scieee Science in your language
[pt] (orig)

Otimização do processo de tecelagem em função das características dos fios e dos parâmetros de construção do tecido

Author: Camões, Francisco Ricardo Oliveira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/9d8df1c9-fa18-4d71-8316-4ee33c443ead/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
F ancisco Rica do Oli ei a Camões
O imização do p ocesso de ecelagem
em unção das ca ac e ís icas dos ios e
dos pa âme os de cons ução do ecido
Janei o de 2025
F ancisco Rica do Oli ei a Camões
O imização do p ocesso de ecelagem
em unção das ca ac e ís icas dos ios e
dos pa âme os de cons ução do ecido
Disse ação de Mes ado
Engenha ia Têx il – Ma e iais e Tecnologias A ançadas
T abalho e e uado sob o ien ação da
P o esso a Dou o a Ana Ma ia Rocha
Janei o de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h
p
s
:/
/
c ea
i e
c
o
mm
o
n
s
.o
g
/
lic
en
s
es
/
by
-
nc
-
n
d/
4.0/
[Es a é a mais es i i a das nossas seis licenças p incipais, só pe mi indo que ou os açam
download dos seus abalhos e os compa ilhem desde que lhe sejam a ibuídos a si os de idos
c édi os, mas sem que possam al e á-los de nenhuma o ma ou u ilizá-los pa a ins come ciais.]
iii
Ag adecimen os
À minha amília, o meu mais p o undo ag adecimen o. O apoio, a p esença e o incen i o
cons an e ao longo de odo es e pe cu so o am undamen ais pa a que eu pudesse chega a é
aqui com con iança e oco. Te o
osso supo e
o nou es e caminho mais le e, pe mi iu que eu
me
dedicasse plenamen e aos es udos e que pudesse des u a des e boni o pe cu so sem
qualque ipo de p eocupação.
À Bea iz Fa ia, deixo a minha g a idão po odos os momen os de apoio e amizade
incondicional ao longo des es cinco anos. Foi um e dadei o pila no meu pe cu so académico e
pessoal.
Aos meus amigos, ob igado pela p esença e po compa ilha em comigo es a ase ão
impo an e. A ossa companhia o nou es a caminhada mais especial, dando-me momen os de
aleg ia que ce amen e le a ei comigo pa a a ida oda.
À emp esa Polopiqué, o meu since o ag adecimen o pela opo unidade de desen ol e
es e abalho em pa ce ia com uma equipa de p o issionais dedicados, que an o con ibuí am
pa a o meu c escimen o pessoal e p o issional. A con iança que deposi a am em mim ao me
pe mi i inicia minha ca ei a p o issional na emp esa oi essencial e espe o hon a es a
opo unidade que an o me en iqueceu.
Ao Engenhei o Fe nando Gomes, sou g a o pela men o ia a enciosa, pelos sábios
conselhos e po acili a minha en ada na indús ia êx il. A sua o ien ação p á ica e gene osa oi
undamen al pa a meu desen ol imen o e amadu ecimen o como p o issional.
Po im, à p o esso a Ana Ma ia Rocha, ag adeço pela o ien ação, comp eensão e
p agma ismo du an e odo o p ocesso. A o ma p á ica e cla a com que acompanhou o meu
abalho oi uma e dadei a inspi ação e é algo que ce amen e en a ei aplica na minha p óp ia
ida e ca ei a.
A odos, o meu since o ob igado. Cada um de ocês con ibuiu de manei a especial pa a
que
es a e apa osse concluída com sucesso.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
X
F ancisco Camões
Assinado po : F ancisco Rica do Oli ei a Camões
Num. de Iden i icação: BI30172060
Da a: 31-01-2025 12:49:27 +00:00
Resumo
Dian e das exigências a uais do me cado, a e iciência e a qualidade são essenciais pa a a
sus en abilidade das emp esas. A al a de p epa ação e a ince eza sob e o desempenho dos p odu os, aliadas
à ausência de bases de dados con iá eis e conhecimen o p á ico, di icul am a p e isão de de ei os e de
pa agens na ecelagem, o que o na as a e as de con olo de cus os e de da p azos e o çamen os,
ex emamen e mais di ícil.
De o ma a a enua es e p oblema, é necessá io p e e o compo amen o dos ios e ecidos, de o ma
a ga an i a qualidade do p odu o inal e a con ola cus os ope acionais e de mão de ob a. Uma abo dagem
baseada nos pa âme os de cons ução do ecido e nas p op iedades dos ios su ge como uma es a égia
pa a e e ua um con olo mais igo oso do p ocesso, bem como de e e ua p e isões mais ace adas de
de e minados a igos. Com uma base de dados obus a, espe a-se iden i ica os pa âme os ideais pa a cada
a igo, p e e a elocidade de ecelagem e es ima a oco ência de queb as. As ca ac e ís icas dos ios incluem
massa linea , enacidade, alongamen o, pilling e composição, enquan o os pa âme os de cons ução do
ecido en ol em pon o de ecelagem, densidade dos ios à eia e à ama e o empuado. Já os pa âme os de
a inação do ea incluem ensão, elocidade, posição de c uzamen o e ângulo de cala.
Na e apa expe imen al, o am selecionados oi o ecidos com di e en es pa âme os de cons ução e
ca ac e ís icas dos ios. Ajus es nos pa âme os de a inação o am ei os a é alcança um desempenho
acei á el, de inido po uma média de uma pa agem à eia e uma à ama pa a cada 100.000 passagens. Os
dados cole ados o nece am uma base sólida pa a in e ências sob e as ca ac e ís icas dos ios e os pa âme os
de cons ução, embo a ainda insu icien es pa a conclusões de ini i as.
O es udo oi conside ado um sucesso, pois odos os a igos o am o imizados, e in o mações aliosas o am
ex aídas sob e elações exis en es en e os pa âme os de cons ução e ca ac e ís icas dos ios nos
pa âme os de a inação do ea , o que acili a á o desen ol imen o de no os p odu os e cálculo de odo o
ipo de cus os dos mesmos. Es e abalho a ança o en endimen o e a p e isão do desempenho êx il no
p ocesso de ecelagem.
Pala as-cha e:
ecelagem, ios, e iciência, o imização, cus os.
i
Abs ac
Gi en he cu en ma ke demands, e iciency and quali y a e essen ial o he sus ainabili y o
companies. The lack o p epa a ion and unce ain y ega ding p oduc pe o mance, coupled wi h he absence
o eliable da abases and p ac ical knowledge, make i di icul o p edic de ec s and down ime in wea ing,
which signi ican ly complica es cos con ol and he se ing o deadlines and budge s.
To mi iga e his p oblem, i is necessa y o p edic he beha io o ya ns and ab ics in o de o ensu e
he quali y o he inal p oduc and con ol ope a ional and labo cos s. An app oach based on ab ic
cons uc ion pa ame e s and ya n p ope ies eme ges as a s a egy o s ic e p ocess con ol, as well as
mo e accu a e p edic ions o speci ic p oduc s. Wi h a obus da abase, i is expec ed o iden i y he ideal
pa ame e s o each p oduc , p edic wea ing speed, and es ima e b eak occu ences. The ya n cha ac e is ics
include linea densi y, enaci y, elonga ion, pilling, and composi ion, while ab ic cons uc ion pa ame e s
in ol e wea e pa e n, ya n densi y in he wa p and we , and he pile. The loom adjus men pa ame e s
include ension, speed, c ossing posi ion, and shed angle.
In he expe imen al s age, eigh ab ics wi h di e en cons uc ion pa ame e s and ya n cha ac e is ics
we e selec ed. Adjus men s o he loom se ings we e made un il an accep able pe o mance le el was
eached, de ined as an a e age o one s op in he wa p and one s op in he we o e e y 100,000 picks. The
collec ed da a p o ided a solid ounda ion o in e ences abou ya n cha ac e is ics and cons uc ion
pa ame e s, al hough i was s ill insu icien o de ini i e conclusions.
The s udy was conside ed a success, as all p oduc s we e op imized, and aluable in o ma ion was
ex ac ed ega ding he ela ionships be ween cons uc ion pa ame e s and ya n cha ac e is ics wi h loom
adjus men pa ame e s. This will acili a e he de elopmen o new p oduc s and he calcula ion o all
associa ed cos s. This wo k ad ances he unde s anding and p edic ion o ex ile pe o mance in he wea ing
p ocess.
Keywo ds:
wea ing, ya ns, e iciency, op imisa ion, cos s.
ii
Índice
1.
In odução
.................................................................................................................
16
1.1.
Enquad amen o e mo i ação
.............................................................................................
16
1.2.
Obje i os
.............................................................................................................
17
1.3.
Me odologia
........................................................................................................
18
1.4.
A Emp esa
...........................................................................................................
19
2.
Es ado da a e
...........................................................................................................
21
2.1.
Ca a e ís icas e p op iedades dos ios
.............................................................................
21
2.1.1.
Resis ência ao a i o
........................................................................................
21
2.1.2.
Pilosidade
....................................................................................................
22
2.1.3 Resis ência à ação
.................................................................................................
24
2.2 Pa âme os de cons ução de ecidos
..............................................................................
25
2.2.1.
Pad ão de Tecelagem
......................................................................................
26
2.3.
Pa âme os de a inação no p ocesso de ecelagem
...............................................................
27
2.3.1.
Tensão da eia
..................................................................................................
27
2.3.2.
Velocidade do ea
...........................................................................................
29
2.3.3.
A inação da Cala
..............................................................................................
31
2.4.
Ciclo de Tecelagem
............................................................................................
32
2.5.
Á eas do ea e as espe i as causas de pa agem
.................................................................
34
3. Desen ol imen o Expe imen al
.................................................................................................
38
3.1.
Ma e iais
..............................................................................................................
40
3.1.1.
A igo 1
.......................................................................................................
41
3.1.2.
A igo 2
.......................................................................................................
42
3.1.3.
A igo 3
.......................................................................................................
43
3.1.4.
A igo 4
.......................................................................................................
45
3.1.5.
A igo 5
.......................................................................................................
46
3.1.6.
A igo 6
.......................................................................................................
47
3.1.7.
A igo 7
.......................................................................................................
49
3.1.8.
A igo 8
.......................................................................................................
51
3.2.
Mé odos
...............................................................................................................
52
3.2.1.
Tea
.............................................................................................................
52
3.2.2.
Maquine a
...................................................................................................
55
3
Ou o obje i o c ucial é desen ol e modelos que elacionem os pa âme os do io e da
cons ução do ecido com os esul ados do p ocesso de ecelagem e u iliza esses modelos pa a
p e e e melho a a e iciência e a qualidade da p odução. Com base nos esul ados ob idos, a
disse ação isa ambém p opo melho es p á icas e ecomendações pa a a indús ia êx il. Essas
ecomendações inclui ão a seleção de ios e pa âme os de cons ução de ecidos que maximizem
a e iciência e a qualidade do p ocesso de ecelagem.
Ao inal do es udo, espe a-se que os esul ados con ibuam signi ica i amen e pa a a
melho ia dos p ocessos de ecelagem, o e ecendo soluções p á icas e ino ado as pa a os desa ios
en en ados pela indús ia êx il.
1.3.
Me odologia
A me odologia de abalho engloba á ias e apas, isando a o imização do p ocesso de
ecelagem em unção dos pa âme os do io e os pa âme os de cons ução do ecido.
Inicialmen e, se á ealizada uma e isão bibliog á ica ab angen e da li e a u a exis en e
sob e as ca ac e ís icas dos ios, a cons ução dos ecidos e os p ocessos de ecelagem. Esse
le an amen o pe mi i á iden i ica es udos an e io es ele an es, écnicas de o imização aplicadas
e lacunas de conhecimen o que es a ese p e ende abo da .
Se á ei a a ca ac e ização dos ios, após selecionados os a igos a se em
es udados, os
ios
se ão subme idos a es es labo a o iais pa a medi suas p op iedades, u ilizando
equipamen os pad ão da indús ia êx il. Os esul ados se ão documen ados e analisados,
es abelecendo uma base de dados das ca ac e ís icas dos ios p esen es em cada a igo.
O es udo da cons ução do ecido se á a p óxima e apa, após a escolha do a igo, se á
a aliado o pad ão de ecelagem p esen e no ecido, bem como a con ex u a à eia e à ama.
Após essas e apas, se á ealizada a alidação expe imen al das o imizações p opos as. As
combinações ó imas de pa âme os iden i icadas se ão implemen adas em um ambien e de
p odução eal. O p ocesso de ecelagem se á moni o ado, e dados de desempenho e qualidade
do ecido p oduzidas se ão cole ados. Todo o es udo se á ei o em ambien e indus ial e com
encomendas eais.
Po im, a análise e discussão dos esul ados se ão conduzidas, analisando os dados
cole ados du an e a alidação expe imen al pa a a alia o impac o das o imizações

4
implemen adas. As implicações dos esul ados se ão discu idas em e mos de melho ias na
e iciência p odu i a e na qualidade dos ecidos. Possí eis limi ações do es udo se ão iden i icadas.
Com base nos esul ados ob idos, se ão elabo adas melho es p á icas e ecomendações pa a
a o imização do p ocesso de ecelagem. Essas ecomendações inclui ão o ajus e de alguns
pa âme os do ea , nomeadamen e a ensão da eia, a elocidade do ea e a a inação da cala
em unção das ca ac e ís icas do io e dos pa âme os de cons ução do ecido, de o ma a ob e
aquilo que se p e ende, seja apidez de p odução, seja a melho qualidade possí el ou um
de e minado equilíb io en e os dois.
1.4.
A Emp esa
O p oje o de mes ado oi ealizado numa emp esa ilial do g upo Polopiqué - Polopiqué
Tecidos.
Fundado po Luís e Filipa Guima ães, o g upo Polopiqué nasceu em 1996 com o in ui o
de p oduzi e come cializa di e sos p odu os de es uá io. Ocupando um espaço e i o ial em
ês di e en es concelhos: Guima ães, San o Ti so e Vizela, es e g upo e ical, que p oduz desde
io a é à peça de es uá io acabada, con a com, ap oximadamen e, 800 uncioná ios,
ocupando
uma
á ea o al de, ap oximadamen e 70.000
𝑚
2
.
Classi icado, pela
London S ock Exchange
, como uma das PME mais inspi ado as da
Eu opa, expo a pa a mais de qua en a países e já oi gala doado com á ios p émios, como po
exemplo, Maio C escimen o de Expo ações pelo Cen o de In eligência Têx il (Ceni ) e pela
Associação Nacional das Indús ias de Ves uá io e Con eção (Ani ec).
De ém ainda uma sé ie de ce i icados que ga an em o cump imen o de odas as no mas
ambien ais e de qualidade, como a ce i icação GOTS –
Global O ganic Tex ile S anda d
, sendo
ambém memb o da
Be e Co on Inicia i e
, uma undação de ag icul o es que se p eocupam com
a p ese ação dos solos e, ao mesmo empo, com a qualidade do algodão.
A o imização das ope ações e a o e a de uma melho ia con ínua das condições de
abalho, man endo a sus en abilidade e a esponsabilidade ambien al e social, são os pa âme os
que supo am a missão do g upo Polopiqué.
A ualmen e, o g upo encon a-se subdi ido em cinco iliais que abalham em conjun o:
5
•
A SGPS (Sociedade Ges o a de Pa icipações Sociais) - emp esa-mãe des e g upo, esponsá el
pela
ges ão e con olo de odas as iliais (Figu a 1),
•
A Polopiqué Comé cio- desen ol imen o e comé cio de peças de es uá io, incluindo o
desen ol imen o de p odu o, a iação, o depa amen o come cial, o planeamen o, a logís ica, o
con olo de qualidade de peça acabada e o depa amen o de ino ação;
•
A Polopiqué Acabamen os- compos a pela in u a ia e acabamen o de malhas e ecidos bem
como os labo a ó ios de con olo de qualidade de peças a c u e ingidas;
•
A Polopiqué Tecidos- p odução de ecidos, ingimen o de io e ico agem de malhas;
•
A Co onSmile- inclui a con eção, a e is a de peças, bem como a embalagem.
Figu a 1. Sede Polopiqué
Como e e ido, o p esen e p oje o oi ealizado na emp esa do g upo Polopiqué Tecidos,
especi icamen e no sec o de p odução de ecidos- secção de ecelagem, que dispõe de 109 ea es.
Figu a 2. Polopiqué ecidos
6
2.
Es ado da a e
A o imização do p ocesso de ecelagem p essupõe a análise dos p incipais a o es
in luenciado es da sua e iciência e, simul aneamen e, da qualidade dos ecidos p oduzidos. Nos
p óximos subcapí ulos se ão ap esen ados os p incipais esul ados de es udos publicados nes e
domínio, endo-se ado ado a seguin e classi icação dos a o es: ca a e ís icas e p op iedades dos ios,
pa âme os de cons ução dos ecidos, pa âme os do p ocesso.
2.1.
Ca a e ís icas e p op iedades dos ios
Os ios são a ma é ia-p ima na ab icação de ecidos, pelo que as suas ca ac e ís icas e
p op iedades são de e minan es das p op iedades dos ecidos p oduzidos e cons i uem a o es
ele an es a conside a na o imização do p ocesso de ecelagem. De en e elas, salien am-se as
p op iedades elacionadas com a geome ia da supe ície, ais como o a i o e a pilosidade e com
o seu compo amen o à ação, ais como, a enacidade e o alongamen o ou a ex ensão.
2.1.1.
Resis ência ao a i o
O a i o do io é a medida da sua esis ência ao mo imen o ao desliza sob e um ou o io
ou sob e uma supe ície me álica ou ce âmica. Es a esis ência ao a i o ou coe icien e de a i o é
a e ado po pa âme os de supe ície e es u u ais do io, que incluem en e ou os, composição,
o ção, massa linea do io e mé odo de iação. A adição de p odu os de acabamen o, ais como
lub i ican es e amaciado es e a aplicação de a amen os, ais como encolagem e me ce ização
in luenciam o a i o dos ios, uma ez que a e am as suas p op iedades de supe ície.
Na ecelagem, a adição de pa a inas ou ce as – pa a inação - é um p ocesso comum pa a
eduzi o a i o dos ios de ama du an e a ecelagem. Es e a amen o c ia uma camada p o e o a
e lub i ican e na supe ície dos ios, o que signi ica que ap esen am meno esis ência ao
mo imen o, esul ando em menos desgas e dos ios du an e a ecelagem e das pa es do ea que
en am em con a o com eles. A edução do a i o ambém p opo ciona uma inse ção de ama
mais p ecisa e consis en e, con ibuindo pa a uma es u u a de ecido mais uni o me e de al a
qualidade. Fios de ama com meno a i o são menos p opensos a queb as du an e o p ocesso
de ecelagem, aumen ando o endimen o e eduzindo os cus os associados à in e upção da
p odução. Além disso, a pa a inação pe mi e que os ios de ama sejam inse idos a elocidades mais
al as. Con udo, a aplicação de pa a ina, quando excessi a, pode causa p oblemas, uma ez
que
pode al e a as p op iedades do ecido, como a sua capacidade de abso ção, a e ando, po
exemplo, a uni o midade da co no ingimen o.
7
Rela i amen e aos ios de eia, a edução do a i o é essencialmen e p omo ida pela
aplicação de um a amen o - encolagem – que simul aneamen e isa aumen a a esis ência dos ios
às solici ações mecânicas p omo idas pelo mo imen o no ea .
A quan idade de encolan e aplicada nos ios de eia in luencia signi ica i amen e o a i o
en e os ios du an e o p ocesso de ecelagem. Uma quan idade excessi a, aumen a a icção
en e os ios, p o ocando um desgas e maio dos ios e dos componen es do ea , e pode di icul a
o p ocesso de ecelagem, aumen ando, po exemplo, a axa de queb as (Figu a 3). Po ou o lado,
uma quan idade insu icien e de encolan e pode aumen a a susce ibilidade dos ios a de o mações
e ema anhamen os, conduzindo igualmen e a uma edução da e iciência e qualidade da
ecelagem. Po an o, é essencial con ola p ecisamen e a quan idade de encolan e pa a o imiza
a icção en e os ios e ga an i um p ocesso de ecelagem e icien e e de al a qualidade.
Figu a 3. In luência da quan idade de encolan e na eia na axa de queb as
(Fon e: (Jahangi & Hossain, 2023))
Encon a alo es ó imos de coe icien e de a i o é impo an e pa a ga an i uma p odução
êx il e icaz e de al a qualidade. Es es alo es podem a ia dependendo das especi icações do
ecido a se p oduzido, das condições do p ocesso de ecelagem e das ca ac e ís icas dos ios. Na
ecelagem, é necessá io que o coe icien e de a i o do io seja o su icien e pa a e i a deslizamen os
du an e a inse ção da ama, po exemplo, o que pode esul a em alhas na inse ção, e não
p o oca queb as equen es dos ios du an e o p ocesso (Wang e al., 2023).
2.1.2.
Pilosidade
A pilosidade de um io e e e-se à p esença de ib as sol as ou pequenas p oeminências
na supe ície do io, que podem su gi de ido a di e sos a o es, incluindo as ca a e ís icas das
8
ib as, o p ocesso de iação e as condições de p ocessamen o. A pilosidade pode se quase

9
impe ce í el a é isi elmen e e iden e (Figu a 4) e a sua p esença pode e implicações
signi ica i as no p ocesso de ecelagem (
Tex ile Tes ing
: Pilling Tes o Fab ic | Tex ile S udy
Cen e
, n.d.).
Figu a 4. Pilosidade
(Fon e:
(
All abou Ya n Hai iness - Tes ex
, n.d.)
)
A p esença de ib as sol as pode in e e i na inse ção dos ios de ama, pode
comp ome e a e icácia do mecanismo de pa agem do ea e pode conduzi a queb as de ios,
comp ome endo a e iciência do p ocesso e esul ando em um ecido inal de qualidade in e io .
Além disso, a pilosidade excessi a pode a e a a uni o midade e o aspe o do ecido, o nando-o
áspe o ao oque e mais susce í el à o mação de bo bo o ao longo do empo (Figu a 5) (
Tex ile
Tes ing: Pilling Tes o Fab ic | Tex ile S udy Cen e , n.d.).
São á ios os mé odos usados pa a a alia a pilosidade dos ios:
Análise
de Imagem
: Cap u a imagens da supe ície do io pa a quan i ica e analisa a pilosidade
em e mos de comp imen o e densidade das ib as. O e ece al a p ecisão pa a dados de alhados.
Medido de Pilosidade Digi al
: U iliza disposi i os como o Us e Hai iness Me e pa a medi
p ojeções de ib as ao longo do io, o necendo um índice de pilosidade apidamen e. Ideal pa a
con ole de qualidade.
Análise po Lase
: Usa dispe são de luz de um eixe de lase pa a de ec a ib as supe iciais.
Mé odo p eciso, com al a aplicabilidade em pesquisas, sem dani ica o io.
Análise po Con a o
: Fios passam po senso es ou supe ícies sensí eis que medem a
esis ência causada pelas ib as. Ú il pa a es ima i as ápidas, embo a possa al e a o io.
A aliação Visual e Manual
: A aliado es expe ien es obse am e classi icam o io sob
ampli icação isual. É subje i o, mas adequado pa a ca ac e izações quali a i as.
10
Mic oscopia Ele ônica de Va edu a (MEV)
: Ge a imagens de al a esolução pa a es udos
de alhados da supe ície e mo ologia das ib as. Usado em pesquisas a ançadas de ido ao cus o
ele ado
Os Valo es do índice de pilosidade (
H-Index
) de di e en es ios (composição, massa linea ,
ipo de iação) são disponibilizados em abelas e são indica i os da qualidade dos ios. Es es
alo es são baseados em es a ís icas e egula men e a ualizados (
Us e S a is ics
).
Figu a 5. Ilus ação do pilling
(Fon e: (Tex ile Tes ing: Pilling Tes o Fab ic | Tex ile S udy Cen e , n.d.))
2.1.3
Tenacidade
A medida ca ga de u u a de um io sob ação é comummen e exp essa pela
enacidade, que elaciona a o ça de u u a do io com a sua massa po unidade de comp imen o
ou massa linea (equação 1) (Pa i & Acie no, 2023; A anci De Souza, n.d.).
𝑇𝑒𝑛𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (𝑐𝑁 𝑡𝑒𝑥−1) = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑑𝑒 𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 (𝑐𝑁)
𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟 (𝑡𝑒𝑥)
(1)
A enacidade do io é um indicado impo an e da sua capacidade de supo a as ensões
a que es á sujei o du an e o p ocesso de ecelagem e depende em g ande medida da enacidade
das
ib as (Figu a 6).
11
a)
b)
Figu a 6. (a) Alongamen o de di e en es ib as em unção da enacidade das mesmas e (b)
Alongamen o e enacidade de di e en es ib as
(Fon es: (Basi e al., 2018; De elopmen o Co on-Rich/Poly Fib e Blended Ya ns -
Fib e2Fashion, n.d.))
Fios com baixa enacidade co em o isco de u u a, esul ando em in e upções na
p odução e edução da e iciência do p ocesso (Kol e, 2017).
O alongamen o e i icado no pon o de u u a, em pe cen agem do comp imen o inicial do
io, é designado ex ensão. A ex ensão é uma medida da da de o mação que o io supo a an es da
u u a.
O conhecimen o da enacidade e ex ensão dos ios pe mi e ajus a adequadamen e os
pa âme os/ a iá eis do p ocesso, de o ma a ga an i a qualidade e a e iciência da ecelagem.
2.2
Pa âme os de cons ução de ecidos
Os pa âme os de cons ução de ecidos, como a con ex u a à eia, a con ex u a à ama
e o debuxo êm um impac o di e o na complexidade do p ocesso de ecelagem.
A con ex u a do ecido, exp essa como o núme o de ios po unidade de comp imen o
(ge almen e ios po cen íme o ou polegada), podem en ol e ajus es do ea , na seleção dos
ipos de ios e na concen ação de goma a u iliza (Ruhul Amin e al., 2011). Tecidos com uma
con ex u a mais densa, po exemplo, exigem ajus es mais p ecisos na ensão dos ios.
12
Figu a 7. Pe meabilidade do a em unção da densidade à eia e à ama e da massa linea do io
(Fon e: (Angelo a e al., 2012))
2.2.1.
Pad ão de Tecelagem
O debuxo, ambém conhecido como pad ão de ecelagem, é um elemen o undamen al
na p odução de ecidos, exe cendo in luência di e a sob e di e sas ca ac e ís icas do p odu o inal.
Seja em ecidos como a e á, sa ja ou ce im, cada pad ão de ecelagem con e e ao ecido suas
p óp ias ca ac e ís icas únicas, a e ando an o o oque quan o o aspe o isual, além das
p op iedades ísicas do ma e ial.
No que se e e e ao oque, o debuxo desempenha um papel c ucial na sensação á il do
ecido. Po exemplo, ecidos com debuxo em ce im endem a ap esen a uma supe ície lisa e
sedosa, con e indo uma sensação de luxo ao oque. Em con as e, os ecidos com debuxo em
sa ja podem p opo ciona uma ex u a sua e e enco pada, g aças ao seu pad ão diagonal
dis in i o. Já o debuxo em a e á ende a esul a em um oque mais ígido e es u u ado, de ido
à sua disposição plana e simples dos ios (Kuma & Hu, 2017).
Em elação ao aspe o isual, o debuxo in luencia di e amen e a apa ência do ecido.
Tecidos com debuxo em ce im des acam-se pelo b ilho ca ac e ís ico e pela apa ência luxuosa
p opo cionada po sua supe ície lisa e e le i a. Po sua ez, ecidos com debuxo em sa ja
ap esen am um pad ão diagonal dis in i o, que adiciona in e esse isual e ex u a ao ecido. Já o
debuxo em a e á esul a em uma supe ície plana e sem ex u a pe ce í el, con e indo ao ecido
uma
es é ica elegan e e clássica (Kuma & Hu, 2017).
19
A posição de c uzamen o e e e-se ao momen o c ucial na ecelagem em que os
ios de eia
que sobem c uzam com aqueles que descem, esul ando no echamen o da cala que pe mi e
segu a
a ama. Esse echamen o pode se o al ou pa cial, dependendo do ipo de pon o de ecelagem
e do mecanismo de o mação de cala, que es á di e amen e ligado ao ipo de ea e
mecanismo
de mo imen ação dos ios de eia, podendo se maquine as, jacqua d
ou excên icos.
No caso
especí ico do a e á, oco e semp e um echamen o o al, onde odos os liços, no caso dos ea es
que u ilizam liços, se alinham na mesma posição no momen o do c uzamen o. Es e aspe o,
equen emen e subes imado, possui uma impo ância undamen al no p ocesso de
ecelagem,
podendo, quando bem con olado, ajuda a e i a inúme os de ei os no ecido.
Quando a posição de c uzamen o oco e mais a de, a ama pe manece mais sol a
du an e esse momen o, p opo cionando uma maio ma gem de ajus e e esul ando em meno
p essão sob e os ios de eia. Embo a isso possa acili a ajus es, ambém aumen a a p obabilidade
de de ei os como pon as e linhas sol as. Es e ajus e a dio não é ecomendado pa a amas com
ele ado alongamen o, pois quando a ama é libe ada, ainda não es a á comple amen e p esa,
azendo com que o io escape e p oduza de ei os. Po ou o lado, um c uzamen o que oco e mais
cedo ap esen a ca ac e ís icas opos as. A ama é p esa mais apidamen e, o que pode c ia linhas
sol as em amas com
pouco alongamen o, além disso, es e ajus e não é adequado pa a ios de
eia
mui o sensí eis
Cada ipo de ea , com seus di e sos mecanismos de inse ção de ama e abe u a de
cala, possui uma a inação ó ima especí ica pa a di e en es ipos de a igos. É undamen al e uma
comp eensão p o unda dessas noções pa a o imiza o p ocesso de ecelagem. Ajus es p ecisos
na posição de c uzamen o, podem melho a signi ica i amen e a qualidade do ecido p oduzido,
minimizando de ei os.
2.4.
Ciclo de Tecelagem
O ciclo de ecelagem é um p ocesso epe i i o e coo denado em um ea , undamen al
pa a a ab icação de ecidos. Cada ciclo consis e em uma sé ie de ope ações que se epe em de o ma
p ecisa pa a en elaça ios de eia e ama, o mando uma es u u a de ecido consis en e.
No malmen e, es e ciclo é desc i o em 360 g aus, onde cada g au co esponde a um mo imen o
ou ação especí ica do ea . Essa abo dagem de 360 g aus acili a a comp eensão e a sinc onização
das di e en es e apas do p ocesso, ga an indo a p ecisão necessá ia pa a o p ocesso p odu i o.

20
A abe u a da cala é o p imei o passo no ciclo de ecelagem. Com a cala abe a, o p óximo
passo é a inse ção do io de ama. Após a inse ção do io de ama, o pen e do ea en a em
ação. O pen e é mo ido pa a en e, ba endo o io de ama ecém-inse ido con a o ecido já
o mado. Após a ba ida da ama, os quad os de liços eposicionam-se pa a p epa a a p óxima
abe u a da cala. Es e mo imen o de eposicionamen o é c ucial pa a man e o pad ão de
ecelagem
desejado. Finalmen e, o ecido ecém- o mado
é en olado no olo de ecido, enquan o
os ios de eia são desen olados do olo de eia. Es e a anço con ínuo man ém a ensão adequada
nos ios de eia e ga an e que o p ocesso de ecelagem possa con inua sem in e upções. O
a anço do ecido é coo denado com as ou as e apas do ciclo pa a ga an i uma p odução con ínua
e e icien e.
A essência do ciclo de ecelagem es á na epe ição coo denada dessas ope ações. Cada ciclo
de e se pe ei amen e sinc onizado com o an e io pa a ga an i que o ecido esul an e seja
uni o me e de al a qualidade. A p ecisão no empo e na execução de cada e apa é undamen al
pa a a consis ência do ecido.
O ciclo de ecelagem não é algo ixo, di e en es ea es podem e ciclos di e en es e den o
dos p óp ios ea , podemos modi ica o ciclo em unção de alguns obje i os p e endidos.
Figu a 8. Exemplo de um ciclo de ecelagem
21
Aqui es á o diag ama do exemplo de um ciclo de ecelagem:
1.
Abe u a da Cala (320

a 180

): Rep esen ada em azul-cla o.
2.
Fechamen o da Cala (180

a 320

): Rep esen ada em e de-cla o.
3.
Seleção da T ama (50

): Rep esen ada em la anja.
4.
Co e da Tesou a (63

): Rep esen ada em ma om.
5.
T ans e ência da T ama (180

): Rep esen ada em e melho.
6.
Ba ida do Pen e (320

a 360

): Rep esen ada em oxo.
7.
Posição de C uzamen o (320

): Rep esen ada em azul
2.5.
Á eas do ea e as espe i as causas de pa agem
O a o que é mani es amen e mais in luen e no núme o de pa agens à eia é a qualidade do
io e da engomagem, no caso de se engomada, no en an o, a pa i do momen o em que esse
p ocesso es á ealizado, pouco ou nada é possí el aze em elação a esse a o . É possí el a a és
da análise das queb as e das zonas onde acon ece am as mesmas, eo iza com algum
undamen o a azão po de ás das mesmas e e e ua algumas al e ações de o ma a eduzi a
incidência das queb as.
De o ma a se simpli ica a comp eensão, as zonas do ea se ão di ididas em 6, a
p imei a é en e o cilind o po a ios e as lamelas, o segunda é a zona das lamelas, a e cei a é
en e as lamelas e os liços, a qua a é a zona dos liços, a quin a é en e os liços e o pen e e a
sex a é en e o pen e e o ecido.
22
Figu a 9. Rep esen ação das di e en es zonas do ea
Zona 1
Tabela 3. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 1
Causa p o á el
Medidas Co e i as
Fios de eia C uzados
Desc uza os ios de eia
Vol a a eme e ou a ama a a eia
Qualidade do io de eia é insu icien e
Adap a a aplicação de goma
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
23
Alguns ios de eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios com a mesma ensão
Zona 2
Tabela 4. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 2
Causa p o á el
Medidas Co e i as
Fios de eia C uzados
Desc uza os ios de eia
Vol a a eme e ou a ama a a eia
Qualidade do io de eia é insu icien e
Adap a a aplicação de goma
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
Alguns ios de eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios com a mesma ensão
Lamelas do senso de eia dani icadas
Subs i ui as células dani icadas
Lamelas do senso de eia mui o p óximas
Aumen a o espaçamen o en e as lamelas
Aumen a o núme o de se o es se
necessá io
Fios c uzados no senso de eia
A a um no o io
Zona 3
Tabela 5. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 3
Causa p o á el
Medidas Co e i as
Fios de eia C uzados
Desc uza os ios de eia
Vol a a eme e ou a ama a a eia
Qualidade do io de eia é insu icien e
Adap a a aplicação de goma
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
Alguns ios de eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios com a mesma ensão
24
Zona 4
Tabela 6. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 4
Causa p o á el
Medidas co e i as
Liços dani icados
Subs i ui os liços dani icados
Cala pos e io mui o cu a
Coloca o senso de eia mais a ás
Mui a acumulação de ecido dian e do pen e
Ele a ou baixa o cilind o po a ios (em
unção do pon o de ecelagem);
Aumen a a ensão da eia;
Adian a a posição de c uzamen o;
U iliza o empe ei o de la gu a o al.
Cala mui o g ande
Co igi os ajus es da cala
Cilind o po a ios oscila mui o
Aumen a o núme o de bobines a i as no
cilind o po a- ios
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
Alguns ios da eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios de eia com a mesma
ensão
Zona 5
Tabela 7. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 5
Causa p o á el
Medidas co e i as
Qualidade do io de eia insu icien e
Adap a a aplicação de goma
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
Alguns ios de eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios de eia com a mesma
ensão
Cilind o po a ios mui o al o/baixo
Subi /Baixa o cilind o po a ios a é que as
calas supe io es e in e io es es ejam
igualmen e ensionadas.
Cala mui o g ande/pequena
Ajus a a cala co e amen e

25
Posição de Cala echada mui o cedo/mui o
a de
Adap a a posição de cala echada ao a igo
Fios de eia pegajosos
Aumen a a ensão da eia
Encu a a cala pos e io
Zona 6
Tabela 8. Causas p o á eis e medidas co e i as pa a a zona 6
Causa p o á el
Medidas co e i as
Qualidade do io de eia insu icien e
Adap a a aplicação de goma
Tensão da eia mui o al a
Reduzi a ensão da eia
Alguns ios de eia sem ensão
Aumen a a ensão da eia
Regula odos os ios de eia com a mesma
ensão
Cilind o po a ios mui o al o/baixo
Subi /Baixa o cilind o po a ios a é que as
calas supe io es e in e io es es ejam
igualmen e ensionadas.
Cala mui o g ande/pequena
Ajus a a cala co e amen e
Posição de Cala echada mui o cedo/mui o
a de
Adap a a posição de cala echada ao a igo
Fios de eia pegajosos
Aumen a a ensão da eia
Encu a a cala pos e io
Pen e dani icado
Conse a o pen e
Cabeça da pinça dani icada
Poli a cabeça da pinça
Se necessá io oca a cabeça da pinça
3.
Desen ol imen o
Expe imen al
Nes e es udo, o am u ilizados di e en es ios, selecionados com a iações nas suas
p incipais p op iedades: massa linea , enacidade, alongamen o, a i o e pilosidade, além disso, o am
conside ados os pa âme os de cons ução do ecido, como a con ex u a à eia e à ama e
o pad ão
de ecelagem, de o ma a a alia como essas a iá eis in luenciam o p ocesso de ecelagem.
Os ecidos o am p e iamen e selecionados, ga an indo uma amos agem
26
ep esen a i a das a iações comum. Pa a assegu a a uni o midade, oi ga an ido que, pa a o
mesmo a igo, os ios aziam pa e do mesmo lo e de iação.
O ea I ema R9500 oi con igu ado pa a acomoda as di e en es ca ac e ís icas dos ios
e dos ecidos selecionados. T ês pa âme os p incipais do ea o am ajus ados: a ensão da eia,
a elocidade do ea e a a inação da cala. A ensão da eia oi ajus ada pa a di e en es ní eis, a
im de obse a a quan idade de u u as à eia e à ama e o impac o na qualidade do ecido. A
elocidade do ea oi a iada pa a a alia a in luência na e iciência da p odução e na in eg idade
dos
ios. A a inação da cala oi ajus ada pa a o imiza a inse ção do io e minimiza de ei os no
ecido,
melho ando des a o ma o endimen o do ea .
A p epa ação pa a a ecelagem incluiu a mon agem adequada das eias no ea ,
ga an indo que cada conjun o de ios osse es ado sob condições con oladas e ep oduzí eis.
Conside ando que os p imei os me os após a mon agem da eia são mais p opícios a queb as,
esses me os iniciais não o am conside ados na análise. O p ocesso de ecelagem oi conduzido
em sé ies de es es, cada uma ocada em um conjun o especí ico de a inações do ea . Du an e o
p ocesso, dois indicado es p incipais o am moni o ados: a axa de u u as, o ipo de u u as e a
qualidade do ecido, a aliada isualmen e pela quan idade e pelo ipo de de ei os p oduzidos. Todo
o ipo de pa agens que não es a am di e amen e ligadas às al e ações e e uadas, como o de ei o
de peças que a e am o endimen o do ea , assim como o ipo de de ei o, não o am idos em
con a pa a e ei os de es udo.
Os dados ecolhidos du an e o p ocesso de ecelagem o am analisados pa a iden i ica a
elação en e os pa âme os dos ios, as espe i as a inações do ea e a e iciência do p ocesso. A
axa de u u as po 100000 passagens oi usada como uma medida quan i a i a da equência de
u u as dos ios du an e a ecelagem, enquan o a qualidade do ecido oi a aliada isualmen e pela
quan idade e ipo de de ei os p esen es no ecido inal. Os esul ados o am compa ados en e si
pa a en a encon a a co elação en e os ês a o es. Assume-se como alo es ace á eis um
o al de 1 pa agem à eia e 1 pa agem à ama po cada 100000 passagens, sendo es es os
alo es que se p ocu ou a ingi , a é se assumi que o p ocesso es a a de idamen e o imizado.
Pa a a ealização des e abalho,
oi necessá io dispo de um ele ado núme o de ea es. Foi
selecionado um a igo com exa amen e as mesmas condições de p odução, ou seja, o mesmo lo e
de io, a mesma pa ida de ingimen o e a mesma pe cen agem de goma, epa ido po á ias
eias.
Isso pe mi e pa i de uma base em que qualque al e ação e e uada pe mi a i a uma
27
conclusão lógica que não enha elação com p ocessos an e io es. Se ão u ilizados semp e os
mesmos ipos de ea , e odas as al e ações se ão ei as singula men e pa a ob e um conjun o
de dados es a is icamen e signi ica i o.
Numa ase inicial, com base nas p op iedades dos ios a u iliza , as ensões se ão
al e adas em á ios ea es, desde um alo ele ado que o ecido consegue supo a a é um alo
mais eduzido pa a aquele ipo de eia, en ando semp e não pô em causa a p odu i idade. Se á
p oduzido um núme o conside á el de me os de ecido nessas condições e depois analisado o
endimen o do ea , conside ando apenas as pa agens de ido a queb as de eia e ama. Os
es an es pa âme os se ão os p é-de inidos.
Com uma base undamen ada pa a a ensão da eia, o mesmo es udo se á ealizado pa a
o ângulo de abe u a da cala e pa a a posição de c uzamen o, azendo á ias en a i as com
di e en es a inações e ensões pa a encon a as melho es combinações e pe cebe se há alguma
elação di e a en e esses a o es. Se á necessá io e i ica se a ensão “ó ima” ob ida se enquad a
com as a inações “ó imas”. Caso con á io, o p ocesso se á epe ido com ou as ensões pa a
encon a a elação mais an ajosa em e mos p odu i os. Encon ada a melho elação en e
esses a o es, se á analisada a elocidade a que o ea pode unciona , ajus ando ea es a
di e en es elocidades e e i icando qual p oduziu mais me os no mesmo espaço de empo. Nes e
aspe o, de e-se conside a ambém o núme o de de ei os p oduzidos, pa indo do p incípio de que
o ea em boas condições sem in e upções, p oduz pouquíssimos de ei os.
Es e p ocesso se á epe ido á ias ezes, pa a á ios ecidos com
di e en es
pa âme os
de
cons ução e ios. No inal, se á ei a uma elação, u ilizando uma g ande amos a de dados,
en e
as ca ac e ís icas dos ios, os pa âme os de a inação, acima mencionados
e os pa âme os
de
cons ução do ecido.
3.1.
Ma e iais
Nos subcapí ulos seguin es se ão ap esen ados os ecidos a se em es udados bem
como as suas ca ac e ís icas.
28
3.1.1.
A igo 1
Tabela 9. Ficha écnica do a igo 1
I em
Especi icação
Pon o de Tecelagem
Ta e á
Con ex u a à eia
39,38 ios/cm
Con ex u a à ama
26 ios/cm
Empuado
2 ios/pua
Composição
100% Algodão
Fios Teia
Tí ulo
36/01 pen eado o gânico (34,2)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
312,4
Pilosidade
2,2
Alongamen o
3,5
Composição
100% Algodão
Fios de T ama
Tí ulo
36/01 Pen eado o gânico (36,5)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
283,9
Pilosidade
3,7
Alongamen o
4,8
Composição
100% Algodão
Visualização do ecido
35
Con ex u a à ama
42 ios/cm
Empuado
2 ios/pua
Composição
100% Algodão
Fios Teia
Tí ulo
70/01 Pen eado (68,5)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
199,8
Pilosidade
1.9
Alongamen o
3.4
Composição
100% Algodão
Fios de T ama
Tí ulo
70/01 Pen eado (70,6)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
183,2
Pilosidade
2.6
Alongamen o
5.7
Composição
100% Algodão
Visualização do ecido

36
3.1.7.
A igo 7
Tabela 15. Ficha écnica do a igo 7
I em
Especi icação
Pon o de Tecelagem
Ta e á
Con ex u a à eia
54,34 ios/cm
Con ex u a à ama
27 ios/cm
Empuado
2 ios/pua
Composição
100% Algodão
Fios Teia
Tí ulo
50/01 O gânico Pen eado (49,1)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
231,7
Pilosidade
2.1
37
Alongamen o
3.5
Composição
100% Algodão
Fios de T ama
Tí ulo
50/01 O gânico Pen eado (50,3)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
220,7
Pilosidade
3.1
Alongamen o
6.3
Composição
100% Algodão
Visualização do ecido
38
3.1.8.
A igo 8
Tabela 16. Ficha écnica do a igo 8
I em
Especi icação
Pon o de Tecelagem
Sa ja 3x1
Con ex u a à eia
70,85 ios/cm
Con ex u a à ama
42 ios/cm
Empuado
4 ios/pua
Composição
100% Algodão
Fios Teia
Tí ulo
50/01 O gânico Pen eado (49,1)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
231,7
Pilosidade
2,1
Alongamen o
3,5
Composição
100% Algodão
Fios de T ama
Tí ulo
50/01 O gânico Pen eado (50,3)
To ção
Z
Tenacidade (cN)
220,7
Pilosidade
3.1
Alongamen o
6.3
Composição
100% Algodão
Visualização do ecido
39
3.2.
Mé odos
3.2.1.
Tea
Pa a o seguin e abalho o am u ilizados ea es I ema do ipo R9500, a a-se de um ea
com pinças nega i as lexí eis, os selecionados pa a o abalho são de ó gão simples, possuem
uma la gu a s anda d de 1,90 m, e são alimen ados po ó gãos de eia de 800 mm. A o ação
máxima, di a pelo ab ican e anda na o dem das 710 pm, não sendo aconselhado a u ilização
p olongada da máquina a elocidades acima das 620 pm. É possí el acopla a é 20 liços.
Exis em alguns pa âme os de a inação que in luenciam di e amen e a o ma como a
ensão é dis ibuída pela eia, de o ma a ha e condições equi alen es pa a odos os a igos,
o am es abelecidas condições neu as e ab angen es pa a os di e sos ipos de eias e a igos. Os
ea es I ema são equipados po um desbobinado de eia ele ónico com um cilind o po a ios,
ligado à ensão da mola, es a ensão é in luenciada di e amen e pelo núme o de bobines a i as
(que podemos e i ica na Figu a 10) que pa a e ei os de es udo se á semp e 3. A posição da biela
ambém pode a ia en e X e Y, sendo a X mais ap op iada pa a a igos conside ados “le es”,
se á a u ilizada pa a obje o de es udo.
40
Figu a 10. Posição da biela egulado a de ensão
A unidade ele ónica con ola o desbobinado de aco do com os sinais cap ados pela
célula de ca ga (que pode se is a na igu a 11) que lê a lexão da mesma, es e sinal depende da
o ça que as pon as de eia ansmi em ao cilind o po a ios.
Figu a 11. Célula de ca ga
O cilind o Po a ios em um mecanismo de e o no a iá el que se egula nos á ios
momen os de ensão de eia, es e mecanismo consis e na Biela que podemos obse a na igu a
12, exis em duas posições possí eis, sendo mais uma ez a X, mais ap op iada pa a a igos le es,
sendo po isso a u ilizada pa a obje o de es udo.

41
Figu a 12. Posição ala anca
A al u a do pei o il, que pode se is a na igu a 13, u ilizada oi 0.
Figu a 13. Al u a pei o il
42
A dis ância do cilind o po a ios oi ajus ada pa a 90 cm.
Figu a 14. Dis ância cilind o po a ios
3.2.2.
Maquine a
As maquine as u ilizadas são da Ma ca S aubli, modelo 3020, a a-se de maquine as do
ipo posi i o com con olo ele ónico uncionando segundo o p incípio o a i o STAUBLI, pa a aze
subi um liço é p eciso alimen a a bobine co esponden e do bloco de ele oímanes. Es as
maquine as pe mi em um in e alo comp eendido en e os 22º e os 28º, no que oca ao ângulo
de o mação da cala.
4.
Análise e discussão de esul ados
4.1.
A igo 1
Du an e a ase expe imen al, o am ealizadas di e sas expe iências pa a de e mina os
in e alos de ensão acei á eis pa a a ecelagem. Obse ou-se que, ao aplica uma ensão in e io
a 6 cN, a eia ap esen a a
um a ouxamen o excessi o. Esse a ouxamen o esul a a no con a o das
lamelas com as se as, p o ocando a pa alisação do ea . Po ou o lado, ao aplica ensões supe io es
a 50 cN, no ou-se a eco ência de de ei os signi ica i os no ecido. En e os p oblemas
obse ados,
des aca am-se as somb as e as a ei as, que comp ome em a qualidade do ecido,
além disso,
e i icou-se uma endência acen uada pa a o asgo do ecido sob essas condições de
43
al a ensão. De ido à expe iência a lida com es e ipo do ecido, oi colocado o ea logo à
elocidade máxima do ea em condições no mais. Todos os ea es p oduzi am ce ca 200 me os
de ecido (520000 passagens) nas espe i as condições.
Os esul ados ob idos no que diz espei o às pa agens do ea pa a o a igo 1 encon am-
se
ep esen ados na abela seguin e.
Tabela 17. Pa agens do ea nas di e en es con igu ações pa a o a igo 1
Tea
Tensão (cN)
Pa agens po 100000
passagens
Velocidade
( pm)
Teia
T ama
70
23
8,4
6,0
620
69
20
0,8
0,3
620
67
17
6,1
0
620
66
22
5,0
5,8
620
65
21
1,4
0
620
64
21
0,6
1,0
620
63
18
0,3
0,0
620
62
19
1,0
0,3
620
61
16
6,5
4,3
620
70
21
1,1
0,2
620
67
18
0,7
0,4
620
66
20
0,5
0,5
620
61
19
0,0
0,7
620
No deco e dos es es ealizados, e i icou-se que os alo es ó imos de ensão pa a os
p imei os 10 ea es si ua am-se en e 18 e 21 cN. Não o am obse adas di e enças signi ica i as
en e os ea es den o desse in e alo, indicando uma consis ência nos esul ados. Pa a elimina
qualque possibilidade de e o ou a iabilidade associada a ou os a o es, oi decidido ealoca os
ea es que ap esen a am um núme o supe io de pa agens pa a as condições de ensão que
ob i e am os melho es esul ados nos demais ea es.
44
Ao ajus a a ensão desses ea es p oblemá icos pa a o in e alo de 18 a 21 cN, obse ou-
se uma diminuição d ás ica no núme o de pa agens. Es e esul ado con i ma que as pa agens
excessi as es a am di e amen e elacionadas à ensão aplicada. Dessa o ma, é possí el conclui
que
a ensão ideal pa a es e ipo de a igo, conside ando as ca ac e ís icas dos ios e os
pa âme os de cons ução do ecido, si ua-se en e 18 e 21 cN.
Adicionalmen e, obse ou-se que, nos ea es I ema, de ido ao eduzido núme o de
pa agens quando ope ados den o do in e alo de ensão ideal, a elocidade de ope ação pode se
man ida no seu alo máximo. Reduzi a elocidade não se mos ou necessá io, dado que a
e iciência e a qualidade do ecido não o am comp ome idas em qualque ins ância.
4.2.
A igo 2
Du an e a ase expe imen al, o am ealizadas di e sas expe iências pa a de e mina os
in e alos de ensão acei á eis pa a a ecelagem. Obse ou-se que, ao aplica uma ensão in e io
a 6 cN, a eia ap esen a a
um a ouxamen o excessi o. Esse a ouxamen o esul a a no con a o das
lamelas com as se as, p o ocando a pa alisação do ea . Po ou o lado, ao aplica ensões
supe io es a 45 cN, no ou-se a eco ência de de ei os signi ica i os no ecido. Ve i ica-se uma
di e ença ela i amen e ao a igo em a e á, sendo possí el, nes e desenho, coloca ensões
supe io es.
Os esul ados ob idos no que diz espei o às pa agens do ea pa a o a igo 2 encon am-
se
ep esen ados na abela seguin e.
Tabela 18. Pa agens do ea nas di e en es con igu ações pa a o a igo 2
Tea
Tensão (cN)
Pa agens po 100000
passagens
Velocidade
( pm)
Teia
T ama
90
18
1,3
1,0
620
89
20
0,7
1,0
620
88
26
1,8
5,4
620
87
19
0,0
0,3
620
86
22
0,3
0,3
620
83
30
2,8
1,3
620
28
28
1,4
4,7
620
66
25
0,6
0,3
620
51
echada no momen o de saída das pinças, causando um con a o in enso en e es as e os ios de eia.
Como esses ios possuíam uma enacidade ela i amen e baixa, hou e uma queb a equen e
dos
mesmos. Obse ou-se que os ios com maio ensão ap esen a am melho es esul ados,
possi elmen e de ido ao a o de que, es ando mais es icados, os ios de eia exibi am uma meno
cu a u a e, consequen emen e, uma meno zona de con a o com as pinças.
4.2.
A igo 5
Du an e a ase expe imen al, o am ealizadas di e sas expe iências pa a de e mina os
in e alos de ensão acei á eis pa a a ecelagem. Obse ou-se que, ao aplica uma ensão in e io
a 5 cN, a eia ap esen a a
um a ouxamen o excessi o. Esse a ouxamen o esul a a no con a o das
lamelas com as se as, p o ocando a pa alisação do ea . Po ou o lado, ao aplica ensões supe io es
a 40 cN, no ou-se a eco ência de de ei os signi ica i os no ecido.
Os esul ados ob idos no que diz espei o às pa agens do ea pa a o a igo 5 encon am-
se
ep esen ados na abela seguin e.
Tabela 25. Pa agens do ea nas di e en es con igu ações pa a o a igo 5
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000 passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(ᵒ)
Ângulo
da cala
(ᵒ)
Teia
T ama
51
15
4,6
1,3
620
320
22
54
17
2,6
0,6
620
320
22
85
19
2,3
1,0
620
320
22
62
21
2,4
0,8
620
320
22
63
23
3,2
1,2
620
320
22
45
25
4,5
1,1
620
320
22
32
27
5,3
1,6
620
320
22

52
No deco e dos es es ealizados, e i icou-se que os alo es ó imos de ensão pa a os
p imei os 7 ea es si ua am-se en e 17 e 21 cN. Não o am obse adas di e enças signi ica i as en e
os ea es den o desse in e alo, indicando uma consis ência nos esul ados. Ve i ica-se uma
p opo cionalidade quase di e a, ha endo um aumen o cons an e de de ei os à medida que nos
des iamos desses alo es.
Tabela 26. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o 340 º pa a o a igo 5
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000 passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
51
15
3,5
2,1
620
340
22
54
17
2,1
1,9
620
340
22
85
19
2,3
2,3
620
340
22
62
21
2,7
3,4
620
340
22
63
23
2,6
3,1
620
340
22
45
25
2,1
2,4
620
340
22
32
27
3,1
2,6
620
340
22
P ocedeu-se à al e ação da posição de c uzamen o. Inicialmen e, es a oi ajus ada pa a
340º, esul ando em um aumen o do in e alo nos alo es ó imos de ensão, que passa am a
si ua -se en e 17 e 25 cN. Es a al e ação pode se jus i icada pelo a o de a cala es a menos
abe a no momen o da ba ida do pen e, o que eduz o s ess sob e os ios nesse momen o,
pe mi indo que eles supo em maio ensão du an e o es an e ciclo. O ac o de ha e menos
con ac o das pinças com os ios da eia, ambém pode e alguma in luência. Ve i icou-se, no
en an o, que apesa do in e alo pa a os alo es ó imos e em aumen ado, o núme o de pa agens
à ama ambém aumen ou, apesa de es e aumen ado não se e e le ido em de ei os no ecido,
esul ou numa pe ca mais acen uada de p odução.
53
Tabela 27. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o 300 º pa a o a igo 5
Tea
Tensão
(cN)
Passagens po
100000
passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
51
15
6,3
4,2
620
300
22
54
17
4,9
5,1
620
300
22º
85
19
5,4
3,9
620
300
22
62
21
3,7
3,8
620
300
22
63
23
3,9
4,2
620
300
22
45
25
3,2
4,1
620
300
22
32
27
4,3
4,7
620
300
22
P ocedeu-se no amen e à al e ação da posição de c uzamen o, es a oi ajus ada pa a
300º, esul ando em um aumen o do núme o de pa agens à eia e à ama. Ve i icou-se que os
alo es ó mios nes a con igu ação passa am a si ua -se en e 21 e 25 cN, no ando-se assim, um
aumen o conside á el na ensão ideal. Es e aumen o pode se jus i icado pelo a o de os ios ao
e em mais ensão, es ão mais es icados, ou seja, o con ac o com as pinças se á meno , o que
pode se e le i em menos queb as, quando compa ado com si uações em que haja uma ensão
in e io .
54
Tabela 28. Pa agens do ea numa elocidade de 550 pm pa a o a igo 5
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
51
19
0,8
0,7
550
320
22
54
21
0,7
0,4
550
320
22
85
19
0,6
2,6
550
340
22
62
23
0,4
2,3
550
340
22
63
25
1,2
2,6
550
340
22
45
21
2,9
3,5
550
300
22
32
25
2,9
3,2
550
300
22
A elocidade oi eduzida, pa a os alo es ó imos de ensão, nas di e en es con igu ações,
e i icou-se uma diminuição no á el das queb as, em odas as si uações. As con igu ações com a
posição de c uzamen o a 320º o am aquelas que pe mi i am melho es alo es, que à eia que
à ama, ob endo alo es excelen es, a posição de c uzamen o a 340º com alo es de ensões de
19 cN e 23 cN ambém ob e e alo es ó imos de pa agens à eia, mas não à ama, não sendo,
po isso, uma escolha iá el. A posição de c uzamen o a 300º, oi aquela que ob e e pio es
alo es, que à eia, que à ama.
4.3.
A igo 6
Du an e a ase expe imen al, o am ealizadas di e sas expe iências pa a de e mina os
in e alos de ensão acei á eis pa a a ecelagem. Obse ou-se que, ao aplica uma ensão in e io
a 8 cN, a eia ap esen a a
um a ouxamen o excessi o. Esse a ouxamen o esul a a no con a o das
lamelas com as se as, p o ocando a pa alisação do ea . Po ou o lado, ao aplica ensões supe io es
a 38 cN, no ou-se a eco ência de de ei os signi ica i os no ecido. En e os p oblemas
obse ados,
des aca am-se as somb as e as a ei as, que comp ome em a qualidade do ecido,
além disso,
e i icou-se uma endência acen uada pa a o asgo do ecido sob essas condições de al a ensão.
De ido ao ac o de se uma encomenda em que e a exigido uma maio qualidade, as
condições
iniciais o am de uma elocidade eduzida, ou seja, 350 pm e o núme o de me os
55
p oduzidos, não oi igual pa a odas as condições, semp e que se e i icou um núme o ele ados
de de ei os no ecido os pa âme os e am al e ados e e a depois ei a a espe i a con e são.
Os esul ados ob idos no que diz espei o às pa agens do ea pa a o a igo 6 encon am-
se
ep esen ados na abela seguin e.
Tabela 29. Pa agens do ea nas di e en es con igu ações pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000 Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
10,6
0,0
350
320
22
72
16
7,7
0,9
350
320
22
73
15
5,7
0,0
350
320
22
75
11
8,1
6,1
350
320
22
76
13
3,7
0,9
350
320
22
77
12
8,0
6,4
350
320
22
78
14
1,8
2,4
350
320
22
71
14
2,1
0,0
350
320
22
72
14
1,5
0,4
350
320º
22º
75
13
2,6
5,3
350
320º
22º
77
13
3,1
7,2
350
320º
22º
No deco e dos es es ealizados, e i icou-se que os ea es que ap esen a am uma
meno quan idade de queb as, co espondiam àqueles que comp eendiam uma ensão si uada
en e os 13 e os 14 cN. Pa a elimina qualque possibilidade de e o ou a iabilidade associada a
ou os a o es, oi decidido ealoca os ea es que ap esen a am um núme o supe io de pa agens
pa a as condições de ensão que ob i e am os melho es esul ados nos demais ea es. Ve i icou-
se uma diminuição no núme o de pa agens à eia, no en an o, no ea 75 e 77, o núme o de
pa agens à ama pe maneceu ele ado, e i icou-se, depois que o p oblema e a de ac o do ea
e oi imedia amen e co igido.
56
Tabela 30. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 340 º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
7,5
1,4
350
340
22
72
16
3,4
1,6
350
340
22
73
15
0,7
0,9
350
340
22
75
11
5,3
2,1
350
340
22
76
13
2,1
0,7
350
340
22
77
12
4,1
1,3
350
340
22
78
14
0,0
1,3
350
340
22
Após a iden i icação dos alo es de ensão ó imos pa a uma posição de c uzamen o a
320º, oi e e uado o mesmo p ocesso pa a uma posição de c uzamen o a 340º. Ve i icou-se que
os alo es ó imos passa am a es a comp eendidos en e os 13 e os 15 cN, no ando-se uma ligei a
melho ia no núme o de pa agens quando compa ado com a posição de c uzamen o a 320º. Es a
al e ação pode se jus i icada pela edução do s ess p o ocado pelas pinças, que oco e quando
a posição de c uzamen o é colocada mais a de. Ve i icou-se ambém que apesa da melho ia nas
pa agens à eia, não oi possí el, de uma o ma ge al, e alo es ão bons no núme o de pa agens
à ama, não deixando po isso, de se em alo es sa is a ó ios.
Tabela 31. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 340 º e num ângulo de cala de 24
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
14
3,6
1,7
350
340
24
71
16
5,4
2,3
350
340
24
71
15
4,5
2,3
350
340
24
72
11
4,1
1,8
350
340
24

57
72
13
2,8
1,3
350
340
24
72
12
3,7
1,5
350
340
24
De o ma a se pe cebe de que o ma o ângulo da cala in luencia a o núme o de queb as
nas di e en es posições de c uzamen o e pa a se pe cebe qual se ia o ângulo ideal pa a as
di e en es con igu ações, oi al e ado o ângulo em 4 ea es, dois deles, o am colocados com um
ângulo de 24º e ou os dois num ângulo de 28º. O p ocesso de al e ação é algo mo oso e êm
in luência no p ocesso p odu i o, podendo ainda, não sendo bem execu ado, o igina de ei os ou
a a ias.
Os dois ea es, o am consecu i amen e colocados com 6 ensões dis in as, no ou-se,
cla amen e um aumen o gene alizado no núme o de pa agens, is o pode se jus i icado, pelo ac o
de como o ângulo é supe io , os ios es ão sujei os a uma maio ensão, azendo um mo imen o
maio , o que pode p o oca mais a i o en e os p óp ios ios.
Tabela 32. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 340 º e num ângulo de cala de 28
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
73
14
11,4
2,3
350
340
28
73
16
15,7
1,4
350
340
28
73
15
10,4
1,3
350
340
28
75
11
9,3
2,1
350
340
28
75
13
17,4
1,5
350
340
28
75
12
15,3
2,8
350
340
28
O p ocedimen o oi o mesmo, sendo des a ez o ângulo da cala, 28º, e i icou-se que as
conclusões e i adas pa a o ângulo de 24º são as mesmas, no ando-se, no en an o, um
ag a amen o bas an e supe io no núme o de pa agens. É possí el assim conclui , que na posição de
c uzamen o a 340º, não há qualque bene ício em aumen a o ângulo da cala.
58
Tabela 33. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 300 º e num ângulo de cala de 22
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
20,3
3,2
350
300
22
72
16
25,4
4,1
350
300
22
73
15
16,4
2,9
350
300
22
75
11
28,7
3,7
350
300
22
76
13
16,9
3,5
350
300
22
77
12
26,3
4,3
350
300
22
78
14
13,6
4,8
350
300
22
Após a iden i icação dos alo es de ensão ó imos pa a uma posição de c uzamen o a
320º e a 340º, oi e e uado o mesmo p ocesso pa a a posição de c uzamen o a 300º. Ve i icou-
se que os alo es de ensão que co espondiam a um núme o meno de pa agens es a am
comp eendidos en e os 13 e os 15 cN, no ando-se um eno me aumen o quando compa ado com
as ou as posições de c uzamen o. Es a al e ação pode se jus i icada pelo aumen o do s ess
p o ocado pelas pinças nos ios da eia, que oco e quando a posição de c uzamen o é colocada
mais
cedo. Ve i icou-se ambém um ligei o ag a amen o no núme o de pa agens à ama, que podem
se jus i icadas pelo ac o de ela se p esa mais cedo.
Tabela 34. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 300 º e num ângulo de cala de 24
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
14,2
1,9
350
300
24
71
16
19,1
4,1
350
300
24
71
15
10,7
4,5
350
300
24
72
14
10,1
3,9
350
300
24
59
72
13
11,8
4,7
350
300
24
72
12
18,4
3,1
350
300
24
Foi e e uado o mesmo p ocedimen o pa a o ângulo da cala, que na posição de c uzamen o
de 340º, e i icou-se que o aumen o do ângulo da cala, ep esen ou uma melho ia no núme o de
pa agens à eia, que pode se jus i icado, pelo ac o, de como o ângulo é supe io , o con ac o das
pinças com os ios de eia é meno , e i icou-se ambém, que não hou e di e enças assinalá eis
no que oca ao núme o de pa agens à ama.
Tabela 35. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 300 º e num ângulo de cala de 28
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
73
17
7,1
2,4
350
300
28
73
16
6,3
3,2
350
300
28
73
15
4,8
3,7
350
300
28
75
14
3,4
2,4
350
300
28
75
13
6,9
1,8
350
300
28
75
12
10,3
4,3
350
300
28
O ângulo da cala oi aumen ado pa a 28º, e i icou-se, no amen e uma melho ia
gene alizada em compa ação com os ou os ângulos, ob endo-se alo es mais acei á eis, e i icou-
se, no amen e que o meno núme o de pa agens à eia e à ama es a am comp eendidos en e
13 e 15 cN. É possí el conclui , que pa a es e ipo de a igo, não az qualque sen ido coloca a
posição de c uzamen o a 300º, que pelo núme o de pa agens à eia, que pelo núme o de
pa agens à ama.
60
Tabela 36. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 320 º e num ângulo de cala de 24
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
3,3
1,5
350
320
24
71
16
2,1
1,1
35
320
24
71
15
1,0
0,8
350
320
24
72
14
0,3
0,7
350
320
24
72
13
0,0
1,2
350
320
24
72
12
1,3
1,5
350
320
24
Ve i icou-se nas condições e e idas uma diminuição conside á el no núme o de pa agens,
ob endo-se com es a con igu ação os melho es alo es, e i icou-se, no amen e que o meno
núme o de pa agens à eia e à ama es a am ligados ao in e alo de ensão comp eendido en e
13 e 15 cN, comp o ando-se assim que pa a es e ipo de a igo é o in e alo c í ico de ensão, ou
seja, é aquele que pe mi e ob e um melho desempenho.
Tabela 37. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 320 º e num ângulo de cala de 28
º pa a o a igo 6
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po
100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
C uzamen o
(
ᵒ)
Ângulo
da cala
(
ᵒ)
Teia
T ama
71
17
3,9
0,9
350
320
28
71
16
3,1
1,7
350
320
28
71
15
2,3
2,3
350
320
28
72
14
1,5
0,8
350
320
28
72
13
1,3
0,6
350
320
28
72
12
1,9
1,5
350
320
28
67
27
19
2,5
0,9
550
320
28
21
4,7
1,2
550
320
730
25
6,1
0,2
550
320
Na implemen ação des e a igo, op ou-se, numa ase inicial, pela colocação da posição de
c uzamen o a 320º e a o ação a 550 pm. Ve i icou-se que os alo es de ensão que
co espondiam ao meno núme o de pa agens, es a am comp eendidos en e os 16 e os 19 cN.
Obse ou-se que não oi possí el, nas con igu ações de inidas, ob e alo es
sa is a ó ios no
núme o de pa agens, sendo que cada ez que o ea pa a a, e i ica-se a exis ência de de ei os como
somb as e a ei as, a e ando signi ica i amen e a qualidade do ecido.
Tabela 48. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 330 º pa a o a igo 8
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po 100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(ᵒ)
Teia
T ama
2
15
2,9
0,7
550
330
3
14
5,1
1,2
550
330
19
16
2,4
0,7
550
330
21
18
1,8
2,1
550
330
26
17
2,6
1,3
550
330
27
19
2,3
3,4
550
330
28
21
3,3
1,6
550
330
30
25
7,3
0,7
550
330
A posição de c uzamen o oi al e ada pa a 330º e e i icou-se que os alo es de ensão
que co espondiam ao meno núme o de pa agens, es a am comp eendidos en e
os 15 e os 19 cN,
não se e i icando, di e enças signi ica i as no núme o de pa agens, quando comp ado com
a
posição de c uzamen o a 320º, e i icando-se apenas, uma maio ole ância ela i a às
oscilações de ensão. Con inuou-se a e i ica a p esença de somb as e a ei as que a e a a a
qualidade do ecido p oduzido.

68
Tabela 49. Pa agens do ea numa posição de c uzamen o de 310 º pa a o a igo 8
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po 100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(
ᵒ)
Teia
T ama
2
15
4,1
1,3
550
310
3
14
4,5
0,8
550
310
19
16
1,7
0,6
550
310
21
18
1,6
1,3
550
310
26
17
2,0
2,1
550
310
27
19
1,3
1,8
550
310
28
21
1,9
0,9
550
310
30
25
5,7
1,9
550
310
A posição de c uzamen o oi al e ada pa a 310º e e i icou-se que os alo es de ensão
que co espondiam ao meno núme o de pa agens, es a am comp eendidos en e
os 16 e os 21
cN,
e i icando-se, di e enças signi ica i as no núme o de pa agens, ha endo uma diminuição
conside á el no núme o das mesmas quando comp ado com as posições de c uzamen o
an e io es, e i icou-se, ambém uma maio ole ância ela i a a ensões supe io es. Os esul ados
ob idos ela i amen e ao núme o de pa agens, sendo algo sa is a ó ios, não se iam su icien es
de ido à qualidade do ecido p oduzido, uma ez que, cada pa agem do ea signi ica a um de ei o
no ó io, nomeadamen e, somb as ou a ei as.
Tabela 50. Pa agens do ea numa elocidade de 500 pm e numa posição de c uzamen o de
320 º pa a o a igo 8
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po 100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(ᵒ)
Teia
T ama
2
15
2,9
1,4
500
320
3
14
3,1
0,4
500
320
19
16
1,4
0,0
500
320
21
18
0,8
2,5
500
320
26
17
0,6
0,4
500
320
69
27
19
2,3
4,9
500
320
28
21
3,3
1,5
500
320
30
25
9,3
0,8
500
320
Após se e i ica a ine icácia em ob e os esul ados p e endidos a 550 pm, op ou-se pela
edução da elocidade, colocou-se o ea em 500 pm, numa posição de c uzamen o a 320º,
e i icou-se os alo es de ensão que co espondiam ao meno núme o de pa agens, es a am
comp eendidos en e os 16 e os 18 cN, no ando-se uma di e ença conside á el, a 19 cN, e i icou-
se, nas ensões acima mencionadas a ob enção de alo es sa is a ó ios ela i amen e ao núme o
de pa agens, con inuando-se a obse a , no en an o, a p esença de somb as e a ei as.
Tabela 51. Pa agens do ea numa elocidade de 500 pm e numa posição de c uzamen o de
330 º pa a o a igo 8
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po 100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(
ᵒ)
Teia
T ama
2
15
3,3
0,7
500
330
3
14
3,8
1,3
500
330
19
16
1,6
1,1
500
330
21
18
0,5
1,4
500
330
26
17
0,8
0,9
500
330
27
19
2,1
1,2
500
330
28
21
3,3
1,5
500
330
30
25
7,9
1,0
500
330
A posição de c uzamen o oi al e ada pa a 330º e e i icou-se uma diminuição no núme o de
pa agens à ama, não endo, des a ei a, mais nenhuma di e ença a apon a .
70
Tabela 52. Pa agens do ea numa elocidade de 500 pm e numa posição de c uzamen o de
310 º pa a o a igo 8
Tea
Tensão
(cN)
Pa agens po 100000
Passagens
Velocidade
( pm)
Posição de
c uzamen o
(ᵒ)
Teia
T ama
2
15
3,1
1,9
500
310
3
20
0,8
1,1
500
310
19
16
1,2
0,7
500
310
21
18
0,3
0,9
500
310
26
17
0,5
1,4
500
310
27
19
0,0
0,5
500
310
28
21
2,1
1,2
500
310
30
25
6,4
2,4
500
310
A posição de c uzamen o oi al e ada pa a 310º e al como a 550 pm, e i icou-se uma
melho ia no núme o de pa agens, os alo es de ensão que co espondiam ao meno núme o de
pa agens, es a am comp eendidos en e os 17 e os 19 cN, e i icando-se nes a con igu ação, os
melho es alo es ob idos a é en ão, a ingindo-se a con igu ação ó ima. Con inuou-se a e i ica o
apa ecimen o de somb as e a ei as, apesa de em meno quan idade, con inua am a
comp ome e a qualidade do ecido p oduzido.
4.5.
In luência das p op iedades no p ocesso
4.5.1
Tenacidade em unção do Ne
Conseguimos e i ica , al como é acei e cien i icamen e, que há uma elação de
p opo cionalidade, quase di e a en e o Ne e a enacidade do io, o aumen o do núme o de ib as po
secção es á di e amen e ligado ao aumen o da enacidade, e i ica-se que al não acon ece no Ne
30, uma ez que se a a de uma mis u a de algodão com lã e a ib a de algodão é eo icamen e
mais
esis en e. Conseguimos e i ica ambém, que os ios engomados ap esen am uma
enacidade
ligei amen e supe io .
71
35
30
25
20
15
10
10
20
30
40
Massa Linea (Ne)
50
60
70
80
1000
900
800
700
600
500
400
300
200
100
10
20
30
40
50
60
70
80
Massa Linea (Ne)
Figu a 15. Tenacidade em unção do Ne
4.5.2.
In luência da massa linea na ensão ideal
Ve i ica-se, que exis e uma elação en e a enacidade e a ensão ideal, ha endo uma
p opo cionalidade di e a en e as duas, à medida que a massa linea do io aumen a, a ensão de eia
ideal ambém aumen a, is o ai de aco do com a eo ia, po que uma ez que o io po unidade de
medida é mais pesado, a o ça necessá ia a aplica pa a o man e es icado ambém aumen a. Ve i ica-
se que as a iações exis en es, es ão ligadas maio i a iamen e ao pon o de ecelagem.
Figu a 16. In luência da massa linea na ensão ideal
Tensão (cN)
Tenacidade (cN)
72
700
600
500
400
300
200
100
100
200
300
400
500
600
700
800
900 1000
4.5.3.
In luência da enacidade na elocidade ideal
O inc emen o da elocidade p o oca um aumen o no s ess nos ios de eia e de ama,
e i ica-se que exis e uma elação en e os dois, não sendo, no en an o, mui o linea . A única
conclusão possí el de e i a é que exis e alguma di iculdade em ece a al as elocidades ios com
esis ência in e io a 230 cN e que a pa i desses alo es a enacidade já não em in luência di e a
na elocidade ideal.
Figu a 17. In luência da enacidade na elocidade ideal
4.5.4.
In luência da massa linea na elocidade ideal
Ve i ica-se alguma di iculdade em ece a al as elocidades em massas linea es mais al as,
p incipalmen e po causa da ama, a ene gia necessá ia pa a puxa a ama é supe io e pelo
menos nos equipamen os u ilizados e i icou-se bas an es di iculdades. Teo iza-se que nos
equipamen os u ilizados, não é possí el ece com 620 pm, ios com um Ne in e io a 18. Ve i ica-
se que à medida que a massa linea diminui a elocidade ambém, es ando, no en an o, is o ligado
à enacidade do io e não às di iculdades do ea como se e i ica em ios com massas linea es
mais al as. Não endo um Ne in e io a 18 e uma enacidade in e io a 230 cN, não desca amos
a possibilidade de u iliza a elocidade máxima.
Velocidade (Rpm)

73
700
600
500
400
300
200
100
10
20
30
40
Massa Linea (Ne)
50
60
70
80
Figu a 18. In luência da massa linea na elocidade ideal
4.5.5.
In luência da pilosidade na elocidade ideal
Tendo em con a odos os dados, não oi possí el es abelece qualque elação obje i a
en e a pilosidade e a elocidade ideal
4.5.6.
In luência da pilosidade na ensão ideal
Tendo em con a odos os dados, não oi possí el es abelece qualque elação obje i a
en e a pilosidade e a elocidade ideal
4.5.7.
In luência do Alongamen o
Não exis indo di e enças de o dem maio en e os ios u ilizados, no que ao alongamen o diz
espei o, não é possí el e i a qualque ipo de conclusão.
4.5.8.
In luência do pon o de ecelagem no in e alo de ensão ó imo e
na
posição de c uzamen o
É possí el e i ica , assim como suge e a eo ia, que o pon o de ecelagem a e á, em
in e alo de ensão ó ima mais eduzido que os es an es pon os de ecelagem, os nume osos
c uzamen os azem com que haja uma meno ma gem de manob a no que à ensão diz espei o,
de endo os ios es a es icados mesmo na medida ce a pa a se possí el e um p ocesso de
ecelagem e icien e. No que oca à posição de c uzamen o, e i ica-se que na maio ia dos casos,
um ângulo de 320º é o indicado, mas no a-se uma endência em a igos com pon o a e á, com
con ex u as e elocidades ela i amen e al as, um melho ap o ei amen o em posições de
Velocidade ( pm)
74
c uzamen o mais al as, nomeadamen e 330º, enquan o em a igos sa ja com con ex u as al as,
e i ica-se uma endência pa a ha e melho ap o ei amen o com posições de c uzamen o mais
baixas, nomeadamen e 310º.
5.
Conclusão e pe spe i as u u as
A pa i da análise conduzida, conclui-se que a o imização dos p ocessos de ecelagem é
um a o es a égico pa a ga an i an o a e iciência quan o a qualidade dos p odu os êx eis,
a endendo às exigências de um me cado cada ez mais compe i i o. A abo dagem baseada na
análise das ca ac e ís icas dos ios e dos pa âme os de cons ução do ecido demons ou se
e icaz pa a alcança uma a inação mais p ecisa do ea , esul ando na edução de de ei os e de
pa agens no p ocesso.
O es udo e elou que a c iação de uma base de dados sólida sob e os pa âme os de
cons ução e ca ac e ís icas dos ios é c ucial pa a a p e isão de desempenho e pa a o ajus e ino
do
p ocesso de ecelagem. Embo a o olume de dados ob ido ainda não pe mi a uma análise
es a is icamen e conclusi a, os esul ados ob idos com os oi o ecidos es ados apon am um
caminho p omisso . A pa i dos ajus es de a inação ealizados, oi possí el alcança um
desempenho sa is a ó io, com uma média de pa agens eduzida, demons ando que é iá el
p e e e con ola o compo amen o dos ma e iais na ecelagem. O conjun o de dados e i ados,
ambém pe mi iu e i a di e sas conclusões que ão de encon o com o es ado da a e e que
pe mi em de ini alguns pa âme os de a inação em unção das ca ac e ís icas dos ios e dos
pa âme os de cons ução do ecido.
O obje i o u u o é amplia essa o imização pa a um núme o maio de ecidos, isando
acumula in o mações su icien es pa a calcula , de o ma con iá el, o empo necessá io pa a a
p odução de cada ipo de ecido. Com essa base obus a, espe a-se, ainda, con igu a o ea desde
o início com os pa âme os ideais pa a cada a igo, e i ando queb as desnecessá ias que
impac am nega i amen e a qualidade e aumen am o empo de p odução. Em esumo, o abalho
ealizado ep esen a um a anço ele an e pa a a emp esa, p opo cionando uma undamen ação
p á ica e eó ica pa a o desen ol imen o de p odu os de qualidade supe io e pa a a
implemen ação de p ocessos mais e icien es e sus en á eis.
75
6.
Bibliog a ia
Ad anced Wea ing Technology. (2022). In
Ad anced Wea ing Technology
. Sp inge In e na ional
Pu
bli
s
hin
g
.
h
ps://doi.o g
/
10
.1
007
/9
78
-
3
-
030
-
91515
-
5
All abou Ya n Hai iness - Tes ex
. (n.d.). Re ie ed Oc obe 29, 2024, om
h
ps
://w
ww.
es
ex
ex
ile.com
/all
-
abou
-
ya
n
-
hai ines
s
/
Angelo a, R. A., Rados ina, A., & Angelo a, A. (2012). Ai Pe meabili y o Wo en S uc u es: In luence o
he
Mesos uc u e
. h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/261874863
A anci De Souza, F. (n.d.).
Uni e sidade do Minho Escola de Engenha ia
.
Babe , C., Wing, A. M., Moody, W., Mo gan, R., Dillon, P., & Wing, A. (2001).
Fac o s unde lying ab ic
pe cep ion
. h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/229027048
Basi , A., La i , W., Baig, S. A., Rehman, A., Hashim, M., & Zia U Rehman, M. (2018). The mechanical
and
com o p ope ies o iscose wi h co on and egene a ed ibe s blended wo en ab ics.
Medziago y a
,
24
(2), 230–235. h ps://doi.o g/10.5755/j01.ms.24.2.18260
De elopmen o co on- ich/poly ib e blended ya ns - Fib e2Fashion. (n.d.). Re ie ed Oc obe 30, 2024,
om h ps://www. ib e2 ashion.com/indus y-a icle/7913/de elopmen -o -co on- ich-poly-
lac ic-acid- ib e-blended-ya ns
Gloy, Y. S., Sandjaja, F., & G ies, T. (2015). Model based sel -op imiza ion o he wea ing p ocess.
CIRP
Jou nal o Manu ac u ing Science and Technology
,
9
, 88–96.
h ps://doi.o g/10.1016/j.ci pj.2015.01.001
Ha i, P. K. (2012). Types and p ope ies o ib es and ya ns used in wea ing. In
Wo en Tex iles:
P inciples, Technologies and Applica ions
(pp. 3–34). Else ie L d.
h ps://doi.o g/10.1533/9780857095589.1.3
Hossain, Md. S., Islam, MD. M., Dey, S. C., & Hasan, N. (2021). An app oach o imp o e he pilling
esis ance p ope ies o h ee h ead polyes e co on blended leece ab ic.
Heliyon
,
7
(4), e06921.
h ps://doi.o g/10.1016/j.heliyon.2021.e06921
Jahangi , D., & Hossain, M. S. (2023). Analysis o he E ec o Sizing Add-on% and Sizing P ocess
Pa ame e s on he A e age Wa p B eakage Ra e o 30Ne 100% Co on Wa p Ya n.
Jou nal o
Enginee ing Science
,
13
(2), 111–115. h ps://doi.o g/10.3329/jes. 13i2.63731
Kol e, P. P. (2017a). E ec o Twis on Ya n P ope ies. In
In e na ional Jou nal on Tex ile Enginee ing
and P ocesses
(Vol. 3, Issue 1). h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/318393961
Kol e, P. P. (2017b). E ec o Twis on Ya n P ope ies. In
In e na ional Jou nal on Tex ile Enginee ing
and P ocesses
(Vol. 3, Issue 1). h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/318393961
Kuma , B., & Hu, J. (2017). Wo en ab ic s uc u es and p ope ies. In
Enginee ing o High-Pe o mance
Tex iles
(pp. 133–151). Else ie . h ps://doi.o g/10.1016/B978-0-08-101273-4.00004-4
76
Main enance o Wea ing Machine in Tex ile Indus y - Tex ile Lea ne . (n.d.). Re ie ed Oc obe 29, 2024,
om h ps:// ex ilelea ne .ne /main enance-o -wea ing-machine/#google_ igne e
Minimiza ion o Ya n B eakage Ra e in Looming P ocess Using Pa ame e Op imiza ion Techniques
Muluken Abebe Ti uneh
. (n.d.).
Pa i, A., & Acie no, D. (2023). Ma e ials, Wea ing Pa ame e s, and Tensile Responses o Wo en Tex iles.
In
Mac omol
(Vol. 3, Issue 3, pp. 665–680). Mul idisciplina y Digi al Publishing Ins i u e (MDPI).
h ps://doi.o g/10.3390/mac omol3030037
Ruhul Amin, M., Haque, M., & Mahbubul Haque, M. (2011a).
EFFECT OF WEAVE STRUCTURE ON
FABRIC PROPERTIES ANNALS OF THE UNIVERSITY OF ORADEA FASCICLE OF TEXTILES,
LEATHERWORK EFFECT OF WEAVE STRUCTURE ON FABRIC PROPERTIES
.
h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/321161966
Ruhul Amin, M., Haque, M., & Mahbubul Haque, M. (2011b).
EFFECT OF WEAVE STRUCTURE ON
FABRIC PROPERTIES ANNALS OF THE UNIVERSITY OF ORADEA FASCICLE OF TEXTILES,
LEATHERWORK EFFECT OF WEAVE STRUCTURE ON FABRIC PROPERTIES
.
h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/321161966
SS, G. (2019). “Imp o e P oduc i i y o Wa ping by Op imiza ion o Wa ping Speed and Beam P essu e.”
T ends in Tex ile Enginee ing & Fashion Technology
,
5
(2).
h ps://doi.o g/10.31031/ e .2019.05.000610
S jepano ič, Z., Zo an S jepano ič, by, & Žibe na-Šujica, M. (n.d.). Ensu ing ya ns o high quali y wea ing
by e ec i e ya n enginee ing and u ilisa ion o co on ib es
.
h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/270393594
Tex ile Tes ing : Pilling Tes o Fab ic | Tex ile S udy Cen e . (n.d.). Re ie ed Oc obe 29, 2024, om
h ps:// ex iles udycen e .com/pilling- es -o - ab ic/?u m_con en =cmp- ue
Wang, Y., Jiao, Y., & Wang, P. (2023). Ya n/Ya n F ic ion Analysis Conside ing he Wea ing P ocess o
Tex ile Fab ics: Analy ical Model and Expe imen al Valida ion.
T ibology Le e s
,
71
(3).
h ps://doi.o g/10.1007/s11249-023-01755-y