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O papel da mediação na promoção de uma convivência pacífica e no desenvolvimento de competências socioemocionais em contexto escolar

Author: Couto, Beatriz Coimbra
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/3fbce256-93f2-4238-9371-4f4436f9ddfa/download
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Bea iz Coimb a Cou o
O papel da mediação na p omoção de uma
con i ência pací ica e no desen ol imen o
de compe ências socioemocionais em
con ex o escola
ou ub o de 2024
UMinho | 2024 Bea iz Coimb a Cou o O papel da mediação na p omoção de uma con i ência pací ica e no
desen ol imen o de compe ências socioemocionais em con ex o escola
Bea iz Coimb a Cou o
O papel da mediação na p omoção de uma
con i ência pací ica e no desen ol imen o
de compe ências socioemocionais em
con ex o escola
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação
Á ea de especialização em Mediação Educacional
T abalho e e uado sob a o ien ação da
Dou o a Regina Fe ei a Al es
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ou ub o de 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Chega a é es e momen o e ia sido um desa io ainda maio sem o apoio incondicional de odos
aqueles que, de di e en es o mas e mui as ezes sem se ape cebe em, me de am a o ça necessá ia
pa a con inua . A odos, o meu desmedido e e e no ag adecimen o.
Em pa icula , que o exp essa o meu since o e imensu á el ag adecimen o à minha o ien ado a
de es ágio, Dou o a Regina Fe ei a Al es. Ag adeço-lhe po ac edi a em mim desde o início, pela
paciência nas ho as mais di íceis, pela con iança que semp e deposi ou no meu abalho, pela sua
p esença inspi ado a e pelo exemplo de excelência enquan o in es igado a. O seu apoio oi
imp escindí el e le o no meu co ação, pa a além de oda a o ien ação cien í ica, o seu acompanhamen o
a en o, sensí el e gene oso.
A minha g a idão es ende-se ambém à minha acompanhan e de es ágio, Dou o a Fá ima Ca a ina
Lopes, pela con iança, apoio e ca inho cons an e. Ag adeço-lhe po me e acolhido ão gene osamen e
no seu abalho, pe mi indo-me uma isão mais ab angen e e e lexi a sob e a p á ica p o issional,
undamen al pa a o meu c escimen o e desen ol imen o, an o pessoal quan o p o issional.
Um ag adecimen o especial às c ianças, jo ens, p o esso es, assis en es ope acionais, écnicos e
a odos os que se en ol e am nes e p oje o. A ossa pa icipação oi a base de udo. Ob igada po me
pe mi i em aze pa e das ossas idas e po se em esponsá eis po mui os dos meus so isos e
momen os de aleg ia que ma ca am es e pe cu so.
Aos meus amigos de semp e, que es i e am comigo em cada passo des a jo nada, deixo um
ag adecimen o sen ido. Ob igada pelo apoio incondicional, pelas pala as de incen i o nos momen os
mais desa iado es e po me mos a em, dia após dia, o e dadei o signi icado da amizade. A ossa oi
um pila de o ça e mo i ação.
A mim, po que “Não e mina ” nunca oi opção.
Po úl imo, ag adeço à minha amília, onde sublinho o ag adecimen o mais especial. Ob igada po
me ensina em o e dadei o signi icado do amo incondicional, po man e em i a em mim a chama da
cu iosidade e po me lemb a em, a cada passo, que há semp e um lado posi i o em udo o que i emos.
Ag adeço pela con iança, pelo colo, pelo apoio inabalá el e, acima de udo, pelo amo . São e se ão
semp e o meu po o de ab igo. Sou p o undamen e g a a po os e na minha ida e po me inspi a em
a lu a pelos meus sonhos, que só azem sen ido con osco ao meu lado. A ossa “Bi eca”, pa a semp e.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
O PAPEL DA MEDIAÇÃO NA PROMOÇÃO DE UMA CONVIVÊNCIA PACÍFICA E NO
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS EM CONTEXTO ESCOLAR
RESUMO
Es e p oje o de mediação escola oi desen ol ido no con ex o de um Ag upamen o de Escolas
localizado no No e de Po ugal, no âmbi o do es ágio p o issionalizan e, in eg ado na á ea de
especialização em Mediação Educacional do Mes ado em Educação do Ins i u o de Educação da
Uni e sidade do Minho. O p incipal obje i o do p oje o consis iu em explo a e comp eende o papel da
mediação escola na p omoção de uma con i ência pací ica e no desen ol imen o de compe ências
socioemocionais em con ex o escola , expandindo a p á ica da mediação a odo o con ex o escola . A
me odologia de in es igação e in e enção ado ada ao longo do es ágio combinou um es udo de desenho
quasi-expe imen al
ealizado com alunos do 1.º ciclo do ensino básico, com os quais oi aplicado um
p og ama de p omoção de compe ências socioemocionais. Pa alelamen e, ado ou-se uma abo dagem
baseada numa me odologia pa icipa i a pa a en ol e ou os in e enien es (alunos, docen es e não-
docen es). O es udo
quasi-expe imen al
incluiu a u ilização de um p é e pós- es e pa a a alia o impac o
da in e enção nas u mas que compuse am o g upo expe imen al po compa ação a um g upo de
con olo. Além disso, o am aplicadas écnicas de in es igação e in e enção pa a ecolhe dados sob e
as pe ceções e expe iências dos di e en es agen es educa i os. As in e enções o am ajus adas ao longo
do p ocesso, em espos a às necessidades iden i icadas, p omo endo a pa icipação a i a de odos os
en ol idos. Os esul ados ap esen ados nes e ela ó io e o çam a necessidade de se in es i numa
educação que alo ize o desen ol imen o de compe ências socioemocionais, cujos bene ícios são
inegá eis. Es e ipo de in e enções p epa a os jo ens pa a se o na em adul os capazes de cons ui um
mundo mais jus o, ha monioso e colabo a i o. Ve i icou-se ambém que a mediação se cons i uiu como
uma mais- alia em con ex os educa i os, con ibuindo pa a a c iação de espaços em que o espei o
mú uo e o diálogo são pila es de uma con i ência pací ica. Os p o esso es econhece am as inúme as
po encialidades da mediação, aplicando equen emen e p incípios des a p á ica no seu dia-a-dia, mesmo
sem o mação especí ica. Enquan o, as assis en es ope acionais bene icia am signi ica i amen e de
no as abo dagens na ges ão de con li os, en iquecendo o seu abalho. A mediação pe meia odos os
âmbi os do con ex o escola , ligando cada pessoa com um io in isí el que une odos com um p opósi o
comum.
Pala as-cha e: Compe ências socioemocionais; Con li o; Con i ência; Educação; Mediação.
i
THE ROLE OF MEDIATION IN PROMOTING PEACEFUL COEXISTENCE AND DEVELOPING
SOCIOEMOTIONAL SKILLS IN THE SCHOOL CONTEXT
ABSTRACT
This school media ion p ojec was de eloped in he con ex o a School G ouping loca ed in he
no h o Po ugal, as pa o he p o essional in e nship, in eg a ed in o he a ea o specialisa ion in
Educa ional Media ion o he Mas e 's Deg ee in Educa ion o he Ins i u e o Educa ion, Uni e si y o
Minho. The main objec i e o he p ojec was o explo e and unde s and he ole o school media ion in
he p omo ion o peace ul coexis ence and he de elopmen o socio-emo ional skills in he school con ex ,
ex ending media ion p ac ices o he whole school con ex . The esea ch and in e en ion me hodology
adop ed du ing he in e nship combined a
quasi-expe imen al
design s udy conduc ed wi h p ima y school
s uden s, using a p og amme o p omo e socio-emo ional skills. A he same ime, an app oach based on
a pa icipa o y me hodology was adop ed o engage o he s akeholde s (s uden s, eache s, and non-
eaching s a ). The
quasi-expe imen al
s udy included he use o p e- and pos - es s o assess he impac
o he in e en ion on he classes in he expe imen al g oup, compa ed o a con ol g oup. In addi ion,
o he esea ch and in e en ion echniques we e used o collec da a on he pe cep ions and expe iences
o a ious educa ional s akeholde s. In e en ions we e adap ed h oughou he p ocess in esponse o
iden i ied needs, encou aging he ac i e pa icipa ion o all hose in ol ed. The esul s p esen ed in his
s udy ein o ce he need o in es in educa ion ha alues he de elopmen o socio-emo ional skills, he
bene i s o which a e undeniable. Such in e en ions p epa e young people o become adul s capable o
building a mo e ai , ha monious and coope a i e wo ld. The s udy also ound ha media ion p o ed
aluable in educa ional con ex s, con ibu ing o he c ea ion o spaces whe e mu ual espec and dialogue
a e ounda ional o peace ul coexis ence. Teache s ecognised he many po en ial bene i s o media ion
and o en applied i s p inciples in hei daily wo k, e en wi hou speci ic aining. Fu he mo e, school
assis an s ha e bene i ed signi ican ly om new app oaches o con lic managemen ha ha e enhanced
hei wo k. Media ion pe mea es all a eas o he school en i onmen , connec ing each pe son wi h an
in isible h ead ha binds e e yone oge he wi h a common pu pose.
Keywo ds: Coexis ence; Con lic ; Educa ion; Media ion; Socio-emo ional skills.
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ........................ ii
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ......................................................................................................... i
RESUMO .............................................................................................................................................
ABSTRACT ......................................................................................................................................... i
ÍNDICE .............................................................................................................................................. ii
ÍNDICE DE FIGURAS .......................................................................................................................... xii
ÍNDICE DE QUADROS ........................................................................................................................ xii
ÍNDICE DE TABELAS ......................................................................................................................... xii
ÍNDICE DE GRÁFICOS ....................................................................................................................... xiii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ................................................................................................... xi
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 1
CAPÍTULO I. ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DO ESTÁGIO .............................................................. 3
1.1. Ca ac e ização da ins i uição de acolhimen o do es ágio........................................................... 3
1.1.1. A missão, isão e alo es da ins i uição
............................................................................. 3
1.1.2. O o ganog ama
................................................................................................................. 4
1.1.3. Se iços de apoio ao aluno e amília
................................................................................. 5
1.2. Ca ac e ização do público-al o do Ag upamen o de Escolas ..................................................... 7
1.3. Ap esen ação da p oblemá ica de in es igação e in e enção, a sua ele ância e pe inência .... 9
1.4. Iden i icação e a aliação do diagnós ico de necessidades, mo i ações e expec a i as .............. 11
1.4.1. In eg ação no con ex o de es ágio: as p imei as imp essões
............................................ 17
CAPÍTULO II. ENQUADRAMENTO TEÓRICO ....................................................................................... 19
2.1. A educação ........................................................................................................................... 19
2.2. O con li o: caos ou opo unidade de c escimen o? .................................................................. 21
2.3. A mediação: um caminho em cons ução .............................................................................. 24
2.4. A mediação em con ex o escola e o papel do mediado ......................................................... 27
2.5. A con i ência no ambien e escola ......................................................................................... 30
2.6. A impo ância do desen ol imen o de compe ências socioemocionais em con ex o escola ..... 33
CAPÍTULO III. ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO .......................................................................... 36
3.1. P oblema de in es igação e obje i os do es ágio..................................................................... 36
3.2. Ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação e in e enção ....................... 37
xi
G á ico 14. Resul ados da ques ão 3 do ques ioná io aplicado aos docen es 89
G á ico 15. Resul ados da ques ão 6 do ques ioná io aplicado aos docen es 91
G á ico 16. Resul ados da ques ão 7 do ques ioná io aplicado aos docen es 93
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AE – Ag upamen o de Escolas
AO – Assis en es Ope acionais
EE – Enca egados de Educação
GAAF – Gabine e de Apoio ao Aluno e à Família
SECQ - The Social Emo ional Compe ence Ques ionnai e

1
INTRODUÇÃO
A e dadei a medida de um homem não se ê na o ma como se compo a em momen os de con o o
e con eniência, mas como ele se man ém em empos de con o é sia e desa io.
(Ma in Lu he King J .)
A sociedade con empo ânea, em cons an e mu ação, in e pela as suas demandas à educação,
con ocando e desa iando as ins i uições de ensino a assumi em um papel cen al na o mação de
cidadãos capazes de en en a os desa ios complexos do mundo a ual. Com base nes e en endimen o,
o na-se imp escindí el e impe a i o que a educação seja ópico cen al de discussão nos empos que
co em, is o po que a sociedade al como a (des)conhecemos é dema cada po cons an es mudanças e
ans o mações. Em deco ência des as mu ações, su ge a necessidade de desen ol e compe ências
di e sas e o a o educa i o, mais do que nunca, aclama desa ios passí eis de se em co po i icados e idos
em conside ação numa isão holís ica, compósi a e o alizan e.
As escolas, enquan o espaços de socialização e ap endizagem, e le em a con luência de uma
c escen e di e sidade de in e esses, a i udes e isões do mundo, que ca ac e izam a sociedade
con empo ânea. Essa di e sidade, comummen e ge a con li os na u ais e ine i á eis no con í io diá io.
A g ande ques ão que se coloca, po an o, não é e i a os con li os, mas sim sabe como ge i-los de
o ma cons u i a e pací ica. Con o me a i ma Reis (2021, p. 68), "sabe econhece a si e ao p óximo,
obse ando os seus p óp ios ga ilhos emocionais que azem despole a os con li os, assim como
descob i como dialoga com o ou o de modo que ambos os in e esses sejam a endidos", e ela-se
undamen al pa a uma con i ência saudá el.
Nes e con ex o, a mediação eme ge como uma e amen a essencial pa a p omo e no as o mas
de elação e comunicação, des acando a impo ância de uma con i ência saudá el, do diálogo e do
espei o pelos di ei os humanos. Dian e do aumen o dos con li os nas escolas, o na-se cada ez mais
necessá io implemen a mecanismos que a enuem os iscos e, concomi an emen e, ampliem as
opo unidades de ap endizagem que esses con li os p opo cionam. A mediação escola , como um desses
mecanismos, pe mi e ans o ma os con li os em opo unidades educa i as e melho a a qualidade de
ida dos indi íduos, cons i uindo-se como uma “es a égia e lexi a e ca alisado a no sen ido de p o oca
o despe a pa a o que há de melho em cada indi íduo” (Cos a, 2010, p. 3). Assim, “as escolas
desempenham um papel impo an íssimo na p omoção de sujei os conscien es, c í icos e c ia i os,
pa icipan es e comp ome idos no p ocesso do seu p óp io desen ol imen o” (Cos a, 2010, p. 4),
podendo se o mo e pa a a di usão de uma ideologia que pe meia o encon o de um pon o de equilíb io
2
en e as necessidades indi iduais e os in e esses cole i os. Dessa o ma, p omo em uma con i ência
ha moniosa e o bem-es a comum, enquan o con ibuem, de o ma cí ica, pa a a cons ução de uma
sociedade democ á ica, pa icipa i a e humanis a.
Com base nes a p emissa, o p esen e p oje o de mediação escola oi desen ol ido num con ex o
de um Ag upamen o de Escolas (AE) no No e de Po ugal, no âmbi o do es ágio p o issionalizan e,
in eg ado na á ea de especialização em Mediação Educacional do Mes ado em Educação do Ins i u o
de Educação da Uni e sidade do Minho. O obje i o cen al des e p oje o oi in es iga e comp eende o
con ibu o sublime da mediação na p omoção de uma con i ência pací ica e no desen ol imen o de
compe ências socioemocionais em con ex o escola . A p esen e in es igação e in e enção oi pe ilada
po uma me odologia que combinou um es udo
quasi-expe imen al
com uma abo dagem baseada numa
me odologia pa icipa i a, en ol endo oda a comunidade escola .
O p oje o p opôs-se a con ibui signi ica i amen e pa a a qualidade da espos a do AE ace aos
desa ios con empo âneos, alinhando-se ao comp omisso da ins i uição com os cidadãos e o meio
socie al. Ac edi a-se que a implemen ação des e p oje o ge ou sine gias p e en i as, emancipado as e
ans o ma i as a a és da mediação escola , p opo cionando aos alunos e à comunidade escola um
caminho pa a o desen ol imen o de compe ências base nos dias hodie nos.
Pa a o e ece uma isão cla a e es u u ada do abalho desen ol ido, es e ela ó io o ganiza-se
em cinco capí ulos, além da in odução. O capí ulo I ap esen a o enquad amen o con ex ual do es ágio,
enquan o o capí ulo II abo da o enquad amen o eó ico do ema, o e ecendo uma e lexão sob e di e sos
concei os-cha e. No capí ulo III, é desc i o o enquad amen o me odológico ado ado ao longo do p oje o
e o capí ulo IV expõe e analisa os esul ados da in es igação e in e enção. O capí ulo V eúne as
conside ações inais, e le indo sob e o impac o do p oje o e as conclusões alcançadas. Po im, as
e e ências bibliog á icas, os anexos e apêndices complemen am a análise e undamen am as ações
desen ol idas ao longo do es ágio.
Des a o ma, o p esen e ela ó io p e ende e idencia o ele an e con ibu o da mediação escola
na cons ução de um ambien e escola mais pací ico, enquan o sublinha a impo ância do
desen ol imen o das compe ências socioemocionais como pila cen al na educação do século XXI.
3
CAPÍTULO I. ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DO ESTÁGIO
O p esen e capí ulo o e ece uma b e e ca ac e ização da ins i uição na qual o es ágio oi
desen ol ido (1.1.), incluindo a sua missão, isão e alo es (1.1.1.), o o ganog ama (1.1.2.) e os se iços
de apoio ao aluno e amília (1.1.3.). Em seguida, p ocede-se à ca ac e ização do público-al o do AE
(1.2.). Pos e io men e, abo da-se a p oblemá ica que undamen a a in es igação e in e enção,
discu indo-se a sua ele ância e pe inência no con ex o em ques ão (1.3.). Po im, ap esen a-se a
iden i icação e a aliação do diagnós ico de necessidades, bem como as mo i ações e expec a i as
iden i icadas (1.4.) e as p imei as imp essões sob e a in eg ação no con ex o de es ágio (1.4.1.).
1.1. Ca ac e ização da ins i uição de acolhimen o do es ágio
O p oje o de es ágio que aqui se ap esen a e e como con ex o de es ágio um AE si uado na egião
No e de Po ugal, localizado no dis i o de B aga. Desde o início do milénio, em sido ei o um es o ço
no á el pa a mode niza e melho a a ede educa i a da egião, que a ualmen e ab ange
es abelecimen os de ensino em odos os ní eis de escola idade. Cons i uído no ano de 2012, o AE in eg a
a ualmen e cinco es abelecimen os de educação/ensino: ês ja dins de in ância, uma escola básica que
inclui ja dim de in ância, 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e uma escola secundá ia, onde são
o e ecidas ês á eas dos cu sos cien í ico-humanís icos. Além do ensino egula , o AE comp eende ainda,
na sua o e a educa i a, u mas de cu sos p o issionais em di e sas á eas de o mação, desde as
Ciências In o má icas, Audio isuais e P odução dos Media, Tu ismo e Laze aos Se iços de Saúde.
Complemen a men e, o ag upamen o disponibiliza o p og ama Cen o Quali ica, que ajuda a po encia a
ap endizagem ao longo da ida, des inado à quali icação de adul os (AE, 2018).
1.1.1. A missão, isão e alo es da ins i uição
A missão da ins i uição es á delineada com o obje i o de
se um Ag upamen o de e e ência que se dis inga pela sua dinâmica e qualidade, cons i uindo-se
como um espaço p omo o de ap endizagens que compa ibilize as dimensões académica e
humanis a, que a o eça a compe ência, es imule o sen ido c í ico e conduza a o mas de
pa icipação na escola e na sociedade, quali icadas, a i as e esponsá eis, alo izando a di e ença
e o mé i o e espei ando as necessidades especí icas de cada aluno (AE, 2018, p. 5).
Em elação à isão do AE, es e isa
4
em a iculação com odos os pa cei os, p omo e um ensino de ele ada qualidade, comba e o
insucesso e o abandono escola e assumi o comp omisso com a o mação in eg al dos alunos
num quad o de acesso a múl iplas e amen as que possibili em o desen ol imen o cabal das suas
capacidades in elec uais, ísicas e a ís icas (AE, 2018, p. 5).
No que diz espei o aos alo es que sus en am o AE, es es anscendem o seu lema,
desempenhando um papel ulc al na de inição da sua cul u a educacional. O AE de ine-se como um
espaço singula que pau a as suas ações com base numa cul u a:
1. Humanis a, alice çada nas dimensões da a e i idade, in eg idade, solida iedade, espei o e
democ acia;
2. De excelência e exigência que p i ilegia a qualidade, a au onomia, o es o ço, a pe se e ança e
a esponsabilidade;
3. De e lexi idade e ino ação, undado na cu iosidade, na c ia i idade e no espí i o c í ico;
4. De cidadania e pa icipação, assen e na coope ação, na sus en abilidade ambien al, no espei o
mú uo num quad o de alo es democ á icos (AE, 2018, p. 5).
Os alunos são a azão de se de qualque escola, es ando no cen o de odas as a i idades e ações
desen ol idas. Com esse p opósi o, o AE pa icipa em di e sos p oje os, an o a ní el nacional como
in e nacional, que con ibuem pa a o cump imen o do cu ículo, no seu sen ido la o. Esses p oje os êm
como obje i o a o mação in eg al dos alunos, alinhando-se com os qua o pila es undamen ais da
educação: ap ende a se , ap ende a sabe , ap ende a aze e ap ende a i e em conjun o (AE, 2018).
1.1.2. O o ganog ama
Pa a ga an i que um AE o e ece uma educação de ele ada qualidade, e ela-se pe inen e dispo
de uma ede sólida e bem es u u ada de p o issionais in imamen e inculados às di e sas es u u as de
ges ão e coo denação. Dessa o ma, ap esen amos, abaixo, uma ep esen ação isual das es u u as de
ges ão e coo denação do AE.
5
Figu a 1
O ganog ama das
es u u as de ges ão e coo denação do AE
Fon e:
AE, 2018
1.1.3. Se iços de apoio ao aluno e amília
Uma escola, enquan o pólo dinamizado da comunidade, de e es a a en a às ans o mações
sociais e às necessidades da sua comunidade educa i a, com o obje i o de o ma cidadãos capazes de
en en a os desa ios con empo âneos e u u os. Nesse sen ido, o AE em p ocu ado implemen a as
al e ações mais ele an es e aliosas pa a a ingi al deside a o (AE, 2018). Com e ei o, o p ocesso de
ensino-ap endizagem de e in eg a uma panóplia de componen es e só pode á se e dadei amen e
e icaz quando exis i uma sin onia adequada en e a escola e as amílias. Pa a isso, o AE disponibiliza
di e sos se iços à comunidade, como os Se iços de Ação Social Escola , P olongamen o de Ho á io na
Educação P é-Escola e os Se iços de O ien ação e Psicologia. Além disso, con a ambém com o
Gabine e de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), des inado a oda a comunidade escola , e no qual se
enquad a es e es ágio:
o GAAF p e ende se um espaço que em como obje i o apoia c ianças, jo ens e espe i as
amílias, na esolução de p oblemá icas que condicionam o seu desen ol imen o psicossocial e
escola . Assim, o GAAF isa p omo e o desen ol imen o in eg al dos jo ens, assumindo um papel
p e en i o e in e en i o, onde o aluno possa eco e semp e que i e um p oblema ou
di iculdade, podendo ambém se encaminhado po um p o issional, ajudando-o na esolução dos
seus p oblemas quo idianos e es abelecendo es a égias de in e enção. O GAAF em ambém

6
como inalidade p omo e um bom ambien e escola , ha monioso e humanizado, acili ado do
bem-es a dos alunos e do seu sucesso educa i o. O GAAF assume ambém a unção de acolhe ,
in eg a e acompanha os alunos que chegam do es angei o (AE, 2023, p. 1).
O GAAF em como p incipais obje i os p opo ciona um supo e adequado aos alunos em di e sas
á eas:
1. Acolhe e in eg a alunos do es angei o que chegam à nossa escola;
2. Pa a os alunos que ecebam o dem de saída de sala de aula, se ão encaminhados pa a a
Di eção e pos e io men e pa a o GAAF, de o ma a e le i em sob e os compo amen os
ado ados e com o p opósi o de desen ol e em es a égias posi i as que lhes pe mi a encon a
soluções e icazes pa a os p oblemas quo idianos - assumindo um comp omisso de mudança;
3. Apoia e acompanha os alunos o mal e in o malmen e;
4. P omo e o bem-es a pessoal dos alunos;
5. Sensibiliza os alunos pa a a alo ização da escola;
6. Facili a o desen ol imen o de compe ências pessoais, sociais e escola es;
7. In e i em si uações de con li os no espaço escola , numa pe spe i a de mediação e p omoção
de compe ências de esolução posi i a dos con li os;
8. P omo e um espaço de con idencialidade, de con iança, empa ia e com disponibilidade pa a
esponde às necessidades dos alunos (AE, 2023, p. 1).
Pa a além dos obje i os di ecionados aos alunos, o GAAF ambém delineia me as impo an es a
alcança no que diz espei o à escola:
1. T abalha de o ma a iculada com os p o esso es e oda a comunidade educa i a;
2. In e i em con ex o de u ma em necessidades especí icas, e e enciadas pelo di e o de
u ma;
3. Desen ol e P oje os que melho em o ambien e escola e p omo am uma educação in eg al
das c ianças e jo ens (AE, 2023, p. 1).
No que diz espei o às amílias, o GAAF p e ende “1. Ap o unda a elação escola- amília,
p omo endo a capaci ação, o en ol imen o e a esponsabilização das amílias no pe cu so educa i o dos
seus educandos; 2. Fomen a o abalho a iculado com pa cei os ex e nos à escola, quando se mos a
pe inen e” (AE, 2023, p. 1).
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Pa a alcança os seus obje i os jun o dos alunos, da escola e das amílias, o GAAF eco e a uma
a iedade de me odologias adap adas às necessidades especí icas da comunidade escola :
1. In e enção indi idual e/ou em g upo, o mal e/ou in o mal, com o obje i o de es abelece
uma elação de p oximidade e comp omisso com os alunos;
2. Ações de in o mação/sensibilização pa a pais e Enca egados de Educação;
3. Apoio di e o aos alunos e às amílias;
4. Sensibilização dos alunos e das amílias pa a a impo ância da Escola na cons ução de um
p oje o de ida;
5. A iculação di e a e pe manen e com Di e o es de Tu ma, p o esso es, écnicos e ou os
elemen os da comunidade educa i a;
6. Mediação de con li os;
7. A iculação com o P oje o de Educação pa a a Saúde, alo izando a in e enção das
en e mei as (AE, 2023, p. 1).
1.2. Ca ac e ização do público-al o do Ag upamen o de Escolas
O AE cons i ui-se po uma comunidade escola p edominan emen e p o enien e da egião onde
se si ua geog a icamen e, in eg ando um o al de 1157 alunos, 102 docen es e 45 écnicos.
Conside ando que o AE inclui um mosaico di e si icado de escolas e acolhe c ianças dos á ios ciclos
de ensino, obse a-se uma di e sidade de ambien es educacionais. A população discen e do AE é
cons i uída po c ianças e jo ens en e os 3 anos (idade com a qual en am pa a o p é-escola ) a é aos
18 anos (idade com a qual concluem o ensino secundá io, sal o exceções).
Após o diagnós ico de necessidades, oi p io izada a escola básica, que con empla ja dim de
in ância e 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. Es a ins i uição, a é no emb o de 2023, con a a com
485 alunos, 43 docen es, 2 assis en es écnicos e 23 assis en es ope acionais (AO). A análise apon ou
o 1.º ciclo do ensino básico como o ní el com maio e idência de necessidades e consequen e
in e enção, comp eendendo oi o u mas, duas pa a cada ano de escola idade.
No caso do nosso es ágio, o oco da in es igação e in e enção cen ou-se em duas u mas do 1.º
ciclo do ensino básico, que cons i uí am o g upo expe imen al do p og ama desen ol ido. A u ma do 2.º
ano de escola idade e a compos a po 22 alunos, sendo 10 do géne o eminino e 12 do géne o
masculino. A pa disso, a u ma do 3.º ano de escola idade cons i uía-se po 25 alunos, dos quais 13 do
géne o eminino e 12 do géne o masculino. As es an es u mas dos 2.º e 3.º anos de escola idade
o ma am o g upo de con olo. Nes e caso, a u ma do 2.º ano de escola idade do g upo de con olo e a
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compos a po 21 alunos, 7 do géne o eminino e 14 do géne o masculino, enquan o a u ma do 3.º ano
de escola idade do g upo de con olo con a a com 19 alunos, 7 do géne o eminino e 12 do géne o
masculino.
O es ágio oi in eg ado nas inicia i as e no abalho desen ol ido pelo GAAF, uma ez que os
obje i os ap esen ados se elaciona am com as necessidades iden i icadas na comunidade escola ,
alinhando-se di e amen e às me as do GAAF e e o çando a espos a o e ecida. Embo a, o AE não in eg e
um gabine e de mediação o malmen e es u u ado, o GAAF o e ece e u iliza di e sas es a égias e
me odologias de mediação no seu abalho diá io com a comunidade escola . Assim, ao longo do es ágio
hou e a opo unidade de exe ce e desen ol e compe ências de mediação, an o o mal quan o
in o malmen e, com alunos de á ios ciclos de ensino. Es a p á ica eco en e possibili ou a ges ão e
esolução de con li os e a p omoção de compo amen os mais posi i os den o da comunidade escola .
Con udo, a maio pa e da in e enção cen ou-se nos alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, com
um en oque especial no 1.º ciclo, onde as necessidades de mediação se e ela am mais equen es e
u gen es.
No que diz espei o à con ibuição em a i idades do Clube Con i eMAIS, es e assume-se como
um espaço p omo o de compe ências ão pe inen es nos dias a uais e que ão de encon o à inalidade
des e p oje o. En e os seus p incipais obje i os, des acam-se:
1. Con ibui pa a o desen ol imen o de uma cul u a de con i ência saudá el e posi i a e de
espei o pela di e sidade em oda a comunidade escola ;
2. C ia um espaço de pa ilha, onde os alunos se sin am ou idos, comp eendidos e não sejam
julgados;
3. C ia opo unidades de abalho colabo a i o en e alunos;
4. Desen ol e compe ências pessoais e sociais, p omo endo a melho ia da comunicação
in e pessoal e de elacionamen os;
5. C ia um g upo de alunos ajudan es;
6. Apoia os alunos no sen ido de desen ol e em compe ências de p e enção e de esolução de
con li os com os ou os (AE, 2023, p. 1).
Ao longo do ano le i o, o clube ealizou di e sas a i idades. No 1.º pe íodo, o ema cen al oi a
empa ia; no 2.º pe íodo, abalhou-se o concei o de sonho e no 3.º pe íodo, o oco oi a amília. Ou as
inicia i as incluí am a dinamização do can inho do clube pa a a comunidade educa i a, a equali icação
(melho ia) dos espaços ex e io es (jogos) e a cons ução de um banco da amizade, com o lema " A única
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o ma de e um amigo é se amigo". Os pa icipan es no clube a ia am en e 8 e 12 alunos às e ças-
ei as e en e 15 e 25 alunos às quin as- ei as, o que exigiu ajus es nas a i idades pa a melho se adequa
ao núme o de pa icipan es ao longo das sessões.
Conside ando que a mediação é um p ocesso inclusi o e acessí el a odos os memb os da
comunidade escola , decidimos ampliá-la pa a ab ange ou os agen es en ol idos no ambien e
educa i o. Foi nossa p e ensão p omo e uma melho ia na comunicação e nas elações in e pessoais
en e os AO, bem como capaci á-los com es a égias de ges ão e esolução de con li os. Pa a esse im,
oi ealizada uma ação de o mação in i ulada “A Mediação e a Ges ão de con li os em con ex o escola ”,
que con ou com a pa icipação de 18 AO, odas do géne o eminino.
Além disso, p ocu ámos e le i e comp eende as opiniões e p á icas dos docen es no que se
e e e à mediação escola , eco endo a um inqué i o po ques ioná io. Inicialmen e, oi suge ido que o
ques ioná io osse disponibilizado em o ma o digi al, uma ez que pe mi i ia uma maio apidez na
espos a e a possibilidade de alcança um maio núme o de inqui idos. No en an o, conside ando o
ambien e mais p óximo e amilia da escola, op ámos po uma abo dagem p esencial pa a alguns dos
docen es. Es a es a égia pe mi iu-nos explica di e amen e o obje i o do ques ioná io aos docen es e
solici a -lhes os seus
e-mails
, ga an indo que o ques ioná io digi al não chegasse de o ma impessoal,
e i ando assim o desin e esse. Es a abo dagem p esencial p opo cionou uma in e ação mais di e a e
p óxima, o que se e elou mui o impo an e nes e p ocesso. No en an o, a incompa ibilidade de ho á ios,
a sob eposição com ou as a i idades le i as e a p oximidade do inal do ano le i o, acaba am po limi a
o núme o de docen es abo dados. No o al, o am ob idas 15 espos as de um uni e so de 19 docen es
abo dados, que incluíam docen es dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.
1.3. Ap esen ação da p oblemá ica de in es igação e in e enção, a sua ele ância e
pe inência
A educação ep esen a uma jo nada humana em que cada pessoa em a opo unidade de cons ui
uma isão c í ica sob e o mundo e de desen ol e o mas de nele in e i . O p ocesso de ensino-
ap endizagem em e oluído pa a esponde aos no os desa ios da sociedade, pe mi indo que c ianças e
jo ens se desen ol am in e io men e, sem mu os ou ba ei as que limi em o seu c escimen o. Po an o,
as escolas assumem a missão de ga an i uma educação de qualidade pa a odos, “po um lado, com a
missão de conse a e ansmi i um legado, po ou o, a esponsabilidade de an ecipa e p epa a o
u u o, ino ando e c iando” (ELO28, 2021, p. 161). Assim,
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desen ol e um p og ama compos o po á ias a i idades ocadas no desen ol imen o de compe ências
socioemocionais. No en an o, apidamen e pe cebemos que, num pe íodo ão cu o de empo, não se ia
iá el cons ui um p og ama comple amen e do ze o. Po essa azão, conside ou-se mais adequado a
aplicação de p og amas já alidados, a im de es a a sua iabilidade e impac o jun o das u mas.
Dessa o ma, dedicámos empo à pesquisa e análise de di e sos p og amas exis en es,
pa icipando na o mação do p og ama DROPI, que se mos ou uma expe iência en iquecedo a
(Apêndice 3). O DROPI é um p og ama de desen ol imen o socioemocional que ab ange á eas como:
au oconhecimen o, au oes ima, empa ia, comunicação, ges ão emocional, pensamen o c í ico e
esiliência, sendo p omo ido pela Associação Uni ica e di ige-se a c ianças com idades comp eendidas
en e os 6 e os 12 anos (Uni ica , 2011). Con udo, o p og ama eque ia a ealização de 10 sessões de
90 minu os cada, o que se e elou in iá el de ido à limi ada disponibilidade de empo pa a a
implemen ação do p og ama. Com base nessa limi ação, con inuámos a explo a al e na i as e
iden i icámos o p og ama S ep by S ep [Passo a Passo], desen ol ido pelo The Wo ld Bank (2016), como
uma opção mais lexí el. Es e p og ama pe mi iu-nos seleciona as sessões mais adequadas às
necessidades das u mas, com uma du ação ajus ada ao empo disponí el (45-50 minu os po sessão).
Dessa o ma, oi possí el adap a a in e enção à ealidade e às es ições empo ais, sem comp ome e
o oco no desen ol imen o de compe ências socioemocionais.
Rela i amen e à in e enção com os AO, conside ámos pe inen e ealiza uma ação de o mação
sob e a mediação e a ges ão de con li os em con ex o escola . Es a ação e e como inalidade capaci á-
los com écnicas p á icas e e icazes, e o çando a espos a do AE à me a delineada “ga an i a odo o
pessoal docen e e não docen e o acesso a o mação adequada às necessidades do Ag upamen o (AE,
2018, p. 47). Es a decisão oi mo i ada pela obse ação de alguns p oblemas comunicacionais e pela
ausência de uma abo dagem posi i a na ges ão de con li os en e os AO e as c ianças e jo ens. Dian e
disso, su giu a necessidade de do a o pessoal não-docen e de e amen as pa a lida de o ma mais
e icaz com si uações de con li o.
Além disso, in ensi icámos o apoio que o GAAF o e ece no âmbi o da mediação, an o in o mal
como o malmen e, dado o su gimen o de di e sas oco ências que exigi am in e enção imedia a. Com
a quan idade de oco ências a se em ge idas, o na-se desa iado pa a os memb os do GAAF
desdob a em-se pa a a ende a odas as si uações. Nesse sen ido, a nossa in e enção isou não só c ia
uma maio capacidade de espos a, como ambém assegu a uma ges ão mais e icaz dos con li os no
con ex o escola .

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Com o passa dos dias oi possí el pe cebe que a mediação ainda não es a a en aizada na cul u a
da escola. Dian e disso, o obje i o oi comp eende as azões dessa lacuna e, concomi an emen e,
pa icipa a i amen e nas a i idades do clube Con i eMAIS, já que es as es a am alinhadas com os
obje i os des e es ágio. Ademais, essas a i idades con ibuí am pa a a p omoção de uma con i ência
mais pací ica e pa a o cump imen o de um dos obje i os do AE: “p omo e uma educação pa a a paz
como es a égia de p e enção da indisciplina e da insegu ança” (AE, 2018, p. 44). Ao longo de odo o
p ocesso, a mo i ação, o en usiasmo e o a inco o am undamen ais, o ien ando cada ação com o
p opósi o de con ibui pa a a o mação dos alunos e pa a o sucesso da ins i uição.
Pos o is o, o le an amen o de necessidades ep esen a, sem dú ida, um momen o c ucial de
descobe a, despe ando em nós uma cu iosidade pelo desconhecido, inspi ando-nos e es imulando-nos
ao desen ol imen o de no as ideias. Não obs an e, é undamen al sublinha que o diagnós ico de
necessidades é um ins umen o de alguma supe icialidade, sob e udo quando ealizado num cu o
pe íodo de dois meses, insu icien e pa a ma u a e conhece ao po meno uma ealidade con ex ual ão
complexa como o con ex o escola . Es e é um p ocesso con ínuo, que exige uma a enção cons an e. Po
isso, du an e o es ágio, p ocu ámos ajus a as in e enções de aco do com as necessidades que
eme giam.
1.4.1. In eg ação no con ex o de es ágio: as p imei as imp essões
No âmbi o da ealização do es ágio de na u eza p o issionalizan e, inse ido na á ea de
especialização em Mediação Educacional do Mes ado em Educação do Ins i u o de Educação da
Uni e sidade do Minho, su giu a necessidade de escolhe um local pa a desen ol e o es ágio. A escolha
da ins i uição oi guiada, em g ande pa e, pelo in e esse pa icula em abalha a mediação jun o da
comunidade escola .
No p imei o con ac o com o ice-di e o do AE, su giu a opo unidade de pa ilha a on ade em
colabo a com a ins i uição. Após uma b e e explicação sob e os obje i os do es ágio, omos ecebidos
com g ande en usiasmo e sen iu-se uma o al abe u a pa a in e i e con ibui pa a o e o ço da espos a
social e educa i a, lado a lado com a comunidade escola (Anexo 1). A escolha da acompanhan e de
es ágio oi cuidadosamen e ei a pelo ice-di e o e di e o do AE, ga an indo que o apoio e a o ien ação
ossem adap ados às necessidades e obje i os do es ágio (Anexo 2). O público-al o pa icipan e na
in es igação e in e enção oi iden i icado e de inido a a és de um diagnós ico de necessidades,
ga an indo que a in e enção osse signi ica i a e ajus ada às eais necessidades dos en ol idos.
No p imei o dia de in eg ação na ins i uição, ao pedi au o ização pa a en a , omos
inespe adamen e ecebidos po uma p o esso a que nos acolheu com um calo oso e a e uoso “olá
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Bea iz, que bom que aqui es ás! Fico mui o eliz po i” (DB, n.º 1). Aquelas pala as simples, mas
genuínas, dissipa am de imedia o o ne osismo inicial, azendo-nos uma sensação de con o o e
amilia idade.
Ao se mos ap esen ados à educado a social e mediado a que acompanha ia odo o p ocesso de
es ágio, não pode íamos e icado mais elizes. A sua disponibilidade o al e genuína pa a nos o ien a
em udo o que osse necessá io ouxe uma p o unda sensação de anquilidade e con iança. Numa
p imei a con e sa, discu i am-se as expec a i as, os moldes e os obje i os do es ágio, escla ecendo
ópicos impo an es e de inindo pon os undamen ais pa a a nossa colabo ação. Acompanhada pela sua
simpa ia e abe u a, a acompanhan e p on amen e se dispôs a mos a -nos a ins i uição e a ap esen a -
nos à comunidade escola .
A cada con e sa in o mal, omos ecebidos de b aços abe os, c iando laços e queb ando o gelo
com as pessoas en ol idas. Esse acolhimen o ez-nos sen i , sem dú idas, “em casa, numa casa onde
já omos ão elizes” (DB, n.º 2). Nos dias que se segui am, hou e a opo unidade de explo a mais
p o undamen e o espaço, conhecendo as c ianças e jo ens, os p o esso es, educado es, AO e écnicos
especializados, enquan o comp eendíamos melho o uncionamen o diá io do AE. Realiza am-se
inúme as con e sas in o mais com os di e sos p o issionais, cujos con ibu os se e ela am aliosos pa a
o desen ol imen o do es ágio. Desde os p imei os con ac os, a in e ação com as c ianças e jo ens oi
ex emamen e posi i a, o que pe mi iu a cons ução de uma elação de con iança e a e i idade que se
mos ou u í e a ao longo do p ocesso.
Com o obje i o de explo a e comp eende em p o undidade odos os espaços de in e enção
possí eis, o di e o e a acompanhan e gen ilmen e nos conduzi am numa isi a a odas as escolas que
in eg am o AE. Du an e essas isi as, i emos a opo unidade de obse a a di e sidade dos ambien es
escola es e as pa icula idades de cada es abelecimen o. Ao longo de odo o es ágio, desde os p imei os
dias a é à conclusão, sen imo-nos con inuamen e apoiados, de o ma c í ica e ha moniosa pelos
p o issionais da ins i uição. Es a ede de apoio oi undamen al pa a o êxi o das ações desen ol idas e
con ibuiu signi ica i amen e pa a o sucesso do es ágio.
Embo a enha sido uma in eg ação mui o posi i a, não se deixou de sen i um mis o de ne osismo
e ensão. Mesmo sendo um luga que nos e a amilia , pe cebeu-se que a ealidade escola inha mudado
e ago a ha ia um no o papel a desempenha . Essa mudança de pe spe i a ouxe consigo um peso de
esponsabilidade, mas, ao mesmo empo, uma g ande mo i ação pa a da o nosso melho e con ibui
pa a o sucesso da ins i uição.
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CAPÍTULO II. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
Chegados a es e pon o, o ópico em súmula em como inalidade exibi e abalha os emas que
alice çam es e p oje o. Assim, no p esen e capí ulo - Enquad amen o eó ico - ap esen a-se o e e encial
eó ico subjacen e a es e es ágio, que inclui p essupos os eó icos no âmbi o da educação (2.1.), do
con li o (2.2.), assim como da mediação: um caminho em cons ução (2.3.). Pa a além disso, explo a-
se a mediação em con ex o escola e o papel do mediado (2.4.), como ambém são ap esen ados os
p essupos os eó icos ela i os à con i ência no ambien e escola (2.5.). No mesmo sen ido, e po se
a a de um p oje o no âmbi o do desen ol imen o de compe ências socioemocionais, ap esen a-se a
impo ância dessas compe ências em con ex o escola (2.6.).
2.1. A educação
Segundo a Con enção sob e os Di ei os da C iança, uma c iança é de inida como qualque se
humano com menos de dezoi o anos, exce o se a lei nacional con e i a maio idade mais cedo. Es e
documen o con e e à c iança uma sé ie de di ei os undamen ais (UNICEF, 2019). Pa alelamen e, a
Decla ação Uni e sal dos Di ei os Humanos (1978, p. 491) e o ça que a educação é um di ei o uni e sal
e inaliená el: “A igo 26.º: 1. Toda a pessoa em di ei o à educação. A educação de e se g a ui a, pelo
menos a co esponden e ao ensino elemen a undamen al”. Po conseguin e, a educação cons i ui uma
das e amen as p imo diais pa a capaci a o indi íduo a usu ui dos seus di ei os e a exe ce a cidadania
de o ma plena, conscien e e esponsá el (ELO28, 2021).
Nos dias de hoje, a educação de e inco po a uma abo dagem ans e sal que in eg e os Obje i os
de Desen ol imen o Sus en á el (ODS), nomeadamen e o 4.º obje i o da Agenda 2030 da O ganização
das Nações Unidas (2015). Es e obje i o de ende o acesso a uma educação inclusi a e de qualidade,
onde se p i ilegia a equidade, p omo endo o desen ol imen o de compe ências basila es dos cidadãos
do século XXI. Nes e sen ido, a educação de e e como p incipal inalidade o desen ol imen o in eg al
da pe sonalidade da c iança, explo ando os seus dons, capacidades men ais e ísicas, a é ao máximo do
seu po encial (UNICEF, 2019).
O seio amilia , a escola e os pa es ep esen am pila es undamen ais na ida das c ianças, uma
ez que são es as en idades que, de o ma di e a, se de em p eocupa em ga an i o bem-es a dos mais
no os, o seu desen ol imen o pleno e ha monioso e a cons ução de espaços que a o eçam elações
de con iança. Esses sis emas são p o undamen e impac an es e in luenciam, em g ande pa e, o
cons u o de cada uma das c ianças, uma ez que o e ecem opo unidades pa a consolida a sua
iden idade, o a na elação consigo mesmas, o a na elação com os ou os. Ao seio escola cabe um luga
20
de excelência no desen ol imen o das c ianças e jo ens, a a és do sis ema educa i o, que se ca ac e iza
po um
conjun o de meios pelo qual se conc e iza o di ei o à educação, que se exp ime pela ga an ia de
uma pe manen e ação o ma i a o ien ada pa a a o ece o desen ol imen o global da
pe sonalidade, o p og esso social e a democ a ização da sociedade (Assembleia da República,
1986).
A escola e ela-se um espaço social, elacional e cul u al onde coabi am di e sas pe sonalidades,
cada uma azendo consigo as suas expe iências, mo i ações, pon os de is a e in e esses (Cos a, 2010).
É jus amen e essa di e sidade que nos o na, enquan o cole i o, mais in eligen es e esilien es. Como
um e dadei o ca alisado de ap endizagens, a escola de e econ igu a -se cons an emen e pa a
esponde às exigências dos empos a uais, ma cados pela imp e isibilidade e pelas acele adas
mudanças, ampliando a sua espos a a abo da emas da o dem do dia.
No a ual pano ama educacional, não se e ela su icien e p opo ciona apenas conhecimen os
cul u ais, écnicos e cien í icos, uma ez que o mundo con empo âneo exige o desen ol imen o de ou as
compe ências undamen ais pa a a o mação in eg al dos alunos (Al es e al., 1996). Ademais, e ela-se
c ucial que a escola anscenda os seus p óp ios mu os e p epa e os alunos pa a o mundo eal. Nesse
con ex o, a sociedade mode na desa ia a escola, enquan o labo a ó io social, a c ia e desen ol e
es a égias ulc ais que p omo am a o mação de cidadãos c í icos, cí icos, conscien es e
comp ome idos com o seu desen ol imen o. Su ge, assim, a necessidade de de ini um pe il de aluno
que seja consensual e que inci e à qualidade.
Dessa o ma, a escola ul apassa a simples o e a cu icula , p oje ando-se numa isão mais ampla
dos p opósi os da educação no século XXI e con ibuindo pa a os desígnios es abelecidos no Pe il do
Aluno à Saída da Escola idade Ob iga ó ia (AE, 2018). Es e pe il, homologado pelo Despacho n.º
6478/2017, a i ma-se como um e e encial pa a as decisões a ado a e a a-se de um pe il a pa ilha
po odos (Assembleia da República, 2017). Na sua cons ução, como ilus ado abaixo (Figu a 2),
p ocu ou-se in eg a di e sas á eas cu icula es ao longo da escola idade ob iga ó ia, pe mi indo o
desen ol imen o p og essi o, con ínuo e ap o undado em á ias á eas de compe ência, de aco do com
os p incípios e alo es delineados (ELO26, 2019). Ap az salien a que o es ágio desen ol ido e e como
p ecei o es e pe il, nomeadamen e no seu p incípio de base humanis a. O oco es e e no
desen ol imen o de compe ências que espondessem às necessidades da ins i uição, como a in o mação
21
e comunicação; pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o; aciocínio e esolução de p oblemas;
elacionamen o in e pessoal e, po im, desen ol imen o pessoal e au onomia.
Figu a 2
Esquema conce ual do Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
Fon e:
Despacho n.º 6478/2017, Assembleia da República, 2017
2.2. O con li o: caos ou opo unidade de c escimen o?
O século XXI é ma cado po mudanças céle es e complexas, exigindo maio lexibilidade e
ole ância pa a lida com as di e enças. Assim, e uma ez que não há elações sem con li os de ido às
di e gências que os o mam, o na-se essencial ans o ma os desen endimen os po encialmen e
des u i os em opo unidades de c escimen o. É, nes a ealidade, que a mediação desempenha um papel
c ucial, auxiliando na p e enção, ges ão e esolução de con li os, adequando-se às pa icula idades das
pessoas, às suas di iculdades e necessidades, essigni icando o con li o e ge ando um impac o posi i o.
De ini o enómeno que é o con li o é uma a e a de g ande complexidade e que, em ce o pon o,
es a á semp e incomple a. Nas eo ias que subjazem o con li o, mui as associam o con li o ao caos e à
iolência, sendo is o como um "comba e" en e ad e sá ios com posições an agónicas. No en an o, o
con li o pode e de e se enca ado como uma opo unidade pa a o c escimen o e a ans o mação.
Embo a adicionalmen e is o de o ma nega i a, o con li o es á p o undamen e en aizado na con i ência
social e o na-se ine i á el. Assim, a esponsabilidade ecai sob e cada indi íduo, que de e econhece o

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con li o e ap ende a supe á-lo de o ma e icaz. A mediação, nesse sen ido, mui o em con ibuído pa a
o desmis i ica e pa a o im da sua demonização, ans o mando o con li o numa opo unidade de
e olução indi idual e, consequen emen e, cole i a.
Segundo Maldonado (2010), o con li o oco e quando as pa es ac edi am que as suas
necessidades não podem se a endidas simul aneamen e, sendo mui as ezes causado po di e enças
de alo es, es u u as, de inições de papéis, empo, dinhei o, elações ou in o mação. Nes e seguimen o,
Maldonado (2010) a i ma que os con li os assumem uma ce a acilidade na sua esolução quando: as
pa es pa ilham mui os pon os em comum; as ques ões a a a são cla as; os ecu sos são adequados
e, po im, há opções, incen i os e comp omisso cla o en e as pa es. No en an o, é impo an e
econhece que pe ceções agmen adas e pa ciais, in luenciadas po a o es como ca ac e ís icas
pessoais e expe iências de ida, podem di icul a e dis o ce a comp eensão da ealidade do con li o.
Nes a linha de pensamen o, as di e enças de opiniões, in e esses e obje i os podem le a à
exis ência de con li os que, se não o em adequadamen e ge idos, podem con e e -se em
compo amen os socialmen e desajus ados e em expe iências deses u u an es. Assim,
lida e icazmen e com os con li os depende, em g ande pa e, da capacidade de pe cebe os
di e en es pon os de is a, de ou i com a enção as his ó ias con adas a pa i de di e sos ângulos
e de ap imo a a sensibilidade pa a ou i as múl iplas ozes (Maldonado, 2010, p. 24).
Sil a (2010) ap esen a ês pe spe i as dis in as sob e o con li o: a isão ecnoc á ica-posi i is a,
que conside a a p esença de con li os na sociedade como dis uncional ou pa ológica; a isão
he menêu ica-in e p e a i a, que assume o con li o como indispensá el e ulc al pa a es imula a
c ia i idade; e a isão c í ica, que enca a o con li o como um elemen o na u al e necessá io pa a a
mudança, p og esso e ans o mação social. Segundo Cáscon (2001, ci ado po Cunha & Mon ei o,
2018), econhece os p óp ios compo amen os e os dos ou os ace a si uações de con li o cons i ui um
passo essencial p é io à sua esolução. Re le i sob e as nossas a i udes pe mi e-nos pe cebe , mui as
ezes com su p esa, que endemos a ado a um es ilo de uga ou acomodação, o que pode impedi a
esolução do con li o.
A di e sidade humana assegu a a exis ência de con li os nas elações, como de ende Sil a (2010).
Es es são in ínsecos às in e ações sociais e ambém azem pa e do quo idiano escola . As o ganizações
escola es são cons i uídas po pessoas com alo es, pe spe i as e expe iências de ida di e sas, pelo
que concebe uma escola sem con li os é, po an o, uma ilusão. Nos ec eios, salas de aula ou a é
mesmo no p óp io sis ema educacional, a escola é um espaço de múl iplas elações in e pessoais que,
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ine i a elmen e, ge am con li os ine en es a essas in e ações (Almeida, 2016). Esses con li os são
di e sos e ab angen es, não obs an e, de em se comp eendidos como ine i á eis e na u ais (Cunha &
Mon ei o, 2018). A mediação, nesse sen ido, cons i ui-se como um p ocedimen o não ad e sa ial e
con ibui di e amen e pa a a cons ução da paz en e possí eis li igan es, pelo que
uma ges ão posi i a dos con li os pode á con ibui pa a que as escolas, enquan o o ganizações
sociais, se ans o mem num meio sociocul u al no qual se p omo am alo es de comunicação,
in e dependência e solida iedade nos p ocessos de omada de decisões educa i as e de
desen ol imen o de au onomia e de capacidade ins i ucional (Escude o & Mo eno, 1992, ci ado
po Cunha & Mon ei o, 2018, p. 1).
Seguindo es a linha de pensamen o, To ego (2001, 2004, ci ado po Cunha & Mon ei o, 2018),
p opõe ês modelos dis in os pa a a ges ão de con li os de con i ência nas o ganizações escola es, cada
um com as suas pa icula idades e desa ios. Es es modelos o e ecem abo dagens di e sas pa a lida
com si uações de con li o. O p imei o modelo é o puni i o-sancionado ou no ma i o, conside ado o mais
comum, em g ande pa e de ido à sua simplicidade de aplicação. Es e modelo baseia-se na ideia de que
a imposição de uma sanção ao in a o não só o impede de epe i a in ação, como ambém se e de
exemplo pa a os demais. No en an o, apesa de se amplamen e u ilizado, es e modelo é limi ado. Uma
das p incipais c í icas a es e modelo é que não p omo e a au o esponsabilidade do in a o , já que o
con li o é esol ido po e cei os e não incen i a a uma e lexão sob e os seus compo amen os. Além
disso, pode ge a essen imen os en e as pa es, o que ende a alimen a a escalada de con li os. Ou a
c í ica eside no ac o des e modelo a amen e abo da as causas e o igens subjacen es ao con li o,
esul ando em esoluções empo á ias e supe iciais. Embo a seja ápido e simples, pode á se pouco
e icaz a longo p azo, uma ez que não p omo e uma mudança genuína no compo amen o dos
en ol idos.
O segundo modelo, o elacional, cen a-se na p e enção do con li o a a és do diálogo, do
es abelecimen o da elação en e as pa es en ol idas e na epa ação dos danos causados, que po
inicia i a dos p óp ios in e enien es, que pela ajuda de um in e mediá io. Pa a além de esol e o
con li o em si, es e modelo p ocu a e um e ei o p e en i o, p omo endo um ambien e educa i o mais
posi i o que si a de exemplo pa a os ou os memb os da comunidade escola . Apesa da sua e icácia,
es e modelo ap esen a desa ios como um in es imen o conside á el de empo e ene gia, bem como a
o e dependência da disposição das pa es pa a dialoga . Embo a p omo a a p e enção em con ex os
especí icos, pode não ga an i a p e enção gene alizada em oda a escola.
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Po im, o modelo in eg ado ou in eg ado é o mais comple o e p opõe uma o ma de in e i e
abo da os con li os a a és de uma elação di e a en e as pa es, mas legi ima essa in e enção ao
en ol e oda a o ganização escola . Baseia-se na c iação de um sis ema de no mas cons uído com a
pa icipação a i a de oda a comunidade educa i a, a ando a esolução de con li os como uma
esponsabilidade pa ilhada. Ao concebe o con li o como um elemen o na u al da con i ência, o modelo
in eg ado ou in eg ado posiciona a escola como um agen e a i o e esponsá el na p omoção de um
ambien e disciplinado e ha monioso. Assim, es e modelo não só acili a a c iação de um ambien e
ha monioso, como ans o ma o con li o numa opo unidade educa i a pa a o alece a con i ência.
Nes e sen ido, a in e enção que ealizámos baseou-se no modelo in eg ado ou in eg ado , que,
ao legi ima a ges ão de con li os como uma esponsabilidade pa ilhada po oda a comunidade escola ,
en ol eu desde os alunos, p o esso es, AO e amílias. A c iação de um sis ema de no mas colabo a i as
e a legi imidade con e ida às equipas de mediação e ges ão de con li os, como o GAAF, acili a am uma
maio adesão ao p ocesso. Pa a além disso, es e modelo sublinha a impo ância do diálogo con ínuo,
uma écnica que se e elou i al nas di e sas a i idades desen ol idas ao longo do es ágio. Seja no Clube
Con i eMAIS, na sessão de o mação pa a os AO, nas in e enções com o 1.º ciclo, nas oco ências
ge idas com alunos dos á ios ciclos de ensino ou a é mesmo em simples momen os do dia-a-dia, o
diálogo oi a base pa a p omo e um ambien e mais saudá el. Ao a a a ges ão dos con li os de o ma
sis émica e p e en i a, o modelo in eg ado ou in eg ado ans o mou o con li o numa opo unidade
educa i a, pe mi indo-nos con ibui pa a um ambien e escola mais coeso, consis en e e ha monioso.
Assim, apesa dos con li os pode em equen emen e conduzi a soluções baseadas na imposição de
o ça ou em compo amen os hos is, e ela-se pe inen e ado a uma abo dagem de ges ão dos con li os
cen ada na coope ação. Es a abo dagem ga an e que odas as pa es implicadas assumem um papel
de p o agonismo na ans o mação da ealidade, le ando à c iação de con ex os mais pací icos, jus os e
democ á icos (To ego, 2001, ci ado po Cunha & Mon ei o, 2018).
2.3. A mediação: um caminho em cons ução
An es de emba ca mos no ap o undamen o de ou os emas, e ela-se pe inen e me gulha mos
sob e os pila es da mediação. De ini o concei o de mediação pode e ela -se uma a e a complexa, uma
ez que é um caminho em cons an e cons ução. Inicialmen e, quando a mediação su giu enquan o
concei o, e a u ilizada unicamen e na e en e da esolução al e na i a de con li os, no qual um e cei o
impa cial, sem pode decisi o, acili a a a comunicação e ajuda a as pa es a descob i soluções
mu uamen e sa is a ó ias. Nes a e en e, a mediação em-se e elado um dos p ocedimen os de
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esolução de con li os que deno a uma e olução mais e iginosa e c escen e a ní el mundial (Gaspa ,
2012), posicionando-se como uma solução de des aque en e os mecanismos al e na i os.
Segundo Almeida (2008), o e mo mediação de i a e imologicamen e do la im
media e
, u ilizado
pa a designa a in e enção de um e cei o numa si uação de con li o, o e ecendo uma in e posição en e
as pa es em li ígio. His o icamen e, a mediação encon a as suas aízes nas p á icas ances ais de po os
indígenas e su giu como uma
p áxis
onde os mais sábios assumiam o papel de in e enien e ex e no,
impa cial e apaziguado nos con li os comuni á ios. Con o me Sil a (2018), a mediação começou a
ganha o ça e a dissipa -se in e nacionalmen e nas sociedades ociden ais a pa i do século XX, em
espos a a um conjun o de a o es ca ac e ís icos da pós-mode nidade. Nos anos 60, começou a assumi
um ca ác e mais ju ídico, sendo g adualmen e inco po ada nas legislações e nos sis emas ju ídicos de
di e sos países. O Es ado, ao descen aliza o seu pode , ab iu espaço pa a mu ações sociais que
esul a am numa c ise das ins i uições es u u an es. Foi a pa i desse momen o que, segundo Sil a
(2018), o Es ado passou a se al o de ques ionamen o, eme gindo cidadãos como se es emancipados e
a mediação ganhou maio ele ância. Em Po ugal, a mediação começou a ganha isibilidade nos anos
90, como esul ado das ans o mações sociais e cul u ais que ma ca am a con empo aneidade
(To emo ell, 2008).
Embo a a mediação seja is a como uma ó mula amis osa e azoá el que acili a a esolução de
con li os (To emo ell, 2008), o seu espe o ala gou-se p og essi amen e, ab angendo o mas de
in e enção que p omo em a coesão social. A mediação em ganho isibilidade enquan o p ocesso
p e en i o, econhecido pelo seu con ibu o no desen ol imen o de uma cul u a de cidadania e educação
pa a a paz (Sil a, 2018). A ualmen e, con igu a-se como uma modalidade de egulação social que
p omo e a emancipação e a coesão social, endo p oli e ado como uma espos a ino ado a pa a
en en a os desa ios da sociedade. Con o me To emo ell (2008), a mediação a a-se de um p ocesso
olun á io e comunicacional, no qual os pa icipan es omam decisões conjun as e pa ilham pe spe i as
e p eocupações, com o p opósi o de alcança um aco do mu uamen e bené ico, num ambien e assen e
no c escimen o e espei o. Nos úl imos 30 anos, a mediação em assumido um papel de c escen e
impo ância na sociedade (Sil a, 2018), des acando-se pela sua aplicabilidade em di e en es con ex os
e emá icas (Sil a & Munue a, 2020). Segundo es es au o es, a mediação dis ingue-se pela sua na u eza
p á ica, que combina uma base eó ica, epis emológica e écnica, com uma o e dimensão é ica e
e lexi a.
No con ex o da União Eu opeia, des acam-se duas medidas impulsionadas pela Comissão
Eu opeia pa a p omo e a esolução al e na i a de li ígios: o Li o Ve de, que egulou os Meios
32
pa ilha , cuida e dedica -se ao ou o, ampliando não apenas a qualidade do ensino, como ambém as
opo unidades de ealização e elicidade pessoal e cole i a. É igualmen e undamen al que o sis ema
educa i o cul i e alo es que ejei em a iolência, uma ez que es a apenas adia os con li os sem esol ê-
los e dadei amen e. A e nu a e a a e i idade são igualmen e i ais pa a o desen ol imen o humano,
p opo cionando uma cons ução equilib ada e segu a da pe sonalidade. Como a i ma Ja es (2006, p.
47), “a e nu a e o amo nem semp e são cu a i os, mas na maio ia dos casos, são-no. As pala as
doces e espei osas, as mãos sensí eis que segu am e aca iciam, os ab aços que ansmi em ene gia,
o amo ”, p omo endo o c escimen o socioemocional e a c iação de laços p o undos que alimen am a
alma.
As in e ações em con ex o escola en ol em indi íduos com ca ac e ís icas dis in as, o que,
segundo To emo ell (2008), pode o na -se um desa io e da o igem a con li os que a e am
nega i amen e o ambien e escola e o p ocesso de ap endizagem. Segundo (Cos a, 2010, p. 4), “o
aumen o da oco ência e da g a idade de si uações de con li ualidade e compo amen os an issociais, o
eduzido leque ou ausência de compe ências na esolução dos con li os mani es ada pelas c ianças e
jo ens”, undamen a a necessidade de no as abo dagens educa i as pa a a ges ão da con i ência. É
nesse sen ido que a mediação assume um papel p eponde an e, ans o mando os con li os em
opo unidades de c escimen o, p omo endo uma con i ência mais ha moniosa e in eg ado a,
independen emen e das ca ac e ís icas de cada indi íduo (Sil a, 2018).
A con i ência escola é uma das ques ões cen ais da educação na a ualidade e a mediação
con ibui signi ica i amen e pa a es a p á ica, azendo jus ao cump imen o dos di ei os humanos, um
dos maio es ep os pa a a educação do século XXI. Como sublinha Sil a (2018, p. 27), a “cul u a de
mediação cons ói-se, indi idual e cole i amen e, a a és da ap endizagem e desen ol imen o de
compe ências sociais e cí icas, ap endizagem que de e se a o ecida nos múl iplos con ex os, o mais
e in o mais”. Na ealidade nacional, a mediação no con ex o escola em indo a desen ol e -se
g adualmen e, com o obje i o de encon a no as espos as pa a os desa ios da con i ência escola
(Cunha & Mon ei o, 2018). No en an o, esse desen ol imen o em sido paula ino de ido à p e alência
de uma isão adicional do elacionamen o pedagógico e de uma insu icien e apos a na o mação dos
p o issionais de educação. Apesa disso, a mediação con inua a se uma p á ica necessá ia pa a a
p omoção de uma cul u a de con i ência posi i a nas escolas, especialmen e no século XXI, onde os
desa ios de con i ência são cada ez maio es e mais complexos.
A con i ência escola desempenha um papel undamen al no desen ol imen o social, emocional
e cogni i o dos alunos. É na escola que as c ianças e jo ens ap endem a in e agi , espei a as di e enças

33
e esol e con li os de o ma cons u i a. A con i ência escola impac a di e amen e no p ocesso de
ap endizagem, is o que quando os alunos se sen em segu os e emocionalmen e equilib ados,
pa icipam a i amen e e es ão mais p edispos os a ap ende . Po an o, omen a uma con i ência
saudá el eque a on ade de escu a os ou os, incen i a a pa icipação a i a de odos e c ia con ex os
em que cada pessoa seja acolhida, enquan o assume e sen e a esponsabilidade pelas suas ações
(B andoni, 2017).
2.6. A impo ância do desen ol imen o de compe ências socioemocionais em con ex o
escola
Inicialmen e is a como um me o "ele ado social", a escola pe mi ia a ascensão social
pe meando o mé i o e es o ço indi idual. No en an o, com o empo, passou a ep esen a um papel
p e alecen e na sociedade. Hoje, com a escola idade ob iga ó ia a é ao 12.º ano de escola idade, as
c ianças e jo ens passam g ande pa e das suas idas na escola, que se ans o mou num espaço não
apenas de ap endizagens académicas, mas ambém de socialização po excelência. Nesse con ex o, é
essencial p omo e o desen ol imen o in eg al dos alunos, incluindo as compe ências socioemocionais.
A missão das ins i uições de ensino de e, assim, se enca ada de o ma holís ica, indo além do sucesso
académico e englobando o bem-es a emocional e social. A escola de e, po an o, p epa a os alunos
pa a os desa ios da ida e não apenas pa a os es es e exames académicos.
Nes e sen ido, as ins i uições de ensino êm a esponsabilidade de o ma cidadãos p epa ados
pa a en en a um u u o ince o, o que eque uma isão ousada e p oje ada em u opias. Como a i ma
Ma ins (2017, p. 317), “ eque a mudança de pa adigma do ensino de sabe es e conhecimen o, em
p ol de um ensino que desen ol e e po encia compe ências; mas, acima de udo, omen a a consciência
e conhecimen o sob e mundi idências e possibili a mundi i ências”. Com e ei o, demanda-se o
desen ol imen o de um conjun o de compe ências que ab angem a o mação in eg al do indi íduo.
Ao aça mos um pa alelo en e o desen ol imen o das compe ências socioemocionais e a
educação, o na-se e iden e que ambas as dimensões es ão in insecamen e in e ligadas. Pa a que
oco am p og essos signi ica i os na ap endizagem académica, e ela-se undamen al que o es ado
emocional e social das c ianças seja es á el. Assim, uma das unções p incipais da escola é c ia
dinâmicas e ambien es que a o eçam o desen ol imen o dessas compe ências, essenciais pa a a ida
mode na, ca ac e izada pela complexidade, exigência e plu alidade (OECD, 2015). Assim, odos os se es
humanos necessi am de uma sine gia equilib ada de compe ências cogni i as, écnicas e
socioemocionais pa a se em bem-sucedidos no século XXI.
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A capacidade de a ingi obje i os, abalha e icazmen e em g upo e ge i emoções é c ucial pa a
en en a os desa ios con empo âneos. Nes e segmen o de ideias, o Ins i u o Ay on Senna – com eno me
des aque no pano ama de uma educação in eg al – de ine compe ência como a “capacidade de
mobiliza , a icula e coloca em p á ica conhecimen os, alo es, a i udes e habilidades, seja no aspe o
cogni i o, seja no aspe o socioemocional, ou na in e elação dos dois” (Senna, 2016, p. 7). No âmbi o
cogni i o, a compe ência e e e-se a “in e p e a , e le i , aciocina , pensa abs a amen e, assimila
ideias complexas, esol e p oblemas e p oblema iza (Senna, 2016, p. 7). Po ou o lado, no campo das
compe ências socioemocionais, a a-se da “capacidade de se elaciona , comp eende e ge i emoções,
es abelece e a ingi obje i os, oma decisões au ónomas e esponsá eis e en en a si uações ad e sas
de manei a c ia i a e cons u i a” (Senna, 2016, p. 7).
Pa a es abelece elações cons u i as e g a i ican es, e ela-se c ucial que o se humano seja
capaz de iden i ica , econhece e ge i as suas emoções, in e agindo com os pa es de o ma u í e a. O
es udo das compe ências socioemocionais pode, assim, se desc i o como “a capacidade de iden i ica
e ge i emoções, esol e p oblemas e icazmen e e cons ui elações posi i as com os ou os” (Zins &
Elias, 2006, ci ado po Reinas, 2011, p. 11). De aco do com F anco e San os (2015), a egulação das
emoções e e e-se à capacidade de modula a in ensidade e du ação dos es ados emocionais, ou seja,
numa sociedade ão plu al como a nossa, é c ucial es a mos a en os à o ma como exp essamos e
lidamos com as emoções, a im de e i a consequências nega i as ou “mazelas” an o in e nas como
ex e nas.
As emoções desempenham um papel i al na adap ação psicológica, social e escola das c ianças.
Rocha (2016, p. 146) sublinha que as emoções podem “(…) acili a ou di icul a a esolução de
p oblemas, cons ui ou dani ica elações, p omo e o bem-es a e ocasiona pe u bações do
compo amen o ao longo das di e en es ases do desen ol imen o”. Po an o,
no sen ido ala gado, as emoções são sis emas de espos a ápida insc i os no epe ó io
compo amen al he dado, que pe mi em a a ibuição de signi icado ao con ínuo da expe iência,
p epa ando o indi íduo pa a a ação em consonância com essa a aliação (Cole e al., 2004, ci ado
po Rocha, 2016, p.4).
Pos o is o, o na-se e iden e que o desen ol imen o de compe ências socioemocionais no con ex o
escola não é apenas um complemen o à ap endizagem académica, mas um elemen o cen al pa a o
sucesso dos alunos, na medida em que os p epa a pa a en en a em qualque desa io que su ja, seja
na escola ou na ida, capaci ando-os "pa a o que de e ie ".
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Nesse sen ido, o modelo SEL (Social and Emo ional Lea ning) em sido amplamen e ado ado em
di e sos con ex os educa i os e e e e-se a “p og amas que p omo em o desen ol imen o in eg ado e
in e elacionado de compe ências cogni i as, emocionais e sociais, ag upadas numa es u u a de cinco
g andes domínios: au oconhecimen o, au oges ão, consciência social, elação in e pessoal e omada de
decisão esponsá el” (Ca alho e al., 2016, p. 21). Es e modelo con ibui pa a o desen ol imen o
g adual das compe ências que odos os indi íduos de em domina pa a se em bem-sucedidos no século
XXI, sendo associado a bene ícios signi ica i os e possi elmen e du adou os em di e en es á eas da ida
dos seus u ilizado es.
Com base nas compe ências a desen ol e no nosso p oje o, o p og ama "S ep by S ep" des acou-
se como a melho escolha, uma ez que oi concebido pa a p omo e a ap endizagem socioemocional e
alinha a-se pe ei amen e com as necessidades diagnos icadas. O p og ama oca-se em seis habilidades
essenciais pa a a ida: au oconsciência, au o egulação, consciência social, comunicação posi i a,
de e minação e omada de decisões esponsá eis. Assim, em consonância com o modelo SEL, o
p og ama "S ep by S ep" e elou-se o mais adequado, indo ao encon o dos obje i os açados pa a o
desen ol imen o das compe ências socioemocionais.
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CAPÍTULO III. ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO
Cump e-nos, nes e capí ulo, enquad a os lei o es ace ca da es a égia me odológica u ilizada ao
longo do desen ol imen o des e p oje o, de alhando as á ias e apas que compuse am o p ocesso.
Inicialmen e, se á ap esen ado o p oblema de in es igação, bem como os obje i os do es ágio (3.1.), que
no ea am odas as ações. Num segundo momen o, se á ap esen ada e undamen ada a me odologia
de in es igação e in e enção (3.2.), subsecção na qual se inclui a seleção das écnicas de in es igação
e in e enção u ilizadas ao longo do p ocesso (3.2.1.). Na sequência, explica emos o a amen o e a
análise dos dados (3.3.). Po im, se ão iden i icados os ecu sos mobilizados e as limi ações que
su gi am du an e odo o p ocesso de desen ol imen o do es ágio (3.4.).
3.1. P oblema de in es igação e obje i os do es ágio
An es de abo da mos o p oblema de in es igação, impo a comp eende o concei o “in es igação”.
Segundo Cou inho (2011), a in es igação é um p ocesso cogni i o e sis emá ico que isa a descobe a
de no as espos as ou a comp eensão ap o undada de ce os enómenos. Embo a lexí el e obje i a, a
in es igação pa e de uma ques ão ou p oblema, que, mesmo não es ando imedia amen e explíci o pa a
o in es igado , exis e de o ma subjacen e à p á ica e, com o a ança do empo, o na-se cada ez mais
e iden e. O p oblema de in es igação assume um papel p o agonis a no desen ol imen o do p oje o,
uncionando como pon o de pa ida pa a o p ocesso in es iga i o e
cen a a in es igação numa á ea ou domínio conc e o; o ganiza o p oje o, dando-lhe di eção e
coe ência; delimi a o es udo, mos ando as suas on ei as; guia a e isão da li e a u a pa a a
ques ão cen al; o nece um e e encial pa a a edação do p oje o; apon a pa a os dados que se á
necessá io ob e (Cou inho, 2011, p. 45).
Nesse sen ido, e pela azão de se que es á ine en e ao p oje o, o p oblema de in es igação
elaciona-se com o papel da mediação na p omoção de uma con i ência pací ica e no desen ol imen o
de compe ências socioemocionais em con ex o escola , e e enciadas no Pe il do Aluno à Saída da
Escola idade Ob iga ó ia, p omo o as da boa con i ialidade. Uma ez iden i icadas as necessidades do
con ex o, coube-nos de ini os obje i os ge ais e especí icos a se em alcançados ao longo do p oje o de
es ágio. A de inição de obje i os e ela-se essencial pa a ga an i a p ecisão e a o ganização da es u u a
do plano a implemen a (Gue a, 2002), assegu ando a coe ência com o p oblema de in es igação.
Dessa o ma, elabo a am-se os obje i os ge ais e especí icos ap esen ados no quad o 1.
37
Quad o 1
Obje i os ge ais e especí icos
Obje i os
ge ais
Coadju a e o alece a ins i uição na espos a educa i a e social que
o e ece à comunidade;
Con ibui pa a o desen ol imen o de compe ências ans e sais, com oco
no desen ol imen o do pe il do aluno;
Explo a o papel da mediação na cul u a escola e comp eende a sua
p á ica no con ex o educa i o;
P omo e a con i ência pací ica, explo ando o impac o da mediação na
ges ão de con li os e na cons ução de um ambien e escola saudá el;
Amplia o po encial da mediação como e amen a pa a o desen ol imen o
de compe ências socioemocionais no con ex o escola ;
Melho a a qualidade de ida da comunidade escola a a és da mediação.
Obje i os
especí icos
Pa icipa nas a i idades que o GAAF o e ece;
Apoia e acompanha os alunos o mal e in o malmen e;
In e i em si uações de con li os no espaço escola ;
P omo e e capaci a a comunidade escola com compe ências de
p e enção, ges ão e esolução posi i a dos con li os;
Aumen a o conhecimen o dos assis en es ope acionais sob e os p incípios
da mediação e ges ão de con li os em con ex o escola ;
Capaci a os assis en es ope acionais pa a in e i em de o ma e icaz em
si uações de con li os;
Pa icipa nas a i idades do Clube Con i eMAIS;
Con ibui pa a o desen ol imen o de uma con i ência pací ica;
Aplica um p og ama de compe ências socioemocionais;
Desen ol e compe ências socioemocionais (au oconsciência, consciência
social, au oges ão e ges ão de elações);
A alia o impac o da aplicação do p og ama de compe ências
socioemocionais;
A alia a sa is ação dos alunos em elação às sessões desen ol idas no
p og ama de compe ências socioemocionais;
Pa icipa em a i idades e e en os ex e nos;
Explo a os conhecimen os e as pe ceções dos docen es sob e a mediação
escola a a és da aplicação de um inqué i o po ques ioná io;
Explo a a u ilização da mediação escola no deco e da p á ica p o issional
dos docen es.
3.2. Ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação e in e enção
A me odologia de in es igação e in e enção ado ada ao longo do es ágio combinou um es udo
com um desenho
quasi-expe imen al
e uma abo dagem baseada numa me odologia pa icipa i a,
pe mi indo uma análise obje i a, obus a e p o unda das ações desen ol idas.
No que espei a à in e enção com as u mas do 1.º ciclo do ensino básico, implemen ou-se um
es udo com um desenho
quasi-expe imen al
, com um g upo expe imen al e um g upo de con olo,
pa a

38
a alia o impac o do p og ama de compe ências socioemocionais. Segundo Mo ei a e colegas (2021, p.
83), nos es udos
quasi-expe imen ais
,
exis e uma ecolha de dados an es da in odução do a amen o, no sen ido de se aça o pon o
de pa ida. Em seguida, a expe iência eal é ei a, ou seja, a amos a é sujei a ao a amen o e
pos e io men e ei o um pós- es e e a espe i a ecolha de dados.
Os es udos
quasi-expe imen ais
ap esen am á ias an agens no âmbi o da pesquisa cien í ica,
uma ez que, ao dispensa em a necessidade de amos as alea ó ias, são mais iá eis em con ex os com
es ições é icas e logís icas, sendo pa icula men e ú eis pa a obse a os e ei os de al e ações num
sis ema. Além disso, pe mi em es a hipó eses causais e lida com múl iplas a iá eis simul aneamen e
(Mo ei a e al
.,
2021).
Pa alelamen e, ao longo do es ágio oi ado ada uma abo dagem assen e numa me odologia
pa icipa i a, nomeadamen e na obse ação das p á icas de mediação, in e ação com os AO,
pa icipação nas a i idades do GAAF e do Clube Con i eMAIS (en e ou os). Es a abo dagem, de ca á e
in e p e a i o e humanis a, pe mi iu uma comp eensão p o unda das dinâmicas diá ias e das opiniões
dos di e sos in e enien es, ga an indo uma in e ação di e a com a ealidade escola e a comp eensão
dos sujei os e enómenos de uma ealidade complexa e singula . O obje i o oi não só conhece e
in e p e a o con ex o, como ambém p omo e uma e lexão cole i a sob e as expe iências i idas,
a iculando a in es igação com a in e enção. Des a o ma, oi possí el cons ui no os sabe es e
p á icas, como de endem Flo es e Sil a (2016), con ibuindo pa a um impac o e desen ol imen o mais
signi ica i o no con ex o educa i o.
3.2.1. Seleção das écnicas de in es igação e in e enção
Com o obje i o de iden i ica as maio es necessidades da ins i uição e, consequen emen e,
comp eende o p oblema de in es igação, aplica am-se di e sas écnicas de in es igação e in e enção.
Essas écnicas o am aplicadas ao longo de odo o p ocesso, desde o diagnós ico de necessidades a é à
a aliação das ações desen ol idas.
3.2.1.1. Obse ação di e a
A obse ação oi uma écnica cen al ao longo do es ágio, uma ez que, po seu meio, oi possí el
uma comp eensão mais ap o undada do uncionamen o diá io da escola e das in e ações que se
es abeleciam. Segundo Ai es (2015, pp. 24-25), “a obse ação consis e na ecolha de in o mação, de
39
modo sis emá ico, a a és do con ac o di e o com si uações especí icas” e possibili a uma análise mais
de alhada daquilo que pode escapa à p imei a is a, pe mi indo, como me a o icamen e se desc e e,
obse a pelo “bu aco da echadu a”. Simila men e, Qui y e Campenhoud (2005) de endem que a
obse ação pe mi e ao in es igado es a a en o às ans o mações compo amen ais e aos e ei os que
es as p oduzem nos con ex os obse ados, ab angendo an o a comunicação e bal quan o sinais não
e bais, como exp essões aciais, ges os e pos u as. Já há algumas décadas, Ke linge (1979, p. 350)
des acou a ele ância da obse ação nas nossas idas, onde cons an emen e obse amos o mundo e as
pessoas ao nosso edo , de inindo-a como "um e mo ge al que signi ica qualque ipo de dado ob ido
a a és de no a e en os, con á-los, medi-los, egis á-los". O egis o dessas obse ações de e se
ealizado o mais apidamen e possí el após o momen o da obse ação, pa a eduzi a quan idade de
in o mação esquecida.
Ao longo do es ágio, a obse ação pe mi iu iden i ica momen os em que algumas pessoas,
especialmen e os alunos, demons a am uma maio sensibilidade emocional, pe mi indo in e enções
mais adequadas e opo unas, como o e ece espaços de diálogo e escu a a i a, o alecendo as elações
e c iando um ambien e acolhedo e de con iança. Além disso, e elou á eas a se em desen ol idas com
mais in ensidade, como a ges ão de con li os ou de emoções, possibili ando a adap ação cons an e das
es a égias de in e enção con o me as necessidades eme gen es. As no as das obse ações o am
inicialmen e ano adas em empo eal, num bloco de no as ou no elemó el, e pos e io men e egis adas
nos diá ios de bo do.
3.2.1.2. Con e sas in o mais
As con e sas in o mais desempenha am um papel undamen al ao longo da in e enção,
mani es ando-se como in e ações espon âneas e diálogos es abelecidos com p o esso es, AO, alunos,
écnicos especializados e ou os memb os da comunidade escola . Es as in e ações pe mi i am-nos
auscul a e comp eende aspe os da ealidade escola e iden i ica necessidades e p io idades de
in e enção. Po se em in o mais, es as con e sas p opo ciona am uma maio abe u a aos
in e locu o es, c iando um ambien e mais descon aído e, concomi an emen e, acili ando a ecolha de
in o mações pe inen es.
Romão (2013, p. 28) des aca que as con e sas in o mais “baseiam-se em ques ões que su gem
da in e ação en e as pessoas, mui as ezes do decu so da ecolha de dados, du an e a obse ação
pa icipan e”. Es as in e ações o am especialmen e impo an es pa a cons ui e es abelece elações
u í e as e cap a po meno es que, de ou a o ma, pode iam passa despe cebidos. Embo a, enham
40
sido u ilizadas ao longo de odo o es ágio, o am pa icula men e ele an es du an e a ase inicial (de
ou ub o a dezemb o), acili ando a nossa in eg ação e pe mi indo um le an amen o mais p eciso e
comple o das necessidades da ins i uição. Com e ei o, o alice ce comunicacional es abelecido du an e
essas in e ações e elou-se essencial pa a a implemen ação de ações de mediação num e eno é il.
As in e ações luí am na u almen e e o am ano adas em empo eal num bloco de no as ou no elemó el
pa a, pos e io men e, se em egis adas nos diá ios de bo do.
3.2.1.3. Diá ios de bo do
Nos dias hodie nos, a simples p á ica não é sinónimo de melho ia da qualidade do exe cício
p o issional. Po isso, ado ou-se um p ocesso con ínuo de au o e lexão ao longo do es ágio, essencial
pa a ga an i a qualidade da in e enção. Os diá ios de bo do eclodem como uma o ma de g anjea a
melho ia do nosso desempenho e con o me de ende Zabalza (1994), es es su gem como ins umen os
p i ilegiados pa a documen a e analisa o deco e das ações, o e ecendo uma isão de alhada sob e
como as a i idades são o ganizadas e sequenciadas. Amado (2014, p. 160) ac escen a que os diá ios
de bo do são “um ins umen o onde se egis am obse ações, imp essões e sen imen os do in es igado ,
bem como as p imei as in e p e ações e hipó eses p og essi as, exp essões e pala as eco en es”.
Enquan o écnica me odológica, os diá ios de bo do es abelecem uma elação simbió ica en e o
egis o do p ocesso e a cons ução de uma e lexão c í ica con ínua. Es a dualidade pe mi e que o
in es igado não apenas documen e as suas ações, mas ambém e li a c i icamen e sob e elas,
p omo endo uma análise p o unda e con ex ualizada de odo o p ocesso de in e enção. Assim, o
apanágio des a écnica eside no “desen ol imen o pessoal-p o issional, na medida em que possibili a a
in e io ização e e lexão ace ca da sua p á ica” (Ramos, 2013, p. 50).
A o ganização dos diá ios de bo do (Apêndice 4) oi es u u ada em ês dimensões p incipais:
obje i os, desc ição e e lexão c í ica. Os obje i os o ien a am a in e enção de o ma cla a e coe en e,
assegu ando que as ações ealizadas es a am alinhadas com as me as p e iamen e delineadas,
undamen al pa a man e o oco que se p e endia alcança e e i a dispe sões. A desc ição, po sua ez,
possibili ou um egis o de alhado e c onológico das ações e dinâmicas i enciadas, pe mi indo cap u a
o desen ol imen o das a i idades, compo amen os e in e ações obse adas, como ambém acili ou a
eco dação de cená ios i enciados. Finalmen e, a e lexão c í ica ocupou um papel cen al nes e
p ocesso in es iga i o. Ao analisa de o ma sis emá ica e ap o undada os desa ios, po encialidades e
cons angimen os que eme gi am ao longo do es ágio, p opo cionou um espaço de e lexão con ínuo e
41
de o mulação de in e ências. Nes e espaço de indagação, oi possí el e e as p á icas ado adas e,
consequen emen e, eadap á-las.
A análise dos diá ios de bo do oi conduzida de o ma sis emá ica e con ínua e, po se em
ins umen os bas an e lexí eis, podem se analisados sob di e en es pe spe i as. No nosso caso,
op ámos po uma análise simples e di e a. Con o me de ende Zabalza (2004, ci ado po Ramos, 2013),
o ní el básico pe mi e cons ui uma isão ab angen e e ge al sob e o que é na ado nos diá ios,
iden i icando pad ões, endências e emas eco en es que eme gem das i ências desc i as.
Semp e que oco iam in e enções p esenciais, os diá ios de bo do e am p on amen e
a ualizados, seguidos de uma lei u a c í ica ocada nas in o mações mais ele an es e em pad ões ou
ques ões que eque iam a enção con ínua. Es a p á ica inin e up a mos ou-se undamen al pa a a
a aliação diagnós ica e possibili ou uma au ossupe isão das p á icas. Assim, os diá ios de bo do
consolida am-se como um ins umen o ulc al de au o e lexão cons an e, pe mi indo a alia c i icamen e
as p á icas ado adas e eajus a opo unamen e as in e enções, con o me as necessidades do con ex o.
3.2.1.4. Análise documen al
A análise documen al desempenhou um papel c ucial em odas as ases do p ocesso de
in es igação e in e enção. A consul a de di e en es documen os oi undamen al não só pa a a
cons ução do p ocesso in es iga i o, mas ambém pa a jus i ica e undamen a as ações de
in e enção. Es a écnica en ol eu a análise de ob as, a igos cien í icos, egulamen os, ela ó ios,
e is as e ou os documen os – en endendo-se "documen os" como odos os ma e iais ísicos ou digi ais
que possam o e ece dados ele an es sob e um enómeno.
Po meio da análise documen al, ap o undámos o conhecimen o, explo ando in o mações
ese adas à escola e c uzando os dados que pe mi i am uma comp eensão mais ampla e de alhada do
AE. Es e p ocesso pe mi iu cap a in o mações-cha e que, de ou a o ma, pode iam não se acessí eis.
Toda ia, é impo an e essal a que, apesa da sua u ilidade, os documen os nem semp e cap u am
odos os aspe os ele an es do con ex o, podendo omi i in o mações c uciais, de endo se conside ados
uma on e de in o mação suplemen a .
Além dos documen os ins i ucionais do AE, a análise documen al incluiu uma e isão ab angen e
da li e a u a cien í ica nas á eas da educação, mediação, con i ência, desen ol imen o de compe ências
socioemocionais e implemen ação de p og amas educa i os. Es a e isão bibliog á ica desempenhou um
papel ulc al pa a undamen a o p oje o, o ien ando as ações desen ol idas e ga an indo que as
es a égias ado adas es i essem alinhadas com as melho es p á icas.
48
escola idade, desde os 6 aos 17 anos. As sessões o ganizam-se em ês módulos, seis habilidades ge ais
e 18 habilidades especí icas, con o me de inido na igu a abaixo (The Wo ld Bank, 2016).
Figu a 3
O esumo do p og ama “S ep by S ep"
Fon e:
The Wo ld Bank, 2016
De ido à indisponibilidade pa a aplica o p og ama na sua o alidade, seleciona am-se as oi o
sessões que se conside a am mais p emen es, endo em con a as necessidades p e iamen e
iden i icadas. O p og ama oi implemen ado en e e e ei o e maio de 2024, sendo que cada sessão e e
uma du ação de 45 a 50 minu os. O p eenchimen o do ques ioná io de sa is ação ela i o a cada sessão
ac escen ou mais alguns minu os, o alizando uma du ação ap oximada de 60 minu os. Algumas das
sessões deco e am den o do ho á io de aulas, enquan o ou as o am ealizadas em ho á io
ex acu icula , após as aulas. O g upo expe imen al con ou com 46 pa icipan es e o g upo de con olo
egis ou 40 pa icipan es, o alizando 86 pa icipan es.
Dado que o en ol imen o e a pa icipação dos enca egados de educação (EE) desempenham um
papel c ucial no sucesso do p og ama, econheceu-se a impo ância de es abelece uma ligação en e a

49
escola, os alunos e as suas amílias. A p esença a i a dos pais, ao incen i a em os alunos a en ol e em-
se no p og ama, pode ia esul a numa maio sensibilização e assimilação mais e icaz dos con eúdos
abalhados. Ao dialoga em com os seus ilhos sob e as sessões, os EE ajudam a consolida as
ap endizagens, e o çando a con inuidade en e o ambien e escola e amilia . Com esse p opósi o, as
p o esso as i ula es das u mas eencaminha am uma no a in o ma i a (Apêndice 11) pa a os EE,
explicando os obje i os do p og ama e incen i ando o diálogo amilia ace ca das expe iências
i enciadas.
4.1.1. Ca ac e ização dos alunos
4.1.1.1. Pa icipan es do g upo expe imen al
Deb ucemo-nos, ago a, sob e a ap esen ação das u mas sob e as quais ecaiu o nosso es udo
de desenho
quasi-expe imen al
e como al os sus en áculos des e p og ama.
Tabela 3
Ca ac e ização dos pa icipan es do g upo expe imen al – Tu ma do 2.º ano de escola idade
Aluno
Idade
Géne o
1
7 anos
Masculino
2
7 anos
Feminino
3
7 anos
Feminino
4
7 anos
Masculino
5
7 anos
Feminino
6
7 anos
Masculino
7
8 anos
Masculino
8
7 anos
Feminino
9
7 anos
Masculino
10
7 anos
Masculino
11
7 anos
Masculino
12
7 anos
Feminino
13
7 anos
Masculino
14
7 anos
Masculino
15
7 anos
Feminino
16
7 anos
Feminino
17
8 anos
Feminino
18
8 anos
Masculino
19
7 anos
Masculino
20
7 anos
Feminino
21
8 anos
Feminino
Fon e:
In o mação disponibilizada in e namen e
50
A u ma e a compos a po 22 alunos, sendo 10 do géne o eminino e 12 do géne o masculino,
com idades en e os 7 e 8 anos. No en an o, de ido à condição pa icula de um dos alunos, pa icipa am
in eg almen e no p og ama apenas 21 alunos. Es e aluno in eg ou a u ma mais a de e, segundo a
p o esso a i ula , não oi conside ado adequado que espondesse aos ques ioná ios aplicados. Ainda
assim, semp e que p esen e, o aluno pa icipa a a i amen e nas sessões.
Tabela 4
Ca ac e ização dos pa icipan es do g upo expe imen al – Tu ma do 3.º ano de escola idade
Aluno
Idade
Géne o
1
8 anos
Masculino
2
8 anos
Feminino
3
9 anos
Feminino
4
8 anos
Feminino
5
7 anos
Masculino
6
8 anos
Masculino
7
8 anos
Masculino
8
8 anos
Feminino
9
8 anos
Feminino
10
8 anos
Masculino
11
8 anos
Feminino
12
8 anos
Feminino
13
8 anos
Feminino
14
8 anos
Feminino
15
8 anos
Feminino
16
8 anos
Feminino
17
8 anos
Masculino
18
8 anos
Masculino
19
8 anos
Masculino
20
8 anos
Masculino
21
8 anos
Feminino
22
8 anos
Masculino
23
8 anos
Masculino
24
8 anos
Masculino
25
8 anos
Feminino
Fon e:
In o mação disponibilizada in e namen e
A u ma cons i uía-se po 25 alunos, sendo 13 do géne o eminino e 12 do géne o masculino, com
idades a iando en e os 7 e 9 anos.
51
4.1.1.2. Pa icipan es do g upo de con olo
O g upo de con olo oi compos o po duas u mas, uma do 2.º ano e ou a do 3.º ano de
escola idade e e e como p opósi o compa a o impac o do p og ama desen ol ido com um g upo que
não pa icipou di e amen e na in e enção.
Tabela 5
Ca ac e ização dos pa icipan es do g upo de con olo – Tu ma do 2.º ano de escola idade
Aluno
Idade
Géne o
1
7 anos
Feminino
2
7 anos
Feminino
3
7 anos
Feminino
4
8 anos
Masculino
5
7 anos
Masculino
6
7 anos
Masculino
7
7 anos
Masculino
8
8 anos
Masculino
9
8 anos
Masculino
10
7 anos
Masculino
11
7 anos
Masculino
12
7 anos
Masculino
13
7 anos
Masculino
14
7 anos
Feminino
15
7 anos
Feminino
16
7 anos
Feminino
17
7 anos
Feminino
18
8 anos
Masculino
19
10 anos
Masculino
20
7 anos
Masculino
21
7 anos
Masculino
Fon e:
In o mação disponibilizada in e namen e
Es a u ma e a compos a po 21 alunos, sendo 7 alunos do géne o eminino e 14 alunos do géne o
masculino, com idades a iando en e 7 e 8 anos, exce o um aluno com 10 anos.
52
Tabela 6
Ca ac e ização dos pa icipan es do g upo de con olo – Tu ma do 3.º ano de escola idade
Aluno
Idade
Géne o
1
8 anos
Feminino
2
8 anos
Feminino
3
9 anos
Masculino
4
8 anos
Masculino
5
8 anos
Feminino
6
8 anos
Feminino
7
8 anos
Masculino
8
9 anos
Masculino
9
9 anos
Feminino
10
8 anos
Masculino
11
8 anos
Masculino
12
9 anos
Masculino
13
9 anos
Masculino
14
8 anos
Masculino
15
8 anos
Feminino
16
9 anos
Masculino
17
8 anos
Feminino
18
8 anos
Masculino
19
9 anos
Masculino
Fon e:
In o mação disponibilizada in e namen e
A u ma do 3.º ano de escola idade con a a po 19 alunos, sendo 7 alunos do géne o eminino e
12 alunos do géne o masculino, com idades a iando en e os 8 e 9 anos.
4.1.3. Desc ição, análise e a aliação das sessões desen ol idas e do p og ama “Passo a
Passo”
A igu a 4 ap esen a, de o ma ge al, as sessões desen ol idas com a u ma do 2.º ano de
escola idade. Pa a uma comp eensão mais ap o undada das sessões dinamizadas, e ela-se pe inen e
consul a os apêndices 12 a 25.
Adicionalmen e, impo a e e i que a adução do con eúdo oi ealizada de o ma au ónoma, com
a de ida essal a de que o The Wo ld Bank não se esponsabiliza po e en uais e os: “This ansla ion
was no c ea ed by The Wo ld Bank and should no be conside ed an o icial Wo ld Bank ansla ion. The
Wo ld Bank shall no be liable o any con en o e o in his ansla ion” (The Wo ld Bank, 2016).
53
Figu a 4
Sessões do p og ama “Passo a Passo” desen ol idas com o 2.º ano de escola idade
De o ma a analisa mos gene icamen e as sessões desen ol idas com o 2.º ano, ealizou-se o
quad o 2.
Quad o 2
In o mações base sob e as sessões desen ol idas com o 2.º ano de escola idade
N.º da sessão
N.º de pa icipan es
Ho á io
1
19
Ho á io de aulas
2
13
Ho á io ex acu icula
3
17
Ho á io de aulas
4
17
Ho á io ex acu icula
5
19
Ho á io de aulas
6
14
Ho á io ex acu icula
7
14
Ho á io ex acu icula
8
17
Ho á io de aulas
Ao analisa mos o quad o 2, e i ica-se que em nenhuma das sessões oi possí el con a com a
o alidade dos pa icipan es. Nas sessões ealizadas em ho á io ex acu icula , a pa icipação oi
ge almen e in e io em compa ação com as sessões ealizadas du an e o ho á io de aulas. Tal de eu-se
ao ac o de esse pe íodo se u ilizado pa a acompanha os alunos em e apias ou ou os comp omissos
e, po ezes, os EE esqueciam-se das sessões e acaba am po ecolhe mais cedo os alunos. Além disso,
Sessões do p oje o “Passo a Passo” desen ol idas com o 2.º ano
Módulo
Compe ências
ge ais
Compe ências
especí icas
Nº de
sessão
Tí ulo da
sessão
Comigo mesmo
Au oconsciência
Au oconcei o
1
É assim que
eu sou e eu
gos o disso
Consciência
emocional
2
O ga o Ga ield
sen e-se
ansioso!
Au o egulação
G a i icação
a dia
3
Espe a pa a
joga
Com os ou os
Consciência social
Tomada de
pe spe i a
4
De e i e de
pe spe i as
Compo amen o
p ó-social
5
A bo bole a
pa ilha
Comunicação
posi i a
Ges ão de
con li o
6
Todos ganham
Com os nossos
desa ios
De e minação
Ges ão de s ess
7
A enda pa a
o s ess
Tomada de decisão
esponsá el
Responsabilidade
8
Eu sou
esponsá el

54
obse ou-se uma maio endência pa a a i equie ação e desa enção du an e as sessões ealizadas após
o ho á io egula , in o mação e le ida pelos DB.
Ainda assim, em odas as sessões oi possí el cump i os obje i os p opos os. No en an o, em
algumas ocasiões, sen iu-se a necessidade de p olonga a du ação das a i idades de ido a imp e is os,
a asos e à complexidade dos emas abo dados. Quan o ao p eenchimen o do ques ioná io de sa is ação,
nas p imei as sessões os alunos depa a am-se com di iculdades signi ica i as, p incipalmen e po que
mui os ainda não sabiam le e esc e e , o nando a a e a desa iado a, mas não impossí el.
Rela i amen e às espos as ob idas nos ques ioná ios aplicados após cada sessão, oi elabo ada
a abela 7 pa a ap esen a os esul ados de o ma cla a e o ganizada. A ques ão 1 e e ia-se a “Gos as e
de pa icipa nes a sessão?”, onde os alunos podiam escolhe en e as opções “Não”, “Mais ou menos”
ou “Sim”. A ques ão 2 ques iona a “Achas que a sessão desen ol ida oi impo an e pa a i?”, com as
mesmas opções de espos a da ques ão an e io . Já a ques ão 3 “Com es a sessão ap endes e...”
o e ecia as escolhas “Nada”, “Pouco” ou “Mui o”.
Tabela 7
Respos as posi i as dos pa icipan es do 2.º ano de escola idade ace a cada uma das sessões
Sessões
Ques ão 1
Sim
Ques ão 2
Sim
Ques ão 3
Mui o
Sessão 1
19
18
18
Sessão 2
13
12
13
Sessão 3
16
17
16
Sessão 4
17
17
17
Sessão 5
19
19
19
Sessão 6
14
14
14
Sessão 7
14
14
14
Sessão 8
17
17
17
Ao analisa as espos as ap esen adas na abela 7, obse a-se uma endência posi i a ao longo
das sessões, com a maio ia das espos as das ques ões 1.º e 2.º si uando-se no "Sim" e as espos as
da ques ão 3.º cen ando-se no "Mui o". Como podemos obse a , nas ês p imei as sessões,
e i ica am-se pequenas a iações nas espos as, mas ainda assim com uma p edominância de
eedback
posi i o. A pa i da 4.ª sessão, os esul ados a ingi am consis en emen e os alo es ideais,
demons ando uma a aliação bas an e sa is a ó ia po pa e dos alunos. Es a consis ência nas espos as
posi i as pode e le i o impac o posi i o das sessões e da mais- alia da aplicação des e p og ama a
cu o, médio e longo p azo.
55
No que diz espei o à ques ão 4 - “O que ap endes e com es a sessão?”, ao analisa os pad ões,
endências e epe ições nas espos as dos alunos ao longo das sessões do p og ama, oi possí el
iden i ica á ias ap endizagens signi ica i as. Na 1.ª sessão, obse ou-se uma a iação en e espos as
mais obje i as, como “Ap endi a esc e e basque ebol” e ou as espos as mais e lexi as e elabo adas,
como “Ap endi que somos especiais”, “Ap endi a gos a mais de mim”, “Ap endi o amo e o ca inho” e
“Ap endi que somos únicos e que se pode b inca sem ba e ". Es as espos as elacionam-se com o
au oconhecimen o e e le em di e en es ní eis de exp essão e comp eensão das c ianças. Já na 2.ª
sessão, as e lexões cen a am-se no econhecimen o da ansiedade, como ilus ado nas espos as "Eu
ap endi a sabe quando es ou ansioso”, “Ap endi o que sen imos, o que azemos e como icamos
ne osos” e “Ap endi os meus sin omas de ansiedade".
Na 3.ª sessão, obse ou-se no amen e di e en es ní eis de p o undidade nas espos as. Enquan o
alguns alunos o mula am espos as mais elabo adas, como "Eu ap endi a sabe espe a pa a ecebe
ecompensas melho es", ou os op a am po uma abo dagem mais di e a e obje i a "Ap endi a enche
balões e a espe a " e "Eu ap endi a espe a 10 minu os", mos ando uma di e sidade nas in e p e ações
e ap endizagens dos alunos.
A 4.ª sessão e elou ap endizagens ocadas na a enção e na pa ilha, e le idas em comen á ios
como "Ap endi a e de alhes nos obje os e nas pessoas” e “Ap endi a pa ilha e a olha com a enção
pa a os ou os".
Na 5.ª sessão, a maio epe ição nas espos as es e e elacionada com a impo ância da pa ilha,
sendo equen emen e mencionada a ase "Ap endi a pa ilha com os ou os".
Na 6.ª sessão, as espos as cen a am-se na colabo ação e esolução de p oblemas, com
exemplos como "Ap endi a encon a soluções boas pa a odos" e "Hoje nós ap endemos que odos
podem ganha ".
Na 7.ª sessão, odos os alunos des aca am a impo ância de lida com o
s ess
e pedi ajuda,
e idenciado nas espos as "Eu ap endi a lida com o s ess e a pedi ajuda" e "Ap endi que posso e de o
pedi ajuda".
Na sessão inal do p og ama, a 8.ª sessão, os alunos e le i am sob e o ema da esponsabilidade,
e idenciando, mais uma ez, di e en es ní eis de p o undidade nas suas espos as. Enquan o alguns
alunos o mula am e lexões mais elabo adas, como "Ap endi que enho de se esponsá el. Tenho de
abalha em casa e na escola”, “Ap endi a se esponsá el pelas minhas coisas”, ou os op a am po
uma abo dagem mais di e a e obje i a, a i mando simplesmen e "Ap endi a a uma ".
56
A a iação nas espos as ao longo do p og ama desen ol ido e le iu o ac o de que somos odos
di e en es e os nossos cé eb os cap am a in o mação de manei as dis in as. Nem odos os alunos
assimila am as mensagens da mesma o ma, o que explica a p esença de espos as mais de alhadas
em algumas sessões e mais obje i as em ou as, assim como sessões em que os alunos de am espos as
bas an e semelhan es. Apesa dessas di e enças, o obje i o das sessões oi semp e cump ido, embo a
em algumas enha sido alcançado com maio e icácia do que em ou as.
Tendo em conside ação o ques ioná io de sa is ação global aplicado à u ma do 2.ºano de
escola idade (Apêndice 8A), a o alidade dos pa icipan es e e iu que gos ou de pa icipa nas sessões
desen ol idas e conside am que con ibuí am pa a a sua ap endizagem. No que oca à ques ão 3 -
“Re e e quais o am as uas maio es ap endizagens com a pa icipação nes e p og ama”, as espos as
es ão concen adas e o ganizadas no quad o 3.
Quad o 3
Respos as dos alunos do 2.º ano de escola idade à ques ão 3
Eu ap endi a pa ilha , se simpá ica, ajuda , sabe as minhas esponsabilidades, acalma -me e
espei o.
Ap endi a espei a as di e enças, e calma, sabe espe a , pa ilha e sabe mais sob e a ansiedade.
Eu ap endi a espe a , que odos nós ganhamos e ap endi a ala bem pa a os ou os.
Eu ap endi a acalma -me, sabe espe a , ama , pa ilha e mais coisas.
Eu ap endi a b inca com os ou os, a ama mui o e a pedi ajuda aos ou os.
Eu ap endi a se boa pessoa, pa ilha , ama , se amiga de odos e a se ca inhosa.
Eu ap endi a se esponsá el, pa ilha , se educada, odos nós ganhamos e a se mais especial.
Ap endi a pa ilha , a comp eensão e mui as mais coisas.
Eu ap endi a espe a , conhece -me mais, a ansiedade e a ge i con li os.
Ap endi a espe a , a e espei o, pa ilha , pin a , abalha e ap endi a empa ia.
Ap endi a e calma, e paciência e a espi a undo.
Ap endi a se esponsá el, a pa ilha e a pedi ajuda.
Ap endi a espe a , ala bem pa a oda a gen e e a ge i con li os.
O que eu ap endi oi a espe a , comp eende e a ala bem pa a os ou os.
O que eu ap endi mais oi a sabe espe a , pa ilha e ambém as minhas esponsabilidades.
Ap endi a espe a , acalma -me e a conhece -me.
Ap endi a e paciência, pa ilha e a b inca .
Ap endi a espe a , acalma -me, pa ilha e ap endi a b inca .
Ap endi a e espei o, pedi ajuda aos ou os e a pa ilha .
Ap endi a e mais paciência e amo pelos ou os.
Ap endi a e espei o, abalha e b inca .
As espos as dos alunos e le em uma cla a e olução em elação aos obje i os açados pelo
p og ama "Passo a Passo", demons ando que as p incipais ap endizagens adqui idas es ão em sin onia
57
com as compe ências socioemocionais que se p e endiam desen ol e . As menções eco en es a
concei os como pa ilha, esponsabilidade, espei o, paciência, au oconhecimen o, esponsabilidade,
ges ão de con li os e espe a, e elam que os alunos assimila am com i meza os alo es e as
compe ências abalhadas nas sessões.
Tendo em conside ação a ques ão 4 - “Das sessões ealizadas, seleciona as qua o que mais
gos as e” do ques ioná io de sa is ação global do p og ama, cons uímos o g á ico 1 que ap esen a as
sessões com maio p e alência.
G á ico 1
Núme o de o os das sessões p e e idas dos alunos do 2.º ano de escola idade
Após a análise do g á ico 1, pe cebeu-se uma dispa idade no núme o de o os en e as di e en es
sessões, com algumas ap esen ando uma p e alência signi ica i amen e in e io em compa ação com
ou as. As sessões com meno o ação o am a sessão n.º 4 (7 o os), a sessão n.º 1 (8 o os) e a sessão
n.º 8 (8 o os). Em con as e, as es an es sessões con a am com pelo menos 10 o os. A sessão n.º 2
egis ou 10 o os, a sessão n.º 7 con ou com 11 o os, e as sessões n.º 3, n.º 5 e n.º 6 ob i e am a
maio p e alência, com 13 o os cada.
O meno núme o de o os na 1.ª sessão pode de e -se ao ac o de os alunos ainda es a em a
adap a -se ao o ma o do p og ama, à dinâmica das sessões e ao con eúdo desen ol ido. Po ou o lado,
nas sessões n.º 4 e n.º 8, a ex ensão ou a complexidade dos emas abo dados pode e o nado mais
di ícil o en ol imen o e comp eensão dos pa icipan es, o que jus i ica a ligei a queda.
As sessões que con a am com um maio núme o de o os, como a n.º 3, n.º 5 e n.º 6, com 13
o os, podem e sido bem- ecebidas pelos alunos, seja po se em mais in e a i as, p odu i as ou po
8
10
13
7
13
13
11
8
0 2 4 6 8 10 12 14
Sessão nº 1
Sessão nº 2
Sessão nº 3
Sessão nº 4
Sessão nº 5
Sessão nº 6
Sessão nº 7
Sessão nº 8
64
con li os, demons a uma assimilação sólida dos con eúdos e uma e olução signi ica i a na o ma como
os alunos ge em as suas elações.
Rela i amen e à ques ão 4 - “Das sessões ealizadas, seleciona as qua o que mais gos as e” do
ques ioná io de sa is ação global do p og ama, ap esen amos o g á ico 2 pa a p ocede mos à análise
dos dados.
G á ico 2
Núme o de o os das sessões p e e idas dos alunos do 3.º ano de escola idade
Ao con á io do que se e i icou com a u ma do 2.º ano, os o os no 3.º ano o am menos
díspa es. A sessão com o meno núme o de o os oi a p imei a, com 9 o os, possi elmen e de ido à
adap ação dos alunos ao p og ama. Além disso, es a sessão e a ela i amen e ex ensa e desa iado a, o
que pode e in luenciado um meno en ol imen o. As es an es sessões i e am, no mínimo, 11 o os,
com a sessão n.º 6 a egis a p ecisamen e 11 o os. Já, as sessões n.º 3, n.º 7 e n.º 8 con a am com
12 o os, mos ando uma seleção mais consis en e. De seguida, a sessão n.º 2 egis ou 13 o os e a
sessão n.º 4 con ou com 14 o os. A sessão com um maio núme o de o os oi a sessão a n.º 5,
con ando com 17 o os e ecebendo um luga de des aque signi ica i o, com os alunos a demons a em
g ande en usiasmo. As sessões n.º 2, n.º 4 e n.º 5 egis a am os alo es mais ele ados, o que suge e
que podem e sido bem- ecebidas pelos alunos, an o pelo con eúdo, dinâmicas ado adas ou pelos
emas explo ados que despe a am um maio in e esse nos pa icipan es. Es as sessões podem e sido
mais en ol en es e consegui am cap a melho a a enção e o en usiasmo dos pa icipan es.
De o ma simila aos alunos do 2.º ano de escola idade, alguns alunos do 3.º ano ambém
demons a am di iculdade em eco da com p ecisão ce as sessões. Te ia sido ú il, po an o, ap esen a
0 5 10 15 20
Sessão nº 1
Sessão nº 2
Sessão nº 3
Sessão nº 4
Sessão nº 5
Sessão nº 6
Sessão nº 7
Sessão nº 8

65
egis os o og á icos das sessões ealizadas, a im de ajudá-los a elemb a os con eúdos e dinâmicas
desen ol idas ao longo do p og ama.
4.1.4. Impac o do p og ama no desen ol imen o das compe ências socioemocionais
As ca ac e ís icas psicomé icas da escala o am es adas a a és da análise da con iabilidade e
da análise a o ial con i ma ó ia, con o me ap esen ado no pon o 3.3. T a amen o de dados. A análise
a o ial con i ma ó ia da escala ap esen ou boas qualidades psicomé icas, conside ando as qua o
subescalas incluídas: χ2= 200.368 (d = 164,
p
= .028), RMSEA = .051, CFI = .92, GFI = .97. Todas as
subescalas demons a am ní eis acei á eis de consis ência in e na. Pa a a au oconsciência, consciência
social, au oges ão e ges ão de elações, o al a de
C onbach
oi de .60, .75, .82 e .65, espe i amen e.
4.1.4.1. Resul ados do 2º ano de escola idade
O g á ico 3 mos a que o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) ap esen ou um aumen o
na au oconsciência en e o p é- es e (
M
= 3,48, DP = 0,62) e o pós- es e (
M
= 4,56, DP = 0,37), indicando
que a in e enção oi e icaz (
p
< .001). No g upo de con olo ( ep esen ado em azul), a au oconsciência
diminuiu le emen e en e o p é (
M
= 3,86, DP = 0,54) e o pós- es e (
M
= 3,59, DP = 0,61), embo a essa
di e ença não seja es a is icamen e signi ica i a (
p
= .141). O e ei o da in e ação ao se signi ica i o
mos ou que a in e enção e e um e ei o di e en e nos g upos ao longo do empo, aumen ando a
au oconsciência dos pa icipan es do g upo expe imen al.
G á ico 3
Resul ados da au oconsciência no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 2.º ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0,381; SD = 0,168;
p
= .026; E ei o
do empo:

= -1,619; SD = 0,375;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,352; SD = 0,237;
p
< .001.
66
A análise do g á ico 4 suge e que ambos os g upos inicia am o es udo com ní eis semelhan es de
consciência social. No en an o, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) egis ou uma mudança
signi ica i a ao longo do empo (P é- es e:
M
= 2,91, DP = 0,54; Pós- es e:
M
= 3,75, DP = 0,42;
p
<
.001), enquan o o g upo de con olo ( ep esen ado em azul) ap esen ou uma ligei a diminuição nesse
mesmo pe íodo (P é- es e:
M
= 2,90, DP = 0,79; Pós- es e:
M
= 2,62, DP = 0,50), embo a essa não
osse es a is icamen e signi ica i a (
p
= .171). A in e enção e e um e ei o di e en e nos g upos ao longo
do empo, aumen ando a consciência social dos pa icipan es do g upo expe imen al.
G á ico 4
Resul ados da consciência
social no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 2.º
ano
No a
: E ei o do g upo:

= 0,010; SD = 0,179;
p
= .958; E ei o
do empo:

= -1,410; SD = 0,401;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,124; SD = 0,253;
p
< .001.
Ao analisa mos os esul ados, obse amos que ambos os g upos inicia am o es udo com ní eis
idên icos de au oges ão, não se e i icando di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os g upos no
p é- es e (
p
= .303). No en an o, após a in e enção, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de)
e idenciou um aumen o signi ica i o nes a compe ência (P é- es e:
M
= 2,79, DP = 0,45; Pós- es e:
M
=
3,76, DP = 0,49;
p
< .001), enquan o o g upo de con olo ( ep esen ado em azul) ap esen ou uma
diminuição no pós- es e (P é- es e:
M
= 2,97, DP = 0,66; Pós- es e:
M
= 2,51, DP = 0,68;
p
= .032). Os
esul ados indica am ainda que a in e enção aumen ou a au oges ão dos alunos do 2.º ano de
escola idade que pa icipa am no p og ama (

= 1,429; SD = 0,252;
p
< .001) (G á ico 5).
67
G á ico 5
Resul ados da au oges ão no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 2.º ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0.181; SD = 0,178;
p
= .313; E ei o
do empo:

= -1,886; SD = 0,398;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,429; SD = 0,252;
p
< .001.
O g á ico 6 mos a que os g upos, no p é- es e, ap esen a am ní eis di e en es de compe ências
de ges ão de elações (Con olo:
M
= 3,50, DP = 0,56; In e enção:
M
= 3,16, DP = 0,53;
p
< .05), endo
os alunos do g upo expe imen al um meno ní el de compe ências. No en an o, após a in e enção, o
g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) ap esen ou um aumen o nessa compe ência (
p
< .001), ao
passo que o g upo de con olo ( ep esen ado em azul) man e e ní eis p a icamen e inal e ados ao longo
do empo (
p
> .05). O p og ama e e um e ei o es a is icamen e signi ica i o no aumen o das
compe ências de ges ão de elações nos alunos do g upo expe imen al (

= 1,238; SD = 0,222;
p
<
.001).
68
G á ico 6
Resul ados da ges ão de elações no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 2.º
ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0.343; SD = 0,157;
p
= .032; E ei o
do empo:

= -1,267; SD = 0,351;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,238; SD = 0,222;
p
< .001.
Pa a o o al da escala de compe ências socioemocionais, e i icámos que, embo a o g upo
expe imen al i esse no p é- es e um meno ní el de compe ências (
M
= 3,09; DP = 0,39) em
compa ação com o g upo de con olo (
M
= 3,31; DP = 0,43), essa di e ença não e a es a is icamen e
signi ica i a (
p
> .05). Após a in e enção, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) ap esen ou
aumen os no á eis nas compe ências socioemocionais abalhadas (
M
= 4,11; DP = 0,19). Em con as e,
o g upo de con olo ( ep esen ado em azul), ap esen ou uma ligei a diminuição no pós- es e (
M
= 3,05;
DP = 0,35). Os esul ados suge em que a in e enção e e um impac o posi i o nos alunos pe encen es
g upo expe imen al (

= 1,286; SD = 0,153;
p
< .001) (G á ico 7).
69
G á ico 7
Resul ados das compe ências socioemocionais no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de
pa icipan es do 2.º ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0.244; SD = 0,108;
p
= .042; E ei o
do empo:

= -1,545; SD = 0,242;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,286; SD = 0,153;
p
< .001.
4.1.4.2. Resul ados do 3º ano de escola idade
A análise do g á ico 8 suge e que ambos os g upos inicia am o es udo com ní eis semelhan es de
au oconsciência (Con olo:
M
= 3,92, DP = 0,50; In e enção:
M
= 3,88, DP = 0,87;
p
=.873). No en an o,
o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) egis ou um aumen o signi ica i a ao longo do empo (P é-
es e:
M
= 3,88, DP = 0,87; Pós- es e:
M
= 4,31, DP = 0,33;
p
< .001), enquan o o g upo de con olo
( ep esen ado em azul) ap esen ou uma diminuição es a is icamen e signi ica i a nesse mesmo pe íodo
(P é- es e:
M
= 3,92, DP = 0,50; Pós- es e:
M
= 3,53, DP = 0,55;
p
= .027). O p og ama implemen ado
com os alunos do 3.º ano do g upo expe imen al aumen ou signi ica i amen e as compe ências de
au oconsciência des es alunos (

= 0,821; SD = 0,259;
p
= .002).

70
G á ico 8
Resul ados da au oconsciência no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 3.º ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0,036; SD = 0,183;
p
= .846; E ei o
do empo:

= -1,211; SD = 0,426;
p
= .006; E ei o da in e ação:

= 0,821; SD = 0,259;
p
= .002.
De igual modo, os ní eis de consciência social dos alunos do 3.º ano não a ia am em unção
do g upo (Con olo:
M
= 2,60, DP = 0,52; In e enção:
M
= 2,78, DP = 0,69;
p
=.360). No en an o, após
a in e enção, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) ap esen ou um aumen o signi ica i o nessa
compe ência (P é- es e:
M
= 2,78, DP = 0,69; Pós- es e:
M
= 3,78, DP = 0,47;
p
< .001), ao passo que
o g upo de con olo ( ep esen ado em azul) mos ou apenas uma ligei a diminuição (P é- es e:
M
= 2,60,
DP = 0,52; Pós- es e:
M
= 2,37, DP = 0,52;
p
= .181). A in e enção e e um e ei o di e en e nos g upos
ao longo do empo, aumen ando a consciência social dos pa icipan es do g upo expe imen al (G á ico
9).
71
G á ico 9
Resul ados da consciência
social no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 3.º
ano
No a
: E ei o do g upo:

= 0,176; SD = 0,171;
p
= .307; E ei o
do empo:

= -1,463; SD = 0,398;
p
< .001; E ei o da in e ação:

= 1,232; SD = 0,242;
p
< .001.
Ao analisa mos os esul ados, obse amos que ambos os g upos inicia am o es udo com ní eis
idên icos de au oges ão, não se e i icando di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os g upos no
p é- es e (
p
= .657). No en an o, após a in e enção, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de)
e idenciou um aumen o signi ica i o nes a compe ência (P é- es e:
M
= 2,46, DP = 0,57; Pós- es e:
M
=
3,45, DP = 0,64;
p
< .001), enquan o o g upo de con olo ( ep esen ado em azul) ap esen ou apenas
uma ligei a melho ia (P é- es e:
M
= 2,54, DP = 0,63; Pós- es e:
M
= 2,61, DP = 0,85;
p
= 763) que não
oi es a is icamen e signi ica i a. Os esul ados indica am ainda que a in e enção aumen ou a
au oges ão dos alunos do 3.º ano de escola idade que pa icipa am no p og ama (

= 0,918; SD =
0,288;
p
= .002) (G á ico 10).
72
G á ico 10
Resul ados da au oges ão no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 3.º ano
No a
: E ei o do g upo:

= -0,081; SD = 0,203;
p
= .692; E ei o
do empo:

= -0,845; SD = 0,473;
p
= .078; E ei o da in e ação:

= 0,918; SD = 0,288;
p
= .002.
Os esul ados ap esen ados no g á ico 11 e elam que ambos os g upos no p é- es e
ap esen a am ní eis di e en es de compe ências de ges ão de elações (Con olo:
M
= 3,31, DP = 0, 62;
In e enção:
M
= 3,74, DP = 0,66;
p
= .034), endo os alunos do g upo expe imen al um maio ní el de
compe ências. Após a in e enção, os dois g upos man i e am di e enças es a is icamen e signi ica i as
(Con olo:
M
= 3,49, DP = 0, 59; In e enção:
M
= 4,14, DP = 0,55;
p
< .001) e, embo a, os alunos do
g upo expe imen al enham aumen ado ligei amen e as suas compe ências de ges ão de elações (
p
=
.022), a in e enção não ap esen ou um e ei o na melho ia des e ipo de compe ências socioemocionais
pa a os alunos a equen a o 3.º ano de escola idade (

= 0,219; SD = 0,261;
p
= .405).
73
G á ico 11
Resul ados da ges ão de elações no p é- es e e pós- es e em unção do g upo de pa icipan es do 3.º
ano
No a
: E ei o do g upo:

= 0,431; SD = 0,185;
p
= .022; E ei o
do empo:

= -0,029; SD = 0,430;
p
= .946; E ei o da in e ação:

= 0,219; SD = 0,261;
p
= .405.
Pa a o o al da escala de compe ências socioemocionais, e i icámos que, embo a o g upo
expe imen al i esse no p é- es e um meno ní el de compe ências (
M
= 3,21; DP = 0,48) em
compa ação com o g upo de con olo (
M
= 3,09; DP = 0,35), essa di e ença não e a es a is icamen e
signi ica i a (
p
> .05). Após a in e enção, o g upo expe imen al ( ep esen ado em e de) ap esen ou
aumen os no á eis nas compe ências socioemocionais abalhadas (
M
= 3,92; DP = 0,31). Em con as e,
o g upo de con olo ( ep esen ado em azul), ap esen ou uma ligei a diminuição no pós- es e (
M
= 3,00;
DP = 0,39) que não oi es a is icamen e signi ica i a. Os esul ados suge em que a in e enção e e um
impac o posi i o no desen ol imen o das compe ências socioemocionais dos alunos pe encen es ao
g upo expe imen al (

= 0,797; SD = 0,168;
p
< .001) (G á ico 12).
80
a i idades in e a i as, incluindo o jogo da memó ia, onde se p essuponha que os pa icipan es
encon assem os pa es co e os en e as ca as disponí eis (Apêndice 44). Uma ou a a i idade en ol eu
a esc i a de sonhos po pa e dos alunos, que e am depois deposi ados numa caixa especialmen e
p epa ada pa a esse im, simbolizando a pa ilha e o desejo de ealização desses sonhos.
Adicionalmen e, oi ealizada uma dinâmica em equipa, na qual os alunos inham de c ia es a égias
pa a man e um balão no a , com a eg a de que cada jogado de e ia ocá-lo pelo menos duas ezes,
mas sem excede os ês oques. O e en o ambém con ou com uma "Dance Pa y" animada pela ádio
escola e um des ile "
Fashion
", onde o am exibidas oupas em segunda mão, p omo endo a
sus en abilidade e a c ia i idade.
4.4. Ação de o mação “A Mediação e a Ges ão de con li os em con ex o escola ”
Tendo em con a as conclusões e i adas do diagnós ico de necessidades, no qual se iden i ica am
di iculdades de comunicação e uma ausência de uma abo dagem posi i a na ges ão de con li os po
pa e dos AO com as c ianças e jo ens, e i icou-se a necessidade de capaci a es e g upo com
e amen as mais e icazes pa a ge i essas si uações. A ação de o mação oco eu no dia 25 de ma ço
de 2024, en e as 14:30h e as 16h, e con ou com a pa icipação de 18 AO, odas do géne o eminino.
A ação oi acompanhada po um
Powe Poin
isualmen e a aen e, eple o de co es ib an es, mas
man endo um design simples e de ácil comp eensão (Apêndice 45). A ação começou com uma a i idade
de queb a-gelo in i ulada “À descobe a”, com a du ação de 20 minu os. Es a a i idade e e como
obje i o comp eende a é que pon o o g upo se conhecia, uma ez que es e é um a o ulc al pa a
p omo e um ambien e de abalho mais coeso e e icaz. Po an o, a a i idade pe mi iu iden i ica ,
comp eende e expandi o conhecimen o de odos, dando asas à descobe a, ao au oconhecimen o e à
melho ia das elações in e pessoais. Du an e a a i idade, as pa icipan es o am di ididas em 4
subg upos (de aco do com o núme o de pa icipan es) e desa iadas a iden i ica o maio núme o possí el
de hábi os, si uações, desejos, gos os, desa ios e pa ecenças comuns en e as pa icipan es, eco endo
a uma ca olina pa a egis a essas descobe as.
Inicialmen e, as pa icipan es es a am com di iculdades a comp eende a a i idade de queb a-
gelo, possi elmen e de ido à al a de amilia idade com a i idades que exigissem in e ações pessoais e
uma e lexão mais p o unda. Es a a i idade p opunha que encon assem pon os em comum en e si e
mui as das pa icipan es menciona am que, nas suas o inas diá ias, a amen e inham a opo unidade
de con e sa com as colegas sob e emas des e o o, dado que ge almen e não há empo pa a con e sas
mais p o undas ou pessoais. Após uma explicação mais de alhada, os g upos consegui am comp eende

81
a dinâmica p opos a e pa icipa am a i a e en usiasmadamen e na mesma. Podemos obse a no quad o
8 as espos as dadas pelas pa icipan es nes a a i idade.
Quad o 8
Respos as à a i idade de queb a-gelo “À descobe a”
Respos as do g upo 1:
Respos as do g upo 2:
Gos amos:
• Since idade;
• Paz;
• Bacalhau com B oa;
• Pudim;
• Caminha ;
• Ve uma sé ie;
• Passea com amigos.
Gos amos:
• Passea ;
• Viaja ;
• Doces;
• P o issão que exe cemos;
• Con í ios en e amigos e amília;
• Toma o pequeno-almoço;
• F u a.
Respos as do g upo 3:
Respos as do g upo 4:
Gos amos:
• Viaja ;
• Es a em sociedade;
• Música dos anos 80/90;
• Joias;
• Pe umes;
• Boa ma iscada;
• Es a em espaços li es;
• Caminha ;
• Namo a ;
• C ianças.
Não gos amos:
• Con li os;
• Es a em espaços escu os;
• Gue a.
Gos amos:
• Doces;
• Na u eza;
• Cuida das c ianças;
• Con i e com os colegas;
• Da mui as ga galhadas;
• Caminha pela na u eza;
• Bacalhau assado na b asa com ba a a à mu o;
• Todas somos casadas e com ilhos e gos amos
mui o dos nossos ma idos;
• Somos elizes.
Como podemos obse a no quad o 8, du an e a a i idade, os qua o subg upos des aca am pelo
menos se e simila idades en e os seus memb os, maio i a iamen e ocadas em aspe os posi i os
(segundo o olha das mesmas). Não obs an e, apenas um dos subg upos se desa iou a iden i ica
pa ecenças em comum sob e aspe os que conside a am nega i os, exp essos pela exp essão “não
gos amos”.
Es a endência pode se um e lexo de á ias in luências sociais e psicológicas. P imei amen e,
suge e que a maio ia das pessoas possui uma inclinação na u al pa a se oca nos aspe os
82
ins in i amen e “posi i os” da ida. Es e enómeno pode se explicado pelo desejo humano de nos
sen i mos pa e in eg an e de um g upo e, na u almen e, as pessoas podem sen i -se mais con o á eis
ao elenca si uações posi i as, uma ez que es e compo amen o ende a acili a a in eg ação social e a
minimiza o isco de icção en e os memb os. Ademais, a e icência em des aca aspe os nega i os
pode se is o como um compo amen o que isa e i a a c iação de ba ei as, aliado ao ac o de se
conside a que es e lado pode á se en endido como ulne á el e po encialmen e con li an e.
Adicionalmen e, e ela-se in e essan e no a que o único subg upo que e e iu aspe os nega i os,
deu o exemplo de “con li os”. Du an e o desen ola da ação de o mação, icou pe ce í el que a g ande
maio ia das pa icipan es associa a os con li os a si uações nega i as, ao in és de ê-los como
opo unidades que pe mi em o c escimen o e a e olução. Es a pe ceção comum do con li o como algo
ine en emen e des a o á el pode e le i uma isão mais adicional, onde se pe spe i a o con li o como
um “comba e” en e ad e sá ios.
Es a ação oi concebida pa a p omo e uma in e ação e icaz en e eo ia e p á ica, pe mi indo uma
explo ação ap o undada dos concei os de educação, mediação e ges ão de con li os. Após a
ap esen ação dos p essupos os eó icos que sus en am es es emas, oi ealizada a a i idade "Des enda
a Jo nada da Mediação". Es a dinâmica oi desenhada pa a es a e e o ça a comp eensão das
pa icipan es sob e concei os-cha e p e iamen e explo ados. O obje i o cen al consis ia em que as
pa icipan es comple assem pala as ou concei os elacionados com a mediação, adi inhando as le as
ausen es de cada e mo. Dos se e e mos p opos os, as pa icipan es consegui am iden i ica
co e amen e seis, demons ando uma boa comp eensão do con eúdo ap esen ado (Apêndice 46). A
única pala a em que hou e hesi ação oi " esolução", o que p opo cionou uma opo unidade pa a
cla i ica melho o concei o. Du an e esse momen o, explicámos de o ma mais de alhada como a
" esolução" se in eg a na p á ica de mediação, e o çando a comp eensão do g upo sob e o ema. Como
al, des acou-se a necessidade de uma maio cla eza ou de uma abo dagem di e en e ao ap esen a es e
concei o em especí ico.
A segui , oi ealizada a a i idade “Um pensamen o, uma pala a”, onde as pa icipan es o am
con idadas a esc e e num
pos -i
a p imei a pala a que lhes iesse à men e ao pensa no concei o
“con li o”. Obse ou-se que odas as espos as associa am o e mo a pala as de cono ação nega i a,
como: “dis ú bio; zanga; lu a; ai a; discó dia; con usão; descon o o; iolência; mal-en endidos; gue a;
ódio; p eocupação; desen endimen o; duas pessoas en ol idas de o ma e bal; discussão e is eza”
(Apêndice 47).
83
As espos as e ela am uma pe ceção p edominan emen e nega i a ace ca do “con li o”,
e idenciando uma endência comum de associá-lo à iolência, à discussão e ao caos. Es a pe ceção
pode se in luenciada po di e sos a o es. Po um lado, a sociedade, a a és dos meios de comunicação,
ende a e a a o con li o em con ex os de ag essão e desen endimen o. Po ou o lado, as expe iências
pessoais moldam as nossas pe ceções e deixam ma cas que in luenciam e condicionam a o ma como
as pessoas eagem a con li os u u os. Ademais, a al a de o mação especí ica sob e a ges ão de con li os
pode limi a a comp eensão de que o con li o pode se abo dado de manei a cons u i a e u í e a.
Po an o, e sendo o con li o ine i á el e in ínseco às elações humanas, es a expe iência sublinha
a impo ância de se p omo e uma mudança de pe spe i a sob e o ema. A a és de p og amas de
sensibilização ou
wo kshops
, é possí el incen i a a comp eensão de que o con li o pode ealmen e se
uma e amen a aliosa pa a o c escimen o pessoal e a e olução cole i a.
Após a ap esen ação dos p essupos os eó icos, deu-se início à a i idade "Explo a Con li os em
G upo", p oje ada com o obje i o de incen i a as pa icipan es a analisa qua o casos de con li o em
con ex o escola , di ididas em subg upos. Es a dinâmica isa a es imula a e lexão cole i a sob e cada
caso ap esen ado e, simul aneamen e, p omo e a ligação com as suas p óp ias expe iências e p á icas
diá ias (Apêndices 48, 49, 50 e 51). No quad o 9 são ap esen adas as espos as e e lexões das
pa icipan es esul an es des a a i idade.
Quad o 9
Respos as à a i idade “Explo a con li os em g upo”
Respos as do caso 1:
Respos as do caso 2:
a) João e Ped o.
b) O João e ma cado um golo de ole a.
c) Con e sa com ambos (João e Ped o);
acalma a si uação; aze en ende que
no jogo não ale udo (que há eg as).
a) A onso e Tiago.
b) O A onso culpou o Tiago pelo im da
elação que inha com a Ma iana.
c) Ou i o Tiago; ou i o A onso; no im
jun á-los e en a dialoga en e eles pa a
esol e o p oblema.
Respos as do caso 3:
Respos as do caso 4:
a) Gos os di e en es pela b incadei a.
b) Não con e sa am pa a pode chega a
um aco do.
c) Hou e um desen endimen o e
a as amen o, causado po nenhuma
pa e que e cede .
a) (O I o), Ma a, Ia a e Tomás.
b) O I o sen ia-se excluído do g upo.
c) De iam con e sa e explica -lhes que o
I o não inha mo i os pa a e essa
a i ude.
84
De uma o ma ge al, a a i idade oi comp eendida po odos os subg upos, que o am capazes de
iden i ica os in e enien es do con li o, o p oblema em ques ão e ap esen a soluções pa a a ges ão
e icaz do con li o.
De alhadamen e, os subg upos que analisa am os casos 1 e 2 consegui am abo da odas as
ques ões de manei a p ecisa e a iculada, demons ando uma comp eensão cla a e uma análise sólida
dos con li os ap esen ados. No en an o, embo a enham suge ido in e enções adequadas, como a
necessidade de diálogo e de acalma a si uação, pode ia e sido ú il inclui exemplos mais conc e os de
ações que acili assem a esolução e icaz dos con li os.
O subg upo esponsá el pelo caso 3, inicialmen e, demons ou di iculdades em in e p e a
co e amen e as ques ões p opos as, esul ando em alguma con usão. No en an o, ao pa ilha em em
oz al a as suas espos as, ajus a am a sua in e p e ação e esponde am de o ma adequada às
ques ões. Es a expe iência le ou-nos a e le i sob e a cla eza e a es u u a das ques ões o muladas.
Possi elmen e, uma o mulação mais di e a e especí ica ou uma explicação mais de alhada das
ques ões, pode ia e e i ado mal-en endidos e acili ado a comp eensão desde o início.
Po im, o subg upo esponsá el pelo Caso 4 ap esen ou uma solução pa a ge i e icazmen e o
con li o, ocando-se p incipalmen e nos p óp ios in e enien es, suge indo que es es esol essem a
si uação po eles p óp ios. Embo a essa suges ão osse álida, conside ou-se que al ou ên ase na
in e enção di e a dos AO na ges ão do con li o. Ac edi a-se que e ia sido ú il es u u a a ques ão de
manei a mais di e a e especí ica, des acando a necessidade de conside a o papel a i o dos AO. Não
obs an e, du an e o deba e em conjun o sob e as soluções pa a a ges ão e icaz dos con li os, á ias
pa icipan es menciona am espon aneamen e algumas das dicas o necidas pos e io men e no
lye
(Apêndice 52), demons ando que comp eende am cada uma delas, o que se iu como um ecu so
adicional pa a odas as pa icipan es.
No inal da a i idade, as pa icipan es o am con idadas a p eenche em um ques ioná io de
sa is ação sob e a ação de o mação e ecebe am um ce i icado de pa icipação (Apêndice 53).
4.4.1. A aliação do ques ioná io de sa is ação global da ação de o mação
Tendo em conside ação o ques ioná io de sa is ação da ação de o mação “A Mediação e a Ges ão
de Con li os em con ex o escola ” (Apêndice 9), ap esen amos o g á ico 13 ace ca da ques ão 2 - “Po
a o , esponda a odas as ques ões assinalando com uma c uz (X) a sua opinião, u ilizando a seguin e
escala: 1 (Mui o sa is ei o); 2 (Insa is ei o); 3 (Nem sa is ei o, nem insa is ei o); 4 (Sa is ei o) e 5 (Mui o
sa is ei o)”, ela i amen e a a i mações sob e di e sos pa âme os a a alia da ação de o mação.
85
G á ico 13
Resul ados da ques ão 2 do ques ioná io de sa is ação aos AO
No a
: I em 1: Du ação da ação de sensibilização de aco do com os con eúdos. I em 2:
Domínio e cla eza na exposição dos con eúdos. I em 3: U ilidade e ele ância dos
con eúdos. I em 4: Cla eza e qualidade dos ma e iais ap esen ados. I em 5: A mediado a
es agiá ia incen i ou a pa icipação e ado ou es a égias ino ado as. I em 6: Aquisição
de no os conhecimen os. I em 7: Sa is ação ge al da ação de sensibilização.
Ao analisa es e g á ico, e i icámos uma p edominância de espos as no alo 5 (Mui o sa is ei o),
o que ep esen a uma espos a bas an e posi i a, conside ando que, nes e con ex o, o 5 simboliza o alo
máximo. A cons ância do alo 5 ao longo da maio ia dos i ens suge e que a a aliação global dos
pa icipan es oi uni o memen e ele ada, o que e le e uma pe ceção homogénea em elação àquilo que
es á a se a aliado. A linha quase e a nes e pon o demons a que os i ens 1, 3, 4 e 7 ob i e am
esul ados es á eis e ideais.
No en an o, iden i icam-se ês exceções com a iações nega i as, nomeadamen e no i em 2
(la anja), i em 5 ( oxo) e no i em 6 ( e de-cla o), que egis am des ios pa a alo es in e io es. Em elação
ao i em 2, obse a-se uma espos a pa a uma queda pa a o alo 3, o que suge e que es e i em oi
a aliado de o ma menos posi i a pelas pa icipan es, que pode á es a elacionado com uma pe ceção
de insa is ação ou um aspe o da in e enção que não oi ão bem-sucedido. É possí el que enha sido
necessá io ado a um discu so mais cla o e coeso, uma ez que a complexidade dos concei os
ap esen ados ou a o ma como o am ansmi idos pode não e sido su icien emen e acessí el pa a
odas as pa icipan es.
Quan o ao i em 5, pe ceciona-se uma espos a pa a uma queda pa a o alo 4, e, embo a a
pa icipação dos elemen os enha supe ado as expec a i as iniciais, pode ia e ha ido um incen i o
0
1
2
3
4
5
6
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
I em 1. I em 2. I em 3. I em 4.
I em 5. I em 6. I em 7.

86
adicional à pa icipação. Em a i idades u u as, p e ende-se ado a ou o ipo de es a égias que acili em
a in e ação e p omo am maio en usiasmo en e odos.
Rela i amen e ao i em 6, a a iação de duas espos as pa a um alo in e io pode indica que os
con eúdos ap esen ados pode iam e sido mais di e si icados. A in odução de ecu sos mul imédia,
como ídeos ilus a i os,
podcas s
ou demons ações p á icas, pode ia en iquece a expe iência e
melho a a a aliação nes a á ea. Es as lu uações indicam que, embo a a maio ia das dimensões
analisadas enha ob ido uma espos a al amen e posi i a, exis em pon os especí icos que me ecem maio
a enção.
No que diz espei o à ques ão 3 do p esen e ques ioná io – “Conside a que de iam exis i mais
ações de o mação como es a?”, a o alidade das pa icipan es (dezoi o) seleciona am a opção “Sim”.
Es es dados pode ão indica que as pa icipan es conside am que se de e apos a mais nes as ações,
uma ez que pode se uma mais- alia pa a odos.
A ques ão 3.1. ques iona a “Po quê?”, dando seguimen o à ques ão an e io , e o am dadas 17
espos as e 1 espos a em b anco, como podemos e no quad o 10.
Quad o 10
Respos as à ques ão 3.1. do ques ioná io de sa is ação aos AO
Gos ei mui o, é mui o ú il e es as con e sas sob e as c ianças.
É semp e bom e mos mais conhecimen o.
Po que com es as o mações es amos semp e a ap ende .
Te ou os conhecimen os, pa a po mos em p á ica.
Pa a ap ende mais.
Po que es as ações são semp e uma mais- alia pa a nós.
Po que con ibui pa a a minha o mação pessoal e p o issional.
Po que con ibui mui o pa a a minha p o issão.
Po que é semp e uma mais- alia pa a o nosso abalho.
Pa a conhecimen o de no as es a égias.
Po que es as ações nunca são demais.
Po que é bom es a semp e a ap ende e ap endo semp e com as o mações dadas.
Po que é mui o sa is a ó io pa a o nosso cu ículo (sabe nunca é demais).
Nes as ações de o mação/sensibilização ap endemos semp e mais do que aquilo que já sabemos e
p a icamos no nosso abalho.
Po que es amos semp e a ap ende .
Ficamos semp e a ap ende e emos mais conhecimen o.
Po que es amos semp e a ap ende .
A análise des as espos as suge e que as pa icipan es ac edi am que es as ações con ibuem
pa a o c escimen o das suas compe ências indi iduais e cole i as. De alhadamen e, as pa icipan es
87
conside am que es as ações são ú eis e alo izam a opo unidade de discu i emas des e eo ;
econhecem a impo ância de adqui i conhecimen os que podem se aplicados di e amen e nas suas
p á icas diá ias; ac edi am que pode se uma mais- alia signi ica i a pa a a sua p o issão; sob essai uma
o e alo ização da ap endizagem con ínua, uma ez que mui as das pa icipan es des aca am que es as
ações são uma on e de cons an e conhecimen o e, po im, econhecem a de ida impo ância pa a o
seu cons u o, aliando o desen ol imen o pessoal ao p o issional. Em elação à espos a em b anco, es a
pode indica que a pa icipan e não se sen iu à on ade, e e di iculdade em exp essa a sua opinião,
desin e esse ou en ão a ques ão pode ia e sido mais cla a.
De aco do com a ques ão 4 – “Quais as al e ações que, na sua opinião, pode iam melho a uma
p óxima ação?”, o am dadas 13 espos as e 5 espos as em b anco, como podemos e no quad o 11.
Quad o 11
Respos as à ques ão 4 do ques ioná io de sa is ação aos AO
Gos a ia de e mais empo de o mação.
Gos ei da o mação, não melho a ia nada.
Na minha opinião, de e iam ambém ha e es e ipo de o mações pa a p o esso es jun o com os
assis en es ope acionais.
Es a a ó ima.
Es a a se ena.
Na minha opinião, não azia nenhumas al e ações, gos ei mui o.
Foi mui o di e ida e elucida i a. Pa a a p óxima pode ia se mais dinâmica.
Foi mui o p odu i a e di e ida, gos ei mui o.
Pa a mim a ação es á mui o bem.
Nenhumas al e ações, gos ei imenso.
Numa p óxima, al ez coloca mais jogos em g upo.
Foi mui o sa is a ó io, di e i-me.
Pa a mim ações como es a, es ão bem. Co eu 5 es elas.
A análise das espos as e ela uma sa is ação ge al com a ação de o mação. As no e espos as
que não suge i am á eas de melho ia indicam que a ação a endeu às expec a i as das pa icipan es,
sendo bem ecebida an o em e mos de con eúdo quan o de dinâmica. Po ou o lado, as qua o
espos as que p opuse am melho ias suge em um in e esse em amplia o empo dedicado à o mação
e em aumen a a in eg ação e colabo ação en e di e en es g upos de p o issionais da escola, assim
como expandi a in e a i idade e dinamismo da ação. Quan o às espos as em b anco, podem se
in e p e adas de á ias manei as. É possí el que as pa icipan es enham ido di iculdades em iden i ica
melho ias no momen o de esponde ao ques ioná io ou que enham sen ido que a ação oi
su icien emen e ab angen e, sem necessidade de suges ões adicionais. Al e na i amen e, es as
88
espos as podem e le i um meno ní el de in e esse em elação à ques ão especí ica, embo a a
sa is ação ge al com a ação pa eça p e alece .
4.5. Aplicação e a aliação do ques ioná io aos docen es sob e mediação escola
O ques ioná io di igido aos docen es e e como obje i o in es iga os seus conhecimen os e
pe ceções sob e a mediação escola e a o ma como es a é aplicada no deco e da sua p á ica
p o issional (Apêndice 10). De aco do com a ques ão 1 – “Géne o”, o ques ioná io ob e e 15 espos as,
das quais 13 do géne o eminino e 2 do géne o masculino. Pa a comp eende mos as espos as dadas
à ques ão 2 - “Qual é o g upo de ec u amen o a que pe ence/em que leciona?”, cons uiu-se a abela
9, que nos ap esen a os g upos de ec u amen o nos quais esses docen es lecionam.
Tabela 9
Respos as à ques ão 2 do ques ioná io aplicado aos docen es
Códigos dos g upos de ec u amen o dos
docen es inqui idos
n
110
Ensino Básico - 1º ciclo
4
200
Po uguês e Es udos Sociais/His ó ia
2
220
Po uguês e Inglês
1
230
Ma emá ica e Ciências da Na u eza
2
240
Educação Visual e Tecnológica
2
260
Educação Física
1
290
Educação Mo al e Religiosa Ca ólica
1
320
F ancês
1
910
Educação Especial
1
A análise da abela 9 e ela uma dis ibuição di e si icada dos docen es po códigos de
ec u amen o, indicando uma ep esen a i idade signi ica i a en e os g upos que pa icipa am no
ques ioná io. O g upo de ec u amen o 110 (Ensino Básico - 1.º ciclo) des aca-se com o maio núme o
de espos as (4 docen es), seguido pelos g upos 200 (Po uguês e Es udos Sociais/His ó ia), 230
(Ma emá ica e Ciências da Na u eza) e 240 (Educação Visual e Tecnológica), que ob i e am 2 espos as
cada. Os g upos 220 (Po uguês e Inglês), 260 (Educação Física), 290 (Educação Mo al e Religiosa
Ca ólica), 320 (F ancês) e 910 (Educação Especial) con a am com 1 docen e cada.
Apesa do núme o o al de espos as ao ques ioná io não se ele ado, é no á el que a pa icipação
oi dis ibuída de o ma equilib ada en e as di e en es á eas de ensino. A cap ação de pe ceções a iadas
89
e pe inen es sob e o ema o na-se um a o c ucial, na medida em que o nece uma isão mais ampla
e ep esen a i a da ealidade escola .
O g á ico 14 ilus a a dis ibuição das espos as à ques ão 3 - “Há quan os anos abalha nes a
Escola?”, di idida po escalas de anos de se iço.
G á ico 14
Resul ados da ques ão 3 do ques ioná io aplicado aos docen es
As espos as mos am uma di e sidade signi ica i a no empo de pe manência dos docen es na
ins i uição e obse a-se que a maio a ia de espos as (7 docen es) pe ence à ca ego ia "0-5 anos",
indicando uma quan idade conside á el de p o esso es que es ão no início da sua aje ó ia nes a escola,
o que pode aze pe spe i as ino ado as. Em seguida, a ca ego ia "16-20 anos" egis a 4 espos as,
enquan o 2 docen es se enquad am na aixa "6-10 anos". Já na aixa "11-15 anos", não se egis a am
espos as, enquan o 1 docen e se encon a na aixa "21-25 anos" e ou o com mais de 25 anos de
se iço na escola. As di e en es aixas de empo de se iço possibili am uma isão di e si icada e ica
que con ibui pa a a p o undidade das espos as dos inqui idos.
A análise das espos as à ques ão 4 - “Possui o mação em mediação escola ou de con li os?",
e ela que a o alidade dos inqui idos espondeu nega i amen e, o que indica que a o mação em
mediação escola ainda não é uma p á ica disseminada en e os docen es. Es e dado suge e que a
mediação, enquan o e amen a de ges ão de con li os no ambien e escola , ainda em um longo caminho
a se ilhado pa a se o na uma compe ência comum en e os p o issionais da educação.
Com o deside a o de ap esen a mos e analisa mos as espos as à ques ão 5 - “O que en ende po
“Mediação Escola ”?”, ap esen amos o quad o 12.
7
2
0
4
11
0-5 6-10 11-15 16-20 21-25 +25
96
Pa a inaliza o ques ioná io, a ques ão 9 “Pa a si, quais são os p incipais cons angimen os da
p á ica de Mediação em con ex o escola ?”, ap esen amos as espos as no quad o 14.
Quad o 14
Respos as à ques ão 9 do ques ioná io aplicado aos docen es
Excessi a p o eção, po um lado os alunos pe dem capacidade/au onomia pa a a esolução de
con li os, po ou o u ilizam os mediado es pa a amplia qualque coisa, ans o mando um mui o
pouco pa a um exage o.
Fal a de espaços e de empo pa a in e enções a iculadas de média e/ou longa du ação.
Fal a de ecu sos humanos especializados.
Desconhecimen o e, po ezes, não acei ação dos alunos/enca egados de educação des a p á ica.
Não ha e empo li e su icien e pa a abalha o mas de es a e de agi com os alunos p oblemá icos.
Nada a egis a .
A mul iplicidade de in e esses e on ades.
Não exis e uma cul u a de mediação implemen ada na escola; pessoal docen e e não docen e não
em o mação nes e âmbi o.
A impulsi idade dos alunos que nem semp e acili a a mediação. A al a de o mação/ in o mação da
comunidade escola .
Fal a de écnicos especializados.
Não e cons an emen e/ de o ma e e i a uma mediado a no 1ºciclo.
Não es a implemen ado na escola.
Sem dú ida o acesso a mediado es.
Fo mação de docen es e alguma al a de sensibilização, po pa e dos mesmos, ela i amen e à
ealidade es u u al de mui os alunos cujas ealidade amilia é mui o di ícil.
Ao analisa as espos as dos 14 p o esso es à ques ão 9, é possí el iden i ica á ios desa ios
signi ica i os que, na pe ceção dos docen es, di icul am a implemen ação e icaz da mediação no
ambien e escola . Os p incipais cons angimen os iden i icados passam pela al a de ecu sos
especializados, de o mação, de empo e de espaço; a cul u a de mediação ainda não es á implemen ada
na escola e o compo amen o dos alunos.
Um comen á io in e essan e e al ez mais singula é o que se e e e à excessi a p o eção dos
alunos e dependência. Es e comen á io o e ece uma e lexão c í ica sob e os po enciais e ei os
indesejados da mediação, suge indo que pode, po um lado, limi a a au onomia dos alunos na esolução
de con li os e, po ou o, le a os es udan es a ampli ica pequenos p oblemas, usando a mediação pa a
si uações desnecessá ias.
Ou o comen á io digno de des aque é:
"
Não e cons an emen e/de o ma e e i a uma mediado a
no 1º ciclo". Es e comen á io e o ça ainda mais a pe inência des e p oje o, uma ez que sublinha a
impo ância da mediação nes a ase de ensino e de desen ol imen o e a lacuna exis en e que o p oje o

97
p ocu ou colma a . A necessidade de um acompanhamen o mais cons an e no 1º ciclo do ensino básico
oi iden i icada como essencial, especialmen e po que alguns elemen os do GAAF menciona am que
p io iza am ou os ciclos de ensino, o que esul ou num meno con ac o di e o com os alunos mais
jo ens. Es a al a de a enção di e a pode esul a na escalada de con li os, dado que a ausência de
in e enções p e en i as e de mediação no 1.º ciclo do ensino básico pode di icul a a ges ão e icaz de
compo amen os e con li os.
As espos as “Nada a egis a " e a ausência de espos a indicam que os pa icipan es podem e
ido di iculdades em iden i ica cons angimen os da mediação, al a de en ol imen o di e o com a p á ica
ou mesmo desin e esse em elação à ques ão em especí ico.
4.6. Pa icipação em a i idades e e en os ex e nos
Ao longo do ano le i o, a pa icipação em di e sas a i idades ex e nas desempenhou um papel
undamen al no p ocesso de in eg ação e in e enção no con ex o escola . Logo no início des a jo nada,
i emos a opo unidade de nos en ol e mos em e en os signi ica i os, como a pales a “Escola pa a Pais
– Nu i o u u o: Pais in o mados, Filhos saudá eis” (Apêndice 54), que p opo cionou um espaço de
diálogo sob e os desa ios da pa en alidade e a impo ância de uma alimen ação saudá el.
A pa icipação na comemo ação do Dia Mundial da Lu a con a o
Bullying
, na qual os alunos o am
desa iados a e le i sob e a empa ia e a impo ância de comba e o
Bullying
, ao egis a em um
pensamen o numa i a (Apêndice 54), e elou-se uma opo unidade aliosa pa a sensibiliza a
comunidade escola sob e es e ema ão pe inen e. Adicionalmen e, a Ma cha do 34.º Ani e sá io da
Assina u a da Con enção pelos Di ei os das C ianças – Escola pelos Di ei os das C ianças, e o çou o
comp omisso da comunidade educa i a na p omoção dos di ei os das c ianças, incen i ando o sen ido
de cidadania a i a en e os alunos e sublinhando a impo ância da de esa dos seus di ei os.
Também pa icipámos numa Ação de Cu a Du ação sob e Pa en alidade Posi i a, des inada aos
docen es, que nos ajudou a comp eende melho os desa ios en en ados pelos p o esso es e na
p omoção de uma pa en alidade mais conscien e e in o mada. Além disso, es i emos p esen es na
pales a sob e os Desa ios da Pa en alidade Posi i a, di igida aos EE do p é-escola e do 1.º ciclo, o que
ampliou a nossa isão sob e as di iculdades e os dilemas que as amílias en en am no acompanhamen o
escola dos seus ilhos.
Nas Jo nadas da Educação e da Família:
Ap endendo, na egando e b incando jun os: Escolas e
amílias mais elizes
, o oco oi colocado em ês momen os cha e: a "Res ição do uso de elemó eis no
con ex o escola ", a con e ência "Escolas e amílias mais elizes" e uma sessão de sensibilização sob e
98
a Pa en alidade Digi al Posi i a. Es es momen os p opo ciona am uma e lexão p o unda sob e ques ões
a uais na educação e en ol e am di e amen e as amílias nas discussões.
Du an e a Semana dos A e os, uma inicia i a em que o GAAF ambém es e e en ol ido,
pa icipámos em di e sas a i idades com missões diá ias, e o çando o ambien e de coope ação e a e o
en e a comunidade escola (Apêndice 54).
A nossa pa icipação numa sessão de disseminação da mobilidade no âmbi o do P og ama
E asmus+, culminando numa p á ica de
S ess Managemen and Bu nou P e en ion
(Apêndice 55),
onde expe imen ámos écnicas de elaxamen o e Yoga, oi ambém de g ande impo ância. Es a
expe iência sublinhou a necessidade de cuida do bem-es a dos p o issionais educa i os.
Pa a celeb a os 50 anos da Re olução dos C a os e o ani e sá io do AE, pa icipámos no
espe áculo “Es a é a mad ugada que eu espe a a”, que combinou a e e educação numa homenagem
his ó ica e cul u al (Apêndice 54).
Pe o do inal do ano le i o, pa icipámos numa caminhada a um local de e e ência his ó ica, com
o obje i o de p omo e simul aneamen e a Educação Ambien al e Hábi os de Vida Saudá el (Apêndice
54).
Além disso, a con i e da equipa do 1.º ciclo, acompanhámos as u mas em isi as educa i as ao
Ja dim Zoológico de San o Inácio e ao
Magikland
(Apêndice 54), momen os que o e ece am
opo unidades aliosas de descon ação e ap endizagem ao a li e, omen ando a con i ência saudá el
en e os alunos.
Pa alelamen e, o es udo de desenho
quasi-expe imen al
oi acei e e ap esen ado na 9 h ENSEC
Con e ence, ealizada na G écia en e os dias 5 e 7 de se emb o de 2024, sob o ema "Social Emo ional
Lea ning o Li e ime Achie emen ". A nossa ap esen ação, in i ulada "De eloping Heal hy Coexis ence:
Implemen a ion and E alua ion o a P og am o P ima y School S uden s", p opo cionou uma
opo unidade aliosa pa a dissemina os esul ados do p og ama implemen ado no 1.º ciclo e en iqueceu
o nosso pe cu so, an o pessoal como p o issionalmen e. Es e momen o não só nos pe mi iu pa ilha o
impac o posi i o do p og ama, como ambém omen a o in e esse de ou os p o issionais da á ea,
incen i ando a sua aplicação em di e en es con ex os educa i os.
Em suma, a pa icipação nes as a i idades con ibuiu de o ma con ínua e signi ica i a pa a o
nosso desen ol imen o pessoal e p o issional, p opo cionando ap endizagens di e si icadas sob e as
dinâmicas escola es e momen os de e lexão sob e a impo ância de in eg a di e en es con ex os na
mediação escola . Cada uma des as expe iências, ao seu modo, en iqueceu a nossa p á ica e expandiu
a nossa isão sob e o papel da mediação no con ex o escola .
99
CAPÍTULO V. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao chega mos ao inal des e pe cu so, sen imos um p o undo sen ido de ealização, sa is ação e
g a idão no co ação, e le indo sob e o abalho que desen ol emos. O p oje o de mediação escola aqui
desen ol ido p ocu ou e idencia o po encial ans o mado des a p á ica que, apesa de ainda se
desconhecida po alguns, em o pode de impac a posi i amen e as idas que com ela se c uzam.
Vi emos num mundo em que as elações es ão cada ez mais agilizadas e, equen emen e, as
pessoas desis em acilmen e umas das ou as. No en an o, como sublinham Sil a e Ma ins (2015),
ninguém consegue se plenamen e eliz sem o ou o. As escolas, espaços ib an es e eple os de ida,
de em se conside adas e enos é eis pa a cul i a essas elações e, po isso, são espaços de
excelência pa a a p á ica da mediação. Desse modo, es e es udo e o ça o con ibu o que o p oje o ouxe
pa a os qua o pila es undamen ais da educação, con o me de inidos pelo AE (2018): ap ende a se ,
ap ende a sabe , ap ende a aze e ap ende a i e em conjun o.
No que diz espei o ao es udo
quasi-expe imen al
desen ol ido no 1.º ciclo do ensino básico, os
esul ados indicam que o p og ama e e um impac o posi i o nas compe ências socioemocionais dos
pa icipan es, com di e enças signi ica i as nas pon uações da escala u ilizada no p é- es e pa a o pós-
es e. Como o ma de econhecimen o pela sua e olução, os pa icipan es ecebe am um ma cado de
li o pe sonalizado com a mensagem “A cada passo que dás, o nas- e ainda mais especial” (Apêndice
56), e o çando a impo ância de cada e apa no seu desen ol imen o. O SECQ e elou-se um ins umen o
iá el e cul u almen e alidado pa a medi as compe ências socioemocionais, p opo cionando uma
e amen a ú il pa a u u as in es igações. No en an o, como em qualque mé odo cien í ico, os es udos
quasi-expe imen ais
ap esen am limi ações, como a ausência de amos as alea ó ias, que pode es ingi
a gene alização dos esul ados. Fe nandes (1991, ci ado po Mo ei a e al., 2021) apon a que, nos
es udos
quasi-expe imen ais
, não é possí el con ola odas as a iá eis que podem con lui com a
a iá el independen e. Assim, e uma ez que os pa icipan es não es a am “p esos den o de gaiolas”,
a o es como o ambien e escola , o con ex o amilia e os pa es podem e in luenciado di e amen e os
esul ados da in e enção.
Ao longo do es ágio, a aplicação de ques ioná ios ele ou-se desa iado a, especialmen e com os
alunos do 2.º ano de escola idade, que ainda não sabiam le , exigindo lei u as pausadas e cla as sob e
as ques ões. Ou o pon o a conside a em u u as in es igações se ia a c iação de um código pessoal
pa a cada aluno, acili ando a co espondência di e a en e o ques ioná io inicial e inal. Além disso,
no ou-se em ce os momen os a p esença de uma ce a desejabilidade social nas espos as dos
inqui idos, o que nos le ou a es a pa icula men e a en os a esse a o .
100
Rela i amen e ao abalho desen ol ido com as assis en es ope acionais, cons a ámos que
bene icia am signi ica i amen e com o aumen o do seu conhecimen o e a in odução de no as
abo dagens na ges ão de con li os. Po ou o lado, os esul ados do ques ioná io aplicado aos p o esso es
e ela am a necessidade de uma in e enção mais es u u ada nessa á ea, uma ez que, embo a mui os
já apliquem p incípios da mediação, azem-no sem qualque o mação especí ica.
A expe iência i ida nes e p oje o demons ou que as escolas caminham pa a um u u o mais
p omisso e a mediação pode consolida -se como uma p á ica e icaz nesse p ocesso. A pa icipação nas
a i idades do GAAF, do Clube Con i eMAIS e nas a i idades ex e nas, assim como a in e ação com os
AO, docen es e écnicos, não só e o ça am a elação com a comunidade escola , como ambém
e idencia am o papel i al da mediação na cons ução de uma cul u a escola mais inclusi a, colabo a i a
e conscien e. Dada a impo ância dos esul ados ob idos, o na-se u gen e in es i em o mação
especí ica de mediação; da con inuidade aos p oje os de desen ol imen o de compe ências
socioemocionais e de ges ão e esolução de con li os e abalha di e amen e com docen es e não-
docen es, azendo-os e le i sob e a impo ância da p á ica da mediação nos dias hodie nos.
A ní el pessoal, es e es ágio ep esen ou uma e olução signi ica i a e uma expe iência de
c escimen o. En en ámos desa ios eais e delicados que exigi am o melho de nós, desde a adap ação
da comunicação às di e en es aixas e á ias e pe is a é à supe ação da imidez inicial, que ou o a nos
a a a, pe mi indo-nos conduzi o p oje o com con iança e en ega o al. C escemos como p o issionais
e, sob e udo, como indi íduos, mais conscien es das nossas capacidades e da nossa capacidade de
aze a di e ença.
A ní el ins i ucional, ac edi amos que a comunidade escola bene iciou signi ica i amen e da
implemen ação mais p á ica e consolidada da mediação. Embo a já exis isse alguma amilia idade com
a mediação, es e p oje o ampliou essa pe spe i a e e o çou a impo ância de uma abo dagem e icaz na
ges ão e esolução de con li os e no desen ol imen o de compe ências socioemocionais pa a c ia um
ambien e mais ha monioso e pací ico, p opício ao desen ol imen o pessoal, p o issional e social.
Em e mos de conhecimen o na á ea de especialização, es e es ágio pe mi iu-nos in eg a a eo ia
com a p á ica, explo ando ap o undadamen e concei os cen ais como a mediação escola , o con li o, o
desen ol imen o de compe ências socioemocionais e a con i ência. O exe cício de aplica écnicas de
mediação em si uações eais, an o o mais quan o in o mais, oi uma expe iência p o undamen e
en iquecedo a, pe mi indo-nos ans o ma cada expe iência e e os em opo unidades de c escimen o
e e lexão.
101
Ac edi amos que a mediação, de ac o, cons i ui uma pon e que une emoção e azão,
ans o mando con li os em opo unidades de diálogo e c escimen o. Ao lapida es e diaman e que a
mediação nos o e ece, es amos a con ibui pa a capaci a cidadãos a i os, conscien es e
comp ome idos com a cons ução de um mundo mais inclusi o, solidá io e democ á ico. Po udo is o,
ea i mamos o alo ines imá el da mediação em con ex o escola como uma es a égia basila pa a a
ges ão de con li os e pa a a p omoção de um ambien e educa i o pau ado pelo espei o mú uo, con iança
e diálogo. Ao longo des e pe cu so, sen imos cons an emen e a sensação de pe ença e acolhimen o, o
que o nou es a expe iência e dadei amen e especial e g a i ican e. Passo a passo, odos os
in e enien es conquis a am o nosso co ação e ajuda am-nos a c esce como pessoas e como
p o issionais.
A mediação escola ganhou um no o espaço e ( e)conhecimen o e pe mi iu-nos desen ol e um
p oje o en iquecedo que dá espos a ao p oblema de in es igação: “O papel da mediação na p omoção
de uma con i ência pací ica e no desen ol imen o de compe ências socioemocionais em con ex o
escola ”. O p oje o implemen ado cump iu os obje i os p opos os e a mediação escola con ibuiu pa a
a comp eensão das emoções, p omo endo uma comunicação e icaz e empá ica, conduzindo a uma
esolução e ges ão pací ica de con li os e a uma cul u a de con iança, diálogo e espei o.
Consequen emen e, os con li os escola es o am eduzidos, p omo endo in e ações mais saudá eis e
ha moniosas en e os alunos, alcançando uma con i ência mais pací ica. Complemen a men e, es e ipo
de in e enção impac ou e e o çou signi ica i amen e o abalho desen ol ido no con ex o de a uação,
sublinhando que a mediação não só acili a a esolução de con li os, como ambém se e de meio e icaz
pa a desen ol e compe ências socioemocionais, p epa ando os indi íduos pa a in e ações mais
saudá eis e cons u i as na sua ida pessoal e social. Pa a além disso, e o çou a impo ância de se
desen ol e em compe ências que, mui as ezes, são negligenciadas em de imen o da ciência e da
ecnologia. A mediação, quando bem implemen ada, em o pode de ele o pa a ilumina men es e
inspi a co ações!

102
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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112
Apêndice 3 – Ce i icado de pa icipação na Fo mação de Capaci ação de Agen es
Mul iplicado es “DROPI: P og ama de Desen ol imen o Socioemocional”

113
Apêndice 4 – Es u u a do diá io de bo do
Con ex o de es ágio:
Da a:
Du ação:
Elemen o do es ágio:
O ien ado a cien í ica do es ágio:
Acompanhan e do con ex o de es ágio:
• Obje i os
• Desc ição
• Re lexão c í ica
114
Apêndice 5 - Ques ioná io de compe ências socioemocionais inicial
115
116
Apêndice 6 - Ques ioná io de compe ências socioemocionais inal
117

118
Apêndice 7 – Ques ioná io de sa is ação de cada sessão do p og ama “Passo a Passo”
119
Apêndice 8A – Ques ioná io de sa is ação global do p og ama “Passo a Passo” – 2.º ano
120
Apêndice 8B – Ques ioná io de sa is ação global do p og ama “Passo a Passo” – 3.º ano
121
Apêndice 9 – Ques ioná io de sa is ação da ação de o mação “A Mediação e a Ges ão de
Con li os em con ex o escola ”
128
Apêndice 14 – Sessão n.º 2 do p og ama “Passo a Passo” com a u ma do 2.º ano
Sessão n. º2 - O ga o Ga ield sen e-se ansioso!
In odução:
Às ezes as emoções podem se ão g andes quan o um hipopó amo! Es endam os b aços o máximo
que consegui em como um hipopó amo. Como é que se es ão a sen i ?
Quando as emoções são ão g andes, podemos pa a de aze coisas que gos amos. Po exemplo,
quando sen imos medo, congelamos. Vocês conseguem congela como uma es á ua com uma “ca a de
p eocupação”?
Desen ol imen o:
Hoje amos ala sob e ansiedade e como podemos lida com ela. A ansiedade é quando nos sen imos
p eocupados ou ne osos com alguma coisa, como quando i enciamos uma no a si uação, quando
emos uma p o a di ícil, quando acon ecem coisas inespe adas, e c.
Vamos ou i a his ó ia do ga o Ga ield.
~
• Vocês sen em-se como o ga o Ga ield às ezes?
Isso é ansiedade, e odos nós a sen imos às ezes. Pa a lida com isso, p imei o p ecisamos es a
capazes de iden i icá-la, como se ôssemos de e i es a descob i pis as. As p imei as pis as es ão no
nosso p óp io co po. Olhem pa a o Ga ield e odas as coisas que ele sen e no seu co po.
• Quem me pode dize o que o Ga ield sen e?
Ouça os alunos.
Ouça os alunos.
Leia a his ó ia do ma e ial do aluno.
Deixe as c ianças le em em oz al a os “sin omas” da ansiedade do Ga ield.

129
Todos nós sen imos ansiedade às ezes, mas odos sen imos isso de manei a di e en e. Ago a, amos
colo i e desenha sob e o desenho do Ga ield o que mais sen imos quando es amos ansiosos. Po
exemplo, se o meu os o ica odo e melho quando es ou ansioso, ou colo i as bochechas do Ga ield.
Não exis e uma espos a co e a. Sejam c ia i os!
• Quem gos a ia de pa ilha o seu desenho?
Todos ocês ize am um ó imo abalho!
Conclusão:
Hoje ap endemos a descob i as pis as nos nossos co pos que nos dizem quando es amos ansiosos.
• Como podemos sabe se es amos ansiosos?
• O meu amigo sen e ansiedade da mesma o ma que eu?
Todos nós emos manei as di e en es de nos sen i mos ansiosos e alguns de nós icam mais ansiosos
equen emen e do que ou os e es á udo bem. O Ga ield es á ce o, a ansiedade é um sen imen o
no mal, mas às ezes ica o a do nosso con olo. Se ocês já se sen i am assim, p ocu em po alguém
com quem con e sa , digam-lhes o que os p eocupa e o que os deixa ne osos. Podem con e sa com
a ossa amília ou comigo a qualque momen o se p ecisa em de con e sa sob e isso.
Dê-lhes alguns minu os pa a aze isso. Vagueie pela sala e o e eça ajuda se i alguém em
apu os.
Deixe as c ianças pa ilha em o que desenha am e o que que em dize sob e isso.
130
Apêndice 15 – Sessão n.º 3 do p og ama “Passo a Passo” com a u ma do 2.º ano
Sessão n. º3 – Espe a pa a joga
In odução:
Mui as ezes i enciamos si uações em que que emos aze algo, mas emos de nos con ola e espe a .
Po exemplo, podemos que e come um chocola e gigan e e um gelado de baunilha com mui a u a,
doces, e a é mesmo com cobe u a po cima. Vocês conseguem imaginá-lo? Imaginem que es ão a come
um gelado delicioso. Finjam que es ão a gos a mui o. Que sons a iam pa a mos a o bom gos o?
Mesmo que o gelado seja bom, às ezes emos de nos con ola po que podemos ica doen es se
come mos demais. Vocês conseguem pensa em ou as si uações em que que iam aze algo mas
i e am de espe a e adia ?
Desen ol imen o:
Hoje ai se mui o di e ido po que ocês ão e empo pa a b inca com balões colo idos!
~
An es de pode em b inca com os balões, êm de espe a dez minu os sem oca neles. Enquan o
espe am, podem aze o que quise em (con e sa com os colegas, pin a , e c.). A única coisa que não
podem aze é oca nos balões. Após dez minu os, podem descola o balão e b inca com ele a é ao
inal da sessão.
Ouça os alunos.
Dê aos alunos um balão colo ido pa a enche e cole-o no chão ou numa pa ede com i a
adesi a.
Fique na po a e c onome e dez minu os. Enquan o espe a, obse e os alunos. Tome no a
daquelas c ianças que começa am a b inca com o balão an es que o empo i esse acabado.
Depois de espe a dez minu os, con inue.
131
Mui o bem! Ago a podem b inca com os balões!
• Vocês quise am b inca com o balão ou ocá-lo enquan o es a am à espe a?
• Quais o am as emoções que sen i am enquan o espe a am pa a b inca com o balão?
Po
exemplo, desespe o, ansiedade, ai a.
• Hou e algum momen o em que não consegui am esis i à on ade de oca no balão?
• Aqueles de ocês que o am capazes de espe a dez minu os, o que ize am pa a e i a b inca
com o balão, mesmo que ocês sen issem on ade de o aze ? Que conselho dão aos colegas
que não consegui am espe a dez minu os?
Po exemplo, pensa am em ou as coisas,
a as a am-se do balão, e c.
Conclusão:
Hoje ize am um ó imo abalho. Con ola am-se quando i e am on ade de aze ou a coisa (b inca
com os balões). Às ezes emos mui a on ade de aze algo que que emos aze , mas emos de nos
con ola e espe a .
• Po que é que acham que nem semp e podemos aze o que que emos imedia amen e?
• Po exemplo, o que acon ece ia se es i éssemos semp e no ec eio?
• O que acon ece ia se comêssemos bolo de chocola e a oda a ho a?
Deixe os alunos b inca em li emen e, ese ando dez minu os no inal da sessão pa a e le i sob e o
que os alunos ap ende am. As c ianças que não espe a am dez minu os e ão de ica sen adas nos
luga es a é o inal e não podem b inca com os balões.
Dez minu os an es do inal da sessão, con inue. Ouça os alunos.
Pa a aze isso. Vagueie pela sala e o e eça ajuda se i alguém em apu os.
132
Apêndice 16 – Sessão n.º 4 do p og ama “Passo a Passo” com a u ma do 2.º ano
Sessão n. º4 – De e i e de pe spe i as
In odução:
Às ezes não en endemos po que é que as pessoas azem ce as coisas. Isso pode se po que não
es amos a p es a mui a a enção ao que ealmen e es á a acon ece . As pessoas podem pensa e sen i
coisas di e en es na mesma si uação, mas às ezes não é ácil pe cebê-lo.
Le an em-se e olhem pa a o e o. Acham que es á bem? Que co é essa?
O que é que chamou a ossa a enção? Vamos en a olha pa a ele de mais pe o. Vamos sal a pa a
pode mos ap oxima -nos e en a e mais de alhes. Vou con a a é ês e amos odos sal a ao mesmo
empo. P es em a enção ao e o e aos seus de alhes. Um, dois, ês! Vocês i am algo no o? Vamos azê-
lo de no o. Um, dois, ês! E des a ez? Se i éssemos uma escada, isso ajuda a-nos a e coisas no as?
Po exemplo, podemos oca no e o, ê-lo de mais pe o, chei á-lo, e c.
Às ezes, nós p ecisamos de p es a a enção pa a pe cebe ce as coisas. Hoje amos usa uma lupa
imaginá ia pa a obse a as coisas cuidadosamen e e e se nos es amos a esquece de algo impo an e
sob e os ou os.
Desen ol imen o:
• Vocês sabem o que são lupas? Pa a que é que as usamos?
Respos a suge ida: As lupas são usadas pa a e coisas pequenas de uma o ma maio .
• Quem é que usa lupas?
Respos a suge ida: Cien is as, de e i es, pessoas que não conseguem e bem, e c.
• Vocês já usa am uma lupa?
Hoje amos usa uma lupa imaginá ia pa a e se os pe sonagens se es ão a esquece de algo
impo an e. Ab am a icha “De e i e de pe spe i as” ( e ma e ial do aluno) e obse em cuidadosamen e
cada imagem, como se es i éssemos a obse a com uma lupa.
Faça as seguin es ques ões e ouça os alunos.
Leia as seguin es his ó ias enquan o os alunos obse am cada imagem.
133
A lupa imaginá ia ajudou- os a e algo que cada um desses pe sonagens se es a a a esquece ? Como?
Imagem 1: A endedo a
Nes a imagem podemos e que a endedo a es á a mos a um es ido à sua clien e. Ela es á
con encida de que é a pessoa ce a, mas esqueceu-se de um pequeno de alhe. O que é que
acham que a endedo a se esqueceu de pensa ? Vamos olha pa a es a imagem com a lupa
imaginá ia…
Ouça os alunos.
A comp ado a é mag a e a endedo a es á a mos a um es ido mui o maio .
Imagem 2: Vamos b inca
Nes a imagem podemos e que a menina es á a con ida o menino pa a b inca , mas o menino
que es á sen ado pa ece que não que i . Vamos olha pa a es a imagem com a nossa lupa
imaginá ia...
Ouça os alunos.
O menino não que sai po que es á a cho e e pode ica molhado po que não em uma capa
de chu a.
Imagem 3: Vai pa a o baloiço sobe-e-desce
Nes a imagem podemos e que a menina no baloiço sobe-e-desce es á à espe a que o menino
ambém en e. O que é que acham que es a menina se esqueceu? Vamos olha pa a es a
imagem com a nossa lupa imaginá ia…
Ouça os alunos.
O apaz não consegue subi po que es á a usa mule as.
Imagem 4: Apenas uma bebida
Nes a imagem podemos e que o menino só comp ou uma bebida. O que é que acham que o
menino se esqueceu? Vamos olha pa a a imagem com a lupa.
Ouça os alunos.
O menino que comp ou apenas uma bebida não pensou que o ou o menino ambém es a a
com sede. Caso con á io, ele podia e comp ado duas bebidas ou pa ilhado a que comp ou.

134
Na ida quo idiana podemos usa a lupa pa a en a en ende o que é que os ou os podem es a a
pensa .
O asco dos lápis
Ago a ou le - os uma his ó ia sob e uma escola pa a animais. P es em a enção, como se es i essem a
usa uma lupa imaginá ia.
O asco dos lápis
Uma ez, numa escola pa a animais, a P o esso a Gi a a pediu a odos os pequenos animais que
colo issem uma imagem de uma bela paisagem. Ela disse-lhes: “Nes a escola, só emos um asco
de lápis, en ão ocês e ão de pa ilhá-lo. Quando p ecisa em desses lápis, podem i á-los do asco e
quando e mina em de usá-los, êm de de ol ê-los pa a que odos os ou os possam usá-los.”
Como o pol o podia usa odos os seus b aços ao mesmo empo, ele pegou nos lápis ama elo, e de,
azul, e melho, oxo, cinzen o, cas anho e b anco.
Quando o ca alo se le an ou pa a pega no lápis e melho, iu que não es a a lá. O ca alo ol ou pa a
a sua mesa pa a e quais e am as ou as co es que ele p ecisa a e oi p ocu a o lápis e de, mas
ambém não es a a lá. Ele ol ou pa a a sua mesa a sen i -se is e. O ca alo iu que p ecisa a de
colo i o céu, en ão oi p ocu a o lápis azul, mas ambém não es a a lá. O ca alo icou mui o zangado.
Como ele colo ia com a boca, só podia usa um lápis de cada ez e as co es que ele p ecisa a naquele
momen o não es a am disponí eis.
O ca alo pe cebeu que o pol o inha pegado em odas as co es que ele p ecisa a e icou ainda mais
cha eado, po que pensou que o pol o e a ganancioso e não pa ilha a os lápis pa a que ninguém
i esse uma imagem mais boni a e mais colo ida do que a sua.
Vamos usa a nossa lupa imaginá ia pa a examina es a his ó ia:
• Po que é que o ca alo icou com ai a? O que é que pensou o ca alo?
Ouça os alunos.
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• Po que é que o pol o pegou em odas as co es? O que é que pensou o pol o? De que é que o
pol o se esqueceu?
• Como é que podemos escla ece es a si uação? O que é que podemos dize ao pol o? O que é
que podemos dize ao ca alo?
Às ezes esquecemo-nos que as ou as pessoas podem e desejos e necessidades di e en es dos nossos.
Enquan o o pol o podia colo i com oi o co es de uma só ez, o ca alo só podia usa uma de cada ez.
É impo an e usa uma lupa pa a examina cada si uação pa a que possamos conside a o pon o de is a
das ou as pessoas e encon a opções que nos açam odos elizes.
Conclusão:
Fizemos um ó imo abalho ao usa mos a nossa lupa imaginá ia!
• Pa a que é que podemos usa a lupa imaginá ia?
• Quando é que podemos usá-la?
Respos a suge ida: Quando que emos en ende os ou os, quando emos con li os ou p oblemas com
alguém.
Na mesma si uação as pessoas podem pensa e sen i coisas di e en es. É po isso que é impo an e
en a usa semp e a nossa lupa imaginá ia e olha cuidadosamen e pa a e se nos es amos a esquece
de algo.
Ouça os alunos.
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Apêndice 17 – Sessão n.º 5 do p og ama “Passo a Passo” com a u ma do 2.º ano
Sessão n. º5 – A bo bole a pa ilha
In odução:
Pa ilha as nossas coisas com os ou os pode se di ícil às ezes e ácil ou as ezes.
No en an o, pa ilha pode ajuda a aze com que as ou as pessoas se sin am bem e ambém nos pode
aze sen i bem.
• Alguém já pa ilhou alguma coisa con osco que os ajudou ou ez eliz?
• Vocês já pa ilha am alguma coisa com ou a pessoa? Como é que se sen i am?
Desen ol imen o:
Vou con a - os a his ó ia de ês pe sonagens: a Bo bole a pa ilha, o Ele an e não pa ilha e o Leão az
ocas. P es em a enção às di e enças en e cada um des es pe sonagens.
Faça as seguin es pe gun as e con ide os alunos a pa ilha anedo as elacionadas. Ouça os
alunos e alide os seus sen imen os.
A Bo bole a pa ilha em mui as co es nas suas asas. Ela é mui o so uda po que pode usá-las
pa a colo i as lo es e u os do seu ja dim. No inal da p ima e a, as suas co es esgo am-se e
ela em de espe a alguns dias a é que as co es ol em. Toda a gen e conhece a Bo bole a
pa ilha po que ela gos a de pa ilha as suas co es com os ou os ja dins quando as lo es
des anecem ou os u os são pálidos po que eles não êm sol su icien e. Os mo angos em
pa icula sen em-se mui o elizes quando pedem ajuda à Bo bole a. Ela oa, p epa a o e melho
e o e de, oca nos mo angos com as asas e os mo angos pa ecem deliciosos e b ilhan es. A
Bo bole a sen e-se mui o eliz quando ê os mo angos a so i .
O Ele an e não pa ilha encon ou uma casca a com água doce a ás da sua casa. Todas as
manhãs ele ado a oma banho na casca a e bebe água das pé alas das lo es a é que o seu
es ômago es eja mui o cheio. Há pouco empo, os ou os animais da izinhança es a am à
p ocu a de água po que es a a mui o quen e e eles es a am com sede. Quando eles
pe gun a am ao Ele an e se ele pode ia da -lhes água, o Ele an e disse que não po que eles
pode iam gas á-la oda.
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• O que é que a Bo bole a, o Ele an e e o Leão êm em comum?
Respos a suge ida: Todos eles êm algo que é alioso pa a eles e pa a os ou os.
• Como é que a Bo bole a, o Ele an e e o Leão são di e en es?
Respos a suge ida: A Bo bole a gos a de pa ilha , o Ele an e que oda a água pa a si mesmo e o Leão
só pa ilha se ecebe algo em oca.
• O que é que ocês mais gos am e o que menos gos am nesses pe sonagens?
• Se pudessem dize alguma coisa à Bo bole a, ao Ele an e e ao Leão, o que se ia?
Ago a ão colo i cada uma des as imagens seguindo as ins uções que eu ou da .
Ouça os alunos. Depois de le a his ó ia sob e cada pe sonagem, incen i e a e lexão usando as
seguin es pe gun as. No quad o, esc e a as espos as que os alunos dão.
O Leão az ocas é um ilho e de leão que gos a de ecolhe ped as pequenas que encon a
enquan o es á o a pa a uma caminhada. Ele usa essas ochas pa a cons ui pequenos cas elos
e di e e-se du an e ho as. Os ou os pequenos leões pedi am-lhe que lhes emp es asse algumas
das suas ped as pa a que eles pudessem b inca ambém, mas o Leão deu uma condição: só
se eles emp es a em alguns dos seus b inquedos em oca.
Peça pa a o ma g upos de qua o ou seis alunos e pa a ab i a icha “A Bo bole a pa ilha”,
onde e ão ês imagens: a Bo bole a pa ilha; o Ele an e não pa ilha e o Leão az ocas.
Dê a cada memb o do g upo um lápis ou lápis colo ido, en ando ce i ica -se de que exis em
co es di e en es em cada g upo. Explique o seguin e.