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Oferta, demanda e necessidade de médicos especialistas no Brasil. Projeções para 2020

González López-Valcárcel, Beatriz,Barber Pérez, Patricia,Suárez-Vega, Rafael

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O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 1 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil. P ojeções pa a 2020. Equipo Economía de la Salud. Uni e sidad de Las Palmas de G an Cana ia D a. Bea iz González López‐ Valcá cel D a. Pa icia Ba be Pé ez D . Ra ael Suá ez Vega Fe e ei o de 2011 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 2 ÍNDICE Pág. 1. INTRODU ÇÃO . O PLANEJAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS PARA A SAÚDE. OBJETIVOS A LONGO PRAZO DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO 4 1.1. O desa io do planejamen o de p o issionais sani á ios 4 1.2. A p á ica de planejamen o de p o issionais sani á ios nos países do mundo 6 1.3. Mé odos de planejamen o de ecu sos humanos em saúde 14 2. A ESTRATÉGIA DA OPS PARA AS AMÉRICAS E O CASO DO BRASIL 17 3. OFERTA, DEMANDA E NECE S SIDAD E DE MÉDICOS ESPECIALISTAS E SEUS DETERMINANTES 20 3.1. A o e a de médicos especialis as e os a o es de que depende 20 3.2. A demanda/nece s sidad e de médicos especialis as e os a o es de que depende 24 4. O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO E SEUS RECURSOS HUMANOS 27 4.1. A en ção p im á ia e a en ção esp ecializada (medicina de amília s especialidades) 29 4.2. Disposi i os públicos (SUS) s p i ados (plan o s de s aúde) 32 4.3. Desequilíb io e i o ial: no e - sul e zonas u banas - u a is 35 4.4. Fo ma ção e ac edi a ção eg ulada s n ã o eg ula da. Regula ção dos cu sos de medicina e da especialização médica 40 4.4.1. A o ma ção de p é - g ad uação . Es udos de medicina 40 4.4.2. Especializa ção médica 42 4.4.2.1. Con ex o in e nacional 42 4.4.2.2. A o ma ção médica especializada no B asil 45 4.5. Do ações de médicos s o u os p o issionais de sa úde , pa icula men e en e magem 48 4.6. O alo ac escen ado da Medicina de Fam í lia e Comunidade 50 5. A OFERTA DE MÉDICOS ESPECIALISTAS NO BRASIL 53 5.1. Os “B asis” no mundo. Compa a ções in e naciona is de a x as populacionais de médicos 53 5.2. Tax as de médicos especialis as no B asil (2011) po especialidades e UFs. Con agio das desigualdades 58 5.3. Fa o es que a e a m ao es oque de médicos 71 5.3.1. Emig a ções - imig ações 71 5.3.2. Núme o de agas de o ma ção d e g ad uação 72 5.3.3. Fo ma ção médica especializada e o caso pa icula da Medicina de Família e Comunidade 75 5.3.4. Dis ibu ição e á ia e po sexo dos médicos a i os no B asil 77 6. O MODELO DE SIMULA ÇÃO DE MÉDICOS ESPECIALISTAS NO BRASIL (2011-2020) 79 6.1. In odu ção 79 6.2. Tendências e desequilíb ios 2011 - 2020. Model o de o e a, modelo de demanda e modelo de necessidade. 81 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 3 6.2.1. Modelo de O e a 82 6.2.2. Modelo de Demanda 95 6.2.3. Modelo de nece s sidad e : Pad ões in e nacionais 101 7. SÍNT ESE , CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES 113 REFER Ê NCIAS 121 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 4 1. INTRODUCÇÃO. O PLANEJAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS PARA A SAÚDE. OBJETIVOS A LONGO PRAZO DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO. 1.1. O desa io do planejamen o de p o issionais de saúde Os ecu sos humanos no âmbi o sani á io são o pon o cen al de um p oblema mui o complexo. O planejamen o – quan os p o issionais se ão necessá ios, de que ipo, onde, quando e pa a quê – é uma a e a complexa, mas ob iga ó ia em saúde. A necessidade de planeja com pe spec i a de longo p azo em um me cado ca ac e izado po uma o e egulação pública de seus inpu s, e cuja o og a ia é e lexo de ações e legislações passadas e p esen es em ês g andes se o es econômicos: o se o educa i o, o se o labo al e o se o sani á io, é uma a e a á dua, po ém imp escindí el. O g á ico 1 mos a a imb icação en e o mação, emp ego e desempenho no me cado labo al de p o issionais de saúde, aos que, nes e di ícil con ex o, é exigida uma g ande capacidade de adap ação pa a in e io iza apidamen e as mudanças in oduzidas pelas no as ecnologias, os a anços cien í icos, as demandas sociais, e as no as o mas o ganizacionais. G aduação em medicina, o mação especializada, condições de abalho, polí icas de imig ação e e enção, desequilíb ios egionais e p o issionais, incen i os labo ais, compe ências p o issionais, e c... in e agem pa a busca um equilíb io en e a o e a e a demanda de ecu sos humanos na saúde. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 5 G á ico 1. Fo ma ção , emp ego e o sec o sani á io Fon e: WHO. De inição, classi icações e po enciais on es de dados dos ecu sos humanos em saúde. Rio de Janei o, e e ei o 2012 Os desequilíb ios podem se dinâmicos, endem a desapa ece a co o p azo po uma ápida eação do me cado, u o de uma maio elas icidade da o e a ou da demanda. Mas ambém podem se p oduzidos desequilíb ios es á icos, as o ças do me cado não espondem acilmen e pa a consegui o ajus e. São ípicos de me cados como o dos ecu sos humanos no se o sani á io, al amen e egulados e ope ados, com con ole público de salá ios, me cados em compe ência impe ei a, al a de in o mação de condições labo ais, g andes pe íodos de o mação, nume us clausus, e c… O que é e como de e se um planejamen o de ecu sos humanos que pe mi a o ien a as dinâmicas de o mação, abalho e ges ão dos ecu sos com a inalidade O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 6 de con ibui com os obje i os dos sis emas de saúde, em es ado desde a década de 90 no o ei o das p eocupações de o ganismos in e nacionais e nacionais. 1.2. A p á ica do planejamen o de p o issionais de saúde nos países do mundo A OMS e a OPS, no âmbi o da coope ação pa a o desen ol imen o, em apos ado nos sis emas de ges ão e planejamen o dos RRHH no se o sani á io (1),(2). Tem sido o cen o de in e esse do ela ó io anual da OMS de 2006(3), um desa io de p imei a o dem nos países da OCDE(4), e escolha ele an e na agenda in e nacional da União Eu opéia (5), (6), (7), que em 2009 com o “G een Pape on he Eu opean Wo k o ce o Heal h” analisa os desa ios que esboçam aos sis emas sani á ios a ges ão da mobilidade p o issional, as es a égias de ec u amen o e e enção ou in o mação necessá ia pa a elabo a polí icas baseadas na e idência, po que “pa a que exis a uma a enção sani á ia e social segu a, de al a qualidade e e icien e é necessá io dispo de uma o ça de abalho com capacidade su icien e e habilidades adequadas...”. Po sua pa e, são mui os os países p eocupados com o planejamen o e ges ão des es ecu sos, quali icando como ampla expe iência e me odologias consolidadas nes e con ex o ( abela 1). O Canadá é um desses países com g ande adição em planejamen o e com uma longa his ó ia de descen alização. Há mais de 20 anos exis e um Comi ê Assesso de Recu sos Humanos em Saúde (ACHHR) no qual pa icipam ep esen an es dos es ados e do Go e no Fede al (Heal h Canada). Es e comi ê possui duas comissões especializadas, uma pa a p e e cená ios u u os e ou a que desen ol eu um ma co de obje i os, p incípios, guias de abalho e polí icas es a égicas de planejamen o. Cada es ado elabo a suas p óp ias p io idades e ela ó ios de planejamen o de seu e i ó io, omando o es o do país como e e ência. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 7 Na Alemanha, as associações egionais e locais de médicos e as companhias segu ado as de inem as eg as de planejamen o usando basicamen e no mas po população, que pos e io men e são ap o adas pelo Minis é io da Saúde. Quando se de ec am desequilíb ios, o comi ê egional analisa o caso (a i idade, p odu i idade, aixa e á ia, ca ac e ís icas demog á icas da população) e oma decisões. Se, po exemplo, há sob e-o e a, é bloqueado o núme o de en adas disponí eis. A I landa, em 2009, se uniu aos países que desen ol em modelos de planejamen o de ecu sos humanos médicos sob e os que sus en am as decisões de planejamen o em ma é ia de polí icas educa i as e de abalho no se o sani á io. Sua me odologia é quan i a i a e ainda econhecendo as necessidades de comple á-la com modelos quali a i os, o modelo de simulação é conside ado um elemen o imp escindí el pa a o desenho das polí icas de p o isão de ecu sos humanos de odas as p o issões da saúde. Em Cuba, é o Minis é io da Saúde e sua unidade especializada em planejamen o de ecu sos humanos quem o mulam o plano nacional de necessidades de pessoal em um pe íodo de 10 anos, baseados na de inição de modelos. Nos Países Baixos, as associações p o issionais êm oz nas decisões de en ada à especialização, po ém as agas pa a esidência médica são no im de e minadas pelo go e no. Em 1999, o go e no c iou uma unidade de planejamen o ipa ido (g upos p o issionais, companhias de segu os e ins i uições educa i as), que emi e ecomendações anuais sob e o núme o de médicos que se ão o mados e analisa a demanda e a o e a com um ho izon e empo al en e 10 e 20 anos. O Ins i u o Nacional de In es igação em Se iços de Saúde (NIVEL) p es a um impo an e apoio écnico. Ainda que os Es ados Unidos enham adição de o ganização sani á ia libe al, o am pionei os na egulação dos p o issionais de saúde. O go e no ede al assume a esponsabilidade de planeja e co igi os desequilíb ios na dis ibuição de O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 8 médicos. O go e no ede al ambém ge a in o mação a ualizada sob e p o issionais e abalhado es ac edi ados disponí eis e ocupados, sob e salá ios, população a endida, in aes u u a e ou as a iá eis. Os es ados planejam e ajudam a inancia a in o mação, o necem as licenças pa a o exe cício e egulam a p á ica. Os es ados ambém colocam em p á ica as polí icas pa a aumen a o acesso à p o issão ( inancia a o e a, o e ece bolsas, e c...). uma comissão especí ica pa a médicos pós-g aduados (COGME) le a décadas emi indo ela ó ios p edi i os sob e a e olução u u a dos médicos e aconselhando linhas de ação. Em seu ela ó io d 2005 es imou um dé ici de 85.000 médicos pa a 2020 aconselhando o inc emen o das agas de g aduação e de esidência (8). O Conselho Ge al de Médicos (CMAA) elabo ou um es udo do me cado de abalho médico com p ojeções a é 2025 com di e sos cená ios an o pelo lado da o e a como da demanda (mudanças demog á icas, po cen agem de cobe u a sani á ia, c escimen o econômico, p odu i idade) (9). A Espanha é um exemplo das epe cussões que pode e o início a dio do a amen o de uma en e midade. O c escimen o demog á ico e econômico jun o a uma passi a a uação an e medidas como o nume us clausus es abelecido 20 anos an es, p o ocou uma escassez de p o issionais que deses abilizou o me cado de abalho e que a cu o p azo só oi possí el se solucionado a aindo p o issionais de ou os países. A si uação c iada ez com que o Minis é io p omo esse uma linha de abalho sob e as necessidades de médicos especialis as no país. Baseado em écnicas quan i a i as de simulação, em 2006 e com um ho izon e empo al de 2030, os esul ados dos abalhos pe mi i am uma in o mação mais p ecisa sob e a o e a labo al, es imulou a omada de decisões sob e o acesso as uni e sidades, impulsionou a e o ma da o mação especializada e são um elemen o base sob e o núme o de agas de o mação po especialidade que são o e adas anualmen e(10). Em 2011 o es udo oi a ualizado (11) e abe a ou a linha sob e o planejamen o de ecu sos humanos em en e magem (12). Pa alelamen e o Minis é io da Saúde p omo e uma equipe de abalho pa a o es udo e es abelecimen o de modelos de necessidades (13). O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 9 O banco mundial e o Minis é io da Saúde do Chile (14) em 2009, a a és do Depa amen o de Es udos de Recu sos Humanos, elabo a am um ambicioso p oje o cujo im é acili a o planejamen o de ecu sos humanos especializados em consul a com os a o es ele an es a pa i da ge ação de cená ios pa a o se o público de saúde com o im de de ec a b echas en e o e a e demanda. A Aus ália em ambém uma amplia adição de planejamen o. Com o obje i o de o alece a A enção P imá ia e muda a p á ica médica omen ando as equipes, em 2001 c iou um comi ê assesso especí ico pa a os ecu sos humanos em saúde. Os eque imen os se de inem po pad ão médico-população, medição de necessidades, benchma king in e nacional, melho es p á icas, medição econômica da demanda e seu c escimen o, e isando-se e ajus ando-se a cada cinco anos. Con ém menciona o caso do Reino Unido, com uma ans o mação em seu en oque de planejamen o quando em 1999 de iniu um en oque global da o ça de abalho (an es segmen ada po p o issões), com o obje i o de po encializa o abalho in e -p o issional em equipe, lexí el, o planejamen o cen ado no pacien e, maximiza a con ibuição do s a ao pacien e, mode niza a educação e a o mação, desen ol e ca ei as no as e lexí eis, e aumen a a o ça de abalho pa a sa is aze as demandas u u as. O planejamen o em um en oque de baixo pa a cima. Fo mulam planos locais e egionais, que ag egam logo a ní el nacional. O Royal College o Physicians o London, em 2011, publicou a quin a edição do “Consul an physicians wo king wi h pa ien s”(15). Nes e me ódico abalho de e e ência ob igada pa a ges o es, planejado es e polí icos, p o issionais especialis as de 25 especialidades médicas azem uma adiog a ia da si uação de cada especialidade, ecu sos humanos a uais, o ganização e ca gas de abalho, os empos e e i os de p odução e pad ões de necessidades de p o issionais em empo in eg al. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 16 Todas as ap oximações em suas an agens e des an agens, mas ambém em odos os casos o p incipal p oblema pa a a con iança dos esul ados é con a com on es de in o mação de pa ida con iá eis e comple as. A es u u a demog á ica médica, os esul ados des inados ao se o , as ca ac e ís icas epidemiológicas e c... são odos inpu s cujo ajus e à ealidade de e mina á em g ande medida o êxi o do planejamen o. Pa a a a aliação dos desequilíb ios quan i a i os dian e da disponibilidade (o e a) podemos con on as a “demanda” e e i a de p o issionais ( elações exis en es de médicos po população) ou a “necessidade” (demanda po encial), de e minada po especialis as com base nas ca ac e ís icas especí icas (demog á icas, o ganizacionais, epidemiológicas, e c...) da população e do sis ema de saúde. O g á ico 2 mos a uma supos a e olução empo al da o e a em médico pe cap a dian e da demanda e/ou necessidade de ecu sos humanos médicos. Os pon os de co e en e demanda ou necessidade e a o e a de e minam o momen o e olume dos dé ici s. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 17 G á ico 2. O e a, demanda e necessidade de ecu sos humanos Supe á i  Dé ici  O e a Demanda Necesidad Médicospe cápi a Tiempo F on e: Sche le ,RM, Liu, JX, Kin u, Y, Dal Poz MR. (2008). Fo ecas ing he global Sho ages o Physicians: An Economic and Needs-based App oach. The Bulle in o he Wo ld Heal h (33) 2. A ESTRATÉGIA DA OPS PARA AS AMÉRICAS E O CASO DO BRASIL Com a globalização econômica, os p oblemas de ecu sos humanos pa a a saúde ambém es á sendo globalizado. As o ganizações in e nacionais se in e essam em a alia a si uação, aze pe spec i a e ixa obje i os e p azos. A OMS/OPS/ é uma dessas o ganizações. Em 1999, lançou a Inicia i a Regional dos Obse a ó ios de Recu sos Humanos pa a a Saúde, a qual se ade i am 21 países em 2004. Em 2007 publicou um documen o de ecomendações(34), es abelecendo 19 me as egionais em ma é ia de ecu sos humanos pa a a saúde no pe íodo de 2007-2015, pa a a on a os cinco desa ios undamen ais que ha iam sido iden i icados na con e ência de 2005(35). Os países de e iam alcançá-los median e planos nacionais especí icos em colabo ação com os demais, sob e udo en e saúde, educação, abalho e inanças. Reconhece-se o ca á e es a égico da polí ica de ecu sos humanos pa a melho a o desempenho dos sis emas de saúde e se ecomenda uma O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 18 combinação de in e enções a cu o, médio e longo p azo, dando p io idade a A enção P imá ia à Saúde Pública. Os países das Amé icas êm em comum p oblemas de escassez de p o issionais, pa icula men e em algumas ca ego ias, de imig ação pa a países desen ol idos com opo unidades melho es, de desequilíb ios en e zonas u ais e u banas, en e icas e pob es. A abela 2 desc e e os cinco desa ios e as 19 me as com uma a aliação do g au em que o B asil, na me ade do pe íodo (2011) cump e ais me as Tabela 2. Recomendações e Me as OMS/OPS. Obse a ó io de Recu sos humanos pa a a Saúde Desa i o Me a B asil 2011 “De ini polí icas e planos a longo p azo pa a p epa a melho a o ça labo al de manei a al que se adap e às mudanças p e is as nos sis emas de saúde e desen ol e melho a capacidade ins i ucional pa a de ini es as polí icas e e isá-las pe iodicamen e” 1. Todos os países da Regi ão ha e ão conseguido uma azão dde densidade de ecu sos humanos(*) de 25 po 10.000 SI M 2. As p opo ções egional e sub egional de médicos de a enção p imá ia excede ão 40% da o ça de abalho médica o al NÃO 3. Todos os países ha e ão o mado equipes de a enção p omá ia de saúde com uma ampla gama de compe ências que inclui ão sis ema icamen e a agen es comuni á ios de saúde pa a melho a o acesso, chega aos g upos ulne á eis e mobiliza edes da comunidade. SI M 4. A azão de en e mei as quali icadas com elação aos médicos alcança á pelo menos 1:1 em odos os países da Região SI M 5. Todos os pa[ises da Região ha e ão es abelecido uma unidade de ecu sos humanos pa a a saúde esponsá el pelo desen ol imen o de polí icas e planos de ecu sos humanos, a de inição da di eção es a égica e a negociação com ou os se o es, ní eis de go e no e in e essados di e os SI M “ Coloca as pessoas adequadas nos luga es adequados median e o desligamen o do pessoal indicado aos ca gos pe inen es nos âmbi os mais ap op iados dos países, de manei a a consegui uma dis ibuição equi a i a da 6. A b echa na dis ibuição de pessoal de saúde en e zonas u banas e u ais ha e á se eduzido a me ade em 2015 ? 7. Pelo menos 70% dos abalhado es de a enção p imá ia e iam compe ências de saúde e ão compe ências de saúde pública e in e cul u ais comp o á eis N Ã O O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 19 quan idade e a combinação de ap idões do pessoal sani á io nas di e en es egiões pa a que es ejam ao ní el das necessidades de saúde especí icas dessas populações” 8. 70% das en e mei as, as auxilia es de en e magem, os écnicos de saúde e os agen es comuni á ios de saúde ha e ão ape eiçoado suas capacidades e compe ências à luz da complexidade de suas unções. ? 9. 30% do pessoal de saúde nos en o nos de a enção p imá ia ha e iam elu ado de suas p óp ias comunidades. SI M P omo e inicia i as naciona is e in e nacionais pa a que os países em desen ol imen o conse em a seu pessoal sani á io e e i em ca ências em sua do ação 10. Todos os país es da egião ha e ão ado ado um código de p á ica global ou ha e ão desen ol ido no mas é icas sob e o ec u amen o en e nacional de abalhado es de saúde Es á e m discussão no âmbi o do MERCOSUL 11. Todos os países da egião e ão uma polí ica de au ossu iciência pa a sa is aze suas necessidades de ecu sos humanos pa a a saúde. SI M 12. Todas as sub egiões ha e ão desen ol ido mecanismos pa a o econhecimen o dos p o issionais o mados no ex e io NÃO “ Ge a elações de abalho en e o pessoal e as o ganizações de saúde com o im de omen a a c iação ambien es de abalho saudá eis e que p opiciem o comp omisso com a missão ins i ucional de ga an i a p es ação de se iços de saúde de boa qualidade pa a oda a população” 13. Ap opo ção de emp go p ecá io, sem p o eção pa a os p o edo es de se iços de saúde se ha e á eduzido a me ade em odos os países. Não exis e m indicado es 14. 80% dos países da Região con a á com uma polí ica de saúde e segu ança pa a os abalhado es de saúde, incluindo p og amas pa a eduzi as en e midades labo ais e aciden es de abalho. N Ã O 15. Pelo menos 60% dos ge en es de se iços e p og amas de saúde euni am equisi os especí icos de compe ências pa a a saúde pública e a ges ão, en e elas as de ca á e é ico. N ã o exis em indicado es 16. 1 00% d os países da Região con a ão com mecanismos e legislações e e i as pa a p e ini , mi iga ou esol e os con li os de abalho e ga an i a p es ação dos se iços essenciais, oda ez que se p e en e N Ã O “ C ia mecanismo s de coope ação en e as ins i uições educa i as e de se iços de saúde pa a que seja possí el adap a a educação dos p o issionais de saúde a um modelo uni e sal e equi a i o de p es ação de a enção de boa qualidade que sa is aça as necessidades de saúde de oda a população.” 17. 80% das escolas de ciências da saúde ha e ão eo ien ado sua o mação pa a a a enção p imá ia à saúde comuni á ia e ha e ão inco po ado es a égias pa a a o mação in e p o issional. N Ã O 18. 80% das escolas de ciências da saúde ha e ão ado ado p og amas especí icos pa a a ai e o ma es udan es de populações suba endidas, dando ~en ase, quando co esponda, nas comunidades ou populações indígenas. N Ã O 19. As axas de abandono das escolas de medicina e en e magem não passa ão de N Ã O O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 20 20%. 20. 70% das escolas de ciências da saúde e das escolas de saúde pública es a ão ac edi adas po uma en idade econhecida. N Ã O (*) Médicos, en e me i as e pa e i as O B asil deu um passo decisi o quando em 2007 ap o ou o dec e o de 20 de junho que c ia a a Comissão In e minis e al de ges ão de Educação na Saúde, enca egada de “es abelece as di e izes pa a a o mação de ecu sos humanos pa a a saúde no B asil, em especial no que diz espei o aos c i é ios pa a a egulação de cu sos supe io es na Saúde e a o e a de o mação em á eas p io i á ias, con o me necessidades egionais”(36). Es a comissão assume o desa io do planejamen o dos ecu sos humanos pa a a saúde e em pa icula , a junção do ensino com a p es ação do se iço público de saúde, em pa icula na A enção P imá ia à Saúde. 3.- OFERTA, DEMANDA E NECESSIDADE DE MÉDICOS ESPECIALISTAS E SEUS DETERMINANTES 3.1. A o e a de médicos especialis as e os a o es de que depende O desa io de ajus a o e a e demanda de médicos dinamicamen e implica oma as decisões co e as no momen o adequando sob e o núme o de agas de o mação, sob e a no ma i a de e enção e e i ada dos médicos em exe cício, polí icas de imig ação; assegu a uma composição azoá el po especialidades e uma dis ibuição geog á ica equilib ada assim como oma as decisões co e as sob e as condições de abalho e sob e os mé odos de emune ação. Os de e minan es da inco po ação e edução, e/ou abandono dos médicos especialis as do me cado de abalho são os que, em úl ima ins ância, ca ac e iza am um me cado de abalho em equilíb io ou ge a am um dé ici ou supe á i de ecu sos humanos. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 21 Um equilíb io que em seu concei o mais amplo inclui: - Equilíb io en e especialidades - Equilíb io geog á ico - Público/ p i ado - Equilíb io ge acional - Equilíb io de gêne o e e e-se pela dis ibuição dos p o issionais de aco do com o sexo. O seguin e g á ico 3 mos a o luxo de inpu s e ou pu s que a e am a o ça de abalho disponí el em empo e luga de e minados. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 22 G á ico 3: Inpu s e ou pu s que a e an a O e a de pe s soal de saúde F on es : Rela ó io sob e a saúde n o mundo 2006. OMS ( 37 ) O ciclo de ida indi idual e o sis ema de saúde pa a o pessoal no se o se ê a e ado po di e sos a o es que a iam en e países, egiões, especialidades e c. As pi âmides populacionais po especialidade são um a o decisi o na e olução da endência de ecu sos humanos médicos. Nas especialidades adicionais, com uma o ça de abalho nos in e alos e á ios maio es exis i á uma dinâmica de eposição mui o di e en e daquelas ou as especialidades nas que os ecu sos humanos são signi ica i amen e mais jo ens. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 23 As axas de eminização, cada ez maio es, an es em especialidades adicionais de mulhe es e cada ez mais em qualque especialidade, é uma o ça que impulsiona o dé ici , pois eduz o empo e e i o global da o ça de abalho, pe missões, edução de ho á io, e c... e mudanças nos pad ões de a i idade pa a concilia a a i idade labo al com a ida amilia , minimização de ho as ex as e plan ões. No Canadá, po exemplo, o Ins i u e o Heal h In o ma ion, que se baseia em in o mações de a u amen o 1 quan i ica uma média de 46-50 anos equi alen e a 0.7 médicos a empo in eg al. Também é um a o gene alizado nas sociedades desen ol idas a a aliação do empo de ócio em de imen o do empo da jo nada de abalho, es e enômeno ac escen a ou o elemen o de p essão ao dé ici de p o issionais. A p odu i idade, dedicação ho á ia, ca ga de abalho e esolução a iam en e o se o público e o p i ado, segundo o médico cob e po consul a ou po salá io como es á bem documen ado na li e a u a in e nacional, ou en e especialidades. No Canadá, quan i icam o equi alen e a cem o almologis as de pe íodo in eg al em 107 o almologis as pessoas ísicas, enquan o que no caso dos neu oci u giões a equi alência chega a 115 especialis as pa a 100 a empo in eg al. A elação pa a o conjun o de especialidades é 1.21, a de medicina de amília 1.28 e a de pedia ia 1.38. Igualmen e, o acesso às uni e sidades e à o mação especializada são elemen os de e minan es nas di e en es aje ó ias u u as da o e a das dis in as especialidades. 1 Full-Time Equi alen Physicians Repo , Fee- o -Se ice Physicians in Canada, 2004- 2005.h ps://secu e.cihi.ca/es o e/p oduc Family.h m?p =PFC655&lang=en&media=0 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 24 3.2. A demanda/necessidade de médicos especialis as e os ac o es de que depende Como já assinalado, a e olução empo al da necessidade de médicos especialis as em um e i ó io depende de a o es demog á icos, epidemiológicos, econômicos, ecnológicos e de o ganização da assis ência. Sem ap o unda nas di e enças concei uais en e necessidade e demanda, en endemos que a necessidade se e e e à capacidade écnica pa a melho a a saúde e cuida , enquan o que demanda e e e- se à disposição de paga . A abela 3 de ine os a o es que al e am a necessidade de médicos especialis as em um país, e sua conc eção de endências pa a o B asil. Tabela 3. Fa o es que a e an a demanda de médicos Fa o Desc i ção do a o e seu e ei o, conc e ando exemplos em seu caso Tendê ncia no B asil C ecimen o demog á ico A população po encial susce í el de cobe u a é o denominado das elações de necessidade no ma i a O c escimen o na u al da população es á mode ado, mas segue sendo posi i o (em o no de 10 po mil ao ano. Em 2001 e a 14) 2 , 3 Hyá mig ações in e io es do no des e pa a as zonas mais icas do sul, o que aumen am sua população. En e lhecimen o da populaçã o A p opo ção de maio es de 65 anos aumen am como conseqüência da queda da na alidade e melho a da espec a i a de ida En e 1970 e 2010, a po cen agem de maio es de 60 anos duplicou no B asil, passando de 5% pa a 10,7% Es e onômeno é mais in enso pa a os maio es de 70 anos (de 2 IBGE (2008) h p://www.ibge.go .b /espanhol/p esidencia/no icias/no icia_imp essao.php?id_no icia=1272 y h p://www.ibge.go .b /home/es a is ica/populacao/p ojecao_da_populacao/2008/de aul .sh m 3 h p://se ieses a is icas.ibge.go .b /se ies.aspx? codigo=POP119&s =33& = axa-media- geome ica-de-c escimen o-anual-da-populacao-populacao-p esen e-e- esiden e O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 25 Com o en elhecimen o, aumen a a p e alencia de doenças c ônicas. As pessoas mais elhas necessi am de mais a enção médica 1,8% em 1970 pa a 4,8% em 2010) 4 Mudança de hábi os de ida Tabagismo, seden a ismo, obesidade... causam mo bilidade e eque em a enção médica pa a os p oblemas c ônicos associados (en isema, diabe es,...) Su gimen o de n o as doenças O HIV, que su giu nos anos oi en a, eque uma eno me quan idade adicional de se iços médicos A axa de incidencia de HIV no B asil começou a cai em 2002 (21,45 po 100.000 habi an es). Em 2008 é de 18.18 5 . po ém, ainda é uma país de al a incidencia Expec a i as da po pulação As sociedades mode nas es ão se medicalizando. A população ai adap ando pa a cima suas expec a i as sob e o que o sis ema de saúde pode aze pela saúde e bem es a . A on ei a en e ambos é apagada. Aumen o da en d a Os ecu sos que des inam as populações a a enção sani á ia aumen am mais que p opo cionalmen e com a enda . O B asil expe imen ou um c escimen o econômico bas an e conside á el nos úl imos anos. Depois da es agnação do inal dos anos no en a, o qua o imes e de 2010 ap esen ou umc escimen o do PIB de 7.6% 6 . Com o aumen o da enda, melho am as condições de ida. Po exemplo, a adequação da habi ação e a de 36,8% em 1992 e de 47% em 1999 7 . O PIB pe cap a, em $ in e nacionais ajus ados po PPP, dob ou en e 1990 e 2008 (de $5040 a $10080) 8 . A an ço ecnológico e m sa úde As descobe as médicas, que 4 h p://se ieses a is icas.ibge.go .b /se ies.aspx? codigo=POP22&s =32& =populacao-po -g upos- de-idade-populacao-p esen e-e- esiden e 5 h p://se ieses a is icas.ibge.go .b /se ies.aspx? codigo=MS50&s =95& = axa-de-incidencia-de- aids 6 h p://se ieses a is icas.ibge.go .b /se ies.aspx? codigo=ST13&s =78& =p odu o-in e no-b u o- b - a iacao-em- olume-b axa-acumulada-em-qua o- imes es 7 h p://se ieses a is icas.ibge.go .b /se ies.aspx? codigo=IU37&s =94& =adequacao-da-mo adia 8 WHO: h p://apps.who.in /ghoda a/? id=5200& heme=coun y O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 32 A c ise da medicina de amília es á bas an e gene alizada. Na Espanha, os jo ens médicos ambém e i am es a especialidade, apesa de que ela o e eça possibilidades de abalho e melho es condições labo ais e de conciliação com a ida amilia que ou as especialidades, segundo uma pesquisa ecen e (42). O núme o de agas con ocadas no B asil pa a a MFC de li e acesso (711) é cla amen e insu icien e pa a as necessidades do país, po ém inclusi e es e núme o es á longe de se cobe o ( o am cobe os 206, inclusi e menos que as bolsas, 351). É um p oblema p o undamen e a aigado que a e a á o desen ol imen o do p óp io sis ema de saúde e que necessa iamen e eque á ias en es de ação. Em 2009, os minis é ios da saúde e educação conjun amen e c ia am o P o-Residência, que o e ece bolsas e ab iu no os p og amas de esidência médica em especialidades e egiões onde se conside a, sob pe spec i a do SUS, que há insu icien es médicos dispos os a cob i as agas: especialidades básicas, saúde men al, u gências, oncologia, obs e ícia, pedia ia, ge ia ia. Em 2011, a MFC oi a especialidade com maio núme o de bolsas, 29% do o al, e, con udo é a única especialidade em que o núme o de agos ocupadas é menos do que o de bolsas. 4.2. Disposi i os públicos (SUS) s p i ados (planos de saúde) O B asil es á consolidando um sis ema de sáude hie a quizado, onde a a enção p imá ia, secundá ia e e ciá ia es ão bem coo denadas, em um p ocesso de ampliação de cobe u a publica. No en an o, ainda es á longe de se alcançado. A A enção P imá ia à Saúde é esponsabilidade municipal, den o do SUS, e em dis in o g au de implan ação e i o ial. O p ocesso de c iação do SUS oi conseqüência de um p ocesso de ansição a pa i de um sis ema de saúde mui o poli izado e cen alizado a ou o descen alizado, com ocação de cobe i a uni e sal e oco na A enção P imá ia à Saúde(43). O go e no ede al c iou em 2003 a Sec e a ia de Ges ão do T abalho e Educação em Saúde (SGTES). Apesa dela, e de que 76% dos depa amen os de saúde o am do ados de unidades especí icas de ecu sos humanos(43), em ge al, a desigualdade O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 33 de do ações pe sis e e é no á el, a o ecendo a ede p i ada dos planos de saúde con a os cen os públicos do SUS. Em alguns casos, como na Bahia, essa desigualdade é ex ema ( elação SUS 1,25; elação p i ada 15,14). Em ou os como Rio de Janei o, as do ações pública e p i ada po usuá io são p a icamen e idên icas(38). No conjun o do país, há 3,9 ezes mais pos os de abalho médico po usuá io nos planos p i ados de saúde do que a p o isão pública do SUS. Es a endência pa ece acen ua -se. Ta b e la 5 . Compa a ção SUS - Plan os p i ados 2009 SUS Plan os p i ados 2009 2009 Po pulação c o bie a 144.098.016 46.634.678 % da po pulação o al 75.55% 24.55% Nú me o de p o s os de abalhos médicos 281.481 354.536 R elação pos os de abalho médico po 1000 assegu ados 1.95 7.6 F o n e: ( 38 ) A axa de especialis as po 1.000 habi an es nas UF é meno quan o maio é a axa de cobe u a do SUS (e quan o meno seja a cobe u a dos planos de saúde, g á ico 4). As á eas com maio cobe u a populacional do SUS são mais pob es e em conseqüência menos a a i as pa a os especialis as, que p e e em se ins ala em á eas de al a cobe u a de planos p i ados. O Dis i o Fede al é a exceção. Com uma cobe u a populacional do SUS in e mediá ia, em do ações de especialis as po 1.000 habi an es mui o acima da média. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 34 G á ico 4. Ta x a de médicos especialis as e a x a de cobe u a SUS nas UFs. 2011 Es e pon o anscende a polí ica de RRHH, pois é um p oblema mais undamen al da segmen ação e dualização do sis ema de saúde b asilei o. 75% da população es á cobe a po um disposi i o público pio do ado e inanciado que a ede p i ada. Es a em mais médicos e ambém mais in aes u u a. 69,9% dos equipamen os de essonância magné ica, 62,7% dos mamóg a os, 58,8% dos omóg a os e 55,65 dos pos os de abalho médico no B asil pe encem ao se o p i ado que a ende 25% da população. Algumas especialidades médicas são es a égicas pa a o desen ol imen o do SUS e em p oblemas de do ação e/ou dis ibuição, pelo que se em p io izado pa a seu O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 35 es udo: Oncologia, Medicina In ensi a, Psiquia ia, Pedia ia (Neona ologia), Ge ia ia e Medicina de Família e Comunidade (36). 4.3. Desequilíb io e i o ial: no e-sul e zonas u banas- u ais As axas de médicos especialis as po mil habi an es de cada uma das especialidades nas UFs es ão mui o co elacionadas en e si ( abela 6), sal o no caso da MFC e psiquia ia. Isso que dize que os es ados bem (mal) do ados de ca diologis as, ambém es ão bem (mal) do ados de oncologis as, de o almologis as e das demais especialidades, sal o MFC e psiquia ia, que po sua pa e es ão co elacionadas ( =0.72). Es a gene alização do enômeno em possi elmen e a e com as do ações de in aes u u a sani á ia, de a o há especialidades que não podem se exe cidas sem de e minadas do ações, como adiologia, anes esia, medicina in ensi a e ci u gia. Po ém ambém em a e com a ede do SUS, que dá mais en oque na medicina ge al e de amília, e com os incen i os do me cado e as possibilidades de exe ce a p á ica p i ada. Tab ela 6 . Co ela ções en e as a x as po mil habi an es de especialis as médicos po UF. B asil 2011 Den o dos es ados há desigualdades en e as capi ais e as demais cidades. Com algumas exceções as capi ais es ão melho do adas de médicos (g á ico 5). Em alguns es ados, a concen ação de médicos nas capi ais é pa icula men e in ensa. No Piauí, Pa aná, Alagoas e Cea á, a axa de médicos na capi al do es ado é mais de cinco ezes a do es ado. Pelo ex emo opos o, em cinco es ados há menos densidade O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 36 médica na capi al que em odo o e i ó io: Minas Ge ais, Sao Paulo, DF, Espí i o San o e Rio de Janei o. G á ico 5. Desigualdades in a - es a duais : a x as de médicos na UF e em su a capi al As causas da in a-do ação em de e minados e i ó ios são de me cado e de incen i os. Os médicos não que em abalha ali po que suas opo unidades de abalho são mui o meno es, em e mos de emp ego e e ibuição. Além disso, os jo ens médicos endem a pe manece exe cendo a p o issão onde es uda am e as escolas de medicina se concen am nas zonas mais icas, densamen e po oadas, pa icula men e no sudes e. Po úl imo, os jo ens médicos endem a deseja ol a a sua cidade pa a abalha , mas os es udan es que en am nas escolas de medicina di icilmen e p o ém daquelas zonas u ais e isoladas, in a-do adas de ecu sos p o issionais. Assim, há ês causas dis in as que necessi a iam de polí icas di e enciadas: a) desen ol e economicamen e especialmen e o SUS, nas egiões O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 37 menos desen ol idas do país; b) dissemina escolas de medicina po odo o país, desconcen ando-as dos núcleos u banos do sudes e onde majo i a iamen e es ão; c) incen i as com bolsas ou condições especiais de admissão pa a que ing essem es udan es p o enien es de egiões pob es, isoladas e in a-do adas. As ações b) e c) es ão cole adas, de a o, nas me as núme os 9 e 18 da OPS 2007 ( e abela 2). A compa ação das desigualdades na dis ibuição dos ecu sos humanos na saúde en e os di e en es países ou a e olução de indicado es de desigualdade den o de um mesmo país são em sido u ilizados com eqüência com indicado es da melho a de equidade nos sis emas de saúde (44),(45),(46),(47),(48),(49). Algumas des as pesquisas demons am, a) que o anscu so do empo não de e mina, po si mesmo, uma melho a na dis ibuição dos ecu sos e b) que um aumen o da o e a de ecu sos humanos não implica necessa iamen e uma melho a da má dis ibuição en e zonas geog á icas. O índice de Gini, que nasceu como uma e amen a de medi as di e enças na dis ibuição da enda, em sido u ilizado pa a medi ou as di e enças ais como as da dis ibuição das axas de mo alidade ou dos médicos po núme o de habi an es e a elação en e 90 e 10 cen ésimos da dis ibuição de médicos pe cap a, nos dá uma isão de como e oluí am as di e enças egionais em e mos de do ações de ecu sos humanos en e as Unidades da Fede ação (UF). O índice de Gini cos uma se ob ido com a Fó mula de B own: Onde: • G: Coe icien e de Gini • X: P opo ção acumulada da a iá el população na UF i-ésima O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 38 • Y: P opo ção acumulada da a iá el de saúde: Núme o de médicos na UF i- ésima • k: núme o o al de UFs e é uma exp essão pe cen ual da Cu a de Lo enz que mos a g a icamen e a concen ação acumulada da dis ibuição dos ecu sos supe pos a à cu a da dis ibuição de eqüências dos municípios que os possuem. O índice de Gini es á limi ado en e 0 e 1. Se ia 0 se odas as UFs i essem em e mos ela i os a sua população o mesmo núme o de ecu sos humanos médicos (máxima equidis ibuição, cu a de Lo enz p óxima a bisec iz) e ende a 1 a medida que poucas unidades geog á icas acumulam mais p opo ção de ecu sos (máxima desgualdade). G á ico 6. Cu a de Lo enz. 2000 e 2010 Dis ibuição núme o de médicos en e as UFs Po cen agem acumulado de núme o de médicos -20 0 20 40 60 80 100 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2010 LíneadeEquidis ibuciónen eUFs 2000 Po cen a gem acumulado d e população O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 39 Tabela 7. Índice de Gini e elação 90/10 décil A Ñ O I g i n i R a i o  9 0 / 1 0  d e c i l 1995 0,58 3,86 2000 0,60 3,87 2004 0,57 3,45 2008 0,55 2,53 2010 0,56 2,88 Va iación2010-2000 -6,08% -25,72% Nas úl imas ês décadas, o índice Gini mos a uma melho a de 60% na equidis ibuição en e as UFs eduzindo-se 25% as di e enças en e as UFs ex emas ( abela 7). Es e mesmo indicado de di e enças p o inciais em 2007 na Espanha oi de 0,10 (com uma melho a de 6% nos úl imos dez anos) (50). Em Cuba (51) en e municípios o índice de dis ibuição de médicos po habi an e oi de 0,237, e na Suécia (48) em 2001 de 0,071. Em um es udo ealizado po Nishiu a e . al., oi demons ado que exis em desigualdades na dis ibuição dos médicos (índice de Gini de 0,433) en e es ados na Tailândia (46). Tal como conclui em seu ela ó io 2001 o CFM (39, 52)“O B asil é um país ma cado pela desigualdade no que se e e e ao acesso à assis ência médica. Uma conjunção de a o es – como a ausência de polí icas públicas e e i as nas á eas de ensino e abalho, assim como poucos in es imen os – em con ibuído pa a que a população médica b asilei a, apesa de ap esen a uma cu a cons an e de c escimen o, pe maneça mal dis ibuída pelo e i ó io nacional, com inculação cada ez maio aos se iços p es ados po planos de saúde, pouco a ei a ao abalho na ede do Sis ema Único de Saúde (SUS)”. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 40 4.4. Fo mação e ac edi ação egulada s não egulada. Regulação dos cu sos de medicina e da especialização médica 4.4.1. A o mação do acadêmico. Cu sos de medicina A o mação de g aduação em medicina, que adicionalmen e em es ado sujei a a egulação pública em odas as pa es, segue um p ocesso de homogeneização c escen e com o obje i o de melho a as ga an ias e qualidade e acili a a mobilidade e in e câmbio de p o issionais, com a p emissa de que o ap endizado médico há de desen ol e -se ao longo de oda a ida. Assim, a União Eu opéia lançou uma e o ma global do ensino supe io (53), e inancia um p oje o de desen ol imen o cu icula que a inge desde a g aduação a é o dou o ado(54). Nele pa icipam associações de es udan es de medicina e de educado es não apenas eu opeus, mas de 90 países dos cinco con inen es AMEE (Asociación Eu opea de Educación Médica), uma o ganização mundial de educado es, adminis ado es, pesquisado es, assesso es e es udan es de medicina e de ou as p o issões da saúde. Com es a eu opeização da o mação na Eu opa con ibuem ou os p oje os, como o CHARME (55), que compa a os p og amas de o mação médica nas dis in as uni e sidades e p opõe um benchma king pa a con e ge a excelência. Con on ando es e p ocesso eu opeu de homogeneização, no B asil há uma g ande a iedade de escolas de medicina (185), que o e eciam em 2009 16.876 no as agas. As escolas são majo i a iamen e p i adas (58,5%) e, como a o e a de p o issionais em a i idade, es ão mui o concen adas no Sudes e, que acumula 45% dos cu sos. Nos úl imos anos, hou e um c escimen o no á el das agas o e adas 11% (cu so 10/09 sob e 05/06). Medicina é uma especialidade mui o demandada, a única en e as p o issões da saúde cuja elação en e ing essos e agas disponí eis es á em o no de 1. A ualmen e há ce ca de 100.000 es udan es e en a am 17.000 no os no cu so 09-10. A axa de abandono, 30%, es á mui o acima da me a da OPS ( e abela 2). O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 41 Não há um sis ema nacional homogêneo de ac edi ação das escolas de medicina no B asil, se bem que ealiza am g ande a anços nos úl imos anos, com o desen ol imen o do Sis ema Nacional da Educação Supe io (SINAES) e o lançamen o do 2º ciclo do Exame Nacional de Desempenho de Es udan es (ENADE), cujos esul ados de 2007 o am o ga ilho pa a que 17 cu sos de Medicina, que mos a am um baixo desempenho, ossem subme idos a supe isão de uma Comissão de Especialis as designada pelo minis é io da Educação, na qual ambém pa icipa o Minis é io da Saúde (36). Ainda não oi es abelecido um exame homogêneo pa a que os licenciados em Medicina possam exe ce a p o issão no país, como oco e no caso do Di ei o, em que um al íssimo pe cen ual não é ap o ado na p o a 9 . 9 h p://b .no icias.yahoo.com/di ulgadas- aculdades-ap o ação-ze o-oab-171000506.h ml O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 48 4.5. Do ação de médicos s ou os p o issionais de saúde, pa icula men e en e magem Segundo a base de dados da OMS, em 2007 no B asil há 3,78 en e mei as e pa ei as pa a cada médico a i o 10 . Es a p opo ção es á em uma gama in e mediá ia – al a en e os países desen ol idos ( abela 9). A OPS des aca que a al a de disponibilidade de en e mei as é um dos g andes p oblemas das Amé icas, po ém não pa ece especialmen e g a e no B asil. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 49 Tab ela 9 . R elação en e me i as/médicos na OCDE 10 h p://apps.who.in /ghoda a/? id=5200& heme=coun y O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 50 4.6. O alo ac escen ado da Medicina de Família e Comunidade Apesa dos es o ços pa a eo ien a a o mação dos ecu sos humanos às necessidades da a enção p imá ia, com o p og ama “P ó-Saúde”, que incluíam medicina, en e magem e odon ologia, 60% dos ges o es de ecu sos humanos na saúde não conheciam o p og ama(43). Po ou o lado, o ela ó io ealizado em 2010-2011 po inicia i a da Sociedade B asilei a de Medicina de Família e Comunidade com o pa ocínio do Go e no ede al, esc i o após a isi a a 70 cen os de saúde em 19 es ados, e en e is a 500 p o issionais, conclui que a Es a égia de Saúde da Família e sua aplicação na p á ica são um êxi o (59). Uma das cha es pa a cons ui “uma a enção p imá ia o e no B asil” es á nos p o issionais, que p ecisam e de e minadas ap idões e a i udes. A hipó ese p incipal des e es udo, que oi con i mada, e a que “a Es a égia de Saúde da Família no B asil é adequada às necessidades sani á ias da população b asilei a, po ém a al a de meios e de o ganização pode ge a um cí culo nega i o de má qualidade no abalho clínico e comuni á io”. Es a Es a égia de Saúde da Família é baseada na acessibilidade e esolu i idade dos cen os de saúde, chamados Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), nas quais abalham equipes mul idisciplina es de A enção P imá ia. Uma das conclusões do ela ó io e e enciado no pa ág a o an e io é que há mais di iculdades pa a a co e a implemen ação da es a égia nas UBSF que abalham em “condições de baixa qualidade especialmen e nas egiões com baixo Índice de Desen ol imen o Humano”. A ede de a enção p imá ia combina as UBSF de no o cunho “com Unidades Básicas de Saúde (UBSF) anexas, cen o do modelo an igo com acesso di e o a pedia ia, ginecologis a e clínico ge al”. Além disso, há Unidades de P on o A endimen o (eme gências). Também há unidades especiais como são os NASF (Núcleos de Apoio a Saúde da Família), as Equipes da Á ea de O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 51 Comba e a Dengue, os PACS (P og amas de Agen es Comuni á ios de Saúde) e as Unidades de Saúde Men al. En e as conclusões mais ele an es pa a es e abalho do ela ó io de Ge as e Pé ez-Fe nández es á que o êxi o da Es a égia se de e em pa e a “mudança de modelo com p o issionais gene alis as, conse ando os agen es comuni á ios de saúde (60) ao mesmo empo que oi in oduzido o médico de amília e comunidade”, e a ha e p io izado as á eas com menos índice de desen ol imen o humano. Con udo, o a o de que depois do empo ansco ido desde o início da ESF apenas haja no país ce ca de mil médicos especialis as em Medicina de Família e Comunidade é um sinal de agilidade da a enção p imá ia à saúde. A ansc ição dos an igos médicos ge ais a é sua especialização, cole i amen e, em médicos especialis as em Medicina de Família e Comunidade é um desa io que p ecisa se assumindo em cu o p azo. A egulação da o mação médica especializada e o s a us dos médicos de amília nes e mapa cons i uem peças cha es des as polí icas. Todos os países que possuem um sis ema de saúde baseado em uma APS o e, esolu i a e acessí el, que il a o acesso à a enção especializada, de ini am um s a us p o issional e no mas o ma i as ele adas da medicina de amília, que é uma especialidade compa á el em classi ica as de hospi al, em cadei as uni e si á ias e p es igio social. Isso pode se conseguido unicamen e se a medicina de amília e comunidade é di e enciada da medicina ge al. A ualmen e no B asil apenas 5% dos Cen os de Saúde há médicos i ulados em Medicina de Família e Comunidade e em mui as UBSF não há. E a necessá io ambém de ini os limi es de compe ência, o ganiza i o e p o issionais en e a Medicina de Família e Comunidade e a Clínica Médica e ou as especialidades básicas como a Pedia ia e a Obs e ícia e Ginecologia. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 52 Sem dú ida, um elemen o cha e pa a a ans o mação es á nos incen i os aos p o issionais, di e enciando cla amen e os médicos especialis as em Medicina de Família e Comunidade dos médicos ge ais. O ela ó io de Ge ás y Pé ez-Fe nández des aca en e os p oblemas da ESF sua “polí ica de pessoal, salá ios e incen i os mui o a iá eis, e que não omen a a pe manência dos p o issionais nas comunidades aonde a endem”. Dian e desse p oblema, as UBSF de e iam o e ece “uma ca ei a de se iços “mode na”, que inclua po exemplo as acinações, o acompanhamen o do planejamen o amilia , ges ação, pa o e pue icul u a, mas ambém a a enção a mo bidez não aguda em menos de 48 ho as, o acompanhamen o domicilia dos pacien es e minais e a p es ação de se iços básicos de u gência e eme gência” (pág.8). O a o de que as bolsas pa a esidência em Medicina de Família não sejam ocupadas ou que al a idelização dos médicos de amília em comunidades pob es são sin omas p oblemá icos. Se ia aconselhá el de ini incen i os adequados pa a que os médicos o mados acei em agas em UBSF em zonas pouco desen ol idas e que pe maneçam nelas. Esses incen i os pode iam a e a a e ibuições, condições de abalho, s a us do cônjuge, ajuda pa a a ins alação da amília, e c. ou a idéia in e essan e é p ima pela pe manência na mesma UBSF (Ge ás y Pé ez-Fe nández, pag11). As exigências de i ulação em Medicina de Família de em se aco dadas com as possibilidades do país pa a o ma a g ande quan idade de p o issionais que são eque idos, e con e e aos que a ualmen e cob em as agas nos pos os de saúde como médicos ge ais. A ansição a um sis ema único de esidência em que se ei o com apidez, po ém com ealismo, e nela em que se en ol e os líde es da especialidade. Fo am suge idos p azos (cinco anos: Ge ás y Pé ez-Fe nández, pag.12) e mé odos (combina o mação p esencial e não p esencial). O B asil es á pe co endo es e caminho, mas ainda al a um g ande echo. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 53 5. A OFERTA DE MÉDICOS ESPECIALISTAS NO BRASIL 1.1. Os “B asis” no mundo. Compa ações in e nacionais de axas populacionais de médicos A compa ação in e nacional do desa io de médico po mil habi an es dão ao B asil uma posição in e mediá ia, ce amen e há “ á ios B asis” (38), pois como pode-se e na abela 10, alguns dos es ados b asilei os es ão melho do ados de médicos que os países mais icos do plane a (o DF es a ia na posição 13, a en e dos Países Baixos), enquan o que o Ma anhão es á abaixo do I aque. Con udo, inclusi e o es ado b asilei o pio do ado e ia ainda 75 países abaixo. Tabela 10. Compa ações in e nacionais de axas de médicos a i os po mil de habi an es. Posição ela i a do B asil e das UFs UFs País medicos anking San Ma ino 47350 1 Cuba 6399 2 G eece 6043 3 Monaco 5810 4 Bela us 4869 5 Aus ia 4749 6 Geo gia 4538 7 I aly 4242 8 No way 4076 9 Swi ze land 4070 10 Niue 4000 11 Iceland 3934 12 DF Dis i o Fede al 3925 13 Ne he lands 3921 14 Kazakhs an 3877 15 Aze baijan 3794 16 Po ugal 3755 17 U uguay 3736 18 Ando a 3716 19 Spain 3705 20 A menia 3697 21 Li huania 3664 22 Bulga ia 3635 23 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 54 Is ael 3633 24 Czech Republic 3625 25 Sweden 3583 26 Lebanon 3540 27 Ge many 3531 28 F ance 3497 29 RJ Rio de Janei o 3477 30 Denma k 3419 31 Es onia 3409 32 Democ a ic People's Republic o Ko ea 3290 33 I eland 3187 34 A gen ina 3155 35 Hunga y 3097 36 Mal a 3073 37 Aus alia 2991 38 La ia 2988 39 Belgium 2987 40 Mexico 2893 41 Luxembou g 2862 42 Egyp 2830 43 Mongolia 2763 44 Qa a 2757 45 Uni ed Kingdom 2739 46 Finland 2735 47 Uni ed S a es o Ame ica 2672 48 Republic o Moldo a 2668 49 Uzbekis an 2617 50 C oa ia 2590 51 SP Sao Paulo 2530 52 Slo enia 2473 53 Jo dan 2450 54 Tu kmenis an 2438 55 New Zealand 2384 56 Ky gyzs an 2301 57 Cyp us 2300 58 RS Rio G ande do Sul 2265 59 Poland 2144 60 ES Espi Ì u San o 2063 61 Japan 2063 62 Se bia and Mon eneg o, Fo me 2060 63 Se bia 2035 64 Republic o Ko ea 1967 65 Venezuela (Boli a ian Republic o ) 1940 66 MG Minas Ge ais 1932 67 Uni ed A ab Emi a es 1930 68 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 55 BR BRASIL 1905 69 Oman 1901 70 Libyan A ab Jamahi iya 1900 71 Dominican Republic 1880 72 SC San a Ca a ina 1846 73 Singapo e 1833 74 Ba bados 1811 75 Kuwai 1793 76 PR Pa aná 1778 77 B azil 1720 78 GO Goiás 1613 79 El Sal ado 1596 80 Maldi es 1595 81 MS Ma o G osso do Sul 1594 82 Seychelles 1510 83 Panama 1500 84 Sy ian A ab Republic 1500 85 Ecuado 1480 86 PE Pe nambuco 1472 87 Tu key 1451 88 Bah ain 1442 89 B unei Da ussalam 1417 90 China 1415 91 RN Rio G ande do No e 1354 92 Colombia 1350 93 SE Se gipe 1324 94 Cos a Rica 1320 95 Palau 1300 96 RR Ro aima 1282 97 PB Pa aíba 1268 98 TO Tocan ins 1251 99 Vie Nam 1224 100 Boli ia (Plu ina ional S a e o ) 1220 101 Alge ia 1207 102 MT Ma o G osso 1206 103 Tunisia 1190 104 BA Bahia 1186 105 T inidad and Tobago 1175 106 Philippines 1153 107 Albania 1146 108 AL Alagoas 1146 109 Pa aguay 1110 110 RO Rondônia 1097 111 Chile 1090 112 CE Cea á 1082 113 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 56 AM Amazonas 1072 114 Mau i ius 1060 115 Bahamas 1050 116 AC Ac e 1007 117 PI Piauí 978 118 Malaysia 941 119 AP Amapá 940 120 Saudi A abia 939 121 Pe u 920 122 Gua emala 900 123 I an (Islamic Republic o ) 890 124 Jamaica 850 125 Belize 828 126 Pakis an 813 127 PA Pa á 812 128 Sou h A ica 770 129 Nau u 714 130 I aq 690 131 MA Ma aná 666 132 Tu alu 636 133 Mo occo 620 134 India 599 135 Cape Ve de 572 136 Hondu as 570 137 Mic onesia (Fede a ed S a es o ) 564 138 Ma shall Islands 559 139 Dominica 500 140 S i Lanka 492 141 Sao Tome and P incipe 490 142 Guyana 480 143 Sain Lucia 473 144 Myanma 457 145 Su iname 450 146 Nige ia 395 147 Namibia 374 148 Nica agua 370 149 Bo swana 336 150 Equa o ial Guinea 300 151 Yemen 300 152 Thailand 298 153 Ki iba i 297 154 Bangladesh 295 155 Gabon 290 156 Indonesia 288 157 Sudan 280 158 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 57 Lao People's Democ a ic Republic 272 159 Samoa 270 160 Hai i 250 161 Djibou i 229 162 Cambodia 227 163 A ghanis an 210 164 Nepal 210 165 Came oon 190 166 Solomon Islands 186 167 An igua and Ba buda 170 168 Madagasca 161 169 Swaziland 160 170 Zimbabwe 160 171 Como os 150 172 Cô e d'I oi e 144 173 Kenya 140 174 Mau i ania 130 175 Uganda 117 176 Vanua u 116 177 Democ a ic Republic o he Congo 110 178 Guinea 100 179 Timo -Les e 100 180 Congo 95 181 Ghana 85 182 Angola 80 183 Cen al A ican Republic 80 184 Bu kina Faso 64 185 Senegal 59 186 Benin 59 187 Zambia 55 188 Togo 53 189 Papua New Guinea 53 190 E i ea 50 191 Leso ho 50 192 Mali 49 193 Guinea-Bissau 45 194 Chad 40 195 Gambia 38 196 Somalia 35 197 Bu undi 30 198 Mozambique 27 199 Rwanda 24 200 Bhu an 23 201 E hiopia 22 202 Malawi 19 203 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 64 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 65 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 66 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 67 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 68 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 69 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 70 G á ico 8. Análise espacial. UFs com compo amen o signi ica i o com elação a seu en o no em axa de médicos po habi an es O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 71 1.1. Fa o es que a e am o es oque de médicos 1.1.1. Emig ações-imig ações Em um mundo c escen e e globalizado e com possibilidades de mobilidade in e nacional de p o issionais de saúde nenhum país ica isolado. Os dé ici e supe á i s de ou os países a e am os ou os, especialmen e os izinhos. Não dispomos de dados o iciais sob e a en ada e saídas de médicos especialis as do país, po ém pa ece que as mig ações de p o issionais de saúde, que a e am se iamen e a ou os países da egião, não são, con udo, impo an es no B asil. O ce o é que os luxos mig a ó ios, ge almen e po azões econômicas, a uam como o ça spull y push de espos a às possibilidades de desen ol imen o p o issional no país ou em ou os. A cu o p azo a imig ação de p o issionais oi u ilizada em países como Reino Unido e Espanha (10, 63) pa a palia o es angulamen o p o ocado po um dé ici de o e a, po ém a chegada de médicos a um país eque impo an es mecanismos o iciais que con olem e ga an am a qualidade da p á ica p o issional. Po sua pa e, a saíde de ecu sos humanos quali icados p o oca descapi alização e pe da de impo an es ecu sos públicos in e idos em o mação. Es e enômeno de mobilidade como espos a ao desajus e en e o e a e demanda já é um a o no B asil na o mação de g aduação. O excesso de demanda de agas de o mação em medicina ez que mui os jo ens emig assem pa a o ma em-se em países p óximos como Venezuela ou Bolí ia, onde se calcula que haja 25.000 es udan es B asilei os nas aculdades de medicina e que em 2010, de 628 médicos insc i os pa a homologa seu í ulo em medicina apenas 2 o am ap o ados (64). O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 72 1.1.2. Núme o de agas de g aduação A maio ia dos países em es abelecida alguma manei a de con ola o acesso às aculdades de medicina: nume us clausus, exames de acesso especiais, en e is as pessoais, sis emas de co as, e c. É uma das ias de planejamen o e con ole do equilíb io dos ecu sos humanos especializados. De a o, F ança, Espanha, o Reino Unido ou os Países Baixos en en a am a escassez de médicos na úl ima década aumen ando o nume us clausus de en ada em suas aculdades de medicina e com planos de choque de aumen o da o mação médica. No B asil não se op ou pelo es abelecimen o de limi ações de en ada, mas pela abe u a de no os cen os pa a aumen a a o e a de o mação. O nascimen o de um médico especialis a eque pelo menos dez anos desde que se inicia a g aduação a é que seja inalizada a o mação especializada e o mesmo possa se inco po ado ao me cado de abalho, pelo qual as ações de planejamen o e con ole de em es a adequadamen e an ecipadas. O go e no ede al p e ende amplia em 4.000 as agas de o mação anuais com o obje i o de chega em 2020 a uma axa de 2,5 p o issionais po cada mil habi an es. 12 . Em 2009, o am o e ecidas 16.876 agas em 185 aculdades de medicina e em 2010, 17.560 agas. A endência oi c escen e, nos úl imos dez anos a o e a de agas c esceu 48%. Con udo, a po cen agem de abandonos ou a asos é al a, e minam da aculdade ce ca de 30% menos do que inicia am a o mação (g á ico 9). O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 73 G á ico 9. En adas, saídas e agas de medicina no B asil 57930 59760 60910 64970 68830 74030 79250 85570 97990 103310 11830 11240 12280 14100 14660 15280 16240 17500 16880 17560 8000 8500 9110 9340 10000 10380 10600 10830 11880 12380 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Ma iculados o ales Plazasen adas g aduados Os g á icos 10 e 11 mos am a posição do B asil no âmbi o dos países da OCDE e os g aduados anuías em medicina, com elação aos médicos exis en es e com elação a população. Nes e úl imo caso man ém uma posição bas an e des a o á el, com 6,3 no os g aduados anuais po cada cem mil habi an es e uma posição in e mediá ia no indicado com elação ao es oque de médicos exis en e. 12 h p://www. e .edu.b /a igos/a igo_medicina_13_01_2012.h ml O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 80 A simulação pe mi e ob e aje ó ias pa a as a iá eis incluídas no modelo median e a aplicação de écnicas de in eg ação numé ica, con udo, es as aje ó ias nunca se in e p e am como p e isões, mas como p ojeções ou endências. O obje i o do modelo Dinâmica de Sis emas é chega a comp eende como a es u u a do sis ema é esponsá el po seu compo amen o. Es a comp eensão no malmen e de e ge a um ma co a o á el pa a a de e minação das ações que possam melho a o uncionamen o do sis ema ou esol e os p oblemas obse ados. Ou a ca ac e ís ica de g ande alo des a me odologia é sua capacidade pa a de ini cená ios sob e aquelas a iá eis de inidas como ins umen os pelos agen es decisi os. O que oco e á se...?, Como a e a a mudança de uma a iá el ins umen o (no os g aduados, idade de aposen ado ia, du ação o mação, e c...) às endências das a iá eis de in e esse?. Is o pe mi e es ima , a p io i, as conseqüências p e isí eis p o ocadas po mudanças nas a iá eis ins umen ais apon ando um alo ag egado de g ande in e esse aos esul ados do modelo de simulação. Exis e so wa e especializado pa a a implemen ação de modelos de Dinâmica de Sis emas, um dos mais desen ol idos é o Powe sim S udio 2008(66) u ilizado nes e abalho. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 81 6.2 Tendências e desequilíb ios 2011-2020. Modelo de o e a, modelo de demanda e modelo de necessidade. O modelo de simulação cujo ho izon e empo al é 2011-2020 con em dois submodelos, o de o e a-demanda e o de o e a-necessidade. No p imei o, se ob ém es ima i as da demanda do núme o o al de médicos a ní el de desag agação da UFs, que ag egam o ní el de egião do país. No modelo de necessidade, pa a as especialidades incluídas nes e es udo, se es ima a necessidade de especialis as pa a cada UF. Em ambos os casos, os esul ados ob idos são compa ados com o obje i o de conhece as aje ó ias u u as do me cado de abalho médico, desc e e as endências e quan i ica as b echas en e o e a-demanda e o e a-necessidade. G á ico 13 . Submodelos, O e a - Demanda, O e a - Nece s sidad e O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 82 O modelo de o e a p oje a pa a 2020 a disponibilidade de ecu sos humanos médicos pa a 16 especialidades das econhecidas pela Comissão Mis a de Especialidades (CME) e pa a o o al de médicos especialis as no país ( abela 13). Tabla 13 . Relación de especialidades incluidas en el es udio 5. CANCEROLOGIA 6. CARDIOLOGIA 11. CIRURGIA GERAL 16. CLÍNICA MÉDICA 18. DERMATOLOGIA 19. ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA 23. GERIATRIA 24. GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA 29. MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 40. NEUROLOGIA 42. OFTALMOLOGIA 43. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA 44. OTORRINOLARINGOLOGIA 47. PEDIATRIA 49. PSIQUIATRIA 50. RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM TOTAL MÉDICOS ESPECIALISTAS 6.2.1. Modelo de O e a O g á ico 14 mos a o modelo de o e a do me cado labo al médico em nomencla u a de Diag ama Fo es es. A e olução demog á ica dos especialis as se de e mina a pa i das en adas e saídas com as axas de inco po ação, e i o, mo alidade, e c... especí icas pa a cada especialidade e UF. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 83 As en adas são unção do núme o de licenciados anuais (ao qual se p oje a com um c escimen o medial anual de 2,5% a é chega a 20.000 em 2020), e do núme o de agas ocupadas de o mação em cada especialidade e UF. As saídas do me cado de abalho a endem a axa de mo alidade ge al (IBGE), ao saldo ne o de mig ação, que inicialmen e oi supos o nulo, as saídas especí icas do me cado de abalho (pessoal dedicado a ges ão, adminis ação, docência (CFM) e um a o de abandono (dependendo do sexo e idade, en e 2% e 4%). Es a co en e de luxos de e mina a o e a es imada pa a cada especialidade, UF e ano desde 2011 a é 2020. Os dados p o em basicamen e do CFM (Demog a ia Médica no B asil, 2011), da CNRM e do IBGE. O indicado básico como ou pu do modelo de o e as é, pa a cada ano, UF e especialidade, a elação de especialis as po 1.000 habi an es. G á ico 14 . Diag ama de Fo es e . Modelo de simula ção de o e a de especialis as B asil 2010-2020. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 84 Tabla 14. Es ima i as modelo de o e a. 2010-2020 Núme o o al de médicos B asil Taxa de c escimien o pe cen ual anual Taxa de c escimien o pe cen ual 2020-2010 2010 371.348 2011 379.481 2,19 2012 387.261 2,05 2013 394.722 1,93 2014 401.860 1,81 2015 408.675 1,70 2016 415.163 1,59 2017 421.321 1,48 2018 427.146 1,38 2019 432.645 1,29 2020 439.481 1,58 18,35 O c escimen o médio anual do núme o de médicos o ais no B asil se á de 1,7% no pe íodo 2010-2020. O c escimen o acumulado é da o dem de 18%, ascendendo o núme o o al de médicos a i os no país em 2020 a 439.481. is o implica á, dadas as p ojeções de população do IBGE, que a elação de médicos po mil habi an es se si ua á em 2020 em o no de 2,11 médicos pa a cada mil habi an es (sensi elmen e in e io aos 2,5 p e endido pelo go e no ede el). Es a elação c esce á 9,25 nos p óximos 10 anos, um pouco menos que na década an e io que inc emen ou 10,4 (1,91 médicos po mil habi an es em 2010 e 1,73 médicos po habi an es em 2001), abela 14 e g á ico 15. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 85 G á ico 15 . Es ima i as O e a 2011 - 2020. Relação po mil habi an es Da os eales.Fuen e:CFM(2011) Es macionesModeloO e a 1,72 1,73 1,75 1,77 1,8 1,82 1,85 1,87 1,88 1,9 1,91 1,93 1,96 1,98 2,00 2,02 2,04 2,06 2,07 2,09 2,11 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2 2,1 2,2 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Ra omédicos o alespo milhabi an es.B asil A o e a es imada do núme o o al de médicos, em alo es absolu os, segundo os luxos de en ada e saída pa a cada UF são mos ados na seguin e abela: Tabla 15 . O e a es imada (2011 - 2020) núme o o al de médicos po UF Dado 2010: Valo eal CFM 2 0 1 0 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5 2 0 1 6 2 0 1 7 2 0 1 8 2 0 1 9 2 0 2 0 AC 755 776 794 813 830 847 863 878 893 907 924 AL 3.659 3.735 3.806 3.875 3.940 4.003 4.062 4.117 4.170 4.219 4.284 AM 3.821 3.910 3.996 4.077 4.156 4.231 4.303 4.371 4.436 4.497 4.572 AP 643 658 672 685 697 709 721 732 742 751 763 BA 17.014 17.391 17.751 18.097 18.429 18.745 19.046 19.332 19.603 19.859 20.176 CE 9.362 9.570 9.768 9.959 10.141 10.315 10.481 10.638 10.787 10.928 11.102 DF 10.300 10.540 10.769 10.989 11.201 11.403 11.597 11.781 11.955 12.121 12.323 ES 7.410 7.575 7.732 7.882 8.027 8.164 8.296 8.420 8.538 8.650 8.788 GO 9.898 10.128 10.349 10.561 10.764 10.958 11.144 11.321 11.489 11.648 11.842 MA 4.486 4.586 4.681 4.772 4.860 4.943 5.023 5.098 5.169 5.237 5.320 MG 38.671 39.526 40.345 41.132 41.885 42.604 43.289 43.939 44.555 45.137 45.858 MS 3.983 4.072 4.156 4.237 4.315 4.389 4.459 4.526 4.590 4.650 4.724 MT 3.735 3.822 3.906 3.986 4.062 4.136 4.206 4.273 4.336 4.396 4.469 PA 6.300 6.440 6.574 6.702 6.824 6.942 7.053 7.159 7.259 7.354 7.472 PB 4.886 4.987 5.083 5.174 5.261 5.345 5.423 5.498 5.568 5.634 5.718 PE 13.241 13.513 13.772 14.020 14.257 14.482 14.696 14.898 15.088 15.267 15.493 PI 3.125 3.198 3.268 3.335 3.399 3.460 3.519 3.575 3.628 3.678 3.740 PR 18.972 19.412 19.835 20.241 20.631 21.003 21.359 21.698 22.020 22.325 22.698 RJ 56.827 57.990 59.103 60.167 61.183 62.150 63.066 63.933 64.750 65.517 66.490 RN 4.392 4.490 4.583 4.672 4.758 4.840 4.917 4.991 5.061 5.127 5.209 RO 1.744 1.785 1.824 1.862 1.897 1.932 1.964 1.995 2.025 2.053 2.087 RR 590 606 621 635 649 662 675 687 698 709 722 RS 24.716 25.222 25.707 26.169 26.611 27.032 27.430 27.807 28.163 28.496 28.919 SC 11.790 12.064 12.327 12.579 12.821 13.053 13.274 13.485 13.685 13.874 14.106 SE 2.804 2.867 2.926 2.983 3.038 3.090 3.140 3.187 3.232 3.274 3.326 SP 106.453 108.804 111.061 113.226 115.298 117.277 119.163 120.954 122.649 124.251 126.236 TO 1.771 1.813 1.852 1.890 1.927 1.962 1.995 2.026 2.056 2.085 2.120 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 86 As endências não são iguais pa a odos os es ados. Os g á icos seguin es p e endem mos a a mudança es imada segundo o modelo de simulação 2010- 2020 na elação pó 1.000 habi an es pa a cada especialidade e UF: G á ico 16. Es ima i as o e a Relação po 100.000 hab. po especialidade 2011- 2020 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 0,1 0,5 0,3 0,5 0,7 0,6 2,2 0,6 1,2 0,3 0,7 0,9 0,6 0,2 0,5 0,6 0,4 1,0 0,9 0,4 0,4 0,2 1,1 1,2 0,6 1,0 0,4 0,8 0,3 0,6 0,3 0,7 0,8 0,7 2,8 0,8 1,5 0,4 0,8 1,1 0,8 0,3 0,6 0,8 0,5 1,3 1,1 0,5 0,5 0,5 1,3 1,5 0,8 1,2 0,6 1,0 Cance ología.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 1,4 3,1 1,4 1,1 2,9 2,4 12,2 6,4 5,3 1,2 5,2 5,3 3,4 1,4 3,4 3,3 1,8 4,2 7,8 2,7 1,7 1,1 6,0 5,7 4,1 6,1 2,1 4,7 1,8 3,8 1,7 1,4 3,5 3,0 15,0 7,9 6,5 1,5 6,3 6,5 4,2 1,8 4,2 4,1 2,2 5,2 9,5 3,4 2,1 1,6 7,3 7,0 5,1 7,5 2,7 5,8 Ca diología.O e aEspecialis aspo 1000hab.2011-2020 2020 2011 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 87 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO 3,9 4,3 5,3 4,5 5,4 5,3 20,5 11,1 10,4 2,7 7,5 8,7 7,1 2,5 5,8 5,3 5,0 8,4 11,5 3,1 4,3 4,9 11,8 9,4 5,8 8,0 6,0 4,6 5,1 6,3 5,4 6,4 6,3 24,4 13,2 12,4 3,3 8,9 10,4 8,5 2,9 6,9 6,3 5,9 9,9 13,6 3,7 5,0 5,8 14,0 11,1 6,9 9,5 7,1 Ci ugíaGene al.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 4,2 4,5 3,6 2,7 3,3 4,3 22,5 4,6 5,4 1,5 7,2 4,1 2,9 2,6 3,9 5,8 1,5 5,1 7,8 2,5 2,8 5,4 10,5 6,4 3,6 7,0 2,8 5,9 5,2 5,7 4,5 3,3 4,2 5,5 28,5 5,9 6,8 1,9 9,1 5,1 3,6 3,3 5,0 7,4 1,9 6,4 9,8 3,2 3,6 6,7 13,2 8,0 4,5 8,9 3,5 7,5 ClínicaMédica.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 88 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 0,4 1,7 1,8 0,9 1,3 1,1 5,2 4,6 2,5 0,4 2,5 2,0 1,8 1,0 1,4 1,7 1,0 2,7 5,2 1,6 1,0 1,6 3,5 2,8 1,9 4,1 1,1 2,7 0,6 2,2 2,3 1,3 1,5 1,4 6,5 5,7 3,1 0,5 3,0 2,4 2,2 1,3 1,8 2,0 1,3 3,3 6,4 2,0 1,3 2,1 4,3 3,4 2,3 5,1 1,4 3,4 De ma ología.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 0,1 0,9 0,3 0,5 0,7 0,4 4,2 2,3 1,3 0,2 1,6 1,2 0,5 0,3 0,8 0,6 0,4 1,3 2,4 0,9 0,2 0,5 1,5 1,6 0,9 2,1 0,3 1,4 0,3 1,1 0,4 0,7 0,9 0,6 5,2 2,8 1,6 0,3 2,0 1,5 0,6 0,4 1,0 0,7 0,5 1,6 2,9 1,2 0,3 0,8 1,8 2,0 1,1 2,6 0,4 1,7 Endoc inología.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 89 0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 0,00 0,29 0,03 0,00 0,24 0,13 0,60 0,46 0,48 0,03 0,48 0,17 0,27 0,08 0,19 0,13 0,13 0,41 0,52 0,10 0,00 0,00 0,53 0,51 0,30 0,64 0,07 0,39 0,12 0,39 0,06 0,13 0,30 0,17 0,77 0,60 0,60 0,05 0,60 0,24 0,36 0,11 0,26 0,17 0,19 0,51 0,64 0,15 0,06 0,19 0,65 0,64 0,40 0,79 0,15 0,49 Ge ia ía.O e aEspecialis aspo 100.000hab.2011-2020 2020 2011 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO BR 6,4 8,3 6,2 4,0 8,3 6,9 33,4 16,7 18,4 3,3 12,7 14,6 9,9 4,7 10,6 7,4 7,0 13,7 14,3 6,8 7,8 9,3 18,3 13,1 11,0 16,1 7,3 12,4 8,0 10,2 7,6 5,0 10,2 8,5 41,0 20,5 22,5 4,0 15,5 18,0 12,2 5,8 13,0 9,1 8,6 16,9 17,5 8,3 9,6 11,6 22,5 16,0 13,5 19,8 9,0 15,2 Obs e iciayginecología.O e aEspecialis aspo 100.000hab. 2011-2020 2020 2011 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 96 G á ico 18 . E olu ção da o e a e demanda de médicos e s imadas. B asil 1,72 1,73 1,75 1,77 1,8 1,82 1,85 1,87 1,88 1,9 1,91 1,93 1,96 1,98 2,00 2,02 2,04 2,06 2,07 2,09 2,11 1,84 1,87 1,91 1,95 2,00 2,05 2,10 2,15 2,20 2,25 1,2 1,4 1,6 1,8 2 2,2 2,4 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Ra omédicos o alespo milhabi an es Es maciónO e a Es maciónDemanda Da osReales:Fuen e:CFM(2011) Es macionesmodeloO e ay modeloDemanda Com es a mudança de endência podem inicia -se e/ou ag a a -se as ensões no me cado de abalho sani á io médico. Os desequilíb ios do me cado de abalho ge am ensões an o sob e a o e a como sob e a demanda (desemp ego, in lação sala ial, subemp ego, abandono de abalho, edução de qualidade assis encial, e c.). As es ima i as que p e eem em o no de 2020 uma necessidade de médicos de 6% equi alem ce ca de 30.000 médicos a mais necessá ios pa a sa is aze a demanda do país (saldo ne o en e as UF) ( abela 16). Con udo, não odos os es ados mos am a mesma si uação. O g á ico 19 mos a a aje ó ia 2011 s 2020 das UF em e mos de dé ici -supe á i de médicos. No p imei o quad an e se si uam aquelas UF pa a os que em 2011 a o e a de médicos é maio que a demanda e que a endência é que oco a o mesmo a é 2020 (AM, BA, DF, GO, MG, MS, PR, RJ, RN, RR, RS, SC, SE e TO). No e cei o quad an e se si uam as UF com pe il comple amen e con á io, ap esen am dé ici a ualmen e e es es se ag a am a é 2020 (AL, AP, CE, MA, MT, PA, PE, PI, RO). No úl imo quad an e, o qua o, aquelas UF, que em 2011 ap esen am uma o e a maio que a demanda es imada segundo os pa âme os de iqueza e es u u a demog á ica po ém cuja p e isão é e e e a endência, a é um dé ici de o e a (AC, ES, PB). O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 97 Tab e la 16 . Es ima i as de O e a e Demanda d o núme o o al de médicos, B asil. AÑO OFERTA DEMANDA D É F I C I T - S U P E R Á V I T  PORCENTAJE 2011 379.481 361.242 5,05 2012 387.261 370.145 4,62 2013 394.722 380.201 3,82 2014 401.860 391.093 2,75 2015 408.675 403.763 1,22 2016 415.163 416.507 -0,32 2017 421.321 430.117 -2,05 2018 427.146 442.131 -3,39 2019 432.645 455.018 -4,92 2020 439.481 469.137 -6,32 As UF que ap esen am endências mais c í icas são PB, RO, PI, SP, PE, MT, AP, MA, AL e CE. São Paulo é um caso pa icula , pois ap esen a um pe il con a io ao do es o das ou as g andes cidades como Rio de Janei o e Dis i o Fede al e algumas UF izinhas des as, pa a as que as es ima i as de e minam pa a 2011 um excesso de o e a de médicos. Pa a São Paulo, dado seu ní el de enda pe cap a e es u u a demog á ica, o modelo es ima um dé ici a ual de 8% de médicos e es e dé ici c esce á a é 22% em 2020. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 98 Tabela 17. Es ima i a de o e a e demanda de médicos o ais po UFs, 2011-2015- 2020 A C O e a D e m a n d a O e a - D e m a n d a E S O e a D e m a n d a O e a - D e m a n d a 2011 776 639 137 2011 7575 6343 1231 2015 847 957 -110 2015 8164 7400 764 2020 924 1798 -874 2020 8788 8910 -122   AL O e a Demanda O e a-Demanda GO O e a Demanda O e a-Demanda 2011 3735 3739 -4 2011 10128 7915 2213 2015 4003 4609 -607 2015 10958 9005 1954 2020 4284 6581 -2297 2020 11842 10507 1335 AM O e a Demanda O e a-Demanda MA O e a Demanda O e a-Demanda 2011 3910 2913 998 2011 4586 5246 -660 2015 4231 3432 799 2015 4943 6842 -1898 2020 4572 4184 388 2020 5320 8163 -2843 AP O e a Demanda O e a-Demanda MG O e a Demanda O e a-Demanda 2011 658 783 -124 2011 39526 33004 6522 2015 709 811 -102 2015 42604 36822 5782 2020 763 1156 -393 2020 45858 41963 3895 BA O e a Demanda O e a-Demanda MS O e a Demanda O e a-Demanda 2011 17391 15712 1679 2011 4072 3042 1030 2015 18745 16236 2508 2015 4389 3388 1001 2020 20176 18930 1246 2020 4724 3850 874 CE O e a Demanda O e a-Demanda MT O e a Demanda O e a-Demanda 2011 9570 10836 -1267 2011 3822 3961 -139 2015 10315 12455 -2140 2015 4136 4576 -440 2020 11102 16857 -5755 2020 4469 6198 -1729 DF O e a Demanda O e a-Demanda PA O e a Demanda O e a-Demanda 2011 10540 8266 2273 2011 6440 7131 -691 2015 11403 9213 2191 2015 6942 7253 -311 2020 12323 10478 1845 2020 7472 7403 69 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 99 Tabela 17. Es ima i a de o e a e demanda de médicos o ais po UFs, 2011-2015- 2020 P B O e a D e m a n d a O e a - D e m a n d a R R O e a D e m a n d a O e a - D e m a n d a 2011 4987 4558 429 2011 606 475 131 2015 5345 5288 57 2015 662 514 148 2020 5718 6323 -605 2020 722 705 17 Núme o  PE O e a Demanda O e a-Demanda RS O e a Demanda O e a-Demanda 2011 13513 13740 -227 2011 25222 20257 4965 2015 14482 17407 -2925 2015 27032 22033 4998 2020 15493 19898 -4405 2020 28919 24307 4612 PI O e a Demanda O e a-Demanda SC O e a Demanda O e a-Demanda 2011 3198 3748 -550 2011 12064 9546 2519 2015 3460 3936 -476 2015 13053 10543 2509 2020 3740 4485 -745 2020 14106 11857 2249 PR O e a Demanda O e a-Demanda SE O e a Demanda O e a-Demanda 2011 19412 17525 1888 2011 2867 2200 667 2015 21003 19798 1206 2015 3090 2473 617 2020 22698 22548 150 2020 3326 2843 483 RJ O e a Demanda O e a-Demanda SP O e a Demanda O e a-Demanda 2011 57990 53378 4613 2011 108804 118835 -10031 2015 62150 55346 6804 2015 117277 135789 -18512 2020 66490 58593 7897 2020 126236 162679 -36443 RN O e a Demanda O e a-Demanda TO O e a Demanda O e a-Demanda 2011 4490 3502 988 2011 1813 1275 538 2015 4840 3615 1224 2015 1962 1489 473 2020 5209 3730 1479 2020 2120 1794 326 RO O e a Demanda O e a-Demanda 2011 1785 2674 -889 2015 1932 2533 -602 2020 2087 2396 -309 O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 100 G á ico 19. Po cen agem dé ici -supe á i UFs 2011 s Po cen agem dé ici - supe á i UFs 2020 6.2.3 Modelo de necessidades: Pad ões in e nacionais Como já oi comen ado nes e abalho, a compa ação com pad ões in e nacionais de necessidade de médicos especialis as es á sujei a a mui as limi ações. As di iculdades e complexidades deses imam a busca do núme o mágico, da elação “ó ima” pa a cada especialidade. E e i amen e, as elações que de inem a “necessidade” no ma i a es ão condicionadas pelos supos os sob e as unções do acul a i o, sob e sua p odu i idade e dedicação e sob e a o ganização assis encial. Con udo, com as p eocupações necessá ias, não deixa de se de in e esse coloca a si uação em um pon o, zona ou país com e e ência a ou os que es abelece am necessidades de especialis as po população p oceden e de es udos ad hoc, pois mais além de compa ações es i amen e quan i a i as, pode-se naalisa as endência, semp e com a sensa ez necessá ia. po exemplo, Espanha, que na me ade da década passada so eu um impo an e desequilíb io de ecu sos O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 101 médicos, com al a de candida os pa a as agas disponí eis e a impo ação de médicos es angei os pa a palia o dé ici , dispunha, con udo, de uma do ação de especialis as mui o supe io aos pad ões es abelecidos pelo Reino Unido pelo Ad iso y Appoin men Commi ees (AAC) del Royal College o Physicians(70), o que, en e ou as coisas, mani es ou p oblemas es u u ais de o ganização e ges ão do sis ema de Recu sos Humanos. Nes e abalho oi desen ol ido um modelo de necessidade das di e en es especialidades pa a as UF baseado em pad ões omados daqueles países que desen ol e am mé odos de de inição de pad ões de necessidade e conside ados pon ei os no planejamen o de ecu sos humanos no se o sani á io, USA, Canadá, Alemanha e Reino Unido (10) 13 . Com as sal edades expos as, se analisa a si uação e e olução da cobe u a de necessidade com elação a o e a es imada pa a o pe íodo de es udo 2011-2020 com base na seguin e ca ego ização: ((O e a-Necessidade)/O e a)*100= Taxa de necessidade Taxa de necessidade meno que -75%: Dé ici g a e Taxa de necessidade en e -75% e -25%: Dé ici le e Taxa de necessidade en e -25% e 25%: Equilíb io Taxa de necessidade en e 25% e 75%: Supe á i le e Taxa de necessidade maio a 75%: Supe á i g a e Os alo es u ilizados na modelagem ( abela 18) dependem da exis encia de um pad ão pa a a especialidade conc e a em algum dos países ci ados e, no caso de que exis am di e gências oi moldado com o pad ão in e io , que de ine uma necessidade meno de ecu sos humanos. Compa a-se a si uação em dois co es de empo, 2011 e 2020. Há que se le a em con a dian e do es udo dos esul ados que o pad ão é modelado cons an emen e ao longo de odo o pe íodo 2011-2020 o que in a- alo iza as endências empo ais. 13 Nes e abalho se ealiza uma e isão de alhada dos pad ões es ablecidos nes e países. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 102 Tabela 18. àd ões de necessidade po 100.000 habi an es 5. Cance ologia 0,94 1 6. Ca diologia 5,3 1 11. Ci ugia Ge al 7 2 16. Clínica Médica 3,1 2 18. De ma ologia 1 1 19. Endoc inologia 1,3 1 23. Ge ia ia 3,3 1 24. Ginecologia e Obs e icia 7,3 2 29. Medicina de Família e Comunidade 67,8 2 40. Neu ologia 1 1 42. O almologia 3,5 3 43. O opedia e T auma ologia 3,2 2 44. O o inola ingologia 1,8 3 47. Pedia ia 5,8 2 49. Psiquia ia 4,3 2 50. Radiologia e Diagnós ico po Imagem 0,7 2 1. Reino Unido. Ad iso y Appoin men Commi ees (AAC). Consul an physicians wo king wi h pa ien s The du ies, esponsibili ies and p ac ice o physicians. Royal College o Physicians. 4 h edi ion. Reino Unido. 2011. 2. Alemania. Ge ha d Fülöp, Kope sch T, Ho s ä e G., Schöpe P. Regional dis ibu ion e ec s o 'needs planning' o o ice-based physicians in Ge many and Aus ia. Me hods and empi ical indings. J Public Heal h 2008. 3. Canadá. Lo ne Ve huls CBF, Mike M. To Coun Heads o To Coun Se ices? Compa ing Popula ion- o-Physician Me hods wi h U iliza ion-Based Me hods o Physician Wo k o ce Planning: A Case S udy in a Remo e Ru al Adminis a i e Region o B i ish Columbia. 2007. 4. USA. The Physician Wo k o ce: P ojec ions and Resea ch in o Cu en Issues A ec ing Supply and Demand U.S. Depa men o Heal h and Human Se ices. Heal h Resou ces and Se ices Adminis a ion Bu eau o Heal h P o essions. 2008. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 103 Há especialidades que ap esen am um pe il em 2011 signi ica i amen e pio que ou as: Ge ia ia, Medicina de Família e Comunidade e O o inola ingologia e em meno medida: Cance ologia, Ca diologia, Psiquia ia e Radiologia. As especialidades com pio es endências de dé ici pa a 2020 são: De ma ologia, Endoc inologia e Neu ologia. Algumas das especialidades incluídas nes e es udo esis em mui o bem a compa ação com os pad ões in e nacionais es udados: Clínica Médica, Gonecologia e Obs e ícia, O opedia e T auma ologia e Pedia ia. No g á ico 20 podem se obse adas as b echas a uais e as endências além dos de alhes po UF. O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 104 G á ico 20. Tendências 2011-2020 dé ici -supe á i po UFs. Segundo modelo de simulação com pad ões de necessidade O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 105 G á ico 20. Tendências 2011-2020 dé ici -supe á i po UFs. Segundo modelo de simulação com pad ões de necessidade O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 112 7. SÍNTESE, CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 1. A necessidade de planeja com pe spec i a de longo p azo em um me cado ca ac e izado po uma o e egulação pública de seus inpu s e cuja o og a ia é e lexo de ações e legislações passadas e p esen es em ês g ande se o es econômicos: o se o educa i o, o se o labo al e o se o sani á io, é uma a e a á dua mas imp escindí el. 2. Ainda que não haja mé odo pe ei o de planejamen o de médicos, as ap oximações quan i a i as são mais u ilizadas e podem classi ica -se nas que se baseiam na “necessidade”, na “demanda” (u ilização), ou no “Benchma king”. Não há nenhum pe ei o, odos em suas an agens e incon enien es. 3. Os p incipais p oblemas ou pon os de a enção es ão elacionados com desequilíb ios nos seguin es aspec os; a) A enção p imá ia e a enção especializada (medicina de amília s especialidades); b) Disposi i os públicos (SUS) s p i ados (planos de saúde); c) Te i o ial: no e-sul e zonas u banas- u ais; d) Fo mação e ac edi ação eg ada s não eg ada, egulação da especialização médica e dos cu sos de medicina, e, e) Do ações de médicos s ou os p o issionais de saúde. 4. O B asil em 371.788 médicos a i os segundo a base de dados do CFM, 1,95 po 1.000 habi an es em ou ub o de 2011. Seu núme o oi mul iplicado po mais de 5 desde 1970, enquan o que a população dob ou no mesmo pe íodo. 5. O núme o de agas de médicos ocupadas no B asil (636.017) é o dob o do de médicos egis ados. Es e ínculo múl iplo p o issional dos médicos b asilei os, inclusi e abalhando em di e en es municípios, pe mi e es ende a cobe u a populacional. 6. Po ipo de segu o, o SUS emp ega a 195 médicos ( agas de abalho) po O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 113 1000 habi an es (144.098.016 cobe os), enquan o que os planos p i ados de saúde (46.634.678 usuá ios) emp egam 7,6 médicos po 1000 assegu ados, a iando mui o en e 3,17 (Amazonas) e 15 (Dis i o Fede al e Bahia). 7. 40% dos médicos em a i idade são mulhe es, mas em idade jo em já são maio ia (53% en e meno es de 29 anos) e há algumas especialidades al amen e eminizadam, De ma ologia (72,7%) ou Pedia ia (70%) dian e po exemplo, das especialidades ci ú gicas com pe is al amen e masculino (apenas 105 mulhe es). Pela p imei a ez em 2009, o núme o de no os médicos egis ados no CFM oi majo i a iamen e eminino. A endência à eminização p og essi a é global, não apenas no B asil e é uma o ça que impulsiona o dé ici pois eduz o empo global e e i o da o ça de abalho. agas 8. As pi âmides de idade dos médicos em a i idade ep esen am e e i os jo ens, sendo o de 30 a 34 anos o in e alo de idade mais eqüen e que dob a o de 60-64 anos. Es a do ação de e e i os jo ens a enua os possí eis dé ici s já que ga an e a axa de eposição, saídas po aposen ado ia menos en adas. 9. A dis ibuição geog á ica é mui o desigual. Algumas egiões em densidades maio es que as eu opéias (Dis i o Fede al em 4,02 médicos po 1.000 habi an es, Rio de Janei o 3,57) enquan o que ou as egiões do no e e do no des e não alcança a elação 1. 10. O índice de Gini, um indicado que mede a desigualdade da dis ibuição de médicos po habi an e nas UF, mos a uma melho a do 6% nos úl imos 15 anos e uma edução de 25% das di e enças en e as UF ex emas. 11. A pesa da c iação em 2003 da Sec e a ia Nacional de Ges ão do T abalho e Educação em Saúde (SGTES) e de que 76% dos depa amen os de saúde do a am-se de unidades especí icas de ecu sos humanos, em ge al, a desigualdade de do ações pe sis e e é no á el, a o ecendo a ede p i ada O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 114 dos planos de saúde dian e dos cen os públicos do SUS. 12. A in ado ação em de e minados e i ó ios eque po encializa alguns pon os: a) desen ol e economicamen e e sob e udo o SUS, nas zonas menos desen ol idas do país; b) dissemina escolas de medicina po odo o país, descen alizando-as dos núcleos u banos do sudes e onde es ão majo i a iamen e; c) incen i a com bolsas ou condições especiais de admissão pa a que ing essem es udan es p o enien es de zonas pob es, isoladas e in ado adas. 13. Dian e do a ual p ocesso de homogeneização, no B asil há uma g ande a iedade de escolas de medicina(185), que o e ecem 17.000 no as agas. As escolas são majo i a iamen e p i adas (58,5%) e mui o concen adas no Sudes e, que acumula 45% dos ecu sos. A axa de pe da, 30%, es á mui o acima da me a da OPS. 14. A elação b asilei a en e médicos especialis as e médicos ge ais mais especialis as em medicina de amília e comunidade é 1,88 em 2011. A OPS ecomenda que “las p opo ciones egional y sub egional de médicos de a ención p ima ia excede án el 40% de la ue za labo al médica o al” , o qual suge e a necessidade de e o ça os e e i os médicos na A enção P imá ia. 15. A compa ação com os pe is de ou os países e le ea p eca iedade da especialização médica no B asil. Os p og amas de esidência médica, desigualmen e epa idos no e i ó io, ainda es ão em ase de desen ol imen o incipien e e a longo p azo pode iam se a única modalidade de acesso ao í ulo de especialidade, a cu o p azo sua capacidade é insu icien e. 16. A medida que os países desen ol em seus sis emad de saúde, a egulação da especialização médica cos uma se mais in ensa, e os mecanismos de con ole são mais cla os. Ainda que haja á ios modelos, em O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 115 odos os casos exis em mecanismos e p ocedimen os de ac edi ação da o mação, há uma lis a echada de especialidades econhecidas e se ga an e um pad ão mínimo de compe ências e conhecimen os. A du ação cos uma oscila en e 4 e 6 anos na maio ia dos países eu opeus e ob iga ó ia pa a a ende pa a pode exe ce como médico assis encial, ao menos na ede pública do SNS. 17. No B asil há 57 especialidades médicas econhecidas em 2011. 55,1% dos médicos b asilei os são especialis as. Em 2010 ha ia 3.500 p og amas de Residência Médica econhecidos pelo MEC, que o e eciam 28.500 agas des ibuidas em 111 ins i uições públicas e há uma g ande concen ação em São Paulo e Rio de Janei o. 18. Em 2011 das 10.196 agas de esidência de acesso di e o o e adas no B asil. 24% não o am ocupadas, MFC deixou de cub i 71% de suas agas MIR no conjun o do país, e a é mais de 90% em alguns es ados. Sin omas cla os do desajus e en e o e a e demanda. 19. As especilidades “ge ais” (Ci u gia Ge al, Clínica Médica, Ginecologia e Obs e ícia, Pedia ia, Medicina de Família e Comunidade, Medicina P e en i a e Social) supunham 46,3% das agas de esidência médica ocupadas em 2010, e 38,1% dos especialis as i ulados no país. Po an o, há uma endência a po encializa as especialidades “ge ais”. 20. Segundo a base de dados da OMS, em 2007 no B asil há 3,78 en e imei as e pa ei as pa a cada médico a i o. Es a elação es á em um ní el in e mediá io – an a en e os países desen ol idos do mundo. A OPS des aca que a al a de disponibilidade de en e mei as é um dos g andes p oblemas das Amé icas, mas não pa ece que seja especialmen e g a e no B asil. 21. Todos os países que possuem um sis ema de saúde baseado em uma AP o e, esolu i a e acessí el, que il a o acesso a a enção especializada, O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 116 de ini am um s a us p o issional e pad ões o ma i os ele ados da medicina de amília e comunidade, que é uma especialidade compa á el em classi icação às hospi ala es, em cá ed as uni e si á ias e p es ígio social. Isso unicamen e pode se conseguido se a medicina de amília e comunidade o de e enciada no ma i amen e da medicina ge al. 22. A ualmen e no B asil apenas em 5% dos Cen os de Saúde há médicos i ulados em Medicina de Família e Comunidade e em mui as UBSF não há. Também ha ew ia que de ini os limi es compe enciais, o ganiza i os e p o issionais en e Medicina de Família e Comunidade e a Clínica Médica e ou as especialidades básicas como a Pedia ia e a Ginecologia e Obs e ícia. 23. As exigências de i ulação em Medicina de amília e Comunidade de em se aco des com as possibilidades do país pa a o ma o g ande núme o de p o issionais que se eque , e con e e os que a ualmen e cob em os pos os de abalho nos cen os de saúde como médicos gene alis as. A ansição a um sis ema único de esidência em que se ei o com apidez, po ém com ealismo, e nela os líde es da especialidade p ecisam es a en ol idos. Fo am suge idos p azos (cinco anos: Ge ás y Pé ez-Fe nández, 2011) e mé odos (combina o mação p esencial e no p esencial). 24. A compa ação in e nacional de elação de médicos po mil habi an es coloca o B asil em uma posição in e mediá ia, con udo há “ á ios B asis”. Algumas das UF b asilie as es ão melho do adas de médicos que nos países mais icos do plane a (DF es a ia na 13ª posição, a en e dos Países Baixos), enquan o que o Ma anhão es á abaixo do I aque. 25. Enquan o mui os países op a am pela es ição de en ada na o mação em medicina, o B asil op ou pela abe u a de no os cen os pa a aumen a a o e a de o mação. Ainda assim se man em em uma posição bas an e des a o á el, com 6,3 no os g aduados po ano po cada cem mil habi an es, uma das elações mais baixas en e os países da OCED e uma posição O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 117 in e mediá ia no núme o de no os g aduados com elação ao es oque de médicos exis en e. 26. O modelo de simulação em ho izon e empo al 2011-2020 e median e Dinâmica de Sis emas p e ende es ima as endências em dois submodelos: o de o e a-demanda e o de o e a-necessidade. Como em odo es udo de simulação os esul ados de em se es udados como endências e aje ó ias mais do que como dados quan i a i os conc e os. 27. O modelo de o e a simula a e olução, pa a cada uma das 16 especialidades incluídas no es udo, do núme o o al de e e i os disponí eis em cada ano. O esul ado é conjugação dos elemen os que a e am a o ça de abalho pelo lado da o e a: en adas (g aduação, imig ações) e saída (aposen ado ia, mo alidade, abandono, e c...) 28. O modelo de demanda, median e um modelo economé ico de dados de panel, es ima a demanda do núme o o al de médicos. A ní el de desag egação de UF e pa a o país. Con on ando pos e io men e o e a e demanda podem se es imadas as b echas en e ambas o ças de me cado. 29. No modelo de necessidade, pa a as 16 especialidades incluídas nes e es udo e u ilizando pad ões in e nacionais, com as limi ações que is o impõe, es ima a necessidade pe cap a pa a cada UF. Is o pe mi e conhece o s a us quo e a endência empo al de dé ici /supe á i . 30. Segundo as es ima i as ealizadas, o núme o o al de médicos a i os no país em 2020 ascende á a 439.481. o c escimen o anual no pe íodo 2010-2020 se á de 1,7% e o c esceimen o acumulado da o dem de 18%. 31. Is o implica, dadas as p ojeções de população do IBGE, que a elação de médico po mil habi an es se si ua á em 2020 em o no de 2,11 médicos pa a cada mil habi an es (sensi elmen e in e io aos 2,5 p e endidos pelo O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 118 Go e no Fede al). Es a elação c esce á 9,25% em 2011-2020, puco menos que na década an e io que inc emen ou 10,4%. 32. Segundo as es ima i as ealizadas pelo modelo de demanda, em 2011 há uma ligei a b echa posi i a en e a demanada e a o e a de médicos. A demanda es imada em 2011 ascende a 361.242 e e i os e a o e a a 379.481. Uma di e ença de 5%. 33. Con udo, a endencia é que es a si uação se e e a e que a pa i de 2016 a demanda supe e a o e a, iniciando-se possí eis ensões no me cado de abalho que se e le i ão em um dé ici em o node 6% de médicos no país em 2020, com uma demanda de 469,137 e e i os médicos e uma o e a es imada de 439.481. 34. Nem odas as UF mos am a mesma si uação nem endência. Em algumas em 2011 a o e a de médicos é maio que a demandaq e que a endência se man enha pa a 2020 (AM, BA, DF, GO, MG, Ms, PR, RJ, RN, RR, RS, SC, SE y TO). Ou as UF ap esen am um pe il comple amen e con á io, ap esen am dé ici a ualmen e e es es se ag a am pa a 2020 (AL, AP, CE, MA, MT, PA, PE, PI, RO). Um e cei o g upo ap esen a uma o e a maio que a demanda es imada em 2011, segundo os pa âme os de iqueza, pa a um dé ici de o e a em 2020 (AC, ES, PB). 35. As UF que ap esen am endências mais c í icas de dé ici são PB, RO, PI, SP, PE, MT, AP, MA, AL e CE. São Paulo é um caso pa icula , pois ap esen a um pe il con á io ao do es o de g andes cidades como Rio de Janei o ou Dis i o ede al. Pa a São Paulo, dado seu ní el de enda pe cap a e es u u a demog á ica, o modelo es ima um dé ici a ual de 8% de médicos e es e dé ici c esce á pa a 22% em 2020. 36. Po especialidades e segundo as es ima i as do modelo de necessidade, há especialidades que ap esen am um pe il em 2011 signi ica i amen e pio que ou as: Ge ia ia, Medicina de Família e Comunidade, O e a, demanda e necessidade de médicos especialis as no B asil: P ojeções pa a 2020. Pág. 119 o o inola ingologia e em menoe medida: Cance ologia, Ca diologia, Psiquia ia e Radiologia. 37. As especialidades com pio es endências de dé ici pa a 2020 são: De ma ologia, Endoc inologia e Neu ologia. 38. Algumas das especilidades incluídas nes e es udo esis em mui o bem a compa ação com os pad ões in e nacionais: Clínica Médica, Ginecologia e Obs e ícia, O opedia e T auma ologia e Pedia ia. Re e ências 1. Models and Tools o heal h wo k o ce planning and p ojec ions. Human Resoueces o Heal h Obse e . 3. WHO. 2010. 2. OMS (2009). Manual de seguimien o y e aluación de los ecu sos humanos pa a la salud, con aplicaciones especiales pa a los países de ing esos bajos y medianos / edi ado po Ma io R. Dal Poz … [e al]. 3. WHO. The wo ld heal h epo 2006. Wo king oge he o heal h. Wo ld Heal h O ganiza ion, 2007. 4. Simoens S, Hu s J. The Supply o Physician Se ices in OECD Coun ies. . 2006. 5. Eu opean Union B ussels COM G een Pape on he Eu opean Wo k o ce o Heal h. B ussels COM (2008) 725/3. 2009. 2008;725/3. 2009. 6. Rechel B, Dubois C, Ma in McKee M. 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