Uni e sidade
do
Minho
Escola
de
Economia
e
Ges ão
Gab iela Gomes Ca doso
Emp esas Familia es e Sus en abilidade
Ambien al e Social: O Caso da Pe o ec
ab il de 2025
Emp esas Familia es e Sus en abilidade Ambien al e
Social: O Caso da Pe o ec
Gab iela Gomes Ca doso
UMinho
|
2025
Uni e sidade
do
Minho
Escola
de
Economia
e
Ges ão
Gab iela Gomes Ca doso
Emp esas Familia es e Sus en abilidade
Ambien al e Social: O Caso da Pe o ec
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Economia Indus ial e da Emp esa
T abalho ealizado sob a o ien ação de:
P o esso a Dou o a Lígia Cos a Pin o
P o esso a Dou o a Isabel Co eia
ab il de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Dedico o p esen e abalho ao meu a ô, com a ce eza que me acompanha odos os dias, espe o que
es ejas o gulhoso.
De seguida, que o ag adece aos meus pais po odo o es o ço, po odo o apoio e acima de udo po
ac edi a em semp e em mim, ocês são o meu maio exemplo. À La a que me i a o juízo odos os
dias, mas é a minha pessoa a o i a, es o ço-me semp e pa a se um exemplo pa a i. À minha a ó
que é a pessoa mais genuína do mundo e me dá semp e o ça pa a lu a pelos meus obje i os.
Ao G upo Pe o ec po me e ecebido du an e os ês meses de es ágio pa a que pudesse desen ol e
o meu abalho. Ag adece ao meu supe iso Alexand e po odos os conselhos. Que ia deixa um
ag adecimen o especial à Vânia do depa amen o de qualidade po se e mos ado semp e disponí el
pa a me ajuda , po oda a dedicação e po oda a a enção a ibuída aos meus pedidos.
À p o esso a Isabel Co eia que desde o p imei o ano, mesmo sem sabe , me mo i ou semp e pa a
que o im des e capí ulo osse possí el. À p o esso a Lígia Pin o po e acompanhado es e abalho e
po odo o conhecimen o ansmi ido. Sem o con ibu o de ambas es e ela ó io não se ia possí el.
À Bea iz e à Joana as minhas con e âneas que se c uza am no meu caminho e ica am pa a semp e,
sem ocês não se ia a mesma coisa.
Po im, ag adece a odos que de alguma o ma con ibuí am pa a eu chega a é aqui. O meu since o
ob igada.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Emp esas Familia es e Sus en abilidade Ambien al e Social – O Caso da Pe o ec
Resumo
A p eocupação com o desen ol imen o sus en á el, de ende a ideia de que os in e esses das ge ações
u u as êm de se conside ados com a mesma impo ância que os da ge ação a ual.
Es e ela ó io e le e o es ágio cu icula ealizado numa emp esa amilia , um ipo de o ganização que
ap esen a uma g ande he e ogeneidade na o ma como ado a e epo a p á icas de sus en abilidade. O
obje i o p incipal do es ágio cen ou-se em o nece à Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S. A. uma base
sólida pa a a elabo ação do seu p imei o ela ó io de sus en abilidade, em con o midade com as
di e izes in e nacionalmen e acei es e adequadas a cada emp esa.
De o ma a da espos a aos pon os es abelecidos pelas no mas GRI, os esul ados ob idos, assim como
os cálculos e e uados ao longo do es ágio, pe mi em es u u a um modelo ab angen e que pode á se i
de base pa a o p imei o ela ó io de sus en abilidade da Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S.A., ga an indo
anspa ência na di ulgação de indicado es. A me odologia u ilizada passou, essencialmen e, po le an a
e sis ema iza in o mação e i ada do SAP, com o obje i o de analisa a con o midade da emp esa com
no mas e pad ões de sus en abilidade.
Es e abalho o alece a posição da emp esa no seu se o de a uação pois a comunicação de
in o mações sob e sus en abilidade é bas an e alo izada pelos
s akeholde s
, a adoção dessa p á ica,
e idencia o comp omisso da emp esa com a esponsabilidade social. Espe a-se que o ela ó io si a de
base e mo i ação pa a u u as inicia i as, bem como pa a a consolidação de uma cul u a mais
sus en á el na o ganização.
Pala as-cha e: Emp esas Familia es; GRI (Global Repo ing Ini ia i e); Impac os Ambien ais;
Impac os Sociais; Sus en abilidade.
i
Family Fi ms and En i onmen al and Social Sus ainabili y: The Case o Pe o ec
Abs ac
The conce n o sus ainable de elopmen p omo es he belie ha u u e gene a ions' in e es s mus be
deemed as impo an o hose o he cu en gene a ion.
This epo e lec s a cu icula in e nship comple ed in a amily-owned i m, a ype o o ganiza ion ha
exhibi s signi ican he e ogenei y in how i adop s and epo s sus ainabili y p ac ices. The in e nship
aimed o help Pe o ec - Ino ação e Indús ia, S.A. p oduce hei i s sus ainabili y epo using
pe sonalized ecommenda ions.
To add ess he equi emen s es ablished by he GRI s anda ds, he esul s ob ained, combined wi h he
calcula ions pe o med du ing he in e nship, allowed o he de elopmen o a comp ehensi e model ha
can se e as he ounda ion o Pe o ec's i s sus ainabili y epo , ensu ing anspa ency in he
disclosu e o indica o s. In o de o e alua e he company's adhe ence o sus ainabili y s anda ds and
no ms, he echnique mainly concen a ed on collec ing and o ganizing da a aken om he SAP sys em.
This ac i i y inc eases he company's posi ion in he sec o , as s akeholde s place a high alue on he
dis ibu ion o sus ainabili y- ela ed in o ma ion. Adop ing his p ac ice displays he company's
commi men o social esponsibili y. The epo is designed o se e as a basis and incen i e o u u e
p ojec s, as well as he es ablishmen o a mo e sus ainable o ganiza ional cul u e.
Keywo ds: En i onmen al Impac s; Family Fi ms; GRI (Global Repo ing Ini ia i e); Social Impac s;
Sus ainabili y.
ii
ÍNDICE
Di ei os de au o e condições de u ilização do abalho po e cei os ............................................. ii
Ag adecimen os .......................................................................................................................... iii
Decla ação de in eg idade ........................................................................................................... i
Resumo .......................................................................................................................................
Abs ac ...................................................................................................................................... i
I. In odução ................................................................................................... 1
1.1. Enquad amen o e mo i ação ........................................................................................ 1
1.2. Es u u a do ela ó io ................................................................................................... 2
II. Enquad amen o eó ico ................................................................................ 4
2.1. Rela ó ios de sus en abilidade e desempenho das emp esas ........................................ 4
2.2. Emp esas Familia es e o Repo e da Sus en abilidade .................................................. 5
2.3. Sus en abilidade e desen ol imen o sus en á el ......................................................... 10
2.3.1. Dimensão Económica .......................................................................... 12
2.3.2. Dimensão Social ................................................................................. 13
2.3.3. Dimensão Ambien al ........................................................................... 13
III. Elabo ação de ela ó ios de sus en abilidade ............................................. 15
3.1. Con eúdo dos Rela ó ios de Sus en abilidade.............................................................. 15
3.2. Pad ões GRI .............................................................................................................. 16
3.3. Regulação .................................................................................................................. 19
3.4. Ba ei as, di iculdades, desa ios ................................................................................. 23
IV. Ap esen ação da emp esa .......................................................................... 25
4.1. His ó ia do G upo Pe o ec ......................................................................................... 25
4.2. Es u u a e a i idade .................................................................................................. 26
V. Obje i os do es ágio e desc ição das a e as .............................................. 28
5.2. Mé odo de pesquisa ................................................................................................... 28
5.3. Ta e as ealizadas ...................................................................................................... 29
5.4. Ap esen ação dos esul ados ...................................................................................... 30
VI. Re lexão c í ica: con ibu os pa a a elabo ação do Rela ó io de
Sus en abilidade da Pe o ec – Ino ação e Indús ia S. A. ....................................... 35
6.1. Con ibu os pa a a Pe o ec – Ino ação e Indús ia S. A. ............................................. 35
3
– Ino ação e Indús ia, S. A. onde é desc i a a es u u a e as a i idades da emp esa.
Po im, o quin o capí ulo des ina-se à desc ição dos obje i os, das a e as ealizadas, do mé odo de
pesquisa u ilizado e cons a, ainda, a ap esen ação de esul ados.
4
II. Enquad amen o eó ico
2.1. Rela ó ios de sus en abilidade e desempenho das emp esas
Os ela ó ios de sus en abilidade êm como p incipal obje i o a demons ação de anspa ência e a
p es ação de con as sob e o desempenho das o ganizações em elação ao desen ol imen o sus en á el.
Su gem como uma e amen a essencial pa a a di ulgação de p á icas ambien ais, sociais e económicas,
espondendo à c escen e exigência de esponsabilidade po pa e de di e sos
s akeholde s
, como
clien es, o necedo es, colabo ado es, acionis as e comunidades locais.
A ques ão pa a a qual se p ocu a da espos a é, po que azão as emp esas op a iam po elabo a
ela ó ios de sus en abilidade de o ma olun á ia, na ausência de uma ob igação legal? A espos a pode
se encon ada na comp eensão de que, ao comunica em os impac os das suas a i idades e ado a em
uma pos u a de anspa ência, as emp esas não apenas e o çam a sua epu ação, como ambém
o alecem elações com as pa es in e essadas, ganham legi imidade e alinham-se com expec a i as
sociais eme gen es.
Assim, os ela ó ios de sus en abilidade assumem um papel es a égico, pois con ibuem pa a a
in eg ação de c i é ios sus en á eis nas decisões emp esa iais, p omo endo a é ica e a sus en abilidade
co po a i a. As o ganizações en en am, cada ez mais, an o opo unidades quan o desa ios
elacionados com o desen ol imen o sus en á el, como é o caso dos a o es ESG (En i onmen al, Social
and Go e nance) (Li e al., 2021). Ainda que a egulação enha um papel ele an e, é ambém a
comp eensão da impo ância dos emas ESG no desempenho o ganizacional — inclusi e inancei o —
que le a as emp esas a di ulga , olun a iamen e, in o mações não inancei as.
Rela i amen e ao e ei o dos Rela ó ios de Sus en abilidade no desempenho das emp esas, a li e a u a
ap esen a e idências mis as.
Segundo B oads ock e al., (2021), as emp esas que possuem uma classi icação posi i a em aspe os
elacionados com a sus en abilidade pa ecem es a menos expos as aos iscos, o que,
consequen emen e a ai mais in es imen os e e o nos de ações mais ele ados.
5
Resul ados idên icos o am ob idos po Lehenchuck e al., (2023). Es e es udo, que in es igou o impac o
dos ela ó ios de sus en abilidade no desempenho inancei o das emp esas, com base numa amos a
de emp esas u cas de alguns se o es adicionais, não encon ou e idência de impac o es a is icamen e
signi ica i o nas medidas de desempenho inancei o u ilizadas.
Ao con á io, num es udo an e io , Abdul ahman Anam e al., (2011), iden i ica am, uma elação posi i a
en e anspa ência, di ulgação de in o mações e alo ização da emp esa. Segundo a pesquisa, a
anspa ência acili a a a aliação da qualidade dos p eços das ações, o que con ibui pa a o aumen o do
alo da emp esa. Assim, uma maio di ulgação de in o mações ace ca de sus en abilidade, ende a e
um impac o a o á el no alo da emp esa (Ba a, T. 2020).
2.2. Emp esas Familia es e o Repo e da Sus en abilidade
As emp esas amilia es (EF), êm um peso signi ica i o na gene alidade das economias. Segundo dados
da Comissão Eu opeia, as emp esas amilia es ep esen am mais de 60% de odas as emp esas
eu opeias, o que ep esen a, em média mais de 40 a 50% de odos os pos os de abalho. Em Po ugal,
a Associação das Emp esas Familia es, es ima que as emp esas amilia es ep esen am mais de 70%
do ecido emp esa ial po uguês, con ibuindo pa a 65% do P odu o In e no B u o (PIB) e pa a 50% do
emp ego. As emp esas amilia es são, po an o, a o ma de negócio p edominan e na maio ia das
economias salien ando-se o seu con ibu o pa a a c iação de emp ego e o p odu o in e no (Comino-
Ju ado e al., 2021).
A ca ac e ização de uma emp esa amilia (EF) a ia consoan e o con ex o, as ci cuns âncias e depende,
ambém, das pe spe i as dos in es igado es. Po essa azão, impo a a i ma que não exis e apenas um
concei o de emp esa amilia . No en an o, em ge al, á ios es udos a i mam que o ac o de a amília se
en ol e no negócio, é o que az do negócio di e en e.
Pos o is o, pa ece ha e um consenso quando a conside a EF, uma emp esa que seja ge ida e que
pe ença a uma amília nuclea . A dinâmica amilia a e a á as decisões e as ações do espe i o negócio,
e é o ac o dessa dinâmica es a en ol ida no negócio que o na uma emp esa amilia única.
Ao ní el da go e nação, se po um lado as emp esas amilia es possuem an agem de bene icia do
en ol imen o da amília, an o na p op iedade como na ges ão, po ou o lado, as emp esas necessi am
6
de p o issionalização, o que pode implica a con a ação de pessoas ex e nas à amília, uma ez que
podem en en a limi es no que diz espei o ao conhecimen o e às compe ências disponí eis no meio
amilia . Alguma e idência empí ica, mos a que possui ges o es ex e nos à amília pode se
pa icula men e bené ico pa a as emp esas amilia es, sob e udo se ap esen a em um desempenho
abaixo da média (Fang e al., 2021).
Conside ando que es as emp esas possuem ca ac e ís icas dis in as, em-se obse ado que, pela sua
p óp ia na u eza, endem a ado a uma isão a longo p azo, cen ada na con inuidade pa a as u u as
ge ações. Essa pe spe i a le a-as a alo iza p á icas sus en á eis, já que a p ese ação de ecu sos e o
o alecimen o das elações sociais são undamen ais pa a assegu a a sua iabilidade u u a (Mille &
B e on-Mille , 2005). Alguns au o es de endem que a o ien ação a longo p azo das emp esas amilia es
as o na mais p opensas a en ol e em-se em a i idades ESG, e le indo assim, um comp omisso com
as p óximas ge ações e com o bem-es a da comunidade (Dou e al., 2019; Sun e al., 2024; Tseng,
2020). Po ou o lado, ou os au o es de endem que o con olo po pa e da amília pode o igina con li os
com os acionis as não amilia es, eduzindo os incen i os pa a a adoção de p á icas ESG (Aman e al.,
2021). Pa a além disso, as es u u as de emp esas amilia es podem in oduzi assime ias de
in o mação o que pode á di icul a a adoção de p á icas ESG (Ga cía-Sánchez e al., 2021; Lien e al.,
2016).
Com o aumen o da exigência de anspa ência e de esponsabilidade co po a i a, as emp esas êm, cada
ez mais, ado ado p á icas sus en á eis. Os ela ó ios de sus en abilidade, podem se is os como um
meio de demons a o seu comp omisso às pa es in e essadas.
No en an o, a pa ilha de in o mação com as pa es in e essadas, az alguns desa ios pa a as emp esas.
Pa a as EF, a pa ilha de in o mação pode e como consequência di e sos cus os associados ao con olo
e à posse da emp esa po pa e da amília (Dye, 1990).
Po um lado, os ela ó ios de sus en abilidade podem aze bene ícios es a égicos e inancei os. A
di ulgação olun á ia de in o mações não inancei as, e o ça a c edibilidade da emp esa e acili a o seu
c escimen o a longo p azo (Ma in e al., 2016). Con udo, ao lida com as decisões ela i as à di ulgação
olun á ia, as emp esas amilia es en en am um p oblema, en e os bene ícios de sa is aze as
expec a i as das pa es in e essadas e os cus os associados a essa mesma di ulgação olun á ia.
7
Po ou o lado, á ios es udos enca am as ca ac e ís icas das emp esas amilia es como um en a e na
edação de ela ó ios de sus en abilidade. De aco do com Ananzeh, (2022), os ela ó ios são um pon o
nega i o pa a es as emp esas, po di e sas azões. À cul u a das emp esas amilia es es á associada
uma maio ese a quan o às suas p á icas, ou seja, as EF acabam po se mais disc e as do que as
ou as emp esas. A maio pa e das EF são emp esas de pequena ou de média dimensão, po essa
azão, a limi ação de ecu sos, an o inancei os, como humanos, pode á se um en a e à ealização de
ela ó ios de sus en abilidade.
A na u eza das EF, é um a o impo an e, que pode á explica a he e ogeneidade nas p á icas de ela os
de sus en abilidade (Block & Wagne , 2014). Pa a es es au o es, nas EF exis e uma combinação e
in e ação en e a amília e a emp esa, o que, acaba po e um impac o signi ica i o na o ma de
es abelecimen o de me as, nos p ocessos de omada de decisão, e no compo amen o, o nando, as EF,
emp esas o ien adas pa a o longo p azo e semp e mui o ad e sas ao isco.
A li e a u a ap esen a á ios a gumen os a a o da ideia de que as emp esas amilia es são mais
o ien adas pa a ap esen a ela ó ios de sus en abilidade:
i) Em p imei o luga , o ac o do nome da amília, es a ligado à emp esa, pode le a a boas p á icas
ambien ais, po uma ques ão de epu ação. Segundo Dye & Whe en (2006), es e a o aumen a
a p eocupação sob e o e ei o que o compo amen o i esponsá el em elação ao ambien e pode
e na epu ação da amília.
ii) Além disso Te laak e al., (2018), a gumen a am que as EF são mais p opensas do que ou as
emp esas a o nece in o mações não inancei as de o ma olun á ia, pois os bene ícios da
pa ilha de in o mação acabam po excede os cus os da mesma, sob e udo, quando o CEO da
emp esa pe ence à amília. Nesses casos, quando o con olo amilia é mais ele ado, os
bene ícios supe am as implicações nega i as da pa ilha de in o mações não inancei as.
iii) Po im, a es a égia da pa ilha olun á ia c ia uma epu ação de anspa ência que con ibui
pa a man e o bom nome da amília (Ma in e al., 2016). Segundo Hadjelias e al., (2022), a
omada de decisões es a égias em EF, oca-se em dois obje i os, a maximização da iqueza
inancei a e a p ese ação da iqueza social. Assim, alguns au o es suge em que as EF di ulgam
mais in o mações não inancei as (Pa a – Domínguez e al., 2021), sob e udo pa a aumen a a
c edibilidade das suas ações (Maughan, 2023).
8
No con ex o das EF, os p ocedimen os de ges ão são dis in os dos ado ados pelas emp esas não
amilia es, uma ez que a amília acaba po se uma pa e in e essada na emp esa, e a go e nação da
mesma acaba po a e a a disponibilidade da emp esa pa a ealiza ela ó ios de sus en abilidade. O
con olo amilia a e a, de um modo ge al, posi i amen e a di ulgação de p á icas de sus en abilidade
quando es á associado à in luência di e a da amília nos negócios, mas não quando es á associada à
in luência indi e a. Quando a amília exe ce in luência indi e a apenas po meio da p op iedade, sem se
en ol e di e amen e no negócio, a di ulgação de sus en abilidade es á nega i amen e associada ao g au
de pa icipação amilia (Ga ana e al., 2016).
A adoção, po pa e das emp esas, de ela ó ios de sus en abilidade não oco e sem mo i o. Exis em
in luências, in e nas e ex e nas, e ainda a o es que mo i am ou que, desenco ajam, as emp esas a
ado a es a p á ica. São di e sos os a o es que podem mo i a es a p á ica, uncionando, a pa ilha de
in o mação como um mecanismo de epos a à p ocu a das suas pa es in e essadas, sendo elas,
colabo ado es, in es ido es, ges o es, o necedo es, clien es, e a é mesmo, a sociedade em ge al. Des a
o ma, acaba po con ibui pa a melho a a elação da emp esa com as pa es in e essadas, esul ando
num melho desempenho pa a as emp esas (Al-Tuwaij i e al., 2004).
Ou o a o que mo i a o epo e de in o mações não inancei as é o ac o, das ca ac e ís icas da na u eza
das EF pe mi i em que as mesmas enham um maio po encial pa a en en a os desa ios u u os (Van
Gil e al., 2014), dado que, as EF possuem uma pe spe i a a longo p azo, êm o es ligações com a
comunidade, possuem ainda alo es e uma cul u a emp esa ial o e, en e ou as.
Pa a as EF, a epu ação é algo alioso, pois ao con á io das ou as emp esas, não a e a apenas o
desempenho co po a i o, mas ambém o nome da amília (Zellwege e al., 2013), assim, as emp esas
amilia es p es am mais a enção à epu ação pa a e i a deneg i o nome da amília. Ou seja, as
emp esas amilia es es ão mais dispos as a p o ege e a o alece a sua imagem na comunidade
(Gómez-Melia e al., 2014), jun amen e com o desejo de p olonga a emp esa, de uma o ma sus en á el,
pa a a p óxima ge ação (Wa d, 2016).
De aco do com a li e a u a, o en ol imen o da amília impac a, de o ma nega i a, os ela ó ios de
sus en abilidade de ido, sob e udo, ao medo de pe de o con olo sob e o negócio (B unelli e al., 2024).
O a gumen o é que a pa ilha de in o mação a ai ia mais capi al ex e no, o que pode ia dilui o con olo
da amília sob e a emp esa (G ham, Ha ey & Rajgopal, 2005). Exis em ainda au o es que in e p e am
9
as ca ac e ís icas especí icas das EF, como um en a e à ealização de ela ó ios de sus en abilidade,
assim como à qualidade dos mesmos (Ananzeh, 2022; Al Nashe &Saaydah, 2021), de ido sob e udo à
al a de ecu sos especializados e inancei os, e ao ac o de uma g ande pa e das emp esas amilia es,
enca a o longo p azo apenas como a p ese ação do pa imónio da amília, não signi icando um oco
po pa e da emp esa na sus en abilidade.
Po im, ainda a go e nação em in luência na disponibilidade da emp esa em ealiza ela ó ios de
sus en abilidade. Nas EF, de aco do com Ma inez Fe e o e al., (2018), como a amília já de ém a maio
pa e da in o mação, a anspa ência na di ulgação de in o mação ambien al possui um meno impac o,
na diminuição da assime ia de in o mação. Além disso, a cen alização de in o mação, pe mi e que a
emp esa decida, es a egicamen e, o que que ou não di ulga .
Empi icamen e, Ho & Wong (2001) obse a am que a pe cen agem de memb os da amília no conselho
de adminis ação, es á nega i amen e elacionada com a di ulgação de in o mações de o ma olun á ia.
No en an o, Chau & G ay (2010) encon a am uma elação posi i a en e p op iedade amilia e a
di ulgação olun á ia.
Rela i amen e às in luências ex e nas e in e nas, es as são undamen ais na o ma como as EF abo dam
os ela ó ios de sus en abilidade. Começando pelas in luências ex e nas, como po exemplo, a egulação
ou a p essão das pa es in e essadas, podem incen i a ou di icul a a anspa ência das emp esas.
Da mesma o ma que as ou as emp esas di ulgam in o mações ambien ais, maio i a iamen e, pa a da
espos a à p ocu a das pa es in e essadas, ambém as EF o azem. Pa a C aig & D ibell (2006), o
ambien e em que as EF se inse em ep esen a um aspe o in angí el que as emp esas p o egem, pois é
conside ado uma on e de an agem compe i i a sus en á el (Sagede e al., 2018).
Rela i amen e às in luências in e nas, pelo ac o de, nas EF, o nome da amília es a associado à
emp esa, exis e uma maio p eocupação com a epu ação, o que pode á le a a um maio comp omisso
com a anspa ência e a esponsabilidade social, aumen ando assim, a moni o ização ex e na a a és
da opinião pública.
10
2.3. Sus en abilidade e desen ol imen o sus en á el
O concei o de Sus en abilidade oi abo dado na década de 1950 (Kidd, 1992) no seguimen o de ques ões
elacionadas com a p ese ação dos ecu sos na u ais. Gladwin, Kennelly & K ause (1995) desc e e am
o desen ol imen o sus en á el como um p ocesso pa a alcança o desen ol imen o humano de o ma
inclusi a, conec ada, equi a i a e segu a. A é ao inal da década de 70, o concei o de sus en abilidade
e e ia-se apenas ao modo como de e minados ecu sos de e iam se explo ados (Leal Filho, 2000).
A ualmen e, o concei o de sus en abilidade em indo a ganha impo ância no mundo emp esa ial
(Tjahjadi e al., 2022) e supo a a ideia de que os in e esses das ge ações u u as êm de se
conside ados com a mesma impo ância e a enção dos da ge ação a ual (A nand & Sem, 2000).
Numa ase inicial, a egulamen ação ambien al colocou di iculdades às emp esas, uma ez que
impunham cus os mui o ele ados. Apesa disso, as emp esas começa am a modi ica os seus p ocessos,
os p odu os e os modelos de negócio, endo esul ado numa p odução mais e icien e e da eliminação
signi ica i a de esíduos.
O desen ol imen o sus en á el não se es inge apenas às p eocupações ambien ais, mas implica
ambém a concen ação nas p eocupações económicas e sociais.
Apesa de exis i em di e sas e sões do concei o de desen ol imen o sus en á el nas o ganizações,
exis e uma opinião que p edomina: pa a a alia como uma o ganização se es á a sai no que diz espei o
à sus en abilidade, a mesma em de se medida (Ozdemi e al., 2011), u ilizando pa a isso os ela ó ios
de sus en abilidade.
Elking on (1994), ap esen ou o concei o de T iple Bo om Line, o necendo o ien ações pa a a medição
e a a aliação do desempenho de uma de e minada o ganização, a a és da ó ica do desen ol imen o
sus en á el. O desen ol imen o sus en á el em po base ês dimensões: o desen ol imen o económico,
o desen ol imen o social e a p o eção ambien al, o T iple Bo om Line da sus en abilidade espei a a
in eg ação dessas ês dimensões. A sus en abilidade é essencialmen e o equilíb io en e esses ês
pila es, conside ando-se po isso, que o desen ol imen o sus en á el de e se ambien almen e co e o,
economicamen e li e e socialmen e jus o. Es e p ocesso é, segundo Elking on (1994), um caminho de
incen i o às o ganizações, não só no sen ido do aumen o do luc o, mas ambém na p ocu a de uma
esponsabilidade social e ambien al que o impac o do negócio em causa, p o oca no plane a.
11
Segundo Wallne (1999), o desen ol imen o sus en á el implica a adoção de es a égias ino ado as de
o ma a ul apassa as di iculdades sen idas po pa e das emp esas na implemen ação das medidas
impos as pela egulação. Con udo, a adoção de um sis ema de p odução mais sus en á el, e o aumen o
da e iciência dos p odu os pode não se su icien e, apesa de con ibuí em pa a melho ias signi ica i as
no g au de sus en abilidade.
A pa i do concei o de desen ol imen o sus en á el, su ge o e mo de “Responsabilidade Social
Co po a i a” que é ca ac e izado pelas inicia i as que as emp esas ealizam, de o ma olun á ia, que
con ibuem pa a o desen ol imen o sus en á el. Essas ações ão pa a além dos equisi os legais
aplicá eis, is o é, não se limi am apenas ao que é exigido po lei, p omo endo assim um compo amen o
mais é ico e mais sus en á el po pa e das emp esas (Belas & Z a iko a, 2021).
Na li e a u a ace ca da RSE/ RSC (Responsabilidade Social Co po a i a) exis e um consenso de que os
bene ícios supe am os cus os po enciais, dado que, uma qualidade supe io nas p á icas de RSE em o
po encial de a e a , de o ma posi i a, o alo da emp esa, an o no cu o, como no longo p azo.
Consoan e a es u u a e os obje i os de p á icas de RSE, as emp esas ob êm di e en es bene ícios que
con ibuem pa a melho a o alo da emp esa, en e os quais se pode des aca : (1) a compe i i idade
no me cado; (2) a e iciência ope acional; (3) maio p odu i idade dos colabo ado es (Malik, 2014).
Assim, alinha as ações sociais com os obje i os co po a i os, com a inalidade de ob e uma a uação
mais in ensa nos domínios ESG, pode pe mi i às emp esas maximiza o seu alo , uma me a que é
conside ada o obje i o p io i á io das emp esas (Malik, 2014).
Uma das g andes di iculdades na li e a u a ace ca da RSE, é a de inição do que consis e em conc e o,
is o é, não há cla eza sob e o que de e se incluído na de inição do concei o de RSE. Po esse mo i o,
su gem es udos que p ocu am iden i ica e quan i ica as ca ego ias que podem se impo an es de
conside a pa a a cons ução de uma ligação en e as p á icas de RSE e os seus esul ados. No en an o,
odos os mé odos u ilizados ap esen am limi ações. Pa a que es e p oblema seja esol ido, é necessá io
que as p á icas de RSE sejam medidas de o ma consis en e e uni o me. Assim, caso seja possí el medi
e compa a as a uações ESG en e emp esas, é possí el compa a os seus alo es e desempenhos e
medi a elação en e a uação ESG e o desempenho da emp esa.
12
Exis e um deba e sob e se o compo amen o socialmen e esponsá el de uma emp esa pode se
compa í el com o obje i o de maximiza os in e esses das pa es in e essadas,
Auppe le e al., (1985),
de endem que as p á icas de RSE ge am alguns cus os adicionais que são susce í eis de coloca a
emp esa em des an agem. Po con apa ida, Alexande & Buchholz (1987) e McWiliiams & Siegel
(2000) a gumen am que esses cus os são mínimos quando compa ados aos bene ícios ob idos. Os
bene ícios podem se di e os ou indi e os: di e os a a és de inicia i as sociais e ambien ais que
in luenciam di e amen e o alo das ações da emp esa; ou indi e os a a és de a o es como, po
exemplo, a melho ia do desempenho dos abalhado es.
As pa es in e essadas possuem um papel undamen al a desempenha na sob e i ência das emp esas.
O aspe o social den o da abo dagem das pa es in e essadas ganhou impo ância à medida que as
emp esas se começa am a concen a , não apenas nas me as co po a i as, mas ambém na p omoção
de obje i os sociais (Kleine & on Hau , 2009). “O uso das es a égias RSE pa a a in eg ação dos
in e esses das pa es in e essadas pode esul a numa si uação de
win-win
que se alimen a de ido aos
e ei os exclusi amen e posi i os sob e os negócios, os clien es e o meio ambien e” (Elking on, 1994:4).
O p incípio do ESG possui ês dimensões, E
(en i onmen al),
S
(social)
e G
(go e nance).
É um p incípio
u ilizado pelas emp esas pa a a alia o compo amen o das mesmas, assim como pa a p e e o seu
desempenho u u o. As dimensões do ESG, são os ês p incipais pon os a e em conside ação,
sob e udo, no p ocesso de análise de in es imen o, assim como na omada de decisão, auxiliam ainda
a medi a sus en abilidade e o impac o social das a i idades emp esa iais (Li e al., 2021).
2.3.1. Dimensão Económica
A dimensão económica es abelece a elação en e o c escimen o da o ganização e o c escimen o da
economia (Alhaddi, 2015). Es a dimensão acili a ainda a sob e i ência da emp esa a a és do auxílio
na ga an ia da sus en abilidade da emp esa, p omo endo o desen ol imen o da sociedade, apoiando,
consequen emen e as ge ações u u as (Spangenbe g, 2005).
Noguei a e al., (2002), de endem que a dimensão económica possui uma in luência nega i a sob e o
desen ol imen o sus en á el, uma ez que p io iza os luc os em de imen o das p eocupações
19
es a égias; polí icas; e o en ol imen o das pa es in e essadas. Pe mi em escla ece o pe il da
o ganização, ajudando-a na de eção e comp eensão dos seus impac os (GRI 2);
• GRI 3: Temas Ma e iais 2021 - enume a os passos a segui pa a a o ganização pode de e mina
os ópicos ma e iais mais ele an es associados aos seus impac os, desc e endo o modo como
as no mas se o iais são u lizadas nes e p ocesso. Inclui ainda con eúdos que a o ganização
u iliza pa a ela a in o mações ace ca do seu p ocesso de de inição de emas e o modo como
ge e cada ópico (GRI 3).
As No mas Se o iais GRI p e endem aumen a a qualidade e a consis ência dos ela ó ios de
sus en abilidade. O obje i o passa po desen ol e no mas pa a os di e sos se o es indus iais,
começando po aqueles que ge am um maio impac o pa a o plane a. Pa a o GRI, um ópico conside a-
se ma e ial semp e que enha um impac o signi ica i o na a aliação e na decisão de uma pa e
in e essada, ou que enha impac os económicos, ambien ais ou sociais impo an es (GRI). As no mas
se o iais lis am ópicos ma e iais que p o a elmen e se ão ma e iais pa a uma g ande pa e das
o ganizações desse mesmo se o .
Rela i amen e às No mas Temá icas GRI, es as uncionam como o ien ações pa a o o necimen o de
in o mações ace ca de emas especí icos, como po exemplo, o desempenho económico, os ma e iais
u ilizados e a segu ança no abalho. Possuem uma isão ge al e o ien ações especí icas ao ema,
auxiliando as o ganizações a ge i os impac os associados à sua a i idade (GRI).
Os pad ões GRI êm desempenhado um papel de lide ança no desen ol imen o de ela ó ios olun á ios
de sus en abilidade, an es dos ela ó ios de sus en abilidade se em ob iga ó ios (Ca ungu e al., 2022).
A adoção olun á ia das no mas GRI, po pa e das emp esas, ao longo dos úl imos anos, o na am-nas
as no mas mais ele an es a se em u ilizadas na elabo ação de ela ó ios de sus en abilidade (Villie s e
al., 2022). De aco do com o memb o do conselho de adminis ação das no mas GRI, E ic Hespenheide,
pa ilha in o mações, globalmen e, a a és das no mas GRI, pe mi e compa a os impac os económicos,
ambien ais e sociais, o que pe mi e da supo e ao p ocesso de omada de decisão (KPMG In e na ional,
2020).
3.3. Regulação
Nos países da União Eu opeia, os ela ó ios de sus en abilidade, pa a a maio ia das emp esas, já não
são olun á ios. Os ela ó ios de sus en abilidade são ob iga ó ios, pa a emp esas com mais de 500
20
uncioná ios, pa a emp esas com mais de 450 milhões de eu os de a u ação po ano e ainda pa a
emp esas não eu opeias, mas que possuam ansações signi ica i as na Eu opa. A pa i de 2025, es a
ob iga o iedade es endeu-se, ambém, pa a as emp esas médias (com mais de 250 uncioná ios ou 40
milhões de a u ação po ano).
A União Eu opeia em-se des acado a a és da in odução de egulamen os ESG ab angen es que
possuem implicações pa a as emp esas que ope am den o do seu espaço. As no mas eu opeias
e e en es à sus en abilidade es ão a ans o ma a o ma como as emp esas abo dam a
esponsabilidade ambien al, social e de go e nação. Exis em á ias no mas, sendo as mais ele an es a
Co po a e Sus ainabili y Repo ing Di ec i e
(CSRD) e a
Co po a e Sus ainabili y Due Diligence Di ec i e
(CSDDD). As di e i as mencionadas, es abelecem equisi os pa a a anspa ência nas p á icas
emp esa iais e a de ida diligência ao longo das cadeias de alo , e o çando assim, o comp omisso da
União Eu opeia com uma economia sus en á el.
A CSDDD
oi ap o ada, em 2024, e o çando o comp omisso da União Eu opeia com os di ei os humanos
e a ges ão ambien al. De aco do com a CSDDD as emp esas de em iden i ica , p e eni , mi iga e
con abiliza os impac os da sus en abilidade nas suas a i idades e ao longo das cadeias de alo . A a és
da adoção des a di e i a, ap o ada pelo Conselho da União Eu opeia, a União Eu opeia p opõe-se
con inua a p omo e a esponsabilidade e a sus en abilidade emp esa ial e a inco po ação de p á icas
é icas e sus en á eis nas a i idades emp esa iais.
Inicialmen e, a CSDDD p e ia a aplicação a um núme o mais ele ado de emp esas. No en an o, a a ual
di e i a, es inge a sua ob iga o iedade a emp esas com um olume de negócios líquido mundial
supe io a 450 milhões de eu os, po ano, eduzindo o núme o de emp esas ab angidas de 6800 pa a
ap oximadamen e 5300. A CSDDD des ina-se a emp esas da União Eu opeia que excedam o limi e
inancei o de inido e ainda às emp esas de países e cei os que possuam ope ações signi ica i as na
União Eu opeia.
As emp esas ab angidas pela di e i a, de em cump i de e minadas esponsabilidades, sendo elas:
• A ealização da de ida diligência das suas ope ações e da espe i a cadeia de alo , de
o ma a iden i ica , p e eni e mi iga os di e sos impac os nos di ei os humanos e no
ambien e;
21
• Desen ol e e implemen a es a égias e icazes, incluindo as mesmas nos seus
p ocessos de negócio;
• Man e -se a ualizada com a e olução dos pad ões e das expec a i as, u ilizando a di e i a
como uma es u u a capaz de p omo e a ino ação, aumen a a sus en abilidade e,
ainda, cons ui cadeias de o necedo es esilien es.
O p ocesso de “
due diligence
” es abelecido na di e i a ab ange as seis e apas de inidas pela O ganização
pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico (OCDE) pa a uma condu a emp esa ial esponsá el:
i) inco po ação da condu a emp esa ial esponsá el nas polí icas da emp esa;
ii) a iden i icação e a a aliação de impac os e e i os e po enciais associados às ope ações
da emp esa;
iii) a in e upção, mi igação e p e enção de impac os;
i ) a abo dagem da implemen ação e dos esul ados do p ocesso de de ida diligência;
) a comunicação às pa es in e essadas ela i amen e à o ma como os impac os
causados es ão a se a ados;
i) a p es ação/coope ação pa a emedia os danos, quando necessá io.
Rela i amen e à sus en abilidade co po a i a, a di e i a es abelece, como e e ido an e io men e, o de e
de diligência pa a as g andes emp esas iden i ica em e abo da em impac os nos di ei os humanos e no
ambien e. Além disso, a di e i a es abelece a ob igação das emp esas ado a em e coloca em em p á ica
um plano de ansição pa a mi igação das mudanças climá icas que em como inalidade ga an i , que
o modelo de negócio e a es a égia da emp esa sejam compa í eis com a ansição pa a uma economia
sus en á el. Os p incipais de e es de diligência, no âmbi o da di e i a, incluem algumas ações, ais como
a in eg ação da de ida diligência nas polí icas co po a i as e nos sis emas de ges ão de iscos, a
iden i icação de impac os ad e sos aos di ei os humanos e ao ambien e nas ope ações da emp esa,
bem como nas subsidiá ias, e nos pa cei os de negócio. As emp esas êm de p e eni ou mi iga
impac os po enciais e, quando os impac os nega i os já enham oco ido, e mina com os mesmos ou,
quando não o possí el de imedia o, minimiza as suas consequências. As emp esas são ainda
esponsá eis po o nece soluções se elas causa am o impac o ou con ibuí am pa a o mesmo, a a és
de a os ou omissões. Pa a inaliza , an es de se omada uma medida ex ema, as emp esas de em
op a pelas ou as ações, no en an o, se odas as ou as alha em e os impac os nega i os o em
ele ados, a emp esa se á ob igada a e mina a sua elação come cial. No en an o, es a opção só de e
se omada se não exis i ou a que minimize os danos.
22
Assim, em suma, as emp esas ab angidas pela di e i a possuem a ob igação de en ol e as pa es
in e essadas, is o é, consul a as mesmas ao longo do p ocesso, es abelece e man e um p ocedimen o
pa a no i ica as mesmas, moni o iza a e icácia das medidas de “due diligence” e, po úl imo,
comunica , de o ma pública, ace ca da de ida diligência de aco do com a di e i a de ela ó ios de
sus en abilidade co po a i a e as no mas eu opeias de ela ó ios de sus en abilidade.
Mais ecen emen e, em e e ei o de 2025, a Comissão Eu opeia desen ol eu uma p opos a di e amen e
elacionada com a esponsabilidade das emp esas ela i amen e às suas ob igações ambien ais, sociais
e de go e nação, a p opos a Omnibus.
A Omnibus ai ao encon o da ideia de que as emp esas de em in eg a a sus en abilidade nas suas
decisões es a égicas, com o mínimo de bu oc acia exigida. P opõe alguns ajus es na CSRD, o nando-a
mais simples, o que, acaba po e impac o na esponsabilidade das emp esas pois, pa a as emp esas
de meno dimensão, se á possí el ado a no mas de ela o de sus en abilidade mais acessí eis, o que
con ibui pa a uma maio adesão, po pa e das emp esas à di ulgação anspa en e de in o mações e
e i a o
g eenwashing
(p á ica a a és da qual as emp esas ap esen am a adoção de p á icas
sus en á eis, no en an o, as ações e e uadas, são con á ias).
De aco do com a KPMG (2025), a p opos a Omnibus p opõe, ambém, al e ações nos p azos que as
emp esas possuem pa a ap esen a os seus ela ó ios de sus en abilidade. Além disso as emp esas
icam ob igadas a ga an i que os seus o necedo es possuam p á icas sus en á eis.
Po im, o impos o CBAM (Mecanismo de Ajus e de Ca bono na F on ei a) isen a de e minados
impo ado es de algumas ob igações, no en an o, man ém a exigência de elabo ação de ela ó ios pa a
se o es como o do aço, cimen o e alumínio. Dessa o ma, a edução das emissões o na-se uma
es a égia undamen al pa a que as emp esas impo ado as minimizem cus os adicionais e p ese em a
sua compe i i idade no me cado. Adicionalmen e, es a medida con ibui pa a diminui a des an agem
compe i i a de emp esas eu opeias ace às es angei as.
23
3.4. Ba ei as, di iculdades, desa ios
Du an e o p ocesso de elabo ação de ela ó ios de sus en abilidade, é impo an e conside a an o as
an agens como os desa ios en ol idos nesse p ocesso. Uma das an agens é o ac o de os ela ó ios
p omo e em p á icas ambien ais, sociais e economicamen e sus en á eis. Ou o g ande bene ício é a
comunicação da emp esa com as suas pa es in e essadas de o ma anspa en e, con ibuindo pa a a
cons ução de uma elação de con iança en e as pa es (Kolk, 2005). Do pon o de is a da empesa,
Deegan (2014) demons ou que, embo a exis am di e sas eo ias que mo i am uma emp esa a epo a
in o mação elacionada com a sus en abilidade, os mo i os de ela os sus en á eis es ão, o emen e,
associados à legi imidade, às no mas e às pa es in e essadas. A legi imidade, suge e que, as p á icas
sus en á eis podem o alece a posição de uma emp esa, e idenciando a sua capacidade de da epos a
às expec a i as das pa es in e essadas e, ao mesmo empo, ga an i a sua iabilidade económica. Po
ou o lado, do pon o de is a das pa es in e essadas (clien es, o necedo es, o go e no, abalhado es e
a sociedade), os ela ó ios de sus en abilidade são conside ados uma ques ão impo an e (Fe ell e al.,
2010). Vá ios au o es, como McEl oy & Engelen (2012) de endem que es as desempenham um papel
c ucial pa a ga an i que as emp esas epo em as suas es a égias de sus en abilidade. Assim, admi e-
se que a emp esa em como obje i o, não apenas na maximização do luc o, mas ambém na miximização
do seu alo (Ma i os an & Vasakmadze, 2013).
Assim, a p eocupação com a a uação das emp esas nes as á eas em indo a aumen a , com des aque
pa a o enómeno do aquecimen o global, que em le ado a uma maio p essão, po pa e da sociedade,
sob e as emp esas, pa a que es as alinhem a sua a uação com os obje i os sociais. De aco do com
Pa y (2018), a sus en abilidade deixou de se opcional, passando a se um pon o inegá el pa a o
c escimen o de uma emp esa, an o mais que, as ge ações jo ens são mais sensí eis à p ese ação do
meio ambien e e ao ema da sus en abilidade (Muso a e al., 2021).
Rela i amen e aos desa ios, (Kolk, 2005) e e e desa ios in e nos e ex e nos. Um dos g andes desa ios
é o ce icismo em elação às an agens que os ela ó ios de sus en abilidade azem pa a o negócio e
pa a a sociedade em ge al. Mesmo depois de supe a es e desa io inicial, mui as emp esas possuem
ba ei as que se o nam um obs áculo na elabo ação dos ela ó ios de sus en abilidade, como po
exemplo, a al a de pessoal quali icado pa a a sua elabo ação, colhei a de dados e p ocessos de análise
ine icazes, al a de ecu sos inancei os, en e ou os. Exis e no se o indus ial, uma g ande di iculdade
em desen ol e ela ó ios de sus en abilidade, po di e sas azões. Um dos p incipais obs áculos es á
24
elacionado com a complexidade o ganizacional das emp esas, que mui as das ezes possuem á ios
depa amen os com di e en es p io idades e ní eis de conhecimen o nas p á icas sus en á eis. Essa al a
de alinhamen o in e no pode di icul a a ecolha de in o mação. Es á cla o que, não exis e apenas uma
solução pa a uma p odução sus en á el, po essa azão, o ema da sus en abilidade nas indús ias é
bas an e deba ido (Seacy & Buslo ich, 2014). Ou o obs áculo, nas emp esas que ope am no se o da
indús ia ans o mado a, é o ac o de o p ocesso logís ico nes e se o se algo complexo (Fle che &
G ose, 2012), o nando-o um desa io pa a a moni o ização e pa a a elabo ação de ela ó ios de
sus en abilidade.
O ele ado en ol imen o das pa es in e essadas é um a o de e minan e pa a o p ocesso, sendo que,
em mui os casos, a colabo ação não se mos a e icien e, que po al a de in e esse, que po al a de
conhecimen o (Kolk, 2005).
25
IV. Ap esen ação da emp esa
4.1. His ó ia do G upo Pe o ec
O pe cu so do G upo Pe o ec, e le e o c escimen o das suas emp esas no se o de equipamen os e
se iços pa a a indús ia pe olí e a. Desde a sua undação, há mais de 40 anos, o G upo expandiu a sua
a uação, apos ando na ino ação e ala gando a sua p esença in e nacional. A Figu a 3 ap esen a uma
c onologia com os p incipais ma cos his ó icos do G upo, des acando da as como, po exemplo, o ano
de undação, a expansão pa a no os me cados e o desen ol imen o de no as ecnologias.
Figu a 3 - Ma cos His ó icos G upo Pe o ec
Fon e: His ó ia do G upo Pe o ec
O início da a i idade do g upo acon eceu em 1983, com a c iação da Pe o ec, com a i idade na
assis ência écnica a pos os de abas ecimen o.
Em 1984, ob e e po pa e do Minis é io Po uguês da Indús ia, a licença pa a a ab icação de bombas
de combus í eis líquidos. Um ano mais a de iniciou o ab ico de bombas de combus í el, sob licença da
ma ca holandesa Koppens Au oma ic, egis ando-se assim, a in odução, em Po ugal, da p imei a
bomba ele ónica pa a combus í eis. Em 1988 e e início a expansão do g upo pa a ou os se iços,
26
undando a Pe ónica e a Pe ose e, com a i idades na p odução de
ha dwa e
e
so wa e
pa a a ges ão
de o as e de soluções pa a es ações de se iço, espe i amen e.
Em meados da década de 90, iniciou-se o ab ico de bombas de combus í eis e de equipamen os de
la agem au omó el. Em 1997, o g upo con inuou a expandi a sua p esença in e nacional. Po im, em
2017, é undada a mais ecen e emp esa do g upo, a Hellonex pa a o desen ol imen o de soluções
capazes de da espos a à mudança de pa adigma pa a um u u o ene gé ico limpo.
4.2. Es u u a e a i idade
A emp esa Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S. A., é uma emp esa amilia undada em 1983, com sede
em Guima ães e, a ualmen e encon a-se ge ida pela segunda ge ação da amília. Com ecnologia 100%
p óp ia e qua o décadas de expe iência, a Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S. A. dedica-se ao
desen ol imen o e p odução de bombas de combus í el, ca egado es elé icos, equipamen os de
la agem au omó el e sis emas de pagamen o e au omação pa a in aes u u as de abas ecimen o,
incluindo e alhos, o as, a iação e ma inas. O e ece soluções lexí eis e pe sonalizadas, adap adas às
necessidades dos clien es. A sua a i idade p incipal enquad a-se na CAE 28130 Fab icação de ou as
bombas e comp esso es, um subse o da indús ia da Fab icação de máquinas e de equipamen os pa a
uso ge al (CAE 2.8.1).
A Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S.A., az pa e do g upo Pe o ec que in eg a 20 emp esas. Em e mos
de dimensão, enquad a-se na de inição de média emp esa, de aco do com os c i é ios p opos os na
Recomendação 2003/361 da Comissão Eu opeia.
A igu a 4 ep esen a o Conselho de Adminis ação do G upo Pe o ec. No en an o, pa a a Pe o ec –
Ino ação e Indús ia, S. A., de aco do com a ce idão pe manen e da emp esa, azem pa e do Conselho
de Adminis ação apenas memb os da segunda ge ação da amília.
27
Figu a 4 - Conselho de Adminis ação
Fon e: O ganog ama do G upo Pe o ec
A a és da igu a 4 é possí el comp eende que se a a de uma emp esa amilia que se encon a no
p ocesso de sucessão en e ge ações. Embo a os undado es da emp esa (1º ge ação) ainda pe ençam
ao Conselho de Adminis ação do G upo, é a segunda ge ação que se encon a à en e da ges ão
ope acional da emp esa Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S.A.
O G upo Pe o ec é o maio ab ican e eu opeu de equipamen os pa a pos os de combus í el, com
ep esen ação em 84 países, a a és da sua ede de dis ibuição e ep esen ação come cial, possuindo
unidades indus iais e iliais em di e sos países, incluindo, Po ugal, Espanha, F ança, Roménia, Reino
Unido, Angola, Moçambique, Á ica do Sul e Índia. Já ins alou mais de 200.000 es ações de se iço,
sendo o pa cei o indus ial e ecnológico de algumas das maio es companhias do mundo. In eg a unções
que ão desde o o necimen o, o
ha dwa e
, o
so wa e
e assis ência, ap esen ando-se como a única
emp esa, a ní el mundial, capaz de o e ece soluções in eg ais.
O g upo possui um compo amen o alinhado com a sus en abilidade ambien al e social, exp esso nas
suas ce i icações. O p oje o de in es imen o Desca bonização da Indús ia Pe o ec ( inanciado
pa cialmen e com undos Eu opeus do PRR), isa p omo e a ansição pa a uma economia ci cula e
neu a em ca bono, p opo cionando ganhos de e iciência ene gé ica.
28
V. Obje i os do es ágio e desc ição das a e as
5.1. Obje i os
Com o p opósi o de o nece à emp esa um guião, ou seja, as bases undamen ais pa a a elabo ação de
um ela ó io de sus en abilidade, o am de inidos alguns obje i os es a égicos que se i am como pon o
de pa ida pa a a ealização do p esen e ela ó io de es ágio:
1) Analisa aspe os elacionados com a sus en abilidade no con ex o da emp esa: comp eende a
posição da emp esa ela i amen e à sus en abilidade e qual o g au de p io idade a ibuído ao
ema pela mesma; e i ica se a emp esa já di ulga a in o mações elacionadas com a
sus en abilidade e, sendo es e o caso, conhece as mo i ações que a le am a azê-lo, se po
exigências legais, po p essão das pa es in e essadas ou se po inicia i a p óp ia.
2) Ap esen a à emp esa os po enciais impac os posi i os e nega i os, ou seja, opo unidades e
di iculdades aliados à pa ilha de in o mação elacionada com as p á icas de sus en abilidade da
emp esa. E idencia a impo ância da pa ilha de in o mação, sob e udo de dados ambien ais,
é ambém um dos obje i os do abalho, demons ando que es a pa ilha ep esen a uma mais-
alia, dado que con ibui pa a a anspa ência e pa a a melho ia con ínua da o ganização.
3) Pa a que seja possí el a ingi o p opósi o do es ágio, é impo an e comp eende se a emp esa
ado a es a égias pa a con ibui pa a a sus en abilidade ambien al, como po exemplo, ges ão
de esíduos e e iciência ene gé ica, assim como p á icas e polí icas ado adas no âmbi o da
esponsabilidade social, incluindo o apoio à comunidade local, boas condições de abalho e a
inclusão.
4) Po im, o p esen e ela ó io o nece algumas o ien ações pa a a elabo ação do ela ó io de
sus en abilidade da Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S. A.
5.2. Mé odo de pesquisa
Desen ol eu-se um es udo quali a i o, uma ez que o p opósi o e a acompanha e con ibui pa a o
p ocesso. Uma análise quali a i a em como cha e o in es igado , o ambien e é a on e di e a da
in o mação, a análise de dados é ei a de o ma mui o in ui i a e a a és da obse ação, po pa e do
in es igado , de enómenos que acon ecem no ambien e da emp esa (Kallmuenze e al., 2022).
35
VI. Re lexão c í ica: con ibu os pa a a elabo ação do Rela ó io de
Sus en abilidade da Pe o ec – Ino ação e Indús ia S. A.
6.1. Con ibu os pa a a Pe o ec – Ino ação e Indús ia S. A.
O obje i o de inido inicialmen e pa a o meu ela ó io de es ágio consis ia na edação do p imei o ela ó io
de sus en abilidade da emp esa. No en an o, de ido à al a de dados igo osos, al obje i o não oi
possí el po al a de in o mação. Assim, lis am-se de seguida algumas ecomendações impo an es de
e em con a pa a a ealização do ela ó io de sus en abilidade:
1) Ambien e egula ó io: A egulação exis en e sob e o epo e de sus en abilidade em Po ugal e
na União Eu opeia em e oluído de o ma mui o ápida, o que coloca p oblemas às emp esas e
aumen a a ince eza na ges ão. A pe ença a associações do se o e a associações emp esa iais
com oco nas emá icas da sus en abilidade cons i ui uma o ma de diminui o cus o de
compilação de in o mação;
2) Recu sos In e nos: A es a égia de sus en abilidade da emp esa de e se assumida pela di eção,
mas de e assen a numa equipa in e na que enha como p incipal oco os ela ó ios de
sus en abilidade. A mesma de e se escolhida pelos colabo ado es do depa amen o de
qualidade, ambien e e segu ança e de e se cons i uída, no mínimo, po um elemen o de cada
depa amen o da emp esa;
3) Pa cei os ex e nos: É undamen al que a emp esa saiba quais são as expec a i as dos seus
s akeholde s
em elação à inco po ação
de p á icas sus en á eis nas es a égias o ganizacionais;
4) No mas de epo e de sus en abilidade: A emp esa em de de ini qual a no ma de
sus en abilidade de e e ência. No abalho desen ol ido du an e o es ágio o am seguidas as
no mas GRI, de en e as quais a emp esa de e seleciona os indicado es ma e iais aplicá eis;
5) Es u u ação de canais de p odução de in o mação: A elabo ação de um ela ó io de
sus en abilidade comp eende di e sas a e as cuja elabo ação eque um ce o encandeamen o
empo al. A emp esa de e es abelece uma me odologia e icien e e igo osa, de o ma a ga an i
dados c edí eis que pe mi am e i a conclusões ele an es e sus en adas po alo es eais
(numé icos);
36
6) Cons ução da ma iz de dupla ma e ialidade: A ma iz de dupla ma e ialidade comp eende a
iden i icação e a aliação do impac o ambien al e social da emp esa no ex e io , bem como a
a aliação do impac o inancei o da dimensão ambien al e social na emp esa. A elabo ação des a
ma iz é essencial como o ma de in eg a odas as dimensões da emp esa, nomeadamen e a
inancei a.
6.2. Re lexões inais
Com a ealização do es ágio e do p esen e ela ó io de es ágio, p e endia-se, de uma o ma ge al,
con ibui pa a a emp esa a a és da elabo ação das linhas o ien ado as pa a a elabo ação do ela ó io
de sus en abilidade. Nes e con ex o, impo a e e i que a Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S.A., se á
ob igada a elabo a e a di ulga o seu ela ó io de sus en abilidade em con o midade com a no a
egulação, o que e o ça a necessidade de in eg a p á icas sus en á eis na ges ão da emp esa. É
undamen al comp eende que, embo a os impac os possam pa ece pouco exp essi os a cu o p azo,
cumula i amen e acabam po se o na signi ica i os.
Mais ao ní el da emp esa, desc e eu-se a es a égia global da emp esa, incluindo os obje i os da mesma,
assim como o alinhamen o com no mas in e nacionais. Como já oi e e ido é undamen al e o ça a
impo ância de comunica não apenas os esul ados e os impac os inancei os, mas ambém os não
inancei os, de o ma é ica e anspa en e. Os ela ó ios de sus en abilidade pe mi em compa a
esul ados nas ês dimensões, económica, social e ambien al, e assim, a alia os impac os da emp esa.
Pa a as conclusões se em iá eis é necessá io se em baseadas em dados igo osos e anspa en es.
Assim, um dos p incipais con ibu os espe ados oi o cálculo de indicado es sociais, económicos e
ambien ais, que pe mi issem o nece à emp esa um modelo de ap esen ação de esul ados que pode á,
no u u o, se ep oduzido e desen ol ido pela mesma.
Du an e a ealização do es ágio na Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S.A. o am iden i icados á ios
desa ios elacionados com a implemen ação de ela ó ios de sus en abilidade na emp esa que, e le em,
em g ande pa e, as di iculdades en en adas po emp esas amilia es ao lida com o ema da
sus en abilidade.
Um dos p incipais desa ios sen idos ao longo do es ágio oi um comp ome imen o de icien e da emp esa
com a sus en abilidade, em pa icula com o seu epo e. Tal como iden i icado an e io men e a ges ão
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de emp esas amilia es ende a p i ilegia as pa es in e essadas in e nas à emp esa ela i amen e às
ex e nas. Adicionalmen e, e apesa de o e mo sus en abilidade se quase uma pala a de uso comum,
e al ez a é po essa azão, a o ganização e elou não e conhecimen o da complexidade do mesmo e
p incipalmen e da sua mul idimensionalidade e exigência. Da pa e dos colabo ado es, e elou-se a
endência já iden i icada nas emp esas amilia es, que êm a sus en abilidade como uma exigência
ex e na e não como pa e es a égica do negócio.
Embo a a Pe o ec – Ino ação e Indús ia, S. A. seja uma emp esa amilia , es á p esen e em di e sos
me cados in e nacionais, po essa azão, espe a a-se uma maio in eg ação de p á icas sus en á eis na
emp esa. No en an o, e i icou-se que a sus en abilidade é ainda a ada apenas como um cump imen o
de ob igações legais, não exis indo uma pe ceção cla a do seu e dadei o impac o e da necessidade de
anspa ência na di ulgação de in o mação.
Obse ou-se ainda, uma endência pa a con a a se iços ex e nos pa a a e as que pode iam se
desempenhadas in e namen e, com os ecu sos da emp esa.
Po im, ou o desa io do es ágio es á elacionado com a al a de consis ência da in o mação. Du an e a
ecolha de in o mação, e i icou-se que os alo es disponibilizados a ia am en e di e en es ichei os e
on es in e nas, comp ome endo a análise. A ausência de um sis ema pad onizado pa a a ges ão de
dados di icul ou o p ocesso de o ganização de in o mação, o nando-o limi ado. Pa a além disso, hou e
di iculdade de acesso à in o mação, de ido a es ições de con idencialidade, o que, não de e ia
acon ece , uma ez que se p e ende di ulga in o mações.
Em suma, o p esen e abalho e idencia a impo ância dos ela ó ios de sus en abilidade pa a as
emp esas, e e o ça a ligação exis en e en e emp esas amilia es e di ulgação de in o mações não
inancei as. Re o çando, assim, a ideia de que a adoção de p á icas sus en á eis con ibui pa a uma
ges ão mais e icien e, pe mi indo as emp esas amilia es a alinha adições da amília com a ino ação
e os desa ios sociais e ambien ais do p esen e e do u u o.
Espe a-se que as ecomendações suge idas possam se um pon o de pa ida pa a a cons ução de uma
cul u a o ganizacional mais conscien e e comp ome ida com a sus en abilidade, con ibuindo, assim,
pa a uma ges ão mais anspa en e e mais cien e da complexidade do ema da sus en abilidade.
38
VII. Re e ências bibliog á icas
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