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O papel da tradução na divulgação turística: uma experiência na cidade de Viana do Castelo

Author: Cunha, João Pedro Passos
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/d8cc32ab-babc-4a1d-b3e1-283682270f33/download
Escola de Le as, A es e Ciências Humanas
João Ped o Passos Cunha
O papel da adução na di ulgação
u ís ica: uma expe iência na cidade de
Viana do Cas elo
maio de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Le as, A es e Ciências Humanas
João Ped o Passos Cunha
O papel da adução na di ulgação
u ís ica: uma expe iência na cidade de
Viana do Cas elo
Rela ó io de es ágio
Mes ado em T adução e Comunicação Mul ilingue
T abalho e e uado sob a o ien ação da
Dou o a Má cia C is ina Almeida Oli ei a
maio de 2025
I
Ag adecimen os
Gos a ia de começa po ag adece à minha amília po semp e me e apoiado nes e pe cu so
de 23 anos que é a minha ida e po semp e es a em p esen es em odos os momen os.
Em segundo luga , gos a ia de ag adece à Câma a Municipal de Viana do Cas elo, e em
especial à Unidade de Tu ismo, po e em apos ado em mim e po me pe mi i em ealiza es e
es ágio cu icula . Também gos a ia de ag adece à equipa que abalha na Unidade de Tu ismo,
po me ajuda em em udo, po me ensina em á ias coisas sob e o abalho no se o do u ismo
e po me e em ecebido ão bem, assim como à equipa que abalha no Pos o de Tu ismo de
Viana do Cas elo, an o da Câma a Municipal, como da emp esa Vi ’Expe iência, que me
ensina am a a ende os isi an es da melho o ma possí el.
Po im, gos a ia de ag adece especialmen e às minhas o ien ado as de es ágio, D a.
Leon ina Ca dona, da Câma a Municipal de Viana, e D a. Má cia Oli ei a da Uni e sidade do
Minho, po odo o apoio e acompanhamen o que me de am, du an e e após o es ágio cu icula ,
e po es a em semp e disponí eis a ajuda -me em udo o que p ecisei.

DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
III
Decla ação de In eg idade
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
S a emen o In eg i y
I he eby decla e ha ing conduc ed his academic wo k wi h in eg i y. I con i m ha I ha e no used
plagia ism o any o m o undue use o in o ma ion o alsi ica ion o esul s along he p ocess
leading o i s elabo a ion.
I u he decla e ha I ha e ully acknowledged he Code o E hical Conduc o he Uni e si y o
Minho.
O papel da adução na di ulgação u ís ica:
Uma expe iência na cidade de Viana do Cas elo
Resumo
A ualmen e, a adução em um papel undamen al em di e sas á eas que a e am
di e amen e o desen ol imen o de di e en es países e egiões, sendo uma delas o u ismo. Ao
longo dos úl imos anos, o u ismo em Po ugal em e i icado um aumen o signi ica i o,
con ibuindo eno memen e pa a a economia e desen ol imen o nacional e egional. No sen ido de
da espos a aos desa ios desse aumen o, a comunicação e o a endimen o aos u is as o nou-se
essencial, pois não só pe mi em que es es enham uma melho expe iência quando isi am o
nosso e i ó io, mas ambém uma melho di ulgação das egiões isi adas. Tendo em
conside ação o pe il dos u is as que nos isi am a ualmen e, sendo es es na sua maio ia
isi an es es angei os que não alam po uguês, e ela-se en ão necessá io apos a na adução.
Como pude e i ica ao longo do es ágio que ealizei na Câma a Municipal de Viana do Cas elo, a
adução, apesa de e uma g ande impo ância nes e se o de a i idade, nem semp e é uma
apos a den o das en idades públicas, como câma as municipais. Es as ins i uições eco em
equen emen e a se iços de emp esas de adução em de imen o da con a ação de adu o es
p o issionais especializados, o que, como a gumen o, nem semp e é a melho opção, endo em
con a que os adu o es dessas emp esas podem não possui conhecimen os sob e os locais
isados nos p oje os de adução. Es a é uma ques ão, en e ou as, que en a iza ei ao longo do
p esen e abalho.
Nes e ela ó io, i ei abo da a minha expe iência na Câma a Municipal de Viana do Cas elo,
desc e endo as a e as que ealizei, e le indo sob e o papel da adução na di ulgação u ís ica
de uma cidade e sob e o que, nes e âmbi o, pode se melho ado, de o ma a ga an i que quem
isi e Po ugal possa e uma melho comp eensão da nossa cul u a.
Pala as-Cha e:
Tu ismo. Cul u a. Di ulgação u ís ica. Caminhos de San iago. Viana do Cas elo
V
The ole o ansla ion in ou ism p omo ion:
An expe ience in he ci y o Viana do Cas elo
Abs ac
Nowadays, ansla ion plays a undamen al ole in a numbe o a eas ha di ec ly a ec
he de elopmen o di e en coun ies and egions, one o which is ou ism. O e he las ew yea s,
ou ism in Po ugal has seen a signi ican inc ease, con ibu ing eno mously o he na ional and
egional economy and de elopmen . In o de o mee he challenges o his expansion,
communica ion and se ice o ou is s has become essen ial, as i no only allows hem o ha e a
be e expe ience when hey isi ou e i o y, bu also o be e publicise he egions hey isi .
Conside ing he p o ile o he ou is s who isi us oday, mos o whom a e o eign isi o s who
don' speak Po uguese, i is he e o e necessa y o in es in ansla ion. As I was able o pe cei e
du ing my in e nship a Viana do Cas elo Municipal Council, al hough ansla ion is e y impo an
in his ac i i y sec o , i is no always a p io i y o public o ganisa ions such as municipal councils.
These ins i u ions o en use he se ices o ansla ion companies o he de imen o hi ing
specialised p o essional ansla o s, which, as I a gue, is no always he bes op ion, gi en ha he
ansla o s o hese companies may no ha e any knowledge o he loca ions a ge ed in he
ansla ion p ojec s.
This is one issue, among o he s, ha I will be emphasising h oughou his wo k.
In his epo , I will discuss my expe ience a Viana do Cas elo Municipal Council, desc ibing he
asks I ca ied ou , e lec ing on he ole o ansla ion in publicising a ci y's ou ism and wha could
be imp o ed in his a ea o ensu e ha hose isi ing Po ugal ha e a be e unde s anding o ou
cul u e.
Keywo ds
Tou ism. Cul u e. Tou ism p omo ion. The Way o Sain James. Viana do Cas elo
4
obje i o de a ai cada ez mais pessoas à cidade e de coloca o nome de Viana do Cas elo no
mapa.
O Tu ismo do Po o e No e é ambém uma das ins i uições que em apoiado o u ismo de
Viana do Cas elo, a a és do o necimen o de ma e iais in o ma i os, como mapas e b ochu as
pa a se em dis ibuídos aos u is as, mas ambém a a és do apoio a di e sos p oje os, de
campanhas de di ulgação de odas as egiões da zona No e de Po ugal, e ainda do inanciamen o
às di e sas ins i uições u ís icas exis en es que isam o desen ol imen o do u ismo em odas as
localidades, con ibuindo assim pa a despesas em e mos de equipamen o e ecu sos humanos e
pa a as a i idades que são ealizadas e que dão a conhece ao público ex e no o melho que o
país em pa a o e ece . De aco do com o Plano de O çamen o do Tu ismo de Po o e No e pa a
o ano de 2022, que pode se consul ado no websi e des a en idade
(h p://www.po oeno e.p /p /in o macao-ins i ucional/plano-de-acao-e-o camen o/), oi p e is a
a ealização de á ios p oje os no mon an e de 1.578.000 de eu os des inados à p omoção do
u ismo, en e os quais se des acam a Agenda Regional 2030, os Caminhos de San iago, e o
p og ama Rea i a o Tu ismo, en e ou os.
Nes e con ex o, um dos elemen os que conside o e g ande impo ância na di ulgação da
cidade são os mapas, o necidos po di e sas en idades, como a Unidade de Tu ismo, o Pos o de
Tu ismo e os es abelecimen os ho elei os de es au ação. Es es mapas são os ma e iais mais
equisi ados pelos u is as, endo uma g ande dis ibuição ao longo do ano. De aco do com dados
que me o am o necidos na Unidade de Tu ismo da Câma a Municipal de Viana do Cas elo no
con ex o do es ágio, o am o e ecidos no ano de 2023 ce ca de 27.839 mapas a u is as (nacionais
e in e nacionais), dos quais 16.340 es a am disponí eis em qua o línguas, pa a além do
po uguês. Os mapas mais equisi ados pelos u is as es angei os o am os mapas em inglês
(ce ca de 7.340), seguidos pelos mapas em espanhol (7.260), em ancês (1.575) e em alemão
(165). Apesa de os dados se em e iden es e mos a em os núme os de mapas o necidos pelas
en idades municipais nos di e en es idiomas, há ou os a o es que podem in luencia es es
núme os, como po exemplo o ac o dos mapas em línguas como ancês e alemão não es a em
ão disponí eis em o ma o ísico como os mapas nas es an es línguas, ob igando a maio pa e
dos u is as es angei as a op a pelos mapas em inglês. De o ma a e i a es e ipo de
cons angimen o, es es mapas ambém es ão disponí eis em o ma o digi al nas di e en es línguas,
aos quais os isi an es podem e acesso a a és de um QR Code que se encon a nos pos os de
u ismo e em alguns es abelecimen os ho elei os da cidade.

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Du an e o meu es ágio na Unidade de Tu ismo de Viana do Cas elo, i e a opo unidade de
a ende á ios pe eg inos que es a am de passagem po Viana, pelo que e i iquei que um dos
ma e iais mais equisi ados é o mapa da cidade, que des aca odos os pon os de in e esse. Es e
mapa ep esen a um g ande apoio aos isi an es, embo a nem semp e pode se o necido às
pessoas, que po não se encon a disponí eis nas de idas ins i uições u ís icas, que po a asos
na sua p odução ou pela necessidade de agua da au o ização pa a se em dis ibuídos.
Figu a 3 - Mapas da cidade de Viana do Cas elo em di e en es línguas
Figu a 4 - Mapas do Caminho Po uguês da Cos a nas di e en es línguas
Assim, no âmbi o do Mes ado em T adução e Comunicação Mul ilingue da Escola de Le as
e Ciências Humanas da Uni e sidade do Minho, oi-nos dada a opção de aze um de ês p oje os,
sendo es es uma ese, um es ágio cu icula ou a elabo ação de um p oje o, sendo que a minha
opção ecaiu no es ágio cu icula . Nesse sen ido, du an e os meses de dezemb o e janei o,
con ac ei á ias ins i uições públicas, como câma as municipais, p opondo a ealização de um
es ágio cu icula nas suas unidades de u ismo, á ea que escolhi pa a desen ol e no mes ado.
O u ismo semp e oi uma á ea de in e esse pa a mim, po engloba á ias emá icas que conside o
ascinan es, como cul u a, his ó ia, geog a ia e ma ke ing. As ins i uições abo dadas o am as
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câma as municipais de B aga, Pon e de Lima e Viana do Cas elo, da qual ob i e uma espos a
posi i a.
Tendo a minha p opos a sido acei e, decidi ma ca uma eunião na Câma a Municipal pa a
ace a os po meno es do es ágio cu icula , como da a de início, ho á io de abalho, a e as a
ealiza , en e ou os aspe os. Nessa ocasião, con ac ei com a esponsá el pela Unidade de
Tu ismo, D a. Leon ina Ca dona, que me ez uma b e e desc ição de como se ia ealizado o es ágio
e de que o ma me pode ia ajuda nas a e as desempenhadas na ins i uição, endo o início do
es ágio icado ma cado pa a o dia 1 de e e ei o e e mina no dia 17 de maio, com um ho á io
de 7 ho as diá ias (das 9h às 17h, de segunda a sex a- ei a), cump indo assim o núme o de ho as
es ipuladas no egulamen o.
Chegado inalmen e o dia de inicia o es ágio a D a. Leon ina Ca dona começou po me
ap esen a o espaço e as pessoas que abalham na Unidade de Tu ismo. Es a unidade, assim
como a Unidade de Cul u a, unciona a pa i do edi ício conhecido como “Hospi al Velho”,
jun amen e com o Cen o In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a, in eg ando uma equipa
de no e pessoas (um assis en e ope acional, um assis en e écnico e se e écnicos supe io es).
Es a equipa em como p incipais esponsabilidades desen ol e e di ulga o u ismo de Viana do
Cas elo, a a és da ges ão dos pos os de u ismo municipais e cen os de in e ação com u is as;
p omo e e ep esen a o município em inicia i as de apoio às a i idades económicas, como ei as
e exposições; o ganiza e en os adicionais de in e esse u ís ico; ge i a di usão de in o mação
de in e esse pa a agen es de p omoção u ís ica do município; e a a do desen ol imen o de
linhas de me chandising u ís ico.
O Hospi al Velho, pa a além das Unidades de Tu ismo e Cul u a, ambém albe ga o Cen o
In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a, que unciona como um cen o de apoio aos
pe eg inos, o necendo in o mações e p es ando auxílio a odos os que se encon am em
pe eg inação pa a San iago de Compos ela. Pa a além disso, unciona ambém como núcleo
museológico, ap esen ando uma pequena exposição in e a i a sob e o Caminho Po uguês da
Cos a. Aqui, desempenhei algumas unções, nomeadamen e a adução de documen os ligados a
di e sas á eas enquad adas no âmbi o municipal, como o u ismo e o ambien e, e o apoio aos
pe eg inos no Cen o In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a e a u is as no Pos o de
Tu ismo – Viana Welcome Cen e .
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Ao ealiza es e es ágio cu icula na Unidade de Tu ismo do Município de Viana do Cas elo,
p opus-me cump i alguns obje i os que isam en iquece o meu pe cu so p o issional, académico
e pessoal. Um dos meus p incipais obje i os oi pô em p á ica os conhecimen os que adqui i ao
longos dos ês anos de licencia u a em Línguas Aplicadas e do ano e meio de mes ado em
T adução e Comunicação Mul ilingue, de o ma a da apoio na Unidade de Tu ismo, que na
adução de documen os u ís icos (como olhe os, b ochu as e mapas), que no a endimen o a
u is as e pe eg inos que es ão de passagem e que p e endem conhece a cidade de manei a mais
ap o undada. Pa a além de con ibui com o meu conhecimen o, ambém p e endi adqui i mais
compe ências a a és de uma expe iência em abalho eal na á ea do u ismo, pa a pe cebe
como se p ocessam odas a a e as que são e e uadas no âmbi o municipal e pa a en ende como
são o ganizados os e en os que isam a di ulgação da cidade, an o no in e io como no ex e io .
Da mesma o ma, inha ainda o obje i o de ap ende o ocabulá io especí ico que é u ilizado
nes a á ea e de que o ma es e pode se usado e ans o mado pa a acili a a sua comp eensão
po quem em de o a; de es uda de que o ma os ma e iais o necidos ajudam os u is as a
conhece mais sob e o des ino que isi am e ainda, mais conc e amen e, de que manei a é que o
conhecimen o de ou as línguas em impac o na comunicação com es angei os e na di ulgação
de um de e minado local a ní el in e nacional.
Pa a mim, pa a além da adução, a e en e da comunicação ine en e a um es ágio des a
na u eza e e um papel undamen al na minha ap endizagem, sendo es a uma compe ência que
p ecisa a de abalha e ap imo a . Po an o, p e endi ambém, com es e es ágio, coloca -me à
p o a e es a a minha capacidade de ala e comunica com ou as pessoas den o da á ea do
u ismo e ob e conhecimen os especí icos das écnicas de comunicação, como po exemplo sabe
o que se de e dize a pessoas que isi am o país e a cidade pela p imei a ez, como as abo da ,
o que de e ou não se ecomendado, en e ou as compe ências que um bom comunicado de e
possui .
En endo que a ap endizagem des es a o es é undamen al na o mação de jo ens que
p e endem abalha nes a á ea, pois, como i emos numa sociedade cada ez mais globalizada
e na qual é cada ez mais ácil isi a países que ou o a es a am o a do nosso alcance, é essencial
conhece mos o que exis e pa a lá das nossas on ei as, as di e en es línguas e cul u as que
coexis em no nosso mundo, de o ma a que se possa o nece um se iço de qualidade e, em ce o
sen ido, pe sonalizado a cada cidadão es angei o que em cu iosidade de e e sabe coisas no as
nos locais que isi am.
8
II. Tu ismo e T adução
Ma cado po um mundo cada ez mais globalizado, o Tu ismo é uma á ea de es udo que que
susci a in e esse e discussão po pa e in es igado es e especialis as da á ea, que es udam e
enquad am o seu impac o na sociedade, endo em con a a sua e olução e os no os a o es que
pe manen emen e su gem. Ainda que de o ma esumida, abo da ei de seguida alguns elemen os
impo an es nes e con ex o.
2.1 O Tu ismo e o Desen ol imen o Regional
A ualmen e, o u ismo é uma das a i idades com maio g au de desen ol imen o em odo o
mundo, mo imen ando odos os anos milhões de pessoas que iajam em busca de laze ,
conhecimen o, ou simplesmen e de descanso. Pa a a comp eensão des a a i idade, en endemos
como necessá io começa pela sua de inição. Como exp esso na disse ação “A De inição e o
Âmbi o do Tu ismo: um ap o undamen o necessá io” (Cunha, 2010), o concei o de u ismo em
indo a se al o de disco dância en e á ios au o es ao longo dos anos, sendo que no início,
e i icou-se que, pa a de ini o u ismo, se ia necessá io de ini p e iamen e a noção de “ u is a”.
Es e e mo, cuja de inição o icial su giu pela p imei a ez em 1937, a a és da Sociedade das
Nações, e que a i ma a que “ u is a” ab ange “ odas as pessoas que iajam du an e 24 ho as ou
mais, num país di e en e daquele onde possuem a sua esidência habi ual” (Fus e , 1974, p. 17
ci ado em Moesch, s.d, p. 4), oi so endo á ias al e ações, com a adoção de ou os e mos que
a complemen am. A ualmen e, o e mo “ u is a” é conside ado uma das duas ca ego ias do e mo
“ isi an e”, assim como o e mo “excu sionis a”. O Ins i u o Nacional de Es a ís ica de ine isi an e
como “um indi íduo que se desloca a um local si uado o a do seu ambien e habi ual, po um
pe íodo in e io a 12 meses, cujo mo i o p incipal é ou o que não o exe cício de uma a i idade
não enume ado no local isi ado” (Ins i u o Nacional de Es a ís ica, s.d.). A pa i daqui, es e
concei o é di idido em duas ca ego ias: o “ u is a”, que é um isi an e que pe noi a pelo menos
uma ez num de e minado alojamen o no local isi ado; e o “excu sionis a”, que não pe noi a no
local.
A pa i des a de inição de ‘in e enien e’, é mais ácil de ini o u ismo em si. De aco do com
a de inição ado ada pela O ganização Mundial de Tu ismo (OMT) em 1994, o u ismo
“comp eende as a i idades que as pessoas ealizam du an e as suas iagens e es adias em luga es
dis in os dos que i em, po um pe íodo in e io a um ano, pa a ins de laze , negócios e ou os”
9
(Sancho, A., 2001, p.46), ab angendo assim aspe os sociais, económicos e cul u ais. Con udo,
du an e á ios anos, es a de inição oi abo dada de di e en es pe spe i as, endo em con a a o es
dis in os que podem se associados ao u ismo. Ma hieson e Wall (1982) conside a am que o
u ismo é “um mo imen o empo á io de pessoas pa a des inos o a dos seus locais de abalho e
esidência, as a i idades desen ol idas du an e a sua es adia nesses des inos e as acilidades
c iadas que se em pa a sa is aze as necessidades” (p.1). A pa i daqui, podemos a i ma que o
u ismo engloba essencialmen e o conjun o de a i idades que são ealizadas po pessoas que se
deslocam pa a uma zona o a da á ea do seu quo idiano e o conjun o de se iços que são
o necidos a essas pessoas.
Passando pa a uma pe spe i a mais local, o u ismo é um dos se o es com maio c escimen o
em Viana do Cas elo, e i icando-se um aumen o do núme o de u is as que isi am es a cidade
do Al o Minho com o in ui o de conhece a sua cul u a e adição, assim como os monumen os e
udo aquilo que em pa a o e ece . De aco do com o a igo “Viana do Cas elo c esce 22% e egis a
núme o eco de de hóspedes em 2023” (Câma a Municipal de Viana do Cas elo, 2023), po
exemplo, Viana do Cas elo ocupou, den o do anking da egião No e de Po ugal, a 7ª posição
no núme o o al de hóspedes e a 6ª posição no núme o de do midas, com um aumen o de 11%
no p imei o indicado e de 22% no segundo ace ao ano an e io . Den e os isi an es, e i icou-se
que 52% são u is as nacionais e 48% de u is as es angei os. Dados di ulgados po es e a igo da
Câma a Municipal ambém indicam que os p incipais me cados que op am po Viana do Cas elo
são Espanha, Alemanha, F ança, EUA, en e ou os. Já em elação ao ano de 2024, o u ismo em
Viana do Cas elo egis ou os melho es esul ados de semp e no p imei o semes e, em elação a
a o es como núme o de hóspedes, egis ando um o al de 87.776 (aumen o de 14% ace a 2023),
e o núme o de do midas, com um o al de 143.312 (aumen o de 9%), e i icando-se ambém uma
a iação de dados ela i amen e aos p incipais me cados in e nacionais, com um egis o
su p eenden e do me cado No e-Ame icano, que e e um c escimen o no á el ao longo des e ano
(aumen ou ce ca de 45% em núme o de hóspedes, e 49% em do midas). Es e aumen o esul a da
p omoção u ís ica que é ei a pelo Tu ismo de Po ugal no es angei o, mais conc e amen e o
Tu ismo do Po o e No e, en e ou os a o es, como a o icialização do Caminho Po uguês da
Cos a, que le ou cada ez mais pe eg inos a op a em po es a o a aquando da ealização da sua
pe eg inação a San iago de Compos ela. A ualmen e, ce ca de 30% dos pe eg inos op a pelo
Caminho Po uguês da Cos a, como no iciado pelo jo nal O Minho (2024). Es e caminho, que em
início no Po o e e mina em Valença, passando po á ias cidades da o la cos ei a po uguesa,
incluindo Viana do Cas elo, ap esen a uma g ande iqueza, an o a ní el de paisagens como a ní el

10
cul u al. O pe cu so encon a-se p óximo do ma , o nando-o mui o a a i o an o pa a os
pe eg inos nacionais como pa a os pe eg inos in e nacionais, que podem aze o caminho a pé ou
de bicicle a e pe noi a nos di e sos albe gues que se encon am em odas as pa agens
ob iga ó ias do Caminho Po uguês da Cos a. Apesa da passagem de pe eg inos em Viana do
Cas elo a ingi o seu pico du an e os meses de e ão, o Cen o In e p e a i o do Caminho
Po uguês da Cos a az um egis o de dados sob e as pessoas que ealizam es a pe eg inação,
como nacionalidade e núme o de pe eg inos, ao longo do ano in ei o, o que mos a que o u ismo
eligioso pode se um a o com ele ada impo ância pa a o desen ol imen o de uma egião. O
u ismo eligioso, nes e caso, es á ambém elacionado com o u ismo cul u al, le ando as pessoas
a desloca em-se pa a di e sos locais que ap esen am uma eno me iqueza cul u al, que se o nam
locais de pe eg inação, como e e ido na ob a
A expe iência e o ma ke ing u ís ico em con ex os
eligiosos e de pe eg inação: o caso ilus a i o dos Caminhos de San iago
(Sousa e al., 2017, p.
793). Segundo Bond, Packe e Ballan yne, ci ados po Sousa e . al. (2017, p. 793), al acon ece
“em cen os onde se desen ol e oda a a i idade u ís ica de uma egião e onde há espaço pa a o
desen ol imen o do p odu o u ís ico pa a lá do a o eligioso de o ma a en iquece e di e encia
a expe iência que lhe se e de mo o ”.
2.2 A T adução no se o u ís ico
O u ismo é um se o de a i idade que pode se ligado a di e sas á eas da sociedade, como
a economia, a geog a ia e a polí ica, sendo que a adução desempenha um papel undamen al
nes a a i idade económica. A ualmen e, i emos num mundo cada ez mais global, onde iaja
en e países é signi ica i amen e mais ácil e acessí el. Es e ac o o na necessá ia a comunicação
en e pessoas de di e en es países e cul u as. Assim, a adução possuí um papel undamen al
nes a a i idade, pois em como unção acili a a isi a dos u is as a um de e minado des ino,
pe mi indo que es es consigam elaciona -se com a cul u a do país e abso e as suas adições,
p opo cionando momen os de in e ação en e u is as e locais. Des a o ma, a adução em um
impac o p o undo no desen ol imen o u ís ico dos países, is o que possibili a uma expe iência
mais ag adá el aos isi an es, o que esul a á na o mação de boas memó ias e de uma boa
imagem do local isi ado, le ando os u is as a ecomenda o des ino na sua á ea de habi ação,
di ulgando o país e as suas adições além- on ei as.
A adução u ís ica, pa a além de acili a a comunicação en e o adu o e o público-al o,
ambém de e man e o obje i o p incipal dos ex os u ís icos, que, de aco do com Sanning (2010,
11
p.125) é “a ai a a enção do u is a, despe a o seu in e esse e da -lhe uma ideia es é ica, de
o ma a pe suadi-lo a isi a uma a ação u ís ica e o nece -lhe conhecimen os ela i os à
na u eza, cul u a, his ó ia e adições dessa mesma a ação a a és da lei u a”, p oduzindo o
mesmo e ei o do ex o de pa ida. Pa a is o, segundo a mesma au o a, a adução de ex os
u ís icos não de e apenas lida com o con ex o em que es es são esc i os, como o empo, espaço
e si uação polí ico-social, mas ambém com os seus aspe os cul u ais, que podem in luencia a
eceção do ex o, como é o caso de di e enças ideológicas e de alo es, eligião, con ex o e
signi icado de ce as pala as, en e ou os. Assim, é necessá io que es es ex os sejam
abalhados po adu o es p o issionais e especializados nes a á ea, de o ma a que o p odu o
inal ap esen e a máxima qualidade espe ada pa a es e ipo de a e a, man endo odas as
ca ac e ís icas do documen o o iginal. Apesa disso, como apon ado po Cal i (2012) e po Cas ello
Ma inez (2019) (ci ados po Ca ei a e . al, 2023, p.29), um dos g andes p oblemas da adução
no u ismo é a al a de in es imen o po pa e des a indús ia na con a ação de adu o es
p o issionais e especializados nes a á ea, o que esul a na ealização de p odu os de baixa
qualidade. A al a de p o issionalismo na adução de ex os u ís icos pode se e i icada, po
exemplo, em documen os que ap esen am ex os que não se encon am adap ados ao público de
chegada ou que se encon am aduzidos de o ma li e al, o que pode le a a di iculdades no
en endimen o de ce as exp essões ou e mos, o que po sua ez pode le a a alhas de
comunicação ou à ansmissão de in o mações e adas dos elemen os que são e e idos nos
documen os aduzidos. A linguagem u ilizada na adução de ex os u ís icos pode, po ou o lado,
le an a á ias ques ões, como po exemplo o seu g au de especialização, ou seja, se a linguagem
usada em ex os u ís icos de e se conside ada como especialidade ou como algo que é u ilizado
no quo idiano. Go i (2003) e e e que apesa do u ismo possui e mos e exp essões que são
usados no dia-a-dia, ambém pode e uma linguagem conside ada especializada, dado possui
um conjun o de componen es que esul am da combinação de concei os comuns e especializados.
Des a o ma, es e au o chegou à conclusão que es a linguagem em dois ní eis: um mais
especializado, que é usado en e p o issionais da á ea, compos o po uma e minologia mais
especí ica; e um ní el mais simples, que é usado en e especialis as e não especialis as, com
e mos mais co en es, o que az com que a linguagem do u ismo possa se de ce a o ma
especializada, mas não es i a.
Tendo em con as es es aspe os, é pe inen e e e i a eo ia de Skopos, o mulada po Reiss
e Ve mee (1996) (ci ados em Saldanha e . al, 2021, p.1), que abo da o uncionalismo da
adução, ou seja, oda a adução em uma unção, cujo obje i o é de e minado pelo seu ece o .
12
Des a o ma, a adução es á dependen e de um conjun o de a o es que não só en ol em a
componen e linguís ica, mas ambém a o es ex e nos, como o público e o con ex o em que es e
se encon a. Es a adução uncional isa, po an o, c ia uma pon e en e o ex o e o público,
endo em con a os seus aspe os sociais e cul u ais, pe mi indo assim que os documen os sejam
bem- ecebidos.
2.3 O papel do adu o na T adução Tu ís ica
O adu o desempenha um papel undamen al den o da á ea u ís ica, pois o seu abalho
não se limi a a apenas aduzi documen os pa a uma língua de chegada, mas ab ange ambém
aze a di ulgação de um des ino a um público mais ala gado, mais in e nacional e mais
ab angen e. É a a és do abalho do adu o que os u is as êm o seu p imei o con ac o com a
cul u a de um país, pois é a a és dele que podem ob e as in o mações e conhecimen os sob e
o seu local de isi a, pelo que não se á inco e o dize que es e p o issional é uma espécie de “guia
u ís ico”.
Munõz (2011) conside a o adu o como um mediado , is o é, alguém que c ia uma pon e
en e o ex o de pa ida e o público-al o a ní el linguís ico, ao ansc e e o ex o pa a a língua de
chegada, acili ando a comp eensão do lei o ela i amen e aos documen os, que ambém oco e
a ní el cul u al, pe mi indo conec a duas cul u as di e en es a a és da adução. Nes e con ex o,
é en ão necessá io que o adu o possua não só conhecimen os linguís icos, como ambém
conhecimen os cul u ais, do seu país e do país do público-al o, essenciais pa a a e as de
localização que se em pa a adap a os ex os à cul u a e à sociedade a que o ex o se des ina. O
adu o de e po an o, pa a além de conhece o des ino que es á a e a a nas suas aduções,
e conhecimen os sob e os países a que se des inam os documen os u ís icos, endo em con a
á ios elemen os cul u ais, mas ambém as di e enças linguís icas. Des a o ma, o adu o de e
se capaz de adap a os ex os ao seu público, e i ando assim e mos ou ases que possam se
o ensi os no con ex o de c enças e ideologias de po os di e en es.
A p esença de p o issionais da á ea da adução den o das di e sas ins i uições e
es abelecimen os ligados ao se o do u ismo em-se e elado, assim, cada ez mais impo an e,
endo em con a o aumen o da a i idade u ís ica e do núme o de iagens in e nacionais que são
egis adas odos os anos, o que le a a um in e câmbio de cul u as cada ez maio . Nes e con ex o,
o adu o de e sabe usa as di e sas es a égias de adução pa a consegui ob e um p odu o
inal com o máximo de qualidade possí el. Munõz e e e ambém que, pa a exis i uma ga an ia
13
de qualidade, as aduções de em se ealizadas po adu o es p o issionais, que po sua ez
de em segui a no ma elabo ada pelo CEN (Comi é Eu opeu de No malização), cons an e do
p oje o p EN 15038 de se emb o de 2004, e que su ge em des aque em á ios websi es de
adução, como po exemplo, o websi e da emp esa Passwo d Eu ope (h ps://www.passwo d-
eu ope.com/images/PWE/PDF/DIN_EN15038.pd ). Es a no ma indica as compe ências que um
adu o de e e quando aduz, sendo es as: Compe ência de T adução; Compe ência Linguís ica
e Tex ual, ou seja, e a capacidade de comp eende um ex o e aduzi-lo; Compe ência de
Pesquisa, que é a capacidade de ob e conhecimen o sob e o que ai se aduzido ou pa a onde
ai se aduzido; Compe ência Cul u al, que é a o ma como as in o mações são u ilizadas; e
Compe ência Técnica, essencial na p epa ação e p odução de aduções.
Na p odução de ma e ial in o ma i o e p omocional, é con enien e ainda que o adu o u ilize
uma esc i a simples e a a i a, de o ma a acili a a comp eensão de documen os como mapas e
b ochu as. Es a comp eensão de ex os e, consequen emen e, dos emas que es es ab angem,
pode ambém acili a a comunicação en e os isi an es e a população local, o nando assim as
isi as mais áceis e ap azí eis. A ap oximação en e o des ino e o público-al o po enciada pelo
adu o ep esen a um dos mais impo an es meios de di ulgação, pois pe mi e aze uma
ap esen ação do local de o ma a que os u is as possam comp eendê-lo, ou simplesmen e susci a
a cu iosidade sob e os elemen os ap esen ados. É em la ga medida de ido a es e papel que o
adu o se assume como um elemen o de e minan e pa a o desen ol imen o de uma egião, ao
con ibui pa a a ai di e en es públicos, que, po sua ez, i ão con ibui pa a o c escimen o
económico local e nacional.
III. O Es ágio Cu icula – Desc ição da en idade emp egado a
A ealização de um es ágio cu icula é uma das opções disponibilizadas no âmbi o do
mes ado em T adução e Comunicação Mul ilingue, pa a além da ealização de um p oje o ou da
elabo ação de uma ese. No meu caso, o es ágio oi a melho decisão, pois pe mi iu-me e uma
p imei a expe iência daquilo que é o mundo do abalho e ob e compe ências não só elacionadas
com a á ea de es udo, mas ambém ela i amen e a ques ões p á icas como o cump imen o de
ho á ios, a comunicação com colegas de abalho e supe io es, e o cump imen o das eg as da
en idade emp egado a. O con ac o com a expe iência da dinâmica p o issional de uma emp esa,
en idade pública ou negócio é ambém cen al na ealização de um es ágio.
20
Tema: Pon os de In e esse u ís ico de Viana do Cas elo
Tipo de Tex o: B ochu a – In o ma i o
Público-Al o: Tu is as que p e endem isi a Viana do Cas elo
Regis o Linguís ico: Fo mal
Função: Des aca os p incipais pon os de in e esse u ís ico de Viana do Cas elo, assim como
expe iências e elemen os cul u ais, azendo uma b e e desc ição de cada um des es.
Nº de pala as TP: 5586
Nº de pala as TC: 5646
Tabela 1 - T ansla ion B ie (Suges ões de isi a 2024)
Ve são O iginal (PT)
Ve são T aduzida (EN)
A Ma iz medie al, a P aça da República - os
An igos Paços do Concelho, a quinhen is a
Casa da Mise icó dia e o Cha a iz do mesmo
século, en e ou os, são ma cos impo an es
de um passado com His ó ia. As uas e uelas
do cen o his ó ico, um dos mais belos e
conse ados do País, chamam a nossa
a enção, que pelas belas achadas
a mo iadas, que pelos painéis de azulejos
p eciosos no aço e na co , cons i uindo um
The Medie al Ma ix, he Republic Squa e - he
Old Ci y Hall, he i een h-cen u y House o
Mise icó dia and he Foun ain o he same
cen u y, among o he s, a e impo an
landma ks o a pas wi h His o y. The s ee s
and alleys o he his o ic cen e, one o he
mos beau i ul and well-p ese ed o he
Coun y, keep calling ou a en ion, o bo h he
go geous a mo ial açades and he panels o
p ecious ile in ea u e and colou , cons i uing
au ên ico compêndio da his ó ia da a qui e u a
em Po ugal.
an au hen ic compendium o a chi ec u e in
Po ugal.
Tabela 2 - P oblema de adução 1
Apesa de se um documen o que ap esen a ex os simples que isam indica aquilo de
melho que a cidade de Viana do Cas elo em pa a o e ece e consequen emen e a ai o lei o ,
o am encon adas algumas exp essões e ases que susci a am di iculdades, como é o caso dos
exemplos indicados acima, e idenciado as exp essões “ achadas a mo iadas” e a exp essão
“compêndio”, que de ce a o ma se enquad am num con ex o mais o mal e ligado a á eas
elacionadas com a His ó ia da A e. Des a o ma, oi necessá ia a ealização de uma pesquisa,
ei a a a és de dicioná ios e mo o es de pesquisa, como a Wikipédia, pa a encon a os de idos

21
signi icados e aduções. Con udo, con o me e i icado, apesa de se em pala as de ce a o ma
complicadas, são quase idên icas em ambas as línguas.
4.1.2 Guia de Regis o Vina ium
Enquan o ealiza a a p imei a a e a de adução, oi-me pedido pa a aze uma pausa nesse
abalho e aduzi um pan le o e e en e a um concu so in e nacional de Vinhos que i ia a
deco e em maio des e ano na Roménia. Es e documen o inha como obje i o in o ma os
pa icipan es des e concu so sob e as espe i as eg as, como é ei a a candida u a dos p odu o es
e dos seus inhos, e como de em se en iados os inhos que se ão ap esen ados no concu so. A
adução des e documen o isa a in o ma os p odu o es de inho locais da egião de Viana do
Cas elo sob e es e concu so e da -lhes a conhece es e conjun o de in o mações caso eles
mos assem in e esse em pa icipa .
T ansla ion B ie
Tí ulo: Regis a ion Guide (VINARIUM INTERNATIONAL Wine Con es )
Língua de Pa ida: Inglês
Língua de Chegada: Po uguês
Tema: Guia de egis o e in o mações ú eis pa a um concu so in e nacional de inhos
Tipo de ex o: B ochu a
Público-al o: P odu o es e emp esá ios do se o inícola que p e endem en a no concu so
Regis o linguís ico: Fo mal
Função: In o ma o público a que se des ina como ealiza o egis o no concu so, assim como
da algumas in o mações sob e o uncionamen o des e.
Nº de pala as TP: 1051
Nº de pala as TC: 1155
Tabela 3 - T ansla ion B ie (Guia de Regis o VINARIUM)
Ve são O iginal (EN)
Ve são T aduzida (PT)
22
Each pa icipan will e-mail he o ganize s on
[email p o ec ed] he ollowing illedin
documen s:
• Pa icipan Regis a ion Fo m
• P oduc Regis a ion Fo m; each o m will
ha e a ached he on and back label
• Analysis Ce i ica e o he samples
Cada pa icipan e en ia á po email pa a os
o ganizado es em daniela.[email p o ec ed]
os seguin es documen os p eenchidos:
• Fo mulá io de Insc ição
do
Pa icipan e
• Fo mulá io de Regis o do P odu o;
cada o mulá io de e á e anexado o ó ulo
on al e de e so
• Ce i icado de Análise pa a
as amos as
Tabela 4 - P oblema de adução 2
Nes e documen o, uma das exp essões que me causou maio dú ida oi “back label”. O e mo
“Label” é u ilizado pa a e e i uma e ique a ou um selo de iden i icação de de e minado obje o.
Sendo que, nes e caso, o p incipal obje o e e ido e a o inho, seja em ga a a ou em amos as,
es es dois e mos deixam de es a ão enquad ados, endo en ão op ado pelo e mo “ ó ulo”, que
conside o o e mo mais adequado pa a indica um imp esso usado pa a iden i ica um ecipien e
que con ém inho. A exp essão ambém con ém o e mo “back”, que é usado pa a e e i a
localização de um dos ó ulos, es ando nes e caso localizado na pa e de ás do ecipien e. Nes e
caso, algumas exp essões podem se u ilizadas pa a subs i ui o e mo “back”, como “ asei o”
ou “de ás”. Con udo, dado es e se um documen o que ilus a um e en o mais o mal, conside ei
a exp essão “do e so” mais indicada. Apesa dis o, es a escolha não oi a mais co e a pois, após
alguma pesquisa, pe cebi que o e mo “con a ó ulo” se ia o mais adequado pa a es a exp essão
em especí ico.
4.1.3 Swedu ech
Ou a das a e as que me oi p opos a oi a adução de um olhe o en iado po um
p odu o de inhos sueco sob e um encon o que se i ia ealiza no Alga e. Es e documen o e a
mui o con uso e ouxe algumas di iculdades na sua adução, pois abo da a algumas emá icas
di e en es que não inham mui a elação en e si, como a ealização de uma p o a de inhos, o
banco alimen a e a edução das emissões de CO2. Es e documen o não possuía nenhuma unção
undamen al, se indo apenas pa a ajuda um colega a en ende melho o que es a a esc i o, de
o ma a pode comunica mais acilmen e com o eme en e do email.
23
T ansla ion B ie
Tí ulo: Swedu ech
Língua de Pa ida: Inglês
Língua de chegada: Po uguês
Tema: Encon o ínico; eciclagem, me alu gia
Tipo de ex o: B ochu a
Público-al o: Con idados do e en o (encon o ínico)
Regis o Linguís ico: Fo mal
Função: Es e documen o inha á ias unções di e en es, como anuncia a ealização de um
encon o ínico, e e i o papel e a impo ância do banco alimen a ; abo da a emá ica da
edução das emissões de CO2
Nº de pala as TP: 780
Nº de pala as TC: 951
Tabela 5 - T ansla ion B ie (Swedu ech)
Ve são O iginal (EN)
Ve são T aduzida (PT)
The 9 ci cula i y loops o cemen /conc e e,
s eel, aluminium, plas ics, glass
and gypsum a e assessed h ough a)
eci cula ion o ma e ials, b) enewable and
eco e ed ene gy and c) low emissions by
ca bon cap u e/s o age (CCS) and ca bon
cap u e/u iliza ion (CCU).
Os 9 ci cui os de ci cula idade pa a
cimen o/be ão, aço, alumínio, plás icos, id o
e gesso são a aliados a a és de a)
eci culação de ma e iais, b) ene gias
eno á eis e ecupe adas e c) baixas emissões
a a és da cap u a/a mazenamen o de
ca bono (CCS) e cap u a/u ilização de
ca bono (CCU).
Tabela 6 - P oblema de adução 3
Nes e documen o são abo dadas á ias emá icas, como oi e e ido an e io men e, sendo
uma delas o impac o dos ma e iais de cons ução no ambien e e como es es podem se al e ados
de o ma a se o na em sus en á eis. Na p imei a linha des e ex o no documen o o iginal, o au o
usa a exp essão “9 ci cula i y loops”, cujo signi icado eu desconhecia. Após alguma pesquisa,
descob i que es a exp essão é usada pa a e e i um ci cui o onde de e minados ecu sos são
no amen e colocados no ciclo económico de eciclagem. Apesa de não e mui a segu ança nes e
e mo, op ei po ansc e e es a exp essão como “9 ci cui os de ci cula idade”, a ando-se assim
de uma adução mais li e al, endo em con a as dú idas que pe manece am.
24
4.1.4 CMIA
A á ea u ís ica não oi a única a se abo dada nas aduções que ealizei ao longo do es ágio.
Na sequência de um pedido ei o pela Engenhei a Leono C uz do CMIA (Cen o de Moni o ização
e In e p e ação Ambien al), p ocedi à adução de qua o b ochu as des inadas à di ulgação de
in o mação sob e a biodi e sidade de Viana do Cas elo e do Al o Minho, dando a conhece aos
lei o es as di e en es espécies de plan as e animais que habi am a egião. Con o me pedido, a
adução des es documen os oi ei a pa a inglês, sendo que oi uma a e a mui o desa ian e, dado
algumas espécies de plan as e animais possuí em nomes bas an e di e en es em inglês e
po uguês. Pa a me apoia , eco i à Wikipédia pa a descob i a designação de cada espécie na
língua de chegada, u ilizando os seus nomes cien í icos pa a consegui ob e os esul ados de
pesquisa p e endidos. Es a oi a a e a que mais empo me le ou a ealiza , dado a a -se de
qua o documen os bas an e ex ensos, nomeadamen e:
4.1.5 Cade no de Campo BIOREGISTO
O p imei o documen o o necido pelo CMIA a se abalhado oi um pequeno li o in o ma i o,
designado “Cade no de Campo BIOREGISTO”. Es e documen o, disponibilizado no Cen o de
Moni o ização e In e p e ação Ambien al ao público com in e esse em isi a o pa que e conhece
a ida sel agem de Viana do Cas elo, em como unção indica as espécies de plan as e animais
que aqui exis em, assim como da algumas in o mações sob e isiologia, compo amen os e
dis ibuição das espécies. No inal des e documen o ambém se encon am algumas linhas po
p eenche , com o in ui o de aze com que o lei o aça uma explo ação do e i ó io ambien al de
Viana do Cas elo e que aça os seus p óp ios egis os sob e as espécies que possa encon a , de
o ma a con ibui pa a o es udo ambien al e ecológico des a egião do Al o Minho.
T ansla ion B ie
Tí ulo: Cade no de Campo BIOREGISTO
Língua de Pa ida: Po uguês
Língua de Chegada: Inglês
Tema: As espécies de plan as e animais exis en es em Viana do Cas elo
Tipo de ex o: Cade no In o ma i o
Público-al o: Visi an es do CMIA
Regis o linguís ico: Fo mal
25
Função: Es e documen o se e pa a indica ao lei o odas as espécies de plan as e animais
que podem se encon adas nes a zona do Al o Minho, assim como ap esen a algumas
in o mações sob e cada uma des as. Nes e documen o o lei o ambém pode aze os seus
p óp ios egis os sob e as espécies que encon a .
Nº de pala as TP: 6532
Nº de pala as TC: 6512
Tabela 7 - T ansla ion B ie (Cade no de Cade no BIOREGISTO)
Apesa de ap esen a ex os simples, pa a acili a a lei u a e a comp eensão das pessoas
em elação às di e en es espécies que podem se encon adas nes e habi a , oi necessá ia a
ealização de uma b e e pesquisa sob e cada uma das espécies, não em elação às suas
ca ac e ís icas, mas sob e o nome comum que cada um em. Es e aspe o e elou-se impo an e
pelo ac o de á ios nomes de plan as e animais possuí em di e enças e iden es nas línguas
inglesa e po uguesa, como é o caso de alguns nomes que con êm de e minada co ou
ca ac e ís ica da espécie numa língua que não se encon am p esen es na ou a língua. Nes e
caso, op ei pela u ilização da Wikipédia, pela sua g ande base de dados no que oca à auna e lo a
global. Aqui, a pesquisa oi ei a eco endo ao nome cien í ico das espécies, de o ma a ob e
esul ados mais p ecisos.
Figu a 7- Exce o do documen o "Cade no de Campo BIOREGISTO"

26
Figu a 8 - Segmen o da Wikipédia sob e a á o e "Aus ália"
4.1.6 PEUVC_Ca álogo Didá ico
O documen o PEUVC_Ca álogo Didá ico é um manual de 51 páginas que az a desc ição do
Pa que Ecológico U bano de Viana do Cas elo aos seus isi an es, local de g ande impo ância
local pois, pa a além de se um local de laze , é ambém um espaço que desempenha a a e a de
ge i ecu sos na u ais como água, solo, ege ação e ida sel agem. O pa que é abe o ao público
du an e odo o ano e pode se isi ado g a ui amen e.
Es e documen o es á di idido em cinco secções que abo dam á ias emá icas den o do
pa que, como o seu p oje o e os seus espaços e equipamen os; a sua his ó ia; os seus alo es
na u ais (nomeadamen e a desc ição da ida sel agem exis en e no in e io do pa que e
in o mações sob e cada animal); o es udo no pa que, onde é abo dado o abalho do CMIA (Cen o
de Moni o ização e In e p e ação Ambien al), cuja unção é a di ulgação do espaço na u al e a
disseminação de conhecimen os elacionados com a é ica ambien al e como a população de e
con ibui na conse ação das espécies; e a lis agens de odas as plan as e animais que podem
se encon ados no pa que, com as suas denominações cien í icas e comuns. Assim como o
Cade no de Campo, es e ca álogo do Pa que Ecológico U bano ap esen a e minologia especí ica
da á ea ecológica, ela i amen e às ca ac e ís icas das di e sas plan as e animais, e a é mesmo
aos seus nomes (cien í icos e comuns), como já oi e e ido an e io men e, que são ap esen ados
ao longo de odo o documen o.
T ansla ion B ie
Tí ulo: PEUVC – Ca álogo Didá ico
27
Língua de Pa ida: Po uguês
Língua de Chegada: Inglês
Tema: O Pa que Ecológico U bano de Viana do Cas elo
Tipo de ex o: B ochu a
Público-al o: Visi an es do Pa que Biológico U bano
Regis o Linguís ico: Fo mal
Função: Es e documen o isa in o ma o lei o sob e o Pa que Ecológico U bano de Viana do
Cas elo sob e di e sos emas, como a sua his ó ia, o seu p oje o e in aes u u as, alo es
na u ais, a sua biodi e sidade e a sua impo ância pa a a p ese ação das espécies que habi am
a egião.
Nº de pala as TP: ?
Nº de pala as TC: 8638
Tabela 8 - T ansla ion B ie (PEUVC - Ca álogo Didá ico)
4.1.7 Guia Mon edo
Mon edo , pe encen e à eguesia de Ca eço, município de Viana do Cas elo, é um espaço
na u al compos o po p aias e mon e que ab iga á ias espécies de plan as e animais, alguns deles
únicos no país, o que az des a zona uma á ea de g ande impo ância ambien al e em e mos de
conse ação na u al. Pa a além disso, dispõe ainda de um pon o de in e esse único: o a ol de
Mon edo . Es e a ol em uma ca ac e ís ica que o dis ingue dos es an es: é o único a ol de
o ma o quad angula de Po ugal, pa a além de se o mais se en ional do país. En ou em
uncionamen o a 20 de ma ço de 1910, com uma unção inicial de apoio em es es, mas a é aos
dias de hoje em guiado as emba cações que passam na cos a de Viana do Cas elo.
O Guia Mon edo é um documen o o necido pelo CMIA (Cen o de Moni o ização e
In e p e ação Ambien al) no p óp io Cen o aos seus isi an es, que az uma in odução a udo o
que pode se encon ado nes a zona na u al, desc e endo a beleza na u al que aqui se encon a
e abo dando a impo ância de conse a es a á ea e odos os se es que nela habi am. Os ex os
p esen es nes e documen o, apesa de se em simples, possuíam alguns elemen os mais
complexos e écnicos, como é o caso de e mos ligados componen e ecológica de Mon edo .
T ansla ion B ie
Tí ulo: Guia Mon edo
Língua de Pa ida: Po uguês
Língua de Chegada: Inglês
28
Tema: Mon edo e a sua componen e ecológica
Tipo de ex o: Li o in o ma i o
Público-al o: Tu is as, público com in e esse em ecologia e biologia
Regis o Linguís ico: o mal
Função: In o ma o lei o sob e a biodi e sidade exis en e em Mon edo e o seu con ibu o na
p ese ação de á ias espécies de plan as e animais
Nº de pala as TP: 9981
Nº de pala as TC: 9776
Tabela 9 - T ansla ion B ie (Guia Mon edo )
4.1.8 Sen i Pa imónio
Es e documen o, à semelhança do an e io , abo da a zona de Mon edo , mais especi icamen e
o Alcan ilado de Mon edo , e a sua eno me iqueza ecológica e cul u al. Es a b ochu a começa po
ap esen a as ês g andes emá icas que podem se es udadas nes a egião, sendo es as a
geodi e sidade, a a queologia, e a biodi e sidade. O documen o pode se adqui ido no Cen o de
Moni o ização e In e p e ação Ambien al pelo público com in e esse no pa imónio da egião
Sendo uma zona cos ei a, Mon edo possui um as o núme o de o mações geológicas,
esul an es da e osão p o ocada pelas co en es ma í imas e do p ocesso de c iação de solo
oco ido há milénios a ás. Pa a além da componen e na u al p esen e em Mon edo , es a á ea
ambém con ém di e sos es ígios a queológicos que ep esen am a passagem de á ios
po oamen os e ci ilizações ao longo dos séculos, a a és de elemen os como o conjun o de
pin u as upes es exis en es na colina e o esou o omano de Mon edo , que eme e pa a o
p ocesso de omanização do e i ó io.
Po im, a biodi e sidade é um dos elemen os que azem de Mon edo um espaço ecológico
de excelência, con endo em si um g ande núme o de plan as e espécies animais, que, em á ios
casos, são únicos no país, o que le a a um cuidado e o çado em e mos de conse ação.
T ansla ion B ie
Tí ulo: Sen i Pa imónio
Língua de Pa ida: Po uguês
Língua de Chegada: Inglês
Tema: A egião de Mon edo
Tipo de ex o: In o ma i o
Público-al o: Tu is as
Regis o linguís ico: Fo mal
29
Função: Da a conhece a egião de Mon edo e odos os elemen os que compõem es a á ea
na u al, desde a sua geodi e sidade, biodi e sidade e es ígios a queológicos.
Nº de pala as TP: ?
Nº de pala as TC: 1556
Tabela 10 - T ansla ion B ie (Sen i Pa imónio)
Ve são O iginal (PT)
Ve são T aduzida (EN)
As elíquias de a eni o e uginoso que se
conse am em nichos de alcan ilado, deixam
an e e que nessa al u a e á exis ido um
amplo campo duna que e á cobe o es a
paisagem g aní ica.
The e uginous sads one elics ha a e
conse ed in he
alcan ilado
niches
o eshadow ha on ha ime, i would ha e
exis ed a wide dune ield ha would co e his
g ani ic landscape.
Tabela 11 - P oblema de adução 4
Nes e exemplo, encon amos um conjun o de e mos especí icos ligados à á ea da geologia.
Compa ando es e documen o com os an e io es, e i iquei du an e a sua adução que oi um dos
que me ap esen ou mais di iculdades, endo em con a os á ios e mos que são especí icos de
cada uma das emá icas abo dadas. A geodi e sidade oi um dos emas mais complexos, uma ez
que é um ema sob e o qual não possuo g ande conhecimen o. De o ma a con o na es as
di iculdades, oi ealizada uma pesquisa quan o aos elemen os que são desc i os no documen o,
eco endo a di e sos websi es ligados a cada uma das emá icas ap esen adas, assim como à
Wikipédia, onde oi possí el encon a a maio quan idade de in o mação de o ma mais ápida.
Na abela ambém é possí el e i ica que o e mo “alcan ilado” não oi aduzido, pelo ac o de
não e encon ado uma pala a adequada pa a o aduzi . Nes e caso, conside o que es e e mo,
que e e e um local bas an e íng eme ou uma esca pa, que podia se aduzido, sendo o adje i o
“s eep” aquele que pode ia desc e e melho a paisagem indicada nes e ex o.
4.1.9 Folhe o Taxa Municipal Tu ís ica
Con o me oi no iciado ao longo do ano de 2024, algumas cidades de Po ugal passa iam a
cob a uma axa u ís ica aos seus isi an es nos locais de alojamen o. Es a axa implica o
pagamen o de uma pequena quan ia adicional po cada noi e passada na cidade de o ma a da
um con ibu o pa a a economia e sus en abilidade locais. Assim como á ias cidades, Viana do
36
B asilei o
x
Belga
x
Holandês
x
Checo
x
Polaco
x
I landês
x
Tailandês
x
Filipino
x
Aus aliano
x
Chileno
x
Eslo aco
x
Tu co
x
Sul-A icano
x
Uc aniano
x
Mal ês
x
Tabela 16 - Nº de u is as a endidos no es ágio po nacionalidade
Den o do conjun o des es isi an es, ambém oi possí el e i ica os mo i os que os le a am
a escolhe Viana do Cas elo como o seu des ino de é ias, sendo que es es podem se di ididos
em dois g upos: aqueles que simplesmen e que em conhece a cidade, de ido a ecomendação
de e cei os ou a a és de ou os meios de di ulgação; ou aqueles que se encon am a aze o
Caminho Po uguês da Cos a. Nes e úl imo caso, a passagem po Viana do Cas elo é ob iga ó ia,
dado se um dos municípios que az pa e des e caminho. Aqui, assim como em odas as ou as
pa agens ob iga ó ias, os pe eg inos necessi am de ob e um ca imbo pa a p eenche a sua
c edencial. Es as c edenciais se em pos e io men e pa a p o a que os pe eg inos ealiza am, de
ac o, o espe i o caminho, dando-lhes en ão o di ei o de ob e a Compos ela, ou seja, um pe dão
de odos os pecados ei os pelos pe eg inos.
Du an e a ealização dos a endimen os aos isi an es nos dois cen os, ambém oi possí el
e i ica os meses de maio a luência de u is as que p ocu a am in o mação:

37
1-10
10-20
20-30
30-40
Fe e ei o
x
Ma ço
x
Ab il
x
Maio
X
Tabela 17 - Nº de u is as a endidos no es ágio po mês
Como é possí el e i ica nos dados ecolhidos, os meses que egis a am uma maio a luência
de u is as du an e a ealização des e es ágio o am ab il e maio, que ep esen am os meses de
p ima e a e, po sua ez, os meses em que se começam a e i ica empe a u as e condições
a mos é icas mais p opícias à p á ica de u ismo.
4.2.2 Análise dos dados ob idos no a endimen o ao público
Como pode se e i icado na abela an e io , du an e os qua o meses em que ealizei o
a endimen o de u is as e pe eg inos egis ou-se que a g ande maio ia dos isi an es que passa am
po Viana do Cas elo são o iundos de países eu opeus, sendo que dessas pessoas, um g ande
núme o é o iundo de países economicamen e desen ol idos como Espanha, F ança e Alemanha.
Es es núme os ambém podem e idencia que Po ugal e, nes e caso, a egião No e do país, se
es á a o na um des ino cada ez mais in e nacional, endo em con a a quan idade de isi an es
es angei os que ize am a sua passagem nos espe i os pos os de in o mação u ís ica, indos de
quase odos os con inen es do mundo. Ou o dado in e essan e que su ge e idenciado pelos dados
ecolhidos é o g ande núme o de u is as ame icanos que o am a endidos, o que demons a que,
pa a além da es an e Eu opa, Po ugal em sido um des ino cada ez mais di ulgado po odo o
mundo, com o me cado ame icano a e um papel impo an íssimo no u ismo e na economia
po uguesa.
Fazendo uma compa ação en e o núme o de u is as que egis ei ao longo do es ágio e o
núme o de u is as que es i e am hospedados em Viana do Cas elo no p imei o semes e des e
ano, de aco do com os egis os que o am ap esen ados pela Câma a Municipal e di ulgados no
a igo “P imei os seis meses de u ismo em Viana do Cas elo com os melho es esul ados de
semp e” (Município de Viana do Cas elo, 2024) é possí el e i ica que as nacionalidades cuja
38
p esença na cidade oi mais egis ada são as mesmas. Vis o que es es dados o am ob idos du an e
o a endimen o ao público na unidade de Tu ismo e no Pos o de Tu ismo de Viana do Cas elo,
podemos en ão e i ica que os isi an es que ize am a sua passagem po es as en idades
op a am po ob e in o mações ao di igi em-se aos espaços designados a es e im, pa a pedi em
ajuda a um p o issional des a á ea ou pa a eco e em a qualque ipo de ma e ial ísico, como
mapas ou b ochu as. Is o mos a que, apesa da exis ência de á ios ecu sos e e amen as
online, os u is as con inuam a p ocu a o con ac o com pessoas e ou os meios, de o ma a
ob e em um se iço mais pe sonalizado de aco do com as suas necessidades.
Rela i amen e à al u a escolhida pelos isi an es pa a iaja , e i icou-se, a a és dos dados
ob idos, que a maio pa e dos u is as, nacionais e es angei os, op am po iaja após os meses
de in e nos, quando as empe a u as começam a subi e o clima se o na mais es á el, o que
p opo ciona as condições ideias pa a que es es possam isi a o seu des ino sem
cons angimen os. Ou o a o que pode p o oca uma g ande a luência de u is as nes a al u a do
ano são os p eços dos alojamen os, que, po se encon a em em época baixa, possuem p eços
mais eduzidos em compa ação com os meses de e ão, ou seja, época al a.
V. Ou as Ta e as
Apesa de a maio ia das a e as ealizadas es a em elacionadas com a minha á ea de
o mação, ambém me oi pedido, em de e minadas ocasiões, pa a desempenha a e as
di e en es do habi ual. Uma dessas a e as oi le an a um conjun o de mapas e b ochu as pa a
se em dis ibuídos no Pos o de Tu ismo e no Cen o In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a.
P imei amen e, eu e um colega da Unidade de Tu ismo deslocámo-nos à Câma a Municipal pa a
equisi a um ca o pa a aze o le an amen o dos ma e iais necessá io. Du an e es e caminho,
i e a opo unidade de conhece o in e io da Câma a Municipal e odas as suas di isões, assim
como as a i idades que e am ealizadas em cada se o . De seguida, o meu colega ensinou-me
como unciona o p ocedimen o de equisi a um ca o na Câma a. Em p imei o luga , de e-se liga
à pessoa esponsá el pa a e se há ca os disponí eis pa a de e minado ho á io. Depois, já na
Câma a, de e-se p eenche um documen o, indicando o nome de quem i ia usa a ia u a, pa a
que se iço es a se ia usada e a ho a de le an amen o do au omó el. Pos e io men e, de e ia se
indicado a ho a de en ega da ia u a e o núme o de quilóme os que o am ei os. Já com o ca o,
deslocámo-nos aos a mazéns da câma a pa a le an a o p imei o ca egamen o de mapas e
39
b ochu as. Es es es a am di ididos em di e sas caixas que es a am assinaladas con o me a sua
emá ica e o ano. De seguida, di igimo-nos ao Tu ismo do Po o e No e, que se localiza no in e io
das mu alhas do Fo e de San iago da Ba a, pa a ecolhe o es o dos ma e iais necessá ios. Es a
en idade em a unção de alo iza e apoia o desen ol imen o u ís ico do no e de país, a a és
da p omoção das di e sas egiões, da ges ão dos des inos e das polí icas ligadas a es e se o . No
im, odos es es ma e iais o am en egues nos espe i os pos os.
Já em maio, ealizei uma a e a o almen e di e en e de odas as ou as: no dia 17 desse mês,
Viana do Cas elo ecebeu um conjun o de es udan es do ensino p imá io, pe encen es a um
ag upamen o de escolas do dis i o do Po o, que i iam passa o dia a isi a os cinco museus da
cidade, nomeadamen e o Museu do T aje, o Museu de A es Deco a i as, o Na io Hospi al Gil
Eanes, o Cen o In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a e a Casa dos Nicho (sendo es e
úl imo o Museu A queológico de Viana do Cas elo). Como se a a a de mui as c ianças, es as
o am di ididas em cinco g upos de 20, de idamen e acompanhadas po um ou dois p o esso es,
e um guia que i ia o ien a cada g upo pela cidade e indica o caminho a é cada museu. Foi-me
en ão pedido pa a guia um dos g upos na sua isi a aos museus. De o ma a que odos os g upos
pudessem e igualmen e cada museu, oi-nos indicado que cada isi a de e ia demo a no
máximo 45 minu os, es ando en ão 15 minu os pa a deslocações en e museus. Eu e o meu
g upo iniciámos o pe cu so no Na io Hospi al Gil Eanes, um na io que es e e em a i idade en e
1955 e 1998 apoiando a o a bacalhoei a que pesca a na G onelândia. Es e museu é uma
e dadei a iagem ao passado, mos ando a ida dos á ios ma inhei os e p o issionais médicos
que abalha am no na io, assim como os seus aposen os, pos os de abalho, casa das máquinas,
en e ou as di isões que o mam es e ícone de Viana do Cas elo. Pos e io men e, di igimo-nos ao
Museu de A es Deco a i as que se encon a numa mansão senho ial do século XVIII e que
ap esen a á ias exposições de desenho, pin u a e a e sac a, pa a além de uma das mais
impo an es coleções de aiança an iga po uguesa dos séculos XVII a XIX, mobiliá io indo-
po uguês e azuleja ia po uguesa e hispano-á abe, e peças de louça de Viana. Es e museu, pa a
além de isa demons a as di e sas peças de a e nele exis en es, ambém p e ende alo iza o
pa imónio a ís ico e cul u al de Po ugal e da a conhece a his ó ia que cada uma das peças
con a, como é e e ido no websi e da Câma a Municipal de Viana do Cas elo.
Após a ho a de almoço, p osseguimos pa a o Museu do T aje. Es e museu, c iado em 1997,
isa es uda o pa imónio e nog á ico e di ulga um dos elemen os mais impo an es e
ca ac e ís icos da cul u a ianense: o T aje à Vianesa. Du an e a isi a, os es udan es pude am
isualiza a as a coleção dos di e en es ipos de ajes adicionais das mulhe es ianenses, que
40
a ia am con o me a sua p o issão ou a egião em que i iam. Pa a além dos ajes, es e museu
ambém ap esen a uma exposição de ou i esa ia adicional po uguesa, que é compos a de á ias
peças de ilig ana, como cola es e b incos, que e am usadas como complemen o à es an e
indumen á ia, comple ando assim o aje à ianesa. A a és des as exposições, o Museu do T aje
não só demons a um pouco des e pa imónio, mas ambém abalha na sua ecupe ação, e
consequen emen e, na sua alo ização. Pa a além disso, ap esen a ambém, ao longo do ano,
algumas exposições empo á ias que eme em pa a ou os aspe os do passado e da cul u a de
Viana do Cas elo, como oi o caso da exposição “Viana do Cas elo e as p o issões do século
passado” o ganizada po Lúcia Boni ácio Pa ícia A aújo (A aújo, 2021) ou as ês exposições de
2019 o ganizadas pela Câma a Municipal, com a emá ica da “Roma ia”. Rela i amen e à isi a
guiada, além da exposição pe manen e des e Museu, os es udan es ambém i e am a
opo unidade de e a exposição empo á ia “100 anos de Moda no Feminino, o ganizada po Rosa
Ma ia dos San os Mo a (Mo a, 2023), que assinala a ans o mação da moda desde o início do
século XX a é aos anos 2000 e o impac o que es as mudanças i e am na o ma de pensa e de
agi da mulhe den o de uma sociedade dominada pelos homens.
De seguida, di igimo-nos pa a o Cen o In e p e a i o do Caminho Po uguês da Cos a, onde
um dos meus colegas ez a ap esen ação do cen o, e e indo qual e a a sua unção e abo dando
a his ó ia do edi ício, que du an e mui os anos uncionou como albe gue pa a aqueles que se
encon a am em pe eg inação a San iago de Compos ela. Po im, e minámos a nossa isi a na
Casa dos Nichos, onde, po b e es momen os, as c ianças pude am e um pouco da coleção de
elemen os a queológicos que o am encon adas em Viana do Cas elo, que con am um pouco a
his ó ia dos po os que passa am pelo nosso país, como os omanos e alguns po os bá ba os, e
que pe mi em e um islumb e de como se ia a ida há mui os séculos a ás. Es e museu ambém
possui ma e ial didá ico que pe mi em às c ianças b inca e ao mesmo empo ap ende sob e a
his ó ia da egião.
41
VI. Conside ações Finais
A Câma a Municipal de Viana do Cas elo em indo, nos úl imos anos, a in es i cada ez mais
no u ismo na egião, c iando no os p oje os e inicia i as que isam a ai um núme o cada ez
maio de u is as odos os anos, o que pode se e i icado no núme o c escen e de isi as que a
cidade em indo a egis a , an o em e mos de isi an es nacionais, como de isi an es
in e nacionais.
O es ágio ealizado na unidade de u ismo oi uma expe iência impo an íssima pa a mim, pois
não só me pe mi iu ap ende as unções des a unidade, que ipo de a e as ealizam e que
impo ância possuem no desen ol imen o cul u al e económico da cidade, como ambém me
pe mi iu ap ende mui a in o mação que conside ei mui o in e essan es em elação aos Caminhos
de San iago e à sua pe eg inação, ao impac o do u ismo em Viana do Cas elo e às a i idades que
são ei as pa a p omo e o u ismo da egião. O abalho na unidade de u ismo pe mi iu-me ainda
escla ece algumas ques ões quan o a es a a i idade que az cada ez mais luc o ao país, mas
ambém ep esen ou uma opo unidade única pa a e le i sob e a impo ância que o
conhecimen o linguís ico pode e pa a apoia es e se o e se a sua u ilização na adução de
documen os nos dias de hoje é o su icien e pa a alcança o que é p e endido ou o que é p opos o
pelas en idades que abalham nes a á ea.
No en an o, uma das conclusões a que cheguei a pa i des a expe iência é que, apesa da
apos a nos me cados in e nacionais e na u ilização de línguas es angei as pa a p omo e um
de e minado des ino, a adução especializada é po ezes menosp ezada, azendo com que os
ex os que es ão ligados a es a á ea sejam abalhados po pessoas que ap esen am o mação e
capacidade pa a aduzi em á ias línguas, mas que não possuem expe iência no u ismo em si,
o que pode c ia uma ce a dis ância en e o ex o e o lei o . A apos a das emp esas em adu o es
especializados é, na minha ó ica, um passo impo an íssimo na ob enção de e amen as de
qualidade que podem p opo ciona aos seus clien es melho es se iços, que lhes ga an a uma
expe iência única que possa se ecomendada a ou os que enham in e esse em iaja , sem e em
eceio de p oblemas de comunicação ou al as de en endimen o.
A dinâmica p o issional da Unidade de Tu ismo pe mi iu-me e i ica o quão desa ian e é
abalha nes e se o , que em endência a c esce odos os anos, o nando assim necessá ia uma
ein enção cons an e dos p oje os que isam sa is aze as necessidades semp e c escen es de um
público que p ocu a algo no o pa a i encia e eco da no u u o, enquan o con inuam a abalha
pa a di ulga um des ino que em mui o pa a o e ece .

42
A ní el pessoal, es e es ágio oi undamen al na minha e olução, an o p o issional como social,
pois a in e ação com um conjun o an o único de pessoas, u is as e colegas de abalho, pe mi iu
melho a as minhas capacidades de comunicação com o público em ge al, o que an e io men e
ep esen a a pa a mim uma g ande di iculdade. Essa a e a oi, acima de udo, mui o g a i ican e,
pois, pa a além do a o in o ma i o e da p es ação de apoio a odos aqueles que p ecisa am, o
a endimen o pe mi iu-me conhece á ias his ó ias de pessoas de di e en es aixas e á ias e
i ências, o igens e cul u as, que acabam po deixa a sua ma ca nos locais po onde passam.
Em conclusão, posso dize que es a expe iência me pe mi iu con i ma que a adução não se
baseia apenas na ansposição de ex os pa a uma língua es angei a: a a-se, isso sim, de um
p oje o social que em como p incipal unção ap oxima as pessoas, da a conhece di e sas
his ó ias e cul u as a a és de um ex o e ab i no os ho izon es a quem em eceio de se a en u a
em no as e as e ealidades, sem pe de a au en icidade da mensagem que es á a se ansmi ida.
43
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Cade no de Campo (BioRegis o) – O iginal
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Ca álogo Didá ico PEUVC - O iginal
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Taxa Municipal Tu ís ica de Viana do Cas elo - O iginal
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Taxa Municipal Tu ís ica de Viana do Cas elo – Ve são T aduzida (Inglês)
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Taxa Municipal Tu ís ica de Viana do Cas elo - Ve são T aduzida
(F ancês)

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Taxa Municipal Tu ís ica de Viana do Cas elo – Ve são T aduzida
(Espanhol)
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“Viana com Açúca e Ou o” - O iginal
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