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Globalização e políticas de accountability: um estudo exploratório no contexto da Avaliação Externa das Escolas

Maia, Ila Beatriz da Silva

Abstract

O estudo de investigação “Globalização e políticas de accountability: um estudo exploratório no contexto da Avaliação Externa das Escolas”, com vista à obtenção do grau de mestre em ciências da educação, área de especialização em desenvolvimento curricular e avaliação, da Universidade do Minho, está integrado no projeto Mecanismos de Mudança nas Escolas e na Inspeção. Um estudo sobre o 3º ciclo de Avaliação Externa de Escolas do ensino não superior, em Portugal, aprovado e financiado pela FCT (PTDC/CED-EDG/30410/2017), envolvendo quatro universidades públicas portuguesas, com coordenação da Universidade do Minho. Do quadro teórico-conceptual são problematizadas, a partir de perspetivas interdisciplinares, quer as relações entre políticas transnacionais e nacionais, decorrentes da globalização e de uma cultura de accountability, com ênfase nos processos de Avaliação Externa das Escolas e seus efeitos no envolvimento/alheamento dos professores e nas práticas de inovação curricular. As questões de investigação têm por base estas duas interrogações: De que modo os professores estão envolvidos/alheados no processo de Avaliação Externa das Escolas? Quais são as perspetivas dos professores em relação aos efeitos que a Avaliação Externa das Escolas pode causar nas práticas de inovação curricular? Destas questões resultam os seguintes objetivos: i) Realizar um estudo empírico sobre a Avaliação Externa das Escolas no âmbito do modelo do Ministério da Educação (3º ciclo) em Portugal; ii) Investigar as perceções dos professores em relação à Avaliação Externa das Escolas; iii) Analisar o envolvimento/alheamento que os professores têm em relação à Avaliação Externa das Escolas; iv) Analisar as mudanças que a Avaliação Externa das Escolas pode gerar nas práticas de inovação curricular dos professores. A partir de uma metodologia de natureza qualitativa, e tendo como ponto de partida o estudo teórico-conceptual, fundamentado numa análise bibliográfica diversa, são realizados dois estudos empíricos: um estudo qualitativo, baseado na análise documental, tendo como corpus de análise documentos dos três ciclos de Avaliação Externa das Escolas, em Portugal; um estudo qualitativo, baseado no inquérito por entrevista a quatro professores e a um diretor de agrupamentos de escolas, da região norte de Portugal, para o levantamento de questões sobre os efeitos da Avaliação Externa das Escolas no envolvimento/alheamento dos professores e nas práticas de inovação curricular. Os resultados, em síntese, indicam que o 3º ciclo apresenta mudanças significativas, incluindo a Autoavaliação como domínio autónomo, o que permite práticas de autoquestionamento interno das escolas, não sobrevalorização do domínio Resultados, a valorização das práticas de inovação curricular. Os dados dos entrevistados deste estudo indicam que os sujeitos mais envolvidos no processo de avaliação externa são os professores que pertencem à equipa de autoavaliação da escola, sendo um envolvimento momentâneo, coincidente com o tempo de realização da avaliação externa. Além disso, os entrevistados dizem que a avaliação externa não provoca mudanças ao nível do currículo e da sala de aula, bem como no que diz respeito às práticas de inovação curricular.

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Uni e sidade do Minho Ins i u o de Educação Ila Bea iz da Sil a Maia Globalização e polí icas de accoun abili y: um es udo explo a ó io no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas ou ub o de 2019 UMinho | 2019 Ila Bea iz da Sil a Maia Globalização e polí icas de accoun abili y: um es udo explo a ó io no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas i Ila Bea iz da Sil a Maia Globalização e polí icas de accoun abili y: um es udo explo a ó io no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas Disse ação de Mes ado Mes ado em Ciências da Educação Á ea de especialização em Desen ol imen o Cu icula e A aliação T abalho e e uado sob a o ien ação do P o . Dou o José Augus o Pacheco Ou ub o/2019 ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações CC BY-NC-ND h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/ iii AGRADECIMENTOS Ao P o . Dou o José Augus o Pacheco pela o ien ação e pelas con ibuições ao longo des e abalho. Ag adeço pela con iança deposi ada que se o nou um enco ajamen o pa a pe manece na caminhada académica. Aos docen es da Uni e sidade do Minho que con ibuí am excecionalmen e nes a o mação e a odos os docen es que me ajuda am a ilha o pe cu so a é aqui. Aos docen es e di e o que o na am esse abalho possí el e susci a am no os ques ionamen os. Aos meus pais e à La issa pelo apoio e incen i o. Ao Gus a o pela cumplicidade e paciência. Aos meus amilia es e amigos, de pe o e de longe, pelas pala as de ca inho e espe ança. Es e abalho é inanciado po undos nacionais a a és da FCT – Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbi o do p oje o PTDC/CED-EDG/30410/2017 e dos p oje os UID/CED/1661/2013 e UID/CED/1661/2016 CIEd - Cen o de In es igação em Educação, Ins i u o de Educação, Uni e sidade do Minho i DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. Globalização e polí icas de accoun abili y : um es udo explo a ó io no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas Resumo O es udo de in es igação “Globalização e polí icas de accoun abili y : um es udo explo a ó io no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas”, com is a à ob enção do g au de mes e em ciências da educação, á ea de especialização em desen ol imen o cu icula e a aliação, da Uni e sidade do Minho, es á in eg ado no p oje o Mecanismos de Mudança nas Escolas e na Inspeção. Um es udo sob e o 3º ciclo de A aliação Ex e na de Escolas do ensino não supe io , em Po ugal, ap o ado e inanciado pela FCT (PTDC/CED-EDG/30410/2017), en ol endo qua o uni e sidades públicas po uguesas, com coo denação da Uni e sidade do Minho. Do quad o eó ico-concep ual são p oblema izadas, a pa i de pe spe i as in e disciplina es, que as elações en e polí icas ansnacionais e nacionais, deco en es da globalização e de uma cul u a de accoun abili y , com ên ase nos p ocessos de A aliação Ex e na das Escolas e seus e ei os no en ol imen o/alheamen o dos p o esso es e nas p á icas de ino ação cu icula . As ques ões de in es igação êm po base es as duas in e ogações: De que modo os p o esso es es ão en ol idos/alheados no p ocesso de A aliação Ex e na das Escolas? Quais são as pe spe i as dos p o esso es em elação aos e ei os que a A aliação Ex e na das Escolas pode causa nas p á icas de ino ação cu icula ? Des as ques ões esul am os seguin es obje i os: i) Realiza um es udo empí ico sob e a A aliação Ex e na das Escolas no âmbi o do modelo do Minis é io da Educação (3º ciclo) em Po ugal; ii) In es iga as pe ceções dos p o esso es em elação à A aliação Ex e na das Escolas; iii) Analisa o en ol imen o/alheamen o que os p o esso es êm em elação à A aliação Ex e na das Escolas; i ) Analisa as mudanças que a A aliação Ex e na das Escolas pode ge a nas p á icas de ino ação cu icula dos p o esso es. A pa i de uma me odologia de na u eza quali a i a, e endo como pon o de pa ida o es udo eó ico- concep ual, undamen ado numa análise bibliog á ica di e sa, são ealizados dois es udos empí icos: um es udo quali a i o, baseado na análise documen al, endo como co pus de análise documen os dos ês ciclos de A aliação Ex e na das Escolas, em Po ugal; um es udo quali a i o, baseado no inqué i o po en e is a a qua o p o esso es e a um di e o de ag upamen os de escolas, da egião no e de Po ugal, pa a o le an amen o de ques ões sob e os e ei os da A aliação Ex e na das Escolas no en ol imen o/alheamen o dos p o esso es e nas p á icas de ino ação cu icula . Os esul ados, em sín ese, indicam que o 3º ciclo ap esen a mudanças signi ica i as, incluindo a Au oa aliação como domínio au ónomo, o que pe mi e p á icas de au oques ionamen o in e no das escolas, não sob e alo ização do domínio Resul ados, a alo ização das p á icas de ino ação cu icula . Os dados dos en e is ados des e es udo indicam que os sujei os mais en ol idos no p ocesso de a aliação ex e na são os p o esso es que pe encem à equipa de au oa aliação da escola, sendo um en ol imen o momen âneo, coinciden e com o empo de ealização da a aliação ex e na. Além disso, os en e is ados dizem que a a aliação ex e na não p o oca mudanças ao ní el do cu ículo e da sala de aula, bem como no que diz espei o às p á icas de ino ação cu icula . Pala as-cha e: Accoun abil y , A aliação Ex e na das Escolas, Globalização, Ino ação Cu icula i Globaliza ion and accoun abili y policies: an explo a o y s udy in he con ex o Ex e nal E alua ion o School Abs ac This esea ch s udy “Globaliza ion and Accoun abili y Policies: an Explo a o y S udy in he Con ex o Ex e nal E alua ion o School”, wi h a iew o ob aining a mas e 's deg ee in educa ional sciences, a ea o specializa ion on cu iculum de elopmen and e alua ion, a he Uni e si y o Minho, is pa o he p ojec Mechanisms o school and inspec o a e change. A s udy on he 3 d cycle o ex e nal e alua ion o nonhighe educa ion schools, in Po ugal (MAEE), in Po ugal, app o ed and unded by he FCT (PTDC/CED-EDG/30410/2017), in ol ing ou Po uguese public uni e si ies, coo dina ed by he Uni e si y o Minho. In he con ex o he heo e ical-concep ual amewo k a e p oblema ized, om in e disciplina y pe spec i es, issues, as well as he ela ions be ween ansna ional and na ional policies globaliza ion and a cul u e o accoun abili y, wi h an emphasis in he p ocesses o he ex e nal e alua ion o schools and i s e ec s on he in ol emen /dis ancing o he eache s in he cu iculum inno a ion p ac ices. Resea ch ques ions a e based on hese wo ques ions: How a e eache s in ol ed/dis anced in he ex e nal e alua ion o school? Wha a e eache s' pe spec i es on he e ec s ha ex e nal e alua ion o school can ha e on he cu iculum inno a ion p ac ices? These ques ions esul s in he ollowing objec i es: i) Ca y ou an empi ical s udy on ex e nal e alua ion o school wi hin he model o he Minis y o Educa ion (3 d cycle) in Po ugal; ii) In es iga e eache s' pe cep ions o ex e nal e alua ion o school; iii) Analyze he in ol emen /dis ancing ha eache s ha e in ela ion o ex e nal e alua ion o school; i ) To analyze he changes ha ex e nal e alua ion o school can gene a e in eache s' cu iculum inno a ion p ac ices. Based on a quali a i e me hodology, and ha ing as i s s a ing poin he heo e ical-concep ual s udy, based on a di e se bibliog aphical analysis, wo empi ical s udies a e ca ied ou : a quali a i e s udy, based on documen analysis, ha ing as co pus o analysis documen s om he h ee cycles o Ex e nal E alua ion o Schools, in Po ugal; a quali a i e s udy, based on a su ey by in e iew wi h ou eache s and a di ec o o school om he no he n egion o Po ugal, o aise ques ions abou he e ec s o Ex e nal School E alua ion on eache in ol emen /dis ancing and p ac ices o cu iculum inno a ion. The esul s, in summa y, indica e ha he 3 d cycle p esen s signi ican changes, including sel -e alua ion as an au onomous domain, which allows p ac ices o in e nal sel -ques ioning o schools, no o e alua ion o he Resul s domain, he app ecia ion o cu iculum inno a ion p ac ices. The in e iewees' da a om his s udy indica e ha he subjec s mos in ol ed in he ex e nal e alua ion p ocess a e he eache s who belong o he school's sel -e alua ion eam, being a momen a y in ol emen , coinciden wi h he ime o he ex e nal e alua ion. In addi ion, esponden s say ha ex e nal e alua ion does no cause cu iculum and class oom changes, as well in he cu iculum inno a ion p ac ices. Keywo ds: Accoun abil y, Cu iculum Inno a ion, Ex e nal E alua ion o Schools, Globaliza ion ii ÍNDICE Lis a de Siglas ……………………………………………………………….…………………………………………….. iii Lis a de Quad os e Tabelas ………………………………..…………………………………………………………... iii In odução …………………………………………………………….……………………………………………………..9 P oblemá ica de in es igação …………………………….……………………………………………………11 Me odologia ………………………………………………………………..……………………………………….20 O ganização do abalho …………………………………………….………………………………………….28 Capí ulo I – Da globalização e polí icas de accoun abili y à accoun abili y escola ……………………..30 1.1. Globalização e Polí icas T ansnacionais e Nacionais …………………………………….……….31 1.2. Polí icas de accoun abili y …………………………………………………………………..……………39 1.3 .Accoun abili y escola ……………………………………..………………….……………………………48 Capí ulo II – A A aliação Ex e na das Escolas e as p á icas de ino ação cu icula ………………….…53 2.1. A aliação ins i ucional – B asil …………………………………………………………….………..… 53 2.2. A aliação ins i ucional – Po ugal …………………………………………….……………..…….…..59 2.2.1. Os dois p imei os ciclos da AEE …………………….………………………………..…….…..61 2.2.2. O 3º ciclo da AEE ………………………………………………….…………..……………….…..76 2.3. As p á icas de ino ação cu icula no con ex o da AEE ……………………...………………….84 Capí ulo III – As pe spe i as dos p o esso es no con ex o da A aliação Ex e na das Escolas ….....…90 3.1. A accoun abili y escola e as pe spe i as dos en e is ados …………………………….………91 3.2. O en ol imen o/alheamen o dos p o esso es pe an e a AEE ………………………….………100 3.3. O impac o da AEE nas p á icas de ino ação cu icula ………………………..………………..118 Conside ações inais ……………………………………………………………………………………………………..126 Re e ências …………………………………………………………………………………………...…………………….133 Apêndices ………………………………………………………………………………………………..………………….142 Apêndice 1. Guião de en e is a …………………………………………………...…………………………143 Apêndice 2. T ansc ição de en e is a (P o esso 3) ………….…………………………….…………..144 iii Lis a de Siglas AEE - A aliação Ex e na das Escolas AIP - A aliação Ins i ucional Pa icipa i a ANA - A aliação Nacional da Al abe ização Aneb - A aliação Nacional da Educação Básica An esc - A aliação Nacional do Rendimen o Escola IDEB - Índice de Desen ol imen o da Educação Básica IES - Ins i uições de Ensino Supe io INEP - Ins i u o Nacional de Es udos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixei a OCDE - O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico Saeb - Sis ema Nacional de A aliação da Educação Básica SINAES - Sis ema Nacional de A aliação do Ensino Supe io UE - União Eu opeia Lis a de Quad os e Tabelas Quad o 1 – P oje os e P og amas de A aliação, página Tabela 1 - Resul ados do p imei o e segundo ciclos da AEE po domínios, página 15 no p ocesso ap esen am um de e minado alheamen o em elação à AEE e e ei os nas suas p á icas docen es. Ainda quan o a es udos ealizados sob e a AEE, em Po ugal, Sousa e Pacheco (2018b, p.237) são os au o es de uma pesquisa, ealizada no con ex o do Obse a ó io de Au oa aliação de Escolas, que e e como obje i o “comp eende endências nas pe ceções dos docen es sob e os e ei os da AEE na ealidade po uguesa”. Pa indo de uma me odologia de na u eza quan i a i a, com uma amos a de docen es de Ag upamen os de Escolas e Escolas não Ag upadas, localizadas no No e de Po ugal, os esul ados ap esen ados indicam duas endências: “(…) a pe ceção dos docen es ela i amen e à in luência da AEE na dinamização dos ó gãos in e médios de ges ão, na a iculação cu icula , nos mecanismos de qualidade que p omo em a educação, na discussão sob e a o ganização in e na da escola, na o ien ação pa a os esul ados de ap endizagem dos alunos, na A aliação Ex e na de Ap endizagens, no desen ol imen o p o issional dos docen es e na p omoção da imagem social da escola; e a inde inição da pe ceção dos docen es ela i amen e à melho ia dos apoios pedagógicos e à con ibuição pa a a di e enciação cu icula , como e ei o da AEE.” ( Ibid ., pp. 237-238). Os esul ados demons a am, ainda, que a AEE possui ex ema ele ância na “ ees u u ação das p á icas cu icula es dos docen es em Po ugal” ( Ibid ., p.252), indicando ainda que pode se esponsá el po uma econ ex ualização do concei o de cu ículo, já que os docen es in es igados econhecem esse ac o quando inqui idos sob e ques ões ela i as à a iculação cu icula e à a aliação das ap endizagens. Em con apa ida, os docen es e elam que “não conco da[m] com o ac o de a AEE con ibui pa a o desen ol imen o p o issional docen e, pa a a implemen ação da di e enciação pedagógica, ou que os apoios pedagógicos aos alunos melho a am em unção da AEE” ( Ibid ., p.252). Os au o es a i mam que “exis e uma ensão en e a AEE e as p á icas cu icula es dos docen es em Po ugal” ( Ibid ., p.252), de endendo que é p eciso que se le e em conside ação os a o es educa i os e as condições da escola pa a que, e e i amen e, se conc e ize uma mudança escola , já que a AEE p oduz “um e ei o isí el na econ ex ualização do cu ículo” ( Ibid ., p.253). Sendo assim, concluem que o segundo ciclo da AEE não alcançou os obje i os desejados, po que uma pa cela ep esen a i a dos docen es inqui idos mos a-se indi e en e à “melho ia dos apoios pedagógicos e à con ibuição da AEE pa a a di e enciação cu icula ” ( Ibid ., p.253). No es udo “E ei os da a aliação ex e na das escolas: Uma análise cen ada nas lide anças”, Fe nandes, Lei e e Mou az (2016, p.158) ap esen am os esul ados de uma in es igação que e e po obje i o “analisa e ei os da a aliação ex e na das escolas na sua elação com as lide anças de opo”. As au o as iden i icam dois es udos de caso em Ag upamen os escola es, um Ag upamen o no qual as classi icações da AEE desce am do 2º ciclo em elação ao 1º ciclo e o ou o Ag upamen o em que as classi icações do 2º ciclo da AEE subi am ela i amen e ao 1º ciclo. 16 A me odologia u ilizada consis e na análise documen al, mais p ecisamen e dos “Rela ó ios de AEE do p imei o e segundo ciclos de a aliação e dos p oje os educa i os (PE) dos ag upamen os” ( Ibid ., p.163), além de inqué i o po en e is a aos Di e o es dos Ag upamen os em es udo, endo as seguin es ques ões de in es igação: “Os líde es dão a enção à AEE? Que posicionamen os assumem os líde es ace ao modelo de AEE? Que e ei os em a AEE na a uação dos líde es?” ( Ibid ., p.159). Os esul ados e elam que ambos os líde es se p eocupam com a AEE, se p epa am pa a a AEE o ganizando as in o mações que se ão solici adas du an e o p ocesso, assim como ins uem os pa icipan es pa a pode em melho a as classi icações nos di e sos domínios explo ados pela AEE. Dos dados ap esen ados e i ica-se que al a i ude pode p oduzi o e ei o con á io, is o é, ansmi i uma imagem da escola que se dis ancia da ealidade. Em elação ao modelo da AEE, os Di e o es conco dam com a alo ização do p ocesso e o in es imen o que se segue na melho ia dos esul ados dos alunos. Di e gindo, no en an o, na elação “en e a classi icação a ibuída ao domínio dos Resul ados e os ou os domínios e à alo ização das p á icas de au oa aliação” ( Ibid ., p.183). Sob e os e ei os da AEE na a uação dos líde es, a análise e le e uma a uação, dos dois Di e o es, o ien ada pa a a melho ia dos esul ados dos alunos, assim como pa a as classi icações nos a iados domínios no 3º ciclo da AEE. Des e modo, Fe nandes, Lei e e Mou az (2016, p.184) concluem que, nes es dois es udos de caso, a AEE ge ou e ei os posi i os na “melho ia da o e a educa i a e nos esul ados dos alunos”. Na pesquisa “Impac o da a aliação ex e na e da(s) lide ança(s) na melho ia do desempenho das escolas: Es udo de caso”, ealizada po Gonçal es, Vaz-Rebelo, Bida a e Ba ei a (2016, p.212) é ap esen ado um es udo de caso, que “ em po obje i o da con a de escolas que se salien a am na sua e olução en e o p imei o e o segundo ciclos a alia i os no âmbi o da a aliação ex e na de escolas (AEE)”. Consis iu na ealização de um es udo numa escola que demons ou e olução no á el en e os esul ados do 1º pa a o 2º ciclo da AEE. A me odologia u ilizada é de na u eza quan i a i a e quali a i a. A a és da análise documen al, inqué i o po en e is a – ao di e o e coo denado da equipa de au oa aliação – e inqué i o po ques ioná io, aplicado aos docen es, oi o mulada es a ques ão de in es igação: “Quais as mudanças que le a am o Ag upamen o de Escolas Cen al a uma melho ia assinalá el nas classi icações ob idas nos domínios da a aliação ex e na en e o p imei o e o segundo ciclo a alia i o?” ( Ibid ., p.215). Os esul ados e idenciam que a subida nas classi icações da AEE acon eceu jun amen e com a mudança de lide ança. Po isso, “pode-se egis a desde logo a pe ceção da melho ia na di ulgação dos esul ados da au oa aliação e da a aliação ex e na e da sua epe cussão nos p ocessos de omada de 17 decisão e planos de melho ia do Ag upamen o, bem como o impac o da a aliação ex e na” ( Ibid ., p.228). Os au o es con i mam que a mudança de lide ança e o p ocesso de AEE o am enca ados de manei a posi i a pelos a o es en ol idos no Ag upamen o. Desse modo, a e olução posi i a do desempenho do Ag upamen o mos a-se como uma consequência des es p ocessos. No capí ulo “Impac o e e ei os da a aliação ex e na de escolas: A pe spe i a das lide anças a pa i de um es udo de caso” Paulos, Valadas e Gonçal es (2016, p. 190) ap esen am um es udo de caso e e en e aos impac os da AEE. Os au o es obje i am conhece as pe spe i as dos di e en es a o es que igu am nes e p ocesso den o do Ag upamen o em es udo, bem como comp eende quais são os impac os e e ei os da a aliação ex e na “na melho ia da escola em e mos o ganizacionais, cu icula es e pedagógicos”. A me odologia des e es udo baseia-se na análise documen al e no inqué i o po en e is a – ao Di e o de Ag upamen o, Coo denado de equipa de au oa aliação e às Coo denado as de es u u as de ges ão in e média – além de inqué i o po ques ioná io di ecionado a docen es. Vale essal a que a escolha do Ag upamen o pelos pesquisado es é mo i ada pelo ac o de es e e melho ado as classi icações do 2º ciclo de AEE em elação ao 1º e, ambém, po e man ido a mesma composição de lide ança nos dois ciclos de a aliação ex e na. Sob e os esul ados des e es udo, os au o es des acam que “a au oa aliação pa ece começa a unciona como um p oje o o ma i o eme gen e que pe mi e, […], o alece a iden idade p o issional e p omo e o p incípio da legi imidade educa i a” ( Ibid ., p.209). No en an o, chamam a a enção pa a o ac o de que os a aliados não êm empo pa a o p ocesso de a aliação ex e na, p incipalmen e os p o esso es. Po isso, “ac esce o ac o de nem odos pa icipa em na condução dos p ocessos, o que di icul a a cons ução de p oje os eme gen es e con ex ualizados de in e enção” ( Ibid ., p.209). Dessa o ma, a AEE ainda é is a, nes e Ag upamen o, como um mecanismo de con olo ins i ucional, sem p opo ciona uma cul u a de a aliação de coope ação. Finalmen e, “é necessá io pe mi i que os p o esso es gos em de se p o esso es pa a que deixem de se is os como culpados, ainda que sem culpa o mada” ( Ibid ., p.210). Ainda sob e os es udos empí icos que o ien am a p opos a des a pesquisa, Hul e Eds öm (2016) ap esen am uma in es igação in i ulada “Teache ambi alence owa ds e alua ion: p omo ing and uining eache p o essionalism”. Nes e a igo, com dados empí icos, as au o as explo am o modo como os p o esso es i enciam a a aliação na escola e, consequen emen e, como esse p ocesso a e a o seu abalho e o seu p o issionalismo, is o é, p opõem-se in es iga a a iculação en e p o issionalismo e esponsabilidade docen e, po um lado, e en e a aliação e accoun abili y , po ou o. 18 Des e modo, as ques ões que o ien am es e es udo são as seguin es: “Como a esponsabilidade e o p o issionalismo dos p o esso es são desc i os em elação à a aliação? Quais são as consequências da accoun abili y e a aliações ex e nas pa a a p á ica dos p o esso es?” ( Ibid. , p.306). A me odologia des e es udo consis e na aplicação de um inqué i o po en e is a a 43 p o esso es e, pos e io men e, es es dados o am complemen ados a a és de um inqué i o po ques ioná io ab angendo um núme o maio de p o esso es. É ealçado que os p o esso es o am di ididos em g upos que inham mais ou menos expe iência docen e, endo sido ei as en e is as a ní el de g upos ocais. Como esul ados des e es udo, as au o as ap esen am dados que e elam a impo ância con e ida, pelos p o esso es, ao p ocesso de a aliação, p incipalmen e po que iniciam a aliações in e nas, o que con e e esponsabilidade ao abalho docen e. Em elação às a aliações in e nas, os p o esso es ap esen am mui as ca ac e ís icas da lógica da esponsabilidade p o issional, como exemplo, a base do manda o, o julgamen o si uado e a lógica mo al. No en an o, pa a legi ima a esponsabilidade p o issional, os p o esso es acabam po igno a as a aliações ex e nas, em con apa ida, es a esponsabilidade é ameaçada pela imensa ca ga des as a aliações – que e elam al a de con iança no abalho dos p o esso es. Po isso, as consequências da a aliação ex e na sob e o abalho dos p o esso es não apa ecem como posi i as, po que omam o empo que os p o esso es pode iam gas a pa a planea melho as suas aulas, po exemplo. As au o as sus en am que a a aliação ex e na e a accoun abili y pa ecem o na os p o esso es menos independen es e c ia i os, causando e ei os na p o issão de p o esso . Ace ca das di e enças en e os p o esso es mais e menos expe ien es, as au o as indicam que os p o esso es mais expe ien es se mos a am mais nega i os em elação ao p ocesso de a aliação ex e na, enquan o que os p o esso es mais jo ens endem a enca a esse p ocesso como um a o ine en e da p o issão. Po im, chamam a a enção pa a a impo ância da a aliação in e na p omo ida na escola, ealizada dia iamen e pelos p o esso es. Além disso, e ela i amen e às disse ações de mes ado que o am elabo adas no con ex o da in es igação ace ca da AEE, Sousa, Cos a, Ma ques e Pacheco (2016) ealiza am um me aes udo a pa i de um co pus documen al e e en e a oi o es udos empí icos. A pe gun a que no eou a in es igação oi a seguin e: Que esul ados são e idenciados pelos es udos empí icos sob e a AEE? A a és da me a-análise, que se cons i ui como uma écnica de in es igação baseada na “in eg ação de esul ados de es udos de in es igação empí ica” ( Ibid ., p.67), com o p opósi o de ealiza uma “análise compa a i a e sis emá ica de um de e minado obje o de pesquisa” ( Ibid ., p.67), os au o es 19 chega am a uma sé ie de conclusões, nomeadamen e o ac o de que a AEE p oduz mais e ei os na dimensão o ganizacional e é menos pe cecionada nas dimensões cu icula e pedagógica. Além disso, as lide anças das ins i uições demons am maio ece i idade à AEE, sendo que os e ei os desse p ocesso de a aliação são sen idos di e en emen e pelos di e sos a o es educa i os. A elação en e os esul ados académicos e a AEE ambém é e e ida pelos au o es, po que cons a am que as p á icas pedagógicas dos p o esso es são in luenciadas po uma cul u a de alo ização dos esul ados. Po im, os au o es a i mam que a AEE es á ligada di e amen e ao p ocesso de au oa aliação das escolas. Des a e, o am ap esen ados á ios es udos empí icos que i e am como emá ica p incipal a AEE e, ambém, a elação en e a globalização e as polí icas educa i as. Po isso, pode-se e i ica que os concei os mais pe inen es nes es es udos es ão ocados na a aliação, a aliação ex e na, polí icas educa i as, globalização, accoun abili y , p á icas cu icula es e pedagógicas, lide anças, ges ão, p o issionalismo docen e, den e ou os p incipais. Em odos os es udos ci ados oi u ilizada a me odologia quali a i a e quan i a i a, igu ando como écnicas de ecolha de dados p incipais o inqué i o po ques ioná io e o inqué i o po en e is a, com ên ase nos es udos de caso. Os es udos suge em que a AEE é pe cecionada de di e en es manei as pelos a o es escola es en ol idos nesse p ocesso. Inúme os a o es in luenciam na o ma como uma escola i encia e lida com as classi icações da AEE, po exemplo, o con ex o geog á ico, social e cul u al, a pos u a das lide anças, o en ol imen o dos p o esso es no p ocesso, en e ou os, is o é, “a eação das escolas à a aliação ex e na, e ambém à Inspeção, pois é o o ganismo que na g ande maio ia dos países eu opeus a implemen a, depende, po um lado, do ipo de escola e, po ou o, do impac o que essa a aliação pode causa na escola e comunidade” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.27). Po isso, “os dados empí icos […] endem a con i ma que um dos obje i os cen ais [do segundo ciclo] da AEE oi conseguido, na medida em que as escolas desen ol e am p ocedimen os de au oa aliação, p omo endo condições pa a a ins i uição de uma cul u a de au oa aliação” (Pacheco, 2016, p.265). Se a a aliação ex e na p oduz e ei os no quo idiano escola , analisa os e ei os e impac o ge ados po es e p ocesso eque uma ce a cau ela, já que o p ocesso de a aliação es á ligado a um modelo p óp io (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014). Po ou o lado, alguns dos es udos empí icos e elam que o en ol imen o, ou o alheamen o, dos p o esso es é algo que de e cons a de uma agenda de in es igação sob e a AEE. 20 Ques ões de in es igação e obje i os A pa i dos es udos an e io men e ci ados, é possí el de ini a p oblemá ica da in es igação. Assim, a amos a de es udo des e abalho é cons i uída pelos p o esso es que i enciam o p ocesso de AEE, conside ando que os modelos an e io es de AEE a i ma am a esponsabilização dos p o esso es (Pacheco & Ma ques, 2015a). Os es udos mos a am que, equen emen e, os p o esso es demons am um ce o alheamen o ela i amen e à AEE, ac o que pode se ap esen ado po alguns indicado es especí icos, po exemplo, a ausência de melho ia na emune ação, a al a de apoio pa a a melho ia das p á icas de ensino, pouco impac o na a aliação de desempenho docen e, como sus en am Pacheco, Seab a e Mo gado (2014). Concomi an emen e, Hul e Eds öm (2016) ap esen am um es udo em que demons am a ambi alência dos p o esso es em elação à a aliação ex e na. Is o é, os p o esso es mais expe ien es ejei am com mais equência as a aliações ex e nas, enquan o que os mais jo ens enca am como mais uma ca ac e ís ica da p o issão docen e. Daí su ge o p oblema des a in es igação, que es á elacionado à o ma como os p o esso es pe cecionam o p ocesso de AEE nas suas p á icas de ino ação cu icula e, p incipalmen e, como es ão en ol idos, ou alheados, com a a aliação ex e na. Com e ei o, as ques ões de in es igação que o ien am es e es udo são as seguin es i) De que modo os p o esso es es ão en ol idos/alheados no p ocesso de AEE? ii) Quais são as pe spe i as dos p o esso es em elação aos e ei os que a AEE pode causa nas p á icas de ino ação cu icula ? As ques ões de in es igação conduzem à o mulação des es obje i os: i) Realiza um es udo empí ico sob e a AEE no âmbi o do modelo do Minis é io da Educação (3º ciclo) em Po ugal; ii) In es iga as pe ceções dos p o esso es em elação à AEE; iii) Analisa o en ol imen o/alheamen o que os p o esso es êm em elação à AEE; i ) Analisa as mudanças que a AEE pode ge a nas p á icas de ino ação cu icula dos p o esso es. Me odologia Pa a cump i os obje i os o mulados pa a es e abalho de in es igação, e com o p opósi o de esponde às ques ões de in es igação com dados empí icos, é açado o caminho me odológico, explici ado de seguida. 21 Na u eza da in es igação Com a p oblemá ica de in es igação já de inida, impo a es abelece o pe cu so me odológico pa a a ealização dos es udos empí icos. A na u eza empí ica des e es udo consis e numa in es igação de na u eza quali a i a. O caminho me odológico ende a se sis emá ico e obje i o pa a que o p oblema seja es udado in eg almen e. Dessa o ma, a in es igação quali a i a em educação ado a di e sas o mas e pode se ealizada em di e sos con ex os, conside ando que es a abo dagem isa, p incipalmen e, comp eende os compo amen os a a és das pe spe i as dos sujei os de in es igação (Bogdan & Biklen, 1994). Segundo os au o es, a in es igação quali a i a possui cinco ca ac e ís icas p incipais, que são p ezadas nes e es udo. Es ão ligadas ao ac o de que, nesse ipo de abo dagem, o ambien e na u al é a on e di e a de dados, po isso, o in es igado assume-se como o a o p incipal na ecolha de dados, bem como o p o agonismo do p ocesso é p eponde an e ace aos esul ados, pelo que a in es igação é desc i i a e a análise de dados é ei a de o ma indu i a e o signi icado assume impo ância cen al na abo dagem quali a i a, is o que “os in es igado es quali a i os p eocupam-se com aquilo que se designa pe spe i as pa icipan es ” ( Ibid ., p.50). Com uma mul iplicidade de abo dagens, a in es igação quali a i a incide em olha es, a pa i do in e io do seu con ex o na u al, de enómenos sociais que aba cam expe iências de indi íduos e g upos , in e ações e comunicações e documen os de á ios géne os (Flick, 2015, Amado, 2013; Bogdan & Biklen, 1994). Não se limi ando à p odução de conhecimen o ou ideias com ins cien í icos, e endo po obje i o, de igual modo, encon a soluções pa a p oblemas p á icos, a in es igação quali a i a é de na u eza in e p e a i a, ainda que quando u ilizada, numa a aliação, enha de emi i juízos de alo , endo que o in es igado abandona a sua neu alidade, que não é o caso des a in es igação. Conside ando que, no caso de en e is as, po exemplo, “ao pedi a alguém que pa ilhe pa e de si p óp io consigo, é impo an e que não o a alie, pa a o não aze sen i -se de alguma o ma diminuído. (…) eco dando que o obje o da in es igação é a comp eensão das di e en es pe spe i as e não uma lição aos sujei os” (Bogdan & Biklen, 1994, pp.137-138). Responden es e co pus documen al Conside ando a na u eza quali a i a des e es udo de in es igação e as écnicas de ecolha de dados escolhidas, a amos a, ou um co pus de exemplos empí icos (pessoas, g upos e documen os), é cons i uída po dois p o esso es de uma escola (Escola A), bem como po dois p o esso es e um di e o 22 de uma ou a escola (Escola B), que já oi in eg ada na a aliação do 3º ciclo, ealizada em 2019, além de uma sé ie de documen os que e sam sob e a AEE. Impo a essal a que as in es igações que dão oz aos p o esso es, colocando-os no cen o da ação, seguem no sen ido de c ia uma con acul u a em que os p o esso es p o agonizam o quo idiano escola e o cená io educacional Goodson (2015), dado que “o obje i o do in es igado é o de comp eende , com bas an e de alhe, o que é que p o esso es, di e o es e es udan es pensam e como é que desen ol e am os seus quad os de e e ência” (Bogdan & Biklen, 1994, p.17). Po isso, “Enquan o o a gumen o pa a o es udo das idas e das ca ei as dos p o esso es começa a se cada ez mais p ocu ado na comunidade da in es igação educacional, as al e ações polí icas e económicas apon am no sen ido in e so. A mudança nas decisões do con olo adminis a i o e polí ico sob e os p o esso es oi p eponde an e na década de 1980. Em e mos de pode e isibilidade, o bomba deamen o das no as polí icas e de no os modelos de go e nação e adminis ação das escolas cons i uem um ‘ eg esso às somb as’ pa a os p o esso es, em ace das no as o ien ações cu icula es (nalguns países, como a Ingla e a, com um cu ículo nacional engloban e) e da a aliação e esponsabilização dos p o esso es.” (Goodson, 2015, p.50). Assim, legi ima a oz dos p o esso es é um dos a o es que são impo an es pa a o es udo de suas idas e abalho, já que “em p imei o luga , um es udo des a na u eza o nece á um conjun o de conhecimen os impo an es ela i amen e a no as p eocupações das polí icas e à passagem pa a a ees u u ação e pa a as e o mas na escola ização” ( Ibid ., p.51). Nesse sen ido, es a in es igação econhece a impo ância dos p o esso es no p ocesso de AEE e p ocu a alo iza suas pe ceções em unção da AEE e o seu impac o nas pessoas; além disso, p ocedeu-se à ealização de uma en e is a a um di e o de escola, a im de en a es uda quais são suas pe spe i as sob e os p o esso es e o abalho docen e no con ex o da AEE, conside ando que “Becke elemb a-nos que o campo do in es igado aba ca não só ozes di e enciadas, como ambém es a i icadas. É impo an e eco da que os polí icos e bu oc a as que con olam as escolas azem pa e de um sis ema es a i icado no qual ‘aqueles que es ão no opo êm uma isão mais comple a do que qualque ou o’. Também não é desejá el que, ao es uda a ida dos p o esso es, es es pa âme os do con ex o sejam igno ados, na medida em a e am e condicionam cons an emen e a ida dos p o esso es” ( Ibid ., p.54). O co pus documen al é cons i uído, essencialmen e, po ela ó ios nacionais disponibilizados pela IGEC e pelo ME espei an es aos dois p imei os ciclos de AEE, bem como po ex os de o ien ação polí ica ligados ao 3º ciclo de AEE, em Po ugal, elabo ados pelos mesmos o ganismos. Dessa manei a, os documen os consul ados e analisados o am: A aliação Ex e na das Escolas – Re e en es e ins umen os de abalho (IGE, 2009); A aliação Ex e na das Escolas: A alia pa a a melho ia e a con iança – 2006- 2011 (IGE, 2011); P opos as pa a um no o ciclo de a aliação ex e na de escolas – Rela ó io Final do G upo de T abalho (ME, 2011); A aliação Ex e na das Escolas 2011-2012 – Rela ó io (IGEC, 2013); A aliação Ex e na das Escolas 2012-2013 – Rela ó io (IGEC, 2015); A aliação Ex e na das Escolas 2013- 2014 – Rela ó io (IGEC, 2016); A aliação Ex e na das Escolas 2014-2015 a 2016-2017 – Rela ó io 23 (IGEC, 2018); A aliação Ex e na das Escolas – P opos a de modelo pa a o 3º ciclo de a aliação – Rela ó io Final (Ab an es, 2018). Rela i amen e às escolas de que azem pa e os sujei os en e is ados, a Escola A in eg a um Ag upamen o de Escolas, localizado na egião no e de Po ugal, que con a com ce ca de 700 alunos e em uma o e a educa i a desde o P é-Escola a é o 9º ano do ensino básico; os inqué i os po en e is a ealiza am-se na escola sede, num momen o em que a escola ainda não inha sido a aliada pelo 3º ciclo de AEE. A escola é econhecida pelas inicia i as de Ino ação, p incipalmen e, po que pa icipou no P oje o Pilo o de Ino ação Pedagógica (PPIP) que omen a a au onomia das escolas a a és da conceção e adoção de seus p óp ios p oje os educa i os, a im de p omo e o sucesso educa i o. Po isso, a comunidade escola já es á habi uada aos emas que se elacionam com a ino ação pedagógica e cu icula . A Escola B az pa e de um Ag upamen o de Escolas, ambém localizado na egião no e de Po ugal, que é equen ado po mais de 3000 alunos, com uma o e a educa i a desde a educação p é- escola a é o ensino secundá io, onde o am ealizados os inqué i os po en e is a, na escola sede. A escola ade iu, ecen emen e, ao P oje o de Au onomia e Flexibilidade Cu icula , que alo iza a au onomia das escolas, com incidência, sob e udo, nas dimensões cu icula e pedagógica. Po isso, as discussões em o no de um cu ículo lexí el começam a aze pa e do quo idiano da escola. Como a escola in eg ou o p oje o pilo o do 3º ciclo de AEE, du an e a ealização das en e is as, os sujei os des e es udo já inham i enciado esse p ocesso. Conside ando que, na abo dagem quali a i a, os es udos são ealizados com pequenas amos as (Bogdan & Biklen, 1994), a pa i da ca ac e ização dos sujei os en e is ados (nes e caso, n=5), é possí el no a semelhanças e di e enças en e os pe is p o issionais. Ace ca das ca ac e ís icas ge ais, dois sujei os são do sexo eminino e ês sujei os do sexo masculino, odos si uados odos na aixa e á ia dos 40 aos 60 anos. Rela i amen e às ca ac e ís icas mais ol adas pa a a ida p o issional, a P o esso a 1 leciona há 19 anos as disciplinas de ísica e química, abalha há dois anos na escola A e pe ence à equipa de au oa aliação; o P o esso 2 leciona educação ísica há 15 anos, es á na Escola A há qua o anos, des acado em unção do PPIP e, ambém, cons i ui a equipa de au oa aliação, lecionando, ambos, no 3º ciclo. Sob e a Escola B, o P o esso 3 leciona há 28 anos e pe ence ao g upo das a es isuais, nessa escola, há 16 anos, é esponsá el pela disciplina de geome ia desc i i a e coo dena a equipa de au oa aliação. Já a P o esso a 4 leciona há 27 anos, abalha na Escola B há qua o anos e, ambém, 24 leciona as disciplinas de geome ia desc i i a e desenho, sendo esponsá el pelas o icinas de a es, não pe encendo à equipa de au oa aliação da escola. Os dois p o esso es lecionam no ensino secundá io. Po im, o Di e o da Escola B exe ce o segundo manda o, endo cinco anos de expe iência como di e o , es ando há 14 anos no exe cício de ca gos de di eção, o alizando 20 anos de abalho na mesma escola. Técnicas de ecolha de dados A pa i de uma me odologia de na u eza quali a i a (Flick, 2015), e endo como pon o de pa ida o es udo eó ico-concep ual, undamen ado numa análise bibliog á ica di e sa e a ualizada, a in es igação inclui a ealização de dois es udos empí icos: um es udo quali a i o, baseado na análise documen al (Lee, 2003), endo como co pus documen al documen os an o do Minis é io da Educação, como da Inspeção, ela i amen e aos dois p imei os ciclos de AEE, assim como o documen o mais ecen e que p opõe o modelo pa a o 3º ciclo de AEE; um es udo quali a i o, a a és da ealização de inqué i o po en e is a (Bogdan & Biklen, 1994) a uma amos a de qua o p o esso es, de duas escolas, localizadas na egião no e de Po ugal, e um di e o , pa a o le an amen o de ques ões sob e as suas pe ceções a espei o do impac o e e ei os da AEE nas p á icas de ino ação cu icula e no en ol imen o/alheamen o dos p o esso es nes e p ocesso de a aliação. Po isso, “Em in es igação quali a i a, as en e is as podem se u ilizadas de duas o mas. Podem cons i ui a es a égia dominan e pa a a ecolha de dados ou podem se u ilizadas em conjun o com a obse ação pa icipan e, análise de documen os e ou as écnicas. Em odas es as si uações, a en e is a é u ilizada pa a ecolhe dados desc i i os na linguagem do p óp io sujei o, pe mi indo ao in es igado desen ol e in ui i amen e uma ideia sob e a manei a como os sujei os in e p e am aspe os do mundo.” ( Ibid ., p.134). O mé odo de análise documen al, segundo os au o es, en ol e a análise de documen os (a e ac os p é-exis en es ou ex os esc i os e isuais) que con êm in o mação ace ca do enómeno em es udo. Nes e es udo oi p i ilegiado um co pus documen al cons i uído po ela ó ios, no ma i os e ex os de o ien ação polí ica, como é o caso do e e encial do 3º ciclo da AEE. A análise documen al em mui o se pa ece com a pesquisa bibliog á ica, po ém, as on es analisadas di e em, en ão “a ideia de que dados e eo ia se encon am em a lo amen os disponí eis é uma cla a jus i icação pa a o uso de múl iplas on es de dados. O a gumen o é que os esul ados ob idos numa pesquisa são semp e em algum g au um a e ac o do mé odo usado pa a a ecolha de dados” (Lee, 2003, pp.22-23). Os documen os explo ados não ecebem a amen o analí ico, enquan o que a análise bibliog á ica se undamen a a pa i da isão de inúme os au o es sob e de e minado ema. Além do mais, “(…) Nes a pe spe i a, a pesquisa documen al ap esen a-se como um mé odo de ecolha e e i icação de dados: isa o acesso às on es pe inen es, esc i as ou não, e, a esse í ulo, az pa e in eg an e da heu ís ica da in es igação. Ab e mui as ezes a ia à u ilização de ou as écnicas de in es igação, com as quais man ém egula men e uma 31 e polí icas nacionais e ansnacionais e, consequen emen e, às polí icas de accoun abili y , assim como é ealizada uma discussão sob e os con ibu os ecen es que su gem a espei o de uma accoun abili y escola . 1.1 Globalização e polí icas ansnacionais e nacionais O pon o de pa ida dessa discussão consis e em p oblema iza os concei os de polí ica e globalização, assim como e le i sob e o modo como a globalização a e a a conceção e implemen ação de polí icas nacionais e ansnacionais. O e mo polí ica cons i ui-se num concei o ex emamen e polémico. Uma de inição simples consis e no que os go e nos podem ou não aze , pa a além disso, as o ganizações não go e namen ais ambém azem polí ica (Riz i & Linga d, 2013), pelo que, nes e ex o, o oco es á baseado nas polí icas públicas nacionais e ansnacionais. É impo an e essal a que a polí ica es á ligada à omada de decisão, is o é, es á en ol ida num con ex o de omada de decisões, pelos a o es polí icos, que e le em a au o idade es a al. As polí icas públicas são polí icas no ma i as po que de e minam os e mos e signi icados que são ins i uídos pa a guia as condu as e ações dos indi íduos ( Ibid .). A polí ica pode se enca ada como ex os e p ocessos – ob igações e ações –, dessa manei a, os go e nos en am e o ma o sis ema educa i o a a és da polí ica e ado am um ciclo polí ico que consis e, p imei o, no es abelecimen o de agendas polí icas, depois, na p odução do p óp io ex o polí ico, po úl imo na sua aplicação p á ica. Na conceção das polí icas educa i as é necessá io que haja um “p oblema” que legi ime uma dada polí ica pública de educação, de aco do com Riz i e Linga d (2013), já que as polí icas es ão baseadas em ep esen ações do con ex o. Assim, “(...) o obje i o das polí icas é assegu a a consis ência na aplicação de no mas e alo es au o izados em á ios g upos e comunidades: elas são p oje adas pa a o ma consenso e ambém podem e um p opósi o educacional” ( Ibid ., p.32). Em deco ência, o Es ado-nação possui au o idade p imo dial pa a in e p e a e analisa as polí icas públicas. Daí que o Es ado u ilize a sua au o idade pa a jus i ica as polí icas como o ma de legi imação da sua p óp ia au o idade. As mudanças nos p ocessos de polí icas educa i as de em-se, sob e udo, à in luência dos discu sos de globalização nos ex os polí icos, em deco ência do su gimen o de no as lógicas socioeconómicas, no inal da década de 1970, após uma c ise que ocasionou a ees u u ação do sis ema capi alis a in e nacional, pa a Cha lo (2013), a globalização. De aco do com Riz i e Linga d (2013), os discu sos que ca ac e izam os ex os polí icos são de i ados, cada ez mais, das o ganizações in e nacionais e sup anacionais, como a OCDE, União Eu opeia (UE) e Banco Mundial, e, cada ez 32 menos, do con ex o nacional, is o é, “globalmen e, odo um leque de agências mul ila e ais, cada qual a seu modo, es á abalhando a duamen e pa a c ia ou os espaços pa a a 'p i a ização' e a pa icipação do se o p i ado na p es ação de se iços públicos, incluindo a educação” (Ball, 2004, p.1113). Po isso, “a con e gência de discu sos de polí icas educacionais com base in e nacional nos países é, em g ande pa e, consequência das a i idades de o ganizações in e nacionais, como a OCDE e a UE, que combinam conhecimen o e polí ica po meio de es udos compa a i os e es es de conhecimen o” (Wahls öm, 2018, p.654). Em deco ência disso, a polí ica oca-se no desempenho em e mos numé icos que esul am no desen ol imen o de uma cul u a baseada no p óp io desempenho, com especial a enção pa a os mecanismos de medição que são is os, sob e udo, nos sis emas educa i os, como lógicas nas quais impe am ideias de qualidade, e icácia e e iciência, le ando a um ecuo do Es ado, po que impõem o mas de descen alização e e i o ialização, is o é, “cada ez mais, o mundo dos negócios en oca os se iços de educação como uma á ea em expansão, na qual luc os conside á eis de em se ob idos” (Ball, 2004 , p.1111), diminuindo o peso do Es ado. No en an o, pa a Cha lo (2013), du an e as décadas de 1960 e 1970, a escola passou pelo seu maio p ocesso de mudança, po que começou a se pensada a a és da lógica económica e social de desen ol imen o. Es a no a o ma de pensa a escola oi p o ocada pelo su gimen o do Es ado- Desen ol imen is a, que de endia a educação ao se iço do desen ol imen o, causando sa is ação nas classes médias e, simul aneamen e, alimen ando a espe ança das classes popula es. Dessa manei a, anunciou a massi icação escola , que es a a dis a çada de democ a ização, po ém, a i mou, e e i amen e, a ep odução social, já que su gi am no os p oblemas na escola, po que a “ o ma escola ” pe maneceu inal e ada, mesmo que o discu so do Es ado endesse a ideia de que a escola não inha mudado, apenas inha sido abe a pa a o po o, enquan o que a elação pedagógica, os li os didá icos e os mé odos de ensino o am mudando aos poucos, pelo que, “a escola con empo ânea é pe meada po con adições es u u ais” ( Ibid ., p.41). A pa i da ees u u ação do sis ema capi alis a in e nacional, “ma e ializada” pela globalização, o Es ado-Desen ol imen is a oi subs i uído pelo Es ado-Regulado , is o é, o Es ado assume a ace a de egulado e incide imedia amen e na escola (pública e p i ada). Desse modo, A escola em a esponsabilidade de aumen a o ní el de o mação básica e o desen ol imen o de no as compe ências écnicas já não é su icien e. Des e modo, a escola “ganha” mais uma esponsabilidade, a en ada dos jo ens de classe popula no ensino médio e supe io – os ní eis mais eli is as –, sem, ao menos, e esol ido os p oblemas ad indos da p opagação do ensino undamen al ( esquícios do Es ado- 33 Desen ol imen is a). Em consequência, os p ocessos de a aliação na escola o nam-se cons an es, ainda de aco do com Cha lo (2013). Numa p opos a pa a a análise c í ica das polí icas ansnacionais, com génese nos o ganismos mundiais (Cha lo , 2013) e numa di e sidade de pe spe i as, de na u eza económica, cul u al e polí ica (Ri ze , 2007), Wahls öm, Al unge e We mke (2018) e idenciam a elação en e a o es globais e a o es locais a a és de um quando eó ico-concep ual que inclui ês abo dagens di e en es: polí icas de pa ilha de conhecimen o , em que os concei os e as ideias ansnacionais são econ ex ualizados às polí icas nacionais, no que se en ende se uma polí ica iajan e, onde o pe i o in e nacional em uma pala a de e minan e, independen emen e do país onde es i e , pois o seu ideá io obedece a c i é ios de con o midade ansnacional; polí icas de cul u a mundial , numa análise que p ocu a conhece de que modo as con e gências e adap ações das polí icas nacionais são ajus adas à cul u a mundial; polí icas de con ex ualização , ou seja, a conside ação do con ex o sociocul u al e a busca da comp eensão das elações exis en es como elações con ingen es e di e sas, “já que os p oblemas são p oblemas po causa das suas posições em ce os sis emas in e elacionados e não de ido ao p óp io enómeno em si” ( Ibid ., p. 590). Com e ei o, a a-se do es udo das polí icas educa i as con e gen es e/ou di e gen es, no quad o do econhecimen o da globalização como um sis ema de cul u a mundial e de análises à la ga escala, cuja endência é a da uni o mização e es anda dização. Des e modo, as elações económicas são globais e buscam uni o midades que ma cam endências da ida dos sujei os em odas as suas dimensões, mais ainda com a imposição do in luen e sis ema da ecnologia (Ba le , 2018, p.4), no seu modelo “não-geog á ico, descen alizado, guiado po bases de dados e edes e sujei o a e ei os de ede e c escimen o exponencial” (Pacheco & Maia, 2019). Po ém, as polí icas ansnacionais buscam uni o midades a di e sos ní eis e ma cam endências que não são de o al homogeneização, sendo a globalização um p ocesso de p ocessos que ab ange múl iplas uni o midades (Slobodian, 2018). Daí que P eye e Sussman (2016) u ilizem o concei o de ansglobalidade pa a exp essa as di e en es pe spe i as de olha pa a o hib idismo das mul iplicidades que ca ac e izam os p ocessos de globalização, apesa da exis ência c escen e de uma ce a simila idade en e os países em e mos de polí icas, no con ex o de uma sociedade de sociedades que não pode se eduzida a uma es anda dização, pois uni o midade não é o mesmo que homogeneidade (Bayly, 2004). Po mais uni o mização que a globalização p o oque a ní el social, deco en e da cul u a, polí ica e economia (Ri ze , 2007), o en ec uzamen o de espaços e empos o igina mul iplicidades que ab em ou as possibilidades não só ao que é di e en e, mas ambém ao que não é susce í el de se en edado 34 num me o jogo económico, pois nem udo são núme os e a ida das pessoas é mais do que um me o algo i mo (Pacheco & Maia, 2019). É impo an e conside a que o con ex o das polí icas educa i as passa po uma ans o mação nos úl imos anos, além da in e ação com polí icas de ou os campos, is o é, encon a-se em mul iní eis, o local, o nacional e, com p eponde ância, o global. Po isso, o cená io das polí icas educa i as é mul idimensional, mul iní el e acon ece em múl iplos luga es. Segundo Riz i e Linga d (2013), as polí icas acon ecem em um de e minado con ex o que é des acado pela ealidade local e nacional, mas ambém pelo cená io global, sendo ma cadas po di e en es alo es. Consequen emen e, a e o mulação das polí icas educa i as, a pa i de uma lógica economicis a, coloca na educação o peso de ge a capi al humano, sendo a globalização conside ada como a melho polí ica económica, a im de ga an i uma sociedade compe i i a, nos âmbi os nacional e global. No en an o, ale pensa nos e ei os que o en ol imen o do se o p i ado nos sis emas públicos de educação pode causa . É e iden e que o es ímulo à conco ência e ao luc o ge am p á icas que, e e i amen e, são capazes de melho a o desempenho e a e iciência dos esul ados escola es, p incipalmen e no que ange ao domínio numé ico desses esul ados. Po ém, a lógica de me cado, que se ins au a nos sis emas educa i os, az consigo consequências ainda mais p o undas, is o é, “o que é que o se o p i ado ensina em nossas escolas e aculdades?” (Ball, 2004, p.1119). Daí que as polí icas ansnacionais con ibuam pa a a pad onização dos mé odos de mensu ação e con olo quando os alo es cul u ais e sociais são desconside ados a a o de um “p ocesso de alinhamen o”, como de ende o au o . É nes e âmbi o que Wahls öm, Al unge e We mke (2018, p. 588) iden i icam duas pe spe i as ao ní el da in es igação das polí icas ansnacionais: “in es igação que conside a a globalização como um pon o de pa ida pa a des aca as semelhanças nas polí icas e ocabulá io nos cu icula e es a égias de educação de di e en es países; in es igação que econhece a globalização como o ça modelado a, ainda que educação seja analisada a pa i das condições locais”. Salien ando-se a elação en e es u u a e agência (Giddens, 2000), ais pe spe i as ea i mam a necessidade de en ende as polí icas ansnacionais a pa i dos a o es locais, mas que ao mesmo empo são a o es globais, já que cons i uem ca ego ias híb idas que êm em conside ação iden idades, es ilos de ida e a p óp ia cul u a em si, num p ocesso mais amplo de polí icas educa i as (Linga d, Sella & Ba ou sis, 2015; Pacheco & Maia, 2019). De ou o modo, Cha lo (2013) de ende que a globalização ainda p oduziu poucos e ei os nas escolas, mas, alguns são “d amá icos” nos países do Sul, po exemplo, naqueles que o am moldados pelas elações com o Banco Mundial e Fundo Mone á io In e nacional. Em con apa ida, o 35 neolibe alismo desen ol e-se no campo da educação, ma cado po alguns enómenos, endo como exemplo, a e cia ização de escolas públicas nos Es ados Unidos, em p ol da melho ia da e icácia escola , é o que Ball (2004) alega como a noção de “pa ce ia” en e o se o público e o discu so p i ado, ocado nos negócios, quando as es e as sociais e económicas são dissol idas pela elação do Es ado com as ins i uições p i adas. Daí que a globalização e o neolibe alismo sejam dois enómenos ex emamen e ligados, con udo, os e ei os mais isí eis nos sis emas de educação são deco en es da p og essão do neolibe alismo e não, p op iamen e, da globalização, como de ende Cha lo (2013). Po an o, “Nes e sen ido, impo a desde já assumi que a globalização, enquan o “no a u opia” de mui os cosmopoli as, não em ido o mesmo alcance, nem a ançado ao mesmo i mo, nem ão pouco p oduzido os mesmos e ei os, an o ao ní el das di e en es egiões do mundo, como das e en es que in eg a (Mo gado, 2009, p. 39). A globalização é des e modo um enómeno he e ogéneo, o que se explica pelo ac o de aba ca não apenas p ocessos hegemónicos e op- down , mas ambém p ocessos con a-hegemónicos, bo om-up , aduções e e-in e p e ações ao ní el dos con ex os locais, aspe os que em conjun o conco em pa a o aumen o da sua complexidade.” (Seab a, Mo gado & Pacheco, 2012, p.3). As o ganizações in e go e namen ais – assim como as não-go e namen ais – o nam-se os p incipais a o es polí icos que in luenciam os sis emas nacionais, suas polí icas educa i as e p á icas de a aliação. O pon o de is a neolibe al da educação é o que sus en a essas mudanças. Na á ea da educação, a OCDE é a o ganização mais impo an e pa a os países icos po que “é o cen o do pensamen o libe al no que ange à educação (...) ela oi explici amen e c iada pa a p omo e a economia de me cado” (Cha lo , 2013, p.52). Linga d, Sella e Ba ou sis (2015) cons a am que, ao desen ol e em o concei o de um campo de polí icas de educação, a pa i das ideias de Bou dieu, a OCDE, a a és do PISA e ou os mecanismos de mensu ação in e nacional, concebe o globo como um espaço p opo cional de medição. Além do mais, a OCDE es á em p ocesso de expansão do es e PISA, ala gando o espaço geog á ico dos países onde é implemen ado, bem como conside ando mais á eas de a aliação, pa a além das compe ências em língua ma e na, ciências e ma emá ica. Des e modo, a OCDE o nece aos deciso es polí icos dados compa ados a ní el in e nacional pa a obje i a em as suas polí icas educa i as (Ball, 2015). Dado que os es es in e nacionais es abelecem a p edisposição pa a a compe i i idade en e os países, no con ex o educacional, con ibuindo pa a a homogeneização das p á icas e le ando à ep odução das boas p á icas dos países conside ados modelos, como e e em Seab a, Mo gado e Pacheco (2012). Sendo assim, “os esul ados dos es es, e pa icula men e o uso polí ico que deles se az, desconside am o con ex o social do ap endizado, e adul e am compa ações complexas, ans o mando-as num jogo de núme os simplis a” (Salokangas & Kauko, 2015, p.1355). Sob e o PISA, A onso (2012, p.475) ac escen a: 36 “Po e ei o do P og amme o In e na ional S uden Assessmen (PISA), den o e pa a além do espaço eu opeu, a obsessão pela compa ação é sob e udo isí el no que diz espei o à educação. A es e p opósi o, o PISA é um cla o exemplo do a ual compa a i ismo in e nacional que em sido po enciado e o nado mais e icaz (social e poli icamen e) pela imagem de c edibilidade que es e p og ama alcançou, cons i uindo-se, igualmen e, como uma o ma de egulação bem-sucedida.” Em consequência, a diluição das on ei as é uma ca ac e ís ica que ma ca esse p ocesso neolibe al associado di e amen e à globalização, um concei o con li i o, segundo Riz i e Linga d (2013, p.48), “a ualmen e, obse a-se que os p ocessos con empo âneos de globalização, em g ande medida, dão no a o ma a mui os aspe os da nossa sociedade”. A ideia de qualidade, e icácia, p eocupação com a di e sidade e com o con ex o local cons i ui a lógica de mode nização e essas ideias não podem se associadas exclusi amen e ao neolibe alismo. Com e ei o, Lipo e sky e Se oy (2010, p.15) analisam c i icamen e os empos hipe mode nos em que a educação e a escola es ão en elaçadas “num sis ema de mundo globalizado” e “numa cul u a- mundo”, is o é, “com a cul u a-mundo alas a po odo o globo a cul u a da ecnociência, do me cado, dos media, do consumo e do indi íduo e com ela oda uma sé ie de no os p oblemas, não só de âmbi o global (…) mas ambém exis enciais”. Em azão disso, quando o oco é colocado na qualidade da escola, e as ques ões ela i as à ep odução social den o da escola desapa ecem ou possuem menos impo ância, as lógicas de qualidade e e icácia se em o ideal neolibe al (Cha lo , 2013). Po isso, “Não é mais possí el e as polí icas educacionais apenas do pon o de is a do Es ado-Nação: a educação é um assun o de polí icas egional e global e cada ez mais um assun o de comé cio in e nacional. A educação é, em á ios sen idos, uma opo unidade de negócios. Podemos pensa que essa opo unidade se á maio ou meno , que i á mais cedo ou mais a de, que es á sujei a a in lexões e mediações, mas não que ela seja di e en e ou excecional”. (Ball, 2004, p.1108). Riz i e Linga d (2013) ap esen am algumas e en es eó icas e ideológicas de g upos que p oblema izam o concei o de globalização, ais como os globalis as, os cé icos e os ans o macionalis as . A ideia mais ab angen e sob e o concei o é de endida pelos globalis as, que assumem a globalização como um p ocesso his ó ico ele an e e eal, esponsá el po ans o ma odos os aspe os da ida humana e capaz de ge a a possibilidade da c iação de no as o mas de o ganização social e ansnacional, já que eduz os limi es do empo e espaço. Des a e, “a globalização é o esul ado de di e sos p ocessos es u u ais que se mani es am de di e en es o mas na economia, na polí ica e na cul u a (Glenn, 2007)” ( Ibid ., p.49). Desse modo, de endem que o mundo globalizado é desigual, con li i o e he e ogéneo, pelo que, as eo ias da globalização le am em con a ês domínios p incipais: polí ico, cul u al e económico. Pa a Cha lo (2013), a globalização é um enómeno económico que esul a na abe u a de on ei as, cons i uição de blocos egionais, ci culação de luxos, desen ol imen o co ela i o de emp esas mul inacionais, cons i uindo-se, ago a, como um enómeno polí ico, um p ocesso 37 socioeconómico, an es de udo, mas que ge a consequências cul u ais, po exemplo, o p edomínio de uma língua in e nacional (inglês), a di ulgação de no ícias a ní el mundial, en e ou os. Além do mais, Seab a, Mo gado e Pacheco (2012, p.3) de endem uma “conceção la a [de globalização], que não se es inge aos seus aspe os económicos, mas an es econhece os seus e ei os nas mais a iadas es e as, designadamen e a social, polí ica, cien í ica, ecnológica, en e ou as, com e iden es impac os no quo idiano de cada cidadão”. Os p ocessos globais são dinâmicos, segundo Riz i e Linga d (2013), e mudam cons an emen e em unção dos no os a anjos económicos, polí icos e ecnológicos. O concei o de globalização en a cap a a o ma como o mundo se o na cada ez mais in e conec ado, e elando um g au de dependência, mas, simul aneamen e, independência, já que os sujei os sepa ados isicamen e conseguem pa ilha os mesmos acon ecimen os sinc onicamen e. A comp essão do espaço e empo, a maio ca ac e ís ica da globalização, é uma possibilidade ica pa a que o capi alismo aumen e o alcance dos me cados ao edo do mundo. Dessa o ma, “na medida em que o capi alismo global se o nou agmen ado, o empo e o espaço o am eo ganizados pelos di ames do capi al mul inacional. Ao adqui i uma no a o ma, o capi alismo ampliou seu alcance e ago a de e mina po encialmen e odos os aspe os da ida e dos elacionamen os humanos.” (Ibid., p.53). Assim, a ansglobalidade exp essa a plu alidade de p ocessos da globalização que oco em numa mul iplicidade de p á icas, i mos e con ex os di e en es, mesmo que a endência dominan e seja a da uni o mização. Po ém, a ansglobalidade aduz-se em múl iplos caminhos que luem numa plu alidade de sen idos, sem que seja possí el es abelece um pon o de apoio pa a ala anca soluções de ini i as ou mesmo e o mas o alizan es. Quando alam de p ocesso de mudança, Wahls öm, Al unge e We mke (2018, p. 589) esc e em que “as e o mas polí icas ansnacionais não são ão uni e sais quan o pa ecem; pelo con á io, são sociocul u almen e pa icula es assim que são examinadas de o ma sis emá ica as suas múl iplas in e - elações”, en a izando a necessidade de o con ex o se conside ado (Pacheco & Maia, 2019). Cha lo (2013) sus en a a ideia de ês posições sob e a globalização, ais como: os indi íduos e mecanismos que que em man e a si uação a ual po que possuem p i ilégios e an agens nes a no a o ma de o ganização mundial; os que de endem a adesão à globalização neolibe al, pau ados pela de esa da e icácia, conco ência e libe dade de inicia i a; po im, o mo imen o “al e mundialis a”, que ecusa a a ual globalização – neolibe al – e de ende a solida ização en e os se es humanos e com o plane a Te a, is o é, “ a a-se de acaba com a ome no mundo, p o ege a saúde de odos, al abe iza e educa odos os se es humanos, sal a o nosso plane a dos pe igos que êm c escendo” ( Ibid., p.57). 38 O mo imen o al e mundialis a alega que a educação é um di ei o humano p io i á io, sendo con a as p i a izações causadas em unção da p esença do neolibe alismo no campo da educação e de endendo que a educação de e se pública e de qualidade, um luga de sen ido e de cons ução da igualdade social. Po an o, es e mo imen o é pau ado pela solida iedade e espei o pelos di ei os humanos, di e en e da lógica do neolibe alismo. Con udo, o que ale pa a pensa é que independen e da co en e de ideias que molda (ou en a molda ) um no o a qué ipo pa a os sis emas educa i os, assume-se que o cená io pa a o pensa , ago a, é o mundo. Is o é, a comp essão do espaço e empo é inegá el e, a a és, dessa no a conjun u a é que se de e planea e cons ui as no as polí icas ansnacionais, consequen emen e, nacionais, de educação. É incon es á el que a lógica da globalização de iés económico é dominan e, po isso, a educação passa a se conside ada como uma me cado ia que es á sujei a às ideias de qualidade, e icácia e conco ência. Simul aneamen e, a escola pública en en a no os desa ios cul u ais e educa i os, o iginados pela globalização, já que o mundo es á mais abe o e acessí el, o desa io é pau ado pela “in e dependência c escen e en e os homens, (…), o ideal de solida ização en e os se es humanos e en e es es e o plane a, pe meando o al e mundialismo, eque uma no a dimensão da educação, em que se combinem uma sensibilidade uni e salis a e o espei o à homodi e sidade” (Cha lo , 2013, p.60). A inal, é impo an e conside a que a globalização p oduz e ei os na conceção de polí icas nacionais e ansnacionais, p incipalmen e no que se e e e ao campo da educação. A lógica neolibe al é esponsá el po delinea os no os caminhos que os Es ados pe co em nas polí icas de educação e as pa ce ias en e o Es ado e o se o p i ado o nam-se mais equen es. De aco do com Seab a, Mo gado e Pacheco (2012), as polí icas globais são u ilizadas pelos go e nos nacionais como manda os que de e minam e impõem o cu so de suas ações, assim como um mecanismo de legi imação ex e na das polí icas que são seguidas in e namen e. Além do mais, “(…) A educação pe manece um assun o in ensamen e polí ico no ní el nacional, e moldado po mui o mais do que deba es ace ca do con eúdo desejá el da educação. As agendas nacionais pa a a educação são o madas mais no ní el do egime do que no ní el es u u al; as “polí icas educa i as”, o p ocesso de de e mina o con eúdo e o p ocesso da educação são pode osamen e moldados e limi ados pelas 'polí icas educa i as', pelo p ocesso de de e minação das unções a se em desempenhadas, pela impo ância do consequen e p o imen o dos seus ecu sos, pelo sis ema educa i o como pa e de um quad o nacional egulado mais amplo. De uma o ma mui o c í ica, nes e con ex o, odos os quad os egula ó ios nacionais são ago a, em maio ou meno medida, moldados e delimi ados po o ças sup anacionais, assim como po o ças polí ico-económicas nacionais. E é po es as ias indi e as, a a és da in luência sob e o es ado e sob e o modo de egulação, que a globalização em os seus mais ób ios e impo an es e ei os sob e os sis emas educa i os nacionais.” (Dale, 2004, pp. 440-441). Assim, a escola mos a-se, cada ez mais, pau ada pelos ideais de qualidade e e icácia, p eocupada com os esul ados, p incipalmen e quando são exp essos em e mos numé icos, ankings e 39 s anda ds. Ademais, as p i a izações o nam-se mais habi uais e p o ocam a diminuição do papel do Es ado em á ias es e as da ida pública, po exemplo, nos sis emas de educação. Po isso, “A homogeneização que se e i ica ao ní el dos discu sos e polí icas é ope ada a a és de concei os-cha e ansnacionalmen e p oduzidos, di undidos e a i mados. Vá ias o ganizações ansnacionais assumem ele ância nes e p ocesso, de en e as quais se des acam a OCDE, o Banco Mundial, ou a União Eu opeia. Vá ios êm sido os concei os eiculados po es as ins i uições com o es impac os a ní el da polí ica cu icula em di e sos países, ais como, os de boas p á icas, qualidade, e iciência, e icácia, a aliação, es agem e, sob e udo, o concei o de accoun abili y ou p es ação de con as que, en endemos, em assumido um papel cen al.” (Seab a, Mo gado & Pacheco, 2012, p.3). Des e modo, o Es ado assume o papel de a aliado e p eocupa-se em a alia , sis ema iza , mensu a e quan i ica a a és de polí icas de p es ação de con as, as polí icas de accoun abili y , que são os maio es indicado es da p esença da globalização de iés neolibe al no ensino e ap endizagem, po exemplo. 1.2. Polí icas de accoun abili y O p ocesso de globalização, de e en e económica, acaba po ins au a na sociedade a lógica de compe i i idade e qualidade, o que a o ece o apa ecimen o incisi o das polí icas de accoun abili y . O e mo accoun abili y é de o igem anglo-no manda e, seman icamen e, es á ligado à ideia de con abilidade e adminis ação inancei a, segundo Bo ens (2007). Sendo es e um concei o amplamen e di undido na es e a da adminis ação púbica e, que, a pa i dos anos de 1970 oi ado ado pa a pensa no as polí icas no campo da educação que são legi imadas, p incipalmen e, pelas polí icas de a aliação em la ga escala, o nando, assim, a educação um espaço em que habi am os p incípios do me cado, o ien ados pelo neolibe alismo (Schneide & Na di, 2015). Os Es ados são di ecionados pa a go e na num con ex o baseado em maio es demandas de accoun abili y , p incipalmen e pela p essão dos cidadãos mais ins uídos, pelos meios de comunicação que de endem a compe i i idade excessi a e pelos mo imen os sociais mais o ganizados, segundo Aucoin e Hein zman (2000). Sendo um concei o polissémico e denso (A onso, 2011), a accoun abili y em uma plu alidade de sen idos, em que a esponsabilização dos a o es locais é uma das suas ace as, no con ex o de uma cul u a de a aliação o ien ada pa a esul ados e supo ados po sis emas de ga an ia da qualidade, que impõem di e en es o mas de con olo e de accoun abili y . Além do mais, “no que diz espei o ao concei o de accoun abili y , A onso (2010), baseando-se em Schedle (1999) econhece ês e en es na base das quais es e se es u u a: i) uma e en e in o ma i a, ii) uma e en e jus i ica i a, e iii) uma e en e imposi i a” (Seab a, Mo gado & Pacheco, 2012, p.3) Ainda sob e a as a e imp ecisa gama de signi icados que o e mo accoun abili y pode assumi , Schneide e Na di (2015) ap esen am um quad o de e e ências concep uais que de inem e p ecisam o 40 signi icado do concei o. A ideia de que a accoun abili y é o mada po duas dimensões – a dimensão da ob igação e a do di ei o – es á ligada ao di ei o de alguém exigi de e minada p es ação de con as e a ob igação (ou de e ) de alguém em azê-lo, é, en ão, uma de inição que pe passa odos os sen idos con e idos ao e mo, segundo os au o es. Sendo assim, “o 'modelo' de accoun abili y ol a-se, en ão, aos ipos de a o es que êm legi imidade e pode pa a 'pedi que se p es e con as' ou aos que êm a ob igação de p es a con as” (Ma oy & Voisin, 2013, p.887). Além disso, “(...) a accoun abili y inclui, ambém, a ideia de esponsabilização pa a o que p e ê a a ibuição de sanções ou ecompensas. À ob igação, seguem-se consequências que co espondem ao di ei o de aplica sanções, no caso de os esul ados alcançados não co esponde em às me as açadas” (Schneide & Na di, 2015, p.61). Pa a an o, Bo ens (2007) de ende que a possibilidade de sanções – não necessa iamen e a imposição de sanções – ge a uma di e enciação en e o o necimen o não comp ome ido de in o mações e a esponsabilização. Con o me Schneide e Na di (2015), nos países no e-ame icanos, a accoun abili y aduz-se po um concei o no ma i o, is o é, um g upo de no mas u ilizadas pa a a alia o compo amen o dos agen es públicos, em consequência disso, “se ' accoun able ' cons i ui uma i ude p oa i a e uma ca ac e ís ica posi i a de o ganizações e uncioná ios. Tem a e com a 'capacidade de da espos a' ( esponsi eness), mas ambém com 'senso de esponsabilidade'” ( Ibid ., p.61). Em unção disso, Bo ens (2007) de ine que a accoun abili y, num sen ido mais amplo, aduz-se num concei o a alia i o e não analí ico, u ilizado pa a quali ica posi i amen e um conjun o de coisas ou o desempenho de um a o , po isso, associa-se de manei a mais p óxima à “capacidade de da espos a” e ao “senso de esponsabilidade” – que se aduz pela disposição pa a agi de manei a anspa en e, equi a i a e jus a. Nes e sen ido amplo, a accoun abili y con igu a-se como um concei o con es ado e con es á el po que não exis e consenso sob e o que signi ica/de e mina um compo amen o esponsá el, além do mais, esse ipo de signi icado di e e em elação ao con ex o social, polí ico e cul u al em que es á inse ido. Po isso, Wahls öm (2018, pp.654-655) salien a, “quando ideias de polí icas ansnacionais en am em a enas locais, signi icados são e ei os pa a se adap a ao con ex o cul u al, social e his ó ico de uma nação local e às elações de pode nacionais e locais”. Em con apa ida, no cená io aus aliano e dos países eu opeus, a accoun abili y consis e num “mecanismo social que es abelece elação ins i ucional” (Schneide & Na di, 2015, p.61), is o é, a essência da p es ação de con as consis e na esponsabilização de um a o ou ins i uição e, não, p op iamen e, na apu ação da esponsabilidade da ação, sendo assim, “a accoun abili y comp eende a ob igação de explica e jus i ica condu as” ( Ibid ., p.62). Nas pala as de A onso (2012, p.474): 47 Po an o, é necessá io pe cebe que as polí icas ansnacionais, que delimi am as no as polí icas educa i as nacionais, es ão undamen adas pela linguagem de accoun abili y . As polí icas de accoun abili y es ão baseadas, e e i amen e, na p es ação de con as – de um a o a um ó um – e, ambém, na esponsabilização de a o es ou ins i uições. Além do mais, essas polí icas es abelecem mecanismos igo osos de a aliação, consequen emen e, s anda ds pa a a alia os esul ados que são, em sua maio ia, exp essos em e mos numé icos, seguindo a lógica dos sis emas económicos, minimizando os esul ados que são de na u eza quali a i a. Assim, as polí icas de accoun abili y são pau adas pelos ideais do neolibe alismo que es abelece ankings e s anda ds . Em unção disso, acaba aden ando a lógica escola con e endo-o num ambien e de ex ema compe i i idade, o ien ado pela busca da e icácia, e iciência e qualidade. Enquan o isso, o Es ado assume o papel de a aliado e se “ eduz” a a alia e esponsabiliza ins i uições e a o es, legi imando a lógica do neolibe alismo, ela i a à mínima in e enção do Es ado. Nesse sen ido, os sis emas educa i os o nam-se um espaço li e pa a se em “go e nados” pelas leis do me cado e ep oduzi em essa lógica de p es ação de con as, esponsabilização, e, ambém, a aliação – a accoun abili y . No en an o, a accoun abili y ambém pode se comp eendida po uma lógica democ á ica que incen i a uma boa elação no a o da p es ação de con as, como suge em Schneide e Na di (2015, p.62): “Ainda que possa se inculada à esponsabilização e ou consequências, ela ambém eme e aos concei os de explicação, a gumen ação e jus i icação, daí se “opos a não somen e ao exe cício mudo do pode senão ambém ao con ole mudo e unila e al do pode ” (Schedle , 2004, p. 13). Logo, segundo esse au o , se pau ada em alo es incados em p incípios democ á icos, a u ilização de suas e amen as comp eende ia uma elação abe a e anca en e quem solici a p es ação de con as e quem a p es a. Tomando po e e ência esse con ex o, em que p incípios de jus iça e cidadania são e ocados, uma polí ica de accoun abili y pode ia ep esen a opo unidade de assunção de no as expe iências no campo da ges ão pública e, po an o, ab i espaço pa a a ansg essão das suas on ei as con encionais, con inadas, mui as ezes, nos limi es de uma adução única.” As mudanças educa i as deco en es des e cená io ansnacional e de accoun abili y es ão insc i as em e o mas à la ga escala, al como es á p esen e no pa adigma baseado em e idências, com is a à melho ia do desempenho (Lessa d & Ca pen ie , 2016), numa o e ligação aos mo imen os dos s anda ds , dos esul ados e de uma cul u a de pe o ma i idade (Ball, 2014), em que o desempenho da escola, dos p o esso es e dos alunos é a aliado em unção de pad ões es abelecidos. Assim, a mudança é algo possí el a a és de polí icas, que são discu sos de legi imação de p á icas, que aduzem a linguagem do desejo, ou seja, “de uma p á ica educa i a que pe mi a melho a os desempenhos” (Lessa d & Ca pen ie , 2016, p. 178). 48 1.3. Accoun abili y escola Num momen o em que as polí icas de accoun abili y egulam e legi imam as no as polí icas educa i as, is o é, “o concei o de accoun abili y é hoje la gamen e econhecido como sendo es u u an e das polí icas, em ge al, e da educação e o mação, em pa icula ” (Seab a, Mo gado & Pacheco, 2012, p.2), es a endência polí ica é ca ac e izada, p incipalmen e, pelos aspe os écnicos e bu oc á icos. Nes e sen ido, a educação acaba po se ans o ma num campo dominado po uma cul u a de esponsabilidade, legi imada pela cumplicidade, e po uma cul u a de pe o ma i idade, que se baseia nos esul ados ou nos núme os (Taubman, 2009). Pa a Ball, (2015, p.299), “os núme os ambém o am undamen ais pa a a cons i uição da escola mode na na o ma de es e ou exame – uma ecnologia de classi icação, di isão e exclusão”. A accoun abili y escola pode se analisada à luz de dois a o es p incipais, o mo imen o de esponsabilização do p o esso e a cen alidade dos esul ados, po que se le a em conside ação a ideia de que os esul ados dos alunos não são comple amen e sa is a ó ios e a necessidade das escolas es a em en ol idas em p á icas cons an es de melho ia, a a és de e inadas o mas de a aliação e p á icas baseadas em “e idências” a im de comp o a que a pe o mance p o issional do p o esso , de aco do com Hopmann (2008), que a pe o mance o ganizacional da escola, pau ada pelo e e encial dos esul ados, pa a Lessa d e Ca pen ie (2016). Po conseguin e Schneide e Na di (2015, p.63) a i mam que “como pa e de um ascenden e p ocesso de esponsabilização das escolas e p o esso es pelos esul ados p oduzidos é enden e o es abelecimen o de pad ões de desempenho e a aplicação de sanções ou ecompensas”. A assunção das polí icas de accoun abili y como polí icas de egulação de esul ados, po que comp eendem modos de egulação ins i ucional dos sis emas educa i os, cuja a aliação dos “ou pu s” ocupa uma posição ulc al, pois se e e em aos obje i os e no mas p ede inidos, é uma disposição de endida po Ma oy e Voisin (2013). Assim, a accoun abili y escola es abelece um ce o ipo de cul u a numé ica, baseada em ankings de escolas que são classi icadas de aco do com os esul ados de es es e exames nacionais. De aco do com Ball (2015, p.299), “os núme os de inem nosso alo , medem nossa e icácia e, em mui os ou os aspe os, abalham pa a in o ma ou cons ui o que somos hoje. Es amos sujei os a núme os e assun os nume ados”. Com e ei o, “Na ' new accoun abili y ', não se a a mais somen e de p es a con as sob e os ' inpu s ' ( ecu sos, meios) e sob e os p ocessos (ensino, ap endizado), mas ambém e sob e udo sob e os ' ou pu s ': sis emas de ensino, seus esul ados. En e an o, não são somen e os esul ados dos alunos que são medidos, mas, po meio deles, o desempenho dos es abelecimen os e do sis ema educacional como um odo.” (Ma oy & Voisin, 2013, p.887). 49 Des e modo, a conceção écnica de accoun abili y p essupõe que alunos e p o esso es es ejam de aco do com um cu ículo p ees abelecido, de inido po um co e cu iculum e po es es pad onizados que de inem uma cul u a escola pe o ma i a. Es a cul u a escola ma e ializa-se, em indicado es, a a és de um único cu ículo e igual pa a odos, median e a p esc ição de esul ados, a disc iminação do conhecimen o, ans o mados em s anda ds de con eúdos escola es, a aliados po es es à la ga escala (Pacheco, Sousa & Maia, 2019). Po isso, “hoje, a polí ica escola ende, ao menos em pa e, a se pensada como uma me a de melho ia dos esul ados, como uma busca pa a melho a desempenhos do sis ema em e mos de e icácia, de equidade ou de e iciência” (Ma oy & Voisin, 2013, p. 884). Sendo assim, con o me os sis emas educa i os alo izam, cada ez mais, os esul ados e a e iciência, o desempenho do p o esso ende a se ( e)conce ualizado como aquele que é capaz de se quan i icado e medido, a a és de um conjun o de écnicas de a aliação e po um p ocesso que busca a melho ia das p á icas, de aco do com Holloway e B ass (2018). Daí que a esponsabilidade ecaia sob e a qualidade dos p o esso es, ela i amen e à sua p epa ação écnica em aze a ges ão de uma sala de aula e não, necessa iamen e, sob e a sua o mação. A pa i disso, é es abelecida uma elação di e a en e o desempenho do p o esso e os esul ados dos alunos, admi indo-se que “a qualidade dos p o esso es e do ensino es á, sem dú ida, en e os a o es mais impo an es que moldam a ap endizagem e o c escimen o dos alunos” (Win e , 2017, p. 75). Dessa o ma, os p o esso es são enca ados como os esponsá eis undamen ais pelo sucesso dos alunos, sendo que os esul ados escola es que icam abaixo do espe ado são aduzidos como al a de con olo dos p o esso es e esponsabilidade das escolas. Toda ia, es a pe spe i a bu oc á ica de accoun abili y es á cen ada no desempenho e na esponsabilização dos p o esso es e acaba po negligencia inúme os a o es que con ibuem pa a o insucesso escola . Desse modo, a esponsabilidade man ém-se den o das escolas e isen a o Es ado e seus mecanismos do comp ome imen o com os esul ados escola es, mais conc e amen e: “(…) esse egime de accoun abili y o nece a in aes u u a pa a man e um olha cons an e sob e os acon ecimen os escola es locais, incluindo o desempenho dos p o esso es, pe mi indo que ó gãos bu oc á icos e não bu oc á icos go e nem as escolas à dis ância. Simul aneamen e, ambém o nece as mé icas con a as quais os p o esso es podem medi -se, si uando-os em es ados pe pé uos de compa ação em elação aos seus pa es pa a se em mais 'e icazes' e 'excelen es'. A colegialidade é subs i uída pela conco ência, e a au onomia é subs i uída po expe a i as limi adas (e calculá eis), o necendo os meios pelos quais os p o esso es (e seus supe iso es) podem conhece suas posições em elação aos seus pa es. Esse p ocesso não al e a apenas o compo amen o do p o esso , mas ambém muda o p o esso .” (Holloway & B ass, 2018, p.363). 50 Um dos aspe os mais des acados pelo ecnicismo, que ab ange o concei o de accoun abili y , consis em na cen alidade dos esul ados, p incipalmen e no que diz espei o ao es e PISA, que pe mi e a compa ação in e nacional e nacional. Assim sendo, o e ei o de ac edi ação simbólica ansnacional do PISA não de e se subes imado (S eine -Khamsi & Dugonjić-Rodwin, 2018), já que den o de um con ex o educa i o p opicia a compa ação en e escolas, numa classi icação en e as melho es e pio es, a o ecendo a escolha dos pais e enca egados de educação sob e a escola pa a seus educandos, em unção dos esul ados. Ins au a-se, po an o, um jogo emocional quando as escolas são, publicamen e, con on adas com os esul ados de seus alunos, ge ando consequências nega i as, is o que os p o esso es podem en a em pânico a a és de eações ad e sas (Pacheco, Sousa & Maia, 2019). A endência que se impõe pela lógica de accoun abili y escola associa-se, acilmen e, à exis ência de um cu ículo p ede inido que se baseia em s anda ds de con eúdo, associados, di e amen e, à p á ica dos p o esso es em sala de aula. Há de se conside a que “os s anda ds cu icula es são ca ac e izados po um es ei o alinhamen o en e os equisi os de p opósi o, con eúdo e conhecimen o, com o e ên ase nos equisi os de conhecimen o” (Wahls öm, 2018, p.654). Es es s anda ds ma e ializam-se de di e en es o mas, a a és, po exemplo, dos es es em la ga escala – p o as e exames nacionais, dos es es da p óp ia escola e, ambém, pela alo ização dos esul ados alcançados a a és de a aliações de iés suma i o (Pacheco, Sousa & Maia, 2019). Nesse sen ido, os p o esso es são esponsabilizados pelo desempenho dos alunos, já que os s anda ds impos os bu oc a icamen e são capazes de mina o p o issionalismo docen e ao mesmo empo que diminui, mas in ensi ica, o abalho do p o esso , segundo Holloway e B ass (2018). Dessa manei a, a cul u a de pe o ma i idade é ealçada a a és de uma i ania dos núme os, po isso, “a p óp ia ideia da escola, sua ma e ialidade, seu imaginá io, sua a iculação den o da polí ica e da eo ia passou a se cen ada e encenada em e mos de um mecanismo de di e enciação e classi icação, e concomi an emen e de exclusão” (Ball, 2015, p.299). Cul u a de pe o ma i idade que é ma cada pela alo ização dos esul ados, p incipalmen e quando são exp essos em e mos numé icos, e pela esponsabilização dos p o esso es pelos esul ados alcançados po seus alunos – associação do desempenho do p o esso ao desempenho do aluno. Sin e izando, nas pala as de Wahls öm (2018, p.656): “O mo imen o de s anda ds p essupõe que haja um consenso en e especialis as de di e en es disciplinas sob e qual conhecimen o de e se incluído no cu ículo. Além disso, assume-se que ce os epe ó ios de ensino são p e e í eis pa a aumen a as conquis as do conhecimen o dos alunos e que essas es a égias de ensino podem se iden i icadas po meio de pesquisa (ensino baseado em e idências). Ao implemen a um cu ículo baseado em s anda ds , a a aliação nacional a a és da pad onização de es es o na-se cen al, o que signi ica que os p o esso es e as escolas são esponsá eis pe an e os pais e o Es ado. A pad onização do cu ículo implica um po encial isco pa a uma isão mais es i a e mais ins umen al das p á icas de ensino.” 51 Des a e, a pe o ma i idade escola é capaz de ins iga de á ias o mas um p o esso que es á sob a in luência de di e en es pe spe i as de accoun abili y , além do ac o de que os sis emas educa i os podem se in e se ados po con adições. Ao passo que Holloways e B ass (2018) iden i icam, a pa i de um es udo empí ico, p o esso es que enca am o egime de accoun abili y como o meio pelo qual o p o issionalismo do p o esso pode ia se en endido e ge enciado pelos p óp ios p o esso es e po ou os, e não como uma u u a no ensino ou no impedimen o pa a a au onomia e p o issionalismo docen e, Mülle e He nández (2009), num um es udo ealizado ao ní el eu opeu, concluem que a accoun abili y di ecionada pa a o desempenho ge a a inc edulidade dos p o esso es pelas o mas de p es ação de con as. Po conseguin e, quando as lógicas de accoun abili y são o ien adas, exclusi amen e, em p ol do desempenho do p o esso , is o é, uma cul u a de p es ação de con as e esponsabilização baseada na pe o mance do p o esso , não são cons i uídas como o melho modelo pa a as escolas. Po que acabam po p opicia a bu oc a ização do cu ículo em odas as dimensões de decisão e, ambém, des alo izam o con ex o eal das escolas e o papel desempenhado pelo p o esso na educação, não somen e na ap endizagem. Po isso, “As p á icas educacionais nas escolas se o na am cada ez mais homogeneizadas e pad onizadas em busca de maio esponsabilização, onde a accoun abili y é en endida como um p ocesso de cima pa a baixo, amplamen e ocado em ipos especí icos de esul ados dos alunos que podem se enume ados e equen emen e alinhados com p ocessos de es es nacionais e in e nacionais. Isso em implicações pa a as possibilidades das escolas como locais de modelagem e cul i o de p incípios democ á icos.” (Ha dy, 2018, p.323). Dessa manei a, con a iamen e à co en e em que os p o esso es espondem ao p ocesso de accoun abili y , simplesmen e, pelo seu desempenho, a accoun abili y escola de e se analisada de aco do com os p incípios de igualdade, di e sidade, equidade e inclusão. Sendo es es os ideais pelos quais os p o esso es comp ome em-se dia iamen e, assumindo que as ans o mações no a o de ensina es ão, cada ez mais, p esen es na ealidade da escola, p incipalmen e em elação à o ma como se á a aliado e o signi icado con e ido a al (Pacheco, Sousa & Maia, 2019). Daí que o con olo, excessi o, pelos esul ados con ibui pa a que se ins au e uma cul u a de a aliação, baseada em p ocedimen os de audi o ia, nos sis emas educa i os. Essa p á ica a o ece a iscalização do abalho docen e, implicando, di e amen e, na elação en e o desempenho dos p o esso es e os esul ados dos alunos, p incipalmen e no que se e e e aos es es em la ga escala. A esponsabilização dos p o esso es o na-se, en ão, a manei a de legi ima uma cul u a de a aliação e p es ação de con as que en a ausen a o Es ado das esponsabilidades com a educação e “culpa ” escolas e p o esso es pelo p o ei o dos alunos em elação à ap endizagem e, p incipalmen e, seus esul ados numé icos ( Ibid .). 52 Po an o, pe cebe-se que a globalização, cen ada pelos ideais do neolibe alismo, p oduz e ei os nas polí icas nacionais, a pa i das polí icas ansnacionais. Sendo assim, as polí icas de accoun abili y são ins au adas e p i ilegiam a p es ação de con as e esponsabilização, além de a o ece os mecanismos de a aliação ex e na. Não obs an e, a lógica de accoun abili y in ade os sis emas educa i os, a a és de polí icas açadas ansnacionalmen e, e apoiam a esponsabilização dos p o esso es pelo esul ado dos alunos em unção da cen alidade dos esul ados, is o é, os esul ados o nam-se mais impo an es que a ap endizagem em si, e se algo ai mal nesse sen ido, a lógica é que os p o esso es sejam esponsabilizados po isso. Mesmo que as polí icas ansnacionais cons i uam uma ma iz pa a as polí icas cu icula es, é indubi á el que o cu ículo nacional não pode á deixa de e le i aspe os con ex uais de cada país e que as ideias da globalização e accoun abili y es a ão, dece o, p esen es nos documen os que são a base da cons ução do cu ículo. Em consequência, os mecanismos de a aliação em la ga escala o nam-se, cada ez mais, equen es nos sis emas educa i os, a im de unciona em como pad ão de a alia escolas, ges o es e p o esso es, a a és dos esul ados escola es dos alunos. Em is a disso, o capí ulo que se segue em como oco a análise dos ciclos de AEE em Po ugal, a pa i de uma b e e con ex ualização do cená io da a aliação ins i ucional no B asil. 53 Capí ulo II – A A aliação Ex e na das Escolas e as p á icas de ino ação cu icula Se a sociedade e as elações sociais não podem se pensadas sem le a em con a as ca ac e ís icas da globalização, é p eciso assumi que o mo o cen al da globalização co esponde ao me cado global (Sob inho, 2009). Com e ei o, os caminhos pe co idos pelos discu sos sob e a globalização no campo das polí icas educa i as são o emen e ma cados po polí icas de accoun abili y , econhecidas na ealidade escola , es abelecendo as ideias de pa icipação e qualidade como pala as de o dem pa a as ins i uições educa i as, independen emen e do ní el de ensino e do ca ác e o mal ou não da ins i uição (Lei e, 2009). Po isso, nes e capí ulo se á abo dada a ealidade b asilei a em elação à a aliação ins i ucional e, a pa i disso, se ão analisados os ela ó ios e e en es aos dois ciclos de AEE em Po ugal, bem como o modelo que p opõe o 3º ciclo, a endendo a um dos obje i os des a in es igação que consis e em Realiza um es udo empí ico sob e a AEE no âmbi o do modelo do Minis é io da Educação (3º ciclo) em Po ugal . 2.1. A aliação ins i ucional - B asil As polí icas de accoun abili y , ou seja, de p es ação de con as e esponsabilização, são legi imadas, quase semp e, po medidas que implemen am sis emas de a aliação em la ga escala, que são alidados a a és do es abelecimen o de s anda ds de desempenho, o nando-se públicos e o iciais po meio da publicação dos esul ados escola es, o ganizados em ankings , esponsabilizando o desempenho dos alunos, aduzido pelo sucesso ou insucesso escola , aos docen es. Desse modo, a a aliação educacional es á di e amen e ligada à conceção de qualidade da educação, is o que “seja qual o o obje o de a aliação – alunos, cu ículo, p o issionais, ins i uições, planos, polí icas, en e ou os – o delineamen o ado ado em sua implan ação e o uso que se ize de seus esul ados exp essam o p oje o educacional e social que se em po no e” (Sousa, 2014, p.408). Sob inho (2010, p. 195) de ende que a a aliação é a p incipal e amen a da o ganização e implemen ação das e o mas educacionais, na medida em que “p oduz mudanças nos cu ículos, nas me odologias de ensino, nos concei os e p á icas de o mação, na ges ão, nas es u u as de pode , nos modelos ins i ucionais, nas con igu ações do sis ema educa i o, nas polí icas e p io idades da pesquisa, nas noções de pe inência e esponsabilidade social”. Consequen emen e, a melho ia da qualidade da escola passou a es a associada di e amen e à necessidade da a aliação de desempenho (Fe ão, 2012). No p essupos o de que “o a o de a alia signi ica a o mulação de juízo de alo , que po sua ez implica a a ibuição de um signi icado en e um e e ido (p odu o) e um e e en e (c i é io), com is a à 54 omada de decisão, nes e caso uma classi icação” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.43), e i ica- se a endência pa a o abandono das p á icas de cons ução de conhecimen o signi ica i o, en e an o, de e minadas po e e enciais de me cado nas ins i uições educa i as (Sob inho, 2009) que de inem uma a aliação que alo iza a simples mensu ação. Assim, a a aliação “deixa de se a busca do sen ido da ação educacional pa a se ans o ma em seu con olo” (Mendes, Ca amelo, A ela o, Te assêca, So di & K uppa, 2015, p.1285). No B asil, o ensino supe io possui um longo e di e si icado his ó ico do p ocesso de a aliação ins i ucional. A p imei a expe iência de a aliação da educação supe io acon eceu, nos anos iniciais da década de 1970, a a és da implemen ação da a aliação dos p og amas de pós-g aduação, com a adoção de um mé odo quan i a i o e obje i is a de con agem do núme o de abalhos, publicações em e is as e jo nais econhecidos e ou os a o es associados ao impac o e p es ígio dos cu sos. En e an o, as mudanças go e namen ais, ao ní el das polí icas de a aliação ins i ucional, ambém so e am al e ações, com pe íodos ma cados pela o e esis ência dos docen es, con i mando uma de e minada a iação elacionada com o en oque ins i ucional (Schlickmann, Melo & Alpe s ed , 2008). Desse modo, “A Educação Supe io [no B asil] é le ada a assumi uma unção mais o ien ada ao indi idualismo possessi o e ao p agma ismo económico que aos ideais do conhecimen o uni e sal, da pe inência e da jus iça social. Is o equi ale a dize que o conhecimen o e a o mação es ão c escen emen e pe dendo seus sen idos de bens públicos e di ei os de odos e adqui indo mais e mais o signi icado de bens p i ados pa a bene ício indi idual”. (Sob inho, 2010, p.199). No en an o, mesmo num cená io de elu ância, a pa i da segunda me ade da década de 1980, algumas uni e sidades b asilei as começa am a implemen a p ocessos de au oa aliação ins i ucional. Aliado a isso, a e o ma do Es ado du an e a década de 1990, sus en ada po Ribei o (2012) como a consolidação no país do Es ado-a aliado , oi ma cada po pa ce ias, p i a izações e eme gência do e cei o se o , is o é, o Es ado-a aliado , po um lado, p eocupa-se em impo os pa âme os cu icula es e delimi a o con olo de esul ados, ainda que o discu so seja, po ezes, cono ado com as ideias de uma a aliação emancipa ó ia e o ma i a, po ou o, de ende p opos as que eiculam alo es neolibe ais p esen es nos me cados educacionais (Lei e, 2009). Po conseguin e, “O apa ecimen o do Es ado-a aliado e da no a ges ão pública ( new public managemen ) ob iga a uma de inição p é ia de obje i os, em que a medida e a quan i icação se o nam aspe os cen ais. Se, po um lado, pa a os mais conse ado es, a a aliação é pe spe i ada como um meio de con olo, po ou o, na linha neolibe al, a a aliação ocaliza-se na ques ão da p odu i idade e p es ação de con as. Já na pe spe i a p og essis a, a a aliação desen ol e- se de democ acia a i a e de desen ol imen o pessoal e cole i o.” (Rod igues, Quei ós, Sousa & Cos a, 2014, p.92). No eado pela noção de Es ado-a aliado , no B asil o am di adas mudanças polí icas assesso adas po o ganismos in e nacionais, na obse ação do cânone neolibe al, con o me e e e Ribei o (2012). A in e e ência das o ganizações ex e nas, caso do Banco Mundial, nas a aliações em la ga escala conduziu à elabo ação de sis emas de a aliação o emen e cen alizados e con olados po 55 go e nos cen ais, que ambém se empenham e p opõem ap imo amen os adminis a i os e cu icula es. Mais conc e amen e: “Nesse con ex o, jus i icou, ainda, a cen alidade da a aliação da educação supe io , a inco po ação do discu so de pode que a a aliação em de induzi modi icações nas ins i uições de ensino, com a inalidade de p o oca mais compe i i idade. As agências sup anacionais ambém apon a am a a aliação como e o de melho ia da qualidade da educação pa a os países pe i é icos.” (Ribei o, 2012, p.304). Po isso, “a a aliação se o nou um ins umen o impo an e pa a in o ma o me cado de abalho a espei o da qualidade e do ipo de capaci ação p o issional que os cu sos es a am o e ecendo, bem como pa a indica as IES que es a iam mais ajus adas às exigências da economia” (Sob inho, 2010, p.202). Vis o que as conceções e p á icas de a aliação são al e adas de aco do com as mudanças con ex uais, es abelece-se uma elação mú ua en e a aliação ins i ucional e e o mas da educação supe io , con o me de ende o au o , mas, nesse caso, a lógica elacional ambém co esponde ao ensino não-supe io . A pa i de 2003, as polí icas de a aliação ins i ucional das Ins i uições de Ensino Supe io (IES) e oma am o econhecimen o das ca ac e ís icas e peculia idades de cada ins i uição, ele ando nesse p ocesso de a aliação os seguin es p incípios: globalidade, compa abilidade, iden idade das IES, legi imidade e econhecimen o. Assim, “A globalidade se e e e ao a o de que a a aliação de e comp eende odos os elemen os que compõem a ins i uição de ensino. A compa abilidade se e e e à busca de uma pad onização de concei os e indicado es. O espei o à iden idade das IES az e e ência à conside ação das ca ac e ís icas de cada uma dessas quando da ealização da a aliação. A legi imidade signi ica a adoção de me odologias e cons ução de indicado es capazes de con e i signi icado às in o mações, que de em se idedignas. O úl imo p incípio e e e-se ao econhecimen o que odos os agen es da IES a aliada de em e dos p incípios no eado es da a aliação e seus c i é ios.” (Schlickmann, Melo & Alpe s ed , 2008, p.166). No Sis ema Nacional de A aliação do Ensino Supe io (SINAES) é p opos o que as IES sejam a aliadas em ês domínios especí icos: a aliação dos cu sos de g aduação ealizada po comissões de especialis as; a aliação ins i ucional, ealizada no segmen o in e no (au oa aliação, comissão de au oa aliação da p óp ia IES) e ex e no (comissão ex e na indicada pelo Ins i u o Nacional de Es udos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixei a – INEP); a aliação de desempenho dos es udan es, ealizada a a és da aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Es udan es (ENADE). Pa a Lei e (2009, p.106), “ a a-se de um sis ema que em a a aliação das ins i uições como e e encial básico pa a p ocessos de supe isão e ga an ia de qualidade, en e os quais igu am o c edenciamen o e ec edenciamen o de ins i uições e a au o ização e o econhecimen o de cu sos de g aduação”. Con udo, a a aliação ex e na em sido c i icada pelo ac o de se conside ada como um ins umen o de con olo que age de modo descon ex ualizado (Rangel & Machado, 2014). Em con apa ida, a au oa aliação cons i ui-se como um aspe o que me ece des aque na a aliação do ensino supe io b asilei o: 56 “A cons i uição de Comissões P óp ias de Au oa aliação (CPAs) nas Ins i uições de Ensino Supe io /IES, com ep esen an es de odos os segmen os que pa icipam da Ins i uição (alunos, p o esso es, uncioná ios, ep esen an es da comunidade) a ende ao p opósi o de ga an i o p ocesso a alia i o, a a és de planejamen o e implemen ação de suas e apas de le an amen o e análise de opiniões e di ulgação de seus abalhos.” ( Ibid ., p.8). Nes e con ex o, Pi es, Wa gas e Pi es (2017) sus en am que o SINAES oi pensado a pa i de ideais de uma a aliação emancipa ó ia, en ando concilia a a aliação o ma i a com um modelo de a aliação egula ó ia ou suma i a. Daí que a a aliação suma i a, mais p ecisamen e a dos esul ados do ENADE – que em como p incipal obje i o a a e ição do desempenho dos es udan es ace aos con eúdos p og amá icos e às habilidades e compe ências que adqui i am nos seus cu sos e nas suas ins i uições (Rangel & Machado, 2014) – e a di ulgação dos esul ados da a aliação dos cu sos, a a és de um anking , p e aleçam ace à a aliação o ma i a, ligada à au oa aliação (Pi es, Wa gas & Pi es, 2017). Seguindo o pe cu so da implemen ação da a aliação do ensino supe io no B asil, cons a a-se que, a pa i do inal da década de 1980, a a aliação começou a in eg a as polí icas e p á icas go e namen ais di ecionadas pa a a educação básica (Bonamino & Sousa, 2012). Em 1991, oi c iado o Sis ema Nacional de A aliação da Educação Básica (Saeb), pelo Minis é io da Educação (MEC), como p imei a esolução de uma o ganização de a aliação dos ensinos undamen al e médio. Des e modo, o Saeb 1 cons i uiu-se como “p incipal sis ema de a aliação da qualidade da educação básica” ( Ibid ., p.376). É ealizado a cada dois anos e aplicado a uma amos agem de alunos que es ejam ma iculados egula men e no 6º e 9º ano do ensino undamen al, bem como no 3º ano do ensino médio de escolas públicas e p i adas, si uadas em zonas u banas e u ais. Po ém, “(…) A pa i de 2005, passou a se cons i uído po duas e en es: a A aliação Nacional da Educação Básica (Aneb), que man ém as ca ac e ís icas do Saeb al como delineado o iginalmen e e a A aliação Nacional do Rendimen o Escola (An esc), conhecida como P o a B asil, de base censi á ia, disponibilizando esul ados pa a cada unidade da ede ação, po municípios e escolas. Ap esen a-se com o obje i o de auxilia os go e nan es nas decisões e no di ecionamen o de ecu sos écnicos e inancei os, assim como a comunidade escola no es abelecimen o de me as e implan ação de ações pedagógicas e adminis a i as, isando à melho ia da qualidade do ensino.” (Sousa, 2014, p.409). Em 2013, oi in eg ada no Saeb a A aliação Nacional da Al abe ização (ANA), com o in ui o de a e i os ní eis de al abe ização e le amen o em Língua Po uguesa e Ma emá ica. Toda ia, a pa i de 2019, as siglas ANA, Aneb e An esc deixam de exis i , sendo odas as a aliações iden i icadas pelo Saeb, de aco do com o Po al do INEP (B asil, 2019a). Nes e sen ido, Sousa (2014) a i ma que os 1 “O Sis ema de A aliação da Educação Básica (Saeb) é compos o po um conjun o de a aliações ex e nas em la ga escala que pe mi em ao INEP ealiza um diagnós ico da educação básica b asilei a e de alguns a o es que possam in e e i no desempenho do es udan e, o necendo um indica i o sob e a qualidade do ensino o e ado. Po meio de p o as e ques ioná ios, aplicados pe iodicamen e pelo INEP, o Saeb pe mi e que os di e sos ní eis go e namen ais a aliem a qualidade da educação p a icada no país, de modo a o e ece subsídios pa a a elabo ação, o moni o amen o e o ap imo amen o de polí icas com base em e idências. As médias de desempenho do Saeb, jun amen e com os dados sob e ap o ação, ob idos no Censo Escola , compõem o Índice de Desen ol imen o da Educação Básica (Ideb).” C . B asil, Sis ema de A aliação da Educação Básica (Saeb), disponí el em: h p://po al.inep.go .b /web/gues /educacao-basica/saeb, acesso a 25 ab il 2019. 63 iii) o ganização e ges ão escola : como se o ganiza e é ge ida a escola pa a p es a o se iço educa i o? i ) lide ança: que lide anças em a escola, que isão e que es a égia es ão subjacen es à sua o ganização e ges ão? ) capacidade de au o egulação e melho ia da escola: como ga an e a escola a au o egulação e a melho ia? Além disso, a escala de classi icação a ia a do Mui o Bom ao Insu icien e, passando pelo Bom e Su icien e. A a aliação ex e na ambém p e endia e , de início, a componen e de a aliação do desempenho docen e, is o é, “a a aliação ex e na dos ag upamen os de escolas e escolas não ag upadas, enquan o modalidade de he e oa aliação, de e á assumi ambém os e ei os do SIADAP 3 em elação ao desempenho dos docen es” ( Ibid ., p.10). No en an o, no momen o em que oi concebida, a AEE, não p e ia consequências pa a as escolas em unção de sua a aliação, já que, de aco do com seus p óp ios obje i os, a ideia cen al unda a-se em p omo e a melho ia da qualidade das escolas. Po ém, “(…) o despacho nº20131/2008 de e minou que, a pa i do ano le i o 2008-2009, a a aliação de p o esso es [passa a] a se in luenciada pela a aliação das escolas, na medida em que as que inham ob ido a aliações mui o boas podiam e a quo a da a aliação de p o esso es com mui o bom e excelen e aumen ada.” (Gue ei o, 2015, p.135). Em elação à me odologia de a aliação, as escolas e am con idadas com, ap oximadamen e, um ano de an ecedência pa a ap esen a em suas candida u as ao p ocesso de AEE. Já que o obje i o inicial e a que o 1º ciclo de AEE du asse qua o anos, a p opos a oi de a alia , em média, 25% das escolas/ag upamen os em cada ano do p ocedimen o a alia i o. Foi p opos o que o p ocesso de a aliação ex e na se iniciasse com a comunicação à escola da da a de isi a da equipa de a aliação, além da disponibilização de in o mações de alhadas sob e o mesmo e a equisição da documen ação, que de e ia se elabo ada de aco do com um modelo disponí el p é-es abelecido, le ando em con a a au oa aliação e sua elação com o p ocesso de a aliação ex e na. As equipas de a aliação e am o madas po ês elemen os: dois inspe o es e um docen e e/ou in es igado do ensino supe io ou, ambém, p o esso es de ou os ní eis de ensino e p o issionais de ou os campos de a uação (IGE, 2009). A isi a à escola pode ia du a de dois a ês dias, dependendo das condições – se ou não uma escola ag upada – a di eção da escola de e ia enca ega -se da sessão de abe u a e p omo e a isi a dos espaços escola es pa a que a equipa de a aliação pudesse obse a o ambien e e suas ca ac e ís icas. Pa a con ex ualiza a a aliação, os dados p o enien es da análise documen al de e iam se co elacionados com a audição das en e is as, ealizadas em painel com di e sos a o es da 64 comunidade educa i a, ais como: p o esso es, pais, alunos, abalhado es não docen es, au a cas e demais pa cei os da escola du an e o p ocesso de a aliação, já que “da oz a odos é um obje i o nuclea na me odologia ado ada na a aliação ex e na ( Ibid ., p.13). A pa i disso, no ela ó io de a aliação ex e na de cada escola, e co esponden e ao documen o de ap esen ação, a IGE ado a a es u u a de e minada po cinco capí ulos (In odução, Ca ac e ização da Escola/Ag upamen o, Conclusões da A aliação po Domínio, A aliação po Fa o e Conside ações Finais) a a és de di e sas écnicas de ecolha e análise de dados, com p imazia pa a análise documen al, egis os es a ís icos e inqué i o po en e is a em painel. Após o ecebimen o do ela ó io de a aliação, a escola dispunha de um p azo, no mínimo de quinze dias ú eis, pa a ap esen a um con adi ó io. Além disso, oi p e is a, ambém, a elabo ação de um ela ó io ge al ao inal de cada ano le i o, expondo uma a aliação da a i idade da p óp ia a aliação ex e na, con abilizando as classi icações que o am concedidas ao longo do ano, além de um balanço dos pon os o es e acos que o am designados, assim como as opo unidades e cons angimen os, assegu ando a di ulgação de odos os ela ó ios a im de aze ale a polí ica de p es ação de con as ( Ibid .). Con udo, “(…) na análise do documen o A aliação ex e na das escolas. Re e en es e Ins umen os de a aliação (IGE,2009) não se encon a qualque e e ência à noção de a aliação, nem ão pouco a pa adigmas ou abo dagens. O documen o, uma sín ese de ou os documen os, é essencialmen e uma opção écnica, explica i a dos obje i os e da sua es u u a in e na” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.43). A Inspeção di ulgou um ela ó io ela i o a cada ano de a aliação, e ao inal do ciclo um ela ó io ge al ace ca desse 1º ciclo de AEE, azendo cump i a me odologia p opos a no documen o inicial, is o é, “ endo em con a as an agens da es abilidade do disposi i o no e eno e pe an e a ap eciação globalmen e posi i a que o P og ama conci a a e a adesão das escolas, en ende am os esponsá eis que se ia de p i ilegia o cump imen o in eg al de um ciclo com as mesmas eg as básicas” (IGE, 2011, p.8). Sendo assim, “Anualmen e o am p oduzidos ela ó ios nacionais. Em ês dos anos do p imei o ciclo, a in o mação ecolhida pe mi iu p oduzi ês ela ó ios nacionais emá icos que in eg a am, como capí ulos, os ela ó ios anuais da a i idade: (i) a a aliação de escolas in eg adas no P og ama TEIP (Te i ó ios Educa i os de In e enção P io i á ia); (ii) o luga da educação p é-escola e do p imei o ciclo do ensino básico nos ela ó ios dos ag upamen os de escolas; e (iii) a a iculação en e a a aliação ex e na e a p omoção da au oa aliação das escolas.” (Gue ei o, 2015, p.136). Além disso, em elação aos e e en es do 1º ciclo de AEE, é apon ado o ac o de as escolas e em u ilizado o quad o de e e ência pa a p epa a os documen os de au oa aliação que o am en egues às equipas de a aliação. Rela i amen e à me odologia de a aliação, de aco do com ela ó io inal di ulgado pela IGE, o p ocesso co eu de aco do com o que o a p e is o an e io men e no lançamen o dos 65 e e en es pa a o 1º ciclo. Toda ia, a du ação da isi a da equipa de a aliação ecebeu algumas c í icas po pa e das escolas a aliadas, is o que conside a am ideal a pe manência da equipa na escola po um pe íodo de empo mais ala gado. A in e ação com as escolas deu-se a a és de euniões da IGE com a Di eção das escolas, a im de p epa á-las pa a o p ocesso, ademais, nas escolas que ecebiam uma ou mais classi icações de Insu icien e e am ealizadas sessões de abalho com o in ui o de impulsiona os planos de melho ia ( Ibid .). Ao odo o am a aliadas 1107 escolas/ag upamen os e 368 escolas ap esen a am con adi ó ios aos ela ó ios de a aliação, no en an o, como já oi e e ido, em 2006 o am a aliadas 24 escolas no p oje o modelo do 1º ciclo de AEE. No o al, es e ciclo a aliou 1131 escolas, po ém, os dados a ados no ela ó io inal não incluí am as escolas a aliadas no pe íodo de expe imen ação. Os dados e e en es à classi icação dos domínios pe mi em conclui que no domínio Resul ados a classi icação mais a ibuída oi Bom (60,5% das escolas ecebe am essa classi icação), e assim consequen emen e nos domínios P es ação do Se iço Educa i o (67,6%), O ganização e Ges ão Escola (64,7%) e Lide ança (53,6%). Em con apa ida, no domínio Capacidade de Au o egulação e Melho ia da Escola, a classi icação que oi a ibuída com maio equência oi Su icien e, equi alen e a 48,8% das escolas a aliadas, is o é, p a icamen e a me ade das escolas ecebeu uma classi icação mediana. No ela ó io de a aliação, a Inspeção iden i ica a pon os o es e acos obse ados ao longo do p ocesso, assim como opo unidades e cons angimen os, que ajuda iam a elabo a um plano de melho ia das escolas. Assim, o am e e enciados 6511 pon os o es, 5347 pon os acos, 1352 opo unidades e 1699 cons angimen os (IGE, 2011). Po ém, a Inspeção ale a que a con abilização dos pon os o es e acos não de e á sob epo -se às classi icações a ibuídas aos domínios de análise, demons ando que o oco es á nos esul ados da a aliação, is o é, nas classi icações a ibuídas, mais numa pe spe i a numé ica do que numa pe spe i a mais quali a i a, é sublinhado que a obse ação oi capaz de e oca pon os o es e acos, bem como opo unidades de melho ia e cons angimen os que a am a busca pela al. Vale essal a que, em elação aos pon os o es, o domínio mais sinalizado oi Lide ança, enquan o que, nos pon os acos, o domínio que mais se des acou oi P es ação do Se iço Educa i o. Um aspe o impo an e do p ocesso de AEE, e que se o na cen al no 3º ciclo, consis e na au oa aliação das escolas, que já é discu ida desde o 1º ciclo. Dessa manei a, “no modelo de a aliação de escolas de inido pa a a ealidade po uguesa, a au oa aliação em ca á e ob iga ó io, desen ol e-se em pe manência e o seu p ocesso de e con o ma -se a pad ões de qualidade de idamen e ce i icados” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.33). Po isso, são ei as algumas cons a ações iniciais a espei o 66 da au oa aliação, logo no 1º ciclo de AEE, como exemplo, o ac o de que as escolas demons am possui disposi i os de au oa aliação e delegam nas equipas de au oa aliação o desen ol imen o desse p ocedimen o, no en an o, econhecem que exis em p ocessos de au oa aliação que acon ecem simul aneamen e e que, em g ande pa e dos casos, a equipa de au oa aliação não dialoga com os se o es mais au ónomos que ambém p omo em a au oa aliação. Uma ques ão cen al – e que con inua a se discu ida – em a e com a equipa de au oa aliação se cons i uída, quase que, po olun a ismo, já que depende da disponibilidade dos docen es, e demais a o es en ol idos, e po não se uma a i idade “o icial” do c onog ama escola (IGE, 2011). Con udo, “o papel ele an e – quando não único – assumido pelas es u u as de coo denação educa i a e supe isão pedagógica na disseminação de esul ados pode o igina um ce o a as amen o dos elemen os da comunidade que não as in eg am” ( Ibid ., p.37). Po ou o lado, e i icou-se que as escolas econhece am a AEE como um con ibu o pa a o desen ol imen o da au oa aliação. Dessa manei a, pa a en a iza “cons a a-se, assim, que a a aliação ex e na, (…), e o ça a exis ência de p ocedimen os de au oa aliação, ado ados pelas escolas a pa i de e e enciais elabo ados pela Inspeção, cujo papel se enquad a, quase ine i a elmen e, em medidas p esc i i as, po mais que se dec e e um papel de o ien ação” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.35). Assim, “Po exemplo, pela análise do indicado es a ís ico dos esul ados da a aliação ex e na, egis a-se que no 1º ciclo de a aliação (2006-2011), a capacidade de au oa aliação e melho ia da escola melho ou ao longo dos cinco anos, a ingindo mesmo assim, em compa ação com os es an es pa âme os, as classi icações mais al as ao ní el do su icien e (48%) e insu icien e (4,5%) (IGEC, 2011). Po que oda a a aliação ex e na em impac o e p oduz e ei os, as classi icações do 1º ciclo de a aliação ela i as à au oa aliação, e o mesmo pode ia se di o sob e as classi icações elacionadas com os esul ados, especialmen e os que aduzem alo es ob idos em es es nacionais, ans o ma am- se num indicado es a ís ico de uma a aliação de con olo social, den o da au onomia econhecida, pelo menos em e mos no ma i os, a cada escola.” (Pacheco, 2014, pp.366-367). Também oi analisado o en ol imen o da escola e dos a o es da comunidade educa i a no p ocesso de a aliação ex e na e cons a ou-se que o di e o da escola é iden i icado como o mais en ol ido no p ocesso, enquan o que os p o esso es que não ocupam nenhum ca go ou es ão o a da equipa de au oa aliação assumem uma posição abaixo da média em elação ao en ol imen o com o p ocesso de a aliação ex e na, es ando os abalhado es não docen es e a associação de pais mais en ol idos. De o ma ge al, “O p imei o ciclo de a aliação ex e na de escolas ica, pois, ma cado pela aca ou nula in e e ência da IGE na sua conceção, pelos seus p opósi os de mudança de p á icas a a és da capaci ação e da indução, e pelo seu ca á e inconsequen e, al como acon ece a com a sua an ecesso a A aliação In eg ada das Escolas (1999-2002) que não chegou a comple a um ciclo. (…) O p imei o ciclo icou ainda ma cado pela p esença mui o disc e a das equipas de a aliação na escola, pois pa a além de mui o b e e, a sua a i idade es a a con inada a duas ou ês salas de euniões. A me odologia es a a cen ada na iangulação de in o mação ecolhidas em en e is as, se indo a componen e de análise documen al (an e io à in e enção na escola) como uma base pa a a in e pelação dos painéis en e is ados e ambém passí el de se iangulada com a es an e in o mação.” (Gue ei o, 2015, p.137). 67 Dessa manei a, salien a-se que a a aliação ex e na em como inalidade p opo ciona a melho ia da qualidade das escolas, pa a isso “é necessá io conhece qual o impac o des a a aliação nas escolas e na comunidade e sabe de que modo a qualidade da escola pode se cons an emen e melho ada” (Rod igues, Quei ós, Sousa & Cos a, 2014, p.99). De aco do com Pacheco, Seab a e Mo gado (2014), a a aliação ex e na p oduz impac o a ní el das polí icas educa i as, do p óp io modelo de a aliação e dos p ocedimen os, is o é, nas p á icas do ambien e escola . Rela i amen e às polí icas educa i as e ao modelo de a aliação, o 1º ciclo de AEE oi decisó io pa a a elabo ação do ciclo seguin e, man endo boa pa e da es u u a com algumas al e ações a im de ap imo a o modelo, po isso, “não sendo possí el coloca as escolas o a de uma cul u a de a aliação egulada e de inida sup anacionalmen e, a a aliação de escolas é o mulada, ao ní el das polí icas educa i as, como um “ins umen o de egulação baseado no conhecimen o.” ( Ibid ., p.31). Nes e con ex o, Gue ei o (2015, p.131) u iliza o concei o de sus en abilidade no discu so da educação, po que “é um es ado desejado pa a o sis ema, polí icas ou simples p oje os”. A sus en abilidade su ge como uma p eocupação ans e sal às g andes ques ões que se le an am ace ca do sis ema educa i o, em unção disso ap esen a es abilidade e consis ência, e le indo uma pe spe i a de desen ol imen o, além de uma ges ão e icien e de ecu sos e o econhecimen o das p á icas, p oje os, polí icas, sendo ú il pa a quem usu ui, assim “as ações sus en á eis são p oa i as, pois os seus possí eis e ei os são es udados e conside ados em sede de decisão” ( Ibid ., p.133). A pa i do 1º ciclo de AEE, é possí el aça uma pe spe i a de sus en abilidade do modelo, pa a Gue ei o (2015). O au o a i ma que a “cons ução da c edibilidade” pode ia cons i ui -se como a denominação mais au ên ica pa a esse ciclo de a aliação ex e na, já que oi e i icada sua sus en abilidade – que implicou na con inuação pa a o 2º ciclo. Assim sendo, as ca ac e ís icas p incipais que culmina am na assunção da sus en abilidade do modelo, segundo o au o , são: (i) a p eocupação com a con inuidade desse p ocesso de a aliação; (ii) o ap o ei amen o das expe iências an e io es ela i as às polí icas de a aliação; (iii) a o mulação de obje i os ú eis; (i ) a p esença disc e a das equipas de a aliação no espaço escola ; ( ) a no o iedade da AEE e a anspa ência dos esul ados; ( i) a execução no espaço de empo es ipulado inicialmen e. Em deco ência do 1º ciclo de AEE, é lançado o 2º ciclo, com a inalidade de e o ça a c edibilidade do p ocesso de a aliação ex e na, assim como a consolidação do modelo, sendo equisi os essenciais numa ó ica de sus en abilidade ( Ibid .). Es e ciclo deco eu de 2011 a 2017, endo como pon o de pa ida o Despacho Conjun o nº4105/2011, pelo qual oi designado um G upo de T abalho pa a ap esen a uma no a análise sob e os e e enciais e me odologias do P og ama de AEE. Assim, “ao 68 g upo oi a ibuída a missão de p epa a uma p opos a de modelo a u iliza no no o ciclo do P og ama A aliação Ex e na de Escolas, da qual cons em os e e en es e domínios de a aliação, as me odologias, a escala e a nomencla u a de classi icação, os in e enien es no p ocesso, incluindo a cons i uição das equipas de a aliação e a pe iodicidade dos ciclos de a aliação” ( Ibid ., p.139). Como ga an ia da qualidade das escolas, a AEE man ém-se no cená io das polí icas educa i as, a im de se i a ês obje i os p imo diais: capaci ação, egulação e pa icipação (ME, 2011). Com base nisso, o G upo de T abalho não man e e como domínio au ónomo a au oa aliação, designada Capacidade de Au o egulação e Melho ia no 1º ciclo, no modelo de a aliação ex e na, e o çando a sua impo ância na melho ia da qualidade das escolas, mas incluída no domínio da Lide ança e Ges ão. Os obje i os o mulados pa a o 2º ciclo não se dis anciam mui o dos do 1º ciclo, es ando enunciados do seguin e modo: (i) “p omo e o p og esso das ap endizagens e dos esul ados dos alunos, iden i icando pon os o es e á eas p io i á ias pa a a melho ia do abalho das escolas; (ii) inc emen a a esponsabilização a odos os ní eis, alidando as p á icas de au oa aliação das escolas; (iii) omen a a pa icipação na escola da comunidade educa i a e da sociedade local, o e ecendo um melho conhecimen o público da qualidade do abalho das escolas; (i ) con ibui pa a a egulação da educação, do ando os esponsá eis pelas poli icas educa i as e pela adminis ação das escolas de in o mação pe inen e” ( Ibid ., p.42). Di e en emen e do 1º ciclo de AEE, o modelo do 2º ciclo incluiu apenas ês domínios e no e campos de análise, di ididos em qua en a e ês e e en es. O domínio Resul ados e e como campos de análise os Resul ados Académicos, Resul ados Sociais e Reconhecimen o da Comunidade; o domínio P es ação do Se iço Educa i o conc e izou-se a a és do Planeamen o e A iculação, das P á icas de Ensino e da Moni o ização e A aliação das Ap endizagens; o domínio Lide ança e Ges ão in eg ou a análise da Lide ança, da Ges ão e da Au oa aliação e Melho ia. Rela i amen e à me odologia de abalho seguida no 2º ciclo de AEE, as écnicas de ecolha de dados segui am as mesmas di e izes do ciclo an e io , mas com alguns ac éscimos. Des a e, a me odologia baseou-se na análise documen al (documen os e e en es ao ag upamen o/escola, po exemplo, p oje o educa i o, plano de a i idades, ela ó io de au oa aliação, en e ou os), análise da in o mação es a ís ica e e en e ao pe il da escola, obse ação di e a do espaço educa i o no que diz espei o à in aes u u a, aos equipamen os, assim como aos demais elemen os do p ocesso educa i o, en e is as em painel com os memb os que ep esen a am a comunidade educa i a e, po im, a aplicação de ques ioná ios de sa is ação aos pais, alunos, abalhado es docen es e não docen es, bem como a análise dos esul ados adqui idos, po que “p e ende‐se, sob e udo, que os esul ados do 69 ques ioná io pe mi am sinaliza á eas pa a ap eciação mais p o unda du an e a isi a à escola” (ME, 2011, p.49). Além do mais, “uma al e ação meno , mas ca egada de simbolismo, é a auscul ação da au a quia em painel p óp io, e le indo o e o ço das compe ências dos municípios em ma é ia de educação. Pa a além de écnicos supe io es com esponsabilidades na educação, a ep esen ação polí ica em sido cons an e nas en e is as à au a quia – o e eado ou mesmo o p esiden e” (Gue ei o, 2015, p.140). Rela i amen e às on es de in o mação, uma mudança impo an e des e ciclo consis iu na inclusão de um alo espe ado con o me as a iá eis do con ex o de cada escola que o am indicadas como explica i as da a iabilidade dos esul ados escola es. Sendo assim, “Es e alo espe ado é compa ado com o alo obse ado em anos e minais de ciclo em e mos de axas de ansição, esul ados das p o as nacionais de Ma emá ica e Língua Po uguesa do 4º, 6º e 9º anos e exames do 12º ano (Ma emá ica e Língua Po uguesa, mas ambém His ó ia). T ês anos após a in odução do cálculo de alo espe ado, já ai sendo possí el ap ecia a endência na e olução dos esul ados e a consis ência de al e olução.” ( Ibid ., p.140). O p ocesso de a aliação oi o ganizado de aco do com o que acon eceu no 1º ciclo. A composição da equipa de a aliado es seguiu a mesma o mação do ciclo an e io , dois inspe o es e um pe i o ex e no à IGEC. A p opos a pa a o 2º ciclo e a de que no início de cada ano le i o, as escolas que se iam a aliadas pa icipassem de uma eunião egional pa a se em in o madas sob e o p ocesso, de endo en ia os documen os de ap esen ação, bem como o ela ó io de au oa aliação, nos dois ou ês meses que an ecediam a a aliação ex e na, “na mesma opo unidade, [e a solici ado] à escola que [assegu asse] os p ocedimen os necessá ios pa a a aplicação dos ques ioná ios de sa is ação a alunos, pais e abalhado es da escola” (ME, 2011, p.52). A sessão de abe u a, ap esen ada pelo di e o da escola, ma ca a o início da a aliação que du ou, em média, de ês a cinco dias, podendo se ampliada, mais uma ez, em unção da ipologia do es abelecimen o de ensino, ainda que enha sido esc i o que se ia “p e e í el inclui mais um a aliado na equipa de a aliação a aumen a os dias de p esença nos ag upamen os de escolas de maio dimensão” ( Ibid ., p.53). Os memb os da equipa aziam obse ação di e a, já que “a isi a às ins alações escola es pe mi [ia] à equipa obse a in loco a qualidade, a di e sidade, e o es ado de conse ação das mesmas, os á ios se iços e ainda si uações do co idiano escola ” (IGEC, 2013, p.14), além do diálogo com g upos de alunos e das en e is as de painel, conside adas como o mé odo p imo dial pa a a ecolha de in o mações pela equipa de a aliação. A escala de classi icação do 2º ciclo de AEE ganhou mais um ní el, Excelen e, con e ido quando “a ação da escola [p oduziu] um impac o consis en e e mui o acima dos alo es espe ados na melho ia das ap endizagens e dos esul ados dos alunos e nos espe i os pe cu sos escola es” ( Ibid ., p.15), além do ac o de os pon os o es p e alece em em unção de “p á icas o ganizacionais consolidadas, 70 gene alizadas e e icazes”, os demais ní eis de classi icação o am semelhan es aos do 1º ciclo. As classi icações de e iam se a ibuídas a cada domínio de a aliação po que “com es a classi icação ipla [p e endia]-se alo iza dis in amen e as dimensões conside adas es u u ais – os esul ados, a p es ação do se iço educa i o e a lide ança e ges ão” (ME, 2011, p.53). Além disso, as classi icações ob idas pela escola implica am di e amen e na pe iodicidade do p ocesso de AEE, is o é, “o in e alo en e a aliações [ icou si uado] en e um máximo de cinco anos e um mínimo de ês. Na de inição des e in e alo, [de e ia se combinado] a conside ação do empo deco ido desde a úl ima a aliação ex e na com ou os c i é ios, designadamen e as classi icações ob idas na an e io a aliação ex e na ou a e olução ecen e dos esul ados dos alunos” ( Ibid ., p.51). Concluído o p ocesso de a aliação na escola, a equipa inha como missão elabo a o ela ó io, indicando o esul ado da a aliação e seguindo um pad ão es abelecido de o ganização do ex o em qua o capí ulos – in odução, ca ac e ização da escola/ag upamen o, a aliação po domínio e pon os o es e á eas de melho ia. Como acon eceu no 1º ciclo, e depois de ecebe em o ela ó io de a aliação, as escolas dispuse am de um p azo pa a ap esen a con adi ó ios. Uma ez analisado pela IGEC, e dada uma espos a, ela ó ios de a aliação e con adi ó ios e am publicados na página da IGEC, como um indício de anspa ência pa a e o ça o ca ác e das polí icas de p es ação de con as. Os con adi ó ios pode iam se conside ados na edação inal do ela ó io se al e assem dados mais ac uais e não juízos de a aliação, ainda que a endência enha sido a da acei ação p og essi a dos ela ó ios pelas escolas. Num es udo ealizado, Pacheco (2016), e endo como obje o a compa ação de odos os con adi ó ios do p imei o e segundo ciclos, cons a a que: i) 29,7% das escolas a aliadas ex e namen e ap esen a am con adi ó io, sendo mais ele ada a pe cen agem no 1º ciclo (33,2%) do que no 2º ciclo (22,1%); ii) a ap esen ação dos con adi ó ios diminuiu à medida que oi gene alizada e consolidada a a aliação ex e na. Quando o ela ó io de a aliação indica a á eas que de e iam se abalhadas numa pe spe i a de melho ia, a escola inha a ob igação de elabo a um plano de melho ia e publica na sua página web, a im de demons a a ap op iação dos esul ados da a aliação ex e na e pe spe i ada como uma e amen a de melho ia da qualidade da escola (IGEC, 2013). Em unção disso, “ al plano [de e ia] con e as ações que a escola se [comp ome ia] a ealiza em á eas iden i icadas na a aliação ex e na como me ecedo as de p io idade no es o ço de melho ia” (Gue ei o, 2015, p.140). Dessa manei a, o 2º ciclo de AEE cons i uiu-se numa pe spe i a de con inuidade, es abilidade e melho ia do ciclo an e io , ademais inha o in ui o de p o oca a e lexão da sua p óp ia e icácia, bem como dos modos de ape eiçoamen o. Com e ei o, a AEE oi assumida como ins umen o de 71 go e nabilidade e egulação, de endo es a ligada à a aliação das ap endizagens dos alunos, ao desempenho docen e e dos abalhado es não docen es e, ambém, à e icácia das polí icas educa i as. No en an o, uma p eocupação de inida inicialmen e pa a es e ciclo inha a e com a melho ia do p ocesso de au oa aliação, assumido como um disposi i o undamen al pa a a e icácia dos p ocessos a alia i os (ME, 2011). De modo di e en e do 1º ciclo de AEE, o 2º ciclo não p oduziu um ela ó io inal e ge al do p ocesso, os ela ó ios o am disponibilizados pela IGEC a pa i de cada ano le i o de a aliação. Dessa manei a, cabe aze uma lei u a sucin a dos esul ados apon ados nos qua o ela ó ios e e en es ao 2º ciclo de AEE (2011-2012; 2012-2013; 2013-2014 e 2014-2015 a 2016-2017). No ano le i o 2011-2012 o am a aliadas 231 unidades educa i as, o alizando 153 ag upamen os de escolas e 78 escolas não ag upadas, ela i amen e à classi icação das escolas, nes e ano le i o as ins i uições a aliadas egis a am a p edominância da classi icação Mui o Bom no domínio Lide ança e Ges ão e Bom em Resul ados e P es ação do Se iço Educa i o (IGEC, 2013). No ano le i o 2012-2013, a Inspeção a aliou 144 unidades educa i as, sendo 122 ag upamen os de escola e 22 escolas não ag upadas, a classi icação das escolas em unção dos domínios de a aliação ecebeu, maio i a iamen e, Bom nos ês domínios a aliados (IGEC, 2015). Quan o ao ano le i o 2013- 2014, o am a aliadas 137 escolas, equi alen e a 109 ag upamen os de escolas e 28 escolas não ag upadas, no que se e e e à classi icação dos domínios, mais uma ez o ní el Bom, oi a ibuído nos ês domínios, a mais da me ade das escolas a aliadas (IGEC, 2016). Nos es an es ês anos le i os de 2º ciclo de AEE (2014-2015; 2015-2016 e 2016-2017), o am a aliadas pela IGEC 300 escolas, sendo que 280 e am ag upamen os de escola e 20 escolas não ag upadas, mais uma ez a classi icação Bom oi a mais a ibuída nos ês domínios de a aliação des e pe íodo (IGEC, 2018). Des a e, pode-se in e i que das 812 unidades educa i as a aliadas no 2º ciclo de AEE, a classi icação Bom oi a mais a ibuída nos ês domínios de a aliação, sendo a classi icação Insu icien e a menos a ibuída. Uma análise cuidadosa dos g á icos ap esen ados pela IGEC nos ela ó ios ci ados, que demons am as classi icações ob idas em cada domínio de a aliação du an e os anos de igência do 2º ciclo, pe mi e pe cebe que a classi icação Excelen e oi a ibuída pouquíssimas ezes, sendo que no domínio Resul ados só oi designada nos úl imos ês anos de a aliação (0,3% das escolas a aliadas nesse pe íodo alcança am essa classi icação), o mesmo acon eceu no domínio P es ação Se iço Educa i o (0,3%), enquan o que no domínio Lide ança e Ges ão apenas no ano le i o 2012-2013 nenhuma escola oi a aliada com essa classi icação, sendo que em 2011-2012 um o al de 0,9% das 72 escolas a aliadas alcança am Excelen e, em 2013-2014 a pe cen agem oi de 0,7%, bem como nos úl imos ês anos de a aliação (2014-2015; 2015-2016 e 2016-2017). Da Tabela 1 cons am as classi icações, compa adas po domínio sem que haja uma co espondência di e a, a ibuídas às escolas no p ocesso de a aliação, com a sal agua da de que o Excelen e não azia pa e da escala de a aliação do 1º ciclo. Tabela 1 Resul ados do p imei o e segundo ciclos da AEE po domínios Ciclos/Domínios Insu icien e Su icien e Bom Mui o Bom Excelen e 1º/Resul ados 1% 30,4% 60,5% 8,1% - 2º/Resul ados 0% 23,7% 56,7% 19,3% 0,3% 1º/ P es ação Se iço Educa i o 0,1% 21,0% 67,6% 11,3% - 2º /P es ação Se iço Educa i o 0% 17,3% 58,3% 24% 0,3% 1º/ O ganização e Ges ão Escola 0,3% 9% 64,7% 26% - 1º Lide ança 0,7% 11,9% 53,6% 33,8% - 2º/ Lide ança e Ges ão 0% 12,3% 54,3% 32,7% 0,7% 1º Capacidade de Au o egulação e Melho ia da Escola 4,5% 48,8% 41,6% 5,1% - No que diz espei o aos pon os o es elencados, nes e ciclo de a aliação, o domínio Lide ança e Ges ão oi o mais ci ado nos ês p imei os ela ó ios (2011-2012; 2012-2013 e 2013-2014), seguido do domínio P es ação do Se iço Educa i o e Resul ados. No úl imo ela ó io (IGEC, 2018), o domínio que mais se des acou nos pon os o es oi P es ação do Se iço Educa i o , em seguida Lide ança e Ges ão e, po úl imo, mais uma ez, Resul ados. Pode-se no a que o campo de análise Lide ança é o que egis a a maio pe cen agem dos pon os o es, enquan o que Au oa aliação e Melho ia e Resul ados Académicos são os campos de análise menos ci ados en e os pon os o es assinalados no 2º ciclo de AEE. As á eas de melho ia, no 1º ciclo designadas po pon os acos, o am iden i icadas de manei a igual em odos os ela ó ios e e en es a es e ciclo, pelo que o domínio P es ação do Se iço Educa i o oi o mais iden i icado nesse quesi o, seguido pelos domínios Lide ança e Ges ão e Resul ados. Da mesma o ma, o campo de análise mais nomeado, em odos os ela ó ios, oi P á icas de Ensino , enquan o que Reconhecimen o da Comunidade é o campo de análise menos ci ado como uma á ea de melho ia, de aco do com o 2º ciclo de AEE. 79 ecip ocidade, o alecendo-se mu uamen e. Os a o es êm assegu ado a con inuidade da a i idade; po seu u no, a melho ia e e olução da a aliação ex e na em ge ado no os a o es de sus en abilidade”. Dessa manei a, p e ia o au o : “A izinha-se, pois, um modelo que a á consigo a cen alidade da sala de aula; a adoção da au oa aliação da escola como pon o de pa ida da a aliação ex e na (e p o a elmen e como pon o de chegada); uma a enção mais cuidada sob e o his ó ico do desempenho e ao con ex o da escola; e, inalmen e, uma a aliação complemen ada po di e sas es a égias que po enciem o seu impac o na melho ia das p óp ias escolas.” ( Ibid ., p. 145). O documen o que p opõe o modelo pa a o 3º ciclo de AEE elabo a um quad o eó ico-concep ual que discu e a cen alidade do aluno na a i idade escola e, consequen emen e, a impo ância da a aliação da escola numa eia de a aliação ins i ucional. T a a-se de uma ques ão no a, já que os modelos an e io es, de 2006 a 2017, não inham qualque undamen ação, p imando essencialmen e pelos seus aspe os mais écnicos como e e encial de a aliação. Embo a os p ocessos e p á icas de a aliação possam se ma e ializados em p ocedimen os di e sos, o p incipal obje i o da a aliação de e consis i na alo ização da qualidade do ensino e da ap endizagem, obje i ando a melho ia dos esul ados escola es, ou seja: “A cons ução de um e e encial baseia-se, assim, numa pe spe i a holís ica do obje o de a aliação – mesmo que exis a a endência pa a a segmen ação da a aliação da ap endizagem, da a aliação do desempenho docen e e da a aliação de escolas, como se ossem aspe os não a iculados –, bem como na complemen a idade en e au oa aliação a aliação ex e na, endo em comum o obje i o de o na público o que a escola az em e mos de p omoção do sucesso educa i o.” ( Ibid ., p.18). Re omando as ideias de Gue ei o (2015) ace ca da incidência da p essão in e nacional na exis ência de um modelo a aliação ex e na, é possí el e i ica a in luência de o ganismos sup anacionais na elabo ação des e modelo, além de se e o çada a ideia de sus en abilidade em elação aos ciclos an e io es. Dessa manei a, “depois de um pe íodo de consolidação, é pe spe i ado um 3º ciclo da a aliação ex e na, a inicia em 2018, numa linha de con inuidade com os ciclos an e io es, com ên ase na au oa aliação, bem como na educação inclusi a e na qualidade das ap endizagens” (Ab an es, 2018, p.19). Des e modo, o e e encial é cons uído a pa i das pe spe i as de o ganismos in e nacionais, essencialmen e da OCDE e Eu ydice , pa a p o agoniza os p ocessos de a aliação ex e na com o in ui o de ap oxima e/ou homogeneiza modelos (Gue ei o, 2015), já que, “a ci culação da in o mação en e sis emas, as in e ações ins i ucionais, a pa ilha de ideias e ecu sos, a coope ação e o apoio mú uos, azem conhecimen o e sine gias que não é possí el menosp eza e e i a ” ( Ibid ., p.145). A pa i disso é açado o quad o de e e ência do 3º ciclo de AEE com qua o domínios – Au oa aliação, Lide ança e Ges ão, P es ação do Se iço Educa i o e Resul ados – que se di idem em 12 campos de análise que são explici ados em 40 e e en es, delimi ados 127 indicado es. Cons i ui-se 80 como um di e encial desse ciclo o ac o de que a au oa aliação se o nou um domínio au ónomo, cons a ando-se que a ele ância da elação en e a aliação ex e na e au oa aliação é um deba e equen e na p odução académica, po exemplo, “no modelo de a aliação de escolas de inido pa a a ealidade po uguesa, a au oa aliação em ca ác e ob iga ó io, desen ol e-se em pe manência e o seu p ocesso de e con o ma -se a pad ões de qualidade de idamen e ce i icados” (Pacheco, Seab a & Mo gado, 2014, p.33), assim sendo: “Con on ando-se a ealidade discu si a do no ma i o, que ins i ui a a ual o ma de go e nação das escolas, com as suas p á icas de ges ão/adminis ação, cons a a-se que o p opósi o de alo ização de uma cul u a de au oa aliação e de a aliação ex e na, com a consequen e in odução de mecanismos de au o egulação e melho ia dos desempenhos pedagógicos e o ganizacionais, como se lê no p eâmbulo da lei, se o na p oeminen e nas opções dos úl imos go e nos, eme endo-se a au onomia pa a os disposi i os de con olo que, em p imei o luga , de em o na - se numa p io idade pa a a p óp ia escola.” (Pacheco & Ma ques, 2015b, p.6). Ainda ela i amen e à Au oa aliação, como um domínio da a aliação ex e na, e i ica-se que em dois campos de análise: Desen ol imen o; Consis ência e Impac o. Ace ca do desen ol imen o da au oa aliação, o p imei o e e en e ol a-se à O ganização e Sus en abilidade, sendo indicado es desse e e en e o(s) p ocedimen o(s) sis emá ico(s) da au oa aliação da escola, a a iculação da au oa aliação com os demais p ocessos de a aliação que acon ecem na escola e auscul ação e pa icipação da comunidade educa i a, sendo que o Planeamen o Es a égico da Au oa aliação cons i ui-se como o segundo e e en e desse campo de análise, endo como indicado es a adequação da au oa aliação à ealidade da escola, a cen alidade do p ocesso de ensino-ap endizagem e a p esença de es a égias de comunicação e e lexão dos esul ados da au oa aliação com a comunidade educa i a (Ab an es, 2018). O segundo campo de análise, Consis ência e Impac o, in eg a a Consis ência das P á icas de Au oa aliação como p imei o e e en e, endo como indicado es a ab angência do p ocesso de ecolha de dados, o igo do p ocesso de análise dos dados, a melho ia con ínua do p ocesso de au oa aliação e a moni o ização e a aliação das ações de melho ia. Po sua ez, o segundo e e en e, Impac o das P á icas de Au oa aliação, des aca as e idências da au oa aliação na melho ia o ganizacional da escola, na melho ia do desen ol imen o cu icula , bem como na melho ia do p ocesso de ensino e ap endizagem, ambém p eocupa-se em e i ica as e idências da au oa aliação na de inição das necessidades de o mação con ínua e a aliação do seu impac o e, po im, quais são as e idências da au oa aliação enquan o con ibu o pa a a melho ia da educação inclusi a, is o é, a pa i da implemen ação das medidas cu icula es, na a e ação de ecu sos e uncionamen o das es u u as de supo e. Um dos aspe os que chama a enção e mos a-se como um di e encial des e ciclo de AEE em a e com o domínio Lide ança e Ges ão, nomeadamen e no campo de análise Lide ança. O e e en e 81 desse pon o liga-se à mobilização da comunidade educa i a, endo como indicado es a o ien ação da ação pa a o cump imen o das me as e obje i os educacionais, a mo i ação das pessoas, desen ol imen o p o issional e ges ão de con li os, o incen i o à pa icipação na escola dos di e en es a o es educa i os, assim como a alo ização dos di e en es ní eis de lide ança, pa icula men e as lide anças in e médias. Con udo, esse campo de análise ende a e o ça e alo iza o en ol imen o da comunidade educa i a nos p ocessos e decisões que acon ecem no seio da escola. Ou a p eocupação que de e se salien ada nes e ciclo de AEE encon a-se no domínio P es ação do Se iço Educa i o , mais p ecisamen e no campo de análise O e a Educa i a e Ges ão Escola que se p eocupa, como um de seus e e en es, com a Ino ação Cu icula e Pedagógica. Os indicado es desse e e en e ol am-se pa a a a aliação das inicia i as de ino ação cu icula e ino ação pedagógica, bem como, a de inição de medidas de supo e à ap endizagem e à inclusão que p omo am a igualdade de opo unidades de acesso ao cu ículo. Demons ando uma p eocupação singula com as p á icas de ino ação cu icula e pedagógica como pila pa a a p omoção da qualidade da escola. De e se ainda des acado o campo de análise Desen ol imen o Pessoal e Bem-es a das C ianças e dos Alunos, em unção dos apoios que lhes são p es ados na escola. Rela i amen e à me odologia escolhida no 3º ciclo de AEE, o ca iz quan i a i o e quali a i o man ém-se, seguindo as mesmas écnicas de ecolha de dados dos ciclos an e io es. Dessa o ma, a aplicação de ques ioná ios de sa is ação aos pais, alunos, enca egados de educação, docen es e não docen es – medida implemen ada no 2º ciclo – con inua no ciclo a ual, assim como a análise documen al e a análise de in o mação es a ís ica da escola, po exemplo, os esul ados escola es e sociais, a obse ação di e a – das ins alações e in aes u u a, equipamen os e dos ambien es educa i os – e as en e is as de g upo – aos memb os ep esen a i os da comunidade educa i a – ambém pe manecem no 3º ciclo de AEE. O di e encial me odológico implemen ado no 3º ciclo diz espei o à obse ação da p á ica educa i a e le i a, is o é, a obse ação de aulas. Pos o isso, “a obse ação incide, p e e encialmen e, na in e ação pedagógica, nas compe ências abalhadas e na inclusão de odos os alunos. Es as obse ações êm como inalidade en iquece a in e pelação dos g upos de en e is ados e con ibui pa a a ecolha de e idências, em iangulação com as es an es on es de in o mação” (Ab an es, 2018, p.33). A a aliação ex e na de uma escola, no 3º ciclo de AEE, segue os mesmos passos dos ciclos an e io es, is o é, baseia-se em ês ases: p epa ação, in e pelação e análise. Há ambém uma al e ação na equipa de a aliação, sendo ago a cons i uída po dois inspe o es e dois pe i os ex e nos, conc e amen e um docen e do ensino supe io ou in es igado que possua um cu ículo ele an e pa a 82 as a i idades de a aliação ex e na e um especialis a da comunidade educa i a com um conhecimen o ap o undado das escolas. Em elação à escala de a aliação, o 3º ciclo man ém a escala ado ada pelo ciclo an e io , is o é, a classi icação Excelen e pe manece nes e ciclo, con inuando a se a ibuída uma classi icação po domínio. Na ase de p epa ação, as in o mações são analisadas p e iamen e e ealiza-se o planeamen o da isi a po pa e da equipa de a aliação em a inidade com o Di e o da escola. A ase da in e pelação consis e na isi a dos a aliado es à escola (a du ação da isi a de a aliação es á p e is a pa a que acon eça en e ês a cinco dias, a iando em unção do amanho da escola), incluindo a ecolha de dados a a és de en e is a a á ios painéis, bem como a obse ação do espaço escola e das p á icas educa i as, que é uma p á ica no a ela i amen e aos dois ciclos an e io es, se bem que des a a i idade não esul e uma a aliação conc e a ou a u ilização de uma g elha de obse ação, sendo os dados u ilizados globalmen e na elabo ação do ela ó io de a aliação. Po im, a análise consis e na elabo ação do ela ó io de a aliação po pa e da equipa de a aliação e sua publicação na página web da IGEC, man endo-se os mesmos p ocedimen os pa a a elabo ação e conside ação do con adi ó io, exce o a c iação de uma ins ância de ecu so o a da IGEC, pois nos an e io es ciclos pe encia à IGEC essa a e a. A pe iodicidade da a aliação de cada escola/ag upamen o man ém-se em uma ez a cada ciclo de a aliação, no en an o, “Pode exis i uma a aliação in e cala ocada em alguns domínios, po p opos a da equipa de a aliação ou da escola, na sequência de ações de melho ia ou p ocessos ino ado es implemen ados. Podem exis i , ambém, a aliações in e cala es em caso de de e io ação do se iço educa i o p es ado ou de esul ados insu icien es. Nas a aliações in e cala es, a equipa de a aliação ex e na pode á se acompanhada, no odo ou em pa e da in e enção, po ou os especialis as.” ( Ibid ., p.36). Na sequência da indagação de Gue ei o (2015), ela i a aos a o es de sus en abilidade que o 3º ciclo de AEE de e ge a pa a a consolidação de um modelo mais e icien e, alguns apon amen os podem se ei os em e e ência às mudanças es a égicas nes e ciclo, bem como aos aspe os que con ibuem pa a a sus en abilidade de um modelo de a aliação ex e na. As opo unidades assinaladas pa a o 3º ciclo consis em, p incipalmen e, no en oque na sala de aula, is o é, os p oje os e es a égias p ecisam e le i no ensino e ap endizagem dos alunos. Já que, “o ac o de o modelo de a aliação ex e na das escolas, que no p imei o, que no segundo ciclos, não inco po a a obse ação de aulas em sido in e p e ado em alguns es udos e análises como um a o limi ado do impac o da a aliação na mudança das p á icas pedagógicas e na melho ia dos esul ados escola es” (Sá, 2018, p.813). A sala de aula é econhecida como o espaço po excelência da p es ação do se iço educa i o, pelo que a au oa aliação, a p es ação do se iço educa i o, a lide ança e ges ão de em es a o ien ados 83 pa a a sala de aula, po que é o espaço em que os esul ados escola es são moldados. Além disso, e sem que exis a uma g elha, a obse ação da sala de aula con empla á ios c i é ios, caso da in e ação pedagógica, das compe ências desen ol idas pelos alunos e as p á icas de inclusão, bem como as p á icas de ino ação cu icula , sendo de endida a ideia de que a obse ação das aulas não se undamen a na a aliação das aulas, do p o esso ou da disciplina, mas sim no en iquecimen o da p óp ia a aliação ex e na e seus mecanismos. Dessa manei a, “(…) olhando a sala de aula de pe o, a expe iência escola co idiana com suas di e en es dimensões, em especial o que acon ece em suas ma gens, encon amos a po ência da sala de aula como espaço de o mação, luga de enunciação de mui as ozes e p oje os, que não pode esumi a p á ica pedagógica à aplicação de modelos cons uídos a pa i de espaços, discu sos e lógicas educionis as, a essos ao diálogo e à e lexão, que não con emplam a complexidade dos p ocessos p esen es em suas in e ações co idianas.” (Es eban & Fe zne , 2015, p.90). A inclusão das escolas p o issionais e de ensino pa icula ai ao encon o de uma lógica de maio ab angência e anspa ência na p es ação de con as ao p opo ciona uma a aliação das escolas independen emen e da sua na u eza pública ou p i ada. O quad o de e e ência é o mais comple o e p eocupado, e e i amen e, com a ealidade escola , den e os ês ciclos, le ando em conside ação ques ões como a inclusão, o bem-es a , pa icipação e cidadania, assumindo que a escola ai além dos núme os e esul ados. No en an o, não de e se dissociado o ac o de que es as e lexões cons am num modelo de a aliação ex e na de escolas que, ine i a elmen e, es abelece de e minados pad ões a se em seguidos e alcançados pelas escolas. A alo ização da au oa aliação como domínio au ónomo, num eg esso ao 1º ciclo, mas ago a mais es u u an e, po que é conside ada como um domínio p óp io, é um dos aspe os mais ele an es do modelo do 3º ciclo de AEE. Assumi a cen alidade dos disposi i os de au o egulação das escolas, assim como o po encial que a au oa aliação em como um p ocesso de pa icipação e e lexão das comunidades educa i as, consequen emen e na melho ia da qualidade da escola, con ibui pa a diminuição da oposição en e a aliação ex e na e a aliação in e na, essal ando a impo ância de cada uma des as componen es pa a a melho ia escola . Le ando em conside ação que melho a a qualidade da escola implica, di e amen e, um abalho com os alunos, pensado pa a os alunos, o alecendo a ideia de que “a cen alização cu icula dos con eúdos, nos alunos, le a ainda à alo ização de a i udes, alo es, des ezas sociais, hábi os de abalho, e não somen e à p omoção de compe ências cogni i as” (Pacheco, 1995, p.45). Assim, “Não obs an e as c í icas e os limi ados e ei os da a aliação ex e na das escolas, na melho ia da p es ação do se iço educa i o e na qualidade das ap endizagens dos alunos, a gene alidade dos au o es conside a que isso não cons i ui uma a alidade e, de o ma explíci a ou implíci a, deixam suben ende o que de e ia se mudado pa a e e e o quad o açado. Um dos e o es de con e gência dessas p opos as (implíci as ou explíci as, ealçamos) apon a pa a a necessidade de con e i maio cen alidade aos p ocessos de au oa aliação, explo ando a capacidade de melho ia in e na das escolas, a a és do ap o ei amen o das sine gias da plu alidade de ozes que ecoam no seu e i ó io. 84 Con udo, sem adequados g aus de au onomia e sem um in es imen o sé io na quali icação dos ecu sos humanos nos p ocedimen os e écnicas de a aliação, di icilmen e a a aliação, incluindo a au oa aliação, esponde á aos anseios de melho ia da sua comunidade, sob e udo enquan o a au onomia se eduzi ao 'elogio da di e sidade na execução pe i é ica das decisões cen ais' (LIMA, 2011).” (Sá, 2018, p.814). Em consequência, o 3º ciclo de AEE co esponde, em mui os quesi os, ao que os es udiosos do ema p opunham e assinala am como á ea de melho ia dos ciclos an e io es. Po ém, é necessá io ealça que o modelo p opos o pa a a a aliação ex e na es á alinhado, em g ande pa e, com os ideais de uma p á ica a alia i a mais lexí el e e lexi a, assumindo a plu alidade dos con ex os escola es, com mais écnicas de ecolha de dados e conside ando, de igual modo os esul ados escola es, ainda que o domínio apa eça em úl imo luga , con a iamen e aos dois ciclos an e io es, em que es a a em p imei o luga . Po conseguin e, é necessá io e i ica se esse modelo con ibui, e e i amen e, pa a a melho ia da qualidade da escola ou se, mais uma ez, ep oduz as p á icas a alia i as no sen ido de quan i ica , mensu a e classi ica , desconside ando o con ex o de cada escola, sendo, po isso, necessá io e le i sob e a impo ância das p á icas de ino ação cu icula no con ex o da a aliação ex e na. 2.3. As p á icas de ino ação cu icula no con ex o da AEE Pensa em p á icas de ino ação cu icula p essupõe e le i sob e o papel do p o esso no p ocesso de ensino-ap endizagem e sua esponsabilidade na ga an ia dos bons esul ados académicos de seus alunos. Já que o p o esso assume uma posição cen al nessa ques ão, mesmo não sendo o único esponsá el pelo desempenho dos alunos, é impo an e conside a como as p á icas de ino ação cu icula podem con ibui pa a o sucesso educa i o, no con ex o de a aliações em la ga escala. Pa a isso, é necessá io que se discu a, b e emen e, sob e o que são as p á icas de ino ação cu icula e a ele ância do p o esso nesse p ocesso, bem como analisa os p essupos os de uma a aliação ex e na com e ei os compa a i os. Nes e úl imo aspe o, os o ganismos ansnacionais, caso da OCDE (2018), de inem as suas o ien ações pa a a melho ia dos esul ados dos alunos a pa i de uma lógica de accoun abili y , o que exige a de inição de s anda ds , a implemen ação de p á icas de a aliação baseadas em es es e a compa abilidade de esul ados, de que o es e PISA é uma e idência no ó ia, al como os exames e as p o as de âmbi o nacional. Rela i amen e às suas p á icas em con ex o escola , a ino ação em sido uma ideia bas an e p esen e nas polí icas educa i as nacionais e ansnacionais, já que é sus en ada a ideia de que a melho ia das ap endizagens e do sucesso educa i o exige uma al e ação p o unda nas p á icas 85 cu icula es, com ele o pa a a cen alidade do aluno no p ocesso de ap endizagem, pa a a o ganização lexí el e con ex ualizada do cu ículo, pa a a colabo ação docen e e pa a o en ol imen o a i o da comunidade educa i a. Ino a pa a muda a escola é, assim, uma ideia amplamen e discu ida e pa ilhada quando são abo dadas as p á icas de ino ação cu icula e pedagógica (Pacheco, 2019). En e an o, discu i a ino ação eque di e encia alguns e mos ambém u ilizados nesse con ex o, po exemplo, e o ma , mudança e eno ação . Além disso, p omo e p á icas de ino ação nas escolas admi e conside a o p o esso como um agen e cu icula , is o é, o esponsá el po “ma e ializa ” ou decidi o cu ículo, o nando-se impe iosa “a necessidade de enca a a unção docen e pa a além do adicional papel de ansmisso de conhecimen os ci cunsc i os à disciplina apon ando pa a uma p o issionalidade mais ampla” (Flo es & Flo es, 1998, pp.79-80). Desse modo, “O p o esso como me o écnico ou execu o deu luga ao p o esso como in e enien e a i o e decisi o na ealização e ino ação cu icula es a quem se econhecem dis in as compe ências (Flo es, 1997), pelo que se o na pe inen e analisa as suas p á icas e os meios de que dispõe pa a ope acionaliza o cu ículo bem como equaciona o seu âmbi o de in e enção à luz da au onomia e das unções que se lhe a ibuem.” ( Ibid ., p.80). Consequen emen e, a dis inção de concei os signi ica dema ca as di e enças en e os e mos mudança , e o ma , ino ação e eno ação no campo educa i o, pa a que a ino ação cu icula possa se comp eendida de uma manei a mais ampla. A mudança educa i a es á ligada, ge almen e, a uma modi icação de algo em unção da melho ia de uma escola ou do p óp io sis ema, endo um ca ác e mais gené ico e ab angen e. Em con apa ida, o e mo e o ma pode se associado a uma mudança mais bu oc á ica, ad inda, na maio ia das ezes, de uma Adminis ação cen al que in luencia a es u u a do sis ema educa i o e o seu uncionamen o, ge almen e a e o ma consis e numa mudança que oco e de cima pa a baixo, is o é, uma mudança polí ica que “p e ende da espos a às necessidades sociais deco en es de al e ações no campo social” ( Ibid ., p.81). Logo, a e o ma associa-se às ans o mações das polí icas educa i as e equi ale a uma mudança plani icada, em elação aos e mos es u u ais e o ganizacionais, ela i amen e à es e a polí ico-adminis a i a, con o me os au o es. Po essa azão, “o su gimen o de uma 'no a conceção' de ino ação de e-se ao econhecimen o de que a lógica do desen ol imen o ' op-down' não é e icaz” ( Ibid ., p.90). Em consequência disso, o e mo ino ação e e e-se à inse ção de algo no o, is o é, “uma mudança em es u u as já exis en es ou no uncionamen o de algo que já exis e, p essupondo uma modi icação concep ual” ( Ibid ., p.82). Assim, a ino ação su ge associada à ação dos p o esso es, na medida em que “o mesmo concei o implica ’uma sé ie de mecanismos e p ocessos mais ou menos delibe ados e sis emá icos po in e médio dos quais se p ocu a in oduzi e p opo ciona ce as mudanças nas p á icas educa i as igen es’” ( Ibid ., p.82). Po an o, a ino ação es á ligada à mais p o unda p á ica docen e e possui um iés quali a i o po que obje i a a melho ia dos aspe os e das pessoas que es ão inculadas ao sis ema educa i o, is o é, 86 “(…), a a-se de uma mudança ine en e à p óp ia escola a e ando as ideias, as p á icas e as es a égias que aí se u ilizam, o p óp io sen ido da mudança, as unções das pessoas implicadas nas p á icas, e c. (Es eba anz, 1994). Assim, a ino ação é um concei o que aduz uma mudança mais isí el, si uando-se num con ex o p á ico e conc e o, e le indo uma ans o mação, sob e udo de o dem quali a i a, de aspe os uncionais do sis ema. Enquan o p ocesso de mudança, a ino ação exige, como salien a a mesma au o a, uma ap endizagem sem a qual a ino ação não se ealiza á, pois, o ac o de alguém idealiza uma ino ação, não signi ica que ela se ealiza.” ( Ibid ., p.83). Des e modo, é possí el pe cebe as di e enças en e os e mos e o ma e ino ação . Enquan o a e o ma p ende-se às mudanças es u u ais, eiculadas po uma adminis ação cen al, a ino ação es á delimi ada pela mudança na p á ica dos a o es educa i os, equen emen e os p óp ios p o esso es. A ino ação esul a numa mudança eal, po que “a e a, de o ma di e a, os p ocessos, as p á icas e as pessoas implicados numa dada o ganização ou es u u a, ans o mando-os” ( Ibid ., p.83). No en an o, a pa i de ino ações podem se p o idenciadas e o mas, ao passo que o mesmo pode acon ece na lógica opos a, is o é, algumas e o mas exigem p á icas de ino ação, su gindo o concei o de eno ação , que se associa às p á icas de ino ação que p essupõem mudanças globais, assim como p oje os de expe imen ação educa i a que p ecisam de p á icas de ino ação pa a se em ealizados. Assim, é impo an e conside a que “a exis ência de uma polí ica de cu ículo que em suas aízes nos es o ços dos p o esso es desa ia os en endimen os con encionais sob e a elação en e polí ica e p á ica e en e os o mulado es de polí icas e os p o esso es” (Bascia, Ca -Ha is, Fine-Meye & Zu zolo, 2014, p.229). No 3º ciclo, e no con ex o dos p oje os de ino ação e lexibilização do cu ículo, implemen os, desde 2017, no con ex o das polí icas educa i as (Mo gado, Viana & Pacheco, 2019; Pacheco, 2019), a ino ação cons i ui-se num i em p óp io, inse ido no domínio P es ação do Se iço Educa i o, no campo de análise O e a Educa i a e Ges ão Cu icula e no e e en e Ino ação Cu icula e Pedagógica, com os seguin es indicado es: i) Inicia i as de ino ação cu icula ; ii) Inicia i as de ino ação pedagógica; iii) De inição de medidas de supo e à ap endizagens e à inclusão que p omo am a igualdade de opo unidades de acesso ao cu ículo; i ) A iculação cu icula e ical e ho izon al a ní el da plani icação e desen ol imen o cu icula ; ) A iculação com as a i idades de en iquecimen o cu icula / a i idades de animação e de apoio à amília; i) P oje os ans e sais no âmbi o da es a égia de educação pa a a cidadania (Ab an es, 2018). Nesse sen ido, o cu ículo mani es a-se como um aspe o cen al das p á icas de ino ação, já que é a pa i do cu ículo que as mudanças e ans o mações podem se e i icadas cla amen e, is o é, o cu ículo é o espaço em que a au onomia do p o esso pode se exe cida, a im de implemen a mudanças que se con igu am como p á icas de ino ação cu icula , já que p opo ciona a possibilidade de in e enção e melho ia dos alunos e p o esso es, bem como da p óp ia escola e do sis ema educa i o. 87 Con udo, “os p ocessos e p á icas de ino ação cu icula cons i uem es a égias de e minan es pa a a melho ia do ensino e de um sis ema educa i o. Compe e ao p o esso ealiza o cu ículo adap ando, ans o mando, ein en ando e ino ando a p opos a cu icula cen al” (Flo es & Flo es, 1998, p.84). O p o esso é a pe sonagem cen al e esponsá el po implemen a p á icas de ino ação cu icula que de endam a ideia de um cu ículo mais pessoal e mais subje i o ou cosmopoli a (Mo ei a & Ramos, 2015; Pina , 2015). Nou as pala as: “só o p o esso es á em condições de analisa a p á ica e oma decisões em con o midade com ela. Es a isão cu icula (…) apela pa a a capacidade de ino ação e pa a a c ia i idade do p o esso ” (Flo es & Flo es, 1998, p.91). No en an o, ino a o cu ículo no con ex o da globalização, legi imada pelas a aliações em la ga escala, que obje i am es es es anda dizados e esul ados quan i a i os, pode cons i ui -se como uma a e a ainda mais complexa pa a os p o esso es, mesmo que a ino ação cu icula es eja o ien ada, p incipalmen e, pa a a melho ia da ap endizagem dos alunos. Nes e sen ido, “o papel da escola e dos p o esso es se á o de p epa a os alunos pa a o sucesso da economia global, na es ei a da eno ação da eo ia do capi al humano, cuja u ilidade económica é aduzida em compe ências pa a o mundo do abalho, exp essando esul ados escola es mensu á eis e na ob enção de esul ados espe ados” (Pacheco & Maia, 2018a, p.34). Con o me Pacheco (1995, p.47), a ino ação cu icula “es á ligada a mudanças que con ibuam pa a a ans o mação e melho ia dos p ocessos e p á icas de ensino/ap endizagem e, consequen emen e, pa a a con i mação do sucesso educa i o dos alunos”. Po isso, a ino ação elaciona- se e depende das componen es do cu ículo, po exemplo, p opósi os, obje i os, con eúdos, ma e iais, empo, a aliação, endo e ei os di e amen e na ap endizagem dos alunos e nos p ocedimen os de ins ução. No en an o, “Em empos de ansglobalidade, em que a educação é ap esen ada como ma iz de odos os p oblemas e soluções, qualque análise sob e a o mação de p o esso es exige um olha c í ico pa a o abalho docen e inse ido em con ex os de accoun abili y (p es ação de con as), conc e amen e, a a és de um pe il docen e di ado po uma cul u a de p es ação de con as, de um cu ículo o ien ado pa a esul ados de ap endizagem e s anda ds e de uma escola ização es i a que p o oca um impasse silencioso nos p o esso es.” (Pacheco & Maia, 2018b, p.3). A ino ação cu icula p essupõe a ans o mação de algo que já exis e, po isso, o con ex o p á ico de e man e -se numa posição cen al, o que legi ima a ideia de mui os au o es de que uma ino ação numa pe spe i a op-down não é e icaz po que deixa de conside a as pa icula idades do quo idiano (Flo es & Flo es, 1998). Desse modo, “a ino ação é uma ques ão p á ica, ou um jogo com eg as, que ai desde a ecen alização no ma i a a é à econ ex ualização cu icula (Pacheco, 2001, p.154). Po isso, o p o esso é a igu a p incipal num p ocesso de eno ação pedagógica, segundo os au o es, po que é o p o esso quem de ine o que acon ece em sala de aula, conside ando o que e como se á ensinado, 88 is o é, “o papel que o p o esso pode desempenha no desen ol imen o do cu ículo e não ino ação cu icula si ua-se numa linha que ai do me o execu o ao p o issional c í ico, dependendo da ma gem de au onomia e das compe ências que se lhe a ibuem” ( Ibid ., p.87). Pensa a a i idade do p o esso a pa i de uma conceção ecnicis a de ensino conduz à ideia de que os esponsá eis pela ino ação cu icula são os especialis as da educação e os polí icos, enquan o que o p o esso se eduz à igu a incumbida de aplica as mudanças en endidas como ino ação. Se a ino ação exige en en a o no o, al e a , expe imen a , con ex ualiza , o p o esso em de assumi um ou o papel, baseado não só na p o issionalidade colabo a i a, assim como na cen alidade do aluno em odo o p ocesso de ap endizagem, exigindo, cada ez mais, a pe sonalização da ap endizagem, ou seja, a sua di e enciação em unção do i mo de cada aluno, que a OECD (2018) aduz pela noção de agency- s uden . Assim, o p o esso assume a ace a de in es igado , na medida em que se ap op ia de uma a i ude de p oblema ização e ques ionamen o e ado a uma pos u a de c ia i idade pa a lida com as ci cuns âncias educa i as, sendo capaz, enquan o p o issional c í ico e p á ico e lexi o, de e le i sob e a sua p óp ia p á ica. Nesse sen ido, e no con ex o de cons ução de p á icas de ino ação cu icula , o p o esso p oduz ma e iais cu icula es, bem como elabo a, dinamiza, ealiza e a alia no os p oje os cu icula es num con ex o de in e ação. Po essa azão, “a escola enquan o e i ó io educa i o de e e uma au o idade e ação de locus cu icula , condição es a que passa pelos seguin es aspe os: econhecimen o do impo an e papel dos p o esso es e das escolas no desen ol imen o do cu ículo; exis ência de uma es u u a o ganizacional democ á ica, (...); descen alização da au o idade, mas com o econhecimen o de uma lide ança (...)” (Pacheco, 2001, p.154). Con udo, é possí el comp eende que um p o esso p ecisa de au onomia pa a implemen a p á icas de ino ação cu icula , p á icas essas que se p eocupam em p omo e a melho ia do p ocesso de ensino-ap endizagem. No en an o, e no con ex o a ual, em que p edomina uma linguagem de accoun abili y , em odos os ní eis do sis ema educa i o, elacionada com esul ados mensu á eis e compe ição, a endência é pa a que as p á icas de ino ação cu icula sejam, cada ez mais, colocadas de lado, a im de a o ece a al lógica de qualidade e e icácia que se baseia em esul ados aduzidos po núme os e a a aliação quan i a i a. Ci ando á ios au o es, Pacheco e Maia (2018a, p. 34), e abo dando essa endência, sus en am que: “Pa a isso, os p o esso es de em e uma 'consciência sociocul u al de sujei os globais' (Zeichne , 2013, p.180) que os si ue numa ealidade que é di e en e daquela que os p o esso es são conside ados écnicos de p epa ação dos seus alunos pa a os esul ados, em que 'modos puni i os de esponsabilização o am azidos pa a a o mação de p o esso es' ( Ibid ., p.30), de ido, em g ande pa e, às polí icas de pa ilha de conhecimen o (S eine -Khamsi, 2012), em que os sis emas educa i os pouco ou nada se di e enciem en e si, al é a linguagem de uni o mização e 95 que a análise que é ei a dos ankings nem semp e em que e aquela pe spe i a linea , po que aqui alo izamos ou os aspe os que conside amos impo an es.” E a P o esso a 1 conclui ela i amen e à di ulgação dos ankings : “esse ipo de ins umen os alo iza o sabe académico apenas, não é?! Os conhecimen os. E nós abalhamos ou os ipos de compe ências que ago a ambém ão de encon o ao pe il do aluno e que não es ão espalmadas ali e que, pa a nós, ambém são alo izadas, não apenas o esul ado escola ”. Em con apa ida, os demais p o esso es demons am opiniões que, po ezes, di e gem ace à di ulgação desses dados que desempenham uma unção de classi icação, bem como o Di e o exp essa sua lei u a ace ca da pe ceção dos p o esso es em unção da publicação dos ankings . “Quando icam bem, gos am, quando não icam, não gos am, ob iamen e que a e a. Como eu disse, aquilo em semp e um e ei o mo i acional pan le á io, em semp e esse e ei o. Nós emos en ado é que, além desse e ei o, seja uma cen elha de agi ação pa a e le i que sob e a au oa aliação, que sob e odos os ou os dados que, no undo, cada docen e em ao seu dispo . Po exemplo, nós, uma das coisas que en amos, quando saem os esul ados, a ní el da di eção ou dos ó gãos acima, nós não abalhamos os esul ados de u ma a u ma, não andamos nós a inqui i u ma a u ma, mas, no en an o, passamos a in o mação do esul ado de u ma a u ma à es u u a, que é o Depa amen o, pa a que o Depa amen o e os g upos disciplina es, u ma a u ma, a aliem o po quê ce as u mas êm um esul ado e ou as i e am ou o e, in encionalmen e, nós, de cima, não que emos a espos a desse esul ado u ma a u ma po que não que emos que se en e numa lógica jus i ica i a, do pon o de is a do p o esso se sen i ques ionado, que emos que os p o esso es, e e i amen e, e li am, conc e amen e, o po quê aquela u ma e e aquele esul ado, ‘e a dos alunos, oi a p á ica, oi o p o esso , oi algum a o , du an e o ano, deses abilizado , oi um a o ?’ po que bas a um aluno pa a muda , adicalmen e, o endimen o de uma u ma e nós emos mui as e idências de si uações como essas, ‘o que ez com que aquela u ma, num exame nacional, osse díspa das ou as?’. E, po an o, nós passamos essa in o mação pa a baixo, en amos não i buscá-la, nós, nes a ase, pa a que as pessoas não sin am a necessidade de jus i ica alguma coisa pa a cima, no sen ido, de condiciona , depois, a pe ceção da ealidade, po que aí se o assim as pessoas (…) pode ão en a coloca mui o no a o ex e no, nos a o es que não con olam, as azões do insucesso, não é dize ‘a minha p á ica oi e ada’, é ‘a u ma que e a má’, ou ‘hou e mui as isi as de es udo’, aqueles a o es odos ex e nos que não dependem mui o do p o esso , jogamos, um bocado, nesse sen ido.” (Di e o ). Nesse sen ido, é impo an e eco e ao que Inge soll e Collins (2017) de endem sob e a balança que equilib a, ou en a equilib a , a esponsabilidade dos p o esso es e o con olo dos p o esso es, uma ez que os p o esso es não azem pa e, ipicamen e, da ges ão das escolas e êm uma pa icipação limi ada nessas decisões, que es ão elacionadas di e amen e com o seu p óp io abalho, sendo esponsá eis pela implemen ação dessas decisões em suas salas de aula. Po isso, a accoun abili y escola , mais p ecisamen e, a esponsabilização do p o esso sob e o que diz espei o ao ensino e à ap endizagem, em indo a adqui i impo ância ac escida nas discussões cien í icas, com impac o nas polí icas educa i as. No en an o, “igualmen e é necessá io conside a que a g ande exposição dos esul ados indesejá eis con ibui pa a a in isibilidade de expe iências co idianas em que se ecem conhecimen os e ap endizagens, nem semp e aduzí eis nos pa âme os e escalas que es u u am o exame es anda dizado” (Es eban & Fe zne , 2015, p.77). Po ou o lado, “Algumas mudanças nas p á icas pedagógicas podem a é oco e apos a di usão das no as dos alunos e índices de desen ol imen o das escolas. Publicizados exaus i amen e e condicionados a algum ipo de ecompensa ou punição, 96 es es índices mobilizam as escolas ou p o esso es. Lamen a elmen e, es as eações são a a essadas po um iés p agmá ico e se o ien am mais pelo in e esse de melho a as no as, não es ando necessa iamen e inculadas ao comp omisso com a ap endizagem dos alunos. Pon ualmen e, in e e em na dinâmica das escolas e das salas de aula, mas são insu icien es pa a ge a e man e en usiasmo do g upo ao longo do empo.” (So di & Lüdke, 2009, p.156). Embo a o Di e o enha demons ado que na escola não acon ece dessa o ma, is o é, não esponsabiliza di e amen e os p o esso es, a a e a de analisa c i icamen e os esul ados que não o am sa is a ó ios ou desejados ecai sob e os p o esso es. Po esse mo i o, o Di e o cons a a que, dessa manei a, os p o esso es endem a não coloca a “culpa” dos “maus” esul ados em a o es ex e nos, is o é, admi e, de o ma elada, que esses p o esso es êm esponsabilidade nos esul ados escola es, po que “cul u almen e quando su gem p oblemas, a saída é p ocu a pelos culpados e, no quesi o educação, a igu a do p o esso em sido o emen e associada à ine icácia da escola” ( Ibid ., p.157). Desse modo: “Há, mesmo assim, uma cla a endência na maio pa e dos países eu opeus pa a um maio con olo sob e a ação didá ico-pedagógica dos p o esso es, os quais, po um lado, passa am a se menos moni o izados pelos depa amen os ou ó gãos o iciais de inspeção em elação aos p ocessos de ensino, mas, po ou o, êm ago a de p es a con as essencialmen e em elação aos esul ados escola es mensu á eis.” (A onso, 2012, pp. 475-476). En e an o, o Di e o não econhece de o ma pública, ou di e a, a esponsabilização dos p o esso es e passa a esponsabilidade aos p óp ios. A pe spe i a de azê-los econhece os p óp ios “e os”, pa a que se esponsabilizem di e amen e, ao con á io de se a ges ão escola , e o ça a cul u a de p es ação de con as e, po isso, “ alo iza-se o anking de escolas e as in e enções da inspeção escola são mais pon uais, pa a além de cul i a -se uma colabo ação o mal, bu oc á ica e baseada em p ocedimen os adminis a i os” (Pacheco & Ma ques, 2015b, p.10). Na pe spe i a docen e: “De uma o ma ge al acho que ninguém é, po p incípio, con a a di ulgação desses esul ados. O que nós eagimos, um bocadinho, de uma o ma cé ica é, depois, à o ma como os ó gãos de comunicação social, media icamen e, i am conclusões, eles êm que esc e e um í ulo em le as g andes en ão, po exemplo, um í ulo ípico em le as g andes é ‘Colégios p i ados con inuam a se os melho es’ essa é a g ande mache e, é o que chama a enção po que eles olha am pa a os ankings i am que nas 10 p imei as escolas, no e e am p i adas, só uma que e a pública, en ão, isso causa um ce o abo ecimen o, no mínimo, esis ência, e ol a po que, lá es á, não es ão a e as ais lei u as inas, po que nós sabemos que os colégios p i ados selecionam alunos e os públicos não selecionam alunos, os p i ados êm manei as de con o na , às ezes, si uações que nós não emos. (…) Po an o, a pe ceção que eu enho é que, po p incípio, ninguém é con a a di ulgação desses esul ados, dos ankings , o que nós achamos é que a exis ência de ankings le a a in e p e ações ou conclusões que são injus as, mas isso é a o ma como a comunicação social pega nelas, não é o ins umen o em si que é mau, é a o ma como depois os ou os azem essa lei u a. E, de uma o ma ge al, acho que odos nós emos a enção a essas coisas, lemos quando saem os ankings , con e samos mui o na sala dos p o esso es, pelo menos aqui é essa a ideia que eu enho.” (P o esso 3). A pe spe i a do p o esso igu a um om posi i o sob e os ankings , is o é, assume os ankings como um p ocesso na u al e habi ual, um incen i o à compe i i idade no con ex o escola . No en an o, opõe-se à lei u a supe icial que é ei a pelos meios de comunicação social e que acaba po p opicia uma in e p e ação simplis a e educionis a da g ande maio ia da sociedade que acei a a ideia de que a escola pública não é ão boa quan o a p i ada sem, ao menos, con es a as condições de 97 compa abilidade, comp o ando a conceção de Pacheco e Ma ques (2015a, pp.43-44) de que ,“no caso po uguês, os esul ados dos alunos na a aliação suma i a ex e na (exames nacionais) o nam-se em dados es a ís icos pa a a elabo ação de se iações pela mídia , sendo o empo da sua di ulgação um momen o de glo i icação da escola p i ada e de sac i icação da escola pública, como se as duas escolas i essem os mesmos públicos escola es e a mesma ealidade socioeconómica.” A icula-se, po an o, que: “A g ande alo ização a ual do PISA não e i a, no en an o, isibilidade e impo ância aos exames nacionais, os quais exis em em di e sos países da Eu opa com obje i os não coinciden es. Alguns desses obje i os deco em da ealização de p o as es anda dizadas, cujos esul ados pe mi em a compa ação e emulação en e escolas, ou undamen am medidas pa a sua esponsabilização, se indo ainda como c i é io pa a a a aliação do p óp io sis ema educa i o.” (A onso, 2012, p.475). Em con apa ida, a pe ceção de uma en e is ada e ela que a alo ização excessi a dos esul ados escola es e, consequen emen e, dos ankings , acaba po ins au a uma cul u a de e ol a e insa is ação en e os p o esso es, po isso “algum incon o mismo e pe plexidade se espe a dos p o issionais da educação dian e de indicado es que e elam a ine icácia da escola” (So di & Lüdke, 2009, p.155), obse ando-se: “Eu não acho piada nenhuma, eu acho que não de e ia ha e , mas ai ha e e ai con inua a ha e a é po que o p óp io sis ema, quase que, ob iga a isso. P imei o, há essa condicionan e a ní el de dinhei os e de apoios, e de co as, a ní el de a aliação dos p o esso es, como a ní el de ho as de c édi os pa a is o e pa a aquilo, es á udo condicionado aos esul ados o que é uma coisa que eu acho que é mau, isso de ia se em unção do meio, em unção das necessidades de cada escola e independen emen e dos esul ados. E, ob iamen e, que nós acabamos po se , um bocado p essionados, mesmo que nós não enhamos uma di eção que nos ande a p essiona demasiado, que ala e a gen e ê que é a p eocupação deles a é po que eles, di eção, es ão condicionados ao nosso abalho e aos esul ados que os nossos alunos i e em, po an o, é uma bola de ne e. Nós andamos aqui a ba e na mesma ecla que é ‘os meninos êm que e bons esul ados nos exames e êm que e boas no as’, de ac o, é po ei o que os alunos enham boas no as, mas há alunos que não que em e , há alunos que es ão aqui po que es ão ob igados.” (P o esso a 4). Des e modo, segundo Pacheco e Ma ques (2015b, p.10), “o abalho pa a os ankings , consubs anciado no ensino pa a os es es, o igina uma ap endizagem ap essada, azendo com que os p o esso es se o nem em me os uncioná ios do a o pedagógico que acon ece em sala de aula”. A pe ceção da p o esso a indica esse aspe o e, mais adian e, comple a “(…) nós emos x empo pa a leciona aqueles con eúdos odos e os alunos êm que ica a sabe pa a depois aze em o exame” (P o esso a 4, 2019). Dessa manei a, a p o esso a essal a que a p essão pelos esul ados nos exames acaba po condiciona a p á ica de sala de aula, além de e o ça a ideia de que “nos úl imos anos, em c escido o impac o da dimensão dos esul ados dos alunos na a aliação das escolas, com epe cussões ao ní el dos apoios que lhes são dados” (Mendes e al, 2015, p.1294). Po isso, A onso (2009) de ende que nenhum sis ema de accoun abili y que seja bem undamen ado em e mos polí icos, cul u ais, 98 educacionais e é icos, po exemplo, limi a-se à ecolha e publicação dos dados ela i os aos es es, mesmo que es anda dizados, a p oblemá ica consis e na u ilização desses esul ados escola es dos alunos pa a cons i ui a a aliação das escolas e dos p óp ios p o esso es. Nas pala as de uma en e is ada: “(…) a ní el da p eocupação dos p o esso es, pelo menos alo po mim, é e iden e que a gen e se p eocupa em que os alunos enham o melho esul ado possí el e iquem p epa ados, po um lado é bom, po que a gen e dedica-se 100% aos alunos, mas sabe que, se calha , nós, como se es humanos, se não i éssemos essa p essão, se calha , é amos mui o mais bene olen es, se calha , não le á amos a coisa ão a sé io, mas, se calha , ambém não se ia pio , po que e íamos mais espaço pa a ou o ipo de ques ões, pa a ques ões mais humanas, pa a ques ões mais do dia a dia que não emos a opo unidade de e . Po que nós emos que p epa a os alunos pa a os exames, ainda hoje es a a a sai da sala de aula e disse aos alunos que a minha p eocupação, nes e momen o, é p epa á-los pa a o exame, odo o es o esqueçam, só no in e alo e, às ezes, nem no in e alo. Po que, de ac o, nós i emos de al manei a essa p essão do exame, nós e os alunos que es ão p eocupados com isso, ambém há alunos que não es ão p eocupados com isso, mas, eles ambém i em com essa p essão de en a em e a melho no a possí el a ní el de equência pa a pode em i ao exame com uma melho no a e, depois, pelo menos, passa no exame, já ou os es ão mais p eocupados com a ques ão das médias de que e es e ou aquele cu so, que dize , udo es á condicionado com isso e nós pode íamos, se calha , e mais espaço pa a ou o ipo de coisa e não emos po que a condição é o esul ado do exame.” (P o esso a 4). Nesse sen ido, Hul e Eds öm (2016, p.317) con i mam que é “bas an e comum os p o esso es, especialmen e os mais expe ien es, dize em que não se [sen em] mais con iá eis. Eles [pe cebem] cada ez mais que os p o esso es [es ão] sendo igiados, p incipalmen e pelos p o edo es da escola, mas ambém po seus ‘clien es’ de ido ao aumen o da p essão dos pais”. Aliado a isso, o aumen o da ealização dos es es p opo ciona uma ecen alização do cu ículo que implica no condicionamen o da au onomia pedagógica dos p o esso es, consequen emen e, os alunos êm cada ez menos empo pa a esponde aos es es e são le ados à memo ização em cu o p azo, econ igu ando o a o de ap endizagem (Pacheco & Ma ques, 2015a). A pe spe i a da P o esso a 4 ende a e o ça a ideia de que: “Ao impo uma cul u a de a aliação no ma i a, em que países e egiões são compa ados po ní eis de desempenho, os es es in e nacionais êm e ei os na a aliação suma i a, com p eponde ância pa a os es es nacionais. Em conc e o, ins ala-se nas escolas a p essão jun o dos p o esso es, no sen ido de p epa a em os alunos pa a os es es pad onizados, em disciplinas que se o nam de inido as de um co e cu iculum , econhecendo-se-lhes uma limi ada au onomia pedagógica em e mos de a aliação” ( Ibid ., p.43). De ido à excessi a alo ização dos esul ados e dos ankings, é possí el que se ins au e uma possí el apa ia, po pa e dos p o esso es, à p óp ia escola, já que mesmo que os esul ados dos alunos não de am se is os como indicado es p ecisos da saúde de uma de e minada escola, os índices abaixo do espe ado podem ge a insa is ação p o issional e pessoal a pon o de se em omados po um ma asmo p o issional (So di & Lüdke, 2009). Is o é, “(…) Tal como na abo dagem cen ada nos esul ados, os es es o nam-se no pon o essencial da abo dagem baseada em s anda ds, sendo ma cado es do p ocesso de desen ol imen o do cu ículo, em ge al, e da ap endizagem, em pa icula . Po isso, os esul ados dos es es endem a de ini a ealidade educacional, em que o alo dos núme os e da sua compa abilidade em ní el nacional e in e nacional subs i uem os alunos, con e indo mais isibilidade aos esul ados do que aos p ocessos de ap endizagem.” (Pacheco & Ma ques, 2015a, p.44). 99 Essa ideia ai ao encon o do que Goodson (2015, p.69) ela a sob e os e ei os indesejados das e o mas na ida dos p o esso es, que ambém pode se lido a pa i da pe spe i a da imposição de uma cul u a de a aliação, “os p o esso es êm-me con ado em po meno o modo como as no as o ien ações êm des uído quase comple amen e a sua dedicação e os seus ideais. Embo a se a e de um desas e pessoal, (…), é um desas e mui o mais amplo pa a a complexa ecologia das escolas”. Con udo, e i ica-se que as opiniões dos en e is ados são mui o simila es em alguns aspe os, po exemplo, ela i amen e à alo ização dos esul ados escola es e à impo ância que os ankings assumem no con ex o escola , admi indo-se que a p essão pelos esul ados acaba po condiciona as p á icas de sala de aula. No en an o, di e em, em alguns quesi os, ela i amen e à lei u a que azem dos ankings , enquan o uns assumem que êm uma impo ância c ucial pa a oda a comunidade educa i a, ou os econhecem que os ankings são mecanismos de con olo e que a alo ização excessi a dos esul ados con igu a-se como uma p essão sob os p o esso es e alunos e ans o ma-se num p ocesso de ensino- ap endizagem mais ol ado à memo ização pa a exames do que à cons ução de conhecimen os. Sendo, desse modo, co obo ada a ideia de Bo ens (2007, p.457): “Con olo signi ica ‘ e pode sob e’ e pode en ol e meios mui o p oa i os de di igi a condu a, po exemplo, po meio de o dens di e as, di e izes, incen i os inancei os ou leis e egulamen os. Mas esses mecanismos não são mecanismos de accoun abili y pe se , po que eles não ope am p ocedimen os em que os a o es de em explica e jus i ica sua condu a nos ó uns. Accoun abili y é uma o ma de con olo, mas nem odas as o mas de con olo são mecanismos de accoun abili y .” Des a e, ica e iden e que a alo ização dos esul ados escola es, exp essos em e mos numé icos, a cons ução de ankings que isam indica a qualidade de uma escola ou sis ema e, p incipalmen e, a dimensão da p es ação de con as são aspe os que e elam uma cul u a de accoun abili y no con ex o escola . Como já oi discu ido, o sis ema de AEE é um dos indicado es mais o es, dessas polí icas de accoun abili y , no con ex o po uguês e demons a como as escolas – lide anças, p o esso es, alunos e pais – se ap op iam dessa linguagem, ou não, e ans o mam o quo idiano escola numa “compe ição” que se p eocupa com os núme os exp essos pelos esul ados escola es. Is o é, “Na p á ica, às ezes pode se di ícil concilia a ên ase nas a i idades pa a a melho ia do desempenho dos alunos com as de con ole e ‘p es ação de con as’. O uso de esul ados de es es é um exemplo cla o. Se a di ulgação dos esul ados não o seguida de cla as ações pa a a melho ia da escola, os es es podem se i apenas pa a me as compa ações que nada cons oem.” (Soa es, Al es & Ma i, 2003, p.87). Já que a a aliação ex e na em sido econhecida como um meio susce í el de p omo e a melho ia dos sis emas de ensino, bem como o desen ol imen o, e, po isso, é conside ada ob iga ó ia em mui os países eu opeus (Sampaio, Figuei edo, Lei e & Fe nandes, 2016), a segui se ão discu idos os dados ela i os ao en ol imen o e/ou alheamen o na AEE dos sujei os en e is ados, is o é, a elação de 100 ambi alência pe an e esse p ocesso. O deba e es á undamen ado pelas discussões an e io es a espei o do quad o eó ico-concep ual e pela análise documen al ealizada a pa i dos documen os que ins i uem a AEE, em Po ugal. 3.2. O en ol imen o/alheamen o dos p o esso es pe an e a AEE Uma das ques ões de in es igação que no eiam esse abalho consis e em comp eende De que modo os p o esso es es ão en ol idos/alheados no p ocesso de AEE? Dessa o ma, a a és dos dados ob idos nos inqué i os po en e is a e da a iculação com a discussão eó ica e análise documen al, ealizadas nos capí ulos an e io es, é o mulada uma a gumen ação em o no do que pode i a esponde à indagação ulc al da pesquisa, a endendo aos seguin es obje i os: In es iga as pe ceções dos p o esso es em elação à AEE e Analisa o en ol imen o/alheamen o que os p o esso es êm em elação à AEE . Dado que “é nes e sen ido que se o na pe inen e es uda e comp eende se a AEE em cump ido o p opósi o de omen a a esponsabilização das ins i uições escola es na cons ução e no es abelecimen o de p ocessos e cul u as de a aliação” (Sampaio, Figuei edo, Lei e & Fe nandes, 2016, p.38). As pe ceções sob e a AEE são mui o di e sas en e os en e is ados, e quando inqui idos sob e o e e ido p ocesso, mui as das ezes esponde am com ên ase ace ca do conhecimen o que inham do 3º ciclo de AEE, assim como em elação à pa icipação no p ocesso de AEE, de aco do com o seguin e es emunho: “É assim, emos ideia do que é p á ica de a aliação ex e na, não é?! Aqui eu nunca acompanhei nenhuma, mas, e en ualmen e, em ou as escolas, sim, enho ideia. As en e is as, os painéis, os ques ioná ios, o ela ó io inal, o con adi ó io e o esul ado e como isso é discu ido nas escolas. E en a-se, en a a-se, nalguma o ma de comba e as agilidades que exis iam, com os planos de melho ia e en a da a ol a.” (P o esso a 1). Essa pe spe i a con i ma a ideia, sus en ada po Pacheco, Seab a e Mo gado (2014, p.36), de que a eação das escolas ela i amen e à AEE e à Inspeção depende do ipo de escola e do impac o que a a aliação pode causa na escola e comunidade, con igu ando-se em duas eações clássicas, po pa e da escola, acei ação ou ejeição, aliada à ideia de que “na jus i icação das p á icas conducen es à ga an ia da qualidade, a esponsabilidade pela melho ia es á cen ada na escola – (…) – deixando-se pa a o Es ado a unção de ce i icação”, segundo pala as de uma p o esso a en e is ada, ea i mando que conhece os p ocedimen os écnicos elacionados com o p ocesso de AEE – ol ados pa a a me odologia, p incipalmen e – ga an idos no 3º ciclo como elemen o ca ac e ís ico que se á man ido na a aliação: “A me odologia da a aliação assen e na análise documen al p é ia, na isi a às escolas e na 101 in e pelação a um conjun o amplo e di e si icado de agen es das comunidades educa i as” (Ab an es, 2018, p.6). O P o esso 2 complemen a: “Bem, as luzes que omos endo no seminá io oi que, ealmen e, ha e ia alguma obse ação de aulas, mais no in ui o de pa ilha expe iências de ensino e ap endizagem den o de sala, e que ia se uma a aliação com o obje i o cla o de melho a o p ocesso ou de da a conhece algumas p á icas com sucesso, po isso ambém pode á passa mui o po aí e ambém se alou mui o daquilo que pode ia se a pos u a dos p óp ios inspe o es.” (P o esso 2). O Di e o en e is ado demons a uma isão c í ica da AEE, mas não nega a impo ância que con e e aos esul ados que são con e idos à escola, acompanhando a ideia de que a a aliação de escolas “consubs ancia-se como um p ocesso de ecolha de in o mação impo an e pa a a cons ução de conhecimen o sob e as si uações exis en es e a iden i icação de disc epâncias a co igi ” (Sampaio, Figuei edo, Lei e & Fe nandes, 2016, p.39). Po isso, e nas pala as do Di e o : “P on o, é assim, a A aliação Ex e na ao se uma o og a ia e es ando aqui num cu o espaço de empo é semp e algo que pode se i a alguma manipulação, ou seja, a A aliação Ex e na em indo a a ina -se, po exemplo, se a A aliação Ex e na disse ‘ ocê escolhe os painéis que ão se en e is ados’, eu ou e odo cuidado que só ão pa a os painéis a o es … Ou seja, se a A aliação Ex e na o nes e es ilo ‘olha, amos es a aí, amos que e ala com o ep esen an e dis o, daquilo e daquilo ou o’, se me de em libe dade de escolhe quem ai lá es a , ob iamen e, que eu ou escolhe gen e que não ai pô em causa, po que eu sei que isso ambém em um e ei o pan le á io, ninguém gos a de ica mal na o og a ia, seja em que con ex o o , ou de ende a minha dama. Se a A aliação Ex e na incidi sob e documen os, a é po que é cu o espaço de empo que eles a aliam, os documen os es u u an es, se es i e em bem cons uídos e, à pa ida, de uma escola in eligen e, es ão, já con a logo mui o e jun ando essa meia dúzia de a o es que saibam dize uma boa p á ica ou duas exempli icadas e a escola ica logo ali [no opo] e is o é mesmo mui o, mui o bom! Não que dize que pa a chega a esse pon o não em que e conhecimen o su icien e a é pa a se mos a , não ou dize a é pa a se ingi que é bom, a é pa a se exage a se bom em que se e compe ências su icien es pa a sabe o que é se bom e, po an o, isso já e idencia algo sob e a p óp ia escola e comunidade. Po an o, não é uma coisa, assim, ão desligada, mas pode ha e isso. Se a A aliação Ex e na o mais de alhada, po exemplo, inqui i exaus i amen e pais, aí os esul ados pode ão se mui o mais p óximos da e dade, não é? P on o, depende aí, um bocado, a A aliação Ex e na é semp e, na au onomia que seja dada à escola, algo que as escolas en am, ob iamen e, pode ão en a con ola um bocado. Nós, no úl imo ciclo, como é amos pilo o e p eocupamo- nos em jus i ica bem, em con ex ualiza bem a escola pa a os aze comp eende qual e a o con ex o, não nos p eocupamos mui o em con ola demasiado os painéis que i iam se ou idos po que oi, um bocado em cima, a si uação oi mui o ápida, ob iamen e, que há semp e uma en a i a a é pa a as pessoas que ão [painéis de a aliação] sabe em pa a ao que ão. As escolas, quando há uma A aliação Ex e na, uma das coisas que o Di e o az é uma eunião ge al de p o esso es pa a explica ‘ ai acon ece isso, ão es a aqui es as pessoas’ que é pa a as pessoas sabe em o que é que es á a acon ece , isso implica que as pessoas saibam que, du an e aquela semana, nas suas p á icas há um ou o olha sob e as mesmas. Se há um painel há se en e is ado, e se o painel é a é escolhido pela Inspeção, nada impede que esse painel eúna an es pa a con e sa , um bocado, sob e o que é que lhe pode ão pe gun a , ob iamen e, que é pa a es a mais à on ade e mais homogéneo nas espos as que ão da .” (Di e o ). O papel das lide anças no p ocesso de AEE é ex emamen e discu ido en e os es udiosos do assun o e e ela que, ge almen e, acaba po p oduzi mais e ei os nas lide anças do que, p op iamen e, nos p o esso es e nas p á icas de sala de aula (Sousa e al, 2016). No mesmo sen ido, os au o es, num es udo de caso que e e como obje i o conhece as pe spe i as dos a o es escola es em elação à a aliação ex e na e seus e ei os, cons a am que a igu a do Di e o é assimilada ao papel de mo i ado dos p o esso es. Assim, o e ei o endógeno, obse á el da AEE, aplica-se nesse caso, conside ando que a “a aliação ex e na não e a a po comple o a iden idade da escola, consag ada na sua au onomia” ( Ibid ., p.253). Dessa manei a, os p o esso es indicam o que já conhecem sob e o a ual ciclo de AEE: 102 “Nos ou os [ciclos pa icipei] de uma o ma mui o supe icial, es i e mais en ol ido nes e úl imo ciclo. A ques ão é es a, a equipa que eio cá aze a a aliação ex e na, a equipa da Inspeção Ge al da Educação e Ciência, ez uma sé ie de elogios ao abalho que es á a se ei o aqui, aos mecanismos que nós emos, aos p ocedimen os que nós emos, mas chega a semp e a uma al u a da con e sa que se oca am nos esul ados inais. Aliás, numa p imei a eunião, quando oi dado início a esse no o ciclo de a aliação ex e na, algumas escolas, nomeadamen e, es a, o am con idadas pa a se em as p imei as a se a aliadas numa espécie, quase, digamos assim, de a aliação pilo o, um p oje o pilo o, az-se semp e isso, seleciona-se um conjun o pequeno e, p on o, omos odos – ai aze ago a um ano, al ez – chamados a Lisboa pa a uma eunião com o Minis é io da Educação, com a equipa esponsá el do Minis é io da Educação, com elemen os da Inspeção Ge al da Educação e Ciência, e, po an o, nessa al u a oi-nos explicado os p ocedimen os e é eng açado que o discu so andou semp e à ol a de ‘in e essa-nos mais os p ocessos, não é o esul ado inal, não são os núme os inais, in e essa-nos pe cebe como é que as escolas es ão a abalha , qual é o es o ço que es ão a aze no sen ido de melho a os esul ados, que dinâmicas êm’. Logo na p imei a eunião quando chega aqui a equipa da Inspeção pa a aze a a aliação, logo na p imei a eunião, é nos di o ‘meus senho es, eu não sei se é do osso conhecimen o, mas hou e al e ações desde a eunião que ocês i e am em maio’ e sublinha am logo ‘os esul ados são mui o impo an es, se não o em os esul ados como é que nós podemos a alia ? Que elemen os segu os e iá eis emos se não o em os esul ados? O esul ado inal é ex emamen e impo an e’ e, po exemplo, uma coisa que pega am mui o oi no esul ado, po exemplo, de um exame de desenho dos alunos de a es oco ido há dois anos a ás e oi um esul ado mesmo mui o aco, nunca ínhamos ido um esul ado daqueles, a média nacional oi mesmo mui o baixa. (…). Foi uma coisa a assalado a. (…) Po an o, hou e ali uma mudança, de um momen o pa a o ou o, em pouco mais de um mês hou e uma mudança comple a na o ma como eles abo da am o assun o connosco. P imei o: a ideia e a o p ocesso ‘nós sabemos que os esul ados êm mui as a iá eis e o que nos in e essa é o p ocesso’. Quando chegam cá, pa a a alia a nossa escola: esul ados, esul ados. Resul ados e am mesmo mui o impo an e.” (P o esso 3). A pe spe i a do P o esso 3 e ela um de alhe ex emamen e impo an e pa a a análise das pe spe i as dos p o esso es a espei o do 3º ciclo de AEE – e que depois é e o çada pela P o esso a 4 – na p á ica, os esul ados escola es con inuam a assumi a lide ança nos domínios da a aliação. O modelo pa a o 3º ciclo de AEE explici a quais são as mudanças pa a a no a ase de a aliação, en a izando, p incipalmen e, a diminuição do impac o dos esul ados pa a a a aliação ex e na, is o é, “a es i uição de uma maio au onomia dos domínios, não icando subsumidos aos esul ados académicos” (Ab an es, 2018, p.6). No en an o, segundo o ela o do mesmo p o esso en e is ado, du an e o 3º ciclo de AEE, os a aliado es deixa am cla o que os esul ados con inua am a assumi uma impo ância cen al pa a a a aliação em si. Is o e ela que, embo a o modelo es abeleça a alo ização de ou os domínios, p incipalmen e a au oa aliação, ao in és dos esul ados, o discu so pode não e sido, ainda, inco po ado pela equipa de a aliação, causando a sensação, na comunidade educa i a, de que esse é só mais um ciclo de AEE, mais do mesmo, a i mando a ideia de que se “a a aliação de escolas alo iza, sob e udo, os esul ados dos alunos (de ca iz quan i a i o) em p ol da accoun abili y e da esponsabilização do p ocesso de ensino-ap endizagem, es e e ei o assumido ge a e ei os cola e ais, designadamen e, nos compo amen os es a égicos e no impac o emocional dos a o es educa i os” (Sousa & Pacheco, 2018a, p.552). A P o esso a 4 comple a a ideia, e e indo-se ao 3º ciclo de AEE: “Sei mui o pouco, sei aquilo que se ai se alando nas euniões. Sei que ago a ab iu um 3º ciclo de a aliação, em que, segundo diziam, penso eu, se não es ou a dize asnei as, nes e ciclo já não e a ão impo an e a ques ão dos esul ados, mas, depois, quando chegamos ao im, pa ece que, a inal, os esul ados êm impo ância. Foi quando 103 saiu, ago a, a ques ão das compe ências essenciais, as ap endizagens essenciais pa a as á ias disciplinas em que hou e um ajus e nos p og amas que, de ac o, e am mui o ex ensos e eu penso que isso ambém de e e a e com isso e que essa a aliação es á mais ocada no aluno, na elação com o aluno, no pe il do aluno, e c. Mas, depois, na p á ica, nós ol amos ao início po que o que é impo an e, de ac o, é que os alunos enham bons esul ados nos exames. Acho que é udo mui o boni o no papel, na minha opinião, o que eu acho que é papel a mais ambém. Uma das coisas que eu acho que acon ecem em Po ugal é que nós amos busca modelos, p o a elmen e isso não oi in en ado po nenhum po uguês, com ce eza, o am busca isso a algum lado e, depois, ão busca , no amen e, modelos que já são ul apassados nos ou os países odos, há 20 anos ou há 15 anos oi usado naquele país e amos ago a usa uma coisa dessas que é ‘gi a’. Mas, p on o, eu gabo, um bocado, a co agem das pessoas que se dedicam a es uda isso e a abalha nisso, mas, pa a mim, acho que é um bocadinho mais do mesmo, mui o since amen e, es ou a ala sem conhecimen o de causa, po que não me ap o undei no que é. Sei que quando nos oi passado, oi nos passado como es ando mais ocado no aluno, no pe il do aluno, e c., inclusi e, o aluno pode c ia o seu p óp io cu ículo, e acho que is o ambém em a e com isso udo, depois é uma sequência de udo isso que ai da a essa a aliação. Mas, no undo no undo, ol amos, um bocado, ao mesmo po que con inua a ha e exames, con inua a ha e a p essão das a aliações, con inua a alo iza , mui o mais, os maus alunos e os alunos p oblemá icos po que udo é ei o em unção deles e os bons alunos acabam po ica , um bocadinho, de lado, isso é um enómeno que es á a acon ece p incipalmen e a é o 3º ciclo. En e is ado a – A p o esso a no a isso em unção da a aliação ex e na? P o esso a 4 – Não, a ques ão da a aliação ex e na é uma ques ão mui o especí ica, isso é mais elacionado com o nosso dia a dia, não sei, exa amen e, qual é a elação de uma coisa com a ou a, mui o since amen e, não sei explica .” (P o esso a 4). O posicionamen o da p o esso a 4 e idencia o ac o de que a AEE, enquan o medida polí ica, pode não p omo e os e ei os desejados no quo idiano dos p o esso es, is o é, na p á ica de sala de aula, endo em con a que “a ans o mação da ‘medida’ em a aliação exige necessa iamen e en ol imen o da comunidade da escola” (So di & Lüdke, 2009, p.167) is o é chamado “comp omisso social na a aliação”. Es e cená io pode se no ado, p incipalmen e, po que a AEE pode se con undida com ou as medidas polí icas implemen adas nos úl imos empos, demons ando-se que, embo a o modelo do 3º ciclo de AEE es abeleça que no domínio P es ação do Se iço Educa i o sejam c i é ios e indicado es os “dados e e en es à o ganização cu icula , às p á icas de desen ol imen o do cu ículo e aos disposi i os de acompanhamen o e supe isão das p á icas educa i a e le i a” (Ab an es, 2018, p.24) que de em se e ocados pelos a aliado es du an e o p ocesso de AEE, os docen es não assumem que a AEE seja um a o que in luencia o quo idiano escola . No en an o, o es emunho da p o esso a acaba po o alece a ideia de que “a aliações semp e azem consigo e ei os cola e ais indesejá eis, como esis ência a mudanças, inda p incipalmen e dos p o esso es, e uso polí ico dos esul ados. Os p ocessos de a aliação podem le a a uma o malização e uma bu oc a ização que, ao in és de es imula ou p omo e ino ações, us am, p incipalmen e quando são eo icamen e de icien es” (Soa es, Al es & Ma i, 2003, p.87). Po esse mo i o, con o me sus en am So di e Lüdke (2009, p.168): “Nossa ese é que sem comp omisso social dos a o es da escola com o p ocesso de a aliação ins i uído, os dados ge ados podem es ingi -se ao uso bu oc á ico do sis ema, se indo às es a ís icas e às pesquisas sob e escolas e icazes, mas des i uídos de pode de p o oca a mudança na ealidade da escola. A a aliação bem o mulada o nece e idências impo an es pa a a ação. Mas a ação depende do a o humano.” 104 Embo a o modelo de 3º ciclo de AEE possua uma pa icula idade, is o é, a explici ação de um quad o eó ico-concep ual, nem odos os p o esso es e a o es en ol idos nesse p ocesso a alia i o conhecem o documen o, po isso, acabam po ep oduzi o concei o de que se a a de mais um ciclo de a aliação ex e na, com pouquíssimas al e ações, ou nenhuma, e, po isso, não de e se conside ado e p oblema izado como um ciclo di e en e dos an e io es. De e-se conside a que os p o esso es são “(…) a o es es a égicos em quaisque p ocessos que a e em o co idiano escola . Podem exe ce impo an e unção escla ecedo a ou obs aculizado a da mudança p e endida. Podem cons i ui -se pon es ou ba ei as” ( Ibid., p.163). Os dois en e is ados da Escola A, P o esso a 1 e P o esso 2, no momen o da en e is a, ainda não inham i enciado o 3º ciclo de AEE, po isso, as ques ões o am di ecionadas de aco do com as pe ceções que já inham sob e esse ciclo, bem como suas expe a i as e como a p epa ação pa a a a aliação e a o ganizada po eles, já que esses dois p o esso es azem pa e da equipa de au oa aliação dessa escola. En ão, sob e o 3º ciclo de AEE, a P o esso a 1 e ela que “ omamos conhecimen o no Seminá io que pa icipamos e já imp imimos o documen o, já o lemos e já o ado amos um bocadinho”, o P o esso 2 comple a “sim, amos omando e e ências daquilo que se á o oco da p óxima a aliação e, de uma o ma mais ge al ainda, mas já emos ideia dos aspe os que pode ão se abo dados nes a a aliação”. Rela i amen e às pe ceções sob e esse ciclo: “Não oge mui o de ideias que nós já íamos endo nes e âmbi o, de alguns p oje os que amos endo na escola, pa icula men e, o P oje o Pilo o de Ino ação Pedagógica que lá ai alguns emas que são comuns e, en ão, alguns aspe os que são ap esen ados na a aliação nós já íamos azendo e já íamos deba endo sob e eles. O nosso p óp io p ocesso de au oa aliação ambém já es a a a encaminha pa a alguns pa âme os que ão e ido em con a na a aliação ex e na. Po an o, há aqui alguns aços que nós já es á amos a aça ambém.” (P o esso 2). “Não é ácil, pa a já, e alguma expe a i a. Cla o que a pa e que nos ag adou um bocadinho, e acho que ai ag ada a oda a gen e, é o ac o da a aliação inal não se consequência di e a dos esul ados, po que uma escola podia e , ealmen e, mui o bons esul ados em á ios pa âme os, mas se os esul ados não ossem ão bons nunca e ia uma a aliação mui o posi i a e pelo que pe cebemos nes e 3º ciclo is o não se á uma consequência, ou seja, o esul ado da a aliação ex e na não se á uma consequência di e a dos esul ados. Vamos e .” (P o esso a 1). Dos dados desc i os e analisados, cons a a-se que a expe a i a dos p o esso es, que ainda não i encia am o 3º ciclo de AEE, em a e com o ac o de que os esul ados não e ão mais an a no o iedade em elação à a aliação inal da escola, is o é, uma das p incipais an agens desse ciclo de a aliação é assumi a impo ância da au oa aliação e econhece que os esul ados não de em se idos como os p incipais indicado es da qualidade da escola. No en an o, como já oi demons ado an e io men e, o P o esso 3 apon a que o domínio Resul ados oi o mais comen ado e alo izado pela equipa de a aliação ex e na du an e a isi a à escola e que essa equipa possuía opiniões di e gen es que ica am e iden es du an e a a aliação: 111 “Exa o! Es amos numa ase de e o mulação, po que o [Di e o ] oi elei o ano passado e, po an o, es á no início de um no o manda o e nós que íamos muda o modo de uncionamen o da equipa de a aliação in e na. A equipa de a aliação in e na (…) de e ia se o mada po um elemen o de cada depa amen o pa a que cada depa amen o pudesse aze qualque coisa da sua á ea, digamos assim, da sua expe iência, da sua p á ica, chegamos à conclusão que isso azia com que a equipa osse mui o g ande, ex ensa, não e a p á ico, do pon o de is a p á ico e a di ícil pa a as euniões, essas coisas odas. E, depois, além do mais, mui as ezes é di ícil concilia com a elabo ação do ho á io docen e, po que o aze pa e dessas equipas implica semp e que na componen e não le i a enha ho as pa a isso, enha disponibilidade pa a isso, po an o, há aqui uma eno me di iculdade po que a componen e não le i a pa a os p o esso es já é mui o dis ibuída, já êm as a i idades, depois êm as salas de es udo, en ão é mui o di ícil escolhe ‘aquela’ pessoa, ‘aquela’ pessoa e, depois, den o do ho á io de cada uma delas encon a ali uma ho i a, duas ho i as pa a aze pa e da equipa de a aliação in e na. E, po an o, nós ape cebemos disso e imos que, do pon o de is a p á ico, as coisas e iam que se melho adas e é nessa ase que es amos, ambém es amos na ase de e le i como é que podemos o na o g upo mais pequeno e um pouco mais e icien e, do pon o de is a das coisas que podemos aze . (…) Eu e a da opinião que – da mesma o ma que a legislação, a Lei ge al em, po exemplo, as unções da di eção de u ma e es á p e is a as unções de di eção de u ma, com pe il, inclusi amen e dizendo que em que e duas ho as de edução da componen e le i a, essas coisas odas – que a legislação c iasse as equipas de a aliação in e na, ob igasse cada escola a e uma equipa de a aliação in e na e com eg as já de inidas, como em a di eção de u ma, com eg as, pe ei amen e, de inidas, pelo que sei isso não exis e. Po an o, cada escola c ia a sua equipa, c ia seu p óp io egimen o, às ezes azemos copy and pas e uns dos ou os e é e dade, mas, eu e a da opinião de que a p óp ia legislação de e ia ob iga a exis ência des a equipa, com es e nome ou com ou o nome qualque , e que egulamen asse o seu uncionamen o e onde, po exemplo, como na di eção de u ma, já lá es i esse es ipulado ‘es es p o esso es êm que e , no mínimo, an as ho as da componen e não le i a’ ou ‘o coo denado em que e que an as ho as da componen e não le i a mais não sei quan as ho as le i a’, p on o. Isso e a uma o ma de, a p óp ia u ela, sublinha a impo ância des e modelo e des as equipas e, depois, e i a a a coisa de que umas escolas dão as ho as, ou as escolas não dão, numa escola exigem, pedem, a ca olice dos p o esso es, nou a já êm mais a enção e já são mais cuidadosos ‘ ais aze pa e des a equipa, mas ou e da essas ho as pa a pode es abalha ’. (P o esso 3) O P o esso 3 de ende que a au oa aliação de e ia se ins i uída legalmen e e o na -se ob iga ó ia, no sen ido de con olo, e elando con adição, já que c i ica o excesso de p ocedimen os bu oc á icos impos os pelo Minis é io da Educação e, simul aneamen e, de ende que a au oa aliação se ans o me em mais um desses p ocessos bu oc á icos. Assim, Pacheco, Seab a e Mo gado (2014, p.35) cons a am que “(…) a a aliação ex e na (…) e o ça e exis ência de p ocedimen os de au oa aliação, ado ados pelas escolas a pa i de e e enciais elabo ados pela Inspeção, cujo papel se enquad a, quase ine i a elmen e, em medidas p esc i i as, po mais que se dec e e um papel de o ien ação”. Cons a ando as e idências, e a adas po Hul e Eds öm (2016, pp.320-321) sublinham: “(…) as a aliações ex e nas que ilus am a lógica da accoun abili y p o issional (…) êm á ias consequências nega i as pa a o abalho dos p o esso es. O con olo e a audi o ia ex e na são execu ados de aco do com um ' aciocínio econômico/ju ídico' e u ilizam 'indicado es p ede e minados' que le am empo e que os p o esso es a i mam que pode ia se mais bem gas o no planeamen o e na conceção de no as lições. (…) A accoun abili y e as a aliações ex e nas pa ecem o na os p o esso es menos independen es e c ia i os, endo, po an o, e ei os cons i u i os sob e a p o issão dos p o esso es.” No en an o, a au oa aliação de e se um p ocesso na u al e con o á el pa a que, e e i amen e, p oduza e ei os p á icos, is o é, a au oa aliação de e complemen a a a aliação ex e na “ o nando-[se] cúmplices no desen ol imen o de o inas a alia i as e e o çando, assim, a sua impo ância” (Rod igues, Quei ós, Sousa & Cos a, 2014, p.113). Po isso, “(…) pa a que a AEE seja p omo o a da au oa aliação não bas a con oca a au oa aliação como campo de análise da AEE, é necessá io desen ol e 112 mecanismos que auxiliem os a o es educa i os na es u u ação da sua aplicação, de modo a alcança a ino ação no in e io da escola” (Sousa & Pacheco, 2018b, p.254). É álido essal a a impo ância da e lexão e a aliação da p á ica docen e en e os p óp ios p o esso es, como a i mam Hul e Eds öm (2016), a im de aumen a o consenso p o issional em ques ões pedagógicas. Con udo, sob e a o ma como abalha a equipa de au oa aliação, na Escola A, os p o esso es en e is ados indicam que a ecolha de dados consis e em inqué i os po ques ioná io “aos pais, aos p o esso es e aos assis en es ope acionais e écnicos. À comunidade educa i a” (P o esso a 1, 2019). Seguindo essa pe spe i a mais quan i a i a, na Escola B, o P o esso 3 e ela que a equipa em a unção de analisa , es a is icamen e, os dados ela i os aos esul ados escola es dos alunos, dis ibuídos em anos e cu sos, ep oduzindo uma lógica de mensu ação, po exemplo: “Exa amen e, ecolhe e analisa de uma manei a global e depois o necemos aos depa amen os, aos p o esso es pa a que eles, depois, consigam, a pa i dessas chamadas de a enção, a pa i desses esul ados, jus i ica o po quê, a azão de aquilo acon ece e e le i sob e isso. (…) É assim, pa a ala com anqueza, há, ainda, uma ce a esis ência da pa e do co po docen e em elação a es es dados. (…) Exa o, não só aos exames, não só aos ankings , mas ambém aos daqui po que há aquela pe ceção, como eu acabei de dize , de que quando os esul ados ogem do pad ão, são ano mais, e, na u almen e, aqueles que chamam mais a enção é quando são baixos, os ou os a gen e deixa anda , há, um bocadinho, a pe ceção de que as coisas são jus i icadas po na u eza, ou seja, se isso acon eceu po que hou e azões conc e as pa a que isso i esse acon ecido, po que aquele g upo de u ma não uncionou bem, po que o g upo de u ma, se calha , inha um conjun o mui o ala gado de elemen os que não que iam es uda , pe u ba am as aulas, há um bocadinho dessa pe ceção, há um bocadinho aquela ideia de que ‘ udo bem, são ela ó ios, são ela ó ios e a gen e olheia aquilo, mas isso se e p a quê? O que amos aze com is o?’ po que há um bocadinho essa ideia de que quando acon ece qualque si uação ano mal ela, po si só, já es á jus i icada, que dize , já sabemos que hou e ques ões conc e as no uncionamen o desse g upo de u ma que le a am a que aqueles esul ados ossem maus, ossem nega i os, a ideia ge al é essa pa a os p o esso es ‘eu não p eciso de nenhum ela ó io pa a me jus i ica aquilo que é ób io, aquilo que acon ece no dia a dia, nas aulas’. Ago a, eu, con udo, acho que con inua a se pe inen e que haja es e le an amen o es a ís ico, con inua a se pe inen e, apesa de, mui as ezes, eu du ida que ele enha e ei os, digamos assim, p á icos e conc e os, ou seja, consegui pe cebe , a a és de uma linha do empo, que a pa i do momen o em que saiu o ela ó io hou e um conjun o de medidas que o am omadas, que essas medidas, depois, ao longo do empo, o am, moni o izadas e, depois, deu aquele esul ado e aquele esul ado consis iu numa melho ia e e i a das coisas. Po an o, isso não es á a acon ece , is o não acon ece, isso, no malmen e, con esso que não acon ece. No en an o, eu con inuo a de ende que es es ela ó ios e es a ecolha de dados con inua a se impo an e po que ob iga-nos, cons an emen e, a acompanha o p ocesso e mesmo que depois de e emos esses pequeninos p oblemas, os ocos de p oblemas, e quando os analisamos, quando amos à p ocu a de uma espos a cheguemos à conclusão de que a espos a é na u al, é lógica, é ób ia, é e iden e, p on o, não há nada a aze , que dize , nada a aze é um bocadinho lamen á el dize is o, mas é o u o de oda uma aje ó ia. Po an o, mesmo que a gen e chegue a essa conclusão eu acho que não se pe de empo, a ecolha de dados é impo an e.” (P o esso 3). Numa pe spe i a de complemen a idade, a opinião da P o esso a 4 acaba po co obo a a pe ceção do P o esso 3 em elação aos colegas docen es que não alo izam as indicações es a ís icas a e idas pela equipa de au oa aliação. A P o esso a 4 exp essa, de o ma inequí oca, as pe ceções que az da unção da equipa de au oa aliação na escola, con i mando a elação que Pacheco e Ma ques (2015a) azem en e os aspe os que ca ac e izam o abalho docen e – que êm a e com a ca ga excessi a de bu oc acia, o cansaço e desmo i ação dos p o esso es pa a ensina , inúme os 113 egulamen os – com a des uição da educação pública e a ins alação de uma obediência passi a e submissa. Em con apa ida, “(…) A pa icipação nos p ocessos de a aliação ins i ucional desde a ase da conceção do modelo, a seleção dos indicado es, a ealização do diagnós ico si uacional, a in e p e ação e a publicização dos achados e a delibe ação sob e os esul ados ge am no as possibilidades de p omoção da qualidade educacional. Inclusi e po que c iam no as o mas de diálogo com os dados da a aliação ex e na. Mais undamen ados em dados e e idências de ensá eis.” (So di & Lüdke, 2009, p.166). Como a i mam Mo ei a e Rod igues (2016, p.108), “a maio di iculdade em in luencia o abalho pedagógico dos p o esso es, (…), pode á explica -se po um e en ual meno en ol imen o dos docen es nos p ocessos de au oa aliação e decisão escola ”. Os dados ap esen ados po Hul e Eds öm (2016, p.314), em um es udo que discu e a ambi alência dos p o esso es em elação à a aliação ex e na, e o çam que os “p o esso es [ac edi am] que as a aliações ex e nas [são] conside adas as mais impo an es pelos p o edo es da escola e go e nan es em oposição à au oa aliação”. A opinião da P o esso a 4 a i ma a ideia de que a au oa aliação não pa ece e an a impo ância pa a a e lexão das suas p á icas: “Po que eu acho que são coisas mui o complicadas. Não sei, não é ácil essa ques ão po que, de ac o, acho que isso dá mui o abalho e é a al coisa de que ai udo pa a o papel, são quad os, são abelas, são compa ações de anos a é ês anos a ás, quando, eu acho, que se es á a compa a o que é incompa á el, po que uma coisa é o g upo que eu enho esse ano e ou a coisa é o g upo que eu ou e pa a o ano, bas a que numa u ma exis a ês ou qua o alunos que são complicados, e cada ez há mais, pa a os esul ados se em comple amen e al e ados em elação ao ano an e io . E, po an o, o anda a compa a e a aze abelas das a aliações odas, eu sei po que o p o esso 3 es á ligado com essa equipa e ele a a-se de aze quad os e mais quad os de compa ações disso e daquilo ou o, e a gen e analisa aquilo e p on o, oi aquilo, mas isso é quase como o esul ado do u ebol, uns anos ganham uns e ou os anos ganham ou os, ou po que êm o melho jogado , eu acho que é, um bocado, assim, mui o since amen e, se calha es ou a dize a maio ba ba idade do mundo, e es ou a mos a que, de ac o, não pe cebo nada disso, mas é, um bocado, a isão que eu enho e eu acho que é, um bocado, a isão da g ande maio ia, se calha , po al a de conhecimen o de causa, mas, mui o since amen e, só acho que essas coisas exis em pa a nos da abalho, pa a da abalho às escolas, pa a jus i ica o injus i icá el, em udo a e com ques ões económicas po que depois eles a anjam o ma de co a aqui, co a ali, co a acolá, ‘ah, ocês i e am maus esul ados e ago a já não êm di ei o a e is o e a e aquilo’, e, p on o, andamos, um bocado, nis o, sem sabe mui o bem como e po quê e pa a, depois, nos a a em mal, na opinião pública depois a am mal dos p o esso es. É semp e culpa dos p o esso es seja pa a o que o .” (P o esso a 4). No en an o, pa a Hul e Eds öm (2016, p.318), os p o esso es p ecisam de econhece a impo ância de sua p óp ia a aliação em elação às p á icas docen es, demons ando que essa a aliação in e na, ou au oa aliação, p ecisa a icula -se com a a aliação ex e na, já que “embo a mui o descon en amen o enha sido exp esso sob e as á ias a aliações ex e nas, os p o esso es, no en an o, cump i am e ealiza am a maio ia dessas a aliações”. En e an o, a P o esso a 4 é a que demons a maio alheamen o em elação ao 3º ciclo de AEE, e idenciando esse a as amen o do p ocesso de AEE ao indica o não conhecimen o em elação à pa icipação da escola na a aliação: “Ah, mas isso não aço ideia do que deco eu. (…) Não. Essa úl ima a aliação que i emos já oi den o desse 3º ciclo? Não sei, não aço ideia. (…) Ah, já sei. Po que o Di e o alou nisso, de ac o, nós omos usados como modelo. Mas eu não es i e em painéis, não sei o que acon eceu, nem sei quais o am os esul ados disso, nem sei se já saí am ou se não saí am. Mui o since amen e, não consigo ala mui o sob e isso.” (P o esso a 4). 114 Nesse sen ido, o modelo do 3º ciclo de AEE p opõe que a “consolidação g adual da au oa aliação ins i ucional e ap op iação, po pa e da escola, de e e en es de a aliação ex e na” (Ab an es, 2018, p.11) seja uma ca ac e ís ica – que es e e p esen e nos ou os ciclos de a aliação – sal agua dada du an e o ciclo a ual. Pa a inaliza , o Di e o en e is ado exp essa a sua opinião em elação à equipa de au oa aliação e à mobilização dos p o esso es pa a al: “Since amen e, nem de pe o nem de longe an o quan o eu gos a ia. Há p o esso es que se mobilizam, há a o es que êm a noção dessa impo ância, ge almen e os a o es mais pi ô, mas a g ande massa ... Nós es amos a ala de um ag upamen o onde emos mais de 300 p o esso es em abalho a i o e, po an o, se é ce o que há os a o es di e amen e en ol idos da equipa de au oa aliação, das coo denações de depa amen o e das es u u as que, sim, le am [em conside ação]. Mas, daí pa a baixo, às ezes, é complicado. Uma coisa que nós emos en ado aze , mas não em sido ácil é que cada um leia os esul ados no seu con ex o, não numa pe spe i a de desculpa ou de jus i icação do po quê que acon ece am, mas no sen ido do que aze pa a a minha p á ica al e a , po que o g ande obje i o da au oa aliação é esse e não é ou o.” (Di e o ). A pe spe i a do Di e o em elação ao p ocesso de au oa aliação da escola, p incipalmen e elacionado com o en ol imen o dos p o esso es, e ela a p eocupação em alcança os p o esso es, a i mando que a au oa aliação unciona apenas pa a aze com que as p á icas dos p o esso es sejam e le idas e ans o madas, quando necessá io, en e an o, sob e o impac o das p á icas de au oa aliação o modelo do 3º ciclo de AEE p opõe como indicado es: “i)e idências da au oa aliação na melho ia o ganizacional da escola; ii) e idências da au oa aliação na melho ia do desen ol imen o cu icula ; iii) e idências da au oa aliação na melho ia do p ocesso de ensino e ap endizagem; i ) e idências da au oa aliação na de inição das necessidades de o mação con ínua e a aliação do seu impac o; ) e idências do con ibu o da au oa aliação pa a a melho ia da educação inclusi a (implemen ação das medidas cu icula es, a e ação de ecu sos e uncionamen o das es u u as de supo e)” (Ab an es, 2018, pp.22-23). Des e modo, “Pa a muda e dadei amen e uma ins i uição ão complexa quan o a escola, é p eciso que as pessoas admi am a pe inência de seu p oje o e que decidam pa icipa com comp omisso social. É p eciso que es as se pe cebam com alguma go e nabilidade sob e a ealidade da escola e que possam concebe a mudança desde den o, pa a cons ui a eição da escola que que em mos a pa a o a. A mudança pensada pelo cole i o da escola eúne o ças cen ípe as e ganha condição de exequibilidade e e icácia quando a ela se acoplam p ocessos de a aliação ins i ucional ab angen es e igo osos” (So di & Lüdke, 2009, pp.159-160). Logo, o p óp io Di e o pe ceciona, de manei a posi i a, a cen alidade da au oa aliação no 3º ciclo de AEE, con i mando que “(…) as ins i uições escola es êm sido enco ajadas a es abelece , nas suas dinâmicas de ges ão e uncionamen o, p ocessos de au oa aliação como e amen a de au o egulação e au oconhecimen o, econhecendo-se que êm capacidade pa a esol e os seus p óp ios p oblemas” (Sampaio, Figuei edo, Lei e & Fe nandes, 2016, p.43): “(…) uma al e ação mui o g ande que em [o 3º ciclo de AEE], é que ela [au oa aliação] apa ece como um dos pila es da A aliação, supos amen e o pila cen al po que a ideia é que se a escola o capaz de se au oa alia não es á ão dependen e dessas a aliações ex e nas e, po an o, ealmen e, em uma boa o ganização, uma o ganização que é e lexi a e que consegue co igi as suas p á icas. E, po an o, a au oa aliação é mui o impo an e e, nes e con ex o, 115 o ac o de ha e uma a aliação ex e na ajuda essa consciência a que pe ence a au oa aliação e, p o a elmen e, enho quase a ce eza, a e a a manei a como se eem os esul ados da au oa aliação a pa i daí, po que há uma ou a capacidade de le os esul ados e pe cebe que eles são, ealmen e, signi ica i os, que êm um e ei o e que pode ão e um impac o na p óp ia imagem da comunidade (…).” (Di e o ). Nesse sen ido, a au oa aliação p ecisa ab ange odos os elemen os da comunidade educa i a, como é indicado no modelo de 3º ciclo de AEE, que se p opõe a a alia , como um dos indicado es, a “auscul ação e pa icipação ab angen es da comunidade educa i a”, ambém a “exis ência de es a égias de comunicação e e lexão ace ca dos esul ados da au oa aliação com a comunidade educa i a” (Ab an es, 2018, p.22), sendo um p ocesso mui o mais ab angen e e complexo. Além disso, o es emunho do Di e o ai ao encon o da a i mação de Sampaio, Figuei edo, Lei e e Fe nandes (2016, p.42): “Se a au oa aliação pe mi i o nece in o mações não só à o ganização escola , mas ambém aos deciso es e a aliado es e se a AEE o um meio pa a in o ma as escolas e os deciso es polí icos, es es dois p ocessos conjugados pe mi i ão ealiza um diagnós ico ap o undado da si uação da escola e do que es á na base do que nela ai oco endo. Nes e en endimen o, p essupõe-se um o e en ol imen o dos(as) p o esso es(as) mas igualmen e das lide anças, uma ez que os(as) Di e o es(as) das escolas são elemen os undamen ais nes e p ocesso de melho ia.” Dessa o ma, é impo an e que as a aliações ex e nas sejam ans o madas em a aliações in e nas, como cons a am Hul e Eds öm (2016), a o ecendo a c iação de possibilidades de se em ealizados julgamen os si uados, que ca ac e izam a esponsabilidade p o issional, já que um dos obje i os p incipais do 3º ciclo de AEE é a complemen a idade en e a aliação ex e na e au oa aliação essal ando que es a é “um ins umen o da au onomia da escola” (Ab an es, 2018, p.20). Nesse sen ido, é impo an e essal a que “o o alecimen o dos a o es da escola de e-se coloca a se iço dos di ei os das c ianças ap ende em, não se cu ando aos in e esses das co po ações que ep esen am e nem aos cap ichos olá eis do me cado de abalho. O que es á em jogo é a o mação da pessoa e des a opção ou omissão, a his ó ia nos cob a á um dia” (So di & Lüdke, 2009, p.161). Po an o, pensa na lógica de en ol imen o/alheamen o dos p o esso es em e e ência ao 3º ciclo de AEE en ol e di e sos a o es. Numa indagação p opos a, e espondida a a és dos dados de in es igação, Hul e Eds öm (2016, p.321) ques ionam: “As consequências nega i as da accoun abili y e a lacuna en e a aliações ex e nas e in e nas podem se eduzidas? Nossos esul ados implicam que o Di e o , às ezes, consegue ans o ma as a aliações ex e nas em a aliações in e nas ão p óximas da p á ica dos p o esso es que os p o esso es as conside am ele an es pa a melho a seu abalho e, assim, o alece sua esponsabilidade p o issional.” O en ol imen o dos p o esso es no p ocesso de AEE oi no ado, p incipalmen e, de aco do com sua pe ença às equipas de au oa aliação, mais a é do que o empo de se iço, con es ando os dados, ap esen ados po Hul e Eds öm (2016), que demons am que os p o esso es menos expe ien es enca am as a aliações ex e nas como um p ocedimen o ine en e à p o issão docen e, enquan o que os p o esso es mais expe ien es são mais c í icos em elação a esse ipo de a aliação. Simul aneamen e, 116 consolida os esul ados da in es igação de Mo ei a e Rod igues (2016, p.108) de que “(…) a maio di iculdade em in luencia o abalho pedagógico dos p o esso es, (…), pode á explica -se po um e en ual meno en ol imen o dos docen es no p ocesso de au oa aliação e decisão escola ”. Po isso, pa a So di e Lüdke (2009, pp.156-157), “(…) a ca ego ia do pe encimen o po encializa o comp omisso do conjun o da comunidade escola com o p oje o comum. Os a o es locais pe cebem as possibilidades de in e e ência no p oje o e se ap op iam des e espaço, ma cando posição no p ocesso de melho amen o da ins i uição de ensino”. Assim, os docen es começam a u iliza “ esponsa elmen e odas as in o mações disponí eis sob e o p oje o da escola, sejam es as quan i a i as como quali a i as, sejam es as o necidas pelo sis ema cen al ou p oduzidas in e namen e” ( Ibid ., p. 157). Nesse sen ido, segundo a pe spe i a do Di e o en e is ado o en ol imen o da comunidade educa i a, em ge al, oi o maio impac o do 3º ciclo de AEE: “O p incipal impac o oi o ac o de acon ece po que e o ça o sen ido de pe ença, po que se as pessoas gos am da sua en idade ob iga-as a e le i , ‘eu que o que is o co a bem, eu que o que is o co a mal’. No nosso caso e o çou, cla amen e, o sen ido de pe ença, mais ainda po que é amos um ag upamen o e uma escola secundá ia, ambos g andes que se uni am, acho que ajudou a pe cebe que somos odos, nes e momen o, um só po que conco emos pa a o mesmo im e o que uma alha a e a a ou a e o que a ou a alha a e a ambém, po an o, ajuda a cons ui esse sen ido de iden idade. A comunidade, semp e que é a aliada po uma coisa ex e na, em a endência a uni -se, po an o, e e esse e ei o posi i o e essa oi a p incipal a e ação, a comunidade e le i sob e si p óp ia ainda an es da A aliação Ex e na oco e e, po an o, a p óp ia comunidade, quando a A aliação começa inha expe a i as, já sob e a a aliação que ia e e a é inha alguma (aspas) exigência sob e quais e am os pa ama es mínimos que de e ia alcança po que e a a au oa aliação que azia e, po an o, mais do que o esul ado da A aliação Ex e na é o ac o de se a aliado que a e ou a comunidade.” (Di e o ). Des a e, o en ol imen o dos docen es no p ocesso de AEE só se e ela nos momen os que p ecedem a a aliação, is o é, um en ol imen o momen âneo que só acon ece em unção da p oximidade da a aliação. Es e ac o e ela que os p o esso es, e a é mesmo elemen os da equipa da Di eção, a iam en e pe íodos de en ol imen o e pe íodos de alheamen o con o me a p oximidade da a aliação. Essa pe spe i a é con i mada pelo P o esso 3: “É assim, a ideia que nós emos é que de dois em dois anos (…), a expe iência que eu enho, a pe ceção que eu enho é que a ques ão da a aliação ex e na só en a, digamos assim, na o dem do dia, nas nossas con e sas, no assun o, digamos assim, quando ela se ap oxima e no momen o que ela es á aí, de es o, depois passa comple amen e ao lado, nem se pensa mais na a aliação ex e na, é só aquele pe íodo, no momen o em que a a aliação ex e na es á p esen e ou es á em ias de chega à escola, ali é que es á p esen e nas nossas cabeças, nas nossas con e sas, é um ema, na o dem do dia, dominan e, o es o, con esso que, não é ele an e pa a o nosso dia a dia, pa a as nossas p á icas, pa a o nosso quo idiano, não é ele an e. Po que, aqui, o que eu digo é que nós es amos emb enhados, es amos na nossa lu a diá ia pa a da mos as aulas o melho que podemos e sabemos, pa a e mos melho es esul ados e, po an o, que dize , odos nós já es amos imbuídos dessa a e a, não p ecisamos de es a à espe a de ecei as, não p ecisamos es a à espe a de conclusões, de ela ó ios de alguém ex e no a dize ‘ aça assim, aça assado, olha, es e esul ado não es á bom’, é e iden e que não.” (P o esso 3). No en an o, os p o esso es en e is ados que pe encem à equipa de au oa aliação mos am-se mais en ol idos com a AEE do que a p o esso a que não pe ence a esse g upo. Sob es a lógica, o ideal é que as a aliações in e nas ap oximem-se, cada ez mais, da a aliação ex e na, bem como, alcancem 117 odos os docen es da comunidade educa i a pa a que os e ei os e con ibu os sejam mais isí eis e p o ei osos, azendo ale dois dos p incipais obje i os des e ciclo de AEE: i) “a e i a e e i idade das p á icas de au oa aliação das escolas”, ii) “p omo e uma cul u a de pa icipação da comunidade educa i a” (Ab an es, 2018, p.15). A í ulo de exemplo, a P o esso a 1 explica que a p á ica de obse ação de aulas, po exemplo, já é ado ada na escola mesmo an es de con igu a como ob iga ó ia no 3ºciclo da AEE: “Que isso ambém já amos azendo ao ní el da supe isão pedagógica, nós já p omo emos isso en e pa es aqui no Ag upamen o, já amos assis i a aulas de ou os colegas que podem se do mesmo g upo disciplina ou não, podem se do mesmo ciclo de ensino ou não, exa amen e pa a isso, pa a pa ilha p á icas e, às ezes, p ocu a ou as me odologias que uncionam numa u ma pa a e se uncionam nou a e se esul am ou não, o obje i o é esse. (…) Sim, sim é a nossa p óp ia au oa aliação. Sim e semp e p ocu a um bocadinho mais e melho a .” (P o esso a 1). Além disso, é necessá io que a a aliação ex e na es eja, p og essi amen e, mais adap ada às condições locais de cada escola, le ando-se em conside ação que as a aliações ex e nas e es es, que endo ou não, já azem pa e do quo idiano de alunos e p o esso es. Cons a a-se que, “Cada escola possui uma his o icidade, ce a cul u a que in e e e nas suas o mas peculia es de planea , a ua e a alia suas escolhas e suas me as. In e e e ambém nas o mas como eage, esis e e consome esul ados das a aliações ex e nas. Es e habi us de e se le ado em con a, mas não pode se comp eendido como inexo á el. A cul u a ins i ucional a o ece ou despo encializa os p ocessos de mudanças que se impõem como necessá ios (independen emen e das lógicas que es ão imp egnados). Exa amen e pela ação das pessoas, es a cul u a pode se al e ada, desde que es as decidam se posiciona e encon em e/ou c iem espaços pa a se em ou idas e exe ce em o di ei o de pa icipação” (So di & Lüdke, 2009, p.163). O es emunho do P o esso 3 demons a que, embo a o 3º ciclo de AEE possua essa p eocupação, hou e um dis anciamen o en e o e e encial da AEE e as pe ceções dos p o esso es sob e o con ex o da escola e da comunidade educa i a: “essa his ó ia do pe cu so escola e do con ex o não sen i, absolu amen e nada, que osse uma p eocupação dessa a aliação, o que é pena po que é uma coisa que já es á, mais ou menos, in e io izada, nas discussões na á ea da educação e não sen i, com anqueza, não sen i isso, mas, ambém, pode e sido um e o meu de pe ceção, mas não sen i”. Dessa manei a, é necessá io que se a i me: “Ou o aspe o impo an e a e em conside ação é a necessidade de desen ol e , e es abelece , uma cul u a de a aliação na qual a in o mação ecolhida seja e e i amen e u ilizada pa a apoia e sus en a inicia i as de melho ia, es a égias ino ado as e medidas polí icas, an o ao ní el dos deciso es como ao ní el das escolas, assumindo-se como ins umen o de ap endizagem das escolas” (Sampaio, Figuei edo, Lei e & Fe nandes, 2016, p.43). Po isso, a a aliação ex e na em que, e e i amen e, se con igu ada como um ins umen o de melho ia escola e, pa a isso, as p á icas docen es em elação à a aliação ex e na são discu idas como um aspe o cen al, já que “(…) a AEE p omo e e incen i a uma cul u a de a aliação cen ada nos esul ados académicos, es ando es a associada à melho ia da qualidade da escola” (Sousa e al, 2016, p.262). Dessa manei a: “Há que se busca al e na i as que ajudem a ecompo es a si uação de análise p eca izada sob e a e icácia escola , de ol endo aos p o issionais da educação o luga de des aque que p ecisam e nes a cena, seja pa a explica 118 con ex ualmen e o que signi icam as medidas ob idas pelos alunos e que ajudam a compo os índices da escola, seja pa a p oduzi de modo conjugado com os demais a o es da escola um plano de ação pa a supe a os p oblemas iden i icados, assumindo a go e nança da escola. Pa icipa a i amen e da ida escola en ol e o sen i -se pa e, o aze -se p esen e na de inição dos des inos da escola, o comp ome e -se com p oje os de quali icação des a ins i uição.” (So di & Lüdke, 2009, p.157). Po essa azão, é essencial que o en ol imen o dos p o esso es nos p ocessos que es u u am a o ganização da escola es eja associado às mudanças que ão sendo implemen adas ao longo do empo, is o que as “mudanças não oco em po dec e o e menos ainda sem o en ol imen o dos a o es implicados no p ocesso” ( Ibid ., p.156). Po an o, “pensa a escola a pa i da p óp ia escola é ecoloca seus a o es em si uação p o agônica e comp ome ê-los, em sín ese, com uma causa comum, desen ol endo-lhes o espí i o de colabo ação pelo p incípio de co esponsabilização e coges ão” ( Ibid ., p.159). Assim, a segui , se ão ap esen ados e discu idos os aspe os e e en es às p á icas de ino ação cu icula dos en e is ados e o possí el impac o que o p ocesso de AEE pode p oduzi nas mesmas, a im de con ibui pa a a melho ia da ap endizagem nas escolas. 3.3. O impac o da AEE nas p á icas de ino ação cu icula Rela i amen e ao domínio P es ação do Se iço Educa i o exis em qua o campos de análise, um dos quais dizem espei o à O e a educa i a e Ges ão Cu icula , subdi idido em ês e e en es: i) O e a Educa i a; ii) Ino ação Cu icula e Pedagógica; iii) A iculação Cu icula . Nes a in es igação, um dos obje i os consis e em Analisa as mudanças que a AEE pode ge a nas p á icas de ino ação cu icula dos p o esso es , a im de da con a de uma das ques ões de in es igação, que ab ange, po sua ez, analisa Quais são as pe spe i as dos p o esso es em elação aos e ei os que a AEE pode causa nas suas p á icas de ino ação cu icula ? Nesse pon o, são discu idas as pe ceções dos en e is ados sob e as p á icas de ino ação cu icula e o 3º ciclo de AEE, já que nesse modelo um dos e e en es de a aliação é de e minado pela ino ação cu icula e pedagógica. Tendo em conside ação que “a ino ação não pode se ‘impos a’ ou ‘dec e ada’ [po que] é algo que susci a um aco do gene alizado” (Flo es & Flo es, 1998, p.93), os p o esso es da Escola A demons am que o 3º ciclo de AEE alo iza os p oje os que já acon ecem na escola, po isso, “Não oge mui o de ideias que nós já íamos endo nes e âmbi o, de alguns p oje os que amos endo na escola, pa icula men e, o P oje o Pilo o de Ino ação Pedagógica que lá ai alguns emas que são comuns e, en ão, alguns aspe os que são ap esen ados na a aliação nós já íamos azendo e já íamos deba emos sob e eles. O nosso p óp io p ocesso de au oa aliação ambém já es a a a encaminha pa a alguns pa âme os que ão e ido em con a na a aliação ex e na. Po an o, há aqui alguns aços que nós já es á amos a aça ambém.” (P o esso 2). Assim, o P o esso 2 assegu a o posicionamen o de Flo es e Flo es (1998, p.92) de que “(…) os p oblemas educa i os não podem se apenas esol idos po especialis as ex e io es à escola pois os p oblemas e as ci cuns âncias mudam con o me o empo e o espaço, ans o mando-se, ( e)cons uindo- se, pelo que se de em encon a espos as e es a égias de ação conc e as”. 119 No en an o, A P o esso a 1 e ela que o 3º ciclo de AEE não se ap esen a como uma p eocupação a ní el das p á icas docen es, con i mando o pon o de is a de So di e Lüdke (2009, p.159): “(…) a decisão de implan a p ocessos de AIP [A aliação Ins i ucional Pa icipa i a] em uma escola con ibui pa a que a comunidade local se o ganize e sis ema ize ações em p ol da qualidade, exe ci ando a i ula idade sob e seu des ino e sua ma ca iden i á ia”. Des e modo, segundo a P o esso a 1, a AEE não induz a mudanças ele an es nas p á icas docen es, po que a escola já inco po ou na sua o ina p á icas de ino ação cu icula e pedagógica, po exemplo: “Po que há mui as coisas que já azem pa e das nossas o inas, não é, nada do que es á lá ambém não é mui o no o, supe isão pedagógica nós já emos, p á icas de ino ação ambém emos, cu icula es e pedagógicas, en ol imen o dos pais ambém amos endo, pode não se pe ei o, mas são p á icas que já azem pa e das o inas do Ag upamen o, po isso, não p eocupa. (…) Não digo que depois não possa ha e um ajus e numa ou a si uação, mas já ai sendo p eocupação in e na aze essas mudanças. (…) Sim, po que a é lá [AEE] nós achamos que azemos o que é mais adequado e o que é supos o pa a que os alunos alcancem o sucesso p e endido.” (P o esso a 1). Em conco dância, o P o esso 3 e a P o esso a 4 exp essam que a AEE não e e impac o ou p o ocou alguma mudança em elação ao cu ículo e à sala de aula, conside ando que “não se a a apenas de pos ula mudanças no ní el das salas de aula. T a a-se de ap ende a pensa e agi na escala do es abelecimen o do ensino e isso pode aze oda a di e ença” ( Ibid ., p.162): “Since amen e, acho que não. Eles o am obse a aulas, az pa e do modelo, que eu saiba ambém, nesse pon o de is a, a a aliação deles oi posi i a. Mas, que eu saiba, as á ias a aliações ex e nas não êm ido g ande impac o … Po que, assim, nós, den o da escola, sabemos e iden i icamos, pe ei amen e, quando as coisas es ão a unciona bem ou es ão a unciona mal. Quando as coisas es ão a unciona mal en amos sabe , e acabamos po sabe , a escola acaba po sabe , po quê que, naquele momen o, uncionou mal. E, po an o, com oda a anqueza, não é a a aliação ex e na que nos ai chama a a enção pa a isso, a é po que eles es ão aqui ês ou qua o dias, eles eem meia dúzia de aulas. (…) Funciona udo bem? Não! Sabemos que não unciona udo bem. Há ali coisas pon uais que uncionam mal? Sim! Es ão localizadas? Es ão iden i icadas? Sim! Sabemos o po quê que es ão a unciona mal? Sim! Tudo isso se e i ica, apesa de e mos po ol a de 300 p o esso es do co po docen e e mil e al alunos, apesa de udo, já não alo o ag upamen o, o ag upamen o é uma coisa gigan esca que, pa a mim, semp e oi um e o a ques ão das ag egações. Mas, po exemplo, nes e edi ício, nes e espaço conc e o da escola secundá ia, podemos dize que é uma amília, lógico, sabemos pe ei amen e, iden i icamos pe ei amen e, emos pe ei o conhecimen o dos sí ios onde as coisas podem es a a não co e ão bem, po an o, pe gun as-me se a a aliação ex e na e e algum impac o, e e alguma in luência, al e ou alguma coisa? Não! Que eu saiba, não.” (P o esso 3). “Não, não ouxe impac o nenhum po que o p og ama é o mesmo, emos que da as mesmas coisas, emos que p epa a os alunos da mesma o ma pa a eles e em esul ados a ní el ex e no isso, pelo menos, na minha disciplina – as duas – que são disciplinas de exames. (…) Po an o, o exame e a a aliação ex e na condicionam udo, nes e momen o, enha quem ie , enha o que ie , mesmo es as coisas dos ciclos de a aliação es ão condicionados, po mais con eúdos que enha o dossiê que lança essa coisa, no undo, as escolas são a aliadas de aco do com os esul ados que êm.” (P o esso a 4). O Di e o da Escola B complemen a as decla ações dos P o esso es 3 e 4, deixando cla o que, e e i amen e, a ges ão cu icula não so eu al e ações em unção de uma a aliação ex e na, mesmo que o cu ículo seja “uma das dimensões p i ilegiadas da ino ação” e “um dos campos undamen ais de análise e ans o mação (de p ocessos e p á icas) sob e o qual ecaem ambém um núme o 120 signi ica i o de decisões e onde con luem inúme as a iá eis” (Flo es & Flo es, 1998, pp.83-84). Assim, o es emunho do Di e o cla i ica: “Não, não, não! A única coisa que acon eceu aqui em elação à A aliação Ex e na, como eu disse aqui, oi ei a uma eunião ge al de p o esso es, alguns dos painéis, p incipalmen e os in e nos, es amos a ala de p o esso es ou uncioná ios, e c., euni am en e si, mas, b e emen e, não uma coisa es u u ada ou in ensa, pa a a ina um bocado e pe cebe , um bocado, o que é que ia acon ece po que se não as pessoas caem ali de su p esa e, assim, ao menos êm a noção que é ‘is o, is o e ok’, a é pode dize ‘olha, se cai esse assun o eu alo, se cai aquele assun o alas u po que u é que sabes disso e u é que dominas’ e p on o, assim, uma pequena a iculação, mas, es amos a ala de uma coisa que não oi mui o in ensa, oi, azoa elmen e, incipien e. Embo a, saibamos que podia se ei a mui o mais in ensamen e e mui o mais (…) dou inan e, melho dizendo.” (Di e o ). Nesse mesmo sen ido, e conside ando que a “ e o ma e ino ação não são mudanças independen es, já que se de e minadas ino ações podem exigi uma e o ma, de e minadas e o mas podem exigi p ocessos de ino ação” (Flo es & Flo es, 1998, p.83), a P o esso a 1, quando ques ionada se pensa a em muda alguma p á ica em unção da inda de uma a aliação ex e na, esponde nega i amen e e explica que depois de se em di ulgados os esul ados da AEE é que pode iam pensa em alguma mudança consoan e as indicações da a aliação, se hou esse: “Uma agilidade mui o e iden e que nos aça, ealmen e, al e a ali a p á ica, mas não me pa ece que seja a a aliação ex e na que nos ai aze al e a aqui as p á icas que nós amos endo e que achamos que uncionam e que co em bem. (…) É mesmo isso, só se ealmen e o apon ado ali como uma agilidade no Ag upamen o e aí sim, aí e emos, ob iamen e, que aze algumas mudanças, não é?! Não podemos esquece isso.” (P o esso a 1). Conside ando que um dos indicado es do 3º ciclo de AEE ep esen a as “inicia i as de ino ação pedagógica” (Ab an es, 2018. p.25), a pe spe i a da P o esso a 1 con i ma o que So di e Lüdke (2009) apon am ela i amen e às mudanças nas p á icas pedagógicas dos p o esso es em unção da publicação dos esul ados das a aliações em la ga escala e, nesse caso, ambém, da a aliação ex e na, ou seja, os p o esso es ans o mam as p á icas, ge almen e, a im de melho a as no as e não an o com a p eocupação de melho a a ap endizagem. É impo an e conside a o que Pacheco e Ma ques (2015b, pp.11-12) já chama am à a enção: “A análise da ealidade cu icula da escola po uguesa dos ensino básico e secundá io, incluindo de igual modo a educação p é-escola , e ela que nem semp e as polí icas educa i as êm sido cla as no sen ido da p omoção da au onomia cu icula da escola, mesmo que os no ma i os sejam exube an es na ideia de que a escola é descen alizada, dispondo de au onomia pa a lexibiliza e con ex ualiza o cu ículo a a és de seu p oje o educa i o e dos seus planos de u ma. Face a polí icas ansnacionais indu o es de p á icas de p es ação de con as, a implemen ação do cu ículo em escolas sem au onomia e e i a em seguido, nos úl imos anos, uma abo dagem cen ada em es es, essencialmen e de inida pela abo dagem cen ada em esul ados e pela abo dagem cen ada em s anda ds , de que as me as cu icula es são a p e ensa ino ação cu icula pa a a alo ização do conhecimen o escola .” A endendo à cen alidade da escola nos p ocessos de mudança, é undamen al conside a que “a escola de e se enca ada como unidade es a égica undamen al dos p ocessos de ino ação, o que implica um apoio ao seu desen ol imen o o ganizacional, no que es a ideia ence a de emp eendimen o pa ilhado po uma equipa de p o esso es” (Flo es & Flo es, 1998, p.92). Dessa o ma, o es emunho 127 con as, no con ex o de uma cul u a de a aliação que alo iza, p incipalmen e, os esul ados, sendo que, mui as ezes, é assumida a a és de uma ace a de con olo que se e pa a iscaliza sis emas educa i os e, inclusi e, o p óp io quo idiano escola . Nes e sen ido, o campo da educação passa a se dominado pelas polí icas de accoun abili y que podem se lidas, no con ex o escola , a pa i de duas pe spe i as: a esponsabilização do p o esso e a cen alidade dos esul ados. Dessa o ma, a accoun abili y escola “ma e ializa-se” a a és das ideias de que o p o esso é o esponsá el di e o pelos esul ados escola es dos alunos e de que esses esul ados são cen ais pa a o desen ol imen o de um sis ema educa i o e icaz. Po isso, a accoun abili y escola es abelece e legi ima a compe i i idade en e as escolas, e seus a o es, que es á baseada numa cul u a numé ica, alo izando os ankings , bem como os esul ados de exames e es es, nacionais e in e nacionais, e a aliações ex e nas que p opiciam a adoção de um cu ículo único que deixa de conside a a plu alidade social em p ol da imposição de s anda ds de desempenho. No con ex o de polí icas de accoun abili y , di adas pela globalização, bem como pelo neolibe alismo, que sus en a os ideais do me cado no campo da educação, o am analisados os dois ciclos de AEE em Po ugal, bem como o modelo que p opõe o 3º ciclo, endo, ambém, em conside ação o cená io a ual da a aliação ins i ucional no B asil. A AEE é u o de um passado de polí icas públicas, implemen adas em Po ugal, que es a am di ecionadas pa a a melho ia da qualidade escola . O 1º ciclo de AEE em Po ugal deco eu de 2006 a 2011, endo sido a aliados mais de 1000 escolas ou ag upamen os. Os domínios des e ciclo de a aliação e am: Resul ados, P es ação do Se iço Educa i o, O ganização e Ges ão Escola , Lide ança, Capacidade de Au o egulação e Melho ia da Escola. A escala de a aliação inicia a-se com Mui o Bom e e mina a em Insu icien e. As equipas de in es igação possuíam apenas ês a aliado es, sendo dois elemen os ligados à Inspeção e o e cei o podia se um p o esso uni e si á io ou in es igado do ensino supe io . A isi a às escolas du a a, em média, de dois a ês dias e a me odologia de a aliação consis ia, basicamen e, em análise documen al e en e is as, em painéis, aos a o es da comunidade educa i a. Es e ciclo de AEE oi mui o ma cado pela alo ização excessi a dos esul ados académicos, isí el, aliás, na conside ação dos Resul ados como p imei o domínio, que in luencia a, de o ma di e a, as classi icações dos ou os domínios. Des e modo, a lógica da quan i icação e o peso dos esul ados o am os pila es essenciais desse ciclo de a aliação, con i mando as ideias, que o am abo dadas nes e abalho, de que os ankings e s anda ds de desempenho de e minam as elações de ensino- ap endizagem no in e io da escola. No en an o, a discussão ace ca da au oa aliação das escolas ambém é p omo ida e e idenciada no 1º ciclo de AEE, con igu ando-se, po ém, num deba e ainda mui o 128 incipien e em elação à impo ância da au oa aliação no p ocesso de a aliação ex e na, mesmo que as escolas i essem econhecido a AEE como um con ibu o pa a o desen ol imen o da au oa aliação. Rela i amen e ao 2º ciclo de AEE, es e ciclo co espondeu à consolidação da a aliação ex e na em Po ugal. De 2011 a 2017 o am a aliadas 812 escolas ou ag upamen os. No que diz espei o aos domínios de a aliação, hou e uma diminuição em elação ao ciclo an e io , cons i uindo-se como domínios do 2º ciclo de AEE: Resul ados, P es ação do Se iço Educa i o, Lide ança e Ges ão. A escala de classi icação incluiu mais um ní el, Excelen e. A equipa de a aliação e a cons i uída po ês elemen os, com as mesmas ca ac e ís icas do ciclo an e io . A me odologia incluiu a isi a à escola, que du a a de ês a cinco dias, e p opicia a a obse ação di e a do espaço escola , bem como a análise documen al e de in o mação es a ís ica elacionada ao pe il da escola, além das en e is as em painel e aplicação de ques ioná ios de sa is ação aos elemen os da comunidade educa i a. Assim, o 2º ciclo de AEE oi cons uído na con inuidade do ciclo an e io . Algumas mudanças o am es abelecidas, nomeadamen e na me odologia, com uma ab angência maio de écnicas de ecolha de dados, pa icula men e, na aplicação de ques ioná ios aos pais, alunos, docen es e não docen es, bem como em elação à escala de classi icação, com a inco po ação de um no o ní el de classi icação. Além disso, o ala gamen o do empo que a equipa de a aliação pe maneceu na escola oi um dos a o es mais econhecidos des e ciclo. No en an o, a diminuição dos domínios acabou po sup imi o espe ado p o agonismo da au oa aliação, legi imando a impo ância quase absolu a dos Resul ados, em unção dos ou os domínios e campos de análise da a aliação ex e na. Com e ei o, o p essupos o de melho ia das escolas, a a és da a aliação ex e na, é anco ado e legi imado pelas polí icas de accoun abili y, que são sus en adas pela esponsabilização e p es ação de con as. Po isso, os dois ciclos iniciais de AEE em Po ugal, embo a enham e guido o lema de melho ia da qualidade das escolas, acaba am po alida as endências de accoun abili y escola , econhecendo a impo ância cen al dos esul ados, numé icos ace à ele ância e cen alidade dos p ocessos de ensino-ap endizagem. O 3º ciclo de AEE oi di ulgado, em 2018, a a és de um ela ó io de um g upo de abalho, endo sido iniciado em 2019, p imei o, com uma a aliação-pilo o e depois com a sua gene alização, salien ando-se a au oa aliação como p incípio de p omo e a melho ia das escolas. Os domínios de a aliação des e ciclo são: Au oa aliação, Lide ança e Ges ão, P es ação do Se iço Educa i o, Resul ados. Rela i amen e à me odologia, a inclusão da obse ação de aulas passa a se um di e encial na me odologia de ecolha de dados. A escala de classi icação pe manece igual à an e io . Além disso, a 129 equipa de a aliação em, ago a, mais um elemen o, dois ligados à Inspeção, um docen e uni e si á io e/ou in es igado e, po úl imo, um especialis a da comunidade educa i a. O 3º ciclo de AEE ado a algumas mudanças signi ica i as em elação aos ciclos an e io es, algumas delas já ci adas an e io men e. No en an o, a inco po ação de um quad o eó ico-concep ual no documen o que p opõe o 3º ciclo é uma si uação no a, is o é, a a aliação ex e na não acon ece simplesmen e como um p ocedimen o bu oc á ico e impos o a a és de medidas polí icas, pelo con á io, é undamen ada em eo ias e es udos empí icos. A ab angência dos es abelecimen os de ensino engloba os de na u eza pública e p i ada, desde que es es enham con a o de associação com o Es ado. Realce ainda pa a obse ação da p á ica educa i a e le i a, a im de consolida os dados ecolhidos pela equipa de a aliação a a és de ou os ins umen os. São mui as as ca ac e ís icas que indi idualizam e ma cam a di e ença des e ciclo de AEE em elação aos an e io es. Toda ia, uma das mudanças mais no á eis, e que se epe cu em na discussão sob e o 3º ciclo, consis e no econhecimen o da au oa aliação como p incípio es a égico pa a a melho ia da escola, sus en ada pela a aliação ex e na. Po isso, o ac o de a Au oa aliação se um domínio p óp io é um dos pon os mais pe inen es des e ciclo, a o ecendo o diálogo e a complemen a idade en e a a aliação ex e na e a aliação in e na. En e an o, ainda não se pode pe de de is a o ac o de que a AEE con inua de inida po polí icas ansnacionais, bas an e ma cadas pela noção de accoun abili y . Po ém, a alo ização da Au oa aliação ace aos Resul ados é um ma co que es abelece as pe spe i as de alo ização de uma a aliação mais cen ada na capacidade de a escola se au oques iona e de p omo e medidas de ino ação do que na medição dos esul ados e na implemen ação de s anda ds . Assim, a impo ância das p á icas de ino ação cu icula o na-se undamen al pa a a melho ia da escola, al como é de endido no 3º ciclo da AEE. Conside ando que essas p á icas p essupõem o papel do p o esso e sua impo ância no p ocesso de ensino-ap endizagem, é de endida a cen alidade do aluno nes e p ocesso, além do des aque pa a o cu ículo, dado que é o espaço em que o p o esso pode desen ol e sua au onomia. No en an o, em empos de globalização e accoun abili y , com a de e minação de s anda ds de desempenho e enal ecimen o dos ankings , em que o p o esso é esponsabilizado di e amen e pelos esul ados dos alunos, a AEE de e cons i ui -se como um mecanismo de de esa das p á icas de ino ação cu icula , desen ol idas pelos p o esso es, que p omo em a melho ia do ensino e, consequen emen e, da ap endizagem dos alunos, e não como um ins umen o de ep odução da imposição e alo ização dos esul ados quan i a i os em de imen o das p á icas de sala de aula. 130 Dessa o ma, ou i os sujei os que i enciam quo idianamen e o su gimen o de no as medidas polí icas, bem como os p ocessos de a aliação ex e na, oi necessá io pa a analisa como esse cená io, po ezes abs a o, se o na eal na ida da escola e no abalho dos p o esso es. Po isso, nes e es udo op ou-se po da oz aos p o esso es pa a que os discu sos sob e a globalização, as polí icas de accoun abili y e a a aliação ex e na ossem comp eendidos a pa i das pe ceções dos sujei os, incluindo á ios p o esso es e um di e o de escola, a im de pe cebe quais são as suas in e p e ações em elação ao papel que os p o esso es desempenham nes e cená io. Ten ou-se pe cebe como os p o esso es es ão en ol idos, ou alheados, no p ocesso de AEE e se a AEE p o oca e ei os nas p á icas de ino ação cu icula , a pa i do inqué i o po en e is a. Os sujei os o am inqui idos ace ca de algumas emá icas que alice çam a discussão em o no da AEE e, consequen emen e, das p á icas de ino ação cu icula nes e con ex o. Tendo sido en e is ados p o esso es de uma escola que ainda não oi a aliada no 3º ciclo de AEE e p o esso es e di e o de uma escola que pa icipou como escola pilo o na implemen ação do 3º ciclo de AEE. Po isso, ela i amen e à accoun abili y escola , os en e is ados con i mam que a alo ização dos esul ados, quase semp e, se sob epõe ao p ocesso de ensino-ap endizagem e que os p o esso es são esponsabilizados po esses esul ados. Dessa o ma, econhecem que a p es ação de con as e os esul ados escola es in luenciam a p á ica docen e, conside ando a mudança na abo dagem do cu ículo em p ol de um ap o ei amen o de excelência nos exames e es es nacionais. Assim, quando os esul ados se o nam cen ais na ealidade escola , é es abelecida uma cul u a cu icula cen ada em indicado es posi i os. Des e modo, os ankings acabam po se alo izados pelas escolas, mesmo que os p o esso es econheçam que, quase nunca, são capazes de exp essa a ealidade daquele con ex o. Além disso, como já oi e e ido no quad o eó ico, os en e is ados a i mam que a alo ização dos ankings e esul ados a o ece a compe i i idade, em ce os casos, a i alidade en e as escolas. Nes e sen ido, e a im de esponde a uma das ques ões que undamen am a in es igação ealizada no âmbi o des a disse ação, oi necessá io comp eende de que modo os p o esso es es ão en ol idos/alheados no p ocesso de AEE. A pa i do ela o dos en e is ados, oi possí el pe cebe que os p o esso es mais en ol idos na AEE são os que pe encem à equipa de au oa aliação, a i mando as ideias e ocadas no quad o eó ico e pela análise documen al, de que a au oa aliação dialoga di e amen e com a a aliação ex e na, pelo que a au oa aliação de e se um p ocesso na u al e con o á el pa a os p o esso es, a im de p omo e o ínculo en e a AEE e, e e i amen e, a melho ia da escola. No en an o, o en ol imen o que se e i icou nos sujei os dá-se de o ma momen ânea, is o é, os p o esso es demons am en ol imen o com a AEE apenas nos momen os que an ecedem a a aliação e, 131 po isso, os pe íodos de en ol imen o e alheamen o são al e nados em unção da p oximidade com a AEE. Rela i amen e ao alheamen o à AEE, a p o esso a en e is ada, que não pa icipa da equipa de au oa aliação, mos ou-se mais dis an e do p ocesso, con i mando que se a au oa aliação o capaz de in e se a odos os p o esso es, po exemplo, consequen emen e a a aliação ex e na se á pe spe i ada como um mecanismo de melho ia escola . En endendo que os p o esso es se en ol em mais com a AEE no pe íodo an e io à p óp ia a aliação, é impo an e pe cebe se a AEE causa e ei os nas p á icas de ino ação cu icula . Desse modo, e de o ma unânime – dos p o esso es que ainda não i encia am o 3º ciclo de AEE aos p o esso es e di e o que já passa am po essa expe iência –, os en e is ados a i ma am que a AEE não in luencia as p á icas docen es, não p o oca mudanças a ní el do cu ículo e da sala de aula, bem como nas p á icas de ino ação cu icula , pelo menos nos momen os que an ecedem a a aliação. De ou o modo, o ac o de se ap oxima uma AEE não az com que os p o esso es al e em as p á icas de ino ação cu icula , a não se que, a pa i dos esul ados da AEE, seja mencionado que essas p á icas de em se melho adas ou al e adas, con o me os en e is ados. Embo a os en e is ados acei em o p ocesso de AEE, enca ando-o de di e en es modos e es ando en ol idos ou alheados, ambém de o mas di e en es, econhecem que a a aliação ex e na ainda não é su icien emen e ele an e a pon o de p o oca mudanças na ges ão do cu ículo e, consequen emen e, nas p á icas de ino ação cu icula . Consequen emen e, é necessá io ques iona a é que pon o a AEE é capaz de cump i o seu maio obje i o, is o é, a melho ia da escola, conside ando o ac o de que os p o esso es não a enca am como um p ocesso capaz de azê-los epensa as suas p á icas. O 3º ciclo de AEE az algumas mudanças signi ica i as pa a esse p ocesso, pelo menos no que indica o documen o que p opõe o modelo. A alo ização da au oa aliação apa ece conc e izada a a és de um domínio p óp io, além do ac o de que os esul ados já não igu am como o domínio p incipal da a aliação. Nesse sen ido, os sujei os des a in es igação indicam uma pe spe i a posi i a em elação ao no o ciclo, sa is ei os com a diminuição da alo ização do domínio Resul ados e espe ançosos de uma a aliação ex e na que alo iza mais os p ocessos e as p á icas do que os esul ados. Con i mando-se a ideia de que a escola p ecisa de se epensada a pa i dos e ei os da globalização, já que se cons i ui como exp essão de polí icas e cul u as de con e gência e pad onização da ealidade social, em que os p o esso es se ol am mais pa a a bu oc acia escola do que pa a as ap endizagens dos alunos, e os alunos o nam-se consumido es de ap endizagens ap essadas que obje i am a o imização dos esul ados, os esul ados des e es udo suge em que o en ol imen o dos p o esso es nas p á icas de AEE não pode depende da sua pe ença ou não a uma equipa de 132 au oa aliação e que as p á icas de a aliação in e na, incluindo a au oa aliação, em de in e se a odos os p o esso es e a o es da comunidade, pa a que a AEE seja uma p á ica econhecida como álida nas escolas e p incipalmen e como p incípio es a égico pa a a sua melho ia. Po im, es e es udo em algumas limi ações, nomeadamen e as que es ão elacionadas com o empo. Po se a a de uma disse ação de mes ado, com um cu o pe íodo de empo de e minado pa a a ealização da in es igação, admi e-se que o quad o eó ico de e ia e sido ainda mais abalhado e ap o undado, bem como as compa ações dos p ocessos de a aliação ins i ucional no B asil e em Po ugal. Além disso, a amos a de sujei os ainda não é signi ica i a e, po isso, não em a in enção de e a a uma ealidade ab angen e, a ando-se de um es udo explo a ó io com o in ui o de apenas le an a algumas pe spe i as dos a o es locais que ambém se con igu am como a o es globais. Po im, um a o que in luenciou o emen e a ealização da pesquisa em a e com o ac o de que o 3º ciclo de AEE ainda é mui o ecen e, po isso, pa e dos en ol idos nesse p ocesso, nomeadamen e, os p o esso es, ainda não se ap op ia am das pa icula idades desse ciclo de AEE. Reconhece-se que, em in es igações u u as, o ap o undamen o do quad o eó ico, bem como a ealização de es udos empí icos, a pa i de uma amos a mais ampla de sujei os e a a és da iangulação das écnicas de ecolha de dados, pe mi i á um ou o ques ionamen o da AEE. Po an o, é exp essa a ideia de que ainda há mui o a pesquisa nes a emá ica, p incipalmen e no que diz espei o às ealidades b asilei a e po uguesa. Po isso, é necessá io ap o unda a in es igação ace ca dos e e enciais de a aliação ins i ucional do ensino não supe io , que são assumidas no B asil e em Po ugal, e indaga que semelhanças e di e gências exis em nos dois con ex os. Além disso, é impo an e pe cebe se os p o esso es e os di e o es assumem esses e e enciais como mecanismos de mudança em o no dos esul ados escola es e das p á icas de ino ação cu icula , pelo que um es udo compa a i o, a pa i dessas duas ealidades, pode con ibui pa a a análise c í ica das polí icas de accoun abili y , em empos de globalização. 133 Re e ências Ab an es, P. (Coo d.). (2018). A aliação ex e na das escolas – p opos a de modelo pa a o 3.º ciclo de a aliação. Lisboa: Minis é io da Educação. A onso, A.J. (2012). Pa a uma conce ualização al e na i a de accoun abili y em educação. Educação & Sociedade , 33 (119), 471-484. A onso, A.J. (2011). Ques ões polémicas no deba e sob e polí icas educa i as con empo âneas: o caso da accoun abili y baseada em es es es anda dizados e ankings escola es. In M.P. Al es & J.M. De Ke ele (O gs.), Do cu ículo à a aliação, da a aliação ao cu ículo (pp. 83- 101). Po o: Po o Edi o a. A onso, A.J. (2009). 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Accoun abili y escola - Iden i ica que accoun abili y escola p essupõe a a aliação ex e na de escolas? - Conhece como são alo izados os esul ados escola es? - Conhece a impo ância a ibuída aos es es de ap endizagem? - Conhece de que modo é alo izada a compa ação dos esul ados en e escolas? - Como desc e e a sua escola ao ní el da p es ação de con as? - De que modo os esul ados escola es são alo izados na escola pelos p o esso es? - Que impo ância êm na a aliação dos alunos os es es de ap endizagem? - Os esul ados escola es da escola são compa ados a ní el local/ egional? - Os esul ados escola es da escola são compa ados a ní el nacional? - Como são lidos pelos p o esso es os ankings elabo ados anualmen e pelos meios de comunicação social? 10 a 15 minu os O p o esso pode desen ol e as ques ões colocadas, pelo que as pe gun as são pon os de pa ida A aliação ex e na - Iden i ica o conhecimen o sob e o p ocesso de a aliação ex e na das escolas; - Iden i ica o conhecimen o sob e o 3º ciclo de a aliação ex e na das escolas; - Iden i ica o g au de en ol imen o/alheamen o no p ocesso de a aliação ex e na - Como se p ocessa a a aliação ex e na das escolas? - Já ez (ou az) pa e equipa da equipa de au oa aliação de escolas? - Já pa icipou nalgum painel de a aliação ex e na das escolas? - Que conhecimen o em do 3º ciclo de a aliação ex e na das escolas iniciado em 2019? - Qual a elação que em com o p ocesso de a aliação ex e na na sua escola? 10 a 15 minu os O p o esso pode desen ol e as ques ões colocadas, pelo que as pe gun as são pon os de pa ida Impac o da AEE nas p á icas de ino ação cu icula - Iden i ica impac o da AEE na au oa aliação; - Iden i ica impac o da AEE na comunidade; - Iden i ica impac o da AEE em p á icas escola es; - Iden i ica e ei os da AEE em p á icas de ino ação cu icula - Que ipo de impac o em a a aliação ex e na na escola? Que ipo de impac o em a a aliação ex e na no cu ículo e na sala de aula? - Que p á icas escola es êm sido al e adas de ido à a aliação ex e na? 10 a 15 minu os O p o esso pode desen ol e as ques ões colocadas, pelo que as pe gun as são pon os de pa ida 144 Apêndice 2 En e is ado a – São 11h50 e nós iniciamos ago a essa en e is a. Que ia que o senho começasse alando sob e qual a disciplina que leciona, há quan o empo es á aqui na escola, que ca ac e izasse sua jo nada p o issional. P o esso 3– Ok! Tempo que es ou aqui? Há 15, 16 anos, sou do g upo das a es isuais e es ou a leciona geome ia desc i i a, po an o, p a icamen e especializei-me em da geome ia desc i i a que é uma disciplina ob iga ó ia pa a os alunos que equen am a opção de a es e é opcional pa a os alunos que es ão na á ea das ciências, no malmen e o pa de disciplinas que os alunos escolhem na á ea de ciências é ísica e química e biologia ou, en ão, ísica e química e geome ia desc i i a. Po an o, a biologia dá mais pa a os alunos que êm uma ce a o ien ação pa a a á ea da saúde ou da engenha ia biológica, aqueles alunos que – e são mui o a os, cada ez mais a os – já êm uma ideia, mais ou menos de inida e essa ideia é uma engenha ia ci il, uma engenha ia mecânica, ele o écnica, não p ecisa ão de biologia e a geome ia desc i i a que é, essencialmen e, design écnico, um design igo oso, é p e e í el, é uma mais alia pa a eles. Po an o, embo a seja do g upo das a es, posso da his ó ia da a e, posso da desenho, posso da educação isual, mas acabei po aze quase, en e aspas, uma especialização em geome ia desc i i a, po an o, acabo po se o i ula da cadei a de geome ia desc i i a aqui na escola. En e is ado a – Há quan o empo o p o esso leciona? P o esso 3– Desde 1991, po an o, es amos a ala de 28 anos. En e is ado a – Ob igada. O senho pode ia desc e e essa escola ao ní el da p es ação de con as? P o esso 3– Sim, eu acho que, p imei o, nós emos os mecanismos o mais que uma boa pa e das escolas, hoje em dia, já êm. Mecanismos o mais no sen ido de i às on es e p ocu a os esul ados, p ocu a as médias, p ocu a as axas e pe cen agens posi i as, nós es amos cons an emen e a aze , po exemplo, nesse momen o eu es ou, exa amen e, nes a a e a, es ou a pega os dados odos do segundo pe íodo, das pe cen agens posi i as às médias, desde o p imei o ciclo a é o 12º ano e es amos a aze um ela ó io que, habi ualmen e, azemos, com esse a amen o odo es a ís ico que, depois, é o necido aos depa amen os, aos p o esso es pa a se em analisados. Quando emos exames nacionais azemos, exa amen e, a mesma coisa, pegamos em odos os esul ados e elabo amos um ela ó io pa a que os p o esso es enham acesso aos esul ados da escola. Bem, a ideia que eu enho é que, de uma o ma gene alizada, as escolas em Po ugal já azem isso, já êm esse cuidado. Depois, o a amen o que é dado no in e io de cada escola é que pode assumi o mas e modelos di e en es, nós, po acaso, es amos a e e essa posição, es amos, nesse momen o, numa ase de e isão dessa posição, a é há pouco empo, segundo aquilo que eu consegui ape cebe a a és dos si es das páginas de cada uma das escolas da cidade X, é amos a única que publicá amos, esses ela ó ios e am disponí eis a quem quisesse consul a . Eu p ocu a a na página do ag upamen o D e não encon a a os esul ados po que, às ezes, po cu iosidade, gos a a de aze compa ações e não encon o os esul ados, azia a mesma coisa na página da escola C e ambém não encon a a, azia a mesma coisa na página do ag upamen o S e ambém não encon a a, nós é amos um dos poucos, mas es amos mesmo nessa ase de e isão, ou seja, nes e momen o, ques ionamos “se os ou os não azem, po que é que nós ha e emos de aze ?”, a é ago a semp e i emos uma polí ica de di ulgação, mas, es amos mesmo numa ase de 145 ques ionamen o, que dize , se os ou os não êm essa p eocupação, se não há uma ob igação legal de pô esses ela ó ios odos na ne , disponí eis pa a oda a gen e, que dize , “po que é que ha e emos de aze ? Po que nós ha e emos de e esse abalho?”, que, essencialmen e, essa ques ão em mui o a e com a logís ica da escola, o ac o de pô na ne ou não implica semp e alguma ques ão de ecu sos humanos po causa da página, a manu enção da página, essas coisas odas, ambém em mui o a e com isso, há uma al a eno me nas escolas de ecu sos humanos, não só ao ní el de uncioná ios, que se ou e mui o ala nas no ícias, mas, mesmo ao ní el de p o esso es e de ou os écnicos. As escolas acabam po unciona mui o na base da “ca olice”, ca olice é a exp essão que nós emos pa a dize que as pessoas ão azendo ainda po algum gos o em aze , pa a lá do seu ho á io ainda azem is o e depois ão pa a casa e ainda azem aquilo, po an o, mui as ezes é assim, nas escolas há semp e alguém que um im de semana ai pa a casa e em ez de es a com a amília es á ali a aze a página, a compo a página, in elizmen e é assim, em Po ugal é assim. Mas, po an o, nós emos uma es u u a mon ada, a al equipa de a aliação in e na, que az, exa amen e, o as eio de odos esses dados, az a ecolha desses dados e, depois, há uma elha discussão ambém que aqui na escola se em que é se a equipa de a aliação in e na … da qual eu aço pa e, o abalho ica po aí? Po essa ecolha? Que já é uma coisa exaus i a ou se de e ia, a pa i desses dados, a p óp ia equipa a da suges ões, a da conclusões que se isse, digamos assim, de o ien ações pa a o abalho dos p o esso es? É discu í el qualque um dos modelos, mas, a é ago a semp e se op ou po … os dados são en egues a cada depa amen o, cada g upo de p o esso es e, depois, são os g upos de p o esso es que, a pa i desses dados, e le em e i am conclusões que podem le a a mudanças de p á icas, essas coisas. Po que, os núme os po si só … e um núme o numa abela no excel diz alguma coisa, mas não diz udo, en ão mui as ezes nós depa amo-nos com “ui, es a média é baixinha, is o é ano mal, is o oge ao pad ão, oge, um bocadinho ao habi ual”, mas, depois, quando amos e uma lei u a mais ina ou amos ala com as pessoas que es ão en ol idas di e amen e ape cebe-nos di e amen e o po quê daquela no a, o po quê daquela média, o po quê daquela classi icação, “ah, a u ma em mui os p oblemas, mui os p oblemas de compo amen o”, se u epa a es e olha es pa a o pe cu so deles a é chega em aqui oi, ambém, um pe cu so mui o p oblemá ico, que dize , depois, encon amos, acilmen e … se olha mos só pa a o nume o, se olha mos só pa a o ela ó io, “ah, a coisa es á a co e mal, es a disciplina e não sei quan o”, mas, depois, analisando ao po meno … Vou da alguns exemplos, quando analisamos um caso conc e o, que eu conheço bem, que são os esul ados da disciplina de geome ia desc i i a, olhamos pa a a abela e com a disc iminação das médias de cada u ma e obse amos as u mas de ciências com médias em cada pe íodo le i o, é cons an e isso, 14, 15, 16 alo es, a mesma disciplina, quando obse amos a coluna das u mas de a es, às ezes chegam a no e, mui o mais baixa, chegando, inclusi amen e, es e ano, po exemplo, acon eceu de chega a média aos no e alo es. Po an o, a pa ida, is o sinaliza um p oblema, es á ali uma di e gência, po que em um de e minado pad ão numas u mas? Es e é um dos obje i os des es ela ó ios, nosso abalho é sinaliza o p oblema, daí a é nós i a mos conclusões só po que apa eceu no excel é mui o a iscado po que quando amos ala com as pessoas, nes e caso, eu conheço bem essa ealidade, nós pe cebemos que os alunos da á ea das a es esse esul ado é no mal, endo em con a o aje o deles, ou seja, os alunos de a es êm mui o maio es di iculdades enquan o que a disciplina de geome ia desc i i a, pa a eles, é, p o a elmen e, uma das mais di íceis, pa a os alunos de ciências a mesma disciplina, com o mesmo p o esso , as mesmas ma é ias, os mesmos es es, é uma das disciplinas mais áceis, eles dizem cla amen e “p o esso , is o 146 compa ado com ísica e química, compa ado com ma emá ica, geome ia é mui o mais ácil”, amos pa a os alunos das a es, eles dizem “eu nem sei se algum dia ou consegui aze geome ia desc i i a”, es amos a ala de alunos da mesma aixa e á ia, es amos a ala de alunos que êm o mesmo p og ama po que não são p og amas di e en es, de uma o ma ge al, aqui na escola B e i ica-se isso po que sou, p a icamen e, ao longo desses anos odos, o mesmo p o esso , po an o, mui as ezes es es ela ó ios ambém se em pa a pe cebe se há algum p o esso que enha alguma di iculdade do pon o de is a didá ico, da o ma como dá as aulas, às ezes dá pa a pe cebe isso. Mas, lá es á, olha pa a o núme o em si logo, a c u, na abela, não é su icien e, é p eciso, depois, i , in es iga , pesquisa , ala com as pessoas que es ão, di e amen e, en ol idas com aqueles alunos que i a am aquela classi icação e, a maio pa e das ezes, a explicação é ób ia, que dize , é na u al, digamos assim, com is o não que dize que nos de amos con o ma com elas, mas acaba po se na u al. En e is ado a – En ão, a cons i uição da equipa de au oa aliação, a aliação in e na, unciona pa a analisa esses dados es a ís icos? Recolhe e analisa de uma manei a mais es a ís ica? P o esso 3– Exa amen e, ecolhe e analisa de uma manei a global e depois o necemos aos depa amen os, aos p o esso es pa a que eles, depois, consigam, a pa i dessas chamadas de a enção, a pa i desses esul ados, jus i ica o po quê, a azão de aquilo acon ece e e le i sob e isso. Aliás, só pa a a ema a a ques ão da geome ia desc i i a, po que eu conheço bem, mas pode-se ex apola pa a ou as, isso que acon ece aqui na escola B, essa di e ença en e os alunos de ciências e os alunos de a es, acon ece ambém a ní el nacional, o jú i nacional de exames odos os anos publica um ela ó io com cen o e al páginas em que azem uma análise dos esul ados dos exames, aliás, de e es a po sai ou saiu há mui o pouco empo o ela ó io desse ano, de 2018, e eles cons a am ambém isso, no ela ó io deles em apa ecido, exa amen e, essa mesma e e ência que nós azemos em elação a geome ia desc i i a. A média nos exames, a ní el nacional, dos alunos de ciências em geome ia desc i i a anda pelos 14 e qualque coisa, a média dos alunos de a es anda pelos 9 e qualque coisa, po an o, con on ando os nosso esul ados com os esul ados a ní el nacional e i icamos que, de ac o, a explicação pa a aquilo que nós explicamos pa a um enómeno local é idên ica àquela a ní el nacional, mas, p on o, essas e lexões só azem sen ido se hou e esses núme os, se hou e esses ela ó ios. É assim, pa a ala com anqueza, há, ainda, uma ce a esis ência da pa e do co po docen e em elação a es es dados. En e is ado a – E a o que eu ia pe gun a , p incipalmen e em elação aos esul ados ex e nos? P o esso 3– Exa o, não só aos exames, não só aos ankings, mas ambém aos daqui po que há aquela pe ceção, como eu acabei de dize , de que quando os esul ados ogem do pad ão, são ano mais, e, na u almen e, aqueles que chamam mais a enção é quando são baixos, os ou os a gen e deixa anda , há, um bocadinho, a pe ceção de que as coisas são jus i icadas po na u eza, ou seja, se isso acon eceu po que hou e azões conc e as pa a que isso i esse acon ecido, po que aquele g upo de u ma não uncionou bem, po que o g upo de u ma, se calha , inha um conjun o mui o ala gado de elemen os que não que iam es uda , pe u ba am as aulas, há um bocadinho dessa pe ceção, há um bocadinho aquela ideia de que “ udo bem, são ela ó ios, são ela ó ios e a gen e olheia aquilo, mas isso se e p a quê? O que amos aze com is o?” po que há um bocadinho essa ideia de que quando acon ece qualque si uação ano mal ela, po si só, já es á jus i icada, que dize , já sabemos que hou e ques ões conc e as no uncionamen o desse g upo de u ma que le a am a que aqueles esul ados ossem maus, ossem nega i os, a ideia ge al é essa pa a os p o esso es “eu não p eciso de nenhum 147 ela ó io pa a me jus i ica aquilo que é ób io, aquilo que acon ece no dia a dia, nas aulas”. Ago a, eu, con udo, acho que con inua a se pe inen e que haja es e le an amen o es a ís ico, con inua a se pe inen e, apesa de, mui as ezes, eu du ida que ele enha e ei os, digamos assim, p á icos e conc e os, ou seja, consegui pe cebe , a a és de uma linha do empo, que a pa i do momen o em que saiu o ela ó io hou e um conjun o de medidas que o am omadas, que essas medidas, depois, ao longo do empo, o am, moni o izadas e, depois, deu aquele esul ado e aquele esul ado consis iu numa melho ia e e i a das coisas. Po an o, isso não es á a acon ece , is o não acon ece, isso, no malmen e, con esso que não acon ece. No en an o, eu con inuo a de ende que es es ela ó ios e es a ecolha de dados con inua a se impo an e po que ob iga-nos, cons an emen e, a acompanha o p ocesso e mesmo que depois de e emos esses pequeninos p oblemas, os ocos de p oblemas, e quando os analisamos, quando amos à p ocu a de uma espos a cheguemos à conclusão de que a espos a é na u al, é lógica, é ób ia, é e iden e, p on o, não há nada a aze , que dize , nada a aze é um bocadinho lamen á el dize is o, mas é o u o de oda uma aje ó ia. Po an o, mesmo que a gen e chegue a essa conclusão eu acho que não se pe de empo, a ecolha de dados é impo an e … As a es so em um bocado disso, po exemplo, odos os alunos que ão pa a a á ea de humanidades, nós, no secundá io, emos qua o g ande á eas – a es, humanidades, ciências e económico e social – hoje em dia, isso já acon ece ambém com as a es, mas eu acho que es ou a e pe ceção de que a á ea das humanidades es á a so e mais com isso, es á a se uma espécie de e ugo, que dize , uma escapa ó ia dos alunos acos, dos alunos com pio ap o ei amen o po que sabem que a á ea das ciências com as ísico-químicas e com as ma emá icas exigem mui o e, depois, êm uma aje ó ia p a ás do nono ano, oi a o, sé imo, mui as ezes com só nega i as à ma emá ica quase odo o pe cu so escola dos alunos oi com nega i a à ma emá ica, nega i as à ísico-química e, po an o, sabem ou de e iam sabe – po que emos alunos que, mesmo assim, ainda ão pa a ciências, é uma coisa absolu amen e inc í el, mesmo assim ainda emos alunos que se insc e em na á ea das ciências – e, po an o, sabem que ciências é complicado, económico e social ambém em ma emá ica aplicada às ciências sociais e, en ão, ou é a es ou é humanidades. Nas a es, não sei, ainda não es udei bem esse enómeno, mas pode e a e com a geome ia desc i i a que sejam um papão, um bicho de se e cabeças, en ão, as humanidades es ão, nesse momen o, as u mas de humanidade es ão a ecolhe os alunos mais acos, com pio esul ado, em e mos de passado escola e isso explica, um bocadinho, a dispa idade de núme os. O p óp io ela ó io do jú i nacional de exames ambém ai busca aqueles exames que são ei os po alunos de á eas di e en es, po exemplo, po uguês, oda a gen e az exame de po uguês no 12º ano, quem é que i a melho es esul ados? Bem, segundo a logica e ia que se os de humanidades, não, esses são os pio es. Quem i a melho es esul ados no exame de po uguês são os alunos de ciências e ecnologias, ou a ez, que dize , é a al ques ão de aze uma lei u a mais ina dos esul ados, se calha , e en ualmen e, alguém olha ia pa a esses esul ados e “ui, es a coisa es á a unciona mal em humanidades, ago a amos lá chama a enção dos p o esso es das u mas de humanidades”, não em nada a e com isso. Pode ia, e en ualmen e, ques iona podemos en ão di eciona pa a os alunos de humanidades, não pode íamos c ia uma es a égia di e enciada, mas como é que c iamos uma es a égia di e enciada quando emos, cons an emen e, a ques ão dos exames nacionais com um p og ama conc e o pa a da , com momen os especí icos pa a da essas ma é ias? Po an o, não há escapa ó ia possí el, aliás, po isso é que hoje es á mui o na o dem do dia a discussão da lexibilidade cu icula en ol ida com a a aliação ex e na de exames nacionais, eu acho que é incompa í el, 148 ancamen e, acho que é incompa í el. Acho que nes e mês de maio o IAVE, que é o ins i u o que az os exames nacionais, acho que ai aze uma con e ência em Lisboa em que um dos ópicos dessa con e ência, es á abe a a qualque pessoa, é esse “se á a lexibilidade cu icula compa í el com a exis ência de exames nacionais?”. Eu, ancamen e, a minha opinião pessoal é que é incompa í el. En e is ado a – Po que? P o esso 3– Po que a lexibilidade, no undo, dá a ideia de que nós de emos adap a os con eúdos e os p og amas ao g upo de u ma que nós emos dian e de nós, essa é a ideia. Mas, depois, como é que isso se con o ma com um exame que em um p og ama pad onizado, ob iga ó io pa a leciona ? Como é que é possí el? É emendamen e di ícil. Não sei, os eó icos dizem que, se calha , é possí el, do pon o de is a da didá ica, do pon o de is a da o ma como se ap esen am as coisas, mas, isso os p o esso es semp e ize am, ao longo do empo semp e ize am. Quando empos dois p o esso es os dois p o esso es não dão a aula exa amen e igual um ao ou o, cada um em sua o ma de abalha , e, de uma o ma ge al, eu acho que nós amos en ando adap a ambém ao empo e aos alunos que nós emos pela en e, ago a, não podemos ugi daquilo, em que da o p og ama, que dize , não há ou a hipó ese. Em geome ia desc i i a os meus alunos ambém êm exame nacional, eu gos a a de p olonga um pouco mais aquela ma é ia pa a e i ica que mais alunos consegui iam a ingi e eu não posso aze . Nós, que emos exames nacionais, odos os ins de semana, pelo menos comigo é assim, odo im de semana es ou a e o que é que eu dei, o que é que eu não dei, a p epa a as aulas assim e a lexibilidade não é isso, a lexibilidade é uma en a i a de adap ação, de mudança de pe cu so. Mas, como é que conseguimos compa ibiliza uma coisa com a ou a? Eu acho que é incompa í el, eu enho a ideia de que os esponsá eis ambém sabem só que elimina os exames nacionais c ia ia uma pe u bação social de al o ma que os esponsá eis polí icos não que em assumi esse ónus, po an o, não que em se os esponsá eis po elimina em os exames nacionais po que sabem que, do pon o de is a social e mediá ico, isso e a uma coisa emenda. En e is ado a – E como que os es es de ap endizagem, os exames nacionais, in luenciam na a aliação dos alunos aqui na escola? P o esso 3 – Pois, uma das coisas que nós en amos semp e obse a é a média nacional com a média dos alunos da escola e a di e ença en e a classi icação in e na, dada pelos p o esso es, e a classi icação que eles i am no exame e, po an o, isso udo, a a és dos ela ó ios é cons an emen e e le ido nos g upos e pode le a , po exemplo, no meu caso, le ou à mudança dos c i é ios de classi icação da disciplina. En e is ado a – Como que é essa di e ença en e médias aqui? P o esso 3 – Os exames, po eg a ge al, a no a do exame é semp e mais baixa do que a de equência eu di ia que, em e mos ge ais, se me êssemos odas as disciplinas den o do mesmo saco, anda semp e a ol a de ês, qua o alo es de di e ença. Po an o, a no a do p o esso semp e ês alo es acima da no a de exame, há semp e uma descida, o que ambém é na u al po que a no a de equência é uma no a que esul a da média de dois ou ês anos e, às ezes, a é dada po p o esso es di e en es po que i e am um p o esso no 10º e ou o no 11º. P imei o, há logo essa di e ença a no a de equência é a média de dois anos, po an o, acaba po se , mui as ezes, a média de onze, doze es es que ize am ao longo desses dois anos, se o em ês anos, como po uguês, mais. Po an o, o exame é o esul ado de um es e só, logo aí há aquela injus iça de compa a , o que nós compa amos é se a di e ença ní el nacional é igual a di e ença aqui na escola, po que já sabemos que o exame é pio que a equência e é no mal, o p óp io IAVE diz que isso é, pe ei amen e, no mal. A ques ão é: imaginemos que a di e ença a ní el nacional oi de dois 149 alo es e aqui na escola B oi de qua o alo es, isso é mo i o pa a e lexão, isso é analisado, isso é dado logo como uma chamada de a enção pa a e i ica isso. Ao aze em essa chamada de a enção o que é que pode le a ? Pode le a a uma mudança dos c i é ios de classi icação in e nos aqui da escola, po exemplo, a minha disciplina, ou ala num caso conc e o que é a minha disciplina, po que cada disciplina em os seus p óp ios c i é ios e alguns são um bocadinho mais ebuscados com umas ó mulas, mas, po exemplo, na minha disciplina a a aliação é ei a com duas g andes componen es, o esul ado dos es es, os ins umen os esc i os e, depois, a ques ão da pa icipação, do en ol imen o na disciplina, da p esença do ma e ial de abalho na sala de aula. Es as duas componen es êm pesos, pe cen agens, os es es, du an e mui os anos, aliam 80% na minha disciplina de geome ia desc i i a e a ou a pa e alia 20%. O que é que acon eceu quando eu comecei a e i ica que a di e ença en e a no a de exame e de equência es a a a aumen a ao con á io da nacional que se man inha es á el? As duas linhas, exames e equência, no malmen e mui os es á eis e aqui es á amos a e i ica que na escola B a equência [es a a] a subi ligei amen e e a média do exame dos nossos alunos a desce ligei amen e, po an o, a di e ença es a a a aumen a e eu p opus – ainda amos no segundo ano, pouco empo pa a e i ica se ai e esul ados p á icos ou não – aumen a a pe cen agem dos es es po que se es amos a compa a uma no a de equência com uma no a de exame, não deixa de se um es e, é um es e mui o impo an e. Eu pensei, desculpem lá, mas eu ou p opo aumen a a pe cen agem dos es es de 80% pa a 90% de o ma que os esul ados dos es es enham maio peso e com isso eu posso, e en ualmen e, es anca aquela subida da no a de equência, pelo menos pa á-la, de o ma que o di e encial com a no a de exame não á aumen ando. São soluções que êm que se es adas, êm que se expe imen adas, não há modelos pe ei os como é e iden e, odos nós emos essa consciência quando es amos a es a essas coisas sabemos logo, a pa ida, que nenhuma solução é pe ei a e, depois, em que e um ce o empo pa a analisa essas soluções. Mas é um bom exemplo de como pode al e a p á icas, nesse caso al e ei os c i é ios de classi icação no sen ido de equilib a , po que as médias nacionais são mui o impo an es pa a nós, ambém azemos mui as ezes a compa ação den o dos dados que emos, ambém gos amos de compa a den o da cidade. En e is ado a – Sim, e a o que eu ia pe gun a . Exis e alguma compa ação egional e local? P o esso 3 – Temos! Não sei se nas ou as escolas essa e lexão é ei a, mas aqui é. Aqui es amos, cons an emen e, a olha pa a as ou as ealidades, pa icula men e o ag upamen o D e a escola C, po que eu acho que o ag upamen o S em uma ealidade comple amen e di e en e, ou seja, is o é ou a ques ão que escapa às abelas excel, escapa aos núme os, que é a – não que ia chama a “ma é ia-p ima”, mas, às ezes, é a exp essão que sai logo – massa humana, ou seja, os nossos alunos êm um pe il conc e o, não são coisas abs a as, ap esen am um pe il mui o conc e o e mui o especí ico e o pe il do aluno do ag upamen o S eu acho que é mui o di e en e e a as a-se mui o do pe il do aluno daqui, da escola C e ag upamen o D e isso, acho que olhando pa a o esul ados dos exames, e i ica-se logo, acho que o ag upamen o S pa ece que es á nou o campeona o. Essa é ou a ques ão mui o in e essan e po que odos esses núme os, odas essas análises, essas coisas odas êm que se abalhadas. Po exemplo, nós chegamos a uma conclusão aqui, na escola, mas não é undamen ada, não esc e emos em ela ó ios, mas, quando se deu os ag upamen os a escola B ag upou com a escola N, com a básica N e com odas as escolas de p imei o ciclo e ja dins de in ância de uma sé ie de eguesias e aqui ao lado, mui o pe o daqui, se calha a é mais p óximo da Escola B do que N, a escola de L ag egou com o ag upamen o D. Enquan o não ha ia ag upamen os uma boa pa e dos alunos de L inham pa a a escola B, a pa i do momen o 150 que hou e a ag egação, hou e os ag upamen os, L como icou ligado ao ag upamen o D g ande pa e passou a i pa a o ag upamen o D po que e a a escola sede do ag upamen o. Nós sen imos logo um dec éscimo nos esul ados, po ia adminis a i a, po uma decisão me amen e adminis a i a e polí ica, “es a escola jun a-se com aquela, aquela jun a-se com aquela”, hou e logo, em e mos de esul ados, uma al e ação, os nossos esul ados caí am e nós sen imos, a é pa icula men e, na á ea das a es, po exemplo, hou e um dec éscimo acen uado po que os alunos o am logo o ien ados pa a o ag upamen o D, aliás, um esul ado p á ico disso oi que nós conseguíamos semp e na escola B ab i duas u mas de a es no secundá io, ínhamos alunos, ínhamos insc ições su icien es pa a isso, e o ag upamen o D só conseguia ab i uma, depois da ag egação, com di iculdade, ab ia uma u ma de a es. No momen o em que se dá a ag egação o ag upamen o D passa de uma pa a duas e nós passamos de duas pa a uma, é pa a e mos, depois, como os esul ados, mais uma ez, os núme os que se eem no excel êm mui a his ó ia po ás e, nes e caso, nós sen imos cla amen e, oi uma descida ní ida ao ní el da pe o mance dos alunos em a e com o pe il do aluno. Quando nos depa amos com as equipas de Inspeção, do Minis é io da Educação, essas coisas odas, o discu so deles é mui o boni o “ah, mas ocês êm que adap a e não sei o que. A pa i do momen o que ocês pe cebem que o pe il do aluno é di e en e, ocês êm que aze as coisas de manei as di e en es pa a e os mesmos esul ados”, isso é udo mui o boni o e é mui o di e en e e um aluno den o da sala de aula que em obje i os e que diz, po exemplo, a minha disciplina é essencial pa a a maio pa e dos cu sos das á eas das a es, usada como p o a especí ica, e é mui o di e en e e um aluno den o da minha sala que já em consciência pe ei a que ai e que e uma boa no a a geome ia desc i i a se quise e uma boa média de en ada pa a o cu so, ou e um aluno que, pu a e simplesmen e, es á na minha sala de aula apenas po que a lei diz que a escola idade é ob iga ó ia a é aos 18 anos e em que es a ali. É mui o di e en e! E, po an o, o pe il do aluno in luencia mui o os esul ados inais só que, lá es á, as abelas excel não dizem isso. En e is ado a – E a ní el nacional? Exis e ambém uma compa ação desses esul ados? P o esso 3 – Sim, sim! Não só nós compa amos com os ou os, e acho que a p á ica em sido gene alizada, e a o ma a é como os jo nais, hoje em dia, azem os ankings , essas coisas odas, cada ez mais, pelo menos alguns deles são mui o sé ios naquilo que azem, acima de odos O Público acho que az um abalho mui o sé io, nesse aspe o, o Exp esso ambém, mas o Público semp e oi mui o sé io naquilo que azia e há um dado no o dos úl imos anos que é uma no a ó mula, digamos assim, um no o c i é io pa a compa a os esul ados das escolas que é não compa a só, digamos assim, de o ma nua e c ua os esul ados de umas com as ou as, mas em a e com o con ex o socioeconómico, o al pe il do aluno, e compa a a e olução dos alunos desde o momen o que en am na escola a é o inal, ou seja, não compa a só o esul ado inal pa a dize “ah, essa escola e e média inal 12 e a ou a e e 14”, en ão a que e e 14 oi melho que a 12? Não! Ago a es ão a p ocu a ó mulas um bocadinho mais abalhadas em que, po exemplo, se e i ica se o aluno en ou já com 14 e saiu com 14, apesa de se melho essa no a dessa escola do que da ou a, eles ão dize “calma, isso não diz nada, amos e a ou a que e e pio esul ado inal” “ah, nessa que i ou pio esul ado os alunos en a am com 10 e saí am com 12”, en ão, segundo esses c i é ios, a que em 12 é que ai se melho que a que em 14. P on o, ambém pode não se a ó mula pe ei a ainda, eu ac edi o que odas elas êm p ós e con as, em mui a manei a de e as coisas, mas, lá es á, é mais um dado e eu acho que os ankings es ão a se ap oxima , cada ez mais, disso, dessa manei a de e as coisas, dessa pe spe i a. Po an o, es ão 151 melho es, de ano pa a ano no a-se que há uma e olução, dá-me a sensação que há um ce o cansaço da opinião pública em elação aos ankings , quando su gi am e a uma g ande no idade e ha ia uma eno me ape ência, uma ome inc í el pa a e os esul ados dos ankings , essas coisas e am mui o discu idas, dá-me a sensação que há um ce o cansaço po pa e da opinião pública, como se osse uma o ina os ankings , já não ão ali ao po meno , mas, po ou o lado, acho que os ankings êm indo a se abalhados cada ez melho . En e is ado a – E pelos p o esso es, ocê como p o esso , como que os ankings são lidos? P o esso 3 – De uma o ma ge al acho que ninguém é, po p incípio, con a a di ulgação desses esul ados. O que nós eagimos, um bocadinho, de uma o ma cé ica é, depois, a o ma como os ó gãos de comunicação social media icamen e i am conclusões, eles êm que esc e e um í ulo em le as g andes en ão, po exemplo, um í ulo ípico em le as g andes é “Colégios p i ados con inuam a se os melho es” essa é a g ande mache e, é o que chama a enção po que eles olha am pa a os ankings i am que nas 10 p imei as escolas, 9 e am p i adas, só uma que e a pública, en ão, isso causa um ce o abo ecimen o, no mínimo, esis ência, e ol a po que, lá es á, não es ão a e as ais lei u as inas po que nós sabemos que os colégios p i ados selecionam alunos e os públicos não selecionam alunos, os p i ados êm manei as de con o na , às ezes, si uações que nós não emos. Os p i ados, po exemplo, segundo aquilo que ou imos dize , chegam a e i a ca ga ho á ia de algumas disciplinas e a subs i uí-las po ca ga ho á ia das disciplinas que ão e exames, exa amen e pa a que na o og a ia saia bem, nós [escola pública] não conseguimos aze isso. Se nós decidíssemos “olha, ago a no 3º pe íodo os alunos não podem e mais educação ísica, em ez de e em educação ísica ão e geome ia desc i i a” pa a além de se uma ilegalidade, caía logo em cima a Inspeção, c ia a, ob iamen e, uma pe u bação mesmo, uma deso dem que ninguém acei a ia como é lógico, mas os colégios p i ados conseguem aze isso, êm manei as de con o na essa si uação, não sei se são legais ou não, mas odos nós já ou imos ala nisso. Po an o, a pe ceção que eu enho é que, po p incípio, ninguém é con a a di ulgação desses esul ados, dos ankings , o que nós achamos é que a exis ência de ankings le a a in e p e ações ou conclusões que são injus as, mas isso é a o ma como a comunicação social pega nelas, não é o ins umen o em si que é mau é a o ma como depois os ou os azem essa lei u a. E, de uma o ma ge al, acho que odos nós emos a enção a essas coisas, lemos quando saem os ankings , con e samos mui o na sala dos p o esso es, pelo menos aqui é essa a ideia que eu enho. En e is ado a – E ago a sob e a ques ão da A aliação Ex e na gos a ia que me dissesse como se p ocessa a AEE aqui na escola, al ez uma lei u a um pouco mais esumida dos ou os ciclos e pe ceções sob e esse 3º ciclo. P o esso 3 – Nos ou os [ciclos pa icipei] de uma o ma mui o supe icial, es i e mais en ol ido nes e úl imo ciclo. A ques ão é es a, a equipa que eio cá aze a a aliação ex e na, a equipa da Inspeção Ge al da Educação e Ciência, ez uma sé ie de elogios ao abalho que es á a se ei o aqui, aos mecanismos que nós emos, aos p ocedimen os que nós emos, mas chega a semp e a uma al u a da con e sa que se oca am nos esul ados inais. Aliás, numa p imei a eunião quando oi dado início a esse no o ciclo de a aliação ex e na algumas escolas, nomeadamen e, es a, o am con idadas pa a se em as p imei as a se a aliadas numa espécie, quase, digamos assim, de a aliação pilo o, um p oje o pilo o, az-se 152 semp e isso, seleciona-se um conjun o pequeno e, p on o, omos odos – ai aze ago a um ano, al ez – chamados a Lisboa pa a uma eunião com o Minis é io da Educação, com a equipa esponsá el do Minis é io da Educação, com elemen os da Inspeção Ge al da Educação e Ciência, e, po an o, nessa al u a oi-nos explicado os p ocedimen os e é eng açado que o discu so andou semp e a ol a de “in e essa-nos mais os p ocessos, não é o esul ado inal, não são os núme os inais, in e essa-nos pe cebe como é que as escolas es ão a abalha , qual é o es o ço que es ão a aze no sen ido de melho a os esul ados, que dinâmicas êm”. Logo na p imei a eunião quando chega aqui a equipa da Inspeção pa a aze a a aliação, logo na p imei a eunião, é nos di o “meus senho es, eu não sei se é do osso conhecimen o, mas hou e al e ações desde a eunião que ocês i e am em maio” e sublinha am logo “os esul ados são mui o impo an es, se não o em os esul ados como é que nós podemos a alia ? Que elemen os segu os e iá eis emos se não o em os esul ados? O esul ado inal é ex emamen e impo an e” e, po exemplo, uma coisa que pega am mui o oi no esul ado, po exemplo, de um exame de desenho dos alunos de a es oco ido há dois anos a ás e oi um esul ado mesmo mui o aco, nunca ínhamos ido um esul ado daqueles, a média nacional oi mesmo mui o baixa. Aliás, de e conhece um si e que é o In oEscolas que em esses dados, em essas es a ís icas e en ão obse a-se que a linha – quando selecionamos o exame desenho A – de pe cen il, ou seja, em cada ano indica a pe cen agem de escolas que ica am abaixo da nossa e abaixo das ou as consoan e a página que se es á a le , po an o, essa linha do pe cen il, de epen e, hou e um ano, oi 2016 ou 2017, se não me engano, que desceu a pique. Aquele ano desceu a pique, se não me engano, a escola B o esul ado, esse ano, oi 6%, ou seja, só 6% das escolas, ao ní el do país, i e am pio esul ado que a escola B, po an o, acima de nós 94% das escolas. Foi uma coisa a assalado a. Mas lá es á as ais lei u as, às ezes, os núme os não dizem udo e nós en amos a gumen a e dissemos “bom, isso em a e com a al his ó ia da ag egação, em a e com o pe il do aluno que mudou”, inha a e com um con ex o mui o conc e o daquele g upo de u ma e nós pa a chama mos a enção “ amos e que não é desenho, amos e , po exemplo, em his ó ia da a e. Es es mesmo alunos como é que i e am em his ó ia da a e? E amos e em geome ia desc i i a” embo a, em geome ia desc i i a, a média, o pe cen il es á dis a çado po que es ão lá os alunos de ciências, não es ão disc iminados po á ea, mas, lá es á, se o mos aze a lei u a mais ina, amos i a os de ciências, amos e o que é que esses mesmos alunos i e am em geome ia desc i i a, que dize , udo ba ia ce o, as no as e am acas, não e a só desenho, e a a desenho, e a a po uguês, e a a geome ia desc i i a. Os qua o exames que esse conjun o de alunos e e que aze odas elas [no as] e am acas, que dize , e e a e com aquele con ex o, mas, cla o, o que lá es á, es á lá, aquela linha, aquela descida ab up a, aquele núme o, aquele 6% oi isso que lhes in e essa a, os dias odos que es i e am aqui semp e a ba e no mesmo, semp e a ba e no mesmo, e am os esul ados, os esul ados, os esul ados … Po an o, hou e ali uma mudança, de um momen o pa a o ou o, em pouco mais de um mês hou e uma mudança comple a na o ma como eles abo da am o assun o connosco. P imei o: a ideia e a o p ocesso “nós sabemos que os esul ados êm mui as a iá eis e o que nos in e essa é o p ocesso”. Quando chegam cá, pa a a alia a nossa escola, esul ados, esul ados, esul ados e am mesmo mui o impo an e. En e is ado a – E os ou os domínios? Le ando em conside ação a au oa aliação, inclusi e. P o esso 3 – Sim, nisso omos semp e elogiados, i emos semp e excelen e classi icação, acho que i emos semp e mui o bom em odos os ní eis. Não ha ia absolu amen e nada a apon a na o ma de uncionamen o dos g upos, essas coisas odas, cla o, a eles in e essa mui o, semp e, e e idências, é um pala ão que en ou no [Document text truncated for crawler view.]