Joana Ma ia Gonçal es C uz
Desen ol imen o de p oje os de
Responsabilidade Social e a elação
com os S akeholde s: Es udo
ealizado na Fundação B aca a
Augus a
ab il de 2025
ii
3
Joana Ma ia Gonçal es C uz
PG53326
Desen ol imen o de p oje os de
Responsabilidade Social e a elação
com os S akeholde s: Es udo ealizado
na Fundação B aca a Augus a
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Economia Social
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Ca la F ei e
B aga, ab il de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A elabo ação do p esen e ela ó io oi um pe cu so bas an e complicado, mas ao mesmo empo
eple o de ap endizagens e expe iências que de ou a o ma não e ia ido opo unidade de i encia .
Des a o ma, gos a ia de exp essa alguns ag adecimen os.
Começo po ag adece aos meus pais po odo o apoio incondicional, e pela opo unidade de
segui ealmen e aquilo que p e endia, sem limi ações, ob igações ou julgamen os, sem eles nada dis o
se ia possí el.
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ca la F ei e, po odo o acompanhamen o ao longo do
es ágio e ambém da elabo ação do ela ó io, pelo apoio, dedicação e mo i ação no deco e de odo
es e pe cu so.
À Fundação B aca a Augus a, pela opo unidade de ealiza o Es ágio Cu icula que in eg a a
ase inal do Mes ado. Ag adeço, em especial, à A qui e a Fá ima Pe ei a pelo acompanhamen o do meu
es ágio e oda a dedicação, o ien ação e cons an e disponibilidade ao longo de odo o p ocesso.
À Dona A manda, colabo ado a da Fundação desde a sua c iação, deixo ambém o meu
ag adecimen o pela o ma acolhedo a com que me ecebeu, pelo apoio e odos os conselhos que me
deu, e acima de udo pela pa ilha de conhecimen os e expe iências que me en iquece am e o na am
oda es a expe iência mui o mais le e.
Po im, mani es a a minha g a idão à minha amília e amigos, em especial à Ma ia João e à
Inês, pelo apoio incondicional, pela mo i ação, incen i o e comp eensão ao longo de oda es a longa
jo nada.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
“Desen ol imen o de p oje os de Responsabilidade Social e a elação com os S akeholde s:
Es udo ealizado na Fundação B aca a Augus a”
RESUMO
O p esen e ela ó io de es ágio em po obje i o analisa a o ma como a Fundação B aca a
Augus a se elaciona com os S akeholde s in e nos e ex e nos, a a és da análise do impac o das suas
p á icas e p oje os no âmbi o da sua a uação socialmen e esponsá el. No deco e do es ágio cu icula
o am desen ol idas a i idades ao ní el do acompanhamen o dos p oje os que se encon a am a
deco e , bem como a pa icipação em di e sas a i idades p omo idas pela Fundação B aca a Augus a
e auxílio na o ganização das mesmas.
No deco e do es udo oi u ilizada uma me odologia quali a i a, com ecu so à ealização de
en e is as semies u u adas, onde o am inqui idas a eze pessoas, en e in eg an es e pa cei os da
Fundação, com o obje i o de pe ceciona jun o dos s akeholde s (in e nos e ex e nos) o seu papel jun o
da mesma, a pe ceção sob e o impac o social p oduzido, a impo ância de desen ol e um mecanismo
de a aliação e moni o ização dos p oje os desen ol idos e a impo ância das pa ce ias que pe mi em
ge a bene ícios mú uos, ob endo assim as pe spe i as in e na e ex e na da sua a uação e e o çando a
impo ância e necessidade de desen ol e um sis ema de indicado es de moni o ização.
Após a ecolha e a amen o da in o mação ecolhida a a és das en e is as, oi ealizada a
análise de con eúdo das mesmas com o auxílio de uma g elha de análise, que pe mi iu sin e iza a
in o mação pa a um melho en endimen o dos dados ecolhidos, culminando com a esolução da
p oblemá ica a a és da ap esen ação de indicado es de medição que i ão se suge idos pa a
implemen ação na Fundação. No inal do abalho são ainda ap esen adas as p incipais conclusões e
ecomendações do es udo.
Concluiu-se que apesa da Fundação se anspa en e na sua a uação e na ap esen ação dos
esul ados alcançados, possuindo uma boa elação com os seus pa cei os, é de ex ema ele ância e
impo ância o desen ol imen o e implemen ação de um sis ema de indicado es que lhe pe mi a
moni o iza e demons a , a a és de e idências, o seu impac o e alcance jun o da população.
Pala as-cha e: Impac o Social, Pa ce ias Es a égicas, Responsabilidade Social, S akeholde s,
Sus en abilidade.
i
“De elopmen o Social Responsibili y p ojec s and he ela ionship wi h S akeholde s: A
s udy ca ied ou a he B aca a Augus a Founda ion”
ABSTRACT
The aim o his in e nship epo is o analyse how he B aca a Augus a Founda ion ela es o i s
in e nal and ex e nal s akeholde s, by analysing he impac o i s p ac ices and p ojec s in he con ex o
i s socially esponsible ac ions. Du ing he cou se o he in e nship, ac i i ies we e ca ied ou in e ms o
moni o ing ongoing p ojec s, as well as aking pa in a ious ac i i ies p omo ed by he B aca a Augus a
Founda ion and helping o o ganize hem.
A quali a i e me hodology was used h oughou he s udy, using semi-s uc u ed in e iews wi h
hi een people, including membe s and pa ne s o he Founda ion, wi h he aim o inding ou om he
s akeholde s (in e nal and ex e nal) hei ole in he Founda ion, hei pe cep ion o he social impac
p oduced, he impo ance o de eloping a mechanism o e alua ing and moni o ing he p ojec s
de eloped and he impo ance o pa ne ships ha gene a e mu ual bene i s, hus ob aining he in e nal
and ex e nal pe spec i es o i s pe o mance and ein o cing he impo ance and need o de elop a sys em
o moni o ing indica o s.
A e collec ing and p ocessing he in o ma ion ga he ed h ough he in e iews, a con en
analysis was ca ied ou wi h he help o an analysis g id, which made i possible o syn hesize he
in o ma ion o a be e unde s anding o he da a collec ed, culmina ing in he esolu ion o he p oblem
h ough he p esen a ion o measu emen indica o s ha will be sugges ed o implemen a ion a he
Founda ion. The main conclusions and ecommenda ions o he s udy a e also p esen ed a he end o
he pape .
I was concluded ha al hough he Founda ion is anspa en in i s ac ions and in p esen ing he
esul s achie ed, and has a good ela ionship wi h i s pa ne s, i is ex emely impo an o de elop and
implemen a sys em o indica o s ha will allow i o moni o and demons a e, h ough e idence, i s
impac and each among he popula ion.
Keywo ds: Social Impac , S a egic pa ne ships, Social Responsibili y, S akeholde s, Sus ainabili y.
ii
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................. iii
RESUMO..................................................................................................................................
ABSTRACT .............................................................................................................................. i
Capí ulo 1 – In odução ............................................................................................................ 1
Capí ulo 2 – A Fundação B aca a Augus a e a sua Cons i uição .................................................. 3
Capí ulo 3 – Ap esen ação do p oblema e obje i os da in es igação ........................................... 4
Capí ulo 4 – Re isão da Li e a u a ............................................................................................ 5
4.1. Responsabilidade Social................................................................................................. 5
4.2. O ganizações Sem Fins Luc a i os.................................................................................... 5
4.3. S akeholde s ............................................................................................................... 7
4.4. A Relação en e as O ganizações e os S akeholde s .............................................................. 7
4.5. In luência da o ganização e dos s akeholde s na ges ão de p oje os.......................................... 8
4.6. A impo ância do es abelecimen o de pa ce ias es a égicas no deco e dos p oje os ................... 9
4.7. Desa ios ao ní el das o ganizações ................................................................................. 11
4.8. A aliação de p oje os sociais ......................................................................................... 12
4.9. Indicado es pa a a aliação do impac o dos p oje os ............................................................ 13
4.10. Rela ó ios de impac o e impo ância na anspa ência com os s akeholde s .......................... 14
Capí ulo 5 – Me odologia ....................................................................................................... 15
5.1. Me odologia de Análise ................................................................................................ 15
5.2. Me odologia de ecolha e análise de dados ....................................................................... 15
5.3. Análise de con eúdo das en e is as................................................................................ 17
Capí ulo 6 – Análise e discussão dos esul ados....................................................................... 21
6.1. Iden i icação do en e is ado ......................................................................................... 22
6.2. Pe ceção sob e a e olução da Fundação .......................................................................... 23
6.3. Impo ância de desen ol e um mecanismo de a aliação do impac o social dos p oje os
desen ol idos........................................................................................................................ 24
6.4. T anspa ência e ap esen ação de esul ados po pa e da FBA .............................................. 28
6.5. Relação com os s akeholde s e a comunidade en ol en e .................................................... 33
6.6. Impo ância das pa ce ias ............................................................................................ 36
Capí ulo 7 – Resolução do P oblema ....................................................................................... 41
Capí ulo 8 – Conclusões e Recomendações ............................................................................. 48
8.1. Limi ações do Es udo .................................................................................................. 49
8.2. Pis as pa a In es igações Fu u as no âmbi o des a emá ica ................................................. 50
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Capí ulo 4 – Re isão da Li e a u a
4.1. Responsabilidade Social
As ONGs que su gi am na década de 1990, na sua maio ia man êm uma elação p óxima com
as ins i uições emp esa iais, que inco po am na sua a uação e mos como a esponsabilidade social e a
é ica emp esa ial (Cou inho, 2004). Nes e sen ido, e no que oca às Fundações, a esponsabilidade social
az consigo uma diminuição do e ei o das ações nega i as p a icadas pelas o ganizações sob e a
comunidade, sendo es as conside adas uma an agem pa a a conco ência (Ra ael, 1997; Ins i u o
E hos, 2000). Assim, numa pe spe i a a ual, os cidadãos es ão cada ez mais a en os e conscien es
ela i amen e às ques ões ambien ais ou é icas (Cou inho, 2004) e nes e sen ido mais in e essados nas
ques ões que implicam o en ol imen o des as ins i uições com a comunidade em ge al.
Num con ex o em que a esponsabilidade social az cada ez mais pa e da ida das ins i uições
em ge al, são necessá ias di e izes pa a que o desen ol imen o e moni o ização de p oje os de
esponsabilidade social. Des a o ma, é ambém impo an e o es abelecimen o de pa ce ias e
in e câmbios com en idades e ins i uições da comunidade ol adas pa a a p omoção de bem-es a e o
e o ço de di e sas inicia i as da comunidade que p omo am a quali icação da o ça de abalho
socialmen e excluída, ala gando a a iedade de candida os e de on es de ec u amen o (Ins i u o E hos,
2000). Uma ges ão é ica e socialmen e esponsá el, que seja de uma emp esa ou de uma o ganização
sem ins luc a i os, implica in oduzi p og amas, p oje os e ações que p omo am melho ias na ida da
comunidade (Londe o, 2009). No caso das emp esas ol adas pa a unções sociais a lógica de a uação
p essupõe que es as “[...] o e ecem aos seus uncioná ios se iços sociais, além de ações sociais que
bene iciem as comunidades com as quais as suas emp esas abalham” (Lange , 2022, p. 34). Assim,
é possí el e e i que “A esponsabilidade social az pa e de um p ocesso de c escimen o de indi íduos
e emp esas, em conjun o com a sociedade” (Souza, 2011, p. 10).
Nes e sen ido, Cas o e al. (2014) e e em que a esponsabilidade social se elaciona com a
pa icipação di e a das o ganizações em ações da comunidade em que es a se encon a e são es as
ações que pe du am na a uação das o ganizações.
4.2. O ganizações Sem Fins Luc a i os
De aco do com o es udo de Fonseca (2015), as O ganizações Sem Fins Luc a i os êm, cada
ez mais, uma unção c ucial no alcance de obje i os económicos, sendo essenciais pa a ga an i a
coesão social. Is o oco e po que es as o ganizações são capazes de esponde aos p oblemas sociais a
6
ní el local, ope ando sob uma lógica de p oximidade e solida iedade em elação aos cidadãos. Des a
o ma, as o ganizações são capazes de ansmi i con iança ao ge a capi al social e p omo e o
desen ol imen o económico e social, po meio da c iação de emp egos e da capaci ação de indi íduos
mais p epa ados e pa icipa i os. To na-se impo an e e e i que a ges ão das O ganizações Sem Fins
Luc a i os de e se ei a de o ma di e en e de odo o ca ác e in o mal que as ca ac e iza, assim,
enquan o o ganizações complexas, es as de em p ocu a modelos de ges ão onde seja possí el alcança
os mesmos pad ões de sus en abilidade, sem descuida a impo ância de a ingi a sua missão social
(Fonseca, 2015). Nes a linha de pensamen o, os au o es Melo Ne o & F oes (2001) e e em que as
ONGs são espaços p i ilegiados pa a o exe cício da esponsabilidade social seja ela co po a i a,
comuni á ia ou indi idual, com base nos alo es é icos e condu a esponsá el das o ganizações.
Com o passa do empo, o c escen e acesso da população à in o mação sob e os p oblemas
sociais e ambien ais em incen i ado o o alecimen o de uma cul u a polí ica en e os cidadãos, que
passa am a ado a uma pos u a mais a i a e pa icipa i a jun o das o ganizações em ge al. Es e
en ol imen o esul ou na exigência da c iação de p odu os e se iços que a endam às suas necessidades
e p eocupações, conside ando os alo es sociais e ambien ais. Pos o is o, exigiu-se das o ganizações um
maio comp ome imen o com a esolução de p oblemas, p incipalmen e os de na u eza social e
ambien al (K uglianskas, Aligle i & Aligle i, 2009). Es as si uações acili a am o es abelecimen o de
elações mais es ei as en e as o ganizações e os s akeholde s, isando a a ação de bene ícios mú uos.
Assim, as ins i uições passa am a conside a os in e esses de ambas as pa es, ado ando
compo amen os é icos, anspa en es e socialmen e esponsá eis (da Sil a Fei osa, de Souza & Gómez,
2014). O desempenho económico p omisso e o alcance da sus en abilidade das o ganizações
dependem em g ande pa e da manei a como es as se elacionam com os seus s akeholde s
(K uglianskas, Aligle i & Aligle i, 2009). Des a o ma, a esponsabilidade social, no con ex o des as
o ganizações, su ge como um mecanismo que, quando inse ido na elação en e a ins i uição e os
s akeholde s, pode p omo e an agens compe i i as, con udo pa a que isso se conc e ize, é
undamen al que es as elações sejam baseadas em con iança mú ua e obje i os comuns. Além disso,
o comp ome imen o con ínuo e a anspa ência nas ações dessas o ganizações con ibuem pa a
o alece a sua imagem e ga an i esul ados sus en á eis, an o pa a os s akeholde s quan o pa a as
p óp ias o ganizações (da Sil a Fei osa, de Souza & Gómez, 2014).
7
4.3. S akeholde s
O concei o de S akeholde s pode de ini -se como “qualque g upo ou indi íduo que pode a e a
ou é a e ado pela ealização dos obje i os da o ganização” (F eeman, 2010, p. 46). Na mesma linha de
pensamen o, Mi chell, Agle & Wood (1997) e e em que as pessoas, os g upos, as comunidades, as
o ganizações, as ins i uições e as sociedades são conside ados s akeholde s eais ou po enciais e, de
ou o pon o de is a, es es são agen es que se elacionam de o ma di e a ou indi e a com a o ganização.
Es e elacionamen o de e es abelece -se a a és do es abelecimen o de obje i os comuns,
pa ilha de in o mação, ecu sos e soluções. Só des a o ma se á possí el desen ol e , en e as pa es
in e essadas, uma elação de con iança, in eg idade e c edibilidade, sendo es es alo es c uciais pa a
es abelece um ambien e de con iança, in e câmbio e pa icipação en e os mesmos (Bo ge , 2001).
Des a o ma, F eeman (2010) iden i ica a iados s akeholde s ais como os acionis as (não se aplica ao
caso das ONGs), os o necedo es, os emp egados, os adminis ado es, a comunidade e os consumido es
(u ilizado es).
A anspa ência emp esa ial su ge assim como uma ques ão impo an e quando se a a da
ges ão de s akeholde s, e pa a que o ges o possa se anspa en e ao ní el da sua esponsabilidade
social, es e de e ap esen a pe iodicamen e ela ó ios e balanços sociais da emp esa, que agam
in o mações ace ca de in es imen os e ações nas á eas socioambien ais (Rocha & Goldschmid , 2010).
Quando os p incípios da esponsabilidade social emp esa ial se encon am p esen es na elação en e a
o ganização e os s akeholde s, o na-se possí el o i ica a ede de elacionamen os, exis indo con iança
e oca en e os di e sos a o es, pe mi indo amplia es a ede pa a que no os pa icipan es possam
sen i -se a aídos pela epu ação posi i a que des a elação deco e (da Sil a Fei osa, de Souza & Gómez,
2014).
4.4. A Relação en e as O ganizações e os S akeholde s
Focando ago a na elação es abelecida en e a O ganização e os S akeholde s, uma ez que se
encon am numa cons an e elação de oca, as pa es in e essadas podem con ibui ajudando a sup i
as necessidades p emen es com impo an es ecu sos. Pos o is o, analisa quem são, que in e esses
possuem e como a uam é impo an e pa a que seja possí el ga an i a sob e i ência e e condições de
sa is aze os seus in e esses (Hill & Jones, 1998). O pode exe cido pelos S akeholde s pode se a aliado
em de imen o de man e em algum ipo de ligação com a o ganização, p ocu ando in e e i no
8
desen ol imen o e elabo ação do modelo co po a i o co esponden e, e colabo ando pa a que o público-
al o se iden i ique com a imagem que a mesma ansmi e (Sco & Lane, 2000).
Des a o ma, “ o na-se possí el en e e que o sucesso o ganizacional depende de como os
s akeholde s pe cebem e in e p e am as imagens o ganizacionais e, baseando-se nas in o mações
ob idas, cons oem um senso cogni i o da o ganização, embo a nem semp e a imagem po eles
cons uída es eja elacionada com a imagem posi i a que ela que p oje a ” (Oli ei a, 2005, p.80). Assim,
Mi chell, Agle & Wood (1997) des acam nos S akeholde s a sua g ande capacidade de exe ce pode e
legi imidade no deco e da sua ação polí ica, e a cons ução social de agendas que sejam do seu
in e esse, des acando-se a impo ância e o dinamismo que es as podem assumi aquando da de esa de
uma de e minada causa.
É de salien a que “A sob e i ência e o sucesso de uma qualque o ganização depende da
habilidade dos seus adminis ado es em ge a iqueza, alo e sa is ação pa a os seus S akeholde s.
Uma o ganização não consegue se compe i i a se não i e capacidade de ge i , de o ma adequada,
os seus elacionamen os com os á ios a o es exis en es, nos con ex os polí ico, social e ecnológico, em
que a mesma es á inse ida. É de consenso ge al que ge i as pa es in e essadas acaba po se mui o
mais di ícil na p á ica do que na eo ia, pois a sa is ação de alguns in e esses pode le a à alienação de
ou os. Assim, es as o ganizações necessi am de se mode niza e p o issionaliza pa a que possam
con inua a ino a nas espos as aos p oblemas sociais mais p emen es” (Fonseca, 2015, p.7).
Des a o ma, o na-se possí el a i ma que os elacionamen os en e ambas as pa es de em se
incen i ados, uma ez que “são eles que ep esen am àqueles com os quais a emp esa de e p eocupa -
se e elege como pa es p i ilegiadas em seus p og amas de esponsabilidade social co po a i a”
(Oli ei a, 2005, p.91). Con udo, exis e uma sé ie de alo es como a solida iedade, a anspa ência, a
é ica, o ca ác e inclusi o, a con iança e a hones idade que pa ecem se c uciais, de endo se -lhe
econhecida a ele ada impo ância na supe ação das desigualdades e exclusão dos mais necessi ados
dos bene ícios alcançados pela sociedade mode na (Oli ei a, 2005).
4.5. In luência da o ganização e dos s akeholde s na ges ão de p oje os
Quando se a a da ges ão de p oje os, a cul u a, o es ilo e a es u u a o ganizacionais
in luenciam a o ma como os p oje os são execu ados, bem como o g au de ma u idade da o ganização
no que diz espei o à ges ão de p oje os e aos seus sis emas pa a ge i os mesmos. Quando se en ol em
9
num p oje o en idades ex e nas es abelecendo alianças ou pa ce ias, es e ai se in luenciado po á ias
en idades (P ojec Managemen Ins i u e, 2008).
Algumas das ca ac e ís icas e es u u as o ganizacionais da ins i uição que podem in luencia os
p oje os são: as cul u as e es ilos o ganizacionais, podendo e uma o e in luência na capacidade do
p oje o a ingi os seus obje i os; a es u u a o ganizacional, que ep esen a um a o ambien al da
emp esa passí el de in luencia a disponibilidade dos ecu sos e a condução dos p oje os; e os a i os de
p ocessos o ganizacionais, que englobam os a i os elacionados aos p ocessos das o ganizações
en ol idas no p oje o em ques ão, que possam se u ilizados pa a con ibui pa a o sucesso do mesmo
(P ojec Managemen Ins i u e, 2008).
Os s akeholde s são, no con ex o da ges ão de emp esas e o ganizações do e cei o se o ,
pessoas ou o ganizações, ais como clien es, pa ocinado es, o ganização execu o a ou o público, que
se encon am de o ma a i a en ol idas no p oje o, ou os seus in e esses podem se a e ados de o ma
posi i a ou nega i a, pela execução ou conclusão do p oje o. A equipa de ges ão que se encon a po
de ás do p oje o de e iden i ica es as pa es in e essadas, an o ao ní el in e no como ao ní el ex e no,
pa a que se possam de e mina os equisi os e expec a i as de odos os en ol idos, adicionalmen e, a
ges ão do p oje o de e consegui ge i a in luência das pa es endo em con a os equisi os do p oje o
pa a que sejam possí eis de ga an i bons esul ados (P ojec Managemen Ins i u e, 2008).
Ao ní el das pa es in e essadas exis em di e sos ní eis de esponsabilidade e au o idade que
es as de em demons a aquando da sua pa icipação em p oje os e podem al e a -se ao longo do ciclo
de ida do mesmo, assim, a sua esponsabilidade e au o idade podem di e si ica -se pa indo de
con ibuições ocasionais em es udos ou dinâmicas de g upo a é à possibilidade de pa ocínio o al do
p oje o, incluindo apoio inancei o e polí ico, podendo e uma in luência posi i a ou nega i a nos p oje os,
nes e con ex o, cabe ao ges o a esponsabilidade de ge i os seus in e esses e expec a i as (P ojec
Managemen Ins i u e, 2008).
4.6. A impo ância do es abelecimen o de pa ce ias es a égicas no deco e dos
p oje os
Nos elacionamen os en e a o ganização e os s akeholde s, é impo an e e em con a a
impo ância de es abelece as pa ce ias ce as e e capacidade de medi os esul ados alcançados,
nes e sen ido, a pesquisa "Alianças Es a égicas In e se o iais pa a A uação Social", eme e pa a os
desa ios de e ados ela i amen e ao desen ol imen o de indicado es que possibili am mensu a e
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moni o iza os esul ados dos p oje os sociais. Pa a os au o es da pesquisa, Fische e al. (2003), a
acionalidade en ol ida no es abelecimen o de alianças en e se o es baseia-se no ac o de não exis i em
se o es ou ins i uições capazes de esponde aos desa ios da comunidade de uma o ma isolada, assim,
a complemen a idade en e os ês se o es, e o ac o de uns não pode em subs i ui os ou os, conduz a
melho es esul ados, an o pa a as en idades en ol idas como pa a a comunidade. Des a o ma, as
pa ce ias e alianças es a égicas podem se melho adas o que pe mi e uma maio compa ibilidade,
obje i os mais ab angen es e habilidades ap imo adas, onde uma pa ce ia e icaz pode conduzi as
emp esas e o ganizações do e cei o se o no sen ido de po encia as habilidades e a con iança
essenciais pa a ealiza ou as pa ce ias. A elação en e os pa cei os de e pe mi i -lhes a alia
minuciosamen e os ecu sos po enciais e eais en ol idos, adicionalmen e, os aliados podem consegui
bene ícios p incipalmen e no que espei a a economias de cus os, de escala e das sine gias en e
o ganizações. Os bene ícios começam a su gi quando, a a és da pa ce ia, as en idades conseguem
elimina cus os ele ados pela pa ilha de ins alações, se iços ou a i idades en e si, sendo que no caso
de se consegui aumen a a isibilidade dos pa cei os e a sua es e a de a uação, melho a-se ambém a
imagem, c edibilidade e eúnem-se as capacidades complemen a es de á ias o ganizações uma ez
que es as quando indi idualizadas não possuem capacidades pa a sup i e icazmen e necessidades
sociais.
Segundo os au o es Fische e al. (2003), pa a que seja possí el de e mina a ag egação de alo
de uma a uação conjun a, os pa cei os de em, inicialmen e, es abelece expec a i as cla as no que diz
espei o aos esul ados que desejam ob e des a coope ação, azendo uma quan i icação dos bene ícios
e con abalançando com os po enciais cus os. Quando se a a de c iação de alo em conjun o, os
bene ícios não se aduzem em ans e ências bila e ais ou ocas de ecu sos, mas sim nos p odu os ou
se iços c iados em conjun o, que ad ém da combinação de es o ços, compe ências e ecu sos de
ambas as pa es ge ando esul ados compa ilhados da a uação social que de em se possí eis de
obse a e a alia de o ma obje i a. A pa i da úl ima década do século XX, a pa ilha de ecu sos deixa
de se apenas ma e ial ou inancei a ab angendo ainda a o es humanos, know-how e capaci ação em
ges ão. Es a maio ab angência da ges ão aca e a di iculdades como a ca ência de sis emas de
a aliação de esul ados, que e idenciem a impo ância de alinha expec a i as na de inição dos obje i os
ao longo da coope ação. Assim, não es ando odos es es a o es alinhados a o mulação de indicado es
consis en es de p ocesso, esul ados ou impac os des a pa ilha ica bas an e mais di ícil de ob e .
11
4.7. Desa ios ao ní el das o ganizações
Apesa de o es abelecimen o de pa ce ias es a égicas aze inúme os bene ícios na ealização
de p oje os em conjun o, pe sis em ainda alguns desa ios que se impõem no desen ola da a i idade
des as o ganizações. Pa a os au o es F anco e al. (2022), o impac o da pa icipação e as opo unidades
que des a su gem, podem dis ibui -se em dois ní eis: o da ges ão da o ganização, em que a p omoção
da pa icipação ao ní el in e no dos abalhado es, incen i a o abalho em equipa e ge a uma cul u a
o ganizacional mais coesa; e da elação com os á ios públicos como a is as e bene iciá ios, uma ez
que o en ol imen o da comunidade é c ucial e pe mi e que a o ganização ajus e a p og amação ao
público-al o o nando a ins i uição mais signi ica i a, uma ez que o público cada ez mais que e uma
oz a i a e coope a com es as ins i uições.
Como desc i o po F anco e al. (2022), o ap o ei amen o das opo unidades que es as
endências impulsionam, implicam desa ios pa a as Fundações cul u ais pa a que es as se possam
dis ingui e e idencia como ele an es e sus en á eis. Os desa ios apon ados pelos au o es nes a
e en e su gem em di e en es ní eis. Ao ní el da missão e po e ólio das a i idades, pois no que espei a
à missão é essencial que as Fundações da á ea da cul u a a uem consoan e as endências a uais sem
ugi aos p incípios de inidos pelo undado e, aqui, a pa icipação dos s akeholde s nes e p ocesso é
ulc al. Na in e subje i idade do p ocesso, que isa ga an i a in eg ação de pe spe i as di e en es e
po enciais o nando maio a p obabilidade da Fundação consegui ap oxima -se do p opósi o o iginal. Na
go e nação, pois de em in es i na melho ia da anspa ência e da in o mação sob e como se dis ibuem
ecu sos e como se u ilizam. Aqui a c iação de um Conselho Consul i o, que inclua jo ens é de ex ema
ele ância, uma ez que p omo e a ap oximação da Fundação à comunidade en ol en e e pe mi e
di undi a sua missão, numa pe spe i a de sepa a o ó gão de adminis ação da di eção execu i a, pa a
p omo e a e iciência sem ep esen a es ições à sua a uação. Nes e sen ido, consegui da espos a
aos desa ios da sociedade a ual implica um in es imen o ao ní el da o a i idade e eju enescimen o dos
ó gãos sociais da Fundação. Ao ní el da elação com a is as ou agen es cul u ais que o nam essencial
ga an i uma elação o i icada e de con iança com os a is as/agen es cul u ais, e de em cuida da
comunidade a ís ica e demons a a sua a uação. Ao ní el da elação com os públicos e/ou bene iciá ios,
sendo essencial in es i nes a e en e, ala ga o espaço de abalho pa a jun o da comunidade, com
públicos socialmen e excluídos. No que oca ao inanciamen o, escla ecendo que a missão de e se um
pon o de pa ida pa a ala anca undos, explo ando no as o mas de anga iação incluindo a ní el
in e nacional, não esquecendo a impo ância da alo ização local que de e se explo ada ambém na
cap ação de mecena o local. Quan o às compe ências o ganizacionais necessá ias pa a esponde aos
12
desa ios in es indo no seu desen ol imen o ou con a ação, ou ainda a apos a no olun a iado de
compe ências, p ocu ando jun o das emp esas as compe ências necessá ias pa a conc e iza
de e minados p oje os. Ao ní el do ma ke ing e comunicação, assegu ando a sua p o issionalização uma
ez que a comunicação com o público e a a ação do mesmo são ele an es pa a a cap ação e e enção
de mecenas, ao ní el nacional ou in e nacional, sendo que os esul ados e impac o alcançado pelas
ações e p oje os da undação de em se e idenciados. Numa ó ica de anspa ência e e o ço da
con iança ex e na na sua a uação, o es abelecimen o de pa ce ias e ela-se undamen al na pa ilha de
ecu sos, ao p omo e a e iciência e a pa ilha de sabe es, podendo se locais, como o caso das
au a quias, escolas, emp esas e ou as o ganizações ou ambém em ou as escalas. O abalho em ede
pode se conside ado um passo à en e das p á icas obse adas, quando se ap o undam elações com
ou as en idades das mais di e sas á eas ou se o es, assim como, as pa ce ias com ou as o ganizações
cul u ais pe mi em ealiza coc iações e cop oduções, es ando um passo à en e das p á icas
desen ol idas.
4.8. A aliação de p oje os sociais
Pa a se possí el a ua ao ní el das lacunas e desa ios que su gem na ges ão des as
o ganizações, é impo an e es abelece mé icas e a alia a a uação da p óp ia o ganização. Nes e
sen ido, Adulis (2002) e e e que o deba e exis en e en e os de enso es de abo dagens quali a i as e
quan i a i as, se ê epe cu ido nas discussões sob e a a aliação de p oje os sociais. Aqueles que
de endem as abo dagens quali a i as ealçam a necessidade de um conhecimen o ap o undado sob e
os ac os analisados, enquan o os a aliado es com uma abo dagem mais quan i a i a alo izam a
possibilidade de mensu a , compa a e gene aliza os esul ados ob idos no deco e das suas
abo dagens. Abo dagens mais quali a i as pe mi em es uda ques ões, casos ou e en os em maio
p o undidade, o que pe mi e ao in es igado o conhecimen o mais en iquecido nas expe iências
i enciadas. No meio des e deba e en e abo dagens quan i a i as ou quali a i as, Adulis (2002)
e idencia que a escolha en e uma ou ou a abo dagem depende dos obje i os e ques ões das quais se
p e ende ob e espos a a a és do p ocesso de a aliação. T a a-se de elemen os-cha e que possibili em
aos ges o es ou in es igado es escolhe as abo dagens e mé odos de ecolha de dados que mais se
adequem no es udo em ques ão.
13
4.9. Indicado es pa a a aliação do impac o dos p oje os
A a aliação do impac o dos p oje os de uma o ganização, de aco do com o a igo de Roche
(2000), pe mi e e e ua uma análise sis emá ica das mudanças sus en adas que de e minadas
in e enções azem pa a a ida das pessoas, assim, desen ol e indicado es é undamen al como pa e
dos ins umen os pa a a cons ução do p ocesso de a aliação. De aco do com o au o , “O p ocesso de
a aliação e de desen ol imen o de indicado es de e: en a iza o moni o amen o e o “acompanhamen o
do impac o”, além do adequado planeamen o e a aliação; econhece o po encial pa a um impac o
di e encial sob e g upos especí icos, pa icula men e em elação ao sexo e à idade; a ualiza e e o mula
os indicado es p esen es, bem como in oduzi no os ou exclui ou os, à luz das a iações
ci cuns anciais; explo a mudanças signi ica i as que oco e am como esul ado dos p oje os, mas que
se si uam o a dos indicado es iniciais, e usa essas in o mações pa a desen ol e os indicado es pa a
o u u o, bem como delibe adamen e pa i pa a iden i ica e egis a a mudança nega i a e p ocu a
aqueles que possam o nece essas in o mações” (Roche, 2000, p. 206).
Na isão de Adulis (2002), ainda que c iada com o obje i o de con olo, a a aliação pode o na -
se uma mais- alia pa a as o ganizações do e cei o se o , podendo es as inco po á-la nas a i idades de
ges ão da o ganização. No seu pon o de is a, o p incipal in ui o da a aliação de e ia passa po ge a
in o mação e conhecimen o pa a a omada de decisão conscien e po pa e dos ges o es, pa a que seja
possí el aumen a a e icácia, qualidade e e iciência da o ganização. Des a o ma, é possí el conclui que
os p ocessos de a aliação de em possui uma abo dagem plu alis a, en ol endo aspe os quali a i os e
quan i a i os e conside ando os s akeholde s en ol idos no p ocesso. Bose, Feda o & Mendonça (2003)
ealçam que os p ocessos se en iquecem quando se en ol em di e en es a o es com a in enção de c ia
um sis ema de indicado es di e so, combinando concei os, meios de ecolha e esponsá eis di e en es.
Con udo deno a-se uma ca ência signi ica i a ao a alia a pe o mance endo em con a a pe spe i a dos
di e en es a o es en ol idos, combinando pe spe i as quali a i as e quan i a i as na cons ução dos
indicado es de pe o mance da o ganização (Coelho, 2004).
Segundo Adulis (2002), os p ocessos a alia i os de p oje os sociais en ol em, de o ma ge al,
as a i idades de: planeamen o do p ocesso de a aliação; ecolha de dados/ abalho de campo;
sis ema ização e a amen o dos dados; análise da in o mação ecolhida; elabo ação de ela ó ios com
os esul ados e ecomendações; e, po im, di ulgação das conclusões aos en ol idos, ais como
uncioná ios, bene iciá ios, inanciado es e en idades pa cei as.
14
4.10. Rela ó ios de impac o e impo ância na anspa ência com os s akeholde s
Os p ocessos de a aliação e medição de impac o azem sen ido quando esul am em melho ias
pa a a o ganização, pa cei os en ol idos e comunidade en ol en e, na opinião dos au o es San os e al.
(2022). Tendo em con a a in es igação po es es ealizada, uma das p incipais azões pelas quais se
de e medi o impac o é a melho ia da a i idade e, no caso das Fundações ope a i as, como é o caso da
Fundação B aca a Augus a, medi o impac o social pode se en endido como um impulso pa a in oduzi
melho ias ope acionais ao ní el do p odu o e/ou se iço p es ado. San os e al. (2022) des acam ainda
a ele ância da p es ação de con as, que co obo a a impo ância da medição do impac o social, como
e amen a de epo e, mas ambém como uma impo an e on e de anspa ência an o pa a as
en idades ope a i as e pa a as en idades inanciado as.
A anspa ência associada aos p ocessos de a aliação é de inida po K aeme (2005, p.10) como
sendo um dos p incípios básicos da esponsabilidade social co po a i a, e a i ma “es á undamen ada
no acesso a in o mação que a o ganização p opo ciona sob e seu compo amen o social […] Um
ins umen o essencial da anspa ência é a comunicação dos aspe os ligados à esponsabilidade social
co po a i a, median e um ela ó io di igido aos seus g upos de in e esses e que se e le e o comp omisso
e a pa icipação dos mesmos”.
Em suma, a a aliação do impac o das a i idades desen ol idas em como in ui o comunica de
o ma cla a e anspa en e com os di e en es s akeholde s os esul ados ob idos pelas o ganizações. A
p es ação de con as de e se uma ob igação des as ins i uições no sen ido que es abelece e e o ça os
laços de con iança da ins i uição com os di e en es agen es.
21
Capí ulo 6 – Análise e discussão dos esul ados
Nes e capí ulo de análise de dados, ão se ap esen ados os dados esul an es das en e is as
ealizadas aos s akeholde s com o in ui o de da espos a aos obje i os e p oblema iden i icado na
o ganização. Sendo a emá ica do p esen e ela ó io o “Desen ol imen o de p oje os de esponsabilidade
social e a elação com os S akeholde s: Es udo ealizado na Fundação B aca a Augus a”, o nou-se
impo an e comp eende a pe ceção de odos os in e essados sob e a impo ância dos pa cei os e des es
se encon a em pe ei amen e alinhados em e mos de obje i os, bem como a impo ância da exis ência
de um conjun o de mé icas que pe mi am a alia , moni o iza e se necessá io edi eciona a a uação
pa a que os esul ados possam i ao encon o dos obje i os delineados. Nes e capí ulo os dados
ecolhidos nas en e is as se ão analisados de o ma a iculada com a eo ia e adicionalmen e se á
conside ada a in o mação que oi ob ida du an e a ealização do es ágio cu icula a a és da análise dos
documen os in e nos e da pa icipação nas a i idades da o ganização.
Na abela 1 é iden i icada a amos a sendo compos a po eze pa icipan es, oi o dos quais são
memb os in eg an es da p óp ia Fundação, com di e en es ca gos na sua hie a quia, qua o
en e is ados são pa cei os da Fundação e exis e ainda um en e is ado que é simul aneamen e memb o
in eg an e do Conselho de Adminis ação da Fundação B aca a Augus a e pa cei o enquan o
Adminis ado Execu i o da Emp esa Municipal B agaHabi que coope a com a Fundação em
de e minados p oje os. A abela 1 ap esen a os en e is ados que au o iza am a sua iden i icação no
ela ó io, bem como a Ins i uição e ca go que ep esen am e a sua ligação à Fundação B aca a Augus a,
enquan o memb os in eg an es ou pa cei os da mesma.
Tabela 1: Iden i icação dos En e is ados
Iden i icação do
En e is ado (Ex)
Ins i uição e ca go que
ep esen a
“Ligação à Fundação
B aca a Augus a”
E1
Ex Di e o a Execu i a da Fundação
B aca a Augus a
In eg an e (Desde 2021)
E2
P esiden e do Conselho de Cu ado es
da Fundação B aca a Augus a:
Rep esen an e da UCP de B aga na
Fundação B aca a Augus a
In eg an e (Desde 2011)
E3
Vogal do Conselho de Adminis ação da
Fundação B aca a Augus a
In eg an e (Desde 2019) e
Pa cei o (B agaHabi )
E4
P esiden e do Conselho de
Adminis ação da CERCI - B aga
Pa cei o (Desde 2021)
22
E5
Elemen o do Conselho Di e i o da
ASPA
Pa cei o/ Volun á io (Desde
2021)
E6
Conselho de Cu ado es: Rep esen an e
da UM na Fundação B aca a Augus a
In eg an e (Há mais de 10 anos)
E7
Conselho de Cu ado es: Rep esen an e
do CMPB na Fundação B aca a
Augus a
In eg an e (Há 2 anos)
E8
Vogal do Conselho de Adminis ação da
Fundação B aca a Augus a
In eg an e (Desde 2021)
E9
P esiden e do Conselho de
Adminis ação da Fundação B aca a
Augus a
In eg an e (Ligação desde a sua
c iação, p esiden e há pouco mais
de 3 anos)
E10
Sec e á ia da Fundação B aca a
Augus a
In eg an e (Desde a sua c iação)
E11
Conselho de Cu ado es: Rep esen an e
da CMB na Fundação B aca a Augus a
In eg an e (Desde 2021)
E12
Associação de Mo ado es de Mon élios
e S. F u uoso
Pa cei o (Desde 2024)
E13
Vice-P esiden e da Con a ia do Bom
Jesus do Mon e
Pa cei o (Desde 2012)
6.1. Iden i icação do en e is ado
As en e is as inicia am pela iden i icação do en e is ado, da en idade que ep esen a e da
unção exe cida, bem como o empo (em anos) em que colabo a com a Fundação B aca a Augus a,
des a o ma, é ele an e pe cebe “Há quan o empo in eg a a Fundação B aca a Augus a? Que
ca go ocupa den o da Fundação?” e, no caso dos memb os de en idades pa cei as, “Qual é a
ins i uição que ep esen a e que unção exe ce den o da mesma? Há quan o empo
coope am com a Fundação B aca a Augus a? Qual é o osso papel jun o da Fundação?”
pa a pe cebe em que con ex o se inse em os en e is ados. As espos as nes e sen ido o am di e sas,
desde pessoas que man inham uma ligação com a Fundação desde a sua c iação, àqueles que a
in eg a am ou decidi am coope a mais ecen emen e, al como ilus ado na abela 1.
23
6.2. Pe ceção sob e a e olução da Fundação
Pa a melho en ende a ligação do en e is ado à Fundação oi ques ionado “Qual é a sua
pe ceção sob e a e olução da Fundação ao longo dos anos?” pa a se possí el e e ua
compa ações en e aqueles que in eg am a Fundação e possuem uma isão in e na da sua a uação e
aqueles que ex e namen e, e de uma o ma mais ou menos a i a, êm acompanhado as a i idades po
ela desen ol idas.
Do pon o de is a dos en e is ados que azem pa e da o ganização, es es ap esen am uma
isão mui o mais ala gada e desc i i a de odo o pe cu so da Fundação desde a sua missão inicial a é à
a uação nos dias de hoje, a i mando que es a passou po algumas ases ou ciclos dis in os e com um
âmbi o de a uação e p eocupações di e en es daqueles que exis em hoje, ocando na eo ganização po
que passou desde 2021. A isão dos pa cei os é um pouco mais es i a nes e sen ido, ocando no maio
luxo de a i idades e maio en ol imen o da Fundação nos úl imos anos, o nando-se mais a i a e a a i a
pa a o público-al o endo e oluído em di e en es aspe os.
De uma o ma ge al, oi ealçada a exis ência de algumas ases di e en es bem como al e ações
ao ní el do ipo de in e enção da Fundação, designadamen e
“em 2021 é ei a de alguma o ma uma
eo ganização da es u u a da Fundação B aca a Augus a, que ol a de alguma o ma àquilo que e a a
sua missão inicial, que e a a ques ão da di ulgação e p ese ação do pa imónio, es udo da his ó ia da
cidade de B aga e um conjun o ambém de inicia i as elacionadas com o pa imónio, com a cul u a e
com a his ó ia da cidade”
(E3), e a impo ância das qua o ins i uições undado as nes e p ocesso,
es ando ago a a en a eg essa à o igem da sua c iação e missão inicial
“nes e momen o, hou e uma
espécie de um eg essa à o igem, do que é que é a génese e o que é que é iden idade da Fundação e
a pa i daí, ambém amplia a sua a uação, ou seja, eg essa ao que é a impo ância da Fundação
B aca a Augus a com es as qua o ins i uições en ol idas”
(E6). De ealça a exis ência de di e en es
ciclos ao longo da sua exis ência
“a Fundação em so ido ciclos mais a i os e ou os mais passi os, em
a iado, não é uma e olução con ínua, desde logo o pe íodo de início da Fundação oi um pe íodo, eu
di ia, mui o ma can e, po que co espondeu ao a anque, mas desde logo, à de inição da sua missão”
(E9), ainda assim a Fundação
“ e e uma e olução eno me, seguiu um caminho po o ça daquilo que oi
a inclusão, que passou a se o ema p incipal da Fundação, o na a cul u a e no undo, oda a dinâmica
da Fundação acessí el a odos”
(E11).
Do pon o de is a dos pa cei os, é pa ilhada a pe ceção de uma maio a i idade e isibilidade
da Fundação, es a ideia encon a-se nos seguin es es emunhos:
“Tenho sen ido uma undação
24
ex emamen e a i a, ex emamen e en ol ida em con o midade, e a p ocu a chega a públicos
di e enciados que po no ma não e am uido es dos espaços cul u ais da nossa cidade”
(E4), ealçando
ainda o papel educacional e cul u al p incipalmen e ao ní el do e o ço da in e enção
“a di e ença oi o
ipo de in e enção, a ní el cul u al p incipalmen e jun o dos públicos mais des a o ecidos, e a
in e enção na á ea da educação. No undo, é um con ibu o pa a a educação da população que es á a
se dado nes e momen o, enquan o o papel que inha a é ago a e a um papel mais passi o em que as
pessoas e am, no undo, um público-al o passi o e nes e momen o, o que se espe a é que seja um
público-al o a i o”
(E5).
Em suma, os en e is ados pa ilham a ideia de que apesa das ases ou ciclos en en ados pela
Fundação, a e olução em e mos de p esença e a i idades desen ol idas em sido bas an e e iden e, al
como o ipo de in e enção mais ocado na in e enção jun o da comunidade, p ocu ando uma maio
en ol ência e pa icipação de odos os in e essados.
6.3. Impo ância de desen ol e um mecanismo de a aliação do impac o social dos
p oje os desen ol idos
Após analisa a pe ceção dos en e is ados sob e a e olução da Fundação ao longo dos anos no
que espei a à sua a uação e in e enção nas á eas da cul u a, da educação e do pa imónio, o oco da
en e is a cen ou-se no es o ço de pe cebe a opinião dos en e is ados no que espei a à medição do
impac o social p o ocado pelas suas a i idades, e a impo ância da c iação de um mecanismo de
indicado es que pe mi isse a e i es as dimensões.
No que espei a à ques ão “Acha que é impo an e medi o impac o social das
a i idades cul u ais e sociais da Fundação? Po quê?”, odos os en e is ados conco da am sem
hesi a com a a i mação espondendo a o a elmen e, indicando alguns a o es ele an es pa a a
medição do impac o das a i idades desen ol idas pela Fundação.
Colocada a ques ão nes a pe spe i a, a maio ia dos en e is ados ap o undou o ema na sua
espos a e e indo:
“enquan o en idade de in e esse público, e que mobiliza en idades públicas, de e
exis i es a noção de “p es ação de con as”. É impo an e da conhecimen o à comunidade, e aos
cu ado es da p óp ia Fundação, do abalho ealizado e da dimensão onde consegui am chega em
p opo ção do in es imen o e da capacidade inancei a da p óp ia ins i uição (…) e ambém az sen ido
pe cebe mos, algumas al e ações que de am se ei as aos p oje os pa a se ajus a em, que ao con ex o
25
social, que ao con ex o empo al em que eles es ão inse idos”
(E1). Nou a pe spe i a
“Todas as
medidas enden es a a e i o impac o da Fundação são necessá ias e, po conseguin e, bem- indas (…)
a Fundação B aca a Augus a de e se inancei amen e sus en á el (ou pelo menos aspi a a al), essa
medição pode se undamen al pa a se aze em e en uais eajus amen os, ou pa a sabe mos onde az
mais sen ido “in es i ”
(E2).
No que diz espei o à a e ição dos esul ados,
“a ques ão do impac o de que os p oje os êm, as
medidas que es ão a se p econizadas pelo abalho da Fundação e dos seus pa cei os nos di e en es
p oje os é ex emamen e impo an e pa a pe cebe se elas es ão a e os esul ados que e am
expec á eis. E sim, acho que em semp e que se a alia , e se necessá io, edi eciona -se ou aplica
ou as es a égias pa a que enham os melho es esul ados possí eis”
(E4). Assim, o na-se impo an e
a alia os e ei os p oduzidos nos pa icipan es
“é undamen al pa a se sabe de ac o, que e ei o é que
as inicia i as êm nas pessoas que pa icipa am, enquan o ações de con inuidade”
(E5).
Quan o ao público-al o ab angido, os es emunhos indicam que
“não bas a desen ol e
a i idades com a sociedade, é p eciso medi , é p eciso a alia a é que pon o é que essas a i idades
chegam ou não ao público-al o a que as a i idades se des inam”
(E7). Impo a e e i que
“é undamen al
a é pa a a p óp ia c edibilidade da ins i uição aze -se o es udo ap o undado e c í ico com dados mui o
conc e os, (…) uma ez que a Fundação ambém em es ado a i a, pa cei a e líde de p oje os de ca iz
In e nacional”
(E8).
No que espei a aos p ocessos de a aliação de impac o, a opinião da seguin e en e is ada é
bas an e comple a
“Eu não acho que é impo an e, eu acho que é undamen al, não só nes a á ea, como
em odas as ou as, po que se não medi mos o impac o, nós não sabemos o que esul ados i a das
ações (…) o impac o é aquela (de e ência) que nos ai da um indicado de pode e olui ou não e olui
e pa a que lado, (…) é p eciso um indicado hones o que nos mos e e e i amen e, os obje i os que
o am cump idos e os que não o am cump idos e de que o ma é que impac a am a ida daqueles que
pa icipa am naquelas ações e naqueles p oje os, po an o, eu conside o undamen al”
(E11).
As pe spe i as dos en e is ados ace ca des a ques ão ão ao encon o do que é e e ido no
capí ulo de e isão da li e a u a, uma ez que é des acada a ele ância da p es ação de con as na
medição do impac o social como e e ido po San os e al. (2022), sob e a impo ância da a aliação pa a
uma omada de decisão conscien e numa pe spe i a de e iciência da p óp ia o ganização como
e idenciado po Adulis (2002) e a medição do impac o social como e amen a que pe mi e in oduzi
melho ias do pon o de is a do se iço p es ado, al como ap o undado pelos au o es San os e al. (2022).
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Quando ques ionados sob e a c iação de um sis ema de indicado es “Na sua opinião, como
é que a Fundação pode ia c ia um sis ema de indicado es?”, alguns en e is ados e ela am
se uma ques ão de di ícil espos a, uma ez que não se encon a am o almen e po den o des a
emá ica, e pa a uma espos a mais comple a se ia necessá io al ez um es udo ou in es igação p é ia
sob e o ema. Ainda assim oi possí el ob e alguns con ibu os que pe mi i am en iquece o es udo
a a és da iden i icação dos p incipais elemen os a e em con a ao p ocu a de ini um sis ema de
indicado es.
A c iação de uma e amen a pa a a medição, a aliação e moni o ização do impac o social
p oduzido pelas a i idades desen ol idas pela Fundação B aca a Augus a é, como e e ido an e io men e
a a és da opinião dos en e is ados, ex emamen e impo an e pa a qualque o ganização, des a o ma,
impo a e e i que “
A Fundação es ando a in eg a o g upo do Cen o Po uguês de Fundações es á a
abalha exa amen e em indicado es, po que se en ende que as Fundações, êm ambém es a
necessidade de comunica o seu impac o o a delas, pe mi indo uma pe ceção maio do abalho e da
impo ância que a Fundações em na comunidade
” (E1). Pos o is o, e ocando nos p imei os passos a
segui quando se p e endem c ia indicado es des a dimensão, oi indicado que “
a p imei a coisa que é
impo an e é c ia uma me odologia de ges ão de impac o, que pe mi a a alia a capacidade de alcance
do público e do ipo de público que é alcançado, a capacidade de es abelecimen o de pa ce ias com
en idades, a c iação de edes de pa ce ia e ainda odo o in es imen o que é ei o. Po an o, eu di ia que
es as ês á eas: a capacidade de mobiliza o ganizações, o alcance do público e a capacidade de
in es imen os são impo an es numa a aliação de impac o”
(E3).
Tendo em con a a du ação e ola ilidade dos p oje os, impo a ealça a pe spe i a pa ilhada
po um dos en e is ados, que e e iu que
“os indicado es a iam ambém de p oje o pa a p oje o, cada
p oje o em si e á de e ob iamen e os seus KPIS, pa a e se se es á a a ingi o que é pa e do p oje o”
(E6). A c iação des a e amen a en ol e oda uma p epa ação e es u u a que é necessá ia pa a que
es es possam se desen ol idos e aplicados de o ma co e a, des a o ma, o seguin e es emunho indica
que a sua conc e ização implica a ealização de
“Inqué i os de idamen e elabo ados, ques ioná ios, pa a
e mos dados mais cien í icos, mais obje i os em e mos es a ís icos. Mas depois ambém o indicado
que esul e da consul a di e a, uma auscul ação igo osa combinando indicado es quali a i os com
indicado es quan i a i os, (…) há uma dimensão es emunhal ambém mui o impo an e. (…) e eu es ou
con encido que se ecolhem aí, elemen os de obse ação e de c edibilização que são impo an es”
(E8).
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Com um oco mais na impo ância das pa ce ias, o seguin e es emunho indica que
“numa
p imei a ase, se calha nada como aze uma pa ce ia com uma Uni e sidade, no sen ido de da a
possibilidade aos es udan es e à p óp ia Uni e sidade de aze em es udos de impac o eais, com
acon ecimen os eais do seu Concelho. Median e os esul ados, ob iamen e que é semp e impo an e
e alguém den o das Ins i uições que aça a moni o ização, a a aliação e o impac o da mesma e, a
e olução na u al das es u u as é c ia um luga pa a alguém que enha essa compe ência. (…) no caso
conc e o da Fundação B aca a Augus a, é compos a po elemen os de á ias ins i uições e, po an o, se
cada uma des as Ins i uições assumi uma esponsabilidade nesse sen ido, coloca alguém que
e e i amen e possa assumi essa esponsabilidade po exemplo”
(E11). Es a pe spe i a indica que além
de se ealizada a a aliação de impac o da o ganização, pode ia se dada a opo unidade a elemen os
das ins i uições undado as, nomeadamen e as uni e sidades, pa a ealiza em es a expe iência o nando-
se uma si uação de bene ício mú uo pa a ambas as pa es.
Em con aposição com a li e a u a, no que diz espei o à a aliação do impac o dos p oje os, os
ela os acima desc i os des acam a impo ância da dimensão es emunhal, ao u iliza abo dagens
quali a i as, que pe mi am um conhecimen o mais en iquecido, al como e idenciado na li e a u a po
Adulis (2002). No que espei a às compe ências o ganizacionais que se e elam necessá ias pa a
esponde às solici ações, é e idenciada a necessidade de cada Ins i uição undado a con ibui nes e
sen ido e, nes a pe spe i a, ambém os au o es F anco e al. (2022) abo dam a impo ância de se in es i
no desen ol imen o de compe ências.
No que diz espei o à ques ão “Alguns dos indicado es que es ão a se desen ol idos
em colabo ação com a Fundação são, po exemplo: o nº de p oje os de in es igação
ealizados em pa ce ia com Uni e sidades e Poli écnicos na á ea Pa imonial e Cul u al; o
nº de IPSS e ou as ins i uições en ol idas em pa ce ias e o nº de ações, a i idades ou
p oje os que in eg am os ODS. Que ou os indicado es suge e?”, a a és des es exemplos
pediu-se no amen e suges ões aos en e is ados que p ocu a am, des a ez com maio capacidade
iden i ica alguns indicado es que podem se idos em con a aquando da medição do impac o,
nomeadamen e des a o ganização onde des aca am alguns pon os impo an es a e em conside ação.
Tendo em con a a missão e a uação da Fundação B aca a Augus a, oi conside ado pelos
en e is ados que impo a a alia os p oje os essencialmen e ao ní el: da pa icipação cul u al, das
conexões com a comunidade e pa ce ias es abelecidas, da a iculação com o sis ema educa i o e dos
con ibu os pa a a sociedade. Des e modo, os en e is ados suge i am alguns indicado es que
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conside a am ele an es pa a es a in es igação, sendo eles:
“o in es imen o ge ado, os pos os de
emp ego que e en ualmen e possam e sido mobilizados ou alcançados ou c iados a a és des a
me odologia. O ipo de público que nós alcançamos, se o ipo de a i idades que es ão a se ei as
alcançam um público ele an e, mas é um público que já são agen es cul u ais e pessoas que es ão
mobilizadas pa a es e ipo de emá icas, ou se há aqui uma capacidade de coloca mais pessoas a
acede a es e ipo de inicia i as”
(E3). Fo am ambém conside ados ele an es
“o núme o de pessoas a
quem se chega com es es p oje os, e o impac o pa a além da du ação do p oje o, quan as pessoas
es ão en ol idas, o núme o de ou pu s que são desen ol idos po esses p oje os e que ipo e di e sidade
desses ou pu s, o núme o de pessoas en ol idas das ins i uições. (…) Também os mon an es de
inanciamen o ob ido, e o en ol imen o de ou as ins i uições como negócios locais na p es ação de
se iços que con ibuem pa a o sucesso dos p oje os”
(E6).
Foi ambém salien ado o impac o da ação desen ol ida na população da seguin e o ma:
“é
undamen al e em con a o g au de sa is ação que as pessoas i e am, o que é que isso impac ou
pessoalmen e a cada pessoa que pa icipou na ação”
(E11).
Con apondo com a e isão de li e a u a e e uada, nas espos as p o e idas oi e idenciada a
impo ância de e em con a os ou pu s e o impac o que as inicia i as p oduzi am nos en ol idos no
deco e do p oje o, al pe spe i a é ap o undada na li e a u a po Roche (2000).
6.4. T anspa ência e ap esen ação de esul ados po pa e da FBA
Depois de analisada a pe ceção dos en e is ados sob e a impo ância de medi o impac o social
das a i idades da Fundação e da c iação de um mecanismo de indicado es pa a es e e ei o, oi abo dada
a o ma como a Fundação comunica os esul ados das suas in e ações, bem como a o ma como a
c iação de indicado es de a aliação e moni o ização pode in luencia na e idenciação dos esul ados
alcançados pa a com os s akeholde s e possí eis melho ias, que na isão dos en e is ados possam se
implemen adas na o ma de a uação da Fundação.
Rela i amen e à ques ão “En ende que a Fundação é anspa en e na sua a uação e
e icaz na ap esen ação dos esul ados alcançados? De que o ma?”, de uma o ma ge al os
en e is ados esponde am com bas an e con icção que exis e uma p eocupação da Fundação em
comunica e uma cul u a de anspa ência na Fundação den o das possibilidades e ace aos ecu sos
que se encon am disponí eis. Nes e sen ido, o am enume ados alguns exemplos de p á icas
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conside adas anspa en es po pa e da Fundação e, adicionalmen e, o am dadas algumas
ecomendações que podem esul a numa maio isibilidade e anspa ência pa a a Fundação.
No en endimen o dos en e is ados, e apesa de exis i em di e en es pe spe i as no que diz
espei o às opiniões, as mesmas con e gem pa a o en endimen o comum de que a Fundação em
abalhado nes e sen ido e, no pon o de is a daqueles que in eg am a Fundação:
“Esse caminho em
sido ei o, (…) essa di ulgação da a i idade e o ac o de a Comunidade já e in e io izado qual é a missão
a ual da Fundação B aca a Augus a (…) enquan o memb o do Conselho de Adminis ação, o
conhecimen o que nos chega de a i idades, inicia i as, e en os pa a os quais a Fundação B aca a
Augus a é hoje con idada a es a p esen e, seja como o ado ou pa a ap esen a um de e minado
es emunho, seja apenas como ma ca p esença do pon o de is a Ins i ucional, é hoje mui o mais
ala gado do que e a no passado em que a Fundação B aca a Augus a quase que não exis ia na lis a de
p o ocolo de mui as en idades e ago a já exis e e, po an o, acho que isso é um e lexo do abalho que
es á a se ei o”
(E3). Pa indo de ou o pon o de is a,
“Eu acho que a FBA é plenamen e anspa en e
na sua a uação e na ap esen ação dos seus esul ados. Cump e igo osamen e o que es á egulamen ado
e semp e com pon ualidade. P ocu a ansmi i pa a o ex e io , a a és dos ó gãos de comunicação
social, oda a sua a i idade, inicia i as, p esenças. É cla o que a escassez de ecu sos humanos
(maio i a iamen e em egime de olun a iado) não pe mi e en abiliza , an o quan o se pode ia aze , a
p esença – po exemplo – nos ó gãos de comunicação social”
(E8).
Há ainda quem apon e a exis ência de melho ias, al como é alimen ado nos seguin es
depoimen os:
“melho amos o nosso si e ele ónico, melho ámos ambém o sis ema de comunicação,
ambém po o ça de eo ganização in e na, o nosso leque de in e locu o es, a nossa lis a de pa cei os
em indo a aumen a e, po an o, isso ajuda semp e a di ulga as nossas a i idades, mas p ecisá amos
de qualque manei a de melho a signi ica i amen e a esse ní el”
(E9) e ambém a necessidade de
melho a em ou os aspe os
“ al ez daqui pa a a en e se possa abalha melho a pa e da
comunicação e do que se coloca mesmo no websi e, e c, mas de uma manei a ge al, a Fundação cump e
o que é legalmen e ob igada”
(E6)
Na isão dos pa cei os, enquan o pa es in e essadas nas a i idades e na a uação da Fundação
com uma pe spe i a ex e na da en idade, é impo an e e em con a a sua opinião, assim, na pe spe i a
dos in e essados
“ em ha ido mui a comunicação que acilmen e es á acessí el a odos. Po an o,
en endo que sim, que há odo um p ocesso de anspa ência na aplicação das a i idades a que se
p opõe”
(E4). Numa pe spe i a de di ulgação e es abelecimen o de laços com a comunidade
“sim, sem
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dú ida nenhuma, é anspa en e, na medida em que di ulga po a iadíssimas o mas. Só a di ulgação
a a és das edes sociais, a di ulgação a a és dos jo nais, po an o, di ulga o que az, o que pe mi e
que quem es á in e essado possa ade i ”
(E5). No que espei a à sua isibilidade oi ambém enunciado
o seguin e:
“Tenho acompanhado a a i idade da FBA e nos úl imos anos em alcançado uma
conc e ização de a i idades que se e le em numa maio isibilidade e anspa ência da FBA”
(E13).
De um modo ge al, exis e a pe ceção de que a Fundação es á no umo ce o ainda que com
algum abalho a aze nes e sen ido, al ideia é e e ida no seguin e exce o:
“Acho que es amos no bom
caminho, a anspa ência exis e, sem dú ida nenhuma, po que nós emos e p imamos po e mos oda
a documen ação disponí el pa a quem quise consul a , mas acho que em e mos de comunicação, se
calha pode íamos aze de o ma mais ab angen e. A ap esen ação pública de esul ados em especí ico
pa a aquele p oje o po exemplo, é impo an e ansmi i ob iamen e que é undamen al, e há um
abalho ainda g ande pa a aze ”
(E11).
As opiniões dos en e is ados no que espei a à anspa ência da o ganização es ão em
conco dância com o e e ido na li e a u a, ao e idencia a impo ância da di ulgação dos esul ados das
mais a iadas o mas jun o dos s akeholde s, numa pe spe i a de maio isibilidade dos p oje os
desen ol idos e anspa ência pa a a Fundação, sendo es a opinião co obo ada po Adulis (2002) e
K aeme (2005).
Ao se em ques ionados sob e as implicações da c iação dos indicado es na anspa ência
o ganizacional, “Acha que a c iação de indicado es de a aliação pode ajuda na p omoção
de p á icas mais anspa en es pa a com os s akeholde s?” os en e is ados e ela am a sua
pe ceção sob e alguns domínios que conside a am ele an es ao ní el do en ol imen o dos s akeholde s
nos p ocessos de a aliação.
No que espei a à anspa ência, as opiniões di idem-se en e aqueles que conside a am que a
c iação de indicado es p oduz e ei os ao ní el da anspa ência, desde logo pela demons ação de
esul ados e e idências, ou seja:
“Cada ez é mais necessá io que haja es a de olução a quem pa icipa,
quem con ibui que inancei amen e, que com a sua p esença, que com ou o ipo de ecu sos, a é
pa a que haja manu enção dessas mesmas pa ce ias desses mesmos dona i os, acho que sim, que
es es indicado es são uma mais- alia nes e p ocesso de manu enção dos p óp ios apoios”
(E4). Po
ou o lado, oi ainda e e ido que pe mi em i a conclusões, ou seja,
“Essas e idências e esul ados
alcançados podem se demons ados no Fundo pa a a Comunidade, pa a o público-al o. Os indicado es
de a aliação pe mi em e uma e idência”
(E5), e idenciando a impo ância da di ulgação dos esul ados
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Quando con on ados sob e a expe iência i enciada no deco e das inicia i as conjun as,
a a és da ques ão “Em que inicia i as êm coope ado e como em sido essa expe iência?”,
os en e is ados enquan o s akeholde s da Fundação p ocu a am enume a as inicia i as conjun as, e
abo da a pe ceção de cada um ace ca da expe iência de abalho e coope ação com a o ganização.
No ge al, os en e is ados p ocu a am e e i as inicia i as em que abalha am conjun amen e,
ealçando a exis ência de en eajuda e mobilização dos públicos pa a es as emá icas e a i idades
desen ol idas
“O p oje o ISA onde a B agaHabi e o Human Powe Hub são pa cei os e que emos indo
sob e udo a ajuda na sinalização de pessoas de con ex os des a o á eis pa a in eg a as inicia i as
p e is as nessa candida u a nesse p oje o. Essa elação em indo a es abelece , no sen ido de que o
nosso Público, com quem nós in e agimos na ges ão do habi a , possa ambém es a mobilizado pa a
pa icipa nas a i idades p omo idas pela Fundação.”
(E3), po ou a pe spe i a, o abalho conjun o
unciona p incipalmen e po que exis e uma colabo ação com o obje i o de a ingi um mesmo im
“Nós
emos desde ou ub o uma ligação mais di e a com a Fundação po causa do p oje o “Vi a o Bai o”
desen ol ido pela B agaHabi , em que nós p opusemos aze a i idades cul u ais pa a nossos mo ado es
e a Fundação B aca a Augus a oi uma das nossas pa cei as. (…) não há nada melho do que nós nos
uni mos pa a chega mos a um im comum e acho que a é ago a em co ido mui íssimo bem.”
(E12).
Impo a e e i a impo ância da pa ilha de conhecimen o e o mação conjun a que pe mi e uma
expe iência mu uamen e en iquecedo a
“Tem sido mui o posi i a, em ha ido mui as opo unidades de
in e ação, pa ilha de conhecimen o, de o mação conjun a e sen imos que há mui a abe u a pa a
acolhe odas as especi icidades que a ques ão da ansiedade cogni i a aca e a, é pode mos es a em
cons an e a iculação com uma en idade que não é p op iamen e uma en idade da á ea social e que se
en ol e connosco e p ocu a que ealmen e públicos, como as pessoas com de iciência possam acede
a con ex os dos quais no malmen e es ão excluídos é bas an e en iquecedo .”
(E4).
O es abelecimen o de p o ocolos de colabo ação, ao ní el dos ecu sos educa i os e elou-se
essencial p incipalmen e no que diz espei o ao p oje o “Escola Pa imónio” uma ez que es e es á
ol ado pa a a comunidade escola numa pe spe i a de ap endizagem em con ex o local
“no undo são
ap endizagens escola es, em con ex o local, com uma o ma a a i a e mui o p á ica e nas e en es da
educação pa imonial e ambien al, azendo o abalho numa pe spe i a in e disciplina ”
(E5) e aqui é
ele an e a opinião da Ins i uição acolhedo a do P oje o, nes e caso, o San uá io do Bom Jesus do Mon e,
onde o Vice-P esiden e da Con a ia e e e
“Nos p oje os desen ol idos, desde as jo nadas do pa imónio
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à “Escola Pa imónio” só podemos ap esen a aspe os posi i os, não sen imos di iculdades. O diálogo é
abe o e anspa en e, semp e numa pe spe i a mui o colabo a i a.”
(E13).
As opiniões dos en e is ados ela i amen e à execução de p oje os conjun os e le em o que é
e e ido no capí ulo de e isão da li e a u a, uma ez que é e idenciada a exis ência de en eajuda e
mobilização das o ganizações pa a um mesmo im, enal ecendo a impo ância da pa ilha de
conhecimen o, ecu sos e soluções que pe mi em es abelece uma elação de con iança en e as pa es,
o que ai de encon o ao que é e e ido po (Bo ge , 2001).
Pa a que seja possí el um melho en endimen o en e pa cei os, é c ucial exis i uma boa
comunicação e p incipalmen e auscul ação dos in e essados, assim, quando ques ionados sob e
“Sen em que os ossos in e esses são ou idos e in eg ados no desen ol imen o de p oje os
conjun os?”, os pa cei os e e i am a sua pe ceção median e a(s) expe iência(s) de colabo ação com a
Fundação bem como algumas lacunas exis en es nes e sen ido dadas as limi ações que ca ac e izam
es e ipo de o ganizações.
De um modo ge al, odos os en e is ados e e i am que os seus in e esses são ou idos com
oco na exis ência de um bom elacionamen o en e Ins i uições
“Sim, há um bom elacionamen o en e
pa cei os, na u almen e que es e ipo de inicia i as em um alcance limi ado, não há, digamos, assim,
uma elação mui o con inuada no sen ido de ha e euniões semanais ou quinzenais ou mensais, mas
ha endo alguma coisa que seja necessá io alinha ou a a udo é ei o na u almen e como um aco do.”
(E3), e ambém a pa ilha de sabedo ia e conhecimen os
“es a é uma pa ce ia em que nós emos um
pa cei o que em alguma sabedo ia e nós que emos usa essa sabedo ia que eles êm, po an o, quando
nós p opomos alguma coisa, eles êm essa coisa já p epa ada, nada melho do que e um pa cei o
assim, quando nós p opusemos algumas isi as a espaços cul u ais omos logo ecebidos com algumas
das p opos as que eles i iam aze nos p óximos empos. Nada melho do que se mos ou idos, assim
com p opos as conc e as, com a i idades já planeadas pa a aquilo que nós que emos.”
(E12).
No que espei a à auscul ação dos in e essados, as opiniões dos en e is ados e le em um bom
elacionamen o en e Ins i uições, pa ilhando ambições, sabedo ia e conhecimen os, es a isão é
e o çada pelos au o es F anco e al. (2022), quando abo dam os desa ios ao ní el do es abelecimen o
de pa ce ias, ocando a impo ância da pa ilha de ecu sos e sabe es na p omoção de e iciência.
No es abelecimen o de pa ce ias, é impo an e uma a uação es a égica pa a que es as
ep esen em bene ícios de pa e a pa e, po conseguin e, quando ques ionados os en e is ados sob e
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“A pa ce ia com a Fundação é de e minan e/impo an e na ossa a uação? Que bene ícios
deco em des a elação?”, es es p ocu a am oca -se nas á eas de in e seção de in e esses en e
ambas as en idades (Fundação e pa cei os) e os bene ícios que deco em pa a ambas com a ealização
de p oje os e a i idades conjun as.
Focando na a uação de cada o ganização, em poucos casos é e e ido que a pa ce ia é
de e minan e na a uação do pa cei o, uma ez que possuem âmbi os de a uação di e en es, no en an o,
a exis ência de á eas de in e seção e ela-se mui o impo an e pa a o c escimen o de ambas as
ins i uições
“Não é de e minan e po que nós emos um âmbi o que é di e en e, ago a há cla amen e
uma á ea de in e secção e odas as inicia i as de di ulgação e alo ização do pa imónio en am nes a
á ea de in e secção, e daí es a elação que se em es abelecido ambém com o apoio das Associações
de Mo ado es com a Fundação B aca a Augus a”
(E3) e, na isão da Associação de Mo ado es que em
coope ado com a Fundação, a pa ce ia
“é ex emamen e impo an e po que nós que emos ambém que
as pessoas cheguem à cul u a e a cul u a chegue a elas. É uma das coisas que melho se az aqui em
B aga, é en a le a a cul u a e o conhecimen o às pessoas.”
(E12). Quando ambas as Ins i uições
pa ilham obje i os e es o ços comuns,
“Os bene ícios são di e sos, desde logo a pe secução de obje i os
comuns naquilo que é a sal agua da e a alo ização do pa imónio, no caso do San uá io do Bom Jesus
são e iden es os es o ços conjun os que emos ei os, pa a con inua a ga an i que conseguimos
p ese a e alo iza es e luga único, pa imónio mundial da humanidade.”
(E13).
De salien a a abe u a de po as e ho izon es, que de ou a o ma não se iam possí eis de
alcança
“Tem sido ealmen e mui o in e essan e es a a iculação com a Fundação, que ab e mui o
acilmen e ambém ou as po as, nomeadamen e dos museus e de ou as es u u as da cul u a da nossa
cidade. Acaba ambém po c ia uma maio p essão em es u u as como o Município e, po an o, acaba
po da aqui algum peso e impo ância àquilo que ob iamen e se íamos só nós a de ende . E a e dade
é que es a a iculação se e elou bas an e bené ica. Dá uma ampli ude, uma isibilidade a odo es e
mo imen o que não e íamos se es i éssemos a abalha sozinhos, não es a íamos a es e ní el.”
(E4).
As opiniões dos pa cei os da Fundação, quando con on adas com a e isão de li e a u a
e e uada, e le em a impo ância das pa ce ias, não só ao ní el dos ecu sos pa ilhados, mas ambém
de um aumen o da isibilidade da p óp ia o ganização, sendo es a pe spe i a e o çada pelos au o es
Fische e al. (2003).
Além da impo ância e dos bene ícios que a ealização de pa ce ias quando es a egicamen e
ealizada pe mi e alcança , é impo an e ques iona “Em que medida as pa ce ias desen ol idas
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em conjun o com a Fundação pe mi em o alece a ossa a uação?”, pos o is o, os
en e is ados iden i ica am algumas azões que isam demons a a impo ância da Fundação na
a uação da o ganização pa cei a.
Ao ní el da a uação da o ganização pa cei a, a elação es abelecida com a Fundação pe mi e-
lhes uma sé ie de egalias que de ou a o ma ce amen e se iam mais di íceis de alcança , não só
bene ícios pela a uação e ap endizagem conjun as, mas ambém econhecimen o e desen ol imen o da
cul u a e da pa icipação na comunidade. Nes a pe spe i a,
“desen ol e comunidades que sejam mais
pa icipa i as, mais escla ecidas, in e locu o es mais con iá eis e mais disponí eis pa a o diálogo e pa a
a esolução de p oblemas comuns. Não sendo um e ei o imedia o que se ê no dia a segui , a ealização
de inicia i as jun o de públicos que são se idos pela B agaHabi acaba po ajuda à sua capaci ação, a
um en ol imen o na ida da Comunidade, e pe mi e acili a a elação en e a B agaHabi e os seus
bene iciá ios.”
(E3).
Pe mi e-lhes p incipalmen e ab ange ou os públicos e sensibilizá-los pa a a sua ealidade e
pa a a sua a uação na comunidade,
“no âmbi o da cul u a, es e pa cei o az e e i amen e oda a
di e ença e udo aquilo que emos cons uído ou descons uído, nomeadamen e alguns es e eó ipos, em
ajudado a que a consigamos chega ambém a ou os públicos, nomeadamen e a emp esas e ou as
es u u as que po no ma es a iam ambém mais a as ados des e público (…) Ficamos mui o sa is ei os,
ob iamen e com o abalho que emos ealizado.”
(E4), azendo ou a isibilidade e p oximidade dos
seus públicos
“A nossa Associação em ganho mui a isibilidade ambém po con a da Fundação po que
nós es amos a abalha em conjun o (…) nes es úl imos 2 meses, em que es i emos com a Fundação,
já i emos mais pe o de 80 associados nas nossas edes, é um núme o que ep esen a alguma coisa,
e é um ins umen o impo an e como Associação, pa a nos o alece mos in e namen e po que es a
pa ce ia es á a da -nos mui a o ça, es amos cons an emen e a ecebe pessoas e a ecebe mais isi as
e emos mais con a o com as pessoas.”
(E12), além de e o ça em a impo ância e alo ização do
pa imónio local
“Re o çam o papel didá ico do Bom Jesus do Mon e e e o çam a impo ância do mesmo
pa a a educação, a in e enção cí ica e alo ização do pa imónio.”
(E13).
As pe spe i as dos en e is ados sob e es a emá ica e le em a o ma como as pa ce ias
pe mi em uma melho elação en e a o ganização e os seus bene iciá ios, a sensibilização pa a emas
como a inclusão, uma maio isibilidade da o ganização e o e o ço da impo ância das emá icas po
ela de endidas, al como ap o undado pelos au o es da Sil a Fei osa, de Souza & Gómez (2014).
41
Capí ulo 7 – Resolução do P oblema
Como o ma de esolução do p oblema iden i icado na o ganização o am desen ol idos
indicado es de moni o ização e a aliação dos p oje os, que o am impulsionados pela necessidade de
mensu a o impac o das inicia i as cul u ais e sociais da Fundação, com um g ande oco na pa icipação
cul u al, nas conexões comuni á ias, na a iculação educa i a e na ans o mação social. Nes e sen ido,
a análise de con eúdo das en e is as cons i uiu um elemen o impo an e que pe mi iu e o ça a
impo ância da cons ução dos indicado es de a aliação, bem como os bene ícios que deco em da
co e a aplicação dos mesmos ao ní el da anspa ência, pela demons ação dos esul ados da
o ganização e do seu po encial a a i o.
Os indicado es o am elabo ados com base em duas p incipais on es:
1. Em coope ação com a Fundação B aca a Augus a, pelas euniões desen ol idas com a Ex
Di e o a Execu i a especi icamen e sob e o ema, eco endo a in o mações ins i ucionais
ace ca das p incipais á eas de a uação e p oje os em cu so, endo em con a os obje i os e
impac os que p e endem alcança e a sua quan i icação, incluindo ainda a pa icipação de
alguns s akeholde s (in e nos e ex e nos) que quise am aze pa e e con ibui nes e sen ido.
Os indicado es desen ol idos o am adap ados ao con ex o o ganizacional da Fundação.
2. O CISOC (Comp omisso de Impac o Social das O ganizações Cul u ais), que cons i ui uma
medida de polí ica pública p esen e no Plano Es a égico 2019-2024, ap esen ada pelo
Plano Nacional das A es (PNA), enquan o e amen a no apoio à au oa aliação do impac o
social das o ganizações cul u ais, a a és da análise e moni o ização dos esul ados ob idos
po o ma a pe mi i iden i ica as necessidades e po encialidades da o ganização. Os
indicado es o am desen ol idos a a és da consul a da in o mação p esen e na publicação
“
Comp omisso de Impac o Social das O ganizações Cul u ais. Fundamen os, Me odologia e
Ins umen os de Apoio”
, le ada a cabo pelo Plano Nacional das A es (PNA)
que ep esen a
o conjun o de ins umen os de apoio que acili am a implemen ação do comp omisso nas
o ganizações cul u ais. Es a publicação encon a-se es u u ada em duas pa es, sendo es as
os undamen os e me odologia, e os ins umen os de apoio. Es a publicação unciona
in eg almen e, enquan o pe mi e uma aplicação indi idualizada endo em con a as
ca ac e ís icas da o ganização e a me odologia u ilizada (Plano Nacional das A es, 2023).
No capí ulo “Obje i os, Impac os e Indicado es” p esen e na publicação acima e e ida,
42
encon am-se disc iminados os indicado es, endo em con a os obje i os es a égicos
delineados e impac os p e endidos que o am in eg ados na p opos a de indicado es do
p esen e ela ó io com a de ida adap ação ao con ex o da Fundação B aca a Augus a.
Foi ainda ac escen ada in o mação complemen a ao ní el dos indicado es quan i a i os e
quali a i os que não o am explici ados pelas on es acima e e idas, mas que esul a am do abalho da
in es igado a no âmbi o da sua pa icipação no es ágio na ins i uição.
As abelas 3 e 4 ( e Apêndice III) ap esen am a p opos a de indicado es, que o am de inidos
pa a medi as cinco dimensões que de em se explo adas pela Fundação e os obje i os es a égicos que
lhes co espondem, sendo as dimensões nume adas de 1 a 5:
1. O desen ol imen o de p oje os de in es igação na á ea pa imonial e cul u al, na ap oximação das
on es de conhecimen o da á ea pa imonial e museológica, p opiciando a i idades e p oje os de
alo ização, p ese ação e classi icação do pa imónio. Nes e sen ido, oi ealizada uma e lexão
conjun a no sen ido de de ini obje i os es a égicos que e le issem a a uação da Fundação na á ea
do pa imónio, bem como os impac os que se p e endem alcança com as inicia i as, e possí eis
indicado es quan i a i os e quali a i os que pe mi issem quan i ica es as e en es. ( e Apêndice
III, Tabela 3).
Assim, o p imei o obje i o es a égico de inido é o de es imula e acompanha o desen ol imen o de
p oje os de in es igação nas á eas pa imonial e cul u al, numa e en e de ap oximação do
conhecimen o das uni e sidades e poli écnicos da a uação nas á eas pa imonial e museológica,
p ocu ando p oduzi impac os como o aumen o do conhecimen o mais ap o undado e cien í ico sob e o
pa imónio e a cul u a b aca ense. Nes e sen ido, o am de inidos os indicado es quan i a i os pa a medi
a conc e ização do p imei o obje i o es a égico. Os indicado es são os seguin es: núme o de p oje os
de in es igação, publicações cien í icas, p o ocolos ou aco dos e pa imónio in es igado e alo izado,
desen ol idos em pa ce ia com uni e sidades e poli écnicos. Já os indicado es quali a i os, p ocu am
medi a pe ceção dos pa icipan es sob e a o ma como es as inicia i as se conc e izam em maio
conhecimen o nes as e en es.
O segundo obje i o es a égico isa p opicia o desen ol imen o de a i idades e p oje os de
alo ização, p ese ação e classi icação pa imonial e cul u al, enquan o p ocu a p oduzi impac os como
a p odução e di ulgação do conhecimen o, mais pa imónio classi icado ou in en a iado e,
consequen emen e in e encionado. Pa a cump i es e obje i o o am es abelecidos os indicado es
43
quan i a i os que o pe mi am con abiliza , usados da seguin e o ma: quan idade de inicia i as
desen ol idas; núme o de in es igado es en ol idos; quan idade de deba es ou inicia i as de alo ização
do pa imónio; quan idade de bens classi icados e in en a iados; núme o de es udos desen ol idos; e
bens sinalizados e in e encionados. Os indicado es quali a i os baseiam-se na ecolha das pe ceções
dos pa icipan es das inicia i as sob e: a impo ância, acessibilidade e aplicabilidade do conhecimen o
adqui ido ace ca dos bens pa imoniais; a impo ância da in en a iação e classi icação pa imonial; e a
sensibilização sob e a u gência, impo ância e impac o das in e enções a es e ní el.
2. O ala gamen o da pa icipação cul u al, onde o p incipal oco é o núme o de pa icipan es nas
a i idades cul u ais, a di e sidade e inclusão dos públicos en ol idos e a equência des as inicia i as
é a segunda dimensão. A a és da consul a da publicação do Plano Nacional das A es sob e o CISOC
(Comp omisso de Impac o Social das O ganizações Cul u ais), oi cons uída a abela 4 que inclui a
p opos a de indicado es ao ní el da cul u a, acessibilidade, pa ce ias, inclusão e educação,
conside ando os obje i os es a égicos, impac os p e endidos e a sua medição a a és dos
indicado es quan i a i os e quali a i os, endo es es sido adap ados à ealidade e p opósi o de
a uação da Fundação B aca a Augus a ( e Apêndice III, Tabela 4).
Des a o ma, o p imei o obje i o es a égico de inido co esponde à segunda dimensão e p ende-se
com o aumen o do núme o de pa icipan es nas a i idades cul u ais, que p e ende p oduzi impac os ao
ní el da maio pa icipação jun o da o ganização, bem como uma ampliação da pa icipação que pe mi a
e le i os pe is que e a am a sociedade. Os indicado es quan i a i os que p ocu am medi es a e en e
são essencialmen e: a análise da a iação anual dos pa icipan es nas a i idades cul u ais e educa i as,
podendo e em a enção a aixa e á ia dos pa icipan es se o ele an e pa a o es udo; e con abiliza o
núme o de ins i uições pa cei as. Os indicado es quali a i os e e em-se às e idências: de uma maio
pa icipação cul u al da comunidade nas inicia i as da FBA; da elabo ação e implemen ação de um plano
que p ocu e en ol e os públicos na pa icipação em a i idades; culminando com a ealização de
inqué i os de sa is ação dos pa icipan es.
O segundo obje i o es a égico coincide ainda com es a dimensão, e baseia-se na ampliação das
opo unidades de acesso e aumen o da pa icipação no que espei a aos segmen os da população sub-
ep esen ados ao ní el da cul u a. No que co esponde aos impac os, p e endem-se ga an i mais
opo unidades no acesso, o ap o ei amen o das edes sociais pa a p omo e o acesso aos ecu sos e
p og amação, po o ma a que seja possí el inclui mais pa icipan es dos segmen os da população sub-
44
ep esen ados. Focando na quan i icação des es esul ados, os indicado es quan i a i os ocam-se: no
aumen o pe cen ual de no os públicos p esen es nas edes sociais; na a iação anual de pa icipan es
endo em con a algumas especi icidades como a p esença de pessoas com de iciência, jo ens ou
pessoas com mais de 65 anos; e no núme o de en idades pa cei as da á ea social no p oje o. No caso
dos indicado es quali a i os, impo a ecolhe a pe ceção dos pa icipan es que se encon am nes a
condição no que espei a: à acessibilidade, acolhimen o e pe inência das a i idades cul u ais ou
pa imoniais que são desen ol idas pela Fundação; à analise egula das publicações nas edes sociais
pa a pe cebe se es ão a p oduzi e ei os, nomeadamen e no alcance des es públicos, o nando a
in o mação acessí el a odos; e ainda ecolhe as opiniões dos pa icipan es ace ca dos a o es que
mo i a am, acili a am ou di icul a am a sua pa icipação nes e ipo de a i idades.
3. A e cei a dimensão conside ada consis e no en iquecimen o das conexões com a comunidade,
ealçando as pa ce ias es abelecidas, o núme o de inicia i as conjun as ou em colabo ação com
ou as en idades bem como o en ol imen o de algumas associações locais e de di e en es ge ações
e cul u as.
O e cei o obje i o es a égico co esponde à e cei a dimensão, e oca o o alecimen o das pa ce ias
em p oje os desen ol idos na á ea cul u al, e p e ende p oduzi impac os a a és: da ampliação da ede
de colabo ações e pa ce ias com ou as o ganizações; da execução e acolhimen o das a i idades
ealizadas po ou as en idades numa pe spe i a colabo a i a; da p omoção da pa icipação dos cidadãos
e do seu en ol imen o nas inicia i as em p ol da comunidade e do seu e i ó io; e da pa icipação na
de inição das a i idades e p og amação. Como o ma de quan i ica e a alia es as e en es, su gem os
indicado es quan i a i os, que p e endem con abiliza : a a iação anual de pa ce ias a i as com as á ias
en idades na ealização de a i idades cul u ais ou educa i as; os p oje os le ados a cabo em colabo ação
com ins i uições que a uam nos di e en es se o es da sociedade; as a i idades o ganizadas po ou as
en idades nas quais a Fundação a uou como pa cei o; as associações mobilizadas e públicos ab angidos;
a a iação anual de olun á ios na Fundação; as a i idades desen ol idas em colabo ação com os á ios
ipos de associações; as a i idades ealizadas com o p opósi o de despe a nas pessoas a impo ância
de e le i sob e as ques ões da comunidade e do e i ó io; as a i idades ealizadas que en ol em
p ocessos pa icipa i os com de e minados g upos da comunidade; as di e sas en idades en ol idas; as
a i idades conjun as den o da ede de pa cei os e pa icipan es; e os públicos mobilizados. Os
indicado es quali a i os passam pela: análise egula das edes de colabo ação e pa ce ias es abelecidas
45
com as pessoas e os di e en es se o es da comunidade, e le indo sob e aquelas que pode iam ainda i
a aze pa e des a ede de pa cei os; análise egula da p esença da o ganização na comunicação social;
ecolha da pe ceção dos pa cei os ins i ucionais e comuni á ios com oco na abe u a, capacidade de
a iculação e qualidade da colabo ação com a FBA; o g au de pa icipação dos cidadãos nas ações que
são desen ol idas em pa ce ia; e a dinamização de um Conselho Consul i o pa a a Fundação, que possa
se ep esen a i o dos di e en es se o es e especi icidades da comunidade, incluindo a p esença de
ins i uições e pa cei os cul u ais.
O qua o obje i o es a égico e le e es a mesma dimensão, e passa pela conexão e inclusão das
di e en es pessoas e g upos da comunidade nas a i idades cul u ais e na p og amação le ada a cabo
pela Fundação e, nes a e en e, os impac os p e endidos são: a conexão de pessoas de di e en es
ge ações e cul u as; p opicia o diálogo in e cul u al; e a inclusão das pessoas e g upos da comunidade
no p ocesso de e lexão e cons ução das inicia i as. Tendo em con a o obje i o es a égico delineado,
os indicado es quan i a i os nes e sen ido ocam-se no le an amen o de: a i idades ealizadas com o
obje i o de conec a e pa ilha o conhecimen o en e as di e en es cul u as e pa icipan es dessas
mesmas a i idades de conexão e pa ilha; a i idades que p e endem conec a di e en es ge ações e dos
pa icipan es dessas mesmas a i idades; a i idades que se di igem especi icamen e a públicos de ou as
nacionalidades; a i idades especí icas que p ocu am inclui odos; a i idades desen ol idas com oco
nas pessoas em isco de pob eza e exclusão social; en idades ex e nas en ol idas na cons ução de
p og amação acessí el; e supo es de comunicação desen ol idos em linguagem cla a e acessí el. Em
elação aos indicado es quali a i os, impo a ecolhe : a pe ceção dos pa icipan es ace ca da qualidade
das in e ações e das ocas en e ge ações e cul u as no desen ola das a i idades desen ol idas pela
Fundação; o diagnós ico no que diz espei o à p og amação acessí el e inclusi a a a és da análise das
a i idades especí icas desen ol idas nes e sen ido; e o g au de sa is ação e opiniões do público
mobilizado em a i idades elacionadas com a inclusão, ep esen ação e acolhimen o aquando da
ealização de a i idades cul u ais p omo idas pela Fundação.
4. A a iculação com o sis ema educa i o endo po base os p oje os em pa ce ia com escolas e
ins i uições de ensino supe io e os impac os p oduzidos na ap endizagem consis e na qua a
dimensão conside ada.
O quin o obje i o es a égico elaciona-se com a qua a dimensão, que p e ende o alece o
conhecimen o pa imonial da população, ao amplia a pa icipação de escolas e es abelecimen os de
46
ensino supe io nos p oje os e inicia i as com alo pa imonial ou cul u al apos ando, des a o ma, na
educação pa imonial. Assim, os impac os que de e ão se medidos são: o en ol imen o de um maio
núme o de escolas incluindo odos os ní eis de escola idade e ipologias; a con ibuição da ação
educa i a ao desen ol e compe ências que de em es a p esen es no pe il dos alunos; a p ocu a po
uma maio pa icipação dos es udan es do ensino supe io nos p oje os desen ol idos; e a p omoção do
acesso às a es e ao pa imónio cul u al da cidade pelos es udan es. No que espei a aos indicado es
quan i a i os, impo a con abiliza : os alunos endo em con a o ní el de ensino que pa icipam nas
a i idades educa i as; as escolas pa icipan es e en ol idas nes es p oje os; os alunos en ol idos nas
a i idades de educação pa imonial que in eg am ap endizagens ob iga ó ias; os es udan es que
pa icipam e equen am o ensino supe io ; os p oje os desen ol idos com es abelecimen os de ensino
supe io ; e as pa ce ias es abelecidas com os mesmos. Os indicado es quali a i os que se aplicam endo
em con a o obje i o es a égico de inido são: a ecolha e in eg ação do eedback das escolas quan o à
ele ância, acessibilidade e adequação das inicia i as de educação pa imonial em con ex o de
ap endizagem escola ; a disponibilização de inqué i os de sa is ação aos alunos, p o esso es e
p o issionais educa i os, inco po ando o seu eedback no que espei a à ele ância, in e esse e con ibu o
das inicia i as como um complemen o e mais- alia pa a o pe cu so académico e pessoal; e a desc ição
e balanço dos p oje os e ecu sos desen ol idos com escolas e es abelecimen os de ensino supe io .
5. A quin a dimensão consis e no con ibu o pa a a mudança social a a és do eedback, a aliações
quali a i as e a pe ceção dos s akeholde s sob e as a i idades desen ol idas.
O sex o obje i o es a égico, e le e-se na quin a dimensão e em o seu p incipal oco no
o alecimen o das escolas como um polo de ap endizagem cul u al, p oduzindo impac os ao ní el de
uma maio colabo ação com as en idades educa i as. Nes e sen ido, os indicado es quan i a i os
suge idos são a con abilização: das colabo ações com escolas; dos p oje os desen ol idos em
colabo ação com escolas; das a i idades desen ol idas em conjun o com escolas; dos supo es
educa i os p oduzidos; dos p o esso es e auxilia es en ol idos; e da pa icipação da Fundação em
Conselhos Pedagógicos. Quan o aos indicado es quali a i os, es es englobam: a pe ceção das escolas
que a uam em pa ce ia com a Fundação, enquan o ins i uições educa i as no que espei a à qualidade
da colabo ação (g au de sa is ação); o g au de en ol imen o; a acilidade na a iculação; os bene ícios
mú uos ge ados pela pa ce ia; e as p e isões de con inuidade.
53
Fundação B aca a Augus a. (n.d.).
Publicações da página Facebook da Fundação B aca a Augus a
[Página Facebook]. Facebook. h ps://www. acebook.com/FundacaoB aca aAugus a/?locale=p _PT
(Consul ado em: 12/2024)
Fundação B aca a Augus a. (n.d.).
Rela ó ios.
Fundação B aca a Augus a.
h ps:// b aca aaugus a.o g/ ela o ios-2/ (Consul ado em: 12/2024)
Plano Nacional das A es. (2023).
CISOC – Publicação comple a
. h ps://cisoc.pna.go .p /wp-
con en /uploads/2023/12/CISOC-Publicacao-comple a.pd (Consul ado em: 12/2024)
Plano Nacional das A es. (n.d.).
Ki CISOC
. Plano Nacional das A es. h ps://cisoc.pna.go .p /ki -cisoc/
(Consul ado em: 12/2024)
54
APÊNDICES
55
APÊNDICE I - Guião das En e is as
56
Guião pa a En e is a no Âmbi o do Mes ado em Economia Social
Tema: “Desen ol imen o de p oje os de esponsabilidade social e a elação com os S akeholde s:
Es udo ealizado na Fundação B aca a Augus a”
Aluna: Joana Ma ia Gonçal es C uz (PG53326)
Explicação do p opósi o da en e is a:
Es a en e is a enquad a-se num es udo sob e “Desen ol imen o de p oje os de esponsabilidade social
e a elação com os S akeholde s: Es udo ealizado na Fundação B aca a Augus a”, em colabo ação com
a Fundação, sendo o obje i o p incipal da en e is a o de en ende , jun o dos in eg an es e s akeholde s
o seu papel jun o da Fundação, a pe ceção sob e o impac o social ge ado pela mesma e a impo ância
do desen ol imen o de um mecanismo de a aliação e moni o ização dos p oje os sociais e cul u ais po
es a desen ol idos, bem como a impo ância das pa ce ias po es a desen ol idas.
P imei os passos:
Solici a au o ização ao en e is ado pa a p ocede à g a ação da en e is a, bem como a au o ização
pa a sua a ansc ição e iden i icação da Ins i uição que ep esen a e unção exe cida aquando da
publicação do p esen e ela ó io.
Ques ões:
1. Há quan o empo in eg a a Fundação B aca a Augus a?
2. Que ca go ocupa den o da Fundação?
3. Qual é a sua pe ceção sob e a e olução da Fundação ao longo dos anos?
4. Acha que é impo an e medi o impac o social das a i idades cul u ais e sociais da Fundação?
Po quê?
5. Na sua opinião, como é que a Fundação pode ia c ia um sis ema de indicado es?
6. Alguns dos indicado es que es ão a se desen ol idos em colabo ação com a Fundação são, po
exemplo: o nº de p oje os de in es igação ealizados em pa ce ia com Uni e sidades e Poli écnicos
na á ea Pa imonial e Cul u al; o nº de IPSS e ou as ins i uições en ol idas em pa ce ias e o nº de
ações, a i idades ou p oje os que in eg am os ODS. Que ou os indicado es suge e?
7. En ende que a Fundação é anspa en e na sua a uação e e icaz na ap esen ação dos esul ados
alcançados? De que o ma?
8. Acha que a c iação de indicado es de a aliação pode ajuda na p omoção de p á icas mais
anspa en es pa a com os s akeholde s?
9. Como acha que a Fundação pode melho a a o ma como comunica os seus impac os à sociedade
e aos seus pa cei os?
10. O que acha que a Fundação pode aze pa a o alece a sua elação com os s akeholde s e a
comunidade? O que podem aze pa a ab ange no os públicos?
11. Como se pode ia aumen a a disponibilidade de Recu sos Humanos e Tecnológicos na Fundação?
12. Acha ele an e a c iação de um Conselho Consul i o, que possa inclui jo ens, numa en a i a de
ap oximação da FBA à comunidade, bem como pa a es a di undi a sua missão?
57
Pa cei os:
1. Em que inicia i as êm coope ado e como em sido essa expe iência?
2. Sen em que os ossos in e esses são ou idos e in eg ados no desen ol imen o de p oje os
conjun os?
3. A pa ce ia com a Fundação é de e minan e na ossa a uação? Que bene ícios deco em des a
elação?
4. Em que medida as pa ce ias desen ol idas em conjun o com a Fundação pe mi em o alece a
ossa a uação?
58
APÊNDICE II – G elha de Análise do Con eúdo das En e is as
59
Tabela 2: Quad o de Análise do Con eúdo das En e is as
Ca ego ias emá icas
Dimensões de análise
Indicado es com códigos
I. Ca ac e ização do
en e is ado.
1. Memb o ex e no à Fundação.
1.1. Iden i icação da Ins i uição + iden i icação da unção
exe cida + anos em que ez pa e/ colabo ou com a Fundação.
2. Memb o pe encen e à Fundação.
2.1. Iden i icação da Ins i uição + iden i icação da unção
exe cida + anos em que ez pa e/ colabo ou com a Fundação.
II. Pe ceção sob e a e olução
da Fundação.
3. Indicação da pe ceção sob e a e olução da Fundação po pa e do
en e is ado.
3.1. Iden i icação de algumas ases ou e apas/ciclos + ipo de
in e enção + impo ância das 4 Ins i uições undado as +
in eg ação de edes in e nacionais + jus i icações
ap esen adas.
III. Impo ância de desen ol e
um mecanismo de a aliação
do impac o social dos p oje os
desen ol idos.
4. Pe ceção do en e is ado ace ca da impo ância de se e e ua uma
medição do impac o das a i idades desen ol idas pela FBA.
4.1. Iden i icação de alguns a o es ele an es pa a a medição
de impac o + jus i icações ap esen adas.
5. Pe ceção do en e is ado ace ca da o ma como a Fundação
de e ia p ocu a desen ol e o sis ema de indicado es (com base em
que supo es po exemplo).
5.1. Iden i icação dos p incipais elemen os a e a con a na
de inição de um sis ema de indicado es + jus i icações
ap esen adas.
6. Re e enciação de alguns dos indicado es que azem pa e da
p opos a e pedido ao en e is ado de suges ões de ou os
indicado es/ emas que pudessem se idos em conside ação nes a
in es igação.
6.1. Iden i icação de alguns indicado es que de em se idos
em con a + jus i icações ap esen adas.
IV. T anspa ência e
ap esen ação de esul ados
po pa e da FBA.
7. Pe ceção do en e is ado ace ca da exis ência de anspa ência
na a uação da Fundação, bem como de melho ias que pode iam se
ei as nes e sen ido.
7.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, de alguns a o es
de anspa ência que es ão p esen es ou que de e iam se
e o çados + jus i icações ap esen adas.
8. Pe ceção do en e is ado ace ca da anspa ência na elação com
os s akeholde s, endo po base a exis ência da a aliação de impac o
da Fundação.
8.1. Pe ceção do en e is ado sob e alguns domínios
ele an es ao ní el do en ol imen o dos s akeholde s nos
p ocessos de a aliação + jus i icações ap esen adas.
9. Indicação, po pa e do en e is ado, de possí eis ações de
melho ia po pa e da Fundação, na comunicação dos seus impac os
e da sua a i idade à comunidade en ol en e e aos seus pa cei os.
9.1. Indicação, po pa e do en e is ado, de alguns exemplos
de melho ias ao ní el da comunicação e di ulgação das
inicia i as + jus i icações ap esen adas.
60
V. Relação com os
s akeholde s e comunidade
en ol en e.
10. Re lexão do en e is ado sob e o que a Fundação pode ia aze
pa a o alece a elação com os s akeholde s e a comunidade, bem
como pa a ab ange no os públicos.
10.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, de algumas
inicia i as que pode iam se desen ol idas pa a um maio
en ol imen o dos in e essados +jus i icações ap esen adas.
11. Re lexão do en e is ado ace ca da o ma como se pode ia
aumen a a disponibilidade de ecu sos humanos e ecnológicos na
Fundação.
11.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, de algumas
medidas possí eis de le a a cabo ao ní el da disponibilidade
de ecu sos humanos e ecnológicos endo em con a o
ca ác e sem ins luc a i os que es á ine en e à exis ência da
Fundação + jus i icações ap esen adas.
12. Suges ão da possí el c iação de um Conselho Consul i o pa a a
Fundação, enquan o ó gão me amen e consul i o, ep esen ado po
jo ens e pessoas da comunidade pa a ap oxima a Fundação da sua
en ol en e bem como di undi a sua a uação e a sua missão e
e lexão do en e is ado ace ca des a possibilidade.
12.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, dos pon os
o es e pon os acos que esul am da c iação de um
Conselho Consul i o ocado na pa icipação jo em pa a a
Fundação + jus i icações ap esen adas.
VI. Impo ância das pa ce ias.
13. Indicação, po pa e do en e is ado, das inicia i as e/ou p oje os
conjun os de ou as en idades (associações ou ins i uições) com a
Fundação e de qual oi a expe iência no desen ola da pa ce ia.
13.1. Enume ação, po pa e do en e is ado, das inicia i as
conjun as en e ou as en idades e a Fundação e pe ceção do
en e is ado ace ca da expe iência enquan o pa cei o +
jus i icações ap esen adas.
14. Pe ceção do en e is ado ace ca da auscul ação dos seus
in e esses e inicia i as po pa e da Fundação, bem como na
in eg ação dos mesmos no desen ola de p oje os conjun os.
14.1. Pe ceção do en e is ado sob e a auscul ação dos
pa cei os po pa e da Fundação e possí eis lacunas +
jus i icações ap esen adas.
15. Re lexão do en e is ado ace ca da impo ância da pa ce ia
es abelecida com a Fundação e dos bene ícios deco en es da
mesma.
15.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, das á eas de
in e seção de in e esses en e as ins i uições (FBA e Pa cei os)
e bene ícios que oco em de pa e a pa e com a ealização
das pa ce ias + jus i icações ap esen adas.
16. Re lexão do en e is ado, ace ca da o ma como as pa ce ias
desen ol idas em conjun o com a Fundação lhes pe mi em o alece
a sua a uação enquan o o ganização.
16.1. Iden i icação, po pa e do en e is ado, das azões que
pe mi em a e i a impo ância da Fundação na a uação de
cada o ganização pa cei a + jus i icações ap esen adas.
61
APÊNDICE III – P opos a de Indicado es de A aliação e Moni o ização das A i idades
Realizadas pela Fundação B aca a Augus a
62
Tabela 3: Indicado es Desen ol idos em Coope ação com a Fundação B aca a Augus a
Obje i o Es a égico
Impac os
Indicado es quan i a i os
Indicado es Quali a i os
1. Es imula e acompanha o
desen ol imen o de p oje os
de in es igação na á ea
pa imonial e cul u al: numa
ap oximação do
conhecimen o (jun o de
uni e sidades e poli écnicos)
da á ea pa imonial e
museológica.
1.1. Aumen a o
conhecimen o cien í ico
sob e o pa imónio e a
cul u a em B aga.
Nº de p oje os de in es igação ealizados em
pa ce ia com Uni e sidades e poli écnicos na á ea
pa imonial e cul u al;
Nº de publicações cien í icas no âmbi o dos p oje os
de in es igação;
Nº de p o ocolos ou aco dos es abelecidos com
ins i uições de ensino supe io e cen os de
in es igação;
Nº de pa imónios cul u ais in es igados e/ou
alo izados no âmbi o dos p oje os;
Nº de publicações des as inicia i as nos meios de
comunicação.
Pe ceção da população sob e a exis ência de
mais in o mação disponí el ace ca dos bens
pa imoniais, da his ó ia de B aga e de um maio
conhecimen o pa imonial.
2. P opicia o
desen ol imen o de
a i idades e p oje os de
alo ização, p ese ação e
classi icação pa imonial e
cul u al.
2.1. P odução e
di ulgação de
conhecimen o sob e bens
pa imoniais.
Nº de inicia i as sob e pa imónio;
Nº de in es igado es en ol idos;
Nº de deba es ou inicia i as de alo ização
pa imonial.
Pe ceção dos pa icipan es sob e a impo ância,
acessibilidade e aplicabilidade do conhecimen o
adqui ido no que diz espei o aos bens
pa imoniais.
2.2. Mais pa imónio
classi icado ou mais
pa imónio in en a iado.
Nº de bens classi icados ou em ias de classi icação;
Nº de bens in en a iados;
Nº de es udos p oduzidos/ desen ol idos.
G au de en ol imen o e pe ceção da comunidade
esiden e que pa icipou das inicia i as ace ca da
impo ância do p ocesso de in en a iação e
classi icação pa imonial.
2.3. Mais pa imónio
in e encionado.
Nº de bens com in e enção;
Nº de bens sinalizados.
Sensibilização dos agen es locais e ins i ucionais
sob e a u gência, impo ância e o impac o das
in e enções ao ní el do pa imónio cul u al.
69
e o diagnós ico de B aga e In e nacional. Do inqué i o e e uado à Pa icipação Cul u al em B aga, com o
supo e da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa de B aga, em inais de 2023, oi possí el a e i que 33,7%
dos inqui idos es ão sa is ei os com o empo dedicado à cul u a, 64,4% e e em que gos a iam de
pa icipa mais ci ando como p incipal ba ei a a al a de empo li e, 53,8% os cus os associados, e 51%
a al a de in o mação sob e as p og amações. Es es esul ados, in e ligados com os es udos e inqué i os
in e nacionais que o am eunindo apon am ambém a al a de companhia como a o inibido de uma
maio p á ica cul u al. Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em: Rela ó io de
Ges ão e A i idades de 2022 e Rela ó io de A i idades e Con as de 2023.
Empu ão Cul u al
Inse ido no âmbi o do p oje o “ISA Cul u e In ellec ually and Socially Accessible On he way o
Equali y: Cul u e as a ool o social inclusion and labou in eg a ion”, inanciado pelo p og ama E asmus+
. E asmus+ Ju en ude/ Despo o & CES, o p oje o “Empu ão Cul u al” isa comba e os esul ados
ob idos a a és do inqué i o à pa icipação cul u al, desa iando jo ens social e in elec ualmen e excluídos,
emp esas e ou as en idades como uni e sidades e jo ens es udan es a con a ia es a endência.
Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em: publicações do Facebook da
Fundação B aca a Augus a nos dias 13 e 14 de no emb o de 2024.
Jogo B aguês
T a a-se de um jogo de abulei o de a en u a, i ial e es a égia que p omo e a ap endizagem
sob e o pa imónio e a cul u a de B aga desen ol ido pela Fundação B aca a Augus a, com o
en ol imen o da CERCI B aga numa es a égia inclusi a de ap oximação à iden idade cul u al da cidade.
É um p oje o que se iniciou no âmbi o do “ISA Cul u e In ellec ually and Socially Accessible On he way
o Equali y: Cul u e as a ool o social inclusion and labou in eg a ion” um p oje o in e nacional lide ado
pela Fundação B aca a Augus a, e que em como pa cei os a CERCI B aga; a Uni e sidade Ca ólica
Po uguesa; a Uni e sidade de Bu gos e a agência Risa na Eslo énia, inanciado pelo p og ama
E asmus+. Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em: publicações do Facebook
da Fundação B aca a Augus a nos dias 19 e 20 de dezemb o de 2024.
Memó ias no Tanque
Es e p oje o isa ecolhe memó ias, o og a ias e documen os que si am de supo e à
elabo ação de con eúdos his ó icos e egis os áudio po eguesia, sendo um p oje o in e ge acional, que
isa desen ol e inicia i as ea ais e e úlias pa a pe co e em os la es e cen os sociais das eguesias
à medida que são pe co idos, ca ac e izados e mapeados os la adou os, anques e on aná ios públicos.
Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em: Plano de A i idades de 2024.
Escola Pa imónio
O p oje o Escola Pa imónio oi desen ol ido pela Fundação B aca a Augus a, desenhado e
dinamizado, em conjun o, pelo San uá io e Con a ia do Bom Jesus do Mon e, pelo Colégio D.Ped o V e
pela ASPA (Associação pa a a De esa, Es udo e Di ulgação do Pa imónio Cul u al e Na u al), endo em
is a a p omoção de ap endizagens di e si icadas, p e is as no cu ículo do ensino básico ado ando como
70
palco a Paisagem do San uá io do Bom Jesus do Mon e. O p o ocolo pa a es e p oje o oi assinado em
se emb o de 2023 en ol endo odos os in e enien es em pa ce ia com os TUB (T anspo es U banos
de B aga). Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em: Plano de A i idades de
2024.
Passapo e Pa imónio
Es e passapo e, desen ol ido pela Fundação B aca a Augus a em supo e ísico, é um p oje o
de educação pa imonial, di igido ao público escola e às amílias que isa incen i a a uma isi a com
mais de 2000 anos de his ó ia. O desa io é de isi a ce ca de se en a bens e sí ios de g ande alo
pa imonial pe encen es aos á ios pe íodos da his ó ia, desde o p é- omano ao con empo âneo, con ida
a pe co e as uas de B aga pa a ca imba e esol e os desa ios, pe mi indo conhece á ias coleções
p esen es nos espaços museológicos. Ca ac e ização ealizada com base em in o mação consul ada em:
publicações do Facebook da Fundação B aca a Augus a no dia 18 de ou ub o de 2024 e Plano de
A i idades de 2024.