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O papel da Inteligência Artificial na Comunicação, no Marketing e na Tradução – estágio na BYMS

Author: Gonçalves, Sara Liliana Rodrigues
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/34cb5cd3-3043-4c43-bbe0-af6f64e62952/download
Uni e sidade do Minho
Escola
de
Le as,
A es
e
Ciências
Humanas
Sa a Liliana Rod igues Gonçal es
O papel da in eligência a i icial na
Comunicação, no Ma ke ing e na
T adução – es ágio na BYMS
janei o de 2025
O papel da in eligência a i icial na Comunicação, no Ma ke ing
e na T adução – es ágio na BYMS
Sa a Gonçal es
UMinho | 2025
janei o de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola
de
Le as,
A es
e
Ciências
Humanas
Sa a Liliana Rod igues Gonçal es
O papel da in eligência a i icial na
Comunicação, no Ma ke ing e na
T adução – es ágio na BYMS
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em T adução e Comunicação Mul ilingue
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Síl ia Lima Gonçal es A aújo
P o esso a Dou o a Ma ía Dolo es Le ma Sanchis
I
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
II
AGRADECIMENTOS
A conclusão des e ela ó io ep esen a mais do que o ence amen o de um es ágio. É o culmina
de uma jo nada de c escimen o pessoal e p o issional, que só oi possí el g aças ao apoio
incondicional de di e sas pessoas e da Uni e sidade do Minho. Es e pe íodo oi ma cado po
ap endizagens en iquecedo as, desa ios supe ados e momen os de uma ealização p o unda,
pelos quais es ou mui o g a a.
Ag adeço à BYMS pela opo unidade de in eg a a equipa, explo a uma no a á ea de abalho e
p opo ciona um in e câmbio de conhecimen os e expe iências. A lexibilidade na ges ão de
a e as e sen i que e a alo izada con ibuí am pa a o meu c escimen o pessoal e p o issional.
Um ag adecimen o especial à minha o ien ado a de es ágio, Ma ia Cunha, pela paciência,
o ien ação e dedicação ao longo des e pe cu so. Es endo ambém a minha g a idão ao Miguel
Soa es, que es e e p esen e du an e o p ocesso, mos ando-me que com pe sis ência e paixão
udo é possí el.
Gos a ia de exp essa a minha mais since a g a idão à Uni e sidade do Minho, especialmen e às
minhas o ien ado as: à P o esso a Dou o a Síl ia Lima Gonçal es A aújo, pelo incen i o em
explo a a e a digi al e pela o ien ação ecnológica, e à P o esso a Dou o a Ma ía Dolo es Le ma
Sanchis, pela incansá el o ien ação desde o início e pelos aliosos conselhos sob e a ges ão do
empo, das a e as e da p essão. O apoio, a sabedo ia e a dedicação de ambas o am essenciais
pa a o meu desen ol imen o pessoal e p o issional, bem como pa a a conclusão des e ela ó io.
Aos colegas e p o issionais que c uza am o meu caminho ao longo des a jo nada, ag adeço po
me ajuda em a ado a no as pe spe i as e po me inspi a em. A opo unidade de abalha e
ap ende con osco oi um p i ilégio, e sou g a a pela união, en eajuda e pa ilha de
conhecimen os.
Po im, deixo um ag adecimen o especial aos meus pais, pelo amo e apoio incondicional; à
Ri a, que me deu di eção, ac edi ou em mim desde o início e me incen i ou a ol a a es uda ; e
aos meus amigos, que es i e am semp e p esen es pa a me o e ece em conselhos e o supo e
emocional necessá io pa a ul apassa desa ios e alcança os meus obje i os.
A odos os que, di e a ou indi e amen e, con ibuí am pa a o sucesso des a expe iência, deixo o
meu mais since o ob igado.

III
DECLARACÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação
de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
IV
O papel da in eligência a i icial na Comunicação, no Ma ke ing e na T adução –
es ágio na BYMS
Resumo
O p esen e ela ó io de es ágio, in eg ado no segundo ano do Mes ado em T adução e
Comunicação Mul ilingue na Uni e sidade do Minho, e le e a expe iência de es ágio ealizada na
BYMS, uma emp esa de oupa despo i a sediada em Guima ães.
O es ágio, com uma du ação de cinco meses, e e um o ma o híb ido e ocou-se nas
á eas de comunicação,
ma ke ing
e adução, com especial des aque pa a o uso da in eligência
a i icial (IA) na o imização de p ocessos. Es a expe iência pe mi iu não apenas a aplicação dos
conhecimen os adqui idos du an e o mes ado, mas ambém a explo ação p á ica da in eg ação
da IA no con ex o p o issional, e idenciando a sua ele ância no cená io a ual de comunicação
digi al. As a i idades desen ol idas incluí am a c iação de con eúdos pa a o blog e o
podcas
da
emp esa, a pós-edição do websi e e o desen ol imen o de es a égias digi ais pa a o imiza a
isibilidade da ma ca.
A IA e elou-se um ecu so essencial, não só na au oma ização de a e as epe i i as,
como ambém numa adução au omá ica, e ainda no apoio à c iação de con eúdo e na análise
de mé icas de desempenho. Es a in e seção en e ecnologia e p á icas adicionais e idenciou
a e olução do
ma ke ing
digi al e da adução em empos da globalização ecnológica.
Simul aneamen e, o es ágio pe mi iu explo a a con luência en e ino ação ecnológica e p á icas
adicionais de comunicação e ma ke ing, com o obje i o de desen ol e e melho a a p esença
online
e a iden idade da ma ca BYMS.
Pala as-cha e: Comunicação, C iação de Con eúdos, In eligência A i icial, Ma ke ing,
T adução
V
The Role o AI in Communica ion, Ma ke ing, and T ansla ion – In e nship a BYMS
Abs ac
The p esen in e nship epo , in eg a ed in o he second yea o he Mas e 's in
T ansla ion and Mul ilingual Communica ion a he Uni e si y o Minho, e lec s he expe ience
ca ied ou a BYMS, a clo hing b and based in Guima ães.
The in e nship, las ing i e mon hs, ollowed a hyb id o ma and ocused on he a eas o
communica ion, ma ke ing, and ansla ion, wi h pa icula emphasis on he use o a i icial
in elligence (AI) o op imize p ocesses. This expe ience no only allowed he applica ion o
heo e ical knowledge acqui ed du ing he mas e ’s p og am bu also p o ided p ac ical
explo a ion o AI in eg a ion in a p o essional con ex , highligh ing i s ele ance in oday’s digi al
communica ion landscape. My ac i i ies included c ea ing con en o he b and's blog and
podcas
, pos -edi ing on he websi e, and de eloping digi al s a egies o enhance he b and’s
isibili y.
AI was an essen ial esou ce, no only o au oma ing epe i i e asks such as ansla ion
bu also o suppo ing con en c ea ion and analyzing pe o mance me ics. This in e sec ion o
echnology and adi ional p ac ices unde sco ed he e olu ion o digi al ma ke ing and ansla ion
in he e a o echnological globaliza ion. This in e nship allowed me o explo e he in e sec ion
be ween echnological inno a ion and adi ional communica ion and ma ke ing p ac ices, aiming
o de elop and imp o e BYMS’s online p esence and b and iden i y.
Keywo ds: A i icial In elligence, Communica ion, Con en C ea ion, Ma ke ing, T ansla ion
VI
El papel de la In eligencia A i icial en la Comunicación, el Ma ke ing y la
T aducción – P ác icas en BYMS
Resumen
El p esen e in o me de p ác icas, in eg ado en el segundo año del Más e en T aducción
y Comunicación Mul ilingüe de la Uni e sidad de Minho, e leja la expe iencia ealizada en BYMS,
una ma ca de opa con sede en Guima ães.
Las p ác icas, con una du ación de cinco meses, se lle a on a cabo en un o ma o
híb ido y se cen a on en las á eas de la comunicación, el ma ke ing y la aducción, con un
én asis especial en el uso de la in eligencia a i icial (IA) pa a op imiza p ocesos. Es a
expe iencia pe mi ió no solo la aplicación de los conocimien os eó icos adqui idos du an e el
más e , sino ambién la explo ación p ác ica de la in eg ación de la IA en un con ex o p o esional,
des acando su ele ancia en el pano ama ac ual de la comunicación digi al. Mis ac i idades
incluye on la c eación de con enido pa a el blog y el pódcas de la ma ca, la pos -edición en el
si io web y el desa ollo de es a egias digi ales pa a mejo a la isibilidad de la ma ca. La IA ue
un ecu so esencial, no solo pa a au oma iza a eas epe i i as, sino ambién como apoyo en la
c eación de con enido y el análisis de mé icas de endimien o.
Es a in e sección en e ecnología y p ác icas adicionales e idenció la e olución del
ma ke ing digi al y la aducción en iempos de globalización ecnológica. Es as p ác icas
pe mi ie on explo a la in e sección en e la inno ación ecnológica y las p ác icas adicionales
de comunicación y ma ke ing, con el obje i o de desa olla y mejo a la p esencia en línea y la
iden idad de ma ca de BYMS.
Palab as cla e: Comunicación, C eación de Con enidos, In eligencia A i icial, Ma ke ing,
T aducción
1
1. In odução
Es e ela ó io de es ágio in eg a-se no âmbi o do segundo ano do Mes ado em T adução e
Comunicação Mul ilingue da Uni e sidade do Minho, com oco p incipal na adução. Desde o
início, op ei po explo a uma á ea onde pudesse combina a adução com a c ia i idade,
a a és da comunicação e do
ma ke ing
. A adução, segundo Soysal (2023), anscende um
me o p ocesso linguís ico, con igu ando-se como uma e amen a es a égica pa a assegu a que
a mensagem seja in e p e ada de o ma e icaz e cul u almen e ap op iada em di e en es
con ex os.
Os p incipais obje i os do es ágio incluí am ap imo a a comunicação da ma ca,
implemen a es a égias de
ma ke ing
digi al ino ado as, amplia a isibilidade e p esença
online
da ma ca, in eg a ecnologias de in eligência a i icial pa a au oma iza e o imiza p ocessos, e
consolida os conhecimen os adqui idos ao longo da o mação académica. Du an e es e pe íodo,
i e a opo unidade de a ua em ês á eas p incipais: comunicação, ma ke ing e adução, com
des aque pa a a c escen e ele ância da in eligência a i icial (IA) nessas es e as. Embo a
equen emen e pe cebida como uma ameaça, a IA, quando u ilizada de o ma es a égica, pode
se ans o ma numa aliada aliosa (Pa ício & C a ei o, 2023). En e as suas con ibuições
des acam-se a au omação de a e as epe i i as, o es ímulo à c ia i idade e a melho ia da
e iciência em p oje os de adução e p odução de con eúdos digi ais. Nes e con ex o, a IA em
desempenhado um papel ans o mado no
ma ke ing
digi al, sendo aplicada no
desen ol imen o de es a égias, adução au omá ica e c iação de con eúdo, com o obje i o de
po encializa o c escimen o e o alece a p esença das ma cas (Rod igues, 2023).
Es e ela ó io em como obje i o ap esen a os p incipais aspe os desen ol idos du an e o
es ágio, com oco na aplicação p á ica da in eligência a i icial em con ex os de adução e
comunicação, bem como no impac o des a ecnologia no
ma ke ing
digi al. O documen o es á
es u u ado em seis seções p incipais. Inicialmen e, o Enquad amen o Teó ico abo da a e olução
his ó ica da comunicação no con ex o das e oluções indus iais, as es a égias de
ma ke ing
com ên ase no
b anding
e no
Sea ch Engine Op imiza ion
(SEO), o papel cen al da adução na
expansão global na e a digi al e a ans o mação p opo cionada pela IA nesses p ocessos. Na
seção de Enquad amen o P á ico, são desc i as as a i idades ealizadas no es ágio, o ganizadas
em subseções que de alham a emp esa acolhedo a, as a e as desen ol idas — incluindo a
c iação de um
podcas
, a edação de a igos pa a
blog
, a e isão de con eúdo no
websi e
, a
calenda ização de a i idades e a anga iação de con ac os —, com a enção especial ao uso da IA

2
como e amen a pa a po encializa a e iciência e a in eg ação en e no as ecnologias e
p ocessos adicionais de adução e
ma ke ing
. Nas Conside ações Finais, são ap esen ados os
esul ados ob idos, a con ibuição das e amen as de IA pa a as a e as execu adas e as
pe spe i as u u as dessa in eg ação. Po im, o ela ó io inclui uma Bibliog a ia com as on es
u ilizadas e uma seção de Anexos, onde são analisados exemplos dos a igos publicados e das
e isões ealizadas no websi e, além de in e aces ele an es pa a os abalhos desen ol idos.
3
2. Enquad amen o eó ico
Es a es u u a inicia com uma isão ge al eó ica, abo dando a e olução da comunicação
desde as e oluções indus iais a é à e a digi al. Em seguida, explo a es a égias de
ma ke ing
,
des acando a comunicação da ma ca e as écnicas de Sea ch Engine Op imiza ion (SEO).
Pos e io men e, en a iza o papel c ucial da adução no
ma ke ing
global con empo âneo. Po
im, analisa a ans o mação em cu so p opo cionada pela In eligência A i icial Gene a i a (IAG)
na comunicação, no
ma ke ing
e na adução.
2.1. A Comunicação e as e oluções indus iais: da o igem ao
digi al
A comunicação é undamen al pa a a in e ação social e a sob e i ência humana, endo e oluído
ao longo do empo, desde as suas o mas mais p imi i as de exp essão, como ges os e sinais,
a é às o mas mais complexas que en ol em a linguagem alada e esc i a (F ancis, 2024).
Fo gács (2022) e e e que a comunicação não é apenas uma oca de in o mações, mas uma
e amen a que ans o ma o signi icado das pala as, pe mi indo-nos negocia in enções,
c enças e desejos de o ma indi e a e igu ada. Assim, a linguagem não se limi a a exp essa
pensamen os de manei a di e a, mas ambém a amplia e modi ica o signi icado das pala as,
c iando um campo de negociação simbólica en e os in e locu o es. Segundo Jakobson (1960), a
comunicação eque um emisso que ansmi e uma mensagem pa a um ece o den o de um
con ex o, po meio de um código e um canal.
A esc i a eme giu inicialmen e po necessidades p á icas, como po exemplo, o egis o de
a i idades come ciais e adminis a i as. An es disso, a ansmissão de in o mações e a
p edominan emen e o al, com os p imei os sis emas de esc i a a oca em-se em con agens e
egis os numé icos. Com o empo, a linguagem adap ou-se aos a anços ecnológicos,
culminando na linguagem digi al, que combina elemen os de o alidade e esc i a, en iquecida po
signos não e bais como os emo icons (And éa e al., 2018; Oli ei a, 2019). Es e "in e ne ês"
ans o mou a comunicação ao in oduzi ab e iações e exp essões p óp ias, c iando um meio
ápido e in o mal de in e ação, especialmen e na e a das edes sociais (Sil a & Medei os, 2021).
Es udos ecen es des acam o impac o do "in e ne ês" na comunicação mode na, analisando
como a linguagem digi al in luencia as in e ações sociais e a e olução linguís ica (Yang, 2024;
Ye, 2024; Ma cos 2024).
4
Sabe-se que a e olução da comunicação es á in insecamen e ligada às e oluções
indus iais, cada uma azendo a anços signi ica i os na o ma como os se es humanos
p oduzem e compa ilham in o mações. De aco do com Oli ei a (2019), a P imei a Re olução
Indus ial, que oco eu no século XVIII, oi impulsionada pela in enção da máquina a apo , o
que subs i uiu p og essi amen e a o ça humana e animal, aumen ando a p odu i idade.
Pos e io men e, a Segunda Re olução Indus ial in oduziu o mo o de combus ão in e na e a
ele icidade, e olucionando as comunicações e pe mi indo um alcance global, consolidando a
ideia de que a ecnologia muda ia o u u o. A Te cei a Re olução Indus ial, ambém conhecida
como Re olução Tecnológica, começou na segunda me ade do século XX, cen ada na c iação,
manipulação e ansmissão de in o mações. Fe amen as como os compu ado es o na am-se
essenciais, ans o mando a o ma como a sociedade p oduz e consome con eúdos como li os,
ilmes, música e jo nais. Além disso, su gi am ques ões sob e a in eligência das máquinas,
le ando ao desen ol imen o da In eligência A i icial como uma á ea de es udo p omisso a. Po
im, a Qua a Re olução Indus ial, ou Indús ia 4.0, ede ine a sociedade ao in eg a ecnologias
a ançadas como IA, au omação, ealidade aumen ada e i ual. Essa e olução, ma cada pela
pe sonalização e ino ação con ínua, ap esen a an agens como a e iciência ope acional, mas
ambém desa ios como o desemp ego es u u al e ques ões de p i acidade de dados (Ne o &
Melo, 2022). Oos huizen (2022) examina o impac o das ecnologias in eligen es, in eligência
a i icial, obó ica e algo i mos (conhecidas cole i amen e como STARA
1
) no me cado de abalho,
p e endo que a é 2025, um e ço dos emp egos a uais pode á se subs i uído po essas
ecnologias. Con udo, p oje a-se que 97 milhões de no as unções, concebidas pa a a
colabo ação en e humanos, máquinas e algo i mos, possam eme gi .
A Figu a 1 ap esen a uma sín ese isual dos p incipais a anços na comunicação, em
pa alelo com as ans o mações das e oluções indus iais. Ela des aca como cada e apa
his ó ica con ibuiu pa a molda os meios e o ma os de comunicação, e idenciando os a o es
ecnológicos que impulsiona am a ansição de uma comunicação local e limi ada pa a um
cená io global e in e conec ado.
1
Sma Technology, A i icial In elligence, Robo ics and Algo i hms
5
Figu a 1 - E olução da comunicação e impac o das e oluções indus iais
Fon e - Elabo ação p óp ia
A e olução da comunicação, p o undamen e en elaçada com as ans o mações das
e oluções indus iais, não só ede iniu as o mas de in e ação humana, mas ambém p epa ou
o e eno pa a abo dagens es a égicas no
ma ke ing
con empo âneo. Esse p ocesso his ó ico
culminou na in eg ação de ecnologias digi ais e na pe sonalização, elemen os essenciais pa a
c ia alo e o alece a elação en e ma cas e consumido es. Esses aspe os se ão explo ados
na seção seguin e, dedicada ao
Ma ke ing
, com oco em es a égias, comunicação da ma ca e
SEO.
2.2.
Ma ke ing
: Es a égias, Comunicação da Ma ca e Sea ch
Engine Op imiza ion
De aco do com a
Ame ican Ma ke ing Associa ion
(AMA)
2
e os au o es Ko le & Kelle
(2016), o
ma ke ing
pode se comp eendido como uma abo dagem es u u ada da
comunicação, di ecionada pa a c ia alo e alcança obje i os o ganizacionais. Segundo Ko le
(2000),
o ma ke ing
é an o um p ocesso social quan o adminis a i o, des inado a sa is aze as
necessidades e os desejos das pessoas po meio da c iação, o e a e oca de p odu os e
se iços. Ao longo do empo, o
ma ke ing
e oluiu pa a in eg a es a égias mode nas den o do
Ma ke ing
Digi al, como o
Inbound Ma ke ing
, que p i ilegiam uma comunicação pe sonalizada e
p ecisa, e o çando a cen alidade da ma ca no desen ol imen o de elações du adou as com os
consumido es.
Pa a Donnelly (2024), a comunicação da ma ca desempenha um papel c ucial no
ma ke ing
, pois é esponsá el po ansmi i os alo es, a iden idade e o p opósi o de uma
2
h ps://www.ama.o g/ he-de ini ion-o -ma ke ing-wha -is-ma ke ing/
6
emp esa. O au o de ine a ma ca como algo que ai além de um logó ipo, ab angendo um
conjun o de sen imen os, epu ação, p omessas e isão ansmi idos. Além disso, des aca que
uma comunicação consis en e, cla a e es a égica é indispensá el pa a p omo e p odu os, c ia
conexões emocionais e o alece a con iança e a lealdade dos consumido es.
Essa consis ência o na-se ainda mais impo an e no
ma ke ing
digi al, onde es a égias
como o
Inbound Ma ke ing
e o SEO con ibuem pa a comunica e icazmen e os alo es da
ma ca e e o ça a sua p esença num me cado sa u ado. O
Inbound Ma ke ing
, concei o
desen ol ido po Halligan & Shah (2010), é uma abo dagem ocada em a ai consumido es de
manei a não in usi a, o e ecendo con eúdo ele an e e ú il que os guie pelo unil de endas.
Combinando SEO,
ma ke ing
de con eúdo e edes sociais, essa es a égia e o ça a p esença
digi al da ma ca enquan o cons ói elacionamen os du adou os com o público-al o. De aco do
com um es udo ealizado po P ana aa e al. (2024), essas es a égias êm impac o di e o no
desempenho das Mic o, Pequenas e Médias Emp esas (MPMEs), especialmen e ao ap imo a a
li e acia digi al e a p esença
online
das emp esas.
A implemen ação de es a égias SEO en ol e p á icas essenciais como a o imização de
pala as-cha e, onde a seleção de e mos ele an es e especí icos, como as pala as-cha e de
cauda longa, e le e as in enções de pesquisa dos u ilizado es. Wang (2024) des aca a
impo ância de u iliza écnicas de
machine lea ning
pa a iden i ica com p ecisão essas
in enções e p e e ências do público-al o, ap imo ando, assim, a e icácia das pala as-cha e
escolhidas pa a es a égias de SEO.
Os
backlinks
de qualidade são ocados na cons ução de uma ede de links p o enien es de
si es con iá eis, aumen ando a au o idade do domínio e a c edibilidade do con eúdo. Sapu a e
al. (2024) demons a am que, ao aplica es a égias de SEO e
Sea ch Engine Ma ke ing
(SEM),
incluindo o uso de backlinks, oi possí el aumen a signi ica i amen e as isi as ao si e (1027%
de isi an es únicos, 666% no núme o de isi as e 1157% nas páginas acessadas), além de um
aumen o de 38% nas endas.
A c iação de con eúdo alioso é essencial pa a o sucesso do SEO, pois en ol e ma e iais
ú eis, de alhados e alinhados às necessidades do público-al o. Com a e olução dos algo i mos
de busca, o na-se c ucial que o con eúdo ambém seja o imizado pa a ga an i isibilidade,
inco po ando elemen os como a o imização pa a disposi i os mó eis e
backlinks
de qualidade. A

7
in odução da IA na c iação de con eúdo ambém em con ibuído pa a o na essa es a égia
ainda mais e icaz, pe mi indo uma maio pe sonalização e ele ância pa a os usuá ios (Bansal,
2024).
A implemen ação de es a égias SEO en ol e p á icas essenciais, como SEO
on-page
e
o -
page
. O SEO
on-page
o imiza elemen os in e nos do
si e
, como me a desc ições e imagens,
enquan o o SEO
o -page
oca em a o es ex e nos, como
link building
e a in e ação nas edes
sociais. Um es udo ecen e de Usmany e al. (2024) mos ou que a o imização de pala as-
cha e, qualidade do con eúdo e
backlinks
êm um impac o signi ica i o na e icácia do SEO,
aumen ando a isibilidade
online
, o á ego do
si e
e, consequen emen e, as con e sões de
endas. Es e es udo e o ça a impo ância dessas p á icas no sucesso das es a égias de
ma ke ing
digi al.
Fe amen as como o Google Keywo d Planne e SEM ush são essenciais pa a moni o a o
desempenho das es a égias de SEO, analisando a iá eis como olume de pesquisa, ní el de
di iculdade,
backlinks
e a pe o mance écnica do
si e
(como elocidade de página e o imização
pa a disposi i os mó eis). Ayuning um & Sul hony (2024) demons a am que a implemen ação
de SEO
on-page
,
o -page
e écnico pode aumen a signi ica i amen e a isibilidade digi al, as
classi icações em mo o es de busca, o á ego o gânico e as con e sões de clien es.
Po an o, as p á icas mode nas de
ma ke ing
, sus en adas po p incípios de comunicação de
ma ca e es a égias de SEO, combinam a e e ciência. Elas conec am consumido es e
o ganizações de manei a signi ica i a, enquan o u ilizam e amen as ecnológicas pa a alcança
e man e a ele ância no me cado global (Fishkin, 2023). Além disso, com o a anço da
in eligência a i icial (IA) no campo do
ma ke ing
digi al, es a égias como o SEO e a
comunicação de ma ca êm sido ampliadas po e amen as baseadas em IA, que o e ecem
an agens como a pe sonalização ap imo ada e a análise de g andes olumes de dados.
Segundo Bo mane & Blaus (2024), o uso da IA em
ma ke ing
digi al pe mi e a c iação de
campanhas mais e icien es e di ecionadas, com a capacidade de o imiza a expe iência do
consumido po meio da análise de compo amen os em empo eal. No en an o, é necessá io
es a a en o aos iscos elacionados à p i acidade, p o eção de dados e cibe segu ança, que
podem a e a a con iança do consumido e a e icácia das es a égias de
ma ke ing
digi al.
8
A Figu a 2 esume os p incipais pila es do
ma ke ing
digi al con empo âneo, des acando
elemen os como SEO,
ma ke ing
de con eúdo, comunicação da ma ca, o impac o da in eligência
a i icial e os desa ios elacionados à p i acidade e p o eção de dados.
Figu a 2 - Es a égias de Ma ke ing Digi al
Fon e - Elabo ação p óp ia
Assim, pe cebe-se que o
ma ke ing
digi al con empo âneo não se limi a a es a égias
isoladas de comunicação e SEO, mas ado a uma abo dagem in eg ada que u iliza e amen as
ecnológicas e c ia i idade pa a ge a alo e conexão emocional com os consumido es. Nesse
con ex o global e al amen e compe i i o, su ge uma necessidade c í ica: ga an i que mensagens
c iadas pa a di e en es me cados e cul u as man enham a e icácia e a ele ância. É aqui que a
adução, como e emos a segui , desempenha um papel c ucial ao conec a ma cas e
consumido es numa escala e dadei amen e global.
2.3. A T adução: Um Pila do
Ma ke ing
Global na E a Digi al
Venu i (2008) apon a que a adução desempenha um papel essencial na adap ação de
mensagens pa a di e en es línguas e cul u as, o nando-se num elemen o-cha e nas es a égias
de
ma ke ing
num mundo digi al e globalizado.
Po ela (2018) e Fe ei a (2021) des acam que a adução ai além de uma simples
e amen a de comunicação, assumindo-se como uma es a égia essencial pa a o sucesso de
campanhas in e nacionais. Ao adap a con eúdos an o do pon o de is a linguís ico quan o
cul u al pa a cada público-al o, as emp esas conseguem assegu a que as suas mensagens
pe maneçam ele an es em me cados globais. Enquan o a adução adicional p io iza a
p ecisão e a consis ência e minológica, sendo pa icula men e ele an e em con ex os écnicos
9
ou li e á ios, a adução SEO ado a um en oque mais es a égico. Essa abo dagem não se limi a
somen e à comp eensão do ex o, mas ambém p ocu a o imiza con eúdos pa a mo o es de
busca, u ilizando a iações linguís icas e pala as-cha e especí icas com o obje i o de aumen a
a isibilidade da ma ca e a ingi um público mais amplo, di e enciando-se, assim, da adução
adicional.
No uni e so digi al, o adu o ai além da mediação linguís ica, assumindo o papel de
mediado cul u al, como semp e acon eceu no domínio da adução p o issional em qualque
dos âmbi os e das especialidades onde o p o issional comp eende as no mas cul u ais,
ga an indo que a mensagem man enha o impac o desejado. Além disso, o domínio de
ecnologias digi ais, como as e amen as de adução assis ida ou a in eligência a i icial, é
essencial pa a esponde às exigências do me cado global (EMT G oup, 2017).
No en an o, a in e enção humana con inua a se indispensá el, especialmen e em
campanhas de
ma ke ing
, onde as nuances cul u ais podem de e mina o sucesso ou o acasso
de uma inicia i a. As ino ações ecnológicas, como a IA, êm ans o mado o p ocesso de
adução. Fe amen as como o DeepL e o Cha GPT demons am a anços no á eis na p ecisão e
no p ocessamen o con ex ual, com o DeepL des acando-se pela sua habilidade em a a
exp essões idiomá icas e e minologias especializadas (Kamaluddin e al., 2024). No en an o,
apesa de o e ece em e iciência e e sa ilidade, essas e amen as ap esen am limi ações na
comp eensão de sub ilezas cul u ais e idiomá icas mais p o undas, como obse ado po Sun
(2024), que apon a que o Cha GPT supe a o DeepL na adução de ex os li e á ios de ido à sua
capacidade supe io de in e i e con ex ualiza signi icados implíci os. Assim, a combinação en e
ecnologia e in e enção humana con inua a se undamen al pa a es a égias de
ma ke ing
que
exigem adap ações cul u ais p ecisas, ga an indo an o e iciência quan o ele ância cul u al.
De aco do com Cadieux & Esselink (2004), a adução desempenha um papel cen al no
p ocesso GILT (Globalização, In e nacionalização, Localização e T adução), que é uma
abo dagem es u u ada pa a adap a con eúdos ao con ex o global. O p ocesso en ol e qua o
e apas: a globalização, que se e e e à disseminação de p odu os e con eúdos po di e en es
me cados; a in e nacionalização, que p epa a os con eúdos pa a se em u ilizados num con ex o
global; a localização, que adap a p odu os às p e e ências e expec a i as locais e adução, que
assegu a que a mensagem seja ansmi ida de o ma e icaz em di e en es idiomas e cul u as.
10
Esse p ocesso des aca-se como essencial pa a conec a cul u as e linguagens, pe mi indo às
emp esas uma p esença signi ica i a em me cados di e si icados. Ce amen e, a qualidade da
adução é um elemen o c ucial pa a ga an i que mensagens de
ma ke ing
sejam e icazes em
con ex os cul u ais a iados. Com a expansão in e nacional das emp esas, a p ecisão, coe ência
e adequação cul u al o nam-se de e minan es pa a o sucesso, pelo que uma adução de baixa
qualidade pode comp ome e a pe ceção da ma ca. Po isso, a implemen ação de um sis ema
obus o de a aliação e e isão é indispensá el, assegu ando que as aduções a endam aos mais
al os pad ões de qualidade (Lommel e al., 2014).
Pa a isso, é necessá ia uma abo dagem es u u ada e pad onizada, pa icula men e no
con ex o do uso c escen e de e amen as au oma izadas e IA. A
Mul idimensional Quali y
Me ics
(MQM) su ge como uma solução ino ado a, o e ecendo uma me odologia ab angen e
pa a iden i ica e classi ica p oblemas de adução, eduzindo a subje i idade nas a aliações e
p omo endo uma comunicação e icien e en e adu o es, e iso es e clien es (Lommel, 2018).
Es a es u u a oi desen ol ida com o obje i o de pad oniza e sis ema iza a a aliação de
qualidade, pe mi indo uma melho adap ação às especi icidades de cada p oje o de adução
(Lommel e al., 2024).
Com base em uma ipologia de e os obus a, a abo dagem MQM o nece ca ego ias
essenciais pa a a alia a qualidade da adução. Te minologia e e e-se a e os elacionados ao
uso inco e o de e mos especializados ou no ma i os, enquan o p ecisão abo da dis o ções,
omissões ou adições que comp ome em a co espondência en e o ex o o iginal e o aduzido
(Sil a e al., 2024). Já as con enções linguís icas englobam p oblemas como e os g ama icais,
de pon uação, o og a ia ou espaçamen o. A ca ego ia de es ilo conside a inconsis ências com
guias de es ilo ou o uso inadequado da linguagem, enquan o as con enções locais a aliam o uso
co e o de o ma os especí icos, como da as, núme os e pon uação, em con o midade com a
no ma de cada idioma ou egião (Menezes e al., 2023).
Pa a ilus a isualmen e as ca ego ias de e os de inidas pelo modelo MQM, ap esen a-
se na Figu a 3 a ipologia de e os, des acando as p incipais á eas a aliadas na adução. Assim,
a MQM ea i ma-se como uma e amen a indispensá el pa a ap imo a os p ocessos de
adução, pe mi indo um equilíb io e icien e en e au omação e e isão humana (Lommel e al.,
2024).
17
3. Enquad amen o p á ico
O es ágio ealizado cen ou-se em ês á eas p incipais: a comunicação, o
ma ke ing
e a
adução, com ecu so à IA e com um oco especial na comunicação da ma ca, na c iação e
ambém adução de con eúdo digi al. Embo a cada uma dessas á eas enha as suas
pa icula idades, no con ex o digi al es ão in e ligadas, e a sua in eg ação é essencial pa a que
qualque emp esa consiga expandi a sua p esença
online
.
A Comunicação é o pon o de pa ida e de con luência, pois odas as es a égias de
ma ke ing
e adução pa em da necessidade de ansmi i mensagens cla as, en ol en es e
adequadas ao público-al o. O
ma ke ing
, po sua ez, u iliza essas mensagens pa a a ai e
con e e em po enciais clien es, dependendo de uma comunicação e icaz pa a a ingi os seus
obje i os. A adução se á um supo e c ucial pa a ga an i que essa comunicação seja adap ada
cul u al e linguis icamen e em di e en es me cados globais, man endo a in eg idade e o impac o
das campanhas de
ma ke ing
.
A a és do es ágio desen ol ido na BYMS, pudemos cons a a como es as ês á eas es ão
en elaçadas no ambien e digi al, e como o auxílio à IA se iu de apoio an o pa a o uso de uma
comunicação e icien e e uma pe sonalização em massa na á ea de
ma ke ing
, como ambém
pa a o imiza os p ocessos de TA e pós-edição. Essa in e ligação da IA com comunicação,
ma ke ing
e adução o nou-se numa e amen a essencial pa a aumen a a p odu i idade e
melho a a p ecisão e a ele ância das mensagens globais.
Inicialmen e, o es ágio na BYMS oi um e dadei o desa io, pois oi a p imei a ez que lida a
di e amen e com o
Ma ke ing
. No en an o, ao explo a o po encial da IA em di e en es a e as —
como edição, e isão, pós-edição e c iação de p omp s —, pe cebi como ela pode se uma
e amen a de apoio undamen al pa a a in eg ação e icien e das á eas de Comunicação,
Ma ke ing
e T adução, ao mesmo empo em que conse a e exige espaço pa a a c ia i idade
humana. Es e equilíb io en e au omação e in e enção humana oi pa icula men e in e essan e
e ele an e pa a o abalho e a in e enção no me cado global a ual, onde a ualmen e a
digi alização acele a as in e ações e exige soluções ápidas e e icien es.
O es ágio cons i uiu uma opo unidade pa a aplica e es a as me odologias de abalho
abo dadas, con ibuindo pa a o meu c escimen o p o issional e pa a o desen ol imen o de
a e as que o am undamen ais pa a a melho ia da comunicação digi al e es a égias de
ma ke ing
, is o no con ex o p o issional da emp esa BYMS que, como e emos a segui , em
uma p esença sólida no mundo digi al.

18
3.1. Emp esa Acolhedo a
Miguel Soa es, ex- u ebolis a p o issional iu a sua ca ei a in e ompida de ido a uma lesão.
Esse obs áculo inespe ado oi um pon o de i agem na sua ida, le ando-o a canaliza a sua
paixão po dois mundos que semp e o inspi a am, o u ebol e a moda. Foi assim que nasceu a
BYMS
4
, uma ma ca de oupa que e le e a usão des es dois uni e sos, onde o es ilo casual
encon a a ene gia do despo o.
Em ez de se concen a no que podia e sido, Miguel Soa es decidiu olha pa a o u u o.
T ans o mou a sua esiliência e isão numa no a jo nada, o nando-se o CEO e undado da
BYMS. Embo a a ma ca enha c escido de o ma o gânica no início, Miguel pe cebeu que a
ma ca inha de a ingi um no o pa ama , se ia necessá io expandi a sua abo dagem de
ma ke ing
, aumen a a isibilidade e consolida a ma ca no me cado. Foi en ão que Ma ia Cunha
se uniu à BYMS, uma p o issional de enome no se o , já ha ia undado o “O Nosso Casamen o”
e as “Jose inas”, além de se in es ido a e men o a da “Won he ” e pa e da equipa da
“Owne e ”. Com a sua as a expe iência e isão es a égica, ouxe não só uma no a pe spe i a,
mas ambém um planeamen o mais a inado pa a os lançamen os e o con eúdo da ma ca,
ajudando a BYMS a alcança um público mais amplo e a e o ça a sua posição no me cado.
Figu a 7 - Logo da BYMS
Fon e - Websi e da BYMS
A BYMS é uma ma ca no a e di e enciada, undada en e e e ei o e ab il de 2021, e
sediada em Guima ães. Com um oco na au en icidade, é uma ma ca de oupa casual, elegan e
e com um oque in age, que p ocu a aze o melho da moda e do u ebol pa a a ida das
pessoas. Inspi ada pela his ó ia e
designe s
das décadas 70, 80, 90, e inícios do séc. XX, a
BYMS combina elemen os do passado com um oque con empo âneo, c iando peças que unem
a moda e o despo o de uma o ma única. No en an o, o comp omisso com a qualidade é o que
ealmen e dis ingue a ma ca. Todas as peças são con ecionadas com ma e iais de al a
qualidade, pensadas pa a du a e esis i . Es e oco na qualidade é e le ido no cuidado com os
4
h ps://bymsb and.com/
19
de alhes e no p ocesso de p odução, ga an indo que os p odu os da BYMS não sigam apenas
endências, mas es abeleçam um no o pad ão de du abilidade.
Além disso, a ma ca em uma p eocupação cen al com a sus en abilidade. A BYMS
alo iza a c iação de peças mais du adou as, p omo endo um consumo conscien e e ajudando a
eduzi o despe dício no se o da moda. Esse comp omisso e le e-se ambém na p odução local
que a comunidade êx il de Po ugal ab aça, o conhecimen o e a expe iência da indús ia local,
ga an indo que cada peça seja cuidadosamen e abalhada.
O público-al o da BYMS é an o po uguês como eu opeu, a pa i dos 18 anos, compos o
po pessoas que ap eciam despo o e alo izam um es ilo de ida casual, con o á el, mas
ambém so is icado e u bano. Com pode de comp a médio-al o, os clien es da ma ca p ocu am
peças que combinem es ilo com uncionalidade.
3.1.1. Emp esa no mundo digi al
A BYMS es á o almen e ime sa na e a digi al, ope ando com um modelo de endas
exclusi amen e
online
e ge indo a i amen e á ios canais digi ais pa a conec a -se melho com o
seu público. Embo a a ma ca enha como p incipal oco o e-comme ce, p ocu a ambém
es abelece pa ce ias com lojas mul ima cas pa a amplia a sua isibilidade em pon os ísicos.
Na igu a 8, es ão ep esen adas as pla a o mas digi ais que sus en am essa p esença online
di e si icada, e idenciando a ab angência e a es a égia mul icanal da BYMS.
Figu a 8 - Es a égia digi al da BYMS
Fon e - Elabo ação p óp ia
A p esença digi al da BYMS é obus a e es a égica, sendo ge ida a a és de á ias
pla a o mas que desempenham papéis complemen a es na sua comunicação e posicionamen o
de me cado. O websi e o icial, disponí el em po uguês, inglês e espanhol, unciona como o
p incipal canal de endas, o e ecendo aos consumido es uma expe iência mul ilíngue in ui i a e
20
e icien e. Além disso, as edes sociais desempenham um papel c ucial na in e ação com o
público-al o.
No Ins ag am, a ma ca apos a em con eúdos isuais impac an es pa a des aca
lançamen os, campanhas e in e agi di e amen e com os seguido es, p omo endo uma
iden idade de ma ca au ên ica e en ol en e. De o ma semelhan e, o Facebook é u ilizado pa a
pa ilha con eúdos exclusi os e man e um elacionamen o p óximo com a comunidade digi al,
ampliando o alcance das campanhas.
Reconhecendo as endências e o apelo de no as pla a o mas pa a públicos mais jo ens, a
BYMS u iliza o TikTok pa a di ulga con eúdos dinâmicos e c ia i os que e le em as endências
a uais, enquan o o Pin e es é explo ado pa a o e ece inspi ação e expandi a es é ica da ma ca,
a aindo seguido es in e essados em moda e es ilo.
No âmbi o p o issional e es a égico, a ma ca es á ambém p esen e no LinkedIn, onde
pa ilha insigh s do se o e conec a-se com po enciais pa cei os e p o issionais, e o çando a sua
busca po colabo ações es a égicas e a sua posição como e e ência no me cado.
Com essa abo dagem mul icanal, a BYMS maximiza o impac o digi al da sua ma ca,
u ilizando cada pla a o ma de o ma in eg ada e di ecionada. Essa p esença di e si icada não
apenas consolida a iden idade da ma ca, mas ambém o alece a sua conexão com o público-
al o, posicionando a BYMS como um jogado ele an e num me cado globalizado e dinâmico.
3.1.2. Es ágio
Desde o início do es ágio, i e a libe dade de escolhe a modalidade (
online
, p esencial ou
híb ida) que melho se adequasse ao meu es ilo de abalho, o que oi essencial pa a o imiza a
minha p odu i idade. Como a minha o ien ado a da emp esa abalha emo amen e, op ei pela
modalidade híb ida, que combina a o abalho emo o com euniões p esenciais, e que acabou
po se uma escolha es a égica, pe mi indo-me não apenas adap a a o ina de abalho às
minhas necessidades, mas ambém in eg a -me mais e icazmen e à cul u a e aos obje i os da
emp esa. Du an e es e pe íodo, o am desempenhadas di e sas a e as que me pe mi i am não
só aplica os conhecimen os adqui idos no mes ado em T adução e Comunicação Mul ilingue,
como ambém expandi as minhas compe ências na á ea do
ma ke ing
digi al, uma ez que
ambas as á eas são in e dependen es no con ex o p o issional a ual.
21
As a i idades ealizadas ao longo dos cinco meses de es ágio, en e 5 de e e ei o e 28 de
junho, p opo ciona am uma expe iência p á ica única e ans o mado a, pe mi indo o
desen ol imen o de habilidades écnicas e in e pessoais que são undamen ais an o pa a o
abalho de um adu o como pa a o de um p o issional de
ma ke ing
. Essas compe ências,
an o no campo da adução, quan o no
ma ke ing
, complemen am-se e são i ais pa a a
a uação de um adu o no cená io globalizado e digi al de hoje.
3.1.2.1.
Compe ências adqui idas em T adução
Du an e o es ágio, oi possí el ap o unda as compe ências adqui idas na o mação
académica em T adução e Comunicação Mul ilingue, especialmen e aquelas elacionadas à
adução écnica e à adap ação de mensagens pa a di e en es públicos. A expe iência p á ica
pe mi iu-me aplica eo ias e concei os, como a adução pa a a língua ma e na e a localização
de con eúdos digi ais pa a ga an i uma maio p ecisão e e iciência. Na igu a 9, es ão
enume adas as p incipais compe ências desen ol idas ou aplicadas em si uações p á icas
du an e o es ágio na á ea da adução (EMT G oup, 2017).
Figu a 9 - Compe ências de adução
Fon e - Elabo ação p óp ia
No pon o seguin e se ão apon adas as compe ências adqui idas em
ma ke ing
, do mesmo modo
que as de adução e mais a de compa adas.
22
3.1.2.2.
Compe ências adqui idas em Ma ke ing
As a e as ealizadas no es ágio ambém pe mi i am o desen ol imen o de compe ências na
á ea do
ma ke ing
digi al. Essas habilidades complemen am o pe il de adu o , especialmen e
no con ex o de um me cado globalizado e in e conec ado, onde o
ma ke ing
digi al e a adução
es ão semp e unidos. O uso de e amen as de au omação e análise de dados, bem como o
conhecimen o da impo ância de adap a mensagens pa a di e en es públicos, o am c uciais
du an e o es ágio. Na igu a 10, es ão enume adas as p incipais compe ências desen ol idas ou
aplicadas em si uações p á icas du an e o es ágio na á ea de
ma ke ing
(Nascimen o, 2021).
Figu a 10 - Compe ências de ma ke ing
Fon e - Elabo ação p óp ia
Assim, as compe ências de
ma ke ing
desen ol idas du an e o es ágio complemen am as
compe ências de adução, e idenciando a in e conexão en e ambas as á eas. De seguida,
ap esen a-se uma abela que sin e iza as compe ências adqui idas em
ma ke ing
, adução e
aquelas que são comuns às duas á eas, indicando ainda as a e as especí icas em que cada
compe ência oi aplicada ou desen ol ida.
3.1.2.3.
In eg ação das Compe ências de T adução e Ma ke ing
Du an e o es ágio, o nou-se e iden e como as compe ências desen ol idas nas á eas de
adução e
ma ke ing
se in e ligam, e o çando a impo ância da adap ação cul u al e do uso

23
es a égico da ecnologia num me cado globalizado. A ualmen e, o adu o mode no não apenas
aduz pala as, mas ambém adap a con eúdos e con ibui pa a a c iação de campanhas de
ma ke ing
que es abelecem uma conexão mais e icaz com o público-al o. Pa a ilus a essa
complemen a idade, ap esen a-se a segui uma abela que eúne as compe ências adqui idas
em adução,
ma ke ing
e aquelas que são comuns a ambas as á eas, indicando as a e as
especí icas nas quais cada uma oi aplicada.
Tabela 1 - Compe ências de adução e ma ke ing
Podcas
Blog
Re isão
do
Websi e
Calenda ização
e A ibuição de
Ta e as
Con ac os
Compe ências Técnicas e
de Qualidade em T adução
✓
✓
Compe ências
Tecnológicas em T adução
✓
✓
Compe ências Linguís icas
e Cul u ais
✓
✓
Compe ências Pessoais e
In e pessoais
✓
✓
✓
✓
✓
Compe ências de Redação
e Comunicação
✓
✓
✓
Compe ências Es a égicas
e de Análise de Me cado
✓
✓
✓
✓
Compe ências C ia i as e
de Comunicação
✓
✓
Compe ências Fe amen as
e Au omação de
Ma ke ing
✓
✓
✓
✓
Compe ências de Ges ão e
Planeamen o de P oje os
✓
✓
✓
Compe ências de Foco em
So
e
Ha d Skills
de
Ma ke ing
✓
✓
✓
Fon e - Elabo ação p óp ia
24
A expe iência no es ágio oi ex emamen e aliosa, pois não só me pe mi iu aplica e
ap imo a as compe ências de adução, mas ambém adqui i no as habilidades em
ma ke ing
digi al. O equilíb io en e as duas á eas p opo cionou-me uma isão holís ica do meu papel como
adu o a e p o issional digi al, ajudando-me a comp eende a in e dependência en e adução,
comunicação e
ma ke ing
num con ex o globalizado. Com isso, es ou mais p epa ada pa a
en en a os desa ios p o issionais que su gi ão no u u o, especialmen e num me cado que
exige uma combinação de conhecimen os linguís icos, cul u ais e ecnológicos. Na p óxima
seção, se ão ap esen adas as a e as desen ol idas du an e o es ágio de uma o ma mais
comple a e po meno izada.
25
3.2. Ta e as desen ol idas
Pa a ap esen a de o ma o ganizada as a i idades ealizadas ao longo do es ágio, oi
elabo ado um mapa men al que ca ego iza as a e as em cinco á eas p incipais:
Podcas
, Blog,
Re isão, Calenda ização e Con ac os. Mais à en e ca ac e iza emos e analisa emos cada uma
das á eas co espondendo a de e minada a e a e po im se ão demons ados quais o am os
usos da IA no deco e do es ágio.
Figu a 11 - Ta e as du an e o es ágio
Fon e - Elabo ação p óp ia
De seguida, ap esen a-se um g á ico que ilus a a es ima i a do empo dedicado a cada
uma das p incipais a e as ealizadas du an e o es ágio, possibili ando isualiza a dis ibuição de
es o ços en e as di e en es á eas de a uação. As a e as incluí am a edação de a igos, a
e isão do websi e, a anga iação de con ac os, a ges ão de p azos e o planeamen o de a e as,
bem como a p odução e ges ão de con eúdos pa a o podcas . Es e g á ico o e ece uma isão
cla a da di e sidade e equilíb io das a i idades desen ol idas ao longo do es ágio, e le indo a
aplicação p á ica das compe ências adqui idas. Pos e io men e, cada uma dessas a e as se á
explicada em de alhe, des acando o seu impac o no meu c escimen o p o issional.
26
Figu a 12 - Dis ibuição de ho as po a e a
Fon e - Elabo ação p óp ia
O g á ico ap esen ado pe mi e analisa a dis ibuição das ho as de es ágio po a e as,
des acando que a edação de a igos ocupou a maio pa e do empo, com 41%. Es e dado
e le e que g ande pa e do es ágio oi dedicada à c iação de con eúdo esc i o, e idenciando o
seu papel cen al. A p odução e/ou edição de podcas s ep esen a 28% das ho as, mos ando
que es a a i idade consumiu uma quan idade signi ica i a de empo, quase um e ço do o al. A
e isão do websi e ocupou 19% das ho as, indicando um oco ele an e em o imiza e a ualiza
con eúdos ou aspe os écnicos do
si e
. Já a anga iação de con ac os ep esen ou 10% do empo
o al, sinalizando que, apesa de meno em elação às a e as de edação e podcas s, oi uma
componen e impo an e, especialmen e no con ex o de
p ess eleases
e es a égias de
ma ke ing
. Po im, a ges ão de p azos e o planeamen o de a e as ep esen a am apenas 2%
das ho as, e idenciando que o empo dedicado a es as a i idades oi ela i amen e baixo. Es e
g á ico sublinha uma maio ên ase nas a e as p á icas e c ia i as, como a edação de a igos e
podcas s, enquan o as a i idades de ges ão e planeamen o assumi am um papel mais
secundá io.
Es e g á ico demons a uma maio ên ase nas a e as p á icas e c ia i as, como a
edação de a igos e podcas s, enquan o as a i idades de ges ão e planeamen o assumi am um
papel mais secundá io.
33
e amen a g a ui a mais e icaz pa a ansc ições, apesa de e exigido ajus es, especialmen e
em áudios mais longos. A abela 2 ap esen a um esumo das ca ac e ís icas p incipais de cada
e amen a es ada.
Tabela 2 - Fe amen as pa a o podcas
Fe amen a
Desc ição
GoodTape.io
h ps://good ape.io/
-T ansc ição com imes ample;
- 3 ídeos (a é 30 min/mês).
Tu boSc ibe
h ps:// u bosc ibe.ai/p /
-T ansc ição com imes ample;
-3 ansc ições po dia (a é 30 min).
Happysc ibe
h ps://www.happysc ibe.com/
-Legendagem, ansc ição e adução;
-10 min po a qui o;
-Suma ização.
Maes a
h ps://maes a.ai/p
-T ansc ição, legendagem e dob agem;
-Pago.
T ansk ip o
h ps:// ansk ip o .com/
-T ansc ição com
imes ample
;
-90 min expe imen ais.
No a
h ps://www.no a.ai/
-T ansc ição com imes amples;
-T adução;
-120 min/mês, só deixa e 3 min;
-Suma ização;
Mic oso Clipchamp
h ps://clipchamp.com/
-Edi o de ídeo;
-Legendagem.
Cap Cu
h ps://www.capcu .com/
-Edi o de ídeo;
-Legendagem.
Fon e - Elabo ação p óp ia
A a aliação ei a indica que a e amen a mais uncional, g a ui a e ápida pa a a
ansc ição oi o GoodTape. No en an o, como o ídeo inha mais de meia ho a de du ação, oi
necessá io di idi-lo em duas pa es e ealiza a ansc ição em duas e apas. Após ge a a

34
ansc ição, e isa a o episódio ou indo apenas o áudio pa a co igi os e os e ga an i que
odas as ases e exp essões es a am egis adas co e amen e.
Embo a o GoodTape enha sido a e amen a mais u ilizada, no p imei o episódio eco i
ao Tu boSc ibe. Apesa de ambém o e ece ansc ição com
imes amps
, o Tu boSc ibe
ap esen a a um empo de p ocessamen o signi ica i amen e maio , o que mo i ou a escolha do
GoodTape pa a os episódios seguin es.
Realiza uma ansc ição manual de uma ho a de áudio le a ia, em média, de qua o a
cinco ho as, sendo um p ocesso exaus i o e demo ado. Com o uso do GoodTape, o empo
necessá io pa a a ansc ição oi eduzido d as icamen e pa a menos de 30 minu os, embo a o
p ocessamen o do ídeo possa se o a o mais demo ado.
Con udo, apidez nem semp e é sinónimo de qualidade. A e amen a exige uma pós-
edição cuidadosa, que inclui ou i no amen e o áudio pa a co igi e os, ajus a a o ma ação e
ga an i que, nenhuma ase ou exp essão ele an e seja, omi ida. Ainda assim, mesmo que a
ansc ição osse ei a manualmen e, se ia igualmen e necessá io ealiza uma e isão pa a
co igi possí eis lapsos causados po dis ação ou cansaço.
Nesse con ex o, a in eligência a i icial ap esen a uma an agem cla a: economiza empo
signi ica i o, enquan o a e isão humana assegu a a qualidade inal, es abelecendo um equilíb io
e icaz en e a au omação e a p ecisão humana.
3.2.1.6.
Pa ilha e P omoção
Após a pós-edição, oi implemen ada uma es a égia de pa ilha e p omoção pa a ga an i
que cada episódio alcançasse o público-al o de o ma e icaz. Pa a des aca o con eúdo, o am
c iados a igos e publicações p omocionais com momen os-cha e, complemen ados po
spoile s
nas edes sociais com ídeos cu os e desc ições ca i an es. Cada episódio ambém ecebeu um
a igo no BYMS NEWS, incluindo uma in odução ao con idado, a ansc ição do episódio e um
Call o Ac ion (CTA) que incen i a a o público a explo a mais.
Na igu a 17, são ap esen ados os episódios que o am publicados no podcas ,
acompanhados de uma ase-cha e que esume o con eúdo de cada um.
35
Figu a 17 - Episódios do podcas BYMS - Inspi ed by Legends
Fon e - Elabo ação p óp ia
Os episódios combina am en e is as e dinâmicas como o
pool
(inqué i o), conec ando emas
de o ma le e e ca i an e, o alecendo o ínculo com o público e c iando uma expec a i a pa a
u u os con eúdos.
3.2.1.7.
A aliação
Pa a a alia o desempenho do
podcas
e en ende melho o compo amen o do público,
o am cole adas mé icas de duas da as dis in as: 21 de maio e 8 de no emb o de 2024. Abaixo
es ão as p incipais mé icas obse adas nesses pe íodos e a análise de alhada do desempenho
de cada episódio e do c escimen o ge al do
podcas
.
Tabela 3 - A aliação do podcas
MÉTRICAS
21/05/2024
08/11/2024
RESULTADOS
REPRODUÇÕES
26
45
+19
REPRODUÇÕES
POR EP.
11
1
-10
DIMENSÃO DO
PÚBLICO
4
1
-3
IMPRESSÕES
512
50
-462
SEGUIDORES
6
6
0
36
DEMOGRAFIA
Po ugal (96%),
F ança (4%)
Po ugal (91%), EUA
(4%), F ança (2%),
Á ica do Sul (2%)
Expansão geog á ica
DATA DA
AVALIAÇÃO
21 de maio
8 de no emb o
171 dias
Fon e - Elabo ação p óp ia
Os dados indicam endências e mudanças no pe il do público e no alcance do
podcas
.
Seguem algumas obse ações de alhadas.
Análise De alhada
1. Aumen o nas Rep oduções To ais: Obse ou-se um aumen o de 19 ep oduções
no o al, passando de 26 pa a 45 ep oduções en e os dois pe íodos. Isso pode indica
um in e esse con ínuo no con eúdo, mas o c escimen o pode se ap imo ado com
es a égias de p omoção e e enção.
2. Queda nas Rep oduções po Episódio: O núme o de ep oduções po episódio
caiu de 11 pa a 1. Essa mudança pode indica que os episódios mais ecen es não
es ão a a ai an o o público ou que os no os ou in es não es ão a explo a episódios
an e io es. Essa mé ica suge e que pode se necessá io di e si ica o con eúdo ou aze
ajus es na du ação e es u u a dos episódios pa a e e os ou in es.
3. Redução na Dimensão do Público: A queda na dimensão do público, de 4 pa a
1, suge e uma possí el pe da de engajamen o a i o. Essa mé ica pode se
impulsionada com campanhas p omocionais di ecionadas e o uso de
ease s
nas edes
sociais pa a a ai no os ou in es.
4. Redução Signi ica i a nas Imp essões: Hou e uma queda nas imp essões, de
512 pa a 50. Isso pode se de ido à diminuição de alcance ou à ausência de p omoção
nas edes sociais ou pla a o mas ex e nas. Uma es a égia pa a amplia as imp essões é
e o ça a di ulgação do
podcas
a a és de colabo ações, publicações equen es e
segmen ação de anúncios pa a públicos com in e esses simila es.
37
5. Es abilidade nos Seguido es: O núme o de seguido es pe maneceu cons an e
icando 6. Essa es abilidade indica que o
podcas
conseguiu man e uma base de
ou in es iéis, mas p ecisa amplia o alcance pa a a ai mais seguido es egula es.
6. Expansão da Demog a ia Geog á ica: Obse ou-se uma di e si icação geog á ica
do público, com a inclusão de ou in es dos Es ados Unidos, Á ica do Sul e um aumen o
de 1% em Po ugal. A p esença in e nacional, ainda que modes a, é um pon o posi i o e
indica po encial pa a expandi o público em no os me cados.
A aliação po Episódio
A análise de alhada do desempenho de cada episódio é essencial pa a en ende o
impac o do con eúdo e iden i ica á eas de melho ia. A abela a segui esume os p incipais
indicado es de desempenho pa a cada episódio do podcas , incluindo o núme o de ep oduções,
a du ação de cada episódio e algumas obse ações sob e o engajamen o e e enção do público.
A pa i des a a aliação, é possí el iden i ica pad ões e insigh s que ajudam a o imiza u u os
episódios e o alece a es a égia de con eúdo.
Tabela 4 - A aliação po episódio
EPISÓDIO
REPRODUÇÕES
DURAÇÃO
OBSERVAÇÕES
ANTEVISÃO
6
00:33
Du ação cu a a aiu mais
ep oduções, mas com baixa e enção
po encial.
1º EP.
24
37:60
Melho desempenho, suge e in e esse
pelo ema de
eSpo
e mulhe es no
despo o.
2º EP.
12
46:22
Queda mode ada, possí el ajus e no
empo de episódio pode ajuda .
3º EP.
2
01:09:38
Baixo engajamen o; du ação ex ensa
pode e in luenciado nega i amen e.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Obse a-se uma endência de que episódios mais cu os ou com emá icas de maio
apelo, como o p imei o episódio com Raquel Ma inho, ap esen am desempenho supe io . A
38
análise suge e que con eúdos mais b e es e emas que oquem aspe os emocionais e
inspi ado es podem e e e a ai mais ou in es.
A a aliação mos a um c escimen o modes o nas ep oduções o ais e uma expansão no
alcance geog á ico, mas e idencia a necessidade de o imiza o con eúdo pa a melho a a
e enção e engajamen o do público. Algumas suges ões pa a o alece o
podcas
incluem:
• Di e si ica os emas e ajus a a du ação: desen ol e episódios mais cu os, com
emas de o e apelo emocional ou his ó ias inspi ado as, podem a ai e e e mais
ou in es.
• In es i em p omoções: A queda nas imp essões suge e que ações de di ulgação e
engajamen o nas edes sociais podem e i aliza o in e esse e expandi o público.
• Inc emen a in e ações com o público: U iliza sondagens,
pools
e sessões de
pe gun as e espos as nas edes sociais pa a p omo e o en ol imen o con ínuo
com os ou in es.
• Segmen a o público in e nacional: Ap o ei a o in e esse dos ou in es in e nacionais
com legendas ou aduções nos episódios pode ajuda a expandi a audiência global.

39
3.2.2. Redação de a igos pa a o Blog
Du an e o es ágio, a edação de a igos pa a o blog da ma ca oi uma das a e as mais
des acadas. A a és da c iação de con eúdo ele an e e o imizado pa a mo o es de busca, ajudei
a aze isibilidade e des aque pa a a ma ca, semp e com oco no SEO, de o ma a ob e
des aque o gânico nas pesquisas. Ao longo do es ágio, o am edigidos no o al 15 a igos, sendo
dois deles dedicados ao
podcas
da ma ca pa a p omo e o lançamen o dos episódios.
Es es a igos e am edigidos em inglês e, pos e io men e, aduzidos pa a po uguês e
espanhol. No caso dos a igos sob e o
podcas
, a edação oi ei a di e amen e em po uguês, já
que a ansc ição e a na língua o iginal dos episódios, pos e io men e o am ambém aduzidos
pa a as ou as línguas.
Tabela 5 - A igos publicados
Tí ulo
Da a (2024)
Why is C uy he a he o mode n oo ball and BYMS inspi a ion
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/po que-e-que-c uy -e-
conside ado-o-pai-do- u ebol-mode no-e-a-inspi acao-pa a-a-byms
4 de ma ço
The unbelie able wo ld o Fo ni e and oo ball
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/o-ex ao dina io-mundo-de-
o ni e-e- u ebol
15 de ma ço
The 10 bes socce podcas s you can´ s op lis ening o
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/os-melho es-podcas s-de-
u ebol-do-mundo
22 de ma ço
Top 5 b ands inspi ed by socce - ashion
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/ op-5-ma cas-inspi adas-
pela-moda- u ebolis ica
8 de ab il
The conques o eSpo and passion o oo ball o Raquel Ma inho
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/a-conquis a-do-espo -e-a-
paixao-pelo- u ebol-de- aquel-ma inho
25 de ab il
The 7 bigges collabs be ween b ands and oo ball playe s
30 de ab il
40
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/as-7-maio es-colabo acoes-
en e-ma cas-e-jogado es-de- u ebol
Top 10 socce clubs mos lo ed by ans in he wo ld
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/ op-10-clubes-de- u ebol-
mais-amados-pelos- as-no-mundo
10 de maio
The C uy ism by Johan C uy
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/ he-c uy ism-by-johan-
c uy
21 de maio
The pe ec classic shi c a ed om a e Sea Island co on
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/uma-camisa-pe ei a- ei a-
com-o-algodao-mais- a o-e- ino-o-algodao-sea-island
5 de junho
10 LGBTQIA+ oo ball playe s who inspi e us o be ou sel es on and o he
ield
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/10-jogado es-de- u ebol-
lgb qia-que-nos-inspi am-a-se mos-nos-p op ios-den o-e- o a-de-campo
11 de junho
Top 10 Socce -Fashion Je seys
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/ op-10-je seys-de-clubes-
de- u ebol-com-o-design-mais-inspi ado
14 de junho
The10 mos s ylish socce oo balle s
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/os-10-jogado es-de- u ebol-
com-mais-es ilo
15 de junho
Luís Viei a and humo in Po uguese oo ball
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/luis- iei a-e-o-humo -no-
u ebol-po ugues
21 de junho
Top 10 oo ball manage s in he wo ld
h ps://bymsb and.com/en/blogs/byms-news/ op-10-melho es-
einado es-de- u ebol-do-mundo
28 de junho
Fon e - Elabo ação p óp ia
41
3.2.2.1.
Plano Edi o ial
A c iação de um plano edi o ial oi uma das p imei as a e as solici adas pa a ha e um
melho planeamen o de a igos. O plano se iu como uma base es a égica a im de guia a
p odução dos a igos e ga an i que os con eúdos ossem semp e ele an es e coe en es com a
iden idade da ma ca, além de se em semp e pensados pa a o público-al o. O plano con inha os
seguin es passos:
1. Impo ância de um Plano Edi o ial Consis en e
Um plano edi o ial é essencial pa a man e a consis ência e equência de publicação de
con eúdo. Além disso, ajuda a planea os emas de o ma es a égica, conside ando o público-
al o e os obje i os da ma ca. No meu caso, o obje i o e a semp e elaciona os emas à ma ca
BYMS e à paixão pelo u ebol, com a união da moda, que são os pila es da ma ca. Isso ga an ia
que o con eúdo es i esse alinhado com os in e esses do público e e le isse a pe sonalidade da
BYMS.
2. Escolha dos Temas
Ao escolhe os emas, i e semp e em conside ação a necessidade em abo da assun os
que ossem in e essa os lei o es e que ossem ele an es pa a a ma ca. Des e modo, a escolha
dos emas p incipais oi di idida em duas ca ego ias:
a.
Socce /Foo ball
(Fu ebol) que inha como sub emas es ilo de ida, jogado es,
eco des, cu iosidades e es a ís icas;
b. Os alo es da ma ca inham os seguin es sub emas: inspi ação, amizade e
sus en abilidade.
Pa a além dos emas p incipais, o am elacionados com ou os emas sazonais, po
exemplo, no mês do o gulho LGBTQIA+, em junho, oi esc i o o a igo “10 LGBTQIA+ oo ball
playe s who inspi e us o be ou sel es on and o he ield”. Já quando hou e o lançamen o da
camisa clássica de algodão Sea Island, ambém oi esc i o o a igo “The pe ec classic shi c a
om a e Sea Island”, con ando a his ó ia sob e o algodão mais pe ei o e a o.
3. Papel do SEO
A o imização pa a SEO oi uma peça cen al na c iação dos a igos. Fo am ealizadas
pesquisas de pala as-cha e elacionadas com os emas de cada a igo, de modo a ga an i que
os mesmos i essem maio isibilidade o gânica nos mo o es de busca, como po exemplo,
42
Google, Bing, Yahoo. O obje i o e a alcança no os públicos a a és de um bom posicionamen o
nos esul ados de pesquisa. Além das
keywo ds
, ambém o am u ilizadas écnicas de
link
building
, incluindo
links
in e nos pa a ou os con eúdos no
websi e
da BYMS, e me a-desc ições
o imizadas pa a melho a o
anking
dos a igos.
A igu a 18 des aca as p incipais
keywo ds
‘Top socce - ashion’, que ge am á ego pa a
o con eúdo da BYMS, e le indo uma melho ia signi ica i a na pesquisa o gânica. O ac o da
BYMS ocupa a p imei a posição nos esul ados demons a que o Google conside a o seu
con eúdo ele an e e de qualidade, alinhado às necessidades e in e esses do público que
p ocu a essas pala as-cha e.
Figu a 18 - Des aque o gânico
Fon e - Cap u a de ec ã
Essa posição des acada nos esul ados de pesquisa e le e o sucesso das es a égias de SEO
ado adas pela BYMS, ga an indo maio isibilidade e á ego quali icado. A segui , se á abo dado
o p ocesso de edação SEO, que oi uma pa e essencial na o imização do con eúdo da ma ca e
pa a a ai um público ainda mais segmen ado e ele an e.
49
Esses exemplos ilus am as p á icas e écnicas undamen ais pa a c ia con eúdo SEO
de al a qualidade, o que não só a ai mais á ego, mas ambém melho a a expe iência do
usuá io. A p óxima seção abo da á o p ocesso da adução dos con eúdos digi al, de alhando as
e apas que segui pa a ga an i que o con eúdo es i esse acessí el e o imizado pa a um público
global.
3.2.2.3.
T adução Au omá ica e Pós-edição
A adução au omá ica (TA) e a in eligência a i icial gene a i a (IAG) êm e olucionado o
campo da adução, o e ecendo soluções ápidas, acessí eis e escalá eis pa a lida com g andes
olumes de ex o. Fe amen as como o DeepL, que u ilizam edes neu ais a ançadas, des acam-
se pela p ecisão c escen e em con ex os complexos e e minologia especializada (Kamaluddin e
al., 2024). Po sua ez, modelos como o Cha GPT, baseados em g andes modelos de linguagem
(LLMs), in oduzem uma dimensão con ex ual mais so is icada, demons ando especial e icácia
em ex os li e á ios, com aduções mais concisas e de lei u a mais luida (Sun, 2024).
No en an o, como apon am Shahme dano a (2025) e ou os es udos, pe manecem
desa ios signi ica i os, sob e udo em exp essões idiomá icas, sensibilidade cul u al e
manu enção da in eg idade linguís ica. Esses desa ios e o çam que, po mais a ançadas que
sejam as ecnologias de TA, a in e enção humana con inua indispensá el pa a assegu a
aduções de qualidade p o issional. É nesse con ex o que a pós-edição desempenha um papel
essencial, co igindo limi ações das máquinas e alinhando os ex os às necessidades especí icas
do público-al o, às con enções linguís icas e aos mais al os pad ões de qualidade.
A es u u a Mul idimensional Quali y Me ics (MQM) ap esen a-se como uma
me odologia c ucial pa a sis ema iza a a aliação de aduções au omá icas, o e ecendo uma
ipologia ab angen e de e os. En e suas p incipais ca ego ias es ão e minologia, que abo da o
uso inco e o de e mos especializados; p ecisão, que a a de dis o ções, omissões ou adições;
e con enções linguís icas, que englobam p oblemas g ama icais, de pon uação e o og a ia.
Adicionalmen e, as ca ego ias de es ilo e con enções locais ga an em a consis ência com guias
de es ilo e o uso co e o de o ma os egionais, como da as, núme os e unidades de medida
(Sil a e al., 2024; Menezes e al., 2023).
Embo a e amen as como o DeepL e o Cha GPT o e eçam bene ícios dis in os — como
a capacidade do p imei o de in e p e a e minologia écnica e do segundo de in e i nuances

50
con ex uais (Sun, 2024) —, os sis emas au omá icos não eliminam a necessidade de e isão e
adap ação humana. Es udos êm demons ado que modelos híb idos, que combinam a
e iciência da IA com a pe ícia humana, são os mais e icazes pa a ga an i aduções que
conciliem luência, p ecisão e sensibilidade cul u al (Lommel, 2018).
A aplicação p á ica do modelo MQM em aduções au omá icas e ela como a pós-
edição ele a a qualidade inal do ex o, co igindo alhas como inconsis ências e minológicas e
p oblemas de p ecisão, ao mesmo empo em que adap a o con eúdo às especi icidades cul u ais
do público-al o. Po exemplo, ao a alia a adução de e amen as como o Cha GPT e o DeepL,
pe cebe-se que e os equen es, como a in e p e ação li e al de exp essões idiomá icas, podem
se ajus ados pela in e enção humana pa a ga an i uma comunicação e icien e e cul u almen e
ap op iada (Lommel e al., 2024).
Po an o, a pós-edição, aliada a e amen as como o MQM, ea i ma-se como
indispensá el pa a equilib a au omação e e isão humana. Essa abo dagem não apenas
po encializa a e iciência dos sis emas au omá icos, mas ambém assegu a a qualidade
necessá ia pa a que as aduções a endam aos igo osos pad ões de p ecisão, luência e
adequação exigidos no me cado global. Os exemplos a segui demons am, na p á ica, como a
in e enção humana po encializa a e iciência das e amen as au omá icas, assegu ando a
con o midade linguís ica e cul u al espe ada.
Tabela 12 - Exemplo 1 ela i o à p ecisão e con enções linguís icas
Exemplo 1 - P ecisão e Con enções Linguís icas
TO: "When he was 18 yea s, he was al eady a Du ch in e na ional and a 19 he won he i s
o he six i le leagues wi h Ajax."
TA: "Aos 18 anos, já e a in e nacional holandês e, aos 19, conquis ou o p imei o dos seis
í ulos da liga com o Ajax."
Pós-edição: "Aos 18 anos, já compe ia a ní el in e nacional e, aos 19, conquis ou o
p imei o dos seus seis í ulos da liga com o Ajax."
51
Análise: A pós-edição ouxe melho ias em e mos de p ecisão e adequação linguis ica. Na
adução au omá ica, o e mo “in e nacional holandês” pode se in e p e ado de o ma li e al
a a é ambígua, p incipalmen e pa a aqueles que não em amilia idade com o con ex o
u ebolís ico, a pós-edição e o mulou pa a “já compe ia a ní el in e nacional”, deixando a
ase mais na u al e luída, desca ando possí eis in e p e ações e adas ou con usas. A pós-
edição não co igiu somen e a adução au omá ica, mas ambém ouxe uma maio p ecisão
ao con ex o e adequação ao idioma de chegada. As al e ações e le em uma p eocupação
com a cla eza, na u alidade e consis ência, melho ando signi ica i amen e o impac o do ex o
pa a o público-al o.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Tabela 13 - Exemplo 2 ela i o à adequação ao público e con enções locais
Exemplo 2 - Adequação ao público e Con enções Locais
TO: “He won he Ballon d'O h ee imes(...)”
TA: “Ganhou a
Bola de Ou o
po ês ezes (...)”
Pós-edição: “Ganhou a Bola de Ou o ês ezes(...)”
Análise: A pós-edição co igiu a inadequação da p eposição “po ” na adução au omá ica,
ga an indo maio na u alidade ao ex o, além de simpli ica a ase. Na TA hou e ambém uma
incoe ência na o ma ação ap esen ada, já que a hipe ligação de “Ballon d´O ” não oi
man ida.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Tabela 14 - Exemplo 3 ela i o à e minologia
Exemplo 3 - Te minologia
TO:
De by Domina o Skin;
B eakaway Skin;
Mid ield Mas e ;
Clinical C osse ;
Pi ch Pa olle ;
Poised Playmake ;
52
TA:
Pele Dominado do De by;
Pele B eakaway;
Mes e do meio-campo;
C uzado Clínico;
Pa ulhei o do Campo;
Jogado Posicionado;
Pós-edição:
De by Domina o Skin;
B eakaway Skin;
Mid ield Mas e ;
Clinical C osse ;
Pi ch Pa olle ;
Poised Playmake ;
Análise: O adu o au omá ico aduziu os nomes das pe sonagens do jogo
Fo ni e
, o que
demons a inconsis ência e minológica, na língua po uguesa não se aduz os nomes
p óp ios. Na pós-edição podemos e que oi man ido o nome o iginal das pe sonagens,
p ese ando a idelidade do ex o de pa ida.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Tabela 15 - Exemplo 4 ela i o ao es ilo
Exemplo 4 - Es ilo
TO: “I ´s a nigh ma e! Foo ball playe s s ay online all nigh playing ha sh** and he nex day
hey ha e a game”.
TA: “É um pesadelo! Os jogado es de u ebol icam
online
oda a noi e a joga essa me da e
no dia seguin e êm um jogo”.
Pós-edição: "É um pesadelo! Os jogado es de u ebol icam
online
a noi e oda a joga essa
m**** e no dia seguin e êm um jogo".
53
Análise: A p incipal ques ão nes e exemplo es á na adequação do es ilo e egis o da
linguagem, especialmen e no uso de e mos o ensi os. O ex o o iginal op a po mode a o uso
da linguagem o ensi a ao censu a a pala a “sh**”, o que sua iza o om e o o na mais
adequado a um público-al o di e si icado. A TA não espei ou a mode ação do TO, e ez uma
adução li e al que al e ou o om do ex o e icou menos ap op iado dependendo do público-
al o. A pós-edição in oduziu a censu a pa cial “m****”, alinhando-se ao om o iginal e
mode ando a linguagem o ensi a. Em suma, a pós-edição co igiu os p oblema da adução
au omá ica ao mode a a linguagem o ensi a e ajus a pa a um es ilo pa a um po uguês mais
na u al, o que ga an e que o ex o es eja mais alinhado ao om e egis o do ex o o iginal, sem
pe de a o ça exp essi a da mensagem.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Em suma, a TA e elou-se uma e amen a pode osa pa a acele a o p ocesso de adução,
especialmen e no a amen o de ex os ex ensos, p opo cionando apidez e e iciência. No
en an o, como demons ado pelos exemplos an e io es, o uso isolado da TA não é su icien e
pa a ga an i os pad ões de qualidade exigidos em con ex os p o issionais. A abo dagem ado ada
consis iu em ealiza a adução inicial po meio de e amen as au omá icas, seguida de uma
e isão manual no Google Docs, que pe mi iu co igi e minologia, ajus a o es ilo, adap a
con enções locais e assegu a maio luência e p ecisão ao ex o aduzido.
Embo a e amen as especializadas de pós-edição, como o MemoQ ou o Ma eCa , não enham
sido u ilizadas, a combinação de soluções au omá icas, como o DeepL e o Cha GPT, com o
abalho humano e elou-se e icaz pa a a ende às exigências de na u alidade e qualidade. O
Cha GPT desempenhou ambém um papel complemen a impo an e, auxiliando no
escla ecimen o de dú idas linguís icas, na alidação de escolhas e minológicas e na a aliação
de pa es especí icas do ex o. Além disso, o Linguee oi usado pa a iden i ica sinônimos e
con ex os de uso, enquan o dicioná ios online, como o P ibe am e a In opédia, o nece am
supo e adicional, pe mi indo decisões mais undamen adas e asse i as.
Po im, a e isão inal ealizada po Ma ia Cunha p opo cionou uma camada adicional de
e i icação de qualidade, e o çando o igo e a consis ência do abalho en egue. Esse p ocesso
colabo a i o demons a como a in eg ação en e e amen as ecnológicas e a expe ise humana
é undamen al pa a alcança esul ados sa is a ó ios.
54
Es udos ecen es (Sun, 2024; Kamaluddin e al., 2024) des acam que e amen as como o
DeepL e o Cha GPT êm desempenhado um papel undamen al ao acele a o p ocesso de
adução e acili a a comunicação en e idiomas de o ma mais acessí el e escalá el. No
en an o, con inuam a ap esen a limi ações impo an es, especialmen e no que diz espei o à
sensibilidade cul u al, às exp essões idiomá icas e à adequação ao público-al o. Esses desa ios
e o çam a necessidade de in e enção humana pa a supe a as limi ações das máquinas e
assegu a aduções de al a qualidade.
No con ex o do MQM, a TA e a pós-edição são econhecidas como pila es complemen a es pa a
ga an i p ecisão, luência e con o midade com as exigências p o issionais. Nesse sen ido, a
adoção de modelos híb idos, que combinam a e iciência da in eligência a i icial com o igo e a
sensibilidade da e isão humana, des aca-se como a solução mais e icaz. Esses modelos
pe mi em alcança aduções alinhadas às expec a i as p o issionais e às necessidades
especí icas de um público di e si icado, ea i mando a impo ância da colabo ação en e
ecnologia e compe ência humana no cená io da adução con empo ânea.
3.2.2.3.
Pa ilha e p omoção
Após a inalização do a igo com as de idas aduções, o p ocesso seguia pa a a publicação.
A imagem com o í ulo do a igo, as pala as-cha e e a desc ição e am ca egadas no Shopi y,
onde o a igo e a publicado. Assim que publicado, o a igo apa ecia au oma icamen e no
websi e
da ma ca. Apesa da possibilidade de ealiza uma adução au omá ica di e amen e no Shopi y,
essa uncionalidade pe mi ia apenas aduções do po uguês pa a ou as línguas, o que
a amen e oi u ilizado, já que me oi solici ado que os a igos ossem edigidos p imei amen e
em inglês.
Figu a 20 - Logo do shopi y
Fon e - Cap u a de ec ã
Após a publicação o icial no Shopi y, o p óximo passo e a acessa a con a da ma ca no
Medium pa a compa ilha o a igo na e são em inglês. O Medium, além de se uma pla a o ma
adicional de di ulgação, pe mi ia acompanha mé icas como isualizações, comen á ios e

55
compa ilhamen os, além de ge a á ego pa a a página o icial da BYMS po meio dos
links
incluídos no ex o.
Figu a 21 - Logo do medium
Fon e - Cap u a de ec ã
3.2.2.4.
A aliação
A a aliação do desempenho dos a igos oi conduzida po meio da pla a o ma Medium, uma
ez que o acesso às es a ís icas do Shopi y não es a a disponí el. Os dados analisados e e em-
se exclusi amen e aos a igos publicados em inglês no Medium. Abaixo, ap esen o uma abela
com os seis a igos mais isualizados e lidos na pla a o ma, acompanhada de uma b e e análise
dos esul ados.
Tabela 16 - A aliação dos a igos
A igo
Visualizações
Lei u as
Da a
Top 5 b ands inspi ed by socce - ashion
296
94
8 ab il
Why is C uy he a he o mode n oo ball and BYMS
inspi a ion
98
60
19 ma ço
The 7 bigges collabs be ween b ands and oo ball play
42
19
30 ab il
The C uy ism by Johan C uy
35
21
21 maio
The10 mos s ylish socce oo balle s
34
21
15 junho
10 LGBTQIA+ oo ball playe s who inspi e us o be
ou sel es on and o he ield
22
7
11 junho
Fon e - Elabo ação P óp ia
Es a análise ge al explo a os pad ões e endências iden i icados nos a igos publicados,
des acando os mais isualizados e lidos, e os pad ões dos menos lidos. O a igo mais isualizado
e lido é “Top 5 b ands inspi ed by socce - ashion”, que alcançou 296 isualizações e 94 lei u as.
Apesa do al o núme o de acessos, a axa de con e são pa a lei u as não oi ão signi ica i a. Em
56
seguida, des aca-se o a igo “Why is C uy he a he o mode n oo ball and BYMS inspi a ion”,
com 98 isualizações e 60 lei u as.
O sucesso desses a igos pode se explicado po di e en es a o es como o ac o de o
ema ele an e e uni e sal que abo da a in e seção en e a moda e o u ebol, a aindo di e en es
pe is de lei o es; a exis ência de um í ulo a a i o e bem o imizado pa a SEO, acili ando o
alcance o gânico; ou in e esse ge al do público-al o po con eúdos que explo am ma cas
in luenciadas pelo u ebol.
Nos a igos mais is os iden i icamos pad ões e ca ac e ís icas em comum como a
conexão com ícones ou endências econhecidas globais, como Johan C uy ou colabo ações
en e ma cas e jogado es, que ge am cu iosidade e ao qual o público se iden i ica); a p esença
de í ulos cla os e di e os, que des acam lis as ou in o mações especí icas, chamando a enção
apidamen e; a elação en e a combinação de emas como o u ebol e cul u a popula , que êm
apelo uni e sal e despe am o in e esse dos lei o es.
Em sín ese, quando o ema é só sob e a moda não em an o in e esse, a não se que seja
in e ligado com o u ebol. Os a igos menos is os são sob e
podcas
, e-spo (Fo ni e), claques,
sob e moda (je sey, a o de algodão de Sea Island) e a é sob e os einado es. O a igo em inglês
“Top 10 socce clubs mos lo ed by ans in he wo ld” é dos a igos menos is os e lidos, mas já
em espanhol “Top 10 equipos de ú bol más que idos po los a icionados del mundo” ouxe
mui o á ego pa a o
websi e
, em 24 de maio, em Espanha, México e Es ados Unidos.
57
3.2.3. Re isão do Websi e
Pa a a ealização des a a e a, oi analisado o
websi e
da ma ca em po uguês e as
espe i as aduções au omá icas em inglês e espanhol. Fo am e is os os con eúdos na página,
incluindo a desc ição e nome dos p odu os, os des aques sob e os obje i os da ma ca e as suas
missões. Fo am iden i icados e os e inconsis ências, e ap esen adas suges ões pa a co igi-los.
De seguida se ão ap esen ados alguns exemplos que ap esen am inconsis ências ou
p oblemas. A análise de cada caso se á ealizada de aco do com o MQM (Lommel e al., 2024).
P imei amen e, se á mos ado o ex o o iginal em po uguês, seguido do ex o aduzido pa a
inglês ou espanhol, com e os des acados. Depois se á ap esen ada uma p opos a de adução
co igida, e, po im, se á elabo ada uma análise do e o, explicando o oco ido.
Tabela 17 - Exemplo 1 ela i o às con enções locais
Exemplo 1 - Con enções Locais
Tex o O iginal: “NOVO!”
Tex o de Chegada (espanhol): “Nue o!”
Pós-edição “¡NUEVO!”
Análise: Nes e exemplo, não o am espei adas as con enções locais do espanhol,
especialmen e o uso da pon uação e a o ma ação do ex o. No ex o de chegada emos
“Nue o!” sem o pon o de exclamação in e ido (¡), ob iga ó io na g amá ica espanhola, esse
e o comp ome e a con o midade com as con enções locais de esc i a, o nando o ex o
g ama icalmen e inco e o e menos adequado pa a o público hispânico. Na pós-edição oi
co igida a al a de pon uação e usada a o ma ação do ex o de pa ida, ajus ando o ex o às
con enções locais espanholas.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Tabela 18 - Exemplo 2 ela i o à p ecisão
Exemplo 2 - P ecisão
TO: “Medidas:
O modelo da Swea B anca mede 1,84m e es á a usa o L
O modelo da Swea Azul mede 1,77m e es á a usa o M
A modelo da Swea B anca mede 1,63m e es á a usa o S
58
A modelo da Swea Azul mede 1,62m e es á a usa o S”
TC (inglês): “Measu emen s:
The Swea B anca model measu es 1.84m and is wea ing L
The Swea Azul model measu es 1.77m and is wea ing M
The Whi e Swea model measu es 1.63 and is wea ing S
The Swea Azul model measu es 1.62 and is using he S”
Pós-edição: “Measu emen s:
The male model in he Whi e Swea measu es 1.84m and is wea ing size L
The male model in he Blue Swea measu es 1.77m and is wea ing size M
The emale model in he Whi e Swea measu e 1.63m and is wea ing size S
The emale model in he Blue Swea measu es 1.62m and is wea ing size S”
Análise: O ex o de chegada inha algumas ques ões a se em esol idas na pós-edição, po
exemplo, a adução das co es, a omissão de medidas e a al a de um indicado de géne o.
Das qua o co es p esen es ex o de chegada, só uma “Whi e Swea ” é que oi aduzida, a co
“azul” oi man ida “Swea Azul”.
Ou a ques ão a apon a é que ao aduzi o ex o de po uguês pa a inglês o indicado de
géne o desapa ece, o que é uma dis inção impo an e na língua po uguesa. Em inglês
“model” i á c ia ambiguidades, uma ez que há modelos dos dois géne os com a mesma co
es ida.
Po úl imo, nas úl imas duas medidas al a a unidade de medida “1.63”, que oi co igido na
pós-edição, ac escen ando “m” pa a ga an i que as medidas da al u a es ejam comple as e
p ecisas. Também oi ac escen ado “size” an es dos amanhos “size L” pa a alinha com o
es ilo de desc ição u ilizado em lojas de moda.
A pós-edição ez os ajus es impo an es pa a ga an i a cla eza e p ecisão da adução,
espei ando a e minologia local, nas medidas e dis inção de géne o.
Fon e - Elabo ação p óp ia
Tabela 19 - Exemplo 3 ela i o à e minologia
Exemplo 3 - Te minologia
TO: “Camisa Milená io
65
• Fe amen as como Cha GPT, Gemini e Sem ush a alia am a igos e con eúdos
c iados com base em pa âme os de SEO, como uso de pala as-cha e, cla eza e
legibilidade.
• Esses
insigh s
possibili am ajus es nos ex os pa a maximiza o seu desempenho
online
.
O uso de e amen as de IA e e um impac o ge al signi ica i o no es ágio, sendo c ucial
pa a au oma iza p ocessos, economiza empo e melho a a qualidade do abalho
desen ol ido. Desde a adução a é a a aliação de SEO, a ecnologia p opo cionou
insigh s
aliosos e e iciência em á eas que adicionalmen e exigiam um maio es o ço manual. O es ágio
e o çou a impo ância da IA como uma aliada em di e en es se o es, demons ando o po encial
dessas e amen as no ambien e p o issional e sua capacidade de ans o ma a o ma como
a e as são ealizadas.
Pa a complemen a es a análise, o luxog ama a segui sin e iza e ilus a as p incipais
á eas de a uação desen ol idas du an e o es ágio, des acando as compe ências mobilizadas e o
papel da IA nos di e en es p ocessos.
Ao abalha em á eas in e ligadas, como adução mul ilingue, comunicação de ma ca,
ma ke ing
digi al e c iação de con eúdos, oi possí el in eg a compe ências écnicas com no as
ap endizagens, semp e com o supo e das ecnologias eme gen es. A IA desempenhou um papel
cen al nesse p ocesso, au oma izando a e as e o imizando esul ados, mas a supe isão
humana oi indispensá el pa a ga an i a qualidade inal, sob e udo em a e as que exigiam
a enção a nuances cul u ais e con ex uais.
A isualização a segui esume essas in e ações e o e ece uma isão cla a e es u u ada
sob e como a sine gia en e adução, comunicação,
ma ke ing
e IA con ibuiu pa a o sucesso
das a e as ealizadas e pa a o meu desen ol imen o p o issional.

66
Figu a 23 - Á eas de a uação do es ágio e papel da IA
Fon e - Elabo ação p óp ia
67
4. Conside ações Finais
O es ágio ep esen ou uma expe iência ans o mado a ao in eg a as á eas de adução,
comunicação e
ma ke ing
, a iculando concei os eó icos e p á icos em linha com as demandas
de um me cado global em cons an e e olução. O impac o da In eligência A i icial (IA),
especialmen e da gene a i a, des acou-se como um elemen o essencial pa a a o imização de
p ocessos e ino ação nas p á icas ealizadas. A a és da aplicação de es a égias de
ma ke ing
digi al, da adução de con eúdos mul ilíngues e do uso de e amen as de IA, oi possí el
consolida os conhecimen os adqui idos du an e o Mes ado em T adução e Comunicação
Mul ilingue e explo a sine gias undamen ais en e ecnologia e p á icas emp esa iais.
À luz do es ado da a e ap esen ado no enquad amen o eó ico, que abo da a e olução
da comunicação desde as e oluções indus iais a é à e a digi al, as a e as desen ol idas
du an e o es ágio e le em di e amen e as endências e desa ios discu idos. A comunicação
e oluiu de ges os e sinais pa a es u u as digi ais complexas, in luenciando p o undamen e o
ma ke ing
e a adução global. Es a égias de
ma ke ing
digi al, como as écnicas de SEO,
demons a am-se undamen ais pa a e o ça a p esença
online
e engaja públicos
di e si icados, alinhando-se às exigências con empo âneas de um me cado globalizado.
A análise SWOT desen ol ida du an e o es ágio pe mi iu iden i ica os p incipais pon os
o es, aquezas, opo unidades e ameaças que ma ca am es a expe iência. Es a e lexão
de alhada possibili a uma isão ab angen e e c í ica do es ágio, sendo es u u ada da seguin e
o ma:
68
Figu a 24 - Análise SWOT do es ágio
Fon e - Elabo ação p óp ia
En e os pon os o es, des aca am-se a capacidade de adap ação, a c ia i idade e a u ilização
de IAG pa a aduzi e c ia con eúdos de o ma e icien e. Po ou o lado, as aquezas
e idencia am a necessidade de ap o unda conhecimen os em
ma ke ing
e supe a limi ações
es u u ais de ecu sos. As opo unidades iden i icadas e o ça am o po encial de in eg ação
en e adução, comunicação,
ma ke ing
e IA, enquan o as ameaças des aca am a
compe i i idade do me cado e a necessidade de cons an e a ualização em á eas eme gen es. No
con ex o da adução, o es ágio con i mou a ele ância da supe isão humana na adap ação
cul u al e con ex ual de mensagens, essencial pa a p ese a a iden idade da ma ca e ga an i o
impac o jun o a públicos globais. Já no
ma ke ing
digi al, as e amen as de IAG con ibuí am
pa a análises ágeis e decisões in o madas, consolidando campanhas e icazes e uma p esença
digi al obus a. Essa abo dagem holís ica demons a como a in eg ação de IAG nas á eas de
comunicação e
ma ke ing
amplia a capacidade de a ende às exigências de um ambien e
compe i i o e globalizado.
Em sín ese, o es ágio não apenas p opo cionou uma opo unidade aliosa de aplica e expandi
conhecimen os écnicos e p á icos, mas ambém pe mi iu explo a a con e gência en e eo ia e
p á ica. A expe iência e o çou a ele ância da sine gia en e adução, comunicação e
ma ke ing
, mediada pela ino ação ecnológica, como um caminho p omisso pa a o
desen ol imen o de es a égias emp esa iais no século XXI. Essas ap endizagens,
69
complemen adas pela análise SWOT e pelo supo e eó ico, se i ão como base sólida pa a
en en a os desa ios e explo a as opo unidades na minha u u a ca ei a no me cado global.
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T adução Au omá ica: “Johan C uy , oi um jogado e einado de u ebol p o issional
holandês. ”
Pós-edição: “Johan C uy , oi um jogado p o issional de u ebol e einado nee landês”
Análise: Fo am elabo ados dois ajus es p incipais pa a adequa o ex o ao público lusó ono a
de adequação ao público e a de e minologia. A adução au omá ica não p ese ou a
hipe ligação p esen e no ex o o iginal. Es e p oblema é ele an e pa a a adequação ao
público, pois a omissão de hipe ligações pode impac a a acessibilidade e a expe iência do
lei o , especialmen e em con eúdos digi ais. Quan o à e minologia hou e a subs i uição do
e mo “du ch” pa a “nee landês”, uma escolha mais adequada em con ex os o mais e
p e e ida em po uguês eu opeu. Es a mudança e le e um es o ço pa a adap a a
e minologia ao público-al o, ga an indo p ecisão e espei ando as con enções linguís icas
locais.
Exemplo 4 - Con enções Locais
Tex o O iginal: “His B onze S a ue was e ealed a Camp Nou, on 26 h Augus 2019, in i s
pedes al i can be ead “Go ou and ha e un”.”
T adução Au omá ica:
• Cha GPT: “No dia 26 de agos o de 2019, uma es á ua de b onze oi e guida no Camp
Nou, com a insc ição “Sai e di e e- e”.”
• DeepL: “A sua es á ua de b onze oi inaugu ada em Camp Nou, a 26 de agos o de
2019, e no seu pedes al pode le -se “Go ou and ha e un”.”
Pós-edição: “A sua es á ua de b onze oi expos a no Camp Nou, a 26 de agos o de 2019, no
seu pedes al pode le -se "Sai e di e e- e".”
Análise: Embo a a adap ação do público-al o seja impo an e, a adução da ase em inglês
“Go ou and ha e un” pode ia e sido man ido, conside ando que é uma ci ação di e a e
amplamen e associada à iden idade de Johan C uy . Es e ipo de p ese ação pode e o ça o
impac o cul u al, especialmen e pa a lei o es que econhecem a ase no con ex o do u ebol e
da iloso ia de C uy .

82
Exemplo 5 - Con enções Locais e Te minologia
Tex o O iginal: “As C uy ´s ame escala ed, so did his in luence on socce ac ics and playe
de elopmen .
This ac ic would need a high esilience and accu acy(...)”
T adução Au omá ica: “À medida que a ama de C uy aumen a a, ambém aumen a a a sua
in luência nas ác icas de u ebol e no desen ol imen o dos jogado es.
Es a á ica necessi a a de uma ele ada esiliência e p ecisão(...)”
Pós-edição: “Consoan e a ama de C uy c escia, ambém c escia a sua in luência nas
á icas de u ebol e na o mação de jogado es.
Es a á ica exigi ia uma ele ada capacidade de esis ência e p ecisão(...)”
Análise: Hou e uma inconsis ência e minológica na adução au omá ica, en e o uso de
“ ác icas” (com “c”) no plu al e “ á ica” (sem “c”) no singula . Es e p oblema deco e
segundo a aplicação pa cial do Aco do O og á ico de 1990. Uma ez que “c” não é
p onunciado em “ á ica” não em “c”.
Exemplo 6 – Te minologia e Aquação ao público
Tex o O iginal: “All he C uy ´s eams
Th oughou his p o essional oo ball ca ee he was pa o se e al eams(...)”
T adução Au omá ica: “Todas as equipas de C uy
Ao longo da sua ca ei a p o issional de u ebolis a, C uy ez pa e de á ias equipas(...)”
Pós-edição: “Todos os clubes de C uy
Ao longo da sua ca ei a p o issional no u ebol, ez pa e de á ias equipas(...)”
Análise: A pós-edição in oduziu uma al e ação e minológica pa a alinha o ex o com as
melho es p á icas SEO e com a e minologia mais ap op iada ao con ex o do u ebol em
po uguês eu opeu. A a iação e minológica en e “clubes” e “equipas” con ibui pa a a
ele ância semân ica, melho ando a indexação po mo o es de busca. Também é isí el um
p oblema na adequação ao público, de ido à o mação do ex o, que nes e caso a adução
au omá ica não espei ou a hipe ligação em “ eams”.
83
Exemplo 7 - Te minologia e P ecisão
Tex o O iginal: The legend who in en ed Clockwo k O ange
The name “clock o ange” mos ly e e s o he Du ch Na ional Team,
T adução Au omá ica: A lenda que in en ou a La anja Mecânica
O nome “la anja- elógio” e e e-se sob e udo à seleção nacional holandesa,
Pós-edição: A lenda que in en ou a La anja Mecânica
O nome "la anja mecânica" e e e-se p incipalmen e à Seleção Nacional dos Países
Baixos,
Análise: A adução au omá ica en en a ques ões e minológicas e de p ecisão, nes e caso a
adução de “clock o ange” pa a “la anja- elógio” é imp ecisa. Apesa de e oco ido uma
adução li e al, a mesma não é cul u almen e co e a, po que “la anja mecânica” é
conhecida em u ebol e associada à seleção nacional da Holanda, sendo que a adução
au omá ica não cap ou essa p ecisão.
Exemplo 8 - Es ilo
Tex o O iginal: “You can play by you sel in a single-playe mode o play wi h you iends(...)”
T adução Au omá ica: “Podes joga sozinho no modo pa a um jogado ou com amigos(...)”
Pós-edição: “Podes joga sozinho ou com os eus amigos(...)”
Análise: A adução au omá ica ap esen a uma edundância es ilís ica, que oi co igida na
pós-edição. Na ase “no modo pa a um jogado ” é desnecessá ia, pois a exp essão “joga
sozinho” já implica que é um modo de jogo pa a um único jogado , ao man e as duas
exp essões ge am uma epe ição do concei o, esul ando numa edundância.
Exemplo 9 - Con enções Locais
Tex o O iginal: “Up o 100 playe s en e an online game”
T adução Au omá ica: “A é 100 jogado es en am num jogo online”
Pós-edição: “Podem en a a é 100 jogado es num jogo online”
Análise: A adução au omá ica oi li e al, mas não e le iu a luidez, es ilo ou om em
84
po uguês eu opeu. A pós-edição adicionou “podem” e mudou a es u u a ásica de modo à
ase ica mais na u al e alinhada com as con enções g ama icais po uguesas.
Exemplo 10 - Con enções Locais
Tex o O iginal: “(...) o wa ch li e and i ual pe o mances (...)”
T adução Au omá ica: “(...) assis i a ac uações ao i o e i uais (...)”
Pós-edição: “(...) assis i a pe o mances em di e o e i uais (...)”
Análise: A adução au omá ica não espei ou plenamen e as con enções o og á icas e
e minológicas a uais do po uguês eu opeu, usando o an igo aco do o og á ico “ac uações”.
Apesa de na pós-edição, se usada a pala a “pe o mances”, pode ia se usada ambém
“a uações”, ambém oi mudada a pala a “em di e o” pa a aduzi “li e” pa a o na a ase
mais na u al e adequada às con enções locais.
Exemplo 11 - P ecisão
Tex o O iginal: “The success o mains eam was due o D ake since he played wi h Tyle Ninja,
he mos popula s eame on Twi ch.”
T adução Au omá ica: “O sucesso no
mains eam
de eu-se ao ac o de D ake e jogado com
Tyle Ninja, o
s eame
mais popula no Twi ch.”
Pós-edição: “O sucesso do
mains eam
de eu-se a D ake que jogou com Tyle , o amoso
game apelidado de Ninja e o
s eame
mais popula no Twi ch.”
Análise: A adução au omá ica oi p ecisa na sua adução, mas hou e a necessidade de uma
adap ação explica i a na pós-edição pa a o na o ex o mais cla o pa a o público-al o e pa a
ambém quem não es i esse den o da á ea de
gaming
. Foi adicionado “o amoso game
apelidado de”, que ajuda a o nece con ex o e escla ece que “Tyle ” é conhecido como
“Ninja” no mundo dos
game s
.
Exemplo 12 - Te minologia
Tex o O iginal: “He e a e he op 10 o he bes socce skins in Fo ni e, and wha you can
85
lea n abou each one.
This skin belongs o Epic Fo ni e Ou i and was eleased in Season 5 Chap e 2.”
T adução Au omá ica: “Aqui es ão as 10 melho es skins de u ebol do Fo ni e e o que ocê
pode ap ende sob e cada uma delas.
Es e i en pe ence à oupa Épica Fo ni e e oi in oduzido na Tempo ada 5, Capí ulo 2.”
Pós-edição: “Aqui es ão as 10 melho es skins de u ebol no Fo ni e e o que podes ap ende
sob e cada uma.
Es a skin pe ence ao Conjun o Épico Fo ni e e oi lançada na Tempo ada 5, Capí ulo 2.”
Análise: A adução au omá ica ap esen a uma inconsis ência e minológica do e mo “skin”
que em um signi icado especí ico no con ex o de jogos, como o Fo ni e. O e mo “skin” é
u ilizado na e minologia de jogos, pa a se e e i a uma apa ência ou oupa i ual em que os
jogado es podem aplica nas pe sonagens. Des e modo na pós-edição emos o uso do
es angei ismo “skin” man endo o sen ido o iginal.
86
Anexo 3 – Análise de exemplos ex aídos na e isão do Websi e
Exemplo 1 - Te minologia e Con enções Locais
Tex o O iginal: “Calça
O modelo mede 1.86m e es á a usa o L”
Tex o de Chegada (inglês): “T ouse s
The model measu es 1.86m and is wea ing L”
Pós-edição: “Pan s
The model measu es 186cm and is wea ing size L”
Análise: Foi selecionado o e mo “Pan s” po que é amplamen e usado no websi e pa a
desc e e calças, ga an indo consis ência e minológica. Embo a enha sido iden i icada uma
es a égia de al e nância en e “ ouse s” (inglês b i ânico) e “pan s” (inglês ame icano) pa a
alcança um publico mais amplo, a adução de e p io iza uni o midade, especialmen e em
ma e iais de
e-comme ce
. Além disso, hou e uma inadequação às con enções locais no uso
das medidas, em Po ugal é pad ão u iliza cen íme os (cm) em ez de me os (m).
Exemplo 2 - Te minologia
Tex o O iginal: “Calças Milená io
Inspi adas na in empo alidade, nas emoções e dadei as - es a é a nossa isão das aízes que
nos ligam onde nascemos, e que nunca nos i emos esquece , não impo a onde a ida nos
le e. Combinadas com a camisa Milená io ans o ma-se num a o pe ei o pa a o dia-dia.”
Tex o de Chegada (inglês): “Pan s Milená io
Milená io Pan s. Inspi ed by imelessness, ue emo ions - his is ou ision o he oo s ha
connec us o whe e we we e bo n, and ha we will ne e o ge , no ma e whe e li e akes us.
Combined wi h he
Millená io
shi , i ans o ms in o a pe ec e e yday ou i .”
Pós-edição: “
Milená io
Pan s
Milená io
Pan s. Inspi ed by imelessness, ue emo ions - his is ou ision o he oo s ha
connec us o whe e we we e bo n, and ha we will ne e o ge , no ma e whe e li e akes us.
Combined wi h he
Milená io
shi , i ans o ms in o a pe ec e e yday sui .”

87
Análise: No ex o de chegada há uma inconsis ência e minológica pa a a adução de
“Milená io”, associado ao nome do conjun o de oupa, aduzido como “Milená io” e nou a
pa e como “Millená io”. A escolha co e a é man e “Milená io” em i álico pa a espei a o
nome o iginal e p ese a a iden idade da ma ca, que não de e se aduzida.
Exemplo 3 – Te minologia
Tex o O iginal: “Calças Milená io
Inspi adas na in empo alidade, nas emoções e dadei as - es a é a nossa isão das aízes que
nos ligam onde nascemos, e que nunca nos i emos esquece , não impo a onde a ida nos
le e. Combinadas com a camisa Milená io ans o ma-se num a o pe ei o pa a o dia-dia.”
Tex o de Chegada (espanhol): “Pan alones Milená io
Pan alones Milená io. Inspi ada en la a empo alidad y las emociones e dade as, es a es
nues a isión de las aíces que nos conec an con el luga donde nacimos y que nunca
ol ida emos, sin impo a a dónde nos lle e la ida. Combinado con la camisa Millená io, se
ans o ma en un conjun o pe ec o pa a el día a día.”
Pós-edição: “Pan alones Milená io
Pan alones Milená io. Inspi ada en la a empo alidad y las emociones e dade as, es a es
nues a isión de las aíces que nos conec an con el luga donde nacimos y que nunca
ol ida emos, sin impo a a dónde nos lle e la ida. Combinado con la camisa Milená io, se
ans o ma en un conjun o pe ec o pa a el día a día.”
Análise: No ex o de chegada em espanhol, obse amos uma inconsis ência e minológica do
e mo “Milená io”, que apa ece aduzido como “Milená io” e ambém “Millená io”. O nome
“Milená io” é um nome da oupa e não de e se aduzido. A pós-edição co igiu essa
incoe ência, man endo o nome o iginal em odas as oco ências e u ilizando i álico pa a
dis ingui que é um es angei ismo.
Exemplo 4 - Te minologia
Tex o O iginal: “Camisa Milená io
Camisa Milená io. Inspi ada na in empo alidade, nas emoções e dadei as - es a é a nossa
88
isão das aízes que nos ligam onde nascemos, e que nunca nos i emos esquece , não
impo a onde a ida nos le e. P á ica, uncional, pode se usada como o e shi ou como
camisa.
Combinada com as calças Milená io ans o ma-se num a o pe ei o pa a o dia-dia.”
Tex o de Chegada (espanhol): “Camisa Milena ia
Camisa milena ia. Inspi ada en la a empo alidad y las emociones e dade as, es a es
nues a isión de las aíces que nos conec an con el luga donde nacimos y que nunca
ol ida emos, sin impo a a dónde nos lle e la ida. P ác ico, uncional, se puede lle a como
sob ecamisa o como camisa. Combinado con los pan alones Millená io, se ans o ma en
un aje pe ec o pa a el día a día.”
Pós-edição: “Camisa
Milená io
Camisa Milená io. Inspi ada en la a empo alidad y en las emociones e dade as. Es a es
nues a isión de las aíces que nos conec an con nues o luga de o igen, y que nunca
ol ida emos, no impo a a dónde nos lle e la ida. P ác ica y uncional, se puede usa se
como sob ecamisa o como camisa. Combinado con los pan alones Milená io, se con ie e
en un conjun o pe ec o pa a el día a día.”
Análise: No ex o de chegada em espanhol hou e uma inconsis ência e minológica pa a o
e mo “Milená io”, nome de um a o. A pala a apa ece aduzida como p imei o “Milena ia”
em alguns casos e como “Millená io” em ou as. A adução co e a man ém “Milená io” em
i álico, po se um es angei ismo, p ese ando o nome da oupa e o con ex o da ase.