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Avaliar a qualidade da informação: referencial teórico-metodológico

Author: Barómetro para a Qualidade da Informação
Publisher: Universidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/93cacc8c-4a4b-44cc-b4c7-f5431bb052ca/download
A alia a Qualidade da
In o mação: Re e encial
Teó ico-Me odológico
A alia a Qualidade da In o mação: Re e encial Teó ico-Me odológico
AUTOR
Ba óme o pa a a Qualidade da In o mação
EQUIPA
Ana Filipa Gomes; Gisiela Klein; Inês Mendes; Joel Felizes; Luís Miguel Lou ei o; Ri a A aújo;
Sand a Ma inho; Tiago Vaz Es ê ão
CAPA
Giulia May (Fo og a ia)
Luís Pin o e Inês Mendes (Composição)
PAGINAÇÂO
Inês Mendes; So ia Salguei o
EDIÇÃO
© Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade, 2025
Ins i u o de Ciências Sociais, Uni e sidade do Minho
Campus de Gual a , 4710-057 B aga, Po ugal
h ps://www.cecs.uminho.p /
h ps://www.b-in o.p /
[email p o ec ed].p
e-ISBN 978-989-36112-0-3
Es e abalho é inanciado po undos nacionais a a és da FCT – Fundação pa a a Ciência e a
Tecnologia, I.P., no âmbi o do p oje o UIDB/00736/2020 ( inanciamen o base) e UIDP/00736/2020
( inanciamen o p og amá ico).
Índice
In odução ........................................................................................................................................ 9
1. A QUALIDADE DA INFORMAÇÃO: RELEVÂNCIA SOCIAL E CIENTÍFICA ........ 11
1.1. Qualidade dos dados e qualidade da in o mação ............................................................. 11
1.2. A impo ância da qualidade da in o mação ....................................................................... 14
1.3. O di ei o à in o mação de qualidade e o papel do jo nalismo ................................. 16
2. AFERIÇÃO DA QUALIDADE: MODELOS, DIMENSÕES E INDICADORES ....... 19
2.1. B e e e olução do concei o ............................................................................................................... 19
2.2. O ciclo TDQM ............................................................................................................................................. 21
2.3. Dimensões da qualidade da in o mação .............................................................................. 23
2.4. O caso especí ico da in o mação jo nalís ica .................................................................... 26
2.5. Abo dagens me odológicas pa a a alia a qualidade da in o mação .......... 30
3. PROJETOS ANÁLOGOS AO BIP ......................................................................................... 37
4. METODOLOGIA DO BIP ..................................................................................................... 45
4.1. O p ocesso de moni o ização do BIP ........................................................................................ 45
4.1.1. C i é ios ans e sais ........................................................................................................... 46
4.2. Mé odos e écnicas .............................................................................................................................. 48
4.3. O mé odo Delphi e o es udo de caso ....................................................................................... 48
4.4. Disseminação dos esul ados e egula idade de a ualização .............................. 49
4.5. Polí ica de anspa ência e acesso abe o ........................................................................... 50
4.6. In e enção social e cien í ica ....................................................................................................... 51

Re e ências ..................................................................................................................................... 53
Anexos .............................................................................................................................................. 57
Anexo 1 .................................................................................................................................................................... 57
Anexo 2 ................................................................................................................................................................... 58
Índice de igu as e abelas
Figu a 1 Os concei os de dados e in o mação ................................................................................... 12
Figu a 2 E apas do ciclo TDQM .................................................................................................................. 22
Figu a 3 E apas do p ocesso de medição da qualidade da in o mação, segundo
González-Valien e (2014) ................................................................................................................................... 23
Figu a 4 Qua o dimensões da qualidade da in o mação, segundo Lee e al.
(2002) ....................................................................................................................................................................... 24
Figu a 5 Modelo de qualidade segundo Meie (2019) .............................................................. 27
Figu a 6 Localização geog á ica dos ba óme os analisados ............................................ 37
Figu a 7 Idioma dos ela ó ios de di ulgação dos esul ados ............................................ 38
Figu a 8 Ba óme os analisados po abo dagem ........................................................................ 39
Figu a 9 Ba óme os analisados con o me o ipo de on e de in o mação .............. 40
Figu a 10 Ba óme os analisados con o me o mé odo de ecolha e c uzamen o dos
dados ................................................................................................................................................................................ 41
Figu a 11 Imagem do g á ico in e a i o ap esen ado pelo VIBE 2023 .......................... 42
Figu a 12 F equência da di ulgação dos esul ados ................................................................... 42
Figu a 13 E apas do p ocesso de a aliação da qualidade da in o mação pelo
BIP .................................................................................................................................................................... 46
Tabela 1 Pe spe i as académicas ace ca do concei o de qualidade da
in o mação ................................................................................................................................................... 14
Tabela 2 Uma pe spe i a his ó ica da in es igação sob e qualidade da in o mação,
segundo Epple (2006) ........................................................................................................................................ 20
Tabela 3 Modelo pa a medição da qualidade da in o mação, segundo Za aga-
Rod iguez & Al a ez (2015)................................................................................................................................. 25
Tabela 4 Abo dagens me odológicas p opos as po Baska ada (2009) .................... 34
Tabela 5 Modelo de c i é ios ans e sais pa a a aliação da qualidade .................. 47
Tabela 6 Técnicas de seleção, ecolha e análise, de aco do com a abo dagem da
análise ............................................................................................................................................................................ 48
Tabela 7 Ins umen os de disseminação e espe i a egula idade ............................... 49
Tabela 8 Pla a o mas e supo es de disseminação e espe i a egula idade ........ 50
Tabela A1 Lis a de ba óme os analisados ......................................................................................... 57
Tabela A2 Vínculo ins i ucional e inanciamen o dos ba óme os analisados ..... 58
INTRODUÇÃO
A li e a u a suge e que a qualidade da in o mação em sido uma p eocupação
que a a essa di e en es pe íodos no empo. Embo a a e minologia a ie, a in-
es igação sob e a comunicação — e bal ou não e bal — em conside ado,
de uma o ma ou ou a, ca ac e ís icas como, po exemplo, a p ecisão e a ia-
bilidade da in o mação. A e a digi al ouxe desa ios que o nam es e concei o
ainda mais ele an e e complexo. Apesa das an agens que a digi alização e
o acesso à in e ne ouxe am à disseminação de in o mação — deco en es da
ins an aneidade e dos p ocessos de globalização —, ambém coloca di iculda-
des ela i amen e ao con olo da sua qualidade, ag a adas pelo uso dos media
sociais e — a ualmen e — pelo acesso gene alizado a e amen as de in eligên-
cia a i icial. A disseminação de in o mação alsa e a manipulação de dados
o na am-se assim p oblemas que exigem in es igação mais obus a, desen ol-
ida ambém a pa i do concei o de qualidade da in o mação.
Nes e con ex o, o BIP – Ba óme o pa a a Qualidade da In o mação su ge como
uma abo dagem in eg ado a. Es e obse a ó io isa moni o iza e analisa a
qualidade da in o mação disponí el em di e en es ecossis emas comunicacio-
nais e em pla a o mas di e sas ( an o nas adicionais como nos media sociais).
Como exemplos, podemos ci a , sem nos limi a mos a eles, a in o mação jo -
nalís ica, os canais de comunicação das o ganizações públicas e p i adas, a
comunicação go e namen al, a comunicação polí ica, as peças de publicidade
e p opaganda e a p odução audio isual.
Ao euni um g upo de in es igado es e especialis as em di e sas á eas do co-
nhecimen o, o BIP p ocu a desen ol e c i é ios e indicado es pa a a alia a
qualidade da in o mação, a a és de uma me odologia igo osa e anspa en e.
O BIP p e ende se uma e amen a aliosa pa a a comp eensão e melho ia da
qualidade da in o mação disponí el, con ibuindo assim pa a uma sociedade
mais c í ica e conscien e. Além disso, a a i idade do BIP cons i ui ambém uma
o ma de se p omo e a anspa ência e a accoun abili y em odas as es e as
da sociedade. Ao es abelece mos c i é ios cla os e obje i os pa a a alia a qua-
lidade da in o mação, p e endemos c ia uma cul u a de esponsabilidade e
p omo e a con iança na in o mação disponibilizada.
Es e e-book em como p opósi o discu i e si ua o concei o de qualidade da in-
o mação — enquan o obje o de es udo —, explo ando a sua e olução, as suas
di e en es abo dagens eó icas, modelos e me odologias de a e ição. Es a e-
lexão não p e ende cons i ui -se como uma e isão da publicação cien í ica
sob e o ema, mas an es como um e e encial pa a o es udo da qualidade da
16
A Qualidade da In o mação: Rele ância Social e Cien í ica
da de con iança dos clien es e pa cei os); penalizações e mul as (em esul ado
da iolação de leis); ine iciência ope acional ( e abalho, despe dício de empo,
p ocessos ine icien es e abalho adicional pa a co igi os e os); opo unidades
pe didas (pe da de opo unidades de negócio e de conquis a no os clien es ou
explo a no os me cados): e alhas nos p ocessos emp esa iais ( alhas nos p o-
cessos de negócio, le ando a a asos, e os e p oblemas de comunicação).
1.3. O di ei o à in o mação de qualidade e
o papel do jo nalismo
Na o dem ju ídica nacional, o di ei o à in o mação é conside ado um di ei o un-
damen al, consag ado na Cons i uição da República Po uguesa (1976/2005) e
e e ido em pelo menos no e dos seus a igos. Há menção ao di ei o à in o ma-
ção de ca á e ju ídico (A igo 20.º); à libe dade de exp essão, dos meios de co-
municação social e à egulação da comunicação social (A igos 37.º, A igo 38.º
e A igo 39.º); o di ei o à in o mação pa a o bom uncionamen o dos sindica os
(A igo 55.º); o di ei o à in o mação enquan o bem de consumo (A igo 60.º); o
di ei o à in o mação pa a ins de planeamen o amilia (A igo 67.º); e o di ei o
à in o mação polí ica (A igo 155.º e A igo 197.º). Apesa de não ha e e e ência
especí ica à qualidade da in o mação, a Lei é cla a quan o à sua inalidade.
Assim, caso a in o mação o necida não cump a com a sua inalidade, o cida-
dão em o di ei o a eclamá-la: “Os consumido es êm di ei o à qualidade dos
bens e se iços consumidos, à o mação e à in o mação, à p o eção da saúde,
da segu ança e dos seus in e esses económicos, bem como à epa ação de da-
nos” (a . 60º, n.º 1).
Nes e con ex o, o jo nalismo assume um papel cen al enquan o mediado
das ins i uições, p odu o de no ícias e eículo de ansmissão de in o mação
(Diakopoulos & Essa, 2008). Espe a-se que, munidos de in o mação de qualidade
sob a o ma de no ícias, os cidadãos adqui am as e amen as adequadas pa a
se en ol e em num p ocesso de omada de decisão in o mada (Diakopoulos &
Essa, 2008). Assim, a qualidade da in o mação é c í ica pa a uma boa comp e-
ensão e es á elacionada com a p ecisão e alidade das a i mações, bem como
com a con iabilidade das on es de in o mação (Diakopoulos & Essa, 2008). Na
secção 2.4 ap o undamos o deba e sob e os modelos de medição da qualidade
da in o mação jo nalís ica.
Ainda assim, a impo ância da qualidade da in o mação não se ci cunsc e e
ao jo nalismo: ao longo des a secção, pe cebemos a ele ância da qualidade
da in o mação em di e sos âmbi os sociais, nomeadamen e pa a as emp esas,
pa a as o ganizações e pa a os consumido es. A c edibilidade e a con iança na

17
A alia a Qualidade da In o mação
in o mação são undamen ais pa a o exe cício da cidadania e pa a a democ a-
cia, e, nesse sen ido, pa a o uncionamen o social — daí, ambém, a impo ância
que é dada ao di ei o à in o mação a ní el legisla i o. Assim, a a e ição da quali-
dade da in o mação é essencial — es abelece modelos, dimensões e indicado-
es que pe mi am a sua medição —, po que impac a o p ocesso de omada de
decisão, não só ao ní el indi idual, mas ambém ao ní el das polí icas.
2. AFERIÇÃO DA QUALIDADE:
MODELOS, DIMENSÕES E
INDICADORES
Analisa a qualidade da in o mação é uma a e a mui o complexa, que con-
empla di e sos modelos, assen es em dimensões ou indicado es de di e en e
na u eza. E p ocedimen os mo osos: é necessá io euni i ens de in o mação
pa a se em analisados e, em seguida, aplica c i é ios de decisão pa a lhes a i-
bui pon uações especí icas. Essa a e a é di e en e em escala e complexidade,
pa a cada domínio de aplicação. Além disso, o conhecimen o sob e as on es de
in o mação e sob e os p ocessos usados pa a de i a os dados ou in o mação é
impo an e, quando os u ilizado es a aliam a sua qualidade e quando decidem
sob e o uso ap op iado a da -lhes (Howa d e al., 2011).
2.1. B e e e olução do concei o
A in es igação sob e a qualidade dos dados e da in o mação emon a ao inal
da década de 1980, pela mão de in es igado es do MIT, o que le ou ao lança-
men o o mal do p og ama MIT — To al Da a Quali y Managemen (TDQM)
em 1992, que es abelecia a qualidade dos dados como uma á ea de in es iga-
ção (Zhu e al., 2014). O abalho pionei o do p og ama TDQM lançou as bases
da in es igação sob e a qualidade dos dados e a aiu um núme o c escen e
de in es igado es nes e domínio eme gen e. A in es igação conduzida po es a
comunidade con ibuiu pa a a c iação de con e ências, wo kshops e do ACM
Jou nal o Da a and In o ma ion Quali y.
Nas úl imas duas décadas, a in es igação p oduziu um conjun o signi ica i o
de conhecimen o e expandiu a nossa capacidade de abo da á ios p oblemas
de qualidade dos dados e da in o mação. A consciencialização pa a es as ques-
ões c esceu apidamen e, de ido ao papel c í ico desempenhado pela quali-
dade da in o mação numa economia baseada no conhecimen o e com g an-
de in ensidade de p odução de dados. A Tabela 2 ap esen a a pe spec i a de
Epple (2006) sob e as in es igações que cons i uem ma cos na pesquisa sob e
a qualidade da in o mação.
20
A e ição da Qualidade: Modelos, Dimensões e Indicado es
Lesca & Lesca (1995)
Iden i icam á ios c i é ios pa a a alia a qualidade da in o mação, incluindo a u ili-
dade, a comp eensibilidade, a pe inência, a exaus i idade, a coe ência, a cla eza, a
iabilidade, a acessibilidade, a obje i idade, a c edibilidade e a in e a i idade.
Wang & S ong (1996)
P opõem um quad o que ai além da exa idão e cen a-se no signi icado da quali-
dade dos dados pa a os consumido es. Discu em a impo ância de a ibu os como a
qualidade in ínseca da in o mação (exa idão, obje i idade, c edibilidade, epu ação),
a qualidade da acessibilidade da in o mação (acessibilidade, segu ança), a quali-
dade da in o mação con ex ual ( ele ância, alo ac escen ado, a ualidade, exaus i-
idade, quan idade de in o mação) e a qualidade da in o mação de ep esen ação
(in e p e abilidade, acilidade de comp eensão, ep esen ação concisa, ep esen ação
consis en e).
Redman (1996)
Inclui dimensões como o con eúdo (pe inência, possibilidade de ob enção, cla eza de
de inição), o âmbi o (ab angência, essencialidade), o ní el de po meno (g anula ida-
de dos a ibu os, p ecisão dos domínios), a composição (na u alidade, iden i icabilida-
de, homogeneidade, edundância mínima desnecessá ia), a coe ência da pe spe i a
(coe ência semân ica, coe ência es u u al), isão concep ual, eação à mudança ( o-
bus ez, lexibilidade), alo es (exa idão, exaus i idade, consis ência, a ualidade/ empo
de ciclo), o ma os (adequação, in e p e abilidade, p ecisão do o ma o, lexibilidade
do o ma o, capacidade de ep esen a alo es nulos, u ilização e icien e do a maze-
namen o) e ep esen ação (ins âncias ísicas, consis ência da ep esen ação).
Könige & Rei hmaye (1998)
Ca ego izam a qualidade da in o mação em di e en es dimensões, ais como a quali-
dade in ínseca (p ecisão, obje i idade, iabilidade), a qualidade de acesso (acessibili-
dade, segu ança), a qualidade con ex ual ( ele ância, alo ac escen ado, a ualidade,
con eúdo da in o mação), a qualidade de ap esen ação (in e p e abilidade, com-
p eensibilidade, concisão, consis ência), a qualidade da me a-in o mação (exis ência,
adequação) e a qualidade da es u u ação (exis ência, adequação, comp eensibili-
dade).
Alexande & Ta e (1999)
Cen am-se em c i é ios como a au o idade, a exa idão, a obje i idade, a a ualidade,
a o ien ação pa a o g upo-al o e a conceção da in e ação/na egação. Salien a a ne-
cessidade de in o mação alidada, con eúdo iá el e isen o de e os, ap esen ação
impa cial, in o mação a ualizada, sinalização cla a do público-al o e comp eensão
in ui i a dos elemen os de conceção.
English (1999)
Engloba an o a qualidade ine en e da in o mação (de inições, exaus i idade, alida-
de, exa idão, p ecisão, não duplicação, equi alência de dados edundan es ou dis i-
buídos, simul aneidade de dados edundan es ou dis ibuídos, acessibilidade) como a
qualidade p agmá ica da in o mação (a ualidade, cla eza con ex ual, in eg idade da
de i ação, usabilidade, co eção ou exaus i idade dos ac os).
Ruß-Mohl (1994/2000)
Des aca c i é ios como a obje i idade, a comp eensibilidade, a ele ância, a a uali-
dade, a edução da complexidade, a anspa ência/ e lexi idade e a in e a i idade.
Sublinha a impo ância de e ela os in e esses do au o , explica as ab e ia u as, a
ele ância geog á ica e social pa a os in e esses dos lei o es, in o mações ápidas,
mas alidadas, ela ó ios de base pa a eduzi a complexidade, o ien ações edi o iais
cla as e um espaço pa a co eções, e possibilidades de pa icipação in e a i a pa a
os lei o es.
Tabela 2. Uma pe spe i a his ó ica da in es igação sob e qualidade da in o mação, segundo Epple (2006)
A p esen e sín ese des aca ma cos na in es igação sob e a qualidade da in o -
mação, abo dando dimensões como a qualidade in ínseca, o acesso, o con ex o
e a ep esen ação. Uma das p incipais abo dagens obse adas é a ên ase na
21
A alia a Qualidade da In o mação
qualidade in ínseca, que inclui a ibu os como a exa idão, a obje i idade, a c e-
dibilidade e a epu ação, essenciais pa a assegu a a iabilidade da in o mação.
A qualidade de acesso, ep esen ada pela acessibilidade e segu ança, sublinha
a impo ância de a in o mação se acilmen e consul á el pelo público, ao mes-
mo empo que se ga an e p o eção con a acessos não au o izados. Já a dimen-
são con ex ual conside a a ele ância, o alo ac escen ado, a a ualidade e a
exaus i idade, ocando-se na adequação da in o mação ao seu p opósi o e ao
seu público, bem como no alo p á ico e na comple ude dos dados. No que se
e e e à qualidade de ep esen ação, incluem-se c i é ios como a in e ope abi-
lidade, a cla eza, a concisão e a consis ência, des acando-se a impo ância de
uma ap esen ação comp eensí el e obje i a. As in es igações abo dam, ainda,
a qualidade es u u al e da me a-in o mação, com o oco na exis ência, na ade-
quação e na cla eza dos me adados, além da o ganização e icien e da in o ma-
ção. Po im, a ca ego ização p opos a en a iza c i é ios como a au o idade, a
p ecisão, a a ualidade e a o ien ação pa a o público-al o, salien ando a necessi-
dade de in o mações alidadas, impa ciais e a ualizadas.
Em suma, os in es igado es apon am pa a a qualidade da in o mação como
um concei o mul idimensional que engloba desde a e acidade e p ecisão dos
dados a é à o ma como são ap esen ados e disponibilizados ao público, sendo
a in eg ação dessas dimensões c ucial pa a uma comunicação e icaz e iá el.
2.2. O ciclo TDQM
O ciclo TDQM é aplicado a odo o p ocesso de p odução de dados e p opõe a
ges ão da qualidade o al de dados em qua o componen es: de inição, me-
dição, análise e melho ia. Wang (1998) des aca a impo ância de es abelece
equisi os cla os de qualidade dos dados, en ol e as pa es in e essadas ele-
an es e ado a p á icas adequadas de ges ão de p odu os, como planeamen-
o, conceção, desen ol imen o, es e e manu enção (Figu a 2). O au o ambém
en a iza a necessidade de u iliza mé icas e indicado es de desempenho pa a
a alia e moni o iza a qualidade dos dados ao longo do empo (Wang, 1998).
O ciclo TDQM é aplicado a odo o p ocesso de p odução de dados e p opõe a
ges ão da qualidade o al de dados em qua o componen es: de inição, me-
dição, análise e melho ia. Wang (1998) des aca a impo ância de es abelece
equisi os cla os de qualidade dos dados, en ol e as pa es in e essadas ele-
an es e ado a p á icas adequadas de ges ão de p odu os, como planeamen-
o, conceção, desen ol imen o, es e e manu enção (Figu a 2). O au o ambém
en a iza a necessidade de u iliza mé icas e indicado es de desempenho pa a
a alia e moni o iza a qualidade dos dados ao longo do empo (Wang, 1998).

22
A e ição da Qualidade: Modelos, Dimensões e Indicado es
A componen e da
de inição en ol e a
de inição dos
equisi os de
qualidade dos dados
A componen e da
medição en ol e a
medição da
qualidade dos dados
com base nos
equisi os de inidos
A componen e de
melho ia en ol e a
implemen ação das
mudanças
necessá ias pa a
melho a a qualidade
dos dados
A componen e da
análise en ol e a
análise dos esul ados
da medição pa a
iden i ica as causas
aiz dos p oblemas de
qualidade dos dados
TDQM
Figu a 2. E apas do ciclo TDQM
Há e apas ge ais (Figu a 3) que podem se en ol idas no p ocesso de medição
da qualidade da in o mação (González-Valien e, 2014):
23
A alia a Qualidade da In o mação
4. Análise e
a aliação:
analisa os dados
ecolhidos e a alia a
qualidade da in o mação
com base nos c i é ios e
indicado es
es abelecidos. Pode
en ol e compa ações
com pad ões p é-
de e minados ou com
ou as on es de
in o mação
6. Ações co e i as:
com base nos esul ados
da medição, oma
medidas co e i as pa a
melho a a qualidade da
in o mação, como
implemen a polí icas ou
p ocessos de melho ia
con ínua
1. De inição dos
c i é ios de
qualidade:
iden i ica e es abelece os
c i é ios que se ão
u ilizados pa a a alia a
qualidade da in o mação
2. Seleção de
indicado es:
escolhe os indicado es
especí icos que se ão
u ilizados pa a medi
cada c i é io de qualidade
de inido an e io men e
3. Recolha de dados:
ob e os dados
necessá ios pa a a alia a
qualidade da in o mação,
seja po meio de
pesquisas, análise
documen al, en e is as
ou ou as on es de
in o mação
E apas do
p ocesso
5. In e p e ação dos
esul ados:
in e p e a os esul ados
da medição da qualidade
da in o mação,
iden i icando pon os
o es e á eas de melho ia
Figu a 3. E apas do p ocesso de medição da qualidade da in o mação, segundo González-Valien e (2014)
2.3. Dimensões da qualidade da in o mação
Pa a além da e i icação dos ac os, é necessá io conside a ou as dimensões
quando se a e e a qualidade da in o mação, como o con ex o em que a in o -
mação é ap esen ada, a acessibilidade e a in e p e ação que lhe é dada. Essa
abo dagem mais ab angen e pe mi e uma análise mais comple a e p ecisa da
qualidade da in o mação, inco po ando di e sas eo ias e modelos de análise.
Vá ios au o es êm con ibuído pa a o desen ol imen o des e campo de es udos,
nomeadamen e a a és da conceção de modelos. Lee e al. (2002), po exemplo,
ag upa am as dimensões da qualidade da in o mação em qua o ca ego ias:
in ínseca (a in o mação em qualidade po si só); con ex ual ( e o ça a neces-
sidade de conside a a in o mação no con ex o em que é aplicada, endo em
con a que de e se ele an e, opo una, comple a e ap op iada em quan ida-
de); ep esen acional e sua acessibilidade (Figu a 4). As duas úl imas ca ego ias
en a izam a impo ância de os sis emas compu acionais a mazena em e o ne-
24
A e ição da Qualidade: Modelos, Dimensões e Indicado es
ce em acesso à in o mação de uma o ma segu a. Nes e âmbi o, o sis ema de e
ap esen a a in o mação de uma o ma que seja in e p e á el, ácil de en en-
de , ácil de manipula e ep esen ada de manei a concisa e consis en e. Ou os
au o es con ibuí am pa a o cons u o de qualidade da in o mação, a a és de
e isões de li e a u a (DeLone & McLean, 2003; Goodhue, 1998; Ja ke & Vassiliou,
1983), da análise de dimensões a pa i dos consumido es de in o mação (Wang
& S ong, 1996), ou com base em ela ó ios imp essos (Zmud, 1978). Ou os, ainda,
oca am a sua in es igação em dimensões que podem se de inidas obje i a-
men e (Ballou & Paze , 2003; Lee e al, 2002; Wand & Wang, 1996).
In ínseca:
consis e na exa idão,
obje i idade, c edibilidade
e idedignidade da
in o mação
Con ex ual:
consis e em in o mação
de alo ac escen ado,
ele an e, a ual, exaus i a
e quan idade adequada
de dados
Rep esen acional:
consis e em
in e p e abilidade,
acilidade de
comp eensão,
consis ência
ep esen acional e
ep esen ação concisa
Acessibilidade:
consis e na acessibilidade
e na segu ança de acesso
Qua o dimensões
da qualidade da
in o mação
Figu a 4. Qua o dimensões da qualidade da in o mação, segundo Lee e al. (2002)
Za aga-Rod iguez e Al a ez (2015) p opõem um modelo de a aliação da quali-
dade da in o mação assen e em ês ca ego ias — con eúdo, o ma o ou ep e-
sen ação e acessibilidade — cada uma associada a um conjun o de dimensões,
que passamos a explici a e es ão sis ema izadas na Tabela 3:
1. Ca ego ia de con eúdo: es a ca ego ia con empla o con eúdo p op iamen-
e di o da in o mação — a sua ele ância, p ecisão e comple ude. Conside a
duas subca ego ias: a isão in ínseca, que conside a as p op iedades da in-
o mação, sem es abelece ligação com o u ilizado , a a e a ou a aplicação;
e a isão baseada no con ex o, que suge e a necessidade de e em con a o
u ilizado /u ilização da in o mação.
1.1 Dimensão de p ecisão: o g au em que a in o mação es á co e a, exa a,
p ecisa, li e de e os e ambígua.
1.2 Dimensão de consis ência: o g au em que a in o mação é sólida, obje-
i a, única, li e de iés. Ausência de con li o en e di e en es on es.
25
A alia a Qualidade da In o mação
1.3 Dimensão de c edibilidade: o g au em que a in o mação em de on-
es con iá eis, sendo acei e como e dadei a, eal e c edí el.
1.4 Dimensão de ele ância: o g au em que a in o mação é exa amen e
o que é necessá io pa a a a e a em ques ão; ou seja, a in o mação é ú il,
ag egado a de alo , ap op iada e a ualizada.
1.5 Dimensão de exaus i idade: o g au em que a in o mação é ab angen-
e e inclui odas as in o mações ele an es.
2. Ca ego ia de o ma o: mede o es ilo de ap esen ação da in o mação e a é
que pon o es a é ácil de en ende . Ou seja, epo a à acilidade de en endi-
men o e comp eensão, que pode se a ibuída pelo es ilo de ap esen ação
da in o mação. No en an o, es a ca ego ia acaba po não se u ilizada po
Za aga-Rod iguez e Al a ez (2015), dado que os au o es assumem a de ini-
ção e análise cuidadas da ep esen ação da in o mação.
3.Ca ego ia de acessibilidade: es a ca ego ia mede o g au em que a in o -
mação es á acilmen e disponí el, incluindo ês dimensões de qualidade
da in o mação: acessibilidade, a ualidade e segu ança.
3.1 Dimensão de acessibilidade: o g au em que a in o mação necessá ia
es á semp e disponí el e pode se acedida de o ma ácil e ápida.
3.2 Dimensão de a ualidade: o g au em que a in o mação é a ualizada e
disponí el a empo de se u ilizada.
3.3 Dimensão de segu ança: e e e-se à p o eção da in o mação. Os au-
o es conside am es a dimensão de ido ao seu enquad amen o legal.
Ca ego ias Dimensões
Con eúdo
Visão in ínseca P ecisão, consis ência, c edibilidade
Visão baseada no con ex o Rele ância, exaus i idade
Fo ma o ou ep esen ação Es ilo de ap esen ação, comp eensibilidade
Acessibilidade Acessibilidade, a ualidade, segu ança
Tabela 3. Modelo pa a medição da qualidade da in o mação, segundo Za aga-Rod iguez & Al a ez (2015)
32
A e ição da Qualidade: Modelos, Dimensões e Indicado es
Lee e al. (2002) desen ol e am e aplica am, em cinco o ganizações, a
Me hodology o In o ma ion Quali y Assessmen (Me odologia pa a
A aliação da Qualidade da In o mação), que p opõe um modelo pa a a alia-
ção da qualidade da in o mação e a sua aplicação nas emp esas. Os au o es
a i mam que, à da a, poucos es udos inham e e i amen e con ibuído pa a
melho a a qualidade da in o mação. Não nos in e essa aqui desen ol e a
Me hodology o In o ma ion Quali y Assessmen , mas apenas ano a o uso
de um ques ioná io (aplicado aos u ilizado es) e o seu p ocesso de alidação.
O ins umen o chamado IQ Assessmen (IQA), no o ma o de um ques ioná io,
oi inicialmen e cons uído a pa i das pe spe i as académicas sob e a quali-
dade de in o mação, endo sido iden i icados 12 a 20 i ens pa a cada dimensão.
Foi ealizado um es udo pilo o, com 52 esponden es, pa a eduzi o núme o
de i ens, que passa am a en e 4 a 5 i ens po dimensão. Após o pilo o, oi ela-
bo ado e aplicado o ques ioná io comple o (com 65 i ens IQA, sendo alguns
demog á icos) a 261 esponden es (consumido es de in o mação, quem a eco-
lhe, p o issionais de sis emas de in o mação) que pon ua am as ques ões mais
impo an es pa a a sua o ganização.
Lee e al. (2004) eco e am à in es igação-ação pa a p omo e a ele ância
de se conside a a in eg idade de dados como uma dimensão essencial nos
p ocessos de melho ia da qualidade da in o mação, abalhando com uma
emp esa de ab ico global. O es udo en ol eu cinco a i idades p incipais, que
se enquad am no ciclo de melho ia da qualidade dos dados, nomeadamen e:
in es igação de iden i icação (de inição do que é a qualidade e a in eg idade
dos dados pa a a emp esa analisada); diagnós ico de p oblemas (medi e ana-
lisa a in eg idade dos dados); planeamen o de soluções (analisa as causas e
de ini possí eis soluções); implemen ação de soluções; e le i e ap ende (pen-
sa sob e as iolações à in eg idade dos dados). Os in es igado es obse a am
as p á icas da emp esa, p o idencia am “sessões de eino e sob e qualidade
dos dados e a discussão de o mas de melho a a in eg idade dos dados” (Lee
e al., 2004, p. 92). Fo am, ambém, conside ados documen os, nomeadamen e
as a aliações pe iódicas à qualidade dos dados e a audi o ia dos esul ados.
Lee e al. (2006) eco em à aplicação do ques ioná io IQA desen ol ido pelo
Camb idge Resea ch G oup em 1997. O inqué i o é cons uído u ilizando uma
escala de ipo Like que a ia en e 0 e 10, em que 0 indica “De modo algum”
e 10 indica “Comple amen e”. No manual de Lee e al. (2006), apon a-se que o
p opósi o des e inqué i o, enquan o ins umen o de abalho, é “ob e as a alia-
ções subjec i as dos inqui idos sob e a qualidade dos dados e o conhecimen o
dos inqui idos sob e os p ocessos, p og amas e e amen as de qualidade dos
dados exis en es” (p. 31). Os au o es ac escen am que os inqui idos de em se

33
A alia a Qualidade da In o mação
“indi íduos cuja in e ação com a in o mação da o ganização é como cole o ,
gua dião ou consumido ” (p. 31).
Zúñiga e Hinsley (2013), pa a pe cebe em e compa a em as pe spec i as dos
jo nalis as e dos públicos sob e aquilo que é “bom jo nalismo”, coloca am hi-
pó eses e ques ões de pa ida que o ien a am o desen ol imen o de dois in-
qué i os (aplicados online). Um des es oi aplicado a uma amos a alea ó ia
e ep esen a i a de jo nalis as (N = 927); o ou o oi aplicado aos públicos (N =
1159), em dois momen os — no p imei o, oi dis ibuído a adul os ao longo dos
EUA, no segundo p ocu ou-se ep esen a i idade com base nos censos do país.
Jenkins e Nielsen (2019) seleciona am oi o ó gãos de in o mação em qua o
países (F ança, Reino Unido, Finlândia e Alemanha) — dois po país, que ap e-
sen assem ca ac e ís icas semelhan es — pa a es uda as pe spe i as dos jo -
nalis as e ou os a o es da indús ia dos media sob e a qualidade das no ícias
a a és de en e is as semies u u adas em p o undidade (N = 48). Os au o es
analisa am os dados a pa i de uma abo dagem compa a i a cons an e e e-
co e am ao NVi o enquan o so wa e pa a a análise.
Od iozola-Chéné e al. (2019) eco e am a uma me odologia quali a i a e às
en e is as quali a i as semies u u adas pa a es uda as condicionan es do
jo nalismo de qualidade. Fo am en e is ados 120 jo nalis as de ês países di-
e en es da Amé ica La ina (Chile, Ecuado e México). Od iozola-Chéné e al.
(2019) abalha am com uma amos a não-p obabilís ica, pelo que não e a es-
pe ado que osse possí el e e ua gene alizações es a ís icas ao conjun o das
populações de jo nalis as dos ês países (p. 123).
Cos e a Meije e Bijle eld (2016) p ocu am en ende o pon o de is a dos públi-
cos sob e a qualidade do jo nalismo. Pa a isso, eco e am a um inqué i o que
inha como p opósi o “medi o jo nalismo alioso enquan o ca ego ia de aná-
lise”, e, ambém, pe cebe que ipo de in e - elação exis e na “expe iência dos
consumido es de no ícias” (p. 4). Os au o es seleciona am, in encionalmen e,
u ilizado es eais do jo nalismo local.
Baska ada (2009) p opõe um conjun o de abo dagens me odológicas que
podem se aplicadas ao es udo da qualidade da in o mação, sin e izadas na
Tabela 4:
34
A e ição da Qualidade: Modelos, Dimensões e Indicado es
Abo dagem in e p e a i a quali a i a
Cen a-se na comp eensão dos enómenos a a és dos signi icados que
as pessoas lhes a ibuem. Não p é-de ine as a iá eis dependen es e
independen es e p ocu a explo a oda a complexidade da p odução
humana de sen ido.
Abo dagens de ecolha de dados Inclui amos agem eó ica, en e is as, análise de documen os e obse -
ação.
Abo dagens de análise de dados Mé odo compa a i o cons an e, a he menêu ica, a co espondência de
pad ões, a cons ução de explicações, a análise de casos e en e casos.
Re isão da li e a u a
É e e uada uma e isão da li e a u a como pa e da me odologia de
in es igação, pa a ecolhe in o mações ele an es e conhecimen os de
es udos an e io es.
Es udos de caso explo a ó ios
T a a-se de e e ua in es igações ap o undadas de um pequeno núme o
de casos, pa a ob e in o mações e iden i ica po enciais indicado es ou
concei os pa a in es igação pos e io .
Es udo Delphi (p ocesso sis emá ico e in-
e a i o pa a ob e opiniões ou consenso
de um g upo de especialis as sob e um
de e minado assun o)
É e e uado um es udo Delphi de qua o ondas, pa a alida e ag upa
os indicado es de ma u idade candida os em ní eis e olu i os aseados.
Es e es udo en ol e a ecolha de dados de um painel de pa icipan es
pa a chega a um consenso.
Es udos de casos explica i os
São e e uados es udos de casos explica i os múl iplos, pa a es a e e-
o ça a eo ia desen ol ida. Es es es udos de caso en ol em a aplicação
de um modelo de análise em di e en es con ex os do mundo eal.
Tabela 4. Abo dagens me odológicas p opos as po Baska ada (2009)
É de sublinha a di e sidade de abo dagens na a aliação da qualidade da in-
o mação, endo em con a as ês pe spec i as conside adas po es e Ba óme o
(qualidade a pa i da p odução, do p odu o, e dos públicos). Des aca-se, além
disso, a exis ência de di e en es aspe os que podem se a aliados no caso do jo -
nalismo, po exemplo — não só as ca ac e ís icas da p odução (como a p ecisão,
a obje i idade e a anspa ência), mas ambém ques ões associadas às on es
de in o mação, à independência (do jo nalismo, e dos ó gãos de in o mação e
dos jo nalis as que o p oduzem), e à accoun abili y dos média, po exemplo.
Po ou o lado, o ecu so a me odologias quan i a i as ou quali a i as depende
dos obje i os da in es igação desen ol ida e das dimensões conside adas no es-
udo. As abo dagens são di e sas e demons am a lexibilidade exis en e, sob e-
udo no que diz espei os às écnicas de ecolha: embo a o inqué i o po ques-
ioná io seja eco en e (po encialmen e pela acilidade de aplicação, sob e udo
online), as en e is as e os g upos ocais ambém são écnicas implemen adas
nes e ipo de in es igação. Des aca-se, ambém, a necessidade de acau ela o
empo que es es p ocessos implicam — a a aliação da qualidade da in o ma-
ção, independen emen e da me odologia emp egue, é mo osa.
A a aliação da qualidade da in o mação é complexa, exis indo di e sos c i é ios
e modelos pa a a e i se de e minada in o mação é, ou não, de qualidade. Po
35
A alia a Qualidade da In o mação
ou o lado, pe cebeu-se, ambém, a ele ância dos dados pa a a in o mação e,
a pa i daí, a impo ância da qualidade dos dados — e do sis ema de ges ão
p opos o pelo TDQM.
As dimensões da qualidade da in o mação são a iadas e êm o igem não só
na li e a u a, mas ambém no con ex o especí ico, a é po que es a não pode,
ou não de e, se es udada independen emen e da ealidade en ol en e — que
mos a o seu p opósi o, ele ância e ab angência. Nesse sen ido, o nou-se p e-
ponde an e analisa p oje os que colocam em p á ica a a aliação da qualida-
de da in o mação. O capí ulo seguin e é, po isso, dedicado ao mapeamen o de
p oje os análogos ao BIP.
3. PROJETOS ANÁLOGOS AO BIP
O BIP – Ba óme o pa a a Qualidade da In o mação mapeou e analisou 24
p oje os, em 63 países ( e lis a no Anexo 1). A maio pa e deles são o iundos de
Po ugal, F ança e EUA (Figu a 6). Os esul ados desses ba óme os es ão publi-
cados em po uguês, inglês, ancês, espanhol, galego, sueco, alemão, i aliano
e, no caso do A ican Media Ba ome e Publica ions, ambém em idiomas e-
gionais a icanos (Figu a 7).
0 1 2 3 4 5 6
I ália
Suíça
U uguai
Reino Unido
Suécia
Alemanha
Espanha
Canadá
Bélgica
Áus ia
Á ica (32 países)
Les e Eu opeu, Eu oásia e pa e da Ásia…
EUA
F ança
Po ugal
Núme o de ba óme os analisados
Figu a 6. Localização geog á ica dos ba óme os analisados

38
P oje os Análos ao BIP
0 1 2 3 4 5 6
I aliano
Inglês e idiomas locais
Inglês e Sueco
Inglês, F ancês e Espanhol
Galego
Alemão
Inglês e Espanhol
F ancês
Po uguês
Inglês
Idioma dos ela ó ios de di ulgação
Figu a 7. Idioma dos ela ó ios de di ulgação dos esul ados
Em elação aos ba óme os po ugueses, o am mapeados cinco p oje os que
in eg am dois labo a ó ios de in es igação — LabCom e MediaLab. O LabCom
in eg a o Ba óme o das Redes Sociais das CIM, que moni o iza a comunica-
ção das polí icas públicas desen ol idas pelas 21 Comunidades In e municipais
dis ibuídas pelo e i ó io nacional con inen al. Já o MediaLab supo a qua o
p oje os, um deles ainda em a i idade (Moni io) e os ou os ês já ence ados.
Os ês p oje os já ence ados o am, ainda assim, conside ados nes a análise,
pela ele ância me odológica e pela p oximidade e i o ial com o BIP.
Cada um dos ba óme os analisados a alia a in o mação segundo di e en es
dimensões, como acessibilidade, con iança, anspa ência, ele ância, p ecisão,
dis ibuição e p odução. Pa a es e ela ó io, classi icamos os p oje os segundo
as ês abo dagens que o ien am o abalho do BIP: a) a a aliação da qualida-
de da in o mação omando po obje o o p ocesso de p odução b) a qualidade
a aliada a pa i das ca ac e ís icas dos p odu os; e c) a qualidade a aliada a
pa i das pe ceções dos públicos. Como se demons a na Figu a 8, a abo da-
gem menos ep esen ada é a que olha a qualidade a pa i do p ocesso de p o-
dução, ou seja a que a alia as o inas, as condições de p odução e as p á icas
dos p o issionais.
39
A alia a Qualidade da In o mação
10
10
4
Qualidade a aliada a pa i da eceção/audiências/públicos
Qualidade a aliada a pa i das ca ac e ís icas dos p odu os
Qualidade a aliada a pa i do p ocesso de p odução
Figu a 8. Ba óme os analisados po abo dagem
Na sua maio ia, os ba óme os disponibilizam os esul ados em ela ó ios no
o ma o PDF, mas alguns o e ecem g á icos in e a i os e/ou es á icos e ídeos.
Em e mos de usabilidade, o Vib an In o ma ion Ba ome e (VIBE) — que di ul-
ga um ela ó io anual sob e como a in o mação mediá ica/jo nalís ica é p odu-
zida, di undida, consumida e u ilizada em 18 países no Les e Eu opeu, Eu ásia e
pa e da Ásia — ap esen a o dashboa d in e a i o mais comple o, de ácil e á-
pida isualização dos dados. Os ela ó ios do ba óme o VIBE são p oduzidos a
pa i de ques ioná ios com especialis as e a e em 20 indicado es di e en es de
qualidade da in o mação mediá ica/jo nalís ica. Já o Science Ba ome e Aus ia
conseguiu esumi o ela ó io de 2022 numa animação em ídeo com ce ca de
um minu o, em linguagem acessí el ao público leigo. Os ba óme os que a-
am de dados abe os go e namen ais o e ecem, ainda, acesso in eg al à base
de dados no o ma o CSV (The Open Da a Ba ome e e Global Da a Ba ome e ).
Li os, e is as e e en os académicos ambém são usados pa a di ulga os e-
sul ados, especialmen e em p oje os ligados a uni e sidades.
Quan o às on es de in o mação (Figu a 9), os p oje os podem se o ganizados
da seguin e o ma: os que abalham com on es p imá ias (a ca ego ia em que
se enquad a a maio pa e dos p oje os analisados), on es secundá ias ou com
on es mis as. Há ba óme os alimen ados po dados ex e nos p oduzidos po
sindica os, associações, go e nos locais e o ganizações in e nacionais como
Fó um Económico Mundial, União In e nacional de Telecomunicações, Nações
Unidas, F eedom House e Repó e es Sem F on ei as. Aqueles que u ilizam on-
es p imá ias ealizam, ge almen e, inqué i os po meio de ques ioná io, en-
40
P oje os Análos ao BIP
e is as e sondagens. Nes e úl imo caso, as amos as são ep esen a i as da
população es udada, há egula idade na ecolha dos dados pa a ins de in-
es igação compa ada e, no malmen e, há uma base sólida de inanciamen o
(go e nos, uni e sidades ou pla a o mas digi ais como a Google).
15
5
4
Fon e p imá ia de in o mação
Fon e secundá ia de in o mação
Fon e p imá ia e secundá ia de in o mação (mis a)
Figu a 9. Ba óme os analisados con o me o ipo de on e de in o mação
Me ade dos ba óme os analisados (Figu a 10) desen ol eu e/ou adap ou uma
me odologia mis a (quan i a i a e quali a i a) pa a a ecolha e c uzamen o dos
dados. Nesses casos, há iangulação das écnicas de ecolha, com a aplicação
de inqué i os po ques ioná io e en e is as, pa a além da análise quali a i a
de ou os ela ó ios e es udos cien í icos. Quan o às me odologias, a aplicada
pelo A ican Media Ba ome e Publica ions des aca-se pela complexidade do
ins umen o de medição, que é aplicado a 32 países com di e enças cul u ais,
linguís icas e socioeconómicas. O ins umen o oi desen ol ido em conjun o
pela o ganização não-go e namen al F ied ich-Ebe -S i ung e pelo Ins i u o
de Média da Á ica Aus al.
41
A alia a Qualidade da In o mação
3
9
12
Quali a i a Quan i a i a Quali a i a-Quan i a i a
Figu a 10. Ba óme os analisados con o me o mé odo de ecolha e c uzamen o dos dados
Também se des acam os ba óme os Media Bias/Fac Check (MBFC) e VIBE,
pelo uso de escalas. O MBFC mede o ní el de c edibilidade de um meio de co-
municação a a és de indicado es como a linguagem usada nas manche es,
os ipos de on es de in o mação, a escolha das his ó ias, a iliação polí ica das
on es de in o mação, a libe dade de imp ensa no país onde se encon a o meio
de comunicação, o ipo de go e no do país e a es ima i a do á ego (audiên-
cia) do websi e do meio de comunicação. Cada ca ego ia é a aliada a a és
de uma escala de 0 a 10, onde 0 indica al a de iés (meio de comunicação não
endencioso) e 10 ep esen a um iés ex emo (meio de comunicação endencio-
so). A média dessas qua o pon uações é ep esen ada na escala, pa a indica
o iés ge al do meio de comunicação. A pon uação é a seguin e: 0 – 2 = Menos
Tendencioso; 2 – 5 = Viés de Cen o à Esque da/Di ei a; 5 – 8 = Viés Esque da/
Di ei a; e 8 – 10 = Viés Ex emo.
No caso do VIBE, o obje i o é a e i como a in o mação é p oduzida, dissemina-
da, consumida e usada. Pa a al, são u ilizados 20 indicado es subdi ididos em
qua o dimensões: qualidade da in o mação; ci culação da in o mação; con-
sumo e comp ome imen o com a in o mação; e ações ans o mado as dessa
in o mação. Um ques ioná io com os 20 indicado es é dis ibuído a especialis-
as nos 18 países moni o izados pelo VIBE no Les e Eu opeu, Eu ásia e pa e da
Ásia. Os especialis as a ibuem pon uações a cada indicado e pa icipam de
deba es mode ados po um ep esen an e do VIBE. No inal, o esul ado é ap e-
sen ado numa escala que ai do “mais ib an e” ao “menos ib an e” (Figu a 11).
48
Me odologia do BIP
4.2. Mé odos e écnicas
Pa a o BIP, a qualidade da in o mação pode se a aliada a pa i de ês di-
mensões ou abo dagens: do p ocesso de p odução da in o mação; das ca ac e-
ís icas do p odu o (que pode se de na u eza di e sa); e a pa i da eceção da
in o mação pelos públicos. Cada uma des as ês e en es implica o ecu so a
di e en es écnicas de seleção, ecolha e análise de dados. Na Tabela 6 ano a-
mos as mais comuns ou ipicamen e usadas. P ocu a emos p i ilegia de o ma
ão equi a i a quan o possí el cada uma das abo dagens, endo em con a que
— como imos — a menos ep esen ada na li e a u a é a que se cen a nos p o-
cessos de p odução da in o mação.
A aliação a pa i do p oces-
so de p odução
A aliação a pa i das ca-
ac e ís icas do p odu o
A aliação a pa i da ece-
ção/uso do público
Seleção de casos
Amos agem não p obabilís i-
ca po casos ípicos
Amos agem não p obabilís i-
ca po bola de ne e
Amos agem p obabilís ica
simplesmen e alea ó ia ou
sis emá ica
Amos agem p obabilís ica
es a i icada
Amos agem não p obabilís-
ica po quo as
Amos agem não p obabilís-
ica po casos ípicos
Amos agem não p obabilís i-
ca aciden al
Amos agem não p obabilís i-
ca po quo as
Recolha de dados
En e is a
G upo ocal
Obse ação
Obse ação (g elha)
Ques ioná io
Sondagem
G upo ocal
Painel
Análise de dados Análise de con eúdo emá ica
Análise do discu so
Análise de con eúdo quan-
i a i a
Análise de con eúdo emá-
ica
Análise na a i a
Análise es a ís ica
Análise de con eúdo emá ica
Análise do discu so
Tabela 6. Técnicas de seleção, ecolha e análise, de aco do com a abo dagem da análise
4.3. O mé odo Delphi e o es udo de caso
No que oca a mé odos especí icos de pesquisa, pa a além da su ey (assen e
no uso do ques ioná io), an ecipamos o ecu so a es udos de caso e ao mé odo
Delphi. Rela i amen e ao mé odo Delphi, se á usado pa a alida os di e en es
modelos de análise/indicado es e a cons ução de alguns ins umen os de eco-
lha (ques ioná ios ao público). Os painéis se ão cons i uídos po p o issionais e
po especialis as/in es igado es.
I emos eco e a es udos de caso, semp e que se e i iquem si uações que —
pela sua ele ância e impac o público — jus i iquem um es udo mais ap o un-
dado. An ecipamos a ealização de dois es udos de caso po ano, mas es a e-
gula idade se á semp e di ada pelo con ex o. O que di e encia es a modalidade

49
A alia a Qualidade da In o mação
de ou as a i idades de a aliação do BIP é a p o undidade de análise, o que im-
plica, po exemplo, conside a as ês abo dagens (p ocesso de p odução, p o-
du o e eceção) pa a a aliação da qualidade da in o mação.
4.4. Disseminação dos esul ados e
egula idade de a ualização
Uma dimensão essencial de um obse a ó io é a sua capacidade de comunica
os esul ados do abalho de moni o ização. Como imos no capí ulo an e io ,
são di e sos os ins umen os e as pla a o mas a que eco em os ba óme os e
é ambém dis in a a egula idade com que comunicam os seus esul ados. Na
Tabela 7 sis ema izamos os p incipais ins umen os de disseminação a que e-
co e o BIP e sua egula idade.
Ins umen o Regula idade Desc ição
Sondagem Mensal Sondagem (com ecu so a uma escala) online ace ca de um assun o
ópico a ual com ele ância pública
Rela ó io Va iá el Rela ó io de a aliação da qualidade da in o mação (a pa i de uma
ou mais abo dagens) sob e um ema/ ópico
Newsle e T imes al
Resumo dos Rela ó ios (com des aque pa a os esul ados p incipais);
p odução p óp ia e abalho de cu ado ia sob e in o mação que
possa in e essa ao público do BIP
Anuá io Anual
Rela ó io da a i idade anual do BIP, cons i uído pelo con eúdo dos
di e sos ela ó ios, sondagens e newsle e s, mas adicionando am-
bém ex os de análise p oduzidos po p o issionais e in es igado es
con idados
Tabela 7. Ins umen os de disseminação e espe i a egula idade
Quan o às pla a o mas e supo es de disseminação (Tabela 7), o BIP eco e á
essencialmen e a um websi e e à publicação em edes sociais pa a da con-
a das a i idades que ealiza e, no caso do websi e, pa a publica ela ó ios e
ou a documen ação ele an e. Adicionalmen e, p e ende-se c ia espaços de
discussão ( ísicos e i uais) — como deba es, mesas- edondas e a edição de um
podcas — que a o eçam a in e ação en e especialis as e p o issionais e — um
aspe o mui o ele an e — pe mi am a pa icipação do público.
No que oca à pa icipação dos cidadãos, p e endemos que á pa a além
da habi ual posição de ece o es ou de pa icipan es nas pesquisas do BIP.
Gos a íamos que ado asse uma dimensão de e dadei a in e enção, com a
c iação de canais que lhes pe mi am e oz na nossa agenda de in es iga-
ção. Concebemos ainda a a iculação com ou as pla a o mas do CECS, nome-
adamen e o Think Tank Communi as e com os Obse a ó ios Milobs e Polobs
(Tabela 8).
50
Me odologia do BIP
Pla a o ma/supo e Regula idade Desc ição
Websi e Em con ínuo
Disponibilização de in o mação sob e a a i idade do BIP, de odos
os ela ó ios e bases de dados p oduzidos pelo ba óme o e publi-
cação mensal da sondagem
Redes sociais Em con ínuo Disponibilização de in o mação sob e a a i idade do BIP e di ulga-
ção da sondagem
Podcas Mensal
Espaço de deba e (com os di e sos a o es, incluindo o público) so-
b e emas ela i os à qualidade da in o mação. A iculação com o
Communi as, MilObs e PolObs.
E en o cien í ico anual Anual
E en o (p esencial ou online), subo dinado a um ema ele an e
(que eme ja da a i idade anual do BIP) e que cong egue di e sos
a o es (incluindo o público), com uma dimensão in e en i a.
Tabela 8. Pla a o mas e supo es de disseminação e espe i a egula idade
Nes a dinâmica, ao concebe mos os ins umen os e o ma os de disseminação
dos esul ados, não pe demos de is a que o BIP é um obse a ó io, mas am-
bém uma pla a o ma de in e enção, pelo que as di e en es modalidades de
di ulgação inco po am semp e não só uma dimensão de ap esen ação de da-
dos/ esul ados, mas ambém p opos as de in e enção ou p opos as pa a de-
ba e no espaço público e en uais inicia i as de ans o mação ou mudança, a
pa i do abalho do BIP.
4.5. Polí ica de anspa ência e acesso
abe o
O BIP subsc e e uma polí ica de anspa ência no que diz espei o a odo o seu
p ocesso de p odução. Po esse mo i o, se á disponibilizada no websi e in o -
mação sob e os c i é ios e modelos ado ados pa a a alia cada p oje o do BIP
e sob e o p ocesso de ecolha e análise da in o mação. Ao usa os dados dos
pa icipan es (na ase de ecolha, a mazenamen o e di ulgação), seguimos as
no mas do Regulamen o Ge al de P o eção de Dados e acau elamos os p incí-
pios de In eg idade Académica e os p ocedimen os é icos a ele associados.
A polí ica de anspa ência do BIP es ende-se ao inanciamen o. Podendo se
público e p i ado, a in o mação sob e quem são as ins i uições ou indi íduos
que inanciam a a i idade do BIP ou algum p oje o em pa icula e sob e as
modalidades de apoio inancei o se á disponibilizada no websi e.
O acesso abe o é a modalidade com que ope a o Cen o de Es udos de
Comunicação e Sociedade — o cen o de in es igação que acolhe o BIP — pelo
que, an o os esul ados, como as bases de dados p oduzidas pelo BIP icam
disponí eis a pa i do websi e.
51
A alia a Qualidade da In o mação
4.6. In e enção social e cien í ica
Um dos p incipais con ibu os cien í icos do BIP eside na cons ução e es e de
modelos de análise e ins umen os pa a a a e ição da qualidade da in o mação,
que pode ão se ado ados e adap ados po ou os in es igado es. Des a o ma,
além de p omo e a obus ez da in es igação sob e a qualidade da in o mação,
ab e-se a po a a mais es udos compa a i os. O BIP p e ende ainda p omo e
o deba e e a cons ução cole i a de conhecimen o, o alecendo a comunidade
académica e a sociedade ci il, impulsionando assim o a anço cien í ico. Ou o
con ibu o eside na in eg ação do público — os ece o es e u ilizado es da in-
o mação — que é chamado a p onuncia -se sob e a qualidade da in o mação,
mas ambém a discu i os esul ados dessa a aliação. Es a in eg ação dos públi-
cos, e do seu en endimen o sob e a qualidade da in o mação, pe mi e ambém
a compa ação en e a a aliação ei a po pa e dos p odu o es e po pa e dos
ecep o es de in o mação.
P e ende-se ainda que o BIP se cons i ua como uma e amen a de a aliação da
qualidade da in o mação acessí el e de ácil u ilização, a a és de uma na ega-
ção in ui i a e da disponibilização de ecu sos a in es igado es de di e sas á eas
de es udo.
A pala a in o mação é mui as ezes con undida com a pala a jo nalismo. Os
jo nalis as abalham po excelência na di ulgação de um ipo especí ico de in-
o mação — a jo nalís ica —, sendo po isso c ucial que sejam impa ciais e igo-
osos no seu abalho. A disseminação de in o mação alsa ou imp ecisa pode
causa danos à sociedade, po isso é de e dos p o issionais da á ea ealiza uma
apu ação igo osa dos ac os. Pelo impac o social do jo nalismo, o BIP econhece-
lhe um luga ele an e, mas não exclusi o, a é pelo cada ez maio impac o que
em ou o ipo de in o mação — que compe e com a jo nalís ica — eiculada po
líde es de opinião ou ins i uições. Se á dada a enção a di e en es ipos e con ex-
os de p odução de in o mação, em di e sos campos. Nesse sen ido, o Ba óme o
pa a a Qualidade da In o mação i á cen a -se em ês ipos de in o mação, no-
meadamen e, a jo nalís ica, a publici á ia e a o ganizacional/ins i ucional.
O desen ol imen o de modelos de a aliação pa a cada uma das ipologias de in-
o mação, bem como a conside ação dos p odu o es, do p odu o e dos ecep o es
de in o mação, i á pe mi i maio igo e p ecisão dos dados ecolhidos. Espe a-se
que is o con ibua pa a a ge ação de conhecimen o ú il, não só a ní el cien í ico,
mas ambém social, e pa a a moni o ização e análise adequadas da qualidade
da in o mação. O BIP em como obje i o se uma e amen a essencial nes a
a e a, de o ma a con ibui pa a uma sociedade mais in o mada e capaz de
oma decisões de o ma c í ica e conscien e, e a p omo e a anspa ência e a
esponsabilização social, bem como a con iança nos di e en es ipos de in o ma-
ção ao dispo de cada um.
52
Me odologia do BIP
O BIP ac edi a que es a e en e de in e enção social e cien í ica é c ucial, não
só de ido ao po encial con ibu o pa a a melho ia da qualidade da in o mação
(e aos bene ícios cla os pa a a sociedade), mas sob e udo de ido ao cená io em
que i emos, pau ado po enómenos desin o ma i os que se p opagam com
pouco, ou nenhum, ipo de con olo. Aqui, é p eponde an e o papel que os mé-
dia sociais êm ido e con inuam a e na disseminação desse ipo de con eúdos
(po exemplo, o Digi al News Repo 2024, do Reu e s Ins i u e, no a que as edes
sociais são ainda uma das p incipais on es de no ícias online; Newman, 2024),
sob e udo endo em con a enómenos como o é mino da e i icação de ac os
no Facebook, anunciado pela Me a (Fe ei a, 2025). À desin o mação ac esce a
pe da de con iança nas ins i uições e na in o mação, inclusi e na jo nalís ica,
e i icando-se uma p eocupação c escen e com a dis inção en e o que é also
e o que é eal no que oca às no ícias online e, ainda, en e o con eúdo que é
iá el e aquele que não é, em pla a o mas online — sob e udo no TikTok e no X
(Newman, 2024).
A a uação des e Ba óme o a ní el cien í ico e social es á em linha com a im-
po ância do diálogo en e a ciência e a sociedade e, ambém, com a ideia de
que a implemen ação é ão ele an e quan o a in enção (explica a ciência,
além de ge i os seus impac os, é ele an e pa a o a anço social) — es es são
dois pon os des acados pelo Edelman T us Ba ome e (2024) pa a es au a
a con iança na p omessa da ino ação. Pa a além disso, es as pon es são ele-
an es pa a assegu a que o conhecimen o cien í ico não se ence e den o da
academia, mas que seja u ilizado de modo mais ab angen e, como e amen a
in o ma i a e capaci an e.
A disseminação, jun o dos públicos, dos esul ados que o Ba óme o alcance é
ulc al. Concebemos os públicos endo em con a o público em ge al, os p o is-
sionais p odu o es de in o mação e as ins i uições e emp esas onde es es a-
balham. Es a p eocupação com a di ulgação dos esul ados p ende-se, como
an e io men e salien ado, com a ocação in e en i a do BIP, que em em is a
melho a a qualidade da in o mação, e o obje i o de de ol e à sociedade aqui-
lo que se ecolheu, analisou e comp eendeu.
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Anexos
Anexo 1
A ican Media Ba ome e Publi-
ca ions (AMB)
h ps:// esmedia-a ica. es.de/media-and-publica ions/a ican-media-ba ome e -
-publica ions
Ba omè e de l’accessibili é nu-
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s-de-la-4e-edi ion
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ique
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ique.h ml
Ba omè e su l’u ili é du Jou na-
lisme
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Ba óme o da calidade dos se i-
zos públicos
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ba ome e lac.o g
Ba óme o de Dados Abe os
pa a a Amé ica La ina e as Ca-
aíbas
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TE-IUL - Ba óme o P esidenciais
2021 nas edes sociais
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Ba óme o do MediaLab do ISC-
TE-IUL - Ba óme o da Desin o -
mação
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TE-IUL - Ba óme o do sen imen-
o polí ico nas edes sociais
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Media Bias/Fac Check (MBFC) h ps://mediabias ac check.com/
Medieba ome e n h ps://www.no dicom.gu.se/en/ ac s-analysis/media-ba ome e
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The Open Da a Ba ome e h p://de odb.wpengine.com/?_yea =2017&indica o =ODB
Vib an In o ma ion Ba ome e
(VIBE)
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Il ba ome o dell´odio h ps://www.amnes y.i /ba ome o-odio/
Tabela A1. Lis a de ba óme os analisados