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ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR
TERCEIROS
Es e é um abalho acadêmico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei as, no que conce ne
aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és
do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
A ibuição-NãoCome cial-Compa ilhaIgual
CC BY-NC-SA
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-sa/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Ag adeço odos, que de o ma di e a ou indi e a me ajuda am com a elabo ação
des e p oje o.
Á Uni e sidade do Minho, em especial à Escola de Economia e Ges ão, pela
opo unidade de expandi a minha o mação académica, e pelas chances singula es
de ap endizagem, e oda eceção p opo cionada a mim em um país es angei o.
Ao meu o ien ado , P o esso O lando Pe iz Pe ei a, po oda a sua o ien ação,
disponibilidade pa a me auxilia em odos os momen os, eno me apoio e
comp eensão, e pala as gen is e cheias de encan o. O seu supo e oi imp escindí el
pa a a conclusão des e p oje o.
Ao P o esso Edua do Ja a, po oda con ibuição pa a es e p oje o, e oda a
pa ce ia desde o início da minha ida académica, assim como as inúme as
opo unidades que semp e me p opo cionou, e sua gene osidade.
À minha psicóloga Michelle, que in elizmen e aleceu an es da conclusão des e
abalho, mas que es e e comigo an es mesmo de eu ing essa no Mes ado em
Economia Social, me o e ecendo apoio e ab aços inc í eis.
Ao meu que ido io Má io Eu ico, po se um exemplo de amo osidade, hon a,
de oção, al uísmo.
À minha amada Tia Ki y, po odo o ca inho, a enção e supo e emocional,
aliosas lições de ida e aleg ia que p opo ciona a odos ao seu edo .
Às minhas a ós Glaucia e Leoni, po semp e me incen i a em a es uda , e
se em um modelo de de e minação e esiliência.
Á minha mãe, Pa ycia Byanca Fu ado, po se a melho mãe do mundo, pelo
amo e apoio incondicional, oda sua paciência, po semp e ac edi a em mim e es a
do meu lado, e odos os sac i ícios ei os pa a in es i na minha educação ao longo
da minha ida. Não há como desc e e udo que minha mãe ez po mim e oda
admi ação e g a idão que eu enho po ela.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização
inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas
conducen es à sua elabo ação.
Mas decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade
do Minho.
RESUMO
O concei o de emp eendedo ismo em hoje, o seu signi icado expandido pa a
além do a o de se ab i um negócio, e assim su gi am e en es como o
emp eendedo ismo social, emp eendedo ismo e de, emp eendedo ismo co po a i o,
en e ou os, comp eendendo-se o concei o num espec o. Segundo F anco, Oli ei a,
Gou êa e Josiane (2016), o con ex o económico dos anos 80, colabo ou pa a a
c iação da noção do emp eendedo ligado à in e p e ação e ap o ei amen o de no as
opo unidades. Sendo assim, au o es da á ea cons a a am ao longo dos anos, que é
possí el emp eende e u iliza e amen as do emp eendedo ismo, na Adminis ação
Pública, no Te cei o Se o , ou a é em sua p óp ia comunidade. A p omoção do
emp eendedo ismo con ibui pa a o desen ol imen o económico, a uando como o ça
de subsis ência e ge ação de emp egos, do que se deduz a impo ância de polí icas
públicas ol adas ao ensino e ao incen i o ao a o de emp eende desde o início da
educação do indi íduo (Ba os e Pe ei a,2008). Nes e sen ido, o p esen e p oje o se
ocupa da análise do p og ama ex ensão uni e si á ia ESAG KIDS, desen ol ido na
Uni e sidade do Es ado de San a Ca a ina, na cidade de Flo ianópolis, B asil. Es e
p og ama de ex ensão o e ece undamen os e e amen as de emp eendedo ismo a
jo ens e c ianças po meio de o icinas. A de inição do p incipal obje i o des a
in es igação su giu da p opos a de se ealiza uma e lexão sob e o con ex o que
en ol e o ESAG KIDS, e, ao inal, o mula uma suges ão de melho ia. Pa a es a
inalidade, buscou-se iden i ica o con ex o e as di iculdades p imo diais pa a a
manu enção e ampliação do p og ama a a és de en e is as com o c iado e os
memb os do p og ama. Es a pesquisa e idenciou a demanda de expansão do
p og ama pa a ou as egiões. Median e a o mulação de es a égias de comunicação
i ual, einamen o de p o esso es e a elabo ação de manual, concluiu-se que o
p og ama ESAG KIDS, ao le a as suas o icinas a di e sos es ados do B asil pode á
ele a o econhecimen o do p og ama, con ibui pa a a cap ação de no os pa cei os,
e, po im, ge a á mais dados sob e a e iciência e e icácia do p og ama, e o ensino de
emp eendedo ismo pa a c ianças.
Pala as-cha e: Ensino de emp eendedo ismo, Educação emp eendedo a,
Emp eendedo ismo, Pesquisa e Ex ensão, C iança.
i
ABSTRACT
Today, he concep o en ep eneu ship has i s meaning expanded beyond he
ac o s a ing a business beyond he ac o s a ing a business, and so s ands ha e
eme ged such as social en ep eneu ship, g een en ep eneu ship, co po a e
en ep eneu ship, among o he s, making he concep a spec um. Acco ding o F anco,
Oli ei a, Gou êa and Josiane (2016), he economic con ex o he 1980s helped c ea e
he no ion o he en ep eneu . o he c ea ion o he no ion o he en ep eneu linked
o he in e p e a ion and u ilisa ion o o new oppo uni ies. As such, au ho s in he ield
ha e ealised o e he yea s ha i is possible o unde ake and use en ep eneu ial
ools in public adminis a ion, he hi d sec o o e en in you own communi y. The
p omo ion o en ep eneu ship con ibu es o economic de elopmen , ac ing as a o ce
o subsis ence and job c ea ion, hence he impo ance o public policies aimed a
eaching and encou aging he ac o en ep eneu ship om he beginning o an
indi idual's educa ion (Ba os and Pe ei a, 2008). Wi h his in mind, his p ojec is
conce ned wi h analysing he ESAG KIDS uni e si y ex ension p og amme, de eloped
a he San a Ca a ina S a e Uni e si y in he ci y o Flo ianópolis, B azil. This ex ension
p og amme o e s en ep eneu ship undamen als and ools o young people and
child en h ough wo kshops. The de ini ion o he main objec i e o his esea ch a ose
om he p oposal o e lec on he con ex su ounding ESAG KIDS and, in he end, o
o mula e a sugges ion o imp o emen . To his end, we sough o iden i y he con ex
and he di icul ies he p og amme h ough in e iews wi h he p og amme's c ea o
and membe s. This esea ch highligh ed he need o expand he p og amme o o he
egions. By o mula ing s a egies o communica ion s a egies, eache aining and
he d a ing o a manual, i was concluded ha he ESAG KIDS p og amme, by i s
wo kshops o a ious s a es in B azil could inc ease he p og amme's ecogni ion o
he p og amme, con ibu e o a ac ing new pa ne s, and, Finally, i will gene a e mo e
da a on he e iciency and e ec i eness o he p og amme and he eaching
en ep eneu ship o child en.
Keywo ds: Teaching en ep eneu ship, En ep eneu ial educa ion, En ep eneu ship,
Resea ch and and Ex ension, Child en.
ii
ÍNDICE
CAPÍTULO I ................................................................................................................ 1
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 1
1.1 Mo i ação e obje i os ........................................................................................... 2
1.2 Me odologia e o ganização do abalho ................................................................ 3
CAPÍTULO II ............................................................................................................... 6
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................... 6
2.1 Emp eendedo ismo .............................................................................................. 6
2.2.1 E olução do concei o de emp eendedo ismo .................................................... 7
2.2.2 Concei o Emp eendedo ismo ............................................................................ 8
2.3 Emp eendedo ismo Social .................................................................................. 13
2.3.1 O su gimen o do emp eendedo ismo social .................................................... 13
2.3.2 Concei o de emp eendedo ismo social............................................................ 15
2.4 EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA E ENSINO DO EMPREENDEDORISMO .... 19
2.4.1 His ó ico do ensino do emp eendedo ismo e da educação emp eendedo a ... 19
2.4.2 Educação emp eendedo a .............................................................................. 22
2.4.3 Ensino do emp eendedo ismo ......................................................................... 28
2.5 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 30
CAPÍTULO III ............................................................................................................ 31
3.1 METODOLOGIAS .............................................................................................. 31
3.2 Aspec os me odológicos ..................................................................................... 31
3.3 Opções me odológicas e cole a de dados .......................................................... 34
CAPÍTULO IV ........................................................................................................... 39
4.1 Ap esen ação do p oje o ESAG kids da uni e sidade do es ado de San a Ca a ina
- con ex ualização ..................................................................................................... 39
4.2 Impo ância sociecónomica do Emp eendedo ismo no B asil ............................ 40
4.3 Análise Socioecónomica de San a Ca a ina ....................................................... 42
4.4 Ap esen ação e ca ac e ização do p og ama ESAG KIDS ................................. 44
4.4.1 His ó ico do p og ama ESAG KIDS ................................................................. 45
4.4.2 Obje i os do p og ama .................................................................................... 46
4.4.3 A me odologia do p og ama ESAG KIDS ........................................................ 48
3
ii. e le i sob e a educação emp eendedo a po meio da iden i icação de
pon os o es e menos o es da p á ica a a és da isão dos en ol idos
com o p og ama ESAG KIDS;
iii. e le i sob e as p incipais di iculdades da execução de um p og ama de
ensino de emp eendedo ismo pa a c ianças po meio de en e is as com
os en ol idos do ESAG KIDS;
i . e le i sob e as p incipais on es de inanciamen o do p og ama ESAG
KIDS;
. iden i ica as á eas que possi elmen e necessi am de al e ações no
p og ama ESAG KIDS.
1.2 Me odologia e o ganização do abalho
O escopo des e abalho se á conc e izado po meio de en e is as
semies u u adas, com a in e mediação da legislação local, ela ó ios inancei os e
apon amen os ob idos da e isão da li e a u a cien í ica, com a in enção de se
comp eende os p essupos os do p og ama, espe i os alo es e p incipais
ins igações que de em compo as suges ões inais.
A pesquisa se á de na u eza quali a i a, de aco do com os pa âme os
p opos os po Vilela (2003):
i. os dados não podem se aduzidos em símbolos numé icos como na
pesquisa quan i a i a;
ii. o in es igado é a e amen a p incipal da pesquisa, no sen ido que ele
obse a, egis a, e, se necessá io, in e age com a si uação de pesquisa;
iii. a in es igação quali a i a é desc i i a e in e p e a i a.
A écnica escolhida como on e ecolha e a amen o oi ealizada a a és de
cinco en e is as ealizadas po g a ações de ídeo, com o c iado do p og ama
ESAG KIDS, ês bolsis as de pesquisa e ex ensão do p og ama, e uma p o esso a
do ensino undamen al, que ecebeu uma o icina de emp eendedo ismo em sua
classe.
A na u eza des a in es igação é quali a i a, e pa a a cole a de dados o am
aplicadas en e is as, pois pe mi e que os sujei os en e is ados se exp essem com
mais libe dade sob e a educação emp eendedo a, os desa ios, meios de
4
inanciamen o, bene ícios pe cebidos. A abo dagem quali a i a, po não se
igidamen e es u u ada, p opo ciona ao in es igado a possibilidade de abalha com
mais imaginação e c ia i idade, explo ando no os en oques. A pesquisa quali a i a
ab ange um conjun o de di e sas écnicas in e p e a i as que mi am desc e e e
decodi ica os componen es de um sis ema complexo de signi icados (Ne es,1996).
O p esen e p oje o es á di idido em seis capí ulos, con o me a lógica sequenial
com a inalidade de p opo ciona en endimen o e base eó ica do ESAG KIDS, pa a a
ap esen ação da p opos a de modi icações.
O capí ulo 1 ap esen a os p opósi os p incipais des e p oje o, as mo i ações,
os me ódos de pesquisa u ilizados, ideias cen ais a se em abalhadas, além dos
obje i os, e po im, a es u u a da disse ação.
A e isão eó ica de concei os, in eg a o capí ulo 2, di idido em qua o ópicos,
con o me as pala as-cha e de pesquisa da li e a u a cien í ica, escolhidas a pa i
dos obje i os do p og ama ESAG KIDS, da na u eza do p og ama e suas condições
de inanciamen o, nomeadamen e: emp eendedo ismo, emp eendedo ismo social,
ensino de emp eendedo ismo, educação emp eendedo a e inclusão social. Cada um
des es ópicos, subdi idem-se em emá icas que su gi am ao longo do deba e eó ico
o e ecido pelos p incipais au o es da á ea, os quais a pesquisado a julgou impo an es
pa a a comp eeensão e undamen ação da esolução do p oblema.
Já no capí ulo 3 são ap esen adas as me odologias a aplica no p oblema
an e iomen e expos o, assim como são exibidas a o mulação de hipó eses, e como
oi ealizada a cole a de dados.
A ap esen ação de alhada do p og ama ESAG KIDS e os obje i os p imá ios
e secundá ios do p oje o, e as jus i ica i as das azões da escolha des a linha de
pesquisa, se ão delineadas no capí ulo 4. A exposição da p oblemá ica, o diagnós ico,
assim como as e amen as de análise o ganizacional u ilizadas, se ão delineados no
capí ulo 5.
Em sequência, no capí ulo 6 – Discussão do T abalho, é subme ida uma
suges ão de melho ia ao p og ama ESAG KIDS, inalidade p incipal des e p oje o,
elabo ada a pa i do embasamen o eó ico, e, po im, são de alhadas a execução
das p opos as e os cus os.
No capí ulo 7 – Discussão dos esul ados, é demons ado os dados e
conclusões das en e is as e pesquisa. As ques ões le an an as no subcapí ulo 1.2 –
Mo i ações e obje i os se ão espondidas de aco do com os esul ados ob idos.
5
Po im, no capí ulo 8 são exibidas a conclusão do abalho e ecomendações
inais pa a o p og ama ESAG KIDS. A conclusão oi p oduzida a pa i do exame das
in o mações nos capí ulos an e io men e mencionados, p opo cionando um
echamen o pa a es e p oje o e no as ideias ao p og ama de ex ensão uni e si á ia.
6
CAPÍTULO II
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A e isão de li e a u a que se az aqui em como p opósi o examina , in es iga ,
in e p e a , e suma iza o obje o de es udo da in es igação, que i á p opo ciona uma
a iedade de pe ceções dos concei os e das eo ias subjacen es ao ema explo ado.
Nes e capí ulo ap esen amos um le an amen o da p odução acadêmica sob e
os eixos emá icos da in es igação, colhidos dos obje i os do p og ama ESAG KIDS
(i em 4.4.2 des e p oje o), conside ando-se, ambém, a na u eza do p og ama e o seu
con ex o de manu enção.
Po isso, a ecolha da li e a u a cien í ica e isada oi ealizada a pa i das
pala as-cha e a sabe : emp eendedo ismo, emp eendedo ismo social, ensino de
emp eendedo ismo, educação emp eendedo a, as quais cons i uem os ópicos des e
capí ulo.
Es e mapeamen o da li e a u a cien í ica possibili ou à pesquisado a
econhece a His ó ia e a e olução des es concei os, sua comp eensão, suas
possí eis con ibuições à economia social, e, po an o, como es es campos de
conhecimen o - o emp eendedo ismo e o ensino de emp eendedo ismo - êm sido
desen ol idos.
A p opos a des e capí ulo, pa a além a de expo a de inição de
emp eendedo ismo, é ap esen á-lo como p io i á io na cons ução do
desen ol imen o humano e social e como ge ado de dis ibuição de iqueza e
conhecimen o (Dolabela, 2004), em p oximidade com os alo es e p incípios do
p og ama ESAG KIDS.
Além disso, os esul ados des e le an amen o pe mi i am à pesquisado a
comp eende e melho a icula as p oposições a se em ap esen adas aos obje i os
do ESAG KIDS.
2.1 Emp eendedo ismo
Es e capí ulo cuida á de ap esen a , p imei amen e, o his ó ico da de inição de
emp eendedo ismo e o seu espe i o desen ol imen o ao longo dos anos, e, em
seguida, se á abo dada a de inição do concei o na pe ceção de di e sos au o es,
assim como a compa ação e o deba e de suas ideias. Po im, se á ap esen ada a
noção do emp eendedo ismo mul i ace ado.
7
2.2.1 E olução do concei o de emp eendedo ismo
O concei o de emp eendedo ismo oi o malmen e in oduzido po Richa d
Can illon - um banquei o i landês, que i eu en e 1680 e 1734, ap oximadamen e -
que, ao associa o a o de emp eende à assunção de iscos, capi ou a a enção de
ou os au o es anceses do campo de es udo de emp eendedo ismo (Lands öm e
Benne , 2010; Hebe e Link, 2006; Toma,G igo e e Ma inescu, 2013; S e enson e
Ja ilo, 2007;Filion, 1999).
Jean-Bap is e Say (1767–1832) oi impo an e pa a o desen ol imen o do
e mo emp eendedo ismo ao assinala o e mo en ep eneu . Ca ac e izou o
emp eendedo como um impo an e a o económico, não mais es ingindo-o a um
sujei o que ab e um negócio, mas como alguém que mo e ecu sos económicos de
uma á ea de baixa p odu i idade pa a uma de al a, na p ocu a de melho endimen o
(A agão, B aga e Viana, 2021).
Alguns séculos depois, con o me des aca D ucke (1985, p. 35), su ge Joseph
Schumpe e , p imei o economis a no á el a eg essa ao ancês Jean-Bap is e
Say,no seu li o clássico “A Teo ia Dinâmica da Economia”, publicado em 1911. Nes a
ob a D ucke (1985) de ende que o desequilíb io dinâmico ocasionado pelo
emp eendedo ismo, em luga de equilíb o e o imização, é a di e iz pa a uma
economia saudá el.
Mais adian e, na década de 80 do século XX, o emp eendedo ismo se
expandiu pa a, p a icamen e, odas as ciências humanas e emp esa iais (Filion,
1999).
Ve gas e Soa es (2014), eco e am a á ios au o es, como Adam Smi h,
Pe e D ucke , His ich e Pe e s, Chia ena o, Joseph Schumpe e , e William Ga ne ,
en e ou os, e concluí am que a noção de emp eendedo ismo oi e oluindo ao longo
dos anos. Os au o es Ve gas e Soa es (2014) eco endo à noção de “des uição
c ia i a” de Schumpe e , e o çam que o emp eendedo ismo a ua nos me cados e
a i idades de ino ação, na c iação de no os p odu os ou se iços, ou na ein enção
dos já exis en es.
Cuidando da aje ó ia do econhecimen o da impo ância do
emp eendedo ismo pa a a sociedade e pa a a economia, Thu ik e Wenne ke s (2004,
p. 142-143) delineiam o caso da e olução da Eu opa em di eção a uma economia
emp eendedo a em cinco es ágios, a sabe :
8
i. o p imei o oi a negação, nos anos 90, policy make s eu opeus
obse a am o Silicon Valley com descon iança, pois naquela época
os pila es da economia e am a indús ia êx il, a au omobilís ica, a
química, en e ou as - o se o ecnológico ame icano ainda pa ecia
i ele an e;
ii. es e segundo es ágio iden i icá el - na me ade da década de 1990,
se ia o econhecimen o que o desempenho da economia
emp eendedo a cali o niana pode ia con inua a longo p azo;
iii. o e cei o, se ia a in eja, que oco eu na segunda me ade dos
1990s, po que o desemp ego eu opeu es a a em núme os al os e
a economia ame icana es a a o e ecendo simul aneamen e
emp egos e salá ios mais al os;
i . o qua o es ágio se ia o consenso que a no a economia
emp eendedo a e a melho que a elha economia;
. o úl imo es ágio se ia a ealização, dian e dos sinais que,
inalmen e, a economia emp eendedo a se es abeleceu no elho
con inen e. Um exemplo dado pelos au o es é o G een Pape
En ep eneu ship in Eu ope.
Conclui-se que a Comunidade Eu opa oi cé ica e cau elosa pa a acei a a
ele ância do emp eendedo ismo, p imei amen e obse ou os impac os nos Es ados
Unidos, pa a, en ão, começa a implemen a as p á icas da economia emp eendedo a
na Eu opa. Con o me apon ou o P oje o GEM (2016), o emp eendedo ismo em
Po ugal encon a-se no cen o da c iação de emp ego, da di e si icação do ecido
emp esa ial e ino ação, mas que ao mesmo empo possui uma con ibuição ao
omen o da esponsabilidade social.
Is o pos o, se ão ap esen adas, a segui , di e sas de inições de
“emp eendedo ismo” sob a pe spe i a de au o es de di e en es de campos de es udo,
pa a que se enha uma comp eensão mais ampli icada do concei o.
2.2.2 Concei o Emp eendedo ismo
Embo a o emp eendedo ismo possua di e sas ace as sociais, é icas e
humanas, a p imei a e mais conhecida es á elacionada aos aspec os emp esa iais
(Bo ges, Ja a e Ribei o, 2018). No en an o, a ideia de emp eendedo ismo não de e
9
se esumida, apenas, ao a o de ab i um negócio, de e se expandido pa a o a o de
se ealiza algo no o, de assumi iscos (San os, Lei e, Sil a e Fonseca, 2013).
Nes a mesma linha, Ald ich, Howa d & Zimme (1986) concluem, que o
emp eendedo ismo possui um papel social, além do económico, no con ex o de um
conjun u a social. Embo a o emp eendedo ismo seja, hoje, amplamen e es udado em
escolas de adminis ação e negócios (Da is, 2002), desde o su gimen o dos seus
p imei os es udos, al como e e em Toma, G igo e e Ma inescu (2014), e Bull e
Willa d (1993), não hou e uma unanimidade sob e a de inição do concei o.
Is o pos o, conside ando es es e e enciais, a abela a segui ap esen a
algumas de inições de emp eendedo ismo, as quais se ão discu idas mais adian e:
Tabela 1: Concei os de Emp eendedo ismo
Ano Au o De inição do concei o
1983 S e enson
“Emp eendedo ismo é a buscas po opo unidade sem
conside a os ecu sos a ualmen e con olados”
(S e enson, 1983: 3)
2001 Ku a klo e Hodge s
Emp eendedo ismo é um p ocesso dinâmico de isão,
mudança e c iação. Reque uma aplicação de ene gia e
paixão pa a a c iação e implemen ação de no as ideais e
soluções c ia i as.
2008 Dolabela
Emp eendedo ismo é c ia e cons ui algo de alo a pa i
de p a icamen e nada. É o p ocesso de c ia ou ap o ei a
uma opo unidade e pe sigui-la a despei o dos ecu sos
con olados.
2014 Baggio
O emp eendedo ismo pode se comp eendido como a a e
de aze acon ece com c ia i idade e mo i ação. Consis e
no p aze de ealiza com sine gismo e ino ação qualque
p oje o pessoal ou o ganizacional.
Fon e: Elabo ação p óp ia
Analisando-se a abela 1, é possí el no a que as de inições ob idas na e isão
de li e a u a e o çam o en endimen o que o emp eendedo ismo é amplo, es endendo-
se o concei o ao uso da c ia i idade pa a se ap o ei a uma opo unidade ou
soluciona um p oblema, po exemplo.
Nes e sen ido, Sil a e Pena (2017) di idem as abo dagens do
emp eendedo ismo em qua o concepções, que de seguida expomos.
A p imei a pe spe i a é a económica, que des aca o papel do
emp eendedo ismo nos p ocessos de desen ol imen o económico. A segunda
abo dagem é a compo amen al, que de ende que os emp eendedo es possuem
ca ac e ís icas psicológicas únicas. A e cei a abo dagem é a sociológica de Webe
(1982), que disse a sob e o acionalismo ociden al e sua o ma mode na. Po úl imo,
10
pa a a qua a abo dagem o emp eendedo ismo é um sis ema abe o e dinâmico que
o imiza os ecu sos ma e iais, sociais e cogni i o (Sil a e Pena, 2017; Viei a, Mella i e
Ribei o, 2011).
Re omando-se S e enson (1983) diz es e au o que a p ocu a po aços
psicológicos comuns e ca ac e ís icos de odo indi íduo emp eeendedo pode se
in u í e a, po que, pa a cada de inição adicional do pe il emp eendedo , ha e ia
mui os con a-exemplos pa a e u a a eo ia. Em mesma di eção, Quin ão (2004)
a i ma que se emp eendedo não é um es ado ixo de exis ência.
G ea i e Senho ini (2000) e Ku a ko (2003) alinham-se aos undamen os da
qua a abo dagem. Pa a es es au o es, a c iação de um negócio é uma ace a
impo an e do concei o, mas não co esponde ia ao quad o odo, que de e inclui as
a i udes cons i uin es de uma pessoa emp eendedo a (as quais podem se
desen ol idas), como busca opo unidades, oma iscos, e a pe sis ência de se
execu a uma ideia (G ea i & Senho ini, 2000 e Ku a ko, 2003).
É impo an e essal a que o p og ama ESAG KIDS egis a que seu obje i o é
ensina , de manei a lúdica, concei os e e amen as de emp eendedo ismo,
sus en abilidade, ino ação, planeamen o, lide ança, com en oque maio no
desen ol imen o de habilidades em elação ao planeamen o (Ja a e Ramos, 2016;
Ja a, Janicsek e A uda, 2016).
Po an o, conside ando-se es as discussões ace ca da de inição de
emp eendedo ismo e episando-se os obje i os enunciados pelo p og ama ESAG
KIDS, ê-se que es es es ão p edominan emen e alinhados à qua a abo dagem
concei ual, de endida po Sil a e Pena (2017); Viei a, Mella i e Ribei o (2011); G ea i
& Senho ini (2000) e Ku a ko (2003).
Ainda em consonância com a qua a abo dagem concei ual, pa a o p og ama
ESAG KIDS o núcleo do concei o de emp eendedo ismo es á na a i ude emp esa ial,
no sen ido que emp eende co esponde ao a o de ealiza , e que quem planeia uma
ação e a coloca em p á ica se ia um emp eendedo (Ja a e Ramos, 2016).
Segundo Sa ka (2005), al ez a de inição mais a ual do concei o de
emp eendedo ismo usada a ualmen e seja a de Joseph Schumpe e , que e e e que
o emp eendedo é quem ino a, podendo oma á ias o mas, nomeadamen e: a
in odução de um no o p odu o, a ino ação; a mudança; a ge ação de emp egos;
ge ação de alo ; e o c escimen o.
11
Nes a senda, D ucke (1985) associa os concei os de emp eendedo e
emp eendedo ismo a uma cons an emen e busca pela mudança, que de e ia se
semp e conside ada como uma opo unidade.Um casal, po exemplo, ao ab i uma
con ei a ia ou um es au an e, com ce eza es á assumindo iscos, mas, como
ques iona o au o , se iam es es emp eendedo es? Pa a D ucke (1985) es e mesmo
casal não es a ia o iginando uma no a demanda, me cado, ou sa is ação; udo o que
es ão execu ando já oi ealizado an e io men e, e, po es e pon o de is a, eles não
se iam emp eendedo es.
Pa a Dolabela (2008) a a i idade emp esa ial é somen e uma das manei as de
se emp eende , ab ange oda e qualque ação humana, e que a me a de e ia se
equipa odos os indi íduos pa a emp eende na ida, do modo que deseja em. E,
como a i mam And ade, Ben es e Ne o (2016) é impo an e incen i a jo ens e
c ianças a desen ol e am uma a i ude emp eendedo a.
Pa a D ucke (1987) es as a ibuições não são exclusi as de emp esas: os
go e nos, as ins i uições do e cei o sec o , ig ejas, sindica os, uni e sidades, escolas
possuem a mesma necessidade de emp eende , de ino a do que emp esas do se o
p i ado.
Assim ê-se que o p og ama ESAG KIDS en ende o emp eendedo ismo num
espec o, nes e comp eendido o emp eendedo ismo social, o emp eendedo ismo
ambien al ou, ainda, o emp eendedo ismo emp esa ial (Ja a, Janicsek e A uda,
2016).
Is o pos o, é impo an e e le i sob e o a o emp eendedo e suas espe i as
compe ências.
Nes e con ex o da compe ência emp eendedo a, Louis Jacques Filion é um
dos au o es e e enciais no campo do emp eendedo ismo (Ma os e al, 2012) e o au o
da eo ia isioná ia. Nes es es udos, Filion (1991) ocupa-se do p ocesso de isão de
uma ideia de um negócio, e de seus espe i os p ocessos de c iação.
Cuidando des a isão emp eendedo a obse a-se que o ESAG KIDS – obje o
des e p oje o - ap esen a e busca desen ol e nos educandos, de ac o, o pe il de um
emp eendedo “ ealizado , alguém que consegue planea e execu a um plano” (Ja a
e al, 2021, p.3).
Des e con ex o do compo amen o emp eendedo , Fillion (1999) des aca as
habilidades isões e compo amen os que podem se ap endidos e desen ol idos e,
12
ainda, a impo ância do desen ol imen o de mé odos de ap endizado pessoal e
o ganizacional necessá ios ao o ício emp eendedo .
A i mam Mogollón e Polica po (2013, p.5) que o desen ol imen o das
compe ências emp eendedo as cons i ui uma “p eocupação an iga na Comunidade
Eu opeia”, endo sido, po isso p opos o em 1986:
[...] um conjun o de di e izes p á icas pa a p omo e o “Espí i o
Emp eendedo ”, elacionadas com a ansição dos jo ens pa a a ida
p o issional, com a pa icula idade de essas di e izes se em ans e sais a
odas as disciplinas e á eas, ealçando a impo ância da ealização de
p oje os, da expe iência p o issional, das isi as a emp esas, da colabo ação
com en idades ex e nas à escola, da c iação de p odu os e espe i a
come cialização, da simulação de emp esas, e c.
Segundo Es ella e Ve a (2008) pa a a União Eu opeia in eg am o concei o de
compe ência os conhecimen os, capacidades e a i udes ajus adas a de e minado
con ex o.
Fe ei a, Figuei edo e Pe ei a nomea am (2006, p.15), as p incipais
compe ências-cha e pa a que de em se abo dadas na educação pa a o
emp eendedo ismo:
i. au ocon iança/assunção de iscos;
ii. inicia i a/a aliação/ene gia;
iii. esiliência;
i . planeamen o/o ganização;
. c ia i idade/ino ação;
i. elacionamen o in e pessoal/comunicação.
É in e essan e pe cebe que es as compe ências emp eendedo as
con e gem com os obje i os mencionados pelo p og ama ESAG KIDS, como
capacidade de planeamen o, o a ó ia/comunicação, c ia i idade/ino ação, e
au ocon iança (Ja a, Janicsek & A uda, 2016).
Nes e sen ido, pa a os ins dessa pesquisa, a isão dos au o es aqui cuidados
indicam que o ensino do emp eendedo ismo não, apenas, ins umen aliza os alunos
a ab i em um negócio, mas a desen ol e compe ências como c ia i idade, ino ação,
e esoluções de p oblemas sociais.
De ou o lado, en e os emas p o ilegiados pelo p og ama ESAG KIDS igu a
o emp eendedo ismo social, como in eg an e do espe o emp eendedo ismo, a ado
no ópico a segui .
19
p omo e e pa ilha p incípios económicos a i mados nes es mesmos p incípios de
ssolida iedade, alo es democ á icos, desen ol imen o sus en á el, p ese ação
ambien al e ino ação, e ao conside a as demandas sociais azidas pelas c ianças
pa icipan es do p og ama (Ja a, Janicsek & A uda, 2016).
Po odo o expos o, nes a p imei a ap oximação, ê-se que, de a o, os au o es
pesquisados não dis inguem o emp eendedo ismo social do emp eendedo ismo
comple amen e, deixando de con igu a o emp eendedo ismo social como uma
espécie do gêne o “emp eendedo ismo”, a exemplo de Pe edo (2006), que des aca
que o aspec o emp eendedo em emp eendedo ismo social, é ge almen e associado
ao emp és imo das pe spe i as e me ódos de emp esas p i adas.
Nes e sen ido, se um dos pon os em comum en e os au o es es udados é que
o emp endedo ismo social de e ge a bene ícios pa a sociedade e possui uma
missão social, é de se econhece a impo ância de p oje os como o ESAG KIDS que
o e ecem e pau am o ensino do emp eendedo ismo, e despe am nos educandos o
in e esse na esolução de p oblemas de suas espec i as comunidades, expondo-as,
além disso, a alo es sociais, exe cícios da c ia i idade, ao concei o de é ica e a ou os
compo amen o sociais posi i os (Sa ikaya & Coskun, 2015).
Os ópicos seguin es o e ecem espe i amen e, um b e e his ó ico e, po im,
as con ibuições ace ca dos concei os de ensino do emp eendedo ismo e educação
emp eendedo a.
2.4 EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA E ENSINO DO EMPREENDEDORISMO
2.4.1 His ó ico do ensino do emp eendedo ismo e da educação emp eendedo a
Em ela ó io elabo ado pa a a O ganização das Nações Unidas pa a a
Educação, Ciência e Cul u a-UNESCO, Delo s (1998) egis a que a educação de e
omen a o desen ol imen o social e econômico, e que o sis ema educacional de e
se mais lexí el, mode no, a ualizado, di e si icado, p epa ando o indi íduo, desde
os p imei os anos escola es pa a o me cado de abalho, explo ando as di e en es
ap idões dos es udan es.
Na Eu opa, o apoio da Comissão Eu opeia não é algo ecen e, o documen o
denominado “Plano de Ação Emp eendedo ismo 20202” (2013), da União Eu opeia,
p opôs aos Es ados-Memb os que o emp eendedo ismo passasse a se ma é ia
2 O Plano de Ação Emp eendedo ismo 2020 documen o elabo ado pela União Eu opeia é um plano de ês ases lançado em
2012, com o in ui o de omen a a cul u a do emp eendedo ismo na Eu opa
20
ob iga ó ia da g ade escola , p opo cionando aos es udan es uma expe iência p á ica
de emp eende a é a sua o mação no ensino médio.
A Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el (2016, p. 23), da
O ganização da Nações Unidas, des acou o desen ol imen o do emp eendedo ismo
como uma de suas me as, nos e mos a segui :
i. A é 2030, aumen a subs ancialmen e o núme o de jo ens e adul os
que enham habilidades ele an es, inclusi e compe ências écnicas
e p o issionais, pa a emp ego, abalho decen e e emp eendedo ismo;
ii. P omo e polí icas o ien adas pa a o desen ol imen o que apoiem as
a i idades p odu i as, ge ação de emp ego decen e,
emp eendedo ismo, c ia i idade e ino ação, e incen i a a
o malização e o c escimen o das mic o, pequenas e médias
emp esas, inclusi e po meio do acesso a se iços inancei os.
Pos e io men e, no ela ó io Eu ydice (2016) ao se e e i à Educação pa a o
Emp eendedo ismo nas escolas eu opeias, é p opos o que as compe ências
emp eendedo as sejam implemen adas a a és de p á icas ino ado as de
ap endizagem, a e início logo nos p imei os anos escola es.
A abela 3 egis a os p incipais ma cos documen ais da jo nada da implan ação
de polí icas de educação emp eendedo a na Eu opa nas úl imas décadas:
21
Tabela 3: Ma cos documen ais da jo nada de implan ação de polí icas de Educação Emp eendedo a
na Eu opa
Ano
Ma co da Polí ica Eu opeia
Desc ição
2003 Li o Ve de sob e Emp eendedo ismo na
Eu opa
O p imei o plano de ação incluindo a educação
como a o cha e pa a alcança o p og esso.
2006
Recomendação do Pa lamen o Eu opeu
e do Conselho sob e as compe ências
pa a a ap endizagem ao longo da ida
Uma das oi o compe ências cha e iden i icadas
oi “o espí i o de inicia i a e espí i o
emp esa ial”.
2010 A Caminho de uma maio coe ência na
Educação pa a o Emp eendedo ismo
P oje o de in es igação sob e a in odução de
es a égias sis emá icas na educação pa a o
emp eendedo ismo.
2012 Plano de Ação Emp eendedo ismo 2020
Iden i ica a educação pa a o
emp eendedo ismo pa a apoia o c escimen o
da educação pa a o emp eendedo ismo na
Eu opa
2014
Conclusões do Conselho Eu opeu sob e
o emp eendedo ismo na educação e
o mação
Con i e à Comissão Eu opeia e aos Es ados-
Memb os pa a p omo e em e inco po a em a
educação pa a o emp eendedo ismo nos
sis emas de educação e o mação
2015
Resolução do Pa lamen o Eu opeu sob e
a p omoção do emp eendedo ismo
jo em a a és da educação e da
o mação
Con i e à Comissão Eu opeia pa a apoia o
desen ol imen o de compe ências de
emp eendedo ismo a a és de seus p og amas
e con i e aos Es ados-Memb os pa a u iliza o
inanciamen o disponí el, ais como os Fundos
Es u u ais da EU, com is a a p omo e o
desen ol imen o de compe ências
emp eendedo as.
Fon e: Rela ó io Eu ydice (2016)
A pa i da análise da abela acima no a-se que a in odução de polí icas da
educação emp eendedo a e e uma jo nada ex ensa a é e a sua impo ância
econhecida pelo Pa lamen o Eu opeu em 2015, é ambém possí el pe cebe que
o am ealizados in es imen os em ela ó ios, es udos e p oje os sob e o ema.
No caso do B asil, o Senado Fede al já ami ou p oje os de lei pa a inse i a
educação emp eendedo a nas escolas, como o p oje o de Lei 772/2015 (B asil, 2015),
que oi a qui ado em 2018.
Ja a des aca (2020) que o ensino do emp eendedo ismo es á p esen e em
algumas escolas b asilei as, po ém os educado es não i e am um einamen o
ap op iado pa a leciona es e con eúdo. Ou o a o que a apalha a adesão, é o
p econcei o que associa es e ópico de ensino ao neolibe alismo, p á ica económica
conhecida po pe pe ua desigualdades sociais, pois ge a esis ência nos
p o esso es ao passo que o emp eendedo ismo pode e de e se manejado pa a o
desen ol imen o de habilidades como planeamen o, pensamen o c í ico e
a gumen ação (Ja a, 2020).
Des e b e es apon amen os deno a-se que a educação emp eendedo a ao
longo dos anos pe co eu uma ex ensa jo nada, e ul imamen e em ganhando espaço
22
em p og amas de o mação, disciplinas e a i idades de p epa ações, en e an o, o
ema ainda oi pouco explo ado (Lima ci ado po Schae e e Minello, 2016).
Po an o, a p óxima seção i á analisa as di e en es isões de au o es ace ca
do ema, e especi icidades sob e o ensino do emp eendedo ismo e a educação
emp eendedo a. Nes e ópico se ão a ados alguns undamen os sob e o ensino do
emp eendedo ismo, bem como sob e a pedagogia emp eendedo a.
Mas an es disso, é p eciso que se pon ue que, quando nos e e imos ao
ensino do emp eendedo ismo que se abo da a uma disciplina, um campo de
conhecimen o, a se em ensinados em sala de aula, in eg ados à g ade cu icula , sob
a o ma de capaci ações especí icas, ou, ainda, de o icinas, como é o caso do
p og ama ESAG KIDS.
2.4.2 Educação emp eendedo a
A abela 4 elenca as de inições de educação pa a o emp eendedo ismo de
alguns países na Eu opa, con o me o ela ó io Eu ydice (2016):
23
Tabela 4: De inições de Educação pa a o Emp eendedo ismo nos Países Eu opeus
País
De inição de Educação pa a o Emp eendedo ismo
Bélgica
(Comunidade
Flamenga)
A exp essão “educação pa a o emp eendedo ismo” é u ilizada de
o ma gené ica pa a desc e e a educação que es imula um espí i o
emp eendedo e/ou emp eendedo ismo.
Es ónia Compe ência emp eendedo a é a capacidade de concebe ideias e
implemen á-las a pa i da aplicação dos conhecimen os e das
compe ências adqui idas em di e en es domínios da ida e da
a i idade.
Espanha A educação pa a o emp eendedo ismo de e inclui os conhecimen os
e compe ências elacionados com opo unidades de ca ei a e de
emp ego, jun amen e com uma educação inancei a, conhecimen o da
o ganização e p ocessos emp esa iais, a i ude e espí i o
emp esa iais, a capacidade pa a pensa de o ma c ia i a e pa a ge i
o isco e a ince eza
F ança É en endida no âmbi o do concei o la o de ensino ge al, isando
desen ol e nos alunos a noção de esponsabilidade, au onomia,
c ia i idade, cu iosidade e sen ido de inicia i a.
Po ugal A educação pa a o emp eendedo ismo é um con ibu o ans e sal às
di e en es disciplinas e á eas não disciplina es que se consubs ancia
em a i idades ou p oje os, desen ol idos de o ma pa icipada pelos
alunos, conco endo pa a a mudança na sua á ea de a uação
enquan o cidadãos.
Suécia A educação pa a o emp eendedo ismo p ende-se com o
desen ol imen o e incen i o de compe ências ge ais como a inicia i a,
esponsabilidade e ans o mação de ideias em ação. Es á
elacionada com o desen ol imen o da cu iosidade, da au onomia, da
c ia i idade e da co agem pa a assumi iscos.
Ingla e a A educação pa a o emp eendedo ismo isa ajuda os «jo ens a se
c ia i os e ino ado es, a assumi iscos e a ge i-los e a azê-lo com
de e minação e dinamismo.
Fon e: Elabo ação p óp ia, adap ado de Rela ó io Eu ydice, 2016.
Re le indo-se sob e es as de inições obse a-se que cada sen ido a ibuído à
educação emp eendedo a e le e a in e p e ação dos ges o es públicos e educado es
de cada país, a adap ação e ajus es pa a a ealidade de cada um. No caso de
Po ugal, po exemplo, obse a-se que, à época do le an amen o de dados e
indicado es, que o am ob idos a a és de mé odos quali a i os que basea am-se em
in o mações o iciais em ma é ia de legislação, egulamen ações e polí icas
desen ol idas pelas au o idades de ní el supe io que u elam a educação, no
ela ó io Eu ydice (2016), os en e is ados não conside a am, p op iamen e, uma
educação emp eendedo a, mas, sim, cen a am-se na p oposição do
emp eendedo ismo como con eúdo a se minis ado em sala de aula ou po a i idade
ans e sal - como a i idades ou o icinas - ou seja, es e ópico não necessa iamen e
de e ia in eg a a g ade cu icula o icial.
Ao analisa a abela 4 acima, é, ambém, no á el que quase odos os países
en a izam que a educação emp eendedo a de e e a inalidade de omen a o espí i o
24
emp esa ial no sen ido de ealização de ideias e, ainda, de expo aos alunos alo es
como c ia i idade, cidadania, en e ou os; em de imen o do senso comum da
o mação me amen e emp esa ial.
De a o, em 2002 no Rela ó io Final do G upo de Pe i os – P ojec o sob e
Educação e Fo mação pa a o Desen ol imen o do Espí i o Emp esa ial no Âmbi o do
P ocedimen o, a Comissão Eu opeia (2002) de ine que dois ipos de elemen os ou
concei os de em no ea o ensino do emp eendedo ismo:
i. um concei o mais amplo de educação emp eendedo a, que ensina
a i udes e habilidades, e não é di e amen e ocada na c iação de no os
negócios;
ii. um concei o mais especí ico de p opo ciona um einamen o de como
c ia um negócio.
O p imei o concei o da di e iz da Comissão Eu opeia (2002) acima
mencionada, con e ge com a isão de educação p opos a no Rela ó io Delo s (1998,
p. 90-99), undamen ada, po sua ez, nos qua o pila es a segui esumidos:
i. ap ende a conhece , combinando uma cul u a ge al, su icien emen e
ampla, com a possibilidade de es uda , em p o undidade, um núme o
eduzido de assun os, ou seja, “ap ende a ap ende ” pa a bene icia -se
das opo unidades o e ecidas pela educação ao longo da ida.
ii. ap ende a aze , a im de se p opo ciona ao es udan e uma quali icação
p o issional, de uma manei a mais ab angen e, capaci ando o es udan e
a en en a nume osas si uações e a abalha em equipe.
iii. ap ende a con i e , o que signi ica desen ol e a comp eensão do ou o
e a pe ceção das in e dependências ― ealiza p oje os comuns e
p epa a -se pa a ge encia con li os ― no espei o pelos alo es do
plu alismo, da comp eensão mú ua e da paz.
i . ap ende a se , o que implica que o ambien e escola de e con ibui
pa a o desen ol imen o da pe sonalidade do aluno, habili ando-o a agi
com maio au onomia, mais disce nimen o e esponsabilidade pessoal.
Com essa inalidade, a educação de e le a em conside ação odas as
po encialidades de cada indi íduo.
25
Nes e sen ido ensina o educado Paulo F ei e (2018, p. 79-81):
Quan o mais analisamos as elações educado -educandos, na escola, em
qualque de seus ní eis (ou o a dela) pa ece que mais nos podemos
con ence de que es as elações ap esen am um ca á e especial e ma can e
– o de se em elações undamen almen e na ado as, disse ado as[...]
Educado e educandos se a qui am na medida em que, nes a dis o cida isão
da educação, não há c ia i idade, não há ans o mação, não há sabe . Só
exis e sabe na in enção, na ein enção, na busca inquie a, impacien e,
pe manen e, que os homens azem no mundo com o mundo e com os ou os.
Busca espe ançosa ambém.
Na es ei a da educação libe ado a p opos a po Paulo F ei e (2018), a
educação emp eendedo a p opos a pelo idealizado do p og ama ESAG KIDS se
p opõe a es imula que as c ianças p oduzam conhecimen o, e possam aze
mudanças posi i as pa a a sociedade, como diminui a desigualdade de opo unidade
(Ja a, 2021).
O es ímulo à capacidade de p oduzi conhecimen o pa a o desen ol imen o
de soluções e mudanças posi i as pa a a sociedade, isada pelo p og ama ESAG
KIDS, é e e enciada no ela ó io Eu ydice (2012) como uma compe ência
undamen al pa a odos, pois p omo e o desen ol imen o pessoal, a inclusão social,
a cidadania a i a e a emp egabilidade, bem como incen i a um espí i o emp eendedo
nas c ianças.
Pa a Dolabela (2003) o sis ema educacional de e amplia o seu cu ículo
escola pa a i além das disciplinas écnicas e cien í icas, e p epa a es udan es pa a
um me gulho c ia i o em con eúdo não-pad onizá eis.
Mas es a e isão e elou, ambém, au o es c í icos ao modelo da pedagogia
emp eendedo a, ep esen ados po Melo e Wol (2014). Pa a es es au o es a
pedagogia emp eendedo a não condiz com a ealidade do me cado de abalho, uma
ez que, sob a ealidade do capi alismo, se ia impossí el que odos possam des u a
dos bene ícios des e me cado, ou seja, pa a Melo e Wol (2014) a educação
emp eendedo a não le a ia em conside ação a endência do capi al à exclusão do
me cado de milhões de abalhado es. Pa a os au o es (Melo e Wol , 2014), po an o,
a c í ica cen al se ia a incong uência de se subme e es e p oje o educacional à lógica
do capi al, pa a e o ça uma o mação alienada subse ien e.
Mas pa a o idealizado e ealizado do ESAG KIDS (Ja a, 2020) não há
necessidade de ieses ex emos pa a a p á ica do ensino do emp eendedo ismo, pois
pa a ele ainda que exis am e en es do me cado que a a essam o ema
emp eendedo ismo, e que de em se cuidadosamen e obse ados, os pon os
26
p incipais mais ap op iados a se em abalhados são planeamen o, ino ação, é ica,
abalho em equipa, buscando-se o na o ema mais a a i o pa a os educandos
(Ja a, 2020).
Co obo a com o mesmo pensamen o Teixei a (2012), ao e le i sob e o papel
do p o esso , como uma das manei as de mobiliza es o ços pa a a educação
emp eendedo a, a a és da o mação de p o esso es sob e o ema
emp eendedo ismo, e com es es discu i quais se iam as melho es o mas ou
me odologias de ensino do emp eendedo ismo pa a c ianças, inclusi e como
es a égia de mobilizá-los pa a a causa.
Sca assa, San os e F anco (2018) ao analisa em ou o p og ama de ensino de
emp eendedo ismo, o cu so Jo ens Emp eendedo es – P imei os Passos, idealizado
e execu ado pelo SEBRAE, c iado pa a p omo e a cul u a emp eendedo a en e
c ianças e jo ens, começando no ensino undamen al, busca es imula
compo amen os, ainda, obse ou-se que no início os p o esso es não es a am
con ic os do mé i o do p og ama, po ém, no inal da expe iência pe cebe am os
esul ados sa is a ó ios em seus alunos.
Es a necessidade de con encimen o de p o esso es quan o à impo ância do
ensino do emp eendedo ismo, cons i ui uma di iculdade já e e enciada pelo
idealizado e ealizado do p og ama ESAG KIDS, con o me Ja a (2021), que de e á
se a ada na esolução do p oblema, no capí ulo 6.
A abela 5, a segui sin e iza as di e enças cen ais en e a educação adicional
e educação emp eendedo a, des acando a p opos a de cada uma (Dolabella ci ado
po Schae e e Minello, 2016):
Tabela 5: Di e enças en e Educação Con encional e Educação Emp eendedo a
Educação con encional
Educação
Emp eendedo a
Ên ase no con eúdo, que é is o
como me a
Ên ase no p ocesso, ap ende a ap ende
Conhecimen o eó ico e abs a o Conhecimen o eó ico amplamen e complemen ado
po expe imen os na sala de aula e o a dela
E os não acei os E os como on e de conhecimen o
Rejeição ao desen ol imen o de
conje u as e pensamen o di e gen e
Conje u as e pensamen o is os como pa e do
p ocesso c ia i o
P io idade pa a o desempenho P io idade pa a a au oimagem ge ado a do
desempenho
O ins u o epassa o conhecimen o O ins u o como acili ado e educando; pa icipan es
ge am conhecimen o
Fon e: Adap ado de Schae e e Minello baseado em Dolabela,2016.
27
Con o me demons a a abela acima, pa a es e au o (Dolabella ci ado po
Schae e e Minello, 2016) o p o esso de e á, e alo iza mais o p ocesso de
ap endizado do que os esul ados, como no as.
Em con apa ida, é necessá io que se o e eça aos p o esso es einamen os e
ins umen os pedagógicos compa í eis com a p opos a da educação emp eendedo a
(Ku a ko e Ge ba, ci ados po Sil a e Pena, 2017).
De ac o, Zhang (2014, p.59) explica que a educação emp eendedo a é um
p ocesso, que, pa a acon ece , é necessá io que se p opo cione supo e aos
docen es, que consis e em “ajus e da iloso ia educacional dos p o esso es: o e a de
einamen os a im de melho a em suas quali icações e habilidades, e ambém
incen i á-los a mudança do modo de ensino adicional pu amen e didá ico pa a um
modo de ensino in e a i o”
Es a a e a de einamen o e es ímulo de p o esso es an o pa a a educação
emp eendedo a quan o ao ensino do emp eendedo ismo igualmen e in eg am o
obje o des e p oje o, sendo es es apon amen os ex aídos da isão dos au o es de
e e ência um impo an e no e pa a a o mulação da esolução do p oblema, não só
no que ange à es a égias e soluções pa a o en ol imen o dos p o esso es, bem
quan o à elabo ação de ma e iais de apoio, como se e á mais adian e.
Pa a in es iga os bene ícios do p og ama de educação emp eendedo a social,
in i ulado Empowe ing Each Child, pa a c ianças na escola p imá ia, Bisanz, Huebe ,
Lindne e E a Jambo (2019) en e is a am 139 p o esso es pa icipan es a a és de
ques ioná ios online, que ela a am que a implemen ação do p og ama ele ou o ní el
de coope ação e oca en e os p óp ios p o esso es, os quais qual é álido menciona
que ecebe am einamen os pa a o e ece o p oje o.
Dolabela (2008, p.49) lis a dez mo i os pa a ensina emp eendedo ismo, e
des aca-se aqui o que se conside a mais ele an es:
i. É ica – As a i idades do emp eendedo en ol em aspe os é icos. Po
sua g ande in luência na sociedade e na economia, é undamen al
que os emp eendedo es (como qualque cidadão) sejam guiados po
p incípios e alo es nob es.
Des e modo, o ensino do emp eendedo ismo é uma manei a de educa as
c ianças pa a se em melho es cidadãos.
28
Na mesma pe spe i a, Fe ei a e Miguel (2020) apon am que os mé odos e
a i udes desempenhadas pelo p o esso nas salas de aula não pode se limi ado à
al abe ização, no plano didá ico de e ha e a i idades que es imulem uma educação
mul imodal, que p epa e o sujei o pa a lida com si uações co idianas da es e a social.
No mé odo da educação emp eendedo a os p o esso es são designados pa a
desempenha mais um papel, em ez de apenas ansmi i o con eúdo, o de
ca alisado e acili ado , que os ensina a pensa como emp eendedo es (Dolabela &
Filion, 2013). O indi iduo que é expos o a educação emp eendedo a em a
opo unidade de desen ol e a habilidade de esolução de p oblemas, de se adequa
a mudanças mais acilmen e, há mais libe dade, espaço pa a come e e os (Hen ique
e Cunha, 2008).
Dian e do expos o, é possí el comp eende que a educação básica p ecisa
expandi pa a além do ensino adicional, e p epa a as c ianças com as e amen as
e ins uções necessá ias pa a lida com os p oblemas sociais. É álido des aca a
conexão que os au o es azem com o ensino de emp eendedo ismo e
emp eendedo ismo social com mudanças sociais, e o desen ol imen o pessoal que
os es udan es podem e , assim como os possí eis bene ícios pa a a sociedade.
2.4.3 Ensino do emp eendedo ismo
Cuidando-se do ensino do emp eendedo ismo, pa a Chia ena o (2004) a
capacidade de emp eende é po encializada quando há pessoas p óximas que
es imulam e incen i am. Nes e sen ido, o educado de emp eendedo ismo, além de
ansmi i concei os eó icos, pode o e ece e amen as de esiliência, po exemplo, e
impulsiona os seus alunos (Ja a, 2020).
Segundo Cos a & Ca alho (2011), como não há opo unidades de emp egos
pa a odos, se az necessá ia polí icas públicas di ecionadas ao au oemp ego, nes e
cená io, o papel das ins i uições educacionais de e se de p opo ciona o
desen ol imen o de compe ências e me odologias pa a que mais es udan es se
o nem emp eendedo es e simul aneamen e c ia uma cul u a mais emp eendedo a a
ní el o ganizacional.
Haugh e Talwa (2016) analisa am a elação en e a capaci ação em
emp eendedo ismo social e mudança social po meio de um es udo de caso de
Mahual, uma emp esa social em Guja a na Índia, que possui o p opósi o de
empode a mulhe es ao auxiliá-las a desen ol e um modelo de negócio
35
Pa a Godoy (1995), a abo dagem quali a i a, po sua na u eza menos ígida,
p opo ciona ao in es igado a possibilidade de abalha com mais imaginação e
c ia i idade, explo ando no os en oques.
Ne es (1996) a i ma que a pesquisa quali a i a ab ange um conjun o de
di e sas écnicas in e p e a i as que buscam desc e e e decodi ica os componen es
de um sis ema complexo de signi icados numa pe spe i a in eg ada.
Pa a isso acon ece , de alha Godoy (1995) que o in es igado ai a campo pa a
comp eende o obje o de es udo a pa i da pe spe i a dos a o es en ol idos, quando
são cole ados e analisados dados pa a a comp eensão do enômeno.
Assim sendo, segundo F ase e Godim (2004), a en e is a u ilizada na
pesquisa quali a i a p io iza a comp eensão da ealidade humana a a és de
discu sos, bene icia o acesso di e o ou indi e o as opiniões, c enças, e pe ceções do
en e is ado, em sin onia com a écnica u ilizada, a en e is a semies u u ada.
Em mesma linha, Boni e Qua esma (2005) dizem que a en e is a como écnica
de cole a de dados em in es igações cien í icas é a mais u ilizada na elabo ação de
um abalho de campo.
Con o me Minayo e Sanches (1993) e Miguel (2010), a en e is a, como écnica
de cole a de dados, p opo ciona, de ac o, uma ap oximação maio da expe iência do
en e is ado e dos signi icados a ibuídos a es as expe iências, e de como es es
signi icados a e os o aze des es a o es, dados es es que são undamen ais quando
se a a de encon a pon os ulne á eis e de se p o idencia espos as e soluções
co esponden es ao enômeno es udado.
A li e a u a de e e ência di ide as en e is as em es u u ada, semies u u ada,
e não es u u ada. No en ende de Manzini (1990; 2003) a en e is a semies u u ada
i ma-se em pe gun as planeadas p e iamen e, as quais de em se as p incipais, as
mais essenciais a inen es ao assun o, e que de em se complemen adas po meio do
diálogo que de e se desen ol e en e en e is ado e en e is ado. Nes e caso, o
en e is ado pode desen ol e o ema com mais libe dade, o pesquisado de e
p o idencia uma con e sa in o mal (Boni e Qua esma, 2005). O a o de que a
pesquisado a já enha a uado como ex ensionis a bolsis a no p og ama oi de g ande
alia nes e momen o, acili ando a elabo ação do o ei o.
Tem-se a classi icação didá ica das ques ões que en ol em o ecu so da
en e is a em ês g upos (Manzini, 2003 ci ado po Manzini, 2004, p.1):
36
i. ques ões elacionadas ao planeamen o da cole a de in o mações;
ii. ques ões sob e a iá eis que a e am os dados de cole a e u u a
análise;
iii. ques ões que se e e em ao a amen o e análise de in o mações
ad indas de en e is a.
Quan o ao p imei o g upo, o planeamen o da cole a de in o mações en ol eu o
conhecimen o do p og ama e de seus obje i os e a lei u a de a igos disponbilizados
no sí io ele ônico do p og ama. Além disso, o am ealizadas lei u as p é ias sob e
os maio es desa ios aos p oje os de ex ensão uni e si á ia no B asil, com o obje i o
de aze um pouco mais de p o undidade ao diálogo.
Pa a os con i es pa a en e is a, os con a os da in es igado a no campo
académico o am u ilizados.
Quan o às ques ões que en ol em as ci cuns âncias que podem a e a os
dados de cole a e espe i a análise, ê-se que as especi icidades dos o ei os
es i e am inculadas, ambém, à na u eza da unção de cada um dos en e is ados
com o p og ama – idealizado e coo denado , ex ensionis as e p o esso a do ensino
undamen al que ecebeu a o icina.
As pe gun as di igidas ao p o esso coo denado e idealizado , do p og ama
en ol e am, po exemplo, ques ões p óp ias de seu ca go, como a c iação e o
his ó ico do p og ama, desa ios de inanciamen o, ampliação e pe spe i as pa a o
u u o.
Coube à en e is ado a, como suge em Boni e Qua esma (2005), além da
elabo ação das pe gun as p é-es abelecidas, a a e a de equilib a um ambien e
in o mal com a di eção das en e is as pa a que não oco esse a “ uga” ao ema.
O mé odo pa a a cole a de dados oi di idido em ês modelos de en e is as,
como já mencionado, O Anexo A o e ece as pe gun as exclusi amen e elabo adas
pa a, p imei amen e, en ende a mo i ação da c iação do p oje o, on es de
inanciamen o, di iculdades na implemen ação das o icinas, es a égias de
c escimen o, obje i os pa a o u u o, ópicos que, apenas, o c iado e coo denado do
ESAG KIDS pode ia desen ol e . As ques ões que compõem o Anexo B, êm o
p opósi o de se comp eende a isão dos ex ensionis as, suas mo i ações, desa ios
e obse ações. Po úl imo, o Anexo C con ém as pe gun as subme idas à p o esso a
37
do ensino undamen al que ecebeu a o icina em sua sala de aula, com inalidade de
pe cebe a isão do “clien e” do ESAG KIDS.
As pe gun as que in eg a am os o ei os i e am os seguin es ocos:
Anexo A – Pe gun as di igidas ao p o esso Dou o Edua do Ja a:
i. his ó ico;
ii. mo i ações pa a c ia o p oje o;
iii. pe spe i as pa a o u u o do p oje o;
i . p incipais meios de inanciamen o;
. desa ios como coo denado e idealizado do p og ama ESAG KIDS;
i. es a égias de ampliação;
ii. empecilhos pa a a ampliação;
iii. ameaças e opo unidades, o ças e aquezas;
ix. p odução e o necimen o de ma e iais didá icos;
x. einamen o dos ex ensionis as;
Anexo B – bolsis as e colabo ado académico:
i. mo i ações pa a abalha no p oje o;
ii. pe spe i as pa a o u u o do p oje o;
iii. ameaças e opo unidades, o ças e aquezas;
i . p incipais desa ios como bolsis a ou colabo ado do p og ama ESAG
KIDS;
. es a égias de ampliação;
i. empecilhos pa a a ampliação;
ii. á eas do p og ama que necessi am de melho ias;
iii. einamen o dos ex ensionis as;
ix. suges ões de melho ias.
Anexo C – P o esso a Daisy Vaghe i:
i. mo i ações pa a ecebe a o icina de emp eendedo ismo do ESAG
KIDS;
ii. pe spe i a da me odologia da o icina de emp eendedo ismo do
ESAG KIDS;
iii. á eas do p og ama que necessi am de melho ias;
i . suges ões de melho ias;
38
. epe cussões da o icina de emp eendedo ismo nos alunos.
Po im, a a-se da ques ão me odológica que diz espei o ao a amen o e
análise do con eúdo das in o mações ad indas de en e is as. Pa a Ba din (2009, p.
44) a análise de con eúdo pode se de inida como:
"um conjun o de écnicas de análise das comunicações isando ob e po
p ocedimen os sis emá icos e obje i os de desc ição do con eúdo das
mensagens indicado es (quan i a i os ou não) que pe mi am a in e ência de
conhecimen os ela i os às condições de p odução/ eceção ( a iá eis
in e idas) des as mensagens”
T ansc i as odas as en e is as, e seguindo-se o modelo de análise quali a i a,
po meio da qual examina-se a oco ência ou ausência de uma ou de á ias
ca ac e ís icas de um ex o (Manzini, 2003), o am selecionadas e classi icadas em
ca ego ias as espos as elacionadas aos p incipais emas que pode iam en ol e o
p og ama. Es es emas o am ex aídos das lei u as p epa a ó ias pa a as en e is as
e que o ien a am os guiões:
i. inanciamen o;
ii. esul ados das o icinas;
iii. his ó ico do p og ama;
i . p odução e dis ibuição de ma e iais didá icos;
. einamen o de colabo ado es ex ensionis as;
i. ampliação do p og ama;
ii. pe spe i as.
A pa i des a ca ego ização, e conside ando-se que, na análise de dados
quali a i a o in es igado de e abalha com “algo a pa i do que os sujei os da
in es igação lhe con iam” (Amado, 2000), o am iden i icados as p eocupações e
aspi ações que mais su gi am nos depoimen os, e que, com o auxílio da e isão da
li e a u a e in o mações ob idas - como dados da execução inancei a e aspe os legais
- con ibuí am pa a a iden i icação do p oblema.
39
CAPÍTULO IV
4.1 Ap esen ação do p oje o ESAG kids da uni e sidade do es ado de San a
Ca a ina - con ex ualização
O p esen e capí ulo se ocupa do p ocesso delimi ação e da desc ição do
p oblema a inen e à execução e manu enção do p og ama de ex ensão uni e si á ia
ESAG KIDS, que o e ece g a ui amen e a meninos e meninas ensinamen os básicos
sob e emp eendedo ismo.
O p og ama o e ece uma o mação básica, e em como público al o as c ianças
mo ado as de comunidades mais pob es, com o obje i o de a ua como um acili ado
da inclusão social. Pa indo-se do p incípio que a ge ação de emp ego não esul a em
abalho pa a odos, con o me des acam Cos a e Ca alho (2011), in e essa às
ins i uições de ensino o e ece em me odologias pa a que os alunos conheçam os
meios pa a se o na em emp eendedo es.
Souza (2022), diz que, ainda que não haja uma polí ica o icial em Po ugal, o
ensino do emp eendedo ismo é incen i ado em odos os ní eis da educação, e com
o apoio da inicia i a pública e p i ada, dada a sua impo ância.
Degen (2009) iden i ica que o c escimen o económico dos úl imos 40 anos não
oi mui o a o á el pa a Amé ica La ina e Ca ibe, p incipalmen e pa a a população que
i e em si uação de pob eza, ag a ada,hoje, po a o es como gue as, sequelas da
pandemia e ins abilidade dos me cados. Nes e sen ido, A eni e Mello (2019) a i mam
que os países e co po ações necessi am de p o issionais capazes de lida com
si uações inespe adas e desa iado as. O ensino do emp eendedo ismo, de ou o lado,
possui, den o do seu escopo, o desen ol imen o de habilidades como planeamen o,
ino ação, esiliência e c ia i idade que podem con ibui pa a a o mação de
indi íduos capazes de con ibui com a diminuição da pob eza e exclusão social.
Assim sendo, uma das ele an es con ibuições do ESAG KIDS é a de o e ece
conhecimen os de ní el uni e si á io adap ados pa a ácil en endimen o das c ianças
sob e negócios, planeamen o, adminis ação e emp eendedo ismo.
Conside ando es es undamen os, nes a ase do p oje o, busca-se, a análise
c í ica do p og ama ESAG KIDS, con o me o ensinamen o de O’B ien (2001).
A ques ão a se a ada diz espei o à expansão do p og ama, pa a além da
cidade onde se desen ol em as o icinas educa i as e sem a execução di e a pela
equipe. Es a análise oi de inida po meio da ealização de en e is as com o
40
idealizado e com memb os do ESAG KIDS, exame de ela ó ios de ges ão e
inancei os, sob a in e mediação das con ibuições da e isão li e á ia.
Is o pos o, pa a melho comp eensão do p ocesso de iden i icação do
p oblema, es e capí ulo o e ece os ópicos a sabe : impo ância socioecónomica do
Emp eendedo ismo no B asil; análise socioeconómica do Es ado de San a Ca a ina
ap esen ação e ca ac e ização do p og ama ESAG KIDS.
O subcapí ulo 4.2 o e ece uma b e e análise da ele ância do
emp eendedo ismo pa a o cená io socioecónomico b asilei o, e em seguida, se á
b e emen e delineada ealidade sociocónomica do San a Ca a ina, pa a acili a o
en endimen o do con ex o sociecónomico e geog á ico no qual o ESAG KIDS es á
inse ido, e i icando-se se há a demanda pa a o que o p og ama o o e a.
O conhecimen o dos p essupos os de manu enção e uncionamen o do
p og ama de ex ensão é o obje i o da ap esen ação e ca ac e ização do p og ama
ESAG KIDS, con o me ópico 4.4. Nes e in en o, es e ópico 4.4 subdi ide-se em:
his ó ico do p og ama (4.4.1), obje i os do p og ama (4.4.2), me odologia do p og ama
ESAG KIDS (4.4.3), egulação dos p og amas de ex ensão uni e si á ia (4.5) e
aspec os inancei os (4.5.2).
4.2 Impo ância sociecónomica do Emp eendedo ismo no B asil
Um país populoso como o B asil, que, segundo o IBGE (2023), possui 8,3
milhões de desemp egados, ca ece de polí icias públicas pa a ge a au oemp ego e
inclusão social. A igu a 2 ilus a o mapa do B asil, pa a uma comp eensão da
dimensão e i o ial do país:
41
Fon e: IBGE, Di e o ia de Geociências.
Como é possí el obse a no mapa ap esen ado acima, o B asil é um país com
dimensões con inen ais, com 203 milhões de habi an es, segundo IBGE (2022). De
aco do com o Rela ó io do Desen ol imen o Humano (P og ama das Nações Unidas
pa a o Desen ol imen o, 2022) os maio es p oblemas socioeconómicos b asilei os
dizem espei o à concen ação de enda e à desigualdade social, onde 10% dos mais
icos cen alizam 60% da enda nacional. Des a manei a, ica e iden e que o B asil
que necessi a abo da es a ealidade com ideias ino ado as, que possuam esul ados
de médio a longo p azo.
Segundo pesquisa da UNICEF (2022) ealizada no B asil, 48% das c ianças e
adolescen es en e is ados ci a am como mo i o de e em pa ado de es uda ,
abalha pa a complemen a a enda da amília. Bassan e . al. (2023) econhecem o
ensino do emp eendedo ismo com uma das impo an es con ibuições ao comba e à
e asão escola .
De aco do com dados do IBGE (2021), o B asil possui 62,5 milhões de pessoas
i endo abaixo da linha pob eza, e den o des es, 17,9 milhões são ex emamen e
Figu a 2: Mapa polí ico-adminis a i o do B asil
42
pob es. A pesquisa e elou que 46,2% das c ianças meno es de 14 anos de idade
es ão abaixo da linha de pob eza, quase me ade.
De ac o, A aújo, Emmendoe e , Mo ais e Valada es (2021) obse am que há
p ocu a na economia b asilei a de ações go e namen ais ol adas pa a o
emp eendedo ismo no e o de desen ol imen o mic oeconomico sob uma di ec iz
egulada pela solieda iedade democ á ica. O incen i o ao emp eendedo ismo do
go e no, de e á se di ecionado pa a e como e ei os secundá ios a inclusão social,
pa ilha do conhecimen o, o c escimen o do negócio local e sus en á el, a diminuição
das desigualdades sociais, po oposição á simples acumulação de iqueza.
Em Po ugal, segundo Rod igues (2019), o go e no u ilizou p og amas de
emp eendedo ismo como es a égia con a o desemp ego e pa a impulsiona a
inclusão social, implemen ando medidas como pa ce ias com ins i uições que apoiam
emp eendedo es, c iação de p og amas de acili ação de ob enção de c édi os.
Ba e o (2014) a i ma que o emp eendedo ismo, como ge ado de endimen o
e omen ado da economia local, é impo an e pa a aumen a o edimen o pe capi a,
e esul ando em aumen o da a ecadação de impos os de o ma di e a e indi e a.
Segundo Nassi , Ghob il e Ama al (2009) emp eendedo es po necessidade
explicam são os indí iduos que a imam es a emp eendendo po não consegui em
enda em emp egos o mais. Des a manei a, as escolas écnicas e as uni e sidades,
segundo Degen (2009), são essenciais pa a que o seus alunos p omo am a inclusão
social a a és do emp eendedo ismo po necessidade, ou seja, que os alunos
ap endam a busca caminhos e e amen as pa a con e e em necessidade em
opo unidade, con ome a p opos a do p og ama ESAG KIDS, e como o ma de
con ibuição à diminuição do so imen o social.
Es as b e es conside ações suge em que o ensino do emp eendedo ismo em
odos os ní eis escola es, e, mesmo, o a da g ade cu icula , é um ins umen o
ele an e de comba e à pob eza, e à desigualdade social. A segui , uma análise
socioecónomica mais de alhada da egião da qual o p og ama ESAG KIDS es á
inse ido.
4.3 Análise Socioecónomica de San a Ca a ina
Pa a Januzzi (2009) os le an amen os de dados socioeconómicos são de
undamen al impo ância po que, ao ge a em indicado es e in o ma em o ní el de
43
desen ol imen o das sociedades, podem undamen a a elabo ação, planeamen o e
execução de polí icas públicas.
Po es a azão, en ende-se impo an e o e ece alguns dados sob e a ealidade
socioeconómica do es ado sede do p og ama.
Den e os p incipais indicado es socioeconómicos, u ilizados pelo ins i u o
b asilei o de geog a ia e es a ís ica sob e o Es ado de San a Ca a ina, des aca-se, a
segui , o censo demog á ico, o PIB, enda pe capi a, indicado es de desempenho
escola e de emp ego;
O Es ado de San a Ca a ina ocupa uma á ea de 95,73 mil km², di idida em 295
municípios. De aco do com a p é ia do Censo 2022 di ulgada pelo Ins i u o B asilei o
de Geog a ia e Es a ís ica- IBGE (San a Ca a ina, 2023) a população alcança a 7,76
milhões de habi an es, o equi alen e a 3,74% do o al do B asil, e a capi al,
Flo ianópolis, é a segunda cidade mais populosa do Es ado, 573.213 mil habi an es
(IBGE, 2022). A segui na igu a 3, é ap esen ado o mapa polí ico-adminis a i o de
San a Ca a ina:
Figu a 3: Mapa polí ico-adminis a i o do Es ado de San a Ca a ina
Fon e: IBGE, Di e o ia de Geociências
44
Como demons ado no mapa acima o Es ado de San a Ca a ina possui
on ei as com o Rio G ande do Sul e Pa aná, es á localizado na egião Sul do B asil,
e a sua capi al é Flo ianópolis.
Quan o à educação, o go e no b asilei o u iliza o Índice de Desen ol imen o
da Educação Básica - IDEB, di ulgado a cada dois anos. Con o me dados o e ecidos
pelo T ibunal de Con as do Es ado de San a Ca a ina (San a Ca a ina, 2023) obse a-
se que os indicado es do IDEB egis a am uma pequena melho a na ede es adual de
ensino en e 2019 (no a 5,9) 2021 (no a 6,1). De aco do com os dados e e en es aos
anos de 2020 e 2021, no pe íodo da pandemia de co ona í us quase odas as escolas
o e ece am aulas emo as, e, mais a de, de o ma híb ida ou p esencial (SANTA
CATARINA, 2023). O p imei o ano da pandemia egis ou a maio axa de ap o ação
de alunos (86,40%) e o ano de 2021 uma axa meno (80,50%).
Quan o aos dados e e en es ao me cado de abalho, San a Ca a ina em a
meno axa de desemp ego do país: 3,20% em 2022, segundo a Pesquisa Nacional
po Amos a de Domicílios-PNAD, IBGE (San a Ca a ina, 2023). Es e índice es á
abaixo das médias apu adas na egião Sul (4,50%) e no B asil (7,90%).
Em 2022, é o se o de se iços que o e ece o maio s ock de emp egos
disponí eis em San a Ca a ina (39,08%), seguido da indús ia (32,59%), do comé cio
(21,38%), da cons ução (4,98%) e da ag opecuá ia (1,97%). San a Ca a ina em o
sex o maio salá io médio egis ado no B asil.
Quan o ao P odu o In e no B u o (PIB) é de San a Ca a ina a sex a colocação
no país, con o me dado di ulgado pelo IBGE (2020). Em 2022, o Es ado hou e
edução da a i idade económica em elação a 2021, de aco do com o Índice de
A i idade Económica Regional (IBCR), di ulgado pelo Banco Cen al do B asil (San a
Ca a ina, 2023).
Em seguida, se ão expos os o his ó ico, con ex o, quad o de pessoal, obje i os,
legislação, as inanças do ESAG KIDS.
4.4 Ap esen ação e ca ac e ização do p og ama ESAG KIDS
Os dados comen ados a segui o am ob idos po meio de en e is as com
idealizado do p og ama e com alguns de seus colabo ado es, a a és de a igos
publicados pelos memb os do p og ama ESAG KIDS, e dos ela ó ios de ges ão
o çamen á ia da uni e sidade sede do p og ama (San a Ca a ina, 2019; 2020; 2021;
2022) .
51
Figu a 7: Esquema de planeamen o das ações do ESAG KIDS.
Fon e: Adap ado de Ace o ESAG KIDS, 2018.
A a és da análise da igu a 7, cons a a-se que, pa a possui um esquema de
planeamen o de ações acili a a execução dos p oje os do p og ama, bas a adap a
as pa icula idades de cada ação pa a cada p ocesso de alhado acima. Ou os
elemen os que compõem a ó mula da me odologia do ESAG KIDS: o baixo cus o da
ealização das o icinas, uma ede ex e na de pa cei os, uma missão que ge a empa ia,
ações áceis de eplica , a necessidade de, apenas, uma pessoa pa a aplica a o icina
de emp eendedo ismo.
Pos o is o, em seguida se ão desc i os os p incipais p essupos os e a
egulamen ação legal dos p og amas de ex ensão, que são ambém, impo an es pa a
a comp eensão dos limi es da a uação do p og ama em exame ESAG KIDS e,
po an o, pa a a o ma ação do diagnós ico. Além disso, es es apon amen os êm
especial impo ância po que, sendo a sede do p og ama ESAG KIDS, a UDESC, uma
uni e sidade pública, é p eciso conside a o que pe mi em a legislação b asilei a e as
no mas es aduais e in e nas que egem a ex ensão uni e si á ia.
4.5 Regulação dos P og amas de Ex ensão Uni e si á ia no B asil
A mais consis en e egulação dos p oje os de pesquisa e ex ensão oco eu em
1987, quando da c iação do Fó um Nacional de P ó-Rei o es de Ex ensão das
Ins i uições Públicas B asilei as (FORPROEX, 1987), a ualmen e denominado de P ó-
52
Rei o es de Ex ensão das Ins i uições Públicas de Educação Supe io B asilei as.
Nes e encon o oi o mulado o concei o a sabe (FORPROEX, 1987, p.22):
A Ex ensão Uni e si á ia é o p ocesso educa i o, cul u al e cien í ico que
a icula o Ensino e a Pesquisa de o ma indissociá el e iabiliza a elação
ans o mado a en e Uni e sidade e Sociedade. A Ex ensão é uma ia de
mão-dupla, com ânsi o assegu ado à comunidade acadêmica, que
encon a á, na sociedade, a opo unidade de elabo ação da p axis de um
conhecimen o acadêmico.
Pa a Pe ei a (2013) a con ibuição dos p og amas de ex ensão uni e si á ia
de e se social: aumen o da consciência c í ica da população e o alecimen o do seu
pode de ei indicação. San os (2008) ambém a i ma que as a i idades de pesquisa
e ex ensão de em e como inalidade p io i á ia auxilia na esolução dos p oblemas
de exclusão e disc iminação social, e a empode a os g upos ma ginalizados da
sociedade.
Nes a mesma o ien ação, o P o esso Ja a diz, na en e is a semies u u ada
que “A pa icipação dos acadêmicos nas o icinas de emp eendedo ismo é uma
e ibuição à sociedade pelo in es imen o em educação, is o que a UDESC é uma
uni e sidade pública es adual.”
Conside ando-se es as de inições, consolida-se a conceção da ex ensão
uni e si á ia como uma pon e en e o conhecimen o académico e a sociedade.
Is o pos o, os subi ens a segui o e ecem um b e e apanhado da legislação
b asilei a, das leis do es ado de San a Ca a ina e no ma i os da UDESC.
4.5.1 Legislação UDESC (Uni e sidade sede do p og ama ESAG KIDS)
O Es a u o da Fundação Uni e sidade do Es ado de San a Ca a ina – UDESC,
ap o ado pelo dec e o n° 6.401 (San a Ca a ina,1990), denomina a UDESC como
uma undação pública, sem ins luc a i os, ins i uída e man ida pelo Es ado de San a
Ca a ina, com sede e o o na cidade de Flo ianópolis e ju isdição em odo o e i ó io
ca a inense, com base no a igo 3º do A o das Disposições Cons i ucionais
T ansi ó ias da Cons i uição Es adual (1989), e na lei nº 8.092, de 12 de ou ub o de
1990 (1990). Naquele es a u o (1990) as ações e p og amas de ex ensão igu am
como missão essencial da UDESC, isando a p omoção humana e a ealimen ação
do p ocesso de o mação supe io .
Os a igos 11 e 12 da Resolução nº. 015 – CONSUNI (2019) egis am que es as
classi icações em á eas cien í icas e emá icas em os obje i os da sis ema ização do
53
conhecimen o, planeamen o, quali icação de pessoas e a aliação das ações de
ex ensão.
É impo an e des aca que es e s a us de p og ama ga an e à a i idade de
ex ensão a igência es endida, aixa de dis ibuição de ecu sos e mais bolsas de
ex ensão, condicionados odos à a aliação acima mencionada, con o me a igo 15,
da Resolução nº. 015 – CONSUNI (2019).
Em mesma linha, o a igo 58 da Resolução nº. 015– CONSUNI (2019) dispõe
que as a i idades de ex ensão de em se egis adas e documen adas pa a que seus
planos de abalhos me odologias e conhecimen os ag egados sejam o ganizados.
Con udo, cabe aqui uma obse ação sob e a di ulgação de dados mais
comple os das ações de ex ensão, no sí io ele ônico da UDESC, uni e sidade sede
do p og ama. Desde o ano de 2018 es es dados não são di ulgados de o ma
cen alizada, comple a, e de ácil acesso, a exemplo do de alhamen o das ações,
documen os, in o mações po cen o de ensino, le an amen o de odos os cus os,
despesas melho indi idualizadas, en e ou os elemen os, con o me comp o a
imagem ecupe ada do sí io ele ônico da UDESC5:
Figu a 8: Imagem da ela sí io ele ônico UDESC/EXTENSÃO.
Fon e: Sí io ele ônico UDESC, 2024.
5 Disponí el em:h ps://www.udesc.b /nume os/ex ensao
54
A di ulgação mais comple a des es dados não só a ende ao de e de
anspa ência dos dados públicos impos o pela Cons i uição Fede al (1988), como,
ambém, ao a igo 58 da Resolução nº. 015 – CONSUNI (2019), sob e udo no que diz
espei o ao planeamen o, in e câmbio de in o mações, melho ia na a aliação, na
dis ibuição dos ecu sos e sis ema ização do conhecimen o (Tesche, 2021).
No adamen e, a UDESC dispõe des es dados seja po meio dos dados da execução
o çamen á ia, seja pelos dados in o mados pelos docen es no sis ema de egis o de
ex ensão da UDESC, mencionado pelo a igo 28, da Resolução nº. 015 – CONSUNI
(2019). Pa a o FORPROEX (2012) o o alecimen o da ex ensão uni e si á ia depende
da necessá ia melho ia nos p ocessos de inanciamen o, que de em ga an i não só
mais ecu sos, es abilidade, mas, ambém a anspa ência de seus a os. Es as
obse ações de em in eg a as suges ões a se em p oduzidas na esolução do
p oblema.
Segue a análise de aspe os inancei os do p og ama, apon amen os
ele an es pa a se o ma a diagnós ico e a esolução do p oblema.
4.5.2 Aspe os inancei os do p og ama ESAG KIDS
Quan o ao inanciamen o dos p og amas de ex ensão uni e si á ia os a igos
53, §§ 1º e 2º e 77, pa ág a o 2º da lei de di e izes e bases da educação b asilei a -
LDB assim dispõem:
A .53 [...]
§ 2º as doações, inclusi e mone á ias, podem se di igidas a se o es ou
p oje os especí icos, con o me aco do en e doado es e uni e sidades.
§ 3º no caso das uni e sidades públicas, os ecu sos das doações de em se
di igidos ao caixa único da ins i uição, com des inação ga an ida às unidades a
se em bene iciadas.
a igo 77 [...]
§ 2º as a i idades uni e si á ias de pesquisa e ex ensão pode ão ecebe
apoio inancei o do pode público, inclusi e median e bolsas de es udo.
A Resolução nº. 015 – CONSUNI (2019) admi e, ainda, ou as on es pa a o
inanciamen o da ex ensão na UDESC:
A . 47 O apo e inancei o das ações de ex ensão é p o enien e de ecu sos:
I - do P og ama de Apoio à Ex ensão da UDESC, con o me Edi al;
55
II - de ins i uições públicas e/ou p i adas de omen o;
III - do pagamen o po p es ação de se iços;
IV - de pe cen ual aco dado em con a os e/ou con ênios i mados com
en idades inanciado as;
V – alocação de ecu sos especí icos pa a ex ensão apo ados pelos cen os
de ensino da UDESC
A . 48 Ha endo mo imen ação inancei a, o coo denado se á o ges o dos
ecu sos, sendo esponsá el pelo con ole da a ecadação, o denação das
despesas e p es ação de con as.
A . 49 A ges ão inancei a pode á se execu ada pela UDESC ou po undação
de apoio c edenciada na ins i uição, a depende da on e p o enien e dos
ecu sos e o aco dado en e as pa es en ol idas com o desen ol imen o da
ação, egulada po o ça de no ma i a.
Obse a-se, ambém, ace ca das possibilidades de inanciamen o das ações
de ex ensão, além do o çamen o da p óp ia uni e sidade. Vê-se que es as pa ce ias
de em se i madas po meio de con ênios e e mos o mais de pa ce ia que de em
egis a o exa o des ino dos ecu sos ecebidos.
Po an o, con o me de ine a LDB (1996), somen e as uni e sidades, po meio
de seus espec i os ei o es, podem i ma es as pa ce ias, sendo que odos os bens
e ecu sos ob idos po meio des as doações e pa ce ias são públicos, de i ula idade
do Pode Público es adual, ainda que de uso e bene ício es ipulado de de e minado
p og ama de ex ensão. Quan o aos ecu sos mone á ios de doações es es de em se
di igidos ao caixa único da ins i uição, com des inação ga an ida ao p og ama de
ex ensão no o çamen o da uni e sidade, median e p e isão no e mo de pa ce ia.
Nes e pano ama, os ges o es dos p og amas de ex ensão podem p omo e ,
busca e p opo es as pa ce ias, espei ando-se a subo dinação do p og ama ao
Conselho de Ex ensão, Cul u a e Comunidade (CECC), a quem incumbe ap o a ,
acompanha e con ola as di e izes das ações de ex ensão.
Inc occi (2019), ao es uda as on es de inanciamen o das a i idades
ex ensionis as da Uni e sidade Fede al de São Ca los-U sca iden i icou que, naquela
ins i uição de ensino, a p incipal o ma de ob enção de ecu sos é a inicia i a pública,
a exemplo da maio ia das uni e sidades públicas b asilei as.
56
Pa a an o, como diz Ge aldo (2015), é p eciso que se busque pa a as
a i idades de ex ensão uni e si á ia “uma on e es á el, sólida e anspa en e de
ecu sos, de o ma a supe a a agmen ação e o ca á e e en ual do inanciamen o
po meio de edi ais” (pp. 19-20). Es a necessidade é ainda mais impo an e em azão
da c edi ação da ex ensão ago a exigida pela legislação.
Conside ando-se es es limi es da legislação, segue de alhada a si uação
inancei a do p og ama ESAG KIDS, demons ando-se os gas os de cada á ea, de
cada ma e ial u ilizado, e os cus os com pessoal. Nes e in en o, as Tabelas 6 a 8,
ecupe adas da ese de dou o amen o de Ja a (2021), exibem alguns dos dados
inancei os cons an es do ela ó io de A i idade de Ex ensão – SIGP ojESAG emi ido
pelo e e ido p og ama de ex ensão. A abela 6 é um quad o esumo des a execução
inancei a, a abela 7 se e e e às ecei as e a abela 8 às despesas, espec i amen e:
Tabela 6: Financei o do P og ama ESAG KIDS.
Fon e: Adap ado de Rela ó io de A i idade de Ex ensão - SIGPROJ, 2019.
Tabela 7: Recei as do p og ama ESAG KIDS.
Elemen os da Recei a (Com bolsa) R$
Sub o al 1 (a ecadação) 0,00
Sub o al 2 ( ecu sos do IES (UDESC): bolsas
+ ou as ub icas) 30.000,00
Sub o al 3 ( ecu sos de e cei os e/ou
con apa idas) 101.815,00
To al 131.815,00
Fon e: Adap ado de Rela ó io de A i idade de Ex ensão - SIGPROJ, 2019.
Financei o
e e ecu so inancei o en ol ido? sim.
o al da ecei a: 131,815
o al da despesa: 131,815
nome do ges o : Edua do Janicsek Ja a/docen e
ó gão inancei o: con a única
oi ealizado con ênio/con a o não
57
Tabela 8: Despesas do ESAG KIDS.
Elemen o de Despesas A ecadação
(R$)
IES (UDESC)
(R$)
Te cei o
(R$)
To al
(R$)
Bolsa – auxílio inancei o a
pesquisado es 0,00 0,00 0,00 0,00
Sub o al 1 0,00 0,00 0,00 0,00
Diá ia – pessoal ci il
(3390-14) 0,00 0,00 0,00 0,00
Ma e ial de consumo
(3390-30) 0,00 0,00 101.815,00 101.815,0
0
Passagens e despesas
com locomoção (3390-33) 0,00 0,00 0,00 0,00
Ou os se iços de
e cei os – pessoa ísica
(3390 – 36)
0,00 0,00 0,00 0,00
Ou os se iços de e cei a
pessoa ju ídica (3390-39) 0,00 30.000,00 0,00 30.000,00
Equipamen o e ma e ial
pe manen e (4490-52) 0,00 0,00 0,00 0,00
Ou as despesas 0,00 0,00 0,00 0,00
Ou as despesas
(Impos os) 0,00 0,00 0,00 0,00
Sub o al 0,00 30.000,00 101.815,00 101.815,0
0
To al 0,00 30.000,00 101.815,00 131.815,0
0
Fon e: Adap ado de Rela ó io de A i idade de Ex ensão - SIGPROJ, 2019.
Con o me se dep eende das abelas acima, as duas maio es on es de ecei a
do p og ama em es udo são, espe i amen e, algumas ub icas da e ba
o çamen a iamen e a ibuídas à Uni e sidade sede do p oje o – ins i uição man ida
in eg almen e pelo go e no es adual – e os edi ais de omen o, que acul am as
pa ce ias com as o ganizações p i adas, nos e mos das eg as es abelecidas pelo
conselho uni e si á io. É impo an e des aca que as despesas que es ão ze adas na
Tabela 8 são supo adas com os ecu sos do o çamen o ge al da UDESC, e, ainda
assim, in eg am a Tabela pa a que se enha um quad o mais ap oximado e comple o
do inanciamen o do p og ama ESAG KIDS.
No a-se que, a ualmen e, o maio oco de despesas do p og ama são os gas os
com ma e iais de consumo, que equi alem à edição e imp essão do Manual do
Emp eendedo Mi im, e imp essão do Can as KIDS. Os se iços de e cei os
cons i uem o segundo maio gas o, a exemplo da alimen ação e anspo es das
c ianças.
58
4.6 Conclusão
O ESAG KIDS possui uma es u u a sólida, com uma equipa engajada, con a
com o apoio da comunidade, supo e das escolas e emp esas pa cei as, e possui
equilíb io inancei o. A maio lacuna iden i icada nes e es udo diz espei o às
opo unidades de expansão que ainda não o am explo adas, que se ão ap o undadas
em sequência, com base nas in o mações ap esen adas nes e capí ulo, e mais bem
de alhadas no diagnós ico do p og ama.
59
CAPÍTULO V
5.1 TRABALHO EMPÍRICO
Nes e capí ulo az-se uma análise c í ica ao p og ama ESAG KIDS elabo ado
pelo P o esso Ja a e seus colabo ado es. Com es a análise, p e ende con ibui pa a
a melho ia daquele p og ama, analisando-o, iden i icando po enciais debilidades e
con ibuindo pa a a sua econs ução. Também nos apoiamos numa en e is a ao
P o esso Ja a.
Assim, o obje i o cen al des a disse ação é p opo melho ias e essal a as
opo unidades que podem auxilia o ESAG KIDS a expandi . Pa a al, az-se uma
análise à sua his ó ia, obje i os, inanças e me odologia, pa a melho con ex ualiza e
isualiza , in loco, o p og ama ESAG KIDS, sua me odologia, necessidades e
agilidades da sociedade. Po isso, nes a ase, iden i ica ques ões ele an es que
a ingem o p og ama é c ucial. De ac o, con o me Kingeski (2005) o diagnós ico
o ganizacional possibili a uma conspeção ge al do que se p e ende es uda , e e ela
p oblemas e e os que podem es a a apalhando os p ocessos da o ganização e o
sucesso dos ins umen os ope acionalizados.
5.2 Diagnós ico
Segundo Heske h (1979), pa a se in e p e a ap op iadamen e o diagnós ico
o ganizacional, é p eciso adqui i o conhecimen o do esquema lógico den o do
con ex o do qual a o ganização age, e do modelo eó ico que lhe se e de
sus en ação. Com es e mesmo in ui o é que o am ealizadas as en e is as e a
análise da legislação dos p og amas de ex ensão uni e si á ia, do p og ama como um
odo, pa a se ob e a comp eensão da p á ica e eo ia que en ol em o p og ama
ESAG KIDS.
Is o pos o, a ques ão de es udo oi p opo uma e lexão sob e o p og ama de
ex ensão uni e si á ia ESAG KIDS, o seu con ex o, e a sua con ibuição pa a a
inclusão social. Nes e con ex o, os obje i os especí icos açados pa a a pesquisa são:
(i) p oduzi in o mações sob e o con ex o do ensino de emp eendedo ismo
pa a c ianças a a és da pe spe i a dos a o es do ESAG KIDS;
(ii) e le i sob e o papel do ESAG KIDS no aumen o da inclusão social na
egião em que a ua;
(iii) iden i ica as p incipais on es de inanciamen o do ESAG KIDS;
60
P imei amen e, pa a con ex ualização, é impo an e menciona que o p og ama
possui qua o colabo ado es emune ados, a sabe : o coo denado , e ês bolsis as
de pesquisa e ex ensão e que odos o am en e is ados po nós.
A Figu a 9 ep esen a a es u u a o ganizacional e hie á quica do p og ama de
ex ensão uni e si á ia ESAG KIDS:
Figu a 9: O ganog ama do ESAG KIDS.
Fon e: Elabo ação p óp ia.
Como se pode obse a pelo o ganog ama ep esen ado na Figu a 9, o ca go
de maio au o idade do p og ama é o ocupado pelo P o esso Dou o Edua do Ja a.
Es e é o seu undado e coo denado , cabendo a ele odas as decisões execu i as. A
ice-coo denado a é a Alice Cesa io, ambém bolsis a, e em a unção de dis ibui as
a e as en e os ou os dois bolsis as e, ainda, epo a os seus desempenhos ao
coo denado do ESAG KIDS. No caso des es bolsis as emune ados, é impo an e
des aca que, po eg amen o in e no da uni e sidade, es es colabo ado es de em se
alunos da Escola Supe io de Adminis ação e Ge ência da Uni e sidade do Es ado
de San a Ca a ina e só podem pe manece no p og ama po , apenas, dois anos.
67
disso, a c edi ação da ex ensão possibili a á a colabo ação de no os es udan es,
ainda não amilia izados com as o icinas.
De mesma o ma, pa a o idealizado do p og ama, a o mação dos
colabo ado es é necessá ia pa a que odos possam e um discu so uni o me, e
p omo am o ESAG KIDS ap op iadamen e.
Mas es a aqueza êm o con apeso, po assim dize , de o ças do p og ama,
como o engajamen o posi i o dos colabo ado es, e a disponibilização de li os,
manuais e a igos cien í icos p oduzidos pelo p og ama que são disponibilizados em
sí io ele ônico (h ps://www.esagkids.com.b ).
Ac escen e-se que, no caso p esen e, con o me in o mado pelo p o esso Ja a
na en e is a es u u ada, os bolsis as emune ados, ao se em admi idos, ecebem
uma o mação in o mal do P o esso Ja a e de ou os colegas bolsis as (aqui se an e ê
o engajamen o pe cebido na análise SWOT), ainda que, ia de eg a, sejam
escolhidos es udan es que já enham pa icipado das o icinas de emp eendedo ismo
como olun á ios.
Ou a e lexão impo an e, quan o ao einamen o de colabo ado es, ex ai-se
da p óp ia de inição de ex ensão que é, em si, um p ocesso educa i o, um “ap ende
azendo” (F ei e, 1983; Fo p oex, 1987).
A e cei a p ocu a le an ada pela pesquisa diz espei o ao p econcei o com o
“social” do emp eendedo ismo social, pe cebido pelo c iado e coo denado do ESAG
KIDS, iden i icada na ma iz SWOT no quad an e “ameaças”.
Du an e a en e is a, o coo denado do p oje o, Edua do Ja a, exp essou o
desejo de expandi o p oje o pa a a c iação de uma o icina de emp eendedo ismo
social. Po ém, os po enciais pa cei os ge almen e se “assus am” com a pala a social,
e demons am in e esse, apenas, em con ibui inancei amen e com as o icinas de
emp eendedo ismo.
Dian e des e quad o, os p econcei os que di icul am ou impedem o
inanciamen o p i ado das o icinas de emp eendedo ismo social suge em, pelo
menos, dois caminhos: o p imei o é a educação, o diálogo social, ou seja, es o ços na
di usão do concei o de emp eendedo ismo social, e, nes e sen ido, a ampliação das
o icinas pode con ibui pa a es a di usão; o segundo caminho, po ób io, é a
ealização das o icinas com os ecu sos da uni e sidade.
Po úl imo, cuida-se da qua a p ocu a iden i icada po es e p oje o,
nomeadamen e os planos de expansão do p og ama pa a ou os es ados do B asil.
68
Pa a es a p ocu a, oi possí el elaciona ês o ças, duas aquezas e uma
opo unidade, na sequência comen adas.
Ac escen e-se que os con i es pa a ealização de o icinas em ou os es ados e
municípios b asilei os são is os no quad an e opo unidades na ma iz SWOT. Is o
po que dão maio isibilidade ao p og ama, podendo amplia as possibilidades de
di ulgação do concei o em sua o mulação espe al, a dissolução de p econcei os, e
a o e a de inanciamen o p i ado das a i idades de ex ensão desen ol idas pelo
p og ama.
Es as opo unidades de expansão, po meio dos con i es pa a ealização de
o icinas em ou os es ados e municípios b asilei os, ela adas na en e is a
semies u u ada, são de on adas na ma iz SWOT, no quad an e ameaças, com a
al a de eplicado es das o icinas naqueles sí ios. Ac esce, ambém, o ca ecimen o de
mais ecu sos pa a a ex ensão uni e si á io – a de se conside a os exp essi os
cus os com o deslocamen o da equipa ESAG KIDS (hospedagens e diá ias de
iagem).
Con udo, ambém, podem se aqui en ec uzadas duas impo an es o ças
iden i icadas na ma iz SWOT, nomeadamen e, a expe iência de comunicação
desen ol ida no pe íodo pandêmico com ações à dis ância - ela ada no subi em 4.4.1
des e p oje o – e a disponibilização de ma e iais no sí io ele ônico do p og ama, já
mencionados.
Cogi a-se, assim, uma possibilidade de ampliação e ealização das o icinas
sem a p esença da equipa ESAG KIDS.
Ja a (2021) desc e e em sua ese de dou o amen o que, em ações de ex ensão
ealizadas pela ESAG KIDS, oi subme ida a educado es da ede pública, pa icula e
de O ganizações não go e namen ais - ONGs a pe gun a a sabe : “Você já e e
alguma o mação sob e Ensino de Emp eendedo ismo pa a c ianças?”. As espos as
a es a ques ão o am ( e abela 10):
Tabela 10: Respos as de educado es ace ca de sua o mação sob e ensino de
emp eendedo ismo pa a c ianças.
Você já e e alguma o mação sob e Ensino de Emp eendedo ismo?
Nº.
pa icipan es Pe cen ual
SIM 17 11,3%
NÃO 134 88,7%
TOTAL 151 100%
Fon e: Dados do p og ama ESAG KIDS, 2018.
69
Ja a (2021) ela a que es es dados, abulados, egis am que 88,7% dos
educado es esponde am que nunca i e am o mação sob e o ensino do
emp eendedo ismo, o que, de ac o, indica a p ocu a de o mação em
emp eendedo ismo de educado es e da p esença do ema no espaço escola .
Os manuais, li os, a igos e ídeos disponibilizados no sí io ele ônico do
p og ama ESAG KIDS cons i uem uma on e de conhecimen o e a é mesmo podem
se sis ema izados num o ei o didá ico-pedagógico pa a a o ien ação dos docen es.
Po an o, se pa a o coo denado do p og ama, an e o anseio de se a ende a
odas as p ocu as de o icinas, a escalabilidade das ações educa i as (Ja a, 2021) po
meio da expansão das o icinas, com supo e do p og ama, pode e o mesmo e ei o
mul iplicado do conhecimen o, alcançando, inclusi e, locais onde o
emp eendedo ismo não in eg a a base cu icula .
Es a possibilidade ambém acili a ia o di ecionamen o de in es imen os
apenas pa a o o necimen o dos ki s, dos manuais, Can as Kids e pos i s pa a a
inse ção das o icinas nas p á icas educa i as, quando necessá io.
Ou o bene ício, se ia que es a escalabilidade do p og ama pa a ou os es ados
do B asil, o na ia o ESAG KIDS cada ez mais conhecido, e p opo ciona ia um ico
leque in o mações, uma quan idade de dados a é en ão inédi a, e, a se conside a que
o B asil é um país de dimensões con inen ais, o impac o das o icinas em cada egião
pode se di e en e, com eedbacks de indi íduos de ealidades e cul u as di e sas,
além disso, pode se uma opo unidade de p opo ciona conhecimen o nas egiões
mais ulne á eis do B asil e de p omo e inclusão social a ní el nacional.
5.3 Conclusão
É possí el conclui , na base da pesquisa e e uada, que a o mulação do
diagnós ico é imp escindí el pa a a e apa seguin e de suges ão de melho ias. Além
disso, cons ui p e iamen e um conhecimen o p o undo da o ganização aumen a as
chances de os ajus es suge idos se em bem-sucedidos e aplicados de a o. É álido
des aca que o p og ama possui o pon o o e de e uma me odologia simples e se
de ácil eplicação, de baixo cus o, e como os cus os inancei os não se ão um
empecilho, i á acili a a elabo ação de suges ões de melho ia no capí ulo seguin e.
70
CAPÍTULO VI
6.1 DISCUSSÃO DO TRABALHO
O p oblema a se en en ado diz espei o à expansão do p og ama, pa a além
da cidade onde se desen ol em as o icinas educa i as e sem a execução di e a pela
equipa, nomeadamen e a ealização de o ma indi e a das o icinas.
Segundo T ipp (2005) as necessidades de mudanças são iden i icadas po
meio do le an amen o da si uação a se a aliada, da ecolha e análise dos dados
necessá ios. No deco e des as ases, a iden i icação das ações pa a a esolução do
p oblema oco e no con ex o de um ciclo, e omando-se os dados le an ados, seus
signi icados, o ças e obs áculos.
A pa i des e conhecimen o cons uído é que as ações p opos as podem se
mais bem o ma adas. Dian e disso, é impo an e ecapi ula , em esumo, es as ases,
já desen ol idas nos capí ulos an e io es.
A p imei a ase a ou da bibliog a ia dos emas ele an es ao p og ama, a
p odução acadêmica pesquisada pa a a bibliog a ia, que in eg a o capí ulo 2, oi
ealizada a pa i dos p incipais emas iden i icados na desc ição, con ex o e nos
obje i os do p og ama ESAG KIDS (i em 4.4.2 des e p oje o), nomeadamen e, o
emp eendedo ismo, o emp eendedo ismo social, o ensino de emp eendedo ismo, a
educação emp eendedo a, a ex ensão uni e si á ia e o inanciamen o de a i idades
de ex ensão.
No deco e do le an amen o da bibliog a ia de e e ência oi p eciso pon ua ,
ambém, a dis inção en e o ensino do emp eendedo ismo, como disciplina a se
minis ada no ensino egula ou po meio de o icinas, da pedagogia emp eendedo a,
que se e e e a um mé odo, um aze pedagógico, ou me odologia pedagógica,
in o mado pelos p essupos os do emp eendedo ismo, ao que alguns au o es i ão se
e e i como “pedagogia emp eendedo a” (Fe ei a e Miguel, 2020).
Além disso, ao se obse a que o campo de es udos da economia social em
alice ce num conjun o de alo es in o mado pela inalidade social (Caei o, 2008),
pe cebe-se, nes e enquad amen o, que as ações do p og ama ESAG KIDS, di undem,
ambém, alo es como solida iedade, equidade social, supe ação de pob eza,
c ia i idade, cidadania, desen ol imen o sus en á el, p ese ação ambien al e
ino ação (Ja a, Janicsek e A uda, 2016).
71
O capí ulo 4, ocupa-se do p ocesso a inen e à execução e manu enção do
p og ama de ex ensão uni e si á ia ESAG KIDS.
Con o me Kemmis e McTagga (1992), pa a a iden i icação do p oblema é
essencial o conhecimen o do espaço de in e enção, e, pa a an o, o am es udados
o p og ama de ex ensão uni e si á ia ESAG KIDS – his ó ico, obje i os e
p essupos os de manu enção - a legislação nacional e o eg amen o legal que egem
a ex ensão uni e si á ia, os ela ó ios de ges ão e inancei os.
As espos as ob idas nas en e is as semies u u adas ealizadas com os
memb os do p og ama o am esini icadas dian e dos dados pesquisados e da
isualização dos pon os o es, aquezas opo unidades e ameaças ao p og ama na
ma iz SWOT.
En e as demandas da equipa ESAG KIDS, ela adas na en e is a
semies u u ada, a ealização das o icinas de o ma indi e a oi iden i icada pelos
aspec os a segui esumidos. Pa a a ob enção do diagnós ico oi ele an e conside a ,
no que ange ao inanciamen o, en e os pon os o es do p og ama, o baixo cus o dos
insumos necessá ios à ealização das o icinas, e que, nes e sen ido, é possí el que
sejam ap o ei ados os ecu sos locais, das escolas. Ainda quan o ao inanciamen o,
em-se o a o de que a ealização de o ma indi e a elimina os cus os de deslocamen o
da equipa ESAG KIDS. Além disso, conside ou-se como o ça do p og ama, a in eg a
o diagnós ico, a expe iência de abalho e comunicação ia in e ne adqui ida pelo
p og ama ESAG KIDS. Po im, oi iden i icada como opo unidade a c edi ação das
a i idades de ex ensão, que aumen a á o núme o de colabo ado es, que podem
con ibui nos se iços de supo e e o ien ação emo os, sem a necessidade de bolsas
de ex ensão ou de busca de olun á ios.
Concluiu-se, a pa i des es apon amen os, que o p og ama o e ece os dois
ecu sos, uma me odologia ESAG KIDS e a disciplina de algumas e amen as do
emp eendedo ismo – conside ando odos os elemen os do espe o concei ual. Es e
en endimen o é undamen al pa a a comp eensão do ESAG KIDS, e, ambém, pa a
que a o ma ação de diagnós ico e da esolução do p oblema es i essem alinhadas
com os obje i os e na u eza do p og ama de ex ensão.
Ao se busca os e e enciais eó icos em au o es como Noguei a (2000), Ba is a
Pe ei a (2016), And ade (2006) e Paula (2013) e nos documen os p oduzidos pelo
FORPROEX (1987-2021) quan o aos p og amas de ex ensão uni e si á ia, e, ainda,
em Viei a e Volquind (2002) e An unes (2011), quan o ao ecu so pedagógico das
72
o icinas, oi possí el comp eende que, an e as di iculdades de inclusão da disciplina
do emp eendedo ismo nos cu ículos e do desen ol imen o de uma pedagogia
emp eendedo a, a ealização das o icinas e o desen ol imen o de ma e iais de apoio
pedagógico, po meio de ações de ex ensão, ap esen am-se como caminho possí el
e mais iá el pa a o ensino de e amen as e concei os do emp eendedo ismo (Ja a,
2021).
A pa i des as p emissas, é que o am de inidas as ações necessá ias pa a a
esolução do p oblema, a adas no sub ópico 6.2.
6.2 De inição das ações necessá ias
O diagnós ico diz espei o à ealização das o icinas sem a p esença da equipa
ESAG KIDS, e sua o mulação conside ou os a os a sabe :
i. a ealização de o icinas em ou os es ados e municípios b asilei os, ao
p opo ciona maio isibilidade ao p og ama, pode á amplia as
possibilidades de di ulgação do concei o em sua o mulação espe al, a
dissolução de p econcei os, e a o e a de inanciamen o p i ado das
a i idades de ex ensão desen ol idas pelo p og ama;
ii. es as ações pode ão con a com a expe iência de comunicação
desen ol ida no pe íodo pandêmico;
iii. disponibilidade de ma e iais, a igos cien í icos, li os, ídeos e manuais
no sí io ele ônico do p og ama que a o ecem a sis ema ização do
conhecimen o das o icinas em o ei os de abalho;
i . expe iência an e io da equipa ESAG KIDS no einamen o de
p o esso es pa a o ensino de e amen as do emp eendedo ismo;
. a es a égia de ensino de e amen as de emp eendedo ismo ado ada
pelo p og ama no o ma o de o icinas, que pe mi e mais espaço de
cons ução cole i a do conhecimen o e menos ígido do que as
disciplinas cu icula es, con o me e elado na e isão bibliog á ica
(Nascimen o e . al., 2007; Anas asiou e Al es, 2004);
i. baixos cus os dos insumos pa a a ealização das a i idades dizem
espei o, basicamen e, a pos -i s, olhas A4 – que podem i de ma e iais
eciclados – cane as, lápis, quad o neg o e sala pa a ealização dos
e en os;
73
ii. a escalabilidade das ações educa i as do ESAG KIDS pa a ou os
es ados da ede ação acul a á o di ecionamen o de in es imen os
apenas pa a o o necimen o dos ki s, dos manuais, Can as Kids e pos
i s pa a a inse ção das o icinas nas p á icas educa i as, e, apenas,
quando necessá io;
iii. possibilidade de ampliação de colabo ado es es udan es, sem os cus os
das bolsas, dian e da c edi ação da ex ensão.
Conside ando-se es as o ças e opo unidades cuidadas na ma iz SWOT
o am assim planeadas as ações que de em compo a esolução do p oblema:
i. manual o ien ado , p opos o nes e p oje o, com o ei o pa a a ealização
das o icinas sem a p esença da equipa ESAG KIDS, apêndice 1, a se
disponibilizado po meio ele ônico aos p o esso es ealizado es das
o icinas e à equipa pedagógica das escolas;
ii. os ex ensionis as já amilia izados com as o icinas, e com o o ei o aqui
p opos o, de em o ien a e capaci a demais ex ensionis as pa a
a endimen o ia e-mail dos p o esso es ealizado es das o icinas, pa a
supo e, acompanhamen o do e en o e ecebimen o de eedback;
iii. incen i a p o esso es e a equipa pedagógica a explo a em os ma e iais
didá icos, a igos e ídeos disponibilizados no sí io ele ônico do
p og ama, em odos os con a os man idos;
i . o ien a a comunidade escola pa a, ao u iliza os concei os e ideais do
p oje o ESAG KIDS, p io iza seus p óp ios ecu sos didá icos, ações de
sus en abilidade (u ilização de papeis eciclá eis) e soluções locais em
suas o icinas;
. equipa ESAG KIDS semp e quando possí el, de aco do com os ecu sos
disponibilizados ao p og ama, pode á en ia ia co eio os ma e iais,
como os manuais já p oduzidos pelo p og ama, ma e iais de supo e
como pos -i s e c.;
i. submissão de ques ioná io simples pa a ecebimen o de eedback e
ajus e no planeamen o de ações;
ii. incen i a os p o esso es pa icipan es a esc e e em a igos em pa ce ia
com os colabo ado es do p og ama, em con ibuição ao campo de
es udo;
74
iii. ce i ica de o ma simples a ealização das o icinas, po meio do
depa amen o de ex ensão da uni e sidade;
ix. di ulga an o quan o possí el a ealização des as o icinas nos sí ios
ele ônicos do p og ama e da uni e sidade sede do p og ama, po meio
do p ó- ei o ia de ex ensão.
Pa a ilus a o plano de ação suge ido pa a o ESAG KIDS, oi escolhida a
e amen a 5W2H, pois desc e e de manei a simples e o ganizada o p ocesso a se
seguido. De aco do com Beh , Mo o e Es abel (2008, p.9-10) o “5W” do í ulo se
e e em a, nomeadamen e, as pala as em inglês Wha , When, Why, Whe e e Who,
e, ambém, o “2H” diz espei o à pala a How e a exp essão How Much. Cada um
des es ópicos co esponde às pe gun as que de em se espondidas obje i amen e:
i. O quê: Qual a ação desen ol ida;
ii. Quando: Quando se á ealizada;
iii. Po quê: Qual se á o esul ado espe ado da ação;
i . Onde: Onde a ação se á desen ol ida;
. Como: Como se á a implemen ada;
i. Quem: Quem se á o esponsá el pela implemen ação;
ii. Quan o: Quan o se á gas o.
A segui , a Figu a 12 e a a a e amen a 5W2H, u ilizada aqui pa a sin e iza
o plano de ação do einamen o pa a p o esso es do ensino undamen al:
75
Fon e: Elabo ação p óp ia.
Analisando-se a ilus ação acima, obse a-se que a p opos a de expansão do
p og ama pa a ou as egiões do B asil, a a és da capaci ação de p o esso es do
ensino undamen al, possui as an agens de possibili a o melho ap o ei amen o de
ma e iais e ecu sos, cus o inancei o baixou ou a é g a ui o, in e câmbio com
comunidades escola es, oca de sabe es, e po im, pode começa a se
implemen ado apidamen e.
É impo an e aze a suges ão de melho ia ep esen ada na o ma da 5W2H,
po que como a i ma Candelo o (2008) é uma e amen a que pe mi e que o p ocesso
seja execu ado sem dú idas pelos colabo ado es, p opo ciona cla eza. Des a o ma,
quando o plano de ação o ap esen ado ica á de ácil en endimen o pa a a equipa
do p og ama.
Os sub ópicos seguin es a am des as ações.
Figu a
12
: Plano de ação do T einamen o pa a P o esso es do Ensino Fundamen al.
76
6.2.1 Con eúdo do manual e a a aliação das o icinas
O coo denado do p og ama ESAG KIDS ela ou, na en e is a semies u u ada
e em sua ese de dou o ado (Ja a, 2021), as di iculdades de ealização de o icinas em
ou os locais que não as escolas, a exemplo dos cus os de deslocamen o, e a
impo ância da ambien ação do ema emp eendedo ismo nas a i idades de ensino.
Assim conside ando, no a-se que a p odução de manuais, ins uções e
demais ma e iais de apoio aos ealizado es de o icinas de o ma indi e a, sem a
p esença da equipa de ex ensão, pode se uma opo unidade de con ibuição, na
di eção da ins i uição des as p á icas e da disseminação do conhecimen o sob e o
emp eendedo ismo.
Pa a Chinela o Filho (1999) um manual, ao euni no mas e o ien ações, de e
se escla ecedo , in o ma i o e iden i ica odas as e apas de execução de uma
a i idade. Em mesma comp eensão, Ba oso e F azão (1977) a i mam que um manual
de e o e ece ins uções de o ma simples e cla a, onde de em cons a odas as
p incipais o inas e compe ências de um p ocedimen o.
Dian e disso, o manual p opos o no p esen e p oje o buscou euni os
con eúdos c ucias sob e a ealização das o icinas, seus p incipais undamen os e
o ei os. O obje i o é o de se e um ins umen o acili ado e pe mi i que as p incipais
in o mações sejam dispos as de manei a lúdica e em linguagem simples, sem elimina
os espaços de c iação, imp o isação e supe ação.
D'Ascenção (2001) e Al a ez (1990) dizem que o manual, além de se um
impo an e ins umen o de in o mação e ga an ido do bom desempenho das
a i idades; a ua como um acili ado de análise de p ocedimen os e de a aliação
cons an e das a i idades que p e ende o dena .
Em mesmo en endimen o, Ba oso e F azão (1977) obse am que um manual
de p ocedimen os de e es a semp e sujei o à a aliação e a ualização, e, po isso,
suge e-se que oda a comunidade pedagógica da escola enha acesso ao manual,
pe mi indo uma melho ges ão do conhecimen o e planeamen o cole i o das o icinas.
De a o, a e são online do manual não de e se a e são es anque e de ini i a,
de e ecebe a ualizações, sob e udo pela pa ilha de expe iências e sabe es dos
p o esso es com a equipa de ex ensão, num ap endizado ho izon al, ca ac e ís ico da
p oposição do emp eendedo ismo ac al de Ja a (2021) – já cuidado no capí ulo
an e io .
83
o aumen o de cap ação de ecu sos p i ados, e, ainda, le a à mul iplicação das
o icinas.
A ce i icação da ealização das o icinas pode oco e po meio da emissão de
simples ce i icado ou documen o i mado pelo depa amen o de ex ensão da
uni e sidade, ó gão ao qual es ão subo dinados os p og amas e onde de em es a
egis adas as a i idades de ex ensão, con o me capí ulo 4.
Além disso, as pa ce ias com os ó gãos o iciais de ensino podem, po
exemplo, acul a as imp essões de ma e iais o necidos pelo ESAG KIDS online. Mas,
con o me bem obse a Ja a (2021), da supe ação des as di iculdades podem esul a
ino ações, no as pa ce ias e opo unidades.
84
CAPÍTULO 7 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Es a secção se á dedicada pa a a ap esen ação dos esul ados, e e en es às
ques ões le an adas e ap esen adas como obje i os da pesquisa no subcapí ulo 1.2.
A ques ão p incipal do p oje o, es abelecida no subcapí ulo 1.2, oi a pe gun a:
“Quais são as melho ias necessá ias pa a o p oje o de educação emp eendedo a
ESAG KIDS?”, a pa i des e ques ionamen o inicial, o am p opos os mais cinco
obje i os especí icos de pesquisas, que possuem a in enção de in es iga o con ex o
in e no e ex e no do ESAG KIDS, os meios de inanciamen o, e le i sob e os
impac os de um p og ama de ensino de emp eendedo ismo pa a c ianças, e a alia
opo unidades de expansão a se em explo adas.
A despei o das con ibuições azidas ao p esen e p oje o, o am encon adas
algumas limi ações du an e a in es igação. Po exemplo, não oi possí el en e is a
o “clien e” do p og ama, que são as c ianças, pa a se ob e a pe ceção de odos os
en ol idos no p ocesso das o icinas, e, al ez, pe cebe -se se há aspe os da
me odologia da o icina que necessi am de ape eiçoamen o. Além disso, se ia
in e essan e ac escen a ou os pon os de is a ao es udo, nomeadamen e, dos
ges o es da Uni e sidade do Es ado de San a Ca a ina, dos pa cei os do se o
p i ado, ges o es das escolas públicas e p i adas, e a é dos legislado es do Es ado
de San a Ca a ina. Es as en e is as, no en an o, exigi iam au o izações, e a anjos
nas ins i uições que implica iam mais empo de pesquisa, sem epe cussões
ele an es pa a a solução p opos a no p esen e p oje o.
Des a o ma, segundo es e es udo que examinou o ESAG KIDS pa a p opo
e lexões e suges ões de melho ias, os esul ados mos a am que:
i. A me odologia das o icinas de emp eendedo ismo pa a c ianças do
ESAG KIDS pode se de ácil comp eensão pa a no os colabo ado es;
ii. O p og ama em es udo, po es a em uma uni e sidade pública, sujei o
à legislação es adual, semp e en en a á limi ações em elação à
ob enção de ecu sos, em libe dade de decisões e ações;
iii. Pode se possí el aplica a o icina do ESAG KIDS em ou os es ados
sem a p esença ísica da equipa do p og ama, desde que se o ganize o
ma e ial de apoio e se p oponha no as a i idades e unções à equipa de
apoio;
85
Dian e dos esul ados da e isão bibliog á ica e das en e is as, e, ambém,
conside ando as limi ações des a in es igação, o am iden i icadas as seguin es
suges ões de melho ias e/ou opo unidades:
i. T einamen o online pa a p o esso es do ensino undamen al
execu a em a o icina de ensino do emp eendedo ismo sozinhos;
ii. Elabo ação de ca ilha pa a se u ilizada como e amen a de
einamen o pa a no os colabo ado es;
iii. Ap o ei a a c edi ação da ex ensão uni e si á ia e disponibiliza um
bolsis a olun á io pa a a ua exclusi amen e nas edes sociais a im
de aumen a o engajamen o e o econhecimen o do p og ama;
i . Ap o ei a a c edi ação da ex ensão uni e si á ia pa a dispo de mais
bolsis as olun á ios pa a oca somen e em mapea edi ais de
omen o nacionais e in e nacionais de p og amas de ex ensão
uni e si á ios, assim como p ocu a e p opo pa ce ias a emp esas e
ins i uições de p omoção de emp eendedo ismo e desen ol imen o
económico;
. Em odas as o icinas (p esencial ou online) solici a que os
p o esso es espondam um ques ioná io, que egis em as suas
imp essões da o icina de emp eendedo ismo ESAG KIDS,
undamen ando e con ibuindo pa a a melho ia do p ocesso e pa a a
ob enção de dados de pesquisa, uma ez que se a a de um
p og ama de ex ensão uni e si á ia.
Em elação aos obje i os especí icos, exibidos no subcapí ulo 1.2,
p a icamen e odos o am alcançados a a és da pesquisa, sendo que alguns
pude am se mais ap o undados que ou os. O p imei o a a a-se de ob e
in o mações sob e as epe cussões do ensino do emp eendedo ismo pa a c ianças,
sendo que a e isão da li e a u a, bem como os esul ados publicados das o icinas já
ealizadas pelo p og ama, e ela am o po encial de con ibuição que es a p á ica pode
e pa a se uma polí ica pública que isa con ibui pa a a diminuição do so imen o
social.
Os dois obje i os seguin es p opõem uma e lexão do con ex o do ESAG KIDS,
e uma ecomendação de quais á eas possam necessi a de ajus es. Es es ópicos
86
o am abo dados no Capí ulo 5 – T abalho Empí ico, e depois ep esen ados em igu a
no subcapí ulo 5.2.1 a a és da e amen a de diagnós ico ma iz SWOT.
O penúl imo obje i o lis ado se e e e às on es de inanciamen o do ESAG
KIDS, ema que oi de alhado no subcapí ulo: Aspe os inancei os do p og ama ESAG
KIDS (4.5.2). Foi possí el obse a que, po se um p og ama de ex ensão inse ido
em uma uni e sidade es adual, se, de um lado, possui a an agem de pode ecebe
egulamen e ecu sos epassados pelo go e no do es ado de San a Ca a ina, de
ou o, ica ulne á el à si uação inancei a do es ado. Ou a limi ação, já mencionada,
diz espei o à ob enção de in es imen os ex e nos, que de e obedece aos equisi os
da legislação especí ica, a exemplo da p oibição de c owd unding pa a que o
p og ama ESAG KIDS pudesse ab i um inanciamen o cole i o
Po im, o úl imo obje i o se p opôs a iden i ica quais á eas do ESAG KIDS
pudessem necessi a de modi icações. Os dados ob idos na pesquisa esponde am
que o p og ama possui uma equipa o ganizada, uma me odologia já ap o ada, e uma
ede p o esso es do ensino undamen al em Flo ianópolis pa cei os, ou seja, na sua
es u u a ge al não necessá ias g andes al e ações, que não alguns ape eiçoamen os
nos einamen os de no os bolsis as. Des a o ma, as demandas de e adas do
p og ama que êm po encial pa a ans o mações, são as opo unidades de expansão,
de o icinas com ou os emas sociais ele an es e a de se aplica a o icina de
emp eendedo ismo em ou os es ados do B asil.
Pa a u u as in es igações, é ecomendado que seja ampliado o escopo das
en e is as pa a os ou os s akeholde s que não o am en e is ados nes e p oje o, e
sejam elabo adas mais e lexões baseadas nas no as pe ceções. Ou a suges ão é
que seja explo ado e es ado o icinas com ou os emas, como emp eendedo ismo
social, e o os possí eis impac os pa a a diminuição do so imen o social.
87
8. CONCLUSÃO
Os dados cole ados na p esen e pesquisa e idenciam que os p og amas
ol ados pa a a disseminação do ensino de compe ências emp eendedo as, a
exemplo do ESAG KIDS, êm o po encial de con ibui pa a a diminuição da
desigualdade social.
De aco do com o IBGE (2023), no B asil, 31,6% da população i e em si uação
de pob eza (indi íduos que i em com a é R$ 637,00 po mês), e, dian e disso, o país
p ecisa, no adamen e, de mais al e na i as pa a ameniza o so imen o social, além
dos p og amas sociais a ualmen e implemen ados, que possuam e ei os imedia os.
Con o me explica Rosen ield (2015) o au o emp eendedo ismo colabo a di e amen e
pa a a diminuição das axas de desemp ego, e, de ou o lado, pa a o Es ado, o
c escimen o do emp eendedo ismo ep esen a um aumen o na a i idade económica
nacional e uma polí ica de me cado de abalho.
A conside a -se as necessidades e expec a i as dos in eg an es da equipa
ESAG KIDS e, ainda, que os p og amas de ex ensão uni e si á ia no B asil êm como
p opósi o legal o de se em uma o ma de con ibuição e in e enção pa a sociedade
em que se inse em, a inalidade p incipal des e p oje o oi a de elabo a uma p opos a
iá el de expansão do p og ama ESAG KIDS pa a o B asil.
Assim, pa e ele an e do sucesso des as inicia i as de ensino de
emp eendedo ismo diz espei o à comp eensão de pe spe i as, aquezas, a i mação
de aspe os posi i os, es imulando a mudança e a p opagação de p á icas e e i as de
ges ão e c escimen o de emp esas que con ibuam e e i amen e à sociedade.
Espe a-se, po an o, com es a in es igação, comp eende algumas das
es a égias, p á icas e polí icas públicas de ensino de emp eendedo ismo pa a e
ap esen a uma con ibuição pa a a a expansão de um p og ama de ex ensão
uni e si á ia des a na u eza, o p og ama ESAG KIDS.
A eni (2019), em sua pesquisa, cons a ou que g ande pa e das inicia i as de
ensino de emp eendedo ismo o e adas a adolescen es e c ianças ulne á eis e am
o ma adas em modelos não acessí eis a es as aixas e á ias. Pa a A eni (2019) há,
no B asil, uma al a de capaci ação especí ica pa a a população de meno pode
aquisi i o.
Nes e sen ido, o idealizado do p og ama ESAG KIDS, P o esso Edua do Ja a,
ins i uiu uma me odologia p óp ia de ensino do emp eendedo ismo, ao o e ece um
88
con éudo democ á ico, edigido de o ma lúdica e simples, adap ando e simpli icando
e amen as e écnicas de emp eendedo ismo.
Nas en e is as ealizadas, a equipa do ESAG KIDS apon ou alguns aspec os
do p og ama que pode iam se ap imo ados ou opo unidades que pode iam se
explo adas. En e as ci adas, a ques ão escolhida pa a se abalhada, depois de
análise minuciosa, le ando-se em conside ação a limi ação de ecu sos e pessoal, oi
a elabo ação de um manual e o einamen o e a endimen o online pa a que
p o esso es do ensino undamen al de di e en es egiões do B asil possam ealiza
as o icinas do p og ama sem a p esença di e a da equipa de ex ensão.
Dian e da análise dos eduzidos ecu sos hoje a ibuidos aos p og amas de
ex ensão uni e si á ia no B asil, e, nomeadamen e à UDESC, uni e sidade sede do
p og ama, a p opos a ap esen ada busca o ap o ei amen o dos ecu sos humanos e
ma e iais já exis en es, e, ambém, em o pon encial de causa um impac o posi i o no
p og ama, ao expandi o seu econhecimen o pelo B asil.
Além disso, a opção de eina os p o esso es pa a que possam aplica a
o icina de emp eendedo ismo em ou os es ados b asilei os expõe o ESAG KIDS a
ecebe in es imen os de no os pa cei os e in es ido es.
De aco do com a di e iz do p og ama ESAG KIDS, a educação emp eendedo a
de e a ende aos a ibu os, necessidades, ca ac e ís icas cul u ais locais - sob e udo
no B asil, que possui dimensões con inen ais. Com isso, que -se dize que é possí el
ep oduzi boas p á icas, mas semp e se ão necessá ios alguns ajus es de adap ação,
possí eis po meio do con a o es u u ado de o ma e icaz e consis en e en e a equipa
ESAG KIDS e as comunidades escola es bene iciá ias do p og ama. Nes e sen ido, a
ampliação das o icinas pode á ge a o compa ilhamen o e a ampliação de dados e
in o mações ele an es pa a o campo do ensino do emp eendedo ismo, omen ando
no os desa ios, es udos e pesquisas.
Em e mos globais, es e abalho con i ma que o P og ama ESAG KIDS
ap esen a mui os aspe os posi i os, dos quais se pode e idencia : o apoio aos mais
ulne á eis, a melho ia da cidadania dos en ol idos, a melho ia e e iciência na
inclusão social, a olun a iedade pa a ap ende a se , a coope a e a es a com os
demais, pa a além da no o iedade do emp eendedo ismo que e olui. Do abalho
ambém se in e e da necessidade de se da o mação aos p o esso es e men o es
pa a melho se aplica a me odologia e se inc emen a o g au de emp eendedo ismo
no B asil.
89
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107
10. APÊNDICE
APÊNDICE A
Nome: P o esso Dou o Edua do Ja a
Ca go: Coo denado ESAG KIDS
Da a:03/01/2022
1) Como o p oje o ESAG KIDS su giu?
2) Qual é a maio on e de ecu sos pa a inancia o p oje o?
3) Qual é a impo ância, pa a a sociedade, da educação emp eendedo a?
4) A ualmen e, quais são os p incipais desa ios pa a manu enção do
p oje o esag KIDS?
5) Quais são as opo unidades e ameaças do ESAG KIDS a ualmen e?
6) Há necessidade de algum ipo de einamen o pa a os colabo ado es?
7) É iá el uma o icina de emp eendedo ismo social pa a c ianças?
8) Acha que e ia um apoio simila as o icinas de emp eendedo ismo pa a
uma o icina de emp eendedo ismo social?
9) Qual a impo ância/impac o do ensino emp eendedo ismo /social pa a
as c ianças?
10) Onde se encon a mais apoio, no go e no ou me cado p i ado?
11) Quais se iam os ganhos media os e imedia os de g andes
co po ações apoia em um p oje o de educação emp eendedo a?
12) Quais se iam os ganhos media os e imedia os do go e no apoia
um p oje o de educação emp eendedo a?
13) Já encon ou esis ência na comunidade pedagógica ao seu p oje o?
14) Pe cebe alguma necessidade melho ia no ESAG KIDS?
15) Enxe ga necessidade de expansão, com ou os emas de o icina?
16) Qual se ia a es u u a ideal do ESAG KIDS?
108
APÊNDICE B
Nomes: Alicia Cesa io; Alice Edua da F ancisco;Alice Edua da F ancisco; e Ma eus
Callado.
Ca gos: Vice Coo denado a do P og ama de Ex ensão Uni e si á ia ESAG KIDS
(G aduanda de Adminis ação Emp esa ial pela Uni e sidade do Es ado de San a
Ca a ina); Assesso a (G aduanda em Adminis ação Emp esa ial pela Uni e sidade
do Es ado de San a Ca a ina) e Assesso (G aduando em Adminis ação Pública pela
Uni e sidade do Es ado de San a Ca a ina).
Da a: 21/02/2022; 10/02/2022 e 24/02/2022
1) Quan o empo es á no ESAG KIDS?
2) Quando en ou e saiu do Esag KIDS?
3) O que e a aiu pa a con ibui no Esag KIDS?
4) Qual é a impo ância, pa a a sociedade, da educação emp eendedo a?
5) Quais são as opo unidades e ameaças do ESAG KIDS a ualmen e?
6) A ualmen e, quais são os p incipais desa ios pa a manu enção do p oje o Esag
KIDS?
7) Há necessidade de algum ipo de einamen o pa a os colabo ado es?
8) Pe cebe alguma necessidade melho ia no ESAG KIDS?
9) Enxe ga necessidade de expansão, com ou os emas de o icina?
115
PEQUENO GLOSSÁRIO ESAG KIDS
Pa a auxilia o nosso abalho, amos ap esen a algumas de inições
impo an es, o ganizadas num pequeno glossá io:
Emp eendedo ismo É a a e de aze acon ece com c ia i idade e mo i ação. Consis e no
p aze de ealiza com es o ço e ino ação qualque p oje o pessoal
ou o ganizacional (Baggio, 2014).
Emp eendedo ismo social Emp eendedo ismo social é a c iação de no as emp esas que
u iliza ão écnicas de me cado pa a esol e p oblemas
socioambien ais (Ca doso, 2016).
Emp eendedo Alguém do ado de capacidade de ino ação, de espí i o de inicia i a,
que assume iscos em um negócio, que decide sob e o uso e a
coo denação de ecu sos escassos (Vale,2014).
CANVAS: Modelo de
Negócios
Uma linguagem comum pa a desc e e , isualiza , a alia e al e a
modelos de negócios ( Os e walde e Pigneu , 2011).
P oje o de Ex ensão
Uni e si á ia
A Ex ensão Uni e si á ia é o p ocesso educa i o, cul u al e cien í ico
que a icula o Ensino e a Pesquisa de o ma indissociá el e iabiliza a
elação ans o mado a en e Uni e sidade e Sociedade. A Ex ensão
é uma ia de mão-dupla, com ânsi o assegu ado à comunidade
acadêmica, que encon a á, na sociedade, a opo unidade de
elabo ação da p á ica de um conhecimen o acadêmico (FOXPROEX,
1987).
Pedagogia
Emp eendedo a
É uma es a égia didá ica pa a o desen ol imen o da capacidade
emp eendedo a de alunos da educação in an il a é o ní el médio
(Dolabela, 2003)
Manual do Emp eendedo
Mi im
É uma e amen a didá ica, au o al, aplicada na di usão de concei os
do emp eendedo ismo e de, do emp eendedo ismo social e,
ambém, emp eendedo ismo de negócios, sendo um ecu so cha e
pa a execução da abo dagem ESAG KIDS sob e educação
emp eendedo a (Ja a, 2018).
Emp eendedo ismo
Sus en á el
A i idade emp eendedo a que con ibui pa a a cons ução de uma
cul u a de sus en abilidade (San os, Lei e, Sil a e Fonseca, 2013)
ATENÇÃO! Além des as, é cla o que podem su gi ou as dú idas,
as quais de em se pa ilhadas semp e que possí el com a equipe ESAG
KIDS e, assim, JUNTOS, segui emos a ualizando o nosso pequeno
glossá io
3
116
Di e izes e compe ências da ESAG KIDS
SÃO di e izes do ESAG KIDS:
como p oje o de ex ensão, in eg a o ensino e a pesquisa com as
necessidades e p oblemas da sociedade;
dissemina concei os de emp eendedo ismo, emp eendedo ismo
social, educação iscal e inancei a e incen i a a consciência social e cidadã
dos pa icipan es das o icinas;
engaja os p o esso es da ede pública e p i ada sob e a impo ância
do ensino do emp eendedo ismo;
es imula nos es udan es o desejo de pa icipa no desen ol imen o de
p opos as que possam p omo e com o desen ol imen o egional,
econômico, social e cul u al;
ap oxima a uni e sidade pública de sua comunidade.
Compe e ao p oje o ESAG KIDS
• p opo e execu a di e amen e po meio de p oje o de ex ensão as
o icinas sob e emp eendedo ismo e educação inancei a; a alunos da ede
pública e p i ada
• es imula , p opo e o ien a a execução de o icinas po p o esso es na
ede pública e p i ada;
• explica aos di e o es de escolas e memb os da comunidade
pedagógica a me odologia pa a ins de ap o ação da execução das o icinas,
quando necessá io;
• o nece manual e o ien ações de apoio aos p o esso es que desejem
execu a as o icinas ESAG KIDS;
4
117
• ecebe as a aliações dos ealizado es das o icinas au ônomas (sem a
p esença ísica da equipe desen ol edo a) e di ulga seus esul ados;
• sis ema iza e dissemina os no os conhecimen os adqui idos po meio
das o icinas ealizadas di e amen e ou po p o esso es.
118
Ro ei o pa a ealização das
a i idades
A NOSSA OFICINA de e segui os passos a sabe :
1. Mini Pales a de Emp eendedo ismo: SE FOR POSSÍVEL,
exibi um pequeno ídeo de ap esen ação do P o esso Ja a e/ou explica à u ma
alguns concei os que es ão no glossá io ESAG KIDS;
2.Explicação da a i idade a se ealizada;
3. Di isão da u ma em g upos (seis indi íduos po equipe no máximo);
4. Dis ibuição do ma e ial (Can as Kids, Pos -i s, olhas imp essas e lápis)
5.Disponibiliza en e 30 e 40 minu os pa a os es udan es p eenche em o
Can as Kids;
6. Du an e a ealização da a i idade, i em cada g upo a im de e i ica se
necessi am de ajuda;
7.Con ida cada g upo pa a ap esen a o seu Can as Kids e explica o seu
p oje o pa a a u ma;
8. Ou i as pe cepções dos alunos e o e ece eedback ou explicações, se
necessá io
9.Menciona apidamen e o si e do ESAG KIDS;
10. Ence amen o.
ATENÇÃO! As o icinas de em se planejadas com alguma an ecedência,
po isso os ecu sos pedagógicos disponí eis, bem como as di iculdades
locais podem e de em se pa ilhadas com a equipe de ex ensão ESAG
KIDS, es amos jun os!
5
119
Como p eenche o Can as Kids
Vamos p eenche cada Can as Kids em nossa o icina de
emp eendedo ismo. O nosso can as é um impo an e ins umen o de
PLANEJAMENTO. O a qui o des e quad o abaixo es á sendo en iado po
email pa a se imp esso ou pode se adap ado pelo p o esso , COM CARTOLINA,
POST ITS E FOLHAS BRANCAS. Lemb e-se: É undamen al que os
pa icipan es se sin am con o á eis pa a se exp essa em e abalha em suas ideias.
6
120
O NOSSO PASSO A PASSO: CANVAS KIDS
MINHA IDEIA:
Esc e e qual se á o p oje o, pode se um
negócio, uma solução pa a um p oblema no
bai o ou a é da humanidade, um p odu o
ino ado , a é cu a pa a alguma doença, pode
ge a luc os ou não, mas em que se
au ossus en á el, qualque é ideia é álida. O
impo an e é deixa a imaginação lui !
PARA QUEM?:
Esc e e qual se á o público-al o, quem se á
bene iciado com o p oje o, po exemplo, a
sociedade, as c ianças do bai o, ou pessoas
a e adas po algum p oblema social, en e
ou os.
O QUE EU
PRECISO?:
Esc e e o que se á p eciso de insumos pa a
ealiza o seu p oje o, ambém es ima o cus o
inancei o.
QUEM PODE ME
AJUDAR?
Quem pode me ajuda ? Esc e e quem são
po enciais pa cei os, quem pode á ajuda seja
com in es imen o inancei o, doação de
insumos, quem pode á di ulga o p oje o, quem
pode á ajuda seja com o ça de abalho.
COMO VOU
CONSEGUIR O
QUE PRECISO?:
Como ou consegui o que p eciso? Esc e e o
que necessi a se ei o pa a consegui pa cei os,
in es imen os, insumos, capi al humano,
de alha os meios pa a o êxi o do p oje o.
COMO VOU SABER
SE DEU CERTO?:
Esc e e qual esul ado demons a á que os
obje i os do p oje o o am a ingidos. Exemplo:
Índice de ome no bai o baixou pa a núme o x,
conseguiu ende odo o es oque do p odu o y.
121
Suges ões de lei u a
SUGESTÃO DE LEITURAS:
JARA, E. J.; CUNHA, J. W.; KREICH, M. OFICINA DE INOVAÇÃO E
EMPREENDEDORISMO MIRIM: A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO
PROPONENTE DE ATIVIDADES DE FORMAÇÃO NÃO CURRICULAR In: 34º
Seminá io de Ex ensão Uni e si á ia da Região Sul – SEURS, 2016, Cambo iú.
Disponí el em: h ps://www.esagkids.com.b /a igos
JARA, E. J.; BORGES, M. K. EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E FORMAÇÃO DE
PROFESSORES A DISTÂNCIA PARA O ENSINO DE EMPREENDEDORISMO
NAS ESCOLAS. In: ANAIS do XVI Cong esso B asilei o de Ensino Supe io a
Dis ância (ESUD) e V Cong esso In e nacional de Educação Supe io a Dis ância
(CIESUD): Responsabilidades e desa ios pa a a consolidação da EAD. pág.1028-
1039, Te esina/PI, 2019. Disponí el: h ps://www.esagkids.com.b /a igos
Dolabela, F. (2007). Pedagogia emp eendedo a. Re is a de Negócios, 9(2).
Disponí el em:
h ps://schola .google.com.b /schola ?clus e =8830338684439716185&hl=p -
BR&as_sd =0,5
Baggio, A. F., & Baggio, D. K. (2014). Emp eendedo ismo: Concei os e
de inições. Re is a de emp eendedo ismo, ino ação e ecnologia, 1(1), 25-38.
Disponí el em: h ps://co e.ac.uk/download/pd /233174264.pd
OLIVEIRA, E. M (2004). Emp eendedo ismo social no B asil: a ual con igu ação,
pe spe i as e desa ios: no as in odu ó ias. Re is a da FAE, . 7,9-18. Disponí el
em:
h ps://edisciplinas.usp.b /plugin ile.php/1143900/mod_ esou ce/con en /1/Emp ee
ndedo ismo%20social%20no%20B asil%20_%20a ual%20con igu a%C3%A7%C
3%A3o.pd
7
122
A aliação das a i idades e ce i icação
P o esso , P o esso a! Se ocê ealizou a o icina ESAG KIDS,
pa abéns! Você ago a az pa e do p oje o de ex ensão ESAG KIDS!
Jun o a es e manual, es amos encaminhando a icha de
a aliação em o ma o wo d, pa a que o P o esso possa p eenche e nos
encaminha po email (ende eços no capí ulo 2 des e manual/nossos con a os),
logo após a ealização da o icina. Com isso, que emos me ecidamen e
ce i ica a ealização da sua o icina e di ulga a sua
inicia i a nos canais de comunicação do ESAG KIDS.
E se pude , po a o , en ie-
nos o os do seu e en o,
jun o à icha de a aliação
p eenchida!
Es a a aliação é undamen al pa a melho a mos nosso abalho
e o alece mos a nossa pa ce ia. É mui o b e e e es á undamen adas nas
p oduções acadêmicas que esul a am de nosso abalho de ex ensão: eedback
dos alunos pa icipan es, insigh s, necessidades exp essadas, ap endizados e
suges ões do p o esso .
Pa a esponde ao nosso ques ioná io suge imos que o
p o esso , an o quan o possí el, ano e, du an e a o icina, as exp essões e alas
mais ma can es dos seus alunos:
po exemplo, mui os alunos e alunas da ede pública, ao e em
con a o, pela p imei a ez, com uma uni e sidade pública e
8
123
g a ui a – a ESAG – demons am mui a su p esa e con en amen o
com a possibilidade de, um dia, pode em e acesso ao ensino
supe io . Pa a nós, como p oje o de ex ensão, oi impo an e
demais sabe que pudemos aze no as pe spec i as de ida aos
nossos es udan es!
FICHA DE AVALIAÇÃO
O ques ioná io, anexo, de e se p eenchido, assinado pelo p o esso esponsá el
pela o icina ESAG KIDS e en iado ao email indicado pela equipe de ex ensão ESAG
KIDS (capí ulo 2 des e manual/nossos con a os):
Nome comple o do p o esso
Nome, cidade e es ado da
escola e do di e o
Tu ma (sé ie) e núme o de
alunos ma iculados
1 Quan as c ianças
pa icipa am da o icina?
2 Quan os dias/meses de
p epa ação pa a a ealização da
o icina?
3 Recebeu o apoio/o ien ação
da ESAG KIDS?
4 Quais as suas
di iculdades/dú idas
5 Você ecebeu algum apoio da
di eção pedagógica?
6 Quais o am os ela os,
eações mais ma can es dos
alunos?
7 Você epe i ia a expe iência
com suas u mas?
8 Como ocê a alia os nossos
canais de comunicação?
9 Quais são as suas
pe cepções/ suges ões pa a o
p oje o de ex ensão ESAG
KIDS?
124
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Baggio, A. F., & Baggio, D. K. (2014). Emp eendedo ismo: Concei os e
de inições. Re is a de emp eendedo ismo, ino ação e ecnologia, 1(1), 25-38
Ca doso, G. F. Mude, ocê, o mundo: manual do emp eendedo ismo social. São
Cae ano do Sul: Lu a, 2016.
XXXI ENCONTRO NACIONAL DO FORPROEX. Ca a de Manaus. Maio de 2012.
Ja a, Edua do J. Manual do Emp eendedo Mi im. 2ed. Flo ianópolis: UDESC, 2018
Os e walde , A., & Pigneu , Y. (2011). Business model gene a ion: ino ação em
modelos de negócios. Al a Books.
San os, D. C. L. P., Lei e, E. F., Sil a, C. M., & Fonseca, S. M. M. (2013).
Emp eendedo ismo Sus en á el: Pe il dos P odu o es da Fei a Ag oecológica
da O la de Olinda-PE. HOLOS, 2, 148-160.
Vale, G. M. V. (2014). Emp eendedo : o igens, concepções eó icas, dispe são e
in eg ação. Re is a de Adminis ação Con empo ânea, 18, 874-891.