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Adoção de práticas lean para a melhoria de desempenho no centro de testes e avaliação de uma empresa de produção de pneus

Author: Silva, Ana Mafalda Silva Carvalho Ribeiro da
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/c6eaa176-beef-47c9-9352-9001c010edc1/download
Ab il 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ana Ma alda Sil a Ca alho Ribei o da Sil a
Adoção de p á icas
Lean
pa a a melho ia de
desempenho no Cen o de Tes es e
A aliação de uma emp esa de p odução de
pneus
Ab il 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ana Ma alda Sil a Ca alho Ribei o da Sil a
Adoção de p á icas
Lean
pa a a melho ia
de desempenho no Cen o de Tes es e
A aliação de uma emp esa de p odução
de pneus
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão
Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Rui Manuel Al es da Sil a Sousa
P o esso a Dou o a Ana So ia de Pin o Colim
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
i
AGRADECIMENTOS
Chega ao im des a e apa é a conc e ização de um pe cu so cheio de desa ios, ap endizagens e
c escimen o pessoal. Nada dis o e ia sido possí el sem o apoio e dedicação de an as pessoas especiais,
às quais exp esso o meu mais since o ag adecimen o.
À Con inen al Mabo , ag adeço pela opo unidade de desen ol e es e p oje o, em especial ao Engenhei o
Mu ilo Nascimen o, pela con iança deposi ada e pela cons an e disponibilidade semp e que eu
necessi a a de ajuda.
Aos meus o ien ado es, pela paciência, o ien ação e conselhos demons ados ao longo de oda a
ealização des a disse ação.
A odos os meus colegas do Cen o de Tes e e A aliação, que o na am es e pe cu so mais en iquecedo .
Um ag adecimen o especial à Ma ia Inês, Filipa, Cassand a e C is ina, que semp e me mo i a am e
ajuda am a ul apassa os momen os di íceis, mesmo sem o sabe em. Ao Luís po oda a paciência
demons ada, ao Ví o , Césa e Paulo, po es a em semp e disponí eis a ajuda , e ao Guilhe me, po
odas as incon á eis ga galhadas que p opo cionou.
Ao Luís, pelo ca inho e comp eensão, pelo apoio inabalá el e po se semp e a minha o ça. Ob igada
po caminha es ao meu lado nes a jo nada.
Ao João Mou a, pela amizade, pela paciência incansá el e pela gene osa disponibilidade ao longo des es
meses. Sem dú ida, a sua ajuda oi essencial.
Ao Gonçalo e ao Tiago, o melho que a uni e sidade me deu, pela cumplicidade em odos os momen os
e pela amizade que o nou es es anos mais le e. Ob igada po odas as a des passadas na biblio eca,
pelas ga galhadas pa ilhadas e po es a em lá.
Po im, mas nunca menos impo an e, à minha amília, o mais p o undo ag adecimen o. À minha
mad inha, pela ajuda e mo i ação cons an es. À minha ia I a, pelo apoio ines imá el no úl imo es o ço
des a disse ação. Aos meus pais e i mã, po es a em semp e ao meu lado, incen i ando-me a segui
em en e e nunca desis i . E, em especial, à minha mãe, que oi, sem dú ida, uma peça undamen al
nes a caminhada e sem a qual não e ia chegado a é aqui.
A odos, es a ei e e namen e g a a.
ii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho
.

iii
Adoção de p á icas Lean pa a a melho ia de desempenho no Cen o de Tes es e A aliação de uma
emp esa de p odução de pneus
RESUMO
Es e p oje o de disse ação, desen ol ido no âmbi o do Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial da
Escola de Engenha ia da Uni e sidade do Minho, oi ealizado no Cen o de Tes es e A aliação da
emp esa Con inen al Mabo , em Lousado. O abalho e e como obje i os o mapeamen o, análise e
melho ia do p ocesso de
shea og a ia
(inspeção não des u i a que pe mi e iden i ica zonas do pneu
com de ei os, a pa i de imagens ob idas numa máquina de ácuo), na o ganização do espaço,
no malização de p ocedimen os e edução de despe dícios, com o im de melho a o desempenho do
Cen o de Tes es e A aliação. Pa a a ingi esses obje i os, o am aplicadas me odologias
Lean,
de
Mapeamen o de P ocessos e Es udo do T abalho, seguindo uma abo dagem de In es igação-Ação.
Inicialmen e, ealizou-se uma análise de alhada do p ocesso de
shea og a ia
com e amen as como
Business P ocess Modeling No a ion (BPMN), Value S eam Mapping (VSM),
Supplie s, Inpu , P ocess,
Ou pu , Cus ome s
(SIPOC), e cálculo do
O e all Equipmen E ec i eness
(OEE), com um alo inicial de
62%. Iden i ica am-se ine iciências, como despe dícios e
layou s
inadequados, u ilizando o diag ama de
espa gue e pa a mapea os luxos. A eo ganização do
layou
esul ou numa edução de mo imen ações
e anspo es, aduzindo-se numa poupança anual de a é 13 dias de abalho.
Pa alelamen e, o es udo dos empos de e minou a necessidade de dois abalhado es po dia e
iden i icou que a máquina não se encon a a a es a na sua capacidade máxima, pe mi indo aumen a
o núme o de pneus es ados em 31,25%. P opos as adicionais incluí am a adap ação de ho á ios de
anspo e e a c iação de um plano de es es, eduzindo o in en á io máximo de dezasse e pa a doze
pale es e libe ando 14,6 m² de espaço, com uma poupança de 1460€/ano.
A o ganização oi melho ada com a implemen ação de 5S e ges ão isual, ele ando a pon uação de
audi o ia de 74% pa a 85% e eliminando mais de 120 kg de esíduos acumulados. Foi, ainda, p oje ada
uma á ea de a mazenamen o pa a e amen as,
spa es
e consumí eis, ge ida po um sis ema
Kanban.
Pa a supe a alhas na comunicação, o am in oduzidas euniões diá ias baseada na me odologia
Agile
e
empla es
de egis o, p omo endo anspa ência, edução de e os e maio colabo ação.
Pala as-cha e: 5S, Despe dício, Es udo de empos, Filoso ia
Lean,
Ges ão isual
i
Adop ion o Lean p ac ices o pe o mance imp o emen in he E alua ion and Tes Cen e o a i e
manu ac u ing company
ABSTRACT
This disse a ion p ojec , de eloped wi hin he scope o he Mas e ’s in Indus ial Enginee ing and
Managemen a he School o Enginee ing, Uni e si y o Minho, was conduc ed a he Con inen al Mabo
E alua ion and Tes Cen e in Lousado. The p ima y objec i es o his wo k we e he mapping, analysis,
and imp o emen o he shea og aphy p ocess (a non-des uc i e inspec ion echnique used o iden i y
de ec i e a eas in i es h ough images ob ained om a acuum machine), he o ganiza ion o he
wo kspace, he s anda diza ion o p ocedu es, and he educ ion o was e, wi h he aim o enhancing he
pe o mance o he Tes ing and E alua ion Cen e . To accomplish hese objec i es, Lean me hodologies,
P ocess Mapping, and Wo k S udy echniques we e employed, adop ing an Ac ion Resea ch app oach.
Ini ially, a de ailed p ocess analysis was conduc ed using ools such as Business P ocess Modeling
No a ion (BPMN), Value S eam Mapping (VSM),
Supplie s, Inpu , P ocess, Ou pu , Cus ome s
(SIPOC),
and calcula ion o O e all Equipmen E ec i eness (OEE), wi h an ini ial alue o 62%. Ine iciencies such
as was e and inadequa e layou s we e iden i ied, and spaghe i diag ams we e used o map he lows. A
layou eo ganiza ion esul ed in a educ ion in mo emen s and anspo s, ansla ing in o annual sa ings
o up o 13 wo kdays.
Simul aneously, he ime s udy de e mined he need o wo ope a o s pe day and e ealed ha he
machine was no ope a ing a i s maximum capaci y, enabling a 31.25% inc ease in he numbe o i es
es ed. Addi ional p oposals included adap ing anspo a ion schedules and c ea ing a es ing plan, which
educed he maximum in en o y om se en een o wel e palle s, eeing up 14.6 m² o space, and
gene a ing sa ings o €1460 pe yea .
O ganiza ion was imp o ed h ough he implemen a ion o 5S, aising he audi sco e om 74% o 85%
and elimina ing o e 120 kg o accumula ed was e. A s o age a ea o ools, spa es, and consumables
was also designed and managed using a Kanban sys em.
To add ess communica ion gaps, daily mee ings based on he Agile me hodology and s anda dized
eco ding empla es we e in oduced, p omo ing anspa ency, e o educ ion, and enhanced
collabo a ion.
Keywo ds: 5S, Lean Philosophy, Time s udy, Visual managemen , Was e
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS .............................................................................................................................. i
RESUMO ............................................................................................................................................ iii
ABSTRACT ......................................................................................................................................... i
ÍNDICE ................................................................................................................................................
ÍNDICE DE FIGURAS ............................................................................................................................ x
ÍNDICE DE TABELAS ......................................................................................................................... xii
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS ............................................................................. xiii
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 1
1.1. Enquad amen o ...................................................................................................................... 1
1.2. Obje i os ................................................................................................................................. 2
1.3. Me odologia de in es igação .................................................................................................... 3
1.4. Es u u a da disse ação .......................................................................................................... 4
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................................ 5
2.1. Filoso ia
Lean
.......................................................................................................................... 5
2.1.1. O igem e enquad amen o .................................................................................................... 5
2.1.2.
Toyo a P oduc ion Sys em
e os seus pila es ......................................................................... 6
2.1.3. P incípios
Lean Thinking
...................................................................................................... 8
2.1.4. Classes de despe dícios .................................................................................................... 10
2.2. Fe amen as de melho ia usadas em con ex o
Lean
.............................................................. 12
2.2.1. P og ama 5S ..................................................................................................................... 12
2.2.2. Ges ão isual ..................................................................................................................... 13
2.2.3. T abalho no malizado ........................................................................................................ 14
2.2.4.
O e all Equipmen E ec i eness
........................................................................................ 15
2.2.5. Diag ama de Espa gue e ................................................................................................... 17
2.3. Mapeamen o de P ocessos ................................................................................................... 17
i
2.3.1.
BPM No a ion
.................................................................................................................... 18
2.3.2. SIPOC ............................................................................................................................... 19
2.3.3.
Value S eam Mapping
...................................................................................................... 20
2.4. Es udo do abalho ................................................................................................................ 22
2.4.1. Es udo dos Mé odos .......................................................................................................... 23
2.4.2. Medida do abalho ........................................................................................................... 24
3. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ................................................................................................. 26
3.1. His ó ia da Con inen al AG .................................................................................................... 26
3.2. His ó ia da Con inen al Mabo ............................................................................................... 27
3.3. Polí ica da emp esa............................................................................................................... 28
3.4. Cen o de Tes es e A aliação ................................................................................................. 30
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL ............................................................. 32
4.1. Desc ição da si uação a ual ................................................................................................... 32
4.1.1. Ap esen ação do uncionamen o do Cen o de Tes es e A aliação ...................................... 32
4.1.2. Desc ição do P ocesso de
shea og a ia
.............................................................................. 32
4.1.3. Mapeamen o de al o ní el do P ocesso de
shea og a ia
(SIPOC) ......................................... 36
4.2. Análise c í ica da si uação inicial e iden i icação de p oblemas ............................................... 37
4.2.1. P ocesso de
shea og a ia
.................................................................................................. 37
4.2.1.1. Inexis ência de egis o de empos .................................................................................. 37
4.2.1.2. Desc ição do luxo de alo ............................................................................................ 37
4.2.1.3. Desc ição da e iciência da máquina ............................................................................... 40
4.2.1.4. Núme o de a i idades sem alo ac escen ado ............................................................... 43
4.2.1.5.
Layou
da máquina de
shea og a ia
............................................................................... 46
4.2.1.6. In en á io de
inbound
e
ou bound
.................................................................................. 47
4.2.2. Cen o de Tes es e A aliação ............................................................................................. 49
4.2.2.1. O ganização e ges ão isual ........................................................................................... 49
xiii
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
AGRO – Ag ícola
AMM – Análise Mul imomen o
AR – A i idade de e e ência
BPD –
Bussiness P ocess Diag am
BPM –
Business P ocess Modeling
BPMN –
Business P ocess Modeling No a ion
CPC
– Con i P essu e Check
CST –
Comme cial and Special y Ti es
DOT –
Depa men o T anspo a ion
EPI – Equipamen os de p o eção indi idual
FA – Fa o de a i idade
IV – Iden i icação e Validação
JIT –
Jus -in-Time
KPI –
Key Pe o mance Indica o
NOK – Não OK
OEE –
O e all Equipmen E ec i eness
OSS –
O Se ial Side
OTR –
O he oad
PE – Pon o de encomenda
PoMS –
P ocess o ien ed Managemen Sys em
RVA – Rácio de alo ac escen ado
SIPOC –
Supplie s, Inpu , P ocess, Ou pu , Cus ome s
SS –
Se ial Side
TA – Tempo de a a essamen o
TN – Tempo no malizado
TO – Tempo obse ado
TP – Tempo Pad ão
TPM –
To al P oduc i e Main enance

xi
TPS –
Toyo a P oduc ion Sys em
UC – Unidade de ca ga
VA – Valo ac escen ado
VNA – Valo não ac escen ado
VSM –
Value S eam Mapping
WC –
Wo k cen e
WIP –
Wo k in P og ess
1
1. INTRODUÇÃO
A p esen e disse ação oi desen ol ida no âmbi o do mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial da
Uni e sidade do Minho, endo sido ealizada na emp esa Con inen al Mabo , si uada em Lousado,
Po ugal.
Nes e capí ulo é ap esen ado o enquad amen o da disse ação, bem como os obje i os do p esen e
p oje o. É ambém ap esen ada a me odologia de in es igação ado ada e a es u u a da disse ação.
1.1. Enquad amen o
No século XXI as emp esas o am con on adas com o aumen o das exigências po pa e dos clien es
quan o a p oduzi em p odu os e se iços ino ado es com qualidade, eduzindo o despe dício, com um
meno cus o e num cu o pe íodo de empo (Jas i & Kodali, 2014).
Algumas emp esas en en a am desa ios p o enien es da al a de comp eensão em elação às al e ações
na men alidade dos clien es e nas p á icas de cus os, pelo que se o nou necessá io eco e em a no as
e amen as e mé odos pa a con inua a p og edi dian e do cená io des e no o me cado. Pa a supe a
essa si uação e se o na em mais luc a i as, mui as emp esas ado a am o pa adigma
Lean
(Bhamu &
Sangwan, 2014). Es a abo dagem e e como g ande impulsionado o p incipal esponsá el pelo
Toyo a
P oduc ion Sys em
(TPS), Taiichi Ohno (Ohno, 1988).
Em 1990, Womack, Jones e Roos no li o “
The Machine ha Changed he Wo ld
” di ulgam amplamen e
o concei o
Lean
,
pa indo do es udo do modelo TPS
e con apondo-o com o modelo de p odução em
massa que e a dominan e na época. E idenciando, ambém, como a iloso ia
Lean
pode se aplicada
em á ias indús ias em odo o mundo (Womack e al., 1990).
O
Lean
ga an e a e iciência e a edução dos cus os a a és da acionalização de ecu sos e eliminação
de a i idades que não ag egam alo e de despe dícios. Es es despe dícios o am classi icados po Ohno
em se e ca ego ias, p odução excessi a, espe as, anspo es, p ocessamen o excessi o, in en á io,
mo imen os e de ei os, endo sido, pos e io men e, iden i icado um oi a o despe dício, o não
ap o ei amen o do po encial humano (Womack & Jones, 2003).
Os cinco p incípios pa a co e a implemen ação do
Lean
são iden i ica alo , iden i ica luxo de alo ,
c ia luxo con ínuo, implemen a p odução puxada pelo clien e e p ocu a cons an emen e a pe eição
(Womack & Jones, 2003).
2
A indús ia au omó el ca ac e iza-se po um ambien e compe i i o e em indo a en en a desa ios,
como a necessidade de eduzi cus os, melho a a qualidade dos p odu os e esponde apidamen e às
mudanças da p ocu a do me cado. Com o in ui o de supe a es es desa ios, e pa a pe manece em
compe i i as e sus en á eis, as emp esas êm indo a in es i na melho ia con ínua dos seus p ocessos
p odu i os, u ilizando os p incípios e e amen as de apoio ao pensamen o
Lean.
O p esen e p oje o de disse ação, ealizado num Cen o de Tes es e A aliação da Con inen al, oca-se
na melho ia do p ocesso de es agem de pneus a a és da u ilização da máquina de
shea og a ia
,
aplicando concei os e e amen as
Lean,
de Mapeamen o de P ocessos e de Es udo de T abalho. O
p oje o isa ambém a implemen ação de um sis ema de a mazenamen o dos componen es necessá ios
à es agem dos pneus aplicando o p og ama 5S e Ges ão Visual. Fo am, ainda, implemen adas
me odologias de o ma a melho a a comunicação en e a equipa.
Es e p oje o p e ende con ibui pa a a melho ia do p ocesso p odu i o do Cen o de Tes es e A aliação
da Con inen al, es abelecendo uma base pa a a melho ia con ínua.
1.2. Obje i os
O obje i o ge al des a disse ação é melho a o desempenho do Cen o de Tes es e A aliação da
Con inen al. Pa a alcança es e p opósi o, um dos obje i os é de e mina o núme o de abalhado es
necessá ios pa a sa is aze a p ocu a diá ia do Cen o de Tes es e A aliação e p opo um no o
layou
do mesmo. P e ende-se diminui os despe dícios, elacionados com as classes de mo imen ação e
anspo e, de o ma a melho a a e iciência elacionada com a u ilização da mão de ob a. Pa alelamen e
p ocu a-se melho a o luxo p odu i o e diminui a a iabilidade nos p ocessos.
A no malização dos p ocedimen os é igualmen e um dos obje i os a alcança a a és da aplicação de
e amen as de ges ão isual, bem como a u ilização de e amen as associadas à me odologia
Agile
,
com is a a melho a a comunicação e a colabo ação en e u nos e equipa.
Po im, ou o obje i o, consis e em de ini e implemen a uma no a á ea de a mazenamen o dos
componen es necessá ios à p odução, ge ida po
Kanbans
.
3
1.3. Me odologia de in es igação
O p imei o passo pa a a esc i a da disse ação passa po ealiza uma pesquisa c i e iosa em di e sas
on es bibliog á icas incluindo a igos cien í icos, li os, eses e ela ó ios, en e ou os, sob e
Lean
Thinking
, os seus p incípios e as écnicas e e amen as que mais se adequam pa a o p oje o em es udo.
Após essa pesquisa, ealiza-se um le an amen o das in o mações conside adas impo an es pa a
amplia o conhecimen o sob e o ema, pe mi indo uma explo ação mais de alhada du an e o p oje o.
Em simul âneo, é ado ada uma me odologia de
Ac ion-Resea ch
. Es e mé odo u iliza uma abo dagem
cien í ica pa a es uda a esolução de p oblemas com o en ol imen o di e o en e o in es igado e os
memb os da o ganização que lidam di e amen e com es es p oblemas.
Es a me odologia é um p ocesso cíclico, que ap esen a os seguin es passos:
− Recolhe in o mação – A ecolha de in o mação é ealizada a a és do en ol imen o a i o no dia
a dia dos p ocessos o ganizacionais elacionados com o p oje o. A ecolha é ei a a a és da
obse ação das equipas a abalha e a esol e p oblemas e ambém a a és das in e enções
que são ealizadas com o a anço do p oje o.
− Ob e
eedback
da in o mação – Depois de ecolhida a in o mação, es a é disponibilizada pa a
p ossegui pa a análise.
− Analisa a in o mação – Es e passo é colabo a i o, é ealizado conjun amen e com o clien e,
uma ez que o clien e conhece melho a o ganização, sabe o que pode á esul a e i á le a a
cabo a implemen ação do plano de ação.
− Planea ação co e i a – É ambém um passo colabo a i o, onde é ealizado o plano de ação.
− Implemen a plano de ação – O clien e implemen a o plano ealizado. São ei as as mudanças
desejadas e o plano é seguido em colabo ação com pessoas cha e da o ganização.
− A alia esul ados – En ol e a e lexão dos esul ados do plano de ação, an o os desejados
como os indesejados e é ealizada uma e isão do p ocesso de o ma que o p óximo ciclo possa
bene icia des a expe iência.
O
Ac ion-Resea ch
é uma pesquisa con inua com ação. O obje i o é o na essa ação mais e icaz
enquan o simul aneamen e se cons ói o conhecimen o cien í ico. (Coughlan & Coghlan, 2002).
4
1.4. Es u u a da disse ação
A p esen e disse ação é compos a po se e capí ulos. No p imei o capí ulo encon a-se a in odução do
p oje o, onde são ap esen ados a mo i ação pa a a ealização do mesmo, bem como os obje i os e a
me odologia a segui . No segundo capí ulo, é ealizada uma e isão bibliog á ica sob e emas e concei os
abo dados ao longo da disse ação, e que se em de base ao ema do p oblema p opos o. São ambém
analisadas as á ias me odologias associadas ao
Lean Thinking
, e o es udo do abalho. No e cei o
capí ulo, é ap esen ada a emp esa onde o p oje o oi desen ol ido, assim como, os seus p ocessos. No
qua o capí ulo, é ealizada uma análise mais po meno izada do p ocesso de abalho a ual do Cen o
de Tes es e A aliação, que a a és do mapeamen o simples do p ocesso, com ecu so à no ação BPMN,
que a a és do Mapeamen o da Cadeia de Valo (VSM), e ainda a a és da aplicação de e amen as de
diagnós ico, como o
O e all Equipmen E ec i eness
(OEE).
Seguidamen e, as ações de melho ia são ap esen adas no quin o capí ulo. Nes e capí ulo são desc i as
as p opos as conside adas impo an es e con o mes com as necessidades das si uações des acadas na
análise c í ica. No sex o capí ulo, é ap esen ada uma análise e discussão dos esul ados, an o dos
implemen ados como dos es imados, que se de em a não e sido possí el a implemen ação das
melho ias p opos as po mo i os ex e nos ao âmbi o des e p oje o, e é ambém ap esen ada a
compa ação com es ado inicial e as melho ias p o enien es da aplicação do p oje o. Po im, o sé imo
capí ulo ap esen a as conside ações inais e suges ões de abalho u u o.

5
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Nes e capí ulo ap esen a-se a e isão bibliog á ica sob e os p incipais concei os eó icos que supo am
es a disse ação. Inicialmen e, é abo dado o concei o de Filoso ia
Lean
, a sua o igem enquad amen o,
e, ainda, o concei o de
Toyo a P oduc ion Sys em
(TPS). Seguidamen e, são ap esen ados os p incípios
e as classes dos despe dícios da Filoso ia
Lean
e ambém e amen as de melho ia usadas nes e
con ex o. Po im, são abo dados emas de mapeamen o de p ocesso e es udo do abalho.
2.1. Filoso ia
Lean
2.1.1. O igem e enquad amen o
A o igem di undida do
Lean Thinking
emon a ao Sis ema de P odução da Toyo a e às nume osas
imi ações u ilizadas po ab ican es ao edo do mundo (Shah & Wa d, 2003).
O concei o de
Lean Thinking
e e a sua o igem no Japão após a segunda gue a mundial, quando os
ab ican es japoneses en en a am g ande escassez de ma e iais, ecu sos inancei os e humanos. Foi
cons a ado, po es es, que os ab ican es de au omó eis ame icanos, naquela época, supe a am em
ce ca de dez ezes o núme o de ab ico dos au omó eis japoneses. Assim, Kiichi o Toyoda, Shigeo
Shingo e Taiichi Ohno jun a am-se e c ia am um no o sis ema disciplinado e o ien ado pa a p ocessos.
Es e sis ema, designado po
Toyo a P oduc ion Sys em
, inha como obje i o iden i ica as p incipais
on es de despe dício e eliminá-las (Abdulmalek & Rajgopal, 2007). A Toyo a passou, en ão, a p oduzi
au omó eis com menos in en á io, menos es o ço humano, in es imen os e de ei os e, ao mesmo
empo, in oduziu uma a iedade c escen e e ampliada de p odu os (Bhamu & Sangwan, 2014).
Em 1996, James Womack e Daniel Jones usam pela p imei a ez a designação
Lean Thinking
. Es e
e mo e e e-se à iloso ia de lide ança e ges ão cujo obje i o é a sis emá ica eliminação do despe dício
e a c iação de alo (Pin o, 2009).
Segundo Hines e al. (2004) a di e ença en e
Lean Thinking,
ní el es a égico/ ilosó ico, e
Lean
P oduc ion,
ní el ope acional/ écnico, é c ucial pa a comp eende o
Lean
como um odo, pe mi indo
assim a aplicação das e amen as e es a égias mais adequadas pa a o nece alo ao clien e. Há, no
en an o, um consenso gene alizado de que ado a uma abo dagem
Lean
é mais an ajoso.
O
Lean
é ge almen e desc i o a pa i de dois pon os de is a:
− De uma pe spe i a ilosó ica que se encon a elacionada com os p incípios o ien ado es e as
me as ab angen es. O e mo
Lean
e e e-se a um sis ema que u iliza menos, em e mos de
6
odos os inpu s, que isa ob e os mesmos esul ados p oduzidos po um sis ema adicional de
p odução em massa, ao mesmo empo que o e ece maio a iedade pa a o clien e inal
(Womack & Jones, 2003).
Lean
é um p ocesso dinâmico de mudança impulsionado po um
conjun o sis emá ico de p incípios e melho es p á icas ol ados pa a a melho ia con ínua. O
Lean
combina as melho es ca ac e ís icas an o da p odução em massa como da p odução
a esanal (Womack e al., 1990).
− De uma pe spe i a p á ica, como um conjun o de p á icas de ges ão, e amen as ou écnicas
que podem se obse adas di e amen e,
Lean
pode, ambém, se de inido como uma
abo dagem pa a en ega o máximo alo ao clien e, eliminando despe dícios po meio de
p ocessos e en ol imen o e icaz dos abalhado es no p ocesso de p odução. O
Lean
o nou-se
um sis ema in eg ado compos o po elemen os al amen e in e - elacionados e uma ampla
a iedade de p á icas de ges ão, incluindo
Jus -in-Time
(JIT), sis emas de qualidade, equipas de
abalho,
cellula manu ac u ing
, en e ou os (Shah & Wa d, 2003).
Shah & Wa d (2003) de endem que
Lean
não pode se de inido a a és de um único concei o. Que não
é apenas ca ac e izado pelos seus p incípios o ien ado es, eliminação de despe dícios ou melho ia
con ínua, nem pelos seus componen es subjacen es como o Jus -in- ime (JIT), p odução puxada
, Kanban
ou en ol imen o dos abalhado es, o
Lean
é um concei o mul i ace ado. Es e concei o ab ange
ca ac e ís icas ilosó icas que mui as ezes são di íceis de medi di e amen e e ela i amen e às
e amen as que são u ilizadas pa a medi a sua aplicação, mesmo quando associadas a um único
componen e, o necem apoio mú uo a ou os componen es.
A implemen ação do
Lean
az bene ícios quan i a i os como a melho ia do
lead ime
, do empo de
p ocessamen o, do empo de ciclo, do empo de
se up
, do in en á io, de ei os e exceden es e
capacidade ge al dos equipamen os. T az ambém bene ícios quali a i os, incluindo, a melho ia da
segu ança, a melho ia da mo al dos abalhado es, da e icácia de comunicação, da sa is ação com o
abalho e omadas de decisão em equipa (Bhamu & Sangwan, 2014).
2.1.2.
Toyo a P oduc ion Sys em
e os seus pila es
Como e e ido an e io men e, o TPS é uma iloso ia de p odução desen ol ida no Japão no pe íodo pós-
Segunda Gue a Mundial, endo passado po um p ocesso de e olução con ínuo den o da Toyo a ao
longo de á ias décadas. Es e sis ema é amplamen e conhecido como exemplo de aplicação de
7
p ocessos
Lean,
sendo consolidado como um modelo de p odução compe i i a a ní el mundial (Like &
Mo gan, 2006).
O TPS não é me amen e um conjun o de e amen as que esul am em ope ações mais e icien es, mas
sim um sis ema de p odução so is icado no qual odas as pa es con ibuem pa a um odo. O TPS
concen a-se em apoia e incen i a as pessoas a p omo e a melho ia con ínua dos p ocessos nos quais
es ão en ol idos (Like , 2004).
Os undamen os eó icos e p á icas que sus en am o TPS são ep esen ados no modelo conhecido como
Casa TPS (Figu a 1) que se o nou um ícone cul u al no campo da p odução. O obje i o é demons a
que o TPS ope a de o ma e icaz apenas quando odas as pa es abalham em conjun o (Like & Mo gan,
2006). A Casa TPS é ep esen ada na o ma de uma casa, pois é um sis ema es u u al. Des a o ma,
p e ende-se demos a que a casa é o e se odas as pa es en ol idas, elhado, pila es e undação,
o em o es e que um elo aco i á en aquece o sis ema (Like , 2004).
A Casa TPS es á es u u ada em ês componen es p incipais: as undações, na pa e in e io , os pila es,
no meio, que ep esen am as a i idades p incipais e, o opo do elhado que ilus a os obje i os do sis ema
de p odução Toyo a, como podemos e i ica na Figu a 1 (F i ze, 2016).
Os obje i os do TPS es ão ep esen ados no elhado da casa, e são a melho ia da qualidade, edução
de cus os e diminuição do empo de en ega, ob enção de mais segu ança e mo i ação dos
abalhado es. A eliminação de odos os ipos de despe dício e le e-se na melho ia do luxo p odu i o,
pe mi indo alcança es es obje i os (Like & Mo gan, 2006).
A eliminação de despe dícios é sus en ada po dois pila es essenciais:
Jus -in-Time
e
Jidoka
. O p imei o
pila , a p odução JIT, em como obje i o assegu a a disponibilidade dos componen es e ma e iais
Figu a 1 - Casa TPS ( e i ado de Like and Mo gan (2006))
8
adequados, no local exa o, na quan idade co e a e no momen o ce o. Median e um luxo con ínuo de
ma e iais e in o mações, aliado à edução dos ní eis de in en á io ao longo da cadeia de alo , p e ende-
se uma p odução al amen e o ien ada pa a o me cado e pa a as necessidades do clien e (F i ze, 2016).
O segundo pila ,
Jidoka
, ambém conhecido como
au onoma ion
, é um concei o mais complexo e menos
conhecido. Es e concei o en ol e a u ilização de máquinas in eligen es capazes de iden i ica de ei os na
p odução, in e ompendo o p ocesso e des acando as causas do p oblema de o ma que sejam
esol idos num cu o pe íodo de empo. O obje i o é in e ompe o p oblema na o igem, de o ma a
impedi a p opagação do de ei o ao longo de odo o p ocesso (Like & Mo gan, 2006), des a o ma é
possí el, median e a eliminação da causa aiz dos de ei os, alcança uma melho ia na qualidade (F i ze,
2016).
Pa a possibili a a implemen ação dos sis emas JIT e ga an i que o sis ema es eja cons an emen e
ajus ado pa a a co eção de p oblemas, é essencial que a undação da casa o e eça es abilidade ge al
(Like & Mo gan, 2006).
Heijunka
, signi ica ni elamen o, isa ni ela a p odução em e mos de olume
e a iedade, pe mi indo man e um in en á io mínimo e ga an i um sis ema es á el. Além disso, ou as
iloso ias podem se adicionadas à undação, como o espei o pelas pessoas. A eliminação de
despe dícios não de e esul a na c iação de p á icas s essan es e insegu as pa a os abalhado es
(Like , 2004).
No cen o da casa encon am-se as pessoas, com o obje i o de p omo e a melho ia con ínua e alcança
a es abilidade necessá ia nas ope ações. Essas pessoas de em se capazes de iden i ica despe dícios
e esol e p oblemas, assegu ando que a esolução oco a no local onde os p oblemas su gem,
ques ionando-se equen emen e qual a causa do p oblema (Like , 2004).
2.1.3. P incípios
Lean Thinking
Os p incípios são linhas o ien ado as que êm o obje i o de modela em os compo amen os e de
ajuda em a seleciona as soluções e e amen as que melho se alinham com a iloso ia da emp esa
(Ca alho & Sousa, 2021).
Os p incípios bases da iloso ia
Lean
, e e idos an e io men e são: a iden i icação do alo pa a o clien e,
a iden i icação do luxo de alo , a c iação de luxo con ínuo da p odução, a implemen ação da p odução
puxada e a p ocu a da pe eição, eduzindo a ze o odas as o mas de despe dício no sis ema de
p odução (Hines e al., 2004). De seguida, são ap esen ados os p incípios
Lean
, acompanhados da sua
espe i a desc ição.
15
2.2.4.
O e all Equipmen E ec i eness
Os
Key Pe o mance Indica o s
(KPI), Indicado es-Cha e de Desempenho, são e amen as mode nas
que pe mi em man e um ní el ele ado do desempenho da p odução (Kaganski e al., 2017), sendo
u ilizadas pa a moni o iza es e mesmo desempenho e melho ias aplicadas ao p ocesso (Lindbe g e al.,
2015).
Os KPI são mé icas que auxiliam na ges ão de p ocessos e de em se adap adas às necessidades de
cada emp esa (Kaganski e al., 2017), e le indo os obje i os es a égicos da mesma (Aals , 2013). Es as
medições de em se ealizadas em empo eal (Kaganski e al., 2017), o necendo in o mações sob e o
desempenho de di e en es á eas como, ene gia, ma é ia-p ima, con olo e ope ação, manu enção,
planeamen o e p og amação, qualidade do p odu o, s ocks, segu ança, en e ou as (Lindbe g e al.,
2015).
Os di e en es KPI pe mi em iden i ica ga galos nos p ocessos, a alia a e iciência dos abalhado es e
capacidades das máquinas, de ini me as mais ele adas e de e mina como alcançá-las. Es e p ocesso
é iabilizado a a és da moni o ização e acompanhamen o con ínuo dos indicado es. É ambém possí el
iden i ica p oblemas de desempenho do p ocesso e de ini os passos pa a a esolução dos mesmos,
a a és da compa ação da si uação a ual com as me as de inidas pela emp esa (Kaganski e al., 2017).
O OEE, em po uguês E icácia Ge al dos Equipamen os, su giu com o
To al P oduc i e Main enance
(
TPM), pelas mãos do Seiichi Nakajima, como écnica de medição que pe mi e isola os p oblemas e
iden i ica po enciais p oje os de melho ia (Nakajima, 1988). O OEE é um indicado que a alia o
desempenho dos equipamen os e o nece in o mações essenciais pa a a melho ia da p odu i idade
(Oli ei a e al., 2017).
Segundo Nakajima (1988), o OEE é calculado com base em ês a o es: disponibilidade, elocidade e
qualidade, como podemos e i ica na equação:
𝑂𝐸𝐸=𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 × 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 × 𝑄𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒
A disponibilidade do equipamen o é calculada na equação seguin e, a a és do ácio en e a quan idade
de empo que a e amen a é capaz de p oduzi p odu os de qualidade e o empo o al que ela pode ia
es a a unciona .

16
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒=𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑢𝑟𝑛𝑜 − 𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠 − 𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑛ã𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑢𝑟𝑛𝑜− 𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠
Rela i amen e à elocidade, es a é dada pelo ácio en e o empo de u ilização da máquina e a
quan idade de empo que a e amen a é capaz de p oduzi :
𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒= 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑖𝑑𝑒𝑎𝑙× 𝑃𝑒ç𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑎𝑠
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑢𝑟𝑛𝑜− 𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠− 𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑛ã𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠
Po sua ez, a qualidade calcula a pe cen agem de peças p oduzidas com qualidade, a a és da
equação:
𝑄𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒=𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑠𝑒𝑚 𝑑𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜𝑠
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜𝑠
De aco do com Nakajima (1988), a e icácia dos equipamen os é limi ada po seis ipos de pe das. Na
Tabela 1 es ão ep esen adas es e ipo de pe das.
Tabela 1 - Tipo de pe das OEE
Tipo de pe das
OEE
As 6 g andes
pe das
Exemplos
Disponibilidade
A a ias
Falhas nas e amen as e equipamen os; Manu enção não
planeada; A a ias.
Mudanças de
e amen as e
a inações
Mudança de e amen as; P epa ação de máquinas; Fal as de
ma e ial e abalhado ; A anque do equipamen o.
Velocidade
Pequenas Pa agens
Obs ução no luxo do p odu o; Enc a amen o de
componen es; Falhas na alimen ação; Senso es bloqueados;
Limpezas ou e i icações.
Velocidade eduzida
P odução de o ma g ossei a; Cadência abaixo da capacidade
da máquina; Equipamen o com desgas e; Ine iciência do
abalhado .
Qualidade
Rejeições du an e o
a anque
Suca a; De ei os ecupe á eis; Obsolescência; Mon agem
inco e a.
Rejeições na
p odução
Suca a; De ei os ecupe á eis; Obsolescência; Mon agem
inco e a.
17
O OEE pode se u ilizado como um indicado da iabilidade da ede de p odução. Uma compa ação en e
as medidas de OEE espe adas e a uais o nece dados pa a melho a a polí ica de manu enção e
p omo e melho ias con ínuas no sis ema de p odução (Oli ei a e al., 2017).
2.2.5. Diag ama de Espa gue e
Pa a complemen a o mapeamen o da cadeia de alo , é con enien e a u ilização da e amen a
Diag ama de Espa gue e. Es e diag ama é uma ep esen ação g á ica do pe cu so ealizado po um
p odu o especí ico ao longo da cadeia de alo numa o ganização de p odução em massa. Es e nome
de i a da semelhança do aje o do p odu o com a apa ência de um p a o de espague e (Womack &
Jones, 2003). Ca alho & Sousa (2021) en a izam que o diag ama de espa gue e é c iado açando uma
linha na plan a de uma unidade de p odução pa a ep esen a as mo imen ações de um ou mais
abalhado es du an e um de e minado pe íodo de empo, endo como obje i o e i ica cla amen e a
incidência das mo imen ações.
Pa a Hines e al. (2002), es e diag ama é uma e amen a que ep esen a o luxo de in o mações e
a i idades ísicas den o de um ambien e de abalho. Es a e amen a ap esen a á ias an agens
signi ica i as. P opo ciona uma isualização cla a dos locais onde oco em as a i idades, da
complexidade do luxo e da ex ensão das deslocações ealizadas pelos p odu os, abalhado es e
in o mações. Des a o ma, pe mi e iden i ica e elimina mo imen os ine icien es, a a és da melho ia
dos p ocessos e da ede inição de
layou
, e possí eis ga galos no p ocesso (Hines e al., 2002).
2.3. Mapeamen o de P ocessos
Como e e ido an e io men e, a i idades conside adas despe dício de em se eliminadas. Uma o ma
de iden i ica es as a i idades é a a és da u ilização de e amen as de mapeamen o de p ocessos
(Ab eu e al., 2017).
As e amen as de mapeamen o de p ocessos pe mi em a ep esen ação o mal das a i idades
ealizadas numa o ganização, sendo amplamen e ado adas po analis as de negócios e ges o es com o
p opósi o de analisa , moni o iza e acionaliza o luxo de abalho (Ab eu e al., 2017).
As e amen as de mapeamen o de p ocessos p opo cionam uma isão ab angen e e es u u ada,
conside ando as p incipais a i idades ealizadas, as in e conexões, os luxos de in o mação e as
es ições exis en es. A ep esen ação g á ica do p ocesso pe mi e o nece uma comp eensão p ecisa
18
do mesmo, a análise do seu es ado a ual e iden i ica agilidades, pon os o es e opo unidades de
melho ia, des acando a di e ença en e a execução a ual do p ocesso e a sua e são ideal (Ab eu e al.,
2017).
Adicionalmen e, es as e amen as seguem uma abo dagem humana, ocada na iden i icação de
despe dícios e na iden i icação das a i idades que ag egam alo , cons i uindo uma base sólida pa a o
planeamen o e implemen ação de inicia i as de melho ia con ínua (Ab eu e al., 2017).
2.3.1.
BPM No a ion
Nos úl imos anos, iden i icou-se a necessidade de uma linguagem de modelação pa a p ocessos de
negócio que seja simul aneamen e exp essi a, o mal e pe ce í el pa a odos os u ilizado es. Nesse
sen ido, a
BPM No a ion - BPMN
, em po uguês No ação de Modelagem de P ocesso de Negócio,
consolidou-se como p incipal pad ão pa a linguagens de modelação de p ocessos de negócios e luxo
de abalho (Chinosi & T ombe a, 2012).
A BPMN oi desen ol ida com o obje i o de p opo ciona uma no ação pad ão à qual odos os en ol idos
i essem acesso, desde o analis a que c ia os p imei os esboços dos p ocessos, passando pelo écnico
esponsá el po implemen a as ações que a ão com que seja possí el execu a os p ocessos, a é aos
esponsá eis po ge i e moni o iza esses p ocessos (Whi e, 2004).
Segundo Mili e al. (2010), os p oponen es des a no ação p e i am que ês ipos de modelos de
p ocessos de negócios pode iam se ep esen ados pelo BPMN:
P ocessos de negócios p i ados
O modelo ep esen a p ocessos in e nos a uma o ganização. Podem se implemen ados po um sis ema
de ges ão de luxos de abalho.
P ocessos de negócios abs a os públicos
Es e modelo ep esen a pon os de in e ação en e um p ocesso in e no de uma o ganização e o mundo
ex e io . Também demos a como a in e ace pública de um p ocesso in e no é e idenciada pelas
mensagens que o iniciam, mos ando como o p ocesso se conec a e in e age com sis emas ex e nos
a a és dessas comunicações.
19
P ocessos de colabo ação
Rep esen a as in e ações en e duas ou mais o ganizações ou en idades de negócio, endo cada uma o
seu p óp io p ocesso in e no.
Com a BPMN, os p ocessos de negócios são ep esen ados em diag amas de p ocessos de negócios
(
Business P ocess Diag am
– BPD) que se baseiam em diag amas simples e amilia es pa a odos os
en ol idos como, po exemplo, o luxog ama. A u ilização da BPMN o ganiza os aspe os g á icos da
no ação em ca ego ias especí icas que possibili am desen ol e um mecanismo simples pa a c ia o
BPD e, ao mesmo empo, lida com a complexidade ine en e aos p ocessos de negócio (Whi e, 2004).
O esul ado é um conjun o de ca ego ias de no ação que acili a a iden i icação dos ipos básicos de
elemen os e a comp eensão do diag ama, embo a exis a a possibilidade de adiciona in o mações e
a iações, den o das ca ego ias básicas de elemen os, que pe mi em supo a os equisi os de
complexidade sem muda d as icamen e a apa ência básica do diag ama (Whi e, 2004). As qua o
ca ego ias básicas de elemen os encon am-se no Anexo 1.
2.3.2. SIPOC
O ac ónimo SIPOC p o ém dos e mos em inglês
Supplie s, Inpu s, P ocess, Ou pu s e Cus ome s
e é
uma e amen a que o nece o mapeamen o, a ní el mac o, do p ocesso e dos seus p incipais
componen es (S e ens, 1996).
O SIPOC é u ilizado pa a mapea e comp eende o luxo de um p ocesso, bem como de ini os seus
limi es e elemen os c í icos (Gup a, 2013). É uma e amen a e sá il que se oca no planeamen o de
melho ias de p ocessos, eco endo a me odologias associadas ao
Lean
e
ao
Lean
Six Sigma (Geo ge,
2003).
Pa a isso, é necessá io iden i ica cla amen e os seguin es elemen os:
−
Supplie s
(Fo necedo es) – o necem ecu sos necessá ios pa a o p ocesso, podem se
in e nos ou ex e nos à emp esa;
−
Inpu s
(En adas) –
odos os ecu sos u ilizados no p ocesso: ma e iais, in o mações, en e
ou os;
−
P ocess
(P ocesso) – as e apas mais ele an es do p ocesso que ans o mam en adas em
saídas;
−
Ou pu s
(Saídas) – Todos os p odu os, se iços ou in o mações ge ados pelo p ocesso;
20
−
Cus ome s
(Clien es) – Os clien es podem se in e nos ou ex e nos e são aqueles que ecebem
as saídas do p ocesso.
Pa a desen ol e es e diag ama SIPOC, é necessá io segui uma sequência. Segundo Pyzdek (2014),
inicialmen e, de ine-se o p ocesso mac o com qua o a seis momen os impo an es. Em seguida, analisa-
se o p ocesso e começa-se a p eenche o diag ama da di ei a pa a a esque da, começando po iden i ica
as saídas e clien es, seguido de e i ica as en adas necessá ias ao p ocesso pa a as saídas
p e endidas, e iden i ica os o necedo es das mesmas. O úl imo passo consis e na e isão do p ocesso.
U iliza o SIPOC jun amen e com e amen as de mapeamen o do p ocesso ap esen a algumas
an agens, ais como a melho ia da capacidade de oco nos equisi os do clien e, a iden i icação de
po enciais p oje os de melho ia e o o necimen o de uma linguagem comum den o da o ganização, de
modo a con ola , ge i e melho a p ocessos-cha e (Ma ques & Requeijo, 2009).
2.3.3.
Value S eam Mapping
O Mapeamen o do Fluxo de Valo (
Value S eam Mapping
- VSM) é uma e amen a
Lean
undamen al
(Lean En e p ise Ins i u e, 2022), desen ol ida po Ro he e Shook, que p opo ciona a isão ab angen e
do luxo de ma e ial ao longo da cadeia de alo , desde a aquisição da ma é ia-p ima a é à expedição do
p odu o inal (Oli ei a e al., 2017). O VSM (Figu a 4) é u ilizado pa a mapea e analisa a cadeia de
alo de um p odu o ou de uma amília de p odu os, iden i icando an o as a i idades que ag egam alo
quan o as que não ag egam alo do pon o de is a do clien e (Ab eu e al., 2017). Des a o ma, acili a
a iden i icação do despe dício e das suas causas, o nando possí el a sua eliminação sis emá ica (Ro he
& Shook, 2003).
Figu a 4 - VSM (adap ado de Lean En e p ise Ins i u e (2022))

21
Segundo Ro he & Shook (2003), o VSM é uma e amen a de lápis e papel, que possibili a a
comp eensão do luxo de ma e iais e in o mação ao longo de odo o p ocesso, em ez de se concen a
apenas em ope ações indi iduais.
En e as á ias an agens do VSM, des aca-se a iabilização da comunicação a a és de uma linguagem
comum pa a o p ocesso de p odução, a undamen ação pa a o desen ol imen o de um plano de ação
e iden i icação das e amen as
Lean
ap op iadas pa a a implemen ação do plano, bem como a
iden i icação das on es de despe dício. Além disso, o VSM e ela a elação en e o luxo de in o mação
e o luxo de ma e iais e de alha como a ope ação de e es a con igu ada pa a c ia luxo con ínuo (Ro he
& Shook, 2003).
Es a e amen a em qua o passos a segui :
1. Escolhe uma amília de p odu os: há a necessidade de iden i ica o p odu o ou a amília de
p odu os a es uda , uma ez que se ia bas an e complicado desenha o luxo de odos os
p odu os (Ro he & Shook, 2003);
2. Desenha o mapa do es ado a ual do p ocesso: iden i ica odas as a i idades en ol idas no luxo
de ma e iais e de in o mação do es ado a ual do p ocesso (Abdulmalek & Rajgopal, 2007);
3. Desenha o mapa do es ado u u o do p ocesso: desenha o mapa do es ado u u o do p ocesso,
a a és da iden i icação de despe dícios (
kaizen
bu s s) e opo unidades de melho ia
(Abdulmalek & Rajgopal, 2007);
4. De ini um plano de ação: Planea a implemen ação do plano de ação de o ma a se possí el
a ingi o es ado u u o do p ocesso (Ro he & Shook, 2003).
O mapa do es ado a ual em como obje i o ga an i que odas as pa es en ol idas no luxo de alo
comp eendam como cada e apa do p ocesso con ibui pa a a en ega de alo ao clien e, além de
iden i ica opo unidades de melho ia. O mapa do es ado u u o isa p opo ciona uma comp eensão
cla a de como o p ocesso unciona á uma ez implemen adas as melho ias p opos as (Lean En e p ise
Ins i u e, 2022).
Segundo Lean En e p ise Ins i u e (2022) , exis em qua o zonas do mapa de luxo de alo (Figu a 5),
nomeadamen e:
Fluxo de in o mação – encon a-se na p imei a linha e o ien a cada p ocesso sob e as ações a
execu a em seguida e o momen o adequado pa a a sua ealização;
22
Caixas do p ocesso – de seguida, as caixas de p ocesso ep esen am as e apas da en ega do p odu o
num luxo de alo , indicando cada á ea de luxo de ma e ial. Es e luxo é in e ompido semp e que os
p ocessos são desconec ados, pa ando as caixas do p ocesso;
Caixas de dados do p ocesso – de alham in o mações essenciais ao p ocesso e indicado es de
desempenho como, empo de ciclo, empos de pa agem, empos de
se up,
en e ou os;
Resumo e linha do empo – con êm um esumo dos indicado es, incluindo o
Lead ime.
De o ma a ep esen a as zonas do VSM são usados ícones pad ão, como os que cons am no Anexo 2,
pa a ga an i que odos enham capacidade pa a comp eende o VSM.
2.4. Es udo do abalho
A cons an e p eocupação da melho ia da p odu i idade dos sis emas de abalho, nas emp esas,
man endo os ecu sos exis en es e diminuindo os es o ços ealizados pelos abalhado es, le ou à
p ocu a e implemen ação de mé odos e e amen as que pe mi am alcança es e obje i o (Ca nei o,
2016).
Segundo Ba nes (1968), a pa i da década de 1930, hou e uma p ocu a maio do es udo dos
mo imen os e dos empos. Inicialmen e es es mé odos o am desen ol idos sepa adamen e, Taylo oi
esponsá el pelo desen ol imen o do es udo dos empos, enquan o o casal Gilbe h desen ol eu o
es udo dos mic omo imen os. Somen e mais a de, es es mé odos começa am a se u ilizados em
conjun o, complemen ando-se, endo esul ado na adoção do e mo es udo do abalho.
Es e es udo é conside ado um conjun o de e amen as e écnicas de análise, que independen emen e
do seu con ex o, pe mi em o es udo do abalho e e uado pelo Homem (Cos a & A ezes, 2003) e que se
Figu a 5 - Zonas do VSM ilus adas ( e i ado de Lean En e p ise
Ins i u e (2022))
23
encon a es i amen e ligado à p odu i idade (OIT - O ganização In e nacional do T abalho, 1984).
P e ende comp eende a u ilização a ual dos ecu sos disponí eis da emp esa, com o obje i o de os
edi eciona pa a uma aplicação mais e icien e, iabilizando um aumen o da p odu i idade da emp esa.
Es es ecu sos podem se desde e enos e cons uções, a ma é ias-p imas, máquinas e mão de ob a
(Cos a & A ezes, 2003).
O e mo es udo do abalho ab ange o es udo dos mé odos, que se aplica com o in ui o de eduzi o
con eúdo de abalho de um pos o de abalho ou a i idade, e a medida do abalho, que, po sua ez,
em como obje i o eduzi os empos imp odu i os e aplica no mas de empo de ope ação execu adas
segundo os mé odos de abalhos de inidos. Ambos es ão elacionados com a ob enção de melho ias
a a és da análise sis emá ica dos a o es que a e am a e icácia e a economia da si uação em es udo.
Pode-se e i ica a elação das duas écnicas na Figu a 6 (OIT - O ganização In e nacional do T abalho,
1984).
2.4.1. Es udo dos Mé odos
O Es udo dos Mé odos consis e em egis a e examina , de modo c í ico e sis emá ico, os mé odos
exis en es e p e is os de execução de um de e minado abalho. Tem como obje i o ape eiçoa o
mé odo, o nando-o mais cómodo e e icaz de aplica , bem como eduzi os cus os associados (OIT -
O ganização In e nacional do T abalho, 1984), p e ende ainda elimina mo imen os inú eis de Homens
e de ma e iais (Cos a & A ezes, 2003).
Figu a 6 - Es udo do abalho ( e i ado de Cos a &
A ezes (2003))
24
Segundo Cos a & A ezes (2003), os obje i os p incipais dos Es udo dos Mé odos, incluem:
− Melho a p ocesso e mé odos de execução;
− Melho a a disposição e implan ação dos pos os de abalho;
− Economiza o es o ço humano e diminui a adiga inú il;
− Melho a a u ilização do ma e ial, máquinas e mão de ob a;
− C ia condições ma e iais de abalho a o á eis.
Quando se u iliza es a écnica, de e se aplicado o mé odo undamen al do es udo dos mé odos
(Ca nei o, 2016), que consis e em se e passos:
1. De ini o abalho a es uda ;
2. Reuni oda a in o mação necessá ia;
3. Examina os dados de modo c í ico e sis emá ico;
4. Es abelece um mé odo mais p á ico, económico e e icaz;
5. De ini o no o mé odo;
6. Faze ado a o no o mé odo;
7. Con ola e igia a aplicação do no o mé odo.
Exis em di e sas écnicas de egis o de dados que se em de supo e ao es udo dos mé odos, a sua
escolha é de e minada pelo ipo de abalho a es uda e pelos obje i os do es udo. Es as écnicas podem
se ag upadas em ês ca ego ias p incipais. A p imei a inclui g á icos que ep esen am a sequência de
um p ocesso, como o g á ico de análise do p ocesso ou o g á ico de sequência-execu an e. O segundo
g upo en ol e g á icos que u ilizam uma escala empo al, como o g á ico homem-máquina e o
simog ama. Po im, o e cei o g upo ab ange diag amas que indicam mo imen os ou deslocações
incluindo o diag ama de ci culação e o c onociclóg a o (Cos a & A ezes, 2003).
2.4.2. Medida do abalho
A Medida do T abalho é a aplicação de écnicas com o in ui o de de e mina o empo necessá io pa a a
execução de uma dada a e a, po um abalhado quali icado e com um ní el de endimen o bem
de inido (OIT - O ganização In e nacional do T abalho, 1984). O esul ado da aplicação des a écnica é
a medição do con eúdo do abalho, pa a ob e o Tempo Pad ão (TP), e p e ende iden i ica , eduzi e
elimina , an o quan o possí el, os empos imp odu i os (Cos a & A ezes, 2003).
31
O Cen o de Tes es e A aliação (Figu a 13) é coo denado po um ges o de depa amen o e compos o
po eze abalhado es, o ganizados em cinco unções dis in as.
A á ea de Mé odos Regula ó ios e de
Endu ance
é esponsá el pela ansc ição das egulamen ações de
es es e equisi os dos clien es pa a documen os in e nos (PoMS), assegu ando que os es es legais são
ealizados em con o midade com as no mas. Além disso, man ém a documen ação a ualizada,
p og ama os es es no sis ema CORE e acompanha os u ilizado es du an e a sua execução.
O Desen ol imen o de Mé odos de Tes e oca-se na c iação e melho ia con ínua de mé odos de es e
pa a pneus AGRO e OTR, colabo ando com as equipas de desen ol imen o de pneus. Es a unção
ambém ge e a documen ação e o p ocesso de ap o ação dos es es.
Os Engenhei os de Tes es são esponsá eis po planea os es es, a alia os seus esul ados e p epa a
ela ó ios de alhados. Também coo denam a logís ica dos pneus necessá ios pa a os es es, além de
apoia na esolução de p oblemas com as máquinas e nos p ocedimen os de calib ação, ga an indo o
co e o uncionamen o dos equipamen os.
A á ea de Tecnologia de Tes es de Pneus concen a-se na ges ão do plano de manu enção dos
equipamen os de es e, supe isionando as a i idades de me ologia e calib ação. Também lide a
p oje os de expansão e o comissionamen o de no as máquinas, ga an indo a p ecisão e uncionamen o
dos equipamen os.
Po úl imo, a unção de Ope ação en ol e odas as a i idades p á icas elacionadas com os es es de
pneus, incluindo mon agem, desmon agem e acondicionamen o dos pneus. Os abalhado es p epa am
os pneus pa a os es es nas máquinas, ealizam inspeções e a aliações, e elabo am ela ó ios
de alhados sob e os esul ados dos es es.
A coope ação en e as á ias á eas é essencial pa a ga an i a ealização de es es e icazes e assegu a
a qualidade dos p odu os es ados.
Figu a 13 - Cen o de Tes es e A aliação

32
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL
Nes e capí ulo p ocede-se à desc ição do p ocesso de
shea og a ia
, o qual oi um dos ocos des e p oje o
de disse ação, bem como à ap esen ação a ual do Cen o de Tes es e A aliação ela i amen e à
o ganização do espaço e à comunicação en e os abalhado es.
Inicialmen e, são ap esen ados o modo de uncionamen o, o p ocesso de
shea og a ia
e o
layou
da
espe i a zona. De seguida, p ocede-se a um es udo e análise c í ica do p ocesso, iden i icando os
p oblemas encon ados.
Po úl imo, se á desc i a a obse ação da o ganização ela i amen e ao a mazenamen o de e amen as,
consumí eis e peças sob esselen es.
4.1. Desc ição da si uação a ual
4.1.1. Ap esen ação do uncionamen o do Cen o de Tes es e A aliação
A a i idade do Cen o de Tes es e A aliação é esponsá el pela ealização e análise dos es es dos pneus
AGRO e OTR.
Funciona em dois u nos diá ios, nomeadamen e, o u no da manhã das 8h às 16h, e o u no da a de
das 16h às 24h, de segunda a quin a- ei a. À sex a- ei a o ho á io é das 8h às 16h, da pa e da manhã,
e das 14h às 22h, da pa e da a de.
O u no da manhã con a com dois écnicos do Cen o de Tes es e A aliação, sendo um deles esponsá el
pela pa e adminis a i a e um pela pa e da ope ação, e, ainda, com dois abalhado es empo á ios.
No u no da a de, es ão um écnico e um abalhado empo á io.
4.1.2. Desc ição do P ocesso de
shea og a ia
P ocesso é uma sequência de a i idades in e elacionadas que são ealizadas pa a alcança um
de e minado obje i o ou esul ado; nes e caso p e ende-se ob e pneus es ados, os ela ó ios dos es es
e, ainda, a classi icação dos pneus.
Nes e p ocesso, es ão alocados dois abalhado es empo á ios, um po cada u no. O abalhado da
manhã es á esponsá el po es e p ocesso, mas ambém po auxilia em a e as ex e nas a es e. Po
sua ez, o abalhado da a de, pa a além de e as mesmas unções que o colega da manhã, es á
ainda, esponsá el pelo p ocesso de co e de pneus.
33
A a aliação do esul ado dos es es e e uados no p ocesso de
shea og a ia
é ealizada pelos écnicos do
Cen o de Tes es e A aliação.
Foi es abelecido en e o Cen o de Tes es e A aliação e a áb ica de
Comme cial and Special y Ti es
(CST), que o obje i o diá io de es agem se ia 32 pneus, ha endo ma gem pa a es a a é 40 pneus.
O p ocesso de
shea og a ia
inicia-se com a eceção dos pneus no Cen o de Tes es e A aliação. Es es
podem se p o enien es da p odução da áb ica de CST, onde são p oduzidos pneus AGRO e OTR, que
co espondem a 85% dos pneus es ados na máquina de
shea og a ia
, ou do a mazém, onde es ão
alocados os pneus que se encon am à espe a de es es. Os pneus são anspo ados po um camião,
de uma anspo ado a con a ada, e cada ca ga pode con e duas pale es que podem e en e 1 a 5
pneus cada, dependendo do amanho e do peso dos pneus.
Todo o p ocesso é execu ado po um único abalhado , exce o a a aliação dos esul ados do es e, como
e e ido an e io men e. A eceção dos pneus, que se ealiza na zona ama ela da Figu a 14, onde o
abalhado desca ega as pale es com ecu so a um empilhado de pinças, colocando-as na zona de
inbound
(zona la anja (1) da Figu a 14). Uma ez que a anspo ado a ambém é esponsá el pelo
anspo e dos pneus es ados de ol a pa a a áb ica, o abalhado p ocede ao ca egamen o do camião
com as pale es de pneus já es ados e a aliados. Seguidamen e, o abalhado assina a olha de se iço
da anspo ado a (Anexo 3).
4
1
1
2
3
Co
Legenda
A mazenamen o de pneus
En ada de pneus
Máquina
de shea og a ia
Sala de con olo
1
Figu a 14 -
Layou
ela i o ao p ocesso de
shea og a ia
34
Pos e io men e, os pneus são e i ados das pale es u ilizando um empilhado de ga as, pa a se em
anspo ados a é à zona de es es ap esen ada na Figu a 14 (zona la anja (2)). Cada pneu em
acompanhado de uma olha de Iden i icação e Validação (IV) (Anexo 4) que con ém in o mações como
o código de ba as do pneu, o núme o de a igo e a da a de ab ico, semana e ano (conhecido como
Depa men o T anspo a ion
, DOT). As olhas de IV podem es a localizadas na pa e la e al da pale e,
ou no in e io de cada pneu.
É esponsabilidade do abalhado ga an i que o pneu es á de idamen e acompanhado da olha de IV
que se á u ilizada pa a egis a a classi icação inal da a aliação, assegu ando ainda que es a es á
co e amen e p eenchida de aco do com as ma cações do código de ba as e DOT do pneu.
Após e i ica que os dados es ão co e os, o abalhado de e di igi -se à sala de con olo (Figu a 14,
zona e de) pa a e e ua o egis o do pneu e p eenche o “Regis o Diá io” numa olha de Excel, que
inclui o egis o dos pneus ecebidos e en iados.
Pos e io men e, é c iada uma a e a no p og ama CORE4, co esponden e à “
es o de
” ela i a ao
núme o do a igo. Es a a e a o igina uma no a amos a, ou
sample
, que é insc i a no “Regis o Diá io”.
O núme o da
sample
é ano ado na espe i a olha de IV. Numa olha de Excel c iada especi icamen e
pa a es e e ei o, é ge ada uma e ique a pa a o pneu que con ém a iden i icação do mesmo.
Pa a ma ca um pon o de e e ência pa a o início do es e, o abalhado desenha uma linha a giz sob e
a ma cação DOT no pneu, p óximo da qual é colada a e ique a ge ada an e io men e. Após a c iação
dos es es, o abalhado de e ca egá-los numa pas a no compu ado de dados da máquina.
Concluídos es es p ocedimen os, o pneu é colocado pelo abalhado na unidade de ca ga 1 da máquina
de
shea og a ia
(Figu a 14, zona azul) com o auxílio de uma g ua, posicionando o lado do núme o de
sé ie,
Se ial Side
(SS), ol ado pa a o abalhado , com a linha do DOT pa alela ao chão.
Te minado o es e co esponden e ao lado SS, o abalhado de e u iliza no amen e a g ua pa a e i a
o pneu da unidade de ca ga 2, odá-lo 180º de modo que o lado SS ique ol ado pa a o lado da máquina,
e colocá-lo na unidade de ca ga 1, pa a a ealização do es e no lado opos o ao núme o de sé ie,
O
Se ial Side
(OSS). Após a conclusão do es e de ambos os lados dos pneus, o abalhado emo e o
pneu colocando-o em espe a pa a a a aliação (Figu a 14, zona la anja (3)).
Pos e io men e, o écnico p ocede à sua a aliação. Pa a isso, eco e ao compu ado de dados pa a
acede ao ela ó io de es e (Figu a 14, zona azul). Iden i ica e en uais alhas em con o midade com os
equisi os de a aliação ap esen ados de aco do com o documen o do
P ocess o ien ed Managemen
35
Sys em
(PoMS) –
O s anda d ca alog
, e em seguida classi ica o pneu de aco do com as alhas
iden i icadas. A classi icação do pneu pode se :
− pneu OK:
• A1: Sem alhas,
• A2: Falhas insigni ican es,
− pneu NOK:
• C: En iado pa a qua en ena pa a possí el epa ação;
• SQ: Des inado a
sc ap
.
Es a classi icação é egis ada a a és do p og ama de a aliação, e ambém ano ada na olha IV do pneu.
Pa a p ocede à de olução dos pneus, o abalhado de e ealiza uma sé ie de ações especí icas.
P imei o, é necessá io e i ica a classi icação de cada pneu, assegu ando-se que es es se ão
de idamen e di ididos em pale es de aco do com a sua a aliação, OK ou Não OK, NOK.
Em seguida, o abalhado de e limpa a linha desenhada no DOT de cada pneu e emo e odas as
e ique as p esen es. Após es a e apa, os pneus de em se sepa ados e o ganizados em pale es dis in as.
Cada pale e de e se iden i icada com a classi icação co esponden e e a da a em que o es e oi
ealizado. Po im, o abalhado de e anspo a as pale es pa a a zona de
ou bound
(Figu a 14, zona
la anja (4)), onde agua da ão o p ocesso de de olução.
Es e p ocesso encon a-se ep esen ado a a és do diag ama BPMN da Figu a 15.
Figu a 15 - BPMN do p ocesso de
shea og a ia
36
4.1.3. Mapeamen o de al o ní el do P ocesso de
shea og a ia
(SIPOC)
Com o obje i o de ob e uma isão mac o do p ocesso, oi u ilizada a e amen a SIPOC pa a e e ua o
mapeamen o do mesmo. Es a abo dagem oi undamen al pa a iden i ica e de ini os elemen os c í icos
des e, e ob e in o mações de alhadas sob e os o necedo es, as en adas, as saídas e os clien es
en ol idos. O mapeamen o oi ealizado em colabo ação com a equipa esponsá el.
Inicialmen e, o am de inidos os clien es do p ocesso, sendo a áb ica de CST o p incipal clien e,
esponsá el po 85% dos es es ealizados, a equipa de desen ol imen o e a equipa da qualidade. Em
seguida iden i ica am-se as saídas do p ocesso, que incluem a A aliação OK ou NOK, os ela ó ios de
es e e os pneus es ados.
No que se e e e às en adas do p ocesso, o am iden i icados como sendo os pneus, as o dens de es e
e os equisi os de a aliação. Quan o aos o necedo es, es es podem inclui a p odução da áb ica de
CST e o a mazém.
Em elação ao p ocesso, o am iden i icadas cinco a i idades p incipais: ecebe pneu, iden i ica pneu,
egis a pneu, es a e a alia pneu e, inalmen e, de ol e pneu. Es as a i idades encon am-se
ilus adas no diag ama da Figu a 16, que se iu como base pa a os passos seguin es de mapeamen o
do p ocesso.
O diag ama SIPOC oi u ilizado como e amen a de apoio, acili ando a u ilização de ou as e amen as,
como o BPMN e o VSM. Semp e que su gi am dú idas ao longo do p oje o, o diag ama SIPOC se ia de
apoio, pe mi indo escla ece e esol e as mesmas.
Figu a 16 - SIPOC do p ocesso de
shea og a ia

37
4.2. Análise c í ica da si uação inicial e iden i icação de p oblemas
4.2.1. P ocesso de
shea og a ia
4.2.1.1. Inexis ência de egis o de empos
Pa a calcula de o ma p ecisa os ecu sos de mão de ob a necessá ios pa a o p ocesso de
shea og a ia
,
oi essencial conside a os empos pad ão associados às a e as ealizadas pelos abalhado es. No
en an o, e i icou-se a ausência de egis os des es empos pa a qualque a i idade elacionada com o
p ocesso de
shea og a ia
, impedindo, assim, uma análise igo osa da e iciência ope acional, di icul ando
a ges ão e acionalização dos ecu sos.
Face a es a si uação, o nou-se necessá io eco e a écnicas de medição de abalho com o obje i o
de de e mina empos adequados pa a cada uma das a i idades associadas ao p ocesso de
shea og a ia
. A aplicação des a écnica pe mi iu ob e dados p ecisos sob e o desempenho das
ope ações.
A abo dagem po meno izada pa a a medição dos empos de abalho e a sua implemen ação se á
ap esen ada no capí ulo cinco. Es a me odologia enquad ou-se como uma p opos a de melho ia com o
in ui o de es abelece empos pad ão e, consequen emen e, melho a a e iciência e a alocação de
ecu sos ao p ocesso.
4.2.1.2. Desc ição do luxo de alo
No p esen e es udo, oi desen ol ido um VSM, na ó ica da e iciência do Cen o de Tes es e A aliação,
com o obje i o de mapea o luxo de alo no p ocesso de
shea og a ia
, pe mi indo iden i ica
ine iciências e melho ias na ope ação. A p imei a e apa na ealização do VSM en ol eu a escolha do
p odu o ou amília de p odu os a se em analisados. Op ou-se po es uda as e e ências de pneus
analisadas no es udo de empos, desc i o no capí ulo cinco, po o ma a ga an i a coe ência e a
con inuidade dos dados analisados.
Na ase seguin e desen ol eu-se o VSM do es ado a ual (
AS IS
). Pa a al, iniciou-se a ecolha de dados
e in o mações essenciais pa a a cons ução do VSM. Es a ecolha oi ealizada a a és da obse ação
do p ocesso e da u ilização do diag ama de SIPOC, ap esen ado an e io men e, p opo cionando uma
isão ab angen e e de alhada de odo o luxo de alo . As in o mações ecolhidas incluí am dados sob e
os clien es e o necedo es, a p ocu a e equência de en ios, pe mi indo um melho en endimen o do
p ocesso.
38
Pa a a ep esen ação do luxo de ma e ial no VSM, desenha am-se as di e en es e apas do p ocesso
espei ando a o dem das mesmas. Sob cada uma delas, o am inse idos os empos de ciclo e o empo
disponí el pa a cada a i idade. Além disso, pa a ep esen a o in en á io, u ilizou-se a simbologia dos
iângulos. No en an o, em ez de u iliza o in en á io de ma e ial, op ou-se po inclui o empo de espe a
como indicado de
Wo k in P og ess
(WIP). Es a escolha e le iu de o ma mais p ecisa as ine iciências
do luxo, bem como a asos acumulados ao longo do p ocesso.
Com as e apas ep esen adas, os dados p eenchidos nas caixas co esponden es, e o WIP de idamen e
assinalado, oi necessá io ep esen a os o necedo es e os clien es. Conside ando que os pneus da
p odução da áb ica de CST ep esen am 85% dos es es ealizados na
shea og a ia
, a áb ica de CST
oi conside ada como o p incipal o necedo e clien e a se ep esen ado no VSM. No que diz espei o
aos anspo es de pneus pa a es e e de pneus já es ados, es es são ealizados po uma emp esa
con a ada pela áb ica de CST, ambém ep esen ada no VSM.
Po im, oi colocada uma linha de empo sob as caixas do p ocesso, onde se indicou o empo de
a a essamen o (TA),
lead ime
, e o empo de p ocessamen o, ambém conhecido como empo de alo
ac escen ado (VA). Com a conclusão des a ase, ob e e-se o VSM do es ado a ual, con o me
ep esen ado na Figu a 17.
Figu a 17 - VSM do es ado a ual do p ocesso de
shea og a ia
39
A análise do VSM pe mi iu iden i ica cla amen e o ga galo,
bo leneck
, do p ocesso de
shea og a ia
.
A a és da obse ação dos empos de ciclo, e i icou-se que a e apa de es es na máquina é a mais
demo ada, sendo, po an o, conside ado o
bo leneck
do p ocesso.
O ácio de alo ac escen ado (RVA) é dado pelo empo das a i idades que ac escen am alo ao p odu o
em elação ao empo de a a essamen o.
𝑅𝑉𝐴=𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑎𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑜
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑣𝑒𝑠𝑠𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
É impo an e no a que o alo do WIP na eceção dos pneus oi suge ido pela emp esa, não sendo
incluído nos cálculos do RVA, uma ez que ep esen a apenas o WIP exis en e no início do dia. Como se
pode e i ica na Figu a 17, es e cálculo esul ou num alo de 0,44. Ou seja, 44 % do empo do p ocesso
é ealizado a ac escen a alo , na ó ica da e iciência do Cen o de Tes es e A aliação.
Pos e io men e, oi elabo ado um g á ico de sequência-execu an e (Figu a 18) que ilus a as ases de
ealização do p ocesso, a a és do egis o das a e as ealizadas pelo abalhado , com os espe i os
empos e símbolos, cujos signi icados se encon am na Tabela 2.
Tabela 2 - Simbologia do g á ico de sequência-execu an e
Simbologia
Designação
Ope ação
T anspo e
Espe a
Con olo
A mazenamen o
A a és da análise do g á ico, oi possí el iden i ica que o abalhado ealiza a um o al de quinze
ope ações de alo ac escen ado e se e a e as de anspo e. Ha ia, ainda, duas a e as que
co espondiam à a mazenagem empo á ia dos pneus e uma de con olo.
Adicionalmen e, o g á ico de sequência-execu an e pe mi iu pe cebe as dis âncias pe co idas pelo
abalhado du an e a execução de odas as a e as. Ve i icou-se, a a és da análise das mesmas que o
abalhado pe co ia um o al de 135m a pé e 325m de empilhado pa a execu a as a e as.
40
4.2.1.3. Desc ição da e iciência da máquina
Pa a a alia a e iciência da máquina, eco eu-se ao cálculo do indicado OEE. Dada a ausência de
egis os ela i os aos empos de pa agens da máquina, bem como ao núme o de pneus es ados
dia iamen e, oi necessá io c ia um egis o. Pa a al, oi c iada uma olha (Apêndice 1) na qual os
abalhado es e am esponsá eis po egis a as pa agens da máquina, as causas das in e upções e o
núme o de pneus es ados po u no. Es e egis o oi man ido de o ma con ínua du an e ês meses
pelos abalhado es alocados à máquina.
O g á ico ap esen ado na Figu a 19 esume os esul ados do OEE ob idos en e o mês de maio e julho
de 2024, endo-se apu ado que o OEE médio pa a es e pe íodo e a de 62%. O g á ico ap esen a os
alo es diá ios do OEE e, ambém, o núme o de pneus es ados, compa ando com a me a diá ia de 32
pneus, com a possibilidade de es a a é 40 pneus po dia.
Figu a 18 - G á ico de sequência-execu an e
AS IS
47
A a és da obse ação dos dois diag amas, comp o ou-se que o p ocesso es á dispe so ao longo do
layou
do Cen o de Tes es e A aliação, esul ando num luxo pouco e icien e. Assim, o abalhado
ealiza a mo imen ações que se aduzia em pe das de empo du an e as mo imen ações e anspo es
de pneus ao longo das e apas.
A análise dos diag amas e elou a necessidade de uma ees u u ação de
layou
. Es a p opos a de
ees u u ação, isa eduzi deslocações e p omo e um luxo mais luído e e icien e. Espe a-se ambém,
uma diminuição de empo despendido em á ias e apas do p ocesso, esul ando em melho ias na
e iciência do mesmo.
4.2.1.6. In en á io de
inbound
e
ou bound
Os anspo es dos pneus no Cen o de Tes es e A aliação são ealizados dia iamen e en e as 8h e as
17h, com uma média de no e iagens po dia. Como e e ido an e io men e, cada ca ga anspo ada
pode con e a é duas pale es, sendo que cada pale e compo a en e 1 e 5 pneus. Es es anspo es são
ealizados com ês inalidades:
− T anspo a pneus en e a p odução e o Cen o de Tes es e A aliação, an o pa a a ealização
do es e de
shea og a ia
, como pa a a de olução à p odução de pneus es ados;
− T anspo a pneus pa a se em desca ados, após e em sido es ados e iden i icados como
sc ap
;
− T anspo a pneus en e o a mazém e o Cen o de Tes es e A aliação, an o pa a es es quan o
pa a a mazenamen o.
O anspo e de pneus pa a
sc ap
é ealizado semp e que necessá io, assegu ando que o Cen o de
Tes es e A aliação se man enha li e de esíduos. Os anspo es ela i os ao a mazém seguem um
ho á io especí ico: às qua as e sex as- ei as são anspo ados pneus do a mazém pa a o Cen o de
Tes es e A aliação e às quin as- ei as, na ca ga an es do almoço, são anspo ados pneus do Cen o de
Tes es e A aliação pa a o a mazém.
Como e e ido, no que oca ao anspo e de pneus pa a se em es ados na
shea og a ia
, o obje i o
diá io é anspo a 32 pneus, com uma ma gem adicional de a é mais oi o. P e ende-se, ainda, a
de olução do maio núme o de pneus possí el à p odução, depois de es ados. Con udo, uma ez que
es es anspo es de em se ealizados no ho á io disponí el, al aca e a p oblemas, como a
acumulação de pale es de pneus a se em es ados du an e o u no da manhã, e de pale es de pneus

48
es ados du an e o início e o im do dia. Es a si uação ai con a os p incípios do JIT, que isa a edução
do in en á io e a sinc onização p ecisa do luxo de abalho.
Apesa do p ocesso de
shea og a ia
, numa pe spe i a mac o, p e ende segui um luxo puxado, onde
apenas os pneus necessá ios pela p odução são es ados, es e luxo é empu ado do pon o de is a do
Cen o de Tes es e A aliação, de ido à a iabilidade dos ho á ios de anspo es e uma ez que es es
são ealizados sem se em eque idos pelo mesmo, o que con ibui pa a a o mação de in en á io an o
no início como no inal do p ocesso.
Pa a comp eende o compo amen o do in en á io, oi ealizado um le an amen o ao longo de á ios
dias. A análise e elou que o in en á io de
inbound
é, em média, 6 pale es. O pe íodo mais c í ico pa a
o
inbound
endia a oco e no início da a de, endo ap esen ado um máximo de 11 pale es. Quan o ao
in en á io de
ou bound
, ap esen a a alo es médios de 11 pale es, sendo que as suas ho as mais
c í icas se e i ica am no início e no inal do dia, o máximo egis ado oi de 18 pale es. No o al de
inbound
e
ou bound
, oi calculado o núme o médio de pale es em in en á io que oi 17 pale es.
As pale es de em se o ganizadas nos locais indicados, com a possibilidade de se em empilhadas a é
dois ní eis, colocando uma pale e sob e ou a já a mazenada. Em di e sas ocasiões, de ido ao núme o
de pale es p esen es, é necessá io u iliza espaço adicional de a mazenamen o no Cen o de Tes es e
A aliação.
Dado es e cená io, oi analisada a á ea necessá ia pa a o a mazenamen o das pale es. Des a o ma,
quando o in en á io a ingia a média de 6 pale es de
inbound
e 11 de
ou bound
, es a ocupação do
espaço, em e mos de á ea, co espondia a 3 e 6 pale es, espe i amen e.
Cada pale e em 2,39 me os de comp imen o e 1,25 me os de la gu a. No en an o de ido às
dimensões de alguns pneus, que ul apassam a la gu a das pale es, o espaço necessá io pa a cada
pale e pode chega aos 2,04 me os de la gu a.
Pa a acomoda a média de pale es nas zonas de
inbound
e
ou bound
, se iam necessá ias as seguin es
dimensões:
− pa a
inbound
uma á ea de 14,6 m² (2,39 me os po 6,11 me os)
− pa a
ou bound
uma á ea de 29,2 m² (2,39 me os po 12,22 me os).
Quando o núme o de pale es a ingia o alo máximo, o espaço necessá io aumen a a. Pa a o in en á io
máximo de
inbound
(11 pale es), e a eque ida uma á ea 29,2 m², que co espondia a 2,39 me os po
49
12,22 me os. Já pa a o máximo de
ou bound
(18 pale es), a á ea necessá ia e a de 43,4 m², o
equi alen e a 2,39 me os po 18,33 me os.
Es a a iabilidade no luxo mos ou a necessidade de uma ges ão mais e icien e do in en á io e dos
anspo es, de modo a acionaliza o luxo de abalho, minimiza os despe dícios de empo e ecu sos
associados à ges ão do in en á io, bem como à edução do mesmo.
4.2.2. Cen o de Tes es e A aliação
4.2.2.1. O ganização e ges ão isual
A si uação inicial no Cen o de Tes es e A aliação ap esen a a ausência de uma es u u a o ganizada
pa a o a mazenamen o de e amen as, consumí eis e peças sob esselen es. Es es ma e iais que
o necem apoio à ope ação e às máquinas encon a am-se dis ibuídos em cinco a má ios espalhados
po di e en es locais, sem uma classi icação cla a po ipo de ma e ial. Es a dispe são dos ma e iais
di icul a a a sua localização ápida e e icien e.
Rela i amen e à ges ão isual, oi possí el iden i ica que algumas p a elei as e ga e as encon a am-se
co e amen e iden i icadas, enquan o ou as não possuíam iden i icação, e, em alguns casos, as
e ique as não co espondiam ao ma e ial a mazenado no local (Figu a 23).
Figu a 23 - A mazenamen o de e amen as, consumí eis e cin as.
50
No quad o de e amen as não exis ia iden i icação especí ica pa a cada uma, o nando a eposição
co e a e ápida das e amen as nos de idos luga es mais di ícil. A al a de local especí ico pa a cada
i em con ibuía pa a que os ma e iais e e amen as se encon assem dispe sos (Figu a 24), esul ando
em despe dícios de empo e de mo imen ação pelo Cen o de Tes es e A aliação aquando da en a i a
de os localiza .
Foi ambém obse ado que nos á ios locais de a umação se encon a am e amen as dani icadas ou
a é mesmo lixo, como se e i ica na Figu a 25.
Pa a além da pa e da ope ação, ambém oi possí el obse a que na sala de con olo, mui as ezes,
se encon a am es es espalhados pelas á ias mesas (Figu a 26) não ha endo o ganização.
Figu a 25 - Resíduos acumulados
Figu a 24 -
Spa es
da máquina de co e, Ag o e OTR e e amen as
51
Com o obje i o de a alia e melho a o es ado ge al da ope ação, em e mos de o ganização e ges ão
isual, oi ealizada uma Audi o ia 5S. Es a, oi baseada no modelo o necido pela emp esa, endo sido
adap ado especi icamen e pa a es e con ex o, uma ez que nunca ha ia sido implemen ada uma
audi o ia semelhan e no local. O modelo u ilizado, em o ma o
Excel
(Anexo 5) a aliou os c i é ios de
cada um dos 5S, com pon uações que a iam de 0 a 4, onde é possí el e i ica as espe i as a aliações
na Tabela 4.
Tabela 4 - Classi icação ela i a à Audi o ia 5S
Pon uação
Pe cen agem
A aliação
0
0 a 50%
Péssimo
1
51 a 70%
Mau
2
71 a 80%
Médio
3
81 a 90%
Bom
4
91 a 100%
Excelen e
O esul ado global ob ido na audi o ia oi de 74%, o que indica um desempenho médio, de aco do com
o c i é io de a aliação da emp esa, em e mos de o ganização e ges ão isual (Apêndice 2). Na Figu a
27 e i icam-se os esul ados ela i os a cada S. Os que ob i e am pio classi icação são T iagem,
A umação e Disciplina.
Figu a 26 - Tes es nas mesas
52
Es es esul ados demons am que, embo a exis issem p á icas de o ganização em igo , ha e ia ainda
espaço pa a melho ias, especialmen e na pad onização e iden i icação cla a dos ma e iais e
e amen as, na a umação das mesmas e na implemen ação cons an e de melho ia. Também oi
e idenciada a necessidade de in e enção e p epa ação de um local onde es ejam localizados odos
es es ma e iais.
4.2.2.2. Comunicação en e abalhado es
A comunicação en e os abalhado es é essencial pa a ga an i o bom uncionamen o da execução das
a e as. No Cen o de Tes es e A aliação e i icou-se que a passagem de in o mações é ealizada
e balmen e, com supo e de uma pas a pa ilhada no compu ado onde se encon am a mazenados os
documen os, e, ainda, a a és do ela ó io de u no.
O ela ó io de u no é p eenchido pelos écnicos. Es e desempenha um papel undamen al na
ansmissão de in o mações do abalho ealizado no u no em ques ão, do abalho que icou penden e
e e á de se ealizado no u no seguin e, p oblemas que su gi am du an e o u no e ou as in o mações
ele an es.
É ealizada uma eunião semanal, às sex as- ei as, onde es ão p esen es odos os abalhado es pa a
discu i os p oblemas en en ados du an e a semana, as conquis as da equipa e os planos pa a as
semanas seguin es. Es a eunião em a in enção de in o ma a equipa de odos os obje i os pa a a
semana, de o ma que odos os memb os da equipa es ejam de idamen e in o mados.
Figu a 27 - Resul ado de cada S na p imei a au o ia 5S
55% 71%
100% 88%
58%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
TRIAGEM ORGANIZAÇÃO LIMPEZA NORMALIZAÇÃO DISCIPLINA
AUDITORIA 5S À ZONA DA OPERAÇÃO

53
Apesa das á ias o mas de passagem de in o mação, oi possí el iden i ica , a a és de diálogos
es abelecidos com os abalhado es, di iculdades signi ica i as na comunicação en e os mesmos. A
comunicação e bal, amplamen e u ilizada, e elou-se pa icula men e p oblemá ica, uma ez que as
in o mações nem semp e e am ansmi idas de o ma cla a ou e icaz, equen emen e não chegando a
odos os en ol idos. Es as alhas na pa ilha de in o mação o igina am lacunas comunica i as, c iando
si uações de ince eza e di icul ando a coo denação das a i idades. Como esul ado, e a comum que os
écnicos gas assem empo à p ocu a de in o mações sob e as a e as a desempenha , o que ge a a
a asos no abalho.
Ve i ica am-se, ambém, di iculdades elacionadas com a de inição de p io idades de a e as. Quando
su giam á ios pedidos de a e as p io i á ias no mesmo dia, indos de di e en es pessoas da ges ão e
da á ea da engenha ia, os abalhado es en en a am di iculdades em iden i ica quais as ealmen e
p io i á ias. Embo a as al e ações de p io idades pudessem se comunicadas e balmen e, ou mesmo
a a és de al e ações nos documen os exis en es pa a esse p opósi o, nem semp e e am e icazmen e
ansmi idas a odos os abalhado es. Como consequência, e i ica am-se casos de a e as ealizadas
que não se iam necessá ias ou a e as que e am ealizadas sem e em con a as p io idades,
p ejudicando o luxo de abalho do Cen o de Tes es e A aliação.
Resumidamen e, a comunicação en e odas as pa es en ol idas ap esen a a alhas, esul ando em
pe das de in o mação, má ges ão de a e as p io i á ias e despe dício de empo, o nando-se necessá io
a aplicação de melho ias no p ocesso de comunicação in e na.
4.2.2.3. Ins uções de abalho inexis en es ou desa ualizadas
Foi possí el analisa que pa a alguns p ocessos as ins uções de abalho não exis iam ou se
encon a am desa ualizadas. A inexis ência ou desa ualização des as ins uções de abalho cons i uía
um p oblema, uma ez que es es documen os assegu am a no malização dos p ocessos, e i ando e os,
ine iciências e e abalho.
A ausência des es documen os impac a a o p ocesso de o mação de no os abalhado es, o nando
odo o p ocesso menos e icien e. Pode ia, ainda, expo a emp esa a não con o midades du an e
audi o ias, com isco de não cump i com os equisi os no ma i os da emp esa.
54
4.3. Sín ese dos p oblemas iden i icados
A sín ese dos p oblemas ela ados ap esen a-se na Tabela 5, assim como as espe i as consequências.
Tabela 5 - Resumo dos p oblemas iden i icados
P oblema iden i icado
Consequências
Ausência de egis os de empos pad ão pa a
a i idades do p ocesso de
shea og a ia
Di iculdade na ges ão e acionalização dos
ecu sos
Capacidade máxima de es agem da máquina
de
shea og a ia
não alcançada
Baixa e iciência da máquina com OEE médio
de 62%
Pa agens não planeadas da máquina.
Pe da de disponibilidade; a iação nos
esul ados diá ios.
Comunicação insu icien e e al a de
planeamen o en e a áb ica e o Cen o de
Tes es.
In e upções no p ocesso e baixa
coo denação; a iação nos esul ados diá ios.
Layou
ine icien e no Cen o de Tes es e
A aliação.
Longas dis âncias pe co idas de
mo imen ações e anspo es; pe das de
empo em mo imen ações e anspo es
Fal a de sinc onização nos anspo es de
pneus (JIT não cump ido).
Va iabilidade de in en á io; al as de ma e ial;
acumulação de in en á io e espaço
insu icien e.
Deso ganização e ges ão isual insu icien e
no Cen o de Tes es.
Di iculdade em localiza e amen as e
ma e iais; aumen o do empo de execução;
má o ganização; mo imen ações excessi as
pa a p ocu a e ecolha de e amen as.
Comunicação in e na insu icien e en e
abalhado es.
Pe das de in o mação; p io idades mal
de inidas; a e as desnecessá ias ealizadas;
pe das de empo à p ocu a de in o mações.
Fal a de no malização e documen ação de
abalho.
E os equen es; a iabilidade nos p ocessos;
di iculdade na o mação de no os
abalhado es.
55
5. PROPOSTAS DE MELHORIA
O p esen e capí ulo des ina-se à ap esen ação das p opos as de melho ia ela i as aos p oblemas e
opo unidades de melho ia iden i icados no capí ulo 4. As p opos as êm como obje i o melho a o
p ocesso de
shea og a ia
, a o ganização do Cen o de Tes es e A aliação e, ainda, a comunicação en e
os abalhado es.
5.1. Es udo de empos
Um dos obje i os des e p oje o se ia quan i ica os ecu sos humanos necessá ios pa a a execução das
a e as do p ocesso de
shea og a ia
. Pa a al, oi de e minado o Tempo Pad ão (TP), empo necessá io,
sob ce as condições de medição pad onizadas, pa a a ealização de a e as a a és da Medida do
T abalho. P e endia-se calcula o TP de cada a i idade, ealizada pelo abalhado , po pneu.
A écnica da Medida do T abalho a u iliza é in luenciada pelo ipo de abalho a medi . Des a o ma, oi
selecionada, pa a a de e minação do TP, a écnica do Es udo de Tempos ou C onome agem. A escolha
des a écnica jus i ica-se pela na u eza epe i i a das a e as em es udo, que, apesa de não
ap esen a em ciclos cu os, pe mi em uma medição igo osa e de alhada dos empos, essencial pa a
es abelece Tempos Pad ão e p omo e a o imização do p ocesso.
O Es udo dos Tempos ou C onome agem consis e em egis a os empos e odas as condições de
execução de cada a e a, analisa os dados ecolhidos, de o ma a ob e o empo de execução a um
ní el de endimen o bem de inido. Es a medição do empo, e e uada com o c onóme o, oi ealizada
simul aneamen e com a obse ação e classi icação da cadência de abalho do abalhado . Fo am,
ainda, egis ados ou os a o es que pode iam in luencia o empo de execução, como po exemplo, as
condições de abalho e oco ências i egula es.
5.1.1. Es udo de empos Homem e Homem-máquina
Pa a a ealização do es udo de empos ela i amen e às a i idades Homem e Homem-máquina oi
necessá io:
1. Di idi a a i idade em elemen os a es uda
A p imei a ase da ealização des e es udo oi decompo as á ias e apas do p ocesso de
shea og a ia
em elemen os passí eis de se em c onome ados e analisados independen emen e. Es es elemen os
56
basea am-se em mo imen os ealizados pelo abalhado . No Apêndice 3 cons am os elemen os ela i os
ao abalhado pa a cada e apa.
2. Recolhe os empos obse ados
Depois da de inição dos elemen os a se em es udados, p ocedeu-se à ecolha dos empos obse ados
a a és da c onome agem. Inicialmen e, o am ecolhidos dados du an e dois dias de abalho,
pe mi indo a obse ação de á ios ciclos. Esses empos o am ano ados, em segundos, e pos e io men e
egis ados numa olha de
Excel
.
3. De e mina a p ecisão e dimensão da amos a
Pa a a alia a p ecisão da amos a e e i ica se os dados ecolhidos se iam su icien es pa a assegu a
a iabilidade do es udo, oi u ilizado um ní el de con iança de 85%, e um e o de 10%, con o me solici ado
pela emp esa. A u ilização de um ní el de con iança de 95%, com um e o de 5%, esul a ia num núme o
de obse ações in iá el de ob e den o do p azo des e p oje o.
Pa a de e mina o núme o de obse ações necessá ias pa a o es udo (N’), u ilizou-se a ó mula:
𝑁′=(𝑍×𝑠
ℇ×𝑚)2
Nes a equação, Z ep esen a o alo co esponden e da abela da dis ibuição no mal de aco do com o
ní el de con iança de inido. O pa âme o ℇ e e e-se ao limi e supe io do e o, que nes e es udo de iniu-
se como sendo igual a ±10%. As a iá eis
𝑚 e 𝑠 co espondem, espe i amen e, à média e ao des io
pad ão dos dados ecolhidos.
Pa a ga an i que o núme o de obse ações egis adas (N) é su icien e, o alo de N’ de e se in e io
ou igual a N. Com base nos empos obse ados a é aquele momen o, oi possí el de e mina que se ia
necessá io con inua a egis a empos a é que N’ osse in e io ou igual às obse ações egis adas, N.
No Apêndice 4 encon am-se os empos obse ados em segundos de cada elemen o, e o cálculo do seu
espe i o N’.
4. Realiza o julgamen o da a i idade
No es udo dos empos, oi essencial conside a a a aliação de desempenho dos abalhado es no
momen o do egis o dos empos obse ados. Des a o ma, oi necessá io ealiza o julgamen o da
a i idade, endo em con a a cadência do abalho do abalhado , ob endo o Fa o de A i idade (FA),
ap esen ado no Apêndice 4. O julgamen o da a i idade (Figu a 28) e le e o i mo de execução do
abalhado em es udo, compa ando com o i mo da a i idade de e e ência (AR). Es e AR oi baseado
63
4. De e mina a p ecisão e dimensão da amos a
Após a seleção das e e ências de pneus a se em es udados e ecolha dos empos da máquina, oi
necessá io a alia a p ecisão da amos a e e i ica se os dados ecolhidos se iam su icien es pa a
assegu a a iabilidade do es udo. Pa a al calcula am-se os alo es de N’, a a és da equação:
𝑁′=(𝑍×𝑠
ℇ×𝑚)2
Es a obse ação, apesa de condicionada de ido ao plano de p odução de pneus, segundo o cálculo do
N’, a ingiu o núme o de obse ações su icien es pa a o es udo, de o ma a ha e p ecisão na amos a
(Apêndice 9).
5. Calcula o empo dos pneus na máquina
Uma ez ecolhidos os empos de cada ase do es e, p ocedeu-se ao cálculo dos empos da máquina.
Pa a al, oi necessá io calcula a média ponde ada dos empos e e en es aos es es ealizados, an o
no lado SS, quan o no lado OSS. Podemos e i ica o esul ado des es empos na Figu a 30.
5.2. De e minação dos ecu sos necessá ios ao p ocesso de
shea og a ia
Como e e ido an e io men e, o obje i o se ia calcula os ecu sos necessá ios de mão de ob a, po dia,
no p ocesso de
shea og a ia
, de o ma a sa is aze a p ocu a do núme o de es es de pneus ealizados
dia iamen e. Es e alo , como já e e ido, de inido en e a p odução e o Cen o de Tes es e A aliação
co esponde a 32 pneus po dia.
Pa a o cálculo dos ecu sos necessá ios de mão de ob a, calculou-se o empo disponí el do abalhado
po u no, bem como o empo necessá io pa a ealiza odas as a e as do p ocesso ela i as ao
Figu a 30 - Tempos de cada e e ência de pneu e esul ado da média ponde ada
Pneus
Ti e Dim
Class
% es es
ealizados
TEMPO TOTAL
TEMPO
TOTAL SS
TEMPO
TOTAL OSS
1 20.5 R 25 OTR 13,078% 1412,97 789,47 623,50
2 23.5 R 25 OTR 11,084% 1408,53 787,33 621,20
3 18.00 R 25 OTR 8,844% 578,50 368,50 210,00
4 29.5 R 25 OTR 8,437% 1463,50 731,50 732,00
5 18.00 R 33 OTR 7,341% 605,00 394,75 210,25
6 450/95 R 25 OTR 6,671% 587,00 376,00 211,00
7 26.5 R 25 OTR 5,988% 1200,20 682,20 518,00
8 14.00 R 24 OTR 5,359% 590,75 380,25 210,50
9 24.00 R 35 OTR 5,180% 601,80 393,00 208,80
10 480/95 R 25 OTR 5,114% 584,50 372,50 212,00
11 35/65 R 33 OTR 4,353% 1161,00 718,50 442,50
12 21.00 R 33 OTR 4,018% 1129,00 659,50 469,50
1005,78 581,85 423,93 s
16,76 9,70 7,07 min

64
abalhado pa a es a 32 pneus. Na de e minação do empo disponí el do abalhado , u iliza am-se
os dados e e en es às co eções de necessidades pessoais e co eções pa a a i idades pe iódicas,
de e minadas an e io men e, e os empos das e eições. Es as co eções o am sub aídas ao empo
o al disponí el do dia, dado que es as a i idades não es ão di e amen e elacionadas com o es e
indi idual de cada pneu, pe mi indo assim uma es ima i a mais ealis a do empo e e i amen e
disponí el pa a a ealização das a e as do p ocesso. Ob i e am-se os seguin es alo es ap esen ados
na Figu a 31.
Finalmen e, de e minou-se o núme o de abalhado es necessá ios po dia no p ocesso de
shea og a ia
,
o qual é o quocien e en e o empo necessá io pa a ealiza odas as a e as do p ocesso, ela i as ao
abalhado pa a es a 32 pneus, e o empo disponí el do abalhado po u no. Foi ambém calculado
o núme o de abalhado es necessá ios pa a o caso de se em es ados 40 pneus po dia.
s min s min min h
TEMPO ABERTURA 960,00 16,00
TEMPO REFEIÇÃO 80,00 1,33
NECESSIDADES PESSOAIS 57,6 0,96
TAREFAS AUXILIARES 22,93 0,38
6,66
Co eções
0,17
TEMPO DISPONIVEL/ DIA
799,47
13,32
TOTAL
889,55
14,83
1036,74
17,28
TEMPO DISPONIVEL/
TURNO
399,73
71,81
1,20
A uma pneus
162,80
2,71
189,74
3,16
Tes a pneus
333,14
5,55
388,26
6,47
A alia pneus
61,61
1,03
Regis a pneus
120,83
2,01
140,83
2,35
1,64
Iden i ica pneus
6,75
0,11
7,86
0,13
TEMPO HOMEM / PNEU
17,28
0,29
T anspo a pneus
84,51
1,41
98,49
HOMEM
TN
TP
E apas
Recebe /En ia
pneus
119,90
2,00
139,74
2,33
Figu a 31 - Tempos ela i os às a i idades do Homem
65
Pa a qualque núme o de pneus es ados, se ia necessá io e dois abalhado es po dia, um pa a cada
u no, como se pode e i ica na Figu a 32.
5.3. No o
layou
Tal como e e ido no qua o capí ulo, na análise da si uação a ual, o am iden i icados p oblemas no
luxo do p ocesso de
shea og a ia
. Es es p oblemas mani es a am-se em mo imen ações e anspo es
ao longo das di e sas e apas do p ocesso, comp ome endo a e iciência e esul ando em empos de
a a essamen o mais longos.
Com o obje i o de eduzi es es p oblemas e melho a o luxo do p ocesso, p opôs-se uma ees u u ação
do
layou
exis en e. Assim, suge iu-se que a máquina de
shea og a ia
osse eposicionada de o ma a
ica adjacen e ao cen o de comunicação, como ep esen ado na Figu a 33. Es a no a localização
pe mi i ia que a zona de
inbound
e
ou bound
de pneus osse colocada di e amen e à en e da máquina.
Adicionalmen e, ecomendou-se a ins alação de um compu ado e uma imp esso a de e ique as en e
os ape es da máquina. To nando possí el que oda a e apa ela i a ao egis o de pneus osse ealizada
nas p oximidades do luxo de p odução.
Inbound
Ou bound
Figu a 33 - P opos a do no o
layou
da máquina de
shea og a ia
Figu a 32 - Resul ados do núme o de ecu sos de mão de ob a
Nº ope ado es/ dia
1,38
Tempo homem/dia
552,93 min
40 pneus
691,16 min
1,73
32 pneus
66
Es a p opos a, isa a edução de dis âncias pe co idas pelos abalhado es e dos anspo es dos pneus
ao longo do p ocesso, o nando o luxo do mesmo mais luido e e icien e.
Embo a a p opos a de ees u u ação do
layou
o e eça an agens como a diminuição de empo de
a e as que não ac escen am alo ao p ocesso, é impo an e econhece que es a al e ação implica
cus os, e que a sua implemen ação eque uma in e upção dos es es ealizados na
shea og a ia
. Des a
o ma, a decisão de se a ança com es a ees u u ação de e se ponde ada.
5.4. Redução do in en á io de
inbound
e
ou bound
Man e in en á io de pneus pa a es es e de pneus es ados no Cen o de Tes es e A aliação aca e a
cus os, an o em e mos de espaço ísico ocupado, quan o em ine iciências ope acionais. De o ma a
eduzi es e in en á io e acionaliza o uso do espaço disponí el, p opôs-se uma al e ação no ho á io de
uncionamen o da anspo ado a e a elabo ação de um plano de es es que á ao encon o das
necessidades do Cen o de Tes es e A aliação
5.4.1. Ajus amen o do ho á io da anspo ado a
Es a suges ão consis e em ala ga o ho á io de abalho da anspo ado a, possibili ando maio
lexibilidade na en ega dos pneus no Cen o de Tes es e A aliação. Des aca-se que o obje i o não
consis e ob iga o iamen e em aumen a o núme o de iagens ealizadas pela anspo ado a, uma ez
que es a si uação pode ia esul a num aumen o do in en á io. A p opos a consis e no ala gamen o do
ho á io das iagens, assegu ando que os pneus sejam anspo ados de o ma sinc onizada com as
necessidades eais do p ocesso.
A implemen ação des a melho ia pe mi e que os anspo es es ejam de aco do com as necessidades
do Cen o de Tes es e A aliação, con ibuindo pa a a edução do in en á io em
inbound
e
ou bound
.
Des a o ma, é possí el e i a a acumulação de pneus que ainda não enham p e isão imedia a de se em
es ados, e o çando a aplicação dos p incípios
Jus -in-Time
, e eduzi o núme o de pneus em in en á io
à espe a de se em en iados pa a a p odução.
É impo an e conside a que a implemen ação des a p opos a implica a necessidade de negociação com
a anspo ado a de o ma a se ajus a em às necessidades do p ocesso e a minimiza em qualque
possí el in e upção no luxo de abalho exis en e.
67
5.4.2. C iação de plano de es es
De o ma a esponde e icazmen e às exigências da p odução e pa a o ganiza , de o ma adequada, a
ope ação do Cen o de Tes es e A aliação, p opôs-se a elabo ação de um plano de es es semanal. Pa a
a ealização des e plano se ia necessá io e acesso ao plano de p odução da áb ica, assim como às
necessidades dos pneus a se em es ados. O plano semanal se ia a base pa a a p og amação dos es es,
pe mi indo que es es es i essem alinhados com as ope ações do Cen o de Tes es e A aliação.
Uma ez elabo ado o plano de es es semanal pa a além de pe mi i eduzi o in en á io de
inbound
e
ou bound
e, consequen emen e, o empo de pe manência dos pneus em in en á io, ambém, pode
pe mi i e i a empos de máquina pa ada elacionados com a al a de pneus.
Além disso, a implemen ação des e plano ambém acili a uma ges ão mais e icien e dos ecu sos
humanos, uma ez que c ia a possibilidade de de e mina o núme o de abalhado es a aloca ao
p ocesso, de aco do com a necessidade de es es a se em ealizados, dia iamen e.
Em suma, com a elabo ação do plano de es es semanal, p e ende-se uma ges ão mais e icaz dos
in en á ios e da alocação dos abalhado es, con ibuindo pa a um ambien e de p odução mais obus o
e adap á el às exigências da p odução. Con udo, a p opos a oi subme ida à adminis ação de o ma a
se es udada a sua iabilidade, não endo sido possí el implemen a es a melho ia.
Como p imei o passo nes a di eção, oi desen ol ida uma olha de cálculo em
Excel
(Apêndice 11) que
pe mi e calcula o núme o de ho as de
backlog
de es es de pneus, com base nos empos de es es de
cada e e ência. Adicionalmen e, es e ichei o calcula o núme o de dias necessá ios pa a comple a os
es es, conside ando as a uais pe das de e iciência da máquina. Também é possí el ajus a a
pe cen agem das á ias e e ências de pneus a se em es adas e calcula a capacidade da máquina de
aco do com os pneus que es ão a se p oduzidos. Nes e documen o podem se ac escen ados empos
de e e ências de pneus que não o am es udados nes e p oje o, de o ma a se um documen o mais
comple o e que seja capaz de aze os cálculos do
backlog
e da capacidade da máquina pa a qualque
e e ência de pneu que seja es ada.
5.5. Aumen o da axa de p odução de pneus es ados
A análise do OEE e elou que a máquina de
shea og a ia
não es a a a es a na sua capacidade máxima,
podendo-se conclui que exis ia uma opo unidade de melho ia. Com base nes a obse ação, p ocedeu-
68
se ao cálculo da capacidade da máquina, endo o obje i o de maximiza a p odução de pneus es ados
e aumen a a e iciência da máquina.
De o ma a ealiza es e cálculo, oi conside ado o empo de ciclo p e iamen e de e minado, endo sido
ob ido a a és da média ponde ada dos pneus mais p oduzidos nos dois úl imos anos. Es e empo de
ciclo, co esponden e ao WC2, ep esen a o empo que é necessá io pa a um pneu en a na máquina,
comple a o es e e ol a a sai da máquina.
Fo am con abilizadas as pe das da máquina iden i icadas no es udo do OEE, que incluem pe das de ido
a a a ias e alhas de equipamen o, al a de ma e ial e indisponibilidade do abalhado . Es as pe das
eduziam a capacidade de p odução, in luenciando a e iciência da máquina.
Com base nes es dados, oi possí el calcula a capacidade da máquina, endo sido ob ido o alo de 42
pneus diá ios (Figu a 34). Es e alo e le e a capacidade diá ia de es es conside ando as condições
ope acionais p esen es no Cen o de Tes es e A aliação e as pe das associadas.
5.6. C iação da o icina e implemen ação de ges ão isual
A al a de uma localização especí ica pa a odas as e amen as, consumí eis e peças sob esselen es oi
iden i icada como um p oblema no Cen o de Tes es e A aliação. Es a ausência e le ia-se na di iculdade
de manu enção de um ambien e o ganizado e na iden i icação e acesso ápido aos ma e iais. De iniu-
s min h
Tempo diá io 57600 960 16
Pe das máquina
Tempo disponí el 47808 796,8 13,28
CAPACIDADE DA MÁQUINA
42
17%
MÁQUINA
TEMPO DO PNEU NA
MAQUINA - WC2
1144,48
19,07
0,32
Figu a 34 - Tempos ela i os à disponibilidade da máquina e
cálculo da sua capacidade

69
se, assim, a necessidade de o ganiza um espaço dedicado ao a mazenamen o dos ma e iais, designado
como “o icina”.
Po o ma a se possí el a c iação da o icina, o p imei o passo oi a iden i icação dos i ens que se iam
alocados nesse espaço, bem como os que pe manece iam de apoio à ope ação. Fo am le an adas
ou as necessidades uncionais da o icina, es udada a o ma como se ia o ganizada e a sua localização.
Foi c iada uma equipa esponsá el po es e p oje o, que se euniu com o obje i o de comp eende os
equisi os pa a a o icina, além do a mazenamen o dos ma e iais. Du an e a eunião o am iden i icadas
as seguin es necessidades:
− A mazenamen o: a má ios e p a elei as adequados pa a e amen as,
spa es
e consumí eis;
− Mesa de ope ação: espaço pa a pequenas manu enções e ou os abalhos necessá ios;
− A má io de calib ação: local pa a a mazena ins umen os em di e en es ases de calib ação-
os que es ão a agua da calib ação, os que es ão calib ados, mas à espe a de acei ação, e os
no os que es ão à espe a de acei ação;
− Pos o de ca egamen o: um local des inado ao ca egamen o de e amen as e de comandos
das g uas.
5.6.1. Iden i icação da necessidade e a localização u u a dos i ens
Dado que o esul ado ob ido na audi o ia oi médio, de aco do com o c i é io de a aliação da emp esa,
o nou-se necessá io implemen a o p og ama 5S. Como odos os abalhado es inham o mação em
5S, não oi necessá ia a ealização de uma sessão o ma i a. De o ma a elemb a os concei os, oi
c iado um in og á ico endo sido dis ibuído em á ios pon os do Cen o de Tes es e A aliação e en iado
po co eio ele ónico pa a oda a equipa.
A p imei a ase do p og ama 5S oi a ealização do
Sei i
, que consis e em sepa a e desca a o que não
é necessá io. Como as e amen as,
spa es
e consumí eis encon a am-se dispe sos pelo Cen o de
Tes es e A aliação, conside ou-se ealiza o
Sei i
po ases, com uma equipa que en ol ia o ges o do
Cen o de Tes es e A aliação, um abalhado adminis a i o e um abalhado da ope ação. Su gi am
di iculdades à medida que o p ocesso a ança a em iden i ica alguns i ens, de e mina a sua u ilidade
e con ola o empo necessá io pa a a ealização des a ase. Assim, decidiu-se euni odos os
abalhado es pa a a iden i icação cole i a dos i ens e das suas espe i as unções.
70
O ganizou-se um e en o com o obje i o p incipal de iden i ica quais as e amen as, consumí eis e
peças sob esselen es que e am ealmen e necessá ias no Cen o de Tes es e A aliação, endo, ambém,
sido u ilizado como uma a i idade de
eam building
. Os abalhado es o am di ididos em duas equipas,
uma com cinco e ou a com seis elemen os. Recebe am um c onog ama com as se e localizações que
e iam de isi a (Figu a 35). Em cada local, as equipas iden i ica am se os i ens e am e amen as,
consumí eis ou peças sob esselen es e ca ego iza am a sua u u a localização u ilizando ca ões que
seguiam um código de co es, con o me ilus ado na Figu a 35.
Além disso, em colabo ação com o ges o do Cen o de Tes es e A aliação, oi desen ol ida uma abela
que con inha eg as pa a a iden i icação da localização u u a dos i ens, ap esen ada na Figu a 35,
conside ando a equência de u ilização, o amanho do obje o e a acilidade de anspo e. Após as
equipas e em e minado o pe cu so, oi necessá io compa a os esul ados e discu i os i ens que não
o am classi icados com o mesmo des ino.
Figu a 35 - O ganização do e en o SORT
20
Mesa
ope ação
10
SHEARO
15
CORTE
15
A m
Cas anho
10
AGRO
10
A m
Cinzen o
10
OTR
15
CORTE
15
A m
Cas anho
20
Mesa
ope ação
10
SHEARO
10
A m
Cinzen o
10
OTR
10
AGRO
Código de co es e ique as
OTR
CORTE
AGRO
LIXO
OFICINA
OPERAÇÃO
Pe cu so - Equipa 1
14H10
14H30
14H40
14H55
15H10
15H20
15H30
Pe cu so - Equipa 2
14H10
14H25
14H40
15H00
15H10
15H20
15H30
71
Te minada es a ase, p ocedeu-se ao desca e do ma e ial conside ado obsole o e desnecessá io,
esul ando na emoção de um o al de mais de 120 kg de lixo (Figu a 36).
5.6.2. O ganização da o icina
Após a iden i icação da necessidade e localização dos i ens, oi possí el a ança pa a a ase seguin e
de inindo os ipos de a mazenamen o necessá ios pa a a o icina, ap esen ados na Tabela 10.
Tabela 10 - Locais de a mazenamen o necessá ios pa a a o icina
A mazenamen o
Mobília
3 a má ios pa a
spa es
das máquinas e 1
es an e de p a elei as pa a
spa es
maio es
1 a má io pa a calib ação, com p a elei a
pa a pos o de ca egamen o e apoio pa a
olhas de es e
1 a má io com ga e as pa a consumí eis e
spa es
de e amen as, e um e amen ei o
Figu a 36 - Resíduos desca ados
72
Mesa de ope ação
A má io de e amen as
5.6.3. Escolha do local
Pa a a escolha do local da o icina, inicialmen e o am iden i icados dois espaços disponí eis, embo a
empo á ios, uma ez que es a a p e is o se em ocupados com máquinas de es es. Pos e io men e,
o am analisadas ou as opções de espaços, que pudessem a ende às necessidades a longo p azo.
Após uma eunião com a equipa esponsá el pelo p oje o, o am escolhidos dois locais como as opções
mais iá eis pa a a ins alação da o icina. Pa a p ocede à escolha inal, o am ap esen ados dois
layou s,
endo sido escolhido o
layou
ap esen ado na Figu a 37, a e de, como o local inal pa a a o icina.
5.6.4. Ope ação e apoio às máquinas
Na implemen ação da p imei a ase do p og ama 5S, ambém se p ocedeu à iden i icação dos ma e iais
necessá ios à ope ação. Fo am iden i icados consumí eis e e amen as de uso equen e, essenciais à
ope ação e à sua alocação pe o da mesma. Es a ase ambém pe mi iu a iden i icação de de e minados
ma e iais que de em se alocados p óximos das máquinas.
Figu a 37 - Local da o icina e espe i o
layou
79
Pos e io men e, oi ealizado o VSM do es ado u u o (Figu a 43) con abilizando es as eduções.
Figu a 43 - VSM do es ado u u o do p ocesso de
shea og a ia
Figu a 42 - G á ico de sequência - execu an e
TO BE

80
A adoção do no o
layou
não só possibili a um melho ap o ei amen o do espaço, como ambém,
con ibui pa a a melho ia do luxo p odu i o. Como esul ado, espe a-se uma edução de despe dícios
como anspo es e mo imen ação, e le indo-se na diminuição da pe cen agem de empo dedicado a
a i idades que não ac escen am alo ao p ocesso. Da análise e e uada e i ica-se um aumen o do RVA
pa a 80%.
6.2. Redução do in en á io de
inbound
e
ou bound
As p opos as de melho ia elacionadas ao ajus amen o do ho á io da anspo ado a e à c iação do plano
semanal de es es isam alinha os anspo es de pneus às necessidades eais do Cen o de Tes es e
A aliação p omo endo uma edução do in en á io.
À da a de conclusão des e p oje o, ambas as p opos as se encon a am em análise po pa e da ges ão,
não endo sido possí el a alia di e amen e os seus impac os. Assim, oi necessá io p ocede à es ima i a
dos esul ados espe ados.
A ualmen e, o in en á io médio no Cen o de Tes es e A aliação é de 17 pale es, com picos que exigem
espaço adicional. As melho ias p opos as êm como me a eduzi es e núme o pa a um alo máximo
de 12 pale es, dis ibuídas en e 6 pale es na zona de
inbound
e 6 pale es na zona de
ou bound.
Es a
edução pe mi e acionaliza a u ilização do espaço, esul ando numa diminuição de 14,6 m².
Conside ando que o cus o do m² é 100€, es ima-se uma edução nos cus os de a mazenamen o na
o dem dos 1460€/ano, com base na á ea ocupada pelas 12 pale es.
6.3. Aumen o da axa de p odução de pneus es ados
Es e aumen o da axa de p odução de es es é ele an e, pois não só ele a a p odu i idade, mas ambém
po encializa a capacidade de espos a ace à p ocu a de pneus es ados da p odução e assegu a um
melho ap o ei amen o dos ecu sos disponí eis.
Rela i amen e a es a p opos a, se o implemen ada, e i ica-se que exis e um aumen o de 10 pneus
es ados dia iamen e, e le indo-se em mais 10290 pneus es ados ao longo do ano (Figu a 44). Assim,
conclui-se que exis e um aumen o de es es de pneus de 31,25%, que e ela uma melho ia da e iciência
do p ocesso de
shea og a ia
.
81
Com os esul ados da capacidade da máquina, oi ealizado, no amen e, o cálculo do núme o de
abalhado es, alocados à máquina, necessá ios pa a sa is aze a no a p ocu a. Tendo-se concluído que
são necessá ios 1,82 abalhado es, ou seja, 2 abalhado es dia iamen e, como se pode e i ica na
Figu a 45.
6.4. C iação da o icina e Ges ão isual
A aplicação da ges ão isual e do p og ama 5S no Cen o de Tes es e A aliação pe mi iu alcança
esul ados signi ica i os, apesa de a implemen ação o al das mudanças p e is as na o icina ainda não
e sido concluída. Um dos a anços ob idos oi a aquisição de a má ios especí icos pa a o
a mazenamen o de peças
spa es
, como ilus ado na Figu a 46. Es es a má ios o am o ganizados de
aco do com o ipo de máquina ao qual os
spa es
co espondem. Adicionalmen e, oi c iada uma lis a
de alhada que pe mi e localiza apidamen e a alocação de cada
spa e
, acionalizando o p ocesso de
iden i icação e acesso aos mesmos.
Figu a 46 - O ganização dos
spa es
nos no os a má ios
Figu a 45 - Recu sos necessá ios de mão de ob a
Nº ope ado es/ dia
42 pneus
Tempo homem/dia
725,72 min
1,82
A ualmen e
Aumen o do nº
de es es
Pneus
es ados/Dia 32 42
Pneus
es ados/Ano
7840 10290
Figu a 44 - Núme o de pneus es ados po ano
82
A in odução de e ique as pa a iden i icação das ga e as onde se encon am e amen as ambém ge ou
melho ias e iden es. Es e p ocedimen o con ibuiu pa a a edução do empo necessá io pa a localiza
as e amen as, simpli icando o luxo de abalho. Na Figu a 47 é possí el obse a uma compa ação do
es ado do a má io de e amen as an es e depois da implemen ação das e ique as, e idenciando o
impac o posi i o da o ganização isual.
Ou a melho ia signi ica i a oi a aquisição de um o ganizado de documen os pa a a sala de con olo.
Es e equipamen o pe mi e a a umação dos es es após a sua ealização e an es do seu a qui o
de ini i o. A o ganização dos es es eduz a deso dem an e io men e obse ada, acili ando a consul a e
ga an indo a in eg idade dos documen os.
Quando combinadas com as es an es melho ias implemen adas ao longo do p oje o, ais como as
o ien ações pa a a eliminação de excessos e a de inição de pad ões de o ganização e a mazenamen o,
es as ações con ibuí am pa a um aumen o nos esul ados das audi o ias 5S. A p imei a audi o ia
ealizada ob e e um esul ado de 74%, e le indo as condições iniciais. Após a implemen ação das ações
de melho ia, incluindo a o ganização dos a má ios, a e ique agem das e amen as e a in odução do
o ganizado de documen os, oi conduzida uma no a audi o ia, que alcançou um esul ado de 85%,
con o me e idenciado no Apêndice 16. Es e aumen o de 15% e idencia os bene ícios das inicia i as
aplicadas a é ao momen o. Na Figu a 48 e i icam-se as classi icações de cada S na segunda audi o ia.
Es ima-se que, com a implemen ação o al de odas as melho ias planeadas, incluindo a conclusão da
o ganização da o icina e a acionalização comple a do espaço, es e alo possa alcança ní eis ainda
mais ele ados, e le indo a ma u idade da aplicação do p og ama 5S no Cen o de Tes es e A aliação e
consolidando os bene ícios das p á icas es u u adas de o ganização e ges ão isual.
Figu a 47 - A má io de e amen as an es (à esque da) e depois (à di ei a) com
ga e as iden i icadas
83
6.5. Implemen ação da eunião diá ia
A implemen ação da eunião diá ia e e um impac o posi i o na comunicação e o ganização das a e as
que se e le iu em melho ias no ambien e de abalho. Es a p á ica p opo cionou maio anspa ência na
de inição de p io idades, acili ando a iden i icação e execução das a e as necessá ias pa a ealiza
du an e o dia. Com o en ol imen o dos abalhado es nas ações diá ias, p omo eu-se um aumen o do
comp omisso e da esponsabilidade pa ilhada.
A eunião diá ia ambém melho ou a comunicação in e na, eduzindo e os deco en es de alhas de
in o mação e o alecendo o abalho em equipa. A isibilidade cons an e das di iculdades ope acionais,
a a és do egis o de in o mações, pe mi iu uma espos a mais e icien e aos desa ios, con ibuindo pa a
a acionalização das ope ações e omen ando a en eajuda na equipa. Em suma, a eunião diá ia
consolidou-se como um ins umen o c ucial pa a melho a a e iciência e o desempenho cole i o no
Cen o de Tes es e A aliação.
Figu a 48 - Resul ado de cada S na segunda au o ia 5S
85% 79% 100% 88% 75%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
TRIAGEM ORGANIZAÇÃO LIMPEZA NORMALIZAÇÃO DISCIPLINA
AUDITORIA 5S À ZONA DA OPERAÇÃO
84
7. CONCLUSÃO
No p esen e e úl imo capí ulo são ap esen adas as conside ações inais deco en es des e p oje o de
disse ação. São ainda, ap esen adas algumas suges ões de abalho u u o a se ealizado de o ma a
p omo e a melho ia do Cen o de Tes es e A aliação.
7.1. Conside ações inais
O p esen e abalho con ibuiu pa a a melho ia do p ocesso da
shea og a ia
e da o ganização do Cen o
de Tes es e A aliação, undamen ando-se na aplicação de me odologias de apoio ao Pensamen o
Lean
.
O obje i o oi e idencia o impac o do es ado a ual no uncionamen o do Cen o de Tes es e A aliação e
p opo soluções pa a melho a o seu desempenho.
Inicialmen e e e uou-se uma análise do p ocesso da
shea og a ia
, a a és de e amen as de
mapeamen o de p ocessos como o BPMN, VSM e o SIPOC, complemen ada pela a aliação da e iciência
da máquina ia OEE e pelo g á ico de sequência-execu an e. Iden i ica am-se a i idades que não
ac escen am alo ao p ocesso e a aliou-se o luxo do mesmo, u ilizando o diag ama de espa gue e. Es a
análise pe mi iu iden i ica p oblemas e desen ol e p opos as de melho ia pa a o p ocesso de
shea og a ia
. A aplicação das di e sas e amen as de diagnós ico possibili ou uma comp eensão mais
de alhada do p ocesso de
shea og a ia
, uma ez que as pa icula idades de cada e amen a
con ibuí am de o ma complemen a pa a uma análise in eg ada e ap o undada.
Pa a soluciona a inexis ência de egis o de empos, oi conduzido um es udo dos empos que possibili ou
de e mina a du ação das á ias e apas do p ocesso e de ini os ecu sos de mão de ob a necessá ios:
dois abalhado es po dia, um po u no. Es e es udo ambém supo ou as melho ias p opos as,
o nando possí el es ima os seus esul ados. Pa a além disso, cons a ou-se que a máquina não es a a
a es a na sua capacidade máxima, pe mi indo iden i ica uma opo unidade de melho ia.
Rela i amen e ao
layou
ine icien e, oi p opos a uma ees u u ação que isa eduzi despe dícios e
melho a o luxo p odu i o. Es ima-se que as mo imen ações do abalhado e anspo es do ma e ial
sejam eduzidos em 46 me os pe co idos a pé e 101 me os de empilhado , aduzindo-se numa
poupança en e 10 a 13 dias de abalho anual, dependendo do olume de pneus es ados.
Pa a eduzi o in en á io p opôs-se a adap ação do ho á io dos anspo es às necessidades do Cen o
de Tes es e A aliação, e i ando acumulações desnecessá ias de pneus. Foi, ambém, p opos a a c iação
de um plano de es es de o ma a p e e o núme o de pneus a se em es ados dia iamen e, os ecu sos

85
de mão de ob a necessá ios pa a os es a e o ho á io dos anspo es dos pneus pa a o Cen o de Tes es
e A aliação. Es as p opos as pe mi em diminui o in en á io pa a um máximo de 6 pale es de
inbound
e
ou bound
, e le indo-se numa edução de 14,6 m² de espaço ocupado e eduzindo os cus os de
a mazenamen o em 1460€/ano.
Tendo sido ealizado um es udo sob e a capacidade da máquina, oi iden i icado que se ia possí el
aumen a o núme o de pneus es ados de 32 pa a 42 po dia, ep esen ando um inc emen o de 31,25%
sem necessidade de ecu sos adicionais.
A o ganização do Cen o de Tes es e A aliação oi a aliada po meio de uma audi o ia 5S, que
inicialmen e ob e e um esul ado de 74%. Pa a melho a es e esul ado oi p opos o que consumí eis e
e amen as de meno u ilização e
spa es
ossem alocados num local iden i icado como o icina, ge ido
po um sis ema de
Kanbans
. Após a implemen ação pa cial des a p opos a, o alo da audi o ia
aumen ou pa a 85%, com a expec a i a de melho ia após a inalização da o icina. Du an e a aplicação
do p og ama de 5S, o am eliminados 120kg de esíduos acumulados.
Pa a colma a as alhas na comunicação iden i icadas, o am implemen adas as euniões diá ias,
baseadas na me odologia
Agile
, que ouxe am maio anspa ência na de inição de p io idades,
iden i icação de a e as necessá ias a execu a du an e o dia, edução de e os e p omoção de
colabo ação en e os abalhado es. Adicionalmen e, o am c iados
empla es
pa a egis o de
in o mações p o enien es de euniões. Es es
empla es
pe mi em iden i ica apidamen e quais as
a e as a se em ealizadas, moni o iza a e as em andamen o (WIP),
backlog
de a e as e é, ambém,
possí el iden i ica as esponsabilidades de cada abalhado , o nando a comunicação mais cla a e
e icien e.
Com o in ui o de no maliza os p ocessos e ga an i a e iciência ope acional, o am a ualizadas as
ins uções de abalho desa ualizadas e elabo adas no as ins uções pa a p ocedimen os que ca eciam
de documen ação o mal.
Apesa de algumas p opos as não e em sido implemen adas de ido a limi ações de empo e ince ezas
quan o ao u u o da máquina de
shea og a ia
, os obje i os des e p oje o o am a ingidos. As di iculdades
ap esen adas pelo Cen o de Tes es e A aliação o am es udadas, e as p opos as desen ol idas o e ecem
supo e à omada de decisões undamen adas e alinhadas com os in e esses do Cen o de Tes es e
A aliação.
86
En e as limi ações sen idas ao longo do p oje o, des acam-se a al a de empo pa a ealiza o es udo
dos empos, aliado ao ele ado empo das a i idades, a ausência de dados p ecisos sob e as pa agens
das máquinas e a dependência de egis os manuais dos abalhado es.
7.2. T abalho u u o
Face às limi ações encon adas ao longo des e p oje o, ecomenda-se como abalho u u o a
implemen ação das p opos as de melho ias aqui ap esen adas.
Adicionalmen e, suge e-se a con inuação do es udo do abalho nos es an es p ocessos do Cen o de
Tes es e A aliação. Es e es udo de e á inclui a análise da e iciência e dos empos da execução de cada
p ocesso, dado que a ualmen e o egis o dos empos é inexis en e. Além disso, a i idades que não
ag egam alo , como o apon amen o manual de dados seguido da sua ansc ição pa a o compu ado ,
de em se eliminadas. Es as p á icas indicam opo unidades de melho ia pa a a eliminação de
despe dício e aumen o da p odu i idade.
Ou o aspe o que me ece a enção é a possibilidade de desen ol e um es udo sob e a manu enção das
máquinas. O obje i o se ia iden i ica e implemen a es a égias que minimizem os p oblemas de
uncionamen o e eduzam os empos de pa agem. A manu enção p e en i a e p edi i a pode á con ibui
pa a a melho ia da disponibilidade e e iciência das máquinas.
Assim, os abalhos u u os de em oca -se na implemen ação p á ica das p opos as, no es udo e
acionalização de ou os p ocessos e na ges ão e icien e da manu enção, c iando uma base sólida pa a
a melho ia con ínua do Cen o de Tes es e A aliação.
87
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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95
Regis a pneu
Regis a pneu no compu ado
Ma ca linha no DOT
Cola e ique a no pneu
N
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
1
4
170
42,5
100
4
45
11,3
100
4
131
32,8
98
2
3
150
50,0
96
4
40
10,0
100
4
125
31,3
98
3
4
200
50,0
97
3
46
15,3
100
3
112
37,3
98
4
2
155
77,5
100
4
43
10,8
100
4
76
19,0
100
5
4
243
60,8
100
2
40
20,0
93
4
146
36,5
100
6
7
203
29,0
100
4
51
12,8
100
3
117
39,0
98
7
6
338
56,3
96
4
76
19,0
96
6
135
22,5
100
8
4
247
61,8
100
3
57
19,0
97
4
87
21,8
100
9
4
299
74,8
100
4
65
16,3
97
4
146
36,5
97
10
4
192
48,0
100
4
66
16,5
98
4
65
16,3
100
11
4
334
83,5
100
4
60
15,0
100
4
57
14,3
100
12
4
233
58,3
100
4
76
19,0
96
4
74
18,5
100
13
5
282
56,4
100
5
70
14,0
95
5
76
15,2
100
14
2
157
78,5
100
4
77
19,3
97
2
27
13,5
100
15
4
116
29,0
100
4
57
14,3
100
4
94
23,5
100
16
4
283
70,8
98
4
48
12,0
100
4
144
36,0
95
17
4
265
66,3
100
5
65
13,0
100
4
109
27,3
100
18
5
261
52,2
100
4
46
11,5
100
5
139
27,8
100
19
2
210
105,0
100
2
19
9,5
102
2
82
41,0
100
20
3
148
49,3
100
2
9
4,5
102
2
59
29,5
100
21
2
169
84,5
100
4
46
11,5
100
4
96
24,0
100
22
2
72
36,0
100
3
28
9,3
100
3
83
27,7
100
23
2
141
70,5
100
2
15
7,5
102
2
51
25,5
100
24
2
94
47,0
100
3
59
19,7
98
3
37
12,3
105
25
2
119
59,5
100
2
29
14,5
100
2
59
29,5
100
26
2
109
54,5
100
2
27
13,5
100
2
43
21,5
100
27
3
141
47,0
100
2
23
11,5
100
2
50
25,0
102
28
2
96
48,0
100
3
50
16,7
98
3
115
38,3
98
29
2
156
78,0
100
2
14
7,0
102
2
37
18,5
101
30
2
130
65,0
100
2
27
13,5
100
2
66
33,0
99
31
3
186
62,0
100
2
51
25,5
100
2
78
39,0
97
32
3
152
50,7
100
2
36
18,0
96
2
55
27,5
100
33
2
98
49,0
100
2
51
25,5
90
2
48
24,0
100
34
2
137
68,5
100
2
43
21,5
91
2
45
22,5
100
35
2
126
63,0
100
3
33
11,0
100
3
71
23,7
100
36
2
167
83,5
100
2
30
15,0
99
2
70
35,0
96
37
2
167
83,5
100
2
18
9,0
100
2
45
22,5
100
38
2
202
101,0
97
2
14
7,0
102
2
37
18,5
101
39
3
25
8,3
101
3
66
22,0
100
40
3
30
10,0
100
3
86
28,7
100
41
2
18
9,0
100
2
45
22,5
100
42
2
22
11,0
100
2
44
22,0
100
43
2
32
16,0
98
2
50
25,0
100
44
2
19
9,5
101
2
51
25,5
100
45
2
31
15,5
100
2
52
26,0
100
46
47
48
m
61,87
99,58
13,76
98,9
26,20
99,6
s
17,61
4,77
7,48
N'
17,00
25,00
17,00
N: OK?
Sim
Sim
Sim

96
Regis a pneu
Coloca olhas IV na máquina
Ca ega es e no compu ado
N
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
1
4
9
2,3
100
4
31
7,75
97
2
4
9
2,3
100
4
26
6,5
100
3
3
8
2,7
100
2
26
13
100
4
4
19
4,8
100
2
27
13,5
100
5
4
10
2,5
100
4
25
6,25
100
6
3
7
2,3
100
3
18
6
100
7
6
37
6,2
97
4
29
7,25
100
8
4
32
8,0
96
4
24
6
100
9
4
19
4,8
100
4
61
15,25
100
10
4
12
3,0
100
4
27
6,75
100
11
4
13
3,3
100
4
30
7,5
98
12
4
15
3,8
100
5
30
6
100
13
5
12
2,4
100
2
16
8
100
14
2
12
6,0
100
2
28
14
100
15
4
12
3,0
100
4
34
8,5
100
16
4
17
4,3
100
5
28
5,6
100
17
5
22
4,4
100
4
25
6,25
102
18
4
19
4,8
100
5
39
7,8
102
19
2
16
8,0
97
5
49
9,8
100
20
2
16
8,0
97
5
47
9,4
100
21
4
19
4,8
100
3
33
11
100
22
3
23
7,7
97
5
57
11,4
100
23
3
14
4,7
100
5
18
3,6
100
24
2
14
7,0
98
4
36
9
100
25
2
12
6,0
100
5
37
7,4
100
26
2
10
5,0
100
4
45
11,25
100
27
3
21
7,0
98
4
52
13
100
28
2
10
5,0
100
29
2
13
6,5
100
30
3
13
4,3
100
31
2
14
7,0
98
32
2
14
7,0
98
33
2
11
5,5
100
34
3
11
3,7
100
35
3
18
6,0
100
36
2
18
9,0
96
37
2
15
7,5
97
38
2
15
7,5
96
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
m
5,20
99,08
8,81
99,96
s
1,95
3,02
N'
30,00
25,00
N: OK?
Sim
Sim
97
Tes a
P epa a
en ada do pneu
SS
Coloca pneu na
máquina pa a
es e SS
P epa a
en ada do pneu
OSS
Coloca pneu na
máquina pa a
es e OSS
Re i a pneu da
máquina de
es e
N
TO
FA
TO
FA
TO
FA
TO
FA
TO
FA
1
32
100
52
100
67
100
69
100
68
100
2
47
100
32
100
66
100
62
100
62
100
3
39
100
47
100
58
100
66
100
57
100
4
42
100
65
100
66
100
78
100
75
100
5
53
100
50
100
70
100
80
100
79
100
6
60
100
52
100
55
100
94
100
65
100
7
70
100
46
100
57
100
77
100
60
100
8
52
100
53
100
72
100
53
100
69
100
9
51
100
47
100
52
100
65
100
75
100
10
45
100
67
100
62
100
79
100
62
100
11
48
100
54
100
68
100
80
100
67
100
12
55
100
99
95
54
100
58
100
60
100
13
101
90
53
100
53
100
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100
62
100
14
104
90
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100
59
100
64
100
72
100
15
54
100
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100
70
100
70
100
67
100
16
54
100
52
100
61
100
66
100
65
100
17
35
100
62
100
53
100
74
100
78
100
18
24
100
53
100
75
100
58
100
64
100
19
28
100
57
100
54
100
76
100
57
100
20
31
100
47
100
58
100
71
100
70
100
21
36
100
66
100
67
100
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100
59
100
22
70
100
60
100
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100
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100
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100
23
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100
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100
63
100
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100
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100
24
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100
51
100
56
100
84
100
69
100
25
48
100
59
100
55
100
54
100
63
100
26
43
100
68
100
55
100
80
100
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100
27
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100
63
100
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100
56
100
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100
28
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100
60
100
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100
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100
100
100
29
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100
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100
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100
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100
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100
30
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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55
100
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100
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100
45
100
40
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100
49
100
41
54
100
58
100
42
64
100
43
44
100
44
45
46
47
48
m
54,00
99,53
56,54
99,88
61,14
100
69,06
100
68,05
100
s
17,04
10,77
6,14
10,79
11,75
N'
21,00
8,00
3,00
6,00
7,00
N: OK?
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
98
A alia pneu
Ab i ichei o
Espe a pelo
p og ama
Iden i ica alhas
Classi ica pneu
Subme e
a aliação
Apon a
classi icação na
olha IV
N
TO
FA
TO
TO
FA
TO
FA
TO
FA
TO
FA
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5
100
18
34
100
2
100
3
100
4
100
2
3
100
20
21
100
3
100
3
100
5
100
3
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100
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100
3
100
4
100
4
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19
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3
100
4
100
4
100
5
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100
18
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3
100
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99
7
98
6
3
100
19
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2
100
4
100
4
100
7
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100
19
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100
3
100
3
100
4
100
8
4
100
25
10
100
3
100
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98
5
100
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100
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100
7
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100
10
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2
100
5
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4
100
11
4
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4
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100
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100
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100
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100
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100
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6
100
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100
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100
4
100
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3
100
3
100
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100
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100
2
100
4
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100
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100
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2
100
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100
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100
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100
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100
2
100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
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100
20
21
100
2
100
3
100
4
100
38
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100
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100
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2
100
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22
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2
100
3
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19
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100
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100
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100
19
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2
100
3
100
3
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46
8
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19
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100
2
100
4
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3
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47
6
100
20
6
100
2
100
3
100
5
100
48
4
100
18
14
100
2
100
3
100
7
100
49
4
100
19
6
100
2
100
2
100
7
100
50
4
100
21
14
100
4
100
2
100
6
98
51
4
100
20
29
100
3
100
3
100
2
100
52
5
100
19
40
100
2
100
3
100
4
100
53
5
100
18
25
100
3
100
3
100
4
100
54
4
100
19
9
100
2
100
2
100
3
100
55
5
100
19
15
100
3
100
3
100
3
100
99
56
6
100
19
32
100
5
100
2
100
4
100
57
8
100
21
24
100
2
100
2
100
3
100
58
5
100
20
20
100
2
100
2
100
4
100
59
4
100
22
15
100
2
100
2
100
4
100
60
5
100
22
27
100
2
100
3
100
3
100
61
3
100
22
27
100
2
100
3
100
3
100
62
4
100
22
42
100
2
100
3
100
6
98
63
3
100
20
20
100
2
100
2
100
4
100
64
3
100
22
17
100
3
100
3
100
3
100
65
4
100
20
6
100
6
100
3
100
6
100
66
4
100
21
26
100
2
100
3
100
4
100
67
6
100
22
41
100
2
100
4
100
4
100
68
5
100
21
16
100
2
100
2
100
3
100
69
4
100
21
56
100
3
100
4
100
3
100
70
3
100
20
67
100
2
100
3
100
3
100
71
4
100
21
13
100
2
100
3
100
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4
100
21
11
100
3
100
2
100
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3
100
21
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100
3
100
3
100
74
4
100
21
74
100
2
100
3
100
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6
100
21
17
100
2
100
3
100
76
4
100
22
30
100
2
100
2
100
77
3
100
18
14
100
2
100
2
100
78
3
100
20
18
100
2
100
2
100
79
2
100
18
54
100
3
100
3
100
80
2
100
20
21
100
1
100
2
100
81
3
100
19
20
100
3
100
2
100
82
5
100
19
7
100
2
100
2
100
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3
100
19
37
100
4
100
2
100
84
2
100
18
26
100
2
100
2
100
85
2
100
18
11
100
2
100
4
100
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4
100
19
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100
2
100
2
100
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2
100
14
8
100
3
100
2
100
88
4
100
19
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100
2
100
2
100
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6
100
19
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2
100
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5
100
19
22
100
3
100
91
20
13
100
92
31
100
93
83
100
94
8
100
95
14
100
96
37
100
97
11
100
98
45
100
99
4
100
100
17
100
101
20
100
102
57
100
103
31
100
m
4,16
100
19,42
25,42
100
2,75
100
3,02
99,92
4,31
99,91
s
1,38
1,55
15,87
0,91
1,13
1,38
N'
23,00
2,00
81,00
23,00
30,00
22,00
N: OK?
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
100
De ol e pneu
Limpa DOT e e i a e ique a do
pneu
Coloca pneu na pale e
Coloca pale e no local de
ou bound
Iden i ica pale e de aco do com a
a aliação
N
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
1
4
100
25,0
100
2
88
44,0
100
2
120
60,0
97
2
55
27,5
100
2
4
72
18,0
100
4
121
30,3
100
4
107
26,8
100
4
46
11,5
100
3
2
85
42,5
100
4
136
34,0
100
4
64
16,0
100
4
40
10,0
103
4
2
98
49,0
100
2
159
79,5
100
2
33
16,5
100
2
27
13,5
103
5
2
44
22,0
100
2
137
68,5
98
2
63
31,5
98
2
30
15,0
102
6
2
83
41,5
94
2
141
70,5
100
4
80
20,0
100
2
67
33,5
100
7
3
66
22,0
100
2
182
91,0
96
2
50
25,0
100
2
34
17,0
100
8
4
110
27,5
100
2
136
68,0
100
2
96
48,0
100
2
32
16,0
100
9
4
72
18,0
100
2
98
49,0
100
2
95
47,5
100
3
60
20,0
100
10
5
108
21,6
100
3
215
71,7
98
2
75
37,5
100
4
47
11,8
102
11
5
128
25,6
100
4
209
52,3
100
2
79
39,5
100
2
50
25,0
100
12
2
33
16,5
100
2
113
56,5
100
2
62
31,0
100
2
54
27,0
100
13
3
53
17,7
100
2
121
60,5
100
2
66
33,0
100
2
38
19,0
100
14
3
69
23,0
100
2
95
47,5
100
2
66
33,0
100
2
34
17,0
100
15
2
77
38,5
100
2
111
55,5
100
2
60
30,0
100
2
57
28,5
100
16
1
34
34,0
100
2
135
67,5
100
3
96
32,0
100
2
56
28,0
100
17
2
107
53,5
100
2
135
67,5
100
2
59
29,5
100
2
63
31,5
100
18
2
55
27,5
100
2
212
106,0
93
1
46
46,0
100
2
60
30,0
100
19
3
73
24,3
100
2
108
54,0
100
2
71
35,5
100
2
42
21,0
100
20
1
65
65,0
96
3
181
60,3
100
2
53
26,5
100
3
43
14,3
102
21
3
79
26,3
100
2
161
80,5
97
2
53
26,5
100
2
53
26,5
100
22
2
50
25,0
100
1
51
51,0
100
2
47
23,5
100
1
52
52,0
100
23
2
55
27,5
100
2
90
45,0
100
2
117
58,5
100
2
56
28,0
100
24
3
67
22,3
100
2
111
55,5
100
3
98
32,7
100
2
51
25,5
100
25
3
50
16,7
100
2
94
47,0
100
1
69
69,0
98
2
58
29,0
100
26
3
61
20,3
100
2
118
59,0
100
1
73
73,0
98
2
48
24,0
100
27
2
79
39,5
97
2
75
37,5
100
2
74
37,0
100
2
55
27,5
100
28
2
49
24,5
100
3
58
19,3
105
3
71
23,7
100
3
54
18,0
100
29
1
31
31,0
100
1
69
69,0
100
3
56
18,7
100
1
56
56,0
98
30
2
66
33,0
100
1
48
48,0
100
2
54
27,0
100
1
38
38,0
100
31
2
78
39,0
98
2
108
54,0
100
3
59
19,7
100
2
38
19,0
100
32
2
42
21,0
100
3
160
53,3
100
2
43
21,5
100
3
49
16,3
100
33
2
78
39,0
96
3
95
31,7
100
2
60
30,0
100
2
42
21,0
100
34
2
55
27,5
100
2
99
49,5
100
2
77
38,5
100
3
35
11,7
103
35
2
59
29,5
100
3
122
40,7
100
3
88
29,3
100
2
42
21,0
100
36
2
130
65,0
100
2
60
30,0
100
3
57
19,0
101
37
2
94
47,0
100
2
53
26,5
100
2
50
25,0
100
38
1
65
65,0
100
3
47
15,7
102
2
50
25,0
100
39
2
74
37,0
100
2
43
21,5
100
3
51
17,0
102
40
2
141
70,5
99
2
42
21,0
100
41
2
106
53,0
100
2
42
21,0
100
42
3
170
56,7
100
43
2
144
72,0
98
44
2
95
47,5
100
45
2
113
56,5
100
46
47
48
m
29,57
99,46
56,13
99,6
33,00
99,8
23,50
100,39
s
11,14
17,02
13,74
9,82
N'
30,00
20,00
36,00
37,00
N: OK?
Sim
Sim
Sim
Sim

101
EMPILHADOR
En a empilhado
Sai empilhado
N
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
Nº
PNEUS
TO
TO/
PNEU
FA
1
4
9
2,3
100
4
13
3,3
100
2
12
12
1,0
100
12
18
1,5
100
3
9
15
1,7
98
9
20
2,2
100
4
10
12
1,2
100
10
21
2,1
98
5
6
26
4,3
97
6
21
3,5
98
6
11
9
0,8
102
11
24
2,2
100
7
8
34
4,3
95
7
18
2,6
100
8
12
15
1,3
98
8
17
2,1
100
9
8
17
2,1
100
12
21
1,8
100
10
4
23
5,8
100
8
21
2,6
98
11
4
17
4,3
100
4
19
4,8
100
12
3
27
9,0
100
4
21
5,3
97
13
2
20
10,0
100
3
19
6,3
100
14
8
14
1,8
100
11
18
1,6
100
15
4
14
3,5
100
8
17
2,1
100
16
8
12
1,5
102
4
24
6,0
98
17
9
17
1,9
100
9
19
2,1
100
18
8
27
3,4
100
8
18
2,3
100
19
9
13
1,4
100
5
18
3,6
100
20
2
11
5,5
100
5
17
3,4
100
21
5
18
3,6
100
10
17
1,7
98
22
2
13
6,5
100
10
26
2,6
98
23
5
20
4,0
100
9
20
2,2
100
24
10
20
2,0
98
9
25
2,8
100
25
10
13
1,3
100
3
17
5,7
100
26
9
13
1,4
100
10
10
1,0
100
27
9
16
1,8
100
11
23
2,1
100
28
3
9
3,0
100
9
22
2,4
100
29
10
10
1,0
102
7
21
3,0
100
30
11
18
1,6
100
8
13
1,6
100
31
9
20
2,2
100
4
19
4,8
100
32
8
26
3,3
98
9
16
1,8
100
33
10
12
1,2
100
7
19
2,7
100
34
7
15
2,1
100
9
20
2,2
100
35
11
16
1,5
100
5
17
3,4
100
36
8
15
1,9
100
6
17
2,8
100
37
9
15
1,7
98
8
23
2,9
100
38
7
15
2,1
100
8
10
1,3
100
39
9
13
1,4
100
6
10
1,7
100
40
9
20
2,2
100
2
17
8,5
102
41
8
23
2,9
100
4
18
4,5
100
42
6
10
1,7
100
2
13
6,5
100
43
2
28
14,0
100
7
11
1,6
102
44
4
17
4,3
100
2
13
6,5
102
45
2
8
4,0
102
4
9
2,3
100
46
7
14
2,0
100
4
10
2,5
100
47
2
18
9,0
100
2
20
10,0
98
48
4
22
5,5
100
2
13
6,5
100
49
4
17
4,3
98
4
15
3,8
100
50
2
10
5,0
100
6
12
2,0
100
51
2
29
14,5
100
5
14
2,8
100
52
2
16
8,0
100
5
14
2,8
102
53
3
16
5,3
100
5
12
2,4
100
54
2
18
9,0
98
2
6
3,0
102
55
4
15
3,8
100
2
11
5,5
100
102
56
2
13
6,5
100
5
14
2,8
100
57
6
22
3,7
100
4
10
2,5
100
58
5
14
2,8
100
5
7
1,4
102
59
5
11
2,2
100
5
8
1,6
100
60
5
9
1,8
100
2
17
8,5
100
61
2
13
6,5
98
4
15
3,8
102
62
5
10
2,0
100
4
21
5,3
100
63
4
12
3,0
100
2
20
10,0
98
64
5
17
3,4
102
4
23
5,8
98
65
5
16
3,2
100
2
20
10,0
100
66
2
18
9,0
100
2
21
10,5
100
67
2
10
5,0
100
5
24
4,8
98
68
4
15
3,8
100
4
23
5,8
98
69
4
14
3,5
100
2
19
9,5
100
70
2
15
7,5
100
2
18
9,0
98
71
4
13
3,3
100
2
18
9,0
100
72
2
10
5,0
100
2
16
8,0
100
73
2
20
10,0
100
2
20
10,0
100
74
5
16
3,2
100
2
20
10,0
98
75
4
18
4,5
100
5
20
4,0
100
76
2
19
9,5
98
2
20
10,0
98
77
2
15
7,5
100
2
11
5,5
100
78
2
9
4,5
100
2
18
9,0
100
79
2
13
6,5
100
4
23
5,8
100
80
2
14
7,0
100
2
27
13,5
95
81
2
12
6,0
102
5
23
4,6
100
82
2
12
6,0
100
5
20
4,0
100
83
5
17
3,4
100
3
13
4,3
102
84
2
11
5,5
100
2
14
7,0
102
85
2
15
7,5
100
2
13
6,5
100
86
2
10
5,0
100
4
15
3,8
100
87
2
15
7,5
100
4
19
4,8
100
88
4
10
2,5
100
5
24
4,8
98
89
3
8
2,7
100
90
2
20
10,0
100
91
5
16
3,2
100
92
5
10
2,0
100
93
2
11
5,5
100
94
3
14
4,7
100
95
2
14
7,0
100
96
2
9
4,5
100
97
1
9
9,0
100
98
4
17
4,3
100
99
4
9
2,3
100
100
5
20
4,0
100
101
2
12
6,0
100
102
103
m
4,35
99,7
4,51
99,6
s
2,82
2,83
N'
88,00
82,00
N: OK?
Sim
Sim
103
Apêndice 5 - Resul ados ajus amen os
En a e
sai do
empilhado
U iliza
empilhado
U iliza
compu ado
1.
Assina
guia
3.
Recolhe
olha IV
4. Risca
o DOT/
cola
e ique as
4.
Coloca
olhas IV
na
máquina
5.
Usa
c ane
6.
Iden i ica
alhas
6. Apon a
classi icação
na olha IV
7.
Iden i ica
pale e
7.
Limpa
DOT e
e i a
e ique a
To al
0
9
0
0
0
14
0
8
10
0
0
14
1
0
0
0
0
0
1
0
1
0
0
0
1
2
0
5
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
2
0
0
0
0
0
2
4
0
4
0
0
0
0
0
7
10
0
0
0
5
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6
0
0
0
0
0
11
0
0
0
0
0
11
104
Apêndice 6 - Tempos no malizados
RECECIONAR PNEUS
Assina Guia
Desca ega
camião
Ca ega
camião
Regis a
en ada e
saída de
pneus
En a
empilhado
Sai
empilhado
TO
2,38
43,69
51,06
6,00
4,35
4,51
FA
99,91
99,26
99,59
100,00
99,70
99,58
S Aj
0
0,09
0,09
0
0
0
FA aj
99,91
108,19
108,55
100,00
99,70
99,58
TN
2,38
47,27
55,43
6,00
4,33
4,49
S TN
119,90
T anspo a pneu
Iden i ica pneu
T anspo a
pneu pa a a
zona de
es e
En a
empilhado
Sai
empilhado
Recolhe olha
IV
TO
69,53
4,35
4,51
TO
6,75
FA
99,87
99,70
99,58
FA
99,93
S Aj
0,09
0
0
S Aj
0
FA aj
108,85
99,70
99,58
FA aj
99,93
TN
75,69
4,33
4,49
TN
6,75
S TN
84,51
S TN
6,75
Regis a pneu
Regis a pneu
no
compu ado
Ma ca linha
no DOT
Cola
e ique a no
pneu
Coloca
olhas IV na
máquina
Ca ega
es e no
compu ado
TO
61,87
13,76
26,20
5,20
8,81
FA
99,58
98,91
99,62
99,08
99,96
S Aj
0
0,14
0,14
0
0
FA aj
99,58
112,76
113,57
99,08
99,96
TN
61,61
15,52
29,76
5,15
8,80
S TN
120,83
111
Apêndice 10 - empos da máquina po e e ência de pneu
m
s
N'
N
SUFICIENTE?
TESTAR PNEUS
1
1
2
3
4
5
20.05 R 25 SS
min
13
13
13
13
13
789,47
4,35
1,00
Sim
s
10
16
15
9
17
o al (s)
790
796
795
789
797
20.05 R 25 OSS
min
10
10
10
10
10
623,50
2,39
1,00
Sim
s
23
19
25
24
21
o al (s)
623
619
625
624
621
2
1
2
3
4
5
23.5 R 25 SS
min
13
13
13
13
13
787,33
1,86
1,00
Sim
s
4
9
8
9
7
o al (s)
784
789
788
789
787
23.5 R 25 SS
min
10
10
10
10
10
621,20
3,27
1,00
Sim
s
21
26
17
22
20
o al (s)
621
626
617
622
620
3
1
2
3
4
5
18.00 R 25 SS
min
6
6
368,50
0,71
1,00
Sim
s
8
9
o al (s)
368
369
0
0
0
18.00 R 25 OSS
min
3
3
210,00
1,41
1,00
Sim
s
29
31
o al (s)
209
211
0
0
0
4
1
2
3
4
5
29.5 R 25 SS
min
12
12
731,50
2,12
1,00
Sim
s
10
13
o al (s)
730
733
0
0
0
29.5 R 25 OSS
min
12
12
732,00
2,83
1,00
Sim
s
10
14
o al (s)
730
734
0
0
0
5
1
2
3
4
5
18.00 R 33 SS
min
6
6
6
6
394,75
2,22
1,00
Sim
s
37
36
34
32
o al (s)
397
396
394
392
0
18.00 R 33 OSS
min
3
3
3
3
210,25
0,96
1,00
Sim
s
31
30
29
31
o al (s)
211
210
209
211
0
6
1
2
3
4
5
450/95 R 25 SS
min
6
6
6
376,00
1,00
1,00
Sim
s
17
15
16
o al (s)
377
375
376
0
0
450/95 R 25 OSS
min
3
3
3
211,00
1,00
1,00
Sim
s
30
31
32
o al (s)
210
211
212
0
0
7
1
2
3
4
5
26.5 R 25 SS
min
11
11
11
11
11
682,20
2,60
1,00
Sim
s
19
20
21
19
24
o al (s)
679
680
681
679
684
26.5 R 25 OSS
min
8
8
8
8
8
518,00
1,81
1,00
Sim

112
s
35
37
37
38
37
o al (s)
515
517
517
518
517
8
1
2
3
4
5
14.00 R 24 SS
min
6
6
6
6
6
380,25
11,90
1,00
Sim
s
13
38
16
14
17
o al (s)
373
398
376
374
377
14.00 R 24 OSS
min
3
3
3
3
3
210,50
1,29
1,00
Sim
s
29
32
30
31
32
o al (s)
209
212
210
211
212
9
1
2
3
4
5
24.00 R 35 SS
min
6
6
6
6
6
393,00
3,57
1,00
Sim
s
40
31
29
36
30
o al (s)
400
391
389
396
390
24.00 R 35 OSS
min
3
3
3
3
3
208,80
5,67
1,00
Sim
s
29
13
29
30
30
o al (s)
209
193
209
210
210
10
1
2
3
4
5
480/95 R 25 SS
min
6
6
6
6
6
372,50
3,16
1,00
Sim
s
13
10
14
10
12
o al (s)
373
370
374
370
372
480/95 R 25 OSS
min
3
3
3
3
3
212,00
1,58
1,00
Sim
s
31
31
32
29
34
o al (s)
211
211
212
209
214
11
1
2
3
4
5
35/65 R 33 SS
min
11
11
11
11
718,50
0,58
1,00
Sim
s
58
58
59
59
o al (s)
718
718
719
719
0
35/65 R 33 0SS
min
7
7
7
7
442,50
1,29
1,00
Sim
s
21
23
24
22
o al (s)
441
443
444
442
0
12
1
2
3
4
5
21.00 R 33 SS
min
11
10
659,50
3,54
1,00
Sim
s
2
57
o al (s)
662
657
0
0
0
21.00 R 33 SS
min
7
7
469,50
2,12
1,00
Sim
s
48
51
o al (s)
468
471
0
0
0
113
Apêndice 11 -
Excel
cálculo do
backlog
de pneus da
shea og a ia
Pneus
Ti e Dim
Class
TEMPO
TOTAL
Quan idade
1 20.5 R 25 OTR 23,55
2 23.5 R 25 OTR 23,48
3 18.00 R 25 OTR 9,64
4 29.5 R 25 OTR 24,39
5 18.00 R 33 OTR 10,08
6 450/95 R 25 OTR 9,78
7 26.5 R 25 OTR 20,00
8 14.00 R 24 OTR 9,85
9 24.00 R 35 OTR 10,03
10 480/95 R 25 OTR 9,74
11 35/65 R 33 OTR 19,35
12 21.00 R 33 OTR 18,82
13 16.00 R 25 OTR 0,00
14 875/65 R 29 OTR 0,00
15 12.00 R 24 OTR 0,00
16 750/65 R 25 OTR 0,00
17 520/70 R 38 AGRO 0,00
18 460/70 R 24 AGRO 0,00
19 710/70 R 38 AGRO 0,00
20 710/60 R 42 AGRO 0,00
0
0 Hou s 0 Minu es
WORKING DAYS
TOTAL HOURS
CALCULATE
114
Apêndice 12 –
Templa e
de euniões de ope ação
115
Apêndice 13 – P imei as páginas da ins ução de abalho do p ocesso
de
shea og a ia
116
Apêndice 14 – P imei as páginas da ins ução de abalho do p ocesso
do co e

117
Apêndice 15 – P imei as páginas da ins ução de calib ação
118
Apêndice 16 – Resul ado da segunda audi o ia 5S no Cen o de Tes es e A aliação
119
Anexo 1 – Ca ego ias de elemen os do BPMN
Ca ego ias de elemen os
Elemen os
Simbologia
Desc ição
Obje os de luxo
Exis e um conjun o de
ês elemen os-cha e
den o dos obje os de
luxo, de o ma que os
esponsá eis po modela
o diag ama não enham
de ap ende e econhece
um g ande núme o de
elemen os
E en o
Rep esen a algo que acon ece
du an e o p ocesso, no malmen e
êm uma causa ou um e ei o
associado. Exis em ês ipos de
e en o: inicial, in e médio e inal.
A i idade
Rep esen a o abalho ealizado
pela emp esa. Os ipos de
a i idades são: a e as e
subp ocessos.
Ga eway
Con ola as con e gências e
di e gências da sequência do luxo.
Obje os de conexão
Os obje os de luxo são
conec ados, a a és dos
obje os de conexão, de
o ma a c ia a es u u a
do diag ama. Exis em
ês ipos de obje os:
Fluxo de
sequência
Rep esen a a sequência das
a i idades ealizadas no p ocesso.
Fluxo de
Mensagem
Rep esen a o luxo de mensagens
en e di e en es pa icipan es
en ol idos no p ocesso.
Associação
Associa dados, ex o, e ou os
a e ac os com os obje os do luxo.
Mos am os
inpu s
e
ou pu s
das
a i idades.
Swimlanes
O concei o de
swimlanes
é usado como um
mecanismo pa a
o ganiza a i idades em
di e en es ca ego ias
isuais de modo a ilus a
di e en es capacidades
ou esponsabilidades
uncionais.
Pool
Rep esen a os pa icipan es do
p ocesso. São u ilizadas quando o
diag ama en ol e duas en idades
di e en es.
Lane
O ganiza e ca ego iza a i idades.
Lane
é uma subdi isão da
Pool.
A e ac os
De modo a p opo ciona
lexibilidade aos
modelado es e às
e amen as de
modelagem, exis em os
a e ac os que pe mi em
a adição de con ex o
ap op iado em si uações
especí icas de
modelação.
Da a Objec
Mos a como os dados são
necessá ios ou p oduzidos pelas
a i idades.
G upo
U ilizados pa a documen ação ou
com obje i o de analisa , sem
a e a o luxo do p ocesso.
Ano ação
Pe mi e o nece in o mação
adicional do p ocesso.
120
Anexo 2 – Ícones pad ão do VSM
Ca ego ia de
Símbolo
Nome
Simbologia
Nome
Simbologia
Fluxo de ma e ial
P ocesso
P ocesso
pa ilhado
Caixas de
p ocesso
Fo necedo es
Caixa de
in en á io
T anspo e de
o necedo
Se a de p odução
empu ada
En ios
Sequência do
luxo FIFO
Supe me cado
Empilhado
T anspo e de
ba co
Fluxo de in o mação
Fluxo in o mação
manual
Fluxo in o mação
ele ónica
Ve i ica
p og amação de
p odução
Sequência
puxada
P og amação
Ca ga de
ni elamen o
Re i ada de
Kanban
P odução
Kanban
Sinal
Kanban
Pos Kanban
Ge ais
T abalhado
Kaizen bu s
F I F O