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Motivação autónoma e controlada e o impacto no desempenho das tarefas e contextual: o caso dos técnicos de radiologia em Portugal

Author: Fernandes, José Miguel Rodrigues
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/9414023f-4128-4a62-aa88-b8e12beb89c6/download
UMinho | 2025
ab il de 2025
Mo i ação Au ónoma e Con olada e o Impac o no Desempenho
das Ta e as e Con ex ual: O caso dos Técnicos de Radiologia em Po ugal
José Miguel Rod igues Fe nandes
Mo i ação Au ónoma e Con olada e o
Impac o no Desempenho das Ta e as e
Con ex ual: O caso dos Técnicos de
Radiologia em Po ugal
José Miguel Rod igues Fe nandes
ab il de 25
José Miguel Rod igues Fe nandes
Mo i ação Au ónoma e Con olada e o
Impac o no Desempenho das Ta e as e
Con ex ual: O caso dos Técnicos de Radiologia
em Po ugal
Disse ação de Mes ado em Ges ão de Unidades de
Saúde
T abalho e e uado sob a o ien ação da P o esso a
Dou o a Í is Pa ícia Teixei a Cas o Ne es Ba bosa e da
P o esso a Dou o a Naza é Gló ia Gonçal es Rego
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos
di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença
abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és
do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho
académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de
u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas
conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de
Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

i
"Nós somos o que azemos epe idamen e. A excelência, po an o, não é um a o, mas
um hábi o."
A is ó eles
AGRADECIMENTOS
Chega ao im des a e apa não e ia sido possí el sem o apoio e incen i o de pessoas
undamen ais no meu pe cu so.
Em p imei o luga , um p o undo ag adecimen o à minha esposa pelo cons an e
incen i o pa a eg essa aos es udos e conclui es a ese e o g au de mes e. O eu apoio
incondicional oi essencial pa a es a conquis a. À nossa ilha, que é e se á semp e o
nosso amo maio , a minha mais since a dedicação.
Aos meus pais, pelo ca inho, pelo exemplo e pelo supo e ines imá el ao longo da minha
ida.
Ag adeço ambém às ins i uições que colabo a am na pa ilha do meu ques ioná io pa a
a ecolha de dados, com uma menção especial ao SINDITE e à APIMR. Um
econhecimen o especial ao Rica do, pelo empenho incansá el na di ulgação do
ques ioná io.
À minha o ien ado a P o esso a Í is, pela disponibilidade, o ien ação e p on idão nas
espos as ao longo des e pe cu so, não pe mi iu que eu pe desse o no e. À P o esso a
Naza é, o empenho, a con iança e odas as ho as despendidas comigo, ag adeço a
opo unidade que me concedeu e a suges ão da P o esso a Í is como o ien ado a,
decisão que mui o con ibuiu pa a o sucesso des e abalho.
Po im, um since o ag adecimen o aos meus amigos e colegas de p o issão, pelo apoio,
pa ilha e mo i ação ao longo des e caminho.
A odos, o meu mais p o undo econhecimen o e g a idão.
i
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
CFI- Compa a i e Fi Index / índice de Ajus amen o Compa a i o
IWPQ - Indi idual Wo k Pe o mance Ques ionnai e
MAWS - Mo i a ion a Wo k Scale
RMSEA - Roo Mean Squa e E o o App oxima ion / E o Quad á ico Médio de
Ap oximação
SDT – Sel De e mina ion Theo y
SNS – Se iço Nacional de Saúde
TAD - Teo ia da Au ode e minação
TR – Técnicos de Radiologia
TSDT – Técnicos Supe io es de Diagnós ico e Te apêu ica
ii
RESUMO
Tí ulo: Mo i ação Au ónoma e Con olada e o Impac o no Desempenho das Ta e as e
Con ex ual: O caso dos Técnicos de Radiologia em Po ugal
P opósi o: A mo i ação no abalho é um a o de e minan e pa a o desempenho dos
p o issionais de saúde, pa icula men e em á eas al amen e especializadas, como a Radiologia.
Es e es udo p ocu a comp eende de que o ma a mo i ação – au ónoma, con olada e
desmo i ação – es á associada ao desempenho das a e as e con ex ual dos Técnicos de
Radiologia.
Me odologia: Foi ealizado um es udo quan i a i o, ans e sal, eco endo ao Ques ioná io de
Desempenho no T abalho e à Escala de Mo i ação no T abalho. A amos a incluiu 176 Técnicos
de Radiologia, com uma média de idade de 40,1 anos (Dp = 10,1 anos), a exe ce unções em
di e sas ins i uições de saúde.
Resul ados: Os esul ados demons a am que a mo i ação au ónoma é o a o mais
de e minan e pa a o desempenho no abalho, es ando posi i amen e associado an o à
execução das a e as como ao desempenho con ex ual. Além disso, a mo i ação con olada
e elou-se um a o es abilizado , associando-se a uma edução de compo amen os
con ap oducen es. Técnicos de Radiologia com maio an iguidade na p o issão e o mação
académica a ançada ap esen am melho es esul ados no desempenho con ex ual.
Implicações: Os esul ados des e es udo e o çam a impo ância de es a égias o ganizacionais
que p omo am a mo i ação au ónoma, incen i ando a pa icipação a i a dos p o issionais e o
econhecimen o das suas compe ências. Além disso, des aca-se a necessidade de um equilíb io
en e au onomia e supo e o ganizacional pa a eduzi compo amen os con ap oducen es e
melho a o desempenho dos Técnicos de Radiologia.
Pala as-cha e: Mo i ação no abalho, desempenho p o issional, Técnicos de Radiologia,
mo i ação au ónoma, mo i ação con olada.
14
desmo i ação e le e a al a de in enção de agi , associando-se a meno en ol imen o
e compo amen os con ap oducen es.
Po sua ez, o desempenho dos colabo ado es é de e minan e pa a o sucesso
o ganizacional. O desempenho no abalho é um concei o mul idimensional que
ab ange compo amen os que impac am os obje i os o ganizacionais (Campbell, 1990;
Aus in & Villano a, 1992). De aco do com Koopmans e al. (2012), di ide-se em
desempenho das a e as, elacionado com a execução e icien e das unções;
desempenho con ex ual, que inclui compo amen os que a o ecem o ambien e
o ganizacional; e compo amen os con ap oducen es, que p ejudicam a o ganização,
como absen ismo e con li os.
No se o da saúde, es udos demons am que p o issionais com ele ados ní eis de
mo i ação ap esen am melho desempenho (Dias e al., 2017). Po ém, as pesquisas
sob e mo i ação e desempenho p o issional na á ea da saúde endem a concen a -se
em médicos e en e mei os, descu ando ou as ca ego ias (e.g., Ilyas e al., 2022;
Be nales-Tu po e al., 2022; Isaacs e al., 2020). Face a es a lacuna, o p esen e es udo
di eciona-se pa a os Técnicos de Radiologia (TR), endo como p opósi o p incipal a alia
a elação en e o desempenho no abalho e a mo i ação, nos seus di e en es ipos,
des es p o issionais. P e ende-se, pois, esponde à ques ão:
Qual a elação en e a mo i ação Au ónoma e Con olada e o desempenho de Ta e as e
Con ex ual dos Técnicos de Radiologia?
Os obje i os p opos os pa a es e abalho são:
• Analisa a elação en e a mo i ação au ónoma e o desempenho das a e as dos
Técnicos de Radiologia.
• Examina a elação da mo i ação con olada no desempenho con ex ual dos
Técnicos de Radiologia.
• A alia a elação en e a desmo i ação e os compo amen os con ap odu i os
nos Técnicos de Radiologia.
• Iden i ica as a iá eis mo i acionais que mais con ibuem pa a a melho ia do
desempenho global dos Técnicos de Radiologia.

15
• Analisa a elação das a iá eis sociodemog á icas, como géne o, idade e anos
de abalho, na mo i ação e desempenho dos Técnicos de Radiologia.
Pa a esponde a es es obje i os, o am inqui idos 176 Técnicos de Radiologia que
desempenham unções em unidades de saúde dis ibuídas po á ias egiões de
Po ugal. Como ins umen os de ecolha de dados p imá ios o am aplicados o
Ques ioná io de Desempenho no T abalho (IWPQ) – que pe mi e uma análise obje i a
e pad onizada do desempenho labo al, ab angendo desempenho das a e as,
desempenho con ex ual e compo amen os con ap odu i os – e a Escala de Mo i ação
no T abalho (MAWS) – dada a sua adequação em dis ingui as di e en es o mas de
mo i ação (au ónoma, con olada e desmo i ação).
A p esen e disse ação es á o ganizada em seis capí ulos, es u u ados de o ma a
ga an i um desen ol imen o lógico e coe en e da in es igação.
O Capí ulo 1 – In odução ap esen a o enquad amen o do es udo, con ex ualizando a
impo ância da mo i ação e do desempenho dos p o issionais do se o da saúde.
No Capí ulo 2 – Re isão de Li e a u a, p ocede-se à análise dos con ibu os eó icos e
pesquisas an e io es sob e mo i ação no abalho, desempenho, e elação en e a
mo i ação e o desempenho.
O Capí ulo 3 – Enquad amen o Teó ico e Hipó eses es abelece as bases concep uais do
es udo, delimi ando os p incipais cons uc os e a iculando-os com a e idência
empí ica. Com base nes a undamen ação, são o muladas as hipó eses de in es igação
que o ien am a análise dos dados.
O Capí ulo 4 – Me odologia desc e e o ipo de es udo e a es a égia de in es igação
ado ada, de alhando os ins umen os de ecolha de dados, os c i é ios de amos agem
e a análise es a ís ica ealizada.
No Capí ulo 5 – Resul ados são ap esen ados os dados ob idos, incluindo a análise
desc i i a e in e encial, pe mi indo uma in e p e ação quan i a i a da elação en e
mo i ação e desempenho dos Técnicos de Radiologia.
16
O Capí ulo 6 – Discussão con on a os esul ados do es udo com a li e a u a exis en e,
iden i icando con e gências, di e gências e implicações pa a a p á ica p o issional.
Po im, o Capí ulo 7 – Conside ações Finais sin e iza as p incipais conclusões do es udo,
ap esen ando ambém ecomendações pa a a ges ão, bem como as limi ações da
in es igação e suges ões pa a es udos u u os.
17
CAPÍTULO 2 - REVISÃO DA LITERATURA
O p esen e capí ulo em como obje i o analisa os concei os e explo a as eo ias
ele an es pa a o desen ol imen o da p esen e in es igação. Es e capí ulo es á
es u u ado em qua o subcapí ulos: mo i ação no abalho; desempenho
o ganizacional; a impo ância da mo i ação pa a o desempenho no abalho; e es udos
sob e a mo i ação dos Técnicos de Radiologia po ugueses.
2.1 Mo i ação no abalho
O concei o de mo i ação em o igem no la im “mo e e”, que signi ica mo e (K ei ne
& Kinicki, 1998), eme endo pa a a ideia de impulso pa a a ação. A mo i ação pode se
en endida como um a o que le a os indi íduos a supe a expe a i as, impulsionados
po in luências in e nas e ex e nas, numa busca con ínua pela melho ia (To ing on e
al., 2009).
Di e en es au o es ap esen am pe spe i as complemen a es sob e a mo i ação,
des acando a sua impo ância na o ien ação e manu enção do compo amen o
humano. Pa a Ryan & Deci (2020), a a-se de um p ocesso dinâmico, que in luencia a
di eção, in ensidade e pe sis ência dos es o ços pa a a ingi um obje i o, sendo um
concei o cen al na comp eensão do compo amen o. De o ma semelhan e, Ba on
(1991) desc e e a mo i ação como uma combinação de o ças in e nas que iniciam,
di ecionam e sus en am o compo amen o dos indi íduos na p ocu a dos seus obje i os.
Já Locke e La ham (2004) en a izam o desejo de alcança um obje i o, conside ando que
es e se associa a um es o ço con ínuo e pe sis en e pa a a sua conc e ização. Po ou o
lado, Adai (2011) des aca que a mo i ação não se es inge apenas a a o es posi i os,
como econhecimen o e p og essão na ca ei a, mas inclui ambém mo i ações
nega i as, como o medo, que podem igualmen e impulsiona a ação.
Dessa o ma, e i ica-se que a mo i ação é um concei o mul i ace ado, ab angendo
impulsos in e nos e ex e nos, a o es posi i os e nega i os, e que desempenha um papel
18
undamen al na egulação do compo amen o e na conc e ização de obje i os (Ryan &
Deci, 2020).
Po sua ez, a mo i ação no abalho, de aco do com Pinde (1998), é um conjun o de
o ças in e nas e ex e nas ao indi íduo que impulsionam o início de compo amen os
elacionados com o abalho, de e minando a sua o ma, di eção, in ensidade e
du ação. Es a de inição des aca a na u eza dinâmica da mo i ação, in luenciada an o
po a o es indi iduais como pelo ambien e o ganizacional.
Complemen ando es a pe spe i a, Van den B oeck e al. (2021) suge em que a
mo i ação no abalho esul a equen emen e da combinação en e mo i ação
in ínseca e ex ínseca, sendo moldada não apenas pelas ca ac e ís icas indi iduais do
abalhado , mas ambém pelo con ex o labo al. Assim, a mo i ação não é um concei o
isolado, mas sim um p ocesso in e a i o en e o p o issional e o meio onde se inse e.
Layek e al. (2024) en a izam que den o do con ex o o ganizacional, a mo i ação dos
colabo ado es su ge como um elemen o essencial pa a impulsiona o es o ço indi idual
e o ien a a ene gia dos abalhado es na p ossecução dos obje i os da o ganização. Ao
in eg a di e en es pe spe i as, ica e iden e que a mo i ação não apenas a e a o
compo amen o indi idual, mas ambém se e le e no sucesso o ganizacional. Os
indi íduos endem, assim, a aumen a o seu empenho nas a e as labo ais com o
obje i o de sa is aze de e minadas necessidades ou desejos (Bea dwell & Claydon,
2007).
De aco do com Deci & Ryan (2000) no âmbi o da psicologia o ganizacional, a mo i ação
como o ça mobilizado a é equen emen e ca ego izada em dois ipos p incipais:
mo i ação in ínseca e ex ínseca. A mo i ação in ínseca en ol e o empenho em
a i idades pelo p óp io p aze e in e esse, desempenha um papel undamen al no
ambien e de abalho, especialmen e em a e as que eque em complexidade e
c ia i idade (Amabile & P a , 2016; Deci & Ryan, 2000).
Ola sen & Deci (2020) suge em que a mo i ação in ínseca não só ele a o bem-es a dos
abalhado es, como ambém con ibui pa a o desen ol imen o de um ambien e
o ganizacional mais sa is a ó io e posi i o, p omo endo o comp omisso e a sa is ação
19
das necessidades psicológicas essenciais, como a au onomia e a compe ência. Ryan &
Deci (2020) a i mam que a mo i ação in ínseca se o na mais o e em ambien es onde
o colabo ado sen e que em con olo sob e as suas a i idades e se sen e compe en e.
Em con as e, a mo i ação ex ínseca e e e-se à ealização de a e as com o obje i o
de ob e ecompensas ex e nas ou e i a consequências nega i as (Deci & Ryan, 2000;
Howa d e al., 2016). Amabile & P a (2016) desc e em a mo i ação ex ínseca como a
p edisposição pa a ealiza uma a e a de ido a incen i os ex e nos, como ecompensas
ma e iais, me as o ganizacionais ou eedback. Embo a e icaz em de e minados
con ex os, a dependência exclusi a da mo i ação ex ínseca pode eduzi o
comp omisso a longo p azo e a e a o bem-es a dos abalhado es, como suge ido po
Deci e al. (2017).
Segundo Cunha e al. (2016), a p incipal an agem da mo i ação in ínseca é a sua
sus en abilidade ao longo do empo, enquan o a mo i ação ex ínseca ende a
desapa ece assim que o es ímulo ex e no deixa de exis i . No en an o, os mesmos
au o es ale am que, dado que os es ímulos e compo amen os e oluem
con inuamen e, algo que hoje mo i a in insecamen e um indi íduo pode pe de esse
e ei o no u u o, à medida que as suas pe ceções e in e esses se ans o mam ou
quando esse es ímulo deixa de se um a o di e enciado . Po exemplo, um aumen o
sala ial pode inicialmen e unciona como um a o mo i ado , mas com o empo, a
pessoa no maliza essa condição e o impac o mo i acional eduz-se.
A mo i ação no abalho não se limi a à dis inção en e in ínseca e ex ínseca, mas
esul a da in e ação en e ambos os a o es (Van den B oeck e al., 2021). Es es au o es
des acam que a mo i ação é in luenciada simul aneamen e pelo con ex o
o ganizacional e pelas ca ac e ís icas indi iduais do abalhado . Pa a um desempenho
e icaz, é essencial man e um equilíb io en e mo i ação in ínseca e ex ínseca,
ga an indo en ol imen o e p odu i idade no ambien e p o issional (Van den B oeck e
al., 2021).
Howa d e al. (2016) explo a am a es u u a con ínua da mo i ação no abalho,
p opondo um modelo bi a o ial que conside a an o a mo i ação in ínseca como a

20
ex ínseca. Es es au o es e ela am que a in e ação en e es as o mas de mo i ação
em um impac o di e o no compo amen o e desempenho dos abalhado es,
de endendo que um equilíb io en e a mo i ação in ínseca e ex ínseca é essencial pa a
o sucesso p o issional (Howa d e al., 2016).
Van den B oeck e al. (2021) e isi a am a aplicação da Teo ia da Au ode e minação,
desen ol ida na década de 70 po Deci & Ryan, obse ando que a sa is ação das
necessidades de au onomia, compe ência e elacionamen o é undamen al pa a que os
abalhado es desen ol am uma mo i ação in ínseca obus a, con ibuindo pa a um
ambien e o ganizacional posi i o e p odu i o. Es e equilíb io en e as o mas de
mo i ação não só a o ece o desempenho écnico, mas ambém o compo amen o
coope a i o e o apoio en e colegas, ambos c uciais pa a o uncionamen o e icaz das
equipas de abalho (Van den B oeck e al., 2021).
De seguida se ão abo dadas ês eo ias basila es da mo i ação no abalho: a Teo ia da
Au ode e minação (p opos a po Deci & Ryan), a Teo ia dos 2 a o es de He zbe g, e a
Teo ia da Regulação Emocional de James G oss. Es as eo ias o am selecionadas pela
sua ele ância na análise de a o es mo i acionais que in luenciam o desempenho em
a e as e em con ex os especí icos, como é o caso dos p o issionais de saúde.
2.1.1. Teo ia da Au ode e minação (Deci & Ryan)
A Teo ia da Au ode e minação (TAD), desen ol ida po Deci & Ryan, é amplamen e
econhecida como uma abo dagem ab angen e pa a comp eende a mo i ação
humana, en a izando que a qualidade da mo i ação é ão ele an e quan o a sua
in ensidade (Deci e al., 2017). Os au o es de endem que a mo i ação a ia no g au de
au onomia e au ode e minação.
Segundo Deci & Ryan (2008), a mo i ação pode se decompos a em ca ego ias amplas
de segunda o dem, como mo i ação au ónoma (que engloba a egulação iden i icada,
in eg ada e in ínseca) e mo i ação con olada (que combina a egulação ex e na e
in oje ada) e desmo i ação. Cada uma des as ca ego ias ep esen a um ipo di e en e
de elação en e o indi íduo e as suas a i idades, com implicações dis in as pa a o
desempenho e o bem-es a (Deci e al., 2017).
21
A mo i ação au ónoma ca ac e iza-se pelo en ol imen o em a i idades po azões
in e nas, como sa is ação pessoal e alinhamen o com alo es indi iduais (Deci e al.,
2017). Inclui a egulação in ínseca, baseada no p aze e no in e esse genuíno, a
egulação in eg ada que oco e quando as a i idades êm um signi icado pessoal e são
consis en es com os alo es cen ais do indi íduo; e a egulação iden i icada que es á
p esen e quando o indi íduo se iden i ica com o compo amen o ealizado,
conside ando-o pessoalmen e impo an e. A mo i ação au ónoma p omo e um
ele ado en ol imen o, sa is ação e desempenho de qualidade, sendo comum em
p o issionais que encon am p opósi o e en usiasmo nas suas a e as (Deci & Ryan,
2000; Ola sen & Deci 2020). Em con ex os de saúde, Ng e al. (2012) demons a am,
numa me a-análise in e nacional, que p o issionais mo i ados au onomamen e
p es am cuidados mais empá icos e p ecisos, p omo endo a humanização no
a endimen o. Ng e al. (2012) des acam que a mo i ação au ónoma es á associada a
uma melho qualidade do a endimen o.
A mo i ação con olada esul a de p essões ex e nas, como ecompensas, punições ou
ap o ação social (Deci e al., 2017). Es e ipo de mo i ação di ide-se em egulação
ex e na, onde o compo amen o é impulsionado po a o es ex e nos, como
ecompensas ou punições e egulação in oje ada, onde o indi íduo age pa a e i a
sen imen os nega i os como culpa (Cunha e al., 2016). Embo a possa se e icaz a cu o
p azo, a mo i ação con olada es á associada a meno sa is ação e maio desgas e
emocional (Deci & Ryan, 2017; Howa d e al., 2016). Gagné & Deci (2017) apon am que
a mo i ação con olada es á ligada a ele ados ní eis de s ess e meno sa is ação,
especialmen e em con ex os de al a p essão. Da mesma o ma, Bakke & Deme ou i
(2017) concluí am que a mo i ação con olada aumen a a ulne abilidade ao bu nou e
eduz o en ol imen o p o issional, comp ome endo an o o desempenho dos
abalhado es como a sa is ação dos pacien es. Gagné & Deci (2017) ale am pa a os
iscos da mo i ação con olada, uma ez que apesa de ge a esul ados imedia os,
comp ome e o bem-es a p o issional a longo p azo.
Quan o à desmo i ação, Deci & Ryan de endem que se ca ac e iza pela ausência de
in enção ou es o ço pa a ealiza uma a e a, equen emen e associada à pe ceção de
22
al a de compe ência ou de sen ido da a i idade (D'Alle a e al., 2023). Es a condição
es á elacionada com baixos ní eis de en ol imen o, aumen o de compo amen os
con ap oducen es e diminuição da qualidade do abalho (Gagné e al., 2015; Be nales-
Tu po e al., 2022). Em con ex o hospi ala , Be nales-Tu po e al. (2022) des acam que
a desmo i ação comp ome e a segu ança do pacien e, uma ez que p o issionais
desmo i ados demons am maio p opensão a e os e meno comp omisso com a
equipa.
A TAD eio desa ia a conceção an e io men e acei e de que a mo i ação in ínseca e
ex ínseca e am concei os independen es e mu uamen e exclusi os (Cunha e al., 2016).
Deci e al (2017) p opuse am que a mo i ação não de e se is a como uma dico omia,
mas sim como um con inuum, no qual di e en es o mas de mo i ação se encon am
o ganizadas segundo o g au de au ode e minação subjacen e às ações dos indi íduos
(Ola sen & Deci, 2020).
Nes a pe spe i a, a TAD conside a o se humano como um agen e a i o, o ien ado pa a
o c escimen o pessoal e do ado de um in e esse na u al pa a explo a o ambien e e
adqui i no os conhecimen os e compe ências (Cunha e al., 2016). Segundo Deci e al.
(2017), es a p edisposição in ínseca do indi íduo pa a a ap endizagem e
desen ol imen o desempenha um papel undamen al na aquisição de compe ências
cogni i as, emocionais, mo o as e sociais, p omo endo simul aneamen e o bem-es a
psicológico.
O con inuum da mo i ação p opos o po Deci e al. (2017) o ganiza-se em di e en es
es adios de egulação, que se en ende como o p ocesso pelo qual os indi íduos
con olam e di igem o seu compo amen o, a iando no g au de au ode e minação
(Deci & Ryan, 2000, 2017). Tal como iden i icado na igu a 1, es e p ocesso ai desde
o mas mais ex e nas e con oladas a é o mas mais in e nas e au ónomas de
mo i ação.
23
Figu a 1 - Con inuum da mo i ação - p ocesso de in e nalização e in eg ação da mo i ação, baseado em
Deci & Ryan (2017).
Es e con inuum inicia-se com a amo i ação, ca ac e izada pela ausência de in enção ou
azão pa a agi . Segue-se a egulação ex e na, onde o compo amen o é impulsionado
po a o es ex e nos, como ecompensas ou punições. Na egulação in oje ada, a
mo i ação ad ém de p essões in e nas, como o desejo de e i a sen imen os de culpa
ou alcança ap o ação pessoal. Já na egulação iden i icada, o indi íduo passa a
econhece e alo iza a impo ância da a i idade, demons ando um maio g au de
au onomia. A egulação in eg ada oco e quando a mo i ação ex ínseca é plenamen e
assimilada pelo indi íduo e alinhada com os seus alo es e necessidades. Finalmen e, a
mo i ação in ínseca ep esen a o ní el mais ele ado de au ode e minação, onde as
ações são ealizadas pelo p aze e in e esse ine en es à p óp ia a i idade. Nes e
con inuum, a mo i ação ex ínseca pode se p og essi amen e in e nalizada e
ans o mada em mo i ação au ónoma, à medida que o indi íduo a ibui um maio
sen ido pessoal às suas ações (Deci e al., 2017).
De aco do com Ola sen & Deci (2020), pa a que es e p ocesso de in e nalização oco a
de o ma e icaz, a TAD de ende que é essencial sa is aze ês necessidades psicológicas
básicas: (i) au onomia, que co esponde ao sen imen o de con olo sob e as p óp ias
ações, i.e., de que os compo amen os de alguém são cong uen es com os p óp ios
in e esses e alo es au ên icos do indi íduo, dis inguindo-se da independência (ou
au ocon iança); (ii) compe ência, que se elaciona com a capacidade de en en a
desa ios e icazmen e, elacionada com a necessidade básica de sen i e icácia e
maes ia; e (iii) elacionamen o, que en ol e a exis ência de conexões signi ica i as com
Mo i ação Ex ínseca
Amo i ação Regulação
Ex e na Regulação
In oje ada Regulação
Iden i icada Regulação
In eg ada Mo i ação
In ínseca
30
egulação emocional pode desempenha um papel impo an e na melho ia da
segu ança do pacien e, especialmen e em ambien es de eme gência (Isbell e al., 2020).
Tendo em con a es es es udos ealizados na á ea da saúde, en endeu-se ú il conside a
a Teo ia da Regulação Emocional de James G oss como pa e da moldu a eó ica da
p esen e in es igação inciden e nos Técnicos de Radiologia.
2.2 Desempenho no abalho
A dinâmica compe i i a do me cado de abalho a ual exige que as o ganizações ado em
es a égias e icazes pa a maximiza o po encial dos seus colabo ado es e o imiza o seu
desempenho global (Fagundes e al., 2018). De aco do com S i as a a e Pa hak (2019),
a an agem compe i i a das o ganizações depende, em g ande medida, do desempenho
indi idual dos abalhado es, uma ez que é a a és dele que os obje i os
o ganizacionais são conc e izados.
O desempenho o ganizacional co esponde, assim, à qualidade e quan idade de
abalho desen ol ido pelos colabo ado es, in luenciando di e amen e a conc e ização
dos obje i os es a égicos da o ganização (Nguyen e al., 2020). De aco do com Vuong
e al. (2020), é essencial ado a p á icas que cla i iquem a di eção da o ganização e os
ecu sos necessá ios pa a alcança os seus obje i os. Apesa de se um concei o de
de inição complexa, é en endido que o desempenho o ganizacional se baseia na
compa ação en e os esul ados alcançados e as me as p e iamen e es abelecidas pa a
um de e minado pe íodo (B i o & Oli ei a, 2016).
Pa a Beh man & Pe eaul (1982), o desempenho no abalho e le e as ações dos
colabo ado es, independen emen e da compensação inancei a ecebida, sendo
in luenciado po a o es como conhecimen o, compe ências e ap idões, undamen ais
pa a uma execução e icaz das unções.
Segundo Zi iani e al. (2019), o desempenho do abalhado es á associado à
combinação de compe ências écnicas e compo amen ais, sendo es u u ado em ês
á eas p incipais: (i) o desempenho das a e as, elacionado com a p odução e en ega

31
de bens e se iços; (ii) o desempenho con ex ual, que engloba compo amen os que
ul apassam as exigências con a uais, como a cidadania o ganizacional; e (iii) os
compo amen os con ap oducen es, que p ejudicam o ambien e de abalho e o bem-
es a o ganizacional. Es as dimensões do desempenho são analisadas nas alíneas
seguin es.
a) Desempenho das a e as
De aco do com Mo owidlo e Van Sco e (1994), o desempenho das a e as diz espei o
à execução e icaz das a i idades cen ais do abalho, podendo ap esen a di e enças
consoan e a unção desempenhada den o da emp esa.
Pa a Goodman & S yan ek (1999), o desempenho das a e as es á in imamen e ligado
à execução das unções especí icas que o am a ibuídas ao colabo ado , e le indo a
capacidade do colabo ado de ealiza as suas esponsabilidades de manei a e icaz. Es á,
assim, elacionado com a qualidade e a quan idade de abalho ealizado, a compe ência
com que o colabo ado ealiza as suas unções e a sua capacidade de cump i as me as
es abelecidas (Bo man e al., 1995; Mo owidlo e Van Sco e ,1994).
b) Desempenho con ex ual
O desempenho con ex ual engloba a i idades complemen a es que a o ecem o
ambien e de abalho e acili am o desempenho das a e as (Mo owidlo e Van Sco e ,
1994). Es e ipo de compo amen o es á ligado à disposição indi idual do abalhado e
inclui ações como colabo ação com colegas, olun a iado e pe sis ência, sendo
in luenciado pelo g au de ajus e en e o colabo ado e a cul u a o ganizacional (Bo man
& Mo owidlo, 1993; Mo owidlo & Van Sco e , 1994; Bo man e al., 1995). Es e concei o
oi in oduzido po Bo man & Mo owidlo (1993), que a gumen a am que o desempenho
con ex ual é essencial pa a a e icácia o ganizacional, pois melho a a coesão e o
uncionamen o ge al da equipa.
Ross (2022) az e e ência ao desempenho con ex ual e a i ma que o desempenho das
o ganizações depende não apenas do es o ço indi idual de cada uncioná io, mas
32
ambém de quan o os uncioná ios coope am en e si. Já Ch is en e al. (2006)
e i ica am que um maio es o ço e compe ência dos abalhado es con ibuem pa a
um desempenho supe io . Ou as in es igações indicam que o ní el de en ol imen o
dos uncioná ios em um impac o signi ica i o no desempenho global (Ca ell & Elbe ,
1974; Konya e al., 2016; Ma cus & Gopina h, 2017; Kalia & Bha dwaj, 2019).
c) Compo amen os con ap odu i os
Mo owidlo e Van Sco e (1994) e e em os compo amen os con ap odu i os como as
ações que não es ão di e amen e elacionadas com as a e as, mas que a e am
nega i amen e a o ganização e o ambien e de abalho. Es es compo amen os podem
inclui desones idade, sabo agem ou des espei o pelas no mas da emp esa,
compo amen os ag essi os ou des espei osos pa a com os colegas ou a o ganização
(Mo owidlo & Van Sco e , 1994; Bo man e al., 1995).
Bo man & Mo owidlo (1993) suge em que quando um colabo ado exibe
compo amen os que não apenas a e am o seu desempenho indi idual, mas ambém
p ejudicam a mo al da equipa e iolam as no mas cul u ais ou é icas da o ganização, a
coesão do g upo e a p odu i idade global da o ganização podem se signi ica i amen e
comp ome idas.
2.3. A Impo ância da Mo i ação pa a o Desempenho no T abalho
A mo i ação no abalho é en endida como um a o essencial pa a p omo e o bom
desempenho dos p o issionais de saúde, in luenciando di e amen e a qualidade dos
cuidados p es ados, a e iciência das equipas e o bem-es a dos u en es (Wulanda i &
Da a, 2023) e p o issionais mo i ados endem a ap esen a melho es ní eis de
desempenho, maio comp omisso o ganizacional e meno incidência de absen eísmo
(Deci e al., 2017). Es a elação é pa icula men e ele an e em con ex os de g ande
exigência emocional onde a mo i ação impac a di e amen e a o ma como os
p o issionais execu am as suas unções (Gagné & Deci, 2017).
33
Dada a ele ância da mo i ação pa a o desempenho no abalho, di e sos es udos
cen a am-se na iden i icação dos a o es que a in luenciam, bem como nas es a égias
que podem se ado adas pa a a sua p omoção especi icamen e nos p o issionais de
saúde.
Fa o es como uma supe isão de qualidade, bene ícios inancei os, o mação con ínua
e opo unidades de desen ol imen o p o issional desempenham um papel-cha e na
mo i ação dos abalhado es e, consequen emen e, no seu desempenho (Ka a e is e
al., 2022).
A implemen ação de es a égias o ganizadas pa a p omo e a mo i ação dos
p o issionais de saúde e elou-se bené ica na melho ia da qualidade dos cuidados
p es ados (Pelayo-Te án e al., 2023). Um ambien e de abalho a o á el, ca ac e izado
po boas condições ísicas e psicológicas e uma ca ga de abalho equilib ada, melho a
o bem-es a dos abalhado es e aumen a a e icácia dos se iços de saúde (Wulanda i
& Da a, 2023).
A mo i ação au ónoma em sido amplamen e associada a um desempenho mais
e icien e, sus en á el e sa is a ó io, uma ez que os p o issionais se sen em
in e namen e mo i ados pa a ealiza as suas unções (Wulanda i & Da a, 2023). De
aco do com Sand in e al. (2021), ambien es que a o ecem a au onomia dos
p o issionais p omo em um melho desempenho das a e as, maio en ol imen o
o ganizacional e uma melho capacidade de espos a aos desa ios p o issionais.
A elação en e mo i ação au ónoma e desempenho con ex ual ambém é e iden e,
pois p o issionais mo i ados au onomamen e ap esen am um maio comp omisso com
a o ganização e ado am compo amen os p oa i os, melho ando a qualidade dos
se iços p es ados e o alecendo as elações in e pessoais no abalho (Veens a e al.,
2020). Adicionalmen e, equipas que abalham num con ex o de ele ado supo e e
au onomia man êm a mo i ação au ónoma ao longo do empo, o que eduz a adiga e
melho a a sa is ação p o issional (Sand in e al., 2021).
Dup ez e al. (2019) suge em ainda que a mo i ação au ónoma pode in luencia o
desempenho na elação com os pacien es. Es es au o es e e em que p o issionais que
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se sen em au onomamen e mo i ados p es am um supo e mais es u u ado e
a encioso aos doen es, p omo endo um melho a endimen o e maio humanização dos
cuidados (Dup ez e al., 2019).
Po ou o lado, a mo i ação con olada pode impulsiona o desempenho a cu o p azo,
mas ap esen a limi ações em e mos de comp omisso du adou o e bem-es a (Deci e
al., 2017). Es a o ma de mo i ação pode se e icaz pa a ga an i a ealização de a e as
essenciais, mas não p omo e en ol imen o genuíno no abalho, podendo le a ao
aumen o da adiga emocional e do s ess (Gagné & Deci, 2017).
A mo i ação con olada es á ambém associada a um impac o ambi alen e no
desempenho con ex ual pois, embo a possa ga an i que os abalhado es cump am as
suas ob igações, pode ambém le a a uma meno exp essão de p eocupações e
suges ões, p ejudicando a ino ação e a coope ação den o das equipas de abalho
(Veens a e al., 2020).
A desmo i ação ep esen a um a o de isco signi ica i o pa a o desempenho dos
p o issionais de saúde, es ando associada a um meno comp omisso o ganizacional e a
uma maio incidência de compo amen os con ap odu i os (Be nales-Tu po e al.,
2022). P o issionais desmo i ados ap esen am maio p opensão pa a e os e meno
en ol imen o com os pacien es, comp ome endo a qualidade dos cuidados p es ados
(Mu cho & Pacheco, 2020).
A desmo i ação não a e a apenas o desempenho das a e as, mas ambém a saúde
men al dos p o issionais, es ando o emen e elacionada com ní eis ele ados de
bu nou , exaus ão emocional e maio axa de o a i idade no se o da saúde (Gagné e
al., 2015). De aco do com Mu cho e Pacheco (2020), abalhado es com al os ní eis de
desmo i ação demons am uma edução da ealização pessoal e um desempenho
signi ica i amen e in e io .
Es udos indicam que a al a de supo e às necessidades psicológicas básicas, como
au onomia, compe ência e elacionamen o in e pessoal, pode aumen a a
desmo i ação e comp ome e an o o desempenho indi idual quan o a coesão das
equipas (Gagné e al., 2015).
35
2.4. Es udos sob e a mo i ação dos Técnicos de Radiologia
Po ugueses
Sousa (2022) desen ol eu o es udo in i ulado "Fa o es mo i acionais dos Técnicos de
Radiologia em Po ugal", onde in es igou as p incipais on es de mo i ação en e
Técnicos de Radiologia em á ias unidades de saúde po uguesas. Nas suas conclusões
des acou as elações in e pessoais, as condições de abalho e a emune ação como os
elemen os conside ados mais impo an es pelos p o issionais. Sousa (2022) sublinhou
que o apoio en e colegas con ibui pa a um ambien e de abalho posi i o, a o que
se e elou undamen al pa a man e os ní eis de mo i ação e eduzi o s esse
associado ao abalho.
O es udo de Sousa (2022) suge e, ainda, que os p o issionais em início de ca ei a ou em
ansição pa a e apas mais es á eis en en am desa ios especí icos elacionados com a
mo i ação, possi elmen e in luenciados po a o es como expe a i as p o issionais,
econhecimen o no abalho e equilíb io en e a ida pessoal e p o issional. O es udo
des acou ainda que os Técnicos de Radiologia mais jo ens demons a am maio
p e alência de mo i ação in ínseca, enquan o os p o issionais mais elhos en a iza am
a impo ância de a o es ex ínsecos, como a segu ança inancei a e o econhecimen o
po pa e dos supe io es e colegas. Es es esul ados suge em que as necessidades
mo i acionais a iam consoan e a idade e as e apas da ca ei a, o que apon a pa a a
impo ância de polí icas ins i ucionais adap adas a di e en es pe is e á ios. Apesa de
não explo a em de alhe a elação en e idade e mo i ação, Sousa (2022) ecomendou
que es udos u u os ap o undem es a co elação, conside ando as especi icidades das
di e en es ases da ida p o issional dos Técnicos de Radiologia.
Além disso, um es udo publicado pela Associação Po uguesa de Imagiologia Médica e
Radio e apia (APIMR) em 2021 abo dou o impac o da pandemia de COVID-19 no bem-
es a psicológico dos Técnicos de Radiologia, com oco especí ico nas axas de bu nou
– um enómeno ca ac e izado po exaus ão emocional, despe sonalização e diminuição
do senso de ealização p o issional. Os esul ados des e es udo mos a am que
ap oximadamen e 80% dos Técnicos de Radiologia ap esen a am um isco ele ado pa a
o desen ol imen o de sin omas de exaus ão c ónica e desgas e emocional. A dimensão

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da exaus ão emocional oi pa icula men e p e alen e, e le indo o peso psicológico de
abalha em ambien es de al o isco de con aminação e sob p essão in ensa. Es e
es udo e o çou a necessidade u gen e de desen ol e medidas de supo e à saúde
men al dos Técnicos de Radiologia, en a izando a impo ância de p á icas de
moni o ização egula do bem-es a e mo i ação des es p o issionais. Apesa des a
elação não se o ema do p esen e es udo, pelos seus esul ados conhece-se que a
ele ada axa de desgas e emocional e idencia a necessidade de implemen ação de
es a égias que p omo am a mo i ação au ónoma e eduzam a desmo i ação.
Ou o es udo ele an e é o in i ulado "A adap ação do Técnico de Radiologia às no as
ecnologias", conduzido po Felício e Rod igues (2010). Embo a o oco p incipal não
enha sido a mo i ação, o es udo analisou o impac o das a iá eis demog á icas,
incluindo a idade, no p ocesso de adap ação ecnológica, o e ecendo conclusões
impo an es sob e como a idade pode in luencia a mo i ação pa a a ap endizagem e a
a ualização p o issional. Os esul ados mos a am que os Técnicos de Radiologia mais
jo ens ap esen a am ní eis mais ele ados de mo i ação in ínseca, des acando o
in e esse pessoal pelo desen ol imen o p o issional e a sa is ação em domina no as
compe ências. Po ou o lado, os Técnicos de Radiologia mais elhos ela a am ní eis
mais ele ados de mo i ação ex ínseca, impulsionada pela necessidade de se man e em
compe i i os no me cado de abalho e pela segu ança no emp ego.
Com base na li e a u a consul ada, não se encon ou, oda ia, es udos que incidem
sob e a elação en e os dois ipos de mo i ação – au ónoma e con olada – e os dois
ipos de desempenho – de a e as e con ex ual de p o issionais de saúde,
nomeadamen e de Técnicos de Radiologia e no con ex o nacional po uguês. O p esen e
es udo p e ende, pois, con ibui pa a colma a es a lacuna no conhecimen o.
37
CAPÍTULO 3: ENQUADRAMENTO TEÓRICO E HIPÓTESES
No se o da saúde, a mo i ação assume uma impo ância c í ica, uma ez que in luencia
di e amen e a qualidade dos cuidados p es ados e a elação en e os p o issionais e os
u en es (Ku aas e al., 2017). T épanie e al. (2013) indicam que a mo i ação au ónoma
es á o emen e elacionada com ní eis mais ele ados de empa ia, en ol imen o na
p á ica p o issional e adesão a pad ões é icos e deon ológicos. Em con apa ida,
quando os p o issionais expe ienciam mo i ação con olada, a sa is ação no abalho
ende a diminui , aumen ando o isco de bu nou e o a i idade (Gagné & Bha e, 2011).
O gambídez-Ramos & Almeida (2019) ambém des acam a impo ância das polí icas
o ganizacionais e das condições labo ais no ipo de mo i ação p edominan e nos
p o issionais de saúde. Fa o es como a au onomia na omada de decisões, o
econhecimen o p o issional e as opo unidades de desen ol imen o con ínuo são
undamen ais pa a p omo e a mo i ação au ónoma e minimiza os e ei os nega i os
da mo i ação con olada (Fe ne e al., 2012).
A elação en e mo i ação e desempenho em sido amplamen e in es igada, sendo
econhecido que abalhado es mo i ados de o ma au ónoma ap esen am melho es
indicado es de p odu i idade, c ia i idade e sa is ação p o issional (Van den B oeck e
al., 2016). Em con ex o hospi ala , esses e ei os aduzem-se em maio qualidade dos
se iços de saúde, melho adesão às boas p á icas clínicas e edução de e os médicos
(Ng e al., 2012).
Dessa o ma, comp eende os a o es que de e minam a mo i ação no abalho,
pa icula men e no se o da saúde, é essencial pa a desen ol e es a égias
o ganizacionais que p omo am o bem-es a dos p o issionais e o imizem a p es ação de
cuidados de saúde.
Com base na e isão eó ica ap esen ada, são em seguida delineadas as hipó eses de
es udo, inciden es na explo ação da elação en e os di e en es ipos de mo i ação e o
desempenho p o issional dos Técnicos de Radiologia em Po ugal.
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A mo i ação no abalho es á di e amen e associada ao desempenho p o issional (Deci
e al., 2017). Na á ea da saúde, Ca anagh (1992) demons ou que a iá eis elacionadas
com a mo i ação labo al in luenciam o desempenho. Adicionalmen e, Fische e Pa aguai
(1989) des acam a impo ância da au onomia e da in eg ação o ganizacional na
mo i ação e no desempenho dos abalhado es. Face ao expos o, esul ou a seguin e
hipó ese:
H1: A Mo i ação no T abalho in luencia o Desempenho no T abalho dos Técnicos de
Radiologia.
De aco do com a TAD, p opos a po Deci & Ryan (2000), os di e en es ipos de mo i ação
impac am o desempenho p o issional. Gagné e al. (2015) co obo am que an o a
mo i ação au ónoma como a mo i ação con olada in luenciam posi i amen e o
desempenho, enquan o a desmo i ação es á associada a esul ados nega i os. Face ao
expos o, esul ou a seguin e hipó ese:
H1a: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação são a o es
de e minan es do Desempenho no T abalho (To al) dos Técnicos de Radiologia.
A mo i ação au ónoma es á posi i amen e co elacionada com a e icácia no
desempenho de a e as especí icas (Deci e al., 2017). Po ou o lado, a mo i ação
con olada pode le a a um desempenho adequado, po ém com meno sa is ação
(Howa d e al., 2016). A desmo i ação ende a esul a em baixo en ol imen o e
desempenho insa is a ó io (Gagné e al., 2015). Conside a-se assim a seguin e hipó ese:
H1b: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação in luenciam o
Desempenho nas Ta e as dos Técnicos de Radiologia.
A mo i ação au ónoma p omo e compo amen os que a o ecem o ambien e
o ganizacional, como colabo ação e p oa i idade, associados ao desempenho
con ex ual (Gagné e al., 2015), enquan o a desmo i ação eduz a pa icipação a i a no
con ex o de abalho (Howa d e al., 2016). Face ao expos o, esul ou a seguin e
hipó ese:
39
H1c: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação são a iá eis
explica i as do Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia.
Compo amen os con ap odu i os, como negligência e a i udes dis up i as, es ão
equen emen e associados a ní eis eduzidos de mo i ação au ónoma e ele ados de
desmo i ação (Gagné e al., 2015). A mo i ação con olada ambém pode con ibui
pa a compo amen os con ap odu i os, sob e udo quando é sus en ada po p essões
ex e nas (Howa d e al., 2016). Conside a-se assim a seguin e hipó ese:
H1d: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação con ibuem
pa a os Compo amen os Con ap odu i os dos Técnicos de Radiologia.
A mo i ação au ónoma es á associada a maio en ol imen o e e icácia na execução de
a e as (Deci e al., 2017). Além disso, a expe iência p o issional a o ece a aquisição de
compe ências e conhecimen os que melho am o desempenho (Ca anagh, 1992).
P opõe-se a seguin e hipó ese:
H2: A Mo i ação Au ónoma e o Tempo de Expe iência in luenciam posi i amen e o
Desempenho nas Ta e as dos Técnicos de Radiologia.
P o issionais com ele ada mo i ação au ónoma endem a ap esen a menos
compo amen os con ap odu i os, uma ez que es ão mais alinhados com os alo es e
obje i os o ganizacionais (Gagné e al., 2015). A sa is ação in ínseca no abalho a ua,
assim, como um a o p o e o con a a i udes p ejudiciais (Deci e al., 2017). Le an a-
se a seguin e hipó ese:
H3: A Mo i ação Au ónoma es á associada à edução de Compo amen os
Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia.
A mo i ação con olada, apesa de baseada em a o es ex e nos, pode in luencia
posi i amen e o desempenho con ex ual, especialmen e em abalhado es mais jo ens
que p ocu am econhecimen o (Howa d e al., 2016). Po ou o lado, a idade pode es a
associada a maio comp omisso o ganizacional, e le indo-se num melho desempenho
con ex ual (Ca anagh, 1992). Conside a-se, assim, a seguin e hipó ese:
46
ecompensas ex e nas ou punições pa a a ealização das a e as (6 i ens); e
Desmo i ação - 3 i ens.
Cada um dos 18 i ens do ins umen o é a aliado a a és de uma escala de Like de se e
pon os, que ai desde "disco do mui o" a é "conco do mui o".
Figu a 4 - MAWS, e i ado de D'Alle a (2023, p.6)
O es udo de alidação ealizado po Gagné e al. (2010) demons ou boas p op iedades
psicomé icas do MAWS. A análise a o ial con i ma ó ia supo ou a es u u a p opos a,
com índices de ajus amen o adequados (CFI = 0,95; RMSEA = 0,06), suge indo uma boa
adequação do modelo aos dados. Além disso, a consis ência in e na das subescalas oi
ele ada, com alo es de Al a de C onbach a iando en e 0,74 e 0,90, ga an indo a
iabilidade do ins umen o. No que diz espei o à alidade p edi i a, os esul ados
indica am co elações signi ica i as en e as dimensões da mo i ação e a iá eis
o ganizacionais ele an es. A Mo i ação In ínseca e a Regulação Iden i icada
ap esen a am associações posi i as com o bem-es a no abalho ( = 0,54, p < 0,001) e
com o comp omisso o ganizacional ( = 0,42, p < 0,001). Po ou o lado, a Regulação
Ex e na es e e associada a ní eis mais ele ados de s ess e exaus ão emocional ( = 0,36,

47
p < 0,001), con i mando que os di e en es ipos de mo i ação in luenciam de o ma
dis in a o desempenho p o issional.
A aplicabilidade do MAWS em di e en es se o es p o issionais e con ex os cul u ais
e o ça a sua u ilidade na in es igação sob e mo i ação labo al. A sua es u u a alidada
pe mi e não só a alia o pe il mo i acional dos abalhado es, mas ambém o nece
dados pa a in e enções o ganizacionais ocadas no aumen o do desempenho. Assim,
o MAWS cons i ui uma e amen a obus a e empi icamen e alidada pa a a análise da
mo i ação no ambien e de abalho, con ibuindo pa a uma melho comp eensão dos
a o es que in luenciam o compo amen o o ganizacional (Gagné e al., 2010).
4.4.2. Desempenho no T abalho
O Ques ioná io de Desempenho no T abalho é um dos ins umen os mais econhecidos
pa a a alia o desempenho labo al indi idual. C iado po Linda Koopmans e seus co-
au o es em 2012, o "Indi idual Wo k Pe o mance Ques ionnai e" (IWPQ) oi
inicialmen e compos o po 47 i ens e desenhado pa a medi o desempenho no local de
abalho ao ní el indi idual (Koopmans e al., 2012). Es e ques ioná io oi aplicado a uma
amos a ep esen a i a de abalhado es na Holanda e, a a és de análises es a ís icas,
como a análise a o ial e o modelo de Rasch, oi e inado e o imizado.
O esul ado des e p ocesso de e inamen o le ou à c iação de uma e são mais concisa
do ques ioná io, com apenas 18 i ens o ganizados em ês dimensões p incipais,
con o me se obse a na igu a 5: Desempenho da Ta e a, que a alia a capacidade de
planeamen o e o ganização, a o ien ação pa a esul ados, a p io ização e a e iciência –
5 i ens; Desempenho Con ex ual, que mede aspe os como a inicia i a, a capacidade de
en en a desa ios, a manu enção e a ualização de conhecimen os e compe ências, bem
como a habilidade de desen ol e soluções c ia i as pa a p oblemas no os e complexos
– 8 i ens; e Compo amen o Con ap odu i o, que obse a compo amen os que
possam se p ejudiciais pa a a o ganização, como a i udes de nega i idade excessi a –
5 i ens.
48
Cada um dos 18 i ens do ins umen o é a aliado a a és de uma escala de Like de cinco
pon os, que a ia de " a amen e" a é "semp e".
Es a e são do ques ioná io ap esen a-se como uma e amen a b e e, aplicá el de
o ma gené ica a di e sos se o es ocupacionais. Es e ques ioná io con inua a se
amplamen e u ilizado de ido à sua e icácia e capacidade de adap ação a di e en es
con ex os labo ais (Koopmans e al., 2012; 2014).
A escolha dos ins umen os de a aliação oi undamen ada na sua alidação p é ia e
consis ência in e na, con i mada em es udos an e io es. A MAWS e o IWPQ são
amplamen e econhecidos pela sua capacidade de medi com p ecisão as dimensões da
mo i ação e desempenho no con ex o de abalho.
Figu a 5 - IWPQ, e i ado de Koopmans (2016, p. 612).
49
4.4.3. P é- es e do Ques ioná io
An es da aplicação do ques ioná io inal, oi ealizado um p é- es e, com o obje i o de
a alia a sua alidade e idedignidade. Es a e apa pe mi iu iden i ica e en uais e os
o og á icos, ambiguidades na o mulação das ques ões e po enciais di iculdades na sua
in e p e ação, ga an indo assim maio cla eza e p ecisão na ecolha de dados (Laka os
& Ma coni, 2006). Vá ios au o es, como Chu chill & Pe e (1998) e Hill & Hill (2009),
de endem a ealização de um p é- es e como um passo undamen al pa a analisa a
adequação do ques ioná io, de e a possí eis p oblemas e assegu a que a sua aplicação
deco a de o ma e icaz, pe mi indo o cump imen o dos obje i os da in es igação.
Pa a es e im, oi elabo ada uma p imei a e são do ques ioná io, que oi subme ida a
um g upo de ês Técnicos de Radiologia, selecionados com base na di e sidade de aixa
e á ia, géne o e habili ações académicas. Após a análise, nenhum dos pa icipan es
suge iu al e ações ou le an ou dú idas ela i amen e às ques ões, alidando assim a
cla eza e a coe ência do ins umen o.
4.5. Mé odos de Recolha de Dados
A ecolha de dados oi ealizada u ilizando a pla a o ma Google Fo ms. Es e mé odo oi
escolhido de ido à sua e iciência e acilidade de dis ibuição, pe mi indo que um g ande
núme o de Técnicos de Radiologia enha ido acesso ao ques ioná io,
independen emen e da sua localização geog á ica, ambém se de eu à acilidade de
p eenchimen o po pa e dos esponden es e a possibilidade de expo a os dados
di e amen e pa a análise es a ís ica.
O ques ioná io oi disponibilizado online de 26 de ou ub o a é 26 de dezemb o de 2024.
O link pa a o ques ioná io oi dis ibuído a a és de e-mails en iados a ce ca de 600
con ac os de Técnicos de Radiologia (TR), a a és da ede social LinkedIn isando apenas
TR, e encaminhado ambém pa a associações p o issionais, sindica os de Técnicos
Supe io es de Diagnós ico e Te apêu ica (TSDT), uni e sidades, hospi ais, en e ou as
ins i uições ele an es. Fo am solici adas se iedade e espos as conscien es, de o ma a
ga an i a in eg idade dos dados e e i a a duplicação de espos as, e consen imen o
50
exp esso pa a u ilização dos dados ob idos pa a os ins de in es igação desc i os nes e
documen o.
4.6. População, Amos a, Tamanho Amos al e Pode Es a ís ico
A população ab ange odos os Técnicos de Radiologia que exe çam p o issionalmen e
em e i ó io po uguês. Fo am aplicados c i é ios de exclusão, ab angendo es udan es
de Radiologia e Técnicos de Radiologia que nunca exe ce am a p o issão.
A amos a oi selecionada a a és de uma amos agem in encional (p oposi e), uma ez
que o ques ioná io oi dis ibuído apenas en e TR. A dis ibuição do ques ioná io a um
uni e so de ce ca de 1000 po enciais esponden es ga an iu uma amos a di e si icada,
ep esen ando Técnicos de Radiologia de á ias ins i uições e con ex os p o issionais.
O amanho amos al de 176 espos as álidas, com um ní el de signi icância de 5% (α =
0,05) e assumindo uma co elação mode ada de = 0,30 en e mo i ação e desempenho
no abalho, aduziu-se num pode es a ís ico espe ado de ap oximadamen e 0,97
(97%), um alo ele ado, ga an indo a iabilidade dos esul ados.
O cálculo do amanho amos al oi ealizado com base nas ecomendações
me odológicas de Cohen (1988) e Faul e al. (2007), que es abelecem c i é ios pa a
es udos co elacionais. A obus ez das análises es a ís icas subsequen es oi assegu ada
u ilizando o so wa e G*Powe 3 pa a a de e minação do pode es a ís ico.
4.7. Mé odos de Análise de Dados
Os dados ecolhidos o am a ados quan i a i amen e, u ilizando o so wa e de análise
es a ís ica S a is ical Package o he Social Sciences (SPSS) e são 29. O SPSS pe mi e a
manipulação de g andes olumes de dados e o e ece uma ampla a iedade de écnicas
es a ís icas, como análise desc i i a, co elação, eg essão, análise a o ial e mui as
ou as, acili ando a in e p e ação e ap esen ação de esul ados.
A análise dos dados oi ealizada em ês ases p incipais, a sabe : Análise Desc i i a,
Análise Co elacional e Análise de Reg essão; o am es adas as hipó eses o muladas.
51
Na ase de Análise Desc i i a, p ocu ou-se ap esen a as ca ac e ís icas da amos a, bem
como a dis ibuição das espos as pa a cada i em do ques ioná io. Pa a al, o am
calculadas equências, pe cen agens, médias e des ios-pad ão, de o ma a desc e e
os di e en es ipos de mo i ação e o desempenho dos TR. Es a abo dagem pe mi iu uma
comp eensão ge al das a iá eis em es udo, p opo cionando uma isão cla a dos
pad ões p esen es nos dados.
Pa a ealiza a análise in e encial, endo em con a o cump imen o dos c i é ios
necessá ios, e conside ando que as a iá eis não ap esen a am uma dis ibuição
no mal, e i icada a a és do es e de Kolmogo o -Smi no , o am aplicados es es não
pa amé icos.
A ase de Análise Co elacional, que e e como obje i o explo a a elação en e as
a iá eis "mo i ação" e "desempenho", bem como en e es as e as a iá eis biog á icas
dos pa icipan es. Es e ipo de análise pe mi iu e i ica a exis ência de associações
es a is icamen e signi ica i as en e as a iá eis, o e ecendo indícios ele an es sob e
as in e ações e possí eis in luências mú uas en e os di e en es a o es em análise.
Pa a co elaciona a idade dos TR com o Desempenho no T abalho (Desempenho nas
Ta e as, Desempenho Con ex ual, Compo amen os Con ap odu i os) e com a
Mo i ação no T abalho (Mo i ação Au ónoma, Mo i ação Con olada, Desmo i ação),
oi u ilizado o coe icien e de co elação de Spea man, que é uma medida de associação
não pa amé ica en e duas a iá eis pelo menos o dinais. Es e coe icien e é ob ido
a a és da subs i uição dos alo es das obse ações pelas espe i as o dens. As medidas
de associação quan i icam a in ensidade e a di eção da associação en e duas a iá eis
(Ma ôco, 2014).
Pa a compa a a Mo i ação no T abalho e o Desempenho no T abalho, en e o géne o,
en e as habili ações académicas e en e e ilhos, nomeadamen e na Mo i ação
Con olada (To al), na Regulação In oje ada e no Desempenho no T abalho (To al), as
a iá eis ap esen a am uma dis ibuição no mal, pelo que oi aplicado o es e T
S uden , que é um es e pa amé ico, que, no caso de uma amos a, es a se uma média
populacional é ou não igual a um de e minado alo a pa i da es ima i a ob ida de

52
uma amos a alea ó ia, ou se e ambém pa a es a se as médias de duas populações
são ou não signi ica i amen e di e en es (Ma ôco, 2014). Nas es an es dimensões em
es udo, dado que não ap esen a am uma dis ibuição no mal, oi aplicado o es e de
Mann-Whi ney, que é o es e não-pa amé ico adequado pa a compa a as unções de
dis ibuição de uma a iá el pelo menos o dinal medida em duas amos as
independen es (Ma ôco, 2014).
Po im, pa a es a as es an es hipó eses que analisa am as a iá eis p edi o as e
p edi i as em es udo, oi u ilizado o mé odo de Reg essão Linea , que de ine um
conjun o de á ias écnicas es a ís icas usadas pa a modela elações en e a iá eis e
p edize o alo de uma a iá el dependen e (ou de espos a) a pa i de um conjun o
de a iá eis independen es (p edi o as). A elação en e duas ou mais a iá eis pode
se de dependência uncional (a magni ude da a iá el dependen e é unção da
magni ude das a iá eis independen es) ou de associação (nenhuma das a iá eis pode
se ida como dependen es, mas apenas que elas a iam em conjun o). No caso do
p esen e abalho, dado a a -se de um es udo ans e sal, aplica-se es e segundo ipo
de elação. A elação linea pode se usada pa a modela a elação uncional en e duas
a iá eis – uma elação que pode se exp essa a a és de uma unção ma emá ica –
independen emen e de exis i ou não uma elação de ipo causa-e-e ei o, que nem
semp e é ácil de demons a (Ma ôco, 2014).
No sen ido de es a as hipó eses H1a, H1b, H1c, H1d, H2, H3, H4, H5 e H6, oi ealizada
uma análise de eg essão linea múl ipla. Pa a esse e ei o, oi u ilizado o mé odo de
inse ção ("En e "), no qual odas as a iá eis independen es o am in oduzidas no
modelo simul aneamen e. Começou-se pela suma ização do modelo de eg essão,
e i icando o coe icien e de de e minação ajus ado (R² ajus ado), de modo a e i ica a
p opo ção da a iabilidade da a iá el dependen e que é explicada pelas a iá eis
p edi o as incluídas no modelo. De seguida, e e uou-se, median e os esul ados da
análise de a iância (ANOVA) pa a os modelos es ados, o es e F. Po im, analisa am-
se os coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a e oi ei a a lei u a de Be a,
dos in e alos de con iança dos coe icien es e da signi icância pa a conclui a elação
en e as a iá eis.
53
4.8. Ques ões É icas
A ecolha de dados oi conduzida em con o midade com os p incípios é icos da
in es igação cien í ica, seguindo o enquad amen o do Código de Condu a É ica da
Uni e sidade do Minho.
O es udo ga an iu a anonimidade e a con idencialidade dos pa icipan es e os dados
ecolhidos o am u ilizados exclusi amen e pa a ins académicos, con o me indicado
aos pa icipan es.
A pa icipação no es udo oi p ecedida pela ob enção do consen imen o in o mado
exp esso dos pa icipan es, assegu ando que es es es a am cien es dos obje i os,
p ocedimen os e possí eis implicações da sua pa icipação. Além disso, a pa icipação
no es udo oi olun á ia e os pa icipan es o am in o mados de que podiam ecusa
pa icipa sem qualque penalização ou impac o na sua ca ei a ou elação com o
in es igado .
Sendo o in es igado ambém Técnico de Radiologia, oi dada especial a enção à
neu alidade na o ma como o con i e à pa icipação na ecolha de dados oi ei a. Não
hou e qualque p essão sob e os colegas e a pa icipação oi o almen e olun á ia. Não
oi u ilizada nenhuma an agem ou incen i o que pudesse causa in luência inde ida.
Os p ocedimen os do es udo, que incluem apenas a espos a a um ques ioná io
anónimo online, não implicam iscos ísicos, psicológicos, económicos ou sociais. De ido
à na u eza não in asi a do es udo, os iscos conhecidos associados o am mínimos ou
inexis en es. No en an o, é impo an e conside a os seguin es aspe os: embo a o
ques ioná io seja anónimo, pode á e exis ido uma p eocupação eó ica com a in asão
da p i acidade ou o eceio de que a con idencialidade seja comp ome ida. Con udo,
es as p eocupações são mui o imp o á eis, dada a implemen ação de medidas
igo osas pa a assegu a a anonimização e a p o eção dos dados. É possí el que alguns
pa icipan es possam e sen ido algum descon o o ao e le i sob e as suas condições
de abalho e a sua mo i ação. No en an o, a p obabilidade de es e descon o o se
54
signi ica i o é baixa e, se oco e , se á limi ado ao empo de p eenchimen o do
ques ioná io.
Os dados ecolhidos são anónimos e se ão man idos e a mazenados em pla a o mas
segu as, acessí eis apenas ao in es igado . Não se á possí el associa as espos as
indi iduais a qualque pa icipan e. Os dados se ão apagados num pe íodo de ês anos
após a publicação do p esen e abalho.
55
CAPÍTULO 5 – RESULTADOS
Es e capí ulo ap esen a a análise dos dados ob idos, começando com a ca ac e ização
desc i i a das a iá eis em es udo. Seguem-se os esul ados da Escala de Mo i ação no
T abalho (MAWS) e do Ques ioná io de Desempenho no T abalho (IWPQ), pe mi indo
comp eende os pad ões de mo i ação e desempenho dos pa icipan es.
Pos e io men e, a análise in e encial explo a elações es a ís icas signi ica i as en e as
a iá eis. Po im, são sin e izados os p incipais achados, des acando os esul ados mais
ele an es pa a a discussão no capí ulo seguin e.
Pa a a ap esen ação dos dados eco eu-se ao uso de abelas e g á icos, com os dados
es a ís icos an ecedidos de análise.
A con iabilidade do ins umen o oi a aliada a a és da consis ência in e na, medida
pelo coe icien e Al a de C onbach. De aco do com Pes ana & Gagei o (2008), um alo
supe io a 0,70 é conside ado acei á el, indicando uma boa idelidade, co elação e
homogeneidade dos i ens. Is o ga an e que as medições são consis en es e ap esen am
um g au adequado de p ecisão e es abilidade ao longo do empo.
De aco do com os alo es de Al a de C onbach ob idos e ap esen ados na abela 1, a
análise de consis ência in e na da Escala de Mo i ação no T abalho (MAWS)
demons ou que a maio ia das subescalas ap esen a ní eis de iabilidade adequados,
endo a Mo i ação Au ónoma e a Mo i ação Con olada al as de 0,729 e 0,825,
espe i amen e, indicando boa consis ência. No Ques ioná io de Desempenho no
T abalho (IWPQ), o al a ge al é de 0,786.
Os ins umen os ap esen a am consis ência in e na globalmen e adequada, com
alo es de Al a de C onbach a iando en e azoá el e bom na maio ia das dimensões
indicando iabilidade pa a a alia mo i ação e desempenho no abalho.
62
a p odu i idade e a e iciência. Além disso, a a i mação "Realizo o meu abalho com
e iciência" ambém ob e e ele adas pon uações, e le indo um desempenho écnico
sólido.
Rela i amen e ao Desempenho Con ex ual, e i ica-se que uma pa e signi ica i a dos
inqui idos ado a compo amen os que bene iciam a o ganização e os colegas.
A i mações como "Pa icipo a i amen e em euniões e discussões", "P ocu o no os
desa ios no abalho" e "Man enho-me a ualizado em elação às no as exigências da
p o issão" ap esen am alo es ele ados, indicando uma a i ude p oa i a.
No en an o, os Compo amen os Con ap odu i os ap esen am um pad ão dis in o.
Embo a a maio ia dos pa icipan es indique que a amen e ou mui o a amen e ado a
a i udes p ejudiciais no abalho, algumas espos as suge em a exis ência de
di iculdades o ganizacionais. Ques ões como "Reclamo sob e assun os i iais no
abalho" e "Falo nega i amen e do meu abalho pa a os ou os" ecebe am algumas
espos as em ní eis mais ele ados, suge indo que há a o es que podem es a a
impac a a sa is ação p o issional e a dinâmica o ganizacional.

63
Desempenho Ta e as
Planeio o meu abalho de manei a di e en e
Consigo ealiza o meu abalho adequadamen e, com um mínimo de empo e…
Sou capaz de sepa a os p oblemas p incipais dos secundá ios no abalho
Foco-me nos esul ados que enho que alcança no meu abalho
Consigo planea o meu abalho de manei a que seja concluído den o do p azo
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Mui o Ra amen e Ra amen e Às ezes F equen emen e Mui o F equen emen e
Desempenho Con ex ual
Pa icipo a i amen e em euniões e discussões
P ocu o con inuamen e no os desa ios no meu abalho
Assumo esponsabilidades ex as
P oponho soluções c ia i as pa a no os p oblemas
Es o ço-me em man e a ualizadas as minhas habilidades sob e o abalho
Es o ço-me em man e a ualizado o meu conhecimen o sob e o abalho
Assumo as a e as de abalho desa iado as, quando disponí eis
Começo no as a e as po minha p óp ia inicia i a, quando concluo as minhas
a e as an igas
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Mui o Ra amen e Ra amen e Às ezes F equen emen e Mui o F equen emen e
Compo amen o Con ap odu i o
Falo com pessoas de o a da o ganização sob e os aspe os nega i os do meu abalho
Con e so com os colegas sob e os aspe os nega i os do meu abalho
Concen o-me em aspe os nega i os de uma si uação de abalho, ao in és de me oca
nos aspe os posi i os
Faço com que pequenos p oblemas no abalho se o nem maio es do que são
Reclamo de assun os sem impo ância no abalho
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Mui o Ra amen e Ra amen e Às ezes F equen emen e Mui o F equen emen e
. Figu a 7 - F equência ela i a das espos as do IWQP
64
Em sín ese, os esul ados mos am que os pa icipan es ap esen am um pe il de
desempenho equilib ado, com espos as mais posi i as na dimensão Desempenho
Ta e a (como ilus ado na igu a 7), e le indo uma execução consis en e e e icien e das
suas unções. A dimensão Desempenho Con ex ual demons a uma pos u a
colabo a i a e p oa i a, com uma pa e impo an e dos pa icipan es a con ibuí em
posi i amen e pa a o ambien e de abalho e pa a o sucesso da equipa. Po ou o lado,
a dimensão Compo amen o Con ap odu i o egis ou equências eduzidas, indicando
uma baixa incidência de a i udes nega i as que pode iam comp ome e o desempenho.
Es es esul ados suge em que, em ge al, a amos a é compos a po p o issionais
comp ome idos, com uma abo dagem ocada e posi i a nas suas esponsabilidades.
5.1.3. Co elações en e cons u os
A abela 4 pe mi e uma isão das elações en e os di e en es cons u os ( alo es mais
p óximos de 1 indicam co elação linea posi i a, alo es p óximos de -1 indicam
co elação linea nega i a e alo es p óximos de 0 indicam ausência de co elação
linea ).
Os esul ados mos am que a Mo i ação Au ónoma ap esen a co elações ele adas
en e as suas dimensões, des acando-se a elação en e a Regulação In ínseca e a
Regulação In eg ada (0,758), assim como en e Regulação In eg ada e a Mo i ação
Au ónoma global (0,846), indicando que indi íduos que se mo i am in insecamen e
endem a in eg a essa mo i ação nos seus alo es e pe cebem-na como pa e da sua
iden idade e ice- e sa.
Já na Mo i ação Con olada, e i ica-se uma o e associação en e Regulação
In oje ada e Regulação Ex e na (0,878), suge indo que quem se sen e p essionado
in e namen e ambém esponde o emen e a incen i os ou punições ex e nas. Além
disso, a Regulação In oje ada co elaciona-se o emen e com a Mo i ação Con olada
global (0,737), assim como a Regulação Ex e na (0,739), indicando que ambas azem
pa e de um mesmo espec o de mo i ação não au ónoma.
65
Va iá eis
Co elação ρ
de Spea man
p- alo
Regulação In ínseca ↔ Regulação In eg ada
0,758
< 0,001
Regulação In eg ada ↔ Mo i ação Au ónoma
0,846
< 0,001
Regulação In oje ada ↔ Regulação Ex e na
0,878
< 0,001
Regulação In oje ada ↔ Mo i ação Con olada
0,737
< 0,001
Regulação Ex e na ↔ Mo i ação Con olada
0,739
< 0,001
Desmo i ação ↔ Regulação Ex e na
-0,619
< 0,01
Desempenho To al ↔ Desempenho da Ta e a
0,711
< 0,001
Desempenho To al ↔ Desempenho Con ex ual
0,615
< 0,001
Desempenho To al ↔ Compo amen o Con ap odu i o
-0,445
< 0,001
Tabela 4 - Resumo das Relações en e os Di e en es Cons u os.
Em elação à Desmo i ação, há uma co elação nega i a mode ada com a Regulação
Ex e na (-0,619), o que suge e que indi íduos desmo i ados espondem a incen i os
ex e nos, quando uma a iá el aumen a a ou a diminui e ice- e sa.
No que oca ao Desempenho no T abalho, e i ica-se uma elação o e en e o
Desempenho To al e o Desempenho da Ta e a (0,711), assim como en e o Desempenho
To al e o Desempenho Con ex ual (0,615), mos ando que um bom desempenho global
ende a e le i -se an o nas a e as p incipais como no ambien e de abalho e ice-
e sa.
Po im, apesa de não a ingi o c i é io de co elação ele ada (> 0,6 ou < -0,6), des aca-
se que há uma associação nega i a en e Desempenho To al e Compo amen o
Con ap odu i o (-0,445), suge indo que um melho desempenho es á elacionado com
menos compo amen os p ejudiciais no abalho e ice- e sa.
As es an es co elações en e os di e en es cons u os ap esen am alo es baixos, ou
seja, in e io es a 0,6 em e mos absolu os. Is o indica que, de um modo ge al, não há
elações o es en e essas a iá eis, suge indo uma associação aca ou inexis en e
en e os espe i os cons u os.
66
5.2. Reg essão Linea Múl ipla
Pa a iden i ica os p edi o es signi ica i os da in enção de uso u ilizou-se o modelo de
eg essão linea múl ipla u ilizando o mé odo de inse ção ("En e ").
Seguem-se as abelas esumo das hipó eses es adas, onde se explica o mé odo
u ilizado, os seus esul ados e a conclusão de cada hipó ese.
67
H1a: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação são a o es de e minan es do Desempenho no T abalho (To al) dos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
Tes a se a Mo i ação
Au ónoma, a Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação são
p edi o es do
Desempenho no
T abalho dos Técnicos
de Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o
mé odo de inse ção
("En e ").
R² ajus ado: 0,290,
indicando que 29,0%
da a iabilidade do
Desempenho no
T abalho é explicada
pelos p edi o es.
O es e F oi signi ica i o
(F = 24,839; p < 0,001),
con i mando que o
modelo de eg essão é
es a is icamen e
signi ica i o.
Mo i ação Au ónoma:
Be a = 0,523,
B= 0,255, IC 95% [0,170;
0,280], (p < 0,001)
p edi o signi ica i o e
o e do Desempenho no
T abalho
A Mo i ação
Au ónoma é um
p edi o signi ica i o
e o e do
Desempenho no
T abalho.
Es es esul ados
suge em que exis e
associação posi i a
en e a Mo i ação
Au ónoma e o
Desempenho no
T abalho dos Técnicos
de Radiologia
Va iá eis independen es:
Mo i ação Au ónoma,
Mo i ação Con olada e
Desmo i ação (medidas
pela Escala da Mo i ação
no T abalho - MAWS).
Mo i ação Con olada:
Be a = -0,100, B= -0,043,
IC 95% [−0,102;0,016], (p
= 0,160) - sem signi icância
es a ís ica.
R: 0,550, suge indo
uma elação
mode ada en e as
a iá eis
independen es e o
Desempenho no
T abalho.
A Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação não
mos a am impac o
ele an e, pois não
o am
es a is icamen e
signi ica i as no
modelo.
Va iá el dependen e:
Desempenho no T abalho
(medido pelo IWPQ).
Desmo i ação: Be a =
0,086, B=0,023, IC 95%
[−0,016;0,062], (p = 0,243)
- sem signi icância
es a ís ica.
Tabela 5 - Tes e Hipó ese H1a.
Tabela 7 - Resul ados da análise de a iância (ANOVA) pa a o modelo H1a.
Tabela 6 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H1a.

68
A abela 5 mos a que a Mo i ação Au ónoma é o p incipal a o associado a um melho
desempenho no abalho dos Técnicos de Radiologia, enquan o a Mo i ação Con olada
e a Desmo i ação não i e am impac o signi ica i o. O modelo es ado con i mou que a
mo i ação explica uma pa e ele an e do desempenho p o issional. Além disso, os
esul ados suge em que écnicos mais mo i ados au onomamen e endem a ap esen a
um desempenho supe io , e o çando a impo ância de es a égias que p omo am es e
ipo de mo i ação no con ex o labo al.
Na análise de eg essão ealizada, o e mo cons an e e elou-se es a is icamen e
signi ica i o (B = 1,588, p < 0,001). Es e esul ado indica que exis e um alo base pa a
o Desempenho no T abalho, mesmo quando odas as a iá eis independen es
(Mo i ação Au ónoma, Mo i ação Con olada e Desmo i ação) são iguais a ze o. Em
e mos p á icos, is o suge e que há ou os a o es, não incluídos no modelo, que
in luenciam o Desempenho no T abalho. A signi icância do e mo cons an e des aca a
impo ância de conside a a iá eis adicionais em es udos u u os, como a sa is ação no
abalho, lide ança, cul u a o ganizacional, au onomia, eedback, en e ou os, pa a
ob e uma comp eensão mais comple a dos de e minan es do Desempenho no
T abalho dos TR.
Os esul ados supo am pa cialmen e a hipó ese (H1a) de que a Mo i ação Au ónoma,
a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação são a o es de e minan es do Desempenho
no T abalho (To al) dos Técnicos de Radiologia.
69
H1b: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação in luenciam o Desempenho das Ta e as dos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
A alia se a Mo i ação
Au ónoma, a Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação são
p edi o es do
Desempenho da Ta e a
dos Técnicos de
Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o
mé odo de inse ção
("En e ").
R² ajus ado: 0,162,
indicando que 16,2%
da a iabilidade do
Desempenho da
Ta e a é explicada
pelo modelo.
O modelo é
es a is icamen e
signi ica i o (F = 12,24; p
< 0,001), con i mando
que as a iá eis
p edi o as explicam
pa e da a iabilidade do
Desempenho da Ta e a.
Mo i ação Au ónoma: Be a =
0,381, B=0,245, IC 95%
[0,155; 0,335], (p < 0,001) -
p edi o signi ica i o do
Desempenho da Ta e a.
A Mo i ação
Au ónoma é um
p edi o
signi ica i o do
Desempenho da
Ta e a.
Os esul ados des acam
a impo ância da
p omoção da mo i ação
au ónoma pa a o imiza
o desempenho
p o issional dos
Técnicos de Radiologia.
Va iá eis independen es:
Mo i ação Au ónoma,
Mo i ação Con olada e
Desmo i ação (medidas
pela Escala da Mo i ação
no T abalho - MAWS).
Mo i ação Con olada: Be a
= 0,043, B=0,027, IC 95% [-
0,069; 0,123], (p = 0,578) -
sem signi icância es a ís ica.
R: 0,419, suge indo
uma elação aca a
mode ada en e as
a iá eis p edi o as e
o Desempenho da
Ta e a.
A Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação
não
ap esen a am
impac o
ele an e.
Va iá el dependen e:
Desempenho da Ta e a
(IWPQ).
Desmo i ação: Be a = 0,086,
B= 0,033, IC 95% [-0,030;
0,100], (p = 0,281) - sem
signi icância es a ís ica.
Tabela 8 - Tes e Hipó ese H1b.
Tabela 10 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H1b.
Tabela 9 - Resul ados da análise de a iância (ANOVA) pa a o modelo H1b.
70
A abela 8 mos a que a Mo i ação Au ónoma é um a o signi ica i o pa a o
Desempenho nas Ta e as dos Técnicos de Radiologia, enquan o a Mo i ação Con olada
e a Desmo i ação não demons a am impac o ele an e. O modelo u ilizado explica
uma pa e da a iação do desempenho, mas a elação en e as a iá eis é mode ada.
Os esul ados e o çam a impo ância de p omo e a mo i ação au ónoma pa a o imiza
o desempenho p o issional.
Mais uma ez se e i ica o e mo cons an e na análise de eg essão ealizada indicando
que exis e um alo base pa a o Desempenho nas Ta e as, mesmo quando odas as
a iá eis independen es (Mo i ação Au ónoma, Mo i ação Con olada e Desmo i ação)
são iguais a ze o. Em e mos p á icos, is o suge e que há ou os a o es, não incluídos
no modelo, que in luenciam o Desempenho nas a e as.
Os esul ados supo am pa cialmen e a hipó ese (H1b) de que a Mo i ação Au ónoma,
a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação in luenciam o Desempenho nas Ta e as dos
Técnicos de Radiologia.
71
H1c: A Mo i ação Au ónoma, a Mo i ação Con olada e a Desmo i ação são a iá eis explica i as do Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
A alia se a Mo i ação
Au ónoma, a Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação são
p edi o es do
Desempenho
Con ex ual dos
Técnicos de Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o
mé odo de inse ção
("En e ").
R² ajus ado:
0,126, indicando
que 12,6% da
a iabilidade do
Desempenho
Con ex ual é
explicada pelo
modelo.
O modelo é
es a is icamen e
signi ica i o (F = 9,380; p
< 0,001), indicando que
os p edi o es explicam
pa cialmen e o
Desempenho
Con ex ual.
Mo i ação Au ónoma: Be a
= 0,328, B= 0,245, IC 95%
[0,155; 0,335], (p < 0,001) -
p edi o signi ica i o e o e
do Desempenho Con ex ual.
A Mo i ação
Au ónoma des aca-
se como um
p edi o
signi ica i o e
posi i o do
Desempenho
Con ex ual.
Os esul ados e o çam a
impo ância da
mo i ação au ónoma
pa a compo amen os
p oa i os e colabo a i os
no ambien e de abalho
dos Técnicos de
Radiologia.
Va iá eis independen es:
Mo i ação Au ónoma,
Mo i ação Con olada e
Desmo i ação (medidas
pela Escala da Mo i ação
no T abalho - MAWS).
Mo i ação Con olada: Be a
= -0,017, B= -0,013, IC 95% [-
0,069; 0,123], (p = 0,830) -
sem signi icância es a ís ica.
R: 0,375,
suge indo uma
elação mode ada
en e as a iá eis
p edi o as e o
Desempenho
Con ex ual.
A Mo i ação
Con olada e a
Desmo i ação não
ap esen a am
impac o ele an e,
não con ibuindo de
o ma signi ica i a
pa a explica o
Desempenho
Con ex ual.
Va iá el dependen e:
Desempenho Con ex ual
(IWPQ).
Desmo i ação: Be a = -
0,120, B= 0,057, IC 95% [-
0,030; 0,100], (p = 0,140) -
sem signi icância es a ís ica.
Tabela 13 - Tes e hipó ese H1c.
Tabela 11 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H1c.
Tabela 12 - Resul ados da análise da a iância (ANOVA) pa a o modelo H1c.
78
A abela 20 ap esen a os esul ados da análise sob e a elação en e Mo i ação
Au ónoma e os Compo amen os Con ap odu i os no abalho. Os dados indicam que
a Mo i ação Au ónoma é um p edi o signi ica i o desses compo amen os, mas de
o ma posi i a, ou seja, ní eis mais ele ados de Mo i ação Au ónoma es ão associados
a um ligei o aumen o dos compo amen os con ap oducen es. Es e esul ado con a ia
a expe a i a inicial de que a mo i ação eduzi ia ais compo amen os. A explicação
pode es a na al a de egulação ex e na, le ando alguns p o issionais a desa ia no mas
o ganizacionais. Os esul ados suge em a necessidade de explo a ou os a o es que
in luenciam esses compo amen os.
A hipó ese (H3) de que a Mo i ação Au ónoma es á associada à edução de
Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia não oi supo ada pelos
esul ados.

79
Tabela 24 - Resul ados da análise de a iância (ANOVA) pa a o modelo H4.
H4: A Mo i ação Con olada e a Idade são a o es de e minan es do Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
A alia se a Mo i ação
Con olada e a Idade são
p edi o es do
Desempenho Con ex ual
dos Técnicos de
Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o
mé odo de inse ção
("En e ").
R² ajus ado: 0,007
→ Apenas 0,7% da
a iabilidade no
Desempenho
Con ex ual é
explicada pelos
p edi o es.
O modelo não oi
signi ica i o (F = 1,579; p
= 0,209), indicando que
nem a Idade nem a
Mo i ação Con olada
con ibuem
signi ica i amen e pa a
explica o Desempenho
Con ex ual.
Mo i ação Con olada: Be a
= 0,051, B= 0,038, IC 95% [-
0,072; 0,148], (p = 0,500) →
Não signi ica i o.
Nem a Mo i ação
Con olada nem a Idade
são p edi o es
signi ica i os do
Desempenho
Con ex ual.
Es es esul ados
suge em a necessidade
de in es iga ou as
a iá eis mo i acionais
ou con ex uais que
possam es a mais
o emen e associadas
ao Desempenho
Con ex ual.
Va iá eis independen es:
Idade e Mo i ação
Con olada (MAWS).
R: 0,134 → Suge e
uma elação
ex emamen e aca
en e as a iá eis
p edi o as e o
desempenho
con ex ual.
Idade: Be a = 0,124, B=
0,009, IC 95% [-0,001;
0,019], (p = 0,101) → Não
signi ica i o.
O modelo como um odo
não ap esen ou
ele ância es a ís ica,
suge indo que ou os
a o es podem e um
papel mais ele an e na
explicação do
Desempenho Con ex ual
dos Técnicos de
Radiologia.
Va iá el dependen e:
Desempenho Con ex ual
(IWPQ).
Tabela 23 - Tes e hipó ese H4
Tabela 25 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H4
80
A abela 23 esume os esul ados da análise da elação en e Mo i ação Con olada,
Idade e Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia. A a és da eg essão linea
múl ipla, e i icou-se que nem a Mo i ação Con olada nem a Idade são p edi o es
signi ica i os do Desempenho Con ex ual. O modelo es a ís ico ap esen ou uma baixa
capacidade de explicação do desempenho, com apenas 0,7% da a iabilidade explicada
pelas a iá eis analisadas. Es es esul ados suge em que ou os a o es, além da
Mo i ação Con olada e da Idade, podem e um papel mais ele an e na explicação do
Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia, como ou as a iá eis
mo i acionais ou con ex uais.
A hipó ese (H4) de que a Mo i ação Con olada e a Idade são a o es de e minan es no
Desempenho Con ex ual dos Técnicos de Radiologia não oi supo ada pelos esul ados
ob idos.
81
H5: A Desmo i ação es á elacionada com a mani es ação de Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
A alia se a
Desmo i ação é um
p edi o signi ica i o dos
Compo amen os
Con ap odu i os dos
Técnicos de Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o
mé odo de inse ção
("En e ").
R² ajus ado -0,001 →
A Desmo i ação não
explica de o ma
signi ica i a a
a iabilidade nos
Compo amen os
Con ap odu i os.
O modelo não oi
signi ica i o (F = 0,879; p
= 0,350), indicando que a
Desmo i ação não
con ibui de o ma
ele an e pa a explica os
Compo amen os
Con ap odu i os.
Desmo i ação: Be a = -
0,071, B= -0,031, IC 95% [-
0,096; 0,034], (p = 0,350) →
Não signi ica i o.
A Desmo i ação não
em uma elação
signi ica i a com os
Compo amen os
Con ap odu i os no
abalho.
Suge e-se a explo ação
de ou as a iá eis que
possam e um impac o
mais ele an e nos
Compo amen os
Con ap odu i os, como
a o es o ganizacionais,
ambien e de abalho ou
ou os aspe os
mo i acionais.
Va iá eis independen es:
Desmo i ação (MAWS).
R: 0,071 →
Co elação
ex emamen e aca
en e as a iá eis.
O modelo não
ap esen ou ele ância
es a ís ica, e o çando
que ou os a o es
podem se mais
de e minan es pa a
explica esses
compo amen os no
con ex o labo al dos
Técnicos de Radiologia.
Va iá el dependen e:
Compo amen o
Con ap odu i o (IWPQ).
Tabela 26 - Tes e hipó ese H5.
Tabela 27 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H5
Tabela 28 - Resul ados da análise de a iância (ANOVA) pa a o modelo H5
82
A abela 26 ap esen a os esul ados da análise da elação en e Desmo i ação e
Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia. A a és de eg essão
linea múl ipla, e i icou-se que a Desmo i ação não é um p edi o signi ica i o dos
Compo amen os Con ap odu i os. O modelo es a ís ico ap esen ou uma baixa
capacidade de explicação desses compo amen os, com apenas 0,1% da a iabilidade
explicada pela Desmo i ação. Es es esul ados suge em que ou os a o es, como
a o es o ganizacionais, ambien e de abalho ou ou os aspe os mo i acionais, podem
e um papel mais ele an e na explicação dos Compo amen os Con ap odu i os dos
Técnicos de Radiologia.
A hipó ese (H5) de que a Desmo i ação es á elacionada com a mani es ação de
Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia não oi supo ada pelos
esul ados da análise.
83
Tabela 30 - Coe icien es de eg essão pa a cada a iá el p edi o a pa a H6.
H6: A Desmo i ação e a Regulação Ex e na con ibuem pa a o aumen o dos Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Análise de Va iância
(ANOVA)
Coe icien es de Reg essão
Conclusão
Obse ações
A alia se a Desmo i ação
e a Regulação Ex e na
(Mo i ação Con olada)
são p edi o es do
aumen o dos
Compo amen os
Con ap odu i os nos
Técnicos de Radiologia.
Análise de eg essão linea
múl ipla, u ilizando o mé odo
de inse ção ("En e ").
R² ajus ado: 0,035 →
Apenas 3,5% da
a iabilidade nos
Compo amen os
Con ap odu i os é
explicada pelos
p edi o es.
O modelo como um odo
oi signi ica i o (F = 4,134;
p = 0,018), suge indo que,
apesa de aca, a elação
en e os p edi o es e os
Compo amen os
Con ap odu i os exis e.
Regulação Ex e na
(Mo i ação Con olada): Be a
= -0,202, B= -0,137, IC 95% [-
0,235; -0,039], (p = 0,007) →
Signi ica i o, mas com e ei o
nega i o, indicando que
ní eis mais ele ados de
Regulação Ex e na es ão
associados a uma edução
nos Compo amen os
Con ap odu i os.
Os esul ados não
con i mam o almen e a
hipó ese H6, pois a
Desmo i ação não oi um
p edi o signi ica i o dos
Compo amen os
Con ap odu i os.
Pa a comp eende
melho os a o es que
aumen am os
Compo amen os
Con ap odu i os, ou as
a iá eis de em se
explo adas, como s ess
labo al, ambien e
o ganizacional ou a o es
emocionais.
Va iá eis independen es:
Desmo i ação e Regulação
Ex e na (MAWS)
R: 0,214 →
Co elação aca
en e os p edi o es e
a a iá el
dependen e.
Desmo i ação: Be a = -0,061,
B= -0,026, IC 95% [-0,089;
0,037], (p = 0,412) → Não
signi ica i o, indicando que a
Desmo i ação não con ibui
de o ma ele an e pa a
p e e os Compo amen os
Con ap odu i os.
A Regulação Ex e na e e
um impac o signi ica i o,
mas nega i o, suge indo
que Técnicos de Radiologia
com maio egulação
ex e na ap esen am
menos compo amen os
con ap oducen es, o que
con a ia a hipó ese
inicial.
Es es achados suge em
que a Regulação Ex e na
pode es a associada a
maio con o midade com
no mas o ganizacionais,
o que pode eduzi
compo amen os
con ap oducen es.
Va iá el dependen e:
Compo amen o
Con ap odu i o (IWPQ).
Tabela 29 - Tes e hipó ese H6.
Tabela 31 - Resul ados da análise de a iância (ANOVA) pa a o modelo H6.

84
A abela 29 analisa a elação en e a Desmo i ação, Regulação Ex e na e
Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia. A a és da eg essão
linea múl ipla, cons a ou-se que a Desmo i ação não é um p edi o signi ica i o pa a
ais compo amen os. No en an o, a Regulação Ex e na mos ou-se signi ica i a,
embo a nega i amen e: maio egulação ex e na associa-se a menos compo amen os
con ap odu i os. O modelo ge al explica apenas 3,5% da a iabilidade nos
compo amen os con ap odu i os. A hipó ese inicial de que ambos os a o es
aumen a iam ais compo amen os não oi o almen e con i mada. Os esul ados
suge em que ou os a o es, como s ess labo al, ambien e o ganizacional ou a o es
emocionais, podem in luencia os compo amen os con ap odu i os nes es
p o issionais.
A hipó ese (H6) de que a Desmo i ação e a Regulação Ex e na con ibuem pa a o
aumen o dos Compo amen os Con ap odu i os nos Técnicos de Radiologia oi
pa cialmen e supo ada pelos esul ados, indicando que a Regulação Ex e na, mas não
a Desmo i ação, es á signi ica i amen e elacionada aos Compo amen os
Con ap odu i os.
85
H7: A Idade dos Técnicos de Radiologia es á co elacionada com o Desempenho no T abalho (Desempenho nas Ta e as, Desempenho Con ex ual, Compo amen os
Con ap odu i os) e com a Mo i ação no T abalho (Mo i ação Au ónoma, Mo i ação Con olada, Desmo i ação).
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Conclusão
Obse ações
A alia se a idade dos
Técnicos de Radiologia es á
co elacionada com o
Desempenho no T abalho e a
Mo i ação no T abalho
Coe icien e de
co elação de
Spea man
Nenhuma co elação
es a is icamen e
signi ica i a oi
iden i icada.
Os esul ados indicam que a idade dos
Técnicos de Radiologia não es á
signi ica i amen e associada ao seu
desempenho no abalho ou à
mo i ação no abalho.
Suge e-se que ou os a o es podem desempenha um
papel mais ele an e na explicação do desempenho e
mo i ação dos TR.
Todas as co elações en e a idade e as dimensões da
Escala de Mo i ação no T abalho (MAWS) e do
Ques ioná io de Desempenho no T abalho (IWPQ) são
mui o baixas (p óximas de ze o).
Tabela 32 - Tes e hipó ese H7.
Tabela 33 – Coe icien es de co elação en e a idade, a Mo i ação no T abalho e o Desempenho no abalho.
86
A abela 32 esume a elação en e a idade dos Técnicos de Radiologia, o seu
desempenho no abalho e a sua mo i ação. Os esul ados mos am que não há
co elação es a is icamen e signi ica i a en e a idade e o desempenho no abalho ou
a mo i ação. As co elações encon adas são mui o baixas, p óximas de ze o, con o me
e idenciado na abela 33, suge indo que a idade não é um a o ele an e pa a explica
o desempenho ou a mo i ação des es p o issionais. Ou os a o es, não analisados
nes e es udo, podem e um papel mais impo an e.
Des a o ma, a hipó ese (H7) de que exis em di e enças na Mo i ação no T abalho e no
Desempenho no T abalho em unção da idade não oi supo ada pelos esul ados
ob idos.
87
H8: Exis em di e enças na Mo i ação no T abalho (Mo i ação Au ónoma, Mo i ação Con olada, Desmo i ação) e no Desempenho no T abalho (Desempenho nas
Ta e as, Desempenho Con ex ual, Compo amen os Con ap odu i os) em unção do Géne o.
Obje i o
Mé odo
Resul ados
Conclusão
Obse ações
A alia se exis em
di e enças
es a is icamen e
signi ica i as en e
géne os nas a iá eis
Desempenho no
T abalho e Mo i ação
no T abalho
Foi ealizada uma
compa ação en e
g upos (géne o
masculino s. eminino).
Não o am encon adas di e enças
es a is icamen e signi ica i as em
nenhuma das a iá eis analisadas.
Os esul ados suge em que
homens e mulhe es
ap esen am ní eis
semelhan es de mo i ação e
desempenho no abalho.
Ou as a iá eis, como a o es
o ganizacionais, ca ac e ís icas indi iduais ou
condições de abalho, podem desempenha
um papel mais ele an e na explicação das
di e enças no desempenho e na mo i ação no
con ex o labo al.
Tes e de Mann-Whi ney
Todos os alo es de p o am
supe io es a 0,05, indicando que o
géne o não in luencia
signi ica i amen e a Mo i ação no
T abalho nem o Desempenho no
T abalho.
Tabela 34 - Tes e hipó ese H8
N
Média
Dp N
Média
Dp di . p
Mo i ação no T abalho (MAWS)
Mo i ação Au ónoma (To al) 126 5,1 0,9 49 5,1 1,1 0,0 0,452
Regulação In inseca 126 5,3 1,0 49 5,3 1,1 0,0 0,968
Regulação In eg ada 126 4,8 1,2 49 4,9 1,3 0,1 0,500
Mo i ação Con olada (To al) 126 3,4 0,9 49 3,3 1,0 -0,1 0,562
Regulação In oje ada 126 3,9 1,3 49 3,6 1,4 -0,2 0,291
Regulação Ex e na 126 2,9 0,9 49 2,9 1,1 0,1 0,860
Desmo i ação 126 4,7 1,5 49 4,5 1,5 -0,2 0,602
Desempenho no T abalho (IWPQ)
Desempenho no T abalho (To al) 126 2,7 0,4 49 2,7 0,5 0,0 0,856
Desempenho Ta e a 126 2,8 0,6 49 2,8 0,7 0,0 0,685
Desempenho Con ex ual 126 2,6 0,7 49 2,7 0,9 0,1 0,086
Compo amen o Con ap odu i o 126 2,7 0,6 49 2,6 0,7 -0,1 0,335
Feminino
Masculino
Tabela 35 – Compa ação de g upos do géne o masculino e do géne o eminino ela i amen e a Mo i ação no
T abalho e Desempenho no T abalho.
94
pa cialmen e a
hipó ese
H7
A Idade dos Técnicos de Radiologia es á co elacionada com o Desempenho no
T abalho (Desempenho nas Ta e as, Desempenho Con ex ual, Compo amen os
Con ap odu i os) e com a Mo i ação no T abalho (Mo i ação Au ónoma,
Mo i ação Con olada, Desmo i ação
Os esul ados não
supo am a
hipó ese
H8
Exis em di e enças na Mo i ação no T abalho (Mo i ação Au ónoma, Mo i ação
Con olada, Desmo i ação) e no Desempenho no T abalho (Desempenho nas
Ta e as, Desempenho Con ex ual, Compo amen os Con ap odu i os) em unção
do Géne o
Os esul ados não
supo am a
hipó ese
H9
Exis em di e enças no Desempenho no T abalho e na Mo i ação no T abalho em
unção das Habili ações Académicas.
Os esul ados
supo am
pa cialmen e a
hipó ese
H10
O ac o de e ilhos in luencia o Desempenho no T abalho e a Mo i ação no
T abalho
Os esul ados não
supo am a
hipó ese
En e os esul ados ob idos e i icou-se que a mo i ação au ónoma oi a dimensão mais
associada às a iá eis em análise, des acando-se como um o e p edi o do
desempenho no abalho. Es es achados es ão em consonância com o es udo de Junça-
Sil a e Menino (2022) que, num es udo com 290 p o issionais de saúde, e i ica am que
abalhado es com maio au onomia demons am ní eis mais ele ados de comp omisso
e maio capacidade de adap ação às exigências da unção. Além disso, o p esen e es udo
comp o a o mesmo que es es au o es obse a am, que um ambien e o ganizacional
que incen i a a au onomia e p opo ciona eedback posi i o con ibui pa a um
desempenho mais e icaz e uma maio sa is ação p o issional, em linha com a Teo ia da
Au ode e minação, que des aca a impo ância da au onomia, compe ência e
elacionamen o pa a o en ol imen o e bem-es a p o issional. De o ma semelhan e, os
nossos esul ados ão ao encon o das conclusões de Veens a e al. (2020), que
e idencia am que p o issionais mo i ados de o ma au ode e minada demons am
maio p oa i idade, comp ome imen o e inicia i a na ealização das suas unções,
e elando e iciência écnica, assim como o desen ol imen o de um compo amen o
mais a i o, colabo a i o e ino ado den o da o ganização. Os achados do nosso es udo
sus en am ainda a li e a u a exis en e ao con i ma o obse ado po Mu cho e Pacheco
(2020), que e i ica am que, p o issionais de saúde com baixos ní eis de mo i ação
au ónoma ap esen am epe cussões nega i as signi ica i as no desempenho labo al,
como maio adiga, meno en ol imen o nas suas unções e meno sa is ação
Tabela 40 - Resul ados Hipó eses.

95
p o issional. Os in es igado es e e i am que a al a de au onomia oi associada a uma
edução do endimen o, a um maio isco de exaus ão p o issional e ao aumen o de
compo amen os con ap oducen es, comp ome endo an o o bem-es a indi idual
como a e iciência o ganizacional. Es a pe spe i a ai ao encon o daquilo que a Teo ia
dos 2 a o es de He zbe g complemen a, sublinhando que a o es mo i acionais, como
econhecimen o e c escimen o p o issional, são essenciais pa a aumen a a mo i ação
e sa is ação. Os esul ados do p esen e es udo e o çam essas e idências, ao
demons a em que a ausência de mo i ação au ónoma pode e impac os nega i os no
desempenho dos p o issionais e na qualidade dos se iços p es ados. Assim, es a égias
que p omo am a au onomia no local de abalho cons i uem um in es imen o essencial
pa a a melho ia do desempenho dos Técnicos de Radiologia, bem como pa a o
o alecimen o da e iciência o ganizacional e da qualidade dos se iços de saúde.
Os esul ados do p esen e es udo demons a am que a mo i ação au ónoma es á
signi ica i amen e associada ao desempenho nas a e as, e idenciando o seu papel
undamen al no con ex o labo al dos Técnicos de Radiologia. Além disso, e i icou-se
que a mo i ação au ónoma ap esen a uma in luência ainda mais o e no desempenho
con ex ual, des acando-se como o p edi o mais posi i o des a dimensão. Es es achados
es ão em linha com o es udo de Veens a e al. (2020), que e i ica am que a mo i ação
au ónoma es á di e amen e ligada à qualidade dos cuidados p es ados e ao
desempenho écnico, in luenciando igualmen e a p edisposição dos p o issionais pa a
ações que bene iciam a equipa e a o ganização. De aco do com esses au o es,
p o issionais com maio au ode e minação demons am mais comp omisso na
execução das suas a e as e meno p opensão pa a e os, o que e o ça a ideia de que a
mo i ação au ónoma é essencial pa a um desempenho écnico de excelência. Além
disso, os au o es concluí am que es a o ma de mo i ação po encia signi ica i amen e
o desempenho con ex ual, p omo endo a colabo ação, o supo e en e colegas e o
en ol imen o em inicia i as ins i ucionais. Os nossos esul ados ambém con e gem
com os de Junça-Sil a e Menino (2022), que demons a am que a mo i ação au ónoma,
quando es imulada po um ambien e de abalho a o á el, aumen a o desempenho
dos p o issionais, p omo endo a sua capacidade de lida com desa ios e no as
exigências. De o ma semelhan e, os nossos esul ados ão ao encon o do es udo
96
conduzido po Van den B oeck e al. (2021) que iden i ica am que p o issionais de saúde
com ele ados ní eis de mo i ação au ónoma o alecem o espí i o de equipa e a e icácia
o ganizacional, a a és do seu en ol imen o em p á icas colabo a i as e de apoio
mú uo. Des e modo, os esul ados do p esen e es udo e o çam a li e a u a ao
con i ma que a mo i ação au ónoma não só melho a o desempenho écnico, como
ambém é um p edi o essencial do desempenho con ex ual, e idenciando a
impo ância de es a égias o ganizacionais que incen i em a au ode e minação dos
p o issionais de saúde.
Nou a e en e, os esul ados indica am que a mo i ação au ónoma e a mo i ação
con olada in luenciam os compo amen os con ap oducen es no abalho, embo a de
o mas opos as, uma ez que a mo i ação au ónoma oi associada a um ligei o aumen o
nesses compo amen os, enquan o a mo i ação con olada con ibuiu pa a a sua
edução. Es es esul ados ão ao encon o do es udo conduzido po Van den B oeck e
al. (2021), onde se e idenciou que a mo i ação au ónoma, quando num ní el excessi o
ou mal di ecionado, pode es a associada a negligência in olun á ia e esis ência a
no mas, enquan o a mo i ação con olada con ibui pa a a sua edução ao impo limi es
e incen i os ex e nos. Da mesma o ma, es es esul ados alinham-se com os de Ola sen
& Deci (2020) que indicam que o excesso de au ocon iança e a sob eca ga emocional
associadas à mo i ação au ónoma podem esul a em e os e i á eis e esis ência à
supe isão. Po ou o lado, os nossos esul ados es ão em sin onia com os de Gagné &
Deci (2017), na medida em que es es au o es suge em que a mo i ação con olada pode
mi iga compo amen os con ap odu i os, uma ez que abalhado es sujei os a maio
egulação ex e na endem a segui no mas o ganizacionais e e i a des ios. Jun amen e
com es es es udos, a p esen e in es igação e o ça, po an o, a in luência dis in a que
a Mo i ação Au ónoma e a Mo i ação Con olada exe cem sob e os compo amen os
con ap odu i os no abalho, sendo essencial omen a um equilíb io en e a
au ode e minação e a egulação ex e na pa a o imiza o desempenho e minimiza
des ios o ganizacionais. Os nossos esul ados ajudam a comp eende o de endido pela
Teo ia dos 2 a o es de He zbe g, que diz que a mo i ação con olada, ao es a ligada a
a o es de higiene como segu ança no emp ego e condições de abalho, pode eduzi a
insa is ação e minimiza compo amen os nega i os. Des e modo, o na-se essencial
97
que as o ganizações ado em es a égias de ges ão que p omo am um equilíb io en e a
mo i ação au ónoma e a mo i ação con olada, como a o e a de eedback es u u ado
com a aliações egula es de desempenho com c i é ios bem de inidos e suges ões
conc e as pa a melho ias, acompanhamen o p óximo dos p o issionais, não com o
in ui o de a alia ou iscaliza , mas de o nece o ien ação e apoio p omo endo o
desen ol imen o p o issional, e de incen i os que e o cem an o a au ode e minação
quan o o cump imen o das no mas ins i ucionais, eduzindo assim a oco ência de
compo amen os con ap odu i os.
Ou o a o ele an e oi a expe iência p o issional, uma ez que a mo i ação au ónoma
e os anos de p o issão o am p edi o es signi ica i os do desempenho no abalho,
sendo a mo i ação au ónoma o a o mais de e minan e. Os nossos esul ados ão ao
encon o daquilo que é de endido na Teo ia dos 2 a o es de He zbe g, que alega que
os anos de expe iência podem e o ça essa mo i ação, p opo cionando maio
compe ência e con iança no desempenho das unções. Po ou o lado, a Teo ia da
Regulação Emocional ajuda a comp eende es e esul ado pois, suge e que p o issionais
mais expe ien es podem e desen ol ido es a égias mais e icazes de ea aliação
cogni i a, pe mi indo-lhes ge i melho desa ios emocionais e man e um desempenho
consis en e. Es e esul ado es á em consonância com o es udo conduzido po Nu din
(2023) que, ao analisa a in luência dos anos de p o issão no desempenho, cons a ou
que a expe iência p o issional, medida em anos de se iço, es á posi i amen e associada
ao desempenho dos abalhado es, e o çando que compe ências écnicas adqui idas
ao longo do empo con ibuem pa a uma maio e icácia p o issional. Adicionalmen e,
como e e ido an e io men e, Veens a e al. (2022) ambém demons am que a
mo i ação au ónoma exe ce uma in luência di e a no desempenho dos p o issionais de
saúde, melho ando compo amen os no local de abalho e a qualidade dos cuidados
p es ados. Assim, os nossos esul ados alinham-se com ambos os es udos, que
con i mam que os anos de p o issão consolidam compe ências adqui idas, aumen ando
a e icácia na execução das unções, mas a mo i ação au ónoma é essencial pa a a
manu enção da qualidade do desempenho ao longo do empo.
98
Os nossos esul ados demons am que, apesa da sua impo ância, a mo i ação
au ónoma explica uma pequena pa cela da a iabilidade nos compo amen os
con ap oducen es, suge indo a necessidade de conside a ou os a o es que possam
in luencia es as condu as no con ex o labo al. Em sin onia com os nossos esul ados,
Van den B oeck e al. (2021) e i ica am que, a mo i ação au ónoma não elimina
comple amen e a possibilidade de esis ência a no mas ou alhas na adesão a p o ocolos
o ganizacionais. De o ma semelhan e, Ola sen & Deci (2020) concluí am que a
mo i ação au ónoma não p e ine po comple o compo amen os con ap oducen es,
sob e udo em si uações de s ess ocupacional ou al a de supo e o ganizacional.
Também os nossos esul ados es ão alinhados com o es udo de Gagné & Deci (2017)
que e i ica am que abalhado es al amen e mo i ados podem, em algumas
ci cuns âncias, demons a compo amen os con ap oducen es de ido a excessos de
con iança, di iculdades na ges ão emocional ou ensões in e pessoais. Os nossos
esul ados es ão assim co obo ados com a li e a u a exis en e, e o çando a ideia de
que a mo i ação au ónoma, apesa de se bené ica pa a o desempenho, não es á isen a
de po enciais e ei os nega i os em de e minados con ex os, é um p edi o signi ica i o
dos compo amen os con ap odu i os no abalho, embo a com uma elação aca.
No que espei a à mo i ação con olada, os esul ados des a in es igação
demons a am que a egulação ex e na ap esen ou uma elação signi ica i a, mas
nega i a, com os compo amen os con ap oducen es. Es es dados con a iam a
hipó ese inicial de que a mo i ação con olada es a ia associada a um aumen o dessas
condu as. O nosso esul ado pode se con on ado com a Teo ia dos 2 a o es de
He zbe g, que de ende que, a p esença de a o es de higiene, mesmo que mo i em
ex e namen e, con ibuem pa a e i a a insa is ação e, po conseguin e, minimizam os
compo amen os con ap odu i os. Os nossos esul ados ão, ainda, ao encon o do
es udo conduzido po Van den B oeck e al. (2021), que indicam que a mo i ação
con olada, quando mode ada po a o es o ganizacionais bem de inidos, pode eduzi
compo amen os con ap oducen es. Os au o es e e em que, em ambien es al amen e
egulamen ados, a p esença de no mas ígidas e expe a i as cla as e o ça o
cump imen o de eg as e minimiza ações p ejudiciais ao ambien e de abalho. Es es
esul ados ão ambém ao encon o do es udo conduzido po Ola sen & Deci (2020) que
99
concluí am que a mo i ação ex ínseca pode desempenha um papel posi i o na
edução de compo amen os con ap oducen es, sob e udo quando associada a
sis emas de moni o ização e icazes e incen i os o ganizacionais que p omo am a
adesão às no mas ins i ucionais. Assim, os p esen es esul ados suge em que
es a égias de ges ão que p omo am a cla eza nas expe a i as labo ais, aliadas a
mecanismos de supe isão colabo a i a e incen i os es u u ados, podem o alece o
e ei o egulado da mo i ação con olada, con ibuindo pa a um ambien e de abalho
mais disciplinado e p odu i o.
Po im, no nosso es udo, iden i icámos que exis e uma associação en e ní eis
académicos mais ele ados e um maio desempenho con ex ual en e os Técnicos de
Radiologia e le indo assim um maio en ol imen o o ganizacional e uma p edisposição
mais a i a pa a a colabo ação no ambien e de abalho. Es e esul ado, é co obo ado
pela Teo ia dos 2 a o es de He zbe g, que de ende que ní eis mais ele ados de
quali icação podem es a associados a um maio econhecimen o e mais opo unidades
de c escimen o, a o es que impulsionam a mo i ação e o en ol imen o no abalho.
Es es esul ados alinham-se com as e idências ap esen adas no es udo de Osin e al.
(2017) que demons a am que a mo i ação au ónoma, um a o de e minan e pa a um
desempenho con ex ual mais o e, es á posi i amen e co elacionada com o ní el de
escola idade, sendo que indi íduos com o mação supe io ap esen am maio
au ode e minação e meno dependência da mo i ação con olada. Além disso, Osin e
al. (2017) indica am no es udo ealizado que, colabo ado es com meno escola idade
demons am ní eis mais ele ados de mo i ação con olada e amo i ação, o que pode
jus i ica , em pa e, as di e enças encon adas no desempenho con ex ual en e os
Técnicos de Radiologia com di e en es g aus académicos. Enquad ando os nossos
esul ados à luz da Teo ia da Regulação Emocional, podemos a i ma que p o issionais
com o mação mais a ançada podem e desen ol ido melho es es a égias de
ea aliação cogni i a, pe mi indo-lhes lida de o ma mais e icaz com desa ios e man e
um compo amen o mais p oa i o e colabo a i o.
Os nossos achados suge em assim que, um ní el académico mais ele ado pode
a o ece um ambien e o ganizacional mais coeso e colabo a i o, uma ez que

100
abalhado es mais au ode e minados endem a en ol e -se de o ma mais a i a nas
dinâmicas ins i ucionais, p omo endo compo amen os de cidadania o ganizacional e
e o çando a e icácia das equipas de abalho. Es es esul ados e o çam a ele ância da
mo i ação au ónoma na maximização do desempenho dos Técnicos de Radiologia, bem
como a impo ância de es a égias de ges ão que equilib em a au onomia com
mecanismos egulado es e icazes pa a minimiza compo amen os con ap oducen es
e o imiza a pe o mance o ganizacional.
101
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
7.1 Conclusões e con ibu os do es udo
A ga an ia de um ele ado pad ão de qualidade nos se iços de saúde, aliada à excelência
no a endimen o e à o imização da e iciência e e icácia dos cuidados p es ados à
população, cons i ui um dos p incipais undamen os pa a a ele ância do ema des e
abalho.
Des a o ma, o p esen e es udo a aliou a elação en e o desempenho no abalho e os
di e en es ipos de mo i ação nos Técnicos de Radiologia, analisando como a mo i ação
au ónoma, a mo i ação con olada e a desmo i ação in luenciam o desempenho nas
a e as, o desempenho con ex ual e os compo amen os con ap oducen es no local de
abalho. Conside ou-se, ainda, a elação en e as a iá eis demog á icas géne o,
an iguidade de p o issão, pa en alidade e o g au de habili ações académicas.
Os esul ados des e es udo des acam a mo i ação au ónoma como o p incipal a o
de e minan e do desempenho no abalho, pa icula men e no desempenho das a e as
e no desempenho con ex ual, e o çando a sua impo ância no con ex o labo al dos
Técnicos de Radiologia. A Regulação Ex e na, componen e da Mo i ação Con olada,
demons ou ele ância na edução de compo amen os con ap odu i os, con a iando
a hipó ese inicial de associação com o aumen o des es compo amen os. Po ou o lado,
a Desmo i ação ap esen ou impac o limi ado e não signi ica i o no desempenho das
a e as, no desempenho con ex ual e na oco ência de compo amen os
con ap odu i os, suge indo que a sua in luência no con ex o labo al dos Técnicos de
Radiologia é menos ele an e do que ou os a o es mo i acionais.
As habili ações académicas e ela am-se signi ica i as no Desempenho Con ex ual, com
Técnicos de Radiologia com Mes ado a ap esen a melho es esul ados em
compa ação com os de Licencia u a. Va iá eis como idade, géne o e pa en alidade não
e idencia am associações consis en es com o desempenho ou a mo i ação.
102
Es es esul ados o e ecem con ibu os pa a o conhecimen o ao ní el da mo i ação e do
desempenho dos colabo ado es de unidades de saúde, na medida em que e o çam a
impo ância da mo i ação au ónoma no desempenho p o issional, con i mando o seu
papel cen al no desempenho das a e as e no desempenho con ex ual. Além disso,
desa iam a isão adicional de que a egulação ex e na es á associada a mais
compo amen os con ap odu i os, ao demons a que pode, pelo con á io, con ibui
pa a a sua edução. O impac o signi ica i o das habili ações académicas no desempenho
con ex ual ac escen a um no o dado à in es igação, suge indo que um maio ní el de
quali icação pode es a ligado a uma maio en ol ência no con ex o o ganizacional. Po
ou o lado, a ausência de associações consis en es en e a iá eis sociodemog á icas e
a mo i ação ou desempenho ques iona a ele ância des as ca ac e ís icas como
p edi o es nes e con ex o especí ico.
Po ou o lado, o p esen e es udo p oduziu esul ados ele an es pa a a p á ica da
ges ão de pessoas em con ex o de unidades de saúde, em conc e o dos Técnicos de
Radiologia, ao sublinha a necessidade de p omo e es a égias que a o eçam o mas
de mo i ação au ónoma, econhecendo ambém o impac o posi i o da egulação
ex e na e das habili ações académicas no desempenho no abalho. Pa a po encia a
mo i ação au ónoma, é essencial aumen a a au onomia dos p o issionais na
o ganização das suas a e as diá ias, econhece e alo iza o seu desempenho,
p omo e opo unidades de p og essão na ca ei a e omen a um ambien e
colabo a i o. A egulação ex e na pode se o imizada a a és de sis emas de incen i os
jus os, como po exemplo boni icações po desempenho, ho á ios lexí eis, o mações
inanciadas, de inição cla a de obje i os e uma supe isão de o ien ação e o apoio em
ez de apenas moni o ização e a aliação. Já a alo ização das habili ações académicas
pode inclui di e enciação sala ial pa a aqueles que p ocu em a o mação con ínua e
a ançada, acesso acili ado à o mação a a és de aco dos e p o ocolos com ins i uições
de o mação di e enciada e p og amas de men o ia pa a pa ilha de conhecimen o.
Além disso, apos a na o mação con ínua não só melho a o desempenho écnico, mas
ambém omen a o espí i o de equipa, a colabo ação e a capacidade de adap ação a
no as ealidades ecnológicas. P o issionais mais quali icados demons am uma maio
103
p edisposição pa a con ibui pa a o ambien e o ganizacional e apoia os colegas,
o alecendo a coesão da equipa e e o çando uma cul u a de excelência e ino ação.
Es as o ien ações pode ão se u ilizadas po o ganizações de saúde, sindica os e
associações p o issionais pa a desen ol e em es a égias que isem melho a a
mo i ação e, consequen emen e, o desempenho e o bem-es a dos Técnicos de
Radiologia.
Embo a não enham exis ido bene ícios di e os pa a os pa icipan es indi iduais, a sua
pa icipação ás bene ícios indi e os signi ica i os. Ao e em pa icipado, os Técnicos
de Radiologia es ão a con ibui pa a o conhecimen o cien í ico sob e a mo i ação no
local de abalho e o impac o des a no seu desempenho e compo amen o.
7.2 Limi ações do es udo e suges ões pa a in es igação u u a
Apesa das con ibuições des e es udo, algumas limi ações de em se conside adas,
en e elas o ac o de apesa da amos a inclui um núme o signi ica i o de pa icipan es,
ela não ep esen a a o alidade dos Técnicos de Radiologia em Po ugal, limi ando a
gene alização dos esul ados, pois pa a ex apola os esul ados a oda a população em
es udo, a amos a e ia de se cuidadosamen e es a i icada pa a e le i a di e sidade
da p o issão em e mos de dis ibuição geog á ica, ipos de ins i uição, expe iência
p o issional e especializações.
Po ou o lado, a u ilização de um ques ioná io online e a pa icipação de o ma
olun á ia no es udo ap esen a algumas limi ações, como a possibilidade de iés de
espos a de ido à au osseleção dos pa icipan es, onde apenas indi íduos com
de e minado in e esse ou opinião enham pa icipado. Os Técnicos de Radiologia com
maio in e esse nas condições de abalho ou com uma mo i ação pa icula pa a
pa ilha a sua expe iência podem es a sob e- ep esen ados na amos a. Além disso, a
ausência de con ac o p esencial du an e o con i e pa a pa icipa no es udo pode á e
eduzido a axa de espos a, embo a es e isco enha sido mi igado pela dis ibuição
massi a do ques ioná io a a és de di e en es canais.
110
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114
APÊNDICES
115
APÊNDICE 1 - QUESTIONÁRIO

116
MOTIVAÇÃO AUTÓNOMA E CONTROLADA E O IMPACTO NO DESEMPENHO DAS
TAREFAS E CONTEXTUAL: O CASO DOS TÉCNICOS DE RADIOLOGIA
Géne o:
Masculino
□
Feminino
□
Ou o
□
P e i o não
esponde
□
Idade:
______ anos
Habili ações
Académicas:
Licencia u a
□
Mes ado
□
Dou o amen o
□
Es ado Ci il:
Casado/União
de ac o
□
Sol ei o
□
Di o ciado
□
Viú o
□
An iguidade na
p o issão:
______ anos
□
T abalha po :
Tu nos
□
Ho á io ixo
□
Tem ilhos?
Sim
□
Não
□
Se Sim, meno es
de 12 anos?
Sim
□
Não
□
T abalha como TR
em mais do que
um local?
Sim
□
Não
□
T abalha no se o
publico ou
p i ado?
Público
□
P i ado
□
T abalha na
Região:
No e
□
Cen o
□
Sul
□
Ilhas
□
O p esen e ques ioná io inse e-se num es udo académico com o in ui o da conclusão de
Mes ado em Ges ão de Unidades de Saúde pela Uni e sidade do Minho, endo como p incipal
obje i o iden i ica OS NÍVEIS DE MOTIVAÇÃO AUTÓNOMA, MOTIVAÇÃO CONTROLADA E
DESMOTIVAÇÃO DOS TÉCNICOS DE RADIOLOGIA E ANALISAR O SEU IMPACTO NO DESEMPENHO
NAS TAREFAS, NO DESEMPENHO CONTEXTUAL E NOS COMPORTAMENTOS CONTRAPRODUTIVOS
DESTES PROFISSIONAIS.
Os dados ob idos se ão u ilizados apenas pa a ins exclusi amen e académicos e se ão
a ados de o ma anónima e con idencial. A pa icipação nes e es udo é olun á ia e em a
possibilidade de desis i a qualque momen o, sem qualque penalização. Os dados de
iden i icação se em apenas pa a e ei o de in e p e ação das es an es ques ões.
Po a o esponda com since idade, a sua pa icipação é mui o impo an e.
O p eenchimen o do ques ioná io em uma du ação ap oximada de 6 minu os.
Em caso de alguma dú ida elacionada com o ques ioná io con ac e: [email protected]
117
Assinale com uma c uz a sua opinião ace ca das a i mações abaixo, endo em con a a escala:
“Conco do mui o, Conco do, Conco do Pa cialmen e, Não conco do – Nem disco do, Disco do
Pa cialmen e, Disco do e Disco do mui o”.
Disco do mui o
Disco do
Disco do
pa cialmen e
Não conco do
Nem disco do
Conco do
pa cialmen e
Conco do
Conco do mui o
A) PROCURO DESEMPENHAR O MEU TRABALHO
DA MELHOR FORMA POSSÍVEL:
Q1_ Po que gos o mui o do meu abalho
□
□
□
□
□
□
□
Q2_ Po que ui ei o pa a es e abalho
□
□
□
□
□
□
□
Q3_ Po que es ou plenamen e ealizado nes e abalho
□
□
□
□
□
□
□
Q4_ Po que o que es ou a aze no meu abalho é
es imulan e
□
□
□
□
□
□
□
Q5_ Po que o abalho que aço é in e essan e
□
□
□
□
□
□
□
Q9_ Po que senão ou sen i -me mal comigo mesmo
□
□
□
□
□
□
□
Q10_ Po que senão ou sen i e gonha de mim p óp io
□
□
□
□
□
□
□
Q11_ Po que me sen i ia culpado po não o aze
□
□
□
□
□
□
□
Q12_ Po que enho de p o a a mim mesmo que posso
□
□
□
□
□
□
□
Q13_ Pa a ob e a ap o ação de ou as pessoas (ex.
supe iso , colegas, amília, clien es)
□
□
□
□
□
□
□
Q14_ Po que os ou os ão espei a -me mais
□
□
□
□
□
□
□
Q15_ Pa a e i a se c i icado po ou os
□
□
□
□
□
□
□
Q16_ Po que co o o isco de pe de bene ícios se não
me es o ça o su icien e
□
□
□
□
□
□
□
Q17_ Po que co o o isco de pe de o meu emp ego se
não me es o ça o su icien e
□
□
□
□
□
□
□
Q18_ Essencialmen e pa a ecebe um ecibo de
encimen o
□
□
□
□
□
□
□
118
Q6_ Isso não se e i ica po que sin o ealmen e que
es ou a pe de o meu empo
□
□
□
□
□
□
□
Q7_ Isso não se e i ica po que, não sei po que es ou a
aze es e abalho, é um abalho inú il
□
□
□
□
□
□
□
Q8_ Isso não se e i ica po que, hones amen e, aço
pouco pelo meu abalho
□
□
□
□
□
□
□
Assinale com uma c uz a sua opinião ace ca das a i mações abaixo, endo em con a a escala:
“Ra amen e, Às Vezes, Regula men e, Mui as ezes e Semp e”.
Ra amen e
Às ezes
Regula men e
Mui as ezes
Semp e
B) ASSINALE A OPÇÃO QUE LHE PARECE APLICAR-SE
MELHOR A SI, NO EMPREGO/CARGO ATUAL:
Q1_ Consigo planea o meu abalho de manei a que seja
concluído den o do p azo
□
□
□
□
□
Q2_ Foco-me nos esul ados que enho que alcança no meu
abalho
□
□
□
□
□
Q3_ Sou capaz de sepa a os p oblemas p incipais dos
secundá ios no abalho
□
□
□
□
□
Q4_Consigo ealiza o meu abalho adequadamen e, com um
mínimo de empo e es o ço
□
□
□
□
□
Q5_ Planeio o meu abalho de manei a di e en e
□
□
□
□
□
Q6_ Começo no as a e as po minha p óp ia inicia i a, quando
concluo as minhas a e as an igas
□
□
□
□
□
Q7_ Assumo as a e as de abalho desa iado as, quando
disponí eis
□
□
□
□
□
Q8_ Es o ço-me em man e a ualizado o meu conhecimen o
sob e o abalho
□
□
□
□
□
Q9_ Es o ço-me em man e a ualizadas as minhas habilidades
sob e o abalho
□
□
□
□
□
Q10_ P oponho soluções c ia i as pa a no os p oblemas
□
□
□
□
□
119
Q11_ Assumo esponsabilidades ex as
□
□
□
□
□
Q12_ P ocu o con inuamen e no os desa ios no meu abalho
□
□
□
□
□
Q13_ Pa icipo a i amen e em euniões e discussões
□
□
□
□
□
Q14_ Reclamo de assun os sem impo ância no abalho
□
□
□
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Q15_ Faço com que pequenos p oblemas no abalho se o nem
maio es do que são
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Q16_ Concen o-me em aspe os nega i os de uma si uação de
abalho, ao in és de oca nos aspe os posi i os
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Q17_ Con e so com os colegas sob e os aspe os nega i os do
meu abalho
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Q18_ Falo com pessoas de o a da o ganização sob e os aspe os
nega i os do meu abalho
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Decla o e lido e comp eendido es e documen o, acei o pa icipa nes e es udo e au o izo que
se p oceda ao a amen o dos dados nele cons an es □
AGRADEÇO A SUA COLABORAÇÃO E TEMPO DESPENDIDO
José Miguel Rod igues Fe nandes
PG36660