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Alberto Manuel Gomes Figueiredo ENTRE EIXOS: PROPOSTA PARA UM CENTRO SOCIAL PARA COMUNIDADE DE FARIA, BARCELOS janeiro de 2024 UMinho | 2024 Alberto Figueiredo Entre eixos: Proposta para um centro social para a comunidade de Faria, Barcelos Universidade do Minho Escola de Arquitetura, Arte e Design
Alberto Manuel Gomes Figueiredo ENTRE EIXOS: PROPOSTA PARA UM CENTRO SOCIAL PARA A COMUNIDADE DE FARIA, BARCELOS Trabalho de Projeto. Ciclo de Estudos Integrados Conducentes ao Grau de Mestre em Arquitetura. Área de Cultura Arquitetónica Trabalho efetuado sob a orientação de Professor Doutor Elisiáio José Vital Miranda janeiro de 2024 Universidade do Minho Escola de Arquitetura, Arte e Design
II DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-NãoComercial CC BY-NC https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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IV DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. STATEMENT OF INTEGRITY I hereby declare having conducted this academic work with integrity. I confirm that I have not used plagiarism or any form of undue use of information or falsification of results along the process leading to its elaboration. I further declare that I have fully acknowledged the Code of Ethical Conduct of the University of Minho.
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VII Um obrigado, ao professor, Elisiário Miranda, por todo o empenho, esforço, trabalho e dedicação com que me acompanhou e orientou, aos meus pais, por todos os sacrifícios, apoio e dedicação, ao Toze e a Daniela, por toda a ajuda, esforço, dedicação e motivação, ao Gonçalo e a Cândida, por todo apoio, ajuda e motivação, à minha avó por todo carinho e motivação, à Betânia por toda ajuda, apoio, motivação, carinho e companheirismo ao longo de todo este percurso, aos meus familiares e meus amigos pelo companheirismo, ajuda, apoio e partilha ao longo destes anos, à Cândida e ao Luís por todo apoio e motivação, a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho de Projeto, a ti avô, a ti Maria Belmira, que sempre estiveram presentes.
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XV “Os novos lares e residências para seniores fazem a síntese entre um hotel e um Hospital, respondendo às necessidades de uma vida social e ao mesmo tempo de Isolamento” 1 . 1 Araújo, Amadeu, “Pandemia alterou a forma de construir lares e residências para seniores”, Arquiteto Aires Mateus, Jornal Expresso 2020
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17 PARTE I | ENQUADRAMENTO
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19 1 | INTRODUÇÃO A população portuguesa está mais envelhecida e a falta de equipamentos e meios para apoiar esta faixa etária revela-se um problema, essencialmente em zonas mais rurais. Nos dados recolhidos pelos censos em 2021 a população idosa em Portugal era de 23,4%, tendo havido um aumento na última década de 20,6%. Este crescimento tem aumentado ao longo dos anos e os dados demonstram uma tendência para continuar a aumentar ainda mais, por isso é necessária a criação de novos equipamentos nomeadamente lares de idosos, centros de dia, cozinhas comunitárias, centros de saúde, entre outros, para que seja possível acompanhar este crescimento e servir as comunidades. 2 Os hábitos e a forma como a população na terceira idade encara estes equipamentos também está a mudar gradualmente, com a pandemia isso começou a verificar-se ainda mais. Os lares de idosos e centros de dia passaram a ser vistos mais como residências para seniores onde estes podem ter uma qualidade de vida melhorada e não como um local onde os mesmos se estão a preparar para o fim das suas vidas. 2 2 Leite Ferreira, Marta, “Portugal está ainda mais envelhecido: Há 182 idosos por cada 100 jovens no país, dizem os censos”, Jornal Observador 2021
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21 1.1 | TEMA E TÍTULO Com o envelhecimento da população e o êxodo dos mais jovens em algumas zonas rurais, verifica-se também o abandono e envelhecimento do património e infraestruturas disponíveis. A necessidade de dar novas funções e utilidades aos equipamentos que perderam a sua função inicial juntamente com necessidade de criação de novos equipamentos que apoiem a população mais idosa servem como mote para a temática abordada no presente trabalho de projeto. “Entre Eixos: Proposta para um Centro Social para a comunidade de Faria, Barcelos” é o título para o projeto que surge a partir da grelha orientadora e basilar que auxiliou a execução de todo o projeto. Os eixos que “rasgam” a massa volumétrica em todo seu comprimento e que permitem a sua divisão em diferentes áreas (sociais e privadas, técnicas e de trabalho) criam assim a separação das múltiplas componentes que o edifício oferece bem como estabelecem a ligação entre o pré-existente e novo edificado. 1.2 | OBJETO O objeto de estudo no presente trabalho de projeto centra-se no desenvolvimento de um centro social localizado na união de freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria no município de Barcelos. Tendo como foco a terceira idade, sugere o projeto de um centro de apoio social com o objetivo de responder às várias necessidades apresentadas pela união de freguesias bem como da região envolvente. O programa que integra o projeto contém uma residência sénior, um centro de dia, uma cantina social, um centro médico e fisiátrico, uma creche e um espaço multiusos e foi estruturado através da reabilitação da antiga Escola Primária de Faria (edifício pré-existente e construído ao abrigo do Plano dos Centenários) que se encontra atualmente abandonado e do projeto de um novo edifício adjacente à mesma.
22 1.3 | OBJETIVOS - Adquirir conhecimento sobre as diferentes partes da conceção de projeto passando por todas as fases que o integram, desde o levantamento topográfico e do edifício existente até à pormenorização construtiva; - Interagir com a população e com utilizadores de edifícios de programa similar ao definido para este projeto bem como compreender de que forma o programa estruturado pode solucionar os problemas e colmatar as necessidades apresentadas pelos seus utilizadores; - Projetar um edifício que permita não só atender às necessidades dos seus utilizadores permanentes, mas que também possa servir de apoio e resposta às demandas da comunidade local. 1.4 | METODOLOGIA Como metodologia de trabalho adotada para este projeto procurou-se relacionar várias ferramentas. Primeiramente foi levada a cabo uma pesquisa de campo onde se estabeleceram contactos preliminares com dois equipamentos de serviço de apoio social que possuem o mesmo programa que o pretendido para o projeto. Foram realizadas múltiplas visitas de forma a obter contacto com os utilizadores e respetivos funcionários e para assim tentar perceber quais os pontos mais frágeis encontrados no seu quotidiano ao nível da utilização do espaço. Não só se procurou encontrar problemas com potencial para serem solucionados, como também se analisaram os pontos fortes e aqueles que devem ser tidos em atenção aquando da projeção desta tipologia de edifício. Seguidamente realizou-se uma pesquisa de modo a executar o levantamento do terreno e do respetivo objeto (edifício pré-existente) nele inserido, com o máximo rigor possível tendo em consideração os materiais e instrumentos disponíveis. Foi ainda recolhida diversa documentação existente em arquivos de projetos e planos existentes para o local ou terrenos próximos. A fotografia captada
23 através de drone , máquina fotográfica ou telemóvel serviu igualmente como instrumento auxiliar a todo o processo de levantamento (incluindo do edifício existente e dos limites do terreno). Por fim realizou-se o estudo de dois projetos de referência (distintos dos projetos visitados no trabalho de campo) e a análise das recomendações e normas disponibilizadas pelo órgão de segurança social português de modo a definir pormenorizadamente cada parte do programa proposto. 1.5 | ESTRUTURA 0 presente trabalho de projeto encontra-se estruturado fundamentalmente em três partes: a primeira parte afeta ao Enquadramento e à procura de um problema na comunidade e zona onde se pretende enquadrar o projeto, de forma que este resolva uma necessidade existente; a segunda parte afeta ao Programa com a recolha e adição de conhecimento do programa encontrado, estudo e análise de equipamentos com o mesmo carácter e contacto com os utilizadores de forma a compreender as suas necessidades, problemas, pontos fortes e fragilidades relativas à utilização diária dos espaços; e por fim a terceira parte afeta à Proposta que viabilizará a conceção de um projeto arquitetónico que dê resposta ao programa proposto.
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31 Ambiciona-se, através da breve análise desenvolvida, que o programa concebido ajude não só a população da união de freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria como também constitua uma mais-valia para as comunidades vizinhas e para o próprio município de Barcelos.
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33 PARTE II | PROGRAMA
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35 1 | PROGRAMA Através da análise realizada no capítulo anterior é possível compreender que o aumento da população idosa em Portugal e a falta de equipamentos que a permitam apoiar é um problema atualmente. À semelhança de todo o país, Barcelos também se encontra com falta de oferta e equipamentos que satisfaçam a terceira idade. Tendo em conta esse fator o programa a desenvolver para esta dissertação consistirá na projeção de um Centro Social para a comunidade, tendo o foco central na população mais idosa, mas também procurando responder as necessidades da restante comunidade. O Programa compreende a criação de um Lar de idosos, com uma residência sénior, um centro de dia, uma creche, um centro médico e fisiátrico e um espaço multiusos, disponível tanto para os utentes das diversas ofertas que o projeto dispõe como para toda a comunidade da freguesia de Faria.
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37 1.1 | LAR DE IDOSOS E CENTRO DE DIA Com a pandemia os lares e centros para a terceira idade, começam a ser interpretados de outra forma, e isso provoca que a forma como estes são pensados, projetados e construídos também sofra algumas alterações. “São idosos, procuram uma casa que sintam como sua e onde possam partilhar o quarto ou a suíte, usufruindo de um programa de animação sem deixar de conviver com outras pessoas. As novas residências para seniores parecem-se cada vez menos com os lares de idosos e dispõem de serviços e valências capazes de garantir uma vida autónoma e a prestar cuidados de saúde. E espaços para isolamento.” 7 Com as mudanças do quotidiano e das rotinas, estes equipamentos serão cada vez mais necessários para que os mais velhos tenham uma qualidade de vida superior. À semelhança do que acontece em outros países, principalmente nos países nórdicos, os lares de idosos passaram a ser vistos não como locais para os quais os utentes vão porque estão doentes, ou porque são abandonados pelas suas famílias, ou porque já não dependem apenas deles, mas sim como locais onde a sua qualidade de vida pode melhorar, onde possam ter companhia e manter uma vida social e ativa. Cabe por isso ao arquiteto e também à direção ou gerência dos equipamentos, começarem a pensar, projetar e organizar estes equipamentos de uma outra forma, que permita aos utentes sentirem-se confortáveis e com uma qualidade de vida superior. 7 Araújo, Amadeu, “Pandemia alterou a forma de construir lares e residências para seniores”, Jornal Expresso 2020
38 1.2 | CRECHE Um problema também presente nos dias de hoje em Portugal são as creches e a falta de vagas. Neste momento Portugal tem “mais de 125 mil crianças sem acesso à creche.” 8 Por norma, as creches destinam-se a crianças com idades compreendidas entre os 3 meses e os 3 anos. Nestes equipamentos têm de existir 2 tipos de salas: os berçários, para as crianças que ainda não consegue caminhar e uma sala de atividades para crianças que já se conseguem mover, até aos 3 anos, idade de transição para um jardim de infância. As creches permitem que as crianças se desenvolvam e tenham um crescimento melhorado, com convívio com mais crianças e acompanhamento por especialistas. 1.3 | CENTRO MÉDICO E CENTRO FISIATRICO O centro médico de apoio a este tipo de equipamentos permite que os utentes do lar/centro de dia e da creche tenham um acompanhamento mais cuidado. No centro médico ou centro de saúde trabalham médicos de clínica geral, delegados de saúde e enfermeiros, que permitem à comunidade usufruir de cuidados de saúde primários, cuidados de carácter preventivo e curativo e cuidados de reabilitação. 8 Sic Notícias, “Não há vagas nas creches e pais já equacionam despedir-se para ficar com os filhos”, Jornal Expresso, 2023
39 2 | NORMAS E RECOMENDAÇÕES A segurança social em Portugal é a identidade que regula e controla este tipo de equipamento. Por isso mesmo, existem algumas recomendações e normas que devem ser seguidas na construção e projeto deste tipo de edifícios. No documento intitulado: “Recomendações técnicas para equipamentos sociais: Lares de Idosos”, disponível no site da segurança social, 9 podemos encontrar indicações quanto à localização e ao espaço urbano onde estes equipamentos se inserem: programa espácio-funcional, capacidade e áreas necessárias para funcionamento dos edifícios, recomendações para as suas acessibilidades, segurança e conforto dos mesmo, normas e regras construtivas e materiais recomendáveis na sua construção e por fim, equipamentos e instalações. Para a elaboração desta dissertação apenas me baseei nos seguintes capítulos: programa espácio-funcional, capacidade e áreas necessárias para funcionamento dos edifícios e recomendações para as suas acessibilidades. 9 www.seg-social.pt
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47 2.3 | CRECHE 15 A creches destinam se apoio e o acolhimento de crianças até aos três anos de idade, tem como objetivo a ajuda na educação e crescimentos das crianças. A creche possui várias unidades sendo elas definidas consoante a faixa etária de cada criança. Na faixa etária dos três meses até aquisição de marcha deve possuir um número máximo de dez elementos, entre aquisição da marcha e os dois anos deve possuir quatorze elementos e dezoito elementos na unidade entre os dois e os três anos. 2.3.1 | PROGRAMA 16 Uma creche deve ser compostos por áreas necessárias para o funcionamento e desempenho das funções a que este se destina, devem conter os seguintes espaços e compartimentos: -Receção Destina se a receção e atendimento de visitantes e utentes, deve possuir de equipamentos necessários para a vigilância e controlo da entrada e saída de pessoas. -Direção e serviços técnicos Deve conter as áreas necessárias para o trabalho da direção técnica do equipamento, pode conter, gabinete de direção, núcleo administrativo, gabinetes técnicos, sala de educadores e instalações sanitárias. Deve existir um espaço destinado também ao isolamento de crianças que adoeçam e que estes obtenham cuidados de saúde. 15 / 16 Rocha, Maria Baião Pinto da, Maria Edite Couceiro, e Maria Inês Reis Madeira. Creche: Condições de implantação, localização, instalação e funcionamento. Lisboa: Direção geral da Ação Social, Núcleo de documentação técnica e divulgação, 1996
48 -Berçários Esta área destina se as crianças que estão na faixa etária da aquisição de marcha, é local onde estas podem repousar e por isso deve ser silencioso. Pode servir de sala parque em momentos de atividade das crianças, porém deve possibilitar colocação das crianças em segurança e comodas. Deve existir também uma zonas de copa de leite e higienização que disponha de uma banca para mudança de fraldas e banheiras com água corrente. - Sala Atividades Espaços lúdicos para crianças cujo já tenham adquirido a capacidade de marcha. Salas devem ser flexíveis com ligação ao recreio de forma a satisfazer as necessidades das crianças. - Sala Refeições Sala de refeições pode ser também utilizada como sala de festas e recreio interior se for necessário. -Recreio Recreio deve conter um espaço vedado e coberto, permitindo a utilização de brinquedos com rodas e prever também uma separação de espaços caso seja necessário para as diferentes faixas etárias. -Área do pessoal Zona de descanso e convívio para os funcionários, vestiários que possibilitem a troca de roupa, com instalações sanitárias e de duche. - Serviços Áreas de serviços destinam se as áreas de trabalho dos funcionários, devem conter dispensas, cozinha e lavandaria caso seja necessário e espaço de arrumação
49 2.3.2 | ÁREAS 17 A seguintes áreas definida neste caso não tem nenhum equipamento nem capacidade máxima ou mínima como base de referências, apenas a área necessário por cada utilizador. -Receção Átrio deve ser um espaço de receção, deve conter a área necessária a circulação, entrada e saída dos utilizadores do equipamento. -Berçários e sala parque Devem ter em conta a área mínima de 2 m2 por criança, e cada berçário deve estar colocado de forma a permitir a circulação de funcionários entre eles. Cada Berçário deve ter capacidade máxima para oito crianças, caso exista um número superior devem existir espaços separados. - Sala de atividades / Sala de refeições Sala de atividades devem possuir uma área mínima de 2 m2 por criança no caso de crianças até dois anos e 2,5 m2 por criança com idades compreendidas em dois e três anos. Cada sala deve ter um máximo de dez a doze crianças, caso exista um número superior devem existir espaços separados. Por sua vez sala de refeições devem possuir uma área de 0,70 m2 aproximadamente por criança, e situar se o mais próximo possível da cozinha. -Instalações sanitárias Devem possuir lavatórios e sanitas de tamanho infantil, e devem existir pelos menos um por cada grupo de cinco crianças existente a partir dos dois anos. -Gabinete de serviços Em equipamentos com capacidade inferior a vinte crianças deve existir um gabinete para os serviços e direção com área mínima de 9 m2. 17 Rocha, Maria Baião Pinto da, Maria Edite Couceiro, e Maria Inês Reis Madeira. Creche: Condições de implantação, localização, instalação e funcionamento. Lisboa: Direção geral da Ação Social, Núcleo de documentação técnica e divulgação, 1996
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51 3 | OBJETO O objeto de estudo situa-se na união de Freguesias de Vilar de Figos, Milhazes e Faria, do concelho de Barcelos, a sensivelmente 7 km do centro da sede do concelho, e sensivelmente a 2 km da estrada nacional que liga Barcelos à Póvoa de Varzim. Esta união foi constituída em 2013 no âmbito da reforma administrativa nacional. Tem uma área 12,14 km2 e segundos os sensos de 2021, toda a união tem cerca de 1993 habitantes, sendo que mais de 416 habitantes estão na faixa etária da terceira idade, 470 jovens com menos de vinte e quatro anos e 1103 habitantes com idades compreendidas entre os vinte cinco e os sessenta e quatro anos. Nesta zona do concelho existe maioritariamente a atividade agrícola, para além de pequenas empresas de têxtil e construção.
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53 3.1 | FREGUESIA DE FARIA Objetivo desta análise a freguesia de Faria foi perceber que atividades e que rotinas se praticavam nesta aldeia, de forma a poder pensar o edifício e projetar algumas áreas que permitissem que essa atividade fosse também desenvolvida no equipamento. A agricultura (Figura 3) é a atividade mais presente e muitos dos habitantes mais velhos tiveram essa atividade como a sua profissão durante a sua vida. Apesar de já se encontrarem reformados, alguns continuam a manter as suas atividades, pois segundo eles é uma forma de passar o tempo. Para além do trabalho no campo, alguns também mantém trabalhos na área da carpintaria ou da serralharia. Figura 2: Ortofotomapa União freguesias, Faria, Vilar de Figos e Milhazes, 1:20 000
54 A nível arquitetónico a necessidade de manter um pouco da identidade desta localidade, foi um dos pontos que guiou esta parte do trabalho de campo. Percorri as ruas principais e as ruas adjacentes ao terreno de forma a recolher o máximo de informação possível tentei observar construções antigas, mas também algumas mais recentes que mantinham o carater ou uma nova forma de interpretar essa identidade. A pedra de granito está sempre muito presente, desde os muros que limitam os terrenos, as casas mais antigas, como também se observa em algumas construções mais recentes ainda que implementados de outra forma. Figura 3: Fotografia de autoria própria Figura 4,5: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria Figura 6,7: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria
55 Figura 8, 9: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria Figura 10,11: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria Figura 12,13: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria Figura 14,15: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria Figura 16,17: Fotografia de autoria própria, Freguesia de Faria
56 3.2 | TERRENO O terreno para implantação para o objeto de estudo situa se na antiga freguesia de Faria do concelho de Barcelos. Possui aproximadamente 14 500 m2, é composto por 4 parcelas distintas que se irão fundir numa única parcela de terreno. Uma destas parcelas contém uma escola Primária dos centenários, as outras parcelas destinam se neste momento a terreno de cultivo agrícola. Segundo o Plano Diretor Municipal (PDM) em Barcelos, esta parcela de terreno destina se a Espaço Agrícola de Produção, e estão abrangidos pelo regime de edificabilidade presente no artigo 35º alineia d) “Construção ou ampliação e alteração de edifícios para empreendimento turístico, ou ainda para equipamentos de utilização coletiva e de interesse publico.” que é aquilo que nos propomos a projetar. 18 18 Imagem do documento nos anexos Figura 18: Fotografia de autoria própria, Fotografia aérea do terreno
63 4 | Referências Para uma melhor compreensão e entendimento de programa definido, foram realizadas duas visitas a estabelecimentos e analisados dois projetos que possuem o mesmo programa. As premissas para as visitas foram que os edifícios deviam obedecer a todo o programa definido e que os projeto em analise fossem distintos dos visitados. As visitas consistiram numa entrevista ao diretor/a do equipamento e apresentação de todo o edifício, onde me fossem expostos problemas, vantagens e sugestões de soluções que encontravam no dia a dia de utilização do equipamento. Posteriormente a visita também pode observar durante alguns momentos os utentes destes estabelecimentos. Os edifícios visitados foram o Centro Social de Remelhe e o Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa de Macieira de Rates, ambos na cidade de Barcelos. A seleção dos projetos de referência teve a ver com dois fatores, um deles conter a integração de um edifício pré-existente, possuíssem para além de semelhanças no programa funcional, também possuíssem semelhanças na localização geográfica em que se inseriam. Os projetos de referências foram o Centro social e Paroquial de S. Martinho de Brufe, situado na freguesia de Brufe em Vila Nova de Famalicão e o Lar Casa de Magalhães, situado na freguesia do Freixo em Ponte de Lima.
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65 4.1 | CENTRO SOCIAL DE REMELHE Centro social de Remelhe, situa-se na freguesia de Remelhe em Barcelos, o centro inicialmente foi projetado para conseguir albergar cerca de trinta utentes na Residência, dez utentes no centro dia e quinze crianças na creche. Atualmente devido a grande procura a capacidade foi alargada na residência para albergar quarenta idosos, neste caso passaram os quartos individuais para duplos. Neste momento o centro conta com trinta e nove funcionários. Foi realizada uma visita guiada ao edifício em conjunto com a Diretora Dra. Ana Batista, onde foram expostos os pontos fortes e alguns problemas encontrados pelos utentes e seus funcionários no seu dia a dia. A semelhança do projeto proposto para esta dissertação, este centro, possui residência para idosos, centro de dia e creche, algo que na perspetiva da diretora é bastante positivo, pois permite que exista uma interação entre diferentes gerações. Também a nível administrativo, a junção destes três serviços numa só unidade também traz algumas vantagens, pois permite que serviços como Cozinha, lavandaria e mesmo funcionários, sejam comuns. Enquanto percorria o edifício foi bastantes vezes evidencia pela Dra. Ana Batista a necessidade de projetar e pensar todos os compartimentos e seus acessos com atenção para a mobilidade reduzida, seja através de cadeira de rodas ou numa cama, porque mesmo que inicialmente aquele compartimento seja projetado e pensado com propósito em que não seja necessário ter essa atenção, pois os espaços podem ter de ser readaptados como foi o caso nesta instituição com uma pandemia. Neste ponto da Mobilidade, também foi evidencia o facto de sempre que for possível pensar e projetar o edifício num só piso, este edifício possuía três pisos e na perspetiva dos funcionários isso causa algumas dificuldades sobretudo para os utentes pois não ficam com liberdade de se mover entre pisos. Os espaços verdes e percursos exteriores para que os utentes possam caminhar, e exercitar se são também bastante importantes.
66 Grande problema exposto durante a visita, foi a falta de áreas de arrumação, especialmente próximo dos quartos. Segundo a Diretora, é essencial que existam armários ou algum tipo de arrecadação próximo tanto dos quartos como das áreas comuns. Neste caso em específico a grande dificuldade encontrada é a distância entre a cave, onde se situa a arrecadação e o terceiro piso onde se situam os quartos, os funcionários necessitam de subir e descer sempre que precisam de material, para a resolução deste problema seria necessário pelo menos a colocação de alguns armários que permitam ter material mais utilizado sempre disponível. Por fim este edifício encontrava se com um projeto de ampliação para adicionar um espaço multiusos que no entender da diretora é essencial neste tipo de equipamentos, pois em algumas atividades ou até mesmo em festas em que reúnem as famílias dos utentes, tem de adaptar os espaços existentes, e em grande parte das situações não conseguem colocar todo no mesmo espaço. 19 19 Não foi possível de registos fotográficos, devido a manutenção de privacidade dos utentes e funcionários do equipamento. As figuras 30, 31, 32 foram retiradas do site: https://www.centrosocialremelhe.org/ Figura 31: Centro Social de Remelhe, fotografia retirada de: www.centrosocialremelhe.org
67 Figura 32: Centro Social de Remelhe, fotografia retirada de: www.centrosocialremelhe.org Figura 33: Centro Social de Remelhe, fotografia retirada de: www.centrosocialremelhe.org
68 4.2 | CENTRO HUMANITARIO DA CVP DE MACIEIRA DE RATES O Centro humanitário da cruz vermelha Portuguesa de Maceira de Rates, situa-se na freguesia de Macieira de Rates em Barcelos, foi projetado para albergar cerca trinta e seis utentes na residência, trinta utentes em centro de dia e vinte crianças na creche. Foi realizada uma visita guiada ao edifício em conjunto com a Diretora Dra. Laurinda Novais, onde foram expostos os pontos fortes e alguns problemas encontrados pelos utentes e seus funcionários no seu dia a dia. Um dos problemas principais referenciados nesta visita, foi a falta de luz natural em algumas áreas, especialmente em espaços de trabalho dos funcionários e dos serviços administrativos. De acordo com a diretora e alguns funcionários torna-se bastante difícil e complicado trabalhar nestes espaços pois não há contacto com o exterior e acabam por passar grande parte do dia lá. Mais uma vez este equipamento a semelhança do projeto para esta dissertação, este equipamento contempla residência para idosos, centro de dia e creche, e na perspetiva da sua diretora essencialmente devido aos serviços administrativos e seus funcionários, tais como cozinha, lavandaria e gabinetes, isso traz bastantes vantagens. Durante a visita também foi referida a importância de alguns espaços possam ter um caracter mais versátil, com a pandemia este edifício não possuía nenhum espaço com esse caracter, e para conseguir colmatar os isolamentos e diminuir os contactos, entre utentes da residência e centro de dia, tiveram de concentrar algumas atividades no mesmo espaço, tais como as atividades que existem durante o dia para estimular os utentes e o refeitório. A falta de arrumação é um dos problemas maiores neste edifício, apesar de já terem sido adaptados alguns espaços especialmente perto dos quartos para servir de arrumação, esse problema continua presente, e os funcionários têm de se mover entres pisos, não sendo pratico e causando algum transtorno no dia a dia. Segundo a sua diretora o centro encontra-se com projeto de ampliação, onde esse problema já irá ser solucionado através da colocação de arrecadações no piso dos quartos.
69 Este edifício possui também um espaço exterior e verde bastante generoso o que na perspetiva da sua diretora é bastante importante, pois permite que se realizem atividades no exterior e sendo um espaço fechado e limitado permite que os utentes possam andar à vontade sem precisar de grande vigilância. Também existe neste caso um espaço de horta onde alguns utentes a utilizam para produzir alguns alimentos que depois são utilizados pela cozinha. 20 20 Não foi possível de registos fotográficos, devido a manutenção de privacidade dos utentes e funcionários do equipamento. As figuras 33 e 34 foram retiradas do site: https://ch.macieirarates.cruzvermelha.pt/galeria-de-imagens-macieira-derates.html Figura 34: Centro Humanitário da CVP de Macieira de Rates, fotografia retirada de: www.cruzvermelha.pt Figura 35: Centro Humanitário da CVP de Macieira de Rates, fotografia retirada de: www.cruzvermelha.pt
70 4.3 | CENTRO SOCIAL DE BRUFE O Centro Social de Brufe dos Arquitetos Cerejeira Fontes foi essencial em todo este processo com a disponibilização de todo o material referente a este mesmo projeto por parte dos Arquitetos, o que me permitiu uma analise mais cuidada do mesmo. Este projeto possuí os três serviços propostos para o projeto da dissertação e com números de utilizadores semelhante ao pretendido, centro de dia (vinte Utentes), lar de idosos (vinte e quatro utentes) e Creche (Trinta e três utilizadores). Com o material disponível, pelas suas semelhanças, foi possível estabelecer uma comparação e definir uma base para as áreas utilizadas que seria integrada na proposta. O projeto organiza se em três pisos, sendo que no piso inferior, se encontram as áreas de serviços, cozinha e lavandaria, áreas de refeições, assim como o espaço exterior de recreio. No nível zero, o edifício está dividido em duas alas distintas, separadas por um pátio exterior. Num dos topos do pátio, encontramos área de receção, serviços administrativos e átrio de distribuição para os diferentes serviços do edifício. De um dos lados do pátio encontra-se a creche, do outro lado as salas de atividades e convívio do lar de idosos e centro de dia. Este pátio permite o convívio e interligação dos dois serviços, sempre que for desejado. Piso superior, encontramos as áreas de descanso dos utentes do lar de idosos, quartos individuais, duplos e de casal, banhos geriátricos e salas de estar mais resguardadas e silenciosas para descanso. Podemos observar três núcleos nesta distribuição, primeiro serviço, segundo áreas sociais e terceiro áreas privadas e de descanso.
71 Figura 36: Centro Social de Brufe, fotografia retirada de: www.cfaarch.com Figura 37: Planta Nível O, Centro Social de Brufe, disponibilizado pelos Arquitetos Figura 38: Planta Nível Superior, Centro Social de Brufe, disponibilizado pelos Arquitetos Figura 39: Planta Nível Inferior, Centro Social de Brufe, disponibilizado pelos Arquitetos
72 4.4 | LAR CASA DE MAGALHÃES Lar casa de Magalhães dos arquitetos Atelier Carvalho Araújo, tem bastantes semelhanças com o projeto proposto, possui os três serviços, lar de idosos, centro de dia e creche, ainda que a creche seja localizada num edifício independente situado no mesmo terreno, porém este projeto nasce a partir de uma habitação existente no terreno. Este projeto desenvolve se todo ele em redor de um grande pátio central, pátrio central que define também as medidas do edifício da creche. Junto a antiga casa, encontra se um pátio de menores dimensões, onde se desenvolvem todas as áreas de serviço, cozinhas, lavandarias e serviços administrativos, libertando as restantes áreas de utilização dos utentes para o redor do pátio central. Num dos topos encontramos todas as áreas comuns, áreas de receção, convívio, atividades e refeição. A partir dai o edifício distribui-se através de duas alas, onde se encontram as áreas dos quartos, que nos levam até ao outro topo do pátio, onde se situam as salas de estar de descanso, os banhos geriátricos e mais quarto. À semelhança do centro social de Brufe, aqui continuamos a visualizar os 3 blocos de distribuição programática, porém encontramos uma junção das áreas de refeição e atividades próximas umas das outras. Figura 40: Lar casa de Magalhães, fotografia retirada de: www.carvalhoaraujo.com
79 PARTE III | PROPOSTA
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81 1 | PROPOSTA Retomando o panorama apresentado pela pesquisa desenvolvida nos capítulos anteriores, a problemática da sobrelotação dos equipamentos e estruturas destinados à assistência de pessoas idosas no município de Barcelos evidencia a falta de oferta e a necessidade de serem projetadas novas soluções, sobretudo nas zonas rurais situadas a sul do rio Cávado. Com o objetivo de ultrapassar esta carência e como proposta definida para o desenvolvimento da presente dissertação sugere-se a projeção de um edifício de apoio social fixado na união de freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria do município de Barcelos. Objetiva-se, portanto, o projeto de um edifício de carácter plural e que integre múltiplas modalidades – residência sénior, centro de dia, centro médico/fisiátrico e creche – que apoie a população sénior e restante comunidade e que, consequentemente, promova a criação de condições favoráveis à habitação na região.
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83 1.1 | LOCAL DE INTERVENÇÃO Localizado na planície que compõe a zona oeste da união de freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria e adjacente à R. da Escola (via pública que estabelece a conexão entre esta agregação de freguesias), o terreno proposto para o desenvolvimento da presente intervenção é composto por quatro parcelas (Figura 51): três parcelas ativas afetas à produção agrícola e uma parcela inativa afeta à antiga Escola Primária de Faria (edifício erigido no âmbito do Plano dos Centenários 21 sob iniciativa do regime político ditatorial português – Estado Novo ). O terreno possui uma ampla área para intervenção que revela, a nível topográfico, uma pouco acentuada variação de quotas: a parcela inativa que corresponde ao edifício pré-existente apresenta-se com uma quota topográfica ligeiramente superior comparativamente às demais parcelas afetas à produção agrícola. Importa também relatar as irregularidades que as agregações destas quatro parcelas geram nos limites do terreno e deste modo procurou-se encontrar uma 21 André Alexandre – “Análise das Escolas do Plano dos Centenários do Concelho de Vila Nova de Famalicão. A sua adequabilidade no contexto atual: qualidades e fragilidades. Dissertação de mestrado, 2019; Figura 51: Local de Intervenção, fotografia de autoria própria
84 solução de demarcação o mais regular possível propondo-se a reformulação dos limites da área de intervenção, como é possível observar na Figura 52. Recorrendo à análise da Figura 52, a linha amarela representa os limites da propriedade pré-existentes bem como a área total disponível enquanto, a linha vermelha resulta da reformulação proposta para a realização do presente projeto de intervenção, unificando as áreas das quatro parcelas existentes com aproximadamente 14 500 m2. Revela-se pertinente a seleção deste local dado que a intervenção proposta procura encontrar uma nova utilidade e função para o edifico préexistente, salientando que a manutenção e conservação do património existente é condição que perpetua a identidade individual e coletiva de uma comunidade. Figura 52: Local de Intervenção, alteração dos limites, fotografia de autoria própria.
85 1.2 | PROGRAMA O projeto de um centro social que integra múltiplos serviços e modalidades assume-se com o objetivo de ser um projeto para servir e apoiar a comunidade onde se insere e, por isso, propõe-se que o edifício comporte as seguintes valências: A residência sénior composta por quartos duplos ou individuais (cada qual equipado com casa de banho privativa), casa de banho para banhos geriátricos, salas de estar partilhadas com copa e ainda lavandaria; a creche que integra uma sala parque, salas de atividades e berçários; o centro de dia composto por salas de atividades, salas de estar e salas de refeições disponíveis tanto para os utilizadores da residência sénior como para as crianças que frequentam a creche; o centro médico e centro fisiátrico composto por gabinetes médicos e de enfermagem e que integra ainda uma sala destinada a atividades fisiátricas; e por fim o espaço multiusos que integra uma ampla sala com a particularidade de que pode ser dividida/adaptada de forma a viabilizar a realização de várias atividades em simultâneo. Importa ainda referir que o projeto de um edifício de índole social e que comportará na sua estrutura múltiplos indivíduos e serviços requer a incorporação de gabinetes afetos ao exercício de funções executivas e administrativas, espaços de átrio e receção, zonas de espera e áreas técnicas bem como espaços de armazenamento, instalações sanitárias, cozinha e lavandaria.
86 1.3 | CONCEITO E VOLUMETRIA Tendo em atenção as inúmeras características expostas nos tópicos anteriores, a formulação da proposta de intervenção rege-se mediante dois pontos basilares: o primeiro ponto considera a criação de um edifico em que grande parte das suas zonas públicas se distribuam em apenas um piso e o segundo ponto privilegia o diálogo entre o edifício pré-existente e um novo edifício. Assumindo como princípio os dois pontos descritos no parágrafo anterior, o projeto desenvolve-se através da colocação de uma massa paralelepipedal (Figura 3) fixada na parcela de produção agrícola de maior área, paralela ao limite oeste do terreno e nas costas do edifício pré-existente, libertando as duas restantes parcelas de produção agrícola para área verde e exterior. Como é também possível compreender através da observação da Figura 53, foram executadas duas subtrações de massa no volume paralelepipedal fixado, de modo a criar dois pátios que permitam o fornecimento de luz natural e ventilação do edifício. Figura 53: Maquete de estudo, volumetria
87 Figura 54: Maquete de estudo, volumetria Figura 55: Maquete de estudo, volumetria Figura 56: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 57: Maquete 3D, volumetria, projeto final
88 2 | PROJETO Figura 58: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 59: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 60: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 61: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 62: Maquete 3D, volumetria, projeto final
95 2.1.2 | RESIDÊNCIA SÉNIOR A residência sénior conta com capacidade para albergar trinta e dois utentes ao longo de quatorze quartos duplos ou de casal e quatro quartos individuais todos equipados com casa de banho privativa. A residência conta também com quatro espaços destinados a banhos geriátricos bem como salas de estar com copa, uma biblioteca e zonas de armazenamento. Os quartos duplos ou de casal encontram-se equipados com duas camas separadas por uma cómoda que possui um biombo, característica que confere aos dois possíveis utilizadores do espaço alguma privacidade e intimidade em cada um dos seus lados se assim o entenderem. Esta cómoda pode ser removida e colocada em posição adjacente à parede que separa o quarto das instalações sanitárias, de modo a reorganizar os elementos no espaço possibilitando a junção das duas camas e formando assim um quarto de casal. Por sua vez, nos quartos individuais, encontra-se apenas uma cama e aqui é eliminada a cómoda por não ser necessário a existência de um elemento que divida o ambiente. Tanto os quartos duplos/casal como os quartos individuais possuem uma zona de refeição e de descanso, junto ao envidraçado. O espaço afeto aos banhos geriátricos contém uma zona ampla que viabiliza a prestação de serviços de higiene pessoal a possíveis utilizadores/utentes que se encontrem acamados e em condições de maior fragilidade e de défice de autonomia. Em alguns pontos do equipamento foram também projetadas salas de estar que permitem aos utentes usufruir de momentos de repouso e quietude fora do seu quarto e longe da agitação das salas de atividades do centro de dia. Considera-se também que a área afeta à biblioteca assume o mesmo carácter que as salas de estar, com o diferencial de que esta área se encontra totalmente encerrada para as zonas de circulação.
96 2.1.3 | CENTRO DE DIA O centro de dia conta com capacidade para albergar vinte idosos e integra duas salas de atividades, duas salas de refeições, biblioteca e instalações sanitárias. A capacidade de ocupação no centro de dia estende-se até mais dez utilizadores que eventualmente necessitem de usufruir do espaço de cozinha comunitária, apenas no respetivo horário das refeições. Por sua vez e atentando à organização do espaço destinado a refeições, é possível observar que o mesmo se encontra dividido em duas zonas distintas existindo também a possibilidade da sua unificação em um espaço singular. A sala principal apresenta capacidade para pelo menos quarenta utilizadores em simultâneo enquanto a sala secundária apresenta capacidade para pelo menos vinte utilizadores. Sugere-se esta divisão apenas se surgir a necessidade de separação entre os utilizadores da creche e da cozinha comunitária, dos utentes da residência sénior e centro de dia. À semelhança dos espaços enunciados ao longo deste parágrafo, a sala designada para a realização de atividades também se encontra divida em dois espaços distintos e que podem facilmente acoplar-se em um espaço singular (fruto da necessidade de detenção de um espaço versátil que permita realizar mais que uma atividade em simultâneo). A sala de atividades principal apresenta assim capacidade para albergar pelo menos trinta e cinco utilizadores em simultâneo enquanto a sala secundária apresenta capacidade para albergar pelo menos vinte utilizadores. Assim como referido no momento final do tópico anterior (tópico 2.1.2 Residência Sénior), a área afeta à biblioteca assume o mesmo carácter que as salas de estar conferindo aos seus possíveis utilizadores um ambiente de maior quietude e que propícia o descanso, sendo a condição que os distingue o facto deste espaço se encontrar totalmente encerrado para as zonas de circulação. Apesar da existência de duas bibliotecas (uma biblioteca destinada à residência sénior e uma outra biblioteca destinada ao centro de dia) estas podem-se, mais uma vez, fundir em apenas um único espaço.
97 Por fim, as instalações sanitárias encontram-se dividas por género e integram dois espaços destinados para utentes com mobilidade reduzida. 2.1.4 | CRECHE A creche conta com capacidade para albergar trinta crianças (distribuídas em grupos de dez por cada unidade) integrando no seu programa duas salas de atividades destinadas a crianças pós-aquisição de marcha e uma sala na modalidade parque/berçário destinado a crianças mais jovens que ainda não adquiriram a marcha. É também imprescindível a projeção de instalações sanitárias com material apropriado aos seus utilizadores e projeção de gabinetes destinados à utilização por parte dos educadores e demais profissionais. As salas de atividades apresentam capacidade para albergar pelo menos dez crianças em simultâneo e ambas dispõe de um espaço para arquivo e armazenamento além de duas instalações sanitárias com área reservada a banhos. A sala na modalidade parque e berçário apresenta a mesma dicotomia relativamente à sua separação ou unificação: a sua organização possibilita a criação de duas salas distintas ou de apenas um único espaço unificado e integra ainda uma área de fraldário, uma área de sala com copa e um espaço para armazenamento de material. Por fim o gabinete para utilização por parte dos educadores e demais profissionais apresenta a capacidade de pelos menos dois utilizadores em simultâneo. Importa relatar que a creche dispõe também de um espaço exterior juntos a todas a salas.
98 2.1.5 | CENTRO MÉDICO E FISIÁTRICO O centro médico e fisiátrico destina-se tanto para o usufruto dos utilizadores de todas as modalidades do edifício bem como para toda a comunidade da união de freguesias e integra nos seus componentes dois gabinetes (gabinete médico e gabinete de enfermagem) uma sala para atividades e instalações sanitárias destinadas a banhos. O gabinete médico possui capacidade de atendimento para um utente e para um médico em simultâneo enquanto o gabinete de enfermagem apresenta capacidade para dois utentes e dois enfermeiros em simultâneo. A sala de atividades fisiátricas destina-se à realização de fisioterapia e terapias de reabilitação dos utentes e contém oito macas e um espaço amplo para a colocação de equipamentos e realização de atividade física, contendo também uma sala de armazenamento do material. A instalação sanitária dispõe de espaço para realização de banhos caso assim seja necessário. 2.1.6 | ADMINISTRAÇÃO E DIREÇÃO Para o funcionamento em pleno de todas as modalidades propostas para este edifício, mostrou-se necessária a integração de um gabinete administrativo, um gabinete de direção e uma sala de reuniões. O gabinete administrativo apresenta capacidade para pelo menos oito funcionários em trabalho simultâneo, já o gabinete de direção possui apenas capacidade para dois diretores e por sua vez a sala de reuniões dispões de um espaço que alberga pelos menos doze pessoas em simultâneo.
99 2.1.7 | ESPAÇO MULTIUSOS O espaço multiusos, situado na área pertencente à antiga Escola Primária de Faria , traduz-se como um espaço amplo e versátil e o seu potencial destaca-se pela possibilidade da divisão da sua área total em três espaços distintos, viabilizando a realização de até três atividades em simultâneo. Para além das características enumeradas anteriormente, o espaço multiusos conta com dois halls de entrada e duas instalações sanitárias. 2.1.8 | SERVIÇOS O edifício apresenta uma série de valências e serviços tais como cozinha, lavandaria, sala de estética e sala de apoio para todos os funcionários. A cozinha possui múltiplas áreas para confeção e preparação de refeições, integra uma área de copa limpa bem como uma área de copa suja e conta ainda com duas dispensas sendo uma delas refrigerada. Por sua vez a lavandaria contém um espaço amplo onde podem ser implantadas áreas de lavagem, secagem, preparação e distribuição da roupa. Os funcionários dispõem de uma sala equipada com copa, área de repouso e área de refeições para que possam usufruir de momentos de descanso bem como possam elaborar as suas refeições sempre que necessário. O edifício dispõe também de uma sala de estética que se encontra preparada para caso necessário, ser utilizada como sala de visitas ou sala de repouso dos funcionários.
100 2.1.9 | OFICINAS O equipamento dispões de duas oficinas que integram uma área de balneários e que podem ser utilizadas tanto pelos utilizadores do edifício para desenvolvimento de atividades lúdicas ou hobbies , como pelos funcionários e profissionais para manutenção de equipamentos. 2.1.10 | ARMAZENAMENTO Na cave do equipamento é possível encontrar uma área de armazém que se organiza em diferentes zonas possibilitando a separação de todo o material por categorias. No piso 0 e para além de todos os armários equipados ao longo dos corredores do edifício, existem também algumas salas de armazenamento destinadas aos materiais essenciais para funcionamento diário do equipamento. 2.1.11 | ARRANJOS EXTERIORES No seu exterior, o equipamento dispõe de uma vasta área verde que, apesar de não ter sido desenvolvida profundamente na vertente programática, se observa potencial e coloca-se como hipótese para uma segmentação em áreas verdes de lazer, áreas de horta e auditório exterior.
101 Figura 70: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 71: Maquete 3D, volumetria, projeto final
102 Figura 72: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 73: Maquete 3D, volumetria, projeto final Figura 74: Maquete 3D, volumetria, projeto final
103 Figura 75: Planta Implantação
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111 Figura 79: Planta Piso cobertura
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113 Figura 80: Cortes e Alçados
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115 Figura 81: Cortes e Alçados
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117 Figura 82: Cortes e Alçados
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119 2.2 | PROPOSTA CONSTRUTIVA - NOVO EDIFCIO A proposta construtiva para o novo edificado rege-se pela utilização de betão como material estrutural. A sua construção assenta em uma malha estrutural que no sentido transversal contém uma métrica de 4,5 metros e no sentido longitudinal apresenta uma métrica variável. Os elementos estruturais podem mover-se desta malha caso seja benéfico para o desenho dos espaços, porém esse elemento tem de obedecer a uma métrica, ou seja, o seu centro só se pode mover de 50 em 50 centímetros. Em alguns momentos também se utiliza alvenaria de tijolo para criar as divisórias entre compartimentos. A nível exterior o edifício pretende encontrar uma expressão que se enquadre no meio envolve e no edifício pré-existente. A utilização de alvenaria em pedra granítica em momentos pontuais visa a procura da identidade local, porém o material mais predominante será sistema de etcis, com acabamento em reboco de gesso e uma pintura em branco. Todos os percursos exteriores possuem um acabamento em betonilha de forma a manter as superfícies lisas e confortáveis para os utilizadores do equipamento. A nível interior a madeira e o gesso cartonado são os materiais predominantes: o acabamento das paredes em algumas zonas será feito pelos armários existentes ao longo de todo o edifício, porém, nas superfícies onde se verifique a ausência destes elementos, serão compostas por um lambrim de madeira até meia altura, completado por gesso cartonado na restante altura. O lambrim em madeira permite a manutenção e proteção das paredes de possíveis impactos com macas e transporte de material. As paredes das casas de banho e algumas áreas de serviço serão revestidas a azulejo. Os tetos terão acabamento em gesso cartonado, possibilitando a existência de um teto falso para o atravessamento de condutas e elementos técnicos. O chão integrará dois materiais, nomeadamente, na zona de instalações sanitárias e áreas de serviço o acabamento em betonilha e no restante edifício o parquet industrial (materiais que permitem que ambas as superfícies sejam regulares e que transmitam conforto aos utilizadores do equipamento). A cobertura do edifício será em lajetas de betão.
120 2.3 | PROPOSTA CONSTRUTIVA PRÉ-EXISTENTE No caso da reabilitação da escola primária a proposta construtiva rege-se pela manutenção e recuperação da materialidade exterior alterando-se apenas o seu interior procurando estabelecer uma relação com a expressão dada ao novo edifício. Recorre-se novamente à utilização da madeira e do gesso cartonado nas paredes, com existência de um lambrim à semelhança do novo edifício, e nas instalações sanitárias mantém-se a utilização de azulejo. O teto mantém-se também em gesso cartonado e por sua vez a superfície do chão apresenta um acabamento em betonilha nas áreas de instalações sanitárias e alpendre, e parquet industrial no restante edifício. Na cobertura do edifício mantém-se a telha cerâmica.
127 2.5 | PORMENORIZAÇÃO DOS VÃOS Ao nível dos vãos, o edifício possui diferentes tipos de elementos que tiveram como ponto de partida a medida dos vãos do edifício pré-existente. Os novos vãos envidraçados obedecem a uma multiplicação dessa mesma medida. O equipamento possui vários tipos de vãos, desde vãos de abrir envidraçados, de madeira e em chapa, com duas folhas ou simples, mas também vãos de correr, envidraçados e de madeira, de duas folhas, quatro folhas, etc. A largura destes vãos também varia consoante cada compartimento e tentou-se encontrar uma abertura que favorecesse o espaço. Os vãos exteriores foram desenhados tendo como base uma tabela de aço, através da junção de várias barras e perfis tubulares. 22 Maioritariamente foram utilizadas as medidas de 30 mm x 30 mm nos perfis tubulares (figura 75), 22 Tabela disponível nos anexos Figura 85: Vãos Existentes no Equipamento
128 existindo apenas variações no seu comprimento quando necessário para afixação da estrutura do vão à estrutura do edifício. Juntos com os perfis, foram utilizadas barras com 5 mm de espessura (figura76), com comprimentos variáveis consoante o pretendido. Os envidraçados possuem vidros duplos. Quanto a vãos interiores serão todos em madeira de pinho, formados pela junção de barrotes e contraplacado. Figura 87: Tabela aço, barra Figura 86: Tabela aço, Tubo
129 Figura 88: Pormenorização vãos
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131 2.6 | ÁREAS DO EDIFÍCIO Todas as áreas presentes na Tabela 3 que se segue, representam as áreas úteis do edifício e nestas áreas não se consideram os mobiliários fixos. Quantidade Área (m2) Total (m2) Residência Sénior - - 822,07 Quartos Duplos 14 30,74 430,36 Quartos Individuais 4 25,85 103,4 Inst. Sanitárias Quartos 18 6,33 113,94 Banhos Geriátricos 4 10,63 42,52 Biblioteca 1 - 32,88 Armazém 7 - 54,67 Sala de Estar com Copa 1 - 41,30 Centro de Dia - - 502,7 Sala Refeições 2 - 194,34 Sala Atividade 2 - 195,43 Inst. Sanitárias 2 25,16 50,32 Inst. Sanitárias Mob. Reduzida 2 - 16,22 Biblioteca 1 - 32,88 Sala de Estar 1 - 13,51 Creche - - 207,42 Sala Atividades 2 50,06 100,12 Arquivo 2 3,67 7,34 Inst. Sanitárias 2 6,96 13,92 Berçários 1 - 35,27 Sala Parque 1 - 35,77 Fraldário 1 - 5,72 Copa/Arrumos 1 - 9,28 Centro Médico e Fisiátrico - - 205,94 Gabinete Médico 1 - 24,12
132 Gabinete Enfermaria 1 - 37,42 Sala Atividades Fisiátricas 1 - 101,19 Arrumos 1 - 24,21 Banhos Geriátricos 1 - 10,37 Inst. Sanitárias Funcionários 1 - 8,63 Gabinetes - - 223,79 Gabinete Direção 1 - 20,24 Gabinete Administração 1 - 43,48 Sala reuniões 1 - 28,61 Gabinete Educadores 1 - 24,05 Gabinete estética / Sala Visitas 1 - 34,39 Inst. Sanitárias Funcionários 1 - 8,63 Espaço Multiusos - - 126,38 Átrio 2 14,99 29,98 Inst. Sanitárias 2 2,94 5,88 Sala Multiusos 1 - 90,52 Serviços - - 190,61 Cozinha 1 - 91,51 Arca / Dispensa 2 7,89 15,78 Lavandaria 1 - 42,42 Sala Funcionários 1 - 40,90 Atrio - - 68,04 Receção 1 - 11,87 Sala de Espera 1 - 10,26 Inst. Sanitárias Publicas 2 14,42 28,84 Inst. Sanitárias Publicas Mob. 1 - 6,13 Arrumos 1 - 10,94 Cave - - 693,54 Área Técnica 3 - 134,35 Arrumos 2 - 49,08 Balneários 2 12,72 25,44
133 Balneários Mob. Reduzida 1 - 11,99 Arcas / Dispensa 2 12,72 25,44 Oficinas 2 38,02 76,04 Armazém 1 - 371 Áreas de Circulação - - 1 315,19 Piso 0 - - 1 037,63 Cave - - 238,58 Escadas 2 10,94 21,88 Elevador 2 8,55 17,10 Edifício Total (Área Útil) - - 4 355, 68 Edifício Total (Área Implantação) - - 6 230,38 Edifício Total (Área Bruta) 8 635,50 Tabela 3: Áreas do edifício
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135 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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143 Franca, Armando. Sic Noticias. 23 de Novembro de 2022. https://sicnoticias.pt/pais/2022-11-23-Censos2021-Portugal-perde-21da-populacao-em-10-anos-e-inverte-tendencia-de-crescimento-cc38a146 (acedido em Outubro de 2023). Gama, Ana Margarida dos Santos. Plano dos Centenãrios: Concelho do Fundão. Dissertação de Mestrado, Universidade da Beira Interior, Engenharia, 2016. Guedes, Joana. Viver num Lar de Idosos: Identidade em risco ou Identidade riscada. Coisa de Ler, 2013. Neufert, Ernest. Arte de projetar em arquitetura. Editorial Gustavo Gili, 1998. Sic Noticias. Expresso. 05 de Setembro de 2023. https://expresso.pt/sociedade/ensino/2023-09-05-Nao-ha-vagas-nascreches-e-pais-ja-equacionam-despedir-se-para-ficar-com-filhos-7d51356c (acedido em Novembro de 2023). Pimenta, Paulo Sérgio Pereira. A escola Portuguesa: Do "Plano dos Centenários" à construção da rede escolar no distrito de Vila Real . Dissertação de Mestrado , Instituto de Educação e Pscicologia, Universidade do Minho, 2006. PORDATA , (Estatisticas sobre portugal e a europa). https://www.pordata.pt/db/ambiente+de+consulta/nova+consulta (acedido em Novembro de 2023). Pouca, Óscar Ricardo Pires Vila. Escolas Primárias - Edifícios com propósito. Dissertação de Mestrado , FAUP, Universidade do Porto, 2013. Rocha, Maria Baião Pinto da, Maria Edite Couceiro, e Maria Inês Reis Madeira. Creche: Condições de implantação, localização, instalação e funcionamento. Lisboa: Direção geral da Ação Social, Núcleo de documentação técnica e divulgação, 1996.
144 Segurança Social. “Lar de Idosos: Recomendações técnincas para equipamentos Sociais.” Segurança Social. s.d. https://www.segsocial.pt/documents/10152/13337/rtes_lares_idosos (acedido em Outubro de 2023).
145 ANEXOS
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