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Problemas e soluções relacionados à biodiversidade: concepções de estudantes e materiais didáticos

Author: Calegari, Andreia dos Santos; Santana, Carolina Maria Boccuzzi; Almeida, Ester Aparecida Ely de; Soares, João Paulo Reis; Jorge, Jéssica; Carvalho, Graça S.; Franzolin, Fernanda
Publisher: Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Year: 2025
DOI: 10.28976/1984-2686rbpec2025u75102
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/e73eac50-0aff-4507-b2e4-e488f95a1f12/download
RBPEC • Re is a B asilei a de Pesquisa em Educação em Ciências, 25, e53246 1–28
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h ps://doi.o g/10.28976/1984-2686 bpec2025u75102
Subme ido em 08 de julho de 2024
Acei o em 21 de dezemb o de 2024
Publicado em 27 de e e ei o de 2025
And eia dos San os Calega i, Ca olina Ma ia Boccuzzi San ana, Es e Apa ecida Ely de Almeida,
João Paulo Reis Soa es, Jéssica Jo ge, G aça Simões de Ca alho, e Fe nanda F anzolin
P oblemas e Soluções Relacionados à Biodi e sidade:
Concepções de Es udan es e Ma e iais Didá icos
P oblems and Solu ions Rela ed o Biodi e si y: S uden s’ Concep ions
and Didac ic Ma e ials
P oblemas y Soluciones Relacionados con la Biodi e sidad: Concepciones
de Es udian es y Ma e iales Didác icos
Resumo
Es a pesquisa é pa e de um P oje o mais amplo que isa dida iza os conhecimen os p oduzidos pela
ciência sob e biodi e sidade pa a a educação básica. Pa a an o, os obje i os des e a igo esidem em
comp eende o que es udan es do Es ado de São Paulo conhecem sob e os p oblemas elacionados
à biodi e sidade de sua localidade e suas soluções, o a amen o desse assun o em li os didá icos e
apos ilas, e o que seus p o esso es exp essam sob e a emá ica ao ala ace ca do ensino de biodi e sidade.
A pesquisa é quali a i a, com dados cole ados po meio de en e is as com alunos e p o esso es,
analisados po ime são nas ansc ições, codi icações e no es abelecimen o de ca ego ias e eg as de
con agem. A análise dos ma e iais didá icos en ol eu ime são, ca ego ização e egis o em ma iz
de dados. Em ge al, os jo ens exp essam um epe ó io limi ado, apon ando um ou ou o p oblema,
sendo mais ci ados os maus a os aos animais domés icos e desma amen o. Apon am, como solução,
a educação e a iscalização, al ando e idências de uma consciência c í ica sob e a esponsabilidade do
pode público e p i ado na mi igação dos p oblemas. Já os ma e iais didá icos podem explo a mais o
ema abo dando, po exemplo, o impac o da ex inção de espécies, da emissão de gases e do aquecimen o
global, da cons ução de ep esas e da mine ação pa a a biodi e sidade. Já os p o esso es apon a am
a p ese ação e a conse ação como os emas mais impo an es a se em abalhados em elação à
biodi e sidade.
Pala as-cha e: Biodi e sidade, concepções de es udan es, li o didá ico,
p ese ação ambien al, p oblemas ambien ais
Abs ac
This esea ch is pa o a b oade p ojec ha aims o make he didac ic ansposi ion o he knowledge
p oduced by science abou biodi e si y o seconda y educa ion. To his end, he objec i es o his
speci ic a icle a e o unde s and wha s uden s in he s a e o São Paulo know abou he p oblems
ela ed o biodi e si y in hei a ea and hei solu ions, how his subjec is add essed in ex books and
wo kbooks, and wha hei eache s say abou he opic when alking abou eaching biodi e si y. The
esea ch is quali a i e, wi h da a collec ed h ough in e iews wi h s uden s and eache s and analyzed
h ough imme sion in he ansc ip s, coding, and es ablishmen o ca ego ies and coun ing ules. The
analysis o he eaching ma e ials in ol ed imme sion, ca ego iza ion and eco ding in a da a ma ix.
In gene al, young people exp ess a limi ed epe oi e, poin ing ou one o ano he p oblem, wi h he
mos ci ed being he mis ea men o domes ic animals and de o es a ion. They poin o educa ion and
moni o ing as solu ions, lacking e idence o c i ical awa eness o he esponsibili y o public and p i a e
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Calega i, San ana, Almeida, Soa es, Jo ge, Ca alho, & F anzolin
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au ho i ies in mi iga ing he p oblems. Teaching ma e ials can explo e he opic u he , o example,
discussing he impac o species ex inc ion on biodi e si y, gas emissions and global wa ming, dam
cons uc ion, and mining. Teache s ha e highligh ed p ese a ion and conse a ion as among he mos
c i ical opics o be wo ked on ega ding biodi e si y.
Keywo ds: Biodi e si y, s uden s’ concep ions, ex books, en i onmen al
p ese a ion, en i onmen al p oblems
Resumen
Es a in es igación es pa e de un p oyec o más amplio que p e ende hace la ansposición didác ica
del conocimien o p oducido po la ciencia sob e la biodi e sidad pa a la educación secunda ia. Pa a
ello, los obje i os de es e a ículo especí ico son comp ende qué saben los es udian es del es ado de
São Paulo sob e los p oblemas elacionados con la biodi e sidad en su á ea y sus soluciones, cómo se
abo da es e ema en los lib os de ex o y cuade nos de abajo, y qué dicen sus p o eso es. sob e el ema
cuando se habla de enseña biodi e sidad. La in es igación es cuali a i a, con da os ecopilados a a és
de en e is as con es udian es y p o eso es y analizados median e inme sión en las ansc ipciones,
codi icación y es ablecimien o de ca ego ías y eglas de con eo. El análisis de los ma e iales didác icos
implicó inme sión, ca ego ización y egis o en una ma iz de da os. En gene al, los jó enes exp esan un
epe o io limi ado, señalando uno que o o p oblema, siendo los más ci ados el mal a o a los animales
domés icos y la de o es ación. Señalan que la educación y el moni o eo son soluciones, sin e idencia de
una conciencia c í ica sob e la esponsabilidad de las au o idades públicas y p i adas en la mi igación de
los p oblemas. Los ma e iales didác icos pueden explo a más el ema, po ejemplo, hablando sob e el
impac o de la ex inción de especies en la biodi e sidad, las emisiones de gases y el calen amien o global,
la cons ucción de ep esas y la mine ía. Los docen es han des acado la p ese ación y conse ación
como uno de los emas más impo an es a abaja en ma e ia de biodi e sidad.
Palab as cla e: Biodi e sidad, concepciones es udian iles, lib o de ex o,
p ese ación del medio ambien e, p oblemas ambien ales
In odução
Os P oblemas Ambien ais Relacionados à Biodi e sidade
Na a ualidade, a dimensão humana se o nou uma o ça dominan e que impac a
di e a e in ensamen e a in eg idade da bios e a (Folke e al., 2021). P o oca-se a
homogeneização da paisagem po meio da u banização em g andes á eas, ealiza-se a
seleção a i icial e a al e ação da dis ibuição da auna e lo a no ag onegócio, e deg ada-
se o solo, a água e o a com a emissão de poluen es (Smi h e al., 2014). Essas ações,
mesmo quando locais, êm e ei o em casca a e de epe cussão global, com implicações
di e as no bem-es a e na qualidade de ida das pessoas (Newbold e al., 2018). Alguns
desses aspec os o am e idenciados com a pandemia p o ocada pelo í us SARS-CoV-2
no im de 2019, acili ada pela g ande conexão en e as me ópoles mundiais e pelo a o
de 50% da população mundial i e em egiões u banas (Folke e al., 2021).
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As p oblemá icas ambien ais são a adas em di e sas es e as e e en os mundiais,
como a Con e ência das Nações Unidas sob e o Meio Ambien e e o Desen ol imen o, a
Eco-92. Em deco ência des a, 168 países assina am o a ado Con en ion on Biological
Di e si y (CBD), com di e izes pa a conse a e ecupe a a biodi e sidade, es abelece
á eas p io i á ias pa a in e enção e o ien a a inclusão desses emas nos p og amas
educacionais (CBD, 1992). Di e sas ações o am p opos as a pa i das discussões
p opiciadas pelo documen o em âmbi o mundial, como o es abelecimen o das Me as de
Aichi e o P og ama de Pesquisas em Ca ac e ização, Conse ação, Res au ação e Uso
Sus en á el da Biodi e sidade do Es ado de São Paulo (Bio a+Fapesp, 2020).
No B asil, as Me as de Aichi ocam em ações pa a a edução da pe da da
biodi e sidade, incluindo uma me a que isa conscien iza a população sob e os alo es
elacionados à biodi e sidade, além de possí eis medidas pa a sua conse ação e uso
sus en á el (B asil, 2016). Toda ia, den o do p azo pa a o cump imen o p e is o pa a
inal de 2020, mui as não o am alcançadas, sendo necessá ios no os planos (Joly &
Speglich, 2020). Nesse sen ido, a Ca a de São Paulo, publicada em e e ei o de 2020 po
ep esen an es da es e a pública e p i ada, essal a a impo ância de o país con inua a
desen ol e es a égias e ações ol adas à p omoção da conse ação da biodi e sidade
(Bio a+Fapesp, 2020). No en an o, essas ações pa ecem não se consenso no país,
uma ez que, embo a o B asil já enha sido uma das lide anças no en en amen o das
p oblemá icas ambien ais, nos úl imos anos ap esen ou uma pos u a con á ia a essas
ações (Londoño & F iedman, 2018).
No Es ado de São Paulo, onde se desen ol eu es a pesquisa, encon am-se dois
biomas conside ados como ho s po s da biodi e sidade: a Ma a A lân ica (MA) (Mye s,
1988) e o Ce ado (CE) (Mye s e al., 2000). Esses biomas es ão en e as á eas p io i á ias
pa a conse ação, po ab iga em mui as espécies endêmicas em isco de ex inção e pela
ápida axa de esgo amen o dos ecu sos locais (Mye s, 1988; Mye s e al., 2000). Dian e
da ex ensa deg adação, a ege ação na i a emanescen e do CE é de 3,0%, e da MA, de
32,6% (São Paulo, 2020). Sendo complexa e u gen e a e e são desse quad o, go e nos,
o ganizações mul ila e ais e a sociedade ci il plei eiam a elabo ação de es a égias, em
di e en es âmbi os, pa a en en a esse desa io (Du aiappah e al., 2014; Folke e al.,
2021). Pa a an o, é desejá el que englobem me as e ações an o locais quan o globais
(We len, 2016).
Den e essas es a égias, a educação sob e os p oblemas ambien ais e a
biodi e sidade em sido ecomendada (Gay o d, 2000), po se uma impo an e
e amen a na cons ução de sen idos que impac am di e amen e os alo es e
comp eensões dessas emá icas, as elações en e os se es i os e a dependência humana
da na u eza e o in e esse nas demandas de conse ação (D ey us e al., 1999; Na a o-
Pé ez & Tidball, 2012). A educação ambém pode con ibui signi ica i amen e pa a
a cons ução do le amen o cien í ico, de opiniões amplas e bem es u u adas, bem
como no desen ol imen o de a i udes ol adas à conse ação e à sus en abilidade do
ambien e (D ey us e al., 1999; Na a o-Pé ez &Tidball, 2012; an Wellie & Wals, 2002).
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É igualmen e necessá io incen i a a pa icipação social, a ciência cidadã e a o mação
de lide anças, alo izando o conhecimen o adicional, além de p omo e a igualdade e
p o agonismo das comunidades locais (ICLEI, 2020).
Conside ações Pa a a Educação Vol ada aos P oblemas Ambien ais
Uma das possibilidades pa a omen a a educação ol ada à comp eensão dos
p oblemas ambien ais elacionados à biodi e sidade é o desen ol imen o de ma e iais
didá icos. Pa a discu i a c iação de no os ma e iais didá icos elacionados ao ensino
sob e a di e sidade dos se es i os, é ele an e conside a os p ocessos de ans o mação
do conhecimen o a se ensinado em sala de aula.
Nesse sen ido, segundo a eo ia da ansposição didá ica (TD) de Che alla d
(1991), do sabe sábio — conhecimen o p oduzido pela Ciência — são selecionados
aqueles con eúdos que passam po um p ocesso de ans o mações pa a se em ensinados.
Essa ideia, inicialmen e mui o di undida e u ilizada po pesquisado es b asilei os ao
inal da década de 1990 e início dos anos 2000, chegou a so e desca ac e izações e
c í icas, as quais o am pos e io men e espondidas pelo au o e seus colabo ado es
(Machado, 2011). Dessa o ma, se e ainda como e e ência pa a pesquisado es da á ea
de Educação em Ciências, que se baseiam em suas ideias e as en iquecem com no as
p oposições (Clémen , 2006; Ge icke e al., 2018; Lomba d & Weiss, 2018; Machado,
2011).
Con ibuindo pa a a comp eensão desse p ocesso, Clémen (2006) des aca
a impo ância de ou os p essupos os na elabo ação do conhecimen o escola . Além
do conhecimen o cien í ico (K), ele conside a ambém alo es (V) e p á icas sociais
(P), conco dando com Ma inand (1981), e p opõe o modelo KVP pa a a cons ução
de concepções. Clemen ainda enal ece a impo ância da in e ação en e K, V e P nas
concepções, as quais se e le em em documen os de popula ização da ciência, ele isão,
li os didá icos, p o esso es, além das dimensões sociocul u ais e a e i as dos es udan es
(Clémen , 2006).
Ao encon o dessas discussões, Lomba d e Weiss (2018) desen ol em o modelo
TD-E o, uma me á o a e olu i a. Nesse modelo, o conhecimen o ans o mado, pa a
en a e p ospe a em um ecossis ema escola , de e se do in e esse dos p o esso es
e adap á el ao ambien e cogni i o e es u u al dos es udan es. Nessas condições, o
conhecimen o selecionado p ospe a e pode se modi icado, se hou e al e ações nesse
ambien e.
Pa a con ibui com o p opósi o da TD, é impo an e iden i ica as concepções
dos es udan es (Ge icke e al., 2018), con ibuindo pa a a comp eensão de seus aspec os
sociocul u ais (Cobe n, 1996) e os obs áculos epis emológicos, a im de o nece
subsídios pa a supe á-los (Clémen , 2006). Desse modo, ac edi amos nas po encialidades
de conside a as concepções e os in e esses de es udan es e p o esso es no p ocesso de
seleção de con eúdos em no os ma e iais didá icos. Pesquisas sob e a comp eensão
dos p oblemas elacionados à biodi e sidade êm iden i icado ap oximações en e
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as concepções de es udan es e cien is as sob e os impac os ambien ais (Be mudez &
Linde mann-Ma hies, 2020). En e an o, há um econhecimen o de que a impo ância
dos se es i os é pau ada po alo es an opocên icos (Yo ek e al., 2008). Ou os
es udos indicam a ele ância da pa icipação dos es udan es em decisões e comp omissos
elacionados aos p oblemas socioambien ais locais e globais (Mo eno-Fe nández &
Ga cía-Pé ez, 2015).
Além disso, pa a a p oposição de no os ma e iais, az-se necessá io en ende
as opiniões dos p o esso es sob e o a amen o da emá ica a se dida izada, pois
são impo an es a o es no p ocesso de ans o mação e ensino de conhecimen os
(Lomba d & Weiss, 2018). Ademais, além de conside a o en endimen o de es udan es
e p o esso es, ambém conside amos impo an e sabe o que já é bem o e ado e o que
demanda dida ização en e os ma e iais já disponí eis pa a os jo ens. Esses ma e iais
didá icos di undem in o mações, alo es, cul u as e c enças da sociedade na qual o am
concebidos (New on & New on, 2006). Po isso, é ele an e iden i ica como essa emá ica
es á p esen e nos ma e iais didá icos u ilizados pelos p o esso es com seus alunos.
No B asil, o P og ama Nacional do Li o Didá ico e do Ma e ial Didá ico (PNLD)
a alia, classi ica e disponibiliza g a ui amen e li os didá icos e li e á ios pa a escolas
públicas b asilei as (Minis é io da Educação, 2020). Em ce os con ex os, esses ma e iais
são os mais u ilizados em sala de aula (Bueno & F anzolin, 2019), e, po ezes, os únicos
ma e iais de apoio disponí eis pa a p o esso es e es udan es (Bizzo, 2000). Ademais,
exe cem uma o e in luência nos sis emas educacionais (Mohammad & Kuma i, 2007).
No en an o, a ualmen e, algumas edes de ensino ado am as comumen e conhecidas
apos ilas, que não passam po essa a aliação.
No que diz espei o à abo dagem dos p oblemas elacionados à biodi e sidade
nos li os didá icos, es udos já iden i ica am ma e iais de Ciências que a am
da des agmen ação e des uição das lo es as como uma das causas da pe da de
biodi e sidade (Saki & Kim, 2019), bem como ma e iais que indicam soluções
descon ex ualizadas e que não conside am o pode público como esponsá el (Gugssa e
al., 2020; Sha ma & Bux on, 2015), e li os que ap esen am algumas a i idades humanas
sem e le i sob e os impac os nega i os dessas ações no meio socioambien al (Bize il,
2003; Gola, 2017; Ko ia is e al., 2004).
Assim, o p esen e abalho p e ende con ibui com a li e a u a sob e a educação
pa a a biodi e sidade, azendo e idências do po encial dos ma e iais já exis en es pa a
o a amen o dessa emá ica e e idenciando possibilidades pa a o desen ol imen o
de ma e iais no os. Pa a an o, são obje i os des e abalho: (1) comp eende o que
es udan es do Es ado de São Paulo conhecem sob e os p oblemas elacionados à
biodi e sidade de sua localidade e se conhecem possí eis soluções pa a esses p oblemas;
(2) comp eende o que seus p o esso es exp essam sob e a emá ica ao ala em sob e o
que conside am impo an e que os alunos ap endam a espei o da di e sidade dos se es
i os; (3) in es iga quais p oblemas são abo dados em li os e apos ilas u ilizados po
eles, e quais causas, soluções e esponsá eis são apon ados pa a ais p oblemas po esses
ma e iais didá icos.

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Me odologia
Es a pesquisa e e sua amos a delineada a pa i do c i é io quali a i o de máxima
a iação (Pa on, 2002), que busca analisa ex emos den o de de e minado g upo
amos al, com o obje i o de e i a ieses, conside ando a localização e o endimen o
dos alunos. Assim, es e es udo não pe mi e gene alizações pa a odos os es udan es de
nosso local de es udo, o Es ado de São Paulo, mas pe mi e conhece possí eis espos as
den o dos limi es ex emos da a iação de nossa amos a.
Com base nesse c i é io, conside amos que a pesquisa oco e ia no Es ado
de São Paulo, que ab iga os biomas Ce ado e Ma a A lân ica (IBGE, 2019), além do
ecossis ema li o âneo. Fo am selecionadas qua o escolas p óximas e qua o dis an es
de agmen os p ese ados desses biomas, dis ibuídas iguali a iamen e en e Ce ado
e Ma a A lân ica, além de duas escolas localizadas no li o al paulis a, o alizando dez
escolas. As escolas conside adas p óximas es a am a a é 20 minu os de caminhada de um
agmen o p ese ado da ege ação ca ac e ís ica, conside ando aqueles que pode iam
se acessados a pé pelos alunos, sem obs áculos como odo ias, po exemplo. Pa a al,
u ilizamos o mapa da Fundação Flo es al do Es ado São Paulo (2019), Google Maps
(2019), Google Ea h (2019), Da aGeo (2019), bem como con a o com as Sec e a ias
Municipais do Meio Ambien e.
P ocu ando ainda di e si ica o pe il das dez escolas, selecionamos cinco com
os maio es e cinco com os meno es índices de ap o ei amen o, de aco do com o Índice
de Educação Básica — IDEB 2017, um impo an e indicado de a aliação das escolas
b asilei as (Minis é io da Educação, 2017). O obje i o de usa esses c i é ios não e a
ealiza compa ações en e os pe is, mas ga an i uma amos a he e ogênea.
Pa a comp eende as concepções dos es udan es dessas escolas sob e os p oblemas
elacionados à biodi e sidade local e suas possí eis soluções, o am selecionados jo ens
dos 9.º anos do Ensino Fundamen al, conside ando que, nessa e apa, p o a elmen e já
e iam ido con a o com o con eúdo escola sob e a emá ica. Assim, dois es udan es de
cada escola pa icipa am de en e is as semies u u adas. Esse o ma o de en e is a
pe mi e a o ganização em conco dância com os obje i os de pesquisa, mas ambém
o e ece lexibilidade em sua condução (B inkmann, 2014). U ilizando-se ambém o
c i é io de máxima a iação (Pa on, 2002), a equipe de cada escola indicou um es udan e
com maio endimen o em Ciências e ou o com meno endimen o. As pe gun as
ei as aos es udan es explo adas nes e a igo o am: “Você já ou iu ala de p oblemas
elacionados aos se es i os do local onde ocê i e? Quais são? O que ocê acha que
pode se ei o pa a e i á-los?” Além disso, os p o esso es desses alunos (um p o esso po
escola) ambém pa icipa am de en e is a semies u u ada pa a comp eende mos o que
conside am impo an e pa a o ensino de biodi e sidade. Pe gun ou-se aos p o esso es:
“O que ocê conside a impo an e que os alunos ap endam a espei o da di e sidade
dos se es i os?” Essa en e is a isa a cole a dados pa a nosso p oje o mais amplo,
mas, pa a o p esen e a igo, op amos po iden i ica nas alas dos p o esso es o que
menciona am em elação aos p oblemas inculados à biodi e sidade, sua p ese ação
e conse ação.
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As en e is as o am ansc i as e analisadas u ilizando os passos desc i os
po Ma shall e Rossman (2006): o ganização dos dados, ime são, elabo ação de
ca ego ias, codi icação e in e p e ação dos dados. Além disso, alguns elemen os da
Análise de Con eúdo (Ba din, 2011) o am emp egados. Na codi icação, os dados
o am o ganizados em unidades de egis o, que consis em em eco es do ex o a
ní el semân ico co esponden es às ca ego ias iden i icadas. Também o am u ilizadas
unidades de con ex o, echos que pe mi i am a comp eensão das unidades de egis o.
Nes a pesquisa, as unidades de con ex o co esponde am às pe gun as e aos echos das
espos as que acili a am o en endimen o. As ca ego ias o am de inidas a p io i, com
base nos emas des a pesquisa, sendo c iadas no as ca ego ias e subca ego ias a pos e io i,
de aco do com as espos as dos es udan es e p o esso es, de manei a a de alha e discu i
ais ca ego ias. Essas ca ego ias e subca ego ias es ão ap esen adas nas abelas ao longo
da desc ição dos esul ados. Apesa da na u eza quali a i a da pesquisa, sua análise ge a
dados quan i a i os de ido ao p ocesso de con agem, comum nas pesquisas de Análise
de Con eúdo. Esses dados o am planilhados e a ados po meio do p og ama Excel
O ice 2010 pa a o es abelecimen o das equências.
Pa a comp eende como as causas da pe da de biodi e sidade e suas possí eis
soluções e am abo dadas nos ma e iais didá icos u ilizados pelos es udan es
en e is ados, o am analisados li os didá icos e apos ilas ado ados nas escolas
pa icipan es, esul ando na análise de no e coleções: seis coleções de li os dis ibuídas
nas dez escolas pelo PNLD igen e de 2017–2019 (Minis é io da Educação, 2020),
duas coleções de apos ilas dis ibuídas na Rede Es adual de Ensino do Es ado de São
Paulo e ou a em uma ede municipal. Pa a a cole a dos a ibu os de in e esse, o am
o ganizadas ma izes ele ônicas inspi adas em es udos da á ea (ex.: Ca a i a e al.,
2008), cons uídas nas e apas de ime são e c iação de ca ego ias (Ma shall & Rossman,
2006). Essa análise quali a i a ambém ge ou dados quan i a i os, que o am a ados
pelo P og ama RS udio,
Os ins umen os de cole a ( o ei os de en e is a, ques ioná ios e ma izes)
o am cons uídos, a aliados, e is os e alidados pelo g upo de pesquisa. An es da
cole a de dados, oi ealizada uma aplicação pilo o dos ins umen os pa a e i ica
sua e e i idade, e as adequações necessá ias o am ei as. Tal p oje o oi ap o ado pelo
Comi ê de É ica em Pesquisa em Se es Humanos da Uni e sidade Fede al do ABC
(pa ece no. CAAE:67968217.5.0000.5594). Ainda essal amos que es a pesquisa é pa e
de um p oje o amplo, sendo es e abalho especí ico pa a discu i os dados sob e os
p oblemas ambien ais elacionados à biodi e sidade, bem como as possí eis soluções
p opos as po es udan es e ma e iais didá icos analisados. Assim, a desc ição de sua
me odologia ambém pode se encon ada em ou as publicações e e en es a ou os
dados do p oje o (F anzolin e al., 2021; San ana e al., 2023).
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Calega i, San ana, Almeida, Soa es, Jo ge, Ca alho, & F anzolin
RBPEC • Re is a B asilei a de Pesquisa em Educação em Ciências, 25, e53246 1–28
Resul ados e Discussões
En e is as com Es udan es
Ao ci a em p oblemas elacionados aos se es i os de sua localidade que já
ou i am ala , as menções dos es udan es mais equen es são: maus a os aos animais
(n=8), desma amen o (n=7), poluição (n= 6), e queimadas (n= 4).
Figu a 1
P oblemas elacionados à biodi e sidade ap esen ados pelos es udan es
P oblemas n Soluções Agen e
Maus T a os aos
Animais 8
Denuncia e puni (4)
Educação/conscien ização (3)
Desen ol imen o de leis (1)
Responsabilidade com animais domés icos (1)
Diminui o desma amen o (1)
M
M
P
I
M
Desma amen o 7
Denuncia e puni (2)
Educação/conscien ização (2)
Replan a (2)
Moni o a e Diminui Desma amen o (2)
Consciência no consumo (1)
Ap o ei a melho á eas já desma adas (1)
M
M
M
M
I
M
Poluição 6
Educação /conscien ização (2)
Não Joga Lixo ou Animais Mo os no io (2)
Não joga lixo em luga e ado (1)
Capina e não queima (1)
P ecaução con a aciden es na indús ia pe olei a
(1)
Fiscaliza (1)
M
I
I
I
P
P
Não Possui P oblemas 4 -
Queimadas 4
Educação/conscien ização (2)
Limpeza de á eas públicas (1)
Capina e não queima (1)
Denuncia e puni (1)
M
P
I
M
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P oblemas e Soluções Relacionados à Biodi e sidade: Concepções de Es udan es e Ma e iais Didá icos
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Figu a 1
P oblemas elacionados à biodi e sidade ap esen ados pelos es udan es (con inuação)
P oblemas n Soluções Agen e
Doenças (Bac é ias,
Dengue) 3
Pesquisa pa a cu a de doenças (1)
Não Joga Lixo ou Animais Mo os no io (1)
Educação/conscien ização (1)
A uação ó gãos públicos (1)
Cole a de lixo e icien e (1)
P
I
M
P
P
U banização 2 Ap o ei a melho á eas já desma adas (1)
Educação/conscien ização (1)
M
M
Animais B igam po
Comida 1 - -
A aque de Animais 1 Ap o ei a melho á eas já desma adas (1) M
Caça 1 Educação/conscien ização (1) M
Ex inção 1 Consciência no consumo (1)
Educação/conscien ização (1)
I
M
Fal a educação 1 - -
P oblemas Sociais 1 - -
To al de menções 40
No a. n amos al = 20 es udan es; I = es e a indi idual; P = Pode público ou p i ado; M = Mis a.
Quan o ao p oblema mais ci ado, maus a os aos animais, cinco alunos elaciona am
al ques ão com animais domés icos. A denúncia, punição e o desen ol imen o de leis,
ao lado da educação e conscien ização e esponsabilidade, o am as soluções p opos as.
O des aque aos animais domés icos (Blums ein & Saylan, 2007) possi elmen e oco e
pela p oximidade dos alunos em elação a esses animais, an o espacialmen e quan o
a e i amen e (Lindeman-Ma hies, 2006; Yo ek e al., 2008), além das ep esen ações
an opocên icas cons uídas pelos alunos pa a explica em a biodi e sidade de sua
localidade (D i e e al., 1994), o que pode con undi os alunos sob e o eal papel da
p o eção à di e sidade na i a (Nabhan, 1995). Toda ia, di e en emen e, um es udan e
ci ou a edução do desma amen o como uma possibilidade pa a e i a que animais
in adam os ambien es u banos e sejam caçados, mos ando p eocupação com animais
sil es es.
O segundo ópico mais mencionado pelos es udan es, o desma amen o, em
elação di e a com o qua o p oblema mais mencionado, as queimadas, embo a eles nem
semp e explici assem essa co elação. Os jo ens apon a am como soluções a edução
do desma amen o, a conscien ização, o moni o amen o, a punição dos in a o es, o
ap o ei amen o de egiões já desma adas pa a e i a o desma amen o de ou as á eas e
o eplan io pa a compensa o desma amen o. Também oi mencionada a impo ância de
limpa á eas públicas pa a e i a que as pessoas esol am o p oblema queimando a ma a
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Quan o às menções aos agen es esponsá eis (Tabela 4), e i icamos a a -se de
um ópico mais explo ado pelos ma e iais didá icos quando se ala em iscalização e
desen ol imen o de leis. Há pouca explici ação sob e os agen es nos demais casos.
Tabela 4
Agen es esponsá eis pelas medidas de p e enção, segundo os ma e iais didá icos
Na u eza do agen e esponsá el núme o de
menções %
Pode público 26 70
Es e a indi idual 6 16
Agen es mis os 3 8
Pode p i ado 2 5
No a. n amos al = 6 coleções de li os didá icos e 3 coleções de apos ilas.
Como imos an e io men e, os ma e iais didá icos quase não explici am a
esponsabilidade dos go e nan es sob e os p oblemas ambien ais, al ez po eceio
de en a em deba es polí icos. Toda ia, indi e amen e, colocam os go e nan es
como esponsá eis pela solução desses p oblemas, ao menciona em iscalização
e leis. Esse aspec o pode se um passo à conscien ização polí ica, pois um p oblema
iden i icado po pesquisado es em ou os con ex os oi que os li os didá icos não
incluíam a esponsabilidade go e namen al, indicando que a solução de e se ealizada
indi idualmen e po pessoas leigas (Sha ma & Bux on, 2015). O desconhecimen o sob e
as esponsabilidades do pode público di icul a a cob ança po melho ias pela população
(Shah & Pa sons, 2018), o que é uma necessidade u gen e na ealidade b asilei a, em
especial nos con ex os em que os dados o am cole ados (Sca ano e al., 2019; Sil a e
al., 2019).
Os dados apon am que pouco se explo a a ação indi idual e do se o p i ado, ou a
na u eza mis a dos agen es de mui as das ações. Comp eende as possibilidades de ação
dos indi íduos ambém é impo an e. Sem explo a esse iés, os ma e iais ap esen a am
um con eúdo apenas in o ma i o e não o ma i o, is o que a maio ia das ecomendações
e medidas de solução são ei as de o ma gene alis a e es ão além da capacidade de ação
dos jo ens, sem ap esen a o que pode se ei o de o ma conc e a pa a soluciona os
p oblemas (Gugssa e al., 2020). Tal simpli icação, po ezes, dis o ce a comp eensão dos
papéis indi iduais e cole i os nas ações de p ese ação da biodi e sidade, di icul ando
o p ocesso de conscien ização (Blums ein & Saylan, 2007; Nabhan, 1995). Isso oco e
especialmen e pelo a o de que, mesmo pa a a i idades des inadas a um se o da
sociedade, é necessá ia uma ação de egulamen ação po meio do pode público, bem
como in es imen o público ou p i ado (Nabhan, 1995). Assim, é impo an e que os
ma e iais ap esen em as soluções pa a os p oblemas ambien ais com suas espec i as
esponsabilidades (Aa nio-Linnan uo i, 2019). A pouca esponsabilização p esen e
nos ma e iais didá icos, além de descon ex ualiza o ensino de sua ealidade social,
ep esen a um p oblema às ações de p o eção da biodi e sidade (Shah & Pa sons, 2018).

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En e is as com P o esso es
Sendo os p o esso es ele an es no p ocesso de e o mulação e p opiciado es
de no os conhecimen os (Che alla d, 1998; Clémen , 2006; Lomba d & Weiss, 2018),
é ele an e comp eende o que julgam impo an e se abalhado em sala de aula.
Dessa manei a, no e dos dez p o esso es en e is ados apon a am a p ese ação e a
conse ação como emas mais essenciais a se em abo dados den o dessa emá ica.
Ou ossim, o con ex o socioeconômico-cul u al pode se ap esen a como um
desa io pa a o ensino de ques ões ambien ais (Du aiappah e al., 2014; Sca ano e
al., 2019). Em nosso es udo, uma das p o esso as en e is adas ela ou a di iculdade
de abalha o ema jun o a seus alunos que, em boa pa e, são p o enien es de á ea
u al, e êm um his ó ico de p odução de cana-de-açúca . Desse modo, embo a haja
pesquisas que apon em a dependência do sucesso da p odução ag ícola ao manejo
ambien al adequado do solo (IPBES, 2019), e p á icas de ag icul o es do Es ado de
São Paulo conside adas a o á eis à conse ação da biodi e sidade (Comin & Ghele -
Cos a, 2016), abalha essas ques ões jun o aos es udan es pode se ap esen a como um
desa io aos p o esso es (Gay o d, 2000).
Tal posicionamen o ambém já oi e idenciado em ou os es udan es b asilei os,
que, embo a demons em uma pos u a p ó-conse acionis a, quando se depa am
com um dilema econômico ou de saúde, p io izam esses aspec os em de imen o da
conse ação, o que é explicado especialmen e po ques ões socioeconômicas i idas,
p incipalmen e, po es udan es de escolas públicas (Rosalino e al., 2017). Assim, é
necessá io conside a os con ex os socioeconômicos e cul u ais dos es udan es ao
abalha com esse ema (Minis é io da Educação, 1998; Du aiappah e al., 2014; Gay o d,
2000; Menzel & Bögeholz, 2009; P imack, 2013; Sachs, 2010), de manei a que possam
lida com di e en es ques ões da ealidade (Minis é io da Educação, 1998; Menzel &
Bögeholz, 2009).
Conclusões e Implicações
Nes a pesquisa, in es igamos os conhecimen os dos alunos sob e os p oblemas
elacionados à sua biodi e sidade local, como o assun o é abo dado nos ma e iais
didá icos e a opinião de seus p o esso es sob e a impo ância da abo dagem do assun o.
São dados que nos ajuda ão em um p oje o mais amplo a e le i quais aspec os podem
se en a izados na elabo ação de ma e iais didá icos. Assim, ao conside a o que o
aluno conhece, a opinião de seus p o esso es e o que os ma e iais já o necem, podemos
in es iga caminhos pa a o en iquecimen o dos ma e iais já exis en es e a p odução de
no os.
Os es udan es ap esen a am um epe ó io limi ado de conhecimen os sob e os
p oblemas de sua localidade, sendo capazes de iden i ica , mui as ezes, um ou ou o
p oblema. A maio ia das menções es a a elacionada aos maus a os aos animais,
especialmen e os domés icos, o que pode es a associado à a e i idade po esses se es
i os e à sua i ência em um ambien e u bano. Po ém, alguns es udan es se des aca am,
mos ando que os jo ens podem se en ol e e conhece mais sob e o assun o.
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Há ambém emas mais p esen es na ala dos es udan es e nos ma e iais didá icos,
como o p oblema do desma amen o e a poluição. O desma amen o causado pelas
queimadas e a uma p oblemá ica na época da cole a de dados, com o e epe cussão
midiá ica e deba e en e g upos polí icos, o que pode e chamado a a enção dos
es udan es que menciona am o ema com eco ência du an e as en e is as.
Já nos ma e iais didá icos analisados, há á ias menções de p oblemas ambien ais
elacionados à pe da da biodi e sidade, podendo se ecu sos ú eis pa a abo dá-los, uma
ez que são pouco conhecidos pelos es udan es. Esses ma e iais pe mi em abo da : a
des uição do habi a , o comé cio e o á ico de se es i os, a ag opecuá ia, a u banização,
a explo ação de ecu sos, o consumo e a ge ação de p odu os. Pa a além, explo am
bem algumas soluções impo an es, como o manejo e o uso sus en á el de ecu sos,
a c iação de p oje os de p ese ação ou Unidades de Conse ação e a p ese ação da
biodi e sidade ou de á eas na u ais. De ce a o ma, os ma e iais didá icos ambém
abo dam as al e ações no modo de p odução e consumo, apesa de se um ema amplo
que pode se mais explo ado, especialmen e po se pouco mencionado pelos es udan es.
Pe cebemos, ainda, alguns ópicos que podem se mais explo ados, como o impac o
da ex inção de espécies na biodi e sidade, a emissão de gases e o aquecimen o global,
a cons ução de ep esas, a mine ação e a poluição do a e do solo. No os ma e iais
podem da a enção ímpa a esses aspec os.
Quan o às soluções pa a a pe da da biodi e sidade ap esen adas pelos es udan es,
a educação e, mais especi icamen e, a conscien ização, se des acam. Esse alo posi i o
é de in e esse pa a nós, pesquisado es e educado es da á ea. Além disso, esses jo ens
apon a am “pessoas” como agen es esponsá eis, que de em se conscien iza dos
impac os que causam ao ambien e. Não ica cla o em que âmbi o a uam essas pessoas,
mas pa ece que es ão alando de pessoas agindo isoladas. Eles ambém apon a am
denúncias e punições como soluções, alinhando-se às mais ci adas nos li os didá icos:
leis e iscalização. Po ém, pe cebemos que os alunos pa ecem mais a en os ao que
indi íduos conscien es podem aze pelo ambien e, enquan o os ma e iais didá icos
pouco explo am sob e esse aspec o, ap esen ando mais soluções elacionadas às leis e à
iscalização, que êm um escopo de ação mais ol ado ao pode público.
Como as soluções ap esen adas pelos alunos pa a eduzi os p oblemas podem
se de esponsabilidade de á ios a o es, a comp eensão da impo ância desses múl iplos
agen es de e se omen ada e melho ada pelos ma e iais didá icos. Assim, é undamen al
que os alunos comp eendam an o as possibilidades de suas ações enquan o indi íduos,
pa a e i a o impac o elacionado pela biodi e sidade, quan o as esponsabilidades
dos pode es público e p i ado em mi igá-lo. Ademais, é ele an e se a en a à ação
indi idual de escolha dos agen es que i ão a ua no pode público. Os indi íduos são
elei o es e, des e modo, podem escolhe ep esen an es mais p opensos à p ese ação
da biodi e sidade. A consciência desse papel de e se mais explo ada pelos ma e iais.
Des acamos ainda a ele ância dada pelos p o esso es en e is ados à p ese ação
e à conse ação, mencionadas po quase odos, como um dos aspec os mais impo an es
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a se em abalhados sob e a biodi e sidade. Ademais, as en e is as e idencia am
a impo ância de conside a os con ex os socioeconômico e cul u ais dos es udan es
ao abo da o ema, ez que podem in luencia suas a i udes e comp eensão. Assim,
ma e iais con ex ualizados e egionais podem ajuda nessa abo dagem.
Po im, dian e dos conhecimen os dos es udan es, dos ma e iais didá icos e da
impo ância decla ada pelos p o esso es de se abalha a p ese ação e conse ação
dos se es i os, é c ucial que no os ma e iais ampliem a abo dagem dos impac os
ambien ais elacionados às espécies, azendo à ona a complexidade en ol ida nesses
p oblemas e em suas soluções. Desse modo, os es udan es pode ão e acesso a essas
discussões e desen ol e uma isão mais ampla e holís ica da ques ão, en ol endo,
po an o, não somen e sua a uação indi idual, mas ambém a necessidade da a uação de
oda a sociedade, incluindo ins âncias indi iduais, go e namen ais e do se o p i ado.
En e an o, ale conside a que a alsa neu alidade impos a pela omissão da discussão
polí ica nos ma e iais didá icos implica a cons ução de um con ex o inexis en e, dis an e
de con li os e discussões ace ca das ques ões socioambien ais.
Ag adecimen os
O p esen e abalho oi ealizado com apoio do p ocesso nº 2018/21756-
0, Fundação de Ampa o à Pesquisa do Es ado de São Paulo (FAPESP). p ocesso nº
2019/08689-4, Fundação de Ampa o à Pesquisa do Es ado de São Paulo (FAPESP),
p ocesso nº 2016/05843-4 Fundação de Ampa o à Pesquisa do Es ado de São Paulo
(FAPESP). Foi pa cialmen e inanciado pela Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia
(FCT) de Po ugal, p ocesso nº SFRH/BD/79512/2011 e Cen o de In es igação em
Es udos da C iança pelo p oje o UIDB/00317/2020, e ainda pela Coo denação de
Ape eiçoamen o de Pessoal de Ní el Supe io — B asil (CAPES).
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