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O design inclusivo em ambientes universitários através da implementação dos 17 ODS da ONU – uma proposta para a Universidade Católica de Pelotas

Author: Rolan, Bruna Rodrigues
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/b0924986-e76c-4e1e-bf66-ef9ef0935efb/download
O design inclusi o em ambien es uni e si á ios a a és da implemen ação
dos 17 ODS da ONU – Uma p opos a pa a a Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
B una Rod igues Rolan
UMinho | 2024
dezemb o de 2024
B una Rod igues Rolan
O design inclusi o em ambien es
uni e si á ios a a és da
implemen ação dos 17 ODS da ONU –
Uma p opos a pa a a Uni e sidade
Ca ólica de Pelo as
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Design de P odu o e Se iços
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Miguel Jo ge Al es Mi anda
Bandei a Dua e
Mes e em A qui e u a e U banismo
Vi ó ia Sil ei a da Cos a
i
Di ei os de au o e condições de u ilização
do abalho po e cei os
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o
u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no
licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Assinado po : B una Rod igues Rolan
Num. de Iden i icação: TR:PT-Q962Q8320
Da a: 2024.12.20 14:14:15-03'00'
ii
Decla ação de In eg idade
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Assinado po : B una Rod igues Rolan
Num. de Iden i icação: TR:PT-Q962Q8320
Da a: 2024.12.20 14:15:04-03'00'

iii
O design inclusi o em ambien es uni e si á ios a a és da
implemen ação dos 17 ODS da ONU – Uma p opos a pa a a
Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
RESUMO
A alia ques ões sociais de pa icipação de indi íduos num con ex o é undamen al pa a p omo e
espaços inclusi os que ga an am o pe encimen o de um g upo de pessoas na sua o alidade. Soluções
baseadas em pa âme os écnicos êm indo a se u ilizadas pa a a esolução de p oblemas ine en es
à u ilização de um espaço. Quando se a a de edi ícios exis en es, es a abo dagem aca e a uma sé ie
de in e enções que, de ido à e e i ação pos e io da cons ução, seg egam e di e enciam elemen os
u ilizados pa a a esolução de más condições de acesso ou u ilização. Os p ocessos que en ol em a
in e ação en e o u ilizado e um se iço baseiam-se na espos a ob ida a a és da expe iência do uso.
Des e modo, a im de ques iona e analisa as in e enções p opos as nos espaços comuns do Campus
I da Uni e sidade Ca ólica de Pelo as, c iadas a im de a ende p emissas legais de acessibilidade de
edi ícios, p opõe-se o es udo de soluções com base em concei os de inclusão que ga an am uma
abo dagem global. Na elabo ação des a análise o am a aliados os 17 Obje i os de Desen ol imen o
Sus en á el es abelecidos es abelecidos pela O ganização Mundial da Saúde, incluídas no documen o
‘‘T ans o mando Nosso Mundo: a Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el‖.
Pala as-cha e: design inclusi o, uni e sidade, acessibilidade.
i
The applicabili y o Inclusi e Design in
uni e si y en i onmen s, a case s udy a he
Ca holic Uni e si y o Pelo as.
ABSTRACT
E alua ing social issues ela ed o indi iduals' pa icipa ion in a gi en con ex is essen ial o p omo ing
inclusi e spaces ha ensu e he ull belonging o a g oup o people. Designe s ha e employed solu ions
based on echnical pa ame e s o add ess p oblems inhe en in he use o a space. When i comes o
exis ing buildings, his app oach esul s in a se ies o in e en ions ha , due o being implemen ed a e
cons uc ion, seg ega e and di e en ia e elemen s used o esol e poo access o usage condi ions.
Responses ga he ed om use expe iences shape he p ocesses o in e ac ion be ween use s and a
se ice. Thus, in o de o ques ion and analyze he p oposed in e en ions in he common spaces o
Campus I a he Ca holic Uni e si y o Pelo as, c ea ed o mee legal accessibili y equi emen s o
buildings, his s udy p oposes solu ions based on inclusion concep s ha ensu e a comp ehensi e
app oach. In p epa ing his analysis, he 17 Sus ainable De elopmen Goals es ablished by Uni ed
Na ions, included in he documen ―T ans o ming Ou Wo ld: he 2030 Agenda o Sus ainable
De elopmen ,‖ we e e alua ed.
Keywo ds: design, na a i e, eme gency exi s.
Índice
1. In odução ..................................................................................................................... 2
2. Obje i o ......................................................................................................................... 5
2.1. Obje i o Ge al ........................................................................................................... 5
2.2. Obje i os Especí icos ................................................................................................ 5
3. Re isão bibliog á ica – Design inlcusi o, sus en á el e suas d e en es o mas .................. 6
3.1. De iciência, Incapacidade e Di e sidade .................................................................... 6
3.2. Design Inclusi o ....................................................................................................... 9
3.3. Design Posi i o ....................................................................................................... 17
3.4. Design pa a Vi ude ................................................................................................ 18
3.5. Design Su en á el ................................................................................................... 21
3.6. Agenda ONU 2030 ................................................................................................. 23
3.7. Público Uni e si á io no século XXI ......................................................................... 30
3.8. Na a i a do Design ................................................................................................ 32
3.9. Co-Design .............................................................................................................. 34
4. Caso de Es udo – Uni e sidade Ca olica de Pelo as ...................................................... 35
4.1. Ca ac e ização do espaço ....................................................................................... 35
5. Mé odos e écnicas ...................................................................................................... 39
6. Resul ados e Discussão ................................................................................................ 42
6.1. Obje o de es udo .................................................................................................... 42
6.2. Público-al o ............................................................................................................ 44
6.3. In e enção ............................................................................................................ 57
7. Conside ações inais .................................................................................................... 68
8. Re e ências bibliog á icas ............................................................................................. 70
i
Lis a de ab e ia u as e siglas
APAC – Associação Pelo ense de Apoio a Cul u a
ABNT – Associação B asilei a de No mas Técnicas
EMEA – Esc i ó io Modelo de Engenha ia de A qui e u a
NBR – No ma B asilei a
ODS – Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el
ONU – O ganização das Nações Unidas
UCPel – Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
PcD – Pessoa Com De iciência
PNE – Pessoa com Necessidades Especiais
CIF - Classi icação In e nacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
4
in i ulado como ―T ans o mando Nosso Mundo: a Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el‖
c iado em 2015, numa Assembleia Ge al da ONU, ealizada em No a Yo k (Assis & Nunes, 2019).
A a és des as p emissas pe cebe-se que as lacunas que en ol em soluções pa a espaços acessí eis
ainda possuem la ga escala, e que as decisões habi ualmen e ado adas pa a edi ícios cons uídos a é o
inal do século XXI, de modo ge al, es ão mui o aquém do espe ado pa a a ingi es e ní el de sa is ação. A
Uni e sidade Ca ólica de Pelo as, emp esa si uada em edi ício cons uído na década de 1950 e u ilizado
desde en ão pa a ins académicos, em so ido uma sé ie de adap ações que con e gem a solução de
p oblemas écnicos de ec ados, ao longo dos anos, nomeadamen e no que diz espei o a ques ões de
acessibilidade exigidas pela Associação B asilei a de No mas Técnicas (No ma B asilei a 9050/2020 -
Acessibilidade a edi icações, mobiliá io, espaços e equipamen os u banos) não a ende um conjun o de
soluções a esul a num p og ama único que isa, p e e encialmen e, o bem-es a e a co e a u ilização do
espaço.

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2. Obje i o
2.1. Obje i o Ge al
O obje i o da p esen e disse ação consis e na análise de soluções pau adas no concei o de Design
Inclusi o e que alinhem com os 17 Obje i os pa a o Desen ol imen o Sus en á el (ODS) es abelecidos no
documen o ‗‘T ans o mando Nosso Mundo: a Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el‖ da
O ganização Mundial da Saúde (ONU) pa a espaços de se iço, nomeadamen e espaços de con í io e, a
pa i da analise, a alia as ca ac e ís icas do Espaço de Con i ência do Campus I da Uni e sidade
Ca ólica de Pelo as, si uada no es ado do Rio G ande do Sul, B asil, a im de p opo possí eis melho ias.
2.2. Obje i os Especí icos
Realiza ques ioná ios com es udan es, p o esso es e uncioná ios a im de en ende suas necessidades e
pe ceções em elação a u ilização das á eas comuns, a pa i do mapeamen o a ual; a pa i dos
esul ados ob e in o mações sob e o modo como os espaços são u ilizados a ualmen e.
Analisa , com base nos esul ados das en e is as e no le an amen o das ca ac e ís icas do público
u ilizado dos espaços, conside ando o pe il p oje ado pa a o u u o das uni e sidades b asilei as, as
sensibilidades, pon os c í icos e á eas subu ilizadas, a im de concebe cená ios u u os.
P opo soluções inclusi as que conside em as condições iden i icadas a a és da aplicação dos concei os
de Design Inclusi o e dos 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS) es abelecidos no
documen o "T ans o mando Nosso Mundo: a Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el" pa a as
á eas iden i icadas.
6
3. Re isão bibliog á ica – Design inlcusi o, sus en á el e suas d e en es
o mas
3.1. De iciência, Incapacidade e Di e sidade
Pa a da inicio ao deba e que en ol e as ques ões elacionadas a inclusão o na-se necessá ia a
concei uação da exp essão e a de e minação da sua impo ância na á ea do Design. Inicialmen e su gem
p oblemá icas elacionadas com as pala as ―sus en abilidade‖ e ―usabilidade‖ que de am o igem a no os
p oje os mo i ados a p opo soluções pa a um obje i o iden i icado. Ao a alia o meio académico e i ica-
se que inume as emá icas são lançadas de aco do com um obje i o es abelecido em de e minado pe íodo
his ó ico. Po ém somen e algumas emá icas pe manecem no p og ama de ido a sua ele ância no que
diz espei o ao quo idiano humano (Gomes & Qua esma, 2018).
O su gimen o da pala a INCLUSÃO em acompanhado pela busca de abo dagens de pesquisas e
me odologias que possibili em a usabilidade com con o o e segu ança. Nes e sen ido, pa a que seja
possi el escla ece a abo dagem, az-se necessá ia a e isão de alguns concei os, que dizem espei o a
Acessibilidade, Design Inclusi o, Design Uni e sal e
Design o all
(Gomes & Qua esma, 2018, p. P e ácio).
A p eocupação com a acessibilidade ganha o ça nos anos de 1970 com a necessidade encon ada po
pessoas que e am impedidas de a ua , con ibui e i e em conjun o de melho a as suas condições de
abalho, edi icações e anspo e. Os es udos elacionados com es e ema i e am o igem nos Es ados
Unidos na década de 1960 e pe mecem em desen ol imen o a é os dias de hoje. A acessibilidade es á
elacionada com a eliminação de ba ei as que impedem o acesso, en ol imen o ou se iço de pessoas
com di e enças uncionais a locais, p odu os e se iços (Gomes & Qua esma, 2018, p. 20).
É impo an e salien a que acessibilidade e Design Inclusi o não são equi alen es. Enquan o o Design
Inclusi o se p eocupa com as soluções baseadas na di e sidade como essência do p oje o, a
acessibilidade p opõe exclusi amen e a busca po soluções que adap em o ambien e às di e enças
uncionais. A nomencla u a a ibuida às di e enças uncionais di e gem em elação a de inição e a iam de
aco do com o país em que se e e encia (Gomes & Qua esma, 2018, p. 21).
Os países de lingua po uguesa apesa de possui em um idioma comum ap esen am di e en es
exp essões pa a exp imi in enções semelhan es. Es a dimensão o na-se ele an e nes e con ex o is o
que o p esen e abalho con empla a eo ia desen ol ida em Po ugal, aplicada a um obje o de es udo
si uado no B asil, a a és da con emplação de inqué i os que comunicam com o público b asilei o.
7
Uma de inição impo an e pa a a pe cepção dos emas abo dados é o público ao qual as soluções se
des inam. Em Po ugal o e mo ―incapacidade‖ de inido no documen o ―Classi icação In e nacional de
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde‖ es abelecido pela O ganização Mundial da Saúde (OMS)
denominado [CIF] é a ibuído a condição de de iciências, limi ações e es ições de a i idades que
impossibili am um indi iduo (com uma condição de saúde) de in e agi com a o es con ex uais
(ambien es e pessoas). De modo a a alia o concei o en ão ap esen ado e elacioná-lo com o concei o de
de iciência, no a-se que o segundo es á elacionado a uma ano malidade, de ei o, pe da ou ou o des io
ela i o ao pad ão das es u u as do co po, o que pode ou não ge a uma incapacidade (Bispo & B anco,
2016, p. 21).
Ainda de aco do com a CIF exis em a o es ex e nos que agem como ba ei a ou acili ado quando se
a a do acesso de pessoas com incapacidade, o que de e mina que o ambien e ambém é de e minan e,
não só as condições ísicas do indi íduo (Bispo & B anco, 2016, p. 22).
Facili ado es são a o es ambien ais que, a a és da sua ausência ou p esença,
melho am a uncionalidade e eduzem a incapacidade de uma pessoa. Es es
a o es incluem aspe os como um ambien e ísico acessí el, disponibilidade de
ecnologia de assis ência ap op iada, a i udes posi i as das pessoas em elação
à incapacidade, bem como se iços, sis emas e polí icas que isam aumen a o
en ol imen o de odas as pessoas com uma condição de saúde em odas as
á eas da ida. A ausência de um a o ambém pode se um acili ado , po
exemplo, a ausência de es igma ou de a i udes nega i as. Os acili ado es
podem impedi que uma de iciência ou limi ação da a i idade se ans o me
numa es ição de pa icipação, já que o desempenho eal de uma ação é
melho ado, apesa do p oblema da pessoa elacionado com a capacidade (OMS,
2004, p. 187).
Ao conside a a nomencla u a comumen e u ilizada no B asil, o na-se impo an e a de inição de Pessoa
Com De iciencia (PcD) em compa ação a Pessoas com Necessidades Especiais (PNE). São conside adas
PcD, segundo a Con enção In e nacional dos Di ei os da Pessoa com De iciência, indi iduos que possuem
impedimen os de na u eza ísica, men al, in elec ual ou senso ial conside ados de longo p azo e que
impeçam sua in e ação e obs uam sua pa icipação na sociedade em condições de igualdade. Pode se
en endida ambém como uma al e ação biológica que ge a uma di e ença uncional. Nes e sen ido podem
se incluidas de iciências adqui idas, con o nadas pelo eap endizado das unções al e adas ou pe didas.
8
Já o e mo PNE es á inculado a pessoas com di iculdades a ípicas, sendo elas po ado as de alguma
de iciencia ou não, como po exemplo pessoas idosas, pessoas com obesidade e ges an es. Es as
ca ac e is icas não possuem ca a e pe manen e, o que suge e que a maio ia de nós pode á es a em
alguma des as posições em alguma ase da ida (Gomes & Qua esma, 2018, pp. 21, 22).
Embo a possuam de inições dis in as, ambas as classes con emplam pessoas com di e sidade ísica,
men al e senso ial que as di e encia do en ão homem médio pad ão que é jo em saudá el e de es a u a
média. São classi icadas como pessoas com di e enças uncionais o conjun o que inclui os PcD e PNE. Ao
uni ica es a pa cela de indi iduos a pessoas com uncionalidades plenas passamos a cons i ui um g upo
com di e sidade uncional. A Figu a 1 ap esen a a elação exis en e en e os e mos e a di e ença da
classe de pessoas que cada um deles ab ange (Gomes & Qua esma, 2018).
Figu a 1 - Rep esen ação g á ica dos e mos ‗di e ença uncional‘ e ‗di e sidade uncional‘
(Gomes & Qua esma, 2018)
Em sín ese, as exp essões PcD ( e mo u ilizado no B asil) e incapacidade ( e mo u ilizado em Po ugal),
con emplam g upos com de inições baseadas di e enças uncionais, inculadas ou não à de iciência. Es as
de inições são impo an es pa a que consigamos comp eende as abo dagens no Design, de inidas como
Design Uni e sal, Design Inclusi o e
Design o all
(Gomes & Qua esma, 2018).
A de inição da pala a design, aduzida do inglês pa a p oje o, em o igem no la im designa e, aduzida
pa a o po ugês como designa e que signi ica: mos a , de mina e ca ac e iza . O e mo es a
in imamen e ligado à pala a p oje o e ca ac e iza-se po cons i ui uma elação en e u ilizado e se iço,
com o in ui o de soluciona p oblemas exis en es, p e eni con li os ou c ia opo unidades. O e mo
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Design Inclusi o (Design Uni e sal) oi u ilizado a p imei a ez nos Es ados Unidos pelo a qui e o Ronald
Mace da Uni e sidade da Ca olina do No e no ano de 1985. Segundo Mace, o Design Uni e sal de e
ab ange p oje os de p odu os e ambien es a se em u ilizados po odas as pessoas, sem que seja
necessá ia a adap ação. A de inição de
Design o all
oi es abelecida a pa i da Decla ação de
Es ocolmo e es abelece que odas as pessoas enham opo unidades iguais no que diz espei o a
pa icipação em odos os aspec os da sociedade, nomeadamen e a possibilidade de acesso a ambien es
cons uidos, a obje os quo idianos, a se iços, a cul u a e a in o mação. Conside a-se Design Inclusi o a
uma me odologia de p oje o na qual o designe ga an e na concepção do seu p odu o ou se iço pela
abo dagem das necessidades do maio público possi el, independen emen e da idade ou habilidade
(Gomes & Qua esma, 2018, p. 31).
Embo a a o igem de ambas es eja pau ada po in enções equi alen es, exis em algumas lacunas
concei uais que inci am dú idas, nomeadamen e, a busca pela possibilidade de acesso po pa e das
pessoas condi e enças uncionais a locais, p odu os e se iços (Gomes & Qua esma, 2018, p. 32).
3.2. Design Inclusi o
3.2.1. O igem e His ó ia do e mo
A mo imen ação pela eliminação de ba ei as ísicas em elemen os a qui e ónicos e e o igem na década
de 1960 a pa i de mudanças oco idas nas uni e sidades ame icanas, undamen adas em elimina
ba ei as ísicas exis en es nos p óp ios p édios escola es e nos anspo es uni e si á ios e u banos. Há
ela os de inicia i as oco idas po ol a de 1950 c iadas po e e anos da segunda gue a mundial e
ad ogados dos PcD que ei indica am mudanças nas polí icas publicas. Segundo a decla ação de
Es ocolmo, o design inclusi o em aízes no uncionalismo escandina o oco ido na década de 1950 e oi
in luenciado po polí icas públicas socioeconómicas escandina as, dando o igem, no ano de 1960, ao
concei o ―Uma sociedade pa a odos‖, com e e ência p incipalmen e em acessibilidade. No ano de 1988,
a exposição
Os p oje os pa a a ida independen e
, do Museu de A e Mode na em New Yo k, ap esen ou
p odu os p oduzidos em di e en es países des inados a inclui pessoas com di e enças uncionais,
passando a econhece idosos e PcD como público possí el pa a u ilização des es p odu os (Gomes &
Qua esma, 2018).
O e mo Design Uni e al (Design Inlusi o) oi u ilizado pela p imei a ez na Uni e sidade da Ca olina do
No e nos Esa dos Unidos e em sendo desde en ão pesquisado no labo a ó io de desen ol imen o e

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p omoção do Design Uni e sal (DU) des a mesma uni e sidade, chamado de
The Cen e o Uni e sal
Design
(CDU). Em 1997, es e mesmo cen o de pesquisa e de ine os p incípios do Design, sendo eles: uso
equi a i o, uso lexi el, uso simples e in ui i o, in o mação pe cep i el, ole ancia a e os, baixo es o ço
isico, amanho e espaço pa a a ap oximação do uso (Gomes & Qua esma, 2018).
Os p incípios de Design p opos os são conhecidos no mundo in ei o e ado ados em qualque p og ama de
acessibilidade plena. A pa i dos seus concei os é possi el elabo a equisi os pa a a elabo ação de
p oje os de p odu os e a qui e u a. O Tabela 1 ep esen a es es dados (Gomes & Qua esma, 2018).
Tabela 1 - Os p incípios de Design Uni e sal
1. USO
EQUITATIVO
En ende-se po uso equi a i o a capacidade que um obje o, p odu o ou espaço possui
em ga an i a u ilização do mesmo ambein e de o ma equi alen e pa a odos.
Exemplo: Po as com senso es ele ónicos.
2. USO
FLEXÍVEL
São p odu os ou espaços adap á eis a qualque público a pa i da sua e sa ilidade.
Exemplo: esou a pa a des os e canho os.
3. USO
SIMPLES E
INTUITIVO
São conside ados p odu os ou espaços de uso simples e in ui i os odos os
ambien es que possuí em ácil comp eensão de uso conside ando a expe iência de
conhecimen o, habilidade de linguagem ou ní el de concen ação do seu u ilizado .
Exemplo: Ins alação sani á ia pa a pessoas com de iciência.
4.
INFORMAÇÃO
PERCEPTIVEL
T a a-se de elemen os que comunicam a mensagem de modo a con empla em
pessoas com di iculdade de isão e audição, ou que ap esen em luência em idiomas
di e en es do ap esen ado. Exemplo: In o mações de mapas em al o ele o.
5.
TOLERÃNCIA A
ERROS
En ende-se como p odu os com baixa ole ância a e os aqueles que ap esen am
ca ac e is icas que endem a minimiza o iscos e consequencias de ações aciden ais
ou não in ecionais. Exemplo: Co imão em escadas.
6. BAIXO
ESFORÇO
FÍSICO
Conside am-se nessa ca ego ia de p odu os os espaços que ga an am, du an e o seu
uso, o mínimo de adiga e o máximo de con o o possí el. Exemplo: maçane as do
ipo ala anca.
7.
ABRANGENTE
(TAMANHO E
ESPAÇO PARA
APROXIMAÇÃO
E USO)
São elemen os ou ambien es que conside am pad ões ísicos dis in os (obesos,
anões, e c.) e condições ad e sas (pessoa com cadei a de odas, ca inhos de bebé,
bengalas) e com isso p oduzam dimensões e espaços ap op iados ao acesso,
alcance, manipulação e uso.
11
Ao conside a o espec o de a uação dos p oje os de design e o público que se p e ende a ingi , e i ica-se
que o concei o de Design Inclusi o implemen ado desde a o igem da ideia, ga an e que u u as
adap ações ao p oje o inculadas a uso desigual do p odu o ou espaço não se ão necessá ias (Gomes &
Qua esma, 2018).
Exis em ques ões mui as ezes negligenciadas em p ocessos de c iação e que podem i a condiciona a
e e i idade da p opos a, bem como a sa is ação em a ende as necessidades ma e iais e psciologicas do
público a que se des ina. Pa a e i a us ações des a na u eza, o designe em como esponsabilidade
a alia os ma e iais, p ocessos de ab icação, no mas, pa en es exis en es, cus os, iabilidade económica
e a p odu i idade indus ial (Gomes & Qua esma, 2018).
Uma das g andes ca ências iden i icadas na implemen ação do design Inclusi o pelos p o issionais em
o igem na ins ução académica ao qual são subme idos. Pa a comp eende melho a ideia, ao a alia po
exemplo, um es udan e que desen ol e uma ese de dou o amen o em na ação, conclui-se que ele não
sabe, necessa iamen e, nada is o que es a não é uma compe encia exigida. Po ou as pala as, a
inclusão das ideologias inclusi as uncionam na p á ica somen e a pa i do exe cício o que e o ça a ideia
de que a p á ica não pode se codi icada e adqui ida median e mé odos somen e discu si os (Gomes &
Qua esma, 2018, p. 25).
A alia as me odologias en ol idas no ensino do Design desde sua o igem exige que açamos um
e ocesso no empo e comp eendamos as mudanças que a á ea em so endo no deco e do empo. A
manei a de ensina os p ocessos de design em so endo al e ações em pa alelo a isão do p óp io
Design, pau ada inicialmen e na a iculação en e o conhecimen o eó ico e a p a ica, supo ados pelo
desen ol imen o de aciocínio lógico e au ocon iança po meio da elabo ação de um bom discu so (Gomes
& Qua esma, 2018, p. 26).
12
3.2.2. Design Inclusi o e as di e enças cul u ais
COM FÚRIA E RAIVA
Com ú ia e ai a acuso o demagogo
E o seu capi alismo das pala as
Pois é p eciso sabe que a pala a é sag ada
Que de longe mui o longe um po o a ouxe
E nela pôs sua alma con iada
De longe mui o longe desde o início
O homem soube de si pela pala a
E nomeou a ped a a lo a água
E udo eme giu po que ele disse
Com ú ia e ai a acuso o demagogo
Que se p omo e à somb a da pala a
E da pala a az pode e jogo (…)
Sophia de Mello B eyne And esen,
O nome das coisas,
1974
A língua como ins umen o i o so e ans o mações e em sendo esigni icada no deco e da his ó ia a
pa i da e lexão sob e a u ilização das pala as. A língua po uguesa espalhou-se na época da
colonização e, a pa i das suas colónias, deu o igens ao C iolo em mui os dos e i ó ios conquis ados. No
en an o, no que diz espei o ao e i ó io b asilei o, o con a o com línguas indígenas e a icanas p omo eu
uma ansmissão linguís ica i egula le e, le ando a uma e osão mo ológica. O poema de So ia de Mello
B eyne , de 1974, az uma e lexão du a e se e a sob e o pode do discu so e a in ensidade como pode
ompe ideologias. As pala as e os seus pesos p ecisam se doseados e, de o ma mui o pa icula ,
ganham espaços dis in os dependendo do luga onde se inse em (Lucchesi, 2012).
13
As ques oes que en ol em o Design pa a Todos, apesa de o e mo possui apa en emen e ab angência,
são dependen es de aspec os in imamen e ligados a cul u a e his ó ia – não sendo, assim, um
conhecimen o uni esal. O Design Inclusi o não é global, o que p oduz a necessidade de a alia as
di e enças de gos os, cul u as e e nias. Apesa disso, a di e ença no ada é apenas p á ica, não ha endo
necessidade de e lexão na base do concei o (Gomes & Qua esma, 2018, pp. 45, 47 e 51).
Os se es humanos, apesa de possui em ca ac e ís icas comuns compo am-se de o ma comple amen e
dis in a en e si. Es e pensamen o az com que a injamos um pa ama de e lexão sob e as a i udes que
ul apassem os limi es da de iciência. O que po encializa a espécie humana é a sua capacidade de
supe a as ad e sidades e e olui em conjun o com ou os indi íduos. A pa i desse pensamen o ica ácil
comp eende que a iloso ia do Design Inclusi o isa enal ece a di e sidade uncional em espos a à
busca po igualdade de di ei os (Gomes & Qua esma, 2018, p. 48).
A comp eensão global do assun o pode se a aliada de o ma a iden i ica quais os pon os aplicados em
países nos quais es e ipo de inicia i a es á a se implemen ada e quais os ideais que en ol em a
es u u a da sociedade baseados na eo ia aplicada ao p oje o. No a-se a sua p esença e el an e
in luência nas p á icas desen ol idas pa a a sociedade em duas g andes po enciais mundiais, líde es de
ab icação, os Es ados Unidos e a China. Apesa disso, a disseminação des e assun o ainda é mui o
es i a no cená io mundial, es ando p esen e de o ma ele an e em poucos países. A Figu a 2 demons a
as localidades onde o design inclusi o ecebe a enção o iunda po especialis as na á ea (Gomes &
Qua esma, 2018).
Figu a 2 - Mapa mundi mos ando as localidades onde o design inclusi o é omen ado (Gomes &
Qua esma, 2018)
20
Figu a 6 - Resumo das expe iências de signi icados pessoais do Design
Posi i o (Cae ano & Linden, 2018).
3.4.2. Design pa a o P aze
Os bene ícios p á icos e emocionais elacionados ao uso de um p odu o es ão associados a expe iências
ag adá eis de con en amen o ou aleg ia, no malmen e elacionadas a sa is ação de um desejo, on ade ou
necessidade. O p aze , apesa de não pode se conside ado uma emoção, desc e e os es ados
emocionais de con emplação numa expe iência de in e ação com um p odu o e pode se classi icado em
qua o classes de expe iências: p aze es isiológicos, sociais, psicológicos e ideológicos (Cae ano & Linden,
2018, p. 59).
É possí el conside a que as expe iências p aze osas, dependen es da es é ica (ag ado dos sen idos –
pe ceções de beleza isual, sons ag adá eis, delei e ao oque, bons odo es e sabo es o iundos do p odu o)
e do signi icado (o en ol imen o de p ocessos cogni i os, in e p e ações e ein e p e ações das in e ações,
acessos à memó ia de uso de p odu os) dado pelo u ilizado ao u iliza um p odu o, es ão dependen es de
expe iências emocionais (Cae ano & Linden, 2018, p. 59).
Ao u iliza um p odu o, passamos po uma sé ie de espos as emocionais, chamadas
app aisals
. Em
espos a a ques ões o iundas dos p ocessos de a aliações ine en es ao uso dos p odu os elacionadas
com o bem-es a , iden i icou-se as p incipais a aliações cogni i as, sendo elas: consis ência de mo i o,

21
ag adabilidade, con i mação de expec a i as, agen e causado , con i mação de no mas sociais, po encial
de en en amen o e segu ança e ce eza (Cae ano & Linden, 2018, p. 60).
Algumas das soluções que con ibuem pa a o en endimen o de análise do bem-es a o am sendo
suge idas no deco e do empo. Desme , Hekke e Jacobs p opuse am a c iação de um ins umen o não
e bal denominado Medida de Emoção com P odu os (no inglês Measu e Consume Emo ions & P oduc
Expe ience, P Emo), Pos e io men e, Caicedo e Desme (2009), elabo ando uma no a p opos a baseada
na an e io men e ci ada, P Emo, a pa i de 14 animações que ep esen a am as espos as emocionais
du an e in e ações com p odu os, são elas: desejo, espe ança, o gulho, aleg ia, admi ação, sa is ação,
ascinação, abo ecimen o, desgos o, desp ezo, is eza, e gonha, medo e epugnância (Cae ano &
Linden, 2018, p. 60).
Figu a 7 - Resumo das expe iências de p aze do Design Posi i o
(Cae ano & Linden, 2018).
3.5. Design Su en á el
A elação com o meio ambien e é in inseca ao se humano, embo a a sua elação conscien e se enha
mani es ado apenas a a és de co en es ilosó icas e ações da sociedade ci il, mui as ezes em con as e
com o a anço da indus ialização (Nunes, 2020, p. 11).
22
Pa a que hou esse desen ol imen o sus en á el ez-se necessá io, inicialmen e, o sup imen o das
necessidades básicas do indi íduo pa a que lhes ossem p opo cionadas opo unidades de conc e iza as
suas aspi ações a uma ida melho . Na sua essência, o desen ol imen o sus en á el é um p ocesso de
mudança que ha moniza a explo ação de ecu sos, os in es imen os, o a anço ecnológico e as
ins i uições, de modo a o alece a capacidade de a ende an o às necessidades p esen es quan o às
u u as (Nunes, 2020, p. 11).
P opo uma elação en e design e sus en abilidade é conside a as capacidades de ambos sis emas
p odu i os em a ende a a o es sociais de bem-es a e com is o eduzi signi ica i amen e os ní eis de
consumo dos ecu sos ambien ais a ualmen e emp egados. Isso exige uma ges ão coo denada das
e amen as essenciais: p odu os, se iços e comunicações (Nunes, 2020, p. 16).
O design ol ado pa a a sus en abilidade pode se is o como um design es a égico que eúne um
conjun o de e amen as e mé odos aplicadas que buscam p a ica o design de o ma sus en á el,
minimizando impac os nega i os pa a a sociedade e o meio ambien e. Pa a isso, busca-se desen ol e
soluções que sejam ambien almen e sus en á eis e que ga an am a iabilidade económica e social. Em
sín ese, o design de e p omo e esul ados que conside em e en es impo an es inculadas aos aspe os
social, ambien al e económico, minimizando impac os nes as ês dimensões (Nunes, 2020, p. 16).
A aplicação de um design es a égico pe mi e in eg a as necessidades humanas p esen es e u u as sem
comp ome e o ambien e. Pa a que seja e icaz, a a uação do design de e ab ange p ocessos de c iação
de p odu os, mé odos e sis emas, a endendo a demandas iden i icadas pela sociedade, meio ambien e e
economia. A con ex ualização pe mi e a alia os impac os causados po p odu os e se iços nessas ês
á eas, conside ando o p esen e e o u u o, e epa a os danos que possam oco e (Nunes, 2020, p. 16).
A implemen ação des e ipo de sis ema p omo e o desen ol imen o da esponsabilidade social ao c ia
ambien es que alo izam a di e sidade e p omo em o bem-es a comuni á io de o ma sus en á el. Ao
in eg a p incípios de sus en á eis, os p oje os não apenas minimizam o impac o ambien al, mas ambém
c iam espaços que espei am e p ese am o ambien e na u al (Cae ano & Linden, 2018).
Espaços bem p oje ados não acili am apenas o acesso ísico pa a pessoas com di e en es habilidades,
como ambém incen i am in e ações posi i as en e di e en es g upos demog á icos, p omo endo uma
maio coesão social e uma comunidade mais unida, o que pode se p oduzido a a és de medidas que
possibili em o meno impac o ambien al (Cae ano & Linden, 2018).
23
Pa ques e á eas e des em espaços que o e ecem expe iências de p aze e, quando bem p oje ados,
possibili am a in e ação independen emen e delimi ações ísicas. Es e exemplo demons a que as soluções
sus en á eis es ão p esen es em inume as aplicações que p omo em bem-es a . A adap ação de edi ícios
públicos e cul u ais pa a o ná-los inclusi os c ia ambien es acolhedo es que omen am a i idades
educacionais, ec ea i as e cul u ais (Cae ano & Linden, 2018).
3.6. Agenda ONU 2030
No con ex o global con empo âneo a busca po um medidas sus en á eis o nou-se impe a i a. A im de
de ini p io idades e aspi ações do desen o imen o su en á eis global, su ge no ano de 2015, com
en ada o icialmen e em igo em 2016, a Agenda 2030 da O ganização das Nações Unidas - ONU,
ado ada po odos os países memb os, com 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS). Esses
obje i os ep esen am um comp omisso uni e sal pa a en en a os desa ios p emen es que a e am não
apenas o meio ambien e, mas ambém a sociedade e a economia. En e esses obje i os, des acam-se
inicia i as essenciais pa a p omo e a qualidade de ida e a igualdade de opo unidades, especialmen e
no con ex o académico e nos espaços de con i ência. Os Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el
su gem a pa i das oi o me as es abelecidas nos Obje i os de Desen ol imen o do Milénio (ODM),
e e i ados en e os anos de 2000 e 2015, que po sua ez ap esen a am sucesso. A Figu a 8 ap esen a
os 17 ODS p opos os pela O ganização das Nações Unidas. (ONU, 2024) que se es u u am em cinco
p incípios: Plane a, Pessoas, P ospe idade, Paz e Pa ce ias, como ap esen ado na Figu a 9 (Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
Figu a 8 - 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el
(Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024)
24
Figu a 9 - Cincos p incípios do ODS
(Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024)
Figu a 10 - Rep esen ação g á ica dos p incipais a o es pa a o su gimen o do ODS
(Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024)
25
―Paz, diplomacia e coope ação in e nacional são condições undamen ais pa a o mundo
p og edi nos ODS a é 2030. As gue as e con li os mili a es são agédias humani á ias
que impac am a p ospe idade e os esul ados sociais no es o do mundo, incluindo o
ag a amen o da pob eza, a insegu ança alimen a e o acesso a ene gia acessí el. As
c ises do clima e da biodi e sidade ampli icam o impac o dessas úl imas. É cla o que
es as c ises múl iplas e simul âneas des ia am a a enção e as p io idades polí icas de
obje i os de médio e longo p azo, como os ODS e o Aco do de Pa is‖ (Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
Nes e con ex o, o design inclusi o desempenha um papel c ucial ao in eg a p incípios de sus en abilidade
e esponsabilidade social na conceção e adap ação de espaços ísicos, como uni e sidades e ins i uições
de ensino supe io . Nes e con ex o, o alinhamen o dos ODS em implemen ações de design inclusi o
con ibuem pa a a p omoção de ambien es que es imulam a in e ação social e o desen ol imen o pessoal
e académico. Apesa de in e ligados, os 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el ap esen am
ele ância elacionada a in e enção p e endida. A análise dos ODS 3, 4, 10, 11, 13 e 15 o e ece á
undamen os sob e como esses p incípios são aplicados pa a c ia espaços de con i ência sus en á eis,
equi a i os e esilien es, undamen ais pa a o u u o das comunidades académicas e sociedades globais
(ONU, 2024).

26
3.6.1. Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el
Figu a 11 - ODS 3
(ONU, 2024)
―ODS 3: Ga an i o acesso à saúde de qualidade e p omo e o bem-es a pa a
odos, em odas as idades. Ga an i saúde e bem-es a pa a odos. Reduzi a
axa de mo alidade global. Acaba com as mo es e i á eis de ecém-nascidos e
c ianças meno es de 5 anos. E adica as epidemias de HIV, ube culose,
malá ia e doenças opicais negligenciadas. P omo e a saúde men al e o bem-
es a . Alcança a cobe u a uni e sal de saúde.‖ (Obje i os de Desen ol imen o
Sus en á el, 2024).
Figu a 12 - ODS 4 (ONU, 2024)
―ODS 4: Ga an i o acesso à educação inclusi a, de qualidade e equi a i a, e
p omo e opo unidades de ap endizagem ao longo da ida pa a odos. Ga an i
uma educação inclusi a e de qualidade pa a odos. P omo e a ap endizagem
ao longo da ida. Elimina as dispa idades de géne o na educação. Ga an i que
odas as meninas e meninos enham acesso a cuidados e desen ol imen o de
qualidade na p imei a in ância. Ga an i a igualdade de acesso a odos os ní eis
de educação pa a os mais ulne á eis, incluindo pessoas com de iciência, po os
indígenas e c ianças em si uação de ulne abilidade.‖ (Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
27
Figu a 13 - ODS 8 (ONU, 2024)
"ODS 8: P omo e o c escimen o económico inclusi o e sus en á el, o emp ego
pleno e p odu i o e o abalho digno pa a odos. Ga an i o desen ol imen o
económico inclusi o e sus en á el em odo o mundo. Alcança ní eis mais al os
de p odu i idade económica po meio da di e si icação, a ualização ecnológica
e ino ação. Alcança emp ego pleno e p odu i o e abalho decen e pa a odos,
inclusi e pa a jo ens e pessoas com de iciência. Alcança salá io igual pa a
abalho de igual alo ." (Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
Figu a 14 - ODS 10 (ONU, 2024)
―ODS10: Reduzi as desigualdades no in e io dos países e en e países.
Capaci a e p omo e a inclusão social, económica e polí ica de odos,
independen emen e de idade, sexo, de iciência, aça, e nia, o igem, eligião ou
condição económica ou ou a. Ga an a a igualdade de opo unidades. Reduzi as
desigualdades de esul ado, eliminando leis, polí icas e p á icas
disc imina ó ias.‖ (Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
28
Figu a 15 - ODS 11 (ONU, 2024)
―ODS 11: To na as cidades e comunidades inclusi as, segu as, esilien es e
sus en á eis. Cons ui cidades e sociedades sus en á eis em odo o mundo.
Ga an i o acesso de odos a uma habi ação adequada, segu a e acessí el.
Aumen a a capacidade de planeamen o e ges ão in eg ados e sus en á eis de
aglome ados humanos. Reduzi o impac o ambien al ad e so das cidades,
p es ando a enção especial à qualidade do a e à ges ão de esíduos.‖ (Obje i os
de Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
Figu a 16 - ODS 13 (ONU, 2024)
―ODS 13: Ado a medidas u gen es pa a comba e as al e ações climá icas e os
seus impac os. Toma medidas u gen es pa a comba e as mudanças climá icas
e seus impac os. Fo alece a esiliência e a capacidade de adap ação aos
pe igos e desas es na u ais elacionados ao clima. In eg a soluções e medidas
de mudança climá ica nas polí icas, es a égias e planeamen o nacionais.
Melho a a educação sob e mi igação das mudanças climá icas, edução de
impac o e ale a p ecoce.‖ (Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
29
Figu a 17 - ODS 15 (ONU, 2024)
―ODS 15: P o ege , es au a e p omo e o uso sus en á el dos ecossis emas
e es es, ge i de o ma sus en á el as lo es as, comba e a dese i icação,
a a e e e e a deg adação dos solos e a a a pe da de biodi e sidade.
P e eni ameaças à biodi e sidade. Ga an i a conse ação, es au ação e uso
sus en á el dos ecossis emas e es es e de água doce, incluindo lo es as,
pân anos, mon anhas e e as secas. P omo e a implemen ação da ges ão
sus en á el de odos os ipos de lo es as. De e o desma amen o. Comba e a
dese i icação e es au a e as e solos deg adados.‖ (Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el, 2024).
36
Figu a 21 - Fachada P incipal do Campus I da Uni e sidade Ca olica de Pelo as
(Uni e sidade Ca ólica de Pelo as, s.d.)
Além das unções pedagógicas, a Uni e sidade Ca ólica de Pelo as (UCPEL) ambém possui a i idades
adminis a i as, dis ibuídas em á ios se o es da ins i uição. O Esc i ó io Modelo de Engenha ia e
A qui e u a (EMEA) é esponsá el pelas ob as e e o mas nos di e sos p édios da uni e sidade. O EMEA
con a com uma equipe ampla e di e si icada, compos a po a qui e os, engenhei os ci is, écnicos
adminis a i os, adminis ado es e es agiá ios (Uni e sidade Ca ólica de Pelo as, s.d.).
Como o ma de espei a as necessidades e ob igações do espaço ísico, é comum obse a a al e ação do
uso pa a p omo e maio in eg ação e sup i demandas. Numa dessas inicia i as, em 2016, oi ealizada
uma e isão das p emissas es abelecidas pela Associação B asilei a de No mas Técnicas (ABNT) - NBR
9050 – Acessibilidade a edi icações, mobiliá io, espaços e equipamen os u banos. Es a no ma p e ê a
adap ação dos espaços ísicos po meio de in e enções que possibili em o acesso a pessoas com
de iciência. Na ocasião, a á ea comum da UCPEL p ecisou se adap ada, con o me ilus ado nas Figu as 3
e 4. O Esc i ó io Modelo de Engenha ia e A qui e u a (EMEA) oi undamen al nesse p ocesso, com o
en ol imen o de seus uncioná ios na elabo ação do no o plano. A pa i de en ão um no o espaço oi
c iado com ca a e indi idual, denominado espaço mundo e iden i icado na Figu a 22 na á ea p incipal da
Uni e sidade a im de sup i a escassez de espaços de con i io pa a es udan es.
Apesa de exis i em c i é ios limi ado es, p incipalemen e no que diz espei o ao in es imen o inancei o,
pe cebe-se a necessidade de c ia um plano global pa a que en ão possa a ingi um ca ác e único. A

37
escolha do espaço su ge a pa i da análise de p oblemas ou ques ões e e en es ao obje o de es udo,
iden i icados desde a pi mei a in e enção ci ada, ealizada em 2016. As condições a uais do espaço
o am a aliadas pa a desen ol e um conjun o de in e enções necessá ias ao cump imen o da legislação,
ga an indo a acessibilidade e o bem-es a de odos os usuá ios.
Figu a 22 - Plan a do Rés-do-chão do Campus I – P édio C da Uni e sidade Ca ólica com a á ea de con i ência - eceção,
acesso à biblio eca, es au an e e sala dos p o esso es - de idamen e iden i icado
Como memb o in eg an e da equipa esponsá el pela in e enção desc i a, ao a alia o esul ado das
implemen ações, inden i icou-se uma cons an e equisição e inquie ação po pa e dos uncioná ios e
alunos no que diz espei o ao acesso e u ilização, de modo a ins iga a p esen e in es igação.
Hoje, com os conhecimen os adqui idos a pa i de uma abo dagem ol ada pa a o Design, pe cebe-se a
ca ência de ap o ei amen o in eg al dos espaços, conside ando os elemen os inclusi os no concei o isual
e uncional. É e iden e a necessidade de um planeamen o mais cuidadoso que inco po e p incípios de
design inclusi o, isando não apenas a ende às no mas de acessibilidade, mas ambém ga an i uma
expe iência mais ha moniosa e in eg ada pa a odos os usuá ios. Além disso, a Agenda 2030, p opos a
pela ONU, de e es a ligada aos c i é ios a aliados, is o que su ge como assun o p eponde an e no
planeamen o de no as in e enções. As Figu as 23, 24 e 25 e a am as ins alações da UCPel a ualmen e.
38
Figu a 23 - Ci culação de acesso ao es au an e, lou ge, P édio B e se o adminis a i o
(Fon e: coo ien ado a da p esen e disse ação)
Figu a 24 - Ci culação que ab ange a Cen al de a endimen o a pa i da En ada p incipal do
Campus I pela Rua Gonçal es Cha es (Fon e: coo ien ado a da p esen e disse ação)
Figu a 25 - Ci culação que ab ange a Cen al de a endimen o a pa i da En ada p incipal do Campus I
pela Rua Gonçal es Cha es (Fon e: coo ien ado a da p esen e disse ação)
39
5. Mé odos e écnicas
A p esen e disse ação e e e-se a análise da u ilização do espaço de con i ência do Campus I da
Uni e sidade Ca ólica de Pelo as, Rio G ande do Sul, B asil de modo a iden i ica os possí eis pon os de
melho ia baseados em c i é ios es abelecidos. O in e esse su ge pela p oximidade com o ema, u o da
expe iência de abalho ob ida du an e os anos de 2015 e 2019 como memb o da equipa écnica do
Esc i ó io Modelo de Engenha ia e A qui e u a da UCPel. De ido a Pandemia da COVID 19 que pe du ou
de 2019 a 2022, o luxo de pessoas es e e bas an e eduzido e, po an o, o espaço ocioso.
Po se a a de uma p e ensão baseada na in e ação en e o u ilizado e o espaço, uma al e na i a
possí el pa a a análise se ia a u ilização de um mé odo indu i o, onde os dados ecolhidos a pa i do
pa icula , expandem pa a o gene alizado. Pa a a c iação de uma na a i a de u ilização um dos mé odos
de pesquisa académica aplicá el é o es udo de caso, is o que con empla as ca ac e ís icas necessá ias
pa a a in es igação p e endida (San os, 2018).
Como pon o de pa ida, e icou-se a disponibilidade e abe u a da UCPel en e ao o necimen o de
dados, ela i amen e desenhos e o og a ias do espaço, is o que du an e o p ocesso de disse ação a
análise oi ei a à dis ância a pa i do in e médio de in eg an es da equipa do EMEA, nomeadamen e a co-
o ien ado a do abalho, Mes e Vi ó ia Sil ei a da Cos a.
A me odologia ado ada pa a a p esen e disse ação es á sus en ada po uma base eó ica, p odu o de uma
ecolha de dados que pe mi i am o es abelecimen o do es ado da a e, p incipalmen e no que diz espei o
ao Design Inclusi o e as emá icas en ol idas nos 17 pon os da Agenda 2030 es abelecidos pela ONU.
Es a e apa em sua sus en ação baseada numa análise c i e iosa dos esul ados e a pa i da e lexão, de
o ma desc i i a e complemen a , ob ém-se ecolha de dados undamen ados. As in o mações ob idas a
pa i des a e apa se ão ep oduzidas numa isão desc i a e e le ida no deco e da disse ação.
Quan o a documen ação u ilizada como base acima desc i a, es a oi ob ida a a és de acesso a on es
a iadas, ela i amen e: a igos cien í icos, disse ações, publicações pe íodicas e pe manen es e pesquisa
online de abalhos desen ol idos po ou os au o es. Todas as e e ências u ilizadas elacionadas com a
emá ica, ga an em alo ac escen ado a in es igação, baseado num conjun o ala gado de es udos.
Dado po inalizada a explicação dos di e sos con eúdos, des aca -se a necessidade de desc e e a
es u u a da mesma. A Figu a 26 ep esen a a o ganização da pesquisa de modo a elenca em g upos os
eo ias a aliadas. U ilizou-se como e e ência pa a a elabo ação da análise e e en e a inclusão os
40
concei os de design posi i o e inclusi o, assim como a a aliação pau ada na sus en abilidade, e e enciada
a pa i das de inições de Design Sus en á el e da Agenda ONU 2030. O público a se analisado es a á
di idido em ês g upos já ci ados, o que e o ça as eo ias abo dadas no Es ado da A e e e en es a
Na a i a no Design e Co-design.
Figu a 26 - Mapa men al da me odologia ado ada
A ecolha de dados inclui á p o issionais e es udan es da UCPel que u ilizam o Campus I e, po an o,
dia iamen e a á ea des inada a análise no p esen e es udo. Pa a além da e e ência baseada na u ilização,
p opõe-se a iden i icação de possí eis pon os cegos do pon o de is a da população com alguma di iuldade
de locomoção ou incapacidade, p opos a a pa i de uma na a i a. Na Figu a 27 ap esen a-se de o ma
esquemá ica a o ganização do público desc i o.
Figu a 27 - Público-al o
Em sín ese, o p ocesso comple o de es u u ação da pesquisa apa ece desc i o na Figu a 28 de modo a
esquema iza as e apas de desen ol imen o do abalho, nomeadamen e suas elações e condiconan es.
41
Figu a 28 – Me odologia u ilizada pa a o desen ol imen o da disse ação ( on e: au o )

42
6. Resul ados e Discussão
Iden i ica opo unidades pa a a implemen ação de uma pe cepção inclusi a, apesa do cump imen o de
equisi os legais de acessibilidade, exige um planeamen o in eg ado que assegu e o uso sus en á el dos
espaços. Pa a que essas soluções sejam e icazes, é undamen al que elas es ejam alinhadas com os
Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS) da Agenda 2030, p omo endo não apenas a inclusão,
mas ambém a sus en abilidade no ambien e uni e si á io.
Nes e sen ido, algumas soluções que conciliam acessibilidade e sus en abilidade podem se
implemen adas, como a cons ução de ampas de acesso mais in eg adas ao espaço, a c iação de
co edo es de ci culação amplos, bem iluminados e en ilados quando a solução o possí el e o uso de
paisagismo acessí el, que além de acili a o deslocamen o, ambém con ibui pa a a melho ia da
qualidade ambien al e a p omoção do bem-es a .
Essas soluções isam não apenas elimina ba ei as a qui e ónicas e de mobilidade, mas ambém in eg a
p á icas sus en á eis que p omo am a p ese ação do meio ambien e e a e iciência ene gé ica. Ao ado a
essa abo dagem in eg ada, o es udo isa não apenas iden i ica as lacunas no planeamen o de
acessibilidade da uni e sidade, mas ambém p opo soluções ino ado as que es ejam em sin onia com os
p incípios de inclusão e sus en abilidade, con o me os alo es da Agenda 2030. O obje i o inal é
ans o ma o espaço uni e si á io num ambien e inclusi o e sus en á el, p opo cionando uma expe iência
educacional plena, segu a e acessí el pa a odos.
6.1. Obje o de es udo
A escolha da Uni e sidade Ca ólica de Pelo as (UCPel) como caso de es udo undamen a-se na
amilia idade que se possui com a ins i uição, deco en e da condição de ex-aluna e ex- uncioná ia, bem
como no conhecimen o p é io ace ca de suas ins alações e ambien es. Es a p oximidade pe mi e uma
análise mais ap o undada e con ex ualizada das condições de uncionalidade dos espaços, possibili ando a
iden i icação de aspe os ele an es pa a a pesquisa. Pa a acili a o es udo, op ou-se po limi a a análise à
á ea de con i ência, uma ez que se a a de um espaço de acesso necessá io e u ilizado po odos os
memb os da comunidade uni e si á ia. Essa escolha isa des aca a impo ância de ambien es inclusi os
que p omo am a in e ação social e o bem-es a de odos os usuá ios. A Figu a 29 ap esen a a á ea de
in e enção p opos a no p esen e es udo.
43
Figu a 29 - Á ea de in e ençao do es udo
As ins alações da UCPel não a endem adequadamen e aos p incípios es abelecidos nos concei os de
design inclusi o e sus en á el. Embo a a uni e sidade enha implemen ado algumas medidas pa a ga an i
a acessibilidade, ainda exis em ba ei as signi ica i as que comp ome em a plena u ilização dos espaços
po odos os usuá ios, incluindo pessoas com de iciência e idosos. Além disso, é impo an e salien a que
a Uni e sidade se encon a em cons an e modi icação pa a o melho amen o dos espaços a im de a ingi
as p oposições de acessibilidade uni e sal.
No que ange à sus en abilidade, as ins alações da UCPel necessi am de p á icas que es ejam alinhadas
aos ODS. Des a o ma, em-se po p emissa es abelece no os p oje os de e o mulação dos espaços
ísicos que u ilizem ma e iais sus en á eis e a melho ia das á eas e des exis en es pa a que des a o ma
p omo am o bem-es a . Des aca-se ambém a necessidade de um planeamen o mais e icaz quan o as
es a égias de e iciência ene gé ica. U iliza-se como exemplo a iluminação que em algumas á eas é
inadequada, u ilizando-se de manei a exace bada a iluminação a i icial, sem a implemen ação de
soluções que con emplem a iluminação na u al de o ma a eduzi o consumo de ene gia.
É undamen al uma e isão e planeamen o que inco po e os p incípios do design inclusi o e sus en á el,
p omo endo uma in aes u u a que espei e e alo ize a di e sidade. Isso não melho a ia apenas a
44
expe iência dos u ilizado es, como ambém alinha ia a ins i uição com os comp omissos globais
es abelecidos pela Agenda 2030.
6.2. Público-al o
6.2.1. C iação de Na a i a
Com base nos dados cole ados, as uni e sidades p i adas, assim como a maio ia das ins i uições de
ensino, es a ão legalmen e ob igadas a ga an i a pa icipação a i a de pessoas com de iciência ao longo
do empo. Essa mudança ep esen a um a anço signi ica i o na inclusão e na equidade den o do
ambien e académico.
Além disso, o núme o de idosos em c escido de o ma signi ica i a no cená io uni e si á io, e le indo
uma endência de maio pa icipação de di e en es aixas e á ias na educação supe io . Esse enómeno
essal a a impo ância de inclui esses g upos na análise de um público u u o, pois suas necessidades e
expe iências podem in luencia a dinâmica das ins i uições de ensino.
Pa a a alia ais c i é ios, az-se impo an e o desen ol imen o de uma na a i a que le e em con a as
ans o mações demog á icas e sociais, explo ando como a inclusão de pessoas com de iciência e de
idosos pode en iquece o ambien e académico e p omo e uma cul u a de di e sidade e espei o. Essa
na a i a de e ambém conside a como os elemen os isuais e uncionais no design podem con a essa
his ó ia, guiando o usuá io po meio de uma expe iência isual e in e a i a.
Ao in eg a essas duas pe spe i as, as uni e sidades podem adap a as abo dagens pedagógicas e as
in aes u u as, ga an indo que odos os es udan es enham acesso equi a i o às opo unidades de
ap endizagem. Cada de alhe no design de e con ibui pa a e o ça uma mensagem cen al ou sensação,
c iando um espaço que não apenas a enda às necessidades de di e en es g upos, mas ambém en ol a e
conec e odos os u ilizado es. Assim, a na a i a o na-se uma e amen a pode osa pa a omen a um
ambien e educacional inclusi o e acolhedo , que alo ize a plu alidade e p omo a uma expe iência
en iquecedo a pa a odos.
Pa a alcança esse obje i o, o am elabo ados dois pe is que e le em as ca ac e ís icas p e iamen e
mencionadas, com o in ui o de comp eende as possí eis ba ei as ísicas e sociais iden i icados no
Campus I da UCPel. Esses pe is pe mi em uma análise mais ap o undada da expe iência, conside ando
45
as suas in e ações com o espaço. Impo an e des aca que além das na a i as são desc i os os p ocessos
que a Uni e sidade em es udado pa a o na o ambien e educacional inclusi o e acolhedo .
Essas aje ó ias p opo cionam pe spe i as aliosas sob e como di e en es g upos en en am desa ios
especí icos em suas i ências diá ias. Ao conside a as pa icula idades de cada pe il, é possí el
iden i ica ba ei as ísicas e sociais que podem impac a a inclusão e o acesso aos ecu sos disponí eis
na ins i uição. Essa abo dagem não apenas en iquece a comp eensão dos cons angimen os en en ados,
mas ambém ajuda a di eciona u u as in e enções e melho ias no ambien e académico.
Dessa o ma, a c iação desses pe is não se limi a a uma simples ep esen ação; ela se e como uma
e amen a analí ica que con ibui pa a o desen ol imen o de um campus mais inclusi o e acolhedo ,
ga an indo que odos os es udan es enham a opo unidade de pa icipa plenamen e na ida uni e si á ia.
Pe sona 1:
Na a i a baseada numa pessoa idosa com 72 anos, obesa, e que ap esen a di iculdade de locomoção e
baixa capacidade isual. Essa pessoa p ecisa solici a um documen o elacionado com a sua ma ícula na
UCPel, solici ado na Cen al de A endimen o. O design do ambien e, os seus desa ios e insa is ações se ão
analisados pa a a aliação dos possí eis cons angimen os.
Ao chega ao campus, o usuá io depa a-se com um p oblema que an ecipa uma jo nada desa iado a: as
ca acas ins aladas na en ada p incipal. Po se uma pessoa com di iculdade de locomoção e sob epeso,
passa po es a ba ei a ep esen a um obs áculo. O mo imen o de gi a ou passa pela es u u a es ei a
ge a descon o o ísico e a é insegu ança. Esse p imei o con a o com o espaço já ge a uma sensação de
exclusão, pois o design do acesso não oi pensado pa a con empla as necessidades de pessoas com
es ições ísicas ou isuais. Des aca-se que o co po écnico da Uni e sidade es á em p ocesso de e isão
do sis ema de acesso do espaço ísico a a és da e i ada das ca acas e a possí el inclusão de um
sis ema de moni o ização de câma as com econhecimen o acial ou sis ema simila de po a ia
ele ónica.
Ao chega à zona de espe a pa a se a endido, o usuá io encon a mais uma ba ei a: poucas cadei as de
descanso adequadas pa a sua condição. De manei a ge al, os p oje os desen ol idos em la ga escala em
ambien es públicos não são pensados pa a acomoda pessoas com sob epeso ou com di iculdades de
locomoção, as cadei as êm dimensões es ei as e assen os du os. A Uni e sidade a a és do se o de
in aes u u a es á em cons an e ees u u ação dos espaços ísicos de manei a a ealiza a subs i uição
52
Figu a 33 - Descon o o iden i icado na o ma como a á ea de espe a e balcões
são dis ibuídos
Em elação aos a o es de iluminação e en ilação na á ea de es udo, oi ques ionado aos pa icipan es se
esses aspe os a endem aos equisi os mínimos de con o o. De aco do com os esul ados ob idos, 69,60%
dos en e is ados a i ma am que a á ea é adequada, sa is azendo as exigências básicas pa a um
ambien e con o á el.
Po ou o lado, 30,40% dos esponden es ela a am que a á ea não o e ece o ní el de con o o espe ado,
especi icamen e em elação à qualidade da iluminação e da en ilação. Esse g upo sinaliza que o
ambien e pode se insu icien emen e iluminado, possi elmen e causando cansaço isual, ou mal en ilado,
o que pode ge a uma a mos e a aba ada e descon o á el pa a quem passa pe íodos p olongados no
local. Essa pa cela signi ica i a demons a que, embo a a maio ia conside e o ambien e acei á el, ainda
há uma po ção ele an e de usuá ios que encon am desa ios em elação à in aes u u a do espaço.
A Figu a 34 ilus a de o ma cla a esses dados, pe mi indo uma isualização p ecisa da di isão en e os
que conside am o ambien e adequado e aqueles que pe cebem alhas, des acando a necessidade de uma
possí el ea aliação das condições de iluminação e en ilação pa a melho a ende a odos os usuá ios.

53
Figu a 34 - A endimen o do ní el de con o o ( en ilação e iluminação) do espaço
No que ange à o ganização do espaço analisado, os pa icipan es o am ques ionados sob e a adequação
da disposição. Os esul ados e elam que 30,40% dos en e is ados conside am que a o ganização do
ambien e não sa is az as suas necessidades. Esse g upo pode e pe cebido p oblemas elacionados ao
layou do espaço, como a al a de luidez nas á eas de ci culação, disposição inadequada dos mó eis ou
al a de o imização dos ecu sos, di icul ando o uso e icien e do ambien e. Esses aspe os podem impac a
nega i amen e an o a uncionalidade quan o o con o o ge al do local.
Po ou o lado, 69,60% dos esponden es ac edi am que a o ganização do espaço é adequada, a endendo
sa is a o iamen e às suas expec a i as e necessidades. Esse pe cen ual e le e que uma pa e signi ica i a
dos usuá ios se sen e con o á el com o a anjo a ual, indicando que o layou pode se uncional pa a
de e minadas a i idades ou g upos de pessoas. No en an o, a di e ença en e as opiniões suge e que há
opo unidades pa a ajus es no design e na dis ibuição do espaço, de o ma a aumen a a e iciência e a
sa is ação dos usuá ios.
Os dados ob idos es ão isualmen e ep esen ados na Figu a 35, pe mi indo uma análise mais cla a da
di isão en e os que es ão sa is ei os com a o ganização do espaço e os que ac edi am que melho ias são
necessá ias. Esses esul ados são impo an es pa a guia possí eis in e enções no layou , isando
a ende melho as expec a i as dos usuá ios e p omo e uma expe iência mais con o á el e e icien e.
54
Figu a 35 - Sa is ação em elação a o ganização do espaço
No que diz espei o à pe manência p olongada na á ea analisada, oi ques ionado aos pa icipan es da
pesquisa se o local o e ece os equisi os básicos pa a que se sin am con o á eis du an e pe íodos mais
longos de u ilização. Os esul ados indicam que apenas 43,50% dos en e is ados conside am que a á ea
a ende a esses equisi os, suge indo que, pa a uma pa cela dos en e is ados, o espaço é adequado pa a
a i idades que demandam um empo p olongado de pe manência. Esse g upo possi elmen e pe cebe o
ambien e como uncional e su icien emen e con o á el pa a man e a p odu i idade sem g andes
descon o os.
En e an o, a maio ia de 56,50% dos esponden es ac edi a que a á ea não a ende às necessidades pa a
uma es adia p olongada. Esse dado pode indica di e sos p oblemas elacionados ao con o o, como
cadei as inadequadas, mesas mal dispos as, en ilação de icien e ou a é iluminação inadequada, que
podem a e a di e amen e a capacidade de pe manece no local po pe íodos mais longos sem incómodo.
Essa pe cepção nega i a pode e um impac o di e o na equência de uso e na e iciência das a i idades
ealizadas no espaço.
Os dados es ão ep esen ados de manei a cla a na Figu a 36, ilus ando a dispa idade en e as pessoas
que conside am o espaço adequado pa a uma pe manência p olongada e aquelas que não se sen em
con o á eis o su icien e. Esse con as e apon a pa a a necessidade de melho ias no ambien e, isando
aumen a o con o o e p opo ciona melho es condições pa a quem p ecisa u iliza o local po mais
empo.
55
Figu a 36 - Cump imen o dos equisi os básicos pa a pe manência p olongada do espaço
Em elação ao deslocamen o in ui i o den o da á ea analisada, os pa icipan es o am ques ionados sob e
a acilidade de se locomo e no espaço sem en en a obs áculos ou con usões. Os dados mos am que
78,30% das pessoas decla a am não e encon ado p oblemas nesse aspe o, indicando que, pa a uma
pa cela meno dos en e is ados, a disposição do local é cla a e pe mi e uma mo imen ação luida e
in ui i a, sem a necessidade de o ien ação ou es o ço adicional pa a se localiza .
Po ou o lado, 21,70% dos en e is ados ela a am e di iculdades com o deslocamen o den o do
ambien e, e idenciando que en en am algum ní el de con usão ou descon o o ao en a se o ien a no
espaço. Essas di iculdades podem es a elacionadas a um layou pouco cla o, al a de sinalização
adequada ou uma o ganização espacial que não acili a o luxo na u al das pessoas. Isso suge e que o
ambien e pode não es a o almen e o imizado pa a p omo e uma ci culação e icien e e in ui i a, o que
pode esul a em us ação pa a os usuá ios, especialmen e aqueles que isi am o local pela p imei a ez.
Esses dados são ilus ados na Figu a 37, que des aca a di e ença signi ica i a en e os que conside am o
deslocamen o den o do espaço in ui i o e aqueles que encon am di iculdades. A análise desses
esul ados apon a pa a a necessidade de in e enções no design do espaço de o ma a acili a a
na egação e a expe iência do u ilizado .
56
Figu a 37 - Facilidade de deslocamen e de o ma in ui i a
É possí el obse a que, de o ma ge al, a maio ia dos en e is ados não ela ou g andes p oblemas em
elação a di e sos aspe os do ambien e. Elemen os como o acesso ao Campus I, a disposição dos balcões
na sala de espe a, o con o o inculado à en ilação e à iluminação, a o ganização do espaço e a acilidade
de locomoção de manei a in ui i a o am bem a aliados po g ande pa e das pessoas consul adas. Esses
a o es pa ecem se sa is a ó ios, ga an indo uma expe iência azoa elmen e con o á el pa a o uso
co idiano e de cu a du ação.
Con udo, uma ques ão impo an e que eme ge da pesquisa é o descon o o associado a pe manências
mais p olongadas no local. Embo a o espaço seja uncional e a enda bem às necessidades de quem u iliza
o ambien e po cu os pe íodos, quando a pe manência é es endida, a pe ceção de con o o ende a
diminui . A maio ia dos en e is ados ela ou descon o o nessas si uações, o que suge e que aspe os
como e gonomia, disposição dos mó eis e a é a qualidade da en ilação e iluminação podem não se
su icien es pa a ga an i o bem-es a em longas pe manências.
Essa cons a ação apon a pa a uma possí el necessidade de adap ações no espaço pa a di e en es
ci cuns âncias de uso. Melho ias no con o o das cadei as, a o imização da ci culação de a , uma
iluminação que pe mi a maio lexibilidade, assim como uma eo ganização que o ne o ambien e mais
acolhedo podem se soluções iá eis pa a mi iga ais descon o os. Dessa o ma, o ambien e a ende ia
as necessidades an o de uma u ilização b e e quan o a de maio pe manência, p opo cionando uma
expe iência mais con o á el e uncional em ambos os casos.
57
6.3. In e enção
A pa i da cole a de dados ob idos na pesquisa ealizada com alunos, docen es e uncioná ios da UCPel,
jun amen e com as ca ac e ís icas iden i icadas nos pe is dos u u os u ilizado es do espaço, p opõe-se
uma in e enção que isa ap imo a a expe iência de odos os in eg an es da comunidade acadêmica.
Embo a a pesquisa indique que o maio descon o o oco a em si uações de p olongamen o, é impo an e
conside a as p emissas es abelecidas po especialis as, que azem um olha écnico e undamen ado
sob e ques ões u gen es en en adas pelo plane a. Esses p oblemas incluem impac os ambien ais
c escen es, como mudanças climá icas, escassez de ecu sos na u ais e pe da de biodi e sidade, os quais
exigem ações conscien es e ápidas. Comp eende essas p emissas nos pe mi e não apenas iden i ica a
o igem dos p oblemas, mas ambém p omo e soluções que conside em o bem-es a cole i o e a
sus en abilidade a longo p azo. Po isso, é undamen al analisa os dados com p o undidade e agi com
esponsabilidade, isando minimiza os impac os nega i os sob e o meio ambien e e cons ui um u u o
mais equilib ado.
Dian e da necessidade de melho a a uncionalidade dos espaços, a solução elabo ada isa a ende às
demandas da comunidade académica, p omo endo um ambien e mais inclusi o e sus en á el. As
al e ações o am pau adas em ês p incípios: a edução das ba ei as ísicas, a cons ução de um espaço
mais amplo e a p omoção da iluminação e en ilação na u al.
A edução das ba ei as ísicas é essencial pa a ga an i a au onomia e a mobilidade de odos os usuá ios,
especialmen e aqueles com de iciência ou mobilidade eduzida. A ampliação dos espaços oi planeada
pa a c ia á eas de con i ência mais in eg adas, acili ando a in e ação social e a oca de expe iências
en e os es udan es. Além disso, a p omoção da iluminação e en ilação na u al não só melho a a
qualidade do ambien e, mas ambém con ibui pa a a e iciência ene gé ica, alinhando-se com p á icas de
sus en abilidade e aos ODS. Assim, a no a p opos a ep esen a um passo signi ica i o umo a um campus
uni e si á io mais acolhedo e adap ado às necessidades con empo âneas.
Pa a sis ema iza o p ocesso e ga an i uma abo dagem e icien e, buscou-se desen ol e uma solução de
in e enção global, u ilizando um sis ema in eg ado de medidas que possibili e uma unidade coesa do e
a enda às necessidades especí icas de cada ambien e. A Figu a 38 ilus a a solução p opos a, des acando
in e enções planeadas pa a melho a a ci culação no espaço.

58
Figu a 38 - In e enções p opos as pa a o Espaço ísico da á ea de
con i ência da Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
Como o oco es á na expe iência e na uncionalidade do ambien e, ap esen a-se uma solução espacial
ge al, sem se ap o unda nos de alhes a qui e ónicos ou es u u ais. A p opos a con empla algumas
al e ações ísicas que isam p opo ciona um ambien e mais e ilíneo, alinhando-se aos p incípios do
design inclusi o como uma al e na i a desejada. Essa abo dagem inco po a um olha a qui e ónico,
undamen ado nas compe ências adqui idas pela licencia u a an e io em A qui e u a, que possibili am
uma análise mais ampla do espaço. Conside ando o edi ício como um p odu o da cons ução, sua
modi icação é a aliada com o in ui o de p opo soluções de design, sem ên ase nos elemen os es u u ais.
Como esul ado, iden i ica-se a p opos a de uma ci culação in e ligada que assegu a um acesso luido e
linea , li e de obs áculos. Essa con igu ação é undamen al pa a p omo e a mobilidade, ga an indo que
odos os usuá ios, independen emen e de suas habilidades ou necessidades, possam ansi a com
acilidade e segu ança.
59
A igu a 39 ilus a essa no a o ganização do espaço, e idenciando como a ci culação oi planeada pa a
acili a o deslocamen o e minimiza pon os de es angulamen o. Essa abo dagem não apenas melho a a
expe iência do usuá io, mas ambém p omo e um ambien e mais inclusi o.
Além disso, a in e ligação das di e en es á eas do campus pe mi e uma na egação mais in ui i a,
con ibuindo pa a uma melho o ien ação e in eg ação dos usuá ios no ambien e académico. Ao elimina
ba ei as ísicas e isuais, c ia-se um espaço que incen i a a in e ação social e o engajamen o en e
alunos, docen es e uncioná ios. Dessa o ma, a p opos a de ci culação in e ligada o na-se um elemen o
c ucial pa a ans o ma a dinâmica do campus.
Figu a 39 - Plan a da p opos a pa a a á ea de con i ência da Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
Pa a des aca os espaços com ca ac e ís icas de maio ele ância, a á ea a se in e encionada oi di idida
em ês pon os p incipais: a en ada do edi ício, onde dá-se o acesso ao Campus I; a ci culação de acesso
ao es au an e, lou ge, P édio B e se o adminis a i o, iden i icados na Figu a 39 e a á ea de
a endimen o, con emplada pela ci culação que dá acesso as duas á eas an e io men e desc i as. Essa
segmen ação pe mi e uma abo dagem mais ocada e e icien e, assegu ando que cada um desses locais
eceba a de ida a enção nas in e enções p opos as.
60
Figu a 40 - Iden i icação das zonas es abelecidas pa a desen ol imen o da p opos a
A En ada do Campus I é o p imei o pon o de con a o com o espaço, e,
po an o, de e e le i uma eceção acolhedo a e uncional. In es i em
melho ias nessa á ea não só c ia uma p imei a imp essão posi i a, mas
ambém es abelece um ambien e inclusi o, a pa i da implemen ação de
al e na i as menos es igma izan es.
A ci culação de acesso ao es au an e, lou ge, P édio B e se o adminis a i o
é ou o aspe o c í ico, pois se e como um elo en e os di e sos ambien es. O
planeamen o cuidadoso des a ci culação ga an e que o luxo de alunos e
p o esso es oco a de manei a na u al, o que eduz os obs áculos e melho a a
e iciência nas ansições.
Po im, a á ea de a endimen o é essencial pa a p opo ciona supo e, sendo
um espaço onde docen es, alunos e uncioná ios podem in e agi de o ma
p odu i a. Ao ap imo a esse local, busca-se não apenas acili a a esolução de
ques ões adminis a i as, mas ambém c ia um ambien e que a o eça a
comunicação e a colabo ação.
61
6.3.1. P opos a: En ada do Campus I
Figu a 41 – Plan a das in e enções p opos as pa a a En ada do Campus I - Rua Gonçal es Cha es
Figu a 42 - Implemen ação dos ODS na Á ea de acesso do Campus I
68
7. Conside ações inais
A p esen e disse ação e e como obje i o analisa e p opo soluções pa a a o imização do Espaço de
Con i ência do Campus I da Uni e sidade Ca ólica de Pelo as (UCPel), u ilizando p incípios do Design
Inclusi o e alinhando-se aos 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS) da ONU. Ao longo des e
es udo, iden i ica am-se necessidades cla as de ans o mação do espaço ísico em p ol da c iação de
ambien es mais inclusi os, sus en á eis e adap ados às demandas con empo âneas. A pesquisa,
undamen ada em me odologia indu i a e com supo e de es udo de caso, e elou como o en ol imen o
di e o com os u ilizado es pode o nece pe ceções aliosas sob e a uncionalidade e as melho ias
desejá eis nesses espaços.
Com base nos dados ob idos jun o a es udan es, p o esso es e uncioná ios da UCPel, e i icou-se que o
Espaço de Con i ência, embo a uncional e bem a aliado pa a pe manências cu as, ap esen a desa ios
que se acen uam em usos p olongados, des acando opo unidades de melho ia alinhadas aos Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el (ODS). A pesquisa indica que, enquan o elemen os como a disposição dos
balcões, a en ilação e a iluminação são ge almen e sa is a ó ios pa a b e es u ilizações, a expe iência de
con o o diminui signi ica i amen e quando a pe manência se p olonga. Esse descon o o suge e que o
espaço pode ia se adap ado e eo ganizado de modo a p omo e a o imização da iluminação e en ilação
pa a a ende melho às demandas de uso p olongado.
Em espos a aos obje i os especí icos de cap a as necessidades dos usuá ios e mapea o uso dos
espaços, a disse ação e ela que a al a de en ilação e iluminação na u ais, bem como a disposição
inadequada dos elemen os de ci culação, impac am a uncionalidade dos ambien es de con i ência. Esse
diagnós ico undamen a-se em ques ioná ios e obse ações que de am oz aos u ilizado es. Pa a além das
necessidades p á icas, os dados e o çam a impo ância de ambien es que espei em as no mas de
sus en abilidade e acessibilidade, alo es essenciais pa a um ambien e acadêmico acolhedo e inclusi o.
A p opos a de in e enções, que inclui a ampliação das janelas pa a iluminação e en ilação na u ais,
assim como a eo ganização de ci culação in e na, isa a c iação de cená ios u u os que espei em as
ca ac e ís icas do público uni e si á io b asilei o. A pa i da análise de alhada dos espaços e suas
subu ilizações, oi possí el concebe um plano que, além de o imiza o espaço, ambém alo iza o uso de
ecu sos sus en á eis e alinha-se às di e izes do Design Inclusi o, p omo endo um ambien e acessí el
pa a odos.

69
Ou o pon o impo an e des a conclusão é a mensagem de espe ança de que as mudanças p opos as são
plenamen e ealizá eis. No con ex o académico da UCPel, a abe u a pa a a coc iação e o engajamen o
com o Esc i ó io Modelo de Engenha ia e A qui e u a (EMEA) demons am que há um e eno é il pa a a
implemen ação de suges ões. Essa pa ce ia em o po encial de p opo ciona esul ados p á icos, que ão
além da eo ia e que podem inspi a ou as ins i uições de ensino a ado a o co-design como me odologia
de desen ol imen o espacial.
Os esul ados ob idos apon am pa a um u u o em que o design dos espaços académicos pode — e de e
— e le i alo es de sus en abilidade e inclusão. As suges ões aqui p opos as, undamen adas nas
en e is as com os u ilizado es do espaço da UCPel, o am alidadas com base nos Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el da ONU, que são pa âme os globais pa a a c iação de ambien es mais
jus os e humanos. Assim, es a disse ação se e não apenas como uma análise c í ica do espaço de
con i ência, mas ambém como um guia pa a o desen ol imen o de um espaço acadêmico que espei a e
alo iza as necessidades de seus usuá ios.
Espe a-se que, ao a alia as in e enções p opos as, a UCPel si a de exemplo no cená io educacional,
p omo endo uma in eg ação e icaz en e o ambien e ísico e o bem-es a dos seus usuá ios. Essa
expec a i a não se es inge apenas ao ambien e acadêmico, mas ambém demons a que espaços
inclusi os e uncionais são iá eis e desejá eis em qualque con ex o que en ol a a in e ação humana.
Com isso, ac edi a-se que o es o ço conjun o da equipe da UCPel, ao ab aça as ecomendações e
di e izes discu idas nes a disse ação, con ibui á pa a um ambien e que anscende o simples uso
p á ico e que p omo e a con i ência saudá el, a colabo ação e o desen ol imen o pessoal e p o issional
dos indi íduos. A melho ia dos espaços de con i ência não é uma me a ina ingí el, mas uma necessidade
angí el que, ao se a endida, pode ans o ma a expe iência acadêmica e, consequen emen e, con ibui
pa a uma sociedade mais inclusi a e iguali á ia.
Po im, a conclusão ea i ma a impo ância de con on a e supe a as di iculdades es u u ais
iden i icadas du an e a pesquisa. A p opos a ap esen ada busca não apenas esponde a um p oblema
conc e o, mas ambém inspi a uma no a abo dagem de design ins i ucional. Ao alinha -se aos p incípios
do co-design e do desen ol imen o sus en á el, a UCPel pode se o na um modelo de ino ação e
inclusão, des acando-se como uma ins i uição que comp eende a impo ância de in es i na qualidade dos
espaços e na expe iência de seus usuá ios, consolidando-se como um espaço de con i ência acolhedo e
in eg ado .
70
8. Re e ências bibliog á icas
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YRPQSS Gl2Bc2VQaAqNKEALw_wcB
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Anexo I
Ques ioná io – Recolha de dados
Mes ado Design de P odu os e Se iços –U. Minho
Es udo de Caso - Uni e sidade Ca ólica de Pelo as
A i idade desen ol ida na Uni e sidade Ca ólica de Pelo as - Campus I.
 Aluno
 Funcioná io/Docen e
U ilizou o Saguão da UCPel du an e o pe íodo em que desen ol eu a i idades no Campus I?
 Sim
 Não
En en ou alguma di iculdade/descon o o no acesso ao Campus, no que diz espei o a
ampa de acesso e u ilização das ca acas?
 Sim
 Não
Quan o a Cen al de A endimen o, en en ou algum descon o o na o ma como a á ea de
espe a e balcões es ão dis ibuídas?
 Sim
 Não
Quan o a iluminação e en ilação, ac edi a que o Saguão a ende um ní el desejado de
con o o?
No que diz espei o a o ganização do espaço, ac edi a que sa is az a necessidade?
 Sim
 Não
No que diz espei o a o ganização do espaço, ac edi a que sa is az a necessidade?
 Sim
 Não
Quan o a necessidade de pe manência p olongada no Saguão, ac edi a que equisi os
básicos de con o o são a endidos?
 Sim
 Não
Consegue desloca -se no espaço de modo in ui i o?
 Sim
 Não