Fe e ei o de 2025
Ra ael Peixo o Gomes
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um
Edi ício Escola com ecu so ao BIM
Fe e ei o de 2025
Ra ael Peixo o Gomes
Ene gy Pe o mance S udy o a School
Building using BIM
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia Mecânica
Á ea de especialização em Tecnologias Ene gé icas e
Ambien ais
T abalho e e uado sob a o ien ação do:
P o esso Dou o Ped o Alexand e Mo ei a Loba inhas
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos
di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és
do Reposi ó io da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
ii
AGRADECIMENTOS
A ealização des e abalho só oi possí el de ido à disponibilidade de á ias
pessoas/en idades. Gos a ia, an es de mais, exp essa a minha g a idão pa a com a
MMEC e STEG, po odo o apoio p es ado, desde e amen as e ecu sos bas an es ú eis
pa a a ap endizagem, e olução e ealização des e p oje o.
Es ou mui o g a o po e ido a opo unidade de ealiza o meu p oje o num
espaço ão en iquecedo , com a colabo ação máxima de odos os meus colegas, onde
ainda exis iu um bom apoio inancei o pa a supo a as despesas que iam su gindo.
Um ag adecimen o ambém ao P o esso Dou o Ped o Loba inhas po me e
dado a conhece es a á ea do cu so que me despe ou bas an e in e esse e pela sua
paciência, sabedo ia e incen i o, undamen ais ambém nes a jo nada e ainda a oda a
comunidade da Uni e sidade do Minho, da qual me o gulho de aze pa e e onde
semp e ui bem ecebido e a ado.
Gos a ia de deixa ainda um ag adecimen o ao Senho Giuseppe A di o,
especialis a da Au odesk, pela sua paciência e ajuda no escla ecimen o de odas as
dú idas mais especí icas sob e o so wa e REVIT.
Po úl imo, à minha amília e amigos, os pila es da minha ida, e a odas as
pessoas que de uma o ma mais di e a ou indi e a con ibuí am pa a que es a
disse ação osse ealizada com sucesso.
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua
elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do
Minho.
STATEMENT OF INTEGRITY
I decla e ha I ha e ac ed wi h in eg i y in he p epa a ion o his academic wo k and I con i m
ha I ha e no eso ed o he p ac ice o plagia ism o any o m o misuse o alsi ica ion o
in o ma ion o esul s in any o he s ages leading o i s p epa a ion.
I u he decla e ha I know and ha e espec ed he Code o E hical Conduc o he Uni e si y
o Minho.
i
RESUMO
O ele ado consumo de ene gia e o consequen e impac o ambien al êm ido uma
a enção cada ez mais p eocupan e. Aliando a is o o c escimen o exponencial da população
assim como a u banização do plane a, o na-se ex emamen e necessá io p oje a os espaços
ocupados po es es edi ícios de o ma adequada, uma ez que possuem uma g ande pa cela
ene gé ica, no que diz espei o ao consumo de ene gia bem como nas emissões de gases
e ei os de es u a. P e ende-se alcança a u ilização sus en á el dos di e sos ipos de ene gia,
mas ambém a acionalização ene gé ica. Ao es abelece o desempenho ene gé ico de um
edi ício como um pon o cen al quando nos ocamos no desen ol imen o sus en á el,
es amos a p o ege e a melho a o nosso plane a.
Nes e âmbi o, su gi am uma g ande quan idade de e amen as que ealizam a análise
do compo amen o é mico dos edi icios. O REVIT p opo ciona a anços signi ica i os do
p ocesso p odu i o, pois o p oje o é c iado a pa i de um único modelo idimensional de
base, compos o po um banco de dados que con ém as in o mações e e en es à edi icação.
Es e p og ama pe mi e a pa ame ização dos obje os, sendo que as e amen as BIM
ep esen am uma e olução na ep esen ação i ual de edi icações.
Es e es udo oca-se no desempenho ene gé ico de um edi ício escola , a escola EB1 de
Pendão, endo como obje i o compa a os esul ados da simulação dinâmica usando duas
e amen as dis in as, o REVIT e o DesignBuilde . É ap esen ada uma abo dagem de alhada
de odo o abalho ealizado em ambas as pla a o mas de modo a de e mina as exigências
ene gé icas da mesma. Es abelece-se assim uma compa ação en e dois so wa e dis in os,
a a és da análise dos esul ados ob idos en e os dois p og amas, de modo a e i ica a
iabilidade dos esul ados ob idos com os simulado es ene gé icos e na apidez de análise.[1]
Po úl imo, p opõe-se di e sas de medidas de melho ia eco endo ao REVIT, expondo-
se o impac o global no edi ício na in eg ação das espe i as medidas, em elação ao
in es imen o necessá io, poupança anual e pe íodo de amo ização. Ap esen am-se ainda
suges ões de abalhos u u os de manei a a da con inuidade ao p oje o desen ol ido.
PALAVRAS-CHAVE
ENERGIA; COMPORTAMENTO TÉRMICO; SIMULAÇÃO DINÂMICA; EXIGÊNCIAS ENERGÉTICAS; MEDIDAS DE
MELHORIA
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
ABSTRACT
The high ene gy consump ion and i s consequen en i onmen al impac ha e been
ecei ing inc easing a en ion. Coupled wi h he exponen ial popula ion g ow h and he
u baniza ion o he plane , i becomes ex emely necessa y o p ope ly design he spaces
occupied by buildings, as hey accoun o a signi ican po ion o ene gy consump ion and
g eenhouse gas emissions. The goal is o achie e he sus ainable use o di e en ypes o
ene gy while also p omo ing ene gy a ionaliza ion. By es ablishing he ene gy pe o mance
o a building as a cen al ocus in sus ainable de elopmen , we a e wo king o p o ec and
imp o e ou plane .
In his con ex , a wide ange o ools o analyzing he he mal beha io o buildings has
eme ged. REVIT o e s signi ican ad ancemen s in he p oduc i e p ocess, as he p ojec is
de eloped using a single h ee-dimensional base model, composed o a da abase con aining
in o ma ion abou he building. This so wa e allows o objec pa ame e iza ion, making BIM
ools a majo e olu ion in he i ual ep esen a ion o buildings.
This s udy ocuses on he ene gy pe o mance o a school building, he EB1 de Pendão
school, wi h he objec i e o compa ing simula ion esul s using wo di e en ools: REVIT and
DesignBuilde . A de ailed app oach is p esen ed o all he wo k ca ied ou in bo h pla o ms
o de e mine he building’s ene gy equi emen s. A compa ison is made be ween he wo
so wa e p og ams by analyzing he esul s ob ained in bo h, in o de o assess he eliabili y
o he ene gy simula ion esul s and he speed o analysis.
Finally, se e al imp o emen measu es a e p oposed using REVIT, ou lining he o e all
impac on he building when in eg a ing hese measu es, in e ms o equi ed in es men ,
annual sa ings, and payback pe iod. Addi ionally, sugges ions o u u e wo k a e p esen ed
o ensu e he con inui y o his p ojec .
KEYWORDS
ENERGY ; THERMAL PERFORMANCE; DYNAMIC SIMULATION; ENERGY DEMANDS; IMPROVEMENT MEASURES
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
i
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
ii
INDICE
Con eúdo
Ag adecimen os ......................................................................................................................... ii
Resumo ...................................................................................................................................... i
Abs ac ......................................................................................................................................
indice ......................................................................................................................................... ii
Índice de Figu as ......................................................................................................................... xi
Índice de Tabelas ...................................................................................................................... xix
Lis a de Símbolos ...................................................................................................................... xxi
1. In odução ........................................................................................................................... 1
1.1. Obje i os .................................................................................................................... 2
1.2. Ap esen ação da Emp esa.......................................................................................... 2
1.3. Guia de Lei u a ........................................................................................................... 3
2. Polí ica ene gé ica ............................................................................................................... 5
2.1. União Eu opeia ........................................................................................................... 5
2.2. Pano ama Po uguês ................................................................................................ 10
2.2.1. E olução Legisla i a em Po ugal ........................................................................... 15
2.2.2. Requisi os de inidos na Legislação......................................................................... 18
3. Fe amen as de Simulação Dinâmica ................................................................................ 27
3.1. Fe amen as BIM ...................................................................................................... 27
3.1.1. Au odesk REVIT ................................................................................................ 29
3.1.2. Cálculo do P oje o de A e ecimen o e Aquecimen o no REVIT ..................... 30
3.2. DesignBuilde ........................................................................................................... 32
3.2.1. Cálculo do P oje o de A e ecimen o no DesignBuilde .................................. 34
3.2.2. Cálculo do P oje o de Aquecimen o no DesignBuilde .................................... 37
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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Figu a 65– P in sc een da olha de cálculo SCE.CLIMA que pe mi e ob e os dados
climá icos pa a o local do edi ício em es udo. ......................................................................... 91
Figu a 66 – P in sc een da ep esen ação da geome ia do modelo do edi ício p e is o
no DesignBuilde . ..................................................................................................................... 91
Figu a 67 - P in sc een da de inição do Anexo como espaço não ú il no DesignBuilde .
.................................................................................................................................................. 92
Figu a 68 - P in sc een da cons i uição da pa ede ex e io PE1 no DesignBuilde . ...... 92
Figu a 69 – P in sc een das p op iedades globais da pa ede ex e io PE1 no
DesignBuilde ............................................................................................................................ 93
Figu a 70 – P in sc een da cons i uição da cobe u a ex e io COBEXT1 no
DesignBuilde ............................................................................................................................ 94
Figu a 71 - P in sc een do sepa ado de calculo e espe i o alo do 𝑈 de e minado pelo
p og ama no DesignBuilde . ..................................................................................................... 94
Figu a 72 - P in sc een da de inição do ão en id açado VE4 na janela de edição Glazing
Type no DesignBuilde . ............................................................................................................. 95
Figu a 73 – P in sc een da e amen a Model Da a G id View no DesignBuilde . ........ 96
Figu a 74 – P in sc een das opções a i adas no sepa ado Ac i i y ao ní el do edi ício no
DesignBuilde ............................................................................................................................ 96
Figu a 75 - P in sc een das opções a i adas no sepa ado HVAC ao ní el do edi ício no
DesignBuilde ............................................................................................................................ 97
Figu a 76 - P in sc een das opções a i adas no sepa ado Ligh ing ao ní el do edi ício
no DesignBuilde . ..................................................................................................................... 97
Figu a 77 - P in sc een da c iação do pe il de ocupação da cozinha no modelo do edi ício
no DesignBuilde . ..................................................................................................................... 98
Figu a 78 – Tipos de luminá ias conside adas no DesignBuilde [65]. ........................... 98
Figu a 79 – P in sc een da de inição do ipo de luminá ia p esen e no sepa ado Ligh ing
pa a a zona da cozinha no DesignBuilde . ............................................................................... 99
Figu a 80 - P in sc een dos pe is de equipamen os de inidos pa a a zona da cozinha no
DesignBuilde ............................................................................................................................ 99
Figu a 81 – P in sc een da Zone G oup da zona se ida pelo sis ema de inido no
DesignBuilde onde é possí el e a inclusão de odos os espaços nes a zona única. .......... 100
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Figu a 82 – P in sc een das ca a e ís icas de um adiado elé ico p esen e numa sala
de aula no DesignBuilde . ....................................................................................................... 100
Figu a 83 – P in sc een do pe il ho á io c iado ela i amen e ao aquecimen o no
DesignBuilde .......................................................................................................................... 101
Figu a 84 – Resul ados ob idos no Hea ing Design no so wa e DesignBuilde . ......... 102
Figu a 85 – Resul ados ob idos ela i amen e às ca gas de a e ecimen o pa a a escola
em es udo no DesignBuilde . ................................................................................................. 103
Figu a 86 – P in sc een dos consumos ene gé icos do edi ício ob idos no DesignBuilde .
................................................................................................................................................ 104
Figu a 87 – Resul ados ob idos ela i amen e aos consumos de ene gia nos dois
so wa e.................................................................................................................................. 106
Figu a 88 – Compa ação dos esul ados ob idos a a és da simulação dinâmica com os
consumos eais de ene gia. .................................................................................................... 108
Figu a 89 – P in sc een do consumo de ene gia anual pa a a escola em es udo após
MM1 no Insigh . ..................................................................................................................... 114
Figu a 90 – P in sc een do consumo de ene gia anual pa a a escola em es udo após
MM2 no Insigh . ..................................................................................................................... 115
Figu a 91 – P in sc een do a iso emi ido pelo REVIT quando se usa a opção use
selec ion. ................................................................................................................................. 116
Figu a 92 – P in sc een das de inições de alhadas pa a o cálculo da p odução da ene gia
o o ol aica no REVIT. ............................................................................................................ 117
Figu a 93 – P in sc een dos ipos de painéis o o ol aicos disponibilizados pelo REVIT.
................................................................................................................................................ 117
Figu a 94 – P in sc een dos esul ados ob idos a a és do es udo sola ealizado no
REVIT....................................................................................................................................... 118
Figu a 95 - P in sc een da de inição do painel o o ol aico escolhido no SCE.ER. ...... 119
Figu a 96 - P in sc een dos esul ados ob idos ela i amen e ao painel escolhido no
SCE.ER. .................................................................................................................................... 119
Figu a 97 – P in sc een do a o de con e são pe sonalizado ela i o pa a a biomassa
no Insigh . ............................................................................................................................... 121
Figu a 98 – P in sc een do a o pe sonalizado c iado ela i o à e iciência da caldei a no
Insigh . .................................................................................................................................... 121
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Figu a 99 – P in sc een do a o de con e são ela i amen e à biomassa pa a as
necessidades de AQS no Insigh . ............................................................................................ 122
Figu a 100 – P in sc een do esul ado ob ido ela i amen e ao consumo de ene gia ao
aplica es a medida no Insigh . .............................................................................................. 122
Figu a 101 - P in sc een do esul ado ob ido ela i amen e ao consumo de ene gia ao
aplica as di e sas medidas em conjun o no Insigh . ............................................................ 124
Figu a 102 - P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a as salas de aula e salas de
apoio no REVIT. ...................................................................................................................... 131
Figu a 103 – P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a o poli alen e no REVIT.132
Figu a 104 - P in sc een do pe il ho á io pa a a zona das o ocópias no REVIT. ....... 132
Figu a 105 – P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a a sec e a ia no REVIT. . 132
Figu a 106 – P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a a sala dos p o esso es no
REVIT....................................................................................................................................... 133
Figu a 107 – P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a a cozinha no REVIT. ..... 133
Figu a 108– P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a os co edo es/halls no
REVIT....................................................................................................................................... 133
Figu a 109 - P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a os a umos, excluindo os
a umos na zona da cozinha no REVIT. .................................................................................. 134
Figu a 110 - P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a as ins alações sani á ias
excluindo a si uada na zona da cozinha no REVIT. ................................................................ 134
Figu a 111– P in sc een do pe il ho á io de ocupação pa a as ins alações sani á ias da
cozinha, bem como a sua despensa e a umos no REVIT. ..................................................... 135
Figu a 112 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a as salas de aula e de apoio
no REVIT. ................................................................................................................................ 135
Figu a 113 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a o poli alen e no REVIT.
................................................................................................................................................ 136
Figu a 114 - P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a a sec e a ia no REVIT. 136
Figu a 115 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a a zona das o ocopias no
REVIT....................................................................................................................................... 137
Figu a 116 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a a sala dos p o esso es no
REVIT....................................................................................................................................... 137
Figu a 117 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a a cozinha no REVIT. .. 138
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Figu a 118 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a co edo es/halls no REVIT.
................................................................................................................................................ 138
Figu a 119 - P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a as ins alações sani á ias
excluindo a da cozinha no REVIT. ........................................................................................... 139
Figu a 120 - P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a as zonas dos a umos no
REVIT....................................................................................................................................... 139
Figu a 121 – P in sc een do pe il ho á io de iluminação pa a as ins alações sani á ias,
a umos e despensa da cozinha no REVIT. ............................................................................ 140
Figu a 122 – P in sc een do pe il de equipamen os pa a as salas de aula e apoio no
REVIT....................................................................................................................................... 140
Figu a 123 - P in sc een do pe il de equipamen os pa a a sala dos compu ado es no
REVIT....................................................................................................................................... 141
Figu a 124 – P in sc een do pe il de equipamen os pa a a sala dos p o esso es no REVIT.
................................................................................................................................................ 141
Figu a 125 – P in sc een do pe il de equipamen os pa a a sec e a ia no REVIT. ...... 142
Figu a 126 – P in sc een do pe il de equipamen os pa a a zona das o ocopias no REVIT.
................................................................................................................................................ 142
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ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 — Coe icien es de ansmissão é mica supe iciais máximos dos elemen os da
en ol en e opaca dos edi ícios de comé cio e se iços, 𝑈𝑚á𝑥 [W/ (𝑚2 .°C)] [27]. ............... 20
Tabela 2 — Co es pa a ma cação da en ol en e [28]. ................................................... 21
Tabela 3 — Valo es dos coe icien es de ansmissão é mica supe iciais máximos dos
elemen os da en ol en e en id açada, 𝑈𝑤, 𝑚á𝑥[W/ (𝑚2 .°C)] [29]. .................................... 22
Tabela 4 – Tabela dos Espaços p esen es no piso 0 no bloco da escola em análise. ..... 42
Tabela 5 – Tabela dos Espaços p esen es no piso 1 no bloco da escola em análise. ..... 44
Tabela 6 – Valo es de e e ência e decli es pa a ajus es em al i ude pa a a es ação de
aquecimen o [28]. .................................................................................................................... 47
Tabela 7 - Zona climá ica de in e no, em unção do núme o de g aus-dias do pa âme o
climá ico [50]. ........................................................................................................................... 47
Tabela 8- Valo es de e e ência e decli es pa a ajus es em al i ude pa a a es ação de
a e ecimen o [50]. .................................................................................................................. 48
Tabela 9 - C i é ios pa a a de e minação da zona climá ica de e ão [50]. ................... 48
Tabela 10 - Coe icien es de ansmissão é mica po de ei o pa a pa edes [28]. ......... 50
Tabela 11 - Valo es ob idos pa a pa edes ex e io es. .................................................... 51
Tabela 12 - Valo es ob idos pa a pa ede in e io . .......................................................... 51
Tabela 13 - Coe icien es de ansmissão é mica po de ei o pa a pa imen os e
cobe u as [28]. ........................................................................................................................ 53
Tabela 14 – Valo es ob idos po de ei o pa a cobe u a ex e io de aco do com o
egulamen o. ............................................................................................................................ 54
Tabela 15 – Ca ac e ização cons u i a da laje de cobe u a ex e io COBE1. .............. 54
Tabela 16 – Ca ac e ização cons u i a das lajes de cobe u a ex e io COBE2 e COBE4.
.................................................................................................................................................. 55
Tabela 17 – Ca ac e ização cons u i a da laje de cobe u a ex e io COBE3. .............. 55
Tabela 18 - Valo es ob idos po de ei o pa a os di e en es pa imen os de aco do com
egulamen o. ............................................................................................................................ 56
Tabela 19 - Ca ac e ização cons u i a da laje do pa imen o de compa imen ação
Pa Comp. .................................................................................................................................. 56
Tabela 20 - Ca ac e ização cons u i a da laje do pa imen o é eo Pa Te . ............... 56
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Tabela 21 - Fa o sola do ão en id açado com id o co en e e disposi i o de p o eção
sola [28]. .................................................................................................................................. 57
Tabela 22 - Tipos de ãos en id açados p esen es no edi ício. ..................................... 58
Tabela 23 – Fa o de co eção da sele i idade angula dos en id açados na es ação de
a e ecimen o. .......................................................................................................................... 62
Tabela 24 - De e minação do 𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜 pa a a espe i a o ien ação dos di e sos ipos
de ãos en id açados. .............................................................................................................. 62
Tabela 25 – Tipos de luminá ias p esen es na iluminação in e io do edi ício. ............. 65
Tabela 26 – Po ência e densidade de iluminação p esen es nas di e en es zonas. ...... 66
Tabela 27 - Po ência o al ins alada po ipo de lâmpada no ex e io [49]. .................. 68
Tabela 28 - Po ências dos equipamen os p esen es nos di e en es espaços ................ 82
Tabela 29 - P incipais ans e ências de calo que oco em no edi ício em es udo no
DesignBuilde .......................................................................................................................... 103
Tabela 30 – Compa ação dos esul ados ob idos em ambos os so wa e. .................. 106
Tabela 31 - Tipos de luminá ias que se p opõe ins ala no in e io do edi ício. .......... 109
Tabela 32 - Po ência e densidade de iluminação p esen es nas di e en es zonas após
subs i uição das luminá ias. ................................................................................................... 112
Tabela 33 – Compa ação dos esul ados das medidas de melho ia es udadas. .......... 125
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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LISTA DE SÍMBOLOS
Siglas, ab e ia u as e ac ónimos
ASHRAE Ame ican Socie y o Hea ing, Re ige a ing and Ai -Condi ioning Enginee s
AVAC Aquecimen o, Ven ilação e A Condicionado
BIM Building In o ma ion Model
CEE Comunidade Econômica Eu opeia
CEEA Comunidade Eu opeia da Ene gia A ómica
CEF Consumo de Ene gia Final
CEP Consumo de Ene gia P imá ia
CFD Compu a ional Fluid Dynamic
CIBSE Cha e ed Ins i u ion o Building Se ices Enginee s
cs Comma Sepa a ed Value
DEE Desempenho Ene gé ico dos Edi ícios
DPI Densidade de po ência de iluminação
EC Embodied Ca bon
EPBD Ene gy Pe o mance o Buildings Di ec i e
epw Ene gyPlus Wea he
EUI Ene gy Use In ensi y
EURATOM Eu opean A omic Ene gy Communi y
FER Fon es de Ene gia Reno á eis
FT Fluo escen es ubula es
gbXML G een Building XML
GES G andes edi ícios de comé cio e se iços
IR In a ed Radia ion
IT In o mações Técnicas
JAI Jus iça e Assun os In e nos
NREL Na ional Renewable Ene gy Lab
NUTS Nomencla u a das Unidades Te i o iais pa a ins Es a ís icos
NZEB Nea ly Ze o Ene gy Building
OC Ope a ional Ca bon
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
xxii
PCM Phase Change Ma e ials
PESC Polí ica Ex e na e de Segu ança Comum
PNEC Plano Nacional Ene gia Clima
PM Plano de Manu enção
PQ Pe i o Quali icado
RCCTE Regulamen o das Ca ac e ís icas de Compo amen o Té mico dos Edi ícios
RECS Regulamen o de Desempenho Ene gé ico dos Edi ícios de Comé cio e Se iços
REH Regulamen o do Desempenho Ene gé ico dos Edi ícios de Habi ação
RQSECE Regulamen o da Qualidade dos Sis emas Ene gé icos de Clima ização em
Edi ícios
RSECE Regulamen o dos Sis emas Ene gé icos de Clima ização em Edi ícios
SCE Sis ema de Ce i icação Ene gé ica dos Edi ícios
TCMA Taxa de C escimen o Média Anual
TUE T a ado da União Eu opeia ou T a ado de Maas ich
UE União Eu opeia
VE Vi ual En i onmen
VM Vapo de me cú io
XML Ex ensible Ma kup Language
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xxiii
Nomencla u a
𝐴𝑖 Soma ó io das á eas dos elemen os de odas as [𝑚2 ]
ações de habi ação e comé cio e se iços que sepa am
os espe i os espaços in e io es ú eis do espaço in e io não ú il
𝐴𝑒𝑛𝑣 Soma ó io das á eas dos ãos en id açados do edi ício [𝑚2 ]
ou ação em es udo, po o ien ação
𝐴𝑒𝑣𝑒 Á ea da en ol en e e ical ex e io do edi ício ou [𝑚2 ]
da ação em es udo, po o ien ação
𝐴𝑢 Soma ó io das á eas dos elemen os que sepa am o espaço [𝑚2 ]
in e io não ú il do ambien e ex e io
𝐴𝑝 Á ea in e io ú il de pa imen o [𝑚2]
𝛼 Decli e que elaciona a di e ença de al i udes [mês/km] ou [°C/km]
𝐸𝑚,𝑝𝑟𝑜𝑗𝑒𝑡𝑜 Iluminância do p oje o lx
𝐸𝑚 Iluminância média eque ida no espaço lx
𝑓 Espaço in e io não ú il que em odas as ligações -
en e elemen os bem edadas, sem abe u as de en ilação
pe manen emen e abe as
𝐹 Espaço in e io não ú il pe meá el ao a de ido à p esença -
de ligações e abe u as de en ilação pe manen emen e abe as.
𝐹0 Fa o de somb eamen o po elemen os ho izon ais -
sob ejacen es ao en id açado, comp eendendo palas
e a andas (es ação de a e ecimen o);
𝐹
𝑓 Fa o de somb eamen o po elemen os e icais adjacen es ao -
en id açado, comp eendendo pelas e icais, ou os co pos
ou pa es do edi ício (es ação de a e ecimen o).
𝐹0 Fa o de con olo po ocupação -
𝐹𝐷 Fa o de con olo po disponibilidade de luz na u al -
𝐹
𝑤,𝑣 Fa o de co eção da sele i idade angula de in e no -
𝐺𝐷 Núme o de g aus-dias na es ação de aquecimen o [°C]
𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜 Fa o sola a conside a no so wa e de cálculo -
𝐺𝑠𝑜𝑙 Ene gia sola média inciden e numa supe ície ho izon al (0º) [kWh/𝑚2]
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p og amas, de manei a a i a -se conclusões ela i amen e aos mesmos, mas ambém em
elação aos consumos eais da escola em ques ão.
No Capí ulo 6 são ap esen adas di e sas medidas de melho ia com ecu so ao REVIT,
sob e as quais se ealiza uma análise e se a alia qual o impac o des as no que diz espei o às
exigências ene gé icas da escola em es udo ao longo da p esen e disse ação.
Po úl imo, no capí ulo 7, são ap esen adas as conclusões ela i as ao es udo e e uado
bem como suge idas p opos as pa a abalhos u u os.
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2. POLÍTICA ENERGÉTICA
2.1. UNIÃO EUROPEIA
A polí ica ene gé ica da União Eu opeia (UE) e ela-se um ema mul i ace ado e c ucial
que assen a nos p incípios da desca bonização, da compe i i idade, da segu ança, do
ap o isionamen o e da sus en abilidade en ando alcança a segu ança ene gé ica,
sus en abilidade ambien al e a in eg ação econômica dos Es ados-Memb os. P e ende-se
assegu a o uncionamen o do me cado da ene gia e um o necimen o ene gé ico segu o na
UE, p omo endo a e iciência ene gé ica e a poupança de ene gia, o desen ol imen o das
ene gias eno á eis e a in e ligação ene gé ica.[4]
A ene gia ep esen a 80% do o al das emissões de gases com e ei o de es u a na União
Eu opeia e é uma das causas das al e ações climá icas e de g ande pa e da poluição
a mos é ica. A UE p e ende encon a soluções que eduzam as emissões de gases com e ei o
de es u a, na comunidade eu opeia e em odo o mundo a um ní el que limi e o aumen o da
empe a u a do plane a. [5]
Baseia-se em de e minadas di e izes e egulamen os pa a alcança uma União da
Ene gia plena e ege-se segundo cinco obje i os p incipais:
• Segu ança Ene gé ica, di e si icando as on es de ene gia da Eu opa a a és da
solida iedade e en eajuda en e os países;
• Me cado Único de Ene gia, p omo endo a conco ência e a ga an ia de p eços jus os
no me cado, con ibuindo pa a o li e luxo de ene gia na EU, pe mi indo assim um
me cado uni icado pa a odos;
• Reduzi a dependência das impo ações de ene gia bem como das espe i as
emissões;
• T ansição Ene gé ica, em con o midade com o Aco do de Pa is. T açou-se o ambicioso
obje i o de a é 2050 o con inen e eu opeu se o na neu o em ca bono e aumen a
a u ilização das ene gias eno á eis pa a con ibui pa a a diminuição da dependência
ene gé ica;
• Incen i a a in es igação ela i amen e às ecnologias ene gé icas limpas com o
obje i o de impulsiona a ansição ene gé ica e melho a a compe i i idade.
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No en an o, su gem g andes desa ios, uma ez que a União Eu opeia con inua bas an e
dependen e dos combus í eis osseis, p incipalmen e do gás na u al e do pe óleo. As
cons an es al e ações climá icas que o plane a es á a so e exigem medidas coo denadas e
ousadas, eque endo in es imen o po pa e dos Es ados-Memb os, em in aes u u as
sus en á eis bem como em ecnologias limpas, no en an o, depende ambém da capacidade
inancei a de cada es ado. Na igu a seguin e ilus a-se os pila es e obje i os do Pac o
Ecológico Eu opeu.
Figu a 1 – Pac o Ecológico Eu opeu [6].
Desde 1951, quando se deu a c iação da Comunidade Eu opeia do Ca ão e do Aço a é
aos dias de hoje, a UE êm e elado uma es a égia de pe sis ência e ambição cons an es. Em
2019, no mês de no emb o oi decla ado es ado de eme gência ambien al e climá ica no
con inen e eu opeu a é que, em 2020, o am p opos as á ias al e ações ao egulamen o em
igo , com o obje i o de a ingi a neu alidade ca bónica, a a és de uma edução em 60%
das emissões de gases e ei os de es u a a é 2030 e a é 2035 abandona o ecu so aos
combus í eis osseis [6].
Após a espos a à pandemia, o am e o çadas es a égias ecológicas e digi ais a é que
em 2022, com a in asão mili a ussa à Uc ânia, oi p oibido a impo ação de pe óleo, ca ão
e combus í el nuclea da Rússia, o que p o ocou um aumen o dos p eços da ene gia na
Eu opa. Realçou-se a necessidade e impo ância das in e ligações de gás e ele icidade na
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Eu opa bem como a di e si icação dos e minais de gás na u al lique ei o, de modo a acili a
o anspo e e a mazenamen o do mesmo e a cons ução de gasodu os. O papel da
in es igação na ga an ia de um ap o isionamen o ene gé ico sus en á el, p omo endo a
busca po ino ações a a és de inanciamen os públicos e p i ados complemen a es, ganhou
impo ância nes a ase.
Na igu a 2, ep esen am-se as di e sas inicia i as ecológicas ado adas no âmbi o da
União Eu opeia:
Figu a 2– Inicia i as ecológicas omadas no âmbi o da UE [7].
ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO SOBRE DESEMPENHO ENERGÉTICO DOS EDIFÍCIOS UE
O se o dos edi ícios é esponsá el pelo consumo de ap oximadamen e 40% da ene gia
inal na Eu opa. [8] A polí ica ene gé ica da União Eu opeia emon a aos T a ados de Roma
em 1957, onde se deu a c iação da CEE (Comunidade Económica Eu opeia) e ainda a CEEA
ou EURATOM (Comunidade Eu opeia da Ene gia A ómica). Deu-se início à o mação da
in eg ação económica bem como da colabo ação na p odução e consumo de ene gia.
Em 1992, su ge o TUE (T a ado da União Eu opeia ou T a ado de Maas ich ) onde oi
econhecida e dada a impo ância da p o eção ambien al bem como da segu ança
ene gé ica, assen ando em 3 pila es: as Comunidades Eu opeias e duas á eas de coope ação
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adicionais, a PESC (Polí ica Ex e na e de Segu ança Comum) e a JAI (Jus iça e Assun os
In e nos). [9] Em 1993 é publicada a Di e i a do Conselho 93/76/CEE que passa a limi a as
emissões de dióxido de ca bono, com o obje i o de melho a a e iciência ene gé ica, sendo
o seu seguimen o acul a i o po pa e dos Es ados-Memb os, no en an o, ambém con inha
á ias ambiguidades, p incipalmen e em elação à o ma de o nece in o mações sob e a
e iciência ene gé ica, dando o igem a uma aca adesão po pa e des es [10].
Em 16 de dezemb o de 2002 su ge a Di e i a n.º 2002/91/CE, a p imei a e são da
EPBD, exigindo, pela p imei a ez, que odos os Es ados-Memb os de e iam implemen a
um sis ema de ce i icação ene gé ica pa a os edi ícios, pa a que seja ob ida a licença de
u ilização em edi ícios no os, em eabili ações de edi ícios exis en es ou na locação ou enda
de edi ícios de habi ação e de se iços exis en es, es abelecendo o início da p omoção da
e iciência ene gé ica pa a os edi ícios [11]. A a és dos ce i icados ene gé icos dos edi ícios
in oduzidos na sequência da aplicação da EPBD nos Es ados-Memb os, o e ece-se uma
manei a ácil de compa ação e a aliação do desempenho ene gé ico do edi ício em es udo,
onde são o necidos os dados ela i amen e à classe ene gé ica e são incluídas po enciais
medidas de melho ia, que sejam economicamen e iá eis. De ealça ainda que nos edi ícios
no os e eabili ações de edi ícios exis en es com mais de 1000 𝑚2 passam a impo -se
equisi os é micos mínimos. [12]
Em 2009 su giu ambém a Di e i a 2009/28/CE sob e as ene gias eno á eis, uma ez
que as u ilizações c escen es de ene gia p o enien e de on es eno á eis, a pa da
poupança de ene gia e do aumen o da e iciência ene gé ica, cons i uem pa es impo an es
do paco e de medidas necessá ias pa a eduzi as emissões de gases com e ei o de es u a e
cump i o P o ocolo de Quio o [13]. A Di e i a 2009/72/CE abo da o me cado in e no de
ele icidade, de modo a assegu a ganhos de e iciência, p eços compe i i os e pad ões de
se iço mais ele ados, con ibuindo assim pa a a segu ança do o necimen o e a
sus en abilidade. [14]
A 19 de maio de 2010, oi ap o ado pelo Pa lamen o Eu opeu e Conselho a Di e i a
2010/31/UE é a p imei a e isão da EPBD , que diz espei o ao desempenho ene gé ico dos
edi ícios, e o çando a Di e i a 2002/91/CE ela i amen e à edução da dependência
ene gé ica e do consumo de ene gia, p incipalmen e de ido ao inc emen o do ecu so às
ene gias eno á eis e po consequência a edução das emissões dos gases com e ei o de
es u a. Fo am de inidas no as me as com o obje i o de se aze cump i , po pa e da União
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Eu opeia, o P o ocolo de Quio o da Con enção-Qua o das Nações Unidas sob e as
Al e ações Climá icas, de man e abaixo dos 2 °C a subida de empe a u a global, p oje ando
uma edução a é 2020 em pelo menos 20% das emissões de gases com e ei o de es u a, mas
ambém uma queda de 20% do consumo de ene gia ace a 1990 e ainda da u ilização de uma
quo a de 20% de ene gia p o enien e de on es eno á eis no consumo de ene gia o al.
[15]
Em 2018, su ge a Di e i a 2018/844, a segunda e isão da EPBD, que p e ende
p omo e a desca bonização do pa que imobiliá io, com o obje i o de se a ingi a
independência ene gé ica na União Eu opeia, es abelecendo-se no as me as comuni á ias a
cu o, médio e a longo p azo, p e endo-se uma edução em pelo menos 40% na emissão dos
gases com e ei o de es u a a é 2030 e en e 80 e 95% a é 2050, em compa ação, com
1990.[16] P e ende-se ainda com es a di e i a ga an i melho es ní eis de con o o aos
ocupan es, sem se desleixa no desempenho dos edi ícios em espos a a incêndios e sismos
e p ocu ando in eg a sis emas ela i amen e à mobilidade do u u o. Mais ecen emen e,
su ge uma no a a ualização da EPBD em 2024, exigindo a eno ação dos edi ícios menos
e icien es, uma desca bonização o al a é 2050 e o maio uso das ene gias eno á eis.
O egime de inspeção p é io de sis emas de aquecimen o e a condicionado é
aumen ado pa a inclui os sis emas combinados com en ilação e endo em con a o
desempenho dos sis emas em condições de uncionamen o no mais. Exis e ainda um
incen i o ao uso de sis emas de con olo e au oma ização em edi ícios e à implemen ação
de in aes u u as pa a o ca egamen o de eículos elé icos em locais de es acionamen os,
exigindo a ins alação de in aes u u a de du os e pon os de ca egamen o [17].
Na igu a 3 ap esen a-se a e olução es imada ela i amen e às necessidades
ene gé icas dos edi ícios, a a és da implemen ação das di e sas medidas an e io men e
abo dadas.
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10
Figu a 3– Es ima i a da e olução das necessidades ene gé icas dos edi ícios [18].
2.2. PANORAMA PORTUGUÊS
Uma pa e signi ica i a da ene gia que se consome em o igem nos combus í eis ósseis,
como o pe óleo, gás na u al e o ca ão. Os países indus ializados, como é o caso de Po ugal,
ap esen am ele ada dependência ene gé ica de combus í eis ósseis, pa a o seu no mal
uncionamen o. Sendo Po ugal um país com escassos ecu sos ene gé icos, exis e a
necessidade de uma dependência ene gé ica do ex e io , o que e o ça ainda mais o papel
das FER (Fon es de Ene gia Reno á eis). Nesse âmbi o, Po ugal e ela-se um país p i ilegiado
ela i amen e à exposição sola , à cos a ma í ima, ios, en e ou as.
Apesa dos a anços, em Po ugal a p incipal on e de ene gia p imá ia con inua a se o
pe óleo (42,0%) de ido à ele ada dependência de impo ações de combus í eis ósseis pa a
o anspo e e aquecimen o. A ansição pa a uma economia mais e de eque in es imen os
signi ica i os em in aes u u a, ecnologias de a mazenamen o de ene gia e a mode nização
da ede elé ica como on es de ene gia. Seguem-se as ene gias eno á eis (30,8%) e o gás
na u al (22,6%) [19]. Na igu a 4 ap esen a-se a e olução do consumo o al de ene gia
p imá ia po on e em Po ugal.
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11
Figu a 4–E olução do consumo o al de ene gia p imá ia em Po ugal [19].
Nos úl imos 20 anos a ep esen a i idade do pe óleo e de i ados no Consumo de
Ene gia P imá ia (CEP) dec esceu ce ca de 32,6%, enquan o a das eno á eis e a do gás na u al
mais do que duplicou, no mesmo pe íodo. Assim o u u o do pano ama ene gé ico em
Po ugal pa ece p omisso , com uma con inuação do in es imen o em ene gias eno á eis e
na e iciência ene gé ica, bem como, a ino ação ecnológica, como a u ilização de hid ogénio
e de e a cap u a de ca bono e ão ambém um papel signi ica i o na edução das
emissões.[19] Na igu a seguin e isualiza-se a e olução oco ida en e 2002 e 2022
ela i amen e ao consumo o al de ene gia p imá ia em Po ugal.
Figu a 5–Consumo To al de Ene gia P imá ia, em 2002 e 2022 em Po ugal [19].
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Em 2022, o se o dos anspo es man e e-se o p incipal consumido de ene gia
(35,4%), seguido da indús ia (29,3%), sendo o se o dos se iços esponsá el po 32,4%. Nos
úl imos 20 anos, a indús ia oi o se o que mais eduziu o seu peso no consumo ene gé ico,
enquan o o se o dos se iços oi o que mais aumen ou, sendo as Taxas de C escimen o Médio
Anual (TCMA) mais signi ica i as na indús ia (-1,4%) e dos anspo es (-0,8%). Desde 2014
que se con abiliza o con ibu o eno á el no aquecimen o po bombas de calo ,
ep esen ando 23% do Consumo de Ene gia Final (CEF) no se o dos se iços e 10% no
domés ico.[19] A igu a 6 demons a a e olução do consumo de ene gia po se o de a i idade
em Po ugal.
Figu a 6–E olução do consumo de ene gia inal po se o de a i idade em Po ugal[19].
Um dos p incipais obje i os da polí ica ene gé ica nacional é a diminuição da
dependência ene gé ica ela i amen e aos ou os países, sendo de inida no PNEC (Plano
Nacional Ene gia Clima) uma edução me a da dependência pa a 65%, como me a a a ingi
a é 2030.[19]
Apesa de em Po ugal não se p oduzida ene gia óssil, o peso do con ibu o das on es
de ene gia ósseis de p o eniência ex e na no consumo o al de ene gia p imá ia em
mani es ado uma endência de edução, si uando-se em 2022, no que diz espei o à
dependência ene gé ica, num alo de 71,2%. A p odução domés ica de ene gia a pa i de
on es eno á eis egis ou uma edução de 1,5% ace ao ano an e io . Desde 2019, que não
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13
se egis a a impo ação de ca ão de o igem óssil pa a a p odução de ele icidade, o que
con ibuí posi i amen e pa a a edução da dependência ene gé ica. Es a edução de eu-se
ambém ao impac o da pandemia COVID-19, uma ez que o consumido inal des a ene gia
icou bas an e condicionado. Compa ando a dependência ene gé ica en e os países da UE,
e i icou-se que em 2021 Po ugal oi o 12º país com a maio dependência ene gé ica. [19]
Na igu a seguin e ap esen a-se a e olução da dependência ene gé ica em Po ugal
en e 2002 e 2022:
Figu a 7–E olução da dependência ene gé ica de Po ugal [19].
Rela i amen e aos consumos no se o dos se iços, onde se posiciona a escola em
es udo na disse ação, no pe íodo 2012 a 2022, excluindo as bombas de calo , a con ibuição
dos p odu os de pe óleo, pa a o consumo no se o dos se iços, a iou en e 7% e 9%,
enquan o o gás na u al en e 12% e 14%. A ele icidade con ibuiu en e 73% e 75%, endo
aumen ado ela i amen e a 2021 o consumo de p odu os de pe óleo e ele icidade em 26,0%
e 8,1% espe i amen e, enquan o o gás na u al eduziu 1,2%. De 2014 pa a 2022, o con ibu o
eno á el das bombas de calo no consumo ene gé ico do se o dos se iços passou de 16,0%
pa a 22,9%. [19] Assim na igu a 8 ap esen a-se a e olução do peso das di e en es on es:
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• Tipo A - Espaços com ocupação pe manen e (ocupação igual ou supe io a 2h/dia) ou
espaços que possuam sis emas de aquecimen o e/ou a e ecimen o pa a con o o é mico
di e a ou indi e amen e de ido ao a que ansi a en e os espaços;
• Tipo B - Sem ocupação pe manen e e sem sis emas de aquecimen o e/ou
a e ecimen o.
Impo an e e e i a ob iga o iedade de ecolha des a in o mação em edi ícios no os,
in e encionados ou edi ícios ao ab igo do Dec e o-Lei 79/2006, po pa e do PQ. [26] Pa a
se ealizada uma co e a a aliação ene gé ica do edi ício é necessá ia uma análise de alhada
da in aes u u a do mesmo bem como da sua ope acionalidade, de endo se necessá io uma
co e a ca ac e ização da o ien ação da en ol en e assim como uma co e a medição do pé
di ei o.
2.2.2.2 Requisi os da En ol en e Opaca
A Po a ia 138-I egulamen a os equisi os mínimos de desempenho ene gé ico ela i os
à en ol en e dos edi ícios e aos sis emas écnicos e a espe i a aplicação em unção do ipo
de u ilização e especí icas ca ac e ís icas écnicas.[27]
A en ol en e opaca é o mada pelas pa edes, cobe u as, pa imen os e pon es
é micas, sendo es abelecido na abela 1 os coe icien es de ansmissão é mica supe iciais
máximos dos elemen os da en ol en e opaca ex e io e in e io dos edi ícios de comé cio e
se iços, 𝑈𝑚á𝑥 [W/ (𝑚2 .°C)]
Tabela 1 — Coe icien es de ansmissão é mica supe iciais máximos dos elemen os da en ol en e opaca dos
edi ícios de comé cio e se iços, 𝑈𝑚á𝑥 [W/ (𝑚2 .°C)] [27].
De ealça que pa a os edi ícios de comé cio e se iços, quando se e i ica que o
soma ó io de ene gia ú il pa a aquecimen o e a e ecimen o ambien e é in e io ao ob ido
conside ando o cump imen o dos equisi os acima e e idos, icam isen os do seu
cump imen o [27].
É necessá io es abelece condições de on ei a en e os espaços in e io es ú eis e não
ú eis pa a se quan i ica as ocas é micas exis en es en e os espaços com o obje i o de se
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
21
p ocede a uma co e a análise do DEE, como al, é necessá io o ecu so à abela 15 do Manual
SCE, onde são de inidas as espe i as condições [28].
O 𝑏𝑧𝑡𝑢 ep esen a o coe icien e de edução, de inido pela No ma EN ISO 13789 com o
obje i o de se quan i ica as ocas é micas de um elemen o com condição on ei a in e io
e ob ém-se a a és da seguin e elação:
𝑏𝑧𝑡𝑢 =𝜃𝑖𝑛𝑡−𝜃𝑒𝑛𝑢
𝜃𝑖𝑛𝑡−𝜃𝑒𝑥𝑡 (Equação 1)
Sendo que:
𝜃𝑖𝑛𝑡 – Tempe a u a in e io [°C];
𝜃𝑒𝑥𝑡 –Tempe a u a ambien e ex e io [°C];
𝜃𝑒𝑛𝑢 – Tempe a u a do espaço in e io não ú il [°C].
No en an o, caso não seja possí el conhece o alo da empe a u a do espaço in e io
não ú il, de e-se consul a a abela 16 ap esen ada no Manual SCE [28].
Impo an e e e i que em espaços o emen e en ilados 𝑏𝑧𝑡𝑢 de e á se 1 e pa a os
edi ícios adjacen es de e se conside ado um 𝑏𝑧𝑡𝑢 igual a 0,6 [28].
Fo am a ibuídas di e en es co es pa a a ma cação da en ol en e com o obje i o de
di e encia o ipo de en ol en es, como é ep esen ado na abela 2.
Tabela 2 — Co es pa a ma cação da en ol en e [28].
A ma cação nas peças desenhadas de e se ealizada pela supe ície in e io dos
elemen os, co espondendo às pa edes uma linha con ínua e aos pa imen os e cobe u as
de em se aplicadas as amas desc i as na igu a abaixo, de aco do com o Manual SCE.
Figu a 11 – Ma cação de pa imen os e cobe u as, espe i amen e [28].
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
22
Sendo ainda ca ego izados os ipos de espaços que compõem o edi ício no que diz
espei o aos edi ícios de comé cios e se iços, como é ap esen ado na abela 13 do Manual
SCE [28].
2.2.2.3 Requisi os da En ol en e En id açada
No le an amen o das ca ac e ís icas da en ol en e en id açada, é impo an e
de e mina :[34]
• 𝑈𝑤 - Coe icien e de ansmissão é mica, ou coe icien e de ansmissão é mica médio
dia-noi e do ão e depende do ipo de caixilha ia, do ipo de ão e de id o, da espessu a de
lamina de a , en e ou os;
• (𝑔⊥,𝑣𝑖) - Fa o sola do id o;
• Disposi i os de p o eção sola (mó eis e pe manen es);
• Elemen os de somb eamen o (palas, edi ícios, e c.).
Na abela 3, são ap esen ados os alo es máximos admissí eis do coe icien e de
ansmissão é mica (𝑈𝑤,𝑚á𝑥) da en ol en e en id açada ex e io , pa a edi ícios de comé cio
e se iços.
Tabela 3 — Valo es dos coe icien es de ansmissão é mica supe iciais máximos dos elemen os da en ol en e
en id açada, 𝑈𝑤,𝑚á𝑥[W/ (𝑚2 .°C)] [29].
Pa a além dos equisi os que são impos os aos coe icien es de ansmissão é mica dos
ãos en id açados, es es ambém possuem equisi os no que diz espei o ao a o sola , sendo
que pa a o quad an e no e os ãos são isen os dos cump imen os dos equisi os de inidos
pa a es a ques ão, como se pode isualiza na igu a seguin e.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
23
Figu a 12 — O ien ações com equisi os ao ní el do a o sola dos ãos en id açados [29].
Um ão en id açado diz-se egulamen a quando é e i icada a seguin e condição:
𝑔𝑡𝑜𝑡. 𝐹0. 𝐹
𝑓≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡𝑚á𝑥 (Equação 2)
Sendo que:
𝑔𝑡𝑜𝑡 – Fa o sola global do ão en id açado com odos os disposi i os de p o eção
sola , pe manen es ou mó eis o almen e a i ados;
𝐹0 – Fa o de somb eamen o po elemen os ho izon ais sob ejacen es ao en id açado,
comp eendendo palas e a andas (es ação de a e ecimen o);
𝐹
𝑓– Fa o de somb eamen o po elemen os e icais adjacen es ao en id açado,
comp eendendo pelas e icais, ou os co pos ou pa es do edi ício (es ação de
a e ecimen o).
De aco do com a abela 6 da Po a ia 138-I, o am de inidos a o es sola es máximos
admissí eis ela i amen e aos ãos en id açados [27].
É de ex ema impo ância ealça , que no caso dos g andes edi ícios de se iços, a
equação 2, em cima expos a, i á se subs i uída po ou a equação, se a á ea dos ãos
en id açados o ien ados e icais o supe io a 30% da achada onde es ão p esen es e se
assim se e i ica , sendo que pa a a con abilização das á eas de en id açado e da en ol en e,
não são conside adas as a e as a espaços do Tipo B [29].
𝑔𝑡𝑜𝑡. 𝐹0. 𝐹
𝑓≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡𝑚á𝑥.0,30
𝐴𝑒𝑛𝑣
𝐴𝑒𝑣𝑒
(Equação 3)
Tendo em con a que:
𝐴𝑒𝑛𝑣 - Soma das á eas dos ãos en id açados do edi ício ou ação em es udo, po
o ien ação [𝑚2];
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
24
𝐴𝑒𝑣𝑒– Á ea da en ol en e e ical ex e io do edi ício ou da ação em es udo, po
o ien ação [𝑚2].
No a: Pa a con abilização das á eas de en id açado e da en ol en e, não são
conside adas as a e as a espaços do Tipo B.
2.2.2.4 Sis emas de Iluminação
Os sis emas de iluminação nos edi ícios de comé cio e se iços egem-se segundo
de e minados equisi os pa a os pa âme os de iluminação, da densidade de po ência e
equisi os de con olo, de egulação de luxo e de moni o ização e ges ão, de aco do com as
no mas eu opeias EN 12464-1 e EN 15193 [29]. A e iciência nominal dos equipamen os de
iluminação não pode se de alo in e io ao que legalmen e es á es abelecido na Di e i a
2009/125/CE, ela i amen e à conceção ecológica dos p odu os elacionados com o consumo
de ene gia.
Os edi ícios êm-se ob igados a cump i equisi os ao ní el da densidade de po ência de
iluminação (DPI), uma ez que em cada espaço, po 100 lux, 𝐷𝑃𝐼100 𝑙𝑢𝑥, nes e ipo de
edi ícios, não pode se supe io os alo es máximos de po ência 𝐷𝑃𝐼100 𝑙𝑢𝑥, 𝑚á𝑥, alo es
es es que se encon am como os alo es máximos ap esen ados segundo a abela 25 da
Po a ia 138-I [27].
Pa a se de e mina o alo de DPI, de e-se conside a :
𝐷𝑃𝐼 = (𝑃𝑛.𝐹𝑂.𝐹𝐷)+𝑃𝑐
𝐴 [𝑊/𝑚2] (Equação 4)
Assim como,
𝐷𝑃𝐼
100𝑙𝑢𝑥 = 𝐷𝑃𝐼
𝐸𝑚.100 [(𝑊/𝑚2)/100𝑙𝑢𝑥] (Equação 5)
Conside ando que:
DPI – Densidade de po ência de iluminação;
𝐸𝑚- Iluminância média eque ida no espaço, ob ida a a és do Anexo IV – Valo es de
iluminância [lx] do Manual SCE [38];
𝑃𝑛 – Po ência o al dos sis emas de luminá ias ins aladas, 𝑃𝑛 = ∑ 𝑃𝑖 [W];
𝐹𝐷 – Fa o de con olo po disponibilidade de luz na u al;
𝑃
𝑐 – Po ência o al dos equipamen os de con olo pa a as luminá ias em uncionamen o
[W];
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
25
𝐹0- Fa o de con olo po ocupação;
𝑃𝑖–Po ência do sis ema lâmpadas + balas o [W].
E ainda a abela 119 do Anexo IV do Manual SCE, onde são ap esen ados os alo es de
iluminância média eque ida em cada espaço [30].
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26
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
27
3. FERRAMENTAS DE SIMULAÇÃO DINÂMICA
O desen ol imen o des a disse ação e e como apoio undamen al as uncionalidades
de dois so wa e, o REVIT e o DesignBuilde . Como já e e ido an e io men e, e sendo o REVIT,
uma e amen a BIM, é nes e p og ama que se ealiza a modelação do edi ício em es udo, e
são in eg ados os dados sob e odo o modelo cons u i o. Pos o is o, o p oje o segue dois
caminhos dis in os: Num lado dá-se a impo ação de um ichei o gbXML p o enien e do REVIT
pa a o DesignBuilde , so wa e especializado em simulação dinâmica e análise de
desempenho dos edi ícios, enquan o o ou o caminho é a ealização da simulação ene gé ica
no p óp io REVIT, que ambém possui essas capacidades.
3.1. FERRAMENTAS BIM
O BIM, ou como é econhecido, o Building In o ma ion Modelling p o ém da
necessidade de se con ola o empo, cus os e despe dícios que um p oje o en ol e de ido à
eno me quan idade de in o mação exis en e. Assim o BIM su ge como uma e amen a que
pe mi e uma comunicação mui o mais luída en e as di e sas equipas p esen es no p oje o.
É conside ado uma e amen a aliosa pa a a seleção ideal de ma e iais, de sis emas e
de al e na i as de p oje o, não apenas no que diz espei o à melho ia do desempenho de uma
es u u a ou à e iciência ene gé ica de um sis ema, mas ambém em e mos de edução da
sua pegada de ca bono du an e o seu ciclo de ida [31].
Assim, es a me odologia ad ém da necessidade de se melho a o sis ema de cons ução
adicional, in oduzindo duas no as ases de ex ema impo ância no p ocesso.
Os p incipais p oblemas dos e e idos p ocessos de cons ução adicionais são a
agmen ação do p ocesso, que o na di ícil a comunicação en e as á ias unidades podendo
o igina al e ações não comunicadas e a di iculdade de localização de de e minados
elemen os cons u i os, bem como, inconsis ência en e documen os, al a de igo no
desenho, mas ambém de ido à equência com que os p oje os so em al e ações em ob a e
a di iculdade no acesso a documen os du an e a ges ão do edi ício [32].
A ansição do papel pa a os sis emas CAD pe mi iu uma e olução nos p ocessos,
o nando-se um elemen o ob iga ó io na ins ução de p oje os de cons ução [32]. No BIM, o
modelo digi al é a ualizado de aco do com o modelo eal, al como é ilus ado na igu a 13.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
28
Figu a 13–Compa ação en e Me odologias adicional e BIM [24].
O BIM o nece bene ícios ecnológicos pa a o p ocesso de p oje os e cons ução, bem
como uma pla a o ma de ambien e de dados comum ino ado a pa a melho a a colabo ação,
p odu i idade e sus en abilidade ao longo do ciclo de ida de um emp eendimen o [33].
O modelo BIM ap esen a cinco ases: [32]
• Le an amen o e cadas o - a a és da nu em de pon os, sendo que o opóg a o ge a
um modelo 3D, 100% iá el, anspo ando o local de in e enção consigo, num único
ichei o.
• P oje o - é nes a ase que se obse a as melho ias na Comunicação, Colabo ação e
Coo denação do p oje o (os 3 C´s do BIM). A análise do desempenho do edi ício, com
documen ação a ualizada, ges ão das al e ações do p oje o e pe mi indo ainda a
con abilização de odos os elemen os u ilizados.
• Cons ução - ealiza-se o planeamen o da ob a e das espe i as sequências da
cons ução, ecu sos e ma e iais assim como a colabo ação en e as di e sas á eas,
em empo eal, que esul a numa melho ia na qualidade da cons ução e como al
maio segu ança;
• Manu enção e U ilização - a a és de um modelo digi al p eciso e a ualizado, pe mi e
a mono o ização e agendamen os pa a manu enções endo acesso às in o mações
ela i as à sua manu enção, pe mi indo uma melho ges ão dos cus os, podendo ainda
se in eg ado com ou os sis emas de ges ão;
• Demolição - apesa de não se da mui as ezes, um edi ício eque di e sos cuidados
pa a que udo oco a no malmen e como: o cump imen o de odas as no mas de
segu ança du an e a demolição, o des ino a da aos ma e iais demolidos e as
p eocupações ecológicas.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
29
Concluindo, o BIM não é um concei o de cu o p azo, mas sim a base undamen al da
digi alização da indús ia da cons ução e em sido usado pa a auxilia na ges ão de dados em
odo o ciclo de ida de um edi ício [34].
3.1.1. AUTODESK REVIT
O Au odesk REVIT é um so wa e de coo denação de p oje os e o Vi ual En i onmen
(VE) uma e amen a de desempenho de cons ução comple a.
Ao c ia -se um modelo analí ico, há apenas um baixo ní el de de alhe que é ealmen e
necessá io g a icamen e, já que a maio ia das in o mações nesses modelos são dados que
o mam o modelo essencial, sendo que os dados geomé icos/g á icos necessá ios podem se
encapsulados simplesmen e como pa edes, pisos, e os e elhados, exis indo ês ipos de
abe u as possí eis, anexados a es es: janelas, po as e bu acos [35].
A melho p á ica ao c ia um modelo BIM pa a expo ação ia gbXML, é desen ol e a
geome ia do modelo seguindo uma o dem especí ica [35]:
1. P oje a a pa ede ex e na do limi e do in óluc o;
2. Adiciona os ní eis de piso/ azios de e o/ elhados;
3. Adiciona as á eas p incipais;
4. Adiciona odas as ou as pa ições in e nas;
5. Inco po a odas as abe u as con o me necessá io;
Exis em dois ipos de a qui os de oca que podem se u ilizados pa a ans e i dados
en e o REVIT e o VE: o gbXML e o Indus y Founda ion Classes, IFC.
Na p esen e disse ação, oi usado o esquema XML do G een Building, conhecido como
gbXML, desen ol ido especi icamen e pa a acili a a ans e ência de in o mações, desde
modelos de in o mação de cons ução, a é e amen as de análise de desempenho e o nece
um modelo mais p eciso, o ganizando as in o mações hie a quicamen e, como es á ilus ado
na igu a seguin e [35]:
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36
Ap esen am-se esul ados de alhados sob e o p oje o de a e ecimen o, sendo que é
impo an e e e i conside ações assumidas pelo p og ama: [47]
• Tempe a u as do a - empe a u a média calculada do a ;
• Tempe a u a adian e - média ponde ada (á ea * emissi idade) das empe a u as da
supe ície in e na da zona;
• Tempe a u a ope acional - a média das empe a u as médias do a in e no e adian e
• En id açado - o luxo o al de calo pa a a zona a pa i do en id açamen o, es u u a
e di isó ia do en id açamen o ex e no, excluindo a adiação sola de onda cu a
ansmi ida;
• Pa edes - ganho de calo de ido à condução a a és de odas as pa edes ex e nas,
incluindo o e ei o da adiação sola e adiação de onda longa pa a o céu;
• Cobe u as - ganho de calo de ido à condução a a és de odos os elhados ex e nos,
incluindo o e ei o da adiação sola e adiação de onda longa pa a o céu;
• Pa imen os - ganho de condução de calo a a és de pa imen os, conside ando os
pa imen os in e io es, ex e io es e ainda os é eos;
• Di isó ias in e io es - ganho de condução de calo de ido à condução de calo a a és
de odas as di isó ias in e nas de zonas adjacen es em di e en es empe a u as, sendo
ambém conside ados os ganhos a és de po as e abe u as;
• In il ação ex e na - ganho de calo a a és de in il ação de a (en ada de a não
in encional a a és de achadu as e u os na es u u a do edi ício);
• Ven ilação - ganho de calo de ido à en ada de a ex e no po en ilação na u al e
mecânica ou de ido à oca de a po abe u as in e nas como u os, po as, en e
ou os;
• Iluminação - ganho de calo de ido à iluminação ge al bem como a de a e as;
• Equipamen os- ganhos de calo de ido a equipamen os di e sos ou a p ocessos
indus iais ou de ab ico, bem como os ganhos de ido a equipamen os a gás mas
ambém de ido aos compu ado es e equipamen os elacionados a a és das
in o mações écnicas (IT),
• Ocupação - ganho sensí el de ido aos ocupan es, podendo a ia dependendo das
condições in e nas. Com empe a u as mui o al as, o ganho sensí el pode cai pa a
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
37
ze o com odos os e ei os de a e ecimen o a oco e a a és da ans e ência de calo
la en e;
• A e ecimen o sensí el à zona, é o e ei o de a e ecimen o sensí el na zona de
qualque a in oduzido na zona po meio do sis ema AVAC. O a e ecimen o ai
semp e apa ece como um ganho de calo nega i o nos esul ados;[47]
• O luxo de a é ob ido a a és Ven ilação mecânica + Ven ilação na u al + In il ação.
3.2.2. CÁLCULO DO PROJETO DE AQUECIMENTO NO DESIGNBUILDER
As simulações pa a o dimensionamen o do sis ema de aquecimen o usando o
Ene gyPlus êm as seguin es ca ac e ís icas: [48]
• Tempe a u as ex e io cons an e, de inida como empe a u a ex e io do p oje o de
in e no;
• Velocidade e di eção de inidas pa a alo es de p oje o;
• Sem ganho sola ;
• Sem ganhos in e nos, ais como, iluminação, ocupação, equipamen os, en e ou os,
de modo a ga an i -se a de e minação da po ência máxima;
• Zonas são aquecidas cons an emen e pa a a ingi o pon o de ajus e da empe a u a
de aquecimen o usando um sis ema de aquecimen o con ec i o simples;
• Conside a-se a condução de calo e con ecção en e zonas de di e en es
empe a u as.
A simulação ealiza-se a é que as empe a u as/ luxos de calo em cada zona enham
con e gido. Se a con e gência não oco e , a simulação con inua pelo núme o máximo de
dias, con o me especi icado nas opções de cálculo, sendo que, são calculadas as capacidades
de aquecimen o necessá ias pa a man e os pon os de ajus e de empe a u a em cada zona
e exibe a pe da o al de calo di idida como: [48]
• Vid os,
• Pa edes;
• Di isó ias;
• Cobe u as;
• Pa imen os;
• In il ação ex e na;
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
38
• Ven ilação na u al in e na, ou seja, calo pe dido pa a ou os espaços adjacen es mais
ios a a és de janelas, abe u as, po as, u os, en e ou os.
De ealça que a pe da o al de calo em cada zona é mul iplicada po um a o de
segu ança (1,5 po de ei o) pa a o nece uma capacidade de p oje o de aquecimen o
ecomendada.[48]
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
39
4. EDIFÍCIO DO CASO DE ESTUDO
4.1. CARATERIZAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO EDIFÍCIO
É undamen al ealiza uma ce a ca a e ização do edi ício com o obje i o de se
comp eende co e amen e o desempenho ene gé ico do mesmo, ap esen ando uma isão
ab angen e da sua es u u a, da en ol en e, dos sis emas de iluminação e dos es an es
equipamen os que consomem ene gia.
A Escola Básica do 1º Ciclo do Pendão si ua-se na eguesia de Queluz, Concelho de
Sin a, no La go Al o Moinhos, 2745-017 Queluz e é p op iedade do Pa que escola do
Município de Sin a. Es á inse ida num bai o u bano a no des e da cidade de Queluz. A
escola pe ence ao Ag upamen o de Escolas Queluz-Belas, que compo a mais se e escolas
do 1º Ciclo, um ja dim de in ância e á ias escolas do ensino básico e secundá io. Na igu a
17 ap esen am-se duas is as di e en es do edi ício em ques ão.
Figu a 17 - Vis as do edi ício.
Es e edi ício si ua-se a 180 me os de al i ude em elação ao ní el do ma e êm como
coo denadas geog á icas de 38.453829° e -9.151724° pa a a la i ude e longi ude,
espe i amen e. Na igu a 18 ap esen a-se uma imagem sa éli e da escola em es udo nes e
p oje o.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
40
Figu a 18- Imagem sa éli e da escola básica do Pendão.
No en an o, na disse ação p esen e não se i á analisa o edi ício po comple o, mas
apenas uma pa e do edi ício, nes e caso, a escola p imá ia, como es á iden i icado na igu a
seguin e.
Figu a 19 - Iden i icação do bloco da escola básica do Pendão.
O bloco que se á al o de analise é compos o po dois pisos. O piso 0 é cons i uído po
qua o salas de aulas, duas salas de apoio, sec e a ia, sala de p o esso es, poli alen e, qua o
ins alações sani á ias e qua o a umos como se pode obse a na igu a 20. No piso 1 po
ês salas de aula, duas salas de apoio, duas ins alações sani á ias e dois a umos, ilus ado na
igu a 21. O edi ício ap esen a um acesso p incipal pelo alçado la e al o ien ado a Es e,
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
41
encon ando-se na zona No e a sala de p o esso es, cozinha, sec e a ia e ins alações
sani á ias e a Sul a zona das salas de aula e de salas de apoio.
A escola se e 160 alunos, que se dis ibuem do 1º ao 4º ano de escola idade. Os seus
ecu sos humanos são cons i uídos po 8 p o esso es e 6 assis en es ope acionais.
Rela i amen e às plan as dos espe i os pisos que cons i uem o bloco da escola em
es udo, ap esen a-se assim as plan as espe i as dos mesmos nas igu as 20 e 21:
Figu a 20 – Plan a piso é eo do edi ício em es udo.
Como já e e ido an e io men e, o bloco em es udo é cons i uído po di e en es
espaços, assim sendo, na abela seguin e ap esen a-se os espaços que o mam o piso 0 da
escola em ques ão.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
42
Tabela 4 – Tabela dos Espaços p esen es no piso 0 no bloco da escola em análise.
Tabela de espaços do piso 0
Nome
Tipo de
espaço
Á ea
[𝑚2]
Pé di ei o
[m]
Volume
[𝑚3]
Núme o de
pessoas
Anexo
Anexo
3,86
2,7
10,8
0
SalaAula5
Sala de aula
54,74
2,8
152,27
21
SalaApoio6
Sala de apoio
19,52
2,8
54,66
9
Hall4
Hall/Co edo
7,07
2,8
19,8
1
SalaAula7
Sala de aula
52,44
2,8
146,83
21
SalaAula8
Sala de aula
51,13
2,8
143,16
21
SalaApoio10
Sala de apoio
16,47
2,8
46,11
9
Hall9
Hall/Co edo
9,9
2,8
27,72
1
SalaAula11
Sala de aula
54,98
2,8
153,94
21
Ci culacao13
Hall/Co edo
39,19
2,8
109,73
1
A umos1
A umos
6,03
2,8
16,88
1
IS1
Ins alações
sani á ias
5,68
2,8
15,9
1
P00Z012A umos2
A umos
5,42
2,8
15,18
1
IS2
Ins alações
sani á ias
6,21
2,8
17,39
1
Ci culacao2
Hall/Co edo
38,67
2,8
108,27
1
A umos3
A umos
5,94
2,8
16,63
1
SalaP o
Sala dos
p o esso es
13,68
2,8
38,3
4
A umos4
A umos
3,2
2,8
8,96
1
Despensa
Despensa
6,23
2,8
17,44
1
P00Z019IScozinha
Ins alações
sani á ias
3,4
2,8
9,52
1
Cozinha
Cozinha
31,49
2,8
88,17
2
Fo ocopias
Fo ocopias
7,63
2,8
21,36
1
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
43
Tabela 4 – Tabela dos Espaços p esen es no piso 0 no bloco da escola em análise (con inuação).
Tabela de espaços do piso 0
Nome
Tipo de
espaço
Á ea
[𝑚2]
Pé di ei o
[m]
Volume
[𝑚3]
Núme o de
pessoas
IS3
Ins alações
sani á ias
10,35
2,8
28,98
1
Sec e a ia
Sec e a ia
20,56
2,8
57,57
1
Poli alen e1
Poli alen e
234,98
5,12
997,45
80
Figu a 21 – Plan a do p imei o piso do edi ício em es udo.
Na abela seguin e ap esen a-se os espaços que o mam o piso 1 da escola:
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
44
Tabela 5 – Tabela dos Espaços p esen es no piso 1 no bloco da escola em análise.
Tabela de espaços do piso 1
Nome
Tipo de
espaço
Á ea
(𝑚2)
Pé di ei o
(m)
Volume
(𝑚3)
Núme o de
pessoas
SalaAula22
Sala de aula
54,74
2,8
153,27
21
SalaApoio23
Sala de apoio
19,52
2,8
54,66
9
Sala Aula24
Sala de aula
53,52
2,8
149,86
21
SalaAula25
Sala de aula
52,32
2,8
146,5
21
Hall2
Hall/Co edo
7,07
2,8
19,976
1
SalaApoio26
Sala de apoio
16,61
2,8
46,51
9
Sala Aula27
Sala de aula
54,74
2,8
153,27
21
Ci culacao29
Hall/Co edo
37,34
2,8
104,55
1
Ci culacao19
Hall/Co edo
39,43
2,8
110,4
1
A umo6
A umos
5,18
2,8
14,5
1
IS4
Ins alações
sani á ias
6,54
2,8
18,31
1
A umo5
A umo
4,52
2,8
12,67
1
IS5
Ins alações
sani á ias
5,66
2,8
15,85
1
Hall20
Hall/Co edo
11,18
2,8
31,3
1
O edi ício, cuja a i idade p incipal se des ina ao ensino básico em uma á ea o al de
1076 𝑚2, logo segundo o Dec e o-Lei n.º 118/2013, de ine-se como GES, o edi ício de
comé cio e se iços, cuja á ea ú il de pa imen o (𝐴𝑝), descon ando os espaços
complemen a es, seja igual ou supe io a 1000 𝑚2 ou 500 𝑚2. No caso da Escola Básica do 1º
Ciclo do Pendão enquad a-se na ca ego ia dos GES.
Conside ando as abelas 4 e 5, ap esen a-se nas igu as seguin es a ma cação do
pa imen o pa a o piso é eo e pa a o p imei o piso, espe i amen e, azendo-se assim uma
iden i icação dos espaços ú eis, a p e o, e do espaço não ú il p esen e a e melho. Impo an e
ealça que a ma cação dos pa imen os e das cobe u as oi ealizada de aco do com o
de inido no egulamen o.
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45
Figu a 22 – Ma cação da en ol en e do piso é eo.
Figu a 23 – Rep esen ação en ol en e do piso 1 ela i amen e à cobe u a.
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52
4.3.2. PORTAS
Em elação às po as, sabe-se de aco do com o Manual SCE que são conside adas
po as opacas aquelas que ap esen em uma á ea en id açada in e io a 25% da sua á ea o al,
logo e com a ajuda da obse ação da igu a 27, pe cebe-se que a á ea en id açada é supe io
a 25% da á ea o al, assim as po as são conside adas como ãos en id açados [28].
Figu a 27 - Po as ex e io es p esen es na escola [51].
4.3.3. LAGES DE COBERTURAS E PAVIMENTOS
No que diz espei o às cobe u as, es ão p esen es qua o ipos de cobe u a na escola
EB1 Pendão. Todas as lajes de cobe u a p esen es são cons i uídas po be ão, ap esen ando
isolamen os di e en es en e si. Na igu a seguin e ap esen am-se a disposição das di e en es
lajes de cobe u as exis en es na escola.
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53
Figu a 28 – P in sc een da disposição das di e en es lajes de cobe u a ao longo do edi ício no REVIT.
Tal como pa a o caso das pa edes é necessá io a consul a da abela 13 pa a a
de e minação dos alo es de inidos pa a os coe icien es de ansmissão é mica no
egulamen o pa a edi ícios exis en es [28].
Tabela 13 - Coe icien es de ansmissão é mica po de ei o pa a pa imen os e cobe u as [28].
Todas as cobe u as enquad am-se na ca ego ia de cobe u a pesada ho izon al e são
cons i uídas po be ão, no en an o as lajes de cobe u a, COBE2 e COBE4, são cons i uídas
ainda po placas de aglome ado de co iça, enquan o a laje de cobe u a ex e io , COBE3, po
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54
placas de ib ocimen o e po seu lado a laje de cobe u a, COBE1, possui uma camada de
as al o a eado. Pa a as cobe u as não se ealiza a majo ação uma ez que possuem
isolamen o con ínuo.
De e mina-se com base na abela acima ap esen ada, o alo do coe icien e de
ansmissão é mica po de ei o pa a a camada de be ão das cobe u as.
Tabela 14 – Valo es ob idos po de ei o pa a cobe u a ex e io de aco do com o egulamen o.
Tipo de Ma e ial
∆𝑥
[cm]
𝑈𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎6
[W/(𝑚2.°C)]
𝑅𝑠𝑖
[(m².°C)/W]
𝑅𝑠𝑒
[(m².°C)/W]
𝑅𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
[(m².°C)/W]
λ
[W/mk]
Cobe u a pesada
ho izon al po de ei o
20
2,6
0,10
0,04
0,25
0,82
Assim sendo, p ocedeu-se à de e minação do coe icien e de ansmissão é mica pa a
as espe i as cobe u as, sendo assim ap esen adas nas seguin es abelas a ca e e ização
cons u i a das di e en es lajes de cobe u a p esen es no edi ício.
Tabela 15 – Ca ac e ização cons u i a da laje de cobe u a ex e io COBE1.
COBE1
Ma e ial
∆𝑥
[cm]
R
[(m².°C)/W]
Be ão (Cobe u a pesada po de ei o)
20
0,25
As al o a eado
3
0,03
Rsi
-
0,10
Rse
-
0,04
Coe icien e de T ansmissão Té mica (U) [W/(𝑚2 .°C)]
2,47
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55
Tabela 16 – Ca ac e ização cons u i a das lajes de cobe u a ex e io COBE2 e COBE4.
COBE2 e COBE4
Ma e ial
∆𝑥
[cm]
R
[(m².°C)/W]
Be ão (Cobe u a pesada po de ei o)
20
0,25
Placas aglome ado de co iça
3
0,67
Rsi
-
0,10
Rse
-
0,04
Coe icien e de T ansmissão Té mica (U) [W/(𝑚2 .°C)]
0,95
Tabela 17 – Ca ac e ização cons u i a da laje de cobe u a ex e io COBE3.
COBE3
Ma e ial
∆𝑥
[cm]
R
[(m².°C)/W]
Be ão (Cobe u a pesada po de ei o)
20
0,25
Placas de ib ocimen o
3
0,15
Rsi
-
0,10
Rse
-
0,04
Coe icien e de T ansmissão Té mica (U) [W/(𝑚2 .°C)]
2,32
Rela i amen e aos pa imen os p esen es na escola, exis em dois ipos, o Pa Te e o
Pa Comp, co espondendo ao pa imen o é eo e pa imen o de compa imen ação en e o
Piso 0 e o Piso 1, espe i amen e, sendo ambos cons i uídos po be ão. Impo an e e e i que
o pa imen o de compa imen ação não é con abilizado pa a a de e minação das ocas
é micas exis en es.
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56
Tabela 18 - Valo es ob idos po de ei o pa a os di e en es pa imen os de aco do com egulamen o.
Tipo de Ma e ial
∆𝑥
[cm]
𝑈𝑓𝑖𝑔𝑢𝑟𝑎29
[W/(𝑚2.°C)]
𝑅𝑠𝑖
[(m².°C)/W]
𝑅𝑠𝑒
[(m².°C)/W]
𝑅𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
[(m².°C)/W]
λ
[W/mk]
Tipo de pa imen o
Pa Te -Pa imen o
pesado
30
3,1
0,17
-
0,323
0,93
Pa Comp -
Pa imen o pesado
30
3,1
0,17
0,17
0,453
2,665
Rela i amen e ao pa imen o de compa imen ação ap esen a-se na abela 19 a
ca a e ização da sua laje bem como a de e minação do espe i o alo do coe icien e de
ansmissão é mica.
Tabela 19 - Ca ac e ização cons u i a da laje do pa imen o de compa imen ação Pa Comp.
Pa Comp
Ma e ial
∆𝑥
[cm]
R
[(m².°C)/W]
Be ão (Pa po de ei o)
30
0,453
Rsi
-
0,17
Rse
-
0,17
Coe icien e de T ansmissão Té mica (U) [W/(𝑚2 .°C)]
2,4827
Na abela 20, abo da-se a espe i a laje do pa imen o é eo:
Tabela 20 - Ca ac e ização cons u i a da laje do pa imen o é eo Pa Te .
Pa Te
Ma e ial
∆𝑥
[cm]
R
[(m². °C)/W]
Be ão (Pa e po de ei o)
30
0,323
Coe icien e de T ansmissão Té mica (U) [W/(𝑚2 .°C)]
0,907
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4.4. ENVOLVENTE ENVIDRAÇADA
A en ol en e en id açada co esponde a odos os ãos en id açados, is o é,
co esponde aos elemen os no quais a á ea en id açada é igual ou maio a 25% da sua á ea
o al. O le an amen o dimensional das ca ac e ís icas dos ãos en id açados é essencial pa a
a a aliação do desempenho ene gé ico do edi ício, is o que in luenciam conside a elmen e
o desempenho é mico do edi ício, de ido à exis ência de pe das e ganhos de calo a a és
des a en ol en e. Como al, hou e a necessidade de se iden i ica o ipo e qualidade do id o,
caixilha ias e p o eções sola es. De ealça que pa a a escola em ques ão, apenas há um ipo
de p o eção, que são os es o es de lâminas colocado no ex e io de alguns ãos en id açados
p esen es como é possí el e i ica na abela 22.
Como al, eco e-se à abela seguin e pa a se de e mina o alo de 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑣𝑐,𝑜𝑝:
Tabela 21 - Fa o sola do ão en id açado com id o co en e e disposi i o de p o eção sola [28].
E le ando em con a ainda que, pa a o caso dos id os simples, o a o sola é
de e minado po : [28]
𝑔𝑡𝑜𝑡 = 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑣𝑐,𝑜𝑝.∏𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑣𝑐𝑖
0,85
𝑖 (Equação 7)
Assim, ob ém-se os seguin es alo es pa a os di e en es ipos de id o p esen es no
edi ício em es udo:
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Tabela 22 - Tipos de ãos en id açados p esen es no edi ício.
Tipo de
Vid o
Dimensões
[cm]
Caixilha i
a
Disposi i os de
p o eção sola
𝑈𝑤
[W/(𝑚2 .°C)]
𝑔𝑣
𝑔𝑡𝑜𝑡
VE1
(650 ×500)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(800 ×400)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(400 ×1400)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(1400 ×400)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(1500 ×2000)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(650 ×400)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE1
(650 ×1400)
Ab i
Com
6,2
0,85
0,14
VE2
(800 ×1400)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(800 ×2000)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(800 ×350)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(1200 ×350)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(1400 ×400)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(650 ×400)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(800 ×400)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE2
(650 ×1400)
Ab i
Sem
6,2
0,85
0,85
VE3
(1400 ×400)
Co e
Sem
6,5
0,85
0,85
VE3
(650 ×1400)
Co e
Sem
6,5
0,85
0,85
VE4
(650 ×350)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE4
(650 ×950)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE4
(800 ×1400)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE4
(800 ×400)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE4
(1400 ×400)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE4
(650 ×1400)
Co e
Com
6,5
0,85
0,14
VE5
(1400 ×400)
Fixo
Sem
6
0,85
0,85
VE5
(650 ×1400)
Fixo
Sem
6
0,85
0,85
VE6
(650 ×800)
Fixo
Com
6
0,85
0,14
VE6
(1400 ×400)
Fixo
Com
6
0,85
0,14
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
59
Nos edi ícios de comé cio e se iços os disposi i os de p o eção sola mó eis dos ãos
en id açados de em se a i ados semp e que a adiação sola inciden e na achada supe e os
300 W/𝑚2 ou, em al e na i a, conside a que os disposi i os se encon am a i ados em 60%
da á ea do ão en id açado ou ou o mé odo que p oduza e ei o equi alen e [28].
Tendo em conside ação a abela 22, ap esen a-se nas seguin es igu as a disposição dos
ipos de en id açado p esen es nas di e en es achadas do edi ício:
Figu a 29 – Tipologia de en id açado VE2 p esen e na achada Sul.
De no a que na igu a 29 apenas es ão assinalados os en id açados do ipo VE2, uma
ez que odos os ou os en id açados p esen es nes a achada co espondem ao ipo VE4,
exce o os que são iden i icados na igu a 30.
De manei a a se em ap esen ados odos os ãos en id açados p esen es com a
espe i a o ien ação pa a Sul, su ge a igu a seguin e:
Figu a 30 - Res an es en id açados p esen es na achada Sul.
De seguida, ap esen am-se os en id açados p esen es na achada no e da escola.
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60
Figu a 31 - Tipologias de en id açados p esen es na achada No e.
No en an o, como se pe cebe a pa i da igu a acima, alguns en id açados não são
isí eis, como al, na igu a 32 mos a-se os en id açados da pa ede i ada a no e que não
são o almen e isí eis na 31.
Figu a 32 - Res an es en id açados p esen es na achada No e.
No que diz espei o, à achada Es e, ap esen a os ãos en id açados iden i icados na
igu a 33:
Figu a 33 - Tipologias de en id açados p esen es na achada Es e.
Tal como se sucede na achada no e, a a és da igu a 33 não é possí el isualiza -se
odos os en id açados p esen es na achada Es e, es ando os es an es na igu a 34.
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Figu a 34 - Res an es en id açados p esen es na achada Es e.
De e e i que, os es an es en id açados que não se encon am assinalados na igu a
34, são do ipo VE5.
Po úl imo, abo da-se a achada Oes e, como es á ilus ado na igu a 35.
Figu a 35 - Tipologias de en id açados p esen es na achada Oes e.
Os en id açados não iden i icados na igu a 35 pe encem à classe de en id açados VE3.
Tal como pa a a achada Es e, há en id açados que não é possí el isualiza na igu a
ap esen ada, no en an o a achada Oes e possui os mesmos ãos en id açados não isí eis
que a achada Es e, di e enciando-se apenas na sua o ien ação.
Nas si uações em que se eco a à a i ação dos disposi i os de p o eção em 60% da á ea
do ão en id açado, caso o so wa e de cálculo não conside e o e ei o da sele i idade angula ,
o a o sola é de e minado po :
𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜= 0,60. 𝑔𝑡𝑜𝑡 + 0,40. ( 4
12 . 𝐹
𝑤,𝑣. 𝑔⊥,𝑣𝑖 +8
12 . 0,90. 𝑔⊥,𝑣𝑖) (Equação 8)
Em que:
𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜 – Fa o sola a conside a no so wa e de cálculo;
𝑔𝑡𝑜𝑡 – Fa o sola do ão en id açado com odos os disposi i os de p o eção sola o almen e
a i ados;
𝐹
𝑤,𝑣 – Fa o de co eção da sele i idade angula de e ão
𝑔⊥,𝑣𝑖 – Fa o sola da á ea anspa en e pa a uma incidência da adiação pe pendicula ao ão
en id açado.
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Figu a 37 - Tecnologias de iluminação dos espaços in e io es p esen es no edi ício [39]
4.5.2.2. SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO EXTERIOR
A iluminação ex e io é cons i uída po lâmpadas luo escen es ubula es com uma
po ência uni á ia de 36 W e lâmpadas de apo de me cú io (VM) com uma po ência uni á ia
de 250W, o alizando uma po ência de iluminação ex e io ins alada de 1,67 kW.
Tabela 27 - Po ência o al ins alada po ipo de lâmpada no ex e io [49].
Tipo de Lâmpada
Po ência ins alada (W)
% Po ência o al ins alada
Fluo escen es Tubula es
421,2
25
Vapo de Me cú io
1250
75
To al
1671,2
100
Es as luminá ias ap esen am-se espalhadas ao longo da escola, na pa e ex e io des a,
e o am con abilizadas 9 lâmpadas luo escen es ubula es de 36 W, sendo que es as
lâmpadas possuem balas os e omagné icos endo-se ag a ado em 30% a po ência de
iluminação des as, e 5 lâmpadas de apo de me cú io, sem balas o, de 250 W.
De seguida, ap esen a-se um exemplo de um ipo de iluminação ex e io .
Figu a 38 – Exemplo de Iluminância p esen e no ex e io do edi ício, nes e caso, uma luminá ia de uma
lâmpada de VM [49].
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4.5.3. SISTEMA DE PRODUÇÃO DE AQS
O edi ício dispõe de um esquen ado a gás p opano, de exaus ão na u al, da ma ca
Vulcano. É u ilizado na p odução de água quen e pa a u ilização na cozinha e equipamen os
de cozinha, endo em conside ação que se designam po águas quen es sani á ias (AQS) as
águas de consumo domés ico que se p e endam a uma empe a u a supe io à que é
o necida pela ede de abas ecimen o público, ga an indo assim que a água es eja disponí el
pa a a e as essenciais.
Na igu a seguin e ap esen a-se a cons i uição do apa elho, de manei a a ap esen a
uma desc ição do sis ema p esen e.
Figu a 39 – Esquema da cons i uição do esquen ado p esen e na escola.
Sendo que:
1- Disposi i o de con olo de saída de gases queimados;
2- Chaminé;
3- Limi ado de empe a u a;
4- Elé odo de ionização;
5- Disposi i o de con olo de es ado da chama do queimado ;
6- Vál ula de água;
7- En ada de gás;
8- Saída de água;
9- F en e;
10- Caixa das ba e ias;
11- Unidade de ignição;
12- In e up o ON/OFF / LED - con ole es ado das ba e ias;
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13- Vál ula de gás;
14-Queimado ;
15-Queimado pilo o;
16- Elé odo de ignição;
17- Disposi i o de con olo de es ado da câma a de combus ão;
18- Câma a de combus ão;
19-Gola de ligação à condu a de gases queimados;
20- Sele o de po ência;
21- LED - con ole es ado do queimado ;
22- Sele o de empe a u a/caudal.
O equipamen o p esen e dispõe de chama pilo o pe manen e, sendo o seu con olo
e e uado manualmen e, sendo que os esquen ado es da Vulcano p opo cionam o
aquecimen o das águas sani á ias de uma o ma ins an ânea. Nes e caso, a água ia en a
di e amen e no esquen ado onde é aquecida à medida que ai ci culando pelo pe mu ado
de calo do apa elho, sendo que des a o ma ga an e-se um o necimen o con ínuo de AQS.
[52]. Ap esen a uma po ência de 8,7 kW e um endimen o de 64%, sendo que o endimen o
de e e ência é de 89% e ap esen a um consumo inal de ene gia de 8106 kWh/ano.
O o necimen o de gás p opano à escola é e e uada a a és de ga a as de 45 kg,
e i icando-se o consumo médio de 3,2 ga a as po mês pa a a p odução de águas quen es
u ilizadas na cozinha e equipamen os de cozinha, num o al de 26 ga a as po ano. Foi
conside ado um consumo anual de 1 462,39 kg de gás p opano, o que ep esen a um consumo
de 19,3 MWh/ano, dis ibuído en e a p odução de AQS e os equipamen os de cozinha [49].
4.6. PERFIL DE HORÁRIOS
A escola se e 160 alunos, que se dis ibuem do 1º ao 4º ano de escola idade. Os seus
ecu sos humanos são cons i uídos po 8 p o esso es e 6 assis en es ope acionais. Todas as
u mas êm ho á io no mal, complemen ado com as a i idades de en iquecimen o cu icula ,
com du ação no mal das 9H00 às 17H30. Es as ins alações são ambém en abilizadas pa a o
p olongamen o de ho á io a é às 19H00.
As limpezas ealizam-se duas ezes po dia, das 8H00 às 9H00 e das 17H30 as 19H00.
São se idas 140 e eições em média po dia, con ecionada no local. A cozinha inicia o
seu uncionamen o às 8H00 e e mina pelas 16H00. Os almoços são se idos em 2 u nos
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
71
endo uma du ação o al das 12H00 às 14H15.A escola unciona 10 meses po ano e 22 dias
po mês e não unciona habi ualmen e ao im de semana.
Assim sendo, a escola em ques ão oi de inida como K-12 School no REVIT, is o é, uma
escola de ensino básico e secundá io, que inclui o ja dim de in ância a é ao 12º ano. De e e i
que o am de inidos di e en es pe is de ocupação pa a as di e en es zonas p esen es na
escola pa a o pe íodo le i o da mesma, como é ap esen ado no capí ulo 5 e nos Anexos. Es es
c onog amas o necem in o mações sob e suposições de ocupação pa a di e en es
c onog amas ope acionais de edi ícios usados du an e a análise ene gé ica [53].
De e e i , que o pe íodo le i o é de inido da seguin e manei a:
• 6 de janei o a 5 de ab il;
• 14 de ab il a 8 de junho;
• 25 de agos o a 15 de dezemb o.
Pa a os pe íodos do ano le i o em que a escola se encon a echada incluindo os ins de
semana e e iados, os mul iplicado es de ocupação são ze o pa a odas as ho as do dia e odos
os dias da semana [54]. Assim sendo, ap esen a-se de inido de seguida os pe íodos do ano em
que is o se e i ica:
• 1 de janei o a 5 de janei o;
• 6 de ab il a 13 de ab il;
• 9 de junho a 24 de agos o;
• 16 de dezemb o a 31 de dezemb o.
De ealça que es es pe íodos o am usados no DesignBuilde , uma ez que no REVIT
quando se a ibui o pe íodo de ocupação pa a cada ipo de espaço, iden i icada uma limi ação
quan o à opção de exis i em di e en es pe íodos de ocupação. Assim sendo, e como se
p e ende aze uma compa ação o mais igo osa possí el en e ambos os so wa e, são
de inidos os pe íodos an e io men e e e idos.
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5. SIMULAÇÃO DINÂMICA
Nes e capí ulo, abo da-se a simulação dinâmica no REVIT e no DesignBuilde com o
obje i o de se de e mina as necessidades ene gé icas do espe i o edi ício, em elação ao
aquecimen o e a e ecimen o.
Como já e e ido an e io men e, a modelação geomé ica da escola em ques ão oi
e e uada no REVIT, p ocedendo-se depois à de inição da espe i a en ol en e, equipamen os
e pe is de u ilização, pa a que se consiga de e mina as ca gas é micas associadas. A a és
do Hea ing and Cooling Loads, são ob idos os espe i os esul ados ela i amen e às ca gas
de aquecimen o e de a e ecimen o sendo depois necessá io o ecu so ao Insigh onde a pa i
da simulação no REVIT se ob ém os espe i os consumos ene gé icos do edi ício.
No que diz espei o ao DesignBuilde , ealizou-se a impo ação de um ichei o gbXML
p o enien e do REVIT, e pos e io men e a ca a e ização de odo o modelo geomé ico pa a
que e com ecu so ao Ene gyPlus, e amen a usada como mo o de simulação subjacen e,
de e mina-se as exigências do modelo ene gé ico em ques ão.
5.1. SIMULAÇÃO DINÂMICA NO REVIT
P imei amen e, abo dou-se a cons ução do modelo da escola com a in odução de
odos os dados e e idos na ca a e ização do edi ício, a a és da impo ação de um ichei o
AUTOCAD, com a plan a do edi ício em ques ão. Foi ei a a impo ação pa a o REVIT e a pa i
dessas plan as, de inem-se os elemen os da en ol en e, es abelecendo o limi e das di e sas
zonas da escola, que no p imei o piso que no piso é eo.
5.1.1. INTRODUÇÃO DOS DADOS RELATIVOS À ENVOLVENTE OPACA
5.1.1.1 Pa edes
A en ol en e ex e io é maio i a iamen e o mada pela pa ede PE1, de 20 cm de
espessu a, assim na igu a p esen e a segui consegue-se isualiza a cons i uição des a
mesma pa ede no REVIT:
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Figu a 40 – P in sc een da cons i uição da pa ede ex e io PE1 no REVIT.
Impo an e ealça no amen e, que as pa edes são o madas po ijolo, e como es á
ap esen ado na abela 11, alo es es es de e minados a a és da abela 10, a pa i dos quais
se ob e e os alo es de 𝑅𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 e consequen emen e o alo de λ, pa a se in oduzi no
p og ama. Na igu a 41 ap esen am-se as ca a e ís icas é micas da pa ede PE1 de inidas no
REVIT:
Figu a 41– P in sc een das p op iedades é micas da pa ede ex e io do ipo PE1 no REVIT.
Como é possí el isualiza , o am ac escen adas à cons i uição da pa ede duas camadas
de a é micas, que ep esen am as esis ências supe iciais Rsi e Rse, com alo de 0,1 e 0,04
[(𝑚2. °C)/W], espe i amen e, is o que, o REVIT pa a de e mina o coe icien e de
ansmissão é mica, nes e caso de PE1, não conside a es as esis ências, no en an o, é
necessá io o coe icien e de ans e ência de calo po con ecção in e na e ex e na da pa ede
pa a os cálculos adequados, sendo necessá io adiciona um pouco de esis ência é mica a
ou a camada ísica da pa ede, pa a se ob e o alo U adequado [55].
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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Figu a 42 – P in sc een das p op iedades da pa ede ex e io do ipo PE1 no REVIT.
Es e p ocedimen o oi ealizado no REVIT pa a as es an es pa edes ex e io es do
edi ício, mas ambém pa a as pa edes de compa imen ação e a espe i a pa ede in e io
p esen e.
5.1.1.2 Lajes de Pa imen os e Cobe u as
Como já e e ido an e io men e, o modelo ene gé ico em es udo ap esen a dois ipos
de pa imen os di e en es, o pa imen o é eo, Pa Te , e o pa imen o de compa imen ação
p esen e en e o piso 0 e o piso 1, Pa Comp.
No que diz espei o à laje do pa imen o é eo p esen e, a igu a 43 ap esen a a
cons i uição de inida no REVIT:
Figu a 43 - P in sc een da cons i uição da laje do pa imen o é eo p esen e no edi ício no REVIT.
Como se pode isualiza , pa a além das esis ências supe iciais que o am adicionadas,
ac escen ou-se ainda uma camada de a na cons i uição do edi ício, com espessu a de 1,85
cm, de manei a que o alo ob ido no REVIT seja semelhan e ao alo ob ido no DesignBuilde ,
pa a que seja possí el es abelece uma co e a compa ação en e os dois p og amas.
Assim sendo, o p og ama calcula au oma icamen e com base nas in o mações dadas, o
espe i o alo do coe icien e de ansmissão é mica pa a o pa imen o é eo.
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Figu a 44 - P in sc een das p op iedades do pa imen o é eo Pa Te .
Rela i amen e às di e en es lajes de cobe u as ex e io es exis en es, ap esen a-se na
igu a seguin e a cons i uição da cobe u a ex e io , COBE1:
Figu a 45 – P in sc een da de inição da laje de cobe u a ex e io COBE1 no REVIT.
Figu a 46 – P in sc een das p op iedades da laje de cobe u a ex e io COBE1 no REVIT.
De ealça que o am seguidos os mesmos passos pa a as es an es cobe u as e
pa imen os p esen es, de manei a a de e mina -se as suas p op iedades globais espe i as.
5.1.2. INTRODUÇÃO DOS DADOS RELATIVOS À ENVOLVENTE ENVIDRAÇADA
Nes e pon o do capí ulo 5, abo da-se a in odução das ca ac e ís icas é micas e sola es
do ão, uma ez que as ca ac e ís icas são conhecidas, a a és do ela ó io de le an amen o
de medidas e dos cálculos e e uados, como se pode e i ica na abela 22 do capí ulo 4. O
alo de 𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜 in oduzido é o alo ap esen ado na abela 24.
Como já e e ido an e io men e, apenas os ãos en id açados do ipo VE02, VE04 e
VE06 ap esen am p o eção ex e io , mais p ecisamen e, es o e de lâminas, endo o espe i o
𝑔𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜 calculado no capí ulo 4 sido a e ado po es e mesmo a o .
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77
Uma ez que há uma eno me a iedade de ãos en id açados e azendo e e ência
no amen e à abela 24, êm ainda de se conside a a o ien ação do mesmo, logo a í ulo de
exemplo, na igu a 47, ap esen a-se a inse ção dos pa âme os no ão en id açado VE01,
nes e caso o ien ado a No e, seguindo-se a mesma abo dagem pa a os demais ãos
en id açados p esen es no edi ício.
Figu a 47 - P in sc een da de inição do ão en id açado VE01 o ien ado a No e no REVIT.
5.1.3. INTRODUÇÃO DOS DADOS RELATIVOS À CARATERIZAÇÃO DOS ESPAÇOS INTERIORES
O REVIT p opo ciona uma biblio eca com di e sos ipos de espaços já con igu ados com
os pa âme os de idamen e pad onizados, que con ibuem pa a o cálculo do consumo
ene gé ico, sendo que es es mesmos pa âme os se egem pelas no mas da ASHRAE [56].
Além disso, é possí el c ia ipos de espaços pe sonalizados, con igu ando os seus pa âme os
con o me as ca ac e ís icas que se p e ende do edi ício, pe mi indo a simulação do
desempenho ene gé ico nesses espaços, ajus ando-se di e en es a iá eis ele an es.
P o enien es dos di e en es ipos de espaços que cons i uem a escola, su gem as ca gas
é micas associadas a es es, podendo-se con igu a di e sas ca ac e ís icas, como se pode
isualiza na igu a seguin e, pa a o caso da cozinha.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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Depois de de inidas as ca ac e ís icas associadas ao edi ício pedidas pelo REVIT, pa a
p ocede ao cálculo das espe i as ca gas é micas, ob ém-se os esul ados exibidos nas
igu as seguin es:
Figu a 55 – P in sc een dos esul ados ob idos a a és da simulação das ca gas é micas no REVIT.
Figu a 56 – Resul ados das ca gas esul an es em elação aos di e sos componen es ela i amen e ao
a e ecimen o do edi ício com opção Use Load C edi s a i a.
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Figu a 57 – Resul ados das ca gas esul an es em elação aos di e sos componen es ela i amen e ao
aquecimen o do edi ício com opção Use Load C edi s a i a.
De e e i que pa a os esul ados p esen es nas igu as 55 e 58 e como se pode isualiza
na igu a 54, a a és da opção Use Load C edi s, passa pa a o caso do aquecimen o a inclui
ganhos in e nos como pessoas, ene gia e iluminação [63]. Como se pode obse a
compa ando as igu as 55 e 58, e i ica-se que a ca ga de aquecimen o é meno de ido aos
c édi os dos ganhos in e nos.
Assim sendo, se não o conside ada a opção Use Load C edi s ob ém-se os seguin es
esul ados:
Figu a 58 - P in sc een dos esul ados ob idos sem Load C edi s no REVIT.
Ap esen a-se na igu a seguin e os esul ados das ca gas esul an es em elação aos
di e sos componen es ela i amen e ao a e ecimen o do edi ício:
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Figu a 59 - Resul ados das ca gas esul an es em elação aos di e sos componen es ela i amen e ao
a e ecimen o do edi ício.
Rela i amen e às ca gas de aquecimen o, os esul ados são exibidos na igu a expos a
de seguida:
Figu a 60 - Resul ados das ca gas esul an es em elação aos di e sos componen es ela i amen e ao
aquecimen o do edi ício.
Nas igu as 55 e 58 ambém se pode isualiza o dia e a ho a do ano em que a ca ga de
a e ecimen o a inge o seu alo máximo, sendo u ilizado pa a o dimensionamen o de
sis emas de clima ização.
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De seguida, p ocedeu-se à espe i a simulação dinâmica, a a és do Au odesk Insigh ,
uma e amen a que se in eg a com o REVIT, o e ecendo uma in e ace in ui i a e uma
abo dagem simples de análise que acili a a explo ação, isualização e compa ação dos
esul ados da análise de ca bono [64]. O Insigh u iliza o modelo analí ico de ene gia do REVIT
como pon o de pa ida pa a as análises ope acionais (OC) e de ca bono inco po ado (EC) e
ealiza análises de sus en abilidade ab angen es, pe mi indo isualiza e compa a os
impac os de di e sas soluções de design [64].
De no a que se ealizou a simulação pa a 1 ano, no en an o o p og ama ambém
pe mi e que seja ei a pa a 10 ou 20 anos.
Rela i amen e ao consumo anual de ene gia do edi ício em es udo, é es abelecido de
seguida, onde é u ilizada a ene gia e e ida na igu a 61, ob ida no Insigh :
Figu a 61 – P in sc een do consumo de ene gia anual pa a a escola em ques ão no Insigh .
Rela i amen e à iluminação ex e io , no Insigh é necessá io c ia um a o
pe sonalizado de manei a a ep esen a a po ência de iluminação ex e io (kWh) a conside a
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88
na sua análise. Os a o es desempenham um papel undamen al na u ilização das mé icas de
análise de ca bono pa a examina os dados do modelo, o necendo alo es que são u ilizados
nas mé icas nas quais a analise no Insigh se baseia [65].
Assim sendo na igu a seguin e ap esen a-se o a o c iado ela i amen e à iluminação
ex e io :
Figu a 62 - P in sc een do a o pe sonalizado c iado ela i o à iluminação ex e io no Insigh .
É necessá io adiciona uma opção de p oje o nas opções de inidas, que ep esen e as
14 luminá ias p esen es no ex e io da escola [66].
Em seguida, é necessá io eduzi es e mesmo a o em 15%, sendo es e ajus e
esponsá el pelo c onog ama ela i o à iluminação ex e io , sendo es es 15% uma di e iz
pad ão [66]. Logo, ap esen a-se na igu a 63 o consumo elé ico ela i o à iluminação ex e io :
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Figu a 63 – P in sc een do consumo anual de ene gia em iluminação ex e io no Insigh .
Assim sendo, ob ém-se um alo de 8826,92 kWh ela i o ao consumo e e en e à
iluminação ex e io do edi ício, endo es e alo que se adicionado ao alo e e en e ao
consumo elé ico dado pelo Insigh , uma ez que, como é um a o pe sonalizado não apa ece
di e amen e na Ene gy Use In ensi y (EUI) do edi ício em es udo.
5.2. SIMULAÇÃO DINÂMICA NO DESIGNBUILDER
A ançando pa a o DesignBuilde e lemb ando no amen e que se dá a impo ação de um
ichei o gbXML p o enien e do REVIT pa a se impo a no DesignBuilde , é necessá io c ia
um modelo ene gé ico baseado no modelo geomé ico ep esen ado na igu a 24, modelo
es e que se pode isualiza na igu a p esen e a segui .
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Figu a 64 – P in sc een do modelo analí ico de ene gia da escola em es udo no REVIT impo ado pa a o
DesignBuilde .
Um modelo analí ico de ene gia é uma o ma especial de geome ia u ilizada pa a
mo o es de simulação de ene gia como o DOE 2.2 e o Ene gyPlus. O modelo analí ico de
ene gia é uma abs ação da o ma ge al e do layou de um edi ício numa ede compu acional,
sendo que es a ede cap u a odos os p incipais caminhos e p ocessos de ans e ência de
calo em odo o edi ício [67].
Na c iação de um p oje o no o, no DesignBuilde é necessá io seleciona -se a espe i a
localização. Es e so wa e possui di e sos empla es que co espondem a localizações de
di e sos países, com in o mações ela i as às condições climá icas, pe íodo de du ação das
es ações de aquecimen o e a e ecimen o, en e ou os aspe os.
No en an o, es e so wa e não dispõe de um empla e da localização onde es a escola
se encon a e uma ez que a localização necessi a de es a em coe ência com a que oi
adicionada no REVIT, como se pode e na igu a 65. Foi necessá io a c iação de um no o
empla e, com os dados climá icos e i ados do so wa e SCE.CLIMA. Es e p og ama é
o necido pela DGEG, que pe mi e adap a os a qui os climá icos, em unção do município,
al i ude e zona climá ica. O so wa e ge a um ichei o no o ma o. epw, com as espe i as
in o mações, como se pode obse a na igu a seguin e:
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Figu a 65– P in sc een da olha de cálculo SCE.CLIMA que pe mi e ob e os dados climá icos pa a o local do
edi ício em es udo.
Os elemen os a cinzen o, na igu a 66, ep esen am as di e sas soluções cons u i as no
que diz espei o às cobe u as p esen es. Po seu lado, os elemen os ilus ados a e melho
co espondem às pa edes que cons i uem a en ol en e ex e io do edi ício. A co azul, es ão
ap esen ados os ãos en id açados p esen es. A ons de e de, no in e io do edi ício, es ão
ep esen adas as di e sas pa edes de compa imen ação e a p e o o pa imen o é eo,
Pa Te . Po úl imo, as pa edes in e io es são ep esen adas a ama elo. Assim, a a és da
igu a 66, ap esen a-se o espe i o modelo:
Figu a 66 – P in sc een da ep esen ação da geome ia do modelo do edi ício p e is o no DesignBuilde .
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92
Em seguida, de ine-se as zonas do edi ício, endo em conside ação cada espaço do
mesmo e a a és do painel de na egação do DesignBuilde , onde é exibido uma es u u a
hie a quizada de dados, começando po iden i ica o edi ício, passando pa a os blocos, zonas
e, po im, os espe i os elemen os cons u i os.
O modelo oi di ido em ês blocos di e en es: PO, P1 e P0B. O P0 co esponde ao piso
é eo da escola, o P1 ao p imei o piso do mesmo e o P0B ao espaço não ú il si uado no pá io
da escola, sendo a de inição dos espaços e e uada a a és do sepa ado Ac i i y.
É ap esen ando como exemplo, o caso do Anexo, pa a a de inição do ipo de espaços
em ques ão, assim p ocede-se à al e ação pa a Semi-ex e io uncondi ioned, de inindo assim
es e espaço como um espaço não ú il [68].
Figu a 67 - P in sc een da de inição do Anexo como espaço não ú il no DesignBuilde .
5.2.1. INTRODUÇÃO DOS DADOS RELATIVOS À ENVOLVENTE OPACA
5.2.1.1 Pa edes
Como já oi e e ido an e io men e, a en ol en e ex e io da escola é o mada
maio i a iamen e pela pa ede PE1, sendo a cons i uição des a mesma pa ede, mas assim
como de odos os elemen os da en ol en e opaca o am impo adas pa a o DesignBuilde
a a és do ichei o gbXML, não endo sido u ilizadas uncionalidades exis en es nes e
p og ama no que diz espei o à modelação.
Na igu a 68, ap esen a-se a cons i uição da pa ede ex e io PE1:
Figu a 68 - P in sc een da cons i uição da pa ede ex e io PE1 no DesignBuilde .
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Pa a além dis o, no sepa ado Calcula ed são ap esen adas as p op iedades globais do
componen e em ques ão, nes e caso, in o mações ela i as à pa ede ex e io PE1, onde se
pode e i ica o alo da esis ência é mica, bem como o espe i o alo do coe icien e de
ansmissão é mica, ap esen adas na igu a 69.
Figu a 69 – P in sc een das p op iedades globais da pa ede ex e io PE1 no DesignBuilde .
As ca ac e izações dos es an es elemen os cons u i os, nes e caso, as es an es
pa edes ex e io es, as pa edes de compa imen ação e a pa ede in e io p esen es seguem a
mesma abo dagem, endo-se de e minado os espe i os alo es de 𝑈, alo es es es
semelhan es aos alo es conside ados no REVIT.
5.2.1.2 Lajes de Pa imen o e Cobe u a
Em elação às espe i as cobe u as da escola, es ão posicionadas no DesignBuilde da
mesma o ma que no so wa e REVIT, ou seja, como es á ilus ado na igu a 28.
Rela i amen e à laje de cobe u a ex e io , COBEXT1, ap esen a-se na igu a seguin e a
sua cons i uição:
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5.2.3.2. Sis emas AVAC
Rela i amen e à modelação dos sis emas AVAC, é impo an e ag upa as espe i as
zonas em zone g oups, sendo que nes es g upos os equipamen os possuem con igu ações e
p op iedades semelhan es. Como al, ap esen a-se na igu a 81 a única zona conside ada po
es a escola.
Figu a 81 – P in sc een da Zone G oup da zona se ida pelo sis ema de inido no DesignBuilde onde é possí el
e a inclusão de odos os espaços nes a zona única.
Os adiado es elé icos p esen es nas di e en es zonas da escola, ap esen am as
ca a e ís icas ap esen adas na igu a 82:
Figu a 82 – P in sc een das ca a e ís icas de um adiado elé ico p esen e numa sala de aula no DesignBuilde .
Impo an e ealça que os ho á ios de uncionamen o podem se de inidos de duas
o mas: 7/12 Schedules, onde é a ibuída uma con igu ação única pa a cada dia da semana e
cada mês do ano, e Day Schedules, o mé odo que oi u ilizado, a pa i do qual se u iliza um
o ma o de dados compac o, em base de ex o [75].
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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Pa a o caso do ho á io de uncionamen o dos adiado es, esponsá eis pelo
aquecimen o da escola, e de aco do com os ho á ios e e idos no capí ulo 4, ela i amen e à
ca a e ização da escola, é de inido que as u mas possuem um ho á io das 9H00 a é as 17H30,
sendo as limpezas e e uadas duas ezes po dia, das 8H00 às 9H00 e das 17:30 às 19H00.
Assim sendo, de iniu-se que os adiado es elé icos começam a con ibui pa a o aquecimen o
da escola às 8H00, sendo que a é as 18H00 odos os adiado es elé icos p esen es na escola
es ão ligados. Das 18H00 às 19H00 de ine-se que apenas 10% dos adiado es es ão a i os,
uma ez que a escola já se encon a sem alunos e os di e en es espaços icam limpos pa a o
dia seguin e. De ealça que pa a o pe íodo sem aulas, incluindo im de semana e e iados,
conside a-se que os adiado es nunca são ligados. Assim na igu a 83, é ap esen ado o pe il
ho á io c iado ela i amen e ao aquecimen o no DesignBuilde :
Figu a 83 – P in sc een do pe il ho á io c iado ela i amen e ao aquecimen o no DesignBuilde .
5.2.4. RESULTADOS OBTIDOS
Depois de de inidas odas as a iá eis ele an es pa a a simulação dinâmica da escola
em ques ão, bem como a c iação do seu modelo ene gé ico, p ocedeu-se à simulação no
DesignBuilde , is o que se p e ende a alia o desempenho ene gé ico do edi ício em es udo
na p esen e disse ação, uma ez que es e so wa e pe mi e uma g ande acilidade e
lexibilidade na análise dos esul ados a a és da hipó ese de de ini pa âme os
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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ela i amen e à escola em ge al ou pa a uma zona especi ica, como já oi ilus ado
an e io men e.
Como al, de manei a a se analisa as condições de con o o é mico e os consumos
ene gé icos, ealizou-se uma simulação do edi ício, pa a o pe íodo de inido de um ano. Es a
simulação em em con a odas as ca ac e ís icas da en ol en e, os sis emas écnicos (com
exceção do sis ema AQS) e as ca gas p esen es na escola, como a iluminação, equipamen os,
ganhos sola es e ocupação.
Assim sendo, ela i amen e aos dados ela i os ao Hea ing Design p o enien e do
DesignBuilde o am ob idos os esul ados que se podem isualiza na igu a 84:
Figu a 84 – Resul ados ob idos no Hea ing Design no so wa e DesignBuilde .
Conside ando a igu a acima, ap esen a-se na abela seguin e as p incipais
ans e ências de calo que oco em no edi ício em es udo:
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
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Tabela 29 - P incipais ans e ências de calo que oco em no edi ício em es udo no DesignBuilde .
Elemen os
Balanço ene gé ico (kW)
En id açados
-17,41
Pa edes
-22,70
Cobe u as in e io es
-0,10
Pa imen os in e io es
0,10
Pa imen o é eo
0,05
Pa ições in e io es
-0,07
Cobe u as
-18,53
Pa imen os ex e io es
-0,02
In il ações ex e io es
-5,40
Aquecimen o sensí el à zona
64,08
De seguida, na igu a 85, são ap esen ados os esul ados ob idos nes e so wa e
ela i amen e ao Cooling Design:
Figu a 85 – Resul ados ob idos ela i amen e às ca gas de a e ecimen o pa a a escola em es udo no
DesignBuilde .
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De ealça que os ganhos ela i os aos equipamen os elé icos, sola es, de ido às
pessoas e à iluminação con ibuem pa a o ganho de calo , endo um alo nega i o
ela i amen e às ca gas de a e ecimen o do edi ício.
Na igu a seguin e, ap esen am-se os consumos ene gé icos anuais da escola, segundo
as ipologias: aquecimen o, a e ecimen o, iluminação e equipamen os.
Figu a 86 – P in sc een dos consumos ene gé icos do edi ício ob idos no DesignBuilde .
A a és da análise dos esul ados ap esen ados, e em elação ao consumo de ene gia
elé ica do edi ício, conclui-se que a iluminação e os equipamen os p esen es no edi ício são
esponsá eis po ce ca de 91% do consumo de ele icidade.
5.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS OBTIDOS ATRAVÉS DA SIMULAÇÃO DINÂMICA
Na p esen e disse ação, o am u ilizados dois so wa e com o obje i o de se de e mina
os espe i os consumos de ene gia ob idos po ambos, a aliando-se assim a consis ência dos
alo es ob idos de aco do com as in o mações o necidas a ambos os p og amas.
Como já oi e e ido an e io men e, no REVIT quando o opção Use Load C edi s não se
encon a a i a, não é conside ado o c édi o pa a ganhos de calo sola ou in e io bem como
o e ei o de a mazenamen o é mico da es u u a do edi ício, enquan o po seu lado o
DesignBuilde inclui ganhos sola es a a és de janelas e en ilação na u al assim como
conside a a condução de calo e con ecção en e zonas de di e en es empe a u as, mas
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105
ambém mul iplica a ca ga máxima de a e ecimen o em cada zona po um a o de segu ança
(1,3 po de ei o) pa a ob e uma capacidade de a e ecimen o p oje ada [76].
Rela i amen e ao cálculo das ca gas de aquecimen o, o DesignBuilde não conside a
ganhos sola es nem ganhos in e nos como iluminação, ocupação, equipamen os, sendo a
pe da o al de calo em cada zona mul iplicada po um a o de segu ança (1,5 po de ei o)
pa a o nece uma capacidade de p oje o de aquecimen o ecomendada.[48] Po seu lado, o
REVIT a a és da opção Use Load C edi s, pe mi e conside a ou não es es mesmos ganhos
é micos.
É ainda impo an e ealça no amen e e como já e e ido no capí ulo 5, no REVIT e e-
se de ac escen a à cons i uição das pa edes ex e io es duas camadas de a é micas, que
ep esen am as esis ências supe iciais Rsi e Rse, com alo de 0,1 [(𝑚2. °C)/W] e 0,04
[(𝑚2. °C)/W], espe i amen e, is o que o REVIT pa a de e mina o coe icien e de ansmissão
é mica não conside a es as esis ências, no en an o, é necessá io o coe icien e de
ans e ência de calo po con ecção in e na e ex e na da pa ede pa a os cálculos adequados,
sendo necessá io adiciona um pouco de esis ência é mica a ou a camada ísica da pa ede,
pa a se ob e o alo U adequado [55].
Adicionou-se camadas de a é micas ambém nas cobe u as, pa imen os e na pa ede
in e io p esen e, com o obje i o de se de e mina o coe icien e de ansmissão é mica, em
conco dância com os alo es ob idos no DesignBuilde . De no a que os alo es de Rsi e Rse
adicionados es ão de aco do com o ipo de componen e em ques ão.
Logo, abo dando os esul ados ob idos em elação às ca gas de aquecimen o e de
a e ecimen o no REVIT, p esen es nas igu as 59 e 60, e os esul ados ob idos no
DesignBuilde , p esen es na igu a 84 e na abela 29, ela i amen e ao aquecimen o, e na
igu a 85, em elação ao a e ecimen o, consegue-se e i ica di e enças que nas ocas
é micas que são conside adas em ambos os so wa e que nos esul ados ob idos. No
en an o, es as di e enças já se iam de se espe a de ido aos aspe os e e idos an e io men e
e conside ados pelos dois so wa e.
No que se e e e aos consumos ene gé icos, con igu ou-se ambos os p og amas de
aco do com a sua localização, uso do edi ício, bem como os espe i os sis emas p esen es,
es abelecendo-se ho á ios ela i os à ocupação, iluminação e equipamen os in e nos, de
manei a a não exis i em disc epâncias que pudessem in luencia os esul ados. Assim sendo,
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
106
na igu a seguin e ap esen am-se os consumos ene gé icos da escola ob idos nos dois
so wa e:
Figu a 87 – Resul ados ob idos ela i amen e aos consumos de ene gia nos dois so wa e.
Como al, a pa i da igu a 87 e da abela seguin e, obse a-se que os consumos
ene gé icos es imados ap esen am alo es semelhan es, com di e enças pe cen uais que
podem se conside adas i ele an es no con ex o de análise [77].
Tabela 30 – Compa ação dos esul ados ob idos em ambos os so wa e.
Consumos ob idos
no REVIT [kWh]
Consumos ob idos no
DesignBuilde [kWh]
Di e ença
pe cen ual [%]
Aquecimen o
5830,3
5468,6
6,3
Iluminação ex e io
8826,9
8285,9
6,1
Gás
19088,9
19405
1,6
Ele icidade
60640,8
61100,4
0,8
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107
Assim sendo, e o ça a con iança em ambas as e amen as no con ex o da análise
ene gé ica. O REVIT, como e amen a BIM, o nece bene ícios ecnológicos pa a o p ocesso
de p oje os e cons ução, no en an o, não se oca especi icamen e em simulações ene gé icas,
como é o caso do DesignBuilde , que ap esen a uma maio p ecisão e con olo das a iá eis
em elação ao compo amen o é mico e à dinâmica do espe i o modelo, ap esen am
consis ência nos esul ados ob idos.
5.4. COMPARAÇÃO DOS RESULTADOS DA SIMULAÇÃO DINÂMICA COM OS DADOS REAIS
A simulação dinâmica e ela-se uma e amen a essencial pa a p e e o consumo de
ene gia e a alia o impac o de di e en es es a égias de e iciência ene gé ica, no en an o, pa a
ga an i a iabilidade e a p ecisão dos modelos compu acionais, é undamen al ealiza uma
compa ação igo osa en e os esul ados simulados e os dados eais ela i amen e ao
consumo ene gé ico. Impo an e e e i no amen e que a simulação em ambos os p og amas
oi ealizada pa a um pe íodo de 1 ano.
Nes e subcapí ulo, de modo a alida os espe i os modelos de ene gia p ocedeu-se à
compa ação dos esul ados ob idos a a és da simulação dinâmica com os consumos
ene gé icos eais do edi ício em es udo. Es a abo dagem possibili a a alia o g au de
conco dância en e as p e isões do modelo e o desempenho eal do edi ício, o e ecendo uma
base sólida pa a calib a o modelo e aumen a a sua p ecisão.
A a és dos dados o necidos, no ela ó io de 2016, pela emp esa que a aliou o edi ício,
oi possí el ob e o consumo de ene gia ela i amen e ao consumo elé ico e de gás, sendo
na igu a seguin e ap esen ado os espe i os consumos em elação aos ob idos nos dois
so wa e u ilizados.
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
108
Figu a 88 – Compa ação dos esul ados ob idos a a és da simulação dinâmica com os consumos eais de
ene gia.
Des e modo, ambas as e amen as mencionadas e elam-se adequadas no auxílio na
implemen ação de es a égias com is a a uma maio e iciência ene gé ica, con ibuindo
assim pa a um p oje o sus en á el e alinhado às necessidades eais do edi ício.
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109
6. MEDIDAS DE MELHORIA
Es e capí ulo oca-se na iden i icação e análise de medidas de melho ia que podem se
aplicadas pa a o imiza o desempenho ene gé ico do edi ício em ques ão, após a analise dos
esul ados ob idos a a és da simulação dinâmica. Es as medidas são de e minadas de ido à
iden i icação dos pa âme os do modelo ene gé ico da escola com pio desempenho
ene gé ico e com consumos excessi os. Des a o ma, pa a cada uma das medidas p opos as,
o am calculados os cus os de in es imen o, a poupança ene gé ica anual e o pe íodo de
e o no, ga an indo que as soluções ap esen adas sejam sus en á eis e iá eis, baseando-se
em simulações dinâmicas e análises p á icas que pe mi em quan i ica os bene ícios das
in e enções.
Assim sendo, são ap esen adas as seguin es medidas de melho ia a aliadas:
• Medida de Melho ia 1: Subs i uição dos sis emas de iluminação;
• Medida de Melho ia 2: Subs i uição do isolamen o das cobe u as;
• Medida de Melho ia 3: Implemen ação de um sis ema de p odução o o ol aico pa a
au oconsumo;
• Medida de Melho ia 4: Subs i uição do sis ema de aquecimen o;
• Inco po ação in eg al das medidas de melho ia.
6.1. MEDIDA DE MELHORIA 1
Como es á ilus ado na igu a 61, a iluminação assume-se como uma ação conside á el
esponsá el pelo consumo de ene gia na escola em ques ão nes a disse ação, assim uma
medida de melho ia se ia a subs i uição dos sis emas de iluminação e e idos na abela 31 po
sis emas mais e icien es, a a és da ecnologia LED.
Tabela 31 - Tipos de luminá ias que se p opõe ins ala no in e io do edi ício.
Tipo de luminá ias
Lâmpadas LED
20 W
Lâmpadas LED
16 W
Lâmpadas LED
10 W
Tipo de espaços
Anexo
-
1
-
SalaAula5
-
23
-
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116
6.3. MEDIDA DE MELHORIA 3
Ene ge icamen e, a in odução de painéis sola es pe mi e que a escola se o ne mais
au ossu icien e em elação à p odução de ele icidade, ap o ei ando a ene gia sola , uma
on e eno á el e abundan e, con ibuindo di e amen e pa a a edução da dependência de
on es de ene gia con encionais, esul ando na diminuição da pegada de ca bono da escola
em es udo, p omo endo-se assim mais uma ez a sus en abilidade. No que diz espei o às
an agens económicas, a in odução dos painéis pe mi e que a escola consiga ge a ene gia
p óp ia, eduzindo a a u a elé ica da mesma.
O REVIT, a a és de um plug-in, pe mi e a alia a quan idade de adiação sola
disponí el pa a qualque supe ície do p oje o do seu edi ício e assim u iliza a e amen a de
análise sola no REVIT ou ge a o Insigh e isualiza o po encial o o ol aico no Insigh Model
Viewe . Como al, es a in o mação é ú il pa a de e mina a ca ga de adiação sola , bem como
o po encial de ge ação de ene gia a a és de painéis o o ol aicos em qualque supe ície do
seu modelo [79].
Impo an e e e i que no p og ama não oi possí el de ini o ipo de painel que se
p e endia ins ala , pe mi indo apenas uma análise segundo a á ea o al de painel ins alada,
al como é explicado po uma mensagem de a iso deixada pelo p og ama ao ealiza -se o
es udo sola , ao seleciona a opção use selec ion, como se pode e na igu a 91.
Figu a 91 – P in sc een do a iso emi ido pelo REVIT quando se usa a opção use selec ion.
Sendo assim é impo an e sabe o que o REVIT conside a pa a o cálculo da p odução da
ene gia o o ol aica. U iliza um ângulo de inclinação ixo e ob ém esse ângulo de inclinação
das supe ícies do modelo que inclui pa a a análise, de inidas no sepa ado das de inições do
es udo sola , exibidas na igu a seguin e [80]:
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
117
Figu a 92 – P in sc een das de inições de alhadas pa a o cálculo da p odução da ene gia o o ol aica no REVIT.
Em elação ao ipo de painel escolhido, o REVIT ap esen a apenas 3 ipos de painéis
di e en es, como se pode e i ica na igu a 93:
Figu a 93 – P in sc een dos ipos de painéis o o ol aicos disponibilizados pelo REVIT.
Em elação ao ipo de painel escolhido, 16% $2,86/Ins alled Wa , op ou-se po es a
opção uma ez que es es painéis se e elam mais económicos do que os es an es no que diz
espei o ao in es imen o inicial, mas ambém is o que ap esen am o pe íodo de e o no mais
baixo, is o é, um pe íodo de e o no de 9 anos. Desca ou-se o painel do ipo 18,6%
$3,06/Ins alled Wa de ido ao maio in es imen o necessá io, uma ez que ap esen a os
mesmos anos de e o no da escolha e e ida an e io men e. Po seu lado, o painel do ipo
20,4% $3,47/Ins alled Wa apesa de maximiza a e iciência e a p odução de ene gia,
ap esen a um pe íodo de e o no de 11 anos.
Assim sendo, de manei a a o imiza os consumos ene gé icos p opõe-se a ins alação de
painéis o o ol aicos de á ea o al ocupada de 59 𝑚2, o ien ados a Sul e com uma inclinação
de 5°. Rela i amen e ao in es imen o necessá io, o REVIT de e mina que se á de 20619 €,
uma ez que demo a á 9 anos a comple a o e o no, conside ando as in o mações ela i as
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
118
nas igu as an e io es expos as, mas ambém conside ando os esul ados ob idos na igu a
seguin e:
Figu a 94 – P in sc een dos esul ados ob idos a a és do es udo sola ealizado no REVIT.
O Insigh Sola Analysis com REVIT u iliza o modelo sola Pe ez pa a o cálculo dos
esul ados, sendo es e modelo u ilizado pelo Na ional Renewable Ene gy Lab (NREL) e pela
sua e amen a PVWa s®, como al os esul ados ob idos a a és da Insigh Sola Analysis
o am alidados di e amen e pelo NREL [81].
No en an o, a ene gia p oduzida po sis emas sola es é micos ou o o ol aicos no
âmbi o do SCE de e se calculada a a és do so wa e SCE.ER [82]. Assim sendo, eco e-se a
es e so wa e de manei a a alida os alo es ob idos ela i amen e à in odução dos painéis
o o ol aicos, is o que, de ido ao c escimen o exponencial des e me cado em esul ado
numa edução dos p eços ela i amen e aos painéis o o ol aicos assim como um aumen o
da e iciência des es, ha endo a anços cons an es nes a ecnologia, o iginando o aumen o da
di e sidade des es bem como dos o necedo es p esen es no me cado.
Assim sendo, de o ma a o imiza os consumos ene gé icos p opõe-se a ins alação de
painéis o o ol aicos LONGI - Painel monoc is alino 445W, da sé ie HI-MO X6 Scien is , endo-
se de inido es e mesmo modelo no so wa e SCE.ER como se pode obse a na igu a seguin e:
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Figu a 95 - P in sc een da de inição do painel o o ol aico escolhido no SCE.ER.
Na de inição do pe il de consumo elé ico do edi ício de em apenas se conside ados
os consumos de ene gia inal dos usos egulados (aquecimen o e a e ecimen o ambien e,
p epa ação de água quen e sani á ia e en ilação) alimen ados po ele icidade [83].
Pos e io men e de e mina-se a es ima i a da p odução do sis ema sola o o ol aico
co esponden e, no so wa e de cálculo, ao campo au oconsumo (AC), de aco do com a igu a
seguin e [83].
Figu a 96 - P in sc een dos esul ados ob idos ela i amen e ao painel escolhido no SCE.ER.
Como se pode obse a a a és da igu a 96, com a in odução de ins alação de painéis
o o ol aicos LONGI - Painel monoc is alino 445W, da sé ie HI-MO X6 Scien is , com 28
módulos, á ea o al ocupada de 60 𝑚2 e po ência nominal de 6,2 kW, colocados na cobe u a
do edi ício, o ien ados a sul com uma inclinação de 5º. O mon an e de in es imen o es imado
pa a es a medida de melho ia é de 9000€.
P imei amen e, es abelece-se uma compa ação en e os esul ados ob idos na igu a 96
com os esul ados da igu a 94, e i icando-se assim uma g ande di e ença ela i amen e à
Es udo do Desempenho Ene gé ico de um Edi ício Escola com ecu so ao BIM
120
ene gia p oduzida a a és dos painéis o o ol aicos no es udo sola no REVIT e no SCE.ER pa a
uma á ea ins alada de painéis o o ol aicos bas an e semelhan e. Assim sendo, ao ní el da
medida de melho ia ai-se conside a os alo es ob idos no so wa e SCE.ER.
Com a aplicação des a medida p e ê-se uma p odução de 3864 kWh/ano de ene gia
a a és dos painéis o o ol aicos, o que se aduz ap oximadamen e em 645,3€/ano de
poupança, conside ando o cus o da ene gia elé ica de 0,167 €/kWh. Logo, ao ealiza -se o
in es imen o nos painéis, a escola es a ia a ge a a sua ene gia p óp ia, eliminando assim os
cus os elé icos. Tendo em conside ação que os painéis o o ol aicos ap esen am uma ida
ú il média de 25 anos, es a medida demo a ia 13,9 anos a amo iza o in es imen o inicial
ealizado.
6.4. MEDIDA DE MELHORIA 4
O sis ema de aquecimen o exis en e é e e uado a a és de adiado es elé icos, no
en an o, nes a medida de melho ia p e ê-se a subs i uição do sis ema exis en e po um
sis ema de aquecimen o ambien e cen alizado a biomassa (es ilha e pelle s) cons i uído po
uma caldei a de água quen e com uma po ência nominal de 80 kW, com alimen ação
au omá ica de biomassa e dissipação de calo a a és de adiado es dis ibuídos pelos locais
a a a . P e ende-se que es a mesma caldei a ambém assegu e as necessidades de AQS do
edi ício. Impo an e ealça que nes e so wa e, ela i amen e aos sis emas elé icos, a
e iciência des es é conside ada igual a 1.
Quando se a a de analisa o impac o des e ipo de sis emas nos consumos de ene gia
e no ca bono ope acional, com base nas capacidades a uais do Insigh , segue-se a seguin e
abo dagem:
Depois de simula o p oje o no Insigh , c iou-se um a o de con e são pe sonalizado
pa a aduzi os adiado es elé icos no sis ema de aquecimen o cen alizado, u ilizando-se
um a o de con e são pa a biomassa de 0,5.
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Figu a 97 – P in sc een do a o de con e são pe sonalizado ela i o pa a a biomassa no Insigh .
Rela i amen e à e iciência global do sis ema, em de se e em conside ação a e iciência
da caldei a a biomassa, sendo a sua e iciência conside ada de 80%. Como al, oi c iado ou o
a o pe sonalizado no Insigh de modo a ep esen a es a mesma e iciência.
Figu a 98 – P in sc een do a o pe sonalizado c iado ela i o à e iciência da caldei a no Insigh .
Rela i amen e à p odução de AQS, sabe-se a a és das a u as e e en es à escola em
es udo que o consumo de gás ep esen a ap oximadamen e 42% do consumo o al de gás.
Como já e e ido an e io men e, o Insigh não az a dis inção en e os ipos de consumos,
conside ando odos como elé icos. Assim sendo, a pe cen agem de gás des inada pa a a
p odução de AQS ep esen a 12,65% do alo de ene gia elé ica de e minado pelo p og ama.
Como al e conside ando o a o de con e são do gás pa a biomassa de 0,5, c iou-se ambém
um a o pe sonalizado pa a a biomassa des inada a AQS.
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Figu a 99 – P in sc een do a o de con e são ela i amen e à biomassa pa a as necessidades de AQS no
Insigh .
Ao de ini al a o , es abelece-se mé icas pe sonalizadas como EUI Biomassa pa a
compa a o no o sis ema com o a ual. Na no a mé ica pe sonalizada, começando pela
In ensidade Anual de U ilização de Ene gia (EUI) p on a a u iliza , mul iplica-se a componen e
de aquecimen o pelo a o ela i o à biomassa bem como à e iciência da caldei a, sendo assim
possí el analisa a pa i dos adiado es elé icos, ep esen ados pela componen e de
aquecimen o.
Figu a 100 – P in sc een do esul ado ob ido ela i amen e ao consumo de ene gia ao aplica es a medida no
Insigh .
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Logo, com a aplicação des a medida, p e ê-se uma edução do consumo de ene gia
elé ica de 6072,7 kWh/ano e de 8015,7 kWh/ano de gás, sendo ago a consumida biomassa.
Como se en ende pela igu a acima ap esen ada, o esul ado pa a a In ensidade Anual
de U ilização de Ene gia, EUI, passou de 71,54 kWh/𝑚2 como ilus ado na igu a 61, pa a 66,67
kWh/𝑚2. Assim sendo hou e uma descida de 5223,22 kWh, ou seja, e a p e is o um consumo
de 15302,9 kWh de biomassa que co esponde ao o al de ene gia poupado en e ele icidade
e gás, no en an o de ido à edução ilus ada na igu a acima, es abelece-se que o consumo
de biomassa se á de 10079,7 kWh.
O alo es imado de in es imen o o al pa a a ins alação do sis ema cen alizado de
aquecimen o ambien e a biomassa é ce ca de 30 000 €. Conside ando o cus o da ele icidade
como 0,167 €/kWh, p e ê-se uma poupança de 1014,14 € a ní el elé ico, 1202,35 €
ela i amen e ao gás, com 0.15 €/kWh de gás, ge ando uma poupança anual de 2216,5 €.
Conside ando o cus o da ene gia p oduzida po biomassa de 0,05 €/kWh, i á e um cus o
anual de 504 €.
Assim sendo, es a medida i á p oduzi uma poupança anual de 1712,5 €.
6.5. IMPLEMENTAÇÃO INTEGRAL DAS MEDIDAS DE MELHORIA
Conside ando as medidas melho ias an e io men e mencionadas, op ou-se po
apenas ês medidas, as que se e elam ene ge icamen e e economicamen e iá eis. Assim
sendo, desca ou-se a MM2, ela i amen e à aplicação de isolamen o é mico em poliu e ano
pois o in es imen o inicial é mui o ele ado a compa a com o e o no a ní el ene gé ico que
se ob e ia.
Rela i amen e à in eg ação de odas as medidas de melho ia em conjun o ob êm-se o
alo de 56,31 kWh/𝑚2 ela i amen e ao consumo anual de ene gia do edi ício em es udo,
como es á p esen e na igu a 101.
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Figu a 101 - P in sc een do esul ado ob ido ela i amen e ao consumo de ene gia ao aplica as di e sas
medidas em conjun o no Insigh .
Es abelecendo uma compa ação en e a igu a acima ap esen ada e a igu a 61,
e i ica-se uma poupança anual o al de 15,23 kWh/𝑚2, is o é, 16334,6 kWh. Sabe-se que a
poupança ao ní el do gás oi de 8015,7 kWh/ano, sendo a poupança em ele icidade de 8318,9
kWh/ano. Conside ando ainda a poupança ene gé ica a a és dos painéis o o ol aicos
ins alados, ob ém-se uma poupança anual o al de 12181,1 kWh/ano de ele icidade e 8015,7
kWh/ano de gás, o que se aduz em numa poupança a ní el económico de 3236,6€,
conside ando o €/kWh igual ao e e ido an e io men e.
Assim, a abela 33 ap esen a os esul ados, em e mos de in es imen os, consumos, e
e o no económico pa a a combinação mencionada.
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Tabela 33 – Compa ação dos esul ados das medidas de melho ia es udadas.
Sis ema
MM1
MM3
MM4
Medidas em
conjun o
In es imen o [€]
3463
9000
30000
42463
Redução do consumo de
ene gia inal [kWh/ano]
10535,5
3864
6072,7 ele i.
8015,7 gás
12181,1 ele i.
8017,5 gás
Redução de ene gia
p imá ia (ele icidade)
[(kWhEP/kWh)]
26338,8
9660
15181,8
30452,8
Redução de ene gia
p imá ia (combus í eis)
[(kWhEP/kWh)]
-
-
8015,7
8017,5
Redução de emissões de
𝐶𝑂2
[(kgCO2/kWhEP)]
3792,8
1391
3548,85
5747,9
Poupança anual [€]
1759,42
645,3
1712,5
3236,6
Pe íodo de e o no [anos]
2
13,9
17,5
13,1
Logo, a implemen ação das medidas de melho ia em conjun o esul a numa edução de
ce ca de 26% no consumo o al anual de ene gia com um pe íodo de e o no de 13 anos e 2
meses. No en an o, es a edução não é o único bene ício p o enien e da implemen ação das
medidas mencionadas, uma ez que exis e um bene ício ambien al a pa i da edução da
emissão de gases com e ei o de es u a, con ibuindo assim pa a a mi igação das mudanças
climá icas e edução da poluição p omo endo assim a p ese ação do meio ambien e e da
biodi e sidade bem como a diminuição dos impac os nega i os na saúde humana.