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Aplicação de abordagens Lean Healthcare no bloco cirúrgico de um hospital

Author: Ribeiro, Catarina Vaz Marques
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/8e848b18-9add-483f-abb7-239286e9b91f/download
Ca a ina Vaz Ma ques Ribei o
Aplicação de Abo dagens
Lean
Heal hca e
no Bloco Ci ú gico de um
Hospi al
ou ub o 2024
Ca a ina Vaz Ma ques Ribei o
Aplicação de Abo dagens
Lean
Heal hca e
no Bloco Ci ú gico de um
Hospi al
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão de
Ope ações- amo de Engenha ia e Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação do:
P o esso Dou o Rui M. Lima
P o esso Dou o B uno S. Gonçal es
ou ub o 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Gos a ia de começa po ag adece aos meus o ien ado es, P o esso Dou o Rui Lima e P o esso
Dou o B uno Gonçal es, pela possibilidade de abalha nes e p oje o e pela o ien ação e pa ilha
de conhecimen o.
Ao P o esso E ik, pela disponibilidade o al que e e ao auxilia -me no que p ecisei e na p on idão
em esponde às minhas ques ões.
À Dou o a Susana, à Dou o a Ca a ina e ao Dou o Tiago pela opo unidade de desen ol e o meu
es ágio cu icula no Hospi al Lusíadas B aga.
A odos os colabo ado es, seja en e mei os, auxilia es de ação médica, médicos que con ibuí am
posi i amen e pa a a execução des e p oje o. Um ag adecimen o especial ao En e mei o Ama o,
à En e mei a Assunção e à Dou o a Sónia Vilaça pelo cuidado, amabilidade e p on idão.
Aos meus pais, pelo amo incondicional, po me apoia em em odas as ases da minha ida e me
inspi a em a lu a pelas minhas ambições, com odo o seu es o ço, dedicação e paciência, que
enquan o p o issionais, que enquan o pais ma a ilhosos que são. Ob igada po me mos a em
semp e que exis e uma luz ao undo do únel!
Aos meus i mãos po oda a paciência, companhei ismo e gen ileza pa a comigo em odos os
momen os da minha ida. Que so e enho eu em e uma amília ão espe acula !
Às minhas a ós e es an e amília que es i e am p esen es em odo o meu pe cu so de ida e
académico, pelo amo e supo e.
Ao José, o meu companhei o, po se o meu pila em odas as ocasiões, po ac edi a semp e em
mim e no meu po encial e po me guia mesmo quando não consigo e o caminho.
Aos que já cá não es ão, pelo menos isicamen e, mas ize am pa e da minha ida e me
mo i a am a que e semp e mais, sem e de p ejudica os que me odeiam!
Aos meus amigos pelo incen i o ex a em momen os bons e menos bons.
“Le an a- e e oa! As asas são pa a oa e o céu é dos passa inhos!”
A lindo Vaz Ma ques
, o meu que ido a ô
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

Aplicação de Abo dagens
Lean
Heal hca e
no Bloco Ci ú gico de um Hospi al
RESUMO
A c escen e p ocu a po cuidados de saúde, combinada com a es ição em ecu sos, em le ado
as o ganizações hospi ala es a p ocu a mé odos mais e icien es pa a aumen a a qualidade dos
se iços p es ados e eduzi os despe dícios ine en es aos p ocessos. Pa a al, é undamen al que
ado em p á icas que pe mi am melho a a o ganização in e na e a ges ão dos ecu sos,
pa icula men e em á eas c í icas.
Es a disse ação oi desen ol ida no Hospi al Lusíadas de B aga e su ge da necessidade de
melho a p ocessos no bloco ope a ó io do hospi al, pa a ga an i o cump imen o do agendamen o
ci ú gico e diminui os despe dícios e não con o midades. Os p incipais obje i os cen am-se no
diagnós ico e análise do es ado a ual dos p ocessos e a i idades associadas ao bloco ope a ó io e
melho ia e uni o mização dos mesmos.
O p esen e abalho isa explo a de que o ma as e amen as
Lean
podem se aplicadas na á ea
da saúde, p omo endo a melho ia na o ganização do bloco ope a ó io, com a edução de
despe dícios, uni o mização dos p ocessos e maximização da u ilização dos ecu sos disponí eis.
A execução do p oje o seguiu a me odologia In es igação-Ação, aplicando uma abo dagem p á ica
e colabo a i a pa a analisa , iden i ica , suge i e implemen a melho ias nos p ocessos.
U iliza am-se e amen as de modelação de p ocessos em BPMN, analisa am-se dados o necidos
pelo hospi al e aplica am-se e amen as
Lean
pa a o diagnós ico da si uação do bloco ope a ó io,
como Audi o ia 5S e a aliação de não con o midades a a és da obse ação no local de es udo.
A implemen ação de p opos as de melho ia pe mi iu não só a melho ia em 1,24 pon os da
Audi o ia 5S ealizada, como a edução de 28 ela i amen e ao conhecimen o dos AAM sob e os
disposi i os médicos necessá ios, 50 pon os pe cen uais ela i amen e à disponibilidade dos
disposi i os médicos na sala no início da ci u gia e 44 pon os pe cen uais em elação ao
posicionamen o co e os des es disposi i os na sala ci ú gica. Além disso, possibili ou a edução
de a iabilidades que podem comp ome e an o a e iciência das ope ações ci ú gicas, como a
segu ança dos pacien es.
PALAVRAS-CHAVE
Bloco Ope a ó io, Ges ão de Ope ações num Hospi al,
Lean Heal hca e
, Mapeamen o de
P ocessos, Melho ia Con ínua
i
Applica ion o Lean Heal hca e App oaches in he Ope a ing Room o a Hospi al
ABSTRACT
The g owing demand o heal hca e, combined wi h esou ce cons ain s, has led hospi al
o ganiza ions o seek mo e e icien me hods o inc ease he quali y o se ices p o ided and
educe was e inhe en o p ocesses. To his end, i is essen ial ha hey adop p ac ices ha allow
hem o imp o e he in e nal o ganiza ion and managemen o esou ces, pa icula ly in c i ical
a eas.
This disse a ion was de eloped a Hospi al Lusíadas de B aga and a ises om he need o imp o e
p ocesses in he hospi al's ope a ing oom, o ensu e compliance wi h su gical scheduling and
educe was e and non-con o mi ies. The main objec i es ocus on he diagnosis and analysis o he
cu en s a e o he p ocesses and ac i i ies associa ed wi h he ope a ing oom and hei
imp o emen and s anda diza ion.
The p esen wo k aims o explo e how
Lean ools
can be applied in he heal h a ea, p omo ing he
imp o emen in he o ganiza ion o he ope a ing oom, wi h he educ ion o was e, s anda diza ion
o p ocesses and maximiza ion o he use o a ailable esou ces.
The execu ion o he p ojec ollowed he Ac ion Resea ch me hodology, applying a p ac ical and
collabo a i e app oach o analyze, iden i y, sugges and implemen p ocess imp o emen s. BPMN
p ocess modeling ools we e used, da a p o ided by he hospi al we e analyzed and Lean ools
we e applied o he diagnosis o he ope a ing oom si ua ion, such as 5S Audi and e alua ion o
non-con o mi ies h ough obse a ion a he s udy si e.
The implemen a ion o imp o emen p oposals allowed no only he imp o emen o 1.24 poin s in
he 5S Audi ca ied ou , bu also he educ ion o 28 poin s in ela ion o he knowledge o AAMs
abou he necessa y medical de ices, 50 pe cen age poin s in ela ion o he a ailabili y o medical
de ices in he oom a he beginning o su ge y and 44 pe cen age poin s in ela ion o he co ec
posi ioning o hese de ices in he ope a ing oom. In addi ion, i has made i possible o educe
a iabili ies ha can comp omise bo h he e iciency o su gical ope a ions and pa ien sa e y.
KEYWORDS
Con inuous Imp o emen Hospi al Ope a ions Managemen , Lean Heal hca e, Ope a ing Room,
P ocess Mapping
ii
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS .................................................................................................................. iii
RESUMO ...................................................................................................................................
ABSTRACT ................................................................................................................................ i
ÍNDICE DE FIGURAS ................................................................................................................. xi
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................... xi
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 16
1.1. Enquad amen o e Mo i ação .............................................................................................. 16
1.2. Obje i os ........................................................................................................................... 18
1.3. Me odologia de In es igação ............................................................................................... 18
1.4. Es u u a do Documen o .................................................................................................... 20
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO ......................................................................................... 22
2.1. O sis ema de saúde em Po ugal ........................................................................................ 22
2.2. O Bloco Ope a ó io (B0) de um Hospi al ............................................................................. 23
2.2.1. Á eas do Bloco Ope a ó io ............................................................................................................ 23
2.2.2. Ci u gia Segu a ............................................................................................................................ 24
2.3. Sis emas de P odução
Lean
............................................................................................... 26
2.3.1.
Lean
Heal hca e
.......................................................................................................................... 27
2.3.2. P incípios
Lean
no
Lean Heal hca e
............................................................................................. 28
2.3.3. Muda, Mu i, Mu a ........................................................................................................................ 29
2.3.4. Fe amen as
Lean
........................................................................................................................ 30
2.3.4.1. Ges ão Visual ..................................................................................................................... 31
2.3.4.2.
SMED
................................................................................................................................ 32
2.3.4.3. 5S ..................................................................................................................................... 33
2.3.4.4.
Kaizen
............................................................................................................................... 34
2.3.4.5. Ciclo
PDCA
........................................................................................................................ 34
2.3.4.6. No malização do T abalho ................................................................................................. 35
2.4.
Business P ocess Managemen (BPM)
............................................................................... 36
2.4.1. Modelação de P ocessos .............................................................................................................. 37
2.4.2. Boas P á icas na Modelação de P ocessos ................................................................................... 38
iii
3. APRESENTAÇÃO DO HOSPITAL LUSÍADAS DE BRAGA E DO BLOCO OPERATÓRIO .......... 40
3.1. O Hospi al Lusíadas de B aga ............................................................................................ 40
3.2. Localização e á ea de in luência ......................................................................................... 40
3.3. Missão, Visão, Valo es e Es u u a O ganizacional ............................................................... 40
3.4. Desc ição Ge al do Funcionamen o do Bloco Ope a ó io (BO) ............................................. 41
3.4.1. O Agendamen o da a i idade do Bloco Ci ú gico ........................................................................... 41
3.4.2. Localização e Ins alações ............................................................................................................. 42
3.4.3. Especialidades ............................................................................................................................. 42
3.4.4.
Layou
do BO ............................................................................................................................... 43
3.4.5. Cons i uição da Equipa Ci ú gica .................................................................................................. 44
3.4.6. Sis emas de In o mação U ilizados no Bloco ................................................................................. 44
3.4.6.1. Glin ................................................................................................................................. 44
3.4.6.2. P ocesso Clínico ................................................................................................................ 45
3.5. Mapeamen o dos P ocessos em BPMN .............................................................................. 45
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA SITUAÇÃO DO BLOCO OPERATÓRIO DO HOSPITAL LUSÍADAS
DE BRAGA .............................................................................................................................. 52
4.1. Análise dos Tempos do Bloco Ope a ó io ............................................................................ 52
4.1.1. Núme o de Ci u gias Realizadas ................................................................................................... 52
4.1.2. A anque da P imei a Ci u gia do Dia ........................................................................................... 54
4.1.2.1. Análise Mensal Média ........................................................................................................ 54
4.1.2.2. Análise Média po especialidade ......................................................................................... 54
4.1.3. Taxa de Ocupação do Bloco ......................................................................................................... 55
4.1.3.1. Taxa de Ocupação Mensal ................................................................................................. 56
4.1.3.2. Compa ação da Taxa de Ocupação de 2023 s. 2024 ........................................................ 57
4.1.4. Taxa de Adesão ao Agendamen o P e is o .................................................................................... 58
4.1.4.1. Taxa de Adesão ao Agendamen o P e is o po especialidade .............................................. 60
4.1.4.2. Compa ação de 2023 s. 2024 ......................................................................................... 61
4.1.5. Análise do Tempo de
Tu no e
..................................................................................................... 61
4.2. Es udos Realizados ............................................................................................................ 64
4.2.1. Análise dos Mo i os do A aso no A anque da 1ºCi u gia ............................................................. 64
4.2.2. Análise de Não Con o midades no Bloco Ope a ó io ..................................................................... 65
4.3. Sín ese das Opo unidades de Melho ia Encon adas .......................................................... 66
4.3.1. Fal a de pad onização no egis o dos empos das in e enções ci ú gicas ..................................... 66
4.3.2. Sis ema de Iden i icação do Ma e ial Consumido .......................................................................... 67
x
Tabela 25: A aliação das Não Con o midades na Sala Ci ú gica ............................................ 111
Tabela 26: Sín ese do es udo ealizado pela equipa de en e magem sob e as não con o midades
no posicionamen o dos Disposi i os Médicos de O opedia .................................................... 116
Tabela 27: Disposi i os Médicos associados às espe i as especialidades .............................. 117
Tabela 28: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e 1) .................................................... 118
Tabela 29: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e 2) .................................................... 118
Tabela 30: In en á io dos Disposi i os Médicos (disposi i os e icais) ................................... 120
Tabela 31: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e de anes esia) ................................... 120
Tabela 32: Checklis de Ve i icação da Sala Ope a ó ia elabo ada pelos En e mei os .............. 143
Tabela 33: Modo de p eenchimen o de cada pa âme o do egis o de empos do Glin .......... 144

16
1. INTRODUÇÃO
No p esen e capí ulo, é ei o um enquad amen o do p oje o de disse ação elabo ado no âmbi o
do Mes ado em Engenha ia e Ges ão de Ope ações, com especialização na á ea de Engenha ia
e Ges ão Indus ial, do Depa amen o de P odução e Sis emas da Escola de Engenha ia da
Uni e sidade do Minho. Além disso, são ap esen ados quais os p incipais obje i os des a
disse ação, bem como a me odologia de in es igação u ilizada e a es u u a que o documen o
ap esen a.
1.1. Enquad amen o e Mo i ação
A saúde em Po ugal em expe imen ado um c escimen o subs ancial no se o p i ado,
especialmen e com o aumen o da o e a do núme o de hospi ais. Es e c escimen o é impulsionado
pela p ocu a de se iços mais ápidos que consigam esponde às limi ações do Se iço Nacional
de Saúde (SNS), como longas ilas de espe a e al a de acesso a especialidades (Ma eus e al.,
2017).
Es e aumen o da p ocu a o na a o imização dos p ocessos in e nos dos hospi ais, uma p io idade
es a égica pa a ga an i a sus en abilidade e compe i i idade dos hospi ais p i ados.
Os blocos ope a ó ios (ou blocos) são, equen emen e, a p incipal on e de sucesso inancei o de
um hospi al p i ado (Gup a e al., 2022). Uma boa u ilização do cen o ci ú gico é imp escindí el,
já que, po um lado, melho a a qualidade de saúde dos doen es e, po ou o, ajuda a o ganização
a man e a es abilidade inancei a.
(Bandi & Gup a, 2018)(Bandi & Gup a, 2018)O p ocesso de agendamen o ci ú gico en en a
di e sos desa ios, como a a iabilidade nas du ações dos p ocedimen os, a disponibilidade de
ecu sos (como equipamen os, colabo ado es ou salas disponí eis), cancelamen os de úl ima
ho a, si uações u gen es e a necessidade de maximiza a u ilização das salas ci ú gicas, sem
comp ome e a segu ança do pacien e e o ní el de qualidade do se iço p es ado pela o ganização
(Bandi & Gup a, 2018).
Po es e mo i o, é u gen e aumen a a p odução do sis ema e pa a isso é necessá io eco e a
p ocessos de ges ão e icazes e ocados em aumen a a sua e iciência e e icácia (Spea man, 2014).
Além disso, melho a a p odu i idade da sala de ci u gia, de o ma a o imiza o acesso dos
pacien es às mesmas, diminuindo os empos de espos a en e os p ocedimen os e eduzindo o
empo não ope a ó io ocioso (Gup a e al., 2022). Pa a is o, é necessá io p omo e a cul u a de
17
melho ia con ínua e ges ão de ope ações, an es, du an e e após qualque in e enção ci ú gica
(Lima e al., 2021).
Nes e con ex o, é impo an e es uda o bloco ope a ó io e pe cebe quais as suas po encialidades.
O bloco ope a ó io é uma es u u a de p odução que possui um luxo linea que consis e
ge almen e em p epa ação, ope ação e pós-ope a ó io. A sua capacidade é limi ada pelo núme o
de blocos ope a ó ios disponí eis, equipamen o, ecu sos humanos, a asos écnicos,
adminis a i os en e ou os a o es (Cima e al., 2011). Além disso, é necessá io e em con a
que ao longo de uma ci u gia podem oco e complicações clínicas que podem al e a a p ocu a
es abelecida pa a a sala ci ú gica, al e ando os p ocedimen os necessá ios pa a es abelece a
saúde do pacien e (Souza e al., 2020).
Po ou o lado, um pacien e admi ido numa sala ci ú gica pode ap esen a uma p ocu a ele i a ou
u gen e e, no caso de se u gen e, pode se c í ica (no caso de se uma eme gência) ou não c í ica.
A ges ão da capacidade des e ipo de p ocu a eque um es udo minucioso, dada a impossibilidade
de con ola casos eme gen es.
O conjun o de a o es ap esen ados impõe es ições à maximização des e sis ema p odu i o, que
acaba po se comple amen e di e en e de um p ocesso indus ial.
No en an o, o que es es p ocessos êm em comum é o concei o de ine iciência p og amada
u ilizado no Sis ema Toyo a de P odução e, po isso, a esolução de alguns des es desa ios pode
passa pela aplicação de e amen as que isem o aumen o de p odu i idade a a és da eliminação
de despe dícios e écnicas de ges ão de ope ações que aumen am os índices de e iciência (Souza
e al., 2020). Es as e amen as, sendo usadas em con ex o indus ial no malmen e, podem se
adap adas à ges ão em saúde, nomeadamen e na á ea ci ú gica.
O e mo “lean” oi o iginalmen e es abelecido pa a desc e e um sis ema que pode ia alcança
um esul ado u ilizando o meno núme o de ecu sos, ossem eles espaço ísico es o ço de
abalho, in es imen o de capi al ou in en á io, ge ando menos de ei os e inciden es de segu ança.
No en an o, com o empo, começou ambém a associa -se a um mé odo pa a ob e mais
esul ados. Alguns au o es demons am que o p incipal obje i o do
Lean,
nas o ganizações, é
melho a o luxo do p ocesso, eduzindo despe dícios, abalho sem alo ag egado e empo de
ciclo (Lima e al., 2021).
Assim,
Lean
é um conjun o de e amen as, um sis ema de ges ão e uma iloso ia que pode muda
a o ma como os hospi ais são o ganizados e ge idos. É uma me odologia que pe mi e aos
hospi ais melho a a qualidade do a endimen o aos pacien es, eduzindo e os e empos de
18
espe a, esul ando em cus os meno es. Além disso, ajuda a queb a ba ei as en e
depa amen os desconec ados, pe mi indo que es es abalhem pa a o maio bene ício dos
pacien es (G aban, 2016),
As e amen as
Lean
podem se aplicadas, que como o ma de diagnós ico no se o de a uação,
que como medida pa a esol e os desa ios encon ados na ins i uição.
Dado que a me odologia
Lean
e as suas e amen as êm sido iden i icadas como es a égias
e icazes pa a melho a a e iciência ci ú gica, se ão al o de es udo nes e p oje o, no qual se
p e ende pad oniza o luxo de abalho no bloco ope a ó io do Hospi al Lusíadas de B aga.
1.2. Obje i os
Com a p esen e disse ação p e ende-se pad oniza e melho a os p ocessos associados à
a i idade do bloco do Hospi al Lusíadas de B aga, a a és da aplicação de p incípios
Lean
Heal hca e
. O obje i o p incipal é o diagnós ico e análise do es ado a ual dos p ocessos e
a i idades associadas ao bloco ope a ó io e melho ia e uni o mização dos mesmos, u ilizando as
me odologias
Lean Heal hca e
pa a melho a a e iciência ope acional, eduzi despe dícios e
aumen a a qualidade dos se iços p es ados na ins i uição. Associado a es e obje i o p incipal,
es ão os seguin es obje i os especí icos:
• Analisa o desempenho do bloco de o ma a pe cebe as á eas nas quais de e ha e
a uação e se exis em limi ações na melho ia do agendamen o ci ú gico;
• Analisa a exis ência de não con o midades no bloco que p o oquem despe dício ou má
ges ão dos ecu sos da o ganização;
• Aplica me odologias Lean Heal hca e pa a melho a os p ocessos como Kaizen e 5S,
pa a eduzi despe dícios e melho a a ges ão do empo e dos ecu sos.
• A ua na pad onização de p ocessos que não es ejam pad onizados, p opondo um modelo
de melho ia con ínua pa a o bloco ope a ó io.
• Medi o impac o das mudanças no desempenho do bloco ope a ó io, a aliando o esul ado
das in e enções ealizadas.
1.3. Me odologia de In es igação
De o ma a alcança os obje i os p opos os, u ilizou-se a me odologia In es igação-Ação, já que
es a me odologia pe mi e não só comp eende , melho a e e o ma p á icas, como ambém,
19
execu a in e enções no uncionamen o de en idades eais e analisa os e ei os dessa in o mação
de o ma de alhada.
Es a me odologia pode se desc i a como “uma amília de me odologias de in es igação que
incluem ação (ou mudança) e in es igação (ou comp eensão), u ilizando um p ocesso cíclico ou
em espi al, que al e na en e ação e e lexão c í ica” (Cou inho e al., 2009).
Assim a In es igação-Ação des aca-se po se :
Pa icipa i a e colabo a i a, implicando que odos sejam in e enien es no p ocesso, an o o
in es igado como os in e essados na esolução dos p oblemas, nes e caso, os colabo ado es do
Hospi al Lusíadas B aga, nomeadamen e en e mei os, auxilia es de ação médica, médicos e a
adminis ação.
P á ica e in e en i a, não se limi ando apenas à componen e eó ica, mas in e indo na
ealidade a pa i de ações (Cou inho, 2006).
Cíclica, ou seja, as descobe as iniciais in oduzem possibilidade de mudança, ha endo um
p ocesso de implemen ação e a aliação que se e le e no ciclo seguin e (Co esão, 1998).
C í ica, já que os pa icipan es não p ocu am apenas melho es p á icas de abalho, mas
ambém a uam como agen es de mudança (Zube -Ske i , 1992).
Au o-A alia i a, po que as al e ações execu adas são con inuamen e a aliadas numa pe spe i a
de desen ol imen o de no os conhecimen os (Cou inho e al., 2009).
Es e modelo in eg a cinco e apas, que no con ex o do p oje o o am execu adas da seguin e o ma:
• Diagnós ico do es ado a ual: a a és da obse ação
in loco
, mapeamen o dos
p ocessos que incluem a admissão do pacien e, p é-ope a ó io, ci u gia, pós-ope a ó io e
ecob o, audi o ia 5S e a aliação de não con o midades du an e o p ocesso ci ú gico . A
análise dos dados dos empos ci ú gicos, o necidos pelo Hospi al pa a a alia a si uação
do bloco.
• Planeamen o de ações: planeamen o das ações que pode iam se omadas pa a
meho a alguns p ocessos, p incipalmen e em elação à uni o mização e diminuição de
não con o midades.
• Execução do plano de ações: nes a ase execu am-se as a i idades planeadas pa a
esponde às necessidades da o ganização.
• A aliação dos esul ados: análise do impac o das p opos as de melho ia
implemen adas, p ocu ando e le i sob e se o am medidas que melho a am ou não os
20
p ocessos que o am al e ados e se o am cump idos os obje i os p opos os pa a o
p oje o.
• Especi icação de ap endizagem: econhecimen o das conclusões da disse ação,
p ocu ando sin e iza odo o abalho ealizado e quais as suas mais- alias que pa a a
o ganização, que pa a o desen ol imen o pessoal; e iden i icação dos a o es limi an es
do p oje o e suges ão de abalhos u u os que pe mi am a con inuidade da o imização do
bloco.
Em suma, es a me odologia pe mi e que as mudanças es ejam alinhadas com os obje i os
es a égicos da o ganização, p ocu ando sensibiliza a iloso ia de melho ia con ínua que é
necessá ia pa a o con ínuo desen ol imen o da ins i uição.
1.4. Es u u a do Documen o
A p esen e disse ação encon a-se o ganizada em seis capí ulos p incipais. Cada um des es
capí ulos con ibui pa a uma melho comp eensão do abalho ealizado, abo dando aspe os
impo an es pa a o ema da disse ação, a aplicação de abo dagens
Lean
Heal hca e
no bloco
ci ú gico de um hospi al.
O p imei o capí ulo ap esen a um enquad amen o do ema, a mo i ação pa a a ealização des e
p oje o e os obje i os pa a o mesmo. Nes e capí ulo é ap esen ada ambém a me odologia de
in es igação u ilizada e a es u u a ge al na qual se basea á o documen o ap esen ado.
O segundo capí ulo é o enquad amen o eó ico do p oje o, no qual são ap esen ados concei os
como o uncionamen o de um bloco ci ú gico, a iloso ia
Lean
,
o Lean Heal hca e
, as e amen as
Lean
, o mapeamen o de p ocessos, en e ou os. Es a análise p e ende o nece uma base
concei ual sólida que pe mi i á en ende melho o po quê das abo dagens escolhidas ao longo do
abalho.
O e cei o capí ulo cen a-se na ap esen ação do Hospi al Lusíadas B aga, nomeadamen e a
ca ac e ização da ins i uição em elação à localização, á ea de in luência, missão, alo es,
es u u a o ganizacional e con ex o do uncionamen o do bloco ope a ó io do hospi al.
O capí ulo 4 abo da o es ado do bloco ope a ó io do hospi al, bem como uma análise de alhada
de dados o necidos pelo hospi al sob e os empos ci ú gicos. São ambém ap esen ados di e sos
es udos ealizados pa a ob e in o mações do bloco sob e a exis ência de não con o midades. Po
im, ap esen am-se os p oblemas obse ados e as á eas que necessi am soluções de melho ia.

21
No capí ulo 5 são ap esen adas as p opos as de melho ia elabo adas pa a os p oblemas
obse ados e abo dados no capí ulo 4. A pa disso, é demons ado odo o p ocesso u ilizado pa a
a implemen ação dessas soluções. Após a ap esen ação das suges ões implemen adas, é
ealizada uma análise dos esul ados das soluções ap esen adas. O úl imo subcapí ulo expõe as
p opos as de melho ia que o am suge idas, mas que acaba am po não se execu adas po
a o es como o empo e o cus o de implemen ação. Es as p opos as pode ão se implemen adas
u u amen e, con ibuindo signi ica i amen e pa a a melho ia do bloco.
O capí ulo 6 comp eende a conclusão da disse ação, esumindo os p incipais bene ícios da
implemen ação das p opos as suge idas e as p incipais di iculdades ao longo do p oje o. Nes e
capí ulo se ão abo dadas as suges ões de abalhos u u os pa a a á ea do bloco ope a ó io, de
aco do com as suas po encialidades de desen ol imen o.
As e e ências bibliog á icas con êm a lis a de odas as on es u ilizadas pa a ap o unda o
conhecimen o sob e os emas e e idos ao longo da disse ação. Po im, ap esen am-se os
apêndices desen ol idos ao longo do p oje o.
22
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
Es e capí ulo em como p incipal obje i o ap esen a os concei os que se i am como base pa a o
desen ol imen o des a disse ação. É ap esen ado um b e e con ex o do sis ema de saúde em
Po ugal, bem como o uncionamen o de um bloco ope a ó io, que se á o al o de es udo nes e
p oje o. Além disso, se ão explicados alguns concei os associados ao Sis ema de P odução
Lean
,
ao
Lean Heal hca e
e, po im, à Modelação de P ocessos.
2.1. O sis ema de saúde em Po ugal
O Se iço Nacional de Saúde (SNS) po uguês é “uni e sal e cen alizado, coexis indo com ou os
subsis emas de saúde complemen a es” (OECD/Eu opean Obse a o y on Heal h Sys ems and
Policies, 2023).
O SNS é p edominan emen e inanciado po impos os, ab angendo odos os esiden es. Os
cuidados de saúde p imá ios e hospi ala es são p es ados po uma combinação de ins i uições
públicas e p i adas, nas quais os médicos de amília uncionam como egulado es do acesso aos
cuidados especializados e secundá ios(OECD/Eu opean Obse a o y on Heal h Sys ems and
Policies, 2023).
No que conce ne à o e a p i ada, exis em pa icula idades no SNS po uguês que o am
de e minan es pa a o seu c escimen o, nomeadamen e (Ma eus e al., 2017):
• A possibilidade de mobilidade dos p o issionais de saúde en e o se o público e o p i ado;
• A possibilidade de os p o issionais de saúde que abalham no se o público pode em
aumen a a sua emune ação com a p es ação de se iços no se o p i ado;
• A p eocupação em desen ol e e ge a soluções que minimizem as lis as de espe a;
• A con a ualização de se iços do se o p i ado pelo se o público.
Além disso, o c escimen o do se o p i ado em Po ugal de e-se ambém a a o es como (Ma eus
e al., 2017):
• A espos a mais ápida aos doen es ci ú gicos;
• A busca de um ní el de con o o maio nas ins i uições p i adas;
• A c escen e p ocu a de cuidados ligados à es é ica (como o aumen o do núme o de
ci u gias plás icas ealizadas).
Assim, o se o p i ado acaba po e um papel complemen a no SNS, na medida que esponde a
de e minadas agilidades da o e a pública, como é o caso das lis as de espe a pa a ma cação
de consul as, ci u gias ou a ibuição de médico de amília.
23
2.2. O Bloco Ope a ó io (B0) de um Hospi al
Os blocos ope a ó ios são “unidades o gânicas e uncionais cons i uídas po um conjun o in eg ado
de meios ísicos, humanos e écnicos e des inam-se à ealização de in e enções ci ú gicas
p og amadas e de u gência, exames e ou os p ocedimen os in asi os que p ecisem de ele ado
ní el e con olo de assepsia e/ou de anes esia pa a a pessoa a quem se des inam es es cuidados,
com o obje i o de es abelece ou conse a a sua saúde” (Minis é io da Saúde, 2015).
Do pon o de is a de ins alações, o bloco ope a ó io é compos o po salas de ope ações onde se
ealizam in e enções ci ú gicas, sendo pa e in eg an e de uma sui e ope a ó ia, jun amen e com
o local de desin eção e salas de apoio (Te as, 2017). Nes as salas podem-se ealiza ci u gias
p og amadas (ambula ó io), não p og amadas e u gen es e es as ci u gias podem ou não e
in e namen o(Pe ei a, 2014).
O se iço no bloco en ol e uma equipa mul idisciplina e di e en es depa amen os hospi ala es
(Pe ei a, 2014).
Um bloco ope a ó io em uma impo ância signi ica i a pa a um hospi al, já que aca e a g andes
cus os de in es imen o e explo ação, dada a cons an e necessidade de ino ação ecnológica e os
ecu sos humanos al amen e especializados (Pe ei a, 2014). Assim, de e-se p ocu a maximiza
o ap o ei amen o da capacidade ins alada e dos ecu sos des e se iço.
2.2.1. Á eas do Bloco Ope a ó io
O bloco pode se di idido em ês á eas: á ea li e, á ea semi- es i a e á ea es i a, segundo as
a i idades que se ealizam em cada uma delas, de o ma a p omo e luxos de ci culação e
con olo de á ico de e pa a o bloco(Minis é io da Saúde, 2015).
A abela 1 ap esen a uma sín ese do que cada uma des as á eas inclui, segundo o Minis é io da
Saúde(2015).
24
Tabela 1: Á eas de um Bloco Ope a ó io (Fon e: Minis é io da Saúde (2015))
Á ea Li e
• Zona de eceção e acolhimen o do pacien e;
• Á ea de ans e ência dos pacien es (en ada e saída);
• Zona de en ada e saída de p o issionais ( es iá ios);
• Á ea de ans e ência de ma e iais;
• Á ea de ans e ência de es e ilizados;
• Á ea de ans e ência de esíduos/equipamen os ep ocessá eis
con aminados;
Á ea
Semi-
Res i a
• Sala de pausa/descanso do pessoal;
• Á eas de apoio:
ü A mazenamen o igo í ico de sangue, ecidos, espécimes ou
ó gãos pa a ansplan e;
ü A mazenamen o de equipamen o mó el;
ü A mazenamen o de equipamen o de anes esia;
ü A mazenamen o de disposi i os médicos;
ü A mazenamen o de oupa com aquecimen o de oupa;
ü A mazenamen o de so os;
ü A mazenamen o de oupa limpa;
ü A mazenamen o de equipamen o e ma e ial de limpeza.
Á ea
Res i a
• Sala de ope ações
• Bloco cen al (usado po á ias especialidades) e pe i é icos (in eg ados
no se iço de uma especialidade);
• Equipamen os mínimos a e den o do bloco;
• Sala de indução anes ésica (caso exis a);
• Sala de sujos e despejos.
2.2.2. Ci u gia Segu a
A Ci u gia Segu a e e e-se a um conjun o de p á icas e di e izes des inadas a eduzi iscos,
complicações e a mo alidade associada a p ocedimen os ci ú gicos. Es e concei o de i a do
p og ama “Ci u gia Segu a Sal a-Vidas” que oi es abelecido pela O ganização Mundial de Saúde
(OMS) com o obje i o de p omo e o comp omisso polí ico e a on ade clínica pa a abo da
ques ões de segu ança que incluem: p á icas de segu ança anes ésica inadequadas, in eções
31
Figu a 3: Casa do Sis ema de P odução da Toyo a (Fon e:
Simas (2016)
)
No p esen e capí ulo se ão abo dadas algumas des as e amen as
Lean,
cuja sua aplicação em
con ex o hospi al pode á se uma mais- alia.
2.3.4.1. Ges ão Visual
A ges ão isual é uma p á ica de ep esen ação da in o mação e/ou exibição de equisi os, pa a
de ini a di eção a segui pa a a ingi de e minado obje i o, mui o u ilizada em con ex o ab il, mas
que, a ualmen e, em indo a ab ange ou as á eas de ação, como o meio hospi ala . Es e
concei o oi c iado com o obje i o de o na isí eis os p oblemas associados a um de e minado
pos o de abalho e, des a o ma, des aca a sua necessidade de esolução, pe mi indo esol ê-los
logo que oco e um p oblema, aumen ado assim o endimen o das o ganizações (Pa y & Tu ne ,
2006).
Es as in o mações podem se ap esen adas em o ma de placas, linhas, e ique as, códigos de
co es, que mi igam a necessidade de p ocu a e acumula in o mação e ma e ial (Eaidgah
To ghabehi e al., 2016)
Es a écnica é egula men e ado ada pelas o ganizações po se acilmen e p ocessada po uma
g ande pa e dos neu o ansmisso es que o cé eb o possui (Simas, 2016).
A ges ão isual pe mi e que qualque pessoa en enda acilmen e uma si uação e consiga eagi
apidamen e, de o ma p ecisa, adequada e au ónoma.
Segundo Eaidgah (2016), exis em dois ipos de e amen as u ilizadas na ges ão isual:
• Fe amen as de Comp eensão do P ocesso: u ilizadas pa a uma melho in e p e ação de
de e minado p ocesso (
Value S eam Mapping, Flow cha s, á ea name boa ds
)

32
• Fe amen as de Desempenho do p ocesso: u ilizadas pa a a alia o p ocesso, con olando
a sua e iciência e e icácia (
Andon ligh s, KPI’s, kanban
).
A ges ão isual é uma e apa inicial undamen al do
s anda d wo k,
na qual os pequenos
po meno es, como a colocação de imagens demons a i as de de e minada a e a, pe mi em
uni o miza o abalho dos colabo ado es (Like e al., 2006).
Assim, alguns dos bene ícios da implemen ação des as e amen as são (Eaidgah To ghabehi e
al., 2016):
• Menos empo necessá io pa a comp eende a in o mação;
• Melho pe ceção de anomalias;
• Maio elocidade no des aque e eliminação das anomalias;
• P omoção da melho ia con ínua, já que há en ol imen o de oda a equipa nos p ocessos;
• Uni o mização, man endo odos os p ocessos a ualizados à medida que oco em
desen ol imen os.
2.3.4.2.
SMED
O
SMED
, “Single Minu e Exchange o Dies” oi um e mo c iado po Shingeo Singo em 1960 pa a
de ini uma oca de e amen as ápida (Kulka ni & Lahi i, 2014). Es e e mo esul ou de um
p oje o que a
Toyo a
a ibuiu a Shingo, que inha como obje i o analisa as mudanças de
e amen as du an e o p ocesso p odu i o e eduzi signi ica i amen e o empo de mudança, pa a
que pudessem se p oduzidos mais modelos de au omó el na emp esa sem implica mudanças
de e amen as de 10 a 12 ho as (Kulka ni & Lahi i, 2014).
No SMED são conside ados dois ipos de
se ups
(Fe ei a, 2018):
Se ups
Ex e nos: mudanças que podem se ei as pa alelamen e à a i idade da máquina, como
p epa ação de e amen as.
Se ups
In e nos: mudanças que são ei os enquan o a máquina es á desligada, como ins alação
ou subs i uição de uma no a ma iz.
A aplicação des a me odologia é ei a a pa i de 4 e apas cha e, sin e izadas na abela seguin e
(Fe ei a, 2018):
Tabela 2:E apas do SMED. Adap ado de Kulka ni & Lahi i (2014)
E apa 0
Con igu ação P elimina In e na e Ex e na (não di e enciada)
E apa 1
Sepa ação dos
Se ups
em In e nos e Ex e nos
E apa 2
Con e são de
Se ups
In e nos pa a Ex e nos
E apa 3
O imização de Todos os Aspe os Associados a Ope ações de
Se ups
33
O
SMED
p opo ciona uma con ibuição signi ica i a pa a as emp esas, na medida que isa a
melho ia dos empos de
se ups
que, po se em a i idades que não ag egam alo , mas que são
necessá ias, de em se es udadas e o nadas o mais e icien es possí el.
A aplicação des a me odologia esul a numa diminuição do
lead ime
e do empo elacionado com
a mo imen ação dos ope ado es, ajus es, ocas de e amen as, en e ou os.
Es as melho ias p opo cionam às emp esas uma maio capacidade p odu i a e lexibilidade pa a
esponde à p ocu a do me cado.
2.3.4.3. 5S
Os 5S são uma me odologia que unciona como e amen a de auxílio à implemen ação de p á icas
Lean
, pe mi indo elimina quaisque despe dícios p esen es num sis ema p odu i o que esul em
da al a de adoção de boas p á icas de limpeza e o ganização no espaço de abalho.
Es a e amen a é compos a po 5 sensos:
Sei i
(T iagem),
Sei on
(A umação),
Seiso
(Limpeza),
Seike su
(No malização) e
Shi suke
(Disciplina) (Chapman, 2005).
O p imei o senso, T ia , consis e em e i a udo o que não é necessá io pa a a ealização de
de e minado abalho do espaço de abalho, como peças, suca a, documen os, ma e ial de
embalagem, equipamen os, en e ou os. O senso que se segue é A umação, no qual é de inido
um luga e uma iden i icação pa a cada obje o ou e amen a necessá ia no espaço de abalho.
P ocede-se en ão à Limpeza, e cei o senso, sendo de inidas as á eas especí icas a se limpas e
os espe i os pad ões de limpeza. No qua o senso, que é a No malização de em se c iadas as
no mas pa a a aplicação dos ou os S’s, aplicando sis emas de ges ão isual pa a uma o ganização
e limpeza adequada. Já no úl imo senso, a Disciplina, aplicam-se as medidas necessá ias pa a
ga an i que os 5S são implemen ados de o ma de ini i a na emp esa, sendo aplicado o senso de
esponsabilidade aos colabo ado es da emp esa pa a que enham um espí i o de melho ia
con ínua na o ganização (Chapman, 2005).
Figu a 4:Me odologia 5S
34
2.3.4.4.
Kaizen
O
Kaizen
(ou melho ia con ínua) ep esen a uma abo dagem ilosó ica pa a a esolução de
p oblemas a a és de uma mudança g adual, o ganizada e con ínua de alguns elemen os do
p ocesso, pa a melho (Ko ace ic e al., 2016). Es a iloso ia, quando aplicada ao local de abalho,
e e e-se que às a i idades que en ol em os colabo ado es e melho am a qualidade do abalho
e das condições de abalho, que à o imização dos p ocessos a a és da eliminação de
despe dícios.
O
Kaizen
aplica-se em sine gia com p á icas de
Lean e Six Sigma
(uma me odologia que u iliza
um ciclo conhecido como DMAIC (De ini , Medi , Analisa ; Melho a e Con ola ), pa a iden i ica
p oblemas, o imiza p ocessos e man e os ganhos alcançados), in eg ando es a égias de edução
da a iabilidade e pad onização dos p ocessos (Fon es & Loos, 2017).
Os p incípios undamen ais des a iloso ia são (G4 Educação, 2024):
• Melho ia con ínua, apos ando em pequenas e cons an es melho ias nos p ocessos;
• Eliminação de despe dícios, alo izando a edução de a i idades que não ag eguem alo ,
o que inclui a eliminação de empos ociosos, e abalho ou excesso de s ock;
• En ol imen o de odos os abalhado es, incen i ando que con ibuam com suges ões e
açam pa e da melho ia como uma equipa;
• Foco no clien e e qualidade, adap ando os p odu os e se iços às necessidades dos
clien es, p omo endo um maio ní el de sa is ação e a endimen o;
• Ges ão e icaz do empo, de endendo uma análise cuidadosa das a e as pa a o na
melho a u ilização do empo disponí el.
2.3.4.5. Ciclo
PDCA
Cada e en o
Kaizen
de e se planeado, implemen ado e con olado. Exis em á ias es a égias
pa a e e ua es e ciclo. Uma das es a égias mais u ilizadas é o ciclo
PDCA
(
Plan-Do-Check-Ac
)
(Louise & Vilela, 2017):
• P
(Plan):
planea as ações, iden i icando as possí eis opo unidades de melho ia pa a que
as me as possam se alcançadas. Nes a ase é elabo ado o plano de ação pa a co igi as
alhas;
• D
(Do):
São execu adas as ações planeadas;
• C
(Check):
nes a ase são e i icadas as ações ealizadas e analisados os e ei os
p o ocados no sis ema, se melho ou ou man e e os p oblemas;
35
• A
(Ac ):
Nes a ase azem-se as melho ias no p ocesso de melho ia inicial, de aco do com
a análise da ase an e io .
Quando es e ciclo é u ilizado po uma o ganização a im de man e de e minado pad ão desejado,
pa a a ingi uma me a pad ão denomina-se
SDCA
,
(S anda d-Do-Check-Ac )
,passando a le a “P”
a se um “S” que signi ica
S anda d
, ase na qual são es abelecidas as me as e p ocedimen os
Pad ão (Fonseca e al., 2006). As ases es an es seguem a mesma lógica que o ciclo
PDCA
, mas
pa a esponde às me as pad ão.
Figu a 5: Ciclo PDCA
(Falconi, 2004)
2.3.4.6. No malização do T abalho
A no malização do abalho é um concei o associado à pad onização de p ocessos e a e as den o
de uma o ganização, de o ma a ga an i que as a i idades sejam ealizadas de o ma e icien e e
segu a e que ao mesmo empo sejam mi igados os despe dícios (Sowmya C, 2024).
A pad onização de p ocessos en ol e a documen ação de alhada e p ocedimen os que de em se
seguidos pa a ealiza de e minada a e a, incluindo a de inição de e apas, esponsabilidades,
e amen as e ma é ias necessá ios (Cipullo, 2024). Es a in o mação pode es a ep esen ada
a a és de manuais, luxog amas,
checklis s
ou ins uções de abalho.
“Uma ez implemen ado, o abalho no malizado ga an e que os mesmos mé odos são epe idos
de o ma consis en e, e i ando mo imen os desnecessá ios, man endo a qualidade, ga an ido a
segu ança e p e enindo danos nos equipamen os”(Sowmya C, 2024).
A pad onização dos p ocessos acili a a o mação dos p o issionais, ga an indo que odos ecebem
e seguem os mesmos p o ocolos du an e os p ocedimen os, con ibuindo pa a uma maio
capaci ação e especialização, que se e le e na melho ia con ínua dos se iços p es ados. Além
disso, ajuda a ga an i um ambien e mais segu o e a minimiza iscos (Hu ado e al., 2021).
36
A no malização aumen a a e iciência ao p opo ciona uma sequência de a e as p e isí el e
uni o me, especialmen e no que se e e e à o ganização do abalho e à p omoção da saúde dos
abalhado es (Hu ado e al., 2021).
2.4.
Business P ocess Managemen (BPM)
O
Business P ocess Managemen
(ges ão o ien ada po p ocessos) é uma abo dagem es u u ada
e sis emá ica que em como obje i o analisa , con ola e melho a os p ocessos de um negócio,
pe mi indo a c iação de alo e o luxo con ínuo das a i idades undamen ais de uma emp esa(Lee
& Dale, 1998). Es e mé odo possibili a a qualque o ganização uma isão cla a dos seus p ocessos
pa a que o seu p odu o ou se iço possa se en egue ao clien e com o maio alo possí el.
(Dumas e al., 2013) de ine o ciclo de ida do BPM em seis ases:
• Iden i icação do p ocesso: ase na qual o p oblema é de inido. Com base nes e p oblema,
os p incipais p ocessos que são execu ados na o ganização são elacionados ao p oblema
iden i icados esul ando na a qui e u a de p ocessos, que esume os p ocessos e as
elações en e eles (Thom & A ila, 2020).
• Modelação de p ocessos: é elabo ada com base na a qui e u a de p ocessos c iada na
ase an e io , com auxílio de alguma no ação de modelagem de p ocessos, como o
Business P ocess Managemen and No a ion (BPMN). O esul ado que se p e ende nes a
e apa é o modelo
as-is
do p ocesso, que ep esen a como é que o p ocesso é execu ado
na o ganização.
• Análise do p ocesso: são iden i icadas as opo unidades de melho ia associadas ao
p ocesso.
• Redesenho do p ocesso: são conside adas as melho ias a aze no p ocesso, iden i icadas
na ase an e io , e edesenhado um no o modelo
o-be.
• Implemen ação: são ealizadas as al e ações no modelo
as-is
pa a ans o má-lo no
modelo
o-be.
Nes a ase são en a izados dois aspe os: a ges ão da mudança
o ganizacional e a au omação do p ocesso, u ilizando sis emas de in o mação pa a
supo a o modelo
o-be,
que é au oma izado a a és de sis emas de ges ão de p ocessos
de negócio (
BPMS)
(Thom & A ila, 2020)
.
• Con olo e Moni o ização: são e i ados indicado es de pe o mance, e e en es à
execução do p ocesso, pa a que o p ocesso seja acompanhado egula men e pela ges ão
das o ganizações.

37
2.4.1. Modelação de P ocessos
A modelação de p ocessos é uma das ases mais impo an es do ciclo de ida do BPM, já que
acili a a conceção do p ocesso e auxilia a comp eensão do mesmo, como um odo, po pa e de
odos os en ol idos na sua execução.
Uma das e amen as u ilizadas pa a es a e apa é o BPMN. O p incipal obje i o do BPMN é pe mi i
que odos os u ilizado es do so wa e consigam modela um p ocesso acilmen e
Elemen os do BPMN.
O BPMN ap esen a cinco ca ego ias de elemen os:
• Obje os de luxo: são os p incipais elemen os do BPMN e de inem o compo amen o do
p ocesso com ês pa âme os básicos: e en os - ep esen a um acon ecimen o
ins an âneo de um p ocesso, como um começo ou um é mino de um p ocesso; a i idades
- ep esen am o abalho execu ado ao longo do p ocesso; des ios ou
ga eways
- con olam
a di e gência ou con e gência do luxo do p ocesso (Thom & A ila, 2020).
• Dados: são elemen os que mos am que documen os ou a qui os são necessá ios pa a
execu a de e minada a i idade ou que são p oduzidos a a és de uma a i idade.
• Obje os de conexão: es abelecem ligação en e os di e en es elemen os. Podem se
ap esen ados como elemen os pa a o luxo de sequência, conec ando obje os de luxo
pa a que se de ina a o dem pela qual são execu ados; obje os de luxo de mensagem, que
ep esen am as ocas de mensagens en e o ganizações; associações que elacionam
um obje o de luxo a um obje o de dados.
•
Ga eways
: são elemen os que pe mi em a c iação de modelos de p ocesso mais
complexos. Es es elemen os ap esen am compo amen os di e en es, endo em con a o
seu ipo. Exis em ês ipos de
ga eways
:
o
Ga eway
de decisão exclusi a (XOR): é u ilizado pa a decidi en e duas ou mais
opções e somen e uma delas é e dadei a enquan o o
ga eway
é execu ado.
o
Ga eways
Pa alelos: execu am luxos do p ocesso de o ma pa alela, ou seja,
podem exis i dois ou mais luxos a se em execu ados e cada uma das execuções
pode acon ece de o ma independen e das ou as, sem o dem p ede inida.
o (Thom & A ila, 2020)(Thom & A ila, 2020)
Ga eways
de decisão inclusi a:
combina as uncionalidades dos dois Ga eways an e io es, possibili ando a
execução condicional de luxos do p ocesso, mas pe mi indo ambém a execução
38
dos luxos em pa alelo. Es e
ga eway
sinc oniza os luxos e espe a que odos
e minem an es de con inua o p ocesso (Thom & A ila, 2020).
• A e ac os: são elemen os que ag egam in o mações adicionais dos modelos, como
ano ações ou g upos de elemen os e não al e am a execução do p ocesso.
• Pa ições: mos am quem ou o que execu a as a i idades do p ocesso, se indo como
sepa ado es. As pa ições podem se piscinas ou aias. As piscinas ep esen am as
en idades de um p ocesso, como uma o ganização. As aias são subdi isões das piscinas,
ep esen ando os di e en es ecu sos p esen es numa o ganização (Thom & A ila, 2020).
A igu a seguin e esume os elemen os que podem se obse ados e u ilizados no BPMN.
Figu a 6: Elemen os básicos da no ação BMPN. Fon e: e i ado de (Ama illa & Ne o, 2018)
2.4.2. Boas P á icas na Modelação de P ocessos
A comp eensão de um modelo depende não só da capacidade que o lei o em de le e en ende
o modelo do p ocesso, mas ambém se a es u u a do modelo es á ou não comp eensí el (Dikici
e al., 2018).
Pa a isso é imp escindí el a aplicação de boas p á icas de modelagem que auxiliam os
modelado es de um de e minado p ocesso a ob e um esul ado que p ese e o compo amen o
o iginal do p ocesso e que enha al a comp eensibilidade, eduzindo a ambiguidade do con eúdo
lógico do p ocesso e a p obabilidade de in odução de e os es u u ais. As eg as p opos as nes e
conjun o são (Thom & A ila, 2020):
• U iliza a meno quan idade de elemen os de modelagem possí el;
• Minimiza os luxos de o eamen o que en am e saem de cada elemen o;
• U iliza um e en o de início e um de im em cada p ocesso;
39
• E i a a al a de sinc onismo en e elemen os;
• E i a o uso do
ga eway
de decisão inclusi a;
• U iliza o in ini i o dos e bos nas
labels
das a e as de um p ocesso;
• E i a a modelação de p ocessos com mais de 50 elemen os, subdi idindo o modelo em
subp ocessos.
40
3. APRESENTAÇÃO DO HOSPITAL LUSÍADAS DE BRAGA E DO BLOCO
OPERATÓRIO
A p esen e disse ação oi ealizada no Hospi al Lusíadas de B aga, mais conc e amen e no bloco
ope a ó io.
No p esen e capí ulo se ão ap esen adas in o mações ela i as à ins i uição, como a localização,
a á ea de in luência, missão, alo es e es u u a o ganizacional. Além disso, se á dado um con ex o
do uncionamen o do bloco ope a ó io do hospi al, que se á al o de es udo nes e p oje o.
3.1. O Hospi al Lusíadas de B aga
O Hospi al Lusíadas de B aga é pa e in eg an e do g upo Lusíadas Saúde, que é um g upo de
e e ência no se o p i ado da saúde em Po ugal. Es e g upo p opo ciona se iços de saúde de
no e a sul do país, con ando com mais de 7000 p o issionais de saúde.
O hospi al o e ece o acompanhamen o em 41 especialidades di e en es, ci ú gicas e não
ci ú gicas. Ap esen a ce ca de 37 gabine es de consul a, salas de a amen o e exames, uma
unidade de Imagiologia e um cen o ci ú gico de ambula ó io com 2 salas des inadas a exames
de Gas en e ologia e 2 salas ci ú gicas nas quais se azem ope ações de ce ca de 16
especialidades di e en es.
Es a ins i uição con a ainda com um se iço de consul as sem ma cação pa a si uações u gen es.
3.2. Localização e á ea de in luência
O Hospi al Lusíadas B aga es á localizado na Rua da Escola de En e magem em B aga, ocupando
pa e do edi ício an igo do Hospi al de S. Ma cos.
Es e p oje o oi cons uído de aiz pa a esponde às necessidades da população da cidade,
o e ecendo aos b aca enses um a endimen o pe sonalizado, com ecu so a al a ecnologia e boas
p á icas de saúde, ap o ei ando odo o conhecimen o adqui ido das es an es Unidades do G upo
Lusíadas (Vilaça, 2020).
3.3. Missão, Visão, Valo es e Es u u a O ganizacional
A isão do g upo enquan o o ganização de saúde é ans o ma os cuidados de saúde,
sus en ando-se em ciência e dados pa a po encia o seu alen o, ino ação, qualidade e excelência
a ní el clínico.
47
Figu a 9: Modelação em BPMN do p ocesso p é-ope a ó io

48
Figu a 10: Modelação em BPMN do p ocesso ope a ó io (Pa e I)
49
Figu a 11: Modelação em BPMN do p ocesso ope a ó io (Pa e II)
50
Figu a 12:Modelação em BPMN do p ocesso ope a ó io (Pa e III)
51
Figu a 13: Modelação em BPMN das a i idades do ecob o
52
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA SITUAÇÃO DO BLOCO OPERATÓRIO DO
HOSPITAL LUSÍADAS DE BRAGA
Nes e capí ulo se ão analisados os dados acul ados pelo hospi al sob e os empos ci ú gicos.
Além disso, se ão ap esen ados di e sos es udos ealizados pa a ob e in o mações do bloco sob e
a exis ência de não con o midades. Po im se ão ap esen as as opo unidades de melho ia
encon adas ao longo do es ágio. No Apêndice I e II pode-se obse a mais de alhadamen e a
análise dos dados e os es udos ealizados.
4.1. Análise dos Tempos do Bloco Ope a ó io
Es a análise em o obje i o de ap esen a a si uação a ual do hospi al ace aos dados ecolhidos
ao longo dos p imei os qua o meses de 2024 e à compa ação com o ano de 2023.
4.1.1. Núme o de Ci u gias Realizadas
De o ma a pe cebe se e ia ha ido um aumen o do núme o de ci u gias de 2023 pa a 2024,
ealizou-se uma compa ação mensal des es dois anos, que pode se obse ada na igu a 14.
Figu a 14: Compa ação das Ci u gias Realizadas em 2023 s. 2024
Tal como se pode cons a a a a és da igu a 14, nos p imei os qua o meses de 2024 o am
ealizadas 924 ci u gias, sendo que a média mensal oi de 231 ci u gias.
Compa a i amen e ao ano de 2023, o núme o de ci u gias aumen ou, em média, ce ca de 71,7%,
um aumen o mui o signi ica i o e impo an e pa a a ins i uição. Es e aumen o jus i ica-se po um
226
216
214
268
159
128
122
129
050 100 150 200 250 300
Janei o
Fe e ei o
Ma ço
Ab il
Núme o de Ci u gias
Mês
Nº de Ci u gias Realizadas(2023 s. 2024)
NºCi u gias Realizadas 2023 NºCi u gias Realizadas 2024

53
aumen o da o e a de especialidades e médicos, pela pa icipação em p oje os públicos e pelo
aumen o da p ocu a dos se iços p es ados na ins i uição.
O aumen o da p ocu a ouxe, como consequência, a necessidade de mais ecu sos humanos e a
busca pela melho ia da qualidade nos se iços p es ados de o ma a pe mi i a con inuação do
c escimen o da o ganização.
A abela 3 ap esen a o núme o de ci u gias ealizadas a é ab il de 2024 po especialidade.
Tabela 3:Ci u gias ealizadas em ab il de 2024 po especialidade
Especialidade
Núme o de
Ci u gias
Realizadas
Pe cen agem
Rela i a
Tempo
U ilizado
(minu os)
Pe cen agem
Rela i a
O opedia
288
31,2%
22195
34,6%
O almologia
193
20,9%
8153
12,7%
O o inola ingologia
124
13,4%
9632
15,0%
Ci u gia Plás ica
90
9,7%
8032
12,5%
Ci u gia Ge al
65
7,0%
5753
9,0%
U ologia
53
5,7%
3340
5,2%
Ginecologia/Obs e ícia
37
4,0%
2206
3,4%
Ci u gia Vascula
36
3,9%
2593
4,0%
Ci u gia Pediá ica
32
3,5%
1947
3,0%
Neu oci u gia
5
0,5%
326
0,5%
Neu o adiologia
1
0,1%
49
0,1%
Pode-se conclui que a especialidade com mais ci u gias ealizadas é O opedia, ep esen ando
31,2% das ci u gias. Ve i ica-se ambém que O opedia é, ambém, a especialidade com maio
empo de u ilização do bloco ope a ó io. Segue-se O almologia, com 20,9% de ci u gias ealizadas,
mas com menos empo de u ilização que O o inola ingologia que em 13,4% de ci u gias
ealizadas e 15% de empo u ilizado no bloco. O meno empo de u ilização de O almologia (12,7%)
é explicado pelo ac o de as ci u gias de O almologia se em, ge almen e, pouco demo adas, com
empos agendados de 30 a 60 minu os, enquan o as ci u gias de O o inola ingologia são ci u gias
com empo agendado de 1 a 2 ho as.
54
4.1.2. A anque da P imei a Ci u gia do Dia
Pa a analisa o empo que demo a o a anque diá io das ci u gias no bloco o am con abilizadas
odas as ci u gias ealizadas aquando da abe u a do bloco, ou seja, às 8:00h.
4.1.2.1. Análise Mensal Média
A média de a anque mensal dos p imei os qua o meses do ano, ou seja, de janei o a ab il, pode
se obse ada no g á ico de linhas da igu a 15.
Figu a 15: Média Mensal de A anque das Ci u gias de 2024
De janei o a ab il de 2024, cons a ou-se que a ho a média de a anque oi às 08:27h, o que
ep esen a um alo mui o di e en e do agendado (8:00) pa a o começo das ci u gias e que
in luencia di e amen e a e icácia do abalho pa a o es an e dia, já que o a aso su ge desde o
início do dia. No en an o, pode-se e i ica que es e a aso é semelhan e em odos os meses,
exis indo uma ampli ude de 3 minu os e 12 segundos en e os di e en es meses. Assim, pode-se
conclui que o a aso acaba po se uni o me.
4.1.2.2. Análise Média po especialidade
A igu a 16 ap esen a o esumo da média de a anque das ci u gias do p imei o imes e de 2024
po especialidade. No Apêndice I ( abela 15), é possí el obse a o núme o de ci u gias ealizadas
po especialidade na abe u a do bloco (8:00h).
8:27
8:25
8:26 8:28
8:14
8:17
8:20
8:23
8:26
8:29
8:31
8:34
8:37
8:40
8:43
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL
Ho a da Média de A anque
Mês
Média de A anque Mensal
55
Figu a 16: Média do A anque das Ci u gias de 2024 po Especialidade
Analisando os dados ela i os às especialidades, con a ou-se que a especialidade cujo a aso é
maio é Neu oci u gia. No en an o, como a especialidade só ealizou uma única ci u gia, não é
possí el assumi que é esse o empo médio.
A segunda especialidade com maio a aso é Ci u gia Pediá ica, com um a aso médio de 39
minu os, seguida de Ci u gia Vascula , com 35 minu os de a aso.
Po ou o lado, a especialidade com meno a aso é O almologia com média de 20 minu os de
a aso.
4.1.3. Taxa de Ocupação do Bloco
Com o obje i o de a alia a e iciência na ocupação dos blocos ope a ó ios, a aliou-se a axa de
ocupação do bloco que se dá pela seguin e ó mula:
𝑇𝑎𝑥𝑎$𝑑𝑒$𝑂𝑐𝑢𝑝𝑎çã𝑜 = % 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜$𝑢𝑡𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜$
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜$𝑑𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙
Pa a o cálculo da axa de ocupação o ma idos em con a os seguin es a o es:
• Exis em duas salas ope a ó ias que podem abalha em simul âneo;
• O bloco ope a ó io unciona de segunda a sábado, du an e doze ho as;
• Uma pausa de ce ca de 1 ho a que inclui almoço e pequenas pausas en e ci u gias.
Assim, o empo disponí el mensal (em minu os) co esponde à seguin e exp essão:
7:26
7:40
7:55
8:09
8:24
8:38
8:52
9:07
Ci u gia Ge al
Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica
Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia
Neu oci u gia
O almologia
O opedia
O o inola ingologia
U ologia
Ho a Média de A anque
Especialidade
Ho a Média de A anque po Especialidade
Ho a Média de A anque po Especialidade Ho a P e is a De A anque
56
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜$𝑑𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙
=11$ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 ∗ 𝑛º$𝑑𝑒$𝑑𝑖𝑎𝑠$𝑡𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜𝑠$𝑝𝑜𝑟$𝑚ê𝑠 ∗ 60$minu os
∗ 2$salas$ci ú gicas
4.1.3.1. Taxa de Ocupação Mensal
Tendo em con a o con ex o ap esen ado, elabo ou-se a axa de ocupação mensal do bloco em a é
ab il de 2024, como mos a a igu a 17.
Figu a 17: Taxa de Ocupação mensal do 1º imes e de 2024
É possí el conclui que o mês com a maio axa de ocupação oi ab il (59,33%), que pode se
explicado pelo aumen o do núme o de ci u gias (268). O mês com meno axa de ocupação oi
ma ço que oi ambém o mês com menos ci u gias (214).
Sendo o p óp io médico a de ini as suas p e e ências nos ho á ios e planos de abalho, acaba
po exis i uma limi ação na melho ia do agendamen o ci ú gico que se e le e na axa de ocupação
do bloco.
A u ilização das salas não é ei a de o ma a execu a o maio núme o possí el de ci u gias, mas
sim de modo que os médicos enham li e-a bí io no agendamen o das ci u gias dos seus
pacien es. Exis em, mesmo, momen os da semana que já são ese ados pa a de e minado
médico, o que impede que a ocupação das salas seja maximizada.
Dado que es a ques ão é es u u al, a melho ia da axa de ocupação, com es as limi ações,
passa ia po minimiza os despe dícios de empo associados às ci u gias, ou seja, o empo de
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Janei o
Fe e ei o
Ma ço
Ab il
51,30%
48,90%
47,66%
59,33%
Pe cen agem De Ocupação
Mês
Taxa De Ocupação Do Bloco 2024
63
Figu a 23: Tempo de Tu no e
A pa i a implemen ação do egis o dos empos de limpeza e dos dados egis ados ela i os às
ci u gias, concluiu-se que o empo de
u no e
é de 19:45 minu os, com des io pad ão de 11:35
min, sendo que:
• O empo médio de limpeza e a de 13:24 min minu os, com des io pad ão de 12:17
minu os.
• En e o im da ci u gia e o início da limpeza exis e em média 6:51 minu os de empo sem
alo ac escen ado com um des io pad ão de 7:15 minu os.
Exis em dois a o es que con ibuem pa a es e empo ocioso, desde o inal da ci u gia ao início da
limpeza. Em p imei o luga , os AAM ‘s não es a em p esen es no é mino da ci u gia, exe cendo
as suas unções com menos p on idão. A sua ausência de e-se ao ac o de, po ezes, es a em a
limpa a ou a sala. Como, ge almen e, só há um AAM pa a as duas salas, quando exis em
ci u gias a acon ece em simul âneo, o na-se complicada a ges ão da limpeza das salas e a
apidez na p on idão do exe cício das unções dos AMM’s, no im das ci u gias.
Em segundo luga , po ezes os AAM’s, e e i amen e, não es ão p esen es no inal da ci u gia po
es a em a execu a ou as a e as e, po não es a em den o da sala, não conseguem p e e o im
das ci u gias e, po isso, acabam po e de se chamados, pelos en e mei os da sala, pa a inicia
as unções den o do bloco.
Os auxilia es ambém ajudam na passagem dos doen es da mesa de ope ações pa a a maca, o
que os impede de começa a limpeza mais cedo.
Alguns dos a o es que in luenciam o empo de limpeza são:
0:00
0:07
0:14
0:21
0:28
0:36
0:43
1
4
7
10
13
16
19
22
25
28
31
34
37
40
43
46
49
52
55
58
61
64
67
70
73
76
79
82
85
88
91
94
97
100
103
106
Tempo
Nº de Amos as
Tu no e

64
• O g au de igo da limpeza e e uada;
• O eposicionamen o do bloco no caso da exis ência de ou o p ocedimen o;
• O ipo de ci u gia e e uada (se é uma ci u gia que deixa o bloco mais sujo ou não)
• O conhecimen o que os en e mei os e os AAM’s êm sob e os disposi i os a coloca na
sala e qual a sua localização, dado que são eles que ocam os disposi i os na sala de
ope ações, apesa de os en e mei os e em de e i ica pos e io men e se es á udo
p esen e na sala an es do início da ci u gia.
4.2. Es udos Realizados
Após a análise dos dados o necidos pelo hospi al, de ini am-se algumas a iá eis de es udo, que
se ão ap esen adas nes e capí ulo e êm o obje i o de aze um diagnós ico mais p eciso dos
p oblemas obse ados. Os po meno es des es es udos podem se obse ados no Apêndice II.
4.2.1. Análise dos Mo i os do A aso no A anque da 1ºCi u gia
A pa i da análise dos dados ela i os aos empos das ci u gias, nomeadamen e os dados de
começo das p imei as ci u gias, calculou-se o empo médio de a anque das ci u gias, que de
o ma ge al, que po especialidade, concluindo-se que, em média, as ci u gias começam às
08:27h.
Tendo em con a que as ci u gias es ão ma cadas pa a as 8:00 e acabam po começa mais de
meia ho a depois, o cump imen o dos ho á ios acaba po nunca se compa í el com a ealidade
obse ada e, embo a haja si uações em que é possí el “ ecupe a ” o empo pe dido, na maio ia
dos casos as ci u gias do dia acabam odas po a asa . Pa a pe cebe que azões mo i a am es e
a aso, oi ealizado um pequeno es udo, du an e um mês, o alizando 30 ci u gias. Du an e es e
empo, a aliou-se de qual das seguin es on es se ia mais equen e o a aso:
• Dos ci u giões;
• Dos anes esis as;
• Dos écnicos;
• Dos memb os equipa de en e magem;
• Da p epa ação da sala;
• Do pacien e;
• Da condição do pacien e, como se uma c iança, ou e di iculdades de mobilidade;
• Da p epa ação p é ci ú gica do pacien e;
65
No g á ico da igu a 24 es ão ep esen ados os esul ados des e es udo.
Figu a 24:Mo i os do A aso da 1ºCi u gia da Manhã
A pa i des e ensaio cons a ou-se que a on e p incipal de a aso e am os ci u giões,
ep esen ando uma pe cen agem de 48 pon os pe cen uais do mo i o dos a asos.
Como uma ci u gia só pode e início quando o ci u gião já se encon a no bloco, es e a aso na
p imei a ci u gia acaba po se e le i nas ci u gias do dia, que acabam po deco e o a do ho á io
agendado.
4.2.2. Análise de Não Con o midades no Bloco Ope a ó io
Ao longo do empo de obse ação das ci u gias execu adas, o am obse ados pad ões de não
con o midades ela i as ao cump imen o de no mas es abelecidas pela o ganização do bloco. De
o ma a quan i ica e analisa as não con o midades obse adas, oi ealizado um es udo que
comp eendeu a obse ação de 30 ci u gias, de di e en es especialidades e equipas, que e e como
p incipal obje i o pe cebe quais as não con o midades mais equen es, pa a que,
pos e io men e, pudessem se aplicadas e amen as que isassem a sua mi igação.
Pa a a execução des e es udo oi u ilizada uma abela de a aliação, elabo ada a pa i dos
documen os nos quais es a am desc i as as unções de cada memb o da equipa ci ú gica, al
como se pode obse a no Apêndice II (Tabela 25).
O Ci u gião a asou-se.
48,0%
O pacien e e a uma c iança.
4,0%
O écnico a asou-se.
12,0%
A sala não es a a p epa ada.
0,0%
O Anes esis a a asou-se
16,0%
A equipa de en e magem a asou-se.
8,0%
O pacien e ainda não inha odas as
necessidades p é ci ú gicas
execu adas.
8,0%
O pacien e a asou-se.
4,0%
PERCENTAGEM DE ATRASO NO ARRANQUE DA 1ºCIRURGIA DA MANHÃ
66
Ao longo do es udo, cons a ou-se que algumas das unções que de e iam se exe cidas não se
e e ua am, já que não exis iam condições que pe mi issem a sua execução, po exemplo
“ e i icação de
checklis s
”, po não exis i em essas
checklis s
.
Após o pe íodo de a aliação das ci u gias, e i icou-se que, ela i amen e aos AAM, “O auxilia
es á p esen e no bloco em caso de necessidade, nomeadamen e no início e im da ci u gia.” não
oco ia em 23,08% das ezes, “Auxilia no posicionamen o do pacien e de o ma co e a e sabe
qual o posicionamen o adequado” não se e i ica a 19,23% das ezes.
Já em elação aos en e mei os, “O en e mei o anes esis a p ocede à execução da "Ci u gia
Segu a" an es do momen o de incisão” não se e i icou 19,23% das ezes, igualmen e.
Rela i amen e aos médicos podemos cons a a que, em 9,62% das não con o midade ci u gias, o
ci u gião não “Cump e o ho á io es abelecido pa a o começo da ci u gia”, enquan o pa a o
anes esis a es a condição e i ica-se apenas em 3,85% das ci u gias.
4.3. Sín ese das Opo unidades de Melho ia Encon adas
Face à análise de dados ealizada e à obse ação
in loco
das a i idades do bloco ope a ó io,
e i ica am-se algumas opo unidades de melho ia, p incipalmen e no que diz espei o à
pad onização dos p ocessos.
4.3.1. Fal a de pad onização no egis o dos empos das in e enções ci ú gicas
Semp e que é ei a uma in e enção ci ú gica, os en e mei os de em egis a cada um dos empos
ap esen ados na igu a 25. Es es empos pe mi em que sejam ei as análises de o ma a melho a
a e iciência e e icácia da u ilização do bloco.
No en an o, a quan idade de a e as que os en e mei os êm de ealiza ao longo das ci u gias,
po ezes, o na di ícil a ma cação, no so wa e, dos empos no ho á io p eciso do acon ecimen o
das a i idades que deco em den o do bloco.
Po ou o lado, a inse ção dos empos nem semp e é coe en e com a e apa da ci u gia que es á
a se execu ada, já que como não é ácil a comp eensão das e apas ap esen adas no so wa e,
nem exis e um pad ão de inido pa a o seu p eenchimen o, cada en e mei o inse e os empos de
aco do com o que acha que signi ica cada um dos pe íodos, o que o na a inse ção dos dados
numa a e a subje i a. A igu a 25 ap esen a a janela de colocação dos empos ci ú gicos.
67
Figu a 25: Janela do Glin pa a a colocação dos empos das in e enções ci ú gicas
4.3.2. Sis ema de Iden i icação do Ma e ial Consumido
A componen e logís ica do hospi al é ei a po uma emp esa subcon a ada. Es a emp esa dá
supo e ao hospi al, a ní el de iden i icação de consumí eis, esolução de p oblemas nos s ocks,
aplicação de so wa es de logís ica, en e ou os.
O hospi al abalha com dois so wa es di e en es: o Glin e o SAP.
O ac o de e de abalha com dois so wa es o na a ges ão dos a mazéns complicada, bem
como a ges ão dos p óp ios consumí eis, que mui as ezes es ão pa ame izados num p og ama,
mas no ou o não, ou seja, não se encon am no sis ema, na al u a de os ma ca como u ilizados
no bloco.
Cada consumí el ap esen a uma e ique a p óp ia que é colocada pelo écnico de a mazém, pa a
que a sua inse ção no so wa e seja mais ácil pa a os en e mei os.
No en an o, po ezes exis e ma e ial que não es á de idamen e iden i icado ( igu a 26 e 27) o que
o na di ícil a sua inse ção no sis ema, azendo com que os en e mei os enham de sai da sala
du an e a ci u gia pa a p ocu a em a e ique a de iden i icação do ma e ial.
Figu a 26: Consumí eis sem e ique a
68
Figu a 27: Consumí el não pa ame izado no sis ema
Como o ma de con ola es a limi ação, o am c iados ki s ci ú gicos que, consoan e a
especialidade e a ope ação, ap esen am os consumí eis. No en an o, como não exis e nenhuma
no ma pa a a egula ização des es ki s, acabam po es a desa ualizados, não esol endo o
p oblema logís ico.
4.3.3. Fal a de Pad onização na Ve i icação do Ma e ial do Ca inho de Anes esia
A equipa anes ésica de uma ci u gia é compos a po um anes esis a e um en e mei o de anes esia.
O en e mei o de anes esia de e e i ica que odos os ma e iais necessá ios pa a a ci u gia es ejam
dispos os no ca inho de anes esia, den o do p azo de alidade e de e e i ica o bom
uncionamen o de odos os disposi i os médicos que es a equipa u iliza, nomeadamen e o
en ilado , que de e se ligado no início do dia e es ado, e ou os disposi i os de moni o ização
do pacien e.
Ao longo do pe íodo de es ágio oi obse ado que o ma e ial que es a a den o do ca inho de
anes esia não ap esen a a nenhum p ocedimen o de inido pa a a sua e i icação. Assim, nunca
ha ia egis o da e i icação do ma e ial e não exis ia mé odo pa a a eposição do ma e ial.
Além disso, acon ecia com egula idade que, aquando da e i icação do ma e ial do ca inho de
anes esia de o ma alea ó ia, se encon a am consumí eis o a do p azo de alidade.
Embo a os en e mei os e i iquem semp e o p azo de alidade de qualque p odu o adminis ado
an es de o adminis a , a p obabilidade uma adminis ação inde ida acaba po se maio , o que
ap esen a um isco pa a a saúde do pacien e.

69
4.3.4. Fal a de uni o mização do p ocesso de p epa ação das Salas Ope a ó ias
Cada ci u gia e e uada ap esen a os seus p óp ios consumí eis, máquinas e p ocessos. Cada
máquina em a sua p óp ia posição na sala endo em con a o bloco, a posição em que é e e uada
a ci u gia e o lado ope ado. Além do ma e ial basal, exis em alguns consumí eis ou máquinas que
o p óp io médico solici a, pa a e e ua a ci u gia. Pa a que o bloco es eja p epa ado pa a uma
ci u gia, é necessá io, além da sua desin eção, que odos es es componen es es ejam alinhados
com as especi icações.
Como a expe iência e o conhecimen o odas es as especi icações não é uni o me pa a odos os
colabo ado es, acaba po ha e semp e ques ões sob e como de em p ocede , em e mos de
disposi i os médicos a u iliza , já que essa in o mação não es á disponí el de o ma isí el e cla a
nou o sí io. Embo a exis a um dossiê com o ma e ial a u iliza , os colabo ado es não execu am
esse abalho, o nando maio a p obabilidade de se esquece em de coloca algum ma e ial den o
das salas, an es do começo da ci u gia. Em elação ao posicionamen o da sala passa-se a mesma
coisa. No en an o, não exis e esse dossiê e, po isso, ainda maio é a p obabilidade de e o. Além
disso, o posicionamen o depende da la e alidade da ci u gia que, mui as ezes, não es á exp essa
na olha do agendamen o ci ú gico.
Todos es es en a es aumen am o empo de u ilização da sala em cada ci u gia, já que, an o o
u no e como o empo u ilizado pa a co igi de e minados e os, acaba po aumen a .
4.3.5. Fal a de O ganização do A mazém de Disposi i os Médicos
O a mazém de disposi i os médicos é o local onde são gua dados odos os disposi i os médicos
ela i os às di e en es especialidades, diposi i os de posicionamen o e disposi i os da á ea da
anes esia.
Ao longo do empo, a o ganização des e a mazém oi sendo negligenciada, o que esul ou num
a mazém sem qualque ipo de pa âme os de o ganização, delimi ação de locais especí icos pa a
os apa elhos que es ão no chão, com al a de espaço e sem um in en á io ou iden i icação de
odos os apa elhos. O mesmo acon eceu com ou o local de a mazenamen o de diposi i os
maio es que, po não cabe em no a mazém, passa am a se colocados num a mazém p o isó io
como se pode obse a na Figu a 28.
70
Figu a 28: A mazéns dos Disposi i os Médicos
71
5. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE MELHORIA
No p esen e capí ulo se ão ap esen adas as p opos as de melho ia implemen adas, ace às
opo unidades de melho ia encon adas, nomeadamen e aplicando e amen as
Lean
na esolução
des es p oblemas.
5.1. O ganização dos A mazém de Disposi i os Médicos
A o ganização do local de abalho é um dos pon os-cha e pa a um abalho e icien e. Sendo a
o ganização do a mazém algo que, indi e amen e, a e a o empo de u no e e di icul a o abalho
dos colabo ado es do bloco, oi ealizada uma in e enção endo po base os 5 S, na qual se
p ocedeu à o ganização e iden i icação dos disposi i os médicos no a mazém, pa a que ossem
acilmen e encon ados pelos auxilia es, diminuindo o empo que demo am a p ocu á-los e,
ambém, pe mi indo a uni o mização do p ocesso de o ganização do bloco e do a mazém.
O p imei o passo oi ealiza uma Audi o ia 5S ao a mazém, de o ma a a alia o es ado em que
se encon a a, que pode se obse ada no Apêndice IV.
A p incípio, a ideia inicial passa a po se uma in e enção no bloco, ou seja, odos os
colabo ado es espondiam à audi o ia, apenas com a di isão en e en e magem e AAM’s pa a que
se conseguisse pe cebe a pe ceção des es dois g upos em elação ao a mazém e ao bloco.
No en an o, es a e apa não oi passí el de se ealizada, já que os ques ioná ios não o am
en egues aos colabo ado es an es do início da in e enção.
Como o ma de con o na es e obs áculo, ealizou-se apenas uma au oa aliação do ques ioná io
(que pode se obse ada no Apêndice III e IV), pa a que se pudesse a alia se ha e ia ou não
mudanças após a in e enção. A Tabela 5 ap esen a os esul ados da Audi o ia 5S.
Tabela 5: Resul ados da 1ª Audi o ia 5S
Sensos
An es da O ganização do A mazém
Sei i
(T iagem)
2,4
Sei on
(A umação)
3,4
Seiso
(Limpeza)
3,8
Seike su
(Pad onização)
2
Shi suke
(Disciplina)
2,6
72
A pa i des a audi o ia 5 S ao a mazém, pode-se conclui que os alo es dos sensos são baixos,
sendo a média o al de 2,84. Es es alo es e le em a al a de o ganização do espaço, no qual há
ma e iais obsole os e não há nenhum sis ema pa a a o ganização do a mazém. Além disso, os
ma e iais não es ão de idamen e iden i icados e não exis em p á icas implemen adas pa a a
manu enção do espaço de o ma con ínua.
Após es a audi o ia ealizou-se uma in e enção 5S. P imei o, e i a am-se odos os equipamen os
do a mazém e sepa a am-se em dois g upos: os que necessi a am de es a no bloco e os que não
e am necessá ios no bloco. Os disposi i os do segundo g upo o am colocados, pela en e mei a
des acada pa a es a in e enção, num ca inho pa a que ossem a umados num local mais
ap op iado ( igu a 29). Além disso, ealizou-se um in en á io de odos os apa elhos exis en es no
a mazém e espe i as quan idades. (Apêndice VII).
Figu a 29: Ma e ial não necessá io
De seguida, ealizou-se uma g elha pa a associa os disposi i os às di e en es especialidades, pa a
pe cebe (Apêndice III):
• Quais especialidades inham mais disposi i os;
• Quais disposi i os e am mais comuns en e di e en es especialidades;
• Qual se ia a melho opção pa a o ganiza o a mazém.
A pa dis o, colocou-se no a mazém mais uma es an e, já que uma das di iculdades pa a a
o ganização dos disposi i os médicos e a a al a de espaço e o ma e ial da á ea de anes esia
acaba a po es a mis u ado com o es an e ma e ial.
Com a ealização da g elha, concluiu-se que os disposi i os de posicionamen o, além de se em
comuns a odas as especialidades e am bas an e usados e po isso de e iam es a mais pe o do
79
isibilidade (ou mesmo possí el e ique agem com i a de co di e en e, pa a a iso de ap oximação
do p azo).
Após a a aliação des as p opos as com a adminis ação, cons a ou-se que essas olhas de egis o
já exis iam nos es an es hospi ais do g upo Lusíadas, mas ainda não ha iam sido implemen adas
no Lusíadas B aga. Assim, p opôs-se a adap ação das checklis s já exis en es no g upo pa a o
Hospi al Lusíadas de B aga, como podemos obse a no Apêndice IX. Es e abalho oi ealizado
pelos en e mei os do bloco ope a ó io.
5.4.
Análise das Melho ias Implemen adas
Após a o ganização do a mazém oi ambém ealizada uma no a Audi o ia 5S, na qual se ea aliou
os pa âme os, de o ma a en ende se e ia ha ido mudanças signi ica i as.
Os esul ados podem se obse ados na igu a 38.
Figu a 38: Resul ados da Audi o ia 5S (An es e Depois da O ganização do A mazém)
A a és da análise do g á ico acima acilmen e se conclui que hou e uma melho ia signi ica i a do
es ado do a mazém após a o ganização do mesmo.
A di e ença de pon uações em cada senso pode se explicada pela aplicação das seguin es
medidas:
• Eliminação dos disposi i os desnecessá ios do local, man endo apenas o que é essencial
pa a o bloco ope a ó io.
2,4
3,4 3,8
2
2,6
4,4 4,4 4,8
3,8
3
0
1
2
3
4
5
Sei i( iagem) Sei on
(A umação)
Seiso(Limpeza) Seike su
(Pad onização)
Shi suke
(Disciplina)
Pon uação
Senso
Resul ados da Audi o ia 5S
An es da O ganização do Amazém Após a O ganização do Amazém

80
• O ganização dos disposi i os com posicionamen o cla o e acessí el, acili ando o luxo do
abalho.
• C iação de um in en á io dos disposi i os com as espe i as quan idades e iden i icação
do local dos disposi i os no a mazém, c iando pad ões acilmen e comp eendidos po
oda a gen e.
Pode-se obse a ambém que o senso de disciplina (
Shi suke)
oi o senso com a meno a iação.
Es e esul ado po se jus i icado pelo ac o de que as soluções não o am implemen adas com
empo su icien e pa a se pode a alia es e pa âme o de o ma cla a. No en an o, se o obje i o
man e o a mazém o ganizado, os colabo ado es de e ão segui as eg as e p ocessos de o ma
consis en e, sem que necessi em de supe isão.
A implemen ação das melho ias suge idas pe mi iu, além da melho ia da mo i ação dos auxilia es
e da uni o mização do seu abalho, a diminuição das não con o midades no bloco.
Em pa alelo com es e p oje o oi ealizado um es udo pela equipa de en e magem, num p oje o
da o ganização pa a o depa amen o de qualidade, com a inalidade de diminui as não
con o midades no posicionamen o dos disposi i os médicos. Es e es udo oi ealizado apenas na
especialidade de O opedia, que é a especialidade com o maio núme o de ci u gias ealizadas,
ep esen ando ce ca de 33,01% das ci u gias ealizadas. Em cada e apa do es udo o am
obse adas 50 ci u gias, pe azendo um o al de 200 ci u gias. O esquema da igu a 39 ep esen a
a dinâmica do es udo ealizado.
Figu a 39: Es udo de não Con o midades no Posicionamen o dos Disposi i os Médicos ealizado
pela equipa de en e magem do Hospi al Lusíadas B aga
Fo mação
O ganização do
A mazém
Implemen ação
dos Ca ões de
Posicionamen o
A aliação de
50 ci u gias
A aliação de
50 ci u gias
A aliação de
50 ci u gias
A aliação de
50 ci u gias
81
Como as ações implemen adas o am ei as a pa com a implemen ação das p opos as de
melho ia suge idas, já que e am medidas comuns, o am acul ados os esul ados do es udo, que
es ão esumidos na abela 7.
Tabela 7: Análise dos Resul ados da Implemen ação da O ganização do A mazém (Adap ado dos
dados da Equipa de En e magem)
A aliação
Inicial
A aliação Após
O ganização do
A mazém
A aliação Após a
Implemen ação
dos Ca ões
Di e ença
(pon os
pe cen uais)
%NC
%NC
%NC
O AAM sabe quais os DM
necessá ios?
38%
50%
10%
-28
*No início da
ci u gia/posicionamen o es a am
disponí eis odos os DM?
58%
16%
8%
- 50
*Os AAM’s dispõem co e amen e
os DM na sala ci ú gica?
46%
10%
2%
- 44
Podemos obse a no pa âme o “ O AAM sabe quais os DM necessá ios?” desde a a aliação
inicial a é à o ganização do a mazém hou e um aumen o de 28 pon os pe cen uais do pa âme o.
Já em elação ao pa âme o “No início da ci u gia/posicionamen o es a am disponí eis odos os
DM?” hou e uma diminuição de não con o midades de 50 pon os pe cen uais, já que, ao o ganiza
o a mazém e c ia uma no ma pa a o a anjo dos disposi i os no mesmo, ga an e-se que odos os
colabo ado es ecebem as mesmas ins uções, odos sabem onde es ão os equipamen os, mesmo
que enham de pe gun a quais são, o que eduz e os e e abalho. Também hou e uma
diminuição de não con o midades 44 pon os pe cen uais do pa âme o “Os AAM’s dispõem
co e amen e os DM na sala ci ú gica?” que pode se jus i icada pela implemen ação dos ca ões
que pe mi iu, a a és da ilus ação do posicionamen o, uma melho comp eensão do
posicionamen o adequado da sala.
A implemen ação dos ca ões dos disposi i os médicos e do seu posicionamen o na sala de
ope ações esponde à necessidade de melho ia des es pa âme os, já que os ca ões acabam po
ap esen a odas as in o mações que o AAM necessi a pa a consegui conclui o seu abalho de
o ma au ónoma.
82
A implemen ação des a medida, eduz a a iabilidade nas ope ações, o que diminui á a
p obabilidade de e abalho, e os e a é de aciden es.
Após a implemen ação das medidas e ob enção dos esul ados ap esen ados, hou e a in enção
de ol a a quan i ica os indicado es de desempenho ap esen ados na análise ealizada no
capí ulo 4, no en an o com é mino do es ágio não hou e a opo unidade pa a es a no a
ap eciação.
5.5. P opos as de Melho ia- suge idas, mas não implemen adas
Nes e subcapí ulo são ap esen as as melho ia que o am suge idas, mas que acaba am po não
se execu adas, de ido o empo disponí el e o cus o de implemen ação.
5.5.1. Pad onização no egis o dos empos das in e enções ci ú gicas
Uma das limi ações encon adas em elação aos empos, oi a p ecisão dos dados já que não só
a equipa de en e magem e a capaz de coloca os empos p ecisamen e po es a a execu a ou as
a e as em simul âneo, como ambém po que cada colabo ado coloca a os empos no so wa e
consoan e a in e p e ação que azia dos campos que inha de p eenche .
Pa a eduzi es e des io de esul ados, oi elabo ado um guia pa a o p eenchimen o dos campos
de empos no so wa e, no qual é ap esen ada uma imagem com os campos e ei a a espe i a
legenda de cada um, como podemos obse a no Apêndice X.
Pa a que es e guia osse isí el pa a odos, de e ia se colocado no quad o b anco localizado jun o
aso blocos e in o mados odos os colabo ado es des a al e ação.
Des a o ma, passa a-se a assegu a que, den o do que é passí el de se cump ido, os empos
i essem maio e acidade e p ecisão.
Es a medida embo a suge ida e elabo ada, acabou po não se implemen ada po u ma ques ão
de empo pa a ap o ação do documen o em ques ão.
5.5.2. Sensibilização dos Colabo ado es pa a o Desempenho das Suas Funções
Como pa e do p ocesso de uni o mização da u ilização do bloco, é impo an e cla i ica odos os
colabo ado es do seu papel enquan o colabo ado es da o ganização, expondo o desc i i o de
unções de cada á ea de colabo ação e sensibilizando-os pa a a impo ância do seu abalho e da
boa execução das suas unções.
Assim, suge iu-se que se adap asse os desc i i os de unções já exis en es, pa a um o ma o mais
apela i o e sin e izado e que se a ixasse es es desc i i os num local de boa isibilidade, po
83
exemplo, no quad o ode es ão os ca ões de posicionamen o e o agendamen o das ci u gias de
cada sala, pa a que exis isse um mecanismo isual de des aque às unções e pa a que qualque
no o uncioná io es i esse a pa das suas esponsabilidades.
5.5.3. Implemen ação de Indicado es de Desempenho
Os indicado es de desempenho, ambém denominados po KPI’s (
Key Pe o mance Indica o s
),
são mé icas quan i a i as ou quali a i as u ilizadas pa a medi e moni o iza o desempenho de
uma o ganização, p ocesso ou a i idade em elação aos obje i os es a égicos e ope acionais da
o ganização. (Ma ins e al., 1998)
Após a análise dos dados acul ados pelo hospi al, a alia am-se algumas axas como a axa de
ocupação do bloco, a o empo médio de a anque da p imei a ci u gia, a axa de adesão ao
c onog ama p e is o, en e ou os.
Uma das suges ões dadas à o ganização oi a u ilização dos dados ecolhidos pelo so wa e pa a
aplicação Indicado es de Desempenho no bloco (Tabela 8).
A ideia se ia coloca es es indicado es num local de ácil isibilidade pa a odos den o do bloco,
como num ec ã po exemplo, pa a que osse ei a a ges ão dos esul ados em equipa.
Es es indicado es de e iam se de inidos de o ma cla a pa a que não hou esse ambiguidades na
sua comp eensão. Além disso, de e iam se de inidas me as pa a cada indicado .
Após a sua implemen ação, pode iam se al o de discussão nas euniões semanais do bloco, pa a
melho ia con ínua do abalho exe cido po odos os colabo ado es do mesmo.
Alguns des es indicado es pode ia se :
• Taxa de Ocupação do Bloco: elação en e o empo e e i o de uso das salas e o empo
o al disponí el.
• Taxa de Adesão ao Ho á io Agendado: a aliação do empo agendado e o empo de
início e e i o.
• Tempo de
Tu no e
: in e alo de empo en e uma ci u gia e a ou a, e le indo a
e iciência na p epa ação da sala.
• Núme o de Ci u gias Realizadas; quan i ica o olume dos p ocedimen os ealizados.
• P odu i idade po equipa: elaciona o núme o de ci u gias com o empo disponí el e
a complexidade dos p ocedimen os.
• Sa is ação do Pacien e: a aliado a a és de pesquisas pós-ope a ó ias sob e a
qualidade do a endimen o.
84
Tabela 8: Exemplo de Implemen ação de Indicado es de Desempenho no Bloco
Indicado de Desempenho
Valo
Es ado
Da a de
A ualização
Taxa de Ocupação do Bloco
20%
04/05/2024
Taxa de Adesão ao Ho á io Agendado
70%
04/05/2024
Tempo de Tu no e (médio)
20 minu os
04/05/2024
Núme o de Ci u gias Realizadas/ po
semana
50
04/05/2024
P odu i idade po equipa
80%
04/05/2024
Sa is ação do Pacien e
90%
04/05/2024
5.5.4. Implemen ação de um Sis ema A iso no Bloco
Um bloco ope a ó io e icien e de e a anca e e mina den o do ho á io de uncionamen o
p e is o, de e a ibui um empo mínimo de p epa ação en e p ocedimen os, man endo uma boa
qualidade de execução das a e as e de e e uma baixa axa de cancelamen o (Negash e al.,
2022). Uma má u ilização da sala ci ú gica aduz-se em despe dício de ecu sos e empo e le a
à insa is ação dos pacien es e desmo alização da equipa de abalho (Schus e e al., 2011).
Uma equipa especializada e dedicada eduz, não só o empo de ope ação, como a p obabilidade
de mo alidade den o da sala ci ú gica, pe mi indo que mais pacien es sejam a ados e que os
cus os sejam eduzidos (Pasque e al., 2024). Po ou o lado, o abalho de uma equipa que não
seja dedicada e que não abalhe em conjun o, aumen a o isco de alhas de comunicação,
a e ando po isso o abalho do g upo em e mos do empo de execução das ope ações e a
qualidade do se iço p es ado, o que pode pô em isco o bem-es a do pacien e.
O es udo ealizado po (Lea e al., 2017) e ela que 22% das alhas em ci u gias se de em à al a
de comunicação e apenas 5,2% se de em a alhas no equipamen o. Pa a além disso, a qualidade
da comunicação é a a ian e que mais a e a o
u no e
, empo que, po não e alo ag egado,
de e se al o de es udo, p ocu ando mi igá-lo, sem que a qualidade do se iço diminua.
Legenda
Bom, con inua a melho a !
Necessi a de A enção
Necessi a de A enção U gen e

85
Nasi i e al. (2021) in oduziu uma lis a de e i icação que esul ou numa diminuição no á el da
in o mação omi ida e numa melho ia do empo do
u no e
da equipa ci ú gica, que embo a enha
aumen ado, pe mi iu que a comunicação da equipa ci ú gica osse mais e icaz. No en an o, se o
nosso obje i o é ambém eduzi o empo de u no e , é necessá io olha pa a as a i idades que
deco em nesse empo e que de em se mi igadas.
A análise ealizada
in loco,
ao longo do p oje o, pe mi i am cons a a que 33,20% do empo de
u no e é empo no qual não há a i idades, apenas espe a esul an e da ausência do Auxilia de
Ação Médica na sala ci ú gica, no im das ci u gias. Es a ausência de e-se a duas jus i icações: ou
o Auxilia es á a execu a a limpeza e desin eção na ou a sala; ou não es á p esen e, po que es á
nou o local, o que não lhe pe mi e es a p on amen e na sala quando é necessá io.
De o ma a mi iga es e p oblema, p opôs-se a implemen ação de um sis ema de a iso que
pe mi isse à equipa que es á den o do bloco du an e as ope ações con ac a com o memb o da
equipa que es á o a, nes e caso u ilizando
page s
( igu a 40).
Os
page s
pe mi em en ia ale as em á eas de aca ede ou em á eas onde a in e ne é escassa
ou mesmo inexis en e, já que es ão p og amados pa a ope a em equências que acilmen e
a a essam as ba ei as ísicas do hospi al (Lalibe e, 2019) .
Além disso, de ido ao ipo de mensagem que conseguem en ia (numé ica ou ex os básicos),
eduzem o isco de azamen o de in o mações con idenciais, o que ga an e a segu ança dos
pacien es em e mos de dados pessoais (A. Mille , 2019).
São disposi i os de baixa manu enção po isso, são uma boa opção como solução económica e
e icaz na esolução de p oblemas elacionados com a comunicação en e os di e en es
colabo ado es (A. Mille , 2019), podendo ainda emi i sinais pa a múl iplos des ina á ios, que é
algo c ucial em si uações em que é necessá ia uma coo denação ápida e e icien e.
Figu a 40: Exemplos de
Page s
86
5.5.5. A ualização dos Ki s Ci ú gicos
Tal como e e ido no capí ulo 4, a iden i icação do ma e ial e a sua associação ao sis ema de
ges ão logís ica ins alado não são mui o e icazes, o que di icul a o abalho dos en e mei os na
e e enciação dos consumí eis u ilizados nas ci u gias. Além disso, como não há uma a ualização
egula dos ki s ci ú gicos, es a solução acaba po não esol e limi ação nenhuma.
Como p opos a pa a es a ques ão, suge iu-se que a e isão dos ki s ci ú gicos passasse a se
ealizada de o ma pe iódica, pelos en e mei os do bloco e osse ealizado um egis o da
e i icação, de modo a o maliza es e p ocesso.
5.5.6. A ualização do Sis ema de Iden i icação do Ma e ial
Como e e ido no capí ulo 4, a iden i icação do ma e ial u ilizado a ualmen e é ei a com a lei u a
de um código de ba as e, além de mui as ezes os p odu os não ap esen a em e ique a pa a
pode em se inse idos no sis ema, o sis ema de código de ba a não se o na p á ico quando
exis em mui os consumí eis pa a coloca em sis ema e pouco empo pa a e e ua essa inse ção.
Como solução pa a es as limi ações, p opôs-se a a ualização do sis ema pa a um sis ema com
RFID.
O lei o RFID é compos o po um descodi icado , que descodi ica a in o mação con ida na
ag,
e
uma an ena que ansmi e e ecebe ondas RF, que anspo a a in o mação da e ique a lida pa a
o lei o e ice- e sa. O lei o pode ainda le ou/e esc e e dados nas e ique as, lendo as
in o mações de iden i icação (ID) de e ique as izinhas e mapeando-as pa a um obje o a a és de
uma base de dados ou se iço ex e no (P o e o e al., 2022).
O sis ema es á associado a um so wa e que ge e os dados ecebidos e as ope ações ei as com
o lei o e e ique as, a a és de uma base de dados (Kuma i e al., 2015).
As in o mações são, en ão, lidas e en iadas a um compu ado an i ião o
middlewa e
RFID, que
assegu a a comunicação com a in aes u u a RFID e os sis emas in e e in e -o ganizacionais
(P o e o e al., 2022).
A igu a 41 ap esen a uma sín ese do uncionamen o des e sis ema.
87
Figu a 41:Funcionamen o do Sis ema RFID (Fon e: P o e o e al. (2022))
Exis em ês ipos de e ique as nos sis emas RFID (P o e o e al., 2022):
E ique as A i as: alimen adas po pilhas e inco po am um ece o e um ansmisso , êm uma
memó ia g ande, podem se eg a á eis e con e senso es, uncionam a dis âncias de me os.
Es as e ique as podem inco po a senso es que egis am a e olução de de e minadas a iá eis e
são u ilizadas pa a conhece a e olução de a iá eis como empe a u a, p essão, e c.
E ique as Passi as: não êm on e de ene gia in e na, são a i adas no aio de ação de um lei o
RFID, são mais pequenas, com capacidade de a mazenamen o limi ada, são le es, de baixo cus o
e a sua du ação de ida é ilimi ada. A igu a 42 ap esen a um exemplo des as e ique as.
Figu a 42: Componen es de E ique a Passi a (Fon e: Rei (2010))
A ecnologia RFID, isoladamen e ou em conjun o com ou as ecnologias, em sido conside ada
uma o e solução na esolução de p oblemas de ges ão na saúde (P o e o e al., 2022).
Uma das aplicações possí eis des e sis ema pe mi i ia esol e o p oblema da ges ão de s ocks e
iden i icação de consumí eis no bloco.
A solução que os sis emas RFID o e ecem passa pela moni o ização con ínua de ins umen os
médicos e medicamen os essenciais aos cuidados de saúde dos pacien es, pe mi indo e i a
o u as de s ock ou consumí eis o a do p azo de alidade (P o e o e al., 2022).
88
6. CONCLUSÕES E TRABALHO FUTURO
Nes e capí ulo são ap esen adas as p incipais conclusões sob e o abalho ealizado. Além disso,
se ão abo dados os possí eis p óximos passos pa a a con inuidade do abalho no bloco.
6.1. Conclusões
Com a p esen e disse ação p e endia-se analisa do es ado dos p ocessos e a i idades
associadas ao bloco ope a ó io e p opô melho ias que se aduzissem na uni o mização dos
mesmos, aplicando e amen as
Lean Heal hca e
pa a iden i ica opo unidades de melho ia no
bloco que maximizassem a e iciência ope acional.
Numa ase inicial oi ealizado um diagnós ico
in loco,
no
qual o am
obse adas mais de 60
ci u gias de di e en es especialidades, o que pe mi iu en ende o uncionamen o do bloco como
um odo, os luxos ealizados po colabo ado es e pacien es, o dia-a-dia dos colabo ado es e como
unciona odo o p ocesso p é-ope a ó io, ope ação e pós-ope a ó io.
A pa i des a obse ação, su gi am di e en es opo unidades de melho ia, p incipalmen e nos
p ocessos an es e após as ci u gias e ambém em e mos de pad onização de a e as e
o ganização de espaços.
Pa alelamen e oi ei o um es udo dos dados do agendamen o ci ú gico no qual oi analisada a
axa de ocupação, com o obje i o de pe cebe se es a a a se ei a uma u ilização e icien e da
capacidade das salas; a adesão ao ho á io p e is o, pa a comp eende se exis iam des ios do
agendamen o; o empo de
u no e
, pa a pe cebe se ha ia des ios na p epa ação das salas e o
que mo i a a es es des ios, en e ou os.
Após a iden i icação das opo unidades de melho ia, o am discu idas com a adminis ação quais
as p opos as que conside a am mais ele an es, pa a que se pudesse a ança com a
implemen ação, que oi o passo que se seguiu, u ilizando, como base, e amen as
Lean
Heal hca e.
Os esul ados indicam um balanço posi i o na melho ia do uncionamen o do bloco ope a ó io,
p incipalmen e no que diz espei o a não con o midades que exis iam e que o am sinalizadas e
solucionadas, com uma diminuição de 42 e 36 pon os pe cen uais nas não con o midades
associadas à disponibilidade dos disposi i os médicos no início da ci u gia e na disposição co e a
dos mesmos na sala ci ú gica, espe i amen e.
95
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96
APÊNDICE I - ANÁLISE DOS TEMPOS CIRÚRGICOS
Núme o de Ci u gias Realizadas
Tabela 9: Tabela Resumo do Núme o de Ci u gias Realizadas po especialidade a é ab il de 2024
Especialidade
nº Ci u gias
Realizadas
em Janei o
nº Ci u gias
Realizadas
em
Fe e ei o
nº Ci u gias
Realizadas
em Ma ço
nº Ci u gias
Realizadas
em Ab il
Ci u gia Ge al
22
16
12
15
Ci u gia Pediá ica
8
3
13
8
Ci u gia Plás ica
7
15
17
51
Ci u gia Vascula
8
12
12
4
Ginecologia/Obs e ícia
11
13
6
7
Neu oci u gia
0
3
0
2
Neu o adiologia
0
0
0
1
O almologia
53
44
43
53
O opedia
78
72
65
73
O o inola ingologia
29
26
34
35
U ologia
10
12
12
19
To al Mensal
226
216
214
268
To al
924
97
A anque da 1º Ci u gia do Dia (8:00)
Análise Mensal Média
Tabela 10: Média de A anque Mensal a é Ab il de 2024 e Nº de Ci u gias Realizadas em Cada
Mês no 1º ho á io do Dia
Mês
Média De A anque Mensal
Nº Ci u gias Realizadas
Janei o
08:27:54
32
Fe e ei o
08:25:09
26
Ma ço
08:26:55
33
Ab il
08:28:21
38
Análise Mensal Média po Especialidade
Figu a 43: Núme o de Ci u gias Realizadas Mensalmen e po Especialidade (2024)
22
87811
0 0
53
78
29
10
16
3
15 12 13
30
44
72
26
1212 13 17
12
6
0 0
43
65
34
12
15
8
51
47
21
53
73
35
19
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
70
75
80
85
Ci u gia Ge al
Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica
Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia
Neu oci u gia
Neu o adiologia
O almologia
O opedia
O o inola ingologia
U ologia
Nº de Ci u gias
Especialidade
Nº de Ci u gias Realizadas Mensalmen e po Especialidade (2024)
nº Ci u gias Realizadas em Janei o nº Ci u gias Realizadas em Fe e ei o
nº Ci u gias Realizadas em Ma ço nº Ci u gias Realizadas em Ab il
98
Tabela 11: Média de Tempo de A anque e Núme o de Ci u gias Realizadas de janei o (po
especialidade)
Especialidade
Média de A anque janei o
Média Mensal
Nº Ci u gias
Realizadas
Ci u gia Ge al
08:22:09
08:27:54
7
Ci u gia Pediá ica
08:42:00
1
Ci u gia Plás ica
08:46:00
2
Ci u gia Vascula
08:50:00
1
Ginecologia/Obs e ícia
08:25:00
1
O almologia
08:15:00
1
O opedia
08:23:20
12
O o inola ingologia
08:32:48
5
U ologia
08:35:00
2
Tabela 12: Média de Tempo de A anque e Núme o de Ci u gias Realizadas de e e ei o (po
especialidade)
Especialidade
Média de A anque e e ei o
Média Mensal
Nº Ci u gias
Realizadas
Ci u gia Ge al
08:29:48
08:25:09
5
Ci u gia Plás ica
08:15:00
1
Ginecologia/Obs e ícia
08:26:00
2
Neu oci u gia
08:52:00
1
O opedia
08:21:33
9
O o inola ingologia
08:22:00
6
U ologia
08:30:00
2
99
Tabela 13:Média de Tempo de A anque e Núme o de Ci u gias Realizadas de ma ço (po
especialidade)
Especialidade
Média de A anque ma ço
Média Mensal
Nº Ci u gias
Realizadas
Ci u gia Ge al
08:17:30
08:26:55
2
Ci u gia Pediá ica
08:30:00
1
Ci u gia Plás ica
08:26:40
3
Ci u gia Vascula
08:20:00
1
Ginecologia/Obs e ícia
08:42:00
1
O almologia
08:23:20
3
O opedia
08:22:00
11
O o inola ingologia
08:32:53
9
U ologia
08:36:30
2
Tabela 14: Média de Tempo de A anque e Núme o de Ci u gias Realizadas de ab il (po
especialidade)
Especialidade
Média de A anque ab il
Média Mensal
Nº Ci u gias
Realizadas
Ci u gia Ge al
08:28:10
08:28:21
6
Ci u gia Pediá ica
08:45:00
1
Ci u gia Plás ica
08:53:00
6
Ginecologia/Obs e ícia
08:23:00
1
O almologia
08:15:00
1
O opedia
08:17:51
14
O o inola ingologia
08:28:51
7
U ologia
08:27:30
2
100
Ho á io Médio de A anque po Especialidade
Tabela 15: Ho á io Médio de A anque po Especialidade
Especialidade
Ho a Média de A anque
po Especialidade
Ho a Média De A anque
Ci u gia Ge al
8:25
8:32
Ci u gia Pediá ica
8:39
Ci u gia Plás ica
8:42
Ci u gia Vascula
8:35
Ginecologia/Obs e ícia
8:28
Neu oci u gia
8:52
O almologia
8:20
O opedia
8:21
O o inola ingologia
8:29
U ologia
8:32
Pe cen agem de Tempo U ilizado e Taxa de Ocupação (po especialidade)
Tabela 16: Pe cen agem de Tempo U ilizado e Taxa de Ocupação de janei o de 2024
Mês
Especialidade
Tempo
U ilizado Em
Minu os
Pe cen agem de
Tempo U ilizado
Taxa de Ocupação
da Especialidade
Janei o
Ci u gia Ge al
1844
11,35%
5,82%
Ci u gia Pediá ica
453
2,79%
1,43%
Ci u gia Plás ica
1121
6,90%
3,54%
Ci u gia Vascula
581
3,58%
1,83%
Ginecologia/Obs e ícia
731
4,50%
2,31%
O almologia
2294
14,12%
7,24%
O opedia
6527
40,16%
20,60%
O o inola ingologia
1986
12,22%
6,27%
U ologia
714
4,39%
2,25%

101
Tabela 17: Pe cen agem de Tempo U ilizado e Taxa de Ocupação de e e ei o de 2024
Mês
Especialidade
Tempo U ilizado
Em Minu os
Pe cen agem de
Tempo U ilizado
Taxa de Ocupação da
Especialidade
Fe e ei o
Ci u gia Ge al
1584
10,23%
5,00%
Ci u gia Pediá ica
301
1,94%
0,95%
Ci u gia Plás ica
2493
16,09%
7,87%
Ci u gia Vascula
824
5,32%
2,60%
Ginecologia/Obs e ícia
772
4,98%
2,44%
Neu oci u gia
113
0,73%
0,36%
O almologia
1736
11,21%
5,48%
O opedia
4639
29,95%
14,64%
O o inola ingologia
2156
13,92%
6,81%
U ologia
873
5,64%
2,76%
Tabela 18: Pe cen agem de Tempo U ilizado e Taxa de Ocupação de ma ço de 2024
Mês
Especialidade
Tempo U ilizado
Em Minu os
Pe cen agem de
Tempo U ilizado
Taxa de
Ocupação da
Especialidade
Ma ço
Ci u gia Ge al
1065
7,36%
3,51%
Ci u gia Pediá ica
662
4,57%
2,18%
Ci u gia Plás ica
1861
12,86%
6,13%
Ci u gia Vascula
872
6,03%
2,87%
Ginecologia/Obs e ícia
264
1,82%
0,87%
O almologia
1520
10,50%
5,01%
O opedia
5140
35,52%
16,93%
O o inola ingologia
2430
16,79%
8,00%
U ologia
656
4,53%
2,16%
102
Tabela 19: Pe cen agem de Tempo U ilizado e Taxa de Ocupação de ab il de 2024
Mês
Especialidade
Tempo U ilizado
Em Minu os
Pe cen agem de
Tempo U ilizado
Taxa de
Ocupação da
Especialidade
Ab il
Ci u gia Ge al
1260
6,99%
4,15%
Ci u gia Pediá ica
531
2,95%
1,75%
Ci u gia Plás ica
2557
14,19%
8,42%
Ci u gia Vascula
316
1,75%
1,04%
Ginecologia/Obs e ícia
439
2,44%
1,45%
Neu oci u gia
213
1,18%
0,70%
Neu o adiologia
49
0,27%
0,16%
O almologia
2603
14,45%
8,57%
O opedia
5889
32,69%
19,40%
O o inola ingologia
3060
16,99%
10,08%
U ologia
1097
6,09%
3,61%
103
Tempo de U ilização Po Especialidade (Mensalmen e)
Figu a 44: Pe cen agem de Tempo U ilizado po especialidade em janei o
Figu a 45: Pe cen agem de Tempo U ilizado po especialidade em e e ei o
11,35%
2,79%
6,90%
3,58%
4,50%
14,12%
40,16%
12,22% 4,39%
Tempo U ilizado po Especialidade em janei o 2024
Ci u gia Ge al Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia O almologia
O opedia O o inola ingologia
U ologia
10,23% 1,94%
16,09%
5,32% 4,98%
0,73%
11,21%
29,95%
13,92%
5,64%
Tempo U ilizado po Especialidade em e e ei o
2024
Ci u gia Ge al Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia Neu oci u gia
O almologia O opedia
O o inola ingologia U ologia
104
Tempo de U ilização Po Especialidade (Mensalmen e)
7,36% 4,57%
12,86%
6,03%
1,82%
10,50%
35,52%
16,79%
4,53%
Tempo U ilizado po Especialidade em ma ço 2024
Ci u gia Ge al Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia O almologia
O opedia O o inola ingologia
U ologia
6,99% 2,95%
14,19%
1,75%
2,44%
1,18%
0,27%
14,45%
32,69%
16,99%
6,09%
Tempo U ilizado po Especialidade em ab il 2024
Ci u gia Ge al Ci u gia Pediá ica
Ci u gia Plás ica Ci u gia Vascula
Ginecologia/Obs e ícia Neu oci u gia
Neu o adiologia O almologia
O opedia O o inola ingologia
U ologia
Figu a 47:Pe cen agem de Tempo U ilizado po especialidade em ab il
Figu a 46: Pe cen agem de Tempo U ilizado po especialidade em ma ço
111
Tabela 24: Legenda pa a os Possí eis Mo i os de A aso e Resul ados Ob idos
Mo i o
Desc ição
Pe cen agem
1
O Ci u gião a asou-se.
48,0%
2
O pacien e e a uma c iança.
4,0%
3
O écnico a asou-se.
12,0%
4
A sala não es a a p epa ada.
0,0%
5
O Anes esis a a asou-se
16,0%
6
A equipa de en e magem a asou-se.
8,0%
7
O pacien e ainda não inha odas as necessidades p é
ci ú gicas execu adas.
8,0%
8
O pacien e a asou-se.
4,0%
Análise de Não Con o midades nas Salas Ci ú gicas
Tabela 25: A aliação das Não Con o midades na Sala Ci ú gica
A aliação de Não Con o midades den o das Salas Ope a ó ias
To al Não
Con o midades
Pe cen agem
Auxilia de
Ação Médica
O auxilia es á p esen e no bloco em caso de necessidade,
nomeadamen e no início e im da ci u gia.
12
23,08%
O auxilia p epa a os equipamen os necessá ios pa a a ci u gia na
éspe a.
1
1,92%
Responde a odas as solici ações dos en e mei os du an e o a o
ci ú gico (apa elhos e eposição de ma e ial especí ico).
1
1,92%
Reco e a sis emas de con olo e e i icação pa a iden i ica e en uais
anomalias e ga an i a sua segu ança e a dos ou os;
0
0,00%
Assegu a a limpeza e higienização c i e iosa das salas ope a ó ias
median e écnicas especí icas.
0
0,00%
Auxilia na colocação dos apa elhos necessá ios, de o ma co e a e
sabe que apa elhos são necessá ios.
3
5,77%
P epa a as ma quesas e disposi i os médicos de aco do com o plano
ope a ó io.
7
13,46%
Auxilia no posicionamen o do pacien e de o ma co e a e sabe qual o
posicionamen o adequado.
10
19,23%

112
Auxilia no anspo e o doen e an es e após a ci u gia.
0
0,00%
En e mei o
Anes esis a
Ve i ica a
checklis s
de ma e ial de anes esia;
0
0,00%
Ve i ica se ca inho de anes esia em odos os consumí eis necessá ios
pa a a ci u gia.
0
0,00%
P ocede à execução da "Ci u gia Segu a" an es do momen o de
incisão.
10
19,23%
No inal da ci ú gica, p epa a o bloco ope a ó io pa a acolhe o doen e
seguin e.
0
0,00%
Ve i ica se odos os elemen os do ca inho de anes esia es ão den o
do p azo de alidade.
0
0,00%
Ve i ica a checklis de abe u a de sala ope a ó ia pa a o en e mei o de
anes esia.
0
0,00%
En e mei o
Ci culan e
Ve i ica a checklis de abe u a de sala ope a ó ia pa a o ci culan e.
0
0,00%
Ve i ica as condições ísicas do bloco ope a ó io, nomeadamen e,
empe a u a, luz e humidade;
1
1,92%
Ve i ica odos os equipamen os médicos de possí el u ilização no
p ocedimen o ci ú gico, nomeadamen e bis u i elé ico, ma quesa
ope a ó ia, aspi ado , mic oscópio, en e ou os.
0
0,00%
P o idencia odos os ma e iais necessá ios pa a o p ocedimen o
ci ú gico, an es e du an e o p ocedimen o.
0
0,00%
Con ola o empo ( u no e ), ga an indo que es e ecu so seja u ilizado
em unção das necessidades e no sen ido da en abilização máxima
dos ecu sos exis en es;
0
0,00%
En e mei o
Zela pela manu enção da limpeza e uncionamen o dos ca os e
equipamen os especí icos da especialidade;
0
0,00%
Ga an e a Execução da Ci u gia Segu a.
0
0,00%
Cump e o ho á io es abelecido pa a o começo da ci u gia.
0
0,00%
Ci u gião
Cump e o ho á io es abelecido pa a o começo da ci u gia.
5
9,62%
O médico con i ma com os en e mei os se o ma e ial es á den o da
sala an es do começo.
0
0,00%
O médico ga an e o posicionamen o da sala.
0
0,00%
Anes esis a
O anes esis a cump e o ho á io es abelecido pa a o começo da
ci u gia.
2
3,85%
O anes esis a cump e o ho á io es abelecido pa a o inal da ci u gia.
0
0,00%
O anes esis a ga an e com os en e mei os que em o ma e ial
necessá io pa a a ci u gia.
0
0,00%
To al de Não Con o midades
52
113
APÊNDICE III - MODELO DE CHECKLIST PARA AUDITORIA 5S AO
ARMAZÉM DE DISPOSITIVOS MÉDICOS DO BLOCO OPERATÓRIO
Figu a 48:Modelo de Checklis de Audi o ia 5S pa a aplicação no a mazém do bloco ope a ó io
114
APÊNDICE IV – AUDITORIA 5S
Resul ados da Audi o ia An es da O ganização do A mazém
Figu a 49: Checklis de Audi o ia 5S aplicada ao a mazém
115
APÊNDICE V - RESULTADOS DA AUDITORIA ANTES DA ORGANIZAÇÃO DO
ARMAZÉM
Resul ados da Audi o ia Depois da O ganização do A mazém
Figu a 50:Checklis de Audi o ia 5S aplicada ao a mazém
116
APÊNDICE VI- ESTUDO DAS NÃO CONFORMIDADES NO
POSICIONAMETO NAS CIRURGIAS DE ORTOPEDIA
Tabela 26: Sín ese do es udo ealizado pela equipa de en e magem sob e as não con o midades
no posicionamen o dos Disposi i os Médicos de O opedia
Pa âme o a a alia
A aliação Inicial
A aliação Após Fo mação
A aliação Após
O ganização do
A mazém
C
NC
%C
%NC
C
NC
%C
%NC
C
NC
%C
%NC
O AAM sabe quais os
DM necessá ios?
31
19
62%
38%
21
29
42%
58%
25
25
50%
50%
No início da
ci u gia/posicionamen o
es a am disponí eis
odos os DM?
21
29
42%
58%
39
11
78%
22%
42
8
84%
16%
Os AAM’s dispõem
co e amen e os DM na
sala?
27
23
54%
46%
31
19
62%
38%
45
5
90%
10%
LEGENDA
AAM: Auxilia de Ação Médica
DM: Disposi i os médicos
C: Con o me
NC: Não Con o me

117
APÊNDICE VII- ORGANIZAÇÃO DO ARMAZÉM
Tabela 27: Disposi i os Médicos associados às espe i as especialidades
118
In en á ios do A mazém de Disposi i os Médicos
Tabela 28: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e 1)
Tabela 29: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e 2)
Es an e 1
Quan idade
Disposi i o
1
A obomba s yke
1
Aquecedo de cola
1
To no s o z
1
Elec o bis u i ERBE
2
Cabos placa monopola
1
Consola ligasu e
1
Aplicado de cola lapa oscopia
1
Sis ema de CO2
14
Cabos de alimen ação uni e sais
4
Ga o es b aço
4
Ga o es de pe na
6
Sogas
11
Ti as de ixação
15
Nós
4
Apoios quad ados
3
Apoios o opedia
2
Almo adas
3
Rolos
119
Es an e 2
Quan idade
Disposi i o
1
Almo adas pon e wilson
1
Consola u e e o enoscopio lexí el
1
Mo o med onic
1
Mo o da s o z
1
Celon
1
Banda ilha
1
Radio equência ORL
1
Foco on al
1
Calçadei a
1
Sis ema de umescência (nou ag)
1
Supo e de so o do sis ema de umescência
1
Radio equência de a izes (co idian)
1
Balança
1
Supo e de so o do mic oai e
1
Mic oai e
1
Ca egado ba e ias de ma omo
1
Pe nei as ba iá ica
120
Tabela 30: In en á io dos Disposi i os Médicos (disposi i os e icais)
Disposi i os Ve icais
Quan idade
Disposi i o
1
Ga o e (baldina)
1
Ga o e (heidi)
2
Cadei as com apoio de b aços
1
Apoio de omb o (s e is)
1
Pon e wilson
1
Apoio de coluna
1
Sonda gama
2
Balas de oxigénio
Tabela 31: In en á io dos Disposi i os Médicos (es an e de anes esia)
Es an e Anes esia
Disposi i o
Moni o de Anes esia Ex a
Moni o po á il
Bis
Cabos moni o ização sala 1
Cabos moni o ização sala 2
Mangas de P essão
Aquecedo de So os
Bombas Pe uso as
Conec o pa a ácuo
Debi óme os
127
Figu a 57: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de O opedia

128
Figu a 58: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de O opedia
Figu a 59: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de O opedia
:
129
Ci u gia Ge al
F en e: Disposi i os Médicos po Tipo de Ci u gia
Figu a 60: Disposi i os Médicos de Ci u gia Ge al
130
Ve so: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos e do Pacien e na Sala Ci ú gica
Figu a 61: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de Ci u gia Ge al
131
Figu a 62: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de Ci u gia Ge al
132
Ci u gia Plás ica
F en e: Disposi i os Médicos po Tipo de Ci u gia
Figu a 63:Disposi i os Médicos de Ci u gia Plás ica

133
Ve so: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos e do Pacien e na Sala Ci ú gica
Figu a 64: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de Ci u gia Plás ica
134
Ci u gia Pediá ica
F en e: Disposi i os Médicos po Tipo de Ci u gia
Figu a 65: Disposi i os Médicos de Ci u gia Pediá ica
135
Ve so: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos e do Pacien e na Sala Ci ú gica
Figu a 66: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de Ci u gia Pediá ica
136
Ci u gia Vascula
F en e: Disposi i os Médicos po Tipo de Ci u gia
Figu a 67: Disposi i os Médicos de Ci u gia Vascula
Ve so: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos e do Pacien e na Sala Ci ú gica
Figu a 68: Posicionamen o dos Disposi i os Médicos de Ci u gia Vascula
143
APÊNDICE IX – PADRONIZAÇÃO DA VERIFICAÇÃO DA SALA CIRÚRGICA
Tabela 32: Checklis de Ve i icação da Sala Ope a ó ia elabo ada pelos En e mei os

144
APÊNDICE X – PADRONIZAÇÃO DO NO REGISTO DOS TEMPOS DAS
INTERVENÇÕES CIRÚRGICA
Tabela 33: Modo de p eenchimen o de cada pa âme o do egis o de empos do Glin
Figu a 77: Regis o de empos no Glin
Chamada do
Doen e
Ho a que o pacien e en a no
es uá io
Bloco
Ope a ó io
Ho a a que o pacien e en a na zona
de p epa ação
1 ou 2 minu os depois da saída da sala
Sala
Ho a de en ada na Sala Ci ú gica
Ho a de Saída da Sala
Indução
Anes esia
Ho a a que se inicia a mono o ização
do pacien e
Ho a a que e mina a mono o ização
do doen e p é-ci ú gica- empo p é io
ao início da anes esia
Anes esia
Ho a de início de adminis ação de
á macos.
Fim da Anes esia
Ci u gia
Ho a de incisão na pele.
Fim da ci u gia.
Recob o
Ho a de en ada no ecob o após a
ealização da ci u gia.
145