Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
Rui Filipe Fe nandes Lou ei o
O ganização e Implemen ação de P á icas
de Ges ão de Recu sos Humanos. Um
es udo explo a ó io
julho de 2020
UMinho | 2020 Rui Filipe Fe nandes Lou ei o O ganização e Implemen ação de P á icas de Ges ão de
Recu sos Humanos. Um es udo explo a ó io
Rui Filipe Fe nandes Lou ei o
O ganização e Implemen ação de P á icas
de Ges ão de Recu sos Humanos. Um
es udo explo a ó io
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Ges ão de Recu sos Humanos
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o José João Co eia Lei e Ribei o
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
julho de 2020
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas
as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença
abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho
em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do
Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
iii
Ag adecimen os
Finalizada mais uma e apa da minha ida, não pode ia deixa de ag adece a odos
aqueles, pessoas e en idades, que de o ma di e a ou indi e a con ibuí am pa a o sucesso da
mesma.
P imei amen e, que o ag adece ao meu o ien ado , o P o esso Dou o João Lei e Ribei o,
que nunca me deixou desis i mesmo quando esse me pa ecia o caminho mais ácil, e oi um dos
g andes impulsionado es pa a que es a disse ação osse concluída.
Ag adeço à minha mãe, po odo o in es imen o ealizado no meu pe cu so académico, e
que udo ez pa a que ago a eu o possa conclui . Elogio-lhe a paciência que e e em a u a -me
nos momen os de
maio s esse
e em que nada pa ecia co e a meu a o , sei que não oi ácil!
Deixo ambém uma pala a de ap eço e ag adecimen o ao meu i mão e à minha es an e
amília, po odo o apoio dado aquando do momen o mais di ícil da minha ida, nunca me deixando
cai .
Aos meus amigos, os de semp e e os que iz desde o início des e pe cu so académico,
po odos os bons conselhos e momen os de con í io, desde as noi es egadas a álcool, às
con e sas in e miná eis sob e os mais a iados emas. Sem dú ida que o am de impo ância
ex ema!
E, po im, às ês emp esas que colabo a am comigo nes a in es igação, po que sem
elas nada se ia possí el. Nesse sen ido, deixo aqui um ag adecimen o especial à minha amilia e
aos meus dois amigos que udo ize am pa a que as en e is as nas suas emp esas se
p opo cionassem!
O meu mui o ob igado a odos!
Rui Lou ei o
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Resumo
A c escen e e olução da Ges ão de Recu sos Humanos e o econhecimen o do que es a
pode aze pelas o ganizações, mo i ou es e es udo, aliado ao ac o de as Pequenas e Médias
Emp esas ep esen a em a maio po ção do ecido emp esa ial po uguês. Os ecu sos humanos
são, sem dú ida, a maio alência das o ganizações, pelo que de em se adequadamen e ge idos.
O obje i o do p esen e es udo oi analisa as p á icas de ges ão de ecu sos humanos nas
pequenas e médias emp esas e a consciência que os en e is ados êm sob e essas mesmas
p á icas, a a és de ês ques ões de pa ida, seguindo uma me odologia explo a ó ia e quali a i a.
Fo am ealizadas en e is as semies u u adas a 15 pessoas, desde adminis ado es a
ope á ios da p odução, di ididas po 3 emp esas do se o êx il, odas localizadas no concelho de
Ba celos.
Os esul ados ob idos e elam que há ainda uma pe spe i a mui o bu oc á ico-
adminis a i a da GRH, embo a, em algumas des as emp esas, exis a já alguma o malização da
ges ão de ecu sos humanos.
Pala as-cha e: Ges ão de Recu sos Humanos, Pequenas e Médias Emp esas, P á icas de RH,
Ba celos
i
Abs ac
The g owing e olu ion o Human Resou ce Managemen and he ecogni ion o wha i can
do o o ganiza ions, mo i a ed his s udy, coupled wi h he ac ha Small and Medium En e p ises
ep esen he la ges po ion o he Po uguese business indus y. Human esou ces a e
undoub edly he g ea es asse o o ganiza ions so hey mus be p ope ly managed.
The aim o he p esen s udy was o analyze human esou ce managemen p ac ices in
small and medium-sized companies and he awa eness ha in e iewees ha e abou hese same
p ac ices h ough h ee s a ing ques ions, ollowing an explo a o y and quali a i e me hodology.
Semi-s uc u ed in e iews we e conduc ed wi h 15 people, om adminis a o s o
p oduc ion wo ke s, di ided by 3 companies in he ex ile sec o , all loca ed in he municipali y o
Ba celos.
The esul s ob ained e eal ha he e is s ill a e y bu eauc a ic-adminis a i e pe spec i e
o he HRM, al hough in some o hese companies he e is al eady some o maliza ion o human
esou ces managemen .
Keywo ds: Human Resou ces Managemen , Small and Medium En e p ises, HR P ac ices,
Ba celos
ii
Índice
Ag adecimen os ................................................................................................................... iii
Resumo ...............................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................. i
Índice de Tabelas ................................................................................................................. ix
Lis a de Siglas e Ac ónimos ................................................................................................... x
1. In odução ..................................................................................................................... 11
2. Re isão da Li e a u a ...................................................................................................... 14
2.1 E olução His ó ica da Conceção de GRH ....................................................................... 14
2.1.1 Os modelos
“Ha d”
e
“So ”
.................................................................................. 16
2.2 Pequenas e médias emp esas ...................................................................................... 17
2.3 A Ges ão de Recu sos Humanos nas Pequenas e Médias Emp esas .............................. 20
2.4 GRH em Po ugal .......................................................................................................... 22
2.4.1 Ges ão de Recu sos Humanos nas PME em Po ugal ............................................. 24
2.4.2 P incipais desa ios da GRH nas PME ...................................................................... 25
2.4.3 Melho es PME pa a abalha em Po ugal ................................................................. 27
3. Quad o Me odológico ..................................................................................................... 31
3.1 Mé odo de Recolha de Dados ........................................................................................ 32
3.2 Mé odo de Análise de Dados ......................................................................................... 33
3.3 Ca ac e ização das Emp esas ....................................................................................... 34
3.4 Ca ac e ização de pa icipan es .................................................................................... 37
3.5 Con ex ualização das en e is as ................................................................................... 41
3.6 P ocedimen os de alhados desde o p imei o con ac o a é à ob enção de dados ............. 43
4. Ap esen ação, Análise e Discussão dos Resul ados........................................................... 49
4.1 Pe spe i a dos adminis ado es sob e os seus RH ......................................................... 49
4.2 Pe spe i a dos pa icipan es sob e a GRH ..................................................................... 49
4.3 Respos a à ques ão de pa ida 1: Quais as p á icas de GRH exis en es na emp esa?...... 51
14
2. Re isão da Li e a u a
2.1 E olução His ó ica da Conceção de GRH
An es de ala em Ges ão de Recu sos Humanos, impo a de ini o que são “ ecu sos
humanos”. De aco do com Boxall (2013), mui os a igos de inem “ ecu sos humanos” como
sendo as pessoas emp egadas numa o ganização, o que é e ado, pois, segundo ele, ecu sos
humanos são o conjun o de ecu sos/ca a e ís icas que são in ínsecos aos se es humanos, e que
es es êm capacidade de emp ega nas á ias a e as da ida.
A Ges ão de Recu sos Humanos é um p ocesso complexo e ma cou a u u a com a Ges ão
de Pessoal (GP), como e a an e io men e conhecida, e como ainda hoje é, po ezes, denominada
(Melo & Machado, 2015). Du an e os úl imos 100 anos, a Ges ão de Recu sos Humanos em
indo a e olui p og essi amen e, e, segundo A ms ong e Taylo (2020:6), “o desen ol imen o do
concei o de GRH en ol eu a e olução de noções sob e iloso ia de GRH e dos obje i os da GRH.
Baseou-se o emen e em eo ia de ciência compo amen al e oi exp essa numa a iedade de
modelos”.
Os p imei os Depa amen os de Pessoal o am implemen ados na década de 1920, após
a Re olução Indus ial. Es es depa amen os emp ega am pessoas esponsá eis pelas á eas de
ec u amen o, bem-es a dos uncioná ios, p ocessamen o de salá ios e o mação, en e ou as
(Jam og & O e hol , 2004). Es as ideias o am implemen adas po F ede ick W. Taylo que, apesa
de apa en a apenas se impo a com a e iciência do abalho e de ac edi a que somen e o
dinhei o incen i a a as pessoas, na e dade p es a a a enção às necessidades dos uncioná ios.
Po ém, alguma his ó ia da ges ão em en a izado mais os aspe os c i icá eis, de cono ação
nega i a, como, po exemplo, a ligação des e engenhei o mecânico ame icano à desumanização
do abalho (Almeida, 2019).
De o ma a sup i as lacunas dos p incípios aylo is as, apa ece a Escola das Relações
Humanas, que e e em El on Mayo a sua p incipal igu a, na década de 1930, sendo que es e oi
mais além do que Taylo , e pe cebeu a impo ância do elacionamen o en e os seus
colabo ado es, ou seja, “encon ou e idências de que os sen imen os e as emoções dos
abalhado es inham impac o na p odu i idade” (Almeida, 2019:6).
Segundo Jam og e O e hol (2004), a unção con inua ia a so e e oluções du an e as
ês décadas seguin es, mas nos anos 1960 passou, edu o amen e, a se is a como um pos o
15
p i ilegiado em que apenas se planea a o “piquenique da o ganização”. Tudo mudou com a
implemen ação da Lei dos Di ei os Ci is, em 1964, e as endências sociais, demog á icas,
ecnológicas e económicas que daí esul a am du an e as décadas de 1970 e 1980, le ando ao
apa ecimen o do p o issional de Recu sos Humanos, sendo que oi po es e espaço empo al que
su giu o e mo Ges ão de Recu sos Humanos (Almeida, 2019).
Fo am á ios os mo i os que con ibuí am pa a o apa ecimen o da GRH, nomeadamen e
“a c ise pe olí e a dos anos 1970, os no os desa ios ecnológicos, os no os pe is p o issionais e
de o mação, a in e nacionalização e a necessidade de as emp esas alinha em a ges ão das
pessoas com a es a égia de negócio” (Bilhim, 2006 ci ado po Melo & Machado, 2015:41).
Oco e, en ão, na década de 1980 nos Es ados Unidos da Amé ica (EUA), o apa ecimen o
da Ges ão de Recu sos Humanos, que se ia um
upg ade
da Ges ão de Pessoal (Gues , 1990).
“Nos anos 1990, os especialis as começa am a no a a impo ância do capi al humano, azendo
o ça pa a que a unção de RH e oluísse ainda mais e es e se o se o nasse num pa cei o
es a égico de negócios” (Jam og & O e hol , 2004:52), ou seja, em oposição à GP, que
unicamen e se oca a nos colabo ado es da emp esa, a GRH assume um papel mais
p eponde an e, concen ando-se na ges ão global da o ganização e compene ando-se com a
maximização do seu endimen o e ganhos (To ing on
e al.
, 1995 ci ados po Sob al, 2016).
Resul an e des a no a linha de ges ão, su ge a Ges ão Es a égica de Recu sos Humanos
(GERH), no é mino do século XX, como espos a a si uações de inquie ação dos ope á ios,
nomeadamen e cessação de ca ei a e ins abilidade no pos o de abalho. Des a o ma, e e luga
uma usão en e a GRH e a es an e ges ão, con ibuindo pa a os obje i os co po a i os (Sob al,
2016). Po ou as pala as, a e olução da GERH eio impulsiona o endimen o das o ganizações,
o que deu o ça às escolhas da GRH, p opiciando an agem compe i i a (Becke & Ge ha , 1996
ci ados po Melo & Machado, 2015).
Segundo Ribei o (2003), a GRH ap esen a-se como uma a uação po pa e da
adminis ação das emp esas, no sen ido de p omo e em um melho ambien e o ganizacional,
a a és da implemen ação de di e sas polí icas e p á icas que lhes pe mi am ge i adequadamen e
os seus abalhado es. Is o é conseguido a a és de uma maio ab angência e impo ância
a ibuída ao compo amen o humano, e com um as o e melho ado conhecimen o do negócio e
da e olução que es e pode so e , ag egando-lhe uma ligação en e as ca ac e ís icas da GRH com
16
as polí icas da emp esa, endo em is a a melho ia dos endimen os ( e ambém Ribei o &
Gomes, 2016).
“Assim, no concei o de GRH, as pessoas são en endidas na base de ou o signi icado,
deixando de se enca adas como um a o cus o, pa a passa em a se enca adas como um a o
in es imen o, ou seja, um dos a i os mais de e minan es da compe i i idade” (Ne es & Gonçal es,
2009:72).
Segundo A ms ong (2000), a GRH necessi a de um alinhamen o com os obje i os da
o ganização e os planos de ação dos seus colabo ado es. Nes e p isma, as p á icas de GRH
ep esen am um pad ão que auxilia a o ganização a a ingi as suas me as po in e médio de uma
plani icação compa í el com os seus obje i os e espe i a conc e ização. Assim, as p á icas não
são independen es en e si e os seus e ei os são sen idos de uma manei a conjun a, e não
indi idual ou isolada. Essa in luência é limi ada pelas polí icas o ganizacionais (Boselie
e al.
,
2005).
A ms ong e Taylo (2020) ale am pa a o ac o de mui os ges o es de RH se oca em no
alinhamen o com o negócio e na adequação es a égica, podendo descu a a p eocupação com
os colabo ado es e o seu bem-es a na o ganização.
A o ma de a uação de cada ges o e o p og esso da GRH le a am ao apa ecimen o de
á ias pe spe i as/abo dagens, apesa de nenhuma delas se consensual.
2.1.1 Os modelos
“Ha d”
e
“So ”
A de inição do concei o de Ges ão de Recu sos Humanos, bem como o seu
uncionamen o, êm-se mani es ado em á ios modelos ao longo dos anos (A ms ong & Taylo
2020). Dois dos modelos mais u ilizados são os denominados
Ha d
, que de i a da Uni e sidade
de Michigan, e
So
, p o enien e da Uni e sidade de Ha a d, sendo baseados em di e en es
conceções dos abalhado es, isões do compo amen o humano e es ilos de ges ão (T uss
e al
.,
1997).
S o ey (1989) ci ado po A ms ong e Taylo (2020:11), de ine-os dizendo que o “modelo
ha d
en a iza os aspe os quan i a i os, calcula i os e de es a égias de negócio da ges ão de
ecu sos humanos como uma manei a ‘ acional’ pa a qualque ou o a o económico. Po
17
con as e, a e são
so
em as suas aízes na escola de elações humanas; es e modelo en a iza
a comunicação, a mo i ação e a lide ança”.
Po ou as pala as, o modelo
Ha d
ê as pessoas como um cus o, a a os colabo ado es
simplesmen e como um ecu so do negócio (como máquinas e edi ícios), e elaciona-se
di e amen e com o planeamen o de negócios co po a i os, sendo que o oco da GRH é iden i ica
as necessidades da o ça de abalho da emp esa e ec u a e ge encia adequadamen e;
enquan o que o modelo
So
olha pa a as pessoas como um in es imen o, os colabo ado es são
o ecu so mais impo an e no negócio e uma on e de an agem compe i i a, sendo a ados como
indi íduos, e ha endo a p eocupação com o sa is aze das suas necessidades; o oco da GRH
passa po concen a -se nas necessidades dos uncioná ios, nomeadamen e o seu papel,
ecompensas ou mo i ação (S o ey, 2014).
Apesa das e iden es di e enças en e ambos os modelos, Legge (1995, ci ado po Sob al,
2016) a i mou que es es são passí eis de se concilia , pois possuem á ias semelhanças,
nomeadamen e:
“1) En a izam a impo ância das p á icas de GRH ace aos obje i os o ganizacionais;
2) A ibuem ele ância aos ges o es de linha;
3) Conside am impo an e o desen ol imen o das compe ências indi iduais em p ol da
sa is ação pessoal e sucesso o ganizacional;
4) De endem a colocação do abalhado num pos o equi alen e às suas compe ências,
omen ando o seu desen ol imen o o ganizacional a a és de obje i os” (Sob al, 2016:9).
Em suma, es as duas pe spe i as di e em sob e como a GRH de e a ua no seio das
emp esas, sendo que a
Ha d
se oca apenas na ob enção de luc os, enquan o que a
So
dá
p imazia ao bem-es a dos colabo ado es. Is o e i ica-se independen emen e da dimensão da
emp esa.
2.2 Pequenas e médias emp esas
Apesa de não ha e uma de inição consensual sob e o que é uma Pequena e Média
Emp esa, uma das mais popula es é a ap esen ada pela Comissão Eu opeia que, no Dec e o-Lei
n.º 372/2007, de 6 de no emb o, a i ma que “a ca ego ia das mic o, pequenas e médias
18
emp esas (PME) é cons i uída po emp esas que emp egam menos de 250 pessoas e cujo olume
de negócios anual não excede 50 milhões de eu os ou cujo balanço o al anual não excede 43
milhões de eu os”
(h ps://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_ aqs&FAQS aq_boui=64092016&FAQS
modo=1&xlang=p , consul ado em 8/10/2019).
Tabela 1: Classi icação das PME
Fon e: Comissão Eu opeia (2006)
As pequenas e médias emp esas ep esen am uma a ia mui o impo an e na economia
dos países, o que de e le a a que os emp esá ios, ges o es e mesmo go e nos enham a
capacidade pa a a melho ia sucessi a dos modelos de ges ão aplicados a es as emp esas. Apesa
disso, a ges ão de ecu sos humanos con inua a se uma das á eas menos es udadas das PME
(Melo & Machado, 2015).
As PME possuem um g ande po encial no que diz espei o a ge a ecei as e emp ego. O
es udo “Como se uma PME de e e ência” ealizado pela emp esa Maza s, especialis a
in e nacional em consul o ia e audi o ia, e ci ado po Pin o (2014), sus en a es a a i mação ao
e e i que “o segmen o das pequenas e médias emp esas ep esen a 99,8% do o al das
emp esas na Eu opa, dando emp ego a 87 milhões de abalhado es e ge ando 3,4 milhões de
biliões de eu os de alo ac escen ado pa a a economia. Ou seja, emp ega dois e ços do o al da
mão de ob a eu opeia e ge a ap oximadamen e 58% do alo ac escen ado b u o o al do segmen o
de me cado não inancei o. Em e mos p á icos, são quase 20,6 milhões as PME na União
Eu opeia (…)” (h ps://www.dinhei o i o.p /emp esas/pme- ep esen am-998-das-emp esas-na-
eu opa/, consul ado a 15/10/2019).
Ca ego ia da emp esa
Nº de colabo ado es
Volume de negócios /
Balanço To al
Mic oemp esa
< 10
≤ 2 milhões €
Pequena emp esa
≥ 10 < 50
≤ 10 milhões €
Média emp esa
≥ 50 < 250
< 50 milhões € /
< 43 milhões €
19
A Uni ed Na ions En i onmen P og amme (UNEP) (2003), ci ado po Melo e Machado
(2015), e e e que as PME con ibuem di e amen e pa a a economia mundial, a a és de ês
a o es:
1. “C iam no os pos os de abalho;
2. Con ibuem pa a o desen ol imen o do emp eendedo ismo e da
compe i i idade, uma ez que são on es de á ias a i idades de ino ação;
3. Ac escen am uma maio lexibilidade à es u u a indus ial, e p omo em um
g ande dinamismo na economia” (Melo & Machado, 2015:28).
As PME possuem um conjun o de ca ac e ís icas que as dis inguem das g andes
emp esas. As pequenas e médias o ganizações são sis emas abe os em que as mudanças no
ambien e ex e no êm impac o signi ica i o nas dinâmicas in e nas (MacMahon, 1996), além da
sua “eno me di e sidade de es u u as e cul u as o ganizacionais, o que di icul a a de inição de
polí icas emp esa iais” (Melo & Machado, 2015:29). Melo e Machado (2015) ac escen am que as
PME se deba em com a escassez de ecu sos, que humanos, que económicos, sendo es e um
dos g andes obs áculos pa a a o malização de p á icas de ecu sos humanos den o des as
emp esas.
Con a iamen e ao que oco ia no passado, em que as de inições de PME endiam a
coloca odas elas no mesmo pa ama , não ha endo dis inção en e si, mais ecen emen e ganhou-
se a consciência de que es as o ganizações ap esen am ca ac e ís icas, complexidade e
necessidades di e en es umas das ou as, não podendo exis i uma conceção gene alizada sob e
as mesmas (Ko ey & She idan, 2004; Melo & Machado, 2015).
Cassel
e al.
(2002) compilam as PME em dois g upos: po um lado, encon am-se as que
são o almen e independen es, êm o seu p óp io negócio e não es ão ligadas a nenhuma ou a
emp esa, e po ou o, aquelas que êm associação a uma g ande emp esa e dela azem pa e.
Po no ma, o segundo g upo “inco po a uma cul u a o ganizacional mais madu a e p á icas de
ges ão mais o malizadas, pois êm ecu sos e
know-how
que no malmen e as ou as PME não
êm” (Melo & Machado, 2015:32).
No que ao pano ama po uguês diz espei o, as PME assumem uma impo ância mui o
signi ica i a já que, de aco do com os dados di ulgados no es udo do Ins i u o Nacional de
Es a ís ica (INE), “Emp esas em Po ugal 2010” ci ado po Paula (2012), “as mic o, pequenas e
20
médias emp esas po uguesas ep esen am 99,9% do ecido emp esa ial po uguês”
(h ps://www.jo naldenegocios.p /economia/de alhe/ine_pme_ ep esen a am_999_do_ ecido
_emp esa ial_po ugueci cs_em_2010, consul ado a 19/10/2019).
No en an o, e apesa de se em a esmagado a maio ia das o ganizações nacionais, as PME
albe gam 60,9% do olume de negócios; enquan o que as g andes emp esas, que ep esen am
apenas 0,1% do o al, ge am 39,1%.
O núme o médio de abalhado es de uma PME e a de 2,63 colabo ado es, mas se
exclui mos os emp esá ios em nome indi idual, o núme o médio de colabo ado es das PME c esce
pa a 8,28 emp egados.
Em e mos globais, a média de colabo ado es ao se iço de cada emp esa é de 3,39
pessoas enquan o que as g andes emp esas emp egam uma média de 756,11 pessoas (Paula,
2012).
Analisando es es dados, podemos in e i que as PME assumem no ó ia impo ância no
con ex o do abalho em Po ugal, que pela dominância no ecido emp esa ial po uguês que
pelo olume de negócios ap esen ado, sendo, po an o, bas an e pe inen e o es udo das p á icas
de GRH nes as o ganizações.
2.3 A Ges ão de Recu sos Humanos nas Pequenas e Médias Emp esas
De aco do com Melo e Machado (2015:53), “a GRH em um papel impo an e na
aplicação de p á icas que bene iciam os colabo ado es, an o ao ní el do desempenho como da
mo i ação”, sendo que a sua a uação nas PME se á in luenciada pela in o malidade exis en e
nes as emp esas, e pelo ac o de se adap a em nas PME p á icas das g andes emp esas, o que
não é in ei amen e co e o pois as pequenas emp esas de êm aspe os especí icos que impedem
a o al ansição das p á icas. Su ge aqui a p imei a ques ão de pa ida des e es udo: que ipo de
p á icas são implemen adas nas PME? Regem-se pelo que é ei o nas g andes emp esas ou êm
os seus p óp ios mecanismos?
A pa i da análise do es ado da a e, in e e-se que a ges ão de ecu sos humanos em
emp esas de meno dimensão ende a se in o mal em compa ação com a o malidade dos
sis emas e p á icas de GRH em g andes emp esas, e ge almen e ica en egue à esponsabilidade
21
do che e/p op ie á io da o ganização, algo que ambém se de e ao ac o de as PME ap esen a em
ca ência de ecu sos inancei os, impedindo-as, na sua g ande maio ia, de implemen a em um
depa amen o de GRH especializado (Mazza ol, 2003; Melo & Machado, 2015). Na maio pa e
dos casos em que as PME possuem um depa amen o de GRH, é po que, à pa ida, se a am de
“emp esas de o e in ensidade ecnológica, e que, pa a se man e em compe i i as, êm
necessidade de cump i de e minadas exigências do Sis ema de Ges ão da Qualidade (SGQ) po
se em ce i icadas po no mas ISO” (Felisa do, 2014:11). Es a é mais uma das ques ões que
mo i ou es a in es igação: pe cebe quem de ine e quem implemen a as p á icas de GRH nas
PME. Se ão ealmen e as che ias esponsá eis po es a ques ão, ou delegam-na a ou o
colabo ado da o ganização? Ou, con a iando o que é expec á el, possuem um depa amen o de
GRH den o da es u u a da ins i uição?
Segundo Ko ey e She idan (2004), es a in o malidade das PME é isí el em á ias á eas
da GRH, nomeadamen e:
• No ec u amen o, em que as pessoas são escolhidas po se em amilia es e/ou
amigos da che ia ou dos colabo ado es, sendo que o dono da emp esa se baseia
na sua pe ceção pessoal sob e a pessoa e nos ca gos passados, e não nas suas
habili ações e eal capacidade pa a o desempenho da unção;
• Na o mação, na qual impe a o ca á e mais in o mal, sendo ealizada du an e o
desempenho da unção (
on he job
), semp e com pouca ou nenhuma in enção de
o ma ges o es.
Os au o es sup amencionados de endem que a dimensão da emp esa se de ine pelo oco
no planeamen o da GRH e pelo g au de o malização des a. Num es udo que ealiza am,
cons a a am que a adoção de p á icas mais o mais de GRH aumen a com o amanho da emp esa,
sendo que oco e numa ase inicial do p ocesso de c escimen o, demons ado pela maio di e ença
en e mic o e pequenas emp esas, compa a i amen e com o que acon ece en e as pequenas e
médias o ganizações.
Ko ey e She idan (2004) apu a am, ainda, que nas pequenas emp esas há uma elação
mui o p óxima en e o pa ão e os seus uncioná ios, não ha endo a necessidade de documen ação
mui o de alhada, incu indo, assim, uma lexibilidade, que é essencial pa a que oco am as
mudanças na u ais de c escimen o na o ganização.
22
As PME êm sido pos as de pa e no que a es udos sob e GRH diz espei o, uma ez que
se desen ol eu a ideia de que o que se ia pa a as g andes emp esas, se ia pa a as pequenas e
médias, ou seja, as p á icas aplicadas nas g andes emp esas podiam se adap adas com sucesso
às PME, o que não é e dade, uma ez que es as possuem p op iedades p óp ias e necessi am,
po an o, de p á icas adequadas a essas p op iedades e à sua ealidade (Melo & Machado, 2015).
“Hoje em dia, não az sen ido ge i os RH de uma o ganização de o ma me amen e
adminis a i a, sem qualque ipo de ligação es a égica às es an es dimensões o ganizacionais”
(Melo & Machado, 2015:43). É nes e pon o que su ge a e cei a e úl ima ques ão de pa ida pa a
es a pesquisa: exis e algum ipo de elação en e os alo es da emp esa e a Ges ão de Recu sos
Humanos? Se á que a GRH impulsiona, po exemplo, a compe ência, a in eg idade ou o igo das
o ganizações? Ou simplesmen e não em in luência nes e pon o?
Pa a da espos a a es as ques ões, é impo an e olha mos pa a den o, pa a o pano ama
nacional e pe cebe que ipo de GRH se az nas emp esas po uguesas.
2.4 GRH em Po ugal
Melo e Machado (2015) e e em que as ca ac e ís icas do ecido emp esa ial po uguês
( o mado p incipalmen e po pequenas e médias emp esas) são uma limi ação pa a a e olução e
c escimen o da GRH em Po ugal. Tal ealidade de e-se ao ac o de as emp esas de meno
dimensão não possuí em, na sua g ande maio ia, um ó gão especializado de ecu sos humanos.
Segundo Cab al-Ca doso (2004), ce ca de 73% de odos os di e o es de RH es ão inse idos em
médias ou g andes emp esas.
Um dos mé odos pa a conhece a e olução da GRH em Po ugal pode passa pela análise
dos emas dos encon os nacionais o ganizados pela Associação Po uguesa de Ges ão de Pessoas
(APG), ealizados anualmen e e com início em 1967. Assim o ize am Ne es & Gonçal es (2009),
que de ini am qua o pe íodos empo ais nos quais se podem ag upa os emas des es encon os
p omo idos pela APG:
1. 1967 – 1979: o ema ge al é a Ges ão de Pessoal e os con eúdos discu idos
e le em ma é ias elacionadas com a unção e com a pessoa, e a in luência polí ico-social do
pe íodo da Re olução de Ab il de 1974. A unção es a a mui o associada a p á icas ju ídico-
adminis a i as;
23
2. 1980 – 1989: su gem nes es emas as ideias de mode nização e compe i i idade,
e designa-se o a amen o de ques ões elacionadas com Pessoal po GRH;
3. 1990 – 1994: u ilização simul ânea de GRH e Ges ão de Pessoal pa a se e e i
a assun os de Pessoal. Os emas espelham a p eocupação em desen ol e e o ma o capi al
humano, e a in luência das p eocupações sociais do momen o: desemp ego e o mação
p o issional.
4. 1995 – A ualidade: oco na ges ão de compe ências e do conhecimen o, e no
papel a i o dos ecu sos humanos na compe i i idade e na excelência. As pessoas passam a se
o cen o das p eocupações, u o da aclamação de ini i a de que o Homem é o elemen o que
p opo ciona a di e ença compe i i a.
Apesa da o e e olução que so eu, o papel de RH em Po ugal con inua a se
undamen almen e bu oc á ico e adminis a i o (Cab al-Ca doso, 2004). De aco do com Melo e
Machado (2015), a GRH ainda es á numa ase p imá ia na sua e olução e implemen ação, e os
ges o es de RH ainda en am alcança uma melho posição nas decisões da ges ão.
Cab al-Ca doso (2004) ealizou um es udo no qual de e ou dois en a es à e e i ação da
unção GRH no nosso país:
1. A descon iança e al a de ac edi ação de um ges o de ecu sos humanos no seio
das o ganizações;
2. C ença gene alizada de que esse papel pode se ealizado po qualque pessoa
na o ganização, após adqui i expe iência na unção.
Com o su gimen o de o mação supe io nes e campo, os ges o es de RH começa am a
es a melho p epa ados pa a o desempenho da sua unção, con ibuindo pa a a melho ia da GRH
em Po ugal. Os ges o es de RH ganha am no a c edibilidade, azendo an agem compe i i a
pa a as o ganizações, e sendo capazes de impo a os p incípios ame icanos nes a á ea pa a o
nosso país (Cab al-Ca doso, 2006).
Si uando a GRH nacional no con ex o eu opeu, é impo an e apon a que Po ugal in eg a
o modelo la ino de GRH. Con udo, exis em algumas di e enças en e os países aí in eg ados, como
expos o po Ma ins (2008:4), que e e e que “é em Espanha e F ança que a GRH es á mais
in eg ada com a es a égia da emp esa, I ália em a meno in eg ação, e Po ugal, po sua ez,
ocupa uma posição in e média. O pe il dos ges o es de RH é, do mesmo modo, impo an e:
30
As emp esas em si, êm uma sé ie de ca ac e ís icas e alo es pelos quais se egem e as
le am a se cada ez melho es, nomeadamen e:
• “capacidade de ob e um e o no inancei o mais ele ado;
• maio a enção dada aos clien es e, po consequência, aumen o dos ní eis de
sa is ação e idelização dos mesmos;
• capacidade pa a a ai mais alen os;
• aumen o do bem-es a dos colabo ado es e, po consequência, edução
signi ica i a nos gas os com a saúde;
• edução signi ica i a de u no e ;
• aumen o da c ia i idade e
isk asking
(e os não delibe ados);
• ambien e de abalho capaz de es imula a ino ação e o p og esso con ínuo
dos sis emas de abalho;
• colabo ado es ep esen a i os dos alo es da emp esa e comp ome idos em
alcança os melho es esul ados pa a o sucesso do negócio”
(www.g ea place owo k.p , consul ado a 21/06/2020).
31
3. Quad o Me odológico
Nes e capí ulo são ap esen ados os obje i os e opções me odológicas escolhidos pa a a
ealização do p esen e abalho, bem como o mé odo de escolha das emp esas a se em
es udadas.
Sendo que exis em cen enas de milha es de PME no nosso país - Po ugal é o segundo
país da União Eu opeia com mais pequenas e médias emp esas po cada 100 habi an es, apenas
a ás da República Checa (Comissão Eu opeia (2016) ci ado po Fe ei a Nunes (2016)) -, o
in es igado op ou po limi a a sua in es igação apenas a PME exis en es no concelho de Ba celos
po azões de p oximidade e acessibilidade, uma ez que eside no e e ido concelho. Uma ez
que se a a de um es udo caso, ou o a o impo an e na seleção das emp esas a es uda oi a
disponibilidade des as pa a colabo a com es a in es igação.
P imei amen e, o in es igado é con on ado pela escolha de um pa adigma de
in es igação, que se aduz como o “p og esso das p á icas cien í icas baseado em iloso ias e
suposições das pessoas ace ca do mundo e da na u eza do conhecimen o” (Collis & Hussey,
2013:46). Es a in es igação se á le ada a cabo sob o pa adigma enomenológico, que se
ca ac e iza po se quali a i o, subje i o e in e p e a i o, sendo o mais adequado pa a um es udo
de caso, uma ez que o mesmo u iliza amos as pequenas, abalha com dados quali a i os, em
como in e esse ge a eo ia (e não es a hipó eses), ap esen a uma al a alidade (ou seja, cap u a
o con ex o), e é possí el gene aliza de um cená io a ou o (Collis & Hussey, 2013). Op ou-se po
es e pa adigma pois es a a a-se de uma in es igação quali a i a, no sen ido em que se p e ende
analisa o discu so dos in e enien es e as suas espe i as pe ceções, e es a me odologia es á
di e amen e elacionada ao pa adigma enomenológico, sendo, des a o ma, es e o pa adigma
mais adequado ao p e endido. Como an e io men e e e ido, pe mi e ao in es igado conhece
pe ceções e, ambém, sen imen os, opiniões e juízos de alo .
Des e modo, após a escolha do pa adigma e pe an e o ema e obje i os des a in es igação,
a opção omada oi a de en e eda po uma in es igação explo a ó ia e quali a i a, daí esul ando
o mé odo de es udo de caso. De aco do com Fo in (2009:241), o es udo de caso co esponde “a
um exame comple o e de alhado de um enómeno ligado a uma en idade social”, podendo a
en idade co esponde a “um indi íduo, um g upo, uma amília, uma comunidade ou uma
o ganização”.
32
Os p incipais desígnios do es udo de caso são explo a e e a a um dado enómeno (Yin,
2009) e expandi o conhecimen o ace ca desse enómeno (Fo in, 2009). Fenómeno esse que,
nes e caso, se aduz como a o malização de p á icas de GRH no seio das PMEs po uguesas. O
p opósi o des e es udo de caso oi o de es uda di e en es emp esas de um mesmo concelho, e
daí ap eende o que é ei o ao ní el da GRH po pa e das mesmas. O ac o de ha e ainda pouca
in es igação sob e es e enómeno, mas endo ele g ande in e esse de es udo, mo i ou es a
in es igação.
As o ganizações que se ap esen a am como possí el al o de es udo des a in es igação
e iam de espei a dois pa âme os: localização (apenas emp esas do concelho de Ba celos e am
elegí eis pa a es e es udo) e dimensão (as emp esas e iam necessa iamen e de se de pequena
ou média dimensão). Como al, as emp esas a es uda ca ac e izam-se po se em pequenas e
médias emp esas do concelho de Ba celos.
Como mé odo p incipal de ecolha de dados e in o mação, op ou-se pela ealização de
en e is as, nomeadamen e en e is as semies u u adas, aos p op ie á ios e esponsá eis pela
GRH dessas emp esas, sendo ambém en e is adas pessoas de ca go hie á quico in e io aos
e e idos, de o ma a e opiniões di e si icadas e aumen a o in e esse do es udo.
3.1 Mé odo de Recolha de Dados
As en e is as são a melho o ma de ob e os dados p e endidos nes a in es igação uma
ez que as ques ões são colocadas de o ma p esencial, e as espos as endem a se mais
de alhadas do que o que acon ece nos ques ioná ios. A maio con a iedade da ealização de
en e is as é o empo que se despende na ealização das mesmas (Fo in, 2009).
No caso especí ico das en e is as semies u u adas, es as ca ac e izam-se pela maio
abe u a das suas ques ões, dando ao en e is ado a libe dade pa a pode expo as suas ideias,
enquan o o en e is ado se ege po uma sé ie de ques ões p e iamen e elabo adas que u iliza
pa a conduzi a en e is a e às quais de e ob e uma espos a po pa e do en e is ado (Fo in,
2009).
De ido à pandemia da
co id-19
, o in es igado e e de al e a o que ha ia inicialmen e
pensado – ealiza odas as en e is as de o ma p esencial -, endo u ilizado ês mé odos pa a
esse im:
Skype
(pla a o ma online pa a ideochamadas); o ma o esc i o, nas quais o am
33
en iados os guiões de en e is a e, pos e io men e, os eencaminha am com as espe i as
espos as; e p esencialmen e, endo sido man idas odas as di e izes de segu ança da Di eção
Ge al da Saúde (DGS), nomeadamen e o uso de másca a e o dis anciamen o social de, pelo
menos, 2 me os.
O guião da en e is a consis iu de um leque de ques ões abe as sob e á ias a iá eis da
emp esa, ais como a desc ição do colabo ado en e is ado (ex.: an iguidade na emp esa, unção
desempenhada), a ca ac e ização da emp esa (ex.: se o de a i idade, es u u a o ganizacional),
a sis ema ização da ges ão de ecu sos humanos (ex.: quem é o esponsá el, planeamen o), ou,
ainda, as p á icas de GRH exis en es (ex.: ec u amen o e seleção, o mação p o issional).
3.2 Mé odo de Análise de Dados
Segundo Campenhoud e Qui y (2008), o mé odo de en e is a encon a-se
in insecamen e ligado ao mé odo de análise de con eúdo, e assim sendo oi es e o mé odo
u ilizado pa a o a amen o da in o mação ob ida nes a in es igação.
De aco do com Ba din (2011), a análise do con eúdo é um conjun o de ins umen os de
ca iz me odológico em con ínua melho ia, que se emp egam em discu sos p o undamen e
di e si icados, ou seja, ca ac e iza-se como uma écnica de a amen o de in o mação que em
como p incipal obje i o “e e ua deduções lógicas e jus i icadas, e e en es à o igem das
mensagens idas em conside ação” (Ba din, 2011:45).
Es a au o a expõe ambém as di e en es ca a e ís icas que a análise de con eúdo
ap esen a quando es amos pe an e uma abo dagem quali a i a (como é o caso des a
in es igação), ou pe an e uma abo dagem quan i a i a: nas pesquisas quali a i as, o e e encial é
a exis ência ou não de ca a e ís icas de um dado exce o, enquan o que nos es udos quan i a i os
o e e encial é a equência (dados es a ís icos) com que su gem de e minadas pa icula idades
do con eúdo (Ba din, 2011).
“A análise de con eúdo mode na não se oca apenas no con eúdo do ma e ial e bal.
Tan o os aspe os o mais como o con eúdo de signi icado la en e (aquele que não se obse a
ex e namen e) ambém podem se obje os de es udo” (May ing, 2004:266).
34
A ele ância da desc ição quali a i a eside não apenas no conhecimen o que daí pode
de i a , mas ambém no ac o de es a se um meio pa a ap esen a e a a os mé odos de
pesquisa como en idades i as que não se esumem a uma classi icação simples, e podem
esul a na de inição de signi icados e conclusões sólidas (Vaismo adi
e al
., 2013).
Assim, es e mé odo de análise de dados i á possibili a inse i as in o mações ecolhidas
num con ex o baseando-se nos obje i os da in es igação, e e e ua in e ências undamen adas nos
dados e na a iculação das conceções analí icas a se es udadas.
3.3 Ca ac e ização das Emp esas
Emp esa A → A Emp esa A é uma emp esa amilia undada a 11 de e e ei o de 1974,
ou seja, em 46 anos, e oi undada po 4 sócios. É uma emp esa da indús ia êx il de Ba celos,
que oi c escendo ao longo do empo, e que ope a exclusi amen e no me cado in e nacional,
sendo que no início, e a mui o ocada no me cado alemão, em coleções de oupa in e io . O
adminis ado da emp esa ainda se man ém, mas há ce ca de 4/5 anos deu-se a en ada dos
ilhos do adminis ado na ges ão da emp esa, endo sido ei a uma análise p o unda e,
consequen emen e, uma apos a mui o g ande em á ias emá icas, como po exemplo, a c iação
de um depa amen o de GRH, há ce ca de dois anos.
Foi ei a uma g ande apos a na pa e come cial: a é en ão o que se azia nes a emp esa
e a, basicamen e, ecebe clien es ou encomendas na emp esa, e i azendo a ges ão dessas
encomendas, endo um ou ou o clien e de g andes quan idades. A ualmen e, a emp esa passou
a e cada ez mais clien es de al a gama, ou seja, o
“ a ge ”
nes e momen o são clien es de
média-al a gama des es p odu os, que êm encomendas com quan idades cada ez mais
eduzidas, no en an o êm mais clien es, is o signi ica que passa am de p oduzi um meno
núme o de encomendas em que se p oduziam, po exemplo, 50 mil camisolas iguais (da mesma
co ), pa a p oduzi um maio núme o de encomendas, com quan idades meno es, que a iam
en e as 200 e as 5 mil peças. Es a en ada de mais e no os clien es, le ou a um g ande
ec u amen o de pessoal, especialmen e na á ea come cial, endo sido con a adas nos úl imos
2/3 anos ce ca de 30 pessoas, aumen ando o núme o o al de colabo ado es pa a 180, com uma
média de 41 anos de idade, e sendo que exis em mais mulhe es do que homens.
35
A Emp esa A es á ce i icada po ês g andes á eas: SA 8000 – Responsabilidade Social;
STeP – ce i icação di ecionada pa a a pa e p odu i a; ISO 9001 – qualidade do p odu o.
Nes a emp esa, con olam odo o p ocesso desde a comp a da ma é ia p ima a é ao en io
pa a o clien e. Pelo meio, há subcon a ação de emp esas de con eção que abalham com a
Emp esa A quase em exclusi o, sendo semp e igiada po con olado es de qualidade da emp esa.
Depois, as peças eg essam à emp esa pa a se em embaladas e, pos e io men e, en iadas pa a
os clien es.
Além da emp esa em Ba celos, em ambém uma áb ica na Tunísia, onde o seu
“ a ge ”
são clien es de uma gama mais acessí el. Todo o ma e ial é co ado em Po ugal, seguindo pa a
a Tunísia onde é con ecionado e en egue aos clien es.
A sua es u u a o ganizacional baseia-se na adminis ação no opo, e depois á ios se o es
di e amen e abaixo: ecu sos humanos, sis emas de in o mação/in o má ica, sis ema in eg ado
de ges ão, se o come cial, e se o das comp as.
A Emp esa A abalha em dois ho á ios: um pa a a pa e p odu i a, das 8h às 12h e das
13h30 às 17h50, e ou o pa a a pa e mais adminis a i a (RH, con abilidade, come cial), que é
das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30.
A missão des a emp esa cen a-se na p ocu a cons an e da sa is ação dos clien es,
conside ando c ucial a apos a na ino ação, elege pa cei os de con iança e ansmi i-la, con ibui
com conhecimen o, anspa ência e igo . P e endem es a em cons an e melho ia dos p odu os
pa a ob enção de esul ados cada ez mais posi i os.
Emp esa B → C iada no p esen e ano de 2020, es a emp esa su ge a a és de uma ou a
emp esa de con eção, si uada no dis i o do Po o, que sen iu a necessidade de deixa de
subcon a a pa a a pa e da es ampa ia, uma ez que é a única á ea que não possui in e namen e
e lhe inha dando á ios p oblemas ao longo dos úl imos empos, endo esol ido c ia a sua
p óp ia es ampa ia, que, a ualmen e, abalha em exclusi o com a emp esa-mãe (ou seja, a ua no
me cado nacional), mas que no u u o em in enção de se expandi e abalha pa a ou os clien es.
An e io men e, a emp esa-mãe já eque ia os se iços de es ampa ia no concelho de
Ba celos e, ao sabe que os pa ilhões que hoje se em de ins alações pa a a Emp esa B es a am
36
à enda, ap o ei ou a opo unidade pa a mon a a sua p óp ia es ampa ia e, desse modo, se
au ossu icien e, independen e e e o con olo in e no. Apesa de e nascido po ia de ou a
emp esa, a Emp esa B é o almen e independen e, sendo que nenhuma das emp esas possui um
depa amen o especializado de Ges ão de Recu sos Humanos.
A ní el de es u u a o ganizacional, es a emp esa possui os ês adminis ado es, abaixo
apa ecem ês che es de se o (che e de máquinas, da cozinha de co es e dos quad os), e, na
base, os colabo ado es da p odução. Ap esen a-se como uma emp esa amilia .
A ualmen e, e de ido a es a ainda numa ase inicial, a emp esa B possui apenas 5
abalhado es a ope a , sendo que em se emb o, i á passa a unciona com 15 pessoas, sendo
que a média de idades de odos os colabo ado es é de ap oximadamen e 35 anos, e, apesa de
se um núme o mui o p óximo, ha e ão mais homens do que mulhe es. A emp esa abalha no
ho á io di o “no mal”, uncionando das 8h às 17h.
Tem a missão de se uma es ampa ia di e en e das ou as, e os alo es assen am em 3
aspe os: qualidade, sa is ação dos clien es, e a componen e ambien al, que é sa is aze os 2
p imei os pon os com p odu os não p ejudiciais pa a o ambien e, como po exemplo, a a és do
uso de uma máquina que eno a a água u ilizada.
Emp esa C → Foi undada em 1996 em nome pessoal, po pa e de um dos
adminis ado es, debaixo da casa onde i ia. É uma emp esa amilia , sendo os 4 adminis ado es
pai, mãe e os dois ilhos.
P oduz odo o ipo de bo dados e aplicações êx eis, e su giu pa a comple a uma ou a
emp esa amilia do mesmo amo, que acabou po ali . Tem, ambém, um depa amen o de
ans e es que é ei o em ped a, que su giu de uma baixa de abalho, mas não é o pon o o e da
emp esa. Em 2001, passou a sociedade limi ada, com a cons i uição de sociedade po quo as.
Não possui um depa amen o de GRH especializado na sua es u u a.
A es u u a o ganizacional da emp esa é a seguin e: adminis ação, compos a po 4
pessoas, e depois os á ios depa amen os da emp esa: depa amen o da p odução, do desenho,
da manu enção, da qualidade e, ainda, um che e ge al.
37
A emp esa possui 47 colabo ado es, sendo que des es 40 são homens e 7 são mulhe es,
e abalha 24 ho as po dia, com exceção do im de semana, ha endo 3 u nos (6h às 14h, 14h
às 22h, e 22h às 6h), cada um com uma che ia p óp ia. É uma emp esa bas an e jo em, já que
a média de idades dos abalhado es onda os 25 anos!
A missão des a o ganização é man e os clien es, c esce e se dos melho es no amo, e
aumen a g adualmen e a emp esa no seu odo, odos os anos um pouco (5% ou 10%), de modo
a cump i os seus obje i os pa a com os clien es.
T abalham exclusi amen e pa a o me cado nacional, uma ez que uncionam como uma
emp esa de p es ação de se iços, ou seja, endem os seus p odu os a clien es e esses sim,
acabam po e ende pa a o es angei o.
3.4 Ca ac e ização de pa icipan es
→ Emp esa A:
- En e is ado 1 – Responsá el de Recu sos Humanos, em 27 anos e mes ado em Psicologia do
T abalho e das O ganizações. T abalha na emp esa há ce ca de 2 anos, e em con a o
pe manen e. Foi con a ado pa a melho a di e sas á eas de Ges ão de Recu sos Humanos que
es a am em dé ice na emp esa A, nomeadamen e ec u amen o e seleção, a aliação de
desempenho, mo i ação dos colabo ado es, en e ou as.
- En e is ada 2 – Técnica adminis a i a, em 32 anos e licencia u a em Finanças. T abalha na
emp esa há ce ca de 10 anos, e em con a o pe manen e. T abalha na pa e da Con abilidade,
onde az con e ência e lançamen o de documen os con abilís icos, e na á ea das comp as, udo o
que é ei o nessa á ea é a ado pela mesma. Dá, ainda, algum apoio adminis a i o na á ea da
Fiscalidade.
- En e is ada 3 – Assis en e come cial, em 24 anos e licencia u a em Sociologia. T abalha na
emp esa há ce ca de um ano e meio, sendo que inicialmen e en ou na emp esa com es ágio
p o issional, e a ualmen e em con a o pe manen e. Como assis en e come cial, em como
unções encon a clien es e da espos a ao que o come cial com quem abalha p e ende: o
come cial oca-se mais na ges ão en e emp esa e clien e, e a En e is ada 3 oca-se mais na
ges ão das amos as e encomendas.
38
- En e is ada 4 – Designe g á ica, em 29 anos e duas licencia u as: uma em design g á ico, e
uma em design de moda. T abalha na emp esa há 5 anos, e em con a o pe manen e. A sua
unção consis e em c ia a pa e g á ica das peças, nomeadamen e es ampados ou bo dados,
pa a pos e io men e ende aos clien es, e c ia assim, en ão, as peças.
- En e is ado 5 – Adminis a i o de comp as, em 32 anos e o 9º ano de escola idade. T abalha
na emp esa há 12 anos, e em con a o pe manen e. Como adminis a i o de comp as, es á na
pa e de malhas e io e, esumidamen e, az o le an amen o das necessidades de ma e iais
necessá ios pa a as encomendas e coleções, e i ica a disponibilidade (se em no a mazém), e
caso não enha, p ocede à equisição/comp a, ou p es ação de se iço.
- En e is ado 6 – Adminis ado , em 45 anos e licencia u a em In o má ica de Ges ão. T abalha
na emp esa há 17 anos. Nem semp e oi adminis ado , sendo que no passado e a esponsá el
pelo depa amen o de in o má ica.
→ Emp esa B:
- En e is ado 7 – Adminis ado , em 22 anos e o ensino secundá io comple o, sendo que concluiu
dois anos da licencia u a em Engenha ia In o má ica. T abalha na emp esa desde que ab iu, há
ce ca de um mês e meio. Além da pa e adminis a i a, é esponsá el pela á ea de p epa ação e
g a ação de quad os, ou seja, é ele quem c ia os desenhos que i ão se pos os nos quad os e os
o ma a pa a compu ado .
- En e is ada 8 – Adminis ado a, em 37 anos e licencia u a em Adminis ação e Ges ão.
T abalha na emp esa B há ce ca de um mês e meio, mas es á na emp esa-mãe há 10 anos.
Exe ce uma unção adminis a i a, az a pon e en e a emp esa-mãe e a emp esa B, e é, ainda,
esponsá el pelo planeamen o e desen ol imen o da p odução.
- En e is ado 9 – Ope á io da pa e p odu i a da emp esa, em 26 anos e o 9º ano de
escola idade, sendo que apenas lhe al a um exame pa a conclui o ensino secundá io. T abalha
na emp esa há 1 mês e meio, e em con a o pe manen e. Nes a ase inicial da emp esa, é
esponsá el pela secção dos quad os, conc e amen e, pela pa e ísica dos quad os, e auxilia na
pa e das amos as e na cozinha de co es.
39
- En e is ado 10 – Adminis ado , em 46 anos e o 9º ano de escola idade. T abalha na emp esa
há 1 mês e meio, mas na emp esa-mãe, onde es a a há ce ca de 8 anos, exe cia unções de
con olado de qualidade. Além das unções adminis a i as, é esponsá el pela p odução, pelas
amos as e pelo acabamen o.
➔ Emp esa C:
- En e is ado 11 – Maquinis a (ope á io de máquina), em 26 anos e o ensino secundá io.
T abalha na emp esa há quase 6 anos, e em con a o pe manen e. A sua unção passa po ope a
uma máquina de bo da , e ambém po oca componen es e linhas na máquina.
- En e is ado 12 – Adminis ado , em 40 anos e o 9º ano de escola idade. T abalha na emp esa
há 24 anos, sendo que oi ele o undado da mesma. A ualmen e, exe ce a unção adminis a i a,
ocado na pa e inancei a, come cial e do desenho, sendo que ambém di ide com o seu i mão
(o ou o adminis ado da emp esa) a pa e das comp as, mas já ez um pouco de udo den o da
o ganização, endo começado como ope á io de máquinas.
- En e is ado 13 – Adminis ado , em 36 anos e o 9º ano de escola idade. T abalha na emp esa
há 20 anos. Iniciou o seu pe cu so na emp esa abalhando no u no da noi e, sendo o esponsá el
po esse u no, numa al u a em que apenas 4 pessoas abalha am aí. Com a e olução e
c escimen o da emp esa, passou pa a a pa e da ges ão, há ce ca de 15 anos, na qual se
enca ega da pa e p odu i a e di ide com o seu i mão (o ou o adminis ado da emp esa) a pa e
das comp as.
- En e is ado 14 – Ges o da qualidade, em 32 anos e mes ado em Engenha ia Biológica.
T abalha na emp esa há 4 anos, e em con a o pe manen e. Além de se o esponsá el pela
ges ão da qualidade, assume á ias unções na o ganização, nomeadamen e, ges ão da higiene e
segu ança, apoio na ges ão de ecu sos humanos, apoio na ges ão documen al, ges ão das edes
sociais,
websi e
e udo o que é publicidade da emp esa.
- En e is ado 15 – Che e de u no, em 35 anos e o 9º ano de escola idade. T abalha na emp esa
há 12 anos, e em con a o pe manen e. An e io men e, desempenha a unções de ope á io de
máquinas, e, en e an o, passou pa a a pa e da che ia do u no da a de.
46
decidiu cancela a colabo ação dos seus uncioná ios nes as en e is as, numa al u a em que já
as inham espondidas e p on as a se en egues.
Felizmen e, o amigo do in es igado conseguiu soluciona es e p oblema e, inicialmen e,
conseguiu a anja 5 en e is as na sua no a emp esa (uma es ampa ia, nes e es udo a ada
como Emp esa B): ês adminis ado es, um colabo ado da áb ica ( esponsá el pela secção de
quad os), e um che e de máquinas, po ém, es e úl imo acabou po não e disponibilidade pa a
se en e is ado, de ido à al a de disponibilidade, p incipalmen e, em i ude do aumen o de
olume de abalho, aliado à al a de conhecimen os in o má icos, impedindo um es udo mais
ap o undado des a o ganização, uma ez que apenas se conseguiu en e is a um colabo ado da
áb ica, con as ando com ês adminis ado es, pe azendo um o al de 4 en e is as nes a
o ganização, esul ando numa amos a de con eniência. Com a si uação da pandemia global a ual
mais con olada, oi possí el ealiza es as en e is as p esencialmen e, o que oi de eno me
u ilidade. Assim, ma cou-se um dia e ho a pa a o in es igado se desloca pela p imei a ez à
emp esa, e nessa ho a o am en e is ados dois dos ês adminis ado es (sócios-ge en es) da
emp esa, o En e is ado 7 e a En e is ada 8. A ideia e a ambém en e is a o p óp io amigo, o
En e is ado 9, mas como no im da segunda en e is a já es a a pe o da sua ho a de saída,
combinou-se que o in es igado se desloca ia a sua casa nesse dia à noi e, pa a ealiza a
en e is a, endo sido man idas, uma ez mais, odas as no mas de segu ança da DGS. Na semana
seguin e, o in es igado ol ou às ins alações da emp esa pa a en e is a o e cei o e úl imo
adminis ado da o ganização, nes a in es igação denominado En e is ado 10.
Con udo, es a emp esa acabou po ugi um pouco ao que se p ocu a a endo em con a
os obje i os des a in es igação, uma ez que a mesma nasceu da necessidade da emp esa-mãe
(uma emp esa do se o êx il do dis i o do Po o) deixa de subcon a a pa a a pa e da
es ampa ia, endo esol ido c ia a sua p óp ia es ampa ia, que abalha, de momen o, em
exclusi o com a emp esa-mãe. Is o e elou se um p oblema na medida em que a emp esa inha
sido undada ce ca de um mês e meio an es des as en e is as, não es ando nessa al u a a
unciona a 100% (apenas i ia começa em Se emb o), sendo que es a am ainda poucos
colabo ado es a abalha . Des e modo, a GRH e a cla amen e um pon o ainda pouco deba ido e
planeado, le ando a que o in es igado não enha conseguido ob e an as in o mações como
gos a ia. No en an o, ansmi i am-lhe in o mações sob e o que azem a ualmen e no que à GRH
diz espei o, e quais os seus planos pa a o u u o.
47
Po ém, con inua am a al a algumas en e is as e um ou o amigo (En e is ado 11)
o e eceu-se pa a ajuda o in es igado , endo abo dado a possibilidade de ealiza en e is as na
emp esa onde ele abalha (emp esa êx il de bo dados, que se á a ada nes a in es igação como
Emp esa C) jun o de um supe io , no caso um engenhei o do Depa amen o de Qualidade
(En e is ado 14), que lhe disse que o in es igado p ecisa a de lhes manda um
e-mail
a explica
o que p e endia aze e do que necessi a a exa amen e, e assim oi ealizado. Esse mesmo
engenhei o espondeu no dia seguin e, a pedi escla ecimen os sob e o ipo de ques ões que i iam
se colocadas aos en e is ados e qual a du ação média de cada en e is a. Em espos a, o am
en iados os guiões de en e is a e apon ados pa a ce ca de 20/30 minu os como a du ação de
cada en e is a. Uma semana passou e não se ob e e qualque espos a.
Decidiu, en ão, o in es igado desloca -se à emp esa e en a ala com o engenhei o que
ha ia espondido inicialmen e, e oi bem-sucedido! Ao con e sa com ele, chegou-se à conclusão
de que, po um qualque e o no se ido de
e-mail
, ele não ha ia ecebido a espos a às suas
dú idas, daí não e di o mais nada. O a, a ou-se de um p oblema que a asou um pouco mais o
p ocesso, mas, po ou o lado, pe mi iu i azendo as en e is as nas duas es an es emp esas,
melho a a Re isão de Li e a u a, e esc e e algumas pa es do Quad o Me odológico. Na con e sa
com o En e is ado 14, ele de iniu quem se iam as cinco pessoas que i iam en e is a , e disse
que, em p incípio, as en e is as se iam ealizadas no início da semana seguin e, o que se
e i icou, endo sido udo aco dado ia
e-mail
en e o En e is ado 14 e o in es igado . Como ha ia
acilidade de comunicação en e o in es igado e o En e is ado 11, es a en e is a oi an ecipada,
endo-se ealizado du an e um im de semana num espaço público da cidade, endo sido
cump idas as no mas de segu ança da DGS, cump indo, assim, a p imei a en e is a na emp esa
C.
Já no dia combinado pa a as es an es en e is as nas ins alações da emp esa, o
En e is ado 14 con ac ou o in es igado no sen ido de sabe se as en e is as pode iam se
adiadas po 2 ho as, uma ez que inham ido um imp e is o numa eunião e es a se i ia p olonga
mais do que o inicialmen e espe ado, ao que o in es igado não le an ou qualque objeção. E,
assim, nesse dia o am en e is ados os dois adminis ado es da emp esa, En e is ado 12 e
En e is ado 13, no gabine e pa ilhado po ambos. Uma ez que es as en e is as e mina am já
a uma ho a a dia, um dos adminis ado es suge iu que o in es igado eg essasse à emp esa no
dia seguin e, pa a inaliza as en e is as. Des e modo, no dia seguin e, o in es igado concluiu as
48
en e is as que conseguiu ob e pa a o seu es udo, com a ealização das en e is as ao ges o da
qualidade da emp esa, En e is ado 14, e ao che e do u no da noi e, En e is ado 15.
Rela i amen e às en e is as, oi ga an ida a odos os en e is ados a con idencialidade
dos seus dados e discu so, bem como o nome das emp esas em es udo, e, nesse sen ido, udo
oi e con inua á a se anónimo. Foi solici ada pe missão pa a a g a ação áudio das con e sas
(quando se aplica a) pa a depois pode ansc e e a en e is a, e nenhuma das pessoas colocou
qualque en a e a isso.
De no a que odo o p ocesso pa a consegui emp esas onde pudesse ealiza as
en e is as, oi u o de uma eno me pe sis ência po pa e do in es igado , co endo a ás de
si uações que, inicialmen e, pa eciam que i iam se ela i amen e simples, mas depois se ie am
a complica no meio da já ex emamen e complicada si uação de pandemia que es amos a i e
a ualmen e.
49
4. Ap esen ação, Análise e Discussão dos Resul ados
Nes e capí ulo, i ão se ap esen ados, analisados e discu idos os esul ados ob idos
a a és da ealização de en e is as – nes e caso, semies u u adas -, ealizadas nas ês emp esas
que o am al o da p esen e in es igação.
4.1 Pe spe i a dos adminis ado es sob e os seus RH
An es de esponde às ques ões de pa ida, é ele an e p imei o pe cebe a impo ância
que as o ganizações con e em aos seus abalhado es. De aco do com Cab al-Ca doso (2004),
mui as das o ganizações já olham pa a os ecu sos humanos como uma mais alia pa a a
emp esa, e algo que pode se de e minan e no sucesso das mesmas, ideia que é pa ilhada pelos
adminis ado es das ês emp esas que pa icipa am nes a in es igação: da pa e da emp esa A,
o En e is ado 6 e e e que, na sua opinião,
“Os ecu sos humanos são o maio a i o das emp esas
e um a o decisi o no sucesso das o ganizações”;
na emp esa B, o En e is ado 10 a i ma que
“O seg edo são as pessoas e não as máquinas, azes um melho abalho com melho es pessoas
e pio es máquinas do que o con á io”;
e, po im, na emp esa C, o ac o de que
“(…) as pessoas
são quem pode aze a di e ença en e o sucesso e o insucesso de uma emp esa, po que as
máquinas podem se copiadas pela conco ência”
oi uma ideia mui o incada pelo En e is ado
13.
4.2 Pe spe i a dos pa icipan es sob e a GRH
Uma ez que a Ges ão de Recu sos Humanos assume o oco de es udo des a disse ação,
oi ques ionado aos en e is ados qual a noção que es es possuem ace ca des e concei o. Pina e
Cunha
e al.
(2010:59) aduzem es e concei o como “as polí icas, p á icas e sis emas que
in luenciam o compo amen o, as a i udes e o desempenho dos memb os da o ganização no
sen ido de aumen a a compe i i idade e a capacidade de ap endizagem da o ganização”, e
e i icamos que poucos são os en e is ados que es ão ealmen e cien es do que é a GRH, sendo
o En e is ado 1, esponsá el de RH da Emp esa A, na u almen e, quem es á mais escla ecido
sob e es a á ea da ges ão, a i mando que:
50
“A Ges ão de Recu sos Humanos e e uma e olução his ó ica (…), e é, basicamen e, a
ges ão de odos os ecu sos/pessoas ou colabo ado es da emp esa e udo o que es á ine en e a
esses mesmos colabo ado es, ou seja, odo o ipo de p ocesso; (…) é a ges ão de odas as pessoas
com passagem dos alo es da emp esa e a alocação de cada uma dessas pessoas (…); e o obje i o
aqui é semp e mo i a mos e sa is aze mos as necessidades dos colabo ado es e, ao mesmo
empo, aze aqui a pon e en e a adminis ação da emp esa e eles mesmos”.
Na g ande maio ia dos casos, os en e is ados possuem apenas uma aga ideia do que
se a a, e exemplo disso é o En e is ado 7, adminis ado da Emp esa B, que a i ma
“Não es ou
a pa desse concei o, uma ez que não emos esse depa amen o em nenhuma das emp esas
po que o máximo de uncioná ios que exis e nes a emp esa é 20, na ou a mais pequena são 20
ou 25 pessoas, e na emp esa-mãe são en e 100 e 120 pessoas. Ou seja, nunca exis iu a
necessidade de c ia um depa amen o de GRH nas emp esas”;
no en an o, ema a com
“(…) em
emp esas maio es exis e essa necessidade, pa a ge i a en ada e saída de pessoas, o empenho,
a mo i ação, a p odu i idade, en e ou os
”, mos ando que não é comple amen e desconhecedo
des e concei o. Toda ia, há cla amen e um dé ice de conhecimen o do que a GRH pode aze po
uma emp esa, nomeadamen e, con e i -lhe an agem compe i i a, uma ez que c ê que numa
emp esa com 100 ou 120 pessoas não se jus i ica exis i um depa amen o pa a ge i os ecu sos
humanos, o que, no en ende do in es igado , é uma ideia que, a ualmen e, já não de e ia aze
pa e da men alidade dos adminis ado es.
A aca noção do que é a ges ão de ecu sos humanos é pa ilhada pelos es an es
en e is ados da Emp esa B, que possuem uma ideia mui o edu o a do que es e e mo ab ange,
o que se pode de e ao ac o de a o ganização e iniciado a sua a i idade mui o ecen emen e.
Nes e sen ido a en e-se na decla ação da En e is ada 8, adminis ado a da emp esa
“O que
en endo disso é que seja a á ea que a a de udo o que em a e com as pessoas emp egadas
numa emp esa, nomeadamen e, con a o de abalho, salá ios… Penso que é um bocadinho po
aí”
; o En e is ado 9, colabo ado da á ea da p odução, ambém espelha es a si uação, e e e e
que
“Pa a mim, GRH é quem az as en e is as, e é a en idade a quem os colabo ado es podem
eco e pa a i a dú idas sob e, po exemplo, as é ias”
. Nes e caso, a ideia da GRH é ainda de
uma á ea da ges ão mui o assen e na esolução e a amen o de ques ões de âmbi o bu oc á ico
e adminis a i o.
51
A Emp esa A é a única de en e as ês que possui um depa amen o especializado de
GRH – con a iando o que é comum nas PME, que po al a de ecu sos, endem a não possui
um ó gão especializado de GRH com especialis a da á ea (Ca don & S e ens, 2004) -, e isso az
com que os colabo ado es enham uma maio p oximidade com es e e mo e o que ele engloba,
como se comp o a pelo que dizem os á ios en e is ados nes a emp esa, como po exemplo, a
En e is ada 2, écnica adminis a i a, que diz que
“Pelo que nós emos lá na emp esa, a ideia
que eu enho de ecu sos humanos é que quando emos algum p oblema, alguma dú ida, amos
e com os ecu sos humanos (…). An igamen e não ínhamos is o dos ecu sos humanos, e a
mui o uncioná io-adminis ação, ago a não (…)”
, ou, con i mado, ainda, pelo En e is ado 5,
adminis a i o de comp as, que a i ma
“O que sei é com base daquilo que enho na áb ica. Pa a
mim é o se o esponsá el pela ges ão de pessoas numa emp esa, que no undo é o in e mediá io
en e os colabo ado es e a adminis ação”
.
No ge al, e como já demons ado em exce os das en e is as, as pessoas associam mui o
a GRH à pon e en e a adminis ação e os colabo ado es, como são exemplo o En e is ado 11,
maquinis a da Emp esa C, que decla a que
“A meu e , os ecu sos humanos passam pela pessoa
que ge e a elação en e a emp esa e os uncioná ios”
; ou, ambém, a En e is ada 3, assis en e
come cial da Emp esa A, a qual e e e que
“Pa a mim, o Ges o de Recu sos Humanos é quem
az a ligação en e a en idade pa onal e os uncioná ios”.
Des a o ma, o nou-se um dos obje i os do abalho expandi o conhecimen o sob e o que
a GRH, de ac o, é e o que ab ange, cla i icando as an agens que es a az às o ganizações
quando aplicada. P o a disso é o es udo ealizado po Mon ei o (2009:69), no qual o au o conclui
que “a ges ão do capi al humano, quando de idamen e alinhada com a o ien ação es a égica,
em o po encial de ep esen a uma on e de an agem compe i i a e um ins umen o de c iação
de alo ”.
4.3 Respos a à ques ão de pa ida 1: Quais as p á icas de GRH exis en es na
emp esa?
Melo e Machado (2015) a es am que, no que espei a a p á icas de GRH nas pequenas e
médias emp esas, es as endem a se in o mais e, mui as ezes, adap adas das g andes
emp esas.
52
Como e e ido an e io men e, a Emp esa A ap esen a-se como a única do ada de um
depa amen o de RH na sua es u u a, su gindo p á icas de GRH mais o malizadas. O En e is ado
6 (Adminis ado ) e e e que possuem p á icas de
“Rec u amen o, a aliação de desempenho,
o mação, planos de desen ol imen o, en e ou os”
, e o En e is ado 1 (Responsá el de RH)
elucida mais sob e o que se az nes a o ganização:
“(…) emos acolhimen o dos nossos colabo ado es, o ‘onboa ding’; depois ambém
es amos ago a a desen ol e (…) a ques ão dos desc i i os uncionais, po exemplo, o manual de
unções; (…) es amos aqui a aze ambém a ques ão das bandas sala iais, ou seja, c iação de
pa ama es sala iais que depois se ão ajus ados consoan e a a aliação de desempenho; ges ão de
ca ei as, que é esse um dos obje i os, e um dos p incipais obje i os, nos p óximos empos, e
depois a o ganização de e en os pa a os colabo ado es. Den o mesmo da ges ão, ambém amos
azendo aqui (…) o supo e com os esponsá eis, ou seja, i a cada esponsá el de se o pe cebe
se há di iculdades em alguma á ea e como é que podemos ajuda . Cada uma das pessoas que
en a na emp esa, é ei o um ‘ ollow up’, ou seja, a segui a um mês de a pessoa es a na emp esa,
nós amos e com essas pessoas e alamos com ela, pa a pe cebe como é que es á udo a
co e , (…) se a pessoa es á ag adada, (…) se p e ende sai , se p e ende muda de se o . Cada
pessoa que sai da emp esa po inicia i a p óp ia ambém azemos en e is as de saída, ou seja,
pe cebe o po quê de a le a à saída”
. Além dis o,
“(…) a ualmen e oda a gen e em ‘Kaizen’
diá io, emos o supo e do Ins i u o ‘Kaizen’, e emos o ‘Kaizen’ implemen ado em odas as á eas”
;
em elação à a aliação de desempenho
“(…) é o p oje o que ai su gi ago a, se á ei a ou anual
ou semes almen e”
.
Já na pa e de o mação p o issional, essa ambém exis e, e e e e o En e is ado 1 que
“(…) o único subcon a o que amos endo é no âmbi o da o mação; (…) aqui na ques ão da
o mação emos essas emp esas pa a nos da em supo e, po que nós p óp ios emos as nossas
o mações in e nas nalgumas á eas, higiene e segu ança, e c.”
. No en an o, c i ica a ob igação de
se da 40 ho as de o mação anualmen e:
“Eu sou mui o since o e sou mui o p á ico, e di ia que a ques ão das 40 ho as anuais é
um absu do! Há á eas que, ob iamen e, conseguem, eu se calha nos ecu sos humanos consigo
aze o ho á io anual, a pa e con abilís ica igual, a pa e mais adminis a i a consegue, na pa e
p odu i a é comple amen e u ópico pô os colabo ado es a e 40 ho as de o mação, po que não
há nada no âmbi o do abalho que eu lhe possa ensina , ou pode ha e um ano em que eu lhe
53
dê e gonomia, higiene e segu ança, mas, que dize , ai esgo a isso em 2, 3 anos e, po an o, eu
não lhe ou consegui da . Pa a não ala que dado o olume de abalho que exis e na Emp esa
A, é uma ‘ba alha’ que eu enho com cada esponsá el de se o pa a consegui libe a pessoas
pa a o mações, acaba po se complicado”
.
A p og essão de ca ei a é algo comum nes a emp esa, como ela a o En e is ado 6
(Adminis ado )
“(…) emos colabo ado es com mais de 30 anos na emp esa, mui os deles
inicia am com unções básicas e hoje che iam depa amen os”
.
Os colabo ado es des a emp esa di idem-se quan o à pe ceção ou econhecimen o des as
p á icas, sendo que a En e is ada 3 (Assis en e Come cial) e e e que:
“Não me eco do mui o bem quais são especi icamen e essas p á icas, con udo sei que
emos acesso e acilidade pa a ala com a pessoa esponsá el pela pa e dos ecu sos humanos
na nossa emp esa, e sei ambém que ele p opo ciona algumas das ações que acon ecem na
emp esa. (…) Sei que há a p á ica do banco de ho as. Não enho bem a ce eza se is o co esponde
a uma ecompensa, mas a meu e penso que o seja”
,
e a En e is ada 4 (Designe G á ica) quando ques ionada sob e se em noção da
exis ência de p á icas de RH den o da emp esa, esponde
“Temos o depa amen o de ecu sos
humanos. Há o esponsá el pelo depa amen o, e o que eu acho é isso mesmo, ou seja, ele abo da
e con i ma com as pessoas quais são os seus di ei os e, no undo, ep esen a um bocadinho aquilo
que são as pessoas, az a pon e pa a a adminis ação e pa a os colabo ado es”
; con as ando
com as espos as de ou os dois en e is ados, os quais já êm alguma ideia do que é ei o no
âmbi o da GRH, como é o caso da En e is ada 2 (Técnica Adminis a i a) que diz
“Po exemplo,
há a admissão de um no o colabo ado . Ele [o di e o de ecu sos humanos] ap esen a esse
colabo ado à emp esa, (…) depois, po exemplo, o ano passado hou e mui os con í ios”
, e o
caso do En e is ado 5 (Adminis a i o de comp as), que a i ma
“Lá na emp esa, o esponsá el
pelos ecu sos humanos p ocu a o mações adequadas a cada se o , a cada colabo ado . Depois
há o seleciona e ge i pessoas pa a a emp esa”
.
No caso da Emp esa B, a GRH é um ema pouco deba ido, como e e e a En e is ada 7
(Adminis ado a) quando ques ionada sob e o planeamen o de GRH exis en e na emp esa e as
p á icas que implemen am
“Pa a já ainda nada, mas no u u o a á pa e dos planos, ce amen e.
(…) es á udo ainda mui o ‘ esco’”
. Con udo, o En e is ado 10 (Adminis ado ) é escla ecedo
54
quan o às p á icas que implemen am e que êm in enção de aplica no u u o, e e indo a sua
in o malidade:
“(…) são odas mui o in o mais, mas emos o ec u amen o, como é ób io; a a aliação de
desempenho, que passa po es a a en o ao comp ome imen o e p odu i idade dos colabo ado es,
e não com base em algum mé odo especí ico, incen i os mone á ios com base nessa a aliação;
algumas a i idades pa a aumen a a mo i ação e sa is ação dos colabo ado es; e, ainda, emos
semp e a p eocupação em e e o salá io das pessoas e da -lhes a opo unidade de passa a
desempenha um ca go mais ele ado den o da nossa emp esa, semp e que haja possibilidade
pa a isso. Mas o oco é semp e a mo i ação das pessoas, man ê-las mo i adas e aze com que
pe cebam que o ganho da emp esa é o ganho delas, pa a que, desse modo, es ejam dispos as a
aze sac i ícios pela emp esa”
.
O oco na mo i ação e sa is ação dos colabo ado es oi algo á ias ezes epe ido pelo
En e is ado 10 ao longo da sua en e is a:
“É impo an e eu sabe ge i as pessoas pa a as man e mo i adas. Se isso acon ece , é
ácil de as ge i , e isso é o maio p oblema e desa io das emp esas, po que as máquinas é só pô-
las a abalha . Quan o melho as pessoas es ejam, mais endimen o i ão e . Se as pessoas
es i e em mo i adas, é ácil pedi -lhes algo, (…) es a ão disponí eis pa a aze qualque coisa e
ap ende qualque unção, a é mesmo pa a limpa ”
.
O En e is ado 9 (Colabo ado da á ea da p odução) con i ma essa p eocupação po pa e
dos adminis ado es, dizendo que em com eles:
“(…) uma elação bas an e p óxima. Os adminis ado es de am o à on ade a oda a gen e
pa a ala com eles, e não há qualque p oblema nisso. Nes a emp esa almoçamos odos jun os
na mesma can ina e na mesma al u a, algo que eu nunca inha expe ienciado nou a emp esa,
nunca es i e numa emp esa onde os pa ões almoçassem com os colabo ado es, e eles azem-
no, e con e samos en e odos sob e á ios emas, em ez de se echa em e ala em apenas en e
eles. Quando es amos a abalha , eles êm à nossa bei a pe gun a se az al a alguma coisa e
cons an emen e pe gun am-nos se es á udo bem, há mui o essa p eocupação”
.
Ainda assim, es e colabo ado apon a alhas ao a amen o de algumas ques ões que
dizem espei o a si e aos seus colegas, nomeadamen e, a ques ão das é ias:
55
“(…) os adminis ado es de iam de ini e mos a essa ges ão aos colabo ado es de uma
o ma mais espei osa e conc e a, pois mui as ezes emos de se nós a ques iona coisas sob e
as quais eles nos de iam da in o mação, nomeadamen e os planos de é ias de iam se en egues
já de inidos com an ecedência, e isso não acon ece. (…) Po exemplo, com a ques ão da pandemia,
os meus pais [que esidem no es angei o] não podem iaja pa a cá em agos o como cos umam
aze . Abo dei-os pa a sabe se a emp esa ai echa nesse mês ou não, e disse am-me que não
– mas quem e e de os p ocu a pa a ob e essa in o mação ui eu, e po isso é que numa ques ão
an e io disse que essa ges ão não e a bem ei a po pa e deles”
.
Na opinião do in es igado , é algo que pode á es a elacionado com o ac o de a emp esa
se encon a ainda numa ase emb ioná ia, e os adminis ado es es a em eles p óp ios, ambém,
a ap ende a desempenha a sua unção, como e e e o En e is ado 10 (Adminis ado )
“Tan o
eu como os ou os adminis ado es es amos a começa nes a no a unção, e, po an o, emos de
ap ende ambém. Eu sei o que que o, mas ainda não sei como lá chega , e é essa a ‘gue a’ que
eu enho ago a”
.
Sob e a p eocupação com a p og essão de ca ei a dos uncioná ios, a En e is ada 8
(Adminis ado a) ga an e que
“(…) é um a o ao qual damos mui o alo po que c eio que as
pessoas se de em sen i bem, acima de udo. Se as pessoas o em dedicadas e empenhadas,
isso é uma excelen e o ma de as man e mo i adas e elas se sen i em alo izadas e espei adas
pelo abalho que desempenham”
; es a ideia é a es ada pelo En e is ado 10 (Adminis ado )
“(…)
chega a uma al u a em que odos emos de oa e e olui na ca ei a, e pa a mim a é é um mo i o
de o gulho o ma alguém que sai daqui e ai pa a ou a emp esa pa a um ca go melho e a
ecebe mais, não gua do anco , apenas me p eocupo em a a bem dos meus uncioná ios”
,
dizendo que essa p og essão pode ambém oco e den o da emp esa
“(…) eu sou exemplo disso:
an es de i pa a con olado da qualidade na emp esa-mãe, e adminis ado nes a, es a a à en e
da la anda ia. (…) Não sou con a con a a alguém, mas sim con a não ap o ei a o alen o que
emos den o da emp esa, ou seja, da opo unidade a pessoas que já de am mui o à emp esa”
.
O En e is ado 7 (Adminis ado ) en ende as p á icas de GRH como sendo, basicamen e,
ec u amen o e seleção, como se comp o a pela espos a à ques ão sob e qual o planeamen o de
GRH exis en e na emp esa
“Aqui os adminis ado es é que ge em. Fomos ecebendo e e ências,
ou seja, algumas pessoas o am aconselhadas, mas ou as soube am e candida a am-se. Depois
e e uamos en e is as, e pela p imei a imp essão decidimos o que achamos melho ”
. A i ma que
62
es udo. Es a á ea segue mui o os moldes do que é ei o na emp esa-mãe, a qual dá supo e aos
adminis ado es, algo deno ado pela En e is ada 8 (Adminis ado a)
“um se iço especializado
de GRH den o da emp esa não es á nos planos, mas emos o apoio da pa e da emp esa-mãe,
na pa e dos salá ios e po aí o a”
.
Segundo o En e is ado 7 (Adminis ado ),
“Aqui os adminis ado es é que ge em”
udo o
que diz espei o aos ecu sos humanos.
O ec u amen o e seleção oi, cla amen e, a p á ica mais aplicada nes a o ganização desde
a sua ecen e c iação, um p ocesso no qual êm peso os ês adminis ado es
“Foi uma decisão
de g upo, en e nós os 3, damos as nossas opiniões com base nas en e is as que izemos e
e e ências que ínhamos, e oi quase udo consensual”
(En e is ado 7, Adminis ado ). Apesa
disso, a decisão inal cabe ao di e o ge al da emp esa-mãe,
“(…) quem em a decisão inal sob e
quem con a a é o di e o da emp esa-mãe, que ambém é o di e o daqui”
(En e is ado 10,
Adminis ado ).
Es a emp esa não subcon a a na á ea da GRH, como explica o En e is ado 7 quando lhe
colocada es a ques ão
“Não, é udo a ado in e namen e, udo mui o pessoal, ca a a ca a. Não
há nada de mui o o malizado”
.
Na emp esa C, a ges ão de ecu sos humanos di ide-se en e a ge ência e o seu ges o
da qualidade, não ha endo um depa amen o especializado nes a á ea; assim o e e e o
En e is ado 12 (Adminis ado )
“(…) se a emp esa i e poucos uncioná ios, 20, 30 ou 40, não
se jus i ica e um ges o de RH pa a aze apenas aquilo. Na nossa emp esa, passa pela ge ência
e che ias, e o ges o da qualidade é a pessoa que mais a a dessa á ea”
.
Quan o ao ec u amen o e seleção, é algo que es á ao enca go dos dois adminis ado es:
“Isso é semp e a ge ência, ninguém ec u a senão a ge ência. Quando en e is amos
alguém pa a de e minadas unções, podemos pedi a opinião ao engenhei o da qualidade, e ele
es á p esen e e pode ques iona alguma coisa, coisas especí icas como já acon eceu, pode da a
sua opinião e a é aze pa e da decisão, mas a decisão inal é de quem manda, que é quem
assume os iscos e quem em de paga ao im do mês”
(En e is ado 13, Adminis ado ),
apesa de um deles se o p incipal esponsá el po es a pa e, como diz o ou o adminis ado e
seu i mão, o En e is ado 12
“po no ma o meu i mão a a mais disso, mas passa po nós os
dois”
.
63
O planeamen o e implemen ação da o mação p o issional, com exceção da que é dada
di e amen e no pos o de abalho (
on- he-job
), é esponsabilidade do ges o da qualidade, como
e e e o p óp io
“Alguma pa e da o mação in e na é dada po mim, enho CAP [a ualmen e
designa-se po CCP, Ce i icado de Compe ências Pedagógicas] de o mado e a emp esa
ap o ei a esse ecu so, o que az odo o sen ido”
(En e is ado 14, Ges o da qualidade).
Rela i amen e à ques ão sob e a subcon a ação de alguma emp esa pa a auxilia na á ea
da GRH, o En e is ado 12 (Adminis ado ) começa po dize que isso não acon ece
“Não,
p e e imos a a de udo in e namen e, desde o ec u amen o à o mação”
, à semelhança do que
ambém disse o ou o adminis ado . No en an o, es e acaba po e e i a subcon a ação pa a
auxilia a pa e o ma i a, nomeadamen e, na pa e da medicina no abalho e no cump imen o
das eg as de higiene e segu ança na o ganização:
“Temos apenas uma emp esa que nos apoia na medicina, higiene e segu ança no
abalho, e que ambém es á elacionado com os ecu sos humanos. Eles êm aze en e is as,
acompanhamen o, e i icação das ins alações e das condições de abalho, ou seja, se es á udo
bem. Fazem-nos ela ó ios e nós analisamos, emos onde é que podemos melho a . (…) São
coisas que es ão ligadas aos ecu sos humanos, que em a e com as condições de abalho das
pessoas, e essa emp esa ajuda-nos nisso, mas ecu sos humanos pu o é udo ei o in e namen e”
(En e is ado 13).
Além disso, o En e is ado 14 (Ges o da qualidade) ac escen a que há ambém apoio
ex e no no que ao p ocessamen o de salá ios diz espei o, quando ques ionado sob e a
p eocupação com a p og essão de ca ei a dos uncioná ios
“Essa pa e es á mais elacionada
com os salá ios, e quem ge e isso é a ge ência e a con abilidade, que é um se iço ex e no”
.
Esc u inada es a segunda ques ão, o in es igado cons a a que é a adminis ação das
emp esas quem de ine as p á icas a se implemen adas, e que, no caso do ec u amen o e seleção
ou a aliação de desempenho, êm a pala a inal sob e quem con a a ou sob e que colabo ado
ecebe á uma maio boni icação, espe i amen e. Es e é um enómeno comum nas PME
nacionais, como des aca Vinha (2009:4): “o con olo e a omada de decisões são p ocessos
simples e, no malmen e, cen ados na igu a do emp esá io, o dono e ges o do negócio”.
64
No en an o, endem a delega a a e a da implemen ação das p á icas pa a ou as pessoas
den o da emp esa, ou con am com a subcon a ação de en idades ex e nas pa a de e minadas
p á icas, como são exemplo a o mação p o issional e, ambém, o p ocessamen o sala ial.
Apenas uma das o ganizações es udadas nes a in es igação possui um gabine e de
ecu sos humanos na sua es u u a, sendo a única emp esa de média dimensão, indo ao encon o
do que concluiu Cab al-Ca doso (2004), o qual e e e que a g ande maio ia dos di e o es de RH
em Po ugal (ce ca de 73%) es ão alocados a médias ou g andes emp esas.
4.5 Respos a à ques ão de pa ida 3: Qual a elação en e os alo es da
emp esa e a GRH?
Melo e Machado (2015) de endem a ideia de que, nos empos a uais, é impe a i o que a
GRH es eja alinhada com as demais dimensões o ganizacionais, e que os ecu sos humanos
sejam pa e in eg an e da es a égia das emp esas.
O adminis ado da Emp esa A, En e is ado 6, elucida sob e quais os alo es e missão
da sua o ganização
“A missão da nossa emp esa cen a-se na p ocu a cons an e da sa is ação
dos clien es, conside ando c ucial a apos a na ino ação, elege pa cei os de con iança e ansmi i-
la, con ibui com conhecimen o, anspa ência e igo . P e endemos es a em cons an e melho ia
dos p odu os pa a ob enção de esul ados cada ez mais posi i os”
. Não há aqui uma e e ência
di e a aos ecu sos humanos, no en an o, e e e-se aos mesmos nou as pa es da en e is a,
onde de ende que são o maio a i o das emp esas, como ci ado an e io men e.
O En e is ado 1 (Responsá el de RH) e e e que a GRH
“(…) é uma á ea que é
indispensá el, no meu en ende , à ges ão de qualque emp esa po que é a ques ão de e e mos
pessoas, pe cebe mo i ações de pessoas, análise de pessoas, az semp e pa e e é p eciso se
ei a de uma o ma es u u ada”
. Ac escen a ainda que:
“é uma á ea que ai se semp e necessá ia den o da emp esa, po que é uma
necessidade que oi c iada, ou seja, a en ada de uma pessoa de ecu sos humanos na emp esa
oi uma necessidade que oi iden i icada aquando des a mudança de pa adigma, mudança de
ges ão, en ada das ce i icações, e isso ez com que osse necessá io e aqui alguém e, po an o,
oi uma necessidade. Nes e momen o há p ocessos que já não se azem sem os ecu sos
humanos”
65
Es a imagem de que há uma p eocupação da pa e da adminis ação pelos seus ecu sos
humanos, e que a emp esa necessi a deles pa a esponde à sua missão, é comp o ada pelos
colabo ado es en e is ados: a En e is ada 2 (Técnica Adminis a i a) é pe en ó ia ao a i ma que
“(…) em e mos de adminis ação, pa a mim, não de e ha e mui as emp esas como es a. (…)
no as que há da emp esa, da adminis ação, (…) p eocupação da pa e deles com os
uncioná ios”
; sendo que os es an es ês en e is ados des acam o cuidado que a adminis ação
coloca em o e ece as melho es condições possí eis aos seus abalhado es, como é o caso da
En e is ada 3 (Assis en e Come cial)
“(…) nós emos ó imas condições de abalho e ó imas
condições den o da p óp ia emp esa, o que pode ia não in e essa aos pa ões, uma ez que se
podiam limi a ao p óp io esc i ó io e deixa o es o da áb ica como es i esse, mas não é o que
acon ece”
; a En e is ada 4 (Designe G á ica) segue a mesma linha de ideias, dizendo que a
p eocupação pelo bem-es a dos uncioná ios
“(…) isso es á bas an e p esen e na polí ica da
emp esa. (…) eu acho que ealmen e se p eocupam com o bem-es a das pessoas e em c ia
condições pa a que as pessoas se sin am con o á eis”
; e, po im, o En e is ado 5 (Adminis a i o
de Comp as) conco da com as suas colegas
“(…) acho que sim, in e essam-se pelo bem-es a
deles [dos colabo ado es]. P incipalmen e ao ní el do local de abalho, e das condições de
abalho”
.
Sob e o depa amen o de GRH, há ambém mui os elogios po pa e dos colabo ado es
des a Emp esa A, sendo que a En e is ada 3 (Assis en e Come cial) e e e que
“Temos oda a
libe dade e o ges o dos ecu sos humanos es á semp e p esencialmen e em odas a pa es da
emp esa, o que ajuda a elemb a às pessoas de que lhe podem expo es e ou aquele ópico. Se
es e osse uma pessoa que apenas icasse no esc i ó io, os abalhado es não iam e an o à
on ade pa a ala com ele”
; e o En e is ado 5 (Adminis a i o de Comp as) ealça as an agens
au e idas pelos colabo ado es a a és des e depa amen o
“Temos o caso de e pa ce ias com
ou as en idades ex e nas, no caso emos a mácia, ambém num hospi al pa icula emos
an agens, e o di e o de ecu sos humanos p ocu a semp e no as pa ce ias”
.
Quan o à emp esa B, apesa de es a ainda numa ase de iniciação da sua a i idade, a
ques ão dos alo es e missão da emp esa es á já mui o bem de inida, e os ês adminis ado es
comple am as espos as uns dos ou os, escla ecendo o que p e endem aze e os alo es pelos
quais se egem: o En e is ado 10 diz que
“Os alo es da emp esa são a exigência e a
esponsabilidade que emos, o abalho que azemos, a imagem cuidada que ap esen amos, a
educação que emos de e , a manei a como ecebemos e exigimos. É, ambém, uma pessoa
66
en a na emp esa e e que ela es á limpa e oda a gen e a a a bem e espei a ”
, e e e e
ambém o pon o que aos seus abalhado es conce ne, ac escen ado que
“Os alo es das pessoas
são a ca a e o e lexo des a emp esa!”
; a En e is ada 8 ala em
“3 aspe os mui o impo an es:
qualidade, sa is ação dos clien es, e, cla o, ambém com uma componen e ambien al, que é
sa is aze os 2 p imei os pon os com p odu os não p ejudiciais pa a o ambien e”
; sendo que, po
im, o En e is ado 7 e e e-se ao que e ma ca pela di e ença e abo da a impo ância que os
colabo ado es assumem na emp esa:
“Es a emp esa oi c iada com o in ui o de se uma es ampa ia di e en es das ou as, e
não apenas mais uma, (…) que emos p ima pela di e ença! Temos ambém um alo que é
o e ece boas condições de abalho, e acho que não há ninguém que possa eclama . Es amos
cien es de que sem condições de abalho, não há p odu i idade, e, po an o, que emos a ua na
melho ia da p odu i idade, da sa is ação e mo i ação dos nossos colabo ado es”
.
A p eocupação pelo bem-es a dos colabo ado es é algo con e ido pelo En e is ado 9
(Colabo ado da á ea da p odução), que quando lhe colocada es a ques ão esponde “Sim, mui o!
É uma emp esa que es á a começa e omos con idados pa a ca gos com esponsabilidade”, no
sen ido em que “(…) e ei de aze oda a ges ão do meu se o ”, e exempli ica a p eocupação da
adminis ação com dois casos pessoais:
“(…) com a ques ão da pandemia, os meus pais não podem iaja pa a cá em agos o
como cos umam aze . (…) Disse-lhes que, uma ez que a emp esa não ai echa , ou p ecisa
de i a uma semana de é ias nesse mês pa a i isi á-los, e hou e o al abe u a e comp eensão
da pa e deles, e não le an a am qualque p oblema em elação a isso; (…) Es es dias es i e
doen e, e hou e a p eocupação da pa e deles de me liga em e pe gun a em se es a a udo bem,
se eu p ecisa a de ajuda pa a, po exemplo, alguém me le a ao médico”.
Além disso, ac escen a ou o ipo de a enção que a ge ência em pa a com os seus
colabo ado es
“se i mos que há algo que pode ia se ei o de o ma di e en e, damos a nossa
opinião e mui as ezes ela é ado ada”
. A a és des e exce o, p o a-se que os adminis ado es dão
libe dade aos seus colabo ado es pa a opina em ela i amen e a ques ões que ac edi em não
es a bem na emp esa, e alo izam-na, algo mui o impo an e pa a man e os abalhado es
mo i ados.
67
A espei o da Emp esa C, e e e o En e is ado 12 (Adminis ado )
“A missão é man e os
clien es, c esce e se dos melho es no amo, e aumen a g adualmen e a emp esa no seu odo,
odos os anos um bocado (5% ou 10%), de modo a cump i os seus obje i os pa a com os clien es”
.
O En e is ado 13 (Adminis ado ) comple a o seu i mão, alando da impo ância do papel da GRH
pa a es a o ganização:
“Acho que é essencial e ob iga ó io, po que se p ecisamos de pessoas pa a abalha
emos de as ge i . Mais do que impo an e, é ob iga ó io, pa a en a man e os colabo ado es
mo i ados. Se a equipa o boa e p odu i a, a emp esa ambém o se á. Como já e e i, as pessoas
são quem pode aze a di e ença en e o sucesso e insucesso de uma emp esa, po que as
máquinas podem se copiadas pela conco ência. É aí que es á a mais alia ou menos alia das
emp esas”
.
Nesse sen ido, e e e as a i idades que p omo em pa a aumen a a mo i ação dos seus
colabo ado es:
“(…) an es das é ias en amos semp e aze uma b incadei a com odos os colabo ado es,
onde (…) não se ala de nada elacionado com o abalho, azemos apenas con í io pu o. (…)
Vamos pa a nos di e i , e en a omen a um bom ambien e. (…) Temos ou a a i idade no na al,
(…) que é uma b incadei a com o can a dos eis, champanhe, bolo ei, o deseja de um bom
na al pessoalmen e, a en ega de um bacalhau ou uma ga a a, como o ma de ag adecimen o no
inal do ano”
,
Algo que é cons a ado pelo En e is ado 15 (Che e de u no)
“(…) a emp esa em semp e
em conside ação o bem-es a dos uncioná ios, um exemplo são os con í ios que es a ealiza pa a
o alece o bom ambien e en e os abalhado es, e o ac o de o e ece em segu o de saúde a
odos”
, e, ambém, pelo En e is ado 11 (Maquinis a), que e e e ou as ações que p omo em o
seu bem-es a
“Fo necem-nos uma a da de abalho, máquinas com comida, um espaço de laze
e são ole an es às pausas pa a uma ”
.
O En e is ado 14 (Ges o da qualidade) em ambém um papel mui o ele an e na GRH
des a emp esa, e apon a a disponibilidade da emp esa pa a esponde às necessidades dos seus
colabo ado es:
“(…) ou imos as suges ões dos colabo ado es e elas são aplicadas. A ní el de espaços da
emp esa, as pessoas ão dando suges ões sob e a á ea de laze e amos adap ando. Den o do
68
local de abalho ambém. Temos duas mesas modelo na áb ica, e es ão cons uídas con o me
as ideias dos colabo ado es, po exemplo, medidas ajus adas, sí io pa a coloca as la as de sp ay-
cola que u ilizam, a ques ão da iluminação ambém”
.
O En e is ado 11 (Maquinis a) assegu a que isso é ei o
“Se a emp esa acha que a
opinião/ideia é do ag ado ge al, eles colocam-na em p á ica. (…) Em ques ões de iluminação ou
disposição das máquinas e mesas, a ge ência é bas an e ece i a, e há semp e opiniões a se em
acei es”
.
A análise des a ques ão le a o in es igado a conclui que a p incipal missão das emp esas
é a sa is ação dos seus clien es e a anga iação de no os, no sen ido de melho a em a imagem e
o capi al da sua o ganização. A p eocupação pela mo i ação e bem-es a dos colabo ado es é algo
no ó io po pa e das adminis ações des as emp esas, mas ende a se colocada em segundo
plano.
No en an o, as pessoas são ou idas e as suas necessidades são, mui as das ezes,
a endidas, ha endo a p eocupação po pa e das che ias po en a em sa is azê-las. Es a
p eocupação com o bem-es a dos abalhado es em me ecido o in e esse académico e p á ico
aos longo de de e minadas épocas, mas mais ecen emen e es e in e esse su giu mais amiúde na
li e a u a cien í ica (De Cha illon & Richa d, 2015; Gues , 2017; Daniels e al., 2017; Kowalski &
Lo e o, 2017).
O ac o de uma das PME es udadas e na sua es u u a o ganizacional um depa amen o
de RH, comp o a o que de endem Melo e Machado (2015) quando se e e em à e olução da GRH
em Po ugal, a i mando que os ecu sos humanos êm is o o seu alo inc emen ado no seio das
o ganizações, le ando ao apa ecimen o de depa amen os de RH e, des e modo, “melho
in eg ação es a égica, maio in luência no opo e polí icas de RH alinhadas com o negócio” (Melo
& Machado, 2015:70).
Após a análise às ques ões de pa ida que se i am de guia pa a es a in es igação, é
possí el deduzi as p incipais conclusões da mesma, a im de pe cebe o modo como se o ganizam
e implemen am as p á icas de ges ão de ecu sos humanos nas pequenas e médias emp esas
es udadas pelo in es igado , e, a pa i dessas, c ia um pano ama de Po ugal no ge al, e do
concelho de Ba celos em pa icula .
69
5. Conclusão
5.1 P incipais conclusões
A p imei a conclusão que se e i a des e es udo é de que a Ges ão de Recu sos Humanos
se ap esen a como um concei o desconhecido pa a a maio ia dos en e is ados, que, apenas po
associação ób ia do e mo em si, conseguem deci a que es á elacionado com as pessoas e a
sua ida den o das emp esas, sendo mui o no ó ia a baixa capacidade pa a associa e econhece
p á icas de ecu sos humanos, eduzindo a GRH ao ec u amen o, o mação, p ocessamen o de
salá ios e ques ões de ca ác e adminis a i o e legal.
Es a in es igação pe mi e conclui que, apesa do discu so dos adminis ado es das
emp esas, ainda há uma di e ença en e a e ó ica e a ealidade, sendo que as pessoas, os
abalhado es, são mui as ezes esquecidos e elegados pa a segundo plano, e a GRH é uma
p io idade meno na agenda da ges ão, como desc i o po Melo e Machado (2013), que no es udo
desen ol ido concluem que es a apa ece apenas na qua a posição das p io idades das emp esas,
sendo ul apassada pela es a égia de negócio, olume de capi al e ino ação ecnológica. “Toda ia,
a maio ia dos esponsá eis pelas PME e e em que a es a égia ge al de negócio es á o almen e
in e - elacionada com a GRH” (Melo & Machado, 2015:71) ( e ambém Ribei o & Gomes, 2016;
Legge, 1999).
Como demons ado a a és das emp esas es udadas, não é necessá io ha e um ó gão
de RH pa a que haja ges ão de ecu sos humanos. Há emp esas que, não endo qualque
depa amen o, che e de depa amen o, ges o de ecu sos humanos, ou a é écnicos des a á ea,
sendo mui as das ezes a p óp ia che ia ou a é o pa ão quem se enca ega des a ges ão, acabam
po e p á icas de ecu sos humanos bas an e in e essan es, p á icas essas que ou as emp esas,
do adas de odas as condições e esponsá eis pa a al, não êm.
É e idenciado, ambém, que o ac o de possuí em poucos colabo ado es não p oduz a
necessidade de um depa amen o de RH, no en ende dos adminis ado es, p e e indo es es a a
des a á ea de um modo mui o in o mal, sendo acili ado, exa amen e, pelo baixo núme o de
abalhado es, ha endo uma elação de maio p oximidade en e as duas pa es, comp o ando o
es udo de Felisa do (2014). Es a ideia é con a iada pela Emp esa A, a única de média dimensão
p esen e nes e es udo.
70
Todas as emp esas es udadas são de ca iz amilia , con i mando es a endência nas PME
(Melo & Machado, 2015).
O ec u amen o e seleção, que é a p á ica mais u ilizada pelas PME, baseia-se em
en e is as indi iduais com os candida os, e pe íodos de expe iência que, al como cons a ado no
es udo ealizado po Melo e Machado (2013), é bas an e p á ico pa a as o ganizações, uma ez
que são mé odos não dispendiosos e não necessi am de um in es imen o em pessoal, e a
endência é que es a o ma de a ua se man enha no u u o. Su ge, p incipalmen e, pa a colma a
necessidades da emp esa (po exemplo, a saída de um colabo ado ), no momen o em que es as
se mani es am, como e e ido po Cunha
e al
.
(2010).
Logo de seguida, como uma das p á icas mais implemen adas nes as o ganizações, su ge
a o mação p o issional, cuja ca ga ho á ia os adminis ado es e esponsá eis de RH conside am
se excessi a e dispendiosa, como epo ado em duas das ês o ganizações es udadas, sendo
cump ida, maio i a iamen e, de ido a ob igações legais. A maio ia da o mação é aplicada
on- he-
job
, semp e que su ge essa necessidade, comp o ando os es udos de Ko ey e She idan (2004).
É na o mação, quase exclusi amen e, que es as emp esas eco em á subcon a ação
(
ou sou cing
), alidando o es udo de Melo e Machado (2013).
Apesa da di iculdade em e e alen os (Melo & Machado, 2013), há uma cla a
p eocupação, po pa e das che ias, pela p og essão de ca ei a dos seus uncioná ios, a qual se
e i ica a a és de incen i os mone á ios; melho amen o das condições de abalho e das
ins alações da emp esa, que ao ní el dos pos os de abalho, que ao ní el dos espaços de laze ;
e, ambém, a a és da o e a de ca gos mais ele ados pa a os colabo ado es da emp esa, com os
adminis ado es a a i ma em que, quando há uma aga pa a um ca go de impo ância den o da
emp esa, p e e em p imei o olha pa a o que êm den o da sua es u u a o ganizacional, an es
de ec u a ex e namen e.
A p eocupação pelo bem-es a dos colabo ado es que, podendo não se mui as ezes
possí el de o maliza , icou igualmen e pa en e nas emp esas en e is adas e isso e mina po
se uma das o mas que mais pode ge a con iança, mo i ação, iden idade e o gulho de pe ença,
e ambém um sinal de espei o pela pessoa enquan o abalhado e pelo seu desen ol imen o
sus en ado, e dessa o ma con ibui ambém pa a o desen ol imen o sus en ado das
o ganizações. Es e aspe o em me ecido a enção da li e a u a cien í ica mais ecen emen e (De
Cha illon & Richa d, 2015; Gues , 2017; Daniels e al., 2017; Kowalski & Lo e o, 2017).
71
Resumidamen e, a o malização da GRH es á bas an e elacionada com a dimensão das
emp esas, uma ez que emp esas com capacidade, inancei a e de pessoal, pa a e um
depa amen o de RH – po no ma, médias emp esas – possuem um maio núme o de p á icas
implemen adas, endo es as uma maio o malidade, ha endo maio in o malidade nas pequenas
emp esas, nas quais udo se a a com uma maio p oximidade en e a adminis ação e os seus
colabo ado es. No en an o, mesmo sem um depa amen o especializado, as o ganizações são
capazes de aze uma boa ges ão de ecu sos humanos, e de em-no aze pa a, des e modo,
e i a em os di idendos dessa ges ão e es a em em cons an e p og esso.
5.2 Limi ações e suges ões pa a in es igações u u as
A p imei a g ande limi ação des e es udo p endeu-se com a di iculdade em consegui ob e
emp esas pa a e po enciais en e is ados, endo como maio exemplo a emp esa em que os
colabo ado es esponde am ao guião de en e is a mas, pos e io men e, e de ido a ques ões
ex e nas ao in es igado , oi-lhe impossibili ada a u ilização dos mesmos.
Es e ac o oi ag a ado pelo apa ecimen o da pandemia global a ual (
co id-19
), uma ez
que oi uma si uação o almen e imp e is a, e pa a a qual as o ganizações não es a am
p epa adas, o que ez com que es as echassem po as à possibilidade de se em al o des e es udo,
já que passa am a ha e á ios assun os de p io idade máxima pa a esol e .
A maio limi ação p ende-se com a Emp esa B, a qual es á ainda em início de a i idade,
esul ando numa amos a po con eniência. Es a emp esa su ge nes a in es igação pa a colma a
o ol e- ace oco ido com uma ou a o ganização, esul an e de uma di e gência en e e cei os, e
sob e a qual o in es igado não e e qualque pode de in luência.
A ques ão da pandemia e e ou o e ei o ad e so pa a es a in es igação, uma ez que
impossibili ou, numa ase inicial, a ealização de en e is as de modo p esencial, le ando a que o
in es igado i esse de adia as en e is as du an e uns empos, pa a, assim, ob e uma
in o mação mais comple a pois, como e e ido no capí ulo III, Quad o Me odológico, as en e is as
ealizadas em o ma o esc i o ap esen a am-se mui o incomple as, não se indo o p opósi o des e
es udo.
Conside a-se, ainda, que a al a de di e sidade de se o es aba cados pode ambém se
is a como uma limi ação po que, se po um lado pe mi iu alguma ca ac e ização do se o
78
Apêndices
Apêndice 1. Guião de en e is a A – Adminis ado e Ges o de Recu sos Humanos
1 – Pa a começa es a en e is a, gos a ia de lhe coloca algumas ques ões sob e si,
nomeadamen e qual a sua idade e habili ações?
1.2 – Há quan os anos abalha na emp esa?
1.3 – Quais as unções que desempenha a ualmen e? Já desempenhou ou as unções e,
se sim, quais?
2 – Falando um pouco sob e a emp esa, ale-me, po a o , sob e a sua his ó ia, nomeadamen e
quando oi c iada, po quem e onde?
2.2 – É uma emp esa amilia ?
2.3 – Qual é a es u u a o ganizacional, ou seja, o o ganog ama da emp esa?
2.4 – Qual o ho á io da emp esa? Exis em u nos?
2.5 – Quais os alo es e missão da emp esa?
2.6 – Que p odu os é que a emp esa p oduz?
2.7 – Em que me cados ope am (local, egional, nacional, in e nacional)?
2.8 - Quem são os p incipais clien es da emp esa?
2.9 – Qual a média de idades dos seus uncioná ios?
2.10 – Há mais homens ou mulhe es?
3 – Falando ago a sob e Ges ão de Recu sos Humanos…
3.1 – Pode dize -me o que é pa a si es e concei o?
3.2 – Qual o planeamen o de GRH exis en e na emp esa?
3.3 – Há alguma emp esa subcon a ada pa a ajuda na á ea da GRH?
3.4 – Que p á icas de GRH implemen am na emp esa?
3.5 – Como ansmi em as p á icas aos uncioná ios?
3.6 – O que azem pa a assegu a que as p á icas es ão a se aplicadas?
79
3.7 – Qual o mé odo de a aliação do sucesso das p á icas?
3.8 – Quan o ao ec u amen o e seleção, como de inem o pe il desejado pa a a unção?
Quais as compe ências que mais alo izam nos candida os?
3.9 -– Como unciona o p ocesso de seleção? Quais as ases?
3.10 – Quem em a decisão inal sob e qual candida o con a a ?
3.11 – Na sua opinião, que a o es podem acili a os p ocessos de ec u amen o e
seleção, e o que pode di icul a es es p ocessos em e mos ge ais e na sua emp esa?
3.12 – Há algum ipo de acompanhamen o pa a os no os colabo ado es pa a acili a o
p ocesso de in eg ação?
3.13 – Há a p eocupação po o ma em os abalhado es? Se sim, quais os planos nes a
á ea?
3.14 – Qual o papel que a ges ão de ecu sos humanos em na emp esa? E qual acha
que pode ia ou de e ia e ?
3.15 – Há a p eocupação com a p og essão de ca ei a dos uncioná ios? De que o ma?
Apêndice 2. Guião de en e is a B – Colabo ado da p odução e Adminis a i o
1 – Pa a começa es a en e is a, gos a ia de lhe coloca algumas ques ões sob e si,
nomeadamen e qual a sua idade e habili ações?
1.2 – Há quan o empo abalha na emp esa?
1.3 – Tem con a o pe manen e ou a e mo? Se a e mo, qual a du ação?
1.4 – Quais as unções que desempenha a ualmen e? Já desempenhou ou as unções e,
se sim, quais?
2 – Falando sob e Ges ão de Recu sos Humanos…
2.1 – Pode dize -me o que é pa a si es e concei o?
2.2 – Tem noção da exis ência de p á icas de ecu sos humanos den o da emp esa?
2.3 – Essas p á icas são lhe ansmi idas?
80
2.4 – Se sim, como?
2.5 – Conco da com as p á icas? C ê que lhe são ú eis?
2.6 – Sob e a sua en ada na emp esa, pode ela a -me como oi? Candida ou-se ao luga
ou oi ecomendado po alguém?
2.7 – Quan as en e is as e e na emp esa? E em que moldes o am?
2.8 – Te e alguém a acompanhá-lo no seu p imei o dia na emp esa?
2.9 – C ê que exis e na emp esa um bom ambien e de abalho?
2.10 – É-lhe dada o mação p o issional na emp esa?
2.11 – Se sim, os ho á ios da o mação são os mais adequados? Se não, po quê?
2.12 – Aplica os con eúdos que aí ap ende no seu pos o de abalho?
2.13 – Sendo que o papel da Ges ão de Recu sos Humanos é cuida dos in e esses das
pessoas, o que acha que é ei o nesse sen ido?
2.14 – O que c ê que pode ia se ei o?
2.15 – Sen e que a emp esa em a p eocupação com a p og essão de ca ei a dos seus
uncioná ios? De que o ma?
2.16 – Acha que a emp esa se impo a com o bem-es a dos uncioná ios? Pode á da
exemplos conc e os.
2.17 – É-lhe pedida a opinião sob e o que pensa que pode ia se melho ado na emp esa
e/ou no seu pos o de abalho?
2.18 – C ê que dão alo à sua opinião? A emp esa az algo pa a sa is aze as suas
necessidades?
2.19 – Quan o ao seu ho á io labo al, c ê que é adequado?
2.20 – Tem uma elação p óxima com a sua che ia di e a e adminis ado es da emp esa?
81
Apêndice 3. Guião de en e is a C – Responsá el de se o
1 – Pa a começa es a en e is a, gos a ia de lhe coloca algumas ques ões sob e si,
nomeadamen e qual a sua idade e habili ações?
1.2 – Há quan os anos abalha na emp esa?
1.3 – Tem con a o pe manen e ou a e mo? Se a e mo, qual a du ação?
1.4 – Quais as unções que desempenha a ualmen e? Já desempenhou ou as unções e,
se sim, quais?
2 – Falando sob e Ges ão de Recu sos Humanos…
2.1 – Pode dize -me o que é pa a si es e concei o?
2.2 – Tem noção da exis ência de p á icas de ecu sos humanos den o da emp esa?
2.3 – De que modo a Ges ão de Recu sos Humanos lhe ansmi e essas p á icas?
2.4 – Como as ansmi em aos ope á ios?
2.5 – Conco da com as p á icas? C ê que são ú eis pa a os colabo ado es da emp esa?
2.6 – Sob e a sua en ada na emp esa, pode ela a -me como oi? Candida ou-se ao luga
ou oi ecomendado po alguém?
2.7 – Quan as en e is as e e na emp esa? E em que moldes o am?
2.8 – Te e alguém a acompanhá-lo no seu p imei o dia na emp esa?
2.9 – C ê que exis e na emp esa um bom ambien e de abalho?
2.10 – É-lhe dada o mação p o issional na emp esa?
2.11 – Se sim, os ho á ios da o mação são os mais adequados? Se não, po quê?
2.12 – Aplica os con eúdos que aí ap ende no seu pos o de abalho?
2.13 – Tem em a enção se os ope á ios moldam o seu abalho con o me o que ap endem
na o mação e com ou as p á icas?
2.14 – Sendo que o papel da Ges ão de Recu sos Humanos é cuida dos in e esses das
pessoas, o que acha que é ei o nesse sen ido?
82
2.15 – O que c ê que pode ia se ei o?
2.16 – Sen e que a emp esa em a p eocupação com a p og essão de ca ei a dos seus
uncioná ios?
2.17– Acha que a adminis ação da emp esa se impo a pelo bem-es a dos uncioná ios?
2.18 – É-lhe pedida a opinião sob e o que pensa que pode ia se melho ado na emp esa
e/ou no seu pos o de abalho?
2.19 – C ê que dão alo à sua opinião? A emp esa az algo pa a sa is aze as suas
necessidades?
2.20 – Quan o ao seu ho á io labo al, c ê que é adequado?
2.21 – Tem uma elação p óxima com os adminis a i os e os adminis ado es da
emp esa?