ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIC!ÕES DE UTILIZAC!ÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuic!ão CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
Nes a ocasião da conclusão da minha disse ação, olhando pa a ás, pa a um pe íodo cu o mas
memo á el do meu pe cu so de es udo, enho de ag adece a mui as pessoas pela sua a enção e
assis ência, que me pe mi i am conclui com êxi o os meus es udos de pós-g aduação. Gos a ia de
exp essa aqui a minha g a idão a odos.
Em p imei o luga , que o a ag adece à minha o ien ado a, P o esso a Ana Ma ia Sil a Ribei o, po oda
a o ien ação esponsá el, suges ões aliosas e pela o al paciência quando me depa ei com
di iculdades.
Em segundo luga , ag adeço à Di e o a do cu so de Mes ado em Po uguês Língua Não Ma e na,
P o esso a Dou o a Ma ia Micaela Dias Pe ei a Ramon Mo ei a, po me e dado semp e conselhos
e icazes quando p ecisei.
A odos os docen es do Cu so de Mes ado em Po uguês Língua Não Ma e na, pela paciência e pelos
conhecimen os que me ansmi i am.
À minha amília, em pa icula aos meus pais, ob igada po odo o sac i ício que despende am pa a
que eu pudesse ealiza sonhos. Aos meus a ós (
in memo iam
), ob igada po odo o amo e ca inho
que me de am enquan o c escia. Tenho mui a so e em ê-los ido!
Aos meus amigos e colegas, pela amizade e pelo apoio no meu es udo e na minha ida, especialmen e
ao Zihao: ele acompanhou-me nos pe íodos de con usão, deu-me co agem pa a ul apassa as
di iculdades e o ça pa a segui em en e.
Ag adeço a odas as pessoas que me apoia am di e a ou indi e amen e.
i
Decla ação de In eg idade
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Resumo
No ensino de Po uguês Língua Es angei a (PLE), a compe ência de esc i a é uma compe ência mui o
impo an e. A esc i a c ia i a, como um modo di e ido de esc i a, pode aze bene ícios na aquisição
de uma língua es angei a. No en an o, no a ual ensino de PLE, a esc i a c ia i a não ecebe a a enção
que me ece.
Conside ando como omen a a esc i a c ia i a no ensino de PLE, pa a a ealização des a disse ação
seleciona am-se cinco manuais de PLE (ní eis B1/B2) como p incipal obje o de in es igação.
Classi ica am-se os seus exe cícios de esc i a e pon ua am-se de aco do com ês c i é ios:
“C ia i idade”, “Qualidade Es é ica” e “O iginalidade”. A pa i des es c i é ios calculou-se o “Saldo
C ia i o”. Usamos es e saldo pa a medi a co espondência en e di e en es ní eis de esc i a c ia i a e
di e en es ní eis de ap enden es. Iden i icamos ambém o ipo de exe cícios mais a o á eis à esc i a
c ia i a.
Com base no expos o, es a disse ação ap esen a uma opção iá el pa a os educado es de PLE
in oduzi em a esc i a c ia i a de o ma ab angen e na sala de aula, a a és de no as p opos as
didá icas.
Pala as-cha e: Ensino de Po uguês Língua Es angei a, Esc i a C ia i a, Manuais de PLE
i
Abs ac
In eaching o Po uguese as a Fo eign Language (PFL), w i ing is a e y impo an skill. C ea i e w i ing,
as a un way o w i ing, can b ing bene i s in he acquisi ion o a o eign language. Howe e , in cu en
PFL eaching, c ea i e w i ing doesn' ecei e he a en ion i dese es.
Conside ing how o p omo e c ea i e w i ing in eaching o PFL, in o de o ca y ou his disse a ion,
i e PFL ex books (le els B1/B2) we e selec ed as he main objec o in es iga ion. Thei w i ing
exe cises we e ca ego ised and sco ed acco ding o h ee c i e ia: “C ea i i y”, “Aes he ic Quali y”and
“O iginali y”. Based on hese c i e ia, he “C ea i e Balance” was calcula ed. We used his balance o
measu e he co espondence be ween di e en le els o c ea i e w i ing and di e en le els o lea ne s.
We also iden i ied he ype o exe cises mos a ou able o c ea i e w i ing.
Based on he abo e, his disse a ion p esen s a iable op ion o PFL educa o s o in oduce c ea i e
w i ing comp ehensi ely in he class oom h ough new didac ic p oposals.
Keywo ds: Teaching Po uguese as a Fo eign Language, C ea i e W i ing, PLE ex books
ii
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Além disso, o QECRL classi ica os ní eis de p o iciência dos ap enden es de línguas em seis ní eis (A1,
A2, B1, B2, C1, C2) e desc e e as compe ências que os ap enden es de cada ní el de em possui na
lei u a, na esc i a, na o alidade e na audição.
Figu a 1 Ní eis de P o iciência
Fon e (QECRL, 2001, p.48)
Po conseguin e, de aco do com o ema do nosso abalho, o na-se necessá io analisa as desc ições
da compe ência de esc i a ge al no QECRL.
Quad o 1 C i é ios de a aliação associados à P odução Esc i a Ge al
Fon e (QECRL, 2001, p.96)
6
De aco do com os desc i o es des e quad o, podemos e que, na esc i a ge al, a a i idade e a
c ia i idade da linguagem do ex o não são examinadas em nenhum dos ní eis. De ac o, a esc i a ge al
cen a-se p incipalmen e na in eg ação e desc ição de in o mação e u iliza is o pa a es a a capacidade
dos alunos pa a usa a g amá ica, o ocabulá io, e c.
Além disso, a pa i das desc ições do Quad o 1, podemos ambém di idi a esc i a ge al em ês ases.
Os alunos do ní el A1/A2 encon am-se na ase de “p epa ação” da esc i a, na qual a base de
conhecimen os dos alunos é ela i amen e baixa, e udo o que p ecisam de aze é esc e e algumas
ases simples. Mesmo com a ajuda de algumas conjunções, as exp essões mais simples são
su icien es.
Pa a os alunos dos ní eis B1/B2, encon am-se na ase de “ ex ualizac#ão” da esc i a, em que não só
p ecisam de se capazes de esc e e ases g ama icalmen e mais co e as sob e di e en es ópicos,
mas ambém, e mais impo an e, de combina ases em “ ex os”. Is o cons i ui um es e às suas
capacidades lógicas e à sua exposição a conhecimen os g ama icais mais complexos.
Os alunos dos ní eis C1/C2 encon am-se na ase de “o imização” da esc i a, em que os emas
abo dados já não se limi am aos seus p óp ios in e esses, mas são a iados, como exempli ica a
desc ição co esponden e ao ní el "C1", que diz “sublinhando as ques ões ele an es e mais salien es,
desen ol endo e de endendo pon os de is a, ac escen ando in o mações complemen a es, azões e
exemplos pe inen es, e concluindo adequadamen e.” Es a desc ição aplica-se não só a ensaios
a gumen a i os comuns, mas ambém pode se usada como desc ição pa a disse ações académicas.
Signi ica ambém que, à medida que sobem na escala linguís ica e são expos os a emas cada ez
mais complexos, os alunos de em se capazes de esc e e ex os de di e en es es ilos sob e di e en es
emas e, p ecisamen e po isso, e ão de examina e o imiza os po meno es dos seus ex os (o og a ia,
es u u a, e c.).
1.2 A esc i a c ia i a: concei o e his ó ia
7
1.2.1 O concei o de esc i a c ia i a
Pa a comp eende plenamen e o concei o de esc i a c ia i a, é necessá io explo a o concei o
in e essan e de “c ia i idade”.
Como o
Dicioná io da
Academia das Ciências de Lisboa
desc e e, “c ia i idade” signi ica:
1. qualidade do que dá o igem a alguma coisa, a a és da imaginação ou do pensamen o; capacidade de
in en a , de c ia , de se c iado ou c ia i o ou de e capacidade in en i a.
2. qualidade do que é ou oi ei o, pensado…de o ma di e en e, no a, do que oi ei o com imaginação.
De ac o, a ualmen e, mui os au o es ac edi am que a c ia i idade é ina a. De Bono (1995: 227) é um
dos au o es que ejei a a ideia da c ia i idade como p i ilégio de apenas alguns: “[w]e mus ge away
om he belie ha he c ea i i y is he business o only a ew alen ed geniuses”.
Pa a Cleese (2021:13), “E a c ia i idade pode, de ac o, se ensinada, ou, em igo , é possí el ensina
as pessoas a c ia em as ci cuns âncias que lhes pe mi i ão o na em-se c ia i as.” Também Sil a (2013:
11), depois de analisa as ideias de á ios académicos, conside a que “a c ia i idade [é] um a o
indi idual que depende da pessoa e do con ex o, podendo es e úl imo se ou não cul u almen e
es imulan e pa a a p odução c ia i a do indi íduo.”
Em elação à c ia i idade na esc i a, há duas ob as bem conhecidas no meio académico, uma é
The
Elephan s Teach - C ea i e W i ing since 1880
(1996), de D.G. Mye s, e a ou a é
C ea i e w i ing and
he New Humanidades
(2005), de Paul Dawson. Nos seus li os, ambos os au o es explicam os seus
pon os de is a sob e a esc i a c ia i a.
De aco do com Mye s, a esc i a c ia i a é “(1) A class oom subjec , he eaching o ic ion and
e se-w i ing a colleges and uni e si ies ac oss he coun y” e “(2) A na ional sys em o he
employmen o ic ion w i e s and poe s o each he subjec .” (2006: 11). Dawson, po sua ez, de ine
a esc i a c ia i a como “a discipline, ha is, as a body o knowledge and a se o pedagogical p ac ices
8
which ope a e h ough he w i ing wo kshop and a e insc ibed wi hin he ins i u ional si e o a uni e si y.”
(2005: 21-22).
De ac o, es es são concei os mais especializados. No en an o, no domínio do ensino de LE, es es
concei os especializados não se aplicam. Há ês azões pa a isso: 1) No domínio do ensino de LE, os
alunos são ap enden es de uma língua es angei a, e é di ícil pa a eles es uda a esc i a c ia i a como
disciplina da mesma o ma que os alan es na i os da língua es udam no ensino supe io ; 2) Os alunos
de uma língua es angei a não êm de e como obje i o de es udo o ac o de se o na em esc i o es e
3) A desc ição des es concei os não é su icien emen e p ecisa e especí ica pa a os não especialis as, e
é-lhes di ícil e com exa idão o que é único na esc i a c ia i a em e mos de esc i a a pa i des es
concei os.
No domínio do ensino de PLE, de emos en ende a esc i a c ia i a como “aquela que ul apassa os
limi es da esc i a p o issional, jo nalís ica, académica e écnica” e na qual “c ia i idade, qualidade
es é ica e o iginalidade p e alecem sob e o obje i o ge almen e in o ma i o” (Ca cedo, 2011: 50). Es a
de inição do concei o em ês an agens. 1) A esc i a c ia i a já não se es inge a uma disciplina do
ensino supe io , mas é um ipo de esc i a que pode se encon ada na sala de aula em ge al. 2) Nes a
conceção, não há e mos li e á ios como " icção" ou "composição de e sos ", o que signi ica que os
alunos já não es ão limi ados aos géne os em que podem esc e e , e, pa a os alunos com ní eis mais
baixos de p o iciência linguís ica numa língua es angei a, eles ambém êm a opo unidade de
encon a um espaço adequado de esc i a. 3) A de inição menciona ês c i é ios: “c ia i idade”,
“qualidade es é ica”, e “o iginalidade”. Is o não só mos a que a esc i a c ia i a pode se is a como a
melho e amen a pa a concilia usos lúdicos e es é icos da linguagem, mas ambém o nece uma
g ande ajuda na análise dos exe cícios de esc i a c ia i a. Tendo em con a es as ês an agens, es a
de inição oi a ado ada nes a disse ação pa a a in es igação subsequen e.
A a és de uma pesquisa em li os de esc i a c ia i a, apidamen e encon ei in es igação em esc i a
c ia i a que se enquad a a no concei o ap esen ado po Ca cedo. Isido o (2018) esc e eu um li o,
O
Desa io da Esc i a C ia i a
, que ap esen a uma sé ie de exemplos de esc i a c ia i a o ien ados pa a o
ensino de po uguês. Po exemplo, no início de cada capí ulo, a au o a ap esen a o enunciado de um
9
desa io de esc i a c ia i a. Vejamos um desses desa ios:
É um bom ga o? Gos a de cozinha ? Tem cuidado com os u ensílios que usa na cozinha? Alguma ez imaginou
que algum dos u ensílios ou ele odomés icos que semp e e e na cozinha decide aze g e e?
Pois é, es e desa io a a exa amen e disso: imagina quais se iam as ei indicações dos seus u ensílios de
cozinha ou ela a qual se ia a sua eação pe an e esse cená io. (Isido o, 2018:12)
T a a-se de um exe cício ípico de esc i a c ia i a, em que os alunos são desa iados a imagina em-se
como um u ensílio de cozinha no con ex o das suas idas, um u ensílio de cozinha que “decide aze
g e e”, e a imagina em as suas p óp ias ei indicações do pon o de is a de um u ensílio de cozinha, o
que é, sem dú ida, di e en e dos exe cícios de esc i a comuns como “esc e e uma ca a” ou
“desc e e uma imagem”. Es e é um exe cício que exige um ní el mui o al o de c ia i idade e qualidade
es é ica, que conduz a men e dos alunos pa a um caminho não con encional e lhes dá um amplo
espaço pa a a imaginação. Em e mos de o iginalidade, é e iden e que é di ícil pa a os alunos aze em
ba o a, e que cada um só pode concen a -se no elemen o da sua escolha (nes e caso: os u ensílios de
cozinha) pa a c ia o seu p óp io abalho.
1.2.2 A his ó ia da esc i a c ia i a
A exp essão “esc i a c ia i a” (
c ea i e w i ing
) oi cunhada pela p imei a ez pelo amoso esc i o
ame icano Ralph Waldo Eme son, em 1837, num discu so in i ulado "The Ame ican Schola ” (Wang,
2019:114). No ex o do discu so, Eme son a i ma: “The e is hen c ea i e eading as well as c ea i e
w i ing”. Assim, embo a Eme son enha sido o p imei o a u iliza a exp essão "esc i a c ia i a", o seu
pon o de is a baseia-se na lei u a c ia i a, de inindo apenas a esc i a c ia i a como uma o ma
p a icá el de esc e e .
No li o
The Camb idge In oduc ion o C ea i e W i ing
, Mo ley (2007:16) a i ma: “The mode n e sion
o he discipline o c ea i e w i ing begins in 1940 wi h he ounda ion o he Iowa W i e ’s Wo kshop,
al hough he e we e p ecu so s, including Geo ge Bake ’s ‘47 Wo kshop ’ a Ha a d om 1906 o
1925”. Do pon o de is a dele, A is ó eles e Pla ão podem se is os como os p imei os p o esso es de
esc i a c ia i a.
10
Em 1940, na Uni e sidade do Iowa, sob a di eção de Paul Engle, nasceu o Iowa W i e ’s Wo kshop, que
se o nou o modelo a segui na á ea da esc i a c ia i a. (Viegas, 2015: 58)
Pos e io men e, o am in oduzidos p og amas de esc i a c ia i a em uni e sidades do Canadá, do
Reino Unido, da Aus ália, e c.
Em 1946, a Uni e sidade da Colúmbia B i ânica (UBC) in oduziu o p imei o p og ama de esc i a
c ia i a e o Depa amen o de Esc i a C ia i a oi c iado em 1965 (Guppy, 2003), undido com o
Depa amen o de Tea o e Cinema em 1995. O desen ol imen o da esc i a c ia i a nou as
uni e sidades canadianas oi mais len o. (Guppy,2003:1)
A Uni e sidade de Eas Anglia, no Reino Unido, e o Wes e n Aus alian Ins i u e o Technology
(a ualmen e Cu in Uni e si y) e o Canbe a College o Ad ances Educa ion (a ualmen e Uni e si y o
Canbe a), na Aus ália, desen ol e am o ensino de esc i a c ia i a na década de 1970.
À medida que en amos no século XXI, a esc i a c ia i a ganhou popula idade como cu so uni e si á io
básico nos países de língua inglesa (Ha pe & Ke idge, 2004: 2), com cada ez mais es udan es a
se em expos os à esc i a c ia i a.
A ualmen e, as o icinas de esc i a c ia i a já não se ci cunsc e em às uni e sidades e aos ins i u os
supe io es. Mancelos (2009:11) az um es udo sob e o es ado de desen ol imen o das o icinas de
esc i a c ia i a, e e indo que “Os aspi an es a esc i o es equen am-n[a]s em oda a pa e: clubes,
uni e sidades, li a ias, biblio ecas, associações ec ea i as, ou
online
, a a és do ensino à dis ância
que, hoje, as ecnologias da in o mação pe mi em.”
É impo an e no a que, com o passa do empo, a esc i a c ia i a começou a assumi no as
endências de ido à e olução das necessidades da sociedade.
Mancelos (2007:14) obse a que “Embo a a EC [esc i a c ia i a] se ocupe p incipalmen e do ex o
11
li e á io (con o, no ela, omance; poesia; ex o d amá ico; guião), há uma ní ida endência, sob e udo a
pa i da década de no en a, pa a se deb uça ambém sob e as es a égias e ó icas usadas em ex os
não li e á ios (a igo jo nalís ico; ensaio; discu so polí ico; anúncio publici á io), em que ao desejo de
ansmi i in o mação e/ ou de con ence se alia a on ade de ca i a o in e esse do lei o .”
Po ou as pala as, o âmbi o da esc i a c ia i a não ab ange apenas os ex os li e á ios, mas ambém
mui os ex os não li e á ios, o que signi ica que a esc i a c ia i a não oi c iada apenas pa a o ma
esc i o es, mas ambém se ans o mou g adualmen e numa o mação única em esc i a que pode se
expe imen ada po pessoas de á ias á eas. Po exemplo, os jo nalis as podem esc e e epo agens
mais a a i as a a és da ap endizagem da esc i a c ia i a e os p o issionais dos meios de comunicação
social podem concebe ex os publici á ios mais in e essan es a a és da ap endizagem da esc i a
c ia i a. Assim, podemos e que, hoje em dia, a o mação em esc i a c ia i a não es á apenas
elacionada com a li e a u a, mas ambém com uma espécie de o mação sob e o g au es é ico da
linguagem e da imaginação. Is o ambém es abelece as bases pa a que os educado es de línguas
in oduzam a esc i a c ia i a no ensino de línguas es angei as.
1.2.3 As desc ições da compe ência de esc i a c ia i a no QECRL
O QECRL ap esen a a “Esc i a C ia i a” como uma o ma dis in a de esc i a na página 97,
imedia amen e a segui à “P odução Esc i a Ge al”.
O que me chamou a a enção oi o apa ecimen o bas an e ab up o da esc i a c ia i a no documen o. De
ac o, os au o es não dão qualque de inição cla a da exp essão “esc i a c ia i a” an es de
ap esen a em o quad o “Desc ições dos c i é ios de a aliação associados à Esc i a C ia i a” (Quad o 2),
pa ecendo deixa o lei o sozinho pa a comp eende o que é a “esc i a c ia i a” com base nas
in o mações des e quad o.
Quad o 2 C i é ios de a aliação associados à Esc i a C ia i a
12
Fon e (QECRL, 2001, p.97)
De seguida, esumimos as in o mações que podem se in e idas do Quad o 2:
Em p imei o luga , no que se e e e ao ní el A1, “pessoas imaginá ias” podem, de ac o, se u ilizadas
como um elemen o básico da “esc i a c ia i a” e podem se ei as sem ocabulá io complexo. No
en an o, os po meno es sob e “si p óp io” pa ecem-me se um exe cício desc i i o comum.
Pa a o ní el A2, o QECRL sublinha que os alunos só p ecisam de es a p epa ados pa a esc e e ases
simples e desc e e coisas simples, e que o ní el A2 en ol e “biog a ias imaginá ias” e “poemas
simples sob e pessoas” que podem se ala gados a exe cícios de esc i a c ia i a. No en an o, é de
no a que “poemas simples” não é uma a e a ácil, mesmo pa a os alunos de ní el supe io , e, pa a os
alunos do ní el A2, o ocabulá io e as bases g ama icais de que dispõem limi am o seu pode de
exp essão, o que aumen a o desa io que um exe cício de esc i a c ia i a já de si implica. Pa a além
disso, não conco do que exis a uma ligação en e os ou os ês desc i o es do ní el A2 no Quad o 2 e a
13
esc i a c ia i a.
Pa a o ní el B1, “esc e e a desc ição de acon ecimen o/ iagem imaginada” e “na a uma his ó ia”
podem se conside ados exe cícios de esc i a c ia i a, enquan o as ou as desc ições não se
enquad am na nossa de inição de esc i a c ia i a nes e documen o. É ambém impo an e no a que,
na secção “na a uma his ó ia”, o âmbi o emá ico da his ó ia de e se a as ado dos elemen os
comuns da ida quo idiana.
Sob e o ní el B2, não conside o que “É capaz de esc e e desc ições cla as e po meno izadas, com
cla eza, sob e uma a iedade de assun os elacionados com as suas á eas de in e esse” e “É capaz de
esc e e uma ecensão de um ilme, de um li o ou de uma peça” sejam p o ó ipos de esc i a c ia i a,
mas os alunos des e ní el êm ge almen e compe ências linguís icas su icien es pa a se em capazes de
desc e e “acon ecimen os/expe iências imaginá ios” mui o bem.
Finalmen e, pa a os ní eis C1 e C2, os au o es apenas dão desc ições mui o ge ais, sem especi ica o
âmbi o da sua esc i a, mas podemos e que se espe a que os alunos des e ní el esc e am não só a
his ó ia em si, mas ambém que sejam exclusi amen e c ia i os nos po meno es da escolha de
pala as e do es ilo. É ambém nes es dois ní eis que apa ecem pala as como “c ia i o(s)” e
“ca i an e”, que nunca o am usadas nas desc ições dos ní eis an e io es.
Ve i ica-se que os au o es do QECRL não êm c i é ios p ecisos pa a de e mina a esc i a c ia i a e, com
base na análise das in o mações do quad o, pa o do p incípio de que a de inição de esc i a c ia i a
pode se di idida em dois ní eis: Pa a os alunos com ele ada compe ência linguís ica, a esc i a c ia i a
é uma esc i a que exige que os alunos usem a sua c ia i idade ao máximo, e são expos os a emas que
êm uma qualidade es é ica ela i amen e ele ada (embo a não sejam ap esen ados exemplos dis o nas
desc ições dos ní eis C1e C2); pa a os alunos que não êm compe ência linguís ica su icien e, o âmbi o
da sua esc i a é ela i amen e limi ado, e alguns dos emas são mui o quo idianos. Pessoalmen e,
penso que os au o es do QECRL inclui am es es emas no âmbi o da esc i a c ia i a po que os alunos
podem u iliza écnicas de esc i a mais ou menos c ia i as nas suas desc ições ex uais, ais como
desc e e coisas com me á o as mui o simples, o que, na opinião dos au o es, al ez pudesse se
14
ambém classi icado como esc i a c ia i a.
1.3 A esc i a c ia i a e o ensino da esc i a numa LE
Pa a o ensino da esc i a em LE, In anda (2017: 51) elaciona-o com as “es a égias de ap endizagem”;
ele a i ma que “As es a égias de ap endizagem são o conjun o de p ocedimen os écnico-
me odológicos p ede inidos e aplicados no con ex o da educac#ão e do ensino- ap endizagem en e os
a o es (p o esso e aluno) pa a a ingi os obje i os espe ados.”
Com base no quad o ei o po Ba bei o & Pe ei a (2007:9), In anda desen ol e o quad o es a égico
sob e a ealização de p odução do ex o.
Quad o 3 Es a égias pa a a ealização de p odução do ex o
Fon e: In anda, 2017:52
Nes e pon o 1.3, cen amo-nos nos ês aspe os da “Ação sob e o p ocesso”.
1) Facili ação p ocessual
O domínio do p ocesso da p oduc#ão esc i a esul a da mobilizac#ão e da aplicac#ão do conhecimen o
linguís ico sob e as a i idades e, de o ma “au ónoma” execu a as a e as que o aluno é con idado a
21
Exemplo:
Nos dias de in e no em que não ape ece sai de casa, emos mais empo pa a esc e e e pensa em
no as his ó ias. A ideia é exa amen e essa: que a chu a, o en o e o io si am de inspi ação pa a mais
um desa io. Des a ez, é ob iga ó io que no seu ex o apa eçam as pala as, ou se idas delas: chu a,
en o, amo , azul, e melho e ua. (<Desa ios de Esc i a C ia i a>, P16)
(Es e ní el de exe cício é ge almen e mais o iginal no seu ema e exige que os alunos açam um o e
in es imen o es é ico na sua exp essão esc i a)
2.1.3 O iginalidade
À semelhança da C ia i idade e da Qualidade Es é ica, a O iginalidade é classi icada numa escala de 0,
1, 2 e 3, com um alo máximo de 3.
0 (sem o iginalidade)
Exemplo:
Escolhe um dos ícones do a esana o po uguês e p ocu a sabe mais sob e ele: quando e onde su giu,
o que signi ica, se em alguma lenda associada, como é u ilizado, e c. (<Cul u a e His ó ia de
Po ugal—Volume1>, P90)
(Os exe cícios a aliados com 0 em e mos de o iginalidade são p incipalmen e exe cícios de “ omada
de no as”. Es e ipo de exe cício ge almen e exige que os alunos encon em e classi iquem in o mações
de aco do com alguns equisi os, e é essencialmen e um exe cício de “cópia”, que não exige que os
alunos esc e am o seu p óp io ex o.)
1 (o iginalidade de ní el baixo)
Exemplo:
22
Esc e e um pequeno ex o de aco do com a banda desenhada
(<Ap ende Po uguês2—Ní el B1
>
, P64)
(Um alo de 1 signi ica que o exe cício exige que os alunos esc e am de o ma independen e a é ce o
pon o, mas o exe cício o nece di e amen e aos alunos algo a que se podem e e i ; po ou as pala as,
os alunos não são comple amen e independen es no seu p ocesso de esc i a, êm algo que os pode
o ien a na elabo ação do seu ex o).
2 (o iginalidade de ní el in e médio)
Exemplo:
Imagina que e dão a a e a de en e is a uma pe sonalidade do despo o em Po ugal, de qualque
modalidade. Quem se ia a ua escolha? P epa a um guião de en e is a e simula as espos as do eu
con idado.(<Cul u a e His ó ia de Po ugal
—
Volume 2>, P30)
(Ao con á io dos exe cícios com um alo de 1, os exe cícios com um alo de 2 não o necem
ob iamen e aos alunos con eúdos de e e ência, mas é p o á el que os alunos encon em ma e ial de
e e ência.)
23
3 (o iginalidade de ní el al o)
Exemplo:
Qual é a is a mais inspi ado a a pa i da ua casa? Lemb a- e que a a enção plena aos de alhes pode
da azo a emas inusi ados. Desc e e, em duzen as pala as, o que obse as da ua janela e no eu
co ação.
(h ps://www.labo a o iodeesc i a.com/esc i ac ia i a/10-exe cicios-de-esc i a-c ia i a, exe cício 5)
(3 pon os implica que os alunos não dispõem de quaisque on es pa a consul a du an e a ealização
des e exe cício e que de em comple a o ex o independen emen e.)
Uma ez que a O iginalidade é ela i amen e ácil de a alia , na pa e de análise dos exe cícios que se
segue, cen a -me-ei mais na C ia i idade e na Qualidade Es é ica de cada exemplo, e a ei desc ições
mais po meno izadas.
2.2 Análise dos exemplos nos manuais de PLE
2.2.1 Seleção de manuais de PLE
Pa a in es iga a u ilização da esc i a c ia i a no a ual ensino de po uguês como uma língua
es angei a, u ilizei cinco manuais de PLE.
Os cinco manuais são os seguin es:<
Ap ende Po uguês 2—Ní el B1
>, <
Ap ende Po uguês 3—Ní el
B2
>, <
Po uguês XXI—Ní el 3
>, <
Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1
> e <
Cul u a e His ó ia de
Po ugal—Volume 2
>.
Na e dade, os manuais<
Ap ende Po uguês 2—Ní el B1>, <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2
> e
<
Po uguês XXI—Ní el 3
> são manuais de PLE que encon ei com boa acei ação nas li a ias
po uguesas, enquan o <
Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1
> e <
Cul u a e His ó ia de
24
Po ugal—Volume 2
> o am emp es ados pelo BabeliUM - Cen o de Línguas da Escola de Le as, A es
e Ciências Humanas da Uni e sidade do Minho, como uma no a seleção de ma e iais didá icos pa a o
Cen o na al u a. Na u almen e, odos eles se quali icam pa a um ní el B1 ou B2.
2.2.2 Di e en es g upos de exe cícios
Com base na análise das a i idades de esc i a de cada manual, di idi os exe cícios em 8 g upos.
a Exe cícios de elabo ação de planos (en e enimen o, iagens, es udos)
b Exe cícios de ca a e ização
c Exe cícios ei os a pa i de imagens
d Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos (no ícias, ex os d amá icos)
e Exe cícios de guião de en e is a
Exe cícios de imaginação sob e o u u o
g Exe cícios de omada de no as
h Exe cícios de esumo de ex os
Exempli ica ei cada um des es g upos e ap esen a ei exemplos e i ados dos di e sos manuais. Nos
Anexos A e B, ap esen o exemplos adicionais.
a Exe cícios de elabo ação de planos (en e enimen o, iagens, es udos)
a-1“ Imagine que ai ecebe um amigo na sua casa. Faça planos pa a o
im-de-semana.”(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P27)
Nes e exe cício, é pedido ao aluno que esc e a sob e uma si uação do quo idiano, o que não exige um
ele ado g au de c ia i idade, uma ez que as coisas que o aluno desc e e são coisas que acon ecem
egula men e na ida. Além disso, uma ez que es e exe cício se limi a a uma lis agem dos di e en es
planos e não inclui qualque elemen o es é ico, o alo da qualidade es é ica é 0 .
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:0, O iginalidade:2)
25
a-2 “Esc e a no as de aco do com as in o mações o necidas.
a) Você em bilhe es pa a o cinema pa a si e pa a os seus amigos. Esc e a uma no a
com: o local, a ho a da sessão e o nome do ilme.”
(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P69)
Nes e exe cício, os alunos êm de esc e e sob e um ema especí ico, “ida ao cinema”. Embo a es e
exe cício exija uma ce a dose de c ia i idade, os po meno es en ol idos, como “local” e “ho a de
sessão”, são elemen os a que os alunos es ão equen emen e expos os no quo idiano, pelo que o
exe cício exige mui o pouca c ia i idade. Em e mos de qualidade es é ica, como no caso de a-1, es e
exe cício é uma lis a de in o mações sob e o ilme e não en ol e elemen os es é icos.
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:0, O iginalidade: 1)
a-3 “Imagine que…”
a)“Você ganha a uma iagem à ol a do mundo e podia le a mais uma pessoa. Onde i ia?
Quem le a ia?”
Se…
b)“Você ganha a uma bolsa de es udo pa a um país à sua escolha, po um ano. O que
gos a ia de es uda e pa a onde gos a ia de i ?”
Se…
c)“Alguém lhe o e ecia umas é ias de um mês, com udo pago, num local à sua escolha.
Onde gos a ia de i ?”
Se…
(
<Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>
, P115)
Es e exe cício consis e em 3 cená ios, cada um dos quais é in e essan e e pode se classi icado como
"um plano pa a o u u o". Cada cená io o nece pouca in o mação, e nenhum des as si uações é
26
comum, pelo que os alunos p ecisam de se bas an e imagina i os. Em e mos de qualidade es é ica,
es e exe cício em mais espaço pa a desc ições e bais do que a-1 e a-2, pelo que a qualidade es é ica
ambém é melho ada.
(C ia i idade: 2, Qualidade Es é ica:2, O iginalidade: 2)
a-4 “Elabo a um pequeno o ei o u ís ico a Po ugal. Seleciona alguns pon os que e
enham in e essado pa icula men e e esc e e o o ei o da iagem.”
(
<Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1>
, P84)
Es e exe cício é semelhan e ao an e io sob e iagens, na medida em que os alunos êm de imagina
aspe os da iagem e é necessá io um ce o g au de c ia i idade. Além disso, os alunos p ecisam de
seleciona locais de in e esse e ap esen á-los, de o ma a jus i ica o po quê de os inclui no o ei o. Po
seguin e, o exe cício exige um mode ado ní el de c ia i idade e um ce o g au de qualidade es é ica.
(C ia i idade: 2, Qualidade Es é ica:2, O iginalidade:2)
a-5 “Se i esses a possibilidade de aze u ismo em Po ugal, quais se iam os eus
des inos de eleição? P epa a o o ei o da ua iagem imaginada.”
(
<Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 2>
, P70)
Es e exe cício con inua a se um exe cício de esc i a sob e “plano de iagens” e eque o mesmo ní el
de c ia i idade e qualidade es é ica que o exe cício an e io .
(C ia i idade: 2, Qualidade Es é ica:2, O iginalidade:2)
a-6 “Imagina que um amigo eu que ia conhece o pa imónio his ó ico e eligioso de
Po ugal. P epa a um o ei o u ís ico pa a o eu amigo.”
(
<Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 2>
, P70)
Es e exe cício é mui o semelhan e ao an e io e eque o mesmo ní el de c ia i idade e qualidade
27
es é ica que o (exe cício) an e io .
(C ia i idade: 2, Qualidade Es é ica:2, O iginalidade:2)
b Exe cícios de ca a e ização
b-1 “O Hei o (o seu i mão) ai chega a Lisboa à es ação de San a Apolónia no comboio
das seis ho as. Você não o pode i busca po que ai ica a é mais a de no abalho. Vai
pedi ao seu amigo Paulo pa a i busca o seu i mão. Desc e a o Hei o po que o Paulo
não o conhece.”
(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P69)
Nes e exe cício, é pedido aos alunos que desc e am uma pe sonagem ic ícia, Hei o . Com base no
con eúdo do exe cício, e i icámos que os alunos não es a am limi ados de o ma alguma na sua
desc ição de Hei o . Po conseguin e, es e exe cício exige alguma dose de c ia i idade. Em e mos de
qualidade es é ica, a ca a e ização pode se mui o po meno izada e, po conseguin e, en ol e alguns
elemen os es é icos.
(C ia i idade:2, Qualidade Es é ica:2, O iginalidade:2,)
c Exe cícios ei os a pa i de imagens
c-1 “Desc e a a Lau a e o Ped o an es (nos anos 70) e ago a.”
28
(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>
, P36)
Nes e exe cício, os alunos êm de aze uma desc ição com base em duas imagens, Apesa de, com
base nos po meno es das imagens, os alunos pode em aze uma desc ição das mudanças na
apa ência das duas pessoas, êm ainda de usa a sua imaginação pa a ac escen a ou os po meno es
sob e elas, con o me ap op iado. Além disso, um pequeno núme o de elemen os es é icos es á
en ol ido na desc ição dos po meno es das pe sonagens nas imagens.
(C ia i idade:2, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)
c-2 “Con e a his ó ia des a banda desenhada”
29
(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P40)
Nes e exe cício, os alunos êm de c ia uma his ó ia a pa i de imagens, mas as imagens des e
exe cício são mais po meno izadas e em maio quan idade do que no exe cício an e io (exe cício de
ca ac e ização da Lau a e do Ped o), pelo que não p ecisam de usa an o a imaginação pa a
comple a a his ó ia. Além disso, o p ocesso de desc ição dos po meno es das imagens en ol e um
pequeno núme o de elemen os es é icos.
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)
c-3“Você e e um aciden e com o seu ca o e o condu o do ou o eículo não em os
documen os do segu o em dia, po isso ocê em de i à polícia pa a aze queixa.
Imagine o seu diálogo com o agen e da polícia e explique o que acon eceu.”
30
(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P56)
Nes e exe cício, as imagens se em p incipalmen e pa a ajuda os alunos a na a os acon ecimen os
de o ma mais cla a, mas uma ez que o “aciden e com ca o" é um cená io comum na ida
quo idiana, os alunos podem acilmen e c ia es e diálogo com o auxílio das imagens, não sendo
necessá ia mui a c ia i idade. Em e mos de qualidade es é ica, eque o mesmo ní el que o exe cício
an e io .
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)
c-4 “Esc e e um pequeno ex o de aco do com a banda desenhada”
37
De aco do com o ag upamen o exis en e, no manual <Ap ende Po uguês 2 —Ní el B1>, há 2
exe cícios do g upo a-Exe cícios de elabo ação de planos, 1 exe cício de ca a e ização do g upo
b-Exe cícios de ca ac e ização, 5 exe cícios do g upo c-Exe cícios ei os a pa i de imagens, 4 exe cícios
do g upo d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos e 3 exe cícios de ou o ipo
de esc i as.
No manual <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>, há 1 exe cício do g upo a-Exe cícios de elabo ação de
planos, 1 exe cício de ca a e ização do g upo b-Exe cícios de ca ac e ização, 3 exe cícios do g upo
c-Exe cícios ei os a pa i de imagens, 4 exe cícios do g upo d-Exe cícios de p odução/c iação de
géne os ex uais especí icos, 5 exe cícios do g upo g-Exe cícios de omada de no as e 3 exe cícios de
g upo h-Exe cícios de esumo de ex os.
Reco dando as desc ições da compe ência de esc i a ge al no QECRL,
“B1: É capaz de esc e e ex os coesos e simples ace ca de um leque de emas que lhe são amilia es,
ela i os aos seus in e esses, ligando uma sé ie de elemen os pequenos e disc e os pa a o ma uma
sequência linea ”
“B2: É capaz de esc e e ex os po meno izados, com cla eza, ace ca de á ios assun os elacionados
com os seus in e esses, sin e izando e a aliando in o mações e a gumen os ecolhidos em di e sas
on es.”
Apa en emen e, os au o es dos manuais segui am os c i é ios dados pelo QECRL pa a a secção de
esc i a dos manuais.
No caso do exe cício mais simples do g upo g-Exe cícios de omada de no as, es e ipo de exe cício em
uma pon uação de 0 em e mos de C ia i idade e Qualidade Es é ica. Mas isso não signi ica que esses
exe cícios não enham sen ido. Os au o es concebe am es es exe cícios p ecisamen e po que
ac edi am que mesmo uma simples lis agem de in o mação é um es e às capacidades lógicas dos
alunos e uma pa e necessá ia pa a melho a as suas compe ências de esc i a em língua es angei a.
38
A ap esen ação dos exe cícios dos manuais <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1> e <Cul u a e
His ó ia de Po ugal—Volume 2> é di e en e dos dois manuais an e io es. A lei u a do ex o e a
comp eensão de ocabulá io ocupam a maio pa e dos capí ulos. Os exe cícios de esc i a es ão
incluídos na á ea "P opos as de ac i idades", no inal de cada capí ulo.
De ac o, em ambos os manuais, a maio pa e das “P opos as de a i idades” são exe cícios de esc i a
que implicam a in es igação de um ema, a pesquisa de algo, e c., e que podem se classi icados
como exe cícios de “ omada de no as”. Po ou as pala as, a p opo ção de exe cícios de “ omada de
no as” nos manuais <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1 > e <Cul u a e His ó ia de
Po ugal—Volume 2> é signi ica i amen e maio do que nos manuais <Ap ende Po uguês 2—Ní el B1>
e <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>. A azão pa a es a pe cen agem pode se a di e en e ên ase
pedagógica dos dois manuais. Nos manuais <Ap ende Po uguês 2 - Ní el B1> e <Ap ende Po uguês
3 - Ní el B2>, o oco é o desen ol imen o da compe ência linguís ica ge al dos alunos, e os au o es
en a am melho a a capacidade de esc i a dos alunos de mui as manei as, usando uma a iedade de
exe cícios como uma das qua o compe ências linguís icas básicas. Os manuais <Cul u a e His ó ia de
Po ugal—Volume 1 > e <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 2>, po ou o lado, cen am-se na
cul u a po uguesa enquan o ap endem a língua, pelo que a explo ação dos po meno es cul u ais se
o na o aspe o mais impo an e do ma e ial. Como esul ado, o núme o de exe cícios, pa a além dos de
“ oma no as”, não é mui o ele ado.
No manual <Cul u a e His ó ia de Po ugal--Volume 1>, pa a além dos exe cícios de “ omada de no as”,
os au o es concebe am 1 exe cício do g upo a-Exe cícios de elabo ação de planos e 1 exe cício do
g upo d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos. No manual <Cul u a e His ó ia
de Po ugal - Volume 2>, há 2 exe cícios do g upo a-Exe cícios de elabo ação de planos e 1 exe cício do
g upo e-Exe cícios de guião de en e is a.
O manual <Po uguês XXI-3> é um manual especial que, al como os manuais<Ap ende Po uguês 2
—Ní el B1> e <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>, se des ina a desen ol e a compe ência linguís ica
ge al dos alunos. O manual em sepa ado es pa a a i idades como “O alidade”, “Comp eensão
esc i a”, e c., mas não encon ei um sepa ado pa a “P odução esc i a”. Ao longo do manual, os
39
au o es dedicam mui o espaço à audição, à exp essão o al e à lei u a. Quan o à esc i a, os au o es
associam-na es ei amen e à lei u a. Em de alhe, há mui o pouco eino de esc i a independen e no
manual, e as a i idades de esc i a indi idual encon am-se em “Comp eensão Esc i a”, po ou as
pala as, os alunos espondem a pe gun as po esc i o com base nos ex os de lei u a, e há apenas um
núme o limi ado de pe gun as ala gadas que podem se is as como exe cícios de esc i a únicos. No
decu so da in es igação, apenas oi encon ado um exe cício de esc i a ela i amen e especial,
pe encen e ao g upo de classi icação -Exe cícios de imaginação u u o. Nes e caso, consul ei o índice
ge al do manual, que con ém as compe ências que os au o es exigem aos alunos em cada capí ulo, e
e i iquei que os au o es não mencionam a compe ência de esc i a sepa adamen e, mas que es a es á
p o a elmen e incluída na compe ência “Exp essa opinião”.
2.2.4 Resul ados da análise dos manuais no seu conjun o
Com base no 2.2.3, analisei os manuais no seu conjun o de uma o ma mais exaus i a.
Em p imei o luga , “C ia i idade”, “Qualidade Es é ica” e “O iginalidade” são os ês c i é ios que
conside amos impo an es pa a a alia cada exe cício de esc i a dos manuais e são u ilizados em
conjun o pa a medi o “Saldo C ia i o” da esc i a c ia i a. Po ou as pala as, a pon uação do “Saldo
C ia i o” de um exe cício é compos a pelas pon uações das ês componen es “C ia i idade”,
“Qualidade Es é ica” e “O iginalidade”.
No p ocesso da análise de exe cícios de esc i a c ia i a, a “O iginalidade” pode não se ão impo an e
como a “C ia i idade” e a “Qualidade Es é ica”, que são mais suscep í eis de desen ol e as
capacidades de exp essão e a ap eciação a ís ica dos alunos e de acili a a p odução de ob as de
p o undo alo emocional e es é ico. Po isso, pa a medi a pon uação do “Saldo C ia i o” de cada
exe cício de o ma mais azoá el, in oduzi ponde ações, em que a pon uação da “C ia i idade” ezes
0,4, a pon uação da “Qualidade Es é ica” ezes 0,4 e a pon uação da “O iginalidade” ezes 0,2.
Vamos explica com um exemplo como é calculada a pon uação do “Saldo C ia i o” de um exe cício.
40
Tomemos como exemplo o p imei o exe cício que apa ece em 2.2.2.
a-1“ Imagine que ai ecebe um amigo na sua casa. Faça planos pa a o
im-de-semana.”(
<Ap ende Po uguês2—Ní el B1>,
P27)
Nes e exe cício, é pedido ao aluno que esc e a sob e uma si uação do quo idiano, o que não exige um
ele ado g au de c ia i idade, uma ez que as coisas que o aluno desc e e são coisas que acon ecem
habi ualmen e na ida. Além disso, uma ez que es e exe cício se limi a a uma lis agem dos di e en es
planos e não inclui qualque elemen o es é ico, o alo da qualidade es é ica é 0 .
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:0, O iginalidade:2)
Pon uação do Saldo C ia i o: Pon uação de C ia i idade×0,4 + Pon uação de Qualidade Es é ica×0,4 +
Pon uação de O iginalidade×0,2
Subs i uindo os alo es dos ês c i é ios nes e exe cício, o esul ado de e se :
1×0,4+0×0,4+2×0,2=0,4+0+0,4=0,8
Po an o, a pon uação do Saldo C ia i o des e exe cício é 0,8.
Com base nos passos an e io es, a aliei o “Saldo C ia i o” de odos os exe cícios dos 5 manuais.
É impo an e no a que os esul ados dos dados ap esen ados a segui não incluem os exe cícios que
ob i e am 0 an o na C ia i idade como na Qualidade Es é ica, pelo ac o de ais exe cícios se em
p incipalmen e exe cícios de omada de no as e exe cícios de esumo de ex os, que não en ol em
qualque ma gem pa a c ia i idade; po ou as pala as, os alunos, pa a aze ais exe cícios, não
p ecisam de eco e à imaginação. É a é p ejudicial que a u ilizem.
En ão, a pa i dos dados ob idos, e i iquei que, no manual<Ap ende Po uguês 2—Ní el B1>, a
pon uação mais comum do Saldo C ia i o é 1,0; na e dade, a pe cen agem dos exe cícios com
pon uação 1,0 é mais de me ade do núme o o al de exe cícios; a maio ia des es exe cícios são do
g upo c-Exe cícios ei os a pa i de imagens. Pa a além disso, a pon uação mais ele ada no Saldo
C ia i o nes e manual é 2,0; exis em dois exe cícios que ob i e am es a pon uação: um exe cício do
g upo b-Exe cícios de ca a e ização, e ou o do g upo d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os
41
ex uais especí icos (no ícias, ex os d amá icos).
Pa a os exe cícios no manual <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>, a pon uação mais comum do Saldo
C ia i o é 2,0; de ac o, a pe cen agem dos exe cícios com pon uação 2,0 é mais de me ade do
núme o o al de exe cícios; a maio ia des es exe cícios são do g upo d-Exe cícios de p odução/c iação
de géne os ex uais especí icos. Além disso, a pon uação mais ele ada no Saldo C ia i o nes e manual
é a de um exe cício do g upo b-Exe cícios de ca ac e ização, com a pon uação de 2,2.
Em con apa ida, os manuais <Cul u a e His ó ia de Po ugal -Volume 1(A2/B1)> e <Cul u a e His ó ia
de Po ugal -Volume 2(B2/C1)> êm amos as de meno dimensão, mas ap esen am classi icações
ela i amen e ele adas pa a o Saldo C ia i o dos exe cícios. As pon uações pa a o Saldo C ia i o são
ela i amen e ele adas e, depois de exclui os exe cícios que ob i e am 0 an o na C ia i idade como na
Qualidade Es é ica, odos os exe cícios em ambos os manuais ob i e am pon uações de não menos de
2,0, incluindo um com uma pon uação de 3,0, que é ambém o exe cício que melho sa is az os
c i é ios de esc i a c ia i a, como já oi e e ido, e que pe ence ao g upo d-Exe cícios de
p odução/c iação de géne os ex uais especí icos.
No manual <Po uguês XXI—Ní el 3(B1)> há apenas um exe cício que cump e os equisi os da análise,
e é do g upo -Exe cício de imaginação u u o, que ob ém 2,2 no Saldo C ia i o.
Além disso, e i iquei que nes es cinco manuais, depois de exclui mos os exe cícios com pon uação 0
an o pa a a “c ia i idade” como pa a a “qualidade es é ica”, há um o al de 27 exe cícios de esc i a;
des es, 13 exe cícios não a ingem a pon uação de 2 e 14 exe cícios a ingem a pon uação de 2 e
supe io . Dos 14 exe cícios com pon uações ela i amen e ele adas pa a o “Saldo C ia i o”, o g upo
d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos inha 6 exe cícios, ep esen ando
ce ca de 43%, seguido do g upo a-Exe cícios de elabo ação de planos, com 4 exe cícios, ep esen ando
ce ca de 28%, do g upo b-Exe cícios de ca a e ização, com 2 exe cícios, ep esen ando ce ca de 14%, e
dos g upos e-Exe cícios de guião de en e is a e -Exe cícios de imaginação sob e o u u o, com 1
exe cício cada, ep esen ando ce ca de 7%.
42
A pa i dos dados acima e e idos, podemos in e i que o ipo de exe cícios do g upo d-Exe cícios de
p odução/c iação de gêne os ex uais especí icos em o melho desempenho global em e mos de
“Saldo C ia i o” e pode se conside ado como o ipo de exe cícios que mais a o ece a esc i a c ia i a.
Abaixo es ão os esul ados da análise de cada manual, no caso de a1(p imei o exe cício do g upo
a-Exe cícios de elabo ação de planos), po exemplo,
a1(1,0,2), que signi ica C ia i idade:1; Qualidade Es é ica:0; O iginalidade:2; o núme o 0,8 no inal é a
sua pon uação do Saldo C ia i o).
1 <Ap ende Po uguês 2—Ní el B1> (Ní el: B1)
a1 (1,0,2) 0,8
a2 (1,0,1) 0,6
b1 (2,2,2) 2
c1 (2,1,1) 1,4
c2 (1,1,1) 1
c3 (1,1,1) 1
c4 (1,1,1) 1
c8 (1,1,1) 1
d1 (2,2,2) 2
d5 (1,1,1) 1
d6 (1,1,1) 1
d7 (1,1,1) 1
En ão, pa a o manual<Ap ende Po uguês 2—Ní el B1>:
To al: 12 exe cícios
Pon uação de 0,6 (no Saldo C ia i o): 1 exe cício
0,8: 1 exe cício
1,0: 7 exe cícios
1,4: 1 exe cícios
43
2,0: 2 exe cícios
2 <Ap ende Po uguês 3—Ní el B2> (Ní el: B2)
a3 (2,2,2) 2
b2 (2,2,3) 2,2
c5 (1,1,1) 1
c6 (1,1,1) 1
c7 (1,1,1) 1
d2 (2,2,2) 2
d3 (2,2,2) 2
d8 (2,2,2) 2
d9 (2,2,2) 2
En ão, pa a o manual<Ap ende Po uguês 3—Ní el B2>:
To al: 9 exe cícios
1,0: 3 exe cícios
2,0: 5 exe cícios
2,2: 1 exe cício
3 <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1> (Ní el: A2/B1)
a4 (2,2,2) 2
d4 (3,3,3) 3
En ão, pa a o manual <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 1> (Ní el: A2/B1):
To al: 2 exe cícios
2,0: 1 exe cício
3,0: 1 exe cício
44
4 <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 2> (Ní el: B2/C1)
a5 (2,2,2) 2
a6 (2,2,2) 2
e1 (3,2,2) 2,4
En ão, pa a o manual <Cul u a e His ó ia de Po ugal—Volume 2> (Ní el: B2/C1):
To al: 3 exe cícios
2,0: 2 exe cícios
2,4: 1 exe cício
5 <Po uguês XXI—Ní el 3> (Ní el:B1)
1 (3,1,3) 2,2
En ão, pa a o manual <Po uguês XXI—Ní el 3> (Ní el:B1):
To al: 1 exe cício
2,2: 1 exe cício
45
Capí ulo 3 P opos as de a i idades de esc i a c ia i a pa a o ensino de PLE
Como se concluiu no inal do Capí ulo 2, o ipo de exe cícios do g upo d-Exe cícios de
p odução/c iação de géne os ex uais especí icos pode se conside ado como o ipo de exe cício mais
a o á el à esc i a c ia i a. Po conseguin e, é es e ipo de a i idade de esc i a c ia i a que se á
p i ilegiado no p esen e capí ulo.
Em seguida, ap esen o ês ichas didá icas pa a as a i idades de esc i a c ia i a no ensino de PLE.
Cada icha didá ica é compos a po cinco secções: A i idades de P é-esc i a, A i idades de Esc i a,
A i idades de Pós-esc i a, Ta e a de Casa e Comen á ios à P opos a.
No início de cada icha, enume o os obje i os de o mação e o ní el linguís ico co esponden e.
3.1 Um No o Con o de Fadas
In odução
Es a icha didá ica isa a ende a alunos de PLNM do ní el B2 de p o iciência, con o me
delineado pelo Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas (QECRL).
Es a a i idade de esc i a c ia i a con ém os seguin es obje i os de o mação:
1-Aumen a a capacidade desc i i a
2-Es imula a c ia i idade
3-Ap ende a ap ecia e a alia o abalho dos ou os
A i idades de P é-esc i a
<Discussão em g upos>
46
Em g upos de 4-5 pessoas, discu am as seguin es ques ões.
1-Gos a de le con os de adas? Quem é o seu p o agonis a de con os de adas p e e ido?
2-O que gos a ia de dize ao seu p o agonis a a o i o de con os de adas se ele/ela apa ecesse na sala
de aula?
<Jogos>
Os memb os de cada g upo esc e em o nome do seu p o agonis a de con o de adas p e e ido numa
pequena olha de papel. O p o esso ecolhe as olhas de papel e dis ibui-as alea o iamen e po ou os
g upos (po exemplo, en ia as olhas de papel de memb os do g upo A pa a memb os do g upo C).
Depois de ecebe em as no as olhas de papel, os memb os de cada g upo não de em dize aos ou os
o que es á esc i o nas olhas de papel, mas sim desc e e as ca ac e ís icas das pe sonagens nas
olhas de papel com algumas pala as ou ases, e depois deixa que os colegas do g upo adi inhem o
nome que es á esc i o nas olhas de papel.
A i idades de Esc i a
Ago a, os memb os de cada g upo colocam as olhas de papel que ecebe am no meio. Cada pessoa
escolhe 2 p o agonis as de his ó ias di e en es (po exemplo, Capuchinho Ve melho e B anca de Ne e)
en e os p o agonis as des as 4-5 olhas de papel e, depois de os escolhe , usa a sua c ia i idade pa a
imagina o que acon ece á quando es as duas pe sonagens de con os de adas di e en es se
encon a em e c ia uma no a e são de um con o de adas com, pelo menos, 120 pala as.
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53
Obse e a en amen e es a ob a e pense em quem é es a jo em? De onde é que ela em? Use a sua
c ia i idade pa a imagina como se ia a ida dela. O que é que lhe acon eceu? Quem é que lhe en iou a
ca a? e c.
Con e a his ó ia na e cei a pessoa, em pelo menos 150 pala as.
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54
A i idades de Pós-esc i a
1)Em pa es, oque de abalho com o seu colega. Se o abalho dele con i e e os o og á icos ou
g ama icais, ajude-o a co igi-los com um lápis de co .
2) Leia no amen e o abalho do seu colega e en e ec ia /pensa como de e se a ca a que a jo em
ecebe no mundo que ele c iou. Coloque-se na pele do eme en e e esc e a es a ca a, en egando-a,
depois, ao seu colega.
Ta e a de Casa
Ago a que ecebeu a ca a esc i a pelo seu colega de aco do com o seu abalho, que é ambém a
ca a lida pela jo em na pin u a, en e esc e e uma ca a de espos a do pon o de is a da jo em.
O núme o de pala as exigido é de, pelo menos, 100 pala as.
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Comen á io à P opos a
Os con eúdos des a p opos a sa is azem os c i é ios de a aliação ele an es pa a a Esc i a C ia i a no
ní el B2 do QECRL, em pa icula o c i é io “É capaz de esc e e desc ições cla as e po meno izados
de acon ecimen os e expe iências eais ou imaginá ios, a iculando as ideias num ex o coeso e
coe en e e seguindo con enções es ipuladas pa a o géne o u ilizado.”, endo po obje i o mos a como
ealiza um abalho in eg ado de Esc i a C ia i a na sala de aula de PLE.
55
O ema “Explo e o Mundo da Pin u a” oi p opos o po duas azões: po um lado, as pin u as podem
despe a a cu iosidade dos alunos e inspi a o seu en usiasmo pela esc i a, po ou o lado, as pin u as
podem es imula o pensamen o mul i ace ado e inje a i alidade na aula de esc i a.
Em e mos da capacidade a se cul i ada, a “Discussão em g upos” na pa e “A i idades de p é-esc i a”
pode es imula as memó ias dos alunos sob e pin u as passadas, melho a a sua capacidade desc i i a
e lança as bases pa a a a i idade de esc i a o mal mais a de; além do mais, a pa e “Recolha de
in o mação” pode ajuda os alunos a comp eende os an eceden es do pin o designado e a melho a a
sua capacidade de iden i icação de in o mação impo an e e de a egis a . Na pa e “A i idades de
Esc i a”, os alunos de em esc e e após uma obse ação ap o undada da pin u a <
Jo em lendo uma
ca a à janela
>, o que é um p ocesso de melho a a sua ap eciação a ís ica e o seu egis o. Além
disso, como se a a de uma pin u a de uma pessoa, a pin u a o nece apenas um pouco de
in o mação básica, pelo que há mui o espaço pa a os alunos usa em a sua imaginação, o que é
p opício à c iação de his ó ias com um al o ní el de c ia i idade. Pa a a pa e “ A i idades de
Pós-esc i a”, os alunos e eem o abalho uns dos ou os pa a os ajuda a consolida os seus
conhecimen os linguís icos e de esc i a. A a i idade de esc e e uma ca a como eme en e, com base
no abalho dos colegas, não é apenas di e ida, mas ambém pode p omo e as suas capacidades de
sen i empa ia pelas emoções; po úl imo, no exe cício da pa e “Ta e a de Casa” os alunos p ecisam
de esc e e uma ca a de espos a na pele da jo em da pin u a, o que cons i ui um desa io e um
alioso exe cício de esc i a.
Conclusão
A capacidade de esc i a, como uma das qua o compe ências básicas na ap endizagem de qualque
língua, em implicações pedagógicas mui o impo an es.
Ao con á io da esc i a ge al, a esc i a c ia i a é uma modalidade de esc i a mais desa iado a que em
po obje i o p oduzi ex os com um ele ado g au de c ia i idade, qualidade es é ica e o iginalidade. Ao
longo da sua e olução his ó ica, a esc i a c ia i a o nou-se uma modalidade de esc i a que pode se
gene alizada numa di eção pedagógica. De ac o, é azoá el e bené ico inco po a a esc i a c ia i a no
56
ensino/ap endizagem de LE. No en an o, emos de admi i que a esc i a c ia i a não em ecebido a
a enção que me ece. Pa a con ibui pa a a al e ação des a ealidade, es a disse ação ap esen a um
conjun o de p opos as didá icas baseado na esc i a c ia i a des inado a alunos do ní el B1/B2 da
língua po uguesa, com o obje i o de aze a esc i a c ia i a pa a a sala de aula de PLE de uma o ma
ab angen e.
As conclusões des e abalho são esumidas da seguin e o ma:
1. Ao classi ica as a i idades de esc i a em manuais de PLE (ní el B1/B2) a ualmen e disponí eis no
me cado educa i o segundo os c i é ios de c ia i idade, qualidade es é ica e o iginalidade, e i iquei que,
embo a haja á ios ipos de exe cícios, mui os deles não implicam qualque c ia i idade ou qualidade
es é ica. Além disso, nos exe cícios que ob i e am pon uação nos ês c i é ios, oi a o encon a
aqueles que ob i e am um ní el ele ado em cada um dos ês c i é ios.
2. Com base no sis ema de pon uação an e io , en ámos gene aliza os ês c i é ios à esc i a c ia i a e,
po conseguin e, p opomos um c i é io de cálculo do “saldo c ia i o”. Es e se á mais p opício pa a
medi a co espondência en e di e en es ní eis de esc i a c ia i a e di e en es ní eis de ap enden es.
Depois de analisa os dados sob e o saldo c ia i o dos exe cícios de cada manual segundo es e c i é io,
encon ei o ipo de exe cícios mais a o á eis à esc i a c ia i a - os exe cícios de p odução/c iação de
géne os ex uais especí icos.
3. Tendo em con a a conclusão an e io , concebi ês ichas didá icas, cada uma das quais con ém
cinco secções: “A i idades de P é-esc i a”, “A i idades de Esc i a”, “A i idades de Pós-esc i a”, “Ta e a
de Casa” e “Comen á ios à P opos a”. Des inam-se a alunos de PLE com um ní el de B1 ou B2. Ao
con á io do ensino ap esen ado nos manuais adicionais, es e conjun o de p opos as didá icas escolhe
emas in e essan es e in eg a a esc i a c ia i a em á ias ases da aula. Além disso, cada icha didá ica
enume a os obje i os de o mação co esponden es, pa a que os p o esso es de PLE possam
desen ol e melho as suas a i idades de ensino.
De um modo ge al, es a disse ação p ocu a da um pequeno con ibu o pa a melho a o a ual ensino
da esc i a em PLE e ap esen a aos educado es de PLE uma solução possí el pa a in oduzi
plenamen e a esc i a c ia i a na sala de aula, p opondo algumas possibilidades de in e enção didá ica.
À medida que mais p opos as didá icas elacionadas com a esc i a c ia i a o em desen ol idas e
57
di undidas, espe a-se que cada ez mais p o esso es de PLE se ape cebam das an agens do ensino da
esc i a c ia i a e que cada ez mais alunos bene iciem dele.
58
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Vol.6, 110–122
60
Anexos
61
Anexo A
Exe cícios--c8, d5, d6, d7 do manual < Ap ende Po uguês 2—Ní el B1>
c8 “Con e a his ó ia de aco do com as imagens” (p17)
(Tipo: c-Exe cícios ei os a pa i de imagens)
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)
d5 “Você es á num es au an e po uguês. Esc e a o diálogo de aco do com as
ins uções”(p11)
62
(Tipo: d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos)
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)
d6 “Você iu es e anúncio e ai candida a -se a es e luga . Esc e a uma ca a de
ap esen ação e aça o seu cu ículo.” (p130)
(Tipo: d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos)
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade:1)
d7 “Faça um diálogo semelhan e com ou os colegas. Use as exp essões do quad o pa a
p opo /acei a / ecusa /negocia suges ões e p opos as.” (p143)
(Tipo: d-Exe cícios de p odução/c iação de géne os ex uais especí icos)
(C ia i idade:1, Qualidade Es é ica:1, O iginalidade: 1)