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Estrutura de processos logísticos na gestão de armazém: o caso do WMS Eye Peak

Abstract

Atualmente, os warehouse management systems (WMS), apesar da sua grande complexidade, estão cada vez mais presentes nas organizações. Estes sistemas têm vindo a ser desenvolvidos para serem moldáveis às especificações e necessidades de cada organização e para que, assim, as empresas retirem o máximo proveito das suas funcionalidades. Além das características técnicas do software é importante ter em consideração o seu contexto e onde é que elas se encontram inseridas, isto porque, os mercados são, atualmente, cada vez mais exigentes, globais e voláteis, derivado da quantidade de informação disponível e do constante desenvolvimento de tecnologias que potenciam a automatização no seio empresarial. Neste trabalho pretende-se descobrir como é possível alavancar o WMS Eye Peak para o sucesso, utilizando uma metodologia de estudo de caso recorrendo ao uso da aplicação, observação, análise documental e conversas informais. O estudo centra-se nas funcionalidades da versão 5.0 do software desenvolvido pela empresa Primavera BSS, procedendo-se à realização de diagramas SIPOC dos diversos processos logísticos, que serviram para mapear e dar origem a uma análise funcional do sistema em estudo. Foi, ainda, realizado um benchmarking com os diversos concorrentes para entender o posicionamento do software no mercado global, onde se chegou à conclusão que a escassez de oferta e interligação a nível de tecnologias emergentes do Eye Peak, comparativamente com os seus homónimos do mercado internacional, poderá ser um dos maiores problemas atuais. Contudo, após a elaboração dos diagramas SIPOC dos processos logísticos na gestão de armazém, ficou claro que, além de as equipas da Primavera BSS terem um recurso útil para futuras ações de implementação, o sistema Eye Peak também consegue realizar os processos básicos gerais numa gestão de armazéns.

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Estrutura de processos logísticos na gestão de armazém: o caso do WMS Eye Peak

Author: Silva, Diogo Miguel Magalhães Góis da
Year: 2019
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/adc4b92f-b6db-43ae-9566-d3d8caba5267/download
Diogo Miguel Magalhães Góis da Sil a
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão
de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação de:
P o esso José Manuel Hen iques Telhada
P o esso José Filipe Sá Rod igues Soa es
julho de 2019
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
ii
Despacho RT - 31 /2019 - Anexo 3
Decla ação a inclui na Tese de Dou o amen o (ou equi alen e) ou no abalho de Mes ado
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR
TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
iii
Despacho RT - 31 /2019 - Anexo 4
Decla ação a inclui na Tese de Dou o amen o (ou equi alen e) ou no abalho de
Mes ado
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização
inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas
conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade
do Minho.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
AGRADECIMENTOS
Ag adeço aos meus o ien ado es, P o esso Dou o José Manuel Hen iques Telhada e
ao P o esso Filipe de Sá-Soa es, po oda a o ien ação. Sem dú ida que o am os g andes
ob ei os des e es udo e sem eles não e ia sido possí el chega ao im.
Um ag adecimen o especial à P ima e a Business So wa e Solu ions e ao
depa amen o de Consul ing (CSU) pelos ecu sos disponibilizados, pelo acolhimen o
excecional e pela opo unidade de abalha com uma equipa que se dis ingue pela excelência
e igo , des acando o An ónio Dó ia, F ancisco Fonseca, Filipa Palmei o, And eia Es e es, João
B i o, João Gomes e Simão San os, pessoas que es i e am p esen es pa a me ajuda semp e que
e a necessá io e que o na am es a expe iência única e inesquecí el.
Um eno me ag adecimen o à minha amília, em especial ao meu pai, Joaquim Sil a e à
minha mãe, Ma ia Magalhães, po oda a comp eensão, ca inho e po se em semp e o meu po o
de ab igo. À minha a ó Ma ia Celes e Góis, que apesa de já não es a isicamen e p esen e,
semp e oi um exemplo de o ça e de e minação e como al, ao longo des e pe cu so académico,
oi a minha p incipal e e ência pa a ul apassa os desa ios que o am su gindo.
Des aco, ambém, odos os meus amigos pela sua ajuda e companhei ismo, em especial
o Luís Ma ins pela sua sabedo ia incalculá el e dicas p eciosas, a Cláudia Sil a pela sua
paciência, a Daniela An unes pelo seu ânimo o necido nos momen os mais di íceis. Sem eles
não e ia sido, igualmen e, possí el inaliza es e p oje o.

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
ii
RESUMO
A ualmen e, os wa ehouse managemen sys ems (WMS), apesa da sua g ande
complexidade, es ão cada ez mais p esen es nas o ganizações. Es es sis emas êm indo a se
desen ol idos pa a se em moldá eis às especi icações e necessidades de cada o ganização e
pa a que, assim, as emp esas e i em o máximo p o ei o das suas uncionalidades.
Além das ca ac e ís icas écnicas do so wa e é impo an e e em conside ação o seu
con ex o e onde é que elas se encon am inse idas, is o po que, os me cados são, a ualmen e,
cada ez mais exigen es, globais e olá eis, de i ado da quan idade de in o mação disponí el
e do cons an e desen ol imen o de ecnologias que po enciam a au oma ização no seio
emp esa ial.
Nes e abalho p e ende-se descob i como é possí el ala anca o WMS Eye Peak pa a
o sucesso, u ilizando uma me odologia de es udo de caso eco endo ao uso da aplicação,
obse ação, análise documen al e con e sas in o mais. O es udo cen a-se nas uncionalidades
da e são 5.0 do so wa e desen ol ido pela emp esa P ima e a BSS, p ocedendo-se à
ealização de diag amas SIPOC dos di e sos p ocessos logís icos, que se i am pa a mapea e
da o igem a uma análise uncional do sis ema em es udo.
Foi, ainda, ealizado um benchma king com os di e sos conco en es pa a en ende o
posicionamen o do so wa e no me cado global, onde se chegou à conclusão que a escassez de
o e a e in e ligação a ní el de ecnologias eme gen es do Eye Peak, compa a i amen e com os
seus homónimos do me cado in e nacional, pode á se um dos maio es p oblemas a uais.
Con udo, após a elabo ação dos diag amas SIPOC dos p ocessos logís icos na ges ão de
a mazém, icou cla o que, além de as equipas da P ima e a BSS e em um ecu so ú il pa a
u u as ações de implemen ação, o sis ema Eye Peak ambém consegue ealiza os p ocessos
básicos ge ais numa ges ão de a mazéns.
PALAVRAS-CHAVE
Logís ica, Eye Peak, P ima e a BSS, Wa ehouse Managemen Sys em, Diag ama SIPOC
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
ix
ABSTRACT
Cu en ly, wa ehouse managemen sys ems (WMS), despi e hei complexi y, ha e
expe ienced an inc easingly p esence in o ganiza ions. These sys ems ha e been de eloped o
be cus omized o he speci ica ions and needs o each o ganiza ion, so ha companies ge he
mos ou o hei unc ionali y.
In addi ion o he echnical cha ac e is ics o he so wa e, i is impo an o ha e in
conside a ion hei con ex and whe e hey a e inse ed, because he ma ke s a e cu en ly
becoming mo e challenging, global and ola ile, de i ed om he amoun o in o ma ion
a ailable and he cons an de elopmen o echnologies ha boos , among o he ad an ages,
au oma ion in he business wo ld.
In his wo k is in ended o ind ou how i is possible o le e age WMS Eye Peak o
success, employing a case s udy me hodology using he applica ion, obse a ion, documen
analysis and in o mal con e sa ions. The s udy ocuses in he e sion 5.0 unc ionali ies o
so wa e, de eloped by he company P ima e a BSS. SIPOC diag ams o he a ied logis ic
p ocesses we e ca ied ou , which se ed o map and gi e ise o a unc ional analysis o he
sys em unde s udy.
A benchma king p ocess was also ca ied ou wi h he a ious compe i o s o unde s and
he posi ioning o so wa e in he global ma ke , whe e i was concluded ha he lack o
in e connec ion o eme ging echnologies, in compa ison wi h hei in e na ional ma ke
compe i o s, can be one o he bigges p oblems o epo nowadays. Howe e , a e p oducing
he logis ic p ocesses in wa ehouse managemen , i became clea ha in addi ion o he
implemen a ion eams o P ima e a BSS ha e a use ul esou ce o u u e ac ions, he Eye Peak
sys em can also pe o m he basic gene al p ocesses in wha conce ns abou wa ehouse
managemen .
KEYWORDS
Logis ics, Eye Peak, P ima e a BSS, Wa ehouse Managemen Sys em, SIPOC Diag am

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
x ii
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 – Exemplo do Cálculo do Cube-pe -O de Index ..................................................... 16
Tabela 2 – Camadas Cons i uin es da A qui e u a Con encional da IIoT ............................... 30
Tabela 3 – Análise SWOT da Solução Eye Peak ..................................................................... 55
Tabela 4 – Ma iz dos P ocessos e Funções Ge ais na Ges ão de A mazéns ........................... 68
Tabela 5 – Ma iz de Análise das Funcionalidades P esen es no WMS Eye Peak .................. 72
Tabela 6 – Explicação das Pon uações A ibuídos no P ocesso de Benchma king ................. 74
Tabela 7 – Requisi os Fundamen ais na Ges ão de A mazéns ................................................. 85
Tabela 8 – A aliação dos WMS no Benchma king na Ca ego ia de "A qui e u a e
Acessibilidade" ......................................................................................................................... 86
Tabela 9 – A aliação dos WMS no Benchma king na Ca ego ia de "P ocessos Logís icos" . 86
Tabela 10 – A aliação dos WMS no Benchma king na Ca ego ia de "Ino ação e Tecnologia
Eme gen e" ............................................................................................................................... 88
Tabela 11 – A aliação Final Resul an e do Benchma king aos Di e en es WMS em Es udo . 88
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
xix
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
3D
Th ee-Dimensional
AIDC
Au oma ic Iden i ica ion and Da a Cap u e
AIM
Applica ion Implemen a ion Me hodology
ASAP
Accele a ed SAP
BSS
Business So wa e Solu ions
CEO
Chie Execu i e O ice
COI
Cube-pe -O de Index
CPS
Cybe Physical Sys em
DEA
Da a En elopmen Analysis
DMS
Dis ibu ion Managemen Sys em
E.U.A.
Es ados Unidos da Amé ica
EFT
Eye Fo T anspo
ERP
En e p ise Resou ce Planning
EWMS
Ex ended Wa ehouse Managemen Sys em
FEFO
Fi s Expi ed, Fi s Ou
FIFO
Fi s In, Fi s Ou
GDPM
Goal Di ec ed P ojec Managemen
GPS
Global Posi ioning Sys em
HF
High F equency
I&D
In es igação & Desen ol imen o
IA
In eligência A i icial
ID
Iden i ica ion
IIoT
Indus ial In e ne o Things
INE
Ins i u o Nacional de Es a ís ica
IoT
In e ne o Things
IP
In e ne P o ocol
kHz
kiloHe z
KPI
Key Pe o mance Indica o
LF
Low F equency
LIFO
Las In, Fi s Ou
MHz
MegaHe z
MIP
Me odologia de Implemen ação P ima e a
PDCA
Plan, Do, Check, Ac
PDT
Po able Da a Te minal
POS
Poin o Sale
RFID
Radio- equency Iden i ica ion
RORO
Roll-on, Roll-o
S.A.
Sociedade Anónima
SaaS
So wa e as a Se ice
SIPOC
Supplie s, Inpu s, P ocess, Ou pu s, Cus ome s
SKU
S ock Keeping Uni
SWOT
S eng hs, Weaknesses, Oppo uni ies, Th ea s
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
xx
TMS
T anspo a ion Managemen Sys em
TOFC
T aile on Fla Ca
TQM
To al Quali y Managemen
UHF
Ul a-High F equency
WMS
Wa ehouse Managemen Sys em
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
1
1. INTRODUÇÃO
Nes e capí ulo inicial é ap esen ado um enquad amen o sob e a in es igação ealizada,
azendo-se uma b e e ap esen ação da emp esa P ima e a BSS e do Wa ehouse Managemen
Sys em (WMS) em es udo, o Eye Peak. Nes e capí ulo se ão, ainda, explicados os obje i os da
in es igação, a abo dagem me odológica, assim como uma ap esen ação global da es u u a do
documen o.
1.1 Enquad amen o e Mo i ação
A c escen e globalização, conco ência e ola ilidade dos me cados, acele adas pelo
enómeno da ans o mação digi al, mul iplicam os desa ios que as di e sas á eas de uma
emp esa êm de en en a pa a ga an i a sua compe i i idade a ní el global. Na á ea da logís ica
e da cadeia de abas ecimen o, de ido à sua complexidade, es es desa ios são edob ados
(P ima e a Business So wa e Solu ions, 2016b). Assumindo um papel cada ez mais
ans e sal e es a égico den o das o ganizações, ob iga a uma ges ão ágil dos p ocessos pa a
ul apassa com sucesso os desa ios do se o e inco po a nos seus mé odos as no as endências
di adas po um me cado cada ez mais desa ian e. Es a á ea em sido ma cada po o es
ino ações ecnológicas. Concei os como omnichannel, oice picking, big da a, obó ica ou
abalho emo o es ão a al e a adicalmen e a o ma como se ge e oda a cadeia de
abas ecimen o, colocando a ónica numa ges ão logís ica cada ez mais in eg ada, como é
isí el no caso de g andes o ganizações mundiais.
A big da a, po exemplo, é um e mo ge al usado pa a desc e e a quan idade massi a de
dados disponí eis pa a os ges o es de hoje em dia. Big da a é equen emen e deses u u ada e
demasiado dispendiosa pa a se acilmen e a ada em base de dados con encionais, mas as
no as e amen as es ão a aze com que seja cada ez mais acessí el a a e analisa es es
conjun os de dados (Gallaughe , 2016).
A In e ne o Things (IoT) su ge, ambém, associada à Iden i icação Au omá ica e
Cap u a de Dados, Iden i icação po Rádio F equência (RFID) ou o Blue oo h. Es as
ecnologias pe mi em um maio igo e apidez em e mos de abalho em a mazém e p ocessos
de logís ica associados e pode ão inc emen a alo aos di e sos sis emas de in o mação.
As a i idades de a mazém podem se di ididas em qua o á eas dis in as, sendo elas:
eceção e con e ência, a umação, picking e, po úl imo, p epa ação e expedição (Ca alho,
2010). Cada uma des as a i idades pode ap esen a p oblemas e ge almen e es es es ão

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
2
elacionados com a ges ão de in en á ios e a umação, is o é, a ibuição de locais de
a mazenamen o (Van den Be g & Zijm, 1999).
No malmen e, os p odu os chegam ao a mazém em g andes quan idades, o que az com
que a sua mo imen ação, den o do a mazém, seja menos dispendiosa po e ei o de economia
de escala. Já quando se ealiza a expedição dos p odu os pa a os clien es, as g andes quan idades
que de am en ada no a mazém dão luga a pequenas quan idades a mo imen a de cada ez
pa a sa is aze as encomendas dos di e en es clien es. Es e maio desseg egamen o de ca gas
ep esen a cus os de ope ação mais ele ados. Po o ma a e i a uma escalada de cus os, uma
ges ão de a mazém e icien e em um papel p eponde an e (Acco si e al., 2014).
Nunca se de e esquece que, como exis i ão á ias o mas de a mazenamen o que se ão
expos as du an e o deco e des e es udo, a seleção da o ma mais ap op iada de e se baseada
nos obje i os, na na u eza dos p odu os, no amanho do a mazém, na p ocu a e na ecnologia
de a mazenamen o disponí el (Gu e al., 2007). Pe an e es a ealidade, ecnologias como os
Wa ehouse Managemen Sys ems (WMS) e Dis ibu ion Managemen Solu ions (DMS)
desempenham um papel undamen al enquan o eículos acele ado es das ope ações diá ias,
desde a eceção a é à expedição de me cado ias, e um supo e sólido pa a a omada de decisões
es a égicas e ope acionais (P ima e a Business So wa e Solu ions, 2016b)
No undo, o WMS é uma e amen a de ges ão de a mazéns que o imiza as ope ações
logís icas em ambien e indoo e esponde a necessidades como a ges ão de a igos,
acompanhamen o de ope ações, ges ão de encomendas, ges ão de o as, eceção, expedição e
de oluções. Todas as a i idades de a mazém, desde a a umação ao picking, passando pelo
embalamen o, ki ing, in en á io, a é à ans e ência en e a mazéns, es ão p esen es nes e ipo
de e amen a.
O WMS acili a a ges ão do planeamen o diá io, ajudando os esponsá eis máximos do
a mazém a o ganiza , di eciona e con ola a u ilização dos ecu sos disponí eis no sen ido de
mo e e a mazena ma e iais com a necessá ia apidez e exa idão. É o caso do Eye Peak que
p e ende apoia as o ganizações a alcança es es obje i os, ga an indo uma o imização de
espaço disponí el em a mazém, edução de cus os de a mazenagem, e iciência na dis ibuição
de me cado ias e ges ão de en egas, ápida espos a aos pedidos dos clien es, in eg ação
simples com qualque sis ema de ges ão, en abilização dos ecu sos e do in es imen o
e e uado.
Uma ges ão de a mazenamen o e icaz ai e le i -se ine i a elmen e em melho ias ao
ní el do ap o ei amen o do espaço, condições de abalho, ní eis de se iço, luxo de ma e iais,
diminuição dos cus os de posse e do núme o de p odu os dani icados du an e o a mazenamen o
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
3
(K i ana hip e al., 2013). É, en ão, essencial que os p ocessos logís icos no que diz espei o à
ges ão de a mazéns es ejam desde o início cla i icados e, caso necessá io, sejam ede inidos e
a ualizados ao longo do empo com as e en uais al e ações que possam oco e .
1.2 Obje i os da In es igação
Depois do enquad amen o e mo i ação pa a a ealização des e es udo, o na-se mais cla o
en ende a impo ância dos obje i os que o ien am a p esen e in es igação que são: a de inição
de uma es u u a de p ocessos de ges ão de a mazéns e a espe i a análise uncional ao WMS
em es udo pa a que, en e ou as inalidades, se o ne mais ácil iden i ica e en uais debilidades
exis en es na solução Eye Peak ou nas ações de implemen ação le adas a cabo pelas equipas da
P ima e a Business So wa e Solu ions.
Espe a-se, en ão, como esul ado inal, que o p esen e p oje o con ibua pa a a comunidade
cien í ica com uma es u u a cla a dos p ocessos na ges ão de a mazéns e que si a como um
ecu so ú il às equipas de desen ol imen o e implemen ação da P ima e a.
1.3 Abo dagem Me odológica
A opo unidade assen e nes e p oje o de in es igação é a ealização de um es udo cen ado
nas uncionalidades do WMS Eye Peak e o seu enquad amen o no me cado. Es e
enquad amen o e e e-se à sua posição a ual ela i amen e ao seu p incipal conco en e
nacional (o módulo Logís ica Desk op da PHC) e aos seus homónimos in e nacionais. A pa
dis o, é impo an e não esquece , ainda, que de ido, sob e udo, à p esen e e olução indus ial
(Indús ia 4.0) é de ex ema impo ância pe cebe que po enciais ecnologias eme gen es e
dis up i as pode ão melho a a solução WMS em es udo.
Uma das opo unidades que ambém es á p esen e nes e es udo é a c iação de uma
e amen a que ajude à comp eensão dos p ocessos a e os à ges ão do a mazenamen o. Es e
p oje o p opõe-se a o maliza uma es u u a de p ocessos na ges ão de a mazéns, podendo
ajuda an o as equipas da P ima e a Business So wa e Solu ions que implemen em o WMS
Eye Peak, como a comunidade cien í ica que enha como obje i o es uda es a emá ica.
O mé odo de in es igação ado ado oi o es udo de caso e as écnicas u ilizadas o am o
uso da aplicação Eye Peak, consul a e análise documen al, obse ação e con e sas in o mais
com as equipas esponsá eis de desen ol imen o e implemen ação do sis ema.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
4
1.4 Es u u a do Documen o
O documen o é cons i uído po se e capí ulos.
O p esen e capí ulo, como oi possí el e i ica , se e de in odução e b e e
con ex ualização sob e o es udo ealizado, os seus obje i os, a abo dagem e a sua espe i a
o ganização.
No Capí ulo 2 é ap esen ada uma e isão da li e a u a, ealizada ao longo do p oje o, e
que se encon a elacionada com a emá ica em que o p esen e es udo se inse e, endo sido
de inidas, logo na sua ase inicial, as on es de pesquisa e as pala as-cha e a u iliza pa a
exis i uma boa il agem sob e os p incipais concei os de ele o pa a o es udo.
No Capí ulo 3 encon a-se uma desc ição da abo dagem me odológica u ilizada na
ealização do p esen e abalho, ap esen ando-se o p oblema, ques ões, obje i os, o mé odo e
as écnicas da in es igação.
No Capí ulo 4 é desc i o de uma o ma po meno izada, o es udo de caso da in es igação,
is o é, a ca ac e ização do so wa e em es udo, assim como a o ganização que o desen ol eu e
come cializa, a P ima e a BSS, explicando a sua isão ge al, o aspe o da solução, os p incipais
bene ícios, o seu es ado a ual, as ases e os mé odos da sua implemen ação, o necendo, ainda,
uma análise SWOT con ex ualizada com o pano ama a ual do me cado.
O Capí ulo 5 ap esen a-se como um capí ulo cen al, onde são expos os os esul ados e
uma análise sob e a es u u a de p ocessos na ges ão de a mazéns, assim como uma explicação
ap o undada sob e a me odologia u ilizada.
O Capí ulo 6 co esponde aos esul ados ela i os a uma análise uncional do Eye Peak e
as uncionalidades supo adas pelo mesmo no que oca à es u u a de p ocessos e luxos
de inidos como uma boa p á ica, ap esen ando, ambém, uma ação de benchma king com as
soluções conco en es, sendo, ainda, ealizada uma sín ese e discussão dos esul ados
ap esen ados nos capí ulos 5 e 6, azendo uma elação e análise ap o undada sob e os elemen os
ap esen ados.
O úl imo capí ulo ica ese ado pa a a ap esen ação das p incipais conclusões a e i a
da in es igação, incluindo as p incipais implicações p á icas, as limi ações encon adas ao
longo da in es igação, conside ações e p opos as de abalhos a se em ealizadas num u u o
p óximo.
Após os capí ulos an e io men e ap esen ados, seguem-se as e e ências e os seguin es
anexos: Anexo I, onde es á ap esen ada uma isão ge al dos p ocessos na ges ão de
a mazenamen o; Anexo II, os p ocessos ge ais na ges ão de a mazém ap esen ado num
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
5
Diag ama SIPOC adap ado; Anexo III ao XI, um diag ama SIPOC de cada um dos p ocessos
logís icos p esen es no Anexo I e no Anexo XII são ap esen adas as abelas de a aliação no
benchma king ealizado.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
12
A p imei a ase do p ocesso de a mazenamen o, po no ma, é a eceção e con e ência,
consis indo es a na chegada de um eículo ao cais de desca ga da me cado ia eco endo a
equipamen o de manuseamen o como os po a-pale es ou empilhado es. Após ealizada a
desca ga pa a a zona de eceção, de e á exis i a con e ência da espe i a me cado ia que oi
an e io men e ececionada pa a se e i ica se condiz com a encomenda que o a ealizada ao
o necedo (Rouwenho s e al., 2000). Caso não exis am e os, a me cado ia é p epa ada pa a
se anspo ada pa a a zona de a mazenagem ( an den Be g & Zijm, 1999).
A ase seguin e é a a umação que é conside ada como um conjun o de no mas e
p ocedimen os u ilizados pa a a ibui s ock a uma de e minada posição do a mazém (Ca alho,
2010) e é um dos elemen os c í icos da ges ão do a mazém (K i ana hip e al., 2013).
No que oca ao picking, uma das ases mais complexas, esume-se à ecolha de p odu os,
na quan idade ce a, dos locais onde es es se encon am a mazenados e em como obje i o
sa is aze os pedidos das o dens de encomenda (Pe e sen & Aase, 2004). Os á ios a o es que
pode ão condiciona a e icácia do picking, são o ipo de ou ing u ilizado pelos picke s, layou
do a mazém, a es a égia de a mazenamen o, a polí ica de p ocu a de a igos (caso ainda não
haja as eamen o au omá ico, po exemplo), ag upamen o de o dens que pode se nomeada po
“ba ching” ou “onda de picking” e, po úl imo, as á eas de picking, ou “zoning” associada, que,
no caso do Eye Peak, são denominadas po “g upos lógicos de localização”.
Tão impo an e ou mais, dependendo do caso de cada o ganização, que as an e io es
ases do p ocesso de ges ão do a mazém, é a p epa ação de encomendas e a sua expedição. É
onde as encomendas dos clien es são e i icadas, embaladas e, e en ualmen e, ca egadas po
um meio de anspo e (Rouwenho s e al., 2000) e de e se u ilizada uma eg a LIFO, is o é,
a p imei a unidade de a mazenamen o (pale e, ge almen e) que dá en ada no eículo
co esponde ao úl imo clien e a se isi ado na o a de dis ibuição que es á planeada (Ca alho,
2010).
Cada uma das a i idades desc i as an e io men e pode ap esen a p oblemas e
ge almen e es es es ão elacionados com a ges ão dos in en á ios e a a umação ( an den Be g
& Zijm, 1999). De o ma a colma á-los, de e á se de inida uma es a égia ope acional assen e
em duas dimensões dis in as, uma de a mazenamen o e ou a de sepa ação de encomendas (Gu
e al., 2010). Po isso, e de o ma a exis i um ganho de compe i i idade nes e ipo de ambien es,
é necessá ia uma a uação exaus i a de melho ia con ínua e de ede inição, caso exis am
p oblemas, em a i idades mais sensí eis como o picking (na ede inição do ipo de o a a
ealiza pelas empilhado as, po exemplo), a ges ão de in en á ios e a a umação.

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
13
Quan o à p epa ação da me cado ia, o ac o de a ecnologia hoje em dia es a disponí el
a qualque ho a, em qualque luga e com qualque disposi i o, az com que a p essão sob e os
p ocessos logís icos aumen e conside a elmen e. Is o po que os clien es que em sabe , a oda
a ho a, o es ado em que se encon a o p ocesso das suas encomendas e, dessa o ma, a al a de
o ganização, ausência de planos de abalho e de o as de ecolha, p o ocada maio i a iamen e
pela ausência de in o mação, aumen a a exposição ao isco de eclamações de clien es, o que
pode á le a a comp ome e a elação com o clien e. Ou a ques ão impo an íssima é a ges ão
de cus os, p incipalmen e numa al u a em que as ma gens de luc o são cada ez mais eduzidas
e a conco ência mais e oz, logo é impo an e elimina udo o que p o oca pe das de e iciência,
diminuindo, assim, os cus os de ope ação e aumen ando a en abilidade.
Exis i um g ande ní el de as eabilidade é impo an e, essencialmen e numa á ea de
negócio cons i uída po á ios elos que compõem a cadeia logís ica, e é undamen al conhece
de alhadamen e odas as ope ações, de o ma a de e a e en uais alhas e agi a empadamen e
pa a minimiza p ejuízos. É impo an e iden i ica o pe cu so de um a igo a é à en ega ao
clien e inal pa a uma ges ão p ó-a i a, capaz de as ea p ocessos, iden i ica exa amen e o
local onde oco eu uma anomalia e agi de o ma co e i a, ees abelecendo a e iciência ao
longo da cadeia, sem coloca em causa a c edibilidade jun o dos clien es. De ini os indicado es
de ges ão é i al, pois, a ausência de indicado es de ges ão iá eis pode se um g ande en a e
pa a a compe i i idade da emp esa, como al, é necessá io de ini-los e medi-los a a és dos
dados disponí eis.
A ges ão da comunicação, is o é, comp eende como ge i o eedback, assim como a
comunicação en e as á ias á eas da o ganização (de e se ápida e anspa en e) e ob e a
colabo ação de odos os en ol idos nos p ocessos exis en es é essencial pa a que odos os
p ocessos logís icos es ejam com um bom desempenho e, ao mesmo empo, numa cons an e
melho ia con ínua. Uma adequada ges ão dos á ios meios de in o mação pe mi i á ul apassa
o desa io de ob e in o mação in eg ada e sis ema izada, aplica il os na g ande quan idade de
dados disponí eis e ans o má-la em inpu s álidos que con ibuam pa a a e olução do
negócio. Pa a isso, é necessá io ga an i uma ges ão logís ica e de a mazéns e icien e,
soco endo-se, assim, de ecnologia ce a.
Já a p odu i idade es á, em g ande medida, dependen e da o ganização dos luxos de
abalho. Sabe como no maliza as a e as, c iá-las e alinha as ações dos ope ado es de
a mazém, são alguns dos desa ios que su gem e que são c í icos pa a ob e uma emp esa mais
p odu i a.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
14
É impo an e não esquece que a implemen ação de um mé odo de c oss-docking pode á
acele a as ope ações e elimina o manuseamen o excessi o do in en á io, podendo, se o o
caso, alinha os p odu os que chegam ao a mazém logo numa zona de expedição, sem aze
pa agens na á ea de a mazenamen o p op iamen e di a, libe ando espaço pa a ou os p odu os
e o nando a á ea de mo imen ação mais li e pa a ou as ope ações de a mazém que são,
e en ualmen e, mais p odu i as. A implemen ação de polí icas de ou ing é mui o impo an e
no que oca a de e mina a melho sequência, o i ine á io ou localização pa a se sepa a uma
encomenda, com o in ui o de se minimiza o cus o da mo imen ação de ma e iais (Choy e al.,
2014).
É possí el isualiza exemplos de di e en es polí icas de ou ing na Figu a 1
(Roodbe gen & De Kos e , 2001):
Na igu a é possí el en ende quais são os di e sos ipos de ou ing possí eis de ealiza
num a mazém com múl iplos co edo es ans e sais, segundo Roodbe gen & De Kos e
(2001), dependendo semp e, cla o, de onde se encon am as di e sas me cado ias que êm como
inalidade se em ecolhidas numa ação de picking, po exemplo. Cada ipo de ou ing de e se
adequado ao ipo de “onda de picking” que é necessá io ealiza , o imizando a mo imen ação
dos agen es que e ão essa mesma unção.
Figu a 1 – Polí icas de Rou ing no Picking
Adap ado de Roodbe gen & De Kos e (2001)
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
15
Quan o às boas p á icas de o ganização do a mazém, é c ucial que o espaço seja
ap o ei ado ao máximo. Pa a isso, o a mazenamen o não de e se só ho izon al, ambém é
necessá io usu ui da al u a e u iliza o espaço e ical, assim como do a os espaços com
ecnologia de código de ba as ou RFID i á ajuda a aumen a a p ecisão do in en á io. Um
WMS, quando é bem implemen ado, az um aumen o de e iciência p incipalmen e quando es e
é in e ligado com o ERP, dando uma isão mac o de odos os p ocessos e apoia na omada de
decisão (Aze edo, 2012).
Uma boa o ma de o ganiza o a mazém é a u ilização de um dos á ios mé odos mais
popula es, como o a mazenamen o seguindo uma análise ABC, Cube-pe -O de Index (COI)
ou po u no e a e.
Uma p á ica comum pa a se ealiza um con olo de in en á io e icien e é di e encia
os p odu os num núme o limi ado de ca ego ias. Es e ipo de di e enciação p ende-se com o
ac o de os p odu os e em g aus de impo ância dis in os em e mos de endas, ma gens de
luc o, mo imen ações, en e ou os. Com a aplicação de medidas conc e as às di e en es
ca ego ias de inidas podem alcança -se melho es ní eis de se iço eco endo a meno es ní eis
de in en á io (Ballou, 1999).
Uma análise ABC assen a na classi icação de odo o in en á io em ês ca ego ias (A,
B e C) com base nos seus alo es de u ilização. Es e ipo de análise em po base o p incípio
dos 80-20, mas como são a as as o ganizações onde 20% dos p odu os co espondem a 80%
das endas, no malmen e as emp esas op am po ou as ca ego ias que espei em o p incípio
ge al da eg a. Os a igos que co espondem à ca ego ia A êm de e um con olo mui o ele ado
po ep esen a em uma g ande on e de ecei as pa a as emp esas; já os a igos das ca ego ias
B e C necessi am de um con olo in e io (Samak-Kulka ni & Rajhans, 2013). No que oca à
disposição dos p odu os, os da ca ego ia A êm que es a mais pe o da saída, de o ma a
diminui os cus os e o empo gas o na ase do picking.
Quan o ao mé odo de Cube-pe -O de Index, es e mé odo assegu a que g andes
quan idades ou olumes de p odu os ealizem a meno dis ância possí el. O COI pa a cada
p odu o pode se encon ado com base no amanho do p odu o em me os cúbicos, núme o
espe ado de encomendas anuais e pelo ní el médio de in en á io (Chan & Chan, 2011).
Simpli icando, o mé odo em em conside ação a popula idade dos p odu os bem como as
necessidades dos espaços que eles necessi am pa a se em a mazenados (Gu e al., 2007).
O COI é de inido a a és do ácio do espaço eque ido pa a o a mazenamen o e o
núme o de iagens necessá ias pa a sa is aze a p ocu a de de e minado p odu o (de Kos e e
al., 2007). A Tabela 1 exempli ica a aplicação do mé odo de cálculo do COI.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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Tabela 1 – Exemplo do Cálculo do Cube-pe -O de Index
P odu o
Tamanho
do i em (1)
Média de unidades
em s ock (2)
Média do núme o de
pedidos diá ios (3)
Espaço do a mazenamen o necessá io
(4) = (1) * (2)
COI
(4) / (3)
A
6
800
27
4800
177
B
1
25120
45
25120
558
C
5
3936
14
19680
1405
A classi icação dos p odu os é ei a po o dem c escen e e os p odu os que ob êm um
COI mais eduzido são a mazenados nos locais mais p óximos do cais de saída (Gu e al., 2007).
A axa de o ação pode se desc i a como o ácio do alo de comp a das endas pelo
in es imen o médio em in en á io. Assim sendo, es e índice indica a quan idade de ezes que
o in en á io gi a, em média, du an e um de e minado pe íodo de empo. Com es e mé odo, os
p odu os que possuem as o ações mais al as são alocados nos locais que possuem melho
acessibilidade (Malmbo g & Al-Tassan, 2000). Es e mé odo em, como p incipal des an agem,
o ac o de a p ocu a não se uni o me, o que ob iga a que os p odu os sejam mudados com
alguma equência. Assim, a a iabilidade da p ocu a i ia ob iga a uma mudança cons an e das
posições dos p odu os uma ez po pe íodo (de Kos e e al., 2007).
É de ex ema impo ância uma co e a de inição da localização dos p odu os num
a mazém, pois, al igo pe mi e minimiza os cus os elacionados com a mo imen ação dos
p odu os que se encon am em s ock, melho a a u ilização e o ganização do a mazém assim
como acili a as a i idades do picking.
A li e a u a ela i a à e amen a de decisão pa a classi icação de um in en á io de
mul ic i é io em sido desen ol ida nos úl imos 30 anos, con udo ce as e amen as são
ex emamen e di íceis de se em aplicadas po ges o es de in en á io. Uma hipó ese de
Rama han (2006) es á mui o p óxima do concei o de da a en elopmen analysis (DEA).
P imei o o modelo con e e odas as medidas de c i é io numa pon uação que, po sua ez, é
uma soma de pesos de medidas sob o c i é io indi idual. Pa a ejei a a subje i idade nos pesos
a ibuídos, es es são ge ados po um DEA ans o mado em o imização linea . A classi icação
é, en ão, ealizada po um ag upamen o de p odu os baseado nas pon uações ge adas. De
qualque das o mas, a o imização linea se á eque ida pa a cada p odu o, o nando-se, assim,
ex emamen e complexa e, al ez, não a mais adequada pa a de e minados casos (Wan, 2007).
As boas p á icas da ges ão do in en á io como as con agens cíclicas, es es de con olo
de qualidade, in es igação de disc epâncias de in en á io eal e egis ado são ex emamen e
impo an es e p omo em ações de melho ia con ínua que são ulc ais pa a uma boa ges ão.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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A ges ão de a mazém é complexa, mas sendo bem ei a e, com a aplicação de boas
p á icas, consegue eduzi cus os, aumen a a sa is ação do clien e e aumen a a e iciência
ope acional do a mazém (Emme , 2005).
Como o ma de esponde às ígidas exigências a uais, as emp esas podem op a po
edesenha e ede ini os seus p ocessos e ins alações, po au oma iza as suas ope ações ou po
u iliza um sis ema de ges ão do ipo ERP e módulos especí icos como o WMS. No en an o,
mui as emp esas op am po u iliza as ês soluções (Singe , 2004).
2.3 Ges ão da Dis ibuição
A ges ão da dis ibuição pode se complexa, mas não se di e encia das es an es á eas da
logís ica, onde um conhecimen o ge al das ope ações, em conc e o da cadeia de abas ecimen o
e acesso a on es icas de in o mação, é possí el implemen a melho ias no seu uncionamen o.
Albe Eins ein deixou pa a a pos e idade uma ase onde e e e que “a ida é como anda
de bicicle a e pa a man e o balanço é necessá io con inua a mo e ”, es a ase pode se i pa a
mui os exemplos do quo idiano, mas a e dade é que pode, ambém, ha e uma ligação des a
compa ação com o anspo e na cadeia de abas ecimen o, pois, es e é i al pa a a cadeia de
abas ecimen o, é o meio de conexão en e odas os in e enien es e que az com que oda a
cadeia de abas ecimen o es eja cons an emen e conec ada e em mo imen o.
Pa a sa is aze as necessidades diá ias da ida, as pessoas consomem ecu sos. Recu sos,
esses, que incluem bens pa a necessidades básicas da ida como água, comida e es uá io.
De ido a esses ecu sos não es a em à disposição em odas as pa es do globo, necessi am de
se mo imen ados pa a di e en es localizações. O anspo e e a dis ibuição de bens são
essenciais pa a sus en a a ida humana (Min, 2015).
Exis em di e sos ipos de anspo es, cada um em as suas an agens e des an agens, os
a o es que êm que se idos em con a no momen o de escolha, en e ou os, são: olume,
densidade, alo , u gência, egula idade, ipologia de p odu os, empaco amen o, es a égia,
localização, acessibilidade e disponibilidade de equipamen os (Ca alho, 2010).
Um anspo e mais ápido é, po sua ez, mais dispendioso, mas pe mi e que a cadeia de
abas ecimen o seja mais p oac i a, o que az com que a mesma necessi e de menos in en á ios
e que os agen es da cadeia de abas ecimen o sejam menos p essionados. Uma o ganização que
enda p odu os i ais pa a a saúde, po exemplo, de e usu ui de um meio de anspo e que
seja ápido de o ma a consegui da espos a às necessidades e, ao mesmo empo, cen aliza
o local onde os p odu os são a mazenados pa a que o cus o de posse consiga diminui . Em

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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con as e, uma emp esa que enda p odu os de baixo cus o e com g ande p ocu a, mas que não
são i ais pa a a sob e i ência do se humano, já de e p i ilegia um anspo e que não seja
ão ápido, como o anspo e ma í imo ou e o iá io e que, po sua ez, é mui o mais ba a o
(Chop a & Meindl, 2016).
Os ipos de anspo es exis en es são: o odo iá io, e o iá io, lu ial ou ma í imo, aé eo
e, mesmo que não seja ão popula ou adequado pa a odo o ipo de me cado ias, o oleodu o.
Há ainda a possibilidade de eco e a soluções in e modais em que exis e uma conjugação de
di e sos modos de anspo e num só anspo e, ou ou as soluções mais complexas como o
oll on, oll o (RORO), que consis e no anspo e ma í imo de eículos de me cado ias, ou o
aile on la ca (TOFC) onde semi- eboques são anspo ados em modo e o iá io.
Em 2016, o meio de anspo e mais u ilizado na mo imen ação de me cado ias em
Po ugal e a o odo iá io, com ce ca de 61% das me cado ias anspo adas dessa o ma. Logo
a segui ap esen a a-se o meio de anspo e ma í imo, com pouco mais de 33%, o e o iá io
com 5% e, po úl imo, o aé eo com um o al de anspo e de me cado ias in e io a 1%. Falando
de a iações, é possí el no a que exis e uma queda ligei a ace ao ano an e io nos anspo es
odo iá ios e e o iá ios, endo o modo ma í imo ap esen ado a maio subida (3,1%) (Ins i u o
Nacional de Es a ís ica, 2017). Po ugal, geog a icamen e, ica localizado numa zona pe i é ica,
o que di icul a o anspo e odo iá io pa a ou os países da Eu opa u ilizando a ede odo iá ia,
pelo que acaba po se comp eensí el o ac o de o anspo e ma í imo e ganho, nos úl imos 3
anos, mais ep esen a i idade nas expo ações e impo ações den o da Eu opa. Não só po essas
azões, mas o modo ma í imo em a an agem de consegui mo imen a uma g ande capacidade
de me cado ias com um baixo cus o quando se e e e à elação onelada-quilóme o. É
impo an e não esquece que o anspo e lu ial/ma í imo em aca acessibilidade, en ol e
equipamen o especializado pa a ca ga e desca ga e é um se iço mais len o.
A o ma como se enca a a ges ão da dis ibuição, hoje em dia, é comple amen e di e en e
de uma década a ás, assim como, a ualmen e, é dada mais impo ância a ou os indicado es
que an e io men e se pensa a que se ia mui o complicado medi ou e acesso. A popula idade
do concei o de úl ima milha, c oss-docking, a possibilidade de segui e as ea a me cado ia,
con olo de empe a u a e ou os a o es impo an es pa a a conse ação das me cado ias são
cada ez mais i ais numa ges ão da dis ibuição e icien e e na en a i a de co a uma g ande
pa e das pe das. De ac o, es ima-se, que a úl ima e apa da cadeia de abas ecimen o ep esen e
28% do cus o o al em mo e me cado ias, sendo popula men e ca ac e izada como o p oblema
da úl ima milha (las mile) (Sco , 2009).
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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As ques ões ligadas ao concei o da úl ima milha desempenham, cada ez mais, um papel
undamen al na ges ão de dis ibuição. Num es udo ealizado pela EFT e Localz (2018), 65%
dos e alhis as a i ma am que inham mui o in e esse em in es i numa ecnologia de
isibilidade úl ima milha, em de imen o de ou as ecnologias da mesma á ea da ges ão da
dis ibuição como o DMS. As emp esas que ealiza am o es udo azem uma compa ação com
um se iço que é mui o semelhan e à emp esa Ube , onde osse possí el aze um ack and
ace da o a e, po sua ez, pe cebe , e en ualmen e, onde é que a escalada de cus os acon ece
nos úl imos momen os da o a de dis ibuição.
Quan o às boas p á icas da ges ão da dis ibuição, a emp esa de ecnologias de in o mação
dedicada à logís ica e anspo es, Ce asis (2018), suge e p á icas que de em es a p esen es
nos cen os de dis ibuição, al como, e boas condições de higiene e segu ança na base da
cul u a o ganizacional, is o, po que, no que oca à mo imen ação de bens e ao anspo e de
me cado ias, é undamen al que não haja um clima de s ess além da azá ama no mal do dia-a-
-dia de abalho que é demasiado comum pa a os ope acionais dessa á ea. Esse ipo de a i udes
pode le a com que os abalhado es não pensem em odas as ações com calma e,
consequen emen e, ha e á uma maio axa de sinis alidade ou lesões na mo imen ação de
me cado ias. A u ilização de ecnologia ambém é conside ada uma boa p á ica na dis ibuição
e i á aumen a a as eabilidade e moni o ização da me cado ia, do mesmo modo, consegui
pe cebe quais são as o as que es ão a se u ilizadas, as que ap esen am mais cus os e onde
p e eni po enciais p oblemas du an e a ansação, assim como con ola ou os a o es como
a empe a u a den o do con en o , is o i á aumen a a qualidade de se iço ao clien e.
É possí el en ende que a a qui e u a da ede de anspo es de uma o ganização a e a o
desempenho da cadeia de abas ecimen o, logo, uma boa es u u ação da ede pe mi e, en ão,
que a cadeia de abas ecimen o a inja um ele ado desempenho que é exigido na espos a às
encomendas e a um baixo cus o (Chop a & Meindl, 2016).
Só em 2017, as emp esas dos Es ados Unidos da Amé ica despende am mais de 1,5 bilião
de dóla es nas di e sas a i idades de expedição de me cado ias (Kea ney, 2018). Mui as das
emp esas es ão cien es dos cus os que es as a i idades de dis ibuição ep esen am, ha endo,
assim, uma g ande p ocu a de soluções e écnicas que pe mi am eduzi os cus os. En e es as,
des acam-se, como g andes pa cei as, as indús ias de combus í el al e na i o e as ecnologias
de in o mação que p ome em a anja soluções dis up i as e ino ado as, e inação dos mé odos
de p e isão alinhadas com o a amen o de big da a e a coo denação dos momen os da
expedição e da eceção de encomendas (Min, 2015).
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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2.4 Dis ibu ion Managemen Sys em
O DMS é, al como o seu nome indica, uma solução de ges ão da dis ibuição que em
como p opósi o au oma iza e o ganiza odos os p ocessos elacionados com a ges ão de
pessoas, se iços e empos na dis ibuição de bens e se iços. Es e ipo de soluções pe mi e
uma isão global de odo o luxo de abalho e isa eduzi subs ancialmen e os cus os
ope acionais com a eliminação de a e as edundan es, libe ando os dis ibuido es pa a um
melho planeamen o de agenda e ealização das isi as ao clien e (P ima e a Business So wa e
Solu ions, 2016b).
No caso em conc e o da P ima e a, o DMS é uma uncionalidade que ainda não se
encon a come cializá el e, a é ao momen o, não es á p e is a uma apos a o e nesse sis ema,
apesa de o sis ema Eye Peak e sido desenhado pa a o e ece esse se iço.
Além das uncionalidades p imá ias ine en es a um sis ema de ges ão de dis ibuição
como a as eabilidade e moni o ização da me cado ia a jusan e e a mon an e da cadeia de
abas ecimen o, o ganização do abalho em empo eal, ges ão de ca ga da ia u a, con i mação
de en egas online, maio e melho en abilização dos ecu sos ísicos e humanos, o DMS, pa a
se e icaz ambém em que desempenha um papel undamen al enquan o eículo acele ado
das ope ações diá ias e um supo e sólido pa a a omada de decisões es a égicas e ope acionais
(P ima e a Business So wa e Solu ions, 2016b).
Na dis ibuição, e nomeadamen e na á ea dos anspo es, já exis em há mui o empo
di e sas soluções e ecnologias de in o mação e na egação (GPS, po exemplo), como al, os
TMS (T anspo a ion Managemen Sys ems) e os DMS, mais que a possibilidade, êm a
ob iga o iedade de se alinha em e in e liga em-se com as ecnologias de na egação, de o ma
a se em au oma izadas e o nece em in o mações idedignas. De o ma a diminui a
complexidade das ope ações de anspo e, mui as o ganizações decidi am apos a em TMS nos
úl imos anos (Min, 2015).
2.5 Wa ehouse Managemen Sys em
Se á expos a, de seguida, uma análise sob e o concei o, uncionamen o, implemen ação
e al e na i as de “expansão” de um WMS. Quan o ao ópico da “expansão” do WMS
suben enda-se que se p e ende e a a as di e sas ecnologias já exis en es, a a és de uma
in e ligação, de o ma a diminui a p obabilidade de come e e os no seio das ope ações de
a mazém, ou seja, a possibilidade de expandi pa a o e eno um e minal com uma ecnologia
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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de RFID, código de ba as, ou ou a, se á uma excelen e o ma de o WMS se mais p eciso e,
assim, ansmi i in o mações iá eis à adminis ação e aos con olado es do sis ema.
2.5.1 Concei o
O WMS, al como o DMS, é uma solução de ges ão com uma a qui e u a de sis ema
baseado em diag amas de p ocessos logís icos, o imiza as ope ações logís icas em ambien e
indoo e esponde a necessidades como a ges ão de a igos, acompanhamen o de ope ações,
ges ão de encomendas, o as, eceção, expedição e de oluções. No undo, o WMS acili a a
ges ão do planeamen o diá io, ajudando os esponsá eis máximos do a mazém (P ima e a
Business So wa e Solu ions, 2016b).
Com o aumen o gene alizado de uma p ocu a incessan e po p opo ciona um se iço
ao clien e impecá el, hoje em dia os a mazéns êm-se ob igados a pô uma asquia ele ada no
que oca à p ecisão do in en á io. Uma das o mas mais p oac i as de aumen a o desempenho
ge al é usa um WMS que é desenhado, ambém, pa a acele a o empo de espos a a uma
encomenda, aumen a a p ecisão na ecolha de p odu os, o nece in o mação do es ado das
di e sas encomendas em empo eal, ge i melho o espaço do a mazém e maximiza a
p odu i idade (Min, 2006).
A pe spe i a an e io é concen ada unicamen e na de ida unção do sis ema, con udo,
é impo an e não esquece o papel p eponde an e que e á na elação com as es an es á eas da
o ganização. Indi e amen e, as uncionalidades p esen es num WMS, conec adas com um ERP
com in o mações co e as, se ão um eno me apoio às omadas de decisão dos di e sos
depa amen os de uma emp esa.
A a és do con olo que o WMS p opo ciona, é possí el isualiza os ní eis de
in en á io em empo eal e sabe a localização exa a dos p odu os no a mazém, o que pe mi e
o na á ias ope ações logís icas, en e elas a a umação e o picking, mais e icien es (Hill,
2003).
Numa isão global, é possí el pe cebe que o WMS de e se i p incipalmen e a
adminis ação, mas não só, pois os ope ado es logís icos que se encon am isicamen e no chão
de áb ica (com o uso de um e minal) e os esponsá eis de a mazém se ão os seus u ilizado es
p incipais. É, po isso, ulc al ha e uma cul u a de inclusão onde odos os agen es êm
consciência das suas a e as e a impo ância das mesmas.
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nunca esquece que em que exis i uma pe spe i a a longo p azo, is o é, nunca se pode olha
pa a as ecnologias de in o mação apenas como uma e amen a de execução no p esen e, mas
sim, moldá-la, ambém, com as endências do u u o e, an es de ealiza um in es imen o nes es
sis emas e em men e que o mesmo em que se capaz de se molda pe an e as ad e sidades
que se pode á e que en en a .
A ecnologia o nou-se mais ba a a e pode osa, di undiu-se chegando às mais di e sas
indús ias, azendo melho ias signi ica i as. As no as ecnologias p oli e a am a globalização,
ede inem concei os de so wa e, esmaga am p eços, acele a am a dispe são de dados ú eis pa a
o seu a amen o e aumen a am as p eocupações pela p i acidade e segu ança (Gallaughe ,
2016).
Pa a Caldei a (2005), um sis ema ERP é um sis ema in eg ado de aplicações
in o má icas, com á ios módulos, cob indo as mais di e sas á eas da o ganização. Ou a isão,
que ai de aco do, é de que os sis emas de in o mação êm uma melho isão e apoio à ges ão
emp esa ial uma ez que pe mi em que os ges o es enham uma isão in eg ada sob e os
sis emas de p odução, in en á io, ecu sos humanos, endas, con abilidade e sob e os se iços
p es ados aos clien es (Hsu e al., 2015). Em suma, um sis ema de in o mação em como
obje i o melho a o luxo de in o mação e a omada de decisão numa emp esa.
Cada ez mais as o ganizações necessi am de ob e in o mações ins an âneas, não só
dos seus conco en es, mas p incipalmen e sob e o desempenho das suas ope ações,
necessi ando de espos as ápidas, undamen adas e coe en es. Pa a i ao encon o des a
necessidade c escen e, as o ganizações êm op ado pela implemen ação de sis emas de apoio à
ges ão, como os ERP (Gonçal es, 2011).
In eg a p ocessos de uma manei a que pe mi a que a in o mação lua apidamen e, sem
o auxílio da ecnologia de in o mação é humanamen e impossí el (Gonçal es & Lima, 2010),
mas mesmo com a implemen ação de ERP ou ou os ipos de sis emas, exis e uma dependência
eno me do se humano, po isso mesmo é que a ualmen e exis em di e sas soluções RFID e
AIDC (Au oma ic Iden i ica ion and Da a Cap u e) que podem se in e ligadas com o ERP ou
ou os sis emas de ges ão de in o mação e, assim, diminui d as icamen e os e os de con agem
de s ock ou nou as á eas onde os e minais de iden i icação possam se adequados.
Mui as ezes, o subap o ei amen o ou o uncionamen o de icien e des es sis emas
podem de i a , não só de alha humana, como de alha do es udo dos p ocessos ou po não
exis i em pad ões de ope acionalidade elabo ados numa ase de planeamen o de implemen ação
do sis ema. A p esen e in es igação p opõe um es udo de alhado sob e esses ópicos, mas no
que conce ne ao WMS Eye Peak.

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Mui os dos ópicos que são abo dados ela i amen e à ino ação são, já, a ualmen e,
p á icas comuns em di e sas o ganizações. A mul inacional Amazon é uma e e ência no que
oca à logís ica de a mazenamen o e os dados alam po si: aumen ou a sua u ilização de obo s
nos seus cen os logís icos passando de uma média de 461 po a mazém pa a 3200; além disso,
é uma das pionei as a u iliza d ones na expedição de encomendas de pequena dimensão
(Gallaughe , 2016).
Segundo a Ox o d Ma in School & Ci i (2017), a c escen e au omação da cadeia de alo
e á um o e impac o em ce ca de 80% das emp esas nas á eas de anspo e de p odu os,
a mazenagem e logís ica a ní el global den o em b e e.
2.7 A qui e u a de Tecnologias Eme gen es
P esencia-se uma qua a e olução indus ial e os concei os como in e ne o hings (IoT),
machine lea ning, edes neu ais a i iciais, in eligência a i icial, ans o mação digi al, en e
ou as, es ão em oga.
A logís ica e a cadeia de abas ecimen o não são exceção nes e p ocesso de mudança,
exis indo uma panóplia de soluções e conjugações possí eis com es as no as ecnologias que
pode ão, não só o imiza , como agiliza mui os p ocessos.
A cadeia de abas ecimen o, pa a se e icien e no seu odo, desde mon an e a é jusan e,
necessi a de um pe manen e luxo de in o mação e em empo eal e a IoT com senso es de
iden i icação e o machine lea ning azem um ele ado g au de au oma ização, podendo ealiza
a e as humanas de uma o ma in eligen e, p odu i a e com análises em simul âneo.
Nes e caso é ocada a logís ica e a cadeia de abas ecimen o em ge al, mas, no que oca ao
se o dos anspo es e da ges ão de a mazenamen o, já exis em casos de sucessos que
comp o am a mais- alia das ecnologias eme gen es. A Amazon, po exemplo, é uma das
pionei as em expedi encomendas de pequena dimensão ia d ones (Gallaughe , 2016) e êm
pa en es pa a o a mazenamen o ia balões aé eos do ipo zeppelin (Bha acha ya, 2016).
O machine lea ning, po exemplo, seja pa a o anspo e ou pa a as ou as á eas da
logís ica, pode se is o como uma o ma de pe mi i i mais longe e ob e melho ias que, apesa
de não se em ão ób ias à p imei a is a, e ão um eno me impac o pa a além dos luxos
ope acionais (Banke , 2018).
A ideia p incipal des a secção do es udo é o nece uma noção ge al ace ca da a qui e u a
das ecnologias eme gen es como IoT, mais conc e amen e Indus ial IoT (IIoT), e o RFID, que
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êm indo a da ca as em di e sas o ganizações de opo mundial como a Za a e a Wal-Ma , e
como é que se podem in e liga com o WMS.
2.7.1 In e ne o Things
Já exis em alguns a mazéns e cen os de dis ibuição equipados com um amplo conjun o
de senso es (IoT) que acili am, en e ou as coisas, a as eabilidade, o con olo e a ges ão de
in en á io. Com es es senso es, é possí el acompanha con inuamen e as en egas e
mo imen ações den o do a mazém e au oma iza mui as das a e as quo idianas elacionadas
com o in en á io. O sis ema de ges ão de a mazéns em na u almen e que supo a a in eg ação
dos ecu sos ecnológicos ine en es a um ambien e IoT pa a ap o ei a odo o seu pode e
sine gias (Ino low, 2017).
A IIoT (Indus ial In e ne o Things) e e e-se a senso es in e conec ados,
ins umen os, e ou os disposi i os que se encon am conec ados com uma ede de
compu ado es e aplicações indus iais. A cone i idade pe mi e uma anga iação de dados,
in e câmbio e análise, acili ando uma po encial melho ia na p odu i idade e e iciência assim
como ou os bene ícios económicos (Boyes e al., 2018).
A IIoT é a i ada pelas ecnologias como cloud compu ing, ecnologias mó eis,
machine- o-machine, imp essão 3D, obó ica a ançada, big da a, IoT, RFID e cogni i e
compu ing. Nes e âmbi o, des acam-se os sis emas cybe - ísicos (CPS), cloud compu ing, big
da a e in eligência a i icial, assim como o machine lea ning.
Tabela 2 – Camadas Cons i uin es da A qui e u a Con encional da IIoT
Camada
Elemen os da camada
Laye dos con eúdos
In e aces pa a o u ilizado (ec ãs, able s, e c.)
Laye de se iços
Aplicações, so wa e de análise de dados e ans o mação da in o mação
Laye da ede
P o ocolos de comunicação, wi- i, cloud compu ing
Laye dos disposi i os
Ha dwa e
No que oca à sua a qui e u a, os sis emas IIoT são equen emen e concebidos com uma
camada de a qui e u a modula da ecnologia digi al (Yoo e al., 2010). A camada do disposi i o
e e e-se às componen es ísicas: CPS, senso es e máquinas. A camada da ede consis e na ede
ísica, cloud compu ing e p o ocolos de comunicação que ag egam e anspo am os dados pa a
a camada de se iços, que consis em em aplicações que manipulam e ans o mam os dados em
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in o mação que podem se ap esen adas num painel de análise. A camada ex e io de oda a
es u u a é a camada dos con eúdos pa a uma in e ace com o u ilizado . Resumindo, as
camadas (laye ’s) cons i uin es da a qui e u a da IIoT podem se isualizadas na Tabela 2.
2.7.2 RFID
RFID (RadioF equency Iden i ica ion) é o e mo ge al usado pa a desc e e um sis ema
que ansmi e a iden i icação (pelo meio de um único núme o de sé ie) de um obje o sem ios,
u ilizando ondas ádio. As ecnologias RFID são ag upadas a a és de ecnologias de
iden i icação au omá ica (Au o ID) mais gené icas.
As e ique as do código de ba as, que desencadea am, em empos, uma e olução nos
sis emas de iden i icação, são já, no en an o e desde há algum empo, inadequadas num di e so
núme o de casos. As e ique as são mais ba a as, mas o maio obs áculo é a sua baixa capacidade
de a mazenamen o e o ac o de que não e em capacidade de se em ep og amadas.
An es que o RFID possa se comple amen e comp eendido, é essencial en ende como
é que a comunicação adio equência oco e. A comunicação sucede pela ans e ência de dados
ia ondas ele omagné icas e pela ge ação de uma onda ele omagné ica especí ica na sua on e,
onde o e ei o pode se e i icado po um ece o longe da mesma, o qual depois iden i ica-a e
acaba po ca ega a in o mação.
Num sis ema RFID, a e ique a, que con ém a in o mação a iden i ica o obje o, ge a um
sinal con endo a espe i a in o mação que é, depois, lida pelo lei o de RFID que, po sua ez,
em como de e de a ansmi i pa a o p ocessado . Po úl imo, an o o p ocessado como lei o
i ão compu o iza a in o mação ob ida po uma aplicação p óp ia pa a o e ei o, con o me se
ilus a na Figu a 2.
Figu a 2 – A qui e u a S anda d da Tecnologia RFID
Fon e: Tu o ial-Repo s.com
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Des a o ma, um sis ema RFID pode se is o e esumido como uma soma das seguin es
ês componen es:
1. E ique a RFID;
2. Lei o ou ansce o RFID;
3. Subsis ema de p ocessamen o de dados.
A e ique a RFID, em si, é compos a po uma an ena, um ansdu o sem ios e um ma e ial
de encapsulamen o. Essas e ique as podem se a i as ou passi as, enquan o que as e ique as
a i as êm uma ene gia in e na, as passi as usam uma ene gia p oduzida pelo campo magné ico
do lei o RFID. Po isso, as e ique as passi as são mais ba a as, mas com meno alcance (menos
de 10 me os).
Um lei o RFID consis e numa an ena, ansce o e descodi icado , o qual en ia sinais
pe iódicos pa a a in o mação es a cons an emen e a ualizada. Na eceção de qualque sinal
p o enien e de uma e ique a, a mesma passa essa in o mação pa a o p ocessado de dados e o
subsis ema p ocessado de dados o nece os meios de p ocessamen o e a mazenamen o de
dados.
Os sis emas RFID podem ambém se di e enciadamen e baseados no alcance da equência
usada. Os alcances comuns são Low-F equency (LF: 125 – 134.2 kHz e 140-148.5 kHz), High-
-F equency (HF: 13.56 MHz) e Ul a-High-F equency (UHF: 868 MHz – 928 MHz) (Tu o ial-
Repo s, 2013).
2.8 Discussão da Li e a u a
O p esen e capí ulo euniu um conjun o de ob as com ele ância pa a a emá ica em
es udo e a ideia é, ao longo dos ópicos, pa i de emá icas ab angen es e mac o pa a uma
análise mais especí ica. Exemplo dessa isão mac o é a explo ação de um b e e esumo dos
p incipais concei os da logís ica e da cadeia de abas ecimen o, logo de seguida, passa pa a uma
concen ação no que oca aos emas que espei am a ges ão de a mazém e de dis ibuição que é
o p opósi o do sis ema de in o mação Eye Peak. Imedia amen e a segui é guiada uma e isão
sob e ob as que es ão in imamen e elacionadas com a essência dos WMS e DMS.
O obje i o não é só esmiuça essas isões mac o e mic o e nano, mas ambém expandi
as mesmas pa a uma pe spe i a a longo p azo com uma g ande componen e de es udo, sob e o
que em sido ei o de ino ado e as ecnologias que podem auxilia es es sis emas que, num
u u o já mui o p óximo, pode ão se i ais pa a a compe i i idade das o ganizações.
É possí el pe cebe , ao longo das ob as já ci adas an e io men e, que algumas das p incipais
endências que ão ma ca a á ea da logís ica e de a mazéns nos p óximos anos são:
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• Abo dagem omnichannel: odos os canais de enda (es abelecimen os come ciais, lojas
online e aplicações mó eis) de em con e gi , p o idenciando uma expe iência única e
memo á el ao clien e;
• Voice e isual picking: bas a u iliza a oz ou a isão pa a da ins uções ao so wa e
que i á auxilia na localização dos ma e iais a u iliza na p epa ação das encomendas,
p opo cionando mais mobilidade ao ope ado ;
• A mazenamen o e ical: o a mazenamen o em al u a é um modelo de o ganização e
a umação da me cado ia que eco e a um sis ema de pale ização al o, pe mi indo uma
maio en abilização do espaço ísico em a mazém;
• Sis emas colabo a i os de big da a: o que po encia a g ande quan idade de dados
exis en es com análises aliosas pa a a omada de decisão. As uncionalidades de
business analy ics dos sis emas de ges ão de a mazéns pe mi em po encia os dados
exis en es pa a a omada de decisões;
• C oss-docking: p ocesso em que a me cado ia ecebida num a mazém não ica em s ock,
sendo logo p epa ada pa a ca egamen o e expedição imedia a, exige o supo e de
ecnologia a ançada, de o ma a ga an i uma coo denação exa a e em empo eal;
• Global sou cing: a a-se de uma isão global da cadeia logís ica de o ma a p ocu a
o necedo es e ma é ias-p imas em odo o globo e es e, independen emen e da sua
localização geog á ica. Nes e con ex o, as emp esas êm de se capazes de adap a os
seus p ocessos, eliminando ba ei as e ga an indo uma ede capaz de da espos as às
necessidades dos me cados globais;
• Realidade aumen ada: liga o mundo i ual e eal na pe eição, pe mi indo ob e uma
maio e icácia, elocidade e p odu i idade nas a e as de a mazém;
• Robó ica e digi alização de p ocessos: são e iden es as an agens da au oma ização dos
p ocessos associados às ope ações logís icas, como al, cada ez mais emp esas êm
implemen ado so wa e especializado que cob e oda a cadeia de abas ecimen o. O
ecu so a obo s pa a ealiza a e as de a mazém eduz o e o humano e libe a ecu sos
pa a ou as ope ações;
• In eg ação de sis emas numa única pla a o ma ecnológica: nunca como hoje se alou
an o de sis emas de in o mação globais que conec am dados exis en es nas
in aes u u as das emp esas com aplicações cloud. Com is o ad êm á ias an agens,
ais como, a edução do ciclo de uma encomenda, as eio em empo eal das
encomendas ou o igo dos dados;

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• Las mile e lexibilidade na en ega: é a úl ima e apa do anspo e, é nele que as
me cado ias são dis ibuídas pa a en ega ao clien e, é aqui que exis e um eal con ac o,
pelo que é mui o impo an e pa a a qualidade do se iço. Os sis emas DMS o imizam a
ede de dis ibuição com e amen as que au oma izam os p ocessos, o necendo
di e sos dados pa a que a en ega seja en egue na ho a ce a e nas condições aco dadas;
• In e ne das Coisas: na á ea da logís ica su ge associada à Iden i icação Au omá ica,
RFID ou o Blue oo h. Es as ecnologias pe mi em uma maio apidez e igo em e mos
de abalho em a mazém e p ocessos de logís ica associada;
• Ve icalização dos se iços de logís ica: é um desa io encon a um pa cei o capaz de
ap esen a capacidade de ealiza odos os se iços que en ol em a cadeia de
abas ecimen o. A e icalização dos se iços o na-se eg a num sec o que se que
mode no e al amen e e icaz;
• Responsabilidade social e sus en abilidade ambien al: as emp esas p ocu am e um
papel mais p oac i o nas sociedades em que es ão inse idas, ais como o
eap o ei amen o de p odu os e ma e iais ou o imização da ges ão de a mazém pa a
edução de cus os ene gé icos.
Segundo a mul inacional PwC (2016), as emp esas dos se o es de anspo es e logís ica
espe am uma edução anual dos cus os de 3,2% a é 2020 a a és da digi alização de p ocessos,
o que ep esen a ce ca de 61 mil milhões de dóla es, assim como um in es imen o anual de 97
mil milhões de dóla es a é 2020. Es ima-se que, nessa al u a, 67% das emp esas po uguesas
ão u iliza dados de big da a pa a melho a a elação com os consumido es.
Es es sis emas de WMS e DMS que ag egam alo à ges ão de a mazéns e edes de
dis ibuição, êm um papel ulc al nes e no o pa adigma, pois ajudam ao cump imen o de
p azos de en ega e à ges ão simul ânea de múl iplos canais de dis ibuição, mas, pa a isso, é
impo an e que cump am uma sé ie de equisi os como (P ima e a BSS, 2016b):
• O imização de espaço disponí el em a mazém;
• Redução de cus os de a mazenagem;
• E iciência na p epa ação das en egas;
• Pla a o mas online pa a egis o e acompanhamen o de encomendas;
• Ren abilização dos ecu sos e do in es imen o e e uado;
• Ges ão de múl iplos a mazéns em simul âneo.
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É possí el esumi as an agens de uma solução WMS e DMS como: o imização do ci cui o
de en ada e saídas de me cado ias, diminuição dos cus os de p epa ação e a mazenagem da
me cado ia; picking o ien ado pa a a edução de cus os; no malização de p ocessos e espe i os
luxos de abalho; moni o ização da in o mação em empo eal; a iculação en e
a mazenagem, in en á io e ope ações; as eabilidade da me cado ia a jusan e e a mon an e;
o ganização do abalho em empo eal; ges ão de ca ga da ia u a; con i mação de en egas
online e maio en abilização dos ecu sos ísicos e humanos.
Os e ei os dessas an agens são: maximização das localizações e uma maio e iciência das
en egas; acili ação do abalho dos ope ado es; edução dos cus os de mo imen ação dos
componen es; a in o mação ci cula de o ma in eg ada o que pe mi e e um maio con olo,
mais ela ó ios e in o mação de apoio à ges ão e omada de decisão; odos os elemen os da
equipa in e agem, assegu ando a e icácia dos p ocessos e a conc e ização de me as com
qualidade; eliminação de e os na expedição e plena au oma ização dos p ocessos elacionados
com a ges ão de se iços de en ega e anspo e; e i a empos mo os e queb as na qualidade
do se iço e libe ação dos esponsá eis das a e as ope acionais le ando-os a desempenha em
um papel de maio ele o ao ní el es a égico, sem descu a o se iço ao clien e.
É possí el a i ma que, nes e momen o, já exis e mui o con eúdo eó ico que pode se
conside ado pe inen e e ico no que oca aos sis emas WMS e DMS, assim como uma
solidi icação de emas ab angen es como a cadeia de abas ecimen o, ges ão de a mazéns e
dis ibuição, o que só demons a a sua c escen e popula idade. O ac o da Indús ia 4.0 es a a
o na -se, mais que uma ealidade, uma ob iga o iedade pa a con inua a sob e i e num
me cado e oz ambém le ou a uma acele ação de de e minados ópicos que há uma década
a ás e a desconhecida ou menos popula .
Os epa os que podem se ecidos é o ac o de não ha e , na maio ia das ob as, uma isão
holís ica sob e as di iculdades de que mui as pequenas emp esas en en am quando se a a de
ealiza in es imen o em de e minadas ecnologias e equipamen os ou o ipo de es a égia a
ado a . Além disso, apesa do ní el académico dos colabo ado es se mui o supe io que há uns
anos a ás, ainda há mui os en a es e esis ência pela ino ação e o clima de mudança na cul u a
emp esa ial, assim como a ges ão de p oje os e o planeamen o que con inuam, a iadas ezes,
a se em elegadas pa a segundo plano, es es ac os são igualmen e impo an es e necessá ios
e em con a quando se ala de implemen ações de sis emas de in o mação.
Nos p óximos capí ulos des a in es igação, o ema elacionado com a implemen ação
de sis emas se á es udado de uma o ma po meno izada, assim como se á aplicado à solução
Eye Peak, seguindo como guião a me odologia de implemen ação P ima e a (MIP).
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3. ABORDAGEM METODOLÓGICA
Nes e capí ulo é ealizada uma desc ição de alhada da abo dagem me odológica ado ada
pa a o p esen e es udo. Se á ap esen ado o p oblema, a ques ão de in es igação, assim como o
obje i o, mé odo e écnicas de in es igação ado adas.
3.1 P oblema de In es igação
A mo i ação pa a a ealização des e es udo oi a ealização de um conjun o de boas
p á icas pa a os p ocessos numa ges ão de a mazéns, acul ando, assim, às equipas de
implemen ação do so wa e Eye Peak uma es u u a de p ocessos logís icos na ges ão de
a mazém. Além disso, uma das g andes p oblemá icas, ambém assen es nes e p oje o, é
en ende como o Eye Peak pode á ala anca o seu sucesso, olhando pa a o me cado global e os
seus espe i os conco en es.
3.2 Ques ão de In es igação
Além do p oblema de in es igação já cla i icada na secção an e io , é impo an e, ainda,
escla ece as ques ões de in es igação:
• O WMS Eye Peak ap esen a odas as uncionalidades p esen es numa es u u a de
p ocessos na ges ão de a mazém?
• O WMS Eye Peak, a a és de uma ação de benchma king com ou os sis emas, pode
ap esen a no as melho ias?
• Que ecnologias conside adas eme gen es pode ão, já no p esen e ou no u u o,
in e liga em-se com os sis emas WMS em ge al? E com o Eye Peak, conc e amen e?
3.3 Obje i os de In es igação
Como já mencionado, an e io men e, os obje i os des e p oje o são: a de inição de uma
es u u a de p ocessos de ges ão de a mazéns e a ealização de uma análise uncional ao WMS
em es udo pa a que se o ne ácil iden i ica e en uais debilidades p esen es na solução Eye
Peak ou nas ações de implemen ação do sis ema.
Os obje i os se ão decompos os nas seguin es a e as:
• Es uda o Eye Peak do pon o de is a uncional;
• P oduzi dig amas de p ocessos logís icos que são supo ados pelo p odu o;
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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Pa a di icul a a missão do WMS, hoje em dia, exis em di e sos obs áculos como:
p azos de en ega eduzidos, múl iplos canais de dis ibuição, um me cado à escala global,
no as ecnologias de con olo e ges ão da ci culação de bens (RFID, po exemplo) e clien es
cada ez mais exigen es.
Um se iço pode ap esen a -se ágil se demons a : espaço ísico deses u u ado,
desconhecimen o de quan idades e s ocks disponí eis, pe das de me cado ia de ido a e os de
a mazenamen o, p epa ação de emba que deses u u ada e com alhas, di iculdade de as ea
me cado ia, empos de espos a demasiado longos, e os e a asos na expedição, di iculdade de
acesso a in o mação idedigna pa a con olo dos p ocessos, en e ou os.
A solução Eye Peak acili a a comunicação com os clien es e o necedo es a a és de
uma pla a o ma online onde é possí el consul a o s ock exis en e, isualizando os a igos
disponí eis e execu a di e amen e os pedidos. Do mesmo modo, ápido e simples, é possí el
acede às encomendas dos clien es, com a g ande an agem de oda a in o mação es a
in e ligada.
O ac o de a in o mação es a oda in e ligada, signi ica que o sis ema encaminha
au oma icamen e a in o mação pa a a á ea de ges ão de in en á ios e a u ação, acili ando o
con olo e a c iação dos documen os de saída (guia de emessa, anspo e, a u as p ó- o mas,
e c.). Além de simpli ica a elação com clien es e o necedo es, é possí el ob e um maio
con olo das ope ações, ais como:
• Con e i os ma e iais ecebidos;
• Valida a lis a de encomendas penden es;
• Apu a e ese a os a igos em al a pa a sa is aze encomendas penden es;
• Ve i ica a disponibilidade do cais pa a a mazenamen o;
• A e i as expedições e e uadas po clien e;
• Consul a mapas de mo imen os;
• Con i ma o luxo de documen os e encomendas;
• Conhece a as eabilidade a mon an e e a jusan e;
• Acompanha a e olução do negócio em empo eal.
Tudo ica egis ado pa a que não haja alhas, nem e os. O acesso aos dados é ápido e a
in o mação é idedigna. Além disso, é ap esen ada uma melho ia da o ganização do abalho
das equipas e colabo ado es numa pla a o ma disponí el em qualque luga , onde se pode ge i
as espe i as a e as, ha endo assim um con olo global do negócio e a equipa sabe semp e

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45
quais as ações a desempenha . O momen o de en ega é o culmina do se iço, po isso é i al
p opo ciona aos clien es uma expe iência única, idelizando, assim, o consumido e ainda,
possi elmen e, a ecomendação do se iço.
Com um simples e minal, ou seja, a pa i da ex ensibilidade do sis ema, os p ocessos são
agilizados. Após a inalização de uma en ega, po exemplo, e u ilizando um e minal, o sis ema
cen al é au oma icamen e in o mado sob e o es ado do se iço e e uado: se ealizado com
sucesso ou em es ado de incidência, ho a exa a da me cado ia, nome do ece o e a assina u a
digi al.
A con i mação de en ega é seguida de no i icação po co eio ele ónico, sendo ainda
en iados ale as no caso de anomalias, sendo possí el c ia documen os de de olução. A a és
do e minal po á il é, ambém, possí el e e ua cob anças, acili ando a p es ação de con as e
uma sinc onização em empo eal.
Com o Eye Peak, o na-se mais ácil ob e equipas mais p odu i as e alinhadas com os
obje i os da o ganização, e o e ece aos colabo ado es as e amen as necessá ias pa a que
possam execu a as ope ações com apidez, e iciência e qualidade.
Es a solução é uni e sal, ou seja, unciona com qualque e minal po á il, imp esso a e
ou os equipamen os ecnológicos de o ma simples.
4.2.2 Es ado A ual – Ve são 5.0
Já o am e e idos an e io men e os di e sos bene ícios do WMS, mas é possí el
en ende , a pa i de di e sas con e sas in o mais, que a e são 5.0 do Eye Peak ainda encon a
algumas limi ações. Es as limi ações ao ní el das suas uncionalidades pode ão de e -se ao
ac o de não exis i um es udo p o undo ace ca dos p ocessos logís icos ge ais das o ganizações
ou, e en ualmen e, po ainda não exis i uma consciencialização a ní el ge al sob e as emá icas
elacionadas com a logís ica e a cadeia de abas ecimen o. Es a in es igação em como p incipal
p opósi o o es udo dos p ocessos logís icos, mas nes a subsecção, em conc e o, p e ende da -se
a conhece o es ado a ual da solução ges o a de a mazéns.
O Eye Peak, é nes e momen o, u ilizado em di e sas emp esas po uguesas com o
mo i o de mi iga di iculdades na ase de a mazenamen o de me cado ias (má o ganização,
me cado ia es agnada, inexis ência de mé icas, po exemplo) ou em emp esas que,
simplesmen e, p e endem diminui cus os ou aumen a a e iciência no a mazenamen o. Pode-
-se le nos manuais come ciais do p odu o que a solução pode se u ilizada nos di e sos se o es
como logís ica, a mazenamen o/dis ibuição, p odu os a macêu icos, alimen a , bebidas,
ele odomés icos, papel, in as, indús ias ans o mado as e ma e iais de cons ução.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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O alo ac escen ado à o ganização que decide apos a na u ilização da ecnologia Eye
Peak su ge pelo aumen o da p odu i idade, ha e um con olo o al das localizações com
consul a em empo eal do es ado de ocupação do a mazém, o imização dos ecu sos ísicos e
humanos, uma in o mação pe manen e do in en á io e em empo eal de odos os p ocessos,
edução dos e os, queda d ás ica dos cus os de obsolescência de me cado ia de ido à expi ação
do p azo de alidade, assim como dos e os e alhas de comunicação no manuseamen o das
me cado ias.
Pa a o de ido uncionamen o da solução, exis em ce os equisi os écnicos do sis ema
ope a i o, de memó ia e de lei u a. Além disso, a a qui e u a da solução ( e Figu a 4) exige,
na u almen e, que haja um se ido e a base de dados da o ganização. É exigido, ainda,
exis i em equipamen os como: imp esso a de e ique as, e minal e ou os que e en ualmen e
possam se exigidos pela complexidade das ope ações diá ias, icando es es à conside ação da
emp esa.
Figu a 4 – A qui e u a da Solução Eye Peak
Como oi e e ido no Capí ulo 2, a in e ligação de um WMS com e minais de a mazém
ou ou os ipos de ecnologias é um pon o c ucial, pois é dessa o ma que é possí el ha e uma
ges ão em empo eal das eceções e expedições, mo imen ações, ações de picking, en e ou as.
O so wa e desen ol ido pela P ima e a não podia deixa de se di e en e, e dispõe dessas
uncionalidades de o ma a comba e as alhas de comunicação e a aumen a os ní eis de
p ecisão.
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É possí el e i ica na Figu a 5 o aspe o ge al do ec ã do e minal do Eye Peak, assim
como os seus menus. É de sal agua da que es es podem se pe sonalizados consoan e as
necessidades e pe missões o e ecidas pela adminis ação aos espe i os ope ado es.
Figu a 5 – Aspe o Ge al dos Menus do Te minal do Eye Peak
O e minal, po si só, pode e em como unção se ex ensão do WMS, is o é, o nece
odas as in o mações em empo eal aos adminis ado es do sis ema es ando p esen e no “ ea o
das ope ações”. Dá en ada de me cado ias, assim como con i ma as mo imen ações que são
ei as den o do a mazém. Com um lei o de código de ba as, po exemplo, é possí el aze a
lei u a e con e ência das me cado ias ecebidas e expedidas, das zonas pa a onde ão as
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me cado ias ou de onde elas saem, como ou as unções. Caso haja engano em alguma ação do
colabo ado do a mazém, o e minal no i ica e não deixa que o e o acon eça, endo assim,
ambém, uma ação p e en i a mui o impo an e nos p ocessos diá ios.
Me a o icamen e, o cé eb o do WMS, is o é, onde são ealizadas as o dens de ope ações
e a sua coo denação acon ece no F on End, pois é aí que o WMS é in eg ado com o ERP (caso
a o ganização op e po essa uncionalidade) e os seus memb os, is o é, a sua ex ensibilidade,
são os e minais que exis em na o ganização e que são u ilizados pelos colabo ado es.
Como é possí el pe cebe na Figu a 6, a e são 5.0 do Eye Peak ap esen a o seu menu
p incipal na la e al esque da, di ido em sepa ado es dedicados à “Adminis ação” e ao “WMS”
que espei a aos seus p ocessos ge ais. Nas Figu as 6 e 7, espe i amen e, é possí el e i ica
os menus e submenus ela i os à “Adminis ação” e “WMS”.
Figu a 6 – Menu "Adminis ação" do F on End
De alhadamen e, o menu “Adminis ação” do F on End do Eye Peak é di ido nos seguin es
menus:
• Con igu ação Emp esa, onde são p eenchidos os campos ge ais da o ganização como o
nome, mo ada, ele one, ax, email e página web;
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• Pa âme os, nes a secção é possí el de ini e molda a a qui e u a do modo como se á
ap esen ada e ge ida a di e sa in o mação, assim, como a o ma ação dos di e sos
campos;
• Adminis ação de G upos, exis e a possibilidade de c ia , edi a e apaga um g upo de
u ilizado es numa ó ica de pe il de u ilizado , associando a cada u ilizado as suas
pe missões nos di e sos módulos do WMS;
• Adminis ação de U ilizado es, enquan o que na opção an e io e a possí el ge i e
ealiza di e sas soluções de g upos, nes a uncionalidade a ges ão conce ne apenas ao
u ilizado . Is o é, um g upo em á ios u ilizado es como “ope ado de a mazém”,
“ges o ”, “adminis ado ” ou “ écnico de supo e” e, nes a secção, é espe ado que os
u ilizado es sejam ag upados no espe i o g upo a que pe encem;
• Fo ma os de E ique as pa a o bom uncionamen o da solução Eye Peak, é necessá io a
u ilização de e ique as de o ma a se em lidas po um e minal de código de ba as ou
ou o ha dwa e, e po isso, é nes e menu que as mesmas de em se o ma adas ou a é
mesmo eliminadas;
• Manu enção de Sessões, onde o ges o do sis ema em a possibilidade de e i ica os
u ilizado es que êm sessões abe as e, espe i amen e, em que compu ado , IP, ede,
sis ema ope a i o, en e ou os;
• Ins ala e desins ala módulo, como o p óp io nome indica é possí el ins ala e
desins ala um de e minado módulo nes a uncionalidade especí ica;
• Con igu ação dos Menus, exis e a possibilidade de con igu a e desenha o menu de
F on End ou do Te minal;
• His ó ico de Audi o ia, onde exis e um his ó ico das ações ealizadas no WMS.

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Figu a 7 – Menu "WMS" e os Respe i os Submenus do F on End
Quan o ao menu de “WMS”, o F on End possui di e sos menus essenciais pa a uma
e icien e ges ão do a mazém, ou não osse esse o p opósi o undamen al do sis ema, e en e eles
encon am-se as opções de:
• Con igu ação, que se subdi ide em abelas de ins alação/pa ame ização do sis ema,
con igu ação de documen os, g upos lógicos de localizações, designe do a mazém, ipo
de onda (picking), ipo de in en á io, pe is de unidade ag egado a, classi icação de
a igos, con igu ado de código de ba as, de inição lógica do a mazém e impo ação de
a igos;
• Tabelas mes e, onde se pode c ia , edi a , apaga a igos, amílias de a igos, classe de
a igos, o ma os de a mazenamen o, lo es, mo i os de bloqueio de lo es, núme os de
sé ie, anspo ado es, depósi os, mo i os de de oluções, es ado das de oluções, canais
de dis ibuição, ipos de expedição, zonas geog á icas, o as, janelas ho á ias, locais de
expedição, g á icos dos a igos mais expedidos, assim como, dossie s com lis agem de
a igos, hie a quia de a igos e a igos po g upos;
• Documen os de ans e ência, com os espe i os documen os de en ada e saída de
p odução, de en adas com encomendas e en adas a o necedo e de oluções ao mesmo,
documen os de saídas com pedidos e expedição pa a o clien e e, po úl imo, opção com
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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documen os de s ock com en adas e saídas do mesmo com a possibilidade de ge i os
documen os de e en uais eposições;
• Receção con empla abelas de unidades pa a a umação, as bloqueadas pelo con olo de
qualidade, penden es e penden es de con i mação, o necedo es penden es, de oluções
não con i madas, simulação com um algo i mo de a umação e dossie s de encomendas
e en adas a o necedo ou de p odução penden es;
• Expedição, onde há abelas de unidades e encomendas penden es pa a expedição, saídas
penden es, p epa ação de expedição e emba ques, emba ques, picking au omá ico, onda
de picking, eposição picking e dossie s de encomendas de clien e penden es, penden es
po p odu o, a igos sem s ock pa a expedição, encomendas de clien e pa cialmen e
sa is ei as, a igos sem s ock pa a expedição po clien e;
• Ope ações, di idido nas abelas: in en á io, equipamen os, ope ações, ope ado es,
a e as penden es, sessões de abalho, u nos, a e as, in en á io de in e ligação com o
ERP, documen os penden es de expo ação, dossie s de desempenho mensal po
ope ado e g á ico de desempenho mensal po ope ado ;
• Fa u ação, onde exis e uma abela única de a u ação e com á ios dossie s de ela ó io
de manuseamen os a a u a , a a u a po amília, manuseamen os en e da as e po
amílias, de ocupação a a u a , ocupação a a u a po g upos, ela ó io de ní el s ock
po clien e, s ock po clien e e a u ação po clien e;
• Con olo de qualidade, possí el encon a abelas de ca ac e ís icas a inspeciona ,
mé odos de inspeção, de inição da icha de ensaio, egis o de ensaios e equipamen os
de inspeção;
• A mazenamen o, onde se encon am dossie s de unidades penden es de con i mação e
as abelas de unidades, unidades de expedição, localizações e unidades de
a mazenamen o;
• A mazém, onde uma abela analí ica que ap esen a um g á ico de ocupação do a mazém
e ou a onde exis e uma isão do a mazém, além de dossie s de lis agem de s ocks po
localização, a igo, amílias, núme os de sé ie, po a igo com es ado do p odu o,
mo imen os po clien e, mo imen os de en ada e saída, a igo nas unidades, ela ó io
de ocupação de unidades ag egado as, localizações, núme os de mo imen os po
clien e, lis agem com mo imen os de en ada e saída po amílias, con olo de
qualidade, ní el s ock po clien e e de s ock po p op ie á io;
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• P odução, que é ex emamen e impo an e pa a as emp esas que êm um p ocesso
p odu i o, que dispõe de abelas elacionadas com a engenha ia do p odu o, linhas de
p odução, o dem de p odução, o dem de p odução e embalagem, o dem de p odução e
egis o de ma é ias-p imas, ecu sos de p odução, a e a de p odução, acompanhado de
dossie s de lis agem de p odu os com engenha ia de inida.
Além do so wa e do Te minal e do F on End, o Eye Peak ambém necessi a de uma
consola de se iço, onde é possí el acede às con igu ações globais de uncionamen o como a
in eg ação (ou não) com o ERP, a base de dados a u iliza , os u ilizado es, licenças e ou as
e amen as écnicas c uciais pa a o bom uncionamen o do WMS. O seu aspe o es á
ep esen ado na Figu a 8.
Figu a 8 – Consola de Ges ão do WMS Eye Peak
De uma o ma global, es ão ap esen adas as uncionalidades p esen es no sis ema ges o
de a mazéns. É de salien a , ambém, que odos os menus do F on End são pe sonalizá eis e
isso demons a a sua g ande lexibilidade e adap ação aos di e en es pe is e ca gos nas
o ganizações de colabo ado es que pode ão e que in e agi com o so wa e.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
53
Mais uma ez, é ele an e elemb a que o WMS não necessi a de es a
ob iga o iamen e in e ligado com o ERP (caso a emp esa o u ilize) e que pode unciona na sua
pleni ude num o ma o “s and alone”, con udo, e pa a uma o imização e agilização en e odos
os depa amen os e p ocessos, é al amen e aconselhá el que se p oceda à sua in e ligação.
4.2.3 Fase de Implemen ação
De o ma a acili a a implemen ação de soluções em clien es, a P ima e a c iou um
mé odo pad ão, a já e e ida MIP, que, além disso, ainda acompanha um Documen o de Visão
de P ocessos, onde es á documen ada, po no ma, odas as especi icações e in o mações
ele an es em e mos de cus omização e boas p á icas.
A MIP assen a na p omessa de se ei a à medida das exigências, on-budge e on- ime
com o Depa amen o de Consul ing da P ima e a.
A MIP é exclusi a e assegu a a u ilização das melho es p á icas pa a a con igu ação de
p ocessos de negócio. Ga an e, ainda, um ecu so às écnicas mais a ançadas de modelação de
sis emas, adap ando cada uncionalidade à ealidade de cada o ganização.
Apesa de complexa, de ido às suas di e sas ases, o na-se de mais ácil lei u a se o
enca ada como uma linha de me o, is o é, o seu início é no momen o de enda que é compos o
po di e sas ases e as es an es “es ações” e “zonas” do me o são as di e en es ases e
subp ocessos inse idos nos mesmos, como é possí el e i ica na Figu a 9.
Figu a 9 – Me odologia de Implemen ação P ima e a
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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5. ESTRUTURA DE PROCESSOS NA GESTÃO DE ARMAZÉM
O p esen e capí ulo isa ap esen a uma es u u a de p ocessos na ges ão de a mazéns
com o in ui o de se o na a base das análises ap esen adas mais à en e, assim como o nece
ecu sos aliosos an o à comunidade cien í ica como às equipas de implemen ação da
P ima e a Business So wa e Solu ions.
A a és de oda a li e a u a ecolhida, e após a sua e inação, oi possí el chega a
conclusões inais ace ca de uma es u u a de p ocessos logís icos associados a uma ges ão de
a mazéns que, po sua ez, é undamen al pa a consegui ealiza uma análise uncional ao
sis ema WMS Eye Peak e de ini os equisi os de a aliação pa a o benchma king com as
soluções conco en es.
Pa a a ap esen ação e lei u a mais acili ada de uma es u u a de p ocessos logís icos, oi
es abelecido que se ia ma e ializada em o ma o de diag ama SIPOC. O diag ama pe mi e
iden i ica odos os elemen os ele an es de um p oje o an es do início do mesmo, além disso
dis ingue-se po se uma écnica de ácil lei u a, mesmo pa a quem não es á in ei amen e a pa
da emá ica e le ida. A sigla SIPOC de i a das le as iniciais de Supplie ( o necedo ), Inpu
(en adas), P ocess (p ocesso), Ou pu (saídas) e Cus ome (clien e). Como al, é espe ado, que
des a disposição de in o mação, seja pe ce í el quem é que são os p incipais o necedo es do
se iço em si e quem é que os execu a. É da mesma o ma impo an e pe cebe qual é o inpu ,
ou seja, qual é a ação ealizada pelo o necedo , o p ocesso p op iamen e di o e quem são os
esponsá eis pelo mesmo, um ou pu (saída) e o clien e associado sob o pon o de is a
p ocessual, i.e., aquele que i á ecebe o “p odu o” inal do p ocesso, nes e caso o ou pu
associado.
O diag ama SIPOC só pode á se conside ado como uma e amen a e icaz a pa i do
exa o momen o em que a mesma é inalizada e o na-se cla o en ende quais são as alhas
p esen es e a o ma como, e en ualmen e, pode á se exequí el ealiza mudanças e,
sucessi amen e, inc emen a melho ias na p odu i idade ge al, nes e caso do WMS.
Apesa de as boas p á icas ou os p ocessos ine en es a uma ges ão de a mazém pode em
se de inidos de uma o ma global, é no mal que cada o ganização adap e os p ocessos-pad ão
às suas e en uais necessidades ou unções de o ma a consegui o imiza a p odu i idade den o
do a mazém ou a consegui diminui os cus os.
Nes e capí ulo se ão ap esen ados e disc iminados odos os p ocessos ge ais de uma
ges ão de a mazém baseado na concep ualização eó ica dos au o es es udados, se indo de
uma base pa a a ealização de uma es u u a de p ocessos logís icos supo ados pelo WMS,
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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espe ando que se o ne ú il pa a e i ica po enciais lacunas exis en es no Eye Peak, is o po que
an e io men e ao início des e es udo, a P ima e a Business So wa e Solu ions encon a a-se
desp o ida des e ipo de écnicas no que diz espei o ao sis ema Eye Peak.
É, po isso, impo an e, an es de mais, escla ece a de inição dos p ocessos emp esa iais
e o que ele ep esen a nos dias de hoje.
De uma o ma ge al, as o ganizações êm como g ande p opósi o a ge ação de alo e
uma e en ual an agem compe i i a, num me cado, cada ez mais global e com eno me
ola ilidade. Uma ez que não exis e um p odu o ou se iço o e ecido sem que haja um
p ocesso emp esa ial en ol ido, ambém não az sen ido exis i um p ocesso emp esa ial sem
que haja a ualmen e, ou seja p e is o num u u o, ealiza um se iço ou a enda de bens.
Um p ocesso de negócios é a combinação de um conjun o de a i idades den o de uma
emp esa, com uma de e minada es u u a que desc e e a sua o dem lógica e a sua dependência.
É a sequência de a i idades ealizadas na ge ação de esul ados pa a o clien e, desde o início
do pedido a é a en ega do p odu o, incluindo inpu s, a i idades, in aes u u as e odas as
e e ências necessá ias pa a adiciona alo (Aguila -Sá en, 2004), ou pode, ambém, se
de inido como qualque a i idade ou conjun o de a i idades que se o nam num inpu que lhe
adiciona alo e o nece um ou pu a um clien e especí ico (Kippe e al., 2011).
Uma boa ges ão dos p ocessos é um g ande complemen o à iloso ia lean no que oca à
edução de despe dícios e a Toyo a é capaz de se o exemplo mais bem-sucedido, azendo uma
abo dagem à ab icação de o ma a i a o máximo p o ei o (Jes on & Nelis, 2014). Uma das
iloso ias, ep esen ada na Figu a 10, que ambém ajuda a moni o iza a implemen ação de
melho ias é o ciclo PDCA.
Figu a 10 – Ciclo PDCA
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
63
O ciclo PDCA, di idido nas qua o ases - planea , execu a , e i ica e agi - em
assen e como base uma iloso ia de melho ia con ínua, e de e se enca ado como um p ocesso
inin e up o onde, após comple a a ase de “agi ”, de e-se e oma no amen e ao planeamen o
pa a con inua a ap esen a melho ias num de e minado p ocesso ou ação que ap esen e
anomalias ou simplesmen e necessi e de se o imizado. Basicamen e, a a-se de uma o ma
i e a i a de elimina p oblemas e a ingi uma excelência a ní el ope acional.
A ase inicial é ca a e izada po es abelece um plano de ações que consis e em de ini
os esul ados que se p e ende e com a inalidade de pe cebe quais são as medidas a oma e os
caminhos a segui du an e odo o p ocesso de melho ia.
A ase que se segue é o elo de ligação en e a capaci ação da o ganização pa a a
implemen ação e a implemen ação p op iamen e di a. É impo an e, pois, a a-se de execu a
udo o que oi planeado an e io men e e ce i ica que as ações oco em sem sob essal os e com
o mínimo de anomalias possí el. Es a ase en ol e uma g ande capacidade de ap endizagem
de odos os ecu sos humanos e uma capacidade de coo denação em equipa.
Numa ase de “ e i ica ” exis e g ande e en e de análise onde é necessá io compa a
os dados ob idos du an e a ase de execução e e i ica se os mesmos co espondem às
expe a i as o muladas numa ase inicial.
A ase de “agi ” não é nada mais que a implemen ação de medidas, com o obje i o de
e i a a epe ição dos p oblemas que es ão a oco e (ação ea i a) e as que possam
e en ualmen e ad i do planeamen o (ação p e en i a).
Pelos exemplos de o ganizações e a isão eó ica dos au o es, é unânime que uma ges ão
e desc ição po meno izada dos p ocessos emp esa iais azem a iadíssimas an agens.
A Solução WMS Eye Peak da P ima e a BSS oi concebida, desde os seus p imó dios,
pa a sup i as necessidades na ges ão de a mazém das o ganizações, mas, como oi e e ido na
in odução do p esen e capí ulo, uma desc ição de alhada dos p ocessos de negócio é ulc al,
an o pa a pe cebe qual é o obje i o p incipal, assim como quem é o p incipal “al o” e a
desc iminação do luxo em si.
Foi aco dado que, du an e a in es igação, pa i -se-ia de uma base de abalhos onde
osse possí el pe cebe , de um modo ge al, quais são os p ocessos essenciais numa boa ges ão
de a mazém. Como é possí el e i ica no Anexo I – Visão Ge al dos P ocessos na Ges ão de
A mazenamen o, es ão di ididos os no e p ocessos undamen ais, sendo que o núcleo é
cons i uído pela P é-Receção e Receção, Con e ência e Con olo de Qualidade, Pu -Away e
A mazenamen o, Ges ão de In en á ios, Se iços Ex e nos, Mo imen ação, P é-Expedição e
Expedição e as De oluções (Logís ica In e sa). Quan o à Con igu ação e ao Repo ing/Análise,
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
64
pon o 1 e 9, espe i amen e, são p ocessos adicionais enquad ados como uma boa p á ica
seguindo a iloso ia do ciclo PDCA.
A es u u a do Anexo I oi ob ida a a és de uma sín ese ge al da li e a u a, is o po que
é possí el pe cebe , pelos di e en es au o es, que não há um consenso gene alizado quan o à
es u u a dos p ocessos de ges ão de a mazéns. Segundo Ca alho (2010), as a i idades em
a mazém podem se di ididas em qua o á eas dis in as: eceção e con e ência, a umação,
picking e p epa ação, inalizando com a expedição. Já na documen ação o icial do WMS Eye
Peak, elabo ado pela P ima e a BSS (2016a), é suge ido que os p ocessos sejam di ididos em:
eceção, con e ência, mo imen ação, p epa ação e expedição. Gu e al. (2007) di idem
simplesmen e em eceção e expedição, a mazenamen o e picking. Pa a Emme (2005), as
ope ações de um a mazém podem se simpli icadas apenas em bens no a mazém ou na eceção,
“pu away” pa a a á ea de a mazenamen o, seleção da encomenda e “picking” / “packing” de
bens em saída ou em ase de despacho. Os au o es Tompkins & Smi h (1998) simpli icam as
a e as no a mazém como uma me a ques ão de ecebe me cado ias, a mazená-las e e e ua o
picking no momen o das o dens de encomenda e, de seguida, expedi-las. Já Min (2015), ai
mais a undo e não de ine uma es u u a de p ocessos ígida sob e as boas p á icas numa ges ão
de a mazém, mas cla i ica de alhadamen e os p ocessos que são c uciais pa a um sis ema de
ges ão de a mazéns que passam, de seguida, a se explicadas:
1. P epa ação de encomendas, en ada e agendamen o – esumem-se numa simples
seleção e o ganização ou agendamen o das á ias encomendas a ececiona no a mazém;
2. No i icação da en ada de me cado ias - em como obje i o pe mi i às en idades
esponsá eis inse i in o mação elacionada com a eceção da encomenda;
3. P é- eceção – onde é es imado os empos, ho á ios e oda a ou a logís ica in e na
ine en e pa a a eceção de encomenda ou múl iplas encomendas;
4. Receção - c ia egis os de in en á ios, p epa a o in en á io pa a a mazenamen o e
ge a con i mação das guias de en ada;
5. “Pu -away” e a mazenamen o – ca ac e iza-se po uma ges ão do manuseamen o dos
in en á ios desde o pon o de eceção a é ao a mazenamen o, o empo necessá io pa a o mesmo
e a busca po localizações não ocupadas onde as me cado ias podem se a mazenadas;
6. C oss-docking - o ma al e na i a de ul apassa o a mazenamen o de o ma a acili a
e agiliza o p ocesso de expedição;
7. Con e ência - examina danos e e i ica a disc epância en e a encomenda de
expedição e o ca egamen o;
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
65
8. “Wa e-planning” - escolhe quais são as encomendas a p ocessa com lis as de picking
e ou as a e as semelhan es pa a o p ocesso de expedição;
9. “Picking” - e i a o s ock encomendado pelo clien e dos locais de a mazenamen o de
o ma a sa is aze os pedidos do clien e;
10. Con agem cíclica - moni o ização dos ní eis de in en á io e e i ica o egis o do
in en á io con inuamen e;
11. Ajus e no in en á io - ealização de ajus es no in en á io de ido às mais di e sas
azões, como obsolescência e e o no de p odu os do clien e, po exemplo;
12. Se iços de manuseamen o do in en á io - onde se ealizam a e as de consolidação
de p ocessos ob iga ó ios no a mazém;
13. “Mani es os” - desen ol imen o de lis agens de odas as ca gas que es ão p on as a
se em expedidas;
14. Repo e de desempenho - ela ó ios sob e a p odu i idade de ido a KPI’s
p ede inidos audi ando as a i idades desen ol idas no ambien e indoo ;
15. Planeamen o de a e as e ges ão do ca egamen o - es ima, az as eamen o da
me cado ia e odos os ou os a i os, e de e, ainda, p epa a ela ó ios sob os equisi os labo ais
enquan o ge e os luxos de ope ações no a mazém;
16. G upo de dados ge ados au oma icamen e - compila e a ualiza oda a in o mação
espei ando odas as edes de comunicação, de ansmissão e ges ão da in o mação p esen es
no a mazém.
O p e endido e a que a isão global ap esen ada no Anexo I pudesse o nece uma isão
mac o que é impo an íssima no guião do es udo do WMS e nos seus obje i os, o nando-se,
assim, numa boa base de abalho pa a aquilo que se á ap esen ado nos capí ulos seguin es e é
possí el pe cebe des a o ma a o gânica dos p ocessos a a és de uma isão de ní el 2. Is o é,
após a de inição da es u u a dos p ocessos ge ais do Anexo I, a mesma se á ap esen ada num
diag ama SIPOC possí el de isualiza no Anexo II – P ocessos Ge ais na Ges ão de A mazém
segundo diag ama SIPOC.
O diag ama SIPOC, como já oi e e ido an e io men e, é uma ep esen ação
equen emen e ado ada pa a ob e o mapeamen o da sequência de p ocessos com o obje i o de
melho a a in e p e ação dos mesmos po pa e de odos os in e enien es da o ganização,
inse ido num con ex o de ges ão de p ocessos e em conjun o com o mapeamen o de p ocessos
que são expos os de uma o ma p á ica.
Po úl imo, a isão de ní el 3 é uma de inição po meno izada de cada um dos p ocessos
ap esen ados nas isões an e io es, a con igu ação, p é- eceção e eceção, con e ência e

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
66
con olo de qualidade, a mazenamen o e mo imen o, ges ão dos in en á ios, se iços in e nos,
se iços ex e nos, mo imen ação, p é-expedição e expedição, de oluções ao o necedo ou do
clien e e o epo ing e análise. Os diag amas espe i os o am compilados nos Anexos III, IV,
V, VI, VII, VIII, IX, X e XI.
Nos p ocessos ge ais na ges ão de a mazenamen o, designadamen e na ub ica “1.
Con igu ação”, o pon o 1.1 oi seguido à imagem das p oblemá icas no design de um a mazém
segundo Gu e al., 2010 ( e Figu a 11). Quan o às es an es ub icas (1.2, 1.3 e 1.4) o am
ob idos a a és das con igu ações ge ais numa ges ão de a mazéns e de odos os elemen os
cons i uin es no mesmo, como é o caso dos ipos de documen os que são u ilizados dia iamen e,
a es u u a e os agen es da cadeia de abas ecimen o, is o é, os clien es e o necedo es, assim
como os ecu sos ísicos, humanos e ecnológicos (ha dwa e), bem como ou as con igu ações
que sejam necessá ias e adequadas pa a o bom uncionamen o nos luxos e p ocessos diá ios
(1.5. Ou as Con igu ações). Pa a uma melho lei u a, os luxos são ap esen ados numa
adap ação da ma iz SIPOC no Anexo III.
Figu a 11 – P oblemá icas na Con igu ação Ge al de um A mazém
Quan o às es an es ub icas p incipais, as mesmas ambém o am subdi ididas em
di e sos luxos conside ados como boas p á icas numa ges ão de a mazéns. Na ub ica “2. P é-
Receção e Receção”, é possí el encon a di e sos p ocessos como o dem de p odução,
encomenda ao o necedo , no i icação de expedição pelo o necedo , as eabilidade da
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
67
me cado ia a mon an e da cadeia de abas ecimen o, inalizando com a eceção da me cado ia
( e Anexo IV).
Ou o p ocesso ap esen ado como uma boa p á ica, é a Con e ência e o Con olo de
Qualidade (pon o 3 do Anexo I). Es es p ocessos, como já oi e e ido, são pad ões, sendo,
po an o, possí el não se e i ica em em odas as o ganizações. Além disso, implica, ainda,
uma colabo ação impo an e do depa amen o de qualidade ( e Anexo V e Tabela 4).
O Pu -Away e o A mazenamen o ( e Anexo VI) ambém desempenham um papel
impo an e na ges ão de a mazéns e es e luxo é ge almen e uma a e a in e mediá ia en e a
eceção e a expedição. Pode, con udo, se usado al e na i amen e um mé odo de c oss-docking
( ub ica 4.5 do Anexo I) onde as me cado ias não são ob igadas a passa po uma ase de
a mazenamen o e, a pa i do momen o que são ececionadas, passam au oma icamen e legí eis
pa a a expedição. Quan o ao a mazenamen o em si, o mesmo é di idido em local de picking
( ub ica 4.3 do Anexo I), onde o mesmo se o na mais ácil de execu a , ou em local de s o age
ou ese a ( ub ica 4.4 do Anexo I), onde ge almen e es e ipo de a mazenamen o é ese ado
pa a me cado ias cuja unção é p eca e e en uais u u as de s ock.
A ges ão de in en á ios (Anexo VII), além de um luxo, é uma das emá icas cen ais
da in es igação, is o po que uma boa ges ão de a mazéns es á in imamen e ligada a uma boa
ges ão do a mazenamen o, al como es á p esen e na secção 2.2. des e documen o.
Nem semp e é necessá io, mas mesmo assim não oi desca ado o ac o de uma emp esa
cuja a i idade cen al não es eja ligada com a logís ica, possa ambém o nece se iços
elacionados com a á ea. Is o po que, po ezes, uma emp esa que possua uma o a de eículos
especializados pa a a dis ibuição, assim como um ou á ios a mazéns, podem, de o ma a ob e
um endimen o ex a, aluga um desses a i os a ou a emp esa e ao mesmo empo a emp esa
que ecebe esse ipo de se iço não é ob igada a e que inco e num in es imen o a ul ado
inicial. Dessa o ma, no Anexo VIII é ap esen ado um diag ama SIPOC adap ado pa a a
e en ualidade de ealização de se iços ex e nos.
No Anexo IX des e documen o es á ap esen ado um diag ama SIPOC ocado na ase de
Mo imen ação, P é-Expedição e Expedição de me cado ias, sendo es a uma das ases inais
dos p ocessos ge ais. Es e luxo é bas an e complexo e é, p o a elmen e, aquele que pode á da
mais azo a modi icações po pa e das o ganizações, pois o mesmo de e se adequado à
complexidade das me cado ias e as exigências dos seus consumido es, endo a ub ica “7.4
Acondicionamen o pe sonalizado das me cado ias” e a ase de “Embalamen o/Assemblagem”
(p esen e no Anexo IX) uma di e sidade de combinações que de e ão se es abelecidas
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
68
p e iamen e, endo o depa amen o de ma ke ing um papel undamen al além, ob iamen e, do
depa amen o de logís ica.
Nes es mesmos luxos, há ambém luga à logís ica in e sa, an o da pa e do
consumido como do o necedo e a mesma é mapeada no Anexo X e es e diz espei o,
na u almen e, aos p ocessos de de olução de me cado ias que podem deco e no quo idiano
de qualque o ganização.
Po úl imo, no Anexo XI, apesa de não se um p ocesso nuclea da ges ão ope acional,
su ge como um culmina de odos os p ocessos. Es a ase, denominada como “Análise e
Repo ing”, su ge da necessidade de exis i uma o ma analí ica de ob e in o mações essenciais
pa a um bom uncionamen o de um a mazém e ob e ecu sos pa a uma boa omada de decisão
jus i icada em qualque um dos p ocessos ap esen ados an e io men e. Já numa ase a ançada,
é al amen e ecomendado uma ase de implemen ação de melho ias pa a que se o ne possí el
melho a o desempenho global, acompanhado de uma co eção de e en uais alhas e anomalias.
Pa a acili a a comp eensão ge al dos agen es (Supplie e Cus ome p esen es nos
diag amas SIPOC ap esen ados desde o Anexo III ao XI) esponsá eis pelos p ocessos, é
ap esen ada uma ma iz com o esumo dos espe i os p ocessos e unções na Tabela 4.
Tabela 4 – Ma iz dos P ocessos e Funções Ge ais na Ges ão de A mazéns
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
69
Como esul ado da ma iz, não é su p eenden e que odos os luxos dependam da o ça
de abalho do depa amen o de logís ica, sendo ainda pe ce í el, ambém, a impo ância dos
depa amen os de qualidade, inancei o e come cial.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
76
necessá ias no quo idiano. Na Figu a 12, ep esen a-se o menu inicial da solução de logís ica
da PHC.
Figu a 12 – Aspe o Ge al do WMS PHC CS
Fon e: PHC CS
Manha an Dis ibu ion
Todas as soluções da Manha an Associa es são ocadas nas emá icas de cadeia de
abas ecimen o. Além das uncionalidades ulc ais de um WMS, possui módulos dedicados a
soluções da ges ão do ciclo de anspo e e ges ão de encomendas.
É possí el no a uma g ande ele ância quan o ao e-comme ce, e um en oque na
possibilidade de es e le a a um c escimen o de se iços, colabo ado es no p ocesso da ges ão
da cadeia de abas ecimen o e au omação. Com o e-comme ce, as edes de dis ibuição
es endem-se desde os cais dos o necedo es a é à po a dos clien es. Mui os cen os de
dis ibuição que apenas se dedica am à eposição ou dis ibuição de a mazenis as começa am
a ede ini os seus p ocessos pa a supo a o e-comme ce e é, po isso, que es a emá ica se
o nou ele an e nos úl imos empos pa a as cadeias de abas ecimen o e ob iamen e pa a uma
solução WMS.
As soluções Manha an Dis ibu ion incluem os p ocessos ge ais numa ges ão de
a mazém, p odu i idade labo al, o imização de espaços de a mazenamen o, incluindo ainda

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
77
a u ação e um ges o de dis ibuição jun o com as capacidades pa a se adequa às necessidades
especí icas de cada indús ia. Foi ainda desenhada pa a aumen a a elocidade de expedição do
p odu o, se iço ao clien e e e iciência ao longo de odas as ope ações.
O sis ema ges o de a mazém da Manha an decla a-se como um sis ema pad ão de
excelência na angua da da ecnologia e ino ação, de ido, sob e udo, ao seu uso de algo i mos
p óp ios com uma componen e de machine lea ning e in eligência a i icial. Com a o imização
das ope ações, o ges o de a mazéns acele a os p ocessos que en ol em luxos de bens e
in o mação que capaci a uma execução sem alhas ao longo do in en á io, abalho e espaços
e coloca as o ganizações numa base de egulação e pad ões.
As aplicações mó eis da Manha an p ome em ajuda os clien es a ge i o omnichannel
pela con e gência de capacidades egula men e encon adas nos sis emas de ges ão de a e as
e de o imização de espaços de a mazenamen o.
Com o WMS Manha an, é possí el:
• Melho a a ges ão de in en á ios pelo aumen o de p ecisão, melho ando a espos a às
encomendas;
• Agiliza o p ocesso de eceção e expedição de o ma a acili a o c oss-docking e
acele a o p ocesso de encomendas ei as p e iamen e (backo de ed);
• En ol imen o com os colabo ado es do “chão de áb ica”, e possibilidade de isualiza
o seu desempenho em empo eal;
• Aumen a a o ação do in en á io e a apidez de p ocessamen o de encomendas pa a
acele a a sa is ação do consumido e aumen a o desempenho inancei o.
• Agilização dos p ocessos de eceção de in en á io com c oss-docking, audi o ia de
qualidade, e desempenho do o necedo ;
• Eliminação das dispendiosas con agens ísicas com uma uncionalidade audi o -
-app o ed e con agens cíclicas;
• Supo e às necessidades so is icadas do a mazenamen o, incluindo se iços de alo
ac escen ado na ges ão de lo es, as eamen o de núme os de sé ies e econ agens de
p odu os;
• Acomodação do omnichannel;
• Acele ação das es a égias a ançadas de sa is ação de encomendas com ou sem
abo dagens po “onda”;
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
78
• Au omação da cap u a de in o mação ia in e aces mode nos, e minais,
econhecimen o po oz e in eg ação de qualque ipo de in e ace com o p opósi o de
mo imen ação de me cado ias;
• Melho ia na isibilidade, segu ança e ges ão das encomendas, com uncionalidades de
planeamen o, agendamen o e as eabilidade;
• Melho ia no a mazenamen o e desempenho dos colabo ado es com o imização do
espaço e módulos de ges ão de abalho e de ope ações.
A Manha an Associa es menciona no seu manual ele ónico uma ex ensa lis a de indús ias
pa a as quais o seu WMS é ex emamen e e icien e, con udo a ibuí mais ele ância às
indús ias do e alho de comida, bebidas e me cea ia em ge al, e alhis as de g ande dimensão
em ge al, endas di e as ao consumido , moda e calçado, ecnologia, ele ónica e o necedo es
de se iços de logís ica (denominados 3PL). O aspe o ge al de pa e da solução WMS é
ap esen ada na Figu a 13.
Figu a 13 – Aspe o Ge al do WMS da Manha an Associa es
Fon e: Finances Online
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
79
O acle Wa ehouse Managemen Sys em
Conside ado, po di e sas consul o as como o o necedo de WMS com a es a égia
mais ag essi a de soluções na cloud, a O acle In en o y Managemen Cloud, é enca ada como
uma solução com maio ma gem de c escimen o, is o po que, é espe ado que num u u o
p óximo a p ocu a po soluções cloud na á ea da ges ão de a mazéns c esça ce ca de 40%
(Globe Newswi e, 2017).
Es e WMS da O acle consegue se um SaaS (So wa e as a Se ice) e cloud WMS
mul i ace ado, conseguindo assim adequa -se e cap a a a enção de qualque indús ia. Com
clien es em odas as á eas, a O acle posiciona-se como um o necedo pa a clien es de la ga-
escala e do me cado de opo.
A O acle In en o y Managemen Cloud em como p incipais uncionalidades:
• E iciência nas o dens de manuseamen o de ma é ias;
• Ní eis de p odu i idade no a mazém em ge al;
• Maximização na u ilização de espaços;
• Sa is ação de encomendas mul icanal;
• Ges ão dos ecu sos humanos p esen es no a mazém;
• Visibilidade o al e em empo eal dos luxos de a mazém;
• Ape eiçoamen o das écnicas de ges ão de in en á ios.
É, ainda, ealçada uma boa capacidade de ap esen ação analí ica, como é possí el e i ica
no exemplo do aspe o ge al da solução na Figu a 14, de p oduzi ela ó ios e g á icos com os
dados ecolhidos ao longo dos p ocessos diá ios.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
80
Figu a 14 – Aspe o Ge al do WMS da O acle
Fon e: Finances Online
Sage Business Cloud En e p ise Managemen
Apesa da Sage não e nenhum sis ema e ical p óp io pa a a ges ão de a mazéns, e a
impo an e analisa o seu módulo de logís ica inco po ado no ERP de ido da sua quo a de
me cado em Po ugal.
De ido ao ac o de não ha e um WMS p óp io desen ol ido pela Sage, le a a que o
seu módulo de WMS p esen e no ERP Sage seja bas an e gene alizado e sem uncionalidades
adicionais que são ulc ais num sis ema ges o de a mazém.
Mesmo assim, no módulo de dis ibuição e de cadeia de abas ecimen o do ERP, é
possí el ge i in en á ios, da en ada e saída de me cado ias, assim como a ges ão das
encomendas, ha endo ainda a possibilidade, apesa de não se em cen adas nos luxos de
p ocessos na ges ão de a mazéns, ge a ela ó ios e análises sob e as encomendas e a ges ão de
in en á ios.
A Sage in e liga odos os módulos essenciais pa a um ERP na mesma pla a o ma,
conseguindo em empo eal e uma isão mac o de odas as á eas da o ganização. A Figu a 15
ilus a o aspe o ge al do ERP da Sage.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
81
Figu a 15 – Aspe o Ge al do ERP Sage
Fon e: Finances Online
SAP Ex ended Wa ehouse Managemen Sys em
A SAP EWMS é uma das soluções mais aclamadas pelo me cado, consul o as e a é
mesmo pelas suas conco en es. Du an e mui o empo ocada no me cado de opo, começou
ecen emen e a o nece sis emas mais acessí eis de o ma a consegui sup i as necessidades
p esen e no denominado “middle ma ke ”. Mesmo assim, o EWMS é conside ado mais uma
solução pa a clien es de la ga escala e que p ocu am uma g ande componen e analí ica.
A Finances Online (2018) conside a a SAP EWMS como um sis ema de cadeia de
abas ecimen o e IoT desenhado pa a simpli ica os p ocessos complexos ine en es a es as á eas
da logís ica, combinando um sis ema ges o de a mazéns mode no com a lexibilidade
necessá ia no quo idiano.
O WMS é ão di e si icado que pode se desen ol ido “on p emise” ou na cloud e é ão
moldá el que deixa os adminis ado es ge i em o g ande olume das ope ações como
inco po a odas as ases da cadeia de abas ecimen o, como o a mazém e a dis ibuição, de
o ma a in eg a uma isão de con olo o al.
Consegue o imiza as ope ações de dis ibuição, sa is ação das encomendas
p o enien es de a iadíssimos canais, as eabilidade o al da me cado ia, c oss-docking e
ou as unções ulc ais em empo eal pa a o bom uncionamen o da ges ão de a mazéns. As
p incipais ca a e ís icas p esen es no sis ema ges o de a mazéns da SAP EWMS são:

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
82
• Solução decen e no que diz espei o aos p ocessos necessá ios numa ges ão de
a mazéns com uma in eg ação o al en e os p ocessos de qualidade, p odução,
as eabilidade.
• Con olo di e o com in e aces de au omação dos p ocessos;
• Redução do empo de encomendas cíclicas e aumen o da p odu i idade e p ecisão com
p ocessos e p ocedimen os pad ões ins au ados pelas o ganizações;
• Maio isibilidade do s ock, p ocessos ge ais, p odu i idade e au omação no a mazém;
• Fo nece uma egulamen ação mul inacional pa a os p ocessos come ciais e de
equisi os de sus en abilidade.
A SAP já goza de mais de 25 anos de expe iência no domínio do a mazenamen o e p o ou,
po di e sas ezes, es a acima da conco ência no que oca à sinc onização com as mudanças
ecnológicas e à ola ilidade dos me cados, azendo di e sas a ualizações c uciais pa a o seu
uncionamen o e icien e (Ga ne , 2018).
A mul inacional alemã con inua a e uma quo a de me cado mui o mais ep esen a i a na
Eu opa, es ando p esen es em clien es de 24 ipos de indús ias di e en es, e encon a-se
o almen e disponí el pa a unciona sem p oblemas em o ganizações de opo e de ex ema
complexidade. A Figu a 16 é apenas um dos exemplos dos menus p esen es no WMS
desen ol ida pela mul inacional SAP.
Figu a 16 – Aspe o Ge al do WMS da SAP
Fon e: Finances Online
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
83
Após as análises an e io men e ap esen adas aos WMS selecionados pa a o p ocesso de
benchma king e uma análise a oda a documen ação anga iada, hou e uma g ande di iculdade
em de ini os equisi os de a aliação, endo em con a uma isão a longo p azo, is o é, se ia
escasso e ambíguo não de ini c i é ios elacionados com as ecnologias eme gen es e os
equisi os dos clien es, além das uncionalidades essenciais pa a os p ocessos diá ios numa
ges ão de a mazém.
Como já oi e e ido di e sas ezes nes e documen o, o Eye Peak em como g ande
p opósi o se lexí el e encaixa -se em qualque á ea de negócio das mais di e sas indús ias.
Isso az com que o p odu o en e se o mais mul i ace ado possí el, à semelhança dos es an es
sis emas ges o es de a mazém es udados an e io men e.
Não e a, en ão, possí el, elacionando ambém com a iloso ia de To al Quali y
Managemen (TQM), exempli icada na Figu a 17, aze um benchma king pa a o sis ema em
es udo sem e em con a os equisi os dos po enciais clien es que se ão aqueles que ealmen e
usu ui ão das suas uncionalidades, pois segundo a iloso ia do TQM esse é um dos a o es
essenciais pa a a ingi um pa ama de “qualidade o al”.
Figu a 17 – Filoso ia TQM
A abela de compa ação en e os WMS, ap esen ada mais à en e, é baseada na
li e a u a ecolhida e na es u u a de p ocessos na ges ão de a mazéns já explicada no Capí ulo
4, assim como nos di e sos anexos do p esen e documen o e nas mé icas de desempenho num
a mazém ap esen ada po Axelsson & F ankel (2014).
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
84
Pa a uma boa implemen ação de um WMS, é p eciso ha e uma sinc onização en e os
p ocessos ge ais de uma ges ão de a mazém e as uncionalidades p esen es no sis ema. Na
Figu a 18, é possí el isualiza um enquad amen o do sis ema pa a medi o desempenho da
in eg ação de um WMS com os p ocessos ge ais de a mazenamen o, sendo o mado po ês
módulos p incipais: “Da a Collec ion and Ex ac ion”, “Wa ehouse Resou ces Managemen ”
e “Pe o mance Measu emen ”, módulos que são c uciais pa a alcança um al o ní el de
desempenho nos p ocessos p incipais no a mazenamen o (Lam e al., 2010).
Figu a 18 – Sis ema de Medição do Desempenho da Implemen ação do WMS
Fon e: Lam e al., 2010)
A Figu a 18, apesa de não se um guião pa a os equisi os de a aliação de um WMS,
ac escen a in o mação undamen al pa a uma boa implemen ação do mesmo. O enquad amen o
an e io men e ap esen ado se e ambém de consciencialização pa a a impo ância de se e
semp e em con a os ecu sos p esen es na ges ão de a mazéns, assim como a ob iga o iedade
de um es udo ap o undado da a qui e u a do sis ema an es da sua implemen ação.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
85
Pa a se possí el o nece um se iço de implemen ação, endo em con a as ca ac e ís icas
da o ganização, é necessá io que o clien e enha um papel p eponde an e no p ocesso e é
exigido que seja seguido o conjun o de mé icas seguin es:
• Mapea e de ini p ocessos, ma e iais e luxo de dados de aco do com o modelo de
p ocessos do a mazém;
• Seleciona quais são os equisi os de desempenho a oca ;
• Pe ila e medi o desempenho a ual;
• Es abelece al os de desempenho;
• Iden i ica opo unidades numa ma iz das boas p á icas;
• Realiza melho ias con ínuas.
Na Tabela 7 são ap esen ados di e sos equisi os, assim como os elemen os p esen es em
cada um deles, que de em se idos em con a nos p ocessos de ges ão do a mazém con o me
p opos o po Axelsson e F ankel (2014).
Tabela 7 – Requisi os Fundamen ais na Ges ão de A mazéns
Fon e: Axelsson & F ankel (2014)
Layou
Recu sos
A i idades quo idianas
- Espaço disponí el
- Fluxog amas e diag amas
de dados e p ocessos
- Ope ações de
eceção/con olo de
in en á ios
- O dens de pick/ pack/
inspeção
- Ope ações de eposição
- Pessoal da expedição
- Receção
- Pu -away
- A mazenamen o
- Picking
- Packing
- Expedição
Mo imen ação
A mazenamen o
Sis emas
- Empilhado as
- Con eyo s
- Ou a au omação
- Bulk
- Pale ização e ack
- Bins/p a elei a
- Ou as
- Tipos, Aplicações,
in e aces
- RFID
- Scanne s de código de
ba as
- Voice e minals
- Ou os e minais
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
92
No eixo ho izon al do “Magic Quad an ” es á a a aliação inal ob ida com as
pon uações inais de 0 a 4 na Tabela 9 das uncionalidades dos WMS no que diz espei o aos
p ocessos ge ais logís icos. Quan o ao eixo e ical, é a a aliação ob ida de uma pon uação de
0 a 3 no campo de a aliação sob e a ino ação e ecnologias eme gen es ep esen ado na Tabela
10.
Quan o à co espondência dos quad an es, o 1º quad an e co esponde aos WMS que
êm uma pon uação insa is a ó ia nos dois pa âme os an e io men e mencionados (in e io a 2
e 1,5 quan o aos p ocessos ge ais logís icos e à ino ação, espe i amen e), no 2º quad an e
si uam-se os WMS com uma pon uação sa is a ó ia quan o aos p ocessos ge ais logís icos e
insa is a ó ia quan o à ino ação e ecnologias eme gen es. O 4º Quad an e co esponde aos
WMS com pon uações sa is a ó ias nas duas ub icas a aliadas.
A a és des a análise, oi possí el, ambém, e o ça , ainda mais, a ideia que o Eye Peak,
apesa de e uma pon uação sa is a ó ia no que diz espei o aos p ocessos ge ais logís icos
numa ges ão de a mazéns, ainda em um longo caminho a pe co e no que diz espei o ao
campo da ino ação e ecnologias eme gen es.
Após o benchma king não oi apenas no ó io as disc epâncias écnicas de cada so wa e,
is o po que, c ê-se que o WMS Eye Peak consegui ia ob e melho desempenho se osse
in e ligado com ou as soluções de cadeia de abas ecimen o, ais como o DMS ou TMS.
O ganizações p esen es no es udo, nomeadamen e Manha an Associa es, SAP e O acle,
possuem nos seus po olios di e sos sis emas que se conec am en e si e is o, não só pe mi e
uma maio isibilidade de odas as ope ações que dizem espei o à logís ica e à cadeia de
abas ecimen o, como aduz numa maio iabilidade dos dados, pe mi indo, po exemplo,
de e a incoe ências ou e os em empo eal no que diz espei o conc e amen e às ope ações
que se encon am elacionadas com a ges ão de a mazém e a dis ibuição ou anspo e de
me cado ias.
An es de e mina a discussão ela i a ao p esen e es udo, é de ex ema ele ância
indica assun os que êm es ado cada ez mais em oga e que êm se ido de ale a pa a ou as
á eas socioeconómicas. Algumas delas são a logís ica e de e a economia ci cula . Quan o à
logís ica e de, es a emá ica em sido cada ez mais popula , sob e udo pela consciência social
de cuida do ambien e, a impo ância da ecologia, assim como a eg a dos 3R’s ( ecicla ,
eu iliza e eduzi ) e da sus en abilidade.
A economia ci cula de i a da mesma iloso ia da logís ica e de e, como é possí el
e i ica na Figu a 21, um dos seus g andes p opósi os é ealmen e consegui eap o ei a , ao

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
93
máximo, componen es, despe dícios p o enien es de di e sas ases e ope ações diá ias dos
luxos de uma o ganização, ein eg ando-os no me cado.
Figu a 21 – P incípios da Economia Ci cula
Fon e: Deloi e (2017)
A economia ci cula em como g ande obje i o, além de p e eni os despe dícios,
consegui inspi a as o ganizações a desen ol e em-se ecnologicamen e e socialmen e,
conseguindo ein en a em a si p óp ias e as es an es o ganizações p esen es na sua cadeia de
abas ecimen o (Deloi e, 2017).
É c ucial que as duas emá icas ap esen adas an e io men e es ejam p esen es, an o no
WMS Eye Peak, como nas iloso ias de desen ol imen o de soluções de ges ão da P ima e a
BSS.
Choi e Zhang (2011), mencionam que exis em casos de o ganizações na á ea da logís ica
que conseguem melho a o seu desempenho baseando-se num concei o de logís ica e de. Essa
a aliação é baseada no impac o inancei o e ambien al das emp esas em es udo, mos ando que
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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é cada ez mais impo an e liga concei os de sus en abilidade ambien al com os p ocessos
logís icos.
A sus en abilidade é um ema que em sido bas an e discu ido nos úl imos anos (Choi &
Zhang, 2011), além disso, apesa de não se um ema cen al no p esen e abalho, in e liga-se
com os p ocessos logís icos e emp esa iais em ge al, não podendo, po isso, deixa de se
mencionado.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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7. CONCLUSÕES
Após a discussão dos esul ados ob idos, nes e úl imo capí ulo são ap esen ados os
con ibu os e limi ações do es udo ealizado. São, ainda, ap esen adas di e sas suges ões sob e
in es igações que pode ão e luga no u u o, assim como algumas conside ações inais.
7.1 Con ibu os do Es udo
A a és da ealização des e es udo e endo em con a a impo ância que es e em pa a a
P ima e a BSS, p ocu a-se, nes e subcapí ulo, a alia o g au em que os seus obje i os o am
a ingidos.
As ques ões de in es igação do es udo p e endem pe cebe se o sis ema Eye Peak
ap esen a odas as uncionalidades p esen es num diag ama de p ocessos de ges ão de a mazém,
se é possí el ap esen a melho ias a pa i de uma ação de benchma king e quais se iam as
ecnologias que se in e ligam com os sis emas WMS em ge al. Com a p esen e in es igação,
oi possí el chega a di e sas conclusões que se ão ap esen adas nes a secção.
Quan o ao que se e e e, conc e amen e, aos p ocessos ge ais de ges ão de a mazém (o
mesmo pode se consul ado na sua ín eg a no Capí ulo 5), o Eye Peak mos a e um bom
desempenho no que oca aos a iadíssimos p ocessos, sendo possí el sa is aze as necessidades
básicas da eceção, con e ência, mo imen ação e expedição de me cado ias.
Uma das p incipais conclusões des e es udo é a escassez de o e a e in e ligação a ní el
de ecnologias eme gen es do Eye Peak compa a i amen e com os seus homónimos do me cado
in e nacional e o mesmo pode se e is o na secção 6.2. na abela de benchma king onde é ei a
uma compa ação en e di e sos WMS, nomeadamen e na Tabela 10 sob e a “Ino ação e
Tecnologias Eme gen es”.
Também é impo an e ealça um dos pon os assinalados na secção 6.3 de que o sis ema
WMS Eye Peak consegui ia ob e um melho desempenho jun o dos seus clien es se hou esse
uma o e a pela pa e da emp esa que desen ol e o sis ema, a P ima e a BSS, de ou as
soluções elacionadas com a logís ica e a cadeia de abas ecimen o, anspo e e dis ibuição de
me cado ias conc e amen e. Is o po que, não só aumen a ia a isibilidade de oda a cadeia de
abas ecimen o, como ambém aduzi -se-ia numa diminuição dos e os e aumen o da p ecisão
dos dados, assim como um aumen o da p odu i idade das equipas que in e agem di e amen e
com o so wa e.
As ecnologias eme gen es e e idas na e isão da li e a u a pode ão se aliadas, ambém,
a uncionalidades que não se encon am ainda p esen es no sis ema e i e em opo unidade de
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
96
se em des acadas a pa i da análise uncional ealizada ao Eye Peak na secção 6.1., en e elas
cons am: módulos de p e isão, ní eis de s ock e o imização de espaço de a mazém, que aliás,
são di e sas ezes e e idos em es udos le ado a cabo pelas consul o as de e e ência no
me cado mundial, como a Ga ne , PwC, Deloi e e a McKinsey & Company.
Es a in es igação p e ende ambém se um ecu so ú il pa a a explicação de alhada dos
p ocessos logís icos numa ges ão de a mazém, assim como as suas boas p á icas, onde os
mesmos podem se e is os en e os Anexos I e XI, não esquecendo, ambém, as ma izes de
a aliação numa ação de benchma king p esen es no Anexo XII.
Os p ocessos logís icos isam, sob e udo, se i de e amen a às equipas de
implemen ação da P ima e a BSS, apesa de não e sido possí el, a é ao momen o, e i ica
se esses diag amas de p ocessos logís icos o am, ou não, ú eis c ê-se, pelo abalho ealizado,
assim como pelas ob as e le idas no p esen e documen o que p eenche odos os obje i os
inicialmen e açados.
7.2 Limi ações do Es udo
O ac o de a in es igação es a associada à emp esa P ima e a BSS di icul ou a
abo dagem aos es an es conco en es, ou seja, a g ande limi ação a se ela ada du an e odo o
p ocesso de in es igação é a impossibilidade de in e agi na sua pleni ude com os es an es
so wa es conco en es que o am analisados e es a á ios cená ios nos sis emas de o ma a
a alia as suas uncionalidades e de modo a ob e um benchma king mais idedigno possí el.
Não e a mesma quan idade de in o mação pa a odos os WMS em es udo du an e o
p ocesso de benchma king acabou po des i ua ligei amen e a de ida análise.
Quan o à ação de benchma king ealizada, apesa de não e sido possí el ecolhe an a
in o mação quan o p e endida no início da in es igação, oi possí el e i ica algumas alhas
no que oca à componen e analí ica e às in e aces com conexões de soluções de ino ação,
nomeadamen e o RFID e ecnologias elacionadas com a emá ica da In e ne o Things, sendo
possí el conclui , mesmo assim, que o Eye Peak pode á e i a algumas ideias a pa i das
uncionalidades p esen es no WMS da Manha an Associa es.
É ambém uma limi ação do es udo, a impossibilidade de consegui ap o unda a
a qui e u a de RFID e dos senso es IoT, is o, sob e udo, de ido ao p azo da in es igação se
ape ado e exigi uma in es igação-ação que não oi possí el le a a cabo du an e o deco e
de odo o abalho.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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É impo an e ealça que e ia sido ex emamen e ele an e es emunha mais di e sas
ações de implemen ação da solução em clien es que usassem o WMS em es udo, isso se ia,
ce amen e, uma boa on e de mais in o mação que pode ia se analisada no p esen e ela ó io.
Con udo, mesmo assim, a a és dos esul ados ob idos, oi possí el e i ica que o WMS
não ap esen a odas as uncionalidades p esen es na es u u a de p ocessos de uma ges ão de
a mazéns, con udo en ende e ap esen a as uncionalidades básicas no que diz espei o aos 3
núcleos p incipais da ges ão de a mazéns: a eceção, a mazenamen o e expedição.
7.3 T abalho Fu u o
Foi já mencionada di e sas ezes nos capí ulos an e io es a e olução p esen e na
indús ia (denominada po Indús ia 4.0) com uma mudança quase adical de pa adigma e
aumen ando cada ez mais a ola ilidade dos me cados globais. Mui as das ce ezas que se
encon am p esen es nas isões dos au o es das di e sas ob as analisadas pode ão muda den o
em b e e (ou aze ainda mais ce ezas, e en ualmen e).
Com a consciência de que mui as al e ações es ão p e is as num cu o-p azo na indús ia,
é aconselhá el que num u u o p óximo se ealizem in es igações elacionadas com a emá ica
da logís ica e da cadeia de abas ecimen o e o papel des a e olução indus ial na sua
ans o mação, podendo, a é, ealiza -se uma compa ação de “an es” e “depois”.
Um dos mais ecen es es udos da Mckinsey & Company (2017) ela i os à
au oma ização, ale a sob e a possí el pe da de pos os de abalho, que é, aliás, p o a elmen e,
um dos assun os mais em oga nos dias de hoje e uma das maio es p oblemá icas apon adas
u o, essencialmen e, da g ande au omação p e is a nas o ganizações. Além disso, ou o
es udo le ado a cabo pela PwC (2017), apesa de p e e uma adoção na o dem dos 80% da
in eligência a i icial em se e anos nos se o es dos se iços inancei os, anspo e e logís ica,
ecnologia, comunicação e en e enimen o, e alho, ene gia e p odução, ealça o se o da
logís ica como um dos se o es, a pa do e alho, com uma pe cen agem supe io aos 50% em
apenas ês anos, is o é, a é 2020. Mui as des as e oluções ecnológicas p endem-se,
essencialmen e, pelo ac o de e em exis ido g andes a anços no ópico dos eículos não
pilo ados au ónomos, que pode ão não só se i os anspo es como ambém nos p ocessos de
picking nos a mazéns e en e ou os.
Todas as mudanças que se encon am iminen es, pode ão a e a a isão dos p ocessos
p esen es no Anexo I e além disso, uma mudança do pa adigma pode á, ainda, e oluciona
comple amen e a o ma como os WMS são desen ol idos e como ope am numa o ganização,

Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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logo uma in es igação ap o undada sob e es es assun os é pe inen e num u u o mui o
p óximo. Tal como a IoT e RFID que são ecnologias que se in e ligam com os sis emas de
ges ão de a mazém, e nes e es udo não oi além do que a de inição das suas a qui e u as e as
an agens que azem aos sis emas, con udo se ia in e essan e uma a aliação sob e o impac o
que êm ido nos desempenhos dos WMS em ge al.
A big da a já é um assun o sé io e con inua á, segu amen e, a se no u u o, po isso
mesmo, concei os como da a science es ão in imamen e ligados com os WMS ou ou os
so wa es de ges ão. Ha e á, com oda a ce eza, mui a in o mação pe inen e que pode á se
ap o undada e colocada em p á ica em ambien es o ganizacionais.
Se ia ambém in e essan e, ocando no amen e nas emá icas de ecnologias dis up i as
e eme gen es, a ealização um no o es udo com en oque na possibilidade de c ia in e aces
pa a a u ilização de di e sos ha dwa es como senso es, obo s e d ones, es e úl imo a ia,
al ez, mais sen ido num DMS ou TMS.
Ou os abalhos u u os cen ados no Eye Peak e na P ima e a BSS que pode iam aze
in o mações ele an es são, po exemplo: a ea aliação do WMS Eye Peak e dos seus
conco en es, assim como en ende se a sua posição no me cado se al e ou e caso isso enha
acon ecido, se a al e ação oi posi i a ou nega i a e quais os eais impac os p o enien es dessa
mudança; a ealização de um benchma king mais po meno izado e com a de inição de uma
no a ma iz de c i é ios, ambém é aconselhado.
Temas que pode ão não se cen ais e di e amen e esul an es da p esen e in es igação,
mas que ambém pode ão o nece bons esul ados em e mos p á icos, é en ende como é que
os colabo ado es e os clien es são esis en es à mudança, um po encial es udo sob e a ges ão da
mudança e ino ação nas o ganizações, conc e amen e na implemen ação de di e sos sis emas
de apoio à ges ão.
7.4 Conside ações Finais
Ao longo da ealização do p esen e es udo es e e semp e cien e a ex ema impo ância
do c escimen o do sis ema ges o de a mazéns Eye Peak e a apos a i me nes e ipo de soluções
pela pa e da P ima e a BSS.
Na á ea da logís ica, nomeadamen e no que diz espei o à ges ão de a mazéns, os
p ocessos a iam mui o en e o ganizações, aumen ando, assim, a complexidade no momen o
de implemen ação des e ipo de sis emas, con udo oi possí el en ende que a pa i de ações
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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de planeamen o e uma de inição cla a dos seus p ocessos diá ios, as ações de implemen ação
o nam-se mui o mais simples e cla as pa a odos os agen es en ol idos.
En ende-se que a c iação de p ocessos pad onizados, iguais aos que se encon am
p esen es nos diag amas de p ocessos logís icos na ges ão de a mazém ( e os Anexos I ao XI),
ajudam a pa i de uma base de p ocessos que podem se maleá eis e cus omizados pa a o caso
de cada o ganização.
O obje i o des e es udo oi ala anca o WMS Eye Peak pa a o sucesso a a és de
e amen as que ajudem as equipas de implemen ação e é segu o a i ma que an e io men e a
es e es udo a o ganização não se encon a a ão bem p epa ada pa a as ações de implemen ação
do sis ema Eye Peak.
Espe a-se, ago a, a pa i da análise con ida no p esen e documen o e dos esul ados
ob idos, p incipalmen e no que diz espei o à de inição dos diag amas de p ocessos logís icos,
que a P ima e a BSS enha sucesso nas suas implemen ações u u as, podendo ansmi i ,
assim, uma imagem asse i a e de con iança em elação ao seu p odu o.
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
100
Es u u a de P ocessos Logís icos na Ges ão de A mazém: O Caso do WMS Eye Peak
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ANEXO II – PROCESSOS GERAIS NA GESTÃO DE ARMAZÉM SEGUNDO DIAGRAMA
SIPOC
Visão de ní el 2 de odos os p ocessos ge ais na ges ão de a mazéns, ap esen ados, ago a,
segundo um diag ama SIPOC de o ma a se possí el en ende acilmen e odas as suas ases.
Deno e-se que os p ocessos ep esen ados espei am a isão de ní el 1 ap esen ada no anexo
an e io .
De salien a , ainda, que odos os p ocessos que se encon am de co cinzen a
co espondem a a e as que dizem di e amen e espei o ao sis ema WMS e não apenas aos
p ocessos logís icos na ges ão de a mazenamen o.
O anexo es á ep esen ado nas p óximas duas páginas do documen o.
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ANEXO III – RUBRICA 1. CONFIGURAÇÃO (NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “1. Con igu ação”.
O p esen e anexo es á ep esen ado nas p óximas cinco páginas do documen o.
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ANEXO VI – RUBRICA 4. PUT-AWAY E ARMAZENAMENTO (NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “4. Pu -Away e A mazenamen o”. Todos os p ocessos que se encon am de co
cinzen a co espondem a a e as que dizem di e amen e espei o ao sis ema WMS.

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126
ANEXO VII – RUBRICA 5. GESTÃO DE INVENTÁRIOS (NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “5. Ges ão de In en á ios”. Todos os p ocessos que se encon am de co cinzen a
co espondem a a e as que dizem di e amen e espei o ao sis ema WMS.
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ANEXO VIII – RUBRICA 6. SERVIÇOS EXTERNOS (NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “6. Se iços Ex e nos”. Todos os p ocessos que se encon am de co cinzen a
co espondem a a e as que dizem di e amen e espei o ao sis ema WMS.
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ANEXO IX – RUBRICA 7. MOVIMENTAÇÃO, PRÉ-EXPEDIÇÃO E EXPEDIÇÃO
(NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “7. Mo imen ação, P é-Expedição e Expedição”. De salien a , ainda, que odos os
p ocessos que se encon am de co cinzen a co espondem a a e as que dizem di e amen e
espei o ao sis ema WMS.
O p esen e anexo es á ep esen ado nas p óximas duas páginas do documen o.
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ANEXO X – RUBRICA 8. DEVOLUÇÕES (NÍVEL 3)
Visão de ní el 3 em o ma o de diag ama SIPOC sob e odos os p ocessos enquad ados
na ub ica “8. De oluções” e ao que conce ne à logís ica in e sa. De salien a , ainda, que odos
os p ocessos que se encon am de co cinzen a co espondem a a e as que dizem di e amen e
espei o ao sis ema WMS.
O p esen e anexo es á ep esen ado nas p óximas duas páginas do documen o.