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Influência das características dos enfermeiros e da cultura organizacional na segurança dos doentes hospitalizados

Author: Fernandes, Maria Carreiras da Silva
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/4debd51b-fb65-4fe4-a318-2936dc079a24/download
Ma ia
Ca ei as
da
Sil a
Fe nandes
In luência
das
ca ac e ís icas
dos
en e mei os
e
da
cul u a
o ganizacional
na segu ança dos doen es hospi alizados
Fe e ei o 2025
Ma ia
Ca ei as
da
Sil a
Fe nandes
In luência
das
ca ac e ís icas
dos
en e mei os
e
da
cul u a
o ganizacional
na segu ança dos doen es hospi alizados
Disse ação
de
Mes ado
Mes ado
em
En e magem
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ode e So ia da
Sil a Lomba
de A aújo
Fe e ei o 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Um b e e, mas mui o sen ido ag adecimen o às en idades e pessoas que me ajuda am a chega a es e
momen o.
À Escola Supe io de En e magem da Uni e sidade do Minho, a qual em sido a MINHA ESCOLA
enquan o en e mei a.
Aos docen es que inicia am a disse ação comigo.
À P o esso a Dou o a Ode e A aújo, a qual ilhou o pe cu so comigo a é à me a, o meu ag adecimen o
especial e odo o meu ca inho.
Aos en e mei os do hospi al onde a pesquisa oi ealizada e que con ibuí am pa a a componen e
empí ica.
À minha amília, cujos memb os, incluindo os alecidos, dei p io idade na minha ida.
Ag adeço a odas as pessoas que se c uza am comigo nas di e en es e apas e que de am algo de si pa a
me apoia em.
Pa a a Cláudia e Sand a, o meu since o e econhecido ag adecimen o.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida, alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

INFLUÊNCIA DAS CARACTERÍSTICAS DOS ENFERMEIROS E DA CULTURA ORGANIZACIONAL NA
SEGURANÇA DOS DOENTES HOSPITALIZADOS
RESUMO
Os en e mei os hospi ala es en en am dia iamen e o desa io de p omo e em a p es ação dos melho es
cuidados de en e magem, à luz das e idências cien í icas mais ecen es e das necessidades de
cuidados de cada pessoa doen e. O conhecimen o acumulado ace ca dos esul ados dos cuidados de
saúde, nomeadamen e dos cuidados p es ados pelos en e mei os em con ex o hospi ala , e idencia
que es es compo am iscos associados de e en os ad e sos. Fa o es in ínsecos aos en e mei os e aos
con ex os da p es ação de cuidados con ibuem concomi an emen e pa a a sua oco ência.
A pesquisa ealizada e e po obje i os analisa as in luências das ca ac e ís icas dos en e mei os e da
cul u a de segu ança o ganizacional no isco de oco ência de e en os ad e sos e na a aliação das
p á icas de en e magem associadas à segu ança dos doen es.
E e uamos um es udo quan i a i o, não expe imen al, desc i i o e co elacional, no qual pa icipa am
84 en e mei os de uma unidade hospi ala da zona no e de Po ugal, os quais o am inqui idos com
ecu so a dois ins umen os de colhei a de dados: Ques ioná io Hospi ala Sob e Polí ica de Segu ança
do Doen e e Escala E en os Ad e sos Associados às P á icas de En e magem. Os dados o am obje o
de análise es a ís ica e pa a o apu amen o dos esul ados oi conside ado como ní el de signi icância
es a ís ica o alo de
p
< 0.05, co espondendo a um ní el de con iança de 95%.
Os esul ados ob idos ealçam a idade dos en e mei os, o empo de expe iência no hospi al e a cul u a
de segu ança o ganizacional, como a o es de en o es de in luência pa a o isco de oco ência de
e en os ad e sos associados às p á icas de en e magem o que pode indica que a expe iência con ibui
pa a um maio conhecimen o e habilidades p á icas, esul ando em cuidados mais e icazes e segu os.
Como conside ações inais, julgamos que os esul ados ealçam a necessidade das p á icas de
en e magem se em anco adas em conhecimen o alidado cien i icamen e, a impo ância da supe isão
dos p ocessos de p es ação de cuidados e seus de e minan es e, ainda, que exis e ma gem pa a
p omo e cuidados de en e magem mais segu os.
Pala as-cha e: cul u a o ganizacional, e en os ad e sos, p á icas de en e magem, segu ança dos
doen es.
i
INFLUENCE OF NURSES CHARACTERISTICS AND ORGANIZATIONAL CULTURE ON THE SAFETY OF
HOSPITALIZED PATIENTS
ABSTRACT
Hospi al nu ses ace he daily challenge o p o iding he bes nu sing ca e in ligh o he mos ecen
scien i ic e idence and he ca e needs o each pa ien . The accumula ed knowledge abou heal hca e
ou comes, speci ically he ca e p o ided by nu ses in a hospi al con ex , shows ha hey ca y associa ed
isks o ad e se e en s. In insic ac o s ela ed o nu ses and he con ex s o ca e deli e y
simul aneously con ibu e o hei occu ence.
The esea ch aimed o analyse he in luences o nu ses' cha ac e is ics and he o ganiza ional sa e y
cul u e on he isk o ad e se e en s and he e alua ion o nu sing p ac ices associa ed wi h pa ien
sa e y.
We conduc ed a quan i a i e, non-expe imen al, desc ip i e, and co ela ional s udy ha co e ed 84
nu ses om a hospi al uni in he no he n egion o Po ugal. Da a we e collec ed using wo ins umen s:
he Hospi al Su ey on Pa ien Sa e y Cul u e and he Scale o Ad e se E en s Associa ed wi h Nu sing
P ac ices.
The da a we e s a is ically analysed, and a signi icance le el o p
< 0.05 was conside ed, co esponding
o a con idence le el o 95%. The esul s highligh nu ses' age, expe ience in he hospi al, and
o ganiza ional sa e y cul u e as in luen ial ac o s in he isk o ad e se e en s associa ed wi h nu sing
p ac ices.
The esul s ob ained highligh he nu ses’ age, ime o expe ience in he hospi al and o ganiza ional
sa e y cul u e as he ac o s which ha e an impac on he isk o occu ence o ad e se e en s associa ed
wi h nu sing ac i i ies. This may indica e ha he nu ses’ expe ience con ibu es o g ea e knowledge
and p ac ical skills, esul ing in mo e e ec i e and sa e heal h ca e.
As inal conside a ions, we belie e ha he esul s highligh he need o nu sing p ac ices o be based
in scien i ically alida ed knowledge, he impo ance o supe ising heal h ca e deli e y p ocesses and
hei de e minan s, and ha he e is oom o p omo e sa e nu sing ca e.
Keywo ds: ad e se e en s, nu sing p ac ices, o ganiza ional cul u e, pa ien sa e y.
ii
Índice
1. In odução ................................................................................................................................. 11
2. A segu ança dos doen es subme idos a cuidados de saúde ........................................................ 16
2.1. Pe cu so do mo imen o da segu ança dos doen es ............................................................... 16
2.2. Concei os cha e da axonomia da segu ança dos doen es ..................................................... 21
2.3. Epidemiologia dos e en os ad e sos associados aos cuidados de saúde ................................ 23
2.4. E en os ad e sos associados às p á icas de en e magem ...................................................... 30
3. Fa o es do con ex o de impac o ans e sal na segu ança dos doen es........................................ 33
3.1. Polí ica de qualidade em saúde ............................................................................................. 33
3.1.1. Indicado es de qualidade dos cuidados de en e magem ................................................. 39
3.1.2. Cul u a de segu ança o ganizacional .............................................................................. 41
4. Me odologia ............................................................................................................................... 45
4.1. Tipo de es udo e obje i os .................................................................................................... 46
4.2. População e amos a ............................................................................................................ 46
4.3. Ins umen o de ecolha de dados .......................................................................................... 47
4.4. Plano analí ico ...................................................................................................................... 49
4.5. P ocedimen os de análise e a amen o de dados .................................................................. 49
4.6. Conside ações é icas ............................................................................................................ 50
5. Ap esen ação dos esul ados ...................................................................................................... 51
5.1. Desc ição da amos a ........................................................................................................... 51
6. Discussão de esul ados ............................................................................................................. 69
7. Conclusão .................................................................................................................................. 77
iii
8. Re e ências bibliog á icas ........................................................................................................... 79
Anexos ........................................................................................................................................... 83
Anexo I – Au o ização das au o as pa a a u ilização dos ins umen os de colhei a de dados .......... 84
Anexo II – Consen imen o In o mado ............................................................................................ 85
Anexo III – Ques ioná io Hospi ala sob e Polí ica de Segu ança do Doen e ................................... 86
Anexo IV – Escala dos E en os Ad e sos Associados às P á icas de En e magem .......................... 87
Anexo V – Pa ece da Subcomissão de É ica pa a as Ciências da Vida e da Saúde da Uni e sidade do
Minho ............................................................................................................................................ 91
Anexo VI – Au o ização da en idade hospi ala pa a a ealização da colhei a de dados ................... 92
15
e en os ad e sos associados aos cuidados de saúde.
Concluímos o capí ulo com a abo dagem dos e en os ad e sos mais di e amen e elacionados com as
p á icas dos p o issionais de en e magem.
O segundo capí ulo desc e e a o ma como os con ex os das p á icas de cuidados de saúde são
de e minan es nos p ocessos de p es ação de cuidados e esul ados pa a os doen es. Focamos a cul u a
o ganizacional, de impo ância econhecida em qualque ipologia o ganizacional e de impo ância
econhecida na saúde pela sua ação ag egado a, os p ocedimen os de boas p á icas em en e magem,
ecnicamen e econhecidos pela ação p e en i a do isco de oco ência de e en os ad e sos e,
e minamos o capí ulo com a abo dagem das do ações segu as em en e magem, enquan o documen o
no ma i o écnico da O dem dos En e mei os com ele ância pa a a segu ança e qualidade dos cuidados
de en e magem.
No e cei o capí ulo, cons a a pa e empí ica, onde desc e emos a me odologia de in es igação aplicada
e explici amos os aspe os é icos conside ados e espei ados.
O qua o e quin o capí ulos são dedicados à ap esen ação e discussão dos esul ados endo po base as
hipó eses de in es igação o muladas.
Finalizamos com a conclusão, na qual e e uamos uma sín ese global do pe cu so de in es igação,
p incipais esul ados e algumas conside ações ace ca das possí eis implicações pa a a en e magem,
á eas da ges ão, da p es ação de cuidados e o mação.
Da disse ação cons am ainda as e e ências bibliog á icas e os anexos.
Nes e abalho, op amos pelo uso do e mo doen e pa a designa a pessoa que se subme e a cuidados
de saúde em cong uência com o Plano Nacional de Segu ança igen e, an e io es e espe i a
ans e salidade.

16
2. A segu ança dos doen es subme idos a cuidados de saúde
Nes e capí ulo, p ocu amos desc e e como os esul ados indesejados dos cuidados de saúde de am
o igem a um mo imen o mundial, g adual, mas consis en e, que coloca em causa sis emas de saúde,
o ganizações, p o issionais de saúde e já en ol eu os doen es e os cidadãos em ge al e le a am a OMS
e os go e nos dos países memb os a desencadea em ações conjun as p omo o as da mi igação de danos
e melho ia de p ocessos de cuidados de saúde.
Visando o en endimen o p eciso da na a i a, desc e emos os concei os da axonomia in e nacional do
doen e u ilizados nes a disse ação e, em con o midade com Gama e Sa u no (2017), p ocu amos
explici a , numa pe spe i a epidemiológica, as causas que con ibuem pa a que a segu ança do doen e
seja conside ada p oblemá ica.
O capí ulo e mina com a abo dagem dos e en os ad e sos mais consensualmen e impu ados à ação
dos en e mei os, em cong uência com o nosso oco de es udo.
2.1. Pe cu so do mo imen o da segu ança dos doen es
Hipóc a es (460 a 375 a.C.) e Flo ence Nigh ingale (sec. XIX), duas e e ências mundiais pa a os
p o issionais de saúde, exp essa am p eocupações ela i amen e aos esul ados indexados aos cuidados
de saúde p es ados nas espe i as épocas.
Hipóc a es apela a à e lexão é ica quando ecomenda a aos médicos de en ão “
P imun non noce e
”
(p imei o não cause dano). Flo ence Nigh ingale, impu a a ao ambien e, pa e do sucesso /insucesso da
assis ência médica p es ada, endo conseguido p o a que a implemen ação de ações de melho ia das
condições higiénicas ambien ais, de inham impac o posi i o na sob e i ência e ecupe ação dos e idos
da gue a da C imeia.
Ignaz Semmelweis (1847), médico húnga o, elacionou a eb e pue pe al e as mo es ma e nas
associadas com as de icien es condições de higiene, p incipalmen e da higienização das mãos dos
médicos e dos ins umen os médicos. Po al ac o, é, a ualmen e, conside ado o pai do con olo da
in eção embo a, na sua época, enha sido não só igno ado como conside ado louco.
E nes Amo y Codman (1869-1940), ci u gião que, em con ex o hospi ala p i ado, analisou e classi icou
os e os médicos, deu um o e, mas igno ado con ibu o, à época, pa a a comp eensão dos a o es
subjacen es: al a de conhecimen o ou habilidade écnica, julgamen o ci ú gico inap op iado, al a de
cuidados ou equipamen o e al a de compe ências pa a diagnos ica .
Desde a década de 1960 que alguns es udos, sob e udo b i ânicos, indicia am esul ados danosos pa a
os doen es deco en es da submissão a cuidados de saúde. No en an o, se á consensual e e i que a
17
publicação do ela ó io
To
E is Human
(IOM, 2000), cons i uiu o ma co in e nacional em e mos de
ale a pa a o quão c í ica e a a segu ança dos doen es nos Es ados Unidos da Amé ica de ido a e en os
ad e sos (EA), p o ocados na maio ia das ezes a pa i de e os médicos come idos.
O concei o de segu ança dos doen es oi, de inido pela OMS (2009), como a edução do isco de danos
desnecessá ios elacionados com os cuidados de saúde pa a um mínimo acei á el.
O isco é in ínseco aos cuidados de saúde sendo que o ní el de exposição dos doen es ao isco é
ala man e à luz dos ac os conhecidos. Os dados publicados e ela am que, en e 44 000 e 98 000
ame icanos, pode iam mo e , po ano, de ido a e os no sis ema de saúde (F aga a, 2011). Realidades
semelhan es o am epo adas po ou os países, nomeadamen e no Reino Unido (
An O ganiza ion wi h
a Memo y
, 2000).
Es udos in e nacionais ealizados e ela am a dimensão, na u eza e do impac o dos EA oco idos, os
quais impulsiona am a in es igação na á ea, não só pelos casos de mo e e g a es danos de doen es
como ambém pelo impac o social, económico e polí ico o emen e nega i o.
Segundo Sousa e colabo ado es (2011), a maio ia dos es udos ealizados sob e a oco ência do e o
p i ilegia am a incidência e de p e alência, baseados em in o mação con ida nos p ocessos clínicos. Os
dados ob idos e idencia am, em hospi ais, axas de incidência de EA que a iá eis en e os 3,7 % e os
16,6 % sendo que, 40% a 70% desses EA se iam passi eis de se em p e enidos ou e i á eis.
Mansoa e colabo ado es (2011), num es udo de in es igação ealizado em 2008, no qual conhece a
dimensão dos EA nos hospi ais públicos de Po ugal Con inen al, concluiu e em oco ido EA em 2,5%
dos episódios de in e namen o hospi ala , os quais o am, maio i a iamen e, classi icados como
diagnós icos secundá ios de in e namen o e os quais implica am aumen o do empo e cus os de
in e namen o.
Um es udo nacional ealizado em 2009 pela Escola Nacional de Saúde Pública, e idenciou 11,1% de EA
nos hospi ais po ugueses, com uma pe cen agem de 53,2% de EA e i á eis (Sousa e al, 2014).
Em Po ugal, segundo dados do Sis ema Nacional de No i icação de Inciden es (NOTIFICA), o qual oi
implemen ado pela DGS em 2013, a é ao inal do 4º imes e de 2019, o am e e uadas 9 079
no i icações de inciden es de segu ança do doen e, das quais, 8 610 o am ealizadas po p o issionais
de saúde e 469 ealizadas po cidadãos.
Alguma da e idência disponí el suge e que a insegu ança dos cuidados de saúde cons i uía um p oblema
de âmbi o mundial, endo a OMS assumido um papel cha e na p ocu a soluções eplicá eis em qualque
pon o do mundo e em qualque con ex o de p es ação de cuidados de saúde, ao mesmo empo que
incen i ou e apoiou os es ados-memb os na in es igação das p óp ias alhas e na de inição de es a égias
18
locais acili ado as da implemen ação das medidas p omo o as de cuidados de saúde mais segu os.
Das inicia i as da OMS que cons i uí am ma cos in e nacionais pa a a Segu ança do Doen e, e e imos:
- a 55ª Assembleia Mundial da Saúde (2002), na qual p ocu ou sensibiliza odos os Es ados Memb os
pa a a p oblemá ica da segu ança dos doen es nas ins i uições de saúde.
- a c iação, em 2004, da
Wo ld Alliance o Pa ien Sa e y
, a qual omen ou uma poli ica mundial de
segu ança de p omoção da segu ança dos doen es subme idos a cuidados de saúde bem como de
implemen ação de medidas de ação conc e as ace aos p oblemas de e ados.
Do abalho ealizado pela
Wo ld Alliance o Pa ien Sa e y,
des acamos o p og ama “
Pa ien s o Pa ien
Sa e y
”, o qual deu oz aos doen es, os desa ios Globais de Segu ança do Doen e:
Clean Ca e is Sa e
Ca e, Sa e Su ge y Sa es Li es e Medica ion Wi houd Ha m
, espe i amen e em 2005, 2008 e 2017, os
quais o am lançados na pe spe i a de desa ios mundiais pa a doen es, p o issionais e o ganizações de
saúde e, mais ecen emen e, o Plano de Ação Mundial pa a a segu ança do doen e 2021-2023, o qual
assen a nos seguin es se e obje i os es a égicos: desen ol imen o de polí icas de saúde pa a elimina
danos e i á eis, c iação de sis emas de saúde de ele ada con iança, ga an ia da segu ança dos
p ocessos clínicos, en ol imen o e capaci ação de doen es e das amílias, mo i ação, educação e
capaci ação dos p o issionais de saúde, ga an ia de in o mação de in es igação e desen ol imen o
de pa ce ias, sine gias e a solida iedade;
- a Recomendação 55.18 a qual isa p omo e os sis emas de no i icação sob e a segu ança dos doen es;
- a publicação, em 2009, da Classi icação In e nacional Sob e Segu ança do Doen e, designada de
Concep ual amewo k o he in e na ional classi ica ion o pa ien sa e y
( í ulo o iginal), a qual, po
consis i num documen o de consenso de pe i os in e nacionais, cons i uiu um documen o de e e ência
mundial sob e a o ma como os inciden es de segu ança de e iam se em pe spe i ados pa a ins de
egis o, análise e compa abilidade;
- a publicação, em 2020, do ela ó io
Pa ien Sa e y Inciden Repo ing and Lea ning Sys ems: Technical
Repo and Guidance,
onde exp essa a ele ância da no i icação dos inciden es de segu ança e da
ap endizagem com os e os;
- o Plano de Ação Mundial pa a a Segu ança do Doen e 2021-2030, o qual e o ça a impo ância da
no i icação e da ap endizagem com os e os pa a que os cuidados de saúde se o nem mais segu os.
Das o ien ações da OMS, esul a am ambém di e i as comuni á ias, nomeadamen e a Di e i a
2011/24/EU do Pa lamen o Eu opeu, a qual oi anspos a pa a a ealidade po uguesa e com impac o
isí el no esc u ínio de esul ados a que os hospi ais com modelo de ges ão emp esa ial ica am
pa icula men e sujei os, desde a sua c iação em 2006.
19
A ní el nacional, cons i uí am ma cos de ação no âmbi o da p omoção de cuidados de saúde mais
segu os:
- a publicação, pela DGS em 2011 da Classi icação In e nacional Sob e Segu ança do Doen e (CISD) sob
a o ma de um Rela ó io Técnico in i ulado Es u u a Conce ual da Classi icação In e nacional sob e
Segu ança do Doen e;
- a de inição da Es a égia Nacional pa a a Qualidade em Saúde 2009-2014 (0MS, 2009) da qual
eme gi am as Comissões da Qualidade e Segu ança (CQSD) em odas as en idade de cuidados de saúde
p imá ios e hospi ala es do Se iço Nacional de Saúde (SNS), endo po inalidade, p opaga em ede,
con ínua e pe manen e, a odos os p o issionais de saúde, as melho es p á icas clínicas e a in e io ização
da cul u a de segu ança;
- a de inição da Es a égia Nacional pa a a Qualidade em Saúde 2015-2020, a qual de ine que
como p incipal missão po encia e econhece a qualidade e a segu ança da p es ação de cuidados de
saúde, pa a ga an i os di ei os dos cidadãos na sua elação com o sis ema de saúde” e onde é
explici amen e e e ido que “a qualidade e a segu ança no sis ema de saúde são uma ob igação é ica
po que con ibuem decisi amen e pa a a edução dos iscos e i á eis…” e que o e o ço da segu ança
dos doen es cons i ui uma p io idade es a égica de a uação (OMS, 2015);
- o Plano Nacional de Segu ança dos Doen e 2015-2020, o qual de inia no e obje i os es a égicos
enquad ado es das ações a ealiza em nas o ganizações de saúde p omo o as das boas p á icas de
segu ança do doen e. Os obje i os es a égicos consis iam em: aumen a a cul u a de segu ança do
ambien e in e no, aumen a a segu ança da comunicação, aumen a a segu ança ci ú gica, aumen a a
segu ança na u ilização da medicação, assegu a a iden i icação inequí oca dos doen es, p e eni a
oco ência de quedas, p e eni a oco ência de úlce as po p essão, assegu a a p á ica sis emá ica de
no i icações, análise e p e enção de inciden es e p e eni e con ola as in eções as esis ências aos
an imic obianos;
- o Plano Nacional de Segu ança dos Doen es (PNSD) 2021-2026, o qual isa consolida e p omo e a
segu ança na p es ação de cuidados de saúde no sis ema de saúde, em pa icula no SNS e ab angendo
odos os con ex os de saúde a uais, incluindo como o domicílio e a elessaúde.
O PNDS 2021-2026 es á es u u ado em cinco pila es, aos quais es ão ag egados 14 obje i os
es a égicos.
- Pila 1. Cul u a de Segu ança:
P omo e a o mação dos p o issionais de saúde no âmbi o da segu ança do doen e;
A alia a cul u a de segu ança;
20
Aumen a a li e acia e a pa icipação do doen e, amília, cuidado e da sociedade na segu ança da
p es ação de cuidados.
- Pila 2. Lide ança e Go e nança:
Ga an i o en ol imen o dos ó gãos máximos de ges ão e das lide anças das ins i uições,
na implemen ação do PNSD 2021-2026;
Consolida a a iculação das es u u as de go e nança da segu ança do doen e, a ní el nacional, egional
e local;
- Pila 3. Comunicação:
O imiza a comunicação in a e in e ins i ucional;
Melho a a comunicação e segu ança no p ocesso de ansição de cuidados;
Adequa a comunicação da in o mação clínica ao doen e, amília e cuidado .
- Pila 4. P e enção e Ges ão de Inciden es de Segu ança:
Aumen a a cul u a e anspa ência da no i icação de inciden es de segu ança do doen e no No i ica;
P omo e o acompanhamen o e a aliação dos inciden es de segu ança do doen e no No i ica.
- Pila 5. P á icas Segu as em Ambien es Segu os:
Implemen a e consolida p á icas segu as em ambien e de p es ação de cuidados de saúde;
Moni o iza a implemen ação de p á icas segu as;
Reduzi as in eções associadas aos cuidados de saúde (IACS) e as esis ências aos an imic obianos
(RAM).
O sucesso do plano nacional de segu ança no igen e é ga an ido, na medida em que, as ins i uições de
saúde desen ol em ações locais conducen es à conc e ização das seguin es me as nacionais a alcança
em 2026:
- 95% de ins i uições p es ado as de cuidados de saúde com planos de o mação anuais mul ip o issionais
na á ea da segu ança do doen e;
- 90% das ins i uições p es ado as de cuidados de saúde ealiza em, pelo menos, uma ação de
sensibilização anual di igida aos doen es, amílias e cuidado es;
- 70% das ins i uições hospi ala es e 100% das unidades de Cuidados de Saúde P imá ios
con a ualiza em indicado es da segu ança do doen e;
- 95% dos se iços e/ou es abelecimen os in eg ados no SNS ealiza em egis os ele ónicos das no as
de al a e no as de ans e ência e 100% dos Ag upamen os de Cen os de Saúde (ACES) de i e em acesso
a odas as no as de al a das en idades hospi ala es;
- 90% das ins i uições de p es ação de cuidados de saúde p ocede em a moni o ização e ealização de

21
audi o ias in e nas ao p ocesso de comunicação na ansição da p es ação de cuidados de saúde;
- 85% das ins i uições p es ado as de cuidados de saúde com mecanismos implemen ados que pe mi am
a alia , moni o iza e audi a a pe ceção do doen e sob e o consen imen o in o mado e escla ecido, bem
como da in o mação ansmi ida;
- 70% das ins i uições p es ado as de cuidados de saúde do SNS incluí em a no i icação de inciden es de
segu ança do doen e nas me as de con a ualização bem como o comp omisso de aumen a em 20% a
no i icação de inciden es de segu ança;
- 90% das ins i uições de saúde u iliza em e amen as de con ole e moni o ização das p á icas segu as,
incluindo os cuidados p es ados no domicílio;
- 90% das ins i uições de saúde com es a égias de inidas pa a a implemen ação de p á icas segu as;
- 90% das ins i uições de saúde com audi o ias in e nas anuais ealizadas e ela ó ios publicados no si e
ins i ucional;
- 95% das unidades hospi ala es com igilância epidemiológica de IACS, CAM e RAM;
- 95% das unidades hospi ala es com o PAPA (P og ama de Apoio à P esc ição de An imic obianos)
implemen ado;
- Redução em, pelo menos, 30% as IACS;
- Reduzi em, pelo menos, 10% a axa de
Klebesiella Pneumoniae
esis en e aos ca bapenemes;
- Reduzi em, pelo menos, 10% o consumo de an ibió icos em ambula ó io;
- 95% das unidades de saúde com adesão ao p imei o momen o da higiene das mãos.
2.2. Concei os cha e da axonomia da segu ança dos doen es
A CISD (OMS, 2009), oi concebida, segundo os au o es “pa a se uma con e gência genuína das
pe ceções in e nacionais dos p incipais p oblemas elacionados com a segu ança do doen e e pa a
acili a a desc ição, compa ação, medição, moni o ização, análise e in e p e ação da in o mação pa a
melho a os cuidados aos doen es”. Pa a al a ingi esse deside a o, in eg a uma ampla gama de
concei os de segu ança do doen e, com os quais as classi icações egionais e nacionais exis en es
possam iden i ica -se.
Visando a adequada ap eensão do signi icado dos concei os u ilizados nes a disse ação, em
con o midade com a e são po uguesa da CISD publicada pela DGS (2011), sob a o ma de ela ó io
écnico, passamos à explici ação dos mais ele an es e u ilizados nes a disse ação:
- Doen e: O indi íduo que ecebe cuidados de saúde;
- Cuidados de saúde: se iços ecebidos po indi íduos ou comunidades pa a p omo e , man e ,
moni o iza ou es au a a saúde;
22
- Saúde: a CISD eco e à de inição da OMS, a qual a de ine como o es ado de comple o bem-es a ísico,
psicológico e social e não só a me a ausência de doença ou en e midade;
- Classi icação: é uma combinação de concei os (po ado es ou inco po ado es de signi icado) e classes
(g upos ou conjun os de elemen os semelhan es, po exemplo, a o es con ibuin es, ipos de inciden es
e consequências pa a os doen es) e a sua subdi isão, ligados pa a exp essa as elações semân icas
en e eles (a o ma como es ão associados en e si na base dos seus signi icados);
- Segu ança do doen e: edução do isco de danos desnecessá ios elacionados com os cuidados de
saúde, pa a um mínimo acei á el. Um mínimo acei á el e e e-se à noção cole i a em ace do
conhecimen o a ual, ecu sos disponí eis e no con ex o em que os cuidados o am p es ados em
oposição ao isco do não a amen o ou de ou o a amen o al e na i o;
- Dano associado ao cuidado de saúde: dano esul an e ou associado a planos ou ações omadas du an e
a p es ação de cuidados de saúde, e não de uma doença ou lesão subjacen e;
Implica p ejuízo na es u u a ou unções do co po e/ou qualque e ei o pe nicioso daí esul an e,
incluindo doença, lesão, so imen o, incapacidade ou mo e, e pode se ísico, social ou psicológico;
- Inciden e de saúde: é um e en o ou ci cuns ância que pode ia esul a , ou esul ou, em dano
desnecessá io pa a o doen e;
- Tipo de inciden e: é uma ca ego ia compos a po inciden es de na u eza comum, ag upados de aco do
com ca ac e ís icas comuns e é uma ca ego ia “mãe” sob e a qual se podem ag upa di e sos concei os;
- EA: é um inciden e de saúde que esul a em danos pa a o doen e;
- Fa o con ibuin e: ci cuns ância, ação ou in luência (que se pensa e desempenhado um papel na
o igem ou desen ol imen o de um inciden e, ou aumen a o isco de acon ece um inciden e;
- Quase e en o
(nea miss)
: um inciden e que não alcançou o doen e;
- E i á el (ou p e ení el): acei e pela comunidade como escusá el num de e minado conjun o de
ci cuns âncias;
- Consequência pa a o doen e: o impac o sob e um doen e que é o al ou pa cialmen e a ibuí el a um
inciden e;
- E en o sen inela: oco ência inespe ada ou a iação que implica mo e, dano g a e ísico ou psicológico
ou isco disso;
- G au de danos: a g a idade e du ação de qualque dano, e as implicações no a amen o, esul an es
de um inciden e. A classi icação do g au de danos é a seguin e:
Nenhum - A consequência no doen e é assin omá ica ou sem sin omas de e ados e não necessi a
a amen o;
23
Ligei o - A consequência no doen e é sin omá ica, com sin omas ligei os, pe da de unções ou danos
mínimos ou in e médios de cu a du ação, sem in e enção ou com uma in e enção mínima
eque ida (po exemplo: obse ação ex a, inqué i o, análise ou pequeno a amen o);
Mode ado - A consequência no doen e é sin omá ica, eque endo in e enção (po exemplo:
p ocedimen o suplemen a , e apêu ica adicional) um aumen o na es adia, ou causou danos
pe manen es ou a longo p azo, ou pe da de unções;
G a e - A consequência no doen e é sin omá ica, eque endo in e enção pa a sal a a ida ou g ande
in e enção médico/ci ú gica, encu a a espe ança de ida ou causa g andes danos pe manen es
ou a longo p azo, ou pe da de unções;
Mo e - No balanço das p obabilidades, a mo e oi causada ou an ecipada a cu o p azo, pelo
inciden e.
- Resiliência: elaciona-se com o g au com que um sis ema con inuamen e impede, de e a, a enua o dano
ou eduz pe igos ou inciden es;
- Qualidade: g au com que os Se iços de Saúde aumen am a p obabilidade de esul ados de saúde
desejados e são consis en es com o conhecimen o p o issional a ual;
- Falha do sis ema e e e-se a uma alha, a a ia ou dis unção no mé odo ope acional, nos p ocessos ou
in aes u u as da o ganização.
Os a o es que con ibuem pa a a alha do sis ema podem se la en es (escondidos ou com a capacidade
de iludi ), ou apa en es e podem es a elacionados com o sis ema, a o ganização, um memb o do
pessoal ou um doen e;
- Melho ia do sis ema: é o esul ado ou p odu o da cul u a, p ocessos e es u u as que são di igidos à
p e enção das alhas do sis ema e melho ia da segu ança e qualidade;
- Risco: p obabilidade de oco ência de um inciden e;
- Análise da causa aiz: um p ocesso sis emá ico i e a i o po meio do qual os a o es que con ibuem
pa a um inciden e são iden i icados, econs uindo a sequência de acon ecimen os e epe indo “po quê”
a é que sejam escla ecidas as causas aiz subjacen es.
2.3. Epidemiologia dos e en os ad e sos associados aos cuidados de saúde
De aco do com Sousa e colabo ado es “a ualmen e, pa ece exis i o e consenso no ac o de que o
conhecimen o da magni ude ( equência) dos EA e sua na u eza e impac e é um a o c ucial pa a a
implemen ação de es a égias com is as à melho ia da segu ança do pacien e … De igual o ma, a
iden i icação dos a o es que con ibuem ou po enciam a oco ência de e os ou inciden es é undamen al
pa a que se possa a ua no sen ido da mi igação dessas oco ências” (2019, p. 111). Na mesma linha
24
de pensamen o, a qual é cong uen e com a pe spe i a epidemiológica de conhece a dis ibuição de
casos e analisa os a o es de e minan es, impo a conhece os inciden es de segu ança em saúde, os
danos esul an es, as ci cuns âncias em que oco e am e os a o es con ibuin es.
Em e mos de ca ego ização, os inciden es de segu ança dos doen es, de aco do com a CISD (OMS,
2009; DGS, 2011), ag upam-se nas seguin es ipologias:
- Adminis ação clínica;
- P ocesso/p ocedimen o clínico (diagnós ico, a aliação, p ocedimen o/ a amen o, ou os);
- Documen ação ( egis os de en e magem, egis os médicos, ela ó ios clínicos e ou os documen os);
- In eções associadas aos cuidados de saúde;
- Medicação/ luidos endo enosos medicamen os LASA -
Look Alike Sound Alike
, dose, p epa ação,
ou os;
- Sangue/hemode i ados;
- Die a/ alimen ação;
- Oxigénio/gás/ apo ;
- Disposi i os /equipamen o médico;
- Compo amen o (de p o issionais e doen es);
- Aciden e do doen e (onde se incluem as quedas e as úlce as de p essão, mas ambém ou os inciden es;
- In aes u u as/edi ícios/ins alações;
- Recu sos/ges ão o ganizacional.
Os úl imos dados pulicados pela DGS (2019), a a és do ela ó io do p og esso de moni o ização, e elam
que as ês ipologias de inciden es mais no i icada pelos p o issionais de saúde o am os aciden es com
o doen e, os ecu sos/ges ão o ganizacional e medicação/ luídos endo enosos.
De aco do com Sousa e colabo ado es (2019), dados o iundos de es udos in e nacionais, e elam que
os inciden es de segu ança que mais o iginam EA são os inciden es com os medicamen os (nas
di e en es ases do ci cui o do medicamen o, desde a p esc ição a é a adminis ação), os p ocedimen os
ci ú gicos (ci u gia no local e ado, deiscência), o a aso ou alha no diagnós ico ou no a amen o as
in eções associadas aos cuidados de saúde; as quedas e as úlce as de p essão.
O ecen e ela ó io da OMS de moni o ização da implemen ação do PNSD 2021-2030, denominado
Global Pa ien Sa e y Repo 2024
, e idencia a con inuação da oco ência des es inciden es e, ainda, que
o peso dos mesmos a e a de o ma di e enciada as populações em unção das espe i as localizações
geog á icas mas ambém pessoas e g upos sociais com base em a o es de ulne abilidade como sexo,
idade, aça, e nia, pessoas com si uações de saúde mais complexas de ido a co-mo bilidades
31
) os e os de medicação;
( i) as IACS.
Benne (2010), conside a que as unções de diagnós ico e igilância dos doen es cons i uem a a e a
p incipal de en e magem, ainda que, po ezes, os en e mei os não o econheçam. A igilância dos
doen es é undamen al pa a p ecocemen e despis a complicações (sendo es as um indicado global da
qualidade em saúde).
Pa a Doyon & Raymond (2023) e ci ando o
Ame ican Associa ion o Colleges o Nu sing
(2020), G i i s
e al. (2022), De Mees e e al. (2013), Gawlinski, (2008) e Cu ise e al. (2016), pa a que a igilância
enha um impac o a o á el na segu ança do pacien e, os en e mei os de em possui e aplica as
seguin es compe ências essenciais pa a a p á ica de en e magem: compe ências de comunicação com
doen es, médicos e ou os p o issionais de saúde; compe ências de julgamen o e aciocínio clínico e
ainda de se em capazes de sus en a em as p á icas em e idências.
A OE, em omada de posição pública, econhece que os en e mei os lidam com a segu ança dos doen es
em odos os aspe os dos cuidados e que, po a o es múl iplos, os cuidados que os en e mei os p es am
não são isen os de isco pa a os doen es, sendo, po isso mesmo, p eciso omen a uma “cul u a posi i a
sob e a análise do e o e a pedagogia do isco” (2006).
De aco do com Cas ilho (2014), os e os come idos po en e mei os insc e em-se nas seguin es
ca ego ias: medicação, documen ação, a enção/ igilância, aciocínio clínico, p e enção, in e enção,
in e p e ação de o dens de p es ado au o izado, esponsabilidade p o issional/ad ocacia do doen e.
Podem, ainda, assumi as seguin es o mas: e os de comunicação, e os p ocessuais (sabe o que aze ,
mas azê-lo e ado), e os de p o iciência (não sabe o que aze ), e os de decisão e iolações das
polí icas ou p ocedimen os o mais.
Mansoa (2010), elacionou inciden es de segu ança com e os come idos po en e mei os,
nomeadamen e nas ases de planeamen o e execução dos cuidados de en e magem.
De aco do com a e isão da li e a u a e e uada po Cas ilho (2014) e na in o mação que ecolheu na
Na ional Da abase o Nu sing Quali y Indica o o s
(2010), na
Agency o Heal hca e Reseach and quali y
(2002, 2003) e OCDE, Cas ilho cons a ou que as quedas, as úlce as de p essão e alguns ipos de in eção
adqui idas no hospi al, especi icamen e as in eções u iná ias deco en es do ca e e ismo esical, as
in eções da co en e sanguínea associadas a ca e e cen al e as pneumonias em doen es en ilados e
os e os de medicação (adminis ação ao doen e e ado, ia de adminis ação e ada, dose e ada,
á maco e ado, p epa ação e ada, ho á io e ado), cons i uem indicado es de esul ado sensí eis aos
cuidados de en e magem.

32
Em elação aos e os come idos po en e mei os, Cas ilho undamen ou-se em Benne e colabo ado es
(2010), au o es da TERCAP que ag upa am os e os em oi o ca ego ias: adminis ação segu a da
medicação, documen ação, a enção/ igilância, aciocínio clínico, p e enção, in e enção, in e p e ação
de o dens de p es ado au o izado, esponsabilidade p o issional/ad ocacia do doen e.
Pai a-San os e colabo ado es (2020), epo a am a exis ência de cuidados de en e magem omissos nas
p á icas dos en e mei os (con o a / ala com as pessoas in e nadas, elabo a ou a ualiza os planos de
cuidados de en e magem, educa os doen es e amilia es, documen a os cuidados de en e magem de
o ma adequada, higiene o al e igilância adequada de doen es) po a o es impu á eis aos ambien es
das p á icas. Segundo os au o es, p es a cuidados segu os engloba não deixa cuidados omissos.
No que conce ne à en e magem, o Conselho In e nacional de En e mei os (ICN) de ende que a segu ança
dos doen es é undamen al pa a a qualidade da saúde e dos cuidados de en e magem. O mesmo
Conselho e e e que a melho ia da segu ança dos doen es en ol e um as o espec o de ações no
ec u amen o, o mação e e enção de p o issionais de saúde, melho ia do desempenho, segu ança
ambien al e ges ão do isco (…) os en e mei os es ão ocacionados pa a a segu ança dos doen es em
odos os aspe os do cuidado” (ICN, 2007, p. 6).
33
3. Fa o es do con ex o de impac o ans e sal na segu ança dos doen es
Es e capí ulo em como obje i o si ua o impac o dos ambien es dos con ex os de p es ação de cuidados
nos p ocessos de p es ação de cuidados de saúde e consequen es esul ados pa a os doen es. Guedes
e colabo ado es (2023), e e em que o ambien e da p á ica p o issional é de inido pela p esença de
ca ac e ís icas o ganizacionais que acili am ou di icul am o desen ol imen o das a i idades p o issionais
e que in luenciam a sa is ação dos en e mei os com o ambien e de abalho e a qualidade em saúde, a
qual elaciona com o conjun o de a ibu os elacionados com a excelência p o issional, o uso de e icien e
de ecu sos, um mínimo de isco pa a os doen es e a ele ada sa is ação po pa e dos mesmos.
Numminen e colabo ado es (2016), igualmen e ci ados po Guedes e al. (2023), e e em que, en e
ou os a o es, modelo de ges ão, cul u a o ganizacional, in aes u u as e ecu sos humanos e
inancei os, podem po encia ou limi a , a p á ica de en e magem.
Dado que a segu ança dos doen es, cons i ui uma das dimensões em que se conc e iza a qualidade em
saúde, e que, den o dos ambien es de p á ica, a cul u a o ganizacional é de e minan e (Ei as, 2011;
Pe ei a e al., 2024; OMS, 2024) dedicamos es e capí ulo à abo dagem global da qualidade em saúde e
aos indicado es que melho aduzi a qualidade dos cuidados de saúde p es ados pelos en e mei os e
abo dagem dos e ei os da cul u a o ganizacional na segu ança dos doen es.
3.1. Polí ica de qualidade em saúde
Ao pesquisa o e mo “polí ica”, nos dicioná ios da língua po uguesa, cons a amos que é de amplo
sen ido, mas que eme e pa a a ação e o ien ação de um go e no sob e uma de e minada ma é ia. Ao
con inua a pesquisa , cons a amos, ainda, que de i a da pala a g ego
poli ikós,
uma de i ação de polis
que signi ica "cidade" e
ikós
, que se e e e ao "bem comum".
Des e modo, comp eende-se que a polí ica de qualidade em saúde, ad ém, em p imei a ins ância, das
opções go e na i as, as quais se epe cu em nas es a égias nacionais em saúde, planos de saúde e
plano de segu ança dos doen es. Po ou o lado, as o ganizações de saúde, são esponsá eis pela
ope acionalização local das polí icas nacionais à luz dos e e enciais da qualidade em saúde, dos quais,
o Modelo ACSA, é o a ualmen e p econizado pelo SNS.
Dada a especi icidade dos hospi ais enquan o o ganizações, iniciamos com alguma ca ac e ização que
os di e encia. Os hospi ais ca ac e izam-se po cons i uí em o ganizações complexas (Reason, 2004),
com um modelo de uncionamen o assen e na bu oc acia p o issional (Min zbe g, 2003), com
p o issionais di e enciados pelo al o ní el de quali icações, conhecimen os e compe ências, os quais
a uam com au onomia e /ou complemen a idade, mas semp e numa dependência hie á quica e
34
uncional.
Duas ca ac e ís icas que ca ac e izam os ambien es hospi ala es como complexos ad êm do uso de
ecnologia mui o di e enciada e o pe il de compe ência igualmen e di e enciado dos p o issionais, às
quais, Reason, ac escen a o ac o de mui as a e as que exigem p ecisão se em execu adas sob p essão.
A DGS (2015) e e iu que a qualidade em saúde de e se en endida como a p es ação de cuidados de
saúde acessí eis e equi a i os, com um ní el p o issional ó imo, que enha em con a os ecu sos
disponí eis e consiga adesão e sa is ação do cidadão.
Ma quis e Hus on (2010), ci ados po Guedes dos San os e al. (2023), suge i am en ende a qualidade
na á ea da saúde em saúde como a ob enção de maio es bene ícios em de imen o de meno es iscos
pa a o doen e, bene ícios que se de inem em unção dos ecu sos disponí eis e dos alo es sociais
exis en es
.
Segundo a OMS (2020), apenas exis e um en endimen o comummen e pa ilhado de concei os básicos
e de algumas dimensões que in eg am a qualidade. Tal não obs ou a que a OMS p opusesse como
en endimen o de qualidade em saúde “a medida em que os se iços de saúde p es ados aos indi íduos
e às populações aumen am a p obabilidade de se ob e em os esul ados desejados na saúde e são
consis en es com os a uais conhecimen os p o issionais” (OMS, 2020, p. 13), p opos a me ecedo a de
amplo consenso mundial, incluindo do IOM.
O concei o de qualidade, modelos, e amen as, p incípios, oi desen ol ido na indús ia, no pe íodo pós
segunda gue a mundial (Gomes, 2004) e em so ido e olução e adap ação ao con ex o da saúde em
unção dos a anços ecnológicos da medicina no pós-gue a e consequen e melho ia do ní el dos
cuidados de saúde (F aga a, 2006).
No en an o, a pionei a a p eocupa -se com a qualidade dos cuidados de saúde nos hospi ais e á sido
Flo ence Nigh ingale, en e mei a, quando no séc. XIX, compa ou as mo es oco idas nos hospi ais, na
comunidade e en e hospi ais de Lond es e pe i e ia, de o ma a iden i ica ca ac e ís icas dos di e en es
ambien es que in luencia am o esul ado dos cuidados de saúde.
De ealça que a qualidade em saúde não cons i ui um dado adqui ido em de ini i o, an es um p ocesso
de melho ia con ínua que exige um es o ço cole i o e um comp ome imen o de odos os colabo ado es,
con o me p econizado pelo modelo ACSA de ce i icação dos se iços de saúde (DGS, 2016).
Uma impo an e ca ac e ís ica da qualidade em saúde é o ac o de se mul idimensional, ou seja, di e sos
a ibu os dos cuidados de saúde de em coexis i pa a que es es possam se conside ados de qualidade,
em con o midade com di e en es pe spe i as, nomeadamen e dos u en es, dos p es ado es, dos
deciso es polí icos e dos pagado es/ inanciado es.
35
Donabedian (1966), au o de e e ência in empo al pelo mé i o da espe i a ob a, de iniu que a qualidade
em saúde pode se a aliada em ês e en es: es u u a ( ecu sos e equipamen os alocados `a i idade
de p es ação de cuidados), p ocesso ( odas as a i idades ine en es e ealizadas pelos p o issionais) e
esul ado da assis ência p es ada, a ualmen e ambém designados po
ou comes
em saúde. A
componen e es u u a aba ca os ecu sos necessá ios à p es ação de cuidados de saúde, incluindo os
humanos. A componen e p ocesso en ol e oda a ami ação ine en e ao p ocesso de cuida e é onde
se si uam as in e ações dos di e en es p o issionais com os u en es. Os esul ados cons i uem o p odu o
inal ob ido pelo u en e, sa is a ó io ou insa is a ó io na sua pe spe i a.
Donabedian (2003) es abeleceu ês dimensões em que se conc e iza a qualidade em saúde: a dimensão
écnica, a dimensão in e pessoal e a dimensão ambien al (condições o e ecidas em e mos de con o o
e bem-es a pa a o clien e) e de iniu os se e pila es, que ainda hoje, de inem a qualidade dos cuidados
de saúde: e icácia, e e i idade, e iciência, o imização, acei abilidade, legi imidade e equidade.
Segundo Donabedian (1980), qualidade do cuidado é o ipo de cuidado que se espe a maximiza uma
medida inclusi a do bem-es a do pacien e, após conside a o equilíb io de ganhos e pe das espe ados
que acompanham o p ocesso de cuidado em odas as suas pa es.
De aco do com o IOM (1990) a qualidade do cuidado é o g au em que os se iços de saúde pa a
indi íduos e populações aumen am a p obabilidade de esul ados de saúde desejados e são consis en es
com o conhecimen o p o issional a ual.
F ança (2016) e e iu a exis ência de no os desa ios na ges ão da qualidade em saúde pa a os quais,
em mui o con ibuiu a in es igação ealizada sob e a e e i idade e impac o das inicia i as de melho ia da
qualidade e segu ança do doen e e, mui o em pa icula , o mo imen o in e nacional da Segu ança do
Doen e, com a lide ança da
Wo ld Alliance o Pa ien Sa e y
(OMS, 2004).
Segundo a OMS (2018), qualque se iço de saúde, em odo o mundo, pa a se conside ado de qualidade
de e de e os seguin es a ibu os:
- se e icaz - o nece se iços de saúde baseados em e idências pa a aqueles que p ecisam deles;
- se segu o - e i a danos às pessoas a quem se des ina o cuidado;
- se cen ado nas pessoas - p es a cuidados que espondam às p e e ências, necessidades e alo es
indi iduais.
Assim, cuidados de saúde de qualidade, se ão aqueles que se e elem e icazes, ocados nas pessoas,
opo unos (no empo), equi a i os, in eg ados e e icien es.
Tais a ibu os dos cuidados de saúde só podem se em a e idos como exis en es, quando e idenciados
em mé icas mensu á eis. Um dos equisi os da ce i icação da qualidade dos se iços clínicos consis e,
36
jus amen e, na capacidade de p oduzi e idencias das p á icas à luz dos pad ões de qualidade nacionais
e in e nacionais (DGS, 2016, 2019). Em suma, são p ecisos indicado es que exp essem e moni o izem
a qualidade dos cuidados de saúde, que globais que especí icos, cons i ui, como já e e ido, o equisi o
de base pa a o conhecimen o da ealidade e o es abelecimen o de obje i os es a égicos em saúde.
A ualmen e, de ini cuidados de saúde de qualidade implica e le i o es es signi icam pa a os u en es,
saudá eis ou doen es. O pa adigma igen e, si ua o u en e no cen o dos cuidados de saúde, sendo que
o planeamen o dos cuidados de saúde não de e ia se e e uado pa a o u en e, mas com o u en e (DGS,
2022).
De aco do com o Manual de
S anda ds
pa a a Ce i icação dos Hospi ais (DGS, 2019, p. 43), conside a
a “pessoa no cen o do sis ema de saúde e como “sujei o a i o” no que lhe espei a, implica “con empla
a pe spe i a do cidadão pa a pode p es a um se iço que es eja de aco do com as suas necessidades,
pedidos e expe a i as”.
No con ex o do modelo ACSA, dois
s anda ds
ob iga ó ios (
S anda d
S 02 10.11_01
e S anda d
S 02
10.12_01, p. 111) dizem espei o di e amen e à segu ança do doen e:
- “O Hospi al iden i ica os iscos de segu ança do doen e”.
- “O hospi al inco po a boas p á icas pa a p e eni inciden es de segu ança”.
A p á ica anco ada em p ocedimen os pad onizados isa o ien a a in e enção e eduzi a a iabilidade
ine en e ao ac o de os cuidados hospi ala es se em p es ados po múl iplos indi íduos a e os a di e en es
g upos p o issionais.
Na pe spe i a de omen a a p es ação de cuidados mais segu os e, deco en e de o ien ações da OMS
e DGS, os hospi ais de em, ao ní el da ges ão de opo e com a colabo ação das suas es u u as de
qualidade, de ini a espe i a poli ica de qualidade, a qual p ecisa de compo a a implemen ação das
no mas écnicas de boas p á icas de inidas pela DGS, mo men e as no mas e e en es à segu ança
ci ú gica, in eções associadas aos cuidados de saúde, comunicação e icaz na ansição de cuidados
quedas, úlce as de p essão, ci cui o segu o do medicamen o, iden i icação inequí oca do doen e e, ainda
a no ma de no i icação e ges ão de inciden es de segu ança do doen e (DGS, 2021).
A implemen ação da lis a de Ve i icação da Ci u gia Segu a e da a aliação do Apga Ci ú gico é de
aplicação ob iga ó ia em odos os blocos ope a ó ios do SNS e isam e i a mo es e complicações
ci ú gicas. Na base da lis a de e i icação ci ú gica, eside o mapeamen o dos p incipais a o es de isco
subjacen es às p á icas pe i ope a ó ias e espe i os c i é ios de supe ação, numa pe spe i a de
mi igação dos iscos e base de decisão pa a a omada de decisão clínica de p ossegui ou não com o
a o ci ú gico em unção das con o midades ou descon o midades da lis a de e i icação p é-ope a ó ia

37
(DGS, 2009, 2013).
As in eções associadas aos cuidados de saúde cons i uem um p oblema de g a idade c escen e pela
eme gência de mic o ganismos esis en es aos an imic obianos. As P ecauções Básicas de Con olo de
In eção (PBCI) onde se incluem as p á icas de higienização das mãos, o uso adequado de equipamen o
de p o eção indi idual (EPI) e a higienização dos espaços e equipamen os cons i uem passos simples de
esul ados e icazes, con o me epo ado pela DGS (2012, 2013).
Os di igen es das unidades de saúde de em ga an i a exis ência de sis emas e ecu sos que acili am a
implemen ação das PBCI e a moni o ização do seu cump imen o (DGS, 2012).
Os momen os de ansição de cuidados de saúde en e ní eis de cuidados de saúde, cons i uem
momen os c í icos pa a a segu ança dos doen es pela possibilidade de oco ência de alhas na
comunicação ad indas de e os na ansmissão de in o mação en e p o issionais de saúde. O uso da
écnica ISBAR é ecomendada como uma e amen a de pad onização da comunicação que p omo e a
e icácia da comunicação e a p e enção de e en os ad e sos.
As quedas dos doen es cons i uem inciden es de saúde com o e p obabilidade de esul a em e en os
ad e sos. Aos en e mei os compe e, no momen o de admissão do doen e, a a aliação do isco de queda
a a és da aplicação da Escala de Quedas de Mo se e p esc i as in e enções especi icas em unção do
ní el de isco iden i icado. A p óp ia no ma (No ma nº 008/2019), e e e um conjun o de a o es de isco
pa a a oco ência de quedas, pa a os quais, em unção dos quais, odas as unidades de in e namen o
de e iam conside a a ( e)o ganização dos espaços ísicos e a mobilização de ecu sos pa a as si uações
de ele ado isco de queda.
As úlce as de p essão, à semelhança das quedas, cons i uem indicado es de qualidade dos cuidados de
en e magem. Igualmen e, no momen o de admissão e com a pe iodicidade adequada, os en e mei os
de em a alia e ea alia o doen e, a a és da aplicação da Escala de B aden e eajus a o plano de
cuidados em con o midade.
Os EA elacionados com a medicação, no que conce ne às p á icas de en e magem, são conhecidos e
associados às ases de a mazenamen o, p epa ação, adminis ação e igilância dos doen es. Ao uso dos
medicamen os endo enosos são associados os EA mais g a es.
Um p oblema mais ecen e elaciona-se com o uso dos medicamen os de al a igilância (MAV), pa a os
quais, a DGS p econiza que as ins i uições de saúde são esponsá eis po implemen a p á icas segu as
(No ma 008/2023).
Os MAV são medicamen os que pelas suas ca ac e ís icas induzem mais acilmen e ao e o e incluem
os medicamen os LASA (medicamen os com nome o og á ico e /ou oné ico e /ou aspe o semelhan e)
38
e os medicamen os de ale a máximo po se em po encialmen e pe igosos e como al p o oca em EA
mais g a es, incluindo mo e).
Os e os na iden i icação dos doen es êm po encial pa a ge a oda uma sucessão de inciden es
sucessi os pela e e i ação de a os subsequen es ao doen e e ado pelo que a DGS (2011) de iniu os
mecanismos e p ocedimen os de iden i icação inequí oca dos doen es em ins i uições de saúde. Todos
os hospi ais são iscalizados pela ERS ace ca da exis ência e implemen ação de p ocedimen o in e no
especí ico pa a a iden i icação inequí oca do doen e.
Po im, abo damos o NOTIFICA enquan o sis ema nacional implemen ado no SNS des inado à
no i icação e ges ão de inciden es de segu ança do doen e de uso abe o a p o issionais de saúde e a
cidadãos. Dado se anônimo, o na-se não puni i o pelo que p e ende cons i ui um meio pa a se
conc e iza a ap endizagem com o e o e as si uações de quase e o
(nea miss
) as quais ambém de em
se epo adas como o ma de ale a.
O p og ama de qualidade dos cuidados de saúde de e con empla o hospi al no seu odo, sendo que os
se iços clínicos indi idualmen e, podem desen ol e p oje os p óp ios de melho ia con ínua (ACSA,
2021).
F ança (2016) e e iu a exis ência de no os desa ios na ges ão da qualidade em saúde pa a os quais,
em mui o con ibuiu a in es igação ealizada sob e a e e i idade e impac o das inicia i as de melho ia da
qualidade e segu ança do doen e e, mui o em pa icula , o mo imen o in e nacional da Segu ança do
Doen e, com a lide ança da
Wo ld Alliance o Pa ien Sa e y
(OMS, 2004).
Con o me P ono os , ci ado po F ança (2016), é p eciso publica os esul ados dos p ocessos de
melho ia da qualidade implemen ados e ap esen á-los em mé icas consensuais e explíci as.
Os indicado es ope acionalizam as mé icas dos esul ados podendo ambém se em aplicados aos
p ocessos e às es u u as (Cou o & Ped osa, 2007).
Os indicado es de qualidade adqui em impo ância quando se conhecem os equisi os mínimos exigidos
pa a uma o e a de se iços/cuidados de saúde de qualidade e ob enção de ganhos em saúde. Nes e
p essupos o, os indicado es medem o alcance dos obje i os p opos os e sinalizam as á eas que ca ecem
de ações de melho ia.
Os indicado es podem se u ilizados pa a medi di e en es dimensões da qualidade em saúde, pelo que
há que adequa a sua seleção à dimensão da qualidade em es udo. Es a elação ele a a impo ância da
alidade do indicado , ou seja, a sua capacidade de medi aquilo que se p e ende. No en an o, há que
conside a os ou os a ibu os necessá ios: con iabilidade (capacidade de ep oduzi os mesmos
esul ados quando aplicado em ci cuns âncias simila es), iabilidade (necessi a de dados acessí eis),
39
ele ância ( espos a às p io idades de inidas) e cus o/e e i idade (jus i icação do empo e ecu sos
ma e iais in es idos e sus esul ados).
BA e colabo ado es (2020), e idencia am a impo ância da de inição e moni o ização de indicado es
pa a a melho ia da qualidade dos cuidados de saúde, nomeadamen e na p e enção de mo es e i á eis.
E idências e e em abalhos em cu so po pa e da OMS em colabo ação com os países memb os (OMS,
2017) pa a desen ol e em es u u as sólidas e comuns que pe mi am uma e e i a moni o ização dos
p ocessos implemen ados de melho ia da segu ança dos doen es.
3.1.1. Indicado es de qualidade dos cuidados de en e magem
A OE (2012) de ende que
“a qualidade em saúde é a e a mul ip o issional, que em um con ex o de
aplicação local, … que não se ob ém apenas com o exe cício p o issional dos en e mei os, nem o
exe cício p o issional dos en e mei os pode se negligenciado, ou deixado in isí el, nos es o ços pa a
ob e qualidade em saúde”
(p. 6).
O documen o enquad ado da qualidade dos cuidados de en e magem e da o ma como es a são os
Pad ões de Qualidade dos Cuidados de En e magem, enquan o documen o o ien ado dos en e mei os
(e escla ecedo dos u en es ace ca do que podem espe a des es p o issionais) na medida em que de ine
os qua o concei os es u u an es da en e magem, os ocos de a enção que esul am das in e enções
au ónomas dos en e mei os com o pa adigma eó ico igen e e os modelos o ganiza i os da ges ão dos
se iços e cuidados de en e magem.
Concei os es u u an es da en e magem: cuidados de en e magem, pessoa, ambien e e saúde, os quais
ansc e emos de seguida:
“Cuidados de en e magem - o exe cício p o issional da en e magem cen a-se na elação
in e pessoal de um en e mei o e uma pessoa ou de um en e mei o e um g upo de pessoas
( amília ou comunidades).
“A Pessoa - a pessoa é um se social e agen e in encional de compo amen os baseados nos
alo es, nas c enças e nos desejos da na u eza indi idual, o que o na cada pessoa num se
único, com dignidade p óp ia e di ei o a au ode e mina -se”.
“O Ambien e - o ambien e no qual as pessoas i em e se desen ol em é cons i uído po
elemen os humanos, ísicos, polí icos, económicos, cul u ais e o ganizacionais, que condicionam
e in luenciam os es ilos de ida e que se epe cu em no concei o de saúde”.
A Saúde - a saúde é o es ado e, simul aneamen e, a ep esen ação men al da condição indi idual,
o con olo do so imen o, o bem-es a ísico e o con o o emocional e espi i ual. Na medida em
40
que se a a de uma ep esen ação men al, a a-se de um es ado subje i o; po an o, não pode
se ido como concei o opos o ao concei o de doença” (OE, 2001, pp. 8-10).
Não podemos deixa de no a que os qua o concei os, na elação en e si, apon am pa a um sis ema de
in e ação abe o no qual, a pessoa do en e mei o e a pessoa do u en e/ doen e de inem a qualidade da
in e ação e a indi idualização dos cuidados de en e magem.
No que conce ne à ope acionalização de indicado es nacionais de qualidade, a OE (2007) p opôs alguns
indicado es e espe i as ó mulas de cálculo, a aplica po episódio de in e namen o nos hospi ais e nos
cuidados de saúde p imá ios po “u en e/ pe íodo”, sem p ejuízo de cada con ex o pode em se em
adiciona ou os.
A axa de e e i idade diagnós ica do isco (indicado de p ocesso), consis e na elação en e o núme o
o al de casos que desen ol e am um de e minado p oblema ou complicação, com isco p e iamen e
documen ado, e o uni e so de casos que desen ol e am es a mesma oco ência, num ce o pe íodo.
São indicado es de esul ado sensí eis aos cuidados de en e magem:
R1 – Taxa de e e i idade na p e enção de complicações, a qual consis e na elação en e o núme o o al
de casos com isco documen ado de um de e minado p oblema ou complicação – que acaba am po
não desen ol e a complicação e i e am, pelo menos, uma in e enção de en e magem implemen ada
e a o alidade dos casos que i e am p e iamen e documen ado o isco des e mesmo p oblema ou
complicação, num de e minado pe íodo de empo.
R2 – Modi icações posi i as no es ado dos diagnós icos de en e magem ( eais), iden i icá eis a a és da
elação en e o núme o o al de casos que esol e am um de e minado enómeno/ diagnós ico de
en e magem, com in e enções de en e magem implemen adas, e o uni e so dos que ap esen a am
es e enómeno/ diagnós ico, num ce o pe íodo de empo.
R3 – Taxas de ganhos possí eis/ espe ados de e e i idade, que consis e na elação en e o núme o o al
de casos em que o esul ado espe ado de um de e minado enómeno (diagnós ico), com in e enções
de en e magem implemen adas, oi ealmen e conseguido, e o uni e so dos que ap esen a am es e
enómeno/ diagnós ico, num ce o pe íodo de empo.
R4 – Sa is ação dos u en es ela i amen e aos cuidados de en e magem, a inqui i nos con ex os locais.
Na abo dagem dos e en os ad e sos elacionados com as p á icas dos en e mei os, é pe inen e eco e
ambém a indicado es epidemiológicos: axas de incidência, axas de p e alência e de equência de um
de e minado inciden e pa a quan i ica as oco ências e in es iga a hipó ese causal.
Ou a abo dagem de in e i sob e a qualidade dos cuidados de en e magem, consis e no ecu so às
e amen as da ges ão de isco as quais pe mi em iden i ica as ci cuns âncias em que os EA oco e am.
47
acei a am pa icipa no es udo, após pedido o mal de colabo ação e ob enção de consen imen o
in o mado assinado.
C i é ios de exclusão: en e mei os em exe cício de unções de che ia ou em ca gos écnicos e, po an o,
a as ados da p es ação de cuidados di e os aos doen es.
O es udo deco eu num hospi al do g upo B da zona no e de Po ugal, sendo que a ecolha de dados oi
ealizada jun o dos en e mei os do se iço de u gência, in e namen os de adul o e pediá ico, ci u gia de
ambula ó io e bloco ope a ó io.
4.3. Ins umen o de ecolha de dados
Pa a a colhei a de dados, oco ida du an e o pe íodo de 1 a 30 de no emb o de 2018, o am u ilizados
dois ins umen os (ques ioná ios), cuja au o ização pa a u ilização oi solici ada e ob ida das espe i as
au o as (Anexos I). Os ques ioná ios e pedido de consen imen o in o mado (Anexo II) o am en egues,
de o ma conjun a, em en elope echado não iden i icado, ao en e mei o che e do se iço, icando a
ca go des e a dis ibuição aos espe i os en e mei os. O núme o de en elopes en egue oi igual ao
núme o de en e mei os do se iço.
No dia 2 de dezemb o, desloquei-me aos se iços, com uma “u na”, pa a ecolha de odos os en elopes.
Pa a es uda a cul u a de segu ança de, oi u ilizado o Ques ioná io hospi ala sob e poli ica de segu ança
do doen e (Anexo III) (Ei as, 2011), e são po uguesa do Ques ioná io “
Su ey on Pa ien Sa e y Cul u e
”,
desen ol ido pela
Agency o Heal hca e Resea ch and Quali y
(US
Depa men o Heal h and Human
Se ices
, 2004), com o obje i o de a alia e moni o iza a cul u a de segu ança do doen e ao ní el do
se iço/unidade e do hospi al, o comp omisso da lide ança, com a segu ança do doen e, o e o e a
no i icação de inciden es e e en os ad e sos.
A e são po uguesa do e e ido ela ó io a alia 12 dimensões da segu ança do doen e, as quais se
desdob am em 42 i ens.
Dimensões da cul u a de segu ança do doen e:
1- T abalho em equipa
2- Expe a i as do supe iso /ges o e ações que p omo am a segu ança do doen e
3- Apoio à segu ança do doen e pela ges ão
4- Ap endizagem o ganizacional-melho ia con inua
5- Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e
6-
Feedback
e Comunicação ace ca do e o
7- Abe u a na comunicação
8- F equência da no i icação de e en os

48
9- T abalho en e unidades
10- Do ação de p o issionais
11- T ansições
12- Respos a ao e o não puni i a
O ques ioná io ap esen a-se sob a o ma de Escala de
Like
, g aduada em cinco ní eis pa a os 42 i ens,
desde “disco do o emen e” ou “nunca” (1) a é “conco do o emen e” ou “semp e”.
Inclui ainda 2 a iá eis de i em único: G au de Segu ança do Doen e e Núme o de E en os No i icados
nos úl imos 12 meses.
Pa a o es udo dos e en os ad e sos associados às p á icas de en e magem, oi aplicada a Escala dos
E en os ad e sos associados às p á icas de en e magem (Anexo IV) da au o ia de Cas ilho (2014), a qual
é ap esen ada, sob o ma de escala de
Like ,
numa escala de o ien ação posi i a de 1 co esponden e
a “nunca”, a 5 co esponden e a “semp e”. T a a-se de um ins umen o que in eg a duas subescalas
que a aliam seis ipos de EA na pe spe i a de p ocesso e esul ado e dois indicado es de pe ceção ge al.
A subescala de e en os ad e sos é cons i uída po 12 i ens, ag upados em 6 dimensões. A e são da
subescala de p á icas de en e magem pe mi e a alia a equência com que se ealizam p á icas
p e en i as dos EA e a equência com que oco em de alhas nos p ocessos de p epa ação,
adminis ação e igilância de medicação. É compos a po 41 i ens ag upados em 10 dimensões de
p á icas. Ap esen a um coe icien e de
al a de C onbach
global de 0.90 e alo es adequados na
gene alidade das dimensões. Os dois i ens ge ais a aliam a pe ceção sob e o comp omisso pa a a
segu ança dos doen es e a e i abilidade dos e en os ad e sos es udados.
A opção po es es ins umen os de eu-se ao ac o de e em sido desen ol idos e aplicados à população
po uguesa, incluindo p o issionais de en e magem, po an o com po encial pa a compa ação de
esul ados e a sua u ilização em simul âneo. A sua u ilização pe mi iu não só c uza dados das p á icas
de en e magem com os dados da cul u a o ganizacional, como ambém a e i o peso dessa in luência
em e mos de impac o posi i o ou nega i o.
Os ins umen os de colhei a de dados o am en egues, em simul âneo, pela in es igado a nos se iços
clínicos do hospi al em causa, acompanhados de en elope pa a de olução e caixa pa cialmen e echada
des inada à sua colocação após p eenchimen o. Jun o seguia o pedido o mal de colabo ação e um
o mulá io de consen imen o li e e escla ecido pa a pa icipa em no es udo.
Pa a uma população, à da a da colhei a de dados (2018), com 170 en e mei os com c i é ios de inclusão,
o am dis ibuídos, aos pa es, 170 exempla es de cada um dos ins umen os de colhei a de dados. A
en ega e ecolha dos ins umen os de colhei a de dados oi mediada po um in e locu o de cada se iço
49
clínico, designado pela espe i a che ia pa a o p ocesso de ecolha de dados.
4.4. Plano analí ico
No que conce ne ao plano de análise, oi decidido inicia a análise dos dados pela desc ição dos
p ocedimen os es a ís icos, a qual consis ia em ealiza uma análise explo a ó ia de dados, pa a as
a iá eis quan i a i as, no sen ido de a e igua se es as ap esen am uma dis ibuição no mal,
p essupos o que de e es a cump ido pa a a u ilização de es a ís ica pa amé ica. Es a análise e á po
base os alo es de assime ia e cu ose, os esul ados dos es es
Kolmogo o -Smi no e Shapi o-Wilk
e
a análise g á ica. Caso se e i ique que nem odas as a iá eis ap esen em uma dis ibuição no mal,
se ão u ilizados, pa a esses casos es es não pa amé icos, e es a ís ica pa amé ica quando da
dis ibuição no mal seja cump ido.
Pa a desc ição das a iá eis em es udo, se á u ilizada a média e o des io pad ão pa a a iá eis
quan i a i as; pe an e a iá eis que não ap esen a am dis ibuição no mal, se ão ambém ap esen adas
a mediana e ampli ude in e qua il. Pa a a iá eis quali a i as, se ão u ilizadas equências absolu as (n)
e ela i as (%).
Se á u ilizado o es e
pa a amos as independen es pa a compa a dois g upos da a iá el
independen e, em elação a a iá eis dependen es quan i a i as, com dis ibuição no mal. A
homogeneidade das a iâncias se á es ada a a és do es e
de Le ene
. Po ou o lado, pa a a iá eis
dependen es quan i a i as que não cump am o p essupos o de no malidade ou pa a a iá eis
dependen es quali a i as o dinais, se á u ilizado o es e de
Mann-Whi ney
pa a compa a dois g upos da
a iá el independen e.
O coe icien e de co elação de
Pea son
se á u ilizado pa a analisa a elação en e duas a iá eis
quan i a i as com dis ibuição no mal e o coe icien e de co elação de
Spea man
pa a analisa a elação
en e duas a iá eis quan i a i as, quando pelo menos uma não cump a o p essupos o da no malidade,
ou pa a analisa a elação en e uma a iá el quan i a i as e uma a iá el quali a i a o dinal.
Se á conside ado como o ní el de signi icância es a ís ica o alo de
p
< 0.05, co espondendo a um
ní el de con iança de 95%.
4.5. P ocedimen os de análise e a amen o de dados
Os dados ob idos o am sujei os a análise es a ís ica e e uada com ecu so ao p og ama in o má ico de
apoio à es a ís ica “SPSS” e são IBM SPSS
S a is ics
25.0.
Dado a a -se de um es udo co elacional em que se p e endia p edize como as ca ac e ís icas dos
en e mei os in luenciam a oco ência de e en os ad e sos e a a aliação das p á icas de en e magem
50
associadas à segu ança dos doen es, oi limina men e ejei ado o pa de ins umen os de colhei a de
dados quando se e i ica a que a secção “Iden i icação do en e mei o” do Ques ioná io Hospi ala
sob e Polí ica de Segu ança do Doen e, não es a a o almen e p eenchida.
4.6. Conside ações é icas
Nes e es udo, o am idos po e e ência os p incípios bioé icos de Beauchamp e Child ess (1978)
nomeadamen e, o p incípio da bene icência, o p incípio da não male icência, o p incípio da au onomia,
o di ei o à au ode e minação, o di ei o à p i acidade e o di ei o à con idencialidade da in o mação
pessoal dos pa icipan es e os p essupos os cons an es da Decla ação de Helsínquia e Con enção de
O iedo. A odos os pa icipan es oi acul ado um imp esso de consen imen o in o mado, li e e
escla ecido e em duplicado, endo sido en egue um exempla a cada pa icipan e o qual p e ia de
o ma explíci a a possibilidade de o mesmo, em qualque momen o do es udo, e oga o seu
consen imen o, sem que daí ad iessem danos ou p ejuízos pa a os pa icipan es.
Foi solici ado pa ece à Subcomissão de É ica pa a as Ciências da Vida e da Saúde da Uni e sidade
do Minho, con o me modelo p econizado e ob ido pa ece a o á el (Pa ece nº007/2018) (Anexo V).
De igual modo oi, ambém, solici ada e ob ida au o ização do Conselho de Adminis ação do hospi al
em causa pa a a colhei a de dados a qual e e subjacen es o pa ece a o á el da espe i a Comissão
de é ica e do Enca egado de P o eção de Dados (Anexo VI).
A sal agua da do anonima o dos pa icipan es e da con idencialidade dos dados oi espei ada a a és
da a ibuição de um código al anumé ico a cada ins umen o de colhei a dos mesmos (Q1, Q2…; Q1,
Q2…).
A pesquisa não compo ou qualque ónus pa a os pa icipan es a ní el pessoal ou p o issional nem
pa a o hospi al onde deco eu o es udo. Os enca gos com a pesquisa o am assumidos na o alidade
pela mes anda, a qual decla a não e qualque inanciamen o ou con li o de in e esses que possa
a e a o es udo e e uado.
51
5. Ap esen ação dos esul ados
O p esen e capí ulo é dedicado à ap esen ação dos esul ados os quais pe mi em da espos a aos
obje i os do es udo e hipó eses o muladas.
5.1. Desc ição da amos a
A Tabela 1 ap esen a as medidas desc i i as ela i as a ca ac e ís icas sociodemog á icas. Ve i ica-se
que a maio ia dos pa icipan es e a do sexo eminino (n = 71, 84.5%), pe encen e ao g upo e á io
en e os 31 e os 40 anos (n = 30, 35.7%).
Tabela 1. Ca ac e ização sociodemog á ica da amos a
n (%)
Géne o
Feminino
71 (84.5)
Masculino
13 (15.5)
Idade
< 30 anos
8 (9.5)
31-40 anos
30 (35.7)
41-44 anos
17 (20.2)
>45 anos
29 (34.5)
A Tabela 2 ap esen a as medidas desc i i as ela i as a a iá eis do con ex o p o issional. Obse a-
se que apenas 32 (38.1%) pa icipan es são en e mei os especialis as. Em e mos do empo de
expe iência no se iço, a maio ia abalha no se iço há 21 anos ou mais (n = 25, 29.8%). Po im,
no que diz espei o ao empo de expe iência no hospi al, na maio ia dos casos es e é ambém de 21
anos ou mais (n = 33, 39.3%).
Tabela 2. Ca ac e ização da amos a em e mos do con ex o p o issional
n (%)
Si uação na ca ei a
En e mei o
52 (61.9)
En e mei o especialis a
32 (38.1)
Tempo de expe iência no se iço
< 6 meses
4 (4.8)
6-11 meses
2 (2.4)
1-2 anos
8 (9.5)
3-7 anos
11 (13.1)
8-12 anos
23 (27.4)
13-20 anos
11
(13.1)
21 ou mais anos
25
(29.8)
Tempo de expe iência no
52
hospi al
< 6 meses
2 (2.4)
6-11 meses
1 (1.2)
1-2 anos
5 (6.0)
3-7 anos
8 (9.5)
8-12 anos
16 (19.0)
13-20 anos
19 (22.6)
21 ou mais anos
33 (39.3)
a. Medidas desc i i as ela i as à cul u a de segu ança do doen e e e en os ad e sos associados
à p á ica de en e magem.
As Tabelas 3 e 4 ap esen am as medidas desc i i as, bem como os esul ados das análises
de iabilidade ealizadas a a és do cálculo do
al a de C onbach
(α), em elação às dimensões da
cul u a de segu ança do doen e e e en os ad e sos associados à p á ica de en e magem,
espe i amen e.
No que diz espei o à cul u a de segu ança, obse a-se que as dimensões que pa ecem
des aca -se, ap esen ando pon uações supe io es, são a dimensão ela i a ao T abalho em Equipa
(M = 3.82, DP = 0.50) e T ansições (M =3.55, DP = 0.65). Rela i amen e à análise de iabilidade,
de e e i que as dimensões T abalho em Equipa, T abalho en e unidades, Do ação de p o issionais
e Respos a ao e o não puni i a ap esen am alo es de
al a de C onbach
mais baixos (α < 0.6),
ap esen ando-se po isso como dimensões menos sa is a ó ias (Tabela 3).
Tabela 3. Medidas desc i i as e iabilidade em e mos das dimensões ela i as à cul u a de
segu ança do doen e
M (DP)
Mdn (AIQ)
α
T abalho em equipa
3.82 (0.50)
3.75 (0.50)
0.54
Expec a i as do supe iso /ges o e ações que
p omo am a segu ança do doen e
3.41 (0.83)
3.50 (1.00)
0.80
Apoio à segu ança do doen e pela ges ão
2.71 (0.73)
2.67 (0.67)
0.67
Ap endizagem o ganizacional - melho ia con ínua
3.43 (0.71)
3.67 (1.00)
0.71
Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e
2.87 (0.79)
2.88 (1.25)
0.66
Comunicação e
eedback
ace ca do e o
3.23 (0.78)
3.33 (1.00)
0.71
Abe u a na comunicação
3.22 (0.70)
3.33 (0.92)
0.66
F equência da no i icação
2.60 (1.11)
2.67 (1.75)
0.92
T abalho en e unidades
3.36 (0.51)
3.38 (0.75)
0.54
Do ação de p o issionais
2.64 (0.72)
2.50 (0.75)
0.53
T ansições
3.55 (0.65)
3.50 (1.00)
0.71
Respos a ao e o não puni i a
2.65 (0.67)
2.67 (0.67)
0.57
Rela i amen e à pe spe i a em e mos de e en os ad e sos, obse a-se que ao ní el das p á icas de

53
en e magem as dimensões que pa ecem des aca -se, com pon uações supe io es, são a P i acidade
e con idencialidade (M = 4.33, DP = 0.57) e Higienização das mãos (M = 4.34, DP = 0.48). Em
e mos dos e en os ad e sos, a dimensão que ap esen a uma pon uação mais ele ada é a de Risco
de quedas e isco de úlce as (M = 3.23, DP = 0.81). No que se e e e à análise de iabilidade, odas
as dimensões, ela i as às p á icas de en e magem e aos e en os ad e sos, ap esen a am alo es
adequados de consis ência in e na (α > 0.65).
Tabela 4. Medidas desc i i as e iabilidade em e mos das dimensões ela i as aos e en os ad e sos
associados à p á ica de en e magem
M (DP)
Mdn (AIQ)
α
P á icas de en e magem
Vigilância dos doen es
4.03 (0.61)
4.00 (1.00)
0.72
Ad ocacia dos doen es
3.88 (0.57)
4.00 (0.50)
0.66
P i acidade con idencialidade
4.33 (0.57)
4.50 (1.00)
0.85
P e enção de quedas
4.22 (0.57)
4.33 (0.67)
0.74
P e enção de Úlce as de p essão
1.90 (0.59)
1.86 (0.71)
0.84
Falhas na p epa ação da medicação
3.75 (0.58)
3.83 (0.67)
0.78
Falhas na adminis ação de medicação
4.07 (0.56)
4.00 (0.67)
0.88
Falhas na igilância de medicação
2.14 (0.71)
2.00 (0.50)
0.87
Higienização das mãos
4.34 (0.48)
4.33 (0.67)
0.78
Cuidados com EPI e higiene ambien al
4.08 (0.58)
4.17 (0.67)
0.80
E en os Ad e sos
Risco de In eções Associadas aos cuidados de
saúde
2.85 (0.78)
3.00 (1.50)
0.76
E os de medicação
2.16 (0.54)
2.00 (0.50)
0.66
Risco de ag a amen o po dé ice de igilância e
julgamen o clínico
2.49 (0.74)
2.50 (1.00)
0.70
Risco ag a amen o po delegação inap op iada e
dé ice de ad ocacia
2.02 (0.74)
2.00 (1.00)
0.72
Risco de quedas e isco de úlce as
3.23 (0.81)
3.50 (1.38)
0.66
Oco ência de úlce as a
---
2.00 (1.00)
---
Oco ência de quedas a
---
2.00 (1.00)
---
a. T a ando-se de a iá eis quali a i as o dinais, são ap esen adas como medidas desc i i as apenas a
mediana e ampli ude in e qua il, as medidas mais adequadas a es e ipo de a iá el; não é
ap esen ado
al a de C onbach
uma ez que es as dimensões são compos as po apenas um i em cada.
b. Cul u a de segu ança do doen e e e en os ad e sos associados à p á ica de en e magem em
unção de a iá eis sociodemog á icas
Em p imei o luga o am analisadas di e enças em e mos de pe ceções de cul u a de segu ança do
54
doen e e e en os ad e sos associados à p á ica de en e magem de aco do com o sexo, cujos esul ados
são ap esen ados nas Tabelas 5 e 6, espe i amen e.
Como pode e i ica -se na Tabela 5, o am encon adas di e enças es a is icamen e signi ica i as en e
pa icipan es do sexo eminino e masculino em e mos de duas dimensões da cul u a de segu ança,
nomeadamen e Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e,
(80) = -2.31,
p
= 0.024 e Abe u a
na comunicação,
(82) = -2.91,
p
= 0.005. Obse a-se que pa icipan es do sexo eminino pon ua am
de o ma mais ele ada nes as dimensões do que pa icipan es do sexo masculino.
Tabela 5. Di e enças na pe ceção da cul u a de segu ança do doen e em unção do sexo
Masculino
(n = 13)
M (DP)/ O dem
Média
Feminino
(n = 71)
M (DP)/ O dem Média
/U
p
T abalho em equipa a
3.92 (0.28)
3.80 (0.53)
1.28
0.212
Expec a i as do
supe iso /ges o e ações
que p omo am a
segu ança do
doen e b
43.13
39.04
416.50
0.575
Apoio à segu ança do
doen e
pela ges ão a
2.64 (0.76)
2.72 (0.73)
-0.37
0.710
Ap endizagem
o ganizacional -
melho ia con ínuab
42.51
39.27
419.50
0.651
Pe ceções ge ais sob e
a segu ança do doen e a
2.40 (0.67)
2.95 (0.78)
-2.31
0.024
Comunicação e
eedback
ace ca do e oa
3.19 (0.73)
3.24 (0.80)
-0.18
0.860
Abe u a na
comunicação a
2.72 (0.77)
3.31 (0.66)
-2.91
0.005
F equência da no i icaçãoa
2.44 (0.69)
2.63 (1.17)
-0.76
0.455
T abalho en e unidades a
3.23 (0.50)
3.38 (0.51)
-0.98
0.331
Do ação de p o issionais a
2.98 (0.85)
2.57 (0.67)
1.91
0.060
T ansições a
3.63 (0.72)
3.54 (0.64)
0.50
0.616
Respos a ao e o não puni i aa
2.39 (0.47)
2.70 (0.70)
-1.49
0.141
No a. a Tes e pa a amos as independen es. Pa a es e es e são ap esen adas como medidas
desc i i as a Média (M) e o Des io-pad ão (DP); b Tes e de
Mann-Whi ney.
Pa a es e es e é
ap esen ada como medida desc i i a a O dem Média.
Como pode cons a a -se na Tabela 6, não o am encon adas di e enças es a is icamen e
55
signi ica i as ao ní el da pe ceção dos en e mei os em elação a e en os ad e sos associados à
p á ica de en e magem, em unção do sexo ( odos
p
> 0.05).
Tabela 6. Di e enças na pe ceção de e en os ad e sos associados à p á ica de en e magem em
unção do sexo
Feminino
(n = 71)
M (DP)/ O dem
Média
Masculino
(n = 13)
M (DP)/O dem Média
/U
p
P á icas de en e magem
Vigilância dos doen es a
4.06 (0.64)
3.88 (0.42)
0.93
0.353
Ad ocacia dos doen es b
42.06
41.65
450.50
0.953
P i acidade con idencialidade b
43.79
32.35
329.50
0.097
P e enção de quedas a
4.24 (0.58)
4.11 (0.52)
0.73
0.466
P e enção de Úlce as de p essão b
36.48
33.63
325.50
0.661
Falhas na p epa ação da medicaçãoa
3.71 (0.53)
3.94 (0.78)
-1.26
0.211
Falhas na adminis ação de
medicaçãoa
4.03 (0.54)
4.27 (0.68)
-1.41
0.163
Falhas na igilância de medicaçãob
42.44
39.62
424.00
0.683
Higienização das mãosa
4.35 (0.50)
4.31 (0.40)
0.27
0.785
Cuidados com EPI e higiene
ambien alb
37.78
39.27
338.00
0.833
E en os Ad e sos
Risco de In eções Associadas aos
cuidados de saúde a
2.86 (0.80)
2.85 (0.69)
0.04
0.970
E os de medicaçãob
43.56
30.58
306.50
0.052
Risco de ag a amen o po dé ice de
igilância e julgamen o clínico a
2.49 (0.74)
2.54 (0.75)
-0.24
0.815
Risco ag a amen o po delegação
inap op iada e dé ice de ad ocacia b
41.42
45.12
414.50
0.603
Risco de quedas e isco de úlce as a
3.24 (0.83)
3.15 (0.77)
0.34
0.733
Oco ência de úlce as b
40.69
39.50
422.50
0.855
Oco ência de quedas b
41.67
40.58
436.50
0.861
No a. a Tes e pa a amos as independen es. Pa a es e es e são ap esen adas como medidas
desc i i as a Média (M) e o Des io-pad ão (DP); b Tes e de
Mann-Whi ney
. Pa a es e es e é
ap esen ada como medida desc i i a a O dem Média.
De seguida, oi analisada a elação en e a idade e as pe ceções de cul u a de segu ança do doen e
e e en os ad e sos associados à p á ica de en e magem (Tabelas 7 e 8).
Foi encon ada apenas uma co elação posi i a es a is icamen e signi ica i a en e a idade dos
en e mei os e a dimensão do ação de p o issionais,
s
= 0.38,
p
= 0.001. Assim, idades supe io es
56
es i e am associadas com pon uações mais ele adas nes a dimensão (Tabela 7).
Tabela 7. Co elações de
Spea man
en e a idade e a pe ceção ela i a a cul u a de segu ança do
doen e
Idade
s
p
T abalho em equipa
0.02
0.849
Expec a i as do supe iso /ges o e ações que
p omo am
a segu ança do doen e
-0.03
0.791
Apoio à segu ança do doen e pela ges ão
-0.02
0.848
Ap endizagem o ganizacional - melho ia con ínua
0.09
0.433
Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e
0.15
0.192
Comunicação e
eedback
ace ca do e o
-0.14
0.214
Abe u a na comunicação
0.05
0.653
F equência da no i icação
-0.09
0.413
T abalho en e unidades
-0.02
0.855
Do ação de p o issionais
0.38
0.001
T ansições
0.11
0.320
Respos a ao e o não puni i a
-0.10
0.370
Rela i amen e à elação en e a idade e a pe ceção de e en os ad e sos associados à p á ica de
en e magem (Tabela 8), o am encon adas co elações posi i as es a is icamen e signi ica i as en e
a idade dos en e mei os e as dimensões de Vigilância dos doen es,
s
= 0.48,
p
< 0.001 e Cuidados
com EPI e higiene ambien al,
s
= 0.28,
p
= 0.017. Des e modo, idades supe io es es i e am
associadas com pon uações mais ele adas nes as dimensões.
Po ou o lado, o am encon adas co elações nega i as es a is icamen e signi ica i as en e a idade
e as dimensões ela i as a Falhas na igilância de medicação,
s
= -0.34,
p
= 0.002, Oco ência de
úlce as,
s
= - 0.33,
p
= 0.002 e Oco ência de quedas,
s
= -0.24,
p
= 0.029. Assim, idades
supe io es es i e am associadas com pon uações mais baixas ao ní el des as dimensões.
Tabela 8. Co elações de
Spea man
en e a idade e a pe ceção de e en os ad e sos associados à
p á ica de en e magem
Idade
s
p
P á icas de en e magem
Vigilância dos doen es
0.48
< 0.001
Ad ocacia dos doen es
-0.14
0.202
P i acidade con idencialidade
-0.10
0.355
P e enção de quedas
0.14
0.212
63
T abalho en e
unidades
0.12
0.285
0.33
0.002
0.25
0.027
-0.21
0.081
0.18
0.107
0.29
0.010
-0.27
0.014
Do ação de
p o issionais
0.49
<0.001
0.13
0.246
0.10
0.408
0.07
0.570
0.28
0.012
0.41
<0.001
-0.41
<0.001
T ansições
0.28
0.011
0.20
0.070
0.23
0.044
-0.20
0.091
0.24
0.033
0.31
0.006
-0.30
0.007
Respos a ao e o
não puni i a
0.08
0.505
0.15
0.180
-0.02
0.841
0.06
0.653
-0.06
0.580
0.13
0.247
-0.12
0.284
No a. Co elações es a is icamen e signi ica i as assinaladas a neg i o, dado o ele ado núme o de co elações ap esen adas; a na análise das co elações com
es as a iá eis oi u ilizado o Coe icien e de Co elação de
Spea man
, dada ausência de dis ibuição no mal, sendo u ilizado o Coe icien e de Co elação de
Pea son
nas es an es.
Abe u a na
comunicação
0.14
0.203
0.24
0.030
0.29
0.008
-0.37
0.002
-0.03
0.768
-0.03
0.829
-0.17
0.135
F equência da
no i icação
0.07
0.557
0.30
0.007
0.19
0.092
-0.08
0.507
-0.05
0.686
0.05
0.688
-0.10
0.372

65
No que diz espei o às co elações en e a cul u a de segu ança do doen e e a pe ceção de e en os
ad e sos (Tabela 14), e i ica-se que odos os e en os ad e sos mos a am es a co elacionados de
o ma nega i a e es a is icamen e signi ica i a com mais do que uma das dimensões da cul u a de
segu ança do doen e (
p
< 0.05). Assim, pon uações mais ele adas ao ní el das pe ceções dos e en os
ad e sos es i e am associadas com pon uações mais baixas em e mos de cul u a de segu ança.
Apenas a pe ceção ela i a ao Risco de Quedas e úlce as ap esen ou uma co elação posi i a
es a is icamen e signi ica i a com a dimensão de cul u a de segu ança Comunicação e
eedback
ace ca do e o,
= 0.23,
p
= 0.040, indicando que uma pon uação supe io em e mos de isco de
quedas e úlce as es á associada com uma pon uação supe io em e mos de Comunicação e
eedback
ace ca do e o.
Também de e e i que a dimensão da cul u a de segu ança e e en e à Respos a ao e o não puni i a
oi a única que não ap esen ou co elações es a is icamen e signi ica i as com nenhuma das
dimensões dos e en os ad e sos ( odos
p
> 0.05).
66
Tabela 14. Co elações en e Cul u a de segu ança do doen e e e en os ad e sos
Risco de In eções Associadas aos
cuidados de saúde
E os de
medicaçãoa
Risco de
ag a amen o po
dé ice de
igilância e
julgamen o clínico
Risco
ag a amen o po
delegação
inap op iada e
dé ice de
ad ocacia a
Risco de
quedas e
isco de
úlce as
Oco ência
de
úlce as a
Oco ência
de
quedas a
/ s
p
/ s
p
/ s
p
/ s
P
/ s
p
/ s
p
/ s
p
T abalho em equipa
-0.06
0.578
- 0.31
0.005
-0.07
0.526
-0.15
0.178
0.06
0.604
-0.10
0.368
-0.07
0.516
Expec a i as do supe iso /ges o a
-0.11
0.328
- 0.24
0.031
-0.12
0.283
-0.22
0.041
-0.02
0.872
-0.05
0.661
-0.20
0.066
Apoio à segu ança do doen e pela ges ão
-0.18
0.113
- 0.27
0.017
-0.37
0.001
-0.19
0.083
-0.08
0.497
0.09
0.436
-0.14
0.229
Ap endizagem o ganizacional a
-0.36
0.001
- 0.46
<0.001
-0.46
<0.001
-0.37
0.001
-0.05
0.682
-0.13
0.248
-0.17
0.127
Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e
-0.47
<0.00
1
- 0.40
<0.001
-0.56
<0.001
-0.43
<0.001
-0.36
0.001
-0.38
0.001
-0.41
<0.001
Comunicação e
eedback
ace ca do e o
0.01
0.935
- 0.29
0.008
-0.16
0.166
-0.21
0.055
0.23
0.040
0.15
0.185
-0.02
0.851
Abe u a na comunicação
-0.00
0.971
- 0.17
0.137
-0.11
0.335
-0.26
0.019
0.09
0.425
-0.06
0.593
0.07
0.563
F equência da no i icação
-0.15
0.188
- 0.34
0.002
-0.22
0.045
0.02
0.852
-0.01
0.945
0.02
0.882
-0.02
0.867
T abalho en e unidades
-0.12
0.284
- 0.34
0.002
-0.20
0.072
-0.22
0.044
-0.07
0.536
-0.04
0.706
-0.15
0.189
Do ação de p o issionais
-0.37
0.001
- 0.36
0.001
-0.48
<0.001
-0.36
0.001
-0.40
<0.001
-0.46
<0.001
-0.37
0.001
66
T ansições
-0.23
0.038
- 0.24
0.032
-0.35
0.001
-0.20
0.069
-0.14
0.213
-0.19
0.094
-0.18
0.118
Respos a ao e o não puni i a
-0.00
0.972
- 0.08
0.467
-0.10
0.359
-0.13
0.255
0.01
0.962
0.13
0.274
-0.13
0.235
68
No a. Co elações es a is icamen e signi ica i as assinaladas a neg i o, dado o ele ado núme o de
co elações ap esen adas; a na análise das co elações com es as a iá eis oi u ilizado o Coe icien e
de Co elação de
Spea man
, dada ausência de dis ibuição no mal, sendo u ilizado o Coe icien e
de Co elação de
Pea son
nas es an es.
69
6. Discussão de esul ados
Es e capí ulo é dedicado à discussão dos esul ados mais ele an es que eme gi am da análise dos
dados ob idos na in es igação, com base nos obje i os do es udo, a e isão eó ica e e uada e as
hipó eses o muladas.
Em elação ao pe il socio demog á ico e p o issional dos pa icipan es, e i icou-se que a maio ia é do
sexo eminino (84,5 %), es a am si uados na aixa e á ia en e os 31 e os 40 anos (35,7%), posicionados
na ca ei a como en e mei os (61,9%) e de en o es de múl iplos anos de expe iência p o issional, com
a maio ia dos en e mei os (29,8 %) a de e pelo menos 21 anos de empo de expe iência p o issional
no hospi al e no espe i o se iço. Es as ca ac e ís icas es ão em cong uência com os dados emanados
pela OE em dezemb o de 2018.
Exis em e idencias de que as ca ac e ís icas dos en e mei os in luenciam as suas p á icas. Desde 1984,
da a em que Pa icia Benne , publicou a ob a
F om No ice To Expe : Excellence and Powe in Clinical
Nu sing P ac ice
, icou bem pa en e na comunidade de en e magem a impo ância do conhecimen o
adqui ido na p á ica pa a o desen ol imen o de compe ências dos en e mei os.
A au o a a gumen ou que a expe iência p á ica é undamen al pa a o desen ol imen o das habilidades
e do conhecimen o dos en e mei os, que os en e mei os iniciam a p o issão como no a os e que, à
medida que ganham expe iência, eles se o nam mais p o icien es e capazes de oma decisões mais
complexas e in o madas em si uações clínicas. O pe cu so de aquisição de expe iência e conhecimen o,
in eg a cinco ní eis: no a o, in e médio, compe en e, p o icien e e especialis a.
Sendo que em média, cada ní el le a ce ca de 5 anos a anspo , podemos a e i que os en e mei os
do es udo são p o icien es na espe i a p a ica, ou seja, são capazes de analisa as di e en es si uações
de uma o ma ab angen e, oma decisões e p io iza as in e enções.
Nes e enquad amen o, in e p e amos que as co elações posi i as es a is icamen e signi ica i as en e
o empo de expe iência dos en e mei os e as dimensões de Vigilância dos doen es e Cuidados com EPI
e higiene ambien al, suge em que, à medida que os en e mei os ganham mais expe iência, eles endem
a melho a na igilância dos pacien es e na implemen ação de p á icas de higiene e uso de
Equipamen os de P o eção Indi idual.
Po ou o lado, as co elações nega i as es a is icamen e signi ica i as en e o empo de expe iência e
as dimensões de Falhas na igilância de medicação, Risco de ag a amen o po dé ice de igilância e
julgamen o clínico e Oco ência de úlce as, suge em que en e mei os mais expe ien es es ão menos
p opensos a come e e os elacionados à igilância de medicação, mas que alham mais na p e enção
de úlce as de p essão. Tal esul ado az-nos supo que a capacidade de julgamen o clínico eque empo

70
de expe iência p á ica pa a se desen ol ida, mas que, em con apa ida, en e mei os mais no os são
mais p oa i os na iden i icação do isco de oco ência de úlce as.
No que conce ne à in luencia da a iá el sexo do en e mei os, o ac o de não e em sido encon adas
di e enças es a is icamen e signi ica i as ao ní el da pe ceção dos en e mei os em elação a e en os
ad e sos associados à p á ica de en e magem mas e em sido encon adas em elação às dimensões
da cul u a de segu ança Pe ceções ge ais sob e a segu ança do doen e e Abe u a na comunicação,
com as en e mei as a e em pe ceções mais posi i as, do que os colega do sexo masculino, ac o que
pode á se de in e esse em ap o unda em pesquisas u u as.
A idade dos en e mei os e elou cons i ui uma a iá el com impac o a conside a dadas as co elações
posi i as signi ica i as en e as dimensões de igilância dos doen es, p i acidade e con idencialidade e
as alhas na p epa ação da medicação suge em que, à medida que a igilância e a p o eção da
p i acidade e con idencialidade aumen am, ambém aumen am as alhas na p epa ação da medicação.
Isso pode indica que, em ambien es onde a igilância é p io izada, pode ha e uma sob eca ga de
abalho ou dis ações/in e upções que a e am a concen ação dos en e mei os na a e a em
execução.
A co elação nega i a en e as p á icas de en e magem elacionadas à p e enção de úlce as de p essão
e alhas na igilância de medicação com á ias dimensões da cul u a de segu ança pode indica que,
em ambien es onde a cul u a de segu ança é o e, as p á icas de en e magem são mais e icazes. Isso
suge e que uma cul u a de segu ança obus a pode es a associada a melho es p á icas de en e magem
e, consequen emen e, a menos alhas.
O ac o de que a dimensão de cul u a de segu ança e e en e à espos a ao e o não puni i a não
ap esen a co elações signi ica i as com as p á icas de en e magem pode se um pon o de discussão
in e essan e. Isso pode indica que, mesmo em um ambien e onde os e os não são punidos, ou as
dimensões da cul u a de segu ança podem se mais in luen es nas p á icas de en e magem. Pode se
ú il in es iga po que essa dimensão especí ica não se co elaciona e se há ou os a o es que
in luenciam a e icácia das p á icas de en e magem.
As á eas mencionadas, como p i acidade e con idencialidade, alhas na p epa ação da medicação e o
isco de in eções associadas aos cuidados de saúde, são undamen ais pa a a qualidade do
a endimen o. Essas di e enças podem indica que en e mei os especialis as êm um desempenho
supe io ou abo dagens di e en es nessas á eas.
Cas ilho (2014), au o a da Escala de E en os Ad e sos Associados às P á icas de En e magem, u ilizada
como ins umen o de colhei a de dados nes e es udo, concluiu que alhas nas seguin es p á icas de
71
en e magem: igilância dos doen es, julgamen o clínico, delegação, ad ocacia dos doen es, p epa ação,
adminis ação e igilância de medicação, p e enção de quedas, p e enção de úlce as de p essão,
p i acidade/con idencialidade, ealização de p ocedimen os, egis os, cuidados com EPI e higiene
ambien al, podem e como consequência a oco ência de oco ência de in eções associadas aos
cuidados de saúde, e os de medicação, quedas dos doen es e úlce as de p essão e ag a amen o do
es ado clinico dos doen es. De aco do com a mesma au o a, um con ex o ideal de cuidados odos os
en e mei os de e iam pe ceciona que as p á icas p e en i as oco em semp e, acei ando, no en an o,
como bom esul ado, quando mais de 90% dos en e mei os iden i icam que as p á icas p e en i as
oco em equen emen e ou semp e.
Nes a pe spe i a, os nossos esul ados indiciam que os doen es co em isco de so e em EA
elacionados com os cuidados de en e magem nomeadamen e po ag a amen o do es ado clínico,
alhas na implemen ação das p á icas de p e enção e pe ceção do isco clínico ine en e.
Oli ei a e colabo ado es (2023), numa e isão in eg a i a da li e a u a ealizada com o obje i o de
analisa as e idências cien í icas sob e a oco ência de e en os ad e sos associados às p á icas de
en e magem, encon a am e idencias de EA associados às p á icas de en e magem elacionados com
a medicação, com ên ase na ase da adminis ação, quedas, lesões po p essão, in eções associadas
aos cuidados de saúde e pe da aciden al de disposi i os de saúde.
Publicações ecen es, e elam quan o os cuidados de saúde mais segu os dependem das ações de
igilância dos doen es e e uada pelos en e mei os (Doyon & Raymond, 2023). No en an o, pa a que os
en e mei os ealizem uma e e i a igilância dos doen es a ca go, necessi am, segundo a
Ame ican
Associa ion o Colleges o Nu sing
(2020) de possuí em de e minadas compe ências, as quais, na
opinião de G i i s e colabo ado es (2022), econhecem de em se de julgamen o e aciocínio clínico.
O concei o de compe ência, amplamen e associado a Le Bo e (1999, 2005, 2008), como um a ibu o
pessoal de ca ác e mul idimensional, que se mani es a no agi p o issional, em sido amplamen e
explo ado na o mação p o issional, nas eo ias de ges ão do capi al humano das emp esas e mais
ecen emen e no e e encial de compe ências pa a a Adminis ação Pública (Minis é io das Finanças,
2024).
Ainda segundo Le Bo e , no p ocesso de cons ução da compe ência p o issional são necessá ios dois
equisi os: p á ica p o issional ele an e, ecu sos adequados e capacidade pa a e le i .
Pa a p ecisa o concei o de compe ência p o issional, eco emos à OE (2009) a qual e e e que
compe ência é um conjun o de sabe es adqui idos, que supo am in e ências, an ecipações,
gene alizações, omadas de decisão e mobilizam os seus ecu sos, conhecimen os e capacidades
72
pe an e uma si uação conc e a.
Ainda de aco do com a OE (2003, 2010, 2012, 2015, 2019) os en e mei os de êm qua o domínios
de compe ências comuns: esponsabilidade p o issional, é ica e legal, a p es ação e ges ão dos
cuidados e o desen ol imen o p o issional, às quais ac escem as compe ências ad indas da
especialização em en e magem e os en e mei os ges o es de êm compe ências e esponsabilidades
(OE, 2015) que os o nam a o es cha e na p omoção dos cuidados de en e magem mais segu os e de
qualidade c escen e.
De igual modo e de o ma mais an ecipa ó ia, o ICN em indo a publica ecomendações, dando con a
que os ambien es de p á ica de en e magem de em basea -se em es u u as polí icas ino ado as que
po enciam o bem-es a dos en e mei os, a sa is ação p o issional, a segu ança e a qualidade dos
segu ança e qualidade dos cuidados, bem como, um excelen e desempenho o ganizacional (ICN,
2007). Os es udos e ela am que os ambien es a o á eis à p á ica es ão posi i amen e associados
aos es ilos de lide ança ans o macional, qualidade e segu ança nos cuidados, adequação de ecu sos
es u u ais e humanos, ca gas de abalho ajus adas, sa is ação p o issional e baixa o a i idade de
en e mei os (Ribei o e al. 2024; Aungsu och e al. 2024; Al Yahyaei e al., 2022; Sousa e al. 2022).
Adicionalmen e, um ambien e posi i o con ibui pa a a au onomia e o econhecimen o p o issional dos
en e mei os, p omo e uma lide ança e icien e ga an e a segu ança do pessoal e melho a o abalho em
equipa e a mo i ação (E a e al., 2024; Wang e al., 2024; Mabona e al., 2022).
Os a o es mais comuns que in luenciam posi i amen e os ambien es da p á ica de en e magem são
comunicação, colabo ação, abalho em equipa, econhecimen o signi ica i o, au onomia p o issional,
omada de decisões e e i a, ecu sos humanos adequados, segu ança ísica e psicológica e lide ança
au ên ica (Ribei o e al., 2024; Ul ich e al., 2022; E a e al., 2024; Wang e al., 2024; Mabona e al.
2022).
Ribei o e colabo ado es (2023) e o çam a impo ância dos ambien es de p á ica de en e magem pa a
a qualidade e segu ança dos doen es (e ambém dos p o issionais) e apon a pa a o impo an e papel
de e minan e que os p óp ios en e mei os podem e na cons ução de ambien es do ados dos ecu sos
adequados pa a a a i idade desen ol ida, pa a o p óp io bem-es a e capacidade de cuida , sem
descu a a impo ância da quali icação con inuada, isando ga an i a p omoção de habilidades e as
melho es p á icas.
Conside ando Benne (2001), au o a de e e ência pa a os en e mei os, es e g upo de p o issionais de
saúde necessi am de empo e de expe iência p á ica pa a e e ua em o seu pe cu so de desen ol imen o
de compe ências que os le a a p og edi de iniciados a a ançados, a compe en es, a p o icien es e
73
pe i os.
Po ou o lado, Li e colabo ado es (2024), a i mam que o conhecimen o dos a o es de isco sis émicos
e dos impu á eis ao con ex o especí ico das p á icas, pe mi e implemen a medidas de ges ão de isco
e edesenha os p ocessos de p es ação de cuidados numa pe spe i a de melho ia con inua.
Os e os elacionados com os medicamen os, êm sido amplamen e es udados pelo o e e isí el, na
maio pa e dos casos, impac o nega i o. Tal ez po isso, os p o issionais de saúde es ejam mais
sensí eis pa a os no i ica .
Mui o ecen emen e, a O ganização Mundial pa a a Saúde, num documen o complexo, desc e eu não
só o p ocesso de oco ência do e o elacionado com a medicação, em qualque das e apas do ci cui o
do medicamen o, mas ambém ale ou pa a a possibilidade de o p óp io medicamen o susci a eações
ad e sas aos doen es e a necessá ia a enção dos p o issionais pa a es a possibilidade. Des acou, ainda,
a pa icula g a idade da sob edosagem nos doen es pediá icos dada a ima u idade o gânica pa a
elimina os á macos em excesso. Igualmen e os idosos, equen emen e sujei os a polimedicação e
com a unção enal já comp ome ida, so em danos g a es elacionados com a p esc ição,
adminis ação e de icien e moni o ização dos e ei os pós adminis ação (OMS, 2023).
A ní el hospi ala , medidas como a implemen ação da econciliação e apêu ica, da p esc ição
ele ónica, da unidose, da de inição de ci cui os segu os, do acesso e u ilização mais cau elosa dos
medicamen os de al o isco ou passi eis de con undi em o p o issional, aliada a o mação eco en e
ob iga ó ia, incluindo a e en e de iden i icação inequí oca do doen e, êm con ibuído pa a a
implemen ação e consolidação de p á icas mais segu as.
Não se á, no en an o, de descu a as condições de p epa ação da medicação po pa e dos en e mei os,
condicionada po espaços ísicos limi ados e pa ilhados pa a ou as a i idades, o que ambém pode
comp ome e a segu ança biológica do medicamen o.
A cul u a o ganizacional oi analisada nas 12 dimensões p econizadas po Ei as ( abalho em equipa,
expe a i as do supe iso /ges o e ações que p omo am a segu ança do doen e, apoio à segu ança do
doen e pela ges ão, ap endizagem o ganizacional-melho ia con inua, pe ceções ge ais sob e segu ança
do doen e, comunicação e
eedback
ace ca do e o, abe u a na comunicação, equência da
no i icação, abalho en e unidades do ação de p o issionais, ansições e espos a ao e o não
puni i a), as quais ambém o am a aliadas a ní el nacional num es udo p omo ido pela DGS em 2014
(úl imo es udo com esul ados publicados).
Os esul ados ob idos com o nosso es udo indiciam que a cul u a o ganizacional, em odas as suas
dimensões, com exceção da dimensão espos a ao e o não puni i a, de ém in luência nas p á icas de
80
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83
Anexos
84
Anexo I – Au o ização das au o as pa a a u ilização dos ins umen os de colhei a de
dados
85
Anexo II – Consen imen o In o mado

86
Anexo III – Ques ioná io Hospi ala sob e Polí ica de Segu ança do Doen e
87
Anexo IV – Escala dos E en os Ad e sos Associados às P á icas de En e magem
EVENTOS
ADVERSOS
ASSOCIADOS
ÀS
PRÁTICAS
DE
ENFERMAGEM
(EAAPE)
(
Cas ilho,
2014)
4
•
Um
e en o ad e so
é de inido como qualque ipo de engano, inciden e, aciden e,
e o ou des io da no ma, susce í el de causa dano ao doen e.
•
A
segu ança
do
doen e
é
de inida
como
a p e enção
de
danos
ou e en os
ad e sos
esul an es da p es ação de cuidados de saúde.
88
Indique, po a o , a equência em que acon ece cada
uma das si uações:
No meu se iço/ unidade …
Nunca
Ra amen e
Algumas ezes
F equen emen
e
Semp e
1-Vigilância/Julgamen o clínico
1.
Os
doen es
são
adequadamen e
igiados





2.
As
al e ações
do
es ado
clínico
são
opo unamen e
de e adas





3.
Exis e
isco
de
ag a amen o/complicações
do
es ado
do
doen e
po
dé ice
de





4. Exis e isco de ag a amen o/complicações do es ado do doen e po julgamen o
clínico inadequado





2 – Ad ocacia
1.
Os
en e mei os
assumem-se
como
e dadei os
“ad ogados”
dos
in e esses
do
doen e
e amília





2. Os
en e mei os ques ionam a p á ica de ou os
p o issionais quando es á em
causa o in e esse do doen e





3.
Os
en e mei os
espei am
a
p i acidade
do
doen e





4.
Os
en e mei os
espei am
a
con idencialidade
do
doen e





5.
Os
en e mei os
delegam
unções
de
en e magem
nou os
p o issionais
menos





6. Exis e isco de ag a amen o/complicações no es ado do doen e po alhas na
de esa dos in e esses do doen e.





7. Exis e isco de ag a amen o/complicações no es ado do doen e po delegação
de unções de en e magem em pessoal menos
p epa ado





3 - Quedas
1. O isco de quedas
é a aliado em
odos
os doen es, de aco do com
p o ocolo
ins i uído.





2.
Os
p ocedimen os
de
p e enção
de
quedas
são
ajus ados
endem
em
conside ação a a aliação do isco





3.
A
igilância
do
doen e
é
ajus ada
ao
isco
a aliado





4.
Exis e
isco
de
oco ência
de
quedas
de
doen es





5.
Oco em
quedas
de
doen es





4- Úlce as de p essão
1. No início do in e namen o
é ealizada uma a aliação clínica
global (g au de mobilidade,
incon inência u iná ia/ ecal, al e ações da sensibilidade, al e ações do es ado de
consciência,
doença
ascula ,
es ado
nu icional).





2.
É
ealizada
a
inspeção
pe iódica
da
pele
em
á eas
de
isco
ou
de
úlce as
p é ias





3.
São
u ilizadas
escalas
de
es a i icação
do
isco
(escalas
de
B aden
e/ou
de
No on)





4.
São
implemen adas
medidas
p e en i as
ajus adas
aos
a o es
de
isco





5.
Os
cuidados
ge ais
à
pele
são
adequados
às
necessidades
iden i icadas





6.
O
supo e
nu icional
é
ajus ado
às
necessidades





7.
Os
eposicionamen os
são
ajus ados
às
necessidades





8.
Exis e
o
isco
de
oco ência
de
úlce as
de
p essão





89
9.
Oco em
úlce as
de
p essão





5 - Medicação
Nunca
Ra amen e
Algumas ezes
F equen emen
e
Semp e
1.
Exis e
o
isco
de
oco ência
de
e os
de
medicação





2.
Oco em
e os
de
medicação





5.A. Oco em e os na p epa ação da medicação po :
1.
Exis i em
medicamen os
com
ó ulo
e
embalagem
semelhan es





2.
Exis i em
mui os
medicamen os
no
mesmo
ho á io





3.
A
a mácia
en ia
o
medicamen o
e ado





4.
O
medicamen o
não
es a
disponí el
em
empo
opo uno





5.
O
en e mei o
se
in e ompido
du an e
a
a i idade





6.
Dis ação
do
en e mei o





5.B. Oco em e os na adminis ação da medicação po :
1.
Falhas
na
comunicação
sob e
mudanças
na
acomodação
dos
doen es
( oca
de





2.
Falhas
na
comunicação
médico/en e mei o
sob e
al e ações
na
p esc ição
médica





3.
Falhas
na
comunicação
(p esc ição
médica
o al
ou
po
ele one)





4.Falhas
na
comunicação
(ausência
de
egis o
da
adminis ação
an e io )





5.Inco ec a
iden i icação
do
medicamen o
p epa ado





6.Incump imen o
dos
p ocedimen os
de
iden i icação
do
doen e





7.Falhas
na
execução
da
écnica
de
adminis ação





5.C. Vigilância da medicação
1.
Oco em
alhas
na
igilância
dos
i mos
das
pe usões





2.
Oco em
alhas
na
igilância
dos
e ei os
da
medicação





6- In eção associada aos cuidados de saúde (IACS)
1.
Exis e
isco
de
oco e em
in eções
(IACS)





2.
Oco em
in eções
(IACS)





3. A. Higienização das mãos ealiza-se nos cinco momen os:
1. ANTES E APÓS O CONTACTO COM O DOENTE E COM O AMBIENTE





2.
An es
de
p ocedimen os
limpos/assé icos





3.
Após
isco
de
exposição
a
luidos
co po ais





4.
Os
Equipamen o
de
P o eção
Indi idual
(EPI)
são
selecionados
e
ajus ados
aos
p ocedimen os a ealiza





5. Na manipulação de ma e ial co o/pe u an e são e i ados p ocedimen os inadequados,
nomeadamen e dob a ou ecapsula agulhas, após a sua u ilização





6. Os obje os co am/pe u an es (agulhas,
lâminas
de bis u i, e c.)
são acondicionados em
con en o es ígidos, localizados p óximo da
ealização do p ocedimen o





7.
A
acomodação
dos
doen es ealiza-se
de
aco do com a
susce ibilidade
imunológica
e
condição clínica do doen e (ex. isolamen o de aco do com as necessidades)





8. Os esíduos hospi ala es são obje o de a amen o ap op iado, consoan e o g upo a que





9. A oupa suja é iada jun o do local de p o eniência, acondicionada em saco p óp io e
anspo ada pa a a la anda ia em ca o echado




