Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Fabiana Ribei o Gomes
Implemen ação de Kanban pa a Aumen a a
E iciência na Ges ão de P oje os em
Consul o ia de Financiamen os
Comuni á ios
janei o de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Fabiana Ribei o Gomes
Implemen ação de Kanban pa a Aumen a a
E iciência na Ges ão de P oje os em
Consul o ia de Financiamen os
Comuni á ios
Disse ação de Mes ado em Ges ão de P oje os de
Engenha ia
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso Rui M. Lima
janei o de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Comple a es a disse ação oi uma jo nada desa iado a e g a i ican e que não e ia sido possí el sem o
apoio de á ias pessoas. A odas elas, o meu mais since o ag adecimen o.
Em p imei o luga , gos a ia de ag adece ao meu o ien ado , p o esso Rui Lima, pela o ien ação e
paciência ao longo des e p ocesso.
À minha amília, especialmen e aos meus pais e ao meu namo ado And é, não há pala as su icien es
pa a ag adece o apoio incondicional, o incen i o e o amo que semp e me p opo ciona am.
Aos meus colegas do Mes ado de Ges ão de P oje os de Engenha ia, ag adeço o apoio cons an e,
especialmen e à minha colega Ta iana, que semp e se mos ou p on a pa a me ajuda nes e p ocesso
e, ainda, à p o esso a Anabela Te eso.
Aos meus amigos, que semp e es i e am p esen es com pala as de enco ajamen o e comp eensão. As
ossas mensagens de apoio o am uma on e cons an e de mo i ação.
A odos aqueles que, di e a ou indi e amen e, con ibuí am pa a que es a disse ação se o nasse
ealidade, o meu mais since o ag adecimen o.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
RESUMO
Implemen ação de Kanban pa a Aumen a a E iciência na Ges ão de P oje os em
Consul o ia de Financiamen os Comuni á ios
Es a disse ação em como obje i o p incipal in es iga a implemen ação de sis ema Kanban numa
Emp esa de consul o ia de ges ão de p oje os de inanciamen os comuni á ios, com o in ui o de melho a
os p ocessos na ges ão dos seus p oje os. O es udo p e ende iden i ica os p oblemas a uais da ges ão
de p oje os da emp esa, implemen a o Kanban jun amen e com euniões diá ias de pé (s and-up
mee ings), iden i ica as ba ei as na implemen ação des es p ocessos e como supe á-las, e,
pos e io men e, analisa a ges ão de p oje os com es as medidas implemen adas.
Pa a alcança es es obje i os, a in es igação esponde à pe gun a cen al: "Como pode a implemen ação
de Kanban e de euniões diá ias de pé aumen a a e iciência na ges ão de p oje os de inanciamen os
comuni á ios?" Os obje i os especí icos incluem: analisa o es ado a ual da ges ão de p oje os na
emp esa; iden i ica as necessidades e desa ios especí icos da emp esa no con ex o dos inanciamen os
comuni á ios; implemen a o sis ema Kanban e as euniões diá ias de pé; e a alia os impac os des a
implemen ação.
Ado ou-se uma es a égia de in es igação baseada numa in es igação-ação, ocando-se na emp esa
como um odo. Fo am u ilizados á ios mé odos de ecolha de dados, incluindo análise documen al,
obse ação di e a e ques ioná ios b e es aos colabo ado es da emp esa. A análise dos dados ab ange
an o aspe os quali a i os como quan i a i os, sendo que os dados quali a i os incluem as pe ceções e
expe iências dos colabo ado es, enquan o os dados quan i a i os incluem o núme o de e os de
comunicação egis ados na emp esa, o núme o de p azos pe didos e o núme o de ho as ex as ealizadas
pelos colabo ado es.
Os esul ados des e es udo p e endem con ibui pa a o conhecimen o das p á icas de ges ão de p oje os
em consul o ias de inanciamen os comuni á ios, demons ando como o Kanban, complemen ado po
euniões diá ias, pode se uma e amen a e icaz pa a melho a os p ocessos da emp esa. As conclusões
e ecomendações o necidas podem se i como guia pa a ou as o ganizações com ca ac e ís icas
semelhan es que p e endam ado a o Kanban e as euniões diá ias de pé na ges ão dos seus p oje os.
PALAVRAS-CHAVE
Kanban, ges ão de p oje os, e iciência ope acional, consul o ia de inanciamen os comuni á ios,
abo dagens ágeis.
i
ABSTRACT
Implemen ing Kanban o Inc ease E iciency in P ojec Managemen in a Communi y
Financing Consul ancy
The main objec i e o his disse a ion is o in es iga e he implemen a ion o he Kanban sys em in a
consul ancy company ha manages communi y unding p ojec s, wi h he aim o imp o ing he p ocesses
in he managemen o i s p ojec s. The s udy aims o iden i y he company's cu en p ojec managemen
p oblems, implemen Kanban along wi h daily s and-up mee ings, iden i y he ba ie s o implemen ing
hese p ocesses and how o o e come hem, and hen analyze p ojec managemen wi h hese measu es
in place.
To achie e hese objec i es, he esea ch answe s he cen al ques ion: “How can he implemen a ion o
Kanban and daily s and-up mee ings inc ease e iciency in he managemen o EU unding p ojec s?” The
speci ic objec i es include analyzing he cu en s a e o p ojec managemen in he company; iden i ying
he company's speci ic needs and challenges in he con ex o EU unding; implemen ing he Kanban
sys em and daily s and-up mee ings; and e alua ing he impac s o his implemen a ion.
An ac ion esea ch s a egy was adop ed, ocusing on he company. Va ious da a collec ion me hods we e
used, including documen analysis, di ec obse a ion and b ie ques ionnai es o he company's
employees. Da a analysis co e s bo h quali a i e and quan i a i e aspec s, wi h quali a i e da a including
employees' pe cep ions and expe iences, while quan i a i e da a includes he numbe o communica ion
e o s eco ded in he company, he numbe o missed deadlines and he numbe o o e ime hou s
wo ked by employees.
The esul s o his s udy aim o con ibu e o he knowledge o p ojec managemen p ac ices in EU
unding consul ancies, demons a ing how Kanban, complemen ed by daily mee ings, can be an e ec i e
ool o imp o ing company p ocesses. The conclusions and ecommenda ions p o ided can se e as a
guide o o he o ganiza ions wi h simila cha ac e is ics ha wish o adop Kanban and daily s and-up
mee ings in hei p ojec managemen .
KEYWORDS
Kanban, p ojec managemen , ope a ional e iciency, communi y inancing consul ancy, agile
me hodologies.
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo ...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Figu as ................................................................................................................................. x
Índice de Tabelas ............................................................................................................................... xi
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ........................................................................................... xii
1. In odução ................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o ................................................................................................................. 1
1.2 Pe gun a e obje i os de in es igação .................................................................................. 2
1.3 Sín ese da abo dagem de in es igação ............................................................................... 3
1.4 Es u u a da disse ação .................................................................................................... 6
2. Re isão de Li e a u a .................................................................................................................. 8
2.1 Ges ão de p oje os ............................................................................................................. 8
2.1.1 De inição de P oje o e Ges ão de P oje os .................................................................. 8
2.1.2 Desa ios Especí icos de P oje os Financiados po Fundos Comuni á ios .................... 10
2.1.3 Ges ão de Recu sos e Riscos ................................................................................... 14
2.2 Abo dagem Kanban ......................................................................................................... 16
2.2.1 Visão ge al da abo dagem Kanban ........................................................................... 16
2.2.2 Bene ícios da Implemen ação do Kanban ................................................................. 19
2.2.3 Desa ios na Implemen ação do Kanban ................................................................... 20
2.2.4 S and-up mee ings ................................................................................................... 21
2.2.5 Ce i icações Kanban disponí eis ............................................................................. 22
3. Abo dagem de In es igação ...................................................................................................... 25
3.1 Desenho do es udo .......................................................................................................... 25
3.2 Técnicas de Recolha de Dados ......................................................................................... 27
3.2.1 Ques ioná ios Es u u ados ...................................................................................... 28
3.2.2 Indicado es de Desempenho .................................................................................... 30
3.3 Mé odos de análise dos dados ......................................................................................... 31
iii
3.3.1 Análise dos dados do ques ioná io ........................................................................... 33
3.3.2 Análise dos indicado es de desempenho .................................................................. 34
3.3.3 In eg ação dos esul ados ........................................................................................ 34
3.4 Validade e con iabilidade do es udo .................................................................................. 35
3.4.1 Validade do es udo .................................................................................................. 35
3.4.2 Con iabilidade do es udo .......................................................................................... 37
4. In es igação-ação ..................................................................................................................... 40
4.1 Con ex o o ganizacional da Emp esa X ............................................................................. 40
4.1.1 His ó ico e missão da emp esa ................................................................................ 40
4.1.2 Es u u a o ganizacional .......................................................................................... 41
4.1.3 Tipos de p oje os ge idos ......................................................................................... 41
4.2 Es ado a ual da ges ão de p oje os na Emp esa X ............................................................. 42
4.2.1 P ocessos e Fe amen as de Ges ão de P oje os A uais ............................................ 42
4.2.2 P oblemas Iden i icados ........................................................................................... 43
4.2.3 Necessidade de Implemen ação de No as P á icas .................................................. 44
4.3 Implemen ação das P á icas de Ges ão P opos as ............................................................ 45
4.3.1 Implemen ação do Kanban ...................................................................................... 45
4.3.2 In odução das Reuniões Diá ias de Pé (S and-up Mee ings) ..................................... 48
4.3.3 Desa ios na Implemen ação ..................................................................................... 50
5. Recolha e Análise de Dados ...................................................................................................... 52
5.1 Análise dos Dados dos Ques ioná ios ............................................................................... 52
5.1.1 Es a ís icas desc i i as ............................................................................................. 57
5.1.2 Co elação en e a iá eis ........................................................................................ 58
5.2 Análise dos Indicado es de Desempenho .......................................................................... 58
5.2.1 Núme o de p azos pe didos ..................................................................................... 59
5.2.2 Núme o de E os de Comunicação Regis ados ......................................................... 60
5.2.3 Núme o de Ho as Ex as Realizadas pelos Colabo ado es ......................................... 61
6. Análise de Resul ados ............................................................................................................... 64
6.1 A aliação da E icácia das Medidas Implemen adas ........................................................... 64
6.1.1 Melho ias na E iciência Ope acional ......................................................................... 64
3
melho es p á icas de ges ão, nomeadamen e o Kanban, com o obje i o de melho a a ges ão e,
consequen emen e, o sucesso dos p oje os.
A pe gun a de in es igação des a disse ação é:
Como pode a implemen ação de Kanban e de s and-up mee ings aumen a a e iciência na ges ão de
p oje os de inanciamen os comuni á ios?
Es e p oje o de in es igação em como obje i o a implemen ação de abo dagens ágeis, com des aque
pa a o Kanban, numa emp esa que ge e p oje os inanciados po undos comuni á ios. A emp esa, aqui
designada po “Emp esa X”, econhece a impo ância de melho a a e iciência e minimiza os e os de
comunicação no deco e dos p oje os, especialmen e conside ando os desa ios associados à
coo denação de múl iplas a i idades simul âneas. Pa a apoia a melho ia con ínua na ges ão de p oje os,
es e es udo isa implemen a e analisa o impac o da implemen ação da abo dagem Kanban na
o ganização.
Des a o ma, pa a a ingi o obje i o p opos o, suge em-se os seguin es passos:
a) Analisa as p á icas de ges ão de p oje os a ualmen e u ilizadas na Emp esa X pa a iden i ica
opo unidades de melho ia, incluindo as e amen as e es a égias ado adas.
b) Iden i ica e desc e e os p incipais desa ios e obs áculos en en ados pela o ganização na
ges ão de p oje os, com ên ase na coo denação de a i idades, cump imen o de p azos e
e iciência ope acional.
c) A alia o impac o da implemen ação do Kanban na ges ão de p oje os da Emp esa X, medindo
a sua e icácia no desempenho e coo denação das equipas.
d) Desen ol e e p opo es a égias adicionais pa a a melho ia con ínua na ges ão de p oje os, com
base nos esul ados ob idos, de modo a po encia o sucesso dos p oje os e aumen a a e iciência
o ganizacional.
1.3 Sín ese da abo dagem de in es igação
Nes a secção, se á ap esen ada a abo dagem de in es igação ado ada pa a esponde à ques ão de
in es igação e alcança os obje i os p opos os. En e as di e sas abo dagens disponí eis, op ou-se po
segui a p opos a de (Saunde s e al., 2007) pa a a ealização des e es udo. Es es au o es desen ol e am
4
o concei o da “Cebola de In es igação”, como pode se obse ado na Figu a 1, que desc e e e analisa
as di e en es camadas que compõem es a abo dagem.
Figu a 1 - “Resea ch Onion” de (Saunde s e al., 2007)
A p imei a camada da “Cebola de In es igação” diz espei o à Filoso ia da in es igação. Associa-se es e
e mo com a manei a como o conhecimen o é desen ol ido em elação à sua na u eza (Saunde s e al.,
2007). No p esen e es udo, que isa implemen a o Kanban pa a melho a a e iciência na ges ão de
p oje os na Emp esa X, a iloso ia a implemen a se á o p agma ismo.
Is o po que o p agma ismo pe mi e a u ilização de mé odos mis os, combinando abo dagens
quan i a i as e quali a i as, o que se alinha bem com os obje i os do es udo. Es e p oje o en ol e an o
a ecolha de dados quan i a i os (como o núme o de e os de comunicação, p azos não cump idos e
ho as ex as p a icadas pelos colabo ado es da emp esa) quan o quali a i os (a a és de ques ioná ios
pa a ob e as pe ceções dos colabo ado es sob e a implemen ação do Kanban e ou as p á icas).
5
A p óxima camada es á elacionada com a Abo dagem de In es igação, is o é, qual o ipo de
pesquisa que se á ealizada. Pa a es e p oje o, a abo dagem a segui se á a abo dagem mis a (ou
híb ida).
Dado que o p oje o se baseia na implemen ação do Kanban (com base em eo ias e p á icas
es abelecidas na ges ão ágil de p oje os), se á ado ada uma abo dagem dedu i a.
A Es a égia de In es igação de ine como o plano de e se seguido, is o é, de que o ma de e abo da
as ques ões de in es igação. A ua como a conexão en e a abo dagem me odológica de in es igação e o
ho izon e empo al. Assim, pa a es a in es igação se á u ilizada uma in es igação-ação pois, como o
obje i o p incipal é p opo uma abo dagem de ges ão de p oje os baseada na u ilização de quad os
Kanban e analisa a implemen ação do Kanban na Emp esa X. A in es igação-ação ai pe mi i examina
de o ma de alhada como a in odução do Kanban (e p á icas complemen a es) a e a a e iciência da
ges ão de p oje os, quais os desa ios en en ados e os esul ados ob idos.
Na camada dos Mé odos de In es igação, se á ado ada uma abo dagem mis a, com dados
quan i a i os e quali a i os.
Es a escolha, pelo lado quan i a i o, pe mi i á a ecolha de dados numé icos, o necendo uma a aliação
cla a e obje i a sob e a e icácia do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es na ges ão de p oje os.
A ecolha des es dados quan i a i os inclui á mé icas obje i as da ges ão de p oje os, como:
i) P azos pe didos: núme o de p oje os ou a e as que não o am concluídos den o do
p azo es ipulado an es e após a implemen ação do Kanban.
ii) E os de comunicação: Núme o de alhas de comunicação epo adas pelos
colabo ado es, analisadas an es e depois da in odução das no as p á icas.
iii) Ho as ex as: To al de ho as ex as abalhadas pelos colabo ado es, como uma medida
indi e a da e iciência do luxo de abalho.
Po ou o lado, os ques ioná ios se ão es u u ados de o ma a cap a as pe ceções dos colabo ado es
a a és de pe gun as de espos a echada, com escalas de 0 a 10, que pe mi i ão medi as opiniões
sob e aspe os como a e iciência da ges ão de a e as, a cla eza da comunicação nas euniões diá ias,
en e ou os. Vis o que a amos a se á conside a elmen e eduzida (22 colabo ado es) e es es es a ão,
essencialmen e, a da a sua opinião, es es dados são conside ados quali a i os.
6
No que conce ne o Ho izon e Tempo al, es e se á um es udo longi udinal, o que pe mi e
acompanha e analisa a implemen ação do Kanban e ou as p á icas de ges ão ao longo do empo,
a aliando não apenas os esul ados imedia os, mas ambém os e ei os a longo p azo e as adap ações
necessá ias.
A úl ima e apa na sequência de camadas da abo dagem e e e-se às Técnicas e P ocedimen os, que,
nes e p oje o, en ol e ão mé odos quan i a i os e quali a i os. Pa a a ecolha de dados, se ão
ado adas as seguin es écnicas:
i) Ques ioná ios Es u u ados: Se ão aplicados aos colabo ado es pa a ecolhe dados
sob e a pe ceção da implemen ação do Kanban, das euniões diá ias e dos quad os
isuais. Os ques ioná ios u iliza ão escalas numé icas de 0 a 10 pa a medi a o es como
a e iciência da comunicação, a e icácia na execução de a e as, o cump imen o de
p azos, a ges ão de ca gas de abalho e a coo denação en e as equipas.
ii) Análise de Indicado es de Desempenho: Se ão ecolhidos dados quan i a i os
sob e mé icas o ganizacionais, como o núme o de e os de comunicação egis ados,
p azos pe didos e ho as ex as ealizadas pelos colabo ado es an es e após a
implemen ação das no as p á icas. Es a análise pe mi i á medi obje i amen e o
impac o das mudanças na e iciência e p odu i idade da ges ão de p oje os na Emp esa
X.
Os dados ecolhidos a a és dos ques ioná ios es u u ados e da análise dos indicado es de desempenho
se ão analisados com ecu so a uma e amen a de análise de dados quan i a i os, o so wa e IBM SPSS
S a is ics. Es a e amen a pe mi i á calcula es a ís icas desc i i as, como médias e des ios-pad ão, o
que pe mi i á compa ações pa a a alia se hou e melho ias signi ica i as nos esul ados após a
implemen ação do Kanban e das euniões diá ias de pé e quad os isuais.
1.4 Es u u a da disse ação
Es e documen o es á di idido em seis capí ulos, concebidos com o p opósi o de euni os elemen os
essenciais pa a alcança os obje i os des a in es igação e esponde à pe gun a de in es igação.
O Capí ulo 1 é o capí ulo in odu ó io, onde se ap esen a o enquad amen o do ema, a mo i ação pa a
a pesquisa, bem como a o mulação da pe gun a de in es igação, os obje i os a a ingi e a desc ição da
abo dagem ado ada pa a es e es udo.
7
No Capí ulo 2, se á ealizada uma e isão da li e a u a, abo dando emas cen ais como a ges ão de
p oje os, o Kanban e as euniões diá ias, com o obje i o de con ex ualiza o es udo e o nece uma base
eó ica pa a a in es igação.
O Capí ulo 3 oca-se na abo dagem de in es igação ado ada, desc e endo o desenho do es udo, as
écnicas de ecolha de dados u ilizadas (nomeadamen e os ques ioná ios e a análise de indicado es de
desempenho) e os mé odos de análise que se ão aplicados aos dados.
No Capí ulo 4, se á ei a a desc ição de alhada da in es igação-ação, a Emp esa X, explicando o
con ex o o ganizacional, o a ual es ado da ges ão de p oje os, e a implemen ação das p á icas de ges ão
p opos as.
O Capí ulo 5 dedica-se à análise dos dados ecolhidos, ap esen ando os esul ados ob idos a a és das
di e en es écnicas de ecolha, com a inalidade de a alia o impac o das p á icas implemen adas na
ges ão de p oje os da emp esa.
No Capí ulo 6, se á ei a a a aliação da e icácia das medidas implemen adas, des acando os p incipais
bene ícios obse ados nos p ocessos de abalho e nos indicado es de desempenho. Se ão, ainda,
discu idos os desa ios e obs áculos iden i icados du an e a ansição pa a as no as p á icas e as
limi ações da in es igação.
Po úl imo, no Capí ulo 7, se ão discu idas as conclusões da in es igação, onde se a alia á a e icácia
das medidas implemen adas, as ba ei as encon adas e os esul ados ob idos. Es e capí ulo ambém
abo da á as limi ações da in es igação e suges ões pa a abalhos u u os.
8
2. REVISÃO DE LITERATURA
A p esen e disse ação cen a-se na in es igação da ges ão de p oje os na á ea de consul o ia pa a
inanciamen o comuni á io, com ên ase na adoção do Kanban como abo dagem p incipal. Dado o
con ex o especí ico e os desa ios associados à ges ão de p oje os de consul o ia, é essencial explo a e
de alha os p incipais concei os que sus en am es a abo dagem, a im de p opo ciona uma
comp eensão p o unda dos elemen os que es u u am o es udo. Assim, a e isão da li e a u a con empla
uma análise das p á icas de ges ão de p oje os e da aplicação do Kanban, que p omo e a e iciência e a
coo denação em equipas.
O capí ulo inicia-se com uma in odução aos concei os de ges ão de p oje os, em que se des aca o ciclo
de ida dos p oje os, com especial a enção aos equisi os e desa ios p óp ios dos p oje os inanciados
po undos comuni á ios. Es es p oje os exigem a con o midade com p azos igo osos, uma ges ão e icaz
dos ecu sos disponí eis e o cump imen o de especi icações de inanciamen o e execução (P ojec
Managemen Ins i u e, 2021). Es es a o es o nam a adap ação de abo dagens ágeis, como o Kanban,
pa icula men e ele an e pa a a melho ia do desempenho o ganizacional e pa a a o imização de
p ocessos den o da consul o ia (Schmi & Hö ne , 2020).
I á se , ainda, analisada a abo dagem de ges ão de p oje os po Kanban, que é uma abo dagem isual
e lexí el que acili a o luxo de abalho e aumen a a e iciência das equipas. Es a secção explo a á como
a implemen ação do Kanban pode se ajus ada às necessidades especí icas de p oje os complexos e em
cons an e e olução, como os de consul o ia.
2.1 Ges ão de p oje os
Nes a secção, se ão explo ados concei os undamen ais elacionados com a ges ão de p oje os,
abo dando emas essenciais pa a a sua execução e icaz. Se ão discu idos a de inição de p oje o e ges ão
de p oje os (2.1.1), os desa ios especí icos de p oje os inanciados po undos comuni á ios (2.1.2) e a
ges ão de ecu sos e iscos (2.1.3). Es es concei os são c uciais pa a comp eende as melho es p á icas
na ges ão de p oje os em con ex os exigen es e egulados, como os inanciamen os comuni á ios.
2.1.1 De inição de P oje o e Ges ão de P oje os
A de inição de p oje o é um concei o undamen al no campo da ges ão e em sido amplamen e explo ada,
dado o ca á e empo á io e especí ico que ca ac e iza es as inicia i as. O P ojec Managemen Ins i u e
(PMI) de ine um p oje o como um es o ço empo á io, com início e im bem delimi ados, des inado a
9
c ia um esul ado único, seja ele um p odu o, se iço ou solução dis in a (P ojec Managemen Ins i u e,
2021). Es es elemen os de empo alidade e singula idade des acam-se em elação às ope ações
con ínuas das o ganizações, di e enciando p oje os de p ocessos ope acionais que en ol em a i idades
epe i i as e de longo p azo.
No con ex o da consul o ia, em que mui os p oje os são inanciados po undos comuni á ios, a ges ão
e icaz é essencial pa a ga an i o cump imen o dos equisi os de cada p oje o, desde p azos a é
especi icações inancei as, em que p á icas ágeis como o Kanban podem apoia essa especi icidade,
p omo endo a adap ação e o alinhamen o aos equisi os mu á eis de p oje os inanciados (Schmi &
Hö ne , 2020).
Adicionalmen e, a ges ão de p oje os pode se en endida como a aplicação coo denada de
conhecimen os, compe ências, e amen as e écnicas, isando alcança os obje i os do p oje o e a ende
aos equisi os p ede inidos. A in eg ação de me odologias ágeis e uma coo denação e icaz das a i idades
do p oje o são de e minan es pa a ga an i o sucesso dos esul ados (Ganebnykh e al., 2019).
A ges ão de p oje os não se limi a apenas ao planeamen o, mas inco po a ambém uma iloso ia de
abalho colabo a i a e adap a i a. No con ex o ágil, o uso de quad os Kanban pode se pa icula men e
e icaz na coo denação de a i idades e na ges ão de a e as, ajudando as equipas a ajus a -se a no as
p ocu as com mais lexibilidade e anspa ência (Damij & Damij, 2024).
Impo a e e i que o papel do ges o de p oje os é c ucial, is o que es e se encon a en ol ido com
á ios aspe os do p oje o, incluindo a coo denação, in eg ação de di e en es disciplinas e á eas de
conhecimen o e a iden i icação e mi igação de iscos.
A abo dagem mode na à ges ão de p oje os en ol e cinco g upos de p ocessos in e - elacionados, como
pode se obse ado na Figu a 2, desc i os no guia PMBOK (P ojec Managemen Body o Knowledge).
i) Iniciação: De ini o p oje o em e mos ge ais e ob e a au o ização pa a a ança .
ii) Planeamen o: Es abelece o âmbi o, os obje i os, os ecu sos necessá ios e o plano de ação.
iii) Execução: Coo dena pessoas e ecu sos pa a implemen a o plano de ação.
i ) Moni o ização e Con olo: Acompanha o p og esso, ge i iscos e assegu a que o p oje o es á
no umo ce o.
) Ence amen o: Fo maliza a acei ação do p oje o e concluí-lo o icialmen e.
10
Figu a 2 - Cinco g upos de p ocessos da ges ão de p oje os (P ojec Managemen Ins i u e, 2017)
A ges ão de p oje os não é apenas o planeamen o de alhado, is o que en ol e ambém a ges ão das
ince ezas e a adap ação às mudanças ao longo do ciclo de ida do p oje o. Em p oje os com
inanciamen o comuni á io, como os ge idos pela Emp esa X, a ges ão de p oje os adqui e uma
ele ância ainda maio de ido aos equisi os igo osos de con o midade e ao acompanhamen o con ínuo
dos esul ados espe ados. A capacidade de in eg a p á icas ágeis, como o Kanban, pode acili a uma
ges ão mais e icaz e adap a i a, especialmen e em con ex os de ele ada p essão e múl iplas a iá eis
ex e nas.
2.1.2 Desa ios Especí icos de P oje os Financiados po Fundos Comuni á ios
A ges ão de p oje os inanciados po undos comuni á ios ap esen a uma sé ie de desa ios únicos que
dis inguem es es p oje os de ou as inicia i as o ganizacionais. Esses desa ios su gem das exigências
igo osas impos as pelas en idades inanciado as, que incluem eg as de con o midade, p azos ígidos e
a necessidade de uma ges ão e icien e dos ecu sos. P oje os inanciados po undos comuni á ios, como
os ge idos pela Emp esa X, eque em um ele ado ní el de planeamen o, moni o ização e con olo de ido
à sua dependência de inanciamen o ex e no, mui as ezes associado a p og amas de apoio ao
desen ol imen o egional ou social. Nes a secção, se ão discu idos os p incipais desa ios que su gem
na ges ão des e ipo de p oje os.
Con o midade Regulamen a e Audi o ias Rigo osas: Um dos maio es desa ios dos p oje os
inanciados po undos comuni á ios é a necessidade de cump i igo osos equisi os de con o midade
egulamen a . Os inanciado es impõem di e izes especí icas pa a a execução dos p oje os, exigindo
11
que as o ganizações sigam no mas e p ocedimen os de alhados. Como pode se is o na Tabela 1, esses
equisi os podem inclui :
i) Rela ó ios de p og esso pe iódicos: A o ganização p ecisa o nece ela ó ios egula es sob e
o andamen o do p oje o, documen ando o uso dos undos, os esul ados alcançados e o
cump imen o dos ma cos es abelecidos. Esses equisi os são de inidos pa a ga an i
anspa ência e esponsabilidade na u ilização dos undos (Financial Regula ion Applicable
o he Gene al Budge o he Union and I s Rules o Applica ion, 2020).
ii) Audi o ias: P oje os inanciados es ão sujei os a audi o ias egula es, nas quais os
inanciado es e i icam se os ecu sos o am usados de aco do com as di e izes
es ipuladas. As audi o ias podem en ol e a e isão de documen os inancei os, con a os e
ela ó ios de execução.
Tabela 1 - Con o midades Regulamen a es (Eu opean Cou o Audi o s, 2024)
Requisi o de
Con o midade
Desc ição
Consequências do
Incump imen o
Rela ó ios de P og esso
Rela ó ios pe iódicos de alhando o
uso dos undos e os ma cos
alcançados
Suspensão ou pe da de
inanciamen o
Audi o ias
Re isão dos documen os inancei os
e ela ó ios de execução
Mul as ou de olução de undos
Regis os Financei os
Manu enção de egis os de alhados
de odas as despesas
Penalizações inancei as ou
suspensão
Esses equisi os de con o midade podem ge a uma sob eca ga adminis a i a signi ica i a pa a as
o ganizações, que p ecisam man e egis os minuciosos de odas as a i idades e despesas. Qualque
alha no cump imen o das no mas pode le a a penalizações, eembolsos de undos ou mesmo à
in e upção do inanciamen o, o que pode comp ome e o sucesso do p oje o.
12
Cump imen o de P azos Rigo osos: Os p azos igo osos são um dos desa ios mais c í icos nos
p oje os inanciados po undos comuni á ios, di idindo-se em duas ases p incipais:
i) P azos pa a Ap esen ação de Candida u as: Os inanciado es de inem p azos especí icos
pa a a submissão das candida u as, mui as ezes em janelas empo ais limi adas. Es es
p azos são ixos, e as o ganizações que p e endem conco e a undos comuni á ios
p ecisam de p epa a e subme e oda a documen ação necessá ia, como planos de p oje o,
o çamen os e jus i icações, den o do pe íodo es ipulado. Qualque a aso ou alha na
submissão pode esul a na exclusão imedia a do p ocesso de seleção, comp ome endo o
acesso ao inanciamen o po um ciclo comple o (Budge , 2021).
ii) P azos du an e a Execução do P oje o: Após a ap o ação da candida u a, a execução do
p oje o ambém es á sujei a a p azos igo osos pa a a conclusão das a i idades e pa a a
en ega de ela ó ios de p og esso. A o ganização de e espei a as da as de início e é mino
do p oje o, assim como cump i os p azos pa a a submissão de ela ó ios inancei os e
pedidos de eembolso. De aco do com os Regulamen os Financei os da União Eu opeia, o
incump imen o dessas ob igações pode esul a em a asos na libe ação de undos ou a é
à ecupe ação de undos já pagos se os obje i os e p azos aco dados não o em cump idos
(Budge , 2021).
Ges ão E icien e de Recu sos e O çamen o: Ou o desa io signi ica i o em p oje os inanciados po
undos comuni á ios é a necessidade de uma ges ão e icien e dos ecu sos, an o humanos quan o
inancei os. Es es p oje os êm equen emen e o çamen os ixos, e o uso inadequado dos ecu sos pode
comp ome e a sua iabilidade. As o ganizações são ob igadas a:
i) Dis ibui os ecu sos com p ecisão: Ga an i que o inanciamen o ecebido é u ilizado de
o ma e icien e e alinhada com os obje i os do p oje o. Qualque des io no uso dos undos
pode esul a em penalizações ou na necessidade de de ol e o inanciamen o.
ii) Con ola os cus os com igo : As o ganizações p ecisam implemen a mecanismos de
con olo inancei o pa a e i a que os cus os excedam o o çamen o ap o ado. Isso en ol e
a moni o ização cons an e dos gas os e a an ecipação de quaisque des ios que possam
comp ome e o o çamen o global.
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2.2.2 Bene ícios da Implemen ação do Kanban
A implemen ação do Kanban az uma sé ie de bene ícios que podem melho a signi ica i amen e a
e iciência e a anspa ência nas ope ações o ganizacionais. Um dos p incipais bene ícios é o aumen o
da e iciência ope acional. Ao limi a o núme o de a e as em p og esso a a és do concei o de WIP (Wo k
in P og ess), como acon ece na Figu a 5, o Kanban pe mi e que as equipas se concen em em conclui
a i idades an es de inicia no as, eduzindo a sob eca ga e maximizando a p odu i idade (Damij & Damij,
2024). Es a p á ica acili a um luxo de abalho mais o ganizado e e i a o acúmulo de a e as inacabadas.
Figu a 5 - Limi e de WIP a ingido (Alkan, 2020)
Ou o bene ício undamen al do Kanban é a anspa ência. Os quad os Kanban p opo cionam uma isão
cla a e isual do es ado de cada a e a, o que aumen a a isibilidade pa a odos os memb os da equipa
e s akeholde s, p omo endo um ambien e de esponsabilidade e alinhamen o cole i o (G anulo &
Tano ic, 2019). Em con ex os de consul o ia, onde a colabo ação en e equipas mul idisciplina es é
essencial, essa anspa ência ajuda a e i a mal-en endidos e p omo e uma comunicação mais e icaz
en e as pa es en ol idas.
Po im, a lexibilidade do Kanban pe mi e uma ápida adap ação a mudanças nos equisi os dos p oje os,
possibili ando ajus es dinâmicos no luxo de abalho sem causa in e upções signi ica i as (Schmi &
Hö ne , 2020). Es a ca ac e ís ica é especialmen e ú il em ambien es onde as exigências dos clien es ou
do me cado a iam equen emen e, o nando o Kanban uma abo dagem aliosa pa a a ges ão de
p oje os em con ex os ágeis e dinâmicos.
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2.2.3 Desa ios na Implemen ação do Kanban
Apesa dos bene ícios signi ica i os em e mos de e iciência e lexibilidade, a implemen ação da
abo dagem Kanban ap esen a alguns desa ios, especialmen e pa a as o ganizações em ase inicial de
adoção de me odologias ágeis ou com cul u as mais conse ado as. Exis em algumas ba ei as
p esen es, como a esis ência in e na e as di iculdades ope acionais, que podem pô em isco a e icácia
da implemen ação se não o em a adas de o ma es a égica (Ganebnykh e al., 2019).
Em ambien es onde p edominam p ocessos bem es abelecidos, o Kanban pode se ecebido com
ce icismo, pois al e a a dinâmica do abalho e enco aja uma maio au onomia nas equipas. A ansição
pa a p á icas como a limi ação de WIP pode ge a elu ância, especialmen e se os colabo ado es
es i e em habi uados a ge i á ias a e as simul aneamen e (Schmi & Hö ne , 2020). Es e p oblema
pode se mi igado com uma abo dagem g adual e o mação con ínua que ajude os colabo ado es a
comp eende os bene ícios p á icos da me odologia, acili ando a adap ação.
Ou o desa io na aplicação do Kanban é a de inição e ajus e dos limi es de WIP, que são undamen ais
pa a man e um luxo de abalho equilib ado. Es abelece limi es de WIP adequados pode se um
p ocesso complexo, pois depende das especi icidades da equipa e das a e as en ol idas. Limi es mal
de inidos podem esul a em sob eca ga de abalho ou, in e samen e, em subu ilização dos ecu sos
disponí eis, o que a e a di e amen e a p odu i idade e a qualidade dos esul ados. A moni o ização
con ínua e o ajus e egula desses limi es com base em mé icas de desempenho, como o empo de
ciclo, pe mi indo que as equipas iden i iquem e eliminem ine iciências ao longo do empo (Damij & Damij,
2024).
A cul u a o ganizacional ambém desempenha um papel de e minan e na acei ação do Kanban, pois
o ganizações com es u u as hie á quicas ígidas ou esis en es a mudanças podem encon a
di iculdades em ado a uma me odologia que alo iza a anspa ência, au onomia e esponsabilidade
compa ilhada. A aplicação do Kanban nes es con ex os exige uma mudança g adual de men alidade e
um maio en ol imen o da lide ança, que de e p omo e uma cul u a de melho ia con ínua e enco aja
a equipa a adap a -se aos no os p ocessos. Segundo es udos empí icos sob e o impac o de es ições,
o supo e da ges ão e a c iação de um ambien e de con iança são c uciais pa a que as equipas ado em
plenamen e os p incípios do Kanban (Sa he & Panse, 2023).
Além disso, a manu enção de uma cul u a de melho ia con ínua ep esen a um desa io de longo p azo.
Uma implemen ação bem-sucedida do Kanban exige que as equipas se comp ome am a moni o iza
egula men e o seu desempenho e a p ocu a cons an emen e o mas de ap imo a o luxo de abalho.
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2.2.4 S and-up mee ings
As euniões diá ias de pé, ep esen adas na Figu a 6, conhecidas como s and-up mee ings, são um
elemen o cen al em mui as p á icas ágeis, sendo amplamen e u ilizadas em conjun o com abo dagens
como o Kanban. Es as euniões êm como obje i o ga an i uma comunicação e icien e e ápida den o
das equipas, p omo endo o alinhamen o e a anspa ência. Embo a o Kanban se oque p incipalmen e
na ges ão isual do luxo de abalho, as euniões diá ias são um p ocedimen o complemen a que
e o ça a coo denação e ajuda a equipa a iden i ica e esol e bloqueios apidamen e.
O obje i o p incipal das euniões diá ias de pé é pe mi i que a equipa aça uma a ualização ápida do
es ado a ual do p oje o, iden i icando e en uais impedimen os e p io izando a e as. O p opósi o dessas
euniões é aumen a a anspa ência e melho a a sinc onização en e os memb os da equipa, ajudando-
os a iden i ica apidamen e os obs áculos que podem impedi o p og esso (Su he land, 2014). Embo a
as euniões diá ias sejam equen emen e associadas ao Sc um, elas são igualmen e e icazes quando
usadas em conjun o com o Kanban, o necendo uma es u u a adicional pa a ga an i que odos es ão
alinhados com os obje i os do dia.
No con ex o da Emp esa X, as euniões diá ias de pé podem se pa icula men e ú eis pa a equilib a a
ca ga de abalho e ga an i que a equipa se man ém ocada nas p io idades mais imedia as. Nes as
euniões, cada memb o da equipa pa ilha ês aspe os undamen ais: o que ez no dia an e io , o que
planeia aze hoje e quais são os bloqueios ou desa ios que es á a en en a . Es a pa ilha diá ia pe mi e
uma isão cla a e imedia a das a i idades e po enciais p oblemas, acili ando a esolução ápida de
bloqueios e e i ando a asos desnecessá ios.
As euniões diá ias de pé são p oje adas pa a se em cu as e e icien es, ge almen e com uma du ação
de 15 minu os ou menos. O e mo “de pé” e e e-se ao ac o de os pa icipan es pe manece em de pé
du an e a eunião, o que incen i a a b e idade e man ém o oco na esolução ápida de p oblemas, ao
in és de discussões longas e de alhadas.
A equência ideal das euniões é diá ia, pois assegu a que a equipa es eja em cons an e sin onia,
adap ando-se apidamen e a mudanças e ajus ando as suas p io idades com base no es ado a ual do
p oje o (Su he land, 2014). Essa egula idade é c ucial, especialmen e em ambien es de al a p essão,
como a ges ão de p oje os de consul o ia, onde as p io idades podem muda apidamen e, e a equipa
p ecisa de es a alinhada cons an emen e.
Um dos p incipais bene ícios das euniões diá ias de pé é o seu impac o na coo denação e comunicação
den o da equipa. Ao e um pon o de e i icação diá io, os memb os da equipa êm uma opo unidade
egula de se a ualiza em sob e o es ado das a e as em p og esso, ajudando a p e eni mal-en endidos
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e ga an i o alinhamen o cons an e em o no dos obje i os do p oje o. Essas euniões ápidas pe mi em
que a equipa iden i ique apidamen e desa ios no luxo de abalho, que podem se a ados
imedia amen e após a eunião ou du an e o p óp io encon o.
Além disso, a p á ica das euniões diá ias de pé p omo e uma maio esponsabilidade indi idual. Cada
memb o da equipa é incen i ado a pa ilha o que em ei o e a econhece os desa ios que es á a
en en a , o que c ia um ambien e de esponsabilidade cole i a e p omo e a au onomia. Em p oje os de
consul o ia, essa esponsabilidade pa ilhada é essencial pa a assegu a que os p azos são cump idos e
que os clien es ecebem os esul ados espe ados no p azo es ipulado.
Figu a 6 - S and-up mee ing, de Ha y Bake T aining (2021)
2.2.5 Ce i icações Kanban disponí eis
Em Po ugal, as emp esas que p e endem implemen a e ce i ica -se em Kanban podem ob e
ce i icações econhecidas in e nacionalmen e. Es as ce i icações são amplamen e acei es e ajudam as
equipas e emp esas a ga an i que es ão a ado a p á icas Kanban segundo pad ões econhecidos.
Uma das p incipais ce i icações disponí eis é a Kanban Uni e si y (KU), que o e ece um p og ama
es u u ado de ce i icações com di e en es ní eis de compe ência, desenhado pa a p o issionais e
emp esas que desejam implemen a Kanban de o ma e icaz. Es as ce i icações são minis adas po
ins u o es ce i icados e podem se usu uídas em Po ugal a a és de o mações p esenciais e online.
A Kanban Uni e si y dispõe das seguin es ce i icações:
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a) Team Kanban P ac i ione (TKP): Des inada a inician es e equipas que es ão a começa a
implemen a Kanban. Es a ce i icação cob e os undamen os do Kanban, como isualização de
abalho e limi es de WIP ( abalho em p og esso).
b) Kanban Sys em Design (KMP I): Focado em p o issionais e ges o es que desejam ap o unda a
sua comp eensão do Kanban. O KMP I ensina a desenha e implemen a um sis ema Kanban
numa equipa ou o ganização. Es e cu so é o p imei o passo pa a quem p e ende ob e a
ce i icação Kanban Managemen P o essional (KMP).
c) Kanban Managemen P o essional (KMP II): Des inado a quem já possui o KMP I e p e ende
a ança pa a um ní el mais es a égico. O KMP II ap o unda as p á icas de ges ão Kanban e
inclui ópicos como ges ão de luxo, análise de mé icas e melho ia con ínua.
d) Kanban Coaching P o essional (KCP): Es a ce i icação a ançada é pa a p o issionais que
p e endem a ua como
coaches
Kanban em o ganizações. O KCP é ideal pa a consul o es e
líde es que desejam implemen a o Kanban em escalas maio es e ge i mudanças
o ganizacionais com e icácia.
e) Kanban Ma u i y Model (KMM): Es a ce i icação é pa a p o issionais que p e endem usa o
Kanban Ma u i y Model pa a escala o Kanban em o ganizações g andes e di e si icadas. O KMM
ajuda a adap a o Kanban de aco do com o ní el de ma u idade da emp esa, p omo endo uma
e olução segu a e e icien e.
Ou a o ganização ele an e é a Lean Kanban Inc., que o e ece ce i icações de Kanban alinhadas com
a iloso ia Lean, com di e en es ní eis de compe ência pa a p o issionais e equipas, nomeadamen e:
a) Lean Kanban Founda ion (Fundamen os de Kanban): In oduz os p incípios e p á icas
undamen ais do Kanban, com oco na ges ão do luxo e eliminação de despe dícios.
b) Lean Kanban Ad anced P ac i ione : Pa a p o issionais que desejam a ança além dos
undamen os e en ende Kanban em maio p o undidade, abo da ópicos como mé icas de
desempenho e ges ão de a e as.
c) Lean Kanban Mas e : A ce i icação mais a ançada da Lean Kanban Inc., des inada a
p o issionais que desejam lide a ans o mações o ganizacionais comple as usando Kanban
com ópicos de ges ão de po ólio Kanban e mé odos pa a escala o Kanban em g andes
equipas ou emp esas.
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Pa a ob e qualque uma des as ce i icações, as emp esas po uguesas podem p ocu a po pa cei os
de o mação ac edi ados e ce i icações que o e eçam cu sos p esenciais e online.
25
3. ABORDAGEM DE INVESTIGAÇÃO
Nes e capí ulo, se á ap esen ada a abo dagem u ilizada pa a a ealização da in es igação, de alhando o
desenho do es udo, as écnicas de ecolha de dados e os mé odos de análise aplicados. O obje i o des a
in es igação é a alia o impac o da implemen ação do Kanban e das euniões diá ias de pé na ges ão
de p oje os da Emp esa X.
O capí ulo es á di idido em qua o secções p incipais. Em p imei o luga , o desenho do es udo se á
desc i o na secção 3.1, explicando a escolha da abo dagem quan i a i a e o con ex o da in es igação.
Em seguida, na secção 3.2, se ão de alhadas as écnicas de ecolha de dados, que incluem a aplicação
de ques ioná ios es u u ados aos colabo ado es da Emp esa X e a análise de indicado es de
desempenho, como p azos pe didos e ho as ex as. A secção 3.3 oca -se-á nos mé odos de análise dos
dados, onde se á explicado o uso de e amen as como o SPSS pa a a análise dos ques ioná ios e a
compa ação dos indicado es an es e depois da implemen ação das no as p á icas. Po im, a secção
3.4 abo da á a alidade e con iabilidade do es udo, discu indo as medidas ado adas pa a ga an i a
p ecisão e consis ência dos esul ados.
Es a es u u a me odológica oi desenhada pa a assegu a que a in es igação p opo ciona uma análise
sólida sob e o impac o da implemen ação do Kanban e das s and-up mee ings na e iciência e
p odu i idade da Emp esa X.
3.1 Desenho do es udo
O p esen e es udo em como obje i o a alia o impac o da implemen ação do Kanban e das euniões
diá ias de pé na ges ão de p oje os de consul o ia na Emp esa X. Pa a a ingi es e obje i o, oi ado ada
uma abo dagem de in es igação-ação, pe mi indo a análise obje i a dos e ei os da aplicação das no as
p á icas de ges ão nos esul ados da emp esa.
A in es igação segue um desenho de es udo mis o, usando dados quan i a i os e quali a i os, onde os
dados ecolhidos são p incipalmen e numé icos, pe mi indo uma medição di e a do impac o das no as
p á icas na p odu i idade e e iciência dos p oje os. Os dados numé icos pe mi em uma análise de alhada
e obje i a (C eswell, 2014), sendo ap op iados pa a medi o impac o de in e enções, como a
implemen ação de abo dagens ágeis.
Es a abo dagem é adequada ao con ex o da Emp esa X, uma ez que a análise se baseia em
ques ioná ios de a aliação de 0-10 e em indicado es de desempenho mensu á eis, como o núme o de
26
p azos pe didos, ho as ex as e e os de comunicação, compa ando-se os esul ados an es e após a
implemen ação das no as abo dagens.
A escolha de uma in es igação-ação como es a égia de in es igação baseia-se na necessidade de
analisa p o undamen e um con ex o especí ico (Yin, 2017). Como se a a de uma emp esa que ge e
p oje os inanciados po undos comuni á ios, a implemen ação de p á icas ágeis como o Kanban, aliada
a euniões diá ias de pé, pode o e ece insigh s aliosos sob e os desa ios e opo unidades nes e ipo de
ges ão de p oje os.
A escolha de uma abo dagem mis a jus i ica-se pela necessidade de obje i idade na a aliação dos e ei os
das no as p á icas. Po um lado, i ão se u ilizados ques ioná ios es u u ados, com espos as echadas
numa escala de 0 a 10, que ab angem uma pequena amos a, com opiniões e pe ceções dos
colabo ado es da Emp esa X quan o à e iciência, comunicação e ges ão do empo.
Adicionalmen e, a análise de indicado es de desempenho quan i a i os, como p azos pe didos, ho as
ex as e e os de comunicação, i á o nece uma isão cla a sob e o impac o angí el das mudanças no
luxo de abalho. Es es indicado es, p esen es na Tabela 3, são amplamen e u ilizados na a aliação de
p á icas de ges ão ágil (Ande son, 2010).
Tabela 3 - Técnicas de ecolha de dados
Técnica
Tipo de Dados
Va iá eis Medidas
Fe amen as
Ques ioná ios
Quan i a i o
Pe ceções de e iciência,
comunicação, ges ão do empo
Escala de 0 a 10
Indicado es de
Desempenho
Quan i a i o
P azos pe didos, ho as ex as,
e os de comunicação
Dados numé icos
analisados ia SPSS
Ao op a po uma abo dagem mis a, ga an e-se uma análise obje i a, capaz de iden i ica pad ões e
co elações en e a implemen ação do Kanban e os esul ados da ges ão de p oje os. Es a abo dagem
pe mi e a alia se as p á icas implemen adas ealmen e esul a am em melho ias de p odu i idade,
e iciência e comunicação, p opo cionando dados pa a undamen a as conclusões do es udo.
No que diz espei o ao con ex o da in es igação, a Emp esa X é uma emp esa de consul o ia
especializada na ges ão de p oje os inanciados po undos comuni á ios, o que a o na um caso de
es udo ele an e pa a in es iga o impac o de abo dagens ágeis e p á icas complemen a es num
ambien e de p oje os complexos e al amen e egulamen ados. O es udo concen a-se na aplicação
27
dessas abo dagens a oda a emp esa, com o obje i o de aumen a a anspa ência, melho a a
coo denação das equipas e eduzi e os e a asos nos p oje os.
Es e con ex o de in es igação, com oco em p oje os de consul o ia, é adequado pa a a implemen ação
do Kanban e p ocedimen os complemen a es, uma ez que en ol e uma g ande quan idade de a e as
simul âneas e a necessidade de esponde apidamen e a mudanças nos equisi os dos inanciado es.
Assim, o es udo não só a alia á o impac o di e o na execução dos p oje os, como ambém in es iga á
como as p á icas ágeis podem melho a a ges ão de múl iplos p oje os simul âneos. Na Figu a 7, é
possí el isualiza o luxo do desenho do es udo.
Figu a 7 - Fluxo do desenho do es udo
3.2 Técnicas de Recolha de Dados
Pa a a ealização des a in es igação, o am ado adas duas écnicas p incipais de ecolha de dados:
ques ioná ios es u u ados (3.2.1) e indicado es de desempenho (3.2.2).
28
Es as écnicas o am escolhidas de o ma a p opo ciona uma a aliação ab angen e dos e ei os da
implemen ação do Kanban e das euniões diá ias de pé na ges ão de p oje os da Emp esa X.
3.2.1 Ques ioná ios Es u u ados
Os ques ioná ios são amplamen e u ilizados como uma écnica de ecolha de dados, pe mi indo a
ob enção de espos as pad onizadas e compa á eis en e o g upo de esponden es. Os ques ioná ios
podem se classi icados de aco do com di e en es c i é ios, como o ipo de ques ões, o modo de
p eenchimen o, o meio de di ulgação e o ipo de aplicação (Saunde s e al., 2007).
No que diz espei o ao ipo de ques ões, os ques ioná ios podem se :
i) Es u u ados;
ii) Semies u u ados;
iii) Não es u u ados.
Os ques ioná ios es u u ados são compos os po pe gun as de espos a echada, como escalas de
classi icação ou múl ipla escolha, e pe mi em a ecolha de dados obje i os e acilmen e analisá eis. Já
os semies u u ados combinam pe gun as echadas com algumas abe as, o e ecendo maio lexibilidade
nas espos as. Po ou o lado, os não es u u ados são compos os exclusi amen e po pe gun as abe as,
pe mi indo ao esponden e elabo a li emen e as suas espos as, sendo mais di icilmen e mensu á eis.
Ou a dimensão impo an e é o modo de p eenchimen o. Os ques ioná ios podem se p eenchidos pelo
p óp io esponden e, como é o caso dos ques ioná ios dis ibuídos po meios ele ónicos, ou podem se
p eenchidos po um en e is ado , que adminis a as pe gun as di e amen e ao esponden e.
Rela i amen e ao meio de di ulgação, os ques ioná ios podem se dis ibuídos em o ma o imp esso (em
papel) ou po meios ele ónicos, a a és de pla a o mas digi ais.
Po im, no que se e e e ao ipo de aplicação, podem se adminis ados p esencialmen e ou à dis ância,
u ilizando canais ele ónicos ou co eio.
Nes e es udo, se á u ilizado um ques ioná io es u u ado, com pe gun as echadas, pe mi indo a
ob enção de dados pad onizados e compa á eis. A escolha des e o ma o jus i ica-se pela necessidade
de medi pe ceções obje i as dos colabo ado es em elação à e iciência, comunicação e ges ão do empo
após a implemen ação do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es na Emp esa X. As pe gun as
se ão baseadas numa escala de 0 a 10, em que 0 ep esen a “ o almen e insa is ei o” ou “ine icaz” e
10 ep esen a “ o almen e sa is ei o” ou “al amen e e icaz”. Es a escala acili a a análise dos dados,
35
3.4 Validade e con iabilidade do es udo
Pa a ga an i que os esul ados ob idos nes a in es igação são sólidos e ep esen em ielmen e o impac o
da implemen ação do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es na Emp esa X, é essencial a alia
a alidade e a con iabilidade do es udo. Es es dois concei os são c uciais pa a assegu a que as
conclusões são p ecisas, consis en es e aplicá eis a con ex os semelhan es.
Nes a secção, se ão discu idas as medidas omadas pa a assegu a a alidade do es udo (3.4.1),
abo dando a capacidade de es abelece elações de causa e e ei o en e as a iá eis analisadas e a
gene alização dos esul ados pa a além da Emp esa X. Em seguida, se á analisada a con iabilidade do
es udo (3.4.2), que se e e e à consis ência dos esul ados ao longo do empo e à epe ibilidade do
mé odo de in es igação.
A es u u a des a secção oi delineada de modo a abo da , sepa adamen e, os concei os de alidade e
con iabilidade, explo ando as abo dagens me odológicas ado adas pa a assegu a a p ecisão e coe ência
dos esul ados des a in es igação.
3.4.1 Validade do es udo
A alidade de um es udo e e e-se à p ecisão com que os esul ados ep esen am a ealidade que se
p e ende medi e à capacidade de gene aliza essas conclusões pa a ou os con ex os. Exis em dois ipos
p incipais de alidade que se ão abo dados nes e es udo: alidade in e na e alidade ex e na. A alidade
in e na oca-se na capacidade de es abelece elações de causa e e ei o en e as a iá eis es udadas,
enquan o a alidade ex e na e e e-se à gene alização dos esul ados pa a além do con ex o especí ico
da Emp esa X.
Mais especi icamen e, a alidade in e na diz espei o à capacidade do es udo de ga an i que as
mudanças obse adas nos indicado es de desempenho (como a edução de p azos pe didos, ho as
ex as e e os de comunicação) são de ac o esul ado da implemen ação do Kanban e dos
p ocedimen os complemen a es, e não de ou os a o es ex e nos ou in e enien es. Pa a assegu a a
alidade in e na, o am implemen adas á ias medidas, incluindo:
i) Con olo das a iá eis ex e nas: O es udo oca-se exclusi amen e na análise dos dados da
Emp esa X du an e um pe íodo especí ico, an es e depois da implemen ação do Kanban. A
análise compa a i a dos ês meses an e io es e ês meses pos e io es à mudança eduz o
impac o de a iá eis ex e nas, pe mi indo isola melho os e ei os do Kanban.
36
ii) Uso de indicado es quan i a i os obje i os: A u ilização de indicado es cla os, como o
núme o de p azos pe didos, núme o de e os de comunicação e núme o de ho as ex as,
ajuda a minimiza a subje i idade da a aliação. Indicado es quan i a i os são
equen emen e apon ados como mais obus os em es udos de alidação causal, uma ez
que são di e amen e mensu á eis e e i icá eis.
iii) Mé odos es a ís icos sólidos: A aplicação do so wa e SPSS ga an e que as di e enças
obse adas nos indicado es de desempenho an es e depois da implemen ação do Kanban
não são u o de a iabilidade alea ó ia, mas sim de uma mudança signi ica i a.
A alidade ex e na e e e-se à capacidade de gene aliza os esul ados do es udo pa a ou os con ex os
o ganizacionais o a da Emp esa X. No en an o, es e es udo em uma na u eza mais especí ica, cen ada
numa emp esa de consul o ia com p oje os inanciados po undos comuni á ios, o que pode limi a a
sua aplicabilidade a o ganizações com ca ac e ís icas di e en es. Ainda assim, o am ado adas algumas
medidas pa a melho a a alidade ex e na:
i) Con ex o aplicá el: O es udo cen a-se em p á icas de ges ão que são amplamen e aplicá eis
em di e en es ipos de o ganizações, nomeadamen e o Kanban e as s and-up mee ings, que
êm sido u ilizados com sucesso em se o es ão a iados como a indús ia, ecnologia e
se iços. Assim, os p incípios es ados nes e es udo podem se aplicados a ou as
o ganizações que en en am desa ios semelhan es de ges ão de p oje os.
ii) Desc ição de alhada do con ex o: A desc ição de alhada do con ex o o ganizacional da
Emp esa X, incluindo os p ocedimen os complemen a es ado ados, pe mi e que ou os
in es igado es e o ganizações possam en ende cla amen e as condições sob as quais os
esul ados o am ob idos e iden i ica se são aplicá eis a ou as ealidades (Saunde s e al.,
2007).
iii) Aplicabilidade em ambien es ágeis: Como o Kanban e os p ocedimen os complemen a es
u ilizados nes e es udo são equen emen e ado ados em ambien es ágeis, os esul ados
podem se mais acilmen e gene alizados pa a emp esas que ope am em con ex os ágeis,
onde a melho ia con ínua, a lexibilidade e a anspa ência são a o es-cha e pa a o sucesso
dos p oje os.
37
3.4.2 Con iabilidade do es udo
A con iabilidade de um es udo e e e-se à consis ência e es abilidade dos esul ados ao longo do empo,
bem como à capacidade de eplica o es udo e ob e esul ados semelhan es. Um es udo é conside ado
con iá el quando os seus mé odos de ecolha e análise de dados p oduzem esul ados consis en es e
ep oduzí eis em di e en es momen os ou con ex os. No p esen e es udo, o am ado adas á ias medidas
pa a ga an i que os esul ados ob idos sejam consis en es e que o mé odo u ilizado possa se eplicado
po ou os in es igado es.
Uma das p incipais medidas pa a ga an i a con iabilidade do es udo é a pad onização dos ins umen os
de ecolha de dados, nomeadamen e os ques ioná ios es u u ados. A u ilização de ques ioná ios
es u u ados, com pe gun as de espos a echada e baseadas numa escala de 0 a 10, pe mi e ob e
espos as compa á eis de odos os pa icipan es, minimizando a subje i idade e aumen ando a
consis ência das espos as. Como o ques ioná io se á adminis ado ele onicamen e, a a és da
pla a o ma Google Fo ms, odos os esponden es e ão acesso às mesmas pe gun as e opções de
espos a, ga an indo uni o midade no p ocesso de ecolha de dados.
Os ques ioná ios es u u ados são pa icula men e ú eis em es udos quan i a i os pa a assegu a que as
mesmas pe gun as são ap esen adas a odos os pa icipan es de manei a idên ica, o que aumen a a
con iabilidade dos dados ecolhidos (Saunde s e al., 2007). A u ilização de escalas numé icas
pad onizadas (nes e caso, de 0 a 10) acili a a análise es a ís ica e pe mi e a u ilização de écnicas
es a ís icas con iá eis, como o SPSS.
Ou a medida é a consis ência empo al, que se e e e à es abilidade dos esul ados ao longo do empo.
No p esen e es udo, se á ealizado um acompanhamen o dos indicado es de desempenho ao longo de
um pe íodo de seis meses, compa ando os esul ados an es e depois da implemen ação do Kanban e
dos p ocedimen os complemen a es. A análise dos dados de ês meses an e io es e ês meses
pos e io es à implemen ação das no as p á icas assegu a que as medições são ealizadas em in e alos
de empo consis en es, eduzindo a in luência de lu uações pon uais ou de e en os excecionais que
possam dis o ce os esul ados.
A aplicação de es es es a ís icos con ibui pa a a con iabilidade do es udo, uma ez que esse mé odo
a alia a consis ência dos esul ados ob idos em momen os di e en es, mas com os mesmos
pa icipan es.
Adicionalmen e, os indicado es de desempenho u ilizados nes e es udo o am cuidadosamen e
selecionados pa a ga an i que são obje i os e quan i icá eis, minimizando possí eis a iações subje i as
38
na medição. Os indicado es são baseados em dados conc e os e egis ados pelos sis emas in e nos da
emp esa, o que ga an e que os dados são iá eis, con ibuindo pa a a consis ência dos esul ados.
A eplicabilidade ambém ep esen a uma medida ele an e, pois e e e-se à capacidade de ou os
in es igado es eplica em o es udo em con ex os semelhan es e ob e em esul ados consis en es. A
abo dagem u ilizada nes e es udo oi desenhada de modo a ga an i que ou os in es igado es ou
emp esas possam segui o mesmo p ocesso e ob e esul ados compa á eis. A desc ição de alhada das
écnicas de ecolha de dados (como os ques ioná ios es u u ados) e dos mé odos de análise es a ís ica
(u ilizando o SPSS) assegu a que o es udo pode se eplicado de o ma sis emá ica e que os esul ados
podem se compa ados com ou os es udos semelhan es.
Além disso, o uso de KPI’s e o ça a eplicabilidade do es udo, uma ez que esses indicado es são
equen emen e u ilizados em a aliações de desempenho em di e en es se o es e con ex os
emp esa iais. A u ilização de mé odos acilmen e eplicá eis é undamen al pa a ga an i que os es udos
possam se eplicados com sucesso e que os esul ados possam se compa ados de o ma álida
(Saunde s e al., 2007), cujos mé odos podem se e i icados na Tabela 4.
Tabela 4 - Validade e con iabilidade do es udo
C i é io
De inição
Obje i o
Medida
Ado ada
Exemplo no
Es udo
Validade
In e na
Medida em que os
esul ados são
causados pela
in e enção
Ga an i que as
mudanças
obse adas são
de idas ao
Kanban e não a
ou os a o es
Con olo das
a iá eis ex e nas
Compa ação dos
dados an es e
depois da
implemen ação
do Kanban
Validade
Ex e na
Gene alização dos
esul ados pa a
ou os con ex os
Facili a a
gene alização dos
esul ados pa a
ou os con ex os
Desc ição
de alhada do
con ex o da
Emp esa X e uso
de p á icas
amplamen e
aplicá eis
Aplicação dos
p incípios do
Kanban em
ou os se o es
39
Con iabilidade
Tempo al
Consis ência dos
esul ados ao
longo do empo
Assegu a
consis ência nos
esul ados e
epe ibilidade do
es udo
Pad onização dos
ques ioná ios e
indicado es de
desempenho
obje i os
Análise dos
indicado es de
desempenho ao
longo de seis
meses
Replicabilidade
Capacidade de
ou os
in es igado es
eplica em o
es udo
Ga an i que o
es udo pode se
eplicado e
compa ado com
ou os
Abo dagem
de alhada e
eplicá el com
uso de SPSS e
análise es a ís ica
Abo dagem
de alhada,
incluindo uso de
ques ioná ios e
análise de
desempenho com
SPSS
40
4. INVESTIGAÇÃO-AÇÃO
Nes e capí ulo, se á ap esen ada a desc ição de alhada da in es igação-ação, a Emp esa X, com o
obje i o de o nece um enquad amen o cla o e con ex ualiza a implemen ação das no as p á icas de
ges ão. Es e capí ulo es á o ganizado em ês secções p incipais. P imei o se á abo dado o con ex o
o ganizacional da Emp esa X (secção 4.1), incluindo uma b e e desc ição da sua his ó ia, es u u a, e o
ipo de p oje os ge idos. Es e enquad amen o pe mi i á comp eende os desa ios e ca ac e ís icas únicas
da o ganização que in luenciam a ges ão dos p oje os. De seguida, se á analisado o a ual es ado da
ges ão de p oje os na emp esa (secção 4.2), ocando-se nas p á icas e e amen as u ilizadas an es da
implemen ação das no as abo dagens, assim como nos p incipais p oblemas iden i icados e nas azões
que mo i a am a mudança. Finalmen e, se á desc i o o p ocesso de implemen ação das p á icas de
ges ão p opos as (secção 4.3), onde se á de alhada a in odução do Kanban e as euniões diá ias de pé.
Es a secção abo da á ambém os desa ios encon ados du an e a implemen ação, bem como o supo e
o necido aos colabo ado es pa a ga an i o sucesso des a ansição.
4.1 Con ex o o ganizacional da Emp esa X
A Emp esa X, cons i uída em 1995, é uma emp esa especializada na p es ação de se iços de consul o ia
emp esa ial e de ges ão, com uma p esença consolidada no me cado há quase 30 anos. A emp esa
des aca-se pela sua expe iência na ges ão de p oje os, especialmen e no con ex o de incen i os
comuni á ios e p oje os de in es imen o, o e ecendo uma gama di e si icada de se iços que
p opo cionam supo e es a égico aos seus clien es.
4.1.1 His ó ico e missão da emp esa
Desde a sua c iação, a Emp esa X em-se dedicado à conceção, coo denação e implemen ação de
p oje os, com oco em emp esas o emen e expo ado as e de ele ado g au de in es imen o. A emp esa
em como missão apoia os seus clien es na maximização do impac o dos seus in es imen os,
o necendo soluções es a égicas que espondem às exigências de me cados compe i i os.
A equipa mul idisciplina da Emp esa X, compos a po especialis as em engenha ia, economia e ges ão,
em sido undamen al pa a o sucesso da emp esa ao longo dos anos. Es a abo dagem mul idisciplina
pe mi e à emp esa analisa as necessidades dos seus clien es de o ma ab angen e e o e ece soluções
pe sonalizadas que maximizam o po encial de c escimen o e ino ação.
41
4.1.2 Es u u a o ganizacional
A es u u a o ganizacional da Emp esa X es á o ien ada pa a ga an i a ges ão e icien e de p oje os
complexos em di e sas á eas, incluindo a indús ia e a adminis ação pública. A emp esa possui uma
equipa di e si icada, com alências que cob em odas as e apas de um p oje o, desde a conceção de
candida u as a é ao ence amen o do p oje o, pe mi indo um ele ado ní el de especialização em
di e en es ipos de p oje os.
A equipa de ges ão de p oje os desempenha um papel cen al na o ganização, assegu ando a
coo denação de ecu sos e a en ega de esul ados que sa is açam as exigências dos p og amas de
incen i os comuni á ios. A emp esa ambém man ém elações es ei as com á ias en idades do Sis ema
Cien í ico e Tecnológico, como labo a ó ios, cen os de conhecimen o e uni e sidades, acili ando o
desen ol imen o de p oje os ino ado es e ecnologicamen e a ançados.
4.1.3 Tipos de p oje os ge idos
A Emp esa X em uma o e p esença no se o indus ial, ge indo p oje os inanciados po incen i os
comuni á ios nas á eas de ino ação, in e nacionalização, quali icação e in es igação. A sua expe iência
na ges ão de p oje os de in es imen o inclui a implemen ação de soluções ecnológicas a ançadas pa a
clien es, com um impac o signi ica i o no seu desempenho e compe i i idade.
Além disso, a emp esa desempenha um papel c ucial na ges ão de p oje os pa a a Adminis ação
Pública, pa icula men e nos p og amas POVT/POSEUR, que en ol em á eas como água e saneamen o,
mobilidade, esíduos e e iciência ene gé ica. A Emp esa X ambém em uma o e a uação a ní el
eu opeu, es ando en ol ida em p og amas como o 7º P og ama-Quad o e o Ho izon e 2020, o que
e o ça o seu alcance in e nacional e a sua capacidade de desen ol e p oje os colabo a i os com
en idades in e nacionais.
A cons an e adap ação às mudanças do me cado e do enquad amen o legal é essencial pa a a Emp esa
X, que enco aja a ino ação e a p oa i idade no desen ol imen o de soluções que melho em a a i idade
dos seus clien es. Es a abo dagem é apoiada pela cul u a o ganizacional da emp esa, que p omo e a
pa ilha de ideias e a colabo ação en e os colabo ado es. Além disso, a emp esa é ce i icada pela ISO
9001 há mais de 12 anos e oi a p imei a consul o a nacional ce i icada pela NP 4457 (In es igação,
Desen ol imen o e Ino ação), o que demons a o seu comp omisso com a excelência e a ino ação.
42
4.2 Es ado a ual da ges ão de p oje os na Emp esa X
A Emp esa X, apesa de con a com uma as a expe iência e p esença consolidada no me cado,
iden i icou algumas lacunas no seu sis ema de ges ão de p oje os que exigiam melho ias. Es a secção
analisa os p ocessos e e amen as de ges ão de p oje os u ilizados pela emp esa an es da
implemen ação das no as p á icas (4.2.1), bem como os p incipais p oblemas iden i icados (4.2.2). Po
im, jus i ica-se a necessidade da in odução do Kanban e das euniões diá ias de pé como soluções pa a
esses p oblemas (4.2.3).
4.2.1 P ocessos e Fe amen as de Ges ão de P oje os A uais
An es da implemen ação do Kanban e das no as p á icas de ges ão, a Emp esa X u iliza a uma
combinação de e amen as adicionais de ges ão de p oje os pa a moni o iza e con ola os seus
p oje os. En e os mé odos aplicados, des aca am-se:
i)
Gan Cha s
pa a o planeamen o de a i idades ao longo do empo, que pe mi iam isualiza
as ases dos p oje os e acompanha o cump imen o de p azos.
ii) Rela ó ios mensais de p og esso, onde as equipas documen a am o es ado dos p oje os e
iden i ica am e en uais des ios em elação ao plano inicial.
iii) Reuniões mensais de equipa e com os s akeholde s pa a e isão dos esul ados e pa a
ajus a a alocação de ecu sos, consoan e as necessidades dos p oje os.
Apesa de es as e amen as se em e icazes no acompanhamen o de p oje os a longo p azo, o am
de e ados, a a és de obse ação po pa e dos colabo ado es e de ce as si uações especí icas, a
emp esa encon a a di iculdades em man e a agilidade e a e iciência em p oje os que exigiam maio
lexibilidade e espos a ápida a mudanças.
Uma si uação que pode se u ilizada como exemplo dis o, é a seguin e:
• Num p oje o ecen e, a Emp esa X es a a a ealiza uma candida u a no âmbi o do A iso de
In e nacionalização pa a uma emp esa de es u u as mecânicas, especializada em soluções
indus iais pa a o me cado eu opeu, do a an e nomeada de Emp esa Y. O obje i o do p oje o
e a inancia ações de b anding e p ospeção, incluindo iagens de p ospeção a ei as e e en os
in e nacionais, missões in e sas com po enciais pa cei os es angei os, e a ealização de
es udos de b anding pa a ajus a a imagem da emp esa aos me cados-al o. A Emp esa Y
43
ap esen ou di e sas esis ências du an e a ase de ecolha de documen ação e in o mação, is o
que adiou po á ias ezes o en io das mesmas, endo apenas en iado oda a documen ação na
semana an e io ao p azo de é mino da ase do A iso. Assim, a Emp esa X começou a
concessão da candida u a com menos empo de elabo ação do que o ideal. Du an e a ase inal
do desen ol imen o da candida u a, es ando a mesma já bem es u u ada, a Emp esa Y decidiu
inclui um in es imen o adicional em so wa es de ma ke ing digi al, que não es a am
inicialmen e p e is os no o çamen o. Es a mudança exigia ajus es imedia os no o çamen o, no
c onog ama e no con eúdo da candida u a, mui o pe o do p azo de é mino do p oje o, o que
causou um g ande desa io pa a a Emp esa X, pois e e de e e oda a candida u a e adap a
os ex ensos ex os que a compõem, sem comp ome e a qualidade e a iabilidade do p oje o.
Os mé odos p e iamen e u ilizados, que não a o ecem a comunicação, di icul a am a adap ação
ápida a es as al e ações. Além disso, a comunicação en e os colabo ado es da Emp esa X
esponsá eis pela elabo ação da candida u a, não oi e icaz o su icien e. Is o po que, depois da
submissão ap essada da candida u a ao A iso de In e nacionalização, o am de e adas
inconsis ências nos ex os das mesmas, em que uma pa e especi icamen e ealizada po um
dos colabo ado es, não con inha qualque in o mação sob e os no os in es imen os adicionados
pe o do p azo de submissão da candida u a. Mais a de, quando es e colabo ado oi
con on ado com es a in o mação, o mesmo con es ou, decla ando que não lhe chegou qualque
ipo de in o mação sob e mudanças nos in es imen os elacionados aos p oje os.
Assim, o nou-se cla o que e a necessá ia uma mudança nos mé odos, pa a que osse possí el esponde
mais apidamen e a es e ipo de mudanças epen inas e u gen es e melho a , em ge al, oda a ges ão
dos p oje os sob a alçada da Emp esa X.
4.2.2 P oblemas Iden i icados
Os dados elacionados a KPI’s o am ex aídos de di e en es o mas, nomeadamen e a a és do sis ema
de ges ão de p oje os u ilizado pela emp esa (sendo, nes e caso, o Mic oso P ojec ), ela ó ios in e nos,
a as, egis os de euniões e, ainda, sis emas de con olo de empo da emp esa (sendo, no caso da
Emp esa X, as olhas de pon o assinadas dia iamen e pelos colabo ado es).
Du an e a e isão dos di e en es sis emas e egis os p e iamen e enunciados, o am iden i icados ês
p oblemas p incipais na ges ão de p oje os da Emp esa X:
44
i) Di iculdade em Cump i P azos: Os p oje os sob a alçada da emp esa en en a am, po
di e sas ezes, a asos signi ica i os. A al a de isibilidade em empo eal sob e o p og esso
das a e as e a escassez de euniões en e os colabo ado es pa a iden i ica p oblemas,
c ia am di iculdades no p ocesso. Mui os dos p azos in e médios acaba am po se
ul apassados, a e ando a submissão inal da candida u a. Assim, ao analisa o Mic oso
P ojec ge al da Emp esa X, oi de e ada uma opo unidade de melho ia no cump imen o de
p azos de di e en es ases dos p oje os.
ii) Comunicação Ine icien e: A comunicação en e os memb os das equipas e en e os
di e en es depa amen os e a equen emen e agmen ada. Os ela ó ios mensais
o neciam uma isão ge al do p og esso, mas alha am em ansmi i in o mações
a ualizadas e em empo eal sob e os bloqueios ou p oblemas especí icos nas di e en es
ases dos p oje os. A al a de anspa ência sob e o es ado a ual das a e as con ibuía pa a
mal-en endidos e e os de comunicação equen es en e as equipas. Foi possí el pe cebe ,
a a és da análise de ela ó ios in e nos e egis os de euniões, que se ia c ucial melho a a
comunicação en e os colabo ado es e equipas da emp esa.
iii) Sob eca ga de T abalho e Ho as Ex as: A má dis ibuição de a e as e a incapacidade de
ajus a apidamen e as p io idades esul a am numa sob eca ga de abalho pa a algumas
equipas e numa ges ão ine icien e dos ecu sos humanos. Es a si uação le ou a um aumen o
conside á el no núme o de ho as ex as ealizadas pelos colabo ado es, especialmen e nas
ases inais de candida u as e de p oje os, onde os p azos e am mais ape ados. O ambien e
de abalho o na a-se, assim, mais s essan e e menos p odu i o, uma ez que as equipas
não conseguiam ge i o seu empo de manei a e icaz. A análise às olhas de pon o
p eenchidas dia iamen e pelos colabo ado es, o nou e iden e a necessidade de
implemen a medidas que impulsionassem a diminuição des e pa âme o, desgas an e pa a
os colabo ado es, diminuindo a qualidade do abalho dos mesmos.
4.2.3 Necessidade de Implemen ação de No as P á icas
Dado o impac o dos p oblemas iden i icados, a necessidade de implemen a no as p á icas de ges ão
na Emp esa X o nou-se e iden e. Assim, p opôs-se a in odução de abo dagens ágeis, nomeadamen e
o Kanban e euniões diá ias de pé (s and-up mee ings).
51
ii) Di iculdades na adap ação às euniões diá ias, com alguns colabo ado es sen indo que as
euniões podiam se epe i i as ou desnecessá ias, especialmen e em p oje os que não
en en a am bloqueios equen es, como o exemplo p esen e na Figu a 12;
iii) Cu a de ap endizagem associada ao uso de no os sis emas digi ais, que exigi am um
pe íodo de adap ação e amilia ização po pa e das equipas.
Figu a 12 - Mensagem de um colabo ado ace ca das s and-up mee ings, ia Teams
Além disso, su gi am di iculdades ope acionais no início da implemen ação, nomeadamen e em ga an i
que as equipas man i essem os quad os a ualizados em empo eal, uma ez que nem odos os
memb os da equipa es a am habi uados a abalha com sis emas isuais ão in eg ados.
52
5. RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS
Nes e capí ulo, se ão analisados, a a és do so wa e SPSS, os dados ecolhidos a a és das duas
écnicas p incipais de ecolha p e iamen e mencionadas: os ques ioná ios es u u ados aplicados aos
colabo ado es da Emp esa X e os indicado es de desempenho ex aídos dos egis os in e nos da
emp esa. A análise dos ques ioná ios pe mi e comp eende as pe ceções dos colabo ado es sob e a
e iciência, comunicação e ges ão do empo após a implemen ação do Kanban e dos p ocedimen os
complemen a es, enquan o a análise dos indicado es de desempenho o e ece uma isão obje i a do
impac o eal nas ope ações da emp esa. Es e capí ulo encon a-se, assim, di idido em duas secções. A
p imei a secção se á a análise dos dados dos ques ioná ios, onde se ão ap esen adas as es a ís icas
desc i i as, incluindo médias e des ios-pad ão, pa a cada uma das ca ego ias a aliadas (e iciência,
comunicação, ges ão do empo e sa is ação ge al). Além disso, se ão analisadas as co elações en e as
a iá eis pa a iden i ica possí eis elações en e as di e en es pe ceções dos colabo ado es. A segunda
secção se á a análise dos indicado es de desempenho, ocando na compa ação dos dados an es e depois
da implemen ação das no as p á icas. Se ão analisados ês indicado es-cha e: o núme o de p azos
pe didos, os e os de comunicação egis ados e as ho as ex as ealizadas pelos colabo ado es, a im de
medi o impac o quan i a i o das mudanças.
5.1 Análise dos Dados dos Ques ioná ios
A análise dos ques ioná ios e e como obje i o a alia as pe ceções dos colabo ado es da Emp esa X em
elação à implemen ação do Kanban e das euniões diá ias de pé. As espos as o am ecolhidas a a és
de um ques ioná io es u u ado, compos o po pe gun as echadas que u ilizam uma escala de 0 a 10.
Es a análise oi ealizada com o apoio do so wa e SPSS, pe mi indo calcula médias e des ios-pad ão,
que auxilia ão a i a conclusões sob e a co elação en e a iá eis. O ques ioná io pode se obse ado
nas Figu as 13, 14 e 15.
53
Figu a 13 - Ques ioná io (pe gun as 1-2)
54
Figu a 14 - Ques ioná io (pe gun as 3-6)
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Figu a 15 - Ques ioná io (pe gun as 7-10)
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O ques ioná io oi en iado a 22 colabo ado es da Emp esa X, dos quais 16 esponde am, como pode
se e i icado na Figu a 16.
Figu a 16 - Respos as ao ques ioná io
A p imei a e apa da análise consis iu no cálculo das es a ís icas desc i i as, nomeadamen e as
médias e des ios-pad ão das espos as pa a cada uma das pe gun as do ques ioná io. Es es indicado es
o nece am uma isão ge al das pe ceções dos colabo ado es sob e a e iciência das no as p á icas
implemen adas, como se pode e i ica na Figu a 17.
Figu a 17 - Expo ação dos dados dos ques ioná ios pa a o so wa e SPSS
57
5.1.1 Es a ís icas desc i i as
Os esul ados indicam que a média ge al de sa is ação com as no as p á icas, conside ando odas as
espos as, oi de 7.2 numa escala de 0 a 10, o que suge e uma pe ceção maio i a iamen e posi i a. O
des io-pad ão de 0.74386 indica que a dispe são das espos as em o no dessa média é
mode adamen e baixa, o que suge e que a maio ia dos pa icipan es espondeu de o ma semelhan e,
com poucas espos as ex emas. A média e des io-pad ão ge al podem se obse ados na Figu a 18.
Figu a 18 - Média e des io-pad ão ge al
A análise das espos as às pe gun as indi iduais, p esen es na Figu a 19, ambém e elou endências
impo an es:
Figu a 19 - Média e des io-pad ão indi iduais
58
Os des ios-pad ão indica am uma maio consis ência na espos a em elação às euniões diá ias a pé
(pe gun a 4), com um alo de 0.929, suge indo que a maio ia dos colabo ado es pa ilha uma isão
posi i a uni o me sob e es as euniões diá ias. No en an o, hou e maio dispe são na ecomendação da
implemen ação des as no as p á icas nou as equipas (pe gun a 10), com um des io-pad ão de 2.056,
suge indo que a implemen ação de Kanban e no as p á icas de ges ão de p oje os ainda não são
pe cebidas de o ma consis en e po odos os colabo ado es.
5.1.2 Co elação en e a iá eis
Analisando os esul ados p e iamen e ap esen ados e as espos as às pe gun as dos ques ioná ios, oi
possí el iden i ica co elações en e a iá eis. Nomeadamen e:
a) En e as pe gun as 1 e 10: É possí el pe cebe uma elação en e a pe ceção de aumen o de
e iciência e a sa is ação ge al com as no as p á icas. Is o suge e que os colabo ado es que
pe cebem melho ias na e iciência do abalho endem a es a mais sa is ei os com as no as
p á icas, alidando o impac o posi i o das mudanças implemen adas.
b) En e as pe gun as 1 e 2: Há uma conexão bas an e sólida en e a pe ceção de aumen o de
e iciência (Pe gun a 1) e a cla eza nas a e as p io i á ias (Pe gun a 2), o que suge e que os
colabo ado es que pe cebem um aumen o na e iciência do abalho após a implemen ação do
Kanban endem a acha que o Kanban ambém o nou mais cla as as suas a e as p io i á ias.
c) En e as pe gun as 2 e 7: Também no caso da cla eza das a e as p io i á ias p opo cionada
pelo Kanban (Pe gun a 2) e a ges ão e icien e do empo e edução de a asos (Pe gun a 7),
podemos pe cebe uma elação ele an e en e es es dois aspe os. Is o mos a que os
colabo ado es que sen em que o Kanban o nou mais cla as as suas a e as p io i á ias ambém
endem a pe cebe uma melho ia signi ica i a na ges ão do empo e na edução de a asos.
5.2 Análise dos Indicado es de Desempenho
Nes a secção, se á ap esen ada a análise quan i a i a dos indicado es de desempenho an es e após a
implemen ação das no as p á icas de ges ão de p oje os na Emp esa X, nomeadamen e o Kanban e as
euniões diá ias de pé. A ecolha des es indicado es de desempenho em como obje i o a alia o impac o
59
di e o das mudanças na p odu i idade e e iciência da equipa, o e ecendo uma isão cla a das melho ias
e i icadas no cump imen o de p azos, comunicação in e na e ges ão de empo.
Os dados e e en es a esses indicado es o am ex aídos di e amen e dos egis os in e nos da Emp esa
X, nomeadamen e:
i) Núme o de P azos Pe didos, iden i icado a a és do MS P ojec da Emp esa X;
ii) Núme o de E os de Comunicação Regis ados, analisados a a és de ela ó ios in e nos e
egis os de euniões;
iii) Núme o de Ho as Ex as Realizadas pelos Colabo ado es, ex aído a a és da consul a às
olhas de pon o dos colabo ado es.
A análise oi ei a compa ando os esul ados de ab il a junho (pe íodo “An es” da implemen ação das
no as p á icas) com os esul ados de julho a se emb o (pe íodo “Depois” da implemen ação). Es es
esul ados podem se obse ados na Figu a 20.
Figu a 20 - Dados e e en es aos indicado es de desempenho no so wa e SPSS
5.2.1 Núme o de p azos pe didos
O p imei o indicado analisado oi o núme o de p azos pe didos pelos colabo ado es da Emp esa X an es
e depois da implemen ação das no as p á icas. Es e indicado é c ucial, uma ez que o cump imen o
dos p azos es abelecidos é essencial pa a a ges ão e icaz de p oje os inanciados po undos
comuni á ios.
Nos 6 meses de análise (ab il a se emb o), o am pe didos um o al de 39 p azos. No en an o, nos
p imei os 3 meses (pe íodo “An es” da implemen ação), de um o al de 134 p azos, de inidos endo em
con a as á ias ases de di e sos p oje os, o am ul apassados 27 p azos, o que equi ale a ce ca de
20,15% do o al dos p azos.
60
Já no pe íodo “Depois” da implemen ação, is o é, de julho a se emb o, egis ou-se um o al de 106
p azos. Tendo em conside ação que se egis a am 12 p azos pe didos, nes e pe íodo, is o equi ale a
11,32% dos p azos o ais.
Como é possí el obse a na Figu a 21, du an e o pe íodo de ab il a junho, a Emp esa X egis ou uma
média de 9 p azos pe didos po mês. Após a adoção das no as p á icas, en e julho e se emb o, o
núme o de p azos pe didos diminuiu pa a uma média de 4 po mês.
Figu a 21 - Média de p azos pe didos
5.2.2 Núme o de E os de Comunicação Regis ados
O segundo indicado a aliado oi o núme o de e os de comunicação egis ados du an e os p oje os. A
comunicação in e na e icaz é i al pa a ga an i que odas as equipas es ejam alinhadas e que não
oco am alhas na ansmissão de in o mações, o que pode comp ome e o sucesso dos p oje os. Na
Figu a 22, é possí el obse a a média dos dados de e os de comunicação.
Figu a 22 - Média dos dados de e os de comunicação
67
6.2.3 Desa ios na Manu enção dos Quad os A ualizados
Man e os quad os Kanban a ualizados oi ou o desa io signi ica i o du an e o p ocesso de
implemen ação. Um dos p incípios undamen ais do Kanban é a a ualização con ínua e em empo eal
das a e as e do p og esso, mas nem odos os colabo ado es es a am habi uados a abalha com um
sis ema de ges ão isual ão dinâmico. A alha em a ualiza os quad os de o ma egula le ou a
p oblemas de isibilidade no p og esso dos p oje os, especialmen e nas p imei as semanas após a
implemen ação.
Essa lacuna na a ualização dos quad os impac ou empo a iamen e a capacidade de moni o iza o
p og esso das a e as e iden i ica bloqueios apidamen e. A emp esa p ecisou de e o ça a impo ância
da disciplina na a ualização dos quad os e p omo e uma cul u a de esponsabilidade, na qual odos os
memb os da equipa comp eendessem o alo da manu enção de in o mações a ualizadas.
6.2.4 Ges ão de Ta e as P io i á ias
Embo a o Kanban enha como um dos seus obje i os p incipais a cla eza na de inição de a e as
p io i á ias, a p io ização das a e as e elou-se um desa io p á ico du an e a ase inicial da
implemen ação. A ansição de uma abo dagem mais adicional pa a um sis ema ágil de ges ão de
a e as le ou a con usão empo á ia em alguns p oje os, especialmen e naqueles com mui as
dependências e e apas sob epos as.
A al a de expe iência inicial no uso do Kanban ez com que algumas equipas i essem di iculdade em
de ini adequadamen e o que de e ia se p io izado e quando as a e as de e iam se mo idas de uma
ase pa a ou a.
6.2.5 Ges ão de Tempo e P essão pa a Adap ação
A implemen ação de uma no a abo dagem, especialmen e uma ão en ol en e como o Kanban, ge ou
uma p essão adicional sob e os colabo ado es pa a se adap a em apidamen e às mudanças. Além das
suas a e as egula es, os colabo ado es p ecisa am de dedica empo à o mação e ao ajus e dos seus
p ocessos de abalho, o que, em alguns casos, esul ou em aumen o da p essão e de ca ga de abalho
du an e a ase de ansição.
68
Esse aumen o de p essão pa a adap ação oi especialmen e sen ido pelos ges o es de p oje o, que
p ecisa am de ga an i a con inuidade dos p oje os em andamen o enquan o se amilia iza am com as
no as e amen as e p á icas.
6.2.6 Supe ação dos Desa ios
Apesa dos desa ios en en ados, a Emp esa X oi capaz de supe a a maio ia desses obs áculos com o
empo. A cha e pa a o sucesso oi a p omoção de uma cul u a de melho ia con ínua, onde o eedback
dos colabo ado es oi ou ido e in eg ado, ajudou a c ia uma maio acei ação das no as p á icas.
Os desa ios iden i icados e en en ados du an e a implemen ação se i am como impo an es lições pa a
a emp esa, pe mi indo uma adap ação mais e icaz e uma e olução dos p ocessos ao longo do empo. A
emp esa econheceu que a esis ência inicial e as di iculdades écnicas e am na u ais num p ocesso de
mudança ão signi ica i o, mas que, com o empo e o apoio adequado, as no as p á icas se o na am
pa e in eg an e da o ina da equipa, esul ando em melho ias no á eis na ges ão dos p oje os.
6.3 Limi ações da In es igação
Embo a a p esen e in es igação enha ge ado esul ados signi ica i os e aliosos pa a a comp eensão
do impac o da implemen ação do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es na Emp esa X, é
impo an e econhece as limi ações que podem e in luenciado os esul ados e as conclusões.
6.3.1 Amos a Limi ada
Uma das p incipais limi ações da in es igação oi o amanho da amos a. O ques ioná io oi aplicado a
22 colabo ado es, dos quais 16 esponde am, o que pode se conside ado uma amos a ela i amen e
pequena. Uma amos a maio pode ia o nece uma isão mais ab angen e e ep esen a i a das
pe ceções dos colabo ado es sob e as no as p á icas. Além disso, a amos a limi ada ambém pode
a e a a obus ez es a ís ica dos esul ados, especialmen e nas análises de co elação. O amanho
eduzido da amos a pode e diminuído o pode es a ís ico do es udo, limi ando a capacidade de
gene aliza os esul ados pa a ou as o ganizações ou con ex os.
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6.3.2 Pe íodo de Análise Rela i amen e Cu o
O pe íodo de análise de indicado es de desempenho oi de apenas seis meses, di idido em ês meses
an es e ês meses após a implemen ação das no as p á icas. Embo a es e in e alo de empo enha
sido su icien e pa a obse a algumas mudanças no desempenho, é possí el que as melho ias ou
desa ios a longo p azo não enham sido comple amen e cap u ados. A implemen ação de no as p á icas
de ges ão de p oje os ge almen e en ol e um p ocesso de adap ação con ínua, e as mudanças mais
signi ica i as podem su gi apenas após um pe íodo mais p olongado.
Além disso, a análise de cu o p azo pode não e le i comple amen e as lu uações sazonais ou ou os
a o es ex e nos que pode iam in luencia os indicado es de desempenho. Uma análise mais longa
pode ia o nece uma imagem mais cla a e p ecisa do impac o das no as p á icas, bem como da sua
sus en abilidade ao longo do empo.
6.3.3 Fa o es Ex e nos Não Con olados
Ou o desa io oi con ola comple amen e a o es ex e nos que pode iam e in luenciado os esul ados.
Du an e o pe íodo de implemen ação e análise, a Emp esa X es e e sujei a a p essões ex e nas, como
al e ações nas egulamen ações dos undos comuni á ios ou a iações no me cado. Esses a o es podem
e in luenciado os esul ados ob idos, seja a a és de maio p essão pa a cump i p azos ou de
al e ações na ca ga de abalho.
Embo a o es udo enha p ocu ado isola o impac o das no as p á icas na e iciência e desempenho, é
di ícil de e mina se odos os esul ados são exclusi amen e a ibuí eis ao Kanban, às euniões diá ias
de pé e aos quad os isuais. A in e ação com a o es ex e nos pode e ido um e ei o signi ica i o,
especialmen e na análise dos indicado es de desempenho.
6.3.4 A aliação Subje i a dos Colabo ado es
Embo a os ques ioná ios o neçam dados impo an es sob e as pe ceções dos colabo ado es, essas
pe ceções são subje i as e podem se in luenciadas po á ios a o es pessoais, como a expe iência
indi idual, o papel desempenhado na equipa e o ní el de en ol imen o com as no as p á icas. Alguns
colabo ado es podem e uma isão mais posi i a ou nega i a das mudanças com base nas suas
p e e ências pessoais ou expe iências an e io es.
70
Além disso, a acei ação de no as p á icas pode a ia en e di e en es equipas e depa amen os, o que
pode e ge ado espos as di e sas e, po ezes, con adi ó ias.
6.3.5 Cu a de Ap endizagem
A cu a de ap endizagem associada à adoção de no as p á icas ambém ep esen a uma limi ação
impo an e. Du an e as p imei as semanas de implemen ação, os colabo ado es ainda es a am a
amilia iza -se com o Kanban e as e amen as digi ais. É possí el que alguns dos desa ios encon ados
du an e a ase de adap ação enham in luenciado nega i amen e a pe ceção ge al das no as p á icas.
Além disso, os dados ecolhidos logo após a implemen ação das no as p á icas podem e le i esul ados
mis os, com as melho ias a se em pa cialmen e con abalançadas pelas di iculdades de adap ação. A
análise dos dados du an e um pe íodo de maio ma u idade no uso das no as abo dagens pode ia
o nece esul ados mais cla os e consis en es.
6.3.6 Gene alização dos Resul ados
A especi icidade do con ex o da Emp esa X, uma emp esa de consul o ia especializada em p oje os
inanciados po undos comuni á ios, pode limi a a gene alização dos esul ados pa a ou as
o ganizações com ca ac e ís icas di e en es. Embo a o Kanban e as euniões diá ias sejam p á icas
amplamen e aplicá eis a di e sos se o es, os esul ados obse ados nes e es udo podem não se eplica
de o ma idên ica em emp esas com con ex os ope acionais, cul u ais ou o ganizacionais di e en es.
O ganizações que ope am em se o es menos egulamen ados ou com uma es u u a mais linea podem
en en a desa ios dis in os na implemen ação de p á icas ágeis, e os esul ados ob idos na Emp esa X
podem não se o almen e ep esen a i os desses con ex os.
7. CONCLUSÕES
Nes e capí ulo, ap esen am-se as p incipais conclusões des e abalho, com des aque pa a o obje i o
cen al: implemen a a me odologia Kanban na Emp esa X. Es e obje i o oi a ingido a a és de um
le an amen o de alhado das p á icas de ges ão de p oje os exis en es, seguido da iden i icação de
desa ios especí icos en en ados pela o ganização. A implemen ação do Kanban oi acompanhada po
71
inicia i as complemen a es, como a in odução de s and-up mee ings, p omo endo maio o ganização,
anspa ência e e iciência na ges ão de a e as.
A análise dos dados ecolhidos du an e a implemen ação pe mi iu a alia o impac o dessas p á icas,
e idenciando melho ias na coo denação das a i idades e na capacidade de cump imen o de p azos.
Com base nos esul ados, o am elabo adas ecomendações que con ibuem pa a a consolidação da
abo dagem e o e ecem caminhos pa a u u as melho ias na ges ão de p oje os da Emp esa X.
Embo a es a in es igação enha o necido conehcimen os aliosos sob e o impac o da implemen ação
do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es na Emp esa X, há á ias á eas que pode iam se
explo adas em abalhos u u os pa a amplia e ap o unda o conhecimen o sob e o ema. As suges ões
ap esen adas a segui des inam-se a apoia u u as in es igações, bem como a o nece o ien ações pa a
a melho ia con ínua das p á icas de ges ão de p oje os em di e en es con ex os o ganizacionais.
Uma das limi ações des e es udo oi o con ex o especí ico da Emp esa X. Pa a abalhos u u os, se ia
in e essan e eplica es e es udo em emp esas de di e en es se o es e com es u u as o ganizacionais
a iadas. A in es igação em o ganizações de di e en es indús ias, amanhos e me cados pode ia ajuda
a iden i ica pad ões comuns e a iá eis con ex uais que a e am a e icácia do Kanban e de p á icas
complemen a es como as euniões diá ias de pé.
Um es udo compa a i o en e emp esas de ecnologia, indús ia e se iços, po exemplo, pode ia
o nece uma isão mais ab angen e sob e como essas abo dagens ágeis uncionam em di e en es
ambien es. Além disso, ao inclui mais emp esas de consul o ia ou emp esas com p ocessos
egulamen ados, como os que en ol em undos comuni á ios, se ia possí el de e mina se os esul ados
encon ados na Emp esa X se eplicam em ou os con ex os semelhan es.
Adicionalmen e, um es udo compa a i o que analise a e icácia de di e en es abo dagens ágeis ou a sua
combinação pode ia o nece conhecimen os ele an es pa a emp esas que p ocu am melho a a sua
ges ão de p oje os em ambien es dinâmicos. Po exemplo, se ia in e essan e a alia se a implemen ação
híb ida do Sc um e do Kanban o e ece bene ícios adicionais em compa ação com a implemen ação de
apenas uma das abo dagens.
Ou o aspe o ele an e que pode se in es igado em u u os es udos é o papel da cul u a o ganizacional
na adoção e sucesso de p á icas ágeis como o Kanban. T abalhos u u os pode iam in es iga como a
cul u a de uma o ganização in luencia a acei ação de no as abo dagens de ges ão de p oje os e a é que
pon o a cul u a o ganizacional impac a os esul ados alcançados com essas p á icas.
Se ia in e essan e explo a , po exemplo, se emp esas com uma cul u a mais hie á quica ou
conse ado a en en am maio es esis ências na implemen ação de p á icas ágeis e se uma mudança
72
na cul u a o ganizacional é necessá ia pa a o sucesso dessas p á icas. Es uda a elação en e a cul u a
o ganizacional e a e icácia de no as p á icas de ges ão ajuda ia a iden i ica a o es c í icos que acili am
ou di icul am a implemen ação bem-sucedida de abo dagens ágeis em di e en es con ex os.
Com a c escen e digi alização dos p ocessos de abalho, u u as in es igações pode iam oca -se no
impac o da adoção de ecnologias especí icas na e icácia do Kanban. Po exemplo, a alia como o uso
de e amen as digi ais a ançadas, como so wa e de ges ão de a e as com in eligência a i icial, pode
melho a ainda mais a isibilidade, p io ização e comunicação in e na.
T abalhos u u os pode iam compa a a e icácia da implemen ação do Kanban em o ma o digi al e sus
ísico, ou in es iga se a in eg ação de no as ecnologias, como painéis in e a i os ou so wa e de
isualização de dados, o e ece an agens adicionais em e mos de e iciência e colabo ação en e
equipas. Isso pode ia se pa icula men e ele an e pa a o ganizações que ope am em ambien es
emo os ou híb idos.
73
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APÊNDICE 1 – QUESTIONÁRIO
Po a o , esponda às pe gun as seguin es, indicando o seu ní el de sa is ação ou pe ceção em elação
às no as p á icas implemen adas na ges ão de p oje os. Use a escala de 0 a 10, em que 0 signi ica
“To almen e Insa is ei o/Ine icaz” e 10 signi ica “To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz”.
1. Como a alia a e iciência do seu abalho após a implemen ação do Kanban?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
2. O Kanban o nou mais cla o pa a si quais são as suas a e as p io i á ias?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
3. Na sua opinião, o Kanban acili a a isibilidade do p og esso das a e as da equipa?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
4. As euniões diá ias de pé melho a am a comunicação e coo denação en e os
memb os da sua equipa?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
5. As euniões diá ias ajuda am na iden i icação e esolução ápida de p oblemas ou
bloqueios?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
6. Conside a que os quad os isuais complemen a es, que o necem uma isão
es a égica dos p oje os, são ú eis pa a acompanha os ma cos e obje i os de longo p azo?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
7. A implemen ação do Kanban e dos p ocedimen os complemen a es ajudou na ges ão
e icien e do empo e na edução de a asos?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
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8. Na sua expe iência, hou e uma edução no núme o de ho as ex as ealizadas após
a in odução das no as p á icas?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
9. De um modo ge al, qual o seu ní el de sa is ação com o Kanban e as no as p á icas
implemen adas na ges ão de p oje os?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)
10. Recomenda ia a implemen ação do Kanban e das no as p á icas de ges ão de
p oje os pa a ou as equipas na emp esa?
(0 - To almen e Insa is ei o/Ine icaz, 10 - To almen e Sa is ei o/Al amen e E icaz)