Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ma ga ida Pi es A aújo
Con ibu os pa a a Digi alização do Chão de
Fáb ica de uma emp esa de Me alomecânica
Ou ub o de 2024
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ma ga ida Pi es A aújo
Con ibu os pa a a Digi alização do Chão de
Fáb ica de uma emp esa de Me alomecânica
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão de
Ope ações – amo de Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ângela Ma ia Es e es da Sil a
Ou ub o de 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Finalizado es e p oje o, que esul a de empenho e dedicação, dou início aos ag adecimen os.
A esc i a da disse ação é uma a e a mo osa e, de ce o modo, indi idualis a, no en an o, a sua
p ossecução o na-se possí el com o apoio e con ibu o de inúme as pessoas.
An es demais, enho-me em conside ação, já que, não num ges o egocên ico, mas consciencioso, a
disse ação é um abalho desa ian e que eque de nós um es o ço men al e uma p edisposição ísica.
Além disso, enquan o abalhado a-es udan e não posso deixa de essal a di iculdades, pelo que, a
conclusão des e p ocesso deixa-me o gulhosa.
Em p imei o luga , ag adeço à minha amília, não só, pela possibilidade de ing essa no ensino supe io
e de p ossegui com os es udos, mas ambém pelo ca inho e disposição em ajuda -me nes a e apa.
Ag adeço a disponibilidade de odos os que me são p óximos e que con ibuí am e incen i a am du an e
es e aje o.
Ag adeço à Eng. Pa ícia Viei a e à o ganização que me acolheu pa a ealiza es e es ágio, po me da em
a libe dade e de me p es a em ajuda em udo o que osse necessá io.
Um especial ag adecimen o ao Rena o Lei e e ao No be o Al es, enca egados da secção do e o e inox,
espe i amen e. Dois colegas de abalho que ago como amigos po semp e me disponibiliza em a sua
ajuda e ap eço, pelas inúme as ezes que me aziam i e, acima de udo, pela de oção que inham pa a
com es e abalho ambém.
Ag adece , de modo ge al, a odos os colabo ado es da emp esa Bee s eel que semp e me ize am sen i
bem.
Ag adeço à minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ângela Sil a, pelas suges ões e comen á ios, pelos
desa ios e opo unidades e pela a enção.
Po im, ag adeço à ARLO, SA que me deu a opo unidade de concilia a necessidade académica e labo al
e ona o meu pe cu so mais glo ioso.
A odos, Ob igada!
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Con ibu os pa a a Digi alização do Chão de Fáb ica de uma Emp esa de
Me alomecânica
RESUMO
A His ó ia é sucessi amen e ma cada po e oluções que colocam a descobe o o po encial do se
humano. A qua a e olução indus ial mani es a a uni icação do mundo ísico com a componen e
ecnológica, que se e de ale a às emp esas que desejam pe manece no me cado e se em compe i i as
no se o em que ope am. Es á, po an o, delineada a linha condu o a des e p oje o. Es e es udo se e
de supo e à emp esa BEETSTEEL, em dois dos se o es ( e o e inox) no pe cu so de melho a os seus
esul ados p odu i os.
A me odologia iniciou-se com o es udo de
so wa es
que ecolham os dados, no chão de áb ica, pa a a
digi alização dos p ocessos e de con olo da p odução, em empo eal. Pa a o e ei o, o am analisados
ês p og amas de digi alização que obje i am a ua como in e ace en e o espaço ab il e a ges ão e
p o idencia o essencial dos esul ados. Não oi possí el aplica um es e pilo o, no en an o, p e ê-se
ganhos na eliminação do abalho manual da as eabilidade, sup essão, quase o al, da a i idade de
egis o de ho as, p e isão do uncionamen o dos equipamen os, an e isão dos ma e iais em
s ock
e
es ado das encomendas.
A anspa ência de dados pela ob enção de uma áb ica digi alizada implica que ce as condições sejam
p e iamen e assegu adas, pelo que, a adoção de e amen as digi ais es á dependen e de um modelo
que isa o alinhamen o da o ganização, dos mé odos, das pessoas e da ecnologia. Assim, oi ealizado
um le an amen o da a ual si uação da emp esa, que inclui a análise dos aspe os que comp ome em o
desempenho dos colabo ado es (segu ança no abalho e luxos de p odução) e os a o es que expõem
de iciências aquando da execução das peças (pe o mance das máquinas, qualidade dos ma e iais e
e amen as, ní el de manu enções e
Key Pe o mance Indica o s
implemen ados.
Os esul ados suge em que o se o do e o é a á ea mais c í ica e que a melho ia dos esul ados
p odu i os só se á possí el se se alia as no as ecnologias às mudanças no g au de e iciência e des eza
das a e as ope acionais diá ias.
PALAVRAS-CHAVE:
Digi alização,
Layou
, P odu i idade, Segu ança
i
Con ibu ions o he Digi aliza ion o a Me alwo king Company's Shop Floo
ABSTRACT
His o y is successi ely ma ked by e olu ions ha unco e he po en ial o human beings. The ou h
indus ial e olu ion mani es s he uni ica ion o he physical wo ld wi h he echnological componen ,
which se es as a wa ning o companies ha wish o emain in he ma ke and be compe i i e in he
sec o in which hey ope a e. The guiding line o his p ojec has he e o e been ou lined. This s udy
suppo s he company BEETSTEEL, in wo o he sec o s (i on and s ainless s eel) in he pa h o imp o ing
i s p oduc ion esul s.
The me hodology began wi h he s udy o so wa e ha collec s da a on he shop loo , o he digi aliza ion
o p ocesses and p oduc ion con ol, in eal ime. To his end, h ee digi aliza ion p og ams we e analyzed
ha aim o ac as an in e ace be ween he manu ac u ing space and managemen and p o ide he
essen ial esul s. I was no possible o ca y ou a pilo es , howe e , om he applica ion, gains a e
expec ed in he elimina ion o manual wo k in aceabili y, almos o al supp ession o he ac i i y o
eco ding hou s, o ecas ing he ope a ion o equipmen , p e iewing ma e ials in s ock and s a us o
o de s.
Da a anspa ency h ough ob aining a digi alized ac o y implies ha ce ain condi ions a e p e iously
ensu ed, he e o e, he adop ion o digi al ools is dependen on a model ha aims o align he
o ganiza ion, me hods, people and echnology. The e o e, a su ey o he company's cu en si ua ion
was ca ied ou , which includes an analysis o he aspec s ha comp omise he pe o mance o
employees (wo k sa e y and p oduc ion lows) and he ac o s ha expose de iciencies when execu ing
pa s (machine pe o mance, quali y o ma e ials and ools, le el o main enance and KPI implemen ed).
The esul s sugges ha he i on sec o is he mos c i ical a ea and ha imp o ing p oduc ion esul s will
only be possible i new echnologies a e combined wi h changes in he deg ee o e iciency and dex e i y
o daily ope a ional asks.
KEYWORDS:
Digi aliza ion, Layou , P oduc i i y, Secu i y
ii
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS
.......................................................................................................................................... III
RESUMO
......................................................................................................................................................... V
ABSTRACT
...................................................................................................................................................... VI
ÍNDICE DE FIGURAS
........................................................................................................................................ IX
ÍNDICE DE TABELAS
...................................................................................................................................... XIII
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
............................................................................................. XV
1.
INTRODUÇÃO
.......................................................................................................................................... 1
1.1 ENQUADRAMENTO TEÓRICO .......................................................................................................................................... 1
1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................................................................ 2
1.3 METODOLOGIA ........................................................................................................................................................... 2
1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ....................................................................................................................................... 4
2.
ENQUADRAMENTO TEÓRICO
..................................................................................................................... 5
2.1 INDÚSTRIA DE METALOMECÂNICA EM PORTUGAL ................................................................................................. 6
2.2 INDÚSTRIA 4.0 ..................................................................................................................................................... 10
2.3
LEAN
4.0 .............................................................................................................................................................. 15
2.3.1. Despe dícios Lean
..................................................................................................................................... 16
2.3.2. Fe amen as Lean
..................................................................................................................................... 17
2.4 CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO FABRIL .................................................................................................................... 19
2.5 HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO ................................................................................................................ 25
2.6 MANUTENÇÃO INDUSTRIAL .................................................................................................................................. 26
2.7 SÍNTESE ............................................................................................................................................................... 27
3.
APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
................................................................................................................ 30
3.1 CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO QUE INTEGRA A SOCIEDADE ACOLHEDORA ............................................................................... 30
3.2 CARACTERIZAÇÃO DA SOCIEDADE ACOLHEDORA – BEETSTEEL, S.A .................................................................................... 31
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO PROCESSO GERAL ........................................................................................................................ 36
4.
ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL
................................................................................................... 40
4.1 SETOR DE PRODUÇÃO DA EMPRESA – FERRO ............................................................................................................... 40
4.1.1 Desc ição do P ocesso P odu i o
............................................................................................................... 40
4.1.2. Ca ac e ização dos Equipamen os
............................................................................................................ 44
4.1.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das Peças
............................................................................ 46
4.1.4 Con igu ação do Espaço Fab il
................................................................................................................... 49
iii
4.2 SETOR DE PRODUÇÃO DA EMPRESA – INOX .................................................................................................................. 52
4.2.1 Desc ição do P ocesso P odu i o
............................................................................................................... 52
4.2.2 Ca ac e ização dos Equipamen os
............................................................................................................. 53
4.2.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das Peças
............................................................................ 55
4.2.4 Con igu ação do Espaço Fab il
................................................................................................................... 56
4.3 NÍVEL DE MANUTENÇÃO IMPLEMENTADO NA EMPRESA ..................................................................................................... 59
4.4 NÍVEL DE HIGIENE E SEGURANÇA IMPLEMENTADO NA EMPRESA ......................................................................................... 61
4.5 CONTROLO DA PRODUÇÃO ......................................................................................................................................... 63
5.
APRESENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROPOSTAS
............................................................................... 65
5.1 SETOR DE PRODUÇÃO DA EMPRESA – FERRO ............................................................................................................... 66
5.1.1 Ca ac e ização dos Equipamen os – solução
............................................................................................. 66
5.1.2 Análise das Ta e as Limi a i as na execução das peças – solução
............................................................ 67
5.1.3 Recon igu ação do Espaço Fab il - solução
................................................................................................ 75
5.1.4 Con olo da P odução – Es udo de So wa es da Digi alização
................................................................... 82
5.1.5 Indicado es de Desempenho
...................................................................................................................... 90
5.2 SETOR DE PRODUÇÃO DA EMPRESA – INOX .................................................................................................................. 96
5.2.1 Ca ac e ização dos Equipamen os – solução
............................................................................................. 96
5.2.2 Análise das Ta e as Limi a i as na execução das peças – solução
............................................................ 98
5.2.3 Recon igu ação do Espaço Fab il - solução
.............................................................................................. 102
5.3 NÍVEL DE HIGIENE E SEGURANÇA IMPLEMENTADO NA EMPRESA – SOLUÇÃO ....................................................................... 104
5.4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................................................................................... 107
6.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
...................................................................................................................... 114
6.1.1 P incipais con ibu os des e abalho
....................................................................................................... 114
6.1.2
P incipais Di iculdades
........................................................................................................................ 115
6.1.3 T abalhos Fu u os
..................................................................................................................................... 115
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
..................................................................................................................... 117
APÊNDICE 1 - DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS – SECÇÃO DO FERRO ..................................................................................... 121
APÊNDICE 2 - DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS – SECÇÃO DO INOX ....................................................................................... 134
APÊNDICE 3 - ESTUDO DOS
SOFTWARES
........................................................................................................................... 143
APÊNDICE 4 - CÁLCULOS - EXPLICAÇÃO COM DETALHE ........................................................................................................ 167
ANEXO 1 – PROCEDIMENTO INICIAL E FINAL AQUANDO DE UM NOVO PROCESSO ......................................................................... 169
ANEXO 2 – PROCESSOS ORÇAMENTISTA ........................................................................................................................... 171
ANEXO 3 – ORDEM DE FABRICO ...................................................................................................................................... 172
ANEXO 4 – INSPEÇÃO FINAL - QUALIDADE .......................................................................................................................... 174
ANEXO 5 – PROCESSOS DO DAP .................................................................................................................................... 175
ANEXO 6 – GUIÃO UTILIZADO NAS REUNIÕES COM AS EMPRESAS DIGITALIZADORAS ..................................................................... 178
x
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
API
-
Applica ion P og amming In e ace
APMI
– Associação Po uguesa de Manu enção Indus ial
C.C.Q
– Cen o de Co e e Quinagem
CNC
– Con olo Numé ico Compu a izado
CO
– Cobal o
EPI
– Equipamen os de P o eção Indi idual
EXC3
–
Execu ion class
HSS
–
High Speed S eel
IPQ
– Insi u o Po uguês de Qualidade
IoT
– In e ne o Things
KPI
– Key Pe o mance Indica o s
MAG
–
Me al Ine Gas
NVA
– Não Valo Ac escen ado
OEE
- O e all Equipemen E ec i eness
RFID
-
Radio-F equency Iden i ica ion
SG2
–
Supe Gold
SMED -
Single Minu e Exchange o Die
SWOT
–
S engh s, Weaknesses, Oppo uni ies, Th ea s
TIG
–
Tungs en Ine al Gas
VA
– Valo Ac escen ado
VSM -
Value S eam Mapping
1
1.
INTRODUÇÃO
A p esen e disse ação oi ealizada no âmbi o do Mes ado de Engenha ia e Ges ão de Ope ações
da Uni e sidade do Minho. A conc e ização do p oje o desen ol eu-se em con ex o emp esa ial,
na o ganização Bee s eel, em B aga, com a du ação de ap oximadamen e seis meses.
1.1 Enquad amen o Teó ico
A p oblemá ica da in es igação em como í ulo “Con ibu os pa a a Digi alização do Chão de
Fáb ica de uma Emp esa de Me alomecânica” e isa expo as p opos as de melho ia que apon em
minimiza e anula os impac os nega i os no espaço ab il de uma ans o mado a de me ais,
aliado, po um lado, à adoção de melho es p á icas no deco e da a i idade p o issional e, po
ou o lado, pela in luência de e amen as digi ais.
A p ocu a po melho es p odu os, p ocessos e se iços é cada ez maio e as emp esas êm de
se consegui adap a às no as ealidades. Pa a isso, o chão de áb ica de e acompanha essa
expansão a a és da in eg ac"ão holís ica de pessoas, máquinas e p ocessos, possibili ando a
ob enc"ão de melho es esul ados e de um planeamen o mais coo denado. A soluc"ão pode passa
pela digi alizac"ão dos p ocessos, que p omo a a ecolha de odos os dados na á ea da p oduc"ão
e ope ac"ão, pa a que, no u u o, a moni o izac"ão de oda a cadeia de alo seja acili ada e a
omada de decisões seja mais co e a e asse i a (Ma newick, 2022).
A qua a e oluc"ão indus ial é ma cada po sis emas in eligen es que analisam e ap esen am os
melho es esul ados, em empo eal (Xu, 2021). Mani es a a uni icac"ão de dois mundos: ísico e
ecnológico, pe mi indo que haja a oca de in o mac"ão in e depa amen al.
A pa i do pano ama a ual, p ocu a-se iden i ica as p incipais causas que impedem a o ganização
de e um ap o ei amen o melho e de que o ma os ecu sos ecnológicos impac uam,
posi i amen e, o quo idiano de uma emp esa e, que pode ão con ibui , na a uação p o issional
dos colabo ado es. O p oje o desencadeou in e esse dado a ambição da emp esa Bee s eel
au oma iza a ecolha de dados no chão de áb ica, nomeadamen e do p ocesso, pa a ob e
in o mação iá el e a ualizada e, com isso, melho a os seus esul ados.
2
1.2 Obje i os
Os obje i os aduzem odas as e apas da disse ação e a inalidade da mesma. Enquan o obje i o
ge al des e p oje o, p ocu ou-se comp eende o con ibu o de ins umen os compu o izados no
chão de áb ica de uma emp esa de me alomecânica.
Es e aspe o se á sus en ado po meio dos ópicos in a:
• Analisa as soluções ecnológicas exis en es, no es ado a ual da emp esa, ace às
soluções ecnológicas necessá ias, endo em con a a in aes u u a da o ganização.
• Iden i icação dos a o es que con ibuem nega i amen e pa a o a anço da p odução,
como é o caso de consumí eis e e amen as de qualidade baixa.
• Reconhecimen o das á eas mais c í icas que impedem o luxo con ínuo dos p ocessos e,
exemplo disso, é a disposição dos equipamen os no espaço ab il e a sua moni o ização.
• Faze o le an amen o dos de ei os exis en es e pe cebe de que modo podem se
sup imidos.
Uma ez delineada a es a égia e ob ida a in o mação sob e o a ual chão de áb ica espe a-se
a ingi p opósi os como:
• Se capaz de o nece à emp esa uma análise de alhada de
so wa es
que isem digi aliza
o p ocesso p odu i o da o ganização a pa das e amen as ecnológicas p o idas pela
Indús ia 4.0.
• P opo ciona uma no a p opos a de
layou
ab il, pa a que o luxo de p odução seja
con ínuo e es eja ap imo ado.
• P ocu a es abilidade inancei a.
1.3 Me odologia
A abo dagem des a in es igação cen ou-se numa me odologia In es igação-Ação.
É desc i a pelos au o es Cas o e Mo gan (Cas o, 2012) como o es udo em que a p óp ia pessoa
e le e o modo como é desen ol ido o seu abalho com o obje i o de o ape eiçoa e melho a . O
pai da In es igação-Ação – Lewin (1946) - salien a que ine en e a es e mo imen o exis em algumas
ca ac e ís icas impo an es. Es a amília de me odologias é comple a pois, combina,
simul aneamen e, a in es igação e a ação, ca ac e izando-se po se : colabo a i a, já que, o
in es igado não a ua sozinho, mas con a com o con ibu o dos es an es in e essados na
p oblemá ica e pela busca de melho es soluções. É c í ica, na medida, em que não se p ocu a
apenas ado a melho es p á icas, mas, ambém, agi em p ol da mudança pa a melho . É desc i a
3
como sendo cíclica, uma ez, que exis em á ias e apas ao longo do p ocesso e, pa a que se possa
a ança pa a a ase pos e io é necessá io que a e apa an e io es eja concluída. Numa p imei a
ase, o planeamen o, de seguida a implemen ação da ação, depois há a moni o ização do p ocesso
e, po im, a e lexão do que oi p opos o (Cas o, 2012).
Pos o is o, no p esen e p oje o, seguiu-se a abo dagem In es igação-Ação, a qual es á e idenciada
na Figu a 1 e mos a as e apas no desen ol imen o do p oje o.
Figu a 1: Me odologia In es igação-Ação u ilizada no p esen e p oje o.
A conc e ização dos obje i os enunciados passa, p imei amen e, po uma e isão de li e a u a que
espelhe os inúme os es udos e a igos cien í icos sob e a digi alização do chão de áb ica. Pa a
al, eco eu-se a base de dados idedignas, cuja e acidade dos documen os é al amen e
quali icada (
Scopus
e
Science Di ec
). A quan idade in o ma i a é imensa, pelo que, pa a auxilia
a pesquisa delimi ou-se o acesso po ia de pala as-cha e. Depois, ez-se um le an amen o e
mapeamen o dos a uais luxos de in o mação.
Enquan o es udo empí ico buscou-se ecolhe in o mações sob e o es ado a ual da emp esa,
sob e udo, ao ní el de equipamen os: ipologia, unções, capacidade de p odução, disposição em
áb ica, manu enções e ecnologia implemen ada. Conside ou-se ele an e, no decu so do p oje o,
inclui as no mas de higiene e segu ança co en es. No que conce ne à ecolha des es dados –
e e encias ulc ais e elemen a es na consecução do p oje o – o am eunidas na a i as das
di e en es sensibilidades dos p o issionais, em pa icula , dos esponsá eis de cada secção.
Realizado es e passo, o am elencadas as á eas mais p oblemá icas, nes e caso, ao ní el de
4
moni o ização de equipamen os, disposição do espaço ab il, qualidade das e amen as e
consumí eis e o con olo da p odução.
Pa a colma a es as alhas o am p opos as soluções, as quais se encon am desc i as no capí ulo
5. Ap esen ação e Implemen ação de P opos as, indo de encon o aos obje i os enunciados pela
o ganização. Depois de discu idas e suge idas as soluções da -se-á en oque à sua implemen ação
e pe cebe que ipo de ilações é que é possí el ex ai , ace aos esul ados que ad êm das
mesmas.
1.4 Es u u a da Disse ação
O documen o es a á o ganizado em seis capí ulos, de modo, a que as in o mações es ejam
de idamen e o ganizadas e possibili e uma lei u a e comp eensão simpli icada.
Nes e p imei o capí ulo, é abo dado o ema do es udo que e e e o enquad amen o eó ico da
p oblemá ica, os obje i os e a me odologia u ilizada.
Segue-se pa a o capí ulo segundo, o qual se des ina ao enquad amen o eó ico e em como
obje i o ap o unda o concei o de digi alização do chão de áb ica. De e e i , que são ap esen ados
á ios ou os concei os, os quais o mam os p incipais alice ces pa a a omada de decisão.
Seguidamen e, ap esen a-se, o e cei o capí ulo, que eme e pa a ques ões ela i as à
ca ac e ização da emp esa, dos p ocessos e do p oblema.
O qua o capí ulo aba ca a a ual si uação da emp esa. Nes e pon o é ealizada uma análise c í ica
do es ado igen e da o ganização e mencionadas as di iculdades. Em e mos de ques ões da
maquina ia,
layou
igen e do espaço ab il, manu enções, higiene e segu ança.
O capí ulo cinco engloba as p opos as que isam da espos a aos dilemas iden i icados no capí ulo
an e io . Também, expõe a análise e discussão do p ocesso de in es igação. Nele pode encon a -
se a ap eciação e in e p e ação dos esul ados p e is os e/ou ob idos.
O capí ulo subsequen e (seis), en a iza conside ações inais.
5
2.
ENQUADRAMENTO TEÓRICO
O p esen e capí ulo e sa a componen e eó ica que se iu de mo e ao desen ol imen o do p oje o.
Numa p imei a ase, alude ao concei o de indús ia 4.0, ema cen al na elabo ação do ela ó io
e, de seguida, são explo ados e mos ine en es, nomeadamen e, a digi alização e a indús ia de
me alomecânica em Po ugal.
Ao u iliza -se a digi alização como núcleo ulc al des a in es igação, é con enien e es abelece -se
p incípios es u u an es à sua implemen ação. Cada chão de áb ica e le e uma his ó ia di e en e,
sin e izando ela os e p á icas mais e menos posi i as.
No caso des a pesquisa – Con ibu os pa a a Digi alização do Chão de Fáb ica de uma Emp esa
de Me alomecânica – o abalho en ol ido nes a ma é ia se e, simul aneamen e, duas
dimensões: inicialmen e, a digi alização despole a-se como sendo o ga ilho de mudança de
pensamen o e cul u a na emp esa, ou seja, as emp esas, pa a que consigam sob e i e êm de
se adap a a uma no a e a digi al (Becke , 2020). Os agen es o ganizacionais pe cebem que as
écnicas adicionais não são su icien es e que no as compe ências de em eme gi pa a que seja
possí el alcança em um g au de e iciência maio e consegui em aumen a em a capacidade
p odu i a, mas ambém elimina em as a e as que não ac escen am alo aos p odu os (Clancy,
2024) .
A implemen ação de p á icas elacionadas com a Indús ia 4.0 es ão a ans o ma o modo como
as o ganizações ope am e pensam, já que, o es ado de ma u idade das ecnologias é ele ado o
que lhes pe mi em se em mais e icien es e compe i i os (Núñez-Me ino, 2020).
Daqui se e i a que a digi alização é mais do que a ligação de ecnologias aos p ocessos da
emp esa, mas uma e dadei a a ma de es a égia ines imá el emp esa ial.
Aliado à adoção de p ocessos mais au omá icos é conscien e pensa nas e amen as que
su gi am no passado e que o mam e o ma am a base das emp esas de hoje, já que, apesa de
algum ce icismo associado à elação des es dois emas exis e, de ac o, bene ícios ope acionais
(Bue , 2021).
Des a o ma, é c iado o concei o de
lean
4.0, incluso nos pa âme os mais ecen es da a ual
indús ia – indús ia 4.0. A e o mulação de um chão de áb ica com auxílio da digi alização é
impo an e e az a di e ença, mas não é independen e. Signi ica is o, que os p o issionais da
qualidade p ecisam de inc emen a o conhecimen o das e amen as digi ais da Indús ia 4.0 e
6
alia isso às melho es p á icas de ges ão chão de áb ica e segui pa a a melho ia con ínua (Clancy,
2024).
Sendo es a disse ação desen ol ida numa emp esa de me alomecânica, pe ceciona-se um isco
de aciden e maio , já que, há a o es a que os colabo ado es es ão pe manen emen e expos os
(poei as da soldadu a, po exemplo). A Indús ia 4.0 não oca apenas nas máquinas ou nas
ecnologias, ou seja, de e cen a -se nos se es humanos e c ia um ambien e de abalho
adequado, segu o e con o á el, caso con á io, esul a á em sis emas não sus en á eis com
esul ados nega i os (Pape i, 2020)
Uma emp esa que não ado e medidas de segu ança ende a e cus os maio es po que não es á
p epa ada pa a aze ace a si uações de pe igo, ou seja, os indicado es de desempenho do
abalhado e de p odu i idade acabam po se endenciosos.
Relacionado com os ins umen os ecnológicos alude-se ao con ibu o de um
layou
bem
con igu ado, já que, em uma g ande in luência na p odu i idade e um impac o signi ica i o nos
cus os ope acionais (Naq , 2016).Signi ica, que a o ganização pode começa a u iliza p ocessos
au omá icos e em empo eal pa a se mais e icien e, aumen a a luc a i idade e p odu i idade,
mas se á inábil se a disposição dos equipamen os em áb ica não segui uma lógica e um luxo
de passagem de ma e iais con ínuo.
Um
layou
inco e o a e a o desempenho ge al, qualidade e p odu i idade do sis ema. Assim, é
impo an e ede ini o espaço e i a bene ício de melho es p o ei os (Suha di, 2019).
Pos o is o, e po que se conside a que os ópicos acima mencionados es ão elacionados, p ocu ou-
se pe cebe o que dizem es es emas na eo ia (de aco do com a igos cien í icos) e na p á ica
(enquan o abalho de e eno numa emp esa de me alomecânica), elencando que melho ias
pode iam se e e i adas.
2.1 INDÚSTRIA DE METALOMECÂNICA EM PORTUGAL
Em Po ugal, a indús ia de me alomecânica é conside ada uma das a i idades económicas com
maio impo ância (BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022). A igu a 2 e idencia essa mesma
a i mação e dep eende-se que, ao longo dos anos, os núme os êm sido c escen es.
7
Figu a 2: Núme o de Emp esas de Me alomecânica, em Po ugal.
(BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
Tal pujança é a ibuída pelo ac o de se um se o que se dedica à ans o mação de me ais pa a
a ab icação de g andes ou pequenas es u u as, pa a a conceção de p ocessos in e médios e/ou
p odu os inais (BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
Independen emen e do calib e, es e ipo de manu a u a ans o mado a es á p esen e em
inúme os ou os se o es da economia po uguesa (cons ução ci il, ag icul u a, ene gia,
anspo es, en e ou os), conseguindo alcança bons esul ados e sag ando-se como uma das
maio es expo ado as do país.
Tal como ou os amos, ambém a e en e da me alomecânica se dis ibui pelas di e en es
classes de dimensão, olume de negócios, núme o de pessoas a e as e ipos de especialização.
Es e núme o em indo a e olui , em pa e, pela c escen e mode nização dos p ocessos e
p og esso das ecnologias, pelo que, az odo o sen ido ado a e amen as digi ais que
impulsionem ainda mais a p odu i idade.
A indús ia de me alomecânica aglome a um o al de 10 831 emp esas em Po ugal, ep esen a
um olume de negócios na o dem dos 34 309,00 milhões de eu os e em ao se iço 196 983
abalhado es (dados de 2022 e úl ima a ualização oi a 12 de ab il de 2024) (BANCO DE
PORTUGAL | BPs a , 2022).
Con o me a igu a 3, e i ica-se que as me alú gicas base são as que ap esen am alo es mais
diminu os do se o , em oposição aos p odu os me álicos e elé icos.
8
Figu a 3: Segmen os da a i idade económica – 2022, em Po ugal.
(BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
Em 2022, ce ca de 39% das emp esas es ão no me cado há mais de duas décadas, ou seja,
dep eende-se que um ní el de ma u idade e es abilidade ele ado, de aco do com a igu a 4.
Figu a 4: Ma u idade das emp esas inse idas na Indús ia Me alú gica, em Po ugal.
(BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
A igu a 5 exibe o ní el de expo ações das g andes emp esas em Po ugal, no ano de 2022.
Dep eende- se, que as g andes emp esas so e am uma queda ab up a, em pa e, po se o pico
da pandemia – Co id 19 - no en an o, ol a a inc emen a os seus alo es no ano a segui .
9
Figu a 5: Expo ações Líquidas, em Po ugal - G andes Emp esas.
(BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
A igu a 6 mos a o ní el de expo ações das médias emp esas em Po ugal, no ano de 2022. De
aco do com o g á ico, as médias emp esas egis a am alo es de expo ações mais baixos, mas
não ão ex emo como no caso an e io . De e e i , que o ano de 2018 ap esen a uma descida
bas an e chama i a e o p incipal obs áculo de e-se à “di iculdade na con a ação de
abalhado es” e que as azões pa a ais causas se de em a “e olução demog á ica nega i a,
cons angimen os à a i idade o ma i a e al a de a a i idade na indús ia” (AIMMAP, 2019).
Figu a 6: Expo ações Líquidas, em Po ugal - Médias Emp esas.
(BANCO DE PORTUGAL | BPs a , 2022).
A igu a 7 e idencia o ní el de expo ações das pequenas emp esas em Po ugal, no ano de 2022.
À semelhança do que oco e nas médias emp esas ambém as pequenas emp esas ap esen am
oscilações nes e se o e êm a sua esponsabilidade a ibuída po con a de c ises inancei as, da
pandemia (Co id-19) e da gue a na Uc ânia, con udo é possí el cons a a que a saída de bens e
se iços es á, na sua maio ia, a amplia os seus alo es.
16
O pensamen o
lean
ans o mou-se numa iloso ia impo an e nas indús ias, passando a es a
p esen e, não só, no se o au omo i o como em odas as ou as indús ias (Bokho s , 2021).
Ao longo do empo, o e mo em so ido algumas a ualizações, ou seja, inicialmen e, pa e de um
conjun o de p á icas e e amen as simplis as e com oco no espaço ab il e c esce umo a
sis emas mais complexos den o das emp esas (Bokho s , 20221).
O ac o de as o ganizações apos a em cada ez mais em p ocessos ecnologicamen e mais
e oluídos az com que, ambém o
lean
, se adeque a uma e a cada ez mais digi al. O p incípio
básico do
lean
não se al e a, mas complemen a-se com as no as ecnologias.
Assim, a conceção de
lean
de uma pe spe i a ecnológica é algo a e e pa a que as o ganizações
implemen em com êxi o o seu p óp io p ocesso de digi alização (Rossi, 2022).
2.3.1. Despe dícios
Lean
O
lean
dedica-se a eduzi ou a elimina os despe dícios e a oca nas a i idades que ac escen am
alo pa a o consumido (Sha ma, 2020).
Pode-se dize que o
lean
passa po se uma es a égia em que há a p odução de bens, mas com
uma meno u ilização dos ecu sos (humanos, ab is, e de in es imen os). Des aca-se de ou os
mé odos, pois en a iza a impo ância de emo e as a i idades que não ac escen am alo , os
chamados “despe dícios”, enquan o ou as me odologias dedicam-se às a i idades que êm alo
(An a i, 2011). Além do mais, es a e amen a aba ca a melho ia em odos os p ocessos na
emp esa (desen ol imen o de p odu os, p odução, p epa ação e planeamen o, ecu sos humanos
e apoio ao clien e) con a iamen e a ou as me odologias, cujo p opósi o é de ca iz mais indi idual
(An a i, 2011). Relacionado com o
lean
, dep eende-se a exis ência dos p incipais despe dícios nas
o ganizações (7+1), mas ambém das e amen as que nos podem ajuda a colma a essas alhas
e a melho a o desempenho.
Taiichi Ohno
enunciou se e despe dícios - anspo e, in en á io,
mo imen os, espe as, p odução excessi a, p ocessamen o excessi o e de ei os - no en an o,
su giu, na década de 90, pelas indús ias ociden ais, um oi a o despe dício que se elaciona com
o não ap o ei amen o das compe ências dos seus colabo ado es (Sha ma, 2020).
•
T anspo e
- elaciona-se com mo imen os em demasia do p odu o du an e o p ocesso
de ab ico. Es e despe dício oco e quando o
layou
da áb ica não es á desenhado pa a
que os p odu os sigam mo imen os con ínuos, acabando po causa mo imen os
excessi os e o p óp io desgas e pa a os colabo ado es (Sha ma, 2020).
17
•
In en á io
– e e e-se ao a mazenamen o desmensu ado de ma é ias-p imas ou p odu os
inais. Ao de e -se um
s ock
exis e in insecamen e um cus o associado pois, es ão a
u iliza um espaço i al e é necessá io con ola esses a igos, já que, podem de e io a -
se e/ou ica obsole os (Sanahuja, 2020)
•
Mo imen os
- associado a deslocações indesejadas. Ab ange odos os mo imen os que
não adicionam uma mais- alia ao p odu o como le an a - se pa a i busca uma
e amen a, pedi ajuda ao supe io , in o ma um colega, limpeza da á ea de abalho,
en e ou os. Ine en e a es e ópico enume a-se a exis ência de boas condições.
Mo imen os epe i i os de e ão se eliminados po que, po um lado, não ac escen am
alo ao p odu o e, po ou o lado, melho a as condições de saúde nos abalhado es
(Sha ma, 2020).
•
Espe as
– momen os de iné cia e ina i idade de pessoas e/ou máquinas (Sha ma, 2020).
P odução Excessi a
- de inida como a p odução a mais do que pedido pelo clien e ou
início da p odução de um p odu o que ainda não oi equisi ado (Sanahuja, 2020).
•
P ocessamen o Excessi o
– concei o simila ao ópico an e io , mas elacionado com
p ocessos in e nos seja na c escen e exis ência de p ocessos bu oc á icos, excesso de
manuseamen o de ma e iais, p oduzi melho do que é exigido, en e ou os (Sanahuja,
2020).
•
De ei os
– indica as impe eições sob os ma e iais/p odu os que como não se adequam
aos equisi os de qualidade de em se ejei ados e p oduzidos no amen e (Sanahuja,
2020).
•
Compe ências/Habilidades dos colabo ado es
– subu ilização das compe ências e
habilidades humanas. Explica o ac o de a ges ão não ap o ei a os alen os e capacidades
dos abalhado es pa a melho a o abalho in e namen e em que os p ocessos indus iais
seguem um conjun o de ins uções pa a se em ealizados (Sha ma, 2020).
2.3.2. Fe amen as Lean
No que espei a às e amen as enume am-se á ias, no en an o, e de aco do com á ios au o es
(Sha ma, (2020), Naci i, (2022), Czi a, (2019), Fe ei a, (2020) e Mon ei o, (2019)) expõem-se,
as seguin es:
18
- 5S
: A me odologia 5S é uma écnica u ilizada em chão de áb ica que pe mi e que o espaço ab il
es eja limpo e o ganizado, eco endo a pequenos passos. O p opósi o des a e amen a é
iden i ica aquilo que não ac escen a alo e elimina os despe dícios du an e a ab icação. As
e apas ine en es ao mé odo 5S incluem um
layou
o ganizado, limpo e anspa en e, além de
uncional e segu o, p opício a um bom desempenho an o dos abalhado es como dos
equipamen os (Muo ka, 2023).
Ab ange cinco passos que de em se ealizados pa a que se consiga i a o máximo de bene ício,
sendo eles:
•
Classi ica
- nomea os a igos, p odu os, e amen as de aco do com a sua necessidade
O que é necessá io de e se gua dado e o que não é necessá io de e se desca ado. A
classi icação de e segui a o dem de uso, is o é, coloca os mais usados mais pe o do
abalhado e dis ancia aqueles que não são usados de o ma eco en e. Os casos que
susci a em alguma dú ida de em segui uma me odologia di e en e, ou seja, de em se
e ique ados a e melho e colocada a da a e com is o pe cebe que se es e a igo não o
usado de e á se eliminado da á ea de abalho (Sha ma, 2020).
•
O dena
– e e e-se à localização co e a de odos os i ens, de al o ma, que odos os
ope ado es saibam iden i ica o seu pon o de o igem.
•
Limpeza
- elacionada com o asseio e higiene da á ea de abalho, man endo, odos os
dias, o local a umado e limpo. É essencial pa a indica anomalias e e i a aciden es.
•
Pad oniza
– depois de os ês p imei os “s” es a em implemen ados de e- se o maliza
um plano pa a que es as a i idades sejam semp e ealizadas e pa a que se alcance a
melho ia con ínua.
•
Man e
- o úl imo concei o co elaciona-se com o hábi o, ou seja, a ualiza as a e as a é
que es as se o nem o cos ume. De e se uma p á ica que odos os uncioná ios de em
abalha pa a que se consiga es a semp e em e olução.
- Jus in Time
: es e concei o pode se associado a uma ope ação pull, ou seja, só é ealizada
quando há um pedido do clien e. Es a écnica baseia-se na edução de despe dícios e, como al,
p oduz na quan idade ce a, no empo ce o e apenas quando é necessá io, e i ando ge a mais
p odu o e mais cus os (Naci i, 2022).
- Kaisen
: p o ém do idioma japonês e signi ica “muda pa a melho ”, is o é, eside na p á ica da
melho ia con ínua (Mon ei o, 2019).
19
- Kanban
: o iginá io do Japão, es e e mo signi ica ca ão ou bilhe e. Es a écnica unciona como
um sinal u ilizado pa a da início à p odução e man e um luxo de abalho con ínuo e con olado
(Sánchez, 2012).
- Poka Yoke
: écnica u ilizada pa a p e eni e elimina e os (Fe ei a, 2020).
- Ges ão Visual:
me odologia em que são emi idos sinais ou mensagens, em empo eal, que
ale am e consciencializam o ope ado quan o a e os, e alhas de segu anças (Naci i, 2022).
- Heijunka
: apon a pa a um ni elamen o da p odução. Signi ica que p oduz apenas o que é
eque ido pelo clien e, e i ando a p odução em demasia (Naci i, 2022).
- Coun inuous Flow
: incide na p odução de um p odu o de cada ez em cada e apa do luxo. Des a
o ma, há a diminuição de abalhos em andamen o e o p óp io empo de ciclo ambém é meno
po que não há espe as po ou os p odu os (Sha ma, 2020).
- VSM:
écnica que pe mi e mapea odo o luxo de p odução, con abilizando s ocks, empos de
ope ações e de p ocessamen o e oda a linha do empo (Czi a, 2019).
- SMED:
Sis ema desen ol ido pa a e e ua a oca de e amen as no meno empo possí el
(Fe ei a, 2020).
2.4 CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO FABRIL
Um design de
layou
indus ial bem es u u ado e sus en á el é capaz de se adap a às a iações
e é is o como o p imei o passo em di eção à Indús ia 4.0 pa a man e a p odução p ecisa e no
de ido empo. Um
design
de
layou
de icien e acaba po con a ia os p ocessos no mais e é nesse
momen o que su gem p oblemas (Kuma , 2018).
As emp esas es u u am o seu
layou
de aco do com os p odu os p oduzidos e, consoan e ai
c escendo, a o ganização acaba po adap a os espaços sob an es.
A e o mulação do espaço ab il é, de ac o, abalhosa po que é uma decisão omada a longo
p azo e implica, na maio ia das ezes, um in es imen o e esses cus os são semp e ele ados, no
en an o, se bem aplicado az inúme as an agens pa a a o ganização, sob e udo a ní el de
desempenho e p ecisão (Kuma , 2018).
O
layou
de uma ins alação pode se de inido como a o ganização de udo o que é necessá io pa a
a p odução de bens ou p es ação de se iços (D i a, 2007).
Ou os au o es e e em que o
layou
de uma emp esa é designado como sendo a combinação de
ecu sos ísicos, humanos e ma e iais e a elação que se es abelece en e eles (Aleisa, 2005) e
20
que “o
layou
das ins alações de p odução em um g ande impac o no desempenho da p odução”
(Vi ayasak, 2019).
É conside ada uma das á eas-cha e e cujo con ibu o é signi ica i o na p odu i idade da
manu a u a, no que espei a a ques ões de empo e ques ões mone á ias. Des a o ma, é cla o
que um
layou
bem conseguido impac a posi i amen e a p odu i idade da emp esa. Apesa disso,
a en a-se pa a o ac o de que o espaço ab il de e acompanha as mudanças, ou seja, du an e o
seu ciclo de ida - p oje o, implemen ação, c escimen o, ma u idade e obsolescência (Gu d, 2007)
– de em se implemen ados e p epa ados planos que isem a eo ganização do espaço pa a que,
a longo p azo, sejam e i ados gas os desmedidos ou que não ão de encon o aos obje i os da
emp esa (Mu he , 2015). um modo ge al, conside a-se o
layou
como sendo o espaço ísico de
uma emp esa, na qual es ão dis ibuídas, de o ma equilib ada, as máquinas, as pessoas e os
ma e iais. A á ea ab il o ganizada possibili a uma isualização dos p ocessos ala gada, meno
despe dício, maio p odu i idade e colabo ado es mo i ados. As emp esas de em ado a o
layou
que melho se adequa ao p odu o ou se iço que p es am. Dep eende-se, que po meio de
pesquisas, que os p incipais ipos de posicionamen o do ambien e indus ial são (Mu he , 2015;
Peinado, 2004):
•
Layou
po Célula
•
Layou
Fixo
•
Layou
po P ocesso
•
Layou
po P odu o
Layou
po Célula
A áb ica es á o ganizada po es ações e cada uma é concebida pa a ab ica o p odu o/ amília
de p odu os do início ao im. Como apon a a igu a 9, compa imen a odas as e amen as,
ma e iais e máquinas necessá ios à conceção do mesmo. As células são c iadas com base na
simila idade de p ocessos, ou seja, ag upa-se os equipamen os, colabo ado es e espaço
consoan e a semelhança dos p odu os pa a que se p oduzam, acilmen e, os a igos inais (San os,
2019).
21
Figu a 9:
Layou
po Célula.
(Peinado, 2004)
Layou
Fixo
A igu a 10 ealça que as emp esas que ado am um
layou
ixo ap esen am cus os de
manuseamen o ele ado, pelo que, o p odu o es á imobilizado e a sua ab icação depende da
deslocação de colabo ado es, máquinas e ma é ias-p imas (Suzano, 2015).
Figu a 10:
Layou
Fixo.
(Mu he , 2015)
Layou
po P ocesso
O
layou
po p ocesso é u ilizado quando exis em ope ações e máquinas com unções
semelhan es. Des e modo, e como se obse a na igu a 11, cada secção des es equipamen os e
ope ações é ela i amen e au ónoma e quando o ma e ial se desloca pela linha de p odução ai
sendo sujei o a al e ações consoan e o p odu o que se que ab ica (Ko ács, 2019).
22
Figu a 11:
Layou
po P ocesso.
(Peinado, 2004)
Layou
po P odu o
A igu a 12 ealça um
layou
po p odu o, o qual é ca ac e izado pa a p odu os com pouca
di e sidade e com p ocessos mui o pad onizados, ou seja, indicado pa a p oduções em massa e
sem a iabilidade. Os a igos, seguem um luxo con ínuo, sequencial e cujas a e as pa a o
colabo ado são simples e epe i i as (Suzano, 2015).
Figu a 12:
Layou
po P odu o.
(Mu he , 2015)
O p incipal p opósi o das o ganizações passa po de e um
layou
que acili e os p ocessos de
p odução, cump indo, simul aneamen e, alguns obje i os. No que conce ne aos c i é ios de
decisão pa a a cons ução de uma no a disposição ab il e, de aco do com Mu he (2015)
e idenciam-se os seguin es ópicos:
• Minimiza dis âncias na mo imen ação de ma e iais;
• Reduzi as dis âncias pe co idas pelos colabo ado es;
• Maximização da p oximidade de secções elacionadas;
• Diminuição de cus os ope acionais;
23
• Maio con olo dos p ocessos;
• O imização do espaço de abalho;
• Res ingi a ina i idade dos equipamen os;
• Aumen a a p odu i idade;
• C iação de um ambien e de abalho con o á el, segu o e limpo.
Po ou o lado, é sensa o pensa que exis em causas que podem limi a a ees u u ação do local
p odu i o:
• Insu iciência do espaço;
• Ques ões de segu anc"a e de es u u a do edi ício;
• Localizac"ões ixas;
• In es imen o (ele ado).
Ac escen a-se, ainda, o ac o de consegui p oje a os locais de maio isco associado. Assim, é
possí el iden i ica , po meio de ges ão isual, espac"os com maio pe igo ine en e, bem como
saídas pa a e acuac"ão do pessoal. Ine en e a um
layou
é, ainda possí el, iden i ica a o es
bené icos e limi a i os. A Tabela 1 mos a, de um modo sucin o, as an agens e des an agens
associados a cada um dos
layou s
(Aguia , 2007; (Nadia, 2016); (Okpala, 2016).
Es es
layou s
impac am nega i amen e as emp esas em:
• Os
layou s
ixos
são conside ados os mais simples, mas ambém os mais dispendiosos,
já que, o p odu o es á imó el e os ecu sos ans o mado es é que são deslocados.
A i idades des e géne o dependem de equipamen o mui o ca o, en ão as máquinas mais
u ilizadas são semp e as que es ão mais p óximas. O ac o de a deslocac"ão se po pa e
dos meios (pessoas e máquinas) espelha di iculdade em ob e um espac"o em que seja
exequí el o abalho e es u u as de apoio básicas (água e ele icidade, po exemplo).
24
Tabela 1: Aspe os Posi i os e Aspe os Nega i os -
Layou
po P ocesso,
Layou
po P odu o,
Layou
Fixo e
Layou
po Célula.
TIPOS DE
LAYOUT
ASPETOS POSITIVOS
ASPETOS NEGATIVOS
LAYOUT
POR
PROCESSO
Cus os indi e os eduzidos
Exis ência de uma maio quan idade de
s ock
Maio a iedade de p odu os
O con olo é mais acen uado
Meno In es imen o de capi al inicial
Necessidade de mão de ob a especí ica e
especializada
Maio lexibilidade na al e ação dos
p ocessos/p odu os
Equipamen os com p eço a ul ado
Maio u ilização da maquina ia
LAYOUT
POR
PRODUTO
Os p ocessos e ope ações são in ui i as
In es imen o inicial ele ado
P odução em massa é acilmen e conseguida
A exis ência de uma a a ia p ejudica oda a
sequência de ope ações
Facilidade no con olo de p odução
Flexibilidade dos p ocessos é diminu a ou
inexis en e
Cus o uni á io meno
Cus os indi e os aumen ados
E iciência na u ilização do espaço da áb ica
As ope ações epe i i as o nam.se monó onas
Rápida adap ação dos colabo ado es ao
layou
Redução no cus o de manuseamen o de
ma e iais, a i idades e empos de p odução
Índice de abs enção ele ado
Velocidade de p odução é de e minado pela
a e a mais longa
Al e ações do p odu o implicam al e ações de
g ande dimensão no
layou
LAYOUT
FIXO
Maio lexibilidade na al e ação dos
p ocessos/p odu os
Despesas de mobilidade e deslocação são mais
acen uadas
Simul aneidade na ealização de a e as
Tempo de p odução ele ado
Maio con olo da p odução
Fal a de es u u as de apoio
Ele ada ap endizagem pela he e ogeneidade
de a e as
Cus os uni á ios ele ados
Imobilidade do p odu o
Equipamen os com p eço a ul ado
LAYOUT
POR
CÉLULA
Lead Time
é o imizado
Ele ado núme o de a e as e especi icidade das
mesmas le a a uma di ícil adap ação
Manuseio do in en á io é eduzido
Implica o in es imen o de mais equipamen os e
na con igu ação da áb ica
Diminuição do
Se up
Cus o do
Se up
é inc emen ado
O espaço do chão de áb ica é ap o ei ado de
melho o ma
Menos mo imen os aquando da ealização
das a e as
Maio con olo da p odução
25
• O
layou
po célula
c ia espac"os especializados à ge ac"ão de um p odu o ou amília de
p odu os, oda ia pode implica o in es imen o em equipamen o di e so, a qual não é
acilmen e en abilizada, pois apenas é adequada a alguns p odu os. Os ecu sos não são
ap o ei ados na sua maio ia e como exis em mui as a e as, que são ap op iadas
con o me o p odu o, a adap ac"ão do colabo ado se á mais di ícil.
• As o ganizac"ões que di ecionam a sua áb ica pa a um ipo de
layou
uncional
de em
e em con a que os equipamen os e as pessoas são emp egues consoan e a necessidade,
ou seja, há p odu os cuja u ilizac"ão de ecu sos se á maio e ou os em que se á meno .
A exis e8ncia de p ocessos á ios a que o p odu o pode á se subme ido es abelece uma
di iculdade ampliada pa a os colabo ado es. Cons a a-se, ambém, que o abalho é
especializado, is o é, a adap ac"ão a ou os pos os de abalho não é acili ada.
• O con olo da p oduc"ão é complexo po que os p odu os êm de se seguidos con o me a
sua ipologia. Is o e le e que, se exis i em cem p odu os di e en es, po exemplo, cada
um e á de acompanhado indi idualmen e, os empos de p epa ac"ão são di e en es e,
como al, i ão aumen a , bem como os
s ocks
e os empos de
Se up
.
• Um
layou
ocado no
p odu o
indica que a o ganizac"ão se ege po p oduc"ão em massa.
Exp essa um p odu o que é pad onizado, ou seja, es á sujei o a um p ocesso con ínuo e
de ealização simplis a. Ine en e a es e concei o, des aca-se que os cus os de cada
unidade são meno es po que a sua ab icação é em g ande escala, con udo ambém
ep esen a que as unidades p oduzidas se ão, sob e udo, pa a
s ock
, aumen ando os
cus os des es. De e e i , que as a e as epe i i as simbolizam uma mão de ob a pouca
especializada, ba a a e a exis e8ncia de absen ismo e lesões pe pé uas. O espac"o é
pensado pa a aglome a eno mes linhas de p oduc"ão, as quais, implicam in es imen os
g andiosos. Além disso, à con iguidade dos p ocessos es á adjacen e um maio isco
po que se uma e apa alha pode p ejudica a ealizac"ão das a e as seguin es.
2.5 HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO
A lei po uguesa (Lei no. 102/2009, de 10 de se emb o) a i ma que “o abalhado em di ei o à
p es ação de abalho em condições que espei em a sua segu ança e a sua saúde, assegu adas
pelo emp egado ou, nas si uações iden i icadas na lei, pela pessoa, indi idual ou cole i a, que
de enha a ges ão das ins alações em que a a i idade é desen ol ida” (Diá io da República, 2009).
32
Figu a 15: Ob as em cu so a se em ealizadas pela Bee s eel.
Disponibilizado pelo depa amen o de
ma ke ing
e comunicação.
Figu a 16: Ob as ealizadas pela Bee s eel em F ança.
Disponibilizado pelo depa amen o de
ma ke ing
e comunicação.
33
Figu a 17: Da Bee s eel pa a o mundo.
Disponibilizado pelo depa amen o de
ma ke ing
e comunicação.
A áb ica da emp esa, sediada em Fa e, ap esen a uma á ea cobe a de 6500 me os quad ados.
De e e i , a qualidade das ins alações e a boa capacidade p odu i a. A o ganização é capaz de
supo a e de concebe es u u as de al o olume, an agem que não é adqui ida po mui as i mas
do se o . Es á di idida em duas pa es: o chão de áb ica que espei a à á ea de p odução e a
pa e dos esc i ó ios, os quais são compos os pela di eção e espe i os depa amen os. A igu a
18 ilus a como oco e essa dis ibuição.
Figu a 18: O ganog ama da Emp esa Acolhedo a.
34
Mais se ac escen a, que a emp esa apos a no desen ol imen o de conhecimen os especí icos, na
expe iência dos seus p o issionais e na aquisição de ma e ial p óp io, pa a que possam se
independen es e au ónomos e esponde apidamen e à p ocu a.
O p oje o delineado na Bee s eel passa po elenca uma es a égia que ise o seu c escimen o e
com o p opósi o de aumen a a sua capacidade p odu i a. Nes e âmbi o, p e ê-se a ees u u ação
do
layou
ab il, ou seja, a mode nização do seu pa que indus ial, adqui indo máquinas e
equipamen os com ecnologia de pon a. É expec á el que, ealizadas as al e ações, a p odução
da Bee s eel, passados cinco anos, a inja um aumen o de 143,61%.
Os obje i os da emp esa assen am em:
• Digi aliza o p ocesso p odu i o em linha com os p incípios da Indús ia 4.0, azendo ace
à escassez de mão-de-ob a e i icada no se o ;
• Al e a o
layou
ab il, p ocu ando alcança um p ocesso p odu i o e o ganizacional mais
e icien e;
• Po encia a en ada da Bee s eel em no os me cados in e nacionais e e o ça a sua
posição nos me cados onde já a ua;
• Ob e Sus en abilidade inancei a, demons ado pela melho ia de indicado es numé icos
e de mé icas de desempenho, conseguindo a ingi os seguin es dados:
o Redução dos cus os de ab ico, dos empos de p odução e de en ega a
clien es;
o Alcança 5 268 086,30 € de olume de negócios;
o Alcança 9,96% de In ensidade Expo ado a.
A abela 2 mos a a dis ibuição dos colabo ado es e espe i as unções e a igu a 19 pe mi e que
seja possí el isualiza o espaço de abalho e onde o p oje o oi ealizado.
Além disso, é uma emp esa ce i icada em duas no mas, pe mi indo que a sua a uação seja
possí el em ou os países, nomeadamen e em F ança:
• NP EN ISO 9001:2015 - Sis emas de Ges ão da Qualidade
• EN 1090-1:2009 + A1:2011 - EXC3 Ma cação CE em Es u u as Me álica.
35
Tabela 2: Dis ibuição dos colabo ado es e espe i as unções.
Secção de T abalho
Nº de
Colabo ado es
Di eção
1
Adminis ação
Qualidade
1
Con abilidade
1
DAP
1
Manu enção
1
Engenhei os/Di e o es de Ob a
1
P odução -
Secção do
Fe o
Se alhei os
3
Soldado es
3
Co e da
Danoba
1
Co e da Se a
1
Ajudan es
2
Enca egado/Responsá el do e o
1
P odução -
Secção do Inox
Mon agem
1
Se alhei os
3
Ajudan e
1
Enca egado/Responsá el do inox
1
P odução -
Secção da
Chapa
Ajudan e
1
Enca egado/Responsá el da chapa
1
36
Figu a 19: Vis a supe io do chão de áb ica.
A iden idade e o in ui o do negócio passam po um conjun o de linhas o ien ado es que egem a
o ganização, nomeadamen e2:
•
Visão
– a emp esa ansmi e a ideia de que os p oje os em desen ol imen o de em e
em is a a c ia i idade, a di e enciação e a apos a sus en á el que isem p opo ciona
uma melho qualidade de ida à sociedade, em ge al.
•
Missão
– em que é e e ido que o indi íduo é pos o no cen o, ou seja, o desen ol imen o
de p odu os e p es ação de se iços de e se ei o com o máximo de compe ência e
exa idão pa a que seja possí el c ia alo pa a odos os in e enien es.
•
Valo es
– a ua de o ma p o issional, aliado ao ac o de es a em cons an e c escimen o
e eno ação, se compe i i o e eco e a p ocessos sus en á eis.
3.2 Ca ac e ização do P ocesso Ge al
Na igu a 20 es á desc i o o p ocesso ge al desde o pedido de um clien e a é à expedição do
p odu o inal.
2 O a ual ex o, e e po base in o mações p esen es no link do g upo A liz: h ps://g upoa liz.p /ins i ucional/
37
Figu a 20: P ocesso ge al aquando de um no o pedido.
Fon e: Elabo ação P óp ia.
38
À en ada de um no o pedido pode á se ealizada uma eunião pa a pe cebe os obje i os do clien e
(dependendo do olume da ob a, po exemplo), além disso é abe a a icha do clien e e são pa ilhados
os dados e as especi icações da ob a. No inal, o clien e dá a sua opinião quan o ao abalho ealizado
pela emp esa. De seguida, o o çamen is a em em sua posse o desenho p o enien e do
so wa e Tekla
e é a pa i dessas mesmas imagens que consegue ob e a lis a pa a eencaminha ao depa amen o de
ap o isionamen o. A lis a de ma e iais é expo ada pelo o çamen is a, a a és do
Tekla
, a qual pode
assumi á ios o ma os. Nes e caso, é en iada às comp as sob a o ma de
excel
. Também nes e
depa amen o, exis e um le an amen o da pe o mance dos o necedo es pa a en a pe cebe os que
mais e melho se adequam aos obje i os da emp esa. As ob as podem se ealizadas em um dos ês
ma e iais disponibilizados pela emp esa e pa a cada um exis e um documen o que se e de mo e ao seu
desen ol imen o. Pa a uma maio o ganização, odos os dias é desc i o o abalho e e i ado po cada
colabo ado pa a se pe cebe os gas os a e os em cada ob a. O depa amen o de qualidade é esponsá el
pela inspeção inal e a úl ima an es de se en egue ao clien e. Pa a al, p eenche um documen o dos
aqui mencionados. Também ecolhem in o mação dos equipamen os, nomeadamen e, quan o ao ipo
de equipamen o, núme o de sé ie e a que secção pe ence. De e e i , que menciona o ipo de calib ação
(se o aplicá el) e quando oi ealizada. Quando se seleciona o o necedo é ealizado um documen o
designado po “ equisição a o necedo ”, o qual mos a os ma e iais que se de e ão pedi pa a
de e minada ob a.
A g ande maio ia des es p ocessos não implicam a u ilização de papel, is o é, es á p a icamen e udo
o ma ado pa a u iliza
excel
,
so wa e
de ges ão (PHC),
so wa e
de cons ução (
Tekla
) e p og amas de
o imização.
De o ma a consegui em alia o aumen o da capacidade p odu i a, à diminuição dos despe dícios e do
impac o ambien al a ní el ene gé ico e sono o, a emp esa p e ende in es i em máquinas
ecnologicamen e mais a ançadas e alinhadas com o p incípio da I4.0, com
so wa es
inco po ados que
pe mi em a análise de dados em empo eal e a omada de decisões baseadas em in o mações p ecisas.
Os in es imen os acima e e idos, do a ão a emp esa de maio capacidade, e iciência e lexibilidade
p odu i a, pois i á pe mi i au oma iza p ocessos, e da uma espos a mais ápida e cus omizada aos
seus clien es. A Bee s eel i á, en ão, eduzi os seus cus os ope acionais, melho a a qualidade dos seus
p ocessos, aumen a a capacidade de espos a, alice çando a sua an agem compe i i a.
A abela 3 e idencia os documen os u ilizados no p ocesso p odu i o de um pedido.
39
Tabela 3: Documen os u ilizados nos p ocessos do pedido de um clien e da Emp esa Acolhedo a.
P ocessos
Documen o(s) U ilizado(s)
No o P oje o
(Anexo A)
A a de Reunião
Abe u a do P ocesso (emp ei ada)
Inqué i o de sa is ação do clien e
Come cial
Desenhos, ca álogos, imp essos de medição e in o mação
disponibilizada pelo clien e
Conceção e
Desen ol imen o
(Anexo B)
O çamen o ( ealizado em
excel
a pa i dos desenhos o necidos
pelo clien e e da o imização e e i ada pelo
designe
)
P odução
(Anexo C)
O dem de Fab ico (chapa, inox ou e o)
Desenhos Técnicos
Ficha diá ia de abalho ealizado
Qualidade (Anexo
D)
Ficha de Equipamen o
Ficha de Con olo de Inspeção Final (ob a)
DAP
(Anexo E)
Lis a de Ma e iais
O çamen o de Fo necedo es
Mapas Compa a i os (em
excel
)
No a de Encomenda
A aliação de Fo necedo es
Tesou a ia
Ficha de Clien e
Fa u a
40
4.
ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL
A indús ia de me alomecânica es á, a ualmen e, a en en a no os desa ios em pa e, pelo ac o
de se a indús ia cujos a anços ecnológicos são mais p oeminen es. Ca ac e iza-se po se o
e lexo do ecido emp esa ial po uguês, pelo que, é impo an e mobiliza meios pa a impulsiona
a p odu i idade e en abilidade. A ansição digi al não é impossí el, mas pode se complexa,
sob e udo pa a pequenas e médias emp esas. Es a p emissa elaciona-se, essencialmen e, pela
necessidade de capaci a os ecu sos humanos em no as unções, as quais são, maio i a iamen e,
is as com alguma esis ência e pela insu iciência de meios inancei os.
Pa a que seja possí el a ança com melho ias, é necessá io pe cebe o es ado em que a emp esa
se encon a. Signi ica is o, a o ma como o p oje o é desen ol ido es á comple amen e dependen e
da ma u idade digi al e ísica da o ganização.
Nes e capí ulo desc e em-se os se o es da emp esa em análise e iden i icam-se os pon os de
melho ia encon ados no chão de áb ica. Pa a que haja coe ência, en ou-se segui a mesma
lógica pa a os dois se o es em es udo - p imei o abo da-se o se o do e o e, de seguida, o se o
do inox.
4.1 Se o de P odução da Emp esa – FERRO
Nes a secção se á desc i o em po meno o p ocesso p odu i o e a ca a e ização dos equipamen os
do se o do e o.
4.1.1 Desc ição do P ocesso P odu i o
A secção do e o pode se esquema izada po meio da igu a 21, a qual elenca as di e sas e apas
e p ocessos que o e o pode so e nes e chão de áb ica. É compos a po dez colabo ado es e
um único u no de oi o ho as.
41
Figu a 21: E apas à conceção de uma peça em e o.
P imei amen e, há a
p epa ação
, momen o em que o p epa ado , a a és de um p og ama
especí ico (TEKLA e/ou
Ad anced S eel
), az o desenho do p odu o inal, inclui as especi icações
(dimensões, ipo de co e, pe u ações, lis as á eas, acabamen os, en e ou as) e expo a o
documen o. Após se imp esso é en egue ao colabo ado esponsá el pelo co e de chapa e de
pe il.
De seguida, consoan e o p odu o inal p e endido, pode-se op a , no caso de
co e de pe is
, pelo
co e manual, a a és de um se o e de co e manual (se a de i a) ou pelo co e au omá ico –
máquina CNC (
Compu e Nume ic Con ol
). No co e de pe is, os desenhos já êm p on os po
ipo de pe il de e o (a emp esa execu a os seguin es: secções ubula es, IPN, HEA/B, UPN E
LPN) e de p io idade (signi ica que há peças que ap esen am uma impo ância maio em ob as e,
como al, de em se p oduzidas em p imei o luga . É disso exemplo, as igas, asnas e pila es).
No
co e de chapa laminada
, há a possibilidade de eco e ao cen o de co e e quinagem
(C.C.Q), po ba a (pode-se escolhe en e o se o e manual ou a máquina po puncionamen o po
p essão) ou pela máquina CNC.
Numa segunda ase, as peças es ão sujei as a um p ocesso de
limpeza
em que são e i ados os
es os me álicos acumulados (escó ias).
Con o me a igu a 21, dep eende-se que as peças podem passa pelo p ocesso de
soldadu a po
a co subme so
- mé odo de soldadu a em que há a usão das peças pelo o necimen o de calo ,
48
P oblema 7:
U ilização de io SG2.
O io SG2 e a o io u ilizado na soldadu a, no en an o, apesa de e uma boa pe o mance é um
consumí el que da sua u ilização causa mui a sujidade. Pos o is o, aquando da u ilização des e
ma e ial exis e semp e uma a e a de limpeza associada e que acaba po se demo ada po que
os salpicos alojam-se em á ias supe ícies.
P oblema 8:
P é-Mon agem (P é-mon agem e desmon agem de conjun o pa a ob as especí icas).
Ine en e às a e as, es i amen e necessá ias, de p é-mon agem e desmon agem são pe das de
empo mui o acen uadas, ou seja, o colabo ado dedica menos empo à a e a que es á a ealiza
(pode se a a e a de soldadu a, mon agem, en e ou as).
P oblema 9:
Remoção de Escó ias.
A ualmen e, a a e a de limpeza é ealizada po dois colabo ado es que se dedicam à emoção de
escó ias das peças que p o êm da máquina de co e. Além de se uma a e a mo osa e epe i i a,
as peças não icam pe ei as, ou seja, icam semp e com algum ipo de de i o acumulado que
não é possí el de e i a po que o abalho é execu ado manualmen e.
A abela 5 mos a um esumo das p incipais a e as limi a i as, bem como os cus os que esses
en a es ep esen am na secção do e o.
Tabela 5: Análise das Ta e as Limi a i as e espe i os Cus os - secção do Fe o.
Ta e as Limi a i as
Tempo Médio
Cus o Mensal
P oblema
1. Qualidade nos
discos de eba ba .
Um disco de ma ca
in e io em um empo
de oca associado de
50 segundos
39,60 €
Queb am acilmen e o que implica
á ias pe das de empo ao longo do
dia, no momen o de oca.
2. Qualidade nos
equipamen os de
esme ila e limpa
escó ias.
NA3
NA
A po ência das máquinas (750W /
850W) não é adequada à e iciência
do abalho.
3. P ocesso de
P epa ação.
3 ho as
NA
A má conceção do desenho na
p epa ação o igina conca idades na
chapa.
3 Não Aplicá el
49
Ta e as Limi a i as
Tempo Médio
Cus o Mensal
P oblema
4. T ans e ência de
ma e ial e baixa
e iciência das pon es
olan es.
15 minu os
68,75 €
Ele ada pe da de empo aquando da
colocação dos ma e iais nas pon es
olan es. Além disso, como são
peças pesadas, o na-se essencial o
seu uso e, po sua ez, a espe a é
jus i icada.
5. U ilização de
bo ijas de gás
indi iduais.
20 minu os
Ele ada pe da de empo no início de
u no pa a coloca as bo ijas
ope acionais.
6. Núme o de
epe ições po u o.
90 segundos
14 €
Pe o mance no núme o de u os.
7. U ilização de io
SG2.
Uma asna, po exemplo,
demo a 3 ho as, po
dia, a se soldada
792 €
Causa mui a sujidade, pelo que, se
pe de mui o empo na ho a de
e e ua a limpeza.
8. Mon agem “a
b anco” (P é-
mon agem e
desmon agem de
conjun o pa a ob as
especí icas).
8 ho as4
Salá io de um
colabo ado
Es as a e as são necessá ias, mas
pe de-se mui o empo e dedica-se
menos empo à a e a de soldadu a,
a qual é uma ca ego ia dispendiosa.
9. Limpeza ( emoção
de escó ias).
8 ho as
Salá io de um
colabo ado
A emoção de escó ias é essencial,
mas é mui o demo ada.
4.1.4 Con igu ação do Espaço Fab il
Apesa de odos os es o ços ealizados pela emp esa, um dos impedimen os pa a o seu
c escimen o é a limi ação dos a uais meios ísicos e ma e iais. Es a oposição não oco e pela
ampli ude da sua in aes u u a, mas pela necessidade de eo ganização es u u al do espaço e
pela al a de equipamen os ecnologicamen e a ançados, necessá ios pa a da uma ápida
espos a e com maio qualidade aos seus clien es.
A igu a 24 esquema iza a a ual disposição dos equipamen os em áb ica e mos a que o
layou
a ual não es á p epa ado não es á pensado pa a a p odução em si.
4 Valo de e e ência de um u no
50
Figu a 24:
Layou
do Fe o - Esquema A ual.
51
A disposição das máquinas ainda es á mui o cen ada de como e a a an iga áb ica, no en an o, o
olume de pedidos aumen ou e os p ocessos de e iam acompanha as a ualizações. Em esumo,
o
layou
a ual não az sen ido, já que, não em em con a ques ões impo an es como espaços de
acondicionamen o de ma é ias e mobilidade in e na. De momen o, o endimen o a ual médio é de
25 oneladas po semana. O inc emen o des e a o en ol e u gen emen e a e o mulação do
espaço. As abelas 6 e 7 mos am as an agens e os a o es limi a i os do a ual
layou
pa a a
emp esa.
Tabela 6: Van agens -
Layou
A ual.
Tabela 7: Des an agens -
Layou
A ual.
Van agens
Jus i icação
1. Múl iplos acessos pa a ca gas e desca gas.
Ao longo de odo o chão de áb ica, exis em á ios
po ões que pe mi em que as ca gas e desca gas
possam se e e uadas em qualque local, ou seja,
escolhe-se aze es e p ocesso de aco do com o
que o mais con enien e pa a o enca egado da
áb ica.
Des an agens
Jus i icação
1. A dis ância en e o esc i ó io do enca egado
de áb ica a algumas das secções é mui o
longa.
A exis ência de dú idas que não sejam possí eis
esol e po elemó el, implicam uma deslocação, ou
seja, o pe cu so dos uncioná ios ao esc i ó io é
ob iga ó io, o que signi ica um mo imen o de 50
me os (no caso mais longo).
2. A dis ância da secção do co e e a secção da
mon agem.
A secção do co e e da mon agem não são
sequenciais, ou seja, o anspo e das chapas en e
pos os de abalho implica pe co e uma dis ância de
40 me os.
3. Passagem de peças mon adas en e os ãos
az com que haja mui o empo de espe a.
As pon es olan es exis en es mo imen am-se na
ho izon al e na longi udinal a odo o comp imen o,
mas, o ideal, é que se mo imen assem ambém na
longi udinal a oda a sua la gu a. Assim, á ias a e as
podem se ealizadas ao mesmo empo e os empos
de espe a não se iam ão acen uados, caso con á io,
o mo imen o en e pó icos não é possí el.
4. Espaços azios.
Exis e uma o icina (p o enien e da an iga áb ica) que
não es á a se u ilizada, ou seja, de momen o, é um
espaço azio e sem qualque ap o ei amen o.
52
4.2 Se o de P odução da Emp esa – INOX
4.2.1 Desc ição do P ocesso P odu i o
O espaço ab il, aglome a, en e ou as secções, a á ea do inox. A conceção de uma peça em inox passa
po di e en es es ágios, nomeadamen e, os p ocessos ep esen ados na igu a 25. É compos a po cinco
colabo ado es e um u no de oi o ho as.
Figu a 25: E apas à conceção de uma peça em inox.
Numa p imei a ase, há a
p epa ação
. Nes a e apa, o p epa ado az o desenho da peça inal num
p og ama designado de TEKLA e/ou
Ad anced S eel
. Re e e odos os po meno es ine en es à conceção
do p odu o (dimensões e ipos de pe is, nes e caso, os pe is são de baixa dimensão) e é en egue ao
colabo ado a e o pelo co e.
O
co e
cons i ui o segundo momen o. Independen emen e, de se em ba a ou em ubo, o co e de
pe is é semp e ealizado no se o e manual.
A e apa subsequen e assen a na união das peças, a qual oco e po meio da
soldadu a
TIG/MAG. Na
secção do inox é u ilizado o TIG (
Tungs en Ine Gas
) cuja unção é, sob e udo, de p o eção.
O
polimen o
a ua como ase de ape eiçoamen o, ou seja, ai lima odas as a es as e o na mais lisa
e b ilhan e a peça. A soldadu a e o acabamen o são as e apas mais mo osas.
Pos e io men e, segue o p ocesso de
o nea
. As peças que chegam a es a ase es ão sujei as a uma
mo imen ação que pe mi e al e a o seu o ma o.
O p óximo passo é a
assemblagem
. Consis e na associação de odos os componen es, ab icados em
e apas an e io es, que i ão o ma o p odu o inal.
53
A
limpeza
é uma e apa impo an e, a qual pe mi e que sejam e i ados odos os esíduos emanescen es.
Es a a e a é execu ada po uma máquina (
BYMAT
).
Depois do p ocesso an e io es a concluído, as peças são sujei as a
inspeção
. O inox é uma das secções
cuja classe de execução (EXC.3) não ob iga a uma a aliação de qualidade po uma emp esa ex e na, ou
seja, nes e caso, o p odu o inal é inspecionado, mas é algo isual e apenas pa a pe cebe se as medidas
es ão co e as (a ma gem de e o é a é 1 milíme o) e se isicamen e a peça es á de aco do com o
desenho e cump e as especi icações do clien e.
Po im, o p odu o es á p on o a se
expedido
– iden i ica-se o peso, seja ao kilo ou ao me o quad ado,
e i icam-se se os a igos es ão na lis a de e i icação e coloca-se uma e ique a com a designação e pa a
que ob a ão as peças inais. Conclui-se, quando o esponsá el do inox in o ma, po co eio ele ónico
quando se de e á da a saída dos ma e iais.
4.2.2 Ca ac e ização dos Equipamen os
Como o p ocesso es a a de inido, de alhou-se as especi icidades de cada equipamen o, as quais são
isí eis no Apêndice 2. Foi con uído um quad o que mos a a capacidade p e is a e ob ida de cada
equipamen o. A abela 8 mos a que as máquinas, em ge al, no se o do inox são ecen es, es ão em
bom es ado e êm um bom desempenho. Ve i ica-se, que se pode ia melho a alguns segundos, mas
endo em con a que é um se o pequeno, conside a-se que pa a as ob as que ap esen am a maquina ia
não de e á so e al e ações nem in e enções. Toda ia, e e e-se que se es a á ea começasse a
aumen a de e ia apos a -se em algumas melho ias pa a que o abalho osse mais e icien e. O
equipamen o conside ado “pio ” é o o no mecânico, mas dado o seu modelo desa ualizado e a sua
inu ilização, não se ez uma análise p o unda. A au o a assume, jun amen e com uma opinião dos
colabo ado es des a á ea, a necessidade de odos os equipamen os, à exceção da máquina de dob agem
de ubos. É aquela que mais in e enção necessi a, mas, ambém, cuja impo ância, em áb ica, é
meno . Da análise des es equipamen os, e e-se em con a que exis em inúme os cená ios e, quando
compa ado com a secção do e o, é mais de alhado no que espei a aos p ocessos e ipologias. No
en an o, en ou-se gene aliza as melho ias e usando como pon o de pa ida e de compa ação as
dimensões mais u ilizadas nes a secção.
54
Tabela 8: Análise da Capacidade, Es ado e Necessidade das máquinas na secção do Inox.
Secção
Equipamen o
Capacidade de cada
Máquina
Capacidade a ual de
cada Máquina
Es ado do
Equipamen o
( ecen e/ obsole o)
Necessidade
em Fáb ica*
Necessidade
de
In e enção
INOX
Máquina de Poli (Redonda)
12 me os de ubo es ão
inalizados a cada 4
minu os
12 me os de ubo es ão
inalizados a cada 6
minu os
ecen e
3
1
Máquina de Poli (Quad ada/
Re angula )
8 min
10 min
ecen e
3
1
To no Mecânico
obsole o
1
3
Se o e Manual
um ubo edondo de 16
ica inalizado a cada 7
segundos
um ubo edondo de 16
ica inalizado a cada 10
segundos
ecen e
3
1
um ubo edondo de 48
ica inalizado a cada 20
segundos
um ubo edondo de 48
ica inalizado a cada 25
segundos
Máquina de Dob agem de
ubos
90 seg
60 seg
ecen e
1
3
Máquina de Fu ação em
Pa alelo
2 u os são ealizados em
30 seg
2 u os são ealizados
em 30 seg
ecen e
3
1
Máquina de ab i bocas de
Lobo
é ealizada uma
conca idade em 20 seg
é ealizada uma
conca idade em 20 seg
ecen e
3
1
LEGENDA*
Nenhuma Necessidade = 1
Alguma/ Pouca
Necessidade = 2
Mui a Necessidade = 3
55
4.2.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das Peças
No seguimen o de a aliação dos equipamen os conside ou-se ele an e analisa os p incipais en a es
na execução de peças, o iginando pe das de empo e comp ome endo a qualidade inal da peça.
P oblema 1:
Qualidade nos discos de co e.
Os discos de co e são u ilizados pa a co a os ma e iais em inox e são dos i ens mais adqui idos, já
que, são o p incipal meio pa a se aplica às máquinas e que pe mi em que o abalho seja e e uado. Os
discos que a emp esa adqui e êm uma qualidade baixa e não é su icien e pa a que o abalho possa
se ealizado de o ma con ínua, ou seja, exis em mui as queb as e pe de-se mui o empo na oca.
P oblema 2:
Qualidade nas lixas.
O inox é um ma e ial mais delicado e complexo e ap esen a mais o mas de acabamen o, o que não
acon ece com os ou os ma e iais que a emp esa u iliza. Consoan e o acabamen o que o clien e p e ende
se á necessá io eco e a mais ou menos lixas. A ualmen e, na secção do inox são u ilizadas lixas de
zi cónia, as quais ap esen am uma elação qualidade p eço mui o boa, ou seja, não é uma a e a
limi a i a, mas pode ia se ape eiçoada pa a se ob e esul ados ainda melho es. Não obs an e os
aspe os posi i os e e idos, a e e-se que é um ma e ial que pode á causa danos na peça. Se exis i em
pequenas issu as no p ocesso de esco agem das peças, o me al p o enien e da lixa acumula-se,
deposi ando pequenos de i os, acabando po en e uja o p odu o.
P oblema 3:
Qualidade das eba bado as.
Cons a ou-se, que a qualidade dos equipamen os é um aspe o que pode se melho ado. De momen o,
a emp esa de ém equipamen os da ma ca BOSCH, os quais êm excelen es ca ac e ís icas (po ência
adequada e dimensão da máquina ambém) e execu am co e amen e a a e a, con udo êm um ciclo
de ida mais limi ado.
P oblema 4:
Qualidade das se as de co e.
As se as da ma ca WIKUS não são adequadas às a e as ealizadas na á ea do inox. Além disso, não
execu a a um co e a di ei o, ou seja, acaba a po a incisão ica inclinada, o que não se jus i ica num
equipamen o de co e. Ac escen a-se, o ac o de a se a não se consegui man e imó el no equipamen o
quando es a a em uncionamen o, is o é, a se a “sal a a” enquan o ealiza a o co e.
56
P oblema 5:
Baixa e iciência das pon es olan es.
À semelhança do que oco e na secção do e o, ambém as pon es olan es são conside adas um a o
a e em a enção na secção do inox. Ve capí ulo 4.1.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das
peças.
P oblema 6:
Núme o de epe ições po u o.
Os machos u ilizados são um p oblema comum à secção do e o e à secção do inox. De modo a não
exau i o lei o com o mesmo ema, a jus i icação des a ideia es á expos a no capí ulo 4.1.3 Análise das
Ta e as Limi a i as na Execução das peças.
A abela 9 mos a um esumo das p incipais a e as limi a i as, bem como os cus os que esses en a es
ep esen am na secção do inox.
Tabela 9: Análise das Ta e as Limi a i as e espe i os Cus os - secção do Inox.
Ta e as
Limi a i as
Tempo
Médio
Cus o
Mensal
P oblema
1. Qualidade nos
discos de co e.
NA
NA
Os discos de ma ca in e io des azem-se mui o ápido e
lançam mui os salpicos pa a o colabo ado . A u ilização
des e ipo de discos duplica a conceção da a e a.
2. Qualidade nas
lixas.
NA
NA
Lixa de zi cónia.
3. Qualidade das
eba bado as.
NA
NA
O se o do inox u iliza eba bado as cuja qualidade não é
a mais indicada pa a as a e as des a secção.
4. Qualidade das
se as de co e.
NA
NA
As se as de ma ca in e io (WIKUS) pa em acilmen e,
ealiza um co e en iesado e não se man ém es á ica no
equipamen o.
5. Baixa
e iciência das
Pon es Rolan es.
7
minu os
33 €
Ele ada pe da de empo aquando da colocação dos
ma e iais nes es equipamen os.
6. Núme o de
epe ições po
u o.
90
segundos
14 €
Pe o mance no núme o de u os.
4.2.4 Con igu ação do Espaço Fab il
No que conce ne ao
layou
da secção do inox pouco se em a ac escen a . É um espaço que,
compa a i amen e à á ea do e o, é mais pequeno e encon a-se mais bem o ganizado como indica a
igu a 26.
57
Figu a 26:
Layou
do Inox - Esquema A ual.
64
is o que a emp esa não eco e a mé icas nem a indicado es pa a a alia a sua pe o mance. Nes e
momen o, exis em, em áb ica, ecu sos e pessoas sob eca egadas e equipamen os que es ão num
es ado ocioso ou cujo uncionamen o é debili ado, mas como não é ei o o moni o amen o não se
consegue e um con olo de p odução co e o, ou seja, “apenas há uma ideia” do que acon ece no
espaço ab il, mas não exis em dados conc e os sob e o seu uncionamen o. A emp esa az a
as eabilidade, manualmen e, dos seus p odu os e consegue o ganiza as o dens de p odução, no
en an o, não e i a in o mações sob e o es ado e empos de p odução dos seus equipamen os e isso é
impo an e pa a in o ma a ges ão e o na mais e icien e o seu chão de áb ica e mais p oa i os os seus
colabo ado es. Assim, discu e-se sob e a impo ância de p opo um mecanismo que auxilie a emp esa
no con olo da p odução, sob e udo, da secção do e o. A abela 13 espelha um esumo das á eas mais
complexas e a pa des es p oblemas p e ende-se debi a um es o ço ac escido, sob e udo, nas á eas de
chão de áb ica e de manu enção.
Tabela 13: P incipais p oblemas da Emp esa Acolhedo a.
ÁREA
PROCESSO
PROBLEMA
Chão de
Fáb ica
Con olo da
P odução
Pouca ou inexis ência de KPI´s;
Ras eabilidade das peças é manual;
Qualidade de
Ma e iais
Consumí eis e/ou equipamen os de baixa qualidade;
Layou
Disposição inco e a dos equipamen os aumen a os
empos de anspo e in e no;
Moni o ização dos
Equipamen os
Reduzida ou inexis ência de manu enção dos
equipamen os;
Manu enções sob e udo co e i as e ao in és de
p e en i as;
In o mações das in e enções nas máquinas é escassa;
65
5.
APRESENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROPOSTAS
Es e capí ulo deb uça-se sob e a ap esen ação de p opos as pa a co igi as di iculdades encon adas no
capí ulo an e io .
Pa a colma a as alhas ap esen adas no capí ulo 4 p opos as as seguin es soluções e eco eu-se a
algumas análises:
• U iliza ma e iais subs i u os. A emp esa es á a u iliza consumí eis cujo desempenho é aco,
mas o cus o é baixo. No en an o, essa escolha acaba po in e e i com a p odu i idade, ou seja,
uma das soluções se ia aze ocas. São al e ações com um cus o ligei amen e maio , mas com
maio es bene ícios, sob e udo ganhando mais empo pa a se oca em p oduzi .
• Al e a a disposição Fab il. Foi p opos a uma no a solução pa a o
Layou
, já que, a a ual em
mui os ga galos. A solução é pensada pa a que os colabo ado es es ejam em p imei o luga e
pa a que o luxo p odu i o seja con ínuo e não in e ompido po g andes dis âncias.
• A implemen ação de um
so wa e
de con olo da p odução soluciona á ios p oblemas. Po um
lado, gua da as in o mações dos equipamen os e p e ê quando é que es es de em se sujei os
a manu enções, ocando em manu enções p e en i as e não co e i as o que implica pa agens
du an e a p odução. Es e ipo de ecnologias aliado a ou as e amen as ecnológicas
(simulação,
IoT, Big Da a
) o nece in o mações sob e os ope ado es e os equipamen os, em
empo eal, con ibuindo, não só, pa a o desempenho das máquinas, mas, ambém, pa a o bem-
es a e saúde dos abalhado es.
A e amen a 5W2H oi aplicada ao p oblema da moni o ização dos equipamen os. Es a es a égia
pe mi e que se consiga esponde a pe gun as básicas desde pe cebe qual é o p oblema (
wha
), a
en ende o mo i o de ele oco e (
why
). Responde a quando é que de e se esol ido (
when
) e o local de
esolução (
whe e
). Além disso, é iá el inclui in o mação sob e quem é o esponsá el po essa a e a
(
who
) e a solução que isa colma a essa alha (
how
). Po im, ap esen a-se o in es imen o que de e á
se ei o pa a que o p oblema deixe de se uma p eocupação da emp esa (
how much
). Assim, é possí el
pe cebe , num simples quad o, onde começa a esis ência e como se pode solucioná-la.
Algumas das melho ias o am/es ão em p ocesso de implemen ação e ou as ainda es ão em ase de
análise. P imei amen e, ap esen a-se a secção do e o e, pos e io men e, a secção do inox.
66
5.1 Se o de P odução da Emp esa – FERRO
5.1.1 Ca ac e ização dos Equipamen os – solução
No deco e des e p oje o, ez-se um es udo sob e o uncionamen o das máquinas e as que ap esen am
mais de ei os es ão esquema izadas na abela 14. A g ande maio ia dos equipamen os ap esen a de ei os
po al a de manu enção, ou seja, de endo um supo e ecnológico que nos a isasse das manu enções
e p e enisse de pa agens epen inas esol ia g ande pa e dos p oblemas. Po ou o lado, pa a que as
máquinas i essem um desempenho melho pode -se-ia apos a em acessó ios pa a os equipamen os
melho ados, po exemplo. A abela 14 mos a que o desempenho da máquina é o p incipal a o a se
melho ado.
Tabela 14: Aplicação da e amen a 5W2H ao desempenho das máquinas, na secção do e o.
5W2H
Danoba
Messe
A co Subme so
Solda Conec o es
WHAT
Melho a o desempenho
da máquina
Melho a o desempenho
da máquina
Aumen a a
p odu i idade da
máquina
Melho a o
desempenho da
máquina
WHY
A al a de manu enção az
com que o equipamen o
não ope e na sua
capacidade máxima nem
no seu es ado ideal
A al a de manu enção az
com que o equipamen o
não ope e na sua
capacidade máxima nem
no seu es ado ideal
Reajus a o modo como
a máquina abalha
pa a diminui o núme o
de empenos e as ho as
de abalho pa a a
mesma a e a
Diminuição da
du ação do p ocesso
de solda
WHERE
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
WHEN
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que deco a
nos meses es an es
de 2024 e/ou no
p imei o imes e de
2025
WHO
Responsá el da
Manu enção in e na e/ou
Emp esa de Manu enções
Ex e na
Responsá el da
Manu enção in e na e/ou
Emp esa de Manu enções
Ex e na
Responsá el da secção
do Fe o e DAP
Responsá el da
secção do Fe o e
DAP
HOW
Agenda da as pa a as
manu enções e cump i o
que de e á se ealizado
em cada in e enção
Agenda da as pa a as
manu enções e cump i o
que de e á se ealizado
em cada in e enção
In es i em ou o
cabeçal (a ualmen e a
máquina abalha
apenas com um
cabeçal)
In odução de uma
ocha de uma e são
mais a ual
HOW
MUCH
0€
0€
750€
109€
67
De momen o, as máquinas es ão sujei as à sua manu enção no mal e básica, ealizadas pelo écnico
in e no, mas não o am implemen adas nenhumas das melho ias e e idas nem e e i adas manu enções
po p o issionais ex e nos. Den o das manu enções a se em agendadas de e ia da -se en oque às
seguin es p opos as de melho ia:
• Na Danoba
o No o sis ema de a e ecimen o;
o Melho a os empu ado es;
o Execu a a ualizações, de modo, a sup imi e os.
• Na Messe
o Pa a sup imi o de ei o do co e do plasma se á su icien e inclui uma ocha de al a-de inição
e o po encióme o. Des e modo, há uma melho pene ação do a co de eixe de luz.
5.1.2 Análise das Ta e as Limi a i as na execução das peças – solução
Nes a secção o am p opos as as soluções pa a os p oblemas encon ados aquando da execução das
peças, mencionados no capí ulo 4.1.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das Peças.
P oblema 1:
Qualidade nos discos de eba ba .
Cons a ou-se que ao u iliza um disco de uma gama supe io (ma ca 3M), em dis âncias iguais, exis ia
um meno desgas e quando compa ado com ma cas in e io es (IRIDOI), ou seja, es es discos de inham
uma maio du abilidade na conceção de uma mesma a e a. Além de desbas a em supe ícies mui o
quen es e du an e o abalho e uma capacidade de ab asão mui o maio , ambém se pe cebe que pa a
um disco ó imo, emos o equi alen e a dois discos de gama in e io .
A e e-se que a oca de um disco menos bom equi ale a pe das de empo da deslocação do colabo ado
desde o seu pos o de abalho a é ao a mazém de consumí eis pa a aze o le an amen o de um no o
disco (ida e ol a) e pe das de empo associadas ao p ocesso de oca, ou seja, a e i a e a coloca um
no o disco na máquina (50 segundos, em média) e ao p ocesso de le an amen o de um no o disco (120
segundos po disco).
A cada 3 ho as, há uma poupança de 170 segundos po que é gas o um disco bom e dois discos de
meno qualidade. Fei as as con as, a e igua-se um aumen o de p odução 1,6%.
Já o am implemen ados os discos no os, mas a subs i uição po comple o não oi ealizada, ou seja,
con inua a consumi -se de ambos os discos (qualidade in e io e qualidade melho ).
68
P oblema 2:
Qualidade nos equipamen os de esme ila e limpa escó ias.
A qualidade dos equipamen os não e a adequada à quan idade de abalho, pos o is o, op ou-se po
in es i em máquinas cuja po ência osse mais ele ada.
A p incipal di e ença eside no ciclo de ida do equipamen o e a ní el económico ambém há uma g ande
melho ia. Quando se ala em quan ia mone á ia não se e e e à aquisição do equipamen o em si po que
uma maio po ência implica um in es imen o maio , mas es á elacionado com os cus os indi e os
associados, ais como:
• Ren abilidade de p odução;
• Maio desgas e da máquina de meno po ência.
A oca dos equipamen os az com que haja uma maio du abilidade do equipamen o e a al e ação em
sido g adual, ou seja, à medida que os equipamen os se ão dani icando apos a-se em no as e amen as
de abalho e melho es, mas enquan o uncionam não são desca adas.
P oblema 3:
P ocesso de p epa ação.
Os desenhos mal concebidos no p ocesso de p epa ação é um e o que oco e po al a de a enção.
Nes e caso, não exis e uma solução conc e a, mas uma o ma de ajuda o colabo ado nes e p ocesso
passa po c ia uma lis a que mos a as chamadas de a enção e no momen o de c ia o desenho e a
apenas e i ica se odos os passos es a am co e os po que, esumindo, é uma alha que se dá aquando
da in odução inco e a das especi icações.
P oblema 4:
Baixa e iciência das pon es olan es.
A solução passa po adqui i sub-pó icos, ou seja, meios de deslocação mais pequenos e que se si uam
abaixo das pon es olan es. Ac escen a-se que os mo imen os des es são opos os aos das pon es
olan es o que pe mi ia que os abalhado es ealizassem o abalho simul aneamen e e exis ia mais
empo disponí el pa a p oduzi . Es a me odologia não oi ado ada pela emp esa.
P oblema 5:
U ilização de bo ijas de gás indi iduais.
Uma p opos a de melho ia, a qual eque ia algum in es imen o, se ia c ia uma ede de gás que
alimen a a oda a emp esa. Des a o ma, o colabo ado não e ia de pe de empo na p epa ação da
bo ija pois, apenas e ia de conec a a “chupe a” da máquina de solda à ede, sup imindo odas as
ases de p é-p epa ação que em à da a. A u ilização de bo ijas em quad o é aconselhada pa a emp esas
69
cujo uso de ga a as seja supe io a 35 unidades, con udo e, apesa de não se o caso em es udo, os
consumos êm aumen ado cada ez mais, e i icando-se que, no ano de 2023, a Bee s eel e e um gas o
na o dem dos 6000€ e, em 2024, no p imei o semes e, já se con abiliza um alo que onda os 5000€.
De e e i , que a o ganização ainda apos a em ga a as pa a
s ock
, ou seja, exis e um cus o de posse
associado, conseguindo p a icamen e alcança , mensalmen e, os 50€, o que se aduz em mais uma
despesa.
Es e in es imen o, além de poupa mui o empo na p epa ação, az com que haja mais empo disponí el
pa a p oduzi e pe mi e inúme as an agens como:
• Maio segu ança pa a os colabo ado es, e gonomia e sus en abilidade;
• O esponsá el pelo p ocesso de subs i uição de asilhame es á mais p o egido nes e ipo de
sis ema do que se osse com as bo ijas indi iduais;
• O imização de
s ocks
;
• O sis ema em ede az com que haja uma maio du abilidade dos equipamen os e meno núme o
de ocas de ga a as;
• Diminuição nos cus os de anspo es e espe i os cus os ine en es à ope ação;
• As ampas possuem ala mes, pe mi indo, a empadamen e, in o mação na subs i uição dos
Quad os.
• In es imen o em egulado es é meno .
P oblema 6:
Núme o de epe ições po u o.
A emp esa u iliza a um ipo de macho da ma ca
MASTER PROF
e, nes e modelo, o conjun o é compos o
po ês machos:
• Macho 1 – ma ca o ien ação;
• Macho 2 – a ua como semi-acabamen o;
• Macho 3 – a ua como acabamen o inal ( osca inal).
A u ação é desempenhada manualmen e e a sequência des es ês passos é ob iga ó ia o que signi ica
que a cada passagem em de oco e a oca de macho. A abela 15 mos a o ganho em op a po ou o
ipo de macho. Nes e caso, u iliza-se um macho da ma ca
DORMER
, o qual inco po a num só odos os
“ amanhos”, ou seja, em um p eço mais ele ado, mas ealiza o mesmo abalho e num e ço do empo,
acabando po exis i uma poupança de 0,20€ em cada u o (explicação mais de alhada no apêndice 4).
Es a oca já oi implemen ada pela o ganização.
70
Tabela 15: Análise dos ipos de Macho.
Tipo de Macho
Mas e P o
Do me
Fu os
3
1
Tempo po Fu o (segundos)
30
30
Tempo To al (segundos)
90
30
P eço
meno
maio
P oblema 7:
U ilização de io SG2.
O io SG2 e a o io u ilizado na soldadu a, mas op ou-se po aze a oca pa a o io
METAL CORED
, como
se ê na igu a 28.
Figu a 28:Tipos de io u ilizados na soldadu a.
ROLNORTE (Acedido a 7 de ab il de 2024).
Assim, e i icou-se uma di e ença na quan idade de salpicos e no olume de solda (hou e um dec éscimo
de salpicos em 80% e uma poupança de empo em limpeza de 10%) (explicação mais de alhada no
apêndice 4).
A abela 16 mos a a compa ação de ambos os ios e e i a am-se as seguin es ilações:
Tabela 16: Análise dos ipos de io u ilizados na soldadu a.
Tipo de Fio
SG2
METAL CORED
Tempo de Soldadu a
180 min
160 min
Poupança de empo, po ho a, em
soldadu a
0 min
6,67 min
Valo o çamen ado, po ho a, pa a mão
de ob a
12,5 €
12,5 €
Soldado es
4
4
• A u ilização do io
me al co ed
causa menos sujidade, ou seja, o p ocesso de limpeza é menos
demo ado;
71
• A oca do io pe mi iu que a emp esa, em uma ho a de abalho ganhasse 16,668% do empo
que se aduz numa poupança de 1,39€. No inal do mês, esse alo ans o ma-se em 978,56€;
• Como se consome menos empo pa a a mesma a e a, há um aumen o da p odução, u iliza-se
menos on e de ene gia (luz), meno núme o de ho as a abalha na mesma peça e maio
en abilidade. Pos o is o, consegue-se acaba a ob a mais apidamen e e da início a ou a, pelo
que, o a o luc o i á aumen a ;
No inal, há um ganho de p odução de 11,33% (cálculo de alhado no apêndice 4). A al e ação pela
emp esa oi ealizada.
P oblema 8:
P é-Mon agem (P é-mon agem e desmon agem de conjun o pa a ob as especí icas).
Quando a p é-mon agem não az sen ido nes e ipo de execução po que se a a de ob as mui o
singula es op a-se po es u u as comuns se em colocadas em soldadu a e a limpeza se e e uada po
um colabo ado não ca ego izado. Uma das soluções passa po “con a a ” um auxilia pa a cada dois
soldado es e um auxilia pa a cada dois se alhei os, azendo com que haja mais empo disponí el pa a
se dedica à a e a de soldadu a.
A con a ação de um no o abalhado pa a a ua como ajudan e de soldado implica aumen a os
enca gos da emp esa e aze com que a mão de ob a especí ica aumen e o su icien e pa a consegui
da espos a a essas no as despesas.
De momen o, como es es abalhos são mui o especí icos e a amen e su gem esse p ocesso não é
aplicado.
P oblema 9:
Remoção de Escó ias.
A aquisição de uma máquina de emoção de escó ias pe mi ia que a limpeza das pa ículas me álicas
emanescen es osse, po um lado, mais céle e e, po ou o lado, se ia mais e icien e, ou seja, pode
dize -se que “sai p on a” e num es ado de limpeza excelen e pa a a soldadu a.
Es a aquisição a ia com que os dois colabo ado es ossem dispensados dos seus pos os de abalho
a uais, no en an o, pode iam se ealocados a ou as secções do chão de áb ica.
Uma das p opos as se ia, po exemplo, que um desses colabo ado es osse como ajudan e de soldado ,
no caso de ob as especí icas, al como alado an e io men e.
Re e e-se, ainda, que es a máquina é mais limpa e p ecisa e emo e as escó ias nas duas soldadu as.
Ac escen a-se, que quando são limpas com apa elhos de eba ba icam semp e alguns de i os, os quais
in e e em com a qualidade de soldadu a.
72
A aquisição des e equipamen o e a única e exclusi a pa a a MESSER po que só quando se co a é que
exis em escó ias, no en an o, e apesa de e em sido exp essas limi ações ace ca des a máquina num
momen o an e io ealça-se a agilização, em la ga escala, des e p ocesso, já que, execu a a mesma
a i idade em uma ho a e duplica a e iciência com que é conseguido, azendo um maio e o no pa a a
emp esa no cu o p azo. De e e i , o aumen o da p odu i idade em 8 ezes mais po que a máquina de
emoção de escó ias az a limpeza em uma ho a. A comp a não oi e e uada, is o é, a solução não oi
implemen ada.
Pa a que isualmen e seja mais ácil de comp eende es es p oblemas ez-se uso da e amen a 5W2H,
a qual es á espelhada na abela 17.
73
Tabela 17: Aplicação da e amen a 5W2H aquando da execução das peças, na secção do e o.
5W2H
P oblema 1
P oblema 2
P oblema 3
P oblema 4
P oblema 5
P oblema 6
P oblema 7
P oblema 8
P oblema 9
WHAT
Qualidade nos
discos de
eba ba (ma ca
in e io )
Qualidade nos
equipamen os
de esme ila e
limpa escó ias
P ocesso de
P epa ação
T ans e ência de
ma e ial e baixa
e iciência das
pon es olan es
U ilização de
bo ijas de gás
indi iduais
Núme o de
epe ições po
u o
U ilização de io
SG2
Mon agem “a
b anco” (P é-
mon agem e
desmon agem
de conjun o
pa a ob as
especí icas)
Limpeza
( emoção de
escó ias)
WHY
Queb am
acilmen e o
que implica
á ias pe das
de empo ao
longo do dia, no
momen o de
oca
A po ência das
máquinas
(750W / 850W)
não é adequada
à e iciência do
abalho
A má
conceção do
desenho na
p epa ação
o igina
conca idades
na chapa
As pon es
olan es são
sob e udo
u ilizadas pela
secção do e o,
azendo com
que as ou as
secções pe cam
empo em
espe as pa a as
pode em u iliza
e mo imen a os
ma e iais.
Ele ada pe da
de empo no
início de u no
pa a coloca as
bo ijas
ope acionais.
A ealização de
um u o es á
dependen e do
uso ob iga ó io
de ês machos,
ou seja, exis em
pe das de
empo
associadas à
oca de
machos.
Causa mui a
sujidade, pelo
que, se pe de
mui o empo na
ho a de e e ua
a limpeza
Es as a e as
são
necessá ias,
mas pe de-se
mui o empo e
dedica-se
menos empo à
a e a de
soldadu a, a
qual é uma
ca ego ia
dispendiosa
A emoção de
escó ias é
essencial, mas
é mui o
demo ada
WHERE
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de
Fáb ica da
emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
80
A necessidade de e o mula o
layou
do pa ilhão, c iando uma es u u a mais lexí el e adap ada às
necessidades p odu i as, pe mi i á a in eg ação de sis emas e a au oma ização de p ocessos. I á
ambém possibili a uma melho u ilização do espaço ísico, subdi idindo-o po se o es, edução de
empos de deslocação e aumen o da e iciência das ope ações.
A implemen ação des e no o
layou
é concebida pa a agiliza a p odução. Es a egicamen e, exis em
al e ações que de e iam se e e uadas pa a que, in e namen e, haja maio o ganização. De momen o, a
áb ica ope a com dez colabo ado es no chão de áb ica e a mudança não se ia em núme o, ou seja,
pe manece ia a mesma quan idade de p o issionais, mas exis i ia al e ação ao ní el da ca ego ia. Ao
in és de exis i um ajudan e de e ia subs i ui -se pa a mais um soldado pa a i de encon o às no as
implemen ações.
Pa indo des a p opos a de
layou
, alcança -se-ia um endimen o médio de 35 oneladas po semana,
sendo que com o culmina de odos os es o ços, melho ias e aquisição de no as máquinas se ia possí el
alcança as 40 oneladas po semana, no melho dos cená ios. Além da no a p opos a, ap esen ada na
Figu a 31, são, ambém, desc i as as an agens e as limi ações de cons ui es e no o
layou
(Tabela 18
e Tabela 19).
Tabela 18: Van agens -
Layou
do Fe o - P opos a de Melho ia como a o de O imização do P ocesso P odu i o.
Van agens
Jus i icação
1. O imização das
mo imen ações em qualque
pos o de abalho.
Os mo imen os são meno es po que a disposição dos pos os de abalho é
sequencial, ou seja, não é necessá io pe co e me ade da áb ica pa a
alcança o pos o de abalho subsequen e, sendo es e alo de 15 me os,
con a iamen e ao que se inha e i icado no
layou
an e io (50 me os).
2. P ocessos sequenciais.
O co e e a mon agem, po exemplo, são con ínuas. Signi ica, que a
passagem de ma e ial se á e e uada mais apidamen e e não há
mo imen os desnecessá ios.
3. Maio o ganização.
O ac o de ha e uma sequência dos pos os de abalho e dos p ocessos
az com que o abalho do enca egado seja acili ado e, po sua ez, haja
uma maio o ganização in e na e um pode de espos a maio .
4. Pos os ixos.
A eo ganização dos pos os de abalho az com que os colabo ado es se
dediquem àquela unção especí ica.
81
Tabela 19: Des an agens -
Layou
do Fe o - P opos a de Melho ia como a o de O imização do P ocesso P odu i o.
Des an agens
Jus i icação
1. A secção do co e de pe is não
i á consegui acompanha a
p odução da es an e áb ica
quando o incluída a máquina de
co e a lase .
A aquisição de uma máquina de co e a lase a á com que o p ocesso
seja agilizado. Não obs an e a an agem an e io , o ac o de nem oda a
áb ica se sujei a a uma al e ação ão de inida az com que esses
p ocessos sejam melho ados, mas es a ão semp e em a aso quando
compa ados com es a máquina.
2. G ande in es imen o.
A e o mulação no chão de áb ica implica o in es imen o em no as
máquinas, as quais, sendo indus iais, assumem quan ias mone á ias
mui o ele adas.
3. Despende-se mui o empo e
abalho a aze es as mudanças.
Ine en e à o imização do espaço se ia necessá io al e a a disposição das
máquinas quase que po comple o, no en an o, eque colabo ado es
pa a ajuda e empo pa a p ocede a essas al e ações o que é
impensá el, já que, exis em mui as ob as a deco e .
A abela 20 espelha os p incipais ganhos que a emp esa consegui ia ob e se p ocedesse às mudanças
p opos as ( igu as ap esen adas an e io men e e ma cadas como igu as 30 e 31).
Tabela 20: Análise compa a i a das dis âncias en e o
layou
a ual e o
layou
p opos o.
Equipamen o/
á ea em
Es udo
Fe amen a ou Consumí el
Dis ância - Layou
A ual (m)
Dis ância -
Layou
P opos o (m)
Va iação
Pe cen ual
Danoba
122
122
0,00%
Messe
124
124
0,00%
Geka
58
58
0,00%
Zona de Limpeza
eba bado a e discos de
eba ba
56
66
- 117,86%
Se alha ia
Ligei a
se a de co e de i a, apa elho
de solda e uma eba bado a
112
112
0,00%
Soldado 1
io, elé odos, bicos, bocais,
di uso es e discos
28
44
-157,14%
Soldado 2
io, elé odos, bicos, bocais,
di uso es e discos
54
22
40,75%
Soldado 3
io, elé odos, bicos, bocais,
di uso es e discos
78
34
43,59%
Soldado 4
io, elé odos, bicos, bocais,
di uso es e discos
86
44
51,16%
Se alhei o 1
b ocas e machos
86
48
55,82%
Se alhei o 2
b ocas e machos
62
32
51,61%
82
A análise e e como a aliação dois a o es:
• A dis ância pedes e que os colabo ado es pe co em no seu quo idiano desde o seu pos o de
abalho a é à á ea onde se localizam os consumí eis (pa a cada unção oi desc i o o que é
mais u ilizado po cada p o issional).
• Realização des e pe cu so ês ezes e em semanas di e en es pa a odos os pos os de abalho
da secção do e o, com auxílio do enca egado do e o.
De e e i , que o esc i ó io do enca egado esponsá el pelo e o e a casa-de-banho ambém se
encon am na mesma zona (desc i o mais de alhadamen e no
layou
mencionado an e io men e), ou
seja, apesa de só se e conside ado a dis ância en e os consumí eis e os pos os de abalho con ém
elemb a que se o necessá io i a pa ido das ou as á eas as dis âncias assemelham-se (como é o
caso das máquinas e e idas na abela).
Com a e o mulação do
layou
, consegue-se pe cebe que exis e um ganho sob e udo pa a os soldado es
e se alhei os, já que, passam a es a “ odos jun os” e mais pe o dos a igos com que necessi am de
abalha . Ve i ica-se, que há um colabo ado cuja melho ia não é no á el, con udo pode á colma a -se
essa alha colocando nesse pos o de abalho o soldado cuja dependência seja meno e os esul ados
de desempenho sejam melho es.
A zona de limpeza ap esen a alo es pio es po que os esul ados o am cons uídos seguindo a lógica
do que se encon a, nes e momen o, em áb ica. Se o
layou
osse e o mulado e, al como e e ido em
momen os an e io es, não exis i ia uma zona de limpeza, mas sim uma máquina que p ocedesse à
emoção de escó ias au oma icamen e, sup imindo a maio ia do abalho manual.
5.1.4 Con olo da P odução – Es udo de
So wa es
da Digi alização
Da implemen ação de um
so wa e
, espe a-se consegui au oma iza alguns dos p ocessos e ob e
in o mação em empo eal, sendo possí el ealiza análises impo an es e conclusões pa a a ges ão.
Es e ema é um assun o que “es á na moda” e como al exis e uma as a o e a no me cado de
so wa es
pa a a digi alização do chão de áb ica. O p incipal p oblema passa pela não e lexão do que oco e no
espaço ab il, ou seja, o obje i o é encon a um
so wa e
que se adeque ao g upo e se eno e consoan e
as necessidades da emp esa no p esen e e no u u o.
A escolha do sis ema a implemen a cen ou-se nos seguin es ópicos:
• A emp esa e ia de e sede em Po ugal;
• Emp esas do mesmo se o que já enham apos ado nes a implemen ação;
83
• O
so wa e
e ia de ap esen a uncionalidades básicas como: cálculo de á ios indicado es,
sob e udo o
O e wall Equipmen E ec i eness
, possibilidade de ex ai ela ó ios em inúme os
o ma os e dis in os in e alos de empo e que osse o mais simplis a e in ui i o possí el, já que,
mui os dos colabo ado es são mais elhos.
A escolha do
so wa e
depende de uma análise SWOT pa a sin e iza o ças, aquezas, opo unidades
e ameaças e e en es a cada
so wa e
.
Assim, oi ealizada uma pesquisa de me cado e p ocedeu-se ao con ac o com emp esas que ope am
nes a á ea. Apesa do insucesso de algumas ligações, e idencia am-se espos as posi i as po pa e de
ou as. Na sequência do diálogo o am ealizadas euniões em que, numa p imei a ase, a emp esa
digi alizado a se deu a conhece e, numa segunda ase, o am ealizadas ques ões sob e o seu abalho.
A emp esa
P oG ow
não espondeu à ligação ealizada, no en an o, conseguiu-se ob e in o mações po
pa e dos in eg an es da emp esa que ha iam comunicado com es a o ganização no passado e c ia
uma amos a do po encial do
so wa e
.
No Apêndice 3 es ão desc i as, em de alhe, as ca ac e ís icas dos
so wa es
analisados.
O
so wa e
de Digi alização do Chão de Fáb ica
é um se iço que se des aca, pois em como obje i o
esponde a uma necessidade, ou seja, oca a ques ão de a emp esa pode ecebe de o ma segu a e
em empo eal odas as in o mações sob e o espaço ab il. Das e amen as aqui ap esen adas essal am-
se ca ac e ís icas comuns impo an es:
• Adequado a á ios ipos de indús ia, ou seja, con empla di e sas á eas dis in as: êx il, au omó el,
me alomecânica, química, en e ou os;
• Acompanha odo o p ocesso, is o é, gua da as in o mações sob e as o dens de p odução,
planeamen o, p odução e expedição;
• Pe mi e que haja um acompanhamen o, em empo eal, dos p ocessos. Os dados são in oduzidos
pelo colabo ado num pequeno compu ado ou
able ,
o qual es á associado àquela es ação de
abalho. Des e modo, como há a ligação com oda a ede da áb ica conseguem-se ex ai
ela ó ios que mos em a p odu i idade e en abilidade da p odução naquele momen o.
A.
Shop loo S udio
A igu a 32 elenca a análise SWOT do
so wa e
Shop loo S udio
.
84
Figu a 32:
Shop loo S udio
- Análise SWOT.
Pon os a o á eis da implemen ação des e
so wa e
passam pelo empo de implemen ação, ou seja, o
pio cená io, é con abilizado como sendo dois meses, pelo que, com a de ida o ganização e comunicação
esse empo se ia eduzido. A cele idade com que pode se ins alado az com que se enha apidamen e
acesso a in o mações e a mo i ação dos colabo ado es con inua c escen e. Visualmen e, é simples e
in ui i o e não ca ece de mui a in o mação pa a o colabo ado . Além disso, pode-se, con inuadamen e,
adap a às necessidades da emp esa. Um a o que se des aca é o ac o de a
ShopFloo S udio
ap esen a
ideias e no as p opos as de desen ol imen o ao p og ama já implemen ado e en a mos a à emp esa
uncionalidade que, numa p imei a ase, se conside am i ele an es e, mais a de, se o nam uma mais-
alia pa a o nosso amo emp esa ial. En a iza-se, a p oximidade da emp esa à Bee s seel, já que, ambas
es ão sediadas em Fa e. É impo an e e e i que es á condicionado a equipamen os de ca iz au omá ico.
Signi ica, que na secção do e o consegue-se iabiliza , à ges ão e di eção, mui a in o mação, no en an o,
não é possí el pad oniza es e p ocesso às ou as á eas (chapa e inox) em que as máquinas são de a o
manual. Um aspe o nega i o passa pela exis ência de um cus o adicional na aquisição de
ha dwa e
. A
indús ia 4.0 es á a aumen a cada ez mais, logo se ia uma opo unidade implemen a es e se iço. Em
esumo, a aplicação des a e amen a pe mi e que a emp esa p ospe e, pois e á semp e os dados
a ualizados ao segundo, conseguindo apidamen e pe cebe o que pode se melho ado – melho ia
85
con ínua. No seguindo des e ópico, a emp esa c esce e o na-se, não só, compe i i a no seu se o , como
melho no desempenho das suas unções e análises. Embo a, haja um a o conjun o de aspe os
posi i os ale des aca o ac o de se uma emp esa com pouca expe iência no me cado. Apesa , de já
e con ac o com emp esas de ou as á eas, incluindo o se o da me alomecânica, ainda não dispõe de
uma ca ei a de clien es ab angen e, o que pode se um isco.
B.
AddOns NSOFT
A igu a 33 ap esen a a análise SWOT do
so wa e
AddOns NSOFT.
Figu a 33:
AddOns NSOFT
- Análise SWOT.
Os a o es an ajosos da implemen ação do
so wa e
da NSOFT e e em-se ao ac o de se consegui
pe sonaliza consoan e as necessidades e pela as a e longa expe iência no me cado, além de e uma
epu ação que a p ecede. Ac escen a-se, que a Bee s eel já az uso de um
so wa e
de ges ão PHC, pelo
que, a ligação a es a no a e en e se ia acili ada. Des aca-se, a p oximidade da emp esa à Bee s seel,
uma ez, que es a emp esa se encon a localizada em B aga. A aquisição do p og ama é ci cunsc i a à
secção do e o - equipamen os de índole au omá ico. Também aqui, se ia necessá io in es i em
86
e amen as ecnológicas – compu ado es,
able s
, lei o de código de ba as, e c. O sis ema é limi a i o
no que espei a a u ilizado es e ex ação de ela ó ios e indicado es. O ac o de se um p og ama já
conhecido da emp esa é an ajoso, mas mesmo assim, é mo oso na sua implemen ação. À semelhança
do ou o
so wa e
ambém es e impulsiona o uso de e amen as ecnologicamen e mais desen ol idas
e a uais e que auxiliam na p odu i idade e e iciência. A é á da a, iden i ica-se como ameaça a
conco ência de á ias ou as emp esas nes e me cado.
C.
P oG ow
A igu a 34 esquema iza a análise SWOT do
so wa e
P oG ow.
Figu a 34:
PROGROW
- Análise SWOT.
Es a p opos a de negócio o e ece uma e en e do p og ama mui o pe sonalizado, conseguindo molda -
se consoan e os c i é ios da emp esa.
Ao u iliza -se es e
so wa e
ambém se consegue acilmen e pe cebe onde es ão os comandos an o do
lado do chão de áb ica como da pa e de quem analisa.
Uma das an agens que se conside a mais in e essan e é o ac o de se consegui gua da a in o mação
na
cloud
, ou seja, consegue-se acede emo amen e ao chão de áb ica, po exemplo, sem se es a ligado
à ede da emp esa.
87
A ob enção do
so wa e
es á es i a à maio secção do pa ilhão ( e o), já que, é onde se encon am as
máquinas mais au omá icas. Re e e-se, que es e modelo gua da as in o mações numa aplicação da
cloud
, mas não in iabiliza o ac o de se e de eco e a
ha dwa e
(se se p e ende implemen a , a
P oG ow
disponibiliza, mas ambém em um cus o ine en e).
Des aca-se, a inúme a quan idade de ela ó ios e indicado es que é possí el ex ai em di e en es
o ma os, no en an o, a en a-se que o p og ama “ob iga” a uma idelização mínima. O ac o de exis i
um in e alo de adesão ob iga ó io conside a-se como sendo um pon o des a o á el, já que, o es a -se
idelizado p essupõe que a emp esa digi alizado a c ie uma elação com a Bee s eel es a egicamen e
bem conseguida, no en an o, a
P oG ow
, compa a i amen e, com os ou os p og amas aqui
ap esen ados, apenas disponibiliza a ajuda ob iga ó ia, mos ando pouca adesão em auxilia o clien e
em ou as ques ões sem que haja um cus o associado.
As soluções ecnológicas que su gem da Indús ia 4.0 pe mi em que a emp esa se des aque,
compa adas com ou os do mesmo amo e auxilia no con olo da p odução e omada de decisão.
A dis ância passa po se um a o não mui o con ida i o, já que, a emp esa se si ua no Po o, pelo que,
odas as deslocações, à exceção das duas isi as incluídas nos hono á ios, passam po e um cus o
ex a.
Po im, oi ealizada uma Análise SWOT, dispos a na igu a 38, das mais e menos alias da ob enção
de um
so wa e
de digi alização pa a a emp esa Bee s eel. De e uma e amen a que nos pe mi a e o
con olo, em empo eal, de odo o chão de áb ica e pode acede ao his ó ico de colabo ado es e
desempenho de máquinas é semp e um a o posi i o, além de se um apoio pa a a ges ão aquando da
omada de decisão e de se e uma emp esa com ecnologia a ançada e no caminho de melho a os
seus p ocessos. Apesa disso, essal a-se pon os menos a o á eis à implemen ação, nomeadamen e,
pa a o ac o de se uma dependência e um in es imen o ele ado que ca ece de p es ações con ínuas,
o nando-se um cus o ixo pa a a emp esa que pode á não es a ap a pa a o supo a . Também, exis e
semp e alguma eimosia po pa e dos abalhado es quando oco em mudanças, sob e udo des e
calib e que implica ensina e ap ende um no o mé odo de abalho.
88
Figu a 35: Implemen ação de um so wa e na emp esa Bee s eel - Análise SWOT.
Feedback Colabo ado es
Em con e sação com o esponsá el da secção do e o pe cebeu-se que há uma o e mo i ação pa a
que es a mudança oco a. Po um lado, a emp esa e ia uma melho posição es a égica quando
compa ada com ou as emp esas do mesmo se o , conquis ando ma gens de luc o mais asse i as e,
po ou o lado, consegui ia melho a di e sas ques ões in e nas, em especial, a ní el de
s ock
(pe cebia
exa amen e quais as quan idades de cada p odu o), as eabilidade de ma é ias (pe is, discos e chapas,
ou seja, qual o pe cu so de cada uma) e colabo ado es (das di e en es secções, is o é, em e mos
obje i os e compa a i os quan o empo demo ou o soldado X e o soldado Y a solda de e minada peça
ou quan o empo le a o anspo e de peças en e secções, e c), cus os/consumos de ob a, con olo e
planeamen o.
A igu a 36 mos a um esquema p edi i o do luxo de abalho p é-digi alização (lado esque do) e pós-
digi alização (lado di ei o).
89
Figu a 36: Esquema P edi i o do luxo de abalho na secção do e o - p é-digi alização e pós-digi alização, espe i amen e.
Se a emp esa man i e o p ocesso de abalho a ual, necessi a de cinco colabo ado es pa a que a peça
ique no es ado ideal à chegada ao se alhei o. Nes e pon o, não es ão con abilizadas ou as a e as, ou
seja, apenas engloba a sequência de passos da peça. Com a implemen ação da digi alização de
p ocessos, conseguia-se sup imi , quase na o alidade, o abalho manual da as eabilidade. De e e i ,
que es e obje i o só se ia alcançá el se a máquina de co e e u ação (
Messe
) es i esse a abalha a
100% po que e i a a a passagem pa a a máquina de u ação nas condições a uais (
GEKA
).
Além disso, em e mos de maquina ia, se ia necessá io aze o in es imen o em uma máquina de
emoção de escó ias ( ema desen ol ido no capí ulo 4 e no capí ulo 5). Da adoção des a p á ica
dep eende-se que a au omação de alguns dos p ocessos pe mi i ia sal a mui o empo em a e as
ealizadas manualmen e po que de ou a o ma não se ia possí el, nomeadamen e, a de as ea os
lo es. Com a digi alização, a ob enção desse alo se ia imedia a, mas, de momen o, o esponsá el do
e o ecolhe cada uma das olhas de cada pos o de abalho e enume a quan as peças de conjun o
concluídas exis em e se são su icien es pa a p ocede à mon agem.
Re e i , ainda, o in es imen o em
ha dwa e
, al como espelhado na abela in a núme o 21.
96
Também na qualidade das peças se obse ou um alo meno , ou seja, a quan idade de peças ejei adas
oi maio , in luenciando o alo da qualidade inal. No caso da máquina
Messe
conside ou-se ealiza os
cálculos sob e um ou o o ma o. A Bee s eel co a, sob e udo, chapas de espessu a igual a dez
milíme os, doze milíme os e quinze milíme os. É expec á el que quan o maio a espessu a, mais
exigência a máquina o e ece ao co e da peça, aumen ando o seu empo e o ça. Foi calculada a
en abilidade da máquina
Messe
nos ês ipos de co e, al como mos a a abela 27.
Tabela 27: Valo es das di e en es dimensões das chapas pa a o cálculo da en abilidade da máquina
MESSER
.
Chapa de 10
Chapa de 12
Chapa de 15
Comp imen o de Co e (Me os)
9,2
26,4
20,9
Tempo de Co e Real (min)
21
33,2
38,6
Peso (Kg)
52,4
271
431,3
Quan idade de chapa co ada - alo eó ico
(Me os)
394,29
35,2
259,9
Quan idade de chapa co ada - alo eal
(Me os)
210,29
381,69
41,8
Ren abilidade (%)
53,33%
9,22%
16%
A en a-se, pa a o ac o, de que a chapa de 12 é um caso excecional. Es a máquina assume á ios de ei os
nos a anques, ou seja, ao in és de ealiza um co e linea acaba po o e ece mui a esis ência,
oco endo pa agens. O início de uma peça única nes as dimensões, excecionalmen e, ap esen a alo es
pio es, o que az com que seja necessá io quase um u no (8 ho as) pa a p ocede ao co e das á ias
peças que o mam a chapa inal e es as pa agens p o ocam mais de e io ações na peça, pois o co e
não é pe ei o.
5.2 Se o de P odução da Emp esa – INOX
5.2.1 Ca ac e ização dos Equipamen os – solução
A abela 28 é a aplicação do 5W2H de um dos p oblemas iden i icados, mais conc e amen e, ao ní el
de moni o ização dos equipamen os. De momen o, as máquinas es ão sujei as à sua manu enção no mal
e básica, ealizadas pelo écnico in e no, mas não o am implemen adas nenhumas das melho ias
e e idas nem e e i adas manu enções po p o issionais ex e nos. No que espei a ao desempenho dos
colabo ado es a e e-se que, nenhum deles ap esen a ca a de soldado , no en an o, a emp esa
p opo cionou o mação pa a que conseguissem ealiza o abalho. Todos eles êm expe iência e
97
conseguem acilmen e in e p e a um desenho de o ma au ónoma. Apenas é necessá ia a in e enção
do di e o de p odução quando o desenho ap esen a a exis ência de algum acessó io e na imagem não
es á pe ce í el. Todos os colabo ado es es ão o mados pa a eco e em a ap o ei amen os (pon as), ao
in és de u iliza em ma e ial no o. Es es “despe dícios” são ap o ei ados in e namen e pa a colma a
uma alha de ubos mais pequenos e, caso não se consiga ap o ei a , é conside ado suca a e ende-se.
Tabela 28: Aplicação da e amen a 5W2H no desempenho dos equipamen os, na secção do inox.
5W2H
Máquina de Poli
(Redonda/Quad
ada)
Se o e
Manual
Máquina de
Dob agem de
Tubos
Máquina de
Fu ação em
Pa alelo
Máquina de
Ab i Bocas de
Lobo
WHAT
Melho a o
desempenho da
máquina
Análise do
p ocesso de
limpeza
Modo de manusea
a máquina
Melho a o modo
como o equipamen o
abalha
Melho a o
desempenho da
máquina
WHY
Aumen a a
e icácia do
ex a o do pó
Diminuição da
du ação do
p ocesso de
limpeza
Di iculdade em
ope a o
equipamen o az
com que nem
odos os
colabo ado es
es ejam ap os
Ape eiçoa o
acabamen o do u o
Diminui a
quan idade de
lixo ge ado
WHERE
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de
Fáb ica da
emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
WHEN
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos
meses es an es
de 2024 e/ou no
p imei o
imes e de
2025
Dia iamen e
Mês de Ou ub o
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos
meses es an es
de 2024 e/ou no
p imei o
imes e de
2025
WHO
Responsá el da
secção do Inox e
DAP
Colabo ado
a e o ao se o e
manual
Todos os
colabo ado es da
secção do Inox
Responsá el da
secção do Inox e
DAP
Responsá el da
secção do Inox e
DAP
HOW
In es i num silo
com maio
capacidade de
sucção
Rese a os
úl imos 5
minu os do
u no pa a
p ocede à
limpeza
Da o mação aos
colabo ado es
In es i em po a-
pas ilhas e pas ilhas
In es i num silo
com maio
capacidade de
sucção
HOW
MUCH
338€
0 €
150€
127,22€
338€
98
5.2.2 Análise das Ta e as Limi a i as na execução das peças – solução
De seguida, o am p opos as as soluções pa a os p oblemas encon ados aquando da execução das
peças, mencionados no capí ulo 4.2.3 Análise das Ta e as Limi a i as na Execução das Peças.
P oblema 1:
Qualidade nos discos de co e.
A ma ca 3M é a elei a pelos colabo ado es, mas po e um alo al o exis e semp e a i o com a pa e
inancei a pa a que sejam adqui idos.
Foi ei o o es e pa a pe cebe que discos compensa am mais e a e iu-se o seguin e:
Cada disco da ma ca 3M cus a 2€ e um disco de ma ca in e io em um alo de 0,70€. Pe cebeu-se
que ao u iliza um disco de uma ma ca in e io os discos acaba am po se des ui e emana mui os
de i os pa a o colabo ado que es a a a ealiza a a e a. Concluiu-se que pa a aze o abalho, oi
u ilizado um in e alo de empo de um mês e consumidos 200 discos da ma ca que é mais em con a.
Con a iamen e ao que se e i ica se o em usados os discos de alo mais ac escido em que co a odo
o ipo de ma e ial mesmo a ele adas empe a u as e não ica dani icado, ou seja, man ém a sua
du abilidade, o co e é mais limpo e pe ei o e a comp a des e ipo de ma e ial pode se ei a de meio
em meio ano. A maio an agem, p ende-se pelo ac o de que se o mesmo abalho o iniciado ao mesmo
empo, no mesmo ma e ial, há um ganho de uma ho a, ao usa -se o disco de uma ma ca supe io .
Des e modo, op ou-se po adqui i alguns discos de uma ma ca melho (3M ou HILTI – a ma ca 3M em
um alo supe io e a ma ca HILTI em um alo in e io , mas a qualidade é mui o semelhan e) e chegou-
se à conclusão de que a mesma a e a e a ealizada sem qualque p oblema. Além disso, um disco bom
es á pa a dois ou ês discos pio es (dependendo da espessu a da peça), ou seja, os discos de melho
ma ca são mais ca os, mas mais compensa ó ios e, além de e e ua o mesmo se iço em me ade do
empo, ambém, êm maio du abilidade. Mais se ac escen a que a au odes uição é quase nula e a
quan idade de de i os é meno .
A emp esa já implemen ou es e ipo de discos, mas não são os únicos, ou seja, con inuam a u iliza
discos de ma ca in e io , ambém.
P oblema 2:
Qualidade nas lixas.
A di e ença en e as lixas de zi cónia e as lixas que se p opõem – lixas de ce âmica - acaba po se
mínima (nas lixas de amanho pequeno e in e médio), mas o acabamen o inal pode ica comp ome ido,
99
pelo que, es a opção e i a a que al acon ecesse. A aquisição de lixas de ce âmica az com que a
acumulação de de i os e a oxidação não oco a. Além disso, ap esen a maio du abilidade.
P oblema 3:
Qualidade das eba bado as.
Os equipamen os de ma ca in e io êm um bom desempenho, mas pa a a a i idade desen ol ida no
se o do inox são necessá ias máquinas com mais po ência, o que se e i ica nos equipamen os de
esme ila de ou as ma cas supe io es (HILTI ou FINE).
A emp esa já ez es as al e ações quando os colabo ado es abalham em ob as, no en an o, den o das
ins alações ainda são man idos os equipamen os com meno po ência.
P oblema 4:
Qualidade das se as de co e.
As se as da ma ca WIKUS não são adequadas às a e as ealizadas na á ea do inox.
Há cinco meses, a emp esa começou po adqui i se as a ou o ipo de o necedo e os esul ados
melho a am. A pe mu a des e ma e ial pe mi iu sup i odos os a o es nega i os e e e i a a a e a
asse i amen e, além de exis i maio du abilidade dos consumí eis.
P oblema 5:
Baixa e iciência das pon es olan es.
Es a si uação pode se esol ida po meio de duas soluções:
• Solução 1: A emp esa adqui e uma no a pon e olan e. Es e equipamen o de e ap esen a uma
capacidade de supo e in e io , ou seja, ês oneladas se iam su icien es, já que, o inox é um
me al mais le e.
• Solução 2: A emp esa adqui e um empilhado elé ico. No chão de áb ica exis e apenas uma
des as máquinas disponí eis pa a ês secções. A aquisição des e no o equipamen o e a uma
apos a ce ei a pois, po um lado, em um alo mais em con a, quando compa ado com a pon e
olan e e, po ou o lado, não in e e e com a es u u a do edi ício po que, à da a, exis em qua o
pon es olan es de di e en es pesos. Ainda de e e i , que o empilhado es á ap o pa a se
u ilizado em in e io e ex e io e a pon e olan e apenas pode se ins alada em um dos locais,
além de e ine en e esses mesmos cus os.
Pa a mais, an o uma comp a como ou a, se i iam de apoio a duas secções: inox e chapa, conseguindo
mais empo disponí el pa a p oduzi .
100
P oblema 6:
Núme o de epe ições po u o.
Os machos u ilizados são um p oblema comum à secção do e o e à secção do inox.
De modo a não exau i o lei o com o mesmo ema, a jus i icação des a ideia es á expos a no capí ulo
do Fe o – 4.1.3
A análise esumo é isí el na abela 29.
101
Tabela 29: Aplicação da e amen a 5W2H aquando da execução das peças, na secção do inox.
5W2H
P oblema 1
P oblema 2
P oblema 3
P oblema 4
P oblema 5
P oblema 6
WHAT
Qualidade nos discos de co e
(ma ca in e io )
Qualidade nas lixas
Qualidade das eba bado as
Qualidade das se as
de co e
Baixa e iciência das
Pon es Rolan es
Núme o de epe ições
po u o.
WHY
Os discos de ma ca in e io
quando colocados nas
eba bado as acabam po se
des aze mui o ápido e lança
mui os salpicos pa a o
colabo ado . A u ilização des e
ipo de discos duplica a
conceção da a e a
Lixa de zi cónia az com
que haja uma maio
acumulação de de i os
e oxidação
O se o do inox u iliza
eba bado as cuja qualidade
não é a mais indicada pa a as
a e as des a secção
As se as de ma ca
in e io (WIKUS)
pa em acilmen e,
ealiza um co e
en iesado e não se
man ém es á ica no
equipamen o
Pe das de empo
associadas à espe a
que as pon es olan es
iquem disponí eis
pa a se consegui
mo imen a os
ma e iais.
Pe o mance no núme o
de u os.
WHERE
Chão de Fáb ica da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
WHEN
O mais b e e possí el, sendo
opo uno que deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou no
p imei o imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
O mais b e e possí el, sendo
opo uno que deco a nos
meses es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
WHO
Responsá el da Secção do Inox e
Di e o a da Emp esa
Responsá el da Secção
do Inox e Di e o a da
Emp esa
Responsá el da Secção do
Inox e Di e o a da Emp esa
Responsá el da
Secção do Inox e
Di e o a da Emp esa
Responsá el da
Secção do Inox e
Di e o a da Emp esa
Responsá el da Secção
do Inox e Di e o a da
Emp esa
HOW
Discos de ma ca supe io –
HILTI, po exemplo
Lixas de ce âmica
Adqui i equipamen os de
ma ca di e en e e com mais
qualidade
Se as da ma ca
supe io – HILTI, po
exemplo
Implemen ação de
uma pon e olan e ou
adqui i ou o
empilhado (solução
p e e encial)
U ilização de Machos
Do me
HOW
MUCH
14,80€
7,55€
130,34€
28,12€
46 434,37€
37,50€
102
5.2.3 Recon igu ação do Espaço Fab il - solução
A secção do inox es á mui o bem conseguida, no en an o, exis em semp e pequenas melho ias que
pode ão se ealizadas. Des a o ma, oi p opos a uma no a solução que p e ende i a pa ido de melho
ap o ei amen o do espaço, mas não es á sujei o a g andes al e ações ( igu a 39). São ealizadas
pequenas melho ias que pe mi em agiliza ainda mais o p ocesso, nomeadamen e, ao ní el da ca ga e
desca ga de ma e iais e, pa a al, de e-se:
• Co igi odos os aspe os nega i os sup aci ados (enume ados no capí ulo 4 e ela i os ao a ual
layou
);
• In es i em mais maquina ia consoan e o aumen o da p ocu a e adqui i no as e sões das
máquinas em áb ica pa a se ob e um melho desempenho;
103
Figu a 39:
Layou
do Inox - P opos a de Melho ia como a o de O imização do P ocesso P odu i o.
104
Não o am iden i icadas des an agens na no a p opos a de
layou
, no en an o, ap esen am-se algumas
an agens, elencadas na abela 30.
Tabela 30: Van agens -
Layou
do Inox - P opos a de Melho ia como a o de melho ia do P ocesso P odu i o.
5.3 Ní el de Higiene e Segu ança Implemen ado na Emp esa – solução
Reco endo à mesma e amen a o am espondidas as ques ões com base no ní el de higiene e
segu ança p esen e na emp esa, à da a do es udo, iden i icado na abela 31.
A abela 31 mos a as p opos as de esolução pa a os p oblemas, iden i icados no capí ulo 4: ma cados
com o ama elo – a emp esa cump e pa cialmen e es e pon o - e o e melho – a emp esa não cump e
co e amen e es e pon o.
A en a-se que exis em p oblemas cuja espos a de al e ação de e ia se e e uada mais céle e, sob e udo
elacionado com a qualidade do a - os umos de soldadu a ap esen am pa ículas g a es pa a a saúde
e que, no longo p azo, podem da o igem a doenças - e a qualidade da água. A é à da a, ainda não o am
aplicadas nenhuma das melho ias e e idas, no en an o, exis e especial a enção pa a os equipamen os
de sucção de umos.
Van agens
Jus i icação
1. En ada e saída são dis in as.
A exis ência de uma en ada e uma saída az com que haja
uma maio o ganização e con olo. Assim, não exis e
mis u as de ma e iais a se expedidos e de ma e iais a
pe manece em áb ica.
2. Delimi ação do espaço pa a
es u u as em inox.
A á ea do inox é pequena, ou seja, não exis e pe das de
empo aquando da passagem de ma e iais en e cen os de
abalho.
3. Ap o ei amen o de espaços
azios.
A emoção de espaços em desuso pe mi e que se possa da
uma no a ida a es as zonas e as aumen a as mesmas
á eas de abalho.
105
Tabela 31: Aplicação da e amen a 5W2H associada às no mas de Higiene e Segu ança Implemen adas na Emp esa.
5W2H
Es u u a do Edi ício
Ins alações
Sani á ias
Saúde dos Colabo ado es
Equipamen o de P o eção Indi idual
WHAT
Pu eza do A
Medidas de
P o eção
Disponibilidade de Água
p óp ia pa a consumo
Limpeza do Local de
T abalho
Caixa de 1º Soco os
P o eção de Memb os
Supe io es e Mãos
P o eção de
Memb os
In e io es e Pés
WHY
Inexis ência de
en ilado es ou
ex a o es de
umo na a e a
de soldadu a. Os
umos de
soldadu a
ap esen am
pa ículas g a es
pa a a saúde e
que, no longo
p azo, podem
da o igem a
doenças
A sinalé ica de
ob iga o iedade de
equipamen os de
p o eção indi idual
e de p oibição de
uma es á
p esen e e
posicionada ao
al o, em á ias
pa es da emp esa,
con udo nem odos
os colabo ado es
cump em com as
in o mações
desc i as
Como a água é
imp óp ia pa a
consumo, exis e pe o
do es abelecimen o
emp esa ial uma on e
de água con olada pela
câma a de Fa e e um
dos colabo ado es
enche alguns ga a ões
pa a que os colegas
consigam eabas ece
as suas ga a as, no
en an o, den o das
ins alações a opção de
consumo de água não é
iá el
Nem semp e o pos o
de abalho es á em
condições de limpeza
e de localização das
e amen as, já que,
os mesmos u ensílios
são u ilizados po
á ios ope á ios. Os
colabo ado es de em
man e limpo e
o ganizado o seu
espaço de abalho
pa a que, acilmen e,
encon em os a igos a
u iliza
No chão de áb ica
não exis e uma caixa
de p imei os
soco os e a que
exis e es á
dis anciada e não
es á p o ida de odo
o ma e ial
necessá io e com a
espe i a alidade
Os colabo ado es u ilizam
equipamen os cuja
qualidade não é a ideal e
acaba po não i de
encon o à p o eção
necessá ia
Os colabo ado es
u ilizam
equipamen os cuja
qualidade não é a
ideal e acaba po
não i de encon o
à p o eção
necessá ia. Re e e-
se, que mui os dos
colabo ado es
usam calçado que
não é adequado
(sapa ilhas)
WHERE
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica da
emp esa Bee s eel
Chão de Fáb ica
da emp esa
Bee s eel
WHEN
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos
meses es an es
de 2024
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
O mais b e e possí el,
sendo opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024 e/ou
no p imei o imes e de
2025
O mais b e e
possí el, sendo
opo uno que
deco a nos meses
es an es de 2024
e/ou no p imei o
imes e de 2025
112
Iden i icação do
Ganho
Desc ição
Cus o A ual
Anual
In es imen o
Tipo de
In es imen o
Balanço
Cus o/
Conclusão
c/P opos a
Tipo de Resul ado
(ob ido ou p e is o)
P oblema 2 -
T oca na
qualidade nas
lixas
Deixa de se necessá io
pe de empo no
acabamen o inal da
peça, uma ez, que com
as lixas de ce âmica não
oco e p oblemas de
acumulação de de i os e
a oxidação
7,55€ (unidade)
Lixa de ce âmica
Há uma pe da
em e mos
ques ões
mone á ias, mas
um ganho no
que espei a à
du abilidade e
desempenho
inal
Maio
du abilidade
p e is o
P oblema 3 -
Qualidade das
eba bado as
Deixa de se necessá io
pe de mui o empo na
mesma a e a po que os
equipamen os acabam
po se melho es e
e e uam a a i idade em
menos empo
130,34€ (unidade)
Equipamen os de
melho qualidade
Mais empo
disponí el
pa a
p oduzi
ob ido
P oblema 4 -
Qualidade nas
se as de co e
Deixa de se necessá io
oca á ias ezes de
se a aquando da
ealização da a e a
26,30 €
As no as se as
são capazes de
du a 2 semanas,
dependendo do
ipo de abalho,
enquan o as
an e io es pa iam
quase com
u ilização única
Se as de maio
qualidade, nes e
caso, no alo de
72€ cada.
Assumindo que uma
se a é u ilizada a
cada duas semanas,
exis e um gas o
anual de 7488€
Há uma pe da
em e mos
ques ões
mone á ias, mas
um ganho no
que espei a à
du abilidade e
desempenho
inal
Mais empo
disponí el
pa a
p oduzi
ob ido
P oblema 5 -
Baixa e iciência
das Pon es
Rolan es
Deixa de se necessá io
ica à espe a de um
equipamen o de
ele ação, já que, oi
adqui ido um empilhado
elé ico
46 434,37 €
ob ido
113
Iden i icação do
Ganho
Desc ição
Cus o A ual
Anual
In es imen o
Tipo de
In es imen o
Balanço
Cus o/
Conclusão
c/P opos a
Tipo de Resul ado
(ob ido ou p e is o)
P oblema 6 -
Núme o de
epe ições po
u o.
O ope ado deixa de e
a necessidade de oca
de macho e ealiza a
a e a em menos empo
308,00 €
37,50 €
Machos de maio
qualidade
O p eço dos
discos é maio ,
mas como êm
melho qualidade
acabam po e
maio
du abilidade e
melho
desempenho, ou
seja, a
quan idade de
ezes que é
comp ado é
meno
Mais empo
disponí el
pa a
p oduzi
ob ido
Comum a
odas as
secções
Higiene e
Segu ança
Melho es
condições de
segu ança
As al e ações p opos as
azem com que haja
melho es condições pa a
p oduzi , aumen ando o
con o o dos
colabo ado es e, po sua
ez, a p odu i idade
Mais empo
disponí el pa a
p oduzi
p e is o
114
6.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A indús ia de me alomecânica es á cada ez mais exigen e, pelo que, é ulc al que as emp esas ab acem
a ans o mação que lhes pe mi i á man e no me cado e a se em compe i i as.
A necessidade de se di e encia assen a na apos a de me odologias ino ado as e es a égias de negócio
mais ambiciosas. Além dos in es imen os em ecnologias, a ino ação na me alomecânica p essupõe
que sejam implemen ados no os mé odos de o ganização in e na, os quais são c uciais pa a melho a
o desempenho ope acional e a esiliência da emp esa às a iações do me cado. Capaci a as
o ganizações com equipas o madas e mo i adas e com e amen as ope acionais es a egicamen e
de inidas é pa e in eg an e pa a o sucesso.
Além de odas as melho ias elencadas, a Bee s eel é uma das emp esas que subme eu p oje o e oi
selecionada pa a ecebe a ajuda do Go e no na es i uição da sua capacidade e inc emen o dos seus
esul ados, conseguindo associa a on ade de mudança e melho ia à disponibilidade mone á ia p o ida
pelo Go e no pa a compe ências digi ais.
6.1.1 P incipais con ibu os des e abalho
A a ual disse ação iniciou-se em janei o de 2024 e azendo um e ocesso pe cebe-se uma e olução
an o a ní el pessoal como p o issional.
Du an e o p oje o, hou e a opo unidade de ap ende com pessoas expe ien es da á ea que pa ilha am
os sucessos e os insucessos do seu abalho, conseguindo pe cebe que es ão p on as pa a uma
mudança que o ne o seu dia-a-dia mais p o ei oso e ealizado.
Nes e abalho oi ap esen ado o pon o de is a e deu-se a conhece as soluções, análises e ou as
pe spe i as pa a o p oblema iden i icado.
A in odução de um modelo de
Sma Fac o y
é a cha e pa a a melho ia dos p ocessos e pa a a melho ia
da compe i i idade no me cado. A apos a em ins umen os ecnológicos não se á pa a subs i ui o
colabo ado , mas pa a inc emen a a po encialidade e olu i a da o ganização. O a ual es udo pe mi iu
do a a emp esa em conhecimen o, pe mi indo, po um lado, oca nas á eas e p ocessos p oblemá icos
e, po ou o lado, o necendo um ecu so que p opende maio con olo, maio iabilidade, maio
comp eensão e de alhe e, acima de udo, que aspi e à melho ia con ínua. Pe cebeu-se, que mui os dos
ganhos implicam um in es imen o maio , mas que, em e mos de du abilidade e melho desempenho,
115
es ão à en e das a uais p opos as. A e dade é que sem um in es imen o a emp esa não consegui á
ob e melho es esul ados.
A ma e ialização des as al e ações, conje u a alguma complexidade, pelo que, de em se
cau elosamen e pensadas, pa a que, num u u o p óximo, o con olo e supe isão de oda a cadeia de
alo seja acili ada e a omada de decisões seja mais co e a.
6.1.2
P incipais Di iculdades
No deco e do p oje o, a emp esa en en ou ques ões de ins abilidade inancei a e de mão de ob a. A
exis ência de abalho es a a penden e de ob as cujo é mino se ap oxima a e a en ada de no os
p oje os e a diminu a e ela i a a pequenas ob as. Pos o is o, a a i idade em áb ica e a ela i amen e
baixa. Es es p oblemas aliados a ou as ques ões in e nas le a am a desis ências po pa e dos
colabo ado es, di icul ando o desen ol imen o do p oje o. Apesa do in o únio e em con e sação com a
di eção da emp esa, op ou-se po da con inuidade ao p oje o, mas com al e ações.
6.1.3 T abalhos Fu u os
À da a, iden i icou-se os p oblemas igen es e p opôs-se soluções que pe mi issem colma a as limi ações
assinaladas.
Como abalho u u o, espe a-se que a emp esa coloque em p á ica um modelo que os auxilie nas
ques ões aqui deba idas, ans o mando o p ocesso p odu i o lexí el, in alí el e digi al. A Ope ação
Remo a na I4.0 pe mi i á con ola e moni o iza p ocessos indus iais emo amen e, u ilizando
ecnologias a ançadas. Es a ope ação iabiliza a supe isão con ínua de odos os p ocessos da emp esa,
possibili ando a de eção de alhas e a necessidade de ealização de manu enções p e en i as, em
qualque al u a ou local. A implemen ação de um es e pilo o de um
so wa e
de con olo de p odução
não se ia possí el à da a em que o p oje o de disse ação es a a a deco e , já que, não ha ia meios
inancei os nem pessoal disponí el pa a auxilia , mas conside ou-se ealiza as pesquisas e aze uma
p e isão do que pode ia acon ece aquando da aplicação de um
so wa e
de digi alização no u u o.
Des e modo, a Bee s eel já e ia uma base de iden i icação de p oblemas e p opos a de esolução, bem
como um apanhado das melho es o e as no que espei a a p og amas ecnologicamen e mais
a ançados.
A au o a des a disse ação em acilidade em con ac a com a emp esa e quando os es es pa a a en ada
de um
so wa e
sucede em se á um ema deba ido com a aluna e que da á con inuidade ao p oje o que
es á a se desen ol ido no momen o.
116
Relacionado com o se o do inox nomeiam-se algumas melho ias que de e iam se e e uadas no u u o,
ou seja, como o inox não é o p incipal ma e ial des a emp esa, a exis ência de máquinas au omá icas
es á mesmo o a de ques ão, con udo a exis ência de um se o e hid áulico se ia uma boa apos a po que,
des e modo, o co e se ia au omá ico. Tal como e e ido, es e se o não é de ca iz au omá ico, assim
sendo, o con olo da p odução não eque , nes a ase a exis ência de um
so wa e
, con udo, quan o mais
melho ias au omá icas ossem ealizadas nes e, mais apidamen e se de e ia conec a o
so wa e
de
digi alização a es a secção ambém.
Ine en e ao p ocesso p odu i o, a emp esa já pensa em adap a as ins alações exis en es e ealiza
algumas ob as de ees u u ação do
layou
ab il. Além disso, de e á p ocede à inclusão de:
• Sub-pó icos. Po um lado, os empos de espe a i iam diminui po que os colabo ado es não
es a iam apenas dependen es de pon es olan es e, como se iam mon ados abaixo das pon es
olan es az com que ambos os equipamen os de ele ação pudessem a ua ao mesmo empo. Po
ou o lado, se iam ins alados e icalmen e, ou seja, lado opos o das pon es olan es, azendo com
que as peças chegassem a mais pon os do chão de áb ica.
• De momen o, a áb ica não possui equipamen os que iabilizem a ex ação de umos, ou seja, uma
medida a se implemen ada se ia do a a emp esa com en ilado es e/ou ex a o es que “suguem”
os umos e p o ejam a saúde dos colabo ado es, os equipamen os e a p óp ia es u u a.
Du an e os p óximos anos, a BEETSTEEL de e ia in es i , de aco do com as suas possibilidades, nas
melho ias p opos as pa a que o seu desempenho osse inc emen ado, em pa icula , deposi a a enção
nas manu enções p e en i as das máquinas e nos acessó ios que pe mi em melho a o seu
desempenho, já que, equipamen os sem manu enção implicam pa agens epen inas ou pe íodos de
ina i idade e se as máquinas não p oduzem, a emp esa ambém não em endimen o.
Conside a-se que de e á ha e oco, não só, em ques ões écnicas, mas ambém sob e a componen e
humana, já que, os colabo ado es são pa e in eg an e da emp esa e con ibuem pa a o seu c escimen o.
117
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121
Apêndice 1 - Desc ição dos Equipamen os – secção do Fe o
A igu a 40 ap esen a, isualmen e, a máquina de co e e u ação p esen e no chão de áb ica
da Bee s eel.
MÁQUINA DE CORTE E FURAÇÃO (
Danoba
17)
Figu a 40: Máquina de Co e e Fu ação -
Danoba
.
P ocesso:
1. Os desenhos são e e uados pelo p epa ado e expo ados pa a a ede.
2. O ichei o é ca egado na máquina num p og ama especí ico designado de
T ibCab
.
3. De seguida, é execu ado um
Nes ing
(ges ão de á ias peças inse idas num pe il) com
ichei os ob idos pelo p epa ado ;
4. Uma ez que as e apas an e io es es ão ealizadas, há um comando au omá ico que ai
busca as al u as dos pe is consoan e o pe il que é inse ido na p og amação.
5. O pe il co e a é ao senso de medição de comp imen o e la gu a, e i icando a
compa ibilidade das dimensões ex e io es do pe il com a p og amação da máquina CNC.
6. Se não es i e con o me as especi icações, a máquina ale a os ope ado es e cessa a
p odução. Se es i e con o me as especi icações, a máquina a ança. Vai busca a b oca
que melho se adap a a cada cabeçal e p epa a-se pa a a u ação. Pa a que o pe il es eja
pe pendicula ambém é ei o, pela máquina, o despun e (20 mm que é a iá el).
7. Após a execução o al do pe il, há o e ugo (despe dício), o qual é quan i icado num
in e alo médio e de 8%. A endendo ao seu amanho, o enca egado decide se se á suca a
ou i á pa a
s ock
.
17
Danoba
é a ma ca do equipamen o e é a o ma como os ope ado es se e e em a es a máquina.
128
MÁQUINA DE SOLDAR CONECTORES
Figu a 44: Máquina de Solda Conec o es.
P ocesso:
1. P imei amen e, são colocados os pe is nos ca ale es;
2. De seguida, é ei a a ma cação dos cone o es, de aco do com o desenho de conjun o, é
puncionado o seu cen o pa a ácil localização do cone o e aplica-se a ce âmica no pino
cone o ;
3. Uma ez ealizado o passo an e io , inse e-se o cone o no local da pis ola e com a
máquina a inada p ime-se o ga ilho. O dispa o az com que haja a passagem de co en e
do cone o pa a a iga e a conexão en e ambos acon ece;
4. Depois de execu ada a usão do pino à iga, pa e-se o anel de ce âmica19 e limpam-se os
salpicos. A imagem 45 apon a pa a os ma e iais u ilizados du an e o p ocesso.
19 É u ilizado um anel de ce âmica po que é necessá ia uma ba ei a que a ue como p o e o ísico e que a soldadu a apenas se es inja àquele
pon o. Além disso, é um ma e ial ácil de queb a e como não é um bom condu o de calo não há ade ência ao cone o .
129
Figu a 45: Fluxo, Conec o es e Anel de Ce âmica, espe i amen e.
Fa o es que in luenciam a soldadu a pela máquina de conec o es:
• Quan idade de co en e o necida ao cone o ;
• Tempo de soldagem;
• Velocidade de soldadu a;
• Es ado do Equipamen o;
• Limpeza da peça.
Aspe os a melho a :
• In odução de uma ocha de uma e são mais a ual.
Aspe os Posi i os:
• Rapidez na execução da a e a – e iciência p odu i a.
De ei os:
• Não há a o es explíci os que indiquem a e a a p odu i idade des a máquina.
Conclusões:
Na máquina de cone o es exis e um colabo ado que execu a a a e a. Nes e caso, é uma máquina
com di iculdade eduzida e que execu a acilmen e a a e a, não sendo despe diçado mui o empo.
De um modo ge al, es á mui o o imizada e não se á necessá io implemen a nenhuma melho ia.
A igu a 46 ap esen a, isualmen e, a máquina po puncionamen o p esen e no chão de áb ica
da Bee s eel.
130
MÁQUINAS POR PUNCIONAMENTO DE PRESSÃO (GEKA20)
Figu a 46: Máquinas po Puncionamen o de P essão - Geka.
P ocesso:
Es a máquina não em necessa iamen e um p ocesso associado, ou seja, o colabo ado a e o
coloca as chapas na de ida posição e e i a pa a o ca ale e depois de a o ça e sido execu ada,
no en an o, só de e á e conhecimen o em oca as punções e sabe posiciona as dimensões.
Fa o es que in luenciam o puncionamen o po p essão:
• Qualidade das punções/ma izes e es ado das punções/ma izes;
• Es ado do Equipamen o.
Aspe os a melho a :
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
aspe os nega i os elencados pelos colabo ado es.
Aspe os Posi i os:
• Ve sá il;
• Fácil execução;
20 Geka é a ma ca do equipamen o e é a o ma como os ope ado es se e e em a es a máquina.
131
De ei os:
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
aspe os nega i os elencados pelos colabo ado es.
Conclusões:
Os equipamen os de p essão são de ácil manuseamen o, mas exigem semp e um colabo ado .
Além disso, não há o ma de o imiza mais es a máquina. A solução passa po adqui i um no o
modelo e mais ecen e. Des e modo, consegue-se diminui os e os e aumen a a p odu i idade.
A igu a 47 ap esen a, isualmen e, a máquina caland a p esen e no chão de áb ica da
Bee s eel.
CALANDRA
Figu a 47: Caland a.
P ocesso:
O equipamen o aqui e e ido não ap esen a um p ocesso complexo quando compa ado com ou as
máquinas. O colabo ado esponsá el apenas e á de coloca a chapa e a p óp ia máquina, de
con igu ação mecânica e hid áulica, dob a a chapa e é e i ada quando es i e no es ado
p e endido.
Fa o es que in luenciam a dob a:
• Du eza da chapa;
• La gu a da chapa;
• Espessu a da chapa;
132
• Es ado do Equipamen o.
Aspe os a melho a :
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
aspe os nega i os elencados pelos colabo ado es.
Aspe os Posi i os:
• Fácil execução;
De ei os:
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
de ei os elencados pelos colabo ado es.
Conclusões:
Es e equipamen o exige um colabo ado e é de ácil manuseamen o. De momen o, não há o ma
de o imiza mais es a máquina, a não se adqui i um no o modelo.
A imagem 48 ap esen a, isualmen e, a máquina de desen ola chapa p esen e no chão de
áb ica da Bee s eel.
MÁQUINA DE DESENROLAR CHAPA
Figu a 48: Máquina de desen ola chapa.
P ocesso:
O colabo ado a e o apenas e á de coloca a chapa e mo imen á-la no sen ido con á io pa a que
o p ocesso p e endido seja e e i ado.
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Fa o es que in luenciam o desen ola da chapa:
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
a o es que in luenciam o p ocesso de manuseamen o elencados pelos colabo ado es.
Aspe os a melho a :
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
aspe os nega i os elencados pelos colabo ado es.
Aspe os Posi i os:
• Fácil execução;
De ei os:
• O ac o de se uma máquina com uma acilidade eno me de ope a az com que não haja
de ei os elencados pelos colabo ado es.
Conclusões:
Es e equipamen o exige dois colabo ado es e é de ácil manuseamen o. De momen o, não há
o ma de o imiza mais es a máquina, a não se adqui i um no o modelo.
134
Apêndice 2 - Desc ição dos Equipamen os – secção do Inox
A imagem 49 ap esen a, isualmen e, a máquina de poli (quad ada e edonda) p esen e no
chão de áb ica da Bee s eel.
MÁQUINA DE POLIR (Redonda e Quad ada/Re angula )
Figu a 49: Máquina de Poli - quad ada/ e angula e edonda.
P ocesso:
1. Os desenhos são ealizados pelo enca egado e en egue aos colabo ado es esponsá eis
na secção do inox.
2. Já com os desenhos, os colabo ado es i ão abalha ma e ial em b u o ou da pa e do
co e.
3. Seguidamen e, são colocadas as cin as de lixa , consoan e as dimensões p e endidas.
4. Uma ez que as e apas an e io es es ão ealizadas, a máquina é ligada e inicia-se o
p ocesso de polimen o, em que o ubo pe co e uma linha ho izon al (do pon o A ao pon o
B).
135
5. O ubo é e i ado e colocado na mesa de apoio e de seguida é colocado no amen e na
máquina onde é esco ado com um ma e ial que pe mi e amacia o polimen o da lixa
(
sco ch
).
6. Po im, é colocado na mesa de apoio e ica a agua da a é que á pa a a assemblagem
ou di e amen e pa a a limpeza.
Fa o es que in luenciam o polimen o:
• Dimensão dos pe is (em máquina de poli edonda alcança os 100 milíme os e em
máquina de poli quad ada/ e angula alcança os 150 milíme os);
• Velocidade de polimen o (consoan e o es ado do ma e ial, ou seja, se i e mui o
desgas ado, a elocidade e á de se meno );
• Qualidade das cin as;
• Qualidade das lixas;
• Es ado da máquina.
Aspe os a melho a :
• De momen o, nas condições que a máquina se encon a, não exis em melho ias a se
e e uadas. A única solução se ia adqui i uma no a e são des e equipamen o.
Aspe os Posi i os:
• Rapidez e e iciência;
• Qualidade de acabamen o.
De ei os:
• Empenos;
• Ex a o de pó não es á a unciona de idamen e.
Conclusões:
A ualmen e, a emp esa possui duas máquinas de poli : uma pa a peças edondas e ou a pa a
peças quad adas/ e angula es. Ambas êm uma cabeça, ou seja, pa a os pedidos em inox que
ecebem, es es equipamen os são su icien es, mas exis e mui o empo que se pe de nes a
ope ação. Dependendo da dimensão ubula ou da capacidade de acabamen o, a lixa e á de se
136
ealocada duas ou ês ezes, mas se a máquina ap esen asse ês ou qua o cabeças esse
abalho se ia di e o, maximizando o empo pe dido.
Um ou o p oblema passa pelo ac o de que se as peças e angula es ganha em alguma cu a u a
aquando des e p ocedimen o, êm de se a e ecidas em água pa a e i a essa oco ência.
A imagem 50 ap esen a, isualmen e, o se o e manual p esen e no chão de áb ica da
Bee s eel.
SERROTE MANUAL
Figu a 50: Se o e Manual.
P ocesso:
1. Os desenhos são ealizados pelo enca egado e en egue aos colabo ado es esponsá eis
na secção do inox.
2. Os colabo ado es u ilizam ma e ial que se encon a em
s ock
, p óp io pa a se moldado.
3. P ocede-se ao co e, de aco do com os desenhos, e i ica-se se a cissu a oi ealizada
co e amen e e coloca-se na bancada p óp ia a agua da a p óxima e apa.
Fa o es que in luenciam o co e:
• Qualidade da se a;
• Óleo de co e;
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• Velocidade de co e (quan o mais espesso o ma e ial o , mais len o de e á se e e uado
o co e e, ice- e sa, ou seja, a elocidade e e e-se, essencialmen e, ao amanho da
peça);
• Es ado da máquina.
Aspe os a melho a :
• Qualidade da se a;
• Implemen a medido es digi ais, já que, as medidas são ealizadas manualmen e e o e o
é maio .
Aspe os Posi i os:
• Qualidade dos co es;
• Co a nos dois sen idos: pa a a di ei a e e ua um ângulo de 60 g aus e pa a a esque da
e e ua um ângulo de -45 g aus;
• Rapidez;
• Co e au omá ico.
De ei os:
• Exige mui a limpeza. A passagem des a e apa az com que se acumule mui o lixo nas
pas ilhas, ge ando icção na se a e le ando a queb a da mesma.
Conclusões:
Es a máquina é das mais impo an es na áb ica, já que, execu a apidamen e as a e as e é
acilmen e u ilizada po oda a equipa do inox. Exige a p esença de um colabo ado e, pa a es a
o almen e o imizada, pode ia se de a o mais au omá ico pa a que o co e osse e e uado
“sozinho”.
A igu a 51 ap esen a, isualmen e, a máquina de dob agem de ubos p esen e no chão de
áb ica da Bee s eel.