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Melhoria do desempenho do Manufacturing Execution System aplicando princípios Lean Thinking

Author: Faria, João Carlos Costa
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/b3879779-acbc-405b-b253-80f33a76fa1b/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
João Ca los Cos a Fa ia
Melho ia do desempenho do
Manu ac u ing Execu ion Sys em
aplicando p incípios
Lean Thinking
Dezemb o de 2024
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
João Ca los Cos a Fa ia
Melho ia do desempenho do
Manu ac u ing Execu ion Sys em
aplicando p incípios
Lean Thinking
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão de
Ope ações – A aliação e Ges ão de P oje os e da Ino ação
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Anabela Ca alho Al es
P o esso Dou o An ónio Ama o Cos a Viei a
Dezemb o de 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Du an e a ida exis em momen os, onde as pala as não chegam pa a exp essa udo o que sen imos.
A conclusão des e p oje o é um desses momen os, onde odas as pala as de ag adecimen os são
escassas. Des e modo, ag adeço a odos que me acompanha am du an e es a e apa, p incipalmen e:
À Plasb i os – Indús ia e Comé cio de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda., po me p opo ciona em
opo unidades de c escimen o e pela con iança deposi ada. Em especial, ao Senho Manuel B i o e ao
Senho Ca los B i o, po oda a expe iência ansmi ida e pelos ensinamen os enquan o p o issional e
enquan o pessoa.
Á minha amília po es a em semp e ao meu lado du an e odo o p oje o, oda a minha ida académica
e, acima de udo, em odos os momen os da minha ida, semp e p on os a ou i , aconselha e incen i a
a i mais além.
Aos meus o ien ado es académicos, p o esso a Dou o a Anabela Al es e p o esso Dou o An ónio Viei a,
um ag adecimen o pelo acompanhamen o e disponibilidade excecionais e pela pa ilha de
conhecimen os, não só ao longo des e p oje o, mas ambém ao longo do meu pe cu so académico.
A odos os meus colegas que comigo pe co e am es a e apa em especial ao meu “g upo”, pelo abalho
de equipa e pelas expe iências en iquecedo as que pa ilhamos du an e o p oje o.
Po úl imo, mas não menos impo an e, a odos que es i e am mais ou menos en ol idos, mas que me
p opo ciona am momen os posi i os e me incen i a am a que e mais. As ossas con ibuições não
passam despe cebidas e são ap eciadas com ca inho.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

Melho ia do desempenho do
Manu ac u ing Execu ion Sys em
aplicando p incípios
Lean Thinking
RESUMO
O p esen e p oje o de disse ação, desen ol ido no âmbi o do Mes ado em Engenha ia e Ges ão de
Ope ações – A aliação e Ges ão de P oje os e da Ino ação, da Uni e sidade do Minho, e e como
p incipal obje i o a melho ia do desempenho do
Manu ac u ing Execu ion Sys em
(MES)
aplicando
p incípios
Lean Thinking,
de uma pequena média emp esa (PME), a Plasb i os – Indús ia e Comé cio
de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda.
Conside ando o papel a i o do in es igado e a sua in e ação cons an e com os colabo ado es, oi
ado ada a me odologia de
Ac ion Resea ch
pa a o desen ol imen o des a disse ação. Após uma e isão
da li e a u a e uma in odução à emp esa, oi ealizado o diagnós ico inicial.
Es e diagnós ico oi ealizado a a és de diálogos com os colabo ado es, obse ações no e eno (gemba),
e o uso de e amen as como a análise dos 5 Po quês ou 4W1H. En e os p incipais desa ios es a am
as di iculdades na in eg ação da in o mação, p ocessos de luxo de in o mação len os e pouco
au oma izados e ausência de um sis ema e icaz de con olo e moni o ização da p odução.
Após a iden i icação dos p oblemas, o am elabo adas p opos as de melho ia maio i a iamen e a a és
da solução MES adqui ida. Inicialmen e, aplicando a écnica dos 5S e mecanismos
Poka-Yoke
, oi
modelado um sis ema capaz de melho a o a mazenamen o de odas as in o mações dos a igos. Foi
ambém p opos a uma solução, com is a à melho ia dos luxos de in o mação e au oma ização de
alguns p ocessos e a e as. Po im, o am ambém con ex ualizadas ou as e amen as disponibilizadas
pela solução.
Como esul ado das p opos as, des acam-se o ganho anual o al de 1045,2 ho as p odu i as e 10453€,
ob idos a a és da au oma ização de a e as, com a implemen ação do MES adqui ido. Além disso com
a implemen ação do sis ema de con olo de p odução, espe a-se uma edução anual de 1227,40€ em
cus os com o consumo de papel. Po im, do pon o de is a quali a i o, espe a-se um aumen o na
quan idade e qualidade da in o mação, além de se e p omo ido na emp esa uma cul u a que alo iza
a melho ia con inua.
PALAVRAS-CHAVE: Ges ão da In o mação de A igos;
Lean Thinking
;
Manu ac u ing Execu ion Sys em
;
Planeamen o e Con olo da P odução
i
Imp o ing he pe o mance o he Manu ac u ing Execu ion Sys em by applying Lean Thinking p inciples
ABSTRACT
This disse a ion p ojec , de eloped as pa o he Mas e ’s in Enginee ing and Ope a ions Managemen
– P ojec and Inno a ion Managemen a he Uni e si y o Minho, aimed o imp o e he pe o mance o
he Manu ac u ing Execu ion Sys em (MES) by applying Lean Thinking p inciples in a small- o-medium
en e p ise (SME), Plasb i os – Indús ia e Comé cio de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda.
Gi en he ac i e ole o he esea che and hei cons an in e ac ion wi h employees, he Ac ion Resea ch
me hodology was adop ed o his disse a ion. A e e iewing ele an li e a u e and in oducing he
company, an ini ial si ua ion diagnosis was conduc ed.
This diagnosis in ol ed con e sa ions wi h employees, on-si e obse a ions (gemba), and he use o ools
like he 5 Whys analysis and 4W1H. The main challenges iden i ied included di icul ies in in eg a ing
in o ma ion, slow and poo ly au oma ed in o ma ion low p ocesses, and he lack o an e ec i e sys em
o p oduc ion con ol and moni o ing.
A e iden i ying he p oblems, imp o emen p oposals we e de eloped, mainly h ough he MES solu ion
ha was acqui ed. Ini ially, by applying he 5S echnique and Poka-Yoke mechanisms, a sys em was
designed o imp o e he s o age o all a icle in o ma ion. Addi ionally, a solu ion was modeled o imp o e
in o ma ion lows and au oma e some p ocesses and asks. Finally, o he ools p o ided by he MES
solu ion we e con ex ualized.
As a esul o he p oposals, he company gained a o al o 1045,2 p oduc i e hou s and 10453€ annually
h ough ask au oma ion wi h he MES implemen a ion. Fu he mo e, wi h he p oduc ion con ol sys em
in place, an annual educ ion o 1227,4€ in pape consump ion cos s is expec ed. Finally, om a
quali a i e s andpoin , a signi ican inc ease in he quan i y and quali y o s o ed in o ma ion is an icipa ed,
along wi h he p omo ion o a cul u e ha alues he con inuous imp o emen o in o ma ion sys ems
wi hin he company.
KEYWORDS: P oduc Da a Managemen ; Lean Thinking; Manu ac u ing Execu ion Sys em; P oduc ion
Planning and Con ol
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Figu as ................................................................................................................................. x
Índice de Tabelas ............................................................................................................................. xiii
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ......................................................................................... xi
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o ................................................................................................................. 1
1.2 Obje i os ........................................................................................................................... 2
1.3 Me odologia ....................................................................................................................... 2
1.4 Es u u a ........................................................................................................................... 3
2. Re isão Bibliog á ica ................................................................................................................... 5
2.1 Sis emas de in o mação ..................................................................................................... 5
2.1.1
En e p ise Resou ce Planning
........................................................................................ 6
2.1.2
Manu ac u ing Execu ion Sys ems
.................................................................................. 7
2.1.3 Ges ão de in o mação dos a igos .................................................................................. 7
2.2 Planeamen o e Con olo da P odução ............................................................................... 10
2.2.1 Planeamen o Ag egado de P odução ............................................................................ 11
2.2.2 Planeamen o di e o de p odução ................................................................................ 11
2.2.3 P og amação da p odução ........................................................................................... 13
2.2.4 Moni o ização e con olo da p odução .......................................................................... 13
2.3
Lean P oduc ion
............................................................................................................... 13
2.3.1 O igens........................................................................................................................ 13
2.3.2 P incípios
Lean Thinking
.............................................................................................. 14
2.3.3 Tipos de despe dícios .................................................................................................. 14
2.3.4 Fe amen as ................................................................................................................ 15
2.4
Lean O ice
...................................................................................................................... 16
iii
3. Ap esen ação da Emp esa ........................................................................................................ 18
3.1 His ó ia, ca ac e ização e ins alações ............................................................................... 18
3.2 Missão, isão e alo es .................................................................................................... 19
3.3 Es u u a o ganizacional ................................................................................................... 20
3.4 Ca ac e ização dos p odu os ab icados ........................................................................... 20
3.5 Desc ição do sis ema p odu i o ........................................................................................ 21
3.5.1 Bobinagem .................................................................................................................. 22
3.5.2 Imp essão ................................................................................................................... 22
3.5.3 Co e, aplicação e embalamen o .................................................................................... 1
4. Desc ição e Análise C í ica da Si uação Inicial ............................................................................. 1
4.1 Desc ição das unções do sis ema de in o mação ............................................................... 1
4.1.1 Ges ão e ca a e ização dos a igos ................................................................................. 1
4.1.2 Receção de ma é ia-p ima ............................................................................................. 3
4.1.3 Encomenda de clien es .................................................................................................. 3
4.1.4 Planeamen o da p odução ............................................................................................. 6
4.1.5 P og amação da p odução ............................................................................................. 6
4.1.6 O dem de p odução e espe i o acompanhamen o ......................................................... 6
4.1.7 O dens de comp a ......................................................................................................... 7
4.2 Análise c i ica e iden i icação de p oblemas ........................................................................ 7
4.2.1 P oblemas de in eg ação de in o mação dos a igos ....................................................... 7
4.2.2 P oblemas na ges ão de in o mação sob e as ope ações de p odução .......................... 10
4.2.3 P ocesso de con i mação de encomendas complexo e desin eg ado ............................. 12
4.2.4 Planeamen o da p odução limi a i o ............................................................................. 14
4.2.5 P og amação da p odução limi a i o ............................................................................ 16
4.2.6 Execução e acompanhamen o da p odução limi a i o ................................................... 16
4.2.7 Análise e con olo de desempenho limi a i o ................................................................ 20
4.2.8 Expedição .................................................................................................................... 22
4.2.9 Sín ese dos p oblemas iden i icados ............................................................................. 22
5. Ap esen ação das P opos as de Melho ia .................................................................................. 31
5.1 P oje o e s akeholde s ...................................................................................................... 33
5.2 Melho a a in o mação base pa a a ges ão in eg ada da p odução .................................... 34
1
1. INTRODUÇÃO
Es e capí ulo in odu ó io isa ap esen a a con ex ualização do p oje o de disse ação, inse ido no âmbi o
do Mes ado em Engenha ia e Ges ão de Ope ações da Uni e sidade do Minho. Em seguida, são
desc i os os obje i os do p oje o e a me odologia de in es igação ado ada, inalizando com uma b e e
ap esen ação da es u u a do documen o.
1.1 Enquad amen o
A p odução indus ial em indo a expe iencia a iadas mudanças em elação à sua e são o iginal
(Rüßmann e al., 2015) e o p og esso ecnológico po enciou o apa ecimen o da qua a e olução
indus ial (Sama anayake e al., 2017) ou Indús ia 4.0 (Kage mann e al., 2013). O e ei o global des a
nos sis emas de p odução concen a-se na cus omização de p odu os sob condições de p odução
al amen e lexí el (Juskalian, 2014), o que le a a maio e iciência e a uma e olução das elações
adicionais de p odução en e o necedo es, p odu o es e clien es e en e humano e máquina (Rüßmann
e al., 2015). Nes es sis emas incluem-se os designados de
Manu ac u ing Execu ion Sys em
(MES)
(Almada-Lobo, 2016).
Es es desempenha am um papel i al na ansição das emp esas da Indús ia 4.0 (A ica & Powell, 2017).
Com unções de ecolha, análise e comunicação de dados em odas as cadeias de alo , o MES se i á
de pla a o ma pa a implemen a es as ecnologias. Ao mesmo empo, po ás des as ecnologias de e
exis i a necessidade de eduzi despe dícios pa a que es as enham na ealidade melho a o
desempenho dos sis emas, mas ambém a ida das pessoas. Is o signi ica que as emp esas de em
aplica
Lean Thinking
(Womack & Jones, 1996), al como ez a Toyo a há mais de 50 anos (Ohno, 1988),
não apenas no chão de áb ica, mas ambém nas á eas indi e as, i.e. aplicando
Lean O ice
(Gonzalez-
Ri as & La sson, 2010; Tapping & Shuke , 2003).
Lean O ice
é uma aplicação do pensamen o
Lean
nos
se iços adminis a i os e á eas indi e as das emp esas, endo em con a a elação exis en e en e os
p ocessos de ab ico e adminis a i os (Rü imann e al., 2014). Só des a o ma se consegue c ia um
ambien e adequado pa a a Indús ia 5.0 (B eque e al., 2021).

2
1.2 Obje i os
O obje i o ge al des a p opos a de disse ação consis iu em melho a o MES numa PME, com o supo e
dos p incípios do
Lean Thinking
. Pa a isso, ai se necessá io ealiza as seguin es e apas:
• Mapea p ocessos da si uação a ual, com supo e de e amen as ap op iadas, en ol endo os
s akeholde s;
• Iden i ica p oblemas e despe dícios no mapeamen o da si uação a ual, incen i ando a
pa icipação a i a dos colabo ado es;
• Iden i ica e amen as a implemen a , conside ando soluções que enham em conside ação as
necessidades especí icas da emp esa;
• A alia e compa a a adequabilidade de algumas pla a o mas pa a o MES, com escalabilidade
de longo p azo;
• De ini os equisi os cla os e mensu á eis necessá ios e implemen a dando a o mação
adequada aos colabo ado es.
Quan o aos esul ados espe ados, es es de em passa po :
• Te a in o mação adequada no empo ce o e no local ce o;
• P opo ciona uma implemen ação mais sua e e e icien e do VMPPlan;
• Melho a a e icácia ope acional, acili ando a omada de decisão baseada em dados mais
p ecisos e opo unos;
• Aumen a a p odu i idade do sis ema;
• Reduzi cus os.
1.3 Me odologia
Tendo em con a a necessidade de basea a in es igação em dados conc e os e mensu á eis, uma ez
que o obje i o cen al da pesquisa en ol ia a comp eensão e melho ia de p ocessos obse á eis no
con ex o indus ial, a me odologia ado ada oi o posi i ismo, assumindo uma pe spe i a ealis a. O
desen ol imen o do abalho oco eu den o de uma ealidade obse á el, conduzindo a uma análise
ap o undada da eo ia exis en e. Com base nessa análise, oi concebida uma es a égia pa a assegu a
a co e a aplicação da eo ia, possibili ando es es ap op iados. Nes e sen ido, op ou-se po uma
abo dagem indu i a, pois oi essencial ealiza a ecolha e análise de dados.
O mé odo u ilizado oi o mé odo mis o, pois, du an e a elabo ação da disse ação, o am combinados
mé odos quan i a i os, como a análise de documen ação exis en e, com mé odos quali a i os, como
3
obse ações di e as, na ecolha e análise de dados. O ho izon e empo al oi abo dado de o ma
ans e sal, já que os es udos es i e am si uados num momen o especí ico no empo e não o am
epe idos, o que impediu a ob enção de dados adicionais sob e a sus en abilidade das mudanças
suge idas e implemen adas ao longo do empo.
Ve i icada a necessidade de a ua di e amen e na aplicação e a aliação das soluções p opos as, a
es a égia de pesquisa escolhida pa a conduzi o es udo de o ma, o mais e icaz possí el, oi a
Ac ion-
Resea ch
(O’B ien, 1998), uma ez que es a in eg a a pesquisa e ação. Essa es a égia de pesquisa é
um p ocesso i e a i o onde se enquad am a maio ia dos p oje os de engenha ia, di idido em cinco ases
dis in as. A p imei a ase, denominada ase de diagnós ico onde se iden i icou o con ex o e se de iniu um
obje i o. Na segunda ase, ase de planeamen o que consis iu na o mulação de al e na i as pa a
en en a os p oblemas iden i icados no diagnós ico an e io men e conduzido, seguindo-se a ase “Ação”
onde o obje i o oi implemen a as ações desen ol idas na ase p eceden e e úl imo, na ase de
especi icação da ap endizagem onde p incipais esul ados o am decla ados, isando a alia a si uação
após a implemen ação das soluções, acompanhada po uma análise c í ica das conclusões da pesquisa.
1.4 Es u u a
O p esen e documen o de disse ação es á es u u ado em se e capí ulos dis in os. O p imei o capí ulo,
inicia-se com um enquad amen o do p oje o des acando a sua ele ância e pe inência. De seguida,
ap esen asse os obje i os da disse ação e as e apas a se em seguidas pa a a sua ealização. Po úl imo,
na penúl ima secção abo dasse a me odologia de in es igação ado ada.
No segundo capí ulo é ealizada uma e isão bibliog á ica que abo da emas como o
Lean P oduc ion
Sys em
, sis emas de in o mação e sis emas de planeamen o e con olo de p odução.
Ao longo do e cei o capí ulo é ealizada uma análise da emp esa onde a disse ação oi conduzida,
o necendo uma isão ge al da emp esa a a és de uma b e e ap esen ação da sua his ó ia, es u u a e
cul u a. Além disso, é ap esen ada uma ca ac e ização dos p odu os ab icados, p ocedida de uma
desc ição de alhada do sis ema p odu i o.
A a és do qua o capí ulo, é ap esen ada uma análise c í ica ao es ado a ual do sis ema, p ocedido de
uma sín ese dos p oblemas iden i icados e espe i os despe dícios e causas- aiz associadas.
No quin o capí ulo ap esen am-se as melho ias des inadas a soluciona os p oblemas iden i icados no
capí ulo qua o.
4
Após a iden i icação dos p oblemas no capí ulo cinco, são expos as as p opos as de melho ia delineadas
e implemen adas com o obje i o de os esol e . A análise dos esul ados ob idos ou espe ados é
abo dada no capí ulo seis, onde se az um balanço do impac o das p opos as, compa ando os p ocessos
an es e depois da sua implemen ação.
Po im, no sé imo capí ulo, são ap esen adas as p incipais conclusões e e lexões do p oje o.
5
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Es e capí ulo ap esen a uma e isão dos concei os eó icos essenciais, de o ma a en ende o p oje o
desen ol ido. Assim, são in oduzidos emas cha e como os di e sos ipos de sis emas de in o mação
abo dados no p oje o, com especial ên ase no MES e a sua elação com o planeamen o e con olo da
p odução. Além disso, é ambém ealizada uma con ex ualização do pensamen o
Lean
, com des aque
na sua o igem e as e amen as u ilizadas no desen ol imen o do p oje o.
2.1 Sis emas de in o mação
Um sis ema de in o mação in eg a ecu sos humanos, equipamen os e in o mações pa a apoia
ope ações, ges ão e omada de decisão. Es e combina a u ilização de p ocedimen os manuais,
ha dwa e
,
so wa e
e modelos de análise e decisão (Bo ges Gou eia & Rani o, 2004).
Es es são classi icados em seis ipos:
•
En e p ise Resou ce Planning
(ERP);
•
Supply Chain Managemen
(SCM);
•
Manu ac u ing Execu ion Sys ems
(MES);
•
Cus ome Rela ionship Managemen
(CRM);
•
P oduc Li ecycle Managemen
(PLM);
•
Business In elligence
(BI).
Exis em ês componen es essenciais pa a se cons i ui um sis ema de in o mação, que são dados,
in o mação e conhecimen o (José Rascão, 2004).
• Dados: Rep esen am unidades básicas e b u as de in o mação, como núme os, ca ac e es ou
símbolos, que po si só não êm signi icado. É a ma é ia-p ima que, sem p ocessamen o, não
o nece
insigh s
.
• In o mação: Su ge do p ocessamen o, o ganização ou es u u ação dos dados. A in o mação é
o dado in e p e ado e con ex ualizado, o nando-se ú il e signi ica i o. Ela esponde a pe gun as
básicas como "quem", "o quê", "onde" e "quando".
• Conhecimen o: É a aplicação e análise da in o mação, esul ando em comp eensão e
insigh s
.
O conhecimen o en ol e expe iências, habilidades e en endimen o, espondendo a pe gun as
mais complexas como "como" e "po quê".
6
Embo a alguns modelos incluam ou as componen es como sabedo ia ou in eligência, odos se ocam
na con e são da ma é ia-p ima (dados) em algo com maio alo ac escen ado (Ribei o & San os, 2020).
Pa a is o, as emp esas es ão cada ez mais, a ado a ecnologias da in o mação, que cons i uem uma
pa e essencial dos sis emas de in o mação. Essas ecnologias englobam odas as o mas de
p ocessamen o, a mazenamen o e ansmissão de in o mações em o ma o ele ónico (Hen y C. Lucas,
1999).
Nes e con ex o in es i em ecnologias de in o mação, como aquelas que se em os Sis emas de
Planeamen o e Con olo da P odução - cujo obje i o é assegu a a p odução no momen o ce o, de o ma
económica e man endo os pad ões de qualidade desejados (Nug aha e al., 2020) - em sido econhecido
como um a o impo an e pa a o c escimen o económico dos países.
As ápidas mudanças ecnológicas c ia am inúme as opo unidades e esul a am no aumen o da
capacidade p odu i a (S. Anil Kuma & N. Su esh, 2008), o nando-se, assim, uma necessidade
es a égica p imo dial pa a a ob enção de an agens compe i i as, especialmen e conside ando que os
equisi os de con o midade dos me cados cada ez mais o exigem. No caso da indús ia de plás icos,
com o aumen o no consumo de ma e iais eciclados, es a, o na-se cada ez mais eme gen e, pa a
auxilia a as eabilidade das denominadas cadeias de cus ódia, uma ez que o ele ado g au de
di iculdade e consequen es cus os ope acionais da ealização des e p ocesso de o ma manual os pode
in iabiliza .
2.1.1
En e p ise Resou ce Planning
O sis ema
En e p ise Resou ce Planning
(ERP) é cons i uído po um conjun o de módulos de supo e de
s
o wa e
, ais como ma ke ing e endas, design e desen ol imen o de p odu os, con olo de p odução e
in en á io, aquisição, dis ibuição, ges ão de ins alações indus iais, design e desen ol imen o de
p ocessos, ab icação, qualidade, ecu sos humanos, inanças e con abilidade, e se iços de in o mação
(Slack & B andon-Jones, 2018).
O e mo su giu no início da década de 1990, com a inco po ação de á eas como a mazenamen o de
in o mação, planeamen o de ma e iais, planeamen o de capacidade, en e ou as. E es e passou a se
u ilizado não apenas po emp esas de ans o mação, mas em qualque emp esa p incipalmen e pa a
aquelas com capacidade de aumen a a sua compe i i idade a a és da u ilização do a i o in o mação
(Umble e al., 2003).

7
Es es sis emas êm a in o mação cen alizada de modo que possa se compa ilhada en e os di e sos
módulos do ERP, es abelecendo assim um luxo de dados en e as di e en es á eas da emp esa e a base
de dados. Essa base de dados compa ilhada, p e ine a edundância e simpli ica o acesso a dados
p ecisos e imedia os. Esses sis emas êm como obje i o aumen a a p odu i idade, com o aumen o da
capacidade de ges ão da o ganizacional ao o nece in o mações p ecisas e opo unas, disponí eis pa a
oda a emp esa e em empo eal (Behesh i & Behesh i, 2010).
Os sis emas ERP e MES complemen am-se e abalham em conjun o pa a apoia as a e as de
Planeamen o e Con olo da P odução. Na e dade, os sis emas ERP mais ecen es ambém inco po am
unções de Planeamen o e Con olo da P odução (A ica & Powell, 2017).
2.1.2
Manu ac u ing Execu ion Sys ems
Os sis emas MES são e amen as de ges ão e execução da p odução, concebidos pa a acili a o egis o
e acompanha a implemen ação dos p ocessos de ab ico. Funcionam como uma pon e en e as
máquinas e ope ado es no chão de áb ica e os sis emas de con olo e planeamen o da o ganização,
pe mi indo aos ope ado es execu a as o dens de abalho e ecebe
inpu s
dos sis emas de al o ní el
ERP pa a inicia as o dens de p odução. É a a és des e sis ema que os ope ado es consul am as o dens
a execu a e a lis a de ma e iais necessá ios (Go inda aju & Pu a, 2016).
Es es sis emas êm sido undamen ais no desempenho, qualidade e agilidade necessá ios pa a os
desa ios c iados cons an emen e pelos negócios de ans o mação e p o a elmen e con inua ão a sê-lo.
No en an o, uma no a ge ação comple amen e no a é necessá ia pa a lida com os no os desa ios
c iados pela Indús ia 4.0 e a globalização dos negócios. Es es desempenha ão um papel i al na
ansição das emp esas pa a a Indús ia 4.0, uma ez que a p incipal opo unidade da Indús ia 4.0,
consis e na c iação de alo a pa i de dados, an o ao o e ece no os se iços aos clien es quan o ao
aumen a a e iciência das ope ações in e nas (Almada-Lobo, 2016).
Com unções de ecolha, análise e comunicação de dados ao longo das cadeias de alo , os MES se i ão
como pla a o ma pa a implemen a as ecnologias da Indús ia 4.0 e ap o ei a es a opo unidade (A ica
& Powell, 2017), an o em edes in e nas como ex e nas, de ido à pa ilha de dados do p odu o em
empo eal (Man a adi & Mølle , 2019).
2.1.3 Ges ão de in o mação dos a igos
A ges ão de in o mação de a igos ou
P oduc Da a Managemen
(PDM) é uma das mais impo an es
á eas uncionais des e ipo de sis emas, no sen ido, que es e ge e a in o mação sob e e e enciação de
8
a igos, lis as de ma e iais, ope ações e gamas ope a ó ias. Além de ge i essa in o mação, o PDM
ambém a disponibiliza de o ma uni o me pa a as es an es á eas uncionais da emp esa (Gomes e al.,
2011).
O iginalmen e, o PDM oi pensado, pa a auxilia os p ocessos in e nos de desen ol imen o de p odu os,
no en an o alguns sis emas incluem uncionalidades que pe mi em aos clien es acede em a dados a
pa i de o a do sis ema. Es e PDM ala gado é designado po
Collabo a i e P oduc De elopmen
(CPD)
ou
P oduc Li ecycle Managemen
(PLM) e pe mi e aumen a a capacidade colabo a i a ao longo de oda
a cadeia de abas ecimen o (Gao e al., 2003). Essa abo dagem ampliada do PDM não o alece apenas
a compe i i idade das emp esas, como ambém p omo e uma cul u a de coope ação e coc iação em
oda a cadeia de alo .
2.1.3.1 Qualidade dos dados
A qualidade dos dados é um p oblema cada ez mais sé io pa a as o ganizações, independen emen e
da sua dimensão (T N e al., 2010). A omada de decisões nes es ambien es ende a en ol e cada ez
mais dados, que de em es a acessí eis em qualque luga e a qualque momen o. No en an o, é
necessá io ga an i aos deciso es que es es dados cump em os equisi os de qualidade e são con iá eis
(Shanka ana ayanan & Cai, 2006).
Numa abo dagem de logís ica in e na, se a qualidade dos dados não o adequada, os colabo ado es
que consul am a base de dados e os esponsá eis pela omada de decisão que ecebem as in o mações
não podem con ia nos esul ados. O mesmo acon ece na ges ão da logís ica ex e na, com impac os nas
omadas de decisões come ciais e nos es o ços pa a cump i as esponsabilidades de con o midade. Em
suma, ga an i a qualidade dos dados é undamen al pa a odas as inicia i as de in eg ação, caso
con á io, a má qualidade dos dados conduzi á a um aumen o dos cus os, a u u as na cadeia de
abas ecimen o e a uma ges ão de icien e das elações com os clien es (T N e al., 2010).
Conside a-se que se u ilizam os dados de o ma e icaz e e icien e, quando os mesmos obedecem a um
conjun o de c i é ios de qualidade (Ranji & Kawaljee , 2010). Embo a não exis a um conjun o único de
dimensões consolidadas pa a a qualidade dos dados, mui os conjun os compa ilham ideias comuns.
Segundo DAMA In e na ional (2017), es e conjun o é cons i uído po :
• P ecisão (
accu acy
): Rep esen ação co e a da ealidade;
• Comple ude (
comple eness
): Todos os dados eque idos es ão p esen es;
• Consis ência (
consis ency
): A c iação dos dados segue um pad ão/ conjun o de eg as;
• A ualidade (
cu ency
): Os dados es ão a ualizados e ep esen am o es ado mais a ual;
9
• Exclusi idade (
uniquiness
): Nenhuma in o mação se á egis ada mais de uma ez;
• Validade (
alidi y
): Os dados são álidos se es i e em em con o midade com o o ma o, ipo e o
in e alo.
An es de os dados pode em se e icazmen e u ilizados num banco de dados ou em aplicações de ges ão
como CRM, ERP ou análise emp esa ial, é necessá io ga an i que esses cump am es es equisi os (T N
e al., 2010).
2.1.3.2 A igo, bem ou se iço
“Também designado de i em, p odu o ou bem, o a igo é o elemen o que iden i ica uni ocamen e o
p odu o ou se iço que es á en ol ido numa ansação” (Cegid Po ugal - Sociedade Unipessoal, n.d.).
Em e mos ge ais, um bem é um obje o ísico e angí el que pode se ocado e a mazenado po um
pe íodo a iá el, dependendo da sua na u eza. Po exemplo, enquan o alguns p odu os alimen a es
podem se conse ados apenas du an e alguns dias, ou os bens, como edi ícios, podem pe du a
du an e milha es de anos. Po ou o lado, um se iço é uma a i idade que equen emen e en ol e a
in e ação di e a com o clien e ou a ealização de uma a e a em bene ício des e.
Em sín ese, a p incipal di e ença en e bens e se iços eside na angibilidade e na capacidade de
a mazenamen o dos p imei os, em con as e com a na u eza e éme a e in angí el dos segundos (Slack
& B andon-Jones, 2018).
2.1.3.3 Ficha écnica
As Fichas Técnicas possibili am o egis o dos dados écnicos dos a igos, especi icando as ca ac e ís icas
do p odu o, as suas gamas ope a ó ias e os componen es necessá ios. Es e ipo de documen o pe mi e,
adicionalmen e, a associação de anexos e imagens, bem como a u ilização de ó mulas pa a o cálculo
das quan idades necessá ias dos seus componen es e cus os p e is os de um a igo (Cegid Po ugal -
Sociedade Unipessoal, 2023).
2.1.3.4 Lis a de ma e iais
A lis a de ma e iais, equen emen e denominada de
Bill o Ma e ials
(BOM) em inglês, é um documen o
essencial u ilizado no planeamen o de necessidades de ma e iais (MRP) pa a calcula o olume e o
momen o necessá ios pa a a p odução de conjun os, subconjun os e ma e iais. Es a lis a especi ica
odas as pa es e componen es eque idos pa a a p odução de um p odu o inal, o ganizados de aco do
com a es u u a do p odu o (Slack & B andon-Jones, 2018).
10
2.1.3.5 Lis a de Ope ações
Todas as ope ações azem pa e de uma ede de ope ações mais as a e in e ligada, is o inclui os
o necedo es e os clien es da ope ação, bem como os o necedo es dos o necedo es e os clien es dos
clien es, e assim po dian e (Slack & B andon-Jones, 2018).
Es a lis a de ope ações, gamas ope a ó ias ou
Bill o Ope a ions
(BOO), é compos o po um o ei o, que
o abalho segue, de cen o de abalho em cen o de abalho, a é es a comple o. Pa a cada p odu o
que seja p oduzido, a lis a de ope ações de e con e in o mações ace ca das ope ações que êm de se
execu adas e da sequência das mesmas, do cen o de abalho a se u ilizado e dos cen os de abalho
al e na i os, das e amen as necessá ias em cada ope ação e dos empos pad ão, incluindo os empos
de execução e de
se up
pa a cada a igo (J. R. Tony A nold e al., 2008).
Algumas ope ações p oduzem apenas p odu os e ou as apenas se iços, mas a maio ia p oduz uma
mis u a dos dois(Slack & B andon-Jones, 2018).
2.2 Planeamen o e Con olo da P odução
O Planeamen o e Con olo da P odução, mui as ezes designado po de Ges ão da P odução (Dinis
Ca alho, 2000a) ou p og amação de ope ações de p odução, es á elacionado com o planeamen o e
con olo de odos os aspe os do ab ico, incluindo a ges ão de ma e iais, a p og amação de máquinas e
pessoas e a coo denação de o necedo es e clien es.
De o ma ge al, o obje i o passa po aze co esponde a o e a à p ocu a. Is o signi ica planea as
quan idades ce as de capacidade e ma e ial a chega no momen o e local ce os pa a apoia a p odução
e dis ibuição dos p odu os. Signi ica ambém man e ní eis adequados de capacidades e s ocks de
ma é ias-p imas, p odu os em p ocesso e p odu os acabados nos locais co e os pa a sa is aze as
necessidades do me cado (Jacobs e al., 2011).
Pa a o nece o ma e ial exa o e a capacidade de p odução necessá ia pa a sa is aze as necessidades
dos clien es em elação a olumes, p azos e qualidade, é necessá io oca essencialmen e em qua o
a i idades, que dependendo das o ganizações ou dos au o es podem e di e en es nomencla u as. No
en an o essas a i idades êm como inalidade da espos a a qua o ques ões que são “quan o aze ?”,
“em que o dem aze ?”, “quando aze ?” e se “es á a se ei o?”. Es as ques ões undamen ais êm
espos as que se in e ligam, mas pa a comp eende os p incípios básicos, é necessá io es abelece
como esponde emos a cada uma delas de o ma indi idual (Slack e al., 2010).
17
adap adas uma ez que em ambien es adminis a i os, o luxo de abalho é mui as ezes menos isí el
e mais agmen ado do que no chão de áb ica (Rü imann e al., 2014).

18
3. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
Nes e capí ulo, ap esen a-se uma in odução à emp esa Plasb i os – Indús ia e Comé cio de Plás icos
e Acessó ios Têx eis, Lda., na qual oi ealizado o a ual p oje o de disse ação. Es a inicia-se com a
na a i a da sua his ó ia e p og esso, missão, isão e alo es, ap esen adas em secções di e en es, e
com o in ui o de p opo ciona uma comp eensão mais ap o undada da emp esa e das suas ope ações
de p odução. Em seguida é ap esen ada a es u u a o ganizacional, de alhando as di e en es secções
que a compõem. E po im, é ealizada uma ca ac e ização dos p odu os que são ab icados e
come cializados, seguida da desc ição do sis ema p odu i o.
3.1 His ó ia, ca ac e ização e ins alações
A Plasb i os – Indús ia e Comé cio de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda., oi cons i uída em 1994 pelos
a uais sócios e ge en es Manuel B i o e Joaquim B i o. Inicialmen e si uada em Lijó, Ba celos, dispunha
de uma á ea de 200 m2 e con a a com duas máquinas de ab ico de sacos plás icos, uma imp esso a
lexog á ica e qua o uncioná ios. Em 2013, adqui iu no as ins alações com uma á ea de 1400 m2 na
zona indus ial do Co ujo, Vila Boa, des acando-se pelo c escimen o e melho ia das condições de
abalho, nomeadamen e condições de ca ga e desca ga de ma e ial. A ualmen e em uma á ea cobe a
de 3300 me os2 e 25 máquinas.
A Plasb i os es á o ganizada em dois pa ilhões (Figu a 2 e Figu a 3), ambos compos os de ês pisos,
com á ea p odu i a, de a mazém e salas de euniões, es es são sepa ados po uma ua con o me (Figu a
4). No pa ilhão p incipal ac escem as zonas de esc i ó ios.
Figu a 2. Fachada do pa ilhão p incipal da PLASBRITOS - Indús ia e Comé cio de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda
19
Figu a 3. Fachada do pa ilhão secundá io da PLASBRITOS - Indús ia e Comé cio de Plás icos e Acessó ios Têx eis, Lda
Figu a 4. Ins alações da emp esa ep esen adas a a és dos seus pa ilhões
3.2 Missão, isão e alo es
A missão da Plasb i os é ab ica e come cializa p odu os plás icos, com ên ase em sacos, embalagens
e aixas de ma cação. Comp ome ida com a esponsabilidade social, p ocu a cons an emen e ino ação
e soluções ecológicas, pe sonalizando p odu os pa a a ende às di e sas indús ias. A missão da
emp esa, inclui ambém a esolução dos desa ios p opos os pelos clien es, u ilizando ma e iais de
qualidade e uma equipa especializada.
A isão da Plasb i os, eside na sua as a expe iência e especialização na c iação de soluções
pe sonalizadas. Ope ando num ambien e di e si icado, a emp esa p ocu a aumen a g adualmen e a
sua p esença no me cado ex e no, man endo uma sólida elação en e a qualidade, o p eço e o empo
de espos a. Deseja se econhecida como uma e e ência na ab icação de p odu os plás icos ino ado es
e sus en á eis.
20
Os alo es da Plasb i os incluem um comp omisso con ínuo com a esponsabilidade social, ino ação e
desen ol imen o sus en á el. A emp esa p eza pela qualidade dos ma e iais, pela especialização da
equipa e pela capacidade de en en a os desa ios p opos os pelos clien es. A adoção de soluções
ecológicas, como o uso de compos os biodeg adá eis, e le e o comp ome imen o da Plasb i os, com
p á icas ambien almen e conscien es.
3.3 Es u u a o ganizacional
A emp esa é cons i uída po 30 colabo ado es in e nos. Rela i amen e à es u u a o ganizacional da
emp esa, es a di ide-se em se e depa amen os dis in os, nomeadamen e o depa amen o adminis a i o
e inancei o, o depa amen o de comp as, o depa amen o come cial, o depa amen o de comunicação
e ma ke ing, o depa amen o de ges ão da melho ia, o depa amen o da qualidade e o depa amen o de
p odução. Na Figu a 5, é possí el obse a um esquema ep esen a i o dos di e sos depa amen os.
Figu a 5. O ganog ama
3.4 Ca ac e ização dos p odu os ab icados
A o ganização ope a num ambien e de g ande di e sidade de p odu os, des acando-se na ab icação de
uma ampla gama de p odu os plás icos, onde pe mi e aos seus clien es pe sonaliza em os a igos a a és
21
da escolha de di e sas ca ac e ís icas. A ualmen e, a Plasb i os a ua maio i a iamen e pa a a Indús ia
Têx il.
O p odu o de des aque, é, sem dú ida, o saco plás ico (Figu a 6). A ase de desen ol imen o, do mesmo,
p ocessa-se em á ios ipos de aplicação, ais como palas adesi as, oles de undo, oles la e ais,
aplicação de ganchos, soldas longi udinais e u os pa a pendu a .
Figu a 6. A igos
3.5 Desc ição do sis ema p odu i o
O
co e business
da o ganização é a p odução de sacos de plás ico (p odu o acabado). Es e de i a de
uma ma é ia-p ima que pode se adqui ida em o ma de manga ou ilme e consoan e o ipo de ma e ial
p e endido pelo clien e pode se p oduzido em Polie ileno (PE), Polip opileno (PP) ou Poliácido Lác ico
(PLA).
Pa a a p odução do saco plás ico, são necessá ias um conjun o de ope ações de ans o mação que
podem inclui bobina , imp imi , apa a , aplica , co a e embala como ep esen ado na Figu a 7. De
seguida, é desc i a de o ma po meno izada cada uma des as ope ações.
Figu a 7. P ocesso p odu i o do Saco
22
3.5.1 Bobinagem
A ope ação bobinagem consis e na ans o mação da ma é ia-p ima que é adqui ida em medidas
s anda d,
pa a medidas mais ajus adas ao p odu o acabado. Es a ope ação di ide uma bobine em duas
pa es, de o ma, a exis i o mínimo de despe dício possí el na ope ação co e. Pa a ealiza a bobinagem,
o ope ado necessi a ealiza as seguin es a i idades (Figu a 8):
➢ Inse i a ma é ia-p ima na máquina;
➢ Ajus a os co an es á medida;
➢ Inicia máquina;
➢ Ajus a a elocidade;
➢ Assim que es i e inalizado, segue-se a a i idade de e i a o p odu o acabado da máquina.
Figu a 8. P ocesso ela i o à bobinagem
Es a ope ação pe mi e ans o ma manga em ilme, bem como manga em manga com pala ou com ole
(Figu a 9).
Figu a 9. Rep esen ação da Manga(a), do Filme(b) e manga com pala
A bobinagem pode, ou não, se pa e in eg an e de uma o dem de uma encomenda num con ex o de
Make To O de
(MTO), dependendo dos s ocks de ma é ias-p imas. No en an o, na g ande maio ia das
si uações, é ealizada em o dens de ab ico pa a da espos a a p e isões de p ocu a e s ocks de
segu ança num con ex o mais de
Make To S ock
(MTS).
3.5.2 Imp essão
A ope ação que se sucede é a imp essão, que ambém pode ou não exis i dependendo se o p odu o
inal é um a igo liso ou imp esso. Es a ope ação, consis e na ans o mação de uma manga ou ilme

23
liso, nes es imp essos, em quan idade que seja su icien e pa a se co ada e da o igem ao núme o de
sacos su icien es pa a aze ace às necessidade e exigências do clien e. Pa a ealiza a imp essão o
ope ado necessi a ealiza as a i idades (Figu a 10) que são e e idas em seguida.
Caso a co ou co es da imp essão seja di e en e da p odução an e io :
➢ P oduzi as in as que não exis am em s ock;
➢ Re i a e limpa os espe i os in ei os;
➢ Inse i as co es necessá ias pa a a imp essão a aplica , no ma e ial que se á imp esso.
Independen emen e da co ou co es da imp essão an e io :
➢ Inse i a ma é ia-p ima na máquina;
➢ Inse i a bobine ap op iada;
➢ Aplica o cliché e o ajus a consoan e a posição da imp essão;
➢ Ajus a a elocidade da máquina.
24
Figu a 10. P ocesso ela i o à ope ação de imp essão
1
3.5.3 Co e, aplicação e embalamen o
As ope ações de apa a , aplica , co a e embala , são ealizadas no mesmo cen o de abalho, sendo
nes a ase que o maio alo é ac escen ado. A ope ação apa a , pode ou não se necessá ia dependendo
da disponibilidade de manga ou ilme ajus ado á medida do saco. Es a consis e em ealiza o úl imo
ajus e á manga ou ilme e i ando-lhe no máximo 5 cm, de o ma a ajus a es e ao p odu o inal. Sendo
es e conside ado o almen e um despe dício, po se ma e ial que i á pa a ecicla . Pa a apa a o
ma e ial, o ope ado necessi a apenas de inse i e ajus a os co an es.
Pa a a ope ação de aplicação, es a pode inclui u a , solda ou inse i echos ou i as colas, e pa a
ealiza es a ope ação o ope ado e á de ealiza as seguin es a i idades:
➢ Inse i os componen es a aplica no espe i o local;
➢ Inse i a espe i a e amen a na máquina.
A ope ação co e é ealiza em simul âneo, caso exis am, com as ope ações de apa a e aplica . Es a é o
que ai di idi o olo em pa es independen es o mando o saco (p odu o acabado). É em unção des as
que o empo de ciclo da máquina a ia. Pa a is o o ope ado e á de ealiza as seguin es a i idades:
➢ Regula a cedência a que a máquina execu a os co es;
➢ Regula a elocidade a que a máquina puxa o olo.
Po im, ealiza-se a ope ação de embalamen o que é ealizada no local de saída dos sacos. A Figu a 11
mos a es a sequência de ope ações.
2
Figu a 11. P ocesso ela i o às ope ações de apa a , co a , aplica e embala
7
consumidos. É após o lançamen o de é mino da p imei a ope ação, que o sis ema de in o mação é
in o mado que se deu início á ans o mação.
En e an o exis e uma pessoa que es á enca egue de encaminha os p odu os ans o mados po essa
ope ação a é à ope ação seguin e, acompanhada da espe i a FPR, e assim sucessi amen e a é à úl ima
ope ação. É após o lançamen o de é mino da úl ima ope ação, que o sis ema inha a in o mação que o
p odu o es a a p on o pa a se expedido.
Quando o esponsá el po anspo a a me cado ia chega à emp esa, es e di ige-se ao chão de áb ica,
ca ega a me cado ia pa a a ca inha e di ige-se ao depa amen o de con abilidade, onde lhe é o necida
oda a documen ação que necessi a pa a ealiza o anspo e e a espe i a en ega.
4.1.7 O dens de comp a
Quan o ao que é necessá io comp a , é ealizado ambém sem ecu so a nenhum cálculo de
necessidades ou e amen a in o má ica de p e isão, sendo es e ealizado com base na sensibilidade,
dos colabo ado es com mais expe iência, o que se e le e, algumas ezes em excesso, ou as ezes em
o u as de
s ock.
4.2 Análise c i ica e iden i icação de p oblemas
Após analisa o sis ema p odu i o ela i amen e ao luxo de in o mação e elabo a o mapeamen o
de alhado dos p ocessos, p ocedeu-se a uma análise c í ica da si uação a ual, com o obje i o de
iden i ica ine iciências no sis ema p odu i o. Conside ando o alo a ual e po encial dos dados nas
o ganizações, cada ez mais
da a-d i en
, conside ou-se c ucial ga an i que odas as limi ações que
impossibili assem que as in o mações ce as es i essem acessí eis no sis ema no momen o e local
ce os, ossem iden i icadas.
Pa a isso, o am ealizadas á ias en e is as in o mais com colabo ado es de odos os ní eis
hie á quicos e euniões com os di e sos s akeholde s. Além disso, o am ei as isi as ao local de abalho
(
gemba walk
) pa a iden i ica p oblemas. Como esul ado des a, o am iden i icadas um conjun o de
alhas e p oblemas, que se ão de alhadamen e desc i os de seguida.
4.2.1 P oblemas de in eg ação de in o mação dos a igos
A emp esa não es á a u iliza o po encial dos di e en es sis emas de in o mação, nomeadamen e ao ní el
da in eg ação de in o mação dos a igos. G ande pa e, causada pelas limi ações a es e ní el, do so wa e
de p odução, que po se po na u eza um elo in e mediá io, es á a comp ome e a escalabilidade do

8
sis ema de in o mação, no sen ido que es e é mui o limi ado em e mos de cus omização p incipalmen e
no que se e e e à in eg ação com ou as soluções.
Po isso, o sepa ado indicado na Figu a 12 da secção 4.1.1 que é u ilizado pa a a c iação de a igos no
ERP, p a icamen e nunca so eu al e ações. Tendo em con a que é a a és des e sepa ado que a base
de dados é alimen ada com a in o mação que i ia pe mi i ge i e desen ol e as es an es camadas do
sis ema, es a oi conside ada no ge al como uma das p incipais á eas c í icas. De seguida, se ão
desc i as es as limi ações de o ma po meno izada.
4.2.1.1 Dados dos a igos inexis en e ou em o ma o inu ilizá el
Em p imei o luga conside ou-se necessá io ga an i que os dados dos a igos que são inse idos no
sis ema ossem su icien es em olume, mas ambém que es es es i essem num o ma o que pe mi isse
a sua u ilização nas di e en es ases do p ocesso. Nes e sen ido, oi possí el iden i ica a igos que não
incluíam in o mação que de e ia e sido inse ida pelos u ilizado es nos campos disponí eis, como é o
caso da Figu a 14, ep esen a i a de uma pequena amos a de a igos sem amília nem sub amília
p eenchida.
Figu a 14. Amos a de a igos sem amília ou sub amília
Ainda ela i amen e aos campos disponí eis, concluiu-se que g ande pa e da in o mação não es á a se
inse ida num o ma o que legí el pelo sis ema. In o mação essa essencialmen e ela i a a ca ac e ís icas
dos a igos que, na maio ia das ezes, é o necida pelo u ilizado das seguin es ases do p ocesso, ou
mesmo nes a ase. No en an o não es á a se inse ida num o ma o es u u ado o su icien e, que
possibili asse in eg á-las no desen ol imen o de soluções conside adas essenciais, como o cálculo de
necessidades compu ado izado, que não é possí el, de ido a in o mação que é inse ida em o ma o de
ex o li e na desc ição do a igo de o ma não uni o mizada, ou inco e a, o que impossibili a que essa
seja u ilizada au oma icamen e nas camadas seguin es. De seguida é possí el e alguns exemplos de
desc ições de a igos, onde o am selecionados casos de u ilização de di e en es nomencla u as pa a
ep esen a a mesma in o mação, que são possí eis de se e i ica nas igu as seguin es (Figu a 15 e
Figu a 16).
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Figu a 15. Amos a das di e en es nomencla u as pa a ep esen a a igos com pala adesi a
Figu a 16. Amos a das di e en es nomencla u as pa a ep esen a a igos com ma e ial eciclado
4.2.1.2 Fal a de campos pa a p eenchimen o de in o mações ele an es
Ou o dos p oblemas iden i icados oi a não u ilização dos campos de u ilizado na c iação de a igos
(Figu a 17), que em como consequência a al a de dados conside ados essenciais pa a a aquisição de
in o mação a jusan e, nes e sen ido iden i icou-se que se ia necessá ia a c iação de campos de o ma
que os di e en es a igos ossem ca ac e izados de uma o ma mais comple a, ga an indo que es a
ca ac e ização assumisse um pad ão ela i amen e ao seu p eenchimen o.
10
Figu a 17. Campos de u ilizado es inexis en es
Es a in o mação, na maio ia dos casos, já exis ia associada aos di e en es a igos, no en an o e a
in o mação que não pode ia se lida/ in e p e ada pelo compu ado , po não assumi um pad ão ou
mesmo po que de e minada in o mação apenas e a inse ida de o ma manual nos di e en es
documen os imp essos, o que esul a a em in o mação que exis ia apenas no conhecimen o dos
colabo ado es. O g ande obje i o passou po ans o ma odos es es dados em dados in eg á eis.
4.2.1.3 Inexis ência de in o mação ela i a a ca ac e ís icas écnicas dos a igos
A al a de in o mações de alhadas como ichas écnicas dos a igos de ab ico, oi conside ada uma das
p incipais limi ações a es e ní el, que sem essa documen ação, não é possí el e uma desc ição
comple a e p ecisa dos equisi os de cada a igo. Isso le a p incipalmen e à impossibilidade de
au oma iza de e minadas a e as. Resul ando em e abalho, espe as e di iculdade na iden i icação de
opo unidades de melho ia, mas p incipalmen e na escalabilidade do sis ema, uma ez que es a é uma
uncionalidade c i ica des e ipo de sis emas.
4.2.2 P oblemas na ges ão de in o mação sob e as ope ações de p odução
Nos di e en es se o es da áb ica, es á disponí el um compu ado que pe mi e inse i in o mações das
di e en es ope ações. Cada se o em um compu ado à disposição, que é compa ilhado po odas as
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máquinas e uncioná ios do mesmo se o . Es es dispõem de uma in e ace (Figu a 18), que se e pa a
que os u ilizado es egis em os di e sos dados ela i os às di e en es ope ações.
Figu a 18. In e ace pa a egis os no chão de áb ica
As p incipais limi ações iden i icadas a es e ní el o am que, os dados são insu icien es endo em con a
necessidades essenciais ao ní el des e ipo de soluções, no sen ido que, a ausência de in o mações
sob e os empos de ope ações o na impossí el iden i ica ga galos e á eas de ine iciência nos p ocessos
de p odução. Sem dados conc e os, é di ícil pa a os ges o es oma em decisões in o madas sob e como
o imiza a p odução e consequen emen e o ça os ges o es a con ia em suposições ou in uições. De
seguida se ão desc i as as p incipais limi ações a es e ní el.
4.2.2.1 Inexis ência de in o mação ela i a a ca ac e ís icas écnicas das ope ações
O p imei o pon o c i ico iden i icado a es e ní el, p ende-se com a al a de in o mação de alhada sob e
as ca ac e ís icas écnicas das ope ações. Em pa icula , pe cebeu-se que não exis ia nenhuma espécie
de icha écnica dos di e en es cen os de abalho, como os empos de ciclo, empo de espe a, empos
de se up, empos de e ugo e p ecedências. Essas in o mações são essenciais que na ase de
planeamen o de capacidades que na ase de p og amação da p odução, limi ando assim a
escalabilidade do sis ema, uma ez que es a é uma e amen a essencial nes e ipo de sis emas.
4.2.2.2 Dados das ope ações insu icien es ou e ados
Em elação à in o mação que é possí el ex ai in o ma icamen e, consis e na da a e ho a em que o
ope ado subme e o o mulá io (Figu a 18) no con olo de p odução ela i o ao egis o dos dados da
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espe i a ope ação, ou seja, o momen o em que o ope ado egis a que a ope ação oi e minada. Des a
o ma, impossibili a a di e enciação en e o que é o empo p odu i o e não p odu i o. No en an o,
podemos iden i ica á ias si uações em que os ope ado es não ealiza am os egis os no momen o
ap op iado, ainda que exis isse uma sensibilização mui o g ande a es e ní el, seja po que só aziam os
egis os no inal do dia, po esquecimen o, ou pa a minimiza em o empo que a máquina ica a pa ada.
O que se e le ia numa inconsis ência dos dados disponí eis.
4.2.2.3 Fal a de campos pa a p eenchimen o de in o mações ele an es
A al a de al e na i as pa a o p eenchimen o de in o mações ele an es, como os empos de
mo imen ação, empos de se up ou empos e ipo de pa adas pa a manu enção, o am ou as das
limi ações iden i icadas ela i amen e à insu iciência de dados ope acionais. Isso signi ica que o sis ema
u ilizado pela emp esa a es e ní el, não é su icien e pa a ecolhe essas in o mações que são essenciais
pa a a ase de execução e con olo da p odução, pe mi indo en ende o que acon eceu e o imiza os
p ocessos de p odução.
4.2.2.4 P oblema de al a de indicado es de desempenho do sis ema p odu i o
A ausência de indicado es de desempenho no sis ema p odu i o oi en endida como uma lacuna de
g ande impac o. A al a de mecanismos que pe mi issem ex ai dados es u u ados em empo ú il,
p o enien es do chão de áb ica, impossibili a a c iação de eg as que acili em a analise de indicado es,
como o
O e all Equipmen E ec i eness
(OEE) que possa e le i o compo amen o ope acional e assim
auxilia a omada de decisão. Assim sendo, oi iden i icada uma insu iciência na moni o ização e con olo
da p odução. Des a o ma, começou-se po iden i ica as limi ações a es e ní el, onde o g ande obje i o
passa a po aumen a o olume, elocidade e a iedade de dados do chão de áb ica acessí eis.
4.2.3 P ocesso de con i mação de encomendas complexo e desin eg ado
Como mencionado no capí ulo an e io ao desc e e o sis ema de in o mação, oi possí el e i ica que
o p ocedimen o de con i mação de encomendas de clien es exige a pa icipação de á ios s akeholde s,
des acando a necessidade de uma comunicação e icaz en e odos eles. Foi ambém possí el e i ica
um conjun o de a i idades que não ac escen am alo , com po encial pa a se em subs i uídas ou
melho adas.
As p incipais opo unidades iden i icadas nes a ase, elacionam-se maio i a iamen e com o aumen o da
in eg ação. Po um lado, a in eg ação ao ní el de dados, po ou o ao ní el dos p ocessos. Es as
di iculdades elacionadas p incipalmen e com a u ilização de di e en es pla a o mas ao longo das
di e en es e apas, incompa í eis a es e ní el.

13
Es a incompa ibilidade esul a ao ní el da in eg ação de p ocessos na di iculdade em as ea a
documen ação que o supo a, onde na si uação ideal, oda a documen ação a pa i do momen o em
que o clien e exp essa o seu in e esse em adqui i de e minado p odu o a é ao momen o que o ecebe,
es i esse in eg ada e acilmen e acessí el.
Ao ní el de in eg ação de dados, es e esul a p incipalmen e em e abalho. Onde na si uação ideal,
qualque in o mação apenas de e e que se inse ida uma ez no sis ema. Na p imei a e apa, começa
po se ecebe o pedido do clien e po email, onde as p incipais limi ações iden i icadas elacionam-se
p imei o com a di iculdade em in eg a in o mação au oma icamen e com o documen o seguin e,
nomeadamen e de alhes especí icos do a igo e as quan idades desejadas, e depois de os associa como
documen os elacionados de o ma a ga an i a as eabilidade.
Segue-se a di iculdade em a alia a capacidade de espos a da emp esa, ao ní el dos ecu sos
disponí eis, de ido a p oblemá icas que se ão de alhadamen e desc i os pos e io men e, que não seja
com base na sensibilidade.
A ase seguin e consis e em u iliza o Excel pa a a ealização do espe i o cálculo de o çamen o, endo
os mesmos p oblemas desc i os da secção 4.2.1. No caso da in eg ação de p ocessos, es e e a a enuado
po algum abalho manual, que consis e em g a a o documen o na espe i a pas a, a ibuindo-lhe o
mesmo nome do documen o ge ado na ase seguin e, no en an o, es a não pode se conside ado
o emen e in eg ado.
Na in eg ação de dados, ou a das p oblemá icas iden i icadas, p ende-se com o excesso de dados
inse idos no documen o, nomeadamen e as especi icidades dos a igos, p incipalmen e, po que g ande
pa e deles já e iam sido o necidos ao sis ema, no en an o, em o ma o que não os pe mi ia in eg a .
Segue-se ou a p oblemá ica, ainda nes a ase que es a elacionada com a con e são do documen o
Excel em o ma o PDF e o a qui o na espe i a pas a com o nome co e o como oi e e ido
an e io men e, que além de se uma a i idade que não ac escen a a alo , ac esce a impossibilidade de
in eg ação de odos os dados inse idos, com o es o do sis ema de in o mação. Po um lado, po não
es a a alimen a nenhuma base de dados, po ou o po es a em o ma o PDF, o que implica que
g ande pa e da in o mação seja pe dida logo à pa ida e enha que ol a a se inse ida das ases
seguin es.
Pos e io men e, segue-se a ase da c iação do documen o ORC no ERP, onde pa e da in o mação do
documen o an e io em que se ans e ida manualmen e. Uma ez concluído, o ichei o é gua dado no
se ido em o ma o PDF na pas a designada, imp esso e pos e io men e en iado como espos a ao
14
clien e, a endendo ao pedido de co ação ealizado po e-mail. Aqui, é possí el e i ica uma aca
in eg ação, que ao ní el da as eabilidade que ao ní el dos dados.
Po im, após a acei ação po pa e do clien e a emp esa depa ou-se com ou o p olema elacionado com
a o malização da encomenda, sendo que es a não é ealizada con o me indicado na documen ação do
so wa e, que de ine que es as sejam egis adas a a és do módulo de encomendas, a a és do
documen o Encomenda de Clien e (ECL), sendo que o p imei o documen o a en a no sis ema a segui
ao documen o ORC é a FPR.
4.2.4 Planeamen o da p odução limi a i o
C ia condições pa a que os ecu sos necessá ios, exis am em quan idade, qualidade e no momen o
ap op iado de o ma mais au oma izada e p ecisa, oi conside ada uma das p incipais necessidades da
emp esa, p incipalmen e no que se e e e aos ecu sos ma e iais. No en an o, es e é um p ocesso
complexo que es á dependen e de mui os a o es, essencialmen e elacionados com a manu enção dos
dados a ualizados em empo eal. Pos o is o, começou-se po iden i ica quais as ba ei as exis en es a
es a implemen ação, que se ão desc i as de seguida.
4.2.4.1 Impossibilidade de man e o s ock a ualizado
Em p imei o luga uma condição que é semp e necessá ia ga an i , é o s ock a ualizado, pois só assim
se ga an e a possibilidade de ob e esul ados con iá eis. A es e ní el, o am iden i icadas á ias lacunas
que não o pe mi em ob e .
O p imei o pon o iden i icado, es á elacionado com a eceção das comp as, sendo que se e i icou na
maio ia das ezes um des asamen o en e o momen o que es as ma é ias en am isicamen e no
a mazém e o momen o em que esse egis o é inse ido no sis ema. Is o po que, es e p ocedimen o só é
ealizado após o documen o chega ao depa amen o adminis a i o, que pos e io men e ainda es á
dependen e de disponibilidade pa a c ia os a igos caso seja necessá io e ealiza o espe i o
lançamen o. Ainda ela i amen e a es e p ocedimen o, de salien a que es e é ealizado manualmen e
podendo exis i e o humano.
Ou o pon o que não e a conside ado ão c i ico, mas que po ezes o igina a e os, p ende-se com o
sis ema de localização de a igos, is o po que, es a in o mação apenas es á no conhecimen o de alguns
colabo ado es, o que az com que, po ezes, exis a ma e ial que pode es a algum empo pe dido.
Um dos pon os conside ados mais c í icos ela i amen e á possibilidade de man e os s ocks a ualizados,
es á elacionado com o des asamen o de empo en e o momen o que o ma e ial é consumido e o
15
momen o em que é ealizado o consumo des e no sis ema de in o mação. Is o acon ece po que en e o
momen o em que se em conhecimen o da necessidade do ma e ial, a é ao momen o que o esponsá el
adminis a i o egis a manualmen e o consumo dos a igos, pode demo a á ios dias, semanas, ou em
algumas si uações excecionais meses, dependendo p incipalmen e das quan idades de p odu o acabado
que compunham a OF.
Ou o pon o c í ico elaciona-se com o não egis o de en adas de p odu os in e médios, p incipalmen e
no caso dos a igos bobinados, que consis e numa pa e signi ica i a que no sis ema es á con abilizado
como ma é ia-p ima, no en an o a ealidade é que já se encon am como a igos ans o mados.
4.2.4.2 Impossibilidade de man e as ese as a ualizadas pa a encomendas e s ocks de segu ança
No caso da p odução po encomenda, o planeamen o é ealizado indi idualmen e. Sendo que, pa a cada
FPR é ealizado o cálculo da quan idade de necessidades de ma é ia-p ima, u ilizando uma espécie de
calculado a em Excel desen ol ida pa a o e ei o, sendo essa in o mação inse ida de o ma manusc i a
em cada FPR. No en an o, não exis e nenhum sis ema que pe mi a au oma iza esse p ocesso nem
in eg a-lo com a mesma in o mação das es an es encomendas, ou seja, es a e amen a não comunica
essa in o mação, o que se e le e em ilhas de in o mação e consequen emen e impossibili a a
manu enção das necessidades a ualizadas e in eg adas.
Ou o pon o c i ico iden i icado, es á elacionado com a inexis ência de in o mação ela i a a s ocks de
segu ança, nes e caso o ERP exis en e já pe mi ia a de inição des es pa âme os, no en an o a solução
não es a a a se u ilizada, de ido á pe ceção de não u ilidade, seja pa a ma é ias-p imas, a igos
in e médios ou a igos inais.
4.2.4.3 Impossibilidade de ealiza o cálculo de necessidades
Mesmo que odas as condições an e io es es i essem esol idas, ou a das limi ações es á elacionada
com a al a de uma e amen a do ipo MRP, que pe mi a ealiza o cálculo de necessidades de ma e iais.
Es e cálculo já é ealizado indi idualmen e po FPR, no en an o não exis e nenhum sis ema que pe mi a
au oma iza esse p ocesso e p incipalmen e in eg á-lo com a mesma in o mação das es an es
encomendas, ou seja es a e amen a não comunica essa in o mação com ou os sis emas que dela
necessi em. Pa a que esse cálculo possa se ealizado de o ma au oma izada, se ia necessá io que as
ca ac e ís icas dos a igos como al u a, la gu a, espessu a e ipo de a igo, que são as in o mações
necessá ias pa a alimen a as exp essões u ilizadas pa a o cálculo do consumo de ma é ia-p ima,
pudessem se au oma icamen e in eg á eis. No en an o, pela o ma como os a igos são c iados,
16
impossibili a o desen ol imen o de uma solução que o au oma ize e consequen emen e num p ocesso
baseado maio i a iamen e em pe ceções.
O mesmo se aplica pa a o cálculo de necessidades de capacidades, no en an o como oi e e ido
an e io men e, nes e caso a in o mação necessá ia não é conhecida po nenhum sis ema de in o mação.
4.2.4.4 O dens de comp a e con i mação de encomendas limi ado
Quan o ao cálculo do que é necessá io comp a a o necedo es como as encomendas de clien es que é
possí el ga an i , is o é ealizado ambém sem ecu so a nenhum cálculo de necessidades ou e amen a
de p e isão compu o izado, sendo es e ealizado com base na sensibilidade, dos colabo ado es com
mais expe iência, o que se e le e algumas ezes em o u as de s ock.
Rela i amen e aos p azos de en ega das encomendas a clien es o que mais se obse a é a necessidade
de da um p azo ixo pa a odos os pedidos, que po ezes pode se mui o supe io ao exequí el, o que
pode e le i em pe das de encomendas.
4.2.5 P og amação da p odução limi a i o
No que conce ne à p og amação da p odução, o mé odo é p edominan emen e baseado na o dem de
en ada das FPR, inco po ando no amen e a sensibilidade das pessoas com maio expe iência sendo
maio i a iamen e ealizado po o dem FIFO. Excecionalmen e, essa o dem pode se ul apassada po
solici ações u gen es.
No que diz espei o aos empos de ope ações e às e amen as de escalonamen o, não há um sis ema
dedicado, o
so wa e
de con olo da p odução es á desenhado apenas pa a ecebe in o mações sob e
o é mino das di e sas ope ações. Assim sendo, a capacidade de espos a ao clien e não é supo ada
po nenhum cálculo, mais uma ez, es e pode se ei o apenas com base na sensibilidade dos
esponsá eis, não exis indo nenhum ipo de c onog ama do ipo g á ico de
Gan
onde seja possí el
acompanha a o dem dos abalhos.
4.2.6 Execução e acompanhamen o da p odução limi a i o
Ga an i uma execução e icien e e um acompanhamen o p eciso da p odução é c ucial pa a o sucesso
ope acional da emp esa. Pa a alcança esse obje i o, é essencial c ia condições que pe mi am a
disponibilidade dos ecu sos necessá ios, an o em e mos de quan idade quan o de qualidade, no
momen o adequado e de o ma au oma izada.
23
Tabela 2. Resumo dos p oblemas iden i icados, consequências e despe dícios co esponden es
P oblema
iden i icado
Consequências
Despe dícios
In eg ação de
in o mação dos
a igos
Dados Insu icien es;
Dados einse idos á ias ezes;
Dados pe didos;
Dados obsole os;
Espe as po al a de in o mação;
Limi ação ao ní el de escalabilidade e au oma izações das ases seguin es.
Mo imen o;
Re abalho;
Sob ep odução;
Tempo de espe a;
In en á io;
De ei os.
Ges ão de
in o mação sob e
as ope ações de
p odução
Dados Insu icien es;
Dados obsole os;
Limi ação analí ica;
Limi ação ao ní el de escalabilidade e au oma ização de omadas de decisão.
Mo imen o;
Re abalho;
Tempo de espe a.
P ocesso de
con i mação de
encomendas
complexo e
desin eg ado
P oblemas na as eabilidade da documen ação;
Dados desin eg ados;
Dados pe didos;
P ocessos desin eg ados;
Pe da de in o mação;
Dados einse idos á ias ezes;
Duplicação de a e as;
Respos as baseadas na sensibilidade.
T anspo e;
Mo imen o;
Re abalho;
Sob ep odução;
Tempo de espe a;
S ock;
De ei os.
Planeamen o da
p odução
limi a i o
Dados inu ilizados;
Dados einse idos á ias ezes;
Dados pe didos;
Limi ação na omada de decisões es a égicas;
Limi ação ao ní el de escalabilidade e au oma izações das ases seguin es;
Duplicação de a e as;
Impossibilidade na de inição de p ocessos uni o mizados;
Respos as pouco lexí eis.
T anspo e;
Mo imen o;
Re abalho;
Tempo de espe a;
De ei os.
P og amação da
p odução
limi a i o
Visibilidade eduzida do c onog ama p odu i o;
Limi ação ao ní el de escalabilidade e au oma izações;
Limi ação ao ní el p e en i o.
T anspo e;
Mo imen o;
Re abalho.
Execução e
acompanhamen o
da p odução
limi a i o
Visibilidade eduzida do sis ema p odu i o;
Di iculdade de de eção de bo lenecks;
Capacidade de espos a limi ada.
Mo imen o;
Tempo de espe a.
Análise e con olo
de desempenho
limi ado
Visibilidade eduzida do desempenho ope acional;
Di iculdade de iden i ica ações co e i as.
Mo imen o;
Re abalho.
Pa indo do p essupos o que, semp e que possí el, é melho esol e os p oblemas subjacen es do que
simplesmen e a a sin omas pon uais e apaga incêndios, a u ilização da e amen a 5 po quês,
demons ou se pe inen e pa a ap o unda as causas in ínsecas de cada um dos p oblemas, de modo
a alcança as suas causas- aiz. As Figu a 22, Figu a 23, Figu a 24, Figu a 25, Figu a 26, Figu a 27 e
Figu a 28 ap esen am es a análise.

24
P oblema
P oblemas de in eg ação de in o mação dos a igos
1º
Po quê?
Os dados dos
a igos es ão
ausen es, em
o ma o
inu ilizá el ou
não incluem
in o mações
su icien es
2º
Po quê?
O sepa ado
u ilizado pa a a
c iação de a igos
no ERP, não inclui
campos pa a
p eenchimen o de
in o mações
ele an es, e de
o ma uni o mizada
3º
Po quê?
O sepa ado
u ilizado pa a a
c iação de a igos no
ERP p a icamen e
nunca so eu
al e ações
4º
Po quê?
Limi ações do so wa e
de p odução em
e mos de
cus omização e na
capacidade de adqui i
e en ia dados pa a
ou as soluções,
nomeadamen e de
ichas écnicas ou
CDU's
5ª
Po quê?
Limi ações a ní el
do so wa e, ou
da capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 22. Causa- aiz dos p oblemas de in eg ação de in o mação dos a igos
25
P oblema
P oblemas na ges ão de in o mação sob e as ope ações de p odução
1º
Po quê?
Os dados das
ope ações
es ão ausen es,
em o ma o
inu ilizá el ou
não incluem
in o mações
su icien es
2º
Po quê?
O so wa e não inclui
campos pa a
ecolhe os dados
necessá ios, como
empos de ciclo,
empos de espe a,
empos de se up,
empos de e ugo e
p ecedências pad ão
3º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
inclui nenhum
modulo de ichas
écnicas de
ope ações
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
em disponí el
essa al e na i a
5ª
Po quê?
Limi ações a ní el
do so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 23. Causa- aiz dos p oblemas na ges ão de in o mação sob e as ope ações de p odução
26
P oblema
P ocesso de con i mação de encomendas complexo e desin eg ado
1º
Po quê?
Dados
necessá ios nas
di e en es ases
ausen es, em
o ma o
inu ilizá el ou
não incluem
in o mações
su icien es
2º
Po quê?
Os dados
necessá ios nas
di e en es ases
são inse idos
em soluções
que não em
capacidade pa a
comunica
3º
Po quê?
O so wa e não
inclui módulos
necessá ios
pa a que odo o
p ocesso seja
ei o na mesma
solução, ou em
soluções
in eg á eis
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
em disponí el
essa al e na i a
5ª
Po quê?
Limi ações a
ní el do
so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 24. Causa- aiz do p ocesso de con i mação de encomendas complexo e desin eg ado
27
P oblema
Planeamen o da p odução limi a i o
1º
Po quê?
Dados
necessá ios nas
di e en es ases
ausen es,
insu icien es ou
e ados
2º
Po quê?
De ido às
mo imen ações
de s ocks de
o ma manual e
desin eg ada
3º
Po quê?
O ERP não es á
pa ame izado
pa a ealiza
mo imen ações
de s ock de
o ma
au oma izada
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
em capacidade
pa a en ia
dados pa a o
ERP,
nomeadamen e
os consumos
que são
ealizados no
chão de áb ica
5ª
Po quê?
Limi ações a
ní el do
so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 25. Causa- aiz do planeamen o da p odução limi a i o
28
P oblema
P og amação da p odução baseado na o dem de en ada das FPR
1º
Po quê?
Dados
necessá ios nas
di e en es ases
ausen es,
insu icien es ou
e ados
2º
Po quê?
P oblemas na
ges ão de
in o mação
sob e as
ope ações de
p odução
3º
Po quê?
Não há um
sis ema
dedicado pa a
ge i a
p og amação da
p odução com
base em
c i é ios mais
so is icados.
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
em disponí el
essa al e na i a
5ª
Po quê?
Limi ações a
ní el do
so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 26. Causa- aiz da p og amação da p odução baseado na o dem de en ada das FPR

29
P oblema
Execução e acompanhamen o da P odução
1º
Po quê?
Dados
necessá ios nas
di e en es ases
ausen es,
insu icien es ou
e ados
2º
Po quê?
P oblemas na
ges ão de dados
da p odução em
empo eal
3º
Po quê?
Di iculdade em
o nece e
adqui i dados
ele an es
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução é
mui o limi ado
a esse ní el
5ª
Po quê?
Limi ações a
ní el do
so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 27. Causa- aiz da execução e acompanhamen o da p odução
30
P oblema
Análise e con olo de desempenho limi a i o
1º
Po quê?
Dados
necessá ios nas
di e en es ases
ausen es,
insu icien es ou
e ados
2º
Po quê?
P oblemas na
ges ão de
in o mação
sob e consumos
eais e
consumos
p e is os
3º
Po quê?
O sis ema não
em capacidade
pa a o nece
dados sob e
consumos
p e is os, nem
consumos eais
4º
Po quê?
O so wa e de
p odução não
em disponí el
essa al e na i a
5ª
Po quê?
Limi ações a
ní el do
so wa e, ou da
capacidade da
emp esa/
consul o es em
encon a em
al e na i as em
empo ú il
Figu a 28. Causa- aiz da análise e con olo de desempenho limi a i o
Na sequencia das análises de causa- aiz ealizadas, oi possí el e i ica a exis ência de algumas causas
comuns a g ande pa e dos p oblemas, sendo iden i icada a capacidade limi ada de inse i e ex ai
dados dos di e en es sis emas de in o mação como p incipal limi ação pa a que as in o mações ce as
es ejam acessí eis no sis ema no momen o e local ce os. Consequen emen e a causa- aiz iden i icada
em odas as si uações es á elacionada com a incapacidade do so wa e de p odução, em adap a -se as
necessidades da emp esa, ao ní el das di e en es p oblemá icas iden i icadas.
31
5. APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE MELHORIA
Nes e capí ulo, ap esen am-se as p opos as de melho ia elabo adas com o obje i o de mi iga os
p oblemas iden i icados an e io men e.
A maio pa e dos p oblemas se ão eliminados, p incipalmen e de ido à implemen ação de um so wa e
de ges ão da p odução, onde a g ande an agem es á elacionada com o aumen o da in eg ação de uma
o ma ge al, onde a a és de um conjun o de e amen as se á possí el aumen a a in eg ação en e
di e en es unções, e o do conhecimen o cla o, po pa e de odos os in e enien es, p incipalmen e ao
ní el do Planeamen o e Con olo da P odução.
Reco endo-se à e amen a 4W1H, possí el delinea na Tabela 3 o plano de ações, sendo depois nas
secções expos a uma desc ição mais de alhada de odas as p opos as e dos esul ados espe ados.
32
Tabela 3. Plano de ações pa a implemen ação das p opos as de melho ia
O que?
Po quê?
Como?
Quem?
Onde?
Melho a a in o mação base
pa a a ges ão in eg ada da
p odução
P oblemas de in eg ação de
in o mação dos a igos (secção 4.2.1)
Melho ia da In o mação dos A igos
No o sis ema de codi icação
Dados écnicos dos a igos in eg ados
Consul o es VMP e
MTI e equipa in e na
ERP e MES
Melho ia da In o mação das
Ope ações
P oblemas na ges ão de in o mação
sob e as ope ações de p odução
(secção 4.2.2)
Dados écnicos das Ope ações e dos Recu sos p odu i os
Consul o es VMP e
equipa in e na
MES
Melho ia da in eg ação de
unções de ges ão da p odução
P ocesso de con i mação de
encomendas complexo e desin eg ado
(secção 4.2.3)
Maio au oma ização e in eg ação no p ocesso de
encomendas
Consul o es VMP e
equipa in e na
MES
Planeamen o da p odução limi a i o
(secção 4.2.4)
Cálculo de Necessidades de ma e iais in eg ado
Maio au oma ização na Ge ação de O dens de Fab ico
Consul o es VMP e
MTI e equipa in e na
ERP e MES
P og amação da p odução limi a i o
(secção 4.2.5)
Maio au oma ização do p ocesso P og amação da
p odução
Consul o es VMP e
equipa in e na
MES
Execução e acompanhamen o da
p odução limi a i o (secção 4.2.6)
Maio au oma ização na execução da p odução
Maio isibilidade e acompanhamen o da p odução
Consul o es VMP e
equipa in e na
MES
Análise e con olo de desempenho
limi ado (secção 4.2.7)
Con olo e análise in eg ado e em empo eal
Consul o es VMP e
equipa in e na
MES
39
o Tipo de Pala
o Dimensão da Pala
o Tipo de Fole
o Dimensão do Fole
o Tipos de u os
▪ Se Tipos de u os <=> Sem u os
• Posição dos Fu os
o Tipos de Soldas
o Se Tipos de Soldas <=> Sem Solda
▪ Posição da Solda
o Desc ição do Saco
• Componen es:
o Tipo de Componen e
▪ Se Tipo de Componen e = Caixa
• Tipo de Caixa
• Al u a
• La gu a
• Comp imen o
▪ Se Tipo de Componen e = Fecho
• Tipo de Fecho
▪ Se Tipo de Componen e = Fi a
• Tipo de Fi a
• Fe amen as
▪ Se Tipo de Fe amen a = Clichê
• Dimensões do Clichê
o Al u a 1
o La gu a 1
o Al u a 2
o La gu a 2
o Al u a 3
o La gu a 3
o Al u a 4

40
o La gu a 4
o Al u a 5
o La gu a 5
• Dimensões da Tin a
o Al u a 1
o La gu a 1
o Al u a 2
o La gu a 2
o Al u a 3
o La gu a 3
o Al u a 4
o La gu a 4
o Al u a 5
o La gu a 5
o Al u a 6
o La gu a 6
• Nº de Co es
• Co da Tin a 1
• Co da Tin a 2
• Co da Tin a 3
• Co da Tin a 4
• Co da Tin a 5
• Co da Tin a 6
• Lados da Imp essão
• Desc ição da Imp essão
5.2.1.1.5 Sepa ação dos alo es necessá ios pa a as lis as das di e en es ca ac e ís icas
Pa a a elabo ação das di e en es lis as, oi ealizado o espe i o le an amen o. Pa a a maio ia das
ca ac e ís icas es e le an amen o oi ealizado e balmen e. Sendo que pa a de e minadas
ca ac e ís icas especi icas esse le an amen o oi ealizado com ecu so á base de dados. Is o po que
apesa de a in o mação se inse ida a a és de ex o li e pa a algumas ca ac e ís icas, na maio ia das
ezes es a seguia um pad ão de p eenchimen o. Com is o e eco endo ambém a algumas écnicas de
41
p ocessamen o de dados a a és do Excel, com o mulas como SEG.TEXTO, LOCALIZAR, PROCX, SE,
SE.S, NÚM.CARAT, en e ou as. Foi possí el cons ui as á ias lis as, que não se ão pa ilhadas de ido
á possibilidade de se ansmi ida in o mação sensí el.
5.2.1.2 E apa 2 (Sei on) – O ganização de dados e da in e ace
No que conce ne à segunda e apa, o am desen ol idas di e en es ações que pe mi i ão não só
o ganiza , man endo o máximo da es u u a a ual das desc ições dos a igos, como ga an i a exis ência
de oda a in o mação necessá ia pa a a ca ac e ização dos a igos. Nes e sen ido p ocedeu-se às
seguin es e apas de o ganização:
• O ganização das ca ego ias po o dem de p eenchimen o, dando assim o igem, no caso do
p odu o acabado, á seguin e es u u a (Figu a 31).
Figu a 31. Es u u a do Assis en e de Codi icação pa a o p odu o acabado
Ainda nes a ase o am in oduzidos no os campos no ERP em o ma de Campos do U ilizado (CDU)
que se conside a am ele an es. Po um lado, o am adicionados campos que pe mi i aão complemen a
a in o mação ace ca das ca ac e ís icas ísicas dos a igos. Po ou o lado, o am in oduzidos campos
com o in ui o de possibili a a c iação de eg as a jusan e, mais conc e amen e no que conce ne ao
Planeamen o e Con olo da P odução. Seguem-se alguns dos CDU que o am c iados no ERP.
42
Figu a 32. Campos do U ilizado
5.2.1.3 E apa 3 (Seis
ō
) – Limpeza ao ní el in o má ico de dados e e e ências
Foi decidido que odos os a igos, que não sejam ma é ias-p imas, c iados an e io men e passam a es a
ina i os.
5.2.1.4 E apa 4 (Pad onização) – Pad onização das al e ações implemen adas
A qua a e apa e e como obje i o c ia uma sé ie de p ocedimen os e no mas que pe mi issem
assegu a o cump imen o dos 3S’s an e io es. Assim, o am aplicados sis emas Poka-Yoke ao p og ama.
Uma das e amen as p oje adas, a a és da solução do assis en e de codi icação, que az pa e da
solução desen ol ida pela emp esa de Vimapon o, pe mi i á subs i ui o p eenchimen o dos campos de
espos a abe a po opções, onde mesmo os campos que não enham in o mação pa a p eenche
enham que se alidadas a a és do p eenchimen o da espe i a opção campo azio, assim, pa a cada
campo são expos as odas as opções possí eis, e i ando-se a in odução de nomencla u as a iadas ou
dados em campos não des inados ao e ei o.
Ou a coisa impo an e consis e em de ini o ipo de dados que se ão inse idos, is o po que no caso das
dimensões, es as passa am a es a de inidas como FLOAT, o que i á impedi que a sepa ação das
decimas sejam ealizadas a a és de “.”, passando a se ob iga ó io inse i essa in o mação com ”,”.
43
A a és des e mé odo de c iação de a igo passa a se impossí el a duplicação de a igos, is o po que o
sis ema consegue en ende se as ca ac e ís icas selecionadas já o am ag upadas.
5.2.1.5 E apa 5 (Shi suke) – Disciplina dos u ilizado es e iden i icação de melho ias
Po im, como pa e in eg an e da quin a e apa, ao longo de odos os meses do p oje o, o am
cons an emen e iden i icadas possí eis ações de melho ia, com especial a enção dada à eceção de
eedback dos u ilizado es. Essas melho ias o am discu idas e pa ilhadas em euniões in e nas, o mais
ou in o mais, como em euniões de implemen ação com a emp esa de in o má ica.
É impo an e salien a que es a úl ima e apa se a a de um p ocesso con ínuo, é expec á el que a
iden i icação de opo unidades de melho ia con inue mesmo após a conclusão do p oje o.
5.2.2 No o sis ema de codi icação.
O Assis en e de Codi icação, pe mi e a c iação de a igos de o ma uni o mizada e dinâmica. De seguida
(Figu a 33), é possí el e o assis en e de codi icação p eenchido pa a a c iação de um p odu o acabado,
onde após se em selecionadas as ca ac e ís icas especi icas dos espe i os Modelos de Codi icação e
Ca ego ias de Codi icação, odas as es an es in o mações são p eenchidas au oma icamen e (Código
do A igo, Desc ição do A igo, Desc ição Ex a do A igo e as Ca ac e ís icas Ge ais do A igo).
Figu a 33. Assis en e de Codi icação
1- Código do A igo;
2- Desc ição do A igo;
3- Desc ição Ex a do A igo;
4- Ca ac e ís icas Ge ais do A igo;
44
5- Modelos de Codi icação;
6- Ca ego ias de Codi icação;
Fei o is o, é impo an e e que a c iação do a igo no ERP oi ealizada au oma icamen e e de o ma
mais comple a, onde o p eenchimen o dos Modelos de Codi icação e espe i as Ca ego ias de
Codi icação, são dinamicamen e c iados de o ma a que cada um dê o igem a di e en es ipo de
in o mação, seja alimen ando o sepa ado Ge al (Figu a 34) como o sepa ado CDU (Figu a 35).
Figu a 34. A igo no ERP (sepa ado Ge al)

45
Figu a 35. A igo no ERP (sepa ado Campos do U ilizado )
Is o i á pe mi i que es a in o mação seja u ilizada nas camadas seguin es de o ma au oma izada, assim
como o aumen o ao ní el da ca ego ização dos a igos, ú il p incipalmen e pa a pesquisas e análises po
ca ego ias.
5.2.3 Dados écnicos dos a igos in eg ados
Tendo em con a que a ca ac e ização indi idual dos di e en es a igos es á ga an ida, a ase seguin e,
es á elacionada com os p oblemas iden i icados na secção 4.2.1, que consis e em o nece in o mação
ela i a à sua in eg ação/ elacionamen o com os es an es elemen os do sis ema. Pa a isso, se á c iada,
a a és da ges ão de componen es do VMP (Figu a 36), uma ou á ias al e na i as de icha écnica (1)
pa a cada a igo de ab ico, a a és da associação en e a igos e cen os de abalho, anexos, imagens
e ó mulas.
46
Figu a 36. Ges ão de Componen es
Como seja a lis a de odas as ope ações (2) (Lis a de ope ações, cen os de abalho, empos de
ope ação, ecu sos, p ecedências, cus os e ou as obse ações como ins uções ope acionais) e os
a igos (3) (ma é ia-p ima, p odu os-in e médios, componen es, embalagens, e amen as), indicando a
quan idade necessá ia (4) de cada uma nas di e en es ases de p odução, es e é cons i uído po uma
ins ução SQL (Figu a 37) que pe mi e au oma iza essa unção. Is o é, conside ando uma necessidade
p imo dial, pa a que exis am dados su icien es pa a au oma iza ao máximo as di e en es ases do
p ocesso p odu i o, a a és da modelação de hie a quias com ag egação sucessi a de in o mação,
p incipalmen e na ges ão de ma e iais e no apoio ao planeamen o da p odução e p og amação da
p odução. Nes e sis ema, a ep esen ação de hie a quias é ealizada a a és de es u u a em mul iní el
(5).
Figu a 37. Ins ução SQL pa a ob e dados ela i os ao consumo de Ma é ia-P ima
5.2.4 Dados écnicos das ope ações e dos ecu sos p odu i os
Os dados écnicos das ope ações e dos equipamen os são ambém in o mações pe encen es à es u u a
base do sis ema, nes e sen ido o na-se essencial, numa p imei a ase, a sua c iação, sendo essencial
man e cons an emen e essa es u u a a ualizada, de o ma a esol e as limi ações iden i icadas na
secção 4.2.2.
47
5.2.4.1 Ges ão das ope ações
Em p imei o luga começou po se c ia as di e en es ope ações exis en es, sejam as in e nas como as
ope ações que podem se subcon a adas (Figu a 38).
Figu a 38. Ges ão de Ope ações
5.2.4.2 Ges ão dos empos de u no
Man e os empos disponí eis po u no é c ucial pa a o imiza a p odução e man e as ope ações a
unciona em sem con a empos. Nes e con ex o, a c iação e manu enção de ho á ios de p odução
desempenham um papel undamen al, sendo necessá io man e a ualizados p incipalmen e os e iados
e as é ias (Figu a 39).
48
Figu a 39. Ho á ios
5.2.4.3 Ges ão dos ope ado es e cen os de abalho
Fei o is o, o sis ema já es á habili ado pa a se p ocede à c iação dos di e en es ope ado es (Figu a 40)
e cen os de abalho (Figu a 41), e a a ibuição das espe i as ca ac e ís icas écnicas. Pa a es es é
essencial a manu enção a ualizada da sua disponibilidade.
55
di e en es a igos “pai”. Es e em como obje i o c ia odas as condições pa a que os ecu sos
necessá ios exis am em quan idade, qualidade e no momen o ap op iado.
Exis em dois g upos de p og amação da p odução. A p og amação in e na e a ex e na (subcon a ação).
Enquan o os p imei os se des inam a ope ações que se ão ealizadas no in e io da emp esa, os
segundos pe mi em a ges ão de elações com os di e en es o necedo es de se iços. Pa a isso, se á
u ilizada a e amen a de ge ação de planos de ab ico, do VMP (Figu a 47), que consis e na ge ação de
documen os que possibili am a de inição dos p odu os, da as e as quan idades, que de em es a
disponí eis pa a sa is aze as necessidades dos clien es, podendo se ealizado pa a odas ou pa e das
ope ações de uma OF.
Figu a 47. Ge ação de Planos de Fab ico
Nes a ase, são ca egadas simulações pa a o planeamen o g á ico, onde as ope ações são a ibuídas a
equipamen o especí ico, conside ando c i é ios de o imização de inidos pela solução, podendo es as
simulações se em ealizadas endo em con a a da a mais cedo, ou mais a de possí el com base na da a
de en ega, exis indo pos e io men e a possibilidade de se ajus a manualmen e de o ma dinamicamen e
(a as a e la ga ).

56
Figu a 48. Planeamen o G á ico
A aba de Diagnós icos pe mi e ao u ilizado e i ica o que não es á co e o na p og amação. Na aba
exis em 2 g elhas, uma pa a da as que o am ul apassadas e ou a pa a Dependências que não são
espei adas.
Figu a 49. Diagnós icos
Nes a ase, após ga an i mos que as simulações coincidem com o que desejamos, es a a ança pa a a
espe i a con i mação po ope ação.
Is o pode se ei o de o ma au omá ica (Figu a 50 (1)), sendo ge ado com o o al dos a igos e
quan idades que al am daquela ope ação, ou de o ma manual e nes e caso se á abe a uma janela o
aze manualmen e (Figu a 50 (2)) onde pode se ei o apenas pa a uma pa e da quan idade dos a igos.
Nes e caso, é au oma icamen e ge ado ou o plano (appoin men ), logo a segui , pa a pode planea o
es o. Os empos e da as se ão semp e ecalculados endo em con a a quan idade de a igos.
57
Figu a 50. Con i mação das Ope ações
5.3.4 Cálculo de necessidades de ma e iais in eg ado e in o ma izado
Du an e odo o p ocesso, é undamen al lida com as necessidades de ma e iais ou ope ações de o ma
in eg ada, que de em se ea aliadas semp e que oco e uma mudança, de o ma a ealiza a
quan i icação mais ap oximada possí el dos ecu sos necessá ios pa a a p odução de p odu os acabados
(independen es) e p odu os in e médios (dependen es) adequados. Pa a isso, a solução disponibiliza a
e amen a de cálculo de necessidades de ma e iais p incipalmen e ú il pa a esol e alguns dos
p oblemas iden i icados na secção 4.2.4, sendo es e possí el de se ealizado nas di e en es ases do
p ocesso, de o ma manual ou au oma izada.
Nes e sen ido, de o ma manual pode se ealizado com base em o dens de ab ico (Figu a 51),
encomendas (Figu a 52), en e ou os, e se e p incipalmen e pa a sabe mos qual o impac o de acei a
um comp omisso. Em suma, consis e na c iação de um mecanismo que pe mi i á condiciona a
acei ação das encomendas, sem p ejuízo de comp ome e a capacidade de espos a da emp esa e ainda
auxilia decisões como a c iação O dens de Comp a ou O dens de Fab ico.
58
Figu a 51. Cálculo de Necessidades de ma e iais com base em O dens de Fab ico
Figu a 52. Cálculo de Necessidades de ma e iais com base em Encomendas
Rela i amen e ao impac o que es as e ão nas ope ações es a se e p incipalmen e pa a sabe mos qual
o impac o, de acei a um comp omisso, na capacidade p odu i a, podendo se isualizado em o ma o
g á ico de Gan (Figu a 53) e ainda endo em con a o g á ico de ca gas (Figu a 54). Em suma, consis e
na c iação de um mecanismo que pe mi i á condiciona a acei ação das encomendas, sem p ejuízo de
comp ome e a capacidade de espos a da emp esa e ainda auxilia decisões como subcon a ação.
59
Figu a 53. Cálculo de Necessidades de Ope ações com base no Diag ama de Gan
Figu a 54. G á ico de Ca gas
De o ma au oma izada, a solução aquando do momen o da g a ação de uma OF, g a ação ou al e ação
de um plano de ab ico, ou quando uma icha écnica é al e ada ou a ualizada, ealiza au oma icamen e
o ecalculo de necessidades, que analisa onde a espe i a al e ação e á impac o e ecalcula odas as
espe i as dependências e nes e caso se e undamen almen e pa a man e o sis ema a ualizado sob e
necessidades.
Es as são e amen as undamen ais, que se em p incipalmen e como supo e pa a a p og amação da
p odução, podendo ou não se calculado endo em con a s ocks de segu ança, amanhos de lo es,
eceções p og amadas, en e ou os.
60
5.3.5 Au oma ização na execução da p odução
Assim que são con i madas as simulações de p og amação da p odução, são acionados um conjun o
de mecanismos que pe mi em en ia au oma icamen e pa a o sis ema um conjun o de o dens
necessá ias pa a execução da p odução de o ma in o mada nas di e en es ases do p ocesso e assim
elimina ou inimiza as limi ações iden i icadas na secção 4.2.6.
5.3.5.1 O dens de mo imen ação
As necessidades de componen es nos di e en es cen os de abalho são comunicadas a a és dos
kanbans de mo imen ação (KM), es es consis em em au o izações pa a ealiza a mo imen ação de
a igos (ma é ia-p ima, semiacabado ou e amen as), en e a mazéns e os di e en es cen os de
abalho. Sendo ge ados au oma icamen e quando as simulações de p og amação são con i madas, no
caso de exis i em necessidades de componen es nos cen os de abalho, e en iados pelo sis ema pa a
os e minais de piking (Figu a 55), pa a que o ope ado consul e de o ma o denada po g au de
necessidade, odas as mo imen ações necessá ias pa a que se possam da início às di e en es ases
das o dens de ab ico com o mínimo de in e upções possí eis.
Figu a 55. VMP Mobile
5.3.5.2 In o mação ge ada pela execução das mo imen ações
Pos e io men e á execução des as a e as, são ge ados os documen os “En io pa a Fab ico”, que
egis am as mo imen ações en e o local inicial e os di e en es locais onde es es o am al o de
ans o mação ou inco po ação. Es es são ge ados pela execução das a e as no e minal de piking, ou
manualmen e no VMP PLAN (Figu a 56). Em suma, es es locais são ep esen ados po di e en es
a mazéns, e o documen o egis a as espe i as ans e ências en e eles, de o ma a ga an i a
as eabilidade.

61
Figu a 56. En io pa a Fab ico
5.3.5.3 O dens de p odução
As necessidades de execução de a i idades nos di e en es cen os de abalho são comunicadas a a és
dos kanbans de abalho (KB), es es consis em em au o izações pa a que um cen o de abalho possa
ealiza ope ações p og amadas. Sendo ge adas au oma icamen e quando as simulações de
p og amação são con i madas e en iadas au oma icamen e pa a os e minais de ecolha do chão de
áb ica (Figu a 57).
Figu a 57. Te minal de ecolha
Des a o ma, o ope ado pode consul a de o ma o denada, po da a de início odas as a i idades que
p ecisa ealiza pa a cump i a p og amação da p odução, com acesso a odas as in o mações
necessá ias pa a a ealização das di e en es a e as. N Figu a 58 é possí el e o layou p oje ado pa a
a no a OF, edesenhado pa a mi iga algumas limi ações do layou a ual, anexo que ambém é en iado
au oma icamen e pa a o e minal.
62
Figu a 58. No o Layou A4
Em suma, es e é cons i uído pela espe i a ope ação associada à OF.
63
5.3.5.4 Ope acionalização das ope ações
O início de uma ope ação é comunicado a a és do e minal de ecolha (Figu a 59), numa p imei a ase
pela iniciação do se up, seguido da sua inalização com o egis o da iniciação da p odução p op iamen e
di a. Es a ação manual, c ia um egis o no ERP, a a és da c iação do Diá io de T abalho Penden e.
Figu a 59. Te minal de ecolha ope ação iniciada
A cada momen o só pode exis i uma picagem iniciada, ou seja, um diá io de abalho penden e po
cen o de abalho. A lis a das ope ações pa a as quais se podem inicia picagens é a ualizada con o me
as picagens que se ão iniciando.
Ao inaliza uma ope ação, é ap esen ado um o mulá io onde o ope ado em que p ocede de o ma
manual á submissão das quan idades de p odu o acabado (Figu a 60) e com base nes e se á
ap esen ada uma suges ão de consumos de ma é ia-p ima que de e ão se con i mados ou al e ados
(Figu a 61), es es dão o igem aos documen os “Receção de ab ico” que egis am a composição de um
a igo ope ação, ou seja, es e documen o indica os a igos e quan idades ab icadas, e as ma é ias-
p imas gas as nesse p ocesso ou ope ação. Em e mos de s ock, o documen o dá en ada do p odu o a
ab ica e em simul âneo saída das ma é ias p imas gas as. São ainda ge ados os documen os “Re o no
de p odu os” que possibili am o egis o da mo imen ação de ma é ias p imas exceden es en e o local
onde as mesmas iam se ans o madas ou inco po adas, dando o igem ao p odu o a ab ica , e o local
onde as mesmas es ão a mazenadas.
64
Figu a 60. Fo mulá io egis o p odu o-acabado
Figu a 61. Fo mulá io egis o de consumos
Quando es as são inalizadas, é c iado um diá io de abalho, bem como se ão eliminados os diá ios de
abalho penden es c iados no início da picagem. É depois dis o que o cus o de ab ico é egis ado, sendo
es e a soma dos cus os das ma é ias p imas gas as mais os cus os de se iços associados à sua
ans o mação.
5.3.6 Maio isibilidade e acompanhamen o da p odução
Pa a o acompanhamen o da p odução, es e pode se ealizado a a és da e amen a Planeamen o em
G elha (Figu a 62). Es e pode se pe sonalizado de a iadas o mas, dependendo da opção selecionada,
a in o mação que é mos ada na abela em elação às ope ações di e e.
71
• Validade: Com a di e enciação do ipo de dados (NVARCHAR, INT ou FLOAT ), es es se ão
p eenchidos em con o midade com o o ma o, ipo e in e alo especi icados. Isso ajuda a ga an i
a qualidade e in eg idade dos dados;
• A ualidade: A a és da cons an e a ualização dos di e en es mecanismos de p eenchimen o do
assis en e de c iação de a igos e espe i os CDU, espe a-se que os dados es ejam semp e
a ualizados, e le indo o es ado mais ecen e.
Em elação à au oma ização, espe a-se que es a i á su gi como uma consequência di e a da melho ia
da qualidade dos dados e da implemen ação de um CDU pa a cada in o mação. Essa abo dagem além
das melho ias iden i icadas nes a camada da solução, pe mi i ão a in eg ação desses dados nas
camadas seguin es da solução, com impac o na au oma ização de de e minadas a e as, como se á
possí el e di e a ou indi e amen e nos ópicos seguin es.
6.3 Melho in eg ação dos dados écnicos dos a igos
Rela i amen e à c iação das ichas écnicas, es e pe mi i á au oma iza algumas a e as, nomeadamen e
na elabo ação das O dens de Fab ico. Na Tabela 4 é possí el e uma es ima i a do alo que se á
economizado na elabo ação des as, esul ado do soma ó io de empo que e a gas o no cálculo e
p eenchimen o da MP e espe i as quan idades po FPR elabo ada, mul iplicado pela média de FPR
elabo adas nos úl imos ês anos e, consequen emen e, mul iplicada pelo cus o do ope ado é possí el
es ima -se uma poupança de 5155,56€/ano, equi alen es a 515,5 ho as.
Tabela 4. Economia na elabo ação das O dens de Fab ico
Documen o
minu os/ FPR
N (μ)
€/ minu o
To al (€)
FPR
4
7733,33
0,17 €
5155,56 €
Além disso es a e amen a pe mi e in eg a ou o ipo de in o mação, como é o caso de anexos, ou a
possibilidade de inse i e eap o ei a obse ações de ou os documen os, pe mi indo a u ilização de
á ios amanhos e co es de le a pa a os di e en es a isos, au oma icamen e in eg á eis com as camadas
seguin es.
Ou a das an agens es á elacionada com a possibilidade de isualiza g a icamen e a hie a quia de
composição dos a igos sem limi e de ope ações e ní eis.

72
6.4 Melho ia no p ocesso de o çamen ação
No caso da elabo ação dos O çamen os, com a au oma ização de algumas a e as, espe a-se ob e os
esul ados da Tabela 5. Assim, a a és da mul iplicação do empo economizado em cada a e a,
mul iplicado pela média de O çamen os elabo ados nos úl imos 3 anos e consequen emen e mul iplicado
pelo cus o do ope ado é possí el p e e -se uma poupança de ap oximadamen e 5297,44€/ ano,
equi alen es a 529,7 ho as.
Tabela 5. Economia na elabo ação dos O çamen os
Desc ição
minu os/ ORC
N (μ)
€ / minu o
To al (€)
Inse i dados no Excel
5
4540,67
0,17 €
3783,89 €
Passa dados do Excel pa a o ERP
1
4540,67
0,17 €
756,78 €
Gua da documen o Excel em PDF no sis ema
0,5
4540,67
0,17 €
378,39 €
Gua da documen o ERP em PDF no sis ema
0,5
4540,67
0,17 €
378,39 €
To al
7
5297,44 €
Além disso pela digi alização dos O çamen os, deixa de se necessá io p ocede a espe i a imp essão.
Conside ando um cus o de 10 cên imos po unidade imp essa, o bene ício es imado anual se á de
ap oximadamen e 454,10 €/ ano.
Tabela 6. Poupança em papel nos o çamen os.
Ano
Nº de O çamen os
2023
4018
2022
4697
2021
4907
Média
4541
Cus o anual (€)
454,1 €
Adicionalmen e a a és da digi alização do p ocesso é possí el p e e algumas an agens como o
eap o ei amen o de dados pa a a elabo ação de ou os o çamen os, ou mesmo pa a possí el análise
de dados.
6.5 Melho ia no p ocesso de con i mação de Encomendas
Com as melho ias no p ocesso de con i mação de encomendas espe a-se se possí el aumen a a
as eabilidade documen al e o aumen o da a iedade de dados, pe mi indo assim um aumen o da
possibilidade de análise de dados como empo médio de espos a, pe cen agem de o çamen os
indiciados, pe cen agem de o çamen os ap o ados, en e ou os.
73
6.6 Melho ia no p ocesso de ge ação de O dens de Fab ico
Pa a a ge ação de OF são isí eis algumas an agens como é o caso da as eabilidade documen al pela
con e são da encomenda em OF, a possibilidade de inse i e eap o ei a obse ações de ou os
documen os, pe mi indo a u ilização de á ios amanhos e co es de le a pa a os di e en es a isos.
Além disso, a possibilidade de no u u o se eliminada o almen e a u ilização de papel pa a cump i es a
unção, oi calculada espe i a poupança, pela mul iplicação do cus o uni á io p e is o po imp essão de
0,10€, pela média de o çamen os elabo ados nos úl imos 3 anos, es ima-se uma poupança de 773,3
€/ ano.
Tabela 7. Poupança em papel nas FPR
Ano
Nº de FPR
2023
7120
2022
7636
2021
8444
Média
7733
Cus o anual (€)
773,3 €
6.7 Escalonamen o au oma izado com a e amen a de p og amação da p odução
Com a implemen ação da e amen a de p og amação da p odução, passam a es a disponí eis alguns
au oma ismos como a possibilidade de ealiza o escalonamen o au oma izado da p odução in e na ou
subcon a ada e ainda a ealização de um diagnós ico em empo eal endo em con a as á ias condições
e es ições exis en es.
Ou a das melho ias p ende-se com a possibilidade de isualiza e manipula dinâmica e
esquema icamen e a a és do g á ico de Gan , que além de acili a na c iação das condições
necessá ias pa a que os ecu sos necessá ios exis am em quan idade, qualidade e no momen o
ap op iado, aumen a signi ica i amen e a capacidade de espos a ao clien e.
6.8 Cálculo in eg ado de necessidades de ma e iais
A e amen a do cálculo de necessidades de ma e iais em pe mi i a ealização, de o ma in eg ada e
au oma izada da p e isão das necessidades de ma e iais baseando-se em á ios pa âme os (s ock
exis en e, s ocks mínimos, encomendas de o necedo es, e c.).
74
Além disso, uncionalidades como o cálculo a pa i das encomendas, o dens de p odução ou a igos ou
a ge ação au omá ica de equisições de ma e iais a o necedo es, espe am-se acili ado as.
Com is o, espe am-se melho ias signi ica i as como a edução de s ocks de segu ança e de o u as de
s ocks, o imização das o dens de comp a e das o dens de ab ico. Em suma, es a é uma das p incipais
uncionalidades de qualque sis ema des e ipo, que i a p incipalmen e possibili a a omada de decisões
es a égicas baseada em dados.
6.9 Melho comunicação a a és dos mecanismos de execução da p odução
Espe a-se que os di e en es mecanismos disponibilizados pela solução aumen em a comunicação de um
conjun o de in o mações en e o
so wa e
e os u ilizado es que eem possibili a po um lado que a
p odução possa se ealizada de o ma mais in o mada e au oma izada a a és da ge ação de um
conjun o de o dens ge adas pelo
so wa e
e en iadas au oma icamen e pa a os u ilizado es. Po ou o,
pela in o mação ge ada pela execução das o dens pelos u ilizado es, como o egis o de mo imen ações
dos di e en es elemen os do sis ema, o egis o de quan idades p oduzidas e de ei os de o ma
es u u ada ou o egis o de empos de p odução e de pa agem a a és de in e ace
ouch
em disposi i os
ixos, mó eis ou de lei u a ó ica.
6.10 Maio isibilidade e acompanhamen o da p odução
Com a p opos a de implemen ação das e amen as de acompanhamen o da p odução, espe am-se
bene ícios angí eis, como:
• Análise isual e dinâmica, do es ado da p odução;
• Es ado e as eabilidade de mo imen ações do s ock, podendo se acompanhado odo o seu
pe cu so com análise de es ado e calculo de cus os da p odução;
• Ras eabilidade dos p odu os e se iços ealizados;
• Ex a o e in en á io de a igos po o dem de p odução;
• Explo ações pe sonalizá eis e à medida.
75
Tabela 8. Resumo das melho ias iden i icadas e dos esul ados co esponden es
P oblema
Melho ia
Resul ado
Fal a de conhecimen o do pon o de
si uação da o ganização
Desc ição e análise c i ica da si uação inicial (secção 4.1)
P ocessos mapeados (secção 6.1)
P oblemas de in eg ação de
in o mação dos a igos (secção
4.2.1)
Melho ia da In o mação dos A igos (secção 5.2.1)
No o sis ema de codi icação (secção 5.2.2)
Dados écnicos dos a igos in eg ados (secção 5.2.3)
In o mações de a igos comple as e a ualizadas, com impac o na
diminuição de despe dícios de mo imen ação, e abalho,
sob ep odução, empo de espe a, in en á io e de ei os (secção 6.2)
P oblemas na ges ão de in o mação
sob e as ope ações de p odução
(secção 4.2.2)
Dados écnicos das Ope ações e dos Recu sos p odu i os (secção 5.2.4)
In eg ação e icien e dos dados de ope ações, com impac o na
diminuição de despe dícios de mo imen ação, e abalho e empo de
espe a (secção 6.3)
P ocesso de con i mação de
encomendas complexo e
desin eg ado (secção 4.2.3)
Maio au oma ização e in eg ação no p ocesso de encomendas (secção
5.3.1)
P ocesso de encomendas au oma izado, com impac o na edução de
despe dícios como anspo e, mo imen o, e abalho, sob ep odução,
empo de espe a, s ock e de ei os (secção 6.4; 6.5)
Planeamen o da p odução limi a i o
(secção 4.2.4)
Cálculo de Necessidades de ma e iais in eg ado (secção 5.3.4)
Maio au oma ização na Ge ação de O dens de Fab ico (secção 5.3.2)
Planeamen o lexí el e escalá el, com decisões es a égicas mais
asse i as. Diminuição de e abalho, anspo e, mo imen o, e abalho,
empo de espe a e de ei os (secção 6.6)
P og amação da p odução limi a i o
(secção 4.2.5)
Maio au oma ização do p ocesso P og amação da p odução (secção 5.3.3)
Implemen ação das e amen as de p og amação da p odução, com
esul ado na edução de mo imen o, anspo e e e abalho (secção 6.7
e 6.8)
Execução e acompanhamen o da
p odução limi a i o (secção 4.2.6)
Maio au oma ização na execução da p odução (secção 5.3.5)
Maio isibilidade e acompanhamen o da p odução (secção 5.3.6)
Implemen ação de e amen as acompanhamen o da p odução com
impac o na diminuição de mo imen o e empo de espe a (secção 6.9)
Análise e con olo de desempenho
limi ado (secção 4.2.7)
Con olo e análise in eg ado e em empo eal (secção 5.3.7)
Maio isibilidade da o ganização, com impac o na edução de
mo imen o e e abalho (secção 6.10)
76
7. CONCLUSÕES
Nes e capí ulo, se ão ap esen adas as p incipais conclusões des e p oje o. Além disso, se á ap esen ado
o abalho u u o necessá io pa a sus en a os esul ados alcançados.
7.1 Conclusões Finais
O abalho desen ol ido nes a disse ação e e como obje i o a melho ia da o ganização e do
desempenho do sis ema p odu i o, com p incipal oco, nos sis emas de in o mação e da melho ia
con inua.
Inicialmen e, oi ealizado um es udo de alhado da emp esa e do seu sis ema p odu i o. Assim, começou-
se po es uda a o ganização de uma o ma mais ge al, com p incipal a enção nos p ocessos
adminis a i os e p odu i os, e as espe i as dependências in o macionais, mapeadas a a és do
le an amen o de alhado dos p ocessos. Pos e io men e, a u ilização de e amen as como os 5 Po quês
e o 4W1H, o am especialmen e impo an es pa a uma análise ap o undada dos p oblemas bem como
pa a a de inição de p io idades.
Com is o, iden i icou-se que a p incipal opo unidade es a a elacionada com a al a de in eg ação de
in o mação de uma o ma ge al, le ando à decisão conjun a com a ges ão de opo, de adqui i um
sis ema MES. O p ocesso de aquisição incluiu a o ganização e coo denação de euniões com
colabo ado es in e nos, an o em g upo como indi idualmen e, assim como com os consul o es ex e nos,
pa a assegu a uma comunicação e icaz e alinhamen o en e odas as pa es, de o ma a ga an i que a
solução escolhida a endesse às necessidades especí icas da emp esa.
Compa ando com a solução a ual, a ní el adminis a i o, espe am-se melho ias signi ica i as na ges ão
e ca a e ização dos a igos, iden i icada como uma das p incipais causas aiz, especialmen e de ido ao
sis ema de codi icação a ualmen e u ilizado. P ocessos como o de ges ão de encomendas ou a ges ão
de o dens de ab ico e ela am-se ine icazes, com e abalho excessi o e a e as sem alo ac escen ado,
onde a a és das melho ias suge idas se es imou uma economia em empo de abalho de 515,5
ho as/ano (5155,56€) e 454,1€/ano em consumí eis pa a a elabo ação de OF. E numa economia em
empo de abalho de 529,7 ho as/ano (5297,44€) e 773,3 €/ano em consumí eis, pa a a elabo ação
de O çamen os, o alizando assim uma economia o al de empo de abalho de 1045,2 ho as/ano
(10453€). Adicionalmen e, de e e i o complexo e pouco igo oso cálculo de necessidades ealizado

77
o almen e sem ecu so a nenhum ipo de ecnologia, com p incipal impac o no planeamen o e
p og amação da p odução.
A ní el es a égico, o am iden i icadas opo unidades de ido à al a de e amen as com in o mação pa a
o acompanhamen o da execução da p odução. Es e com p incipal impac o na ges ão e con olo de
desempenho dos ecu sos.
De o ma a aze uma implemen ação mais sua e e e icien e do MES, o am ealizadas in e namen e um
conjun o de a e as de modelação dos sis emas, com o obje i o de pe mi i que es e se in eg asse.
No caso do módulo do ERP da emp esa, pa a o a mazenamen o de dados dos a igos, es e ap esen a a
di e sas alhas. Pa a esol e es e p oblema, oi adap ada a écnica 5S’s pa a a modelação de uma
solução capaz de assegu a o p eenchimen o de odos os dados ele an es pa a as espe i as
e e ências. Além disso, o am c iados mecanismos
poka-yoke
pa a p e eni e os dos u ilizado es,
ga an indo assim que a in o mação es eja semp e a ualizada e con iá el. Com es a implemen ação,
o am iden i icadas melho ias, ao ní el quali a i o como p ecisão,
comple eness
, consis ência,
exclusi idade, alidade e a ualidade dos dados.
Rela i amen e ao p ocesso de encomendas, es e se á impac ado p incipalmen e pela implemen ação da
solução de o çamen ação, onde já é possí el iden i ica an agens, com a in eg ação de dados e
consequen e au oma ização de a e as. Além disso, a capacidade de a mazenamen o de oda a
in o mação, pe mi i á ob e uma base de dados mais obus a, com di e sas an agens p incipalmen e
de longo p azo.
Quan o à disponibilização po pa e da solução de um módulo de cálculo de necessidades, espe am-se
com is o melho ias ao ní el do planeamen o e p og amação da p odução.
Adicionalmen e, com o aumen o do olume de dados es u u ados, espe a-se que a emp esa enha uma
maio capacidade de ado a no as e amen as de ges ão.
Em conclusão, o abalho ealizado alcançou com sucesso os obje i os es abelecidos no início des e
p oje o, p opo cionando à emp esa uma in aes u u a o ganizacional mais e icien e, baseada em
in o mações p ecisas e acessí eis no momen o e local adequados, com uma implemen ação mais sua e
e e icien e do VMPPlan. Os esul ados demons am a anços em p odu i idade, e icácia ope acional e
edução de cus os, e o çando a impo ância da abo dagem Lean no ambien e adminis a i o e p odu i o.
A pa icipação nes e p oje o oi undamen al pa a a minha o mação p o issional, o e ecendo uma
78
expe iência aliosa e consolidando o meu desen ol imen o écnico em ambien es complexos e de
melho ia con ínua.
7.2 T abalho u u o
G ande pa e des e p oje o concen ou-se na ase de modelação e planeamen o das melho ias do sis ema
MES com p incípios Lean. Assim, o abalho u u o de e oca -se na implemen ação e e i a des as
soluções e na a aliação do seu impac o eal.
Com a ins alação de no os senso es de moni o ização de p odução, a emp esa e á uma base mais
sólida pa a in eg a dados em empo eal no MES, pe mi indo uma ges ão de p odução mais p ecisa e
p oa i a.
Além disso, a pa icipação em p oje os de colabo ação com uni e sidades, como o já iniciado com alunos
do Mes ado em Engenha ia e Ges ão de Ope ações da Uni e sidade do Minho, con inua á a p omo e
a aplicação p á ica de me odologias Lean e ou as ino ações ope acionais.
Po im, explo a e amen as de eedback pa a melho ia con ínua e desen ol e indicado es de qualidade
dos dados e o ça á a iabilidade das decisões e supo a á uma cul u a de ino ação e e iciência.
79
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