Ped o Daniel Sil a Rod igues
Memó ias A qui e ónicas:
Reabili ação Sus en á el de um Edi ício em
Guima ães
T abalho de P oje o
Ciclo de Es udos In eg ados Conducen es ao
G au de Mes e em A qui e u a
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Paulo Jo ge Figuei a Almeida
U bano Mendonça
Ma ço de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de A qui e u a, A e e Design
I
+DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
A ibuição-Compa ilhaIgual
CC BY-SA
II
Ag adecimen os
Ag adeço:
Ao P o . Paulo Mendonça pela disponibilidade, paciência e o ien ação ao longo de odo es e abalho.
Aos meus pais que semp e me apoia am ao longo do empo, nunca me deixa am baixa a cabeça e
semp e me ize am co e a ás do que mais impo a.
A odos os amigos que iz du an e o meu pe cu so académico que semp e me apoia am e o na am es a
caminhada mais ácil. Que me ajuda am a man e algum equilíb io e sanidade ao longo des a caminhada.
Em especial ag adece à minha namo ada. Ri a, ob igado po es a es semp e ao meu lado e disponí el
pa a me ou i nos momen os de desaba o, pelas uas pala as de incen i o e con iança, po ac edi a es
em mim e po e dispo es a ajuda -me cons an emen e. Ob igado po es a es semp e p esen e em odos
os momen os e ac edi a es em mim.
III
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
IV
Resumo
Es e abalho de p oje o em como obje i o a conse ação de um pa imónio que es e e mui o p esen e
na ida de amilia es, onde os mesmos c esce am e c ia am memó ias.
O al o des a in e enção localiza-se em Longos, Guima ães, numa zona com bas an es mudanças de
opog a ia a ní el de co as, num e eno onde se ealiza am a i idades ag ícolas e onde o am cons uídos
edi ícios pa a sup i as necessidades dessas a i idades. Es e al o de in e enção encon a-se isolado, na
medida em que es á a as ado das es an es habi ações e da es ada nacional.
De ido às i ências dos amilia es, p ocu a-se ecupe a a condição o iginal do edi icado, como se o
passa dos anos não o i esse a e ado, ao mesmo empo que, o am inco po adas soluções mode nas
pa a aze o mesmo sup i as necessidade de habi ação da a ualidade.
Es a in enção isa man e i as as memó ias do local e pe mi i que no as ge ações da amília c iem
no as memó ias.
O p oje o passa en ão pelo eap o ei amen o do máximo de elemen os cons u i os p é-exis en es, assim
como a sua adap ação, de manei a a sup i as necessidades a uais em e mos de con o o. Pa a al, o
edi ício de habi ação passa po uma econ e são das zonas que não e am habi á eis, o nando-o num
único olume. O sequei o so e uma econ e são o al em e mos de uncionalidade, o nando-se num
espaço pa a con í io e descanso. Os dois edi ícios uncionam de o ma independen e, apesa de se
encon a em no mesmo local, a in enção e a a de c ia dois espaços que não necessi assem da in e ação
di e a en e si.
Pa a de ini ce os aspe os da in e enção, eco eu-se à ealização de análises de iluminação na u al e
é mica, com is a a comp eende qual a melho o ma de ins ala en id açados que p opo cionem uma
iluminação con o á el no in e io do edi ício, bem como a iden i ica as di e enças en e as á ias
soluções cons u i as e a o ma como es as podem in luencia o con o o e os gas os ene gé icos do
edi ício.
Fo am assim de inidas soluções que demons em a elação en e os elemen os no os e os p é-exis en es,
man endo uma ha monia em e mos de ma e ialidade..
Pala as-Cha e: Compo amen o Té mico, Conse ação, Iluminação, P é-exis ência
V
Abs ac
The aim o his p ojec is o p ese e a he i age si e ha was e y p esen in he li es o amily membe s,
whe e hey g ew up and c ea ed memo ies.
The a ge o his in e en ion is loca ed in Longos, Guima ães, in an a ea wi h many changes in
opog aphy, on land whe e ag icul u al ac i i ies we e ca ied ou and whe e buildings we e buil o mee
he needs o hese ac i i ies. This in e en ion a ge is isola ed, as i is a om he o he houses and he
na ional oad.
Due o he expe iences o he amily membe s, he aim is o es o e he o iginal condi ion o he building,
as i he passing o he yea s had no a ec ed i , while inco po a ing mode n solu ions o make i mee
oday's housing needs.
This in en ion aims o keep he memo ies o he place ali e and allow new gene a ions o he amily o
c ea e new memo ies.
The p ojec hen in ol es eusing as many p e-exis ing building elemen s as possible, as well as adap ing
hem o mee cu en needs in e ms o com o . To his end, he esiden ial building was con e ed om
a eas ha we e no habi able in o a single olume. The d ying a ea has unde gone a o al con e sion in
e ms o unc ionali y, becoming a space o socializing and elaxing. The wo buildings unc ion
independen ly, despi e being on he same si e. The in en ion was o c ea e wo spaces ha didn' equi e
di ec in e ac ion be ween hem.
In o de o de ine ce ain aspec s o he in e en ion, na u al and he mal ligh ing analyses we e ca ied
ou o unde s and he bes way o ins all glazing ha p o ides com o able ligh ing inside he building, as
well as o iden i y he di e ences be ween he a ious cons uc ion solu ions and how hey can in luence
he building's com o and ene gy cos s.
Solu ions we e hus de ined ha demons a e he ela ionship be ween new and p e-exis ing elemen s,
while main aining ha mony in e ms o ma e iali y.
VI
Índice
Ag adecimen os .................................................................................................................................. 2
Resumo.............................................................................................................................................. 4
Abs ac .............................................................................................................................................. 5
Índice de Figu as ................................................................................................................................ 8
Índice de Tabelas ............................................................................................................................. 16
In odução ........................................................................................................................................ 17
Es ado da a e .................................................................................................................................. 19
Análise de Casos de Es udo .......................................................................................................... 19
Casa da Calçada – Ren I o ........................................................................................................ 21
Casa Nº11-San a Isabel - Cama im ........................................................................................... 24
Chalé das T ês Esquinas – Tiago do Vale A qui e o .................................................................... 27
Hay Ba n Con e sion – João Mendes Ribei o ............................................................................. 30
Recon e são de Sequei o – José Gigan e .................................................................................. 32
Reno ação Casa Ru al em Felguei a – And é Edua do Ta a es .................................................. 35
Ou os Casos de Es udo ................................................................................................................ 38
Le an amen o A qui e ónico .............................................................................................................. 43
Enquad amen o U banís ico .......................................................................................................... 44
An iga Casa .................................................................................................................................. 45
An igo Sequei o ............................................................................................................................ 46
Regis o Fo og á ico ........................................................................................................................... 49
An iga Casa .................................................................................................................................. 49
An igo Sequei o ............................................................................................................................ 51
Análises ........................................................................................................................................... 53
Análise da Iluminação Na u al ....................................................................................................... 53
Análise Té mica ............................................................................................................................ 68
VII
P opos a........................................................................................................................................... 80
Edi ício P incipal ....................................................................................................................... 82
Sequei o ................................................................................................................................... 87
Ga agem .................................................................................................................................. 91
Conclusão ........................................................................................................................................ 92
Bibliog a ia ....................................................................................................................................... 93
VIII
Índice de Figu as
Figu a 1 | Fachada ........................................................................................................................ 219
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 2 | Vis a In e io Volume No o ............................................................................................. 219
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 3 | Escada ia Cen al .......................................................................................................... 219
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 4 | Cobe u a de Madei a Apa en e...................................................................................... 219
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 5 | | Plan a Piso Té eo ........................................................................................................ 20
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 6 | Plan a 1º Piso .................................................................................................................. 20
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 7 | Co e 1 ............................................................................................................................ 23
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 8 | Co e 2 ............................................................................................................................ 21
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/440414- en-i o-i o- a a es-s udio-calcada-house
Figu a 9 | Vis a Sob e Fachada F on al ............................................................................................. 22
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/501265-cama im-nelson-ga ido-house-no-11-san a-isabel
Figu a 10 | Fachada Pos e io .......................................................................................................... 22
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/501265-cama im-nelson-ga ido-house-no-11-san a-isabel
Figu a 11 | Relação In e io Ex e io ................................................................................................. 22
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/501265-cama im-nelson-ga ido-house-no-11-san a-isabel
Figu a 12 | Plan a Piso Té eo ......................................................................................................... 23
Fon e: h ps://di isa e.com/p ojec s/501265-cama im-nelson-ga ido-house-no-11-san a-isabel
Figu a 13 | Plan a 1º Piso ................................................................................................................ 23
XV
Figu a 114 | Alçado Oes e ............................................................................................................... 86
Figu a 115 | Plan a de Piso ............................................................................................................. 89
Figu a 116 | Alçado No e ................................................................................................................ 90
Figu a 117 | Alçado Es e ................................................................................................................. 90
Figu a 118 | Alçado Sul ................................................................................................................... 90
Figu a 119 | Alçado Oes e ............................................................................................................... 90
XVI
Índice de Tabelas
Tabela 1 | Tabela Ní eis Recomendados de LUX em Habi ações ...................................................... 54
Fon e: DicasLed. 2012. “Ni eis Recomendados de Iluminação Po Zonas.” Dicas Led. Ma ch 21, 2012.
h ps://dicasled.p /ni eis- ecomendados-lux/.
Tabela 2 | Valo es Recomendados de Dayligh Fac o ....................................................................... 55
Fon e: Sil a, I o Emanuel Pinhei o da. 2021. “Análise Dos Índices de Con o o Do Edi ício Lino Dos
A qui e os A ménio Losa E Cassiano Ba bosa. Bases Pa a Uma In e enção.” Disse ação de Mes ado,
Uni e sidade do Minho.
Tabela 3 | Cálculo do Coe icien e de T ansmissão Té mica .............................................................. 68
Tabela 4 |Pa âme os U ilizados no P og ama Beop ........................................................................ 70
17
In odução
O p esen e abalho cen a-se na eabili ação de um edi ício de habi ação que con inha á eas ese adas
à a i idade ag ícola, acompanhado de um sequei o.
Es e espaço ep esen a um papel impo an e a ní el amilia , uma ez que, oi onde a minha a ó i eu
oda a sua in ância, uma ez que pe encia à sua amília e ambém onde a minha mãe e os meus ios
passa am g ande pa e das suas in âncias ambém, enquan o a casa e a habi ada pelos meus bisa ós.
Es e espaço acabou po se endido po es a em desuso e anos mais a de ecomp ado po um io meu,
e o nando assim à amília.
Após a comp a, o espaço pe deu a a i idade ag ícola o iginal e passou a se u ilizado pa a a c iação de
o elhas, o que le a a apenas ao uso de um dos dois edi ícios p esen es no local, o sequei o, o que
o iginou que o edi ício p incipal se osse deg adando.
Uma ez que es e espaço ep esen a a g ande pa e da in ância da minha a ó, sen i a necessidade de
eabili a o edi icado. Dessa o ma, a a és de uma con e sa com o meu io, expliquei-lhe a minha
in enção pa a o espaço, ao que ele icou sensibilizado e apoiou, deixando ao meu c i é io odas as
escolhas do p oje o, como o ma de man e e ea i a odas as memó ias dos meus amilia es no local.
Assim sendo, a in e enção p opos a em como p incipal obje i o e i aliza ambos os edi ícios,
p ese ando ao máximo a sua o iginalidade e ca á e his ó ico, in oduzindo em simul âneo melho ias
que ga an am o con o o é mico e uma adequada iluminação na u al e con e indo a adequação espacial
que co esponda às necessidades de habi ação da a ualidade.
Assim sendo, o p incipal obje i o é eabili a o edi ício p incipal e o sequei o, ans o mando-os em
espaços habi acionais con o á eis e e icien es. Pa a alcança al obje i o oi necessá io passa po á ias
ases que se ão enunciadas ao longo do abalho a a és de capí ulos. Essas ases são: a análise de
casos de es udo, o le an amen o a qui e ónico da uína, o egis o o og á ico da mesma, pa a depois
p ocede a análises mais conc e as sob e soluções cons u i as a u iliza e e minando assim na
ealização da p opos a.
A impo ância da Análise de Casos de Es udo passou pela obse ação do que alguns a qui e os
ealiza am em si uações de eabili ação de uína, pa a melho en ende de que o ma p ocede . Fo am
analisadas quais são as es a égias u ilizadas pelos mesmos, quais as soluções cons u i as u ilizadas,
18
assim como pe cebe de que manei a conseguem adap a um edi ício an igo que co espondia a ce as
necessidades, pa a se encaixa nas necessidades da a ualidade em e mos de habi abilidade.
O capí ulo seguin e a a o Le an amen o A qui e ónico, onde é ei o o desenho CAD da a ualidade do
edi ício, e ai se complemen ado pelo capí ulo do Regis o Fo og á ico, onde se á egis ado
o og a icamen e a a ualidade da uína, pa a melho en ende assim os desenhos do le an amen o e
ambém pa a acili a a omada de decisões na ase do p oje o, ela i amen e a elemen os a man e e a
p ese a .
Po im o capí ulo da p opos a, onde se á ap esen ada a p opos a de in e enção pa a o edi ício p incipal,
o sequei o e ambém a adição de no os elemen os, assim como a in e enção a ní el de modelação de
e eno pa a melho a ende à p opos a global. Nes a ase se ão ambém explicadas decisões omadas,
assim como as soluções e mé odos cons u i os ado ados e de que manei a es as ga an em um equilíb io
en e a p ese ação do pa imónio e as exigências de con o o con empo âneas.
19
Es ado da a e
Análise de Casos de Es udo
Dado que o p esen e abalho de p oje o se encon a ocado na eabili ação de edi ícios em desuso e em
deg adação, com impo ância his ó ica, uma ez que se inse e na a qui e u a popula po uguesa, é
impo an e ealiza a análise de alguns casos de es udo, pa a desse modo, consegui en ende e
sis ema iza , quais os mé odos e sis emas u ilizados nes e ipo de in e enção, com o in ui o de ob e
e e encias pa a a ealização do mesmo.
Foi ealizada uma in es igação sob e á ios p oje os de habi ações esul an es de in e enção em uínas
e cons uções e nacula es em con ex o u al, sendo ap esen ada uma lis a dos casos de es udo
encon ados. Fo am selecionados 6 casos de es udo, que ep esen am o ipo de in e enção p e endida,
nomeadamen e em e mos de ma e iais e p og ama. De salien a ambém, que o am analisadas
algumas ob as de eabili ação nou os países, com o in ui o de en ende como se iam os mé odos e
abo dagens nes e ipo de in e enções o a do país em ob as que que encon a am em uínas, mas sem
a componen e da a qui e u a popula po uguesa.
• Bo go Baccile - I ália - Rocco Valen ini - 2017
• Casa Cla a - Vila - Inês Co esão - 2008
• Casa da Calçada - Po o - Ren i o - 2020
• Casa da Quin a da Ca ada - Guima ães - Fe nando Tá o a - 1990
• Casa Fe az - Po o - Paulo Mo ei a A chi ec u es - 2014
• Casa Melgaço - Melgaço - Nuno B andão Cos a - 2016
• Casa nº11 - San a Isabel - Lisboa - Cama im - 2021
• Casa SH - Se e do Vouga - Paulo Ma ins ARQ&Design - 2016
• Chalé das T ês Esquinas - B aga - Tiago do Vale A qui ec os - 2013
• Coun y House - I ália - B icolo Falsa ella - 2013
• Duas casas no La go do T o ado - Guima ães - Pi ago as g oup – 2013
• Hay Ba n Con e sion – Co egaça – João Mendes Ribei o - 2015
20
• House CR - Caldas da Rainha - Gonçalo Dua e Pacheco - 2017
• House eno a ion In T eia - I ália - Wespi de Meu on Romeo A chi ec s - 2010
• La Capanna - I ália - Cechini Chian elli & Pa ene s - 2016
• Missionss asse House - Suíça - Bu cne B undle A chi ek en - 2020
• Pink House - São Miguel - Mezzo A elie - 2017
• Recon e são de Sequei o - Guima ães - José Gigan e A qui ec o - 2002
• Reno ação casa Ru al em Felguei a - Vale de Camb a - And é Edua do Ta a es - 2012
• Recupe ação de Núcleo Ru al em Vidago - Vidago - Nuno G aça Mou a - 2013
• Reno ação de Casas Ru ais em T ebilhadou o - Vale de Camb a - And é Edua do Ta a es - 2015
• Ris u u azione Casa 63 - Suíça - Ruinelli A chi e i – 2016
Se á ainda ei a uma b e e desc ição sob e as es an es ob as.
21
Casa da Calçada – Ren I o
Es a casa localiza-se em Vila do Pa aíso, Vila No a de Gaia, e
nasce como a p opos a de eabili a o que se ia um an igo
sola com 5000m2. “o local oi di idido pelos edi ícios
espalhados pelo local do p oje o, e cada pa e oi p oje ada
como um local único (Di isa e, 2021). Ha ia uma se ie de
edi ícios anexos que e iam di e sos ins, alguns o am
adicionados à casa p incipal e ou os ans o mados em casa
de hóspedes.
Foi ealizada uma hie a quização dos espaços, deixando o
piso é eo da casa p incipal pa a as á eas comuns, como po
exemplo sala de es a e cozinha, enquan o o segundo piso oi
ese ado pa a as á eas p i adas da habi ação, como po
exemplo, os qua os.
Es a habi ação desen ol e-se segundo uma plan a em c uz,
onde o elemen o cen al e peça undamen al pa a o bom
uncionamen o da habi ação é a escada ia.
Na o alidade da habi ação é alo izada a cobe u a em
madei a. Elemen o que não oi escondido e deixa em e idencia
a u ilização de asnas de madei a pa a supo a a cobe u a
como elemen o es é ico.
Figu a 1 | Fachada
Figu a 2 | Vis a In e io Volume No o
Figu a 3 | Escada ia Cen al
Figu a 4 | Cobe u a de Madei a Apa en e
22
Figu a 6 | Plan a 1º Piso
Figu a 5 | | Plan a Piso Té eo
23
Figu a 7 | Co e 1
Figu a 8 | Co e 2
24
Casa Nº11-San a Isabel - Cama im
Localizada em Lisboa, a Casa Nº11 oi concluída em 2021 e
es e e em isco de se demolida po se encon a en e uma
escola indus ial e um cemi é io.
Apesa disso o edi ício oi adqui ido com a in enção de o
con e e na o alidade “numa casa com um p og ama
ambicioso” (Cama im, 2024).
“p ocu amos eagi a casa con on ação- ala gamen o de ua,
cemi é io e dejan e, ja dim, io. e a icula es as eações num
mo imen o con inuo em o no da casa e a a és dela”
(Cama im, 2024).
Assim sendo, a in e enção espei a a olume ia p é-exis en e,
man ém a achada on al com elemen os adicionais enquan o
o in e io ado a uma linguagem con empo ânea a a és da
eo ganização espacial e da ma e ialidade. Ou as achadas
so e am al e ações, de ido à necessidade de maio
ap o ei amen o do espaço e da luz na u al, sendo dessa o ma
a achada pos e io a que “exp essa o in e io do edi ício”
(Di isa e, 2024) de o ma mais cla a.
A en ada de luz na u al oi alo izada nes e edi ício a a és da
u ilização de co es cla as nos ma e iais e a c iação de abe u as
pa a essa en ada de luz, pe mi iu a c iação de uma elação
maio en e os espaços in e io -ex e io , man endo os em
comunicação nos di e sos pa ama es da habi ação.
Figu a 9 | Vis a Sob e Fachada F on al
Figu a 10 | Fachada Pos e io
Figu a 11 | Relação In e io Ex e io
31
Figu a 28 | Plan a Piso Té eo
Figu a 29 | Plan a 1º Piso
Figu a 30 | Co es Longi udinal e T ans e sal
32
Recon e são de Sequei o – José Gigan e
Localizado em Guima ães, o edi ício concluído em 2002 pelo
a qui e o José Gigan e, encon a a-se num e eno que oi
endido e o p op ie á io p e endia ans e i-lo pa a ou a
localização.
A dimensão o iginal do sequei o não pe mi ia cump i o
p og ama exigido pa a o p oje o, pelo que oi necessá io o
edi ício so e uma expansão.
Pa a al, o am adicionados dois módulos aos qua o
exis en es, a pa ede de g ani o oi man ida como componen e
es u u al, sendo ado ada uma es u u a de aço e madei a no
piso supe io e na cobe u a.
O in e io é ma cado pelo ap o ei amen o das abe u as com
janelas de id o e pelas po adas de madei a no ex e io , que
quando echadas con inuam a ansmi i a sensação de
sequei o. Essas po adas con e em uma p i acidade maio
ela i amen e ao ex e io , sendo ainda assim possí el obse a
o ex e io enquan o en a alguma luz na u al pa a o in e io .
Quando as mesmas es ão abe as, e elam um eno me pano
de id o. O desenho des as po adas pe mi e um maio
con olo do u ilizado a a és da abe u a o al ou pa cial das
mesmas pa a esponde ao ní el de con o o exigido, assim
como pa a pe mi i uma en ilação melho e mais con olada.
A ní el de p og ama, no piso de baixo o am inse idas as salas
de es a e de jan a , assim como a cozinha e um wc de apoio.
No piso supe io o am colocados ês qua os, sendo um
deles sui e, com close e qua o de banho e ainda um qua o
de banho de apoio aos ou os dois qua os. No ex e io oi
ambém u ilizado g ani o, pe mi indo assim uma lei u a do
edi ício mais uni o me com o p óp io ex e io .
Figu a 31 | Fachada F on al (Po adas Abe as)
Figu a 32 | Fachada F on al (Po adas Abe as)
Figu a 34 | Vis a In e io Piso Té eo
Figu a 33 | Fachada Pos e io
33
Figu a 35 | Plan a Piso Té eo
Figu a 36 | Plan a 1º Piso
34
Figu a 37 | Co e T ans e sal
35
Reno ação Casa Ru al em Felguei a – And é Edua do
Ta a es
Es e edi ício si ua-se em Vale de Camb a e oi concluído em
2012. De ido ao ac o de es e es a implan ado numa zona de
decli e acen uado, o edi ício con a com 3 pisos que se
dis ibuem ao longo de 2 olumes.
O a qui e o p ocu ou es abelece no as elações com os
espaços en ol en es, ap o ei ando-se do decli e e eco endo
à ans o mação das achadas com no as abe u as. “Pa a
es as ans o mações o am u ilizadas as mesmas eg as
cons u i as e composicionais do conjun o, e os ma e iais
ca ac e ís icos da época” (Di isa e, 2017), como o ma de
man e uma ha monia na elação do p é-exis en e com o no o.
Pa a al o a qui e o eco eu ao uso de ipados de madei a
pa a e es i ce os pon os da achada, à semelhança do
exis en e em an igos espiguei os p esen es nas p oximidades.
Foi ambém c iada uma hie a quização de espaços a a és da
ca ac e ização dos pisos. in e io es com ma e iais mais
b u os, como po exemplo “a u ilização de be ume com
adi i os de óxido de e o no chão, eboco mine al calcá io nas
pa edes”(And é Ta a es, 2017 ), e igas do e o apa en es.
Nos pisos supe io es, onde se localizam os qua os, o
a qui e o op ou po u iliza ma e iais mais ag adá eis e
de alhados, como “pa imen os de madei a, odapés,
gua nições, caixilhos de po as e e es imen os de e os em
madei a, com um design adicional”(And é Ta a es, 2017).
Pa a assegu a que o con o o é mico e a ob ido, o a qui e o
escolheu cons ui uma pa ede com blocos é micos de ba o
no in e io do edi ício, com isolamen o é mico e uma caixa de
a en e os ijolos e a al ena ia de ped a.
Figu a 38 | Vis a Ex e io
Figu a 39 | Vis a Ex e io - Ripado de Madei a
Figu a 40 | Ma e ialidade Pisos Supe io es
Figu a 41 | Ma e ialidade Pisos In e io es
36
Figu a 42 | Plan a Piso -1
Figu a 43 | Plan a Piso 0
37
Figu a 44 | Plan a Piso 1
Figu a 45 | Co es
38
Ou os Casos de Es udo
Bo go Baccile
Es e e úgio em I ália, que combina a a qui e u a
adicional do meio u al com as comodidades
mode nas, é u o do es au o e eap o ei amen o
de um conjun o de pequenos edi ícios em
a ançado es ado de deg adação. A ideia do
a qui e o oi man e as es u u as o iginais,
o nando-as an issísmicas. As ca ac e ís icas
es u u ais já exis en es o am ealçadas com a
inco po ação de ma e iais neu os e em ha monia
c omá ica.
Casa Cla a
Com uma a qui e u a con empo ânea e
minimalis a, a casa in eg a pe ei amen e os
ma e iais ús icos. Os espaços in e io es o am
p oje ados pa a ansmi i con o o e p omo e a
con i ência a a és das á eas comuns. As
abe u as no olume de ped a p ocu am
ap o ei a melho a luz na u al com caixilha ias
inas, man endo o aspe o de “amon oado de
ped a apa elhada”(Inês Co esão, 2012)
Casa da Quin a da Ca ada
Uma p op iedade his ó ica po uguesa que eúne
elemen o a qui e ónicos ípicos das casas u ais
po uguesas, a a és do uso de ped a e madei a,
in eg ada ha moniosamen e na en ol en e.
Figu a 48 | Casa da Quin a da Ca ada
Figu a 47 | Casa Cla a
Figu a 46 | Bo go Baccile
39
Casa Fe az
Localizada no Po o, a habi ação que se
encon a a em uína so e uma in e enção.
Po em com um desa io: ans o ma o edi ício em
dois apa amen os, com um o çamen o eduzido.
Pa a al, eu iliza am o máximo de elemen os
cons uídos p eexis en es, deixando algumas
pa edes de ped a à is a, elemb ando semp e a
o iginalidade do edi ício nos dias de hoje.
Casa Melgaço
As ca ac e ís icas de uína exis en es
con ibuí am pa a uma cons ução a empo al,
limi ada apenas no que oca á seleção de
ma e iais locais. T a a-se de um edi ício
cons i uído po um co po sub e âneo, que
pe mi e a en ada de luz a a és de um eco e do
e eno.
Combina a adição e a mode nidade,
p opo cionando con o o e hospi alidade.
Casa SH
O edi ício des aca-se pela geome ia simples e
minimalis a, di idida em dois pisos, onde a sala
de es a oi colocada no piso é eo pa a i a o
melho p o ei o da elação com ex e io .
A p é-exis ência é ao impo an e quan o a
con empo aneidade e o a qui e o i ou o máximo
p o ei o da elação das duas.
Figu a 49 | Casa Fe az
Figu a 50 | Casa Melgaço
Figu a 51 | Casa SH
40
House CR
Explo a uma disposição minimalis a e p á ica,
com uma abundan e iluminação na u al de ido
aos painéis de id o i ados pa a o pá io que
consequen emen e a o ecem a e iciência
ene gé ica. Es e p oje o é o e lexo da a qui e u a
con empo ânea que des aca a sus en abilidade e
a lexibilidade dos espaços.
House eno a ion In T eia
Es e p oje o dis ingue-se dos ou os po
ans o ma uma es u u a his ó ica, p ese ando
elemen os da cons ução o iginal, como as
pa edes de ped a e as igas de madei a,
enquan o inco po a o con o o e elemen os
con empo âneos. Des e modo, a eno ação
ealça a usão en e o passado e o p esen e, e
e i aliza o edi ício pa a a ida mode na não
deixando que a sua a qui e u a adicional se
pe ca.
La Capanna
É uma casa de campo i aliana que concilia a
adição us ica com oques de mode nidade. A
pala a “Capanna” signi ica cabana, que jus i ica
a cons ução simples, sendo eno ada mais a de
pa a acomoda os es ilos de ida a uais. A
simplicidade ex e na con as a com o in e io
mode no, de ido ao maio ap o ei amen o da luz
na u al .
Figu a 54 | La Capanna
Figu a 53 | House Reno a ion in T eia
Figu a 52 | House CR
47
Figu a 61 | Plan a de Cobe u a
48
Figu a 62 | Alçado No e
Figu a 63 | Alçado Es e
Figu a 64 | Alçado Oes e
Figu a 65 | Alçado Sul
49
Regis o Fo og á ico
An iga Casa
A a és do egis o o og á ico, é possí el e que o
edi ício se encon a num es ado de deg adação
a ançado, de ido à al a de uso e manu enção.
No en an o as pa edes de ped a ex e io es ainda se
encon am em bom es ado, como se i essem sido
e guidas ecen emen e, com a deg adação a se mais
e iden e nos elemen os de madei a, como cobe u as
e pa edes ex e io es do piso supe io .
A casa ap esen a um es ilo simples, ípica de casa de
A qui e u a popula de ambien e ag ícola, onde a
unção ap esen a a maio impo ância do que a
ap esen ação.
O in e io da habi ação (piso supe io ) encon a-se
ex emamen e deg adado, po se de madei a e
de ido a in il ações de água pela cobe u a que
deg ada am os elemen os de madei a.
Figu a 66 | Vis a Sob e Fachada Es e e Sul
Figu a 67 | Vis a Sob e Fachada Sul
Figu a 68 | Escada ia de Acesso Piso Supe io
50
Figu a 70 | Vis a Sob e Fachada No e
Figu a 71 | Vis a Sob e Fachada No e
Figu a 69 | Vis a Sob e Fachada Sul
51
An igo Sequei o
O sequei o encon a-se em melho es ado de
conse ação. Na quin a ainda se man ém a a i idade
pecuá ia, pelo que o sequei o ainda se encon a a se
u ilizado pa a gua da u ensílios e po ezes ações
dos animais. De ido ao uso egula , o am-se
man endo melho odos os elemen os do edi ício,
mesmo a cobe u a que oi sendo epa ada e cuidada
ao longo do empo.
Figu a 72 | Vis a Sob e Fachada Oes e
Figu a 73 | Vis a Sob e En ada de Anexo Lado Oes e
Figu a 74 | Vis a Sob e Fachada Es e
52
Figu a 75 | Vis as 1, 2 e 3 sob e Sequei o
53
Análises
Análise da Iluminação Na u al
A iluminação na u al desempenha um papel c ucial no p oje o nas habi ações e espaços de abalho,
uma ez que in luencia di e amen e o con o o, o bem es a e a p odu i idade dos ocupan es. Pa a além
disso, uma boa u ilização da iluminação na u al ambém pe mi e eduzi o consumo de ene gia associado
à iluminação.
Pa a al e ei o, o am ealizadas análises da iluminação na u al num compa imen o de esc i ó io da
habi ação, compa ando esse espaço aquando da uína e a p opos a de espaço do p oje o, endo em
a enção os ní eis LUX e o Dayligh Fac o .
A análise oi ealizada no es ado de uína, pa a se i como base de compa ação, e pos e io men e no
es ado de p oje o, pa a analisa a iabilidade do mesmo. Essa análise oi ei a nos meses de junho e
dezemb o, uma ez que es es ep esen am os sols ícios de in e no e e ão, que são os momen os do
ano com as meno es e maio es du ações de luz sola du an e o ano. O sols ício de e ão é em junho e
es e o e ece o máximo de luz na u al e al u a sola , o que é impo an e pa a a alia o isco de sob e
iluminação, já o sols ício de in e no, que coincide com dezemb o, ap esen a a meno al u a sola e
menos ho as de luz sola , e a analise nessa al u a o na-se impo an e, pa a assegu a a exis ência de
iluminação na u al su icien e em condições de meno disponibilidade sola .
Pa a al a análise oi ealizada de 2 em 2 ho as, ao longo do dia, começando as 7 ho as da manhã e
e minando as 19 ho as da a de.
A no ma NP EN 12464-1:2011 especi ica os equisi os de iluminação pa a di e en es ipos de edi ícios
e á eas in e nas, incluindo espaços esidenciais, es abelecendo alo es mínimos de iluminância em
unção das a i idades ealizadas em cada espaço.
Foi ambém u ilizado uma abela o necida po uma emp esa de iluminação (Dicasled) como e e ência
sob e os ní eis LUX necessá ios den o de uma habi ação.
54
Tabela 1 | Tabela Ní eis Recomendados de LUX em Habi ações
Com base nesses dados e nas análises ealizadas a a és de simulações, é possí el e que na
p eexis ência, as zonas que se iam ago a qua os , co edo e escadas, de ce a o ma cump i iam, uma
ez que na zona dos qua os a ingem os 200 LUX du an e g ande pa e do dia, assim como no co edo
e nas escadas, sendo o máximo LUX ecomendado nesses locais de 200.
Já na zona que se ia de ese ada pa a sala de es a e cozinha a simulação da p eexis ência indica que
o alo mínimo a ingido é de 200LUX, mas al não signi ica que essa iluminação seja uni o me, uma ez
que a análise oi ei a pa a da 200LUX como alo mínimo. Assim sendo, a zona da cozinha cump i ia
os equisi os mínimos de ce a manei a, no en an o, a zona de sala de es a não a inge o mínimo
ecomendado.
Passando pa a a zona onde se i iam localiza o esc i ó io e á ea de abalho, es e ambém não a inge o
alo a mínimo ecomendado de 300LUX, mos ando-se assim se uma zona insalub e.
Como o ma de cump i odos os equisi os mínimos, o am c iadas no as abe u as ao longo de odo o
edi ício. Assim sendo, é possí el obse a que na zona dos qua os, co edo e escadas os ní eis de LUX
a ingidos cump em os equisi os, chegando a ul apassa em alguns casos, como po exemplo na zona
do co edo , onde os alo es a ingidos são de 900LUX na sua maio ia e o máximo ecomendado é de
apenas 150.
Na zona de cozinha e sala de es a , no sols ício de e ão a a ea a inge alo es supe io es ao
ecomendado, a ingindo os 900LUX e sendo o máximo ecomendado de 500 nas salas de es a .
Passando pa a a zona do esc i ó io, pode-se obse a a mesma si uação no sols ício de e ão, a ingindo
alo es de 900LUX e o máximo ecomendado se apenas de 750LUX
Á eas
Minimo (LUX)
Ó imo (LUX)
Mãximo (LUX)
Qua os
100
150
200
Casas de Banho
100
150
200
Salas de Es a
200
300
500
Qua os de abalho ou
es udo
300
500
750
Cozinha
100
150
200
Zona de Ci culação e
co edo es
50
100
150
Escadas
100
150
200
55
Es es alo es são apenas ecomendações, mas nos casos onde esse alo é ul apassado, é possí el o
u ilizado p ocede ao somb eamen o a i icial a a és de blackou s ou pe sianas.
O dayligh ac o “ ep esen a a quan idade de iluminação disponí el em ambien es in e io es em elação
à iluminação p esen e em ambien es ex e io es ao mesmo empo sob céu nublado”(Ad anced Buildings).
In e p e ando as igu as ela i as a esse ac o e elacionando com a igu a xx, que indica a pe cen agem
que cada di isão de e compo a , é possí el obse a que os alo es são cump idos em odas as di isões.
Nos qua os(Figu a 85) o alo de e ia se de 0,5% a ¾ do comp imen o do espaço e o qua o com alo
meno , egis a 3%, enquan o os ou os dois egis am 4%. Na zona de sala o alo p e endido a me ade
do comp imen o de e ia se de 1%, e a sala(Figu a 87) e o alo egis ado du an e a simulação oi de
4%. Na zona de cozinha o alo que se p e endia e a de 2% ambém a meio do comp imen o do espaço
e es a que se encon a no mesmo espaço da sala(Figu a 87), egis a um alo de 4%.
Apesa dos alo es ecomendados se em ul apassados, isso pe mi e uma melho iluminação do espaço
e em caso de necessidade pode se eco e a pe sianas ou blackou s pa a ealiza o somb eamen o do
espaço.
Tabela 2 | Valo es Recomendados de Dayligh Fac o
Local
Dayligh Fac o
Caso de Es udo
Qua os
0,5%
A ¾ do comp imen o do espaço
Cozinha
2%
A meio do comp imen o do espaço
Sala
1%
A meio do comp imen o do espaço
56
Figu a 76 | Simulação Iluminância Piso In e io - Junho - Ruína
63
Figu a 83 | | Simulação Iluminância Piso In e io - Dezemb o - P oje o
64
Figu a 84 | | Simulação Iluminância Piso In e médio - Junho - P oje o
65
Figu a 85 | Simulação Iluminância Piso In e médio - Dezemb o - P oje o
66
Figu a 86 | Simulação Iluminância Piso Supe io - Junho - P oje o
67
Figu a 87 | Simulação Iluminância Piso Supe io - Dezemb o - P oje o
68
Análise Té mica
No con ex o da e iciência é mica nas habi ações, a escolha dos ma e iais e das soluções cons u i as
ep esen a um papel impo an e no desempenho ene gé ico das mesmas.
Fo am ealizados cálculos do isolamen o é mico das pa edes de achada com a u ilização do p og ama
de calculo de coe icien e de ansmissão é mica disponibilizado online pela emp esa URSA e o am
ambém ei as análises dos di e en es sis emas cons u i os, no p og ama BEop , desen ol ido pelo
Na ional Renewable Ene gy Labo a o y (NREL), que pe mi e aze simulações de alhadas das di e en es
soluções cons u i as. O p og ama unciona apenas com as mé icas ame icanas, o que implica a
con e são de ce as unidades.
Os ipos de pa edes analisados incluem soluções que u ilizam a pa ede p é-exis en e de g ani o, onde
o am ei as adições de isolamen os como o XPS, EPS e Lã de Rocha, assim como a u ilização de
ma e iais adicionais como o ijolo e ainda a u ilização de pladu .
A compa ação en e es as soluções se á ei a com base nos esul ados ob idos a a és das simulações,
com a in enção de iden i ica a mais an ajosa em e mos de e iciência ene gé ica.
As soluções cons u i as es ão enunciadas do ex e io pa a o in e io do edi ício e são as seguin es:
Soluções Cons u i as
Coe icien e de ansmissão
é mica (W/m2K)
G ani o 570mm + Reboco ……………..……………………
2,72 W/m2K
G ani o 570mm + EPS 80mm + Tijolo 90……….….……………..
0,34 W/m2K
G ani o 570mm + EPS 80mm + Gesso laminado ……..…………
0,34 W/m2K
G ani o 570mm + Lã de Rocha 80mm + Tijolo………………
0,35 W/m2K
G ani o 570mm+ Lã de Rocha 80mm + Gesso laminado
26mm…………………………………………………………………………
0,35 W/m2K
G ani o 570mm + XPS 80mm + Tijolo 90mm……………………
0,36 W/m2K
G ani o 570mm + XPS 80mm + Gesso laminado 26mm……….
0,36 W/m2K
Tabela 3 | Cálculo do Coe icien e de T ansmissão Té mica
69
Segundo a Po a ia n.º 138-I/2021 o equisi o de coe icien e de ansmissão é mica supe iciais
máximos dos elemen os da en ol en e opaca dos edi ícios de habi ação pa a a zona onde o edi ício se
localiza, que é na zona I2, é de 0,40 W(m2.ºC).
P a icamen e odas as soluções cons u i as se enquad am nos limi es dos equisi os, sendo a solução
de G ani o + EPS + Tijolo/Pladu a mais e icaz de odas as analisadas. Po uma ques ão de ocupação
de espaço in e no, a solução escolhida oi a que u iliza placas de gesso laminado, como o ma de ocupa
menos espaço in e no do edi ício.
Pa a ealiza as simulações no p og ama BEop , o am u ilizados os pa âme os ep esen ados na abela
abaixo, que indica o ipo de equipamen o e a opção u ilizada pa a o mesmo. Apesa de o egulamen o
es abelece o pon o de a e ecimen o de 25 ºC e o de aquecimen o de 18 ºC, nas análises o am
conside ados ou os alo es , que iam de encon o ao exigido po pa e dos u ilizado es
Nos esul ados o am idos em con a os pa âme os de aquecimen o o necido, a e ecimen o o necido,
a pe da de calo a a és das pa edes, a pe da de a e ecimen o a a és das pa edes e a empe a u a
den o do espaço habi acional pa a cada solução cons u i a, po se conside a que es es co obo am
de melho o ma as in enções das soluções cons u i as em e mos de compo amen o é mico.
70
Os dados ob idos se em pa a compa a as e e ências com a “Passi e House”. Es e é um concei o que p ocu a
o imiza da melho manei a as casas de modo a ob e uma poupança ene gé ica de ce ca de 75-80%
compa a i amen e à cons ução adicional, a a és de isolamen os é micos e en id açados de al a qualidade,
uma melho en ilação na u al den o das habi ações, uma o ien ação es a égica das habi ações pa a melho
ap o ei amen o da luz sola , en e ou os.
A mesma es abelece que a necessidade de ene gia o al u ilizada de e se no máximo de 15Kwh/m2. Analisando
os alo es anuais p esen es das igu as 103 a é a 108,é possí el a i ma que qualque solução cons u i a
analisada cump e esse equisi o de u ilização de ene gia, exce o a solução de g ani o que não possui isolamen o
é mico nenhum.
Equipamen o
Tipo
En id açados
Low-E, Vid o Duplo, Com Gás Á gon
Po as
Madei a
Ven ilação mecânica
Exaus ão
Ven ilação Na u al
3 dias po semana
A Condicionado
SEER2 13.4
Caldei a
100% Elé ica
Es ações de Aquecimen o/A e ecimen o
Aquecimen o-No emb o-Ma ço, A e ecimen o- Junho-
Se emb o
Pon o de Regulação de A e ecimen o
23ºC
Pon o de Regulação de Aquecimen o
22ºC
Aquecedo de Água
Elé ico
Luzes
100% LED
F igo i ico
Classe A
Fogão
Elé ico
Máquina La a Louça
Classe D
Máquina La a Roupa
Classe A
Tabela 4 |Pa âme os U ilizados no P og ama Beop
71
Solução Cons u i a 1 - G ani o
Figu a 89 | Tabelas Rela i as ao G á ico da Solução Cons u i a G ani o
Figu a 88 | G á ico da Solução Cons u i a de G ani o
72
Solução Cons u i a 2 - G ani o + EPS + Tijolo
Figu a 91 | Tabelas Rela i as ao G á ico da Solução Cons u i a G ani o+ EPS+ Tijolo
Figu a 90 | G á ico da Solução Cons u i a de G ani o+ EPS+ Tijolo
79
Figu a 106 | G á ico solução cons u i a 4 - G ani o+ Lã de Rocha+
Tijolo
Figu a 107 | | G á ico solução cons u i a 5 - G ani o+ XPS+ Tijolo
Figu a 108 | | G á ico solução cons u i a 5 - G ani o+ XPS
80
P opos a
81
A p emissa undamen al do p oje o passa pela p ese ação da iden idade his ó ica e a qui e ónica dos
edi ícios. Foi ida especial a enção à o iginalidade dos mesmos, apesa da in odução de soluções
con empo âneas que p e endem co esponde aos equisi os de con o o é mico, acús ico e iluminação
na u al.
Cada olume do conjun o edi icado oi abo dado com uma a enção especi ica à sua unção e uso. Es a
abo dagem o iginou a hie a quização de zonas, como o ma de de ini os usos especí icos.
O edi ício p incipal so e algumas al e ações de con e são de usos e unciona como núcleo cen al do
p oje o, onde se man e e g ande pa e da sua es u u a o iginal.
O sequei o, po ou o lado, e e de se al o de uma adap ação mais p o unda, mas man endo o espei o
pelas suas ca ac e ís icas. Hou e ainda a adição de um no o olume sepa ado des es dois edi ícios e
que cen alizou o edi ício p incipal ainda mais no p oje o, que oi uma ga agem. Como não exis ia nada
semelhan e na p op iedade, es a nasce da impo ância de esponde às necessidades a uais de u ilização
de eículos.
Nes a p opos a, odas as soluções cons u i as ado adas isam a maximização do desempenho é mico,
assim como a o imização do ap o ei amen o da iluminação da na u al, com o in ui o de comp ome e o
menos possí el a es é ica do edi icado.
82
Edi ício P incipal
Es u u a
A es u u a do edi icado oi man ida em ped a de g ani o, sendo necessá ia apenas uma manu enção
das pa edes pa a e o ça pon os que es a iam com alguma deg adação.
Quan o à es u u a da cobe u a, decidiu man e -se em madei a. Uma ez que a es u u a p é-exis en e
se encon a em ele ado es ado de deg adação de ido à exposição descuidada ao clima, p opõe-se
subs i ui oda essa es u u a pa a não comp ome e a segu ança dos u ilizado es, mas man endo ainda
assim uma es u u a em madei a, como o ma de p olonga a p é-exis ência e man e de ce a o ma a
o iginalidade do edi ício.
Na habi ação p incipal, op ou-se po coloca uma iga cen al com dimensões de 150x250mm, na
cumeei a da cobe u a que a a esse a ex ensão o al do edi ício longi udinalmen e e que es á assen e
em pa edes esis en es ao longo do edi ício. Fo am ambém u ilizadas igas secundá ias com dimensões
de 80x200mm, com a in enção de ica em apa en es, uma ez que a in enção p e endida é deixa a
es u u a apa en e.
Acima dessas igas, a es u u a segue a con igu ação de placa de OSB de 15mm, seguido de XPS
800mm, OSB de 15mm no amen e, e es ido com uma sub elha pa a p o ege de e en uais ugas de
água, e minando com o assen amen o de elhas canudo, pa a man e a es é ica de elha que exis ia na
uína.
83
O ganização Espacial
O p og ama de inido pa a a habi ação az pa e de uma necessidade de espaços eco en es nas
habi ações. Ou seja, an igamen e as necessidades espaciais e am di e en es e inham apenas as di isões
essenciais como Cozinha, Qua o de banho e Qua os, de ido ao es ilo de ida. Na a ualidade esse es ilo
de ida al e ou-se e c esce a necessidade de espaços in e nos que sejam con o á eis. Resul an e dessas
necessidades, a habi ação que no passado ocupa a apenas uma po ção do edi ício, es ende-se ago a
pa a a o alidade do edi ício, e nascem di isões como esc i ó io, sala, la anda ia e ainda qua os p i ados.
Como o edi icado em si possui 3 olumes dis in os, cada olume oi des acado com uma unção
impo an e pa a o desen ol imen o in e no, c iando assim uma hie a quia de zonas.
Assim sendo, no piso 0, que se ia o piso in e médio, ha ia 3 en adas o ien adas pa a sul, que da iam
en ada pa a di e sos compa imen os, odas elas ans o madas em janelas, uma ez que es e piso oi
dedicado na sua o alidade pa a a á ea p i ada da casa, a á ea de epouso, onde se encon am 3 qua os
e duas casas de banho, sendo uma delas associado a um qua o e a ou a comum aos dois qua os
es an es.
O Qua o 1 com uma á ea de 14.5m2 ao qual es á associada uma Casa de Banho com 5.3m2, o alizando
assim 19.8m2. O Qua o 2 possui uma á ea de 12.6m2, a Casa de Banho comum em 5.5m2 e o Qua o
3 uma á ea de 11.5m2.
Como o ma de ligação des es qua os in e namen e, oi c iado um co edo do lado no e da habi ação
que ocupa p a icamen e odo o comp imen o do olume e possui uma á ea de 11.7m2.
A achada no e des e olume é uma achada cega, sem qualque janela, assim sendo, como o ma de
ilumina esse co edo o am c iadas janelas ao longo do mesmo, c iando um i mo de janelas e
pe mi indo assim uma boa iluminação na u al.
Nessa mesma achada no e, oi c iado um olume, que enquad a as caixas de escada do edi ício, olume
esse odo de id o, com apenas umas ipas de madei a na en e, como o ma de con ola a en ada de
sol e de con e i alguma p i acidade pa a o in e io . Es e olume o aliza uma á ea de 9.4m2 e, de ido à
colocação da ga agem no lado no e da p op iedade, oi abe a uma en ada pa a o edi ício, como o ma
de acili a o acesso pa a quem chega de ca o.
84
O piso 1 engloba oda a á ea comum da casa e é ambém onde exis e uma das en adas pa a o edi ício,
de ido à p é-exis ência de uma escada ia e ao ac o de an igamen e se apenas nes e olume que se
o ganiza a oda a habi ação.
Assim sendo, a pa i da escada ia exis en e, exis e um espaço de laze ex e io com 12.5m2, que dá
acesso à po a de en ada da habi ação. A en ada é ei a a a és de um hall com 7.5m2 e em en e
encon a-se uma casa de banho social de apoio à á ea comum, que con a com 3.9m2.
A pa i do hall de en ada, a en ada na á ea comum é ei a a a és de uma abe u a p é-exis en e que
possuía uma po a. Pa a con e i um maio à on ade ao a a essa essa po a, a abe u a da mesma oi
ala gada, colocando duas po as de id o pa a pe mi i a passagem de luz en e as á eas e ainda assim
con e i uma ba ei a pa a di e enciação de espaços.
Passando en ão pa a a á ea comum que con a com a zona de cozinha, zona de e eições e zona de
es a , udo num concei o de espaço abe o pa a melho ap o ei amen o des a á ea de 40m2. Es e espaço
pe mi e uma o ganização adap á el às necessidades do u ilizado de ido ao concei o abe o.
Na pa ede no e do olume, exis iam duas janelas que p opo ciona am pouca iluminação, en ão op ou-
se po coloca janelas a ma ca um i mo, com 1m de la gu a e 2.5 m de al u a cada uma.
O Piso 2 con a com um mis o de á eas p i adas, comuns e á eas écnicas, is o é, o mesmo possui um
espaço mul iusos com 13.6m2 que pe mi e ao u ilizado aze o que bem en ende com esse espaço,
uma la anda ia com 6.33m2 com espaço su icien e pa a a colocação de maquinas e ainda com espaço
su icien e pa a, se assim o u ilizado deseja , passa as oupas a e o e a a de oda essa lida, e um
esc i ó io com 16.7m2 com espaço su icien e pa a e mais do que uma mesa de abalho, caso o
u ilizado assim deseje. Fo am ambém colocadas janelas na pa ede no e, em alinhamen o com as
janelas do piso acima, con e indo uma sime ia isual da achada. Já na pa ede sul, onde exis iam apenas
abe u as de po as, oi op ado po c ia abe u as maio es que a a essam de um lado ao ou o, c iando
assim uma co ina de id o que dá pa a uma á ea ex e io com 25.7m2
85
Figu a 109 | Plan a Piso 1
Figu a 110 | Plan a Pisos 2 e 3
86
Figu a 112 | Alçado No e
Figu a 113 | Alçado Sul
Figu a 111 | Alçado Es e
Figu a 114 | Alçado Oes e
87
Sequei o
Es u u a
De ido à boa conse ação do sequei o, quase odos os elemen os se encon am em bom es ado. Assim
sendo, as pa edes em ped a de g ani o o am man idas o iginais, apenas eco endo à adição de
isolamen o é mico pelo in e io e pladu pa a cob i e con e i um maio con o o in e no aos u ilizado es.
No in e io oi ambém u ilizado ijolo pa a a cons ução das di isões do Qua o de Banho e do Qua o
pa a o es o do edi ício que segue um concei o abe o.
As abe u as exis en es, que e am po as, o am man idas, colocando apenas po adas de madei a pa a
egula a passagem de luz como o u ilizado bem en ende . Fo am ambém colocadas janelas de co e
pelo in e io , a as adas do pila , de manei a a ansmi i a sensação de se encon a um painel de id o
a as das abe u as, quando as po adas es i e em abe as. A cobe u a oi man ida de madei a como
na o iginal, no en an o subs i uída po no os elemen os pa a ga an i segu ança pa a os u ilizado es do
espaço.
A cobe u a de madei a des e olume segue a mesma ipologia da que oi u ilizada no edi ício p incipal,
como o ma de man e uma coesão en e os dois edi ícios apesa de es a em sepa ados.
Como o ma de simpli ica a cons ução do no o elemen o, sendo a madei a algo mui o p esen e nes es
dois edi ícios, a es u u a oi ambém ei a em madei a, com pila es de madei a e en e os pila es apenas
id o, pa a pe mi i uma maio anspa ência e ma ca a i ma i amen e a p esença des e no o olume.
88
O ganização Espacial
Es e olume encon a-se p oje ado como um espaço de laze e de con í io, mas com a adição de um
espaço onde con idados possam pe manece .
Ou seja, no sequei o oi colocado um qua o com 13.7m2 pa a pode acolhe alguém que es eja de isi a
na esidência, dando a hipó ese de con inua a man e a p i acidade dos habi an es da casa p incipal,
assim como a p i acidade das isi as. Es e espaço possui apenas uma casa de banho pa a a ende a
odo o espaço, casa de banho essa que con a com uma á ea de 6m2. Toda a á ea social da casa
desen ol e-se a pa i dai, com uma cozinha e espaço de jan a a pa ilha o mesmo espaço, com uma
á ea de 22.3m2. A en ada no sequei o é ei a a a és de uma po a localizada na pa ede no e
p eexis en e do sequei o, dando acesso di e o à zona de cozinha e espaço de e eições. Pa a consegui
albe ga um espaço de laze in e io onde se pudessem euni os habi an es da casa e isi as de o ma
con o á el e espaçosa, oi c iado um olume, maio i a iamen e em id o pa a pe mi i uma en ada
melho ada de luz na u al, assim como pa a pe mi i um melho ap o ei amen o da is a que o local
p opo ciona sob e os campos ag ícolas de Longos. Na achada no e do olume oi adicionado um ipado,
à semelhança da habi ação p incipal, como o ma de con ola a en ada de sol e pa a p opo ciona uma
maio p i acidade da casa pa a o sequei o. Es a á ea con a com 23.6m2 e ab e di e amen e pa a um
pá io ex e io que en ol e quase a o alidade do sequei o e con a ambém com uma piscina com bo da
in ini a, dando a sensação de que a água nasce a pa i do deck de madei a e se p olonga pa a a
paisagem. Es a á ea de pá io possui 103m2 e a piscina em si possui 37m2 de á ea.
Com a exis ência de uma piscina, nasceu a necessidade de c ia uma casa de máquinas. Pa a não se
c ia algo que icasse dissociado de odo o edi icado, es e espaço encon a-se en e ado, em alinhamen o
com a piscina pa a maio acilidade nas ligações e a en ada da mesma é ei a a a és da pa e mais
baixa do e eno, e con a com10m2 de á ea, pa a a colocação das máquinas e anque.
95
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Plan a Pisos 2 e 3
220.00
219.50
219.50
1234 5 678 9
1
2
34
5
6
7
218.705
3
56789
2
1
4
4
3
2
1
220.00
221.53
221.53
220.27
220.00
220.00
219.64
220.00
220.00
220.00
1
2
3
4
5
6
7
220.00
219.64
Plan a Sequei o
Pan a Piso 1
Plan as Ve melhos e Ama elos Escala 1/200
Plan a de Localização 1:5000
Plan a de Localização 1:50 000
Plan as de Localização
220.0
216.0
219.0
219.5
219.5 218.5
218.0
218.0
217.5
217.0
216.5
219.0
220.0
Plan a Cobe u as - Escala 1:200
1
2
3
4
5
6
7
220.00
219.64
G'
G
E'
E
D'
D
C'
C
H'
H
F'
F
218.705
4
3
2
1
220.00
Plan a de Piso 1- Edi icio P incipal - Escala 1:100
1 - Espaço Poli alen e
2 - La anda ia
3 - Esc i ó io
123
123456789
0.000.00
1
2
3
4
5
6
7
219.565
218.705
G'
G
E'
E
D'
D
C'
C
B'
B
A'
A
H'
H
3
5 6 7 8 9
2
1
4
4
3
2
1
220.00
221.53
221.53
220.27
220.00
220.00
219.64
220.00
220.00
220.00
F'
F
Plan as de Piso 2 e 3 - Edi icio P incipal - Escala 1:100
1 2 3 4 5 6
8
7
1 - Qua o 1
2 - Casa de Banho 1
3 - Qua o 2
4 - Casa de Banho 2
5 - Qua o 3
6 - Sala / Cozinha
7 - Hall de En ada
8 - Casa de Banho 3
Alçado Sul
Alçado Oes e
Alçado No e
A3 Escala 1_200
Alçado Es e
Alçados Edi icio P incipal - Escala 1:200
Co e GG'
F F F
FFF
Co e HH'
Co e FF'
Co es Edi icio P incipal - Escala 1:150
Co e EE'
Co e DD'
Co e CC'
Co e BB'
Co e AA'
220.00
224.03
225.75
222.51
223.78
224.38
224.31
223.01
221.91
221.49
218.95
225.44
224.05
220.28
226.23
223.79
225.26
225.75
219.54
219.97
220.99
221.91
224.41
224.83
225.06
226.22
222.49
220.01
84.80
84.80
219.64
223.88
221.92
83.41
220.55
220.00
219.64
220.92
83.41
83.41
83.41
83.41
220.00
223.88
219.28
226.22
218.95
221.49
225.06
Isolamen o Té mico
Pa ede de Al ena ia de Ped a
Pa ede de Al ena ia de Tijolo
Placa de OSB
Placa de Gesso Laminado
Viga de Madei a
Viga de Madei a em Vis a
Viga Secundá ia de Madei a
Ped a Esmagada
Laje de Be ão A mado
A gamassa de Regula ização
Re es imen o de Piso de Madei a
Re es imen os de Madei a
Co es Edi icio P incipal - Escala 1:150