Youxuan Zhang
O ensino do p esen e do conjun i o baseado
em a e as: um es udo com es udan es
chineses de PLE
ab il de 2025
O ensino do p esen e do conjun i o baseado em a e as: um es udo com es udan es chineses de PLE
Youxuan Zhang
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Le as, A es e Ciências Humanas
Youxuan Zhang
O ensino do p esen e do conjun i o baseado
em a e as: um es udo com es udan es
chineses de PLE
ab il de 2025
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Po uguês Língua Não Ma e na
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o José Sousa Teixei a
e da
P o esso a Dou o a Ana Ca a ina Lei ia de Mendonça
Cou inho de Cas o
Uni e sidade do Minho
Escola de Le as, A es e Ciências Humanas
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Gos a ia de começa po exp essa a minha since a g a idão aos meus dois o ien ado es, P o .
Dou o José Sousa Teixei a e P o a. Dou o a Ana Ca a ina Lei ia de Mendonça. Cou inho de Cas o. A
ossa o ien ação especializada nas á eas de linguís ica e educação oi undamen al pa a o
desen ol imen o des e abalho. A paciência com que ambos me acompanha am ao longo des e
pe cu so, jun amen e com as suges ões aliosas e o empo dedicado, o am e dadei amen e
inspi ado es e mo i ado es, ajudando-me a ap o unda o meu conhecimen o e a ap imo a es a
in es igação.
Ag adeço ambém à ELACH, pelo ambien e académico en iquecedo que, mesmo es ando longe
do meu país de o igem, me ez sen i acolhido. A combinação de um igo oso ambien e de es udo e o
calo humano encon ado nes a ins i uição p opo cionou-me não só os ecu sos essenciais pa a a
ealização des a in es igação, mas ambém um sen ido de pe ença e apoio que oi undamen al ao
longo des e pe cu so.
Ag adeço since amen e à Di e o a do cu so, P o a. Dou o a Ma ia Micaela Dias Pe ei a Ramon
Mo ei a, pelo seu apoio con ínuo du an e o meu pe cu so académico. A sua ajuda na esolução de
á ios desa ios e o enco ajamen o cons an e o am undamen ais pa a que eu pudesse supe a as
di iculdades e con inua com mo i ação.
Aos meus amilia es, que mesmo à dis ância me acompanha am com enco ajamen o cons an e, o
meu mais since o ag adecimen o. A ossa con iança em mim oi a minha maio mo i ação.
Po im, gos a ia de econhece odos aqueles que, di e a ou indi e amen e, con ibuí am pa a a
conclusão des e abalho. A odos, a minha mui a ob igada.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
O ensino do p esen e do conjun i o baseado em a e as: um es udo com es udan es
chineses de PLE
RESUMO
Apesa do in e câmbio en e ins i uições po uguesas e chinesas no ensino do po uguês, ainda
exis em desa ios signi ica i os. A me odologia de ensino na China é mais o mal e limi a a p á ica
comunica i a, o que a e a nega i amen e a ap endizagem. Além disso, os p o esso es u ilizam
mé odos adicionais ocados em memo ização g ama ical, que mui as ezes são inadequados. Um
exemplo disso é o domínio do conjun i o, essencial pa a a ap endizagem do po uguês, cuja
e sa ilidade ge a dú idas e di icul a a comp eensão de seus usos aspe uais pelos alunos.
Com base nesse con ex o, a pesquisa busca á a alia a é que pon o a implemen ação de no as
es a égias no ensino de uma segunda língua, como as suge idas pelo Ensino de Línguas Baseado em
Ta e as (ELBT) e o oco na o ma, pode á ap imo a a ap endizagem da língua po uguesa po
es udan es chineses.
Nes e es udo, ecolhemos uma amos a de 45 es udan es chineses, dis ibuídos em ês g upos
dis in os: es udan es em uni e sidades po uguesas (UP), es udan es em uni e sidades chinesas (UC) e
es udan es de cu sos in ensi os na China (CI), e obse amos, a a és de es es de linguagem
comunica i a, a p ecisão com que u ilizam o modo conjun i o p esen e em di e en es con ex os.
Os esul ados indicam que o ELBT, ao pe mi i a libe dade de uso de ecu sos linguís icos,
inicialmen e oca-se na comunicação do sen ido, sendo ape eiçoado pos e io men e pelo oco na
o ma. Esse p ocesso ajuda os es udan es a melho a suas compe ências comunica i as ao o na em-
se conscien es da lacuna en e o uso co e o das es u u as linguís icas e os e os come idos,
p omo endo assim uma aquisição mais e icaz da língua.
Es a pesquisa demons a que a aplicação do Ensino de Línguas Baseado em Ta e as (ELBT) e o
oco na o ma con ibuem pa a uma melho ia signi ica i a na comp eensão e no uso p á ico da
g amá ica, especialmen e no modo conjun i o, po es udan es chineses. Os esul ados indicam que
essa abo dagem pode se aplicada no ensino de línguas pa a ap imo a a p ecisão g ama ical e
p omo e uma ap endizagem mais e icaz.
Pala a-Cha e: Conjun i o, Ensino de Línguas Baseado em Ta e as (ELBT), ensino de línguas, Foco
na Fo ma.
i
Task-based eaching o he p esen subjunc i e: a s udy wi h Chinese EFL s uden s
ABSTRACT
Despi e he exchange be ween Po uguese and Chinese ins i u ions in he eaching o Po uguese,
signi ican challenges emain. The eaching me hodology in China is mo e o mal and limi s
communica i e p ac ice, which nega i ely impac s lea ning. In addi ion, eache s use adi ional
me hods ocused on g amma ical memo iza ion, which a e o en inadequa e. An example o his is he
mas e y o he subjunc i e, essen ial o lea ning Po uguese, whose e sa ili y aises doub s and
complica es he unde s anding o i s aspec ual uses o s uden s.
Based on his con ex , he esea ch aims o e alua e o wha ex en he implemen a ion o new
s a egies in second language eaching, such as hose sugges ed by Task-Based Language Teaching
(TBLT) and ocus on o m, can enhance he lea ning o Po uguese by Chinese s uden s.
In his s udy, we collec ed a sample o 45 Chinese s uden s, di ided in o h ee dis inc g oups: s uden s
in Po uguese uni e si ies (UP), s uden s in Chinese uni e si ies (UC), and s uden s in in ensi e cou ses
in China (CI). We obse ed, h ough communica i e language es s, he accu acy wi h which hey use
he p esen subjunc i e in di e en con ex s.
The esul s indica e ha TBLT, by allowing he eedom o use linguis ic esou ces, ini ially ocuses on
meaning communica ion, being la e e ined by ocusing on o m. This p ocess helps s uden s imp o e
hei communica i e skills by becoming awa e o he gap be ween co ec usage o linguis ic s uc u es
and he mis akes hey make, hus p omo ing mo e e ec i e language acquisi ion.
This esea ch demons a es ha he applica ion o Task-Based Language Teaching (TBLT) and ocus on
o m con ibu e signi ican ly o imp o ing he unde s anding and p ac ical use o g amma , especially
he subjunc i e mood, by Chinese s uden s. The esul s sugges ha his app oach can be applied in
language eaching o enhance g amma ical accu acy and p omo e mo e e ec i e lea ning.
Keywo ds: Focus on Fo m, Language Teaching, Subjunc i e, Task-Based Language Teaching (TBLT).
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ...... ii
AGRADECIMENTOS ......................................................................................................... iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ....................................................................................... i
RESUMO ............................................................................................................................
ABSTRACT ........................................................................................................................ i
ÍNDICE ............................................................................................................................ ii
ÍNDICE DE FIGURAS ......................................................................................................... ix
ÍNDICE DE GRÁFICOS ....................................................................................................... ix
ÍNDICE DE QUADROS ....................................................................................................... ix
In odução ........................................................................................................................ 1
Capí ulo I O P esen e do Conjun i o ................................................................................. 3
1. Valo es Ve bais ....................................................................................................................... 3
1.1. Tempo ......................................................................................................................... 7
1.2. Modalidade ................................................................................................................ 11
1.3. Aspe o ....................................................................................................................... 13
2. O Modo Conjun i o e o Modo Indica i o ................................................................................. 18
3. O P esen e do Conjun i o ...................................................................................................... 21
3.1. Tempo do P esen e do Conjun i o .............................................................................. 21
3.2. Modalidade do P esen e do Conjun i o ....................................................................... 24
3.3. Aspe o do P esen e do Conjun i o .............................................................................. 27
Capí ulo II Ensino de Línguas Baseado em Ta e as ......................................................... 31
1. Ensino de Línguas Baseado em Ta e as ................................................................................ 31
1.1. O igem e De inições do ELBT ..................................................................................... 31
1.2. Dis inção en e Ta e as e Exe cícios ............................................................................ 33
1.3. P incípios-Cha e do ELBT ........................................................................................... 37
2. Ta e as com Foco na Fo ma ................................................................................................. 41
2.1. Algumas De inições e Classi icações ........................................................................... 41
2.2. Conceção e Ca ac e ís icas das Ta e as com Foco na Fo ma ...................................... 43
2.3. Implemen ação de a e as com oco na o ma ............................................................ 45
3. Ta e as de Comp eensão no Ensino da G amá ica ................................................................. 55
5
signi icam espe i amen e “mui as pessoas” e “ oda a gen e”. A pa i des e exemplo, é possí el
pe cebe de que se a a de mui as pessoas, e não de apenas de um sujei o compos o po uma ou
duas pessoas. No caso de um sujei o compos o po duas pessoas, po exemplo, a u ilização do
exemplo 5 se ia exage ada, sendo a ase ap esen ada no exemplo 7 我们很好(wǒmen hěn hǎo) mais
ap op iada nes e con ex o.
(7)P : Nós es amos mui o bem.
我们
很
好
wǒmen
hěn
hǎo
nós
mui o
bem
Ou, caso o sujei o inclua an o o emisso como o des ina á io da mensagem:
(7)P : Nós es amos mui o bem.
咱们
很
好
zánmen
hěn
hǎo
nós
mui o
bem
No exemplo 8, po sua ez, ap esen a-se uma a iação da ase “Nós es amos mui o bem.” em
manda im. Nes e caso, apesa de, a uma p imei a is a, pa ece que não exis em al e ações
subs anciais na ase, a ní el semân ico, exis em di e enças. 咱们 (zánmen) é uma exp essão mais
coloquial, enquan o 我们(wǒmen) é u ilizada an o em con ex os o mais como in o mais. A g ande
di e ença em e mos semân icos, con udo, eside no ac o de em Manda im 我们(wǒmen) pode ou
não inclui o des ina á io, dependendo do con ex o, enquan o que 咱们 (zánmen) inclui quase semp e
o des ina á io (eu + u, nós + ós, e c.)
Pa a além disso, os e bos em manda im não são conjugados, exis indo uma única o ma singula
pa a cada e bo. Es e a o é equen emen e ap esen ado como um aspe o “ ácil” da língua. A
u ilização de pa ículas (com alo es di e sos) pe mi e a localização das ações no espaço e no empo.
6
(9)P : Eu on em comi a oz
昨天
我
吃
米饭
zuó iān
wǒ
chī
mǐ àn
on em
eu
come
a oz
(10)P : Eu acabei de come .
我
吃
完
饭
了
Wǒ
chī
wán
àn
le
Eu
come
comple o
e eição
e minado
(11)P : Eu cos uma a come ca ne de po co, mas ago a já não como.
我
曾经
吃
过
猪肉
Wǒ
céng jīng
chī
guò
zhū òu
Eu
no passado
come
e minado
ca ne de po co
现在
不
吃
了
xiàn zài
bù
chī
le
Ago a
não
come
comple o
(12)P : Eu es ou a come .
我
正
在
吃饭
wǒ
zhèng
zài
chī àn
eu
p ecisamen e
es a
come
(13)P : Eu ou ago a come .
我
准备
去
吃
晚饭
了
Wǒ
zhǔn bèi
qù
chī
wǎn àn
le
Eu
p epa a
i
come
jan a
e minado
Ve i icamos, po an o, a a és dos exemplos ap esen ados, que, em ou as línguas, como o
manda im, o e bo nem semp e assume um papel de e minan e na cons ução semân ica e g ama ical,
7
não sendo nele con idos e ansmi idos alo es de empo, aspe o e modalidade, em con as e com o
que acon ece na língua po uguesa.
Na língua po uguesa, po sua ez, as ca ego ias semân icas que assumem maio ele ância são o
empo, o aspe o e a modalidade. (Raposo, 2013, p. 505)
Comecemos po analisa cada uma des as
p op iedades.
1.1. Tempo
A o ma como expe ienciamos o mundo es á ine en emen e ligada à dema cação do empo, o que
nos pe mi e dis ingui udo aquilo que expe ienciamos num con ínuo, incluindo o que já oco eu, o que
i enciamos ago a e os planos que azemos pa a momen os pos e io es. O ac o de uma língua
possibili a que se ale de passado, p esen e e u u o, con udo, não signi ica necessa iamen e que es a
disponha de empos e bais. No manda im, al como acon ece em ou as línguas, a dema cação de
empo é ei a po meio de con ex o e de elemen os empo ais como o ad é bio, como imos
an e io men e. Assim, o empo é uma das (e não a única) e amen a desen ol ida que se e o
p opósi o de mapea empo nas línguas. Na linguís ica e bal, o empo e e e-se à elação en e a
o ma de um e bo e o momen o em que a ação ou es ado que desc e e oco e.
A ca ego ia linguís ica empo, que exp ime, no modo de enunciação expe iencial,
o denação do in e alo de empo que con ém o es ado de coisas desc i o po uma
p edicação. Rela i amen e ao in e alo em que oco e a enunciação da mesma, es á
g ama icalizada nos empos e bais e exp ime-se igualmen e a a és de exp essões
com o alo de ad e biais empo ais e de conec o es ásicos de alo empo al
(Ma eus e al, 1987, p. 76).
Usualmen e, conside a-se que os empos g ama icais se e e em ao empo en endido
como o denação linea o ien ada do passado em di eção ao u u o (Oli ei a, 2003, p.
130).
O empo linguís ico se e, desse modo, e segundo Oli ei a (2013, p. 509) “pa a localiza
empo almen e as si uações exp essas nos enunciados, em pa icula naqueles que são cons uídos
po ases.” Tomando o momen o da enunciação como pon o de e e ência em elação ao momen o da
desc ição de ações, passado, p esen e e u u o encon am-se en ol idos.
8
“Nas línguas na u ais, o empo é concebido como um eixo linea men e o denado,
o ien ado do passado em di eção ao u u o. O empo de uma ase, ou empo
g ama ical, consis e, pois, na localização empo al da si uação desc i a na ase num
de e minado pon o ou in e alo desse eixo” (Oli ei a, 2013, p. 510).
Po ou as pala as,
No po uguês, os empos na u ais são o p esen e, o passado e o u u o, que exp imem
uma o denação do in e alo de empo que con ém o es ado de coisas desc i o
ela i amen e ao in e alo de empo em que oco e a enunciação de inida,
espec i amen e, pela elação de simul aneidade, an e io idade e pos e io idade. Em
enunciados desc e endo mais de um es ado de coisas, a o denação empo al é mais
complexa, is o que os es ados de coisas desc i os são o denados ela i amen e ao
momen o de enunciação, mas, pa a além disso, são o denados uns ela i amen e aos
ou os (Ma eus e al.,1983, pp. 104-105) .
As ações desc i as na ase podem se pon uais ou du a i as. A espei o dis o, Oli ei a (2013,
p. 510) a i ma que:
“…as si uações acon ecem num in e alo de empo ão cu o que é ge almen e
pe spe i ado como um momen o único (espi a , en a em casa, liga a ele isão e
ma ca um galo), ou pelo con á io, como p olongando-se empo almen e ( aze os
abalhos em casa, conse a o au omó el, le um li o, passea no pa que, nada ). As
p imei as chamam-se si uações pon uais, e as segundas, si uações du a i as.”
Assim sendo, a posição da si uação du a i a no eixo empo al não é concep ualizada como um
pon o, mas sim como uma sequência. Is o ambém é e e ido como o in e alo do empo, uma ez que
“…associamos ao empo a dimensão de du ação” (Ma eus e al, 2003, p. 130).
Como ca ego ia semân ica, “(...) o empo exp ime a localização empo al da si uação exp essa
numa o ação.” (Oli ei a, 2013, p. 505). A uma dada ação desc i a numa ase co esponde, po an o,
um momen o ou in e alo localizado no empo e o denado linea men e do passado pa a o u u o.
De aco do com Oli ei a (2013, p. 510) e Ma eus e al (2003, p. 131), is o signi ica que a
localização de uma de e minada ação no empo é semp e ealizada endo como pon o e e encial
ou os dois empos: um, o chamado de empo de e e ência (ou pon o de e e ência) e o ou o, o
9
momen o ou in e alo empo al da ala (ou da enunciação), chamado empo da enunciação (ou pon o
da ala).
A en emos nos seguin es exemplos:
(14) A Joana az o almoço.
(14a) A Joana ez o almoço.
(14b) A Joana ai aze o almoço.
No exemplo 14, o p esen e do indica i o no e bo
aze
indica que, na si uação exp essa, o
empo de enunciação e o empo de e e ência sob epõem-se, sendo que a Joana se encon a a aze o
almoço no momen o em que o alan e az o enunciado, ou se es ende pa a além dele.
Em 14a o p e é i o pe ei o do indica i o no e bo
aze
indica que a a i idade de a Joana aze
o almoço oco e num empo passado ela i amen e ao empo da enunciação, que não inclui esse
momen o da enunciação e que não se es ende pa a além dele.
Finalmen e, em 14b, a pe í ase e bal
i
+ in ini i o, o p esen e do indica i o no e bo auxilia
i
, indica que a a i idade de a Joana aze o almoço em luga num empo u u o ela i amen e ao
empo da enunciação, que esse empo não ab ange o empo de enunciação.
Des a o ma, es as elações empo ais das ases simples podem se ep esen adas nos
esquemas abaixo (Figu a 1). Pa a e ei os de análise, a p esen e disse ação op a pela nomencla u a
ado ada po Oli ei a (2013, p. 511): o empo da enunciação (E), o empo de e e ência (R) e o empo
da si uação (S).
P esen e P. Pe ei o Simples. Fu u o
-------|---------> ----|-------|----- > ----|-------|------>
S (R=E) S (R=E) (R=E) S
Figu a 1: Esquema de elações empo ais
Além de ases simples, ainda exis em ases compos as, cons uídas po duas ou mais o ações.
As si uações desc i as po cada uma das o ações a iculam-se empo almen e en e si, ou seja, uma
das si uações oco e an es, ao mesmo empo, ou depois da(s) ou a(s)” (Oli ei a, 2013, p. 511). Po
10
isso, as duas o ações podem e um empo de e e ência adicional que, na u almen e, é in oduzido
a a és de uma o ação subo dinada ou um cons i uin e ad e bial.
(15) A Joana inha ei o o almoço, quando o Rod igo chegou a casa.
(15a) A Joana ez o almoço depois de o Rod igo chega a casa.
Nos exemplos 15 e 15a, o empo da si uação exp essa na o ação p incipal (
a Joana aze o
jan a
) de e se calculado não apenas ela i amen e ao empo da enunciação, mas ambém em
elação ao empo da si uação desc i a na o ação subo dinada (
o Rod igo chega a casa
).
Na p imei a si uação (15), o mais-que-pe ei o compos o do e bo
aze
indica que a Joana ez
o almoço an es de o Rod igo chega a casa. Ambas as si uações se encon am no passado
ela i amen e ao empo de enunciação (
a Joana aze o almoço e o Rod igo chega a casa
) e es as
mos am como o empo e bal não ab ange o empo de enunciação. Nes e caso, a o ação empo al
unciona como o empo de e e ência adicional. Na segunda si uação (15b), o conec o
depois de
é
in oduzido como uma o ação subo dinada, cujo alo semân ico pode indica que a o denação no eixo
empo al do empo de “
a Joana aze o almoço
" em luga an es do empo de “
o Rod igo chega a
casa
”. Os esquemas ap esen ados na Figu a 2 ep esen am a es u u a empo al dessas duas ases
complexas.
M.Q.P. Compos o depois de
---|------|-----|---> ----|------|-----|--->
S R E R S E
Figu a 2: Esquema de elações empo ais
No que diz espei o a dis anciamen o empo al, o pon o de e e ência é, pa a a maio ia das
línguas, o p esen e; exis indo con udo, casos em que al p incípio não se aplica.
No po uguês, a dis ância empo al em elação ao momen o da enunciação é assinalada po
mecanismos como uso de exp essões ad e biais (an es de, depois de...), empo e bal
(pe ei o, mais-que-pe ei o) e é possí el, ambém, usa um e bo como acaba em acabo de
chega pa a indica p oximidade empo al ao p esen e. Embo a o po uguês não enha um
sis ema e bal pa a dis anciamen o ão p odu i o quan o ou as línguas, é possí el
es abelece subdi isões empo ais de ido a esses mecanismos e/ou ao nosso conhecimen o
11
de mundo. Nem semp e, po ém, são ei as mui as subdi isões em um mesmo enunciado,
endo em is a que isso aca e a ia maio di iculdade pa a elaciona si uações po pa e do
alan e, e maio di iculdade de p ocessamen o po pa e do in e locu o .
(Coan, 2003, p. 92)
1.2. Modalidade
Embo a os concei os de modo e modalidade es ejam elacionados, impo a que comecemos
po de ini-los, dis inguindo-os e pe cebendo-lhe as
nuances
.
“A modalidade é um concei o mais amplo, endo a e com a exp essão de
alo es semân icos modais a a és de á ios ins umen os linguís icos (de na u eza
lexical, mo ológica, sin á ica, e c.), enquan o o modo consis e na exp essão de alo es
modais especi icamen e a a és de mo emas e bais dedicados a essa unção”
(Oli ei a e Mendes, 2013, p. 625).
A modalidade é exp essa equen emen e a a és do modo, mas isso não signi ica que
co espondam um ao ou o. “Modo é uma ca ego ia mo ológica do e bo com unção modal, que,
ge almen e, en ol e um g upo dis in o de pa adigmas e bais (indica i o, subjun i o, impe a i o).”
(Coan, 2003, p. 103). A modalidade indica a a i ude subje i a ou comen á io da p opos a po pa e do
alan e.
Em elação à de inição de modalidade, ge almen e, econhecemos o concei o p opos o po
Lyons (1977, p. 452):
“
They a e used by he speake in o de o exp ess, pa en he ically, his opinion o
a i ude owa ds he p oposi ion ha he sen ence exp esses o he si ua ion ha he
p oposi ion desc ibe
.”
Mais a de, Palma (1986, p. 16), que p opôs a ico omia, a gumen ou que a modalidade é:
“(...) a exp essão g ama ical da a i ude e opinião subje i a do alan e”. Dois ou os linguis as
p oeminen es, Bybee e Fleischman, ambém o nece am a sua de inição de modalidade:
“(...) a modalidade é uma ca ego ia semân ica, pode se exp essa em uma
a iedade de o mas: mo ológica, lexical, sin á ica, ia en onação. Modalidade, como
adicionalmen e de inida, em a e com a a i ude do alan e no que se e e e ao
12
con eúdo p oposicional do enunciado.” (Coan, 2003, p. 104, c . Fleischman,1982;
Bybee e Fleischman, 1995).
Na linguís ica po uguesa, encon amos uma de inição semelhan e: “é a o ma de exp imi , po
meios linguís icos, a i ude e opiniões dos alan es ou das en idades e e idas pelo sujei o sob e o
con eúdo p oposicional dos enunciados que p oduzem.” (Oli ei a e Mendes, 2013, p. 623). Ou ainda,
mais de alhadamen e:
“(...) a modalidade codi ica a a i ude do alan e, seu julgamen o ace ca da in o mação
da o ação, p incipalmen e julgamen o epis êmico ( ealis), (de e dade, p obabilidade,
ce eza, c ença, e idência) e deôn ico (i ealis), (de desejo, p e e ência, in enção,
habilidade, ob igação, pe missão, necessidade, manipulação - indicando p ojeção
u u a)” (Fá ima, 2004, p. 55, c . GÖRSKI ET ALII, 2002, p. 222).
De um modo ge al, as de inições de “modalidade que os linguis as êm indo a desen ol e
são unânimes. Com exceção de di e enças em e mos de o ganização e nomencla u a, os emas
abo dados na li e a u a elacionada êm indo a epe i -se.
Rela i amen e à de inição das ipologias de modalidade, endo em con a o conjun o de
modalidades conside adas, bem como a sua designação, há uma g ande a iação e ap esen a-se
o ganizado de o mas mui o di e en es em á ios ipos de li e a u a elacionada. Lyons (1977) ado ou a
e minologia de Von W igh , e de um pon o de is a semân ico p opunha a dis inção en e modalidade
epis êmica e modalidade deôn ica. A epis émica indica ia que o alan e sabe ou ac edi a no con eúdo
p oposicional, e a deôn ica indica ia que o alan e com esponsabilidade mo al pode ou de e ealiza
algo, es abelece a ob igação ou pe missão.
Palme (1986) conside a que exis em as modalidades epis émica, deôn ica e dinâmica. Ele
subdi idiu cada ipologia em duas ca ego ias de análise (possibilidade e necessidade), que são os
cen os lógicos dos es ados de ânimo.
Gi ón (1984) econhece a exis ência da p essuposição ( e dade po aco do p é io); asse ção
ealis
(algo é e dadei o ou also) e asse ção
i ealis
( e dade possí el). (Coan, 2003, p. 104, c . Gi ón,
1984).
Bybee (1994) a gumen a, em con o midade com os es udos an e io es, que é ú il dis ingui
di e en es ipologias de modalidade, não só po que algumas gene alizações e éme as podem se
ex aídas des as dis inções, mas ambém po que es es ipos de e exp essões o mais são ele an es.
13
Po esse mo i o, “
We will begin, hen, wi h de ining and exempli ying ou ypes o modali y – agen -
o ien ed, speake -o ien ed, epis emic, and subo dina ing
.” (Bybee, 1994, p. 177).
Na linguís ica po uguesa, conside a-se a incidência em á ios domínios semân icos, cujos alo es
modais são:
“(...) o p imei o alo modal indica a epis émica, p ende-se com g aus de ce eza ou
a aliação de p obabilidade ace ca do con eúdo p oposicional da ase; o segundo alo modal
p ende-se com a capacidade ou a necessidade in e na, psicológica ou ísica, do sujei o de
de e minados p edicado es como sabe , se capaz, p ecisa , necessi a , e c.; o e cei o alo
modal, chamado deôn ico, em a e com a os de pe missão (ou au o ização) e de imposição
de uma ob igação en ol endo pa icipan es na si uação desc i a pela ase; ainda ou o alo
modal, designado como deside a i o, em a e como a exp essão da olição ou do desejo.”
(Oli ei a e Mendes, 2013, pp. 623-624).
1.3. Aspe o
A de inição mais in luen e e clássica do aspe o é a de Com ie, que no seu li o “
Aspec ”
de ine
aspe o como sendo o mas di e en es de se e a cons i uição empo al in ínseca den o de uma
si uação (Com ie, 1976, p. 3).
Ma eus (2003, p. 129) e e e que “O aspe o (...) o nece in o mações sob e a o ma como é
pe spe i ada ou ocalizada a es u u a empo al in e na de uma si uação desc i a pela ase.”
Cunha (2013, p. 585), po sua ez, conside a que “(...) pa a além do empo, as ases possuem
igualmen e uma es u u a empo al in e na, chamada
aspe o
, que depende do ipo de si uação que
ep esen am e que é independen e de qualque pon o ex e no de e e ência.”
T a aglia obse a que exis e uma as a gama de es udos sob e o aspe o em po uguês, bem
como nou as línguas, e que a concep ualização do aspe o a ia bas an e. Es e descob iu que ha ia
algumas semelhanças en e os di e en es concei os que pode iam complemen a a de inição do aspe o.
1.
Aspec o é “a manei a de se da ação”;
2.
Aspec o e
a indicac
a
o da du ação do p ocesso, da sua es u u a empo al in e na;
3.
Aspec o e
a indicac
a
o dos g aus de desen ol imen o, de ealização do p ocesso, o modo de
concebe o desen ol imen o do p ocesso em si;
4.
Aspec o en ol e empo;
14
5.
Aspec o e
de inido como ma cado de oposições en e ce as noções ou de noções simples:
é mino/não é mino, início, esul ado, e c.
(adap ado de T a aglia, 2016, p. 40)
Ge almen e, a dualidade ampla/es ei a do aspe o é equen emen e u ilizada pa a ala des a
emá ica. Nes a secção, concen a -nos-emos na abo dagem ampla.
A abo dagem ampla do aspe o en ol e modos de ação e di ide-se nos aspe os g ama ical e
lexical, dependendo dos meios linguís icos u ilizados.
O alo aspe ual pode se exp esso eco endo-se a di e en es p ocessos, pelo que podemos
aze a dis inção en e aspe o g ama ical e aspe o lexical.
De uma o ma simples, o aspe o lexical ( adicionalmen e, ambém designado po “
Ak ionsa
”)
diz espei o ao con eúdo semân ico ansmi ido pelo e bo, ou seja, ao signi icado in ínseco do mesmo.
Es e pe mi e aze a di e enciação en e si uações es a i as de e en os du a i os e e en os não
du a i os. A en emos nos seguin es exemplos:
(16) A Ca olina ala .
– si uação es á ica, não é dinâmica e não con ém a noção de im.
(17) A Vanessa esc e eu um li o.
– si uação du a i a, que deco e du an e um dado pe íodo,
endo uma du ação associada.
(18) A Ma iana bocejou.
– e en o não du a i o, de cu a-du ação, momen âneo.
O aspe o g ama ical, po sua ez, diz espei o ao alo exp esso po de e minados empos
e bais e, da mesma o ma, po elemen os ex e nos ao e bo, ais como ad é bios, locuções ad e biais,
e bos auxilia es, en e ou os. A en emos nos seguin es exemplos:
(19) A Ana já ez os abalhos de casa
. – a ação encon a-se e minada.
(20) O Gonçalo es á a aze comp as
. – a ação es á a desen ola -se.
No exemplo (19), a ação encon a-se e minada, o que é exp esso pelo uso do p e é i o pe ei o
simples do modo indica i o e e o çada pelo uso do ad é bio já; o mesmo acon ece no exemplo (20),
na qual a ação ap esen ada es á a deco e , ainda não oi comple ada, sendo algo que se p olonga no
empo, o que é exp esso a a és do uso do p e é i o impe ei o do modo indica i o e do e bo auxilia
es a .
21
A seleção de modo (indica i o ou conjun i o) es á dependen e da a i ude
p oposicional que é exp essa pa a com a p oposição – se a a i ude que se
exp essa o apenas a de que a. p oposição é ida como e dadei a (i.e., se se
exp essa uma a i ude de c ença o e na e dade da p oposição ou de
conhecimen o da e dade da p oposição), é usado o indica i o; se se exp essa
ou o ipo de a i ude, é usado o conjun i o (T in a, 2016, p. 41).
3. O P esen e do Conjun i o
Os alo es e bais do p esen e do conjun i o são ex emamen e complexos, não só em e mos da
sua necessidade de se em dis inguidos do modo indica i o, mas ambém em e mos do empo, aspe o
e associados ao seu alo semân ico.
O empo do conjun i o é di e si icado nos seus alo es, pelo que os seus alo es pe mi em um e
mais, ou seja, o p esen e do conjun i o pode exp essa alo es p esen es e u u os.
O conjun i o ende a se go e nado pela modalidade subje i a em oposição ao indica i o, e o
p esen e do conjun i o em uma cla a exp essão da no domínio semân ico epis êmico, deôn ico e
deside a i o, ansmi indo basicamen e uma a i ude ince a e i eal e pode possui alo de u u o.
Em elação às o mas do p esen e do conjun i o, o aspe o a ia em di e en es o ações com e bos
nessa o ma e bal, e essa a iação oco e somen e quando a ase exp essa uma ação no p esen e.
3.1. Tempo do P esen e do Conjun i o
Como imos, o modo conjun i o exp essa a ação dos e bos como e en ual, ince a ou i eal,
dependendo dos sen imen os do locu o . Como esul ado, con ém noções empo ais que não são
exp essas com an a p ecisão como pelo modo de indica i o (Cunha C & Cin a, 1984, p. 471).
Po an o, é undamen al des aca que o alo mo ológico do conjun i o de e di e i do alo do
indica i o. Consequen emen e, o seu empo ela i o g ama ical ambém pe mi e a exis ência de um ou
mais empos especí icos.
Na medida em que são em núme o mais eduzido do que os empos do indica i o, os
empos do conjun i o êm de di e si ica os seus alo es, pa a pode em co esponde
seman icamen e aos do indica i o (Oli ei a, 2013, p. 534).
22
Como o conjun i o ap esen a um meno núme o de empos que o indica i o, is o pode
le a a conclui que aquele modo pe mi e menos dis inções empo ais do que o
indica i o. No. en an o, al de e-se, em pa e, ao ac o de um empo g ama ical do
conjun i o, al como obse ou Fonseca (1984), admi i a e e ência a mais do que um
empo (Oli ei a, 2008, p. 110).
O p esen e do conjun i o oma a pe spe i a do momen o de enunciação e, no con ex o ap op iado,
pode indica não só o empo p esen e, mas ambém o u u o. Po ou as pala as, a elação en e o
es ado de coisas desc i o pelo p esen e do conjun i o e o pon o de pe spe i a empo al é sob epos a ou
pos e io .
Em p imei o luga , o p esen e do conjun i o indica um a o elacionado com o p esen e, ou seja,
“(...) o p esen e do conjun i o no e bo subo dinado combina-se com um e bo p incipal no p esen e
de indica i o, o qual oma como e e ência o momen o de enunciação” (Oli ei a, 2013, p. 536).
(24)
É impo an e que ele ap enda a le .
(25)
É uma pena que es ejas cansada hoje.
(26)
Não pe mi imos que os ilhos possam i es uda pa a o a.
(27)
Du ido que ele es eja no abalho.
(28)
O di e o p ecisa de uma pessoa que saiba ala ancês.
Nes es exemplos, usa-se o p esen e do indica i o na ase ma iz, e encon a-se semp e o p esen e
do conjun i o na subo dinada. Podemos obse a que a si uação desc i a pela subo dinada se
sob epõe ao momen o da enunciação da ase ma iz, ambas localizadas no p esen e.
Em segundo luga , o p esen e do conjun i o ambém pode indica um a o elacionado com o u u o.
Sendo que “o p esen e do conjun i o localiza a si uação desc i a na o ação subo dinada num empo
pos e io ao da o ação p incipal (que pode se mui o p óximo dele) e, po an o, num empo pos e io à
enunciação” (Oli ei a, 2013, p. 536).
A en emos nos seguin es exemplos:
(29)
Se á ó imo que a Joana consiga conclui o cu so.
(30)
Não echa emos o esc i ó io, a é que odos e minem o abalho.
23
(31)
A Ca la ai pedi pa a ica a do mi na casa da mãe.
(32)
O João em pedido insis en emen e pa a i ao pa que.
Os exemplos (29) e (30) demons am como quando o e bo p incipal es á no u u o do
indica i o e a o ação subo dinada u iliza o p esen e do conjun i o, a ase pode se in e p e ada como
u u a. Com base nos exemplos (31) e (32), pode se obse ado que:
“(...) o p esen e do conjun i o ambém se pode combina com um e bo
p incipal no u u o (ou com uma pe í ase e bal o mada pelo auxilia i ), bem como
com um e bo p incipal no p e é i o pe ei o compos o. Es es empos no e bo
p incipal são espi i ualmen e impe ec i os, al como o p esen e” (Oli ei a, 2013, p.
536).
Além disso, em de e minadas si uações, os empos do conjun i o nem não são dependen es.
A en emos nos seguin es exemplos:
(33)
Caso não es eja io, amos passea a é É o a.
(34)
Semp e que cump i mos com os nossos de e es, não e emos consequências legais.
Os exemplos (33) e (34) mos am que a u ilização do p esen e do conjun i o depois das
conjunções e locuções subo dinadas condicionais pode indica condições e p essupos os elacionados
com o u u o.
(35)
A Ca a ina es á a pedi - e que lhe comp es uma boneca.
Podemos e i ica , a a és do exemplo (35), que:
“(...) embo a o empo do conjun i o seja o P esen e e na ase ma iz o empo seja o
P esen e. P og essi o, e i icamos que a lei u a empo al é de u u o, nes e caso, não só em
elação ao empo da ase an e io , como ao da enunciação em i ude da sob eposição,
pelo menos pa cial, des es dois úl imos empos” (Oli ei a, 2008, p. 112)
.
Nas o ações concessi as, indica-se uma ação exp essa elacionada com o u u o, o p esen e do
conjun i o pode se u ilizado. (Wang & Lu, 1999, p. 314). Vejamos os seguin es exemplos:
(36)
Mesmo que a Vanessa se es o ce mui o, não consegui á passa no es e.
24
(37)
Embo a es eja a ne a , eles ão aze uma caminhada pela p aia.
(38)
Peço que enham cá a casa isi a -me.
(39)
Diz-me qualque coisa quando chega es ao esc i ó io.
(40)
Ele que que as eleições e minem em b e e.
(41)
A Inês e o Cláudio pe mi em que os ilhos usem o elemó el apenas uma ho a po dia.
(42)
Tenho mui a pena que es ejas doen e.
Como se pode e nos exemplos acima ap esen ados, o es ado desc i o na o ação subo dinada
segue empo almen e os a os oli i os, di e i os ou pe missi os desc i os pela o ação p incipal, pode
se in e p e ado como su gindo após a enunciação. No en an o, o exemplo (42), “a in e p e ação mais
na u al é a de sob eposição empo al das duas si uações; em pa icula , o a o de
e mui a pena
(que
coincide com o momen o da enunciação) es á incluído no in e alo de empo em que du a a doença”
(Oli ei a, 2013, p. 536).
(43)
Tal ez a p óxima compe ição co a melho .
(44)
Tal ez hoje seja um bom dia pa a i a Fa o.
Quando se u iliza o ad é bio
al ez
, que indica dú ida ou possibilidade, o p esen e do conjun i o
pode exp essa o a o do p esen e ou do u u o, dependendo da si uação. O exemplo (43) pode se
cla amen e obse ado desc e endo uma si uação sob e o u u o, enquan o (44) pode se in e p e ado
como p esen e (Sun, 2020, p. 19).
O que podemos con i ma dos exemplos ap esen ados acima é que o p esen e do conjun i o é
u ilizado na o ação subo dinada e que pode se in e p e ado como p esen e ou u u o, dependendo da
si uação. De ou a pe spe i a, pode obse a -se que “(...) à dependência sin á ica não es á semp e
associada dependência semân ica, em pa icula no que ao empo diz espei o” (Oli ei a, 2008, p. 113,
c . Cunha e Sil ano, 2006).
3.2. Modalidade do P esen e do Conjun i o
Como mencionámos an e io men e, a modalidade é uma o ma de exp essa a a i ude e a opinião do
alan e sob e o con eúdo de uma p opos a a a és de meios linguís icos. Além do mais, em
compa ação com o indica i o o conjun i o é mais inclinado a se go e nado pela consciência subje i a.
25
Ou seja, o conjun i o exp ime a subje i idade do alan e pe an e o con eúdo do enunciado. Pa a
Oli ei a e Mendes (2013, p. 630):
“A modalidade se mani es a, a a és de di e en es elemen os linguís icos, em cinco domínios
semân icos undamen ais: o domínio epis émico, o domínio in e no ao pa icipan e, o domínio
deôn ico, o domínio ex e no ao pa icipan e, e o domínio deside a i o.”
O domínio epis émico es á elacionado com a c ença da en idade deno ada pelo alan e ou
sujei o sob e a e dade da ase. (Oli ei a e Mendes, 2013, p. 630). O g au de o ça da c ença nes e
domínio é a eg a g ama ical clássica que dis ingue o uso do conjun i o e do indica i o. Po exemplo,
Ma ques conside a que:
“Simpli icadamen e, o indica i o é selecionado nos casos em que se exp essa uma a i ude de
conhecimen o ou c ença o e e o conjun i o nos es an es casos. Pelo con á io, é o indica i o
que assinala um alo especí ico, oco endo em con ex os que sejam conjun amen e
epis émicos e e ídicos, sendo o conjun i o o modo complemen a , que oco e nos casos em
que o con ex o é não epis êmico ou não e ídico” (Ma ques, 2017, p. 610).
Cegalla de ine o conjun i o como:
O “Modo da Possibilidade" (...) usa-se pa a exp imi um a o possí el, ince o, hipo é ico, i eal
ou dependen e de ou o” (Cegalla, 1981, p. 377).
(43)
Du ido que ele enha empo hoje.
(44)
C emos que a Joana en e em Medicina.
(45)
É p o á el que as no as dele baixem es e semes e.
(46)
É possí el a ca a se enha ex a iado.
(47)
Tal ez a Ru e consiga passa no exame de condução.
(48)
Não é cla o que a Flo inda consiga ob e a licença.
O alo epis émico associado à possibilidade é abo dado nos exemplos acima. Os exemplos (43) e
(44) mos am o g au de c ença do alan e no con eúdo da p opos a. Em (43), o e bo pleno
du ida
exp essa a pe ceção de uma c ença nega i a, enquan o em (44), a c ença posi i a na ealização da
26
si uação enunciada é exp essa. Assim, são u ilizados espe i amen e o conjun i o e o indica i o nas
o ações subo dinadas.
Tan o (45) como (46) ap esen am uma a i ude de ince eza sob e a au en icidade, mas o adje i o
p o á el
em (45) exp ime uma lei u a com um alo de ince eza in e io . Em (47), o ad é bio
al ez
,
que anspo a o concei o de inde e minação, po an o, de e mina a u ilização do conjun i o,
es abelecendo uma lei u a da possibilidade de uma si uação. Em (48), a cons ução ac ual-nega i a
não cla o
exp ime uma ince eza e, po isso, iden i ica a u ilização do conjun i o.
O domínio deôn ico es á associado à in e p e ação de ob igação, pe missão e ou os alo es, odos
eles elacionados com o domínio da possibilidade, uma ez que “a modalidade deôn ica implica um
aço ine en e de u u idade, além disso, con o me Gi ón (1984, p. 285).
(49)
Os meus pais pe mi em que eu á ao cinema.
(50)
O pa ão ob iga a que odos os uncioná ios abalhem es e im-de-semana.
(51)
A Jacin a exige que a ilha ol e pa a casa an es das 7 da a de.
(52)
Os alunos êm de es uda .
“A deôn ica en ol e duas en idades, uma que ou o ga uma pe missão ou es ipula uma ob igação e
uma segunda en idade sob e a qual essa pe missão ou ob igação ecaem.” (Oli ei a e Mendes, 2013,
p. 633). Os exemplos (49), (50) e (51) u ilizam os e bos
pe mi i , manda
e
exigi
pa a es ipula a
o dem ou pe missão que é ep esen ada pela en idade (
Os meus pais, O pa ão e A Jacin a
) da o ação
p incipal, apa ecendo a segunda en idade (
eu, os uncioná ios e a ilha
) na o ação subo dinada e endo
uma unção complemen a . Em (52) a ob igação é iden i icada po uma en idade, mas essa en idade
não co esponde a qualque a gumen o da ase e pode se qualque e cei a pessoa, e o des ina á io
da ob igação é o sujei o (os alunos) em que ela apa ece.
Quando compa amos (49), (50), (51) e (52), os p imei os ês exemplos mos am que na u ilização
do conjun i o na deôn ica, de em exis i duas en idades, e colocam-se espe i amen e na o ação
p incipal e subo dinada, ligando po
que
, enquan o no exemplo (52), apenas uma en idade pode se
apa ecida.
O domínio deside a i o es á elacionado com a on ade, o desejo e a espe ança. A p ojeção u u a
é ca ac e ís ica do ipo dos e bos acima e e idos, lançando semp e o al o do desejo pa a o u u o.
Nes e sen ido, a ealização do al o do desejo é inde e minada.
27
(53)
Espe amos que a Ca la consiga i a casa no Na al.
(54)
Que o que os meus ilhos sejam bem-sucedidos nas suas ca ei as.
(55)
Gos a ia que a minha p o esso a osse mais comp eensi a.
(56)
Quem me de a que pudéssemos i passa é ias à G écia.
(57)
Deus que que sejamos elizes.
(53) e (54) são ases complexas que exp imem os desejos do alan e a a és de uma o ação
p incipal com um e bo oli i o. Compa ando os dois, a p imei a ase exp essa o desejo da p imei a
pessoa, e a segunda, es á mais p óxima de uma exigência do alan e pa a os alunos. Em (55), a
escolha do impe ei o do indica i o na o ação p incipal le a à u ilização do impe ei o do conjun i o. Em
compa ação com (54), o exemplo (55) pode se in e p e ado de duas manei as di e en es: o uso do
impe a i o o na a exp essão da on ade mais eu emís ica, mas ambém pode se is a como endo o
alo de uma suges ão.
(56) e (57) são ambas exp essões de um desejo a a és das exp essões lexicalizadas
quem
me de a
e
Deus que que
. As di e en es escolhas do p esen e do conjun i o e do impe ei o do
conjun i o ansmi em que os enunciado es êm g aus mui o di e en es de c ença na p obabilidade de
ganha a lo a ia, ou seja, embo a a seleção do conjun i o em ambos os exemplos indique que a
ealização do e en o é ince a, o p esen e do conjun i o indica que a p obabilidade da ealização do
e en o é mui o maio do que a indicada pelo impe ei o.
A u ilização especí ica do p esen e do conjun i o nos ês domínios semân icos acima
mencionados mos a que es á basicamen e a ansmi i uma a i ude de ince eza sob e o e en o
desc i o, mas com uma p obabilidade mui o maio de possí el ealização do que o impe ei o do
conjun i o. Nas epis êmica, deôn ica e deside a i a, em um ca ác e u u is a.
3.3. Aspe o do P esen e do Conjun i o
A jus aposição do empo e o aspe o em conjun o cons i ui um sis ema complexo de ca ego ias
den o do pa adigma da conjugação e bal. O aspe o exp esso po di e en es modos e empos não
ap esen a alo es semp e idên icos. T a aglia a gumen a que “ ambém se no a que o aspec o a lo a
com maio cla eza nos empos do indica i o, que exp imem ações obje i as, po que o aspec o é uma
ca ego ia mais obje i a, a eando no subjun i o” (T a aglia, 2016, p. 130).
28
Analisa emos ambém mais especi icamen e que alo es aspe uais são exp essos em algumas
ases do p esen e do conjun i o de aco do com os pon os de is a de T a aglia. Em o ações
subo dinadas subs an i as:
(58)
Espe o que ela enha boas manei as. (p esen e) (impe ec i o, não acabado, cu si o,
du a i o).
(59)
Imagino que ocês enham ome. (p esen e) (impe ec i o, não acabado, cu si o,
du a i o).
(60)
É possí el que ele seja coxo. (p esen e) (impe ec i o, não acabado, inde e minado).
(61)
É p o á el que ninguém enha. (p esen e) (impe ec i o, não acabado, habi ual).
(62)
É es anho que es as plan as mo am, quando ecebem a luz di e a do sol. (p esen e)
(impe ec i o, não acabado, habi ual).
(63)
Lamen o que ocê di ija ão mal, pois assim não e posso emp ega . (p esen e)
(impe ec i o, não acabado, habi ual).
Os exemplos de (58) a (63) são odos do p esen e do conjun i o e êm o alo de p esen e. A
u ilização do p edicado
es a
no exemplo (59), ap esen a uma in e p e ação, pelo que o seu aspe o
pode se conside ado como cu si o. Em (60), o inde e minado a a-se do ma cado do seman ema do
e bo
se .
No exemplo (62), a habi ualidade eme ge a a és da in luência da o ação empo al “quando
ecebem luz sola di e a”. E em (63), “o habi ual aqui em a unção de ca ac e izado ” (T a aglia, 2013,
pp. 164-165).
Em o ações subo dinadas adje i as:
(64)
P ocu o uma esposa que seja esponsá el. (p esen e) (impe ec i o, não acabado,
habi ual).
(65)
A solução e
p ocu a alguém que saiba cozinha . (p esen e) (impe ec i o, não acabado,
inde e minado).
(66)
Não há c iança que não enha medo do escu o. (p esen e) (impe ec i o, não acabado,
inde e minado).
A unção das o ações subo dinadas do conjun i o le a-as a aspe os inde e minados e habi uais,
uma ez que são aspe os que apa ecem em ases com unções de ca ac e izado . No en an o, “É
bas an e di ícil decidi se emos habi ual ou inde e minado, pois os habi uais que aí apa ecem são
limí o es com o inde e minado” (T a aglia, 2013, p.166).
29
Em o ações subo dinadas ad e biais condicionais:
(67)
Caso Ma iana enha a g amá ica, aga-a pa a mim. (p esen e) (impe ec i o, não
acabado, cu si o, du a i o).
(68)
Caso o apaz enda jóias oubadas, p endê-lo-emos hoje mesmo. (p esen e) (impe ec i o,
não acabado, habi ual).
Em o ações causais de não po que, quando se que dize que a azão aludida não é e dadei a:
(69)
Faço bas an e despo o. Não po que quei a se saudá el, mas po que que o que as pessoas
achem que sou saudá el. (p esen e) (impe ec i o, não acabado, habi ual).
Em o ações in oduzidas po que, quando es ingem a gene alidade de uma a i mação:
(70)
Não há, a meu e , mulhe mais alen e. (p esen e) (impe ec i o, não acabado,
cu si o, du a i o).
(71)
Oco e am, que eu saiba, apenas duas ezes. (p esen e) (impe ec i o, não acabado,
cu si o, du a i o).
Em o ações com os e bos de ope ação aspec ual:
(72)
Mesmo que a Ana ande a gas a dinhei o em malas, nem po isso é mais eliz. (impe ec i o,
não acabado, i e a i o).
(73)
É p o á el que comece a e mais pessoas in e essadas em aluga casa em Lisboa du an e o
es i al. (impe ec i o, começado, incep i o).
Nos exemplos (72) e (73),
anda (a)
e
começa (a)
nas o ações são os e bos de ope ação
aspe ual (VAsp), e “ e bos semiauxilia es, cuja unção cen al é a de ealça as di e en es ases que
cons i uem as si uações, al e ando assim o seu pe il aspec ual básico” (Cunha, 2013, p. 608).
Anda (a)
é compa í el com in e p e ação habi ual, explicando uma habi ualidade que ende a
oco e num pad ão. E
começa (a)
é u ilizado pa a an ecipa o início de uma si uação (o aspe o
ing essi o), e aplica-se apenas a si uações pe sis en es que supo am a exis ência de pe íodos ou
in e alos sucessi os em que alguma mudança no es ado inicial das coisas enha oco ido (Cunha,
2013, p. 609).
30
Podemos obse a em odos os exemplos acima e e idos que os e bos des es exemplos se
encon am no p esen e do conjun i o, e que só possuem o alo p esen e quando o aspe o se a ualiza.
No e-se ambém que a noção de aspe o é pe cebida mais acilmen e quando o e bo é um e bo
es á ico, especialmen e de es ado (T a aglia, 2013, p. 164).
Vimos, ao longo des e capí ulo, que o e bo desempenha um papel undamen al na língua
po uguesa, exp essando ações, es ados e mudanças de es ado, e uma sé ie de sub ilezas e nuances
que pe mi em que comunicação nas suas a iações e g aus de complexidade seja possí el. No en an o,
essa cen alidade do e bo na cons ução e ansmissão de signi icado não se aplica uni e salmen e a
odas as línguas, como é o caso do manda im, onde o e bo desempenha unções di e en es e não é
conjugado.
Na língua po uguesa, as ca ego ias semân icas mais ele an es, analisadas ao longo des e
capí ulo, são o empo, o aspe o e a modalidade. Essas ca ego ias con ibuem pa a exp essa quando
uma ação oco e, como ela se desen ola e com que g au de ce eza ou possibilidade, o nando o e bo
um elemen o cen al na g amá ica e semân ica do po uguês.
Impo a, de igual modo, que açamos a dis inção en e o modo indica i o e o modo conjun i o,
já que es es desempenham papéis c uciais na exp essão de di e en es nuances e signi icados. O modo
indica i o é ge almen e usado pa a ansmi i ações conc e as, ac os, enquan o o modo conjun i o é
emp egue pa a exp essa possibilidades, desejos, ince ezas e hipó eses, como imos.
Den o do modo conjun i o, o p esen e do conjun i o assume um luga especial na língua
po uguesa, sendo equen emen e u ilizado pa a exp essa ações no p esen e que es ão elacionadas
com hipó eses, desejos ou si uações po enciais subje i as. Assim, comp eende as di e enças en e o
modo indica i o e o modo conjun i o, assim como a ele ância do p esen e do conjun i o, que já caiu
em desuso em mui as linguas mas con inua mui o ele an e no po uguês, é undamen al pa a um
domínio e icaz da língua.
37
Figu a 2 - A i idade de con e sação (Robe & José, 2016, p. 20)
Já na segunda a i idade (Núme o 2 da igu a 2), selecionada do manual
Passapo e pa a
Po uguês 2 (Robe & José, 2016)
e i icamos que se a a de uma ‘ a e a’ já que a mesma desa ia o
es udan e a emp ega os ecu sos linguís icos de que dispõe pa a comunica numa si uação eal de
comunicação. Nes e caso, a ónica é colocada no sen ido, não exis indo (nes e caso) um con olo
igo oso sob e o esul ado.
1.3. P incípios-Cha e do ELBT
O Ensino de Línguas Baseado em Ta e as (ELBT) pode se mais bem comp eendido a a és dos
seguin es p incípios.
Na abo dagem p opos a po Jane Willis (1996), conhecida como
Syllabus Design,
a au o a
en a iza a impo ância de ês elemen os essenciais pa a um ensino e icaz da língua inglesa: exposição
linguís ica, uso da língua e mo i ação. Esses elemen os são, segundo a linguis a, undamen ais pa a a
c iação de um ambien e de ap endizagem en ol en e e e icien e.
A exposição linguís ica e e e-se ao con ac o que os alunos êm com a língua-al o em con ex os
au ên icos e signi ica i os, o que implica expo os alunos a uma g ande a iedade de ex os au ên icos,
ais como a igos, his ó ias, diálogos, ídeos e áudios, que demons am como a língua é u ilizada em
con ex os eais de comunicação. A exposição à linguagem au ên ica ajuda os alunos a desen ol e uma
comp eensão mais ampladas es u u as g ama icais, ocabulá io, p onúncia e uso linguís ico em ge al.
O uso da língua en ol e a c iação de opo unidades pa a os alunos p a ica em a i amen e a
p odução e a comp eensão da língua de ap endizagem. Isso inclui a i idades como discussões,
ole-
38
plays
, deba es, jogos de linguagem e a e as comunica i as. O oco es á na aplicação p á ica da língua
em si uações eais de comunicação. Ao usa a língua de manei a signi ica i a, os alunos desen ol em
suas compe ências de comp eensão e p odução o al e esc i a.
A mo i ação é um a o c ucial pa a uma aquisição bem-sucedida da L2. Willis des aca a
impo ância de c ia um ambien e que despe e o in e esse e a cu iosidade dos es udan es. Isso pode
se alcançado po meio de a e as desa iado as, ele an es e en ol en es, que pe mi am aos alunos
es abelece em uma conexão emocional com o con eúdo. A mo i ação in ínseca, p o enien e do
p óp io in e esse e alo pe cebido da língua, é mais du adou a e e icaz do que a mo i ação ex ínseca
baseada em ecompensas ex e nas.
Richa ds e Rodge s (2001) a gumen am que o en ol imen o dos es udan es nas a e as é mais
conducen e à a i ação do p ocesso de ap endizagem do que a i idades cen adas na o ma e, po
conseguin e, p opo ciona um momen o mais a o á el pa a que a ap endizagem de línguas possa
oco e , uma ez que depende não só da ime são dos es udan es em
inpu
comp eensí el, mas
ambém da sua colocação na a e a. Es as a e as exigem que negociem o seu signi icado e que se
empenhem numa comunicação na u al e signi ica i a (Rangcao Tang, 2007, p. 7, c . Richa ds e
Rodge s, 2001).
O pon o de is a ap esen ado po Richa ds e Rodge s dá um maio en oque ao ensino baseado em
a e as, p i ilegiando o signi icado em de imen o da o ma linguís ica, e u ilizando as a e as como
me odologia de ensino que p omo e a aquisição na u al do signi icado da língua.
Mais pe o da essência do ensino po a e as e e le indo as úl imas descobe as no
desen ol imen o na u al e lógico da pedagogia de línguas es angei as e da eo ia da ap endizagem de
línguas, Nunan (1991, p. 279) esumiu as ca ac e ís icas do ensino baseado em a e as da seguin e
o ma:
(1)
“An emphasis on lea ning o communica e h ough in e ac ion in he a ge language.”
(2)
“
The in oduc ion o au hen ic ex s in o he lea ning si ua ion.”
(3)
“The p o ision o oppo uni ies o lea ne s o ocus, no only on language, bu also on he
lea ning p ocess i sel .”
(4)
“An enhancemen o he lea ne ’s own pe sonal expe ience as impo an con ibu ing
elemen s o class oom lea ning.”
(5)
“An a emp o link class oom language lea ning wi h language ac i a ion ou side he
39
class oom.”
Em suma, os p incípios subjacen es ao ELBT, segundo Nunan, são: o p incípio da in e a i idade, o
p incípio da au en icidade do ma e ial linguís ico, o p incípio do p ocesso, o p incípio da alo ização da
con ibuição da expe iência pessoal do es udan e pa a a ap endizagem, e o p incípio da ele ância da
ap endizagem de línguas na sala de aula pa a a u ilização de línguas o a da sala de aula (Yonghong,
2005, p. 54).
A “In e a i idade” e e e-se à o ma como a comunicação linguís ica é uma ia de dois sen idos,
al como o diálogo e a discussão. O obje i o inal da ap endizagem de línguas é comunica na língua
que se ap ende, pelo que a in e a i idade es á no cen o da comunicação.
Tal como e i icado na aquisição de línguas pelas c ianças (B own, 1994, p. 16-17), a impo ância
da in e a i idade eside na sua e icácia em acili a a p odução da au oma icidade linguís ica. Is o
po que, pa a a ingi obje i os comunica i os, os es udan es necessi am de se concen a na exp essão
do signi icado e na comp eensão da in o mação. No mesmo sen ido, Wilga Ri e s a i ma que, em
in e ação, os alunos podem u iliza a o alidade da língua que possuem na comunicação (semelhan e à
ida), que es a seja ap endida ou adqui ida aciden almen e ou in encionalmen e. Os alunos
expe imen am c ia in o mação a pa i do que ou em e ambém expe imen am c ia um discu so que
exp ime a in enção do obje i o (Ri e , 1997, p. 4-5).
Sendo a língua é um eículo de cul u a, B own assinala que, quando se ensina uma língua, es á-se
ambém a ansmi i um sis ema complexo de p á icas cul u ais, alo es, o mas de pensa , emoções e
compo amen os (B own, 1994, p. 25). A adoção do “p incípio da au en icidade” nos ex os ensinados
pe mi e aos es udan es se em di e amen e expos os à cul u a da língua-al o, p omo endo o
desen ol imen o da o ma de pensa de um alan e na i o sob e a u ilização da língua adqui ida, bem
como o en ol imen o numa comunicação signi ica i a. Pa a os alunos, a au en icidade do ex o ai
azê-los sen i -se em sin onia com as necessidades eais e mais a i os na a i idade, o nando a
ap endizagem mais e icaz.
O ELBT é, ainda, um p odu o do “p og ama baseado em a e as” p opos o pela comunidade de
ensino de línguas es angei as, que p opõe uma mudança de “o que se espe a ap ende ” pa a “como
se ap ende”, pe mi indo que os alunos expe imen em o p ocesso de ap endizagem, sendo es e um dos
p incípios subjacen es a es a abo dagem (Yonghong, 2005, p. 33). Po ou as pala as, o p ocesso de
le a os alunos a u iliza em a língua pa a comple a uma a e a é o p ocesso de aze algo com a
40
língua-al o. A ên ase es á em chama a a enção dos alunos pa a o p ocesso de ap endizagem e pa a o
desen ol imen o das compe ências do p ocesso.
Assim sendo, a comunicação é um p ocesso e a aquisição de compe ência comunica i a é,
igualmen e, um p ocesso.
Ainda segundo o linguis a Widdowson (1978), a ap endizagem de línguas en ol e o
desen ol imen o de ês ní eis dis in os de conhecimen o e compe ências: o ní el sis émico, o ní el
esquemá ico e o ní el do p ocesso. De en es es es, o ní el do p ocesso e e e-se à capacidade de se
mo e en e o conhecimen o sis émico e esquemá ico e de se ajus a en e di e en es sis emas. Po
conseguin e, é necessá io chama a a enção dos es udan es pa a o p ocesso de ap endizagem, onde
in e nalizam os conhecimen os linguís icos à medida que explo am, gene alizam, descob em eg as, as
aplicam, comunicam e negoceiam com ou os na língua-al o, u ilizando a língua pa a esol e
p oblemas.
O ELBT sus en a ambém que uma ap endizagem e icaz das línguas não se baseia na ansmissão,
mas na expe iência, e que as a i idades de ap endizagem são ão impo an es como o con eúdo da
língua. A con ibuição da expe iência pessoal do es udan e pa a a ap endizagem é, nessa pe spe i a,
uma pa icipação cogni i a a i a na a i idade de ap endizagem, uma expe iência pessoal que cons ói o
conhecimen o e a comp eensão do obje o a a és da expe iência em p imei a mão, uma
“ap endizagem pela p á ica” angí el ou in angí el (Yonghong, 2005, p. 34).
O P incípio da ele ância do uso da língua na sala de aula e o a dela
inco po a o concei o da junção en e a ap endizagem e a aplicação. O ELBT assinala a
desconexão exis en e en e o ensino adicional das línguas e a p á ica social, p opondo en a i as pa a
a ul apassa , median e um ensino das línguas au ên ico e a socialização na sala de aula (Jimei, 1998,
p. 37).
Ou o e ei o posi i o des e p incípio é o ac o de es e pode , e e i amen e, mo i a os alunos
in insecamen e, uma ez que as a e as da ida eal são al amen e semelhan es às escolhidas pa a o
ensino, e os alunos conside á-las-ão aliosas e mo i ado as já que aquilo que oi ap endido na aula
pode se di e amen e aplicado na esolução de p oblemas comunica i os nas suas idas.
Em suma, as ca ac e ís icas cen ais do ELBT gi am em o no da 'ap endizagem pela p á ica',
du an e a qual os es udan es desen ol em uma mo i ação in ínseca pa a ap ende , desempenhando
a e as e p ocu ando u iliza a língua pa a esol e p oblemas ele an es no seu con ex o de a uação.
41
2. Ta e as com Foco na Fo ma
2.1. Algumas De inições e Classi icações
Como e e ido an e io men e, o Ensino de Língua Baseado em Ta e as (ELBT), é uma abo dagem
pa a o ensino de línguas segundas ou es angei as que en ol e os es udan es no p ocesso de
aquisição da língua, a a és do desempenho de a e as com ele ância no seu con ex o de a uação.
Re le imos, ambém, sob e o papel undamen al das ‘ a e as’ nes a abo dagem, enquan o mecanismos
impo an es de a i ação da ap endizagem da língua.
É, con udo, impo an e e e i que, embo a, nes a abo dagem, a ên ase seja colocada no
signi icado, al não implica que a o ma não enha impo ância. Apesa de não se cen al, o oco na
o ma é is o como impo an e, já que possibili a uma comunicação e icaz, ocupando um papel
signi ica i o na Pedagogia Linguís ica.
Pa a melho en ende mos as di e en es dimensões das a e as com oco na o ma, impo a que
nos deb ucemos sob e o abalho de quem já as analisou.
Segundo Long (1991), exis em dois ipos dis in os de ins uções nos quais a ên ase é colocada na
o ma:
ocus-on- o ms
e
ocus-on- o m
. A p imei a oca-se na o ma al o que es á a se colocada em
es udo (que pode se eiculada de di e sas o mas), endo como obje i o que o es udan e coloque o
oco na o ma linguís ica. Um exemplo disso se ia uma aula que en ol esse a ap esen ação de um
con eúdo g ama ical, a sua p á ica a a és de exe cícios p e iamen e planeados, en ol endo
equen emen e a u ilização de memo ização e p á icas de na u eza mecânica. T a a-se de
me odologias baseadas na ap esen ação, p á ica e p odução.
O segundo ipo de ins ução (
ocus-on- o m
) oca-se p imei amen e no signi icado, a pa i de uma
a i idade, em que a a enção na o ma pode oco e aciden almen e. Es a abo dagem em como
obje i o p imo dial a comunicação. A a enção à o ma acon ece con o me a necessidade.
Pa a os es udiosos Long, Lee e Hillman (2019, p. 500-501) as ins uções ‘
ocus-on- o ms
’
con inuam a p edomina , apesa de já exis i e idência eó ica e empí ica dos seus esul ados
nega i os na aquisição da língua.
The dominance o (...) “g amma -based” app oaches and lea ning language
in en ionally con inues despi e heo e ical and empi ical e idence sugges ing hey a e ill-
42
concei ed (…) To “ each” isola ed g amma ical s uc u es i s , o communica ion la e ,
is o pu he p o e bial ca be o e he ho se.”
A abo dagem
ocus-on- o m,
po sua ez, oca-se em aulas cen adas no signi icado, em que as
opo unidades de ap endizagem são despole adas a a és de p oblemas na comunicação (
nego ia ion
o meaning
), não de endo coloca -se a ónica na o ma, a não se que as necessidades de
comunicação assim o exijam. De aco do com Long e Robinson (1998, p. 23):
Focus on o m e e s o how ocal a en ional esou ces a e alloca ed […] du ing an
o he wise meaning- ocused class oom lesson, ocus on o m o en consis s o an
occasional shi o a en ion o linguis ic code ea u es – by he eache and/o one o
mo e s uden s – igge ed by pe cei ed p oblems in communica ion.
Mais uma ez, impo a salien a que an o o
ocus-on- o m
como o
ocus-on- o m
s êm a sua
ele ância e papel no âmbi o da Pedagogia Linguís ica. Vá ios es udiosos de endem que o
ocus-on-
o m
pode se bené ico pa a o es udan e du an e o seu p ocesso de aquisição da língua, embo a
mui os de endam que o excessi o oco p imá io na o ma pode bloquea e impedi a ap endizagem, em
ez de a acili a .
Algumas das an agens de um oco na o ma, especialmen e quando colocadas no im de um
ciclo de es udo (em que, p imei amen e e e como oco o signi icado) incluem o es udan e aze
sen ido do que expe ienciou an e io men e, o na aquelas es u u as em oco mais salien es e, como
al, mais acilmen e econhecidas no u u o, bem como da mo i ação ao es udan e (Willis & Willis,
2007, p. 21).
Con a y o he schola s in suppo o hese wo majo me hodologies, Nassaji and Fo os
a gue ha bo h ocus on o ms and ocus on meaning a e p oblema ic. In ocus on o ms,
lea ne s a e only equi ed o accumula e disc e e g amma i ems wi hou using a language o
communica ion; he e o e, hey ail o imp o e communica i e compe ence. On he o he
hand, in ocus on meaning, lea ne s can imp o e luency h ough e bal in e ac ion and
meaning ul inpu . Howe e , lea ne s canno imp o e accu acy because o educed o absen
a en ion o linguis ic o ms hey ecei e du ing a class. In addi ion o hese insu iciencies, he
esul s o he Canadian imme sion s udies (p e iously no ed in Sec ion1.4) Show ha lea ne s
o en used ossilized o ms o a language e en hough hey did no ha e di icul y exp essing
hei o e all in en ions. In sho , Dough y and Williams asse , “Nei he o ms-based
43
ins uc ion no meaning-based ins uc ion alone can lead o comple e second language
acquisi ion” (Yu, 2013, p. 17).
É en ão possí el a i ma que, pa a que um p ocesso de aquisição linguís ico bem-sucedido oco a,
o ma e signi icado de em semp e se in eg ados, independen emen e da abo dagem u ilizada.
2.2. Conceção e Ca ac e ís icas das Ta e as com Foco na Fo ma
A a és da análise desen ol ida em 2.1. Podemos conclui que as a e as com oco na o ma são
impo an es na aquisição na u al de uma língua segunda ou es angei a. Embo a não haja consenso no
que espei a a abo dagens pedagógicas e à o ma como a ins ução con ibui pa a a aquisição de um
no o idioma, o Ensino de Línguas Baseado em Ta e as e a ins ução com oco na o ma êm indo a
se p opos os, equen emen e, como acili ado es do p ocesso de ap endizagem de uma no a língua.
Como imos an e io men e, o oco na o ma é uma pe spe i a que se oca no uso da língua no
seu con ex o comunica i o e signi ica i o.
De aco do com Yu (2013, p. 14) “(...)
ocus on o m p o ides su icien comp ehensible inpu and
in e ac ion be ween lea ne s in o de o hem o acqui e a language in a na u al way.”
Uma o ma de es abelece a dis inção en e o conhecimen o que os es udan es êm de uma língua
segunda ou es angei a e a u ilização da mesma em con ex os p á icos da ida eal (e, po ia disso,
signi ica i os) pode se ei a a a és da di e enciação en e dois ipos de conhecimen o: conhecimen o
implíci o e conhecimen o explíci o (Cas o, 2015, p. 129).
Segundo a mesma au o a, a p imei a di e ença en e es es dois ipos de conhecimen o é o papel
dis in o que a consciência desempenha nes es:
(...) o conhecimen o explíci o ende a se desc i o como um ipo de in o mação de que os
es udan es êm consciência e que podem e baliza em e mos de eg as ou azendo uma
desc ição sob e o seu uso, designadamen e, como ecu so a e minologia me alinguís ica ( .
Bas u kmen e al. 2002; Gu ié ez 2013); enquan o o conhecimen o implíci o em sido desc i o
(e.g. R. Ellis 2005b; R. Ellis e al. 2009; Rebusha 2013) como um ipo de conhecimen o
inconscien e da língua (e não sob e a língua), uma ez que os es udan es não êm,
necessa iamen e, consciência dele e não são capazes de o e baliza , ou apenas conseguem
44
desc e e em e mos de in uições, sendo semelhan e ao que os alan es de L1 dispõem pa a
comunica e que lhes pe mi e cen a em-se na mensagem em luga de se oca em nas o mas
necessá ias pa a ansmi i mensagens (Loewen 2014, p. 21).
Uma ou a di e ença p ende-se com o p ocessamen o cogni i o que é, ambém, di e en e nos dois
ipos de conhecimen o. assim, e enquan o o ecu so ao conhecimen o explíci o exige es o ço cogni i o e
empo de ep odução, impedindo que os es udan es ap esen em uma p odução em L2 de o ma ápida
e inin e up a, o ecu so ao conhecimen o implíci o pe mi e que o es udan e ealize p oduções ápidas,
não planeadas, e com acilidade.
K ashen (2003) ha ia já ei o a dis inção en e conhecimen o ap endido, p ocessado de o ma
conscien e, e adqui ido, en ol endo p ocessos subconscien es. Des e modo, o sabe implíci o é in ui i o
e eque o p ocessamen o do inpu , pois o es udan e não es á conscien e dele; pelo con á io, o sabe
explíci o é e balizá el.
In an explici ocus on o m class, eache s p esen a a ge o m and explain g amma
ules be o e communica i e ac i i ies and equi e he lea ne s o p ac ice he a ge o m
a e wa ds. Fo his eason, Izumi asse s ha in explici ocus on o m, lea ne s will ha e
se e al chances o no icing and unde s anding a linguis ic o m. Howe e , hey a e no
e y likely o pay a en ion o he meaning and unc ion he o m indica es because o he
explici g amma explana ion and con olled ac i i ies (Yu, 2013, p. 35).
Mui os eó icos êm indo a deb uça -se sob e a classi icação e possí el in e - elação en e
conhecimen o implíci o e conhecimen o explíci o, nomeadamen e colocando a ques ão de um sabe
explíci o se ans o ma num sabe implíci o. A es e espei o, Cas o (2015, p. 129) a i ma que:
“(...) a possibilidade de o ensino explíci o, po si só, pode esul a na capacidade de os
es udan es usa em a língua pa a comunica con inua, no en an o, a se uma ques ão
polémica, que deu o igem à designada “Hipó ese de in e ace”.
A es e espei o iden i ica am-se ês pe spe i as: a Hipó ese da Não-In e ace, a Hipó ese da
In e ace F aca e a Hipó ese da In e ace Fo e. Segundo a Hipó ese da Não-In e ace, não há elação
en e conhecimen o explíci o e implíci o, pois ambos ope am em compa imen os di e en es da
memó ia e do cé eb o humano. Pa a a Hipó ese da In e ace Fo e, po ou o lado, a con e são do
45
conhecimen o explíci o em implíci o oco e a pa i da p á ica das es u u as-al o. Finalmen e, a
Hipó ese da In e ace F aca de ende que o conhecimen o explíci o, no malmen e deco en e de
ins ução o mal, não se ans o ma di e amen e em implíci o, mas pode i a con ibui pa a a sua
o mação, já que acili a o
in ake
(P euss & Finge , 2008, pp. 114,115).
2.3. Implemen ação de a e as com oco na o ma
Long (1991, p. 45-46) in oduz a exp essão “ oco na o ma” pa a se e e i à mudança ocasional de
a enção do sen ido pa a a o ma (i.e., g amá ica, léxico, oné ica), du an e a a i idade comunica i a,
que oco e quando os es udan es se encon am, inicialmen e, cen ados no sen ido, que an o pode se
mo i ada po di iculdades de comunicação (na comp eensão ou p odução) como po inicia i a do
p o esso ou do es udan e.
O ELBT sus en a que a aquisição é p omo ida de modo mais e icaz quando os es udan es dão
a enção à o ma em con ex os que p ocu am exp imi sen idos. Nes e con ex o, a comunicação
pe manece como o obje i o cen al da ins ução, sendo que a di e ença p incipal é a en a i a de
esol e p oblemas que su jam na in e ação, ocalizando b e emen e a a enção em aspe os linguís icos.
Pa a Long (op. ci .) e Long & Robinson (op. ci .), o ensino a a és do oco no sen ido cen a a-se
pouco empo, ou empo nenhum, nas pa icula idades da língua; pelo con á io, o in e esse e a o uso
da língua em si uações eais de comunicação.
Focus on o m e e s o how ocal a en ional esou ces a e alloca ed [...] du ing an
o he wise meaning- ocussed class oom lesson, ocus on o m o en consis s o an o
mo e s uden s – igge ed by pe cei ed p oblems in communica ion (Long &
Robinson, 1998, p. 23).
Ou seja, as a e as com oco na o ma são a e as que apoiam o en endimen o ge al do aluno em
con ex o de con e sação em meios p incipalmen e não académicos, nos quais se u ilizam gí ias,
ab e ia u as, em que se ala mais ápido e se dá espos as mais agas. Em suma, em con ex os não
abo dados equen emen e em sala de aula. Uma ez que es a abo dagem p ocu a auxilia o aluno em
con ex os eais, as suas a e as ambém e ão uma componen e com uma elação mais cla a com o
mundo eal.
O ELBT, como imos, p opõe que o uso de a e as de e se o p incipal componen e das aulas de
línguas, uma ez que c ia si uações comunica i as capazes de a i a os p ocessos de aquisição dos
46
alunos e p omo e a ap endizagem da L2. O ELBT p ocu a, assim, desen ol e a in e língua dos alunos
a a és da execução de uma a e a, du an e a qual necessi am de u iliza a língua pa a a esol e .
“By engaging in meaning ul ac i i ies, such as p oblem-sol ing, discussions, o
na a i es, he lea ne ’s in e language sys em is s e ched and encou aged o
de elop” (Fos e , 1999, p. 69).”
Exis em á ios ipos de a e as, mas o obje i o de odas elas é esol e uma necessidade
comunica i a, a a és de uma espon ânea oca de sen idos, que em uma elação com a ida eal e a
expe iência dos alunos, o que despe a o in e esse des es e o seu en ol imen o na ap endizagem
(Willis, 1996; Byga e, Skehan & Swain, 2001; Ellis, 2003; Nunan, 2004).
Segundo os au o es Ellis e Nunan, é uma ques ão de g ande impo ância sabe se as a e as
de em se ocalizadas ou não ocalizadas. Uma a e a ocalizada implica o uso de uma de e minada
es u u a pa a que seja concluída; uma a e a não ocalizada é aquela em que os alunos conseguem
u iliza quaisque ecu sos linguís icos à sua disposição pa a a e mina (Ellis, 2003; Nunan, 2004).”
É, pois, impo an e aze -se uma dis inção en e a e a ocalizada e exe cício de g amá ica (Ellis, op.
ci .). No caso da p imei a, os alunos não são in o mados sob e a es u u a linguís ica em oco e, po
isso, ealizam a a e a do mesmo modo que o a iam se não se a asse de uma a e a não ocalizada,
is o é, colocando p imei o a ónica no con eúdo da mensagem; o que não signi ica que os alunos não
se ape cebam, de modo aciden al no decu so da a e a, da o ma-al o. Rela i amen e ao exe cício
g ama ical, os alunos são in o mados da es u u a linguís ica em oco e, po an o, ao execu a em a
a e a, es o ça -se-ão po u ilizá-la com co eção. Nes e caso, a a enção na o ma é in encional. As
a e as ocalizadas são impo an es pa a os p o esso es, uma ez que elas p opo cionam um meio de
ensino das es u u as linguís icas especí icas de o ma comunica i a, em si uações eais de
uncionamen o (Pin o, 2010).
Long (1991) des aca a impo ância do oco na o ma du an e a ap endizagem de uma L2, du an e
o uso da língua pelo sen ido, como o ma de o ien a a a enção dos alunos pa a aspe os do
inpu
que,
de ou a o ma, pode iam passa despe cebidos, não sendo ap endidos.
Há, pois, uma mudança ocasional da a enção dos alunos pa a a o ma linguís ica, esul ando
numa in e enção ea i a, uma ez que se baseia nas o mas que p o ocam di iculdades na in e ação.
Assim, p o esso e alunos p es am em p imei o luga a enção ao uso da língua com ins comunica i os
53
p omo e o egis o cogni i o de o mas especí icas, designadamen e, com ecu so a es a égias
de en iquecimen o do
inpu
ou ao p ocessamen o do
inpu
(Cas o, 2015). As es a égias de
en iquecimen o de
inpu
podem, ambém, ado a á ias o mas:
1. Um ex o o al ou esc i o que os es udan es êm de ou i ou le , con en o á ios
exemplos de es u u as al o;
2. Um ex o esc i o, em que as o mas-al o se encon am des acadas
g a icamen e;
3. Um ex o, o al ou esc i o, seguido e a i idades des inadas a chama a a enção
do es udan e pa a a es u u a.
(Cas o, 2003, p. 122-123)
Nes e exe cício, podemos obse a o ecu so a es a égias de en iquecimen o de
inpu
,
nomeadamen e a a és de ca ac e ís icas da língua que se es á a ap ende que se encon am
u ilizadas com equência, aqui, no caso, a epe ição de ce os e bos e p oposições:
se de, es uda
em, i pa a
.
As a e as baseadas na comp eensão, des inadas a p omo e um oco na o ma e que Ellis (1995,
pp. 87-105) designa po a e as de in e p e ação e que abo da emos mais à en e. Com es e mé odo,
54
os alunos conseguem mais acilmen e es abelece ligações en e de e minadas o mas e o seu
signi icado, e assim p omo em o egis o cogni i o dessas es u u as.
O con eúdo pode se escolhido em unção das seguin es opções: co po a ou ex o manipulado,
ex o o al ou esc i o, ex o con ínuo ou ases isoladas, ex o com ou sem lacunas, uso des ian e ou
co e o da língua.
Todas es as ope ações en ol idas podem a ia en e iden i icação, julgamen o ou
o ganização, assim ao c uza mos odas as opções chegamos a um ní el conside á el de a e as
do mesmo ipo.
(Cas o, 2003, p. 126-127)
Assim, a a e a de p omoção da consciência linguís ica em como obje i o aze com que os
alunos descub am au onomamen e o modo como uma de e minada o ma é usada na comunicação,
enquan o o e ece aos es udan es a opo unidade pa a comunica em, sendo um ipo de a e a que
55
apa en a se , de ac o e e i o no desen ol imen o do conhecimen o explíci o e na p omoção
subsequen e do egis o cogni i o.
Pa a além do ecu so a a e as com oco, pode-se ambém p omo e um oco na o ma
me odologicamen e, eco endo a es a égias implíci as e explíci as pa a chama a a enção do
es udan e pa a a o ma enquan o a a e a es á a se execu ada. As écnicas implíci as consis em em
pedidos de cla i icação ou e o mulações. Já as écnicas explíci as podem se p omo idas com ecu so
a in o mação explíci a sob e uma de e minada es u u a-al o, po exemplo, o p o esso pode chama a
a enção pa a uma de e minada o ma linguís ica, azendo pe gun as ou comen á ios me alinguís icos.
Exis em á ias c í icas ei as de que no ELBT a a enção à o ma se encon a limi ada a
eedback
co e i o pa a minimiza a in e e ência no desempenho, a gumen ando que a única g amá ica
abo dada é a que ge a p oblemas de comunicação e que conduz à negociação de sen ido. É um
a gumen o e dadei o segundo algumas e sões como a p opos a po Long, mas como oi
demons ado nes e capí ulo exis em á ias ou as manei as de aplica o ELBT. Exis em di e en es
e sões: enquan o Long en a iza o ecu so a
eedback
co e i o, Skehan alo iza o design da lição e o
ecu so à ase p é- a e a e Ellis p opõe á ias manei as de p omo e um oco na o ma em odas as
ases da lição, com ecu so a a e as e p ocedimen os especí icos.
Con udo, quando nos e e imos a Ensino de Línguas Baseado em Ta e as, o na-se necessá io
abo da ambém a me odologia, ou seja, o modo como é implemen ado, e nes e, âmbi o, odos os
de enso es do ELBT conside am impo an e p omo e me odologicamen e um oco na o ma, ainda
que exis am en endimen os di e en es quan o ao modo como de e se ei o (Cas o, 2019, pp. 129-
130).
Em suma, a g amá ica desempenha um papel impo an e no ELBT an o em e mos de p og ama
como de me odologia, uma ez que o ELBT con empla o ensino da g amá ica de á ias manei as,
embo a en e e i a o ensino explíci o de i ens linguís icos p ede e minados (
ibidem.
)
3. Ta e as de Comp eensão no Ensino da G amá ica
O ensino da g amá ica em sido, adicionalmen e, conduzido a a és da ealização de exe cícios
que implicam a p odução de ases que con êm a es u u a g ama ical al o. Nessa abo dagem, pa e-
se do p essupos o que uma p odução co e a e epe ida das es u u as em oco ajuda á os es udan es
no p ocesso da sua aquisição. Nas pala as de Ellis (1995, p. 87):
56
T adi ionally, g amma eaching has been conduc ed by means o ac i i ies ha gi e
lea ne s oppo uni ies o p oduce sen ences con aining he a ge ed s uc u e. These
ac i i ies can consis o pa e n-p ac ice d ills o he kind ound in he audiolingual
me hod o si ua ional g amma exe cises in which he a ge s uc u e is con ex ualized in
e ms o some eal o imagina y si ua ions (…). The unde lying assump ion o bo h ypes
o ac i i y is ha ha ing lea ne s p oduce he s uc u e co ec ly and epea edly helps
hem lea n i .
Con udo, es a o ma de ensino da g amá ica nem semp e se em e elado e icaz na aquisição
bem-sucedida da língua-al o, sendo, po ezes, aliás, con ap oducen e. Ellis (1995, p. 88) e e e
di e sas azões pelas quais es a me odologia pode não unciona , incluindo o ac o de os es udan es
necessi a em de passa po di e en es es ágios na ap endizagem da língua, não es ando p epa ados
pa a p oduzi aquelas es u u as g ama icais especí icas ou conside ando-as di íceis, pelo que sen i ão
uma ansiedade ac escida quando co igidos.
A maio ia das e sões mais ecen es do ELBT econhece a impo ância da g amá ica no ensino
de uma língua es angei a, sendo que mui as a i idades baseadas em a e as são, equen emen e,
seguidas de uma ou mais a i idades ocadas na o ma. O obje i o p imá io do ELBT é enco aja os
es udan es a u iliza em os ecu sos linguís icos que já possuem pa a p oduzi signi icado, o que lhes
pe mi i á desen ol e uma consciência mais aguçada das suas necessidades de ap endizagem. Em
seguida, são-lhes p opos as a i idades ol adas pa a a o ma pa a ajudá-los a desen ol e aquela
es u u a especí ica em al a. Assim, o ELBT não em como oco a e i o conhecimen o dos es udan es
a a és de exames, mas sim c ia as condições necessá ias pa a que os alunos possam u iliza a
língua em si uações comunica i as da ida eal, mesmo que isso implique a u ilização de es u u as
g ama icais inco e as. Is o acon ece em con apon o a abo dagens adicionais que se ocam na
p ecisão de aspe os linguís icos como a g amá ica, não colocando a ónica na u ilização da língua em
con ex os eais (Willis & Willis, 2007, p. 10).
3.1. Ta e as de Comp eensão e Ta e as de P odução
Ellis e Shin ani (2014, pp. 116-117) es abelecem uma dis inção cla a en e dois ipos de a e as:
as a e as baseadas na comp eensão e as a e as baseadas na p odução.
CBI and PBI a e wo di e en ways o in e ening di ec ly in in e language
de elopmen . The essen ial di e ence be ween hem es s on whe he p oduc ion is o is
57
no equi ed. Comp ehension-based ac i i ies a e designed o p o ide lea ne s wi h inpu
only. Howe e , hey do no p osc ibe p oduc ion: lea ne s a e ee o engage in bo h
social and p i a e speech when esponding o he inpu . P oduc ion-based ac i i ies also
p o ide lea ne s wi h inpu bu in addi ion hey equi e a esponse in ol ing p oduc ion.
(…) CBI and PBI can en ail ‘ ocused’ and/o ‘un ocused’ ins uc ion.
A di e ença essencial en e elas epousa na necessidade ou não de p odução. As a e as de
comp eensão são elabo adas pa a o nece aos es udan es
inpu
, não p oibindo, con udo, a p odução,
enquan o as a e as de p odução ambém o necem
inpu
, mas além disso, exigem uma espos a que
en ol e p odução. (
ibidem.
)
Ambas as ipologias podem en ol e ensino ocado e não ocado. O ensino ocado en ol e a p é-
seleção de ca ac e ís icas da língua-al o de aco do com um p og ama linguís ico, enquan o no esnino
não ocado não há p é-seleção de ca ac e ís icas-al o. Assim sendo, o ensino ocado é u ilizado pa a
a ende à ap endizagem in encional da língua, enquan o a o ensino não ocado a ende à ap endizagem
aciden al da língua. (
ibidem.
)
Ellis (1993, 1995) des aca, ainda, um ipo de a e as baseadas na comp eensão, que cunhou de
a e as de in e p e ação, como al e na i a à abo dagem adicional em igo , as a e as de p odução.
Es e ipo de a e as, des inadas a p omo e um oco na o ma, êm como obje i o p omo e o
es abelecimen o de ligações en e o ma e signi icado, p omo endo a sua aquisição cogni i a.
No modelo de aquisição de uma L2 ap esen ado po Ellis (1990, 1993), ele menciona a
impo ância de es abelece uma dis inção en e conhecimen o implíci o e explíci o, como já
ap esen amos an e io men e.
Implici knowledge is ypically mani es in some o m o na u ally occu ing language beha io
(e.g. a con e sa ion). I is in ui i e and, he e o e, exis s in unanalyzed o m. I can be abs ac
and s uc u ed (i.e., ule based) o chunklike (i.e., o mulaic). Explici knowledge ypically
mani es s i sel in some o m o p oblem-sol ing ac i i y (e.g. a sen ence ans o ma ion
exe cise), bu i can also be accessed in na u al language use ha allows ime o moni o ing
(…). Explici knowledge is held consciously and is s o ed in analyzed o m. Unlike implici
knowledge, he e o e, i is epo able (Ellis, 1995, p. 88).
Ellis (1995, p. 88) e e e ainda que exis e uma elação di e a e uma elação indi e a en e
conhecimen o implíci o e conhecimen o explíci o, sendo que es a úl ima (a indi e a) se e ela mais
58
impo an e. Nes a linha de aciocínio, o conhecimen o explíci o da L2 acili a o conhecimen o
implíci o ajudando os es udan es a ape cebe em-se de p op iedades linguís icas do
inpu
que, de
ou a o ma, pode ia não acon ece (Ellis, 1995, p. 89).
Dessa o ma, o
inpu
é p ocessado a a és de es a égias
op-down
des inadasa ansmi i a
mensagem de o ma e icien e, ao u iliza pis as, bem como a a és da u ilização de es a égias
bo om-up
a a és das quais os es udan es en am decodi ica os i ens e es u u as especí icas da
L2 (
ibidem.
)
Pa a ele, a u ilização de es a égias
bo om- op
é essencial pa a a aquisição da língua-al o, já
que quando o es udan e não se ape cebe das mesmas, não as adqui e (nas suas pala as, “no
no icing, no acquisi ion”). Po ou as pala as, o conhecimen o explíci o da língua acili a a
cap ação das es u u as g ama icais e a sua e enção nas memó ias de cu o e médio p azo
(
ibidem.
)
Ellis (
ibidem
) iden i ica os p ocessos en ol idos na ap endizagem e uso de es u u as
g ama icais: in e p e ação, in eg ação e p odução.
1) In e p e ação: o p ocesso pelo qual os es udan es se es o çam pa a en ende o
inpu
,
ape cebendo-se de ca ac e ís icas linguís icas especí icas, bem como dos seus
signi icados. En ol e obse ação e compa ação cogni i a, que possibili a a aquisição. 2)
In eg ação: oco e quando os es udan es são capazes de inco po a a aquisição no seu
conhecimen o implíci o. Nem oda a aquisição é assimilada, já que os es udan es só
inco po am as ca ac e ís icas pa a as quais es ão p on os. 3) P odução: em como
base o conhecimen o implíci o, mas pode se complemen ada pelo conhecimen o
explíci o. Não se e como p incipal meio de adqui i no as compe ências linguís icas,
mas pode ajuda a ap imo a as exis en es.
Es e modelo pedagógico assen a no p incípio de que o ensino da g amá ica pode concen a -se,
de o ma p o ei osa, na in e p e ação. Assim, o aluno de e oca a sua a enção na obse ação e
comp eensão de ca ac e ís icas g ama icais especí icas no
inpu
, já que é po es e meio que se inicia a
aquisição de no as compe ências.
59
3.2. As Ta e as de In e p e ação
As a e as de in e p e ação êm como obje i o: 1) iden i ica o signi icado das es u u as
g ama icais, acili ando o mapeamen o da o ma- unção, pe mi indo uma comp eensão g ama ical
(dis in a da comp eensão da mensagem); 2) melho a o
inpu
de al o ma que os alunos sejam
induzidos a pe cebe uma ca ac e ís ica g ama ical que, de ou a o ma, pode iam igno a ; 3) ealiza
uma compa ação cogni i a en e a o ma como uma de e minada es u u a ansmi e signi icado no
inpu
e o modo como os es udan es a es ão a u iliza quando comunicam. Uma manei a de p omo e
is o é chama a a enção do aluno pa a os ipos de e os que no malmen e come em, o que não de e,
con udo, se p io i á io.
In e p e a ion asks can be de ised as sequences o ac i i ies ha e lec hese
h ee ope a ions. Tha is, in he i s ins ance, lea ne s a e equi ed o comp ehend inpu
ha has been specially con i ed o induce lea ne s o a end he meaning o a speci ic
g amma ical s uc u e, ollowed by a ask ha induces lea ne s o pay ca e ul a en ion o
he impo an p ope ies o he a ge ea u e, and inally by a ask ha encou ages he
kind o cogni i e compa ison lea ne s will ha e o pe o m ul ima ely on hei own ou pu
(Ellis, 1995, p. 94).
Os es udan es podem u iliza a língua em di e sos ní eis de complexidade mesmo com uma
g amá ica limi ada. O ELBT p omo e a con iança dos es udan es ao o nece -lhes mui as opo unidades
de usa a língua em con ex o de sala-de-aula, sem o medo e a ansiedade de come e e os. Assim que
eles se sen em p epa ados (com
inpu
su icien e), eles podem começa a comunica . Sendo nessa ase
somen e que a a enção se de e i di ecionando pa a a o ma, po o ma a molda as compe ências
linguís icas dos es udan es, pa a que se possam exp essa com mais complexidade, p ecisão e
co eção g ama ical (Willis & Willis (2007, p.11) .
Na mesma linha de aciocínio, alguns dos p incípios ge ais pa a a elabo ação de a e as de
in e p e ação (Ellis, 1995, p. 94) incluem: 1) os es udan es de em se solici ados a p ocessa a
es u u a-al o, não a p oduzi-la; 2) uma a e a de in e p e ação consis e num es ímulo- espos a; 3) o
es ímulo pode ap esen a -se na o ma de
inpu
o al ou esc i o; 4) as a e as de em se sequenciadas
de al modo que p imei o exis a uma a enção ao signi icado, depois à o ma- unção da es u u a
linguís ica e, só depois, a iden i icação de e os; 5) os es udan es de em, após e em comple ado a
a e a, comp eende a u ilização da o ma-al o no desempenho de unções comunica i as; 6) Os
60
es udan es de em p oduzi uma espos a pessoa e e e encial; 7) os es udan es de em oma
consciência dos e os mais comuns na u ilização da es u u a-al o, bem como do seu uso co e o.
Figu a 3 - Ta e a de in e p e ação (Cas o, 2015, p. 465)
Uma ou a ipologia de a e as que em sido usada pa a p omo e o oco na o ma consis e na
elabo ação de a e as de p omoção da consciência linguís ica (as
consciousness- aising asks
). De
aco do com Schmid , nenhum conhecimen o é possí el sem algum ní el de consciência. Pa a ele,
61
in encionalidade e a enção são dis in as: enquan o a in enção é semp e undamen al pa a a aquisição
da língua a a enção, olun á ia ou in olun á ia, é. (Schmid , 1992, p. 209, ci ado po Ellis, 1995, p. 90).
Es as a e as êm como base de sus en ação o papel de acili ação a ibuído ao conhecimen o explíci o
no p ocesso de aquisição de conhecimen o implíci o, endo como obje i o inal, p omo e a consciência
sob e a o ma como de e minadas ca ac e ís icas da língua-al o uncionam (Cas o, 2019, p. 125).
As a e as de p omoção da consciência linguís ica são, assim, elabo adas a a és das seguin es
o ien ações: 1) seleção de uma ca ac e ís ica linguís ica especí ica pa a p omo e a a enção; 2)
ilus ação do uso dessa es u u a-al o e da eg a explíci a sujacen e ao seu uso; 3) expec a i a de que
os es udan es se es o cem pa a en ende o uso da es u u a-al o; 4) e balização da eg a subjacen e
ao seu uso (Ellis, 1991, p. 234, ci ado po Cas o, 2019, pp. 125-126).
Es a ipologia de a e as em como obje i o pe mi i que os es udan es descub am, de o ma,
au ónoma, a u ilização da es u u a-al o numa de e minada si uação comunica i a, p omo endo o
desen ol imen o do conhecimen o explíci o e a p omoção da assimilação cogni i a (
ibidem.
)
Algumas abo dagens al e na i as de endem que o ensino da g amá ica de e ia se abandonado, já
que não p oduz um desen ol imen o na u al e e icaz das compe ências linguís icas na L2, suge indo
que os es udan es de e iam comunica li emen e na L2, sem coloca qualque a enção na o ma. É
possí el pe cebe , em con apon o, que Ellis ap esen a uma isão mais ponde ada sob e a impo ância
da g amá ica no ensino da L2, na qual há espaço pa a di e en es ipos de a e as.
Ellis (ibidem.) p opôs uma abo dagem que se dis ancia das an e io men e mencionadas ao
desen ol e um modelo baseado na comp eensão, na qual o ensino da g amá ica se mos a
compa í el com a o ma como os es udan es ap endem a L2.
A abo dagem de Ellis não é ex emis a, de endendo que nem odo o ensino de g amá ica se de e
basea na u ilização de a e as de in e p e ação, exis indo espaço pa a ou os ipos de a e as, como as
consciousness- aising asks
(Ellis, 1994) e, a é, a adicionl
p oduc ion-based ins uc ion
. Nes a medida,
as a e as de in e p e ação ap esen am-se como apenas uma – ainda que mui o p omisso a –
abo dagem do ensino da g amá ica. Um cu ículo comple o con a á com a e as di e si icadas,
incluindo an o o oco na o ma como no sen ido (Ellis, 1995, p. 94).
O ELBT em como p incípio p imo dial a libe dade concedida aos alunos no uso da língua, o que,
mui as ezes é ba ado com a esis ência de p o esso es expe ien es, habi uados a con ola a
p odução linguís ica dos es udan es, po o ma a e i a e os. Mas um ensino bem-sucedido eque que
62
o p o esso es eja dispos o a ab i mão desse con olo:
TBT equi es a willingness o su ende some o ha con ol. (…) Some imes eache s
who don’ ha e con idence in hei own English espond by con olling lea ne s e y s ic ly, so
ha hey can p edic almos e e y hing ha will happen in he class oom. Bu i lea ne s a e
always con olled, hey will ne e lea n o use language eel” (Willis & Willis, 2007, p.11).
O oco simul âneo na o ma e no signi icado não é possí el, exis indo um p ocesso na u al, e
aseado, a a és do qual os es udan es adqui em as compe ências linguís icas. Se os es udan es o am
di ecionados a oca -se numa es u u a pa icula especí ica ( oco na o ma) e são, pos e io men e,
chamados a desempenha uma a e a comunica i a ( oco no signi icado), pode pa ece , à p imei a
is a, que se a a de uma a e a que se oca na o ma e no signi icado, mas, na ealidade, é di ícil que
es es consigam concen a -se em ambos os aspe os ao mesmo empo.
“They may y conscien iously o p oduce he a ge o m. As a esul , hei language will
be hal ing and s il ed. They will be unable o conce n hemsel es wi h eal- ime
communica ion because hei a en ion is aken up wi h hinking abou o m. I his
happens, hey a e only ge ing p ac ice in making sen ences. The e is no a p ima y ocus
on meaning. They will engage wi h meaning and will igno e he ac ha hey a e
supposed o be p oducing a pa icula o m. They will engage in a meaning- ocused
ac i i y, in spi e o he eache ’s in en ions and wishes. I his happens hen lea ne s ha e
ans o med he ac i i y in o a ask wi h a ocus on meaning, bu om he eache ’s poin
o iew he lesson has ailed in i s decla ed aim o helping lea ne s inco po a e he a ge
o m in hei spon aneous language use. (…) Lea ne s will no make he mos o all he
o he language hey ha e i hei e o s a e di ec ed o ep oducing he a ge o ms. They
will be less likely o g ow in luency and con idence. They will be less equipped o use he
language ou side o he class oom (Willis & Willis, 2007, p. 17-18).
Po o ma a p omo e uma aquisição bem-sucedida da L2, de emos o nece uma “die a ica” de
a i idades com oco no signi icado, não de endo pe mi i que o oco na o ma di icul e o oco no
signi icado. Ao p a ica epe idamen e ce as es u u as g ama icais, al como acon ece em mui as
abo dagens adicionais, os es udan es i ão oca -se excessi amen e na ep odução das o mas
es udadas, o que a e a á a sua capacidade de ansmi i uma mensagem (signi icado). Assim sendo, os
es udan es de e ão p imei o comple a um ciclo de a e as an es de o p o esso p ocede ao
isolamen o de es u u as especí icas:
69
global sob e a desigualdade de géne o no meio académico chegou à conclusão que exis e uma
p edominância de “cu sos ipicamen e emininos e de cu sos adicionalmen e masculinos, indicando
uma p e e ência das mulhe es pelos se o es das ciências humanas e saúde, e dos homens pelas
ciências exa as e engenha ias”.
G á ico 2 - Análise do géne o dos pa icipan es
Um ou o a o que impo a menciona an es de p ocede mos à análise das espos as é de
o dem empo al, is o é, é de ele ância pe cebe há quan o empo (em anos) cada aluno começou a
ap ende po uguês.
No g upo UP, a pessoa que iniciou a ap endizagem da língua po uguesa há menos empo,
ha ia começado há 1,5 anos, e a que iniciou há mais começou há 10 anos, o que esul a numa média
de g upo de 4,2 anos. No caso do g upo UC, a pessoa que iniciou os es udos há menos empo, ê-lo há
2 anos, enquan o a que inicio há mais empo, começou há 10 anos, esul ando numa média de g upo
de 5,2 anos. O g upo CI, po sua ez, ap esen a ex emos en e 1, mínimo, e 8, máximo, com uma
média de g upo de 3,5 anos.
9
12
10
6
3
5
0
2
4
6
8
10
12
14
G upo UP G upo UC G upo CI
Géne o dos Pa icipan es
Feminino Masculino
70
G á ico 3 - Média de anos de ap endizagem da língua de cada g upo de alunos
3. Explicação e Análise dos Resul ados dos Exe cícios
De seguida, p ocede ei à explicação de cada exe cício e espe i os esul ados, se indo-me de
g á icos pa a e e ua a sua análise. Con udo, endo em con a a di e sidade de espos as ob idas, bem
como a não ob iga o iedade do uso do conjun i o em alguns exe cícios, impo a salien a o seguin e:
E os de singula e plu al, ou seja, de lexão ou coe ência de géne o não se ão ma cados
de ido às di e enças das eg as linguís icas en e o po uguês e o manda im. Só se ão
iden i icados como e ados e os elacionados com o empo e bal, g amá ica e e os
“e iden es” no con ex o do exe cício-al o.
Os es udan es não o am p e iamen e a isados de que as pe gun as de e iam se espondidas
no conjun i o, embo a, e à exceção do exe cício 2, o emp ego des e modo e bal seja
ob iga ó io pa a que a espos a seja conside ada co e a. No exe cício 2, alguns es udan es
co igi am a ase sem eco e em ao auxílio de e bos, mas sim de ou os ecu sos
linguís icos. Ainda assim, na co eção des e exe cício só conside a emos co e as co eções
ealizadas com o auxílio de e bos, embo a não enhamos conside ado e ado quem as
emendou de ou a o ma.
3
10
2
1
12
2
5
9
1
0
2
4
6
8
10
12
14
1 a 2 3 a 5 >5
Anos de ap endizagem de Po uguês
G upo UP G upo UC G upo CI
71
Em odos os g á icos des e capí ulo, o p imei o conjun o de esul ados co esponde às
pe cen agens de espos as co e as em cada g upo. A exis ência de espos as co e as em
ou os modos e bais az com que seja indispensá el a análise das mesmas e a compa ação
das pe cen agens de uso do conjun i o e do indica i o nos exe cícios ele an es.
Exe cício 1
Leia o e-mail que a Fá ima esc e eu à sua amiga b asilei a e comple e o ex o com os e bos em al a
na o ma co e a.
Olá, linda!
Não i e empo pa a me encon a con igo e pa a e da um beijo de despedida!
___Espe o______ (eu/espe a ) que udo ___es eja___ (es a ) a co e bem e ___ enhas___ ( u/ e )
boa saúde.
Lamen o que não __possas__ ( u/pode ) ol a a Po ugal nes e momen o de ido à COVID-19.
Recen emen e, Po ugal _____ em es ado____ ( e ) a egis a ele adas axas de in ecção, é p o á el
que isso __se de a___ (de e /se) aos encon os amilia es du an e o Na al. Po an o, o Go e no
___de e minou___ (de e mina ) um conjun o de medidas ex ao diná ias pa a “limi a a p opagação
da pandemia e p o ege a saúde pública”.
Embo a a si uação _seja_ (se ) di ícil nes a ase, pa ece-me que udo ___es eja___ (es a ) bem. Pelo
menos po ago a, a acina já oi adminis ada a mais de 100 mil pessoas em Po ugal.
O B asil ambém __ em_ ( e ) uma pandemia mui o g a e. Caso não ____haja___ (ha e )
necessidade de sai , é melho que ___ iques___ ( u/ ica ) em casa.
Onde que que _____es ejas___ ( u/es a ), ou sen i a ua al a.
Beijinhos, Fá ima
72
No exe cício 1, as médias dos ês g upos de espos as co e as o am p a icamen e iguais.
Num o al de 13 pon os, o g upo UP ob e e uma pon uação de 9,7; g upo UC ob e e uma pon uação
igual, de 9.7; e o g upo CI de 9,6. Ou seja, os ês g upos ob i e am uma pe o mance semelhan e na
esolução do exe cício ace ando ce ca de 10 espaços num o al de 13.
G á ico 4 - Núme o de espos as e adas po g upo e conjugação e bal
Os e os mais come idos en ol e am os e bos
de e -se a, como po exemplo
em “(…) é p o á el que
isso se de a (de e ) aos encon os amilia es du an e o Na al.”;
es a , como po exemplo em
“(…)
pa ece-me que udo es eja (es a ) bem.”; e
es a
como em “Recen emen e, Po ugal em es ado ( e )
a egis a ele adas axas de in eção”. O g á ico acima ap esen a a quan idade de es udan es que
e a am a conjugação des es e bos. Es es e os o am de e ados em odos os g upos.
7
6
12
6
8
5
13
2,8
10
7
13
5
0
2
4
6
8
10
12
14
Se de a Es eja Tem es ado
Núme o de espos as e adas
G upo UP G upo UC G upo CI
73
G á ico 5 - Usos comuns do e bo de e p esen es nas espos as dos alunos
A espos a co e a é “
se de a
” uma ez que o p esen e do conjun i o é usado pa a indica
desejos, hipó eses e suposições, sendo acompanhado da exp essão de dú ida “é p o á el que”, que
ansmi e apenas uma p obabilidade, não uma ce eza.
Embo a uma g ande pe cen agem dos es udan es enha ace ado e op ado po “se de a”,
podemos e i ica que oco e am mui os e os na conjugação do e bo. Embo a não seja um e o g a e,
uma ez que o conjun i o es á bem aplicado, a ausência do “se” sub ai o sen ido e a lógica da ase.
Já no que espei a ao e o “se de e” ou “de e-se”, podemos pe cebe que o aluno en ende
qual a unção e u ilidade do conjun i o embo a ainda não o saiba aplica co e amen e. Pa a além
des es e os, exis em ou os menos p edominan es que oco e am com meno equência, nos quais
se incluem espos as como:
de e ia, de ede-se, se de e , de iam-se
, e c.
Podemos obse a que os e os come idos a iam mui o en e si e en e os ês g upos, sendo
que os es udan es chineses que ap endem po uguês na China ap esen em uma maio di iculdade em
conjuga e bos p onominais.
6
1
3
1
7
5
1 1
5
2
1
2
0
1
2
3
4
5
6
7
8
se de a de a se de e/de e-se de e/ de em-se
Usos do e bo de e na ase "é p o á el que isso __se de a___ (de e /se) aos
encon os amilia es du an e o Na al”
G upo UP G upo UC G upo CI
74
G á ico 6 - Usos comuns do e bo es a na ase "pa ece-me que udo es eja (es a ) bem”
Com o e bo
es a
o e o egis ado de o ma mais equen e oi a u ilização da o ma e bal
“es á” no p esen e do indica i o. A u ilização da mesma não comp ome e, po comple o, o sen ido e a
lógica da ase, mas, endo em con a que o exe cício em como obje i o a alia a u ilização do modo
conjun i o, conside ámos a sua u ilização como inco e a. A espos a “es a á”, po sua ez,
comp ome e o sen ido da ase, embo a se a e de um e o comp eensí el, já que se pode segui o
aciocínio de que, no u u o, quando a pandemia passasse, udo
es a á
bem.
A conjugação co e a é “es eja” u ilizando-se o modo conjun i o quando o e bo da o ação
p incipal exp ime um desejo, uma on ade, uma dú ida, en e ou os, sendo seguido pela conjunção
subo dina i a “que”. Des a o ma, podemos dize que os ês g upos e ela am um ce o g au de
di iculdade em di e encia a necessidade de um e bo no modo conjun i o ou no modo indica i o.
8
6
2
1
7
5
1 1
5
6
1
2
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
es eja es á es a á es a a
Usos do e bo es a ase "pa ece-me que udo es eja (es a )
bem"
G upo UP G upo UC G upo CI
75
G á ico 7 - Usos comuns obse ados na conjugação do e bo “ e ” na ase “
Recen emen e, Po ugal
_____ em es ado____ ( e ) a egis a ele adas axas de in ecção”.
O e o mais comum de e ado na u ilização do e bo
e
oi “ em”, quando a espos a ce a
se ia “ em es ado”. Ou seja, e i icou-se que, em mui as ins âncias, o e bo p incipal não oi u ilizado,
sendo que o es udan e eco eu apenas ao uso do e bo auxilia . Nes e caso, pe cebemos que o
sen ido da
ase ica o emen e comp ome ido. A a és des e exemplo, podemos pe cebe que os
es udan es chineses êm, de um modo ge al, di iculdade na u ilização des a conjugação, especialmen e
quando es a implica a u ilização de um empo compos o o mado po e bo p incipal e e bo auxilia . O
e o “ em ido” não se a a de um e o g a e po se en ende a con usão com o ac o de
Po ugal e
mui os casos de Co id-19,
onde
e
é e bo p incipal. De um modo ge al, podemos, en ão, conclui que
odos os g upos sen i am di iculdade na conjugação do e bo p incipal
es a
acompanhado pelo e bo
auxilia
e
no modo conjun i o.
2
6
2
3
2
6
2 2 2
5
3
2
0
1
2
3
4
5
6
7
em es ado em em ido inha
Usos do e bo es a
G upo UP G upo UC G upo CI
76
Exe cício 2
II. Leia o a igo seguin e, iden i icando os e os g ama icais e p ocedendo à sua co eção.
No o Con inamen o: 6 Suges ões Pa a Ajuda A Comba e A Solidão
Com a chegada de 2021, mui as pessoas desejam que se á um ano melho . Con udo, ainda es ejamos
mui o longe de ol a a socializa na ida eal.
Em odo o con inen e eu opeu, mui os indi íduos sen em-se mais sós do que an es do apa ecimen o do
í us. A Kaspe sky c iou uma lis a de ecomendações e ideias pa a que ajuda os po ugueses a
ul apassa os p óximos meses mais “cinzen os” e soli á ios de con inamen o.
1. O ganiza uma noi e de cinema que eja um ilme online com a amília e amigos.
2. Visi a um no o museu ou dos seus museus a o i os que é disponí el de aze uma isi a i ual.
3. Assis i a um conce o ou es i al online le a a que des u a de uma expe iência "ao i o" a pa i do
con o o da sua p óp ia casa.
4. Te aulas de exe cício ísico disponí eis online, em que os pa icipan es podem escolhe pa icipa
com os seus amigos e amilia es, pa a que se apoiem uns aos ou os.
5. Caso que ap ende algo no o, p ocu e cu sos disponí eis online, desde culiná ia a é à
ap endizagem de uma no a língua, dos quais pode ago a des u a , indi idualmen e ou em g upo.
6. Nos si es de A cade-based games, é possí el que jun a os amigos e amilia es pa a esol e puzzles
ou compe i da mesma o ma que a iam com os jogos de abulei o.
Fon e: Susana K auss, em Sapo, consul ado a 17 de janei o de 2021 (adap ado)
O exe cício 2 implica que os es udan es co ijam os e os das ases u ilizando e bos no
modo conjun i o. Após analisa os dados, podemos conclui que exis em ês ipos p incipais de
espos as inco e as: i) não iden i icação dos e os e, po an o, não co eção dos mesmos, ii) co eção
e ada dos e os, iii) co eção de ou as es u u as e ao e bo em ques ão. Mui os es udan es ambém
co igi am ases que já es a am co e as, mas que pode iam se elabo adas de ou as o mas.
No que diz espei o aos oi o e os a se em co igidos, a média do g upo UP é de 3 (2,8), a
média do g upo UC é de 4 (3,8) e a média do g upo CI é de 4 (3,7).
No g upo UP, oi possí el e i ica que ês es udan es não co igi am nenhum e o, enquan o
nos g upos UC e CI, apenas um es udan e (em cada g upo) não e e uou qualque co eção.
77
Nes e exe cício, não se e i icou a exis ência de um ipo de e os mais equen es, mas oi
possí el obse a que alguns e os o am co igidos mais ezes do que ou os. A al a de e os
assinalados pode á jus i ica -se pelo ac o de o po uguês se uma língua es angei a pa a os
es udan es, pelo que pode exis i uma al a de con iança em elação ao conhecimen o p e iamen e
adqui ido, já que a iden i icação de e os exige, po no ma, um domínio maio das
nuances
da língua,
especialmen e de aspe os linguís icos que se adqui em a a és da epe ição e do hábi o, ex a asando
as no mas g ama icais. Além disso, alguns e os podem se come idos pelos es udan es de o ma ão
na u al que es es não os econhecem como e os, o que e ela, mais uma ez, a sua al a de
consciência linguís ica.
Um dos e os mais equen es obse ados oi o e bo "des u a " na ase “Caso que ap ende
algo no o, p ocu e cu sos disponí eis online, desde culiná ia a é à ap endizagem de uma no a língua,
dos quais pode ago a des u a , indi idualmen e ou em g upo.”, cuja co eção adequada se ia
"des u a ". No g upo CI, apenas duas pessoas ize am a co eção de ida, no g upo UC, apenas cinco
pessoas, e no g upo UP, somen e qua o pessoas p ocede am à de ida co eção. A conjugação co e a
se ia "des u e" po que, após o ações comple i as, de e usa -se o modo conjun i o.
É, ainda, de salien a que o g upo UP come eu o maio núme o de e os o que pode se
jus i icado pelo ac o de e em um maio con ac o com a língua po uguesa alada. Ou seja, podem
es a expos os a mais a iações da língua, como calão, gí ias, egionalismos, ab e iações e a é e os
come idos po alan es na i os, o que pode a e a nega i amen e os seus hábi os g ama icais. Po ou o
lado, os ou os g upos, que ap endem p edominan emen e po uguês po meio de um ensino o mal,
es ão inse idos num ambien e académico, e abalhando com manuais, ichei os de áudio e ídeo
(músicas, ilmes, e c.) selecionados, endo, po isso, mais acesso a um po uguêspad ão, o que lhes
pe mi e iden i ica mais acilmen e os e os g ama icais p esen es nas ases. Há, po an o, nes e
g upo, um oco maio nos aspe os o mais da língua.
No caso do e bo
que e
, a conjugação co e a é “quei a”, já que “depois das conjunções
condicionais usa-se o conjun i o” (Almeida, 1979, p. 563) e, ao a a -se, nes e caso, de uma
conjunção condicional, não combina com o u u o do conjun i o.
Já no e bo
jun a
u ilizamos o conjun i o po es e se , po excelência, o modo das o ações
subo dinadas.
78
Exe cício 3
III. Comple e o ex o com o e bo adequado na sua o ma co e a.
da
aluga
ale a
aze
c ia
passea
pode
aluga
ica
sai
Os animais es ão a se usados como p e ex o pa a saídas à ua em Ba celos e ambém em
Cascais.
Há quem "__________" animais pa a pode sai à ua, há animais a se em mui as ezes
"ob igados" a _______ ês ezes po dia com pessoas di e en es, pa a que es as
_________ à ua.
O p esiden e da Câma a de Ba celos, Miguel Cos a Gomes, disse que "é uma sé ie de
expedien es que as pessoas usam, e a se e dade é lamen á el". Mui as ezes, os animais
chegam a ___________ sinais de es a em "cansados de passea ", udo az com que as pessoas
possam sai à ua com o p e ex o de os passea .
"Vão-me chegando his ó ias de pessoas que ________ animais pa a anda na ua (…). É
ób io que não (nós) ___________ se i esponsá eis a esse pon o, de o ma que ____________
expedien es pa a i mos à ua”, ________, pedindo que cada um __________ a sua pa e:
___________ em casa semp e que possí el.
Fon e: Ra aela Simões, MAGG, consul ado a 18 de janei o de 2021(adap ado)
O e cei o exe cício ap esen a á ias semelhanças com o p imei o, uma ez que os es udan es
ambém p ecisam de p eenche os espaços usando o modo conjun i o. Nes e exe cício, o g upo UP
ob e e uma média de 4,9 (de 10 espos as co e as), o g upo UC ob e e 4,6 (de 5) e o g upo CI ob e e
4,2 (de 4). Foi possí el pe cebe que os es udan es i e am mais di iculdade em ealiza es e exe cício,
cons i uindo um maio desa io em e mos de conjugação de e bos, con o me solici ado na ase, e a é
mesmo de ido ao g au de di iculdade na comp eensão do signi icado do ex o.
Nes e exe cício, hou e uma maio pe cen agem de espaços deixados em b anco e de e bos
usados o a do con ex o, o que nos le a a pensa que os es udan es i e am di iculdades na adução e
na comp eensão do con ex o do ex o e dos seus obje i os comunica i os. Uma das azões pa a essa
85
Exe cício 4
O exe cício 4 implica que os es udan es comple em as ases segundo as es u u as o necidas
e, em ce os casos, de o ma mais espon ânea. Es e exe cício acaba po se mui o ú il aos es udan es
po eplica um con ex o eal, que podem i encia no seu dia-a-dia, al como em en e is as de
emp ego, euniões da emp esa, en e ou os.
IV. O Ped o que um emp ego de assis en e de Ma ke ing, ele eio pa a uma en e is a.
Comple e as ases em al a no diálogo.
Sec e á ia: S . Ped o, pode en a o senho F ancisco es á à sua espe a:
F ancisco: Bom dia S . Ped o.
Ped o: Bom dia.
F ancisco: Po a o sen e-se. T ouxe o seu cu ículo?
Ped o: Sim, ___________________________________________
F ancisco: Como é que o S . Ped o icou a sabe da aga?
Ped o: Descob i es a opo unidade no si e Sapo Emp ego, e es a aga chamou aminha a enção
de ido a _______________________________________________________________
F ancisco: Já pe cebi, e po que o mo i o o S . que se o no o assis en e de ma ke ing na
nossa emp esa?
Ped o: Uma ez que __________________________________________________
F ancisco: O que sabe o Senho sob e a nossa emp esa?
Ped o: Es a emp esa é a maio emp esa de Ma ke ing hoje em Po ugal e com econhecimen o
mundial pelos seus ó imos desen ol imen os.
F ancisco: Es á dispos o a iaja equen emen e?
Ped o: Sim, es ou, além disso sou uma pessoa que _______________________________
F ancisco: Como é que o senho gos a de abalha ? P e e e abalha sozinho ou em equipa?
Ped o: Gos o da dinâmica de abalha em g upo e sin o-me bem in e agindo com ou as
pessoas, mas não acho que _____________________________________________
F ancisco: O que o senho pode á con ibui pa a a nossa emp esa?
Ped o: Caso __________________________________________________________
F ancisco: O que o di e encia dos ou os candida os?
86
Ped o: Eu não conheço os demais candida os, mas ac edi o que sejam o es conco en es, no
en an o, c eio que _________________________________________________
F ancisco: Pa a inaliza a en e is a. Qual é o seu passa empo a o i o?
Ped o: _________________________________________________________
F ancisco: Ob igado. É udo, po ago a. Em b e e en a emos em con a o com o senho , mui o
p aze em conhecê-lo, S . Ped o.
Ped o: Mui o ob igado S . F ancisco.
Es e exe cício pe mi e a e i como é o po uguês des es es udan es em si uações do dia-a-dia,
já que es es são chamados a u iliza os e bos e ocabulá io au onomamen e, como a iam de o ma
espon ânea numa si uação eal. Con udo, não conseguimos ap esen a g á icos com e os especí icos
pela di e sidade das espos as ecolhidas. Des a o ma, pa a a alia mos os ní eis de desempenho de
cada g upo, i emos a alia as espos as de cinco es udan es de cada g upo, escolhidos alea o iamen e
pa a cada um dos espaços em b anco. Pa a cada opção, se ão escolhidos di e en es es udan es pa a
que se analisem as epos as ecolhidas.
“Ped o: Sim, _____________________________”
G upo
UP
1.
“Sim, aqui es á.” (10 anos de ap endizagem da língua)
2.
“Sim, aqui es á o meu cu ículo.” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“Sim, ouxe-o.” (5 anos de ap endizagem da língua)
4.
“Sim, ago.” (5 anos de ap endizagem da língua)
5.
“Sim, já.” (2 anos de ap endizagem da língua)
Podemos obse a que só um aluno espondeu inco e amen e à pe gun a, o quin o. Todos os ou os
esponde am co e amen e, apesa da di e sidade de espos as ap esen adas.
87
G upo
UC
1.
“Sim, aqui es á.” (2 anos de ap endizagem da língua)
2.
“Sim, ouze-o.” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“Sim, ouxe.” (4 anos de ap endizagem da língua)
4.
“Sim, ob igado.” (3 anos de ap endizagem da língua)
5.
“Sim, ouxe o meu cu ículo.” (10 anos de ap endizagem da língua)
O segundo es udan e, embo a enha conjugado co e amen e o e bo, enganou-se na sua
o og a ia, u ilizando um “z” em ez da le a “x”. O aluno, do qua o exemplo, espondeu de uma o ma
que pode se conside ada inco e a, embo a, se conside a mos que es á a ag adece ao con i e pa a
se sen a , a espos a não se encon a e ada, mesmo que não enha sido essa a inalidade pensada
pa a a pe gun a. Fo a es es dois es udan es, que come e am e os de meno g a idade, odos os
ou os esponde am co e amen e, demons ando que, nes a ques ão, ap esen a am um bom domínio
do modo conjun i o.
G upo
CI
1.
“Sim, o ouxi.” (2 anos de ap endizagem da língua)
2.
“Sim, es e é o meu cu ículo, aqui es á.” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“Sim, aqui es á.” (1 ano de ap endizagem da língua)
4.
“Sim, pa a ocê.” (2 anos de ap endizagem da língua)
5.
“Sim, ouxe” (3 anos de ap endizagem da língua)
Nes e g upo, emos no amen e uma si uação que, não sendo o almen e inco e a -o que depende
da o ma como oi in e p e ada ( . exemplo 4) ambém não se encon a o almen e co e a. Ou seja,
não é conside ada inco e a caso o es udan e enha esc i o a espos a como se es i esse a en ega o
cu ículo ao en e is ado . Mesmo que assim não enha sido, não ap esen a e os de o og a ia, ao
con á io do aluno do p imei o exemplo, que esc e eu “ ouxi” em ez de “ ouxe” e usou o p onome
á ono an es do e bo e não depois.
88
Vejamos, ago a, o seguin e segmen o:
Ped o: Descob i es a opo unidade no si e Sapo Emp ego, e es a aga chamou a minha a enção de ido
a __________
G upo
UP
1.
“Es a a à p ocu a de um emp ego de assis en e de ma ke ing no si e Sapo Emp ego e pensei
que se ia pe ei o pa a mim.” (4 anos de ap endizagem da língua)
2.
“a ossa emp esa. Tinha ido ou ido a ossa emp esa há mui as ezes, é uma emp esa mui o
amosa na á ea de Ma ke ing.” (5 anos de ap endizagem da língua)
3.
“o meu majo e a minha p e e encia” (3 anos de ap endizagem da língua)
4.
“ e mos ado o sonho da ossa emp esa que co esponde ao meu obje i o de p ocu a um
posição de abalho melho e ao osso êxi o no passado, o que me con enceu a en ega o
meu cu ículo.” (2,5 anos de ap endizagem da língua)
5.
“suas ca ac e ís icas” (6 anos de ap endizagem da língua)
Podemos pe cebe que os es udan es ap esen am di iculdades em esponde de aco do com o im
da ase ap esen ada, quando chamados a da con inuidade a “a”. Pe cebemos que os es udan es
con inuam a ase de aco do com o que que em dize e não com o que es a ia g ama icalmen e
co e o.
O aluno do segundo exemplo esquece-se de usa e bos pa a da coe ência à ase, no caso, o
e bo
ala
em “ inha ou ido ala da ossa (…)”. O e cei o aluno u iliza a pala a “majo ”, não
u ilizada em po uguês, pa a se e e i a uma licencia u a ou mes ado e não u iliza acen os, em “(…) a
minha p e e encia.”, que de e ia se “à minha p e e ência”.
Já o qua o aluno ap esen a um ocabulá io mais di e si icado, consegue desen ol e o diálogo
com acilidade, enquan o o quin o aluno, que es uda po uguês há mais anos, não o az, espondendo
de o ma cu a.
89
G upo
UC
1.
“Tenha um bom salá io e a emp esa icque na minha e a na al” (7 anos de
ap endizagem da língua)
2.
“salá io dele é mui o encanda o . Além disso, ou ap ende mui o
89
onhecimen o de
elação a Ma ke ing que não conhecei.” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“ao salá io” (4 anos de ap endizagem da língua)
4.
“Bom desen ol imen o p o issional e salá io” (6 anos de ap endizagem da língua)
5.
“à necessidade de expe iência em ma ke ing” (10 anos de ap endizagem da língua)
Nas espos as dadas pelo g upo UC, podemos obse a ou os e os, embo a se man enha a
endência pa a não espei a em a es u u a ap esen ada quando elabo am a espos a. Fo am, ambém,
á ios os e os o og á icos come idos pelos es udan es como em “ icque”, “encanda o ” e
“conhecemen o”. As espos as em elação aos ou os dois g upos ap esen am-se mais cu as e
asse i as.
G upo CI
1.
“aminha a enção de ido a es a aga se enquad a bem na minha especialização. Es udei
ma ke ing na aculdade. E ejo que a sua emp esa não es á longe da minha casa. Só gus a
in a minu os de me o pa a i a abalha . Po isso, c eio que é um bom abalho pa a
mim” (1 ano de ap endizagem da língua)
2.
“o emp ego de assisi en e de Ma ke ing é mui o
89
p o ei pa a min po causa da minha
exp iência an iga.” (5 anos de ap endizagem da língua)
3.
“a sua unção e ambém o local do abalho” (2 anos de ap endizagem da língua)
4.
“es a aga é meu gos o” (4 anos de ap endizagem da língua)
5.
“ao ac o de que
89
p o ei a ia ao máximo os meus es udos, o a disso, o local de abalho
é pe o da minha casa” (8 anos de ap endizagem da língua)
O e cei o g upo ambém não espei a a es u u a ásica, mas po ou o lado, os es udan es
en a am desen ol e mais as suas espos as. O p imei o aluno o e ece á ias azões pelas quais o
abalho se ia indicado pa a ele. O único e o “g a e” que se obse a é em “(…) gus a in a minu os
90
(…)”, uma ez que o e bo “cus a ” encon a-se esc i o e adamen e e não é o e bo adequado pa a
aquilo que o es udan e p ocu a dize , embo a consigamos pe cebe o que en a exp essa . Um e bo
co e o pa a usa nesse con ex o, se ia, po exemplo “demo a ”.
O segundo es udan e ap esen a á ios e os o og á icos, embo a se exp ima co e amen e. O
e cei o aluno não ap esen a e os. O qua o não cons uiu co e amen e a ase que de e ia le -se:
“es a aga é do meu gos o”. Po im, o quin o aluno ambém ap esen a e os de o og a ia e
di iculdade a uni as o ações da ase, em ez de “ o a disso” de e ia le -se “pa a além disso”, pois
mesmo “ o a isso” não es a ia co e o, uma ez que es á a ap esen a dois aspe os posi i os.
Ped o: Uma ez que __________________________________________________
G upo
UP
1.
“ i e abalho há 2 anos como o assis en e. A minha expe iência i á ajuda -me. E mais, sou
in eligen e e que ia possui o mais emp egado a ançado.” (3 anos de ap endizagem da língua)
2.
“semp e ui apaixonado po ma ke ing e ocês es ão azendo coisas inc i eis,
que o aze pa e disso.” (10 anos de ap endizagem da língua)
3.
“Uma ez que uma ez que gos e de Ma ke ing e já inha mui a exp encia nes a a ea” (4 anos
de ap endizagem da língua)
4.
“conhecei um p o esso , ele ensinou me mui o, comeca a a en a nes e campo, e eu acho
que enho esse alen o.” (4 anos de ap endizagem da língua)
5.
“ i ei a licencia u a em ma ke ing na Uni e sidade de Lisboa e que abalhei nes e á ea há dez
anos, c eio que enho a capacidade su icien e pa a desempenha bem o papel des a posição.”
(2,5 anos de ap endizagem da língua)
G upo
UC
1.
“quei a ap ende mais.” (7 anos de ap endizagem da língua)
2.
“eu que ia muda uma condição de abalho, e que ia es uda mais conhecimen o do
Ma ke ing.” (4 anos de ap endizagem da língua)
91
3.
“ equen ei o cu so elacionado a ma ke ing, e acho que a emp esa há espaço pa a eu
usa as minhas capacidades” (6 anos de ap endizagem da língua)
4.
“gos a ia de se o na mais p o issional nes e emp ego de ma kee ing, e de ido a i e
mui as expe iências nes a á ea, enho con iança que posso es o ça a abalha e
aumen a a minha capacidade” (5 anos de ap endizagem da língua)
5.
“ i e já mui a expe iência nes a á ea, posso se o candida o mais adequado. Além disso,
acho que posso ap ende mui o aqui se o acei o.” (6 anos de ap endizagem da língua)
G upo
CI
1.
“sou uma pessoa mui o cu iosa e gos a a de conhece um no o ambien e de abalho e
que o alo iza o meu po uguês. E ossa companhia calha bem nes a minha si uação.” (1
ano de ap endizagem da língua)
2.
“es ude ges ão de Make ing na uni e sidade,desejo de p ocu a o abalho elacionado
com es e especialidade depois da g aduação, pa a que coloque em p á ica o
conhecimen o ap endido. Ago a, sua emp esa em es a aga, ac edi o que po meio do
einamen o da emp esa e do meu p óp io es o ço, ou aze o abalho melho ” (2 anos
de ap endizagem da língua)
3.
“me con a e ,eu sou compe en e pa a es e abalho. a ei um bom abalho que
esponsá el po min.” (5 anos de ap endizagem da língua)
4.
“sou o mado em ge ência pela Uni e sidade de Lisboa. Ac edi o que possuo
compe ências equisi as pa a es e ca go.” (4 anos de ap endizagem da língua)
5.
“sou licenciado em ma ke ing e enho expe iência de es ágio de 1 ano como assis en e de
ma ke ing” (4 anos de ap endizagem da língua)
Ped o: Sim, es ou, além disso sou uma pessoa que ________________________________
G upo
UP
1.
“ado a conhece as coisas no as” (5 anos de ap endizagem da língua)
2.
“seja esponsá el e pe sis en e” (6 anos de ap endizagem da língua)
3.
“gos e de conhece a cul u a no a. Gos a ia de aze amizades com ou as pessoas.” (3 anos
de ap endizagem da língua)
92
4.
“gos a mui o de iaja , es uda no as cul u as e conhece á ias pessoas du an e iagens.” (5
anos de ap endizagem da língua)
5.
“gos a de iaja , ambém cus amo le os li os sob e cul u as da di e en es países” (5 anos de
ap endizagem da língua)
G upo
UC
1.
“ado a es uda ” (7 anos de ap endizagem da língua)
2.
“p e e e anda as se es pa idas do mundo. Du an e o meu empo li e, gos a ia de iaja
sozinho pa a luga di e en e.” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“gos a de iaja no es angei o” (4 anos de ap endizagem da língua)
4.
“es á dispos a a da mui o empo e ene gia pa a o meu a o i o abalho. Po ou o lado, eu
sou uma pessoa que em mui o gos o de iaja no meu empo li e.” (3 anos de ap endizagem
da língua)
5.
“gos a de iaja pa a á ios luga es no mundo. E sou uma pessoa que abalha com diligência.”
(5 anos de ap endizagem da língua)
G upo
CI
1.
“se adap a a aos di e en es ambien es de abalho” (1 ano de ap endizagem da língua)
2.
“gos a de aze amigos e ex o e ida. Eu iajo odos os anos du an e as é ias. Caso iaje
combina com o abalho, não só pode eduzi a p essão, mas ambém é mais ácil pa a ob e
inspi ação pa a o abalho e c ia i idade du an e as iagens.” (2 anos de ap endizagem da
língua)
3.
“ap endo mui o no o coisa e ambém gos o de despo o” (3 anos de ap endizagem da língua)
4.
“gos o mui o de u ismo, já inha isi ando á ios páises nos anos passados.” (5 anos de
ap endizagem da língua)
5.
“gos a de abalha e não me impo o de abalha ho as ex as” (4 anos de ap endizagem da
língua)
Ped o: Gos o da dinâmica de abalha em g upo e sin o-me bem in e agindo com ou as pessoas, mas
não acho que _____________________________________________
93
G upo
UP
1.
“só possa aze abalho em equipa. Sou uma pessoa com mui as capacidades e ambém
posso aze abalho sozinho mui o bem” (4 anos de ap endizagem da língua)
2.
“ abalho sozinho a e e a e iciência do abalho” (5 anos de ap endizagem da língua)
3.
“ enha di iculdade em abalha sozinho, endo expe iência de esc e e alguns ex os sob e os
acon ecimen os das minhas iagens e de p epa a sozinho pa a aze ap esen ações. Tenho
con iança em abalha sozinho” (2,5 anos de ap endizagem da língua)
4.
“uma pessoa possoa muda a sua p odu i idade po causa de um colega de abalho.” (1,5
ano de ap endizagem da língua)
5.
“seja uma boa o ma se udo oco e de manei a deso ganizada.” (4 anos de ap endizagem da
língua)
G upo
UC
1.
“ abalhe sozinho é mal.” (4 anos de ap endizagem da língua)
2.
“ abalhe sozinha é uma manei a má, po que nes a manei a posso abalha e icien emen e”
(2 anos de ap endizagem da língua)
3.
“seja inacei á el abalha sozinho po que acho que pode se mais e icien e” (3,5 anos de
ap endizagem da língua)
4.
“seja bom abalha ho as ex as mui as ezes” (3 anos de ap endizagem da língua)
5.
“seja bom abalha sozinho, não só ganho as opiniões di e en es mas ambém abalho mais
e icien e” (3 anos de ap endizagem da língua)
G upo
CI
1.
“ abalha sozinho seja mau, po que uma pessoa em que a on a desa ios” (1 ano)
2.
“ odos os abalhos de am se ei os coope a i amen e. Po que abalha sozinho o nece
opo unidades e espaços pa a sol e esol e p oblemas.Penso que o mé odo mais e ec i o
pa a acaba abalho é aze de o ma independen e an es que aça em equipa. A an agem
disso é colec a os opiniões de pessoas di e en es e p o ida o nece mais modos de esol e
os p oblemas.” (2 anos de ap endizagem da língua)
94
3.
“ ablho sozinho não é um bom soluções, em alguns si uaões, que ia abalho sozinho e
pensa bem dos es a eigica e ealiza o abalho com odos es o çoes” (5 anos de
ap endizagem da língua)
4.
“ abalha sozinho se á um p oblema” (4 anos de ap endizagem da língua)
5.
“que abalha sozinho ámbem se á um g ande desa io que eu p e i o” (8 anos de
ap endizagem da língua)
Ped o: Caso __________________________________________________________
G upo
UP
1.
“seja con a ado da ei o meu melho como assis en e de ma ke ing azendo no os mé odos
de aze ma ken ing pa a o alcance dos objec i os da emp esa” (10 anos de ap endizagem da
língua)
2.
“possa en a na sua emp esa, ou aze os bene ícios que ocês p ecisam.” (3 anos de
ap endizagem da língua)
3.
“eu abalhe na nossa emp esa, eu ou con ibui pa a a explo ação do me cado chinese.” (5
anos de ap endizagem da língua)
4.
“seja admi ida, a ia o meu melho pa a melho a as minhas endas e o e ece o se iço da
melho o ma possí el aos nossos clien es.” (4 anos de ap endizagem da língua)
5.
“ enha a opo unidade de abalha na ossa emp esa, ou desp ende odo o meu es o ço po
abalho.” (6 anos de ap endizagem da língua)
G upo
UC
1.
“eu i e a hon a de en a na emp esa, ou conhece o sis ema de abalho o mais ápido
possí el e ganha mais con iança dos clien es.” (4 anos de ap endizagem da língua)
2.
“emp egado da sua emp esa, a ei mais luc o pa a a emp esa” (3,5 anos de ap endizagem
da língua)
3.
“eu en e na sua emp esa, a ia o depa amen o de ma ke ing mais unidos e abalha mais
e icien emen e” (3 anos de ap endizagem da língua)
101
p edisposição pa a a ap endizagem de línguas es angei as, já que há es udan es com mais acilidade
em ap ende e adqui i uma segunda língua. Além disso, os mé odos de ensino u ilizados a iam
con o me as ins i uições de ensino, os docen es, e o con ex o educa i o como um odo. Des e modo,
não é di ícil de pe cebe que um es udan e que es uda há ês anos não ap esen e nenhum e o e ale
luen emen e po uguês, enquan o ou o, endo es udado po um pe íodo de empo semelhan e ou a é
supe io , conjuga os e bos de o ma e ada e ap esen a uma dicção pob e.
De seguida, ap esen am-se qua o espos as ansc i as, pa a que possamos p ocede a uma
compa ação mais cla a dos esul ados ob idos:
1.
“Pa a que man a man enhas uma die a comple a e equilib ada, é melho come o o o e
bebe lei e no pequeno-almoço, e come ba a as doces, bi e ou ango no almoço, podes
come cama ões e ege ais no jan a , mas depois de 19:00 ho as, não podes come nada,
sob e udo a u a, po que u a em mui o açúca , é impo an e que con ole a inges ão de
açúca , al ez p ecise de bebe água odos os dias.
Po ou o lado, ens que aze o exe cício egulamen e, caso não aça exe cícios, ais ica
mui o di ícil de emag ece , o seu médico disse que p ecisa p ecisa a de p es a a enção
ao seu co po, p oibi p oibia que come comesses mui o numa e eição, e aconselho
que ado meca ado meças mais cedo, ica icas aco dado a é a de é p ejudicial pa a o
seu co po a ua saúde.” (2 anos de ap endizagem da língua)
2.
“Olá Ped o. Ouço que enhas ens es ado maldispo o. Po isso, gos a ia de da alguns
conselhos pa a i e espe o que ajude- e e ajude. P imei amen e, é melho que enhas as
die as e hábi os egula de ida. Po examplo, oma ês e eições a empo, le an e- e e á
pa a a cama a empo no dia-a-dia. Des e modo, podes man e a ecada a nu ição e o
sono su icien e. Além disso, é necessá io que come comas as u as e os legumes po
dia. Ac edi o que é mui o ú il pa a dige i e man e o saúde. É Impo an e salien a que
aze azes despo o, is o ambém é uma mui o impo an e impo ância pa a man e
man e es o co po o e. Em poucos aços, e uma ida saudá el é uma coisa que
de emos insis i odos os dias. Ansia a po ê- e acei a os meus conselhos e e uma ida
melho .” (3 anos de ap endizagem da língua)
102
3.
“Eu gos o de passa é ias em luga es com ne e, de ido à comida deliciosa, luga boni o e
pessoa en usiasma.” (10 anos de ap endizagem da língua)
4.
“1. Pa a que ique saudá el, come mais legumes e u as. 2.A im de que enha a ida
saudá el, az mais exe cício. 3. Do me-se mais cedo pa a que melho e o seu es ado.” (6
anos de ap endizagem da língua)
Os p imei os dois es udan es esc e e am ex os mais ex ensos, endo es es já sido co igidos
po um alan e na i o ou luen e de po uguês. Os e os o iginais o am man idos, o que pe mi e que se
aça uma análise cla a dos esul ados ob idos, em compa ação com as o mas co e as.
Podemos pe cebe que o p imei o aluno ap esen a bas an e di iculdade em conjuga empos
e bais e que se esquece de in oduzi alguns elemen os ásicos ao longo do discu so. T a ando-se de
um aluno que ap ende po uguês há ela i amen e pouco empo, ap esen a um bom ocabulá io e é
capaz de se exp essa com alguma luência.
O segundo es udan e, que ap ende po uguês há ês anos, ap esen a algumas conjugações
e adas e az uma escolha de e bos e de ocabulá io pouco comum, mas que não se encon a,
necessa iamen e, e ada. Ap esen a ainda á ios e os de cons ução ásica e de o og a ia.
O e cei o aluno es uda po uguês há já bas an e empo, mas é incapaz de se exp essa com
luência e desen ol e mais as espos as. Vemos, ainda, que esc e eu apenas uma ase, que
ap esen a um só e bo no indica i o e que, apesa disso, ap esen a e os g ama icais.
O qua o exemplo pe ence a um es udan e que ambém esc e e po ópicos e que mis u a os
modos e bais e o singula e plu al ao longo da ase, como é possí el obse a em: “A im de que
enha a ida saudá el, az mais exe cício.”, que de e ia le -se “a im de que enhas a ida saudá el, az
mais exe cício” ou “A im de que enha a ida saudá el, aça mais exe cício”.
No g upo CI, apenas um es udan e en iou um ichei o áudio e conjugou bem os e bos, endo
sido coe en e na u ilização dos mesmos, demons ando luência e co eção no uso de empos e modos
e bais. Em e mos de ocabulá io, o seu uso é, de um modo ge al, a iado e bem emp egue, apesa
de algumas alhas, o que é no mal, p incipalmen e se se i e em con a que a es udan e só es uda
po uguês há dois anos.
103
Abaixo, ap esen amos as espos as de qua o es udan es, de idamen e ansc i as, al como nos
g upos an e io es:
1.
“Pa a que enha melho e dispos o, de e p ac ica mais depo es, escucha musica com
enquencia e ala mais com os seus amigos.
Gos o de passa é ias em sí ios donde hay mui as pessoas conhecidas, los quales enham
um ambien e com ha monia, e os colegas sejam simpá icos.” (2 anos de ap endizagem da
língua)
2.
“Pa a que con inua iaja mui o si io ,e melho semp e disciplina .e ganha um co po
saude. Embo a que nos ja comemos legumes na jan a ,mas ambem e p ecisa come
mui o u a esco. A ho a az odos coisa .a im de que passea es a o a, o a e mais eso
do que qua o
Caso quei as jun a -se ao meu g upo, p imei o oca a suas de iciencias. Quando da si
se iço apido ol a a sua sen ado, aze a plano de lis a pa a mi. E melho que i
ecea amn e o e o de abalho.Cada dia esc e e hoje de se iço que eja insu icien e e
pensa que amanha como az. Deseja que oce al ez nao ganha succeso no emp ego .
po isso jun a o meu g upo.Vamos .” (3 anos de ap endizagem da língua)
3.
“Pa a que conpanha sua amilia,é melho que em a enção com sua saúde, p ecisa de
despo o odos os dias ,come legumes e u as ,não pode só come ca ne,e ainda de e
do mi cedo.
Eu gos o de passa é ias em sí ios que em Flo es e animais, po que as lo es são mui o
lindas, Os animais são mui o boni inho, deixa me cheio de con en e.” (3 anos de
ap endizagem da língua)
4.
“Pa a que enha uma ida saudá el, é melho que aça exe cícios ísicos odos os dias.
A im de que man enha a saúde, não penso que de a bebe ce eja equen emen e.
Pa a que se sin a mais ene gé ico que ago a, é necessá io que du ma bem, pelo menos 8
ho as po dia.” (2 anos de ap endizagem da língua)
104
Podemos e i ica que, dos ês g upos, o g upo CI oi o que demons ou maio di iculdade em
esc e e es es pequenos ex os de o ma li e. O p imei o es udan e con unde po uguês com espanhol,
sendo que g ande pa e do ocabulá io se encon a esc i o nessa língua. Mesmo assim, conjuga bem a
maio pa e dos e bos, ainda que com e os de cons ução ásica, po exemplo em “Pa a que enha
melho e dispos o (…)” em ez de “Pa a que en e melho a a sua disposição…”.
O aluno do segundo exemplo ap esen a mui a di iculdade ao esc e e em po uguês, ap esen a
mui os e os nas conjugações, na o og a ia, na escolha de ocabulá io e nas cons uções ásicas em
si. Respondeu a mais do que uma suges ão e ao esponde à úl ima esc e e ce as ases que são
bas an e complicadas de en ende de ido aos e os come idos.
Já o e cei o aluno omi e alguns e bos e ap esen a alguns e os de o og a ia e de ocabulá io,
mas conjuga bem alguns e bos, embo a ap esen e alhas no conjun i o, po exemplo “é melho que
em a enção (…)” em ez de “é melho que enha a enção…”.
O qua o e úl imo aluno é o que ap esen a no g upo in ei o um ní el mais ele ado de po uguês,
embo a ainda ap esen e e os (embo a não g a es) como “exe cícios ísicos” em ez de “exe cício
ísico”.
Umas das azões pa a que o g upo CI ap esen e pio es esul ados no exe cício que de ido à
eduzida quan idade de es udan es que en ia am ichei os áudio, acaba am po e mais libe dade de
esc i a pode e a e com os mé odos de ensino e ap endizagem de cu sos in ensi os que mui as
ezes sujei am os es udan es a ní eis mais baixos de capacidade de con e sação.
105
G á ico 14 - Meio de en io escolhido pelos alunos pa a subme e as espos as e e en es ao exe cício
5
Nes e g á ico podemos obse a o núme o de es udan es que en ia am áudios em compa ação
com os que op a am po esponde po esc i o e os que não esponde am de nenhuma das duas
o mas ao exe cício 5.
7
5
1
5
7
8
3 3
6
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Alunos que en ia am
ichei os áudio
Alunos que esponde am po
esc i o
Alunos que não
esponde am
Meio de en io das espos as ao exe cicio 5
G upo UP G upo UC G upo CI
106
Conclusão
O Ensino de Línguas Baseado em Ta e as (ELBT) eme ge como uma abo dagem pedagógica
e icaz pa a o ensino de línguas es angei as, des acando a impo ância da ap endizagem po meio da
ealização de a e as signi ica i as e au ên icas em con ex os comunica i os eais. Ao longo des a ese,
po meio da e isão da li e a u a ele an e, en a izou-se a ele ância do oco no signi icado no p ocesso
de aquisição de uma segunda língua, con as ando essa abo dagem com mé odos adicionais que se
concen am na memo ização de eg as g ama icais e p á ica de es u u as linguís icas isoladas.
O ELBT é, assim, uma abo dagem que en a iza a impo ância de ap ende po meio da
ealização de a e as p á icas em si uações do dia-a-dia em que o es udan e se ê dian e da
necessidade de u iliza os seus ecu sos linguís icos. Assim, os alunos são incen i ados a ap ende po
meio da ealização de a e as que êm um p opósi o comunica i o cla o e que são ele an es pa a suas
necessidades e in e esses.
Uma das p incipais an agens do ELBT é que ele p omo e a comunicação genuína, p opo cionando
aos es udan es a opo unidade de p a ica suas habilidades linguís icas em si uações que se
assemelham às que eles podem encon a na ida eal. Ou a an agem do ELBT é que ele pode se
adap ado às necessidades e ca ac e ís icas especí icas dos alunos, o que, como e le imos
an e io men e, desempenha um papel impo an e na aquisição de uma L2. Isso signi ica que os
p o esso es podem seleciona a e as que sejam ele an es pa a os in e esses e necessidades
indi iduais dos alunos, o que pode aumen a a sua mo i ação e en ol imen o no p ocesso de
ap endizagem.
Além disso, o ELBT en a iza a impo ância da a aliação in eg ada ao p ocesso de ensino e
ap endizagem, pe mi indo que os alunos ecebam
eedback
cons u i o e e li am sob e o seu p óp io
p og esso.
No en an o, a implemen ação do ELBT ambém pode ap esen a desa ios. Po exemplo, pode
se di ícil seleciona a e as que sejam ele an es pa a odos os alunos numa sala de aula. Além disso,
pode se di ícil a alia o desempenho dos alunos em a e as que são mais abe as e menos
es u u adas do que exe cícios adicionais.
Pa a supe a es es desa ios, é impo an e que os p o esso es ecebam o mação adequada que lhes
pe mi a uma co e a e e icaz implemen ação do ELBT. Isso inclui en ende a dis inção en e a e as e
exe cícios, seleciona a e as ele an es pa a os in e esses e necessidades dos alunos e a alia o
desempenho dos alunos de o ma in eg ada no p ocesso de ensino e ap endizagem.
107
Es abelecemos ambém a dis inção en e a e as e exe cícios, um elemen o c ucial pa a a co e a
implemen ação do ELBT, essal ando a impo ância de p opo ciona aos alunos uma a iedade de
a i idades com oco no signi icado, sem negligencia a impo ância da o ma na comunicação e icaz.
Além disso, a adap ação da abo dagem às necessidades e ca ac e ís icas especí icas dos es udan es
oi iden i icada como um a o de e minan e pa a o sucesso do ELBT, incluindo a seleção de a e as
ele an es pa a os in e esses e necessidades indi iduais dos alunos.
Apesa dos desa ios e limi ações associados à implemen ação do ELBT, a e isão da li e a u a
suge e que essa abo dagem ep esen a uma aliosa con ibuição pa a o ensino de línguas es angei as,
p omo endo a comunicação au ên ica e o uso da língua em con ex os eais. A adap ação da
abo dagem às necessidades indi iduais dos alunos, a a aliação in eg ada e a o mação adequada dos
p o esso es são elemen os c uciais pa a o sucesso do ELBT.
As a e as de comp eensão (com des aque pa a as a e as de in e p e ação p opos as po Ellis)
pe mi em ao p o esso um ensino a iado que espei a o p ocesso na u al de aquisição da língua.
Con udo, nes e con ex o, há uma condição essencial pa a uma implemen ação bem-sucedida: o
p o esso em de es a dispos o a abdica do con olo e das expec a i as de exp essão sem e os,
eduzindo a ansiedade e acili ando a aquisição da L2 pelos es udan es.
Ao longo do es udo ealizado, ecolhemos uma amos a de 45 es udan es pe encen es a ês
g upos di e enciados: o g upo UP, compos o po es udan es chineses a equen a uni e sidades
po uguesas, o g upo UC, compos o po es udan es chineses a equen a uni e sidades chinesas e,
po im, o CI, compos o po es udan es chineses a equen a cu sos in ensi os na China. O obje i o
comum de odos os indi íduos des a amos a é a ap endizagem bem-sucedida da língua po uguesa, já
que, à da a de ecolha dos dados, odos se encon a am a equen a cu sos de língua po uguesa,
apesa de em geog a ias, ins i uições e moldes dis in os.
O obje i o do es udo p endeu-se com es abelece uma compa ação en e a in luência dos
di e sos mé odos de ensino u ilizados (o que, na u almen e, ecebeu ambém in luência da geog a ia e
ci cuns âncias) na ap endizagem da língua po uguesa.
Pudemos obse a que o g upo UP, pa a além de equen a aulas minis adas somen e em
po uguês, o que pe mi e uma ime são p o unda na língua, se encon a ambém ime so no
ecossis ema linguís ico, endo acesso ácil aos di e sos aspe os sociais e cul u ais da língua e endo,
po um lado, mais necessidades p á icas do uso da língua, o que se de e à p óp ia na u eza em do
108
ambien e em que se encon a inse ido, e po ou o lado, mais opo unidades pa a u iliza os ecu sos
linguís icos de que dispõe em si uações comunica i as do dia-a-dia.
O g upo UC, po sua ez, dispõe de um acesso mais eduzido à língua po uguesa e aos seus
aspe os cul u ais e sociais, já que não se encon a num ambien e p opício à exposição linguís ica.
O g upo IC é, de uma o ma ge al, o que ap esen ou menos con ac o com a língua. O seu ní el de
luência depende, de igual modo, dos es udos desen ol idos numa ase pos e io aos es udos o mais,
nomeadamen e po con a p óp ia. Con udo, os alunos ap esen am, po no ma, obje i os especí icos
que es ão, eg a ge al, associados a necessidades linguís icas especí icas deco en es do seu abalho,
dos es udos, iagens, en e ou os, sejam eles do o o pessoal ou p o issional. Po esse mo i o, es e
g upo ende a ap esen a um domínio de ocabulá io especí ico de de e minadas á eas do sabe .
Nes a análise dos dados, obse amos que os es udan es en en a am di iculdades na conjugação
de e bos no modo conjun i o, na língua po uguesa. Além disso, a análise suge iu que a exposição a
di e en es egis os da língua po uguesa, como gí ias e a iações egionais, pode e in luenciado a al a
de con iança dos es udan es na iden i icação de e os g ama icais, especialmen e po pa e do g upo
mais expos o a si uações comunica i as do dia-a-dia em Po ugal. À medida que a ançam nos seus
es udos (mais anos de es udos), con udo, eles demons am uma comp eensão c escen e do modo
conjun i o e de suas complexidades, como e idenciado pela conjugação co e a do mesmo.
O empo de ap endizagem não é, oda ia, o único a o de e minan e na p o iciência em língua
po uguesa. A dedicação, o es o ço indi idual e a p edisposição pa a ap ende línguas es angei as
desempenham ambém um papel impo an e. Além disso, os mé odos de ensino e a qualidade da
ins ução a iam en e ins i uições, docen es e con ex os educa i os, a e ando signi ica i amen e o
desen ol imen o da luência na língua.
Em úl ima análise, es a análise des aca que a luência e o domínio da língua po uguesa são
esul ados complexos in luenciados po uma a iedade de a o es, incluindo a exposição cul u al, o
ambien e de ap endizagem, a dedicação pessoal e a qualidade do ensino. Cada aluno desen ol e a sua
p o iciência de manei a única, o que explica as a iações signi ica i as obse adas nos g upos
es udados.
109
Em suma, os esul ados des a análise indicam que o ensino e a p á ica con ínua do modo
conjun i o são essenciais pa a melho a a p o iciência dos es udan es na língua po uguesa e pa a
supe a as di iculdades obse adas que iden i icámos na ealização análise desses exe cícios
especí icos.
Assim, concluímos que o ELBT, ao assen a no p incípio da libe dade de u ilização de ecu sos
linguís icos po pa e do es udan e, baseia-se, numa ase inicial, na comunicação do sen ido, pa a
depois se moldado e ape eiçoado a a és do oco na o ma. Ao u iliza os ecu sos linguís icos de que
dispõe, o es udan e comunica, em di e en es g aus de complexidade, sa is azendo as suas
necessidades de comunicação em con ex os elacionais e sociais da ida- eal. Ao azê-lo adqui e uma
pe ceção do uso co e o das es u u as linguís icas e, ambém, dos seus e os. Ao ob e consciência da
lacuna en e o uso co e o das es u u as linguís icas e os e os come idos, o es udan e, no seu
p ocesso na u al de aquisição linguís ica, melho a as suas compe ências comunica i as, ap endendo o
uso co e o das es u u as designadas.
Po o ma a p omo e uma aquisição bem-sucedida da L2, de emos o nece uma “die a ica” de
a i idades com oco no signi icado, não de endo pe mi i que o oco na o ma di icul e o oco no
signi icado. Ao p a ica epe idamen e ce as es u u as g ama icais, al como acon ece em mui as
abo dagens adicionais, os es udan es i ão oca -se excessi amen e na ep odução das o mas
es udadas, o que a e a á a sua capacidade de ansmi i uma mensagem (signi icado).
Em sín ese, uma abo dagem pedagógica que alo ize a comunicação e o uso au ên ico da
língua pode á se mui o bené ica no ensino da língua po uguesa a es udan es chineses, já que lhes
pe mi i á um maio con ac o com o a ealidade comunica i a da língua e as suas di e en es dimensões.
Embo a a implemen ação do ELBT possa ap esen a desa ios, a adap ação da abo dagem, a a aliação
in eg ada e a o mação dos p o esso es são aspe os undamen ais pa a o seu êxi o. Po an o, o ELBT
ep esen a uma abo dagem p omisso a pa a o ensino de línguas es angei as, pa icula men e no
con ex o abo dado ao longo des a in es igação.
110
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