Ma a lsabela Fe nandes Oli ei a
Ma ço de 2025
Minho | 2025 Compa ibilização en e somb eamen o acús ico e somb eamen o
sola pa a uma o ma u bana mais sus en á el
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ma a lsabela Fe nandes Oli ei a
Compa ibilização en e somb eamen o
acús ico e somb eamen o sola pa a uma
o ma u bana mais sus en á el
Ma ço de 2025
Tese de Dou o amen o
P og ama Dou o al em Engenha ia Ci il
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso Dou o Lígia To es Sil a
P o esso Dou o Paulo Mendonça
P o esso Dou o Ma in Tenpie ik
Ma a lsabela Fe nandes Oli ei a
Compa ibilização en e somb eamen o
acús ico e somb eamen o sola pa a uma
o ma u bana mais sus en á el
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
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DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e
acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á
con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
ii
AGRADECIMENTOS
À P o esso a Lígia To es Sil a, supe iso cien í ico des a ese, pelos impo an es conhecimen os
ansmi idos, pela o ien ação, suges ões e c í icas e mui o especialmen e pelo excecional empenho
com que semp e me acompanhou ao longo des e abalho.
Ao P o esso Paulo Mendonça, pela supe isão, pelo seu con ibu o cien í ico, pelas suges ões e pela
disponibilidade e apoio.
Ao P o esso Ma in Tenpie ik, supe iso cien í ico des a ese, pelas suges ões e pela disponibilidade,
Um ag adecimen o à Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia pelo inanciamen o a a és da bolsa
SFRH/BD/136558/2018, sem o qual não e ia sido possí el a ealização des a ese.
Gos a ia ainda de exp essa a minha g a idão ao A qui e o Ped o San iago, pelo p ecioso auxílio
p es ado du an e a ase da p og amação do modelo. Ob igada pela conside ação.
Gos a ia de exp essa o meu p o undo ag adecimen o às pessoas (um especial ao p o esso Rui Ramos
e ao p o esso Paulo Ribei o) e ins i uições que de alguma o ma con ibuí am pa a a elabo ação des e
abalho.
Um especial ag adecimen o aos meus amigos (Sand a Bou bon, Joana Caldas, Ana Cou o, Melanie
Cas o, Rui San os e Má io F anco) po udo. A minha g a idão pelo p ecioso auxílio p es ado du an e
odo o p ocesso, e, em pa icula , à Sand a Cunha, á Ca la Oli ei a e aos meus colegas de
Dou o amen o (em especial à Cláudia e à Nadhima, ao Júlio e ao Gab iel).
Aos meus pais e aos meus amilia es mais p óximos (em especial à p ima Isabel)
Á D a. Fá ima po udo e mais alguma coisa.
O maio ag adecimen o é ao meu ilho A onso, que me az con inua .
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
i
Resumo
O es udo abo da a elação en e a exposição sola e o somb eamen o acús ico nas o mas u banas em
Po ugal, analisando as implicações das egulamen ações exis en es e p opondo soluções pa a o imiza
ambas as a iá eis. A legislação po uguesa es abelece um a as amen o de 45º en e edi ícios, o que
pode comp ome e a exposição sola di e a dos pisos in e io es du an e o in e no, dada a al u a sola .
No es udo p elimina , o am analisadas di e en es ipologias u banas, e i icando-se que o ma os com
" een âncias" (U, L ou O) p opo cionam melho p o eção acús ica, enquan o o mas linea es e
compac as maximizam a exposição sola . No en an o, essas ipologias com een âncias podem obs ui
a adiação sola , c iando um con li o en e a o imização é mica e acús ica.
O es udo de caso ealizado em Viana do Cas elo alidou essa elação a a és de medições
in si u
e
simulações. Fo am iden i icadas achadas com meno exposição ao uído (como nos pá ios) e com maio
exposição sola ( achadas o ien adas a sul sem obs ução). A análise de sensibilidade (com a iações de
o ma) demons ou que soluções com pá ios echados eduzem o uído, mas ambém comp ome em a
exposição sola , já nas achadas linea es a exposição sola aumen a, mas ambém a exposição ao uído.
O es udo comp o ou que a al u a dos edi ícios in luencia as duas a iá eis, is o é, a exposição sola e a
edução do uído aumen am nos pisos supe io es. A expe iência ancesa oi analisada como e e ência
po in eg a equisi os acús icos na egulamen ação é mica, demons ando que é possí el alcança um
comp omisso en e p o eção acús ica e exposição sola .
O es udo conclui que não exis em soluções pe ei as, mas incen i a a conside ação da compa ibilização
é mico-acús ica desde a ase de p oje o, com o obje i o de eduzi o consumo ene gé ico ecomenda o
uso de soluções passi as, como achadas li es de obs áculos a sul e elemen os edu o es de uído
(como os pá ios). Pa a edi icações exis en es, p omo e o equilíb io en e p o eção (isolamen o) e
pe meabilidade (dis ibuição po á eas sensí eis) de o ma a mi iga o impac o da exposição ao uido e
simul aneamen e não condiciona a exposição sola .
Pala as-cha e: Fo ma U bana, Radiação Sola , Ruído u bano, Somb eamen o acús ico, Somb eamen o
sola
Abs ac
The s udy add esses he ela ionship be ween sola exposu e and acous ic shading in u ban o ms in
Po ugal, analysing he implica ions o exis ing egula ions and p oposing solu ions o op imise bo h
a iables. Po uguese legisla ion es ablishes a dis ance o 45º be ween buildings, which can comp omise
he di ec sola exposu e o he lowe loo s du ing he win e , gi en he sola heigh .
In he p elimina y s udy, di e en u ban ypologies we e analysed and i was ound ha shapes wi h
‘ ecesses’ (U, L o O) p o ide be e acous ic p o ec ion, while linea and compac shapes maximise sola
exposu e. Howe e , hese ypologies wi h ecesses can obs uc sola adia ion, c ea ing a con lic
be ween he mal and acous ic op imisa ion.
The case s udy ca ied ou in Viana do Cas elo alida ed his ela ionship h ough in si u measu emen s
and simula ions. Facades wi h lowe noise exposu e (such as pa ios) and highe sola exposu e (sou h-
acing acades wi hou obs uc ion) we e iden i ied. Sensi i i y analysis (wi h shape a ia ions) showed
ha solu ions wi h closed cou ya ds educe noise bu also comp omise sola exposu e, while linea
açades inc ease sola exposu e bu also noise exposu e.
The s udy showed ha he heigh o he buildings in luences bo h a iables, ha is, sun exposu e and
noise educ ion inc ease on he uppe loo s. The F ench expe ience was analysed as a benchma k o
in eg a ing acous ic equi emen s in o he mal egula ions, demons a ing ha i is possible o achie e a
comp omise be ween acous ic p o ec ion and sola exposu e.
The s udy concludes ha he e a e no pe ec solu ions bu encou ages he conside a ion o he mal-
acous ic compa ibili y om he design phase, wi h he aim o educing ene gy consump ion, and
ecommends he use o passi e solu ions, such as acades ee o obs acles o he sou h and noise-
educing elemen s (such as pa ios). Fo exis ing buildings, p omo e a balance be ween p o ec ion
(insula ion) and pe meabili y (dis ibu ion o sensi i e a eas) in o de o mi iga e he impac o noise
exposu e while a he same ime no condi ioning sola exposu e.
Keywo ds: U ban o m, Sola adia ion, U ban noise, Acous ic shading, Sola shading
i
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 1
1.1. Enquad amen o ..................................................................................................................... 1
1.2. Mo i ação .............................................................................................................................. 2
1.3. Opo unidade de es udo ......................................................................................................... 3
1.4. Ques ões de in es igação ....................................................................................................... 4
1.5. Obje i os ................................................................................................................................ 4
1.6. Es u u a da ese ................................................................................................................... 6
2. ESTADO DA ARTE ...................................................................................................................... 7
2.1. Fo ma U bana ....................................................................................................................... 7
2.1.1. Impo ância da o ma u bana na sus en abilidade de uma cidade (sma ci y) ..................... 7
2.1.2. Polí icas u banas de sus en abilidade e de ene gia na União Eu opeia ................................ 9
2.1.3. Polí icas u banas de sus en abilidade e ene gia em Po ugal ............................................. 12
2.1.4. Relação da o ma u bana com a exposição ao uído u bano ............................................. 13
2.1.5. Relação da o ma u bana e a exposição à adiação sola .................................................. 14
2.2. Ruído u bano ....................................................................................................................... 16
2.2.1. Somb eamen o acús ico .................................................................................................. 19
2.2.1.1. Casos de Es udo de Somb eamen o Acús ico ............................................................... 25
2.2.1.2. So wa e de Cálculo de Somb eamen o Acús ico .............................................................. 27
2.2.1.2.1. CNOSSOS e as espe i as equações undamen ais ....................................................... 31
2.2.1.3. Equipamen os de medição de uído ................................................................................. 32
2.3. Radiação sola ..................................................................................................................... 33
2.3.1. Somb eamen o sola ........................................................................................................ 36
2.3.2.1 Casos de es udo de somb eamen o sola ............................................................................. 36
2.3.2.2. Mé odos de cálculo do somb eamen o sola ........................................................................ 41
2.3.1.1.1. As equações de cálculo do somb eamen o sola .......................................................... 44
2.3.2.3. Equipamen os de medição de adiação sola ....................................................................... 47
2.4. Enquad amen o egulamen a .............................................................................................. 52
2.4.1. Enquad amen o legal do uído ambien al em Po ugal e na União Eu opeia ...................... 52
2.4.1.1. E olução legisla i a acús ica em Po ugal ......................................................................... 53
2.4.2. Enquad amen o legal do compo amen o é mico dos edi ícios em Po ugal e na União
Eu opeia ………….. ........................................................................................................................... 55
2.4.2.1. E olução legisla i a é mica em Po ugal .......................................................................... 56
2.5. Co elação en e o ma u bana, uído u bano e adiação sola .............................................. 59
2.5.1. O caso ancês ................................................................................................................. 59
2.5.2 E olução legisla i a é mica em F ança .................................................................................... 62
2.5.2.1 Ca ac e ização da egulamen ação é mica ancesa ............................................................. 63
2.5.2.2 Consequências da implemen ação da egulamen ação eu opeia ....................................... 66
3. METODOLOGIA ........................................................................................................................ 67
3.1. Fundamen ação epis emológica da me odologia ................................................................... 67
3.2. P ocesso me odológico ........................................................................................................ 68
4. ESTUDO PRELIMINAR .................................................................................................................. 71
4.1. Modelo eó ico: modelo de izinhança p óxima .......................................................................... 71
4.1.1 Classi icação p og amá ica ...................................................................................................... 71
xiii
Figu a 70: Ní eis de uído na achada a) o ien ação O-S b) o ien ação S-E .................................. 158
Figu a 71: Radiação na achada a) o ien ação O-S b) o ien ação N-O ......................................... 159
Figu a 72: Análise compa a i a en e uído e adiação po achada: Va iação E ............................... 160
Figu a 73: Compa a i o en e as 5 Va iações (A, B,C,D e E) em e mos de adiação e uído ............ 162
Figu a 74:Ilus ação da a iação A .................................................................................................. 165
Figu a 75: Rep esen ação da classi icação pe an e a ia. Fon e: (Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 174
Figu a 76: Rep esen ação do obs áculo pe an e a ia. Fon e: (Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 175
Figu a 77: Rep esen ação do obs áculo em al u a. Fon e: (Règlemen a ion The mique des Bâ imen s
Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ...................... 176
Figu a 78:Ilus ação da a iação A .................................................................................................. 215
Figu a 79: Ilus ação da a iação B ................................................................................................. 223
Figu a 80: Ilus ação da a iação C ................................................................................................. 228
Figu a 81: Ilus ação da a iação D ................................................................................................. 233
Figu a 82: Ilus ação da a iação E ................................................................................................. 241
xi
Lis a de Tabelas
Tabela 1: Casos de Es udo de Somb eamen o Acús ico ..................................................................... 26
Tabela 2: Casos de Es udo de Somb eamen o Acús ico (con inuação) ............................................... 27
Tabela 3: So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico ............................................................... 28
Tabela 4:So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico (con inuação) ........................................... 29
Tabela 5: So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico (con inuação) .......................................... 30
Tabela 6: Caso de es udo sob e somb eamen o sola ...................................................................... 38
Tabela 7: Caso de es udo sob e somb eamen o sola (con inuação) .................................................. 39
Tabela 8: Caso de es udo sob e somb eamen o sola (con inuação) .................................................. 40
Tabela 9: Lis agem compa a i a dos di e en es mé odos de cálculo de somb as disponí eis no me cado
(Adap ado:(Ca ei a, 2017) ............................................................................................................... 42
Tabela 10:Lis agem compa a i a dos di e en es mé odos de cálculo de somb as disponí eis no
me cado (con inuação) (Adap ado:(Ca ei a, 2017) ........................................................................... 43
Tabela 11: Valo es do a o de somb eamen o do ho izon e Fh na es ação de aquecimen o pa a
Po ugal Con inen al (Adap ado de:(Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013)) ............................ 47
Tabela 12: classi icação da ca ego ia de in aes u u a de anspo e e es e Fon e:(IZUBA, 2024) .. 60
Tabela 13: Relação de Ca ego ia de In aes u a com os ni eis de uído e isolamen o acús ico mínimo
Fon e: (Minis è e du Pa ena ia a ec les e i oi es e de la Décen alisa ion 2020) ........................... 61
Tabela 14: Valo es dos Indicado es de Fo ma ................................................................................... 81
Tabela 15: Ní eis de uído nas achadas dos edi ícios ....................................................................... 84
Tabela 16: Índice de Compacidade e adiação sola po o ma selecionada no pe íodo de aquecimen o
e ní eis de uído expos o .................................................................................................................. 89
Tabela 17: Índice de Po osidade e adiação sola po o ma selecionada no pe íodo de aquecimen o e
ní eis de uído expos o ..................................................................................................................... 90
Tabela 18: Índice de Complexo de Pe íme o e adiação sola po o ma selecionada no pe íodo de
aquecimen o e ní eis de uído expos o .............................................................................................. 92
Tabela 19: Rep esen ação o og á ica do local de es udo e da sua en ol en e e do equipamen o de
medição ......................................................................................................................................... 101
Tabela 20: Equipamen os necessá io pa a a medição de uído ........................................................ 105
Tabela 21: Resumo de desempenho dos equipamen os de medição de aco do com o ab ican e ..... 107
Tabela 22: Medição do Ruído nos Pon os de Validação ................................................................... 116
Tabela 23: Medição do Ruído nos Pon os de Validação (con inuação) .............................................. 117
Tabela 24: Medição do Ruído nos Pon os de Validação (con inuação) .............................................. 118
Tabela 25: 1ª Validação (Valo es medidos s alo es modelados) .................................................... 118
Tabela 26: 1ª Validação (Valo es medidos s alo es modelados) (con inuação) .............................. 119
Tabela 27: Pon o de alidação (medição e simulação) (con inuação) ............................................... 120
Tabela 28: Pon os de Medição da Radiação sola in si u.................................................................. 122
Tabela 29: Pon os de Medição da Radiação sola in si u.................................................................. 123
Tabela 30: Pon os de Medição da Radiação sola in si u.................................................................. 124
Tabela 31: Pon os de Medição da Radiação sola in si u.................................................................. 125
Tabela 32: Di e encial dos Pon os Simulados e dos Pon os Medidos (PC1) e (PC2) ........................ 130
Tabela 33: Di e encial dos Pon os Simulados e dos Pon os Medidos (PC3) e (PC4) ......................... 131
Tabela 34: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC1) ......................................................................................................... 133
x
Tabela 35: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC2) ......................................................................................................... 133
Tabela 36: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC3) ......................................................................................................... 133
Tabela 37: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC4) ......................................................................................................... 133
Tabela 38: Valo es de Albedo do es udo de caso ............................................................................. 135
Tabela 39: Fo ma o iginal a iação A (análise de uído) ................................................................... 141
Tabela 40: Fo ma o iginal a iação A (análise de adiação).............................................................. 142
Tabela 41: Fo ma o iginal a iação B (análise de uído) ................................................................... 146
Tabela 42: Fo ma o iginal a iação B (análise de adiação) ............................................................. 147
Tabela 43: Fo ma o iginal a iação C (análise de uído)................................................................... 150
Tabela 44: Fo ma o iginal a iação C (análise de adiação) ............................................................. 151
Tabela 45: Fo ma o iginal a iação D (análise de uído) .................................................................. 154
Tabela 46: Fo ma o iginal a iação D (análise de adiação) ............................................................. 155
Tabela 47: Fo ma o iginal a iação E (análise de uído) ................................................................... 158
Tabela 48: Fo ma o iginal a iação E (análise de adiação).............................................................. 159
Tabela 49: Compa a i os das ou as a iações em elação à o ma o iginal A .................................. 164
Tabela 50:Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada O ua- O ien ação Oes e) ................. 166
Tabela 51: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Epá io - O ien ação Es e) .............. 166
Tabela 52: Va iação A (análise po achada e po piso)( achada N ua - O ien ação No e)) .............. 167
Tabela 53: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Spá io – O ien ação Sul) ................ 167
Tabela 54: Classi icação da dis ância em alação à on e de uído Fon e: (A ê é du 28 décemb e 2012)
...................................................................................................................................................... 173
Tabela 55: Classi icação BR: In aes u u a de Ca ego ia 1. Fon e:(Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 176
Tabela 56: Classi icação BR: In aes u u a de Ca ego ia 2. Fon e:(Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 176
Tabela 57: Classi icação BR: In aes u u a de Ca ego ia 3. Fon e:(Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 177
Tabela 58: Classi icação BR: In aes u u a de Ca ego ia 4. Fon e:(Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 177
Tabela 59: Classi icação BR: In aes u u a de Ca ego ia 5. Fon e:(Règlemen a ion The mique des
Bâ imen s Exis an s -Fiche d’applica ion : Classemen au b ui des baies : BR1 BR2 BR3, 2016) ..... 177
Tabela 60: Classi icação Ca ego ia CE1 e CE2 Fon e: (RT-2012.com, 2013) ................................... 179
Tabela 61: O es udo das cinco a iações (análise global) ................................................................. 185
Tabela 62: Análise do uído nas achadas (conside ando 4 classes de exposição ao uído) .............. 186
Tabela 63:Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................. 215
Tabela 64: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Epá io) .......................................... 216
Tabela 65: Va iação A (análise po achada e po piso)( achada N ua) ............................................. 216
Tabela 66: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) .......................................... 217
Tabela 67: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 217
Tabela 68: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Opá io).......................................... 218
Tabela 69: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada S ua) ............................................ 218
Tabela 70: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Npá io).......................................... 219
Tabela 71: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................ 219
x i
Tabela 72: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada N ua) ............................................ 220
Tabela 73: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) .......................................... 220
Tabela 74: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 221
Tabela 75: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Opá io).......................................... 221
Tabela 76: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada S ua) ............................................ 222
Tabela 77: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada Npá io).......................................... 222
Tabela 78: Va iação A (análise po achada e po piso) ( achada S ua) ............................................ 223
Tabela 79: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................ 224
Tabela 80: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada Epá io) .......................................... 225
Tabela 81: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada N ua) ............................................ 225
Tabela 82: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) .......................................... 226
Tabela 83: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada S ua) ............................................ 226
Tabela 84: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ......................................... 227
Tabela 85: Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 227
Tabela 86:Va iação B (análise po achada e po piso) ( achada Opá io) .......................................... 228
Tabela 87: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................ 229
Tabela 88: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada N ua) ............................................ 229
Tabela 89: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) .......................................... 230
Tabela 90: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 230
Tabela 91: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 231
Tabela 92: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada S ua) ............................................ 231
Tabela 93: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ......................................... 232
Tabela 94: Va iação C (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................ 232
Tabela 95: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua) ............................................ 233
Tabela 96: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Epá io) .......................................... 234
Tabela 97: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua) ............................................ 234
Tabela 98: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) .......................................... 235
Tabela 99: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) ............................................ 235
Tabela 100: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) .......................................... 236
Tabela 101: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua) .......................................... 236
Tabela 102: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ....................................... 237
Tabela 103: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua) .......................................... 237
Tabela 104: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua) .......................................... 238
Tabela 105: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) ........................................ 238
Tabela 106: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) .......................................... 239
Tabela 107: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Opá io) ....................................... 239
Tabela 108: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua) .......................................... 240
Tabela 109: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ....................................... 240
Tabela 110: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua) .......................................... 241
Tabela 111: Va iação E (análise po achada e po piso) ( achada O ua) .......................................... 242
Tabela 112: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua) .......................................... 242
Tabela 113: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) ........................................ 243
Tabela 114: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) .......................................... 243
Tabela 115: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Opá io) ....................................... 244
Tabela 116: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua) .......................................... 244
Tabela 117: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ....................................... 245
x ii
Tabela 118: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua) .......................................... 245
Tabela 119: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) .......................................... 246
Tabela 120: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua) .......................................... 246
Tabela 121: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io) ....................................... 247
Tabela 122: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Epá io) ........................................ 247
Tabela 123: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua) .......................................... 248
Tabela 124: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua) .......................................... 248
Tabela 125: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io) ........................................ 249
Tabela 126: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua) .......................................... 249
1
1. INTRODUÇÃO
Nes e capí ulo, de alham-se as mo i ações que o ien a am a escolha des e ema de in es igação,
ap esen a-se o p oblema ou opo unidade de es udo, deduz-se as ques ões de in es igação, ci am-se os
obje i os ge ais e os especí icos. O p og ama de abalhos a desen ol e em po base os Obje i os da
Agenda 2030 das Nações Unidas pa a o Desen ol imen o Sus en á el (UNDP, 2023). Nomeadamen e,
esponde aos dois obje i os selecionados:
11.3
By 2030, enhance inclusi e and sus ainable u baniza ion and capaci y o pa icipa o y, in eg a ed
and sus ainable human se lemen planning and managemen in all coun ies.
13.2
In eg a e clima e change measu es in o na ional policies, s a egies and planning.
13.3
Imp o e educa ion, awa eness- aising and human and ins i u ional capaci y on clima e change
mi iga ion, adap a ion, impac educ ion and ea ly wa ning.
1.1. Enquad amen o
Os edi ícios esidenciais, con ibuem em Po ugal com ce ca de 40% do consumo de ene gia
(ele icidade), p incipalmen e no aquecimen o e a e ecimen o, uso de água quen e sani á ia, iluminação
e uso de equipamen os elé icos (Ins i u o Nacional de Es a ís ica [INE], 2021). Esses alo es êm
aumen ado nos úl imos anos de ido à necessidade de maio con o o na habi ação. Nesse sen ido, oi
necessá io ado a medidas que p omo am a edução do consumo de ene gia po esse se o e, de
p e e ência, a a és de soluções passi as e sus en á eis (Agência Nacional de Ene gia [ADENE], 2021)
Os edi ícios mul i amilia es êm um consumo de ene gia ele ado po se cons ução em al u a e o acesso
à adiação sola é desigual. No malmen e, os p imei os pios ecebem menos adiação sola em
compa ação com os ou os pisos do edi ício. Esse a o em a e com a eg a de a as amen o de 45
g aus en e os edi ícios, que ai se a p emissa a pa i do qual se p e ende desen ol e o p esen e
es udo (ADENE, 2021).
O obje i o se á a alia e o imiza a o ma u bana em elação à exposição ao uído do meio en ol en e
(nomeadamen e ias de ci culação au omó el) e à adiação sola inciden e nas achadas dos edi ícios
em unção da sua o ien ação.
2
No caso po uguês, o Regulamen o Ge al das Edi icações U banas (Regulamen o Ge al das Edi icações
U banas [RGEU], 1951) de ine a p emissa básica de ga an i as condições mínimas de luz do sol e
iluminação na u al dos edi ícios, dadas pelo ângulo de a as amen o de 45º en e os edi ícios, ilus ado
na Figu a 1.
Figu a 1: Ilus ação do a as amen o en e achadas p e is o nos a igos 59.º a 62.º do RGEU
A im de o imiza os ganhos de ene gia do edi ício, p e ende-se ap o unda o modo como a exposição
sola , pa icula men e a inciden e nas achadas dos edi ícios, é in luenciada pelo layou da o ma u bana
e e i ica quais os layou s u banos que pe mi em ganhos é micos.
Po ou o lado, analisa em simul âneo o impac o que o layou da o ma u bana em na p opagação do
uído e po conseguin e como es e chega à achada do edi ício. O obje i o é chega a uma si uação de
comp omisso en e o imização é mica e acús ica do edi icado.
A sus en abilidade da o ma u bana passa pela o imização dos ganhos sola es e pela edução da
incomodidade de ida ao uído. É na elação dos ês a o es e na descobe a dos pa âme os que mais
in luenciam os ganhos ou pe das dessa co elação que o es udo p opos o se desen ol e.
1.2. Mo i ação
Achou-se pe inen e a e igua as “ene gias” associadas à habi ação e des acou-se a é mica e a acús ica
como sendo as que mais in luenciam o con o o de uma habi ação.
3
O es udo p opos o ai no sen ido de descob i como es as ês componen es ( o ma u bana, adiação
sola e uído u bano) se elacionam e descob i quais os pon os ó imos na sua elação, bem como o
comp omisso necessá io pa a essa o imização, que o esquema da Figu a 2 e a a.
Figu a 2: Esquema ep esen a i o das co elações do es udo p e endido
1.3. Opo unidade de es udo
Es e es udo p e ende in oduzi a ques ão da elação en e adiação sola e o uído, em meio u bano.
Tem como obje i o da um con ibu o pa a pe mi i elaciona ambas as ques ões com os espe i os
egulamen os nacionais e e a sua aplicabilidade (Regulamen o Ge al de Ruído, o Regulamen o dos
Requisi os Acús icos dos Edi ícios e o Regulamen o do Desempenho Ene gé ico dos Edi ícios de
Habi ação). O es udo isa iden i ica de que o ma a o imização do compo amen o acús ico podem
en a em con li o com a o imização dos ganhos é micos do edi ício e ice- e sa.
Exempli icando, numa achada en id açada i ada a Sul se ia pe inen e ab i o máximo de á ea de
exposição sola pa a o imiza os ganhos é micos po adiação, no en an o se a p incipal on e sono a
(in aes u u a iá ia) es i e localizada igualmen e a sul se ia pe inen e eduzi a á ea de abe u as de
o ma a o imiza (nes e caso eduzi ) a ansmissão e a exposição ao uído, como é possí el e i ica ,
exis e uma solução que en a em con li o com a ou a. Nesse con ex o, o p oje is a e á que oma uma
decisão que acaba po se um comp omisso en e o imiza a espos a é mica ou a acús ica com o
obje i o inal de aumen a o con o o global do edi ício.
4
Nesse sen ido, se ia pe inen e es uda as p emissas com maio impac o nos ganhos sola es e nos
ganhos acús icos, nomeadamen e a o ien ação (à on e sono a e sola ) e o somb eamen o (acús ico e
é mico).
1.4. Ques ões de in es igação
Face ao expos o p e ende-se es uda :
Quais as o mas u banas que p opo cionam uma o imização da exposição sola na es ação de
aquecimen o e o somb eamen o acús ico?
Como pode a o ma u bana, em pa icula a eg a dos 45º de inida no RGEU, in luencia o somb eamen o
sola e acús ico?
Como in eg a os equisi os acús icos (p o eção ao uído) nas exigências de exposição sola dos
egulamen os é micos?
Qual a elação de comp omisso en e equisi os é mico-acús icos na sus en abilidade da o ma u bana?
1.5. Obje i os
Obje i os ge ais
O es udo ai ao encon o dos “Obje i os da Agenda 2030 das Nações Unidas pa a o Desen ol imen o
Sus en á el" ao a e igua a necessidade de compa ibiliza a e iciência ene gé ica das o mas u banas
com a exposição ao uído e compa ibiliza a sua aplicabilidade aos egulamen os associados.
De o ma a o imiza os ganhos ene gé icos do edi ício, p e ende-se ap o unda o modo como a exposição
sola , pa icula men e a inciden e nas achadas do edi icado, é in luenciada pela disposição da o ma
u bana e a e igua quais os layou s u banos que pe mi em adequados ganhos é micos na es ação de
aquecimen o. Pa alelamen e, p e ende-se a alia o impac o que a disposição da o ma u bana em no
modo como o uído se p opaga e como es e é quan i icado pa icula men e nas achadas do edi icado.
5
Es uda quais as p emissas e as exigências que os egulamen os aca e am e descob i as o mas
u banas que se adequam simul aneamen e a uma o imização dos equisi os é micos e acús icos,
alidando as mesmas a a és de medições de adiação sola e uído nas achadas dum es udo de caso.
O obje i o ge al des a ese é in es iga a compa ibilização en e o somb eamen o acús ico e a exposição
sola pa a uma o ma u bana mais sus en á el.
Obje i os especí icos
Es uda as o mas u banas que p omo am o somb eamen o acús ico e como es e é bené ico pa a a
edução da incomodidade ao uído (p imei amen e pelo es udo p elimina ) e a e igua quais as achadas
que e a am essa edução ou aumen o de ní eis de exposição ao uído (segundamen e pela análise de
sensibilidade do es udo de caso).
Medi a adiação sola que chega às achadas, simula em so wa e idimensional di e en es cená ios
que possam pe mi i a alia e medi em si uação eal (es udo de caso) e em pa alelo compa a com o
uído que chega à mesma achada.
A e igua , a pa i duma análise de sensibilidade, o compo amen o do edi icado, ace à exposição ao
uído, mas sob e udo à adiação sola . Nomeadamen e, comp o a como a en ol en e da o ma u bana
(ângulo de 45º en e edi ícios), pode in luencia e c ia somb eamen o sola , impedindo a o imização da
adiação na es ação de aquecimen o (na o ien ação sola , a sul), sob e udo nos p imei os pisos, onde a
exposição sola é meno .
Analisa a pa i do caso de boas p á icas ( egulamen o é mico ancês), os pa âme os e as elações
de comp omisso é mico-acús ico. Po úl imo, e le i como o comp omisso é mico-acús ico pode
p omo e a sus en abilidade u bana e como es a pode á p opo ciona ainda em ase de p oje o uma
e iciência ene gé ica sola e sono a, a a és de soluções passi as.
12
2.1.3. Polí icas u banas de sus en abilidade e ene gia em Po ugal
O desen ol imen o u bano sus en á el em Po ugal passa pela p omoção de cidades in eligen es,
compe i i as e a a i as pa a o habi an e e pa a a economia, e oi nesse sen ido que em 2015, o Conselho
de Minis os ap o ou a es a égia Cidades Sus en á eis 2020 (Ca aco
e al.
, 2015).
A es a égia Cidades Sus en á eis 2020 de ine que as cidades de e ão assumi um comp omisso com a
e iciência ecológica (ecoe iciência) com o in ui o de eduzi a pegada ecológica e ca bónica e
conscien iza pa a um uso equilib ado dos sis emas e subsis emas de cada cidade (Ca aco
e al.
, 2015).
Em pa icula , assegu a e p omo e a conciliação das a i idades poluido as com a qualidade ambien al,
melho a o en elope acús ico dos edi ícios e espaços públicos e assegu a a edução da in ensidade
ene gé ica das cidades, assumindo a qualidade da saúde pública.
O modelo de desen ol imen o u bano sus en á el p o enien e da es a égia Cidades Sus en á eis 2020
po encia a e iciência dos seus subsis emas (ene gia, mobilidade, água e esíduos) e isa melho a a
capacidade de espos a aos iscos e aos impac os, p o enien es das al e ações climá icas (Ca aco
e al.
,
2015).
A Es a égia Nacional pa a a Ene gia com um ho izon e de 2020 (Ap o ada na Resolução do Conselho
de Minis os nº 29/2010) de iniu uma agenda pa a a p omoção das ene gias eno á eis e da e iciência
ene gé ica, com o in ui o de p omo e a sus en abilidade económica e ambien al na edução das
emissões de CO2 a ní el nacional e global.
Em 2013, a Resolução do Conselho de Minis os n.º 20/2013, ap o ou o Plano Nacional de Ação pa a
a E iciência Ene gé ica (PNAEE) pa a o pe íodo 2013-2016 e o Plano Nacional de Ação pa a as Ene gias
Reno á eis (PNAER) pa a o pe íodo 2013-2020.
O P og ama Nacional pa a as Al e ações Climá icas 2020/2030 (PNAC 2020/2030), inha como
obje i os diligencia a ansição pa a uma economia de baixo ca bono, p e endia ga an i o cump imen o
das me as nacionais em e mos de al e ações climá icas e assegu a um meio sus en á el na edução
das emissões de GEE.
13
2.1.4. Relação da o ma u bana com a exposição ao uído u bano
Es udos que abo dam a in e ação da o ma u bana com o uído são ela i amen e ecen es. Nes e
con ex o, Villa e de, Ho ne o e Ra é (2014) analisa am a elação en e uído e al u a do edi ício e la gu a
da ua (H / W). Ou os au o es encon a am uma co elação en e ambos e concluí am que a Geome ia
in luencia a dis ibuição espacial do uído (Oli ei a & Sil a, 2012; Sil a
e al.
, 2018).
Mui os es udos abo dam o e ei o de i egula idades nas achadas e, assim, analisam a di usão sono a
nas uas (Ismail & Oldham, 2005; Onaga & Rindel, 2007; Picau , J., & Scoua nec, 2009; Picau & Simon,
2001). Heu schi (1995) compilou abelas de consul a pa a a alia o aumen o do ní el de uído do á ego
odo iá io de ido aos edi ícios, incluindo abe u as, le ando em conside ação a al u a das achadas, a
la gu a do “canyon”, o coe icien e de abso ção das achadas e o g au de di usão.
A in luência do desenho do edi ício e cobe u a em achadas não expos as di e amen e ao uído oi
es udada em de alhe po di e en es au o es (Ho nikx
e al.
, 2005; Ho nikx & Fo ssén, 2009; Van
Ren e ghem
e al.
, 2006, 2013; Van Ren e ghem & Bo eldoo en, 2010) dada a pe inência em ob e
achadas silenciosas num dado ambien e u bano (Kluizenaa
e al.
, 2011; Öh s öm
e al.
, 2006; Van
Ren e ghem, T; Bo eldoo en, 2012). O es udo de di e en es o mas de cobe u a na p opagação sono a
(Van Ren e ghem & Bo eldoo en, 2010), az conclusões in e essan es pa a alcança achadas
silenciosas a a és do p oje o a qui e ónico.
Ou os au o es (Guedes
e al.
, 2011; Sil a
e al.
, 2014a) concluí am que as ca a e ís icas ísicas da o ma
u bana, ais como a densidade de cons ução, a exis ência de espaços abe os e a o ma e posição ísica
dos edi ícios, êm uma in luência signi ica i a no uído ambien e.
Ou os elemen os que podem in luencia a p opagação do uído que chega às achadas são as a andas,
po cons i uí em elemen os que p omo em a o mação de somb a acús ica, a sua p esença e o ma já
o am es udadas. Nomeadamen e El Dien (2004) , concluiu que a o ma do pa apei o e a p o undidade
da a anda in luenciam o campo sono o ao longo das achadas de edi ícios al os e conside a que es es
elemen os de e ão se conside ados pelos a qui e os aquando da conceção da o ma u bana (Dien &
Woloszyn, 2005; Dien & Woloszyn, 2004).
14
Bo ego
e al.
(2006) conside a as a aliações de uído ambien al po meio de mapeamen o e p edição
acús ica ú eis, po pe mi i em isualiza e quan i ica o uído ambien al, con ibuindo pa a um adequado
ambien e sono o u bano (Sil a, 2009; Sil a & Mendes, 2012). No en an o, a geome ia da o ma u bana
em ambém um impac o conside á el no desempenho ambien al, incluindo o con o o é mico (Jamei
e al.
, 2016) ou a adiação sola (Cha zipoulka
e al.
, 2016).
Apesa de a li e a u a o nece pouca in o mação sob e a in luência da geome ia do uído de á ego
(Eche a ia Sanchez
e al.
, 2016), o ca ác e ino ado do es udo é e idenciado pela in eg ação de
écnicas eme gen es, nomeadamen e so wa e de simulação e modelação de uído, com o in ui o de
explo a melho a complexidade da o ma u bana, de o ma a minimiza os seus e ei os na p opagação
do uído (Oli ei a, 2011; Oli ei a & Sil a, 2011; Sil a
e al.
, 2014b).
Mag ini e Liso ,(2016) desen ol e am um modelo pa a in es iga a in luência das con igu ações dos
edi ícios e o po encial de algumas soluções na edução do uído nas achadas dos edi ícios. Souza e
Giun a (2011) es uda am a impo ância da elação en e o uído u bano e o indicado de espaço FSI
(
Floo Space Índex
) a pa i dum modelo de Redes Neu ais A i iciais.
2.1.5. Relação da o ma u bana e a exposição à adiação sola
Num con ex o u bano a ual, Va holomaios (2017) conside a a elação en e o ma, o clima e o consumo
de ene gia ( esidencial) um ópico ago pa a mui os p o issionais de planeamen o e design apesa da
sua pe inência.
Ko, (2013) e Va holomaios (2015) conside am nas suas e isões de li e a u a duas abo dagens dis in as
no que conce ne a es a égias de p oje o u bano com a e iciência ene gé ica:
• A p imei a e en e apon a pa a a necessidade de eduzi as ca gas de aquecimen o,
maximizando o uso passi o do sol, onde as o mas u banas são ca ac e izadas po
o ien ações a sul ou po dis âncias mínimas (Dekay & B own, 2014; R. Knowles, 2006;
Mon a on, 2010).
• A ou a e en e apon a pa a o uso de blocos u banos compac os, como os dos cen os
his ó icos eu opeus, onde as densidades u banas são mais al as e minimizam as
15
indesejá eis pe das ou ganhos de calo (Cu eli & Rou a, 2010; Rode
e al.
, 2014a;
Taleghani
e al.
, 2013).
Segundo Va holomaios (2015) an e io men e es as es a égias podiam se conside adas incompa í eis
mas conside a que os es udos mais ecen es (Cheng
e al.
, 2006; Knowles, 2006; Ra i
e al.
, 2003;
S ømann-Ande sen & Sa up, 2011a) demons a am que o desen ol imen o de o mas u banas
compac as com al o po encial sola passi o é iá el.
Apesa da co elação da o ma u bana e o uso de ene gia se mul i ace ada, econhecida e en a izada
em manuais de design (Dekay & B own, 2014) são poucos os es udos publicados que co elacionam
o ma u bana e uso de ene gia (Ko, 2013).
Exis em á ios es udos que pa ame izam a o es ambien ais especí icos como design da ua e do edi ício
(Van Esch
e al.
, 2012), densidade u bana (S ømann-Ande sen & Sa up, 2011) ou a a és de
algo i mos (Kämp & Robinson, 2010). No en an o, não quan i icam a ene gia usada e seu impac o
(Ma ins
e al.
, 2016; Va holomaios, 2015).
Na mesma linha de pensamen o, a pa ame ização dos es udos ende a se concen a nas
pa icula idades da geome ia, ge almen e na o ma da ma iz dos edi ícios (Cheng
e al.
, 2006; Ma ins
e al.
, 2016) “canyons u banos” (S ømann-Ande sen & Sa up, 2011a; Van Esch
e al.
, 2012;
Va holomaios, 2015) ou blocos u banos (Kämp & Robinson, 2010; Ve meulen
e al.
, 2015).
Exis em ainda es udos compa a i os en e o desempenho ene gé ico de blocos com ou as ipologias
u banas, ainda que a os e ge almen e não conside ando o e ei o de al e ações em pa âme os
mo ológicos impo an es, como a o ien ação (Rode
e al.
, 2014b), a la gu a da ua (Quan
e al.
, 2014)
ou a o ma de bloco u bano (Taleghani
e al.
, 2015) em elação ao consumo de ene gia.
No en an o, o e ei o da geome ia u bana e a o ien ação sola e as condições de somb eamen o pa a
di e en es condições de la i ude oi es udado ((Bou bia & Awbi, 2004; Emmanuel, 1993; Gi oni, 1998;
S eeme s
e al.
, 1998) enquan o ou os es udos co elaciona am o acesso sola , a o ien ação sola com
a densidade u bana, o ien ação e ques ões de acesso sola , numa en a i a de in es iga as opções de
p oje o u bano (Capelu o
e al.
, 2005; Cou inho, 2018; R. L. Knowles, 2003; Ra i
e al.
, 2003).
16
Segundo Va holomaios (2017), a li e a u a exis en e, no que se e e e à elação en e o ma u bana e
uso esidencial de ene gia deixa em abe o ou pa cialmen e espondido algumas ques ões no que se
e e e ao desempenho do bloco u bano em elação a ou as ipologias. Nomeadamen e se de e minada
o ma u bana pode ob e baixos consumos de ene gia usando simul aneamen e abo dagens
geomé icas, mo ológicas e mensu á eis? Que ca ac e ís icas de e ão e as o mas u banas e o que
de e ão e em comum em e mos de geome ia e densidade u bana de modo a se em compa á eis e
mensu á eis? Pode á exis i alguma ipologia u bana especí ica que seja p e e ida em elação às
es an es?
2.2. Ruído u bano
17
A libe ação de ene gia emi ida po uma on e sono a que se p opaga sob a o ma de ondas mecânicas
designa-se de som. A de inição onomás ica e imológica de som é a a iação da p essão a mos é ica, em
qualque meio de p opagação que o ou ido do se humano em capacidade de de e a .
O concei o de uído é associado à desag adabilidade do som e pode se ca ac e izado pela sua equência
(baixa a al a, sons g a es a agudos) e pela sua ampli ude medida em e mos do “Ní el de P essão
Sono a” (APA, 2004).
A p essão sono a é a di e ença en e a p essão ambien e ins an ânea ela i amen e à p essão
a mos é ica, a pa i da qual o ou ido humano é sensí el. Assim o uído é exp esso pelo loga i mo da
elação en e os quad ados da p essão sono a medida (Pmed) e a p essão de e e ência (P e ).
Denomina-se ní el de p essão sono a Lp e é exp esso em Bel (B) ou mul iplicando-se po 10 é exp esso
em decibel (dB) e calculado pela seguin e exp essão:
𝐿𝑝=10×log10(𝑝
𝑝0)2=20×log10 𝑝
𝑝0
(1)
Em que:
Lp é o ní el de p essão sono a exp esso em dB
p é o alo e icaz da p essão sono a, exp esso em Pascal.
p0 é a p essão sono a de e e ência e co esponde ao limia mínimo da audição humana (p0 = 2 x 10-5
Pa)
A escala de alo es de ní el de p essão sono a a ia en e 0 dB e 120 dB que co esponde ao limia da
audição e ao limia da do , ilus ado na Figu a 4.
Figu a 4: Ilus ação dos ní eis de p essão sono a (Fon e: (Minis è e de Te i oi e, 1978))
18
O ní el de p essão sono a, não ep esen a in ei amen e a sensação audi i a humana e a ap idão do
ou ido humano pe ceciona ondas sono as com a mesma ene gia, mas com dis in as equências é
di e en e. A gama audí el a ia en e 20Hz e 20 000Hz e a sensibilidade do ou ido diminui pa a gamas
abaixo dos 500Hz (in asons) e acima dos 4000 (u asons) como é ilus ado na Figu a 5.
Figu a 5:Ilus ação da gama de equências (Fon e: (Minis è e de Te i oi e, 1978))
O ní el de p essão sono a ace ao expos o de e, en ão, se ponde ado po um coe icien e dependen e
da equência, po o ma a e em linha de con a a di e en e sensibilidade audi i a humana à equência.
Nesse sen ido, o am es abelecidas cu as de ponde ação A, B, C e D ilus adas no g á ico da Figu a 6,
que pe mi am ca ac e iza o ní el de p essão sono a ecebido pelo ou ido humano.
Figu a 6: Ilus ação das cu as de ponde ação de equência (Fon e: (Ge ges, 1992))
19
A cu a de ponde ação A é a mais usada po se a que melho co elaciona os alo es medidos com a
pe ceção do ou ido, a ponde ação B des ina-se aos sons de média in ensidade e de médias equências,
a ponde ação C des ina-se a al a in ensidade sono a e a ele ada po ência e a ponde ação D é especial
ao se usada em medições de sons o iginá ios de ae ona es.
Como o ou ido humano é mais sensí el a ce as equências do que a ou as, o ní el de dis ú bio é
dependen e do con eúdo espec al do uído e a pe ceção do uído a ia consoan e o indi iduo, a
localização e o momen o e nesse sen ido o na-se di ícil de e mina obje i amen e a incomodidade (Sil a,
2007a).
2.2.1. Somb eamen o acús ico
O somb eamen o acús ico, somb as acús icas ou á eas somb a são espaços nos quais algumas á eas
de equência de som são a enuadas, no malmen e causado pelos e ei os de di ação, à medida que a
onda sono a passa pelas bo das de um dado obs áculo (edi ício, ba ei a...) c iando jun o ao obs áculo
uma á ea de a enuação ao uído (Figu a 7).
Figu a 7:Ilus ação do e ei o sono o e a c iação da á ea somb a (Fon e:(Hannah, 2006))
20
No pe cu so da onda sono a en e a on e ( á ego au omó el) a é a um ece o (edi ícios), pe an e um
obs áculo (ba ei a ou edi ício), as ondas sono as são di a adas no opo do obs áculo, c iando uma "zona
de somb a" na sua pa e pos e io onde os ní eis de uído são mais eduzidos ( Sil a, 2007a).
O somb eamen o acús ico compo a-se como uma á ea p o egida ao uído, não que endo dize ausência
de uído, mas sim que o uído na e e ida á ea somb a em uma a enuação signi ica i a dos ní eis de
uído.
Os obs áculos mais comuns que a enuam o uído são as ba ei as acús icas (Figu a 8). No en an o, há
ou os elemen os que eduzem os ní eis de uído, nomeadamen e os elemen os edi icados (edi ícios,
ga agens, ou os elemen os de a enuação), os na u ais ( aludes, ege ação en e ou os) ou os mis os
(combinação dos dois an e io es).
Figu a 8: Ilus ação ipo de ba ei as acús icas (Fon e: (Hannah, 2006))
Os elemen os de a enuação de uído de e ão se colocados en e as on es de uído e á eas sensí eis ao
uído e podem inclui mui as ipologias (edi icada ou na u al) e di e enciações ( o ma o, dimensões,
ma e iais, e c.)
A adap ação de zonas de p o eção (somb eamen o acús ico) ao longo das p incipais in aes u u as
iá ias é uma o ma de ga an i a sepa ação espacial en e as on es sono as e as á eas sensí eis ao
uído, como uma es a égia de edução do impac o do uído no ipo de zonamen o (sensí el ou mis a)
(Sil a, 2007a).
Ou a o ma de p omo e a edução do uído é na ase de conceção do edi ício ou da á ea esidencial
conside a a localização das possí eis on es de uído e adequa , a pa i daí, uma solução conscien e,
como c ia uma zona "bu e " (um edi ício não sensí el p o egendo um sensí el) ou concebe os layou s
do ex e io e in e io do edi ício consoan e a maio ou meno exposição ao uído ou na c iação de mais
ou menos á ea p o egida (Figu a 9).
21
Figu a 9: Ilus ação de uma zona “bu e ”(Fon e: (Minis è e de Te i oi e, 1978))
As ba ei as acús icas que uncionem como p o eção às á eas esidências de em ga an i que na sua
descon inuidade (mais do que 10m sem ba ei a acús ica), e segundo a Agência Po uguesa do Ambien e
(2004) de am se compensadas po ou as o mas de p o eção ao uído.
As á eas de p o eção ao uído, dependem não só do edi icado, mas sob e udo da po ência da on e
condicionada pelas ca a e ís icas da ia (núme o e la gu a de aixas, núme o e ipo de eículos,
elocidades de ci culação, e c.) e da sua in e ação é que se pode á almeja uma edução de uído.
O modo como o edi ício se elaciona com a ia ( on e de uído) de e mina a a iabilidade dos ní eis de
uído a que o edi ício es á expos o. Nomeadamen e, a implan ação, a olume ia e a o ma do edi ício
são, en e ou os elemen os, os que mais de e minam a c iação de zonas de somb eamen o.
Se de e minada o ma u bana ap esen a uma implan ação pa alela à ia, os ní eis de uído se ão mais
ele ados na achada con inan e com a ia. No en an o, pode á a o ece a c iação de á eas com meno
uído (somb eamen o acús ico) na achada pos e io como é possí el e no exemplo da Figu a 10.
28
au omó el senão se ia a o de exclusão na escolha do so wa e), a impo ação de dados de ou os
so wa es, como GIS ou CAD, em pe inência na seleção e o acesso ao so wa e (open sou ce ou não)
e, po úl imo, a possibilidade de calcula di e amen e o somb eamen o acús ico. Nenhum dos so wa es
ap esen ados nas Tabela 3, 4 e 5 pe mi em o cálculo di e amen e, no en an o, a maio ia pe mi e calcula
á eas com menos exposição ao uído.
Tabela 3: So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico
Mé odo
/So wa e
Cálculo
Van agens
Des an agens
So wa e come cial com uma axa de licenciamen o
CadnaA
• di e en es on es de uído
(es adas, caminhos-de- e o,
ins alações indus iais e uído
comuni á io)
• modelação do uído incluindo:
• - isualização 3D
• - modelação da p opagação
• - in eg ação GSIG
• cená ios de uído
complexos
• analisa o impac o de
di e en es a o es nos
ní eis de uído.
• in e ace de ácil
u ilização e luxo de
abalho in ui i o,
isualização de
esul ados
• algo i mos a ançados
pa a modelação da
p opagação do som,
endo em con a á ios
a o es ambien ais,
como o e eno, as
condições
me eo ológicas e a
in e e ência de
obs áculos.
• não calculam
di e amen e a
somb a
acús ica.
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o.
SoundPLAN
• as di e en es on es de uído
(ins alações indus iais, á ego
odo iá io e e o iá io)
• a alia o seu impac o no
ambien e ci cundan e.
• ca og a ia e simulação do
uído.
• in eg ação SIG
• uncionalidades de
con o midade
egulamen a
(inco po ação de dados
espaciais como o e eno, a
u ilização do solo e a
disposição dos edi ícios
nos seus modelos de uído)
• o ien ações de inidas
po au o idades como a
Di e i a da União
Eu opeia ela i a ao
uído ambien e (END) e
a Adminis ação Fede al
das Au oes adas dos
EUA (FHWA).
• ajuda os u ilizado es a
iden i ica á eas onde os
ní eis de uído excedem
os limi es acei á eis e a
desen ol e es a égias
de a enuação.
• não calculam
di e amen e a
somb a
acús ica.
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o.
29
Tabela 4:So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico (con inuação)
Mé odo
/So wa e
Cálculo
Van agens
Des an agens
So wa e come cial com uma axa de licenciamen o
CadnaR
• man ém mui as das
p incipais uncionalidades
do CadnaA, mas in oduz
melho ias em e mos de
in e ace do u ilizado ,
desempenho e capacidades
de modelação
• o e ece uma melho
compa ibilidade com
sis emas ope a i os.
De ém e amen as de
isualização e
capacidades de
elabo ação de ela ó ios
melho adas
• o nece luxos de
abalho mais e icien es
e uma melho
in eg ação com ou as
e amen as de so wa e
u ilizadas na a aliação
do uído e na modelação
ambien al
• não calculam
di e amen e a
somb a acús ica
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o.
• mais ca o que o
CadnaA
SONa chi ec
• so wa e de modelação e
p e isão de uído
• á ias on es de uído ( uído
do á ego odo iá io, uído
do á ego e o iá io, uído
indus ial e on es de uído
da comunidade)
• algo i mos a ançados de
modelação da p opagação
do som, conside ando
a o es como o e eno, as
condições me eo ológicas e
as es u u as dos edi ícios
• e módulos
especializados ou
ca a e ís icas adap adas
a aplicações especí icas,
como a acús ica de
edi ícios ou a a aliação
do uído de u binas
eólicas
• acilidade de u ilização e
compa ibilidade com
luxos de abalho
exis en es e
semelhan es aos do
CadnaA
• não calculam
di e amen e a
somb a acús ica
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o
NOISEMAP
• á ias on es, incluindo
á ego odo iá io,
ae ona es e caminhos-de-
e o
• o nece e amen as pa a o
mapeamen o de con o nos
de uído, análise de impac o
e planeamen o de mi igação
de aco do com os equisi os
egulamen a es
• desen ol ido pela
Fede al Highway
Adminis a ion (FHWA),
p incipalmen e pa a a
a aliação dos impac os
sono os elacionados
com os anspo es, em
pa icula nas es adas
e nos ae opo os
• não calculam
di e amen e a
somb a acús ica
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o
• equisi os
especí icos do
p oje o e dos
egulamen os da
a aliação do
uído
30
Tabela 5: So wa es de cálculo de somb eamen o acús ico (con inuação)
Mé odo
/So wa e
Cálculo
Van agens
Des an agens
Opções de on e abe a
SoundScape
Rende e
(SSR)
• pe mi e aos u ilizado es
simula cenas sono as
complexas, incluindo sons
ambien ais, uído u bano e
ou os enómenos acús icos
• pe mi e aos u ilizado es
simula cenas sono as
complexas, incluindo
sons ambien ais, uído
u bano e ou os
enómenos acús icos
• não calcula
di e amen e a
somb a acús ica.
• o seu obje i o é a
sín ese e a
ep odução de
paisagens
sono as i uais,
com is a a
ec ia ambien es
sono os ealis as.
• so wa e
come cial com
uma axa de
licenciamen o
O uso do so wa e pe mi e con ex ualiza e exempli ica de o ma a ex apola esul ados e análises pa a
casos simila es e ha moniza me odologias ou compa ibiliza o ma os. A in o mação e/ou pa ilha a
base de dados comum são os equisi os da Di e i a INSPIRE (In as uc u e
o Spa ial In o ma ion in he
Eu opean Communi y
, ou a Di e i a 2007/2/CE), que é uma legislação da União Eu opeia que isa
es abelece uma in aes u u a de dados espaciais na Eu opa pa a acili a o in e câmbio, pa ilha, acesso
e uso de dados espaciais en e os países memb os da UE.
A di e i a es abelece equisi os écnicos e o ganizacionais pa a c ia uma in aes u u a coesa e
in e ope á el, que de ine as condições globais pa a a c iação de uma In aes u u a Eu opeia de
In o mação Geog á ica. Es a pla a o ma possibili a o acesso e a pa ilha de in o mação ú il em e mos de
Ambien e e ou as emá icas pelas ins i uições públicas dos Es ados-Memb os, p e is o nas di e izes do
CNOSSOS-EU (Mé odos Comuns de A aliação do Ruído da Eu opa).
A Di e i a (UE) 2015/996 da Comissão, de 19 de maio de 2015, a ualizada pela Di e i a Delegada (UE)
2021/1226 da Comissão, de 21 de dezemb o 2020, publicou os mé odos comuns de cálculo de uído
po ipo de on e sono a – odo iá ia, e o iá ia, aé ea e indus ial designados pelo CNOSSOS-EU e que
passa am a se de ca ác e ob iga ó io desde 2020, pa a odos os Es ados-Memb os da União Eu opeia.
31
2.2.1.2.1. CNOSSOS e as espe i as equações undamen ais
A quan idade e o ipo de eículos que ci culam, bem como o es ilo de condução, a e am a po ência
acús ica que o luxo de á ego emi e. Em e mos da gama de equências que cob em e da quan idade
de ene gia sono a que libe am, os eículos ligei os e pesados con ibuem pa a o uído ambien e de
o mas di e en es. O pe il ae odinâmico do eículo, o uído p oduzido pela ca oça ia e o uído p oduzido
pela elação pneu/pa imen o são os p incipais a o es de e minan es da ene gia e do con eúdo espe al
do uído emi ido pelo eículo (Sil a, 2007a).
Es abelece-se um modelo de eículo odo iá io po meio das equações ma emá icas ep esen a i as das
duas p incipais on es de uído:
1. Ruído de olamen o de ido à in e ação en e o pneu e o pa imen o;
2. Ruído de p opulsão ge ado pelo g upo mo op opulso (mo o , escape e c.) do eículo.
O uído ae odinâmico é inco po ado na on e de uído de olamen o.
No caso dos eículos a mo o ligei os, médios e pesados (ca ego ias 1, 2 e 3), a po ência sono a o al
co esponde à soma ene gé ica do uído de olamen o e do uído de p opulsão (Po a ia n.º 42/2023, de
9 de e e ei o, 2023).
O modelo CNOSSOS conside a que odos os eículos da ca ego ia 𝒎 que in eg am o luxo de á ego
ci culam à mesma elocidade (𝒗𝒎), a elocidade média do luxo de eículos da ca ego ia em causa. O
ní el o al de po ência sono a das on es em linha m = 1, 2 ou 3 de ine-se, po an o, do seguin e modo:
𝑳𝒘,𝒊,𝒎(𝒗𝒎)=𝟏𝟎×𝐥𝐠 (𝟏𝟎𝑳𝒘𝑹,𝒊,𝒎 (𝒗𝒎÷𝟏𝟎 +𝟏𝟎𝑳𝒘𝑷,𝒊,𝒎(𝒗𝒎)÷𝟏𝟎)
(2)
Em que:
LWR,i,m - é o ní el de po ência sono a co esponden e ao uído de olamen o;
LWP,i,m - é o ní el de po ência sono a co esponden e ao uído de p opulsão.
(𝒗𝒎)- a elocidade média do luxo de eículos da ca ego ia em causa.
Es a equação é álida pa a odas as gamas de elocidade. No caso de elocidades in e io es a 20 km/h,
o ní el de po ência sono a a conside a é o esul an e da aplicação da ó mula pa a m = 20 km/h. No
caso dos eículos de duas odas (ca ego ia 4), apenas se conside a pa a a on e o uído de p opulsão:
32
𝐿W,i,m= 4 (𝒗𝒎=𝟒)=𝐿WP,i,m= 4 (𝒗𝒎=𝟒)
(3)
2.2.1.3. Equipamen os de medição de uído
Há 4 ipos p incipais de ins umen os disponí eis pa a medi ní eis de uído, dependendo das múl iplas
a iações necessá ias pa a a medição. Assim, su gem:
1) Sonóme os não-in eg ado es
Podem se u ilizados sonóme os não in eg ado es quando se a e de medição do ní el sono o
(LPA) ponde ado A de um uído uni o me. Quando a p essão sono a ap esen a lu uações de
ní el sono o LpA de g ande ampli ude ou du ações i egula es de e e i a -se a u ilização de
sonóme os não in eg ado es nes es casos (ANEXO II - Ins umen os de medição do uído e
condições em que pode ão se u ilizados).
2) Sonóme os in eg ado es
Es es sonóme os êm a capacidade de pode calcula o ní el sono o con ínuo equi alen e, Leq.
Inco po am unções pa a a ansmissão de dados ao compu ado , cálculo de pe cen is, análise
em equência, en e ou as unções.
Fazem pa e do sonóme o á ios módulos cujas unções são di e sas. O mic o one con e e a a iação
da p essão que lhe chega num sinal elé ico. Es e sinal é depois ampli icado no p é-ampli icado , é il ado
pelos il os de ponde ação ( il os A, B ou ou os) e segue pa a o de e o . Es e úl imo e impo an e
módulo pe mi e ao sonóme o e e ua a lei u a do som median e o modo de lei u a escolhido. O ipo de
lei u a pode se ei o em in e alos de empo di e en es, is o é, empos de espos a: Slow, Fas e Impulse.
O ipo de lei u a é condicionado pelo ipo de uído que se p e ende medi . O Regulamen o Ge al de Ruído
(RGR) ecomenda o modo “ as ” e o il o de ponde ação A pa a ca ac e iza o uído ambien e,
nomeadamen e o uído p o enien e do á ego odo iá io
Os sonóme os in eg ado es, al como o nome indica, possuem um ci cui o in eg ado que pe mi e
de e mina o uído equi alen e, ou seja, o alo da ene gia sono a acumulada du an e odo o pe íodo de
medição, possibili ando assim o cálculo do Leq(A) pa a o pe íodo de medição bem como do Lmax e Lmin
egis ados no mesmo pe íodo. Po im, o ní el de uído e/ou os indicado es de uído são g a ados, e/ou
egis ados, ou, no caso dos equipamen os mais simples, en iados pa a o display do sonóme o
(no malmen e digi al).
33
2.3. Radiação sola
A adiação sola em como on e de calo , o sol, de aco do com Gonçal es e G aça, (2004) há a
necessidade de es uda a sua in e ação com a en ol ência (o edi icado), a sua posição e em que al u a
do ano e se mede sua adiação, de o ma a p oje a melho o edi icado.
Cou inho (2018) conside a a ene gia sola que a inge a supe ície e es e como o exemplo mais incisi o
de ansmissão de calo po adiação. Os ganhos sola es daí p o enien es podem se di e os ou indi e os.
Cheng
e al.
(2006)
es uda am o po encial sola de dezoi o modelos gené icos, segundo ês c i é ios de
desenho, nomeadamen e as abe u as ao ní el do solo (
Sky View Fac o
), o a o luz-dia na achada
(
Dayligh Fac o
) e o po encial o o ol aico na en ol en e do edi ício com o in ui o de a alia am as elações
en e as o mas con uídas, a densidade e o po encial sola .
A in ensidade da ene gia adian e que um co po emi e é dada pela Lei de
S e an-Bol zmann
e elaciona
a emissi idade da supe ície, a empe a u a absolu a da supe ície do co po com a Cons an e de
S e an-
Bol zmann
(5,67×10-8 W.m -2.K-4) ob endo a ene gia adian e emi ida po unidade de á ea.
A in ensidade do luxo de calo en ol ido na oca de calo po adiação en e as supe ícies de dois
co pos elaciona de uma o ma simpli icada, as empe a u as absolu as das supe ícies dos co pos com
o coe icien e de ocas é micas po adiação, que é um pa âme o que conside a odos os a o es que
in e e em nas ocas po adiação, nomeadamen e os aspe os geomé icos e ísicos das supe ícies
en ol idas, bem como a emissi idade e a abso ção é micas das supe ícies (Cou inho, sem da a).
A adiação sola incide sob e de e minado co po de di e en es o mas (incidência, abso ção, e lexão e
ansmissão) e assume um papel impo an e no es udo da en ol en e ex e io ace à exposição sola .
Em pa icula , a adiação abso ida, ai al e a a empe a u a da supe ície da en ol en e ex e io , que
seja opaca ou anspa en e, o iginando a pa da adiação ansmi ida ganhos é micos nos edi ícios, o
esquema seguin e ilus a esses mecanismos de ocas de calo de ido ao e ei o da adiação numa pa ede
ex e io opaca ou anspa en e (Figu a 14).
34
Figu a 14: E ei o da adiação sola numa pa ede opaca ex e io e num pano anspa en e ex e io (Fon e:
(F o a & Schi e , 2001)
As ocas de calo pela en ol en e dos edi ícios dão-se usualmen e pelo e ei o combinado da condução,
da con exão e da adiação. Oco e essencialmen e a a és dos elemen os opacos ou anspa en es,
sejam eles e icais, como os que in eg am as achadas, ou ho izon ais, como os das cobe u as (Figu a
15).
Figu a 15: T ocas é micas secas em edi ícios (con ecção, condução e adiação) e o e ei o da adiação
inciden e (Adap ado de:
(Cou inho, 2018))
35
A de inição mais gené ica de adiação sola é: “Ene gia i adiada pelo Sol sob a o ma de ondas
ele omagné icas, incluindo a luz isí el e ul a iole a e a adiação in a e melha” (Glossa io |
Goldene gy, 2024). Em suma, is o signi ica que oda a adiação ele omagné ica que é emi ida pelo sol
é e e ida como adiação sola . No en an o, exis e ou a pala a pa a adiação sola que em um
signi icado semelhan e: i adiância sola . A i adiância sola , de inida como “A quan idade de ene gia
ele omagné ica inciden e numa supe ície po unidade de empo e po unidade de á ea” (S ickle & Lee,
2011). Es a de inição e e e-se à ene gia ele omagné ica, que é a adiação sola , que incide sob e uma
supe ície du an e um de e minado pe íodo de empo. Nes a di e ença sub il, consis e p incipalmen e no
ac o de a i adiância sola inclui a adiação sola , mas não o con á io. Ou a de inição de i adiância
sola é: “A quan idade de adiação sola que incide sob e uma supe ície po empo”. No en an o, es a
di e ença é ex emamen e impo an e pa a não con undi os dois e mos (Bu g , 2020).
Em Po ugal, o Regulamen o de Desempenho Ene gé ico dos Edi ícios de Habi ação (REH) pe mi e
simula a adiação sola inciden e em edi ícios na en ol en e dos edi ícios, em unção da sua localização,
a a és de abelas de e e ência.
As abelas pe mi em de e mina os alo es da adiação sola a que a en ol en e do edi ício es á expos a,
de aco do com a sua o ien ação e pa a as duas es ações do ano, o In e no (aquecimen o) e o Ve ão
(a e ecimen o).
A adiação sola inciden e engloba ês ipos de adiação, a di e a, a di usa e a e le ida. A adiação di e a
depende do somb eamen o dos ou os edi ícios e do ângulo de incidência en e o sol e a ace do edi ício
em es udo. A adiação di usa depende apenas da po ção de céu isí el da supe ície e es e e a e le ida
que esul a da e lexão da adiação sola na supe ície, dependendo das p op iedades ó icas da supe ície
e é aduzida na equação seguin e:
𝑅𝑎𝑑𝑖𝑎çã𝑜 𝑆𝑜𝑙𝑎𝑟 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒
=(𝐼𝑏×𝐹𝑠𝑜𝑚𝑏𝑟𝑒𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜×cos(𝜃))+(𝐼𝑑×𝐹𝑐é𝑢)+𝐼𝑟
(4)
Em que:
Ib: Radiação de eixe di e o, medida pe pendicula ao sol [kW.h];
Id: Radiação di usa do céu, medida no plano ho izon al [kW.h];
I : Radiação e le ida do solo[kW.h];
36
Fsomb eamen o: Fa o de somb eamen o;
Fcéu: Fa o de céu isí el (pe cen agem com base na másca a de somb eamen o);
θ: Ângulo de incidência en e o sol e a ace a se analisada. [⁰ ]
No es udo da in e ação en e a o ma u bana e o po encial sola , o somb eamen o é um dos elemen os
com maio impac o e o a o de somb eamen o mede as somb as p oduzidas pelos edi ícios izinhos ou
es an es obs áculos que possam in e e i na incidência sola .
2.3.1. Somb eamen o sola
O somb eamen o sola é a consequência de obs uções no ho izon e, no malmen e po edi ícios izinhos
ou po elemen os salien es do p óp io edi ício, como as a andas ou as palas (Minis é io da Economia e
do Emp ego, 2013).
O a o de somb eamen o é o pa âme o que melho ep esen a o somb eamen o sola e é de inido pelo
ácio en e a adiação sola global ecebida numa dada supe ície na p esença de obs áculos e na
ausência dos mesmos (Cascone
e al.
, 2011).
2.3.2.1 Casos de es udo de somb eamen o sola
Fo am pesquisados sis ema icamen e a igos de in es igação em inglês elacionados com es udos de
en elopes de edi ícios num ambien e cons uído com e e ência a somb eamen o sola . A pesquisa inicial
começou a junho de 2019 e oi ealizada u ilizando as seguin es bases de dados bibliog á icas
elec ónicas: ScienceDi ec , Scopus, Ins i u e o Scien i ic In o ma ion Web o Science e Ame ican
Ins i u e o Physics.
A pesquisa p incipal baseou-se nos e mos elacionados com adiação sola e somb eamen o sola e
componen es da en ol en e dos edi ícios, u ilizando os seguin es e mos de pesquisa booleana nos
domínios da engenha ia e da ciência ambien al: (('sola ' OR 'sola adia ion ') AND ('building en elope'
OR ' açade') e numa segunda ase 'Sola Shadow' OR 'Sola Shading’ AND 'Case s udy'.
37
Pa a ab ange odos os domínios da in es igação é mica, não o am incluídas nos e mos de pesquisa
pala as-cha e me odológicas como é mica. As "da as de início" da pesquisa basea am-se nas da as
p ede inidas em cada base de dados, endo a úl ima pesquisa sido e e uada maio de 2024.
Os esul ados da pesquisa o am expo ados pa a o Mendeley, que iden i icou 536 a igos de in es igação
publicados. Se o esumo não mencionasse a adiação sola ou es udo de caso esses a igos e am
eliminados, endo ambém sido emo idos os duplicados (n = 33).
Se no esumo não se ap esen asse qualque me odologia com medições e simulações de adiação sola ,
os a igos e am no amen e selecionados (n = 376). Pos e io men e, os es an es 127 a igos de ex o
comple o o am a aliados quan o à elegibilidade, dos quais o am excluídos de uma a aliação mais
ap o undada, como a ausência de in o mações sob e somb eamen o sola .
A exclusão inal esul ou em 26 a igos de e is as ele an es que o am lidos e analisados quan o ao
mé odo e con eúdo, dos quais o a igo mais an igo oi publicado em 1984 (Rye son, 1984). En e os 25
a igos de e is as, o am selecionados os es udos que êm as achadas como obje i o de es udo,
e i ando os es udos que em exclusi o alam das a andas das achadas e não as achadas num odo.
Os casos de es udo ap esen ados nas Tabelas 6, 7 e 8, são es udos que em po base medições e
simulações de adiação sola em edi ícios mul i amilia es e que ap esen am di e amen e ou
indi e amen e. e e ência ao somb eamen o.
44
Os pon os de au o-somb eamen o, ou seja, as si uações em que é a p óp ia achada que se encon a
somb eada, de em se idos em con a na me odologia e/ou so wa e e isso pe mi e dissocia as noções
de somb eamen o indi e enciado e de somb eamen o p o ocado po obs uções de aco do com a
de inição do a o de somb eamen o (Ca ei a, 2017).
In es iga as p emissas e os mé odos de cálculo que es imam o a o de somb eamen o sola oi obje i o
do es udo e oi ap esen ado nas Tabela 9 e 10), ap esen a me odologias e casos de es udos (Tabela 6,
7 e 8) pe inen es pa a o es udo p opos o.
No en an o, calcula ou compa a os esul ados ob idos com os dois mé odos suge idos pela legislação
po uguesa, não é âmbi o des e abalho, pois como se pode á e i ica nas equações de cálculo
seguin es, é necessá io, de ini á eas de en id açado e opacas e espe i os ma e iais que compõem as
achadas de o ma a se possí el e e ua o cálculo. O âmbi o do es udo não é esse cálculo, mas sim,
num modo mais ala gado e a po ência sola e exposição e espe i o somb eamen o sola que chegam
às achadas independen emen e do ma e ial que a compõem,
Os pa âme os de cálculo ap esen ados de seguida, são ú eis e pe mi em co igi os ganhos sola es
consoan e as necessidades ene gé icas dos edi ícios a a és da in odução de mecanismos de
somb eamen o que se adequam a cada es ação.
2.3.1.1.1. As equações de cálculo do somb eamen o sola
O a o de somb eamen o é um pa âme o adimensional comp eendido en e 0 e 1 e que depende da
o ien ação, do clima, da la i ude, da longi ude e dos meses conside ados em cada es ação (aquecimen o
e a e ecimen o).
De um modo ge al, na es ação de aquecimen o, é con enien e po encia os ganhos sola es (Qsol,aquec)
pelos ãos en id açados do edi icado. Esses ãos ão pe mi i uma maio en ada de adiação sola no
espaço e um p e isí el aumen o da empe a u a in e io e um maio a o de somb eamen o (Fs).
A elação de p opo cionalidade di e a en e o a o de somb eamen o e os ganhos sola es de de e minado
ão é calculada pela equação seguin e:
45
𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑎𝑞𝑢𝑒𝑐[𝑘𝑊ℎ]=𝐺𝑠𝑢𝑙+𝐹𝑠+𝑋𝑗+𝐴𝑠+𝑀
(5)
Em que:
Gsul: ep esen a ao alo médio mensal de ene gia sola média inciden e numa supe ície e ical a Sul,
du an e a es ação de aquecimen o em kWh/m²,
Fs- a o de somb eamen o,
Xj
-
a o de o ien ação pa a di e en es exposições,
As - á ea e e i a de adiação sola em m² ,
M-
du ação da es ação de aquecimen o em meses.
Na es ação de a e ecimen o é an ajoso ob e -se um a o de somb eamen o baixo, minimizando os
ganhos sola es pelos ãos en id açados (Qsol,a e ) de modo a e i a si uações de descon o o é mico
p opo cionando uma empe a u a in e io ele ada, a exp essão seguin e ep esen a essa elação. Em
que Gsol,a e ep esen a a ene gia sola média inciden e, em kWh/m², no ão en id açado du an e oda
a es ação de a e ecimen o.
𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑎𝑟𝑟𝑒𝑓[𝑘𝑊ℎ]=𝐺𝑠𝑜𝑙,𝑎𝑟𝑟𝑒𝑓+𝐹𝑠,𝑎𝑟𝑟𝑒𝑓+𝐴𝑠
(6)
O a o de somb eamen o, segundo a legislação po uguesa no âmbi o da ce i icação ene gé ica de
edi ícios, pode se calculado po duas abo dagens dis in as. A p imei a abo dagem calcula os ângulos de
obs ução de odas as on es de somb a exis en es (Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013). A
segunda abo dagem calcula o a o de somb eamen o segundo um conjun o de eg as de simpli icação
que a ibuem uma classe de somb eamen o baseada numa a aliação e e uada no local (O de (ex ac )
No. 15793-E/2013, 2013).
A p imei a abo dagem de cálculo que a legislação po uguesa pe mi e no cálculo do a o de
somb eamen o (Fs) (Equação 7) conside a ês componen es, nomeadamen e Fh que é o a o de
somb eamen o do ho izon e po obs uções ex e io es ao edi ício, Fo que ep esen a o a o de
somb eamen o po elemen os ho izon ais sob ejacen es ao en id açado comp eendendo palas e
a andas. O F que co esponde ao a o de somb eamen o po elemen os e icais adjacen es ao
en id açado, comp eendendo palas e icais, ou os co pos ou pa es de um edi ício e que a equação
seguin e e a a (Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013).
46
F𝑠=𝐹ℎ ×𝐹𝑜×𝐹𝑓
(7)
O Fa o de somb eamen o do ho izon e é de inido como o e ei o causado po obs uções dis an es
ex e io es ao edi ício, ou po edi ícios izinhos, que depende do ângulo do ho izon e, nomeadamen e,
pa a a es ação de aquecimen o, é açada uma e a que une o pon o cen al do en id açado ao pon o
mais al o da maio obs ução exis en e en e dois planos e icais (Figu a 16.b)), azendo um angulo de
60⁰ pa a cada um dos lados do en id açado (Figu a 16.b)), como se encon a ilus ado na Figu a 15
(Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013).
Figu a 16: Plano de análise do ângulo de ho izon e e sua ep esen ação (Adap ado de: (Minis é io da
Economia e do Emp ego, 2013)
O ângulo que dado açado az com o plano ho izon al denomina-se de ângulo de ho izon e α e é dado
pela equação:
𝛼= an−1(ℎ𝑜𝑏𝑠𝑡−ℎ𝑒𝑛𝑣𝑖𝑑𝑟
∆x )
(8)
Em que:
hobs - co esponde à ele ação da obs ução;
hen id - ep esen a a ele ação do pon o cen al do en id açado;
Δx - é a dis ância ho izon al en e o ão en id açado e o obs áculo (Minis é io da Economia e do Emp ego,
2013).
Os alo es do a o de somb eamen o do ho izon e (Fh), na es ação de aquecimen o (In e no) são ob idos
associando a o ien ação do ão en id açado ao espe i o ângulo do ho izon e a a és do cálculo an e io ,
cujos alo es es ão ep esen ados na Tabela 11.
47
Tabela 11: Valo es do a o de somb eamen o do ho izon e Fh na es ação de aquecimen o pa a Po ugal
Con inen al (Adap ado de:(Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013))
Si uação de In e no (es ação de aquecimen o)
Ângulo do
ho izon e (θ)
Ho izon al
N
NE/NW
E/W
SE/SW
S
0⁰
1
1
1
1
1
1
10⁰
0.99
1
0.96
0.94
0.96
0.97
20⁰
0.95
1
0.96
0.84
0.88
0.90
30⁰
0.82
1
0.85
0.71
0.68
0.67
40⁰
0.67
1
0.81
0.61
0.52
0.50
45⁰
0.62
1
0.80
0.58
0.48
0.45
A legislação nacional a ual descu a a con ibuição do ho izon e pa a o cálculo do somb eamen o na
es ação de a e ecimen o, como al p e ê que es a enha o alo de 1 pa a odas as o ien ações
(Minis é io da Economia e do Emp ego, 2013).
O a o de somb eamen o p e ende quan i ica a passagem do sol que é disponibilizado e não quan i ica
a somb a (ou al a dela) pa a de e minado local. Segundo Fe ei a
e al.
(2017) uma de e minada achada
pode á e um a o de somb eamen o 1 mesmo es ando somb eada num de e minado pe íodo do dia e
co esponde a um pon o sem somb eamen o, es e enómeno designa-se de
sel -shadowing poin
, ou
pon o au o-somb eado, em po uguês, como e e ido an e io men e.
Nos es udos que se ap esen am de seguida (es udo p elimina e caso de es udo) o obje i o é calcula a
adiação sola que chega às achadas, como já e e ido an e io men e, sem a necessidade de
po meno iza componen es da achada, eduzindo o âmbi o do es udo e al e ando o p opósi o do mesmo.
2.3.2.3. Equipamen os de medição de adiação sola
A adiação sola pode se a aliada po adióme os u ilizados como equipamen o de medição.
Dependendo do ipo de adiação medida, es es adióme os êm nomes di e en es. Os adióme os são
equipamen os u ilizados pa a a medição da adiação sola , sendo classi icados de aco do com o ipo de
adiação que medem. A adiação sola que chega a um de e minado pon o da supe ície e es e pode
48
se di idida em adiação di e a e adiação di usa. A soma des as duas componen es esul a na adiação
sola global, cuja medição é ealizada po pi anóme os, um ipo especí ico de adióme o.
Um pi anóme o é um disposi i o que mede a ene gia sola adian e o al inciden e na supe ície
analisada po unidade de empo e po unidade de á ea. O disposi i o ambém pe mi e medi a ene gia
sola adian e o al e le ida a pa i de uma supe ície po unidade de empo e unidade de á ea, e es es
dados são su icien es pa a ob e a e lec ância sola , uma ez que é a azão en e a adiação e le ida e
a adiação inciden e (Ha ison
e al.
, 2015). Pa a além dos pi anóme os, a adiação sola é ambém
medida u ilizando ins umen os como os pi elióme os ou os medido es sola es (Ka aman
e al.
, 2021).
Um pi elióme o de e se mon ado com um disposi i o que apon e o ins umen o pa a o Sol ao longo do
dia e meça a " adiação sola di e a", ou seja, a quan idade de ene gia sola po unidade de á ea e po
unidade de empo inciden e num plano no mal à posição do Sol no céu, e e ida como "i adiância
no mal di e a" ou DNI (Hukse lux, 2023).
Exis em di e en es ipos de pi elióme os e, de aco do com Du ie e Beckman (2013),o pi elióme o de
disco de p a a Abbo e o pi elióme o de compensação Angs om são ins umen os pad ão p imá ios
necessá ios. O pi elióme o de incidência no mal de Eppley (NIP) é um ins umen o pad ão u ilizado pa a
medições p á icas nos EUA e o ac inóme o de Kipp & Zonen é amplamen e u ilizado na Eu opa. Ambos
os ins umen os são calib ados de aco do com mé odos pad ão p imá ios.
O medido sola (ou solíme o) é um disposi i o que pode medi a ene gia sola ou a luz sola em unidades
de W/m², que a a és de janelas pa a e i ica a sua e iciência, que du an e a ins alação de disposi i os
de ene gia sola . Foi concebido pa a o con olo ambien al da in ensidade da luz sola .
Os pi anóme os são no malizados de aco do com a no ma ISO 9060, que es abelece a classi icação e
especi icação de ins umen os pa a a medição da adiação sola hemis é ica e di e a. Na e são de 1990,
os pi anóme os e am classi icados em ês ca ego ias: "pad ão secundá io" (a mais ele ada), "p imei a
classe" e "segunda classe". Con udo, a no ma oi a ualizada em 2018 (ISO 9060:2018), in oduzindo
no as designações pa a as classes de pi anóme os: Classe A, Classe B e Classe C, co espondendo ao
an igo “pad ão secundá io", "p imei a classe" e "segunda classe", espe i amen e. Es as classi icações
e le em a p ecisão e a qualidade dos ins umen os, sendo a Classe A, a de maio p ecisão. A a ualização
49
da no ma isa simpli ica a ca ego ização e alinha -se com as p á icas mode nas de medição da adiação
sola .
A no ma ambém dis ingue dois ipos de pi anóme os exis en es: o pi anóme o de e mopilha
( ulga men e conhecido como pi anóme o, é um senso de e mopa ligado em sé ie que con e e a
ene gia é mica em ene gia elé ica, ou seja, mede a adiação sola inciden e pelo calo que ge a) e o
pi anóme o de silício ( ambém conhecido como "Silicon-Py anome e ", em um senso o oelé ico que
mede a adiação sola inciden e pela ele icidade que ge a). Embo a os pi elióme os enham um design
semelhan e, di e em nos seus senso es de medição, como se mos a na Figu a 17.
Figu a 17:Compa ação do espe o da adiação sola com as espos as espec ais do pi anóme o de
e mopilha e do pi anóme o de silício. Fon e: Ins i u o Sola dos EUA (2023).
A sensibilidade à luz, conhecida como " espos a espec al", depende do ipo de pi anóme o, a igu a 15
mos a as espos as espec ais dos ês ipos de pi anóme o em elação ao Espec o de Radiação Sola .
O Espec o de Radiação Sola ep esen a o espec o da luz sola que a inge a supe ície da Te a ao ní el
do ma , ao meio-dia com massa de a = 1.5 (A.M.). A la i ude e a al i ude in luenciam esse espec o. O
espec o é in luenciado ambém pelo ae ossol e pela poluição.
50
Como obse ado na igu a an e io , o pi anóme o de silício não é ão uni o me e ab angen e na gama
espe al. Ao con á io do pi anóme o de e mopilha, não es á ab angido pela no ma ISO 9060 e os seus
mé odos de calib ação não es ão no malizados, o que di icul a as compa ações di e as com os
pi anóme os de e mopilha em e mos de p ecisão.
Po conseguin e, o pi anóme o de e mopilha é al amen e ecomendado. É de salien a que a
O ganização Me eo ológica Mundial (OMM) ambém classi ica os pi anóme os em ês ca ego ias: "al a
qualidade", "boa qualidade" e "qualidade mode ada". A p incipal di e ença en e es a classi icação e a
ISO é a exigência de ap oximadamen e o dob o da espos a espe al (Hukse lux, 2023; Sola Ene gy:
Speci ica ion and Classi ica ion o Ins umen s o Measu ing Hemisphe ical Sola and Di ec Sola
Radia ion, 1990). De aco do com o li o "Sola and In a ed Radia ion Measu emen s" de Vignola,
Michalsky e S o el (2019) (Vignola
e al.
, 2019) um desalinhamen o de 0,5° no ni elamen o do
equipamen o pa a incidência sola com ângulo zeni al de 30° co esponde a um e o de 0,1%, e pa a
incidência sola com ângulo zeni al de 80°, o e o aumen a pa a 1,2%. Po conseguin e, é c ucial ga an i
que o pi anóme o es á de idamen e ni elado e mon ado de o ma segu a.
A gama de medição dos pi anóme os de e si ua -se en e 0,28 e 2,80 µm, com alo es de i adiância
de saída en e 0 e 1400 W/m² e um empo de espos a de um segundo. Recomenda-se a u ilização
co e a do pi anóme o, uma ez que, quando i ado pa a cima, mede a ene gia sola adian e o al
inciden e numa supe ície ho izon al po unidade de empo e de á ea, e quando i ado pa a baixo, mede
a ene gia sola adian e o al e le ida pela sua supe ície po unidade de empo e de á ea. Es e ipo de
pi anóme o em no malmen e uma cúpula dupla pa a minimiza os e ei os da con ecção in e na
esul an e da inclinação do pi anóme o em di e en es ângulos. Dependendo do ipo de equipamen o, os
dados do pi anóme o pode ão e de se con e idos da sua saída analógica pa a digi al po um medido
de lei u a, com uma p ecisão de ±0,5% e uma esolução de 1 W/m² (G183 S anda d P ac ice o Field
Use o Py anome e s, Py heliome e s and UV Radiome e s, 2023).
O equipamen o de e se colocado a uma dis ância mínima de 50 cm da supe ície em análise, sendo
que es a dis ância i á in luencia as dimensões da amos a. As dimensões da amos a (diâme o ou
comp imen o do lado) de em se pelo menos oi o ezes essa dis ância.
51
Assim, se a amos a o ci cula , de e e um diâme o mínimo de 4 m, e se o quad ada, os seus lados
de em e pelo menos 4 m. Is o o na o mé odo adequado pa a a alia uas, elhados, en e ou as
g andes supe ícies (G183 S anda d P ac ice o Field Use o Py anome e s, Py heliome e s and UV
Radiome e s, 2023).Po im, é essencial e e i que es a me odologia (ASTM E1918) (2023) só de e se
aplicada em dias cla os e ensola ados, sem nu ens ou ne oei o du an e as medições, e as supe ícies
das amos as de em se homogéneas e secas (Akba i
e al.
, 2008; ASTM E1918-21, 2023; Le inson
e
al.
, 2010a, 2010b, 2020).
52
2.4. Enquad amen o egulamen a
2.4.1. Enquad amen o legal do uído ambien al em Po ugal e na União Eu opeia
A Comissão Eu opeia c iou em 1998, uma ede de pe i os de uído da UE de modo a p es a assis ência no
desen ol imen o da polí ica eu opeia de uído. Em 2002, o Pa lamen o Eu opeu e o Conselho ado a am o
Ruído de Ambien e Eu opeu (Di e i a 2002/49/CE). Es a di e i a oi anspos a pelo
Dec e o-Lei no 9/2007,
e oi um g ande passo pa a moni o iza o uído u bano, exigindo aos es ados-memb os da EU a p odução
de mapas de uído es a égicos, pa a as p incipais on es de poluição sono a e aglome ações com mais de
250.000 habi an es (Di e i a 2002/49/CE, 2002).
Em Po ugal, o uído es á egulamen ado a a és do Regulamen o Ge al do Ruído (RGR), publicado no
Dec e o-Lei no 9/2007
e in oduz, à semelhança do seu an ecesso o Dec e o-Lei 292/2000 a conside ação
da a iá el do uído u bano em sede de planeamen o.
O Dec e o-Lei no 9/2007
de ine as á eas ocacionadas pa a os usos habi acionais exis en es ou p e is os e
as ou as es u u as de uso cole i o especí ico (escolas, hospi ais, espaços de laze …) que o egulamen o
classi ica como zonas sensí eis e classi ica como zonas mis as as á eas que pa a além das u ilizações
e e idas, con empla ambém á eas de comé cio e de se iços.
O egulamen o de ine ês pe íodos de dia (diu no comp eendido en e as 7h00 e as 20h00, o pe íodo
en a dece comp eendido en e as 20h00 e 23h00 e o pe íodo no u no comp eendido en e as 23h00 e as
7h00) e qua o indicado es de uído ambien e de longo e mo que são o Ldia (indicado de uído diu no),
Len a dece (indicado de im de- a de, pe íodo in e médio), o Lnoi e (indicado no u no) e o Lden (indicado
compos o dos ês pe íodos: dia-en a dece -noi e)(Dec e o-Lei no 9/2007, 2007).
Es es indicado es são de e minados pa a o conjun o dos pe íodos diu nos, in e médios e no u nos de um
ano, e em pa icula o Lden (indicado de uído ambien e compos o), aduz de uma o ma mais ap oximada
o incómodo global associado, ao calcula um ní el sono o con ínuo equi alen e de 24 ho as ponde ado
dis in amen e nos pe íodos de en a dece e noi e.
53
Nos e mos do Regulamen o Ge al de Ruído, às zonas sensí eis e mis as es ão associados alo es máximos
admissí eis de uído ambien e no ex e io , nomeadamen e que as zonas sensí eis não de em ica expos as
a um Lden (A), supe io a 55 dB(A) e a um Ln (A) supe io a 45 dB(A); as zonas mis as não de em ica
expos as a um Lden (A) supe io a 65 dB(A), e a um Ln supe io a 55 dB(A).
Os egulamen os nacionais de inem na a aliação do uído ambien e o uso de indicado es médios de uído
que ca ac e izam o ambien e acús ico ex e io . Nomeadamen e, o ní el sono o con ínuo equi alen e (Leq),
po se o mais ep esen a i o do uído obse ado num de e minado local e du an e um ce o in e alo de
empo é o indicado mais ado ado e é de inido como o ní el de p essão sono a cons an e, no qual a
quan idade de ene gia acús ica emi ida du an e um de e minado pe íodo de empo é a mesma do que o
uído lu uan e e e i o emi ido (L. Sil a, 2009).
2.4.1.1. E olução legisla i a acús ica em Po ugal
Em 1984, su giu em Po ugal a p imei a egulamen ação com o Dec e o-Lei n.º 271/84 de 6 de agos o,
que es abelecia alguns pa âme os cons u i os pa a edi ícios des inados a espe áculos (in e io es e ao a
li e) na pe spe i a de con ola a poluição sono a. Mas oi só em 1987, que oi ap o ado o Regulamen o
Ge al sob e o Ruído com o Dec e o-Lei n.º 251/87 de 24 de junho, no en an o oi o Dec e o-Lei n.º
292/2000 de 14 de no emb o que inclui a a iá el uído em sede de planeamen o e a ap o ação do
Regulamen o Ge al do Ruído.
Em Po ugal, com a ansposição da Di e i a 2001/42/CE, ela i a à A aliação Ambien al Es a égica,
coloca-se no os desa ios e opo unidades no domínio do Ruído Ambien al, e com a in odução do
Regulamen o Ge al do Ruído iniciou-se a elabo ação de Planos Municipais de Redução de Ruído, de aco do
com o mesmo egulamen o e mais de 200 municípios dispõem já de um Mapa de Ruído Municipal.
A Di e i a n.º 2002/49/CE, do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 25 de junho, ela i a á a aliação do
uído ambien e é anspos a pela o dem ju ídica in e na a a és do Dec e o-Lei n.º 146/2006 de 31 de
julho. No en an o é o Dec e o-Lei n.º 9/2007 de 17 de janei o, que e oga o egime legal da poluição sono a
do Dec e o-Lei n.º 292/2000, e ap o a o no o RLPS - Regulamen o Legal da Poluição Sono a.
A ualmen e com en ada em igo do Dec e o-Lei n.º 136-A/2019 de 6 de se emb o, que anspôs pa a a
legislação nacional a Di e i a (UE) 2015/996, al e a o egime de a aliação e ges ão do uído ambien e,
como é possí el e i ica na e olução dos egulamen os acús icos da Figu a 18.
60
Os esul ados da a aliação são de inidos po classes BR1, BR2, BR3 baseadas na classi icação da ca ego ia
de in aes u u a de anspo e e es e nas p oximidades da cons ução, con o me sin e izado na Tabela
12.
Tabela 12: classi icação da ca ego ia de in aes u u a de anspo e e es e Fon e:(IZUBA, 2024)
Ca ego ia da
In aes u u a
Dis ância en e o ão e a In aes u u a de anspo e Te es e
Ca ego ia 1
0-65 m
65-125 m
125-250 m
25-400 m
400-550 m
550-700 m
>700 m
Ca ego ia 2
0-30 m
30-65 m
65-125 m
125-250 m
250-370 m
370-500 m
>500 m
Ca ego ia 3
0-25 m
25-50 m
50-100 m
100-160 m
160-250 m
>250 m
Ca ego ia 4
0-15 m
15-30 m
30-60 m
60-100 m
>100 m
Ca ego ia 5
0-10 m
10-20 m
20-30 m
>30 m
Via de in aes u u a
depois do ão
Vis a di e a
BR3
BR3
BR3
BR3
BR2
BR2
BR1
Vis a Pa cial ou is a
masca ada po
obs áculos pouco
p o e o es
BR3
BR3
BR3
BR2
BR2
BR1
BR1
Vis a Masca ada
mui o p o egida
pelos obs áculos
BR3
BR3
BR2
BR2
BR1
BR1
BR1
Vis a T asei a
BR3
BR2
BR2
BR1
BR1
BR1
BR1
A im de p o ege os ocupan es dos edi ícios si uados na p oximidade de es adas e caminhos-de- e o de
g ande á ego, o dec e o de 30 de maio de 1996 (al e ado pelo dec e o de 23 de julho de 2013) especi ica
as modalidades de classi icação des as in aes u u as de anspo e e es e, de e minando as exigências
mínimas de isolamen o acús ico das di isões p incipais e das cozinhas das habi ações si uadas nas zonas
de pe u bação (Légi ance, 1996).
As es adas são classi icadas po dec e o municipal. Os ní eis de isolamen o exigidos em en e dos edi ícios
dependem:
• da ia em ques ão (ca ego ia de in aes u u a),
• da zona de incomodidade de cada lado da ia,
• da dis ância do edi ício em elação à ia
• da p esença de e en uais obs áculos na zona (ou os edi ícios exis en es ou a cons ui no mesmo
p og ama, po exemplo).
Na p oximidade de linhas odo iá ias e e o iá ias de al a elocidade (en e 0 e 10 me os), os alo es
mínimos de isolamen o da achada exigidos são os ap esen ados na Tabela 13.
61
Tabela 13: Relação de Ca ego ia de In aes u a com os ni eis de uído e isolamen o acús ico mínimo Fon e:
(Minis è e du Pa ena ia a ec les e i oi es e de la Décen alisa ion 2020)
Ca ego ia de
In aes u u a
Ní el de uído de e e ência diu no 𝐿𝐴𝑒𝑞*
* Leq(A) (Ní el Sono o Con ínuo Equi alen e): ní el sono o
con ínuo du an e um de e minado pe íodo, nes e caso das 6h
às 22h.
Isolamen o mínimo 𝐷𝑛𝑇,𝐴,𝑡𝑟∗ em dB
*D nTA, é alo que ca ac e iza o isolamen o de uma sala do
ex e io ou seja, o isolamen o con a uídos aé eos ex e nos:
á ego odo iá io ou e o iá io, uído de ae ona es
1
L> 81 dB(A)
45 dB
2
76 < L ≤ 81 dB(A)
42 dB
3
70 < L ≤ 76 dB(A)
38 dB
4
65 < L ≤ 70 dB(A)
35 dB
5
60 < L ≤ 65 dB(A)
30 dB
Em e mos de in eg ação dos equisi os acús icos (p o eção ao uído) nas exigências do egulamen o
é mico, como ai se possí el e i ica na Figu a 20, a e olução da egulamen ação é mica em F ança,
inco po a as classes de ca ego ia de in aes u u a (BR).
As classes são de inidas pela dis ância e posição ela i a à on e de uído, nes e caso odo iá ia, e como
isso é aduzido numa necessidade de isolamen o acús ico (dos ãos en id açados) pa a ob e a máxima
edução possí el das necessidades de aquecimen o e a e ecimen o do edi icado.
62
2.5.2 E olução legisla i a é mica em F ança
Figu a 20: E olução egulamen a é mica-acús ica em F ança
63
2.5.2.1 Ca ac e ização da egulamen ação é mica ancesa
A ansposição da Di e i a Eu opeia 2010/31/UE no caso ancês oi ap o ada pela Lei G enelle I - Dec e o
nº 2010-1269 de 26 de ou ub o de 2010, e o Dec e o nº 20121530, de 28 de dezemb o de 2012, e
en ando em igo a Réglemen a ion The mique RT 2012, que de ine as ca ac e ís icas é micas e o
desempenho ene gé ico dos edi ícios no os, desc e e ês exigências de esul ados em e mos de e iciência
ene gé ica (Bbio e Bibliomax), con o o de e ão (Tic e Tic e ) e consumo de ene gia p imá ias (Cep e
Cempax), ep esen ado na Figu a 21.
Figu a 21: Os ês equisi os ge ais da RT 2012
Fon e: (Lopes, 2016) Adap ado de planba imen du able. @
(2013))
O mé odo Th-BCE 2012 de ine as eg as pa a o cálculo dos ês indicado es Bbio, Cep e Tic pa a a
e i icação da con o midade do edi ício com o RT 2012. O mé odo é baseado numa abo dagem o ien ada
pa a o “obje o”, cujo p incípio é desc e e cada componen e em e mos de pa âme os; de en adas e de
saídas. Assim sendo:
• BBio é o coe icien e adimensional e é exp esso em núme o de pon os e ep esen a a necessidade
con encional de ene gia bioclimá ica de um edi ício pa a aquecimen o, e ige ação e iluminação
a i icial. O coe icien e Bbio max do edi ício ou pa e de um edi ício é de e minado da seguin e o ma:
Bbio max = Bbio maxmean × (M bgeo + M bal + M bsu )
(9)
64
Em que:
Bbio maxmean : alo médio do Bbio max de inido po ipo de edi ício ou pa e de edi ício e po
ca ego ia CE1/CE2;
M bgeo : coe icien e de modulação de aco do com a localização geog á ica;
M bal : coe icien e de modulação em unção da al i ude;
M bsu : pa a edi ícios come ciais e es abelecimen os despo i os, coe icien e de modulação
em unção da supe ície do edi ício ou pa e do edi ício;
Os alo es de Bbio maxmean e os coe icien es de modulação es ão de inidos no Anexo VIII. Pa a edi ícios
com á ias zonas, de inidas pela sua u ilização, o Bbio max do edi ício é calculado p opo cionalmen e
ao S RT de cada zona, a pa i do Bbio max das di e en es zonas.
• Cep é o coe icien e em kWh/(m².ano) de ene gia p imá ia, que ep esen a o consumo de ene gia
con encional de um edi ício pa a aquecimen o, a e ecimen o, p odução de água quen e sani á ia,
iluminação a i icial de ins alações, aquecimen o, a e ecimen o, água quen e sani á ia e auxilia es
de en ilação, dedução e e uada à ele icidade p oduzida de o ma pe manen e. O consumo máximo
de ene gia p imá ia con encional do edi ício ou pa e de edi ício, Cepmax, é de e minado da
seguin e o ma:
Cep max = 50 × M c ype × (M cgeo + M cal + M csu + M cGES )
(10)
Em que:
M : coe icien e de modulação em unção do ipo de edi ício ou pa e de edi ício e da sua
ca ego ia CE1/CE2;
Mcgeo : coe icien e de modulação de aco do com a localização geog á ica;
M cal : coe icien e de modulação em unção da al i ude;
M csu : pa a edi ícios come ciais e es abelecimen os despo i os, coe icien e de modulação
em unção da supe ície do edi ício ou pa e do edi ício;
M cGES : coe icien e de modulação em unção das emissões de gases de e ei o es u a
p o enien es das ene gias u ilizadas.
65
Os alo es dos coe icien es de modulação es ão de inidos no Anexo VIII. Pa a edi ícios com á ias
zonas, de inidas pela sua u ilização, o Cepmax do edi ício é calculado p opo cionalmen e ao S RT de
cada zona, a pa i do Cepmax das di e en es zonas.
• Tic é calculado usando dados climá icos con encionais pa a cada zona climá ica. O cálculo é p eciso
desde que odos os pa âme os de en ada enham sido le ados em conside ação: os elemen os
que de inem o edi ício (dimensões exa as, supe ícies, o ien ação, janela, ma e iais, e c.), os
equipamen os (sis ema de aquecimen o, iluminação, en ilação, e c.). e ou os pa âme os di os de
“in eg ação” (dados me eo ológicos, al i ude, cená ios de ocupação p esumida, e c.). As
ca ac e ís icas a e em con a pa a o cálculo do Tic é é a empe a u a in e io con encional de
e e ência a ingida no e ão, é o alo ho á io máximo du an e o pe íodo de ocupação da
empe a u a ope acional, calculado pa a o edi ício de e e ência. Pa a o se o esidencial o pe íodo
de ocupação conside ado é o dia in ei o. É calculado ado ando dados climá icos con encionais pa a
cada zona climá ica.
• O Tic é é calculado, pa a o edi ício de e e ência, de aco do com o mé odo de cálculo Th-BCE 2012
ap o ado po despacho do Minis o esponsá el pela cons ução e habi ação e do Minis o
esponsá el pela ene gia. As ca ac e ís icas do edi ício de e e ência são as u ilizadas pa a calcula
o Bbio do p oje o de edi ício e ainda segundo o Anexo X do Despacho de 28 de dezemb o de 2012
ela i o às ca ac e ís icas é micas e equisi os de desempenho ene gé ico de edi ícios no os e
pa es no as de edi ícios não ab angidos pelo a igo 2.º do dec e o de 26 de ou ub o de 2010
ela i o às ca ac e ís icas é micas e desempenho ene gé ico das cons uções, de ine que:
o a o sola de e e ência pa a pa edes opacas e ligações pe i é icas é 0,02;
o a o de ansmissão de luz de e e ência é conside ado igual ao a o sola de e e ência;
o a o sola de e e ência dos ãos é de inido na abela abaixo, em unção da sua exposição
ao uído, da sua o ien ação e da sua inclinação, bem como da zona climá ica e da al i ude
e os seus alo es a iam en e 0,00-0,65 (Annexe II - A ê é du 28 décemb e 2012 ela i
aux ca ac é is iques he miques e aux exigences de pe o mance éne gé ique des
bâ imen s nou eaux e des pa ies nou elles de bâ imen s non isés à l’a icle 2 du déc e
du 26 oc ob e 2010, 2012).
66
A RT 2012 (a igo 7 º do dec e o-lei de 26 de ou ub o de 2010) conside a um edi ício em con o midade se
co esponde às exigências de esul ados (a igo 5 º de inição do BBio), (a igo 4 de inição do Cep), (a igo
6 º de inição do Tic) de inidas no Dec e o nº 2010-1269 de 26 de ou ub o de 2010 (Déc e n° 2010-1269
- Légi ance, 2010).
2.5.2.2 Consequências da implemen ação da egulamen ação eu opeia
A ansposição pa a a legislação ancesa da Di e i a Eu opeia 2010/31/UE de aco do com a Lei G enelle
1, a egulamen ação é mica RT 2012, e e como obje i o eduzi o consumo ene gé ico do edi ício. A
egulamen ação é mica “G enelle do Ambien e 2012” es abelece um consumo de ene gia p imá ia limi ado
a 50 kW/m². ano e uma edução das emissões de dióxido de ca bono.
Po ou o lado, oi necessá io implemen a uma egulamen ação mais acessí el e simples de implemen a
e independen e. A egulamen ação é mica “G enelle do Ambien e 2012”, implicou uma e olução do
p ocesso cons u i o, in oduzindo p eocupações bioclimá icas e ene ge icamen e sus en á eis (Leblond,
2015).
67
3. METODOLOGIA
3.1. Fundamen ação epis emológica da me odologia
Di e en es iloso ias e ou me odologias podem se ado adas, independen emen e do p ocesso de pesquisa,
o esul ado depende do en endimen o do in es igado sob e o conhecimen o que p e ende alcança .
O p ocesso de in es igação po meio de e apas le a a uma comp eensão mais p o unda do conhecimen o
de campo em es udo, pois pe mi e con ibui pa a esse mesmo conhecimen o. No abalho p opos o
p e ende-se abo da uma pe spe i a, onde o conhecimen o in es igado já é alidado e acei e pela
comunidade cien í ica das á eas de es udo em ques ão.
Conside ando a iloso ia epis emológica e com o p opósi o de ecolhe dados obje i os, o posi i ismo é a
abo dagem a se le ada em conside ação. O in es igado es á ocado em ecolhe dados obje i os, uma ez
que apenas enómenos obse á eis podem ge a dados con iá eis, sendo a iloso ia do posi i ismo a ado ada
nesse sen ido (Saunde s
e al.
, 2009).
O abalho a se desen ol ido se á baseado na li e a u a exis en e e na á ea cien í ica das á eas de
in es igação. Nesse sen ido, a abo dagem dedu i a é a mais adequada, pois o abalho i á no sen ido de
alida ou e u a um conjun o de hipó eses deduzidas da e isão da li e a u a.
O mé odo de in es igação quan i a i o ap esen a-se o mais ap op iado pa a es e ipo de in es igação, na
medida em que as simulações e as medições das adiações e incidências que chegam á achada são
mensu á eis e podem se ap esen adas numa escala de alo es.
A in es igação assume ambém um ca ac e explo a ó io, pois em como obje i o a iden i icação de o mas
u banas ó imas. Es uda , pa ame iza e elaciona as condições de exposição ao uído bem como as
medições da adiação sola que chega à achada, de um dado conjun o de o mas u banas é uma ealidade
pouco es udada. Po se uma elação pouco conhecida, o na-a expe imen al.
68
3.2. P ocesso me odológico
A sus en abilidade da o ma u bana oi a aliada na ó ica de o imização en e ganhos sola es e edução da
incomodidade causada pelo uído, iden i icando os pa âme os que mais in luenciam essa elação.
Ao es abelece as ques ões de in es igação e os obje i os do es udo p ocu ou-se comp eende como a
en ol en e da o ma u bana pode ge a somb eamen o sola e acús ico.
O p opósi o da e isão da li e a u a oi explo a a elação en e a o ma u bana, o uído u bano e a adiação
sola , com o obje i o de es uda o somb eamen o acús ico e sola . Como p incipais conclusões, des aca-se
a ele ância da o ma u bana pa a a sus en abilidade das cidades, conside ando o seu impac o ambien al,
económico e social. Fo am analisadas as polí icas de sus en abilidade na União Eu opeia e em Po ugal,
que p i ilegiam a edução das emissões de GEE, o aumen o da p odução e u ilização de ene gia eno á el
e a melho ia da e iciência ene gé ica nas á eas u banas.
A e isão da li e a u a ambém pe mi iu analisa quais os pa âme os que mais in luenciam a elação do
uído u bano com a o ma u bana, nomeadamen e, a geome ia dos edi ícios, a la gu a dos "canyons
u banos", a densidade de cons ução e as p op iedades acús icas das achadas. Concluindo que, a o ma
e a disposição dos edi ícios in luenciam o somb eamen o acús ico. No que diz espei o à adiação sola , a
o ma u bana em um papel de e minan e na cap ação sola passi a, sendo essenciais a o es como a
o ien ação dos edi ícios, a densidade u bana e a con igu ação dos "canyons u banos" pa a a o imização do
somb eamen o e dos ganhos é micos.
A necessidade de e e ua um es udo p elimina e e como obje i o analisa a in luência da o ma u bana na
adiação sola inciden e nas achadas e na exposição ao uído, u ilizando como base, o es udo de exposição
ao uído de Oli ei a (2011) e o es udo de ganhos sola es de Cou inho (2018), ambos endo po base o
modelo eó ico de izinhança p óxima de Ped o (1999). De o ma a se em compa á eis os dois pa âme os
em es udo, oi u ilizada uma e ícula de e e ência com o mas pad onizadas e al u a ixa, pe mi indo o
cálculo de indicado es de o ma que possibili am elaciona os ní eis de uído e a adiação sola .
69
Fo am analisadas dez o mas u banas, adap adas do modelo de izinhança p óxima de Ped o, que ilus am
di e en es ipos de implan ação, sendo a maio ia ep esen ações de implan ação echada, já que essas
o imizam o somb eamen o acús ico.
Os cálculos dos indicado es de o ma u bana pe mi i am elaciona a o ma u bana com os ní eis de
exposição sola das achadas e com os ní eis de uído inciden e. No es udo de Oli ei a (2011), oi u ilizado
o so wa e CadnaA, que se baseia no mé odo de p e isão de uído NMPB 96. A análise oi ei a u ilizando
uma g elha quad angula ao longo das achadas, com células de 1,5m x 1,5m e a as amen o de 0,5m. Já
no es udo de Cou inho (2018), oi emp egue o so wa e Re i Sola Analysis pa a a alia os ganhos sola es
nas achadas em dois pe íodos dis in os: in e no e e ão.
O es udo p elimina p e ende se uma e amen a ú il pa a comp eende como a o ma u bana pode
in luencia an o os ganhos sola es quan o a exposição ao uído na en ol en e e ical dos edi ícios. A análise
pe mi iu iden i ica quais as o mas u banas que o e ecem melho desempenho ene gé ico e acús ico,
e idenciando a impo ância dos índices u banís icos como ins umen os de apoio ao planeamen o e
egulamen ação de no as cons uções.
As con igu ações u banas o am selecionadas po ep esen a em cená ios di e en es, mas sob e udo pa a
salien a opos os em e mos de desempenho sola e acús ico. Con igu ações com olume ia simples, linea
e compac a, p opo cionam al a incidência sola nas achadas, po ém ap esen am maio exposição ao uído
po não dispo de een âncias que c iem zonas de somb eamen o acús ico. Con igu ações com maio
complexidade olumé ica, o e ecem p o eção ao uído, mas eduzem os ganhos sola es. Pa a abo da essas
“incompa ibilidades”, o nou-se essencial in es iga as á eas de con li o a pa i dos pa âme os que de inem
a exposição sola e sono a. Assim, o es udo de caso escolhido con empla um qua ei ão com um pá io
in e io , ep esen ando a o ma mais a o á el em e mos acús icos, e o edi icado en ol en e, mais
compac o e linea , que ilus a o melho cená io de ganhos sola es.
A alidação dos modelos seguiu um p ocedimen o in eg ado que combinou a ecolha de dados in si u com
a modelação numé ica, pe mi indo calib a e e i ica a obus ez dos algo i mos emp egues. Pa a o uído,
o am ecolhidos ní eis sono os nos pon os de alidação – posicionados a 1,5 m acima do solo – jun amen e
com con agens manuais de á ego nas ias ci cundan es, conside ando a con ibuição do á ego odo iá io,
opog a ia e enómenos ísicos na p opagação das ondas sono as. Es es dados o am inse idos no modelo
76
Figu a 25: Ilus ação da Fo ma 2 e Dimensões da Fo ma 2
Figu a 26:Ilus ação da Fo ma 3 e Dimensões da Fo ma 3
Figu a 27: Ilus ação da Fo ma 4 e Dimensões da Fo ma 4
Figu a 28: Ilus ação da Fo ma 5 e Dimensões da Fo ma 5
Figu a 29: Ilus ação da Fo ma 6 e Dimensões da Fo ma 6
77
Figu a 30: Ilus ação da Fo ma 7 e Dimensões da Fo ma 7
Figu a 31: Ilus ação da Fo ma 8 e Dimensões da Fo ma 8
Figu a 32: Ilus ação da Fo ma 9 e Dimensões da Fo ma 9
Figu a 33: Ilus ação da Fo ma 10 e Dimensões da Fo ma 10
Todas as o mas selecionadas e acima desc i as, o am baseadas no modelo de izinhança p óxima de João
B anco Ped o (Ped o, 1999) e nos espe i os pa âme os aplicá eis, na conceção de cada um dos espaços
que compõem a izinhança p óxima e espei ando a e icula p opos a da Á ea de Re e ência (Á ea = 24
707,52 m²).
78
4.2 Cálculo dos indicado es de o ma
Calcula a o ma u bana po in e médio de indicado es pe mi e sis ema iza e classi ica as análises do
domínio da o ma u bana, apesa de ap esen a algumas debilidades, po não consegui em aduzi po si
odos os aspe os da o ma u bana de modo ab angen e.
Exis em mui os abalhos desen ol idos com ecu so a indicado es de o ma To ens & Ma ina (2002),
Wassme (2000), Gals e
e al.
(2001), Ewing
e al.
(2015), Tsai (2005) e Longley & Mese ((2000)
dis ingui am a iedades de análise como a densidade, a compacidade, a dispe são, a expansão en e ou os
indicado es que pe mi em elaciona e analisa o ma u bana.
Os indicado es que se seleciona am, o índice de compacidade, o índice de po osidade e o índice de
complexidade de pe íme o p e endem elaciona com seu ca iz dimensional, a ex apolação das
especi icidades das ipologias das 10 o mas u banas selecionadas, numa mé ica quan i a i a dado pelos
ês indicado es ap esen ados.
Índice de Compacidade (CI) – Es e índice mede não só a o ma do pa ch indi idual, mas ambém o p oblema
da agmen ação da paisagem u bana o al. Segundo Li &Yeh (2004) e Huang
e al.
(2007) quan o mais
egula a o ma do pa ch maio se á o alo de CI e quan o maio o o núme o de pa ch meno se á o alo
de CI, como é possí el ilus a na Figu a 34.
Figu a 34: Ilus ação Índice de “Compacidade”
O índice de “compacidade” (CI) é calculado a a és da seguin e equação:
𝐶𝐼=∑𝑃𝑖
𝑝𝑖
𝑛=∑2𝜋√𝑠𝑖
𝜋
𝑃𝑖
𝑛
(9)
79
Em que:
si : á ea do pa ch, [m²]
pi : pe íme o da mancha u bana, [m]
Pi : pe íme o do cí culo com á ea si, [m]
N : núme o o al de manchas u banas
Índice de Po osidade (ROS) - A "po osidade" ou a pe meabilidade mede a p opo ção de espaço abe o, em
compa ação com o espaço o al da á ea u bana.
O espaço abe o ou não u banizá el é an o elemen a pa a os esiden es bem como pa a a sus en abilidade
das cidades. Segundo Huang
e al.
(2007) o indicado mede a po osidade da á ea o al des es " azios" em
elação ao o al do cálculo da á ea u banizada e exempli icado na Figu a 35. O Índice de Po osidade a ia
en e alo es comp eendidos en e 0 e 100% e aumen a com o aumen o de espaços azios.
Figu a 35: Ilus ação do Índice de Po osidade
Es e indicado de po osidade é ambém designado de "Rácio de espaço abe o" (ROS) e é calculado segundo
a ó mula seguin e:
𝑅𝑂𝑆=𝑠´
𝑠× 100%
(10)
s´: soma ó io da á ea de odos os “ azios” den o da á ea u bana ex aída, [m²];
s : soma ó io da á ea de odos os pa chs e de odos os azios (á ea o al u bana), [m²].
80
Índice de complexidade de pe íme o ( ac al) Es a mé ica aduz o g au de complexidade do limi e das
o mas u banas (Figu a 15). Segundo Bennien & O’Neill (1994) e Sanches (1997) a complexidade do
pe íme o de um pa ch pode se de inida pela sua dimensão ac al. Es e índice, dado pela equação (11),
desc e e a complexidade do pe íme o das manchas u banas a a és da elação en e o pe íme o e a á ea,
sendo a dimensão ac al média dessas manchas u banas ponde ada pela á ea.
Figu a 36: Ilus ação do Índice de Complexidade de Pe íme o ( ac al)
O alo da dimensão ac al a ia en e 1 e 2 e os alo es mais baixos são adqui idos quan o mais simples
a mancha da o ma o e a dimensão ac al de um cí culo é igual a 1. Po ou o lado, se a mancha u bana
ou pe íme o o mais complexo e i egula a dimensão ac al é maio que 1 (Figu a 36).
𝑓𝑟𝑎𝑐𝑡𝑎𝑙=∑((2𝑙𝑛(𝑝𝑖
2√𝜋)
𝑙𝑛 𝑠𝑖 )(𝑠𝑖
∑𝑠𝑖
𝑛
𝑖=1 ))
𝑛
𝑖=1
(11)
Sendo:
pi= pe íme o da mancha i, [m]
ai= á ea da mancha i, [m²];
n= núme o de manchas u banizadas que compõem a zona u bana, [-].
Calculou-se o Índice de Compacidade (CI), o Índice de Po osidade (ROS) e a Complexidade do Pe íme o
( ac al) pa a odas as 10 Fo mas u banas p opos as e os ês indicado es pe mi i am ca ac e iza ,
quan i ica e classi ica as o mas u banas, do modelo eó ico de izinhança p óxima de Ped o (1999) e os
seus esul ados es ão ap esen ados na Tabela 11.
81
Tabela 14: Valo es dos Indicado es de Fo ma
Fo ma Tipo
CI
ROS
F ac al
[-]
[%]
[-]
1
0,38
74,37
1,25
2
0,49
74,36
1,20
3
0,48
80,38
1,21
4
0,35
76,31
1,28
5
0,62
78,00
1,15
6
0,68
82,53
1,16
7
0,72
80,55
1,14
8
0,61
78,01
1,15
9
0,57
80,28
1,17
10
0,82
80,56
1,07
A endendo à o alidade das o mas, é possí el cons a a na Tabela 14, que no Índice de Compacidade, a
Fo ma 4 é a que ap esen a o alo meno e a Fo ma 10 ap esen a o alo mais al o po es a se a o ma
mais compac a, quando compa ada com as es an es o mas.
Na abela 14 ap esen ada e i ica-se que a Fo ma 6 é a que ap esen a um Índice de Po osidade maio po
con e uma p opo ção de espaços azios maio em elação às es an es o mas, enquan o a Fo ma 2 é a
que ap esen a menos espaços azios consequen emen e ap esen a um alo meno de ROS.
Os alo es ap esen ados das 10 o mas u banas no índice da Complexidade de Pe íme o ( ac al), são
ela i amen e baixos, o que aduz que odas as 10 o mas êm um pe íme o p edominan emen e simples
e egula sob e udo a Fo ma 10 que ap esen a o alo mais baixo. No en an o, a Fo ma 4 é a que ap esen a
um alo maio , al indicando um pe íme o mais complexo e i egula .
O cálculo dos ês índices de o ma pe mi iu compa a e elaciona as 10 o mas u banas e e i a algumas
conclusões. Como e i ica que a Fo ma 1 ap esen a alo es baixos pa a o Índice de Compacidade e pa a
o Índice de Po osidade, a ingindo um dos alo es mais al os pa a o indicado da Complexidade do Pe íme o.
No lado opos o es á a Fo ma 10, que ap esen a alo es ele ados pa a o Índice de Compacidade e pa a o
Índice de Po osidade, ob endo o alo mais baixo pa a o indicado de Complexidade do Pe íme o.
82
4.2.1 1º Es udo: o cálculo da p opagação do uído u bano das 10 o mas u banas
O uído ambien e p o enien e do meio u bano, qualque que seja o local, ap esen a a iações e quando se
p e ende ca ac e iza o uído p oduzido pelo á ego odo iá io, dado o seu uído se lu uan e, se á
necessá io eco e ao cálculo duma média, bem como a indicado es que possam e ela os picos máximos
e mínimos, oco idos du an e o pe íodo de empo de medição, como se p e ende aze nas ipologias
ap esen adas.
Pa a a a aliação dos ní eis de uído nas achadas, e endo o mé odo de p e isão de uído No o Mé odo de
P e isão do Ruído do T á ego (NMPB 96) como base, e sendo es e o mé odo (comum de a aliação do uído)
ecomendado pela Di e i a 2002/49/CE do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 25 de junho de 2002,
ela i a à a aliação e ges ão do uído ambien e pela Di e i a 2002/49/EC do Pa lamen o Eu opeu e do
Conselho, de 25 de junho, ela i a à a aliação e ges ão do uído ambien e (Di e i a 2002/49/CE, 2002).
Pa a a a aliação do uído nas achadas calculou-se a p opagação da po ência acús ica que chega a
de e minada achada ( ece o ) endo em conside ação alguns a o es, nomeadamen e a a enuação (de ida
à di e gência geomé ica; de ida à abso ção pelo a ; de ida à di ação; os e ei os de idos ao solo e a
abso ção das supe ícies e icais) (L. Sil a, 2009).
Reco eu-se a um modelo de p e isão de uído (NMPB 96) que pe mi isse inclui di e en es componen es
que in e e em no cálculo do uído, desde a emissão a é a eceção, nomeadamen e a con igu ação do
e eno, a con igu ação das on es de uído, a c iação de obs áculos como sejam os edi ícios que in luenciam
a emissão do som e a sua p opagação.
Pa a uma a aliação dos ní eis de uído que chegam a de e minada achada são no malmen e usados
indicado es de uído, que ca ac e izam o ambien e acús ico ex e io .
Pa a o es udo de caso oi u ilizado o ní el sono o con ínuo equi alen e, ponde ado com o il o A – LeqA,
que analisa os á ios ipos de uído du an e o mesmo in e alo de empo de exposição e ep esen a um
ní el sono o cons an e, equi alen e aos di e en es ipos de uído.
83
Ao longo das achadas das 10 o mas u banas desen ol eu-se uma g elha quad angula de cálculo com a
dimensão de 1,5 m x 1,5 m e um a as amen o à achada de 0,5 m. As o mas u banas êm odas 4 pisos,
com um pé di ei o de 3m, és-do-chão inclusi e, pe azendo um o al de 12m de al u a e ilus a-se na Figu a
37 a g elha quad angula de cálculo, usada em odas as 10 o mas u banas.
Figu a 37: Ilus ação da g elha quad angula de cálculo da Fo ma 1
De o ma a de e mina o cálculo e a simulação do uído nas achadas e pos e io men e ob e as médias
a i mé icas dos ní eis de uído nas dez o mas u banas, conside ou-se as seguin es condições de ia e de
á ego au omó el:
As ias conside adas, em cada um dos cená ios desen ol idos, segundo o es udo de (M. Oli ei a,
2011) o am selecionadas po se em ep esen a i as de qua ei ões habi acionais e possuem as seguin es
ca ac e ís icas:
• Pa imen o: As ál ico;
• Inclinação: 0%;
• Fluxo do á ego odo iá io: Fluído;
• Fluxo de á ego ho á io: 300 o al de eículos/h, 5% pesados;
• Velocidade de ci culação: 50 km/h pa a os eículos ligei os e de 40 km/h pa a os eículos pesados
De modo a se compa á el o ní el de uído nas achadas dos edi ícios, oi ap esen ado ambém pa a cada
uma das o mas u banas os nós de cálculo da g elha e es es esumem-se na Tabela 15 que se segue.
84
Tabela 15: Ní eis de uído nas achadas dos edi ícios
Fo mas U banas
Leq (A)
Lmax
Lmin
Nº de nós de cálculo
Fo ma 1
50,67
64,33
35,90
6216
Fo ma 2
50,27
64,80
35,58
6909
Fo ma 3
52,90
64,22
38,02
5439
Fo ma 4
52,70
68,83
35,93
6489
Fo ma 5
54,79
63,77
44,17
6272
Fo ma 6
54,72
63,08
41,08
5474
Fo ma 7
55,94
64,85
44,35
5866
Fo ma 8
51,70
63,15
35,80
6273
Fo ma 9
57,14
64,07
48,90
5411
Fo ma 10
56,68
64,04
44,99
5250
Numa análise supe icial dos ní eis de uído nas dez o mas u banas podemos cons a a que a o ma u bana
9 é a que de êm um ní el de uído mais ele ado. Po sua ez, as o mas u banas 1e 2 são as que de êm
um alo in e io .
4.2.2 2º Es udo: o cálculo da adiação sola inciden e nas 10 o mas u banas
De modo análogo, e u ilizando os mesmos modelos e indicado es de o ma u bana já es ados e que
se i am de base ao es udo de Oli ei a (2011), Cou inho (2018) es udou a elação en e as o mas u banas
e seus indicado es, e analisando a adiação sola que chega aos edi ícios. Ambos os es udos isam analisa
di e en es cená ios de layou da ipologia u bana numa lógica de o imização e de apoio à decisão em ase
p elimina de p oje o.
Pa a o es udo da adiação sola inciden e nas o mas u banas, Cou inho (2018) u ilizou o so wa e Análise
Sola pa a Re i (SAR) que calcula a quan idade de adiação sola ( adiação di e a (Ib), adiação di usa (Id),
adiação e le ida do solo (I )) que chega a uma dada supe ície ( achada e cobe u a) du an e um
de e minado pe íodo de empo. O cálculo u ilizado pelo so wa e inclui o somb eamen o dos obje os
ci cundan es (Fsomb eamen o), a po ção do céu " isí el" da supe ície e es e (Fcéu) e o ângulo de
incidência en e o sol e a ace a se analisada (θ) ( e Equação (4)).
85
O es udo ap esen ado e elabo ado po Cou inho (2018) conside ou que nas condições nominais não se
de iniam ma e iais an o pa a os edi ícios como pa a os elemen os ex e io es ci cundan es. Nesse sen ido,
a equação básica não le a em con a a adiação e le ida, po não exis i in o mação espec al sob e a
simulação das supe ícies ex e io es.
Desse modo, a equação conside a apenas a adiação di usa (que depende apenas da po ção de céu isí el
da supe ície e es e) e a adiação inciden e di e a (que apenas depende do somb eamen o dos ou os
edi ícios e do ângulo de incidência en e o sol e a ace do edi ício que es á em es udo).
Pe íodo empo al conside ado
Os alo es médios conside ados são as médias dos alo es máximos e mínimos diá ios obse ados da
empe a u a. O so wa e CLIMAS-SCE, disponibilizado pelo LNEG (Labo a ó io Nacional de Ene gia e
Geologia) e que oi desen ol ido especi icamen e pa a o Sis ema Nacional de Ce i icação de Edi ícios pa a
ob e as es a ís icas clima ológicas e o Ano Me eo ológico de Re e ência do local desejado pa a execu a
simulações dinâmicas de sis emas e edi ícios. Os dados expo ados pelo so wa e são co igidos com a
al i ude do luga .
Na es ação de a e ecimen o (Ve ão) oi ado ado o pe íodo empo al p e is o no Regulamen o dos Edi ícios
de Habi ação (REH), que co esponde ao comp eendido en e os meses de junho a se emb o. Os pa âme os
climá icos pe inen es pa a ca ac e iza a es ação de a e ecimen o são as seguin es:
o L -Du ação da es ação = 4 meses = 2928 ho as;
o θex , -Tempe a u a ex e io média [°C];
o Isol-Ene gia sola acumulada du an e a es ação, ecebida na ho izon al (inclinação 0°) e em
supe ícies e icais (inclinação λ0°), pa a os qua o pon os ca deais e os qua o cola e ais
[kWh/m²].
Quan o ao pe íodo de aquecimen o, oi igualmen e ido em conside ação o es ipulado no REH: “A es ação
de aquecimen o em início no p imei o decêndio pos e io a 1 de ou ub o em que a empe a u a média
diá ia é in e io a 15°C e em e mo no úl imo decêndio an e io a 31 de maio em que a e e ida empe a u a
ainda é in e io a 15°C”.
92
Tabela 18: Índice de Complexo de Pe íme o e adiação sola po o ma selecionada no pe íodo de
aquecimen o e ní eis de uído expos o
Fo ma ipo
Índice de Complexidade
de Pe íme o (F ac al)
Ní eis de Ruído
(Média A i mé ica db(A) 300
eic/h) Be uminoso no mal
Radiação sola
(po o ma selecionada no pe íodo de
aquecimen o (Kw.h) To al achadas)
10
1,07
56,68
275,97
5
1,15
54,79
265,93
8
1,15
51,70
266,42
6
1,16
54,72
270,09
2
1,20
50,27
258,37
1
1,25
50,67
262,94
Figu a 44: G á ico Relacional do Complexidade de Pe íme o com os Ní eis de Ruído e com a Radiação sola
no pe íodo de aquecimen o pa a as o mas selecionada
O Índice de Complexidade do Pe íme o ou F ac al, como e e ido, mede a egula idade e a complexidade
das o mas, onde a Fo ma 4 é a que ap esen a o maio alo e a Fo ma 10 o meno alo . À medida que o
ní el de uído aumen a o alo de ac al diminui, is o é quan o mais complexas o em as o mas mais
espaços somb a são c iados, logo a pe meabilidade e a exposição ao uído é meno .
93
4.2.4 Análise da co elação dos 3 indicado es de o ma com a exposição ao uído e
à adiação sola
Os esul ados obse ados ão de encon o ao expec á el e as ês análises de co elação pe mi i am conclui
que a adiação sola bem como a exposição ao uído são in luenciados pelo o ma o e olume ia da o ma
e da en ol en e do edi icado. Nomeadamen e pela sua compacidade, pela á ea dos espaços abe os, ou
pela simplicidade da o ma da sua mancha u bana.
A adiação sola , pa a além dos a o es já e e enciados é in luenciada pelo somb eamen o e os indicado es
de o ma e a am o impac o dessa a iabilidade, is o é, um aumen o ou edução das á eas de
somb eamen o al e am os ganhos sola es que chegam à achada e que as o mas u banas analisadas no
es udo p elimina e a am essa a iabilidade.
Em pa icula , na es ação de aquecimen o (in e no), o e ei o do somb eamen o é mui o signi ica i o num
de e minado cená io dado pela baixa al u a do sol da es ação do ano.Nesse sen ido, oi expe á el que as
o mas u banas com um o ma o e olume ia mais linea sejam mais p opícias a uma
ansmissão/cap ação de adiação sola sem obs áculos (de baixo somb eamen o na en ol en e,
pa icula men e a e ical, dos edi ícios), pe mi indo uma ampli ude de exposição de achada a o á el a um
aumen o de exposição à adiação sola .
As o mas u banas com o ma os e olume ia mais complexas, com conca idades e een âncias ou pá ios
in e io es ge am en e si e ei os de somb eamen o nas achadas con on an es, p opo cionando
no malmen e uma edução da exposição à adiação sola como já e e ido.
Nes a a aliação p elimina , a Fo ma 10 é a que ap esen a alo es de adiação inciden e mais ele ados po
se uma o ma u bana simples, consequen emen e ap esen a alo es de Compacidade e Po osidade
igualmen e ele ados e um alo baixo de F ac al. As Fo mas 1 e 2 po se em menos compac as e po osas
ap esen am baixos alo es de adiação inciden e, e alo es de ac al ele ado po se em o mas complexas
êm um compo amen o de endência in e sa ao da Fo ma 10.
No en an o, em e mos de exposição ao uído, é bené ico que as o mas u banas e em o ma os e
olume ias complexas e de p e e ência com pá ios in e io es, como a Fo ma 1, de o ma a c ia em zonas
de somb eamen o acús ico, is o é, zonas de edução de exposição ao uído.
94
Na mesma linha de pensamen o, o somb eamen o acús ico que as o mas u banas p omo em, in luenciam
os ní eis de exposição de uído que chega às achadas. Des e modo, se á p e isí el a es a que as Fo mas
1 e 2 são as que de êm um meno alo de exposição ao uído e a Fo ma 10 a que es á mais expos a ao
uído, po não de e á eas de somb eamen o acús ico.
95
4.3 Conclusões a pa i da análise p elimina
4.3.1 Os p essupos os e condicionan es do es udo p elimina
A p esen e abo dagem p elimina e e como obje i o es uda a in luência da o ma u bana que nos ganhos
po adiação sola na en ol en e e ical do edi icado, que na exposição de uído que chega às achadas
das o mas u banas selecionadas.
As o mas u banas es udadas o am selecionadas do modelo de izinhança p óxima de Ped o (1999) e a
seleção e a es u u ação aplicados po Oli ei a (2011) no es udo da exposição ao uído e po Cou inho
(2018) no seu es udo sob e ganhos po adiação sola .
As o mas selecionadas e já ap esen adas, pa a o es udo p elimina espei am uma e icula p opos a de
á ea de e e ência (24.707,52m²), em que cada o ma u bana é p eenchida pela epe ição da sua o ma
pad ão. Foi a ibuído a cada o ma uma designação nominal numé ica e ap esen ados os dados e e en es
à geome ia de cada uma, numa abela, de modo a se compa á el e de ácil lei u a.
De o ma a sis ema iza a analise das o mas u banas selecionadas do modelo de Ped o (1999), Oli ei a
(2011) e Cou inho (2018) ado a am uma al u a cons an e de 4 pisos, com um pé di ei o de 3m, és-do-
chão inclusi e, pe azendo um o al de 12m de al u a. Es as p emissas o am ado adas em ambos es udos
possibili ando no p imei o o es abelecimen o de elações en e os ní eis de exposição ao uído e os
indicado es de o ma u bana ensaiados e no segundo o es abelecimen o de elações en e a ene gia sola
inciden e nas achadas e os mesmos indicado es de o ma das o mas ensaiadas.
Cou inho (2018) excluiu qua o o mas do es udo não conside ando as i egula idades e as assime ias
obse á eis no uni e so o al das o mas es udadas, ga an indo assim alguma uni o midade de exposição
sola (nomeadamen e po o ien ação), pad ões de sime ia ou de epe ição pe ei os e uma homogeneidade
pe ce í el de pad ões.
A me odologia desen ol ida po Cou inho (2018), e e o in ui o de demons a como a o ma u bana
in luencia as necessidades ene gé icas de um edi ício. Como os ganhos sola es na sua en ol en e e ical,
dependendo do ipo de o ma u bana emp egue, podem p opo ciona uma edução do seu consumo
ene gé ico.
96
Es a abo dagem p elimina , a aliou-se, a a és do cálculo dos indicado es de o ma u bana, a co elação da
o ma u bana com os ní eis de exposição sola das achadas e com os ní eis de uído que chegam à achada.
No p imei o es udo, Oli ei a (2008) eco eu ao so wa e CadnaA – Compu e Aided Noise Aba emen , pa a
calcula os ní eis de uído nas achadas, que u iliza o mé odo de p e isão de uído NMPB 96. Reco endo a
es e so wa e desen ol eu o cálculo segundo uma g elha quad angula , ao longo de odas as achadas com
uma dimensão de 1,5 m x 1,5 m e um a as amen o à achada de 0,5 m.
No segundo es udo, Cou inho (2017) eco eu ao so wa e de modelação Re i Sola Analysis, cujo cálculo
o am conside ados dois pe íodos, o de aquecimen o (in e no) e o de a e ecimen o ( e ão). Foi concluído
nes e es udo, que pa a a es ação de e ão não oi possí el es abelece uma co elação acei á el, ao con á io
do e i icado em es ação de aquecimen o. Assim, es ingiu a análise à es ação de in e no.
4.3.2 Algumas conclusões do es udo p elimina e p emissas pa a o es udo de caso
Nes a abo dagem p elimina , a combinação dos dois es udos, a pa i do mesmo modelo de o mas u banas
pe mi iu a elação dos esul ados ob idos em cada um dos es udos, com os indicado es de o ma,
es abelece algumas conclusões.
Nomeadamen e, que a o ma u bana 10 é a que p opo ciona um maio ganho ene gé ico no pe íodo de
in e no e que as o mas 1 e 2 são as que p opo cionam um meno ganho ene gé ico no mesmo pe íodo.
Como já e e ido es e ac o explica-se pela elação di e a en e a compacidade e a quan idade de espaços
abe os da o ma u bana. Quan o maio a compacidade, maio a en ada da adiação sola . Po sua ez, a
meno complexidade das o mas le a a uma meno o mação de somb as sola es, conduzindo a um maio
ganho ene gé ico. A Fo ma 10, com o alo de índice ac al mais baixo, co obo a es a dedução.
Pelo con á io, as Fo mas 1 e 2, com os Índices de Compacidade e Po osidade mais baixos e complexidade
do pe íme o mais ele ada, são as que possuem ganhos sola es mais eduzidos. É possí el conclui que há
um aumen o dos ganhos ene gé icos po adiação sola à medida que o Índice de Po osidade e de
Compacidade aumen a. In e samen e à medida que o Índice F ac al aumen a há uma edução dos ganhos
ene gé icos po adiação sola .
97
Po ou o lado, em e mos de edução de exposição ao uído o p ocesso é in e so ao da incidência po
adiação sola ; is o é, à medida que os Índices de Compacidade e Po osidade aumen am há ambém um
aumen o da exposição ao uído, que nes e caso não é bené ico. Nes e sen ido, p e ende-se que os ní eis de
exposição ao uído sejam eduzidos e não ele ados. Po sua ez o Índice F ac al é o que ep esen a a
endência p e endida, is o é, à medida que a complexidade de o ma u bana aumen a os ní eis de exposição
ao uído eduzem.
O es udo p elimina desen ol ido e elou-se ú il e adequado, pe mi indo demons a a elação combinada
da in luência da o ma u bana nos ganhos sola es na en ol en e e ical dos edi ícios, ou como se compo a
pe an e a exposição ao uído.
Es a abo dagem p elimina e e como obje i o a e igua quais as o mas u banas que se compo am melho
e pio ace à exposição ao uído e ace à incidência da adiação sola , pe mi indo compa a e elaciona as
o mas u banas com a adiação sola e o uído u bano.
As conside ações ap esen adas e idenciam a po encialidade des es índices como e amen a de apoio ao
planeamen o no domínio da exposição sola e exposição ao uído no es udo e na egulamen ação de no as
cons uções.
4.3.3 Limi ações
O p esen e es udo ap esen a algumas limi ações não menosp ezá eis, a ab angência é um pon o limi a i o,
na medida em que, não endo a p e ensão de se um manual de soluções ipo, não é possí el con empla
odas as ipologias e espe i as a ian es e con li os.
Po se conside a que não exis em ipologias uni e sais e ansponí eis ambém não exis em soluções ideais
aplicá eis a qualque caso especí ico, mas pode-se incen i a no modo como es as co elações podem se
in oduzidas, desde logo na ase de conceção.
No deco e des a abo dagem p elimina e no es udo dos abalhos de Oli ei a (2011) e Cou inho (2017),
e i ica am-se algumas limi ações di e amen e associadas aos indicado es de o ma u bana pa a além da
p óp ia ab angência dos modelos de o mas selecionados.
98
Os indicado es (CI, ROS e F ac al) que o am u ilizados nos dois es udos são no malmen e aplicados em
á eas u banas ex ensas e não pa a qua ei ões ou pa a as o mas do modelo de izinhança p óxima ado ado.
Nas o mas u banas usadas con o nou-se esse ac o usando a mesma al u a nas di e en es o mas u banas.
No plano de abalho p opos o a segui p e ende-se da espos a a algumas dessas limi ações,
po meno izando o es udo e a seleção de uma a ês o mas u banas de modo a alcança um ní el de de alhe
do es udo p e endido.
A Fo ma 10 e a Fo ma 1 são as candida as a se em escolhidas nes a ase po se em ep esen a i as das
si uações ideais e não ideais pa a cada um dos es udos e sendo eles in e samen e elacionados, is o é, a
Fo ma 10 é a o ma u bana que melho ap esen a a si uação ideal pa a ob e maio incidência de adiação
sola nas achadas, po ap esen a uma olume ia simples, linea e compac a.
As mesmas ca ac e ís icas da Fo ma 10 que po enciam a incidência sola , são as mesmas que p omo em
a si uação mais des a o á el pe an e a exposição ao uído, po não ap esen a em een âncias ou
complexidade olúmica que ge am zonas de p o eção ao uído (á eas de somb eamen o acús ico) que po
sua ez diminuem os ní eis de exposição.
De o ma a da espos a a es as
“incompa ibilidades”
o na-se pe inen e es uda essas zonas de con li o, a
pa i dos pa âme os e equisi os que são le ados em conside ação no cálculo dos ní eis de exposição sola
e sono a.
Conside ando as conclusões ap esen adas pelo es udo p elimina , oi possí el escolhe o es udo de caso
p opos o nes e âmbi o. Nomeadamen e um qua ei ão que con emple uma o ma u bana com um pá io
in e io , simila à Fo ma u bana 1 e 2 e um edi icado na mesma en ol en e que ep esen e a Fo ma u bana
10, que melho ep esen em a si uação de comp omisso en e as necessidades sola es e as sono as.
99
5. ESTUDO DE CASO
5.1 Enquad amen o do caso de es udo
A escolha do es udo de caso nomeadamen e um qua ei ão, e e como p incipal equisi o e um edi icado
com um pá io in e io , o mais echado possí el e uma ou a edi icação com pá io semi echado ep esen a i o
das o mas u banas 1 e 2 do es udo p elimina e, po úl imo, uma en ol en e que se assemelhe à o ma
u bana ipo 10, de modo a se possí el conc e iza uma análise p á ica do es udo p elimina e a e igua a
si uação de comp omisso en e as necessidades sola es e as sono as.
Ao analisa o e i ó io po uguês, cen ou-se a p ocu a do es udo de caso nos dis i os de B aga, Po o e
Viana do Cas elo, pela ques ão de p oximidade à Uni e sidade Minho, de o ma a pode se moni o izado
mais ezes. O qua ei ão de Viana do Cas elo encon ado, co esponde às p emissas p opos as e o seu
acesso é de âmbi o li e, não endo que eco e a pe missões de condomínios ou mo ado es pa a e e ua
medições no local, pa a além de se um edi icado do A elie 15 como gabine e p emiado pela qualidade de
seus p oje os.
5.1.1 Enquad amen o geog á ico
O es udo ealizado e e como obje i o medi
in si u
com di e en es equipamen os e e i ica a in luência da
adiação e do uído num qua ei ão do município po uguês de Viana do Cas elo, localizado no li o al
no oes e e na NUT III Al o Minho. T a a-se de um concelho de média dimensão, com uma população de
85.784 habi an es e uma á ea o al de 319,02 km². A Figu a 45 ilus a a á ea de es udo e a ado do
município em 2017 (Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE), 2021b).
100
Figu a 45: Á ea de es udo de caso na Rua D. Ma ia II (Viana do Cas elo). (A) Con ex o eu opeu; (B) NUTS III
Al o Minho e Concelho de Viana do Cas elo; e (C) Localização da á ea de es udo
O es udo de caso consis e num edi ício esidencial mul i amilia , cujo con ex o u bano é um aglome ado no
cen o his ó ico com uas es ei as e edi ícios com uma al u a média de 3 pisos. Os quad an es nascen e,
poen e e no e es ão consolidados com cons uções p é-exis en es, enquan o o quad an e sul é mais abe o
com a p esença de edi ícios no á eis como uma capela. O edi ício em uma con igu ação de bloco echado
com pá ios in e io es, como se pode e na Figu a 45.
Pa a o es udo de adiação sola , oi u ilizado o modelo ASHRAE Re ised Clea Sky Model (“Tau Model”) e a
espe i a calib ação do modelo desen ol ido, o am selecionados 4 pon os de medição (Figu a 46), em cada
pon o de ecolha de dados o am u ilizados 3 equipamen os (desc i os no subcapí ulo das e amen as de
medição sola ) pa a medi a adiação sola global.
Pa a o es udo de uído na achada oi u ilizado o modelo p e isional CNOSSOS e a espe i a calib ação do
modelo eco eu à medição do ní el de uído em 9 pon os (Figu a.46). Os equipamen os selecionados es ão
ce i icados pelo IPQ e es ão de aco do com a no ma ISO1996:2021 e o am escolhidos po azões de
mobilidade, acesso e cus o-bene ício de u ilização (equipamen os o necidos pelos labo a ó ios da ins i uição
que acolheu o es udo).
101
Figu a 46: Vis a da á ea do qua ei ão escolhido como es udo de caso e as espe i as ma cações dos pon os
de ecolha de dados (PC) pa a a adiação sola 4 (PC) (a) e pa a o uído 9 (PC)(b)
Como as condicionan es e ca ac e ís icas da en ol en e in luenciam a exposição do uído e a exposição
sola que chegam às achadas do es udo de caso, conside ou-se pe inen e egis a o og a icamen e esse
con ex o na Tabela 19.
Tabela 19: Rep esen ação o og á ica do local de es udo e da sua en ol en e e do equipamen o de medição
Fo og a ias do local de es udo (en ol en e
e equipamen o de medição)
Vege ação da en ol en e
Vias de á ego da
en ol en e
PC1 com o ien ação sola No oes e
10 á o es de olha caduca com
1 onco de ± 0,30 cm de
diâme o e 4,00 m de al u a.
Folhagem quando p esen e
±8m de diâme o
Es ada p incipal com
á ego mais in enso à
esque da e es ada
secundá ia em en e do
equipamen o de medição
PC2 com o ien ação sola Sul com obs áculo
3 á o es de olha caduca com
1 onco de ± 0,30 cm de
diâme o e 2,70-3,00 m de
al u a. A olhagem, quando
p esen e, em um diâme o de
±7m
Faixa de odagem p incipal
com á ego mais in enso à
esque da e aixa de
odagem secundá ia em
en e do apa elho de
medição
PC3 com o ien ação sola les e
Não há ege ação à ol a da
es ação de medição.
Es ada secundá ia com
menos á ego au omó el à
esque da e à di ei a
ese ada aos peões
PC4 com o ien ação sola Sul sem obs áculo
9 á o es de olha pe ene, nes e
caso com um onco com
ege ação de ± 1 m de
diâme o e 6-7,00 m de al u a.
Es ada p incipal com
á ego au omó el mais
in enso à di ei a e es ada
secundá ia com menos
á ego em en e do
equipamen o de medição
108
Assim, o pi anóme o de e mopilha oi u ilizado pa a medi a adiação sola numa amos a uni o me ( odo
o edi ício do es udo de caso em o mesmo ma e ial de e es imen o) com uma á ea de supe ície de
ap oximadamen e 1 m². Es a écnica (designada po E1918A) oi u ilizada pa a medi a adiação sola global
em di e en es pon os de medição in si u. Os ou os dois equipamen os de medição, o pi óme o de silício e
o medido sola apesa de não p eenche em os equisi os da no ma ISO 9060, seguem as ecomendações
da O ganização Me eo ológica Mundial (OMM) em e mos de equipamen os de medição de adiação sola .
As medições deco e am em empo eal no dia 17 de e e ei o de 2023, ao longo de odo o dia, iniciando-
se no pon o de medição PC1 às 9:40 e e minando com a úl ima medição no pon o de medição PC4 às
18:40. Pa a cada pon o de medição / ecolha de dados (PC), o am e e uadas 5 medições ao longo do dia,
ep esen a i as das di e enças sola es do dia (ho a sola ).
5.2.4 Fe amen as de simulação da adiação sola
Pa a o cálculo da adiação sola , a me odologia ado ada oi a modelação do edi ício e do seu con ex o
u bano, incluindo o qua ei ão onde se inse e, o e eno com a sua opog a ia e os edi ícios exis en es que
ladeiam as uas en ol en es. A modelação oi ei a a pa i de um p og ama BIM (Building In o ma ion
Modelling) (A chicad) que pe mi iu a a iculação com o G asshoppe 3D - um plugin pa a o Rhino 3D, que é
uma das p incipais e amen as de modelação pa amé ica.
As simulações de adiação sola e e uadas o am baseadas em dados climá icos disponí eis em o ma o
Ene gy Plus Wea he File (Epw) pa a Viana do Cas elo. O ichei o é alidado com os dados sin é icos do
INETI pa a Po ugal e pelo Ins i u o Po uguês de Me eo ologia e es á disponí el no si e da
Clima e.OneBuilding (2023).
O Ladybug é um
plugin
do G asshoppe que pe mi e ealiza análises de alhadas de dados climá icos pa a
p oduzi isualizações pe sonalizadas e in e a i as pa a um p oje o ambien almen e in o mado,
nomeadamen e a a és de es udos de adiação e somb eamen o sola (Ladybug, 2024). O es udo de caso
u ilizou o Ladybug pa a de ini os componen es da análise da adiação sola ( olumes e geome ias) de
modo que o obje o de análise seja simul aneamen e obje o e con ex o (en ol en e). O modelo de simulação
eco e ambém ao
plugin
Honeybee que u iliza g elhas e is as que pe mi em isualiza melho o es udo
da adiação sola e do somb eamen o sola .
109
O componen e
HB Annual I adiance
execu a um es udo de adiação anual pa a o modelo Honeybee ao
calcula a incidência sola ho á ia pa a cada senso nas g elhas (de senso es) do modelo. O cálculo
undamen al des a ó mula é o mesmo que o da
HB Annual Dayligh
, do Ladybug na medida em que é
u ilizado um mé odo de 2 ases melho ado pa a con abiliza com p ecisão a adiação sola di e a em cada
passo da simulação. No en an o, es a me odologia calcula a adiação sola de banda la ga em W/m² em
ez da iluminância isí el em lux, mais comum na u ilização do conjun o de componen es do Honeybee.
Consequen emen e, os alo es médios de adiação e adiação acumulada p oduzidos po es a o ma de
cálculo são mais exa os do que os p oduzidos pela o ma de cálculo do componen e HB
Cumula i e
Radia ion
. Além disso, como os alo es ho á ios de adiação são exa os, es a solução pode se u ilizada pa a
a alia a adiação de pico e de e mina as ca gas sola es mais des a o á eis em dias de céu limpo que
ep esen am ge almen e dias com necessidades de a e ecimen o.
Apesa de se um componen e Ladybug, oi acei e e p ocessado pelo
HoneyBee
(componen e
Senso G id)
,
que nos pe mi e e olui na de inição pa a consegui mos as medições conside ando as ca ac e ís icas das
supe ícies dos olumes e geome ia. A c iação dum obje o pelo
Senso G id
pode se usada numa o ina
baseada em g elhas. Nes e caso, simula o senso analógico a pa i dos pon os de inidos na componen e
an e io . É usada uma malha opcional (
mesh
) que se alinha com os senso es. Is o é ú il pa a ge a
isualizações da g elha de senso es pa a além das posições dos senso es (
base_geo
).
Na composição da simulação é c iada uma es u u a (
B ep)
opcional pa a a geome ia u ilizada pa a c ia a
g elha. Não há es ições sob e como es e (b ep) se elaciona com os senso es e é o necido apenas pa a
ajuda na isualização da g elha quando o núme o de senso es ou a malha é demasiado g ande pa a se
isualizada de o ma p á ica.
Es a u ilização des es componen es (como o Senso G id) oi uma adap ação, uma ez que ge almen e es e
sis ema é pa a medição in e io e co esponde a, po exemplo, pa imen o de um compa imen o. Nes e
caso oi u ilizado pa a simula o senso de medição ex e io .
An es de passa ao componen e que elaciona a g elha e a geome ia ex e io , eco eu-se a um componen e
(HB Model), que pode se u ilizado pa a a simulação como uma lis a de espaços "honeybee" a adiciona ao
modelo que simula á a adiação anual. No e-se que é necessá io pelo menos uma di isão pa a c ia um
110
modelo ene gé ico simulá el. Nes a en ada, euni am-se odas as geome ias de e eno e edi ícios
en ol en es ao senso . De salien a que pa a cada pon o de medição oi c iada uma en ol en e, uma ez
que o empo de cálculo es a a a se excessi o (ap oximadamen e 02h00 po cada medição).
O modelo an e io men e desc i o e mencionado p oduz a pa i dos componen es Wea ou um ichei o .wea
ou .epw, u ilizado o componen e
HB Wea om Epw
, pe mi e a en ada dos dados climá icos. A adiação
acumulada em kWh/m² du an e o pe íodo de empo de Wea. Es e oi o
ou pu
u ilizado pa a ecolhe os
dados. Pa a as de inições de adiação no pe íodo equi alen e ao das medições
in si u
, a me odologia oi a
seguin e:
C ia um obje o Wea a pa i de um ichei o EPW (nes e caso, de Viana do Cas elo), onde são in oduzidos
os seguin es dados:
• Localização comple a de um ichei o me eo ológico .epw.( epw_ ile [Ob iga ó io])
▪ Localização comple a de um ichei o me eo ológico .epw. O ichei o u ilizado oi
PRT_NO_Viana.do.Cas elo-Cha e.085510_TMYx.2007-2021.epw que con ém os
dados climá icos do pe íodo comp eendido en e 2007 e 2021 ob ido a pa i do
po al
h ps://clima e.onebuilding.o g/WMO_Region_6_Eu ope/PRT_Po ugal/index.h
ml na da a de 05 de ma ço de 2022.
• Uma lis a opcional de ho as do ano (núme os de 0 a 8759) pa a as quais o Wea ai se especi icado
( Hoys). Po de ei o, o Wea é ge ado pa a o ano in ei o.
• Um núme o in ei o que ep esen a o in e alo de empo u ilizado pa a c ia o obje o WEA. A
p ede inição é 1 pa a 1 passo po ho a do ano ( imes ep).
As e amen as Ladybug ools u ilizam o Ene gyPlus (Ene gyPlus (Big Ladde So wa e), 2024) como mo o
de simulação pa a a modelação ene gé ica. Uma ez que são semp e baseadas nas no mas ASHRAE, a
ó mula u ilizada é ado ada a pa i de uma e isão in oduzida pela ASHRAE 2009 HOF no modelo de céu
limpo baseado nas p o undidades ó icas especí icas de cada local pa a adiação di e a e di usa,
nomeadamen e, o modelo ASHRAE Re ised Clea Sky Model (“Tau Model”).
O modelo eque massa de a , m, calculada pela seguin e equação:
m= 1
[sinβ+0.50572⋅(6.07995+β)−1.6364]
(14)
111
Em que:
β= al i ude sola , g aus.
As i adiâncias di e a e di usa são de e minadas com as seguin es elações:
Eb=Eo⋅exp [−τb⋅m.ab]
(15)
Ed=Eo⋅exp [−τd⋅m.ad]
(16)
Onde:
Eb= i adiância no mal do eixe, W/m²
Ed= i adiância ho izon al di usa,
Eo= i adiância no mal ex a e es e,
m= massa de a
τb e τd = p o undidades ó icas di usa e de eixe (a pa i de dados de conceção climá ica ASHRAE)
ab e ad= expoen es de massa de a di uso e de eixe (ou de i adiação di e a no mal)
Valo es de τb e τd são especí icos de cada local e a iam ao longo do ano. Inco po am a dependência da
adiação sola do céu limpo das condições locais, como a al i ude, o eo de água de p ecipi ação e os
ae ossóis.
Os expoen es da massa de a ab e ad o am co elacionados com τb e τd a a és das seguin es elações
empí icas:
ab=1.219−0.043⋅τb−0.151⋅τd−0.204⋅τb⋅τd
ad=0.202+0.852⋅τb−0.007⋅τd−0.357⋅τb⋅τd
De aco do com es udos ealizados no âmbi o de p oje os de in es igação da ASHRAE, o modelo Tau e is o
(Equação (14)) p oduz alo es de i adiância isicamen e mais plausí eis do que o modelo adicional de céu
limpo. O modelo au é o desc i o e u ilizado po es e componen e (Ene gyPlus (Big Ladde So wa e), 2024).
Em pa icula , os alo es de i adiância di usa são mais ealis as.Consequen emen e, os alo es médios de
adiação e adiação acumulada p oduzidos po es a o ma de cálculo são mais exa os do que os p oduzidos
pela o ma de cálculo do componen e "HB Cumula i e Radia ion". Além disso, como os alo es ho á ios de
112
adiação são exa os, es a solução pode se u ilizada pa a a alia a adiação de pico e de e mina as ca gas
sola es mais des a o á eis em dias de céu limpo que ep esen am ge almen e dias com necessidades de
a e ecimen o.Com es a de inição chega am-se aos alo es ap esen ados nas abelas seguin es e pa a o
p ocesso de alidação, o am ga an idas as mesmas condições me eo ológicas, a mesma base geog á ica
e os mesmos pon os de medição (coo denadas x, y, z).
113
5.3 Validação dos modelos
A ca ac e ização do uído ambien e da cidade de Viana do Cas elo oi baseada em mé odos p e isionais e
complemen ada com medições acús icas pa a calib ação do modelo. A p e isão dos ní eis sono os e e em
con a a con ibuição do á ego odo iá io, a opog a ia da zona em es udo e os enómenos ísicos mais
ele an es na adiação e p opagação das ondas sono as.
Tendo a densidade da g elha de cálculo implicação di e a com a esolução espacial do mapa de uído e
com o empo de cálculo associado, é necessá io es abelece um comp omisso equilib ado en e es es dois
aspe os. Assim o am de inidos pon os ece o es, com uma co a de 1.5 me os acima do e eno, e
localizados ao longo do es udo de caso e de o ma ab ange análises di e en es na elação on e de uído
( ias de á ego au omó el) e ece o de uído ( achadas do caso de es udo). As amos as dos pon os de
medição in si u ão co esponde aos pon os ece o es no modelo simulado.
As coo denadas e as condições de medição o am ep oduzidas no modelo de simulação. Nes e con ex o, a
ca ac e ização do uído ambien e na cidade de Viana do Cas elo desen ol eu-se a a és da seguin e
sequência de a e as:
• Le an amen o das on es de uído ambien al do es udo de caso incluiu con agem de eículos
au omó eis po ipo de eículo (de aco do com Cnossos);
• Modelação do uído a a és do modelo de p e isão de uído ambien e Cnossos e cálculo do ní el
sono o con ínuo equi alen e (Leq(A)) pa a o pe íodo diu no, a pa i do á ego odo iá io exis en e;
• De e minação do uído no ece o (pon os de alidação).
A ca ac e ização do es udo de caso em e mos sola es, na cidade de Viana do Cas elo oi ambém baseada
em mé odos de simulação e auxiliada po medições de adiação sola pa a calib ação do modelo.
• Pa a a p e isão do es udo de adiação sola e e-se em con a a con ibuição da opog a ia, da
en ol ência edi icada e o ien ação sola ;
• De e minação da adiação no ece o (pon os de alidação);
114
5.3.1 Ruído (Validação)
5.3.1.1 Seleção de Pon os de Medição “in si u” (pon os de alidação)
Pa a a ob enção dos ní eis de uído nas achadas, em e mos de indicado es de uído, nes e caso o Leq(A)
oi selecionados pon os de medição/ alidação a pa i do es udo de caso na cidade de Viana do Cas elo.
Os pon os de medição o am escolhidos segundo um c i é io de ab angência e di e si icação em elação às
on es de uído ( ias de á ego au omó el ci cundan es), endo po base a escolha de zonas com e sem
obs ução ou obs áculos à p opagação do uído e assim p opo ciona uma amos a de zonas p opícias ao
somb eamen o acús ico e ou as de exposição di e a ao uído.
Nas medições e e uadas pa a além dos pa âme os e c i é ios an e io men e e e enciados, odas as ias
es ão ni eladas em elação à supe ície na u al do e eno.
As ias que se em as ês á eas selecionadas pa a alidação possuem as seguin es
ca ac e ís icas:
• ias simples de sen ido único
• ias de acesso local
• pa imen o
• elocidade de ci culação
5.3.1.2 Con agem de T á ego
As on es de uído são ca ac e izadas pela sua posição no sis ema de coo denadas, dimensão, po ência
sono a e ipo de on e, sendo ais aspe os de e minados a pa i de um conjun o de pa âme os segundo o
ipo de on e. Pa a as on es odo iá ias, os pa âme os que ca ac e izam es as on es são: olume de
á ego, elocidade de ci culação e pe cen agem de eículos pesados.
De o ma a a alia o ní el de uído p oduzido p ocedeu-se a uma con agem de á ego au omó el em
simul âneo com a medição de uído com o sonóme o nos pon os de alidação. A con agem de á ego oi
ei a de o ma manual e com egis o de início e im de con agem (modelo de icha écnica de medição cons a
no Anexo I).
115
Os eículos con ados o am ag upados nas ca ego ias es abelecidas pela emissão sono a de eículos
odo iá ios, segundo a Di e i a 2007/46/CE do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 5 de se emb o de
2007 (APA, 2023; Kephalopoulos, Pa io i and An osso-Lédée, 2012).
Pa a de e mina o olume de á ego con ou-se o núme o de eículos que passam numa de e minada secção
da ia na unidade de empo (00.15 h cada PC). Nes e caso, o olume de luxo oi pa a um pe íodo de uma
ho a. A composição do á ego e e em linha de con a a pe cen agem dos di e en es ipos de eículos que
compõem a co en e de á ego, no que diz espei o ao luxo de eículos ligei os e pesados.
5.3.1.3 Ruído medido nos pon os de alidação
O uído ambien e p o enien e do meio u bano, qualque que seja o local, não é es acioná io, ap esen a
a iações no empo que se e elam no sinal p oduzido a a és de queb as e picos.
Quando se p e ende, como é o es udo de caso ca ac e iza o uído p oduzido pelo á ego odo iá io, dado
o seu uído se lu uan e, uma simples medição pon ual do seu alo não é su icien e. Se á necessá io
eco e ao cálculo duma média, ob ida após um empo de medição ep esen a i o, bem como a indicado es
que possam e ela os picos máximos e mínimos oco idos du an e o pe íodo de empo de medição.
Na a aliação do uído ambien e são em ge al u ilizados de e minados indicado es de uído que ca ac e izam
o ambien e acús ico ex e io . São eles os indicado es médios, a a és do ní el sono o con ínuo equi alen e
(Leq), que se de ine como o ní el de p essão sono a cons an e, no qual a quan idade de ene gia acús ica
emi ida du an e um de e minado pe íodo de empo é a mesma do que o uído lu uan e e e i o emi ido (L.
Sil a, 2009).
O Leq é o indicado in e nacionalmen e ado ado po se o mais ep esen a i o do uído obse ado num
de e minado local e du an e um ce o in e alo de empo e é exp esso em dB(A). As Tabelas 22, 23 e 24
ap esen am as medições e e uadas nos Pon os de Validação.
116
Tabela 22: Medição do Ruído nos Pon os de Validação
Pon o de Con ole (PC)
Local de Medição
LeqA [dB(A)]
PC1
54,2
PC2
55,6
PC3
59,4
PC4
58,0
5m
7m
2m
5m
7m
2m
Fo o do PC3 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização de odos os PC e ias
4m
7m
2m
Fo o do PC1 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização de odos os PC e ias
5m
7m
1m
117
Tabela 23: Medição do Ruído nos Pon os de Validação (con inuação)
Pon o de Con ole (PC)
Local de Medição
LeqA [dB(A)]
PC5
49,2
PC6
52,1
PC7
50,0
PC8
50,4
Fo o do PC5 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização de odos os PC e ias
8m
8m
0.5m
Fo o do PC6 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização
3.30m
8m
3.5m
Fo o do PC7 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização de odos os PC e ias
15m
8.5m
1.5m
Fo o do PC8 com as espe i as dis âncias de e e ência Imagem da localização de odos os PC e ias
21m
7m
124
Tabela 30: Pon os de Medição da Radiação sola
in si u
Fo og a ia pano âmica da en ol en e do pon o de medição
PC3
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Pi anóme o de
e mopilha (W/m²)
Medido Sola
(W/m²)
Ho as de medição
(In o mação
ecolhida pon ual)
10h20
77,8
71,9
86,7
12h20
679,5
541,7
575,8
14h20
653,6
517,2
920,8
16h20
34,3
31,7
39
18h20
0,66
0
0,6
Ho as de medição
(In o mação
ecolhida _média
a i mé ica)
10h10-10h20
76,3
70,1
-
12h10-12h20
660,9
627,5
-
14h10-14h20
675,2
533,6
-
16h10-16h20
36,4
33,5
-
18h10-18h20
1,35
0
-
Modelo de Ficha écnica de medição no Anexo II
125
Tabela 31: Pon os de Medição da Radiação sola
in si u
Fo og a ia pano âmica da en ol en e do pon o de medição
PC4
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Pi anóme o de
e mopilha (W/m²)
Medido Sola
(W/m²)
Ho as de
medição
(In o mação
ecolhida pon ual)
10h40
652,1
595,9
1118
12h40
679,5
713,3
1108
14h40
500,4
517,2
1033
16h40
31,0
27,1
40
18h40
0
0
0
Ho as de
medição
(In o mação
ecolhida _média
a i mé ica)
10h30-10h40
626,0
586,1
-
12h30-12h40
767,2
717,1
-
14h30-14h40
523,2
454,7
-
16h30-16h40
32,7
29,3
-
18h30-18h40
0
0
-
Modelo de Ficha écnica de medição no Anexo II
126
Da análise das Tabelas 28, 29, 30 e 31 pode conclui -se que, à medida que as medições se
ap oximam da ho a de almoço (12:00-14:00), onde há uma maio ampli ude é mica, a medição da
adiação é ambém maio e a susce ibilidade do equipamen o à a iação é mica ambém oscila,
dependendo do ipo de senso . O pi anóme o de silício é mais sensí el à empe a u a e à luz, uma
ez que é um senso calib ado em condições de céu abe o, em compa ação com os pi anóme os
de e e ência, ou seja, de aco do com a Re e ência Radiomé ica Mundial.
De ido às di e en es espos as espec ais da o océlula de silício e das e mopilhas, pa a ob e lei u as
p ecisas, o SP1110 de e se u ilizado em condições de iluminação na u al e em di e en es condições
de sol, nu ens, e c., que a e am a calib ação. No en an o, a calib ação de e e ência do pi anóme o
de silício em elação à ene gia sola (banda de onda de 300nm a 3000nm) é a banda de acei ação
dos pi anóme os de e mopilha. Nes e sen ido, com exceção da ho a sola (PC2), o compo amen o
do pi anóme o de silício é semelhan e ao do pi anóme o de e mopilha, como se pode obse a nos
pon os de ecolha de dados PC1, PC3 e PC4 na Figu a 49.
0
10
20
30
40
50
60
9h40 11h40 13h40 15h40 17h40
Sola adia ion [W/m2]
Hou (GMT+00)
A - PC1
0
100
200
300
400
500
600
700
10h00 12h00 14h00 16h00 18h00
Sola adia ion [W/m2]
Hou (GMT+00)
B - PC2
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
10h20 12h20 14h20 16h20 18h20
Sola adia ion [W/m2]
Hou (GMT+00)
C - PC3
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1100
1200
10h40 12h40 14h40 16h40 18h40
Sola adia ion [W/m2]
Hou (GMT+00)
D - PC4
Skye senso
PYRA senso
SM206-Sola senso
Figu a 49: Medições da adiação sola em qua o pon os de ecolha de dados (A - PC1; B - PC2;
C - PC3; D - PC4)
127
Po ou o lado, o sola me o, ambém de ido à sua con igu ação e sensibilidade à empe a u a de
uncionamen o (-10°C a 60°C), ende a da alo es mais ele ados do que o ins umen o de
e mopilha, que é o disposi i o de medição de e e ência nes e es udo de caso.
Os pi anóme os ap esen am alo es mais p óximos uns dos ou os em compa ação com o medido
sola , como é possí el e i ica nas á ias medições e e uadas em di e en es momen os do dia nos
qua o pon os de medição.
Os ês equipamen os de medição u ilizados no es udo de caso, sob as mesmas condições e com
p ecisão e alcance apa en emen e semelhan es, isí eis na Tabela 21, cap am e medem alo es
di e en es, como oi possí el e i ica an e io men e (Figu a 7A-D).
O pi anóme o de e mopilha oi escolhido como senso de e e ência po se o equipamen o que
cump e as no mas ISO e po se o que o nece os alo es mais iá eis pa a as di e en es ampli udes
é micas que oco em ao longo do dia nas di e en es medições e ho as sola es, como se pode e na
Figu a 49.
A Figu a 50 mos a a compa ação en e os ês disposi i os de medição, mas usando o pi anóme o
de e mopilha como e e ência. Como se pode e i ica , o pi anóme o de silício em um
compo amen o mais asse i o e uma linha de endência ligei amen e supe io (R2= 0,911) à do
medido sola (R2= 0,900).
Figu a 50: Compa ação en e o pi anóme o de e mopilha e os ou os dois senso es (pi anóme o de
silício (la anja) e medido de adiação sola (azul))
y = 0,5585x + 33,744
R² = 0,8999
y = 0,8176x + 9,2778
R² = 0,9112
0
200
400
600
800
1000
1200
0 200 400 600 800 1000 1200
The mopile py anome e (W/m2)
Silicon py anome e and Sola adia ion me e (W/m2)
128
Uma análise compa a i a da igu a an e io mos a que à medida que a i adiância sola aumen a, a
dispe são dos alo es ambém aumen a. Como já oi e e ido, uma das explicações pa a es e
enómeno é a sensibilidade do equipamen o ao aumen o da empe a u a (ambien e).
A me odologia p opos a abo da as ince ezas ou imp ecisões dos equipamen os e/ou medições in
si u, que es abelece co e amen e o que cada equipamen o mede e em que si uações são
conside ados acei á eis, que po no mas, que em espos a a pedidos.
A exa idão e p ecisão de odo o p ocesso é mui o complexa, na medida em que se p e ende analisa
quais os componen es que p o ocam maio e o de p ecisão.
Como se pode e i ica pela obse ação das medições e das ca ac e ís icas dos equipamen os
u ilizados, em e mos simplis as, a linha de endência das medições ao longo do dia e nos 4 pon os
de medição são semelhan es.
Mas se olha mos pa a os alo es ob idos em cada ho a de medição e em cada pon o de medição,
e i icamos que em e mos nominais exis em lu uações de alo es, sob e udo quando compa amos
os alo es do sola íme o com os dos pi anóme os. E se conside a mos a compa ação en e o
pi anóme o de silício e o pi anóme o de e mopilha, ambém podemos e a di e ença nominal.
Os e os do equipamen o são ine en es ao ipo de pi anóme o u ilizado e à calib ação aplicada, e
incluem o e o zeni al (e o de cosseno), o e o azimu al, a es abilidade, a não linea idade, a
dependência da empe a u a e a espos a espe al. Os egis os de maio qualidade são ob idos com
pi anóme os de e mopilha, que se baseiam no e ei o e moelé ico.
No caso das e mopilhas, como já oi e e ido, a no ma ISO 9060/1990 (ISO, 1990; Niewienda &
Heid +, 1996) e a O ganização Me eo ológica Mundial (OMM) (WMO (Wo ld Me eo ological
O ganisa ion), 2008) es abelece am ês ní eis de qualidade: Pad ão Secundá io ou Al a Qualidade;
P imei a Classe ou Média Qualidade; e Segunda Classe ou Baixa Qualidade.
129
As p incipais di e enças es ão elacionadas com o empo de espos a, a esolução, a es abilidade, a
linea idade e a sele i idade espe al (Paulescu
e al.
, 2013).
O es udo de caso mos ou que os ins umen os u ilizados pa a medi o mesmo pa âme o,
independen emen e de cump i em ou não no mas e pad ões com di e en es ní eis de qualidade de
equipamen o, não são su icien es pa a o nece dados p ecisos sob e a adiação sola que a inge
uma supe ície de di e en es o mas (di e a, di usa ou e le ida), p incipalmen e de ido às limi ações
de cada ins umen o.
No en an o, os alo es ap esen ados do es udo são álidos po cump i em os p ocedimen os de
medição es abelecidos nas no mas ISO e OMM.
5.3.2.2 Resul ados Compa a i os de adiação sola (Pon os Medidos s Pon os
Modelados)
O es udo p opos o seguiu os seguin es p ocedimen os: ecolha dos ní eis de adiação sola global
medidos em pon os de con olo (PC), modelação do es udo de caso com inco po ação des es pon os,
simulação do es udo de caso pa a os e e idos pon os e alidação dos Pon os Simulados a a és da
compa ação dos alo es ob idos na modelação com os alo es das medições.
Nas Tabelas 32 e 33, são ilus ados os ní eis de adiação sola das medições "in si u" e a adiação
sola ob idos na simulação, que pe mi i á a p imei a alidação e compa ação do es udo sola .
130
Tabela 32: Di e encial dos Pon os Simulados e dos Pon os Medidos (PC1) e (PC2)
Pon o de con olo (medição e simulação)
PC1
Ho as de medição
(média a i mé ica)
Pon os Medidos
com Pi anóme o
de silício (W/m²)
Pon os Medidos
Pi anóme o
e mopilhas (W/m²)
Pon os
Simulados
(W/m²)
Di e encial
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Di e encial
Pi anóme o
e mopilhas
(W/m²)
9h30- 9h40
30,5
27,0
28,1
-2,4
1,1
11h30-11h40
36,8
39,2
38,8
2,0
-0,4
13h30-13h40
32,0
24,2
26,3
-5,7
2,1
15h30-15h40
38,0
36,0
38,7
0,7
2,7
17h30-17h40
14,8
10,9
10,1
-4,7
-0,8
Pon o de con olo (medição e simulação)
PC2
Ho as de medição
(média a i mé ica)
Pon os Medidos
com Pi anóme o
de silício (W/m²)
Pon os Medidos
Pi anóme o
e mopilhas (W/m²)
Pon os
Simulados
(W/m²)
Di e encial
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Di e encial
Pi anóme o
e mopilhas
(W/m²)
9h50-10h00
61,9
62,3
66,4
4,5
4,1
11h50-12h00
383,3
445,9
466,9
83,7
21,1
13h50-14h00
140,2
165,7
324,9
184,7
159,2
15h50-16h00
56,5
46,4
76,97
20,5
30,6
17h50-18h00
5,7
0,23
7,11
1,4
6,9
131
Tabela 33: Di e encial dos Pon os Simulados e dos Pon os Medidos (PC3) e (PC4)
Pon o de con olo (medição e simulação)
PC3
Ho as de medição
(média a i mé ica)
Pon os Medidos
com Pi anóme o
de silício (W/m²)
Pon os Medidos
Pi anóme o
e mopilhas (W/m²)
Pon os
Simulados
(W/m²)
Di e encial
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Di e encial
Pi anóme o
e mopilhas
(W/m²)
10h10-10h20
76,3
70,1
67
-9,3
-3,1
12h10-12h20
660,9
627,5
448,05
-212,9
-179,5
14h10-14h20
675,2
533,6
561,91
-113,3
28,3
16h10-16h20
36,4
33,5
35,02
-1,4
1,5
18h10-18h20
1,35
0,0
1,52
0,2
1,5
Pon o de con olo (medição e simulação)
PC4
Ho as de medição
(média a i mé ica)
Pon os Medidos
com Pi anóme o
de silício (W/m²)
Pon os Medidos
Pi anóme o
e mopilhas (W/m²)
Pon os
Simulados
(W/m²)
Di e encial
Pi anóme o de
silício (W/m²)
Di e encial
Pi anóme o
e mopilhas
(W/m²)
10h30-10h40
626,0
586,1
550,0
-76,0
-36,1
12h30-12h40
767,2
717,1
741,2
-26,0
24,1
14h30-14h40
523,2
454,7
528,1
4,9
73,4
16h30-16h40
32,7
29,3
40,68
8,0
11,4
18h30-18h40
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
132
As alidações empí icas compa am no malmen e os esul ados da simulação com as medições de
adiação sola a pa i de equipamen os que po si só já êm condicionan es, uma ma gem de e o,
de ince eza e p ecisão, que in luenciam os esul ados da medição como oi possí el a e igua no
es udo compa a i o dos 3 equipamen os de medição de adiação. Concep ualmen e, es as alidações
ap oximam-se do obje i o ge al de alidação, mas, em alguns casos, ap esen am limi ações na
p ecisão das medições e na de inição ge al das condições de on ei a da simulação.
Exis em á ios modelos de cálculo de e os pad ão o modelo MAE (Mean Absolu e E o ) ou o RMSE
(Roo MeanSqua ed E o ) são duas medidas de e o absolu o u ilizadas numa g ande a iedade de
disciplinas (como nas ciências a mos é icas e geociências). Es as medidas são p incipalmen e
u ilizadas na adap ação de modelos (seleção ó ima dos pa âme os de um de e minado modelo), na
alidação de modelos, na seleção de modelos, na compa ação de modelos (en e á ios modelos
conco en es) e na a aliação de p e isões (Al-Ghezi
e al.
, 2022; Hodson, 2022; McKenna
e al.
,
2015).
Pa a a alidação des e es udo u ilizou-se a ó mula seguin e que oi ado ada dos modelos MAE e
RMSE ao calcula o e o pe cen ual médio en e alo es simulados (Sim_i) e os medidos (Meas_i),
no malizado pela di e ença en e o alo máximo e mínimo medido.
𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝐸𝑟𝑟𝑜 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 (%)=100%
𝑛×∑|𝑆𝑖𝑚𝑖−𝑀𝑒𝑎𝑠𝑖
𝑀𝑒𝑎𝑠𝑚𝑎𝑥−𝑀𝑒𝑎𝑠𝑚𝑖𝑛|
𝑛
𝑖=1
(15)
Em que:
𝑆𝑖𝑚𝑖 – são os alo es simulados
𝑀𝑒𝑎𝑠𝑖 – são os Valo es medidos
n- é o nume o de medições ealizadas
As Tabelas 34, 35, 36 e 37 ap esen am os alo es simulados e medidos com os 2 equipamen os de
medição usados no es udo de caso o pi anóme o de e mopilha (Py a) e do silício (Sky). O di e encial
da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os.
133
Tabela 34: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC1)
PC1
Ho a
Simulado
Medido Sky
Medido Py a
Di e encial Sky (%)
Di e encial Py a(%)
9h30-9h40
28,1
30,50
27
13,36
5,02
11h30-11h40
38,8
36,80
39,2
13h30-13h40
26,3
32,00
24,2
15h30-15h40
38,7
38,00
36
17h30-17h40
10,1
14,80
10,9
Tabela 35: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC2)
PC2
Ho a
Simulado
Medido Sky
Medido Py a
Di e encial Sky (%)
Di e encial Py a(%)
9h50-10h00
66,4
61,9
62,3
15,61
9,96
11h50-12h00
466,99
383,3
445,9
13h50-14h00
324,9
140,2
165,7
15h50-16h00
76,97
56,5
46,4
17h50-18h00
7,11
5,7
0,23
Tabela 36: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC3)
PC3
Ho a
Simulado
Medido Sky
Medido Py a
Di e encial Sky (%)
Di e encial Py a(%)
10h10-10h20
67
76,3
70,1
10,00
6,82
12h10-12h20
448,05
660,9
627,5
14h10-14h20
561,91
675,2
533,6
16h10-16h20
35,02
36,4
33,5
18h10-18h20
1,52
1,35
0
Tabela 37: O di e encial da média do e o pe cen ual oi calculado pa a os dois equipamen os de
medição (pi anóme os)(PC4)
PC4
Ho a
Simulado
Medido Sky
Medido Py a
Di e encial Sky (%)
Di e encial Py a(%)
10h30-10h40
550,01
626
586,1
2,99
4,04
12h30-12h40
741,18
767,2
717,1
14h30-14h40
528,08
523,2
454,7
16h30-16h40
40,68
32,7
29,3
18h30-18h40
0
0
0
236
Tabela 100: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua)
Tabela 101: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua)
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
ERua
R/Chão
53,1
49,6
55,7
1,06
1,04
1,08
ERua
1ºAnda
53,37
50,7
55,5
1,13
1,08
1,23
ERua
2ºAnda
52,64
50,6
54,4
1,43
1,31
1,49
ERua
3ºAnda
51,85
50,1
53,4
1,45
1,37
1,49
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
S ua
R/Chão
60,32
60,2
60,8
2,86
0,62
3,67
S ua
1ºAnda
59,37
59,1
60
3,26
1,07
4,04
S ua
2ºAnda
58,09
57,8
58,8
3,83
2,9
4,23
S ua
3ºAnda
56,98
56,6
57,6
4,29
4,21
4,35
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (dB(A))
Ruído (dB(A))
237
Tabela 102: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io)
Tabela 103: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua)
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Npá io
R/Chão
35,58
33,1
40,2
0,24
0,19
0,24
Npá io
1ºAnda
37,19
32,9
42,3
0,16
0,14
0,17
Npá io
2ºAnda
37,44
32,7
42,9
0,11
0,07
0,12
Npá io
3ºAnda
37,33
32,5
42,8
0,07
0,04
0,08
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
O ua
R/Chão
53,61
49,9
56,4
0,67
0,61
0,77
O ua
1ºAnda
53,71
50,8
56
0,87
0,84
0,9
O ua
2ºAnda
52,95
50,7
54,8
0,9
0,86
0,93
O ua
3ºAnda
52,01
50,2
53,6
1,13
1,1
1,17
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Tí ulo do Eixo
238
Tabela 104: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua)
Tabela 105: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io)
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
N ua
R/Chão
61,32
60,3
62,7
0,23
0,18
0,26
N ua
1ºAnda
59,73
59,2
60,7
0,16
0,1
0,19
N ua
2ºAnda
58,29
58
58,9
0,11
0,06
0,14
N ua
3ºAnda
57,05
56,9
57,5
0,08
0,04
0,11
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Spá io
R/Chão
36,29
33,7
38,8
0,74
0,37
1,33
Spá io
1ºAnda
39,23
33,7
42,5
1,53
0,89
2,07
Spá io
2ºAnda
39,54
33,4
42,9
3,05
1,77
3,49
Spá io
3ºAnda
39,48
33,1
42,8
3,89
2,67
4,25
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
239
Tabela 106: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua)
Tabela 107: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Opá io)
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
ERua
R/Chão
59,27
58,4
61,4
0,82
0,58
1,22
ERua
1ºAnda
58,82
58,1
60,3
1,18
0,75
1,76
ERua
2ºAnda
57,67
56,8
58,9
1,43
1,13
1,76
ERua
3ºAnda
56,54
55,5
57,5
1,52
1,26
1,8
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Opá io
R/Chão
33,57
33,4
33,8
0,35
0,29
0,39
Opá io
1ºAnda
33,45
33,3
33,7
0,33
0,26
0,37
Opá io
2ºAnda
33,22
33,1
33,4
0,45
0,26
0,65
Opá io
3ºAnda
32,93
32,8
33,1
0,75
0,31
0,95
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
240
Tabela 108: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua)
Tabela 109: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io)
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
S ua
R/Chão
60,02
59,9
60,1
2,94
2,42
3,54
S ua
1ºAnda
59,09
58,8
59,3
3,68
3,23
3,8
S ua
2ºAnda
57,62
57,1
57,9
4,05
3,74
4,2
S ua
3ºAnda
56,33
55,7
56,7
4,27
3,96
4,33
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Tí ulo do Eixo
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Npá io
R/Chão
36,6
33,7
39,2
0,22
0,17
0,24
Npá io
1ºAnda
39,23
33,5
42,3
0,14
0,1
0,17
Npá io
2ºAnda
39,42
33,3
42,5
0,09
0,07
0,11
Npá io
3ºAnda
39,33
33
42,4
0,06
0,04
0,07
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
…
Ruído (dB(A))
241
Tabela 110: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua)
Va iação E
Figu a 82: Ilus ação da a iação E
Va iação D (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
O ua
R/Chão
53,62
50,1
56,4
0,69
0,67
0,71
O ua
1ºAnda
53,78
51,2
56
0,84
0,82
0,87
O ua
2ºAnda
53,01
50,9
54,9
0,85
0,82
0,89
O ua
3ºAnda
52,14
50,4
53,8
1,11
1,07
1,14
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
242
Tabela 111: Va iação E (análise po achada e po piso) ( achada O ua)
Tabela 112: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada N ua)
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
O ua
R/Chão
57,72
56,7
59
0,55
0,52
0,63
O ua
1ºAnda
58,03
57,4
58,8
0,64
0,59
0,69
O ua
2ºAnda
57,41
57
57,9
0,78
0,78
0,78
O ua
3ºAnda
56,58
56,3
56,8
0,9
0,89
0,91
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
N ua
R/Chão
62,03
61,8
62,3
0,23
0,19
0,25
N ua
1ºAnda
60,08
59,9
60,4
0,16
0,11
0,18
N ua
2ºAnda
58,43
58,3
58,8
0,11
0,06
0,14
N ua
3ºAnda
57,09
56,9
57,5
0,08
0,05
0,11
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
243
Tabela 113: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Spá io)
Tabela 114: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada E ua)
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Spá io
R/Chão
45,8
36,5
52,2
1,45
0,91
1,94
Spá io
1ºAnda
47,94
40,7
53,4
1,85
0,9
2,51
Spá io
2ºAnda
48,04
41,3
53,2
3,23
1,78
3,5
Spá io
3ºAnda
47,84
41,6
52,6
4,09
2,8
4,27
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
ERua
R/Chão
52,1
47,4
57,3
0,75
0,47
1,07
ERua
1ºAnda
52,2
48,5
56,5
0,79
0,58
1,1
ERua
2ºAnda
51,51
48,6
55
1,08
0,91
1,48
ERua
3ºAnda
50,73
48,4
53,6
1,34
1,31
1,48
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
244
Tabela 115: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Opá io)
Tabela 116: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada S ua)
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Opá io
R/Chão
35,04
34,9
35,3
0,36
0,28
0,39
Opá io
1ºAnda
40,04
39,9
40,1
0,37
0,22
0,48
Opá io
2ºAnda
40,97
40,9
41
0,55
0,22
0,87
Opá io
3ºAnda
41,19
41,1
41,3
0,9
0,3
1,14
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
S ua
R/Chão
60,31
60,2
60,7
2,86
0,62
3,67
S ua
1ºAnda
59,39
59,1
60,1
3,26
1,07
4,04
S ua
2ºAnda
58,09
57,8
58,8
3,83
2,9
4,23
S ua
3ºAnda
56,99
56,6
57,6
4,29
4,21
4,35
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
245
Tabela 117: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada Npá io)
Tabela 118: Va iação D (análise po achada e po piso) ( achada O ua)
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
Npá io
R/Chão
45,13
36
51,5
0,24
0,19
0,24
Npá io
1ºAnda
47,75
40,4
53,4
0,16
0,11
0,17
Npá io
2ºAnda
47,92
41,1
53,2
0,11
0,07
0,12
Npá io
3ºAnda
47,76
41,4
52,7
0,07
0,04
0,08
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))
Va iação E (análise po achada e po piso)
Fachada
Piso
Méd. Ene gé ica
(dB(A))
Mín.
(dB(A))
Máx.
(dB(A))
Méd, A i mé ica
(kWh/m²)
Mín.
(kWh/m²)
Máx.
(kWh/m²)
O ua
R/Chão
57,95
56,9
59,1
0,52
0,52
0,53
O ua
1ºAnda
58,3
57,7
59
0,59
0,58
0,61
O ua
2ºAnda
57,54
57,1
58
0,73
0,72
0,75
O ua
3ºAnda
56,65
56,4
56,9
0,91
0,84
0,99
0
1
2
3
4
30
35
40
45
50
55
60
65
R/Chão 1ºAnda 2ºAnda 3ºAnda
Radiação (kWh/m²)
Ruído (dB(A))