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O professor especialista de música na educação pré-escolar portuguesa e na educação infantil brasileira. Estudo de caso múltiplo

Author: Malotti, Ana Paula Ribeiro Cardoso
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/9e3cbf04-f1cf-4ccc-9544-dd46256b5c98/download
Ana Paula Ribei o Ca doso Malo i
O p o esso especialis a de música na
educação p é-escola po uguesa e na
educação in an il b asilei a. Es udo de
caso múl iplo
janei o de 2025
O p o esso especialis a de música na educação p é-escola
po uguesa e na educação in an il b asilei a. Es udo de caso múl iplo
Ana Paula Ribei o Ca doso Malo i
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Ana Paula Ribei o Ca doso Malo i
O p o esso especialis a de música na
educação p é-escola po uguesa e na
educação in an il b asilei a. Es udo de
caso múl iplo
janei o de 2025
Tese de Dou o amen o
Dou o amen o em Es udos da C iança
Especialidade em Educação A ís ica
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ma ia Helena Gonçal es
Leal Viei a
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho acadêmico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A conclusão des e abalho não se ia possí el sem o apoio, incen i o e o ien ação de pessoas que, de
di e en es o mas, con ibuí am pa a es a jo nada.
Ag adeço à minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ma ia Helena Viei a, pela acolhida, pela pa ilha,
pela con iança, e pela compe ência na o ien ação des e abalho.
Ag adeço aos p o esso es e p o esso as, coo denado es e coo denado as que – em empos de
pandemia – gene osamen e pa ilha am o seu empo e as suas expe iências o nando esse es udo
possí el.
Ag adeço aos amigos de semp e e aos amigos e i mãos que ganhei nes e pe cu so. A ossa amizade e
incen i o o am p eciosos!
Ag adeço aos meus pais, a quem dedico es e abalho, po oda comp eensão e apoio. De mui as
o mas ocês azem pa e des a conquis a! Amo ocês.
Ag adeço os conselhos p eciosos e o apoio incondicional da P o esso a Dou o a Ca olina Ribei o
Ca doso, po quem enho p o unda admi ação e o gulho de chama de i mã!
Às minhas ilhas Luisa e Ma iana. Ob igada po pa ilha em essa a en u a comigo! Amo ocês mais do
que udo!
Ao meu g ande pa cei o e incen i ado … não enho pala as que cheguem pa a ag adece . Sei que e
aleg as p o undamen e comigo pela conclusão des e p oje o. Leo, ob igada po es a semp e ao meu
lado!
O p esen e abalho oi ealizado com apoio de inanciamen o nacional pela FCT, Fundação pa a a
Ciência e a Tecnologia, no âmbi o da bolsa de dou o amen o de e e ência 2020.06281.BD.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho acadêmico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
O PROFESSOR ESPECIALISTA DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR PORTUGUESA E
NA EDUCAÇÃO INFANTIL BRASILEIRA. ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO
Resumo
As ins i uições de educação in an il (IEI) que a endem c ianças en e os 0 e os 5 anos de idade es ão a
o na -se, cada ez mais, um campo de ação pa a os p o esso es especialis as de música (PEM). Es a
ealidade não em isibilidade na li e a u a. Assim, es e es udo buscou in es iga como se dá a
p esença de PEM nas IEI nos casos de Po ugal e do B asil, e quais as con ibuições des es
p o issionais pa a a expe iência musical e o mação das c ianças. Os obje i os do es udo o am:
mapea a p esença de PEM nas IEI nos dois casos es udados; desc e e o pe il das IEI e dos PEM
a uan es; comp eende a concepção dos pa icipan es sob e os PEM e a sob e a sua o mação
p o issional; desc e e e a alia as a i idades e as con ibuições dos PEM pa a a expe iência musical e
o mação das c ianças. Foi desen ol ido um Es udo de Caso Múl iplo de abo dagem mis a, en ol endo
PEM e ep esen an es das IEI em Po ugal e no B asil. Os esul ados indicam que: a p esença de PEM
é uma ealidade signi ica i a no e i ó io dos dois países, que em IEI públicas, que p i adas, podendo
chega a se ês ezes maio nes as úl imas; os PEM êm sob e udo o mação supe io em música,
com maio p e alência no B asil; o ínculo labo al p edominan e é o de abalhado independen e em
Po ugal e o de con a o e e i o/ empo inde e minado no B asil; os PEM b asilei os es ão mais
in eg ados nas a ibuições das IEI ( euniões, planejamen o, a aliações) e os PEM po ugueses
abalham mais colabo a i amen e com as educado as; as a i idades com PEM são semanais, de 30 a
60 minu os, e o e ecidas o a de o ma in eg ada, o a opcional em ambos os países; o acesso às
a i idades com PEM, con udo, não é ga an ido com equidade em nenhum dos países; os PEM são
concep ualizados sob e udo pelas suas ca ac e ís icas pessoais e pela sua o mação musical
especí ica; os pa icipan es e o çam a impo ância da música na educação de c ianças dos 0 aos 5
anos e da a uação mais p o unda, especializada e in eg al dos PEM, p opo cionando o acesso a uma
a iedade de ins umen os musicais, a a i idades com in encionalidade e obje i os musicais, e a uma
expe iência musical mais sólida, di e si icada e quali icada; inalmen e os pa icipan es de endem a
necessidade de os PEM i em a e uma o mação p o issional, musical e pedagógica, especi icamen e
adequada a es a aixa e á ia.
Pala as-cha e: c eche e ja dim de in ância; educação in an il; educação musical; p o esso
especialis a de música.
i
THE SPECIALIST MUSIC TEACHER IN PORTUGUESE PRESCHOOL EDUCATION AND IN
BRAZILIAN EARLY CHILDHOOD EDUCATION. MULTIPLE CASE STUDY
Abs ac
Ea ly childhood educa ion ins i u ions (ECEIs) se ing child en be ween 0 and 5 yea s o age a e
inc easingly becoming a ield o ac ion o specialis music eache s (SMTs). This eali y is no isible in
he li e a u e. Thus, his s udy sough o in es iga e how he p esence o SMTs occu s in ECEIs in he
cases o Po ugal and B azil, and wha a e he con ibu ions o hese p o essionals o he musical
expe ience and educa ion o child en. The goals o he s udy we e: o map he p esence o SMTs in
ECEIs in he wo cases s udied; o desc ibe he p o ile o he ECEIs and o he SMTs; o unde s and he
pa icipan s' concep ion o SMT and o hei p o essional aining; o desc ibe and e alua e he ac i i ies
and con ibu ions o SMTs o he musical expe ience and educa ion o child en. A mixed app oach
Mul iple Case S udy was de eloped, in ol ing SMT and ECEI ep esen a i es in Po ugal and B azil. The
esul s indica e ha : he p esence o SMTs is a signi ican eali y in he e i o y o bo h coun ies, bo h
in public and p i a e ECEIs, and can be h ee imes highe in he la e ; SMTs ha e mainly highe
educa ion in music, wi h a highe p e alence in B azil; he p edominan employmen ela ionship is ha
o a sel -employed wo ke in Po ugal and ha o a pe manen /inde ini e con ac in B azil; he B azilian
SMTs a e mo e in eg a ed in he a ibu ions o he ECEIs (mee ings, planning, e alua ions) and he
Po uguese SMTs wo k mo e collabo a i ely wi h he educa o s; ac i i ies wi h SMTs a e weekly, om
30 o 60 minu es, and a e o e ed ei he in an in eg a ed way, o op ional in bo h coun ies; access o
ac i i ies wi h SMTs, howe e , is no gua an eed equi ably in any o he coun ies; SMTs a e
concep ualised mainly by hei pe sonal cha ac e is ics and hei speci ic musical aining; he
pa icipan s ein o ce he impo ance o music in he educa ion o child en om 0 o 5 yea s old and
he deepe , specialized and in eg al pe o mance o he SMTs, p o iding access o a a ie y o musical
ins umen s, o ac i i ies wi h musical in en ionali y and objec i es, and o a mo e solid, di e si ied and
quali ied musical expe ience; inally, he pa icipan s de end he need o he SMTs o ha e p o essional,
musical and pedagogical aining, speci ically app op ia e o his age g oup.
Keywo ds: nu se y and kinde ga en; ea ly childhood educa ion; music educa ion; specialis music
eache .
ii
ÍNDICE
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1
PARTE I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO ............................................................................................. 9
CAPÍTULO 1 – EDUCAÇÃO MUSICAL INFANTIL ........................................................................... 9
1 A educação in an il e a música em Po ugal e no B asil: con ex ualização do es udo................. 9
1.1 O sis ema educacional e espe i as no ma i as legais em Po ugal .................................... 9
1.1.1 C eche e Educação P é-escola : duas alências pa a a educação de in ância em
Po ugal ............................................................................................................................ 10
1.1.2 Núme o de ins i uições e c ianças a endidas: Po ugal .............................................. 12
1.1.3 A música no sis ema educacional a ual em Po ugal ................................................. 13
1.1.4 A música nas o ien ações cu icula es e a o mação docen e em Po ugal ................ 14
1.1.5 P o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação de in ância em
Po ugal: Es ado da A e .................................................................................................... 18
1.2 O sis ema educacional e espe i as no ma i as legais no B asil ....................................... 24
1.2.1 Educação In an il: c eche e p é-escola como p imei a e apa da educação básica no
B asil ................................................................................................................................ 24
1.2.2 Núme o de ins i uições e c ianças a endidas: B asil .................................................. 25
1.2.3 A música no sis ema educacional a ual no B asil ...................................................... 26
1.2.4 A música nas o ien ações cu icula es e a o mação docen e no B asil ..................... 28
1.2.5 P o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação in an il no B asil:
Es ado da A e .................................................................................................................. 34
1.3 O p o esso especialis a de música: pe spec i as in e nacionais ...................................... 43
1.3.1 P o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação in an il ................. 45
1.3.2 Desa ios de o mação e colabo ação ........................................................................ 49
PARTE II – METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO E ESTUDO EMPÍRICO ................................................ 53
2 CAPÍTULO 2 – METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO .................................................................. 53
2.1 Delimi ação do p oblema ....................................................................................................... 53
2.1.1 Obje i o ge al ............................................................................................................... 53
2.1.2 Obje i os especí icos .................................................................................................... 54
2.2 Abo dagens me odológicas in eg adas na in es igação ........................................................... 54
2.2.1 Pe spec i as quali a i a, quan i a i a e mis a ................................................................ 54
2.2.1.1 Abo dagem quali a i a ........................................................................................... 54
xi
ÍNDICE DE QUADROS
Quad o 1: Núme o de es abelecimen os de C eches e Ja dins de in ância em Po ugal, con inen e e
ilhas – 2019/2020 .......................................................................................................................... 13
Quad o 2: P incipais p oduções acadêmicas sob e música na Educação P é-escola em Po ugal ...... 19
Quad o 3: Núme o de es abelecimen os de Educação In an il no B asil – 2020 ................................. 26
Quad o 4: Le an amen o de eses e disse ações en ol endo p o esso es especialis as de música na
Educação In an il b asilei a ............................................................................................................... 35
Quad o 5: Le an amen o de eses e disse ações en ol endo p o esso es especialis as de música na
Educação In an il b asilei a ............................................................................................................... 36
Quad o 6: Sín ese Ques ioná io 1 - PEM ............................................................................................ 69
Quad o 7: Sín ese Ques ioná io 2 ..................................................................................................... 69
Quad o 8: Sín ese do Guião de En e is a 1 – PEM ........................................................................... 75
Quad o 9: Sín ese do Guião de En e is a 2 ...................................................................................... 76
Quad o 10: G elha de apoio pa a e isão sis emá ica ápida (le an amen o documen al) ................... 78
Quad o 11: Modelo de abela de equência (Tipos de IEI que con am com PEM) – Po ugal.............. 80
Quad o 12: Modelo de es u u a de ca ego ização pa a pe gun as abe as (Maio desa io como
p o esso es de música nas IEI) ......................................................................................................... 81
Quad o 13: Modelo de es a ís ica de subcódigos pa a pe gun as abe as (Maio desa io como
p o esso es de música nas IEI) – Po ugal ......................................................................................... 82
Quad o 14: Es u u a de ca ego ias: T ês dimensões implicadas na ques ão de in es igação ............. 86
Quad o 15: Es u u a e desc ição das ca ego ias com exce os ilus a i os – En e is as .................... 86
Quad o 16: C i é ios pa a o le an amen o documen al das p oduções acadêmicas .......................... 103
Quad o 17: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 1: ques ioná io) – Po ugal.................................. 110
Quad o 18: Faixa e á ia dos PEM pa icipan es – Po ugal ............................................................... 110
Quad o 19: Amos a das IEI ep esen adas (E apa 1: ques ioná io) – Po ugal ................................. 111
Quad o 20: Amos a de PEM pa icipan es (E apa1: ques ioná io) – B asil....................................... 114
Quad o 21: Amos a das IEI ep esen adas (E apa 1: ques ioná io) – B asil ..................................... 116
Quad o 22: Pano ama ge al da amos a (en e is as) – Po ugal ..................................................... 118
Quad o 23: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 2: en e is as) – Po ugal .................................... 119
Quad o 24: Amos a de coo denado es de IEI pa icipan es (E apa 2: en e is as) – Po ugal ........... 122
Quad o 25: Pe il das IEI ep esen adas – Po ugal ......................................................................... 124

x
Quad o 26: Pano ama ge al da amos a (en e is as) – B asil ......................................................... 128
Quad o 27: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 2: en e is as) – B asil ........................................ 128
Quad o 28: Amos a de coo denado es de IEI pa icipan es (E apa 2: en e is as) – B asil ............... 131
Quad o 29: Pe il das IEI ep esen adas – B asil ............................................................................. 133
x i
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1: Pe spec i a “quin ain” (elabo ado pela in es igado a a pa i de S ake, 2006, pp. 6–7) ...... 61
Figu a 2: Plano de in es igação: quin ain, casos múl iplos e unidades de análise in eg adas .............. 62
Figu a 3: Desenho da in es igação .................................................................................................... 64
Figu a 4: O le an amen o no es udo de caso ..................................................................................... 65
Figu a 5: Modelo de ep esen ação g á ica (Tipos de IEI que con am com PEM) – B asil ................... 81
Figu a 6: Esquema do p ocesso de ca ego ização ............................................................................. 85
Figu a 7: Rede de ensino das IEI ep esen adas – Po ugal ............................................................. 112
Figu a 8: Tempo de expe iência dos PEM na Educação In an il – B asil ........................................... 115
Figu a 9: Rede de ensino das IEI ep esen adas – B asil ................................................................. 116
1
INTRODUÇÃO
A his ó ia da educação in an il no mundo é ma cada po ans o mações sociais, cul u ais e
pedagógicas. Pode des aca -se: a impo ância dada à educação e cuidados no ensino da c iança na
An iguidade; a de esa da educação pa a odos – incluindo as c ianças - e ocada pela Re o ma
P o es an e; a e olução pedagógica de Comenius (1592-1670) e a undação do p imei o ja dim de
in ância po F oebel (1782-1852) na Alemanha do século XIX, que cons i uiu um impo an e um ma co
pa a a ins i ucionalização da educação in an il. O su gimen o dos espaços cole i os de a endimen o às
c ianças pequenas, como as c eches, em sua o igem associada a p oblemá icas sociais como a
pob eza e o abando (XVII-XVIII), e idenciando a ca ac e ís ica assis encialis a que po mui o empo
jus i icou a unção social desses espaços (Fe ei a & Viei a, 2021). Os ja dins de in ância (XIX-XX), po
sua ez, p econiza am uma maio a enção à á ea cogni i a e ao desen ol imen o in an il, essal ando
os obje i os pedagógicos. Em á ias pa es do mundo, especialmen e na Eu opa e nos Es ados Unidos,
a escola in an il su ge como espos a às necessidades e mudanças sociais (como a Re olução
Indus ial). No século XX, os a anços cien í icos na psicologia, na pedagogia e na sociologia
consolida am a educação in an il como uma á ea de es udo e in e enção essencial, econhecida como
c ucial pa a o desen ol imen o in eg al da c iança. A e olução da educação pa a c ianças de 0 a 6
anos de idade e le e as mudanças de concepções sob e a in ância, o desen ol imen o e o papel da
educação nos p imei os anos de ida. Con udo, ainda hoje a dico omia e a con luência das
pe spec i as educacional e assis encial essoam nos deba es sob e a educação in an il (Fe ei a &
Viei a, 2021; Fonseca e al., 2019).
A música é uma a i idade humana conside ada como ca ac e ís ica uni e sal p esen e em
odas as sociedades, épocas e cul u as, e cuja impo ância na ida de c ianças e adul os em sido
e e enciada po di e sos au o es, como e i icado po Boal-Palhei os (2014). An es mesmo do
nascimen o, as capacidades musicais já começam a se desen ol idas e p osseguem ao longo da ida
nas dimensões biológicas e sociocul u ais (Reynolds & Bu on, 2017). A educação musical em sendo
di undida como impo an e pa a odas as c ianças, e idenciada especialmen e a pa i do século XX
com o su gimen o das me ologias a i as cen adas na c iança.
O p esen e es udo si ua-se na con luência dos campos da Educação Musical e dos Es udos
da C iança. A educação musical in an il é uma á ea que em c escendo signi ica i amen e nos úl imos
dez a quinze anos e, segundo Young (2018), a expansão mais signi ica i a oi a ampliação da aixa
e á ia es udada, que passou a ab ange c ianças desde o nascimen o a é aos ês anos. Es e
2
c escimen o em sendo especialmen e impulsionado po uma iqueza de es udos expe imen ais. Ila i e
al (2021), po exemplo, des acam uma a iedade de pesquisas em que a a enção dada às a i idades
musicais na p imei a in ância, busca de e mina como essas a i idades podem in luencia di e en es
á eas da ida das c ianças (e ei o ans e ência de ap endizagem) e desen ol imen o nos p imei os
anos. Segundo Young (2018), a gumen os o iginados p incipalmen e nas eo ias do desen ol imen o e
neu ociência êm conside ando os p imei os anos de ida como singula men e impo an es pa a o
desen ol imen o das c ianças, ampliando, po an o, a a enção sob e es a e apa da ida. Numa
pe spec i a polí ica, esses a gumen os êm jus i icando a a enção, a p eocupação, os in es imen os e
as in e enções dos es ados-nação, in luenciando a manei a como as c ianças são en endidas e
a adas (Young, 2018, p. 9). A au o a ac escen a que, a ualmen e, a música em sido conside ada
como endo um papel undamen al na o mação das c ianças, jus i icando uma ‘u gência’ das amílias
e da sociedade po es imula as c ianças musicalmen e, mesmo que ainda não se enha e idências
consis en es sob e os possí eis bene ícios pa a o seu desen ol imen o ex amusical, e mesmo co endo
o isco de eduzi a educação musical a um meio pa a a ingi um ou o im ou obje i os não musicais
(incluindo ensino e ap endizagem ou as disciplinas), ao in és de se is a como in insecamen e
aliosa (Young, 2018; Cu ie a, 2007).
É no á el, en e an o, que em ha ido um o aumen o da p odução cien í ica ace ca da música
na p imei a in ância em di eção a explo ações mais na u alis as, holís icas e con ex ualizadas das idas
musicais das c ianças pequenas, ampliando olha es pa a além da pe spec i a do desen ol imen o e
conside ando os con ex os sociais e expe iências de ida das c ianças po meio de uma mul iplicidade
de olha es (sociologia, iloso ia, psicologia e neu ociência, musicologia, linguís ica e educação). Es as
pe spec i as con ibuem pa a o desen ol imen o des e campo de es udo, assumindo que bebês e
c ianças pequenas êm a capacidade de agi e in e agi na o mação de suas in âncias musicais
(Lage lö , 2015; Niland & John, 2016).
Obse ando, po an o, as c escen es pesquisas com en oque na música e na p imei a
in ância, o c escen e núme o de c ianças a equen a egula men e as Ins i uições de Educação de
In ância (IEI) e, as c escen es e idências da p esença de p o esso es especialis as de música (PEM)
nesses con ex os (Fe ei a & Viei a, 2021; Gomes, 2018; Gomes, 2015; Gluschanko ; 2008; Kiilu, 2011;
Röpke, 2017, en e ou os), o am des acadas, no p esen e es udo, as seguin es ques ões: Qual a
ealidade sob e a p esença de PEM nas IEI em di e en es con ex os? Qual é o pe il das IEI e
mo i ações pa a e um p o esso PEM a uando nesses espaços? Qual é o pe il dos PEM e po que
escolhe am a ua nesses con ex os? Como as c ianças es ão i enciando as a i idades musicais nos
3
con ex os em que há PEM? Dian e do expos o, oi de inida como pe gun a ânco a des a in es igação a
seguin e ques ão:
Como se dá a p esença de p o esso es especialis as de música nas IEI em Po ugal e
no B asil e quais as suas possí eis con ibuições pa a a expe iência musical e a o mação das
c ianças?
Nes e es udo, concebe-se a música com uma mani es ação humana com di e sas dimensões
e signi icados, esul an e de uma a i idade in e p e a i a e e i ada po meio do discu so simbólico e
pela in e ação social. Como algo i al, uma expe iência única que não pode se i enciada senão po
ela mesma. Po o mação das c ianças, en ende-se a o mação in eg al, aquela que oca as dimensões
musical, cogni i a, social, exp essi a, c ia i a, ísica, emocional. O in e esse do es udo p opos o de i a,
po an o, da minha p óp ia expe iência p o issional enquan o p o esso a de música a uan e na
Educação In an il, da minha aje ó ia acadêmica ca ac e izada pelo in e esse e desen ol imen o de
in es igação cien í ica com en oque nes a á ea e da comp eensão ace ca da impo ância da música na
ida e no desen ol imen o das c ianças.
A pa i dessas expe iências e obse ações, su gi am as inquie ações que en ol em as
polí icas públicas pa a a p imei a in ância (a manei a como as c ianças são is as e conside adas, e
como são concebidos os espaços e espos as educa i as), as polí icas públicas pa a a educação
musical nos con ex os educa i os (como essa linguagem a ís ica es á concebida nos documen os
no ma i os pa a a educação, em especial pa a a educação de in ância), e a o mação e a uação de
p o esso es ( an o a o mação musical dos p o esso es gene alis as, quan o a o mação musical e
pedagógica dos p o esso es de música, especialmen e aquela elacionada às especi icidades das
c ianças pequenas) (Ba os, 2024; Fe ei a & Viei a, 2019; Gomes, 2018; Schul z, 2013). Nesse
sen ido, a ealização do es udo no P og ama de Dou o amen o em Es udos da C ianças jus i ica-se pelo
seu oco especializado no campo da in ância.
A jus i ica i a pa a ealização do es udo de caso em Po ugal e no B asil undamen a-se, além
da co elação his ó ica en e os dois países, pela ap oximação e semelhança na o e a de a endimen o
pa a a p imei a in ância (que se ca ac e iza, de um modo ge al, pelo a endimen o a c ianças de 0 a 6
anos de idade
1
), pela agilidade nas polí icas públicas e o mação de p o esso es que ga an am um
abalho consis en e na á ea da música, especialmen e na Educação P é-escola e nos p imei os anos
do ensino básico, onde p edomina a a uação de docen es com o mação gene alis a. Além disso, o
es udo de caso com esses dois países ainda possibili a uma pe spec i a in e con inen al (sendo um
1
Em Po ugal e no B asil, a ma ícula na Educação P é-escola e na Educação In an il ( espec i amen e) só pode se ei a pa a c ianças a é os 5 anos de
idade. As c ianças que enham 6 anos comple os no a o da ma ícula de em se insc i as, ob iga o iamen e, na e apa educa i a seguin e. Po an o, nes e
abalho oi conside ada como e e ência pa a a aixa e á ia de a endimen o a idade das c ianças no momen o da ma ícula, ainda que es as enham a
comple a 6 anos de idade du an e o pe íodo que equen am a educação p é-escola .

4
caso no con inen e eu opeu e um caso no con inen e sul-ame icano), o que pe mi e e idencia como a
música es á sendo abalhada nas ins i uições de a endimen o à p imei a in ância em con ex os
geog a icamen e dis in os.
A educação musical no ní el p é-escola em Po ugal es á apa en emen e enquad ada como
componen e cu icula da educação a ís ica gené ica, a se desen ol ida p edominan emen e pelos
educado es de in ância, sendo que é possí el a a uação e apoio de docen es especializados em egime
de coadju ação (Dec e o-Lei n.º 344/90; Malo i & Viei a, 2021). Segundo San os (2014) es a
coadju ação a amen e acon ece, sendo es e um dos pon os e idenciados nes a in es igação. No
B asil, o ensino da a e, e, po an o, da música, ambém é concebido como componen e cu icula
(sem indicações cla as sob e sua o ganização no cu ículo) a se minis ada p edominan emen e pelos
p o esso es gene alis as ou unidocen es
2
, icando ao c i é io dos es abelecimen os escola es a
con a ação de docen es com o mação especí ica na á ea, sendo que pouco se sabe sob e es a
ealidade. Os es udos e as e idências sob e como a música es á a se abalhada nes a e apa da
educação es ão, em sua maio ia, elacionados com a a uação e o mação de p o esso es gene alis as e
educado es de in ância, e e elam que es es p o issionais não êm uma o mação musical adequada
e/ou não se sen em con ian es pa a desen ol e a i idades no campo da música, al como é ambém
e idenciando em con ex os in e nacionais (Bolduc & E a d, 2017; Eh lin & Gus a sson, 2015; Wiggins
& Wiggins, 2008).
Ao discu i a p óp ia concepção de “ensino especializado de música” em Po ugal, Viei a
(2014) apon a que o concei o de “especialização” pa ece es a cla o no e eno do senso comum,
especialmen e no que diz espei o à p o issionalização em di e sas á eas do conhecimen o. No ensino
da música, po ém, a au o a desc e e que a exp essão es á comumen e associada ao “ensino
minis ado em conse a ó ios e academias, em escolas pa icula es e coope a i as que o desen ol em
logo a pa i do 1º Ciclo do Ensino Básico” (Viei a, 2014, p. 64) - o que a au o a ques iona, po
conside a que a especialização é um enômeno que, em qualque á ea, só oco e mais a diamen e
(Viei a, 2014, pp. 71-72). Apesa da discussão sob e a a iculação do ensino especializado com o
sis ema ge al de ensino (Ribei o & Viei a, 2016), e sob e o ensino gené ico como possibilidade de
ge ação de opo unidades e democ a ização do acesso à ap endizagem musical (Viei a, 2009), o
ensino di o “especializado” pa ece pe sis i na en a i a de a i mação das “especi icidades” do ensino
da música, que êm passado ambém pela p óp ia especialização da o mação de p o esso es de
música pa a os di e en es amos nas décadas mais ecen es, o que pa ece na u al e desejá el, endo
2
São es es os p o issionais com o mação ge almen e em pedagogia e esponsá eis po minis a odas as á eas de conhecimen o p e is as nas
o ien ações cu icula es pa a a educação in an il e p é-escola , incluindo a música.
5
em con a a necessidade de o ma p o esso es que dominem as ma é ias que i ão leciona . No
en an o, es á po escla ece se essas especi icidades são ealmen e mais adequadas a ce as c ianças
do que a ou as, como a di isão em di e en es amos de ensino público da música (gené ico e
especializado) pa ece que e suge i . Viei a (2014) sublinha a exis ência de uma g ande ambiguidade
na de inição de um ensino especializado desde o 1º Ciclo do Ensino Básico, na di iculdade em cla i ica
quem são as c ianças que podem ou de em acede a esse ensino especializado, e como são
iden i icadas (Viei a, 2009). A esse p opósi o, sublinhe-se ambém o a igo de B i o e Viei a (2017) que
abo da a p oblemá ica dos modos de seleção dos alunos pa a as poucas agas o e ecidas a ní el
nacional pelas escolas públicas de ensino especializado de música. Quem equen a o ensino
especializado de música? Como se acede a esse ensino especializado? Em que consis e esse ensino
especializado e po que se designa dessa manei a? O que jus i ica as di e enças na o mação a ual de
p o esso es de música pa a o chamado “ensino gené ico” e pa a o “ensino especializado”, e que não
exis iam an es dos anos 80 do século XX? E a ha e di e enças, se á que se jus i icam na o mação de
c ianças pequenas?
Nes e momen o os p o esso es de música possuem uma habili ação p o issional especí ica
pa a a ua nas di e en es ins i uições e ní eis de ensino, como eco da Mo a (2014, p. 46): os que são
o mados nas Escolas Supe io es de Música e em á ios cu sos das Uni e sidades (p o esso es pa a o
ensino especializado de música) e os que são o mados nas Escolas Supe io es de Educação
(p o esso es pa a o ensino da Educação Musical no Ensino Básico ge al). Mas não es á cla o na
legislação que o p o esso de música coadju an e no 1º Ciclo da Escola gené ica, quando possa exis i ,
enha que se o p o esso o mado pa a o amo gené ico com o Mes ado em Ensino de Educação
Musical pa a o Ensino Básico (que p o issionaliza apenas pa a o 2º Ciclo – 5º e 6º anos), ou com
Mes ado em Ensino da Música pa a o amo especializado (que p o issionaliza pa a odas as idades a
pa i do 1º Ciclo – 6 a 9 anos), o que em le ado a que mui as ezes essa coadju ação seja ei a po
p o issionais com di e en es ipos de o mação (Ba os, 2024). O a, são es es concei os de escolas,
alunos e o mação de p o esso es “gené icos” e “especializados” que Malo i & Viei a (2021)
busca am ambém ques iona e es uda , à luz das p óp ias o ien ações legisla i as, no con ex o da
Educação P é-escola (PT) ou Educação In an il (BR).
A li e a u a b asilei a sob e educação musical (Bellochio, 2016; Figuei edo, 2005; 2013,
Penna, 2013; 2002; We le & Bellochio, 2009, en e ou os) apon a pa a um apa en e consenso no
qual o e mo p o esso “especialis a” de música é u ilizado pa a aze e e ência ao p o issional com
maio o mação especí ica nes a á ea do conhecimen o e com habili ação pa a a ua na Educação
6
Básica, ou seja, aquele que possui licencia u a em música. Es e e mo pe mi e di e encia os
p o issionais a uan es nes e con ex o de aco do com a o mação e a uação, ais como: os p o esso es
gene alis as ou unidocen es (aqueles com o mação em pedagogia e p edominan emen e esponsá eis
pelo cu ículo ge al), os p o esso es com o mação poli alen e em a es (múl iplas linguagens
a ís icas), ou os p o esso es com licencia u a especí ica em ou as linguagens a ís icas e que ambém
lecionam a componen e cu icula a e.
No âmbi o des e es udo – que discu e a educação musical no con ex o dos anos iniciais de
o mação, e mais especi icamen e, na e apa da educação de in ância, na qual p edomina a a uação de
um p o issional com o mação gené ica, esponsá el po abalha odas as á eas de conhecimen o –
assume-se o e mo “p o esso especialis a” pa a indica alguém que, di e en e do p o esso
gene alis a, em a sua o mação (e consequen emen e, a sua a uação) di ecionada pa a uma á ea de
conhecimen o especí ica como a ma emá ica, a educação ísica, ou a música.
Essas endências e mudanças cien í icas e cul u ais, jun amen e com a comp eensão da
música enquan o á ea de conhecimen o que possui especi icidades p óp ias, e o econhecimen o das
limi ações na o mação musical dos educado es de in ância, podem es a a impulsiona a a uação de
p o esso es especialis as de música nas c eches e p é-escolas que em Po ugal, que no B asil.
Jus i icam ambém a impo ância de es udos que discu em o papel música na p imei a in ância,
conside ando as mudanças sociais e ecnológicas, e as con ibuições de di e en es á eas do
conhecimen o e suas possí eis implicações pa a a educação musical.
O obje i o ge al des a in es igação oi, po an o, in es iga como se dá a p esença de
p o esso es especialis as de música nas IEI em Po ugal e no B asil e comp eende quais as suas
con ibuições pa a a expe iência musical e o mação das c ianças. Pa a isso, ques iona am-se os
p óp ios p o esso es de música e os ep esen an es das ins i uições pa icipan es. Apesa da c escen e
a uação de p o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação in an il, ainda há uma
escassez de dados que indiquem onde e como se dá essa p esença e a uação. Nes e sen ido, o es udo
pa iu dos seguin es obje i os especí icos: mapea a p esença de p o esso es especialis as de música
(PEM) nas ins i uições de educação in an il (IEI) em Po ugal e no B asil; aça um pe il das IEI e dos
PEM que a uam nessas ins i uições; desc e e como se dá a in eg ação dos PEM e das a i idades po
eles desen ol idas nas IEI; e idencia como e que ipo de expe iências musicais as c ianças es ão
i enciando nas IEI onde há PEM; conhece as concepções dos pa icipan es sob e o “p o esso
especialis a de música” e a sua a uação; e comp eende quais as con ibuições da p esença de PEM
pa a a expe iência musical e o mação das c ianças. Pa a a ealização des a in es igação, oi
7
desen ol ido um es udo de caso múl iplo de abo dagem mis a (quali a i a e quan i a i a) a a és de um
le an amen o explo a ó io com p o esso es especialis as de música e ep esen an es de ins i uições de
educação in an il. Os ins umen os u ilizados o am o ques ioná io e en e is as com p o esso es
especialis as de música e ep esen an es de IEI.
A ese es á o ganizada em 5 capí ulos. No capí ulo 1, pa a ins de enquad amen o eó ico,
são ap esen ados os con ex os dos casos es udados ao ní el da o ganização dos sis emas educa i os,
nomeadamen e a educação de in ância, o luga da música nas o ien ações cu icula es e como es á
p e is a a a uação de p o esso es especialis as de música nes a e apa da educação. São ap esen adas
ambém algumas pe spec i as in e nacionais sob e p o esso es especialis as de música e educação
in an il.
No Capí ulo 2 são ap esen adas as abo dagens me odológicas in eg adas na in es igação e
como as pe spec i as quali a i a e quan i a i a se alinham aos obje i os do es udo, jun amen e com o
pano ama eó ico que undamen ou e o ien ou a ealização do es udo de caso múl iplo. O desenho da
pesquisa (o ganizado em duas e apas), a cons i uição e alidação dos ins umen os de ecolha de
dados u ilizados, os p ocedimen os é icos e os p ocedimen os de análise de dados implicados na
in es igação são ambém ap esen ados nes e capí ulo.
O Capí ulo 3 desc e e o desen ol imen o do es udo empí ico, en ol endo a aplicação dos
ins umen os e p ocedimen os de cole a de dados, e a ca ac e ização da amos a de cada e apa
(p o esso es especialis as de música e ep esen an es das ins i uições que esponde am ao
ques ioná io e que pa icipa am das en e is as em cada país).
O Capí ulo 4 é dedicado à desc ição e análise dos casos. Os aspec os en a izados em cada
caso são: mapeamen o da p esença de PEM nas IEI; pe il das IEI e dos PEM; como se dá a o e a,
in eg ação e o ganização das a i idades musicais dinamizadas po PEM nas IEI; como as c ianças
es ão i enciando as a i idades musicais nas IEI onde há PEM; quais as concepções ace ca da
iden idade e da o mação p o issional dos PEM; e, po im, quais as possí eis con ibuições de um
p o esso especialis a na expe iência musical e na o mação das c ianças, na opinião dos
in e enien es do es udo.
No Capí ulo 5 são ap esen adas as conclusões ob idas a pa i do c uzamen o dos casos e do
con apon o com a li e a u a, as conside ações inais, as limi ações da in es igação e as suges ões
pa a es udos u u os. A pe spec i a p oje ada nes e abalho p e ende o e ece um con ibu o pa a a
comp eensão da ealidade sob e a p esença e a uação de p o esso es de música em IEI e as suas
possí eis con ibuições pa a a expe iência musical das c ianças a a és da “sis ema ização de dados
14
discen e
) e não p op iamen e enquan o educação minis ada po um educado
gene alis a ele mesmo
(ca ác e gene alis a da população
docen e
) – como o p o a a exis ência de um p o esso especialis a
de Educação Musical pa a odos os cidadãos ao ní el do 2º Ciclo do Ensino Básico, e a exis ência de
p o esso es especialis as no p óp io 1º Ciclo do Ensino Básico em algumas á eas, como é caso da
Educação Física (Malo i & Viei a, 2021).
A Educação P é-escola é enquad ada em Po ugal na modalidade de educação a ís ica
gené ica, que, egulamen ada pelo Dec e o Lei n.º 344/90, de ine como á eas: a música, a dança, o
ea o, o cinema e audio isual, e as a es plás icas. Segundo de inição no A igo 7.º, educação a ís ica
gené ica é aquela que “se des ina a odos os cidadãos, independen emen e das suas ap idões ou
alen os especí icos nalguma á ea, sendo conside ada pa e in eg an e indispensá el da educação
ge al” (Dec e o-Lei n.º 344/90 de 02 de No emb o). No ensino básico, a educação a ís ica gené ica é
minis ada em ja dins de in ância e em escolas de ensino egula de 1.º e 2.º ciclos como pa e do
cu ículo, ou seja, uma componen e cu icula a se minis ada pelo educado de in ância ou docen e
do ensino egula . A pa i do 2.º ciclo a música é assegu ada como disciplina (Educação Musical) a
se minis ada po docen es especializados de música pa a esse ní el e amo. No 3º ciclo do Ensino
Básico e no Ensino Secundá io, a educação a ís ica gené ica pode se o e ecida como disciplina
op a i a, a i idades na á ea escola , a i idades op a i as, e a i idades de complemen o cu icula , a
se em minis adas ambém po docen es especializados, de aco do com a á ea e a disciplina. Em
ou as pala as desc e e San os (2014):
a educação a ís ica gené ica é componen e p esen e nos ês ciclos do ensino básico: na p é-
escola é componen e de o mação ge al, con emplada na á ea de Exp essão e Comunicação
da qual azem pa e as exp essões mo o as, plás icas, e a musical em monodocência,
podendo se coadju ada po um p o esso especializado, o que na ealidade a amen e
acon ece. No 1º ciclo, as exp essões es ão in eg adas no cu ículo nas di e en es e en es:
musical, plás ica, ísico-mo o a e d amá ica, e cada e en e pode se ambém apoiada po um
p o esso especializado, o que ambém a amen e acon ece. No 2º ciclo, a Educação Musical é
disciplina in eg an e do cu ículo e az pa e da á ea da Educação A ís ica, sendo minis ada
po docen es especializados na á ea da Música. No 3º ciclo, a educação a ís ica p e ê o
ensino da música pa a 7º e 8º anos como disciplina opcional, ambém lecionada po p o esso
especializado. No ensino secundá io, a aula de música é de equência opcional; no en an o,
não se cons a a que alguma ez alguma escola secundá ia do país o enha o e ecido. (San os,
2014, p. 19)
1.1.4 A música nas o ien ações cu icula es e a o mação docen e em Po ugal
As limi ações da p epa ação dos docen es e educado es gene alis as pa a minis a em a
educação musical é mencionada num la go espec o de li e a u a nacional e in e nacional, en e an o,

15
pe pe uando-se sob e a cen alidade do “gene alismo docen e” como supos a on e de in eg ação de
sabe es. De a o, a educação musical das c ianças em idade p é-escola em Po ugal assen a nas
O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-escola – OCEPE (Minis é io da Educação, 2016), as
quais se con igu am como documen o no eado pa a o planejamen o e p á icas educa i as na
Educação P é-escola , e indicam que a ges ão do cu ículo, em odas as suas á eas, ica a ca go dos
educado es de in ância.
Nas c eches não ha ia a é ecen emen e uma egulamen ação cen al. No que diz espei o às
o ien ações pedagógicas, cada ins i uição de e ia elabo a e execu a um p oje o pedagógico em
consonância com os obje i os des a alência e com as ca ac e ís icas das c ianças (Po a ia no
262/2011 de 31 de Agos o), sendo as p óp ias OCEPE uma e e ência de alinhamen o pa a al.
(Minis é io da Educação, 2016, p. 4). As O ien ações Pedagógicas pa a C eche – OCP (Minis é io da
Educação, 2024), documen o o ien ado indispensá el e há mui o espe ado (Ca dona, 2017; Se ano
& Pin o, 2015) oi publicado em 2024 pelo Minis é io da Educação e o Minis é io do T abalho,
Solida iedade e Segu ança Social, no quad o do abalho in e minis e ial. Segundo o documen o, “(a)s
OPC isam apoia a qualidade das p á icas pedagógicas em c eche (0-3 anos), em es ei a a iculação
e coe ência com as O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-escola (3-6 anos), baseando-se nos
mesmos undamen os e p incípios da pedagogia pa a a in ância (0-6 anos de idade)” (DGE, 2024).
Tendo es e documen o sido publicado no pe íodo de conclusão des a ese, não oi obje o de e lexão
eó ica nes e enquad amen o.
Rela i amen e às OCEPE, Souza (2018) con ibui pa a o en endimen o sob e o documen o
igen e em Po ugal, apesa de não explo a especi icamen e a ques ão da música. No ex o das
OCEPE, o cu ículo é concebido de o ma mais ap oximada de uma pe spec i a expe iencial do que
uma pe spec i a p esc i i a, sendo uma e e ência pa a ge i o cu ículo. Ab ange ambém a noção de
“
expe iências não planejadas
”, conside ando que o ambien e educa i o a e a a c iança, an o de o ma
explíci a como encobe a. O que nos le a à necessidade de e le i não somen e sob e a música no
cu ículo, mas sob e a manei a como as a i idades musicais (e mesmo os p o esso es especialis as de
música) se ap esen am nes es con ex os, pois es as ca ac e ís icas não explíci as do cu ículo ambém
a e am as expe iências das c ianças.
As OCEPE es ão o ganizadas em ês á eas de con eúdo - Á ea de Fo mação Pessoal e
Social, Á ea de Exp essão e de Comunicação e Á ea de Conhecimen o do Mundo. A música in eg a a
á ea de Exp essão e Comunicação, no Domínio da Educação A ís ica, que “engloba as possibilidades
de a c iança u iliza di e en es mani es ações a ís icas pa a se exp imi , comunica , ep esen a e
16
comp eende o mundo. A especi icidade de di e en es linguagens a ís icas co esponde à in odução
de subdomínios que incluem a es isuais, jogo d amá ico/ ea o, música e dança” (Minis é io da
Educação, 2016, p. 6). É p essupos a ainda a in eg ação dos di e en es domínios e subdomínios
elacionando a música como componen e p esen e na dança, na linguagem e na educação ísica. Já
no subdomínio da música, é ecomendada uma abo dagem em con inuidade às emoções e a e os da
in ância, in eg ada nas i ências e o inas da sala já que
alo iza os in e esses e as p opos as das c ianças, no desen ol imen o de uma p á ica do
ou i , do “ aze ” música e do expe imen a e c ia música e ambien es sono os. P essupõe,
assim, uma p á ica sis emá ica e con ínua, com uma in enção especí ica, di ecionada pa a um
desen ol imen o p og essi o das compe ências musicais da c iança e o ala gamen o do seu
quad o de e e ências a ís icas e cul u ais (Minis é io da Educação, 2016, pp. 54–55)
Nesse con ex o, as OCEPE con emplam di e en es o mas de aze musical (audição,
in e p e ação, c iação, silêncio), disc iminação e p odução de sons (da na u eza, do co po, de
ins umen os) ampliação da cul u a musical (con a o com música de qualidade e di e en es gêne os
musicais, épocas e cul u as), desen ol imen o e u ilização a linguagem (de o ma exp essi a, com
imas, i mo, can o), c iação e imp o isação, en e ou os aspec os. Dois impo an es obje i os
p esen es no documen o, a “in encionalidade musical” ou “in encionalidade exp essi a-musical”, e
ap op iação de “sabe es ela i os à música”, pe mi em in e i que a música es á concebida como á ea
de conhecimen o, e como al de em se mobilizados elemen os e conhecimen os p óp ios des a
linguagem.
Segundo Fe ei a & Viei a (2019) a e isão e a ualização das OCEPE em 2016, que passou a
designa “Música” a á ea an e io men e chamada de “Exp essão Musical”, coloca o oco nas
compe ências especí icas des a á ea le ando a ques iona a o mação e p epa ação dos educado es, já
que a educação a ís ica na Educação P é-escola es á a ca go des e p o issional, como indica o
Dec e o-Lei n.º 344/90:
A igo 10
1 - Na educação a ís ica p é-escola , a sensibilização da c iança pa a o ensino a ís ico é ei a
pelo espec i o educado de in ância, semp e que possí el com o apoio de p o esso es
especializados, em colabo ação com os pais e enca egados de educação.
E ainda:
17
3 - O dispos o no núme o an e io não p ejudica a exis ência de componen es e o çadas de
educação a ís ica, a minis a po docen es especializados, nas escolas de ensino básico
egula do adas de condições pa a o e ei o. (Dec e o-Lei n.º 344/90 de 02 de No emb o)
En ende-se po docen e especializado aquele que em o mação “especial” ou “especí ica”
numa á ea, nes e caso, a música. A o mação e quali icação de p o esso es ou docen es especializados
pa a a lecionação em cada á ea da educação a ís ica, nos di e sos ní eis e ias de o e a é obje o de
egulamen ação ambém pelo Dec e o-Lei n.º 344/90 que, em seu A igo 33 disco e sob e o pessoal
docen e a espei o da educação a ís ica: “[o]s cu sos de o mação de p o esso es de em conside a as
especi icidades cu icula es p óp ias da Educação P é-escola e dos ensinos básico e secundá io”. Mas
não e e e com exa idão que cu sos de o mação de p o esso es são es es. En e ou as ques ões, o
A igo 34 indica que “o p o esso especializado do ensino a ís ico minis ado na Educação P é-escola
e nos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico pode apoia uma ou mais escolas, nomeadamen e em egime
i ine an e” e, que podem se c iados es a u os especiais pa a alguns ipos de docen es, no caso da
música, os de p o esso -conce is a e p o esso -composi o (Dec e o-Lei n.º 344/90 de 02 de
No emb o). Mais uma ez, es es a igos não escla ecem com exa idão se esse “p o esso
especializado” e á que se ob iga o iamen e o mado num Mes ado em Educação Musical ou num
Mes ado em Ensino de Música, que ambém o ma pa a a lecionação no 2º Ciclo, e que é o único que
o ma pa a o 1º Ciclo, o que é comp eensí el pois esses mes ados só o am c iados em 2014. O
c uzamen o en e os dois documen os legisla i os ainda não oi ei o, o que con ibui pa a a e e ida
ambiguidade ambém já es udada po Ba os (2024) no que e e e à o mação de p o esso es de
música pa a o 1º Ciclo do ensino básico. Conside a -se-á que o p o esso de Educação Musical do 2º
Ciclo pode á coadju a o p o esso gene alis a, ou que o p o esso especialis a de música
p o issionalizado pa a o 1º Ciclo se á o coadju an e ideal?
Ou seja, a música na Educação P é-escola em Po ugal es á enquad ada como componen e
cu icula da educação a ís ica gené ica, a se desen ol ida p edominan emen e pelos educado es de
in ância, sendo que é possí el a a uação e apoio de docen es especializados. De aco do com a Di eção-
Ge al da Educação “[a] componen e le i a na Educação P é-escola é desen ol ida po um/a
educado /a de in ância com as habili ações legalmen e p e is as pa a o e ei o. A pa icipação de ou os
p o issionais p essupõe uma ação a iculada que inclui euniões egula es de planejamen o e a aliação
com o/a educado /a do g upo, in eg ando-se na sua dinâmica e não pondo em isco o ca á e holís ico
do cu ículo.” (DGE, 2019b, i em 13). Os docen es especializados podem, pa adoxalmen e, e
o mações di e si icadas, não necessa iamen e ol adas pa a o ensino gené ico (Malo i & Viei a,
2021), apesa de nele pode em a ua .
18
Segundo San os (2014) e San ana & San ana (2014) a coadju ação de p o esso es
especialis as a amen e acon ece, pon o que é al o de análise com dados conc e os nes a in es igação.
Ou o ques ionamen o le an ado, pa a além das ques ões sob e a o mação musical dos educado es de
in ância é de que modo a o mação de p o esso es especialis as de música es á conside ando as
especi icidades pedagógicas e musicais p óp ias da educação de in ância, uma ez que a sua o mação
p o issionaliza pa a o 1º Ciclo. A ausência de dados o iciais sob e a a uação des e p o issional
po encialmen e coadju an e no abalho com música na educação de in ância pode pe mi i
suposições, mas não nos pe mi e desc e e com cla eza qual o pe il e a uação dos p o esso es
“especialis as” ou “especializados” de música que es ão a ualmen e a abalha na educação de
in ância (ou qual o pe il desejá el pa a es es p o issionais), an o nas ins i uições públicas, quan o nas
p i adas em Po ugal, o que se á e idenciado nes e es udo.
1.1.5 P o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação de in ância em
Po ugal: Es ado da A e
A p esença e a a uação de p o esso es especialis as de música (PEM) nas ins i uições de
educação de in ância é uma emá ica ainda pouco eco en e nos es udos em Po ugal. A pa i da
e isão das p oduções acadêmicas oi possí el cons a a que os abalhos encon ados sob e a música
na Educação P é-escola de i am p edominan emen e dos ela ó ios de es ágio dos cu sos de Mes ado
em Educação P é-escola e Mes ado em Educação P é-escola e 1.º Ciclo do Ensino Básico, e
disse ações de mes ado na á ea da educação cujos au o es são u u os educado es de in ância
(Malo i & Viei a, 2022a; 2022b). Esses documen os con igu am as p incipais e idências de como se
dá o abalho com música nes es con ex os.
Fo am encon ados poucos abalhos de Pós-g aduação na á ea da Música (mes ado ou
dou o amen o) com oco em c ianças de 0 a 5 anos, especialmen e sob e a a uação de p o esso es
especialis as nos con ex os de c eche e Educação P é-escola . Ao ní el das eses de dou o amen o e
mes ado acadêmico (cu sos não p o issionalizan es), sublinha-se a exis ência de 7 (se e) abalhos
pe inen es, conside ando as publicações a é o ano de 2020: ês eses ealizadas na á ea da Música
(duas em Ciências Musicais e uma na á ea da Didá ica
14
); e ês eses desen ol idas na á ea da
Educação e Psicologia; e uma disse ação de mes ado em Es udos da C iança, especialidade
14
Es e abalho, e e en e a um g au de dou o amen o ob ido em Espanha, incide no con ex o escola po uguês (Escolas do 1º Ciclo EB e Ja dins de
In ância de Po aleg e) e su ge como esul ado da consul a ealizada na pla a o ma RCAAP, cons ando no eposi ó io do Ins i u o Poli écnico de Po aleg e.
T a a-se de um au o-depósi o, ealizado pela p o esso a, po se docen e nes a ins i uição. A ese encon a-se associada às eses de dou o amen o. O
mesmo abalho encon a-se igualmen e deposi ado no eposi ó io da Uni e dad de Ex emadu a, onde oi de endida. A ese é de uma docen e do IPP e
es á no RCAAP pa a consul a.
19
Educação Musical. Esses es udos abo dam de alguma o ma o con ex o de Educação P é-escola ou
en ol endo c ianças dessa aixa e á ia, e êm o oco p edominan emen e nos aspec os do
desen ol imen o e da ap endizagem com a música como obje o de es udo cen al. Nem semp e es á
explíci o, mas as ca ac e ís icas indicam que os es udos podem e sido desen ol idos po p o esso es
de música.
A abela a segui eúne as p oduções acadêmicas conside adas de maio pe inência pa a
es e abalho. As eses e disse ações lis adas são o iundas especialmen e de cu sos de pós-g aduação
na á ea da música, que de alguma o ma discu em a ques ão da música no con ex o da Educação P é-
escola (e IEI), sendo que apenas um es udo abo da se ocupa de alguma o ma com a ques ão do
p o esso especialis a de música nesse con ex o.
Quad o 2: P incipais p oduções acadêmicas sob e música na Educação P é-escola em Po ugal
Tí ulo
Au o /ano
Tipo
Ins i uição
Teses de Dou o amen o em Cu sos ou Especialidade da Á ea da Música
The in luence o singing wi h ex and a
neu al syllable on Po uguese child en´s
ocal pe o mance, song ecogni ion, and
use o singing oice
Pe ei a, Ana Isabel
Lemos do Ca mo
(2019)
Tese de Dou o amen o em
Ciências Musicais
Uni e sidade No a de
Lisboa
A es é ica con empo ânea e a Educação
Musical da c iança. Uma in es igação-
acção sob e a ac ualidade da música
e udi a em con ex os a ís ico-
pedagógicos
Po o, Susana Ma ia
Maia
(2014)
Tese de Dou o amen o
Depa amen o de Didác ica
de la Exp esión Musical,
Plás ica y Co po al
Uni e sidad de
Ex emadu a /
Ins i u o Poli écnico
de Po aleg e
Pad ões í micos de locomoção de
c ianças com ês, qua o e cinco anos
em si uação de dança com música
g a ada
Rod igues, Paulo
Jo ge Fe ei a
(2012)
Tese de Dou o amen o
Ciências Musicais
Especialidade de Ensino e
Psicologia da Música
Uni e sidade No a de
Lisboa
Teses de Dou o amen o na Á ea de Educação e Psicologia
A ap endizagem musical e escola da
c iança: con ibu o pa a uma elação de
po encialidade
Ramalho, João
Paulo de Almeida
(2014)
Tese de Dou o amen o
Ciências da Educação
Especialização em
Me odologia Ge al do
Ensino
Uni e sidade de
Coimb a
Con ibu os da exp essão musical pa a o
desen ol imen o da consciência
onológica na Educação P é-escola
Ma os, Isabel Ma ia
Gomes Ga cia de
(2014)
Tese de Dou o amen o
Faculdade de Educação e
Psicologia
Uni e sidade Ca ólica
Po uguesa
Música bem empe ada na escola:
na a i as de ida na cons ução da
p o issionalidade de um educado
musical
Cunha, Ped o Filipe
Mo ais Dua e
A aújo
(2013)
Tese de Dou o amen o
Ciências da Educação
Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação
Uni e sidade do Po o
Mes ado (não p o issionalizan e) na á ea de Educação Musical
As canções de embala nos cancionei os
popula es po ugueses: suges ões pa a a
sua aplicação didác ica no ensina
Educação P é-escola
Raposo, Mónica
Mendes
(2009)
Mes ado em Es udos da
C iança
Especialidade: Educação
Musical
Uni e sidade do
Minho
Mes ado Ensino de Música e Mes ado em Educação Musical no 1.ª CEB
Nume o onía de Asche o na iniciação ao
saxo one: um es udo de caso
Pe ei a, Luís
Manuel Aze edo
Mes e em Ensino de
Música – Saxo one*
Ins i u o Poli écnico
do Po o

20
(2018)
Escola Supe io de Música
e A es do Espe áculo
Ap ende a comp eende melodia pela
di e sidade: uma expe iência de
audiação onal com c ianças em idade
p é-escola
Seiça, Ana Te esa
de Ascensão Sil a
Medina de
(2017)
Mes ado em Ensino de
Música*
Uni e sidade de
A ei o
A exp essão musical na Educação P é-
escola : um con ibu o de ma e ial
didá ico
Jaques, Gonçalo
Nuno dos San os
Quin ão
(2017)
Mes ado em Ensino de
Música*
Uni e sidade Ca ólica
Po uguesa
Música na p imei a in ância: Um olha
c uzado en e a expe iência de mãe e
p o esso a na c eche
Pin o, Ma a
Ca alho
(2016)
Mes ado em Ensino de
Música*
Depa amen o de
Comunicação e A e
Uni e sidade de
A ei o
Conce o co al no ensina Educação P é-
escola : es udo sob e a p omoção da
educação ocal na in ância
Gomes, Fe nando
Ma ques
(2015)
Mes ado em Ensino de
Educação Musical no
Ensino Básico*
Ins i u o Poli écnico
de Se úbal
"An es da es elinha b ilha ": abo dagem
p epa a ó ia ao olume I do mé odo
Suzuki pa a ioloncelo em c ianças en e
os 3 e os 5 anos
Gomes, So ia
Ma ga ida E mida
(2015)
Mes ado em Ensino de
Música*
Uni e sidade Lusíada
de Lisboa
Um p oje o comuni á io no Cen o Social
de São Tiago de Lobão
Anacle o, Joana
Ca a ina Al es
(2014)
Mes ado em Ensino de
Música*
Depa amen o de
Comunicação e A e
Uni e sidade de
A ei o
Iniciação ao iolino pa ilhada po pais e
ilhos
Fe ei a, So ia
Leand o
(2012)
Mes ado em Ensino de
Música*
Depa amen o de
Comunicação e A e
Uni e sidade de
A ei o
"Pianando": es udo me odológico de
iniciação ao piano em Po ugal
Almeida, Sónia
Bas os Gomes de
(2011)
Mes ado em Música pa a o
Ensino Vocacional*
Depa amen o de
Comunicação e A e
Uni e sidade de
A ei o
Despe a pa a o ioloncelo: o wo kshop
enquan o e amen a pedagógica
Leono , Ta iana
Ma alda Es e ão
(2011)
Mes ado em Música pa a o
Ensino Vocacional*
Depa amen o de
Comunicação e A e
Uni e sidade de
A ei o
*Nenhum des es abalhos pode ia ou de e ia legalmen e oca -se na Educação P é-escola . Apesa da incong uência legal, es a seção é conside ada mui o
signi ica i a ao mani es a um in e esse c escen e nes a e apa educa i a.
Os abalhos na á ea de Ciências Musicais discu em: a in luência do can o com ex o e sílaba
neu a no desempenho ocal, no econhecimen o de canções e no uso da oz can ada de c ianças
po uguesas en e 4 e 9 anos de idade (Pe ei a, 2019) e os pad ões í micos de locomoção de c ianças
com ês, qua o e cinco anos (Rod igues, 2012). O abalho no campo da didá ica discu e uma
p opos a de inclusão da música e udi a con empo ânea e educação musical em con ex o de ja dim de
in ância e 1º. Ciclo do EB (Po o, 2014).
A eses de Educação e Psicologia discu em: elações en e a ap endizagem musical e escola ,
compa a i amen e com a língua ma e na e a ma emá ica - es udo ealizado com c ianças de dois
ja dins de in ância (Ramalho, 2014); os con ibu os de um p og ama de exp essão musical pa a o
desen ol imen o da consciência onológica na Educação P é-escola , com c ianças de cinco anos
21
(Ma os, 2014); e, escapando à endência dos demais es udos, Cunha (2013) abo da a
p o issionalidade docen e de educado musical na Educação P é-escola e no 1.ª CEB. (Cunha, 2013).
O au o in es igou os pe cu sos de ida e concepções de ês ‘educado es musicais’ - os quais
conside a an o os p o esso es de música quan o os educado es de in ância e p o esso es do 1.ª CEB.
U ilizando na a i as au obiog á icas, p ocu ou iden i ica a o es con ibuin es e cons i uin es pa a a
cons ução das suas p o issionalidades. Do pon o de is a eó ico, disco e sob e a p o issão docen e e
iden idade p o issional.
A disse ação de Mes ado em Es udos da C iança, especialidade Educação Musical,
co esponde a um abalho que en ol eu a ecolha de canções po uguesas, elabo ação de suges ões
didá icas e a análise de o ien ações cu icula es pa a a Educação P é-escola (Raposo, 2009).
Os ela ó ios de Mes ado em Ensino de Música e Mes ado em Educação Musical no Ensino
Básico
15
, co espondem aos ela ó ios de es ágio de cu sos de p o issionalização docen e especialis a
em música pa a os con ex os de Ensino Básico e Secundá io, os quais não con emplam
p o issionalização na Educação P é-escola . Es a seção ap esen a um conjun o de dez (10) ela ó ios
que desc e em p á icas pedagógicas ou componen es in es iga i as ealizadas em con ex o p é-escola
ou com c ianças em idade p é-escola em ou os con ex os, em ez de nos ní eis de ensino dos g upos
de ec u amen o que compe em
16
aos ciclos de es udo no âmbi o dos quais o am ealizados. T a a-se,
po isso, de um núme o mui o eduzido de ela ó ios.
Cinco abalhos o am desen ol idos com c ianças em idade p é-escola em con ex os
a iados como conse a ó ios e cen o comuni á io: Pe ei a (2018) isou comp eende o enômeno da
u ilização da Nume o onía de Asche o no ensino e ap endizagem de saxo one em idade p é-escola ;
Gomes S. (2015) e e po obje i o p oblema iza , pa indo de uma con ex ualização pedagógica, a
abo dagem p epa a ó ia ao Volume I do mé odo Suzuki pa a ioloncelo em c ianças en e os 3 e os 5
anos no con ex o de conse a ó io; Anacle o (2014) ela a um P oje o Comuni á io desen ol ido com
um g upo de c ianças en e os 2 e os 5 anos e um g upo idosos, sob a ideia da música como agen e
social, p omo endo elações en e as duas ge ações; Fe ei a (2012) p ocu ou ap o unda a discussão
ace ca do en ol imen o pa en al na ase inicial da ap endizagem de iolino, po c ianças em idade p é-
escola . Almeida (2014) ealizou um inqué i o a p o esso es de piano em Po ugal, pa a in es iga as
15
Independen emen e de a iações de nomencla u a em cada ins i uição, op ou-se pela designação dos ciclos de es udo de aco do com a indicada no
Dec e o-Lei nº 79/2014 de 14 de Maio.
16
O G upo 250 (do 2º Ciclo do Ensino Básico) no caso do Mes ado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, e os “G upos M” (dos ês ciclos do
Ensino Básico e do Ensino Secundá io) con o me desc i os na Po a ia nº 693/98 de 3 de Se emb o e indicados no A .º 4.º do Dec e o-Lei n.º 79 de
2014 de 14 de Maio e na alínea (3) aplicada ao Mes ado em Ensino de Música na epublicação do Anexo do e e ido Dec e o-Lei cons an e na Decla ação
de Re i icação n.º 32/2014 de 27 de Junho.
22
suas p incipais linhas de a uação no domínio da pedagogia das iniciações com c ianças em idade p é-
escola .
Cinco abalhos o am desen ol idos em es abelecimen os de Educação P é-escola como
c eches e ja dins de in ância: Seiça (2017) desc e e de um p oje o educa i o desen ol ido numa IPSS,
que p ocu ou es uda a capacidade de iden i icação de es u u as melódico- onais po c ianças em
idade p é-escola a a és de mé odos exclusi amen e senso iais; Jaques (2017) eco eu à elabo ação e
a aliação de um manual de 12 jogos e a i idades ealizadas pelo p o esso de Exp essão Musical,
endo como obje i o auxilia o p og esso das c ianças do con ex o p é-escola , conc e amen e nos
ja dins de in ância; Pin o (2016) co esponde ao ela o de expe iência de um p oje o de sessões de
música que a au o a desen ol eu com a p óp ia ilha e com ou as c ianças os ca o ze e os in a e seis
meses em con ex o de c eche; Gomes, F. (2015) desen ol eu um p oje o de in e enção que consis iu
na p epa ação e ealização de um conce o de música em co o, com c ianças dos 3 aos 5 anos de
idade numa IPSS, a aliando os e ei os des a in e enção no desen ol imen o musical e ocal das
c ianças; Leono (2011) e e po obje i o es uda o impac o de um wo kshop de iniciação ao ioloncelo
ealizado em um colégio e di ecionado a c ianças com idades comp eendidas en e os 3 e os 10 anos
de idade, incluindo u mas de p é-escola .
A e isão das p oduções acadêmicas sob e p o esso es especialis as de música em Po ugal
p i ilegiou os abalhos desen ol idos nos cu sos de música ou ealizados po p o esso es de música
em á eas a ins, como Educação. Os es udos e e idos são o iundos p incipalmen e dos cu sos de
Ciências Musicais e Educação (no caso das eses de dou o amen o), sendo a maio incidência de
abalhos sob e p ocessos cogni i os e de desen ol imen o, com a oco ência de uma ese sob e a
emá ica da docência. São e e idos ambém ela ó ios de es ágio de u u os p o esso es de música
ealizados nos cu sos de mes ado que p o issionalizam pa a a docência nes a á ea. Os cinco ela ó ios
de es ágio desen ol idos em con ex o de Educação P é-escola (c eche ou ja dim de in ância) incidem
sob e emá icas a iadas como aspec os pedagógicos, desen ol imen o cogni i o e musical e iniciação
ao ins umen o. Os ela ó ios de es ágio desen ol idos com c ianças em idade p é-escola e ou os
con ex os incidem p incipalmen e sob e a emá ica de ap endizagem ins umen al.
As p incipais azões pa a a ealização dos es ágios no con ex o p é-escola são a exis ência
de o mação p é-escola no con ex o de es ágio do(a) es agiá io(a) e, po ezes, a sua ação p o issional
já desen ol ida em con ex o p é-escola an es da equência do ciclo de es udos p o issionalizan e. O
núme o eduzido de abalhos na Educação P é-escola pode jus i ica -se po que nenhum dos
mes ados que o mam p o esso es especialis as de música (pa a o ensino ge al e pa a o ensino
23
especializado) p o issionalizam pa a es e ní el de ensino. Apesa da incong uência legal, es a seção é
conside ada mui o signi ica i a do pon o de is a his ó ico e cu icula , anunciando a o ça de u u o do
cu ículo p a icado ace ao cu ículo legislado, ao mani es a um in e esse c escen e dos es agiá ios,
dos o ien ado es das ins i uições de ensino supe io , dos p o esso es coope an es das escolas e dos
di e o es de cu so sob e o abalho com música no con ex o p é-escola .
A ques ão da coadju ação de p o esso es especialis as de música na Educação P é-escola
ainda é uma emá ica pouco eco en e nos es udos, sendo mais equen emen e abo dada no con ex o
do 1º Ciclo do ensino básico (Fe ei a, 2022; Fe ei a, 2017; Lei ão, 2021). Des aca-se, po ém, dois
ela ó ios de Mes ado em Educação P é-escola e Ensino do 1ºCiclo do Ensino Básico que i e am
como obje i o analisa a a uação educa i a no âmbi o da Exp essão Musical na Educação P é-escola ,
eco endo à opinião dos p o esso es de Exp essão Musical des a aixa e á ia, enquan o especialis as, e
às educado as de in ância de á ios ipos de es abelecimen o de ensina Educação P é-escola
(Rebocho, 2012; Ve íssimo, 2012). Esses ela ó ios desen ol idos po u u as educado as de in ância
apon am ambém pa a a p esença de p o esso es especialis as na Educação P é-escola e suge em
algumas p opos as pa a a conc e ização do abalho em pa ce ia en e esses p o issionais, en e eles:
p esença das educado as de in ância nas sessões dinamizadas pelo p o esso de música, dando
con inuidade às a i idades ealizadas du an e a sessão; a iculação das sessões ealizadas pelos
p o esso es de música com o abalho das educado as de modo que p opo cionem a
in e disciplina idade; e ainda, p o esso es de música de e ão e le i e planea com as educado as
con ibuindo assim pa a complemen a a o mação nes a á ea (Rebocho, 2012; Ve íssimo, 2012).
Des e modo, essal a-se a ele ância de in es igações que pe mi am conhece e le i sob e a p esença
de PEM nas IEI em Po ugal e os p ocessos de coadju ação nesses con ex os.
30
quan o às c ianças de 0 a 3 anos de idade. As au o as o e ecem um pano ama sob e a cons ução do
concei o e campo do
cu ículo
e sua implicação pa a a Educação In an il, ao mesmo empo que
apon am os impo an es documen os nacionais que êm sendo p oduzidos no B asil pa a es a e apa
da Educação Básica. As duas úl imas décadas do Século XX o am signi ica i as pa a o deba e e
inicia i as pela educação das c ianças pequenas no B asil, a en ando pa a o lado educa i o e
a as ando-a do ca á e assis encialis a. As au o as a gumen am a a o de uma comp eensão mais
ampla do cu ículo, e sus en am a sua cons ução com base em p ocessos cole i os en ol endo
c ianças, p o esso es, amílias, ges o es e abalhado es da educação, a pa i da comp eensão de que
mui as ozes compõem os p ocessos educa i os. Sendo assim, as discussões sob e a o ganização da
música na Educação In an il, a é mesmo sob a u ilização da nomencla u a
cu ículo
nes a in es igação,
pa em des a comp eensão mais ampla do concei o pa a e le i sob e como em sido cons uída a
iden idade da á ea (música na educação in an il), e de que manei a êm sido le adas em conside ação
as di e en es ozes en ol idas no p ocesso educa i o, incluindo as c ianças.
Quem pode ou de e minis a o ensino de a e, especialmen e da música, no sis ema
educacional b asilei o é um ema que demanda a enção. A LDB 9394/96 indica em seu A . 62 que:
[a] o mação de docen es pa a a ua na educação básica a -se-á em ní el supe io , em cu so
de licencia u a plena, admi ida como o mação mínima pa a o exe cício do magis é io na
educação in an il e nos cinco p imei os anos do ensino undamen al, a o e ecida em ní el
médio, na modalidade no mal. (Lei n.º 9.394/96 de 20 de Dezemb o)
24
Ou seja, pa a a ua na educação básica no B asil, o docen e de qualque á ea p ecisa e
cu so supe io , sendo que pa a a uação na Educação In an il e nos cinco p imei os anos do Ensino
Fundamen al é admi ida ambém a o mação mínima de ní el médio. Na ocasião de ap o ação da Lei
n.º 11.769/08 oi e ado o pa ág a o único que de e mina a: “O ensino da música se á minis ado po
p o esso es com o mação especí ica na á ea” (Mensagem no 622, de 18 de agos o de 2008). En e as
azões apon adas pa a o e o, es á o a o de que há músicos p o issionais ou econhecidos
nacionalmen e, po ém, sem o mação acadêmica ou o icial em música que es a iam impossibili ados
de minis a o con eúdo música. A esse espei o é possí el no a , po ém, de aco do com o A . 62 da
LDB ap esen ado acima, que a o mação exigida pa a a ua como docen e na educação básica é a
o mação de ní el supe io , e es e egulamen o já limi a a a uação de ais p o issionais sem a o mação
exigida, mesmo que sendo a is as ou músicos econhecidos. Ou a azão pa a o e o é explicada da
seguin e o ma:
24
Redação dada pela Lei nº 13.415/17 de 16 de Fe e ei o de 2017.

31
Adicionalmen e, es a exigência ai além da de inição de uma di e iz cu icula e es abelece,
sem p eceden es, uma o mação especí ica pa a a ans e ência de um con eúdo. No e-se que
não há qualque exigência de o mação especí ica pa a Ma emá ica, Física, Biologia e c. Nem
mesmo quando a Lei de Di e izes e Bases da Educação Nacional de ine con eúdos mais
especí icos como os elacionados a di e en es cul u as e e nias (a . 26, § 4o) e de língua
es angei a (a . 26, § 5o), ela es abelece qual se ia a o mação mínima daqueles que
passa iam a minis a esses con eúdos. (Mensagem no 622, de 18 de agos o de 2008)
A esse espei o, o Dec e o n.º 3.276/99 que dispõe sob e a o mação em ní el supe io de
p o esso es pa a a ua na educação básica, es abelece no A igo 3, § 4º que “[a] o mação de
p o esso es pa a a a uação em campos especí icos do conhecimen o a -se-á em cu sos de
licencia u a, podendo os habili ados a ua , no ensino da sua especialidade, em qualque e apa da
educação básica” (Dec e o n.º 3.276/99 de 6 de Dezemb o) e, po an o, ambém na Educação In an il.
Mas, se po um lado al am apon amen os e especi icações na LDB, as Di e izes Cu icula es
Nacionais Ge ais da Educação Básica (2013) suge em ou as indicações:
A . 31 Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamen al, os componen es cu icula es Educação Física
e A e pode ão es a a ca go do p o esso de e e ência da u ma, aquele com o qual os alunos
pe manecem a maio pa e do pe íodo escola , ou de p o esso es licenciados nos espec i os
componen es.
§ 1º Nas escolas que op a em po inclui Língua Es angei a nos anos iniciais do Ensino
Fundamen al, o p o esso de e á e licencia u a especí ica no componen e cu icula .
§ 2º Nos casos em que esses componen es cu icula es sejam desen ol idos po p o esso es
com licencia u a especí ica (con o me Pa ece CNE/CEB nº 2/2008), de e se assegu ada a
in eg ação com os demais componen es abalhados pelo p o esso de e e ência da u ma.
(Minis é io da Educação, 2013)
Sublinha-se que além, da possibilidade de a uação de p o esso es licenciados em
componen e especí icos de Educação Física e A e, é indicado que, no caso do ensino da Língua
Es angei a, o p o esso de e á e licencia u a especí ica. Ou seja, apesa das al e ações e i icadas na
lei que es abelece o ensino da a e como componen e ob iga ó io, não há o ien ações quan o à
o ganização e dis ibuição no cu ículo e, ampouco, sob e a o mação especí ica e a uação docen e.
As concepções sob e a o mação de p o esso es das á eas a ís icas são supo adas pelas di e izes
cu icula es pa a o ensino supe io (Souza, 2010, p. 16). Penna (2013) em e o ça essa ealidade
indicando a al a de cla eza na LDB e nos documen os o ien ado es, já que a espec i a quali icação e
o mação de p o esso es não são indicadas com p ecisão, sendo que as Di e izes Cu icula es
Nacionais dos Cu sos de G aduação nas di e sas á eas a ís icas con igu am-se como o documen o
que “es abelec[e] a o mação do p o esso a a és de licencia u as nas linguagens especí icas” (Penna,
2013, p. 60). Es a ealidade ecoa a si uação já desc i a no que espei a a Po ugal.
32
A p oblemá ica quan o à o mação do p o esso de a es é de longa da a, pois, desde a
década de 1970 p e alece um modelo de o mação poli alen e, e são encon ados di e sos
“p oblemas que ce cam a p á ica da EA [educação a ís ica] e seus possí eis e ei os sob e a educação
musical nas escolas” (Penna, 2013, p. 58). Segundo a au o a, não há no sis ema b asilei o
“indicações cla as sob e como encaminha essa abo dagem na escola, que em a seu ca go as
decisões a espei o de quais linguagens a ís icas, quando e como abalhá-las em sala de aula”
(Penna, 2013, p. 59). A lexibilidade pe mi e, po um lado, a adequação aos
di e en es con ex os escola es des e imenso país, le ando em con a ambém a disponibilidade
de ecu sos humanos. No en an o, essa lexibilidade pe mi e que as escolhas das escolas não
con emplem odas as linguagens, o que é bas an e comum, em i ude de a ca ga ho á ia de
A e se em ge al mui o eduzida, e ainda pela ques ão da disponibilidade de p o esso es
quali icados e dos c i é ios inancei os de con a ação. (Penna, 2013, p. 53)
Ve i ica-se o p oblema epis emológico da legislação conside a como “A e” a es mui o
di e sas, com sabe es e compe ências mui o p óp ias e que exigem o mações di e en es e
p epa ações pedagógicas e didá icas mui o especí icas.
De aco do com Penna (2013), “há um espaço po encial pa a a música no cu ículo escola , o
que, en e an o, nem semp e se conc e iza na p á ica pedagógica em sala de aula” (p.60). Quan o à
o mação do p o esso de a e, Souza (2010) apon a que a eo ganização écnica e p o issional, não
em apon amen os necessá ios na LDB. As concepções sob e a o mação de p o esso es de A e são
supo adas pelas Di e izes Cu icula es pa a o Ensino Supe io (Souza, 2010, p. 16). Penna (2013)
em e o ça essa ealidade indicando a al a cla eza na LDB e nos documen os o ien ado es, já que a
espec i a quali icação e o mação de p o esso es não é indicada com p ecisão, sendo que as
Di e izes Cu icula es Nacionais dos Cu sos de G aduação nas di e sas á eas a ís icas, con igu am-se
como os documen os que “es abelecem a o mação do p o esso a a és de licencia u as nas
linguagens especí icas” (Penna, 2013, p. 60). Penna (2013) coloca, po ou o lado, que a endência
écnico-p o issionalizan e que ma ca a o mação dos p o esso es de música, “não a ende às
necessidades de um abalho cu icula de educação musical na educação básica, que ap esen a
condições dis in as da escola de música especializada, quan o ao amanho das u mas, ecu sos e
ins alações disponí eis, e c.” (p. 61). Ou seja, es a au o a pa ece concebe que há um ipo de
o mação especí ica necessá ia que con emple a ealidade dos con ex os educa i os escola es, pa a
além do ní el de ensino.
33
Assim, é possí el cons a a que o ensino a A e no B asil, e, po an o, da música, es á
concebido como componen e cu icula única, po ém, não há indicações cla as sob e sua o ganização
no cu ículo, nem no que conce ne a cada linguagem a ís ica especí ica. A música, enquan o pa e
des a componen e cu icula na Educação In an il e no Ensino Fundamen al, es á p edominan emen e
nas mãos dos p o esso es gene alis as ou unidocen es, sendo que, ao c i é io dos es abelecimen os
escola es, pode ão con a com p o esso es com o mação especí ica na á ea. Essa ealidade é, em
pa e, semelhan e ao con ex o de Po ugal e susci a as mesmas ques ões: qual a ealidade, a inal,
sob e a a uação de p o esso es especialis as de música na Educação In an il?
No uni e so de es udos sob e a a uação dos p o esso es não especialis as em música e
educação musical, e sob e a p esença da música nas escolas b asilei as é possí el encon a indícios
de abalhos le an am a ques ão da p esença de educado es musicais (enquan o docen es
especializados) e a sua impo ância nos con ex os educa i os, econhecendo, po ém, que es a é uma
ealidade pouco equen e e um p i ilégio pa a os con ex os que o conseguem aze (We le & Bellochio,
2009). Beaumon e a. (2006), Figuei edo (2005) e Schwa z e Gonçal es (2002), po exemplo,
p oblema izam a educação musical do pon o de is a de um abalho colabo a i o en e p o esso es
especialis as em música e p o esso es da Educação In an il e anos iniciais do Ensino Fundamen al,
econhecendo que há mui as agilidades como a al a de a iculação (o abalho soli á io dos
educado es musicais), o a o de alguns p o esso es gene alis as sen i em-se des esponsabilizados de
abalha a música, as mo i ações das escolas na con a ação de especialis as (como “ i ine” pa a os
pais), e a in eg ação en e os docen es limi ada à p epa ação de es as e ap esen ações escola es. A
a e a é complexa e eque mui as e lexões e mudanças polí icas e concei uais. En e an o, o abalho
colabo a i o e in eg ado en e p o esso es especialis as e “gene alis as” pode ia aze bene ícios como
po encializa o desen ol imen o musical nesse pe íodo escola , amplia as ações musicais escola es,
e o ça a a gumen ação sob e a impo ância da música na escola e na o mação dos indi íduos,
azendo bene ícios di e os pa a as c ianças (Figuei edo, 2005). Po ém, pouco se sabe sob e a eal
p esença de p o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação in an il no B asil ou
sob e como se dá essa p esença e a a uação des e p o issional, bem como os p ocessos colabo a i os
com os demais docen es e as p á icas musicais ealizadas nesses con ex os, de manei a que o
p esen e es udo ep esen a um con ibu o pa a esses deba es e e lexões.
34
1.2.5 P o esso es especialis as de música nas ins i uições de educação in an il no B asil:
Es ado da A e
O B asil con a com uma p odução cien í ica ecen e, mas c escen e sob e a música na
Educação In an il, p incipalmen e en ol endo p o esso es especialis as de música. O que pode se
jus i ica pelo a o de a Educação In an il es a incluída na educação básica, campo de
p o issionalização dos cu sos de o mação docen e em música no con ex o b asilei o.
Uma e isão de li e a u a oi ealizada a pa i do le an amen o de abalhos en ol endo
p o esso es especialis as de música e Educação In an il. O es udo ealizado po Nié i (2014) se des aca
po con empla uma g ande e isão de li e a u a sob e a educação musical de c ianças en e 0 e 6
anos. A a és de um es udo eó ico-bibliog á ico do ipo es ado da a e, sob e a elação en e educação,
música e in ância no campo da educação musical in an il, a au o a apon a possí eis e e enciais
eó icos e pesquisas que podem e ele ância nes e con ex o. A pa i do le an amen o da p odução
acadêmica de eses e disse ações ace ca da educação musical de c ianças de 0 a 6 anos no B asil
en e o pe íodo de 1996 a é 2012, e do le an amen o de publicações in e nacionais do con ex o da
Educação Musical, a au o a desen ol eu o mapeamen o, a documen ação e a análise c í ica dessas
p oduções classi icando-as em dois eixos.
No eixo bebê (0 a 3 anos), Nié i (2014) a i ma que p edominam nas p oduções pesquisas
sob e o desen ol imen o cogni i o, mo o , musical, social e a e i o dos bebês, e a concepção do bebê
como ecep o e não p odu o de cul u a (pelo menos na li e a u a acadêmica nacional). Foi
iden i icado que os con ex os em que acon ece am as pesquisas o am p edominan emen e em
escolas p i adas, escolas de música e Ins i uições de Educação In an il pa icula es, no ando a pouca
incidência de es udos em ins i uições públicas, especialmen e em c eches e Ins i uições de Educação
In an il. Os abalhos de música com c ianças nessa aixa e á ia desen ol idos em ins i uições públicas
de i am p incipalmen e de p oje os ex ensão uni e si á ios que, mesmo sendo de ele ância pa a o
campo, cob em apenas uma pequena pa cela das ins i uições públicas es ingindo a poucas c ianças
a o e a de um p ocesso de musicalização com p o issionais p epa ados (Nié i, 2014, p. 197). São
apon ados os p incipais au o es e educado es musicais (nacionais e in e nacionais) u ilizados como
e e ências nas pesquisas mapeadas, sendo poucos os que elabo a am eo ias em Educação Musical.
No eixo c iança (3 a 6 anos), a incidência maio das pesquisas e e oco nos aspec os
psicopedagógicos, desde o desen ol imen o in an il a é concepções sob e música (na escola e nos
di e sos con ex os), concepções do educado musical, e concepções e o mação dos p o esso es não
especialis as. A pouca p esença dos especialis as em música na Educação In an il em omen ado
35
ques ões ace ca da p epa ação do p o esso da Educação In an il pa a o abalho com música. Sob e o
desen ol imen o in an il, se pe cebe a p edominância nacional com oco em Piage , enquan o
in e nacionalmen e o oco pa ece es a na Psicologia Cogni i a Musical e p essupos os sócios-cul u ais
de Vygo sky. Os educado es de mé odos a i os como O , Dalc oze e Delalande cons i uem-se
e e ência nas li e a u as nacional e in e nacional, sendo que no pano ama in e nacional sublinha-se
como e e ência os abalhos de Go don. De aco do com a au o a, as p á icas musicais no B asil
es a iam mais alinhadas às abo dagens de educado es musicais como O e Dalc oze, apesa de
ci a em com eco ência ideias de au o es como Scha e (p incipalmen e o concei o de
paisagem
sono a
) e Teca Alenca de B i o “que po sua ez são baseadas, p incipalmen e, em Koell eu e e
Delalande
”
(Nié i, 2014, p. 196). As pesquisas e elam ainda uma p eocupação em alo iza a
impo ância da música pelo sen ido es é ico e cul u al, mas p incipalmen e, pelos p ocessos de
desen ol imen o in an il, sendo que os p incipais concei os de e e ência são o iundos da psicologia.
Buscando conhece mais sob e os es udos en ol endo p o esso es especialis as em música
na Educação In an il, ealizamos uma análise a pa i de Nié i (2014) buscando iden i ica os abalhos
com elação en e p o esso es especialis as de música no con ex o mencionado (IEI). Dos 73 abalhos
lis ados, poucos en ol iam o con ex o das IEI, sendo a a uação de p o esso es música iden i icada
p incipalmen e em con ex os como escolas de música e p oje os de ex ensão uni e si á ios. Apenas 6
abalhos es a am elacionados di e amen e à p esença de p o esso especialis a de música em
Ins i uições de Educação In an il: amos as
25
nº 02 (Ma inho, 1997); 14 (Beaumon , 2003); 56 (Lu z,
2010); 64 (Ma ques, 2011); 70 (Oli ei a, 2011) e 71 (Gomes, 2011). Apenas es a úl ima se deu no
con ex o da ede pública (Na al/RN). Co espondem odas a disse ações de mes ado, sendo qua o
na á ea da Música e uma na á ea da Educação.
Quad o 4: Le an amen o de eses e disse ações en ol endo p o esso es especialis as de música
na Educação In an il b asilei a
Le an amen o
Pe íodo
Núme o de abalhos
Nie i (2014)
1996 – 2012 (16 anos)
5 abalhos
Tí ulo
Au o /ano
Tipo
Ins i uição
Musicalização In an il na C eche Be ha
Lu z
Ma inho, Ma ia de Fa ima
(1997)
Mes ado em Música
Conse a ó io
B asilei o de Música,
Rio de Janei o
Paisagens poli ônicas da música na
escola: sabe es e p á icas docen es
Beaumon , Ma ia Te esa
de
(2003)
Mes ado em
Educação
Uni e sidade Fede al
de Ube lândia
Concepções e desa ios da música na
Educação In an il: da o mação
Lu z, P iscila Pe ei a
(2010)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio de Janei o
25
Nume ação de amos a e e ida no abalho de Nié i (2014).

36
p o issional à p á ica pedagógica
A ação pedagógico musical na educação
in an il: um es udo de caso com uma
P o esso a de música
Ma ques, Mônica
Luchese
(2011)
Mes ado em Música
Uni e sidade de
B asília
O educado musical na escola egula
em Belo Ho izon e
Oli ei a, My na Valé ia
Campos de
(2011)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
de Minas Ge ais
O Ensino de Música na Educação In an il
na Cidade de Na al: concepções e
p á icas docen es
Gomes, Ca olina Cha es
(2011)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
da Pa aíba
Dando con inuidade ao le an amen o de Nié i (2014), ealizamos uma consul a no Banco de
Teses e Disse ações na pla a o ma da CAPES com o desc i o “p o esso de música na educação
in an il”, pa a eses e disse ações en e 2012-2020. Obse ando o í ulo e a desc ição, o am
iden i icados pouco mais de 30 abalhos po encialmen e ele an es pa a es e es udo. Analisando os
esumos e echos das pesquisas o am selecionados 17 es udos (pa a além da ese de Nie i (2024) já
mencionada), sendo 14 disse ações de mes ado acadêmico e 3 eses de dou o ado ealizadas em
cu sos de Pós-g aduação em Música, en ol endo p o esso es especialis as de música em ins i uições
de Educação In an il. A o igem dos abalhos oi um dos c i é ios de seleção, uma ez que os es udos
ealizados em cu sos de Pós-g aduação em Música são (p esumi elmen e) desen ol idos po
p o esso es de música. Nes e pon o já é possí el pe cebe o c escimen o do núme o de in es igações
en ol endo ou que o am desen ol idas po p o esso es especialis as de música no con ex o da
educação in an il b asilei a, con o me ep esen ado no quad o abaixo:
Quad o 5: Le an amen o de eses e disse ações en ol endo p o esso es especialis as de música
na Educação In an il b asilei a
Le an amen o
Pe íodo
Núme o de abalhos
Capes
2012 – 2020 (8 anos)
17 abalhos
Tí ulo
Au o /ano
Tipo
Ins i uição
Música e Educação In an il: o mação de
p o issionais a uan es em B asília
An unes, Le ícia Rosa
(2013)
Mes ado em Música
Uni e sidade de
B asília
Música na educação in an il: Es a égias
p opos as e concepções de ensino de
música em escolas de ensino egula do
município de Vi ó ia (ES)
Ta a es, Cin ia Du a
(2013)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
de Minas Ge ais
P ocedimen os de ensino: jogos e
a i idades lúdicas baseadas em mé odos
de Educação Musical
Mi anda, Liliany
Assunção de
(2013)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio de Janei o
O ensino de música na educação in an il:
um es udo sob e a ap endizagem c ia i a
Malo i, Ana Paula
Ribei o Ca doso
(2014)
Mes ado em Música
Uni e sidade do
Es ado de San a
Ca a ina
Cons uindo aje ó ias de abalho na
educação in an il: pe spec i as de
p o esso es(as) de música da Rede
Municipal de Ensino de Po o Aleg e
Pe ei a, Joana Lopes
(2015)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do Sul
B incadei as musicais na educação
F ei as, Luísa And ies
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
37
in an il: desa ios e possibilidades de uma
educação musical cen ada no b inca
Noguei a de
(2016)
do Rio de Janei o
A p á ica pedagógica de um p o esso na
educação in an il: um es udo sob e as
a i idades can adas nas aulas de Música
Egg, Ma ileusa de
Souza
(2016)
Mes ado em Música
Uni e sidade do
Es ado de San a
Ca a ina
A a e i idade na educação musical: um
es udo em dois cen os de e e ência de
educação in an il em João Pessoa-PB
Melo, Rod igo Al es de
(2016)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do
No e
Es ágio supe isionado em música na
educação in an il: um es udo com
eg essos do cu so de Licencia u a Plena
em Música da UFRN
Fe nandes, Midiam de
Souza
(2017)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do
No e
O pe il do p o esso de música que a ua
na educação in an il e suas c enças de
au oe icácia
Röpke, Camila Be ina
(2017)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do Sul
A c ia i idade na p á ica pedagógica de
p o esso es de Música a uan es na ede de
educação básica de Na al/RN
Luna, Camila La issa
Fi mino de
(2017)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio G ande do
No e
Desen ol imen o p o issional docen e: um
es udo de caso com p o esso es do P oje o
Musicalização In an il de Blumenau/SC
Oli ei a, Gian Ma co de
(2018)
Mes ado em Música
Uni e sidade do
Es ado de San a
Ca a ina
A ludicidade e a inqui ibilidade no
p ocesso da educação musical na p imei a
in ância
Siu i, Cláudia Jaqueline
de Souza
(2018)
Mes ado em Música
Uni e sidade de São
Paulo
Fonoaudiologia e educação musical: um
diálogo que a o ece o aluno e o p o esso
de Música na Educação In an il
Cos a, Ma ia Angelica d
Toledo Calde ano da
(2018)
Mes ado em Música
Uni e sidade Fede al
do Rio de Janei o
Fo mação de p o esso es pa a
musicalização in an il: o papel da ex ensão
uni e si á ia
Schul z, Angeli a Ma ia
Vande B oock
(2013)
Dou o ado em Música
Uni e sidade Fede al
da Bahia
Educação In an il nos cu sos de
Licencia u a em Música: um olha sob e a
o mação docen e
Gomes, Ca olina
Cha es
(2018)
Dou o ado em Música
Uni e sidade Fede al
da Pa aíba
C ianças e músicas como po ência de
ans o mação: b incadei a, in eg ação e
c iação na educação in an il do Colégio
Ped o II
Hen iques, Was i
Sil é io Cisze ski
(2018)
Dou o ado em Música
Uni e sidade Es adual
Paulis a
Os abalhos o am ag upados em dois eixos de aco do com a ele ância pa a es e es udo: o
p imei o eixo eúne 8 abalhos ele an es pelo ema da o mação de p o esso es de música na/pa a a
educação in an il (An unes, 2013; Ta a es, 2013; Pe ei a, 2015; Egg, 2016; Fe nandes 2017; Röpke,
2017; Oli ei a, 2018; e Gomes, 2018). O segundo eixo eúne 8 abalhos que discu em ou os
aspec os que indi e amen e ocam a emá ica des e es udo, po ém, são achados signi ica i os que
colabo am pa a e idencia a a uação de p o esso es especialis as de música em IEI e desc e e esse
enômeno po ou as pe spec i as (Mi anda, 2013; Malo i, 2014; F ei as, 2016; Melo, 2016, Luna,
2017; Siu i, 2018; Hen iques, 2018; e Cos a, 2018).
No eixo sob e a o mação de p o esso es de música des acam-se os seguin es es udos:
An unes (2013) buscou in es iga a o mação de p o issionais que abalham com a música em
38
ins i uições de educação in an il da ede pa icula , es adual e c edenciadas em B asília, Dis i o
Fede al (DF). Os esul ados da pesquisa e ela am que a o mação musical dos p o issionais que
abalham com a música na Educação In an il na cidade é di e si icada, assim como a escola idade,
que en ol e desde ensino médio comple o à especialização comple a. A maio ia dos p o issionais se
encon a no início da ca ei a docen e, sendo a p é-escola o p incipal ambien e de sua a uação; e
apenas alguns a i ma am abalha em c eches. Den e as necessidades o ma i as, os p o issionais
des aca am uma o mação com en oque e lexi o sob e a p á ica na Educação In an il.
Ta a es (2013) ealizou uma pesquisa com seis p o esso es de música ap o ados no
p imei o concu so público ealizado em 2007, e que assumi am em 2008 seus pos os de abalhos
nos Cen os Municipais de Educação In an il (CMEIs) de Vi ó ia, Espí i o San o (ES). O obje i o o
abalho oi de iden i ica e comp eende como se p ocessa o ensino de música nos CMEIs des e
município. Os dados o am analisados ambém em elação a ou as pesquisas ealizadas com
p o esso es gene alis as e apon a que, apesa das di iculdades iden i icadas, já hou e a anços em
elação ao ensino de música na Educação In an il na cidade de Vi ó ia.
Pe ei a (2015) e e como obje i o ge al in es iga as aje ó ias de abalho de
p o esso es(as) licenciados(as) em música nas Escolas Municipais de Educação In an il da Rede
Municipal de Ensino Po o Aleg e, buscando comp eende como os(as) p o esso es(as) de música se
elacionam com os empos, os espaços e os sujei os da Educação In an il; conhece o modo como
os(as) p o esso es(as) de música de inem os con eúdos e inalidades do ensino de música na
Educação In an il e iden i ica os limi es e possibilidades pe cebidos pelos(as) p o esso es(as) de
música pa a a ealização de suas p á icas de ensino.
O es udo de Egg (2016) oi ealizado com um p o esso de música a uan e em um Cen o de
Educação In an il (CEI) da ede pública, e e e como obje i o ge al obse a e analisa como o
p o esso desen ol eu as a i idades can adas na sala de aula e conhece suas e lexões ace ca de sua
o mação e e le i , especialmen e, sob e a o mação ocal do p o esso de música que a ua na
Educação In an il. Ou a ele ância pa a es a in es igação, é que a pesquisado a encon ou num
de e minado município de San a Ca a ina, um p oje o de musicalização com mais de 10 anos, em que
a uam 30 p o esso es de música e ab ange odos os 78 CEIs do Município, um o al de 12.700
c ianças. É possí el obse a no abalho a desc ição do desen ol imen o desse p oje o e as
pe cepções da Sec e a ia de Educação e comunidade escola sob e o bene ício e as aulas de música.
Fe nandes (2017) e e como obje i o analisa o p ocesso de au onomia docen e cons uído
pelo educado musical eg esso do Cu so de Licencia u a Plena em Música (CLPM) da UFRN, a pa i
39
do Es ágio Supe isionado ealizado em con ex ualizações di e sas de Educação In an il, sendo
ins i uições da ede pa icula de educação e no Colégio de Aplicação inculado à ede ede al de
educação. Po meio des a in es igação, conhece as expe iências p o issionais i enciadas pelos
eg essos que con ibuí am pa a a cons ução de uma au onomia docen e a pa i da inse ção des es
es agiá ios nas escolas de Educação In an il.
O g upo de pesquisa FAPROM (Fo mação e A uação de P o issionais em Música) do
P og ama de Pós-G aduação em Música da UFRGS iniciou em 2015 uma pesquisa de ab angência
nacional que isou in es iga o pe il do p o esso e suas c enças de au oe icácia pa a abalha com o
ensino de música nas escolas de Educação Básica. Röpke (2017) ealizou sua disse ação a pa i de
um eco e des a pesquisa ge ado a, e é especialmen e ele an e pa a es a in es igação pelas
ca ac e ís icas me odológicas e pela pe inência dos dados ocados nos p o esso es de música na
Educação In an il. A amos a en ol eu 193 p o esso es a uan es na Educação In an il (que ep esen a
21% da amos a o al da pesquisa ge ado a). Esse abalho é uma impo an e e e ência es e es udo
pela me odologia e o modelo de le an amen o u ilizado e os dados ob idos, que e idenciam p esença
do p o esso de música na Educação In an il. A au o a apon a que mui as escolas de Educação In an il
es a iam buscando inclui p o esso es de música em seu quad o docen e de ido às limi ações na
o mação musical dos p o esso es unidocen es, ques ão que se á ambém abo dada nessa
in es igação. Segundo Röpke (2017), exis e uma de asagem nas pesquisas que indicam o pe il do
p o issional especialis a em música que es á abalhando nas escolas e a ausência de in o mações
di icul a a elabo ação de polí icas públicas ol adas à o mação acadêmico-p o issional e con inuada
dos p o esso es que abalham com música.
No abalho de Oli ei a (2018) o obje i o ge al oi iden i ica p ocessos de desen ol imen o
p o issional docen e dos p o esso es de música a uan es no P oje o Musicalização In an il ealizado nos
Cen os de Educação In an il da Rede Municipal de Ensino de Blumenau/SC – mesmo con ex o de
pesquisa de Egg (2016). Fo am analisadas as colabo ações e pa ilhas de i ências dos p o esso es no
que diz espei o à sua a uação e desen ol imen o p o issionais, le an ando as necessidades e desa ios
en en ados pelos p o esso es em elação ao desen ol imen o p o issional docen e.
Já a ese de dou o ado de Gomes (2018) é um dos abalhos que p i ilegia o es udo sob e a
o mação de p o esso es especialis as de música pa a a uação na Educação In an il. Tendo em is a o
g ande núme o de pesquisas elacionadas à a uação de p o esso es gene alis as e o ensino de música
nes a e apa, es e abalho se o na ele an e, pois, de ende as especi icidades da Educação In an il e a
impo ância de um p o issional
musical
e
pedagogicamen e
p epa ado pa a a ua nes e con ex o. A
46
o mação musical especializada e compe ências p o issionais especí icas. As a i idades de música nos
ja dins de in ância inham con eúdos e ca ga ho á ia bem de inidas, assim a como a o mação e
esponsabilidades dos p o esso es de música – que con inuam em p ocesso de ans o mação.
A impo ância das polí icas públicas pa a a educação musical nas escolas de Po o Rico é
ambém discu ida po He nández-Candelas (2007), conside ando a impo ância da educação musical
desde a mais en a idade e as con ibuições pa a o desen ol imen o emocional, exp essi o, cul u al,
social, in elec ual e c ia i o de odas as c ianças. A au o a analisa o s a us da educação musical pa a
c ianças em Po o Rico e apon a como uma polí ica educacional ambígua a e a a ga an ia da educação
musical pa a c ianças na p imei a in ância. A música é alo izada nos documen os o ien ado es,
jun amen e com ou as á eas a ís icas e cada escola de Po o Rico é ob igada a e pelo menos um
p o esso de belas a es, que pode não se necessa iamen e um p o esso de música. Como o sis ema
de escolas públicas não exige que cada escola enha um p o esso de música, o esul ado é a
desigualdade de opo unidades de educação musical pa a c ianças pequenas naquele con ex o. Um
le an amen o ealizado em San Juan (a maio egião de Po o Rico), apon ou que pa a 136 escolas do
p é-escola ao segundo ano ha ia apenas 55 p o esso es de música. Isso signi ica que 60% po cen o
das escolas na capi al de Po o Rico não o necem educação musical o ien ada po especialis as. São
os di e o es das escolas que azem a opção en e qua o as disciplinas de a es no momen o da
con a ação de um p o esso especialis a, que de e á a ende p io i a iamen e às sé ies 4-6 (9 a 11
anos de idade), e somen e se o p o esso especialis a i e empo em seu ho á io os alunos do ja dim
de in ância e sé ies iniciais K-3 (4 e 5 anos, 6 a 8 anos de idade) equen a ão uma aula de belas
a es.
Ou a ques ão colocada pela au o a é que não es á cla o como podem se cump idos os
pad ões ou o ien ações cu icula es quando não há p o esso especialis a de música no con ex o
educa i o. Não há o ien ações cla as pa a os p o esso es gene alis as o ien a em o abalho com
música (na ausência de especialis as) e al a o mação adequada pa a esses p o esso es (que são
ob igados a in eg a odas as a es no cu ículo), que não se sen em adequadamen e p epa ados pa a
isso. A al a de legislação o mal pa a ga an i a educação musical e le e-se ainda mais na si uação
nas escolas pa icula es que pe manecem indi e en es a essa ques ão, é ainda mais di ícil encon a
um p o esso de música nessa ede de ensino.
He nández-Candelas (2007) obse ou p oblemá icas que conside amos mui o semelhan es
aos casos em es udo nes a in es igação. Além da legislação omissa, das limi ações na o mação de
p o esso es gene alis as, e da desigualdade na p esença educado es musicais na p imei a de in ância,

47
a p o issionalização dos p o esso es de música é ou a ques ão que se coloca. O cu so que o ma
esses p o esso es habili a pa a a docência somen e nas sé ies 7-12 (12 a 18 anos de idade). Esses
p o esso es êm pe missão pa a ensina c ianças pequenas, embo a não enham na o mação
acadêmico-p o issional a p epa ação pa a a educação musical com c ianças do ensino undamen al ou
p é-escola , esul ando na al a de expe iências de ap endizagem musical de qualidade ocalizadas
nessa aixa e á ia. A au o a e e e ainda que a ausência da educação musical nas escolas acen ua as
desigualdades sociais (pois a maio ia das amílias não pode paga po aulas pa icula es, icando sem
acesso à educação musical) e e idencia o descomp omisso com uma p opos a de educação o e e
capaz de p oduzi bene ícios a longo p azo a sociedade ( o mando cidadãos educados cul u almen e,
acili ando a ole ância às di e enças e o maio espei o po odas as pessoas). Como ecomendações a
au o a suge e, po exemplo, a ea aliação de polí icas públicas pa a a educação musical, a
implemen ação de p oje os que pe mi am às c ianças ap ende a esol e p oblemas po meio da
música, a melho p epa ação de p o esso es gene alis as, a p epa ação adequada de p o esso es de
música pa a c ianças pequenas, e a c iação de um depa amen o pa a conduzi pesquisas,
implemen a p og amas e in es iga as p á icas e a o mação de p o esso es de música a educação
in an il.
O caso de Is ael é ambém ele an e no con ex o in e nacional. Gluschanko (2008) ap esen a
um pano ama his ó ico e polí ico sob e a educação musical na p imei a in ância em Is ael, e e e e que
a p esença de p o esso es especialis as ( einados segundo o Mé odo Dalc oze) nos ja dins de in ância
da a do início da década de 1920. A p esença de especialis as ge ou esis ência po pa e de alguns
que sus en a am que “se o p o esso gene alis a não osse capaz de ensina música po si mesmo, o
assun o não de e ia se ensinado, em ez de con ida um es anho na sala de aula do ja dim de
in ância”
32
(Gluschanko , 2008, p. 39). Nessa al u a as a i idades musicais e am minis adas po
p o esso es do ja dim de in ância, musicalmen e ins uídos, cinco manhãs po semana. Mas esse pe il
p o issional é uma condição que icou na p imei a me ade do século passado. A ualmen e, os
p o esso es de p é-escola são p o issionais que i e am pouco es udo de música no seu p óp io
pe cu so escola e na sua o mação acadêmica. No cená io do século XXI, nas c eches ( ês meses a 4
anos) e ja dins de in ância (3 a 6 anos de idade) is aelenses a música em p esença dominan e e é
assegu ada po um cu ículo que de ine os obje i os, os esul ados espe ados, os ipos de a i idades, o
epe ó io musical, e o papel e as esponsabilidades an o do p o esso da sala de aula quan o do
especialis a em educação musical. O papel dos p o esso es especializados ai além do ensino musical,
32
(T. A.) “some main ained ha i he gene alis eache we e no able o each music by his- o he sel , he subjec should no be augh a all, a he han
in i e an ou side in o he kinde ga en class oom” (Gluschanko , 2008, p. 39).
48
incluindo a socialização das c ianças em uma cul u a que combina adições judaicas e in luências
mode nas. Esses p o issionais possuem a iadas o mações em música mas o einamen o especí ico
em educação musical in an il é po ezes limi ado, in o mal e adqui ido pela expe iência.
Em mais 90% dos ja dins de in âncias das edes educacionais judaicas secula es e eligiosas
es a ais, as c ianças êm aulas de música com um especialis a
33
, mudança que oco eu desde p imei a
me ade do século XX. Mui os desses especialis as são con a ados po o ganizações locais sem ins
luc a i os, ou de manei a independen e e pagos pelos pais – de modo que ica sujei o ao ní el
econômico das amílias e à escolha do p o esso do ja dim de in ância – o que pode c ia
desigualdades no acesso à educação musical. Apenas 10% são con a ados pelo Minis é io da
Educação, e são di e amen e supe isionados. Apesa da di e sidade de inicia i as, a al a de
coo denação en e os di e en es a o es do sis ema educacional e le e ainda a necessidade de maio
egulamen ação e coope ação pa a ga an i que odas as c ianças ecebam educação musical de al a
qualidade, independen emen e de sua o igem socioeconômica. Isso po que, apenas 58% das c ianças
de 3 a 6 anos equen am ins i uições inanciadas e ope adas pelo es ado onde há p o esso es de
música. Os es an es 42% das c ianças em p é-escolas e ja dins de in ância e c ianças meno es de 3
anos ma iculadas em c eche, equen am ins i uições independen e ou inanciadas pa cialmen e pelo
es ado onde di icilmen e o Minis é io da Educação pode ga an i o p o esso especialis a e a educação
musical é não é p io idade.
Na do e al. (2006) e e em que um es udo de 1991
34
ealizado em p é-escolas do Alabama,
Geó gia, Mississippi e Tennessee (EUA) já iden i ica a a p esença de p o esso es especialis as de
música em 34% das p é-escolas nos g andes cen os. En e as ecomendações apon adas nes e es udo
es a am a con a ação de especialis as em música, a o mação con inuada p o esso es de sala de
aula, a o mação em educação musical ol ada pa a a p imei a in ância, e uma melho comunicação
en e o campo da educação musical e os p o issionais da p imei a in ância. Na do e al. (2006)
mencionam ainda ou os es udos locais que ambém ecomendam o abalho colabo a i o en e
educado es musicais e p o issionais da educação de in ância pa a amplia as concepções des es sob e
o papel na música na educação in an il ( is o po mui os educado es de o ma limi ada sendo
p oeminen e o uso da música pa a alcança obje i os não musicais) e quali ica as p á icas musicais
nas p é-escolas em bene ício das c ianças. Segundo os au o es, no os modelos de colabo ação en e
p o issionais da educação musical e da p imei a in ância jus i icam-se na medida em que o impac o
33
Os ja dins de in ância es a ais á abes êm um pequeno núme o de p o esso es especialis as em música e não há in o mações disponí eis sob e
especialis as em música abalhando ede independen e econhecida.
34
(Daniels, 1991 apud Na do e al., 2006).
49
dos es o ços passados não le ou a mudanças no á eis na p á ica educa i a em ní el nacional nos EUA,
ealidade que pode ambém se obse ada em ou os países.
Os casos de Es ônia, Po o Rico e Is ael e Es ados Unidos apon am pa a a impo ância de
especialis as em música na educação de in ância como um caminho pa a alcança os obje i os
musicais p opos os nas o ien ações cu icula es e quali ica a educação musical de c ianças pequenas
nos ambien es de educação in an il. Apesa de a p esença de p o esso es especialis as de música nas
ins i uições de educação in an il se uma ealidade em de e minados con ex os in e nacionais (em
alguns casos já há ce ca de cem anos), mui os desa ios ainda es ão em deba e ais como a p epa ação
pedagógica desses educado es musicais pa a abalha com a aixa e á ia da educação in an il e anos
iniciais da educação básica e, a uni e salização/democ a ização da educação musical em abalhos
colabo a i os com p o esso es especializados em odas as ins i uições de educação in an il. Nes e
úl imo pon o, e o çam a impo ância de polí icas públicas bem de inidas como condição undamen al
pa a ga an i a igualdade de opo unidades e a qualidade da educação musical pa a odas as c ianças.
1.3.2 Desa ios de o mação e colabo ação
Cu ie a (2007) ambém disco e sob e os aspec os da o mação do educado musical e das
possibilidades do abalho colabo a i os com ou os p o issionais da educação. Rela i amen e à
o mação do educado musical, na pe spec i a des e au o , é p eciso a as a -se de uma isão simplis a
que des alo iza a a e musical e a p o issão da educação musical que, con adi o iamen e, p epa a
“especialis as de música” de uma o ma gené ica, “como se oda música e odo o ensino ossem
iguais”
35
(Cu ie a, 2007, p.12). A isão simplis a e des alo izado a implicada no modelo de o mação
gené ica em educação musical es a ia ligada a dois aspec os: a c ença sub alo izada sob e o papel da
educação musical na educação ge al, e as c enças adicionais sob e os modelos de o mação de
p o esso es. Essas c enças e polí icas esul am num cu ículo limi ado que, segundo o au o , pouco
conside am as elações da música com o ou in e, o in é p e e e a sociedade e não o e ecem no as
pe spec i as aos p o esso es de música em o mação.
P imei o, nós, como p o issão, nunca omos bem-sucedidos em a icula e dadei amen e o
papel único e pode oso que a educação musical desempenha na educação ge al dos jo ens
[…]. Nós nos pe mi imos acei a que a escola ização de e se pa a ensina a os ou
habilidades especí icas e não pa a desen ol e jo ens que possam cons ui um g ande e
exci an e u u o pa a o mundo. Po an o, mui a ad ocacia ecen e jus i ica o que azemos em
e mos de apoio a obje i os não musicais, incluindo ensino e ap endizagem nas disciplinas
“mais impo an es”. A o mação de p o esso es [de música] e o ensino no campo são a e ados
35
(T.A.): “Look a he music eaching p o ession in mos s a es. We claim we a e s ill educa ing “music specialis s” as i all music and all eaching we e
c ea ed equal.” (Cu ie a, 2007, p.12).
50
nega i amen e. Po exemplo, quando e po que pe mi imos que se o nasse uma suposição
inques ioná el de que a música em pouco alo , a menos, que aumen e as no as de
ma emá ica? Em ou as pala as, quando e po que pe mi imos que se o nasse uma
“ e dade” inques ioná el que a ma emá ica é mais impo an e que a música nas escolas? Em
segundo luga , não desa iamos e dadei amen e, seja po meio de pesquisas ou esc i os
ilosó icos, as c enças adicionais em nossa p o issão de que cu sos de mé odos, cu sos de
educação ou ensino es udan il desen ol em p o esso es bem-sucedidos. [...] Nossas c enças
são o que de e minam o ipo de con e sa que emos sob e o que azemos. Se ealmen e
ac edi ássemos que a música es á no cen o do desen ol imen o dos cidadãos de amanhã,
nunca e íamos omado algumas das posições de ensi as que i emos no passado. Nós nunca
e íamos pe mi ido a con e sa nega i a sob e o que azemos e, mais impo an e, nunca
e íamos pe mi ido que a educação musical se o nasse ão ma ginalizada. Todos somos
culpados disso, que es ejamos es indo o man o de p o esso es uni e si á ios, memb os de
o ganizações p o issionais, p o esso es, pais ou con ibuin es.
36
(Cu ie a, 2007, p. 11-12)
Cu ie a (2007) a gumen a que o con eúdo “especializado” desen ol ido nos cu sos de
o mação de p o esso es de música (de inido po cu ículos que assumem um g upo de conhecimen os
comuns e cen ais nos cu sos pa a a educação musical) “não é p epa ado ou ocado o su icien e pa a
desen ol e conhecimen os ou habilidades de ensino em uma á ea especí ica da música”
37
(Cu ie a,
2007, p.16). Ao conco da que apenas ce os ipos de conhecimen o de em se comuns ou cen ais,
es inge-se ainda mais o ap endizado dos u u os p o esso es de música em sua á ea de a uação.
Obse a-se que es e au o e ina o concei o de “especialis a” pa a a além da o mação “em música”,
suge indo que o educado musical seja não só um p o esso de música, mas um especialis a na sua
á ea de a uação – no caso, a educação in an il. Essa pe spec i a es á alinhada com as demandas
e idenciadas nos es udos an e io men e ci ados, em que a necessidade de melho p epa ação
pedagógica dos p o esso es de música pa a a aixa e á ia especí ica da p imei a in ância é uma
ecomendação eco en e (Gluschanko , 2008; He nández-Candelas, 2007; Kiilu, 2011; Na do e al.,
2006). Pa a al, esses au o es ecomendam a c iação de p og amas especí icos pa a especialidades
p óp ias. Cu ie a (2007) econhece que um dos desa ios es á elacionado com a possibilidade de as
uni e sidades e em um co po docen e especializado pa a desen ol e cada á ea de especialização ou
ce i icação. Suge e, po an o, que uma al e na i a se ia as di e en es uni e sidades especializadas em
36
(T. A.): “Fi s , we as a p o ession ha e ne e been success ul a uly a icula ing he unique and powe ul ole ha music educa ion plays in he o e all
schooling o Ame ica’s you hs. We ha e allowed ou sel es o accep ha schooling mus be o eaching ac s o speci ic skills and no o de eloping young
people who can build a g ea and exci ing u u e o he wo ld. The e o e, oo much ecen ad ocacy jus i ies wha we do in e ms o suppo o nonmusical
objec i es, including eaching and lea ning in he “mo e impo an ” disciplines. Teache educa ion and eaching in he ield a e bo h ad e sely a ec ed. Fo
example, when and why did we allow i o become an unchallenged assump ion ha music has li le alue unless i aises ma h sco es? In o he wo ds,
when and why did we allow i o become an unques ioned “ u h” ha ma h is mo e impo an han music in he schools? Second, we ha e no uly
challenged, ei he h ough esea ch o philosophical w i ings, he adi ional belie s in ou p o ession ha me hods cou ses, educa ion cou ses, o s uden
eaching de elop success ul eache s. (...) Ou belie s a e wha de e mine he ype o con e sa ion we ha e abou wha we do. I we uly belie ed ha
music is a he co e o de eloping omo ow’s ci izens, we would ne e ha e aken some o he de ensi e s ances we ha e in he pas . We would ne e ha e
allowed he nega i e alk abou wha we do, and impo an ly, we would ne e ha e allowed music educa ion o become so ma ginalized. We a e all guil y o
his whe he we a e wea ing he man le o college p o esso s, membe s o p o essional o ganiza ions, eache s, pa en s, o axpaye s”. (Cu ie a, 2007,
p.11-12).
37
(T.A.): “The con en is only specialized in he sense ha i is in music bu his con en is no o med o ocused su icien ly o de elop knowledge o , o
eaching skills in a speci ic a ea o music.” (Cu ie a, 2007, p.16).
51
á eas especí icas. Como esul ado, ha e ia uma a iedade de escolas com p og amas especí icos e
consis en es em de e minadas á eas, pa a as quais os alunos a iam a opção de aco do com a á ea em
que desejassem a ua .
Quan o ao abalho colabo a i o, os es udos mencionados não desc e em como isso em
acon ecido, mas subsc e em a ele ância desse modo de abalho. A p esença de p o esso es
especialis as de música não é suge ida em subs i uição ao abalho dos educado es de in ância, mas
numa pe spec i a colabo a i a, de coadju ação, al como ecomenda a legislação po uguesa, Cu ie a
(2007) de ende que os especialis as em á eas especí icas da música sejam p o issionais al amen e
einados e que enham a abalha de o ma colabo a i a com ou os p o issionais. Es a se ia uma
manei a de esol e p oblemas a ís icos e educacionais:
A educação é uma das úl imas á eas que em um p oblema complexo pa a esol e (a
educação dos alunos) que não emp ega o inei amen e essa es a égia de equipe colabo a i a.
Ela p ecisa e p o a elmen e i á. E quando isso acon ece , os especialis as em co al, jazz ou
ma iachi de em aze pa e desse g upo. Como al, esse especialis a p ecisa e um
conhecimen o ão p o undo de sua especialidade que possa con ibui pa a abo da o
p oblema em ques ão de manei a subs an i a e cons u i a. A implicação pa a a o mação de
p o esso es de música é que p ecisamos e nossos especialis as al amen e einados
abalhando com ou os das á eas de música, não-música e educação de o ma colabo a i a
pa a esol e p oblemas a ís icos e educacionais. Temos que desen ol e p o esso es que
podem abalha bem com os ou os, ag ega alo ao ambien e colabo a i o e pensa sob e
sua especialidade de no as manei as. Es a é uma habilidade a amen e p a icada ou
desen ol ida em p og amas de o mação de p o esso es.
38
(Cu ie a, 2007, p. 14)
Nessa pe spec i a, obse a-se que a o mação de p o esso es de música de e ia con empla
não só os aspec os écnicos e pedagógicos p óp ios da educação musical (e suas especialidades), mas
ambém desen ol e ou as ca ac e ís icas p o issionais e pessoais que a o eçam o abalho
colabo a i o. Isso é ainda mais e dadei o no con ex o da educação in an il, onde as á eas de
expe iência e desen ol imen o são is as de manei a holís ica e in eg ada – uma das possí eis
jus i ica i as pa a e um único docen e com o mação gene alis a a abalha odas as á eas do
cu ículo. Nesse con ex o é undamen al que os p o esso es de música sejam bem-p epa ados no
âmbi o musical, no âmbi o pedagógico (com conhecimen os especí icos sob e as c ianças pequenas –
desde as e apas do desen ol imen o a é a manei a como in e agem, c iam e ( e)p oduzem as suas
38
(T.A.): Educa ion is one o he las a eas ha has a complex p oblem o sol e ( he educa ion o s uden s) ha does no ou inely employ his collabo a i e
eam s a egy. I needs o and p obably will. And when i does, he cho al, jazz, o ma iachi specialis s should be pa o ha g oup. As such, ha specialis
needs o ha e such an indep h unde s anding o hei special y ha hey can con ibu e o add essing he issue a hand in a subs an i e and cons uc i e
manne . The implica ion o music eache aining is ha we need o ha e ou highly ained specialis s wo king wi h o he s om music, nonmusic, and
educa ion a eas in collabo a i e ways o sol e a is ic and educa ional p oblems. We ha e o de elop eache s who can, and do, wo k well wi h o he s, b ing
alue o he collabo a i e en i onmen , and hink abou hei special y in new ways. This is a skill a ely p ac iced o de eloped in eache - aining p og ams.
(Cu ie a, 2007, p.14)

52
ideias musicais) e no âmbi o p o issional, desen ol endo habilidades pa a o abalho em conjun o com
ou os p o issionais e com as c ianças.
53
PARTE II – METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO E ESTUDO EMPÍRICO
2 CAPÍTULO 2 – METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO
Nes e capí ulo ap esen a emos a delimi ação do p oblema de pesquisa, os obje i os da
in es igação e as abo dagens me odológicas que o ien a am es e es udo, o desenho e a desc ição das
e apas da pesquisa, os ins umen os de cole a de dados, os p ocedimen os de análise de dados e
ques ões de é ica na pesquisa. O enquad amen o eó ico se iu de e eno de con igu ação de um
abalho que isou p ocu a espos as pa a ques ões ainda não cla i icadas na li e a u a.
2.1 Delimi ação do p oblema
Con o me cons a ado a pa i do enquad amen o eó ico, a legislação e as limi ações das
polí icas públicas não são su icien es pa a ga an i o e e i o abalho e a qualidade da educação
musical nas IEI, an o em Po ugal como no B asil. Os es udos e as e idências sob e como a música
es á a se abalhada nes a e apa da educação es ão, em sua maio ia, elacionados à a uação e
o mação de p o esso es gene alis as e educado es de in ância, e e elam que a es es p o issionais
não êm uma o mação adequada e/ou não se sen em con ian es pa a desen ol e a i idades no
campo de conhecimen o da música. A a uação de p o esso es especialis as de música nas IEI é
possí el, mas, não es á cla amen e delineada nos documen os legisla i os desses países, assim como
a iden idade des e p o issional. Obse ando a c escen e a uação des es p o issionais nas IEI,
pe cebemos que pouco se sabe sob e es a ealidade nos dois países. Dian e do expos o, oi de inida
como pe gun a ânco a des a in es igação a seguin e ques ão: Como se dá a p esença de
p o esso es especialis as de música nas IEI em Po ugal e no B asil e quais as suas
possí eis con ibuições pa a a expe iência musical e a o mação das c ianças?
A in es igação oi ealizada a pa i do mapeamen o das ins i uições de Educação P é-escola
e C eche po uguesas e das ins i uições de Educação In an il b asilei as onde há p o esso es
especialis as de música, es udando os casos selecionados.
2.1.1 Obje i o ge al
Desc e e e e idencia como se dá a p esença de p o esso es especialis as de música nas IEI
em Po ugal e no B asil e comp eende quais as possí eis con ibuições pa a a expe iência musical e a
54
o mação das c ianças, segundo a opinião dos p o esso es de música e dos ep esen an es das
ins i uições pa icipan es.
2.1.2 Obje i os especí icos
a) Realiza um mapeamen o sob e a p esença de PEM nas IEI em Po ugal e no B asil;
b) Desc e e o pe il das IEI onde há PEM e o pe il dos PEM a uan es;
c) Desc e e como se dá a in eg ação dos PEM e das a i idades po eles desen ol idas
nas IEI;
d) E idencia como e que ipo de expe iências musicais as c ianças es ão i enciando
nas IEI onde há PEM;
e) Conhece as concepções dos pa icipan es sob e o “p o esso especialis a de
música” e a sua a uação;
) Comp eende quais as con ibuições da p esença de PEM pa a a expe iência musical e
o mação das c ianças, na opinião dos pa icipan es.
2.2 Abo dagens me odológicas in eg adas na in es igação
2.2.1 Pe spec i as quali a i a, quan i a i a e mis a
Abo dagens de in es igação cien í ica de i am de um conjun o de alo es e c enças sob e
isões de mundo ou o mas de olha a ealidade - on ologia, e de como se cons ói o conhecimen o e a
ciência social - epis emologia. Esses p essupos os o igina am os pa adigmas que p opo cionam bases
lógicas pa a a in es igação com di e en es quad os eó icos e me odológicos que con igu am dois polos
his o icamen e dico ómicos: as abo dagens quali a i a e quan i a i a (Cohen & Manion, 1989; Cou inho,
2011).
2.2.1.1 Abo dagem quali a i a
A abo dagem quali a i a es á elacionada ao pa adigma in e p e a i o, ambém chamado
na u alis a ou cons u i is a. Segundo Cou inho (2011, p.25) esse pa adigma em suas o igens em
meados do século XX nas e en es ilosó icas que ques iona am o pensamen o posi i is a po
conside a que a complexidade dos p ocessos sociais não pode se medida, calculada ou eplicada
55
(Cou inho, 2011; Mo gado, 2012). Mo gado (2012) ac escen a que a endência pelo en oque
in e p e a i is a, especialmen e no con ex o educa i o, em sua o igem num p ocesso g adual de
econhecimen o de que a lógica posi i is a não e a adequada pa a cap a e comp eende “o ca á e
mul i ace ado do compo amen o humano e as dis in as especi icidades de cada con ex o” (Mo gado,
2012, p.36). Numa pe spec i a on ológica, es e pa adigma conside a que ealidade é “ ela i is a”
(Cou inho, 2011, p.16) ou in e subje i a, ou seja, admi e a exis ência de múl iplas ealidades
cons uídas a a és de p ocessos sociais dinâmicos nos quais os sujei os elabo am, cons oem e
compa ilham in e subje i amen e os signi icados sob e um de e minado obje o, num de e minado
con ex o social. Es á alinhada à epis emologia subje i is a (Cou inho, 2011, p.16) - na qual os
signi icados são esul ado de uma cons ução men al subconscien e do sujei o sob e o obje o - e
cons u i is a – na qual “a c iação de signi icado p essupõe in encionalidade, is o é, uma consciência
que se ol a a um obje o, e a pa i da in e ação en e o sujei o e o obje o é que se cons ói um
signi icado” (Saccol, 2009, p.253).
Do pon o de is a concei ual, a abo dagem quali a i a es á cen ada na in es igação das
“ideias” e na descobe a de “signi icados nas ações indi iduais e nas in e ações sociais” (Cou inho,
2011, p. 26, i álico do au o ). P e alece, po an o, a lógica indu i a pois, a eo ia se cons ói num
p ocesso que eme ge dos a os, da análise e da in e p e ação dos dados. Mo gado (2012) explica que,
“de uma o ma sin é ica pode a i ma -se que es e pa adigma p e ende subs i ui as noções cien í icas
de explicação, p e isão e con olo do pa adigma posi i is a pelas de comp eensão, signi icado e ação”
(Mo gado, 2012, p.16). Dessa o ma, o oco ecai sob e a comp eensão dos signi icados o mados e
compa ilhados numa de e minada si uação ou con ex o social, pois dali eme gem os modos de
comp eende a ealidade na pe spec i a dos pa icipan es do p ocesso in es iga i o (Mo gado, 2012,
p.18). Pa a an o, segundo Cou inho (2011), assume um quad o me odológico que en ende o papel do
in es igado como cons u o do conhecimen o e conside a o subje i ismo, buscando in e p e a e
comp eende os signi icados de um de e minado enômeno, num dado con ex o social, do pon o de
is a de quem o i e. Os pa icipan es são, po an o, conside ados sujei os a i os e o mado es, e o
pesquisado em po obje i o e idencia aquilo que é mais ele an e segundo a concepção dos
pa icipan es, o que p essupõe uma ime são no meio pesquisado. Nes e en oque, o p ocesso
in es iga i o é conside ado um enômeno humano, um a o social ma cado pela in encionalidade e
in e ação, no qual “não é possí el sepa a o que es á a se in es igado do p óp io in es igado ” que “se
encon a ime so na ealidade social da qual az pa e e alcança o conhecimen o em esul ado de
es ímulos ex e nos, mas ambém da sua expe iência in e io ” (Mo gado, 2012, pp. 32-33, i álico do
62
2012; S ake, 2006; Yin, 2010), múl iplas on es de e idências, mé odos mis os e abo dagens
complemen a es pa a es uda os casos e busca comp eende o enômeno em ques ão. Pa a ob e um
pano ama de cada caso, oi u ilizada uma abo dagem de le an amen o a a és da análise documen al
e de ques ioná ios que incluí am elemen os quan i a i os e quali a i os, seguidos do es udo
ap o undado de unidades de análise in eg adas (Yin, 2010) ou casos embu idos/minicasos (S ake,
2006) inco po adas em cada caso, ep esen adas po IEI públicas e p i adas em Po ugal e no B asil,
que o am es udadas a a és de en e is as e análise de na u eza in e p e a i a. Con igu a, assim, um
p oje o de es udo de caso múl iplo in eg ado.
Figu a 2: Plano de in es igação: quin ain, casos múl iplos e unidades de análise in eg adas
En e os desa ios pa a a ealização de um es udo de caso múl iplo es ão: a de inição e
seleção dos casos a se em es udados (Cou inho, 2011, p. 298); o dilema de es udo ou ên ase en e a
pa icula idade e o comum, o singula e o cole i o, o “caso” e o “quin ain” (S ake, 2006, p. 7); e a
demanda de ecu sos e empo que podem se especialmen e exigen es pa a um único in es igado
(Yin, 2010, p. 77).
A inalidade ou obje i os do es udo de caso são comuns aos p opósi os da in es igação social
em ge al e podem es a o emen e associados aos es udos de o ien ação quali a i a, nos quais,
p e alece a e en e in e p e a i a cujos obje i os são desc e e , explo a e comp eende um enômeno
(Cou inho, 2011; Mo gado, 2012). Mo gado (2012, pp. 62-63) sin e iza ês dimensões pe inen es a
es a es a égia me odológica:
dimensão desc i i a:
ecolhe e desc e e aspec os pe inen es ao
con ex o da in es igação ep esen a uma pa e signi ica i a do p ocesso;
dimensão explo a ó ia:
CASO
unidades de análise in eg adas ou minicasos
PORTUGAL
C eches e Ja dins de In ância
IEI
IEI
IEI
IEI
BRASIL
Ins i uições de Educação In an il
IEI
IEI
IEI
IEI
CASO
A p esença de p o esso es especialis as de música em IEI
quin ain
unidades de análise in eg adas ou minicasos

63
p opo ciona a amilia ização com um obje o de es udo pouco conhecido ou explo ado, pa e da
essência dos es udos de caso, des elando um no o conhecimen o sob e o mesmo num p ocesso de
descobe as;
dimensão in e p e a i a:
busca comp eende e in e p e a o enômeno conside ando, pa a
al, múl iplas pe spec i as daqueles que es ão en ol idos na si uação e a iadas es a égias e on es de
dados (como a análise de documen os). Pa a Yin (2010) o es udo de caso enquan o mé odo de
pesquisa, pode se classi icado de aco do com os obje i os, inalidades e com os ipos de ques ões que
mo em a in es igação. Os
es udos explo a ó ios
concen am-se em ques ões do ipo “o que” e podem
se desen ol idos com o obje i o de le an a e idências, hipó eses e p oposições pa a es udos
pos e io es, ou en ol e algum ipo de es agem. Na sua a iação, podem e o obje i o de iden i ica
elemen os ele an es em ques ões do ipo “quan o/quan os/quais/quem”. Nes e úl imo caso, suge e
que o mé odo de le an amen o e análise de dados podem se especialmen e an ajosos. Os
es udos
explana ó ios
são mo i ados po ques ões do ipo “como” e “po que” e “lidam com os ínculos
ope acionais que necessi am se açados ao longo do empo, mais do que as me as equências ou
incidências” (Yin, 2010, p. 30).
Es e es udo assume, po an o, a sua dimensão
desc i i a
pois o nece um pano ama
desc i i o que pe mi iu ca ac e iza os aspec os elacionados aos con ex os da in es igação –
o ganização do sis ema educa i o, legislação e o ien ações cu icula es; polí ica de o mação de
p o esso es;
pe il das IEI e dos p o esso es de música, en e ou os;
a dimensão
explo a ó ia,
pois,
p opo cionou a amilia ização com um enômeno ainda pouco explo ado –
a a uação de p o esso es
especialis as de música nas IEI em Po ugal e no B asil (“quem/quan os”);
e a dimensão
in e p e a i a
à medida que p ocu ou comp eende o enômeno a pa i da combinação das pe spec i as dos sujei os
en ol idos no caso -
os p o esso es de música e as coo denado as das IEI nos dois países (“como/po
que”)
. Essas dimensões e ques ões o ien a am a cons ução do desenho me odológico ap esen ado a
segui .
2.3 Desenho da pesquisa
Le ando em con a que o desenho de pesquisa é eme gen e e cons uído no p ocesso de
in es igação, o plano des e es udo oi o ganizado em duas ases: E apa 1: Le an amen o
explo a ó io (le an amen o documen al e ques ioná io): e apa de pe spec i a “mac o”, p e endeu
a ende aos obje i os de mapeamen o e desc ição dos con ex os es udados, o e ecendo um pano ama
amplo sob e as ealidades. Es a ase é ca ac e izada pela inclusão de uma abo dagem quan i a i a,
64
adequada pa a abalha com um núme o es endido de amos as; e E apa 2: En e is as: e apa de
pe spec i a “ ocada”, p e endeu analisa em p o undidade as pe spec i as de um g upo eduzido de
pa icipan es, assumindo uma abo dagem essencialmen e quali a i a.
Es e ipo de abo dagem mis a é co obo ado po Yin (2010) que indica que alguns es udos de
caso podem ale -se de e idências quan i a i as e quali a i as (Yin, 2010, p. 41), e ainda, u iliza
di e en es mé odos numa pe spec i a inclusi a e plu alis a, como possibilidades escolhidas a pa i de
um ace o a iado pa a a ealização da pesquisa de ciência social (Yin, 2010, p. 43). Com essa
pe spec i a, o am desen ol idos o desenho de in es igação, as e apas e os ins umen os de p odução
de dados, como se á desc i o a segui .
Figu a 3: Desenho da in es igação
Fo am de inidos como écnicas e ins umen os de p odução de dados pa a es e es udo: o
le an amen o documen al e o inqué i o po ques ioná io, emp egues na E apa 1; e a en e is a
semies u u ada, emp egue na E apa 2. As espos as exp essas pelos pa icipan es às ques ões a eles
ap esen adas a a és do ques ioná io e da en e is a con igu am a p incipal on e de dados nes e
(Cou inho, 2011).
2.3.1 E apa 1: le an amen o explo a ó io
Foi delineada como p imei a e apa des e es udo a ealização de um le an amen o
explo a ó io e de um diagnós ico sob e a a uação de p o esso es de música em IEI em Po ugal e no
B asil, com o obje i o de iden i ica as IEI públicas e p i adas que dispõem de p o esso es especialis as
em música e os docen es especialis as que a uam nes es con ex os, de o ma a ob e uma ideia
65
ap oximada dos núme os ela i os à sua p esença nos dois países, e desc e e o pe il des as
ins i uições e des es p o esso es. Segundo Cou inho (2011, p. 295), em algumas si uações,
indicado es quan i a i os al como dados numé icos e demog á icos, podem aze odo o sen ido
quando p opo cionam uma melho comp eensão do “caso”.
Figu a 4: O le an amen o no es udo de caso
Le an amen o em um es udo de caso
Es udo de caso sob e um enômeno educacional em um país
A p esença de p o esso es especialis as de música (PEM)
nas ins i uições educação de in ância (IEI)
Le an amen o das IEI que con am com PEM no país
Le an amen o dos PEM que abalham em IEI no país
Elabo ado pela au o a, adap ado de Figu a 2.6 Mé odos mis os (Yin, 2010, p. 88)
A segui , são ap esen ados os p ocedimen os e os ins umen os de p odução de dados
u ilizados na E apa 1: a) le an amen o documen al (documen os o iciais, censos, p oduções
acadêmicas) e, b) inqué i o po ques ioná io (adminis ados po meio digi al).
2.3.1.1 Le an amen o documen al
A análise de dados documen ais ep esen a uma impo an e on e de in o mação comum nos
p oje os in es iga i os, nomeadamen e no campo da educação, podendo se um mé odo de ecolha de
dados complemen a (pa e de um p oje o mais amplo) ou cons i ui o p óp io obje o de es udo (como
écnica exclusi a de ecolha de dados). Es e mé odo é ele an e, pois, complemen a as in o mações
ob idas po ou as on es e o nece egis os de si uações ou a i idades que não o am obse adas
di e amen e, sendo especialmen e opo uno quando não é possí el ao in es igado e acesso aos
indi íduos, às si uações ou ao enômeno em es udo (Du y, 1997; Mo gado, 2012; S ake, 2009). A
análise documen al é uma das écnicas e ins umen o de ecolha de dados possí eis nos es udos de
caso (Mo gado, 2012; S ake, 2009; Yin, 2010), sendo uma das on es de e idência que pode se
associada a ou as, na pe spec i a do uso de múl iplas on es ecomendada pa a a condução dos
es udos de caso. É conside ada com ele ância po co obo a e aumen a a e idência de ou as on es
a o ecendo a e i icação e a iangulação dos dados (Yin, 2010, p. 128). Nes e abalho o
66
le an amen o documen al oi desen ol ido com ca á e explo a ó io e como mé odo complemen a aos
demais p ocedimen os de ecolha de dados, es ando ambém associada ao enquad amen o eó ico e
ao le an amen o explo a ó io delineado na E apa 1, com o obje i o mapea os con ex os es udados e
euni e idências p é ias sob e a p esença de p o esso es especialis as de música nas IEI nos dois
países.
O ma e ial analisado co esponde a documen os esc i os como documen os o iciais e não
o iciais, indi iduais e cole i os, públicos e abe os (G onmo, 2020, p. 208). As p incipais on es
documen ais são os ela ó ios e dados o iciais sob e a educação de cada país, bem como a p odução
acadêmica pe inen e. O c i é io de seleção e análise dos documen os le ou em con a a inalidade da
in es igação, os ecu sos e empo pa a o desen ol imen o des a e apa e os obje i os e ele ância des a
análise e dos documen os no con ex o da in es igação, que ambém delimi ou o ní el de p o undidade
ou exaus ão que o ma e ial oi explo ado (Yin, 2010).
A pa i de documen os o iciais como os ela ó ios e censos sob e o sis ema educa i o
41
disponibilizados pelas en idades go e namen ais, e ainda, de in o mações solici adas aos ó gãos
públicos de cada país, p ocu ou-se ob e dados es a ís icos sob e a educação in an il (BR) e sob e a
c eche e a Educação P é-escola (PT), bem como a a uação de p o esso es especialis as de música
nes es con ex os. Como indica Gil (1999), os dados es a ís icos cole ados e a mazenados po
o ganizações e adminis ação pública podem se mui o ú eis pa a a pesquisa social, mas podem
ap esen a limi ações quando a de inição das ca ego ias emp egadas no ma e ial não coincide com
aquela de in e esse ou delimi ada no es udo. Isso po que “os egis os es a ís icos o iciais ge almen e
indicam (…) a si uação p e is a na lei” o que nem semp e coincide com a ealidade e e i a (Gil, 1999,
p. 162). No con ex o des a in es igação, o obje o ou ca ego ia de in e esse oi a p esença e a a uação
de p o esso es especialis as de música nas IEI; po ém, cien es de que essa não é uma si uação
e e i amen e p e is a em lei com ca á e ob iga ó io nos dois con ex os es udados, conside amos essa
limi ação pe inen e.
Po isso, oi incluído no le an amen o documen al uma seleção de abalhos cien í icos e
acadêmicos, nomeadamen e, as eses de dou o amen o, disse ações de mes ado (e ela ó ios de
es ágio, no caso de Po ugal
42
) sob e a música nas IEI em Po ugal e no B asil. Como suge e G onmo
(2020, p. 209) a análise documen al pode se exigen e e imp e isí el. Os p ocessos de cole a e análise
de dados são desen ol idos pa alelamen e de o ma que a análise pode indica a necessidade de
inclusão de no os documen os ou a al e ação do plano inicial, e omando o p ocesso de cole a. S ake
41
Também denominados “ egis os em a qui o” (Yin, 2010, p. 132).
42
O mapeamen o documen al no caso de Po ugal oi ema de ês a igos publicados.
67
(2009) ei e a que ecolhe dados a a és de documen os eque o ganização e men e “abe a a pis as
inespe adas” e que, apesa de es e e ou os au o es en a iza em a adminis ação do empo como uma
das o ien ações pa a a ealização da análise documen al, pode se impossí el es abelece o empo de
abalho sob e um de e minado documen o (S ake, 2009, p. 84). Fo am analisados os í ulos, esumos
e pala as-cha e com o obje i o de iden i ica , mapea e desc e e (ainda que pa cialmen e) a a uação
de p o esso es especialis as de música nas IEI em cada país.
2.3.1.2 Ques ioná io
Gil (1999) de ine o ques ioná io como “a écnica de in es igação compos a po um núme o
mais ou menos ele ado de ques ões ap esen adas po esc i o às pessoas, endo po obje i o o
conhecimen o de opiniões, c enças, sen imen os, in e esses, expec a i as, si uações i enciadas, e c.”
(Gil, 1999, p. 128). Au o es indicam que as p incipais an agens do uso de ques ioná ios são: o amplo
alcance (podem se en iados a mui as pessoas, a ingindo g andes populações em a iadas si uações e
con ex os geog á icos); meno es cus os; dispensam a p esença do in es igado (o que a o ece aos
pa icipan es esponde em num momen o con enien e, sem a in luência do in es igado , com a
ga an ia do anonima o). Mas há ambém limi ações nessa écnica, que incluem: a na u eza impessoal
(não o nece a iqueza de po meno es); a não ga an ia no índice de e o no e no de ido
p eenchimen o; não pe mi e conhece o con ex o e as ci cuns ância em que oi espondido; não
pe mi e o escla ecimen o de dú idas ou in o mações adicionais aos esponden es; pode exclui ou
limi a a pa icipação de pessoas que po algum mo i o não conseguem acede ou esponde ao
ques ioná io (pessoas que não sabem le ou esc e e , po exemplo) (Cou inho, 2011; Gil, 1999;
G onmo, 2020).
G onmo (2020, p. 233) suge e que o uso de ques ioná io es u u ado pa a cole a dados
quan i a i os (e quali a i os) é equen emen e e e ido como um
su ey
, e consis e em um ins umen o
com ques ões o ganizadas de o ma es u u ada, com espos as p ede inidas pa a a maio ia das
pe gun as. Cou inho (2011) indica que o
su ey
é um ipo de plano me odológico que p ocu a “inqui i
os sujei os sob e aspec os do seu backg ound pessoal/social ou pedi opiniões/pe cepções sob e
a iadíssimos emas, eco endo pa a o e ei o o in es igado a ques ioná ios, escalas ou en e is as”
(Cou inho, 2011, p. 100), e, po an o, di e e de ou os planos me odológicos de o ien ação quan i a i a
que p e endem e i ica o impac o de uma a iá el independen e sob e uma a iá el dependen e,
u ilizando pa a isso ecu sos pa a medi , quan i ica e es a . O
su ey
oi o ipo de es a égia mais
alinhada pa a o le an amen o explo a ó io p opos o na E apa 1 que e e po obje i o iden i ica as IEI

68
que possuem p o esso es especialis as em música e os docen es especialis as que a uam nes as
ins i uições, em Po ugal e no B asil, de o ma a ob e uma ideia ap oximada dos núme os ela i os a
essa ealidade nos dois países, desc e e o pe il das ins i uições e dos p o esso es e ob e
conhecimen o ace ca das ca ac e ís icas, mo i ações e concepções que ci cundam esse enômeno.
Não ha endo ins umen os es anda dizados que con emplassem ais obje i os, oi necessá io a
cons ução de ins umen os p óp ios pa a es a in es igação.
2.3.1.3 P ocedimen os de cons ução
Cou inho (2011), Gil (1999), G onmo (2020) e Hill & Hill (2002) indicam que a cons ução ou
elabo ação de um no o ins umen o de inqué i o é uma a e a desa iado a e exigen e, mas jus i ica-se
quando não exis em ins umen os es anda dizados adequados aos obje i os da in es igação. Po isso,
seguindo das o ien ações suge idas po esses au o es, o am elabo ados dois modelos de
ques ioná ios com pe gun as echadas e abe as, sendo um di igido aos p o esso es especialis as de
música (33 ques ões), e ou o, aos di e o es ou coo denado es das IEI (22 ques ões).
As ques ões o am o ganizadas em blocos emá icos. No ques ioná io di igido aos docen es
o am abo dados assun os ela i os ao mapeamen o (se é ou não é p o esso de música a uan e nas
IEI), aspec os da a uação docen e, in o mações sob e a ins i uição e pe il docen e ( e Quad o: Sín ese
Ques ioná io 1). No ques ioná io di igido às IEI o am abo dados assun os ela i os ao mapeamen o (se
em ou não em um p o esso especialis a de música), in o mações sob e as aulas de música e pe il
da ins i uição ( e Quad o: Sín ese Ques ioná io 2). Ambos os ques ioná ios con a am ainda com um
bloco inicial de ap esen ação das in o mações e escla ecimen os sob e o es udo, seguido do
consen imen o in o mado de pa icipação, e um bloco inal indicando a conclusão do ques ioná io
seguido de um espaço pa a mani es a em se acei a am se con a ados u u amen e e indica em um
ende eço ele ônico pa a al. Mesmo sendo o es udo ealizado em dois países de língua po uguesa, oi
conside ada a de ida adequação linguís ica e cul u al pa a os con ex os po uguês e b asilei o, cuja
e são inal se encon a em anexo (Anexos 1 a 4).
69
Quad o 6: Sín ese Ques ioná io 1 - PEM
Ques ioná io di igido aos p o esso es especialis as de música: 33 Ques ões ( e são PT e e são BR)
Bloco emá ico
Desc ição
Núme o das ques ões e
ipologia
To al
Ap esen ação
In o mações sob e do es udo, público-al o, escla ecimen os
é icos; Consen imen o in o mado (F)
Ques ão 1
( echada)
1
Le an amen o
Ca ac e ização/c i é io de pa icipação do esponden e: abalha
ou não abalha numa IEI (F)
Ques ão 2
( echada)
1
30
Aspec os da
a uação Docen e
Modalidade como p o esso música (F); unções na ins i uição
(F); equência dos epe ó ios abalhados (F); ou os ipos de
epe ó io (A); equência das a i idades musicais (F); ou as
a i idades musicais (A); p incipais e e enciais
pedagógicos/didá icos (A); aixa e á ia das c ianças com que
abalha (F); mo i ações (F); p incipal desa io (A)
Ques ões 3-12
(6 echadas, 4 abe as)
10
Sob e a
ins i uição
Como são o e ecidas as aulas de música (F); ins umen os
disponí eis na ins i uição (F); su iciência (F) e qualidade dos
ins umen os (F); u ilização de ins umen os p óp ios (A);
ecu sos disponí eis na ins i uição (F); u ilização de ecu sos
p óp ios (A); colabo ação de ou os memb os da equipe
pedagógica (F); ipo de ins i uição (F); município/cidade (A);
Es ado/Dis i o (F)
Ques ões 13-23
(8 echadas, 3 abe as)
11
Pe il docen e
Fo mação em música (F); ou as o mações em música (A);
o mações em educação (A); o mações pedagógico-musicais (F);
empo de expe iência (F); idade (F); opinião sob e a
ca ac e ização de um p o esso especialis a de música (A);
opinião sob e a o mação do p o esso especialis as de música
(A)
Ques ões 24-31
(4 echadas, 4 abe as)
8
Conclusão
Ag adecimen os, con i e pa a di ulgação do es udo e con i e
pa a con a os u u os; acei e pa a se con a ado u u amen e (F)
e in o mação de ende eço ele ônico (A)
Ques ões 32-33
( echadas)
2
Quad o 7: Sín ese Ques ioná io 2
Ques ioná io di igido aos ep esen an es das IEI: 22 Ques ões ( e são PT e e são BR)
Bloco emá ico
Desc ição
Núme o das ques ões e
ipologia
To al
Ap esen ação
In o mações sob e do es udo, público-al o, escla ecimen os
é icos; Consen imen o in o mado (F)
Ques ão 1
( echada)
1
Le an amen o
Ca ac e ização/c i é io de pa icipação da ins i uição
esponden e: con a com p o esso especialis a de música na IEI
(F)
Ques ão 2
( echada)
1
19
Sob e as aulas
de música
Tempo em que há p o esso de música na IEI (F); mo i ação
pa a e um p o esso de música (A); como são o e ecidas as
aulas de música (F); maio desa io (A); espaço onde acon ecem
as aulas de música (F); equência das aulas de música po
u ma (F); du ação das a i idades (F); opinião sob e a in luência
na expe iência musical das c ianças (F); jus i icação da espos a
(A); opinião sob e a ca ac e ização de um p o esso especialis a
de música (A); opinião sob e a o mação do p o esso
especialis as de música (A)
Ques ões 3-13
(6 echadas, 5 abe as)
11
Pe il da
ins i uição
Núme o de c ianças a endidas (A); aixa e á ia das c ianças (F);
ipo de ins i uição (F); ínculo labo al do p o esso de música (F);
na u eza da en idade inanciado a (F); município/cidade (A);
Es ado/Dis i o (F)
Ques ões 14-20
(5 echadas, 2 abe as)
7
Conclusão
Ag adecimen os, con i e pa a di ulgação do es udo e con i e
pa a con a os u u os; acei e pa a se con a ado u u amen e (F)
e in o mação de ende eço ele ônico (A)
Ques ões 21-22
( echadas)
2
70
Os ques ioná ios o am p oduzidos e dis ibuídos em modelo de o mulá io digi al, cujos
p ocedimen os de alidação e di ulgação es ão desc i os nos ópicos a segui . O le an amen o
explo a ó io po meio de inqué i os oi ealizado em complemen o ao le an amen o documen al e
con igu a a p incipal on e de dados des a e apa.
2.3.1.4 P ocedimen os de alidação
Quando um no o ins umen o de inqué i o é cons uído, é consenso en e os au o es que es e
ins umen o p ecisa passa po um p ocesso de es agem e alidação (Cou inho, 2011; Gil, 1999;
G onmo, 2020). Pa a a alidação dos ques ioná ios oi conside ada a ealização de um es udo pilo o,
que consis e em um p é- es e ealizado com uma amos a da população pesquisada, com o obje i o de
e i ica a cla eza das ques ões e dos e mos, a o ganização do ques ioná io, qualidade das espos as e
en ada de dados.
Pa a al, o am selecionadas duas cidades (uma em cada país), pa a a ealização do es udo
pilo o com PEM e ep esen an es de IEI, iniciado em ma ço de 2020. Nes e pe íodo, po ém, ins alou-se
a c ise sani á ia em unção da pandemia da Co id-19, doença causada pelo no o co ona í us (Sa s-
Co -2), que ence ou os es abelecimen os escola es em meados de ma ço em Po ugal
43
e no B asil
44
.
No amos a imedia a cessação de espos as na cidade po uguesa, endo sido ecolhido um núme o
insu icien e e não ep esen a i o de pa icipan es. Na cidade b asilei a, a Sec e a ia de Educação com a
qual ha íamos ei o o con a o decla ou a impossibilidade de se ealiza o es udo pilo o, dadas as
condições impos as pela pandemia, a sob eca ga de in o mações e abalho exigidos num momen o
especialmen e delicado pa a oda a comunidade escola . Concluímos que o es udo pilo o iniciado se
o na a in álido e que uma no a en a i a em ou as cidades se ia p o a elmen e in iabilizada pelas
mesmas condições. Des a o ma, e en endendo que o momen o inédi o exigia no as es a égias,
iniciou-se a busca po al e na i as pa a da p osseguimen o à alidação dos ins umen os e cole a de
dados, p i ilegiando o igo do p ocesso cien í ico.
Validade comunica i a
Em al e na i a ao es udo pilo o ou p é- es e, op ou-se pela alidação po meio da a aliação de
obse ado es ou juízes, que consis e em discu i o ins umen o de inqué i o com sujei os compe en es
43
Dec e o-Lei nº 10-A/2020 de 13 de ma ço de 2020. Es abelece medidas excecionais e empo á ias ela i as à si uação epidemiológica do no o
Co ona í us - Co id-19. Diá io da República n.º 52, 1º Suplemen o, Sé ie I, de 13 ma . 2020, p. 22-(2) a 22-(13).
44
Minis é io da Educação. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Pa ece CNE/CP 5/2020, de 28 de ab il de 2020. Reo ganização do
Calendá io Escola e da possibilidade de cômpu o de a i idades não p esenciais pa a ins de cump imen o da ca ga ho á ia mínima anual, em azão da
Pandemia da Co id-19.
71
e elemen os que pe encem ou possuem ca ac e ís icas idên icas à população pesquisada. Esse
p ocesso é ambém e e ido como
iabilidade en e obse ado es
(Cou inho, 2011, p. 119),
análise
eó ica dos i ens
(Pasquali, 2003, p. 106), ou numa pe spec i a quali a i a,
communica i e alidi y
ou
alidade comunica i a (G onmo, 2020, p. 288).
Segundo G onmo (2020), es e ipo de alidação é baseado no diálogo com ou as pessoas e
p e ende obse a se os dados são ap op iados pa a as ques ões de pesquisa abo dadas no es udo,
p ocu ando iden i ica possí eis p oblemas e pon os acos. Os pa cei os de discussão podem se os
p óp ios a o es do es udo, ou seja, elemen os do público-al o (chamada de
ac o alida ion
), e ou os
pesquisado es e pa es acadêmicos (chamada de
colegial alida ion
). Os a o es de em se iden i ica
com o ins umen o (comp eensão e pe inência) e ap o a a ap esen ação, enquan o ou os
pesquisado es podem a alia com a pa i de uma pe spec i a eó ica e de suas expe iências no campo
de es udo. Esses diálogos podem e ela p oblemas e agilidades que de em se co igidos pelo
pesquisado e, em ambos os casos, a alidade pode se conside ada sa is a ó ia se hou e consenso
en e pa cei os de discussão de que não há pon os acos ou limi ações pa icula es em elação às
ques ões a se em es udadas (G onmo, 2020, p. 289).
De modo a sis ema iza esses diálogos de a aliação dos ins umen os, o am delineados
p ocedimen os baseados nas ecomendações de Pasquali (2003, p. 106) sob e os p incípios da análise
eó ica que, segundo o au o , é aquela que em a colabo ação de g upos de juízes pa a a alia a
comp eensão ou in e p e ação dos i ens, sen enças e enunciados (análise semân ica) e, a alia a
pe inência dos i ens ao aspec o que se p e ende in es iga (análise de con eúdo ou análise de
cons u o). Segundo es es p incípios, a análise é ei a po sujei os pe i os na á ea (semelhan e ao
suge ido po G onmo (2003) como
colegial alida ion
), sendo ecomendado um núme o de pelo menos
seis juízes. Es es de e ão mani es a indi idualmen e as suas imp essões sob e o ins umen o com o
ecu so a lis as e abelas pa a ma cações. No caso des a in es igação, o g upo de juízes oi cons i uído
po in es igado es docen es do ensino supe io na á ea da Música, com econhecido abalho
p o issional na á ea da educação musical, sendo ês po ugueses e ês b asilei os.
Os juízes analisa am, no pe íodo en e julho e agos o de 2020, os dois modelos de
ques ioná ios (um di igido aos p o esso es especialis as em música que abalham em IEI e o ou o
di igido aos di e o es ou ges o es dessas ins i uições), cada qual na e são adequada ao seu país. Po
meio de uma abela em que de e iam assinala as opções “sim” ou “não” quan o à cla eza e
pe inência de cada ques ão, ealiza apon amen os e ainda, emi i um pa ece , os juízes mani es a am
as suas a aliações sob e os ques ioná ios, conside ando-os adequados.
78
2.4.1 Le an amen o documen al
Pa a a análise dos abalhos acadêmicos ( eses e disse ações) – conside ando o olume de
dados, a dimensão explo a ó ia que en ol eu o con ex o de dois países (e, po an o, duas e isões), e a
ele ância des a e apa no plano da in es igação – oi ado ada como es a égia pa a a análise dos
abalhos acadêmicos selecionados a écnica de
e isão sis emá ica ápida
45
. Es e ipo de e isão
co esponde a um modelo menos ex enso e menos ambicioso da e isão sis emá ica comple a, no qual
os pesquisado es u ilizam um caminho al e na i o como “a alhos legí imos” pa a limi a a dimensão da
e isão, e consequen emen e, o empo e os ecu sos emp eendidos nes a e apa (G onmo, 2020, p.
99). Isso signi ica que a busca pode se limi ada a um único banco de dados, que a li e a u a não é ão
p o undamen e analisada e apenas uma sín ese de dados limi ados da li e a u a é ap esen ada. De
qualque o ma, a e isão de e se es u u ada e os c i é ios e o as de idamen e explici ados
e idenciando os limi es des a e isão.
Fo am analisados í ulos, esumos e pala as-cha e (e em alguns casos a pesquisa po
pala as no documen o) de eses de dou o amen o, disse ações de mes ado (e ela ó ios de es ágio,
no caso de Po ugal) sob e a música nas IEI. Pa a al, eco emos à análise sis emá ica o ganizando o
con eúdo de aco do com um conjun o de classi icações. Esse p ocesso de análise pe mi iu quan i ica
os dados ob idos con e gindo, assim, com o obje i o p opos o pa a es a e apa de le an amen o (Du y,
1997, p. 97). Como suge e Mo gado (2012, p. 87) oi elabo ada uma g elha de apoio que indicam as
in o mações dos documen os e as ca ego ias de mapeamen o pa a sis ema iza a in o mações
ecolhidas e o ganiza o p ocesso de e isão sis emá ica ápida das p oduções acadêmicas.
Quad o 10: G elha de apoio pa a e isão sis emá ica ápida (le an amen o documen al)
Dados dos documen os
Ins i uição de o igem do abalho (uni e sidade, ins i u o, e c.)
Tí ulo do abalho
Au o do abalho
Tipo/na u eza do abalho ( ese, disse ação, ela ó io de es ágio) e Cu so/p og ama de o igem
Pala as-cha e
Da a da publicação
Ca ego ias de mapeamen o
Tí ulo
Tí ulo gené ico
“Música” p esen e no í ulo
Á ea do abalho
Música
Educação/Ensino
45
“
apid
e iew”: Boland (2017) apud G onmo (2020).

79
Ou a
Con ex o
Em con ex o de IEI
Com c ianças em idade p é-escola ( o a das IEI)
Fo a do con ex o das IEI
1º Ciclo (PT)
Ou os con ex os
Relação docen e
(docen es en ol idos ou
mencionados)
Esc i o po p o esso es especialis as de música
Esc i o po educado es de in ância/gene alis as
Menciona p o esso es especialis as de música
Abo da a o mação de p o esso es
Abo dagem da música
Música como ema cen al
Música como e amen a pedagógica ou papel secundá io
Maio alo ização da música e desc ição das a i idades musicais
Não abo da a emá ica da música
Tipo de IEI (quando in o mado)
Pública
P i ada
Localidade (quando in o mado)
Concelho/município
O p ocesso empí ico e a ca ac e ização da amos a da análise documen al são desc i os caso
a caso no Capí ulo 3. Os esul ados e ap esen ação de dados são desc i os caso a caso no Capí ulo 4.
2.4.2 Es a ís ica desc i i a
Pa a a ende aos obje i os desc i i o e explo a ó io do es udo, eco emos às es a ís icas
desc i i as que pe mi em desc e e a amos a (g upos es udados) e comunica os esul ados,
e idenciando “di e enças, elações e/ou pad ões” (Cou inho, 2011, p. 132), azendo uso especialmen e
de abelas de equência e ep esen ações g á icas. Es e ipo de análise oi u ilizado pa a o ganiza ,
ap esen a e in e p e a os dados ob idos a a és dos ques ioná ios di ecionados aos PEM que a uam
em IEI e, aos ep esen an es das IEI que con am com PEM em Po ugal e no B asil, com o obje i o de
e idencia e desc e e a a uação de PEM, o pe il das IEI que con am com es es p o issionais, o pe il
dos PEM a uan es, as mo i ações das IEI e dos p o esso es especialis as e as suas possí eis
con ibuições pa a a expe iência musical e o mação das c ianças.
As ques ões echadas esul am no o iamen e em dados de na u eza quan i a i a e numé ica;
po an o, eque em es e ipo a amen o e análise. Já as ques ões abe as de na u eza quali a i a o am
subme idas aos p ocedimen os de análise pe inen e (desc i o no ópico a segui ) a ançando,
pos e io men e, pa a um p ocesso de quan i icação dos dados quali a i os a a és da ans o mação
das ca ego ias emá icas em a iá eis. Assim, os dados ganham ambém con o nos quan i a i os
o nando possí el a sua ap esen ação po meio da es a ís ica desc i i a, p ocedimen o eco en e nos
80
planos me odológicos de mé odos mis os (C eswell, 2010, p. 257), como é o caso des a in es igação.
En e an o, o p ocesso de quan i icação, apesa de se ap oxima da mensu ação de oco ência de
emas eco en es na análise de con eúdo, não é concebido aqui numa pe spec i a da obje i idade ou
da e i icabilidade, mas como um ecu so complemen a que pe mi e desc e e e comp eende o
enômeno.
Pa a o p ocedimen o de análise oi designado um código pa a cada esponden e a a és da
a ibuição de le as e núme os que indicam o ipo da amos a (p o esso es ou coo denado es), a
o igem (Po ugal ou B asil) e o núme o a ibuído a cada pa icipan e
46
. A segui , os dados o am
o ganizados e inse idos no so wa e de análise de dados MAXQDA®
47
que pe mi iu associa a análise
quan i a i a e quali a i a pe inen es nes a in es igação. Com as e amen as disponí eis no so wa e,
oi possí el analisa os dados o iundos das pe gun as echadas, ob endo uma es a ís ica desc i i a de
equências e associações ele an es, e, ob e uma pe spec i a quan i a i a das pe gun as abe as
subme idas ao p ocesso de análise e ca ego ização.
Nes e es udo, os dados quan i a i os supo am os obje i os de desc ição e comp eensão do
enômeno e não p essupõem o es abelecimen o de co elações, gene alizações es a ís icas ou
es agem de hipó eses. Nesse sen ido, limi amos o p ocedimen o às análises essencialmen e
desc i i as, ap esen ando as equências absolu as e ela i as das a iá eis conside adas a a és de
abelas e ep esen ações g á icas con o me os seguin es modelos:
Quad o 11: Modelo de abela de equência (Tipos de IEI que con am com PEM) – Po ugal
Tipo de IEI
P i ada
Pública
TOTAL
P i ada - IPSS
239 (59,0%)
-
239 (59,0%)
P i ada - Ensino pa icula e coope a i o
79 (19,5%)
-
79 (19,5%)
Pública
-
87 (21,5%)
87 (21,5%)
TOTAL
318 (78,5%)
87 (21,5%)
405 (100,0%)
Fon e: Ques ioná io IEI.
46
Os ques ioná ios são anônimos. Os dados ela i os ao ende eço ele ônico ( o necido de o ma opcional e olun a ia pelos esponden es) não são
di ulgados, ga an indo o anonima o dos pa icipan es.
47
MAXQDA® é um so wa e pa a análise de dados quali a i os e mé odos mis os em pesquisas acadêmicas, cien í icas e come ciais desen ol ido pela
emp esa VERBI So wa e (Be lim, Alemanha). Ve sões u ilizadas: MAXQDA Analy ics P o (2022 e 2024). h ps://www.maxqda.com/
81
Figu a 5: Modelo de ep esen ação g á ica (Tipos de IEI que con am com PEM) – B asil
Fon e: Ques ioná io IEI.
No caso das espos as abe as, após o p ocesso de análise (que implicou numa cons an e
e isão e eo ganização das unidades de análise de modo a ob e um pano ama dos emas
eme gen es, ca ac e ís ica ine en e aos es udos quali a i os), oi u ilizado o ecu so de es a ís ica de
subcódigos que indica a equência de segmen os (unidades de análise) classi icados nas subca ego ias
ou ca ego ias especí icas (ca ego ias eme gen es) numa de e minada ca ego ia in e mediá ia (dada
pelo ópico abo dado na ques ão do inqué i o), con o me os modelos ap esen ados a segui :
Quad o 12: Modelo de es u u a de ca ego ização pa a pe gun as abe as (Maio desa io como
p o esso es de música nas IEI)
Ca ego ia in e mediá ia
Pe gun a
Maio desa io
Qual é o maio desa io da ins i uição pa a a ealização das a i idades de música?
Ca ego ias eme gen es
Desc ição
Des alo ização
Fal a de econhecimen o da música enquan o á ea de conhecimen o, a al a de
comp eensão da impo ância da música na educação in an il, e a al a de
econhecimen o p o issional.
Planejamen o e ação
docen e
Adequações do planejamen o, ação docen e e a i idades pa a a aixa e á ia, e a
necessidade de pesquisa e c iação de ma e iais.
Sabe es docen es sob e a aixa
e á ia
Limi ações de expe iência p o issional e o mação pa a a aixa e á ia das c ianças.
Sabe es docen es sob e música
Limi ações de compe ências musicais, de o mação e pa a abalha com ma e iais ou
ins umen os especí icos.
Recu sos
Limi ações de ecu sos ma e iais (ma e iais didá icos, ins umen os musicais, espaço)
e o ganizacionais ( amanho das u mas, a du ação das aulas, o apoio ins i ucional).
Ca i a as c ianças
Despe a o in e esse, mo i a , desen ol e o gos o pela música, man e a a enção e
concen ação, ge i o compo amen o/silêncio e abalha de aco do com as
ca ac e ís icas das c ianças.
Ou os
Adap ação ao ensino online, desgas e ísico, colabo ações com as educado as,
82
p omoção da humanização e sociabilização e in eg ação da exp essão co po al.
Nenhum
A gumen os que indicam a ausência ou não exp essam algum ipo de desa io.
Quad o 13: Modelo de es a ís ica de subcódigos pa a pe gun as abe as (Maio desa io como
p o esso es de música nas IEI) – Po ugal
P incipais desa ios
F equência
Po cen agem
Ca i a as c ianças
80
49,4%
Planejamen o e ação docen e
44
27,2%
Recu sos
14
8,6%
Des alo ização
12
7,4%
Ou os
8
4,9%
Nenhum
4
2,5%
TOTAL
162
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
O p ocesso empí ico e a ca ac e ização da amos a que cons i uem os dados es a ís ico
desc i i os são ela ados caso a caso no Capí ulo 3. Os esul ados e ap esen ação de dados são
desc i os caso a caso no Capí ulo 4.
2.4.3 Análise ex ual discu si a
Os dados o iginados das ques ões abe as nos inqué i os (E apa 1) e, p incipalmen e, das
en e is as com p o esso es especialis as de música e coo denado es das IEI (E apa 2) o am
subme idos ao p ocesso de análise po meio da Análise Tex ual Discu si a (Mo aes & Galiazzi, 2016).
Como e e e a p óp ia denominação, a Análise Tex ual Discu si a (ATD) ocupa-se de in o mações
ap esen adas em o ma de ex o (na u eza quali a i a) com o obje i o de p oduzi no as comp eensões
sob e os enômenos e discu sos (pe spec i a enomenológica). Segundo os au o es, “inse e-se en e os
ex emos da análise de con eúdo e a análise de discu so, ep esen ando, di e en emen e des as, um
mo imen o in e p e a i o de ca á e he menêu ico” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 13).
A Análise de Con eúdo (AC) e a Análise de Discu so (AD) podem se desc i as como
me odologias de análise que eúnem um conjun o de o ien ações e possí eis écnicas e p ocedimen os.
Conside ando os polos ex emos dessas duas abo dagens, é possí el iden i ica que a AC em sua
o igem no pa adigma posi i is a, cujo p incípio da obje i idade o ien a os p ocedimen os de análise e
e idenciam as ca ac e ís icas de agmen ação
48
. P eocupa-se an o com o mani es o quan o com o
la en e e alo izando an o a desc ição como a in e p e ação ( eo ização do analisado). Já na AD a
48
Na pe spec i a da ATD, a classi icação das unidades ou segmen os não é sus en ada pelo c i é io de exclusão mú ua, mas, “acei a-se que uma mesma
unidade possa se classi icada em mais de uma ca ego ia, ainda que com sen idos di e en es. Isso ep esen a um mo imen o no sen ido da supe ação da
agmen ação, em di eções a desc ições e comp eensões mais holís icas e globalizadas” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 49).
83
ên ase es á na in e p e ação c í ica undamen ada numa eo ia assumida
a p io i
, sendo a desc ição
uma p eocupação secundá ia ou a é dispensá el. Tende pa a a lei u a do implíci o e concen a-se na
análise do odo num es o ço de supe a o educionismo, assumindo p essupos os da dialé ica na
concepção de mundo e de ealidade (Mo aes & Galiazzi, 2016).
Nes e sen ido a ATD ap oxima-se da AC, pois, conside a a impo ância do p ocesso de
desc ição, enquan o o p ocesso de in e p e ação “ ende p incipalmen e pa a a cons ução ou
econs ução eó ica” p oduzindo signi icados a pa i “a pa i das pe spec i as de uma di e sidade de
sujei os en ol idos nas pesquisas” e, mesmo que possa assumi eo ias
a p io i
, “ isa mui o mais a
p oduzi eo ias no p ocesso da pesquisa” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 167). En e an o, num “desa io
pe manen e de p oduzi sen idos mais dis an es, complexos e ap o undados”, “a ATD enciona inse i -
se em mo imen os de p odução e econs ução das ealidades, combinando em seus exe cícios de
pesquisa a he menêu ica e a dialé ica” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 171). Ou seja, ep esen a o es o ço
de i além de exp essa ealidades já exis en es, mas, a pa i dos sen idos mais imedia os, cons ui a
comp eensão do enômeno. Nis o podemos iden i ica a p oximidade com AD. Assume-se, po ém, que
o p ocesso de análise é pe meado pela cons ução dos signi icados que o in es igado cons ói a pa i
de seus eo ias e pon os de is a e, ainda que conside ando a au o ia dos in e enien es do ex o
o iginal, o na-se au o das in e p e ações cons uídas (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 39).
Po an o, na p esen e in es igação, o
co pus
ex ual, obje o des a modalidade de análise, é
compos o po documen os p oduzidos no con ex o des a in es igação po meio dos ques ioná ios
(ques ões abe as) e en e is as. No caso dos ques ioná ios, o conjun o de documen os oi delimi ado
pelo núme o de espos as ob idas. No caso das en e is as, a ampli ude do conjun o de documen os oi
de inida pelo c i é io de sa u ação num mo imen o concomi an e de p odução e análise de dados
(Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 39).
O p ocesso de análise oi iniciado pela decomposição do ex o, a
uni a ização
. Es e é um
p ocesso que se cons i ui pela desin eg ação do que e a o denado em elemen os uni á ios de base
(unidades de análise ou unidades de sen ido) pe mi indo a cons ução de uma no a o ganização pelo
es abelecimen o de elações en e esses elemen os pelo p ocesso de
ca ego ização
(Mo aes & Galiazzi,
2016, p. 43). As unidades de análise podem se cons i uídas po ases, pa ág a os ou exce os de
ex os de maio ou meno ampli ude, esul ando em agmen os de ex o de a iadas dimensões
(Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 136). No caso dos ques ioná ios, as unidades de análise o am
delimi adas pela ampli ude de cada espos a, compos as na maio pa e po ases ou pa ág a os

84
cu os. No caso das en e is as, as unidades de análise a iam en e ases, exce os e pa ág a os de
maio ou meno ex ensão, delimi ados pelo sen ido enuncia i o.
A segui , deu-se o p ocesso de ca ego ização que co esponde à compa ação e ag upamen o
de elemen os de signi icação semelhan es, dando o igem às ca ego ias que são nomeadas e de inidas,
ape eiçoadas e delimi as “cada ez com maio p ecisão, na medida em que ão sendo cons uídas”
(Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 44). É a pa i das ca ego ias “que se p oduzi ão as desc ições e
in e p e ações” e se ão cons i uídos os “elemen os de o ganização do me a ex o que se p e ende
esc e e ” num “exe cício de exp essa as no as comp eensões possibili adas pela análise” (Mo aes &
Galiazzi, 2016, p. 45). As ca ego ias o am p oduzidas numa mediação en e a e e ência de unidades
de análise es abelecidas e a p odução de ca ego ias eme gen es po in e médio do mé odo indu i o
que, pa indo do pa icula pa a o ge al, implica a cons ução de ca ego ias a pa i dos dados num
“p ocesso de compa a e con as a ” no qual “o pesquisado o ganiza conjun os de elemen os
semelhan es, ge almen e com base em seu conhecimen o áci o” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 45)
ge ando subca ego ias mais especí icas. Esse mo imen o ca ac e izou um p ocesso de ca ego ização
em “e apas” no qual, na medida que a ança a o p ocesso de análise, a combinação de unidades de
análise e ca ego ias eme gen es lança a luz sob e as no as e apas de análise, que po sua ez, lançou
luz sob e a es u u a de ca ego ias pe mi indo a conexão en e os p ocessos de análise dos di e en es
ins umen os. Ou seja, as ca ego ias in e mediá ias dadas pela es u u a das ques ões abo dadas nos
ques ioná ios, complemen adas po ca ego ias eme gen es, o ien a am o olha da in es igado a no
p ocesso de análise das en e is as (ainda que man endo a lexibilidade e abe u a pa a o su gimen o
de no as ca ego ias). O ag upamen o e o ganização das ca ego ias esul an es da análise das
en e is as encaminhou a cons ução de uma es u u a de ca ego ias inais que, po sua ez, o ien ou a
eo ganização da es u u a de ca ego ias dos ques ioná ios uni icando a pe spec i a de análise, a
o ganização da desc ição dos dados e a discussão dos esul ados.
85
Figu a 6: Esquema do p ocesso de ca ego ização
De a o, p ocesso de ATD é ca ac e izado po ciclos de cons an e e isão, c í ica e
eo ganização, es abelecimen o de pon es e sequências de o ganização en e as ca ego ias isando
“exp essa com maio cla eza as in uições e comp eensões a ingidas” (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 54).
Nesse p ocesso, as análises podem assumi di e en es ên ases, o a mais desc i i as, o a mais
in e p e a i as, em consonância com os obje i os do es udo, como ambém acon ece nes a
in es igação. A alidade das ca ego ias oi o ien ada pelos p incípios de homogeneidade (cons uídas
pelo mesmo p incípio classi ica ó io) e pe inência aos obje i os do es udo. Esse p ocesso pe mi iu
ge a um conjun o de ca ego ias ge ais, complemen adas po subca ego ias mais especí icas de aco do
com a complexidade do ma e ial analisado.
A ATD oi a écnica u ilizada pa a analisa os dados das 20 en e is as ealizadas com PEM e
ep esen an es de IEI (em Po ugal e no B asil), sendo po ezes a écnica associada na análise dos
ques ioná ios. Pa a o p ocedimen o de análise das en e is as, oi designado um código pa a cada
pa icipan e a a és da a ibuição de le as e núme os que indicam o ipo da amos a (p o esso es ou
coo denado es), o núme o da en e is a e a IEI que ep esen a am, ga an indo o anonima o dos
pa icipan es. Após o p ocesso de ansc ição, os dados o am inse idos no so wa e de análise de
dados MAXQDA®.
O p ocesso analí ico das en e is as encaminhou a cons ução de uma es u u a de ca ego ias
cujas ca ego ias inais ou ca ego ias mac o ep esen am as ês dimensões implicadas na ques ão
des a in es igação (Quad o 10), e idenciando a sua alidade pela pe inência aos obje i os do es udo,
como indicam Mo aes & Galiazzi (2016, p. 134; p. 141). A desc ição e a in e p e ação dos dados es ão
Ca ego ias in e mediá ias
Ca ego ias eme gen es
Ca ego ias in e mediá ias
Ca ego ias eme gen es
Es u u a de
ca ego ias
QUESTIONÁRIOS
ENTREVISTAS
DIMENSÕES
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o ganizadas a pa i da es u u a das ca ego ias mais amplas (dimensões), como suge em os mesmos
au o es (Mo aes & Galiazzi, 2016, p. 144).
Quad o 14: Es u u a de ca ego ias: T ês dimensões implicadas na ques ão de in es igação
Ques ão de in es igação
Como se dá a p esença p o esso es especialis as de música nas IEI em Po ugal e no B asil e quais as suas
possí eis con ibuições pa a a expe iência musical e a o mação das c ianças?
DIMENSÕES
Desc ição
INSTITUIÇÕES
Reúne dados sob e o pe il das IEI que êm p o esso es especialis as de música, as mo i ações e desa ios na o e a
des a modalidade, e os aspec os elacionados à con a ação e in eg ação dos PEM.
PROFESSORES DE
MÚSICA
Reúne dados sob e o pe il dos PEM pa icipan es, mo i ações pa a abalha em IEI, os desa ios nes a a i idade
p o issional, e ainda, as concepções dos pa icipan es sob e a ca ac e ização e a o mação PEM.
CRIANÇAS
Reúne dados que e idenciam como as c ianças es ão i enciando as a i idades musicais nas IEI onde há PEM (ao
ní el da o e a, acesso, ecu sos e expe iências) e dados que e idenciam a opinião dos pa icipan es sob e as
possí eis con ibuições dos PEM na expe iência musical e o mação e das c ianças.
São ap esen adas aqui a sín ese de análise e a es u u a e sumá io de ca ego ias (e
e e enciados echos das en e is as que ilus am o con eúdo das ca ego ias). Cada dimensão
compo a ca ego ias e subca ego ias de dados de ca á e desc i i o (ques ões de in o mação) e de
ca á e in e p e a i o (ques ões p oblema) que es ão em consonância com os obje i os especí icos
delineados pa a es e abalho, como ap esen ado no quad o a segui :
Quad o 15: Es u u a e desc ição das ca ego ias com exce os ilus a i os – En e is as
Ca ego ias
Desc ição
Dimensão: INSTITUIÇÕES
Con ex o das IEI que êm p o esso es especialis as de música
Pe il das IEI
Ca ac e ís icas das ins i uições ep esen adas.
Ca ac e ís icas ge ais
Con ex o, espaço, es u u a, e ou as ca ac e ís icas das IEI.
É um espaço bem g ande, em 2 pa ques g andes. Um na en e, com um g amado
(que eu amo de paixão, aquela pa e oda do g amado, das á o es...), e em um
pa que a ás, que es á com ped a e b i a. In elizmen e, a gen e acaba endo que
coloca , po que se cho e mui o, o g amado ica mui o empo sem pode se usado.
Daí o espaço de ás em uma d enagem maio . (CIEI19J, Pos. 6, Coo d. BR)
Rede de ensino
Tipo das ins i uições quando à ede de ensino: pública ou p i ada.
Somos uma c eche pequena, uma IPSS, uma Ins i uição Pa icula de Solida iedade
Social. (CIEI14G, Pos. 4, Coo d. PT)
Localidades
Município ou con ex o de localização.
87
Eu a uo em 3 ins i uições de educação in an il aqui em São Paulo. Essa [ins i uição]
em especí ico, da que eu indiquei a coo denado a, ica no bai o da [localidade],
p óximo à A enida Paulis a. (PEM03B, Pos. 4, P o . BR)
Co po docen e
Pe il da equipe pedagógica, docen e e demais uncioná ios.
Temos na nossa c eche, sou eu como di e o a écnica e educado a de in ância. Tenho
ou a colega que ambém é educado a de in ância, 5 auxilia es de ação educa i a e
uma auxilia de se iços ge ais. (CIEI14G, Pos. 4, Coo d. PT)
Tempo de o e a na IEI
Pe íodo ou empo que as IEI já o e ecem a i idades com PEM.
A musicalização na educação in an il en a, se eu não me engano (...), eu ac edi o
[que] em 2007-2008 que a gen e ins i ui a musicalização. P imei o na educação
in an il, e, pos e io men e, a gen e coloca musicalização no [pe íodo] in eg al ambém
(…). (CIEI16H, Pos. 4, Coo d. BR)
Modo con a ação
Vínculo labo al, meios e/ou inanciamen o pelos quais são con a os os PEM.
Con a o com emp esa
Vínculo com emp esa p es ado a de se iços educacionais ou en idade especializada
na á ea da música.
Eu não abalho pa a a escola, abalho pa a uma emp esa que abalha pa a a
escola, de apoio à amília. Não sou eu di e amen e a abalha com a escola. É a
emp esa que em á ios p o esso es de disciplinas... ginás ica, música, dança. É po
essa emp esa que abalho e, lá es á, es a a na ou a escola e coloca am-me nes a.
(PEM02A, Pos. 21, P o . PT)
Con a o com a IEI
Vínculo labo al di e amen e com a ins i uição.
O nosso colabo ado [p o esso de música] ganha po ho a. (…) [Pa a os p o issionais
de] Con ação de his ó ia, música e nu ição é a pa e, eles são ho is as [ abalham
po ho a]. (CIEI04B, Pos. 31, Coo d. BR)
Colocados pelo se o
público
Vínculo labo al e e i o ou empo á io com o se iço público.
Apesa de e exe cido semp e como p o esso a de música, ela em a o mação de
base como educado a. E começou assim, pon ualmen e, pequenas si uações. Depois,
começou a aze pa e pa a p eenche ho á ios. E a é que, já há uns 14 anos, az
pa e como maes a a ní el das salas do p é. E an es da usão, nos in an á ios
ambém já ha ia esse apoio. (CIEI07F, Pos. 14, Coo d. PT)
Mo i ações
Razões e mo i ações pelas quais as IEI con a am PEM.
Impo ância do especialis a
Valo ização das con ibuições que um p o issional com conhecimen os especializados
e o mação na á ea da música pode aze .
Mas eu acho que o papel p incipal é isso, é le an a uma bandei a de que a música é
impo an e sim, e de ende esse a gumen o den o da educação in an il e ambém
aze essa oca en e os colegas, assim, desa ia ... Nem udo ai se nas aulas dele
[do especialis a], não é? Mas ele pode de ende o que ele conhece mui o bem e que
jamais o pedagogo ai consegui sup i . É um di e encial de e essa p esença [do
p o esso especialis a de música]. (CIEI18I, Pos. 66, Coo d. BR)
Impo ância da Música
Valo ização da música impulsionada po gos o, in e esse e pelo econhecimen o da
sua impo ância.
Eu op ei [pela música] em ou as. Nes a ins i uição (…) op ei [pela música] ambém
94
(CIEI16H, Pos. 28, Coo d. BR)
Ca ac e ís icas pessoais e
p o issionais
A ibu os pa icula es de na u eza subje i a, e a ibu os ele an es pa a o con ex o e a
a uação p o issional.
P on o. No nosso caso, que são c ianças mui o pequeninas, p imei o em que gos a
de es a com c ianças ão pequenas, não é? Es a ocacionado pa a isso. Gos a
daquilo que es á a aze , não é? (CIEI06C, Pos. 31, Coo d. PT)
Concepções sob e a
o mação do PEM
Qual de e se a o mação de um "p o esso especialis a de música" na opinião dos
pa icipan es.
Fo mação musical
Fo mação especializada e conhecimen os écnicos na á ea da música.
(…) a o mação dos p o esso es de música, é o mação 'em música' e o mação 'no
ensino especí ico da música'. (…) Mas, nós emos expe iência especi icamen e na
pa e da música. (PEM05C, Pos. 49, P o . PT)
Fo mação pa a a aixa
e á ia
P epa ação pedagógica pa a a ua com a aixa e á ia na IEI.
Eu iz a licencia u a, inha uma especialização em educação musical, mas eu ia que
as p á icas não e am bem assim... En ão, eu comecei a i a ás dos educado es que
da am cu sos [de educação musical pa a a educação in an il]. Eu ui [buscando],
desde a aculdade, e os nomes que eu ou ia os p o esso es ala em, eu comecei a
pô no papel e i a ás. "São especialis as!". (PEM03B, Pos. 24-25, P o . BR)
Ca ego ias
Desc ição
Dimensão: CRIANÇAS
Como as c ianças es ão i enciando as a i idades musicais
Modalidade de o e a
Como a a i idade musical com PEM é o e ada nas IEI ep esen adas, em ou os
con ex os ou IEI, e qual o luga da música nos sis emas de ensino ou cu ículos.
A i idade ex acu icula
Modalidade de o e a de ca á e opcional, ge almen e o a do empo le i o ou ho á io
de a endimen o, com ou sem pagamen o adicional pela amília.
É após o pe íodo [da educado a]. (…) Po an o, mas odos eles êm a i idades a iadas
den o do ATL uma delas, a música e a dança. (CIEI01A, Pos. 16, Coo d. PT)
A i idade in eg ada
Modalidade de o e a pa a odas as c ianças du an e do empo le i o ou ho á io de
a endimen o, sem pagamen o adicional pela amília.
Lá nessa ins i uição, especi icamen e, o balé e a música já azem pa e da g ade,
apesa de se chamada de aula ex a. Po que ica ali po o a do adicional
pedagógico, po isso é que em essa nomencla u a. (PEM03B, Pos. 8, P o . BR)
Ou os con ex os
Como acon ece a in eg ação dos PEM e da música em ou os con ex os e ins i uições.
Nas c eches e nos ja dins de in ância, sim - da ede p i ada, IPSS(s). No público,
in elizmen e não. É a a ins i uição pública, an o de Ja dim de in ância como escola
p imá ia, que enha música. (CIEI14G, Pos. 56, Coo d. PT)
Sis ema
educa i o/cu ículo
Lacunas en e o econhecimen o da impo ância da música na educação e sua e e i a
implemen ação nos sis emas de ensino.
P imei a pe cepção: a alo ização da á ea. Pegando pelo his ó ico, não az an os anos
assim que a ede municipal in an il em a cobe u a da música. A pa i da lei, aquela
de 2008, que ob igou o ensino de música, o am colocados, paula inamen e, os

95
p o issionais da ede. (PEM17I, Pos. 36, P o . BR)
Pagamen o
Demanda de pagamen o adicional pela amília pa a o acesso às a i idades com PEM.
SEM pagamen o adicional
As a i idades com PEM não êm cus o adicional pa a a amília.
[A aula de música] es á incluída, não é pago. Faz pa e mesmo da nossa [ o ina],
po an o, os pais não pagam. (CIEI08D, Pos. 19, Coo d. PT)
COM pagamen o adicional
As a i idades com PEM êm um cus o adicional pa a a amília.
É assim. A componen e não le i a [música] é paga pelos pais, consoan e o seu
endimen o (…). (CIEI11E, Pos. 64, Coo d. PT)
Acesso
Pa a quem são opo unizadas as a i idades musicais com PEM e quais c ianças êm
acesso à essa o e a.
Todas as c ianças
Con ex os em que odas as c ianças da IEI êm acesso às aulas de música com PEM.
(…) na aula de música, [a gen e] a ende odos os alunos, en ão, já az pa e [do
cu ículo]. Música semp e az pa e. (PEM03B, Pos. 8, P o . BR)
Si uações condicionais
Con ex os em que o acesso das c ianças às aulas de música é condicional à opção e
pagamen o ex a, aos ho á ios de ealização das a i idades ou à o e a po aixa e á ia.
Aliás, enho pena que não seja um se iço pa a odas as c ianças usu uí em. Po que
no o que, os que não podem usu ui , icam bocadinho is inhos. Mas, p on o.
Também não depende deles, depende da on ade dos pais. (PEM05C, Pos. 43, P o .
PT)
Pe íodo e equência
Du ação e equência com que as c ianças êm a i idades dinamizadas po PEM, e
aspec os da o ganização dos ho á ios.
Du ação e ho á io
Du ação e o ganização dos ho á ios das a i idades com PEM.
É compos o um ho á io, ixo. En ão a gen e az um ho á io ixo e a p o esso a [de
música] em ali em o no de 45 minu os, ho a/aula po u ma. (CIEI16H, Pos. 12,
Coo d. BR)
F equência
F equência (semanal) das a i idades com PEM.
Aos [c ianças de] 3 anos (…) é uma ez po semana. Em odos os anos [as u mas] é
uma ez po semana, só que depois, o que di e encia é o empo. (CIEI07F, Pos. 14,
Coo d. PT)
Música no dia a dia
Como a música es á p esen e em ou as si uações no dia a dia das c ianças nas IEI.
Nos ou os dias, a gen e az [a i idades musicais] como o "semaná io", é como a
gen e ala aqui [planejamen o semanal]. A gen e in oduz essa música só que são as
be ça is as [pessoas que abalham com as u mas de be çá io] que aplicam. (…)
du an e a semana em oda de música, em alguma gincana, em alguma expe iência
com música que seja uma a i idade di e en e. A gen e az só pa a não ica 2 ezes
po semana, só o p o esso ex a[cu icula ] (CIEI04B, Pos. 8, Coo d. BR)
P á icas ou a i idades
Como as c ianças i enciam a música a a és das p á icas e a i idades ealizadas po
PEM.
Obje i os e o ma de
Ca ac e ís icas ge ais dos obje i os, o ganização, e desen ol imen o das a i idades
96
abalho
musicais com PEM.
Com o g upo de 1 ano é es imulação de música pa a bebés, que eles gos am mui o.
Depois, com os 2 [anos] já can am, ai in oduzindo alguns ins umen os. Com os
bebés ambém já ai mos ando ins umen os. E com o Ja dim de in ância, já ai
in oduzindo músicas com ins umen os. Não ensinamos nenhum ins umen o,
ob iamen e. (CIEI06C, Pos. 9, Coo d. PT)
Ap esen ações
/Pe o mance
Ap esen ações musicais das c ianças ( es as e ocasiões especiais), a i idades de
pe o mance com as c ianças e pe o mances ealizadas pelos PEM.
O que eles [c ianças] ão aze às ap esen ações é... Se exis e o es i al do Ou ono,
eles es i e am a can a músicas de Ou ono. Ago a oi a ap esen ação do Na al,
es i e am a can a músicas de Na al. Semp e que há alguma coisa emá ica e em que
haja alguma es a na comunidade escola , en ão há semp e música na escola. (…)
(PEM02A, Pos. 47, P o . PT)
(…) eu ou aze o meu ins umen o, que é a iola d'a co. E eu decidi que esses
ho á ios "li es" (…) eu ou ecebe as amílias ou quando as c ianças es i e em indo
embo a, ou es a ocando iola. Vou bo a um ape e pa a quem quise sen a -se um
pouco, escu a a música, pa a aze um momen o em que eles possam in e agi
comigo de ou a o ma que não seja na sala. (PEM20J, Pos. 12, P o . BR)
Temá icas de abalho e
colabo ações
Temas de planejamen o, a i idades ou p oje os e colabo ações en e PEM e
educado as.
(…) Nes e momen o, es á-se a in oduzi a pedagogia em pa icipação e, po an o, em
mui o do ou i , en im, a on ade da c iança, a oz da c iança. E, po an o, às ezes, de
p oje os que su gem eu depois en o in eg a a música de alguma manei a nesses
p oje os. Ou as ezes eu ambém sugi o. (PEM09D, Pos. 7-8, P o . PT)
Ins umen os ocados ou
azidos pelos PEM
Vi ências e acesso à ins umen os musicais p omo idos pelos PEM.
Gui a a, [uso] semp e odas as semanas. Os ou os ins umen os ão odando, en e
ins umen os O ... Nes e caso [hoje] a kalimba, o ocean d um. Os ins umen os de
pe cussão ge almen e cos umam se aqueles que eu cos umo aze . Às ezes,
ambém ago a melódica. Vai dependendo do leque de ins umen os que eu ambém
enho em casa. Há os boomwhacke s, ambém. (PEM10E, Pos. 22, P o . PT)
A i idades musicais
Desc ição das a i idades musicais desen ol idas com as c ianças.
Can a
E en ão, aço semp e a canção dos Bons Dias, um exe cício com ba imen os co po ais
e depois, u ilizo ambém mui os ges os. Canções com ges os, canções alusi as, po
exemplo, às pa es do co po, a coisas do dia a dia, aos animais (…). (PEM05C, Pos.
17, P o . PT)
Mo e
No ano passado eu iz uma es a dançan e com as c ianças aqui. Eu ac edi o que a
dança em oda uma elação com o i mo, o co po e udo. En ão, p opicio isso como
a i idade ambém. (PEM17I, Pos. 11, P o . BR)
Ou i
O que é que nós amos aze hoje?". Temos um momen o de escu a em que eu coloco
uma música (que pode e le a ou não, ins umen al ou não), e aquele é o empo de
ou i . Depois de ou i , às ezes, di ecionado ou não, eu pe gun o qual é o ipo de
ins umen o, sob e o que é que ala a a música... E, às ezes, é só ap eciado po
ap ecia , sem um obje i o de "obse ação" de alguma coisa (…). (PEM15H, Pos. 46,
P o . BR)
Toca
Às ezes, no início, se eles pega em num ins umen o qualque , num ambo , eles
97
pegam num ambo e começam a ba e assim, e es á udo bem. Segue pa a o
p óximo. Mas, no inal, já acaba po não acon ece . Já no o alguma [in enção]...
"Ago a ou aze mais assim..." ou "Vou es a ago a aqui a madei a do lado. O que é
que eu aço da madei a? E se eu i a ao con á io?", "Se eu ize assim, o que é que
acon ece?". [As c ianças] Já o começam a explo a o mas di e en es, o que é mui o
"gi o". (PEM10E, Pos. 47, P o . PT)
C ia
(…) a p o esso a ambém az alguns p ocessos de musicaliza algumas poesias, de
c ia , de aze c iações (com as c ianças) de algumas músicas. En ão, já su gi am,
desde que a gen e começou a abalha dessa o ma, dialogando com o in e esse das
c ianças, já su gi am á ios p oje os que en ol iam a música (…). (CIEI16H, Pos. 13,
Coo d. BR)
Sob e música
Em p é-escola , basicamen e, é is o... Figu as í micas, ensiná-los não com os nomes
delas, in en o Chico, Zé, pa a a semínima e pa a as colcheias... En ão, eles já eem
"Ai, o Zé!", "Ai, o Chico!", e ão alando en e eles... Os andamen os... Es imulá-los
com jogos, ápido-len o, e ealmen e eles gos am mesmo bas an e. (PEM02A, Pos. 31,
P o . PT)
Repe ó io
Tipos de epe ó ios abalhados ou ap esen ados às c ianças.
Acho mui o impo an e aze no os epe ó ios. (…) Eu en io as playlis s que eu
u ilizo, po que senão, jamais eles conhece iam Judi h Akoschky. Jamais conhece iam
essas canções lá dos anos 70 e que a gen e abalha nas aulas. E que ambém é legal
pa a as c ianças ou i em, po que o que es á massi icados DVDs, YouTube, eles
escu am oda ho a, né? (PEM03B, Pos. 27, P o . BR)
Ludicidade
Abo dagens e alo ização de a i idades lúdicas.
(…) po exemplo, uma a i idade mui o especí ica: usa um lenço g ande em que odos
podem pa icipa ao mesmo empo, abaná-lo, e c. Tudo o que en ol e essa pa ilha.
Po que se o em odos a pa icipa jun os, é mui o mais di e ido. Seja em que coisa
o , se nós ize mos com alguém, é mui o mais di e ido, é mui o mais en á el, é
mui o mais p odu i o. (…) Depois, udo o que en ol e b inca com a música, aze
jogos, ba e palmas, esconde as mãos, aze coisas com um colega - jogos com o
colega (…). (PEM05C, Pos. 57, P o . PT)
Pandemia Co id
Limi ações e al e ações das p á icas em azão da pandemia.
Como eu disse, a gen e em um espaço g ande que dá pa a i a ou os espaços, aze
aulas ex e nas (que a gen e az mui o). A pandemia ez isso pa a a gen e, nos ensinou
a usa mais o nosso ambien e ex assala de aula. (PEM15H, Pos. 14, P o . BR)
Mani es ações das
c ianças
Como as c ianças eagem, demons am in e esse e pa icipam nas aulas de música.
A po ência deles é de a o na u al e, po exemplo, se se o ganiza um pequeno conce o
ou um pequeno e en o pa a os pais assis i em, eles es ão logo mui o abe os a
ap ende , á idos de ap ende . Que dize , há a ape ência na u al e gos am, não é
o çado, gos am mui o mesmo. (CIEI01A, Pos. 31, Coo d. PT)
A aliação/obse ação
Como são ealizadas as obse ações e a aliações do desen ol imen o das c ianças na
á ea da música.
Po exemplo, on em e e uma c iança que cho a a mui o, mas ela chegou aqui e
gos ou mui o do piano, e isso eu ano ei. Tem uma c iança que chegou ocando o i mo
da ba a a, ocando, ba endo no i mo disso. Eu já ano ei. Te e c iança que já chegou
98
can ando... isso a gen e já no a, e eu ou obse ando. (PEM15H, Pos. 50, P o . BR)
Dimensão: CRIANÇAS
Possí eis con ibuições dos PEM pa a a expe iência musical e o mação
das c ianças
Fo mação e conhecimen o
especializado dos PEM
O conhecimen o écnico e especí ico dos PEM na á ea da música como a o de
impac o posi i o pa a o desen ol imen o das c ianças.
En ão, a impo ância do especialis a es á aí, po que, ele sabe mui o mais sob e a
impo ância da música pa a essas c ianças. E ele sabe mui o mais como aze essa
sensibilização, essa escu a a i a, essa pe cepção dos imb es, das sono idades, dos
agudos, dos g a es, de b inca com esse ins umen o ocal que a gen e em. "Ah,
mas eles [bebês e c ianças] não sabem nem ala !", mas, eles es ão 'nesse mundo' e
em 'o di ei o de e uma p o esso a especialis a'. E êm o di ei o de en a em con a o
com esse sabe , po que isso ai ica . (CIEI19J, Pos. 40, Coo d. BR)
Impo ância da música
pa a as c ianças
Impo ância da música na educação in an il e pa a o desen ol imen o das c ianças
como o a o que jus i ica a p esença de PEM.
Eu acho que a música é impo an e em odas as aixas e á ias, mas nes a, é
supe impo an e. Po que nós sabemos que o cé eb o humano a é aos 3 anos é
quando es á em maio desen ol imen o e abso e udo. Ou seja, se nós es imula mos
posi i amen e, ai e um impac o eno me no u u o. E, nem é só a educação musical
em si, mas a exp essão musical. Eles consegui em exp essa -se, consegui em
comunica . (…) Acho que é supe posi i o pa a eles, po que, lá es á... Diz-se semp e:
quan o mais cedo começa na música, melho . Mas não é po que, se começa mos
a de, não emos capacidades. É po que, cedo, nós es amos a ab i possibilidades e a
expandi a nossa c ia i idade. E isso é ó imo, seja qual o a nossa á ea no u u o.
Mesmo que sejamos médicos ou ad ogados, ou mesmo que não açamos nada ligado
à música. Es amos a expandi a nossa c ia i idade e a expandi a nossa sensibilidade
e, consequen emen e, amos se pessoas mui o mais sensí eis e empá icas uns
pelos ou os, na minha opinião. (PEM05C, Pos. 45, P o . PT)
Impo ância da música
O que icou em e idência, é ealmen e, a impo ância da música e o que é que ela
az de ecu so enquan o [no] be çá io e educação in an il. Ainda, [e] não sendo
ex acu icula , é a impo ância de e isso [a música] nas escolas, de que odas as
escolas i essem a possibilidade de isso [aulas de música] se como g ade e não
como ex acu icula , né? E hoje, ainda é di ícil encon a [que] odas as ins i uições
o e eçam esse ipo de ecu so sem o pagamen o. Mas eu acho que essa cons ução
em da gen e. Assim, se a gen e o azendo di e en e, mos ando que é possí el, que
melho a, que ajuda, que con ibui, a gen e muda isso de o ma g aduada, mas a
gen e muda. (CIEI04B, Pos. 67, Coo d. BR)
Despe a pa a a música
Pois, a nossa ideia com as aulas de música é que os meninos gos em da música pa a
u u amen e con inua em a usu ui dessa pa e e a é depois, quando o em pa a
uma escola e um ins umen o di e en e, já e o gos o pela música. Nós, inclusi e, já
i emos c iança que com 2 anos já anda a em aulas de iolino. Po an o, e a uma
mais- alia eles já es a em habi uados a es a com ou a pessoa. (CIEI06C, Pos. 31,
Coo d. PT)
Ou os
Impo ância da a e i idade e das elações com as c ianças po encializadas pela
p esença egula de um PEM.
(…) de uma o ma ge al, as c ianças c iam mui a empa ia (eu alo po mim) com a
igu a do p o esso [de música] que ai lá. Eu sou a igu a simpá ica - é um momen o
ag adá el, semp e, aula de música - que b inco com eles, que digo dispa a es... (…).
99
(PEM09D, Pos. 39, P o . PT)
Sim, a di e ença de e um p o esso ex a, especialis a, pa a aze as aulas é...
P imei o, udo que em de o a é di e en e pa a as c ianças. Ainda que ele [o
p o esso ] á oda a semana pa a a escola, já ica aquela espe ança de que "hoje em
o ' io' al, ai chega aqui com o iolão, com ukulele"... Com alguma coisa no a pa a
pode aze . E, a didá ica. A dinâmica [desse p o issional] é o almen e di e en e.
(CIEI04B, Pos. 52, Coo d. BR)
O p ocedimen o empí ico e a ca ac e ização da amos a que oi obje o des a análise são
ela ados caso a caso no Capí ulo 3. A ap esen ação dos esul ados des a análise é ei a caso a caso,
conjun amen e com dados o iundos dos demais ins umen os de cole a, no Capí ulo 4.
2.5 P ocedimen os é icos
A é ica na in es igação com se es humanos zela pelos di ei os e os p incípios é icos da
dignidade, da segu ança e do bem-es a e da au onomia dos pa icipan es, conside an o os a o es
como sujei os e não obje o. No desen ol imen o des e es udo oi obse ado um conjun o de alo es
que no eia a condu a na in es igação cien í ica como a in eg idade dos mé odos, idoneidade, igo
cien í ico, cla eza, hones idade, consen imen o in o mado e p ese ação da iden idade e dados
pessoais, p econizados po documen os como a Decla ação de Helsíquia (1964)
49
, Con enção de
O iedo (1997)
50
, e Regulamen o Ge al sob e a P o eção de Dados (Regulamen o UE 2016/679) –
RGPD
51
.
Tendo em is a es es p incípios, o es udo oi subme ido à a aliação de comissões de é ica
nos dois países, sendo adequado aos c i é ios p óp ios de cada comissão e me eceu o pa ece
a o á el dos seguin es ó gãos:
i. Ap o ação pelo Comi ê de É ica da Uni e sidade do Minho (CEICSH): Pa ece 004/2020
( e e ei o/2020) – (Anexo 7)
ii. Ap o ação pelo Sis ema de Moni o ização de Inqué i os em Meio Escola (MIME) da
Di eção Ge al de Educação (PT): Pa ece n.º 0714000001 ( e e ei o/2020) – (Anexo 8)
49
Wo ld Medical Associa ion. (1964).
Decla a ion o Helsinki – E hical p inciples o medical esea ch in ol ing human subjec s
.
h ps://www.wma.ne /policies-pos /wma-decla a ion-o -helsinki-e hical-p inciples- o -medical- esea ch-in ol ing-human-subjec s/
50
Council o Eu ope. (1997). Con en ion o he p o ec ion o human igh s and digni y o he human being wi h ega d o he applica ion o biology and
medicine: Con en ion on human igh s and biomedicine. h ps:// m.coe.in /168007c 98
51
Eu opean Union. (2016). Regula ion (EU) 2016/679 o he Eu opean Pa liamen and o he Council o 27 Ap il 2016 on he p o ec ion o na u al pe sons
wi h ega d o he p ocessing o pe sonal da a and on he ee mo emen o such da a (Gene al Da a P o ec ion Regula ion). O icial Jou nal o he Eu opean
Union, L 119, 1–88. h ps://eu -lex.eu opa.eu/eli/ eg/2016/679/oj

100
iii. Ap o ação pela Comissão Nacional de É ica em Pesquisa CEP/CONEP (BR) a a és do
sis ema da Pla a o ma B asil: Pa ece n.º 4.562.922 (se emb o/2021) – (Anexo 9)
i . Ap o ação Comissão de É ica em Pesquisa da Sec e a ia de Saúde de Po o Aleg e
(CEP/SMSPA) a a és do sis ema da Pla a o ma B asil: Pa ece n.º 5.278.369 (ma ço
2022) – (Anexo 10)
Os pa icipan es o am in o mados sob e os obje i os do es udo e a condição de pa icipação
olun á ia, sendo que os iscos de danos ísicos, psicológicos e econômicos o am conside ados
mínimos ou nulos. As ques ões o am elabo adas e abo dadas de o ma é ica e cla a. Foi ga an ido o
p incípio de con idencialidade e anonima o dos pa icipan es po meio de uso de códigos e ocul ação
de qualque in o mação que o ne possí el a iden i icação.
Quan o aos aspec os é icos na ealização das en e is as, Gue a (2006) des aca que de em
se obse ados alguns p incípios como o de “in o ma co e amen e os indi íduos dos obje i os da
in es igação e p o ege as on es” (Gue a, 2006, p. 52). Es es p incípios e ocam o es abelecimen o de
uma elação de con iança, e neu alidade ace aos juízos de alo . Conside a-se, en e an o, que a “a
é ica da elação es abelecida nas en e is as é comunicacional e não apenas acional, pelo que se
e elam undamen ais as capacidades de empa ia e de in e ação humana” (Gue a, 2006, p. 52). A
au o a essal a ainda a impo ância de, semp e que possí el, ealiza a de olução do ma e ial a ado
pa a a a e ição do sen ido de in e p e ação pelos pa icipan es, e a de olução dos esul ados.
Nessa pe spec i a, os pa icipan es o am in o mados dos obje i os e p ocedimen os de
en e is a a a és do con i e e e uado po comunicação ele ônica, seguido da assina u a do Te mo de
Consen imen o Li e e Escla ecido (TCLE – Anexos 11 e 12). No a o da en e is a, os pa icipan es
o am in o mados no amen e dos obje i os do es udo e da en e is a, e ques ionados quan o a
possí eis dú idas e necessidade de escla ecimen os adicionais. Foi con i mada ambém a au o ização
pa a g a ação da en e is a.
Após a ansc ição oi ei a a de olução da en e is a pa a que os in o man es pudessem
ealiza o p ocedimen o de con i mação e alidação dos depoimen os, a exa idão das in o mações e
solici a al e ações pe inen es. Como p ocedimen o de de olução dos esul ados, os pa icipan es
des e es udo que acul a am o con a o ele ônico ecebe ão a di ulgação das comunicações cien í icas
publicadas em e is as e a as de cong essos, e se ão con idados a acompanha a de esa des a ese.
Uma sessão especial pode á se ei a pa a ap esen a os esul ados aos en e is ados.
101
CAPÍTULO 3 – ESTUDO EMPÍRICO
Nes e capí ulo são desc i os os p ocedimen os de cole a de dados e os c i é ios de seleção e
ca ac e ização da amos a. O p ocesso de amos agem o ien a a de inição e seleção do núme o de
sujei os pa icipan es do es udo, ou seja, a amos a. A amos a, po sua ez, co esponde ao “conjun o
de sujei os (pessoas, documen os, e c.) de quem se ecolhe á os dados” (Cou inho, 2011, p. 85). No
p esen e abalho op ou-se pela seleção po amos agem es a égica (
s a egic samples
), ecomendada
em es udos que enham como obje i o desen ol e uma comp eensão global e holís ica de um caso,
um enômeno ou con ex o, e, a a és da indução analí ica ou gene alização eó ica, expandi essa
comp eensão pa a além das unidades incluídas na amos a – o ien ação que ambém es á alinhada à
es a égia me odológica dos es udos de caso múl iplo (Cou inho, 2011; Yin, 2010). Nes e ipo de
amos agem não é possí el de ini de an emão o amanho da amos a, que é desen ol ido du an e o
es udo no deco e da cole a de dados. A composição da amos a é baseada em c i é ios es a égicos
pa a a de inição e seleção desen ol idos a pa i de
insigh s
eó icos, conhecimen o empí ico e es udos
an e io es, bem como a pa i de a aliações sis emá icas isando um ap imo amen o ou expansão pa a
ob e “um en endimen o o mais ab angen e possí el”
52
(G onmo, 2020, p. 158). Es a o ien ação
conduziu o p ocesso de amos agem an o no le an amen o documen al, quan o na ealização dos
ques ioná ios e en e is as.
A população da amos a são os elemen os que pa ilham ca ac e ís icas comuns. No caso
dos ins umen os de inqué i o, o am de inidas as seguin es ca ac e ís icas como c i é ios: p o esso es
especialis as de música que abalham em IEI e, IEI que con am com p o esso es especialis as de
música ( ep esen adas pelos seus coo denado es/di e o es) em Po ugal e no B asil. O p ocesso de
amos agem não seguiu uma undamen ação ma emá ica ou es a ís ica, mas oi o ien ado pelos
c i é ios e obje i os da in es igação, sendo, po an o, uma amos agem in encional e não p obabilís ica.
Isso, po que es a in es igação não p e endeu es abelece a gene alização es a ís ica, sendo
conside ados aqui o concei o de gene alização analí ica ou eó ica pe inen es em in es igações de
es udo de caso. De odo o modo, não se ia possí el es abelece um cálculo de amos a ep esen a i a
(amos a p obabilís ica) pois o uni e so da amos a é hoje ainda desconhecido. Ou seja, não se sabe o
52
(T adução da au o a).
102
núme o o al de IEI que con am com p o esso es especialis as de música, nem o núme o exa o de
p o esso es de música a uan es nas IEI em cada um dos países
53
.
A segui , são desc i os os p ocedimen os de seleção da amos a e cole a de dados, bem
como a ca ac e ização da amos a ob ida em cada e apa e ins umen o de p odução de dados.
3.1 P ocedimen os de ecolha
3.1.1 Le an amen o documen al
Com o obje i o mapea os con ex os es udados e euni e idências p é ias sob e a p esença de
p o esso es especialis as de música nas IEI, oi desen ol ido o le an amen o documen al a pa i da
consul a e seleção de documen os o iciais e abalhos acadêmicos em cada país.
Os documen os o iciais consul ados o am ela ó ios es a ís icos e censos da educação em
Po ugal e no B asil, e ainda, dados complemen a es disponibilizados pelos ó gãos go e namen ais
pe inen es a pedido da in es igado a no âmbi o des e es udo.
A p odução acadêmica analisada oi eunida a pa i da consul a na pla a o ma RCAAP
(Reposi ó ios Cien í icos de Acesso Abe o de Po ugal) no caso de Po ugal e a pa i da consul a ao
Ca álogo de Teses e Disse ações da pla a o ma CAPES (Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal
de Ní el Supe io ). Os dados desse le an amen o são ap esen ados na desc ição dos casos (Capí ulo
4).
Rela i amen e aos abalhos acadêmicos, os c i é ios delineados o am: a eleição de uma
pla a o ma ou base de dados pa a consul a de eses e disse ação em cada país; busca po abalhos
p oduzidos em p og amas de pós-g aduação (mes ado e dou o amen o) em Música; seleção de
documen os que abo dam a música na Educação In an il (BR) ou na Educação de P é-escola (PT).
Du an e o desen ol imen o das e isões oi e iden e a necessidade e pe inência de expandi e inclui
no os c i é ios e documen os que con ibuí am pa a o le an amen o p e endido, como indicado po
G onmo (2020, p. 209). Sendo assim, o desen ol imen o dos pa âme os conc e izados na análise das
p oduções acadêmicas (sin e izados no Quad o 16), e os p ocedimen os de busca, seleção e análise
documen al em cada país são desc i os nos ópicos a segui .
53
No con ex o b asilei o, oi possí el ob e apenas uma es ima i a po meio de dados o iciais. Po ém, não há ga an ias de que es e núme o seja
ep esen a i o da ealidade global do B asil.
103
Quad o 16: C i é ios pa a o le an amen o documen al das p oduções acadêmicas
C i é ios da e isão
B asil
Po ugal
Base de dados
consul ada
Ca álogo de Teses & Disse ações – CAPES
h ps://ca alogode eses.capes.go .b /
(+) Nie i (2014)
Reposi ó io Cien í ico de Acesso Abe o de
Po ugal – RCAAP h ps://www. caap.p /
Tipo de documen os
Teses e disse ações na á ea da Música
Teses e disse ações na á ea da Música
(inclui ela ó ios de es ágio de Mes ado em
Ensino da Música e da Educação Musical)
(+) Teses e disse ações na á ea da Educação
(+) Rela ó ios de es ágio
(inclui ela ó ios de es ágio em Mes ado em
Educação P é-escola e Mes ado em Educação
P é-escola e 1º Ciclo do Ensino Básico)
Desc i o es
Música + educação in an il
Música + Educação P é-escola
Pe íodo
1996-2012 (Nié i, 2014)
2012-2020 (CAPES)
2009-2020 (RCAAP)
(+) Pa âme os ac escen ados na análise das p oduções acadêmicas.
3.1.1.1 Con ex o po uguês
Em Po ugal, as p incipais on es de dados o iciais consul adas o am os ela ó ios de
es a ís icas e documen os o iciais publicados pela Di eção-Ge al de Es a ís icas da Educação e Ciência
(DGEEC), Di eção-Ge al da Educação (DGE)
,
Di eção-Ge al de Es abelecimen os Escola es (DGEs E)
,
e
Di eção Regional da Educação (DRE - Aço es e Madei a). Não o am encon adas quaisque
in o mações sob e a p esença de p o esso es especialis as de música nas IEI po uguesas nos
documen os o iciais já publicados. P ocedemos à solici ação de dados e in o mações especí icas sob e
es e ema a a és de con a o di e o com os ó gãos o iciais, que, em espos a, indica am não
disponibiliza em de ais dados ela i os à p esença de p o esso es especialis as de música nas c eches
e ja dins de in ância em Po ugal con inen al. Quan o à egião de Aço es, po o ien ação da DRE, se ia
necessá io en a em con a o di e amen e com as ins i uições pa a con i ma em quais IEI há
p o esso es de música. Pa a isso, a DRE dos Aço es disponibilizou a lis a das ins i uições com os
ende eços ele ônicos, po meio dos quais o am en iados os ques ioná ios.
Pa a o le an amen o documen al des e es udo os p incipais ó gãos o iciais consul ados o am a
Di eção-Ge al da Educação – DGE, a Di eção-Ge al de Es a ís icas da Educação e Ciência – DGEEC, a
Di eção-Ge al de Es abelecimen os Escola es – DGEs E, a
Di eção Regional da Educação dos Aço es –
DREA, a Di eção Regional da Educação da Madei a - DREM, o Ins i u o de Ges ão Financei a da
Educação IGeFE, e a pla a o ma Ca a Social do Minis é io do T abalho, Solida iedade e Segu ança
Social – MTSSS.
110
A segui , são ap esen adas de o ma sin e izada as p incipais ca ac e ís icas da amos a.
Ou as in o mações e dados que con ibuem pa a a ca ac e ização da amos a são ap esen ados na
desc ição do caso (Capí ulo 4), pois são e idências que compõem o le an amen o sob e a p esença de
PEM nas IEI e pe mi em desc e e o pe il dos PEM a uan es e o pe il das IEI que con am com PEM
em Po ugal e no B asil, que são p ecisamen e alguns dos obje i os des a in es igação.
3.1.2.1.1 Ca ac e ização da amos a: p o esso es especialis as de música em Po ugal
Fo am ecebidas 191 espos as pa a o inqué i o di igido aos p o esso es especialis as de
música em Po ugal. O núme o da amos a dos p o esso es de música conside ada álida
59
oi de 162
(N=162) nes e país. Cada pa icipan e ecebeu um código iden i icado PF.PT.Nº (PF: P o esso es; PT:
Po ugal; Nº: núme o da espos a).
Quad o 17: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 1: ques ioná io) – Po ugal
PEM pa icipan es (ques ioná io)
F equência
Respos as ecebidas
191
Respos as álidas
162
To al da amos a
N=162
Fon e: Ques ioná io PEM.
Os docen es que esponde am ao ques ioná io em Po ugal êm idades comp eendidas
p incipalmen e en e os 18 e os 60 anos de idade, sendo que um pa icipan e em acima de 60 anos
de idade.
Quad o 18: Faixa e á ia dos PEM pa icipan es – Po ugal
Faixa e á ia dos PEM
F equência
Po cen agem
Po cen agem (cum.)
18 a 30 anos
29
17,9%
17,9%
31 a 40 anos
56
34,6%
52,5%
41 a 50 anos
56
34,6%
87,0%
51 a 60 anos
20
12,3%
99,4%
Mais do que 60 anos
1
0,6%
100,0%
TOTAL
162
100,0%
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
59
Fo am iden i icadas 27 espos as que não a endiam ao c i é io des e es udo: p o esso es de música que decla a am “não” abalha na educação p é-
escola ou com c ianças des a aixa e á ia (n=22); p o esso as não especialis as (educado as de in ância) que ealizam a i idades musicais no co idiano
das suas salas, não sendo possí el de e mina se são des acadas especialmen e pa a es a unção (n=02); espos as em duplicidade ou incomple as
(n=05).

111
A o mação dos pa icipan es é bas an e a iada, sendo p edominan e a Licencia u a em
Música, Licencia u a em Educação Musical/CESE ou semelhan e. O empo de expe iência dos
pa icipan es como p o esso es de música na educação de in ância em Po ugal a ia en e 1 a é mais
do que 30 anos.
Rela i amen e à dis ibuição demog á ica, a amos a de p o esso es de música pa icipan es
em Po ugal em ep esen a i idade em 77 municípios, 17 dis i os e ilhas ( egiões au ónomas), e
odas as egiões do país
60
. Os maio es índices po egião são Lisboa (29,6%) e Cen o (25,3%),
seguidos da egião No e (21%), das Ilhas (15,4%), do Alga e (4,9%) e da egião do Alen ejo (3,7%). Os
dis i os de maio incidência são Lisboa que co esponde a 24,1%, seguido da egião au ónoma da
Madei a com 14,2%, e do dis i o do Po o com 12,3%. Vila Real é o único dis i o sem ep esen ação
nes a amos a.
3.1.2.1.2 Ca ac e ização da amos a: Ins i uições de Educação de In ância em Po ugal
Fo am ecebidas 586 espos as de ep esen an es (coo denado es, di e o es, esponsá eis de
á ea e c.) de ins i uições de educação de in ância (nas alências de C eche e Educação P é-escola ) em
Po ugal. O núme o da amos a das ins i uições de educação de in ância em Po ugal conside ada
álida
61
oi de 405 (N=405). Po an o, o am iden i icadas 405 ins i uições de educação de in ância que
con am com PEM em Po ugal. Cada espos a oi nomeada com o código IEI.PT.Nº (IEI: Ins i uição de
Educação de In ância; PT: Po ugal; Nº: núme o da espos a).
Quad o 19: Amos a das IEI ep esen adas (E apa 1: ques ioná io) – Po ugal
IEI pa icipan es (ques ioná io)
F equência
Respos as ecebidas
586
Respos as álidas
405
To al da amos a
N=405
Fon e: Ques ioná io IEI.
Rela i amen e à dis ibuição demog á ica das ins i uições ep esen adas, hou e amos a de
IEI em 131 concelhos de odos os dis i os e egiões do país. Os maio es índices de pa icipação es ão
nas egiões de Lisboa (32,6%) e Cen o (30,4%), seguidos da egião No e (22,2%), da egião do
Alen ejo (6,2%), da egião do Alga e (4,9%) e das egiões au ónomas de Aço es e Madei a (3,7%). O
60
Ou os dados demog á icos como os municípios, dis i os e egiões au ónomas ep esen ados são ap esen ados no Capí ulo 4 - Desc ição dos casos.
61
Fo am iden i icadas 2 espos as nas quais os esponden es decla a am “não” acei a pa icipa da in es igação e, po an o, não esponde am o inqué i o.
Em 177 espos as os ep esen an es decla a am “não e ” p o esso es de música a abalha na c eche ou na educação p é-escola da ins i uição que
ep esen a am. Fo am encon adas 2 espos as em duplicidade, iden i icadas a a és das in o mações o necidas e do con ac o ele ônico disponibilizado
pelos esponden es. Fo am excluídas, po an o, 181 espos as.
112
dis i o de Lisboa co esponde a 22,7% do o al da amos a das IEI no país, o dis i o de B aga
co esponde a 10,4%, seguido dos dis i os de Lei a (8,6%), Po o (7,9%) e A ei o (7,9%) do o al da
amos a de IEI em Po ugal.
Quan o ao ipo ou ede de ensino, 21,5% das IEI in eg an es da amos a são da ede pública
e 78,5% são da ede p i ada.
Figu a 7: Rede de ensino das IEI ep esen adas – Po ugal
Fon e: Ques ioná io IEI.
Ou os dados de ca ac e ização da amos a são ap esen ados no Capí ulo 4.
3.1.2.2 Con ex o b asilei o
Pa a a di ulgação dos ques ioná ios no con ex o b asilei o, oi omada como e e ência a
lis agem das IEI concedida pelo INEP que apon a pa a ce ca de 2029 es abelecimen os de Educação
In an il que con a am com docen es com o mação em música (apesa de não pode em ga an i que
os docen es es i essem mesmo a a ua na á ea da educação musical). A lis agem concedida con ém o
nome e a localidades das ins i uições, mas, não inclui os espec i os con a os em azão (segundo o
ó gão) das polí icas de p i acidade de dados. Foi necessá io cole a um la go núme o de con a os dos
es abelecimen os apon ados pelo INEP, dados es es que es a am dispe sos, po ém, disponí eis
publicamen e em si es ins i ucionais e educacionais. Esse oi um le an amen o mo oso, mas,
conside ado necessá io e impo an e pa a aze chega os ques ioná ios ao maio núme o possí el de
IEI. Fo am ecolhidos ce ca de 1.290 con a os pa a os quais o am en iados a di ulgação do es udo e o
con i e de colabo ação.
113
Pa alelamen e, oi ei a a en a i a de di ulgação po meio das Sec e a ias Municiais de
Educação (SMED) que são os ó gãos esponsá eis po ge i as ins i uições públicas de Educação
In an il e au o iza / iscaliza o uncionamen o das ins i uições p i adas e pa icula es e, po an o,
ep esen a am um meio de con a o p i ilegiado com essas ins i uições. Em solici ação aos ó gãos
Minis é io da Educação (MEC), Sec e a ia da Educação Básica (SEB) e INEP pa a ob e a lis a das
sec e a ias municipais de educação e espe i os con a os ele ônicos, ecebemos espos as indicando
que não dispunham de uma lis agem das SMED do país (como Po ugal possui dos seus
ag upamen os escola es). Sendo in iá el ealiza al le an amen o em mais de 5.500 municípios,
o am limi ados os con ex os iden i icados no ela ó io o necido pelo INEP. No amen e, a a és de
busca pela in e ne localizamos os con a os de 300 SMED pa a as quais en iamos o pedido de
colabo ação pa a que encaminhassem a di ulgação do es udo às IEI públicas e p i adas dos seus
municípios. Nes e le an amen o encon amos di iculdades em le an a os ende eços ele ônicos, pois,
di e sos si es das p e ei u as es a am ina i os, desa ualizados ou não dispunham des a in o mação.
Dos con a os conc e izados, ecebemos espos as de alguns municípios indicando que não ha ia
p o esso es de música pa a a Educação In an il na ede pública e que não dispunham de uma lis agem
das IEI da ede p i ada. Ou os municípios indica am que pa a ealiza em a di ulgação do es udo se ia
necessá io a submissão do p oje o de in es igação em p o ocolo p óp io em cada município, e em
alguns casos, a submissão de e ia se ei a p esencialmen e. Sendo essas condições in iá eis pa a
es a e apa do es udo pelo núme o de municípios e es ados en ol idos, não oi possí el p ossegui com
essas submissões.
Na en a i a de di ulgação en e os p o esso es de música, o am ecolhidos ende eços
ele ônicos de cu sos supe io es de música no B asil. Nem odas as ins i uições ou cu sos dispunham
de dados a ualizados como o ende eço ele ônico e/ou os nomes dos coo denado es dos cu sos. Pa a
os con a os ecolhidos oi en iado um pedido de colabo ação aos espec i os coo denado es solici ando
que encaminhassem a di ulgação do es udo aos es udan es e eg essos dos cu sos de música dos
quais i essem o con a o. Foi solici ada ambém a colabo ação à di e sas associações da á ea da
música como a ABEM (Associação B asilei a de Educação Musical), ANPPOM (Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-g aduação em Música), e da educação como a ASBREI (Associação B asilei a de
Educação In an il), UNDIME (União Nacional dos Di igen es Municipais de Educação), en e ou as.
Recebemos o apoio de algumas o ganizações egionais da UNDIME que acei a am o pedido de
colabo ação e comp ome e am-se a di ulga o es udo aos di igen es municipais dos quais inham os
con a os. Além disso, o am di ulgados os ques ioná ios a a és de con a os pessoais com p o esso es
114
e in es igado es da á ea da música, edes sociais e g upos de p o issionais da Educação in an il e
p o esso es de música.
O núme o de espos as icou abaixo do espe ado, especialmen e no B asil, dadas as suas
dimensões, o exp essi o núme o de IEI, e o exp essi o núme o de con a os le an ados das IEI que
con a am com docen es com o mação em música, pa a as quais oi en iada a di ulgação do es udo.
Além dos desa ios e limi ações ine en es à ealização de um le an amen o explo a ó io dessa
dimensão, ou o a o que pode e colabo ado com esse esul ado o am as condições impos as pela
pandemia, que impac a am di e a e indi e amen e o desen ol imen o des a e apa.
3.1.2.2.1 Ca ac e ização da amos a: p o esso es especialis as de música no B asil
Fo am ecebidas 194 espos as pa a o inqué i o di igido aos p o esso es especialis as de
música no B asil. O núme o da amos a dos p o esso es de música do B asil conside ado álido
62
oi
de 164 (N=164). Cada pa icipan e ecebeu um código iden i icado PF.BR.Nº (PF: P o esso es; BR:
B asil; Nº: núme o da espos a).
Quad o 20: Amos a de PEM pa icipan es (E apa1: ques ioná io) – B asil
PEM pa icipan es (ques ioná io)
F equência
Respos as ecebidas
194
Respos as álidas
164
To al da amos a
N=164
Fon e: Ques ioná io PEM.
Os docen es que esponde am ao ques ioná io no B asil êm idades comp eendidas
p incipalmen e en e os 18 e 60 anos, sendo que ês pa icipan es êm acima de 60 anos de idade.
Quan o à o mação, a maio ia dos docen es (84,2%) decla a am e a o mação comple a ou
incomple a/em andamen o no cu so de Licencia u a em Música, Licencia u a em Educação Musical ou
semelhan es. O empo de expe iência dos pa icipan es como p o esso es de música na Educação
In an il no B asil a ia en e 1 a é mais do que 30 anos.
62
Fo am iden i icadas 4 espos as de p o esso es de música que decla a am “não” abalha na educação in an il. Em 5 casos o am iden i icados con li os
de espos as em duplicidade po das in o mações o necidas e dos con a os de e-mail (ende eço ele ônico) disponibilizados pelos esponden es. Uma
espos a oi excluída, pois a a a-se de uma ins i uição de Po ugal. Fo am ainda iden i icados 4 inqué i os espondidos po p o esso as de educação
in an il, 9 inqué i os espondidos po p o esso es de música que não abalha am em ins i uições de educação in an il (como escolas de música e aulas
pa icula es de ins umen o), e 7 inqué i os espondidos po p o esso es de música que abalha am em escolas, mas com c ianças o a da aixa e á ia e
da e apa da educação in an il (como ensino undamen al e ou os). Es as espos as não co espondiam aos c i é ios do con ex o e público-al o delimi ados
no es udo sendo, po an o, excluídas.
115
Figu a 8: Tempo de expe iência dos PEM na Educação In an il – B asil
Fon e: Ques ioná io PEM.
Rela i amen e à dis ibuição demog á ica, os p o esso es b asilei os decla a am abalha em
IEI de 86 municípios, em 16 es ados e Dis i o Fede al, dis ibuído po odas as egiões do país
63
. Os
maio es índices po egião es ão nas egiões Sudes e (47%) e Sul (37,2%), seguidos das egiões Cen o-
Oes e (6,7%), No des e (6,1%), e No e (3%). Os es ados de maio incidência são: São Paulo (SP) que
co esponde a 29,9%, seguido po Rio G ande do Sul (RS) com 14,6%, e do es ado de San a Ca a ina
(SC) com 12,2% en e as ins i uições nas quais abalham os PEM no B asil.
Os es ados de Amapá (AP), Tocan ins (TO), Rondônia (RO) e Ac e (AC) na egião No e,
Ma anhão (MA), Piauí (PI), Cea á (CE), Se gipe (SE) e Alagoas (AL) na egião No des e, e Espí i o San o
(ES) na egião Sudes e, o mam o conjun o dos 10 es ados sem ep esen ação nes a amos a.
3.1.2.2.2 Ca ac e ização da amos a: Ins i uições de Educação In an il no B asil
Fo am ecebidas 105 espos as de ep esen an es (coo denado es, di e o es, esponsá eis
de á ea e c.) de ins i uições de educação in an il (c eche e p é-escola ) no B asil. O núme o da amos a
das ins i uições de educação in an il no B asil conside ada álida
64
oi de 48 (N=48). Po an o, o am
iden i icadas 48 ins i uições de educação in an il que con am com PEM no B asil. Cada espos a oi
nomeada com o código IEI.BR.Nº (IEI: Ins i uição de Educação de In ância; BR: B asil; Nº: núme o da
espos a).
63
Ou os dados demog á icos como os municípios, es ados e egiões ep esen ados são ap esen ados no Capí ulo 4 - Desc ição dos casos.
64
Em 55 espos as os pa icipan es decla a am não e p o esso es de música a abalha na ins i uição de educação in an il que ep esen a am. Em
ou os 2 casos, as espos as co espondiam a escolas especializadas de música pa a c ianças não sendo, po an o, ins i uições de educação in an il como
delimi ado nes e es udo. Es as espos as o am excluídas.

116
Quad o 21: Amos a das IEI ep esen adas (E apa 1: ques ioná io) – B asil
IEI pa icipan es (ques ioná io)
F equência
Respos as ecebidas
105
Respos as álidas
48
To al da amos a
N=48
Fon e: Ques ioná io IEI.
Rela i amen e à dis ibuição demog á ica das ins i uições ep esen adas, hou e amos a de
IEI em 34 municípios, de 9 es ados em 4 egiões do B asil. Os maio es índices de pa icipação es ão
nas egiões Sul (56,3%) e Sudes e (39,6%). As egiões No e e No des e co espondem, cada uma, a
2,1% do o al da amos a no país. Os es ados do Rio G ande do Sul (RS) com 35,4% e de São Paulo
(SP) com 33,3%, e Pa aná (PR) com 12,5% concen am os maio es índices de IEI ep esen adas.
Fo am 17 os es ados sem ep esen ação na amos a de IEI no B asil (6 es ados na egião No e; 8
es ados na egião No des e; e odos os 3 es ados da egião Cen o-Oes e, não ha endo, po an o,
nenhuma pa icipação des a egião). Nas egiões Sul e Sudes e o am cole ados dados de pa icipan es
de odos os es ados.
Quan o do ipo ou ede de ensino, 31,3% das IEI in eg an es da amos a são da ede pública
e 68,8% são da ede p i ada.
Figu a 9: Rede de ensino das IEI ep esen adas – B asil
Fon e: Ques ioná io IEI.
Ou os dados de ca ac e ização da amos a são ap esen ados no Capí ulo 4.
117
3.2.1 En e is as semies u u adas
O p ocedimen o delineado pa a o ec u amen o de pa icipan es pa a as en e is as oi o de
amos agem es a égica po au osseleção, endo como população al o os mesmos sujei os, ou seja, os
p o esso es especialis as de música e os ep esen an es das IEI em Po ugal e no B asil, pa icipan es
da E apa 1. Po se uma amos a po con eniência, sujei a ao in e esse e disponibilidade de
pa icipação po pa e dos p o esso es de música e coo denado es das ins i uições, o am
conside ados os seguin es c i é ios de seleção: p o esso es de música e coo denado es de uma mesma
ins i uição; p o esso es p e e encialmen e com o mação especí ica em música
65
; amos a equilib ada
de IEI públicas e p i adas. O plano inicial de seleção da amos a nes a e apa p e ia a escolha de pelo
menos 2 ins i uições públicas e 2 ins i uições p i adas em cada país (8 IEI), p e e encialmen e
localizadas numa mesma cidade (1 cidade em Po ugal e 1 cidade no B asil). Se iam en e is ados os
p o esso es de música e os ep esen an es de cada ins i uição ( o alizando pelo menos 16 en e is as).
Fo am en iados con i es de pa icipação aos in e enien es da E apa 1 p io izando os c i é ios
inicialmen e delineados ela i amen e à localidade. En e an o, a composição da amos a oi deco en e
de um p ocesso de ec u amen o que, es ando sujei o ao acei e e disponibilidade dos pa icipan es,
p ecisou se desen ol ido em ases a é à ob enção do núme o de in e enien es p e endido,
consolidando uma amos a com PEM e ep esen an es das mesmas ins i uições, po ém, em di e en es
localidades.
Des e modo, o am ealizadas 20 en e is as, en ol endo 10 p o esso es de música e 10
coo denado as de IEI, que ep esen a am 3 ins i uições públicas e 3 ins i uições p i adas em 5 cidades
po uguesas e 2 ins i uições públicas e 2 ins i uições p i adas em qua o cidades b asilei as. Os
ep esen an es das ins i uições desempenha am unções semelhan es, po ém, com di e en es í ulos e
nomencla u as, ais como a unção de coo denação, di eção écnica, di eção/coo denação pedagógica,
e ges ão escola . Em alguns casos, acumula am a unção adminis a i a e a unção docen e. Pa a ins
de e e ência, esses ep esen an es se ão do a an e denominados “coo denado es” (Coo d.).
Assegu ando o anonima o dos in e enien es, oi a ibuído pa a cada pa icipan e um código
iden i icado ENT+Nº (ENT: en e is a; Nº: núme o que ep esen a a o dem c onológica em que as
en e is as o am ealizadas. Ex.: ENT01). Pa a e e encia as ins i uições ep esen adas, oi a ibuído
65
As designações são ab angen es e cob em di e sas ipologias de cu sos nos dois países (con o me e i icado no capí ulo de enquad amen o eó ico),
conside ando cu sos do passado e da a ualidade pelos quais passa am os p o issionais p esen es ou a uan es, ais como: conse a ó io, licencia u a,
mes ado em música ou mes ado em ensino da música, e e en es e especializações em música.
118
um código pa a cada ins i uição IEI+Le a (IEI: ins i uição de educação de in ância/in an il; Le a:
a ibuída con o me a o dem c onológica das en e is as. Ex.: IEI-A).
A segui , se á ap esen ada a ca ac e ização dos coo denado es (Coo d.) e p o esso es
especialis as de música (PEM) pa icipan es, al como a ca ac e ização das ins i uições ep esen adas.
3.2.1.1 Con ex o po uguês
Fo am en e is ados 12 pa icipan es inculados a 6 ins i uições de educação de in ância em
5 concelhos (Lisboa, San a Ma ia da Fei a, Lei ia, Óbidos) e 3 dis i os (Lisboa, Lei ia, A ei o) e ilha da
Madei a, em Po ugal, sendo: 2 ins i uições da Região de Lisboa, 3 ins i uições da Região Cen o, e 1
ins i uição da Região Au ónoma da Madei a. A p opo ção das ins i uições de aco do com o ipo de
ensino oi equi alen e, sendo 3 IEI públicas e 3 IEI p i adas.
Quad o 22: Pano ama ge al da amos a (en e is as) – Po ugal
Pa icipan es
Função
Ins i uição
Tipo
Concelho
Dis i o/RA
ENT01
Coo denado a
IEI-A
Pública
Lisboa
Lisboa
ENT02
P o esso a de música
ENT06
Coo denado a
IEI-C
P i ada
San a Ma ia
da Fei a
A ei o
ENT05
P o esso a de música
ENT08
Coo denado a
IEI-D
P i ada
Lisboa
Lisboa
ENT09
P o esso a de música
ENT11
Coo denado a
IEI-E
Pública
Lei ia
Lei ia
ENT10
P o esso a de música
ENT07
Coo denado a
IEI-F
Pública
Funchal
Madei a
ENT12
P o esso a de música
ENT14
Coo denado a
IEI-G
P i ada
Óbidos
Lei ia
ENT13
P o esso a de música
12 pa icipan es
6 Coo d. e 6 PEM
6 IEI
3 públicas
3 p i adas
5 concelhos
4 dis i os
Fon e: En e is as.
3.2.1.1.1 Ca ac e ização da amos a: p o esso es especialis as de música em Po ugal
A amos a de 6 p o esso es de música a uan es nas IEI selecionadas no con ex o po uguês é
ambém compos a exclusi amen e po mulhe es com idades en e 22 e 49 anos, sendo a média de
idade das p o esso as de ap oximadamen e 35 anos. O empo de expe iência p o issional a ia en e 1
e 25 anos de a i idade docen e, e em boa pa e dos casos coincide com o empo de a uação em
c eches e/ou ja dins de in ância. O empo de abalho na IEI que ep esen a am a ia en e 1 e 20
anos.
119
Quad o 23: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 2: en e is as) – Po ugal
PEM
Idade
Fo mação
Expe iência
p o issional
Tempo de abalho
na IEI
ENT02
29 anos
Fo mação p o issional em
Saxo one clássico (Conse a ó io).
Ap ox. 10 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 7 anos.
ENT05
22 anos
Fo mação de base em Academia
de música ( egime a iculado).
Licencia u a em Viola d'a co.
Mes ado em Ensino da Música -
Viola d'a co (em andamen o).
Ap ox. 1 ano
T abalha na ins i uição há
menos de 1 ano.
ENT09
46 anos
Fo mação de base em
Conse a ó io (Can o e Violino).
Licencia u a em His ó ia.
Mes ado em Educação Musical.
Ap ox. 20 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 20 anos.
ENT10
N/A66
Fo mação de base em
Conse a ó io (5º g au).
Licencia u a em Música na
Comunidade. Mes ado em
Musico e apia (em andamen o).
Ap ox. 3 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 1 ano.
ENT12
49 anos
Educação de In ância (1994).
Ap ox. 25 anos
T abalha na ins i uição há
á ios anos (não oi
in o mado p ecisamen e)
ENT13
37 anos
Fo mação de base em
Conse a ó io (8º g au).
Licencia u a em Cla ine e e
Licencia u a em Musicologia.
Ap ox. 15 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 7 anos.
Fon e: En e is as.
A P o . ENT02, iniciou suas i ências na música desde pequena e e e expe iências em
bandas mili a es e ou as a i idades. Apesa de e o cu so em saxo one clássico, começou a abalha
com as c ianças de Ja dim e de 1º ciclo quando su giu a opo unidade/con i e, há ce ca de 10 anos.
Não em ou a o mação na á ea da música ou na á ea pedagógica, além do conse a ó io. Acei ou o
desa io de abalha com as c ianças de Ja dim e de 1º ciclo com algumas e icências, po que não
es a a no seu cu so. T abalha nes a IEI pública em Lisboa há 7 anos, onde a ua com o p é-escola e o
1º ciclo.
Pa a a P o . ENT05 ap ende música e a algo que semp e quis, mas só pôde azê-lo a pa i
do momen o em que e e a opo unidade de ing essa no ensino a iculado (g a ui o). Sua expe iência
musical passa, sob e udo, pela o ques a. Ac edi a que a á ea do ensino e a pa e dos espe áculos
(o ques a) são duas e en es que se podem complemen a . Te e a cadei a de Psicologia do
Desen ol imen o e Educação que abo da a as ases de desen ol imen o in an il, du an e a o mação
p o issional e p ocu a pa icipa de ou as o mações de cu a du ação com especial in e esse em
66
A idade não oi in o mada, mas, es ima-se que enha en e 20 e 30 anos de idade.
126
no o desa io. Possui um núme o conside á el de c ianças, com ce ca de 100 na C eche e en e 100 e
120 na Educação P é-escola . Ou a ca ac e ís ica impo an e é se uma ins i uição mui o abe a à
comunidade, abalhando em pa ce ia com p oje os e ou as ins i uições, especialmen e no apoio a
c ianças e amílias que não alam po uguês como língua ma e na. Os pais des acam a elação de
p oximidade com as amílias como um aspe o posi i o da ins i uição. Quan o às a i idades cu icula es,
a ins i uição es á em p ocesso de ansição, buscando uma abo dagem mais pa icipa i a e in eg ada,
com a p esença de p o esso es de inglês e in o má ica a uando de o ma coadju an e nos p oje os das
salas.
IEI-E: Es a ins i uição pública es á si uada numa á ea u al, no concelho de Lei ia e con a
apenas com uma sala e uma única educado a esponsá el pela u ma. A u ma é compos a po ce ca
de 20/23 c ianças, com idades he e ogêneas en e 3 e 5/6 anos. A escola ab e às 8:15 da manhã,
com a ecepção das c ianças ei a po uma uncioná ia e uma assis en e ope acional. As a i idades
le i as começam às 9:00 e ão a é ao meio-dia, sendo e omadas das 13:30 às 15:30. Du an e o
almoço, en e 12:00 e 13:30, há duas pessoas se indo as e eições em um pequeno e ei ó io. Após
as a i idades le i as, das 15:30 às 19:00, há um se iço de ATL (A i idades de Apoio à Família) pa a as
c ianças cujos pais não êm onde deixá-las. Nesse pe íodo, ce ca de 10 a 11 c ianças pe manecem na
ins i uição. A me odologia de abalho u ilizada é o abalho po p oje os, em que as c ianças explo am
di e en es emá icas de aco do com seus in e esses.
IEI-F: Es a é uma escola pública si uada no concelho do Funchal, na Ilha da Madei a, em
Po ugal. É uma das maio es escolas da egião, com uma o e a educa i a que ai desde a C eche a é
o 1º Ciclo do ensino básico. A escola possui uma es u u a com 3 edi ícios dis in os: um edi ício cen al
onde unciona o 1º Ciclo e uma sala de Educação P é-escola , e ou os dois edi ícios adjacen es que
ab igam as salas de C eche e a Educação P é-escola . Em e mos de dimensão, a escola con a com
mais de 400 alunos no o al, sendo ce ca de 200 c ianças na educação de in ância e o es an e no 1º
Ciclo. Possui 17 salas de JI e C eche, além de 12 salas pa a o 1º ciclo, o que a ca ac e iza como uma
ins i uição de g ande po e. A escola a ende uma população di e si icada, com c ianças p o enien es
não apenas do bai o onde es á inse ida, mas ambém de ou as eguesias do concelho e a é mesmo
de o a do concelho, de ido à localização e à epu ação da ins i uição. Além disso, desen ol e di e sos
p oje os em pa ce ia com a comunidade local, e isso demons a o seu en ol imen o e in eg ação com o
con ex o socioeduca i o em que es á inse ida. Em e mos de ges ão, a escola possui uma es u u a
hie á quica com um di e o , uma ice-di e o a e duas coo denado as, uma pa a o 1º Ciclo e ou a pa a
a Educação de In ância.

127
IEI-G: É uma ins i uição p i ada classi icada como Ins i uição Pa icula de Solida iedade
Social (IPSS), localizada na cidade de Óbidos, dis i o de Lei ia. A ins i uição possui duas alências
p incipais: um La de idosos e uma C eche. Po an o, a ende an o a população idosa quan o a
população in an il. A C eche é de pequeno po e, com apenas 3 salas: be çá io, sala de a i idades 1
(12-24 meses) e sala de a i idades 2 (24-36 meses). No o al, a c eche a ende 42 c ianças. A
ins i uição não possui a alência da Educação P é-escola , a endendo apenas c ianças de 0 a 3 anos de
idade. Quando as c ianças comple am 3 anos, elas êm que i pa a ou a escola.
Rela i amen e à equipa educa i a e uncioná ios, de uma manei a ge al, obse a-se que o
co po docen e nes as ins i uições é compos o po educado es de in ância, p o esso es, auxilia es, que
con am ainda com pessoal não docen e como assis en es ope acionais e uncioná ios. A composição
exa a da equipa a ia de ins i uição pa a ins i uição. Na IEI-A, o co po docen e é es á el, que de
p o esso es, que de educado es de in ância; po ém, é um co po docen e en elhecido. A IEI-C con a
com 5 educado as (4 na c eche e uma no JI; o be çá io não con empla educado a, só auxilia es de
educação). Cada sala de JI unciona com uma educado a e uma auxilia . O ATL unciona com uma
p o esso a e 2 auxilia es. No be çá io, ge almen e são des acadas 4 auxilia es po sala, consoan e o
núme o de c ianças. Algumas ins i uições con am com uma equipa ala gada como a IEI-D que é uma
escola g ande e con a com ce ca de 80 uncioná ios, e a IEI-F que é a maio escola do concelho a ní el
de população, e ambém de p o esso es, pessoal docen e e não docen e. Ou as ins i uições con am
com equipa eduzida, como as IEI-E e IEI-G. A p imei a, de apenas uma sala, con a com uma
educado a e poucas uncioná ias e assis en es ope acionais. Na segunda, a equipa é o mada po duas
educado as de in ância (sendo uma ambém a di e o a écnica), 5 auxilia es de ação educa i a e uma
auxilia de se iços ge ais.
3.2.2.1 Con ex o b asilei o
Fo am en e is ados 8 pa icipan es inculados a 4 ins i uições de educação in an il em 4
municípios (São Paulo, Cu i iba, Po o Aleg e e Blumenau) e 4 es ados (São Paulo – SP, Pa aná – PR,
Rio G ande do Sul – RS, e San a Ca a ina – SC) no B asil, sendo: 1 ins i uição da Região Sudes e, 3
ins i uições da Região Sul. A p opo ção das ins i uições de aco do com a ede de ensino oi equi alen e,
sendo 2 IEI públicas e 2 IEI p i adas.
128
Quad o 26: Pano ama ge al da amos a (en e is as) – B asil
Pa icipan e
Função
Ins i uição
Tipo
Município
Es ado
ENT03
P o esso de música
IEI-B
P i ada
São Paulo
São Paulo
ENT04
Coo denado a
ENT15
P o esso a de música
IEI-H
P i ada
Cu i iba
Pa aná
ENT16
Coo denado a
ENT17
P o esso a de música
IEI-I
Pública
Po o Aleg e
Rio G ande do Sul
ENT18
Coo denado a
ENT19
Coo denado a
IEI-J
Pública
Blumenau
San a Ca a ina
ENT20
P o esso a de música
8 pa icipan es
4 Coo d. e 4 PEM
4 IEI
2 públicas
2 p i adas
4 municípios
4 es ados
Fon e: En e is as.
3.2.2.1.1 Ca ac e ização da amos a: p o esso es especialis as de música no B asil
A amos a de 04 p o esso es de música a uan es nas IEI selecionadas no con ex o b asilei o é
compos a po 50% mulhe es (ENT15 e ENT20) e 50% homens (ENT03 e ENT17) com idades en e 33 e
55 anos, sendo a média de idade dos p o esso es de música é de ap oximadamen e 41,5 anos. O
empo de expe iência p o issional a ia en e 7 e 25 anos de a i idade docen e. Já o empo de abalho
na IEI que ep esen a am concen a-se en e 1 e 2 anos, e em apenas um dos casos, co espondia a 8
anos.
Quad o 27: Amos a de PEM pa icipan es (E apa 2: en e is as) – B asil
PEM
Idade
Fo mação
Expe iência
p o issional
Tempo de
abalho na IEI
ENT03
38 anos
Licencia u a em Música e pós-
g aduação em Música Popula .
Ap ox. 7 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 2 anos.
ENT15
40 anos
Musico e apia, pós-g aduação em
Neu opsicologia, e Licencia u a
em música.
Ap ox. 25 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 8 anos.
ENT17
55 anos
Técnico em Música, Licencia u a
em Música e pós-g aduação em
Educação In an il e Educação
Musical.
Ap ox. 7 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 1 ano.
ENT20
33 anos
Licencia u a em Música e
especialização em Educação
Musical.
Ap ox. 12 anos
T abalha na ins i uição há
ce ca de 1 ano.
Fon e: En e is as.
O P o . ENT03 ela a que em de um con ex o econômico limi ado, conheceu o ca aquinho
numa oda de música en e amigos, e ap endeu o ins umen o po con a de uma pessoa da amília que
129
pagou seus es udos em cu sos li es. Dessas expe iências le a a in enção de, de alguma o ma,
o e ece a música pa a as c ianças que não êm acesso. Seu ins umen o de o mação é o ca aquinho,
e depois, o iolão. Fez escola li e e equen ou uma econhecida ins i uição em São Paulo (EMESP
Tom Jobim - Escola de Música do Es ado de São Paulo). Po se uma ins i uição g a ui a e cujo acesso
e a conside ado "di ícil", conside a que e e uma g ande opo unidade es udando lá. P o issionalmen e,
começou ocando em bandas, em ba es, e ealizando alguns abalhos p o issionais como
pe o mance. Encon ou na licencia u a uma possibilidade de amplia as á eas de a uação.
Inicialmen e a o mação e a uação e am mais ol ados à pe o mance e aulas em escolas
especializadas de música, mas po uma opo unidade acabou po a ua ambém na educação in an il,
onde já con a com 7 anos de expe iência em 3 IEI p i adas em São Paulo. T abalha ambém com aulas
de música pa icula es, em escolas de música e como a is a/pe o mance.
A P o . ENT15 há 25 anos abalha na educação in an il. Semp e abalhou com música,
exce o nos 2 p imei os anos em que abalhou como p o esso a de educação in an il (an es mesmo da
aculdade), pois e a uma cidade do in e io e não p ecisa a de o mação. Semp e gos ou de can a e
aos 5 anos que ia aze piano, mas, os pais disse am não e condições econômicas; po isso,
começou com o iolão e ap endeu o ins umen o de manei a au odida a e in o mal. Ao decidi pelo
cu so de Musico e apia oi busca pela ap endizagem musical " o mal" e es udou iolino (ins umen o
com o qual en ou na aculdade). T abalhou com musico e apia em consul ó io, mas acabou po
abalha ambém com aulas de música em escolas, ge ando uma demanda pela o mação especí ica
que a le ou a i a o cu so de licencia u a em música. Rela a que a sua o mação oi semp e com mui o
es o ço e dedicação, e que as aculdades de Musico e apia e Licencia u a em música o am a sua base
e desen ol imen o musical. Possui ambém uma pós-g aduação em neu opsicologia, e os p incipais
ins umen os são iolino, iolão e can o. Há 8 anos abalha nes a IEI p i ada em Cu i iba.
O P o . ENT17 semp e oi en ol ido em a i idades musicais com bandas e com a amília, mas
ela a que o seu desen ol imen o musical se deu um pouco mais a de. Po ol a dos 18 anos
começou a ap ende iolão e equen ou cu sos li es de música. Pelos 30 anos de idade iniciou os
es udos o mais com o cu so écnico em música; aos 45 anos i ou o cu so supe io de Licencia u a
em Música, e mais a de, uma pós-g aduação em Educação In an il e Educação Musical. T abalhou
com g upos de musicalização pa a e cei a idade, numa inicia i a pa icula , e a ua há
ap oximadamen e 7 anos na ede pública de Po o Aleg e an o no ensino undamen al como na
educação in an il, e ambém como ice-di e o . Na ins i uição de educação in an il onde es á há ce ca
de 1 ano, abalha ambém com bebês e c ianças mais no as, o que oi uma no idade na sua
130
expe iência. Semp e gos ou de c ianças e diz es a à on ade com essa aixa e á ia. Não se conside a
um i uoso no ins umen o, nem no can o, mas como uma pessoa que se es o ça pelo menos nos
ins umen os e nas e amen as que usa ( iolão, gui a a, eclado, e c.). Na ques ão dos es udos, em
como e e ência a alecida mãe que p imei o c iou os ilhos e p ecisou abalha . Somen e po ol a dos
seus 40 anos, oi aze aculdade e o nou-se p o esso a de his ó ia.
A P o . ENT20 conside a que não e e o p i ilégio de começa a es uda música du an e a
in ância, como alguns dos seus colegas. Começou a es uda música com 16 anos, passando pelo
piano, iolão e iola d'a co, pa icipando em o ques a e co o numa undação da sua cidade que
p opo ciona a ensino g a ui o com p o esso es mui o bons. Du an e a g aduação é que desen ol eu
mesmo o es udo de pa i u a e do ins umen o, po exemplo, sendo os anos de es udos musicais mais
in ensos. Seu p imei o emp ego na á ea de música oi como “a e educado a” no Museu da Música da
sua egião. É p o esso a há ce ca de 12 anos e suas p incipais á eas de in e esse são a educação
in an il e g upos co ais. Já abalhou com co o, bandas e an a as, e no ensino undamen al e ensino
médio. A ualmen e, além da a i idade docen e ap esen a-se como a is a em p oje os com
composições p óp ias e pa ce ias (como num qua e o de co das eminino e numa banda de ock) e,
enquan o a is a, iden i ica-se especialmen e como can o a. Vem abalhando mui o com p odução
musical e com ea o, e desen ol e uma pesquisa independen e. A ua no p oje o de musicalização nas
IEI do município há ce ca de 8 anos, e es á nes a IEI pública de Blumenau há ce ca de 1 ano.
Em sín ese, a amos a de p o esso es e p o esso as de música pa icipan es do es udo no
con ex o b asilei o é o mada po p o issionais que inicia am os es udos em música e a ap endizagem
do ins umen o especialmen e a pa i da adolescência e ju en ude, po meio da ap endizagem
in o mal e cu sos li es de música, especialmen e po con a da opo unidade pela o e a de ensino
g a ui a ou pelo apoio de amigos e amilia es. Todos os pa icipan es êm em comum o cu so de
Licencia u a em Música como o mação de ní el supe io , e ainda, cu sos de pós-g aduação. Uma das
p o esso as é o mada ambém em Musico e apia. Apesa de o empo de abalho nas IEI que
ep esen a am se ela i amen e pouco na maio ia dos casos (2 anos ou menos), o empo de
expe iência como p o esso es de música na educação in an il e a de 7 anos ou mais.
3.2.2.1.2 Ca ac e ização da amos a: ep esen an es das Ins i uições de Educação In an il no
B asil
A amos a de 4 Coo d. ep esen an es das IEI no con ex o b asilei o é compos a
exclusi amen e po mulhe es com idades en e 37 e 53 anos, sendo a média de idade das
131
coo denado as de ap oximadamen e 45 anos. A maio ia das coo denado as êm mais de 20 anos de
expe iência na á ea da educação, seja na a i idade de docência, coo denação ou nou as unções
elacionadas ao con ex o educacional. O empo de abalho na IEI que ep esen a am a ia en e 2 e 22
anos, sendo que ês das qua o en e is adas possuem menos de uma década de abalho na
ins i uição.
Quad o 28: Amos a de coo denado es de IEI pa icipan es (E apa 2: en e is as) – B asil
Coo d.
Idade
Fo mação
Expe iência
p o issional
Tempo de
abalho na IEI
ENT04
37 anos
Cu so supe io em Pedagogia e
pós-g aduação em Neu ociências
Aplicada à Educação
N/A69
Coo denado a na IEI há
6 anos.
ENT16
44 anos
Magis é io (p o issionalizan e),
Cu so supe io em Pedagogia,
pós-g aduação em Modalidade de
Ap endizagem e em
Psicopedagogia. Mes ado em
Educação (em conclusão), e
p es es a inicia o dou o ado.
Mais de 20 anos
T abalha na ins i uição
há 22 anos.
ENT18
45 anos
Cu so supe io em Pedagogia e
pós-g aduação em Educação com
p i ados de libe dade.
Ap ox. 20 anos
T abalha na ins i uição
há 7 anos.
ENT19
53 anos
Cu so supe io em Pedagogia e
Mes ado em Educação.
Mais de 20 anos
T abalha na ins i uição
há 2 anos.
Fon e: En e is as.
A Coo d. ENT04 é di e o a de 3 unidades educa i as da IEI p i ada na qual abalha em São
Paulo. Há 6 anos a ua ambém como coo denado a pedagógica ao ní el do Be çá io, onde a ua com a
equipe docen e nos planejamen os e p oje os isando o desen ol imen o cogni i o e mo o das
c ianças. T abalha com a educação é o que escolheu pa a a ida, sendo uma das suas g andes
paixões. Tem in e esse pe manen e em le e es uda , já ez o mação e expe iência em Reggio Emilia
(I ália) e Fabulinos (A gen ina), e em on ade de conhece a expe iência da Escola da Pon e (Po ugal).
Não in o mou p ecisamen e o empo o al de expe iência p o issional, mas, es ima-se que enha en e
10 e 15 anos de p o issão.
A Coo d. ENT016 cu sou magis é io con a a sua on ade e en ou po 4 anos ing essa no
cu so de Odon ologia. Ao pe cebe que não se ia possí el pela sua condição social, acabou po op a
pela Pedagogia, mesmo endo conside ado ambém o Se iço Social. Na IEI p i ada que abalha há 22
anos em Cu i iba, começou como es agiá ia, passou po auxilia de coo denação, oi p o esso a da
69
O empo de expe iência não oi in o mado, mas, es ima-se que seja en e 10 e 15 anos.

132
Educação In an il, e p o esso a de al abe ização. Desde 2009 assumiu a o ien ação de ap endizagem
ao ní el da Educação In an il e, em 2020, assumiu a o ien ação pedagógica. Em 12 anos na o ien ação
da Educação In an il já abalhou, inclusi e, num p ocesso de e o mulação cu icula . Gos a mui o de
música, que conside a essencial. Pessoalmen e, em alguns conhecimen os de música; po in e esse
pa icula , o seu ma ido é músico, e sua ilha de 6 anos equen a aulas de musicalização desde os 6
meses. Segundo es a coo denado a, a música semp e es e e p esen e nas suas ações diá ias
enquan o p o esso a em sala de aula.
A Coo d. ENT18 começou a sua aje ó ia p o issional no município onde mo a, abalhando
po ce ca de 12 anos como a enden e (equi alen e ao ca go de moni o a ou auxilia de educação). Na
al u a não inha o magis é io ou pedagogia. Te e ambém a opo unidade de abalha em casas-ab igo
com c ianças em si uação de isco, e ac edi a que isso lhe deu uma isão um pouco mais acolhedo a
pa a com as c ianças e as amílias. Depois ez o cu so de pedagogia e iniciou uma pós-g aduação com
a Educação de P i ados de Libe dade e a uando na á ea de EJA [Educação de Jo ens e Adul os].
A ualmen e es á no quin o ano na a i idade de ges ão, sendo que há 07 anos abalha nes a IEI pública
em Po o Aleg e. Conside a-se bas an e leiga na música, endo poucas cadei as den o do seu cu so de
pedagogia (e ac edi a que mui os colegas não enham ido seque es as poucas cadei as na sua
o mação). Na sua opinião, mesmo não sendo especialis as, mui os p o esso es já pode iam es a
abalhando a música mais do que o que se abalha. Po ém, econhece que há uma complexidade no
es udo de música, e que um especialis a pode ia aze es e abalho com um g au mui o maio .
A Coo d. ENT19 começou a abalha no seu município como ec eado a
70
em 1999.
Pos e io men e, ez o cu so de pedagogia (quando já inha quase 30 anos) e um no o concu so público
como p o esso a. Rela ou que p o ém de uma amília pob e e que concluiu os seus es udos e o cu so
de mes ado com sac i ícios e g aças a uma bolsa de es udos. Iniciou o pe cu so como ges o a em
2003, quando oi con idada pa a o ca go de di eção. En e 2010 e 2013 oi p o esso a de u ma com
c ianças de 4 e 5 anos. Após ealiza o cu so de mes ado ecebeu con i es pa a abalha como
o mado a e a uou em mui os municípios e ambém no cu so de pedagogia na Uni e sidade da sua
egião du an e 6 anos. En e an o, conside a-se an es de udo como “p o esso a da educação in an il”.
A ualmen e es á no ca go de di eção, sendo es a IEI pública em Blumenau, na qual abalha há 2 anos,
a e cei a ins i uição na qual é di e o a. Como coo denado a acompanhou o começo do p oje o de
musicalização no seu município, e conside a que os sabe es especí icos da música (como i mo,
70
P o issional que é esponsá el pela p omoção de e en os ec ea i os de en e enimen o, di e imen o ou animação.
133
a anjo, e c.) são mui o impo an es e são os sabe es que um p o esso de música em da sua
o mação, que di e e da sua o mação como pedagoga.
Em sín ese, a amos a de coo denado as pa icipan es do es udo no con ex o b asilei o é
o mada po p o issionais expe ien es, com o mações semelhan es e com um empo de abalho
a iado nas ins i uições que ep esen a am. Todas as en e is adas possuem a o mação supe io em
Pedagogia (em um dos casos, p ecedido pelo cu so p o issionalizan e em Magis é io) e possuem
cu sos de pós-g aduação: 3 casos ao ní el de Especialização, 2 casos ao ní el de Mes ado, e ainda 1
caso ao ní el de Dou o ado (po inicia ). De ido à o mação e à expe iência como p o esso as, a
maio ia das en e is adas pôde ag ega não só o pon o de is a adminis a i o ou da coo denação, mas
ambém o olha como docen e, além da pe spec i a das p o esso as de educação in an il com as quais
abalham, o que en iqueceu o p isma das concepções e pensamen os pa ilhados.
3.2.2.1.3 Ca ac e ização da amos a: con ex o das Ins i uições de Educação In an il
ep esen adas
Os Coo d. e PEM desc e e am as ca ac e ís icas das IEI que ep esen a am ou abalha am
no con ex o do B asil. Como já mencionado, 01 IEI es á localizada na egião Sudes e, 03 es ão
localizadas na egião Sul. As ins i uições da ede pa icula ou p i ada a endem oda a aixa e á ia da
Educação In an il (0-5 anos e 11 meses), sendo que uma delas possui o e a educa i a desde a
Educação In an il a é o Ensino médio. Nas 02 IEI públicas ambém são a endidas c ianças de oda a
aixa e á ia da Educação In an il (0-5 anos e 11 meses). O núme o de c ianças a endidas na educação
in an il nessas ins i uições a ia en e 160 e 180 c ianças.
Quad o 29: Pe il das IEI ep esen adas – B asil
Ins i uição
Tipo
Concelho
(Dis i o/RE)
Valências e Idade das c ianças
a endidas
Nº de c ianças
a endidas
IEI-B
P i ada
São Paulo
(São Paulo – SP)
Educação In an il (0-6 anos)
Ce ca de 160
c ianças
IEI-H
P i ada
Cu i iba
(Pa aná – PR)
Educação In an il (1 ano e 9
meses-6 anos)
Ensino Fundamen al (6-14 anos)
Ensino médio (15-17 anos)
Ce ca 170 na
Educação In an il
(Ap ox. 1700
alunos no o al)
IEI-I
Pública
Po o Aleg e
(Rio G ande do Sul – RS)
Educação In an il (0-6 anos)
Ce ca de 183
c ianças
IEI-J
Pública
Blumenau
(San a Ca a ina – SC)
Educação In an il (0-6 anos)
Ce ca de 181
c ianças
Fon e: En e is as.
134
IEI-B: Es a ins i uição p i ada localizada no município de São Paulo (SP), a ende c ianças de 0
a 6 anos de idade, di ididas em be çá io (0 a 2 anos) e educação in an il (2 a 6 anos). O be çá io é
di idido em 3 u mas po aixa e á ia: be çá io 1 (4 a 12 meses), be çá io 2 (12 a 18 meses) e
minig upo (18 a 24-27 meses). Essa ins i uição possui duas unidades p óximas, sendo uma dedicada
ao be çá io e ou a à educação in an il. A ualmen e, a endem ap oximadamen e 120 c ianças na
educação in an il e 47 no be çá io. Uma ca ac e ís ica in e essan e é a lexibilidade de ho á ios às
c ianças, com opções de pe íodos de 4h, 6h, 8h, 10h ou 12h (ho as), pe mi indo que os pais escolham
o melho ho á io de aco do com suas necessidades. Além das a i idades cu icula es, a ins i uição
o e ece a i idades ex acu icula es como música, a es e culiná ia, inclusi e com uma a i idade
di e enciada de alimen ação saudá el conduzida pela nu icionis a.
IEI-H: T a a-se de uma escola pa icula , do ipo con essional, localizada em Cu i iba (PR). É
uma escola de g ande po e, que a ende c ianças desde a educação in an il (a pa i de 1 ano e 9
meses) a é o ensino médio, com ap oximadamen e 1700 alunos no o al. Na educação in an il, a escola
possui 14 u mas, sendo 4 delas em pe íodo in eg al. O núme o de alunos po u ma a ia, sendo que
as u mas de pe íodo in eg al podem chega a 17 c ianças, enquan o as demais êm em média 12
alunos. A escola possui uma es u u a ísica mui o ampla e di e si icada, com uma g ande á ea e de,
bosque, lago, campo de u ebol, quad as e ginásios cobe os.
IEI-I: Es a ins i uição pública localizada na cidade de Po o Aleg e (RS), a ende c ianças de 0 a
5 anos e 11 meses, e em capacidade pa a a é 188 c ianças. A ualmen e con a com 183 c ianças
ma iculadas em 9 u mas. Funciona em u no in eg al, das 7h às 19h, e es á localizada em um bai o
com algumas di iculdades inancei as (embo a o a o econômico das amílias não seja um equisi o
pa a ma ícula). Possui al a ep esen a i idade de c ianças neg as, ce ca de 70% do o al, sendo uma
emá ica mui o abalhada na escola, com oco na alo ização da cul u a a o-b asilei a e indígena. É
uma ins i uição de longa his ó ia, exis en e desde a década de 70, com espaços ísicos amplos e
di e si icados, como dois pá ios, sendo um deles com ege ação abundan e. A o ganização das salas é
de o ma não adicional, com espaços ci cunsc i os que pe mi em a ealização de a i idades
di e si icadas simul aneamen e. A ges ão é compa ilhada po p o issionais com o mação e
expe iência em educação inclusi a, azendo uma abo dagem empá ica e a en a às ques ões sociais.
IEI-J: É uma ins i uição pública localizada na cidade de Blumenau (SC), que a ende c ianças
de 0 a 5 anos de idade (desde bebês de 4 meses a é c ianças que comple a ão 5 anos du an e o ano).
Possui 10 u mas em 9 salas, sendo que algumas u mas são de meio pe íodo (manhã e a de),
ocupando a mesma sala, o alizando ap oximadamen e 181 c ianças ma iculadas. Tem um espaço
135
ísico g ande, com dois pa ques, sendo um na pa e da en e da ins i uição com g amado e á o es, e
ou o nos undos, com ped a e b i a. T abalha com o cu ículo municipal, alinhado com a Base
Nacional Comum Cu icula (BNCC) e as Di e izes Nacionais pa a Educação In an il (DNEI), com oco
nas in e ações, b incadei as e linguagens, u ilizando a me odologia de abalho po p oje os.
As qua o ins i uições de educação in an il ep esen adas a endem c ianças de 0 a 5 anos,
o ganizadas em u mas po aixa e á ia, e con am com amplos espaços ísicos, com á eas ao a li e
pa a b incadei as e in e ação. A IEI-I (Po o Aleg e) e a IEI-J (Blumenau) são ins i uições públicas que
uncionam em pe íodo in eg al e seguem di e izes cu icula es nacionais, incluindo a alo ização da
cul u a a o-b asilei a e indígena. As ins i uições p i adas, IEI-B (São Paulo) e IEI-H (Cu i iba), o e ecem
maio lexibilidade de ho á ios e a i idades ex acu icula es. A IEI-H, de cunho con essional, con a com
ampla in aes u u a com di e sas á eas espo i as e ec ea i as. Enquan o a IEI-B se des aca pelo
a endimen o segmen ado en e c eche e educação in an il e pela p opos a de alimen ação saudá el
com acompanhamen o nu icional, a IEI-J ado a a me odologia de p oje os alinhados à BNCC e ao
DNEI, p io izando in e ações e b incadei as no p ocesso de ap endizagem.
238
Tabela 106: Dis ibuição demog á ica: PEM que abalham em IEI, po município – B asil
Município
F equência
Po cen agem
Concelho
F equência
Po cen agem
São Paulo
16
9,8%
Fo mosa
1
0,6%
Rio de Janei o
11
6,7%
G a a aí
1
0,6%
Blumenau
10
6,1%
Gua apua a
1
0,6%
Cu i iba
9
5,5%
Ibica é
1
0,6%
Po o Aleg e
7
4,3%
Ipa inga
1
0,6%
Flo ianópolis
4
2,4%
I ape inga
1
0,6%
São José dos Campos
4
2,4%
I o i
1
0,6%
Campo G ande
3
1,8%
Joaçaba
1
0,6%
Lond ina
3
1,8%
João Pessoa
1
0,6%
Sal ado
3
1,8%
Juiz de Fo a
1
0,6%
San ana de Pa naíba
3
1,8%
Jundiaí
1
0,6%
Águas Cla as
2
1,2%
Lindol o Collo
1
0,6%
Ba i i
2
1,2%
Manaus
1
0,6%
Belém
2
1,2%
Ma a ilha
1
0,6%
Campinas
2
1,2%
Na al
1
0,6%
Ca apicuíba
2
1,2%
Nilópolis
1
0,6%
Gaspa
2
1,2%
Ni e ói
1
0,6%
Goiânia
2
1,2%
No a Iguaçu
1
0,6
Passo Fundo
2
1,2%
No a Lima
1
0,6%
Reci e
2
1,2%
No o Hambu go
1
0,6%
Resende
2
1,2%
Pa obé
1
0,6%
San o And é
2
1,2%
Penha
1
0,6%
So ocaba
2
1,2%
Pe ópolis
1
0,6%
São Be na do do Campo
2
1,2%
Pindamonhangaba
1
0,6%
Teu ônia
2
1,2%
Pinhais
1
0,6%
Ve anópolis
2
1,2%
Pouso Aleg e
1
0,6%
Adaman ina
1
0,6%
P aia G ande
1
0,6%
Ampa o
1
0,6%
Rondonópolis
1
0,6%
Ananindeua
1
0,6%
San a C uz do Sul
1
0,6%
Apuca ana
1
0,6%
San a Isabel
1
0,6%
A agua i
1
0,6%
San a Ma ia
1
0,6%
A oio do Meio
1
0,6%
San o Ama o
1
0,6%
A u Noguei a
1
0,6%
Suzano
1
0,6%
Ba a Boni a
1
0,6%
São Cae ano do Sul
1
0,6%
Belo Ho izon e
1
0,6%
São Gonçalo
1
0,6%
Bi i iba Mi im
1
0,6%
São José dos Pinhais
1
0,6%
Boa Vis a
1
0,6%
São Ped o
1
0,6%
B asília
2
0,6%
Tauba é
1
0,6%
Canoas
1
0,6%
Ube aba
1
0,6%
Capi a i
1
0,6%
Vi ó ia da Conquis a
1
0,6%
Casca el
1
0,6%
Vol a Redonda
1
0,6%
Dois I mãos
1
0,6%
*Não in o mado
1
0,6%
Es eio
1
0,6%
TOTAL
164
100,0%
Ex ema
1
0,6%
85 Municípios
Fon e: Ques ioná io PEM.

239
Tipo de ins i uição ou ede de ensino
Segundo INEP/DEED, ce ca de ⅔ dos docen es com o mação em música es ão em
ins i uições da ede p i ada (65,33%) e ce ca de ⅓ es ão ins i uições da ede pública (34,7%).
Tabela 107: Núme o de Docen es com Fo mação em Música e Música e Ou as á eas, na
Educação In an il, po egião e ede de ensino (INEP) – B asil
Região
P i ada
Pública
TOTAL
No e
43 (2,4%)
29 (1,6%)
72 (4,0%)
No des e
128 (7,1%)
32 (1,8%)
160 (8,9%)
Cen o-Oes e
40 (2,2%)
67 (3,8%)
107 (6,0%)
Sudes e
742 (41,4%)
315 (17,5%)
1057 (58,9%)
Sul
219 (12,2%)
180 (10,0%)
399 (22,2%)
TOTAL
1172 (65,3%)
623 (34,7%)
1795 (100,0%)
Fon e: Elabo ado a pa i dos dados disponibilizados po INEP/DEED (Censo da Educação Básica de 2020).
En e os PEM pa icipan es do le an amen o, 69,5% decla a am abalha em ins i uições
p i adas e 30,5% decla a am abalha em ins i uições públicas, o que ep esen a uma p opo ção
consonan e com os dados o iciais.
G á ico 13: Tipo de IEI onde abalham os PEM po ede de ensino (pública e p i ada) – B asil
Fon e: Ques ioná io PEM.
Das ins i uições da ede p i ada 87,7% co espondem a es abelecimen os de ensino pa icula
e os es an es são es abelecimen os p i ados do ipo con essional (7,0%), e ins i uições p i adas do ipo
240
ilan ópica
93
(5,3%). As ins i uições da ede pública são classi icadas de aco do com o ipo de
adminis ação pela qual são ge idas, sendo que 94% das ins i uições públicas des a amos a são de
dependência adminis a i a municipal, 4% são de dependência adminis a i a es adual, e 2% são de
dependência adminis a i a ede al. O que ambém es á em consonância com os dados o iciais que
indicam que os es abelecimen os da ede pública são 99% de dependência adminis a i a municipal.
Tabela 108: IEI nas quais abalham os PEM po ede de ensino e ipologia – B asil
Tipo de IEI
F equência
Po cen agem po ipo
Po cen agem da amos a
P i ada
114
100,0%
69,5%
P i ada – Ensino pa icula
100
87,7%
61,0%
P i ada – Con essional
8
7,0%
4,9%
P i ada – Filan ópica
6
5,3%
3,6%
Pública
50
100,0%
30,5%
Pública – Municipal
47
94%
28,7%
Pública – Es adual
2
4%
1,2%
Pública – Fede al
1
2%
0,6%
TOTAL
162
100,0%
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
Faixa e á ia dos pa icipan es
A aixa e á ia dos PEM que pa icipa am do es udo no B asil a ia en e os 18 e 60 anos,
sendo que 3 casos êm acima de 60 anos de idade. As maio es equências incidem sob e a aixa
e á ia de 18 a 30 anos de idade (23,2%) e dos 31 a 40 anos (50%), indicando que 73,2% dos
p o esso es pa icipan es no B asil êm en e 18 e 40 anos de idade.
Tabela 109: Faixa e á ia dos PEM pa icipan es – B asil
Faixa e á ia dos PEM
F equência
Po cen agem
18 a 30 anos
38
23,2%
31 a 40 anos
82
50,0%
41 a 50 anos
27
16,5%
51 a 60 anos
14
8,5%
Mais do que 60 anos
3
1,8%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
93
Ins i uição de ensino do ipo “con essional” é aquela que segue uma “con issão” eligiosa, ou seja, em um p incípio ilosó ico a se seguido. Ins i uição
de ensino do ipo “ ilan ópica” é aquela que p es a se iços à sociedade, p incipalmen e às pessoas mais ca en es, e que não possui como inalidade a
ob enção de luc o.
241
Fo mação dos pa icipan es em música
De aco do com o INEP/DEED, 87,4% dos docen es êm o mação apenas em Música e 12,6%
êm o mação em Música e em ou as á eas ais como: A es e Humanidades; Ciências Sociais,
jo nalismo e in o mação; Compu ação e Tecnologias da In o mação e Comunicação (TIC); Negócios,
adminis ação e di ei o; Saúde e bem-es a ; Engenha ia, p odução e cons ução; e maio i a iamen e,
Educação (ce ca de 70%). A o mação em música co esponde, p incipalmen e, aos cu sos de
Licencia u a (81,7%) e Bacha elado (18,1%).
Tabela 110: Docen es com o mação em Música nas IEI, po cu so de o mação (INEP) – B asil
Cu so de o mação
Apenas em Música
Música e Ou os cu sos
To al
Música – Licencia u a
1279 (71,0%)
188 (10,8%)
1467 (81,7%)
Música – Bacha elado
286 (15,9%)
38 (2,1%)
324 (18,1%)
Música – Tecnológico/Sequencial
4 (0,2%)
-
4 (0,2%)
TOTAL
1569 (87,4%)
226 (12,6%)
1795 (100%)
Fon e: Elabo ado a pa i dos dados disponibilizados po INEP/DEED (Censo da Educação Básica de 2020).
Quan o à o mação
94
dos pa icipan es b asilei os, 27,4% decla a am e o cu so comple o em
conse a ó io; 3,0% decla a am e o cu so comple o de bacha elado em música; 72,6% decla a am e
o cu so comple o de Licencia u a em Música, Licencia u a em Educação Musical ou semelhan e; 7,9%
decla a am e o cu so comple o de Mes ado em Educação Musical ou Mes ado em Ensino da
Música; 2,4% decla a am e o cu so comple o de Mes ado em Música (não di ecionado pa a a á ea de
ensino); 2,4% decla a am e o cu so comple o de Dou o ado na á ea da Educação Musical, ainda 2,4%
em o cu so comple o de Dou o ado em ou as á eas da música.
Ca o ze (14) pa icipan es b asilei os não indica am quaisque dos cu sos de música
suge idos nessa ques ão (8,5%). Desses casos, doze (12) indica am que possuíam “Ou o” ipo de
o mação em música, e dois (02) casos não especi ica am qualque ipo de o mação musical.
Tabela 111: Fo mação na á ea da Música PEM – B asil
Conse a ó io
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
45
27,4%
Cu so incomple o/em andamen o
24
14,6%
Não possuem es a o mação
95
57,9%
TOTAL
164
100,0%
Bacha elado em Música
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
5
3,0%
94
A o mação não co esponde à i ulação máxima, mas ao pe cu so de o mação p o issional, pelo que os docen es podem acumula mais do que um
cu so nos di e en es ní eis de o mação.
242
Não
159
97,0%
TOTAL
164
100,0%
Licencia u a em Música (Lic. Educação Musical)
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
119
72,6%
Cu so incomple o/em andamen o
19
11,6%
Não possuem es a o mação
26
15,9%
TOTAL
164
100,0%
Mes ado em Educação Musical/Ensino da Música
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
13
7,9%
Cu so incomple o/em andamen o
12
7,3%
Não possuem es a o mação
139
84,8%
TOTAL
164
100,0
Mes ado em Música
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
4
2,4%
Cu so incomple o/em andamen o
8
4,9%
Não possuem es a o mação
152
92,7%
TOTAL
164
100,0%
Dou o ado em Educação Musical
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
4
2,4%
Cu so incomple o/em andamen o
6
3,7%
Não possuem es a o mação
154
93,9%
TOTAL
164
100,0%
Dou o ado em Música
F equência
Po cen agem
Cu so comple o
4
2,4%
Cu so incomple o/em andamen o
4
2,4%
Não possuem es a o mação
156
95,1%
TOTAL
164
100,0%
Ou a
F equência
Po cen agem
Não
77
47,0%
Sim
87
53,0%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
Do g upo de qua o ze (14) casos no B asil que não indica am possui quaisque dos cu sos
de música suge idos (conse a ó io, licencia u a/bacha elado, mes ado ou dou o ado), cinco (5) casos
desc e e am ou as o mações em música como: escola li e de música, cu so de piano e ou os
ins umen os, con a o com a música no ambien e amilia ou social, cu sos li es de música e ou as
o mações de cu a du ação. Dois (2) casos que decla a am e o mação em musico e apia, e ou os
cinco (5) casos indica am uma o mação ao ní el de especialização ou pós-g aduação em educação
musical, música ou educação a ís ica. Dois (2) pa icipan es não indica am qualque ipo de o mação
em música, seja nos cu sos o iciais suge idos na ques ão an e io ou em ou as o mações em música
na ques ão subsequen e.
É possí el no a que dez (10) dos pa icipan es que não possuem cu sos o iciais ou
acadêmicos em música, êm o mação na á ea da Educação como Pedagogia, Ensino Básico e a ins,
243
ês (03) êm o mação em ou as á eas (ma emá ica/ ísica/química, língua po uguesa/li e a u a, e
le as), e um (01) não indicou o mações em ou as á eas.
Ao odo 53% dos p o esso es b asilei os seleciona am a opção a i ma i a pa a indica que
possuíam ou o ipo de o mação musical (n=87). Na ques ão abe a subsequen e, os pa icipan es
especi ica am a o mação a a és de espos as desc i i as que o am o ganizadas em ca ego ias
emá icas de aco do com o ipo de o mação e e ida, con o me os exce os a segui :
Tabela 112: Exce os de ca ego ização das espos as “Ou as o mações em música” – B asil
Ca ego ia
Fon e
Segmen o
Musico e apia
PF.BR.122
Musico e apia – Bacha el.
PF.BR.130
Pós-g aduação em Musico e apia.
PF.BR.137
Musico e apia.
Especialização ou
Pós-g aduação
PF.BR.006
Especialização em Educação Musical.
PF.BR.074
Pós-g aduação - Música Popula .
PF.BR.124
Cu sos de especialização em Música pa a P imei a In ância (…).
Ações de o mação
ou cu sos li es
PF.BR.035
Técnico em música, écnico em educação musical in an il.
PF.BR.059
Diploma de Músico na o ques a - ompis a. Ce i icados de
musicalização in an il em cu sos online.
PF.BR.109
Fo mações complemen a es pa a música na educação in an il, uma
especialização, e o mações li es em can o.
PF.BR.169
Cu sos li es, Banda í mica, Pedagogia Dalc oze.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Fo mações na á ea da musico e apia o am e e idas po 7,9% dos pa icipan es. Os cu sos
de especialização ou pós-g aduação em música ou educação musical o am e e idos em 23,2% da
amos a. Os cu sos li es, cu sos de cu a du ação e ações de o mação complemen a es ( ais como
écnica musical ou ins umen al, pedagógico-musical, a ís ica, equência em escolas de música,
ap endizagem em con ex o amilia /social, ap endizagem au odida a, expe iência p o issional, e c.)
o am indicados po 22% dos PEM b asilei os.
Tabela 113: Ou as o mações na á ea da música PEM – B asil
Ou as o mações na á ea da música PEM
F equência
Po cen agem
Ações de o mação ou Cu sos li es
36
22,0%
Especialização ou Pós-g aduação
38
23,2%
Musico e apia
13
7,9%
Não possuem ou as o mações em música
77
47,0%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.

244
As o mações complemen a es e de cu a du ação, no en an o, o am ambém abo dadas em
ou a ques ão des e inqué i o, nomeadamen e a o mação pedagógico-musical especi icamen e
di ecionada pa a a aixa e á ia da educação in an il, como ap esen ado a segui :
Tabela 114: Fo mação pedagógico-musical di ecionada pa a a aixa e á ia da educação in an il –
B asil
Fo mação pedagógico-musical
pa a a educação in an il
De 1 a 2
o mações
De 3 a 5
o mações
Mais do que
5 o mações
Nenhum(a)
Não se
aplica
Cu sos de cu a du ação,
wo kshops, ações de o mação
35 (21,3%)
31 (18,9%)
81 (49,4%)
15 (9,1%)
2 (1,2%)
Disciplinas ou unidades
cu icula es
62 (37,8%)
21 (12,8%)
35 (21,3%)
38 (23,2%)
8 (4,9%)
Pesquisa au ônoma ou in o mal
47 (28,7%)
19 (11,6%)
64 (39,0%)
25 (15,2%)
9 (5,5%)
Ou o
13 (7,9%)
5 (3,0%)
8 (4,9%)
103 (62,8%)
35 (21,3%)
Fon e: Ques ioná io PEM.
Obse a-se ce ca de 90% dos pa icipan es a i mam e ealizado en e 1 e mais do que 5
o mações de cu a du ação di ecionada a educação musical in an il. 72% a i mam e ipo esse ipo de
o mação pedagógico-musical em disciplinas ou unidades cu icula es nos cu sos supe io es. 79,3%
a i mam busca essa o mação a a és de pesquisa au ónoma ou in o mal, enquan o 15,9% dizem
ob e es e ipo de conhecimen o em ou os ipos de o mação.
Fo mação dos pa icipan es em educação
Pa a além da o mação musical, os pa icipan es o am ques ionados sob e possuí em ou as
o mações, nomeadamen e, na á ea da Educação. Nes a ques ão, os pa icipan es especi ica am a
o mação a a és de espos as desc i i as que o am ambém ag upadas em ca ego ias emá icas de
aco do com o ipo de o mação e e ida, dando o igem a ês ca ego ias de o mação em Educação,
con o me os exce os a segui :
Tabela 115: Fo mação dos PEM na á ea da Educação (ca ego ias e exce os das espos as) –
B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Educação Básica,
Pedagogia e á eas
a ins
Cu sos de ní el ce i icado (p o issionalizan e, supe io ou pós-g aduação) e ações
o mação con inuadas/em se iço na á ea da educação, pedagogia, educação
especial, supe isão e ou os.
PF.BR.007
Sou Especialis a em Educação In eg al e esse ano iniciei o Mes ado em Educação
Básica.
245
PF.BR.008
Pedagogia (Ní el Supe io ).
PF.BR.064
Pedagogia, especialização em psicomo icidade e neu ociências educacional.
A e educação e
á eas a ins
Fo mações em a e e educação, ol adas à educação musical ou écnico-musical.
PF.BR.063
Especialização em Ensino da A e: Fundamen os Es é icos e Me odológicos
PF.BR.129
Pós-g aduação em me odologia do ensino das a es.
PF.BR.018
Licencia u a em A es Visuais.
Ou as á eas
Fo mações di e sas em ou as á eas de conhecimen o como psicologia,
pa imónio, es udos especiais, ma emá ica, biologia, le as ou a iadas emá icas.
PF.BR.019
Sou bacha el em Adminis ação de emp esas.
PF.BR.025
Licencia u a em Ma emá ica.
PF.BR.069
(G aduação em) Le as e cu sando pós em Me odologia do ensino da A e.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Ce ca de 37,2% dos pa icipan es no B asil decla a am e o mação em “Pedagogia,
Educação Básica e a ins” que engloba cu sos de pedagogia e o mação pa a a educação básica,
educação in an il, educação especial, supe isão e cu sos a ins, a ní el ce i icado (p o issionalizan e,
supe io ou pós-g aduação) e ações o mação con inuadas ou em se iço.
A ca ego ia “A e educação e á eas a ins”, engloba o mações em a e e educação ou
educação a ís ica, ações de o mação pedagógico-musical, o mações ol adas à educação musical
o e ecidas nos cu sos de o mação em música e/ou alguma o mação écnico-musical, como di eção
co al ou ins umen o (semelhan es ao já mencionado na ques ão an e io ). Es a ca ego ia ep esen a
6,7% das espos as. Ou os 7,3% das espos as e e em-se às o mações di e sas em ou as á eas de
conhecimen o como le as, ma emá ica, adminis ação, his ó ia, ísica/química, en e ou as. Po im,
48,8% não menciona am ou as o mações em Educação.
Tabela 116: Fo mação dos PEM na á ea da Educação PEM ( equências) – B asil
Fo mações na á ea da Educação
F equência
Po cen agem
Pedagogia, Educação Básica e a ins
61
37,2%
A e educação e á eas a ins
11
6,7%
Ou as á eas
12
7,3%
Não decla a am ou as o mações
80
48,8%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
246
Tempo de expe iência
G á ico 14: Tempo de expe iência como PEM na educação in an il – B asil
Fon e: Ques ioná io PEM.
O empo de expe iência dos pa icipan es como p o esso es de música na educação in an il
no B asil a ia en e 1 a é mais do que 30 anos. A maio incidência es á en e 2 e 15 anos de
expe iência ep esen ando 75% dos casos, sendo mais exp essi o en e de 2 a 5 anos (25%) e en e 6 e
10 anos (32,9%) de expe iência.
Modalidades de a uação
Enquan o p o esso es especialis as de música nas IEI b asilei as, os pa icipan es indica am
a ua p edominan emen e como p o esso es de musicalização ou p o esso es de educação/exp essão
musical, essa modalidade ep esen a 94% dos casos. Ou as modalidades indicadas o am: p o esso
de ins umen o em g upo; agen e de educação in an il/ écnico de ação educa i a, p o esso de a e,
coo denado de musicalização nas escolas (Ou os); p o esso de co o in an il; p o esso de ins umen o
indi idual; e jun as ep esen am ce ca de 6% dos casos.
Tabela 117: Modalidade de a uação dos PEM – B asil
Modalidades
F equência
Po cen agem
P o .(a) Musicalização, Educação/Exp essão musical
154
94,0%
P o .(a) ins umen o - g upo
4
2,4%
Ou os (agen e de educação in an il/ écnico de ação educa i a,
p o esso de a e, coo denado de musicalização nas escolas)
3
1,8%
P o .(a) de Co o in an il
2
1,2%
P o .(a) ins umen o - indi idual
1
0,6%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
247
A aixa e á ia das c ianças
No B asil, a educação in an il co esponde à o e a educa i a pa a c ianças dos 0 aos 5 anos
de idade. A aixa e á ia das c ianças com que abalham os PEM a ia, p o a elmen e, de aco do com
a aixa e á ia a endida em cada ins i uição. Nas IEI onde há o a endimen o pa a c ianças dos 0 aos 5
anos de idade, os p o esso es êm a possibilidade de a ua com a aixa e á ia mais ala gada. Es e é o
caso de 65,9% dos PEM pa icipan es. Ou os 29,3% a uam p edominan emen e com c ianças dos 3
aos 5 anos, e apenas 4,9% abalham p edominan emen e com c ianças en e os 0 e 3 aos de idade.
G á ico 15: G á ico da aixa e á ia das c ianças com quem abalham os PEM – B asil
Fon e: Ques ioná io PEM.
4.2.2.2 Aspec os da p á ica pedagógica
Re e enciais eó icos ou pedagógicos
Es e es udo p ocu ou ambém e idencia quais são os p incipais e e enciais eó icos ou
pedagógicos (como au o es, li os, pedagogias, ma e iais didá icos, g upos musicais, e c.) que os PEM
u ilizam pa a o seu abalho com música nas IEI (ins i uições de educação in an il) no B asil. Po ezes,
o am ci ados ipos e e enciais de o ma gené ica como “ma e iais didá icos”, “li os”, “pedagogias
a i as”, “in e ne ”, e c. Em ou as si uações o am ci ados nomes de pedagogos musicais me odologias
musicais (ex.: “O ” e “Dalc oze”), au o es e educado es musicais (ex.: “Teca Alenca de B i o”,
“Cecília C. F ança”), g upos musicais e ma e iais musicais (ex.: “Pala a can ada”, “Ba ba uques”), e
ou os e e enciais como legislação e polí icas educacionais (ex.: “BNCC”, “Di e izes Cu icula es”).
254
4.2.2.3 Concepções sob e p o esso “especialis a” de música
Nes a e en e do es udo, p ocu ou-se in es iga a p oblemá ica ace ca das concepções dos
ep esen an es da IEI e dos PEM pa icipan es sob e o “p o esso especialis a de música”, desde o
sen ido que a ibuem ao concei o de “especialis a” a é as concepções sob e a iden idade p o issional e
a o mação.
Ca ac e ização de um p o esso “especialis a” de música
Os pa icipan es o am con idados a indica qual e a, nas suas opiniões, o p incipal a o que
ca ac e iza um(a) p o esso (a) como "especialis a de música”. As espos as o am analisadas
quali a i amen e e ag upadas em ca ego ias de aco do com as emá icas eme gen es.
Os dados o iundos dos ques ioná ios e idencia am dois p incipais a o es que, na opinião dos
ep esen an es de IEI e PEM no B asil, ca ac e izam um p o esso como “especialis a” de música: a)
Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais e b) Fo mação em Música e/ou Educação Musical. Uma
e cei a ca ego ia eúne ou os a gumen os ou sem espos a (que não soube am ou não quise am
esponde ). A segui , são ap esen adas as de inições das ca ego ias e exemplos dos exce os que as
compõem:
a) Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais: os pa icipan es en a iza am ca ac e ís icas
pessoais e p o issionais como a p incipal ca ac e ís ica que de ine um p o esso
especialis a de música. São mencionadas ca ac e ís icas pa icula es e subje i as (como
amo pela música e pelas c ianças, dedicação, sensibilidade musical e emocional,
c ia i idade, empa ia, ocação, dinamismo, adap ação, paixão pela p o issão, e c.) e
ca ac e ís icas de compe ência p o issional (como didá ica, expe iência, capacidade de
adap ação, comunicação e abo dagem lúdica, p aze osa e di e si icada da música,
comp eensão das necessidades e ca ac e ís icas de cada aixa e á ia, e c.).

255
Tabela 127: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os PEM:
Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Ca ac e ís icas
pessoais e
p o issionais
A gumen os que en a izam ca ac e ís icas pa icula es, subje i as e p o issionais.
Ca ac e ís icas
pessoais e subje i as
Pe sonalidade, alo es e ou as ca ac e ís icas subje i as.
PF.BR.059
Que ama a música e sabe passa esse amo pa a as c ianças.
PF.BR.129
Empa ia, sensibilidade e p aze pela p o issão.
PF.BR.159
Um educado musical comple o encon a-se em se um e e no b incan e, que
ensina e ap ende du an e as ocas, que não em medo de expe imen a , e a
ou de se um ap endiz. Um educado musical nunca pode pa a de oca , seja
em g upo ou como solis a, nunca pode pa a de c ia , p ecisa se um
pesquisado , sensí el an o aos sons quan o as pessoas e cul u as.
PF.BR.082
Amo a música, paciência e insis ência!
PF.BR.160
O que ca ac e iza um bom p o esso , independen emen e de seu í ulo, não é ele
sabe o que é música. É ele sabe o que não é música.
PF.BR.085
P imei o passo p ecisa gos a de c ianças e se bem dinâmico.
Ca ac e ís icas
p o issionais
Compe ência p o issional, comunicação, adap ação, didá ica e expe iência.
PF.BR.054
Conhece as pedagogias musicais a i as e sabe usá-las em sala de aula.
PF.BR.025
Boa didá ica com c iança. Tem que en ende como abalha com o público
in an il.
PF.BR.115
A expe iencia adqui ida du an e os anos como p o esso .
PF.BR.161
Concilia me odologia de ensino adequada a aixa e á ia.
PF.BR.180
Obse ado a, a en a, ou in e e que não deixa passa as in e ações com os seus
alunos.
PF.BR.136
Vá ios a o es: Iden i icação, in e esse, o mação, expe iência, en ol imen o e amo
pelo que az.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Enquan o as espos as dos ques ioná ios classi icadas nessa ca ego ia en a izam quase
exclusi amen e aspec os subje i os e ca ac e ís icas p o issionais, de ce a o ma gené ica, os PEM
b asilei os en e is ados colabo am com a comp eensão dessa ca ac e ização do p o esso especialis a
de música de manei a mais holís ica. Associam os aspec os pessoais e p o issionais com uma
o mação musical des acando a ibu os como “sensibilidade”, “ene gia”, “paciência” e “amo ”.
A gen e em que e uma sensibilidade pa a abalha com a c iança. Somos uma ex ensão
"quase que da amília" dela. E a gen e em que e um ínculo mui o g ande. Tem que se
pe mi i pega no colo, ica com chei o de xixi, ica com um cho o no eu co po... Po que eles
cho am, cho am, cho am e do mem, às ezes, cho ando, soluçando de cho o. En ão, eu acho
que é uma sensibilidade que não em qualque um. E isso a gen e não ap ende na aculdade,
256
a gen e só ê na p á ica. Os es ágios ajudam, mas, não que dize que odos ão e [pe il
pa a abalha com c ianças]. (ENT15PH, Pos. 44, P o . BR)
P imei o: a música. En ende da música. E depois, a pedagogia. En im, é uma coisa que se
amplia. Tem an as ou as coisas que eu conside o impo an e ambém [pa a] ensina música
que é, en ende o odo. Essa c iança "como é que ela chegou aqui? Como é que es á a ene gia
dessa c iança hoje, que não es á me olhando no olho? Adian a eu es a aqui azendo o meu
mo imen o se a c iança não es á bem?" Po que é que eu não pa o um pouco pa a, al ez, da
um ab aço nela e en ende o que es á acon ecendo, pa a depois, segui ?"... Eu acho que são
mui os p ocessos pa a eu chega em sala de aula e dize "Ok, eu me conside o ago a um
p o issional". Po que a gen e em semp e que se eno a e ap ende . (ENT20PJ, Pos. 36, P o .
BR)
Sensibilidade. Paciência. Tem que ama . Ama mesmo. Eu semp e digo, a é pa a as
p o esso as de sala "Quem não ama es a aqui, em que i embo a". Po que aqui é um
ambien e de mui a paciência e sensibilidade […]. A c iança não é um p odu o, não é um
obje o, é um se . En ão, eu p eciso ap ende a ala na al u a dos olhos dela, p eciso en ende
po que é que ela es á lá naquele can o e não que chega pe o de mim. O que é que
acon eceu? Tem odo um en o no aí, que ai além da música. (ENT20PJ, Pos. 53, P o . BR)
A sensibilidade pa a lida com as c ianças é des acada en e os PEM b asilei os como um
dos a ibu os pessoais pa a o p o esso de música que a ua nas IEI. En e an o, compe ências
p o issionais como se “pesquisado ” e “c ia i o”, e sabe ansmi i o conhecimen o de o ma
adequada pa a essas idades ambém são mencionadas.
Eu acho que, em p imei o luga , a o mação e o en endimen o de pedagogias, ob iamen e.
C ia i idade, em que e c ia i idade pa a da con a das demandas em sala. "Como é que eu
ou le a a minha p opos a de musicalização?" […]. Acho que é isso, é [se um p o issional]
pesquisado e c ia i o. E a gen e só ai se c ia i o se a gen e pesquisa e es o ça mui o, em
á ias á eas. Na nossa [á ea], de música, e en im... Lendo, assis indo ilmes, indo a
exposições, e c. (ENT20PJ, Pos. 55, P o . BR)
Tem o conhecimen o a espei o da eo ia da música que o ma essas es u u as da música. E
eu acho impo an e pa a aze , pa a en a da , da melho manei a possí el, na educação
in an il, aduzi esses elemen os de uma linguagem [música] que possa se comp eendida
pelas c ianças e ambém pelos colegas das equipes. Pa a que eles possam ambém ajuda a
ep oduzi isso. Que quando ba e numa madei a ou num me al o som é di e en e. Como é que
se pode aze essa e e ência do som? Como é que pode da nome a isso? O que é um som
g a e, que é um som agudo... Ten a aduzi isso de uma manei a, numa linguagem acessí el
pa a as c ianças. Acho que esse é o nosso papel p incipal. (ENT17PI, Pos. 41, P o . BR)
Os ep esen an es das IEI ambém mani es a am espos as consis en es com a classi icação
nes a ca ego ia po en a iza em ca ac e ís icas pessoais e p o issionais.
257
Tabela 128: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os ep esen an es
das IEI: Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Ca ac e ís icas
pessoais e
p o issionais
A gumen os que en a izam ca ac e ís icas pa icula es, subje i as e p o issionais.
Ca ac e ís icas
pessoais e subje i as
Pe sonalidade, alo es e ou as ca ac e ís icas subje i as.
IEI.BR.019
P ecisa e Habilidade e gos a da p o issão.
IEI.BR.023
Se c ia i o e disciplinado.
IEI.BR.024
Sensibilidade, en ol imen o e comp ome imen o.
IEI.BR.025
Amo pelo que az.
IEI.BR.045
Seu dom e sua o mação.
Ca ac e ís icas
p o issionais
Compe ência p o issional, comunicação, adap ação, didá ica e expe iência.
IEI.BR.005
O olha pa a a u ma e pa a cada c iança, a sensibilidade ao se ap oxima a a és
da música, do ges o, dos ins umen os.
IEI.BR.034
Sabe usa os di e sos i mos em p ol da educação, espei ando os cos umes
cul u ais de cada indi íduo e azendo no os i mos pa a ag ega .
IEI.BR.035
Conhecimen o do que p ecisa aze pa a desen ol e nos alunos, p opo cionando
equilíb io emocional.
IEI.BR.041
A paixão po ensina música pa a c ianças, buscando ca i a nelas ambém o amo
pela música.
IEI.BR.047
O p o esso de e analisa as especi icidades de cada u ma e assim desen ol e
seu plano de aula.
Fon e: Ques ioná io IEI.
En e as coo denado as das IEI en e is adas ambém oi eco en e a emá ica pessoal e
subje i a na ca ac e ização de um p o esso especialis a de música des acando a ibu os como “gos a
do que az” e e o “dom”, no caso do B asil. E ainda, “p incípios é icos, polí icos e es é icos” bem
com como conhece e en ende “as in âncias”:
Eu acho que, p imei a coisa [c i é io] pa a con a a , seja qual o a unção, p ecisa gos a do
que az. Po que daí ai aze bem- ei o, ai aze com zelo, ai aze com o gos o […]. Po que
eu ambém acho que não é só a o mação, sabe? Eu acho que p ecisa e dom mesmo pa a
aze isso com c ianças ão pequenas. (ENT04CB, Pos. 42-44, Coo d. BR)
En ão, ele p ecisa se pesquisado , p ecisa conhece e en ende "as in âncias" (no plu al),
p ecisa e o mação especí ica, p ecisa e os p incípios é icos, polí icos, es é icos e polí icos,
e, p ecisa se gen il e gene oso. Po que ele ai pa ilha com a gen e o conhecimen o dele, e
as pessoas p ecisam se gen is e gene osas nessas pa ilhas. (ENT19CJ, Pos. 54, Coo d. BR)
258
Quan o aos a ibu os p o issionais, en e os pa icipan es b asilei os, “es a abe o”, “ lexí el”
e p on o a aze ocas, adap ações e a iculações e idencia a impo ância de um p o issional disponí el
pa a o abalho colabo a i o.
O p o esso p ecisa ap ende a lida com aquele g upo e, daqui a pouco, adap a a aula dele
se não es i e saindo de aco do como ele gos a ia (Sei lá! Qual é a p opos a? Qual é a
dinâmica?). Mas, eu acho que em de se assim, p ecisa ia se esse p o esso lexí el, que
consiga aze ealmen e essa lei u a do g upo no qual ele es á, de quais as pessoas ele pode
con a naquele g upo ali, e aze essa oca […]. (ENT18CI, Pos. 33, Coo d. BR)
[…] Mas, p incipalmen e, eu acho que essa a iculação como um odo, conhece ambém o
PPP [P oje o Polí ico Pedagógico], a p opos a da escola. Eu acho que é bem in e essan e
soma , pa a além de uma coisa enga e ada. Ele [p o esso especialis a de música] não pode
en a e sai daquela u ma ali, e pensa só no abalho dele. Daqui a pouco, ninguém en ende
qual é a linha, onde es á chegando... A nossa condução é semp e que se aça ambém um
p oje o, que inicie o abalho pensando um p oje o pedagógico. (ENT18CI, Pos. 34, Coo d. BR)
Além disso, adequa as p opos as e dinâmicas con o me a espos a das c ianças e conside a
o p o agonismo das c ianças es ando a en o e abe o às suas mani es ações, são pa icula idades
alo izadas em um p o esso especialis a de música que a ua na educação in an il:
Esse p o issional p ecisa e um olha , uma concepção de in ância, em que ac edi e numa
c iança enquan o o p o agonis a. Numa concepção de in ância onde essa c iança é um a o
social. E ele p ecisa e habilidade de escu a, acho que isso é mui o impo an e, e essa
habilidade de escu a pela c iança, do que a c iança ai lhe azendo. P ecisa se um
p o issional abe o. Acho que em que se um p o issional que es eja abe o a ambém se
descob i nesse p ocesso de ap ende jun o com as c ianças. Eu acho que isso é essencial.
Po que, a pa i do momen o que ocê se echa, ocê pode, em ez de aze o p aze , ocê
pode aze um a as amen o dessa linguagem. A c iança é musical, não é? A c iança, ela é
oda musical. Desde o início, desde o momen o que ela nasce e começa a in e agi , ela é oda
musical. En ão, eu acho que esse p o issional p ecisa es a a en o e abe o a essas dispu as e
às possibilidades que as c ianças podem aze . Eu ejo que é um p ocesso que a gen e em
ei o, e em azendo com odos os p o esso es de educação in an il, não só esse p o issional
de música. En ão, p ecisa es a abe o a esse diálogo. Acho que o essencial do p o esso de
música é e as habilidades écnicas, que é a o... (ENT16CH, Pos. 26, Coo d. BR)
A o mação ou “as habilidades écnicas” são conside ados ca ac e ís icas p óp ias dos
p o esso es de música e ambém são mencionadas en e os in e enien es b asilei os.
b) Fo mação em Música e/ou Educação Musical: os pa icipan es en a izam a o mação
musical como a p incipal ca ac e ís ica que de ine um p o esso especialis a de música.
259
São mencionadas an o a o mação acadêmica especí ica na á ea da música e/ou
educação musical (licencia u a, mes ado ou dou o amen o), como as compe ências
écnicas (domínio de ins umen os musicais; capacidade de oca e can a ; domínio na
in e p e ação ocal/ins umen al; des eza í mica; conhecimen os eó icos e p á icos da
música; compe ência e sensibilidade musical; acuidade audi i a).
Tabela 129: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os PEM: Fo mação
em Música e/ou Educação Musical (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Fo mação em
Música e/ou
Educação Musical
A gumen os que en a izam a o mação musical como a p incipal ca ac e ís ica que
de ine um p o esso especialis a de música.
Fo mação especí ica
na á ea da música
Fo mação
PF.BR.007
Habili ação em cu so supe io - Licencia u a em Música.
PF.BR.022
Ac edi o que além da o mação especí ica, o p o esso em que comp eende os
p incípios, os obje i os de abalha a musicalização.
PF.BR.097
Licenciado em Música, com es udos sob e pedagogia e didá ica da á ea.
Conside o impo an e o in e esse pela á ea educacional em ge al, além dos
emas especí icos de música e cul u as.
PF.BR.087
Especialis a em educação musical
PF.BR.032
ecnicamen e se ia a o mação acadêmica na á ea
PF.BR.165
P o esso com o mação adequada e que enha didá ica pa a abalha com
c ianças nessa aixa e á ia.
Sabe es écnicos
musicais e
pedagógicos
PF.BR.071
Músico a uan e ( ocando) no me cado de T abalho
PF.BR.156
Te conhecimen o pedagógico e musical. Desen ol e p opos as de ensino de
música com en oque nos conhecimen os da á ea a iculados com ou as á eas do
sabe .
PF.BR.137
Domínio das habilidades pa a o ensino de música, domínio de ins umen os, can o
e ambém conhecimen os do desen ol imen o in an il nas di e en es aixas e á ias.
PF.BR.142
Expe iência como músico p á ico, habilidades com ins umen os ha mônicos e
pe cussi os. Te didá ica em sala de aula e, p incipalmen e, a p á ica pedagógica
em es ágios du an e a o mação.
PF.BR.134
Musicalidade, c ia i idade.
PF.BR.157
Sabe de música e de educação
Fon e: Ques ioná io PEM.
Os PEM b asilei os que esponde am ao ques ioná io des acam uma o mação especializada,
acadêmica, e en ualmen e associada à p o issão docen e (como a p epa ação e expe iência especí icas

260
nas aixas e á ias com que abalha) en e as ca ac e ís icas que de inem um p o esso especialis a de
música. Além disso, des acam a ibu os e conhecimen os écnicos p óp ios da á ea da música como
can a a inadamen e e sabe oca ins umen os musicais. Os PEM en e is ados ambém e e em
essas ca ac e ís icas, sendo p edominan e no discu so desses in e enien es uma abo dagem gené ica
às compe ências musicais e e en ualmen e é ci ada uma o mação especí ica como “licencia u a”.
[Se um p o esso especialis a de música] é e noções básicas da de ques ões melódicas,
í micas, ha mônicas. Po exemplo, se eu ou u iliza - seja o piano, seja o iolão, seja ukulele -
ins umen os ha mônicos pa a acompanha o can o, eu enho que e essa noção de, po
exemplo, se eu p ecisa anspo a onalidade pa a acili a pa a mim, [ou] pa a c ianças [de o
sabe aze ]. [Te ] Noções melódicas pa a quando as c ianças o em explo a ins umen os
melódicos, como po exemplo, um eclado, pode oca pa a elas uma música e ajuda na
execução delas […]. En ão, pa a udo isso a gen e p ecisa de e o embasamen o, o es udo
musical. São e amen as essenciais. (ENT03PB, Pos. 34, P o . BR)
Aí, eu acho que o que ca ac e iza esse p o issional [p o esso especialis a de música], não digo
que ele enha que se um exímio ins umen is a de uma coisa. Mas eu acho que a gen e em
que e habilidades em ins umen os, pa a pode mos a isso pa a as c ianças. Habilidades
pa a pode pega ins umen os í micos e i a o som deles. En ão, a gen e em que busca
essa habilidade, o con a o com esses ins umen os, a expe imen ação dos mesmos.
(ENT15PH, Pos. 42, P o . BR)
En e os PEM b asilei os, a alo ização de compe ências pedagógicas associadas às
compe ências musicais é e idenciada quando suge em a a iculação en e “o conhecimen o écnico e
cien í ico” da música com as compe ências pa a adap a e ansmi i os con eúdos musicais à aixa
e á ia das c ianças.
Eu acho que é um p o issional que de êm o conhecimen o, o conhecimen o écnico, cien í ico,
do es udo da música. Ele sabe que a música em á ios aspec os que a en ol e: ques ões
ísicas, de acús ica, da pa e cogni i a e ambém do p óp io co po. Tem o conhecimen o a
espei o da eo ia da música que o ma essas es u u as da música. E eu acho impo an e pa a
aze , pa a en a da , da melho manei a possí el, na educação in an il, aduzi esses
elemen os de uma linguagem [música] que possa se comp eendida pelas c ianças e ambém
pelos colegas das equipes. (ENT17PI, Pos. 41, P o . BR)
Essa associação de compe ências é ambém p esen e nas espos as dos ep esen an es das
IEI sob e o que ca ac e iza um p o esso especialis a de música.
261
Tabela 130: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os ep esen an es
das IEI: Fo mação em Música e/ou Educação Musical (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Fo mação em
Música e/ou
Educação Musical
A gumen os que en a izam a o mação como a p incipal ca ac e ís ica que de ine
um p o esso especialis a de música.
Fo mação especí ica
na á ea da música
IEI.BR.009
Licencia u a em música
IEI.BR.011
G aduado em Licencia u a em Música
IEI.BR.012
Sua Fo mação Acadêmica
IEI.BR.039
Fo mado e habili ado na aculdade em a e/música e especializações na á ea.
IEI.BR.043
Um p o esso g aduado em música ou que enha uma pós-g aduação em música.
Sabe es écnicos
musicais e
pedagógicos
IEI.BR.032
Fo mação especí ica, domínio de um ins umen o e noção de di e sos ou os.
IEI.BR.050
É uma pessoa que can a a inado, em um bom epe ó io, ema habilidades
í micas.
IEI.BR.007
Que saiba oca ao menos um ins umen o musical e que seja uma pessoa
animada e comp ome ida com a ap endizagem da música.
IEI.BR.027
Te conhecimen o écnicos musicais e da in ância
IEI.BR.001
Os seus conhecimen os écnicos em elação à música. Con udo, na educação
in an il, o especialis a de música p ecisa comp eende o p oje o polí ico pedagógico
da escola e nu i um p o undo espei o pelas in âncias.
IEI.BR.003
Com habilidades e conhecimen os sob e ins umen os, me odologias, pedagogia e
aleg ia em ensina de o ma lúdica e p aze osa.
Fon e: Ques ioná io IEI.
Quando e e em aspec os ela i os à o mação musical, as ep esen an es das IEI
en e is adas ambém desc e em de manei a pouco especí ica um cu so ou uma habili ação
p o issional, mas e o çam a ideia da ele ância dos conhecimen os p óp ios da música:
Acho que o essencial do p o esso de música é e as habilidades écnicas, que é a o... […].. É
a écnica ocal, sabe can a a inado, oca um ins umen o... En ende o p ocesso de
linguagem que a c iança desen ol e, pa a ele ambém adequa aí o que é pa a cada aixa
á ea. Eu acho que se iam essas habilidades écnicas, assim. Ac edi o. (ENT16CH, Pos. 28,
Coo d. BR)
P ecisa e os sabe es de um especialis a de música: oca um ins umen o musical, pelo
menos, um ou mais ins umen os pa a possibili a essas expe iências pa a as c ianças.
(ENT19CJ, Pos. 54, Coo d. BR)
262
c) Ou os: es a ca ego ia eúne exce os daqueles pa icipan es que não soube am
esponde . Sem espos a.
Não hou e casos sem espos a en e os ep esen an es da IEI b asilei as nes a ques ão.
Tabela 131: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os PEM: Ou os ou
Sem espos a (ca ego ias e exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Ou os ou Sem
espos a
Não soube am ou não quise am esponde , e ou os a gumen os.
PF.BR.038
Não sei.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Após a análise quali a i a, a o ganização das espos as pe mi iu ep esen a a a és de
es a ís ica desc i i a a equência e a p opo ção en e as p incipais ca ac e ís icas que de inem um
p o esso como “especialis a” de música, na opinião do PEM e ep esen an es das IEI no B asil.
En e os PEM b asilei os, 64% apon am a “Fo mação em Música e/ou Educação Musical”
como o p incipal a o que ca ac e iza um p o esso especialis a de música. Mais da me ade das
espos as e e em a o mação especí ica na á ea, enquan o a ou a pa cela eúne menções aos
sabe es écnicos musicais e pedagógicos. Já na ca ego ia “Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais”,
que ep esen a 34,8% da amos a, é possí el no a que dois e ços (⅔) das espos as e e em
ca ac e ís icas pessoais e subje i as, enquan o um e ço (⅓) das espos as mencionam as
ca ac e ís icas p o issionais como didá ica e expe iência. Ou os a gumen os, que ep esen am 1,2% da
amos a, não soube am esponde a essa ques ão.
Tabela 132: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os PEM
( equências) – B asil
P incipal a o que ca ac e iza um p o esso "especialis a” de
música
F equência
Po cen agem
Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais
57
34,8%
Ca ac e ís icas pessoais e subje i as
38
23,2%
Ca ac e ís icas p o issionais (didá ica e expe iencia)
19
11,6%
Fo mação em Música e/ou Educação Musical
105
64,0%
Fo mação especí ica na á ea
59
36,0%
Sabe es écnicos musicais e pedagógicos
46
28,0%
Ou os
2
1,2%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
263
En e os ep esen an es das IEI b asilei as, a gumen os elacionados à “Fo mação em Música
e/ou Educação Musical” o am apon ados po 68,8% dos ep esen an es como o p incipal a o que
ca ac e iza um p o esso especialis a de música. P edominam as menções e e en es às compe ências
écnicas, seguido das e e ências à o mação acadêmica ou especí ica em música, e po im, às
compe ências pedagógico-musicais. Já na ca ego ia “Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais”, que
ep esen a 31,3% da amos a, é possí el no a que as espos as e e em as ca ac e ís icas pessoais e
subje i as numa p opo ção ligei amen e maio que as ca ac e ís icas p o issionais como didá ica e
expe iência.
Tabela 133: Concepções sob e o p o esso "especialis a” de música, segundo os ep esen an es
das IEI ( equências) – B asil
P incipal a o que ca ac e iza um PEM
F equência
Po cen agem
Ca ac e ís icas pessoais e p o issionais
15
31,3%
Ca ac e ís icas pessoais e subje i as
9
18,8%
Ca ac e ís icas p o issionais (didá ica e expe iencia)
6
12,5%
Fo mação em Música e/ou Educação Musical
33
68,8%
Compe ências écnicas
13
27,1%
Fo mação acadêmica ou especí ica na á ea
12
25,0%
Compe ências pedagógico-musicais
8
16,7%
Sem espos a
0
0,0%
TOTAL
48
100,0%
Fon e: Ques ioná io IEI.
Concepções sob e a o mação de um p o esso “especialis a” de música
Os in e enien es o am ques ionados sob e qual de e se a o mação de um p o esso pa a
a ua na á ea de Música na Educação In an il no B asil. A análise emá ica ge ou a cons i uição de
qua o ca ego ias quali a i as, das quais, duas ep esen am os p incipais ipos de o mação indicadas
pelos pa icipan es: a) Fo mação em Música e/ou Educação Musical, e b) Pedagogia ou Educação. As
es an es ca ego ias ep esen am c) Ou os ipos de o mação e d) Não esponde am. A segui , são
ap esen adas as de inições das ca ego ias e exemplos dos exce os que as compõem:
a) Fo mação em Música e/ou Educação Musical: as espos as ag upadas nes a ca ego ia
e e em p incipalmen e a o mação acadêmica de ní el supe io como Cu so supe io
em música e/ou Licencia u a em música. Re e em ainda algum ipo de o mação
pedagógico-musical complemen a como especialização em Educação Musical pa a
a uação na e apa da educação in an il, conhecimen os pedagógicos e sob e o
270
Tabela 136: Concepções sob e a o mação de um p o esso "especialis a” de música, segundo os
PEM: Pedagogia e/ou Educação (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Pedagogia e/ou
Educação
Fo mação acadêmico-p o issional inicial/de base na á ea da educação com a
associação de o mações complemen a es na á ea da música.
PF.BR.153
Pedagogia e noção básica musical.
PF.BR.030
Magis é io ou pedagogia com especialização em educação musical.
PF.BR.010
Pedagogia / o mação con inuada em musicalização in an il/ cu sos na á ea.
PF.BR.016
Pedagogia é undamen al supe es u u al, depois sim e domínio de um
ins umen o musical melódico, o mação de cu so.
PF.BR.171
Pedagogia.
PF.BR.009
Conhece bem as ca ac e ís icas da in ância e o que é mais adequado pa a cada
aixa e á ia, especialmen e pa a os bebês. Após isso, de e pensa em a i idades
musicais adequadas pa a esse público.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Ao mani es a em as suas opiniões sob e qual de e se a o mação de um p o esso
especialis a de música, alguns PEM b asilei os des acam a impo ância da o mação em educação
pa a comp eende as necessidades e pa icula idades de cada aixa e á ia e, pa ecem suge i
p io i a iamen e a o mação em Educação seguida de alguma o mação complemen a no domínio da
música. En e os ep esen an es das IEI, alguns a gumen os e e em os cu sos de o mação gene alis a
como Pedagogia.
Tabela 137: Concepções sob e a o mação de um p o esso "especialis a” de música, segundo os
ep esen an es das IEI: Pedagogia e/ou Educação (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Pedagogia e/ou
Educação
Fo mação acadêmico-p o issional inicial/de base na á ea da educação com a
associação de o mações complemen a es na á ea da música.
IEI.BR.009
Pedagogia com especialidade em Ed. Especial.
IEI.BR.048
Pedagogia, "podendo" e a g aduação em Música/A e.
Fon e: Ques ioná io IEI.
En e os pa icipan es en e is ados, não oi suge ida a Pedagogia como o mação de base
pa a os p o esso es especialis as de música. De modo ge al, a opinião dos en e is ados não es á
alinhada com es e posicionamen o, pois, suge em que es a o mação não é su icien e e que as
p o esso as da Educação In an il não es a iam su icien emen e p epa adas pa a desen ol e o abalho
com a música nas IEI.
As coo denado as en e is adas e idenciam que a o mação dos p o esso es de música di e e
da o mação dos p o esso es de Educação In an il pelo seu oco especializado na música. Po isso,

271
es a iam mais bem p epa ados pa a abalha com a música nesses con ex os ace às limi ações de
o mação dos p o esso es gene alis as. Os PEM e iam condições de “
de ende o que conhecem mui o
bem
” e que “
jamais o pedagogo ai consegui sup i
” sendo “
um di e encial
” de e a p esença de um
p o esso especialis a de música.
O pessoal [p o esso es de e e ência] não se sen e ão - como é que se diz? - "ap op iado" pa a
mexe [nos ins umen os]. P incipalmen e se é um iolão, en ão, pa ece que o iolão ainda é
mais a o! Mas, os ambo es a gen e consegue usa , às ezes. En ão, a gen e en a pega
alguns ins umen os, um pouco mais "minia u a", assim, pa a ica melho pa a os bebês
pode em mexe ... ba e ali nos ambo zinhos...[p omo endo] esse conhecimen o. (ENT18CI,
Pos. 12, Coo d. BR)
Ela [p o esso a de música] ez uma aculdade de música, ela sabe o i mo, o a anjo... nada
disso eu sei. Eu acho impo an íssimo que ela enha com esse sabe di e en e, mas, eu
ambém acho impo an íssimo que ela diga pa a nós que " odo mundo pode can a ". Todo
mundo pode. En ão, esses sabe es são mui o impo an es pa a nós, os sabe es que ela
[p o esso a de música] em da o mação dela. [Po que] A minha o mação é como pedagoga.
(ENT19CJ, Pos. 38, Coo d. BR)
A a uação de p o esso es gene alis as se ia limi ada e apenas “ aze a música pa a a escola”
po que “não êm écnica” pa a “ aze a música de uma o ma di e enciada” al como os p o esso es
especialis as. Além da al a de o mação musical dos p o esso es gene alis as, o que é no ado em
mui as ealidades é que as p o esso as egen es não êm o oco nos aspec os musicais, que em uma
“musiquinha” pa a abalha o ex o ou uma emá ica e não pa a abalha “a música pela música”. Os
p o esso es especialis as es a iam ocados em “ abalha a música”: “
Eu que o abalha a sono idade,
a í mica, os imb es, as peculia idades, a on e sono a, a poluição sono a, a pausa... E se eu esumo
isso ou se eu simpli ico ao epe ó io [músicas emá icas], é mui o pequeno, não é?
” (ENT15PH, Pos.
36, P o . BR).
Po que a nossa o mação [pedagogia] não pe mi e... E aí, ocê ai en a numa ques ão de
o mação, lá na o mação inicial […]. [é] a al a de uma o mação inicial cul u al, po que as
nossas bases ambém não azem isso. E o adul o que se candida a a uma aga do cu so
pedagogia, no B asil, é de uma classe social de baixa enda, não é? É o úl imo cu so de
escolha... En ão, isso implica ia, aí, numa [p oblemá ica]... Acho que o cu so de pedagogia em
uma p oblemá ica bem g ande. Desde que ouxe essa in o mação mais aligei ada, de o ma
de comple a udo, e não comple a nada. Po que se ocê o e , é um cu so de 4 anos que
o ma o p o esso de educação in an il, o ma o p o esso de educação básica ou sé ies
iniciais, o ma o p o esso do EJA [Educação de Jo ens e Adul os], o ma o ges o ... En ão, ele
em mui as a ibuições pa a um pouco empo de o mação. Eu acho que a gen e em uma
lacuna na o mação em pedagogia mesmo. Pelo empo, em 4 anos, ocê o ma an as coisas!
En ão, acho que aí se ia a p imei a discussão, al ez, [al e a os cu sos de pedagogia], pa a
que não se i esse um especialis a. Po ou o lado, não é odo mundo que em habilidades de
272
oca um ins umen o ou de e uma oz a inada. Acho que en a ambém algumas
pa icula idades [indi iduais]. (ENT16CH, Pos. 20, Coo d. BR)
Pa a além da p epa ação musical inconsis en e nos cu sos acadêmico-p o issionais, é
des acado que as limi ações na o mação de p o esso es gene alis as an ecedem a escolha e a
o mação p o issional, sendo a ausência da música uma lacuna na o mação ge al dos cidadãos.
Ao exp essa em as suas opiniões sob e a o mação de p o esso es especialis as de música,
alguns pa icipan es mencionam ou as compe ências e ca ac e ís icas di e sas, sem especi ica os
ipos de o mação.
c) Ou os: os pa icipan es desc e em compe ências e conhecimen os desejá eis pa a
abalha a Música com c ianças, mas, não exp essam uma o mação especí ica.
Mencionam compe ências pessoais e p o issionais (sensibilidade, dedicação, amo ,
c ia i idade, ludicidade, expe iência, e c.) e o mações complemen a es e di e sas (como
a es, desen ol imen o da au onomia, abo dagens lúdicas, en e ou as). Incluem
ambém o conhecimen o sob e desen ol imen o in an il.
Tabela 138: Concepções sob e a o mação de um p o esso "especialis a” de música, segundo os
PEM: Ou os (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Ou os
Compe ências pessoais/p o issionais, conhecimen os e o mações
complemen a es di e sas.
PF.BR.096
Uma o mação ol ada pa a o desen ol imen o da au onomia e o desejo de
ensina .
PF.BR.091
Sabe sob e as ases do desen ol imen o in an il e sabe sob e abo dagens
lúdicas.
PF.BR.122
Qualque o mação que o habili e a abalha na á ea. Alguma o mação na á ea
pedagógica. C eio que no B asil, se ap ende mais na p á ica do que com
g aduações e cu sos.
PF.BR.080
A i ência é a que mais lhe ensina, mas ambém ó imas e e ências ins i ucionais
e analisa bem uma boa aculdade, seja pa a licencia u a ou pedagogia.
PF.BR.116
Não impo a desde que haja uma boa o mação in o mal.
PF.BR.062
A es.
PF.BR.038
Von ade e p aze pelo que az.
Fon e: Ques ioná io PEM.
Essas indicações imp ecisas apon am que, pa a alguns pa icipan es, pode não es a cla o a
ques ão da habili ação p o issional pa a p o esso es especialis as de música, mesmo en e os p óp ios
273
PEM b asilei os. Po ou o lado, demons am um desapon amen o com os cu sos de o mação que
es a iam desa iculados na pon e en e eo ia e p á ica ou não es a iam cob indo su icien emen e o
campo da educação in an il, de modo que os PEM sen em que ap endem mais com a p á ica e a
i ência. São indicadas, ainda, o mações pouco especí icas sob e desen ol imen o in an il, a es,
abo dagens lúdicas ou a é que “ o mação in o mal”.
Tabela 139: Concepções sob e a o mação de um p o esso "especialis a” de música, segundo os
ep esen an es das IEI: Ou os (exce os das espos as) – B asil
Ca ego ia/Fon e
Desc ição/Exce os
Ou os
Compe ências pessoais/p o issionais, conhecimen os e o mações
complemen a es di e sas.
IEI.BR.008
O p o esso p ecisa se quali icado, e co agem, se comp ome ido com o mundo
a sua ol a. Te habilidade de obse ação pa a que possa media o
desen ol imen o das c ianças.
Fon e: Ques ioná io IEI.
En e os ep esen an es das IEI no B asil, apenas uma espos a oi classi icada nes a
ca ego ia po não indica com cla eza uma o mação, mas, des aca ca ac e ís icas pessoais e
p o issionais.
d) Não esponde am: alguns pa icipan es não soube am ou não quise em esponde a
es a ques ão. Hou e apenas uma oco ência sem espos a [em b anco] en e os PEM.
Não hou e casos sem espos a en e os ep esen an es da IEI b asilei as nes a
ca ego ia.
Finalmen e, a combinação de mé odos de análise p opos a nes a in es igação pe mi iu
iden i ica , numa pe spec i a quali a i a, quais as concepções pa icipan es sob e a o mação de
p o esso es especialis as de música. Po ou o lado, a pe spec i a quan i a i a e ela a dimensão ou o
espaço que cada ca ego ia de o mação pa a um p o esso de música ocupa no discu so dos PEM e
dos ep esen an es das IEI no B asil.
Pa ece se um consenso en e os PEM b asilei os que a “Fo mação em Música e/ou
Educação Musical”, ou seja, uma o mação especí ica na á ea, se ia a o mação essencial pa a a um
p o esso especialis a de música. Esse ipo de o mação oi e e ido po 83,5% des es pa icipan es.
Sublinha-se que 88,3% das espos as des a ca ego ia (ou seja, 73,7% da amos a) e e em a o mação
acadêmica de ní el supe io na á ea da música (como cu so supe io em música, licencia u a em
274
música, cu so supe io ) po ezes, associados às o mações especí icas pa a a educação in an il. Os
es an es 11,6% das espos as des a ca ego ia (9,8% da amos a) e e em a o mação de ní el écnico
musical e/ou pedagógico ais como cu sos de ape eiçoamen o e o mação con inuada, especialização,
mes ado ou pós-g aduação em Música ou Educação Musical pa a a In ância, e ainda, o mações ou
conhecimen os de ní el écnico, como habilidade ocal/ins umen al, ou a o mação em conse a ó io.
Tabela 140: Concepções sob e a o mação do p o esso "especialis a” de música, segundo os
PEM ( equências) – B asil
Tipos de o mação
F equência
Po cen agem
Fo mação em Música e/ou Ed. Musical
137
83,5%
Pedagogia ou Educação
15
9,1%
Ou os
11
6,7%
Não esponde am
1
0,6%
TOTAL
164
100,0%
Fon e: Ques ioná io PEM.
A o mação em “Pedagogia ou Educação” como base pa a a o mação um p o esso
especialis a de música, complemen ada po alguma o mação pedagógico-musical, pa ece se o
posicionamen o de 9,1% dos PEM b asilei os. En e an o, 6,7% da amos a não desc e eu uma
o mação especí ica, mas conside a um conjun o de conhecimen os, habilidades, a o es pessoais,
abo dagens lúdicas e o mações complemen a es di e sas, como possibilidades na cons i uição de um
p o esso “especialis a” de música. Apenas 0,6% dos pa icipan es não esponde am a es a ques ão.
En e os ep esen an es das IEI b asilei as a “Fo mação em Música e/ou Educação Musical”
se ia a o mação ideal pa a a um p o esso especialis a de música a ua na educação de in ância,
sendo e e ida po 89,6% dos pa icipan es. Sublinha-se que 69,7% das espos as des a ca ego ia (ou
seja, 62,5% do o al da amos a) e e em a o mação acadêmica de ní el supe io na á ea da música
(como cu so supe io em música e/ou licencia u a em música, po ezes, associados às o mações
especí icas complemen a es pa a o ensino ou a educação in an il). Os es an es 25,5% das espos as
des a ca ego ia (23% do o al da amos a) e e em a o mação na á ea da música ao ní el écnico ou
não especi icado, e ainda, 4,6% des a ca ego ia (4,1% do o al da amos a) en a izam a impo ância da
associação da componen e pedagógica ( ia de ensino, o mação pa a a aixa e á ia) à o mação
musical.
275
Tabela 141: Concepções sob e a o mação do p o esso "especialis a” de música, segundo os
ep esen an es das IEI ( equências) – B asil
Tipos de o mação
F equência
Po cen agem
Fo mação em Música e/ou Ed. Musical
43
89,6%
Pedagogia ou Educação
4
8,3%
Ou os ipos de o mação
1
2,1%
Não esponde am
0
0,0%
TOTAL
48
100,00
Fon e: Ques ioná io IEI.
Uma pa e dos in e enien es pa ece indica , p io i a iamen e, a o mação em “Pedagogia ou
Educação” (8,3% da amos a). Alguns casos, ecomendam que e es a o mação como base,
complemen ada po alguma o mação pedagógico-musical (6,2% da amos a) se ia su icien e se um
p o esso de música na educação in an il. Em ou os casos, é mencionada apenas a o mação em
educação (2,1% da amos a). Po im, 2,1% da amos a não desc e eu uma o mação especí ica, mas
conside a um conjun o de conhecimen os, habilidades, a o es pessoais, abo dagens e o mações
complemen a es di e sas, como possibilidades na cons i uição de um p o esso “especialis a” de
música. Não hou e casos de pa icipan es que não esponde am a es a ques ão na amos agem do
B asil.
4.2.3 C ianças: como as c ianças es ão i enciando as a i idades musicais
Os esul ados do le an amen o apon am que as IEI êm di e en es manei as de disponibiliza
e o ganiza as a i idades musicais na o ina e con ex o da Educação In an il no B asil. A segui se ão
ap esen ados os dados que pe mi em desc e como as c ianças es ão i enciando as a i idades de
música ela i amen e ao acesso às essas a i idades, os espaços onde acon ecem, a equência e
du ação dessa modalidade, quais os ecu sos disponí eis, e que ipo de expe iências e p á icas
i enciam.
4.2.3.1 Como são o e ecidas as a i idades de música com PEM
Acesso
De aco do com os PEM b asilei os
100
em 93,3% das IEI onde abalham odas as c ianças êm
acesso às aulas ou a i idades de música, ou seja, essas a i idades acon ecem du an e o ho á io de
100
Os PEM esponde am de aco do com as opções p é-exis en es no ques ioná io e ainda pude am u iliza a opção “Ou o” pa a indica alguma modalidade
não con emplada. Mui os pa icipan es u iliza am es a opção pa a desc e e ao po meno um con ex o especí ico, en e an o, as espos as e am
compa í eis com as opções já exis en es e po isso, o am ag upadas à essas opções.

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