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Aplicação de sistemas MES numa linha de fabrico de unidades de climatização

Author: Dias, João Miguel Moreira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/9669e251-7933-4936-8f66-b2a04cf0a261/download
Uni e sidade
do
Minho
Escola
de
Engenha ia
João Dias
Aplicação de sis emas MES numa linha de ab ico de unidades de
clima ização
ou ub o
de
2024
Aplicação de sis emas MES numa linha de ab ico de
unidades de clima ização
João Dias
UMinho | 2024
Uni e sidade
do
Minho
Escola
de
Engenha ia
João Dias
Aplicação de sis emas MES numa linha de
ab ico de unidades de clima ização
Disse ação de Mes ado
Mes ado In eg ado em Engenha ia Mecânica
T abalho
e e uado
sob
a
o ien ação
do:
P o esso
João Ped o Mendonça Assunção Sil a
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o
u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no
licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
Em p imei o luga , gos a ia de exp essa minha p o unda g a idão à OCRAM po me acolhe e pe mi i
que eu izesse pa e des e p oje o. Um ag adecimen o especial ao Ped o A aújo pelo acompanhamen o
e o ien ação du an e o es ágio, e a odos os colabo ado es po me e em acolhido.
Ao meu o ien ado , p o esso João Mendonça, o meu since o ob igado po e acei ado o ien a -me na
ealização da disse ação, pela mo i ação, aconselhamen o e pelas opo unidades de desen ol imen o
pessoal e p o issional que me o neceu.
Po im, ag adeço à minha amília, à minha namo ada e aos meus amigos pelo apoio incondicional ao
longo des a jo nada e a odos que, di e a ou indi e amen e, con ibuí am pa a a ealização e sucesso
des e abalho.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Aplicação de sis emas MES numa linha de ab ico de unidades de clima ização
Resumo
Es a disse ação oi desen ol ida no âmbi o do 5º ano do Mes ado In eg ado em Engenha ia Mecânica,
em colabo ação com a emp esa OCRAM.
No con ex o a ual de me cado com conco ência globalizada e e oz, a sob e i ência das emp esas
depende da adoção de medidas que pe mi am melho a a e iciência dos p ocessos, con olo de qualidade
e, especialmen e, na as eabilidade ao longo de oda a cadeia de p odução.
Nes e abalho, p opôs-se a c iação de uma me odologia pa a a modelação dos p ocessos, u ilizando
BPMN, de o ma a se possí el au oma iza de e minados p ocessos elacionados com a ges ão de
in o mação do
Manu ac u ing Sys em
(MES) da emp esa, que se encon a a numa ase inicial de
implemen ação, in e io a um ano.
O obje i o p incipal da disse ação oca-se na implemen ação da pla a o ma MES da emp esa, que se
iniciou pela de inição do âmbi o da pla a o ma a é as dados que de e iam se ap esen ados em cada
Dashboa d. Com a implemen ação su gi am a e as que de i a am do p ocesso de implemen ação do
MES, como a ees u u ação dos códigos de a igo e a c iação de um sis ema de cus eio baseado em
cen o de cus os.
A p opos a de ees u u ação dos códigos de a igo isa c ia códigos especí icos pa a a ma é ia-p ima
mecânica, como en ilado es e ecupe ado es de calo , en e ou os. Além disso, p ocu a acili a a
c iação de ichas écnicas pa a uma u u a in eg ação com o MES. A p opos a de ees u u ação dos
cen os de cus os em como obje i o ob e cus os/ho a ealis as pa a in eg a com os empos do MES.
Pala as-cha e:
Au oma ização, BPMN, Manu ac u ing Execu ion Sys em
i
Applica ion o MES sys ems in an ai condi ioning uni manu ac u ing line
Abs ac
The p esen mas e ’s hesis was de eloped in he 5 h yea o he In eg a ed Mas e in Mechanical
Enginee ing , in he company’s OCRAM. In oday's ma ke , wi h globalized and ie ce compe i ion, he
su i al o companies depends on adop ing measu es o imp o e p ocess e iciency, quali y con ol and,
especially, aceabili y h oughou he p oduc ion chain.
This wo k p oposed he c ea ion o a me hodology o modeling p ocesses using BPMN, so ha i would
be possible o au oma e ce ain p ocesses ela ed o he in o ma ion managemen o he company's
Manu ac u ing Execu ion Sys em (MES), which was a an ea ly s age o implemen a ion, being less han
a yea old.
The main objec i e o he disse a ion ocuses on he implemen a ion o he company's MES pla o m,
which began by de ining he scope o he pla o m and he da a ha should be p esen ed on each
Dashboa d. Wi h he implemen a ion came asks ha de i ed om he MES implemen a ion p ocess,
such as he es uc u ing o a icle codes and he c ea ion o a cos cen e -based cos ing sys em.
The p oposal o es uc u e a icle codes aims o c ea e speci ic codes o mechanical aw ma e ials,
such as ans and hea eco e y uni s, among o he s. I also seeks o acili a e he c ea ion o echnical
da a shee s o u u e in eg a ion wi h he MES. The p oposal o es uc u e cos cen e s aims o ob ain
ealis ic cos s/hou o in eg a e wi h MES imes.
Pala as-cha e:
Au oma ion, BPMN, Manu ac u ing Execu ion Sys em
ii
Índice
Ag adecimen os ........................................................................................................................... iii
Resumo.........................................................................................................................................
Pala as-cha e: .............................................................................................................................
Abs ac ........................................................................................................................................ i
Pala as-cha e: ............................................................................................................................ i
Índice .......................................................................................................................................... ii
Índice de igu as........................................................................................................................... xi
Índice de abelas ........................................................................................................................ xiii
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ...................................................................................xi
1 In odução ............................................................................................................................ 1
1.1 Enquad amen o e mo i ação ................................................................................... 1
1.2 Desc ição da emp esa .............................................................................................. 1
1.2.1 His ó ia da Viei a & Lopes e a ma ca OCRAM .......................................................... 2
1.2.2 P odu os ................................................................................................................... 2
1.3 Es u u a da disse ação........................................................................................... 3
2 Re isão bibliog á ica ............................................................................................................. 5
2.1 Pi âmide da au omação ........................................................................................... 5
2.2 Indús ia 4.0: E olução his ó ica .............................................................................. 6
2.3 Indús ia 4.0: Requisi os ........................................................................................... 7
2.4 O sis ema En e p ise Resou ce Planning .................................................................. 9
2.5 MES ........................................................................................................................ 10
2.6 P incipais uncionalidades dos MES ....................................................................... 11
2.7 MES “O he shel ” s MES pe sonalizado ............................................................ 13
2.8 In e ace MES/ERP ................................................................................................. 14
2.9 Modelo uncional de con olo emp esa ial ............................................................ 15
xi
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos
BoM - Bill o Ma e ials
BOMO -
Bill o Ma e ials and Ope a ions
BOO -
Bill o Ope a ions
BPM -
Business P ocess Modeling
BPMN -
Business P ocess Model and No a ion
CT - Cus o de T ans o mação
DGTC - Depa amen o Ges ão Técnica Cen alizada
DO - Depa amen o O çamen ação
ERP -
En e p ise Resou ce Planning
E P -
Ene gy Rela ed P oduc s
FCE - Folha de Con i mação de Encomenda
FUDR - Fe amen as de Uso e Desgas e Rápido
GGF - Gas os Ge ais de Fab ico
HEPA -
High E iciency Pa icula e Ai Fil e s
I4.0 - Indús ia 4.0
IA - In eligência A i icial
I.D.I - In es igação Desen ol imen o e Ino ação
IoT -
In e ne o Things
ISA - Sociedade In e nacional de Au omação
ISO - In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion
MES -
Manu ac u ing Execu ion Sys em
MESA -
Manu ac u ing En e p ise Solu ions Associa ion
MoD - mão de ob a di e a

x
MoI - mão de ob a indi e a
MP - Ma é ia-p ima
MTO -
Make o O de
NPS –
Nano Pu i ying Sys em
OF - O dem de Fab ico
OP - O dem de P odução
PCP - Planeamen o e Con olo de P odução
PDM -
P oduc Da a Managemen
PID - Con olado p opo cional-In eg al De i a i o
PLC - Con olado Lógico-P og amá el
PLM -
P oduc Li ecycle Managemen
QAI - Qualidade do A In e io
QE - Quad o Elé ico
SCADA -
Supe iso y Con ol and Da a Acquisi ion
SI – Sis emas de In o mação
SKU - S ock Keeping Uni
TI - Tecnologias da In o mação
UTA - Unidade de T a amen o de A
1
1 In odução
A p esen e disse ação inse e-se no âmbi o do Mes ado In eg ado em Engenha ia Mecânica na
Uni e sidade do Minho. Es a disse ação esul a de um p oje o ap esen ado pela OCRAM, uma emp esa
que se ap esen a como líde no desen ol imen o e ab ico de soluções a ançadas de clima ização.
Nes e p imei o capí ulo, segue-se um b e e enquad amen o do p oje o, a mo i ação seguida po uma
b e e desc ição da emp esa e po im é ap esen ada a es u u a do ela ó io.
1.1 Enquad amen o e mo i ação
A ualmen e, as emp esas são impulsionadas po um me cado ca ac e izado po uma conco ência e oz,
um i mo acele ado e po p azos cada ez mais ape ados. A a iedade de ipos de p odu os e a sua
pe sonalização es ão a aumen a apidamen e e as exigências dos clien es es ão a muda apidamen e.
Assim, pa a man e e melho a a sua an agem compe i i a, as o ganizações nos di e en es sec o es
indus iais p ecisam de melho a a o imização e a e iciência dos p ocessos. [1]
A ans o mação digi al e a in eligência a i icial es ão a c ia uma opo unidade de ino ação a odos os
ní eis da indús ia e es ão a ans o ma o mundo do abalho, pe mi indo às o ganizações ab aça as
ecnologias de in o mação (TI) nos seus p ocessos de ab ico. [2]
Dian e desse cená io, su gem os sis emas de execução de manu a u a, ulga men e conhecidos como
sis emas MES, como uma solução es a égica. Es es sis emas desempenham um papel c ucial na
melho ia da e iciência, con olo de qualidade e, especialmen e, na as eabilidade ao longo de oda a
cadeia de p odução.
Nes e sen ido, su ge es e p oje o na OCRAM, com o obje i o de implemen a p ocedimen os de ges ão
da p odução a a és do MES, assegu ando a cap u a p ecisa de dados em odas as ases do p ocesso
de ab ico de unidades de a amen o de a (UTA) pa a pe mi i à emp esa a isualização do es ado a ual
da ab ica e melho a a omada de decisões.
1.2 Desc ição da emp esa
Em Vila de P ado, B aga, si ua-se a o ganização OCRAM, pe encen e ao g upo Viei a &Lopes. É
expe ien e na p odução e come cialização de equipamen os de en ilação e clima ização à medida, com
especial dedicação às UTAs, sendo uma ma ca de inida nacional e in e nacionalmen e.
2
1.2.1 His ó ia da Viei a & Lopes e a ma ca OCRAM
Em 1998, a Viei a & Lopes oi undada em B aga, Po ugal, com o obje i o de o nece se iços de
ins alação de a condicionado como uma emp esa subcon a ada no se o da cons ução.
Em 2009, oi undado o depa amen o OCRAM e ambém se es abeleceu uma pa ce ia com o labo a ó io
de pesquisa da Uni e sidade do Minho (UM). Em 2012, expandi am suas ope ações pa a a F ança, com
a c iação da VLclim, e o am ambém econhecidos nacionalmen e com o 1º P êmio do Concu so
Nacional de Ino ação pelo p o ó ipo do NPS
(Nano Pu i ying Sys em).
Em 2013, a OCRAMClima ob e e ce i icações de enome como a TÜV e EUROVENT e em 2014 ob e e
a ce i icação higiênica pa a sua gama MAHU pelo ILH Be lin. Con inuou a expansão com a en ada nos
me cados da Escandiná ia, com a in odução da emp esa VLopes Scandina ia.
Em 2019 a comissão eu opeia a ibuiu o selo de excelência ao NPS, des acando-o como um p odu o de
al a qualidade. Em 2022 lançou uma unidade compac a e ical, a KT-HOME, e em 2023 lançou um
pu i icado de a , conec ado a uma pla a o ma de IoT, pa a o imiza a qualidade do a de aco do com as
condições eais.
1.2.2 P odu os
A OCRAM p oduz e come cializa maio i a iamen e unidades de a amen o de a (UTAs) que ep esen am
g ande pa e das endas da emp esa e do olume de abalho. Exis em ainda ou os equipamen os a se
come cializados, como unidades de a amen o higiénicas (UTAH), unidades compac as de a amen o
de a (KT), caixa de en ilação (VBOX) e uma gama de pu i icado es de a (NPS).
(a) (b) (c)
Figu a 1 - (a) Unidade de a amen o de a (b) Caixa de en ilação (c) KT Home.
3
1.3 Es u u a da disse ação
Rela i amen e à es u u a des a disse ação, pode e e i -se que exis em cinco secções:
1. In odução;
2. Re isão bibliog á ica;
3. Desc ição e análise do es ado a ual;
4. Melho ias/soluções ado adas na linha de ab ico;
5. Conclusões e abalhos u u os;
Após uma b e e in odução ao ema na p imei a secção, a segunda secção di á espei o à e isão
bibliog á ica, onde são explo ados emas elacionados com o es ado de a e de sis emas MES e com o
es ado de a e das unidades de a amen o de a . Na e cei a secção é ei a um desc ição e análise do
es ado a ual da emp esa, conside ando o luxo de in o mação desde a chegada da encomenda a é à sua
expedição.
Na qua a secção são ap esen adas as melho ias e/ou soluções jun amen e com as a e as necessá ias
pa a as ealiza . Inicialmen e i ão se abo dadas as a e as necessá ias pa a p ocede à p epa ação da
pla a o ma MES, pos e io men e, i á se abo dada uma p opos a de uma no a nomencla u a pa a os
códigos de a igo pa a acili a a iden i icação dos a igos e uma u u a in eg ação com o P ima e a.
Ainda nes a secção é ap esen ada uma p opos a de implemen ação de um sis ema de cus eio baseado
em cen o de cus os pa a pe mi i calcula cus os ho a po depa amen o, pa a pos e io men e se em
in eg ados no P ima e a jun amen e com os dados dos diá ios de abalho do MES.
Pa a e mina a qua a secção são ap esen adas as o mas de in eg ação que i ão exis i na pla a o ma.
Na quin a secção é ap esen ada a conclusão ealizada com base no conhecimen o ganho e po im é
ap esen ado o abalho u u o.
1.4 Obje i os da disse ação
O abalho desen ol ido ao longo des a disse ação e e como obje i o p incipal a con igu ação comple a
de uma pla a o ma MES, ga an indo a sua p on idão pa a u ilização na p odução. Após a ingi es e
p imei o obje i o, p e iu-se a in eg ação do sis ema MES com ou os so wa es, nomeadamen e o ERP e
o OCRAMSelec , com is a à au oma ização dos p ocessos de débi o de mão-de-ob a e de ma é ias-
p imas.
Adicionalmen e, oi es abelecida como me a a pad onização do mé odo de c iação de códigos de a igo,
eliminando duplicações e subs i uindo os códigos an igos pelo no o modelo p opos o. Po úl imo,
4
p e endeu-se implemen a um modelo de cus eio baseado em cen os de cus os, possibili ando o cálculo
de uma ma gem de es u u a pa a os dois depa amen os da OCRAM: a OCRAMClima e a Solu ions.

5
2 Re isão bibliog á ica
O p esen e capí ulo ap esen a a e isão bibliog á ica de á ios concei os e eo ias que supo am a
in es igação ealizada ao longo da disse ação. A sua u ilidade p ende-se à necessidade de sus en a
eo icamen e as ações e os mé odos aplicados ao longo do desen ol imen o da disse ação.
2.1 Pi âmide da au omação
Apesa do ecen e c escimen o econômico, as indús ias en en am uma compe ição in ensa local e
global. De modo a man e a compe i i idade a longo p azo, é c ucial o imiza con inuamen e as ope ações
pa a melho a a qualidade, disponibilidade, lexibilidade e cus o. No en an o, os sis emas indus iais
es ão a o na -se cada ez mais complexos. O desen ol imen o ápido da au omação indus ial,
compu ação de al o desempenho, in eligência a i icial (AI),
machine-lea ning
,
big da a
, sis emas
cibe ísicos, in e ne das coisas (IoT) e a indús ia 4.0 es imulou a aplicação de mé odos e e amen as
a ançadas pa a ga an i uma moni o ização e con olo ideais.
Dian e des es desa ios, é necessá io um modelo a qui e ónico que pe mi a uma in eg ação ácil de
uncionalidades a ançadas com os sis emas de au omação exis en es. A pi âmide de au omação é uma
ep esen ação g á ica dos di e en es ní eis ecnológicos de au omação numa áb ica, pe mi indo a
comunicação en e ecnologias den o de cada ní el e en e os di e en es ní eis. Es a es u u a é de inida
pela Sociedade In e nacional de Au omação (ISA) no pad ão in e nacional ISA-95, que a a da in eg ação
de sis emas emp esa iais e de con olo. Na Figu a 2 pode-se ob e uma isão es u u ada dos ní eis
di e en es ní eis da pi âmide de au omação.
Figu a 2 - Pi âmide de au omação. [3]
6
O p imei o ní el da pi âmide, denominado como
Field Le el
, cons i ui a in e ace undamen al com a
p odução. Es e ní el é compos o po disposi i os, senso es e a uado es que medem di e sos pa âme os
de p ocesso, como caudal, empe a u a, p essão ou concen ação. Além disso, são u ilizados pa a
manipula a iá eis de p ocesso po meio de di e en es mecanismos, como os mecânicos, hid áulicos,
pneumá icos, elé icos ou ele ônicos.
O p óximo ní el, econhecido como
Con ol Le el
, engloba disposi i os lógicos como o con olado lógico
p og amá el (PLC) ou con olado p opo cional-In eg al-De i a i o (PID). Esses disposi i os ecebem
inpu s de odos os senso es do
Field Le el
pa a oma decisões sob e as ações necessá ias a se em
execu adas pelos a uado es do Ní el de Campo, a im de a ende aos pon os de ajus e p ede inidos.
No ní el acima, emos o
Supe iso y Le el
, inclui o sis ema
Supe iso y Con ol And Da a Acquisi ion
(SCADA) que é u ilizado pa a acede aos dados e con ola á ios sis emas a pa i de um único local. O
SCADA cole a in o mações de odos os subsis emas e subp ocessos indus iais, ealizando análises e o
con olo necessá io, ap esen ando as in o mações de manei a o ganizada.
O qua o ní el, denominado
Planning Le el,
ab ange o
Manu ac u ing Execu ion Sys em
(MES). O MES é
u ilizado pa a con ola odo o p ocesso de p odução no chão de áb ica, desde a ma é ia-p ima a é o
p odu o inal. O MES execu a mui as a i idades, incluindo a p og amação das o dens de ab ico, ges ão
de mão de ob a, con olo de qualidade e análise de desempenho en e mui as ou as.
No opo da pi âmide es á o
En e p ise Resou ce Planning
(ERP). O ERP é um so wa e in eg ado que
pe mi e que as emp esas con olem as a i idades do dia a dia, desde a ab ico, endas, comp as,
con abilidade, ges ão de p oje os a é ges ão de iscos.
A in eg ação e icien e desses ní eis é essencial pa a alcança a ope ação, con olo e moni o ização ideais
em sis emas indus iais complexos. [3]
2.2 Indús ia 4.0: E olução his ó ica
A p imei a e olução indus ial su giu com a in odução da mecanização das a i idades p odu i as a
pa i da segunda me ade do século XVIII e sendo in ensi icada ao longo de odo o século XIX. A pa i da
década de 1870, a ele i icação e a di isão do abalho (Taylo ismo) le a am à segunda e olução
indus ial. A e cei a e olução indus ial, ambém chamada de “ e olução digi al”, oco eu em o no da
década de 1970, su ge com o uso de semicondu o es e da compu ação nas ope ações indus iais. A
au omação ambém se o nou mais so is icada, pe mi indo um maio con olo dos p ocessos de
p odução e uma maio p ecisão nas ope ações.
7
Uma inicia i a chamada “Indús ia 4.0”, su ge em 2011, na qual ep esen an es de emp esas, polí icos
e acadêmicos eunidos p omo e am a ideia de digi alização jun amen e com alguma au onomia das
máquinas como uma abo dagem pa a o alece o pode compe i i o da indús ia da manu a u a alemã.
A Figu a 3 mos a o p og esso indus ial em pe spe i a his ó ica. [4]
Figu a 3 - Pe spe i a his ó ica da e olução da indús ia. [4]
2.3 Indús ia 4.0: Requisi os
O pa adigma I4.0 p essupõe um sis ema o almen e digi alizado e complexo que a e a odas as unidades
numa áb ica. Pa a que uma áb ica exis en e cump a os equisi os do I4.0, são necessá ias
ans o mações digi ais, eo ganizações e in es imen os. O g au de con e são depende do ní el de
desen ol imen o da áb ica. Se o es ado a ual da áb ica pude se e e i amen e de e minado e pequenas
melho ias pude em se ei as ao longo do caminho em di eção ao obje i o inal se ão ob idos bene ícios
con ínuos a a és do aumen o da e iciência, enquan o os cus os de in es imen o se ão dis ibuídos ao
longo do empo.
Como ap esen ado na Figu a 4, de aco do com o ecen e modelo de ma u idade I4.0, exis em seis
es ágios de desen ol imen o elacionados. Os dois p imei os (compu ação e conec i idade) são p é-
equisi os pa a o I4.0, enquan o os ou os qua o ( isibilidade, anspa ência, capacidade p edi i a e
adap abilidade) azem pa e da I4.0.
8
Figu a 4 - E apas de desen ol imen o da I4.0 [5]
De aco do com esses es ágios, o desen ol imen o dos MES de e oca nos seguin es pon os:
1. Apoia a in o ma ização. U iliza con olo baseado em compu ado ao longo de oda a cadeia
de p odução.
2. Melho a a conec i idade. U iliza soluções in o ma izadas capazes de comunica com ou os
componen es. A e iciência pode se melho ada se o es ado ge al de oda a cadeia p odu i a
pude se moni o izado e a as eabilidade dos p odu os o ga an ida.
3. Ga an i isibilidade. Mos a o que es á a acon ece na cadeia de p odução. Sis emas de
ges ão do ciclo de ida do p odu o (PLM), MES e sis emas de planeamen o de ecu sos
emp esa iais (ERP) c iam isibilidade, mas o design e in eg ação desses sis emas le an am
á ias ques ões. Quem em acesso aos dados? Como de e se ap esen ado um de e minado
ipo de dados?
4. Ga an i anspa ência. Todos os dados elacionados com odos os p ocessos podem
po encialmen e se obse ados com a ajuda da e cei a e apa. Nes e ní el, é necessá io
comp eende po que é que algo es á a acon ece e usa esse conhecimen o pa a melho a
os p ocessos. O conhecimen o de engenha ia é necessá io pa a desen ol e al
comp eensão, e mui as ezes, g andes quan idades de dados p ecisam se p ocessadas
pa a esse im. Consequen emen e, o pa adigma de
big da a
é ú il e po ezes ine i á el nes a
ase.
15
2.9 Modelo uncional de con olo emp esa ial
O modelo uncional de con olo de uma emp esa da ISA-95 mos a o limi e en e um sis ema MES e um
sis ema de ERP. Na Figu a 6 são ap esen adas doze unções que se encon am em qualque emp esa,
embo a cada emp esa pode da -lhes nomes di e en es e a ibui as unções a di e en es depa amen os.
O modelo cla i ica quais as unções que es ão e não es ão en ol idas na in eg ação de sis emas ERP e
MES. A linha acejada g ossa ep esen a o limi e en e o
En e p ise Domain
(ERP) e o
Con ol Domain
(MES e os ní eis in e io es). Tudo o que es i e o a do limi e encon a-se no Domínio Emp esa ial.
Figu a 6 - Modelo de con olo de uma emp esa uncional segundo o modelo da ISA-95. Adap ado de [7]
No en an o, á ias unções es ão na on ei a. Se pensa mos na unção do planeamen o da p odução.
Exis e um ipo de p og amação de p odução que pe ence ao ERP, mas ambém um que pe ence ao
MES. O ERP concen a-se em ga an i que o p odu o adequado seja en egue na quan idade co e a,
com a qualidade ap op iada, ao clien e ce o e no momen o adequado. Enquan o o MES oca-se na
u ilização mais e icien e dos ecu sos possí el pa a o na isso possí el.[7]
2.10 Es a égias de implemen ação
Uma ez selecionado o so wa e adequado ou desen ol ido o so wa e indi idual co esponden e às
necessidades da emp esa, é possí el p ossegui com a implemen ação do sis ema de in o mação.
Ge almen e, es a pode se e ec uada com base em ês es a égias:

16
• "
Big bang
"
• Implemen ação g adual em á eas ope acionais indi iduais
• Subs i uição g adual de p ocessos emp esa iais indi iduais
A es a égia "
Big bang
" p e ê a ins alação de um sis ema de in o mação de uma só ez. Nes e caso,
odos os p ocessos emp esa iais a e ados passam a se a ados a a és do no o sis ema. Is o le a a um
isco ele ado de que os e os no sis ema possam a e a oda a o ganização. Os e os podem se causados
não só pelo so wa e e ha dwa e, mas ambém pelas pessoas que lidam com os componen es écnicos.
Pa a e i a e os dos u ilizado es, de e se ealizada uma o mação ex ensi a de odos os u ilizado es
quase em pa alelo, po que no malmen e começam a u iliza o sis ema ao mesmo empo.
Pa a eduzi o isco de e o, é possí el implemen a g adualmen e o sis ema de in o mação em á eas
ope acionais indi iduais. Nes a abo dagem são supo ados os p ocessos emp esa iais de apenas
algumas di isões. A an agem é que os possí eis e os não a e am oda a emp esa, pelo que os
u ilizado es podem se o mados g adualmen e. A expe iência adqui ida com o sis ema de in o mação
nas pa es da emp esa em que o sis ema já es á a se u ilizado pode, po an o, se ans e ida pa a as
ou as pa es.
A implemen ação passo a passo ambém pode se e ec uada no que diz espei o aos p ocessos
emp esa iais. Aqui, apenas alguns p ocessos são execu ados inicialmen e a a és do no o sis ema.
Assim, o isco de acasso é bas an e eduzido. A o mação dos u ilizado es ambém pode se ei a po
ases. Es a es a égia ca ac e iza-se po iscos mais baixos, mas po um maio gas o em e mos de
empo.
Po consequen e, a seleção da es a égia de implemen ação adequada si ua-se algu es en e os dois
obje i os ge almen e conco en es de edução do isco e minimização dos cus os. Pa a a acei ação de
no os sis emas de in o mação, a o mação p epa a ó ia in ensi a dos u ilizado es é ão impo an e como
a ins ução cuidadosa dos emp egados que se ão di e amen e ou indi e amen e a e ados. [11]
2.11 Modelação de p ocessos
A
Business P ocess Modeling
(BPM) é uma me odologia baseada na obse ação de que cada p odu o
desen ol ido po uma o ganização é, de ac o, o esul ado da execução de uma sequência de a i idades.
Consequen emen e, a ep esen ação o mal dessas a i idades e da in o mação associada a a és de
uma linguagem de modelação de p ocessos pe mi e a c iação, a moni o ização e a melho ia do luxo de
abalho de uma o ganização.
17
BPMN (
Business P ocess Model and No a ion
) é um modelo e uma no ação pad ão pa a a ep esen ação
explíci a de p ocessos. O BPM é de inido como a a e de modela , ge i e o imiza os p ocessos de
negócio de modo a aumen a o seu desempenho.
A a és da u ilização des es diag amas p e ende-se in e liga os p oje os dos p ocessos de negócio e a
implemen ação do sis ema, au oma izando o ciclo de ida da ges ão des es p ocessos.[14], [15]
A ep esen ação g á ica u ilizada pa a os diag amas de a i idades é apelidada de BPMN, sendo
no malizada pela o ganização
Objec Managemen G oup
(OMG). Segundo a OMG, es a é uma linguagem
de modelação compos a po 4 ca ego ias básicas de elemen os, nomeadamen e:
• Obje os de Fluxo: E en os; A i idades; Po as de Acesso (“
Ga eway
”);
• Obje os de ag upamen o (
Swimlanes
- elemen os g á icos pa a ag egação de subconjun os, e.g.
a i idades): G upo de Pis as ou Piscina (“
Pools
”); Pis as Indi iduais (“
Lanes
”);
• Obje os de Ligação: Fluxo de Sequência; Fluxo de Mensagem; Associação;
• A e ac os (elemen os g á icos pa a ac escen a in o mação adicional sob e os p ocessos):
Obje o de dados; G upo; Ano ação.
E en os são acon ecimen os que podem oco e , sujei ando o luxo de um p ocesso a a asos,
in e upções, é minos, con inuações ou começos de no as a i idades. Rep esen am-se po cí culos e os
seus ipos dis inguem-se pelo limi e ex e io , exis indo e en os de início, in e médios e de im, na Figu a
7 é possí el obse a a simbologia u ilizada pa a ep esen a os e en os.
Figu a 7 - E en os.
As a i idades ep esen am um abalho execu ado num p ocesso de negócio, consumindo um ou mais
ecu sos da o ganização, eque endo algum ipo de inpu e p oduzindo algum ipo de ou pu . São
exemplos de a i idades as a e as a ómicas e subp ocessos que con ém um maio ní el de de alhe de
um p ocesso, na Figu a 8 é possí el obse a a simbologia u ilizada pa a ep esen a as a i idades.
18
Figu a 8 - A i idades.
Os
ga eways
são os obje os de con olo de luxo, e são ep esen adas po quad ados odados de 90º ou
po losangos. A po a exclusi a pe mi e seleciona apenas um dos obje os seguin es do luxo ou um dos
an e io es. A po a inclusi a pe mi e seleciona odos os obje os seguin es ou an e io es do luxo. A po a
complexa pe mi e c ia condições complexas de junção ou sepa ação do luxo. A po a pa alela pe mi e
seleciona odos os obje os seguin es ou an e io es sem es ição de condição. Na Figu a 9 é possí el
obse a a simbologia u ilizada pa a ep esen a a
ga eway.
Figu a 9 – Ga eway.
Pa a uma melho o ganização das a i idades e espe i os pa icipan es no diag ama, o BPMN con ém o
elemen o
swimlanes
. As
swimlanes
con ém as
lanes
, ep esen adas po um conjun o de pools que
pa ilham um p ocesso. As pools agem com um con en o pa a as a i idades, o ganizando-as segundo o
pa icipan e do p ocesso. Na Figu a 10 é possí el obse a a simbologia u ilizada pa a ep esen a as
swimlanes
e as
lanes
.
Figu a 10 –
Swimlanes
e
lanes
.
19
Os a e ac os pe mi em adiciona in o mação ao modelo, a a és de obje os de dados, comen á ios sob e
a o ma de ano ação, e ag upa a i idades den o da mesma ca ego ia. Na Figu a 11 é possí el obse a
a simbologia u ilizada pa a ep esen a as ano ações.
Figu a 11 - Ano ações.
É necessá io ao longo do p ocesso de ini o sen ido em que oco em as ações, pa a isso ão se u ilizados
os cone o es, ligando dois obje os no diag ama. Exis em ês ipos de cone o es:
• Fluxo de Sequência- De ine a o dem do luxo de obje o num p ocesso (a i idades, e en os e
decisões);
• Fluxo de Mensagem- De inição de luxo de comunicação en e dois pa icipan es ou en idades;
• Associação- u ilizado pa a liga a e ac os (dados e ou as in o mações) a ou os obje os de
diag ama, incluindo obje os de luxo (a i idades, e en os e decisões).
Na Figu a 12 é possí el obse a a simbologia u ilizada pa a ep esen a os di e en es cone o es.
Figu a 12 - Cone o es.
Na p esen e disse ação oi u ilizada a me odologia BPMN pa a a c iação dos diag amas de p ocesso.
[16]
2.12 Cen os de cus os
Os cus os são de inidos como ecu sos consumidos num de e minado pe íodo. Todas as emp esas,
independen emen e do se o de a uação ap esen am gas os que pos e io men e se di idem em cus os,
e es es, em despesas a iá eis e ixas ou, na pe spe i a dos obje os de cus o, em cus os di e os e
20
indi e os. Os sis emas de cus eio eúnem os modelos de cálculo e os p ocedimen os que pe mi em
analisa os cus os numa emp esa.
Nos p imó dios da con abilidade indus ial, os cus os ixos não e am ele an es e p a icamen e não ha ia
necessidade de c i é ios de dis ibuição e alocação de gas os aos di e sos p odu os da emp esa. Com o
empo e a c iação de a i idades cada ez mais complexas os gas os ixos e indi e os passa am a e mais
ele ância den o da emp esa e o nou-se necessá ia a ap op iação co e a dos gas os nos cus os di e os
ou a iá eis.
Os sis emas adicionais ocam-se no apu amen o dos cus os em ês elemen os: ma e iais u ilizados na
p odução, mão-de-ob a e cus os indi e os de ab ico, endo os dois p imei os como elemen os p incipais
na composição dos cus os dos p odu os. Os cus os de ab ico, e e em-se ao alo dos
inpu s
usados na
ab ico dos p odu os da emp esa. Exemplos desses inpu s são: ma e iais, abalho humano, ene gia
elé ica, máquinas e equipamen os, en e ou os.
Os cus os de ab ico são no malmen e di ididos em: Ma é ia-P ima (MP), Mão-de-Ob a Di e a (MOD) e
Gas os Ge ais de Fab ico (GGF). Po an o, cus os de ab ico ou de cus os de p odução podem se dados
pela seguin e equação: CP = MP + MOD + GGF.
Ma é ia-p ima é odo o ma e ial subme ido a ans o mação num p ocesso indus ial e que pe manece
no p odu o. Mão-de-ob a di e a esul a das despesas com os ope á ios en ol idos di e amen e na
elabo ação de um de e minado ipo de bem en e os á ios ipos que podem se elabo ados na emp esa.
Gas os ge ais de ab ico são odos os cus os elacionados com o se iço, ais como: ma e iais indi e os,
dep eciação de máquinas, se iços de manu enção, consumos di e sos (e.g. ene gia) e mão-de-ob a
indi e a. A mão-de-ob a indi e a é ep esen ada pelo abalho ealizado nos depa amen os auxilia es que
não são mensu á eis em nenhum p odu o.
2.12.1 Sis ema de cus eio baseado em cen os de cus os
O mé odo es á cen ado na depa amen alização da emp esa, di idindo-a em se o es chamados cen os
de cus os. Os cen os de cus os isam enquad a cada uma das a i idades ealizadas na emp esa em
algum cen os de cus os pa a acili a a dis ibuição dos gas os.
Um cen o de cus os pode se uma unidade da emp esa (uma secção, um depa amen o, uma pessoa
ou um p ocesso) com cus os di e os que lhe possam se a ibuídos. Além dos cus os di e amen e
associados, ambém lhe são a ibuídas de e minadas pe cen agens dos cus os ge ais de uma emp esa,
pe mi indo assim isola os cus os o ais de uncionamen o dessa unidade.

21
2.12.2 Cus o de ans o mação
O Cus o de T ans o mação (CT) e e e-se ao cus o do p ocesso de ab ico, ou seja, ep esen a o cus o
da emp esa na ans o mação de ma e iais di e os ou das a i idades ope acionais que isam a ob enção
de um p odu o ou se iço. Os cus os de ans o mação ep esen am o es o ço emp egue pela emp esa
no p ocesso de ab ico de de e minado p odu o como mão-de-ob a di e a e indi e a, ene gia, ho as de
máquina en e ou os.
Nas secções de p odução acumulam-se os cus os de ans o mação (MOD e GGF), os gas os ge ais de
ab ico são dis ibuídos pelas secções p incipais bem como pelas secções auxilia es. O cus o de
ans o mação diz espei o ao cus o o al do p ocesso p odu i o ep esen ando assim o cus o da
ans o mação ou con e são de ma é ia-p ima em p odu o acabado.
Es es cus os es ão elacionados com os gas os ela i os à mão-de-ob a (di e a ou indi e a), ene gia
elé ica (máquinas e ambien e p odu i o), dep eciações de máquinas e equipamen os, manu enção,
con olo de qualidade, planeamen o de p odução, en e ou os, exce o ma e iais di e os e ma é ias-
p imas.
2.13 Codi icação de a igos
As emp esas semp e p ocu a am uma solução pa a que osse possí el iden i ica com acilidade a
imensa di e sidade dos ma e iais exis en es. Es a solução consis e em ep esen a po meio de um
conjun o de símbolos al anumé icos ou numé icos que aduzem as ca ac e ís icas dos ma e iais de
o ma acional, me ódica e cla a. Assim, nasceu o concei o de codi icação, ep esen ando a a iação da
classi icação dos ma e iais.
As cinco p incipais an agens adqui idas a a és da u ilização de um sis ema de codi icação in e no são,
nomeadamen e:
• Facili a a comunicação in e na;
• E i a a duplicidade de i ens em s ock;
• Pe mi i a i idades de ges ão de s ocks e comp as;
• Facili a a pad onização de ma e iais;
• Facili a o con olo e con abilização do s ock exis en e.[17]
Ao que o au o Dima ainda ac escen a:
22
• Racionaliza o p ocesso de iden i icação de a igos;
• Encon a os a igos com ela i a acilidade quando solici ados;
• Pe mi i uma abo dagem homogênea das in o mações, acili ando a iden i icação dos a igos an o
den o quan o o a da emp esa.
Assim, a a ibuição de um código a um a igo em como obje i o simpli ica as ope ações na emp esa.
O código acili a an o mais quan o maio o o uni e so e a di e si icação dos i ens exis en es na
o ganização. Todos os sis emas de codi icação de em con e os seguin es equisi os:
• P ecisão: cada a igo em uma única e e ência;
• Flexibilidade: o sis ema de e pe mi i a ácil in odução de no as e e ências sem a e a a lógica do
sis ema de codi icação;
• Homogeneidade: códigos homogéneos no núme o de ca ac e es;
• Opo unidade: o sis ema de e se concebido de o ma a du a á ios anos.
Pa a que um sis ema de codi icação seja su icien e pa a um ele ado núme o de a igos, es e em de
possibili a ao u ilizado a pesquisa acili ada de a igos. Assim, es e em de se baseado numa on ologia
comum que con enha a classi icação dos a igos baseada nas amílias em que es es es ão inse idos e
que são u ilizadas no PDM
(p oduc da a managemen ).
Os códigos êm como base a amília de a igos
e as suas ca ac e ís icas adicionais são desc i as po meio de a ibu os. Com es a abo dagem é possí el
e códigos semelhan es pa a a igos semelhan es e ice- e sa, o nando es a abo dagem comum e
acilmen e expansí el. [18]
Exis em sis emas de p e enção pa a que os e os associados à aquisição e ansmissão de códigos sejam
o mais baixo possí el, nomeadamen e:
• Campos segmen ados ou pequenos;
• E i a le as como “O, Q, i, l” pois con undem-se com os alga ismos “0” e “1”;
• E i a consoan es com dicção idên ica, como “B”, “P”;
• Ze os que p incipiam campos.
A de eção dos e os é essencial, assim como es u u a as eg as de codi icação incluindo mecanismos
de p e enção de e os que comba am o e o humano [19].
23
2.14 Lis a de Ma e iais
BOM-
Bill O Ma e ials
, do ac ónimo inglês, de ine lis a de ma e iais. Assim, uma BOM é uma lis agem
dos componen es, e espe i as quan idades, necessá ios pa a p oduzi o p odu o inal. As lis as de
ma e iais o necem uma ep esen ação da es u u a necessá ia pa a cons ui o p odu o, incluindo a
elação en e es e, os seus componen es e ma é ias-p imas, as quan idades necessá ias de cada um
deles e os p odu os in e médios necessá ios em cada mon agem.
A BOM é ambém a base da pa ilha e passagem de in o mação en e os depa amen os da emp esa
nas di e en es ases do p ocesso. A ges ão e icaz da lis a de ma e iais ao longo do ciclo de ida dos
p odu os é uma das an agens que pe mi e às emp esas man e a compe i i idade no me cado.
Exis em ês pon os impo an es nos quais assen am os ideais de uma lis a de ma e iais, nomeadamen e:
• A BOM exibi odos os componen es necessá ios pa a p oduzi um dos a igos;
• Cada componen e ou p odu o, possui apenas um código de a igo especí ico e exclusi o pa a cada
a igo;
• Um p odu o é de inido pela sua o ma ou unção. Se hou e alguma al e ação numa das de inições, o
p odu o já não é o mesmo e, po isso, o seu código de a igo de e se di e en e.
A lis a de ma e iais é um dos documen os mais impo an es u ilizado em emp esas de p odução. Es as
são o inpu dos sis emas de planeamen o e con olo de p odução (PCP) pa a mui as unções ais como:
• De inição do p odu o: especí ica os componen es necessá ios à sua p odução;
• Con olo de mudanças na engenha ia: quando o p oje o de um p odu o, ou os componen es u ilizados,
são al e ados, es as al e ações e o con olo das mesmas é ei o a a és da lis a de ma e iais;
• A igos de eposição: a igos que são necessá ios pa a epa a componen es que já não se em ao
e ei o inicial. Es es a igos são de e minados a pa i da lis a de ma e iais;
• Pedido: quando um p odu o em um núme o ele ado de opções, o sis ema de en ada é con igu ado
pela lis a de ma e iais;
• P odução: a lis a de ma e iais o nece uma lis agem dos componen es que são p ecisos p oduzi ou
mon a pa a se em u ilizados no p odu o inal;
• Cus eio: o cus o de um p odu o é di idido en e o ma e ial u ilizado, a mão de ob a aplicada e as
despesas ge ais. A lis a de ma e iais pe mi e calcula o cus o do ma e ial u ilizado na sua p odução.
24
Assim, a BOM pe mi e iden i ica os cus os aplicados e o nece in o mação sob e a necessidade de
emissão de o dens de comp a e o dens de p odução, ga an indo ambém a passagem de in o mação
in e na e ex e na sob e os p odu os da emp esa.[20], [21]
2.15 Lis a ope a ó ia
A gama ope a ó ia, conhecida ambém como
Bill O Ope a ions
(BOO), de um a igo é um documen o,
ca ac e ís ico de cada p odu o, que con ém a lis agem das ope ações a se em execu adas pa a a
p odução do mesmo. A BOO ep esen a o caminho que a p odução segui á, de cen o de abalho pa a
cen o de abalho. Assim, a gama ope a ó ia de e exis i pa a cada componen e/p odu o que seja
p oduzido e de e con e as seguin es in o mações:
• Ope ações a se em execu adas;
• Sequência das ope ações;
• Cen os de abalho a se em u ilizados;
• Cen os de abalho al e na i os;
• Fe amen as necessá ias em cada ope ação;
• Tempos pad ão: empos de se up e de execução pa a cada a igo.
A BOMO
(Bill-o -Ma e ials-and-Ope a ions)
é uma es u u a de dados que combina a lis a de ma e iais
(BOM) com a gama ope a ó ia (BOO) do p odu o, com o obje i o de sinc oniza odas as pe spe i as
(pedidos do clien e, engenha ia de p odu o, planeamen o de ope ações).
Des a o ma, um único documen o (BOMO) supo a oda a in o mação necessá ia sob e o a igo a
p oduzi , ep esen ando os componen es necessá ios, as espe i as quan idades (BOM) e odo o
p ocesso de p odução do a igo inal (BOO). Assim, a associação dos componen es às espe i as
ope ações pe mi e a ob enção dos documen os necessá ios à p odução, e e indo em que ope ações
são u ilizados os componen es, possibili ando a sua mo imen ação pa a os cen os de abalho onde ão
se necessá ios.
Tal como as lis as de ma e iais, as gamas ope a ó ias ambém são esponsá eis po o nece inpu s a
algumas unções dos sis emas de PCP. As gamas ope a ó ias o necem dados pa a a ob enção do plano
da capacidade dos cen os de abalho, es as ambém êm ou as unções ais como:
31
2.18.7 Complemen os adicionais
Ainda exis em ou os acessó ios que podem se implemen ados, ais como:
• Humidi icado es;
• Manóme os de P essão
• Lâmpadas UV
2.19 UTA: No mas, egulamen os e ce i icações
Rela i amen e aos egulamen os e ce i icações adjacen es à conceção de UTAs, exis em duas g andes
en idades/di e i as, que i ão se esponsá eis pela ce i icação des es equipamen os.
• Ce i icação EUROVENT;
• Di e i a Ecodesign.
2.19.1 Ce i icação EUROVENT
A ce i icação EUROVENT consis e numa en idade eu opeia que ce i ica o desempenho de apa elhos e
componen es, ou seja, e i ica o cump imen o das no mas acima mencionadas, de aco do com as
no mas eu opeias e in e nacionais, nomeadamen e a no ma EN 1886, es abelecendo ainda uma
me odologia de classi icação do desempenho ene gé ico das UTAs. O obje i o é o de aumen a a
con iança dos clien es, a a és do ni elamen o dos pad ões pa a odos os ab ican es, e aumen a assim
a in eg idade e igo das pe o mances anunciadas.[28]
Figu a 18 - Aspe o da e ique a da EUROVENT.
2.19.2 Di e i a Ecodesign
Es a di e i a su ge da necessidade de edução do consumo de ene gia e de ecu sos. Em 2009, oi
assinada a Di e i a E P/2009/125 que se aplica a odos os
Ene gy ela ed p oduc s
.
A di e i a “aplica-se aos p odu os elacionados com o consumo de ene gia, assim conside ando qualque
bem colocado no me cado ou em se iço que enha um impac o sob e o consumo de ene gia du an e a
sua u ilização, incluindo as peças a inco po a nesses p odu os como peças indi iduais colocadas no
me cado ou em se iço pa a u ilizado es inais, cujo desempenho ambien al possa se a aliado de o ma
independen e.”

32
A p esen e di e i a p e ê a de inição de equisi os a obse a pelos p odu os elacionados com o consumo
de ene gia ab angidos po medidas de execução, com is a à sua colocação no me cado e/ou colocação
em se iço. De aco do com es a, “os p odu os elacionados com o consumo de ene gia podem se
signi ica i amen e melho ados pa a eduzi impac os ambien ais e ealiza poupanças de ene gia, a a és
da melho ia da sua conceção, o que le a em simul âneo a uma economia de cus os pa a as emp esas
e os consumido es inais, desde que es a melho ia não implique cus os mui o ele ados”
Con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el, na medida em que aumen a a e iciência ene gé ica e o
ní el de p o eção do ambien e, e pe mi e ao mesmo empo aumen a a segu ança do o necimen o de
ene gia.
Os egulamen os de i ados da E P são ob iga ó ios pa a os es ados-memb os da União Eu opeia e
ab angem p odu os que são p oduzidos no espaço económico eu opeu e ambém impo ados de ou os
países. Os p odu os pa a expo ação pa a o a da União Eu opeia não são cobe os pelo egulamen o.
[29]
2.19.3 No mas
Exis em ce os egulamen os e di e i as especí icas ela i amen e às UTAs que os ab ican es de em
segui como:
• EN 1886 - Mé odos e equisi os dos es es pa a classi icação das UTA’s
• EN 13053 - Classi icação e desempenho pa a unidades, componen es e secções de UTA’s
• EN 13779 - Requisi os de en ilação
• ASHRAE 62.1 - Ven ilação e qualidade do a in e io acei á el
A EN 1886 especi ica mé odos de es e, equisi os de es e e classi icações pa a unidades de a amen o
de a , que o necem e/ou ex aem a a a és de condu as que en ilam/condicionam uma pa e ou a
o alidade do edi ício. A no ma EN 13053 êm como obje i o classi ica o desempenho dos componen es
e secções das UTAs.[30], [31]
A EN 13779 é uma no ma eu opeia que se aplica ao p oje o e implemen ação de en ilação pa a
sis emas de condicionamen o pa a edi ícios não esidenciais sujei as à ocupação humana, excluindo
aplicações como p ocessos indus iais. [32]
A no ma ASHRAE 62.1 especi ica axas mínimas de en ilação e ou as medidas des inadas a o nece
ambien es in e nos qualidade do a (QAI) que seja acei á el pa a os ocupan es e que minimize os e ei os
ad e sos à saúde. [33]
33
3 Desc ição e análise do es ado a ual
De ido à na u eza do p odu o e ao seu ele ado g au de pe sonalização, a emp esa ope a com um sis ema
Make To O de
(MTO). Nesse modelo, as necessidades de p odução são desencadeadas pelas
encomendas dos clien es. Esse ipo de sis ema pe mi e uma cadeia de p odução mais luida, eduzindo
o despe dício, os
s ocks
e, consequen emen e, os empos de in en á io.
3.1 Desc ição p ocesso p odu i o ge al
O p ocesso inicia-se com a eceção de um pedido po pa e do clien e o depa amen o de o çamen ação
(DO) p ocede à in odução da in o mação no “OCRAMSelec ”, o p og ama de seleção da emp esa, pa a
a seleção da solução mais adequada e ob e um o çamen o.
O o çamen o é en iado pa a o clien e. Após a adjudicação po pa e do clien e à p ocede-se à con i mação
da encomenda en iando ao clien e a olha de con i mação de encomenda (FCE), que o clien e de e á
assina e de ol e .
Após a eceção da FCE, o Depa amen o de P odução (DP) p ocede ao planeamen o das OP e
pa alelamen e p ocede à encomenda dos ma e iais e inicia a p epa ação do Dossie OP do qual azem
pa e desenhos écnicos; especi icações e lis a ma e iais.
Com a eceção dos ma e iais o depa amen o de p odução (DP) dá início à p odução das UTA´s, azendo
o acompanhamen o de aco do com a Checklis Acompanhamen o UTA’s. O Depa amen o GTC az o
acompanhamen o de aco do com a Checklis Ele i icação e Tes e UTAS.
Pa a os QE é ealizado o acompanhamen o de aco do com o p oje o e quando o quad o es i e
ele i icado é ealizada a inspeção e ealizado um ensaio egis ando num ela ó io de ensaios. No caso
do GTC a alidação é ealizada de aco do com Lis a de Pon os anexa à p opos a en iada ao clien e.
No inal após alidação da con o midade, a UTA é expedida pa a o clien e. En egando o manual de
ins uções e a decla ação de con o midade da máquina. No caso dos QE é en iado Manual de
ins alação, decla ação de con o midade e p oje o.
O luxog ama modelado em BPMN encon a-se abaixo na Figu a 19.
34
Figu a 19 - Fluxog ama do p ocesso p odu i o ge al.
3.2 Desc ição do p ocesso p odu i o de alhado
O Dep. Come cial ecebe uma encomenda po pa e do clien e. Com base no pedido do clien e, é
ealizada uma análise inicial pa a comp eende a na u eza do p oje o em ques ão. A encomenda pode
se classi icada sob duas nomencla u as dis in as: PRJ ou VD.
Uma VD, signi ica enda di e a, é u ilizada nos casos de enda de me cado ia, ou seja, p odu os sem
alo ac escen ado (ex: ba e ia). Um PRJ, signi ica p oje o, é u ilizada nos casos em que é pedida uma
ou mais máquinas. Um p oje o pode, u u amen e, se adjudicado caso a solução e o o çamen o ag adem
ao clien e.
Após a análise inicial, o Dep. Come cial egis a o PRJ/VD no so wa e Sales o ce. Na Figu a 20 é
ap esen ada a p imei a pa e da modelação do p ocesso da enda di e a.
Figu a 20 - P imei a pa e da modelação do p ocesso p odu i o de alhado.
Caso seja um PRJ, é ei a, depois, uma análise da in o mação pelo Dep. O çamen ação. O clien e
ge almen e en ia um cade no de enca gos ou uma memó ia desc i i a, mas po ezes pode apenas
en ia uma lis a com dois ou ês equisi os. Caso a in o mação seja su icien e p ocede-se en ão á análise
35
do cade no de enca gos, caso a in o mação não seja su icien e en ia-se um pedido ao clien e solici ando
mais in o mações.
Com oda a in o mação necessá ia, o Dep. de O çamen ação az a análise de alhada à memó ia desc i i a
e p ocede à seleção da solução no OCRAMSelec . No malmen e, as máquinas ab icadas pela OCRAM
são pe sonalizadas pa a a ende às necessidades especí icas de cada clien e. Após a seleção no
OCRAMSelec , os p oje os são classi icados como ab angidos pelas gamas exis en es ou como p odu os
no os que se ão di ecionados pa a o Dep. de I.D.I. Na Figu a 21 é ap esen ada a segunda pa e da
modelação do p ocesso p odu i o de alhado em BPMN.
Dessa o ma, o Depa amen o de O çamen ação pode chega a duas conclusões:
Gama Exis en e: Indica que há uma solução den o das gamas já alidadas que pode sa is aze as
necessidades do clien e.
No o P odu o: Indica que não exis e uma gama a ual que a enda às necessidades do clien e, e o
p oje o se á encaminhado ao Depa amen o de I.D.I (In es igação, Desen ol imen o e Ino ação) pa a
a alia a iabilidade de c ia um no o p odu o.
Figu a 21 - Segunda pa e da modelação do p ocesso p odu i o de alhado
36
3.2.1 Venda Di e a
No caso de uma VD, enda di e a, o Dep. Come cial c ia uma VD no so wa e e e i a as in o mações
necessá ias sob e o ma e ial e en ia ao Dep. P odução. O ges o de p oje o é ealiza a seleção do
componen e, que pode á se necessá ia e en ia um pedido de necessidade ao Dep. Comp as que
pos e io men e i á ealiza a encomenda de ma e ial. Po im o Dep. Logís ica se á esponsá el pela
eceção da ma é ia-p ima e ambém e pelo embalamen o e expedição da ca ga. A Figu a 22ap esen a o
p ocesso de enda di e a em BPMN.
Figu a 22 - Modelação do p ocesso de enda di e a.
O p ocesso de encomenda de ma é ia-p ima engloba a encomenda de componen es, de inição de p azos
de en ega acei á eis pa a o clien e e o egis o e alidação da encomendas. O p ocesso e mina com a
eceção do ma e ial jun amen e com o seu embalamen o e expedição po pa e do Dep. Logís ica. A
Figu a 23 ap esen a a modelação do subp ocesso de encomenda do ma e ial.
Figu a 23 - Modelação do subp ocesso de encomenda de ma e ial.
3.2.2 P opos a
3.2.2.1 Gama exis en e
Caso, o Dep. O çamen ação ache uma solução capaz de sa is aze o clien e, en ia o o çamen o e uma
icha de con olo à pa e e o o çamen o. Caso o clien e p e enda anspo e o Dep. Logís ica ica á
esponsá el po ealiza um plano de ca ga e depois com esse plano ai adiciona o alo do anspo e
ao o çamen o.

37
Caso seja de ag ado do clien e, ele pode adjudica a ob a ou não. O clien e pode ambém pedi a
e isão da solução caso a solução inal não lhe ag ade ou simplesmen e os pa âme os desejados
o am al e ados. Caso o clien e adjudique o Dep. O çamen ação en ia a in o mação da solução pa a o
Dep. P odução em que lhe se á a ibuído um ges o de p oje o. A Figu a 24 demons a a p imei a pa e
da modelação do p ocesso p odu i o pa a p odu os da gama exis en e.
Figu a 24 - P imei a pa e da modelação do p ocesso de p odu i o da gama exis en e.
O ges o de p oje o ica á enca egue de en ia a FCE ( olha de con i mação de encomenda) em que o
clien e e á de indica os lados de acesso que deseja e agua da a con i mação po pa e do clien e.
Quando o con i mada a FCE, o ges o inicia a p epa ação das UTA’s no OCRAMSelec (ex: co igi
amanhos dos painéis pa a amanhos semelhan es)
Depois ealiza o en io do pedido de calhas, painéis e edes de p o eção pa a HICUT, o pedido de
ma é ia-p ima mecânica( en ilado es, ba e ias, ecupe ado es) pa a o Dep. Comp as e o pedido de QE
caso o clien e enha escolhido con olo e ambém ealiza a p epa ação do Dossie OP, a p epa ação
das e ique as em o ma o digi al e a p epa ação da es ima i a de consumos. A Figu a 25demons a a
segunda pa e da modelação do p ocesso p odu i o pa a p odu os s anda d.
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Figu a 25 - Segunda pa e da modelação do p ocesso p odu i o da gama exis en e.
O Dep. P odução en ia o Dossie da O.P. ao Dep. Di eção de p odução que i á ealiza o planeamen o
das o dens de p odução e en ia as o dens de p odução pa a o chão de áb ica. A Figu a 26 demons a
a e cei a pa e da modelação do p ocesso p odu i o pa a p odu os s anda d.
Figu a 26 - Te cei a pa e da modelação do p ocesso p odu i o da gama exis en e
Rela i amen e ao HICUT, com a en ada do pedido do ges o do p oje o é ealizada uma análise se exis e
capacidade pa a p oduzi in e namen e ou se e á de se ealizado po o necedo es ex e nos. Caso seja
ealizado in e namen e é ealizado uma p epa ação dos desenhos pa a p odução.
Após a ealização dos desenhos écnicos dos painéis e dos elemen os de ixação com as espe i as
indicações pa a Co e a Lase e Quinagem é ealizada a p og amação pa a co e a lase minimizando o
despe dício. Na Figu a 27 é ap esen ado o luxog ama e e en e ao p ocesso desc i o acima.
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Figu a 27 – Modelação do subp ocesso pedido de ma é ia-p ima pa a o HICUT.
Caso seja ele i icada en ia um pedido de quad o elé ico ao Dep. QE Esc i ó ios pa a p ocede em ao
seu ab ico. Com a en ada do pedido pelo ges o de p oje o inicialmen e p epa am-se os esquemas
elé icos. Após isso p ocede-se à p epa ação do Dossie QE e pos e io men e ao planeamen o das o dens
de p odução e en io das o dens de p odução.
O depa amen o dos quad os elé icos acaba po e um planeamen o independen e uma ez que an o
abalha in e namen e pa a as UTA’s como ambém pa a ex e nos acaba po e um planeamen o
independen e dos es an es depa amen os. Na Figu a 28 encon a-se a modelação do subp ocesso de
pedido de quad o elé ico.
Figu a 28 – Modelação do subp ocesso pedido de quad o elé ico.
3.2.2.2 I.D.I
Inicialmen e o Depa amen o de In es igação Desen ol imen o e Ino ação ealiza uma análise p elimina
de cus o/p o ei o pa a pe cebe se ale á a pena desen ol e . A Figu a 29 demons a a modelação da
pa e inicial do p ocesso de desen ol imen o de um no o p odu o.
40
Figu a 29 - P imei a pa e da modelação do p ocesso de desen ol imen o de um no o p odu o.
Caso a análise p elimina seja posi i a é designada uma equipa e p ocede-se a uma análise ex ensi a ao
es ado de a e, depois inicia-se a o desen ol imen o do p odu o com a c iação de concei os e po im é
ei a uma análise e alidação do modelo. Caso o modelo seja alidado inicia-se a cons ução do p o ó ipo,
p imei o az uma p epa ação pa a p odução, depois en iam-se os pedidos de necessidades pa a o
HICUT, pa a os quad os elé icos e pa a o Dep. Comp as pa a oda a ma é ia-p ima mecânica.
Após en ia os pedidos, o p ocesso é semelhan e ao p ocesso p odu i o s anda d, p ocede-se á
p epa ação do dossie da o dem de p odução e en iam-se os pedidos de necessidades. Depois, o Dep.
I.D.I en ia o Dossie do O.P. ao Dep. Di eção de p odução que i á ealiza o planeamen o das o dens de
p odução e en ia as o dens de p odução pa a o chão de áb ica. Na Figu a 30 ap esen a-se a segunda
pa e do modelo de p ocesso p odu i o pa a os p odu os que passam pelo Dep. I.D.I, o p ocesso
comple o encon a-se no Apêndice 3.
Figu a 30 - Segunda pa e da modelação do p ocesso de desen ol imen o de um no o p odu o.
3.2.3 P odução
HICUT:
47
Além disso, a WIP icou enca egue de o nece um sis ema in eg ado com o ERP, acili ando a
in eg ação das o dens de ab ico, egis os de diá ios de abalho e documen os de s ock pa a en adas e
saídas de me cado ias. A WIP ambém icou esponsá el pela in eg ação com a pla a o ma de desenho
de UTA's da Viei a e Lopes, conhecida como OCRAMSelec , com o obje i o de inco po a as BoM ge adas
pelo so wa e na pla a o ma MES, pe mi indo mo imen os de s ocks au omá icos e cálculos de
necessidades de ma e iais.
Em conjun o e com o obje i o de acili a o p ocesso de implemen ação, oi de inido um plano de
implemen ação em diag ama de Gan com as a i idades mais impo an es a ealiza po cada uma das
en idades. O diag ama encon a-se disponí el no Anexo I.
4.1.1 Es a égia de implemen ação
Pa a a es a égia de implemen ação oi escolhida a implemen ação passo a passo, implemen ando
apenas alguns p ocessos no no o sis ema. Além disso, a o mação dos u ilizado es pode se ealizada
de o ma aseada. A es a égia passo a passo oi a escolhida uma ez que eduz signi ica i amen e o
isco de insucesso. Implica, no en an o, um in es imen o maio em e mos de empo.
4.1.2 P ocesso de implemen ação
Pa a es a implemen ação en ende-se que a abo dagem adequada em po base uma isão aseada da
implemen ação. Es a abo dagem pe mi e a análise e desenho da pla a o ma como um odo, cons uindo
uma base sólida pa a o p ocesso de implemen ação.
Des e modo, é possí el, uma ges ão de mudança g adual o que pe mi e à OCRAM, o en ol imen o de
odos in e enien es necessá ios desde o início do p oje o, uma co e a adap ação à solução e o
acompanhamen o adequado dos u ilizado es na ase inicial de uncionamen o.
Após o desen ol imen o inicial da pla a o ma o nou-se necessá io p epa a a pla a o ma MES pa a uma
p imei a ase de es es, inco po ando as seguin es in o mações essenciais:
• De ini o âmbi o do MES
• A qui e u a da pla a o ma
• De inição de ní eis de pe missões
• C iação dos cen os de abalho
• C iação das ope ações
• C iação das equipas de abalho
• C iação de o ei os de ope ações

48
• C iação da lis a de uncioná ios
4.1.3 Âmbi o do MES
Na emp esa são u ilizadas di e en es nomencla u as pa a ca ego iza os di e en es ipos de o dens de
p odução, epa ações e endas. OP (O dem de P odução) e e e-se às o dens elacionadas ao ab ico da
pa e mecânica do p odu o. QE (O dem de P odução Quad o Elé ico) ab ange as o dens de p odução
dos quad os elé icos que compõem os p odu os, podendo ambém se pa a ex e nos. GTC (O dem de
P odução Con olo) são o dens pa a o sis ema de con olo das Unidades de T a amen o de A (UTA),
podendo ambém, como no caso dos quad os elé icos, se pa a enda ex e na.
OR (O dem de Repa ação) são emi idas pa a epa a de ei os e não con o midades. Têm, no en an o, de
se conside adas uma ez que a e am a p odução. IDI (O dem de P odução) e e e-se ao ab ico de
p o ó ipos de no os p odu os. PV (O dem de P odução Pós-Venda) ab ange o dens elacionadas a
se iços pós- enda que podem exigi a in e enção da p odução, como o ab ico de componen es pa a
subs i uição.
VD (Venda Di e a) e e e-se à enda de p odu os di e amen e, sem qualque alo ac escen ado pela
p odução. Esses p odu os apenas passam pelo a mazém pa a eceção e expedição, não exigindo
qualque p ocesso de p odução adicional.
Pa a a pla a o ma MES, oi decidido que de em se conside adas odas as a i idades que impac am
di e amen e o planeamen o e a capacidade de p odução. Isso inclui o dens de p odução(OP,QE e GTC),
epa ações, desen ol imen o de p o ó ipos e pós- enda. A Tabela 2 ap esen a odas as nomencla u as
da emp esa, indicando aquelas que se ão egis adas em MES.
Tabela 2 - Nomencla u as conside adas pa a egis o em MES.
O que ai se egis ado?
Nomencla u as
Sim
Não
OP
x
QE
x
GTC
x
IDI
x
OR
x
PV
x
VD
x
Po an o, as nomencla u as OP, QE, GTC, OR, IDI e PV de em se in eg adas na pla a o ma. As o dens
de enda di e a (VD), não en ol em p ocessos p odu i os adicionais, exce o logís icos no a mazém. Logo,
49
não impac am o planeamen o da capacidade p odu i a e, po isso, não se ão incluídas na pla a o ma
MES.
4.1.4 A qui e u a do so wa e
A pla a o ma es á di idida em qua o g andes á eas:
1. Con igu ação: Es a á ea é dedicada à c iação e ges ão das ope ações, cen os de abalho e
o ei os de ope ação. Além disso, é aqui que se associam as ope ações aos cen os de abalho.
2. Recu sos: Nes a á ea, são ge idas as in o mações dos u ilizado es, c iados os pe is de
u ilizado es e a ibuídas as pe missões necessá ias. Adicionalmen e, é onde se o mam as
equipas de abalho.
3. P odução: Es a á ea é esponsá el pela c iação de p oje os e as o dens de ab ico
co esponden es. Pa a além disso, pe mi e o acesso e c iação de diá ios de abalho manuais.
4. Dashboa d: Es a á ea o e ece isibilidade em empo eal das ope ações da emp esa. É possí el
obse a em que p oje os e o dens de ab ico os uncioná ios es ão a abalha em empo eal.
4.1.5 Ní eis de u ilizado es
O so wa e se á di idido em ês ní eis de u ilizado es pa a ga an i a segu ança e a e iciência na ges ão
das ope ações.
Ope ado :
• Regis o de diá ios de abalho
Ges o :
• Dashboa d
• P odução -> C iação de p oje os, o dens de ab ico, c ia /acede diá ios de abalho
• Recu sos -> C iação de equipas de abalho
Adminis ado da pla a o ma:
• Dashboa d
• P odução -> C iação de p oje os, o dens de ab ico e c ia /acede diá ios de abalho manuais
• Recu sos -> C iação/al e ação pe is de u ilizado es, c iação de equipas de abalho; concede
pe missões
• Con igu ações -> C iação de ope ações, cen os de abalho e o ei os de ope ação
50
O p imei o ní el é o do U ilizado Ope ado que e á acesso limi ado. Es e u ilizado pode á ealiza
egis os de p odução, isualiza o planeamen o e e e ua egis os de diá ios de abalho. O obje i o
p incipal des e ní el é acili a as ope ações diá ias, pe mi indo que os ope ado es egis em e
moni o izem as suas a i idades sem acesso a in o mações de planeamen o ou con igu ação.
O segundo ní el é o do U ilizado Ges o . Inicialmen e pensado como endo acesso comple o ao so wa e,
e e o seu acesso à in o mação ede inido pa a ga an i maio segu ança da in o mação. O U ilizado
Ges o pode á isualiza odo o planeamen o, egis a diá ios de abalho, c ia e ge i no os u ilizado es,
bem como de ini ope ações e cen os de abalho. Es e ní el pe mi e que os ges o es con igu em e
planeiem as ope ações, man endo a o dem e a e iciência do p ocesso p odu i o.
Po im, o e cei o ní el é o do U ilizado Adminis ado , c iado pa a ge i in o mações de maio
sensibilidade, que não se iam ap op iadas pa a odos os ges o es. O adminis ado e á acesso comple o
ao so wa e incluindo in o mações sensí eis, como po exemplo a in o mação de login dos u ilizado es
da pla a o ma. Es e ní el assegu a que a in o mação con idencial seja acessí el apenas a um g upo
es i o de u ilizado es, man endo a segu ança e p i acidade dos dados.
4.1.6 Con igu ações
4.1.6.1 Cen os de abalho e ope ações
Um cen o de abalho pode se uma máquina, um conjun o de máquinas ou mesmo um conjun o de
pessoas pe encen es a uma de e minada secção. T a a-se na sua essência de um bloco p odu i o com
pessoas e/ou máquinas, sob e o qual p e endemos planea , con ola cus os e a alia a sua pe o mance
inancei a e p odu i a.
Du an e a con igu ação inicial, o am de inidos e c iados os cen os de abalho, que ep esen am á eas
ou se o es especí icos da p odução de uma emp esa. A cada cen o de abalho o am associadas
ope ações especí icas.
Pa a c ia uma ope ação, é necessá io o nece o código da ope ação, uma desc ição e indica se é
pe mi ida a seleção de múl iplas o dens de ab ico. Vá ias secções podem abalha em á ias o dens de
ab ico simul aneamen e. Po an o, oi c iada a possibilidade de seleciona múl iplas o dens de ab ico
pa a a ende às necessidades dessas secções especí icas e acili a o egis o de diá ios de abalho.
Quando es a ca ac e ís ica es á a i a, pa a uma de e minada ope ação, pe mi e ao ope ado seleciona
múl iplas o dens de ab ico pa a egis a em diá ios de abalho.
51
Com base na explicação do p ocesso p odu i o, o am es abelecidos no MES os cen os de abalho,
de inidas as ope ações e ealizadas as associações das ope ações a seus espe i os cen os de abalho
Na Tabela 3 é ap esen ado a lis agem das ope ações associadas aos espe i os cen os de abalho
jun amen e com o ipo de seleção u ilizada pa a cada ope ação.
Tabela 3 - Ope ações associadas aos cen os de abalho e ipo de seleção.
Cen o de T abalho
Ope ação
Desc ição
Tipo de seleção
QE
PRE3
P epa ação QE
Única
QE
EST1
Es u u ação QE
Única
QE
FUR1
Fu ação de Po as
Única
QE
ELE1
Ele i icação QE
Única
QE
TES1
Tes e/Ensaios QE
Única
GTC
PRE4
P epa ação de Ob a
Única
GTC
PRO1
P og amação GTC
Única
GTC
TES2
Tes e/Ensaios GTC
Única
GTC
DOC1
Elabo ação Documen ação
Única
GTC
SAT1
Assis ência Técnica
Única
Engenha ia
PRE1
P epa ação OP
Múl ipla
HICUT
CRT1
Co e
Múl ipla
HICUT
QUI1
Quinagem
Múl ipla
HICUT
MAN1
Manu enção HICUT
Única
Isolamen o
LAR1
Lã de Rocha
Única
Pin u a
PRE2
P epa ação Pin u a
Múl ipla
Pin u a
PIN1
Pin u a
Múl ipla
Pin u a
MAN2
Manu enção
Única
Mon agem
MTE1
Mon agem da es u u a
Única
Mon agem
MTP1
Mon agem dos painéis
Única
Mon agem
MTF1
Mon agem Sis emas de Fixação
Única
Mon agem
MTM1
Mon agem dos componen es mecânicos
Única
Logís ica
LIM0
Logís ica
Múl ipla
Logís ica
LIM1
Limpeza
Múl ipla
Logís ica
EXP1
Expedição
Múl ipla
Se alha ia
CRT2
Co e Pe il
Múl ipla
Se alha ia
SER1
Ou os se iços se alha ia
Múl ipla
A ualmen e, essa opção é u ilizada em odas as ope ações da secção da pin u a, HICUT ,logís ica e
se alha ia uma ez que no análise do es ado a ual obse ou-se que es as secções abalham com mais
de uma o dem de ab ico simul aneamen e.
A pin u a po exemplo pin a odos os painéis do mesmo p oje o simul aneamen e, o HICUT co a odos
os chassis do mesmo p oje o simul aneamen e e a logís ica quando ai expedi , expede o p oje o in ei o,
ou seja, es á a abalha em múl iplas o dens de ab ico simul aneamen e e a secção da se alha ia
ealiza o co e do pe il pa a odas as o dens de ab ico. A opção da seleção múl ipla é impo an e pa a
52
consegui e a a de o ma ealis a o que acon ece no chão de áb ica e ambém pa a acili a o egis o
dos diá ios de abalho.
Pa a além disso, cada cen o de abalho pode u iliza ipos de egis os di e en es. O ipo de egis o i á
indica se o cen o de abalho é in ensi o em e mos de máquinas ou de mão de ob a ou in ensi o em
maquina ia e mão de ob a. Exis em, en ão, ês ipos de egis os possí eis pa a um cen o de abalho.
1. Regis o ipo homem - H
2. Regis o ipo máquina - M
3. Regis o ipo homem/máquina – HM
Regis o ipo homem (H): Es e ipo de egis o i á con abiliza apenas o empo gas o em mão de ob a pa a
uma de e minada ope ação. Es e ipo de egis o ambém inclui o uso de e amen as de uso e desgas e
ápido.
Regis o ipo máquina (M): Es e ipo de egis o i á con abiliza apenas o empo gas o pela máquina pa a
uma de e minada ope ação.
Regis o ipo homem/máquina (HM): Es e ipo de egis o con abiliza o empo gas o em mão de ob a e o
empo gas o pela máquina pa a uma de e minada ope ação. Es e ipo de egis o é u ilizado em caso de
máquinas de ele ado alo em que con inua a se necessá ia a p esença de um ope ado pa a a
ans o mação da ma é ia-p ima. Na Tabela 4 são ap esen ados os ipos de egis o associados aos
cen os de abalho p odu i os.
Tabela 4 - Tipos de egis o associados ao cen o de abalho.
Cen o de T abalho
Tipo de Regis o
QE
Homem
HICUT
Homem-máquina
Isolamen o
Homem
Pin u a
Homem
Mon agem
Homem
Logís ica
Homem
No caso da secção do HICUT oi conside ado o egis o ipo homem-máquina uma ez que nes a secção
possuímos an o a máquina co e lase como ambém a quinado a, dois equipamen os de ele ado alo ,
em que se á impo an e con abiliza o cus o associado às ope ações de co e e quinagem. As es an es

53
secções são in ensi as em mão de ob a em que a única maquina ia u ilizada são e amen as de uso e
desgas e ápido pelo que se decidiu u iliza o egis o ipo homem.
Pa a além do ipo egis o a se aplicado po cen o de abalho, um a o mui o impo an e é a de inição
co e a do cus o/ho a po cen o de abalho. De ido a inexis ência de cen os de cus os, os cálculos
e am ei os manualmen e e não se inha mui a ce eza se es es alo es se ap oxima am à ealidade.
De ido a á ios a o es, mas p incipalmen e ga an i uma o çamen ação o mais ealis a oi decidido a
implemen ação de um sis ema de cus eio baseado em cen os de cus os. O p ocedimen o ela i o à sua
implemen ação encon a-se desc i o na subsecção 4.3 Implemen ação de um sis ema de cus eio
baseado em cen os de cus os.
Quando o implemen ada a secção de planeamen o na pla a o ma, os cen os de abalho se ão ambém
u ilizados pa a o planeamen o de necessidades de capacidades em que a p odução é di idida pelos
cen os de abalho com is a a i de encon o à capacidade singula de cada um, de o ma a cump i os
p azos p e endidos.
4.1.6.2 Ro ei os de ope ações
Um o ei o lis a as ope ações necessá ias pa a ab ica um p odu o em o dem sequencial. Cada
ope ação den o do o ei o iden i ica in o mações especí icas, como o cen o de abalho e ambém
ope ação a se ealizada assegu ando um luxo de abalho es u u ado e e icien e.
Pa a além disso pa a cada ipo de p odu o, é necessá io de ini um o ei o de ope ações. Esse o ei o
de alha odas as ope ações que de em se ealizadas. Na pa e inicial da implemen ação dos o ei os oi
necessá io decidi o ní el de de alhe nos o ei os. O obje i o se ia balancea a quan idade de egis os de
modo a consegui depois dados signi ica i os e de o ma que não esul e em egis os excessi o pa a os
ope ado es.
Os o ei os pode iam se ex emamen e de alhados a é ao ní el do pa a uso, mas, nesse caso, o ope ado
pe de ia mais empo a egis a a ope ação que p op iamen e a ealizá-la, ou quase sem de alhe nenhum
u ilizando apenas concei os mui o ge ais como Fab ico, mas nes e caso, não se ob e iam dados
signi ica i os pa a uma u u a análise.
Inicialmen e com o obje i o de aze uma in eg ação aseada e de acos uma os ope ado es com o
so wa e oi c iado um o ei o base mui o simpli icado que apenas con inha a P epa ação Ob a, o Fab ico,
a Limpeza e Embalamen o e a Expedição, como se pode obse a na Figu a 34.
54
.
Figu a 34 - Ro ei o inicial u ilizado na 1ª ase de es es pela pa e mecânica.
Após os ope ado es es a em mais con o á eis com o so wa e c ia am-se mais dois o ei os, um pa a
cada g ande ipo di e en es de p odu os, um o ei o pa a a pa e elé ica e um o ei o pa a GTC.
Na Figu a 35 é ap esen ado o o ei o ela i o ao ab ico de quad os elé icos. O o ei o é cons i uído pela
p epa ação que diz espei o à c iação dos esquemas elé icos e a p epa ação do Dossie QE que con ém
odas as in o mações necessá ias pa a o seu ab ico, a es u u ação do quad o, a u ação das po as a
ele i icação, a es agem e ealização de ensaios e po im a sua expedição.
55
Figu a 35 - Ro ei o de ope ações pa a o ab ico de quad os elé icos u ilizado na 1ª ase de es es pela pa e elé ica.
Um sis ema de Ges ão Técnica Cen alizada é a base pa a a ges ão e icien e de um edi ício. Na Figu a
36 é ap esen ado o o ei o c iado pa a o GTC que é cons i uído pela p epa ação que engloba a
p epa ação dos esquemas elé icas e a p epa ação do dossie QE, depois emos a p og amação de
aco do com os pon os aco dos com o clien e. Após a p og amação é e e uada a es agem do sis ema e
caso o clien e es eja sa is ei o com a solução p ocede-se a elabo ação da documen ação necessá ia. Po
im a assis ência uma ez que a OCRAM ambém o e ece assis ência écnica caso oco a algum p oblema
pos e io .
56
Figu a 36 - Ro ei o de ope ações pa a o desen ol imen o de sis emas GTC u ilizado na 1ª ase de es es.
Ao sepa a o p ocesso em ases signi ica i os podemos depois chega an o a empos médios o ais de
ab ico como ambém empos médios po ope ação das máquinas. Is o i á pe mi i um cálculo de
planeamen o de necessidades de capacidade com alo es mais ealis as, uma o çamen ação mais
ealis a com alo es de empo eais e ambém i á pe mi i a análise dos e ei os de melho ias de p ocesso
quando são aplicadas melho ias de p ocesso.
4.1.7 P odução
4.1.7.1 O dens de P odução
Po de ei o o ges o do p oje o i á ab i uma no a o dem de p odução, semp e em MES, quando ecebe
o email de no a OP po pa e de um do o çamen is as. O p oje o se á echado au oma icamen e quando
odas as suas o dens de ab ico o em e minadas. Exis e, depois, ambém a opção de ab i o p oje o
manualmen e pa a a c iação de mais o dens de ab ico po exemplo de pós- enda ou enda di e a.
Pa a a c iação de um p oje o, é necessá io o p eenchimen o de á ios campos. Na Figu a 37 podemos
obse a os campos a p eenche pa a a c iação de um p oje o na pla a o ma MES. Abaixo encon a-se
uma explicação de alhada de cada um desses campos:
63
Na Figu a 45 é ap esen ada a in e ace u ilizada pelo ope ado pa a o egis o de p odução.
Figu a 45 - In e ace egis o de p odução po pa e do ope ado .
4.1.9.2 In e ace Ges o
A pa i da Dashboa d, o ges o pode isualiza , em empo eal, as ope ações que cada uncioná io es á
ealizando, o p oje o e a o dem de ab ico associada, bem como a da a de início. A Figu a 46 ap esen a
a Dashboa d da pla a o ma MES da emp esa.
Figu a 46 - Dashboa d do ges o
Nes a secção da pla a o ma, o ges o pode ambém isualiza o empo gas o em cada e apa de p odução,
o es ado de cada e apa e iden i ica exa amen e quem abalhou em cada o dem de ab ico. Com es es
dados, se á possí el compa a os empos de manu a u a es imados pelo OCRAMSelec , que são
u ilizados na o çamen ação, com os empos eais de áb ica, com o obje i o de iden i ica e en uais
disc epâncias en e os alo es.

64
4.2 Rees u u ação dos códigos de a igo
Uma das écnicas essenciais pa a man e um con olo p eciso do in en á io e ga an i a acessibilidade
e acilidade de localização dos a igos do in en á io são os códigos de a igo. Um código de a igo,
ambém conhecido como
s ock keeping uni
(SKU), é um código único, al anumé ico, associado a um
a igo especí ico no a mazém de uma emp esa. Os códigos são elabo ados de o ma a se em desc i i os,
icos em dados e pa a e le i as ca ac e ís icas mais ele an es pa a a emp esa.
Os códigos de a igo desempenham um papel undamen al na segmen ação de p odu os e con ibuem
pa a a o ganização e p o issionalismo das a u as da emp esa, g aças ao seu o ma o e comp imen o
consis en es. Tipicamen e, os SKUs incluem classi icações e ca ego ias de inidas, que acili am a
iden i icação e classi icação dos p odu os. Ao c ia códigos SKU, é impo an e inclui e e ências cla as
pa a ga an i que não haja ambiguidades no p ocesso de a ibuição das ca ego ias.
Além disso, os SKUs podem se aplicados não apenas a p odu os angí eis, mas ambém a p odu os
in angí eis, como ga an ias, p opo cionando uma ges ão mais ab angen e do in en á io da emp esa. Em
suma, os SKUs são uma e amen a aliosa pa a emp esas que desejam melho a a o ganização e
man e um con olo e icaz dos a igos do a mazém.
A p opos a de ees u u ação dos códigos de a igo isa c ia códigos especí icos pa a a ma é ia-p ima
mecânica, como en ilado es e ecupe ado es de calo , en e ou os. Além disso, p ocu a acili a a
c iação de ichas écnicas pa a uma u u a in eg ação com o MES.
4.2.1 Si uação a ual
A ualmen e, a emp esa u iliza um sis ema de codi icação es u u ado al anumé ico, onde a
ep esen ação dos a igos é ei a po le as e núme os, mas com pouco ou nenhum signi icado. O obje i o
é que os códigos sejam “exp essi os”, ou seja, ao in e p e a um código, seja possí el iden i ica as
p op iedades do a igo em ques ão.
A ualmen e, o maio p oblema p ende-se com o ac o de o código se in oduzido manualmen e e não
exis i nenhuma eg a que explique e/ou de ina o p ocedimen o pa a a codi icação dos di e en es ipos
de a igos. A al a de eg as aduz-se numa p obabilidade ele ada de c ia dois códigos pa a o mesmo
a igo pois não se consegue e i ica se o a igo já es a a c iado e a edundância de códigos pode
masca a a e dadei a quan idade disponí el de um a igo, le ando a decisões de comp a e adas e à
al a de p odu os c í icos. Pa a além disso, a ges ão de s ocks duplicados exige mais empo e ecu sos.
Is o le a a p oblemas como:
65
• Má a ibuição do código de a igo
• Códigos sequenciais que não a ibuem qualque in o mação ao código de a igo
• Sis ema sob eca egado com demasiados a igos de ido às duplicações;
Na Tabela 6 são ilus ados exemplos de a igos, mas com uma a ibuição de amílias di e en es. Is o le a
a que a p ocu a de a igos no sis ema P ima e a ique complexa.
Tabela 6 - Exemplo da má a ibuição de amílias nos códigos de a igo.
A igo
Código de a igo
Desc ição
Família
Sub amília
1
MTCSREBITE512
Rebi e alumínio 5 x12 mm
Ele i icação de u as
Acessó ios u as
2
MTCSREBITE530
Rebi e alumínio 5 x 30 mm
Consumí eis
Consumí eis
Na Tabela 7 é ilus ado mais um exemplo de dois a igos, mas uma codi icação de a igo di e en es o
que demons a a al a de eg as no que oca á c iação de a igos.
Tabela 7 - Exemplo da al a de eg as pa a a codi icação de a igos.
A igo
Código de a igo
Desc ição
Família
Sub amília
1
MTCAUTOP6375
Pa a uso au o pe u an e 6,3 x 75 Sex .
Consumí eis
Consumí eis
2
MTCSPARAF4822
Pa a uso au o pe u an e 4.8x22 Sex .
Consumí eis
Consumí eis
Na Tabela 8 é ilus ado mais um exemplo de ês a igos com uma codi icação sequencial que não a ibui
qualque in o mação do a igo ao seu código de a igo. Os códigos sequenciais o nam mais di ícil a
iden i icação de um a igo pelo seu código.
Tabela 8 - Exemplo da codi icação sequencial nos códigos de a igo.
A igo
Código de a igo
Desc ição
Família
Sub amília
1
MTEC026
T ans o mado 300VA classe II
230 – 24
Quad os elé icos
T ans o mado es
2
MTEC026.1
T ans o mado 350VA classe II
230 – 24
Quad os elé icos
T ans o mado es
3
MTEC026.2
T ans o mado 400VA classe II
230 - 24
Quad os elé icos
T ans o mado es
Pa a mi iga esses p oblemas, é essencial implemen a um sis ema de codi icação de a igos cla o e
pad onizado, ga an indo a unicidade de cada código e a a ualização egula dos egis os de in en á io.
66
4.2.2 No o modelo de codi icação
Os códigos an igos o neciam pouca ou nenhuma in o mação sob e os p odu os. A no a p opos a de
códigos é baseada no ipo de a igo (ma é ia-p ima, p odu o inal, e c.)e depois é di idida ainda em amília
e sub amília.
Com a ees u u ação dos códigos, cada a igo ago a possui um código que e le e o seu ipo de a igo,
amília e sub amília, acili ando a iden i icação. Pa a além disso o am desa i ados os códigos duplicados
e obsole os com o obje i o de e i a a edundância e a melho ia da e icácia.
Os ês p imei os dígi os do código SKU unciona ão como um iden i icado de ní el supe io , compos o
po ês dígi os numé icos. Como é possí el isualiza na Tabela 9, o p imei o dígi o indica á o ipo de
a igo, como ma é ia-p ima, p odu o in e médio, p odu o inal, FSE, a i os ixos angí eis (AFT) en e
ou os.
Tabela 9 - Tipos de a igo de aco do com a no a codi icação.
Tipo A igo
Desc ição
100
Ma é ia-p ima
200
P odu os in e médios
300
FSE - Fo necimen os e Se iços Ex e nos
400
Vendas
500
Se iços
700
AFT - BENS – AI
900
Consumí eis
Os dois dígi os subsequen es indica ão a amília do a igo, como Ma é ia-P ima Es u u al, Ma é ia-P ima
pa a Isolamen o e Vedação, en e ou as. Na Tabela 10 são ap esen adas as amílias pa a a ma é ia-
p ima de aco do com a no a p opos a de codi icação.
Tabela 10 – Nomencla u a de amílias pa a a ma é ia-p ima.
Tipo de a igo
Família
Desc ição
100
101
Ma é ia-p ima Es u u al
100
102
Ma é ia-p ima Isolamen o e Vedação
100
103
Ma é ia-p ima Sis emas de Fixação
100
104
Ma é ia-p ima Mecânica
67
100
105
Ma é ia-p ima Elé ica-Consumí eis
100
106
Ma é ia-p ima Elé ica
100
107
Ma é ia-p ima Pin u a
100
108
Ma é ia-p ima Hid áulica
100
109
Ma é ia-p ima Acessó ios UTA
100
110
Ma é ia-p ima Acessó ios de condu a
100
111
Ma é ia-p ima Elé ica Mon agem
100
112
Selan es
100
113
Ma é ia-p ima Ins alação
100
114
Au omação e con olo
100
115
Au ocolan es
100
116
GTC
100
130
Ma é ia-p ima Hicu /Se alha ia
100
150
Ma é ia-p ima Di e sos
Após esses ês dígi os, segui ão ês le as que se i ão como um indicado da sub amília do p odu o.
Ge almen e, essas le as se ão uma ab e iação do ipo de p odu o, como "PAR" pa a pa a uso, "REB"
pa a ebi e. No Anexo II é ap esen ado em maio de alhes a no a p opos a de es u u a de codi icação,
ap esen ando odas as sub amílias. Na Tabela 11 são ap esen adas as sub amílias pa a a amília 103 -
Sis emas de Fixação.
Tabela 11 - Nomencla u a de sub amílias pa a a amília 103.
Família
Sub amília
Desc ição
103
ANI
Anilha
103
BCA
Bucha
103
CAS
Casquilho
103
GAN
Gancho
103
GRA
G ampo
103
PAR
Pa a uso
103
PER
Pe no
103
POR
Po ca
103
REB
Rebi e
68
103
UVR
União a ão
103
VAR
Va ão
A nomencla u a se á pad onizada pa a odos os p odu os, ga an indo consis ência e acili ando a
iden i icação e classi icação dos i ens no a mazém. Todo o código al anumé ico que segui á es es 6
ca a e es se á especí ico da sub amília de p odu o, pe mi indo uma o ganização p ecisa e e icien e do
in en á io da emp esa.
Os códigos SKU desempenham um papel c ucial na ges ão e icien e do in en á io de uma emp esa,
o e ecendo di e sas an agens que con ibuem pa a a omada de decisões es a égicas e a o imização
dos p ocessos in e nos.
A Figu a 47 demons a a es u u a de codi icação pa a um pa a uso. Pa a a es u u a oi u ilizado a
es u u a p opos a e o am de inidas as ca ac e ís icas mais impo an es, obse adas as al e na i as
exis en es e c iado um conjun o de eg as pa a a designação dos códigos ela i os a es as ca ac e ís icas.
Figu a 47 - Es u u a de codi icação pa a a sub amília Pa a uso
P imei amen e, os códigos SKU pe mi em uma análise de alhada dos p odu os inais e das ma é ias-
p imas. Ao acompanha as endas e a p ocu a de cada a igo po meio dos códigos SKU, a emp esa
pode iden i ica quais p odu os êm maio p ocu a no me cado e quais es ão com baixa. Es a análise
o e ece uma pe ceção aliosa sob e as endências do me cado e o ien a o desen ol imen o de no os
p odu os, di ecionando os ecu sos pa a os p odu os mais popula es.
Seguindo es a nomencla u a, é possí el pe cebe po exemplo, no inal de um ano, qual a con igu ação
de UTA com maio p ocu a naquele ano e pode-se o ien a u u os p oje os com in o mação a pa i das
endas da emp esa.

69
Ao u iliza códigos SKU signi ica i os, a emp esa pode iden i ica quais os ma e iais mais u ilizados na
p odução e decidi , po exemplo, no caso dos en ilado es po aze s ock dos en ilado es mais u ilizados
com o obje i o de diminui empo de en ega.
Ou a an agem dos códigos SKU é a sua u ilidade na ges ão diá ia do in en á io. Com códigos únicos e
acilmen e iden i icá eis, o na-se mais simples e ápido localiza e con abiliza os p odu os a mazenados.
Isso con ibui pa a uma ges ão mais e icien e dos s ocks, eduzindo e os e agilizando os p ocessos de
eceção, a mazenamen o e expedição de me cado ias. A u ilização de um núme o limi ado de classes
nos códigos SKU o na ainda mais ágil e in ui i a a iden i icação dos p odu os, aumen ando a
p odu i idade e minimizando os cus os ope acionais.
4.2.3 Reg as de codi icação de a igos
Em p imei o luga , é necessá io iden i ica se o a igo que se p e ende codi ica é um a igo no o ou se
já se encon a codi icado. Caso seja um a igo no o, pa a o qual é necessá io a ibui um código,
iden i ica-se em p imei o luga o ipo de a igo, a amília e sub amília de a igos es e pe ence. De seguida
é a ibuído o código a esse a igo endo em con a as suas ca a e ís icas, sendo que depois é disc iminado
de o ma mais de alhada na designação do a igo. Pa a ealiza uma codi icação co e a dos ma e iais é
necessá io a c iação de eg as cla as e simples.
Des e modo, pa a codi ica um ma e ial de e a ende -se às seguin es eg as:
• Iden i ica o ipo de a igo a que o a igo pe ence;
• Iden i ica a amília a que o a igo pe ence;
• P ocu a o a igo no amília espe i a;
• Iden i ica a sub amília a que o a igo pe ence;
• Caso o ma e ial não exis a na lis a de a igos p ocede à sua codi icação;
• Consul a e segui a es u u a de codi icação es abelecida pa a a amília do a igo, cons uindo
o espe i o código, endo em con a as ca a e ís icas do a igo necessá ias pa a a de inição do
código;
Pa a acili a a c iação de códigos de a igos, oi c iado um documen o Excel que con ém odas as
in o mações ele an es sob e ipos de a igos, amílias, sub amílias e ca ac e ís icas indi iduais de cada
p odu o. O documen o u iliza lis as suspensas (
d op-down
) com dependências, pe mi indo uma seleção
simpli icada. Ao seleciona a ca ac e ís ica inicial, o ipo de a igo, o Excel il a au oma icamen e as
opções, exibindo apenas as amílias co esponden es a esse ipo de a igo. Pos e io men e, ao escolhe
70
uma amília especí ica, as sub amílias elacionadas são ap esen adas ambém de o ma co esponden e
a amília selecionada.
Cada sub amília possui um conjun o especí ico de ca ac e ís icas, que são exibidas pa a o u ilizado
seleciona con o me necessá io. Es a es u u a pe mi e ao u ilizado seleciona odas as especi icidades
do p odu o de o ma e icien e, esul ando na c iação de um código inal comple o e p eciso pa a o a igo.
Essa abo dagem melho a signi ica i amen e a p ecisão e a e iciência na c iação de códigos de a igos,
ga an indo que odas as a iá eis e ca ac e ís icas sejam co e amen e conside adas e aplicadas. A
Figu a 48 ap esen a o modelo cons uído em Excel pa a a acili a a c iação de no os códigos de a igo.
Figu a 48 - Modelo Excel pa a a c iação de no os códigos de a igo.
4.3 Implemen ação de um sis ema de cus eio baseado em cen os de cus os
O concei o de cen o de cus o no âmbi o dos sis emas de cus eio p e ende ep esen a os depa amen os
e/ou cen os de decisão de uma o ganização, assim como g upos e/ou equipas de abalho.
4.3.1 P oblemas com o sis ema a ual
A emp esa en en a a p oblemas como um ele ado cus o de es u u a, com cen os de cus os apenas
pa a os eículos. Cus os como consumí eis, ele icidade, e amen as de uso e desgas e ápido, en e
ou os, e am odos conside ados cus os de es u u a. Além disso, o cus o de es u u a e a dis ibuído de
o ma igual en e os dois p incipais depa amen os, Clima e Solu ions, quando es es possuem
necessidades mui o di e en es.
Com a implemen ação dos cen os de cus os p e ende-se ap oxima o cus o de es u u a à ealidade. O
obje i o é, passado um ano da c iação dos cen os de cus os, a debi a odos os cus os aos cen os de
71
cus os co esponden es se á possí el de e mina o cus os o al de uma secção pa a depois calcula o
cus o po ho a das secções. Pa a além disso, se á possí el a sepa ação do cus o das secções
conside ando ma é ia-p ima (MP), mão de ob a di e a (MOD) e gas os ge ais de ab ico (GGF).
Inicialmen e, se á ei o um cálculo ap oximado, e no início do p óximo ano, se á ealizado um cálculo
de alhado do cus o po ho a, de aco do com os alo es associados aos cen os de cus os, conside ando
ambém a in lação nos p odu os. Com a de inição de no as ma gens pa a a es u u a e um cus o po
ho a adequado anualmen e (conside ando odos os gas os de cada secção, como gás e il os de pin u a
no cen o de cus os co esponden e), ob emos um modelo de o çamen ação mais jus o e coe en e.
4.3.2 De inição de dimensões
A de inição inicial das dimensões po ezes pode se p oblemá ica, especialmen e em emp esas sem
uma es u u a o ganizacional de inida, nomeadamen e no que diz espei o aos cen os de cus o. Es a
es u u ação de e á se le ada a cabo endo em conside ação o p opósi o inal de sis ema de cus eio,
quais e como se ão u ilizados os ou pu s do mesmo.
Assim, ao de ini o conjun o de cen os de cus o, de e á e -se p esen e que eles ão escoa odos os
cus os supo ados pela o ganização, desde cus os com pessoal, in aes u u as e ma é ias-p imas.
Conclui-se que es es passos iniciais de de inição da es u u a concep ual do modelo de cus eio, de e ão
se ealizados semp e po alguém que enha um conhecimen o ans e sal da o ganização. Só assim
conseguimos ga an i que a es u u a do modelo que es á a se desen ol ido e le e a ealidade
o ganizacional e mi igando o isco da alocação inco e a de cus os.
4.3.3 A i idades
As a i idades dizem espei o às a e as que são desen ol idas pela emp esa pa a le a a cabo o seu
negócio. No malmen e são di ididas en e a i idades p odu i as e a i idades não p odu i as.
Po a i idades de es u u a de e en ende -se aquelas que supo am as a i idades p incipais da emp esa,
como as a i idades desen ol idas pelo depa amen o de Recu sos Humanos, adminis ação,
depa amen o de comp as, depa amen o da qualidade, depa amen o de IDI, ma ke ing en e ou as.
4.3.4 P ocesso de epa ição de cus os
Após e em sido ca egados os dados de cus os do balance e da o ganização começam-se a aplica os
c i é ios de impu ação. Exis em de e minados cus os que são o almen e impu á eis a um cen o de
cus os. No en an o, exis em de e minados cus os como ele icidade cujo mé odo de dis ibuição de
72
cus os pelos espe i os cen os de cus os é especí ico e oco e no malmen e com ecu so a uma o ina
pelo sis ema.
4.3.4.1 De inição de c i é ios de impu ação
Após o ca egamen o dos dados de cus os do balance e da o ganização, começam-se a aplica os
c i é ios de epa ição de inidos. C i é io de impu ação ou de epa ição são os condu o es da alocação
dos cus os pelos di e sos es ágios de epa ição, is o é, es abelecem as eg as a i mé icas de epa ição
de cus os p e is os numa dimensão pa a ou a(s). Um c i é io de impu ação de e espei a os a o es
que a e am os cus os.
Inicialmen e, há uma epa ição en e a con abilidade ge al e os cen os de cus o a e os a a i idades
p odu i as, denominado Indus ial, e o cen o de cus os a e o a a i idades não p odu i as, denominado
Es u u a. Na Figu a 49 é possí el isualiza o modelo de cen o de cus o ap o ado pela emp esa.
Figu a 49 - Modelo de cen o de cus os ge al.
79
Cada uncioná io e á um código de a igo especí ico, con o me a es u u a de inida na subsecção 4.2
Rees u u ação dos códigos de a igo, ao qual es ão associadas odas as in o mações con idas no módulo
de ecu sos humanos, incluindo dados sala iais.
O cus o o al se á en ão calculado com base nos empos de ab ico eais ob idos a pa i do MES. Com
os dados do núme o de ho as abalhadas po p oje o e o dem de ab ico e as in o mações con idas no
módulo de R.H., é possí el calcula um cus o ex emamen e p eciso ela i o à mão de ob a pa a cada
o dem de p odução.
Além disso, os empos de p odução ob idos a a és do MES se ão compa ados com as es ima i as
o necidas pelo so wa e OCRAMSelec . O OCRAMSelec o nece uma es ima i a do empo de p odução
da máquina, enquan o o MES o nece o empo o al e ambém o empo gas o po ope ação associado a
cada máquina. Com a cole a ex ensi a de dados, pode emos e i ica se o empo médio de p odução
dado pelo OCRAMSelec de um de e minado p odu o é semelhan e à ealidade.

80
5 Conclusões e abalhos u u os
O p esen e p oje o de disse ação desen ol ido em con ex o emp esa ial, na emp esa OCRAM, e e como
p incipal oco a implemen ação de um sis ema MES pa a melho a o p ocesso de ab ico de unidades
de a amen o de a .
Des e modo, e ecupe ando os obje i os desc i os no p imei o capí ulo, es e p oje o de disse ação e e,
numa ase inicial, a inalidade de desc e e a si uação a ual da emp esa, elabo a uma análise aos luxos
de in o mação en e os depa amen os ou unções da emp esa e os espe i os p ocedimen os u ilizados.
Pos e io men e, deu-se a iden i icação e análise dos p oblemas de e ados.
Na p imei a ase do p oje o, oi ealizado um enquad amen o eó ico dos emas elacionados à Indús ia
4.0, MES e ERP, es a égias de implemen ação e as especi icidades das unidades de a amen o de a .
A a és des a e isão bibliog á ica oi possí el cons ui um undamen o eó ico ela i o aos emas e
iden i ica as bases a pa i das quais se desen ol eu o p oje o p opos o.
Após a análise dos concei os eó icos p esen es na li e a u a, p ocedeu-se à ca ac e ização da si uação
a ual e à con igu ação inicial da pla a o ma MES. Além disso, o am c iadas a e as de i adas da
implemen ação do MES, como a ees u u ação dos códigos de a igo pa a ga an i a c iação de códigos
pa a odos os a igos, incluindo a ma é ia-p ima mecânica (ex: en ilado es, ecupe ado es) uma ez que,
an e io men e, e am encomendados pa a uma ob a especí ica e nunca en a am em
s ock
. Também oi
de inida uma es u u a de cen os de cus os, com o obje i o de de e mina com p ecisão o cus o/ho a
po depa amen o e o cus o de ans o mação de ma e ial.
Po im, o am desc i os os di e sos p ocessos de in eg ação em que a pla a o ma MES e ERP a iam
pa e. p opos as de melho ia ap esen adas êm com obje i o ga an i uma maio isibilidade e
anspa ência do p ocesso de ab ico com a ob enção de dados ele an es.
Implemen ação do MES
No que diz espei o à implemen ação do MES, oi ealizado odo o p ocesso de con igu ação inicial en e
os quais a de inição de ní eis de pe missões, c iação dos cen os de abalho, c iação das ope ações,
c iação das equipas de abalho, c iação de o ei os de ope ações, c iação da lis a de uncioná ios.
A implemen ação oi ealizada de o ma aseada, começando com a pa icipação de apenas algumas
pessoas de cada secção e expandindo a cada ase de es es. P imei amen e, oi execu ada uma ase
pilo o du an e a qual o am descobe os alguns e os na pla a o ma que o am pos e io men e co igidos
81
pela WIP. Em seguida, ealizou-se uma segunda ase de es es já com o ei os de ope ação mais
de alhados e um maio núme o de pessoas a egis a no so wa e.
Na p imei a ase, a pla a o ma e a u ilizada apenas pela equipa de mon agem. Com a implemen ação,
conseguimos expandi o uso da pla a o ma pa a as secções de Co e e Quinagem, Pin u a e odo o
depa amen o elé ico. Além disso, esol emos os p oblemas que su gi am du an e o uso pelos
ope ado es. Du an e es e es ágio cu icula , oi alcançado um aumen o signi ica i o no alcance, passando
de 25% pa a 90%, ep esen ando um c escimen o de 65%.
Pa a além disso, os p oje os do MES o am in eg ados no so wa e ERP da emp esa , o que pe mi iu a
ex ação dos dados ela i os aos empos de ab ico anulando a necessidade manual dos débi os de ho as
se em ealizados pelo Di e o da Logís ica.
A a és des a implemen ação, ganhou-se mais isibilidade sob e o que es á a acon ece na áb ica em
empo eal e sob e os empos eais de ab ico dos equipamen os.
Sis ema de codi icação
No que diz espei o ao sis ema de codi icação dos a igos, o am suge idas algumas al e ações na
es u u a de codi icação dos mesmos, endo como p incipal obje i o a acilidade de in e p e ação e de
econhecimen o dos códigos, assim como ambém a edução do e o humano associado às ações de
codi icação.
A p opos a de melho ia consis e na a ibuição co e a do ipo de a igo, amília e sub amília do a igo.
Com es a p opos a p e ende-se mi iga os e os de má a ibuição do código de a igo e o na os códigos
de a igo mais econhecí eis u ilizando as suas ca ac e ís icas mais impo an es. Pa a além disso, o am
eliminados os códigos duplicados e ambém os códigos obsole os pa a e i a sob eca ega o sis ema
com duplicações de a igos.
Assim, a a és da implemen ação des a melho ia p e ende-se acili a a p ocu a de a igos no sis ema e
pad oniza o p ocesso de a ibuição de código de a igo.
Cen o de cus os
No que diz espei o os cen os de cus os, oi suge ida a c iação de um modelo de cus eio baseado em
cen o de cus os com o obje i o de ganha isibilidade da dis ibuição dos cus os, de minimiza o cus o
de es u u a e de calcula cus os de es u u a di e en es pa a os dois g andes depa amen os p odu i os
da OCRAM, a OCRAMClima e a OCRAMSolu ions uma ez que possuem necessidades mui o di e en es.
82
A p opos a consis e na epa ição dos cus os em di e en es cen os de cus os, azendo logo um p imei a
di isão en e os depa amen os p odu i os, ao qual oi chamado Indus ial, e os não p odu i os, ao qual
oi chamado Es u u a. Após a subdi isão inicial em di e en es depa amen os e seções, oco e uma no a
subdi isão. No caso das seções do se o Indus ial, a subdi isão inclui MP, MOD e GGF. Já no caso dos
se o es incluídos na Es u u a, a subdi isão ab ange á ios depa amen os não p odu i os, como
Recu sos Humanos, Adminis ação, en e ou os. Esses depa amen os possuem c i é ios de impu ação
de a e ação empo al, com o obje i o de ep esen a a u ilização de ecu sos de cada depa amen o.
Es as epa ições pe mi em depois uma alocação co e a dos cus os minimizando o cus o de es u u a,
mas ambém pe mi em que a emp esa comece a aze uma análise mais de alhada dos cus os. Assim,
a a és da implemen ação des a melho ia p e ende-se calcula os cus os de ans o mação po secção
uma ez que a ualmen e são calculados manualmen e e o cálculo de uma ma gem de es u u a mais
ealis a e jus a pa a ambos os depa amen os.
5.1 T abalhos u u os
Como abalho u u o, a equipa MES con inua á a sensibiliza os es an es depa amen os sob e o no o
sis ema da emp esa, e o çando que odas as a e as êm de se egis adas em MES.
Além disso, ai se necessá ia a c iação de uma icha écnica modelo pa a odos os p odu os s anda d
e ambém de ini os campos necessá ios pa a ealiza a impo ação do OCRAMSelec pa a o Excel
in e médio. Mas em p imei o luga , é necessá io de ini o ní el de complexidade/de alhe que se p e ende
coloca nas ichas écnicas.
Após a in eg ação do OCRAMSelec e EPLAN pa a o MES e pos e io men e pa a o ERP já se á possí el
o desen ol imen o da unção de cálculo de necessidades, pois o cálculo de necessidade se á baseado
nos consumos das ichas écnicas que se ão impo adas. Depois, se á possí el ealiza um planeamen o
de necessidades conside ando as necessidades ao ní el da ma é ia-p ima, como ambém a ocupação
dos cen os de abalho.
Também se á necessá ia a modi icação de odos os a igos no P ima e a pa a os seus no os códigos de
a igo pa a acili a a p ocu a de a igos no sis ema e pad oniza o p ocesso de a ibuição de código de
a igo e ambém é necessá ia a c iação de bases de dados dos uncioná ios com odas as in o mações
eque idas no módulo de Recu sos Humanos no P ima e a pa a depois pe mi i um débi o au omá ico
à ob a e pode mos analisa de o ma mais ealis a a o ma como a emp esa o çamen a e ambém se
esse modelo se encon a de aco do com a ealidade.
83
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Apêndice 1 Modelação do p ocesso ge al
88
Apêndice 2 Modelação do p ocesso p odu i o s anda d