R. B as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 18, p. 1-22, 2025.
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h ps://pe iodicos.u p .edu.b / bec
Rep esen ações Sociais de c ianças sob e
acinação: Subsídios pa a Educação em
Saúde
RESUMO
Suelen de Gaspi
suelen.gaspi@i p .edu.b
0000-0002-4564-7209
Ins i u o Fede al do Pa aná, Goioe ê,
Pa aná, B asil.
Ca los Albe o de Oli ei a
Magalhães Júnio
junio magalhaes@ho mail.com
0000-0002-1116-0777
Uni e sidade Es adual de Ma ingá,
Ma ingá, Pa aná, B asil.
G aça S. Ca alho
[email p o ec ed]nho.p
0000-0002-0034-1329
Ins i u o de Educação, Uni e sidade do
Minho, B aga, Po ugal.
Nos úl imos anos a mídia em di ulgando si uações em que amílias deixa am de acina
seus ilhos, a o es e mo i ado po c enças que conside am a imunização insegu a ou
dispensá el. No ocan e ao p ocesso educacional, o Ensino de Ciências nas sé ies iniciais do
Ensino Fundamen al assume um papel de des aque na p omoção da educação pa a a saúde,
em especial, a impo ância da acinação e os pe igos da al a da imunização. Um mé odo
pa a comp eende o que es á oco endo e indica caminhos pa a melho a es a si uação é
in es iga as concepções e Rep esen ações Sociais (RS) que os indi íduos possuem em
elação à acinação. Po isso, o p esen e es udo obje i a in es iga as ep esen ações
sociais de c ianças das sé ies iniciais (5º ano) da Educação Básica sob e a acinação, com o
in ui o de indica subsídios pa a p opos as educacionais no Ensino de ciências. Os dados
o am ob idos po meio da Técnica de E ocação Li e de Pala as, e e e como e mos
indu o es “ acinação” e “a impo ância de se acinado”. Iden i icou-se que os es udan es
associam a acinação essencialmen e ao medo e à do , indicando a necessidade de
discussão sob e o ema e sua impo ância no con ex o escola . Po ou o lado, os dados
demons a am que, apesa disso, os es udan es comp eendem a impo ância do p ocesso
de imunização, associando-os à saúde e à p e enção da doença. Conclui-se a necessidade
de p omoção de ações que possibili em uma no a cul u a escola sob e a acinação, ão
ele an e a ualmen e, essal ando seus bene ícios em saúde indi idual e cole i a.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino de Ciências. Doenças. Vacina. Con o é sias cien í icas.
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1 INTRODUÇÃO
Com a explosão demog á ica no mundo e às aglome ações de pessoas em
g andes cen os, os p oblemas de saúde êm-se in ensi icado de ido à oco ência
de doenças ansmissí eis, em que a o es sociais como condições ísicas p ecá ias
de alguns locais, al a de in es imen o público e de iciências em elação à
educação, ajudam a pio a a saúde indi idual e cole i a (CRUZ e al., 2017).
O a o de acina isa a imunização de uma pessoa a uma de e minada doença.
Vacina é conside ado uma das melho es ações no con ole e e adicação de
pa ologias in eciosas e um dos p ocedimen os de melho elação cus o/e icácia na
saúde (FIGUEIREDO e al., 2011). A p á ica da acinação p o ege di e amen e os
indi íduos ainda não imunizados, assim como p o ege a cole i idade uma ez que
diminui ou elimina o agen e in eccioso no ambien e (BARBIERI; COUTO; AITH,
2017). Somado a isso, a acinação de c ianças, em especial no p imei o ano de
ida, é de e minan e na edução dos índices de mo alidade in an il (SANTOS e
al., 2011).
No en an o, o sucesso das campanhas de acinação depende mui o da
acei ação e en endimen o das amílias/cuidado es. Fo am egis ados no B asil,
Es ados Unidos e Eu opa casos de pais que se ecusam a acina seus ilhos. Em
elação aos dados b asilei os, a di ulgação ei a pelo Minis é io da Saúde em 2020
mos a que nenhuma das me as de cobe u as acinais disponí eis pelo PNI
(P og ama de Imunização In an il) o am a ingidas (AGUIAR, 2020). “Se e das no e
acinas indicadas pa a bebês i e am em 2019 os pio es índices de cobe u a pelo
menos desde 2013 no país” (CAMBRICOLI, 2020, on-line).
Con o me ma é ia di ulgada po Modelli (2018), doenças conside adas
e adicadas no B asil, como o sa ampo e a poliomieli e, ol a am a oco e no
e i ó io nacional no ano de 2018. Apesa da não adesão de algumas amílias
b asilei as na campanha de imunização dos meno es de idade em sua u ela, a
legislação conside a que “é ob iga ó ia a acinação das c ianças nos casos
ecomendados pelas au o idades sani á ias” (BRASIL, 1990, s/p.).
Esse mo imen o se acen uou ainda mais com o ad en o das mídias sociais e a
disseminação das chamadas “ ake news” ( e mo a ibuído a no ícias alsas
espalhadas pela In e ne ), que es imulam dia iamen e a p opagação de no ícias e
in o mações in e ídicas a espei o de inúme as emá icas, em especial sob e a
saúde e a acinação. Sa ai a e Fa ia (2019, p. 2) explicam que:
[...] as Fake News a e a am os mais di e sos âmbi os da ida dos indi íduos,
desde a polí ica a é a saúde pública. Recen emen e, no ícias alsas a espei o
das acinas de Poliomieli e e T íplice Vi al e sua supos a elação com o
au ismo de am o ça a campanhas denominadas Mo imen o An i- acina,
onde os pais de c ianças ecém-nascidas a i ma am ecusa -se a acina os
ilhos. A p opo ção dos oco idos oi ão g ande que desencadeou o
eapa ecimen o das doenças que já ha iam sido e adicadas, egis ando
casos na Eu opa, Es ados Unidos e B asil.
O p óp io Minis é io da Saúde b asilei o já apon ou que a disseminação de
no ícias alsas implica na queda de indi íduos imunizados no país. Po isso, a
disseminação de in o mações com base no uni e so cien í ico de e se cada mais
disseminada, ainda mais, nas ins i uições de ensino.
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No que diz espei o ao p ocesso educacional, o Ensino de Ciências nas sé ies
iniciais do Ensino Fundamen al (EF) assume uma unção p imo dial na ascensão da
educação pa a a saúde, em especial, a impo ância da acinação e os pe igos da
al a da imunização. Isso já e a ap esen ado desde os Pa âme os Cu icula es
Nacionais (PCN), como obje i o de ap endizagem pa a os pa a os 4º e 5º anos do
EF a impo ância que os alunos pudessem “Iden i ica as de esas na u ais e
es imuladas ( acinas) do co po” (BRASIL, 1997, p. 58).
Quando os PCN se e e em aos con eúdos pa a a disciplina de Ciências
Na u ais, pa a o bloco emá ico “se humano e saúde”, é des acado que:
[...] é possí el a a o sis ema imunológico como o ma de de esa na u al do
o ganismo, que pode se es imulada pelas acinas, con a a ação de
elemen os es anhos. A a iedade das acinas, seu uso co e o, o mas de
a uação e a impo ância das campanhas de acinação podem se in es igados
po meio de en e is as a agen es de saúde nos pos os de saúde da egião.
[...] es abelecimen o de elações en e a saúde do co po e a exis ência de
de esas na u ais e es imuladas ( acinas) (BRASIL, 1997, p. 64-66).
Essa p eocupação no Ensino de Ciências ambém é e o çada pela Base
Nacional Comum Cu icula (BNCC) a ibuindo que ao inal do Ensino Fundamen al,
espe a-se que os es udan es sejam capazes de comp eende o papel do Es ado e
das polí icas públicas, em especial: campanhas de acinação, p og amas de
a endimen o à saúde da amília e da comunidade, in es imen o em pesquisa,
campanhas de escla ecimen o sob e doenças e e o es, den e ou os, ou seja,
aspec os impo an es na educação pa a a saúde (BRASIL, 2017).
Apesa da ob iga o iedade da acinação aos meno es de idade, e a educação
endo o de e de abalha sua impo ância nos anos iniciais e inais do EF, a queda
na busca de imunização ale a pa a es e p oblema, p incipalmen e em elação a
doenças g a es e que coloca a cole i idade em isco.
Pa a comp eende o que es á oco endo e indica caminhos pa a melho a
es a si uação, eco e-se a eo ia das Rep esen ações Sociais (RS), a im de
in es iga os conhecimen os de senso comum de um g upo social em elação à
acinação. Es a eo ia se cons i ui numa “modalidade de conhecimen o pa icula
que em po unção a elabo ação de compo amen os e a comunicação en e
indi íduos” (MOSCOVICI, 1978 p. 26). Nes e sen ido, as RS conduzem as elações
indi íduo-g upo/obje o, ou seja, das pessoas com o mundo, o ien ando condu as
de compo amen o e comunicação. Conside ando a se iedade de p oblemas de
saúde pública e a necessidade de planos de educação pa a a saúde que possam se
aplicados no Ensino de Ciências, o p esen e es udo e e po obje i o in es iga as
ep esen ações sociais de c ianças das sé ies iniciais (5º ano) da Educação Básica
sob e a acinação e indica subsídios pa a p opos as educacionais no Ensino de
Ciências.
A escolha des e g upo se ampa a em Mosco ici (2003), en endendo que as
c ianças, desde a p imei a in ância, já man êm con a o com as RS, con i endo com
enômenos sociais, al como os adul os, o que as o nam um g upo adequado pa a
es e es udo. Sendo a c iança pe encen e à cole i idade, en endemos sua
impo ância como “agen es a i os na sociedade, que cons oem suas p óp ias
ep esen ações e, ao mesmo empo, con ibuem pa a a p odução do mundo
adul o” (NOVA, 2014, p. 6). Pa a es e au o , quando pe encen es a um mesmo
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g upo social, as c ianças podem concebe ele an es in o mações sob e o con ex o
no qual es ão inse idas e sob e os elemen os que compõe sua subje i idade.
2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
2.1 A Teo ia das Rep esen ações Sociais
A Teo ia das Rep esen ações Sociais (TRS) oi p opos a em 1961 pelo psicólogo
Se ge Mosco ici, que p ocu ou en ende como as in o mações ecebidas pelos
indi íduos são modi icadas e como colabo am na o mação e manu enção de sua
ealidade social (MARQUES, 2016). A TRS ap esen a-se como uma o ma de
conhecimen o cons i uída po um g upo social pa a a comp eensão de um obje o,
e oi o mulada a pa i da análise da cole i idade, cujo obje i o se alice ça na
in enção de comp eende como os sabe es do co idiano impac am nas ações e no
compo amen o dos pa icipan es (MOSCOVICI, 1978, p. 28):
[...] a ep esen ação social é um co pus o ganizado de conhecimen os e uma
das a i idades psíquicas g aças às quais os homens o nam a ealidade ísica
e social in eligí el, se inse em num g upo ou numa elação co idiana de
ocas, libe am o pode da sua imaginação.
Ao a a sob e a TRS é impo an e a ibui -se signi icado ao e mo
ep esen ação. Mosco ici (1978) explica que uma ep esen ação possui dois
aspec os indissociá eis: o igu a i o e o simbólico. Assim, uma ep esen ação
men al cons i ui-se como imagem e signi icação como nos ap esen a Jodele
(2016, p. 23), em que “ oda imagem é igualada a uma ideia e oda ideia a uma
imagem, possibili ando o sujei o p oduzi ce os conhecimen os sob e o mundo
a a és do a o de ep esen a ”. Pa a es a au o a, e assumindo a pe spec i a de
Mosco ici, a ep esen ação e e e-se semp e a algo a ibuído a um sujei o, de
manei a que a ep esen ação de um obje o é conduzido po um mo imen o de
“pensá-lo e epensá-lo” (JODELET, 2016, p. 24). Toda ia, es e p ocesso o na-se
complicado ao se si ua o sujei o num con ex o social, cuja ep esen ação dos
obje os pa ilha aços ine en es des e con ex o. Po isso, uma ep esen ação
pode aduzi , além da elação en e sujei o e obje o, ambém as elações
pa ilhadas po g upos sociais. Mazzo i (2002, p. 17) ambém explica es a elação
a pa i das ideias de Mosco ici:
[...] sujei o e obje o não são uncionalmen e dis in os, eles o mam um
conjun o indissociá el. Isso que dize que um obje o não exis e po si
mesmo, mas apenas em elação a um sujei o (indi íduo ou g upo); é a elação
sujei o-obje o que de e mina o p óp io obje o. Ao o ma sua ep esen ação
de um obje o, o sujei o, de ce a o ma, o cons i ui, o econs ói em seu
sis ema cogni i o, de modo a adequá-lo aos seus sis emas de alo es, o qual,
po sua ez, depende de sua his ó ia e do con ex o social e ideológico no qual
es á inse ido.
O concei o de ep esen ação social assume um ca á e mais dinâmico,
e e indo-se an o ao p ocesso pelo qual as ep esen ações são concebidas,
quan o a es u u a dos sabe es é de inida (MOSCOVICI, 2003). A TRS p opõe-se a
comp eende es as in e - elações sob á ios âmbi os da ealidade ísica, social,
cul u al e cogni i a, ca ac e izando-se como “uma o ma de conhecimen o,
socialmen e elabo ada e pa ilhada, com um obje i o p á ico, e que con ibui pa a
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a cons ução de uma ealidade comum a um conjun o social [...] designada como
sabe do senso comum” (JODELET, 2001, p. 22). Na Figu a 1, ilus a-se como se
cons i uem e se o ganizam as RS.
Figu a 1: Mapa Concei ual e e en e a Teo ia das Rep esen ações Sociais
Fon e: Elabo ado pelos p óp ios au o es (2021), baseado em Mosco ici (1978) e Jodele
(2001).
Nesse sen ido, os conhecimen os pa ilhados ambém são ele an es pa a o
desen ol imen o das ap endizagens. Segundo Magalhães Júnio (2018), o
conhecimen o ad indo do senso comum, conhecimen os p é ios ou al e na i os
azido à escola pelos es udan es podem se cons i ui como obs áculos à
ap endizagem dos sabe es cien í icos. Toda ia, ainda segundo o au o , é
impo an e comp eende que nem odo o conhecimen o p é io se cons i ui como
Rep esen ação Social, uma ez que as expe iências indi iduais, e que não são
pa ilhadas po ou os, não se con igu am como RS.
Mosco ici (2015) di e encia o conhecimen o em dois uni e sos: o consensual
e o ei icado. O uni e so consensual ca ac e iza-se como o conhecimen o
p oduzido nas elações sociais, comp eendido como senso comum ou sabe
ingênuo, enca egado pela composição das RS. Em con apa ida, o uni e so
ei icado o igina-se dos conhecimen os p oduzidos com igo cien í ico,
in e p e ado pela ciência (SÁ, 1993). Assim, “podemos comp eende a exis ência
de conhecimen os cien í icos o iundos do uni e so ei icado, bem como
conhecimen os de senso comum que su gem no uni e so consensual” (ORTIZ,
2019, p. 4).
Apesa das RS não se em p o enien es do sabe cien í ico, seu es udo é ão
genuíno quan o, is o sua impo ância no con ex o social dos indi íduos. Seu
es udo di eciona pa a a comp eensão da cons i uição das opiniões, a i udes e
pensamen os pa ilhados nos diálogos, in e ações e in o mações nos mais di e sos
con ex os.
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2.2 O Núcleo Cen al de uma Rep esen ação Social
A eo ia das RS, o iginá ia de Mosco ici (1978), em sido desen ol ida em
qua o e en es p incipais (ORTIZ; TRIANI; MAGALHÃES JÚNIOR, 2021): a
Cul u al/ An opológica Sociogené ica; a Socie al/ Sociodinâmica; a Dialógica; e a
Es u u alis a. Nes e es udo, acolhe-se es a úl ima e en e como apo e eó ico-
me odológico no campo da TRS.
A e en e es u u alis a desen ol ida na década de 1970, “ oi elabo ada a
pa i da hipó ese que suge e que oda ep esen ação [...] es á o ganizada de
manei a que, em seu cen o, encon am-se os elemen os que dão signi icado a
es a ep esen ação social” (MACHADO; SIQUEIRA, 2018, p. 87). Des e modo, a
abo dagem es u u alis a ap esen a componen es pa a comp eensão e explicação
das manei as de aquisição e ansmu ação das RS (PULLIN; PRYJMA, 2011).
Ao p opo es a eo ia, Ab ic (2000) p essupõe que uma ep esen ação se
cons i ui de um conjun o de in o mações, c enças, a i udes e opiniões de um
de e minado obje o social, o ganizados em uma es u u a, que a a dos aspec os
cogni i os de uma RS que se encon am es u u ados ao edo de um Núcleo
Cen al (NC) e em sis ema pe i é ico. O sabe con ido em uma ep esen ação não
é o bas an e pa a ca ac e izá-la, sendo impo an e de ini seu NC (MARQUES,
2016), o qual consis e em uma “es u u a imagé ica em que se a iculam os
elemen os do obje o de ep esen ação selecionados pelos indi íduos ou g upos,
em unção de c i é ios no ma i os e cul u ais” (LIMA, 2009, p. 101).
O NC “é a base comum p op iamen e social e cole i a que de ine a
homogeneidade de um g upo, a a és de seus compo amen os indi idualizados
que podem pa ece con adi ó ios” (ABRIC, 1998, p. 33). Es es compo amen os e
alo es que compõe o NC são os que no malmen e o indi íduo não em
consciência explíci a e que mesmo assim conduzem sua ação e de e minam seu
compo amen o (FERREIRA e al., 2005).
Os elemen os que cons i uem a base comum das RS p o êm da memó ia
cole i a e elacionam-se com as condições his ó ico-sociais pa ilhadas pelo g upo.
O NC das RS é pouco sensí el a mudanças, sendo mui o es á el e pe manen e. Já
a pe i e ia (subdi idida em p imei a pe i e ia, zona de con as e e segunda
pe i e ia) são mais lexí eis e ap esen am as ca ac e ís icas da ealidade imedia a
dos indi íduos e suas ca ac e ís icas indi iduais. A pe i e ia p opo ciona a
anco agem à ealidade, e em caso de modi icações das pe cepções sociais, os
e mos pe encen es a zona de pe i e ia podem ocasionalmen e mig a pa a o NC,
al e ando es a ep esen ação (MARQUES, 2016). A pe i e ia a ua, po an o, como
zona de p o eção ao NC en e a ci cuns âncias ex e nas expe enciadas pelos
indi íduos e consequen emen e da ans o mação das RS.
Es as p op iedades que di e enciam o NC e a pe i e ia elacionam-se aos
elemen os quali a i os, como alo simbólico (signi icância) e o pode associa i o
(polissemia), e aos aspec os quan i a i os, como saliência ( equência e hie a quia
de e ocação) e a conec i idade (capacidade associa i a) (BORTOLAI e al., 2019).
Des e modo, pa a de e mina a composição do NC da RS é essencial conside a
alguns a o es:
[...] a equência com que um e mo é e ocado pelos indi íduos, bem como
sua hie a quia, pela p on idão de e ocação; a elação en e essas a iá eis
pe mi e o cálculo da O dem Média de E ocação (OME). Assim, a OME
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ep esen a a ele ância dos e mos pa a o g upo, exp essos pelos meno es
alo es a ibuídos na hie a quia das e ocações (BORTOLAI e al., 2019, p.
169).
Po an o, pa a de e mina a OME a pa i da abo dagem eó ica-me odológica
p opos a po Ab ic (2000), u iliza-se a soma ó ia do g au de impo ância cujos
pesquisados a ibuí am a de e minado g upo semân ico ou pala a, di idida pela
equência (soma de ezes) com que a pala a oi e ocada. Além da o ganização
dos g upos semân icos, é necessá io de ini a média das equências e a médias
das OME. Es es dados são necessá ios pa a de e minação dos quad an es e
iden i icação do NC e da pe i e ia das RS (Figu a 2), con o me es abelecem Gal ão
e Magalhães Júnio (2016, p. 128).
Figu a 2: Fó mulas u ilizadas pa a a iden i icação dos elemen os cen ais, in e mediá ios e
pe i é icos das ep esen ações po meio da écnica de e ocação li e de pala as
Fon e: Gal ão e Magalhães Júnio (2016, p. 128)
A Figu a 2 ap esen a os modelos ma emá icos pa a ob enção das
p op iedades quan i a i as, a saliência, que compõe o “Quad o de Qua o Casas”
ou “Diag ama de Ve gés” (SÁ, 1996).
3 PERCURSO METODOLÓGICO
Pa a o es udo das RS sob e a acinação, escolheu-se es udan es da zona
u bana de uma escola municipal no No oes e do Pa aná – B asil. A amos a dos 17
es udan es do 5.º ano do Ensino Fundamen al oi compos a po 10 meninas e 7
meninos com idades en e os 9 e 12 anos, po conside á-los já ap os à comunicação
po esc i o com adul os, e, con o me No a (2014, p. 6), “comp eendemos o alo
da c iança enquan o sujei o social - já que elas in e agem com as pessoas, com as
ins i uições, eagem aos adul os e desen ol em es a égias pa a pa icipa do
mundo social”.
Pa a iden i icação das RS, ado ou-se a écnica de e ocação li e de pala as
(SÁ, 2000), com base nos e mos indu o es “Vacinação” e “Impo ância de Se
Vacinado”, con o me modelo p opos o po Ca mo, Lei e e Magalhães Junio
(2017). Pa a ealização da pesquisa, solici ou-se aos es udan es que esc e essem
as cinco p imei as pala as que lhes iessem à men e e que depois ealizassem a
hie a quia dessas pala as, de um a cinco, sendo a de núme o um a de maio
ele ância, e a de núme o cinco a de meno ele ância. Esse p ocesso dá
possibilidade ao pa icipan e de eo ganiza e ea alia a o dem que esc e eu os
e mos em que inicialmen e pensou (ROCHA, 2009). Po im, os es udan es o am
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con idados a edigi uma jus i ica i a ex ual pa a cada uma das pala as
escolhidas. Denominamos de “A” as espos as dos es udan es pa a o e mo
indu o “Vacinação”, e “B” pa a as espos as dos es udan es pa a o e mo
“Impo ância de Se Vacinado”.
Após a cole a dos dados, os e mos e ocados o am o ganizados em planilhas
e di ididos em g upos semân icos. As pala as e ocadas uma única ez e que não
se enquad a am em nenhum g upo o am expu gadas, po não se em
conside adas impo an es em elação a ep esen a i idade do g upo (FERREIRA e
al., 2005). Com o obje i o de iden i ica o NC e pe i e ias oi ealizada a análise
p o o ípica, pa a econhecimen o da saliência.
Pa a comp eende as elações en e os e mos (pode associa i o), ealizou-
se a análise de simili ude po meio do p og ama I amu eq. Es e so wa e
econhece os alo es de co-oco encia dos e mos e ocados pelo g upo social
pesquisado (es udan es do 5º ano), associando equência ( ) e a co-oco ência de
pala as, concebendo um g a o denominado á o e de simili ude. Es e g a o
ap esen a um conjun o de ligações en e os e mos e ocados e dispos os no NC
com base em sua capacidade associa i a (BARTOLAI e al., 2019).
Con o me explica Ba olai e colabo ado es (2019), a á o e máxima de
simili ude exibe é ices e a es as que os in e ligam. As imagens ci cula es
cons an es, ep esen am os é ices cujo aio ilus a a equência de cada e mo
e ocado. Quan o maio a equência do e mo e ocado, maio o é ice ( aio). A
ligação en e os e mos é demons ada po meio das a es as, e indica o alo de
co-oco ência, ou seja, a quan idade de ezes que os in es igados ci a am dois
e mos conjun amen e (quan o maio a espessu a das a es as, maio a co elação
en e os e mos).
A associação das análises de saliência (p o o ípica) e simili ude possibili a a
comp eensão dos e mos que ap esen am maio alo simbólico pa a o g upo
social pesquisado e “esses signi icados, po sua ez, exp essam o ca á e
polissêmico dos e mos, que podem e di e en es signi icados, em di e en es RS,
de ido à na u eza psicológica, polí ica, his ó ica, cul u al ou social a que o
con eúdo da mensagem se associa” (BORTOLAI e al., 2019, p. 171).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Da análise das e ocações dos es udan es a pa i de ambos os e mos
p opos os, egis ou-se 83 pala as pa a o e mo indu o “Vacinação” e 81 pala as
pa a o e mo indu o “Impo ância de se Vacinado”, sendo que pa a o p imei o
e mo um dos es udan es egis ou apenas ês pala as e pa a o segundo e mo
ês es udan es desc e e am um núme o de pala as meno que o espe ado (dois
es udan es e oca am qua o pala as e um es udan e e ocou ês).
As pala as e ocadas pelos es udan es o am o ganizadas em g upos
semân icos. A eunião das 63 pala as pa a o e mo “ acinação” ge ou 16 g upos,
cuja média das o dens médias de e ocação (OME) oi de 2,96 e a média de
equência (F) oi de 4,12. Pala as cuja equência oi igual a um, o am
desca adas, con o me suge em Fe ei a e al. (2005).
Po meio desses alo es, elabo ou-se o Diag ama de Ve gès que ap esen a os
qua o quad an es com os espec i os g upos que compõem as RS (Quad o 1).
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Quad o 1 – Elemen os das Rep esen ações Sociais de es udan es do 5.º ano e e en e ao
e mo indu o “Vacinação”
Elemen os Cen ais - 1o quad an e
Elemen os In e mediá ios - 2o quad an e
Al a e baixa O dem Média de
E ocações
F≥ 4,12 OME< 2,96
Al a F e al a O dem Média de E ocações
F≥4,12 e OME≥ 2,96
Pala a
eq.
ome
Pala a
eq.
ome
Medo
Do
11
9
1,90
2,77
Agulha
Remédio
Doenças
7
7
5
3,57
3,00
3,40
Elemen os In e mediá ios - 3o
quad an e
Elemen os Pe i é icos - 4o quad an e
Baixa F e baixa O dem Média de
E ocações
F< 4,12 e OME<2,96
Baixa F e al a O dem Média de E ocações
F<4,12 e OME≥ 2,96
Pala a
eq.
ome
Pala a
eq.
ome
Se inga
Injeção
P e enção
Pacien e
Médico
Ve gonha
3
2
4
2
3
2
2,66
2,50
1,75
1,00
2,33
2,50
Hospi al
Ruim
Cho o
2
2
2
3,00
4,50
4,50
Fon e: Au o es (2021)
Pode-se pe cebe , no quad an e supe io esque do, os dois g upos de pala as
que possi elmen e ep esen am os elemen os cen ais das RS, po se em mais
equen es e apidamen e e ocados (SÁ, 1996). Ao ag upa seman icamen e,
ep esen a-se po “Medo” as á ias pala as que in eg a am o sen imen o dos
es udan es em elação à acinação. Esse g upo ob e e a maio quan idade de
e ocações, endo uma equência de 11 e uma ome de 1,90. O g upo denominado
“Do ” ap esen ou equência 9 e seu ome oi de 2,77, ambém sendo um possí el
elemen o nuclea .
Essa maio ep esen a i idade pode se in e p e ada pelas lemb anças dos
es udan es em elação a momen os de acinação. Nas in e p e ações deles sob e
o e mo “medo”, os ocábulos ap esen am-se associados a sensação do a o de se
acinado: “Eu enho medo po que pa ece que queima a sua pele” (A09); “Po que
dá uma eação es anha” (A13); “Po que eu acho dolo ido” (A15); “Po que quando
omo injeção no b aço eu sin o do ” (A07). Em ou os diálogos o medo é associado
pelo uso de agulhas e injeções no p ocesso: “Po que quando en o no consul ó io
em mui as injeções” (A07).
Nas explicações dos es udan es pa a o e mo “do ”, o am encon ados os
seguin es exce os: “T auma po que quando eu e a pequeno omei uma acina
que icou doendo po 3 a 4 dias” (A16); “Tenho medo daquilo doe , semp e que
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CHILDREN’S SOCIAL REPRESENTATIONS ON
VACCINATION: CONTRIBUTIONS TO HEALTH
EDUCATION
ABSTRACT
In ecen yea s, he media has been epo ing si ua ions in which amilies ha e s opped
accina ing hei child en, a ac mo i a ed by belie s ha conside immuniza ion unsa e o
dispensable. Rega ding he educa ional p ocess, Science Educa ion in he ea ly g ades o
elemen a y educa ion plays a p ominen ole in p omo ing heal h educa ion, in pa icula ,
he impo ance o accina ion and he dange s o lack o immuniza ion. A me hod o
unde s and wha is happening and o indica e ways o imp o e his si ua ion is o
in es iga e he concep ions and social ep esen a ions (SR) ha indi iduals ha e ega ding
accina ion. The e o e, his s udy p esen s he pa ial esul s o an in es iga ion on he SR
o child en om he ea ly g ades o B azilian Basic Educa ion (g ade 5) on accina ion, which
da a we e ob ained h ough he F ee Wo d E oca ion Technique, o indica e con ibu ions
o educa ional p oposals in Science Educa ion. Da a collec ion had as inducing e ms
“ accina ion” and “ he impo ance o being accina ed”. I was iden i ied ha s uden s
associa ed accina ion essen ially wi h ea and pain, indica ing he need o discussion on
he opic and i s impo ance in he school con ex . On he o he hand, he da a showed ha
despi e his, s uden s unde s and he impo ance o he immuniza ion p ocess, associa ing
hem wi h heal h and disease p e en ion. We conclude he need o p omo e ac ions ha
enable a new school cul u e on he immuniza ion p ocess, which is so ele an , highligh ing
i s bene i s in indi idual and collec i e heal h.
KEYWORDS: Science Educa ion. Diseases. Vaccine. Scien i ic con o e sies.
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