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Influência dos filtros à luz azul nos parâmetros acomodativos

Abstract

A excessiva utilização de dispositivos digitais, incorporados com emissores de luz díodo (LED), é cada vez mais evidente na vida quotidiana para inúmeras tarefas, maioritariamente em visão próxima. Devido à elevada exposição à luz azul do espetro visível, emitida por estes aparelhos, foram desenvolvidos filtros para proteção à luz azul. Considerando a variedade de filtros à luz azul incorporados em lentes oftálmicas, é relevante perceber de que forma se relacionam com a acomodação. O principal objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos filtros à luz azul nos parâmetros acomodativos em sujeitos com acomodação normal. Dezassete sujeitos saudáveis, com idades compreendidas entre os 19 e 29 anos (22,65 ± 2,71 anos), realizaram uma tarefa em visão de perto (VP) durante vinte minutos num computador portátil, colocado a 40 cm de distância, enquanto utilizavam três tipos de lentes oftálmicas diferentes, um par de lentes de controlo (lente 2) e dois pares de lentes com filtros à luz azul diferentes (lente 1 e 3). Tanto antes como depois da tarefa de VP foi medida a amplitude de acomodação (AmAc), o atraso acomodativo (AA) e a flexibilidade acomodativa em VP (FA). Os resultados obtidos mostraram que a amplitude de acomodação não sofreu diferenças estatisticamente significativas com a lente 1 (p = 0,15), com a lente 2 (p = 0,17) e com a lente 3 (p = 0,13) no decorrer da tarefa de VP. O atraso acomodativo aumentou com a utilização das três lentes de estudo, no entanto esta variação só foi estatisticamente significativa para a lente 2 (p = 0,05). A flexibilidade acomodativa não variou de forma estatisticamente significativa com a lente 1 (p = 0,42), lente 2 (p = 0,72) e lente 3 (p = 0,30), na realização da tarefa de VP. Concluiu-se que a amplitude de acomodação e a flexibilidade acomodativa não foram influenciadas pelas três lentes testadas neste estudo. Para além disso, o atraso acomodativo aumentou significativamente com a lente de controlo, concluindo-se que os dois tipos de filtros à luz azul avaliados não influenciaram este parâmetro acomodativo. Em suma, o resultado principal deste estudo sugere que os diferentes filtros à luz azul incorporados em lentes oftálmicas não têm influência nos parâmetros acomodativos em sujeitos com acomodação normal.

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Influência dos filtros à luz azul nos parâmetros acomodativos

Author: Gomes, Filipa Margarida Barbosa
Year: 2023
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/fa61f6ae-9bb6-456c-a12d-29056c1ddc17/download
Filipa Ma ga ida Ba bosa Gomes
In luência dos il os à luz azul nos
pa âme os acomoda i os
Uni e sidade do Minho
Escola de Ciências
Ou ub o 2022
Filipa Ma ga ida Ba bosa Gomes In luência dos il os à luz azul nos pa âme os acomoda i os
Minho | 2022
U
Filipa Ma ga ida Ba bosa Gomes
In luência dos il os à luz azul nos
pa âme os acomoda i os
Uni e sidade do Minho
Escola de Ciências
Ou ub o 2022
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Op ome ia A ançada
T abalho e e uado sob a o ien ação de
Dou o a Sand a Ma ia de B aga F anco
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
Ao Manuel Lima Gomes…
… pela saudade do so iso e do olha .

i
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais, aos meus i mãos e à minha amília, que me apoiam incondicionalmen e em odas
as ases da minha ida, pelo supo e que me de am ao longo des a jo nada e pela comp eensão que
i e am nos dias em que o cansaço se começa a a sen i .
Ao meu a ô Manuel, que, mesmo já não es ando en e nós, semp e ac edi ou em mim, no meu
po encial, e cuja memó ia nunca me deixou desis i .
Ao meu a ilhado, Lisand o, que ainda bebé e sem e a mínima noção, me ajudou a dis ai e
desanu ia das si uações de maio ansiedade com as suas b incadei as inocen es.
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Sand a F anco, p o issional e pe spicaz, com uma g ande
capacidade de obse ação e com um sen ido c í ico e since o, que oi p eciso no desen ol imen o des e
p oje o. A sua ajuda, os seus conselhos, o seu conhecimen o e a sua paciência o am ulc ais.
A odos os obse ado es que pa icipa am olun a iamen e nes a expe iência pela ajuda e
comp eensão. Sem ocês nada dis o se ia possí el.
Aos meus amigos uni e si á ios, pelos melho es anos da minha ida, com um especial
ag adecimen o àqueles que me acompanha am nes a jo nada: Ana, And eia, Daniel, Diana, Liliana,
Ma ga ida, Ri a e Sa a.
À minha colega Ana Amo im pela ajuda imp escindí el na o ganização des e p oje o e pela pa ilha
de conhecimen os.
Po que ambém me ece, um ag adecimen o ao meu melho amigo, o Oli, um mini a ei o que
es e e ao meu lado nos momen os mais abo ecidos, dis aindo-me com as suas b incadei as e com o
seu amo incondicional.
O meu maio e mais since o ob igada!
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
i
In luência dos il os à luz azul nos pa âme os acomoda i os
Resumo
A excessi a u ilização de disposi i os digi ais, inco po ados com emisso es de luz díodo (LED), é
cada ez mais e iden e na ida quo idiana pa a inúme as a e as, maio i a iamen e em isão p óxima.
De ido à ele ada exposição à luz azul do espe o isí el, emi ida po es es apa elhos, o am desen ol idos
il os pa a p o eção à luz azul. Conside ando a a iedade de il os à luz azul inco po ados em len es
o álmicas, é ele an e pe cebe de que o ma se elacionam com a acomodação.
O p incipal obje i o des e es udo oi a alia a in luência dos il os à luz azul nos pa âme os
acomoda i os em sujei os com acomodação no mal.
Dezasse e sujei os saudá eis, com idades comp eendidas en e os 19 e 29 anos (22,65 ± 2,71
anos), ealiza am uma a e a em isão de pe o (VP) du an e in e minu os num compu ado po á il,
colocado a 40 cm de dis ância, enquan o u iliza am ês ipos de len es o álmicas di e en es, um pa de
len es de con olo (len e 2) e dois pa es de len es com il os à luz azul di e en es (len e 1 e 3). Tan o
an es como depois da a e a de VP oi medida a ampli ude de acomodação (AmAc), o a aso acomoda i o
(AA) e a lexibilidade acomoda i a em VP (FA).
Os esul ados ob idos mos a am que a ampli ude de acomodação não so eu di e enças
es a is icamen e signi ica i as com a len e 1 (p = 0,15), com a len e 2 (p = 0,17) e com a len e 3 (p =
0,13) no deco e da a e a de VP. O a aso acomoda i o aumen ou com a u ilização das ês len es de
es udo, no en an o es a a iação só oi es a is icamen e signi ica i a pa a a len e 2 (p = 0,05). A
lexibilidade acomoda i a não a iou de o ma es a is icamen e signi ica i a com a len e 1 (p = 0,42),
len e 2 (p = 0,72) e len e 3 (p = 0,30), na ealização da a e a de VP.
Concluiu-se que a ampli ude de acomodação e a lexibilidade acomoda i a não o am in luenciadas
pelas ês len es es adas nes e es udo. Pa a além disso, o a aso acomoda i o aumen ou
signi ica i amen e com a len e de con olo, concluindo-se que os dois ipos de il os à luz azul a aliados
não in luencia am es e pa âme o acomoda i o. Em suma, o esul ado p incipal des e es udo suge e que
os di e en es il os à luz azul inco po ados em len es o álmicas não êm in luência nos pa âme os
acomoda i os em sujei os com acomodação no mal.
Pala as-cha e: Acomodação; As enopia; Fil os à luz azul; Len es o álmicas; Luz azul.
ii
In luence o blue ligh il e s on accommoda i e pa ame e s
Abs ac
The excessi e use o digi al de ices, inco po a ed wi h ligh emi ing diodes (LED), is inc easingly
e iden in e e yday li e o he nume ous asks, mos ly in nea ision. Due o he high exposu e o blue
ligh o he isible spec um emi ed by hese de ices, blue ligh il e s ha e been de eloped. Conside ing
he a ie y o blue ligh il e s inco po a ed in oph halmic lenses, i is ele an o unde s and how hey a e
ela ed o accommoda ion.
The aim o his s udy was o e alua e he in luence o blue ligh il e s on accommoda i e
pa ame e s in subjec s wi h no mal accommoda ion.
Se en een heal hy subjec s, aged be ween 19 and 29 yea s (22.65 ± 2.714 yea s), pe o med a
ask in nea ision (NV) o wen y minu es on a lap op compu e , placed 40 cm away, while using h ee
ypes o di e en oph halmic lenses, a pai o con ol lenses (lens 2) and wo pai s o lenses wi h di e en
blue ligh il e s (lens 1 and 3). Bo h be o e and a e he NV ask, ampli ude o accommoda ion (AmAc),
lag o accommoda ion (AA) and accommoda i e acili y in nea ision (FA) we e measu ed.
The esul s ob ained showed ha he ampli ude o accommoda ion did no su e s a is ically
signi ican di e ences wi h lens 1 (p = 0,15), lens 2 (p = 0,17) and lens 3 (p = 0,13) in he du ing NV
ask. The lag o accommoda ion inc eased wi h use o he h ee s udy lenses, howe e his a ia ion was
only s a is ically signi ican o lens 2 (p = 0,05). Accommoda i e acili y did no a y s a is ically
signi ican ly wi h lens 1 (p = 0,42), lens 2 (p = 0,72) and lens 3 (p = 0,30) in pe o ming he NV ask.
I was concluded ha he ampli ude o accommoda ion and he accommoda i e acili y we e no
in luenced by he h ee lenses es ed in his s udy. Mo eo e , he lag o accommoda ion inc eased
signi ican ly wi h he con ol lens, concluding ha he wo ypes o blue ligh il e s e alua ed do no
in luence his accommoda i e pa ame e . In summa y, he main esul o his s udy sugges s ha he
di e en blue ligh blocking il e s inco po a ed in oph halmic lenses ha e no in luence on accommoda i e
pa ame e s in subjec s wi h no mal accommoda ion.
Keywo ds: Accommoda ion; As henopia; Blue ligh ; Blue ligh il e s; Oph halmic lenses.
xi
Ab e ia u as, Ac ónimos e Símbolos
%: Pe cen agem
< : In e io
= : Igual
> :
Supe io
≤ : In e io ou igual
A2E: Bis- e inoide N- e inil-N- e inilideno e anolamina
AA: A aso acomoda i o
AC/A: Relação con e gência acomoda i a/ acomodação
AmAc: Ampli ude de acomodação
AV: Acuidade Visual
AVcc: Acuidade Visual com a melho co eção
C/deg: Ciclo po g au de ângulo isual
CEICVS: Comissão de É ica pa a a In es igação em Ciências da Vida e Saúde
CGR: Células gangliona es da e ina
cm: Cen íme os
cpm: Ciclo po minu o
D/: Diop ias p ismá icas
D: Diop ia
DNA: Ácido desoxi ibonucleico
EPR: Epi élio pigmen a da e ina
FA: Flexibilidade Acomoda i a
ipCGR: Células gangliona es e inianas in insecamen e o ossensí eis
IV: Radiação in a e melha
IVA: Radiação in a e melha ipo A

x
IVB: Radiação in a e melha ipo B
IVC: Radiação in a e melha ipo C
LED: Emisso es de luz díodo
LIOs: Len es in aocula es
Lx: Unidade de medida da iluminância
MEM: Mé odo de es imulação monocula
mm: Milíme os
mRNA: ácido ibonucleico mensagei o
nm: nanome os
NPV: Núcleo Pa a en icula
OD: Olho di ei o
OE: Olho esque do
PPC: Pon o p óximo de con e gência
SNC: Núcleo Sup aquiasmá ico
SOD1: supe óxido dismu ase
UV: adiação ul a iole a
UVA: adiação ul a iole a ipo A
UVB: adiação ul a iole a ipo B
UVC: adiação ul a iole a ipo C
VDTs: Te minais de exibição de ídeo
VL: Visão de longe
VP: Visão de pe o
1
Capí ulo 1 - In odução
A ualmen e i emos numa sociedade onde os disposi i os digi ais es ão cada ez mais p esen es
na ida quo idiana, sendo imp escindí eis pa a a ealização de inúme as a e as, maio i a iamen e em
isão p óxima. Mui os des es disposi i os mais ecen es êm inco po ados emisso es de luz díodo (LED)
que emi em ní eis de adiação nos comp imen os de onda co esponden es à luz azul, que podem
p o oca danos nos ecidos ocula es, especialmen e na e ina 1, e comp ome e a longo p azo a saúde
ge al ocula . 2 Tendo em con a es a maio exposição a es e ipo de adiação e às suas possí eis
consequências, êm indo a se desen ol idos di e en es ipos de il os a es a adiação, conhecidos
como il os à luz azul.
A quan idade de empo que passamos a cu as dis âncias em elação aos apa elhos digi ais e a
quan idade de luz azul a que somos expos os despe a uma g ande p eocupação ela i amen e ao
comp ome imen o do sis ema acomoda i o. Es udos êm abo dado o possí el e ei o que a luz azul
emi ida pelos disposi i os digi ais em na acomodação 3,4, no en an o há pouca in o mação na li e a u a
cien í ica que elacione a acomodação com a p o eção exe cida pelos il os à luz azul.
O p incipal obje i o des e es udo consis e em a alia a in luência dos il os à luz azul nos
pa âme os acomoda i os em sujei os com acomodação no mal.
Es e abalho es á o ganizado em se e capí ulos. O segundo capí ulo é cons i uído pela e isão
bibliog á ica que abo da concei os sob e a acomodação, nomeadamen e o mecanismo de acomodação,
as suas componen es, os a o es que a in luenciam e os exames de a aliação acomoda i a. Abo da,
ambém, a luz, a luz azul e os seus a o es de in luência ocula , e po úl imo os ipos de il os à luz azul
que exis em e o seu impac o a ní el ocula .
O e cei o capí ulo ap esen a a o mulação do p oblema, as hipó eses e os obje i os des e es udo.
O qua o capí ulo o nece in o mações sob e o ma e ial e a me odologia u ilizados pa a ob e a
ca ac e ização da amos a e os dados dos pa âme os acomoda i os.
No quin o capí ulo são ap esen ados os esul ados ob idos e a espe i a análise es a ís ica.
No sex o capí ulo az-se a discussão e análise dos esul ados ob idos complemen ada com
in o mação de es udos cien í icos.
2
O sé imo capí ulo ap esen a as conclusões ob idas nes e es udo e os ópicos a se em
desen ol idos num u u o abalho.
No inal es á disc iminada a bibliog a ia u ilizada pa a a ealização des e abalho de in es igação
e em anexo in o mação ele an e pa a o desen ol imen o e ap o ação des e es udo.
3
Capí ulo 2 - Re isão Bibliog á ica
Ao longo des e capí ulo são abo dados emas impo an es e essenciais pa a es e es udo. Inicia-se
com a abo dagem à acomodação ocula seguindo-se uma b e e ca ac e ização do espe o
ele omagné ico, com especial a enção à adiação isí el. Os ópicos inais são e e en es à luz azul e
aos il os exis en es pa a es e ipo de adiação e ao seu impac o no sis ema isual.
Pa a além das e e ências ci adas ao longo do ex o, pa a es e capí ulo ambém oi consul ado o
capí ulo 4 5 e o capí ulo 21 6 do li o
Bo ish’s Clinical Re ac ion
.
2.1. Acomodação ocula
A acomodação é o p ocesso pelo qual oco em al e ações na po ência dióp ica do c is alino em
unção de di e en es dis âncias de um obje o, de manei a a man e uma imagem ní ida na e ina. 5,7
O mecanismo de acomodação (Figu a 2.1) depende de di e sas es u u as ocula es, das quais o
c is alino, o co po cilia , as ib as zonula es, an e io es e pos e io es, e a co oide são as mais impo an es.
8
Ao longo dos anos o am ap esen adas e co obo adas á ias eo ias que desc e em o p ocesso e
mecanismo de acomodação. De en e os á ios in es igado es, des acam-se C ame (1853), Tsche ning
(1895) e mais ecen emen e Fincham
(1937), Fishe (1982) e Schacha (1996). Apesa de odas as
eo ias desen ol idas, o mecanismo de acomodação desc i o po Helmhol z
(1855) con inua a se o mais
acei e.
Segundo a eo ia de Helmhol z, quando o olho es á no es ado não acomodado, o músculo cilia e
as ib as zonula es pos e io es encon am-se elaxadas enquan o é exe cida uma ensão sob e as ib as
zonula es an e io es. Es a ensão le a à diminuição da espessu a e cu a u a das supe ícies do
c is alino, com consequen e diminuição da po ência dióp ica, e ao aumen o no seu diâme o. O c is alino
ica no es ado não acomodado.
4
Figu a 2.1. Mecanismo de acomodação. Rep esen ação do c is alino em es ado não acomodado e em
es ado acomodado, espe i amen e. Adap ado de Goldebe g D. (2011). 9
Quando há um es ímulo ocula de isão p óxima, dá-se a con ação do músculo cilia . O co po
cilia a ança an e io men e e, simul aneamen e, as ib as zonula es pos e io es, in e ligadas com a
memb ana í ea hialoide e a cápsula pos e io do c is alino, es icam. Es e p ocesso az com que haja
um aumen o na cu a u a das cápsulas, an e io e pos e io , do c is alino que esul a no aumen o da
sua po ência dióp ica, icando mais es é ico. O c is alino ica em es ado acomodado.
2.1.1. Componen es da acomodação
Heal h
(1956) 10
classi icou a acomodação em qua o componen es especí icas: acomodação
e lexa, acomodação po con e gência, acomodação p oximal e acomodação ónica. 5
2.1.1.1. Acomodação e lexa
A acomodação e lexa é de inida como a adap ação au omá ica do pode e a i o pa a que seja
possí el ob e uma imagem ocada e ní ida na e ina em espos a a uma imagem des ocada e de baixo
con as e. Os ece o es en ol idos na sua a i ação são os cones, na zona o eal 11 e oco e quando há
uma des ocagem de ap oximadamen e 2,00 D.
É a maio e mais impo an e componen e acomoda i a, an o em condições monocula es como
binocula es.

5
2.1.1.2. Acomodação po con e gência
A acomodação po con e gência ep esen a a quan idade de acomodação que so e es imulação
ou elaxamen o pelo e ei o da con e gência. É induzida pela ligação neu ológica en e a acomodação e
a ação da con e gência pa a man e uma imagem ní ida. Es a combinação dá o igem à elação
con e gência acomoda i a/ acomodação (AC/A) sendo ap oximadamen e de 0,40 D/ em jo ens
adul os.
Rep esen a a segunda maio componen e acomoda i a.
2.1.1.3. Acomodação p oximal
A acomodação p oximal dá-se pela pe ceção de p oximidade de um obje o. É es imulada po
obje os localizados a uma dis ância in e io a ês me os, in luenciando o sis ema acomoda i o e de
e gência, simul aneamen e. Em ambien es abe os, a inge ce ca de 80% da espos a p oximal. Em
condições no mais de binocula idade e em ambien es echados, es a espos a desce pa a 4%, podendo
a ingi o máximo de 10%.
É a e cei a componen e mais impo an e do sis ema acomoda i o.
2.1.1.4. Acomodação ónica
Es e ipo de acomodação e ela-se mesmo na ausência de uma imagem des ocada, dispa idade
ou qualque es ímulo de p oximidade, e le indo a ine ação do músculo cilia . O alo médio da
acomodação ónica em jo ens adul os é de ap oximadamen e 1,00 D, podendo a ia en e 2,00 D a
3,00 D, em condições de iluminação eduzida e pa a uma dis ância de ixação supe io a ês me os.
É independen e de qualque uma das ou as ês componen es.
2.1.2. Fa o es de in luência na acomodação
A acomodação ocula pode se in luenciada po alguns a o es que impliquem des oque na
imagem e iniana. 5,12
Os a o es mais impo an es encon am-se disc iminados na Figu a 2.2. Podem se ca ego izados
segundo o es ímulo, as pis as (ó icas e pe ce uais) e as in luências ( elacionadas ou não com a imagem
e iniana) na acomodação.
6
O es ímulo p incipal pa a a acomodação é e e i amen e o des ocado, já que, quando é de e ado um
pad ão de des oque, o olho humano esponde de manei a a p oduzi uma imagem ní ida na e ina.
As pis as pa a a acomodação, que podem se ó icas e/ou pe ce uais, o necem a in o mação
di ecional necessá ia em elação ao pad ão de des oque. Se es a in o mação di ecional o emo ida, o
sis ema acomoda i o esponde de o ma alea ó ia.
Depois, exis em a o es de in luência elacionados com a imagem e iniana e não elacionados com
a mesma na acomodação. Em odos os casos de in luência e iniana, com deg adação su icien e da
imagem na e ina, a espos a acomoda i a ap oxima-se do ní el ónico.
Figu a 2.2. Fa o es de in luência na acomodação. Adap ado de Ciu eda
,
K
.
(2006).5
Pa a além dos mencionados, a o es como a idade, o e o e a i o, o amanho pupila e as
exigências na ealização de a e as em VP com disposi i os digi ais podem p o oca al e ações na
acomodação.
2.1.2.1. Idade
Fo am p opos as á ias abo dagens expe imen ais di e en es pa a ob e mais conhecimen o sob e
as al e ações p o ocadas pela idade nos elemen os que cons i uem o mecanismo de acomodação. 8
Com a idade, o c is alino so e al e ações na espessu a, que aumen a, e na elas icidade, que
diminui 13, e dá-se uma edução da ampli ude de acomodação, que ende a es a no seu limi e po ol a
dos 60 anos. 14 Comp o ou-se, ainda, que a edução da ampli ude de acomodação é p o ocada po
al e ações nas p op iedades iscoelás icas do c is alino. 8
7
O musculo cilia ende a pe de pode de con ação. Is o implica pequenas mudanças na po ência
dióp ica do c is alino e consequen emen e uma diminuição da ampli ude de acomodação 15 (Figu a 2.3).
Adicionalmen e, a elas icidade da escle a e da co oide ende a diminui com a idade, sendo mais um
dos a o es que le am à pe da de acomodação. 16
Figu a 2.3. Va iação da ampli ude de acomodação, máxima, média e mínima, com a idade e espe i as
ó mulas de
Ho s e e
. Adap ado de Ciu eda, K. (2006). 5
Es ima-se que po ol a dos 10 anos de idade a ampli ude de acomodação média onde as 13,50
D e que a pa i dos 52 anos se á ap oximando das 0 D, sendo que desde os 5 aos 52 anos de idade
há uma edução de 0,30 D/ano. 5
Pos o is o, pa a além de ha e uma diminuição da ampli ude de acomodação máxima com a
idade, a p óp ia acomodação ica comp ome ida. 8
2.1.2.2. E o e a i o
Na ausência de um es ímulo ap op iado, a acomodação assume uma condição de oco ixo
in e médio designado po “ oco escu o” da acomodação. Mos ou-se que pode se esponsá el pela
oco ência de uma miopia ano mal, incluindo miopia no u na, miopia espacial e miopia ins umen al. 7
O “ oco escu o” da acomodação é maio em hipe me opes compensados e meno nos míopes
compensados. 7
8
Os míopes de início a dio êm uma maio ampli ude de acomodação do que os míopes de início
p ecoce, eme opes e hipe mé opes, espe i amen e. 7,17
Po ou o lado, o e o e a i o posi i o pode se um a o de isco pa a o desen ol imen o da
p esbiopia. 5 A exigência acomoda i a a ní el co neal nos hipe mé opes é maio do que nos míopes,
quando compensados, pa a o mesmo es ímulo acomoda i o e pa a o g au de ame opia espec á el no
plano dos óculos. Assim, os hipe mé opes compensados com óculos ap esen am ampli udes de
acomodação apa en emen e mais eduzidas quando compa ados com míopes compensados. Po es a
azão, os hipe mé opes êm uma maio endência pa a uma p esbiopia p ecoce ela i amen e aos
míopes e/ou eme opes. 5
2.1.2.3. F equência espacial
A espos a acomoda i a a ia com a equência espacial. 18
Na elação en e a equência espacial e os es ímulos acomoda i os o am desen ol idas duas
hipó eses
a
: (1) con ole de oco ino; (2) con ole de con as e.
Rela i amen e à eo ia do con ole de oco ino, a p o undidade de oco ai diminuindo com o
aumen o da equência espacial. Des a o ma, as equências espaciais mais al as azem com que a
cu a es ímulo/ espos a da acomodação se o ne mais p ecisa. Quando o olho é ap esen ado a um no o
al o e es e es á des ocado, as baixas equências espaciais dão o ien ação pa a a di eção de des ocagem.
Como o olho acomoda e con e ge em di eção ao al o, as equências espaciais mais al as a uam, le ando
o sis ema acomoda i o a da uma espos a ap op iada. Assim, a hipó ese do con ole de oco ino pode
e le i o compo amen o do sis ema de acomodação quando um componen e olun á io adicional es á
p esen e. 19 Pa a além disso, à medida que a luminância é eduzida, de ní eis o ópicos pa a esco ópicos,
a ampli ude de acomodação diminui. Is o pode de e -se à incapacidade de o sis ema isual usa a
in o mação das al as equências espaciais nes as condições. 20
A hipó ese de con ole de con as e suge e que equências espaciais mais al as não são bons
es ímulos acomoda i os, já que o sis ema isual é mais sensí el a mudanças no con as e pa a
equências espaciais que ondam o pico da unção de sensibilidade ao con as e (ap oximadamen e
3c/deg). 21
a
Ca pe n e R, Robson J. Vision Resea ch: A P a ical Guide o Labo a o y Me hods. Ox o d Uni e si y P ess.1998 19. Ci ado po Wa p P (1987) 22
15
Figu a 2.4.
Flippe s
com len es de ±2,00 D pa a isão de pe o.
A a aliação da lexibilidade acomoda i a pa a pe o é ei a com um op o ipo colocado a 40 cm do
pacien e e p ocede-se com a colocação da len e de + 2,00 D à en e do olho a é que a pessoa e i a e
as le as ní idas subs i uindo-se de o ma ápida pela len e de - 2,00 D a é ica em ní idas no amen e. 37
Repe e-se es e p ocedimen o sucessi o du an e 1 minu o e, simul aneamen e, con a-se os ciclos que a
pessoa az nes e espaço de empo.
2.2.4. In e alo de alo es no mais dos pa âme os de acomodação
Na Tabela 2.4 es ão disc iminados os in e alos de alo es dos exames clínicos de a aliação dos
pa âme os acomoda i os.
Tabela 2.4. In e alo de alo es no mais dos exames de medição da acomodação. 6
In e alos de alo es no mais
Ampli ude de acomodação
(mé odo de
Shea d
)
A aso acomoda i o
( e inoscopia de MEM)
Flexibilidade acomoda i a
monocula em VP
(
Flippe s
)
25,0 – 0,40 × idade
15,0 – 0,25 × idade
(Fó mulas da AmAc máxima e mínima
de
Ho s e e ’s)
[+ 0,25; + 0,75[D
[12; 17[cpm

16
2.3. Radiação ó ica
A luz é a adiação do espe o ele omagné ico (Figu a 2.5) que é pe cebida pelo olho humano.
A adiação ó ica di ide-se em ês g upos p incipais: luz ul a iole a (UV), luz isí el e luz
in a e melha (IV).
Figu a 2.5. Espe o ele omagné ico com ele ância pa a a isão. Adap ado de Yousse
e al.
(2011). 38
A adiação UV ca ac e iza-se pelos comp imen os de onda mais baixos, concen ados en e os 100
nm e os 400 nm. Foi de inida po ês egiões espe ais, nomeadamen e UVA (315 nm a 400 nm), UVB
(280 nm a 315 nm) e UVC (100 nm a 280 nm). 39
A luz isí el é a pa e do espe o ele omagné ico (Figu a 2.5) com adiação pe ce í el pelo nosso
olho a pa i dos cones e bas one es. Si ua-se en e os 400 nm e os 700 nm. 40 Pode se subdi idida em
adiação de comp imen os de onda cu os, médios e longos, com co espondência ao pico de abso ção
máxima dos pigmen os isuais, que são, pa a os bas one es, 505 nm e pa a os cones en e 430 nm e
558 nm. 41
A adiação IV es á comp eendida en e os 700 nm e os 10000 nm. É, ambém, dis ibuída po
ês subg upos: IVA (700 nm a 1400 nm), IVB (1400 nm a 3000 nm) e IVC (3000 nm a 10000 nm). 38
17
2.3.1. Luz e as es u u as ocula es
A gama de comp imen os de onda que uma espécie pe cebe depende do espe o disponí el num
de e minado ambien e, do g au de ansmissão a a és dos meios ocula es e dos pigmen os isuais da
e ina (cones e bas one es). 40
O olho humano (Figu a 2.6) es á desen ol ido pa a que, ao ecebe luz, es a se concen e num
pon o ulc al na e ina. Uma pa e dessa luz é abso ida e ou a pa e so e dispe são pelos ecidos
ocula es que cons i uem o segmen o an e io do olho. 38
Figu a 2.6. Es u u as do olho humano. Adap ado de Bullough
J. (2000). 42
A abso ção pe mi e de e mina o g au de oxicidade da adiação pa a a e ina quando chega a
es e ecido. A dispe são oco e quando há um des io da aje ó ia de um o ão, secundá io à al e ação
do índice de e ação ou in e ação com pa ículas no meio de ansmissão da luz. 38
Dos meios ocula es pelos quais a adiação ele omagné ica se p opaga, aqueles com maio pode
de abso ção são a có nea e o c is alino. 38
A có nea abso e a adiação ul a iole a abaixo dos 295 nm. Nes a gama es á incluída a adiação
UVC e pa e da adiação UVB. 38
O c is alino abso e uma pa e da adiação comp eendida en e os 300 nm e 315 nm,
co esponden e à luz UVB. Pa a além disso, abso e oda a adiação UVA. 38 É impo an e salien a que,
com a idade, o c is alino so e al e ações que le am ao apa ecimen o de ca a a as. Es as abso em
18
maio i a iamen e a adiação de comp imen os de onda mais cu os (300 nm a 400 nm). Assim, a
quan idade de luz que chega à e ina, nes a gama, é mais limi ada. 43
A adiação de comp imen os de onda en e os 300 nm e os 400 nm é abso ida pela pupila e
pela í is. 44
O humo í eo é compos o po ap oximadamen e 98% de água. Assim, as suas p op iedades de
abso ção da adiação assemelham-se às da água. A adiação UVC, IVB e IVC são p a icamen e abso idas
po es e meio ocula enquan o a adiação isí el (400 nm a 700 nm) e a IVA (700 nm a 1400 nm) se
p opagam com mais acilidade. 38
A luz que se p opaga en e os 400 nm e os 1400 nm acaba po a ingi a e ina, sendo que a egião
des e ecido que a abso e é conside ada de isco. 45 A adiação ul a iole a que chega a é à e ina
ep esen a 1% da adiação o al. 45
Exis em ou os a o es que de e minam os possí eis danos que possam acon ece nos ecidos
ocula es, como a di eção do olha 45, as ca ac e ís icas do c is alino 46, a du ação da ansmissão di e a
da luz a a és da pupila, a pigmen ação da í is e o diâme o pupila . 47
2.4. Luz azul e o sis ema isual
A adiação do espe o de luz isí el de al a ene gia e de comp imen os de onda cu os, si uados
en e os 380 nm e os 500 nm, designa-se po “luz azul”. 2,48
A luz azul ( ambém designada po al a ene gia isí el) co esponde a um e ço da luz isí el o al
(Figu a 2.7) e pode se ob ida a a és de on es na u ais e a i iciais. 2 A maio on e na u al de luz azul é
o sol. Como on es a i iciais, são conside ados os disposi i os ele ónicos a uais (como compu ado es,
elemó eis, able s) e algumas luzes (LED).
Nos úl imos anos, es e ema em sido amplamen e abo dado na li e a u a cien í ica de ido aos
seus e ei os desp opo cionais na unção isual humana, nos seus ecidos ó icos 48 e nos p ocessos
isiológicos humanos.
Os disposi i os ele ónicos a uais êm inco po ados emisso es de luz de díodo (LED) que emi em
uma g ande quan idade de luz azul pa a o olho, endo como esul ado um g ande impac o nega i o nas
células o o ece o as da e ina. 1 Po es a azão, e segundo á ias expe iências, a luz azul é conside ada
de isco pa a o olho e o g au dos danos que nele é p o ocado es á elacionado com de e minados a o es,
19
como a in ensidade de luz azul ecebida pelo olho, a dis ância de iluminação, a di eção do eixo isual e
o espe o da on e que emi e a luz azul. 49
Figu a 2.7. Espe o da luz isí el, com ep esen ação da zona de emissão da luz azul. Adap ado de
Dalal
e al.
(2020) 2
2.4.1. Luz azul e as es u u as ó icas
A luz azul p o oca al e ações em á ias es u u as ó icas quando as a a essa. As que so em um
maio impac o são a có nea, o c is alino e a e ina já que são os meios de maio abso ção di e a da luz
azul. 49
2.4.1.1. Có nea
A có nea ep esen a a supe ície an e io do olho e é a p imei a es u u a a abso e a luz de al a
ene gia do espe o isí el. 44
De uma o ma ge al, a luz azul ep esen a um isco pa a a supe ície ocula na medida em que
en ol e danos po s ess oxida i o, espos a in lama ó ia, apop ose celula e olho seco. 49
A luz azul aumen a a p odução de espécies ea i as ao oxigénio nas células epi eliais da có nea 44
e a i a o s ess oxida i o. 49 É desencadeada uma espos a in lama ó ia, p o ocada pelo s ess oxida i o,
em que há libe ação de ci ocinas in lama ó ias e mac ó agos 49, que eduzem a sec eção de lág ima e
mucina. Is o le a a uma pe da do supo e e da es abilidade do ilme lac imal ao ní el das mic o ilosidades
20
do epi élio co neal 44, p omo endo a e apo ação da lág ima (c iação de um ambien e supe icial
hipe osmó ico), e o consequen e desen ol imen o de olho seco. 44
Apesa de udo, a có nea possui um pode oso mecanismo de de esa an ioxidan e, conseguido pela
indução da sup a egulação do supe óxido dismu ase (SOD1). O dano oxida i o e a apop ose nas células
epi eliais da có nea, causados pela luz azul, mos ou se eduzido pela eliminação e icaz de adicais
li es associados ao ex a o an ioxidan e. 50
Uma ou a consequência da abso ção da luz azul é o seu e ei o inibi ó io signi ica i o na a i idade
das células es omais da có nea, que pode es a elacionado com a in luência da luz azul na au o agia
des as células. 44
2.4.1.2. C is alino
O c is alino, pa a além de se uma das es u u as com maio po ência dióp ica do olho, é um dos
meios mais impo an es na p o eção da e ina à luz azul. Es a es u u a ó ica con ém p o eínas
es u u ais, enzimas e me abóli os de p o eínas que abso em a luz de comp imen os de onda cu os 44.
Es a abso ção ai-se e le indo ao longos dos anos, com a pe da p og essi a da anspa ência do
c is alino que, consequen emen e le a à o mação da ca a a a. Po es a azão se a i ma que a exposição
à luz azul é um po encial a o de isco pa a o seu desen ol imen o. 44
2.4.1.3. Re ina
A e ina, como ece o de sinais de luz, é compos a po um conjun o de células (Figu a 2.8) e em
como uma das p incipais unções a o mação de imagens. 41 Rep esen a um dos locais com maio
incidência de lesões que induzem doenças ocula es e consequen emen e a ceguei a. 44,49
Exis em duas ca ego ias de células que es ão pa icula men e en ol idas na ação isual: os
o o ece o es (cones e bas one es) e as células do epi élio pigmen a da e ina (EPR). 49
As células o o ece o as êm como p incipal unção de e a o ões de luz e con e ê-los em sinais
elé icos. As células do EPR desempenham um papel impo an e no desen ol imen o e unção isual,
como a sec eção do a o de c escimen o, p o eção an ioxidan e, agoci ose de agmen os celula es do
segmen o ex e no dos o o ece o es, manu enção da ba ei a hema o e iniana e ou as unções
isiológicas. 49

21
Figu a 2.8. Cons i uição celula da e ina. Adap ado de Wahl S.
e al.
(2019) 51
A luz azul, quando pene a o c is alino, pode causa danos o oquímicos na e ina po a i ação de
o opigmen os das suas células. 44 A lipo uscina, ambém designada po “pigmen o da idade”, é um
ma e ial cas anho-ama elado, denso em ele ões e au o luo escen e que se acumula p og essi amen e
em lisossomas de células pós-mi ó icas, sendo um indicado da idade. 52 Na sua composição em como
p incipal ing edien e o bis- e inoide N- e inil-N- e inilideno e anolamina (A2E) e os seus p odu os de
oxidação, que podem se encon ados nas células EPR. 53
A luz azul p o oca al e ações o oquímicas no A2E o iginando p odu os, como oxigénio
monomé ico, pe óxido de hid ogénio e adicais li es de hid oxila 49, que induzem a p odução de espécies
ea i as ao oxigénio. Es as dão o igem ao s ess oxida i o das células da e ina que con êm A2E.
d
Pela
in luência des e s ess é ge ada uma espos a in lama ó ia que le a à des uição da ba ei a
hema o e iniana e à mo e das células o o ece o as. 54
Além disso, a exposição à luz azul causa danos no ácido desoxi ibonucleico (DNA), inibe a unção
das mi ocônd ias e dos lisossomas das células da e ina e induz apop ose celula . 49
As mi ocônd ias ambém são a e adas na medida em que são os p incipais al os de adicais li es
de oxigénio p o enien es des e s ess oxida i o da e ina. Em condições ae óbicas, es es adicais li es
des oem o ácido ibonucleico mensagei o (mRNA) e as p o eínas, desen ol endo nec ose nas células
o o ece o as e do epi élio pigmen a da e ina. 44,49
d
Lamb, JD, Simon, JD. A2E: A Componen e o Ocula Lipo uscin. Pho ochem Pho obiol 79(2)2004, 127-136. Ci ado po Ouyang, X
e al.
(2020) 49
22
2.4.1.4. E o e a i o
A unção da mela onina no desen ol imen o do e o e a i o ainda não es á bem explici a, mas
em sido al o de uma maio a enção na medida em que hou e um aumen o do in e esse em pe cebe
uma possí el elação en e a exposição à luz azul e o desen ol imen o do e o e a i o. 55
A mela onina, pa a além de e um po encial papel na isiopa ologia da miopia, ambém pode se
al e ada em unção das mudanças es u u ais in e nas da e ina que a e am as células gangliona es
e inianas in insecamen e o ossensí eis (ipCGR). Com o c escimen o do olho míope, a e ina so e
mudanças es u u ais que podem eduzi a a i idade das ipCGR. 55
Os in e alos egula es de pe íodos cla os e escu os são essenciais pa a o c escimen o do olho e
pa a o p ocesso de eme opização. Se os pe íodos de luz ou de escu idão o em cons an es, há uma
in e upção na egulação do c escimen o do olho que esul a no apa ecimen o de e os e a i os. 55
Segundo a e idência cien í ica e epidemiológica, as a i idades ao a li e podem p e eni o
apa ecimen o e desen ol imen o da miopia. 56 Rucke
e al.
(2015) 57 comp o a am que a luz sola é
mui o mais ica em luz de comp imen o de onda cu o do que a maio ia das iluminações a i iciais, endo
um papel impo an e na edução do comp imen o axial do olho a a és do mecanismo de libe ação de
dopamina na e ina. Além disso, a luz azul mos ou se essencial pa a a edução do desen ol imen o do
as igma ismo.
Kea ney
e al.
(2017) 58 es uda am a elação en e as concen ações sé icas ma inais de dopamina
e mela onina e o e o e a i o em jo ens adul os. Segundo os esul ados ob idos, os indi íduos míopes
exibi am ní eis sé icos de mela onina maio es do que os não míopes, enquan o a concen ação de
dopamina oi semelhan e nos dois g upos. Assim, p e ê-se que a exposição à luz azul possa le a ao
desen ol imen o da miopia, na medida em que é um a o de isco pa a o c escimen o axial do olho.
2.4.2. Luz azul e os p ocessos isiológicos
O sis ema isual é incen i ado pela conscien e pe ceção do mundo. Pa a além de e um papel
impo an e na o mação das imagens, em uma in luência pa alela num g ande núme o de p ocessos
isiológicos que, quando expos os à luz azul, podem so e al e ações. 55
A mela onina é um neu o ansmisso sin e izado localmen e na e ina 59, no en an o exis em ou os
componen es ocula es onde pode se p oduzida como o co po cilia 60 e o c is alino. 61
23
A mela onina con ibui pa a á ios p ocessos isiológicos no olho, desde o o ansdução e
eno ação de o o ece o es na e ina 62, p odução de humo aquoso e modulação da p essão in aocula
na câma a an e io 63, cica ização de ec asias na supe ície ocula 64 e ação an ioxidan e no c is alino. 65
In luencia, ambém, p ocessos isiológicos não ocula es como o i mo ci cadiano, pad ões de sono e
es ado de ale a, ho á ios sazonais, ep odução, memó ia e cognição. 44
A sín ese e a libe ação da mela onina na glândula pineal es ão di e amen e elacionadas à
exposição à luz azul. 55
2.4.2.1. Ri mo ci cadiano
O i mo ci cadiano é um ciclo biológico com um pe íodo de ce ca de 24 ho as. Du an e es e
pe íodo diá io dão-se oscilações de algumas a iá eis como a empe a u a co po al, ní eis ho monais,
du ação e qualidade do sono e o desempenho cogni i o. 51
Foi iden i icado um no o o o ece o no olho humano, especialmen e sensí el à luz azul, que
comunica di e amen e com o cé eb o. 51 T a a-se de uma célula gangliona da e ina (CGR) denominada
célula gangliona e iniana in insecamen e o ossensí el (ipCGR) e ep esen a ce ca de 1% do o al de
células gangliona es e inianas (Figu a 2.8). 51
Quando o olho ecebe iluminação con inuamen e, es a e oca uma despola ização sus en ada das
ipCGR que codi icam a ene gia do es ímulo. Os o o ecep o es ipCGR nega i os en iam a in o mação
ó ica não isual a a és do a o e ino-hipo alâmico pa a o núcleo sup aquiasmá ico (SNC) 51 (Figu a
2.9). A pa i do SNC, os neu ónios azem sinapse no núcleo pa a en icula do hipo álamo e depois na
coluna in e omediola e al. Pos e io men e, as ib as p é-gangliona es simpá icas azem sinapse no
gânglio ce ical e as ib as pós-gangliona es com a glândula pineal, local onde é p oduzida e sec e ada
a mela onina. 55
Quando a in o mação passa do a o e ino-hipo alâmico pa a o núcleo sup aquiasmá ico dá-se o
alinhamen o do empo biológico in e no com o ambien al ex e no. 51
24
Figu a 2.9. P ocesso de ansdução do sinal ci cadiano, desde a a i ação das células gangliona es da e ina
in insecamen e o ossensí eis pela luz a é à sup essão da p odução de mela onina na glândula pineal.
Adap ada de Os in L
.
(2018). 55
As ipCGR con êm o opigmen os, a melanopsina e a mela onina. Em condições no mais o ópicas
é a i ada a melanopsina, com um pico de sensibilidade de ap oximadamen e 482 nm, e em condições
esco ópicas a mela onina. 55 Ambas êm um papel impo an e na egulação do i mo ci cadiano na medida
em que a melanopsina p omo e o es ado de ale a e a mela onina p omo e o sono (Figu a 2.10). 51,55
Figu a 2.10. Ní eis isiológicos de mela onina du an e um dia (24 ho as). Adap ada de Wahl S.
e al.
(2019) 51
31
Fo am a aliados 17 pa icipan es na o alidade, 13 indi íduos do sexo eminino e 4 do sexo
masculino, com idade de (média ± des io pad ão) 22,65 ± 2,71 anos.
4.2.1. C i é ios de inclusão
Pa a es e es udo o am incluídos os sujei os consoan e os seguin es c i é ios: (1) Valo es de
acuidade isual (AV), com a melho co eção (AVcc), de igual ou supe io a 1.0 em isão de longe (VL) e
em isão de pe o (VP); (2) E os e a i os com alo es de: miopia in e io a -3,00 D, hipe me opia
in e io a +1,50 D e as igma ismo in e io a -1,00 D; (3) Idades comp eendidas en e os 18 e os 30 anos
de idade, já que a acomodação ai diminuindo com a idade, sendo que começa a es a no seu limi e
pa a VP a pa i dos 35 anos (como abo dado no pon o 2.1.2.1. da e isão bibliog á ica).
4.2.2. C i é ios de exclusão
Excluí am-se os sujei os que ap esen assem: (1) Dis unções acomoda i as e de isão binocula ;
(2) His o ial de es abismos, ambliopias, ci u gias e a i as, o oque a ologia, dis ú bios oculomo o es e
isão monocula ; (3) U ilização de á macos que pudessem in e e i nos esul ados do es udo.
4.3. P ocedimen o expe imen al
4.3.1. Consen imen o In o mado
No início da ealização de qualque medida op omé ica, oi escla ecido, a odos os pa icipan es,
o obje i o do es udo e os exames a que i iam se subme idos.
Em complemen a idade, ap esen ou-se o consen imen o in o mado (Anexo 2), que oi lido e
assinado li emen e pelos pa icipan es. Nes e cons a a o obje i o p incipal da in es igação, a desc ição
dos exames a se em ealizados, as condições e inanciamen o, o p ocesso de con idencialidade e
anonima o es abelecido e a in o mação da ap o ação pela CEICVS da Uni e sidade do Minho.

32
4.3.2. Exame op omé ico inicial
Depois de p eenchido o consen imen o in o mado, odos os pa icipan es o am subme idos a um
exame op omé ico inicial comple o.
U iliza am-se ins umen os de medida como um p oje o com op o ipo de
Snellen
pa a isão de
longe, o óp e o com op o ipo pa a isão de pe o, o e inoscópio com op o ipo de VP especí ico, uma
a mação de p o a,
lippe s
com len es de ± 2,00 D, um op o ipo de isão de pe o, ocluso e c onóme o.
O exame começou com uma anamnese seguida da ealização de exames p elimina es como o
pon o p óximo de con e gência (PPC) e o
Co e -Tes
(unila e al e al e nan e) e a medição da acuidade
isual (AV) monocula e binocula pa a longe e pa a pe o. A aliou-se o es ado e a i o e o am medidas
as o ias e ese as la e ais. Po úl imo, mediu-se a ampli ude de acomodação (AmAc), o a aso
acomoda i o (AA) e a lexibilidade acomoda i a (FA).
A anamnese pe mi iu, a a és de algumas pe gun as, desca a quaisque an eceden es ocula es,
de saúde ge al e amilia es.
Realizou-se o PPC e o
Co e -Tes
unila e al e al e nan e.
A acuidade isual (AV) oi medida monocula e binocula men e u ilizando um op o ipo de
Snellen
,
pa a isão de longe e pa a isão de pe o.
O es ado e a i o a aliou-se po dois mé odos: obje i o e subje i o.
O mé odo obje i o oi a aliado a a és da e inoscopia es á ica.
O mé odo subje i o ealizou-se a a és do exame subje i o em isão de longe. Pa a a ealização
des e exame, pa e-se do alo ne o da e inoscopia es á ica de modo a ob e a melho co eção em isão
de longe, ou seja, o máximo posi i o pa a a máxima AV. Es e exame é cons i uído po ês ases:
monocula , biocula e binocula .
Pa a a alia a isão binocula medi am-se as o ias e as ese as usionais la e ais.
As o ias ho izon ais o am medidas pa a isão de longe e pa a isão de pe o pelo mé odo de
Von
G ae e
.
Pa a a alia a pa e acomoda i a mediu-se a ampli ude de acomodação monocula , o a aso
acomoda i o e a lexibilidade acomoda i a monocula .
33
A ampli ude de acomodação de e minou-se pelo Mé odo de
Shea d
. Ao módulo das len es
nega i as adicionadas somou-se + 2,50 D e assim ob e e-se o alo da AmAc.
O a aso acomoda i o mediu-se a pa i da e inoscopia de MEM (Tabela 2.3).
Figu a 4.1. Re inoscópio com op o ipo especí ico de VP pa a ealização da e inoscopia de MEM.
Pa a a alia a lexibilidade acomoda i a colocou-se o alo do subje i o de longe na a mação de
p o a e u iliza am-se os
lippe s
de ±2,00 D (Figu a 2.4). O exame oi ei o monocula men e, com um
op o ipo a uma dis ância de 40 cm e com o sujei o a ixa as le as de AV de 0.8 do op o ipo de VP.
Conside ou-se es e pa âme o no mal pa a alo es supe io es ou iguais a 11 cpm.
4.3.3. Len es u ilizadas no es udo
Pa a es e es udo o am u ilizados ês pa es de len es o álmicas (len e 1, len e 2 e len e 3) com
a amen os di e en es (Tabela 4.1). A len e 2 co esponde à len e de con olo e as len es 1 e 3 são as
len es de es udo com il os à luz azul.
Tabela 4.1. Len es u ilizadas no es udo.
Len es de es udo
Len e 1
Len e 2
Len e 3
Fil o à luz azul inco po ado na
ma é ia da len e
T a amen o an i e lexo sem
il o à luz azul
Fil o à luz azul po e lexão
As len es e am em ac ílico e com po ência dióp ica neu a.
34
4.3.4. Espe os de ansmi ância das len es de es udo
Mediu-se os seus espe os de ansmi ância das len es de es udo a a és do espe o o óme o UV-
3101PC (UV-VIS-NIR SCANNING SPECTROPHOTOMETER).
Na Figu a 4.2 es ão ep esen ados os espe os de ansmi ância dos ês ipos de len es em es udo
pa a comp imen os de onda en e os 250 nm e os 700 nm.
A len e 1, ep esen ada pela linha azul, co esponde à len e com il o à luz azul inco po ado na
ma é ia da len e.
A len e 2, dis inguida pela linha de co la anja, ep esen a a len e com a amen o an i e lexo
(len e de con ole).
A len e 3, linha de co e de, co esponde à len e com o il o à luz azul po e lexão.
Figu a 4.2. Espe o de ansmi ância das ês len es u ilizadas no es udo pa a um comp imen o
de onda de 250 nm a 700 nm.
A luz pode p o oca di e sas al e ações, que ao ní el da e ina como do ciclo ci cadiano na gama
de comp imen os de onda en e 415 nm e os 490 nm.
Analisando es e in e alo de comp imen os de onda (Figu a 4.3), a len e 2 não il a qualque ipo
de adiação azul do espe o isí el a pa i dos 350 nm.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
250 350 450 550 650
T ansmi ância (%)
Comp imen o de onda (nm)
Espe o de ansmi ância das len es de es udo
Len e 1 Len e 2 Len e 3
35
A len e 1 il a a adiação o almen e a é aos 407 nm. A pa i des e alo , a ansmi ância ai
aumen ando e, a pa i dos 437 nm, a ansmi ância é de p a icamen e 100%.
A len e 3, pelo con á io, il a a o alidade da adiação a é aos 397 nm, no en an o, a ansmi ância
ai aumen ando, ap oximando-se dos 100% a pa i dos 457 nm.
Figu a 4.3. Espe o de ansmi ância das ês len es u ilizadas no es udo pa a um comp imen o de
onda de 315 nm a 550 nm.
Compa ando os espe os das len es com o il o de luz azul (len e 1 e 3), deno a-se que ambas
il am a adiação azul do espe o isí el da mesma o ma, mas pa a di e en es comp imen os de onda
co esponden es à luz azul (Figu a 4.4).
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
315 365 415 465 515
T ansmi ância (%)
Comp imen o de onda (nm)
Espe o de ansmi ância das len es de es udo
Len e 1 Len e 2 Len e 3
36
Figu a 4.4. Compa ação do espe o das len es com o il o à luz azul inco po ado pa a um
comp imen o de onda de 350 nm a 480 nm.
4.3.5. Dis ibuição das len es
Fo am disponibilizadas ês a mações de massa exa amen e iguais. Em cada uma delas o am
mon adas as len es com os di e en es a amen os (Tabela 4.1) e no inal nume ou-se os óculos de 1 a
3 (Figu a 4.5).
Figu a 4.5. Óculos de es udo.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
350 370 390 410 430 450 470
T ansmi ância (%)
Comp imen o de onda (nm)
Espe o de ansmi ância das len es de es udo
Len e 1 Len e 3

37
As len es colocadas em cada a mação e am desconhecidas pelo in es igado e pelo pa icipan e
pa a e i a qualque in luência nos exames e na ob enção dos dados. Em unção disso, oi elabo ada
uma abela de alea o ização pa a a ealização das medidas do es udo (Anexo 3).
Todos os sujei os u iliza am os ês óculos, a ibuídos de o ma alea ó ia, e, pa a cada um deles,
o am medidos ês pa âme os de acomodação (Tabela 2.1). As medições o am e e uadas no mesmo
consul ó io clínico e nas mesmas condições de iluminação (580 lx).
4.3.6. Fase expe imen al
Nes a ase o am ealizados ês exames pa a a alia a acomodação, já aplicados an e io men e:
ampli ude de acomodação, a aso acomoda i o e lexibilidade acomoda i a em VP. Es es pa âme os
o am medidos apenas ao OD e incluiu-se ao ma e ial inicial um compu ado po á il.
Mediu-se os pa âme os acomoda i os em dois momen os di e en es: (1) logo após coloca o
óculo; (2) após ealização de uma a e a em VP num disposi i o ele ónico du an e in e minu os.
An es de inicia as medidas expe imen ais oi o necido um dos óculos ao sujei o de aco do com
a abela de alea o ização.
Logo após coloca o óculo, mediu-se a ampli ude de acomodação, o a aso acomoda i o e a
lexibilidade acomoda i a em VP, espe i amen e.
De seguida, colocou-se o sujei o a desempenha uma a e a em VP no compu ado po á il du an e
20 minu os. O compu ado es a a si uado a uma dis ância de 40 cm e a a e a ealizou-se de o ma
binocula com o óculo colocado. Após os 20 minu os, o am medidos no amen e os pa âme os
acomoda i os ao OD, pela mesma o dem desc i a acima. Repe iu-se es e p ocedimen o pa a os ês
óculos.
En e as medidas de cada óculo oi disponibilizado um pe íodo de descanso de 5 minu os em que
o pacien e, em condições de luz na u al e sem o óculo de es udo colocado, ixa a um pon o de alhado
em VL pa a elaxa a acomodação.
4.4. Cálculo do amanho da amos a
Pa a calcula o amanho da amos a usou-se o So wa e
Powe and Sample Size P og am.
38
Pa a o cálculo da amos a, e e-se em con a as di e enças mínimas de e á eis necessá ias pa a
os ês pa âme os acomoda i os a a alia : ampli ude de acomodação, a aso acomoda i o e lexibilidade
acomoda i a.
Pa a a ampli ude de acomodação conside ou-se como uma di e ença mínima de e á el o alo
de 1,00 D e um des io pad ão de 1,25 D. Assim, de e minou-se que se iam necessá ios, no mínimo, 14
sujei os de o ma a pode ejei a a hipó ese nula de que a di e ença é ze o com uma p obabilidade
(po ência) de 0,8.
Pa a o a aso acomoda i o conside ou-se uma di e ença mínima de e á el de 0,50 D e um des io
pad ão de 0,50 D. Assim, de e minou-se que se iam necessá ios, no mínimo, 10 sujei os de o ma a
pode ejei a a hipó ese nula de que a di e ença é ze o com uma p obabilidade (po ência) de 0,8.
Pa a a lexibilidade acomoda i a u ilizou-se como di e ença mínima de e á el o alo de 3 cpm e
um des io pad ão de 4,2 cpm. Assim, de e minou-se que se iam necessá ios, no mínimo, 17 sujei os de
o ma a pode ejei a a hipó ese nula de que a di e ença é ze o com uma p obabilidade (po ência) de
0,8.
Assim, pa a co esponde às di e enças mínimas de e á eis dos ês pa âme os acomoda i os,
de o ma a pode ejei a -se a hipó ese nula, de iniu-se como 17 o limi e mínimo de sujei os necessá ios
pa a es e es udo.
A p obabilidade de oco e um e o de Tipo I associada a es es es es des as hipó eses nulas é
de 0,05.
4.5. Análise es a ís ica
A análise es a ís ica dos esul ados oi e e uada eco endo ao p og ama
IBM
SPSS (
S a is ical
Package o he Social Sciences
), e são 28.0, e ao p og ama Excel.
Inicialmen e, u ilizou-se o es e
Shapi o-Wilk (S-W)
pa a se
e i ica a no malidade e a igualdade da
a iância das a iá eis em es udo,
já que o amanho da amos a des e es udo é in e io a 30 sujei os (n
< 30). Conside ou-se que uma a iá el seguia uma dis ibuição no mal quando a sua signi icância
es a ís ica e a supe io a 0,05, ou seja, com alo de
p
> 0,05.
39
Pa a as a iá eis que seguiam uma dis ibuição no mal, a análise es a ís ica ealizou-se eco endo
ao es e es a ís ico ANOVA pa a medidas epe idas, já que se compa a am os alo es ob idos en e ês
g upos. As múl iplas compa ações o am co igidas pelo mé odo Bon e oni.
Pa a as a iá eis que não seguiam uma dis ibuição no mal ealizou-se a análise es a ís ica
eco endo a es es não pa amé icos, nomeadamen e ao es e de
F iedman
.
Todas as a iá eis a aliadas seguiam uma dis ibuição no mal, exce o ês: o a aso acomoda i o
medido an es da a e a de VP com a len e 2, o a aso acomoda i o medido depois da a e a de VP com
a len e 2 e o a aso acomoda i o medido depois da a e a de VP com a len e 3.
Conside ou-se como a iá eis independen es os ês a amen os di e en es das len es em es udo
e os pe íodos em que se ealiza am as medições, ou seja, an es e depois da a e a de isão de pe o. A
ampli ude de acomodação, o a aso acomoda i o e a lexibilidade acomoda i a o am conside adas como
as a iá eis dependen es.
Os alo es ob idos o am conside ados es a is icamen e signi ica i os pa a alo es de p ≤ 0,05.
40
Capí ulo 5 - Resul ados
Todos os esul ados ap esen ados ao longo des e capí ulo e odos os alo es u ilizados na análise
es a ís ica são e e en es ao OD e o am ob idos com a melho compensação ó ica.
Nes e es udo pa icipa am 13 indi íduos do sexo eminino (76,47%) e 4 do sexo masculino
(23,53%), com idade de (média ± des io pad ão) 22,65 ± 2,71 anos (Figu a 5.1 e Figu a 5.2,
espe i amen e).
Os alo es do exame subje i o, que oi ans o mado no seu alo de equi alen e es é ico (EE),
encon am-se disc iminados na Tabela 5.1 assim como os alo es dos pa âme os acomoda i os,
nomeadamen e da ampli ude de acomodação (AmAc), do a aso acomoda i o (AA) e da lexibilidade
acomoda i a (FA).
Tabela 5.1. Valo es mínimos (Min.), máximos (Max.), médios (μ) e de des io pad ão (σ) do equi alen e es é ico
e dos pa âme os acomoda i os ob idos no exame op omé ico inicial.
Min.
Max.
𝝁
𝝈
Equi alen e es é ico (D)
- 2,50
+ 0,50
- 0,34
0,81
Ampli ude de acomodação (D)
4,75
13,00
9,24
1,77
A aso Acomoda i o (D)
0,00
1,00
0,32
0,26
Flexibilidade Acomoda i a (cpm)
12,00
26,00
17,12
4,82
Figu a 5.1. Dis ibuição dos sujei os po
géne o.
Figu a 5.2. Dis ibuição dos sujei os po
idades.
47
di e enças es a is icamen e signi ica i as, o que pode indica que, pa a comp imen os de onda
co esponden es ao azul, a espos a acomoda i a é meno .
Rela i amen e ao compo amen o do a aso acomoda i o, ao analisa a di e ença dos alo es
ob idos an es e após a a e a de VP (Tabela 5.4), no ou-se que, com a u ilização da len e 2, o seu alo
médio aumen ou de o ma es a is icamen e signi ica i a (p = 0,05). Pelo con á io, com as len es 1 e 3
as a iações não o am signi ica i as. Es e esul ado, apa en emen e, indica que, com a u ilização da
len e sem il o à luz azul (len e 2), o sujei o endia a acomoda menos.
Redondo B
. e al.
(2020) 87 a alia am a espos a acomoda i a com e sem il o à luz azul pa a
di e en es in e alos de empo de um o al de 30 minu os. Ve i ica am que a a iação do a aso
acomoda i o não oi es a is icamen e signi ica i a com o uso do il o à luz azul pa a cada um dos 6
in e alos de empo de medição.
Nou os es udos de in es igação 86 comp o ou-se que a espos a acomoda i a com a luz azul
ende a se maio , quando compa ada com iluminação e de e e melha. Assim, é p o á el que sujei os
expos os à luz azul enham uma endência pa a acomoda menos, o que pode implica um maio a aso
acomoda i o. Is o pode explica os alo es signi ica i amen e maio es do a aso acomoda i o com a
u ilização da len e 2, que não con ém qualque ipo de il o à luz azul, ou seja, deixa passa a adiação
de comp imen os de onda cu o.
Analisando a lexibilidade acomoda i a, não o am encon adas di e enças es a is icamen e
signi ica i as com a len e 1 (p = 0,42), com a len e 2 (p = 0,72) e com a len e 3 (p = 0,30) quando
ealiza am a a e a em VP.
Es es esul ados ão de encon o aos encon ados no es udo de Ma çal C (2021) 86, que a aliou
a lexibilidade acomoda i a sob iluminâncias de ês comp imen os de onda co esponden e às co es
azul, e de e e melho, e i icando que não hou e di e enças es a is icamen e signi ica i as des e
pa âme o acomoda i o pa a odas as compa ações ei as sob a in luência das ês iluminações.
Aliado aos es udos que comp o a am não ha e uma elação en e os il os à luz azul com
ou os pa âme os acomoda i os 72,87 e endo como base os esul ados ob idos nes e es udo, é expec á el
que a lexibilidade acomoda i a ambém não seja in luenciada po es es il os.
Embo a não osse um obje i o inicial des e abalho, ambém se ealizou uma análise
complemen a pa a e i ica se a u ilização do il o, só po si, pode ia al e a os pa âme os
acomoda i os. Pa a isso, eco eu-se aos alo es da ampli ude de acomodação, do a aso acomoda i o

48
e da lexibilidade acomoda i a ob idos no exame op omé ico inicial, ou seja, sem nenhum il o
inco po ado nas len es.
Compa ou-se, en ão, os alo es dos ês pa âme os acomoda i os ob idos no exame subje i o
com os alo es ob idos com cada uma das ês len es de es e an es da ealização da a e a de VP (Tabela
5.2).
A ampli ude de acomodação medida com as len es com il os à luz azul oi maio do que sem
nenhuma len e (Figu a 5.3), com uma a iação de 0,17 D, 0,22 D e 0,13 D pa a a len e 1, len e 2 e
len e 3, espe i amen e, mas sem di e enças es a is icamen e signi ica i as.
O a aso acomoda i o man e e-se p a icamen e es á el com e sem as len es a aliadas nes e
es udo (Figu a 5.4), não se endo e i icado di e enças es a is icamen e signi ica i as pa a cada uma das
len es de es e.
Es es esul ados pe mi em conclui que o ac o de se il a a adiação com es es comp imen os
de onda inco po ando il os nas len es o álmicas, não p oduz e ei os nes es dois pa âme os
acomoda i os a aliados, nes e es udo. Em abalhos an e io men e desen ol idos 86, e i icou-se que na
p esença de iluminação de comp imen os de onda mais ele ados (co esponden es à luz e de e
e melha) a acomodação ap esen a a um compo amen o di e en e daquele que oi ob ido com a
iluminação azul.
A a iação na lexibilidade acomoda i a com e sem as len es de es e (Figu a 5.5) oi
es a is icamen e signi ica i a com a len e 1 (
p
= 0,005) e com a len e 2 (
p
= 0,04). Uma ez que a
a aliação des e pa âme o de acomodação, sem len es e com len es, não se ealizou no mesmo dia e
no mesmo ho á io, es as di e enças encon adas na lexibilidade acomoda i a podem elaciona -se com
a ho a do dia em que se ealiza am as medidas e com as possí eis a i idades em isão p óxima que os
sujei os possam e ei o an es das medições.
Mendes C. (2012) 88 a aliou as a iações da ampli ude de acomodação, do a aso acomoda i o
e da lexibilidade acomoda i a em ês momen os di e en es do dia, nomeadamen e ao início da manhã,
no inal da manhã e no inal da a de. Ve i icou que a lexibilidade acomoda i a aumen ou de o ma
es a is icamen e signi ica i a en e o início da manhã e o inal da a de.
Como es a análise não azia pa e dos obje i os es abelecidos pa a es e es udo, não hou e um
con olo igo oso na ealização des as medidas o que implica uma análise e in e p e ação mais cuidadosa
des es esul ados, sendo uma limi ação.
49
Es e es udo e e como p incipal limi ação o empo eduzido da a e a de VP em en e ao
disposi i o digi al.
Se ia necessá io aumen a o empo de ealização da a e a de VP, em ap oximadamen e duas
ho as 89, pa a se e i ica se de ac o as al e ações nos pa âme os acomoda i os di e iam mui o das
ob idas nes e es udo, e, quem sabe, e i ica uma elação mais coesa pa a as a iações obse adas, já
que a du ação da ealização da a e a nes e es udo não co esponde aos longos pe íodos que a população
passa a execu a a e as em isão p óxima e com exposição à luz azul dos disposi i os 72.
50
Capí ulo 7 - Conclusões e abalho u u o
De aco do com os obje i os p opos os pa a es e abalho e os esul ados ob idos, a ampli ude de
acomodação e a lexibilidade acomoda i a, no deco e da a e a de VP em en e ao ec ã digi al, não
so e am uma a iação es a is icamen e signi ica i a com nenhuma das ês len es de es e u ilizadas
nes e es udo, le ando a conclui que os di e en es il os à luz azul inco po ados nas len es o álmicas
não in luenciam es es pa âme os acomoda i os.
O a aso acomoda i o, du an e a ealização da a e a em VP, a iou de o ma es a is icamen e
signi ica i a com a len e sem il o à luz azul (len e de con olo), ao con á io das len es com es es il os.
Conclui-se, assim, que os il os à luz azul inco po ados na ma é ia da len e e os il os po e lexão não
in luenciam o a aso acomoda i o.
Na a aliação com e sem as len es de es e, u ilizadas nes e es udo, a ampli ude de acomodação
e o a aso acomoda i o não a ia am de o ma signi ica i a, o que le a a conclui que a colocação de
uma len e com il o à luz azul, po si só, não in luencia es es dois pa âme os acomoda i os. Pelo
con á io, a lexibilidade acomoda i a é in luenciada signi ica i amen e pelas len es com o il o à luz azul
inco po ado na sua ma é ia.
Em suma, o esul ado p incipal des e es udo suge e que os di e en es il os de bloqueio à luz azul,
inco po ados em len es o álmicas, não êm in luência nos pa âme os acomoda i os quando u ilizados
na ealização de uma a e a em VP num ec ã digi al du an e in e minu os em sujei os jo ens e com
acomodação no mal.
Pa a en a pe cebe se o esul ado undamen al encon ado nes e es udo di e e com a al e ação
das condições expe imen ais, é pe inen e:
▪ Aumen a o pe íodo de ealização de uma a e a em isão de pe o num disposi i o
digi al em, pelo menos, duas ho as, pa a e i ica as al e ações que oco em na acomodação ao
longo desse empo.
▪ A alia os pa âme os acomoda i os com e sem len es com il o à luz azul
con olando de o ma igo osa as a i idades ealizadas an es das medições e de ini um ho á io
pa a a ealização das medidas.
▪ Aplica es e p ocedimen o expe imen al numa população de indi íduos di e en e
da uni e si á ia, com di e en es idades e ame opias e com dis unções acomoda i as.
51
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63

64
Anexo 2. Consen imen o in o mado
CONSENTIMENTO INFORMADO, LIVRE E ESCLARECIDO PARA PARTICIPAÇÃO EM
INVESTIGAÇÃO
Po a o , leia com a enção a seguin e in o mação. Se acha que algo es á inco e o ou que não
es á cla o, não hesi e em solici a mais in o mações. Se conco da com a p opos a que lhe oi ei a, quei a
assina es e documen o.
Tí ulo do es udo:
• “O e ei o das len es de il o azul na acomodação”.
Enquad amen o:
Os es udos se ão ealizados no âmbi o de uma ese de Mes ado de Op ome ia A ançada, em
desen ol imen o no Cen o de Física da Uni e sidade do Minho sob a o ien ação da Dou o a Sand a
F anco.
Obje i o:
O obje i o des e abalho é a alia o e ei o que a u ilização de il os pa a a luz azul em na
acomodação.
Desc ição dos exames a ealiza :
Inicialmen e ai se ealizada uma consul a op omé ica com base nos exames p elimina es, na
a aliação do es ado e a i o, a aliação da acomodação e da isão binocula .
De seguida ão se ealizados exames alusi os aos mé odos em es udo com a u ilização de um
dos ês óculos a ibuído de o ma alea ó ia, elacionados com os pa âme os acomoda i os. Todos os
exames são comple amen e indolo es e não in asi os.
Pos e io men e, o pa icipan e ai se expos o, com a u ilização do mesmo óculo e e ido em
cima, du an e 20 minu os, a uma a e a de isão de pe o num ec ã digi al. Po im, ão se no amen e
a aliados os pa âme os acomoda i os.
Es e es udo já se encon a ap o ado pela Comissão de É ica pa a a In es igação em Ciências da
Vida e Saúde (CEICVS) da Uni e sidade do Minho.
65
Condições e inanciamen o:
A pa icipação se á de ca ác e olun á io podendo desis i a qualque momen o, sem que essa
decisão enha qualque ipo de consequência. Não ha e á qualque pagamen o de deslocações ou ou as
con apa idas inancei as.
Con idencialidade e anonima o:
Se á ga an ida a con idencialidade e uso exclusi o dos dados ecolhidos pa a o p esen e es udo.
A iden i icação dos pa icipan es nunca se á o nada pública.
Assina u a:
___________________________________________________________
Decla o e lido e comp eendido es e documen o, bem como as in o mações e bais que me
o am o necidas pela pessoa que acima assina. Foi-me ga an ida a possibilidade de, em qualque al u a,
ecusa pa icipa nes e es udo sem qualque ipo de consequências. Des a o ma, acei o pa icipa nes e
es udo e pe mi o a u ilização dos dados que de o ma olun á ia o neço, con iando em que apenas se ão
u ilizados pa a es a in es igação pa a es a in es igação e nas ga an ias de con idencialidade e anonima o
que me são dadas pela in es igado a.
E-mail: ______________________________________Telemó el: ____________
Nome: __________________________________________________ Nº: ______
Assina u a: _________________________________________Da a: ___/___/___
66
Anexo 3. Tabela de alea o ização
67
Anexo 4. Folha de egis o de dados
FOLHA DE REGISTO
Fase 1. Exame op omé ico inicial
Anamnese:
An eceden es ocula es e
saúde ge al:
An eceden es amilia es:
Obse ações ge ais:
PPC: __________ Co e - es e: _______________
Acuidade isual:
AVs/co eção:
AVc/co eção:
OD
OE
AO
VL
VP
OD
OE
AO
VL
VP
Nome comple o: _____________________________________________Nº de es udo: ____
Idade: ________
P o issão: ____________________________________________
Re ação habi ual:
OD: es ________ cil ________ x ________○ Tempo de uso
OE: es ________ cil ________ x ________○ ____________
68
Re inoscopia:
OD: es ________ cil ________ x ________○
OE: es ________ cil ________ x ________○
Exame subje i o:
OD: es ________ cil ________ x ________○ AV l:
OE: es ________ cil ________ x ________○ AV l:
A aliação da isão binocula :
A aliação da acomodação:
Ampli ude de acomodação monocula (mé odo de Shea d):
OD: ___________
A aso Acomoda i o ( e inoscopia de MEM):
OD: ___________
Flexibilidade Acomoda i a Monocula VP (Flippe s ± 2,00 D):
OD: ___________
VL
VP
Fo ias
ho izon ais
Rese as
ho izon ais
BN:
BT:
BN:
BT:

69
Fase 2. Fase de es udo andomizado (com len es)
Nº es udo: ________ Nº do óculo: _________
Fase 2.1. Medição dos pa âme os acomoda i os an es da a e a de isão de pe o
Ampli ude de acomodação monocula (mé odo de Shea d):
OD: ___________
A aso Acomoda i o ( e inoscopia de MEM):
OD: ___________
Flexibilidade Acomoda i a Monocula VP (Flippe s ± 2,00 D):
OD: ___________
Fase 2.2. Medição dos pa âme os acomoda i os após a a e a de isão de pe o (20 minu os)
Ampli ude de acomodação monocula (mé odo de Shea d):
OD: ___________
A aso Acomoda i o ( e inoscopia de MEM):
OD: ___________
Flexibilidade Acomoda i a Monocula VP (Flippe s ± 2,00 D):
OD: ___________