scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Consulta de follow-up para pessoas com dependência de álcool: do diagnóstico à intervenção

Araújo, Odete; Sampaio, Francisco; Costa, Filipe; Ferreira, Teresa Rodrigues

Abstract

[Excerto] Introdução: O consumo excessivo de álcool constitui um grave problema de saúde pública, com implicações a nível pessoal, familiar, social e económico (DGS, 2016). Alguma da evidência disponível sugere a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como uma abordagem orientada para a modificação de comportamentos desajustados, mais especificamente para o consumo de álcool. Na perspetiva de Rose et al. (2015), a TCC dirigida a pessoas com dependência de álcool, através de sessões em grupo e/ou sessões individuais, presencialmente e por telefone podem diminuir o risco de recaída e prolongar o período de abstinência das pessoas com dependência. [...]

Full text

CONSULTA DE FOLLOW-UP PARA PESSOAS COM DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL: do diagnóstico à intervenção Odete Araújo1 Francisco Sampaio2 Filipe Costa3 Teresa Rodrigues-Ferreira4 INTRODUÇÃO METODOLOGIA INTERVENÇÃO* CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA Baker, A., Kavanagh, D., Kay-Lambkin, F., Hunt, S., Lewin T., Carr, V., & Connolly, J. (2010). Randomized controlled trial of cognitive–behavioural therapy for coexisting depression and alcohol problems: short-term outcome. Addiction Research Report 105(1):87-99. doi:10.1111/j.1360-0443.2009.02757.x Direção-Geral da Saúde. (2016). Portugal. Saúde mental em números-2015. Programa nacional para a saúde mental. Retrieved from Lisboa. Rose, G. L., Skelly, J. M., Badger, J., G., Ferraro, A., T., . . . E., J. (2015). Efficacy of automated telephone continuing care following outpatient therapy for alcohol dependence. Addictive Behaviors(41), 223–231. doi:http://dx.doi.org/10.1016/j.addbeh.2014.10.02 Sequeira, C. (2010). Introdução à prática clínica. Coimbra: Quarteto Editora. Contexto e Participantes: Pessoas com dependência de álcool internadas no Hospital de Braga. Critérios de inclusão: Deverão integrar as consultas de follow-up (após a elaboração do contrato terapêutico) todas as pessoas com problemas de dependência de álcool, com motivação para o tratamento e com abstinência após a alta hospitalar. Critérios de exclusão: Deverão ser excluídas das consultas de followup todas as pessoas que apresentem défices cognitivos. Procedimentos: Agendamento da 1ª consulta (carta) Agendamento das consultas seguintes (lembrete através de um sms) Intervenção de Enfermagem As consultas serão realizadas por dois enfermeiros que integram a equipa de enfermagem da consulta externa do HB. Prevê-se seis consultas, das quais 3 serão presenciais (15º dia; 2º e 6º mês) e 3 serão realizadas com recurso ao telefone (1º; 3º e 12º mês). O consumo excessivo de álcool constitui um grave problema de saúde pública, com implicações a nível pessoal, familiar, social e económico (DGS, 2016). Alguma da evidência disponível sugere a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como uma abordagem orientada para a modificação de comportamentos desajustados, mais especificamente para o consumo de álcool. Na perspetiva de Rose et al. (2015), a TCC dirigida a pessoas com dependência de álcool, através de sessões em grupo e/ou sessões individuais, presencialmente e por telefone podem diminuir o risco de recaída e prolongar o período de abstinência das pessoas com dependência. Objetivos: (i) prevenir a recaída, e; (ii) diminuir o número de internamentos para tratamento da dependência de álcool. AUTORES 1 Odete Araújo , Doutoranda em Enfermagem (ESEL-UL), Mestranda em ESMP na Escola Superior de Enfermagem do Porto - Docente na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho (ESE-Uminho), [email protected] 2 Francisco Sampaio, Doutorando em Ciências de Enfermagem (ICBAS-UP), Enfermeiro no Hospital de Braga – Serviço de Psiquiatría, Assistente Convidado na Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP), Investigador no Center for Health Technology and Services Research (CINTESIS), [email protected] 3 Filipe Costa, Assistente Convidado na Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP), Enfermeiro no Hospital de Santo António (Porto) – Neurologia, [email protected] 4 Teresa Rodrigues-Ferreira, Doutora em Psicología (UP), Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP), [email protected] 15º dia (consulta presencial) 1º mês (contacto telefónico) 2º mês (consulta presencial) 3º mês (contacto telefónico) 6º mês (consulta presencial) 12º mês (contacto telefónico) A problemática da dependência de álcool justifica uma abordagem integrada, sistemática e por períodos mais prolongados no tempo. A este propósito, pensa-se que a consulta de follow-up levada a cabo por Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria possa constituir uma mais-valia no diagnóstico precoce da prevenção de recaída e na diminuição da taxa de reinternamento no 1º ano. Pretende-se, ainda, que a consulta presencial e o contacto telefónico promovam a recuperação da pessoa com dependência de álcool, sem descurar o envolvimento da família. Consulta de Enfermagem *A proposta de intervenção prevê que, em situações de recaída ,as pessoas com dependência de álcool sejam encaminhadas para Centros de Respostas Integradas (CRI) da área de residência.