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Competências de vida no desporto: Contributos para o desenvolvimento de jovens atletas

Author: Gonzalez, Ricardo Hugo; Gomes, A. Rui; Resende, rui
Publisher: Editora CRV
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/25600752-4520-4db0-b819-9917a2caa675/download
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Ci a es e abalho
Gonzalez, R. H., Gomes, A. R., & Resende, R. (2025). Compe ências de ida no
despo o: Con ibu os pa a o desen ol imen o de jo ens a le as [Li e skills in spo :
Con ibu ions o he de elopmen o young a hle es]. In P. T. Fe nandes (Ed.),
Psicologia do espo e: T einamen o e al o endimen o (pp. 84-91). Edi o a CRV.
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Página de Tí ulo
Tí ulo: Compe ências de ida no despo o: Con ibu os pa a o desen ol imen o de
jo ens a le as
Au o es e a iliações
1) Rica do Hugo Gonzalez, Uni e sidade Fede al do Cea á. B asil.
ica do.gonzalez@u c.b O cid: h ps://o cid.o g/0000-0002-8447-4224
2) A. Rui Gomes, Cen o de In es igação em Psicologia, Escola de Psicologia.
Uni e sidade do Minho. Po ugal. [email p o ec ed] O cid:
h ps://o cid.o g/0000-0002-6726-2254
3) Rui Resende, Uni e sidade da Maia. Po ugal; SPRINT - Spo , Physical Ac i i y and
Heal h Resea ch & Inno a ion Cen e - (Cen o de in es igação & ino ação do
despo o, a i idade ísica e saúde). [email p o ec ed] O cid: h p://www.0000-0003-
4314-0743
Sob e os au o es
RICARDO HUGO GONZALEZ
Possui licencia u a em Educação Física (1995), mes ado em Ciências do Mo imen o
Humano pela Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul (2008). Dou o ado em Saúde
Publica pela Uni e sidade Fede al do Cea á (2017). Pós-dou o ando na CIPER, Facul y
o Human Kine ics, Uni e si y o Lisbon. Lisbon-Po ugal. A ualmen e é docen e na
g aduação em educação ísica (licencia u a e bacha elado) no Ins i u o de Educação Física
e Despo os na Uni e sidade Fede al do Cea á (IEFES-UFC). Docen e do p og ama de
pós-g aduação s ic o sensu em Saúde Pública (PPGSP-UFC). Tem expe iência nos
seguin es emas: Educação Física Escola . Pedagogia do Despo o. Basque ebol.
P omoção da Saúde. P á icas In eg a i as e Complemen a es. Au o de á ios a igos e
li os. Consul o cien í ico in e nacional.
A. RUI GOMES
Rui Gomes é P o esso Auxilia com Ag egação na Escola de Psicologia da Uni e sidade
do Minho, Po ugal. Ob e e g aus académicos (Licencia u a, Mes ado e Dou o amen o)
na á ea da Psicologia, pela Uni e sidade do Minho.
RUI RESENDE
P o esso da Uni e sidade da Maia (ISMAI). É dou o ado pela Uni e sidade da Co unha
em Ciências do Despo o, Mes e em Al o Rendimen o Despo i o. C iou e oi
coo denado do Mes ado em T eino Despo i o da Uni e sidade da Maia e da
Licencia u a em T eino Despo i o no IPMAIA. Foi a le a e einado de Voleibol em
odos os escalões compe i i os, con ando no seu cu ículo com a di eção da seleção
nacional num campeona o eu opeu de junio es. Foi p esiden e da Associação Nacional
de T einado es de Voleibol de Po ugal. É Di e o edi o ial da e is a Jo nal o Spo
Pedagogy & Resea ch. É Coach De elope pelo In e na ional Council o Coaching
Excellence ICCE. Faz in es igação na á ea da o mação de einado es e de p o esso es
de EF sendo edi o de 10 li os, pa icipando na esc i a de inúme os capí ulos de li os e
a igos nes a á ea de in es igação.
Financiamen o
Es e abalho oi pa cialmen e ealizado no Cen o de In es igação em Psicologia
(CIPsi/UM), Escola de Psicologia, Uni e sidade do Minho, sendo supo ado
inancei amen e pela Fundação pa a a Ciência e Tecnologia, a a és de undos nacionais
(UIDB/01662/2020).
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COMPETÊNCIAS DE VIDA NO DESPORTO:
DESENVOLVIMENTO DE JOVENS ATLETAS
Rica do Hugo Gonzalez
A. Rui Gomes
Rui Resende
In odução
As compe ências de ida (CV) ep esen am um ema de g ande ele o na
comunidade cien í ica, mas ambém na sociedade em ge al. De ac o, os in es igado es
êm indo a es uda de que modo as CV podem ajuda as pessoas a o na em-se mais
compe en es e capazes de unciona nos seus con ex os de ida, sendo pa icula men e
dominan es os es udos sob e o desen ol imen o dos jo ens, com g ande des aque pa a os
con ex os despo i os. De igual modo, o ganizações como a OMS (O ganização Mundial
de Saúde, 2003) e a UNICEF (2012) alo izam a necessidade de os jo ens domina em
CV no sen ido de en en a em melho os desa ios ine en es aos seus con ex os de ida,
uma ez que isso aumen a a possibilidade de se sen i em ealizados como pessoas e da em
con ibu os álidos pa a a ida em sociedade.
Nes e sen ido, es e abalho incide sob e as CV em con ex os despo i os
analisando a é que pon o podem se uma mais- alia pa a o desen ol imen o dos jo ens
a le as. Mais conc e amen e, di idimos es e abalho sob e os con ibu os da eo ia, da
in es igação, da in e enção e inalizamos com uma análise das implicações pa a a
o mação despo i a de jo ens a le as. Assim sendo, o p incipal obje i o des e es udo é
con ibui pa a o es ado a ual do conhecimen o sob e o modo como as CV podem se
es imuladas em con ex os despo i os.
En endimen o das Compe ências de Vida
Apesa do ema das CV se es udando desde as úl imas décadas do século XX, a
e dade é que não encon amos uma de inição des e concei o acei e pelos in es igado es
nem ão pouco um modelo eó ico su icien emen e comp eensi o sob e como uncionam
as CV e de que modo es as in luenciam o uncionamen o humano (Williams e al., 2022).
Uma das p imei as de inições oi a ançada po Danish e al. (2004), en endendo as CV
como as compe ências que ajudam as pessoas a se em bem-sucedidas em di e en es
con ex os de ida. Mui o ecen emen e, Cami é (2023) alida es a de inição ao conside a
as CV como as habilidades pessoais que pe mi em às pessoas unciona em bem nas suas
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idas, mani es ando-se ipicamen e pela ealização, com sucesso, das a e as de ida
diá ias e po um sen ido de comp omisso da pessoa ace à escola, ao abalho e à sua
comunidade. Já Jones (2020), e e e que as CV são adqui idas pelas expe iências p á icas
de ida se indo pa a as pessoas execu a em a e as sociais impo an es, que, po sua ez,
as ajuda ão a execu a em ou as a e as em dis in os domínios de ida.
A p óp ia OMS (2003) p opõe que as CV sejam en endidas como compe ências
que as pessoas de em e pa a lida com as exigências e desa ios que su gem nas suas
idas e que podem aumen a a possibilidade de se sen i em bem e p odu i as. Numa
aplicação ao despo o, Gould e Ca son (2008) de inem as CV como po encialidades
in e nas, ca ac e ís icas e compe ências (como o mulação de obje i os, con ole
emocional, au oes ima, abalho é ico) que podem se acili adas e desen ol idas no
despo o e ans e ida pa a ou os con ex os de ida. Apesa da ele ância des as
de inições, não é mui o cla o se odas p econizam o mesmo en endimen o sob e o que é
uma CV (se á uma “compe ência”, uma “ca ac e ís ica” ou uma “po encialidade”?), nem
é cla o se as CV se e e em a es u u as es á eis do uncionamen o humano
(“ca ac e ís icas pessoais”) ou es u u as dinâmicas do uncionamen o humano
(desen ol idas a pa i das “expe iências de ida”). Numa en a i a de cla i ica es e
concei o, Gomes e Resende (2020) p opõem um en endimen o la o e dinâmico das CV,
de inindo-as como as po encialidades humanas que podem se es imuladas a a és do
eino sis emá ico ou desen ol idas implici amen e a pa i das expe iências quo idianas,
pe mi indo a adap ação a e en os de mudança que oco em nos dis in os con ex os de
ida (Gomes, Resende, 2020). Es a de inição em a an agem de conside a que as CV
incluem não apenas as que são mais conhecidas na li e a u a (cogni i as, in elec uais e
emocionais, como é o caso da esolução de p oblemas, a mo i ação, o con ole de
emoções, en e ou as), mas ale am que podem ambém se incluídas as compe ências
mo o as e ísicas, quando es as são usadas pa a ajuda as pessoas a lida em e se adap a em
aos e en os de mudança que oco em nas suas idas. Nes e caso, con ém escla ece que
os e en os de mudança e e em-se a odas as exigências e cons angimen os que as
pessoas en en am nas suas idas e que desencadeiam a necessidade de assumi em
es o ços de adap ação pa a es au a em ou melho a em o seu ní el de uncionamen o
(Gomes, 2014).
Uma ou a ques ão ele an e e e e-se ao modo como as pessoas podem ap ende
as CV. Aplicando es a ques ão ao con ex o despo i o, são a ançadas duas possibilidades
dos jo ens a le as ap ende em as CV quando p a icam despo o. Na p imei a
possibilidade, designada po abo dagem implíci a, os einado es o ganizam a a i idade

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despo i a (ex: einos e compe ições) sem p es a em a enção à elação que as a i idades
ealizadas pelos a le as podem e com a ap endizagem de CV (Tu nnidge e al., 2014).
Nes e caso, assume-se que os einado es não necessi am de o ganiza a i idades
especí icas pa a a ap endizagem de CV pois os a le as adqui em es as compe ências ao
socializa em e cump i em os á ios desa ios e exigências do despo o (Hol e al., 2017).
Na abo dagem explíci a, de ende-se que a ap endizagem de CV sucede quando os
einado es ensinam e einam in encionalmen e as CV, o necendo in o mações,
mensagens e opo unidades de ap endizagem aos a le as (Tu nnidge e al., 2014). Nes e
caso, assume-se que os einado es necessi am de explica e o nece opo unidades de
ap endizagem de CV aos a le as, pois só assim se p opo ciona á aos jo ens as
opo unidades ce as pa a es es e le i em e assumi em co e amen e as CV (Cami é,
2023).
Alguns es udos êm indo a analisa o modo como ambas as abo dagens podem
se u ilizadas no despo o pa a maximiza as opo unidades de ap endizagem de CV po
pa e dos a le as, an o ao ní el implíci o (Chinko , Hol , 2016), como explíci o (e.g.
Allen, Rhind, 2019). Mais conc e amen e, alguns au o es êm eo izado sob e as e apas
da ap endizagem das CV. Po exemplo, Bean e al. (2018), assumem uma pe spe i a
in eg ado a das abo dagens implíci as e explíci as, es abelecendo um con inuum no modo
como as CV podem se desen ol idas e ans e idas, di e enciando seis ní eis de ensino
das CV. Mais conc e amen e, as duas p imei as ases são implíci as, de endo-se
es u u a o con ex o despo i o e desen ol e ambien es que acili em a ap endizagem
de CV; as qua o ases seguin es são explíci as, consis indo na análise e discussão sob e
as CV, na p á ica das CV, na discussão sob e como se e e ua a ans e ência das CV e na
p á ica da ans e ência das CV.
Nes e mesmo sen ido, Gomes e Resende (2020), es abelecem qua o ases na
ap endizagem das CV, odas de ca á e explíci o: (a) ase mo i acional, onde os a le as
de em se mo i ados pa a a ap endizagem das CV, pe cebendo quais as an agens de
in eg a em as CV no seu epo ó io men al e compo amen al (ex: quais as an agens dos
a le as ap ende em a o mula obje i os pa a se man e em mo i ados ao longo da época
despo i a); (b) ase de ap endizagem, onde os a le as de em e a opo unidade de
ap ende como uncionam as CV e de que modo as podem in eg a no seu epo ó io
men al e compo amen al (ex: como usa a o mulação de obje i os de modo e icaz ao
longo da época despo i a); (c) ase de au oma ização, onde os a le as ap endem e
assumem a CV numa dada si uação despo i a (ex: os a le as aplicam a o mulação de
obje i os em si uações especí icas nos einos despo i os); e (d) ase de ans e ência,
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onde os a le as ap endem e assumem a CV em múl iplas si uações no despo o ou em
múl iplas si uações das suas idas (ex: os a le as u ilizam a o mulação de obje i os na
escola ou nou as si uações de ida). A an agem des es modelos explica i os da
ap endizagem das CV elaciona-se com a possibilidade de os einado es sabe em como
podem o ganiza o p og ama despo i o de modo a acili a o desen ol imen o dos a le as
a a és da es imulação das CV.
Em sín ese, não es am dú idas que as CV são uma ó ima e amen a pa a o
desen ol imen o posi i o dos jo ens e pa a a o ganização de p og amas despo i os
cen ados na es imulação desse desen ol imen o nos jo ens a le as.
In es igação sob e Compe ências de Vida no Despo o
Os esul ados da in es igação são bas an e a o á eis ao eino de compe ências
de ida, nomeadamen e apon ando pa a bene ícios dos p og amas despo i os na saúde e
no bem-es a dos jo ens e, mais ecen emen e, nou as á eas, como é o caso do
desempenho académico e do abalho em equipa, da lide ança e da de inição de obje i os.
Po isso, o na-se impo an e e le i de que modo a adoção de es a égias implíci as e
explíci as no eino de jo ens podem con ibui pa a o p ocesso de desen ol imen o de
CV na educação e o mação dos jo ens a a és do despo o (Ciampolini e al., 2020). Os
e ei os bené icos das a i idades despo i as, quando implemen ados de o ma
in encional, podem se i como uma opo unidade posi i a pa a o desen ol imen o dos
jo ens ( Dias e al., 2015; Haudenhuyse e al., 2014).
De modo ge al, a in es igação em indo a demons a que o eino de CV é uma
opção álida pa a melho a o bem-es a e desen ol imen o dos jo ens a le as. Po
exemplo, Sonjaya e al. (2024) e e ua am uma in es igação sob e a melho ia das CV em
jo ens adolescen es de jogos aquá icos após a aplicação de um p og ama de
desen ol imen o de CV. Di idi am dois g upos, um de pa icipação no p og ama de CV
e ou o de con olo u ilizando o ins umen o Li e Skils Scale o Spo (LSSS) que a alia
oi o indicado es de compe ências de ida, nomeadamen e, abalho em equipa, de inição
de obje i os, ges ão do empo, compe ências emocionais, comunicação in apessoal,
compe ências sociais, lide ança, esolução de p oblemas e omada de decisões. Os
esul ados apon a am um aumen o das CV en e os adolescen es que equen a am o
p og ama de CV em elação aos adolescen es que não o equen a am. Os au o es
concluí am que o p og ama de compe ências de ida, in eg ados no desen ol imen o
posi i o dos jo ens a a és de jogos aquá icos, em um signi icado impo an e na
qualidade da ealização das a i idades diá ias po pa e dos adolescen es.
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Num ou o es udo ealizado po F ei e e al. (2024), o obje i o oi e i ica as
associações p ospe i as en e a elação einado e a le a e o desen ol imen o de CV em
jo ens jogado es de andebol, u ilizando um desenho de es udo longi udinal com 78
jogado es. O ins umen o u ilizado oi o Li e Skills Scale o Spo (LSSS) e o Coach-
A hle e Rela ionship Ques ionnai e (CAR) ao longo de uma época despo i a em ês
ecolhas: início, meio e im da época. Os esul ados e idencia am que as ês dimensões
do CAR (p oximidade, empenhamen o e complemen a idade) i e am um e ei o mais
ele ado nas subescalas de CV à medida que a época despo i a a ançou, suge indo que
a qualidade das elações en e einado e a le a cons i uem um a o de e minan e pa a o
desen ol imen o das CV dos jo ens jogado es de andebol ao longo da época despo i a.
Nes e sen ido, concluí am que es imula o desen ol imen o de boas elações indi iduais
ca ac e izadas pela con iança, espei o, lealdade e coope ação são qualidades que
p omo em o desen ol imen o de CV. Ainda na modalidade de andebol, P abowo e al.
(2023) in es iga am o impac o da inco po ação de CV num p og ama de eino des inado
ao desen ol imen o posi i o dos jo ens. Usando o Li e Skills Scale o Spo (LSSS) em
dois g upos dis in os de jo ens a le as, um com a in eg ação de CV e ou o sem a sua
inclusão, e idencia am que o g upo que inco po ou as CV oi supe io no
desen ol imen o de CV que o g upo de con ole, concluindo-se que o desen ol imen o
de CV pode se u ilizado na ida quo idiana dos jo ens.
Num es udo quali a i o a a és de en e is as semies u u adas en ol endo 11
einado es e 11 a le as (co espondendo a cada um dos einado es) e com o in ui o de
comp eende melho de que o ma a iloso ia de um einado pode a e a a ans e ência
de CV nos seus a le as, (Va ney, Coakley, 2023) e i ica am que os einado es e icazes
pe spe i am pa a além da ideia de ganha ou pe de e aplicam as suas p óp ias
expe iências pa a desen ol e es a égias de eino que se cen am não só no
desen ol imen o pessoal, mas ambém na ansmissão de CV. Mais conc e amen e, os
au o es iden i ica am qua o es a égias comuns u ilizadas pelos einado es pa a c ia
expe iências de desen ol imen o de CV nos seus a le as: qualidade da elação, ligação
pessoal, c ença no po encial do a le a e c iação de um ambien e de abalho posi i o
baseado em alo es pa ilhados.
U ilizando p incípios de in es igação-ação, com um p o esso - einado do ensino
secundá io no Canadá com o in ui o de acili a a ans e ência de CV dos es udan es-
a le as do despo o pa a a sala de aula, Ma in e al. (2021), ecolhe am en e is as p é e
pós-in e enção com o p o esso - einado , en e is as pós-in e enção com cinco
es udan es-a le as, obse ações do einado e um diá io de e lexão do in es igado .
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Após uma análise emá ica em que examina am a o ma como os a o es con ex uais e
psicológicos in luenciam o desen ol imen o e a ans e ência de CV, e i ica am que o
p o esso - einado desempenhou um papel impo an e na in luência de a o es
con ex uais e psicológicos, an o no despo o como na sala de aula, que molda am o
desen ol imen o de CV e as expe iências de ans e ência dos es udan es-a le as.
Con udo, e apesa des as in es igações se em a i ma i as quan o ao bene ício do
eino das CV a a és do despo o e sua ans e ibilidade pa a ou as ci cuns âncias da
ida, exis em algumas p eocupações e cau elas quan o a es es esul ados em es udos de
scoping e iew (Haudenhuyse e al., 2014) e e isões sis emá icas (Mcla en e al., 2021;
Williams e al., 2022). Nes e sen ido, des acamos as indicações de Williams e al. (2022),
que pode auxilia a c ia p og amas de desen ol imen o de CV a a és do despo o com
c i é ios de qualidade. Es es au o es ealiza am uma e isão sis emá ica com o p opósi o
de (a) a alia a qualidade da conceção e dos mé odos de a aliação dos p og amas de CV
baseados no despo o; e (b) iden i ica as ca ac e ís icas elacionadas com a qualidade dos
p og amas de CV baseados no despo o em que os au o es e idencia am o
desen ol imen o e a ans e ência de CV. Em 15 a igos selecionados, apon a am ês
p og amas de CV de qualidade mode ada-al a, 11 p og amas de qualidade mode ada e
um p og ama de qualidade baixa. Des aca am como p oblemas a qualidade dos
p og amas em e mos do seu desenho e a a aliação dos mé odos u ilizados. Po isso, os
au o es suge em que in es igações u u as de em p o idencia uma explicação de alhada
da in e enção em ma é ia de CV, bem como uma o ien ação cla a do p og ama aplicado.
Ou seja, Williams e al. (2022), indicam que é impo an e o nece in o mações sob e a
eo ia u ilizada pa a sus en a o p og ama, a du ação e a es u u a do p og ama de CV.
No que conce ne à sua a aliação, p opõem a inclusão de um g upo de con ole que
pe mi i ia aos in es igado es compa a os e ei os do p og ama.
É ainda in e essan e e i ica que os e ei os posi i os do eino de CV são
ex ensí eis a di e en es g upos socias, eme gindo an agens impo an es em jo ens de
comunidades des a o ecidas. Po exemplo, no B asil são desen ol idos inúme os
p oje os sociais que isam ga an i o di ei o ao despo o pa a quem i e em si uação de
ulne abilidade social. No maio p og ama social b asilei o, o P og ama Segundo Tempo,
o conhecimen o de ques ões pedagógicas e con ex uais são ap esen as como necessá ias,
des acando-se a necessidade de p omo e discussões con ex ualizadas sob e os
einado es que con i em com si uações de isco e êm um papel social e o ma i o
signi ica i o em jo ens (Sima elli e al., 2022), p omo endo os aspe os socio-emocionais
a melho ia do au oconcei o e a p omoção da au ode e minação (Viana-Mei eles e al.,