Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Ciências Sociais
Ma ia da Rocha Ma ins
A cul u a o ganizacional e a comunicação
in e na em
s a ups
: impac o no desempenho
emp esa ial
ou ub o de 2023
Ins i u o de Ciências Sociais
Ma ia da Rocha Ma ins
A cul u a o ganizacional e a comunicação
in e na em
s a ups
: impac o no desempenho
emp esa ial
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Ciências da Comunicação
Á ea de especialização em Publicidade e Relações Públicas
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Helena Pi es
ou ub o de 2023
Uni e sidade do Minho
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
ii
Ag adecimen os
A ealização do p esen e ela ó io de es ágio em, po ás, um conjun o de pessoas e ins i uições que,
sem o seu apoio e incen i o, não e ia sido possí el a sua conc e ização.
Ag adeço à Uni e sidade do Minho, po e sido casa desde 2017 e, em especial, à minha o ien ado a,
p o esso a Helena Pi es, pela disponibilidade, apoio e sen ido c í ico na elabo ação des e ela ó io.
À minha amília, pelo apoio incondicional ao longo meu pe cu so académico e mo i ação cons an e.
Ob igada pelo osso incen i o, sem qualque ipo de julgamen o, du an e odos es es anos de ida
académica e po ac edi a em p o undamen e em mim.
À Ri a, po e sido a minha calma e maio o ça na conc e ização des e ela ó io. Ob igada po me
mos a es que a ida pode se i ida de o ma mais le e e que pa a udo há semp e uma solução.
À Kai, a minha agência ic ícia da Uni e sidade, pela amizade, apoio e con o o ao longo do meu pe cu so
académico.
Aos meus amigos, pelo supo e cons an e e ca inho.
E, po im, à equipa da
S a up
B aga, pela melho expe iência de es ágio que pode ia pedi e, po me
elemb a em, odos os dias, o que equipas o es e unidas conseguem alcança . Ob igada pela con iança
desde o p imei o dia e pelos bons momen os passados em equipa.
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
i
A cul u a o ganizacional e a comunicação in e na em
s a ups
: impac o no desempenho
emp esa ial
Resumo
O uni e so co po a i o é cons i uído po di e sas ca ego ias emp esa iais, que podem dis ingui -se po
a o es como o seu p odu o ou se iço, o seu modelo de negócio e as suas p á icas de ges ão.
Uma emp esa conside ada adicional en ende-se como uma o ganização que segue o pad ão
emp esa ial mais comum: igidez hie á quica, comunicação ins i ucional e o mal en e di e en es
es a u os e mé odos e p ocessos de ges ão adicionais. Po ou o lado, uma emp esa
high
g ow h
,
ulga men e conhecida como
s a up
, ep esen a um uni e so emp esa ial ino ado , onde p edomina
uma cul u a o ganizacional de maio abe u a e dinamismo e um p ocesso de ges ão baseado na
expe imen ação con ínua.
Embo a sejam emp esas que ope am sob condições de ex ema ince eza pela sua inse ção num
me cado nunca explo ado, alguns au o es de endem a aplicação de um mé odo de ges ão ino ado que
conduzi á uma
s a up
ao seu sucesso. Es a conceção apon a pa a a impo ância da cul u a
o ganizacional como um a o de g ande impac o no sucesso das emp esas
high
g ow h
, pa indo da
ees u u ação das equipas com base na di e sidade e a p edominância de uma comunicação in e na
alinhada, anspa en e e in o mal en e odos.
Sus en ado po uma expe iência de es ágio na
S a up
B aga, uma incubado a e acele ado a de
s a ups
,
es e es udo ap o unda o ema da cul u a o ganizacional e comunicação in e na em con ex o de
s a up
,
explo ando o seu impac o no desempenho des as emp esas. Es e ela ó io dedica-se à comp eensão e
explo ação des es enómenos e à iden i icação de pe ceções cul u ais e comunica i as que impac am
signi ica i amen e es as emp esas e os seus colabo ado es.
Pala as-cha e:
s a up
, cul u a o ganizacional, comunicação in e na, impac o, desempenho emp esa ial
Abs ac
The co po a e wo ld is made up o a ious business ca ego ies, which can be dis inguished by ac o s
such as hei p oduc o se ice, hei business model, and hei managemen p ac ices.
A adi ional company is an o ganiza ion ha ollows he mos common business pa e n: hie a chical
igidi y, ins i u ional and o mal communica ion be ween di e en s a u es, and adi ional managemen
me hods and p ocesses. On he o he hand, a high g ow h company, commonly known as a
s a up
,
ep esen s an inno a i e business uni e se, whe e an o ganiza ional cul u e o g ea e openness and
dynamism p e ails and a managemen p ocess based on con inuous expe imen a ion.
Al hough hey a e companies ha ope a e unde condi ions o ex eme unce ain y due o hei inse ion
in a ma ke ha has ne e been explo ed, some au ho s ad oca e he applica ion o an inno a i e
managemen me hod ha will lead a
s a up
o success. This concep poin s o he impo ance o
o ganiza ional cul u e as a ac o wi h a majo impac on he success o high-g ow h companies, s a ing
wi h he es uc u ing o eams based on di e si y and he p edominance o aligned, anspa en and
in o mal in e nal communica ion be ween e e yone.
Suppo ed by an in e nship expe ience a
S a up
B aga, a
s a up
incuba o and accele a o , his s udy
del es in o he subjec o o ganiza ional cul u e and in e nal communica ion in a
s a up
con ex , explo ing
i s impac on he pe o mance o hese companies. This epo is dedica ed o unde s anding and
explo ing hese phenomena and iden i ying he cul u al and communica i e pe cep ions ha ha e a
signi ican impac on hese companies and hei employees.
Keywo ds:
s a up
, o ganiza ional cul u e, in e nal communica ion, impac , business pe o mance
i
Índice Ge al
Ag adecimen os ................................................................................................................................... ii
Resumo.............................................................................................................................................. i
Abs ac ...............................................................................................................................................
1. In odução ...................................................................................................................................... 1
2.Expe iência de es ágio ..................................................................................................................... 3
2.1 A
S a up
B aga ........................................................................................................................ 3
2.1.1 A amília
S a up
B aga ..................................................................................................... 5
2.1.2 A comunicação na
S a up
B aga ...................................................................................... 6
2.1.3 A minha expe iência de es ágio: o dia-a-dia da equipa de comunicação da
S a up
B aga . 10
2.1.4 Ap endizagens e in eg ação na amília
S a up
B aga ....................................................... 15
2.2 O caminho pa a a comunicação in e na .................................................................................. 16
3. A cul u a o ganizacional e comunicação in e na em
s a ups
e o seu impac o: enquad amen o eó ico
........................................................................................................................................................ 18
3.1 O uni e so das
s a ups
: de ideias ino ado as a negócios luc a i os ........................................ 18
3.2 As ap endizagens de E ic Ries e o caminho pa a a alo ização da cul u a o ganizacional em
s a ups
....................................................................................................................................... 20
3.2.1 O caso da emp esa
In ui
................................................................................................ 21
3.3 A impo ância da cul u a o ganizacional e comunicação in e na nas emp esas: b e e con ex o 23
3.3.1 A comunicação in e na como a o essencial no desen ol imen o de uma cul u a
o ganizacional de sucesso ........................................................................................................ 24
3.4 A impo ância do
G ow h Hacking
e a sua in luência na cul u a o ganizacional de
s a ups
...... 27
3.5 O papel undamen al da cul u a o ganizacional na c iação de um negócio en á el .................. 30
4. Me odologia e ap esen ação dos esul ados .................................................................................. 32
4.1 Me odologia ........................................................................................................................... 32
4.1.1 Abo dagem quali a i a ..................................................................................................... 32
5
se um p og ama a a i o pa a as p óp ias
s a ups
e emp eendedo es da comunidade, ao unciona
como um complemen o ao seu abalho, pelo ap o undamen o das capacidades na á ea da ges ão.
Enquad ado na cimei a
Global S a upCi ies
, uma inicia i a que em como obje i o euni o ecossis ema
emp eendedo global e c ia opo unidades pa a
s a ups
, in es ido es e emp esas, em no emb o de
2022, a
S a up
B aga ealizou o e en o
Unique Summi
, em B aga. Es a inicia i a ep esen ou a ocasião
pe ei a pa a as
s a ups
da comunidade es abelece em con ac o com in es ido es e emp eendedo es
de odo o mundo, le ando à c iação de no as opo unidades de negócio e in es imen o a pa i do e o ço
de colabo ações com os públicos de in e esse.
Pa alelamen e, a
S a up
B aga apos a, ainda, em inicia i as mais in o mais, di ecionadas pa a a sua
comunidade. As
co po a e alks
, sessões em o ma o de
wo kshop
ou sessões de escla ecimen o, são
um exemplo. Conduzidas po emp esas ex e nas ou pa cei os da ede da
S a up
B aga es as sessões
são escolhidas consoan e os maio es emas de in e esse pa a a comunidade. Em adição, são, ambém,
ealizadas as
ech sessions
, sessões ei as pela comunidade pa a a comunidade, ou seja,
wo kshops
ou
sessões de pa ilha en e emp eendedo es e
s a ups
da comunidade da
S a up
B aga.
2.1.1 A amília
S a up
B aga
Desde 2014 que a comunidade da
S a up
B aga em indo a c esce , con ando, a ualmen e, com
ap oximadamen e 190
s a ups
incubadas ísica ou i ualmen e. Com no e anos de exis ência, o
Hub
de Ino ação de B aga ap esen a um núme o ele ado de
s a ups
que já pa icipa am nos p og amas de
P é-Acele ação e Acele ação, deixando, ambém, a sua ma ca na comunidade. Con udo, a amília da
S a up
B aga não se mede apenas com o núme o de emp eendedo es que az a sua comunidade, mas,
ambém, pela as a ede de men o es,
co po a e iends
e pa cei os, que apoiam os á ios p og amas e
ajudam as
s a ups
que c uzam o seu caminho na c iação de um negócio sus en á el e en á el num
ambien e de ex ema ince eza.
Sendo uma das suas p incipais unções p opo ciona e e o ça ligações en e os á ios públicos que
o mam o ecossis ema emp eendedo , a
S a up
B aga abalha com á ios canais e es a égias que
in e ligam a sua comunidade com a ede de men o es e pa cei os que sus en a. Es e con ac o pe mi e
que os emp eendedo es que azem pa e da sua comunidade enham acesso a in o mação e dinâmicas
que lhes pe mi am c esce os seus p oje os, an o a ní el nacional como a ní el in e nacional.
6
As ligações es abelecidas en e es es públicos podem se ei as a pa i dos p og amas desen ol idos
pela
S a up
B aga ou pelas di e sas a i idades o ganizadas pela equipa, an o ísica como i ualmen e.
2.1.2 A comunicação na
S a up
B aga
Conside ando a a iedade e dimensão dos públicos a quem se di ige, um dos maio es e mais impo an es
desa ios da
S a up
B aga p ende-se com a ges ão de oda a sua comunicação. Em p imei o luga , é
impo an e a apos a em es a égias de comunicação in e na a i as e consis en es, pa a es abelece e
man e boas elações com as
s a ups
da comunidade e oda a sua ede de men o es e pa cei os. Pa a
além disso, e endo em con a a sua a i idade, é ambém mui o impo an e a ges ão da comunicação
des inada aos p og amas e a i idades do
Hub
de Ino ação, não só in e namen e, como, ambém, pa a
os seus públicos ex e nos.
No deco e do meu es ágio cu icula na
S a up
B aga iz uma análise de alhada de oda a comunicação
do
Hub
de Ino ação e, jun amen e com o Di e o da
S a up
B aga e a Coode nado a de Comunicação,
o am de inidos seis obje i os de comunicação:
• P omo e a
S a up
B aga como uma ma ca que le a o nome de B aga pa a o mundo;
• Ga an i a associação en e a
S a up
B aga e a ino ação em B aga;
• P omo e a ede de
ne wo k
dos pa cei os, in es ido es e men o es da comunidade
S a up
B aga;
• Aumen a o engajamen o da ma ca em odos os canais de comunicação;
• T ans o ma os concei os de comunidade e ecossis ema em algo mais acilmen e pe ce í el
pa a as massas;
• Mos a a e dadei a noção de emp eendedo ismo, endo em con a a banalização des e
concei o.
7
• A e dadei a iden idade do
Hub
de Ino ação do Município de B aga
Em oposição à emp esa mãe, In es B aga, e a ou as unidades de negócio, a
S a up
B aga ap esen a-
se como uma en idade jo em e descon aída. O seu om de comunicação é um equilíb io en e o seu
lado jo em e in o mal e o seu lado p o issional. São u ilizadas es a égias de comunicação in o ma i as
com um oque descon aído e ca i an e pa a os seus públicos. Es e cená io e i ica-se an o in e na como
ex e namen e, ap oximando a sua iden idade da sua imagem. O seu abalho em como base uma equipa
dinâmica, c ia i a e jo em com a capacidade de ele a e aze c esce no os p oje os, ansmi indo es a
mesma ideia pa a os seus públicos ex e nos. Pode conside a -se que a
S a up
B aga comunica com um
ní el ele ado de anspa ência, mos ando exa amen e quem é.
Rela i amen e à sua iden idade isual, a sua logoma ca esul a de uma de i ação do logó ipo da
In es B aga, assim como as es an es unidades de negócio do “b aço económico do Município”.
Des acam-se os ons de azul, la anja e e melho que são, em mui os casos, o pon o de pa ida pa a a
c iação de con eúdos pa a publicação
online
e
o line
, con udo, a escolha das co es e
le e ing
depende
da iden idade isual de cada p og ama.
Figu a 1 – Logoma ca In es B aga
Fon e: in es b aga.com
Figu a 2 – Logoma ca
S a up
B aga
Fon e: s a upb aga.com
Figu a 3 – Cen o Ju en ude de B aga
Fon e: cen oju en udedeb aga.com
Figu a 4 – Al ice Fo um B aga
Fon e: o umb aga.com
8
• Comunicação
online
A dinâmica in o mal e descon aída p esen e na equipa da
S a up
B aga em como base oda a
comunicação
o line
e a escolha dos canais de comunicação
online
que mais se adequam. O
Wha sapp
co esponde ao canal p e e encial pa a oda a comunicação, sendo mais u ilizado pa a momen os de
in e ação na equipa, deba e de ques ões que ob enham uma ácil e ápida espos a e pa ilha in o mação
ú il. Em segundo luga , a equipa eco e ao
e-mail
, um canal u ilizado apenas em con ex o o mal, pa a
a delegação de a e as, pa ilha de in o mação impo an e e deba e de ques ões mais exigen es.
No que se e e e à comunicação di ecionada pa a a comunidade da
S a up
B aga, a escolha dos canais
de comunicação
online
ap esen a algumas di e enças. Embo a o
Wha sapp
seja um dos ocos pa a a
in e ação e oca de in o mação en e o
Hub
de Ino ação e as
s a ups
incubadas, e i ica-se uma o e
apos a nos canais de comunicação
Slack
e
e-mail
. Conside ada uma das p incipais pla a o mas
online
pa a a comunicação em g andes comunidades, o
Slack
ag upa odas as
s a ups
do p og ama de
incubação, acili ando a comunicação en e odos a pa i de mensagens ápidas. Os con eúdos
pa ilhados são, essencialmen e, in o ma i os, com o en io da in o mação a des aca sob e os p og amas
a deco e ou a i idades des inadas à comunidade. Es e canal é ú il, não só po pe mi i a pa ilha de
in o mação de o ma ápida e acessí el a odos, mas, ambém, po possibili a o con ac o en e odas as
s a ups
, seja pa a a pa ilha de in o mação ele an e pa a os á ios p oje os, como pa a a p óp ia
in e ação en e odos os memb os. No caso do
e-mail
, es e canal unciona, mui as ezes, como um
e o ço da comunicação que é ei a, p imei amen e, no
Slack
. É uma pla a o ma me amen e in o ma i a,
que pe mi e da maio des aque aos assun os que a equipa da
S a up
B aga conside a mais
impo an es. É mui o u ilizado pa a a pa ilha de in o mação sob e as a i idades des inadas à
comunidade, nomeadamen e, pa a cap a a sua a enção, se indo como um “lemb e e” pa a insc ição
nas a i idades a deco e . Embo a não exis a uma di e ença signi ica i a na u ilização des es canais,
e i ica-se uma maio adesão, po pa e da comunidade, ao
e-mail
.
Pa a além da comunicação es abelecida com sua comunidade, há, ainda, uma o e apos a na
comunicação di igida às
s a ups
e emp eendedo es que pa icipam nos p og amas do
Hub
de Ino ação,
com a u ilização, no amen e, do
e-mail
e o
Wha sapp
, como as p incipais pla a o mas de comunicação
online
. O p imei o exemplo é u ilizado pa a a pa ilha de in o mação impo an e e essencial aos
boo camps
de cada p og ama, como: os emas a ap o unda em cada sessão, os men o es ou
especialis as que ão pa icipa , o ma e ial necessá io, os ho á ios e, ou as in o mações conside adas
ú eis pa a o deco e das sessões. No caso do
Wha sapp
, es e unciona como um canal de in e ação
9
en e as á ias equipas, acili ando a c iação de laços en e odos e uma comunicação mais in o mal
du an e odo o p og ama.
Rela i amen e à ede da
S a up
B aga, cons i uída pelos seus especialis as e men o es, pa cei os e
co po a e iends
, o con ac o é ei o po
e-mail
. Embo a es a ede a ie consoan e as á eas de a uação
de cada p og ama do
Hub
de Ino ação, e i ica-se um con ac o cons an e com cada memb o.
Tendo como p incipal obje i o a a ação de emp eendedo es pa a os seus p og amas e a i idades, há
um g ande ap o ei amen o dos canais de comunicação e pla a o mas
online
, como as edes sociais
(
Facebook
,
Ins ag am
e
LinkdIn
) e o p óp io
websi e
na comunicação di igida aos públicos ex e nos da
S a up
B aga.
No
Facebook
e
Ins ag am
p edominam con eúdos in o ma i os sob e os p og amas e a i idades da
S a up
B aga, com uma o e apos a em es a égias de
call o ac ion
pa a cap ação de alen o, assim
como, a pa ilha de con eúdos in o mais e in e a i os inse idos no ema do emp eendedo ismo e, ainda,
a di ulgação de in o mação ele an e sob e as
s a ups
da comunidade. Já o
LinkdIn
assume uma
comunicação essencialmen e in o ma i a, e idenciando o lado p o issional e ino ado do
Hub
de
Ino ação. Co esponde à ede social mais u ilizada pa a a a ação de emp eendedo es e pa a es abelece
con ac o com a ede de men o es e pa cei os da
S a up
B aga.
Conside ada uma das pla a o mas que mais espelha o om de comunicação da emp esa, o
websi e
da
S a up
B aga conjuga oda a in o mação ele an e sob e a a i idade da unidade de negócio da
In es B aga. A linguagem u ilizada é iel à imagem jo em e descon aída do
Hub
de Ino ação e é a
pla a o ma mais indicada pa a consul a pa a ob e mais in o mação ela i amen e aos seus p og amas
e
modus ope andi
.
• Comunicação
o line
A a i idade da
S a up
B aga jus i ica a p e e ência de canais e es a égias de comunicação
online
. A
incubação i ual em um peso signi ica i o nes a opção, uma ez que os canais de comunicação
online
pe mi em a comunicação com odas as
s a ups
da comunidade de o ma imedia a e iguali á ia. Pa a
além disso, e i ica-se uma adap ação ao uni e so das
s a ups
, em ge al, e do p óp io ecossis ema
emp eendedo que oco e, essencialmen e, na es e a
online
.
10
Con udo, embo a o con ac o
online
seja a p incipal opção em g ande pa e dos casos, a comunicação
o line
na comunidade da
S a up
B aga em um ca á e mui o o e, de ido à p óp ia dinâmica do edi ício
e espaços comuns, que possibili am o con ac o en e odos. Ve i ica-se um g ande c uzamen o de
in o mação e pa ilha de ideias en e as á ias equipas, an o o malmen e, com a ealização das
ech
sessions
, como em con ex o in o mal, nomeadamen e momen os de con e sa nos espaços comuns do
edi ício ou nos á ios esc i ó ios.
Po ou o lado, há uma o e apos a em es a égias de comunicação
o line
di igidas aos públicos
ex e nos. A
S a up
B aga em um luga de des aque nos média egionais com a publicação de no ícias
em di e sos meios, como é o caso dos jo nais Co eio do Minho, Diá io do Minho, ComUM (Jo nal Online
da Uni e sidade do Minho) e ECO. Pa a além disso, há, ambém, uma o e apos a em es a égias
o line
de p omoção da ma ca, como a u ilização de supo es ísicos, como
ou doo s
e
lye s
, po exemplo, e a
p esença da equipa em di e sos e en os, an o nacionais como in e nacionais, elacionados com o
ecossis ema emp eendedo .
2.1.3 A minha expe iência de es ágio: o dia-a-dia da equipa de comunicação da
S a up
B aga
A minha expe iência de es ágio cu icula na
S a up
B aga oi bas an e a i a e di e si icada. Du an e
es e pe íodo, pude p esencia o desen ola de alguns p og amas e a i idades do
Hub
do Município, que
me pe mi i am con ac a com di e en es e en es da á ea da comunicação. Pa a além disso, po se
a a de uma unidade de negócio da In es B aga, sendo a sua a i idade o emen e in luenciada pela
emp esa-mãe, i e a opo unidade de abalha di e amen e com ou as unidades de negócio e
comp eende mais acilmen e a sua es u u a. O abalho que desen ol i ao longo do es ágio oi o ien ado
pela coo denado a de comunicação e
Ma ke ing
da In es B aga e odas as a e as de comunicação o am
dis ibuídas en e nós. Embo a, a o ien ação do meu abalho e desempenho enha sido ei a,
maio i a iamen e, pela coo denado a de comunicação, odos os memb os da equipa da
S a up
B aga
i e am uma posição a i a no deco e do meu es ágio e acompanha am o abalho de comunicação que
oi ei o. Po se a a de uma equipa ela i amen e eduzida, ao longo des es cinco meses es i e en ol ida
em oda a a i idade da
S a up
B aga e i e a opo unidade de con ac a com odas as á eas de a uação
da equipa.
11
• Redes Sociais &
Websi e
O meu p imei o con ac o com a comunicação da
S a up
B aga oi ei o a a és das suas edes sociais.
Depois da ealização de um diagnós ico de comunicação e análise dos con eúdos publicados
online
,
comecei po c ia p opos as de
copyw i ing
pa a u u as publicações. Com a ap oximação do sé imo
p og ama de acele ação, os con eúdos es a am elacionados, essencialmen e, com a cap ação de
insc ições pa a o p og ama e di ulgação de in o mação ele an e sob e o mesmo. Pa alelamen e, oi-me
colocado o desa io de c iação de um no o plano de comunicação pa a as edes sociais, que pe mi iu o
desen ol imen o da minha c ia i idade em unção do planeamen o de con eúdos e das minhas
capacidades em
copyw i ing
.
Embo a, no pe íodo de es ágio enha abalhado essencialmen e com as edes sociais
Facebook
e
Ins ag am
, o
LinkdIn
oi, sem dú ida, o g ande oco pa a a comunicação digi al dos p og amas da
S a up
B aga, especialmen e, pa a o sé imo P og ama de Acele ação. Des e modo, i e a opo unidade de
conhece melho a ede e pô em p á ica os conhecimen os adqui idos a é ao momen o.
Pos e io men e, comecei a abalha no
websi e
da
S a up
B aga e, endo acesso ao
backo ice
do
si e
,
as minhas a e as de comunicação passa am a inclui a a ualização de con eúdos sob e os p og amas,
a comunidade e a ede de men o es, pa cei os e
co po a e iends
, assim como, o ca egamen o de
no as no ícias e p óximos e en os da agenda.
Es a expe iência e con ac o com a comunicação digi al do
Hub
de Ino ação p opo cionou o
desen ol imen o não só das minhas
skills
em comunicação, como ambém, a ap endizagem do modelo
de negócio e dos seus emas en ol en es. A publicação de con eúdos sob e os p og amas e os seus
Figu a 5 – O ganog ama equipa S a up B aga du an e a
expe iência de es ágio
Fon e: S a up B aga
12
p oje os implicou um ce o conhecimen o da á ea, exigindo, da minha pa e, a ealização de pesquisa
elacionada com os e icais de a uação da
S a up
B aga, ap o undando os meus conhecimen os sob e
o ecossis ema emp eendedo e o uni e so das emp esas de base ecnológica.
Desde o p imei o dia que a equipa con iou o almen e no meu abalho pa a pô em p á ica os meus
conhecimen os em comunicação nas edes sociais, o nando a minha expe iência mui o mais
en iquecedo a. Es e abalho oi complemen ado com o planeamen o de es a égias de comunicação
pa a as edes sociais e ou as suges ões pa a implemen ação que semp e o am mui o bem ecebidas
pela equipa.
•
B anding
&
Design
O abalho com as edes sociais oi a ala anca que me pe mi iu ap o unda os meus conhecimen os e
expe iência em
b anding
e
design
. Habi ualmen e, a c iação da iden idade isual dos p og amas da
S a up
B aga é ei a po agências de comunicação ex e nas, con udo, alguns con eúdos u ilizados nas
edes sociais, que pa em da de i ação da imagem ge al c iada pela en idade ex e na, são desen ol idos
in e namen e. Assim, pude desen ol e as minhas capacidades na c iação de
pos s
pa a as edes sociais,
com a explo ação de di e en es pla a o mas, como o
Illus a o
,
Pho oshop
e
Can a
.
Pa a além de oda a comunicação
online
e c iação de imagens di ecionadas pa a a comunidade e pa a
o público em ge al, con ibui, ambém, pa a a c iação e desen ol imen o do
design
a aplica aos supo es
ísicos u ilizados em algumas a i idades e p og amas do
Hub
de Ino ação. O sé imo p og ama de
acele ação da
S a up
B aga implicou a c iação de ma e iais de
design
aplicados em
o ems
, íp icos,
bookle s
e
me chandising
pa a e o ça a iden idade do p og ama nos
boo camps
a deco e . Enquan o
depa amen o de comunicação da
S a up
B aga, abalhámos com a agência esponsá el pelo
b anding
e
design
do p og ama e desen ol emos alguns des es supo es, com a aplicação do con eúdo in o ma i o
aos ma e iais de
design
.
Des e modo, pa a além de ap o unda as minhas capacidades com a c iação de con eúdos, es a
expe iência indicou-me uma no a ealidade onde não só é ei a a p epa ação do con eúdo, mas, ambém,
a sua aplicação a supo es eais. Es e aspe o pe mi iu-me desen ol e uma melho pe ceção sob e os
aspe os necessá ios pa a a sua conc e ização, como os cus os necessá ios, as medidas a u iliza e ou o
ipo de ques ões écnicas associadas.
13
• P og ama
iTech Tou ism
Pa a além de e es emunhado a conc e ização do sé imo p og ama de acele ação da
S a up
B aga, os
cinco meses de es ágio na equipa pe mi i am que con ibuísse pa a o desen ol imen o de um no o
p og ama de acele ação, o
iTech Tou ism
, des inado a equipas p oje os com base ecnológica que
o e eçam soluções ino ado as pa a o se o do u ismo. Embo a o p og ama enha deco ido após o meu
pe íodo de es ágio, i e a opo unidade de isualiza oda a sua c iação.
Iniciei a minha a i idade nes e p og ama com a pa icipação em euniões de
b ains o ming
de
desen ol imen o do p og ama e o con ac o com a agência de comunicação esponsá el pela c iação da
imagem do
iTech Tou ism
. Pa alelamen e, con ibui pa a a c iação da iden idade do p og ama e iz a
sua adap ação pa a os ex os a inclui no seu
websi e
.
O lançamen o do p og ama ao público oi, sem dú ida, uma das expe iências mais en iquecedo as que
e i ei do seu desen ol imen o. A es a égia u ilizada esul ou de uma ideia que inha como obje i o
ap oxima , desde o início, emp eendedo es,
s a ups
e oda a ede de men o es e especialis as do
co e
business
do p og ama - o u ismo. A sessão de lançamen o deco eu no Bom Jesus do Mon e, um dos
locais mais u ís icos da cidade de B aga, depois de uma iagem ealizada num au oca o elé ico dos
T anspo es U banos de B aga (TUB) com a con ex ualização his ó ica de á ios locais da cidade. O
planeamen o des a es a égia es imulou a minha c ia i idade com o planeamen o de um e en o de aiz.
Depois do seu lançamen o, o oco do abalho de comunicação passou a se a a ualização dos con eúdos
do
si e
, com a inse ção de no os men o es do p og ama e in o mação sob e os
boo camps
, ho á ios e
a igos do blog. Pa a além do con ac o es abelecido com os públicos ex e nos da
S a up
B aga a pa i
das edes sociais,
websi e
e, em alguns casos,
e-mail
, oi, ambém, ei o o con ac o com a p óp ia
comunidade da
S a up
B aga e oda a ede, pa a consegui cap a o in e esse de equipas e
emp eendedo es ligados à á ea da ino ação do u ismo.
• Comunicação In e na e Apoio à Comunidade
A comunidade da
S a up
B aga ep esen a um núme o signi ica i o de
s a ups
e oda a a i idade
des inada aos emp eendedo es que cons i uem es e ecossis ema não pa a, exigindo um con ac o
cons an e en e odos. Des e modo, a ges ão de oda a comunicação in e na, an o na equipa da
S a up
B aga como na sua comunidade, oi, sem dú ida, a á ea que mais cap ou o meu in e esse.
14
A minha expe iência nes e campo começou com a análise dos canais de comunicação u ilizados na
comunidade: a linguagem e om u ilizados, os con eúdos pa ilhados em cada canal e a inalidade de
cada um. Uma das minhas esponsabilidades passou pela pa ilha de con eúdos com a comunidade, no
Slack
, sob e a a i idade a deco e na
S a up
B aga, a a és de mensagens de incen i o pa a a
pa icipação nas sessões e a pa ilha de in o mação ú il. Em adição, usei ambém o
e-mail
pa a con ac a
com a comunidade, e o çando as mensagens pa ilhadas p imei amen e no
Slack
e di ulgando
in o mação com um maio ní el de de alhe sob e as a i idades a deco e , como os con eúdos das
sessões, os men o es e especialis as p esen es, ho á ios e p og amação.
Em con ex o in o mal, con ac ei com a comunidade a pa i de um g upo c iado no
Wha sapp
, pa a ge a
uma in e ação mais descon aída e pessoal en e as
s a ups
. Es e canal oi, ambém, mui o ú il pa a
uma comunicação ápida e simples, como a di ulgação de in o mações de úl ima ho a ou con eúdos
elacionados com os espaços de abalho das
s a ups
incubadas isicamen e.
Pa a além da di ulgação e pa ilha de in o mação necessá ia com a comunidade, o meu abalho na
á ea da comunicação in e na incluiu o desen ol imen o de es a égias de engajamen o en e o
Hub
de
Ino ação e as
s a ups
da comunidade, assim como, en e as p óp ias
s a ups
. Embo a enha eco ido
a alguns canais de comunicação
online
, es e ipo de con ac o e e uma e en e
o line
mui o o e. As
co po a e alks
,
ech sessions
e ou as a i idades p opo ciona am momen os
o line
, po euni em as
s a ups
no mesmo espaço, acili ando o seu con ac o e comunicação. Em cada sessão oi p epa ado
um momen o de
co ee b eak
ou um espaço pa a con í io, com o obje i o de p opo ciona o con ac o
in o mal en e odos, o alecendo o sen imen o de comunidade. Pa a além disso, a dinâmica do edi ício
acili ou o con ac o com as
s a ups
e, uma ez que, pa e da a i idade da
S a up
B aga en ol e a
pa icipação da sua comunidade, em mui os casos, a p imei a opção de con ac o e a ísica e in o mal.
Associadas à á ea da comunicação in e na, as dinâmicas de
eam building
, especialmen e em épocas
es i as o am, ambém, uma das a e as que ealizei com a comunidade da
S a up
B aga. Uma das
a i idades oco eu na época na alícia de 2021, com a pa icipação de algumas equipas na mon agem
de á o e de na al e deco ação dos espaços comuns do edi ício. Pa a além disso, o am, ainda, c iados
pos ais e
playlis s
de Na al e ou as ações de ag adecimen o a odas as
s a ups
pelo seu en ol imen o
na comunidade.
Ao longo des a expe iência, es i e, ambém, en ol ida no desen ola de es a égias de comunicação
di ecionadas ao g upo de
s a ups
que o ma am o sé imo p og ama de acele ação da
S a up
B aga. A
escolha dos canais de comunicação
online
não so eu g andes al e ações quando compa ada com a
21
não esul am em
s a ups
e podem a é mos a -se óxicas pa a o seu c escimen o. Os au o es
escla ecem:
Os emp eendedo es ago a en endem o p oblema, nomeadamen e que as
s a ups
não são
simplesmen e pequenas e sões de g andes emp esas. As emp esas execu am modelos de
negócio onde os seus clien es, os seus p oblemas e as ca ac e ís icas do p odu o são odos
conhecidos. Em con as e, as
s a ups
ope am a pa i de um modelo de p ocu a, en ando
encon a um me cado que seja en á el e epe í el. (p.13)
Em adição, Ries (2011) apon a, ainda, pa a um lado di e en e das
s a ups
, que não as en ende apenas
como um p odu o ino ado que pode á ou não e sucesso no me cado, mas sim como uma ins i uição
que, como ou as emp esas, é cons i uída po pessoas e é cons uída ao longo do empo. A sua
pe spe i a ap oxima-nos de um no o concei o de p odu i idade p esen e em
s a ups
onde o seu
p og esso não se mede pela quan idade de coisas que são p oduzidas ou do quão a duamen e abalham
as equipas pa a a ingi o sucesso, mas sim pelas ap endizagens e i adas des e mesmo p ocesso. O
au o ale a pa a a impo ância de odas as a i idades ex e io es ao desen ol imen o do p odu o no
sucesso da
s a up
:
Ainda assim,
s a ups
de sucesso es ão cheias de a i idades associadas à c iação de uma
ins i uição: con a a colabo ado es c ia i os, coo dena as suas a i idades e c ia uma cul u a
o ganizacional que en egue esul ados. F equen emen e pe demos de is a o ac o de uma
s a up
não se a a apenas de um p odu o, uma descobe a ecnológica, ou a é uma ideia
b ilhan e. Uma
s a up
é mais do que a soma das suas pa es: é uma emp esa ex emamen e
humana. (p.28)
3.2.1 O caso da emp esa
In ui
Ries (2011) dá-nos a conhece o caso especí ico da
In ui
, uma emp esa de ecnologia que ap esen a
soluções de
so wa e
pa a ges ão de inanças nas emp esas. A emp esa ame icana oi undada em 1983
e o au o az e e ência à sua aje ó ia e c escimen o enquan o
s a up
.
Embo a, nos p imei os anos de ida enha c escido de o ma exponencial, no início dos anos 2000 a
In ui
começou a en en a alguns desa ios, nomeadamen e a sua capacidade de ino ação num mundo
cada ez mais compe i i o. Face a uma si uação de dec éscimo e iden e, os undado es da
In ui
iaja am
22
a é às o igens da c iação da emp esa pa a consegui pe cebe as p incipais causas do seu p oblema.
(Ries, 2011, p.32)
Pe an e uma análise e consul o ia de E ic Ries, os undado es da
In ui
pe cebe am que o seu p incipal
p oblema esul a a da aplicação de mé odos adicionais de ges ão que já não inham esul ados
posi i os na sua pe o mance. O ní el de expe imen ação do p odu o e a baixo, po se ac edi a que oda
a equipa inha as compe ências e conhecimen os necessá ios pa a lança o p odu o no me cado no
momen o que conside asse o co e o. Con udo, ace a um ní el baixo de endas do p odu o e
descon en amen o ge al po pa e dos seus clien es, os undado es en ende am a necessidade de uma
e o mulação da cul u a de ges ão da emp esa que dependia, p imei amen e, da modi icação da p óp ia
cul u a o ganizacional. (Ries, 2011, p.33)
Pos o is o, os líde es da emp esa, com a ajuda de E ic Ries, começa am po comunica aos seus
colabo ado es o seu aciocínio e a necessidade de e o mulação do p ocesso de ges ão. Em ez de
o dena a e as de imedia o aos seus colabo ado es, os undado es da
In ui
iden i ica am o p oblema
jun o das suas equipas e explica am a impo ância da mudança a aze . A mensagem ansmi ida passou
pela cla i icação da de inição de
s a up
e do p oblema e i icado, ou seja, a aplicação de medidas de
ges ão adicionais, ao in és de um mé odo mais e icaz e adequado pa a
s a ups
, baseado na
expe iência con ínua do p odu o. A comunicação oi ei a de o ma cla a e obje i a e a linguagem u ilizada
indicou um ní el de maio p oximidade com os colabo ado es, endo em con a a meno igidez na
hie a quia da o ganização. Ries (2011) desc e e o momen o:
O que acon eceu a segui es á g a ado na minha memó ia. O
CEO
B ad Smi h es e e sen ado
jun o a mim enquan o eu ala a. Quando eu acabei, ele le an ou-se e disse a odos os
colabo ado es da
In ui
, “Pessoal, ouçam lá. Vocês ou i am a de inição do E ic sob e uma
s a up
. Tem ês pa es e nós aqui na
In ui
encaixamos nessas ês pa es da de inição.”
(pp.34-35)
Depois des a comunicação, apidamen e se iniciou uma o ina de es es e expe iências do p odu o,
acili ada pela colabo ação en e equipas e depa amen os e aquisição de
eedback
po pa e dos seus
consumido es. Com um núme o signi ica i o de expe iências e es es, oi possí el ga an i a sa is ação
dos seus clien es e c ia um negócio sus en á el. No undo, es e sucesso esul ou de uma e o mulação
comple a da p óp ia cul u a da emp esa e dos mé odos de abalho das equipas. Pa a além dos
esul ados posi i os, ambém os colabo ado es se sen i am mais mo i ados e p epa ados pa a a
ealização de no as expe iências e desa ios. (Ries, 2011, p.35)
23
Ries (2011) de ende que es a mudança só é possí el se a lide ança da
s a up
es i e p on a pa a in es i
nas equipas e mo i a os seus colabo ado es em o no des e
mindse
. O au o ealça a impo ância da
comunicação de qualque mudança na emp esa a odas as equipas e que se assegu e a de ida o mação
e capaci ação dos p óp ios colabo ado es pa a os no os desa ios que en en am:
A lide ança implica a c iação de condições que pe mi am que os colabo ado es ealizem
odo o ipo de expe iências que o emp eendedo ismo eque . Po exemplo, as mudanças na
Tu boTax
pe mi i am à equipa da
In ui
desen ol e quinhen as expe iências po empo ada
iscal. An es disso, os
ma ke ee s
com g andes ideias não consegui iam aze esses es es
mesmo que quisessem, po que não inham um sis ema em igo capaz de aze as
mudanças no
websi e
de o ma ápida. A
In ui
in es iu em sis emas que aumen a am a
elocidade em que os es es podem se cons uídos, implemen ados e analisados. (Ries,
2011, p.35)
3.3 A impo ância da cul u a o ganizacional e comunicação in e na nas emp esas: b e e con ex o
Analisa a cul u a i ida numa emp esa eme e, p imei amen e, pa a o es udo das cul u as p esen es na
sociedade. Coyle (2018) a i ma que “Cul u a a a-se de um conjun o de elações i as onde se abalha
em di eção a um obje i o comum”. (p.10) Es e abalho cole i o susci a o c escimen o da con iança en e
se es humanos, an o na ida em ge al como no local de abalho.
À luz de Sinek (2009), uma o ganização ou emp esa pode se en endida como uma cul u a. O au o
cla i ica:
Uma emp esa é uma cul u a. Um g upo de pessoas que se jun a am em o no de um conjun o
de alo es e c enças. Não são p odu os ou se iços que unem a emp esa. Não é o amanho e o
pode que o nam uma emp esa o e, é a cul u a - o o e senso de c enças e alo es que odos,
desde o
CEO
a é ao ececionis a pa ilham. (p.99)
Em meados do século XX o concei o de cul u a o ganizacional começou a ganha impo ância de ido às
suas an agens pa a as o ganizações, en endidas como mini-sociedades. Es a e olução ab iu caminho
pa a o apa ecimen o de uma co en e de pensamen o que alo iza as c enças pa ilhadas nas
o ganizações como pad ões cul u ais, à medida que os memb os desempenham as suas unções. Es e
pensamen o conduziu ao abandono da de inição de o ganização como um sis ema me amen e acional
24
e cen ado no me cado, sendo subs i uída po um no o concei o, que en ende as o ganizações como
“luga es de emoção, sen imen o, imaginação e con li o” (Ruão, 2016, p. 64).
A e olução dos es udos sob e cul u a o ganizacional pe mi iu o su gimen o de no as pe spe i as
elacionadas com a á ea da comunicação que de endem a cons ução da cul u a o ganizacional a pa i
de p ocessos comunica i os. Ruão (2016) ac escen a:
A cul u a o a, aliás, de inida pelo an opólogo de enome Edwa d T. Hall (1994) como um
“pad ão de comunicação”, já que e ia po base uma comunidade assen e em elações
comunica i as. Con ibuições como es a e ão le ado alguns in es igado es a conside a em que
a cul u a o ganizacional se ia c iada pelo desen ol imen o de mensagens, ace ca da o ganização
e da sua iden idade, ansmi idas po canais o mais e in o mais. (p.76)
A comunicação nas o ganizações em e oluído, passando de uma pe spe i a comunicacional mais
acional e in o ma i a, pa a uma pe spe i a que abalha o p óp io ambien e i ido na o ganização. Es e
pensamen o su ge numa al u a em que se e i ica que as o ganizações já não se cons i uem como
“ambien es o denados e acionais” (Ruão & Kunsch, 2014, p.8), mas sim como luga es “ u bulen os e
globalizados” (Ruão & Kunsch, 2014, p.8). Assim, pa a além da ansmissão de mensagens, a ualmen e,
a comunicação o ganizacional em ambém um oco mui o impo an e pa a as “ques ões polí icas,
p oblemá icas de géne o, p á icas cul u ais ou pa icula idades” (Ruão & Kunsch, 2014, p.8) das
o ganizações.
3.3.1 A comunicação in e na como a o essencial no desen ol imen o de uma cul u a o ganizacional de
sucesso
A comunicação o ganizacional pode se analisada a pa i de duas es e as: a in e na e a ex e na (Ruão,
2016, p.36). In e namen e, a comunicação ge a a oca de in o mações, pe mi indo a coo denação de
a i idades e, ex e namen e, a comunicação ecolhe in o mações sob e o meio ambien e, opo unidades
e ameaças.
Podendo ap esen a á ias de inições, a comunicação in e na pode se en endida como uma das ace as
da comunicação o ganizacional e de ini -se como a ges ão das in e ações en e os á ios públicos de
uma o ganização, as elações es abelecidas en e colabo ado es e odos os p ocessos comunica i os
que oco em numa o ganização, sejam eles o mais ou in o mais (Welch & Jackson, 2007, p. 5).
25
É a pa i da comunicação in e na que oco e a ansmissão de in o mação an o a ní el o mal, a pa i
dos canais e hie a quia o mal da o ganização, como a ní el in o mal, a pa i de canais não o iciais que
não seguem a es u u a hie á quica da o ganização. Pa a além disso, a comunicação in e na po encia
não só a comunicação descenden e ( ansmissão de in o mação do opo da hie a quia pa a baixo) como
a delegação de a e as ou unções, como, ambém, a comunicação ascenden e (dos ní eis mais baixos
da hie a quia pa a o opo) sob a o ma de
eedback
, po exemplo (Ruão, 2016, p. 49).
De aco do com a pe spe i a de Welch e Jackson (2007), a comunicação in e na pode se pe cecionada
a pa i de qua o g andes obje i os. O p imei o a se mencionado passa po “con ibui pa a as elações
in e nas” e eme e pa a a impo ância do comp omisso dos colabo ado es pa a com a o ganização, uma
ez que, ansmi e o seu ní el de lealdade e iden i icação com a mesma. Ou o g ande obje i o
co esponde à “p omoção de um sen ido de pe ença posi i o nos colabo ado es”, endo em con a a
g ande a iedade de es udos que indicam que a mo i ação no abalho é in luenciada, em g ande pa e,
pelo sen ido de pe ença, que pode esul a da pa ilha dos mesmos alo es e c enças en e os memb os
da o ganização. Po im, os au o es mencionam, ainda, como p incipais obje i os, o “desen ol imen o
da consciência da mudança ambien al” e “o desen ol imen o da comp eensão da necessidade da
e olução da o ganização como espos a ou, em an ecipação, à mudança ambien al” e a i mam que a
comp eensão e acei ação de no as es a égias pa a a mudança ambien al e e olução da o ganização
con ibuem pa a a ge ação de comp omisso po pa e dos colabo ado es (Welch & Jackson, 2007, p.
12).
O desen ol imen o de es a égias de comunicação in e na e icazes é cada ez mais impo an e, ao
con ibui pa a o es abelecimen o de um ambien e o ganizacional posi i o. A cul u a e a comunicação
in e na co espondem a duas g andes in luências na ge ação de um clima a o á el na emp esa e maio
comp omisso po pa e dos colabo ado es, o que, consequen emen e, con ibui pa a maio es ní eis de
sa is ação e mo i ação no abalho. (Welch & Jackson, 2007, p.15)
Ve i ica-se, ainda, uma dualidade na elação en e comunicação in e na e cul u a, sendo que “a
comunicação in e na es á p esen e num clima comunicacional in luenciado pela cul u a o ganizacional.
Ao mesmo empo, a comunicação in e na in luencia a cul u a o ganizacional, uma ez que ep esen a a
cul u a em si”. A cul u a o ganizacional é de inida com base em p ocessos comunica i os e é a pa i da
comunicação que os alo es, c enças e i uais, po an o a cul u a da emp esa, são ansmi idos aos
colabo ado es. (Welch & Jackson, 2007, p.16)
26
Coyle (2018), az e e ência às p incipais ca ac e ís icas p esen es em g upos onde se e i ica uma
cul u a o ganizacional o e e de sucesso. O au o ala em aspe os como a p oximidade ísica e ges os
de saudação, a audição a i a e a en a ao que é pa ilhado po cada elemen o do g upo, pequenos a os
de co esia, a os e pala as de ag adecimen o e, ainda, o humo . (Coyle, 2018, p.15) Es a ideia é
e o çada po Ruão (2016) que ale a pa a a impo ância da comunicação não e bal:
A comunicação não- e bal e e e-se a odas as mensagens que oco em po meios que não os
alados ou esc i os, e que são equen emen e negligenciados ou conside ados insigni ican es no
p ocesso de comunicação. Con udo, es a o ma de comunicação comp eende uma g ande pa e
do compo amen o humano, já que ce ca de 90% das nossas in e ações comunica i as podem
acon ece po meio de códigos não- e bais (Gabbo & Hogg, 2000), sendo po isso cen al à ida
social, nomeadamen e àquela que oco e em ambien e o ganizacional. (pp.50-51)
A minha expe iência de es ágio pe mi iu-me obse a e expe iencia a cul u a o ganizacional e
comunicação in e na não só na equipa da
S a up
B aga como na p óp ia comunidade de
s a ups
que
o
Hub
de Ino ação ag ega. Ações como a audição a i a, pala as de ag adecimen o, u ilização do humo
e a inse ção num ambien e que ansmi e segu ança e con o o são exemplos de es a égias que pude
expe iencia e que ca ac e izam uma cul u a o ganizacional de sucesso. Coyle (2018) apoia es a
pe spe i a e menciona, ainda, algumas es a égias que podem guia os líde es das emp esas na c iação
da sensação de segu ança jun o dos seus colabo ado es, como pala as de a i mação e ag adecimen o,
eedback
e anspa ência, mesmo em momen os de maio ulne abilidade. (p.61)
Com a aplicação des as es a égias, a
S a up
B aga ep esen ou, pa a mim, um exemplo a segui no
que oca à ge ação de segu ança na o ganização. Ve i iquei, dia iamen e, uma cul u a que alo iza o
eedback
, a os de ag adecimen o, comunicação e e i a e anspa en e e cuidado no con ac o com o
ou o. Ações banais como se i ca é aos memb os da equipa, o ganiza a sala e sec e á ias o am
ealizadas pelo p óp io líde , o que ai ao encon o da pe spe i a de Coyle (2018) que de ende que uma
das es a égias e icazes na ge ação de segu ança na equipa es á elacionada com a e as banais como
“apanha o lixo” (p. 67) pelos p óp ios líde es.
A implemen ação des as es a égias ambém comunica os alo es da emp esa. Os g upos de maio
sucesso no mundo emp esa ial apos am em es a égias semelhan es como o ma de c ia um a ol
in e no que conduza os seus colabo ado es em di eção ao mesmo obje i o. Quando se e i ica a pa ilha
de alo es e c enças numa o ganização, há a o mação de uma cul u a o ganizacional o e e é des a
o ma que o sucesso da emp esa é ga an ido (Sinek, 2009, p. 105).
27
Yohn (2014) e o ça es a ideia e de ende que o p ocesso de cons ução de uma ma ca em que começa
in e namen e, pela p óp ia cul u a o ganizacional e comunicação in e na:
A sua ma ca não pode se só uma p omessa; em que se uma p omessa en egue. Po an o, o
seu pon o de pa ida é cul i a uma cul u a in e na co po a i a o e que se alinhe e in eg e com
a ma ca. A segui , p ecisa de euni odos os
s akeholde s
ex e nos em o no des es alo es
cul u ais comuns. E, inalmen e, p ecisa de usa a cul u a pa a o imiza as ope ações da
emp esa e engaja oda a gen e que abalha na ma ca em en ega uma expe iência de
consumido ocada e única. (p.20)
3.4 A impo ância do
G ow h Hacking
e a sua in luência na cul u a o ganizacional de
s a ups
O ambien e de ex ema ince eza em que as
s a ups
a uam e a sua dimensão implicam es a égias
menos exigen es a ní el de ecu sos humanos e inancei os. Assim, ao con á io das emp esas
adicionais onde, habi ualmen e, se e i ica um núme o mais ele ado de colabo ado es e uma sepa ação
ígida en e depa amen os e equipas, em
s a ups
e i ica-se, ulga men e, uma cul u a de
g ow h
hacking
, ca ac e izada po um mé odo de abalho que jun a p o issionais de desen ol imen o do
p odu o,
Ma ke ing
e endas em equipas he e ogéneas, ompendo com as ba ei as adicionais en e o
Ma ke ing
e a engenha ia (Ellis & B own, 2017, p. 23).
O obje i o de uma cul u a de
g ow h hacking
numa
s a up
é c ia equipas mul i uncionais, cons i uídas
po memb os de odos os depa amen os, como
ma ke ee s
, engenhei os, ges o es de p odu o,
da a
scien is s
, de o ma que os seus conhecimen os se undam e a sua colabo ação pe mi a o
desen ol imen o de um p odu o e das suas es a égias de
Ma ke ing
de maio sucesso. (Ellis & B own,
2017, p. 16) Ellis e B own (2017) escla ecem que mesmo em
s a ups
com equipas eduzidas, é um
desa io cons an e incen i a ao abalho colabo a i o en e odos e que “as
g ow h eams
podem ali ia
es as ensões se o ei a uma ges ão co e a e se oda a equipa o incen i ada e ecompensada po
a ingi obje i os comuns e c ia esul ados signi ica i os pa a a emp esa.” (p. 63)
Em g ande pa e das emp esas ainda p e alece o modelo adicional com as equipas de desen ol imen o
do p odu o,
Ma ke ing
, endas e engenha ia de idamen e dis anciadas e com as suas unções (Ellis &
B own, 2017, p. 23). As g andes ba ei as de comunicação es abelecidas en e as á eas di icul am o
con ac o e in e ação en e os depa amen os, o que esul a em p ocessos de desen ol imen o de p odu o
e do seu plano de
Ma ke ing
mais len os. Con udo, endo em con a o ambien e de ex ema ince eza em
28
que as
s a ups
a uam, há uma endência pa a op a po mé odos mais ápidos e menos exigen es
mone a iamen e, como é o caso da cul u a de
g ow h hacking
. Ellis e B own (2017) ap esen am os
p incipais elemen os que cons i uem es e mé odo:
• “A c iação de uma equipa mul i ace ada ou um conjun o de equipas que êm queb a as
ba ei as adicionais en e o
Ma ke ing
e desen ol imen o do p odu o e combinam os seus
alen os;
• O uso de pesquisa quali a i a e análise de dados quan i a i os de o ma a ob e in o mação
sob e o compo amen o e p e e ências dos consumido es;
• A ápida ge ação e es agem de ideias e o uso de mé icas igo osas pa a a alia e, depois,
agi a pa i dos esul ados ge ados.” (p. 16)
A cul u a de
g ow h hacking
em
s a ups
, em opo -se à isão mais an iga e adicional do
Ma ke ing
que
de ende a ealização de es a égias g andiosas de p omoção dos seus p odu os, como se se a asse de
um “
blockbus e mo ie
” (Holiday, 2013, p.14) o que en ol e, ob iga o iamen e, cus os mais ele ados.
No en an o, em oposição às emp esas adicionais que ainda op am po es e ipo de es a égias, as
s a ups
não podem co e o isco de alha , pelos cus os inancei os en ol idos. Como e e ido
an e io men e, os in es imen os iniciais em emp esas
high g ow h
são, habi ualmen e, ei os pelos
p óp ios undado es e pelos seus amilia es, o que comp o a o ambien e inancei amen e ins á el onde
se inse em e jus i ica a p ocu a de es a égias mais acessí eis em ecu sos inancei os e menos exigen es
no núme o de ecu sos humanos.
Ellis e B own (2017) e o çam a impo ância da c iação de equipas de
g ow h
pa a o c escimen o e
sucesso das emp esas e exempli icam com o caso da emp esa
Bi To en
em 2012 (pp.36-40). Assim
como em g ande pa e das emp esas, a
Bi To en
ap esen a a uma es u u a o ganizacional onde cada
depa amen o inha as suas unções e esponsabilidades. Enquan o a equipa de desen ol imen o do
p odu o se es ingia à c iação do p odu o e de inição das suas ca ac e ís icas, a equipa de
Ma ke ing
e a esponsá el pelo desen ol imen o de es a égias de
b anding
, publicidade e
Ma ke ing
digi al pa a
a ai consumido es. De aco do com Ellis e B own (2017), “os dois g upos a amen e colabo am, cada
um ocado nas suas p io idades, endo pouca ou nenhuma in e ação.” (p.37). Po ém, com o
desen ol imen o de uma no a aplicação e o seu lançamen o no me cado, chegou-se à conclusão de que
se ia necessá ia uma e o mulação do mé odo de abalho, uma ez que o impac o no me cado não oi
o espe ado e os esul ados não o am posi i os. (Ellis & B own, 2017, p.37)
29
Pe an e es e cená io, a
Bi To en
con a ou uma especialis a com o ca go de
P oduc and Ma ke ing
Manage
com o obje i o de in eg a a equipa de
Ma ke ing
e con ibui pa a o sucesso da aplicação jun o
dos seus consumido es. Con udo, ao con á io do espe ado, a no a con a ação da emp esa queb ou as
ba ei as de con ac o en e os á ios depa amen os e passou a comunica di e amen e com a equipa
de p odu o sob e as no as es a égias de e enção e mone ização do p odu o. A especialis a ealizou
alguma pesquisa, endo como base ques ioná ios ealizados ao consumido e análise de dados da
emp esa ela i os ao compo amen o dos usuá ios com o p opósi o de apoia a de inição de no as
campanhas de
Ma ke ing
mais e icazes. Após a ecolha das suas conclusões, os
insigh s
ecolhidos
o am ansmi idos à equipa de p odu o, com o in ui o de abalha em conjun o em di eção a uma
solução de melho ia da aplicação. No en an o, endo em con a a cul u a p esen e na Bi To en , com
uma o e delineação de á eas e depa amen os e comunicação eduzida en e eles, “ela apanhou a
equipa de p odu o um pouco desp e enida; es a oi a p imei a ez que alguém do
Ma ke ing
con ac ou
a equipa de p odu o com es e ipo de
impu
”. (Ellis & B own, 2017, p.38)
Quando o di e o sénio de p odu o da
Bi To en
pe cebeu que es a in e ação en e as equipas de
Ma ke ing
e de p odu o a ia bons esul ados, au o izou es a no a es a égia de in es igação po pa e
da equipa de
Ma ke ing
e con ac o equen e com a equipa de p odu o.
Con udo, es e ipo de colabo ação não é comum na maio ia das emp esas e e i ica-se, ainda, uma
delineação bem incada en e depa amen os e unções. Assim como se e i ica a inicialmen e na
Bi To en , em mui as emp esas p e alece uma sepa ação ígida das á ias á eas, onde a equipa de
p odu o é esponsá el pela cons ução do p odu o e de inição das es a égias de expe iência com o
consumido . Ve i ica-se, ainda, uma g ande esis ência na acei ação de no as ideias ou melho ias em
elação ao p odu o indas de ou as equipas (Ellis & B own, 2017, p. 40).
Es e ipo ensões é comum em mui as emp esas e desacele a o seu c escimen o, ao impo ba ei as no
con ac o en e depa amen os po enciadas pela di isão bem delineada de a e as e esponsabilidades e
pela g ande esis ência na colabo ação en e equipas e acei ação de no as ideias (Ellis & B own, 2017,
p. 40).
Com es e caso, Ellis e B own (2017) e o çam a impo ância da c iação de equipas de
g ow h
, pa a o
sucesso das emp esas e
s a ups
:
Mesmo que não abalhe pa a uma emp esa de ecnologia, es a ensão en e depa amen os
pode se -lhe amilia , al ez com equipas de
Ma ke ing
a ecusa as suges ões das equipas de
30
endas, ou com a equipa de pesquisa e desen ol imen o a e g ande esis ência em acei a um
pedido ecomendado pela equipa de
Ma ke ing
pa a a cons ução um p o ó ipo de um no o
p odu o. Es e é um dos p incipais p oblemas com a p á ica de di idi esponsabilidades po
depa amen os e é, p ecisamen e, po isso, como ai ap ende mais adian e, que as equipas de
g ow h
de em inclui , necessa iamen e, memb os de á ias especialidades e depa amen os.
Como a equipa da Bi To en apidamen e pe cebeu, mui as ezes, as melho es ideias p o êm
des e ipo de colabo ação mul i uncional (p. 40).
3.5 O papel undamen al da cul u a o ganizacional na c iação de um negócio en á el
O es abelecimen o de uma cul u a o ganizacional o e, pa indo de es a égias de comunicação in e na
e icazes con ibui, em g ande pa e, pa a o sucesso de qualque emp esa, especialmen e, de uma
s a up
. Pink (2009) co obo a es a linha de pensamen o com o exemplo da emp esa
Google
que
anspo ou, ao longo dos anos, o
mindse
, a cul u a e as ap endizagens desde a sua c iação enquan o
s a up
em 1998.
Tendo como base a c ença de que a au onomia dos colabo ado es e o desen ol imen o de p oje os o a
da
job desc ip ion
são ca ac e ís icas necessá ias pa a a ge ação de ino ação e es ímulo das suas
capacidades c ia i as, a emp esa
Google
enco ajou os seus colabo ado es a dedica 20% do seu empo
de abalho semanal, a um p oje o à sua escolha. Es a medida não só mo i ou os colabo ado es, pela
possibilidade de abalha em algo que ai ao encon o das suas p e e ências, como, ambém, lhes
ansmi iu o al con iança, ao pe mi i que dedicassem pa e do seu empo de abalho a um p oje o
ex e io às suas unções. Em e mos p á icos, os esul ados da aplicação des a medida o am mui o
posi i os, com c iação de p oje os de sucesso como o
Gmail
e
Google T ansla e
(Pink, 2009, p. 77).
Casos de sucesso como es e acon ecem, egula men e, em
s a ups
ou emp esas que op em po
mé odos de ges ão e cul u a o ganizacional semelhan es. A con iança, au onomia e libe dade que são
ansmi idas aos colabo ado es e a p óp ia cul u a do incen i o à expe iência e ape eiçoamen o das
capacidades de cada um são essenciais pa a o sucesso da emp esa. Es as ca ac e ís icas mani es am-
se, maio i a iamen e, em o ganizações com hie a quias mais lexí eis e ní eis ele ados de coope ação
en e os memb os da emp esa.
Sinek (2009) complemen a es e pensamen o e apon a pa a a impo ância da ge ação de con iança na
es e a in e na das emp esas. A con iança su ge no momen o de pa ilha dos mesmos alo es e c enças
37
os emas a se em es udados e, a p o undidade, endo em con a a seleção de documen os icos em
in o mação especí ica sob e o enómeno em ques ão e que podem se analisados ao po meno .
Pa a a ealização da análise, o am conside ados
websi e
s o iciais dos casos des e es udo; pla a o mas
online
de análise da cul u a o ganizacional com base em es a ís icas de a aliação da cul u a, pe ceções
sob e colabo ado es ou ex-colabo ado es, es a égias implemen adas e ce i icação de emp esas; a igos
do
blog
, inse idos no ema da cul u a o ganizacional e comunicação in e na das emp esas; e, ambém,
a ansc ição de en e is as sob e a cul u a e comunicação in e nas e o impac o que podem e nas
emp esas. Posso ac escen a que odos os documen os selecionados encon am-se disponí eis online
pa a o público em ge al.
4.1.3 Análise de con eúdo
Após a pesquisa e seleção dos documen os pa a es e es udo, oi aplicada a análise de con eúdo como
écnica de análise dos dados ecolhidos. Tendo como obje i o p incipal a análise e in e p e ação de
pe ceções sob e a cul u a o ganizacional e comunicação in e na em
s a ups
e o seu impac o nas
emp esas e nos colabo ado es, a análise de con eúdo pe mi e iden i ica ca ac e ís icas e pad ões sob e
a cul u a e comunicação in e nas nos con eúdos selecionados e com base nos esul ados ob idos, e le i
sob e o enómeno a se es udado.
Ba din (1977) de ine análise de con eúdo como “um conjun o de écnicas de análise das comunicações”
(p.31) ac escen ando que “Não se a a de um ins umen o, mas de um leque de ape echos; ou, com
maio igo , se á um único ins umen o, mas ma cado po uma g ande dispa idade de o mas e adap á el
a um campo de a aliação mui o as o: as comunicações”. (p.31)
A análise de con eúdo ep esen a um p ocedimen o u ilizado na p ocu a de conhecimen o álido, a pa i
da análise de di e sos con eúdos, desde ex os, imagens, sons ou ou o ipo de ma e iais, com o in ui o
de pe cebe o seu signi icado. (K ippendo , 2004). F anco (2018) apon a pa a a mensagem como o
elemen o cen al da análise de con eúdo, ac escen ando que pa a além da análise de mensagens
esc i as, é essencial que se en enda que a mensagem pode assumi a iadas o mas – “O pon o de
pa ida da análise de con eúdo é a mensagem, seja ela e bal (o al ou esc i a), ges ual, silenciosa,
igu a i a, documen al ou di e amen e p o ocada.” (F anco, 2018)
Es e es udo em po base a análise de con eúdo p opos a po Ba din (1977) que se di ide em á ias
e apas. A p imei a ase do p ocesso consis e na o ganização da análise, com a seleção e lei u a dos
38
con eúdos p esen es nos documen os cole ados pela pesquisa documen al; a segunda ase co esponde
à explo ação do ma e ial, a pa i do p ocesso de codi icação, com a a ibuição de códigos a eco es do
con eúdo e o p ocesso de ca ego ização, com o ag upamen o de códigos em ca ego iais ge ais; e, po
im, o a amen o dos esul ados e a sua in e p e ação. (Ba din, 1977)
4.2 Ap esen ação e análise de dados
Es a ase do es udo ep esen a a aplicação da análise de con eúdo p opos a po Ba din (1977), que
passa pela aplicação de odas as ases desc i as an e io men e aos con eúdos selecionados pa a cada
s a up
.
4.2.1 O ganização da análise
A ase de o ganização da análise passa pela ealização de uma lei u a ge al dos ma e iais ecolhidos, de
o ma a pe cebe as in o mações com maio u ilidade pa a a minha análise.
Pa a al, odos os documen os o am o ganizados, es udados e, po im, oi ei a uma seleção dos
ma e iais a se em u ilizados na p óxima ase da análise de con eúdo. Na abela seguin e, é possí el
obse a os documen os a se em conside ados.
39
4.2.2 Explo ação do ma e ial
Após a seleção dos ma e iais a u iliza pa a a análise de con eúdo, inicia-se a ase de explo ação do
ma e ial. Os documen os a analisa são cole ados e de idamen e explo ados pa a que possam se
ecolhidas as pa es dos con eúdos documen ais mais impo an es a conside a na análise. Aqui, o
p opósi o é iden i ica e in e p e a as pe ceções sob e a cul u a o ganizacional e a comunicação in e na
nos casos que ep esen am a amos a e, ambém, o impac o que es es emas podem e nas
s a ups
em ques ão, seja a ní el de esul ados ob idos pela emp esa ou, no impac o causado nos p óp ios
colabo ado es.
Ma e iais selecionados po caso
Con eúdos a analisa
In aspeak
:
Websi e
Glassdoo
– Visão ge al da página e
espos as à pe gun a “Como é a cul u a da
In aspeak
?” po colabo ado es ou ex-
colabo ado es.
Pe ceções ge ais sob e a cul u a
o ganizacional da emp esa e impac o nos
colabo ado es.
Co e lex
:
A igo do
blog
“A
Co e lex
é o melho sí io
pa a abalha em 2023 e ganha p émio na
ca ego ia de desen ol imen o humano”
Pla a o ma
online
G ea Place o Wo k
Pe ceções sob e cul u a o ganizacional,
comunicação in e na, bene ícios dos
colabo ado es e impac o emp esa ial.
Blip
:
Websi e
o icial da
Blip
A igo do
blog
“Bem-es a no abalho: c ia
uma cul u a de abe u a que en ega
esul ados”
Visão ge al sob e pe ceções de cul u a
o ganizacional e comunicação in e na,
bene ícios do bem-es a no abalho pa a os
colabo ado es e impac o uncional na emp esa
Talkdesk
:
En e is a -
Po uguese Women in Tech
(2022)
Es a égias de cul u a o ganizacional e
comunicação in e na pa a
s a ups
que
en eguem esul ados, na pe spe i a de um
colabo ado da emp esa em ques ão.
Tabela 1 – Seleção documen al
40
Nes a ase são de inidas as unidades de egis o, que co espondem à pa e especí ica dos ex os a se
analisada e as unidades de con ex o, que co espondem ao eco e de ex o ou con eúdo que
con ex ualiza a unidade de egis o. Depois da iden i icação das unidades de egis o em odos os ma e iais
selecionados pa a a análise, é ei a a codi icação po equência, com a a ibuição de códigos às
exp essões encon adas pa a mais acilmen e as ca ego iza . É, ambém, ealizada a enume ação desses
códigos nos ex os conside ados, de o ma a pe cebe a equência com que su gem nos con eúdos.
(Ba din, 1977)
Após a codi icação, p ocede-se à ca ego ização, ou seja, ao ag upamen o dos códigos encon ados em
ca ego ias ge ais que pe mi em uma comp eensão mais p o unda dos enómenos do es udo. (Anexos 7
e 8)
4.2.3 Ap esen ação e análise dos dados
Tendo como base a codi icação e ca ego ização ealizadas p e iamen e, é ei a uma análise com as
p incipais pe ceções iden i icadas nos documen os analisados, ela i amen e à cul u a o ganizacional e
comunicação in e na em
s a ups
e aos seus possí eis impac os. Pa a cada enómeno a se analisado,
são iden i icadas as p incipais ca ego ias e emas encon ados.
• A cul u a o ganizacional em
s a ups
o Cul u a o ganizacional a i a e dinâmica
Uma das p incipais pe ceções sob e cul u a o ganizacional iden i icada nos documen os selecionados
pa a es e es udo co esponde ao seu en endimen o como uma cul u a p edominan emen e a i a e
dinâmica.
De aco do com os ex os analisados são mencionadas, nos á ios con eúdos, es a égias cul u ais como
a ealização egula de
eam buildings
e ou o ipo de e en os ou es i idades na o ganização. Dos casos
ap esen ados, a
In aspeak
ep esen a a emp esa com mais con eúdo ela i amen e a es e ema, endo
como base as pe ceções pessoais dos seus colabo ado es ou ex-colabo ado es, disponí eis na
pla a o ma
Glassdoo
, que mencionam exp essões que eme em pa a comemo ações e momen os em
equipa. Além disso, e i ica-se, ainda, no caso da
In aspeak
e da
Blip
, pe ceções sob e a as emp esas
como espaços onde, pa a além do abalho, p edomina a di e são, pe cecionando a cul u a
41
o ganizacional como um ema que alo iza ques ões como o dinamismo e a in e ação en e
colabo ado es. O
websi e
o icial da
Blip
, po exemplo, ap esen a um conjun o de ex os ela i os a
es a égias cul u ais in e nas, nomeadamen e a exis ência de uma equipa especí ica pa a o planeamen o
des e ipo de a i idades – “O Minis é io da Di e são (MOF)”.
A u ilização de exp essões como “jo em” e “ esca” como adje i os que desc e em a cul u a
o ganizacional da
In aspeak
, iden i icadas nos comen á ios publicados no
websi e
Glassdoo
,
ep esen am, ambém, pe ceções sob e uma cul u a o ganizacional dinâmica e a i a. Em adição, no seu
websi e
, a equipa da
Blip
desc e e a sua cul u a o ganizacional como “Mais que um abalho. Uma o ma
de se ”, en endendo a cul u a como um es ilo de ida pa a os seus colabo ado es.
o Planeamen o es a égico da cul u a o ganizacional
Uma das pe ceções sob e cul u a o ganizacional mais assinaladas na análise documen al, co esponde
ao en endimen o da cul u a o ganizacional como um ema de idamen e es u u ado e abalhado, onde
p edomina uma o e dedicação das equipas na cons ução de p á icas e icazes de ges ão de pessoas.
Na pe spe i a de Filipa Fe ei a, p esen e na en e is a dada à comunidade
Po uguese Women in Tech
(2022) sob e a
Talkdesk
, es as p á icas de ges ão da cul u a o ganizacional e das equipas passam po
um p ocesso es u u ado de c iação de me as e “mapeamen o das equipas”.
T a ando-se de uma
s a up
que em como mo e “obsessão ex ema com os colabo ado es”, a
Co e lex
ep esen a um dos melho es casos ela i amen e à iden i icação de pe ceções sob e a cul u a
o ganizacional e o abalho ealizado em p ol do bem-es a dos colabo ado es. Em odos os casos acima
e e idos, a cul u a o ganizacional assume o mesmo alo do que qualque ou a á ea ou depa amen o.
No en an o, na
Co e lex
es e enómeno demons a e um papel ainda mais ele an e, como se pode
obse a pelas p á icas de desen ol imen o mencionadas e pelas suas “poli icas de ges ão de pessoas”.
Do pon o de is a da
s a up
, isí el no a igo selecionado pa a es a análise, es as p á icas e p ocessos
implemen ados conduzem à sua classi icação enquan o “melho emp esa na ca ego ia de
desen ol imen o humano”, ocupando o p imei o luga no “
anking bes wo kplaces
2023”.
Pa indo dos ex os analisados, e i ica-se, ainda, uma pe ceção po pa e da
Talkdesk
, sob e um pad ão
ge al das emp esas pa a a des alo ização da cul u a o ganizacional numa ase inicial de ida e, a
demons ação, pos e io men e, de algum a ependimen o pela al a de dedicação na c iação de uma
cul u a saudá el desde o nascimen o da emp esa. Pa indo da análise dos casos ap esen ados, há,
42
ainda, uma conco dância ge al ela i amen e ao in es imen o e dedicação na c iação da cul u a in e na
desde a ase de c iação da
s a up
ou emp esa, man endo-se ao longo de odo o seu pe cu so de ida.
o Cul u a de lexibilidade e bem-es a o ganizacional
Uma das e en es da cul u a o ganizacional, equen emen e e i icada nos documen os das
s a ups
analisadas, co esponde ao en endimen o da cul u a in e na como um a o de p omoção de bem-es a
na o ganização e a p e alência de polí icas de abalho lexí eis.
Uma das p incipais emá icas iden i icadas nos con eúdos analisados elaciona-se com a possibilidade
de escolha do modo de abalho p e e encial, seja ele p esencial, híb ido ou emo o. No seu
websi e
, a
equipa da
Blip
ma ca a sua posição enquan o emp esa que alo iza a lexibilidade em con ex o in e no,
a i mando que con e e a libe dade necessá ia aos colabo ado es pa a que possam escolhe o mé odo
de abalho que mais se adequa às suas necessidades.
Seguindo as ideologias iden i icadas na seleção documen al, a lexibilidade emp esa ial em como
obje i o a c iação de um espaço onde odos se sin am con o á eis no seu dia-a-dia. A possibilidade de
escolha do modo de abalho é apenas uma das pe ceções sob e as es a égias que desencadeiam o
bem-es a no abalho. No seu a igo “Bem-es a no abalho: c ia uma cul u a de abe u a que en ega
esul ados”, a
Blip
e le e sob e a impo ância da p io ização do bem-es a dos colabo ado es, sendo
que, na sua pe spe i a, é cada ez mais impo an e que as emp esas ou
s a ups
in is am em es a égias
que p omo am o bem-es a nas o ganizações, de ido ao impac o posi i o causado e ao e o ço do sen ido
de pe ença o ganizacional.
Filipa Fe ei a alida es a ideia a pa i de uma associação en e o bem-es a o ganizacional e a
pe spe i ação da o ganização como um espaço segu o, ansmisso de con o o aos colabo ado es. No
seu pon o de is a, é essencial a c iação de um luga que o e eça “segu ança psicológica”, uma ez que,
es e ipo de ambien e o ganizacional po encia o bem-es a dos colabo ado es e conduz a uma melho
pe o mance da o ganização.
o Cul u a de en eajuda e supo e
Ou a pe ceção impo an e sob e a cul u a o ganizacional em
s a ups
p esen e na análise documen al
co esponde ao apoio e supo e en e colabo ado es e equipas.
43
Nos ex os analisados há uma pe ceção o e sob e a g ande disponibilidade e acilidade em o e ece ou
pedi ajuda nes as emp esas. Exp essões como “posso pedi ajuda” ou “alguém es á p on o a ajuda ”
são á ias ezes mencionadas, especialmen e nos comen á ios de colabo ado es da
In aspeak
p e iamen e es udados.
A ideia de que exis e espaço pa a pe gun a e pedi ajuda eme e pa a o en endimen o des as
o ganizações, a pa i da análise elabo ada, como espaços onde p edomina o apoio e con iança en e
colegas – “De odas as ezes que eu peço ajuda ou que me guiem alguém es á p on o a ajuda . Não
impo a o quê ou o quão ocupada a equipa es á (mesmo se o em coisas pessoais) alguém ai ajuda
sem qualque julgamen o”.
o Inclusão e alo ização do colabo ado
Após a ealização da análise documen al das
Blip
e
Talkdesk
, pode a i ma -se que, pa a es as emp esas,
a di e sidade é um dos aspe os mais impo an es a abalha numa o ganização.
Tendo como base os con eúdos do seu
websi e
, a
Blip
a i ma que em c iado uma “cul u a o ganizacional
única” ocada na “di e sidade”. Além do mais, na sua pe spe i a, a emp esa az uma o e apos a no
o alecimen o do sen ido de pe ença e de ende que a o mação de equipas com base na di e sidade
pe mi e melho es elacionamen os en e colabo ado es e con ibui pa a uma “comunidade inclusi a,
ole an e e colabo a i a”.
Filipa Fe ei a co obo a es a ideia ao a i ma que dois dos p incipais alo es da
Talkdesk
co espondem
à di e sidade e inclusão. Po de ende as an agens que a di e sidade nas equipas pode aze às
emp esas ou
s a ups
, Filipa Fe ei a a i ma que a di e sidade cul u al é impo an e, na medida em que
az no as ideias e pe spe i as pa a o con ex o o ganizacional e con ibui pa a uma melho ges ão de
con li os in e nos.
Tendo em con a as pe ceções encon adas, a a enção dada a es a di e sidade nas equipas eme e pa a
a alo ização do colabo ado enquan o indi íduo que con ibui pa a o sucesso o ganizacional. Tendo em
con a a ecolha documen al ealizada, a
Co e lex
ep esen a um dos melho es exemplos sob e es a
emá ica. Pa indo do a igo do seu blog em análise, a
s a up
lisboe a a i ma que pa a além da sua
“obsessão com os colabo ado es”, a sua cul u a o ganizacional “começa e acaba no que emos de mais
impo an e: as nossas pessoas”.
44
As conceções encon adas sob e a cul u a o ganizacional em
s a ups
, eme em-nos pa a a impo ância
de a o es como a c iação de um ambien e colabo a i o e inclusi o, que ga an e o bem-es a
o ganizacional e con ibui pa a a alo ização do colabo ado . Pa a além da acei ação das di e enças de
cada um e o in es imen o numa cul u a que em po base a di e sidade, e i ica-se uma pe ceção ge al
sob e a impo ância do en ol imen o do colabo ado na omada de decisão. Tan o na pesquisa
documen al da
In aspeak
como da
Talkdesk
, são á ias as e e ências ela i as à conside ação pelas
opiniões dos colabo ado es e o seu en ol imen o nas omadas de decisão.
• A comunicação in e na em
s a ups
o Comunicação in e na anspa en e e in o mal
Uma das pe ceções mais encon adas nos casos ap esen ados ela i amen e à comunicação in e na em
s a ups
co esponde à sua anspa ência e in o malidade.
Os con eúdos analisados pa a es e es udo mencionam, mais do que uma ez, a exis ência de abe u a
comunica i a pa a a pa ilha de ideias po pa e dos colabo ado es, um aspe o que, é acilmen e
po enciado po uma meno igidez hie á quica e dinâmicas de equipa e icien es.
Os comen á ios de colabo ado es da
In aspeak
sob e as es a égias de comunicação in e na da
s a up
indicam a oco ência de i uais diá ios na emp esa que passam pela “pa ilha cons an e de no as
expe iências”. Também na página “T abalha na
Blip
” incluída no seu
websi e
, a equipa da
Blip
assinala
a ealização de euniões, semanal ou mensalmen e, de comunidades in e nas pa a “pa ilha algumas
expe iências” en e colabo ado es dos mais a iados emas. Exp essões como es as são epe idas, á ias
ezes, ao longo dos ex os analisados e eme em pa a uma comunicação in e na onde p edomina a
anspa ência e hones idade.
No caso da
Talkdesk
, Filipa Fe ei a deixa a sua pe ceção ela i amen e aos i uais comunica i os da
o ganização e apon a pa a a “pa ilha cons an e de no as expe iências” en e odos. Des aca, ambém,
a ideia de que a
Talkdesk
ep esen a um espaço de abe u a pa a que os colabo ado es se sin am
con o á eis pa a da a conhece as suas ci cuns âncias pessoais. No a igo do blog conside ado nes e
es udo, a equipa da
Blip
, “incen i a a abe u a” na comunicação en e colabo ado es numa
s a up
ou
emp esa. A ecnológica do Po o e le e sob e á ias es a égias inse idas no ema da cul u a e
45
comunicação in e nas que, podem se adap adas a qualque
s a up
ou emp esa, de o ma a con ibui
pa a o bem-es a ge al na o ganização.
Filipa Fe ei a e o ça a sua pe spe i a ela i amen e à comunicação de abe u a e anspa ência da
Talkdesk
, ao menciona a c iação de es a égias como os “
special in e es g oups
”, que co espondem
a g upos especí icos que jun am colabo ado es pa a a pa ilha de ideias ou expe iências semelhan es
sob e de e minado ema e que po enciam uma comunicação in e na mais di e a e in o mal en e odos,
con ibuindo, do seu pon o de is a, pa a a c iação de um o e “sen ido de pe ença” na o ganização.
o Comunicação ascenden e e p á icas comunicacionais
Assim como a cul u a o ganizacional, ambém a comunicação in e na em
s a ups
é en endida como
uma das á eas a abalha desde a ase de c iação da emp esa. Pa indo de uma análise ge al das
pe ceções iden i icadas nos documen os selecionados pa a es e es udo, é possí el a i ma , pa indo das
pe spe i as encon adas, que a cul u a o ganizacional e a comunicação in e na es ão di e amen e
elacionadas. Des e modo, é impo an e a ealização de es a égias de comunicação e icazes pa a
o alece a cul u a o ganizacional.
Do pon o de is a da
Talkdesk
, exis e um conjun o de p á icas “ao ní el da comunicação” que são
implemen adas pela o ganização e que o alecem a cul u a o ganizacional. De aco do com a in o mação
p esen e na seleção documen al do es udo em ques ão, es as p á icas passam pela inclusão des es
emas em “con e sas in encionalizadas” dia iamen e na emp esa. Filipa Fe ei a ac escen a que pa a
al não são necessá ios in es imen os inancei os ele ados, mas sim um “in es imen o de empo e da
bondade das pessoas”. Do seu pon o de is a, há ainda uma elação en e es a in encionalidade da
comunicação sob e o ema da cul u a in e na da o ganização e a comunicação que oco e de o ma
ascenden e. Iden i ica-se a impo ância da o mação da lide ança pa a a ele ância da cul u a
o ganizacional, que, de aco do com es a pe spe i a, po encia uma maio abe u a comunica i a pa a que
os colabo ado es da
s a up
possam exp essa as suas ideias e opiniões.
Pa indo des a consciencialização po pa e da lide ança, é possí el, segundo a documen ação do oi a o
unicó nio po uguês, implemen a p á icas de comunicação in e na e icazes, que passam pela
comunicação “
bo om up
”, ou seja, a comunicação ascenden e da
s a up
, pa a en ende as pe ceções
dos colabo ado es ace ca da p óp ia emp esa e econhece as al e ações a se em ei as. Tal aspe o não
se ia possí el se não exis isse, como mencionado an e io men e, abe u a comunica i a pa a al. A
46
Talkdesk
apon a como p incipais es a égias implemen adas na o ganização, a ecolha de
eedback
, uma
e amen a de comunicação que pe mi e a aquisição de pe ceções dos colabo ado es ela i amen e à
emp esa e, e e e que no seu con ex o emp esa ial, es a p á ica é aplicada de duas o mas: a pa i de
um “
engagemen su ey
” mais ge al e anónimo e, de euniões
one o one
, onde os emas são mais
ap o undados e onde se man em uma comunicação anspa en e e de abe u a na pa ilha mú ua de
opiniões.
Filipa Fe ei a ac escen a, po im, que uma das p á icas da
Talkdesk
co esponde à medição do
eedback
dos colabo ado es e a i ma que é a pa i de p á icas comunica i as como es a que uma
s a up
em a
possibilidade de c ia um espaço onde “as pessoas se sin am con o á eis”.
• O impac o da cul u a o ganizacional e da comunicação in e na em
s a ups
o Impac o na saúde men al e bem-es a do colabo ado
Pa indo da análise documen al ap esen ada nes e ela ó io, podem se iden i icadas á ias pe ceções
sob e o impac o causado em
s a ups
pela cul u a o ganizacional e comunicação in e na. Uma das
pe spe i as mais iden i icadas es á elacionada com o impac o no colabo ado em si, no seu bem-es a
e na sua saúde men al.
Em á ios casos ap esen ados é ei a a e e ência à qualidade de ida como um dos p incipais impac os
da cul u a in e na de uma
s a up
, como é o caso da
In aspeak
que se assume como “Fon e de boa
ida” pa a os seus colabo ado es, alo izando a qualidade de ida de odos os memb os da o ganização–
“p ecisamos e que emos con ibui pa a uma melho qualidade de ida pa a odos — dos nossos clien es,
dos nossos pa cei os, dos nossos colabo ado es.”
Na pe spe i a da equipa da
Blip
, es a qualidade de ida pode se causada po di e sos a o es, en e
eles o equilíb io en e a ida pessoal e p o issional que, no seu caso, pode se conseguido a pa i de
uma “cul u a o ganizacional única”, com oco na au onomia, di e sidade e lexibilidade. No a igo
analisado, que e le e a impo ância da cul u a o ganizacional pa a a ob enção de esul ados, a
Blip
de ende que a sa is ação e mo i ação dos colabo ado es é, em g ande pa e, in luenciada pela cul u a
in e na da emp esa e que a p e alência de uma cul u a que não in es e no bem-es a o ganizacional
pode “co e o isco de impac a nega i amen e o desempenho e a e iciência”, con ibuindo, ainda, pa a
53
No enquad amen o eó ico ap esen ado, conside a-se que a cons ução equipas di e sas, esul an es da
combinação de di e en es pe sonalidades, ob ém esul ados uncionais mais a o á eis à emp esa, o que
pode se jus i icado pelo ap o ei amen o das capacidades indi iduais de cada memb o, o que conduz à
ap esen ação de soluções ino ado as. Também nos casos me odológicos ap esen ados, a di e sidade
cul u al na o ganização é um dos aspe os mais ezes e e ido, sendo, ambém, uma das p incipais
ca ac e ís icas associadas ao sucesso das emp esas. Pa a além do desempenho posi i o da emp esa,
es a di e sidade, jun amen e com uma cul u a de inclusão, con ibui pa a o es abelecimen o de um o e
sen ido de pe ença e, consequen emen e, pa a o bem-es a dos colabo ado es e um bom ambien e
emp esa ial.
Es e es udo pe mi iu-me e le i , en e á ios a o es, sob e o e dadei o impac o que a cul u a
o ganizacional e a comunicação in e na podem e em
s a ups
. No es emunho dado pela
Talkdesk
na
me odologia ealizada, oi e e ido que exis em á ios undado es de
s a ups
que, po desconhecimen o
ou negligência do ema da cul u a o ganizacional, não in es i am nes a á ea desde a sua ase de c iação
e, po ac edi a em que pode ia e um g ande impac o na emp esa, mos am algum a ependimen o nas
opções omadas. Conside ando que, mui as ezes, o p óp io concei o de
s a up
es á associado a uma
emp esa de pequena dimensão, que es á a inicia o seu pe cu so no me cado e que ap esen a um
núme o eduzido de colabo ado es, há ainda uma maio necessidade de abalha uma cul u a e um
ambien e in e nos que man enham os seus colabo ado es mo i ados e alinhados. Tal pode se ei o a
pa i da anspa ência comunica i a, meno igidez hie á quica, descon ação e in o malismo, de o ma
que es as emp esas es ejam p epa adas pa a ul apassa condições ad e sas e ins á eis, especialmen e
numa ase inicial ca ac e izada pela ince eza.
Com a ealização des e es udo, pe cebi que a minha expe iência de es ágio oi um bom es emunho do
impac o que a cul u a o ganizacional pode e numa
s a up
. Concluí, ambém, que o sen imen o de
comunidade e pe ença é um dos p incipais a o es numa
s a up
. Ao longo dos cinco meses de es ágio
pude obse a os u os que es e sen ido de comunidade pode e , desde a inexis ência de hie a quias
ígidas e a comunicação in o mal e anspa en e en e odos, que pe mi e não só es abelece um bom
ambien e o ganizacional, mas ambém man em odos os memb os alinhados ela i amen e às unções
a desempenha .
Cu iosamen e, uma das minhas maio es ap endizagens e, ao mesmo empo, desa ios enquan o
es agiá ia na
S a up
B aga oi a adap ação a es e ambien e e cul u a in o mal. Po es a o ma ada pa a
um con ex o emp esa ial onde p edominam hie a quias o es e bem delineadas e a comunicação o mal
54
en e di e en es ca gos ou unções, como habi ualmen e se e i ica em emp esas que seguem o modelo
de ges ão adicional, posso a i ma que hou e um choque inicial da minha pa e ao pe cebe que nes as
emp esas, como a
S a up
B aga e as
s a ups
da sua comunidade, o cená io e a exa amen e o opos o.
Des e modo, pa a além do p ocesso de ap endizagem ine en e às unções que me compe iam, hou e,
ainda, um p ocesso de ap endizagem das p óp ias dinâmicas cul u ais e que, a meu e , oi bas an e
en iquecedo .
Já ela i amen e ao ela ó io de in es igação ap esen ado, posso conside a que o meu in e esse pelos
emas ap esen ados e a minha c ença de que podem, de ac o, e um impac o posi i o, e e um peso
signi ica i o pa a a ealização do mesmo. No en an o, posso a i ma que um dos p incipais desa ios na
sua conc e ização es á elacionado com a di iculdade de acesso a in o mação especí ica sob e os emas
a ap o unda e o desen ol imen o de um es udo que não em, ainda, um g ande ap o undamen o eó ico.
Embo a, em casos p á icos seja possí el iden i ica es a égias de cul u a o ganizacional e comunicação
in e na e icien es que pe mi em esul ados emp esa iais mais posi i os, não exis em mui as pe spe i as
sob e es e ema em ques ão. Da minha pa e oi necessá io um g ande in es imen o na pesquisa sob e
o p óp io modelo de
s a up
, o seu modus ope andi e odas as suas ca ac e ís icas p incipais, pa a que,
após es e p ocesso, se es abelecesse uma elação en e es es aspe os e o c escimen o po enciado pelo
in es imen o na cul u a o ganizacional. Aliás, posso comple a que, após o es udo ealizado no
enquad amen o eó ico é possí el a i ma que, ambém eu, no p ocesso de ealização do ela ó io, segui
o mé odo de expe imen ação, equen emen e u ilizado po
s a ups
, onde se p ocede à expe imen ação
con ínua do p odu o, nes e caso do ela ó io aqui ap esen ado.
Po se a a de um assun o ainda pouco explo ado e, conside ando a impo ância que pode e pa a o
c escimen o de
s a ups
, julgo que a iden i icação de boas p á icas de cul u a o ganizacional em
comunicação in e na em
s a ups
em pesquisas u u as, com a iden i icação de medidas conc e as e
equisi os ob iga ó ios a cump i pode con ibui pa a que mui as
s a ups
consigam e olui ,
especialmen e numa ase inicial, onde o con ex o emp esa ial em uma maio ensão no ambien e
o ganizacional de ido ao g ande ní el de ince eza ela i amen e ao seu sucesso. Es as abo dagens
podem ambém con ibui pa a alo iza o impac o que a cul u a e a comunicação êm, desde a c iação
de uma emp esa, pa a que, mais a de, sejam e i ados con li os in e nos.
Embo a, es e es udo ep esen e um uni e so bas an e es i o de
s a ups
, endo em con a a escassez
de in o mação ela i amen e ao ema ap o undado, são ap esen ados os pon os que conside ei
essenciais pa a uma in odução sob e o enómeno em ques ão com uma pequena amos a que pe mi e
55
uma comp eensão sob e o impac o causado no uni e so das
s a ups
. Des a o ma, endo como base
as p incipais e lexões da minha expe iência de es ágio na
S a up
B aga e do desen ol imen o des e
ela ó io, é sublinhada a impo ância des e ema pa a
s a ups
e é e o çada a impo ância do
desen ol imen o de u u os es udos que ap o undem, mais ainda, es e enómeno.
56
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In aspeak
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Sob e nós.
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In aspeak
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Sob e nós
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Talkdesk
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59
Anexo 1 – T ansc ição
Websi e
Glassdoo
- Página da
In aspeak
Disponí el em: h ps://www.
Glassdoo
.com/O e iew/Wo king-a -
In aspeak
-EI_IE2448229.11,21.h m
“A Cul u a da
In aspeak
, ob iamen e sen ida a a és de mui os dos nossos i uais diá ios, é algo de que
nos o gulhamos mui o. Es es i uais incluem a pa ilha cons an e de no as expe iências pelo esc i ó io,
as nossas celeb ações da ce eja, onde homenageamos cada no o clien e com uma ce eja a esanal
di e en e ou simplesmen e quando saímos jun os pa a expe imen a algumas apas ou gas onomia
local.”
“Se “Fon e de Boa Vida” é mais do que um alo , é um es ilo de ida; p ecisamos e que emos con ibui
pa a uma melho qualidade de ida pa a odos — dos nossos clien es, dos nossos pa cei os, dos nossos
colabo ado es.”
“Eles êm uma ó ima cul u a com os colabo ado es e sen e-se que eles se p eocupam ealmen e com
oda a gen e. Todos cuidam de odos. Cada pessoa de cada equipa ajuda com o que sabe e com o que
pode. O mais impo an e pa a mim é a qualidade de ida e a e dade é que eu enho mui a qualidade
de ida na
In aspeak
, os dias passam ão ápido e sen imo-nos mui o p odu i os no nosso abalho,
o e ecem-nos bons momen os.”
“É jo em, esca e oda a gen e que aze as coisas acon ece em e melho a .”
“O mo e da emp esa é “se on e de uma boa ida” e u sen es mesmo isso na cul u a! – Eu posso
alha . Eu posso mesmo alha e depois disso posso esol e o p oblema, posso pedi ajuda e ap ende .
– Independência e au onomia. A minha equipa con ia em mim o almen e pa a decidi , pa a se
independen e, e pedi ajuda se necessá io. – Apoio. Es e é o io pe ei o pa a c esce . De odas as ezes
que eu peço ajuda ou que me guiem alguém es á p on o a ajuda . Não impo a o quê ou o quão ocupada
a equipa es á (mesmo se o em coisas pessoais) alguém ai ajuda sem qualque julgamen o. – As
celeb ações da ce eja são odos os meses. Celeb a-se semp e as i ó ias e as ap endizagens, não
impo a se são pequenas ou maio clien e de semp e.”
“Posso admi i que depois de um longo ano só me consigo lemb a que de o dois moji os à minha equipa
po pe de (11-0) numa p o a de ping-pong.”
“Há um g ande es o ço em man e a cul u a desde o início e ens um sen imen o de “ amília” em di eção
a um obje i o comum.”
60
“Es a cul u a de amizade não pe mi e que os p ocessos e a in o mação passem de uma o ma
con encional e às ezes isso pode o na -se um p oblema.”
“Ó ima equipa pa a se abalha com! Toda a gen e é an ás ica!”
“O abalho é ei o numa ase azoá el, sem odo aquela con usão que se encon a em mui as emp esas,
o p odu o é inc í el de abalha e ens oz nas decisões da a qui e u a, es ilo de código, pad ões, e c.”
61
Anexo 2 – T ansc ição do a igo do
blog
“A
Co e lex
é o melho sí io pa a abalha em
2023 e ganha p émio na ca ego ia de desen ol imen o humano”
Disponí el em: h ps://www.
Co e lex
.com/p /
blog
/
Co e lex
-e-o-melho -luga -pa a- abalha -em-2023-
e- ence-p emio-na-ca ego ia-de-desen ol imen o-humano
A
Co e lex
ocupa o 1.º luga no anking
Bes Wo kplaces
2023 na ca ego ia de emp esas com 51-100
colabo ado es em Po ugal. O anking
Bes Wo kplaces
™ é uma classi icação anual p epa ada pela
G ea
Place o Wo k
® (GPTW®), a au o idade global sob e a cul u a do luga de abalho.
De en e os cinco p émios sociais a ibuídos, a
Co e lex
ganhou o p émio de melho emp esa nacional
na ca ego ia de desen ol imen o humano.
Na
Co e lex
, ac edi amos que a cul u a o ganizacional é ei a das p á icas, dos p ocessos, e dos alo es
da emp esa. É a bússola pa a odas as nossas inicia i as, e começa e acaba no que emos de mais
impo an e: as nossas pessoas. O egime de abalho na
Co e lex
é 100% emo o, e os colabo ado es
êm á ias an agens, como um
budge
de
onboa ding
, pa a pode em equipa o seu esc i ó io em casa
quando começam o seu pe cu so na emp esa,
budge s
anuais - de abalho emo o e de desen ol imen o
pessoal -, 15 dias adicionais de licença de pa en alidade, pa a além das licenças de pa en alidade
máximas p e is as na lei, 3 dias po ano pa a abalha em p oje os pa alelos que apoiem causas com
um impac o posi i o na sociedade, e i os p esenciais duas ezes po ano, en e á ios ou os pe ks.
Uma ez que na
Co e lex
nos egemos po duas eg as undamen ais - sendo a p imei a “Obsessão
pelos colabo ado es” e a segunda (sim, ace a am) “Obsessão pelos colabo ado es” -, icamos mui o
sa is ei os pelo econhecimen o que nos oi a ibuído pela GPTW®, au o idade global nes e ema. Temos
ambém a ce eza de que não encionamos pa a po aqui e ac edi amos que ainda há espaço pa a
se mos cada ez melho es e p omo e mos uma cul u a cada ez mais consolidada.
Como unciona o p ocesso de seleção?
As emp esas econhecidas como
Ce i ied
™ são audi adas ao ní el das suas p á icas e polí icas de ges ão
de pessoas.
Só as emp esas que êm os mais al os índices de con iança po pa e da sua equipa e as p á icas mais
bem quali icadas com base na me odologia GPTW® alcançam um luga no anking. O es udo que deu
o igem a es a pon uação con ou com 60 mil colabo ado es e mais de 200 emp esas, e o am analisadas
mais de 1000 p á icas das o ganizações a aliadas.”
62
Anexo 3 – T ansc ição da página da
Co e lex
no
websi e
da en idade G ea Place o Wo k
Disponí el em: h ps://www.g ea place owo k.p /emp esas-ce i ied/se icos- inancei os-
segu os/
Co e lex
P á icas de des aque
Co e lex
e Budge s
Cada colabo ado em à sua disposição: o "In eg a ion", de 500€, pa a c ia o seu pos o de abalho;
Remo e Wo k, de 1000€/ano, pa a melho a o seu espaço e/ou equipamen os de abalho; e o Pe sonal
G ow h
, de 1000€/ano, pa a desen ol imen o p o issional e pessoal.
Time O
25 dias de é ias emune adas + 3 dias po ano pa a abalha em p oje os pa alelos que apoiam causas
com impac o posi i o na nossa sociedade. O e ecem, ambém, o dia de ani e sá io da pessoa e dos
ilhos, caso os enha.
69
E po ala em ene gia posi i a, i onicamen e p ecisamos de menciona o ele an e na sala: os sinais de
que nós ou alguém pode es a a passa po uma ase de mal-es a .
E quando isso acon ece, podemos co e o isco de impac a nega i amen e o desempenho e a e iciência
ambém, o que, em oca, le a á a mais s esse, p essão, ansiedade e, às ezes, dep essão.
Mas, an es de udo, em em men e que cada pessoa é di e en e e odos nós eagimos de manei as
di e en es a alguns ga ilhos, po isso não assumas algo imedia amen e sem an es ese a um empo
pa a conhece bem o eu colega e de e a mudanças no seu compo amen o. Isso de ia se alo izado.
Aqui es ão alguns sinais dos quais de es es a cien e, alguns mais ób ios que ou os:
Fal a de concen ação
Dis ai -se acilmen e
Cho a
Fala menos e e i a a i idades sociais
Fala mais ou mui o ápido, pula en e ópicos e ideias
Di iculdade em con ola as emoções
Bebe mais
T is eza ou i i abilidade du adou a e empe amen o explosi o
Ag essi idade
Mais p eocupações
Di iculdade na omada de decisão
Meno in e esse nas a i idades do dia a dia
Baixo humo
Sen i -se sob eca egado
Cansaço e al a de ene gia
Do mi mais ou menos
70
Ao pe cebe es alguns des es sinais num colega, é mui o impo an e que aças uma boa lei u a de seus
compo amen os e saibsa como inicia uma con e sa com ele. Pe gun as como “Como es ás?”, “O que
se em passado con igo ul imamen e?”, “Como es á a ua amília?”, podem ajuda a inicia uma con e sa
e en a ajuda a en ende o que a pessoa es á a en en a . E pode ias con inua com algo assim: “Há
algo mais ou di e en e que eu possa aze pa a apoia ?”
E, se po acaso não ens an a con iança e um elacionamen o sólido com a pessoa, começa jus amen e
po abo da esse pon o com hones idade, econhece e explica que, apesa disso, gos a as de sabe
como ela es á.
Melho es dicas pa a p a ica o bem-es a
Não é de admi a que as emp esas que mais c escem são aquelas que se p eocupam com os seus
colabo ado es. Como e ás, é ex emamen e impo an e conside a o bem-es a no abalho, pa a i, pa a
os eus colegas e pa a os esul ados da emp esa.
Como emp esa:
C ia uma cul u a de espei o mú uo
P omo e melho ias no espaço de abalho
P omo e a i idades colabo a i as
Incen i a a a i idade ísica
Incen i a a abe u a
P opo ciona momen os de descanso e elaxamen o
Muda alguns hábi os pa a ajuda a melho a o es ado men al
Desenco aja as pessoas de abalha mui as ho as
Como um indi íduo:
Ti a um empo pa a aze coisas que gos es
Sê a i o e come bem
Cul i a elacionamen os e conec a- e com ou as pessoas.
71
En ol e- e e pa icipa
Sê o mais social possí el
Aumen a a ua con iança
P a ica no os hobbies
Es abelece me as ealis as e lida com as a e as uma de cada ez
Pede ajuda quando p ecisa es
Do me e descansa o su icien e
Todos ganham quando o ambien e é colabo a i o, con o á el e, acima de udo, genuíno.
Mas lemb a- e que não há p oblema em não e odas as espos as e não sabe como p ocede em cada
si uação. Con an o que possas ou i alguém com a enção ou econhece as suas lu as e sabe como
o ien a na di eção ce a, es a ás no caminho ce o pa a con ibui pa a um local de abalho onde o
bem-es a de odos é p io izado.”
72
Anexo 6 – T ansc ição da en e is a Po uguese Women In Tech (2022) -
Talkdesk
(Filipa
Fe ei a, Senio Di ec o o People Po ugal & Global Employee Expe ience)
Disponí el em: h ps://www.you ube.com/wa ch? =gw MJ 1hQ E
En e is ado a: Inês San os Sil a (I)
Con idada: Filipa Fe ei a (F)
I - Filipa ob igada po e es acei e es e con i e pa a es a con e sa sob e di e sidade e inclusão e ambém
sob e espí i o de pe ença. Po an o a minha p imei a pe gun a é como é que u ês, o que é que é pa a
i is o da di e sidade e inclusão?
F - Pa a mim a di e sidade e inclusão es á pa en e no nosso dia a dia, eu acho que cada ez mais
es amos awa e da impo ância do ema da di e sidade que exis e, semp e exis iu, mas eu acho que
ago a de o ma um bocadinho di e en e na nossa sociedade nas emp esas e c. Pa a mim di e sidade é
exis en e a á ios ní eis, nós alamos na di e sidade de géne o mas di e sidade e num conjun o de
dimensões do pon o de is a da inclusão alamos de como e que conseguimos olha es a di e sidade
capi alizá-la e que as pessoas se sin a segu as pa a se em elas p óp ias e de ac o e em sen imen o de
pe ença. Mui as ezes di e sidade acaba po se os núme os, é ácil de quan i ica , mas mui as ezes
a di iculdade es á na inclusão po an o como é que e e i amen e se c ia um con ex o, po an o, u es a as
a ala do abalho de uma ques ão pessoal a pessoa sin a que pe ence. Como é que u ês es e ema?
Como é que u enquan o o ganização e pessoa en as c ia es es con ex os de inclusão?
Eu ejo is o po que a e dade é que nos nascemos em con ex os, nos somos se es de g upos e acho
que há ima pa e em que nos na u almen e nos di e en es con ex os, nós aqui em Po ugal, eu abalho
numa emp esa que em uma pegada global e nos sen imos que odos os nossos mecanismos de
educação e o mação nos le am a um conjun o de c enças que mui as das ezes eo icamen e são
inclusi os mas depois deixam pouco espaço que as pessoas que pensam de o ma di e en e enham
in e esses comple amen e di e en es acabam po se sen i o a dessas guidelines e eu acho que pa a o
bem nós emos cada ez mais aco dados pa a es a emá ica pa a mim acho que é mesmo impo an e e
eu acho que a é an es de ala mos em o ganizações, na nossa ida pessoal e social nós emos mais
a enção e es amos cada ez mais awa e des a di e sidade, é uma coisa que nos é na u al, po que nós
emos um conjun o de p essupos os que são educados des a o ma e po an o uma p imei a pa e da
impo ância des e ema e como é que nós c iamos awa eness mui as ezes alamos, bas a ala des as
73
emá icas colocamos a emá ica em cima da mesa pa a nos consegui mos ape cebe de um conjun o
de ques ões que es ão no nosso inconscien e e que na u almen e molda os nossos compo amen os e
mui as ezes nos le a a se inclusi os em mui as das nossas con e sas, em mui as das nossas ações e
mui as das coisas que nós azemos.
I - En e an o eu ecen emen e es a a a ou i o podcas do Se h Godin, gu u do
Ma ke ing
mas eu acho
que ele dizia uma coisa que se enquad a mui o bem nes a con e sa. Ele dizia um dos p incipais concei os
do
Ma ke ing
é people like us do his, po an o pessoas como nós, sendo que o nós podemos in eg a
em á ios g upos, azem es a ação. E eu acho mui o in e essan e po que se nós olha mos pa a a his ó ia
das o ganizações, as pessoas começa am a se quase au ónomas, não aziam o seu eu pessoal pa a
as o ganizações pa a e mos ago a uma si uação em que as pessoas cada ez mais le am o seu eu pa a
a o ganização. Mas é um desa io pa a as o ganizações, não é? Como é que u endo abalhado em
o ganizações di e en es com cul u as di e en es, como é que a cul u a da o ganização se adap a a nós
azemos o nosso eu pessoal e den o da o ganização encon amos as pessoas como nós que as ezes
é uma maio ia, ou as ezes uma mino ia, como é que se c iam con ex os em que uma pessoa possa
ealmen e se como é?
F – Eu acho que ao ní el das o ganizações ambém hou e, Inês, uma e olução na o ma como u ec u as
as pessoas. Tu inhas mui o uma lógica de quase ec u a pa a o ADN da emp esa. E o ADN da emp esa
e a mui as ezes ec u a pessoas iguais a nós p óp ios. E es e é um desa io a é po ques ões de
lide ança, po que é mais ácil u lide a es equipas homogéneas, mas a e dade é que não ens os
mesmos esul ados que lide a es equipas di e sas e po an o eu acho que a pa i do momen o em que
as o ganizações pe cebem que podem capi aliza essa di e sidade, com uma exigência maio na
lide ança ob iamen e, mas podem aze mais u os des a di e sidade se começa em a ica mu o mais
a en as e a ge i p incípios de ge i es a di e sidade. Es a as-me a pe gun a como é que as o ganizações
se em adap ado, eu acho que cada ez mais po exemplo no exemplo ago a a ual da aslkdesk, um dos
alo es é mesmo di e sidade e inclusão, e quando olhamos pa a is o olhamos pa a is o de uma o ma
mui o esponsá el cada um de nós é di e en e e po an o como é que nós emos p a icas no nosso dia
a dia, seja ao ní el da comunicação da o mação da o ma como ec u amos que nos ajuda não só que
as pessoas se sin am con o á eis, po que eu acho que o pon o é como é que u podes se u p óp ia na
o ganização e depois ambém consegues nes a pa ilha e numa lógica de comunicação a ol a des es
emas ambém encon as nou as pa es do mundo pessoas que são mais simila es a i, nas opções,
nos backg ounds. Nes a logica nos c iamos os special in e es g oups que ajudam a que ambém enhas
74
esse sen imen o de pe ença que é há pessoas que es ão a pensa em emas simila es aos eus, que
ize am opções iguais às uas e is o dá a segu ança psicológica que é undamen al pa a que as pessoas
consigam como u dizias sen i -se elas p óp ias e aze o seu eu pa a o abalho da mesma o ma que
que em aze pa a o con ex o amilia social ou ou os.
I – Tu alas e num pon o que eu acho que e mui o impo an e, que é eu acho que as o ganizações
pe cebe am que a di e sidade az melho pe o mance amas a di e sidade as ezes ambém az mais
con li o, não é? T az mais descon o o apesa de depois aze mais con o o mais a en e, mas numa
ase inicial az discussão pelas isões di e en e. como é que e az a ansição de somos odos iguais e
é semp e a co e pa a somos odos di e en es e esse con li o é bom?
F- Eu acho que há um ema em que nós e ago a dou- e o exemplo da minha ealidade que é, como nós
emos pessoas em di e en es países ambém emos cul u as mui o di e en es. Nós em Po ugal omos
mui o educados pa a e i a con li o, as pessoas endiam mui as ezes a não dize aquilo que pensa am
pa a e i a con li o e is o acon ece na ges ão e lide ança po exemplo e eu acho que cada ez mais es e
desa io de abalha com pessoas di e en es de ou as cul u as e que ambém agi am as aguas acabam
po c ia es a no a necessidade que é, ok nós alamos da di e sidade, na saúde men al e as pessoas
dize em ok es á ok eu es a num g upo de pessoas e me sin a con o á el pa a pa ilha que eu enho
uma doença men al po exemplo ou que é no mal que eu es eja a i encia um momen o de maio
ulne abilidade. Nós emos abalhado is o com as lide anças e com as p óp ias equipas que é a
impo ância da ulne abilidade, a impo ância de u não acha es que po se es líde de uma equipa ou
ges o ens que se o supe homem ou a supe mulhe po an o como é que u consegues se u p óp io
e dize ok eu hoje não es ou bem. Ok, se calha há um conjun o de pessoas que ambém não es ão bem
e é no mal isso acon ece somos odos se humanos. E quando começas a democ a iza a abe u a a
es as con e sas na o ganização ambém le as mais caminho a que haja uma maio o ça na o ganização
pa a muda um conjun o de p á icas e pe cebe a impo ância delas.
I – Em e mos de p á icas conc e as, o que é que u ens ei o nes e con ex o que achas que é uma mais
alia? A é po que eu acho que é impo an e é que ambém emos que expe imen al, eu acho que nes as
ques ões é es a a ecei a aço pon o a pon o b pon o c é sucesso e emos di e sidade e inclusão? O que
não é e dade po que emos o ganizações que êm especi icidades que le am a que algumas p á icas
esul em melho do que ou as. Como é que conc e amen e ocês êm is o is o e duas ou 3 ideias pa a
p omo e es a di e sidade e inclusão?
75
F – Eu acho que há um pon o impo an e que é nós en amos aqui medi . Medi pelo
eedback
mais
quali a i o ou quan i a i o dos nossos colabo ado es num conjun o de emas. Um pon o mui o impo an e
pa a nos oi ga an i no nosso engagemen su ey que nós azemos com egula idade há um conjun o
de ques ões que são só o ien adas pa a a emá ica da di e sidade e inclusão. Po que pa a nós não az
sen ido e is o nos nossos alo es e que depois não seja i enciado na p á ica.p an o isso ajuda-nos a
e uma medida e a pe cebe ok o impac o daquilo que es amos a aze es á a se sen ido pelas p óp ias
pessoas? Num uni e so do engagemne su ey mais anónimo mais global e depois naquilo que são
sessões que azemos com as p óp ias pessoas pa a ecolhe
eedback
e c. p á icas que emos ido e
que pa a nós são impo an es, po an o, nós c iamos me as no sen ido de nós emos como obje i o po
exemplo, es a ano, aumen a o nume o de mulhe es que abalham na
Talkdesk
po que sabemos que
na á ea ecnológica há es e des asamen o embo a no nosso caso mais de 50% são mulhe es no boa d
que é a ípico nes as ques ões. Ou a coisa que emos c iado, employe esou ce g oups que é uma boa
p á ica e um exemplo de algo mais bo om up, sponzo izados pela lide ança da o ganização com um
budge especi icamen e alocada em que há um conjun o de pessoas que se olun a ia am que êm
unções di e en es nes e g upo e que o obje i o é emos women in ech emos pa e da di e sidade e
inclusão e emos o e cei o que é communi y gi ing. Acho que unciona mui o bem es a lógica de as
pessoas unem-se êm um conjun o de inicia i as que pensam e que nós enquan o o ganização ajudamos
a sus en a e supo a .
I – É uma pe spe i a de owne ship não é? Vocês não são esponsá eis po c ia esses g upos, a p óp ia
o ganização supo a
F- Nós ajudamos a c ia essas condições po que nós sabemos ambém que se i e es g upos de
colabo ado es que não enham lá es á budge alocado, não enham ajuda, mui as ezes desmo onam-
se es es g upos. Po an o como é que u c ias incen i a e pa icipa a implemen ação de um conjun o
de p á icas. Temos abalhado mui o as ques ões da o mação pa a a lide ança ou pa a as pessoas e
es e é um ema que eu acho que em de se ema de con e sa e, po an o, o que é que nós azemos?
C iamos as D&I alks, po exemplo, em que às ezes emos o ado es ex e nos, ou as ezes emos
colabo ado es que alam sob e as suas ci cuns âncias e acho que é mui o impo an e is o. É o sen imen o
de pe ença que u ala as. Quando u ês um colega a ala abe amen e sob e um ema que e oca, é
in e essan e, po que nos dias seguin es, u ês a c ia -se um g upo especí ico, e nós amos no Slack,
e c., nes e caso, nós es amos a abalha emo amen e, a dize assim, opa, o conjun o de pessoas que
se iden i icou. E, po an o, ganha o ça ambém.
76
I - Também, as his ó ias pessoais ambém são mui o mais icas, já não é...po que eu acho que nós
gos amos de acionaliza com núme os, não é? E eu pessoalmen e ado o núme os, po que acho que me
dão uma isão mui o boa. Mas a e dade é que as his ó ias do izinho do lado, não é? As his ó ias do
nosso colega acabam po nos ma ca de uma o ma que ealmen e depois nos le a a mais à ação de
qualque núme o e qualque epo .
F- Sem dú ida. Eu acho que o núme o acaba po se ... De es, enquan o o ganização, e núme os mais
quase que a medi o esul ado no sen ido. Conseguimos pe cebe que es amos a impac a e é no sen ido
ce o, mas a e dade é que, se eu e disse qual é o nosso maio sen imen o de ealização nes es emas,
é quando ens uma alk des e géne o, uma ound able, em que ês os p óp ios colabo ado es, e é o
núme o de colabo ado es que pa icipam, não só como o ado es, mas como pa icipan es nes e ipo de
alks. O e ei o que is o em no inal, das pessoas começa em no cha a dize em eu ambém me iden i ico,
eu ambém passei po is o, e c. E é mui o in e essan e, po que u quando es ás a o ganiza , po exemplo,
um momen o seguin e, ens uma sé ie de pessoas que são olun á ias a dize eu gos a a de pa ilha a
minha his ó ia. Eu sen ia que não inha espaço, mas eu que o pa ilha a minha his ó ia. E emos bons
exemplos disso, não só de pa ilha as his ó ias, como as pessoas sen i em que há um ambien e segu o,
po exemplo, pa a assumi em um conjun o de coisas e que sen em, e nós ecen emen e i emos uma
alk de uma colabo ado a nossa que es a a a discu i exa amen e, que sen iu um con ex o a o á el na
sua equipe, e c. Pa a consegui assumi um conjun o de ques ões mui o pessoais. E disse, um ema
di ícil de explica , e que eu acei o que seja di ícil de comp eende pa a algumas pessoas, mas a o al
abe u a na equipe é, mas eu que o comp eende - e melho . Como é que eu e posso supo a ? E is o é
in e essan e e eu acho que é daquilo que é mais g a i ican e no dia-a-dia pa a es e al sen imen o.
I - É isso, eu acho que ai além da inclusão. Temos a di e sidade, emos a inclusão e depois emos o
espí i o de pe ença, as pessoas sen i em-se a esse con o o. Há uns anos i uma alk do Simon Sinek
que ele dizia, ele ala a o que é is o de lide ança. E ele dizia, lide ança é c ia o con ex o pa a as pessoas
com quem es amos a abalha pode em aze o melho abalho possí el. E aze o melho abalho
possí el, é elas se em elas p óp ias, aze em odo o seu eu. Eu conco do com o Se h Godin que diz que
não que que as pessoas sejam au ên icas odos os dias, a oda a ho a, po que ele diz que quando a
gen e ai se ope ado não que que o ci u gião aga a sua au en icidade, que emos que ele aça o melho
abalho. Mas acho que é um equilíb io impo an e, de c iação do con ex o ce o pa a as pessoas se
sen i em à on ade pa a pa ilha , pa a se em elas mesmas pa a depois. E po que assim dão-se
melho es p o issionais, po que se sen em-se mais con o á eis. Mais uma ez, nós não somos
77
au ónomos. Se nós não deixamos o pessoal em casa e le amos só o p o issional pa a o abalho, ago a
a é es amos semp e em casa, po an o isso ainda é mais isí el. Em e mos de, quando olhas pa a
s a ups
que es ão numa ase mui o inicial, mui as ezes é mui o mais con o á el aze o que nos
es á amos a ala há pouco, é con o a pessoas que são iguais a nós. Po que nós nes a ase de
s a up
que emos é anda ápido. Como é que u ês isso? O que é que e e i amen e as
s a ups
podem aze
desde o início? Pequenas coisinhas que podem aze que possam começa logo do início a e aqui um
papel ao ní el da di e sidade em que i emos?
F- Eu acho que de ac o uma p imei a pa e, e
s a ups
e ou as maio es como nós, que dize , que u
ainda ens mui o caminho a pe co e aqui. Eu acho que só o ac o de es e se um ema que se coloca
em cima da mesa e que há opo unidade de se con e sa de uma o ma in encionalizada ajuda. E isso
não é p eciso mui o in es imen o inancei o, é um in es imen o de empo e da bondade das pessoas de
e em con e sas in encionalizadas sob e o ema. Mui as das ezes, ambém a opo unidade de con ida
as pessoas de o a que êm ou as expe iências e que enham agi a as águas. Mui as das ezes nós, e
numa
s a up
, que dize , nós que emos i ápido, mas es amos odos ocados e mui o alinhados no
ema. Se calha alguma ideia que enha di e en e e que possa agi a as águas ajuda-nos ambém a e
pelo menos um impac o di e en e naquilo que é o esul ado. E depois acho que naquilo que é cons ução
de equipas, e pa icula men e em
s a ups
, que são poucas pessoas, é aquilo que es a a a dize , nós
endemos a dize que é mais ácil con a a as pessoas iguais a nós. É e dade, as pessoas es ão odas
alinhadas. São mais a c í icas, se calha , em alguns pon os, po que odos es ão a pensa da mesma
o ma. Mas e e i amen e, quando nós emos ainda menos gen e no con ex o, nós emos uma
opo unidade que em de se mais bem capi alizada pa a que nós conseguimos e melho es esul ados.
E po an o, eu acho que um pon o mui o impo an e quando es ás a cons i ui equipas, e pa icula men e
em
s a ups
, é dize assim, ok, como é que nós mapeamos? Es amos a ala de backg ound, de skills,
de compe ências, de alo es, de o mas de es a , como é que nós mapeamos a equipa que emos e
pe cebemos c i icamen e e de uma o ma mais p oac i a o que é que nos es á aqui a al a ? Ok? Nós
emos, se calha , aquela pessoa aqui em cima da mesa que ques iona semp e. É impo an e que nós
emos uma pessoa ques ionando semp e. Também é impo an e nós não e mos só pessoas que
ques ionem semp e, po que há uma ce a al u a que é p eciso implemen a e alinha . Po an o, eu acho
que há uma pa e mui o de mapeamen o das equipas que emos e en a p oa i amen e pensa o que é
que nos es á a al a pa a es a di e sidade. E ago a es ou a ala a é de pensamen o, de backg ound,
e c., que eu acho que é um pon o undamen al. Exis e pouco dinhei o, exis e só empo e, de ac o,
78
abe u a pa a as pessoas con e sa em sob e como é que nós somos e o que é que pode se ei o
di e en e.
I - Eu acho uma coisa mui o impo an e, ou seja, es e ema da libe dade de inclusão es á incluído na
ques ão da cul u a da o ganização, que é uma coisa que eu acho que quando as emp esas começam é
a úl ima coisa que se pensa, não é? Po que há an as ou as p io idades, não é? Na ma iz Eisenhowe ,
es a é impo an e, ok, mas é não u gen e, não é? Po an o, a amen e se lá chega quando há an os
ocos pa a apaga . Mas quando se ala com ounde s de
s a ups
, se calha , maio es, não é? Já com
500 pessoas e mais, acho que mui as ezes o que se diz é se calha eu gos a a de e in es ido mais na
cul u a da o ganização. Po que a e dade é que a cul u a, não é, ob iamen e que se ai se ans o mando
e ai e oluindo, mas é que a o ma como...Os alo es que es a as a ala , não é? Os alo es que se
de inem à pa ida, a o ma de abalha , ai in luencia mui o o que em a segui , não é? Po an o, es e
ema da libe dade de inclusão es ando incluído logo nas no ícias é supe impo an e, não é?
F- E é que o que nós dizemos, não é? Nós emos, às ezes, as nossas agendas alam po nós, não é?
Têm ida p óp ia, não é? E é a mesma coisa pa a udo na nossa ida, que é, ou u c ias empo pa a uma
coisa que se calha ais e um pequeno in es imen o ago a, mas ais mo e -nos u os no u u o, e
cla amen e esse é um exemplo daquilo que é a cul u a o ganizacional, ou depois, u es ás já a ge i o
po a -a iões, mas ens que es a a en a ga an i as bases e os pila es, não é? E cla amen e ai a de,
po que mais ale pa a -se um bocadinho mais e consegui es c ia es a al cul u a, es e alinhamen o, e c.
E o alinhamen o, eu não digo de se em odos iguais, alinhamen o numa pe spe i a de, nós sabemos
pa a onde é que que emos i e sabemos o que é que podemos e na equipa e quem é que az o
con ibu o di e en e pa a as coisas, ganhamos cla amen e mais à en e, não é?
I - É isso, é o na is o uma p io idade e depois ga an i que se ai cons uindo sob e isso, não é? E numa
lógica semp e de expe imen ação, não é? Po que eu acho que é, mais uma ez, impo an e, emos que
se in encionais, u ala as disso há pouco, mas ambém emos que i expe imen ando, pe cebe o que
é que unciona e dando libe dade às pessoas ambém pa a encon a em possí eis caminhos, não é?
F- E nós sen imos que as pessoas cada ez mais êm on ade, a lógica da co-cons ução nas o ganizações
des as ma é ias cada ez é mais ele an e, não é? Po que u não ens abo dagens op-down, mais do
que u ens pessoas que es ão com on ade e mo i ação, se hou e espaço, pa a a é lide a pequenas
inicia i as, po an o, não ale a pena es a -se a pensa num p og ama XPTO com um conjun o de
miles ones, não! Vamos, emos in encionalidade, ok? Ideias, o que é que podemos? Temos condições
pa a pequeno g upo, Expe imen ação, amos en a aze uma coisa aqui e expe imen a . Resul a?
85
Comunicação à ol a des es
emas
Con e sas in encionalizadas
sob e o ema
Es a égias in eg adas de
comunicação in e na
3
Pessoas se sin am
con o á eis
Con o á el pa a pa ilha
Con o o
Po que se sen em mais
con o á eis
Ambien e con o á el
4
Special in e es g oups
Employe esou ce g oups
Comunicação in o mal en e
colabo ado es
2
Segu ança psicológica
Pessoas sen i em que há um
ambien e segu o
Espaço p omo o de
segu ança psicológica
2
Capi aliza essa di e sidade
Ge i es a di e sidade
T aze mais u os des a
di e sidade
Pensa o que é que nos es á
a al a pa a es a di e sidade
P á icas de ges ão da
di e sidade
4
Impo ância da
ulne abilidade
T anspa ência na
comunicação in e na
1
Feedback
mais quali a i o ou
quan i a i o dos nossos
colabo ado es
Engagemen
su ey
(2)
Recolhe
eedback
Recolha de
eedback
3
Se em elas p óp ias
T aze em odo o seu eu
Se em elas mesmas
Singula idade
P omoção da au en icidade
4
86
Mapeamen o das equipas
Es a égias de ges ão de
equipas
1
In es imen o do empo e da
bondade das pessoas
Pessoas que es ão com
on ade e mo i ação
Mo i ação e empenho de
colabo ado es
2
Cul u a da o ganização, que
é uma coisa que eu acho que
quando as emp esas
começam é a úl ima coisa
que se pensa
Gos a a de e in es ido mais
na cul u a da o ganização
Tendência pa a a
des alo ização da cul u a
o ganizacional
2
Lógica de expe imen ação
Temos que i expe imen ando
Expe imen ação
Faze uma coisa aqui e
expe imen a
Expe imen ação cons an e
4
Não ens abo dagens op-
down
Comunicação
p edominan emen e
ho izon al
1
87
Anexo 8 – Ca ego ização da análise de con eúdo de Ba din (1977)
Códigos
Ca ego ias
F equência de oco ência no
ex o
Team buildings e es i idades
Cul u a dinâmica
Cul u a enquan o es ilo de
ida
Cul u a o ganizacional a i a e
dinâmica
12
Cul u a o ganizacional
e icien e
Cul u a o ganizacional
exempla
Es a égias de ges ão de
equipas
Expe imen ação cons an e
Tendência pa a a
des alo ização da cul u a
o ganizacional
P á icas de ges ão da
di e sidade
P á icas de ges ão de
pessoas
Planeamen o es a égico da
cul u a o ganizacional
25
Modo de abalho acul a i o
pelo colabo ado
Flexibilidade
Au onomia
P io ização do bem-es a
Ambien e con o á el
Espaço p omo o de
segu ança psicológica
G ande sen ido de pe ença
Cul u a de lexibilidade e
bem-es a o ganizacional
23
Supo e en e colabo ado es
En eajuda cons an e
9
88
Al o ní el de con iança en e
equipas
Cul u a de en eajuda e
supo e
G ande di e sidade cul u al
Respei o
P io ização do colabo ado
Inclusi idade
Libe dade pa a os
colabo ado es
P omoção da au en icidade
En ol imen o do colabo ado
na omada de decisão
Inclusão e alo ização do
colabo ado
30
Abe u a comunica i a pa a a
pa ilha de expe iências
Abe u a na comunicação
T anspa ência na
comunicação in e na
Comunicação in o mal en e
colabo ado es (2)
Comunicação
p edominan emen e
ho izon al
Comunicação in e na
anspa en e e in o mal
14
Recolha de
eedback
Fo mação da lide ança pa a
a cul u a in e na
Es a égias in eg adas de
comunicação in e na
Comunicação ascenden e e
p á icas comunicacionais
9
Qualidade de ida
Equilíb io pessoal e
p o issional
Sa is ação do colabo ado
Impac o na saúde men al
18
89
Mo i ação e empenho de
colabo ado es
Bene ícios mone á ios pa a o
colabo ado
Bene ícios p o issionais pa a
o colabo ado
Impac o na saúde men al e
bem-es a do colabo ado
Desempenho e esul ados
uncionais
C escimen o emp esa ial
Dec éscimo uncional
emp esa ial
P odu i idade ele ada
Ambien e o ganizacional
bené ico
Impac o no desempenho
emp esa ial
11