Joana So ia Ca alho Ca doso
Educação e Saúde: dois pila es undamen ais
no desen ol imen o in eg al das c ianças
junho de 2025
Educação e Saúde: dois pila es undamen ais no desen ol imen o in eg al das c ianças
Joana So ia Ca alho Ca doso
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Joana So ia Ca alho Ca doso
Educação e Saúde: dois pila es undamen ais
no desen ol imen o in eg al das c ianças
junho de 2025
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação P é-Escola e Ensino do 1.º Ciclo
do Ensino Básico
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ru e Ma ina Robe o San os
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A iagem que aqui e mina é ei a de passos meus, mas alice çada nas pegadas i mes de
quem, desde semp e, me apoiou com amo , co agem e espe ança.
Ag adeço, em p imei o luga , aos meus pais, as ânco as da minha ida, po me e em dado as
bases mais sólidas daquilo que sou e po ac edi a em incondicionalmen e no meu po encial. O que
sin o po ocês excede o que as pala as conseguem dize !
Ao meu mano Gonçalo, ag adeço com a ce eza de que há ínculos que se ecem pa a lá das
pala as. En e nós, bas am olha es pa a nos comp eende mos e pa a sabe mos, sem que seja p eciso
dizê-lo, o quan o nos o gulhamos um do ou o.
À F ancisca, a minha mana emp es ada e e e na menina dos meus olhos. Inspi as e-me desde
o p imei o ins an e, e con inua ás a azê-lo, po que há algo em i que me lemb a, odos os dias, a
beleza e a esponsabilidade de cuida , de ensina e de ac edi a .
À Rosália, uma e dadei a amiga que o nou es a caminhada mais le e e mais bela. És, pa a
mim, uma inesgo á el on e de inspi ação.
À P o esso a Ru e San os, pela o ien ação cuidada e enco ajado a, que me pe mi iu i e es e
pe cu so com dedicação e con iança. À P o esso a Te esa Sa men o, pelos aliosos ensinamen os
pa ilhados ao longo des e pe cu so, bem como pela cons an e disponibilidade e a enção
demons adas.
À P o esso a coope an e Paula Sob inho, ag adeço po e mos sido um e dadei o pa
pedagógico, no mais belo sen ido de apoia , pa ilha e cons ui conhecimen o em conjun o. À minha
equipa mul idisciplina , o osso exemplo az-me c esce enquan o pessoa e p o issional.
A odas as c ianças com as quais i e o p i ilégio de me c uza . Fo am e se ão semp e o
co ação des e caminho, o e dadei o sen ido des a missão.
Ao meu João, o meu mais since o e emocionado OBRIGADA! Pela p esença i me nos dias
bons e, sob e udo, nos menos bons. Po ac edi a es em mim com odas as o ças, mesmo nos
momen os em que a minha con iança acila a. Pela paciência, pelo amo , po es a es semp e lá —
sem exigências, mas com a ce eza de quem cuida, ampa a e caminha lado a lado Ob igada po se es
o meu luga segu o. És o melho do mundo e a ua o ma de ama é, sem dú ida, uma das azões
mais boni as pelas quais es e caminho ez an o sen ido.
Po que educa é, em essência, um ges o de amo e cada passo des e pe cu so oi ilhado com
amo . A odos os que ize am pa e des a iagem ans o mada, ob igada!
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Educação e Saúde: dois pila es undamen ais no desen ol imen o in eg al das c ianças
RESUMO
A saúde, pila es u u al e p imo dial da exis ência humana, eque a enção desde os p imei os
anos de ida. P omo e a consciencialização pa a es ilos de ida saudá eis desde a in ância é
essencial pa a que as c ianças c esçam com hábi os que a o eçam o seu desen ol imen o cogni i o,
social, emocional e mo o . A in ância cons i ui uma ase basila do desen ol imen o, ep esen ando um
pe íodo p i ilegiado pa a a aquisição e consolidação de compe ências e alo es que se p olongam e se
ans o mam, de o ma signi ica i a, ao longo do ciclo da ida. Nes e sen ido, a a iculação en e
educação e saúde assume um papel es u u an e no desen ol imen o in eg al da c iança.
Pa indo des a p emissa, es e p oje o, desen ol ido no âmbi o da P á ica de Ensino
Supe isionada do Mes ado em Educação P é-Escola e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico,
assen ou na p omoção de es ilos de ida saudá eis como eixo cen al da in e enção pedagógica e
p ocu ou in eg a , de o ma ans e sal e signi ica i a, p á icas que es imulassem o desen ol imen o
in eg al das c ianças.
Com base na aplicação de uma Me odologia de In es igação-Ação, o am dinamizadas
a i idades que pe mi i am alcança os obje i os inicialmen e de inidos, que de in es igação, que de
in e enção. Iden i ica o conhecimen o das c ianças sob e saúde e es ilos de ida saudá eis, a e igua
as pe ceções das amílias sob e hábi os saudá eis das c ianças e a e i se es ão a se desen ol idas
p á icas educa i as que omen em hábi os saudá eis e elou-se undamen al pa a delinea o pe cu so a
segui , cen ado em qua o supo es essenciais pa a um desen ol imen o saudá el: a alimen ação, a
a i idade ísica, a ges ão emocional e o sono. Todo es e p ocesso oi o ien ado com o p opósi o de
po encia uma ap endizagem holís ica, a iculando as a i idades desen ol idas a ou as á eas do sabe ,
de modo a ga an i um desen ol imen o in eg al e in eg ado das c ianças.
É impe a i o que a p omoção e o e o ço des es hábi os e p incípios sejam uma
esponsabilidade pa ilhada po odos, de o ma a c ia uma base sólida pa a o p og esso con ínuo.
Pala as-Cha e: bem-es a ; desen ol imen o in eg al; educação pa a a saúde; es ilos de ida
saudá eis
i
Educa ion and Heal h: wo undamen al pilla s in he in eg al de elopmen o child en
ABSTRACT
Heal h, a s uc u al and p imo dial pilla o human exis ence, equi es a en ion om he
ea lies yea s o li e. P omo ing awa eness o heal hy li es yles om an ea ly age is essen ial i child en
a e o g ow up wi h habi s ha a o hei cogni i e, social, emo ional and mo o de elopmen .
Childhood is a undamen al s age o de elopmen , ep esen ing a p i ileged pe iod o he acquisi ion
and consolida ion o skills and alues ha will con inue and change signi ican ly h oughou he li e
cycle. In his sense, he link be ween educa ion and heal h plays a key ole in he child's in eg al
de elopmen .
Based on his p emise, his p ojec , de eloped as pa o he Supe ised Teaching P ac ice o
he mas e ’s deg ee in P eschool Educa ion and 1s Cycle o Basic Educa ion, was based on he
p omo ion o heal hy li es yles as he cen al axis o pedagogical in e en ion and sough o in eg a e, in
a ans e sal and signi ican way, p ac ices ha s imula ed he in eg al de elopmen o child en.
Based on he applica ion o an Ac ion Resea ch Me hodology, ac i i ies we e ca ied ou ha
enabled he ini ially de ined esea ch and in e en ion objec i es o be achie ed. Iden i ying child en's
knowledge o heal h and heal hy li es yles, in es iga ing amilies' pe cep ions o child en's heal hy habi s
and assessing whe he educa ional p ac ices a e being de eloped o encou age heal hy habi s p o ed o
be undamen al in ou lining he pa h o ollow, ocusing on ou essen ial suppo s o heal hy
de elopmen : ood, physical ac i i y, emo ional managemen and sleep. This whole p ocess was guided
by he assump ion o p omo ing holis ic lea ning, linking he ac i i ies de eloped o o he a eas o
knowledge, so ha gua an ee he child en's in eg al and in eg a ed de elopmen .
I is impe a i e ha he p omo ion and ein o cemen o hese habi s and p inciples is a
esponsibili y sha ed by all, in o de o c ea e a solid ounda ion o con inuous p og ess.
Keywo ds: well-being; in eg al de elopmen ; heal h educa ion; heal hy li es yles
ii
ÍNDICE GERAL
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ....... ii
AGRADECIMENTOS .......................................................................................................... iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ....................................................................................... i
RESUMO ............................................................................................................................
ABSTRACT ........................................................................................................................ i
ÍNDICE GERAL ................................................................................................................. ii
ÍNDICE DE FIGURAS .......................................................................................................... x
ÍNDICE DE QUADROS ...................................................................................................... xii
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ................................................................................ xiii
INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1
Capí ulo I: Con ex o de In e enção e In es igação .......................................................... 3
............................................................................................................................. 3 No a in odu ó ia
1. ............................................................................................................................ 3 A ins i uição
............................................................................................... 5 Con ex o de Educação P é-Escola
........................................................................................ 6 Con ex o de 1.º Ciclo do Ensino Básico
2. ............................................................................................................................. 9 As c ianças
............................................................................................... 9 Con ex o de Educação P é-Escola
......................................................................................10 Con ex o de 1.º Ciclo do Ensino Básico
3. ..............................................11 Ap esen ação do Tema e Jus i icação da ele ância do mesmo
Capí ulo II: Enquad amen o Teó ico e Concep ual .......................................................... 13
...........................................................................................................................13 No a In odu ó ia
..............................................................................................13 Abo dagem Concep ual e Cu icula
............19 A Educação e a Saúde como eixos es u u an es no desen ol imen o in eg al das c ianças
...........................................................................26 Pila es do desen ol imen o in eg al das c ianças
.............................................................................26 A impo ância de uma alimen ação saudá el
....................................................................................................28 O papel undamen al do sono
............................................................................................33 A a i idade ísica como peça-cha e
......................................36 A impo ância do b inca pa a o desen ol imen o in eg al das c ianças
..........................................................................39
Educação emocional como pon o undamen al
Capí ulo III: Me odologia de In es igação e Plano Ge al de In e enção ......................... 42
1
INTRODUÇÃO
O p esen e ela ó io inse e-se no âmbi o da Unidade Cu icula de Es ágio, associado à P á ica
de Ensino Supe isionada (PES), pe encen e ao plano de es udos do 2.º ano do Mes ado em
Educação P é-Escola e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, do Ins i u o da Educação da
Uni e sidade do Minho.
O ema que no eia es e p oje o — “Educação e Saúde: dois pila es undamen ais no
desen ol imen o in eg al das c ianças” — nasce de uma inquie ação pedagógica e de uma p o unda
con icção pessoal: a de que não é possí el educa sem cuida , nem p omo e saúde sem educa . A
in ância, enquan o e apa decisi a no desen ol imen o humano, exige um olha a en o, sensí el e
in eg al onde a dimensão ísica, emocional, cogni i a e social da c iança seja igualmen e alo izada.
Nes e sen ido, es e p oje o de In es igação-Ação (I-A) e e como p opósi o in es iga de que
modo os ambien es educa i os podem assumi um papel a i o na p omoção da saúde, enquan o
condição essencial pa a o bem-es a e a ap endizagem das c ianças. P ocu ou-se, assim, comp eende
quais os hábi os de ida saudá eis já p esen es nos con ex os obse ados, qual a impo ância que lhes
é a ibuída pelas c ianças, educado es e amílias, e de que o ma é possí el po encia p á icas
educa i as que p omo am o desen ol imen o in eg al.
As ações desen ol idas p i ilegia am uma abo dagem holís ica e pa icipa i a, cen ada nos
in e esses e necessidades das c ianças, pe mi indo-lhes descob i , expe imen a e e le i sob e o seu
co po, as suas emoções, os seus hábi os e as suas o inas. As a i idades plani icadas i e am como
base os p incípios o ien ado es das O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-Escola (OCEPE) e
das Ap endizagens Essenciais (AE), assegu ando uma a iculação en e o cu ículo e a p omoção da
saúde em odas as suas dimensões.
Quan o à o ganização global des e ela ó io, es e encon a-se o ganizado po capí ulos, de
o ma a pe mi i uma lei u a cla a e coe en e do pe cu so ealizado.
No p imei o capí ulo ap esen am-se os con ex os de in e enção e os espe i os g upos de
c ianças. Enuncia, ambém, o ema do p oje o e a jus i icação da ele ância do mesmo.
O segundo capí ulo é dedicado ao enquad amen o eó ico, abo dando a a iculação en e
educação e saúde no desen ol imen o da c iança e e le indo sob e o papel da escola e da amília na
p omoção do bem-es a in an il.
Rela i amen e ao capí ulo III, es e in oduz a ques ão o ien ado a do p oje o e os obje i os de
in es igação e de in e enção inicialmen e de inidos. Ap esen a a me odologia ado ada, bem como os
2
p ocedimen os de in e enção e os ins umen os de ecolha de dados. P ocede, ainda, à análise dos
ques ioná ios aplicados.
O Capí ulo IV, desc e e as a i idades ealizadas nos di e en es con ex os, acompanhadas de
uma análise c í ica sob e o seu impac o nas c ianças e na p á ica pedagógica.
Po im, o úl imo capí ulo expõe as conside ações inais, sin e izando os p incipais con ibu os
do p oje o, as suas limi ações e as ap endizagens esul an es da o mação.
Com base numa abo dagem sis emá ica, sus en ada no igo e na a enção ao de alhe, es e
ela ó io isa e idencia as ap endizagens consolidadas ao longo des e pe cu so de cons ução, e lexão
e ans o mação, que culmina á na ob enção do g au de Mes e em Educação P é-Escola e Ensino do
1.º Ciclo do Ensino Básico.
3
Capí ulo I: Con ex o de In e enção e In es igação
No a in odu ó ia
O p imei o capí ulo incide na con ex ualização da ins i uição educa i a onde o am ealizadas
as P á icas de Ensino Supe isionado I e II, nos con ex os de Educação P é-Escola (EPE) e de 1.º Ciclo
do Ensino Básico (1.º CEB). P ocede-se, igualmen e, à ca ac e ização dos g upos de c ianças
en ol idos em cada um dos con ex os, bem como à ap esen ação do ema do p oje o de in e enção e
da jus i icação da ele ância do mesmo.
1. A ins i uição
A ação educa i a ealizada no âmbi o des e p oje o, na alência do P é-Escola e do 1.º CEB,
oi desen ol ida num con ex o educa i o que pe ence à ede pública do Minis é io da Educação. T a a-
se de um cen o escola da zona No e do país, que esul ou de uma ees u u ação na ede de escolas
e in eg a duas alências de ensino: EPE e 1.º CEB.
Es e cen o escola inse e-se num ag upamen o que az pa e do P og ama TEIP (Te i ó ios
Educa i os de In e enção P io i á ia), uma inicia i a do Minis é io da Educação, des inada a escolas
localizadas em á eas socioeconómicas mais des a o ecidas ou que en en am desa ios especí icos no
seu con ex o educa i o. Es e p og ama em como obje i o p incipal melho a a qualidade do ensino e a
inclusão nas escolas que se encon am em con ex os mais ulne á eis. Essas escolas, ge almen e,
acolhem populações com maio isco de exclusão social e êm índices mais al os de abandono escola
p ecoce, insucesso escola ou di iculdades no acesso a ecu sos educa i os.
O P og ama Te i ó ios Educa i os de In e enção P io i á ia cons i ui-se como uma
medida de polí ica educa i a des inada a ag upamen os de escolas e escolas não
ag upadas, do a an e designados po escolas, localizados em e i ó ios com maio
ulne abilidade social, endo em is a ga an i a inclusão e o sucesso educa i o de odos
os alunos, a melho ia da qualidade das ap endizagens, bem como o comba e ao
abandono escola . (Despacho n.º 7798, 2023, p.65)
A ualmen e, a ins i uição em 272 alunos (101 na EPE e 171 no 1.º CEB), p o enien es de
di e en es países e cul u as.
No que espei a às suas ins alações, o edi ício da ins i uição é cons i uído po dois anda es e é
compos o po salas de a i idades, uma cozinha, um e ei ó io, ins alações sani á ias, um salão
poli alen e, uma biblio eca/sala de in o má ica, uma sala de A i idades de Animação de Apoio à
Família (AAAF), um Cen o de Apoio à Ap endizagem (CAA) e um ele ado , que acili a o acesso en e
4
os dois pisos de pessoas com mobilidade condicionada. Con ém ainda um amplo espaço ex e io ,
compos o po um pa que in an il, um pa que senso ial, um campo de jogos e, ainda, uma á ea cobe a
que assegu a um ambien e adequado a di e en es condições climá icas. Es e espaço ex e io ag ega
uma composição de elemen os na u ais, incluindo á o es e ege ação di e si icada, que en iquecem o
ambien e escola e p omo em o con ac o com a na u eza.
É undamen al e e i que nas imediações da ins i uição exis e uma zona e de, com uma á ea
ap oximada de ês hec a es e com um lago a i icial. É um excelen e local pa a pe cu sos pedonais e
de ap endizagem pa a as c ianças, endo em con a a ele ada di e sidade lo ís ica e aunís ica, sendo
uma mais- alia pa a p opo ciona às c ianças a ligação com o meio ambien e.
Rela i amen e ao p oje o educa i o da ins i uição, es e documen o es u u an e o ien a oda a
ação educa i a des a comunidade escola , assumindo-se como uma bússola es a égica que guia o
caminho a segui pela escola enquan o espaço de ap endizagem, c escimen o e ealização pessoal e
cole i a. Re le e uma isão cla a e comp ome ida com a p omoção de uma educação inclusi a e de
qualidade. A missão do ag upamen o cen a-se na mobilização de odos os ecu sos — humanos,
ins i ucionais e comuni á ios — pa a assegu a o sucesso educa i o dos alunos e a alo ização do
e i ó io em que a escola se inse e. Comp ome e-se com a p es ação de um se iço público de
educação e o mação de qualidade, que p opo cione aos jo ens uma o mação sólida e compe ências
ele an es pa a a esolução de p oblemas complexos e a adap ação às exigências da sociedade a ual.
Simul aneamen e, p omo e a pa icipação democ á ica, o e o ço da dimensão humana e a cons ução
de um ambien e escola mo i ado , saudá el e colabo a i o. Pa a além disso, p ocu a a i ma -se como
uma escola de e e ência, abe a à comunidade, p óxima das amílias e o ien ada pa a o u u o. Es e
ideal conc e iza-se a a és de qua o pila es undamen ais: a ans o mação digi al, a educação pa a a
ino ação, a consciência ambien al e a alo ização da cul u a e das adições locais. A escola ambiciona
se um luga de bem-es a , onde o conhecimen o, a c ia i idade e a cidadania se a iculam pa a o ma
cidadãos ín eg os e a i os. Os alo es que sus en am a iden idade do ag upamen o são assumidos com
cla eza e coe ência: libe dade, esponsabilidade, in eg idade, cidadania, pa icipação, excelência,
exigência, cu iosidade, e lexão e ino ação. Es es p incípios o ien am a p á ica pedagógica quo idiana e
p omo em uma cul u a escola assen e no espei o, na jus iça e na cons ução de elações educa i as
signi ica i as. No que diz espei o aos obje i os es a égicos, o P oje o Educa i o es abelece me as
ambiciosas, mas conc e izá eis. En e as mais ele an es, des acam-se: ga an i a inclusão de odos os
alunos; melho a a qualidade do ensino e da ap endizagem; p omo e o en ol imen o a i o das
amílias; p e eni o abandono escola , o absen ismo e a indisciplina; ope acionaliza o Pe il dos Alunos
5
à Saída da Escola idade Ob iga ó ia (PASEO); omen a uma cidadania a i a e esponsá el; e alo iza o
bem-es a ísico, emocional e social de oda a comunidade educa i a. Es e p oje o assume, ainda, um
papel dinâmico na adap ação da escola aos desa ios con empo âneos, p opondo uma a iculação
con ínua en e ino ação pedagógica, sus en abilidade, mul icul u alismo e desen ol imen o digi al. A
alo ização das boas p á icas, a apos a na o mação con ínua dos p o issionais e a cons ução de
pa ce ias com a comunidade são ambém pila es undamen ais da sua ação es a égica. Em suma,
aduz uma isão sis émica, exigen e e inspi ado a da educação, comp ome ida com a cons ução de
uma escola mais jus a e inclusi a, capaz de ans o ma con ex os e de o ma cidadãos p epa ados
pa a pa icipa plenamen e na sociedade.
Con ex o de Educação P é-Escola
Rela i amen e à sala onde es agiei, es a possuía 8 á eas, nomeadamen e: a á ea do
acolhimen o, a á ea da casinha, a á ea da biblio eca, a á ea das cons uções, a á ea das exp essões, a
á ea dos jogos de mesa, a á ea do compu ado e a á ea das ciências. Ace ca da es é ica da sala, es a
ap esen a um ambien e mode no e isualmen e ag adá el e as pa edes são o e lexo do p ocesso de
ap endizagem, uma ez que são p eenchidas maio i a iamen e po abalhos ealizados pelas c ianças
e po ma e ial educa i o. Os ecu sos essenciais pa a o uso diá io das c ianças encon a am-se à sua
disposição na sala, enquan o os ma e iais suplemen a es encon a am-se a mazenados na
a ecadação da mesma. De essal a , ainda, o ac o de exis i bas an e luz na u al na sala. Con udo,
compa a i amen e com ou as salas da mesma ins i uição, es a ap esen a a um espaço ela i amen e
eduzido, o que acaba a po sub alo iza de e minadas á eas, especialmen e a á ea de acolhimen o.
No que se e e e aos modelos pedagógicos da educação de in ância, a a uação da educado a
coope an e não se egia po nenhum modelo em especí ico. Na minha pe spe i a, não exis e uma
abo dagem pedagógica melho ou pio . Ac edi o que é o conjun o das di e en es me odologias que nos
p opo cionam alcança g andes obje i os, semp e com o en oque no espei o pelo i mo e
indi idualidade de cada c iança, como po exemplo: o Mo imen o da Escola Mode na, a Me odologia do
T abalho de P oje o, a Abo dagem Cu icula High Scope e a Abo dagem Pedagógica de Reggio Emilia.
Rela i amen e ao Mo imen o da Escola Mode na, es a é uma co en e pedagógica que em
como obje i o e o mula a educação, o nando-a mais cen ada no aluno e no seu desen ol imen o
in eg al. Esse mo imen o de ende uma educação democ á ica, li e e inclusi a, em oposição ao
modelo adicional, ígido e au o i á io. A ideia p incipal é p omo e uma ap endizagem a i a, onde os
alunos êm au onomia pa a explo a , ques iona e ap ende de aco do com seus p óp ios i mos e
6
in e esses. Folque (1999) e e e que “o papel da escola de e á se o de p opo ciona uma
ap endizagem que enha um signi icado social, a a és de uma oca de conhecimen os numa
in e ação cons an e com a comunidade” (p. 6).
Quan o à Me odologia de T abalho de P oje o, es a é uma abo dagem pedagógica cen ada nas
c ianças, que p omo e ap endizagens signi ica i as a a és da explo ação de emas de in e esse do
g upo, en ol endo-as a i amen e na plani icação, in es igação e ação. Baseia-se na cu iosidade na u al,
desen ol endo o pensamen o c í ico, a c ia i idade e o abalho em equipa e in eg a di e sas á eas do
cu ículo de o ma in e disciplina e con ex ualizada. O educado a ua como mediado , documen ando
o p ocesso e alo izando as descobe as, enquan o a ligação com o mundo eal e a comunidade
en iquece as expe iências. Sil a e Mi anda (1990) e e em que “O p oje o su ge, po an o, a pa i dos
in e esses dos alunos e implica a p eocupação de lhes da uma maio au onomia, de al modo que o
conhecimen o seja adqui ido de uma o ma a i a (p. 122).
A abo dagem cu icula High Scope de ende que as c ianças ap endem melho a a és da
in e ação di e a com o ambien e, com os ma e iais a iados e com as pessoas ao seu edo e al como
e e ido po Eps ein & Hohmann (2019), “mais ninguém pode e expe iências ou cons ui
conhecimen o pela c iança […] as c ianças êm de o aze po elas p óp ias” (p. 17). O educado em
um papel de acili ado , apoiando as c ianças no seu p ocesso de descobe a e ap endizagem.
Rela i amen e à abo dagem pedagógica de Reggio Emilia, es a alo iza a c ia i idade, a
au onomia e o p o agonismo das c ianças no seu p ocesso de ap endizagem. Pa e da ideia de que as
c ianças são se es cu iosos, capazes e c ia i os, com eno me po encial pa a explo a e cons ui
conhecimen o. Malaguzzi (1999) de ende que “o ambien e de e a ua como uma espécie de aquá io
que e le e as ideias, a i udes e cul u as das pessoas que nele i em” (p.97), is o é, o ambien e é
conside ado o “ e cei o educado ” e de e se cuidadosamen e p epa ado pa a es imula a cu iosidade
e a in e ação. Pa a além disso, es a me odologia alo iza as "cem linguagens da c iança", ou seja, as
múl iplas o mas de exp essão, que pe mi em às c ianças comunica e explo a o mundo de o ma
di e si icada.
Con ex o de 1.º Ciclo do Ensino Básico
No que conce ne à sala onde deco eu a minha PES II no. 1.º CEB, es a ca ac e iza-se po um
ambien e acolhedo e uncional, ap esen ando condições ísicas que, de o ma ge al, a o ecem a
ap endizagem e o bem-es a das c ianças. Um dos elemen os que mais se des aca é a excelen e
incidência de luz na u al, p o enien e de janelas amplas que pe mi em uma boa en ilação e c iam um
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ambien e luminoso, ag adá el e es imulan e. Do pon o de is a dos ecu sos ma e iais, a sala es á
equipada com um quad o e de adicional e um quad o in e a i o, o que p opo ciona uma a iculação
e icaz en e me odologias mais con encionais e abo dagens pedagógicas digi ais, pe mi indo
di e si ica as es a égias de ensino e p omo e o en ol imen o dos alunos em di e en es modalidades
de ap endizagem. As mesas es ão o ganizadas em g upos de o ma o e angula , o que a o ece o
abalho colabo a i o, a pa ilha en e pa es e a in e ação cons an e, elemen os undamen ais nes a
ase de desen ol imen o. Es a disposição pe mi e igualmen e uma maio lexibilidade na ges ão das
a i idades e acili a a mobilidade den o da sala, con ibuindo pa a uma dinâmica de ap endizagem
mais a i a e cen ada na c iança. A sala dispõe, ainda, de uma pequena a ecadação, que se e ela
bas an e ú il pa a gua da ma e iais pedagógicos, jogos didá icos e ou os ecu sos de apoio à p á ica
le i a. Es a di isão adicional pe mi e man e o espaço p incipal mais o ganizado e uncional, ga an indo
que os ma e iais es ão acessí eis quando necessá ios, sem in e e i em com o ambien e de abalho
diá io. No início do es ágio, oi no ó ia a simplicidade isual das pa edes, que se encon a am
maio i a iamen e despidas. Con udo, à medida que o empo oi passando e que as a i idades
pedagógicas o am sendo desen ol idas, o espaço ganhou ida a a és das p oduções das c ianças,
que o am sendo a ixadas, con ibuindo pa a um ambien e mais pe sonalizado, pa icipa i o e
ep esen a i o das i ências do g upo. Es a ans o mação do espaço e le iu não apenas o p og esso
das c ianças, mas ambém o econhecimen o da sua exp essão e iden idade no con ex o educa i o.
Apesa das di e sas po encialidades da sala, alguns aspe os susci a am e lexão no que diz espei o à
sua o ganização uncional e es é ica. A inexis ência de elemen os na u ais, como plan as ou lo es, oi
um dos aspe os no ados, uma ez que a p esença de pequenos apon amen os que eme am pa a a
na u eza pode ia con ibui pa a um ambien e mais ha monioso, elaxan e e es imulan e, p omo endo
uma ligação simbólica com o mundo na u al. Pa alelamen e, e i icou-se que as mesas es a am
equen emen e ocupadas pelas caixas indi iduais com os ma e iais de cada aluno, o que con e ia à
sala uma apa ência isualmen e ca egada e diminuía o espaço disponí el pa a a disposição dos li os
e dos cade nos du an e as a i idades. Pa a além do impac o isual e uncional, es a o ganização
impedia, em g ande medida, a in odução de pequenas pausas a i as no deco e das a e as. Uma
eo ganização dos ma e iais — po exemplo, deslocando as caixas pa a um pon o ixo da sala —
pe mi i ia não só libe a espaço nas mesas, como ambém po encia momen os de libe dade de
mo imen os, ao incen i a os alunos a le an a em-se semp e que necessi assem de acede aos seus
ma e iais. Es a eo ganização pode ia assumi -se como uma opo unidade de in e upção dos
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compo amen os seden á ios, alo izando o mo imen o como pa e in eg an e do p ocesso de
ap endizagem e p omo endo um maio equilíb io en e concen ação e dinamismo ao longo do dia.
Em sín ese, a sala de aula oi-se o nando, ao longo do empo, um espaço dinâmico,
pa icipa i o e pedagogicamen e en iquecido, e le indo o en ol imen o dos alunos, a in encionalidade
educa i a da docen e i ula e a alo ização das ap endizagens desen ol idas.
Rela i amen e à me odologia de ensino, a p o esso a coope an e u iliza a ap endizagem
coope a i a como me odologia cen al, alendo-se de es a égias que p omo em a in e dependência
posi i a, a pa ilha de esponsabilidades e o desen ol imen o de compe ências sociais. Segundo Lopes
& Sil a (2009), a ap endizagem coope a i a su ge quando “os alunos se ajudam no p ocesso de
ap endizagem, a uando como pa cei os en e si e com o p o esso , isando adqui i conhecimen os
sob e um dado obje o” (p. 4). A ap endizagem coope a i a assen a num conjun o de p incípios que a
dis inguem de ou as o mas de abalho em g upo. Um dos seus aços mais signi ica i os eside na
consciência pa ilhada de que o êxi o indi idual es á in insecamen e ligado ao sucesso cole i o. Assim,
odos os elemen os assumem que os seus obje i os pessoais só podem se plenamen e alcançados se
os colegas ambém p og edi em. Po isso, p omo e um ambien e coope a i o ai além da simples
o ganização de g upos de abalho, uma ez que coope a é “mais do que es a pe o dos colegas a
discu i a ma é ia com os ou os, ajuda em-se, ou pa ilha em os ma e iais, embo a cada uma des as
si uações seja impo an e na ap endizagem coope a i a” (Lopes & Sil a, 2008, p. 14). Cabe ao
educado /p o esso c ia opo unidades de ap endizagem que es imulem a imaginação, a descobe a,
a c iação e a cons ução de sabe es po pa e das c ianças. Pa a al, é essencial que comp eenda a
c iança como um se a i o, compe en e e capaz de agi de o ma au ónoma, “de ap ende a ap ende ,
de eagi ao que es á ce o e e ado, a á di e ença na sala de aula” Lopes e Sil a (2008, p. 32). De
aco do com Johnson e Johnson (1999), a ap endizagem coope a i a assen a em cinco p incípios
es u u an es. A in e dependência posi i a des aca-se como elemen o cen al, uma ez que o sucesso
de cada aluno depende di e amen e do en ol imen o e p og esso dos seus colegas. A esponsabilidade
indi idual assegu a que odos os elemen os do g upo con ibuem a i amen e, e i ando desequilíb ios
no abalho conjun o. A in e ação p esencial é igualmen e essencial, pois pe mi e a oca di e a de
ideias e a cons ução colabo a i a do conhecimen o; no en an o, um clima hos il ou a ausência de
coope ação pode comp ome e a dinâmica do g upo e os esul ados. O desen ol imen o de
compe ências in e pessoais é ambém alo izado, na medida em que es a abo dagem a o ece a
in e ação, es imula o diálogo e incen i a o espei o mú uo. Como sublinhado po Johnson e al. (1998),
in eg a p á icas coope a i as na o ina da sala de aula é c ia opo unidades não só pa a ap o unda
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con eúdos académicos, mas ambém pa a cul i a habilidades in e pessoais essenciais à con i ência e
ao abalho em equipa. Po im, a a aliação con ínua pe mi e moni o iza o p og esso dos alunos e do
g upo, ga an indo uma adap ação cons an e do p ocesso às suas necessidades.
2. As c ianças
Con ex o de Educação P é-Escola
No que diz espei o às ca ac e ís icas do g upo de c ianças do P é-Escola , es e e a cons i uído
po in e c ianças, dez do géne o eminino e dez do masculino, em que odas comple a am os qua o
anos de idade a é 31 de dezemb o de 2024. Duas c ianças do g upo são de nacionalidade b asilei a,
uma é angolana e as es an es são po uguesas. Uma c iança do g upo oi diagnos icada com a
Pe u bação do Espec o do Au ismo – Va iá el Não Falan e e, ou a, que in eg ou es e ano o g upo,
em um ela ó io de Pe u bação do Dé ice de A enção (PDA).
Apesa de ela i amen e homogéneo em e mos de idades, o g upo mani es a a, na u almen e,
di e en es ní eis de desen ol imen o e de ap endizagem. Na gene alidade, e am c ianças cu iosas e
empenhadas no desen ol imen o das a i idades p opos as, apesa de algumas ainda dispe sa em a
sua a enção com alguma acilidade. Pa a além disso, a maio ia demons a a agilidades na
comunicação, sendo, po ezes, impe ce í el a mensagem que p e endiam ansmi i .
Rela i amen e à o ina do g upo, odos os dias can a am-se os bons dias sen ados no ape e,
cada c iança egis a a a sua p esença no Mapa de P esenças e o Responsá el do dia (po o dem
al abé ica) egis a a o es ado do empo e con abiliza a o núme o de c ianças p esen es. A pa e da
manhã en ol eu, maio i a iamen e, a ap esen ação de a i idades e o diálogo sob e as di e en es
emá icas, enquan o que o pe íodo da a de englobou a i idades mais p á icas e a explo ação das
á eas. Na Quad o 1, ap esen a-se a o ina diá ia do g upo do p é-escola :
Quad o 1
- Ro ina diá ia do g upo de EPE
Ro ina Diá ia
09:00h – 09:30h
Acolhimen o e oda da con e sa.
09:30h – 10:15h
A i idades, em g ande g upo ou pequeno g upo.
10:15h – 11:00h
Lanche e ec eio.
11:00h – 11:45h
A i idades, em g ande g upo ou pequeno g upo.
11:45h – 13:15h
Almoço e ec eio.
10
13:15h – 15:30h
A i idades, em g ande g upo ou pequeno g upo.
15h30
Lanche.
A i idades de
Animação e Apoio
à Família
A es Pe o ma i as – Segunda e Sex a- ei a
(15:30h – 16:30h)
A i idade Física Despo i a – Segunda e Qua a-
ei a (16:30h – 17:30h)
Con ex o de 1.º Ciclo do Ensino Básico
Quan o às ca ac e ís icas da u ma onde ealizei a PES II, a a a-se de uma u ma do 2.º ano,
compos a po 21 c ianças com idades comp eendidas en e os 7 e os 8 anos, sendo 11 c ianças do
sexo eminino e 10 c ianças do sexo masculino. Des a u ma, 3 c ianças bene iciam da aplicação de
medidas de supo e à ap endizagem e à inclusão, ao ab igo do Dec e o-Lei n.º 54/2018 no âmbi o da
educação inclusi a, sendo 2 de ní el uni e sal e 1 de ní el sele i o.
Rela i amen e à dinâmica de sala de aula, a u ma es á di idida em 5 g upos – 4 g upos
compos os po 4 elemen os e 1 g upo compos o po 5 elemen os - es e úl imo g upo ap esen a
maio es di iculdades de ap endizagem e necessi am de um maio acompanhamen o na ealização das
a e as. Nos g upos, cada c iança em uma esponsabilidade que semanalmen e ai al e ando. Exis e o
Ges o das Ta e as, o Con olado do Tempo, o Capi ão do Silêncio, o Po a- oz e o Sec e á io, em que
cada c iança desempenha a sua unção.
De um modo ge al, as c ianças são bas an e educadas, colabo a i as e au ónomas. O ac o de
abalha em em g upo, po encia o en ol imen o das c ianças e a en eajuda, ainda assim, pe cebe-se
algumas di e gências en e algumas c ianças dos g upos.
Ace ca das o inas da u ma, odos os dias são iniciados com a
Pala a do Dia
, onde as
c ianças escolhem uma pala a, classi icam-na mo ologicamen e, elabo am ases em g upo e, de
seguida, pesquisam o seu signi icado no dicioná io. Quando iniciam a á ea da Ma emá ica, ab em o dia
com o
Núme o do Dia
, onde azem a decomposição do núme o da da a e ealizam ope ações com
esse núme o. Pa a além disso, azem-se odos os dias pe gun as ace ca das abuadas. Após o in e alo
da manhã, emos o p oje o
“10 minu os a le ”,
em que cada c iança lê indi idualmen e os li os que
equisi am na biblio eca da escola. Após os 10 minu os a le , execu am exe cícios de elaxamen o pa a
e o na em à calma após o in e alo. Pa a além disso, odas as segundas- ei as azem um exe cício de
calig a ia – di ado
– e às sex as- ei as ealizam o concu so
“Tabuadas&Con as”,
que consis e na
ealização de con as de soma , sub ai , mul iplica e di idi a a és do cálculo men al. Ademais, no
17
consciencialização quan o à in luência que os seus compo amen os exe cem nas elações
sociais e na sus en abilidade ambien al;
a comp eensão c í ica dos equilíb ios e agilidades do mundo na u al, incen i ando uma
a uação esponsá el pe an e os desa ios globais que a e am o ambien e;
uma pos u a é ica e colabo a i a na cons ução de um u u o sus en á el (p. 27).
Pa alelamen e, a á ea do Desen ol imen o pessoal e au onomia cen a-se na:
consolidação de compe ências que pe mi em ao aluno comp eende e elaciona
conhecimen os, emoções e compo amen os;
capacidade de iden i ica os p óp ios in e esses e necessidades de ap endizagem, planea e
implemen a p oje os com esponsabilidade e, sob e udo, comp ome e -se com uma lógica de
ap endizagem ao longo da ida;
cons ução de uma iden idade pessoal sólida, e lexi a e o ien ada po alo es de au onomia e
esponsabilidade (p. 26).
Impo a ambém sublinha a ele ância do domínio do Pensamen o c í ico e pensamen o
c ia i o, que p ocu a;
desen ol e nos alunos a capacidade de obse a , analisa , a gumen a e oma decisões
undamen adas, an o com base em expe iências pessoais como em di e en es on es de
conhecimen o;
p omo e o diálogo en e sabe es cien í icos e humanís icos, incen i ando a p odução de ideias
no as e a esolução c ia i a de p oblemas, num exe cício cons an e de e lexão indi idual e
in e ação com os ou os (p. 24).
Ao se em abalhadas de o ma ans e sal e in eg ada, es as á eas não só po enciam o bem-
es a ísico, men al e cogni i o das c ianças e jo ens, como os capaci am pa a um exe cício pleno e
conscien e da cidadania. Nes e sen ido, cons i uem-se como alice ces undamen ais pa a a cons ução
de um pe cu so educa i o que alo iza a pessoa como um odo e a p epa a pa a pa icipa , de o ma
a i a, c í ica e solidá ia, na ans o mação posi i a da sociedade.
Es a lógica de educação in eg ada é ambém sus en ada pelo DL n.º 54/2018, de 6 de julho,
que es abelece o egime ju ídico da educação inclusi a. Es e diploma assen a no p incípio da
pa icipação plena e equi a i a de odos os alunos, alo izando as suas po encialidades e p omo endo
con ex os educa i os que espei am a di e sidade. Tal como p econiza o DL, cabe às ins i uições
educa i as “ga an i condições que a o eçam o bem-es a ísico, emocional e social dos alunos,
enquan o condição undamen al pa a a ap endizagem” (a igo 3.º, p. 2918).
18
A p á ica pedagógica acolhe p o undamen e es a iloso ia inclusi a ao econhece e esponde
aos di e en es i mos de ap endizagem, às di e sas exp essões emocionais e às necessidades
indi iduais das c ianças, p omo endo um ambien e segu o, es imulan e e espei ado . Ao in eg a
p á icas di e enciadas e sensí eis às singula idades do g upo, o e ece es a égias educa i as uni e sais
e adap á eis, con ibuindo pa a o desen ol imen o in eg al de odos, em consonância com o p incípio
da equidade.
Complemen a men e, o DL n.º 55/2018, de 6 de julho, de ine os p incípios o ien ado es da
o ganização cu icula do ensino básico e secundá io, des acando a impo ância da ges ão lexí el e
in eg ada do cu ículo, da alo ização do abalho in e disciplina e da p omoção de ap endizagens
signi ica i as. Re e e-se que se de e ga an i “ empo pa a a consolidação e uma ges ão in eg ada do
conhecimen o, alo izando os sabe es disciplina es, mas ambém o abalho in e disciplina , a
di e si icação de p ocedimen os e ins umen os de a aliação, e o desen ol imen o da au onomia e da
esponsabilidade dos alunos” (pp. 2928–2929).
O desen ol imen o des e p oje o ege-se em es ei a consonância com es es p incípios,
es u u ando as a i idades de o ma ans e sal às á eas do sabe , desde a ma emá ica a é à
exp essão plás ica, passando pelas ciências e a linguagem o al e esc i a, semp e em a iculação com o
ema cen al da saúde. Es a in e disciplina idade pe mi iu ans o ma os con eúdos escola es em
expe iências eais, signi ica i as e mo i ado as.
O Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho, homologa as AE do Ensino Básico, que
cons i uem um e e encial cu icula undamen al pa a o planeamen o, implemen ação e a aliação do
ensino-ap endizagem. No 1.º CEB, es as ap endizagens p e eem, de o ma cla a, que os alunos de em
desen ol e compe ências elacionadas com o cuidado da sua saúde, a adoção de hábi os saudá eis, a
au onomia e o pensamen o c í ico. Po exemplo, na á ea de Es udo do Meio, as AE suge em a
explo ação do co po humano, da alimen ação, do descanso e das p á icas de higiene, o que es á em
pe ei a sin onia com os con eúdos abo dados ao longo da in e enção.
Po úl imo, a Po a ia n.º 223-A/2018, de 3 de agos o, e a Po a ia n.º 181/2019, de 11 de
junho, que egulamen am espe i amen e as o e as educa i as e os planos de ino ação pedagógica,
con e em às escolas e aos docen es a possibilidade de ajus a em o cu ículo à ealidade local,
desen ol endo espos as ino ado as, lexí eis e adap adas aos desa ios da con empo aneidade. Es as
no mas e o çam a impo ância de p oje os pedagógicos com impac o eal no bem-es a e na
ap endizagem dos alunos, omen ando a coope ação, o pensamen o c í ico e a au onomia.
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Es e p oje o insc e e-se plenamen e nes a pe spe i a, assumindo-se como uma p á ica
educa i a e lexi a, con ex ualizada e o ien ada pa a a ans o mação. Ao conjuga a saúde e a
educação enquan o eixos es u u an es da in ância, alice çado em undamen os legais e pedagógicos,
p omo e-se o desen ol imen o in eg al das c ianças e consolidando a escola como um espaço de
cuidado, cidadania e desen ol imen o humano. Nes e sen ido, ao p i ilegia a p omoção de hábi os
saudá eis nas o inas escola es — como a alimen ação equilib ada, o exe cício ísico, o descanso e a
egulação emocional — cons i ui-se como uma p á ica pedagógica em es ei a consonância com as
o ien ações legais e cu icula es que es u u am o sis ema educa i o po uguês. Com base nes es
documen os no ma i os, a in e enção não só esponde às necessidades a uais das c ianças e das
comunidades educa i as, como e o ça o papel da escola enquan o p omo o a de saúde, cidadania e
bem-es a .
A Educação e a Saúde como eixos es u u an es no desen ol imen o in eg al das c ianças
Ao longo dos úl imos anos, êm-se obse ado cada ez mais condições de saúde que a e am o
desen ol imen o in eg al das c ianças e es a emá ica em es ado equen emen e nos assun os da
o dem do dia. Mas, a inal, qual se á o impac o das ques ões da educação e da saúde no
desen ol imen o in eg al das c ianças?
A elação en e educação e saúde alcança aspe os essenciais do bem-es a e da saúde ísica e
men al, bem como do desen ol imen o cogni i o, social, emocional e mo o que a e am di e amen e a
ap endizagem e o desen ol imen o global das c ianças.
“Educa é o ma a pessoa como um odo. Signi ica a ingi o indi íduo em p o undidade, na
cama an e-in elec ual do seu se , dos seus hábi os, emoções e a eições p imá ias.” (Reboul, 2017, p.
9)
No con ex o do p ocesso educa i o, os educado es — sejam eles pais, p o esso es, u o es ou
ou os in e enien es com unção pedagógica — assumem um papel es u u an e na mediação das
ap endizagens. A a és da u ilização de me odologias, es a égias e ecu sos ajus ados às
necessidades das c ianças, p ocu am c ia ambien es p omo o es de desen ol imen o in eg al,
ca ac e izados po segu ança a e i a, inclusão e es ímulo cons an e à cu iosidade, à au onomia e à
cons ução do conhecimen o. “Aos pais e educado es cabe a di ícil a e a de con ibui pa a a
adequada cons i uição do modo de pensa de cada c iança, condição necessá ia pa a que ela possa i
a se uma c ia u a mais eliz e um memb o cons u i o de sua comunidade.” (Giko a e, 2002, p.21)
20
Segundo a O ganização Mundial de Saúde (OMS, 2016), a saúde é de inida como “o bem-es a
ísico, men al e social, mais do que a me a ausência de doença...”. Es a pe spe i a holís ica en a iza a
necessidade de conside a o bem-es a na sua o alidade, econhecendo que uma ida saudá el
implica não só a p e enção de pa ologias, mas ambém a capacidade de ge i o s ess, de es abelece
elações in e pessoais saudá eis e de expe iencia um sen imen o ge al de sa is ação com a ida.
Assim, p omo e a saúde é p omo e um es ado de ha monia en e o co po e a men e - condição
indispensá el pa a o c escimen o pessoal e pa a a cons ução de um quo idiano pleno de sen ido.
A Ca a de O awa de ine a p omoção da saúde como “o p ocesso que isa aumen a a
capacidade dos indi íduos e das comunidades pa a con ola em a sua saúde, no sen ido de a
melho a ”, po conseguin e, pa a alcança mos um “es ado de comple o bem-es a ísico, men al e
social, o indi iduo ou o g upo de em es a ap os a iden i ica e ealiza as suas aspi ações, a sa is aze
as suas necessidades e modi ica ou adap a -se ao meio.” (OMS, 1986, p. 1)
Ca alho e al. (2017), des acam no Re e encial de Educação pa a a Saúde que
A P omoção e Educação pa a a Saúde (PES) em meio escola é um p ocesso con ínuo
que isa o desen ol imen o de compe ências das c ianças e dos jo ens, pe mi indo-lhes
con on a em-se posi i amen e consigo p óp ios, cons ui um p oje o de ida e se em
capazes de aze escolhas indi iduais (...) (p.6)
Segundo a OMS (1998), a educação pa a a saúde de ine-se como “qualque combinação de
expe iências de ap endizagem que enham po obje i o ajuda os indi íduos e as comunidades a
melho a a sua saúde, a a és do aumen o dos conhecimen os ou in luenciando as suas a i udes”.
Uma Escola P omo o a de Saúde (EPS) é en endida como uma ins i uição em cons an e
e olução, comp ome ida em e o ça a sua capacidade de se cons i ui como um ambien e saudá el
pa a ap ende , i e e abalha (OMS, 1998). O seu p opósi o p imo dial assen a na melho ia dos
esul ados educa i os e na p omoção de ações es u u adas em p ol da saúde, omen ando a aquisição
de conhecimen os, a i udes e compe ências nos domínios cogni i o, social e compo amen al. Es a
abo dagem sus en a-se em p incípios o ien ado es como a equidade, a sus en abilidade, a pa icipação
democ á ica, a educação inclusi a e a capaci ação (“empowe men ”) de odos os memb os da
comunidade educa i a pa a a p omoção da saúde e do bem-es a (IUHPE, 2009).
Nes e modelo in e - elacional, a Educação pa a a Saúde (EpS) é cen ada no desen ol imen o
das capacidades indi iduais a a és de p ocessos educa i os que es imulam a mo i ação, a aquisição
de compe ências, a au ocon iança e a consciencialização c í ica, cons i uindo alice ces indispensá eis
pa a a cons ução da li e acia em saúde (OMS, 2012). Assim, es e concei o anscende a ansmissão
de in o mação, in eg a, ambém, o desen ol imen o de ap idões que a o ecem a au onomia e a
21
omada de decisões conscien es, in o madas e esponsá eis em saúde. Es as decisões assen am na
comp eensão dos de e minan es sociais, económicos, polí icos e ambien ais da saúde, bem como na
iden i icação dos a o es de isco e de p o eção (OMS, 1998).
Como o ma de o alece a p omoção de saúde no ambien e escola e de undamen a a
es ei a elação en e educação e saúde, o Minis é io da Educação c iou o P og ama de Apoio à
P omoção e Educação pa a a Saúde (PAPES), em 2014, que es abelece que a escola é um espaço
p i ilegiado pa a a p omoção de saúde. Es e p og ama isa in eg a a educação pa a a saúde nas
p á icas pedagógicas, abo dando emas undamen ais como a saúde ísica, saúde men al, p e enção
de compo amen os de isco e a impo ância de um es ilo de ida saudá el. O PAPES essal a que as
c ianças saudá eis ap esen am uma maio capacidade de ap endizagem, maio es abilidade emocional
e desen ol em melho as suas habilidades sociais, além de se em menos susce í eis a p oblemas de
saúde ao longo da ida.
A ede
Schools o Heal h in Eu ope
(SHE) p omo e uma abo dagem holís ica pa a escolas
p omo o as de saúde. Vilaça e al. (2019) e e em que as escolas de em abalha em conjun o com a
comunidade pa a o ma um ambien e que supo e an o a saúde ísica quan o o bem-es a emocional
dos alunos, de endendo a c iação de p og amas de saúde que en ol am não só os educado es e os
p o issionais de saúde, mas ambém os pais e as en idades locais, isando ans o ma a escola num
espaço p omo o de saúde. P opõem, ainda, que as escolas inco po em p á icas de p omoção da
saúde em a i idades diá ias e cu icula es, além de en a iza a c iação de um ambien e que apoie a
saúde men al e p e ina compo amen os de isco. O concei o de
whole-school app oach
(abo dagem
de escola in eg al) “cen a-se na ob enção de esul ados an o na saúde como na educação, a a és de
uma abo dagem sis emá ica, pa icipa i a e o ien ada pa a a ação.” (p.14) Des a o ma, é impo an e
analisa a c iança como um odo e e em con a as suas especi icidades pessoais. Assim, cada c iança
pode abso e es ímulos iguais de di e en es o mas, endo em con a as suas condições de saúde,
i ências e con ex os em que es ão inse idas.
A sociedade con empo ânea en en a uma mul iplicidade de desa ios, mui os deles de ele ada
complexidade. Segundo a O dem dos Psicólogos Po ugueses (OPP, 2019), os p incipais obs áculos
si uam-se nos domínios económico-polí ico, social e indi idual. As ans o mações demog á icas, a
sus en abilidade económica e ambien al, as al e ações globais que exigem o con ibu o a i o dos
cidadãos, bem como as no as o mas de p omo e a inclusão, a ino ação e a segu ança, con igu am-
se como emas cen ais de p eocupação a ní el nacional e eu opeu. Den o des e conjun o de desa ios,
a Saúde des aca-se como um pila undamen al, uma ez que cons i ui um a o de e minan e pa a a
22
qualidade de ida de uma população saudá el. Além disso, é indiscu i elmen e um componen e
essencial pa a uma economia e uma sociedade sus en á eis e p óspe as (OPP, 2019, p. 2).
A Saúde in luencia di e sos aspe os da ida cole i a, en e os quais a p odu i idade económica,
o desempenho educa i o, o en ol imen o cí ico, a cidadania a i a e a esiliência social, con o me
des aca a O dem dos Psicólogos Po ugueses (2019). Os desa ios que se colocam nes a á ea são
desc i os como complexos, englobando ques ões como doenças c ónicas, obesidade, pe u bações de
saúde men al, desigualdades, ele ados cus os associados à saúde e o en elhecimen o da população.
Dian e des e cená io, o na-se impe a i o es abelece a saúde como uma p io idade.
Ba os (2013, p. 15) en a iza que “a saúde pe ence a cada um de nós, de e mina a nossa
maio , ou meno , capacidade de agi e i e li emen e, no que azemos indi idualmen e e na nossa
pa icipação na sociedade”, sublinhando assim a sua cen alidade na au onomia e na cidadania.
De aco do com a Di eção-Ge al da Saúde (DGS, s.d.), os de e minan es da saúde podem se
classi icados em á ias ca ego ias: “ambien ais, biológicos, compo amen ais ou es ilos de ida,
demog á icos e sociais, económicos, e elacionados com o sis ema de saúde e a p es ação de
cuidados de saúde” (p. 89). Ca ona e al. (2017) associam o concei o de bem-es a à ausência de mal-
es a , es e úl imo en endido como a mani es ação de pa ologias, desmo i ação pa a a ação pessoal,
imp odu i idade social ou deso ganização a ní el indi idual e cole i o. Con udo, de endem que o bem-
es a não se ca ac e iza como uma condição pe manen e ou como uma uga às di iculdades ine en es
à exis ência humana. T a a-se, an es, de alcança um equilíb io emocional que ab ange a acei ação e a
i ência das di e sas emoções uni e sais, sem a p e ensão de e i a ou ejei a aquelas que possam
ge a descon o o.
Segundo a de inição da OMS (1998), o es ilo de ida co esponde a um modo de ida baseado
em pad ões de compo amen o que esul am da in e ação en e as ca ac e ís icas indi iduais e os
con ex os sociais e socioeconómicos. Es es pad ões são con inuamen e in e p e ados e ajus ados em
di e en es si uações sociais, es ando, po isso, sujei os a ans o mação. Impo a sublinha que o es ilo
de ida de cada pessoa exe ce um impac o signi ica i o na sua p óp ia saúde e na saúde cole i a.
Dian e do con ex o a ual, e econhecendo que o u u o cons ói-se com base nas i ências das
c ianças do p esen e, impõe-se uma e lexão c í ica ace ca do papel que os educado es e p o esso es
podem assumi na p omoção de um es ado de bem-es a in eg al. A educação, quando cen ada no
desen ol imen o holís ico dos indi íduos, es ende-se pa a além da me a ansmissão de
conhecimen os, assumindo-se como um ins umen o ans o mado de compe ências, a i udes e
alo es.
23
Manjón (1964) de endia que o educado educa não apenas ensinando, mas ambém
despe ando e desen ol endo compe ências nas c ianças, cujo obje i o inal coincide com o da
educação: omen a o c escimen o e o desen ol imen o dos educandos. Cunha (2008) ac escen a que
“a e icácia do p o esso es a á di e amen e in e ligada às ans o mações que a sua acção pedagógica
p oduz nos alunos. Es as ans o mações de em se ealizadas, não só no domínio do conhecimen o,
mas ambém no da a i idade, da pe sonalidade e da on ade” (p. 62). De aco do com es e au o , uma
das unções do p o esso consis e em p omo e o desen ol imen o pessoal dos seus alunos. Ca alho
(2012) e o ça es a isão, salien ando que a escola ep esen a um espaço onde as c ianças passam
g ande pa e do seu empo, expe ienciando uma as a gama de emoções e si uações di e sas.
Lusquinhos e Ca alho (2022) complemen am es a pe spe i a, de endendo que a EpS não de e se
exclusi amen e esponsabilidade dos p o issionais da á ea da saúde. Pelo con á io, odos os agen es
que man êm con ac o di e o ou indi e o com c ianças e jo ens — amilia es, amigos, educado es — êm
um papel a i o na p omoção do seu bem-es a . Nes e sen ido, “des e modo, pa ece ácil assumi que
[…] as c eches, ja dins-de-in ância e escolas de e ão ocupa um papel undamen al na educação pa a
a saúde. Assim, en e es es dois campos - a educação e a saúde - […] comp eende-se uma o al in e -
elação” (Es e es & Anas ácio, 2011, p. 1). Já o au o P ecioso (2009) conside a que educa pa a a
saúde é, p o a elmen e, uma das o mas mais e icazes de p omo e a adoção de compo amen os
saudá eis e a al e ação de condu as p ejudiciais. Es abelece, assim, uma elação de causalidade cla a:
“Se o es ado de saúde es á di e amen e elacionado com os compo amen os das pessoas de emos
p ocu a as ias mais adequadas pa a p omo e a adoção de compo amen os saudá eis ou al e ação
de condu as p ejudiciais” (p. 85). Assim, a escola é indiscu i elmen e um dos locais p i ilegiados pa a
a implemen ação de p og amas de EpS, onde os alunos de em se p epa ados pa a o au ocuidado e
pa a o cuidado dos ou os, assumindo que cuida da saúde e ado a um es ilo de ida saudá el são
undamen ais pa a o bem-es a global.
A Li e acia em Saúde (LS) de e capaci a os alunos com conhecimen os sólidos e
compe ências p á icas que lhes pe mi am agi de o ma au ónoma, conscien e e esponsá el no
domínio da saúde. Nes e con ex o, é essencial que desen ol am uma comp eensão c í ica sob e os
de e minan es de saúde, econhecendo o impac o que es es exe cem an o na sua condição pessoal
como na saúde cole i a. O obje i o p imo dial eside em omen a a adoção de es ilos de ida
saudá eis, sus en ados po decisões in o madas, p omo endo não apenas o bem-es a indi idual, mas
ambém o bem-es a social e comuni á io. Assim, a LS assume-se como um ins umen o undamen al
na o mação de cidadãos a i os, conscien es dos seus di ei os e de e es em ma é ia de saúde, e
24
do ados de sen ido de esponsabilidade pe an e si mesmos e pe an e os ou os (Ca alho & Jou dan,
2014). Na pe spe i a des es au o es são necessá ias ês dimensões pa a o desen ol imen o da LS na
escola:
Conhecimen o cien í ico ( eó ico e p á ico) - acili ando a aquisição de conhecimen o cien í ico
dos alunos, pa icula men e aqueles elacionados com o co po e a saúde;
Pensamen o c í ico - ajudando os alunos a esis i em às p essões do ambien e (es e eó ipos,
média, p essão dos pa es) e capacidade de iden i ica on es locais de apoio pessoal;
– Compe ências de ida – con ibuindo pa a desen ol e nos alunos capacidades pa a a ida -
compe ências pessoais, sociais e cí icas. (p. 102).
A O dem dos Psicólogos Po ugueses (2015) enume a um conjun o de bene ícios da LS e das
consequências nega i as da al a de LS, que se encon am e idenciados no Quad o 2:
Quad o 2 – Li e acia em Saúde – Bene ícios e Consequências da sua al a
Li e acia em Saúde
Bene ícios da LS
Consequências da al a de LS
Melho es esul ados de saúde e aumen o do
bem-es a ;
Melho u ilização dos se iços de saúde;
Pa icipação a i a e in o mada dos cidadãos
nos cuidados de saúde;
Diminuição dos compo amen os de isco
pa a a saúde;
Diminuição dos gas os com a saúde;
Redução das desigualdades em saúde;
Aumen o da esiliência dos consumido es
ace à ad e sidade;
En iquecimen o do capi al social e cul u al
das comunidades.
Pio es ado de saúde;
F aca adesão à e apêu ica e e os na oma de
medicação;
Taxas mais ele adas de hospi alização e e-
hospi alização;
Maio u ilização dos se iços de u gência;
Taxas mais ele adas de mo bilidade e mo e
p ema u a;
Adoção de compo amen os de isco pa a a
saúde;
Capacidade diminuída pa a oma decisões de
saúde adequadas e comunica com p o issionais
de saúde;
Má ges ão de doenças c ónicas (como a diabe es
ou a asma);
Meno pa icipação em acções de p e enção e
p omoção da saúde;
Cus os económicos mais ele ados.
No a.
Adap ado de O dem dos Psicólogos Po ugueses (2015)
25
To na-se, en ão, e iden e que a in eg ação da emá ica da saúde no cu ículo escola não
cons i ui apenas uma mais- alia, mas an es uma necessidade incon o ná el no âmbi o da o mação
in eg al das c ianças e dos jo ens e da sociedade em ge al. A OMS (2022) sublinha que as
compe ências e os hábi os desen ol idos ao longo do pe cu so educa i o são de e minan es pa a que
os indi íduos possam, mais a de, en en a os desa ios e exigências da ida quo idiana de o ma
esilien e e conscien e. A p óp ia educação, con o me essal a es a en idade, assume um papel
p o e o , con ibuindo a i amen e pa a a p e enção de pe u bações associadas à saúde men al e pa a
a cons ução de es ilos de ida p omo o es do bem-es a .
Impo a econhece que, embo a o isco de ad e sidade seja ans e sal a odas as e apas do
ciclo de ida, a in ância cons i ui uma janela de desen ol imen o pa icula men e sensí el, na qual os
acon ecimen os expe ienciados podem deixa ma cas signi ica i as, com implicações p o undas ao
ní el da ges ão emocional, elacional e compo amen al.
Nes e enquad amen o, assume especial ele ância a pe spe i a dos di ei os da c iança, que
de em se en endidas como “agen es a i os da sociedade. O di ei o à Saúde e Educação, sendo dos
mais elemen a es, suben ende uma isão do Bem-Es a num âmbi o ala gado, em que os aspe os
biológicos, emocionais e con ex uais se en ec uzam de o ma de e minan e”(DGE & DGS, 2017, p.
14).
A pa i des a linha de o ien ação, impõe-se a necessidade de uma in e enção educa i a
in encional, p ecoce e sus en ada, cen ada na p omoção da saúde men al e do bem-es a psicológico.
O Re e encial de Educação pa a a Saúde (DGE & DGS, 2017) e o ça o papel da escola enquan o
espaço p i ilegiado de desen ol imen o de compe ências essenciais pa a a ida, en e as quais se
des acam os compo amen os alimen a es saudá eis, as a i udes posi i as ace ao co po, a alo ização
da a i idade ísica e a adoção de es ilos de ida sus en á eis.
P omo e a saúde em con ex o escola , numa lógica p e en i a e o ma i a, signi ica, pois, agi
sob e o p esen e com uma isão de u u o, e i ando a consolidação de pad ões de compo amen o
desajus ados que, man idos ao longo do empo, pode ão aca e a consequências p o undamen e
ne as as pa a o desen ol imen o in eg al e pa a a qualidade de ida das c ianças e dos jo ens.
O a, se enquan o educado es, nos p eocupa mos com uma abo dagem in eg ada da educação
e da saúde desde en a idade, ce amen e es a emos a omen a compe ências e alo es que
p omo em o desen ol imen o global e equilib ado das c ianças.
Sin e izando, a educação e a saúde cons i uem dois pila es indissociá eis e es u u an es no
pe cu so de desen ol imen o das c ianças, in luenciando de o ma decisi a o seu bem-es a , a
26
cons ução da iden idade e o exe cício pleno da cidadania. Es es domínios não de em se enca ados
como ealidades pa alelas, mas como es e as p o undamen e in e dependen es, cujo diálogo cons an e
po encia ap endizagens mais signi ica i as e idas mais equilib adas.
Pa a além da alimen ação e do sono e, de aco do com a OMS (2022), os bene ícios da p á ica
de a i idade ísica são incon á eis, des acando-se: a p e enção e ajuda no con olo das doenças do
co ação, hipe ensão e diabe es; a edução do isco de desen ol e canc o; a melho ia dos sin omas da
dep essão e ansiedade; o con ibu o na saúde ce eb al, incluindo a unção cogni i a; e, ainda, o
o alecimen o dos músculos e dos ossos.
Pila es do desen ol imen o in eg al das c ianças
A impo ância de uma alimen ação saudá el
A DGS (2022) de ine alimen ação saudá el como aquela que é a iada, equilib ada e comple a,
ga an indo o consumo diá io de alimen os nu icionalmen e adequados, com o obje i o de sa is aze as
necessidades do o ganismo, p omo e a saúde e p e eni um as o leque de doenças. In e samen e,
uma alimen ação inadequada con igu a-se como a an í ese des a de inição, sendo ca ac e izada pelo
consumo excessi o de p odu os com ele ada densidade ene gé ica e baixo alo nu icional, os quais
são conside ados alimen os não saudá eis.
Tal como p econizado pela Roda dos Alimen os, um ins umen o pedagógico e nu icional de
e e ência (Rod igues, 2006), p essupõe-se a inges ão diá ia de alimen os pe encen es a odos os
g upos ep esen ados na oda, ga an indo uma di e sidade alimen a que espei e as p opo ções
ecomendadas. Os g upos alimen a es incluem: ce eais, de i ados e ubé culos (4 a 11 po ções);
ho ícolas (3 a 5 po ções); u a (3 a 5 po ções); go du as e óleos (1 a 3 po ções); lac icínios (2 a 3
po ções); ca nes, pescado e o os (1,5 a 4,5 po ções); e leguminosas (1 a 2 po ções). Pa a além disso,
é undamen al bebe 1,5 a 3 li os de água po dia. O equilíb io nu icional esul a, assim, do consumo
p opo cional dos di e en es g upos, p i ilegiando-se os alimen os com maio ecomendação diá ia e
mode ando-se aqueles de meno po ção (Rod igues, 2006).
Ado a uma alimen ação equilib ada desde os p imei os anos de ida é, po isso, essencial.
Como sublinha Accioly (2009), os hábi os alimen a es endem a consolida -se na in ância, o que
acen ua a ele ância de incu i p á icas saudá eis logo nas e apas iniciais do desen ol imen o. Nes a
ase, a alimen ação das c ianças é o emen e moldada pelo pad ão amilia , sendo es e o p imei o
núcleo social a exe ce in luência sob e as escolhas alimen a es. Pos e io men e, es a in luência
33
Co dei o (2010) salien a, ainda, a impo ância dos pais nas o inas de sono das c ianças e nas
his ó ias con adas, na medida em que os pais de em conside a as his ó ias pa a ado mece e os
obje os de ansição, pois mui as c ianças gos am de ou i his ó ias e os pais ambém ap eciam con á-
las. Esse momen o ín imo é impo an e, pois as his ó ias acalmam as c ianças com o seu i mo e
melodia, além de ansmi i alo es e e o ça a dimensão é ica das c ianças.
Em suma, de um modo ge al, o sono é uma pa e essencial da saúde e do bem-es a das
c ianças e ga an i que elas du mam o su icien e em um impac o di e o na qualidade de ida e no
desen ol imen o in eg al das c ianças.
A a i idade ísica como peça-cha e
Se saudá el implica, desde cedo, despe a o co po pa a o mo imen o, onde eside o impulso
i al que sus en a o bem-es a . A in ância é a ase em que se c iam os pila es pa a um es ilo de ida
a i o e saudá el. Po isso, é essencial p omo e e incen i a a a i idade ísica, que az bene ícios
impo an es pa a o desen ol imen o das c ianças. (Pie cy e al., 2018)
A a i idade ísica é de inida pela OMS (2022) “como qualque mo imen o co po al p oduzido
pelos músculos esquelé icos que eque gas o de ene gia e pode se ealizado em di e sas
in ensidades” (p. 4)
Nes e sen ido, a in ância e a adolescência cons i uem pe íodos p i ilegiados pa a a
consolidação de hábi os de p á ica egula de a i idade ísica, uma ez que os compo amen os
adqui idos nes as ases endem a pe du a na idade adul a (Lopes e al., 2006). Assim, in es i na
c iação de uma base sólida de compo amen os mo o es e o inas saudá eis nas e apas iniciais do
desen ol imen o humano ep esen a uma es a égia e icaz na p e enção do seden a ismo e das suas
consequências nega i as a longo p azo (Lazzoli e al., 1998).
Segundo Ne o (1994), a a i idade ísica é uma o ma de educa que usa o mo imen o pa a
ajuda as c ianças a melho a as suas habilidades mo o as, o compo amen o emocional e a in e ação
com os ou os. Es e au o , explica, ainda, que a p á ica egula de a i idade ísica az mui os
bene ícios: ajuda no c escimen o saudá el, melho a as capacidades ísicas, c ia opo unidades pa a
aze amizades e aumen a a au oes ima das c ianças, o nando-as mais con ian es e elizes.
A OMS (2014) e e e que a idade escola é ideal pa a começa a p a ica a i idade ísica, uma
ez que p omo e a p e enção do seden a ismo e de p oblemas de pos u a e muscula es. É nessa ase
que mui as ezes su gem hábi os não saudá eis, que podem causa doenças e p oblemas de saúde no
u u o. A DGS (2017), no seu P og ama Nacional pa a a P omoção da A i idade Física, menciona que a
34
escola em uma g ande in luência nos hábi os e compo amen os das c ianças e jo ens, incluindo na
p á ica de a i idade ísica e despo i a.
Segundo B agada (2000), a Educação Física de e auxilia no desen ol imen o equilib ado e
comple o das c ianças, p omo endo an o as capacidades mo o as quan o as habilidades mo o as
básicas, de o ma in eg ada e in e disciplina . Se ano (2003) de ende que é impo an e que as
c ianças p a iquem a i idade ísica não apenas pa a melho a a sua o ma ísica, mas ambém pelos
bene ícios pa a a saúde, acili ando a socialização, con ibuindo pa a o desempenho escola e es ando
di e amen e ligada ao seu bem-es a ge al. Fe az (2004) des aca, ainda, que odas as c ianças,
independen emen e do géne o, aça, cul u a ou limi ações ísicas ou men ais, de em e as mesmas
opo unidades de desen ol imen o. Como o mo imen o é essencial pa a o c escimen o humano,
ab angendo aspe os cogni i os, mo o es e sociais, a Educação Física de e abalha odos esses
elemen os, an o sepa adamen e quan o de o ma in eg ada.
A idade escola cons i ui uma e apa ma cada po um c escimen o p og essi o e po um
desen ol imen o global ela i amen e ha monioso, ab angendo an o as dimensões ísicas como
emocionais da c iança (Hockenbe y e al., 2018). Du an e es e pe íodo, obse am-se melho ias
signi ica i as na pos u a co po al, as quais acili am a ma cha e a o ecem uma u ilização mais e icaz
dos memb os supe io es e do onco. Em e mos de desen ol imen o mo o , des aca-se um
inc emen o da massa muscula , acompanhado de uma maio lexibilidade e esis ência ao es o ço
ísico. A es a u a aumen a, em média, ce ca de cinco cen íme os po ano, e le indo um c escimen o
linea es á el. Es e alongamen o do esquele o, conjugado com a diminuição do ecido adiposo,
con ibui pa a um aumen o p opo cional da massa muscula no peso co po al o al, aduzindo-se
numa maio o ça ísica e capacidade mo o a (Hockenbe y e al., 2018).
Nes e con ex o, a p á ica egula de a i idade ísica e ela-se indispensá el pa a odas as
c ianças em ase de c escimen o. As a i idades mo o as mais adequadas du an e o pe íodo escola
incluem, en e ou as, a co ida, o sal o à co da, a na ação, a pa inagem, a dança e o uso da bicicle a.
O exe cício ísico desempenha um papel ulc al no desen ol imen o do ónus muscula , no
ape eiçoamen o do equilíb io e da coo denação mo o a, no e o ço da o ça e da esis ência ísica,
bem como na es imulação das unções me abólicas e isiológicas do o ganismo (Hockenbe y e al.,
2018).
Impo a ainda sublinha que, dada a na u eza ene gé ica e lúdica das c ianças, a p á ica de
a i idade ísica in eg a-se na u almen e nas suas o inas quo idianas, sendo acili ada pela sua
inclinação pa a os jogos e o mo imen o. Es e aspe o e ela uma p edisposição ina a pa a o exe cício,
35
implicando equen emen e uma eduzida necessidade de mo i ação ex e na pa a o en ol imen o em
a i idades mo o as (Gesell, Ilg, Ames & Bullis, 1977).
Ap esen am-se, a segui , os ní eis diá ios de a i idade ísica ecomendados pa a cada aixa
e á ia, isando ga an i uma p á ica adequada que a o eça a saúde em cada e apa de c escimen o.
(Quad o 7)
Quad o 7 - Ní eis diá ios de a i idade ísica ecomendados pa a cada aixa e á ia
Idades
Ní eis diá ios de a i idade ísica ecomendados
0 – 11 meses
Pelo menos 30 minu os de b uços pa a quem não i e mobilidade;
Pa a os que êm mobilidade, p a ica a i idade ísica á ias ezes, de
di e sas o mas, p incipalmen e b incadei as in e a i as no chão.
1 – 2 anos
Pelo menos 180 minu os dedicados a a i idades ísicas de qualque
in ensidade.
3 – 4 anos
Pelo menos 180 minu os dedicados à a i idade ísica, dos quais 60
minu os de b incadei as ene gé icas.
5 – 17 anos
Pelo menos 60 minu os de a i idade ísica mode ada a igo osa, com
uma a iedade de a i idades ae óbicas.
As a i idades de o alecimen o muscula e ósseo d eem se
inco po adas pelo menos 3 dias po semana.
No a.
Adap ado de Canadian 24-Hou Mo emen Guidelines.
De aco do com a OMS (2022), os bene ícios da a i idade ísica cen am-se com os seguin es:
P e ine e auxilia no con olo de doenças do co ação, hipe ensão e diabe es;
Reduz o isco de desen ol e canc o;
Melho a os sin omas da dep essão e ansiedade;
Con ibui pa a a saúde ce eb al, incluindo a unção cogni i a;
Fo alece os músculos e ossos.
Apesa de se em amplamen e econhecidos os inúme os bene ícios da a i idade ísica pa a a
saúde e bem-es a das c ianças e adolescen es, a e dade é que o p og esso ecnológico em indo a
omen a , de o ma c escen e, hábi os de seden a ismo nes as aixas e á ias (Cos a e al., 2017). Nes e
sen ido, e em consonância com o pensamen o de Lazzoli e al. (1998), o na-se impe a i o que a
p omoção de compo amen os a i os se inicie p ecocemen e, es abelecendo-se como uma p io idade
educa i a e de saúde pública.
36
Bap is a e al. (2011) sublinham que a p á ica de a i idade ísica de e se con ínua e
consis en e ao longo do empo, sendo essa egula idade de e minan e pa a que os seus e ei os
bené icos sob e a saúde se mani es em de o ma signi ica i a.
Nes e enquad amen o, Lazzoli e al. (1998) a ançam com um conjun o de di e izes essenciais
à implemen ação e icaz da a i idade ísica nas idades mais jo ens:
O comba e ao seden a ismo in an oju enil de e se uma esponsabilidade pa ilhada, con ando
com o en ol imen o a i o dos p o issionais de saúde, os quais de em assumi um papel
p omo o da p á ica egula de exe cício ísico;
Aos p o esso es e educado es incumbe a a e a de p i ilegia o ca ác e lúdico da a i idade
ísica em de imen o de abo dagens excessi amen e compe i i as, ga an indo simul aneamen e
condições ambien ais adequadas à sua p á ica, nomeadamen e e i ando a exposição a
empe a u as ele adas;
A educação ísica no con ex o escola de e se in eg ada de o ma coe en e no p ocesso
educa i o global, con ibuindo pa a o desen ol imen o holís ico da c iança e do adolescen e;
A a i idade ísica de e se enca ada como uma dimensão es a égica de saúde pública, o que
implica não só a di ulgação adequada de in o mação jun o da comunidade, como ambém a
c iação e implemen ação de p og amas es u u ados que incen i em hábi os de ida saudá eis
desde a in ância.
Assim, a cons ução de uma cul u a de mo imen o de e se sus en ada numa ação conce ada en e
os di e sos agen es educa i os e sociais, isando con a ia a endência c escen e pa a a ina i idade
ísica e p omo endo uma in ância mais a i a, saudá el e equilib ada
A impo ância do b inca pa a o desen ol imen o in eg al das c ianças
A impo ância do b inca pa a o desen ol imen o e ap endizagem da c iança, em sendo
amplamen e econhecida po cien is as, pedagogos e educado es, como um elemen o basila no
desen ol imen o in an il, p omo endo o desen ol imen o de capacidades mo o as, cogni i as, sociais e
emocionais. Con udo, a b incadei a é, ainda e mui as ezes, subes imada, apesa de á ios es udos e
eo ias que abo dam a emá ica sob di e en es pe spe i as, des acando a ele ância no
desen ol imen o e c escimen o holís ico da c iança.
O b inca é uma a i idade undamen al pa a o desen ol imen o das c ianças, sendo
amplamen e econhecido como um di ei o essencial. Di ei o esse, consag ado pela Decla ação dos
37
Di ei os da C iança, p oclamada pela Resolução da Assembleia Ge al das Nações Unidas n.º 1386
(XIV), no seu p incípio sé imo:
A c iança em di ei o à educação, que de e se g a ui a e ob iga ó ia, pelo menos nos
g aus elemen a es. De e se -lhe minis ada uma educação que p omo a a sua cul u a e
lhe pe mi a, em condições de igualdade de opo unidades, desen ol e as suas ap idões
men ais, o seu sen ido de esponsabilidade mo al e social e o na -se um memb o ú il à
sociedade.
O in e esse supe io da c iança de e se o p incípio di e i o de quem em a
esponsabilidade da sua educação e o ien ação, esponsabilidade essa que cabe, em
p imei o luga , aos seus pais.
A c iança de e e plena opo unidade pa a b inca e pa a se dedica a a i idades
ec ea i as, que de em se o ien ados pa a os mesmos obje i os da educação; a
sociedade e as au o idades públicas de e ão es o ça -se po p omo e o gozo des es
di ei os. (Assembleia Ge al das Nações Unidas, p. 3).
Do mesmo modo, a Con enção sob e os Di ei os da C iança das Nações Unidas (1989), no
seu a igo 31º, con enciona am que:
1 - Os Es ados Pa es econhecem à c iança o di ei o ao epouso e aos empos li es, o
di ei o de pa icipa em jogos e a i idades ec ea i as p óp ias da sua idade e de pa icipa
li emen e na ida cul u al e a ís ica.
2 - Os Es ados Pa es espei am e p omo em o di ei o da c iança de pa icipa
plenamen e na ida cul u al e a ís ica e enco ajam a o ganização, em seu bene ício, de
o mas adequadas de empos li es e de a i idades ec ea i as, a ís icas e cul u ais, em
condições de igualdade (pp. 25-26).
Nes e con ex o, Pyle & Danniels (2017), de endem que a pedagogia baseada em b incadei as,
quando bem implemen ada, pode equilib a as exigências académicas com p á icas cen adas na
c iança. O seu es udo, ealizado em salas de aula do ja dim de in ância, e ela que a ap endizagem
a a és do b inca não se limi a apenas ao desen ol imen o pessoal e social, mas ambém pode apoia
obje i os académicos especí icos. O es udo iden i ica duas pe ceções p incipais: uma que sepa a o
jogo e a ap endizagem e ou a que ê o jogo como um meio pa a a ingi obje i os académicos, sendo
es a úl ima mais e icaz em p omo e an o o desen ol imen o cogni i o quan o o desen ol imen o
socio emocional dos alunos. A p esença de uma abo dagem lúdica, o ien ada pelo educado de o ma
in encional, pe mi e que as c ianças explo em e consolidem concei os de o ma en ol en e e e icaz.
Se o obje i o inal é ensina às c ianças os conhecimen os académicos undamen ais
incluídos no cu ículo a ual, azê-lo a a és des a isão mais ampla da ap endizagem
baseada em b incadei as, é uma o ma de ensino en ol en e e ap op iada ao
desen ol imen o pa a c ianças em idade de educação p é-escola
1
(Pyle & Danniels,
2017, p. 28).
1
T adução li e
38
A eo ia de Pa en sob e as sequências do b inca social, e isi ada po Xu (2010), e idencia a
impo ância do b inca como um meio de in e ação social que p omo e o desen ol imen o de
compe ências de comunicação, au ocon olo e coope ação. Segundo Xu, “a b incadei a não é apenas
uma a i idade p aze osa, mas uma e amen a essencial pa a o desen ol imen o da linguagem,
concei os in elec uais e capacidades sociais”
2
(Xu, 2010, p. 289). Es a abo dagem des aca que,
apesa da sequência na u al de desen ol imen o das o mas de b inca , os a o es cul u ais e
con ex uais podem in luencia signi ica i amen e como as c ianças pa icipam e in e agem du an e o
jogo.
A ambiguidade do b inca , discu ida po B ian Su on-Smi h (1997), explo a como o b inca
anscende de inições simples e ab ange uma mul iplicidade de signi icados e unções, de al o ma
que “Alguns dos mais ex ao diná ios es udiosos das b incadei as in an is ica am p eocupados com
es a ambiguidade”
3
(Su on-Smi h, 1997, p. 297), a gumen ando que o b inca pode se is o an o
como uma o ma de ap endizagem adap a i a que p epa a as c ianças pa a desa ios u u os, como um
eículo de exp essão c ia i a e imp o isação. Essa dualidade ealça a na u eza mul i ace ada do
b inca , sublinhando a sua impo ância não só pa a o desen ol imen o imedia o, mas ambém pa a o
desen ol imen o de capacidades u u as.
Kishimo o (2010) a gumen a que a b incadei a é uma linguagem na u al das c ianças, a a és
da qual elas exp essam as suas emoções, pe ceções e comp eensões sob e o mundo ao seu edo . O
b inca é desc i o como um p ocesso a i o de cons ução do conhecimen o, onde a c iança ap ende de
o ma expe iencial, expe imen ando di e en es papéis e ealidades. Es e p ocesso de ap endizagem
en ol e an o a imi ação de compo amen os que obse a no mundo adul o quan o a c iação de no os
signi icados, omen ando habilidades como empa ia, comunicação e esolução de p oblemas.
Ao b inca , a c iança expe imen a o pode de explo a o mundo dos obje os, das pessoas,
da na u eza e da cul u a, pa a comp eendê-lo e exp essá-lo po meio de a iadas
linguagens. Mas é no plano da imaginação que o b inca se des aca pela mobilização dos
signi icados. En im, sua impo ância se elaciona com a cul u a da in ância, que coloca a
b incadei a como e amen a pa a a c iança se exp essa , ap ende e se desen ol e
(Kishimo o, 2010, p.1).
Zosh e al. (2017) iden i icam cinco ca ac e ís icas essenciais das b incadei as que p omo em
uma ap endizagem e icaz e que es ão equen emen e p esen es em a i idades lúdicas p odu i as,
sendo es as: jogo com p opósi o (
Meaning ul Play
), papel a i o das c ianças no b inca , in e ação
social, epe ição e explo ação e, ambém, aleg ia e sa is ação. Os au o es des acam que es as
2
T adução li e
3
T adução li e
39
ca ac e ís icas não necessi am de es a p esen es simul aneamen e, mas de em oco e ao longo do
empo, sendo que a aleg ia é essencial pa a que a expe iência seja conside ada e dadei amen e
lúdica.
As cinco ca a e ís icas ão e êm à medida que as c ianças se en ol em na ap endizagem
a a és de a i idades lúdicas. As cinco ca a e ís icas não são necessá ias a odo o
momen o, mas ao longo do empo (...). A aleg ia é um equisi o necessá io pa a que uma
expe iência seja lúdica
4
(Zosh e al., 2017, p.16).
Kuschne (2012) a gumen a que “o b inca é uma o ma de assimilação, enquan o que a
escola p omo e adap ação”
5
(Kuschne , 2012, p. 245). De ende, ainda, que há con adições
undamen ais en e a na u eza espon ânea do b inca in an il e a es u u a ins i ucional da escola.
Piage (1962) e e e que enquan o o b inca é uma a i idade li e, guiada pela imaginação e
assimilação, a escola equen emen e exige adap ação a eg as e no mas cul u ais. Po ém, in eg a o
b inca ao cu ículo sem des i ua a sua essência pe manece um desa io. “Quando o b inca é
colocado ao se iço da conc e ização dos obje i os académicos do cu ículo, deixa de se b inca ”
6
(Kuschne , 2012, p. 247). Assim, é c ucial p opo ciona espaço e empo pa a o b inca genuíno nas
p á icas escola es, p omo endo an o o desen ol imen o in an il quan o a au onomia.
Em suma, a a és do b inca , as c ianças ap endem sob e si p óp ias, sob e os ou os e sob e
o mundo. Mais do que uma a i idade, é um di ei o, uma necessidade e uma opo unidade pa a que
cada c iança c esça de o ma saudá el, eliz e in eg ada na sociedade. Ao alo iza mos o b inca ,
es amos a alo iza a in ância e a cons ui as bases pa a um u u o mais ico e pleno de
possibilidades.
Educação emocional como pon o undamen al
Comp eende as emoções desde cedo é undamen al pa a o desen ol imen o emocional e
social das c ianças. Ao ap ende em a iden i ica , exp essa e ge i os seus sen imen os, as c ianças
ecebem e amen as essenciais pa a lida com os desa ios da ida. A educação emocional o alece a
empa ia, a au oes ima e a capacidade de es abelece elações saudá eis, além de ajuda na omada de
decisões e na esolução de con li os. Ao en ende mos as nossas emoções desde en a idade, o namo-
nos mais p epa ados pa a na ega pela complexidade da ida, cons uindo um equilíb io in e io que
pe du a ao longo da ida.
Es apé (2019) conside a ele an e cla i ica que po emoções se pode en ende que:
4
T adução li e
5
T adução li e
6
T adução li e
40
São es ados a e i os de maio ou meno in ensidade. São a espos a que o co po o e ece
às ci cuns âncias da ida, aos acon ecimen os do dia a dia, à nossa obje i idade, que
e elam a o ma de se e exp essam a o ma como nos sen imos. As emoções es ão
elacionadas com a saúde ísica e men al. (p. 159)
Ba ish (2019) a i ma que e capacidades emocionais o nece e amen as undamen ais pa a
a ida, já que:
A saúde psicológica, na in ância e ao longo da ida, depende da nossa capacidade pa a
nos aga a mos a emoções posi i as e expec a i as posi i as. As c ianças com uma
expec a i a posi i a pa a o u u o oma ão mais ezes boas decisões no p esen e. (...) As
c ianças lo escem numa a mos e a de posi i idade e de enco ajamen o. (pp. 210-211)
As c ianças com uma in eligência emocional bem desen ol ida e elam maio es abilidade
in e io e demons am es a mais capaci adas pa a en en a con a iedades, imp e is os e desa ios do
quo idiano, lidando com us ações de o ma mais adap a i a e esilien e. Po conseguin e, o na-se
impe ioso alo iza a Educação Emocional desde os p imei os anos de ida, econhecendo o seu papel
ulc al na p omoção de um desen ol imen o pleno e ha monioso, que ab anja não só a es e a
cogni i a, mas ambém os domínios a e i o e elacional da c iança. “O desen ol imen o pessoal e a
au onomia p essupõem que os alunos desen ol am con iança em si p óp ios, au o egulação, omada
de decisões, en e ou os.” (Ma ins, e al., 2017)
De aco do com Goleman (2012), a educação emocional desempenha um papel undamen al
na p epa ação das c ianças pa a lida em com os desa ios ine en es ao seu quo idiano. É essencial que
os educado es e p o esso es p omo am ambien es que a o eçam a exp essão emocional,
incen i ando as c ianças a comp eende e ge i sen imen os como o medo, a us ação ou a
ansiedade. Nesse sen ido, o adul o de e ado a uma pos u a empá ica e sensí el, p opo cionando
opo unidades pa a que os mais no os desen ol am compe ências socioemocionais e o aleçam a sua
au ocon iança, ac edi ando nas suas capacidades e no seu alo pessoal.
Veiga-B anco (2019) e e e que:
O concei o de Educação Emocional eme ge como p opos a al e na i a ao pa adigma clássico de
educação e o mação, que incide mais no que se conhece como o p imado da azão – a a és
das me odologias e dos cu icula dos p og amas académicos – e não az à consciência de
p o esso es e alunos as compe ências sociais, nomeadamen e a au oconsciência e ges ão
emocionais a ní el in a e in e pessoal (p.224).
Fonseca (2016) salien a que as necessidades das c ianças êm e oluído ao longo do empo, e,
po isso, é essencial que a escola e as suas me odologias acompanhem essa ans o mação.
A ualmen e, a unção da escola não de e es ingi -se apenas ao desen ol imen o in elec ual das
c ianças, mas ambém à sua o mação emocional e social. O au o e e e, ainda, que as neu ociências
já comp o a am que as emoções desempenham um papel c ucial no p ocesso de ap endizagem.
41
Bisque a (2003) des aca como obje i os da educação emocional as seguin es compe ências:
melho a o conhecimen o das p óp ias emoções;
econhece as emoções em si mesmo e nos ou os;
ap ende a con ola as p óp ias emoções;
p e eni os e ei os p ejudiciais das emoções nega i as;
omen a a capacidade de ge a emoções posi i as;
p omo e uma maio comp eensão emocional.
O con ex o escola e, em pa icula , o papel do educado , e elam-se decisi os no que espei a
ao desen ol imen o emocional das c ianças. Quando os p o issionais da educação demons am
sensibilidade ace às necessidades indi iduais dos seus educandos e lhes o e ecem um ambien e
emocionalmen e segu o e acolhedo , es ão a omen a de o ma signi ica i a a sua capacidade de
econhece , ge i e egula emoções. Nes e p ocesso, os ínculos es abelecidos en e c iança e
educado assumem, ambém eles, uma in luência c ucial na cons ução de es a égias de
au o egulação emocional (Cadima e al., 2016).
De um modo ge al, a educação emocional é, des e modo, é uma dimensão es u u an e do
desen ol imen o das c ianças, na medida em que capaci a a c iança pa a lida com as suas emoções,
in e p e a as dos ou os e cons ui elações in e pessoais equilib adas. Num con ex o educa i o que
isa uma o mação in eg al, econhece o alo das emoções é essencial pa a a o ece um
compo amen o ajus ado, a empa ia e a omada de decisões conscien es. Fomen a a li e acia
emocional desde os p imei os anos de ida con ibui pa a o o alecimen o da au onomia pessoal, do
au ocon olo e do espei o mú uo — compe ências basila es pa a uma con i ência saudá el e pa a uma
ap endizagem signi ica i a.
42
Capí ulo III: Me odologia de In es igação e Plano Ge al de In e enção
No a In odu ó ia
O e cei o capí ulo inicia-se com a ap esen ação das ques ões que no eiam es e p oje o, assim
como os obje i os inicialmen e de inidos, an o ao ní el da in es igação como da in e enção. De
seguida, são desc i as as es a égias de in e enção e a me odologia ado ada, baseada nos p incípios
da Me odologia de In es igação-Ação (I-A). Po im, iden i icam-se os ins umen os de ecolha de dados
u ilizados, essenciais pa a a conc e ização e análise do p oje o desen ol ido, que con empla a análise
dos inqué i os aplicados.
1. Ques ões o ien ado as e Obje i os do P oje o
Ao delinea o meu plano de in es igação-ação, o mulei algumas ques ões que no ea am a
conc e ização do meu Plano de In e enção:
De que o ma a elação en e a educação e a saúde impac a o desen ol imen o
in eg al da c iança?
De que modo as p á icas educa i as e de saúde podem, em conjun o, p omo e um
desen ol imen o in an il saudá el?
Qual é a impo ância da a uação conjun a en e a educação e a saúde no
desen ol imen o cogni i o, social, emocional e mo o das c ianças?
Em que medida o ambien e escola pode con ibui pa a p á icas de saúde p e en i a
e pa a a p omoção do bem-es a nas c ianças?
Qual é o papel da amília e da comunidade na a iculação en e a educação e a saúde
no desen ol imen o das c ianças?
Em a iculação com es as ques ões, de ini os obje i os que p ocu ei alcança com a
implemen ação do Plano de In e enção.
Obje i os de In es igação:
Iden i ica o conhecimen o das c ianças sob e saúde e es ilos de ida saudá eis;
A e igua as pe ceções das amílias sob e hábi os saudá eis das c ianças;
49
Quan o às a i idades ísicas p a icadas (Figu a 8), o 1.º CEB ap esen a uma maio di e sidade
de a i idades. Na EPE, p edomina o mo imen o espon âneo e as a i idades in eg adas na o ina
escola , como a A i idade Física Despo i a. As a i idades es u u adas o a da escola (como na ação
ou ginás ica) são menos e e idas na EPE. É undamen al salien a que 11,8% das c ianças da EPE não
p a icam nenhuma a i idade ísica, o que ep esen a um a o de isco que de e se acompanhado.
Figu a 8 - A i idades ísicas p a icadas pelas c ianças
A análise das o inas de sono (Figu a 9) e ela que a maio ia das c ianças man ém ho á ios
ela i amen e es á eis, com pe íodos de descanso en e as oi o e as dez ho as po noi e. As amílias
demons am es a conscien es da in luência do sono na egulação emocional, na a enção e no
endimen o escola , embo a se obse e, em ambos os con ex os, a p esença de exposição a ec ãs
an es de do mi , ainda que maio i a iamen e com empo con olado. Apesa do con olo de empo, a
exposição a ec ãs an es do sono con inua a se um ema sensí el, dado o seu po encial impac o
nega i o na qualidade do sono e na saúde men al. A escola pode á desempenha um papel impo an e
na li e acia digi al e nos impac os da u ilização p ecoce das ecnologias nos i mos biológicos das
c ianças.
EPE
1.º CEB
50
Figu a 9 - Ro inas de sono das c ianças
A maio ia das amílias da EPE - 58,8% - conside am que a a uação conjun a da escola e da
comunidade educa i a no apoio ao desen ol imen o emocional dos alunos (Figu a 10) é mui o
e icien e. Já no 1.º CEB p e alece em 64,7% a opinião de que a a uação é mode adamen e e icien e.
Figu a 10 - A uação conjun a da escola e da comunidade educa i a no apoio ao desen ol imen o
emocional das c ianças
Quan o aos bene ícios a ibuídos à colabo ação en e a escola e a comunidade educa i a pa a
o desen ol imen o in eg al das c ianças (Figu a 11), as amílias des acam ganhos ao ní el do equilíb io
emocional, da melho ia do desempenho escola , da maio concen ação e da maio es abilidade
compo amen al. Es a pe ceção posi i a e o ça a ideia de que os hábi os saudá eis são econhecidos
como a o es de p o eção e de p omoção do sucesso educa i o.
EPE
1.º CEB
EPE
1.º CEB
51
Figu a 11 - Bene ícios da colabo ação en e a escola e a comunidade educa i a pa a o desen ol imen o
in eg al das c ianças
Ace ca dos desa ios iden i icados pelas amílias pa a in eg a a educação e a saúde no
quo idiano das c ianças (Figu a 12), es es cen am-se essencialmen e com a al a de empo pa a
acompanha os ilhos, a di iculdade em man e o inas consis en es, a p essão social associada ao
consumo e à ecnologia, bem como a escassez de ecu sos humanos especializados nas escolas,
nomeadamen e psicólogos.
Figu a 12 - Desa ios en en ados pelas amílias pa a in eg a a educação e a saúde no quo idiano das
c ianças
Em suma, a análise dos inqué i os aplicados às amílias pe mi e conclui que an o na EPE
quan o no 1.º CEB, exis e consciência das mesmas sob e a impo ância da saúde no p ocesso
educa i o. No en an o, é c ucial que a escola ado e um papel p oa i o na p omoção de es ilos de ida
saudá eis, desde a in ância, en ol endo odos os agen es educa i os. A educação, enquan o p ocesso
o ma i o in eg al, só se conc e iza plenamen e quando assen a numa base sólida de saúde ísica,
EPE
1.º CEB
EPE
1.º CEB
52
emocional e social. In es i na educação pa a a saúde é, po isso, in es i num u u o mais equilib ado
e conscien e pa a odas as c ianças.
Os dados ecolhidos e idenciam, de o ma cla a, a elação en e educação e saúde enquan o
pila es indissociá eis no p ocesso de desen ol imen o das c ianças. A pa i das espos as ob idas,
o na-se e iden e que os con ex os amilia es e escola es desempenham um papel de e minan e na
p omoção de hábi os de ida saudá eis, os quais in luenciam di e amen e o bem-es a ísico,
emocional, cogni i o e social das c ianças.
A pe ceção das amílias ela i amen e à saúde emocional das c ianças é, de um modo ge al,
posi i a. No en an o, os casos em que a saúde é conside ada apenas su icien e exigem um olha mais
a en o po pa e dos educado es e p o esso es, no sen ido de p omo e em ambien es emocionalmen e
segu os, a e i os e empá icos, an o na EPE como no 1.º CEB.
Quan o à a i idade ísica, obse a-se que, embo a p esen e em ambos os con ex os, ende a
se mais es u u ada no 1.º CEB, enquan o na EPE assume uma dimensão mais espon ânea. Es a
di e ença ealça a impo ância de p opo ciona opo unidades in encionais de mo imen o no dia a dia,
alo izando o b inca li e como componen e essencial da educação em saúde nes a aixa e á ia.
No domínio da alimen ação, os dados e elam que a maio ia das amílias conside a a die a das
c ianças equilib ada. Con udo, as espos as do 1.º CEB e idenciam já alguns desa ios associados à
maio au onomia alimen a e à exposição a escolhas menos saudá eis. Es e dado e o ça a u gência
de in e enções educa i as consis en es e con ínuas que desen ol am compe ências alimen a es e
espí i o c í ico desde cedo.
As o inas no u nas são maio i a iamen e egula es, o que é um indicado de es abilidade e
es u u a. Ainda assim, as p á icas elacionadas com o sono de em con inua a se al o de alo ização
nas mensagens educa i as, uma ez que o descanso adequado é essencial pa a a au o egulação
emocional, o endimen o escola e o c escimen o saudá el.
Já as suges ões deixadas pelas amílias, sob e udo no 1.º Ciclo, e elam um ele ado g au de
en ol imen o, p eocupação e disponibilidade pa a e le i sob e os hábi os de ida dos seus ilhos.
53
Capí ulo IV: P á ica Pedagógica
No a in odu ó ia
No qua o capí ulo p ocede-se à desc ição e análise das a i idades implemen adas nos
con ex os de EPE e do 1.º CEB. De o ma sucin a, es as ações cen a am-se na p omoção do bem-
es a ísico, cogni i o, social e men al das c ianças em ambos os ní eis educa i os, sendo
cuidadosamen e planeadas pa a assegu a o cump imen o dos obje i os de inidos. Pa a cada con ex o,
ap esen a-se inicialmen e uma isão ge al, seguida po uma análise de alhada de algumas das
a i idades conc e izadas.
O p oje o de I-A in i ulado “Educação e Saúde: dois pila es undamen ais no desen ol imen o
in eg al das c ianças”, e e como p opósi o a p omoção de hábi os saudá eis com impac o posi i o no
desen ol imen o in eg al das c ianças. As a i idades o am es a egicamen e concebidas pa a abo da
qua o pila es essenciais - alimen ação, a i idade ísica, sono e ges ão emocional —, en a izando a
impo ância des es desde os p imei os anos de ida.
Sublinho a ele ância de abo da es a emá ica desde a in ância, dado que a p omoção
p ecoce de hábi os saudá eis con ibui decisi amen e pa a o desen ol imen o global das c ianças,
es abelecendo bases sólidas pa a uma ida equilib ada e saudá el.
1. A i idades desen ol idas em Con ex o de Educação P é-Escola
O meu p oje o de in es igação-ação in i ula-se “Educação e Saúde: dois pila es undamen ais
no desen ol imen o in eg al das c ianças”. In e ligado com a escolha do ema, plani iquei e coloquei
em p á ica a i idades elacionadas a p omoção de hábi os saudá eis, isando uma con ibuição
posi i a no bem-es a , na ap endizagem e no desen ol imen o das c ianças. Des a o ma, explo ei
pon os-cha e que conside o undamen ais pa a na in ância: (i) a alimen ação saudá el, (ii) a ges ão
emocional, (iii) a higiene do sono e (i )a p á ica egula de a i idade ísica. Conside o essencial abo da
es a emá ica com as c ianças desde os p imei os anos de ida, pois é c ucial pa a o seu
desen ol imen o global.
Des e modo, ap esen am-se, abaixo, as a i idades desen ol idas no âmbi o do p oje o.
54
1.1.Sín ese Ge al
Quad o 8 - A i idades desen ol idas em EPE
A i idade
Sessões
Obje i os
Vamos
explo a a
na u eza!
4
P opo ciona expe iências de explo ação di e a da na u eza,
p omo endo a descobe a e o con ac o senso ial com o mundo
na u al, espei ando a cu iosidade ina a das c ianças e e o çando a
consciência ambien al;
Desen ol e compe ências linguís icas a a és do econ o o al, do
diálogo em g upo e da escu a a i a da ob a li e á ia, es imulando a
capacidade de exp essão, de ques ionamen o e de in e p e ação;
Es imula o pensamen o ma emá ico a a és da o ganização
sequencial de acon ecimen os, da classi icação e da se iação de
elemen os na u ais, omen ando a obse ação, a compa ação e a
ep esen ação;
P omo e o desen ol imen o da mo icidade global e ina, a a és de
a i idades ao a li e e p opos as que en ol em a manipulação de
ma e iais, espei ando o i mo e as capacidades indi iduais de cada
c iança;
Valo iza a impo ância do b inca ao a li e como p á ica p omo o a
de saúde ísica, emocional e social, con ibuindo pa a es ilos de ida
mais equilib ados e conscien es;
Fa o ece a cons ução de a i udes de cuidado, espei o e
esponsabilidade ace à na u eza, in eg ando o domínio do
conhecimen o do mundo numa pe spe i a de educação pa a a
sus en abilidade.
Alimen a- e
bem e c esce
ambém!
4
Despe a o in e esse das c ianças pa a a impo ância de uma
alimen ação a iada, equilib ada e saudá el, p omo endo a li e acia
alimen a desde en a idade, numa lógica p e en i a e o ma i a;
Es imula o pensamen o c í ico e a capacidade de a gumen ação
a a és do diálogo sob e conceções p é ias, p omo endo a escu a
a i a, a cons ução cole i a de conhecimen o e a alo ização da
opinião dos pa es;
Desen ol e compe ências no domínio da linguagem o al e da
abo dagem à esc i a a a és da lei u a pa ilhada, da explo ação
ocabula e da exp essão de ideias e sen imen os;
Explo a noções ma emá icas, como a ecolha e o ganização de
dados, a con agem e a cons ução de g á icos, p omo endo a elação
en e quan idades e a lei u a de ep esen ações isuais;
Fa o ece ap endizagens no domínio do conhecimen o do mundo,
com des aque pa a a comp eensão do uncionamen o do co po
humano, da unção dos alimen os e da impo ância de escolhas
conscien es;
En ol e as amílias no p ocesso educa i o, e o çando a ligação
escola–casa e econhecendo o papel da comunidade no
desen ol imen o de hábi os de ida saudá eis;
55
Es imula a mo icidade ina e a c ia i idade a a és de a i idades de
eco e, colagem, desenho e composição isual, espei ando os
in e esses e as exp essões indi iduais das c ianças;
Incen i a a expe imen ação alimen a e o con ac o di e o com os
alimen os, p omo endo a cu iosidade senso ial, a acei ação de no os
sabo es e a au onomia na elação com a comida;
P omo e a i udes de pa ilha, coope ação e espei o, c iando
expe iências de g upo que a o ecem o desen ol imen o emocional e
social num ambien e a e i o, segu o e mo i ado .
Somos Iguais,
Somos
Especiais!
3
Incen i a a e lexão sob e o concei o de espei o e a impo ância de
alo iza as di e enças, p omo endo a cons ução de a i udes
inclusi as e empá icas no seio do g upo;
Desen ol e a consciência emocional a a és da iden i icação de
sen imen os associados a a i udes de ejeição, oça ou
incomp eensão, con ibuindo pa a a exp essão saudá el das emoções;
Es imula a au oes ima e o econhecimen o da p óp ia iden idade
a a és da elabo ação de au o e a os simbólicos, pe mi indo às
c ianças a i ma em-se enquan o se es únicos, com qualidades que
me ecem se celeb adas;
Re o ça compe ências linguís icas e comunicacionais com ecu so à
lei u a dialogada, ao econ o o al e à explo ação de ocabulá io
associado à emá ica das emoções e das ca a e ís icas pessoais;
Fomen a a consciência onológica a a és da explo ação de pala as
signi ica i as ex aídas da na a i a abalhada;
Desen ol e noções de esquema co po al, com oco na iden i icação e
nomeação de pa es do co po, apoiando simul aneamen e o
desen ol imen o da linguagem e da pe ceção de si;
Es imula a sensibilidade á il e a escu a a en a no jogo do a o,
p omo endo a concen ação, a empa ia e a capacidade de econhece
o ou o a a és de pis as não isuais;
C ia um ambien e segu o e a e uoso onde cada c iança possa sen i -
se acei e, alo izada e econhecida, con ibuindo pa a a cons ução de
um clima elacional posi i o, undamen al ao seu bem-es a e ao
p ocesso de ap endizagem.
Ene gia pa a
b inca ?
P eciso de
descansa !
3
Consciencializa as c ianças pa a a impo ância de uma boa higiene
do sono, p omo endo hábi os no u nos saudá eis e consis en es que
a o eçam o descanso, a eposição de ene gia e a saúde ísica e
men al;
Es imula a exp essão o al e a pa ilha de expe iências, a a és do
diálogo sob e as o inas da noi e e das es a égias pessoais que
ajudam a ado mece , incen i ando a escu a mú ua e o espei o pela
di e sidade de i ências;
Desen ol e a capacidade de in e p e ação e e lexão a a és da lei u a
dialogada da ob a li e á ia, p omo endo o pensamen o c í ico em o no
da impo ância do descanso no dia a dia das c ianças;
Valo iza o subdomínio da Música como meio de exp essão e
in e io ização de mensagens signi ica i as, p omo endo a
memo ização, o i mo, a exp essão co po al e a c ia i idade musical,
56
a a és da canção c iada pa a o e ei o;
Explo a concei os empo ais associados aos ciclos do dia e da noi e,
a o ecendo a consciência da o ganização do empo e das a i idades
que oco em em cada pe íodo;
Re o ça a a iculação en e exp essão plás ica, linguagem o al e
pensamen o simbólico, a a és do egis o g á ico das a i idades
ealizadas du an e o dia e a noi e;
P omo e o bem-es a emocional e ísico a a és da in e io ização de
o inas es u u adas, econhecendo o sono como um di ei o
undamen al pa a o desen ol imen o equilib ado da c iança.
Missão:
Co po em
Ação
1
Sensibiliza as c ianças pa a a impo ância da a i idade ísica como
p á ica p omo o a de saúde, ene gia, bem-es a e equilíb io,
e o çando a sua inco po ação em o inas quo idianas;
P omo e o desen ol imen o da mo icidade global, a a és da
ealização de mo imen os de deslocamen o, equilíb io, manipulação e
con olo co po al em con ex os de jogo e desa io;
Es imula a pe ceção do co po em mo imen o, bem como o con olo
da espi ação e da equência ca díaca, a a és de momen os dis in os
de a i ação, es o ço e elaxamen o;
Fomen a o espí i o de equipa, a coope ação e a en eajuda, po meio
de jogos cole i os que p omo em a con i ência posi i a, o espei o
pelas eg as e a aleg ia de b inca em g upo;
Re o ça ap endizagens ela i as a hábi os de ida saudá eis, como a
higiene pessoal, a alimen ação equilib ada e o descanso, a a és da
his ó ia in odu ó ia e do diálogo e lexi o com as c ianças;
C ia expe iências signi ica i as que in eg em o simbolismo do Na al
com alo es educa i os, a o ecendo a a iculação en e imaginação,
mo imen o e cons ução de sen ido.
Os eis das
emoções:
cada co oa
um
sen imen o
*A i idade não
ealizada
1
Fomen a a iden i icação e a nomeação de di e en es emoções e
sen imen os, p omo endo a consciência de que odas as emoções são
álidas e azem pa e da expe iência humana;
Desen ol e es a égias de au o egulação emocional, p opo cionando
momen os de e lexão, escu a e pa ilha sob e o mas de lida com
emoções in ensas ou descon o á eis;
Es imula a i udes de empa ia e espei o pelos sen imen os dos ou os,
c iando um espaço onde as c ianças possam comp eende que
ambém podem se um apoio pa a os colegas na ges ão emocional;
P omo e o bem-es a ísico e men al a a és da p á ica de ioga e de
exe cícios de espi ação, incen i ando o elaxamen o, a concen ação
e a anquilidade in e io ;
Valo iza o b inca simbólico e os jogos es u u ados como eículos de
ap endizagem emocional e de exp essão a e i a, e o çando a
cons ução de uma con i ência mais ha moniosa e conscien e no
g upo;
In eg a , de o ma c ia i a e signi ica i a, uma da a comemo a i a
adicional com o abalho pedagógico em o no da saúde emocional,
numa lógica de educação holís ica e p omo o a de bem-es a .
57
A i idade “Vamos explo a a na u eza!”
1.ª sessão
Enquad amen o da a i idade no âmbi o da explo ação do ou ono.
Diálogo de p é-lei u a com a u ma.
Lei u a dialogada da ob a li e á ia
O Lad ão de Folhas
, da au o ia de Alice Hemming.
Ques ionamen os das c ianças após a lei u a.
Es imulação do domínio da Linguagem O al e Abo dagem à Esc i a com ecu so ao
econ o o al.
Abo dagem ao domínio da Ma emá ica com a o ganização empo al dos
acon ecimen os da his ó ia, bem como a o dem dos animais e, da Á ea do
Conhecimen o do Mundo, com a iden i icação das suas ca ac e ís icas.
2.ª sessão
Ida a uma á ea e de localizada no ex e io da escola.
Explo ação dos elemen os da na u eza.
Dis inção en e á o es de olha caduca e de olha pe sis en e.
Comp eensão das mudanças do es ado do empo com as es ações do ano.
Recolha de olhas de di e en es co es e amanhos e de bolo as pa a análise e pa a
a i idades de con agens.
Fo alecimen o do desen ol imen o mo o das c ianças com as b incadei as ao a
li e.
3.ª sessão
Ques ionamen o das c ianças sob e aquilo que obse a am e sen i am no con ac o
di e o com a na u eza.
Explicação da impo ância de b inca em ao a li e pa a o seu desen ol imen o.
Análise dos concei os ma emá icos
g ande
e
pequeno
e o denação e classi icação das
olhas quan o ao seu amanho e co .
Desen ol imen o da consciência onológica com pala as da his ó ia abo dada.
4.ª sessão
Es imulação da mo icidade ina com a pico agem de olhas e a sua pin u a com co es
do ou ono.
58
A i idade “Alimen a- e bem e c esce ambém!”
1.ª sessão
Enquad amen o da a i idade no âmbi o do Dia Mundial da Alimen ação.
Deba e sob e as conceções p é ias das c ianças sob e a de inição do concei o de
alimen ação saudá el.
Lei u a dialogada do li o
Eu gos o mui o de...F u a
, esc i o po Débo a Cláudio, Nuno
Pe ei a de Sousa, Rui Tinoco e Ângela Menezes.
Ques ionamen os das c ianças após a lei u a do li o.
A minha u a p e e ida – cons ução de um g á ico de imagens com is a à
o ganização e a amen o dos dados.
2.ª sessão
Pedido p é io às amílias pa a que as c ianças ouxessem uma u a à sua escolha.
Nomeação das u as azidos pelas c ianças.
O ganização das u as con o me o núme o de elemen os, o ganizando-os do meno
pa a o maio .
Ques ionamen o sob e qual se á a u o mais doce – como in odução pa a a
p epa ação da salada de u a e pa a a impo ância de p o a em an es de dize em que
não gos am.
Elabo ação da salada de u a.
Re ibuição do con ibu o dos pais com o en io de ecipien es com a salada de u as.
Regis o da a i idade, a a és do desenho e da pin u a.
3.ª sessão
In odução à Roda dos Alimen os - análise e explo ação.
Jogo
Semá o o da Alimen ação
– O ganização dos alimen os no semá o o e de
(Posso
come odos os dias),
no semá o o ama elo (
Posso come alguns dias)
ou no semá o o
e melho
(Só em dias de es a).
4.ª sessão
A nossa Roda dos Alimen os – elabo ação de uma Roda dos Alimen os com ecu so ao
eco e e à colagem de alimen os dos olhe os de supe me cado.
65
Figu a 16 - A salada de u a nos ecipien es
Figu a 17 – C iações a ís icas das c ianças "Os
u os da salada de u as"
Pos e io men e, jogamos o jogo do “Semá o o da Alimen ação” (Figu a 18), em que cada
c iança escolhia uma imagem de um alimen o e coloca a no semá o o e de (“Posso come odos os
dias”), no semá o o ama elo (“Posso come alguns dias”) ou no semá o o e melho (“Só em dias de
es a”). Com es a a i idade inci a-se, uma ez mais, à impo ância de man e uma alimen ação
saudá el e equilib ada. No inal, abalhamos mais uma ez a ma emá ica com a con agem do núme o
de elemen os de cada semá o o.
Figu a 18 - Jogo "Semá o o da Alimen ação"
No dia seguin e, mos ei às c ianças a Roda dos Alimen os (Figu a 19). As c ianças não a
conheciam e, po esse mo i o, es i emos a analisá-la, bem como as dimensões de cada ca ego ia da
oda.
Pa a da con inuidade, decidi po encializa a ap endizagem com a elabo ação da nossa Roda
dos Alimen os com o auxílio de olhe os do supe me cado (Figu a 20). As c ianças abalha am a
66
mo icidade ina, a a és do eco e e colagem dos alimen os. São e iden es algumas di iculdades na
pega da esou a. O eco e é uma a e a que pe mi e à c iança desen ol e a mo icidade ina,
undamen al pa a a in e ação da c iança com o meio, uma ez que es a a e a implica não só a
pe ceção do mo imen o da esou a, ou seja, a manei a como es e ins umen o unciona, como
ambém o planeamen o mo o , nomeadamen e o mo imen o epe i i o de abe u a e echo da esou a,
e o con olo oculo-manual no p ocesso de eco e das imagens dos alimen os, uma ez que a c iança
em de olha pa a a imagem enquan o a eco a.
Figu a 19 - Explo ação da Roda
dos Alimen os
Figu a 20 - Reco e dos
alimen os dos olhe os
Figu a 21 - A Roda dos
Alimen os elabo ada pelas
c ianças
Finda a a i idade, concluí a Semana da Alimen ação com o sen imen o de de e cump ido e
uma p o unda consciência da pe inência des a emá ica no con ex o educa i o. A alimen ação
saudá el e elou-se mais do que um con eúdo a ansmi i , mas uma dimensão essencial da o mação
in eg al da c iança, com implicações di e as no seu bem-es a ísico, emocional e cogni i o. A a és das
expe iências i idas ao longo da semana, oi possí el cons a a que abo da es a á ea de o ma lúdica,
in encional e adap ada à idade das c ianças po encia a cons ução de conhecimen os ele an es e a
adoção p og essi a de a i udes conscien es. A espos a posi i a do g upo, ma cada pela cu iosidade,
pa icipação a i a e en usiasmo, eio e o ça a con icção de que educa pa a a saúde — e, em
pa icula , pa a escolhas alimen a es equilib adas — é uma esponsabilidade pa ilhada e um caminho
que de e se ilhado desde os p imei os anos de ida.
67
1.4. A i idade “Somos Iguais, Somos Especiais!”
P omo e a acei ação da di e sidade e o espei o pelas di e enças desde os p imei os anos de
ida é essencial pa a a cons ução de uma sociedade mais jus a, empá ica e inclusi a. A in ância
cons i ui um momen o p i ilegiado pa a cul i a alo es como a solida iedade, a ole ância e o
econhecimen o do ou o enquan o se único e alioso. Pa indo des a p emissa, oi dinamizada uma
a i idade o ien ada pa a a alo ização da iden idade indi idual e cole i a, incen i ando as c ianças a
econhece as semelhanças e a espei a as di e enças p esen es no g upo. A a és de es a égias
lúdicas, na a i as e momen os de pa ilha, p ocu ou-se c ia um espaço segu o e a e uoso onde cada
c iança se sen isse ou ida, acei e e alo izada. Es a p opos a e e como obje i o p incipal omen a
uma con i ência assen e na empa ia, no diálogo e no espei o mú uo, con ibuindo pa a a cons ução
de um ambien e educa i o e dadei amen e inclusi o.
Desde o início do es ágio, pe cebi a necessidade de abo da o ópico da di e sidade e da
inclusão com as c ianças, uma ez que no g upo emos uma c iança com a Pe u bação do Espe o do
Au ismo – Va iá el não Falan e e c ianças de di e en es cul u as.
Apesa de se e iden e, uma sensibilidade e comp eensão das di e enças po pa e das
c ianças, em de e minados momen os, há a i udes que nos deixam a pensa e que necessi am de uma
in e enção imedia a. A ce a al u a, enquan o concluíamos a nossa o ina diá ia de acolhimen o,
an ecedendo o momen o em que inha planeado abo da com as c ianças a his ó ia
O elhas de
Bo bole a
, de Luísa Aguila , que e le e jus amen e a acei ação pelas di e enças que nos o nam se es
únicos e especiais, uma c iança di igiu-se a é mim e ez um comen á io dep ecia i o ace ca de ou a
c iança de aça neg a. Es a a i ude não oi um a o isolado po pa e des a c iança e es a a i ude ez-me
e le i sob e a impo ância de mos a , desde cedo, às c ianças a necessidade de comp eende e
acei a a di e sidade pa a i e mos numa sociedade que inclui e que espei a o ou o,
independen emen e da sua condição ou das suas ca ac e ís icas.
O a, is o signi ica que expo as c ianças às di e sidades ajuda a comba e p econcei os e
es e eó ipos que podem se ansmi idos de ge ação em ge ação. Quan o mais cedo uma c iança ê a
di e sidade como algo na u al, endencionalmen e diminui á o julgamen o e a disc iminação po
alguém se “di e en e”. En ende as di e enças é coloca -se no luga do ou o, é comp eende que cada
c iança em i ências e sen imen os únicos, é omen a elações espei ado as, é sabe i e em
comunidade. Somos odos di e en es, mas os ideais, esse sim, de em se uni e sais.
68
An es de inicia a lei u a do li o, ques ionei as c ianças sob e “O que é o espei o?”.
Au oma icamen e, su gi am espos as elacionados com as eg as da sala e da con i ência en e
pa es, ais como:
D.: É po a bem.
M.Ma.: É se amigo.
C.: É não ba e .
I.: É não a a mal.
F.: É sen a de pe nas à chinês.
M.Me.: É ou i a p o esso a.
A.: É não aze queixinhas.
G.: É não g i a .
Ao longo da lei u a, deba emos as a i udes de oça e os comen á ios dep ecia i os po pa e
das c ianças pa a com a pe sonagem p incipal da his ó ia, a Ma a. Unanimemen e, as c ianças
consegui am pe cebe que comen a as ca ac e ís icas do ou o em o ma de gozo são a i udes
inco e as.
No inal da his ó ia, olhamos pa a o nosso g upo e pe cebemos que somos odos di e en es,
mas são as ca ac e ís icas que nos di e enciam que azem de nós se es únicos e especiais. Con e e
em posi i o aquilo que pa a ou os é mo i o de oça, o na-nos ainda mais especiais.
Como o ma de sabe mos econhece -nos e iden i ica as nossas ca ac e ís icas que nos
di e enciam dos demais, suge i que cada c iança se desenhasse, de o ma a começa em a iden i ica
as ca ac e ís icas do co po humano, po exemplo: “Quan os olhos enho?”, “O meu cabelo é cu o ou
comp ido?”, “Qual é a o ma do meu na iz?”, en e ou as. (Figu a 22)
Figu a 22 – Au o e a o elabo ado pelas c ianças
69
Numa e cei a a i idade, jogamos o “Jogo do Ta o” (Figu a 23) em que uma c iança com os
olhos endados inha de adi inha quem se ia a c iança que es a a à sua en e somen e a a és do
oque. À medida que iam ocando, iam exp imindo aquilo que sen iam e as ca ac e ís icas que es a am
a iden i ica . Rela i amen e a es e jogo, gos a ia de salien a que oi a p imei a ez, em g ande g upo,
que a c iança com Pe u bação do Espe o do Au ismo, po on ade p óp ia, decidiu pa icipa na
a i idade. C ia a i idades em que odas as c ianças pa icipam é mesmo uma sensação de de e
cump ido!
Figu a 23 - Jogo do Ta o
Pa a abo da o domínio da Linguagem O al e Abo dagem à Esc i a, ealizamos um jogo na
pla a o ma
Wo dwall
, de modo a consolida e econ a os acon ecimen os impo an es da his ó ia
(Figu a 24).
Figu a 24 - A i idade de In e p e ação e Recon o
Po im, abalhamos a Consciência Fonológica e o Domínio da Ma emá ica a a és das
con agens do núme o de le as e de sílabas, bem como a iden i icação do nume al co esponden e.
(Figu a 25)
70
Figu a 25 – A i idade de consciência onológica
No inal da semana, pe cebi que a a i ude daquela c iança não ol ou a epe i -se e que, an o
ela como odas as ou as c ianças, en ende am de ac o que somos odos di e en es e que é impe a i o
espei a mo-nos e acei a as di e enças. Quando a c iança c esce a comp eende a di e sidade, es a á
mais p epa ada pa a se elaciona de o ma cons u i a e colabo a i a em ambien es mul icul u ais,
seja na escola, no abalho ou na sociedade em ge al.
Pa a além de se undamen al pa a o bem-es a cole i o, en ende p ecocemen e as di e enças
pe mi e que as c ianças o aleçam a au oes ima e a iden idade, is o que ao e que odas as
di e enças são alo izadas, as c ianças ambém ap endem a acei a a p óp ia iden idade e a se
sen i em con ian es em se quem são. Es a ca ac e ís ica é undamen al pa icula men e pa a as
c ianças que possam sen i -se di e en es ou à ma gem dos pad ões sociais, pois p omo e um
ambien e de acei ação e de in eg ação.
A e dade é que ao p epa a uma ge ação que espei a e acolhe as di e enças, pa imen amos
o caminho pa a uma sociedade mais inclusi a. Es as c ianças, ao c esce em, o na -se-ão adul os mais
ole an es e p oa i os na lu a con a a disc iminação e no apoio a polí icas de inclusão.
1.5. A i idade “Ene gia pa a b inca ? P eciso de descansa !”
No dia 20 de no emb o celeb ou-se o Dia Uni e sal dos Di ei os das C ianças e o Dia Nacional
do Pijama, que em como obje i o p omo e a consciencialização sob e os di ei os das c ianças em
odo o mundo e econhece a impo ância de ga an i p o eção, educação, saúde, igualdade e bem-
es a pa a odas as c ianças. O Dia Nacional do Pijama p omo e os di ei os das c ianças, em pa icula
o di ei o de odas as c ianças a c esce em numa amília. Es a inicia i a, p omo ida pela
Mundos de
Vida
, é um mo imen o educa i o, solidá io e di e ido que en ol e c ianças, escolas e amílias, com
oco na sensibilização pa a o acolhimen o amilia e pa a o apoio a c ianças em si uações de
ulne abilidade.
71
Ap o ei ando a comemo ação des e dia, p ocu ei dialoga com as c ianças ace ca das suas
o inas da noi e. Su p eenden emen e, 90% das c ianças isa am que chega am a casa e ica am a
e ele isão,
able
ou elemó el no so á a é à ho a de i em do mi , sendo que a maio ia das c ianças
cos uma i do mi a de e aco da cedo. Apenas duas c ianças e e i am que con e sa am com a
amília ace ca do seu dia e que os pais lhes liam li os an es de do mi e, ainda, somen e qua o
c ianças abo da am o ópico da higiene pessoal.
Po an o, endo em con a que é um g upo com algumas agilidades na ala, é um pouco
p eocupan e es a al a de es ímulo po pa e da amília. Pa a além disso, é essencial que as c ianças
man enham desde en a idade uma o ina de higiene pessoal, undamen al pa a o bem-es a ísico,
emocional e social das c ianças, uma ez que além de p omo e a saúde, esses hábi os ajudam no
desen ol imen o da au onomia e são uma base pa a p á icas saudá eis ao longo da ida. A c iação de
uma o ina desde cedo ajuda a ans o ma as p á icas de higiene em hábi os na u ais e au omá icos e
quando as c ianças ap endem a cuida de si mesmas, in e nalizam a impo ância de p ese a a sua
saúde e o seu bem-es a .
Rela i amen e à impo ância da higiene do sono, es a desempenha um papel undamen al no
desen ol imen o global da c iança, sendo de e minan e pa a o c escimen o ísico, a consolidação das
ap endizagens, a egulação emocional e o equilíb io compo amen al. Do mi bem pe mi e que a
c iança ecupe e ene gias, p ocesse expe iências i idas e man enha um es ado de bem-es a que
a o ece a a enção, a memó ia e a pa icipação a i a nas o inas diá ias. A p omoção de bons hábi os
de sono desde cedo cons i ui, po isso, um a o p o e o essencial, com impac os signi ica i os na
saúde e na qualidade de ida das c ianças. Reconhecendo es a impo ância, oi dinamizada uma
p opos a pedagógica cen ada na sensibilização pa a a higiene do sono e na alo ização de o inas
anquilizado as, ajus adas às necessidades das c ianças.
Pos o is o, de o ma a abo da a impo ância do sono, abalhei com as c ianças o li o
Camila
não que do mi
, elabo ado po Nancy Del aux, que e le e o desa io comum en en ado po mui as
amílias: a di iculdade das c ianças em i pa a a cama e do mi .
No momen o de p é-lei u a, ques ionei as c ianças ace ca do í ulo:
Es agiá ia: Po que é que acham que a Camila não que do mi ?
M.: Po que em io.
A.: Po que não gos a de do mi .
V.: po que ela que do mi com os pais.
72
No inal da lei u a, con e samos sob e o que é o sono e a impo ância de do mi bem:
Como o ma de consolidação da emá ica abo dada, esc e i uma canção (Figu a 26) pa a
ensina às c ianças e abalha as imas, a capacidade de memo ização e o uso da exp essão co po al
pa a c ia um i mo. As c ianças ado a am e apidamen e memo iza am os e sos da música (Figu a
27).
Abo damos, ainda, a dico omia Dia e Noi e, bem como as a i idades que cos umam ealiza
em cada pe íodo, pa a que enham uma maio consciência daquelas que são as suas o inas do
quo idiano (Figu a 28).
Es agiá ia: O que acham que é o sono?
M.C.: É a ho a de do mi .
B.: É quando es amos mui o cansados.
Es agiá ia: Po que é que acham que emos de do mi bem?
A.: Pa a ica com ene gia.
I.:
Se enho mui o sono e não do mi ou ica cansado e sem
ene gia.
C.:
Música “A magia dos sonhos”
O Sol já oi do mi ,
A Lua es á a chega .
Amanhã ou-me di e i ,
Mas ago a ou descansa !
Sem ene gia não ou c esce ,
P eciso de ado mece .
E quando eu aco da ,
O mundo ou conquis a !
Le a inédi a
Figu a 28 - C iações a ís icas das o inas das c ianças
Figu a 26 - Canção o iginal
Figu a 27 - Dinamização da música
"A Magia dos Sonhos"
73
A in e enção desen ol ida no âmbi o da higiene do sono pe mi iu não só abo da um ema
mui as ezes negligenciado no con ex o educa i o, como ambém con ibui pa a uma maio
consciencialização, po pa e das c ianças, da impo ância de do mi bem. Ao longo das a i idades, oi
possí el p omo e momen os de escu a, diálogo e explo ação lúdica que ajuda am as c ianças a
comp eende que o descanso adequado é essencial pa a que o co po ecupe e, a men e se o ganize e
a ene gia se eno e. Ficou cla o que sem descanso, não há ene gia, e sem ene gia, não exis e
mo i ação nem disponibilidade pa a ap ende , explo a ou elaciona -se com o ou o. As mensagens
pa ilhadas e in e io izadas du an e a a i idade cons i uí am passos impo an es na cons ução de
hábi os mais saudá eis e conscien es, econhecendo o sono como pa e in eg an e de um es ilo de
ida equilib ado e p omo o de bem-es a ísico e emocional.
1.6. A i idade “Missão: Co po em Ação”
A p á ica egula de a i idade ísica na in ância é essencial pa a o desen ol imen o ha monioso
da c iança, con ibuindo de o ma di e a pa a o o alecimen o das suas capacidades mo o as,
cogni i as, sociais e emocionais. O mo imen o, enquan o o ma p i ilegiada de exp essão e descobe a,
pe mi e que a c iança explo e o seu co po, o espaço e o ou o, p omo endo não só a coo denação e o
equilíb io, mas ambém a au onomia, a au oes ima e a coope ação. Nes a e apa do desen ol imen o, o
co po é o p imei o ins umen o de elação com o mundo, e é a a és da ação que a c iança ap ende,
comunica e se desen ol e in eg almen e. Assim, omen a a a i idade ísica desde os p imei os anos é
in es i na saúde, no bem-es a e na cons ução de es ilos de ida a i os e saudá eis.
Aliado à magia das comemo ações do Na al, nada melho do que ealiza um Ci cui o Na alício
(Figu as 29 a 33) com di e en es es ações e obje i os, onde mais impo an e e a, sem dú ida, pe mi i
que as c ianças pudessem, inalmen e, e uma a i idade em que podiam mo imen a -se li emen e e
que ossem mui o elizes.
Po o ma a da início à nossa a i idade, op ei po , p imei amen e, abo da a his ó ia “Um Pai
Na al saudá el” (Figu a 28) que ala sob e emá icas impo an es elacionadas com a higiene pessoal,
a alimen ação saudá el e a p á ica de a i idade ísica.
74
Es agiá ia: O que que dize “se saudá el”?
I.: É come u inha. M.: Bebe lei e. D.: Tem de come sopa.
Es agiá ia: Se saudá el é só e uma boa alimen ação?
M.C.: É só. F.: Não, não. Se saudá el ambém é do mi bem.
C.: Sim, ambém é impo an e descansa .
Es agiá ia: E de emos es a semp e sen ados? Todos: Nãooooo.
Es agiá ia: En ão? O que de emos de aze ? V.: Já sei! Temos de caminha .
Es agiá ia: Pa a se mos saudá eis é mui o impo an e p a ica exe cício ísico!
D.: Sim! Anda de bicicle a, co e , sal a ...
Es agiá ia: En ão, hoje amos aze uma a i idade mui o gi a. Vamos se odos Pais-Na ais e aze
exe cício ísico!
Figu a 29 - Lei u a da his ó ia
"Um Pai Na al saudá el"
Figu a 30 - "Vamos aquece !"
Figu a 31 - Es ação 1: "Mo e- e, Pai Na al!"
Figu a 32 - Es ação 2: "Cump e a ua missão: En ega os p esen es!"
Todos: Yupiiiii!!!
81
A i idade “Os Gua diões da Na u eza: Um Plane a Melho , Um Fu u o Mais
Saudá el!”
A i idade no ex e io da escola num pa que e de.
Realização de um piquenique: Espe adas de F u a e bolo de iogu e – enquad amen o
conjun o com o P oje o da Câma a Municipal de ap o ei amen o do lei e e u a
escola .
O que ejo à minha ol a? O que sin o aqui?
– Explo ação da na u eza e b incadei as
ao a li e.
Realização de a i idades em g upo sob e o que obse amos com base nos con eúdos
abo dados nas di e en es á eas disciplina es, bem como a i idades mo o as e
a ís icas.
Recolha do lixo na na u eza – Consciencialização pa a a p ese ação da na u eza
2.2 A i idade “Pi adas de Sabo e Sabe !”
A u ma es á insc i a no
P og ama Nes lé – Po c ianças mais saudá eis
, que em pa ce ia com
a Di eção Ge al da Educação do Minis é io da Educação, Ciência e Ino ação, em como obje i o
p omo e uma alimen ação saudá el e sus en á el como pa e de um es ilo de ida p omo o de
saúde. Pa a a comemo ação dos 25 anos, o p og ama lançou es e ano le i o o concu so
“Somos o que
comemos”
, desa iando cada u ma a ec ia o núme o 25 com inspi ação do ema:
“Um Dia Alimen a
Equilib ado”.
Iniciamos a dinâmica
Pala a do Dia
com a pala a “saudá el”, pa a in oduzi a emá ica. De
seguida, dialogamos sob e o que é se saudá el.
Es agiá ia: O que é a inal se saudá el?
M.: Come u as.
S.M.: Come sopa.
L.: Bebe lei e.
C.: Não ica ao io.
G.: Come sen ado pa a dige i bem os alimen os.
R.: Bebe água.
Es agiá ia: Po que azão de emos de e uma alimen ação saudá el?
J.P.: Pa a não ica mos doen es.
82
M.: Pa a e mos ene gia.
S.L.: De emos consumi alimen os da ho a, po que não em pes icidas.
De seguida, explo amos a Roda dos Alimen os e eco emos à pla a o ma
+Cidadania
pa a a
isualização de um ídeo in o ma i o sob e a alimen ação saudá el e pa a a ealização de um jogo
in e a i o e educa i o que consis ia na o ganização dos alimen os nas di e en es ca ego ias da Roda
dos Alimen os. (Figu a 35)
Figu a 35 - Explo ação da emá ica
De seguida, ap esen ei às c ianças a música “Canção da alimen ação”, da
Escola Vi ual
.
(Figu a 36) Can amos e, pos e io men e, ealizamos um di ado musical – uma a i idade pe ei a pa a
abalha a comp eensão o al e a a enção à esc i a/o og a ia e à música (Figu a 37). Es a a i idade
e elou se de g au de di iculdade ele ado pa a algumas c ianças, necessi ando de á ias epe ições,
e so a e so. Conside o impo an e ealça que a a i idade oi adap ada pa a as c ianças com
di iculdades de ap endizagem, acul ando-lhes imagens nume adas e legendadas que co espondiam
às pala as em al a da música.
Figu a 36 - Canção
da alimen ação
Figu a 37 - Di ado musical - di e en es ní eis de ap endizagem
83
Con inuando es a emá ica, e, uma ez que as c ianças inham abo dados os sinais de ânsi o
em Es udo do Meio, decidimos cons ui os nossos sinais da alimen ação, u ilizando di e en es
ma e iais e ag upando os alimen os nos sinais co esponden es endo em con a as suas
ca ac e ís icas. Os esul ados ica am bas an e in e essan es e di e si icados (Figu a 38).
Figu a 38 – C iações a ís icas das c ianças “Os sinais da alimen ação”
Solici ei, ainda, às c ianças pa a que du an e a semana seguin e egis assem as suas e eições
pa a analisa mos os egis os em g upo. A e dade é que a maio ia das c ianças em uma alimen ação
a iada, equilib ada e saudá el (Figu a 39). Pa a além disso, as c ianças cons uí am o seu a co-í is da
alimen ação, a a és de uma pesquisa em casa, com a ajuda da amília (Figu a 40).
Ademais, a u ma pa icipa, ainda, num p oje o de ap o ei amen o dos lanches escola es (lei e,
iogu e e u a) da Câma a Municipal. Pa a isso, elabo ei com as c ianças uma ecei a de panquecas
(Figu a 41), onde abo damos di e en es concei os ma emá icos, ais como: noção de quan idade,
múl iplos, di iso es e medidas de capacidade. As nossas panquecas ica am deliciosas, as c ianças
Figu a 39 - Alguns egis os das e eições semanais das
c ianças
Figu a 40 - Alguns egis os do a co-í is da
alimen ação
84
Figu a 41 - Lanche saudá el: panquecas
Figu a 42 – Realização da icha de abalho ma emá ica
Ademais, pa a a con inuação do p oje o da
Nes lé
, abo dei com as c ianças a emá ica da
impo ância do exe cício ísico e da adoção de es ilos de ida saudá eis e ealizamos algumas
a i idades ísicas no ex e io (Figu a 43). Foi um momen o mais descon aído que con ibuiu pa a a
aleg ia e mo i ação das c ianças!
Es agiá ia: Já alamos sob e a impo ância de uma alimen ação saudá el. Mas que ou as
coisas p ecisamos de aze pa a se mos saudá eis?
M.: Essa é ácil! De emos de p a ica exe cício ísico.
Es agiá ia: Qual é a impo ância de p a ica exe cício ísico?
S.M.: Pa a man e mos o nosso co po a i o.
Es agiá ia: Mui o bem! É exa amen e isso que amos aze !
Figu a 2 - Lanche saudá el:
Panquecas
ado a am a a i idade e ica am com a ce eza de que podemos acilmen e di e si ica os nossos
lanches, p imando semp e po se em saudá eis. No inal, como o ma de consolidação, as c ianças
ealiza am uma icha de abalho ma emá ica (Figu a 42).
85
Alunos: Uau! Ado amos!
Realizamos, ainda, ou o lanche saudá el. Des a ez, con ecionamos g anola pa a
adiciona mos ao iogu e e à u a escola . (Figu a 44) Ficou delicioso!
Figu a 44 - Lanche Saudá el: G anola
O a, concluídas as a i idades ealizadas ao longo das semanas elacionadas com es ilos de
ida saudá eis, chegou o momen o de conc e iza mos com a cons ução de um li o in ini o, que
ep esen a odas as a i idades desen ol idas. P imei amen e, decidimos o í ulo do nosso li o e, de
seguida, iz a mon agens das páginas do mesmo. Depois, com a ajuda das c ianças, cons uímos o
nosso li o, ealizando as colagens, dob agens e a esc i a de ases que desc e em as ilus ações do
nosso li o (Figu a 45). O esul ado inal (Figu a 46) icou espe acula e as c ianças ica am supe
en usiasmadas com a cons ução do nosso p óp io li o de uma o ma ino ado a!
Figu a 43 - Realização de a i idade ísica ao a li e
86
Figu a 45 - Cons ução do li o " Vin e e cinco pi adas de Sabo e Sabe "
Figu a 46 – Li o in ini o “Vin e e cinco pi adas de Sabo e Sabe ”
E, des e modo, chegamos ao im das a i idades des a emá ica, com o co ação pleno e o
sen imen o genuíno de de e cump ido. É p o undamen e g a i ican e pode p opo ciona às c ianças
expe iências dis in as e en iquecedo as, que ampliam ho izon es e alimen am o gos o po ap ende .
Com a ce eza de que ilhamos o caminho ce o, seguimos em en e, i mes na nossa missão e
en usiasmados pa a os desa ios que se a izinham.
Pa a conclui , conside o undamen al salien a que a ealização de a i idades di e si icadas em
o no de uma dada emá ica e ela-se essencial pa a a consolidação de ap endizagens signi ica i as, na
medida em que pe mi e abo da os con eúdos sob di e en es p á icas, es imulando múl iplos es ilos de
ap endizagem. No caso especí ico da alimen ação saudá el, es a di e sidade me odológica assume
pa icula ele ância, pois possibili a que as c ianças comp eendam a impo ância de escolhas
87
alimen a es equilib adas de o ma lúdica, p á ica e con ex ualizada. Ao a icula sabe es com
expe iências conc e as e en ol en es, p omo e-se não só o desen ol imen o de compe ências
cogni i as, mas ambém a o mação de hábi os conscien es e du adou os, con ibuindo pa a o bem-
es a ísico e emocional dos alunos e pa a a cons ução de cidadãos esponsá eis e a i os.
2.3 A i idade “À descobe a da joia in e io !”
Um clima emocional pa icula men e ins á el ez-se sen i no g upo nos úl imos dias. As
c ianças e ela am-se mais ágeis, mais cho osas e acilmen e ea i as nas in e ações com os
colegas. Es a sensibilidade ac escida mani es a a-se em pequenos con li os, di iculdades em ge i
us ações e numa meno capacidade de au o egulação emocional. Pe an e es e cená io, o nou-se
e iden e a necessidade de c ia um momen o pedagógico cen ado na educação emocional, que
pe mi isse às c ianças pa a , econhece o que es a am a sen i , escu a -se e, acima de udo,
encon a pala as pa a nomea as suas emoções. Foi com esse p opósi o que a a i idade oi
planeada, p ocu ando c ia um espaço segu o de pa ilha, escu a e comp eensão mú ua.
A capacidade de econhece , nomea e comp eende as p óp ias emoções é um pila essencial
no desen ol imen o pessoal e social da c iança. Desde en a idade, é undamen al que lhes sejam
o e ecidas opo unidades pa a explo a o que sen em, pe cebendo que odas as emoções são álidas e
me ecem se acolhidas. Quando as c ianças ap endem a iden i ica o que se passa no seu mundo
in e io , desen ol em g adualmen e compe ências de au o egulação, empa ia e comunicação
emocional. Es e p ocesso o alece a au oes ima, eduz a impulsi idade e melho a signi ica i amen e a
qualidade das elações in e pessoais. Ao in eg a a educação emocional nas i ências escola es, não
es amos apenas a minimiza compo amen os ea i os ou dis uncionais — es amos a p omo e o
desen ol imen o de c ianças emocionalmen e compe en es, com maio capacidade de in e p e a o
que sen em, comunica de o ma ajus ada e esponde com ma u idade às exigências do meio que as
en ol e.
Iniciamos a dinâmica com uma pe gun a, com o in ui o de pe cebe as ideias p é ias das
c ianças:
88
De seguida, di igimo-nos à biblio eca — um espaço se eno e acolhedo , onde o silêncio e a
p oximidade a o ecem a concen ação e a pa ilha genuína. Reunidos em cí culo pa a uma oda de
lei u a e con e sa, en ol emo-nos na his ó ia
A Joia In e io
, de Anna Llenas (Figu a 47). Es e li o
con ida-nos a uma iagem ao in e io de nós p óp ios, despe ando a consciência emocional. As
c ianças mos a am-se bas an e a en as e conec adas com a mensagem da his ó ia, e idenciando uma
sensibilidade su p eenden e pa a a impo ância do cuidado pessoal. A a és das e lexões susci adas
pela na a i a, o am capazes de econhece que o bem-es a emocional é ão undamen al quan o o
ísico, comp eendendo que nu i a joia in e io implica escu a as p óp ias emoções, acolhe -se com
e nu a e desen ol e uma a i ude de amo -p óp io. Es e momen o pa ilhado ans o mou-se numa
e dadei a expe iência de ap endizagem a e i a, onde o diálogo e a escu a a i a pe mi i am o alece
laços, omen a a empa ia e lança as bases pa a uma educação emocional sólida, ão essencial pa a o
equilíb io e a elicidade das c ianças.
As e lexões pa ilhadas pelas c ianças, à luz da lei u a do li o, e ela am uma comp eensão
ocan e e p o undamen e sensí el da sua mensagem essencial. Reconhece am que ac edi a em si
mesmas é um ges o de co agem e que cul i a a bondade — pa a com o ou o e pa a consigo p óp ias
Es agiá ia: Pa a i, o que é uma joia in e io ? Po quê?
M.: É o co ação, po que é uma joia que b ilha. F.: É o co ação, po que é uma o ma de mos a amo .
J.P: É o co ação, po que ba e o e. I.: É o amo , po que az-nos sen i i os.
V.: É o co ação, po que es á no nosso co po. Ro.: É o co ação, po que cuida de nós.
M.J: É o co ação, po que az-nos i e . C.: É uma coisa que eu gos o, po que deixa-me aleg e.
B.: É a aleg ia, po que eu gos o de pessoas elizes. Ma.: É o co ação, po que é amo .
Ru: É o co ação, po que é impo an e pa a odos nós. M.S.:
É o amo , po que é o maio esou o do mundo.
S.M.: É o co ação, po que az-nos i e , é impo an e pa a a saúde e ep esen a o amo .
G.: É o co ação, po que quando es ou is e, o co ação sen e.
S.L.: É o co ação, po que se não i éssemos co ação, não es a íamos i os.
J.A.: É o amo , po que é mui o impo an e.
Ca.: É o amo , po que uma joia é uma coisa especial pa a mim, igual ao amo .
T.: É e um amigo, po que sem um amigo não podemos b inca .
Ra.: É o co ação, po que quando es ou is e ou aleg e ele sen e.
Ga.: É o co ação, po que quando é o que nos az espi a e sen i .
L.: É aquilo que sen imos, po que az-nos e emoções.
89
— é um caminho de c escimen o é ico e a e i o. Sublinhando a impo ância do espei o pela di e ença,
exp essa am, com a sabedo ia simples da in ância, que cada se é único e alioso na sua
singula idade. A i ma am ainda que não de emos agi com os ou os de modo que não gos a íamos
que agissem connosco, e idenciando uma consciência cla a do alo da empa ia e da ecip ocidade.
Po im, demons a am en ende que odas as emoções êm luga , que mesmo os momen os menos
luminosos são pa es in eg an es da jo nada da ida e que, acolhendo-os, se cons ói uma exis ência
mais in ei a, mais e dadei a e mais humana.
Figu a 47 - Lei u a dialogada do li o “A Joia In e io ”
De seguida, jogamos o jogo
PlayMen o
(Figu a 48) que consis e em ca as com
emoções/sen imen os e pe gun as. Es e jogo e elou-se uma e amen a aliosa pa a in oduzi e
ap o unda o diálogo sob e as emoções jun o das c ianças. A a és das suas ca as ilus a i as que
ep esen am di e sas emoções e sensações co po ais, es e ecu so pe mi iu que as c ianças
econhecessem e exp essassem aquilo que sen iam de o ma lúdica e acessí el, p omo endo não
apenas a iden i icação emocional, mas ambém a e lexão sob e a o ma como as emoções se
mani es am no co po e in luenciam o nosso compo amen o. Es a abo dagem acili ou con e sas
genuínas e abe as, incen i ando a empa ia, a au o egulação emocional e a comunicação, essenciais
pa a o desen ol imen o in eg al e saudá el das c ianças. Assim, o jogo o nou-se um ins umen o
pedagógico que, de modo en ol en e, con ibuiu pa a a cons ução de compe ências socioemocionais
undamen ais desde a p imei a in ância. Ao longo do jogo, su gi am alguns comen á ios como:
90
Figu a 48 - Jogo PlayMen o
Pa a ap o unda a comp eensão do li o explo ado e p omo e uma lei u a mais c í ica e
signi ica i a, elabo ei um mini li o (Figu a 49) que acompanhou o momen o de in e p e ação. Es e
incluiu a i idades o ien adas pa a a iden i icação e análise dos elemen os pa a ex uais, pe mi indo às
c ianças amilia iza em-se com aspe os undamen ais da es u u a do li o. Segui am-se ques ões de
in e p e ação ex ual, cuidadosamen e o muladas pa a es imula o pensamen o e lexi o, a in e ência e
a exp essão pessoal. Po im, in eg ei exe cícios g ama icais que, pa indo do ex o li e á io, isa am
consolida conhecimen os linguís icos de o ma con ex ualizada e uncional, a iculando, assim, a
educação li e á ia com o desen ol imen o da compe ência linguís ica.
F.: Eu ico aleg e quando b inco com os meus amigos.
B.: Quando es ou is e ico sen ado a pensa .
R.: Eu sin o-me soli á io em casa, po que a minha mãe não em empo pa a b inca comigo.
L.: Saudade é uma emoção que nós sen imos quando os nossos pais es ão longe de nós.
M.: Eu nasci em Angola e es ou longe da minha amília e enho mui as saudades.
C.: Eu sen i o gulho, po que consegui le em oz al a.
JP: Eu não gos o de não e nada pa a aze , ico abo ecido.
S.M.: Eu ico en e gonhado ao ala em en e a ou as pessoas.
G.:
É impo an e pe cebe mos que é no mal sen i mos emoções posi i as e nega i as,
po que a ida é ei a de al os e baixos, mas emos de da a ol a po cima!
97
A i idade “Os Gua diões da Na u eza: Um Plane a Melho , Um Fu u o Mais 2.6
Saudá el!”
B inca ao a li e é, po excelência, uma das o mas mais au ên icas e en iquecedo as de
ap endizagem na in ância. O con ac o di e o com a na u eza a o ece o desen ol imen o in eg al das
c ianças, p opo cionando expe iências únicas. Ao a li e, o b inca o na-se mais li e, mais
espon âneo e, po isso mesmo, mais signi ica i o. Nes e con ex o, o espaço ex e io é,
simul aneamen e, cená io de descobe a e palco de ap endizagens essenciais à o mação de uma
consciência ecológica e social esponsá el.
Foi nes e espí i o que assinalámos o Dia Mundial do Meio Ambien e, dia 5 de junho, com
a i idades dinamizadas que p i ilegia am a explo ação da na u eza enquan o con ex o educa i o e
espaço de bem-es a . As c ianças o am con idadas a pa icipa em p opos as que a o ece am não
apenas o mo imen o e a descobe a do co po, mas ambém a escu a a i a, a obse ação a en a e o
espei o pelos elemen os na u ais que as odea am.
Fo am o ganizados di e sos momen os de explo ação li e e o ien ada (Figu a 55). Cada
po meno da na u eza oi i ido com encan o e cu iosidade, omen ando o desejo genuíno de
comp eende , cuida e p ese a .
Um dos momen os mais ma can es oi, sem dú ida, o piquenique ealizado no ex e io . Com
simplicidade e ca inho, p epa ámos uma e eição saudá el compos a po elemen os do lanche escola :
pão esco, espe adas de u a colo idas e bolo de iogu e. Es e momen o de pa ilha, en ol o po uma
a mos e a de descon ação e aleg ia, p omo eu não só a con i ência social, como ambém o
desen ol imen o de compe ências ao ní el da au onomia, da esponsabilidade e da ap eciação da
alimen ação equilib ada.
Du an e oda a a i idade, as c ianças e ela am g ande en usiasmo e pa icipação a i a.
Sen i am-se e dadei amen e li es, segu as e elizes, exp essando a a és dos seus ges os e pala as
a aleg ia que o con ac o com o espaço ex e io lhes p opo ciona. As in e ações luí am de o ma
ha moniosa, com ges os de en eajuda, cuidado pelo ou o e pa ilha de descobe as.
A expe iência pe mi iu obse a um e iden e bem-es a emocional nos g upos. O iso ácil, os
olhos b ilhan es e os comen á ios espon âneos das c ianças e ela am o impac o posi i o da i ência
em con ex o na u al. As ap endizagens não se limi a am à dimensão ambien al; es ende am-se ao
campo elacional, emocional e a é cogni i o, com o su gimen o de ques ões, hipó eses e obse ações
ei as pelas p óp ias c ianças.
98
Es a a i idade e o ça, assim, a impo ância de in eg a com egula idade expe iências ao a
li e no quo idiano pedagógico. A na u eza, quando acolhida como aliada no p ocesso educa i o, o na-
se uma pode osa on e de ap endizagens e de elicidade. Con inua a o e ece às c ianças es es
momen os de libe dade, descobe a e elação com o mundo na u al é in es i no seu bem-es a
p esen e e na cons ução de um u u o mais conscien e e sus en á el.
Figu a 55 - Piquenique e Explo ação da Na u eza
99
Capí ulo V: Conside ações Finais
No a in odu ó ia
O capí ulo inal do ela ó io eúne as conside ações conclusi as ela i as a odo o abalho
desen ol ido ao longo do ano le i o. Inicialmen e, ap esen am-se as p incipais conclusões ex aídas da
análise da in e enção ealizada. Seguidamen e, são iden i icadas e e le idas as limi ações obse adas
du an e a implemen ação do p oje o, econhecendo os desa ios e cons angimen os en en ados. Em
e cei o luga , o mulam-se ecomendações com is a a u u as in e enções. Po im, e e ua-se um
balanço global da expe iência o ma i a, sin e izando as ap endizagens e conhecimen os adqui idos ao
longo do pe cu so.
1. P incipais Conclusões
A p omoção de es ilos de ida saudá eis assume um papel decisi o no desen ol imen o
in eg al das c ianças, ab angendo as dimensões ísicas, cogni i as, sociais e emocionais. Num mundo
cada ez mais ma cado po desa ios à saúde in an il, o na-se imp escindí el que a educação e a saúde
caminhem lado a lado, p omo endo p á icas con ínuas e con ex ualizadas desde a in ância.
No con ex o escola , e i iquei que a escola desempenha um papel a i o na sensibilização pa a
condu as p omo o as de saúde. Des aco pa icula men e o abalho da p o esso a coope an e do 1.º
CEB, que, com consis ência e dedicação, ale a dia iamen e pa a ques ões c uciais como o consumo
excessi o de açúca nos lanches, a necessidade de um descanso adequado, a impo ância da p á ica
egula de exe cício ísico e a alo ização de odo e qualque ipo de emoção e sen imen os.
No que conce ne ao con ex o amilia , obse ei a exis ência de sensibilidade po pa e dos
enca egados de educação pa a es a emá ica, ainda que a sua pa icipação nas ações de
sensibilização dinamizadas pela escola seja limi ada. Con udo, pe sis em desa ios, po exemplo, o uso
equen e de ec ãs an es do pe íodo de descanso, a eduzida a i idade ísica o a do ho á io escola e,
ainda, a pouca a enção na seleção dos alimen os pa a as lanchei as das c ianças. Es es elemen os
ca ecem de maio a enção e in e enção conjun a.
Rela i amen e aos obje i os de in e enção de inidos, as a i idades ealizadas ao longo do
p oje o pe mi i am alcança plenamen e cada um deles, con ibuindo de o ma signi ica i a pa a o
desen ol imen o global das c ianças. A a és de abo dagens di e si icadas, as c ianças o am
p og essi amen e sensibilizadas pa a a impo ância de ado a es ilos de ida saudá eis,
comp eendendo melho as consequências que es es êm pa a o seu bem-es a ao longo da ida. A
100
in eg ação des as a i idades com ou as á eas do sabe e o çou a sua ele ância e impac o, numa
ap endizagem e dadei amen e a iculada.
A conc e ização das a i idades e elou-se um êxi o incon es á el, mani es ando-se a a és da
no ó ia e olução dos conhecimen os e da consciência c í ica das c ianças ela i amen e aos hábi os
que sus en am um es ilo de ida saudá el, que nas c ianças do p é-escola que nas do 1.º ciclo do
ensino básico. Es e p og esso e idenciou não apenas a assimilação de concei os, mas sob e udo o
despe a de uma a i ude e lexi a e esponsá el ace às p á icas que in luenciam o seu bem-es a
global, aduzindo-se num ma co signi ica i o pa a a p omoção do desen ol imen o in eg al das
c ianças. Subs ancia-se, assim, a e icácia da in e enção, sublinhando a impo ância de um abalho
a iculado en e escola, amília e oda comunidade educa i a na cons ução de bases sólidas pa a o
c escimen o saudá el das c ianças.
2. Limi ações do P oje o
A implemen ação de um p oje o implica, ine i a elmen e, en en a obs áculos que, longe de
comp ome e em a sua alidade, con ibuem pa a o amadu ecimen o do pe cu so o ma i o.
Nes e caso em especí ico, uma das limi ações sen idas p ende-se com a p óp ia o ganização
da p á ica de es ágio, epa ida po duas alências — EPE e 1.º CEB. Embo a es a dualidade seja
coe en e com os obje i os do mes ado e en iquecedo a do pon o de is a expe iencial, o empo
disponí el em cada um dos con ex os e elou-se eduzido ace à complexidade ine en e à in es igação
e à ação pedagógica. Es a es ição empo al condicionou o ap o undamen o da ecolha de dados e a
possibilidade de acompanha , de o ma mais con ínua e e e i a, os e ei os do abalho desen ol ido
com as c ianças. A in e enção e e, assim, de se ajus ada a um ho izon e de cu a du ação, exigindo
oco, cla eza e uma de inição p ecisa dos obje i os a alcança .
A es e condicionan e ac esce a necessidade de in eg a o p oje o num con ex o escola já
p e iamen e o ganizado, com plani icações anuais e es u u as cu icula es de inidas. Em con ex o de
EPE, a maio lexibilidade pe mi iu uma in eg ação mais espon ânea das p opos as. Já no 1.º CEB, a
densidade cu icula e a ealização de a i idades ex a na escola – mas ex emamen e en iquecedo es
pa a as c ianças – eduziu a ma gem de a uação, exigindo uma plani icação mais ajus ada e c i e iosa.
Es e equilíb io en e o que é ob iga ó io e o que é p opos o implicou es o ço de adap ação e diálogo
cons an es.
Ac esce ainda, como a o a conside a , a he e ogeneidade dos g upos, ma cada po di e en es
i mos de ap endizagem, ní eis de ma u idade e pe is indi iduais. Es a di e sidade, ainda que
101
en iquecedo a, exigiu um es o ço con ínuo de di e enciação pedagógica, nem semp e possí el de
ope acionaliza plenamen e den o das limi ações empo ais e logís icas do es ágio. A pa disso, sen iu-
se po ezes a escassez de ecu sos e de p o issionais especializados, nomeadamen e nas á eas da
saúde men al e da educação especial, cuja p esença nas ins i uições onde deco eu o es ágio e ia
possibili ado um acompanhamen o mais ajus ado às necessidades especí icas de algumas c ianças.
Es as limi ações e o çam a impo ância de uma abo dagem colabo a i a e mul idisciplina , que
alo ize a indi idualidade de cada c iança e p omo a espos as mais inclusi as e in eg adas.
Ainda que o cená io ideal p essupusesse maio libe dade de empo e de ação, icou cla o que é
possí el desen ol e p oje os exequí eis, consis en es e pedagogicamen e ele an es, desde que es es
se a iculem de o ma sensí el com a ealidade conc e a das ins i uições. Nes e sen ido, as limi ações
não unciona am como en a es, mas sim como desa ios que es imula am a capacidade de
planeamen o, de ajus e e de e lexão c í ica sob e a p á ica pedagógica.
3. Recomendações Fu u as
Pe spe i ando o u u o da in e enção educa i a, o na-se impe a i o e o ça a in eg ação da
emá ica da saúde como eixo ans e sal e con ínuo na o mação das c ianças. Es a não de e se
a ada como um complemen o cu icula ou uma oco ência episódica, mas an es como pa e
indissociá el do pe cu so educa i o, desde os p imei os anos. Uma abo dagem e dadei amen e
holís ica à in ância ca ece que se alo ize, de o ma equi a i a, o desen ol imen o mo o , social,
cogni i o e emocional — dimensões que se en elaçam e sus en am mu uamen e na cons ução do
bem-es a e da ap endizagem signi ica i a.
Impo a, po isso, implemen a p á icas educa i as que a o eçam o desen ol imen o in eg al
da c iança, con emplando, de o ma equilib ada, essas dimensões. Cada uma dessas e en es
con ibui de modo indissociá el pa a a cons ução de um bem-es a pleno e du adou o. Ainda pe sis e,
con udo, a endência pa a p i ilegia aspe os mais isí eis do desen ol imen o, como os p og essos
ísicos ou académicos, em de imen o de ou as exp essões igualmen e undamen ais, como as
elações in e pessoais, a ges ão emocional ou a mo icidade. Es a pe spe i a agmen ada limi a o
po encial da ação educa i a e exige, po isso, uma mudança de pa adigma que econheça a c iança
como um se complexo e mul i ace ado, cujas necessidades de em se acolhidas na sua o alidade.
Adicionalmen e, de e consolida -se uma cul u a educa i a o ien ada pa a a p e enção, em
de imen o de abo dagens ea i as cen adas na co eção de p oblemas já ins alados. Nes e sen ido, é
essencial in es i na o mação con ínua de p o issionais que, conscien es da complexidade do
102
desen ol imen o in an il, saibam in e i de o ma in o mada, é ica e sensí el. A comunicação com as
c ianças sob e emas ligados à saúde de e se cla a, acessí el e, sob e udo, i enciada a a és de
p á icas conc e as, o inas consis en es e a i idades que lhes pe mi am comp eende e in e io iza
hábi os saudá eis desde cedo.
Finalmen e, ecomenda-se que sejam conduzidas in es igações a ní el nacional que pe mi am
comp eende com maio p o undidade de que o ma as escolas es ão a con ibui , de ac o, pa a o
bem-es a e desen ol imen o in eg ais das c ianças. Mais do que cump i me as cu icula es, é
necessá io epensa o papel da escola como espaço de ida, onde se ap ende não só a le e a
esc e e , mas ambém a sen i , a cuida e a i e em sociedade. In es i na saúde, em odas as suas
exp essões, é in es i no u u o de uma ge ação — e disso não se pode abdica !
4. Balanço Ge al da Fo mação
Ao e le i sob e o balanço ge al da minha o mação, o no-me cada ez mais conscien e de
que a dimensão eó ica não apenas sus en a a p á ica, mas ambém a ilumina. É nela que se
insc e em os p incípios o ien ado es que con e em sen ido à ação pedagógica, o e ecendo-lhe
es u u a, consciência e di eção. Du an e es e caminho, ui guiada po concei os, me odologias e
es a égias que molda am o olha com que hoje obse o a c iança, o g upo e o mundo que os odeia.
No pulsa da ealidade, no con ac o di e o com as c ianças, nos ges os imp e isí eis e nos pequenos
g andes desa ios de cada dia, a ap endizagem ganhou ida e signi icado. Dia iamen e, i e a
opo unidade de me es a , de e a e e aze , de obse a com a enção e agi com in encionalidade.
Foi nesse espaço en e o sabe e o sen i que e dadei amen e ap endi — onde a dimensão eó ica
encon ou na p á ica o seu eco mais au ên ico.
Assumi a condução das a i idades, planeá-las com signi icado, espei ando os i mos e as
singula idades de cada c iança, oi um dos momen os mais ans o mado es des e pe cu so. Descob i,
com encan amen o, a esponsabilidade e a beleza de o ien a pedagogicamen e, de c ia ambien es
que acolhem, desa iam e azem c esce .
Cada desa io eme gen e — seja na ges ão das dinâmicas de g upo, na adap ação das
p opos as pedagógicas, na a iculação com a comunidade educa i a ou no econhecimen o das
necessidades das c ianças — oi acolhido como uma opo unidade de ap endizagem genuína. E oluí
enquan o p o issional ao cul i a compe ências que a expe iência e a e lexão p opo cionam: a a enção
plena aos de alhes, a in e p e ação sensí el dos con ex os, a lexibilidade c ia i a e a capacidade de
agi com igo , jamais, sem abdica da e nu a.
103
C esci, de igual modo, enquan o pessoa. Es a i ência com as c ianças e elou-se uma on e
inesgo á el de c escimen o pessoal, onde a paciência, a empa ia e a capacidade de obse a o mundo
a a és do seu olha inocen e e cu ioso o na am-se ap endizagens essenciais. Ensinou-me a ap ecia
mais p o undamen e o ago a, econhecendo que educa é, an es de mais, um ges o p o undamen e
humano. As c ianças, com a sua since idade e simplicidade, mos am-nos o alo de cada momen o, a
au en icidade dos sen imen os e a beleza de es a e dadei amen e p esen e. Ap endi com elas que o
e o é pa e do caminho, que cada pequena conquis a me ece se celeb ada com a mesma
in ensidade que as g andes i ó ias, e que a humildade é um companhei o cons an e nes a jo nada de
ap endizagem mú ua.
A linha o ien ado a do meu p oje o eme giu da con icção de que a in ância é o e eno mais
é il pa a semea escolhas conscien es que a o eçam o bem-es a ao longo da ida. Escolhi, po isso,
cen a a in e enção e a e en e in es iga i a numa dimensão mui as ezes subes imada nas
p imei as idades: a p omoção de es ilos de ida saudá eis. Es a não é, a meu e , uma
esponsabilidade adiada pa a a idade adul a, mas sim uma u gência educa i a que de e in eg a desde
cedo o dia a dia das c ianças. Ao longo da implemen ação do p oje o, ui obse ando, com admi ação
c escen e, a o ma como os mais pequenos se en ol iam, comp eendiam e in e io iza am os concei os
abo dados. Cada momen o supe a a o an e io , não só em en usiasmo, mas ambém em
p o undidade. Esse p ocesso dinâmico oi, pa a mim, uma on e con ínua de mo i ação e edescobe a,
con i mando que educa pa a o bem-es a é, em essência, educa pa a a libe dade de se .
Apesa das ad e sidades na u ais de qualque pe cu so o ma i o, o que p e alece é uma
p o unda sensação de pleni ude. A ce eza de que consegui es a à al u a do comp omisso que assumi
desde o início: p opo ciona às c ianças opo unidades signi ica i as de c escimen o em odas as
dimensões do seu se — emocional, social, cogni i a e mo o a. Ve o b ilho nos seus olhos,
es emunha as suas descobe as e acompanha o desen ol imen o de compe ências, e elou-se não
apenas mo i ado , mas ambém ilus a i o do e dadei o alcance da p á ica educa i a quando é
o ien ada po um p opósi o e econhecimen o. Hoje, ao olha pa a ás, econheço, com se enidade,
que cump i o meu papel e deixei uma ma ca que ul apassa qualque plano ou obje i o inicial.
Em sín ese, a minha o mação oi um p ocesso de in e ligação en e sabe e sen i , en e eo ia
e p á ica, en e azão e a e o. A dimensão eó ica sus en ou-me e a dimensão p á ica moldou-me. E,
en e ambas, descob i o e dadei o sen ido de educa : alguém que escu a, que age com in enção, que
e le e com humildade, e que, odos os dias, disponibiliza-se pa a ap ende com o ou o — esse ou o
que, an as ezes, nos e ela aquilo que ainda nem sabíamos p ecisa de sabe .
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113
Apêndice I – A i idade Vamos explo a a na u eza!
Nome da a i idade:
Vamos explo a a na u eza!
Tema: Explo ações e b incadei a ao a li e
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
07 a 11 de ou ub o de 2024
Á eas de
Con eúdo
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Fo mação
Pessoal e
Social
Pa icipa a i amen e na a i idade;
Respei a os colegas e adul os;
Espe a pela sua ez;
Comp eende a impo ância do abalho de equipa;
Tem inicia i a e au onomia;
Mani es a opiniões sob e a a i idade.
A p esen e a i idade su ge na sequência da
explo ação do Ou ono.
Po o ma a da -se início à dinamização da
a i idade, começa -se-á po le a ob a "0
Lad ão de olhas", ealizando ques ões sob e
a capa e o con eúdo da mesma, com o in ui o
que o g upo ealize p e isões sob e a his ó ia.
Du an e a lei u a, solici a -se-á a pa icipação
das c ianças sob e os p óximos
acon ecimen os da his ó ia. Pos e io men e,
ealiza -se-á não só o econ o da na a i a,
como ambém se a ão algumas ques ões
elacionadas com os di e en es ipos de
animais e á o es e as mudanças do es ado
do empo.
Após es a explo ação, p ocu a -se-á po encia
o con ac o com a na u eza, com ida a uma
á ea e de, onde pode ão b inca li emen e,
obse a os elemen os na u ais e apanha
olhas e bolo as.
Ob a
O Lad ão de
Folhas
;
Imagens com
nomes das
pe sonagens das
his ó ia e
elemen os do
ou ono, ca az e
ampas de ga a as
pa a abalha a
consciência
onológica;
Ma e ial de
pico agem;
Tin as: e melha,
cas anha, la anja e
ama ela.
Á ea da
Exp essão e
Comunicação
Domínio da
Educação
A ís ica
(Subdomínio
das A es
Visuais)
Realiza a pico agem de moldes de olhas;
Pin a as olhas com co es do Ou ono.
Domínio da
Linguagem O al
e Esc i a
U iliza as eg as de con e sação;
Coloca ques ões pe inen es e e en es à emá ica;
Cons ói ases simples;
U iliza e ap op ia-se de no o ocabulá io;
Iden i ica as pe sonagens que apa ecem na na a i a;
Recon a a his ó ia, com ecu so a supo e isual;
Desen ol e a consciência onológica.
114
Domínio da
Ma emá ica
O dena, co e amen e, a en ada das pe sonagens na
his ó ia;
Reco e a exp essões pa a e e i a o dem das
pe sonagens;
Con a o núme o de pe sonagens;
Classi ica as olhas consoan e o amanho e a co .
Pos e io men e, se ão abo dados concei os
ma emá icos com as olhas que as c ianças
i ão apanha .
De seguida, indi idualmen e, cada c iança
pico a á o molde de uma olha e i á pin á-la
com in as com co es iguais às que
encon a ão na na u eza.
Po im, desen ol e -se-á a consciência
onológica com o nome das pe sonagens da
his ó ia e dos elemen os do ou ono.
Fo mas de o ganização do g upo:
G ande/Pequeno g upo
Á ea do
Conhecimen o
do Mundo
Iden i ica as ca ac e ís icas dos animais;
Dis ingue os ipos de á o es;
Relaciona as mudanças do es ado do empo com as
es ações do ano;
Explo a li emen e os elemen os da na u eza.
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelas c ianças ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso das c ianças.
A alia a capacidade de esolução de desa ios das c ianças, em g upo.
A e igua a capacidade das c ianças de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a das c ianças.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica a a e a no sen ido da sua execução e o iginalidade.
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
1Li o O Lad ão de Folhas
2Sequencialização dos animais e as suas ca ac e ís icas
115
Apêndice II – A i idade Alimen a- e bem e c esce ambém!
Nome da a i idade:
Alimen a- e bem e c esce ambém!
Tema: Alimen ação saudá el e equilib ada
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
14 a 18 de ou ub o de 2024
Á eas de Con eúdo
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Fo mação Pessoal e
Social
Pa icipa a i amen e na a i idade;
Respei a os colegas e adul os;
Espe a pela sua ez;
Comp eende a impo ância do abalho de
equipa;
Tem inicia i a e au onomia;
Mani es a opiniões sob e a a i idade.
A p esen e a i idade su ge na sequência da
comemo ação da Semana da Alimen ação.
Po o ma a da -se início à dinamização da
a i idade, começa -se-á po ques iona as c ianças
sob e "O que é uma alimen ação saudá el?".
Depois le -se-á a ob a "Eu gos o mui o de... u as",
ealizando ques ões sob e a capa e o con eúdo da
mesma, com o in ui o que o g upo ealize p e isões
sob e a his ó ia. Du an e a lei u a, solici a -se-á a
pa icipação das c ianças ace ca das ca ac e ís icas
das u as. Pos e io men e, ealiza -se-á não só o
econ o da na a i a, como ambém se a ão
algumas ques ões elacionadas com os ipos de
u as e a impo ância de p o a odo o ipo de
alimen os.
Po conseguin e, as c ianças se ão ques ionadas
sob e qual se á o seu u o p e e ido e esses dados
se ão o ganizados num g á ico e analisados.
De seguida, com as u as que as c ianças i ão
aze pa a a escola , i emos nomeá-las e o ganizá-
Ob a
Eu gos o mui o
de. .. u as;
Ca ão;
F u as;
Ma e ial de desenho;
Á ea da Exp essão e
Comunicação
Domínio da Educação
A ís ica (Subdomínio
das A es Visuais)
Realiza o egis o indi idual da a i idade,
eco endo ao desenho;
Realiza a i idades de eco e e colagem.
Domínio da
Linguagem
O al e Abo dagem à
Esc i a
U iliza as eg as de con e sação;
Coloca ques ões pe inen es
e e en es à emá ica;
Cons ói ases simples;
U iliza e ap op ia-se de no o ocabulá io;
Iden i ica as pe sonagens que apa ecem
na na a i a;
Recon a a his ó ia;
Nomeia os u os e as suas ca ac e ís icas.
Domínio da
O dena, co e amen e, a en ada das
116
Ma emá ica
u as na his ó ia;
Reco e a exp essões pa a e e i a o dem
das u as;
Con a o núme o de u as;
Classi ica as u as consoan e o seu
amanho;
O ganiza e compa a os dados num g á ico.
las po quan idades, bem como o dena com base
no seu amanho. Após es a explo ação, as c ianças
co a ão as u as pa a aze uma salada de u as,
i ão p o á-Ias e a ão o desenho das u as
p esen es na sala de u as.
Pos o is o, se ão ap esen ados alimen os às
c ianças e es as i ão dis ingui os alimen os em
saudá eis e não saudá eis, bem como na
pe iocidade em que de em consumi-los, a a és do
jogo "Semá o o da Alimen ação". Depois,
ap esen a -se-á a Roda dos Alimen os e as c ianças
i ão cons ui a sua p óp ia Roda dos Alimen os,
a a és de écnicas de eco e e colagem.
G ande/Pequeno
Fo mas de o ganização do g upo:
g upo
Á ea do
Conhecimen o do
Mundo
Iden i ica os di e en es ipos de u as;
Explo a as u as, eco endo à isão, ao
a o, ao ol a o e ao palada ;
Dis ingue os alimen os po
ca ego ias;
O ganiza os alimen os, consoan e a
pe iocidade em que os de em consumi .
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelas c ianças ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso das c ianças.
A alia a capacidade de esolução de desa ios das c ianças, em g upo.
A e igua a capacidade das c ianças de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a das c ianças.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica a a e a no sen ido da sua execução e o iginalidade.
117
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
3Li o Gos o mui o de... u a
4Recu sos pa a o jogo Semá o o da Alimen ação
5Roda dos Alimen os
118
Apêndice IV - A i idade Somos Iguais, Somos Especiais!
Nome da a i idade:
Somos Iguais, Somos Especiais!
Tema: A acei ação das di e enças e a inclusão
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
21 a 25 de ou ub o de 2024
Á eas de Con eúdo
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Fo mação Pessoal
e
Social
Pa icipa a i amen e na a i idade;
Respei a os colegas e adul os;
Espe a pela sua ez;
Comp eende a impo ância do abalho de
equipa;
Tem inicia i a e au onomia;
Mani es a opiniões sob e a a i idade;
En ende o signi icado de empa ia.
A p esen e a i idade su ge na sequência da abo dagem
ao ópico da di e sidade e da inclusão.
Po o ma a da -se início à dinamização da a i idade,
começa -se-á po explo a a ob a "O elhas de Bo bole a" ,
ealizando ques ões sob e a capa e o con eúdo da
mesma, com o in ui o que o g upo ealize p e isões sob e
a his ó ia. Du an e a lei u a, solici a -se-á a pa icipação
das c ianças em exce os que se epe em e que
an ecipem os p óximos acon ecimen os, de modo que
es as se en ol am mais no ela o. Pos e io men e,
ealiza -se-á não só o econ o da na a i a, como ambém
se a ão algumas ques ões elacionadas com a
di e sidade, o espei o pelas di e enças e o en endimen o
de que odos somos especiais. Po conseguin e, i emos
consolida os acon ecimen os da his ó ia, a a és da
pla a o ma
Wo dwall.
De seguida, cada c iança i á desenha um au o e a o,
a endendo às suas ca ac e ís icas ísicas.
Após essa explo ação, i emos joga o "Jogo do Ta o",
onde uma c iança com os olhos endados e á de
Ob a
O elhas de
Bo bole a;
Compu ado ;
Pla a o ma
Wo dwall
;
Folhas b ancas
A4;
Ma e ial de
desenho;
Vendas;
Imagens com
pala as da
his ó ia, ca az e
ampas de
ga a as pa a
desen ol e a
consciência
onológica.
Á ea da Exp essão
e
Comunicação
Domínio da
Educação
A ís ica
(Subdomínio das
A es Visuais)
Realiza um au o e a o, com ecu so a
ma e iais de desenho.
Domínio da
Linguagem
O al e Abo dagem
à
Esc i a
U iliza as eg as de con e sação;
Coloca ques ões pe inen es
e e en es à emá ica;
Cons ói ases simples;
U iliza e ap op ia-se de no o
ocabulá io;
Iden i ica as pe sonagens que apa ecem
119
na na a i a;
Recon a a his ó ia;
Desen ol e a consciência onológica.
adi inha quem se á a c iança que es a á à sua en e,
a a és do a o.
Po im, desen ol e -se-á a consciência onológica com as
pala as p esen es na ob a abo dada, com a con agem do
núme o de le as e sílabas da pala a, bem como a
iden i icação do nume al co esponden e.
G ande/Pequeno g upo
Fo mas de o ganização do g upo:
Domínio da
Ma emá ica
Con a o núme o de le as e de sílabas das
pala as;
Iden i ica o nume al co esponden e.
Á ea do
Conhecimen o do
Mundo
Reconhece as ca ac e ís icas de si p óp io e
do seu co po;
Iden i ica os colegas, a a és do a o.
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelas c ianças ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso das c ianças.
A alia a capacidade de esolução de desa ios das c ianças, em g upo.
A e igua a capacidade das c ianças de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a das c ianças.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica a a e a no sen ido da sua execução e o iginalidade.
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
6Li o O elhas de bo bole a
7Recu so exempli ica i o da pla a o ma Wo dwall
8Ma e iais pa a desen ol e a consciência onológica
120
Apêndice IV - A i idade Ene gia pa a b inca ? P eciso de descansa !
Nome da a i idade:
Ene gia pa a b inca ? P eciso de descansa !
Tema: O sono e a sua impo ância
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
18 a 22 de no emb o de 2024
Á eas de Con eúdo
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Fo mação Pessoal
e
Social
Pa icipa a i amen e na a i idade;
Respei a os colegas e adul os;
Espe a pela sua ez;
Comp eende a impo ância do abalho de equipa;
Tem inicia i a e au onomia;
Mani es a opiniões sob e a a i idade;
Comp eende as suas o inas e a impo ância do sono.
A p esen e a i idade su ge na sequência da
comemo ação do Dia Nacional do Pijama e da
abo dagem ao ema do sono e da sua
impo ância. Po o ma a da -se início à
dinamização da a i idade, começa -se-á po
ques iona as c ianças ace ca das suas o inas
da noi e.
De seguida, abo da -se-á a ob a "Camila não
que do mi ! ealizando ques ões sob e a capa
e o con eúdo da mesma, com o in ui o que o
g upo ealize p e isões sob e a his ó ia.
Du an e a lei u a, solici a -se-á a pa icipação
das c ianças e no inal ealiza -se-á o econ o
da na a i a, bem como coloca -se-ão ques ões
ace ca do sono e da sua impo ância.
Depois, as c ianças i ão ap ende a música "A
magia dos sonhos", esc i a po mim, e i ão
can á-la, p oduzindo um i mo com os sons do
p óp io co po, e dinamiza uma co eog a ia
pa a a mesma.
Pos e io men e, se ão abo dadas as di e enças
• Ob a
Camila não
que do mi ;
• Le a da música
A
magia dos sonhos
;
• Folhas A4;
• Lápis de co .
Á ea da Exp essão
e
Comunicação
Domínio da
Educação
A ís ica
(Subdomínio das
A es Visuais, da
Dança e da
Música)
Desenha as suas o inas do dia e da noi e;
Ap ende a le a da música e can a-a;
U iliza o co po pa a emi i sons;
P oduz um i mo.
Dinamiza uma co eog a ia pa a a música.
Domínio da
Linguagem
O al e Abo dagem
à
Esc i a
U iliza as eg as de con e sação;
Coloca ques ões pe inen es
e e en es à emá ica;
Cons ói ases simples;
U iliza e ap op ia-se de no o ocabulá io;
Iden i ica as pe sonagens que apa ecem na na a i a;
121
Recon a a his ó ia;
Memo iza a música.
da dico omia Dia e Noi e e, no inal cada
c iança i á desenha as suas o inas do dia e
da noi e, numa olha de papel A4.
Fo mas de o ganização do g upo:
G ande/Pequeno g upo
Á ea do
Conhecimen o do
Mundo
Iden i ica as di e enças en e o dia e a noi e;
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelas c ianças ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso das c ianças.
A alia a capacidade de esolução de desa ios das c ianças, em g upo.
A e igua a capacidade das c ianças de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a das c ianças.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica a a e a no sen ido da sua execução e o iginalidade.
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
9Li o Camila não que do mi
10 Canção de au o ia p óp ia
122
Apêndice V – A i idade Missão: Co po em Ação!
A i idade:
Missão: Co po em Ação!
G upo: P é-Escola – 20 c ianças com 4 anos de idade
Es agiá ia: Joana Ca doso
Du ação: 60 minu os
PARTE
ATIVIDADE
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
OBJETIVOS
ESQUEMA
MATERIAL
TEMPO
Início:
“Vamos
aquece !”
A i ação ge al
Co ida ligei a;
O Pai Na al sen a no enó e aga a as
enas;
Sobe a é à chaminé: le an a o b aço
e a pe na;
Sal a pela chaminé em di e en es
sen idos e mo imen os;
Realiza alguns alongamen os;
Jogo pa a e i ica a a enção das
c ianças na a e a: ba o 1x com a
bola no chão e as c ianças êm de
ba e uma palma.
Aumen a a empe a u a
co po al;
Aumen a a equência
ca díaca.
Supe ície
ho izon al
não
esco egadia
;
Apa elhagem
sono a com
músicas de
Na al;
Pos e com
a indicação
do
aquecimen o
;
Fi as pa a
di idi as
es ações;
1 bola de
énis.
10
minu os
Sessão: 03 de dezemb o de 2024
129
ci culação e ao a a essamen o enquan o peão;
Iden i ica , conhece e ado a compo amen os adequados
enquan o passagei o;
Iden i ica compo amen os adequados e inadequados e ado a
compo amen os segu os, enquan o condu o .
Câma a Municipal de ap o ei amen o do
lei e e u a escola .
Po im, na sex a sessão i emos cons ui o
nosso li o in ini o
25 pi adas de Sabo e
Sabe ,
com base no ema do concu so e
nas a i idades desen ol idas elacionadas
com a emá ica.
Fo mas de o ganização do g upo:
G ande/Pequeno g upo
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelos alunos ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso dos alunos.
A e i quali a i amen e as in e enções e e uadas.
A alia a capacidade de esolução de desa ios dos alunos, em g upo.
A e igua a capacidade dos alunos de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Obse a e, e en ualmen e, p ocede a co eções das a i idades ealizadas pelos alunos.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a dos mesmos.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica a a e a no sen ido da sua execução e o iginalidade.
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
130
13 Roda dos Alimen os e Pla a o ma +Cidadania
14 Acesso à Escola Vi ual
15 Le a da canção
16 Di ado musical
17 Regis o das e eições
6A co-í is da alimen ação
18 Ficha de abalho de po uguês
19 Fichas de abalho de ma emá ica
20 Páginas do li o in ini o
131
Apêndice VII – A i idade À descobe a da joia in e io !
Nome da a i idade:
À descobe a da joia in e io !
Tema: Ges ão Emocional
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
12 a 16 de maio de 2025
Á eas Cu icula es
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Po uguês
Seleciona in o mação ele an e em unção dos
obje i os de escu a e egis á-la po meio de écnicas
di e sas;
Fala com cla eza e a icula de modo adequado as
pala as;
Usa a pala a na sua ez e emp ega o mas de
a amen o adequadas na in e ação o al, com
espei o pelos p incípios de coope ação e co esia;
Esc e e ex os cu os com di e sas inalidades
(na a , in o ma , explica );
Esc e e co e amen e pala as com odos os ipos
de sílabas, com u ilização co e a dos acen os
g á icos e do il;
Comp eende o sen ido de ex os com
ca ac e ís icas na a i as e desc i i as, associados a
inalidades di e en es (lúdicas, es é icas,
in o ma i as);
Recon a his ó ias e na a si uações i idas e
imaginadas
Iden i ica e e e i o essencial de ex os lidos;
Reconhece a lexão nominal e adje i al quan o ao
núme o e ao géne o;
iden i ica a classe das pala as: de e minan e
a igo, nome, adje i o, e bo.
A p imei a sessão inicia á com a
dinâmica
F ase do Dia
. De seguida,
p ocede -se-á ao le an amen o das
conceções p é ias das c ianças sob e a
de inição de joia in e io . Pos e io men e,
a emos a lei u a dialogada do li o
A joia
in e io
, da au o ia de Anna Llenas., onde
ques iona -se-ão as c ianças du an e e
após a lei u a do li o. Seguidamen e,
joga -se-á o jogo de ca as
PlayMen o,
de
o ma a explo a as emoções e
sen imen os.
Na segunda sessão, ealiza -se-ão
exe cícios de in e p e ação ex ual e de
g amá ica ace ca do li o abo dado.
Depois, explo a -se-á os di e en es ipos
Quad o in e a i o;
Compu ado / elemó el;
Fichei o pa a egis o das
conceções p é ias e das
conclusões;
Li o
A joia in e io
, de
Annna Llenas;
J
ogo
PlayMen o;
Mini li o de exe cícios;
Sólidos geomé icos;
Ficha de abalho
ma emá ica;
Plani icação do
pa alelepípedo;
Ped as;
Ma e iais de a es
isuais di e sos.
132
de joias, in e ligando com os sólidos
geomé icos e si uações p oblemá icas.
A e cei a sessão enquad a -se-á com a
comemo ação do Dia da Família.
Cons ui -se-á uma lemb ança pa a as
amílias como ag adecimen o po
cuida em da joia in e io das c ianças.
Começa -se-á pela cons ução de uma
caixa de papel, a a és da plani icação de
um pa alelepípedo. De seguida, pin a -se-
ão ped as que simbolizam joias e, po
im, esc e e -se-á uma dedica ó ia.
Fo mas de o ganização do g upo:
G ande/Pequeno g upo
Ma emá ica
Reconhece e aplica as e apas do p ocesso de
esolução de p oblemas;
Le e in e p e a ideias e p ocessos ma emá icos
exp essos po ep esen ações di e sas;
Usa ep esen ações múl iplas pa a demons a
comp eensão, aciocina e exp imi ideias e
p ocessos ma emá icos, em especial linguagem
e bal e diag amas;
Desc e e as ca ac e ís icas (exis ência de
supe ícies planas ou cu as, é ices, a es as e
o ma das aces planas) de sólidos comuns (cone,
cilind o, es e a, cubo, pa alelepípedo, pi âmide,
p isma);
Dis ingui polied os de ou os sólidos;
Classi ica igu as planas com base nas suas
ca ac e ís icas (linhas e as ou cu as, núme o de
lados, núme o de é ices, igualdade dos lados),
ap esen ando e explicando as suas ideias;
Reconhece polígonos e elaciona a sua designação
( iângulos, quad ilá e os, pen ágonos e hexágonos)
com o espe i o núme o de lados.
Es udo do Meio
Re le i sob e compo amen os e a i udes,
i enciados ou obse ados, que conco em pa a o
bem-es a ísico e psicológico, indi idual e cole i o.
Educação A ís ica –
A es Visuais
Escolhe écnicas e ma e iais de aco do com a
in enção exp essi a das suas p oduções plás icas;
Mani es a capacidades exp essi as e c ia i as nas
suas p oduções plás icas, e idenciando os
conhecimen os adqui idos;
133
Ap ecia os seus abalhos e os dos seus colegas,
mobilizando di e en es c i é ios de a gumen ação.
Cidadania e
Desen ol imen o
Sabe coloca ques ões, le an a hipó eses, aze
in e ências, comp o a esul ados e sabe
comunicá-los, econhecendo como se cons ói o
conhecimen o;
Reconhece a impo ância das elações
in e pessoais;
Valo iza as elações de coope ação e de in e ajuda;
Desen ol e alo es de espei o, ole ância e
pa ilha.
Regis o de a aliação:
Analisa a a enção demons ada pelos alunos ace ca do ema em ques ão.
Analisa a capacidade de imp o iso dos alunos.
A e i quali a i amen e as in e enções e e uadas.
A alia a capacidade de esolução de desa ios dos alunos, em g upo.
A e igua a capacidade dos alunos de esponde a ques ões elacionadas com a emá ica em análise.
Obse a e, e en ualmen e, p ocede a co eções das a i idades ealizadas pelos alunos.
Regis a os acon ecimen os p o enien es da pa icipação a i a dos mesmos.
Re i a e en uais conclusões sob e os conhecimen os adqui idos ine en es à emá ica.
Re i a conclusões pe inen es das espos as dadas às ques ões colocadas.
Ve i ica o seu in e esse a a és da pa icipação a i a no momen o.
134
21 Ob a “A joia in e io ”
22 Jogo PlayMen o
23 Mini li o de exe cícios
24 Ficha de abalho de ma emá ica
25 Plani icação do pa alelepípedo
135
Apêndice VIII – A i idade Co po que mexe, co po que c esce!
A i idade:
Co po que mexe, co po que c esce!
G upo: 2.º ano do 1.º CEB – 21 alunos
Es agiá ia: Joana Ca doso
Du ação: 45 minu os
Sessão: 26 de maio de 2025
PARTE
ATIVIDADE
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
OBJETIVOS
ESQUEMA
MATERIAL
TEMPO
Jogo
cole i o:
“Caça-
gelo”
A i ação ge al
As c ianças co em pelo espaço,
enquan o 2 c ianças as en am
apanha ;
Quando são apanhadas, êm de
congela , ab indo as pe nas;
Só descongelam quando ou a c iança
passa pelo meio das suas pe nas;
O jogo e mina quando odas as
c ianças o em apanhadas.
Aumen a a empe a u a
co po al;
Aumen a a equência
ca díaca;
Cole es
10
minu os
Es ação 1
Deslocamen os
e Equilíb ios
As c ianças iniciam o pe cu so
equilib ando-se em cima de uma
co da;
De seguida, con o nam os cones em
ziguezague, apoiando-se num só pé;
Po im, seguindo à e agua da,
ol am a equilib a -se na co da.
Realiza deslocamen os e
equilíb ios a a és de
ações mo o as básicas de
deslocamen o, no solo e
em apa elhos, segundo
uma es u u a í mica,
encadeamen o, ou
Cones;
Co das
20
minu os
136
Es ação 2
Dois a dois, iniciando cada um numa
ex emidade pe co em os a cos,
sal ando den o e o a a pés jun os
al e nadamen e;
Quando se c uza em, jogam o jogo
“Ped a, papel, esou a” pa a
decidi em quem con inua no jogo;
Ganha a c iança que consegui em
alcança o pon o de pa ida da equipa
ad e sá ia.
combinação de
mo imen os, coo denando
a sua ação, no sen ido de
ap o ei a as qualidades
mo o as possibili adas
pela si uação.
A cos
Es ação 3
As c ianças iniciam o pe cu so
as ejando po baixo de um obs áculo
e depois le an am-se e a a essa
ou o obs áculo com uma pe na,
seguida da ou a.
De seguida, sal am à co da;
Po im, azem um olamen o à en e
e ou o à e agua da.
Sinalizad
o es;
Va as;
Co das;
Tape e
Jogo do
Ma a
Lúdico cole i o
A u ma di ide-se em duas equipas e
cada uma si ua-se no seu campo;
Coloca-se duas bolas de espuma no
cen o do jogo e após o api o as
c ianças pegam na bola e di igem-se
pa a o undo do campo;
O obje i o é ace a com a bola no
co po da c iança da equipa ad e sá ia
pa a que es a seja eliminada;
Caso a c iança consiga aga a a bola,
é eliminada a c iança que execu ou o
lançamen o da bola;
O jogo e mina quando odas as
Pa icipa nos jogos
ajus ando a inicia i a
p óp ia e as qualidades
mo o as na p es ação às
possibilidades o e ecidas
pela si uação de jogo e ao
seu obje i o, ealizando
habilidades básicas e
ações écnico- á icas
undamen ais, com
opo unidade e co eção
de mo imen os em jogos
cole i os com bola, jogos
Bolas;
Cones
10
minu os
137
c ianças de uma das equipas o em
eliminadas.
de pe seguição, en e
ou os.
Vamos
elaxa !
Relaxamen o
As c ianças azem alongamen os;
Pos e io men e, sen am-se
calmamen e e azem um exe cício de
con olo da espi ação.
Re o no da equência
ca díaca e da p essão
a e ial aos alo es
p óximos ao de epouso.
Música
elaxan e
Regis o de a aliação:
A alia o in e esse demons ado e a ap idão ísica da u ma no ge al.
Regis a os momen os mais ma can es e a e i o ní el de cansaço mani es ado.
Ve i ica o espei o e a comp eensão e idenciados pelas eg as do jogo.
5
minu os
138
Apêndice IX – A i idade O Pode do Bom Descanso!
Nome da a i idade:
O Pode do Bom Descanso!
Tema: Higiene do sono
Es agiá ia
Joana So ia Ca alho Ca doso
Sessões
04 de junho de 2025
Á eas Cu icula es
Obje i os
Desc ição da A i idade
Recu sos Ma e iais
Po uguês
Seleciona in o mação ele an e em unção dos
obje i os de escu a e egis á-la po meio de
écnicas di e sas;
Fala com cla eza e a icula de modo
adequado as pala as;
Usa a pala a na sua ez e emp ega o mas
de a amen o adequadas na in e ação o al,
com espei o pelos p incípios de coope ação e
co esia;
Esc e e co e amen e pala as com odos os
ipos de sílabas, com u ilização co e a dos
acen os g á icos e do il;
A a i idade inicia -se-á com a pa ilha
de uma adi inha com as c ianças pa a
in oduzi a emá ica. Pos e io men e,
p ocede -se-á ao le an amen o das
conceções p é ias das c ianças sob e a
impo ância do sono e da qualidade do
seu sono. Seguidamen e, dialoga -se-á
cole i amen e e pa ilha -se-ão
es a égias pa a melho a a qualidade
do sono. Po im, ealiza -se-á um
Kahoo !
como o ma de consolidação
da emá ica abo dada, com ecu so às
con agens ma emá icas, à consolidação
dos núme os o dinais e ca dinais e às
decisões po unanimidade na seleção
da espos a co e a.
Kahoo !
Es udo do Meio
Re le i sob e compo amen os e a i udes,
i enciados ou obse ados, que conco em
pa a o bem-es a ísico e psicológico,
indi idual e cole i o.
Ma emá ica
Reconhece os nume ais o dinais a é ao 20.º,
em con ex os di e sos;
In e p e a ma ema icamen e si uações do
mundo eal, cons ui modelos ma emá icos
adequados, e econhece a u ilidade e pode
da Ma emá ica na p e isão e in e enção
nessas si uações.
Cidadania e
Sabe coloca ques ões, le an a hipó eses,
Quad o in e a i o;
Compu ado / elemó el;
Fichei o com a adi inha e
ques ões iniciais;
Placas colo idas (ama elo, azul,
e de e e melho);