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Caracterização de argamassas com incorporação direta de PCM

Abstract

Currently, the construction sector is a driver of the world economy, however, it also stands out, in the negative, due to environmental impacts, as it consumes energy from non-renewable sources and produces large amounts of waste. The waste from industry is a matter of concern, however, the construction industry announces itself as a great candidate in the attempt to solve this problem, through the incorporation of functional materials and industrial waste in construction materials. Thus, the replacement of natural sand by aggregates resulting from foundry industry waste in mortars may reduce their production cost, achieving a good performance regarding their physical and mechanical properties. The main objective of this work was to develop mortars with incorporation of various levels of paraffin wax, a residue from the foundry industry that can be considered a phase change material, by direct incorporation and using an aggregate also from the foundry industry as waste, which is the ceramic shells, constituting 100% of the aggregate used. Tests were performed to characterize the mortars in their fresh and hardened states and their workability, compressive and flexural strength at 7 and 28 days, water absorption by immersion, water absorption by capillarity and adherence were determined. By analyzing the microstructure morphology of the mortars developed, it was possible to observe a homogeneous distribution of paraffin wax particles and shells of the ceramic molds. Despite that, microcracks were detected in the microstructure of the mortars, and the mechanical properties were affected, this decrease does not prevent their practical application, since they obtained maximum compressive strength, according to specification NP EN-998:2010.

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Caracterização de argamassas com incorporação direta de PCM

Author: Tavares, André Pinho
Year: 2022
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/f42647c9-6335-4380-9721-3f8fe90cf376/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
And é Pinho Ta a es
Ca ac e ização de a gamassas com
inco po ação di e a de PCM
ma ço de 2022
Ca ac e ização de a gamassas com inco po ação
di e a de PCM
And é Pinho Ta a es
UMinho | 2022
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
And é Pinho Ta a es
Ca ac e ização de a gamassas com
inco po ação di e a de PCM
Disse ação de Mes ado
Ciclo de Es udos In eg ados Conducen es ao
G au
de Mes e em Engenha ia Ci il
T abalho e e uado sob a o ien ação do (a)
P o esso Dou o José Luís Ba oso de Aguia
Dou o a Sand a Raquel Lei e da Cunha
ma ço de 2022
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR
TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicado.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó ioUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
ii
AGRADECIMENTOS
Ao meu o ien ado P o esso José Luís Ba oso de Aguia pela a enção, o ien ação,
disponibilidade p es ada ao longo de odos os abalhos, con ibuindo assim com conhecimen o e
conselhos a im de en iquece es e abalho.
À Dou o a Sand a Cunha, minha coo ien ado a nes a disse ação, po oda a ajuda, disponibilidade,
a enção e po odos os momen os de mo i ação du an e a ealização do abalho, endo sido uma
mais- alia pa a a elabo ação des e abalho.
A odo o Depa amen o de Engenha ia Ci il da Uni e sidade do Minho o meu ag adecimen o po
odo o conhecimen o pa ilhado comigo ao longo des es anos.
Ao Eng. Ca los Jesus, po oda a disponibilidade, boa disposição e simpa ia du an e a ealização
dos abalhos no Labo a ó io de Ma e iais de Cons ução.
À minha namo ada Melanie, po odo o apoio, dedicação e paciência ao longo des es anos.
Ag adeço aos meus pais po odo o apoio e es o ço du an e es a caminhada.
A odos o meu mui o ob igado, sem ocês não e ia conseguido a ingi es e obje i o.

iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
i
ABSTRACT
Cu en ly, he cons uc ion sec o is a d i e o he wo ld economy, howe e , i also s ands ou , in
he nega i e, due o en i onmen al impac s, as i consumes ene gy om non- enewable sou ces
and p oduces la ge amoun s o was e.
The was e om indus y is a ma e o conce n, howe e , he cons uc ion indus y announces
i sel as a g ea candida e in he a emp o sol e his p oblem, h ough he inco po a ion o
unc ional ma e ials and indus ial was e in cons uc ion ma e ials.
Thus, he eplacemen o na u al sand by agg ega es esul ing om ound y indus y was e in
mo a s may educe hei p oduc ion cos , achie ing a good pe o mance ega ding hei physical
and mechanical p ope ies.
The main objec i e o his wo k was o de elop mo a s wi h inco po a ion o a ious le els o
pa a in wax, a esidue om he ound y indus y ha can be conside ed a phase change ma e ial,
by di ec inco po a ion and using an agg ega e also om he ound y indus y as was e, which is
he ce amic shells, cons i u ing 100% o he agg ega e used.
Tes s we e pe o med o cha ac e ize he mo a s in hei esh and ha dened s a es and hei
wo kabili y, comp essi e and lexu al s eng h a 7 and 28 days, wa e abso p ion by imme sion,
wa e abso p ion by capilla i y and adhe ence we e de e mined.
By analyzing he mic os uc u e mo phology o he mo a s de eloped, i was possible o obse e
a homogeneous dis ibu ion o pa a in wax pa icles and shells o he ce amic molds. Despi e ha ,
mic oc acks we e de ec ed in he mic os uc u e o he mo a s, and he mechanical p ope ies we e
a ec ed, his dec ease does no p e en hei p ac ical applica ion, since hey ob ained maximum
comp essi e s eng h, acco ding o speci ica ion NP EN-998:2010.
Keywo ds: phase change ma e ials, ound y was e, mo a s, sus ainabili y, ci cula economy.
RESUMO
A ualmen e, o se o da cons ução é um impulsionado da economia mundial, no en an o, ambém
se des aca, pela nega i a, de ido aos impac os ambien ais, pois consome ene gia p o enien e de
on es não eno á eis e p oduz g andes quan idades de esíduos.
Os esíduos p o enien es da indús ia são uma emá ica p eocupan e, con udo, a indús ia da
cons ução ci il anuncia-se como um g ande candida o na en a i a de soluciona esse p oblema,
a a és da inco po ação de ma e iais uncionais e esíduos indus iais em ma e iais de cons ução.
Assim, a subs i uição da a eia na u al po ag egados esul an es de esíduos da indús ia de
undição em a gamassas pode i a diminui o cus o de p odução das mesmas, conseguindo um
bom compo amen o ela i amen e às suas p op iedades ísicas e mecânicas.
O p incipal obje i o des e abalho consis iu em desen ol e a gamassas com inco po ação de
á ios eo es de ce a pa a ínica, esíduo esul an e da indús ia de undição que pode se
conside ado um ma e ial de mudança de ase eco endo à inco po ação di e a e u ilizando um
ag egado ambém p o enien e da indús ia de undição como esíduo, sendo es e as cascas de
moldes ce âmicos, cons i uindo 100 % do ag egado u ilizado.
Fo am ealizados ensaios de ca ac e ização das a gamassas no es ado esco e endu ecido endo-
se de e minado a abalhabilidade, esis ência à comp essão e lexão aos 7 e 28 dias, a abso ção de
água po ime são, abso ção de água po capila idade e a ade ência.
Ao analisa a mo ologia da mic oes u u a das a gamassas desen ol idas, oi possí el obse a
uma dis ibuição homogénea das pa ículas de ce a pa a ínica e cascas dos moldes ce âmicos.
Apesa disso, o am de e adas mic o issu as na mic oes u u a das a gamassas, sendo as
p op iedades mecânicas a e adas, essa diminuição não impede a sua aplicação p á ica, is o que
as mesmas ob i e am a máxima esis ência à comp essão, de aco do com a especi icação NP EN-
998:2010.
Pala as-cha e: ma e iais de mudança de ase, esíduos undição, a gamassas, sus en abilidade,
economia ci cula .
i
ÍNDICE
Ag adecimen os ......................................................................................................................... ii
Abs ac ..................................................................................................................................... i
Resumo ......................................................................................................................................
Índice......................................................................................................................................... i
Índice de Figu as ........................................................................................................................ x
Índice de abelas ....................................................................................................................... xii
1. In odução ........................................................................................................................... 1
1.1 Enquad amen o e Mo i ação .............................................................................................1
1.2 Obje i os ...........................................................................................................................2
1.3 Me odologia da in es igação .............................................................................................2
1.4 O ganização e desc ição dos capí ulos ..............................................................................3
2. Es ado de a e ...................................................................................................................... 4
2.1 A gamassas........................................................................................................................4
2.1.1 De inição de a gamassa ............................................................................................ 4
2.1.2 Tipos de ligan es ....................................................................................................... 4
2.1.3 Ag egados ................................................................................................................. 5
2.1.4 Supe plas i ican e ...................................................................................................... 5
2.1.5 Água .......................................................................................................................... 6
2.1.6 Classi icação ............................................................................................................. 6
2.1.7 Funções e p op iedades das a gamassas ................................................................... 7
2.1.8 O ganizações ............................................................................................................. 9
2.2 Ma e iais de mudança de ase (PCM) ...............................................................................9
1
1. INTRODUÇÃO
1.1 Enquad amen o e Mo i ação
Anualmen e, g andes quan idades de esíduos esul am da a i idade indus ial, sendo assim os
esíduos o na am-se um g ande p oblema ambien al. Assim, sen iu-se a necessidade de encon a
no as soluções pa a a imensa a iedade de esíduos que se encon am a ualmen e em depósi o [1].
A indús ia da cons ução su ge, assim, como a solução ideal pa a eu iliza milhões de oneladas
de esíduos indus iais, esses mesmos esíduos podem se u ilizados como ma é ia-p ima em
ma e iais de cons ução, endo como p incipal an agem a edução do consumo de ene gia, uma
ez que ai eduzi o consumo de ene gia necessá io pa a os p ocessos de ex ação dessa ma é ia-
p ima, con ibuindo assim pa a a diminuição de gases de e ei o de es u a. Com es a solução
eduzimos ambém o depósi o em a e o de g andes olumes de esíduos, conseguindo p odu os a
u iliza na cons ução a meno cus o e amigos do ambien e.
Pa a mi iga es a emá ica e conside ando o a anço da ecnologia, á ios es udos êm sendo
ealizados com o obje i o de con e i um des ino mais ap op iado a es es esíduos. Com a
eu ilização é possí el p ese a ecu sos na u ais não eno á eis, subs i uindo es es ma e iais
al e na i os, omen ando desse modo o desen ol imen o sus en á el [2-7].
Um dos p incipais p oblemas do se o da undição é a cons an e c iação de esíduos sólidos, sendo
os mesmos p incipalmen e p o enien es de moldes ce âmicos e ambém a eias de undição.
A ualmen e as emp esas eu ilizam as a eias de undição nos di e en es p ocessos indus iais,
sendo que após á ios usos, a mesma acaba po se desca ada. Exis e ambém a possibilidade de
ecicla os moldes ce âmicos, inco po ando os mesmos na p odução de ma e iais de cons ução
[8].
Quando es as a eias e os agmen os de moldes ce âmicos são lançadas inadequadamen e em
a e o, há o isco de al e ação das ca ac e ís icas ísicas, químicas e biológicas do solo e água,
p o ocando um sé io isco ambien al. Os egulamen os ambien ais são cada ez mais igo osos,
sendo que pode se exigido que os esíduos sejam deposi ados em a e os cada ez mais dis an es
do local onde são ge ados, aumen ando assim os cus os en ol idos nes a ação [9,10].

2
1.2 Obje i os
O p incipal obje i o des e abalho consis e na o mulação de a gamassas de e es imen o com
inco po ação de esíduos de ce as pa a ínicas (PCM) e cascas de moldes ce âmicos, subp odu os
da indús ia de undição em subs i uição dos ag egados na u ais. Pa a a ingi esse obje i o, oi
necessá io ealiza um conjun o de a e as, ais como:
▪ A aliação da iabilidade écnica de u ilização da inco po ação de ce as pa a ínicas, PCM,
em a gamassas de e es imen o;
▪ A aliação da possibilidade de inco po ação de esíduos de cascas de moldes ce âmicos em
a gamassas;
▪ A aliação das p op iedades ísicas e mecânicas das a gamassas.
Após a execução das a e as mencionadas, se á possí el a alia e compa a o compo amen o das
a gamassas, com as adicionais.
1.3 Me odologia da in es igação
A me odologia de in es igação ado ada nes e p oje o oi baseada em abalho expe imen al. As
á ias p op iedades dos ma e iais e a gamassas o am de e minadas a a és de no mas po uguesas
e eu opeias.
Inicialmen e ez-se uma ca ac e ização das ma é ias-p imas. De seguida, o am o muladas
a gamassas com inco po ação de PCM po inco po ação di e a e esíduos de undição. Pa a as
a gamassas o am es imadas as suas p op iedades ísicas e mecânicas. Assinale-se que o am
semp e ealizadas a gamassas de e e ência (0% PCM) e a gamassas com di e en es eo es de ce a
pa a ínica (PCM), sendo o PCM ambém um subp odu o indus ial esul an e da indús ia de
undição.
3
1.4 O ganização e desc ição dos capí ulos
Es a disse ação encon a-se di idida em 5 capí ulos, nos quais se ão abo dados os con eúdos que
se seguem:
▪ Capí ulo 1 – In odução. Nes e capí ulo é ei o um b e e enquad amen o do ema e
enunciados os obje i os des a disse ação;
▪ Capí ulo 2 – Es ado de A e. Es udo da li e a u a exis en e em elação ao ema em ques ão;
▪ Capí ulo 3 – Ma e iais u ilizados e dimensionamen o das composições. P ocedimen os
expe imen ais. Aqui se ão abo dados os ma e iais u ilizados, o p ocesso de
dimensionamen o e a me odologia u ilizada no ab ico das a gamassas. Também se ão
explicados os ensaios ealizados nas a gamassas;
▪ Capí ulo 4 – Análise e discussão de esul ados. Os esul ados ob idos nos di e sos ensaios
ealizados se ão ap esen ados e analisados nes e capí ulo;
▪ Capí ulo 5 – Conclusão e abalhos u u os a desen ol e . Conside ações inais sob e o
es udo ealizado e suges ões sob e u u os abalhos a desen ol e sob e es e ema.
4
2. ESTADO DE ARTE
Es e capí ulo desc e e sucin amen e os ês g andes emas que es e es udo abo da, sendo eles,
a gamassas, PCM e esíduos de undição. Todos os ma e iais adicionados ao ligan e são
conside ados esíduos, sendo, po an o, um es udo que p e ende ac escen a conhecimen o à
emá ica da alo ização de esíduos.
2.1 A gamassas
2.1.1 De inição de a gamassa
Uma a gamassa é a mis u a de ligan e, ag egado e água. Pode ambém con e adi i os ou
adju an es pa a assim melho a o seu desempenho [11].
Podemos conside a uma a gamassa como uma ocha a i icial, uma ez que é o mada po
pequenas pa ículas de ocha, en ol idos po um ligan e que une odas as pa ículas e lhe a ibui
solidez. A o mulação de uma a gamassa assen a na ideia de que os azios p esen es no olume
de ag egados, ap oximadamen e 25 – 40 %, necessi am se p eenchidos com ligan e que ai
ambém possibili a a coesão à mis u a inal [12,13].
Quando mis u ados os cons i uin es em p opo ções es udadas, de em ap esen a homogeneidade
e es a de aco do com o uso que e ão. As a gamassas, quando ecém-mis u adas ap esen am uma
boa abalhabilidade, con a iamen e, depois de endu ecidas ap esen am igidez, esis ência e
ade ência.
2.1.2 Tipos de ligan es
Os ligan es podem-se ag upa em dois g andes g upos, hid ó ilos e hid ó obos, sendo que nes a
disse ação se á apenas es udado o cimen o. Sendo o mesmo um ligan e hid ó ilo hid áulico. De
no a que exis em ambém os hid ó ilos aé eos (cal aé ea e gesso) [14].
5
Os ligan es hid ó ilos são imp egnados em a gamassas e be ões. Es es ligan es de em se unidos
a ou os ma e iais quando inco po ada água, dando assim o igem a uma pas a que depois de
endu ecida ge a uma a gamassa ou be ão.
2.1.3 Ag egados
Ge almen e, os ag egados são os elemen os p esen es em maio núme o numa a gamassa, endo
como p incipal unção diminui a e ação e a quan idade de ligan e e aumen a a esis ência à
comp essão [15]. A a eia é o único ag egado de uma a gamassa, sendo a sua dis ibuição
g anulomé ica, a du eza, a o ma dos g ãos e a po osidade ulc ais pa a se ob e em bons
esul ados. O ag egado que se u iliza em a gamassas é a a eia, que segundo a no ma NP EN 1260
[16], em g ãos de dimensões en e 0,063 mm e 4 mm.
Os ag egados ambém se podem di idi em ês g upos, sendo eles, na u ais, a i iciais ou
eciclados [17].
Nes e es udo i emos u iliza dois ag egados, p o enien e de esíduos de moldes ce âmicos e ce a
pa a ínica, esul ado da indús ia de undição, sendo ambos conside ados ag egados eciclados.
2.1.4 Supe plas i ican e
O supe plas i ican e é bas an e impo an e no compo amen o da a gamassa no es ado esco uma
ez que pode con ola melho a abalhabilidade e ambém o na a eação de hid a ação do
cimen o mais e icien e [18].
Os supe plas i ican es, são e e idos na especi icação do LNEC E374-1993 [19] como adju an es
pa a be ão, os mesmos de em se inco po ados du an e a amassadu a nunca excedendo os 5 % da
massa do cimen o, com o in ui o de melho a as p op iedades do be ão no es ado esco ou
endu ecido.
A sua classi icação é ei a segundo o compos o químico base, sendo assim di ididos em 4
ca ego ias: condensado de melamina o maldeído, sul ona ado, condensado de na aleno
o maldeído sul ona ado, linhossul ona os modi icados e copolíme os [20].
6
O supe plas i ican e es á disponí el no me cado em solução aquosa ou pó, de ido à sua p á ica
u ilização, a solução aquosa é a mais u ilizada. A seleção de um supe plas i ican e de e se ei a
espei ando o ipo de cimen o u ilizado no ab ico do be ão, is o que nem odos os ipos de
supe plas i ican e p esen es no me cado eagem da mesma manei a na p esença de de e minados
ligan es [21].
2.1.5 Água
A água é o elemen o que p omo e as eações de hid a ação, acionando as p op iedades aglu inan es
do ligan e.
A quan idade de água a se inco po ada numa amassadu a é calculada, segundo a elação
Água/Ligan e. A a és des e cálculo é de e minada a quan idade necessá ia pa a ob e uma boa
abalhabilidade, ade ência ao supo e e acilidade de imp egnação. Não é só no es ado esco que
a água i á a e a a a gamassa, mas ambém no es ado endu ecido, in luenciando a po osidade,
abso ção de água e esis ência mecânica [22].
2.1.6Classi icação
Exis em no mas que classi icam as a gamassas segundo ês di e en es emá icas, sendo elas a EN
998-1:2003 [23] e a EN 998-2:2003 [24]:
▪ Segundo o local de p odução;
▪ Segundo a conceção;
▪ Segundo as suas p op iedades e u ilização.
Segundo o local de p odução exis em a gamassas indus iais, a gamassas indus iais semiacabadas
e po úl imo as a gamassas adicionais ( ealizadas em ob a).
Segundo a conceção exis em a gamassas de desempenho e a gamassas de o mulação.
Quan o às suas p op iedades e u ilização podemos di idi as mesmas em cinco g andes g upos:
▪ A gamassas de al ena ia, são aplicadas pa a ele a pa edes e mu os an o de ijolos ou
blocos. As suas p incipais ca ac e ís icas são a esis ência, boa ade ência aos elemen os e

7
capacidade de abso e mo imen os p o enien es de ensões mecânicas, mas ambém
a iações é micas e de humidade [25].
▪ A gamassas de e es imen o, são imp egnadas pa a e es i pa edes e mu os, as mesmas
podem e a iados acabamen os dependendo do ipo de ob a onde são aplicadas.
▪ Cimen os-cola, de em se apenas mis u ados com água imedia amen e an es da sua
u ilização. São u ilizados pa a cola elemen os sob e um supo e, que de eboco ou
di e amen e sob e uma pa ede ou pa imen o.
▪ Massas pa a jun as, são aplicadas pa a p eenchimen o de jun as en e os di e sos elemen os
de e es imen o, podem e unção es é ica ou uncional. O seu uso se á undamen al pa a
a enua ensões no mais que esul am da aplicação do e es imen o e pa imen o. As
p op iedades des as a gamassas dependem do ipo de ligan e emp egue e espe i a
composição química.
▪ A gamassas de supo e pa a pa imen os, são u ilizadas pa a a egula ização de pa imen os,
sendo a sua p incipal inalidade ni ela e alisa uma supe ície ho izon al, sendo que podem
se pos e io men e e es idas com qualque ipo de ma e ial. O que se p e ende com es a
a gamassa é uma ele ada esis ência à comp essão, esul ado do cimen o u ilizado que lhe
con e e es a ca ac e ís ica.
2.1.7Funções e p op iedades das a gamassas
Quan o às unções das a gamassas conseguimos acilmen e pe ceciona que es ão in imamen e
ligadas à manei a como se ão emp egues, assim sendo é possí el conclui que p o ém da
classi icação baseada na sua aplicação. Des a o ma, se ão indicadas algumas das po enciais
unções:
▪ Uni i memen e elemen os de al ena ia ajudando assim a con a ia es o ços ho izon ais
que são no malmen e obse ados numa pa ede, enómenos esses como a lexão, oco endo
os mesmos pa alelamen e ou pe pendicula men e ao plano das pa edes,
▪ Regula iza algumas das de o mações que se desen ol em de o ma na u al na al ena ia,
▪ Cola elemen os de e es imen o,
8
▪ Veda as jun as con a a in il ação de água,
▪ Se i de acabamen o em e os e pa edes, em egula ização de pa imen os, en e ou os.
No âmbi o do desen ol imen o das p op iedades se ão abo dados os ês p incipais equisi os pa a
a u ilização das mesmas em pa edes, is o que é o obje i o da ealização des e es udo: esis ência
à comp essão, esis ência à lexão e ade ência.
Rela i amen e à comp essão, a sua de e minação é ei a a a és da aplicação de uma o ça de
comp essão aplicada numa supe ície [11].
T adicionalmen e, com ecu so à azão água/cimen o, é possí el cons a a que a esis ência c esce,
con o me se diminui a quan idade de água e se adiciona cimen o na amassadu a. Sendo que não é
acei á el aumen a a dosagem de cimen o pa a alo es mui o ele ados, po que a pa i de ce o
pon o, o inc emen o de esis ência não é pe ce í el e desen ol em-se mais ações de e ação e
aumen a-se demasiado o p eço das a gamassas [26].
Pa a assen amen o de al ena ias o alo da esis ência à comp essão de e si ua -se no in e alo de
5 a 10 MPa, is o que o local onde i á se aplicada es á subme ido a ensões azoá eis [26].
A esis ência à comp essão de uma de e minada a gamassa depende de:
▪ Du eza da a eia,
▪ Qualidade do ligan e,
▪ Dis ibuição g anulomé ica da a eia,
▪ Quan idade de água da amassadu a,
▪ Dosagem do ligan e,
▪ Modo de ab ico da a gamassa.
Rela i amen e à lexão, es a é calculada endo po base um ensaio com uma ca ga cen ada a
meio ão e dois pon os de apoio. Sendo es e um ensaio expe imen al, é p e e í el ensaia di e sos
p o e es, pa a assim se calcula um alo médio, mais ap oximado à ealidade. Impo an e e e i
que a esis ência à lexão, se á bas an e in e io à esis ência à comp essão.
9
Po im, quan o à ensão de ade ência, es a é uma p op iedade ulc al, is o que possibili a a
pa ede de esis i a es o ços de ação, mas ambém con ibui pa a a edação das águas das chu as
nas p oximidades das jun as.
A ade ência à ação e a a a ex ensão do con ac o en e uma a gamassa e uma base. A base pode
se ijolo, bloco ce âmico, be ão ou al ena ia. É de ex ema impo ância o ma e ial onde a mesma
ai se aplicada, is o que es a ad ém da in e ação en e os dois ma e iais.
T a a-se de um enómeno mecânico, po que não é mais que a pene ação da a gamassa nos po os
en e as ugosidades do ma e ial onde ai se aplicado.
Na ealização do ensaio pa a a de e minação da ade ência, é necessá io an es da ealização da
a gamassa ime gi p imei amen e o subs a o, no malmen e o ijolo, pa a a gamassas de al ena ia,
de modo a sa u a o mesmo com água, is o se um ma e ial po oso e não abso e água que
p o ém da a gamassa, que le a ia a uma de icien e ensão de ade ência en e a a gamassa e o
supo e.
2.1.8O ganizações
De ido à c escen e indus ialização do se o das a gamassas, oi necessá io unda uma
o ganização eu opeia que ep esen a es e sec o , a EMO (Eu opean Mo a Indus y O ganiza ion).
Es a o ganização cong ega 15 países, en e eles Po ugal. Em Po ugal, a o ganização de e e ência
é a APFAC (Associação Po uguesa dos Fab ican es de A gamassas e ETICS), sendo a sua
p incipal missão con ibui pa a a manu enção dos ní eis de qualidade exigidos pela di e i a
eu opeia dos p odu os de cons ução.
2.2 Ma e iais de mudança de ase (PCM)
Vi emos empos em que é necessá io in es iga o mas al e na i as e écnicas ino ado as pa a a
u ilização acional e e icien e da ene gia consumida em edi ícios. As écnicas es udadas baseiam-
se no concei o de a mazenamen o de ene gia. Exis em dois enómenos básicos de a mazenamen o
é mico, o p imei o é o a mazenamen o de calo sensí el, explicando sucin amen e, a empe a u a
do ma e ial ai muda con o me a quan idade de ene gia que é a mazenada e no segundo caso, o
10
a mazenamen o de calo la en e, em que a ene gia ai aumen ando con o me um ma e ial ai
mudando de es ado. De ido às inúme as an agens que o a mazenamen o de calo la en e nos
o e ece, em-se op ado po in es iga a inco po ação de ma e iais de mudança de ase na indús ia
da cons ução [27].
2.2.1 Concei o de PCM
Os ma e iais de mudança de ase (PCM) assim denominados, pois como o p óp io nome indica,
são capazes de modi ica o seu es ado ísico con o me a empe a u a a que são sujei os. Du an e
essa mudança de es ado possuem a capacidade de abso e ou libe a ene gia do meio onde es ão
inse idos [28]. No deco e do p ocesso de mudança de ase, a empe a u a sen ida no PCM é quase
cons an e, não ha endo uma g ande a iação de empe a u a, sendo que quando o mesmo e mina,
é sen ido um pequeno aumen o ou diminuição de empe a u a, g adual, sendo a mesma explicada
a a és do calo sensí el. Os PCM êm capacidade pa a a mazena uma g ande quan idade de calo ,
é, po an o, um ma e ial iso é mico, o nando-se assim um ma e ial adequado a si uações de
aquecimen o e a e ecimen o [28]. Compa ando com ma e ial ce âmico, em 18 ezes mais
capacidade de a mazenamen o de ene gia [29].
Pa a acili a a explicação do enómeno da mudança de ase, eco emos à água, uma ez que é do
conhecimen o ge al, is o se um ecu so amplamen e conhecido. A água pode es a em es ado
sólido, líquido ou gasoso. Podendo assim exis i á ias ansições de es ado, quando a passa do
es ado líquido pa a o sólido, o p ocesso em o nome de solidi icação, quando ansi a de sólido
pa a líquido o mesmo é denominado po usão, po úl imo quando passa do es ado líquido pa a o
gasoso designa-se de apo ização, sendo que o p ocesso in e so, é conhecido po condensação.
Semp e que há uma mudança de es ado, exis e uma quan idade de ene gia associada, a en alpia
[30].
Es es ma e iais êm como ca ac e ís ica a possibilidade de muda o seu es ado em unção da
empe a u a ambien e. Quando a empe a u a ambien e em con ac o com o PCM aumen a, o
ma e ial a inge o seu pon o de usão e ansi a de es ado, nes e caso especí ico, do es ado sólido
pa a o líquido, abso endo e a mazenando a ene gia calo í ica ambien e. Da mesma o ma, quando
se sen e uma diminuição da empe a u a ambien e, o PCM a inge o seu pon o de solidi icação,
17
O mic oencapsulamen o ap esen a di e sas an agens, a p incipal enunciada acima, mas ambém
aumen a as possibilidades de inco po ação em di e en es ma e iais de cons ução, esis e melho à
a iação de olume que oco e aquando da mudança de ase, maio es abilidade química e melho
desempenho é mico, is o que du an e a ansição de ases, o PCM se encon a con inado a
dis âncias mic oscópicas. As des an agens p endem-se com a diminuição das p op iedades
mecânicas dos ma e iais de cons ução e o cus o do p ocedimen o [43].
No malmen e, as mic ocápsulas são adicionadas du an e o p ocesso de ab ico dos ma e iais de
cons ução, maio i a iamen e como subs i uição pa cial dos ag egados. Cunha e al. [55] es uda am
di e en es ipos de mic ocápsulas de PCM em a gamassas e concluí am que os di e en es ipos de
mic ocápsulas concedem di e en es ca ac e ís icas às a gamassas, es ando elacionado com o ipo
de políme o usado, bem como o amanho das mic ocápsulas.
Mac oencapsulamen o
O mac oencapsulamen o consis e na inse ção de PCM em ecipien es de g andes dimensões, de
p e e ência ecipien es com dimensões supe io es a 1 cm. A a és des a écnica é possí el
adiciona á ios li os de PCM num único ecipien e. As p incipais an agens são a acilidade de
anspo e e manuseio, possibili a o encapsulamen o se ealizado pa a uma de e minada
aplicação, uma melho compa ibilidade com o ma e ial e edução das al e ações de olume
ex e nas [38,43]. Como des an agens enuncio a baixa condu ibilidade é mica, é necessá io
p o ege os elemen os de con enção con a a des uição e a p o á el solidi icação de PCM nos
can os e a es as, eduzindo assim a ans e ência de calo [43].
Es abilização
Tendo-se e i icado que ha ia o isco do PCM se desloca do local onde oi imp egnado aquando
se ap esen a no es ado líquido, os in es igado es suge i am a écnica de es abilização [56-59].
Es e p ocedimen o consis e em undi e mis u a o ma e ial de supo e e o PCM a uma empe a u a
ele ada e pos e io a e ecimen o do ma e ial de supo e, a é que se o ne uma mis u a sólida. Pa a
a es abilização do PCM u iliza-se polie ileno de al a densidade, es i eno e bu adieno. Como
p incipais an agens des e mé odo podemos apon a o ele ado calo especí ico, adequada
condu ibilidade é mica e manu enção da es abilização do PCM du an e o p ocesso de ansição
de ase, não sendo necessá io ecipien e de con enção [43].

18
É c ucial a seleção de ma e iais de supo e pa a a u ilização des a écnica, sendo os mais
ap op iados es u u as po osas com al a condu ibilidade é mica, nomeadamen e g a i e, sílica
a i a, ben oni a e dia omi a [60].
2.2.5 P incipais p odu o es mundiais
Há di e sos ma e iais de mudança de ase disponí eis no me cado, com uma g ande gama de
empe a u as de ansição e en alpias. Algumas das p incipais emp esas são indicadas na abela 5.
Os PCM po elas come cializados con am com uma empe a u a de ansição que pode oscila
desde os -9ºC e os 110ºC [61-69]. Es es ma e iais são come cializados em mic ocápsulas,
mac ocápsulas ou em es ado pu o. A a és da lei u a da abela 5 podemos cons a a que a maio ia
das emp esas que come cializam o PCM se localizam na Eu opa, sendo ambém pe ce í el que
exis em ainda poucos ab ican es, o que ai enca ece os ma e iais, sendo espec á el que no u u o
se implemen a á mais soluções cons u i as que inco po em es es ma e iais, o que le a á a uma
maio o e a de p odu os e p odu o es, le ando assim à diminuição dos p eços ago a p a icados.
Exis e ambém a possibilidade da inco po ação de PCM p e iamen e u ilizado pa a ou as unções,
sendo assim eciclado, conseguindo assim um cus o signi ica i amen e mais baixo. No es udo
elabo ado nes a disse ação oi u ilizada uma ce a pa a ínica eciclada, p o enien e da indús ia de
undição.
Tabela 5 – P incipais p odu o es de PCM [61- 69].
Fab ican e
País
Rubi he m GmbH
Alemanha
Me ck KGaA
Alemanha
BASF
Alemanha
Clima o
Suécia
C is opia Ene gy Sys ems
F ança
PCM Ene gy
Índia
Mi subishi Chemical
Japão
EPS L d
Reino Unido
De an
Bélgica
19
2.3 Inco po ação de esíduos sólidos
A ualmen e a economia consome cada ez mais ecu sos na u ais (ma é ias p imas), sendo os
ag egados um dos p incipais ecu sos consumidos, pois são o “esquele o” do be ão, p eenchendo
ce ca de 70 a 80 % do seu olume. No malmen e os ag egados são de o igem na u al, le an ando
ques ões p eocupan es pa a a sociedade. Segundo a Eu opean Agg ega es Associa ion [70] na
Eu opa o am p oduzidas ce ca de 2,66 biliões de oneladas, sendo que em Po ugal o alo oi de
31 milhões. Es a explo ação desmesu ada le a á a médio e a longo p azo, à deg adação do
ecossis ema pa a as ge ações indou as. Todos os p ocessos ela i os ao p ocessamen o des as
ma é ias-p imas, ais como a ex ação, p odução, ab ico, eciclagem e deposição inal são mo i os
de p eocupação, uma ez que o meio ambien e se á o des ino inal de odos os esíduos c iados
[1]. Sendo o se o da cons ução ci il um dos p incipais consumido es de ma é ias-p imas na u ais,
es ima-se que consuma 20 a 50 % do o al de ecu sos na u ais gas os pela sociedade [71]. Es e
ema em sido amplamen e es udado, pa a se consegui uma in eg ação en e a economia e o
ambien e.
Apesa de odas as ecomendações polí icas, a ge ação de esíduos em indo a aumen a nas
úl imas décadas em odo o mundo. Nos países eu opeus pe encen es à O ganização pa a a
Coope ação e Desen ol imen o Económico (OCDE) en e 1990 e 1995, a p odução de esíduos
aumen ou 11 %. Só na Eu opa o am ge ados 1,3 biliões de oneladas de esíduos [72].
De ido à sua complexidade e possí el oxicidade, os esíduos e subp odu os p o enien es da
a i idade indus ial ep esen am eno mes pe das económicas e ambém impac os ambien ais, uma
ez que a sua eu ilização é di ícil ou po ezes impossí el, es ando incluídos nes e g upo os
esíduos esul an es do se o da undição, que se ão al o des e es udo.
A ualmen e, em Po ugal os esíduos p o enien es da indús ia da undição são os seguin es [8]:
▪ Pós de o no a a co elé ico: ge ados ap oximadamen e 30000 on/ano. Quando os p eços
do zinco são al os, são eciclados o a do país. Se o baixo, são deposi ados em a e os
pa a esíduos pe igosos;
▪ A eias de undição: ge adas sensi elmen e 80000 on/ano, quase odas deposi adas em
a e os, sendo uma ín ima pa e u ilizada na p odução de clínque ;
20
▪ Escó ias dos o nos de undição: ge adas ap oximadamen e 5000 on/ano, odas
deposi adas em a e os.
A eciclagem de esíduos indus iais eque conhecimen os mul idisciplina es, ais como écnicas
de engenha ia, economia, ciências sociais e planeamen o u bano e egional [1]. Com o in ui o de
desen ol e soluções iá eis, são necessá ios conhecimen os em Ciência e Engenha ia de
Ma e iais, de ido à emá ica dos p ocessos p odu i os [73]. Na Figu a 2 es ão esquema izadas as
di e en es ases dos ma e iais, sendo designado po “Ciclo de ida dos ma e iais.”
Figu a 2 – Esquema de um ciclo o al de ma e iais [73]
Toda ia, exis em exigências pa a um ag egado, uma ez que a sua ipologia a e a bas an e o
desempenho das mis u as, an o no desempenho mecânico, como na du abilidade. Quan o às
ca ac e ís icas ísicas, é essencial o ag egado e uma g anulome ia e o ma ajus ada à sua
u ilização, is o que ai a e a a abalhabilidade, du abilidade e desempenho [74]. Nas
ca ac e ís icas mecânicas é necessá io de e mina o alo da esis ência do ag egado, pa a
p e eni as solici ações limi e [53]. Po úl imo, no que espei a às ca ac e ís icas químicas, é
undamen al es uda o ipo mine alógico dos ag egados pa a p eca e eações ad e sas no u u o,
que podem comp ome e a du abilidade.
A u ilização de moldes ce âmicos como subs i u o de ag egados na u ais em a gamassas ainda não
oi al o de es udo. Também as ce as pa a ínicas imp egnadas no p ocesso de undição possibili am
21
o a mazenamen o é mico e podem se classi icadas como PCM. Es e es udo oi ealizado com os
dois ma e iais e e idos acima.
2.3.1Classi icação
Numa ase inicial, de o ma a eu iliza os esíduos de undição como ma é ia-p ima o al ou
pa cial em ma e iais de cons ução su ge a necessidade de ca ac e iza os mesmos. É necessá io
de e mina as ca ac e ís icas ísicas, químicas, biológicas ou in ec ocon agiosas dos seus
cons i uin es. De aco do com o DL nº 178/2006 [9], os esíduos são de inidos pela sua o igem
(u banos, indus iais, cons ução e demolição):
▪ Resíduos Sólidos Pe igosos: São os ma e iais que con e em pe igosidade aquando da sua
manipulação sendo as ca ac e ís icas p incipais o pe igo se explosão, combus ibilidade,
in lamabilidade, oxicidade, in eciosos, co osi os, en e ou os;
▪ Resíduos Sólidos Ine es: São ma é ias que não so em ans o mações ísicas, químicas
ou biológicas capazes de adul e a o meio onde são deposi adas. De no a que ambém não
podem se biodeg adá eis de modo a não a e a a qualidade das águas supe iciais e/ou
sub e âneas;
▪ Resíduos Sólidos não Pe igosos: São subp odu os que nas suas p op iedades não aca e am
iscos pa a o ambien e e saúde pública.
Des es, os esíduos sólidos ine es e não pe igosos podem se deposi ados em a e os sani á ios ou
incine ados, os esíduos sólidos pe igosos só podem se deposi ados em a e os especiais.
De aco do com a Po a ia nº 209/2004 [10], os esíduos sólidos es ão di ididos po classes:
▪ Classe I: Resíduos Sólidos Pe igosos - Ap oximadamen e 5 %;
▪ Classe II: Resíduos Sólidos Ine es – Ap oximadamen e 84 %
▪ Classe III: Resíduos Sólidos não Pe igosos – Ap oximadamen e 11 %.
É impo an e menciona , que as a eias de undição que con êm aglome an es e esinas ep esen am
20 % do o al de esíduos de classe I. Quan o às a eias de undição e moldagem e as escó ias de
undição, ep esen am uma g ande pa e da classe III, sendo o iundas do se o me alú gico.
22
Es a classi icação é c ucial na ca ac e ização dos esíduos p o enien es dos di e sos se o es
indus iais, sendo p eponde an e na decisão dos p ocessos de a amen o, de ido a possí eis
impac es ambien ais e económicos.
2.3.2A indús ia global de undição
Es ima-se que em odo o mundo exis em ce ca de 35000 undições em p odução, p oduzindo assim
90 milhões de oneladas de p odu os undidos, sendo que mais de 10 milhões de oneladas são
desca adas em odo mundo, a a és de esíduos c iando g a es impac es ambien ais. Aos dias de
hoje, menos de 30 % desses ma e iais são eciclados sendo os es an es deposi ados em a e os
sani á ios [74]. A é há pouco empo, se ia como ma e ial de a e o, mas a ualmen e es á a o na -
se num p oblema [75].
A Figu a 3 exibe um g á ico com o olume de p odução de ma e iais p o enien es da indús ia da
undição e e en e aos anos en e 1998 e 2009. Focando ago a nos anos de 2000 a é 2008, a
indús ia da undição c esceu o emen e, ap oximadamen e 4,5 % po ano, a é ao apa ecimen o
da c ise inancei a in e nacional no inal de 2008 [76].
Figu a 3 – P odução global de ma e iais p o enien es da indús ia de undição en e 1998 e 2009 [76]
A p odução de ma e iais esul an es do se o da undição ap esen ou um dec éscimo de 2 % em
2008 compa ando com 2007, sendo a p imei a queda egis ada em oi o anos, undamen ada pela
c ise global. De 2010 em dian e, o se o egis ou uma ecupe ação, em g ande pa e de ido ao

23
desempenho das economias eme gen es, sendo as mesmas a ualmen e as p incipais esponsá eis
pela p odução mundial. Uma ez que a legislação não é ão es i i a nessas egiões, ainda não se
sen e uma g ande p essão ambien al [76].
O pódio dos p odu o es mundiais de ma e iais p o enien es da indús ia de undição é p esidido
pela China, que ocupa esse pos o desde 2007, seguido dos Es ados Unidos e po úl imo a Rússia.
O c escimen o acele ado dos se o es de in aes u u a, side u gia e indús ia au omó el sen ido na
China na úl ima década in luenciou o aumen o da p odução chinesa de de i ados de undições que
des onou assim os Es ados Unidos que lide ou a é ao início do no o milénio [76].
2.3.3P ocesso de undição
Pa a ge a peças undidas são necessá ias ligas me álicas e osas (ligas de e o e ca bono) e não-
e osas (ligas de cob e, alumínio, zinco e magnésio). G ande pa e, ap oximadamen e 70 % do
p odu o do o al do ma e ial consis e em a eia, is o que os moldes são o mados po a eia de
undição, que é abundan e, ao mesmo empo económica, esis en e ao calo e acilmen e
imp egnada no molde. No se o da undição é u ilizada a eia de sílica de ex ema qualidade e com
amanho de aco do com a moldagem e p ocesso de undição [77].
O mé odo de moldagem mais u ilizado no mundo, é um dos p ocessos mais an igos, mas ao mesmo
empo mais mul i ace ados, consis e no p ocesso em que me ais ou ligas me álicas em es ado
líquido ( undido) são azadas num molde onde é possí el p oduzi peças de g ande po e, com as
geome ias mais a iadas, pos o is o, a undição assume-se como um p ocesso simples e
económico.
O p imei o passo no p ocesso de undição é a p epa ação da a eia de moldagem pa a a con eção
dos moldes, seguidamen e escoa-se o me al líquido nos moldes, dando assim o igem às peças
me álicas, p oje adas inicialmen e [78]. O p ocedimen o é esumido a a és das seguin es e apas:
▪ Con eção do modelo: Cons ução de um modelo com o o ma o da peça. A modelação
é execu ada com a eia e de compac ando-a em o no do molde a é a ingi a du eza
p e endida. Aquando da ealização do modelo do molde de e se con emplada a
con ação do me al quando o mesmo solidi ica . Os moldes são execu ados em duas
me ades, pa a acili a a desmoldagem e são ei os os canais de azamen o [78]. Depois
24
de mon adas, no seu in e io , ha e á uma ca idade que pos e io men e se á p eenchida
pelo me al líquido [79];
▪ Con eção dos machos: Os machos são componen es ei os de a eia e lingo es que são
esis en es pa a se ixados no in e io do molde [81]. A unção do macho é impedi
que o me al undido siga pelos asos in e nos [78].
▪ Fusão: aquecimen o dos me ais a é a ingi o es ado líquido, c iação de esíduos en e
os quais, escó ias dos o nos, pós dos o nos, suca as me álicas e pó de ma é ias-p imas
[78];
▪ Vazamen o: in odução do me al líquido no molde;
▪ Desmoldagem: Queb a do molde, após p ocesso de a e ecimen o, a peça undida é
e i ada no es ado b u o [78];
▪ Queb a de canais: F a u a do sis ema que alimen a a peça, daí esul am esíduos, en e
os quais suca as e a eia de undição [78];
▪ Acabamen os: São ealizados com cilind os o a i os e ou as e amen as, com o
in ui o de melho a o aspe o inal da peça [78];
▪ T a amen o é mico: O p incipal obje i o é melho a a esis ência mecânica e co osi a
dos ma e iais.
Seguidamen e, segue-se o p ocesso de con olo de qualidade, onde se e i a as eba bas p esen es
no acabamen o e seguem pa a o p ocesso de maquinagem, nos p oje os em que a mesma é
equisi ada. Po úl imo, as peças são do adas de uma p o eção supe icial, con e ido pelo óleo ou
pin u a [78].
2.3.4A eia de undição
A a eia de undição é um subp odu o de me ais e osos e não e osos p o enien e das indús ias
de undição, u ilizado du an e séculos como ma e ial de moldagem de ido à sua condu ibilidade
é mica. A a eia é eu ilizada inúme as ezes du an e o p ocesso, sendo que, é desca ada no
momen o em que começa a ap esen a pe da de olume ou pe da de qualidade de alguns
componen es, sendo e i ada da undição e sendo denominada de a eia de undição a pa i desse
momen o [81].
25
A a eia de undição é uma mis u a de á ios componen es sendo p incipalmen e cons i uída po
“a eia base” que é o mada essencialmen e po sílica (óxido de silício – SiO2), com amanhos de
g ãos en e 0,15 mm e 0,6 mm. Exis em ambém as a eias ligadas quimicamen e, sendo as mais
usuais as a eias e es idas com esina, a eias de CO2, en e ou as [77, 81].
Nos úl imos anos o am ealizados á ios es udos com o in ui o da a eia de undição se eu ilizada
subs i uindo assim o ag egado na u al em be ões e a gamassas [2-7]. Mello, J. [82] analisou a
possibilidade de inco po ação de a eia e de de undição em a gamassa pa a assen amen o de
ce âmicos. Os p o e es o am moldados com inco po ação de esíduo de 25 %, 50 %, 75 % e 100
% em subs i uição da a eia na u al. Realiza am-se ensaios de esis ência à comp essão e ade ência
e concluiu-se que a % que ob ém melho combinação de esul ados é a ealizada com eo de 50
%. Ou a conclusão do es udo é que à medida que a pe cen agem de a eia e de aumen a a, an o
a esis ência à comp essão como a ade ência diminuí am, sendo obse ado um aumen o na
abso ção de água e no índice de azios.
No es udo desen ol ido po Biolo, S. [79] a a eia de undição é u ilizada na p odução de blocos
ce âmicos, sendo ealizadas di e en es mis u as com a adição des e esíduo na massa ce âmica,
o am p oduzidos p o e es com 0 %, 5 %, 10 % e 20 % de esíduo. Fo am es udadas as
p op iedades dos blocos, ais como abso ção, esis ência à lexão, composição química.
Comp o ou-se que os blocos com 10 % de a eia de undição es á ap o pa a come cialização.
Nou os es udos, não se e elam mudanças signi ica i as nas p op iedades mecânicas do be ão
pa a ní eis de subs i uição en e os 20 e os 30 % do ag egado na u al po a eia de undição [5-7].
Con udo, es udos com inco po ação de maio es eo es de a eia de undição ela am uma
diminuição conside á el na abalhabilidade e esis ência à comp essão do be ão, de ido à
p esença de pa ículas inas de ca bono e a gila, que di icul am a adesão da a eia de undição à
pas a de cimen o [5,83,84].
2.3.5Tipos de a eia de undição
Exis em dois ipos de a eia de undição: “a eia e de” e a “a eia ligada quimicamen e”, sendo que
são designadas em conco dância com o p ocesso ligan e u ilizado. De modo a con eciona os
26
moldes, u iliza-se a eia aglome ada com a gila, já na con eção dos machos u ilizam-se a eias
aglome adas com esinas sin é icas.
Em ambos os casos, um agen e de ligação, em como obje i o man e a o ma do molde e o
a e ecimen o du an e o azamen o. As undições ge am uma g ande quan idade de esíduos, cada
undição pode chega a uma onelada po ano, des es 30-60 % p o ém de núcleo e a eias de
moldagem [85].
A eia e de
A o alidade da a eia aglome ada com a gila que é moldada no es ado húmido é apelidada de “a eia
e de”, sendo que os moldes não são secos an e io men e ao azamen o [86].
Os ma e iais da a eia e de são p o enien es de ecu sos na u ais, sendo mis u ados, a eia de sílica
de g ande qualidade (85-95 %), a gila de ben oni a (4-10 %) que unciona como ligan e, um adi i o
ca bonáceo (2-10 %) com o obje i o de ape eiçoa o acabamen o das supe ícies da peça e po
úl imo, água (2-5 %), adqui indo co p e a, de ido ao eo de ca bono. É usual ap esen a em
esquícios de p odu os químicos en e os quais óxido de magnésio (MgO), óxido de po ássio (K2O)
e dióxido de i ânio (TiO2) [77, 81].
Como e e ido acima, o aglome an e mais u ilizado é a ben oni a, a qual em de se epos a aquando
oco e o azamen o do me al undido, de modo a não pe de em as suas ca ac e ís icas coesi as
[86].
G ande pa e da p odução mundial de undidos u iliza no seu p ocesso a moldagem com a eia
e de. (ap oximadamen e 70 %), é bas an e e sá il pois pe mi e a u ilização de odas as ligas
me álicas inclusi e me ais de al o pon o de usão, ais como aços, níquel e i ânio [87].
A eia ligada quimicamen e
Algumas peças que con ém ca idades ou de alhes, o nam necessá io coloca no in e io dos
moldes de a eia peças sólidas, in i uladas de machos, que são cons i uídos po mis u as
compa í eis com o ma e ial a se azado e o amanho da peça p oje ada. Pa a o ab ico dos machos
o sis ema mais u ilizado é o ligado quimicamen e. Os machos de em consegui esis i ao me al
undido, mas após o seu a e ecimen o são e i ados po impac o [87,88].
33
A Figu a 9 ap esen a a dis ibuição g anulomé ica da ce a u ilizada na ealização das a gamassas
do es udo.
Figu a 9 – Cu a g anulomé ica dos g ãos de ce a pa a ínica u ilizada no es udo
Com ecu so ao mic oscópio ele ónico oi possí el isualiza em po meno os g ãos de ce a
pa a ínica (Figu a 10).
a)
b)
Figu a 10 – G ão de ce a pa a ínica: a) Ampliação 100x; b) Ampliação 1000x

34
As ce as u ilizadas no es udo possuem capacidade de a mazenamen o é mico ao ansi a do
es ado sólido pa a líquido e ice- e sa, assim sendo, ao longo do es udo, o am conside adas como
um PCM e mui as ezes designadas como al.
3.1.4Supe plas i ican e
Pa a a ealização das a gamassas oi u ilizado um supe plas i ican e Mas e Glenium Sky 617
(Figu a 11), come cializado pela BASF, com uma densidade de 1041 kg m3
⁄
Figu a 11 – Supe plas i ican e Mas e Glenium Sky 617 da BASF
3.1.5Água
No ab ico de odas as a gamassas a água u ilizada p o eio da ede de abas ecimen o pública da
Uni e sidade do Minho, em Guima ães.
3.2 Composições es udadas
As composições o muladas ap esen am-se na Tabela 8. Analisando, obse am-se 4 composições
di e en es. Todas são cons i uídas po cimen o CEM II/B-L 32.5 N e di e en es eo es de
inco po ação de ce a pa a ínica (PCM), sendo es a inco po ada di e amen e du an e o p ocesso de
mis u a das a gamassas.
35
Foi ixada a quan idade de ligan e em 750 𝑘𝑔 𝑚3
⁄ endo como base ou os abalhos cien í icos, e
a p e isão que a inco po ação de esíduos de undição, p o ocasse uma diminuição signi ica i a
do desempenho mecânico das a gamassas desen ol idas.
Nes e es udo o am o muladas a gamassas de e e ência, sem inco po ação de ce a pa a ínica
(PCM) e a gamassas adi i adas com ce a pa a ínica em 3 eo es di e en es, sendo es es 20%, 40%
e 60% em subs i uição da massa do ag egado, ou seja, da massa de cascas de moldes ce âmicos.
O supe plas i ican e adicionado à mis u a oi ce ca de 1% da dosagem de ligan e u ilizado.
Tabela 8 – Fo mulação das a gamassas (kg/m3)
Composição
Cimen o
Cascas
PCM
SP
Água
C32.5-0PCM
750
1077
0
7,5
315
C32.5-20PCM
750
744,6
148,91
7,5
300
C32.5-40PCM
750
577,8
231,13
7,5
285
C32.5-60PCM
750
470,1
282,04
7,5
277,5
3.3 P ocedimen o de ensaio
A maio ia dos abalhos expe imen ais o am ealizados no Labo a ó io de Ma e iais de
Cons ução do Depa amen o de Engenha ia Ci il da Uni e sidade do Minho. No en an o, a
ealização dos ensaios de mic oscopia ele ónica e di ação de aios X o am execu ados no
Labo a ó io de Se iços de Ca ac e ização de Ma e iais da Uni e sidade do Minho (SEMAT/UM)
e no Labo a ó io do Depa amen o de Engenha ia Mecânica, da Uni e sidade do Minho,
espe i amen e.
3.3.1Ca ac e ização das ma é ias-p imas
A ca ac e ização das ma é ias-p imas assen a p incipalmen e na de inição da massa olúmica,
obse ações mic oscópicas e análise g anulomé ica dos dois esíduos u ilizados nas a gamassas,
sendo es es a ce a e as cascas. Também são ap esen ados alo es o necidos pelos ab ican es de
alguns cons i uin es.
36
▪ P epa ação das ma é ias-p imas
Nes e es udo o am emp egues esíduos que ca ecem de ans o mação pa a pode em se
inco po ados em a gamassas. Os esíduos o am usados com a meno ans o mação possí el, de
modo, a en a minimiza os cus os necessá ios pa a o seu a amen o e u ilização.
Pa a o es udo da a gamassa p e endia-se, subs i ui o ag egado ino po esíduos com uma
g anulome ia simila . Na no ma NP EN 12620 [95], designação do ag egado em elação às
abe u as do penei o in e io (d) e do supe io (D), sendo D≤4 mm é designado como ag egado
ino.
Assim, an o as cascas, como as ce as o am p ocessados pa a essa dimensão com ecu so a uma
i u ado a pés-de-ca nei o, ou seja, a a és de um p ocesso de b i agem (Figu a 12, b).
a)
b)
Figu a 12 – Ce a pa a ínica: a) Ma e ial em b u o, b) P ocessamen o da ce a pa a g anulome ia
p e endida (D <4mm)
▪ Massa olúmica
A massa olúmica oi de e minada de aco do com a no ma NP 954 [96] pa a as cascas, a a és da
no ma NP 581 [97] pa a a ce a e po úl imo o cimen o com ecu so à especi icação do LNEC E 64
[98].
Segundo a no ma NP 954 [96], p imei amen e oi colocada uma amos a de ma e ial em es u a a
uma empe a u a de 105ºC a é se a ingi a massa cons an e. Seguidamen e, oi adicionada água à
empe a u a ambien e du an e 24 h. Re i ou-se a água e espalhou-se a a eia num abulei o me álico,
37
secando a mesma com ecu so a um secado , emexendo a a eia de modo a que a secagem osse
uni o me.
Como a a eia se encon a a ligei amen e húmida, assen a-se a base maio do molde oncocónico
numa supe ície ho izon al, não abso en e, enche-se comple amen e o molde com a eia, sem aze
p essão nas sucessi as camadas de enchimen o. De seguida compac a-se o ma e ial com 25
pancadas do pilão, uni o memen e dis ibuídas e sem exe ce p essão além da esul an e do seu
peso p óp io.
Pos e io men e, e i a-se o molde e icalmen e, en ando não oca com o mesmo no ma e ial
moldado. Quando se ob i e a p imei a moldagem que se de o me, conside a-se que a a eia em
as pa ículas sa u adas sem água supe icial. In e ompe-se de imedia o o p ocesso de secagem,
e i a-se ce ca de 500 g de amos a e subme e-se o p o e e sem pe da de empo a ensaio.
In oduziu-se o p o e e no balão g aduado, p eenchendo-se o balão com água a é p óximo de 90
% da sua capacidade e agi ando-se pa a libe a o a e ido pela a eia (Figu a 13). Comple ou-se o
enchimen o do balão a é ao aço de e e ência com água, ano ando-se a sua massa. Seguidamen e
o ou-se o penei o com papel de il o e colocou-se a água e a eia. Secou-se o ma e ial na es u a
a 105 ºC a é massa cons an e, egis ando-se o alo . A di e ença en e es a massa e a massa inicial
do penei o esul a na massa do p o e e seco. Encheu-se o balão g aduado com água a é ao aço
de e e ência enxuga-se cuidadosamen e, pesou-se e ano ou-se a sua massa.
Figu a 13 – P ocedimen o pa a ob enção massa olúmica das cascas NP 954[96].
38
A massa olúmica do ma e ial impe meá el das pa ículas, em g amas po cen íme o cubico, é
calculada a a és da exp essão 1:
𝑚3
𝑚3+ 𝑚4− 𝑚2
(1)
A massa olúmica das pa ículas sa u adas, em g amas po cen íme o cubico, é calculada a a és
da exp essão 2:
𝑚1
𝑚1+ 𝑚4− 𝑚2
(2)
A massa olúmica das pa ículas secas, em g amas po cen íme o cúbico, é ob ida a a és da
exp essão 3:
𝑚3
𝑚1+ 𝑚4− 𝑚2
(3)
A abso ção de água da a eia, em pe cen agem, é calculada a a és da exp essão 4:
𝑚1− 𝑚3
𝑚3
×100
(4)
Em que:
𝑚1 – massa do p o e e com as pa ículas sa u adas sem água supe icial (g);
𝑚2 – massa do balão com o p o e e e água (g);
𝑚3 – massa do p o e e seco (g);
𝑚4 – massa do balão com água (g).
Seguidamen e, pa a ob enção da massa olúmica da ce a, seguiu-se a NP 581 [97], e i ou-se uma
po ção do ma e ial e la ou-se o mesmo pa a emo e odas as impu ezas supe iciais deixando-o
depois me gulhado em água du an e 24 H. Seguidamen e e i ou-se o p o e e da água e com
ecu so a um pano húmido limpou-se a supe ície das pa ículas, e i ando a pe da da água
abso ida. Colocou-se a amos a no ces o e egis ou-se a sua massa. De seguida me gulhou-se na
água, agi ando pa a desp ende bolhas de a que enham icado aga adas ao ma e ial e pesou-se

39
no amen e. Secou-se o p o e e na es u a a 105ºC, a é à massa cons an e. Todas as pesagens o am
ealizadas sem e i a o p o e e do ces o, de modo a e i a pe das do ma e ial.
A massa olúmica do ma e ial impe meá el das pa ículas, em quilog amas po me o cubico, é
assim calculada a a és da exp essão 5:
𝑚3
𝑚3− 𝑚2
× 𝜌
(5)
A massa olúmica das pa ículas sa u adas, em quilog amas po me o cubico, é ob ida a a és da
exp essão 6:
𝑚1
𝑚1− 𝑚2
× 𝜌
(6)
A massa olúmica das pa ículas secas, em quilog amas po me o cúbico, é calculada a pa i da
exp essão 7:
𝑚3
𝑚1− 𝑚2
× 𝜌
(7)
A abso ção de água à massa do ine e seco, em pe cen agem, é calculada a a és da exp essão 8:
𝑚1− 𝑚3
𝑚3
×100
(8)
Em que:
𝑚1 – massa do p o e e com as pa ículas sa u adas (massa do p o e e sa u ado e do ces o) (g);
𝑚2 – massa do p o e e ime so (massa do p o e e e do ces o ime sos em água) (g);
𝑚3 – massa do p o e e seco (massa do p o e e seco e do ces o) (g);
ρ – massa olúmica da água à empe a u a a que se ealizou o ensaio (kg/m3).
A ob enção da massa olúmica do cimen o, oi ealizada de aco do com a especi icação do LNEC
E 64 [98], oi colocada uma amos a do cimen o na es u a, a uma empe a u a de 105º C, a é se
40
a ingi a massa cons an e, de manei a a se expulsa oda a humidade con ida na amos a.
Seguidamen e com ecu so a um unil encheu-se a ampola do oluminíme o com o líquido
auxilia e i ando molha as pa edes. Pos e io men e, in oduziu-se a amos a, aos poucos, com
ecu so ao unil. Po úl imo, oi medido o olume de líquido auxilia deslocado (Figu a 14). Assim,
segundo a exp essão 9 oi calculada a massa olúmica eal do cimen o.
a)
b)
Figu a 14 – P ocedimen o pa a ob enção massa olúmica do cimen o LNEC E 64: a) pesagem p o e e
seco; b) Voluminíme o.
𝛾 = 𝑚
𝑉2− 𝑉1
(9)
Em que:
γ – Massa olúmica eal (kg/𝑚3);
m - Massa do p o e e seco (kg);
𝑉1 – Valo lido no oluminíme o con endo somen e o líquido auxilia (𝑚3);
𝑉2 – Valo lido no oluminíme o con endo o líquido auxilia e o p o e e (𝑚3).
▪ Análise g anulomé ica
A dis ibuição g anulomé ica dos ag egados é p eponde an e e assumi á uma g ande impo ância
no compo amen o das a gamassas. Foi ob ida a pa i da no ma NP EN 933-1 [99]. A penei ação
dos ma e iais oi ei a sem la agem. As amos as o am colocadas na coluna de penei os,
iniciando-se pelo penei o de maio abe u a e agi ando os di e sos penei os cuidadosamen e pa a
não pe de ma e ial. Foi ano ada a massa e ida em cada penei o. Na Figu a 15 é possí el e a
41
di e ença de amanho dos g ãos, sendo que os abulei os da esque da, an o na igu a 15a) e 15b)
já se encon am com g ãos de dimensão in e io a 4mm.
a)
b)
Figu a 15 – Di e en es g anulome ias dos ma e iais: a) Cascas; b) Ce a pa a ínica.
▪ Mo ologia das ma é ias-p imas
Com o obje i o de obse a a mo ologia das ma é ias-p imas p ocedeu-se a obse ações
mic oscópicas com ecu so a um mic oscópio ele ónico de a imen o de al a esolução. O
equipamen o az-se ale de um sis ema de mic oanálise po aios X e análise de pad ões de
di ação de ele ões e o di undidos.
3.3.2P epa ação das a gamassas
Na p epa ação das a gamassas de e e ência, Figu a 16, o p ocedimen o oi o seguin e:
▪ Pesa odos os cons i uin es das a gamassas na balança ele ónica;
▪ Adiciona a água e o supe plas i ican e;
▪ Realiza a mis u a du an e 30 segundos;
▪ Adiciona as cascas e o cimen o;
▪ E e ua a mis u a dos cons i uin es du an e 2 minu os.
42
Figu a 16 – P ocesso de mis u a da a gamassa de e e ência na mis u ado a mecânica.
O mesmo p ocedimen o oi u ilizado pa a as a gamassas com inco po ação de ce a pa a ínica,
sendo os p incipais passos os seguin es:
▪ Pesa odos os cons i uin es das a gamassas na balança ele ónica (Figu a 17);
▪ Adiciona a água e o supe plas i ican e;
▪ Realiza a mis u a du an e 30 segundos;
▪ Adiciona as cascas, ce a e cimen o;
▪ E e ua a mis u a dos cons i uin es du an e 2 minu os.
Figu a 17 – Cons i uin es das a gamassas com inco po ação de PCM.
49
a)
b)
Figu a 22 – Ensaio pa a a de e minação da esis ência à comp essão: a) Lloyd LR50K Plus em
p epa ação; b) Lloyd LR50K após o u a do p o e e.
A esis ência à comp essão oi calculada segundo a exp essão 14:
𝑅𝑐=𝐹
𝑏 × 𝑑
(14)
Onde:
Rc – Resis ência à comp essão (MPa);
F – Ca ga de o u a (N);
b, d – Al u a e la gu a da base do p o e e (mm).
3.3.9Duc ilidade
A duc ilidade de uma a gamassa in insecamen e associada à ene gia de o u a do ma e ial, ou
melho , à capacidade de con inua a dissipa ene gia mesmo depois de se e a ingido a ca ga
máxima. O alo da duc ilidade é ob ido a a és da elação en e a esis ência à ação e sus
esis ência à comp essão. Quando se e i ica um alo al o, signi ica um compo amen o mais
dúc il.

50
A duc ilidade dá uma noção da capacidade da a gamassa se de o ma con o me as solici ações
mecânicas que lhe são aplicadas.
3.3.10Rigidez
A igidez, oi ob ida a a és dos esul ados ob idos na ealização dos ensaios de comp essão aos
28 dias, endo-se a aliado a e olução da o ça aplicada e a de o mação axial de cada p o e e a é
a ingi a o u a. Depois disso, a a és de uma eg essão linea ajus ando a e a à pa e do g á ico
co esponden e ao compo amen o elás ico, oi possí el de e mina a igidez de cada p o e e,
sendo ela o decli e da e a ap esen ada.
3.3.11Ade ência
A ade ência das a gamassas oi es imada segundo as especi icações EN 1015-12 [104]. Com es e
ensaio oi possí el es ima a ade ência das a gamassas aos 28 dias de idade, sendo aplicada a um
subs a o ce âmico, habi ualmen e emp egue na cons ução ci il pa a ealização de al ena ias
(Figu a 23a)).
Depois de aplicada e endu ecida a a gamassa o am e e uados ca o es, u ilizando-se uma
ca o eado a com b oca ci cula com 50 mm de diâme o in e io (Figu a 23b)). Seguidamen e, e
depois de limpa as supe ícies da a gamassa, o am aplicados discos me álicos usando uma esina
epoxídica (Figu a 23c)). Po úl imo, oi ealizado o ensaio com o equipamen o co e amen e
ni elado aplicando a o ça necessá ia pa a ob e a o u a dos p o e es (Figu a 23d)).
A ensão de ade ência oi calculada a a és da exp essão 15:
𝑅𝑎=𝐹
𝐴
(15)
Onde:
Ra – Ade ência (MPa);
F – Ca ga de o u a (N);
A – Á ea de es e (mm2).
51
a)
b)
c)
d)
Figu a 23 – P epa ação ensaio da ade ência: a) P odução dos p o e es, b) ca o eado a, c) Colagem dos
discos; d) Ro u a dos p o e es ce âmicos.
52
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS
4.1 P op iedades ísicas das a gamassas
Nes e capí ulo se ão ap esen ados e analisados os esul ados ob idos ela i os às p op iedades
ísicas das a gamassas, sendo elas, a abalhabilidade, a massa olúmica, mic oes u u a, abso ção
de água po capila idade e abso ção de água po ime são.
4.1.1T abalhabilidade
Pa a alida o alo da abalhabilidade das di e en es a gamassas o am ealizadas di e sas
mis u as subme idas ao mé odo da mesa de espalhamen o e as mesmas o am conside adas álidas
quando a ingido o diâme o de espalhamen o igual a 200±5 mm.
De aco do com a Figu a 24a), oi possí el obse a que quan o maio a quan idade de ce a
pa a ínica inco po ada, meno a quan idade de água necessá ia pa a ob e uma a gamassa
homogénea, capaz de se u ilizada no me cado. A inco po ação de 20 % PCM le ou a uma edução
de quase 5 % na elação água/ligan e, a u ilização de 40 % PCM o iginou uma edução de
ap oximadamen e 9 %, sendo que a adição de 60 %, PCM de e minou uma edução de ce ca de 12
% na elação água/ligan e. Na Figu a 24b) é possí el consul a os alo es médios do diâme o de
espalhamen o medido em cada composição.
Es e compo amen o é explicado de ido ao di e en e alo de abso ção dos ma e iais usados como
ag egados. A ce a ap esen a um alo de abso ção de água in e io às cascas, sendo, po an o,
expec á el uma necessidade meno de água.
53
a)
b)
Figu a 24 – a) Relação A/L das a gamassas; b) Diâme o ob ido a a és da mesa de espalhamen o
4.1.2Massa olúmica
A massa olúmica das a gamassas oi de e minada, endo em con a a espe i a massa e olume
dos p o e es. Como ep esen ado na Figu a 25 e i icou-se uma diminuição da massa olúmica
das a gamassas com o aumen o do eo de ce a pa a ínica, sendo possí el cons a a que a
inco po ação de 20 % de PCM le ou a uma edução supe io a 10 % compa ando com a a gamassa
de e e ência. A inco po ação de 40 % o igina uma edução de 15 % ela i amen e à a gamassa de
e e ência, já a inco po ação de 60 % le a a uma edução de quase 18 % compa ando com a
a gamassa de e e ência. O compo amen o obse ado é expec á el e é mo i ado pela baixa massa
olúmica das ce as pa a ínicas.
Figu a 25 – Massa olúmica das a gamassas (Kg/m3)
0,42 0,4 0,38 0,37
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
Água/Ligan e
Re 20%PCM 40%PCM 60%PCM
19,9
19,6
19,7 19,6
19,0
19,1
19,2
19,3
19,4
19,5
19,6
19,7
19,8
19,9
20,0
Diâme o (mm)
Re 20%PCM 40%PCM 60%PCM
54
4.1.3Mo ologia da mic oes u u a
Pa a a alia a mic oes u u a das a gamassas eco eu-se ao mic oscópio ele ónico, assim o am
moldados p o e es pa a as á ias a gamassas desen ol idas. Es e ensaio é undamen al, is o que
a alia a exis ência de incompa ibilidades en e os di e en es ma e iais p esen es nas di e sas
a gamassas. Na Figu a 26 é ap esen ada a mic oes u u a das a gamassas p oduzidas, onde é
possí el obse a uma dis ibuição homogénea das pa ículas de ce a pa a ínica e cascas,
p o enien es dos moldes ce âmicos.
a)
b)
c)
d)
Figu a 26 – Mic oes u u a da a gamassa, ampliação 100x: a) Re e ência; b) 20% PCM; 40%PCM; c)
40%PCM; d) 60%PCM

55
Da Figu a 27 a 30 é possí el pe ceciona a p esença de mic o issu as nas di e sas a gamassas. As
mic o issu as desen ol em-se na ma iz da a gamassa e en ol em as pa ículas de cascas de
moldes ce âmico. Pode-se ambém obse a que as pa ículas de ce a de pa a ina são mui as ezes
queb adas pelo desen ol imen o de mic o issu as.
a)
b)
Figu a 27 – Mic o issu as na a gamassa Re e ência: a) Ampliação 500x; b) Ampliação 5000x.
a)
b)
Figu a 28 – Mic o issu as na a gamassa 20% PCM: a) Ampliação 500x; b) Ampliação 5000x.
56
a)
b)
Figu a 29 – Mic o issu as na a gamassa 40% PCM: a) Ampliação 500x; b) Ampliação 5000x.
Figu a 30 – Mic o issu as na a gamassa 60% PCM: a) Ampliação 500x; b) Ampliação 5000x.
O apa ecimen o das mic o issu as nas a gamassas encon a-se elacionado com uma ligei a eação
expansi a obse ada du an e a cu a das a gamassas, mesmo em condições de empe a u a e
humidade con olada. Essa eação expansi a é o iginada pela p esença de sódio, po ássio e
magnésio nos ag egados dos moldes ce âmicos p o enien es da indús ia de undição. Sendo que
quan o mais ce a pa a ínica é adicionada, menos mic o issu as se ão isí eis. A eação encon a-
se elacionada com a eação alcali-sílica. Assim, se á expec á el que o compo amen o à
lexão/comp essão, a ade ência e o módulo de elas icidade secan e se ão assim mais eduzidos que
o espe ado.
a)
b)
57
4.1.4Abso ção de água po capila idade
A acilidade de abso e água das a gamassas é um a o bas an e impo an e pa a a du abilidade
das mesmas, sendo es a ca ac e ís ica capaz de quan i ica a capacidade de pene ação de agen es
ag essi os nas a gamassas. Há á ios aspe os que con ibuem pa a es e enómeno, sendo os
p incipais a elação água/ligan e, abalhabilidade e condições de cu a. A Figu a 31 ap esen a os
esul ados ela i os ao coe icien e de abso ção capila . Foi possí el e i ica uma diminuição no
coe icien e de abso ção de água po capila idade com o aumen o do eo de ce a pa a ínica. Os
coe icien es de abso ção capila maio es mos am uma maio elocidade de abso ção e
coe icien es de abso ção capila mais baixos suge em uma elocidade de abso ção mais len a.
Figu a 31 – Va iação do coe icien e de abso ção capila .
A inco po ação de 20 % PCM le ou a uma edução de ap oximadamen e 63 % da capacidade de
abso ção de água po capila idade da a gamassa de e e ência, já a inco po ação de 40 % PCM
o iginou uma edução de ap oximadamen e 89 % e po úl imo, a in odução de 60 %PCM le ou a
uma edução supe io a 92 %.
Os alo es são bas an e baixos, mas encon am-se den o dos alo es espe ados pa a um CEM II
B-L 32.5N uma ez que ap esen am elação água/ligan e ela i amen e baixa. Es e compo amen o
pode se explicado pela p esença de uma meno azão água/ligan e nas a gamassas com um maio
eo de ce a pa a ínica e ambém pela meno abso ção de água que es e ma e ial ap esen a
compa a i amen e às cascas ce âmicas, uma ez que quando inco po ado em maio quan idade
subs i ui uma maio quan idade de cascas ce âmicas.
58
A Figu a 32 iden i ica o compo amen o das 4 composições es udadas du an e os 14 dias de ensaio
ealizados, sendo possí el obse a o compo amen o das a gamassas ao longo de odo o ensaio,
segundo os dados ap esen ados é possí el obse a que as a gamassas demo a am
ap oximadamen e 12 dias a a ingi a massa cons an e. De aco do com os esul ados ob idos, oi
possí el obse a que as a gamassas de e e ência, sem inco po ação de pa a inas ap esen a am
maio capacidade de abso ção de água, jus i icada pela maio mic opo osidade. Na igu a 26a) e
26d), ma iz da a gamassa e e ência e ma iz da a gamassa 60 % de pa a ina, espe i amen e, é
possí el obse a que a a gamassa com eo 60 % ce a pa a ínica é mais compac a e com meno
mic opo osidade, isí el no amanho meno dos po os, compa ando com a a gamassa e e ência,
a gamassa essa com 100 % de ag egado p o enien e das cascas dos moldes ce âmicos,
comp o ando assim a meno capacidade de abso ção das a gamassas com inco po ação de ce as
pa a ínicas.
Figu a 32 – Abso ção de água po capila idade.
A Tabela 10 ap esen a as classi icações alcançadas, ela i amen e ao coe icien e de abso ção de
água po capila idade, endo em conside ação a especi icação NP EN 998-1 [105].
65
cimen ícia, e idenciada pelo apa ecimen o de mic o issu as ao edo des e ag egado, como pode
se obse ado en e as igu as 27 a 30, mas ambém pela eação alcali-sílica obse ada nas
a gamassas.
Figu a 39 – Va iação da ade ência.
Figu a 40 – P o e es depois do ensaio de ade ência: a) Re e ência; b) 20% PCM; c) 40% PCM; d) 60%
PCM
a)
b)
c)
d)
2
1
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4

66
Como se pode obse a na igu a 40, não hou e apenas um ipo de o u a nos p o e es, na abela
12 é possí el pe ceciona o ipo de o u a de cada di e en e composição, a mesma oi ealizada
con o me a no ma EN 1015-12 [104].
Tabela 12 – Tipo de o u a dos p o e es no ensaio de ade ência EN 1015-12 [104].
A gamassa
P o e e
Tipo de o u a
Obse ações
Re e ência
1
a) ade ência
o u a in e ace
a gamassa/subs a o
Re e ência
2
x
o u a in e ace
a gamassa/ esina
Re e ência
3
c) coesi a
o u a no subs a o
Re e ência
4
a) ade ência
o u a in e ace
a gamassa/subs a o
20 % PCM
1
c) coesi a
o u a no subs a o
20 % PCM
2
c) coesi a
o u a no subs a o
20 % PCM
3
c) coesi a
o u a no subs a o
20% PCM
4
c) coesi a
o u a no subs a o
40 % PCM
1
x
o u a com
ca o eado a
40 % PCM
2
c) coesi a
o u a no subs a o
40 % PCM
3
c) coesi a
o u a no subs a o
40 % PCM
4
c) coesi a
o u a no subs a o
60 % PCM
1
c) coesi a
o u a no subs a o
60 % PCM
2
c) coesi a
o u a no subs a o
60 % PCM
3
c) coesi a
o u a no subs a o
60 % PCM
4
c) coesi a
o u a no subs a o
Depois de analisa a abela 12, é possí el e i ica que 75 % dos p o e es ensaiados ompe am no
subs a o, sendo assim uma o u a coesi a, segundo a no ma o alo da o ça adesi a se á maio
que o calculado. É de no a ambém que 50 % dos p o e es de e e ência ompe am no in e ace
da a gamassa com o subs a o, ap esen ando assim uma o u a de ade ência segundo a no ma o
alo da o ça adesi a é o ob ido a a és do ensaio. Ou o ac o p esen e na abela é que na
a gamassa com inco po ação de ce a pa a ínica, ap oximadamen e 92 % dos p o e es ensaiados
ap esen a am o u a coesi a.
67
5. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS A DESENVOLVER
5.1 Conclusão
O obje i o des a disse ação oi desen ol e a gamassas com subs i uição de ag egado na u al, po
ma e iais eciclados p o enien es da indús ia da undição e a alia a sua iabilidade pa a
aplicação no se o da cons ução ci il, mais conc e amen e no e es imen o de pa edes in e io es
e ex e io es, es udando as suas p op iedades ísicas e mecânicas. Es e es udo p e ende con ibui
pa a o es ado do conhecimen o da emá ica, oda ia é o p imei o es udo ealizado inco po ando
es es esíduos de undição em soluções cons u i as. Com base nos esul ados expe imen ais,
conclui-se que a eu ilização de ce as pa a ínicas e esíduos de moldes ce âmicos esul a am em
al e ações nas p op iedades escas e endu ecidas das a gamassas desen ol idas.
É impo an e e e i que os esíduos de ce as pa a ínicas inco po adas nas a gamassas podem se
conside ados PCM o gânicos, e os mesmos podem se adqui idos po um alo esidual,
omen ando assim a economia ci cula , su gindo assim como uma a gamassa com g ande
po encial.
Rela i amen e à abalhabilidade obse ou-se uma ligei a edução da elação água/ligan e à
medida que se inco po a um eo mais ele ado de ce a pa a ínica, sendo possí el a i ma que es e
enómeno acon ece de ido à capacidade in e io de abso ção de água da ce a em elação às cascas
( esíduos moldes ce âmicos).
A a és do mic oscópio ele ónico oi possí el obse a a mic oes u u a das a gamassas
desen ol idas, onde oi possí el isualiza uma dis ibuição homogénea das pa ículas de ce a e
de cascas. Po ém du an e a ealização des as obse ações, o am de e adas mic o issu as na
mic oes u u a das a gamassas elacionadas com uma ligei a expansão du an e o pe íodo de cu a
das a gamassas. A exis ência des e enómeno é jus i icada pela p esença de sódio, po ássio e
magnésio no ag egado p o enien e das cascas ce âmicas, de ido a uma eação alcali-sílica. De ido
a es a eação é p e isí el que as p op iedades mecânicas das a gamassas so am um dec éscimo,
oda ia oi obse ado no es udo ealizado que as mesmas, apesa da diminuição dos alo es
e e en es à esis ência à lexão, esis ência à comp essão e ade ência, o mesmo não impede a sua
68
aplicação p á ica, is o que as a gamassas ealizadas ob êm a classi icação máxima de esis ência
à comp essão, segundo a classi icação p esen e na especi icação NP EN 998:2010 [105].
Rela i amen e à abso ção de água po capila idade e ime são oi possí el obse a uma edução
com a inco po ação de um maio eo de ce a em subs i uição do ag egado p o enien e das cascas,
mais uma ez, pode se jus i icado com a subs i uição do ag egado p o enien e das cascas po
ce a, de ido à di e ença na abso ção dos dois ma e iais, a abso ção de água da ce a é
ap oximadamen e qua o ezes meno que a das cascas e ambém pela meno elação água/ligan e
nas a gamassas que con êm ce a. Es e compo amen o pode se conside ado posi i o, mesmo
exis indo as mic o issu as nas a gamassas, is o que as mic oes u u as das a gamassas que con ém
ce a é mais compac a, sendo expec á el que enham uma melho du abilidade.
Assim sendo, no inal des e es udo é possí el a i ma que se a a de uma solução que pe mi e a
inco po ação de cascas ce âmicas e ce as pa a ínicas em subs i uição do ag egado na u al, podendo
assim mi iga o p oblema da deposição des es ma e iais em a e os sani á ios, p omo endo a
u ilização dos mesmos em a gamassas. Po ou o lado, ai po encia uma cons ução mais
ecológica, isando assim a ingi uma edução do consumo de ene gia e de ecu sos na u ais.
Con udo, é necessá io salien a a necessidade de con ola e mi iga as eações expansi as que
o igina am a mic o issu ação das a gamassas pa a que es e compo amen o não seja impedi i o da
u ilização des es esíduos indus iais como subs i u os dos ag egados na u ais.
5.2 T abalhos u u os a desen ol e
No desen ol imen o des a disse ação o am obse ados alguns compo amen os da a gamassa
que não pude am se ap o undados e que de e iam se es udados em abalhos u u os, sendo os
mais impo an es:
▪ Es udo da du abilidade das a gamassas con endo esíduos p o enien es do se o da
undição;
▪ Es udo ap o undado sob e e ação/expansão de a gamassas con endo esíduos da
indús ia de undição;
▪ Re o mulação das dosagens das a gamassas com o in ui o de eduzi a mic o issu ação
obse ada nes e es udo;
69
▪ Es udos mais po meno izados sob e a emá ica das eações álcali-sílica.
70
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