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Reorganização dos fluxos de reposição de material clínico numa urgência hospitalar utilizando os princípios de Lean Healthcare

Author: Aguilar, Isabel Jorge Ferreira da Silva Teixeira de
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/3a9a8547-e450-4a65-984e-6f8f089af64c/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Isabel Jo ge Fe ei a da Sil a Teixei a de Aguila
Reo ganização dos Fluxos de Reposição de
Ma e ial Clínico numa U gência Hospi ala
U ilizando os P incípios de
Lean Heal hca e
janei o de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Isabel Jo ge Fe ei a da Sil a Teixei a de Aguila
Reo ganização dos Fluxos de Reposição de
Ma e ial Clínico numa U gência Hospi ala
U ilizando os P incípios de
Lean Heal hca e
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso Dou o Rui Manuel de Sá Pe ei a Lima
P o esso Dou o B uno Samuel Fe ei a Gonçal es
janei o de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Chegando ao inal des e pe cu so, es a-me ag adece a odos que me acompanha am ao longo des a
jo nada desa ian e.
Em p imei o luga , ao P o esso Dou o Rui Lima, o meu o ien ado , a quem ag adeço oda a
disponibilidade, sabedo ia e, sob e udo, pela dedicação a es e p oje o. Ag adeço ambém pela cons an e
sensação de con iança deposi ada no p oje o, aspe o es e undamen al pa a o seu desen ol imen o, em
odas as ases.
Ao meu coo ien ado , P o esso Dou o B uno Gonçal es, a quem ag adeço po odo o acompanhamen o,
pela disponibilidade e pelo conhecimen o pa ilhado, elemen os c uciais no decu so de odo o abalho
desen ol ido.
Um sen ido ag adecimen o ao E ik. Ob igada pela p esença, pela paciência e pela segu ança de que,
mesmo nos momen os de maio dú ida, udo acaba ia po da ce o.
A odos os p o issionais e écnicos do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães, em especial ao
En e mei o Fe nando Rocha. Ob igada pelo p o issionalismo, pela disponibilidade e pela on ade e
en usiasmo con ínuos, demons ados ao longo des es meses.
Ob igada, amigos da Uni e sidade. Ruis, Da id, A onso, Paula, Ped o, Ca , Mónaco. Con osco pa ilhei
os anos mais desa ian es, mas ambém mais elizes da minha ida. Ob igada po nunca al a em mo i os
pa a i , pelas memó ias sem im e po e em dado o melho sen ido aquilo que oi a ida académica.
À Duda, po me lemb a odos os dias que sou capaz de udo, po e i ido odos os meus desa ios
como se ossem os seus. À Ma i pela ga a, po nunca e impossí eis. À Leono , a minha amiga de
odas as ho as, ob igada pelo exemplo que és pa a mim. À Ana, Tekas, Cuca, Pe es, Becky e Ju, que
me eco dam con inuamen e que há semp e algum mo i o pa a so i . So e a minha de i e ao mesmo
empo que ocês.
Po úl imo, es a-me ag adece aos meus amilia es. A ó e Au o a, ob igada pelo ca inho e apoio de
odos os dias. Ao meu i mão, Má io, a minha pessoa p e e ida, ob igada pela companhia e pela con iança
que ens em mim. Pai e Mãe, ob igada pelo amo e p esença e, sob e udo, po se em a minha maio e
melho inspi ação.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

Reo ganização dos Fluxos de Reposição de Ma e ial Clínico numa U gência Hospi ala U ilizando os
P incípios de
Lean Heal hca e
RESUMO
O p esen e p oje o de disse ação oi ealizado no âmbi o do Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial
da Uni e sidade do Minho, e desen ol ido no Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães. O p incipal obje i o passou pela eo ganização do p ocesso de eposição de ma e ial clínico
necessá io ao uncionamen o des e se iço, a i idade c ucial pa a assegu a um desempenho de
qualidade. T a ando-se de um Se iço de U gência, ac esce a esponsabilidade de ga an i aos u en es
uma espos a p on a e e icien e, con ando com a disponibilidade dos meios adequados.
Pa indo des a p emissa, o p oje o seguiu a me odologia de In es igação-Ação, iniciando-se com a análise
da si uação co en e, nomeadamen e com a desc ição de ope ações, c onome agens, equisição de
dados his ó icos, isando iden i ica os p incipais p oblemas, alhas e despe dícios. As in o mações o am
le an adas no e eno e a a és da ecolha dos consumos diá ios de ma e iais ao longo de um ano.
Como complemen o, u iliza am-se indicado es como a p ocu a média diá ia, semanal e mensal, eco eu-
se a á ias e amen as analí icas, como diag amas de luxo, g á icos de consumo e abelas de
equência, pa a uma comp eensão ala gada do sis ema a ual. Reunido odo o con eúdo, e assen e nos
p incípios de
Lean Heal hca e
, o am inalmen e delineadas as p opos as de melho ia. As suges ões
incluem a de inição de o as de abalho pad onizadas, a ees u u ação dos meios de abas ecimen o, a
implemen ação de ní eis de eposição e a pos e io ope acionalização a a és do sis ema de dupla caixa.
As p opos as elabo adas con a am com a pa icipação a i a de p o issionais do Se iço de U gência do
hospi al, com des aque pa a os assis en es de eposição, uma ez que são os p incipais en ol idos no
p ocesso em es udo. Assim, odo o abalho in eg ou di e sos pon os de is a, as p opos as o am
discu idas em conjun o com a equipa de p o issionais, encon ando-se, de momen o, no início da
implemen ação das ideias desen ol idas.
Com es e p oje o, almeja-se uma melho ia signi ica i a na e iciência do p ocesso de eposição de
ma e iais, uma edução do empo despendido pelos p o issionais nes a unção e uma maio segu ança
na disponibilidade de ma e iais essenciais, no momen o necessá io.
PALAVRAS-CHAVE
Lean Heal hca e
, Logís ica Hospi ala , Melho ia de P ocessos, Se iço de U gência Hospi ala
i
Reo ganiza ion o he Clinical Ma e ial Replacemen Flows in a Hospi al Eme gency Using Lean
Heal hca e P inciples
ABSTRACT
This disse a ion p ojec was de eloped wi hin he scope o he Mas e 's in Indus ial Enginee ing and
Managemen o he Uni e si y o Minho and de eloped Eme gency Depa men o Hospi al da Senho a
da Oli ei a, Guima ães. The main objec i e was o eo ganize he eplacemen lows he clinical ma e ial,
since hese a e essen ial means o he co ec unc ioning o his depa men . This p ocess is c ucial o
gua an ee high-quali y pe o mance and, being an Eme gency Depa men , he e is also an added
esponsibili y o p o ide a p omp and e icien esponse, ensu ing he esou ces’ a ailabili y.
Based on his, he p ojec ollowed he Ac ion-Resea ch me hodology, beggining wi h a de ailed analysis
o he cu en si ua ion, including he desc ip ion o ope a ions, ime measu emen s, and he collec ion
o his o ical da a, aiming o iden i y he main issues, ailu es, and ine iciencies. In o ma ion was ga he ed
bo h on-si e and h ough he collec ion o daily ma e ial consump ion da a o e he cou se o a yea .
Addi ionally, indica o s such as daily, weekly, and mon hly a e age demand we e calcula ed, and se e al
analy ical ools, including lowcha s, consump ion g aphs, and equency ables, we e employed o gain
a b oade unde s anding o he cu en sys em. Wi h all he in o ma ion consolida ed, and based on Lean
Heal hca e p inciples, imp o emen p oposals we e inally de eloped. The sugges ions include de ining
s anda dized wo k ou es, es uc u ing supply me hods, implemen ing eplenishmen le els, and inal
ope a ionaliza ion wi h he wo-bin sys em.
The p oposals we e de eloped wi h he ac i e pa icipa ion o heal hca e p o essionals, pa icula ly
eplenishmen assis an s, as hey a e he main pa icipan s in he p ocess unde s udy. Thus, he en i e
p ojec inco po a ed a ious pe spec i es, and he p oposals we e discussed collabo a i ely wi h he
p o essional eam. Cu en ly, he ideas a e in he ini ial phase o implemen a ion.
Wi h his p ojec , he aim is o achie e signi ican imp o emen s in he e iciency o he ma e ial
eplenishmen p ocess, educe he ime spen by p o essionals on his ask, and ensu e g ea e eliabili y
in he a ailabili y o essen ial ma e ials, when equi ed.
KEYWORDS
Eme gency Depa men , Hospi al Logis ics, Lean Heal hca e, P ocess Imp o emen
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Figu as ................................................................................................................................ xi
Índice de Tabelas ............................................................................................................................. xiii
Índice de Equações ........................................................................................................................... x
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ......................................................................................... x i
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o do P oje o ................................................................................................. 1
1.2 Obje i os do P oje o ........................................................................................................... 3
1.3 Me odologia de In es igação............................................................................................... 3
1.4 Es u u a da Disse ação .................................................................................................... 5
2. Enquad amen o Teó ico .............................................................................................................. 7
2.1 Se iço Nacional de Saúde Po uguês................................................................................. 7
2.1.1 O ganização dos Se iços de Saúde ............................................................................... 8
2.1.2 Se iço de U gência de um Hospi al ............................................................................... 8
2.2 Cadeia de Abas ecimen o de um Hospi al .......................................................................... 9
2.2.1 Logís ica In e na Hospi ala .......................................................................................... 11
2.3 Me odologia
Lean
............................................................................................................. 12
2.3.1
Toyo a P oduc ion Sys em
............................................................................................ 12
2.3.2 P incípios do
Lean Thinking
......................................................................................... 13
2.3.3 Tipos de Despe dícios .................................................................................................. 14
2.4
Lean Heal hca e
.............................................................................................................. 15
2.4.1 Fe amen as
Lean
Usadas no
Lean Heal hca e
............................................................ 17
2.4.2 Di iculdades à In odução do
Lean Heal hca e
.............................................................. 19
2.5 Desc ição das e amen as u ilizadas no p oje o ............................................................... 20
iii
2.5.1 Diag ama de
Spaghe i
................................................................................................ 20
2.5.2
S anda d Wo k
............................................................................................................. 21
2.5.3
Kanban
....................................................................................................................... 22
2.5.4
Kaizen
......................................................................................................................... 22
2.5.5 Análise ABC ................................................................................................................. 23
3. Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães .............................................................................. 24
3.1 Enquad amen o do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães ....................................... 24
3.1.1 Localização e Á ea de In luência .................................................................................. 24
3.1.2 Missão, Visão, P incípios e Valo es ............................................................................... 25
3.1.3 Es u u a O ganizacional .............................................................................................. 25
3.2 Desc ição dos Se iços Hospi ala es In eg ados na Unidade Local de Saúde do Al o A e ... 27
3.2.1 Á eas de A uação do HSOG.......................................................................................... 27
3.3 O Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães .............................. 28
3.3.1 Sis ema de T iagem de
Manches e
............................................................................. 28
3.3.2 E olução da P ocu a pelos Se iços de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães ................................................................................................................................ 30
3.3.3 Plan a e Se iços p es ados pelo Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães ................................................................................................................................ 32
3.3.4 Inicia i as Desen ol idas pelo Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães ................................................................................................................................ 36
4. P ocesso de Reposição de Ma e ial Clínico ................................................................................ 38
4.1 P ocesso A ual de Reposição de Ma e ial Clínico no Se iço de U gência do Hospi al da
Senho a da Oli ei a, Guima ães .................................................................................................... 38
4.1.1 Es u u a Ope acional e Planeamen o Tempo al do P ocesso A ual de Reposição de
Ma e ial Clínico ......................................................................................................................... 38
4.1.2 Elemen os Fundamen ais ao P ocesso A ual de Reposição do Ma e ial Clínico .............. 40
4.1.3 Fases e Ope ações do P ocesso de Reposição de Ma e ial Clínico ................................ 44
4.2 Recolha e T a amen o de Dados ....................................................................................... 48
4.2.1 Tempos e Ope ações dos Assis en es Ope acionais no P ocesso de Reposição ............. 49
x
ÍNDICE DE EQUAÇÕES
Equação 1: Balanço Mone á io ......................................................................................................... 72
Equação 2: Desempenho do Pedido do ma e ial x, no dia ............................................................... 74
Equação 3: Saldo inicial do ma e ial x ............................................................................................... 76
Equação 4: Saldo do ma e ial x, no dia ........................................................................................... 77
Equação 5: Índice de Va iabilidade da P ocu a .................................................................................. 93
Equação 6: Ní el de Reabas ecimen o Global .................................................................................. 109
Equação 7: Tempo de Reposição .................................................................................................... 110
Equação 8: S ock de Segu ança ...................................................................................................... 110

x i
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
AAU – A mazém A ançado da U gência
AC – A mazém Cen al
ACES – Ag upamen os de Cen os de Saúde
AO – Assis en e Ope acional
ARS – Associação Regional de Saúde
CA – Cadeia de Abas ecimen o
CRI – Cen o de Responsabilidade In eg ado
CT – Cus o To al
DP – Des io Pad ão
EPE – En idade Pública Emp esa ial
GHAF – Ges ão Hospi ala A mazém e Fa mácia
HSOG – Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
INE – Ins i u o Nacional de Es a ís ica
IVP – Índice de Va iabilidade da P ocu a
LH –
Lean Heal hca e
LT –
Lean Thinking
NR – Ní el de Reabas ecimen o
OBS – Obse ação
PCV – P oblema do Caixei o Viajan e
PMD – P ocu a Média Diá ia
PMM – P ocu a Média Mensal
PMS – P ocu a Média Semanal
PT – P eço To al
x ii
RFID -
Radio F equency Iden i ica ion
RMC – Reposição do Ma e ial Clínico
SNS – Se iço Nacional de Saúde
SPMS – Se iços Pa ilhados do Minis é io da Saúde
STM – Sis ema de T iagem de Manches e
SU – Se iço de U gência
SUC – Sis ema Único de Caixa
TPS –
Toyo a P oduc ion Sys em
UDC – Unidade de Decisão Clínica
ULS – Unidade Local de Saúde
ULSAA – Unidade Local de Saúde do Al o A e
VSM –
Value S eam Mapping
1
1. INTRODUÇÃO
No p esen e capí ulo encon a-se ap esen ado o enquad amen o do p oje o de disse ação, os seus
p incipais obje i os, a me odologia de in es igação u ilizada na sua elabo ação e, po im, uma b e e
desc ição da es u u a do documen o.
1.1 Enquad amen o do P oje o
A dinâmica hospi ala é econhecida pela sua ele ada complexidade, dado que engloba a i idades
c uciais na p omoção do bem-es a da humanidade. O ambien e das ins i uições hospi ala es ca ac e iza-
se po uma in icada conjunção de a o es clínicos, ope acionais e adminis a i os, es ando sujei o a
p essões inancei as, polí icas e sociais que desa iam con inuamen e a sua e iciência. Pe an e es a
ealidade, o na-se undamen al o desen ol imen o de uma es u u a obus a e lexí el, capaz de
esponde às necessidades mul i ace adas dos pacien es e da comunidade (Lima e al., 2020)
Dada a dimensão e plu alidade dos se iços de saúde, elemen os como a es u u a e a ges ão dos
mesmos in luenciam di e amen e o desempenho do sis ema como um odo. Assim, a ees u u ação e
melho ia des es se iços, além do oco essencial no pacien e, exige o desen ol imen o de mecanismos
que sejam capazes de conjuga , simul aneamen e, a esponsabilização, a e iciência económica, a
segu ança, a e e i idade clínica, a e iciência de ope ações, o apoio adminis a i o e a lide ança (Veilla d
e al., 2005).
No caso pa icula dos Se iços de U gência (SU), a p ocu a pelos mesmos em aumen ado de o ma
acen uada e p a icamen e insus en á el, p o ocada, en e ou os a o es, pela sua u ilização inde ida,
nomeadamen e, admissões des inadas a si uações não u gen es, o que em indo a esul a numa
cons an e sob elo ação dos SU. Es e cons i ui, a ualmen e, um desa io pe manen e, complexo e não
esol ido, aduzido numa p eocupação c escen e, uma ez que as epe cussões nega i as êm indo
acen ua -se, a e ando, não só a ges ão ope acional, mas, sob e udo, a capacidade de espos a p on a e
e icaz às necessidades da população. Es e enómeno em indo a a ingi p opo ções ala man es,
e le indo-se em empos de espe a excessi os, a asos no a endimen o a si uações c í icas, diminuição
da sa is ação dos u en es de saúde, comp ome imen o da qualidade dos se iços e, ainda, uma
sob eca ega excessi a dos p o issionais de saúde (Bu un e al., 2023).
Todas as ques ões enunciadas êm conduzido a um c escimen o dos cus os associados à saúde e, com
es e, maio a enção em sido di ecionada à o ma como as ins i uições de saúde são e de em se ge idas.
2
Es a p eocupação di ige-se, essencialmen e, aos cus os dos se iços, à sua qualidade e à du ação das
es adias hospi ala es. Po ém, pa a aze ace a es as ques ões, a gama de al e na i as e soluções
encon adas pa a en en a es es desa ios é signi ica i amen e ampla, dado que os hospi ais e es an es
ins i uições de p es ação de cuidados de saúde possuem as condições necessá ias pa a que se o ne
opo una e exequí el a implemen ação de di e sas e amen as p o enien es de ou as á eas,
nomeadamen e écnicas do campo da es a égia ope acional, a es e se o c ucial a oda a população
(McDe mo & S ock, 2007).
Po conseguin e, dada a necessidade u gen e de melho a o uncionamen o dos SU, ab angendo aspe os
como o cus o dos cuidados, a cele idade no a endimen o, a ges ão da sob elo ação e a segu ança dos
pacien es, as ins i uições de saúde, a ní el global, êm eco ido, de o ma g adual e acen uada, à
abo dagem es a égica do
Lean Thinking
(LT). Es a me odologia encon a-se sus en ada numa sé ie de
concei os, mé odos e e amen as o iundas da iloso ia de p odução desen ol ida pela
Toyo a Mo o
Co po a ion
, mundialmen e econhecida como
Toyo a P oduc ion Sys em
(TPS) (Holden, 2011). O
concei o
Lean
em indo a demons a a uni e salidade da sua aplicação, deco en e da semelhança dos
p ocessos de p odução nas o ganizações, independen emen e da sua na u eza especí ica (Magalhães e
al., 2016). Po ou as pala as, omando o LT como um compe en e e ágil modelo de ges ão, quando
es e é aplicado no con ex o dos se iços de saúde, almeja undamen almen e a maximização do alo
pa a os u en es, a endendo às suas necessidades e p e e ências, e eliminando os elemen os que, de
ce a o ma, possam obs ui o deco e con ínuo, sem in e upções ou a asos, dos cuidados de saúde.
Assim, a implemen ação des a iloso ia su ge como uma e e ência pa a alcança , simul aneamen e, a
qualidade no a endimen o aos u en es, combinada com a melho ia con ínua dos p ocessos (Magalhães
e al., 2016).
O Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães (HSOG), En idade Pública Emp esa ial (EPE), enquad ado
a ualmen e na Unidade Local de Saúde do Al o A e (ULSAA), p ocu a con inuamen e a melho ia dos seus
se iços, demons ando inicia i a e in e esse em desen ol e es udos, p oje os e ações que ac escen em
e e o cem a ele ada qualidade que p e ende o e ece aos u en es. Nes e sen ido, e conside ando o
pano ama desc i o e di iculdades co en emen e a a essadas nos Se iços de U gência, das quais o
HSOG não cons i ui uma exceção, su giu a opo unidade de desen ol e um p oje o coope a i o en e a
ins i uição hospi ala e a Uni e sidade do Minho. Assim, o p oje o desen ol ido isa a melho ia da
pe o mance
do SU, nomeadamen e no que ao uncionamen o dos luxos e ope ações de eposição de
ma e ial clínico diz espei o, a a és de uma análise e comp eensão do es ado a ual e, a pa i de
3
e amen as adequadas e sine gia en e odas as pa es, se o nasse possí el a elabo ação de p opos as
de melho ia passí eis de se em in eg adas no u u o.
1.2 Obje i os do P oje o
A p esen e p opos a de disse ação em como p incipal oco a eo ganização do p ocesso de eposição
de ma e ial clínico no Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães, a a és da
implemen ação dos p incípios e e amen as de
Lean Heal hca e
. De o ma pa icula , os obje i os
especí icos p opos os po es e p oje o passa am po :
• No malização do mé odo de abalho no p ocesso de eposição do ma e ial clínico (
S anda d
Wo k
);
• Diminuição dos despe dícios, nomeadamen e a elabo ação de o as de abalho que isem a
edução do empo despendido em mo imen ações;
• Cálculo c i e ioso dos ní eis de encomenda do ma e ial clínico em ci culação no SU do HSOG;
• In odução ao sis ema de duas caixas;
• Redução das u u as de ma e ial.
P e ende-se que, a a és das p opos as desen ol idas e da no a me odologia de abalho, apoiada pela
aplicação da iloso ia do
Lean Thinking
no con ex o dos se iços hospi ala es, se consiga c ia um luxo
de ma e ial e in o mação melho ado e e icien e.
1.3 Me odologia de In es igação
O desen ol imen o do p esen e p oje o egeu-se po uma me odologia de “In es igação-Ação”, is o é, um
ipo de pesquisa social com base empí ica, cujo p incipal obje i o passa pela in odução de um p ocesso
pa icipa i o e e lexi o, en ol endo a colabo ação de in es igado es e memb os da o ganização, pa indo
de uma iloso ia de “
lea ning by doing
”, com a inalidade de encon a soluções p á icas pa a p oblemas
o ganizacionais eais (Saunde s e al., 2016).
Cou inho e al. (2009) enuncia que a “In es igação-Ação” pode se desc i a como uma amília de
me odologias que em po base a in eg ação conjun a da ação (mudança) e in es igação (comp eensão),
u ilizando um p ocesso cíclico, que al e na ases de a uação com ases de e lexão c í ica. Além dis o,
pa a es es au o es, a in es igação deb uça-se sob e uma espi al de ciclos, nos quais as descobe as
iniciais ge am opo unidades de mudanças, que são in oduzidas e a aliadas num ciclo seguin e.

4
Tal como oi mencionado, a me odologia in eg ada no p esen e p oje o, p essupõe a implemen ação de
di e en es ciclos i e a i os que, po sua ez, se execu am ao longo de á ias ases i e a i as e
colabo a i as, passando pela iden i icação de p oblemas, de inição de planos de ação, implemen ação
de medidas e a aliação con ínua das mesmas (Saunde s e al., 2016). Po sua ez, Coughlan & Coghlan
(2002) enume a ês ases cons i uin es da me odologia de “In es igação-Ação”, sendo es as,
p epa ação, ação e moni o ização. A p imei a ase é essencial pa a comp eende o con ex o que en ol e
a o ganização e de ini cla amen e o obje i o cen al do p oje o a desen ol e . A segunda ase é a mais
abalhosa e inclui desde a ecolha de dados, a é ao a amen o e análise c í ica dos mesmos, bem como
o delinea da pos e io a uação, es u u ando odos os passos, a ibuindo esponsabilidades e salien ando
possí eis p oblemas e soluções. A ase de ação engloba ainda a a aliação onde odos os esul ados
de em se analisados e al e ações podem se ealizadas. Po úl imo, a ase da moni o ização de e se
ans e sal a odo a ase da ação numa ó ica de con olo e p ocu a con ínua de opo unidades de
melho ia (Coughlan & Coghlan, 2002).
Nes e seguimen o, e endo po base os p incípios des acados na me odologia desc i a, a cons ução do
p esen e p oje o oi di idida em á ias e apas, c onologicamen e epa idas, en ol endo, em odas elas,
a pa icipação a i a e colabo a i a en e as di e en es pa es en ol idas.
Sin e icamen e, o es udo delineou-se nas seguin es e apas:
i. Comp eensão p o unda do p ocesso de eposição do ma e ial clínico: Visi as ao SU do HSOG
com o in ui o de pe cebe , na ín eg a, odo o mecanismo de eposição, iden i ica am-se os
esponsá eis en ol idos na sua execução, os di e en es mé odos de abalho e c onome a am-
se os empos despendidos nes a a e a. Foi possí el decompo o p ocesso de eposição em 8
ipos de ope ações que necessi am de se cump idas pa a a conclusão des a a e a.
ii. Iden i icação de p oblemas: A in e ação com os esponsá eis do p ocesso pe mi iu di igi a
a enção às suas queixas e aos maio es obs áculos que es es en en am. A obse ação p á ica,
no con ex o eal, pe mi iu iden i ica lacunas no p ocesso e, conjugada com as con es ações
des acadas pelos ope ado es compe en es e a c i icidade de alguns dos empos con abilizados,
iabiliza am o econhecimen o de 4 ca ego ias de p oblemas.
iii. Recolha e T a amen o da Base de Dados: A in o mação cole ada oi eo ganizada numa base de
dados simpli icada e os dados ele an es o am abalhados na pla a o ma
Mic oso Excel.
Os
dados ecolhidos dizem espei o às mo imen ações, is o é, as en adas e saídas de ma e ial
clínico do A mazém A ançado do SU. Fo am açados pad ões de consumo, classi ica am-se os
5
ma e iais, analisou-se a p ocu a e a iações, en e ou os pon os que se encon am
po meno izadamen e explo ados no capí ulo seguin e.
i . Elabo ação de P opos as de Melho ia: Desen ol e am-se p opos as su icien emen e
sus en adas, capazes de esponde aos p oblemas le an ados. Des e modo, undamen ado nos
p incípios do LH, p ocu ou pad oniza -se o mé odo de abalho, ede ini o aje o dos
esponsá eis isando a diminuição de despe dícios com mo imen ações e in oduzi -se uma
no a es a égia pa a a p á ica de abas ecimen o baseada no sis ema
Kanban
e Dupla Caixa.
Sal agua da-se ainda que, ao longo de odas as ases enunciadas, se man e e o con ac o a i o e a
colabo ação com o hospi al, com euniões e ocas de
eedback
, po o ma a con e i alidade aos
di e en es passos e a anços dados ao longo p oje o.
1.4 Es u u a da Disse ação
A p esen e disse ação encon a-se di idida num o al de se e capí ulos, começando com a
con ex ualização do abalho desen ol ido, seguida de um enquad amen o eó ico, a ap esen ação da
ins i uição e do se iço de u gência onde se ealizou o p oje o, a análise c í ica da si uação a ual e
possí eis á eas de a uação, a exposição das p opos as de melho ia, e minando com a análise de
esul ados e, po im, a conclusão e pe spe i as de abalho u u o.
O p imei o capí ulo, no qual es a subsecção se inse e, consis e na exposição e enquad amen o da
p oblemá ica cen al da disse ação, e o çando a pe inência do p oje o desen ol ido, sendo ambém
de inidos os obje i os do mesmo, a me odologia de in es igação e, ainda, a es u u a que compõe o
p esen e documen o.
O segundo capí ulo p ocu a p opo ciona uma con ex ualização eó ica da emá ica explo ada, abo dando
as p incipais iloso ias, me odologias e e amen as de apoio à ealização do p oje o. Além do
enquad amen o eó ico, no que conce ne à emá ica
Lean
, a e isão bibliog á ica ealizada p ocu a ainda
escla ece b e emen e a o ganização a ual do Se iço Nacional de Saúde (SNS) e dos Se iços de
U gência, em pa icula , bem como, de que o ma é que a me odologia
Lean
se aplica no con ex o da
saúde.
O e cei o capí ulo, po sua ez, passa pela ap esen ação do HSOG, da sua missão e alo es, bem como
a ap esen ação do ambien e onde se desen ol eu o p oje o e uma b e e desc ição das inicia i as
p eceden es ao mesmo, especialmen e no âmbi o do SU e do p ocesso de eposição de ma e ial clínico.
O capí ulo seguin e desc e e po meno izadamen e o p ocesso de eposição de ma e ial clínico e enuncia
os p incipais p oblemas de e ados no mesmo, des acando as á eas com maio necessidade de melho ia.
6
Além dis o, são desc i os os á ios pon os de consumo ab angidos pelo p ocesso de eposição e
escla ece-se ainda o p ocedimen o de ecolha e a amen o de dados u ilizado.
O quin o e o sex o capí ulos concen am-se na exposição, análise e in e p e ação das in o mações
ecolhidas no e eno, bem como na explo ação da base de dados his ó ica das mo imen ações de
en ada e saída de ma e ial em ci culação no SU.
O sé imo capí ulo é in eg almen e dedicado à exposição das p opos as de melho ia e soluções
ap esen adas ao SU do HSOG. Finalmen e, o capí ulo oi o eúne as conside ações inais, limi ações
encon adas e as po enciais di e izes de abalho u u o.
7
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
Nes e capí ulo ap esen am-se os undamen os eó icos que sus en am o p esen e abalho. Inicia-se com
a con ex ualização do Se iço Nacional de Saúde (SNS) po uguês e a sua mais ecen e ees u u ação.
Em seguida, in oduz-se a iloso ia
Lean
, com e e ência ao TPS, expõem-se os cinco p incípios do LT e
os se e ipos de despe dício. Pos e io men e, abo da-se a aplicação do
Lean
no con ex o da saúde,
des acando a sua ele ância, e desc e em-se as e amen as selecionadas pa a a in es igação.
2.1 Se iço Nacional de Saúde Po uguês
A 15 de se emb o de 1979 oi publicada a Lei nº56/79, no Diá io da República, que es abeleceu a
undação do Se iço Nacional de Saúde. O SNS conc e iza o di ei o uni e sal de p o eção da saúde, o
acesso de odos os cidadãos à p es ação de cuidados adequados, a despei o da sua condição económica
ou social. O SNS po uguês, nos úl imos 40 anos, colocou o país num luga cimei o no que espei a aos
cuidados de saúde, cump indo a missão a que se p opõe, a a és da ga an ia de um se iço uni e sal
de qualidade, capaz de eduzi as desigualdades na sociedade po uguesa (Po al SNS, 2023).
A Lei n.º 95/2019, de 4 de se emb o, ap o a a Lei de Bases da Saúde, es abelecendo as di e izes do
sis ema de saúde em Po ugal. Es a lei indica que os cidadãos êm di ei o à p o eção da saúde, com
base nos p incípios da igualdade, não disc iminação, con idencialidade e p i acidade. Além disso, e o ça
que o di ei o à saúde é uma esponsabilidade conjun a das pessoas, sociedade e Es ado em odas as
ases da ida, de ine a o ganização do SNS, enuncia a polí ica de saúde, nomeia as esponsabilidades
do Es ado, incluí a p omoção da saúde e a p e enção de doenças (Assembleia da República, 2019).
Apesa das suas alências, o úl imo ela ó io de Con as Sa éli e da Saúde, di ulgado pelo Ins i u o
Nacional de Es a ís ica (INE), demons a que o alo global da despesa co en e em saúde em
aumen ado. Os dados ela i os a 2023, mos am que os gas os públicos com saúde aumen a am 3,7%,
ace ao ano an e io , impulsionados sob e udo pelos cus os com o pessoal nos p es ado es públicos. Os
cus os p i ados ambém aumen a am e c esce am ce ca de 6,6%, jus i icando-se, p incipalmen e, pela
maio p ocu a po hospi ais p i ados e se iços de ambula ó io. As a iações ilus am-se na Figu a 1,
no ando-se que Po sinaliza dados p o isó ios e Pe os dados p elimina es.
14
Thinking
pa a se e e i em à e olução do TPS e à inco po ação de no os concei os eme gidos naquela
época. A pa i des a ob a, o e mo
Lean
p oli e ou-se de o ma incada em oda a indús ia (J. Womack
& Jones, 1997).
Pa a J. Womack & Jones (1997), a abo dagem do LT como mé odo p imo dial pa a a eliminação do
despe dício e c iação de alo , consis e num p ocesso que se deb uça em cinco p incípios,
nomeadamen e:
1. De ini o alo : A gumen a-se que o alo de e se de inido pelo clien e inal, alo es e que é
exp esso na o ma de um p odu o ou se iço especí ico, com p op iedades especí icas, a p eços
especí icos e num momen o especí ico.
2. Iden i ica a cadeia de alo : O luxo de alo engloba odas as e apas necessá ias pa a que o
p odu o chegue ao clien e inal, desde o
design
, engenha ia, p odução, ecebimen o de pedidos,
planeamen o da p odução e en ega. Es as ações podem, ou ag ega di e amen e alo ao
p odu o, ou não ac escen a alo , mas se em necessá ias, ou podem ainda se ações que não
ag egam alo e são dispensá eis.
3. C ia um luxo con ínuo: Consis e em iden i ica as ações que ac escen am alo ao p odu o,
agilizando-as e, simul aneamen e, elimina os despe dícios e e apas que queb em o i mo
p odu i o, po o ma a que o p odu o chegue ao clien e com o mínimo de in e upções ou
espe as.
4. Es abelece uma p odução puxada – P odução
Pull
: Todo o p ocesso p odu i o de e se puxado
pelo clien e, pe mi indo que seja p oduzida apenas a quan idade, quando o clien e necessi a,
e i ando a sob ep odução e consequen es cus os com
s ock
.
5. P ocu a con inuamen e a pe eição: Ma iz de pensamen o que p ocu a cons an emen e a
melho ia con ínua, ideia es a que de e es a p esen e na cul u a o ganizacional. A ideia de
melho ia con ínua de e es a p esen e nos p odu os, p ocessos e pessoas, c iando alo com a
edução dos despe dícios.
2.3.3 Tipos de Despe dícios
Como escla ecido nos cinco p incípios do
Lean Thinking
an e io men e enunciados, um pon o c ucial
nes e modelo eside na comp eensão do que ep esen a alo e quais as a i idades que, de ac o, são
absolu amen e indispensá eis. Po conseguin e, in oduzi ino ações undamen adas no
Lean Thinking
,
implica, em p imei o luga , ap ende a iden i ica os despe dícios. Se algo não ag ega alo di e amen e,
é despe dício, ou, se há uma al e na i a de ealiza uma a e a sem de e minada ação, essa a i idade é

15
despe dício (Poppendieck, 2002). Ohno (1988), o men o do TPS, iden i icou se e ipos de despe dício,
ou
muda,
em japonês, sendo eles:
1. Espe as: Espaços empo á ios sem qualque a i idade p odu i a em cu so, de ido à
indisponibilidade de ma e iais, ecu sos ou in o mações no momen o necessá io ao sis ema
p odu i o.
2. T anspo es: Deslocações dos ecu sos (ma e iais ou pessoas), en e p ocessos, sem que haja
ac éscimo de alo ao p odu o pa a o clien e inal.
3. Sob ep ocessamen o: P ocessamen o ine icaz das a i idades p odu i as, as quais pode iam se
simpli icadas. Inclui ambém o p ocessamen o excessi o, quando as ope ações ealizadas são
desnecessá ias.
4. Sob ep odução: P odução de um olume maio do que o pedido pelo clien e ou p odução
an ecipada, con a iando o pila
Jus -In-Time
, o iginando maio es cus os de a mazenamen o de
ma e ial.
5. In en á io: Quan idade excessi a de ma e iais a mazenados – ma é ias-p imas, p odu os
semiacabados ou p odu os acabados – em espe a pa a se em p ocessados ou en egues ao
clien e inal, p o ocando aumen o do
lead ime
, cus os de a mazenamen o e anspo e.
6. De ei os: Conside a-se que um p odu o possuí de ei os quando a sua qualidade não a ende aos
pad ões es abelecidos, o çando um e abalho ou emodelação. A p esença de de ei os, além
de aumen a o empo despendido nas a e as, aca e a ambém um aumen o dos cus os.
7. Mo imen ações: Deslocações desnecessá ias dos colabo ado es, nas quais se gas a empo e
não exis e ac éscimo de alo ao p odu o.
Alguns au o es ac escen am ainda um oi a o despe dício, que se adiciona depois dos se e
sup amencionados. Es e despe dício su ge semp e que há subap o ei amen o das capacidades
humanas, ou seja, quando as habilidades das pessoas que cons i uem de e minada o ganização não
es ão a se po enciadas de idamen e, desde conhecimen os e expe iências, agilidade ísica, alen os,
en e ou os, a o es e que pode de e mina alguma an agem compe i i a que acaba po não se
explo ada (Bozdogan, 2010).
2.4
Lean Heal hca e
Os sis emas e unidades de saúde, à escala global, encon am-se ime gidos numa p essão económica
c escen e pa a eduzi os gas os públicos ine en es aos seus se iços e, pa alelamen e, ele a os pad ões
16
de qualidade, encu a os empos de espos a, de espe a e de en ega, ap imo a a segu ança do
pacien e e inco po a , con inuamen e, mé odos a ançados e equipamen os de úl ima ge ação, na p á ica
clínica diá ia (Ko ace ic e al., 2016). Além disso, ou as imposições êm su gido, como al e ações na
p ocu a, esul an es do apa ecimen o de no as pa ologias e o en elhecimen o da população (Rosa e al.,
2021). Es as solici ações con igu am a a ual es u u a in eg ada pa a a ges ão dos se iços de saúde,
ma cada pela u gen e e necessá ia p ocu a de espos as, soluções, me odologias e écnicas que
colma em odas as exigências des acadas. Conside ando es e cená io, os esponsá eis pelas polí icas e
os líde es dos se iços êm indo a desen ol e in e esse po iloso ias de ges ão que, endo esul ados
isí eis nou os se o es de a i idade, possam o e ece mecanismos de ação mais p odu i os, e icien es
e en á eis, de modo a eo ganiza os p ocessos e a p es ação de se iços (Wa ing & Bishop, 2010).
Em i ude do p essupos o des acado, as me odologias de eengenha ia de p ocessos, nomeadamen e
o
Lean Thinking
, que ap esen a uma longa adição de ges ão e implemen ação de melho ias, com
esul ados a o á eis comp o ados na indús ia, su ge como uma al e na i a de ele ado po encial pa a
con o na e supe a as ad e sidades e i icadas, uma ez que sejam ealizados os de idos ajus es ao
con ex o da saúde (Wa ing & Bishop, 2010).
Embo a exis am aspe os e iden es que di e em os cuidados da saúde da p odução, des acam-se, po
ou o lado, semelhanças su p eenden es. Seja na p odução de um ca o ou no a amen o de um doen e,
ambos en ol em uma sequência de múl iplas e complexas ope ações, de o ma a ac escen a alo ao
clien e ou ao u en e. Além disso, ambas admi em a exis ência de despe dício – seja de empo, dinhei o,
ma e iais ou boa on ade –, que c ia, ine i a elmen e, uma diminuição do alo (Womack e al., 2005).
Pa a Womack e al. (2005), o LT não se baseia a uma á ica de p odução ou p og ama de edução de
cus os, mas es ende a sua unção a uma es a égia de ges ão aplicá el a qualque o ganização,
inclusi amen e as o ganizações de saúde.
Des e modo, a p ocu a de soluções pa a os desa ios encon ados no se o da saúde encon a-se, mui as
ezes, além dos limi es das p á icas de saúde, ampliando-se pa a o es udo de pa adigmas
o ganizacionais, ele an es em ou os se o es, como a me odologia
Lean
. Quando aplicado no con ex o
dos se iços de saúde, o
Lean Heal hca e
(LH) de ine a abo dagem es a égica que, apoiada nos
p incípios e p á icas do LT, p ocu a aumen a a con iabilidade dos pacien es, o ní el de se iço e a
es abilidade dos p ocessos de saúde (Rosa e al., 2021).
Segundo Lima e al. (2020), o
Lean Heal hca e
pode se ca ac e izado como uma iloso ia de melho ia,
apoiada po e amen as, mé odos e p incípios que, a a és da sua a iculação, são capazes de
equali ica a o ganização das ins i uições de saúde. Median e o edesenho ap op iado do espaço ísico,
17
econ igu ação dos p ocessos e o es abelecimen o de uma dinâmica en ol en e e es imulan e pa a os
p o issionais alocados às di e en es unções ( écnicos adminis a i os, en e mei os,
s a
médico, en e
ou os), que de em sen i o econhecimen o das suas opiniões e possui uma oz a i a no p ocesso de
melho ia. Os au o es des acam ainda que, no LH, o eixo cen al pa a o ien a qualque ação de e se o
pacien e, uma ez que a p io idade máxima se ixa em p es a -lhe a assis ência adequada, opo una e
de qualidade, ajus ada às endências do sis ema de saúde e baseando-se, inin e up amen e, no alo
pe cebido pelos pacien es.
A sis emá ica da eliminação do despe dício é uma p io idade no LT e, po conseguin e, ambém a mesma
p emissa é undamen al na abo dagem do
Lean Heal hca e
. Os se e despe dícios adicionais, quando
adap ados ao enquad amen o da saúde, podem se aduzidos po : espe as (po uma consul a
agendada), mo imen os (encon a o medicamen o ou ma e ial co e o), anspo es ( ans e ência de
doen es en e depa amen os de especialidade), sob ep odução ( a amen o desnecessá io), de ei os
(inspeção de abalho ealizado com e o), sob ep ocessamen o ( o mulá ios e bu oc acias
desnecessá ias) e in en á io ( u u a de ma e ial ou excesso de
s ock
). Se ainda se conside a a oi a a
ca ego ia de despe dícios, a ibuída à al a de explo ação das capacidades humanas, no con ex o dos
p es ado es de se iços de saúde, pode iden i ica -se, a í ulo de exemplo, a al a de eino ou o mação
de p o issionais em no as écnicas de diagnós ico (Cos a & Godinho Filho, 2016).
O es udo ap esen ado po Lima e al. (2020) ap esen a uma análise ag egada de 114 a igos e e en es
a di e en es abalhos de pesquisa, no âmbi o de melho ias e e i amen e e i icadas com a
implemen ação do LH. En e elas, des acam-se cinco ca ego ias de esul ados a o á eis, incluindo:
ganhos de empo, com a edução do
lead ime
, empos de espe a e de in e namen o; diminuição de
e os e cus os, com a eliminação de despe dícios, eo ganização de espaços e ges ão de
s ocks
;
o alecimen o da cul u a o ganizacional e espí i o de equipa; aumen o da e iciência, p odu i idade e
melho ia no luxo de pacien es; e, po im, melho ia na qualidade e segu ança, com indicado es de maio
sa is ação dos pacien es.
2.4.1 Fe amen as
Lean
Usadas no
Lean Heal hca e
A seleção de e amen as
Lean
a implemen a é, a ualmen e, um dos p incipais desa ios encon ados
pelos ges o es aquando da ase de planeamen o, sendo essa escolha um dos pon os c uciais no sucesso
ou insucesso da mudança (Cos a & Godinho Filho, 2016). Tendo em con a os a ibu os p óp ios do
domínio da saúde, a implemen ação plena e ab angen e das e amen as
Lean
e ela-se mais es i a,
18
sendo decisi o iden i ica as mais u ilizadas e as combinações mais u í e as no se o (Daul ani e al.,
2015).
A in es igação de Ko ace ic e al. (2016) consis e num es udo de e isão sis emá ica de aplicações
p á icas do LH, apon ando, como as qua o e amen as
Lean
mais comummen e inco po adas no
con ex o hospi ala : me odologia 5S, abo dagem
Kaizen
,
Value S eam Mapping
(VSM) e ges ão isual.
P imei amen e, a me odologia 5S di ige-se à o ganização do ambien e de abalho, es abelecimen o de
eg as in e nas e pad ões, e isa ga an i a manu enção dos esul ados alcançados a longo p azo. O 5S,
designação que de i a de pala as japonesas iniciadas pela le a S, e e e-se a cinco a i idades, a se em
ealizadas sequencialmen e, com adução equi alen e a:
So , Se in o de , Shine, S anda dize
e
Sus ain
.
A iloso ia
Kaizen
, pala a em japonês pa a “melho ia con ínua”, po sua ez, isa a esolução g adual e
con ínua de p oblemas po meio da eliminação de despe dícios, en ol endo odos os uncioná ios no
ap imo amen o das unções e p ocessos. O
Kaizen
segue o ciclo PDCA (
Plan, Do, Check, Ac
), iniciando
na iden i icação do p oblema, de inição de soluções, es es de con olo e e i icação e ajus es
necessá ios, endo u ilização comp o ada na p omoção de mudanças signi ica i as de o ma ápida e
e icaz. Adicionalmen e, o VSM possui um papel e icaz na iden i icação de á eas p oblemá icas. T a a-se
de uma e amen a analí ica e g á ica que pe mi e ep esen a o luxo o al de um p ocesso, e idenciando
empos e ecu sos do p ocesso, designadamen e, empos de espe a, amanho do
s ock
, luxos de
in o mação e ma e iais, empo de ciclo, en e ou os. No con ex o da saúde, o VSM é u ilizado pa a aça
a a i idade do pacien e, iden i icando as e apas do p ocedimen o médico, alo , du ação, espe as e alhas
no p ocesso. Finalmen e, a ges ão isual pa e da ideia de que os se es humanos são
p edominan emen e isuais, ecebendo a maio pa e das in o mações a a és da isão. Des e modo,
a a és do uso de co es, sinais, ma cações, luzes,
e c
., a ges ão isual em o obje i o da implemen ação
de e amen as e écnicas pa a c ia um ambien e de abalho isual, au ossu icien e, o ganizado e
au o egulado , no qual as a i idades oco em no momen o ce o de ido a soluções isuais (Ko ace ic
e al., 2016).
O abalho de in es igação conduzido po Lima e al. (2020) co obo a os esul ados des acados acima
e ac escen e ainda, como e amen a igualmen e p edominan e, a pad onização do abalho, mecanismo
es e que se concen a no incen i o à consis ência da execução de a e as, pe mi indo que odos os
en ol idos nos p ocessos ealizem as e apas de manei a es á el e uni o me, e i ando a adoção de
abo dagens pe sonalizadas.
19
2.4.2 Di iculdades à In odução do
Lean Heal hca e
Como oi discu ido nas secções an e io es, a adoção dos p incípios
Lean
demons a uma o e e inegá el
aplicabilidade no se o da saúde, a aindo a c escen e a enção de in es igado es e p o issionais da á ea,
dado o po encial econhecido e e i icado, na p á ica, dos esul ados ans o mado es e eplicá eis do
LH. Con udo, exis em algumas ba ei as à in odução des a me odologia, di iculdades es as que êm
indo a se abo dadas po di e en es au o es.
A e isão elabo ada po D’And eama eo e al. (2015) indica que o aje o do
Lean Heal hca e
em sido
pa icula men e mo oso, dadas as con ingências ine en es à á ea da saúde, des acando, como p incipais
obs áculos a esis ência à mudança dos colabo ado es, a complexidade do p ocesso de implemen ação,
a di iculdade em in eg a ino ações e p opo mudanças, além da al a de comp eensão ge al do concei o
de despe dício. Além disso, a ansição do
Lean
Heal hca e
e i ica-se, maio i a iamen e, do se o p i ado
pa a o público, a mudança de pa adigma que exige a ealização de ajus es adequados, ais como a
supe ação de lacunas o ganizacionais e o edi eccionamen o da isão do p ocesso, o ien ado unicamen e
pa a a p es ação um se iço público, onde o oco se desloca da e iciência in e na pa a o acesso uni e sal
e a amen o do pacien e. Ainda su gem ensões deco en es da necessidade de in es i empo e
ecu sos pa a implemen a a no a me odologia, enquan o se cump em as me as de desempenho
es ipuladas pela p essão inancei a do go e no.
Adicionalmen e, a in es igação o ien ada po Souza & Pidd (2011) baseou-se em duas en es: um
conjun o de en e is as com di e o es de se iços, p o issionais da ges ão e p o issionais de saúde,
conjugada com a expe iência e e idências p á icas da aplicação do pensamen o
Lean
em di e sos
hospi ais do Reino Unido. O es udo pe mi iu conje u a que as p incipais ba ei as encon adas se podem
ag ega em oi o ca ego ias, mais p ecisamen e:
1. Pe ceção: Mi os da p odução e a al a de comp eensão dos p incípios
Lean.
2. Te minologia: In odução de uma no a linguagem, embo a os p o issionais de saúde enham
egis ado uma espos a global posi i a ao no o ocabulá io.
3. Ap idões pessoais s. p o issionais dos p o issionais de saúde: Exis ência de di e enças
subs anciais en e as ap idões pessoais/p o issionais dos p o issionais de saúde, em elação
aos da indús ia e manu a u a.
4.
Momen um
o ganizacional: Cons an e mudança de es a égia e de polí icas go e namen ais
impede a con inuidade de p og amas po encialmen e bem-sucedidos.
5. Silos p o issionais e uncionais: F agmen ação dos cuidados de saúde em silos impõe um
obs áculo nos luxos de pacien es, bens e in o mação.

20
6. Hie a quia e ca gos de ges ão: Ques ões de cul u a o ganizacional, hie a quias nas equipas de
saúde e modo de dis ibuição de papéis de ges ão.
7. Recolha de dados e a aliação do desempenho: P oblemas de acesso e ecolha de dados e al a
de a aliação de desempenho baseada na expe iência do pacien e.
8. Resis ência à mudança: Comum em qualque p og ama de melho ia. Exige especial a enção,
uma ez que o en ol imen o de odos os p o issionais é um dos pon os cha es na iloso ia
Lean.
2.5 Desc ição das e amen as u ilizadas no p oje o
O desen ol imen o da in es igação explo ada nes e documen o en ol eu a eo ganização de um
p ocesso complexo, epa ido numa sé ie de e apas, desempenhado po di e en es p o issionais e
essencial pa a o desempenho uncional do SU, que consis e na dis ibuição e eabas ecimen o de
ma e ial clínico po odos os pon os de consumo, is o é, odos os pon os de a endimen o médico. O
p ocesso de eposição de ma e ial clínico é essencial pa a que haja os ma e iais ce os, no local e empo
adequados, de modo a ga an i os meios ap op iados à assis ência dos pacien es.
Po o ma a alcança uma melho
pe o mance
des a a i idade, no sen ido de melho ap o ei amen o
dos ecu sos, edução dos despe dícios e p omoção de um melho ní el de se iço na p es ação de
cuidados de saúde, algumas e amen as auxilia es o am aplicadas, nomeadamen e ins umen os
o necidos pela me odologia
Lean
e écnicas de ges ão de
s ocks
, como a Análise ABC. Nos seguin es
subcapí ulos encon am-se sucin amen e desc i as as e amen as u ilizadas.
2.5.1 Diag ama de
Spaghe i
No li o
Lean Thinking: Banish Was e and C ea e Weal h in You Co po a ion
, os au o es (Womack &
Jones, 1997) mencionam o diag ama
spaghe i
como uma e amen a isual, p epa ada pa a ilus a o
luxo de ma e iais, pessoas ou in o mações, ao longo de um p ocesso. Es a e amen a alinha-se com as
p emissas do LT, pois auxilia na pe ceção de ine iciências e iden i icação de despe dícios, salien ando
os mo imen os desnecessá ios e edundan es. A isualização de odos os luxos, o na exequí el a
melho ia dos p ocessos, a eliminação de despe dícios e alo ização da melho ia con ínua.
Cons ui um diag ama de
spaghe i
ajuda a pe ceciona o
layou
ideal, endo como a o decisi o o
aje o do ma e ial e as dis âncias pe co idas numa a i idade ou p ocesso. Es e desenho pe mi e mapea
os es o ços desnecessá ios, e idenciando despe dícios de mo imen ação e anspo e.
O empo economizado na ede inição dos pe cu sos du an e a a i idade em análise, pode se con e ido
de o ma p o ei osa, como no caso da edução da espe a do pacien e. Além dos aje os imp odu i os,
21
es a e amen a pode encon a ou os p oblemas e despe dícios, mais p ecisamen e aqueles
elacionados às ope ações epe idas ou edundan es, mas ambém a suges ão de opo unidades ou
soluções al e na i as elacionadas com o luxo (Degui mendjian, 2016). Na Figu a 4 encon a-se o
exemplo de um Diag ama de
Spaghe i
pa a as mo imen ações dos médicos no SU de um hospi al.
Figu a 4
-
Diag ama de
Spaghe i
do luxo de mo imen ação o al dos médicos no Se iço de U gência
Fon e: (Degui mendjian, 2016)
2.5.2
S anda d Wo k
O
s anda d wo k
, ou, em po uguês, pad onização do abalho, consis e na p á ica de de ini , comunica ,
segui e melho a pad ões. De em pad oniza -se os p ocessos, de seguida es es de em se es abilizados
pa a que, inalmen e, as melho ias possam se implemen adas e econhecidas. O
s anda d wo k
é a
e amen a
que sus en a e o na exequí el a execução das a i idades de melho ia, uma ez que, a ixação
de um pad ão de abalho, como e e ência, c ia as condições necessá ias pa a que se alegue a
exis ência de um p ocesso con iá el, uma o ma de sabe como melho á-lo, apoiado ans e salmen e
numa isão sus en ada de melho ia con ínua (Pe ei a e al., 2016).
Pe ei a e al. (2016) a gumen am que o
s anda d wo k
conjuga uma sé ie de p ocedimen os que isam
es abelece os melho es mé odos e sequências pa a cada p ocesso, conside ando igualmen e as
p e e ências dos p o issionais en ol idos. Como odos os es an es mecanismos
Lean
, a pad onização
do abalho ambiciona minimiza o despe dício, enquan o maximiza o desempenho. Es a e amen a é
comummen e usada na p odução
pull
, p ocu ando man e o i mo de p odução alinhado ao luxo de
pedidos dos clien es, pe mi indo que os p o issionais ope em a pa i de um mé odo único, con e indo
lexibilidade e agilidade na mudança de posição (Pe ei a e al., 2016).
22
2.5.3
Kanban
O e mo
Kanban
e e e-se à e minologia japonesa pa a " egis o isí el" ou "pa e isí el" e e e e-se a
um sis ema es a égico idealizado com o p opósi o de con ola os ní eis de in en á io, a p odução e o
o necimen o de componen es. Es a e amen a egula a quan idade e o momen o adequado pa a a
p odução, inco po ando um mecanismo de con olo do luxo de ma e iais. Es a e amen a ma e ializa-
se globalmen e na o ma de ca ões, que uncionam como sinalizado es pa a ge i a en ega e a p odução
de ma e iais (Lage Junio & Godinho Filho, 2010).
Segundo (Rahman e al., 2013), o sis ema
Kanban
é uma e amen a
Lean
que, após omada a decisão
es a égica de a implemen a , p opo ciona uma signi ica i a an agem na ges ão ope acional, no sen ido
de a ingi o mínimo de in en á io em qualque momen o, melho a a p odu i idade da emp esa e, ao
mesmo empo, minimiza o despe dício. No sis ema
Kanban,
a o dem pa a a p odução apenas é di ada
quando há p ocu a pelos p odu os, egulando as quan idades de p odução.
O sis ema Kanban iabiliza-se a pa i de sinais usados pa a eabas ece o
s ock
de i ens usados
epe idamen e den o de uma ins alação. A p emissa do
Kanban
é que o ma e ial não se á p oduzido ou
mo imen ado a é que um clien e en ie o sinal pa a azê-lo. Es a e amen a possibili a a edução dos
ní eis de in en á io e a economia de cus os ge ais ao elimina a p odução excessi a, desen ol e pos os
de abalho lexí eis, eduzi despe dícios, minimiza os empos de espe a e os cus os logís icos (Rahman
e al., 2013).
Sal agua da-se ainda que, com aplicação ao sis ema
Kanban,
o sis ema de duas caixas pode aumen a
a e iciência dos p ocessos, inclusi amen e nas ins i uições hospi ala es, como ambém con ibui na
edução de á ios ipos de despe dício, como
s ocks
em excesso e mo imen os desnecessá ios. No
sis ema de 2 caixas, cada ipo de p odu o é a mazenado em dois compa imen os. Quando uma caixa
se es azia é acionada a eposição do
s ock
. A in o mação é p ocessada po um sis ema que ge a uma
lis a de i ens a se em e i ados do a mazém ou equisi ados ex e namen e, e os p odu os são en egues
e a mazenados nas caixas azias (Beaulieu & Land y, 2010).
2.5.4
Kaizen
Kaizen
é a exp essão japonesa pa a “melho ia con ínua”. A me odologia assume popula idade pela
capacidade em elimina despe dícios em odos os ní eis de uma o ganização, seguindo um concei o
comple o e ab angen e, que se supo a na in eg ação de di e en es e amen as
Lean
, almejando
pe manen emen e a melho ia de p ocessos, p ocedimen os e a busca incessan e pela pe eição (Kuma
e al., 2018).
23
O
Kaizen
con igu a-se como um olha sob e a ges ão al amen e e icaz na iden i icação de p oblemas e
na capaci ação de equipas a i as e in e en i as na o mulação de soluções. De igual modo, a a ibuição
de esponsabilidades esul an e da moni o ização con ínua do desempenho e ela-se undamen al a im
de mo i a odos os p o issionais en ol idos, con ibuindo igualmen e pa a a ans o mação cul u al das
equipas. A me odologia
Kaizen
p e ende omen a mudanças de a i ude consis en es, compo amen os
assen es na melho ia con ínua, alice çadas num modelo em cons an e e olução, o ien ado pa a uma
adap ação p og essi a e e icaz às necessidades mani es adas. Em úl ima análise, es a abo dagem não
de e se en endida como um im em si mesma, mas sim como pa e in eg an e de um modelo
o ganizacional ino ado e inclusi o, no qual oda a es u u a o ganizacional se encon a alinhada com o
p opósi o de alcança um desempenho de excelência (Félix & Ribau, 2013).
2.5.5 Análise ABC
A análise ABC é uma e amen a essencial na ges ão de in en á io de p odu os, baseada no p incípio de
Pa e o. Es a no ma assen a na dis ibuição desigual de ecu sos e isa dis ingui que p odu os de em
es a mais disponí eis e, po oposição, que a igos podem se a mazenados em locais menos acessí eis,
alocação de inida consoan e a sua impo ância pa a a ope acionalização do se iço. A análise ABC
des aca ambém que de e se assegu ada uma moni o ização cons an e pa a os a igos assinalados
como mais c í icos ou essenciais ao p ocesso em análise (Jay Heize e al., 2023).
Pa a Teun e e al. (2010), a análise ABC classi ica os a igos em unção do seu alo pa a a o ganização,
com base em a o es de e minan es, como o olume anual de unidades mone á ias. Com e ei o, os
a igos são o ganizados de o ma dec escen e, e ag upados em ês classes consoan e a sua ele ância.
As ês classes de p odu os des acadas pela análise ABC são:
• Classe A: A igos c í icos pa a a o ganização, exigem a enção edob ada. Classe co esponden e
a 20% dos a igos, mas 80% do alo o al anual de in en á io.
• Classe B: A igos mode adamen e c í icos, que eque em uma moni o ização no mal. Classe
co esponden e a 30% dos a igos e 15% do alo o al anual de in en á io.
• Classe C: A igos de baixa o a i idade e pouco c í icos, usualmen e com al a a iabilidade.
Classe co esponden e a 50% dos a igos, mas apenas 5% do alo o al anual de in en á io.
A a és des a ca ego ização é possí el aça a cu a ABC gene alizada, que segmen a os a igos e
elaciona o olume anual de endas com a quan idade de p odu os em
s ock
.
30
3.3.2 E olução da P ocu a pelos Se iços de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
O SU de um hospi al des aca-se pela sua complexidade e pela impo ância em assegu a a assis ência
de saúde, inin e up amen e, a odos os cidadãos. O SU do HSOG não é uma exceção e, somando a
modi icação do pe il epidemiológico e o aumen o das causas ex e nas, a a luência desp opo cionada ao
SU e le e-se num desní el en e as capacidades e ecu sos exis en es pa a en en a a a ual p ocu a.
O SNS T anspa ência, ins umen o elabo ado pelos Se iços Pa ilhados do Minis é io da Saúde (SPMS),
de li e acesso no Po al SNS, consis e num se iço público que di ulga ma é ia in o ma i a, de o ma
igo osa e cla a. Com es a e amen a, qualque cidadão pode acede aos dados subjacen es à a i idade
do SNS, pesquisa es a ís icas ela i as às en idades de se iços de saúde e acompanha indicado es
undamen ais – “Acesso”, “Saúde dos Po ugueses”, “E iciência” e “Qualidade” (SPMS, 2019).
Seguindo es e enquad amen o, eco eu-se ao SNS T anspa ência pa a comp eende a e olução do
núme o de a endimen os em U gência, il ando os dados pa a a en idade em es udo, is o é, o HSOG.
Selecionou-se o indicado do SNS T anspa ência ela i o a “Acesso”, designou-se a en idade de saúde
pe inen e e o sepa ado “A endimen os em U gência Hospi ala po T iagem de Manches e ”.
Explo ando as aculdades da e amen a, elabo a am-se os g á icos das Figu a 6 e Figu a 7, que
o ganizam os dados do núme o de a endimen os u gen es no SU do HSOG, en e 2015 e 2023,
consoan e a co da pulsei a a ibuída pelo STM.
A Figu a 6 diz espei o à a luência de u en es ao SU do HSOG com pulsei as Ve de e Ama ela, ou seja,
doen es pouco u gen es e u gen es, espe i amen e. Es es são os ní eis de p io idade com maio
p esença no SU do HSOG, no pe íodo conside ado. No a-se que, exce uando o pe íodo pandémico (2020
e 2021), que o çou a duas con inamen os ob iga ó ios, con i ma-se a endência c escen e de acesso
aos SU, supe ando os 400.000 a endimen os em 2023, pa a doen es com pulsei as Ve de e Ama ela.
Figu a 6 - Núme o de a endimen os em U gência hospi ala no HSOG pa a doen es com pulsei as Ve de e Ama ela (2015 - 2023)
Fon e: (SNS T anspa ência, 2024)

31
Aos es an es ní eis de p io idade co espondem doen es não u gen es, mui o u gen es e eme gen es,
cujas co es a ibuída no p ocesso de iagem co espondem, pela mesma o dem, as pulsei as Azul,
La anja e Ve melha. Nes a análise incluí am-se ainda os doen es não classi icá eis (pulsei a B anca).
No que diz espei o aos doen es eme gen es e não u gen es, sinalizados com pulsei as Ve melha e Azul,
em ambos se e i ica uma a luência mui o in e io compa a i amen e a odos os ou os ní eis, com
compo amen os ela i amen e es á eis ao longo do pe íodo deco ido en e 2015 e 2023.
Em con as e, embo a si uados numa escala in e io aos ní eis Ve de e Ama elo, os doen es com pulsei a
La anja deno am um acesso bas an e signi ica i o ao SU. Após o pe íodo pandémico, sen e-se um
c escimen o do núme o de a endimen os em U gência a doen es com pulsei a La anja, ap oximando-se
das 75.000 oco ências, em 2023. Apesa des e c escimen o, o núme o de a endimen os mui o u gen es
nos anos an eceden es à pandemia assinala am um alo supe io aos anos que a segui am.
Finalmen e, os doen es aos quais é concedida a pulsei a B anca cons i uem casos não classi icá eis pelo
STM. A e a co esponden e a es a co pe mi e con e i que es e núme o em indo a aumen a
con inuamen e, egis ando em 2023 o maio alo do pe íodo em conside ação.
A Figu a 7 co obo a a in o mação des acada, pa indo dos dados colecionados no SNS T anspa ência.
Figu a 7 -
Núme o de a endimen os em U gência Hospi ala no HSOG pa a doen es com pulsei as La anja, B anca, Azul e Ve melha
(2015 - 2023)
Fon e: (SNS T anspa ência, 2024)
Todos os dados ap esen ados e o çam a necessidade c escen e de a ua , an o numa e en e
educacional da população, como ambém no sen ido de melho a os p ocessos en ol idos no
uncionamen o a ual do SU do HSOG, c iando um luxo global mais ha monioso e uncional, capaz de
esponde e icien emen e às exigências impos as pela ele ada p ocu a.
32
3.3.3 Plan a e Se iços p es ados pelo Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães
Mais do que comp eende o olume de a endimen os p es ados pelo SU do HSOG, é ele an e conhece
a sua o ganização espacial, a disposição das salas e as ca ac e ís icas dos a amen os p o idenciados.
Na Figu a 8 cons a a plan a do SU do HSOG, com a disposição das di e en es zonas ope acionais,
des acando-se, a co es, as á eas pa icula men e ele an es ao p esen e es udo.
Figu a 8
-
Plan a do Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
A in es igação conduzida e e po base a eo ganização do p ocesso de eabas ecimen o do ma e ial
clínico na U gência, is o é, a melho ia do sis ema de abas ecimen o de ma e ial desde o momen o em
que o ma e ial chega ao A mazém A ançado da U gência (AAU), a é es e se de idamen e dis ibuído
pelos pon os de assis ência médica – do a an e denominados po zonas de consumo de ma e ial clínico
– pa a que os cuidados sejam de idamen e p o idenciados aos u en es.
Sucin amen e, as 7 á eas undamen ais ao p ocesso de eabas ecimen o de ma e ial, iden i icadas na
igu a acima, encon am-se subdi ididas em dois núcleos uncionais: o de p es ação de cuidados,
a amen os e ga an ia de acompanhamen o po pa e dos p o issionais de saúde – compos o pelas 6
zonas de consumo de ma e ial e, po ou o lado, a á ea esponsá el po manusea , o ganiza e p epa a
odos os ma e iais em ci culação e a mazenamen o – compos o pelo A mazém A ançado da U gência.
A cada zona de consumo é a ibuída uma co que a iden i ica, que nada em que e com a p io idade
assinalada na pulsei a a ibuída aos u en es. Os se iços e unções desempenhados pelas 6 zonas de
consumo mencionadas dis inguem-se pela á ea de in e enção ou especialidade al que:
33
i. Zona Ve de – Cadei ões:
Es a zona dedica-se a e apêu icas de Clínica Ge al adminis adas em cadei as ou cadei ões. Es a
especialidade dedica-se ao diagnós ico e a amen o de uma ampla gama de sin oma ologias e os seus
p o issionais o ien am o pacien e, encaminhando-o pa a ou os especialis as, quando necessá io.
Encon a-se equipada com 1 sala de p ocedimen os com 20 cadei as e 13 cadei ões disponí eis pa a
a amen os; 1 sala de en e magem; 2 gabine es de apoio médico pa a consul as e apoio indi idualizado
aos doen es. Possuí espaço pa a a mazenamen o de ma e ial clínico na sala de en e magem.
ii. Zona Ama ela – Clínica Ge al:
Também denominada po “Sala das Macas”, es a dedica-se igualmen e à especialidade de Clínica Ge al,
dis inguindo-se po disponibiliza macas ao in és de cadei ões. Possui 1 sala de p ocedimen os com 14
macas; 2 gabine es médicos; 1 sala de en e magem; 1 sala pa a ealização de ele oca diog amas; 1
sala de apoio. O a mazenamen o de ma e ial é ealizado na sala de en e magem e na sala de apoio.
iii. Zona Azul – Ci u gia e O opedia:
Nes a á ea de assis ência são combinadas as especialidades de Ci u gia e de O opedia. Pa a conduzi
os dois se iços, a Zona Azul dispõe de: 1 sala de p ocedimen os com 14 cadei as, 6 cadei ões e 6
macas; 2 gabine es médicos de Ci u gia; 1 gabine e médico de O opedia; 1 sala de pequenas ci u gias;
1 sala de en e magem. O ma e ial possui 4 locais onde pode se a umado, nomeadamen e na sala de
pequenas ci u gias, no gabine e de O opedia, na sala de p ocedimen os e na sala de en e magem.
i . Zona La anja – Medicina In e na:
Os u en es indicados à Medicina In e na são assis idos na Zona La anja. Es a possuí: 1 sala de
p ocedimen os com 10 cadei ões e 4 macas; 3 gabine es médicos; 1 sala de en e magem. A o ganização
do ma e ial acon ece em 3 pon os: a má io de en ada, sala de p ocedimen os e sala de en e magem.
. Zona Cinzen a – Unidade de Decisão Clínica (UDC):
Os doen es encaminhados à Unidade de Decisão Clínica eque em uma a aliação ápida da sua condição
e pa ologia, p ocesso conduzido po uma equipa mul idisciplina , uma ez que se a a, maio i a iamen e,
de si uações u gen es e complexas. Tem uma á ea mais eduzida, con ando com 1 sala de
p ocedimen os com 6 macas. O ma e ial clínico é a mazenado num a má io da sala de p ocedimen os.
i. Zona Ve melha – Obse ação (OBS):
34
A zona de obse ações do HSOG se e pa a con ola os doen es que eque em acompanhamen o
médico con ínuo, mas que não exigem in e namen o imedia o. A Zona Ve melha é compos a pela sala
de p ocedimen os, com 10 macas, e pela sala de apoio, com 2 espaços pa a a umações de ma e ial –
1 na sala de p ocedimen os e 1 na sala de apoio.
A Figu a 9 e a Figu a 10 p ocu am exempli ica como se p ocessa o a mazenamen o de ma e ial nas
zonas de consumo. A í ulo ilus a i o, a Figu a 9 mos a o a má io do gabine e de O opedia, na Zona
Azul, onde cada p a elei a do a má io con em e ique as de iden i icação de cada ma e ial, com o seu
código nume á io, o nome iden i ica i o e o código de ba as.
Figu a 9
-
A má io pa a a mazenamen o do ma e ial clínico nas p a elei as do gabine e de O opedia da Zona Azul
A Figu a 10 mos a um a má io na Zona Ama ela, que dispõe do modo de o ganização em Sis emas
Únicos de Caixa (SUC), elemen os logís icos pa a a mazenamen o. Cada SUC iden i ica a zona de
consumo, o nome do ma e ial e a quan idade a se abas ecida.
Figu a 10 -
A má io pa a a mazenamen o do ma e ial clínico em SUC na sala de en e magem da Zona Ama ela
Finalmen e, es a abo da o uncionamen o do AAU. Es e depa amen o en ol e inúme as ope ações e
o seu bom desempenho é essencial à ci culação luída de ma e iais no SU e à a uação com os meios
mais ap op iados. As ope ações c uciais execu adas no AAU incluem:
35
i. Recebe o ma e ial que em do A mazém Cen al (AC) do HSOG e a mazená-lo no seu luga
p ede inido.
ii. Con ola e ge i o
s ock
pa a de e a al as de ma e ial, pedidos que não o am cump idos ou
excessos de i ens essenciais.
iii. P epa a os i ens a dis ibui , con o me as necessidades das zonas de consumo.
i . Debi a no Sis ema de In o mação Ges ão Hospi ala A mazém e Fa mácia (GHAF) os ma e iais
saí am pa a as zonas de consumo, ge ando a encomenda e epondo os ní eis de in en á io.
Na Figu a 11 e na Figu a 12 obse a-se pa e do AAU, mais conc e amen e a o ganização do ma e ial
nas colunas o denadas po o dem al abé ica, mecanismo simples de e e ência o ganizada pa a localiza
acilmen e os ma e iais.
Figu a 11
-
O ganização do A mazém A ançado da U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
Figu a 12 – O ganização do A mazém A ançado da U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães

36
Cada p a elei a possui uma ou mais e ique as, que iden i icam cada um dos ma e iais com um código
numé ico único de iden i icação, a sua designação e o código de ba as, como se obse a na Figu a 13.
Figu a 13 -
E ique as únicas de iden i icação de cada ma e ial no A mazém A ançado da U gência do HSOG
3.3.4 Inicia i as Desen ol idas pelo Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
O SU do HSOG p ocu a e o ça con inuamen e o se iço, comp ome endo-se em p es a um se iço de
con iança. Nes e sen ido, o hospi al, além de e equipas de p o issionais de saúde com habilidades
écnicas dis in as, p ocu a ado a meios ino ado es que pe mi am o melho uncionamen o do se iço.
No caso singula do SU, exis e um conjun o de inicia i as desen ol idas no âmbi o da melho ia con ínua
que se des acam. Sal agua da-se o ac o de que algumas das e amen as ap esen adas são
es u u adas com base em p incípios do pensamen o
Lean Heal hca e.
Assim, algumas das inicia i as p esen es no SU do HSOG que se podem enume a são:
i. Fe amen as de Ges ão Visual:
Ao longo dos co edo es do Se iço de U gência encon am-se dis ibuídos ca azes com in o mações
ele an es, escalonamen os de a e as, sinais, quad os e elemen os g á icos que ab angem es a ís icas
do se iço. Es es a uam como obje os auxilia es pa a a comunicação e acompanhamen o de p ocessos,
simpli icando dados complexos em in o mações acessí eis, pe ce í eis de o ma ápida e cla a. A í ulo
de exemplo, como e amen as de Ges ão Visual exibidas no SU do HSOG, des acam-se: Quad o de
Ges ão Diá ia – ap esen a es a ís icas e indicado es ela i os ao dia a dia no SU, bem como os p incipais
sinais de ale a; Quad os de P ocedimen os – desc e em de e minada a e a, de alham a o dem de
execução e o modo de ope ação; Escalas de T abalho – dis ibuição de esponsabilidades e composição
das equipas; Quad o de Recu sos Ma e iais – lis a an o os ma e iais em al a no se iço, como os
equipamen os de g ande po e, a sua localização e a da a de emp és imo, caso es e enha oco ido.
37
Na Figu a 14 encon a-se o Quad o de Ges ão Diá ia, po o ma a ilus a a in o mação desc i a.
Figu a 14
-
Quad o de Ges ão Diá ia p esen e no Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
ii. Filoso ia 5W2H:
O SU p ocu ado implemen a e amen as com esul ados isí eis no âmbi o da melho ia con ínua. Mais
especi icamen e, e i ica-se uma en a i a de enquad a os p o issionais nes a iloso ia de melho ia,
nomeadamen e na exposição e explicação de con eúdos e e amen as ú eis na iden i icação e esolução
de p oblemas, bem como na implemen ação de soluções de o ma es u u ada. Pa a al, os p o issionais
ao ca go de di e en es unções ing essam em a i idades que se des inam à ins ução ace ca da
me odologia 5W2H. Es a baseia-se, undamen almen e, em esponde a se e pe gun as essenciais:
Wha
(O quê?),
Why
(Po quê?),
Whe e
(Onde?),
When
(Quando?),
Who
(Quem?),
How
(Como?) e
How much
(Quan o cus a?), que pe mi em planea , es u u a e moni o iza as ações em cu so no SU, de o ma
bem de inida e comp eensí el a odos os en ol idos.
iii. Lis as de Ma e ial e Meios de Abas ecimen o:
Es es elemen os, po meno izadamen e desc i os no Capí ulo 4, o am engend ados po o ma a a ua
como agen es acili ado es de di e en es p ocessos, nomeadamen e no p ocesso de eposição de
ma e ial clínico. Ainda que o seu uncionamen o demons e lacunas, as lis as de ma e ial p e endem
o ganiza e con ola o in en á io, eduzi despe dícios, o imiza p ocessos e melho a o luxo de abalho.
Os meios de abas ecimen o e dis ibuição, po sua ez, o am p oje ados com a inalidade de agiliza as
mo imen ações e es abelece um luxo de ma e ial mais o ganizado.
38
4. PROCESSO DE REPOSIÇÃO DE MATERIAL CLÍNICO
Consumado o apu amen o do pano ama ge al do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães, o espe i o
Se iço de U gência, as suas alências e a i idades, o p esen e capí ulo oca-se em desc e e um
p ocedimen o c ucial ao bom uncionamen o do SU: o p ocesso de eposição de ma e ial clínico (RMC).
Além de delinea os moldes em igo pa a a execução do eabas ecimen o de ma e ial, des acam-se as
inicia i as p é ias elabo adas no âmbi o da melho ia con ínua. Ainda nes e capí ulo, abo da-se o mé odo
de ecolha e a amen o de dados, culminando na análise cuidada dos pon os c í icos do p ocesso.
4.1 P ocesso A ual de Reposição de Ma e ial Clínico no Se iço de U gência do
Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães
O obje i o cen al da eposição passa po o nece o ma e ial clínico, de o ma a empada e conco dan e
com os equisi os dos di e en es pon os de consumo, ou seja, às á eas de a amen o e de in e enção
de p o issionais de saúde. O p ocesso es abelece-se numa base diá ia e o nece os meios que pe mi em
a ação dos p o issionais de saúde. A disponibilidade dos ma e iais ce os, no momen o adequado, é
ainda mais ele an e no SU, uma ez que, em p incípio, eque uma a uação u gen e.
Des e modo, o p ocesso de eposição do SU do HSOG em a inalidade supe io de odos os dias
abas ece de idamen e as 6 p incipais zonas de consumo sup amencionadas, elemb ando: as Zonas
Ve de e Ama ela (Clínica Ge al), a Zona Azul (Ci u gia e O opedia), a Zona La anja (Medicina In e na), a
Zona Cinzen a (UDC) e a Zona Ve melha (OBS).
4.1.1 Es u u a Ope acional e Planeamen o Tempo al do P ocesso A ual de Reposição de Ma e ial
Clínico
O p ocesso de abas ecimen o de ma e ial clínico em igo no Se iço de U gência do HSOG é uma a e a
in eg almen e ealizada po um g upo p epa ado de assis en es ope acionais que, além des a, acumulam
ou as unções de auxílio e apoio à assis ência de saúde p es ada no SU.
O SU con a com a colabo ação de 5 equipas o ganizadas de assis en es ope acionais, cada uma delas
compos a po um o al de 10 a 12 elemen os. Con udo, nem odos os assis en es ope acionais in eg am
o g upo esponsá el pela eposição de ma e ial. Pelo con á io, cada uma das 5 equipas de assis en es
ope acionais elege 3 elemen os ap os pa a execução des e p ocesso o mando, des e modo, um g upo
de eposição compos o po 15 assis en es ope acionais, os únicos p o issionais des e ca go que
possuem p epa ação pa a desempenha a RMC em ci culação no Se iço de U gência do HSOG.
39
O p ocesso de eposição de ma e ial é ealizado odos os dias, uma ez po dia, no pe íodo da manhã e,
no malmen e, ocupa oda a anja empo al comp eendida en e as 8h da manhã e as 14h da a de.
Es e p ocesso ica a ibuído, po dia, à esponsabilidade de 1 dos 15 elemen os pe encen es ao g upo
de eposição. O escalonamen o que di a quem execu a a eposição de ma e ial clínico, em cada dia,
encon a-se es abelecido no plano semanal de a e as, di ulgado a odos os assis en es ope acionais.
Es e plano p ocu a dis ibui e oda as esponsabilidades de al o ma que, cada elemen o do g upo de
eposição de e á enca ega -se des e p ocesso, na maio ia dos casos, duas ezes em cada mês.
Em elação aos AO com unções de eposição, con ém ainda no a que o p ocesso a ualmen e em igo
no SU do HSOG a ibuí o al lexibilidade aos esponsá eis pelo abas ecimen o de ma e ial ela i amen e
ao modo como desempenham es a a e a, desde que, no inal da eposição, odas as ope ações
essenciais sejam cump idas e o uncionamen o do SU deco a no malmen e. Es e p ocesso é cons i uído
po á ias e apas, po meno izadamen e desc i as nas secções seguin es, odas elas amplamen e
segmen adas, exigen es e bas an e mo osas, con e indo uma eno me a iabilidade aos p ocessos
emp egues po cada assis en e ope acional (AO), num cená io de o al lexibilidade como o e i icado na
si uação em análise.
Tal como oi e e ido, a eposição acon ece numa base diá ia única e p e ende cob i as necessidades
co esponden es a 1 dia, is o é, o abas ecimen o de e se i a U gência com o ma e ial exigido pa a um
pe íodo de uncionamen o de 24 ho as.
É impo an e ealça que o ma e ial que chega ao AAU pa a pe mi i a eposição, p o ém do A mazém
Cen al do HSOG, de aco do com o que oi consumido no dia an e io . Po ou as pala as, num cená io
ideal, odos os dias, an es de se da início ao p ocesso de eposição, chega ma e ial do AC do HSOG ao
AAU, que epõe os ní eis de in en á io, a uando segundo a máxima de que as saídas de ma e ial do dia
an e io são um indicado iá el do que se consumi á no dia seguin e.
Sal agua da-se, inalmen e, a exceção do im de semana, já que o A mazém Cen al só en ia ma e ial
de segunda a sex a, não ha endo en egas ao sábado e domingo. Assim, o ma e ial ecebido sex a- ei a
de manhã, baseado nas saídas egis adas na quin a- ei a, con a com o olume su icien e e
p opo cionalmen e p e is o pa a os ês dias – sex a- ei a, sábado e domingo. Po semelhança, o olume
de ma e ial en egue na segunda- ei a é ambém obus o, uma ez que se ecebe, do AC do hospi al, o
necessá io pa a epo o ní el de in en á io consumido du an e esses ês dias. A imagem p esen e na
Figu a 15 ilus a o olume de ma e ial chegado ao AAU na manhã de uma segunda- ei a.
46
• Fase 4 – Fo mulação do pedido de ma e ial pa a o dia seguin e:
Consis e em o mula a encomenda de ma e ial, pe mi indo que o ciclo de eposição einicie no dia
seguin e, ga an indo a con inuidade do abas ecimen o. Assim, com base nas quan idades consumidas e
egis adas num dia, ge a-se au oma icamen e o pedido de ma e ial clínico pa a o dia que se segue.
Po sua ez, pa a que o ciclo seja cump ido, há um conjun o de ações que são execu adas, nas di e en es
ases do p ocesso. As 4 ases pe mi em uma comp eensão mac o da RMC, ao passo que as ope ações
pe mi em de alha as a e as a cump i , epa indo-as em a i idades de ecolha, p epa ação, en ega,
eposição, anspo e, e c. Es as de inem-se nos seguin es 8 ipos de ope ações (Ope ações_TX):
• Ope ação_T1 – Recolha das Lis as de Ma e ial pa a a Reposição:
A Ope ação_T1 dá-se, no malmen e, numa ase inicial do p ocesso de eposição, no qual o assis en e
ope acional esponsá el pela eposição, naquele dia, pe co e as di e en es salas e ecolhe as lis as de
ma e ial de cada zona de consumo, já p eenchidas pelos colegas do u no an e io . Es a é ambém a
e apa que pe mi e a anca com a p epa ação das caixas de o necimen o.
No a-se que os assis en es ope acionais do u no an e io êm a é às 8h da manhã – ho á io de mudança
de u no – pa a p eenche as lis as. A a és da con agem manual das exis ências de cada ma e ial nas
p a elei as ou es an es e, calculam o que al a pa a comple a o alo egis ado na coluna “Quan idade”
e esse é esc i o na coluna “Quan idade a Repo ”.
• Ope ação_T2 – P epa ação das 6 Caixas de Fo necimen o:
Conjun o de ações que en ol em a aplicação p á ica das lis as de ma e ial, p eenchendo cada caixa de
o necimen o com os i ens, e espe i as quan idades, assinaladas nas lis as de ma e ial.
• Ope ação_T3 – P epa ação dos 2 Ca inhos de Apoio:
Conjun o de ações que consis em em comple a os ca inhos, p eenchendo-os de aco do com a
composição pad ão p ede inida e de idas quan idades.
• Ope ação_T4 – En ega do Ma e ial das Caixas de Fo necimen o nas 6 Zonas de Consumo:
Ações e e en es à colocação das caixas de o necimen o no seu des ino, is o é, a alocação des as na
sua zona de consumo co esponden e.
No a-se que o abas ecimen o nas p a elei as e es an es não ica à esponsabilidade do AO.
• Ope ação_T5 – Abas ecimen o do Ma e ial dos Ca inhos de Apoio nas 6 Zonas de Consumo:

47
Além da en ega do ma e ial no seu des ino, es a ope ação en ol e ambém o abas ecimen o às
di e en es zonas de consumo de ma e ial clínico no SU. Assim, con a iamen e à Ope ação_T4, o AO,
com o ca inho, não só en ega, como ambém a a da eposição dos i ens anspo ados nas es an es
e p a elei as onde o ma e ial alocado no ca inho se consome.
• Ope ação_T6 – Reposição do Ma e ial da Logís ica no AAU:
Ações de ecolha, o ganização e alocação do ma e ial ecebido do AC do HSOG nos compa imen os e
luga es ixos, den o do AAU.
• Ope ação_T7 – Lançamen o do Ma e ial Consumido no Sis ema GHAF:
En ol e os passos de lei u a do código com RFID, abe u a do sis ema, p eenchimen o do débi o de
ma e ial emp egue no abas ecimen o do SU, em cada dia, e na consequen e o mulação au omá ica do
pedido de ma e ial clínico pa a o dia seguin e.
• Ope ação_T8 – T anspo es de Ma e ial:
Re e e-se à mo imen ação o ganizada de i ens essenciais en e o AAU e as salas de a endimen o,
u ilizando os meios adequados e conc e ização da dis ibuição de ma e ial.
Realça-se que nem odos os AO execu am as a i idades pela mesma o dem, con e indo di e enças
no á eis na a uação e e iciência do p ocesso. A Tabela 1 sin e iza os ipos de ope ação des acados.
Tabela 1:
Tipos de Ope ações no p ocesso de RMC
Além dis o, esquema izou-se a Tabela 2 que sin e iza o p ocedimen o desc i o, salien ando os seus
elemen os undamen ais.
48
Tabela 2: Resumo do a ual p ocesso de eposição de ma e ial clínico no Se iço de U gência do HSOG
P ocesso de Reposição de Ma e ial Clínico A ual
Equipa e Ho á io
Obje i o: A RMC isa cob i as necessidades de ma e ial pa a 1 dia, is o é, o abas ecimen o
de e se i as 6 zonas de consumo do SU com os ma e iais exigidos pa a um pe íodo de
uncionamen o igual a 24h.
Equipa Responsá el pela RMC: 15 assis en es ope acionais do SU des acados pa a a
a e a ( eposi o es). Em cada dia seleciona-se 1 AO que, sozinho, ealiza a RMC.
Ho á io: A RMC é ealizada odos os dias, uma ez po dia, no pe íodo da manhã. Tem início
às 8h da manhã e, no malmen e, es ende-se a é às 14h.
Elemen os Fundamen ais
Lis as de ma e ial: Exis em 6 lis as – uma pa a cada zona de consumo. Cada lis a enuncia
alguns dos i ens necessá ios ao uncionamen o da espe i a zona. O p incípio undamen al
des e elemen o é des aca a igos de consumo mais especí ico ou baixo, no malmen e não
englobados nos meios de abas ecimen o (ca inhos e caixas).
Sis ema GHAF: Sis ema in o má ico de ges ão da logís ica in e na do HSOG. Pe mi e a
in e ope abilidade e comunicação en e o AC do HSOG e o AAU. Regis a in o ma icamen e os
lançamen os de
s ock
e ge a, de o ma au omá ica, o pedido de ma e ial pa a o dia seguin e.
Caixas de o necimen o: Es u u as ísicas usadas no abas ecimen o. Exis em 6 caixas de
o necimen o – uma pa a cada pon o de consumo. A sua composição é a iá el e de i a dos
alo es apon ados na coluna “Quan idade a Repo ” de cada lis a de ma e ial.
Ca inhos de apoio: Es u u as ísicas usadas no abas ecimen o. Os 2 ca inhos êm
composição ixa (em ma e iais e quan idades), concen ando i ens de g ande uso, comuns a
á ias (ou odas) as 6 zonas de consumo.
Fases e Ope ações
Fases da RMC: Abo dagem mac o do p ocesso. RMC is a como um p ocesso cíclico,
compos o po 4 ases: Receção do ma e ial clínico; P epa ação do ma e ial clínico; Dis ibuição
ma e ial clínico; Fo mulação do pedido de ma e ial clínico pa a o dia seguin e.
Ope ações: As ases da RMC exige a execução de di e en es ope ações de ecolha,
p epa ação, en ega, eposição, anspo es, e c. Há 8 ipos de ope ações: Recolha das lis as
de ma e ial; P epa ação das 6 caixas de o necimen o; P epa ação dos 2 ca inhos; En ega
do ma e ial das caixas; Abas ecimen o das 6 zonas com ma e ial dos ca inhos; Reposição do
ma e ial da logís ica no AAU; Lançamen o do ma e ial consumido no sis ema GHAF.
4.2 Recolha e T a amen o de Dados
Pa a a conc e ização da eo ganização e melho ia do p ocesso de RMC, e elou-se imp escindí el
seleciona os dados ele an es a ecolhe , pa a possibili a a cons ução de um pon o de pa ida obje i o.
Os dados ecolhidos pe mi em uma análise do con ex o eal, da e iciência do p ocesso, bem como a
iden i icação dos a ibu os a o á eis e das lacunas da condu a a ualmen e emp egue pa a a execução
do abas ecimen o de ma e ial e ainda da e en ual p ojeção di ecionada de mudanças sus en adas.
49
Pa a o cená io em es udo ecolhe am-se dados p o enien es de duas on es. A p imei a sé ie de dados
apu ados diz espei o às obse ações do p ocesso em con ex o eal, ob ida com o acompanhamen o do
abalho em campo e c onome agens do mesmo. Po sua ez, o segundo leque de dados diz espei o à
base de dados que compila os egis os e e en es ao his ó ico de mo imen ações de en ada e de saída
de ma e ial clínico do AAU, du an e o ano de 2023. Nes e sen ido, os seguin es pon os abo dam o
mé odo de ob enção de dados e o pos e io p ocesso de a amen o da in o mação ecolhida.
4.2.1 Tempos e Ope ações dos Assis en es Ope acionais no P ocesso de Reposição
O p imei o momen o de ecolha dos dados undamen ais ao en endimen o ab angen e da p oblemá ica
em análise consis iu em di e sas isi as ao Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a,
Guima ães, com o p opósi o de acompanha de pe o o deco e do p ocesso de eposição.
As isi as ealizadas o am aco dadas e calenda izadas com o en e mei o ges o do SU do HSOG,
esponsá el pela coo denação das di e en es equipas de p o issionais do se iço e que, no p esen e
p oje o de melho ia, e e o papel de supe isiona o abalho, agiliza a ealização das isi as e amilia iza
os p o issionais em ação na eposição, os assis en es ope acionais, com o obje i o cen al do es udo.
Além disso, com o in ui o de assegu a o ap o ei amen o das isi as ao SU, o assis en e ope acional ao
se iço da eposição, no dia des inado a cada isi a, oi p e iamen e in o mado ace ca do es udo a se
ealizado, os seus obje i os e moldes de a uação, p ocu ando elimina qualque possí el
cons angimen o. Median e o consen imen o e a al do AO em unções, em se acompanhado no deco e
do seu dia de abalho, especi icamen e na ação dedicada ao p ocedimen o de eposição, encon am-
se eunidas as condições pa a a ecolha p á ica de dados no e eno.
Tal como oi e e ido, a ob enção do p imei o leque de dados concen ou-se no le an amen o do maio
núme o de in o mações obse adas em con ex o p á ico e eal. Pa a al, acompanha am-se 7 assis en es
ope acionais no exe cício da unção de eposição, desde o início do seu u no, às 8h da manhã, ho á io
coinciden e com o p og amado pa a o início da eposição, e apenas se e mina a isi a quando o AO
comunica que inalizou o p ocesso, independen emen e da sua maio ou meno ex ensão no empo.
Com a conc e ização das isi as e das sucessi as moni o izações e e uadas à p á ica em es udo, oi
possí el ex ai dados p o enien es de di e en es e en es, alguns deles ob idos di e amen e, a a és de
c onome agens e obse ações no e eno, enquan o ou os dados o am ecolhidos po meio das
in e ações com os AO esponsá eis pelo p ocesso de eposição. A comunicação com os p o issionais
selecionados pa a a eposição de ma e ial clínico, e elou-se um ins umen o undamen al e
complemen a aos dados di e amen e ex aídos, nomeadamen e na ob enção de uma pe ceção ealis a
50
dos p oblemas en en ados no quo idiano, a a és da escu a e explo ação das suas p incipais queixas,
bem como na comp eensão das di iculdades sen idas pelos mesmos na p á ica das unções de RMC.
Focando an es de mais no p imei o lo e de dados, es e oi apu ado a pa i da c onome agem das
a i idades, ou seja, odos os 8 ipos de ope ações o am c onome ados e e e uou-se o espe i o egis o
do empo consumido em cada e apa do p ocesso. Independen emen e do núme o de ope ações que a
a i idade eque , pa a cada AO, ano a am-se manualmen e os empos de execução de odas as a e as,
que es as ac escen assem alo , como nas di e sas ope ações de p epa ação de ma e ial, ou não, como
no caso do empo despendido em cada ope ação de anspo e. No a-se ainda que a con abilização dos
empos das ope ações não englobou in e alos, pausas pa a almoço ou pa a descanso, cingindo-se
apenas aos pe íodos em que deco eu ealmen e a a i idade de eposição.
Os egis os ob idos du an e as isi as ao hospi al, inicialmen e documen ados em supo e ísico, o am
pos e io men e ans e idos pa a uma olha de cálculo do
Mic oso Excel
, e amen a base pa a oda a
o ganização, a amen o e análise dos dados eunidos.
De modo a ge a uma pe ceção mais ele an e da in o mação ela i a aos empos, os dados o am
p ocessados de 3 o mas dis in as:
• Po Assis en e Ope acional:
Na p imei a olha de cálculo do documen o
Excel
elabo ado pa a o egis o des a sé ie de dados, c iou-se
uma abela indi idual pa a cada p o issional acompanhado du an e o exe cício de eposição. Cada abela
ap esen a o nome do AO e a da a, no cabeçalho, e uma lis agem de alhada de odas as ações ealizadas
e o empo despendido em cada uma. De modo mais conc e o, em cada abela cons am 4 colunas:
“Designação_Ope ação”, “Início_Ope ação”, “Fim_Ope ação” e “Tempo_Ope ação”.
De alhou-se cada passo, indicando, semp e que necessá io, em que zonas de consumo ou en e quais
zonas de consumo se ealizou de e minada ope ação. A í ulo de exemplo, as linhas de cada abela
dedicadas a a e as de p epa ação de cada caixa de o necimen o, egis am não só o empo da ope ação,
como ambém a co esponden e zona de consumo à qual a caixa p epa ada se des ina. De o ma
semelhan e, cada anspo e especi icou cla amen e os espe i os pon os de pa ida e de chegada.
Assim, ob i e am-se 7 abelas – uma pa a cada AO acompanhado du an e a eposição de ma e ial clínico
no SU. A ex ensão de cada abela a ia em unção do núme o de e apas em que o esponsá el di idiu o
p ocesso. No inal, oi calculado o empo o al despendido, o empo com ope ações que ac escen a am
alo e pe íodos dedicados a deslocações e anspo es de ma e ial.
O exemplo p esen e na Tabela 3 demons a uma das abelas es u u adas, compilando os dados
ecolhidos no e eno, nomeadamen e a designação das ope ações e as suas du ações, pa a o AO2,
51
des acando, a ama elo, as ope ações de anspo e. De modo a p ese a a p i acidade dos p o issionais
en ol idos, ao in és do seu nome, a ibuiu-se um núme o a cada um, consoan e a o dem c onológica
em que se ealiza am as isi as ao SU do HSOG.
Tabela 3: Tempos e ope ações egis ados pa a o Assis en e Ope acional 2
• Po Ope ação:
Os dados ecolhidos o am eo ganizados numa ou a con igu ação, mais p ecisamen e segundo o ipo
de ope ação. Pa a al eajus e dos empos apu ados, elabo ou-se uma abela que, pa a cada assis en e
ope acional acompanhado, ag upou os empos o ais despendidos pelos mesmos nos 8 ipos de
ope ações iden i icadas. Assim, odas as e apas desc i as na p imei a olha de cálculo o am alocadas a
um ipo de ope ação e, a a és da soma dos empos in es idos em cada um, oi possí el con abiliza o
empo despendido, consoan e a na u eza das di e en es a i idades. A Tabela 4 demons a es e mé odo
de ag upamen o dos dados, cla i icando o empo o al dedicado a cada classe de ope ações, pa a os 7
p o issionais de saúde moni o izados.

52
No a-se que, pa a o AO6, há 2 ope ações que não se encon am con abilizadas, uma ez que es e não
e minou o p ocesso. Além disso, alguns ope ado es op am po lança o
s ock
conjun amen e com a
p epa ação dos meios de abas ecimen o, ao passo que ou os as ealizam sepa adamen e, jus i icando
os 10 pa âme os lis ados na abela abaixo.
Tabela 4:
Tempo o al de cada Ope ação_TX po Assis en e Ope acional
Sequenciou-se ainda, pa a cada AO, a o dem pela qual se ealiza am os 8 ipos de ope ações e o núme o
de passos necessá ios pa a que cada esponsá el concluísse o p ocesso na ín eg a. Na Figu a 20
encon a-se uma desc ição da sequência ado ada po cada AO, em que cada núme o designa uma das
ope ações, cla i icada po uma legenda, à esque da. As ope ações- ipo o am assinaladas po co es,
des acando isualmen e as di e enças na execução da RMC, pelos se e AO. No inal de cada sequência
sinaliza-se, a e de, a con abilização do núme o o al de passos que cada AO implemen ou pa a conclui
o p ocesso de eabas ecimen o de ma e ial clínico.
Figu a 20 – Sequência de ealização das Ope ações_TX po Assis en e Ope acional
• Po Zona de Abas ecimen o:
P ocu ou comp eende -se de que modo é que o empo das a i idades especi icamen e di ecionadas às
zonas de consumo, is o é, na Ope ação_T2 (P epa ação das 6 Caixas de Fo necimen o) e na
Ope ação_T5 (Abas ecimen o do Ma e ial dos Ca inhos de Apoio nas 6 Zonas de Consumo) se dis ibui.
53
Es e eajus e dos dados, e e en es às a i idades des acadas, oi analisado pa a cada AO acompanhado
nas isi as, com o p incipal in ui o de, pos e io men e, conje u a como as 6 á eas de consumo di e em
em e mos de es o ço empo al, pa a que sejam abas ecidas. Po ou as pala as, o es o ço de cada
zona pode se conje u ado analisando quan o empo demo a a p epa a a sua caixa de o necimen o e,
complemen a men e, o pe íodo de p eenche as p a elei as de cada zona com ma e ial dos ca inhos.
A Tabela 5 e e e-se ao empo despendido na con igu ação das 6 caixas de o necimen o. Ressal a-se
que, apesa de exis i em 6 caixas p epa adas sepa adamen e, cada uma com a sua lis a de ma e ial,
em con ex o eal e i ica-se que a p epa ação de ma e ial pa a a Zona La anja e Zona Cinzen a se dá,
no malmen e, em simul âneo, ac o es e que jus i ica a conjugação dos seus empos, na Ope ação_T2.
Além des a pa icula idade, obse ou-se uma ou a con a iedade à eo ia, uma ez que os AO
esponsá eis acabam, mui as ezes, po não ealiza a e apa de p epa ação da caixa de o necimen o
da Zona Ve de. Es a oco ência de e-se essencialmen e à edundância da Lis a Ve de, que apon a
ma e iais que já se encon am inco po ados na composição pad ão dos ca inhos de apoio.
Tabela 5: Tempo da Ope ação_T2 (P epa ação das 6 caixas de o necimen o) pa a cada zona, pa a cada Assis en e Ope acional
No que diz espei o à Tabela 6, es a concen a a epa ição dos dados c onome ados pa a a
Ope ação_T5, pa a cada AO, pa a cada Zona de Consumo. No ou-se que, no caso pa icula des e ipo
de ope ação, alguns AO não execu am na ín eg a a a i idade. Obse a am-se casos em que os
esponsá eis apenas en egam o ma e ial dos ca inhos de apoio, não cump indo a alocação dos i ens
nas p a elei as, con a iando as di e izes eo icamen e es abelecido. Es e ac o jus i ica os espaços po
p eenche na abela abaixo e ainda a oco ência de alguns empos mais cu os nes a e apa.
54
Tabela 6:
Tempo da Ope ação_T5 (Abas ecimen o do ma e ial dos ca inhos de apoio) pa a cada zona, pa a cada Assis en e Ope acional
Após a segmen ação dos dados ap esen ada, con ém salien a que a medição do p ocesso, pa a cada
AO, oi ealizada apenas uma ez. Embo a os dados demons em a a iação no desempenho ope acional,
ep esen am ainda assim uma amos a limi ada. Assim, não se pode exclui a possibilidade de que a
execução do p ocesso, pelos mesmos AO, em dias di e en es, pudesse esul a em empos dis in os.
4.2.2 Base de Dados das Mo imen ações de En ada e Saída de Ma e ial Clínico
Numa segunda ase, sen iu-se a necessidade de euni dados que e le issem, de o ma isí el e cla a,
como se p ocessam as en adas e as saídas de ma e ial clínico ci culan e e consumido du an e o no mal
uncionamen o do SU do HSOG. Ag ega es es egis os e ela-se undamen al pa a consegui ob e o
pano ama ge al do desempenho ope acional co en e, pe mi e in e p e a a exis ência de e en uais
pad ões de consumo, analisa os cus os com ma e ial, iden i ica lacunas e ine iciências, op a pelo
eajus e dos ní eis de encomenda ou do mé odo de eabas ecimen o, isando a e iciência e a diminuição
de u u as de ma e ial ou excessos de
s ock
.
No caso em es udo, os dados ecolhidos o am equisi ados ao Se iço de Apoio à Logís ica do HSOG.
Pa a al e ei o, ealizou-se o pedido do egis o de odas as mo imen ações de en ada e de saída de
ma e ial no AAU pa a o pe íodo in eg al de um ano, uma ez que se conside ou que es e ho izon e
empo al assegu a uma pe spe i a su icien emen e ala gada e obus a do sis ema de abas ecimen o e
do consumo e e i o de ma e ial no SU do HSOG.
No inal do p ocessamen o do pedido de dados ao Se iço de Logís ica, ob e e-se a base de dados
con emplando o egis o de odos os ma e iais que en a am e saí am do AAU, nos 365 dias do ano de
2023. A base do his ó ico das mo imen ações de ma e ial no AAU, em 2023, o necida pa a o es udo
oi disponibilizada no o ma o de um documen o do
Mic oso Excel
, com o nome “BC-[]-His ó icoA igos-
U gência2023”.
55
O ichei o ecolhido con a com um o al de 60279 linhas, que de alham cada mo imen ação de ma e ial,
e 49 colunas, que cla i icam os seus pa âme os ca ac e ís icos. É impo an e econhece que cada linha
da base de dados o iginal ep esen a uma mo imen ação de en ada ou de saída, oco ida no ano de
2023, ao passo que as 49 colunas ep esen am a iados pa âme os que ca ac e izam cada um des es
luxos.
Pa a o na iá el o p ocessamen o da in o mação ele an e ao es udo, a base de dados o iginal so eu
modi icações ap op iadas, eo ganizando-se de o ma que apenas se man i essem os pa âme os
ealmen e ele an es ao con ex o do p oje o. Assim, o a amen o da base de dados pe mi iu a ob enção
de uma base de dados modi icada con endo as seguin es 7 colunas:
1. Código Ma e ial – Iden i ica o código numé ico único de iden i icação de cada ma e ial. A base
de dados das mo imen ações no AAU em 2023 demos a que ci cula am, nesse ano, 454
códigos de ma e ial di e en es.
2. Designação Ma e ial – Nome pelo qual o ma e ial em causa é conhecido no ambien e
p o issional. Iden i ica cada i em de o ma p á ica e cla a.
3. Unidade Ma e ial – Re e e-se à ca ego ia de ma e ial, ajudando a iden i ica o ipo especí ico do
ma e ial den o da sua classi icação uncional. A base de dados das mo imen ações no AAU em
2023 ap esen a 106 ca ego ias de ma e ial di e en es.
4. Quan idade – Núme o de unidades que saiu ou en ou no AAU, em cada mo imen ação, no ano
de 2023. Além da quan i icação, indica ambém se a mo imen ação é de en ada (quando o
alo é posi i o) ou de saída (quando o alo é nega i o) do AAU.
5. P eço Uni á io – Ca ac e iza o alo mone á io, em eu os, de uma unidade de cada ma e ial.
6. P eço To al (PT) – Re e e-se ao es o ço inancei o en ol ido em cada mo imen ação de ma e ial.
Ob ém-se pelo p odu o das colunas 4 e 5, is o é, esul a da mul iplicação do p eço uni á io do
ma e ial em ques ão, pela espe i a quan idade mo imen ada. O p ocesso epe e-se pa a cada
linha, is o é, pa a odas as i e ações egis adas.
7. Da a – Si ua empo almen e o momen o de cada ans e ência de ma e ial, que es a seja de
en ada ou de saída oco ida no AAU, em 2023. Es a in o mação pe mi e as ea o his ó ico de
u ilização e assegu a a anspa ência na moni o ização do in en á io.
Pa a conclui o a amen o da base de dados, elimina am-se odas as linhas onde a coluna “Quan idade”
egis a a o alo 0. Impo a e e i que a p esença de alo es nulos esul a do mé odo emp egue po
alguns AO, que, aquando do débi o do
s ock,
passam o lei o de códigos RFID em odos os ma e iais
p esen es no AAU (emp egues ou não na eposição), e egis am a di e ença en e os dados do sis ema
62
Po oposição, as a i idades que en ol em um empo médio de execução in e io são a Ope ação_T1
(Recolha das Lis as) e a Ope ação_T3 (P epa ação dos Ca inhos de Apoio), com du ações médias de
5min37seg e 12min06seg, espe i amen e.
Após o con on o com os dados medidos, embo a exis am a e as mais demo adas, econhece-se a
mo osidade de de e minadas ope ações. No in ui o da melho ia da RMC, de em se encon adas
es a égias de logís ica, pad onização e ou os eajus es, no sen ido de in oduzi mé odos capazes de
eduzi o empo de execução das ope ações, especialmen e daquelas que a ualmen e consomem a maio
pa e do empo disponí el pa a a eposição.
5.3 P ocesso de Reposição po Zona de Abas ecimen o
A e cei a e en e de análise co esponde à dis ibuição dos empos c onome ados, pelas 6 zonas de
consumo. Es a abo dagem p e ende comp eende as a iações na du ação de execução das mesmas
ope ações, pa a as di e en es á eas abas ecidas, ajudando a en ende se exis em zonas com maio es
ine iciências ou que compo am mais necessidades.
Pa a al, salien a am-se apenas as ope ações que, no seu deco e , sepa am cla amen e as zonas de
consumo. Essas a i idades são a Ope ação_T2 –, pois, no seu decu so, p epa am-se indi idualmen e as
caixas de o necimen o de cada zona, seguindo a lis a de ma e ial com a co co esponden e – e a
Ope ação_T5 –, dado que o ca inho de apoio abas ece, à ez, cada uma das á eas uncionais no SU.
Pos o is o, a Tabela 12 ag upa os empos médios da Ope ação_T2 – P epa ação das 6 caixas de
o necimen o, pa a cada zona de consumo.
Tabela 12: Tempo médio da Ope ação_T2, po zona de consumo
À semelhança da abela an e io , a Tabela 13 ag upa os empos médios da Ope ação_T5 –
Abas ecimen o do ma e ial dos ca inhos de apoio, pa a cada zona de consumo.
Tabela 13: Tempo médio da Ope ação_T5, po zona de consumo

63
A Tabela 12 e a Tabela 13 o ganizam os empos médios das duas ope ações, po zona, po o dem
dec escen e.
Rela i amen e à Zona La anja e à Zona Cinzen a, como se mencionou p e iamen e, con abilizou-se, em
conjun o, a p epa ação das suas caixas e, po se em 2 caixas es as o am, na u almen e, as zonas cujo
empo médio da Ope ação_T2 é mais ele ado, com um o al médio de 13min46seg.
Com uma du ação bas an e p óxima da an e io , o empo médio de p epa ação da caixa da Zona Azul,
egis ou os 13min12seg. Seguem-se a Zona Ve melha e a Zona Ama ela com empos médios da
Ope ação_T2 iguais a 8min36seg e 7min49seg, espe i amen e. Po ou o lado, com o meno empo
médio, a p epa ação da caixa da Zona Ve de omou apenas 3min05seg.
Po oposição, os empos médios, po zona, apu ados pa a a Ope ação_T5 con as am ma cadamen e
com os da Ope ação_T2.
Na Zona Ve de, onde a du ação média da Ope ação_T2 é a meno , no que conce ne à ope ação de
abas ecimen o do ma e ial dos ca inhos, es a egis ou a maio du ação, com um o al de 16min22seg.
Analogamen e, as Zonas La anja e Cinzen a, que apon am os alo es médios mais ele ados na
Ope ação_T2, são as á eas de consumo com os meno es empos médios de execução da Ope ação_T5,
a pa da Zona Ve melha. Rela i amen e à Zona Azul, em pa icula , es a á ea uncional deno ou empos
médios ele ados em ambas as ope ações, assinalando 15min24seg no abas ecimen o com o ma e ial
dos ca inhos de apoio.
Os alo es epo ados es abelecem uma elação di e a com a ex ensão das lis as de ma e ial. As zonas
de abas ecimen o com ma e iais mais especí icos (mais especializadas), que eque em i ens únicos,
e idencia am empos médios de p epa ação das caixas (Ope ação_T2) mais ele ados.
De modo complemen a , as zonas de consumo com lis as de ma e ial mais cu as, e maio i a iamen e
abas ecidas com i ens inco po ados nos ca inhos de apoio, egis a am empos in e io es na
Ope ação_T2, e du ações mais al as na Ope ação_T5.
No caso pa icula da Zona Azul, além des a possui uma lis a de ma e ial ampla, pode ambém assumi -
se que se a a de uma zona de consumo conside a elmen e abas ecida pelos ca inhos de apoio,
pa indo dos empos médios assinalados em ambas as ope ações.
Em suma, cons a a-se que quan o mais especializada é a á ea de consumo, maio se demons a a sua
lis a de ma e ial e, consequen emen e, mais signi ica i a é a po ção do abas ecimen o ab angida pela
Ope ação_T2. As zonas com uma composição mais gene alis a p eenchem-se maio i a iamen e com os
i ens alocados nos ca inhos de apoio e, com e ei o, e le em empos médios maio es na Ope ação_T5.
64
Ressal a-se ainda que quan o maio é o empo médio despendido na p epa ação da caixa de
o necimen o, de uma de e minada zona, meno se e ela a du ação média de abas ecimen o com os
ca inhos de apoio, dessa mesma zona, e ice- e sa. A Zona Azul cons i ui uma exceção, dado que se
a a de uma á ea que ab ange an o ma e iais de uso comum, p esen es nos ca inhos, como ma e iais
de uso mais di ecionado às especialidades des a zona, inco po ados na sua caixa de o necimen o.
5.4 P oblemas Ge ais De e ados em Con ex o Real
Deco en e da obse ação da dinâmica en ol en e do p ocedimen o e do endimen o assinalado ao longo
do p esen e capí ulo, baseado nas e idências p esenciadas nas isi as, na con i ência com os mesmos
e na escu a a en a das suas mani es ações, al a e e i alguns pon os, que não se encon am ilus ados
nos dados, mas que cons i uem cons angimen os p á icos ao p ocesso, ais como:
• Ve i icam-se, na p á ica, p oblemas deco en es do sis ema de lis as de ma e ial. As lis as são
elabo adas po p o issionais do u no an e io ( u no da noi e), que con abilizam as unidades em
al a e apon am nas lis as esse alo . Con udo, e i icou-se que, se o uncioná io da noi e não
ealiza o p eenchimen o das lis as no inal do seu u no, quando o AO esponsá el pela RMC
ecolhe as lis as, de manhã, as quan idades consumidas já es ão desa ualizadas. Es e enómeno
esul a numa sequen e p epa ação de caixas sem ma e ial su icien e.
• O p ocesso de RMC necessi a de coo denação en e di e en es pa es, nomeadamen e en e o
AC – que en ia o ma e ial, e a p epa ação das ope ações dos AO. Ve i icou-se, em con ex o eal,
a asos signi ica i os da chegada de ma e ial do AC. Es e enómeno não é con olá el pelos AO
que, mui as ezes, êem-se o çados a inicia a eposição sem ecebimen o de ma e ial, ou seja,
usam o ma e ial em in en á io pa a abas ece as zonas de consumo. Es es ma e iais não
chegam pa a comple a as caixas e ca inhos e, como al, quando chega o ma e ial do AC, odo
o p ocedimen o em de se epe ido.
Somando es es pon os aos p oblemas le an ados com a análise de empos e ope ações, de e a am-se
as on es de maio p eocupação e ag upa am-se os p oblemas em 4 dimensões.
Nes e seguimen o, a Tabela 14 dis ingue as 4 e en es de p oblemas iden i icadas e ag ega am-se,
den o des as, os obs áculos assinalados ao longo des e capí ulo.
65
Tabela 14: P incipais p oblemas encon ados no P ocesso de Reposição do Ma e ial Clínico no Se iço de U gência do HSOG
P oblemas De e ados
Desc ição do P oblema
P oblemas de
Pad onização do
T abalho
• Fal a de pad onização das o as de abalho. Cada AO c ia a sua
p óp ia o a, não exis indo nenhuma e e ência pa a o aje o.
• Ausência de uma abo dagem uni o me na p epa ação das caixas de
o necimen o e dos ca inhos e na sua dis ibuição (en ega s.
eposição).
• Fal a de pad onização no mé odo de egis o do ma e ial. Cada AO
de ine au onomamen e como e quando lança o ma e ial consumido.
P oblemas de
In o mação
• Disc epância nos egis os, e i icando-se g andes di e enças en e os
egis os no sis ema e a si uação eal.
• A al a de uni o midade nos egis os conduz a lacunas e con usões.
• Ve i icam-se i ens consumidos que não es ão lis ados e ou os que se
encon am lis ados duplamen e
P oblemas com as
Necessidades de
Ma e ial
• Ru u as de ma e ial equen es e encomendas ealizadas a a és de
um mé odo pouco obus o (consumo do dia an e io ).
• Ru u as de em-se ambém ao p eenchimen o p ecoce das lis as de
ma e ial, po pa e dos p o issionais do u no an e io , não e le indo as
necessidades eais no momen o da eposição.
• P oblema de
iming
: Quando a eposição inicia an es da chegada do
ma e ial do AAU, ce os ma e iais icam em al a e não en am nas
p imei as caixas e ca inhos. Quando chega o ma e ial do AC, a
p epa ação dos ma e iais em de se epe ida.
P oblemas com as
Lis as de Ma e ial
• O mé odo das lis as de ma e ial p ocu a agiliza a eposição, po ém
alguns AO igno am-no, op ando po ealiza a sua p óp ia con agem.
• Como as lis as não são cons an emen e u ilizadas, os AO que as
seguem depa am-se epe idamen e com al as de ma e ial não
egis adas quando chegam aos locais de consumo.
• Con usão ge ada na u ilização de o dens de g andeza di e en es pa a
ma e iais de g ande consumo. Alguns egis am-se às unidades, ou os
às embalagens.
Pa a além des a abo dagem, p ocu ou ainda eo ganiza -se os obs áculos encon ados seguindo uma
isão
Lean
, analisando, pa a al, os di e en es despe dícios encon ados, como demons a a Tabela 15.
66
Tabela 15: Despe dícios no p ocesso a ual de RMC no SU do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães, segundo uma isão
Lean
Despe dícios encon ados no p ocesso a ual de Reposição de Ma e ial Clínico
Espe as
P oblema de iming no a aso do ma e ial indo do AC pode esul a em empos
de espe a ele ados e ausência de ma e ial no momen o necessá io.
T anspo es
Cada AO c ia a sua o a e, sem um aje o de e e ência, e i icam-se pe cu sos
mais longos do que o necessá io.
Sob ep ocessamen o
O uso das lis as de ma e ial pa ece não ac escen a alo . Os AO acabam po
igno a ou da um uso inconsis en e, ge ando um despe dício de es o ço no
p eenchimen o e manu enção das lis as.
Sob ep odução
O p ocesso a ual não conside a a a iação eal da p ocu a, le ando a
s ock
excessi o nas zonas de consumo, ocupando espaço e aumen ando o isco de
de e io ação ou obsolescência de ce os ma e iais.
In en á io
A RMC baseada no consumo do dia an e io , desde o AC pa a o AAU, sem
conside a o his ó ico de saídas ou a iações da p ocu a, pode le a a ní eis
inadequados de
s ock
(em al a ou excesso).
De ei os
A disc epância en e os egis os no sis ema e a ealidade ge a alhas na ges ão
do in en á io, le ando a pedidos inco e os e p oblemas na RMC.
Mo imen ações
A ausência de um mé odo comum pa a p epa ação e dis ibuição de ma e ial
ob iga a ajus es e mo imen ações adicionais.
67
6. DESEMPENHO DO PROCESSO ATUAL – ANÁLISE DO HISTÓRICO DE MOVIMENTAÇÕES DE
MATERIAL CLÍNICO
O p esen e capí ulo deb uça-se sob e o desempenho co en e do p ocedimen o de RMC, pe cecionado
a a és do segundo leque de dados. Es e co esponde ao his ó ico de mo imen ações de ma e ial en e
o A mazém Cen al do HSOG e o A mazém A ançado da U gência, e en e es e úl imo e os des inos de
consumo, as 6 zonas de assis ência do SU do HSOG, des acadas na Figu a 8.
Re e iu-se, an e io men e, que a base de dados oi solici ada ao Se iço de Apoio à Logís ica do HSOG.
Ob ida a base de dados, es ingiu-se a in o mação da mesma, man endo apenas os con eúdos
es i amen e necessá ios ao es udo, sin e izados nas 4 ma izes escla ecidas no Capí ulo 4.
No seguimen o do p opósi o de de alha o cená io a ual, o p esen e segmen o a en a na in e p e ação
do his ó ico de mo imen ações e no es udo ap o undado dos luxos de en ada e saída de ma e ial clínico.
Pa a al, aplicou-se uma abo dagem analí ica, com medições ap op iadas. Pa a a ingi es e obje i o,
en ou comp eende -se o compo amen o do consumo dos ma e iais, as suas u u as e equência das
mesmas, a iden i icação dos ecu sos mais e menos c í icos à ope acionalização do SU, en e ou os.
Des e modo, es e ópico es u u a-se em 4 pon os, que encionam demons a as conclusões esul an es
do a amen o das in o mações das mo imen ações de ma e ial no SU do HSOG, no ano 2023.
6.1 Tipos de Mo imen ações e Pa âme os de A aliação
A segmen ação do his ó ico de dados obedeceu a 2 c i é ios es ipulados, o ipo de mo imen ação (sinal
posi i o pa a en adas, sinal nega i o pa a as saídas) e o pa âme o a a alia (Quan idade e P eço To al).
Fil ando de idamen e os egis os, soma am-se os alo es diá ios co esponden es a cada combinação
de c i é ios, ob endo as 4 ma izes de dados, dis ibuídas segundo 2 condições, odas elas con endo
an as linhas quan os p odu os di e en es (454 i ens) e uma coluna pa a cada dia do ano de 2023.
Reco da-se que os exce os das Ma izes A, B, C e D encon am-se nos Apêndice I, Apêndice II, Apêndice
III e Apêndice IV. As conclusões da análise das ma izes explo am-se nes e ópico da disse ação.
6.1.1 Ma iz A (Mo imen ação: En ada e Pa âme o: Quan idade)
Os alo es eunidos nes a ma iz ep esen am a quan idade o al, de cada ma e ial, que en ou no AAU,
em cada dia do ano de 2023.

68
P eenchida a Ma iz A, ealizou-se uma p imei a quan i icação dos dados e e en es ao olume de
en adas de cada um dos 454 ma e iais, no ano de 2023. Visando es a análise, o mulou-se o Quad o
de Resumo I, p esen e na Tabela 16, pa a a de e minação dos seguin es a ibu os:
− Soma ó io de En adas em 2023: Calculou-se, pa a cada ma e ial, o o al de unidades que chega am
ao AAU, em 2023.
− Núme o de Dias com Regis o de En adas em 2023: Pa a cada ma e ial, con abilizou-se o núme o
de células da Ma iz A com alo es di e en es de ze o, ou seja, con a am-se os egis os de en adas.
− Pe cen agem de Dias com Regis o de En adas: Reconhecendo que apenas há en adas de ma e ial
nos dias ú eis, descon a am-se os sábados e domingos do ano de 2023, e con abiliza am-se 260
dias ú eis disponí eis pa a eceção de p odu os de consumo clínico. Calculou-se a pe cen agem de
dias em que cada ma e ial deu en ada e e i a no AAU, ace ao o al de dias ú eis disponí eis pa a o
en io de ma e iais a pa i do AC do HSOG.
− Quan idade Máxima de En adas em 1 Dia: Pa a cada ma e ial na Ma iz A, es e pa âme o quan i ica
o pico de en adas num único dia. Po ou as pala as, a e iguou-se o o al de unidades ecebido no
AAU, no dia em que oco eu a maio en ada de cada ma e ial, deco ido o ano de 2023.
A Tabela 16 con ém um exce o do quad o elabo ado, o denado po o dem dec escen e do “Núme o de
Dias com Regis o de En adas em 2023”, pa a os 25 ma e iais com maio alo nes e indicado .
Tabela 16: Exce o do Quad o Resumo I pa a as Quan idades que de am en ada no A mazém A ançado da U gência do HSOG
A a és do Quad o Resumo I, da Tabela
16
, oi possí el econhece de alhes que podem se i de pon o
de pa ida pa a a es u u a de melho ias no p ocesso de eposição.
Em p imei o luga , o ma e ial iden i icado como “Agulha hipode m es é .c/bisel no mal 0,9x25mm - 20G
(in a enosa-ama elo)” oi aquele que assinalou maio equência de en adas no AAU, com o o al de
69
214 dias. Os ma e iais clínicos com maio núme o de en adas no a mazém do SU, suge em uma maio
equência de u ilização, uma ez que su gem com maio exp essi idade nos pedidos de ma e ial
ecebidos pelo A mazém Cen al do HSOG.
Po ou o lado, ao il a pela o denação dec escen e do soma ó io de en adas, o ma e ial com maio
alo , em 2023, oi a “E ique a Adesi o Papel Te mico 23X53”, con abilizando 601498 unidades, pa a
121 dias de en ada no AAU. A o denação po es e a o pe mi e conclui ace ca dos ma e iais que são
ececionados em olumes mais e menos ele ados.
Com es es dados pode pa i -se pa a uma p imei a e lexão ace ca de p odu os que podem necessi a
de cons an e en io, po pa e do AC, e ob e uma noção do olume mo imen ando ao longo de um ano,
num Se iço de U gência.
6.1.2 Ma iz B (Mo imen ação: Saídas e Pa âme o: Quan idade)
Os alo es eunidos nes a ma iz ep esen am, pa a cada ma e ial, a quan idade o al de cada ma e ial
que saiu do AAU pa a consumo, em cada dia do ano de 2023.
Comple ada a Ma iz B, quan i ica am-se alguns aspe os ele an es, e e en es ao olume de saídas de
cada um dos 454 ma e iais, no ano de 2023, pa a as di e en es zonas de consumo.
No a-se que os luxos de saída e a am o único egis o conc e o ace ca da u ilização dos ma e iais.
Consecu i amen e, os dados his ó icos das saídas de cada ma e ial ep esen am, no caso em es udo, o
mé odo mais iel de e a a a sua p ocu a ao longo do ano de 2023.
Visando a medição de alguns elemen os da Ma iz B, o mulou-se o Quad o de Resumo II pa a a
de e minação dos seguin es a ibu os:
− P ocu a Média Diá ia (PMD) em 2023: Como oi mencionado, os egis os das quan idades que
saí am do AAU pa a as á eas uncionais do SU, pa a cada ma e ial, ep esen am, nes e es udo, os
alo es da p ocu a dos mesmos. Assim, o alo da u ilização média diá ia de cada ma e ial, em
2023, calculou-se pela média de cada linha de ma e ial, p esen e na Ma iz B. Po ou as pala as,
de e minou-se a média dos egis os das quan idades diá ias que saí am do AAU, ao longo dos 365
dias de 2023, pa a cada ma e ial de modo a ob e , po im, o alo da sua PMD. Pa a o cálculo da
PMD de odos os a igos em ci culação no SU em 2023, aplicou-se a unção MÉDIA do
Mic oso
Excel
a cada linha da Ma iz B.
− Des io Pad ão (DP) em 2023: O DP e le e as lu uações na p ocu a de cada i em, em elação ao
alo médio. A a és dos mon an es de saídas de cada ma e ial, em 2023, mediu-se a a iabilidade
do consumo diá io, indicando o g au de dispe são em elação à média. De o ma a medi o DP de
70
odos os a igos em ci culação no SU em 2023, aplicou-se a unção DESVPAD.P do
Mic oso Excel,
pa a cada linha da Ma iz B. Sal agua da-se que um alo ele ado des e a ibu o e le e a iações
signi ica i as na p ocu a, enquan o um alo baixo suge e uma u ilização mais es á el.
− Soma ó io de Saídas em 2023: Calculou-se, pa a cada ma e ial, o o al de unidades que saí am do
AAU pa a as di e en es zonas de consumo, em 2023.
− Núme o de Dias com Regis o de Saídas em 2023: Pa a cada linha dos 454 a igos, con abilizou-se
o núme o de células da Ma iz B que egis a am alo es di e en es de ze o. A lis a de alo es ob ida
quan i ica, pa a cada i em, o núme o de dias do ano com egis o de saídas pa a cada ma e ial, ou
seja, em quan os dias de 2023 hou e consumo.
− Pe cen agem de Dias com Regis o de Saídas: Reconhecendo que se ealiza, dia iamen e, en io de
ma e ial do AAU pa a as zonas de consumo e que o abas ecimen o do SU oco e numa base diá ia,
exis e um o al de 365 dias disponí eis pa a as saídas de ma e ial. Calculou-se a pe cen agem de
dias em que cada ma e ial saiu e e i amen e do AAU pa a abas ece as 6 zonas, em elação ao
pe íodo global de 365 dias do ano 2023.
− Quan idade Máxima de Saídas em 1 Dia: Conside ando a lis a de ma e iais implíci a na Ma iz B,
es e a ibu o quan i ica o pico de saídas num único dia. Po ou as pala as, a e iguou-se o o al de
unidades dis ibuídas nas á eas undamen ais do SU, no dia em que oco eu a maio saída de cada
ma e ial, deco ido o ano de 2023.
Na Tabela 17 pode obse a -se um exce o do Quad o Resumo II, o ganizado po o dem dec escen e do
pa âme o “Núme o de Dias com Regis o de Saídas em 2023”, pa a os 20 ma e iais com maio alo
nes e indicado .
Tabela 17: Exce o do Quad o Resumo II pa a as Quan idades que saí am do A mazém A ançado da U gência do HSOG
A a és do Quad o Resumo II é possí el inicia -se uma comp eensão da p ocu a que o SU do HSOG
en en a, pa indo dos consumos e e en es a um ano de uncionamen o.
71
P imei amen e, a Tabela 17, o ganizada pela o dem dec escen e da equência de saídas de ma e ial
AAU pa a as salas de assis ência clínica, demons a que o i em dis ibuído em mais dias oi o “Resgua do
pa a cama 60x60”, com egis os de saída em 345 dos 365 dias de 2023 (94,52% dos dias). O Quad o
Resumo II des aca os ma e iais mais epos os, com maio egula idade e que se encon am em cons an e
ci culação no SU.
O denando pela PMD, o i em de maio consumo médio diá io é a “E ique a Adesi o Papel Te mico
23X53”, com 1640 unidades, ap oximadamen e, seguindo-se os 3 amanhos das “Lu a de exame ni ilo
n/es é il sem pó”, com u ilizações médias diá ias supe io es às 900 unidades.
À semelhança, a o ganização pelo maio DP, des aca os 4 mesmos ma e iais (E ique a Adesi o Papel
Té mico e Lu as de exame S, M e L). Es e esul ado suge e que, além des es se em os i ens mais
u ilizados, são ambém aqueles cuja p ocu a é mais a iá el.
Des e quad o, des aca-se a impo ância dos alo es da PMD e do DP, pois pe mi em comp eende , com
o de ido undamen o, a u ilização eal dos ma e iais e, simul aneamen e, a ola ilidade da sua p ocu a.
Es es dados auxiliam no eajus e do modelo de abas ecimen o, com a de inição de ní eis de eposição,
especialmen e pa a p odu os com lu uações mais al as e de maio p ocu a, que de em se
moni o izados cau elosamen e, ga an indo os ecu sos adequados e a diminuição de alhas.
6.1.3 Ma iz C (Mo imen ação: En ada e Pa âme o: P eço To al) e Ma iz D (Mo imen ação: Saídas e
Pa âme o: P eço To al)
Os alo es eunidos na Ma iz C ag upam, po ma e ial, o PT co esponden e a odas as unidades em
cada mo imen ação de en ada no AAU, em cada dia do ano de 2023. Po sua ez, a Ma iz D con ém,
pa a cada ma e ial, o PT co esponden e a odas as saídas pa a consumo, em cada dia do ano de 2023.
E e uou-se, pa a es e pa âme o, uma análise compa a i a en e o cus o global con aído nos luxos de
en ada e saída. Os pa âme os isados nes a análise englobam:
− Soma ó io do P eço To al das En adas em 2023: Pa a cada linha, calculou-se a soma acumulada
dos alo es mone á ios associados às aquisições de cada ma e ial, du an e o ano de 2023.
− Soma ó io do P eço To al das Saídas em 2023: Es e indicado ob ém-se pela soma acumulada dos
alo es mone á ios associados ao consumo de cada ma e ial, ao longo do ano de 2023.
− Compa ação en e os luxos mone á ios de En ada e Saída do AAU em 2023: Es e a ibu o
concen a-se no cálculo da di e ença en e o soma ó io do PT de odas as en adas e o soma ó io do
PT de odas as saídas, pa a cada ma e ial u ilizado no SU em 2023. Es e pa âme o e le e o balanço
78
Compa ado os Quad os IV e V, pode e i ica -se que, no caso do “Saco colec o de u ina c/disp.saida
es e ilizado c/ o nei a e al . de colhei a de u ina 2 li os”, ainda que haja 181 dias em que o ma e ial
ecebido não cob e as necessidades, o
s ock
encon ado nas p a elei as apenas a inge 0 unidades em 2
dias do ano. No en an o, a “To nei a 3 ias c/p olongado 10 cm e al.an - e .”, com 166 dias em que
as en adas não cob i am as saídas, egis a 27 dias em que o
s ock
no AAU a inge 0, ou seja, o po encial
de u u as des e ma e ial é signi ica i amen e maio . Com um alo ainda mais exp essi o, o “SACO
PEBD boca abe a p e o 600*800*0.05” no a 85 dias com
s ock
no AAU igual a 0, pa a um pe íodo de
125 dias do ano com pedidos insu icien es.
Pos o is o, e i ica-se que a es u u a em igo , assen e na dependência exclusi a do dia an e io pa a a
equisição de ma e iais, é insu icien e, limi a a capacidade de planeamen o p e en i o e pode jus i ica
pa e das queb as de
s ock
, acon ecimen o al amen e indesejá el num SU.
6.3 Análise ABC
A análise ABC é uma e amen a essencial pa a o imiza a ges ão de
s ocks
, dado que pe mi e iden i ica
quais a igos êm maio impac o numa o ganização, acili ando a omada de decisões es a égicas. Com
o in ui o de uni o miza o g ande leque de e e ências, no malmen e encon adas, os a igos são
ca ego izados em 3 classes – Classe A, Classe B e Classe C –, em unção do seu impac o na o ganização.
De modo a melho a a ges ão do in en á io dos ma e iais em ci culação no SU do HSOG, elabo a am-se
análises ABC, com base em dois c i é ios dis in os: a Quan idade Consumida e o P eço To al. No âmbi o
des a análise, é ele an e e e i a classi icação ABCXYZ, e amen a amplamen e u ilizada na ges ão de
in en á io pa a ca ego iza ma e iais com base na sua c i icidade. No en an o, nes e abalho, u ilizou-se
uma codi icação di e en e, epe indo a es u u a ABC, em ez de ABCXYZ.
Assim, a classi icação oi es u u ada, de o ma que o conjun o de e e ências na Classe A, na Classe B
e na Classe C co espondam, espe i amen e, a 80%, 15% e 5% do o al da e en e em e idência.
Na análise ABC baseada na Quan idade Consumida, as e e ências dos i ens em ci culação no SU são
dis ibuídas pelas 3 classes, consoan e as p opo ções de cada i em ace ao consumo global. De igual
o ma, na análise ABC assen e no PT, as e e ências epa em-se nas ca ego ias A, B e C, consoan e a
ação da a u ação global.
Assim, o núme o de e e ências em cada classe pode a ia de uma análise pa a ou a, dependendo do
c i é io u ilizado pa a a classi icação, pe mi indo uma isão mais de alhada e adap ada às di e en es
necessidades de ges ão de
s ocks
.

79
Nos subcapí ulos seguin es desen ol em-se as análises e e idas, culminando numa abo dagem
conjugada das duas dimensões a aliadas.
6.3.1 Análise ABC da Quan idade Consumida
A p imei a análise ABC elabo ada apoia-se nos alo es da Quan idade Consumida de cada i em em
mo imen ação no SU, ao longo do ano de 2023.
Pa a execu a a classi icação ABC dos ma e iais em unção dos alo es da p ocu a (consumo), eco eu-
se no amen e à Ma iz B. Es a pla a o ma eúne o his ó ico das quan idades que saí am do AAU, ao
longo do ano de 2023, ou seja, e le e o consumo de cada um dos 454 i ens, deco ido es e pe íodo.
A implemen ação da análise p opos a, cen ada no consumo de ma e ial clínico, implica o cump imen o
igo oso de uma sequência de e apas, execu adas pela o dem enunciada, al que:
i. Seleção dos Dados:
Os dados des acados pa a es e diagnós ico encon am-se documen ados na Ma iz B, pla a o ma que
eúne, indi idualmen e pa a cada ma e ial, em cada dia do ano, os dados ela i os às quan idades
mo imen adas nas suas saídas do AAU, is o é, o olume do seu consumo du an e o ano de 2023.
ii. Soma ó io da Quan idade Anual Consumida po cada ma e ial:
Selecionados os alo es ap op iados à análise, p ocede-se ao cálculo do consumo o al de cada ma e ial,
pa a o pe íodo em es udo. Mais especi icamen e, com ecu so aos alo es da Ma iz B, de e mina-se o
consumo anual das 454 e e ências, ob ido pela soma das quan idades consumidas em 2023.
iii. O denação dos Ma e iais:
Apu ados os alo es do consumo o al, no ano de 2023, pa a odos os a igos em ci culação no SU,
p ocedeu-se à o ganização das 454 e e ências po o dem dec escen e des e indicado , posicionando
assim os ma e iais de maio consumo no opo da lis a.
i . Cálculo do Consumo To al Global:
Somando o consumo o al de odas as e e ências, ob ido em ii., apu a-se o alo global da quan idade
consumida no SU em 2023.
. Cálculo das Pe cen agens Indi iduais (%Q):
Calcula-se a pe cen agem de consumo de cada ma e ial em elação ao consumo o al. Realiza-se a
di isão das quan idades consumidas po cada i em, em 2023, pelo consumo o al de odos os ma e iais,
mul iplicada po 100. O esul ado indica a con ibuição de cada ma e ial pa a o consumo global.
80
i. Cálculo das Pe cen agens Acumuladas (%Qacumulada):
A a és das pe cen agens indi iduais, ob idas em ., segue-se o cálculo das pe cen agens acumuladas.
Reco dando que os ma e iais já se encon am lis ados po o dem dec escen e do consumo, a
pe cen agem acumulada de cada ma e ial é ob ida pela soma das pe cen agens indi iduais an e io es,
começando pelo i em de maio consumo.
Es e cálculo p opo ciona uma isão do impac o p og essi o dos ma e iais no consumo, mos ando, po
exemplo, que um núme o limi ado de i ens pode ep esen a uma g ande pa e do consumo o al,
enquan o ou os êm uma con ibuição meno ao longo da sequência.
ii. A ibuição das Classi icações ABC:
Calculadas as pe cen agens indi iduais e acumuladas, p ocede-se à classi icação ABC, pe spe i ando
uma isão hie a quizada do consumo. Nes e sen ido, os i ens são classi icados nas ês classes de aco do
com as pe cen agens acumuladas de consumo, espei ando a eg a adicional da análise ABC.
A Classe A ag upa os ma e iais que, cole i amen e, assumem ce ca de 80% do consumo o al.
Ge almen e, es a classe eúne um núme o eduzido de i ens, com ele ado impac o no consumo, sendo
es es os a igos mais c í icos ao uncionamen o da o ganização. Iden i icados os a igos de classi icação
A, de e ajus a -se a ges ão dos mesmos, a pa i de uma omada de a enção edob ada e igo , con olo
ígido e moni o ização con ínua.
A Classe B, concen a os i ens que, conjun amen e, ag egam ap oximadamen e 15% do consumo o al.
Es es a igos possuem um impac o meno , quando compa ado com os da Classe A, mas, ainda assim,
a a-se de ma e iais ele an es, que solici am con olo, embo a de uma manei a menos igo osa.
Po úl imo, a Classe C eúne os ma e iais que, em conjun o, ep esen am ce ca de 5% do consumo o al.
De manei a ge al, es a classe ab ange um núme o conside a elmen e ala gado de a igos, com impac o
eduzido no consumo. T a a-se dos menos c í icos e de meno ele ância pa a a ges ão de in en á io,
podendo, po an o, se con olados com meno equência e maio lexibilidade.
No a-se ainda que a Análise ABC, ajus ada ao a o em a aliação, de e se semp e execu ada
sequencialmen e, pela o dem desc i a en e os pon os i. e ii.
O p ocedimen o desc i o oi aplicado, pa a as quan idades consumidas, no SU e es u u ado numa
abela. Essa abela con a com 454 linhas equi alen es ao o al das e e ências, a aliadas pelos
pa âme os dispos os nas suas colunas, designadamen e: Código do Ma e ial; Designação do Ma e ial;
Quan idade Consumida em 2023; Pe cen agem Indi idual; Pe cen agem Acumulada; Classi icação ABC.
81
A Tabela 21, ap esen a um exce o des a abela, con endo uma amos a ep esen a i a da classi icação
dos 454 a igos, pa a as p imei as 30 e e ências, ou seja, pa a os 30 a igos de maio em 2023.
Tabela 21: Exce o da classi icação ABC da Quan idade Consumida pa a as 30 p imei as e e ências
Finalizada a a ibuição da de ida classi icação ABC do consumo, pa a odos os ma e iais, con abiliza am-
se quan os a igos icam alocados a cada classe, ob endo os seguin es esul ados:
• Classe A: Con abiliza am-se 26 ma e iais. Ve i ica-se que 80% do consumo, em 2023, oi
alcançado po 26 i ens (5,73% dos i ens). Es es são os i ens mais c í icos ao uncionamen o do
SU do HSOG, aos quais se de e p es a uma a enção edob ada e cau elosa, bem como uma
moni o ização igo osa e cons an e.
• Classe B: Con abiliza am-se 42 ma e iais. Ve i ica-se que 15% do consumo, em 2023, oi
alcançado po 42 i ens (9,25% dos i ens). Embo a com um impac o meno que os da Classe A,
es es ma e iais são ele an es ao uncionamen o adequado do SU do HSOG, eque endo um
con olo ap op iado, embo a menos ígido, quando compa ado com os ma e iais da Classe A.
• Classe C: Con abiliza am-se 386 ma e iais. Es e alo implica que, em 2023, 5% do consumo
oi alcançado po 386 i ens (84,80% dos i ens). Es a classe é compos a pelos ma e iais com
meno impac o no consumo e, po isso, dep eende-se que cons i uem os i ens menos c í icos à
ope acionalização do SU. Como al, podem se con olados com maio lexibilidade, meno
equência e menos a enção, e i icada a sua ele ância in e io pa a a ges ão ge al de in en á io.
O g á ico p esen e na Figu a 21 ilus a os esul ados expos os, a a és da Cu a ABC da Quan idade
Consumida pelos ma e iais u ilizados na ope acionalização do SU, no ano de 2023.
82
Figu a 21 – Cu a ABC da Quan idade Consumida no Se iço de U gência HSOG em 2023
Es a cu a ep esen a, de o ma isual, a dis ibuição do consumo en e as di e en es classes de
ma e iais, des acando a co de la anja a Classe A, a e de a Classe B e a azul a Classe C. Es a abo dagem
acili a a pe ceção da dis ibuição de i ens mais e menos c í icos, in o mação c ucial pa a a de inição de
melho ias na ges ão de in en á io do SU do HSOG.
6.3.2 Análise ABC do P eço To al
A segunda análise ABC apoia-se nos alo es do P eço To al de cada i em em mo imen ação no SU em
2023. Pa a e e ua a classi icação ABC em unção do PT, eco eu-se no amen e à Ma iz D. Es a compila
os alo es mone á ios ela i os ao cus o o al (CT) com os ma e iais mo imen ados no AAU, ao longo do
ano de 2023, e le indo, o impac o inancei o de cada um dos 454 i ens du an e esse pe íodo.
À semelhança da análise an e io , a a aliação cen ada no impac o inancei o dos di e sos ma e iais
implica o cump imen o de uma sequência de e apas, execu adas pela o dem enunciada, al que:
i. Seleção dos Dados:
Pa a desen ol e a a aliação p opos a, eco eu-se no amen e à Ma iz D que compila, pa a cada
ma e ial, os alo es diá ios dos cus os ela i os às saídas dos di e en es i ens do AAU em 2023, ou seja,
os cus os inco idos com o consumo de ma e iais no decu so do ano em ques ão.
ii. Soma ó io do Cus o To al Anual de cada ma e ial:
Selecionados os dados pe inen es, segue-se o cálculo do CT anual com cada ma e ial, em 2023.
Especi icamen e, com os alo es diá ios do PT disponí eis na Ma iz D, de e mina-se o cus o o al anual
dos 454 i ens, esul an e do soma ó io dos PT de cada i em, ao longo dos 365 dias do ano de 2023.
iii. O denação dos Ma e iais:
83
De e minados os CT anuais, o ganiza am-se as 454 e e ências consoan e a o denação dec escen e dos
alo es apu ados. Assim, no início da lis a encon am-se os a igos com maio impac o inancei o.
i . Cálculo do Cus o To al Global:
Somando o cus o o al anual de odos os ma e iais, alo es es es ob idos no pon o ii., é possí el apu a
o alo global do cus o de odos os ma e iais consumidos no SU do HSOG, deco ido o ano de 2023.
. Cálculo das Pe cen agens Indi iduais (%CT):
P ocedeu-se ao cálculo das pe cen agens indi iduais de cus o com cada ma e ial, ace ao CT global. Pa a
al, di ide-se o CT de cada a igo, pelo alo do cus o o al global de odos os 454 i ens, mul iplicado po
100. O esul ado ob ido indica o peso dos enca gos com cada ma e ial ace ao cus o global.
i. Cálculo das Pe cen agens Acumuladas (%CTacumulada):
Com as pe cen agens indi iduais de e minadas, podem es ima -se as pe cen agens acumuladas. Como
os i ens se encon am lis ados po o dem dec escen e do CT anual, a pe cen agem acumulada de cada
um é ob ida pela soma das pe cen agens indi iduais an e io es, começando pelo ma e ial de maio cus o.
O cálculo das pe cen agens acumuladas o e ece uma isão p og essi a do impac o inancei o dos
ma e iais, no CT global, e idenciando que um núme o ela i amen e eduzido de i ens pode ep esen a
uma g ande pa e dos enca gos com ma e ial clínico adqui ido pelo SU, ao passo que ou os con ibuem
de o ma menos signi ica i a.
ii. A ibuição das Classi icações ABC:
Apu adas as pe cen agens indi iduais e acumuladas de cada a igo, eúnem-se as condições pa a
a ança com a análise ABC, p opo cionando uma isão hie a quizada dos ma e iais e espe i os CT.
Nes e sen ido, os i ens são dis ibuídos pelas classes A, B e C, em con o midade com as pe cen agens
acumuladas de cus o, apoiada na me odologia adicional da análise ABC.
Pa a os alo es do PT, as conclusões e i am-se de o ma idên ica à análise an e io , ainda que ajus ada
ao pa âme o em des aque. Assim, a Classe A ag upa os ma e iais que jun amen e ep esen am ce ca
de 80% do CT com ma e iais, ge almen e com poucos i ens de ele ado impac o inancei o. Os i ens
alocados à Classe B somam ap oximadamen e 15% do CT, possuem impac o mode ado, a ní el
mone á io. Po im, a Classe C, usualmen e compos a po mui os i ens de baixo cus o, é a ibuída aqueles
a igos que co espondem a 5% do CT global.
Impo an e salien a que a Análise ABC, ajus ada ao c i é io de cus o, de e se semp e ealizada de
o ma sequencial, seguindo a o dem desc i a nos pon os i. a ii.

84
O p ocedimen o expos o oi aplicado aos dados ela i os aos PT, e es u u ado numa abela. Es a abela,
compos a po 454 linhas segmen a-se nas colunas: Código do Ma e ial; Designação do Ma e ial; Cus o
To al; Pe cen agem Indi idual; Pe cen agem Acumulada; Classi icação ABC.
Na Tabela 22 encon a-se um exce o da abela elabo ada, con endo uma amos a ep esen a i a da
classi icação dos 454 a igos, pa a os 30 p imei os i ens, is o é, pa a os 30 ma e iais com maio impac o
inancei o naquela que oi a despesa anual do SU do HSOG com ma e ial clínico, em 2023.
Tabela 22: Exce o da Classi icação ABC do Cus o To al pa a as 30 p imei as e e ências
Finalizada a a ibuição da classi icação ABC dos cus os esul an es do consumo dos di e en es ma e iais,
con abiliza am-se os a igos em cada classe, ob endo os seguin es esul ados:
• Classe A: Con abiliza am-se 64 ma e iais. Ve i ica-se que 80% dos cus os o ais com ma e ial
clínico, em 2023, oi alcançado po 64 i ens (14,10% dos i ens). Es es são os i ens mais c í icos,
no que diz espei o aos gas os com ma e ial no SU, aos quais se de e p es a uma a enção
edob ada e cau elosa, bem como uma moni o ização igo osa e cons an e.
• Classe B: Con abiliza am-se 96 ma e iais. Ve i ica-se que 15% dos cus os o ais com ma e ial
clínico, em 2023, oi alcançado po 96 i ens (21,15% dos i ens). Embo a com um impac o
inancei o meno na despesa, compa a i amen e aos i ens da Classe A, es es ma e iais são
ele an es e eque em um con olo adequado, ainda que menos ape ado ace aos ma e iais A.
• Classe C: Con abiliza am-se 294 ma e iais. Es e alo implica que, em 2023, 5% dos cus os
o ais com ma e ial clínico oi alcançado po 294 i ens (64,76% dos i ens). Es a classe é
compos a pelos ma e iais com meno impac o na despesa do SU com ma e iais e, po isso,
85
dep eende-se que cons i uem os i ens menos c í icos, a ní el de cus os. Como esul ado, podem
se con olados com maio lexibilidade e uma a enção menos exigen e.
O g á ico p esen e na Figu a 22 ilus a os esul ados expos os, a a és da Cu a ABC dos Cus os To ais
com os ma e iais clínicos consumidos na ope acionalização do SU, no ano de 2023.
Figu a 22 – Cu a ABC dos Cus os To ais com ma e ial clínico no Se iço de U gência do HSOG em 2023
Assinala-se a co de la anja a Classe A, a e de a Classe B e a azul a Classe C. Es a cu a ep esen a
g a icamen e a epa ição dos cus os globais com ma e ial clínico consumido pelas di e en es ca ego ias.
Ac escen a-se que es a abo dagem acili a a iden i icação dos i ens mais e menos c í icos, no que
conce ne ao impac o inancei o dos mesmos nos gas os com ma e ial clínico, dados undamen ais na
de inição de o ien ações de melho ia na ges ão de in en á io do SU do HSOG.
6.3.3 Conjugação das Análises ABC
Finalizadas as análises ABC pa a as dimensões do consumo e do cus o da u ilização dos a igos, ealizou-
se uma úl ima análise que, combinando os dois c i é ios, pe mi e ob e uma isão in eg al do sis ema.
A análise ABC cen ada na quan idade consumida alice ça-se na exp essi idade da u ilização dos
di e en es ma e iais clínicos na p es ação de cuidados, iden i icando aqueles que são indispensá eis pa a
o uncionamen o diá io das ope ações. Po sua ez, a análise ABC assen e no cus o o al cen a-se no
impac o inancei o, des acando os ma e iais que, embo a possam se consumidos em quan idades
menos exp essi as, ep esen am um peso signi ica i o nas despesas globais do SU. Em i ude da
pe inência econhecida às duas modalidades analisadas, a união de ambas, além de o e ece um
en endimen o in eg al, e i a o isco de negligencia ma e iais que, apesa de pouco consumidos, podem
se subs ancialmen e dispendiosos, ou, em con apa ida, de sob e alo iza ma e iais amplamen e
u ilizados, mas com um impac o inancei o eduzido.
86
Sal agua da-se ainda que, em con ex o hospi ala , onde é azoá el assumi que a c i icidade dos
ma e iais depende an o da disponibilidade con ínua dos mesmos, como das epe cussões inancei as
esul an es, a in eg ação es a égica dos dois a o es o na-se especialmen e opo una.
Com es a a iculação, a omada de decisão o na-se mais undamen ada, onde i ens de ele ado cus o,
mesmo endo um consumo mais baixo, ecebem uma ges ão cuidadosa de o ma a e i a gas os
excessi os e, po ou o lado, assegu a-se o abas ecimen o con ínuo de ma e iais al amen e consumidos,
mesmo que enham baixos cus o, e i ando a u u a dos mesmos.
Pa a o cená io em es udo, a combinação das duas análises ABC – p imei a le a pa a a Quan idade e
segunda le a pa a o Cus o To al – pe mi e a ob enção das seguin es 9 classi icações:
• Classe AA: I ens de ele ado consumo e ele ado cus o. Reque em moni o ização igo osa do
consumo, eposição con ínua pa a e i a u u as e
s ock
de segu ança (SS) conside á el. A
ges ão de e se cuidadosa dado o ele ado impac o inancei o, p ocu ando a e iciência pa a
o imiza os cus os o ais.
• Classe AB: I ens de ele ado consumo e cus o médio. Reque em moni o ização igo osa do
consumo e eposição con ínua. O p ocesso de pedidos e comp as de e se e icien e, ainda que
mais lexí el que na classe AA.
• Classe AC: I ens de ele ado consumo e baixo cus o. Foco essencial na moni o ização igo osa
do consumo e eposição cons an e.
• Classe BA: I ens de consumo mode ado e ele ado cus o. Reposição pode se mais lexí el, mas
exigem um con olo igo oso dado o ele ado impac o inancei o.
• Classe BB: I ens de consumo mode ado e cus o médio. Reposição mode ada e moni o ização
con olada.
• Classe BC: I ens de consumo mode ado e baixo cus o. Planeamen o das necessidades baseado
no consumo espo ádico, pa a e i a cus os excessi os em
s ock
. Man e as quan idades
su icien es ao uncionamen o.
• Classe CA: I ens de baixo consumo e ele ado cus o. Reposição equilib ada, com a enção à
ges ão de cus os, pa a e i a despe dícios inancei os.
• Classe CB: I ens de baixo consumo e cus o médio. Reposição egula , su icien e ao
uncionamen o, sem cus os excessi os em
s ock
, equilib ando quan idade e cus os.
• Classe CC: I ens de baixo consumo e baixo cus o. De e ado a -se uma ges ão lexí el pa a
esponde às necessidades e a iações, apesa de se a a de
s ock
que se p e ende minimiza .
87
Pa indo dos esul ados ob idos em 6.3.1 e 6.3.2, es u u ou-se a análise nos pa âme os: Código do
Ma e ial; Designação do Ma e ial; Classi icação ABC_Consumo; Classi icação ABC_Cus oTo al;
Combinação. No a-se que, pa a execu a a a iculação in encionada, lis a am-se os ma e iais pela o dem
de maio consumo, ou seja, pela classi icação ABC da Quan idade. Pos e io men e, ez-se co esponde
a classi icação ABC do Cus o To al ob ida, pa a o mesmo ma e ial.
A Tabela 23 ap esen am um exce o da abela da conjugação das análises ABC da Quan idade e Cus o
To al, pa a os p imei os 30 ma e iais de maio consumo.
Tabela 23: Conjugação das Análises ABC da Quan idade Consumida e do Cus o To al pa a as 30 P imei as Re e ências
Finalmen e, a ibuída a classi icação combinada, pa a as 454 e e ências, con abiliza am-se quan os
ma e iais o am ag upados em cada ca ego ia, ob endo os seguin es esul ados:
• Classe AA: Iden i ica am-se 22 i ens (4,85% dos i ens) de ele ado consumo e ele ado cus o.
Moni o ização igo osa. A eposição de e se assegu ada pa a e i a u u as dos i ens c í icos.
• Classe AB: Iden i ica am-se 3 i ens (0,66% dos i ens) de ele ado consumo e cus o médio.
Reque em moni o ização igo osa do consumo e eposição con ínua.
• Classe AC: Iden i icou-se 1 i em (0,22% dos i ens) de ele ado consumo e baixo cus o. Foco
essencial na moni o ização igo osa do consumo e eposição cons an e.
• Classe BA: Iden i ica am-se 15 i ens (3,30% dos i ens) de consumo mode ado e ele ado cus o.
Reposição pode se mais lexí el, mas exigem um con olo igo oso.
• Classe BB: Iden i ica am-se 20 i ens (4,41% dos i ens) de consumo mode ado e cus o médio.
Reposição mode ada e moni o ização con olada.
94
• 𝐼𝑉𝑃𝑥,𝑚 ep esen a o Índice de Va iabilidade da P ocu a do ma e ial 𝑥 no mês 𝑚
• 𝑃𝑀𝐷𝑥,𝑚 ep esen a a p ocu a média diá ia do ma e ial 𝑥 no mês 𝑚
• 𝑃𝑀𝐷𝑥,2023 ep esen a a p ocu a média diá ia global do ma e ial 𝑥 em 2023
Como e e ido, o IVP e le e a di e ença, em e mos pe cen uais en e a PMD de cada mês ace à PMD
global anual, pa a odos os ma e iais clínicos consumidos no SU do HSOG. Após e e uados os cálculos,
ob i e am-se esul ados di e sos, cuja in e p e ação a ia de aco do com o sinal e a magni ude dos
alo es. Em elação ao sinal ob ido, in e e-se que:
• IVP Posi i o: Indica que o consumo médio diá io de um dado ma e ial, no mês em análise, oi
supe io ao alo da PMD anual desse mesmo i em.
• IVP Nega i o: Indica que o consumo médio diá io de um dado ma e ial, no mês em análise, oi
in e io ao alo da PMD anual desse mesmo i em.
Além do sinal, o alo ob ido o nece impo an es in o mações em elação à magni ude do IVP,
conside ando-se que o índice é ele ado quando o alo absolu o calculado ul apassa os 20%.
O alo es abelecido de 20% é azoá el pa a a análise em ques ão, uma ez que pe mi e acolhe , po um
lado, lu uações pequenas, que não ep esen am mudanças eais de pad ão e, po ou o lado, iden i ica
alo es que podem es a associados a sazonalidade, deco en e de uma possí el mudança de pad ão de
consumo ou um a o ex e no. Es e alo pad ão ep esen a um limia mode ado, que, simul aneamen e,
ealça di e enças signi ica i as sem se demasiado sensí el a pequenas lu uações. Resumidamen e,
e e-se que:
• |𝐼𝑉𝑃|≥20%: No mês em ques ão, hou e uma al e ação ou mudança conside á el no
consumo em elação ao alo médio anual. Es es alo es suge em a p o á el oco ência de picos
de consumo (sinal posi i o) ou eduções acen uadas (sinal nega i o), a o es indica i os de
e en ual sazonalidade.
• |𝐼𝑉𝑃|<20%: O mês em análise encon a-se ela i amen e es á el ace ao alo médio anual,
a o indica i o de baixa a iabilidade e compo amen o cons an e ao longo do ano.
Assen e nes e aciocínio e e uou-se o cálculo, pa a cada ma e ial, do IVP dos meses de janei o a é
dezemb o, des acando-se, na Tabela 28 os esul ados ob idos pa a os ma e iais de maio consumo, ou
seja, os de consumo A (Classes AA, AB e AC). Ressal a-se que se assinala am odos os momen os de
possí el sazonalidade (IVP≥20%) sendo que, a e melho, se encon am os casos com IVP posi i o e, a
ama elo, os casos com IVP nega i o.

95
Tabela 28: índice de Va iabilidade da P ocu a pa a os ma e iais clínicos de Consumo A
A abela elabo ada e ela os IVP dos i ens mais consumidos no SU em 2023. No a-se que, na maio
pa e dos meses, es es i e am um compo amen o maio i a iamen e uni o me, e o çando a
p edominan e es abilidade na u ilização de a igos de consumo A.
Des aca-se a “E ique a Adesi o Papel Té mico 23x53” pois, além de se o a igo com a p ocu a média
mais ele ada, é ambém um dos que assinala maio es índices de a iabilidade, susci ando lu uações
mais ma cadas, ace aos es an es.
Obse a am-se ou as oco ências de a iabilidade, p incipalmen e no mês de dezemb o, onde 9 a igos
de consumo A egis a am picos de consumo, aduzidos em alo es de IVP ele ados. Des aca-se, em
dezemb o, como mais ma can e o ma e ial “Comp essa não ecido 10x10cm”, que assinalou um
aumen o de 105,10% do ace ao alo médio anual. Rela i amen e a es e i em acilmen e se conclui que
é, den o de odos os ma e iais de g ande consumo, o que ep esen a um compo amen o menos es á el,
e i icando-se consecu i as eduções na p ocu a, no início do ano, acompanhadas po sucessi os picos
na segunda me ade do ano. De ido à sua a iabilidade, ans e sal du an e o deco e do ano, de e se
dada especial a enção a es e, na p ojeção de mé odos de planeamen o do seu ap o isionamen o.
Repa a-se ainda que, de modo ge al, os meses de ab il a agos o (meses de p ima e a e e ão) ag egam
a maio ia das a iações nega i as – eduções acen uadas – e, em con as e, g ande po ção das a iações
posi i as – picos de consumo – acon ecem nos meses de ou ub o, no emb o e dezemb o (meses de
ou ono e in e no). Em especial no mês de dezemb o, as a iações e i icadas podem se deco en es
nas ca ac e ís icas ípicas des e momen o do ano, como a incidência de mais p oblemas de saúde, dado
que pode se ú il pa a ajus a o abas ecimen o dos ma e iais undamen ais nes e mês.
Sal agua da-se que, à medida que se a ançou de classes, os alo es absolu os de IVP o am
aumen ando, des acando-se, den o des as, a classe CC como aquela em que os alo es de PMD
96
egis a am maio a iabilidade, sinal que indica que i ens de baixo consumo e cus o se encon am mais
susce í eis a sazonalidade.
Finalizada a a aliação, no a-se que, de o ma ge al, não se sen em g andes al e ações a ní el do modo
como o consumo, em e mos pe cen uais, se epa e nas ca ego ias undamen ais.
Po im, pa a pe cebe , em e mos globais, a a iação do consumo o al, ou seja, do conjun o de odos
os ma e iais, ao longo dos 12 meses do ano de 2023, soma am-se as saídas egis adas, il adas po
mês, e ob e e-se o g á ico p esen e na Figu a 24.
Figu a 24 – Volume do consumo de odos os ma e iais em mo imen ação no Se iço de U gência nos 12 meses do ano de 2023
A igu a acima e o ça alguns dos pon os enunciados an e io men e. P imei amen e, no a-se que não
oco em oscilações p o undas nem a iações ma cadamen e acen uadas, suge indo que o consumo ao
longo do ano, de modo ge al, em um compo amen o azoa elmen e egula sem al e ações es u u ais
da p ocu a. O mês de p ocu a mais baixa oi o mês de julho, com um o al de 288070 unidades,
p o a elmen e esul an e do pe íodo de é ias e das condições na u ais do e ão, onde há menos
p e alência de í us e doenças, no ge al. Nes e seguimen o, os cons angimen os p esenciados no
in e no jus i icam o aumen o do consumo nos úl imos meses do ano, a ingindo o pico do consumo, no
mês de dezemb o, como suge iu a análise ABC mensal ealizada no pon o an e io .
Complemen a men e, co obo a-se que os meses com um maio olume de saídas e, como al, que
suge em um maio consumo em elação aos es an es, são os meses de in e no uma ez que es a época
ipicamen e implica uma maio p e alência de p oblemas espi a ó ios, como g ipes e cons ipações.
Assim, os meses de ou ub o a janei o ca ac e izam-se po uma maio a luência aos se iços de saúde e,
consequen emen e, o núme o de unidades consumidas c esce, com des aque pa a o mês de dezemb o,
que demons a uma ce a dis ancia aos ou os, com um o al de 362680 a igos u ilizados.
97
7. APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE MELHORIA
Es e capí ulo em po obje i o a ap esen ação de um conjun o de p opos as de melho ia, no sen ido de
ul apassa algumas das di iculdades encon adas na ope acionalização diá ia do p ocesso de RPM,
escla ecidas ao longo do p esen e documen o, e, como esul ado, con ibui pa a a melho ia do
uncionamen o global do Se iço de U gência do Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães.
As suges ões delineadas baseiam-se na ecolha de dados explica i os do p ocesso a ual, desde as
obse ações esul an es do acompanhamen o da dinâmica em campo, da pa ilha de conhecimen o dos
p o issionais, a é às in o mações ex aídas do his ó ico de en adas e saídas do AAU. O p ocessamen o
dos elemen os possibili ou a ca alogação de lacunas de e minan es que, apoiado em mé odos
pe inen es e e amen as, como os ins umen os da me odologia
Lean,
ab em caminho pa a esboço de
es a égicas capazes de a ua em á eas ulne á eis, que cons i uem, a ualmen e, obs áculos no
uncionamen o do se iço em equação.
Assen e nes e p isma, as p opos as elabo adas o am de idamen e es u u adas em 3 e en es
di e en es, de endidas nos ópicos a ados no deco e des e capí ulo. Nenhuma das p opos as oi
implemen ada du an e o pe íodo ú il, dada a ex ensão do HSOG e às es ições de empo encon adas.
No en an o, odas as inicia i as de melho ia desen ol idas o am ap esen adas aos p incipais
p o issionais do HSOG en ol idos no p oje o, desde os AO aos esponsá eis coo denado es do SU, que
demons a am on ade e disponibilidade pa a, u u amen e, aplica as ações de melho ia o muladas.
7.1 P opos a de De inição de Ro as de T abalho
Escla eceu-se p e iamen e o escalonamen o do p ocedimen o de RMC, nomeadamen e no que oca às
ases a execu a a é que es e se dê po concluído, com odas as zonas p op iamen e abas ecidas, o AAU
eo ganizado e comple ado o pedido de ma e ial pa a o dia seguin e. Pa a assegu a o cump imen o do
p ocesso de RMC, além da ga an ia des es pon os, odas as es an es a i idades, enunciadas no Capí ulo
4 p ecisam de se comple adas.
Nesse mesmo capí ulo, salien ou-se ainda que odas as e apas podem se execu adas li emen e, não
ha endo um pad ão, mé odo ou sequência p ede inida. Além disso oi jus i icado que, à exceção da
Ope ação_T8 (T anspo es de Ma e ial), as demais ope ações ca ac e izam-se po ac escen a em alo
ao p ocesso de eposição em análise.
O empo gas o na RMC e idencia a ca ência de luidez no p ocesso e assinala-se como uma das
p incipais p eocupações apon adas pelos p o issionais do SU. Como al, sendo a única a i idade que não
98
inc emen a alo , a diminuição do empo in es ido pelos AO em anspo e aduz-se numa edução de
despe dícios, podendo cons i ui uma p imei a o ien ação capaz de melho a o p ocesso de eposição
como um odo.
O empo ocupado em anspo es egis ou, em média, uma du ação ap oximada de 18 minu os. Es e
pe íodo inclui odas as mo imen ações dos p o issionais nos co edo es e salas do SU, is o é, a ci culação
dos mesmos nas ações que englobam ecolha, posicionamen o, a umação e en egas de ma e ial, ao
longo do pe íodo necessá io à RMC. Conside ando o ac o de que cada AO em libe dade na de inição
da sua o a de abalho, não ha endo uma o dem es udada ou uma aje ó ia pad onizada, pe mi e-se a
exis ência de espaço pa a gas os empo ais ealmen e imp odu i os.
Com o in ui o de eduzi o empo emp egue na Ope ação_T8, e de de ini uma o a de abalho
pad onizada, u ilizou-se o c i é io da meno dis ância. P io iza o p incípio da dis ância mais cu a, pa a
de ini a aje ó ia, esul a em eduções empo ais conside á eis, melho a a e iciência ope acional,
diminui os a asos no abas ecimen o e a ca ga de abalho deposi ada nos AO.
Os seguin es ópicos desc e em a heu ís ica u ilizada e a o a pad onizada ob ida.
7.1.1 P oblema do Caixei o Viajan e (PCV)
O PCV a a de um p oblema clássico da o imização combina ó ia, de di ícil esolução. Es e possui
aplicabilidade ala gada no âmbi o da logís ica e planeamen o do abas ecimen o.
A o igem do p oblema eside na on ade de um caixei o iajan e pa i de uma cidade inicial (o igem),
passa seguidamen e po um conjun o de cidades, uma única ez e, inalmen e, ol a à cidade de
pa ida, pe co endo a meno dis ância possí el. Fo mulando de ou a o ma, exis em 𝑛 pon os e
caminhos en e odos eles, cujas dis âncias são conhecidas e, o obje i o p imo dial passa po encon a
o aje o mais cu o, ga an indo a passagem em odos os pon os uma única ez, começando e
e minando na mesma posição. A espos a à ques ão le an ada esul a numa sequência o denada de
odas as cidades a pe co e pelo caixei o iajan e (Oli ei a, 2015).
O PCV pode se abo dado em di e en es pe spe i as, à luz de c i é ios di e sos, pa a os quais se
conhecem algo i mos de esolução, baseados em c i é ios que se podem a alia , consoan e o con ex o
que se p e ende es uda . No âmbi o des e abalho, a a iá el em des aque, que se p e ende o imiza é
a da meno dis ância.
O modelo que se deb uça na iden i icação da o a que minimiza a dis ância pe co ida econhece-se
como “Algo i mo do Vizinho Mais P óximo”. O p imei o passo na u ilização des e algo i mo passa pela
de inição do nó inicial como pon o de pa ida, seguindo-se da a aliação dos nós que se ligam a es e. O
99
pon o izinho que e i ica a meno dis ância à o igem é selecionando e aça-se a a es a indicando que
os caminhos o am pe co idos. Es a lógica é epe ida a é que odos os nós do ci cui o es ejam
in e ligados, semp e seguindo aquele que oi isi ado po úl imo (Camilo e al., 2018). De o ma
simpli icada, a es u u a des e modelo es u u a-se nas ases seguin es:
1. Seleciona o pon o inicial de pa ida;
2. Ve i ica as dis âncias dos pon os izinhos ao pon o de pa ida;
3. Adiciona o izinho mais p óximo à o a;
4. Ve i ica os izinhos do úl imo pon o adicionado à o a;
5. Adiciona o izinho mais p óximo à o a;
6. Repe i os passos 4 e 5 a é que odos os pon os es ejam incluídos na o a;
7. Ob enção de uma o a o denada, con endo odos os pon os, e eg essando à o igem.
7.1.2 Ap esen ação da Ro a de T abalho Pad onizada
Pa a de ini a melho o a a pe co e no SU, aquando do abas ecimen o diá io de ma e ial clínico, pa iu-
se do PCV, mais p ecisamen e do “Algo i mo do Vizinho Mais P óximo”. Como oi escla ecido
an e io men e, es e modelo aplica-se com a inalidade de minimiza a dis ância pe co ida e o empo
despendido em ope ações de anspo e de a igos en e o AAU e as salas do SU do HSOG.
Pa a a aplicação do algo i mo e e ido às o as dos eposi o es no SU, assumiu-se que não exis em
es ições de capacidade nos meios de anspo e, ou seja, an o os ca inhos de apoio como as caixas
de o necimen o, possuem espaço ilimi ado pa a o ca egamen o de ma e iais.
Além disso, sabe-se que o ci cui o é echado, iden i icando-se o AAU como pon o de pa ida e chegada,
uma ez que nes e espaço acon ece an o a p epa ação dos meios de abas ecimen o, como ambém se
e o na a es e pon o, no im da a i idade. Os es an es pon os a inclui na o a dizem espei o às 6 zonas
de consumo que eque em o ma e ial anspo ado pelos AO, is o é, os des inos a se em a endidos no
pe cu so. Assim, cada pon o a inclui na o a oi ep esen ado pelas le as de A a G, con o me o seguin e:
• A – A mazém (Pon o inicial);
• B – Zona Azul;
• C – Zona Ama ela;
• D – Zona La anja;
• E – Zona Cinzen a;
• F – Zona Ve melha;
• G – Zona Ve de.

100
Po o ma a coloca em p á ica o algo i mo selecionado, oi necessá io de ini as dis âncias en e odos
os pon os ab angidos pela o a de eposição. Pa a medi as dis âncias en e odos os pon os eco eu-se
à plan a do SU, p e iamen e des acada na Figu a 8. A plan a oi imp essa e o am medidas as dis âncias,
em cen íme os, com uma égua. Es e mé odo e ela-se ap op iado, uma ez que, ao amplia a escala
pa a as dimensões eais, as p opo ções das dis âncias são man idas, icando co e amen e
ep esen adas, ga an indo a p ecisão necessá ia pa a o cálculo das o as. No a-se que se e e em
conside ação a localização das po as de acesso às zonas de consumo na medição das dis âncias.
A Tabela 29 con ém a ma iz das dis âncias medidas, em cm, en e odos os pon os a inclui na o a de
abalho dos AO des acados pa a o ca go da RMC.
Tabela 29: Ma iz das dis âncias en e os pon os A a G da o a de abalho, em cm
Reunidas as condições pa a implemen a o algo i mo do “Vizinho Mais P óximo”, u ilizou-se a linguagem
de p og amação
Py hon
, que possibili ou a au oma ização dos cálculos e a alidação ápida das
dis âncias en e as zonas, ga an indo p a icidade e p ecisão na ob enção dos esul ados
.
O código desen ol ido pa a calcula a o a de eposição, ag egou as es ições e pa âme os necessá ios
a assegu a que, segundo o c i é io da meno dis ância, se de ine o melho aje o. Es e código encon a-
se disponí el no Apêndice VII.
Após co e o código desen ol ido, ob e e-se, como esul ado a exp essão p esen e na Figu a
25
:
Figu a 25 – Ro a o imizada ob ida pela implemen ação em Py hon do Algo i mo do Vizinho Mais P óximo
Na o a o imizada, os núme os 1 a 7 co espondem, po o dem c escen e, às le as A a G. Assim, a o a
o imizada pa a o p ocesso de eposição de ma e ial clínico ob ida é: A – B – C – F – E – D – G – A.
Subs i uindo as le as pela zona à qual se e e em, a o a o imizada e p opos a pa a o p ocesso de RMC,
com base no c i é io da meno dis ância pe co ida, é a seguin e:
• AAU – Zona Azul – Zona Ama ela – Zona Ve melha – Zona Cinzen a – Zona La anja – Zona
Ve de – AAU.
101
De o ma a o na o luxo p opos o mais isí el, ampliou-se a plan a do SU e elabo ou-se o esquema
p esen e na Figu a 26, onde as se as a acejado assinalam o aje o segundo a o a o imizada. A
colocação das se as conside ou as posições das po as (pon os de en ada e saída) das zonas de
consumo.
Figu a 26 – Rep esen ação da o a de abalho p opos a
7.2 P opos a de No a Composição dos Ca inhos
O p incípio base que o ien a a composição dos ca inhos de apoio eside na de inição de uma
con igu ação pad ão, es u u ada de o ma a ga an i o o necimen o con ínuo dos ma e iais de maio
consumo no SU. O segundo p incípio é o de que os ma e iais nos ca inhos são i ens u ilizados de o ma
eco en e em odas, ou quase odas, as á eas de consumo.
Sus en ada nes es pon os, a seleção dos i ens anspo ados pelo ca inho de e p io iza aqueles com
maio es alo es de p ocu a média diá ia (PMD), ga an indo a sua disponibilidade cons an e.
Tomando es as exigências em conside ação, ees u u ou-se a composição do ca inho, assegu ando
que a sua no a con igu ação ag ega os ma e iais que são ealmen e mais u ilizados e c uciais pa a o
uncionamen o diá io. Dessa o ma, ga an e-se que esses ma e iais es ão semp e disponí eis, uma ez
que a composição p ede inida in eg a o seu abas ecimen o con ínuo e inin e up o.
Nos pon os seguin es a alia-se se a a ual composição pad ão dos ca inhos, con ém os i ens mais
necessá ios ao uncionamen o do SU do HSOG. Pos e io men e, es u u a am-se 2 hipó eses al e na i as
da con igu ação melho ada des e meio de abas ecimen o, pa a ga an i que o seu maio é cump ido.
102
7.2.1 Composição A ual dos Ca inhos de Abas ecimen o
Nas isi as ealizadas ao SU oi possí el obse a a composição de cada um dos dois ca inhos de apoio
e con e i que, alguns elemen os de consumo subs ancial es a am em al a, como másca as, aldas,
alguns ipos de se ingas e comp essas, e c.. Es es são exemplos de ma e iais classi icados como A, no
c i é io da p ocu a, não incluídos na composição pad ão a ual dos ca inhos. Es e ac o pode
comp ome e a p on idão no a endimen o às necessidades mais ma cadas nas zonas de consumo.
Pa a examina se a composição a ual iden i ica am-se quais os i ens são inco po ados na mesma. A
Figu a 27 e a Figu a 28 demons am esquema icamen e a mon agem dos 2 ca inhos.
Figu a 27 – Esquema da composição a ual do Ca inho de Apoio 1
A igu a demons a a con igu ação, e espe i as quan idades, dos ma e iais inco po ados no ca inho de
apoio 1, usado na RMC de odas as zonas de consumo. Es e meio de abas ecimen o anspo a um o al
de 20 i ens di e en es, ou seja, es e sis ema con ém espaço pa a, pelo menos, 20 códigos de ma e ial.
Figu a 28 – Esquema da composição a ual do Ca inho de Apoio 2
103
À semelhança da an e io , es a igu a demons a a con igu ação pad ão, e espe i as quan idades, dos
ma e iais inco po ados no ca inho de apoio 2, usado na RMC de odas as zonas de consumo. Ve i ica-
se ambém que es e meio de abas ecimen o anspo a um o al de 25 i ens di e en es, ou seja, es e
sis ema de o necimen o con ém espaço pa a, pelo menos, 25 códigos de ma e ial.
Po o ma a iabiliza a análise, esumiu-se a composição a ual dos ca inhos, na Tabela 30. Nes a abela
encon a-se ambém a classi icação ABC de odos os a igos, com base na quan idade consumida e
cus os no ano de 2023.
Tabela 30: Lis a dos ma e iais incluídos nos Ca inhos de Apoio 1 e 2 e Classi icação ABC
Como se pode e i ica , mui os dos ma e iais inco po ados nos ca inhos 1 e 2 são das classe de
consumo B e C, con ando com apenas 16 e e ências da ca ego ia A de consumo.
É ele an e elemb a que se con abiliza am, na análise ABC de 2023, a exis ência de 26 p odu os de
maio consumo, cons a ando-se que a composição a ual não cump e o seu obje i o cen al, uma ez que
os ca inhos não concen am, na ealidade, os i ens mais usados no SU.
110
A í ulo de exemplo, se de e minado ma e ial egis ou uma equência de u ilização supe io a 50%,
compa a-se o seu alo da PMD em 2023, com o alo máximo da PMD mensal, en e janei o e
dezemb o, e selecionou-se o maio en e os dois. Des e modo, ga an iu-se que o cálculo conside a o
cená io mais exigen e, que minimize o isco de u u as e esponda melho a picos de consumo.
• Tempo de Reposição:
O segundo pa âme o undamen a o seu cálculo na exp essão ma emá ica escla ecida na ob a de
Coimb a (2009), aduzida na Equação 7:
Equação 7: Tempo de Reposição
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑅𝑒𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜=𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜+ 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑇𝑟𝑎𝑛𝑠𝑝𝑜𝑟𝑡𝑒+𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐸𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 (7)
P esume-se que odos os a igos em ci culação no SU são epos os au oma icamen e, no dia seguin e
ao pedido, ou seja, o empo de eposição ob ido, pa a odos os ma e iais é igual a 1 dia.
• S ock de Segu ança (SS):
O e cei o pa âme o é calculado, pa a odos os ma e iais, segundo a ó mula p esen e na Equação 8:
Equação 8:
S ock
de Segu ança
S ock 𝑆𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑛ç𝑎= 𝜎𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎+ 𝜎𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜𝑟𝑒𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 (8)
Uma ez que se es ipulou que o empo de eposição é ixo, e igual a 1 dia, 𝜎𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜𝑟𝑒𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜=0. Como
esul ado, em-se que 𝑆𝑡𝑜𝑐𝑘 𝑆𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑛ç𝑎= 𝜎𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎. Os alo es de 𝜎𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎, po sua ez, são iguais
aos alo es do DP de cada ma e ial, em 2023.
Te minado es e passo, ob ém-se a coluna do Ní el de Reabas ecimen o Global p eenchida, pa a odos
os ma e iais. A Tabela 33 ap esen a um exce o das colunas p eenchidas, no inal do Passo 1, pa a os
p imei os 15 ma e iais.
Tabela 33: Pa âme os e Ní el de Reabas ecimen o Global pa a os 15 p imei os ma e iais

111
7.3.2 Passo 2: De inição do núme o de zonas de consumo de cada ma e ial
A e iguado o NR Global, con ém comp eende o núme o de des inos que cada ma e ial possui, ou seja,
quan as zonas de consumo são abas ecidas po cada i em. Assim es e cons i ui um pa âme o que pode
a ia en e 1 e 6, conside ando as á eas undamen ais do SU que são obje o de RMC.
Pa a de ini o núme o de zonas a abas ece , po cada i em, es abelece am-se 4 condições, as quais são
p eenchidas de o ma sequencial. Mais especi icamen e, se o ma e ial cump i a p imei a condição, ica
logo de inido, caso con á io, passa pa a a segunda, e assim sucessi amen e.
Ressal a-se que, à medida que se a ança nas condições, o ní el de igo das mesmas diminui, já que as
suposições que as sus en am se o nam cada ez mais ala gadas.
Em de alhe, pa a de e mina o núme o de zonas às quais cada ma e ial ai se eabas ecido,
delimi a am-se as 4 condições seguin es:
i. Condição 1: Se o ma e ial pe ence à Al e na i a 1 ou à Al e na i a 2 p opos as pa a a no a
composição dos ca inhos de apoio, o alo é p eenchido au oma icamen e, com núme o de
zonas a abas ece igual a 6. Es e núme o é a ibuído po que os ca inhos abas ecem odas as
zonas de consumo do SU.
ii. Condição 2: Se o ma e ial não es á nos ca inhos de apoio, mas encon a-se nas lis as de
ma e ial das zonas de consumo, con abiliza-se em quan as zonas de consumo apa ece e a ibui-
se esse mesmo alo .
iii. Condição 3: Se o ma e ial não obedece às condições 1 e 2, signi ica que não há in o mações
disponí eis ace ca das zonas onde es es são consumidos, a ibuindo-se, po an o, uma
classi icação mais gené ica. Es u u ou-se uma abela auxilia , onde se ag upa am os ma e iais
pa a os quais se conhece o núme o de zonas a ibuídas, pelas 116 ca ego ias de ma e ial a que
podem pe ence e calculou-se o alo médio. Es e alo médio oi a ibuído aos ma e iais da
mesma ca ego ia, pa a os quais não é conhecido o núme o de zonas abas ecidas.
i . Condição 4: Aplicadas as 3 condições, sob am 106 ma e iais sem núme o de zonas a se i
a ibuído, 102 dos quais são de classi icação B. O úl imo c i é io é o mais ab angen e e de ine-
se pela classi icação ABC elabo ada pa a o ano de 2023. Des e modo, c iou-se uma segunda
abela auxilia , em que se de ine que os úl imos ma e iais se i ão o mesmo núme o zonas, em
média, que os ma e iais da sua ca ego ia ABC.
De inidas as condições e a ibuídos os de idos núme os de zonas que cada ma e ial abas ece,
p eenche am-se as colunas que se podem obse a nas abelas seguin es.
112
O p imei o exce o, ap esen ado na Tabela 34, pa a os p imei os 15 ma e iais, demons a a aplicação
da Condição 1.
Tabela 34: Condição 1 pa a de e mina o núme o de Zonas de Consumo de cada ma e ial
Con a iamen e ao esquema an e io , o exce o da Tabela 35 demons a o núme o de zonas a ibuído a
15 ma e iais que não obedecem à Condição 1.
Tabela 35: Condições 2, 3 e 4 pa a de e mina o núme o de Zonas de Consumo de cada ma e ial
7.3.3 Passo 3: Cálculo do ní el de eabas ecimen o de cada ma e ial po zona
Concluído o Passo 1, com a de e minação do NR global, de cada e e ência, e o Passo 2, com a a ibuição
do seu núme o de des inos a abas ece , es ão eunidos os a ibu os necessá ios ao Passo 3, pa a o
cálculo do NR po zona de consumo.
Nes a ase, calculou-se o ní el a dis ibui po zona sendo que, pa a al, delinea am-se 2 cená ios,
explicados de seguida.
• Cená io 1 – As zonas de consumo êm o mesmo peso (𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒):
113
Nes a abo dagem de iniu-se uma dis ibuição equi a i a dos i ens po zona de consumo, ou seja, a ibuiu-
se o mesmo peso a odas os locais a abas ece (𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒), assumindo uma epa ição uni o me dos
ma e iais.
Pa a iden i ica o NR po zona, os alo es globais de eabas ecimen o (Passo 1) o am di ididos pelo
núme o de zonas abas ecidas (Passo 2), ob endo-se uma es ima i a simpli icada e p opo cional pa a
cada zona. A Tabela 36 exempli ica o cálculo do NR po zona usando a dis ibuição uni o me en e os
pon os de consumo, pa a os 15 p imei os ma e iais.
Tabela 36: Ní el de Reabas ecimen o po Zona de Consumo usando
p_equi alen e
• Cená io 2 – As zonas de consumo êm pesos di e en es (𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒):
A segunda abo dagem ado a uma epa ição não uni o me dos ma e iais en e as zonas de consumo.
Pa a al, es e mé odo baseia-se em in o mação conhecida, nomeadamen e nas quan idades apon adas
nas lis as de ma e ial.
Embo a as quan idades especi icadas nas lis as de ma e ial das 6 zonas, u ilizadas no mé odo a ual, não
sejam di e amen e inco po adas na de inição do ní el de eabas ecimen o, as quan idades p ede inidas
nas mesmas o am undamen ais pa a calcula as p opo ções de dis ibuição dos ma e iais (𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒)
pelas zonas de consumo. As p opo ções ob idas ep esen am uma ap oximação à ealidade obse ada,
pe mi indo uma alocação di e enciada e ajus ada às necessidades de cada zona.
Nes e sen ido, o cálculo de 𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 econhece, a cada zona de consumo, a sua con ibuição,
aduzida num a o com peso en e 0 e 1. Pa a que al osse possí el, de e minou-se que:
114
• Todos os p odu os aos quais oi indicado, no Passo 3, um núme o o al de zonas a abas ece
igual a 6, seguem o çosamen e a mesma dis ibuição que os ma e iais AA (Lu as S, M e L) das
lis as de consumo. Assim, caso obedeçam à condição indicada, os ma e iais que ocupam 6
zonas de consumo ecebem os pesos apu ados na Tabela 37.
Tabela 37: Cálculo de
p_di e en e
pa a ma e iais com 6 Zonas de Consumo a abas ece
• Nas lis as de ma e ial das 6 zonas de consumo encon am-se quan i icados os mon an es a
epo de mui os ou os ma e iais, maio i a iamen e de consumo C, e alguns de consumo B.
Assim sendo, ecolhe am-se as suas quan idades apon adas das lis as e calcula am-se as
p opo ções pa a os ma e iais encon ados, pelos pon os de assis ência.
Expandi a aplicabilidade do mé odo do peso di e enciado (𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒), além das ca ego ias de
maio consumo, pe mi e cump i com as especi icidades de alguns ma e iais com pad ões de
dis ibuição mais localizados.
A í ulo demons a i o, a Tabela 38 exempli ica os 𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 apu ados pa a alguns ma e iais
de consumo B, com base nos alo es p esen es nas lis as de ma e ial.
Tabela 38: Cálculo de
p_di e en e
pa a alguns ma e iais de consumo B
115
Apesa das lis as de ma e ial e em cons i uído um mecanismo de ini i o na pe ceção da dis ibuição dos
ma e iais pelas salas, sob am 273 e e ências, pa a as quais não há conhecimen o dos moldes de
alocação. Nes es casos, man i e am-se os 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 , de e minados p e iamen e.
Finalmen e, o peso a ibuído a cada zona é mul iplicado pelo alo do NR global de cada ma e ial,
indicando a quan idade exa a a epo em cada zona de consumo. A Tabela 39 demons a o cálculo do
NR, pa a os p imei os 15 ma e iais, usando os seus 𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒.
Tabela 39: Ní el de Reabas ecimen o po Zona de Consumo usando
p_di e en e
Em e mos p á icos, na p opos a desenhada, depois de de e mina quais as zonas a abas ece po cada
ma e ial, calcula-se o NR pelas mesmas, u ilizando os 𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒, semp e que es es o em conhecidos.
Caso con á io, calcula-se o NR po zona usando o 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 e supõe-se uma epa ição uni o me do
i em em causa pelas á eas que assis e.
Po im, concluído o Passo 3 ob ém-se o NR po zona de consumo, pa a odas as 454 e e ências.
7.3.4 Passo 4: De inição das modalidades de con agem e do amanho dos lo es de cada ma e ial
De inida a quan idade a epo , de cada a igo, em cada pon o, o na-se undamen al con on a os alo es
ob idos com o amanho do lo e de cada i em, po o ma a ga an i a iabilidade da p opos a desen ol ida.
Sin e icamen e, es a abo dagem compa a i a p ocu a ajus a o NR ao alo mínimo que pode se
ealmen e en egue, e i ando excessos de ma e iais, despe dícios e eposições in iá eis.
Pa a conc e iza es a análise, de ini am-se 2 pa âme os ca ac e ís icos a cada a igo:
• Modalidade de Con agem:

116
A ibu o que de ine o modo como os ma e iais são con abilizados e o ganizados no sis ema de 2 caixas,
endo-se iden i icado que a ia en e 3 modalidades de con agem: em unidades, caixas ou embalagens.
Es a ca ac e ização pe mi e que o cálculo do NR seja compa í el com a o ma p á ica de a mazena e
dis ibui os ma e iais, assegu ando uma ges ão e icien e e cla a das quan idades a epo .
Os modos de con agem das 454 e e ências o am indi idualmen e de e minados, pela o dem de inida
nos seguin es passos:
i. Se o i em pe ence a alguma das lis as de ma e ial, u ilizou-se o modo de con agem nela de inido.
ii. Caso al não se e i ique, eco eu-se à abela auxilia que iden i ica, po ca ego ia de ma e ial,
o seu mé odo de con agem. Vis o que apenas se conhecem as o mas de con abilização de 54
das 116 ca ego ias, sob a am ainda 120 ma e iais sem unidade de con agem.
iii. Os es an es ma e iais, maio i a iamen e de consumo C (116 dos 120), o am analisados
indi idualmen e pa a que, com ecu so a alguma pesquisa, se conseguisse a e igua a unidade
de con agem mais ap op iada. À maio pa e des es elemen os oi a ibuída a con agem em
"unidades", uma ez que se a a de disposi i os médicos de maio po e, que ge almen e não
são ag upados em embalagens ou caixas, mas sim quan i icados indi idualmen e.
• Tamanho do Lo e:
Es e pa âme o e e e-se à quan idade pad ão, de um de e minado ma e ial, que é mo imen ada numa
ope ação de abas ecimen o. No con ex o em es udo, de ine o núme o de unidades de um ma e ial em
cada embalagem ou caixa.
Pa a os i ens com modalidades de con agem em caixas ou embalagens, de iniu-se o amanho do lo e
com ecu so a di e sas on es. Em p imei o luga , ex aiu-se in o mação das o og a ias i adas no e eno
a ma e iais que possuem o amanho do lo e esc i o nas suas caixas ou embalagens. Nou os casos,
eco eu-se aos alo es exp essos nas lis as de ma e ial exis en es ou nos mon an es egis ados nos
his ó icos das saídas de ma e iais. Quando a in o mação não es a a disponí el ou não e a cla a, oi
ealizada uma pesquisa adicional pa a a e igua o amanho co e o dos lo es. Finalmen e, no caso de
ma e iais que são con ados às unidades, o amanho do lo e é igual a 1, já que esses i ens são o necidos
de o ma uni á ia.
Na Tabela 40 encon a-se um exce o explica i o que da modalidade de con agem (caixas, embalagens
e unidades), que do amanho do lo e (em unidades).
117
Tabela 40: Modalidades de Con agem e Tamanho do Lo e de cada ma e ial
7.3.5 Passo 5: De inição da quan idade a coloca em cada caixa do sis ema de 2 caixas
No úl imo passo do p ocesso, eúnem-se odos os elemen os das e apas an e io es e, de ine-se, po im,
a quan idade a coloca em cada caixa do sis ema de 2 caixas, pa a cada ma e ial mo imen ado no SU.
A quan idade a aloca po caixa, esul a da combinação de ês elemen os p incipais:
i. NR po zona (usando 𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒, se exis i ; 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 nos es an es casos)
ii. Modalidade de con agem (em unidades, embalagens ou caixas)
iii. Tamanho do lo e (núme o de unidades po embalagem ou caixa)
Conjugando es es a o es alcança-se a quan idade inal a se alocada em cada caixa. Pa a exp essa de
o ma cla a e p á ica o esul ado ob ido, ealiza-se uma úl ima sequência de passos, al que:
i. Seleciona-se o alo do NR, pa a de e minado ma e ial 𝑥;
ii. Di ide-se o alo de i. pelo amanho do lo e do ma e ial 𝑥;
iii. A edonda-se, po excesso, o alo da di isão e ob ém-se o núme o de caixas/embalagens/
unidades do ma e ial 𝑥, em cada caixa do sis ema de dupla caixa;
i . Ac escen a-se ao esul ado o mon an e con ido no lo e do ma e ial 𝑥, em unidades.
118
Execu ada es a i e ação inal, ob ém-se a con igu ação do sis ema de duas caixas, desc e endo a
quan idade a pô em cada caixa, sob a o ma de "X caixas/embalagens/unidades de Y unidades", em
que X é o núme o ob ido em iii. e Y o alo de i ..
De o ma a o na explíci a a p opos a delineada, pode a en a -se no Apêndice X, elemen o que con ém
um exce o da p opos a do sis ema de 2 caixas. Pode en ão obse a -se pa e da con igu ação suge ida
pa a cada caixa do sis ema de dupla caixa, em cada zona, pa a alguns dos i ens mais consumidos no
SU.
A í ulo de exemplo, o no o sis ema de eabas ecimen o suge e que a eposição do ma e ial “Lu a de
exame ni ilo n/es é il sem pó amanho M” de e assegu a que, em cada caixa do sis ema de dupla
caixa se encon am as seguin es quan idades:
• 2 caixas de 200 unidades, na Zona Azul;
• 3 caixas de 200 unidades, na Zona Ama ela;
• 3 caixas de 200 unidades, na Zona La anja;
• 2 caixas de 200 unidades, na Zona Cinzen a;
• 2 caixas de 200 unidades, na Zona Ve melha;
• 2 caixas de 200 unidades, na Zona Ve de;
Ressal a-se que es es alo es ap esen am a quan idade a aloca em apenas 1 das caixas do sis ema de
2 caixas. Pa a o co e o uncionamen o des e sis ema, de e ga an i -se a colocação das 2 caixas, uma a
uso e ou o pa a ese a.
Relemb a-se, po im, que os ma e iais no exce o do Apêndice X seguem dis ibuições segundo
𝑝𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒. No en an o, a p opos a inal inclui ma e iais pa a os quais se conhece somen e
𝑝𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒. Nes as si uações, a quan idade a assegu a em cada caixa do sis ema de dupla caixa oi,
na u almen e, igual pa a odas as zonas ab angidas pelos ma e iais em causa.
Com os ní eis do sis ema de dupla caixa de inidos, pa a cada ma e ial, o mé odo da lis as a ual, bem
como o de p epa ação de caixas deixa ia de exis i . Em ez des es elemen os, p opõe-se que os AO, no
a anque do u no, ecolham odas as caixas azias, de odas as zonas uncionais do SU. Pos o is o, a
p epa ação do ma e ial é ei a pelo p eenchimen o das caixas ecolhidas, de aco do com o ní el de
encomenda calculado.
119
8. CONCLUSÃO
A p esen e disse ação e e como obje i o p imo dial o diagnós ico do cená io a ual e a p ojeção de
suges ões de melho ia pa a o p ocesso de eposição de ma e ial clínico do Se iço de U gência do
Hospi al da Senho a da Oli ei a, Guima ães. Supo ado pelos concei os da me odologia
Lean Hel hca e
,
p ocu ou-se desen ol e , com cuidado e mé odo, es a égicas que possibili em maio luidez nas
a i idades que assegu am o eabas ecimen o.
O abalho desen ol ido iniciou-se com uma e isão bibliog á ica de alhando con eúdos ele an es à
emá ica em e idência, p ocedeu-se ao le an amen o de ma é ia undamen al ao diagnós ico do sis ema
a ual de RMC, a iden i icação de pon os c í icos, ge ado es de ine iciências no p ocesso. Pa a iabiliza
a análise do con ex o a ual, ecolhe am-se dados a a és do acompanhamen o, em campo, do deco e
da a i idade, e dados e e en es às mo imen ações his ó icas de en adas e saídas de ma e ial. Com
esses dados em mãos, salien a am-se as dimensões c í icas que sinalizam a necessidade de
conside á eis o ien ações de melho ia e, com os pon os de ação cla amen e delineados, o am
inalmen e elabo adas as p opos as que isam melho a o p ocesso.
Todo o abalho p ocu ou i de encon o aos obje i os es abelecidos. Fo am p opos as di e izes pa a a
pad onização dos meios de abas ecimen o (ca inhos) pa a maio consis ência nas ope ações.
Salien a am-se opo unidades de eo ganização das o as de abas ecimen o, a a és da implemen ação
do Algo i mo do Caixei o Viajan e. Além disso, o es udo dos consumos his ó icos pe mi iu de ini
pa âme os mais adequados pa a os ní eis de encomenda e a in odução do sis ema de duas caixas,
ainda que não enha sido possí el alida a sua aplicação na p á ica. O es udo pe mi iu ainda ealiza
um p o undo diagnós ico ao consumo de ma e ial clínico, nunca an es ei o no SU do HSOG, elemen o
que pe mi iu iden i ica os i ens c í icos, comp eende o desajus e en e as e e ências nos ca inhos
ace aos esul ados da análise ABC do consumo e undamen a , de idamen e, um no o modelo de
eposição com o sis ema de 2 caixas.
Embo a não enha sido possí el implemen a as p opos as de melho ia em empo ú il, es as o am
ap esen adas e ap o adas com sa is ação an o pelos coo denado es do SU, como pelos p óp ios
assis en es ope acionais, p incipais esponsá eis que lidam, na p imei a pessoa, e conhecem
in eg almen e as di iculdades do p ocesso que se p e ende melho a . Des aca-se que, ela i amen e ao
sis ema de 2 caixas, salien ou-se a pe inência e p io idade da sua aplicação aos 26 i ens da classe A de
consumo. Apesa da esis ência inicial à mudança, os en ol idos demons a am ece i idade às soluções
p opos as, endo oda a equipa con ibuído a i amen e pa a a cons ução das p opos as, cada pa e com
os seus conhecimen os. A disposição e ece i idade pa a a mudança é um indicado de que as soluções
126
Apêndice II – EXCERTO DA MATRIZ B (MOVIMENTAÇÃO: SAÍDA E PARÂMETRO: QUANTIDADE)

127
Apêndice III – EXCERTO DA MATRIZ C (MOVIMENTAÇÃO: ENTRADA E PARÂMETRO: PREÇO TOTAL)
128
Apêndice IV – EXCERTO DA MATRIZ D (MOVIMENTAÇÃO: SAÍDA E PARÂMETRO: PREÇO TOTAL)
129
Apêndice V – EXCERTO DA MATRIZ E (DESEMPENHO DOS PEDIDOS DE MATERIAL)
130
Apêndice VI – EXCERTO DA MATRIZ F (RUTURAS DE
STOCK
)
131
Apêndice VII – CÓDIGO DESENVOLVIDO PARA IMPLEMENTAÇÃO DO ALGORITMO DO
VIZINHO MAIS PRÓXIMO NA LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO
PYTHON

132
Apêndice VIII – CONTABILIZAÇÃO DO NÚMERO DE VEZES QUE AS REFERÊNCIAS MAIS
CONSUMIDAS SE REPETEM, DE ACORDO COM A PMD MENSAL
133
Apêndice IX – ALTERNATIVAS PROPOSTAS PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DOS CARRINHOS
E COMPARAÇÃO COM A CONFIGURAÇÃO ORIGINAL
134
Apêndice X – PROPOSTA DO SISTEMA DE 2 CAIXAS. DEFINIÇÃO DA QUANTIDADE DE CADA CAIXA DO SISTEMA CADA ZONA PARA OS 20
PRIMEIROS MATERIAIS