e e em que é p eciso e em con a as
ca ac e ís icas da emp esa pa a uma ino ação bem-sucedida. Es as a iá eis p e endem, assim,
en ende em que condições as emp esas aumen am a p obabilidade de ino a em logís ica.
Em alinhamen o com a e isão de li e a u a, as emp esas de g ande dimensão são mais
p opícias a ino a em logís ica do que as de pequena dimensão de ido à sua capacidade em ob e
mais ecu sos inancei os, bem como con a a pessoal mais quali icado (Soosay & Hyland, 2004).
Assim, espe a-se que a a iá el
Dimensão
enha um e ei o posi i o em odos os ipos de ino ação em
análise.
Rela i amen e à a iá el independen e
I&D
, espe a-se igualmen e uma associação posi i a
en e as a i idades ealizadas em I&D e a p obabilidade em ino a em logís ica (Raymond & S -Pie e,
2010). Es a a iá el e a a a capacidade da emp esa em e e no as ideias e conhecimen os
ecnológicos.
A a iá el
G upo
p e ende e i ica se a emp esa ope a em conjun o com um g upo de
emp esas ou indi idualmen e. Po ou as pala as, a lei u a des a a iá el oca-se na possibilidade de o
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
23
amanho da emp esa-mãe de um g upo e in luência na adoção de no as ecnologias (Fa ia e al.,
2002). Os mesmos au o es a i mam que uma emp esa que pe ence a um g upo pode á ansmi i o
conhecimen o pa a as es an es emp esas, o que es imula a ino ação. Pa indo des e p essupos o,
p e ê-se uma elação posi i a à p obabilidade em ino a .
As endas de uma emp esa es ão associadas ao seu olume de negócios, o que signi ica que
quan o mais ecu sos inancei os i e , mais possibilidades a emp esa em em in es i em ecnologias
mais ino ado as e au oma izadas (Fa ia e al., 2002). A ino ação em logís ica es á posi i amen e
elacionada com os ecu sos ecnológicos de uma emp esa (Raymond & S -Pie e, 2010), o que po
sua ez, implica que uma emp esa enha ecu sos inancei os adqui idos a a és do núme o de endas
e e uado. Des e modo, espe a-se que a a iá el
Vendas
aumen e a p obabilidade de uma emp esa
in oduzi ino ação em logís ica.
Admi indo que a ino ação em logís ica é ans e sal pa a odos os se o es de a i idade, pa a
além do anspo e e logís ica (Busse & Wallenbu g, 2011), a a iá el
Indús ia
p e ende analisa se a
indús ia ans o mado a é mais p opícia a ino a do que a de se iços. Como as indús ias com
ca ac e ís icas di e en es êm egimes ecnológicos dis in os (Fa ia e al., 2002), espe a-se obse a
esul ados di e en es pa a cada indús ia.
A Tabela 2 pe mi e ealiza uma análise desc i i a de odas as a iá eis de uma o ma in ui i a.
Os pa âme os u ilizados na es a ís ica desc i i a o am a média, os alo es mínimos e máximos e o
des io-pad ão. Pa a além disso, ambém es á expos o o núme o de obse ações e e uadas pa a cada
a iá el.
Tabela 2- Es a ís ica desc i i a po a iá el de in e esse
Va iá el
Obs.
Média
Des io-pad ão
Mínimo
Máximo
Ino ação em
Logís ica
6775
0,314
0,464
0
1
Fluxo de
Comp as
6775
0,141
0,348
0
1
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
24
Va iá el
Obs.
Média
Des io-pad ão
Mínimo
Máximo
Fluxo de Vendas
6775
0,159
0,365
0
1
Fluxo de S ock
6775
0,252
0,434
0
1
T abalho
Quali icado
6775
2,412
1,830
0
6
G upo
6775
0,268
0,443
0
1
Dimensão
6775
1,441
0,712
1
3
I&D
6775
0,489
0,500
0
1
Vendas
6775
14,785
1,707
5,864
22,252
Indús ia
6775
0,512
0,500
0
1
Fon e: Elabo ação p óp ia
Median e a Tabela 2 ap esen ada, é possí el e i a alguma in o mação ele an e em elação às
ca ac e ís icas e ino ação de logís ica nas emp esas po uguesas, den o do pe íodo 2014-2016. Pos o
is o, cons a ou-se que, em média, ce ca de 31% das emp esas ino a am em logís ica,
independen emen e do ipo de ino ação ado ada. Num uni e so cons i uído po 6.775 emp esas
po uguesas, hou e mais emp esas que ealiza am ino ação em logís ica em luxo de
s ocks
(25%),
sucedendo a ino ação em luxo de endas (16%) e a ino ação de luxo de comp as (14%). Em elação
ao abalho quali icado, e i icou-se que em média as emp esas po uguesas êm abalhado es
quali icados no e cei o escalão, ep esen ando 10%-24%.
Além disso, obse ou-se que ce ca de 27% das emp esas pe encem a um g upo de emp esas.
Quan o à dimensão das emp esas, a maio ia encon a-se no segundo escalão, ou seja, são cons i uídas
num in e alo de 50-249 emp egados. O alo médio que co esponde às despesas em I&D aduz que
49% das emp esas desen ol e am a i idades em I&D no pe íodo em análise. O alo médio das Vendas
anuncia que a média das emp esas ino ado as em logís ica egis am um olume ap oximadamen e de
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
25
15% e o da indús ia mos a que 51% das emp esas inqui idas azem pa e da indús ia
ans o mado a, enquan o 49% das emp esas são de se iços.
3.4. Modelo Economé ico
Sendo que es e es udo p e ende a alia a p obabilidade de uma emp esa ino a em logís ica,
os dados ecolhidos se ão calculados segundo o modelo economé ico p obi .
Tal como oi e e ido no ópico an e io , as a iá eis dependen es – associadas à adoção de
ino ação em logís ica, são de na u eza quali a i a, exis indo apenas duas possibilidades, 𝑦𝑖= 0 (não
ado a a ecnologia) ou 𝑦𝑖= 1 (ado a a ecnologia), po an o a a-se de uma a iá el biná ia. Assim, az
sen ido u iliza mos o modelo p obi (Woold idge, 2010) onde se p ocu a es ima a p obabilidade de
oco e a adoção da ecnologia, i.e.:
𝑝 (𝑿) ≡ 𝑃(𝑦 = 1|𝐗) = 𝑃(𝑦 = 1|𝑥1, 𝑥2… 𝑥𝑘) (1)
Em que X é um e o de a iá eis explica i as, e
y
o indicado de adoção da ecnologia. No
e o das a iá eis explica i as encon am-se as ca ac e ís icas da emp esa, ais como abalho
quali icado, dimensão, I&D, g upo, endas e se o de a i idade.
3.5. Conclusão
Nes e capí ulo p e endeu-se explica os dados e seus mé odos de cálculo, isando esponde à
ques ão de in es igação ap esen ada no p imei o capí ulo.
P imei amen e, p ocedeu-se à iden i icação dos dados, da amos a e da on e dos dados. Pa a
es e es udo, os dados são ob idos a a és do Inqué i o Comuni á io à Ino ação (CIS 2016), o necidas
pela base de dados da Eu os a . O CIS 2016 é e e en e ao pe íodo bienal 2014-2016 e es a a aliação
quan o à ino ação em logís ica em uma amos a compos a po um o al de 6775 emp esas.
Pos e io men e, no modelo empí ico, o am abo dadas as a iá eis e a elação exis en es en e
si. Pa a i de encon o à ques ão de in es igação, os dados de in e esse es ão associados ao ipo de
ino ação em logís ica, abalho quali icado, p esença num g upo, dimensão, I&D, endas e indús ia.
Os ipos de ino ação em logís ica (ino ação no luxo de
s ock
, luxo das endas e luxo das comp as)
são as a iá eis dependen es, enquan o o núme o de abalhado es quali icados ( abalho quali icado)
e as ca ac e ís icas das emp esas (dimensão, g upo, dimensão, I&D, endas e indús ia) são as
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
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Tabela 5- Ino ação em logís ica e abalho quali icado
1
Va iá eis
Ino ação em
Logís ica
Fluxo de
Comp as
Fluxo de Vendas
Fluxo de S ock
T abalho
Quali icado
1% a 4%
0,276***
(0,061)
0,190***
(0,077)
0,186***
(0,074)
0,232***
(0,066)
5% a 9%
0,373***
(0,072)
0,206***
(0,088)
0,268***
(0,084)
0,321***
(0,076)
10% a 24%
0,380***
(0,067)
0,254***
(0,082)
0,269***
(0,079)
0,369***
(0,070)
25% a 49%
0,384***
(0,077)
0,239***
(0,093)
0,198***
(0,091)
0,329***
(0,081)
50% a 74%
0,112**
(0,086)
0,107**
(0,103)
-0,100**
(0,104)
0,115**
(0,091)
75% a 100%
0,069**
(0,083)
0,158**
(0,098)
-0,235***
(0,105)
0,059**
(0,087)
G upo
-0,146***
(0,045)
-0,056**
(0,052)
-0,127***
(0,052)
-0,182***
(0,047)
Dimensão
Média
-0,092***
(0,054)
-0,122***
(0,060)
-0,061**
(0,058)
-0,042**
(0,052)
G ande
-0,042**
(0,062)
0,066**
(0,071)
0,044*
(0,069)
-0,013*
(0,064)
I&D
0,901***
(0,035)
0,736***
(0,043)
0,841***
(0,043)
0,864***
(0,037)
Vendas
0,070***
(0,014)
0,039***
(0,016)
0,061***
(0,017)
0,070***
(0,015)
Indús ia
-0,097***
(0,034)
-0,228***
(0,045)
-0,040**
(0,044)
-0,132***
(0,040)
Cons an e
-2,163***
(0,203)
-2,135***
(0,234)
-2,500***
(0,237)
-2,294***
(0,214)
1
Os esul ados ap esen ados de i am de um es e P obi . O p imei o alo é o coe icien e de eg essão e o alo en e pa ên eses é o des io-pad ão. Duas
a iá eis o am omi idas: o p imei o escalão do abalho quali icado que co esponde a 0% e o p imei o escalão da dimensão que co esponde a uma
emp esa compos a po 10 a 49 emp egados.

T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
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Va iá eis
Ino ação em
Logís ica
Fluxo de
Comp as
Fluxo de Vendas
Fluxo de S ock
Nº Obse ações
6709
6709
6709
6709
Wald chi2
864,02
383, 76
519,16
711,40
Pseudo R2
0,1126
0,0779
0,0995
0,1035
Fon e: Elabo ação p óp ia
No a: ***, **, * ep esen am, espe i amen e, o ní el de signi icância de 1%, 5% e 10%.
4.5. Conclusão
Pa a que osse possí el esponde à ques ão de in es igação, os dados ecolhidos o am,
p imei amen e, a aliados quan o ao ní el de co elação en e as a iá eis. Pos e io men e oi ei a uma
análise po meno izada sob e o abalho quali icado exis en e nas emp esas da amos a a a és da
u ilização dos coe icien es Pea son e C ame ’s V. A pa i da eg essão p obi , oi possí el pe cebe
quais as a iá eis a e am posi i a ou nega i amen e a ino ação em logís ica a ní el ge al e po ipo de
ecnologia.
Os seus esul ados mos am que o abalho quali icado con ibui de o ma g adual à
p obabilidade de uma emp esa ino a em logís ica, a é a ingi os 50%. Es e esul ado suge e que as
emp esas que usam es as ecnologias eco em simul aneamen e a abalho não quali icado que
p ecisa de se desempenhado ao in oduzi uma ino ação em logís ica. O luxo de endas é a
ecnologia onde se e i ica, de o ma mais acen uada, es a endência. Pa a além disso, é de no a que
a maio ia das emp esas inqui idas êm uma baixa ep esen a i idade de abalhado es quali icados,
enquan o apenas 16% das emp esas êm abalho quali icado com ele ada in ensidade.
As es an es a iá eis se em como um complemen o na análise da elação en e o abalho
quali icado e a ino ação logís ica. A pa i do a amen o dos dados, oi possí el conclui que as
a iá eis mo i ado as à ino ação são as a i idades em I&D e o olume das endas. Quan o mais o em
ealizadas a i idades em I&D, maio é a p obabilidade de uma emp esa desen ol e no as ecnologias
em logís ica. O olume das endas in luencia de o ma posi i a a ino ação, no en an o, a ecnologia
que menos se e le e es a elação posi i a é a de luxo de comp as.
Con a iamen e com o que oi a i mado na e isão da li e a u a (Fa ia e al., 2002; Holl e
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
34
Ma io i 2021), a p esença de uma emp esa num g upo e a dimensão da emp esa con ibuem
nega i amen e a ino ação. O ac o de uma emp esa pe ence a um g upo de á ias emp esas, diminui
a p obabilidade de ino a em logís ica de aco do com os esul ados ob idos a a és da eg essão p obi .
Es a pesquisa ambém demons ou que a dimensão de uma emp esa in luencia na implemen ação de
no as ecnologias. Mais conc e amen e, as emp esas pequenas (10-49 emp egados) são as que mais
incen i am a ino ação em logís ica.
Numa pe spe i a em elação à indús ia, oi possí el conclui que a ino ação em logís ica é
mais incen i ada em emp esas que pe encem à indús ia de se iços do que as que pe encem à
indús ia ans o mado a.
Os esul ados o am is os po di e en es ipos de ecnologia, po ém a ino ação em logís ica e
as ês ecnologias ( luxo de comp as, luxo de endas e luxo de
s ock
) ob i e am esul ados com
di e enças pouco signi ica i as.
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
35
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1. In odução
O capí ulo das Conside ações Finais, onde são ap esen adas as p incipais conclusões, é
o ganizado po 4 secções. Na secção 5.2., encon a-se uma sín ese do es udo de ealizado, na ín eg a.
Seguidamen e, a secção 5.3. é des inada a esponde obje i amen e à ques ão le an ada no início da
disse ação. Po im, a secção 5.2. cen a-se na desc ição de algumas limi ações de e adas no deco e
des e es udo, bem como possí eis suges ões pa a as p óximas in es igações den o des a emá ica.
5.2. Sín ese
A p esen e disse ação cen a-se na análise dos e ei os do abalho quali icado na p obabilidade
de uma emp esa ado a no as ecnologias em logís ica. P ocu ando con ex ualiza es e ema, oi
elabo ada uma e isão de li e a u a que pe mi iu conhece á ias pe spe i as de abalhos cien í icos
den o da mesma emá ica. A sua lei u a possibili ou chega à conclusão de que a maio ia dos au o es
ob i e am esul ados semelhan es, ou seja, conco da am que o abalho quali icado e le e um impac o
posi i o no desen ol imen o de uma ino ação.
Pa a a ealização des e es udo, os dados o am ecolhidos do Inqué i o Comuni á io à Ino ação
(CIS 2016), co espondendo ao pe íodo 2014-2016. A amos a do es udo é compos a po 6775
emp esas po uguesas que esponde am às pe gun as 1.1, 16.1, 16.4, 17.3 e 17.4 do CIS 2016.
Dado o obje i o p incipal da disse ação, as a iá eis empí icas de in e esse são as seguin es:
Ino ação em Logís ica, Fluxo de
S ock
, Fluxo de Vendas, Fluxo de Comp as, T abalho quali icado,
Dimensão, I&D, G upo, Vendas e Indús ia. As a iá eis dependen es são aquelas associadas à
ino ação (Ino ação em Logís ica, Fluxo de
S ock
, Fluxo de Vendas e Fluxo de Comp as) e as es an es,
ela i as às ca ac e ís icas da emp esa, são a iá eis explica i as. Pa a além do abalho quali icado,
ou as a iá eis explica i as são obje o de in es igação, pois possibili am e uma isão mais comple a
sob e os de e minan es que po encializam a ino ação em logís ica. A maio ia das a iá eis do es udo
são biná ias, a ibuindo somen e dois esul ados possí eis. Com exceção do abalho quali icado e da
dimensão que são ca egó icas e das endas, pois é uma a iá el em loga i mo na u al.
T abalho Quali icado e Adoção de Tecnologias de Logís ica | Inês Mo ei a
36
5.3. Respos a aos Obje i os De inidos
A a és da análise empí ica, oi possí el esponde à ques ão de in es igação de inida da
seguin e o ma: Qual a elação en e o abalho quali icado e adoção da ino ação em logís ica?
A a és do modelo de eg essão p obi oi possí el conclui que, al como oi e e ido na e isão
da li e a u a, o abalho quali icado con ibui pa a o aumen o de uma emp esa ino a em logís ica. À
medida que a ep esen a i idade do abalho quali icado den o da emp esa aumen a, a p obabilidade
da ino ação ai aumen ando de o ma linea . Po ém, se a pe cen agem do abalho quali icado o
supe io a 50%, es e deixa e impac o. Es e esul ado salien a a impo ância do papel do abalho não-
quali icado na in odução de no as ecnologias nes a a i idade, o que ealça o alo da di e sidade dos
uncioná ios de endidas po Adams e al. (2006) e He mann e Peine (2011).
Apesa de a elação en e o abalho quali icado e a ino ação se o ema cen al des a
disse ação, ambém p e endeu-se eco e à análise da in luência de ou os de e minan es que,
segundo a e isão da li e a u a, possi elmen e in e e em na p obabilidade de ino a em logís ica. A
pa i des a análise, oi possí el e i a algumas conclusões:
Em alinhamen o com os es udos cien í icos, as a i idades em I&D e o olume de endas
incen i am a ino ação em logís ica. Is o signi ica que, quan o mais o em ealizadas a i idades em I&D,
a emp esa es á mais capaci ada em desen ol e ideias no as e mais so is icadas. As endas de uma
emp esa e le em a sua capacidade inancei a, o que po sua ez, pe mi e à emp esa in es i em no as
ecnologias.
No en an o o am de e adas a iá eis que di icul am a in odução de ino ação em logís ica,
nomeadamen e, a dimensão da emp esa e a p esença num g upo de emp esas. Es a análise não es á
de aco do com os esul ados inicialmen e espe ados, que a i ma am que ambas bene iciam a
ino ação. Em elação à dimensão da emp esa, concluiu-se que as emp esas de média dimensão
ap esen am maio p obabilidade de ado a ino ação em logís ica.
Pa a além disso, ambém oi possí el chega à conclusão que as emp esas que ealizam
a i idades na indús ia ans o mado a êm uma meno p obabilidade em ado a no as ecnologias em
logís icas, compa a i amen e com as que pe encem à indús ia dos se iços.
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5.4. Limi ações de In es igação e Pis as de In es igação
A p incipal limi ação encon ada du an e a ealização des a disse ação oi o eduzido núme o
da amos a e o cu o in e alo empo al que, de ce a o ma, não pe mi iu a execução de uma análise
mais ap o undada e com maio g au de con iança.
O ac o de os dados e em sido ecolhidos apenas pelo CIS 2016, limi a a a aliação
ela i amen e ao impac o do abalho quali icado na ino ação em logís ica, pois di eciona-se apenas ao
pe íodo de empo comp eendido en e o ano 2014 e 2016. A amos a do es udo, compos a po 6775
emp esas po uguesas que esponde am ao inqué i o, pe mi iu chega a á ias conclusões, po ém
se ia in e essan e a alia es e ema numa amos a maio . Es a é uma possí el suges ão pa a p óximas
in es igações, pe mi indo ambém e i ica se há al e ações dos esul ados numa amos a de maio
dimensão.
Como o es udo apenas se egeu en e 2014-2016, os esul ados o am es i os a es e pe íodo.
Po isso, sugi o ambém que osse ealizado um no o es udo que a aliasse a in luência do abalho
quali icado na p obabilidade em ino a em logís ica num maio ho izon e empo al, pois as es a égias
de ino ação podem se di e encia no deco e do empo.
Pa a uma análise mais en iquecedo a do ema des e abalho, ambém p oponho a ealização
de um es udo que incluísse um maio núme o de ca ac e ís icas das emp esas, como ambém de
ou os de e minan es conside ados ele an es.

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