Ma iana Sil a Almeida
Do espaço pa ilhado à iden idade Cole i a:
O p ocesso de eabili ação da
Vila de San a Ma inha da Cos a
Disse ação de Mes ado
Ciclo de Es udos In eg ados Conducen es ao
G au de Mes e em A qui e u a
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Ca los Albe o Maia Dominguez
janei o de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de A qui e u a, A e e Design
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE
UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po
e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas
in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de
au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos
p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um
uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o
indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM
da Uni e sidade do Minho.
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação da p esen e
ese. Con i mo que em odo o abalho conducen e à sua
elabo ação não eco i à p á ica de plágio ou a qualque o ma
de alsi icação de esul ados.
Mais decla o que omei conhecimen o in eg al do Código de
Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Uni e sidade do Minho, 31 de janei o de 2025
Ma iana Sil a Almeida
AGRADECIMENTOS
Ao p o esso Ca los Maia, pelo acompanhamen o des e
abalho de in es igação. Ao P esiden e da Jun a da
eguesia da Cos a, o S . Ví o Ma os, pela disponibilidade e
odas as in o mações solici adas da eguesia. Um especial
ag adecimen o ao S . Del im pela con iança e disponibilidade
dada sob e o obje o de es udo. Às habi an es e às amilias
en ol idas na Vila de San a Ma inha da Cos a, po oda a
paciência e ece i idade pe an e o meu es udo. À minha
amília, que desde o ínicio me apoia em odo o meu pe cu so.
Às minhas melho es amigas e ao meu namo ado Tiago, po
oda a ajuda e companhei ismo.
A odos que me acompanha am nes a jo nada, um since o
ob igado.
RESUMO
A p esen e in es igação su ge de uma inquie ação pessoal
- a o ma como habi amos e pa ilhamos o espaço em sido
p og essi amen e moldada po lógicas de p i a ização e
agmen ação e i o ial, esul ando numa c escen e alienação
en e o indi íduo, a comunidade e o e i ó io. Es e enómeno,
ampli icado pela homogeneização dos modelos habi acionais
e dinâmicas quo idianas, em con ibuído pa a o es aziamen o
social de inúme os espaços, sob e udo em e i ó ios em
ansição, onde a u u a en e o passado u al e o p esen e
u banizado se az sen i de o ma acen uada.
Nes e con ex o, a Vila de San a Ma inha da Cos a eme ge como
um caso pa adigmá ico. Um luga ma cado po camadas
empo ais, pela p esença de um edi icado habi acional dispe so
e pela e osão das dinâmicas comuni á ias que ou o a lhe
con e iam iden idade e p opósi o. Pe an e es e cená io, p opõe-
se um modelo de in e enção que não apenas p ese e a
memó ia cons uída, mas que a einsc e a num no o pa adigma
de habi ação cole i a e colabo a i a. A eabili ação das
es u u as exis en es, a demolição de elemen os dis uncionais e
a adição de no os espaços de pa ilha cons i uem a base des a
es a égia, isando não apenas esponde às necessidades
con empo âneas de habi a , mas ambém omen a no as
o mas de in e ação social e de ap op iação do espaço que
ex a asem o domínio de uma única comunidade.
Assim sendo, o abalho de p oje o, assen e numa me odologia
de obse ação, análise e expe imen ação, p ocu a demons a
o po encial da egene ação e ein eg ação des as es u u as
enquan o alice ces pa a um no o modelo habi acional,
aplicá eis, ac edi amos, às especi icidades ine en es da escala
e i o ial.
PALAVRAS CHAVE:
A qui e u a Popula , Reabili ação, Cohousing, Conse ação, Habi ação Mínima, Habi ação Colabo a i a
ABSTRACT
This esea ch a ises om a pe sonal conce n— he way we inhabi
and sha e space has been p og essi ely shaped by logics o
p i a iza ion and e i o ial agmen a ion, leading o a g owing
aliena ion be ween he indi idual, he communi y, and he
e i o y. This phenomenon, ampli ied by he homogeniza ion
o housing models and e e yday dynamics, has con ibu ed
o he social emp ying o nume ous spaces, pa icula ly in
ansi ioning e i o ies, whe e he up u e be ween a u al pas
and an u banized p esen is especially p onounced.
In his con ex , he Vila de San a Ma inha da Cos a eme ges as
a pa adigma ic case. A place ma ked by empo al laye s, he
p esence o dispe sed esiden ial buildings, and he e osion
o communi y dynamics ha once p o ided i wi h iden i y
and pu pose. Faced wi h his scena io, an in e en ion model
is p oposed ha no only p ese es he buil memo y bu
einsc ibes i in o a new pa adigm o collec i e and collabo a i e
housing. The ehabili a ion o exis ing s uc u es, he demoli ion
o dys unc ional elemen s, and he addi ion o new sha ed
spaces o m he basis o his s a egy, aiming no only o mee
con empo a y housing needs bu also o os e new o ms o
social in e ac ion and spa ial app op ia ion ha ex end beyond
he bounda ies o a single communi y.
Thus, he design wo k, based on a me hodology o obse a ion,
analysis, and expe imen a ion, seeks o demons a e he
po en ial o he egene a ion and ein eg a ion o hese
s uc u es as ounda ions o a new housing model—one ha ,
we belie e, can be adap ed o he speci ici ies inhe en o he
e i o ial scale.
KEYWORDS:
Popula A chi ec u e, Rehabili a ion, Cohousing, Conse a ion, Minimal Housing, Collabo a i e Housing
MOTIVAÇÕES E OBJETIVOS
Num con ex o em que a a qui e u a se depa a com desa ios
cada ez mais u gen es, an o a ní el social, cul u al e
ambien al, impõe-se a necessidade de ea alia p o undamen e
a o ma como habi amos e pa ilhamos o espaço, a a és do
ques ionamen o dos modelos con encionais e da explo ação
de no as es a égias que p omo am a con i ência, a
sus en abilidade e a au en icidade de de e minado con ex o. O
indi idualismo c escen e, e le ido na p i a ização excessi a do
e i ó io e na agmen ação e homogeneização das dinâmicas
comuni á ias, con as a com a iqueza cul u al de es u u as em
desuso que, se eabili adas, pode iam o na -se ca alisado es
de no as o mas de expansão e dinamismo u bano.
A p opos a pa e, po an o, da explo ação do po encial da
a qui e u a colabo a i a e coope a i a, assumindo a comunidade
como p o agonis a de odo o p ocesso. A es a égia assen a
na p ese ação e ein enção do cons uído, ap o ei ando a
ma e ialidade e a iden idade do luga como alice ces pa a uma
in e enção que não apenas espei a a p eexis ência, mas a
ampli ica e equali ica. P e ende-se demons a como, a a és
da adap ação de es u u as exis en es e da in eg ação sensí el
en e espaço p i ado e comum, é possí el desen ol e um
modelo habi acional mais sus en á el, inclusi o e conscien e
do e i ó io onde se ma e ializa.
Mais do que um exe cício de eabili ação, es e abalho
de p oje o p opõe-se como uma e lexão sob e o papel da
a qui e u a na cons ução de espaços e dadei amen e
cole i os, onde a i ência pa ilhada não é um nicho a se
usu uído espo adicamen e e de o ma a i icial, mas uma
consequência na u al de um ambien e pensado pa a e o ça
os laços en e os seus habi an es da o ma mais espon ânea
– e e dadei a - possí el.
ESTRUTURA E METODOLOGIA
A es u u a do p esen e abalho de p oje o assen a num
p incípio lógico que e le e o p óp io p ocesso de abalho,
acompanhando as suas di e sas e apas de o ma c onológi-
ca e coe en e. A o ganização dos con eúdos não su ge apenas
como um encadeamen o de in o mações, mas como um pe -
cu so de in es igação e e lexão que pa e da comp eensão do
e i ó io e da sua e olução a é à o mulação de uma p opos a
conc e a.
“01. No a In odu ó ia” inicia uma e lexão sob e o a o de
habi a e as especi icidades do con ex o em que nos p opusemos
in e i . Analisa-se, assim, o enómeno da ans o mação dos
e i ó ios p e iamen e u ais, com especial a enção ao concei o
de “u bano ex ensi o” e às implicações des e p ocesso na o ma
como de emos epensa a habi ação. Es a secção assume-se,
po an o, como um enquad amen o undamen al que aça um
pano ama mais amplo do desen ol imen o e i o ial ecen e
em Po ugal, se indo de base pa a a análise pos e io .
Em “02. A Vila de San a Ma inha: en e Memó ia e
T ans o mação” é conduzida uma lei u a ap o undada do
caso de es udo, es u u ada em ês subcapí ulos undamen ais.
Num p imei o momen o, abo da-se a si uação a ual, expondo
os desa ios e p oblemá icas (sob e udo a sua deg adação)
que ca ac e izam a ila e que mo i am a in e enção.
Pos e io men e, p ocede-se a uma análise da sua e olução
mo ológica, e isi ando a sua his o icidade e as camadas
empo ais que molda am a sua con igu ação p esen e. Po im,
examina-se a sua dimensão ma e ial, conside ando os aspe os
ec ónicos, cons u i os e exp essi os do edi icado, elemen os
essenciais pa a qualque abo dagem p oje ual. É nes e pon o
que se in oduzem casos de es udo igualmen e pe inen es
num con ex o p óximo, que ajudam a consolida a e lexão
e a p epa a o caminho pa a a ase seguin e da in es igação.
Impo a des aca que, nes e p imei o p ocesso de análise, o
egis o o og á ico in si u, o esboço, as ano ações, o c uzamen o
de o og a ias his ó icas, a consul a de o o o omapas, o
p ocesso de le an amen o e o ial e, sob e udo, o con ac o
di e o com habi an es e indi íduos com ínculo à ila
e ela am-se e amen as essenciais. Es es elemen os não só
en iquece am a pe ceção do luga , como pe mi i am cons ui
uma imagem mais conc e a e e dadei a do con ex o com que
omos con on ados, assegu ando que qualque omada de
decisão p oje ual osse p o undamen e en aizada na ealidade
do e i ó io.
Em “03. Do Abandono à Rein eg ação: a P opos a de
In e enção”
conc e iza-se a es a égia desen ol ida pa a a
Vila de San a Ma inha, pa indo da análise e i o ial e ma e ial
p e iamen e ealizada. A p opos a assen a na eabili ação e
ein e p e ação das es u u as exis en es, p omo endo um
modelo habi acional colabo a i o capaz de esponde aos
desa ios con empo âneos. Num p imei o momen o, ap esen am-
se as linhas ge ais da in e enção, expondo a lógica do p oje o
e a sua elação com a en ol en e. De seguida, explo a-se o
concei o de cohousing, e le indo sob e as suas an agens no
con ex o especí ico da ila e a sua ele ância ace aos modelos
con encionais de habi ação cole i a.
A p opos a desdob a-se em ês escalas de in e enção. “Da
Dimensão Pública” abo da o edesenho do espaço ex e io e
a sua de olução à comunidade, con a iando p ocessos de
agmen ação e p i a ização. “Da Dimensão Comum” oca-se
nos espaços pa ilhados den o do conjun o habi acional,
essenciais pa a o alece os laços sociais e a icula a
cons ução com a paisagem. “Da Dimensão P i ada” de alha
a es a égia pa a as habi ações, ap esen ando um modelo- ipo
lexí el, eplicá el e adap á el às p eexis ências.
“04. Conside ações inais” ence a o abalho com uma
e lexão c í ica pessoal sob e a pe inência da abo dagem
ado ada, sublinhando a necessidade de um modelo habi acional
que p i ilegie a cole i idade e a sus en abilidade. De ende-
se, assim, a impo ância de es a égias que con a iem a
homogeneização e i o ial, p omo endo o mas de habi a
mais lexí eis, colabo a i as e en aizadas no con ex o especí ico
em que se inse em.
30 31
FIG. 4| O o o omapa da en ol en e da Vila de San a Ma inha, na eguesia da Cos a
FIG. 5| Desenho de conhecimen o do obje o de es udo
A SITUAÇÃO ATUAL
A Vila de San a Ma inha, - localizada na eguesia da Cos a, no município
de Guima ães - a a-se de um núcleo habi acional enquad ado numa
ex ensa pa cela p e iamen e ag ícola, a ualmen e em a ançado es ado
de deg adação, sal o alguns elemen os excecionais pon uais. O local
onde se inse e e le e de o ma cla a a complexidade do u bano ex ensi o,
ca ac e izando-se po con on ações que ilus am di e en es dinâmicas
de uso e ocupação do e i ó io. A no e, po ex ensos e enos ag ícolas
pa icula es, que es emunham a longa elação his ó ica des e con ex o
com p á icas u ais. Já a sul e a oes e, é delimi ado po uma es ada nacional
(N101), e idenciando a conexão com in aes u u as de mobilidade que
in eg am a ila a uma ede mais ampla de acessos e luxos con empo âneos.
Adicionalmen e, a p oximidade a uma eco ia (ligação en e Guima ães
e Fa e), a es e, es abelece uma ligação simbólica e p á ica com no as
o mas de alo ização ambien al e ec ea i a do e i ó io. Es a combinação
de elemen os – ag ícola, in aes u u al e ecológico – posiciona a Vila de
San a Ma inha num luga de in e secção, deno ando assim a ensão - e as
possibilidades - en e o passado u al e os desa ios con empo âneos do
u bano ex ensi o.
A ualmen e, das ezes casas que compõe o conjun o, apenas duas
pe manecem ocupadas (po duas mo ado as sénio ), e idenciando assim
o es ado de abandono que e le e a longa e desa ian e his ó ia des e luga .
A elação in ínseca en e as habi ações e o seu e eno de implan ação, em
empos o seu meio de subsis ência, e ela uma dinâmica de in e dependência
que se em indo a desin eg a com o passa das décadas, acompanhando
as mudanças socioeconómicas e demog á icas que conduzi am ao
es aziamen o p og essi o da Vila.
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
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FIG. 6| Desenhos de le an amen o e econhecimen o o og á ico da Vila de San a Ma inha
Piso 2
Piso 1
10 11
05
04
03
02
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
34 35
FIG. 7| Es udo da compa imen ação das habi ações
Cada habi ação da Vila possui ca ac e ís icas únicas e, embo a
a di e sidade seja e iden e, a á ea ocupada pelas cons uções
esidenciais co esponde a apenas um décimo da ex ensão
o al do e eno, ep esen ando uma pequena pa cela do
conjun o a qui e ónico. As á eas das habi ações con íguas
a iam en e 20 m² e 60 m² de implan ação, com exceção
da casa p incipal, ma cadamen e u al, que se des aca no
conjun o. Com ce ca de 175 m², es a casa é o elemen o mais
imponen e da ila e se i a, em empos, como habi ação dos
senho ios do e eno. Deno a-se ainda a exis ência de mais
duas habi ações con íguas, a as adas do núcleo habi acional,
de maio dimensão e qualidade cons u i a, uma com 295 m²
e ou a com ap oximadamen e 200 m², que possuem elação
di e a com a ia que delimi a o e eno.
Além das di e enças de á ea ú il, as habi ações ap esen am
ainda con igu ações espaciais dis in as. P edominam
habi ações de piso único (as de meno dimensão), enquan o
as de maio dimensão são maio i a iamen e do adas de
dois pisos. Deno a-se ainda uma maio complexidade na
a iculação dos espaços nas habi ações de maio dimensão,
equen emen e o ganizadas a a és de co edo es e halls que
con e em uma hie a quia uncional e uma sepa ação mais
cla a en e as di e en es zonas da casa, como á eas sociais,
p i adas e de se iço. Em con as e, as habi ações de meno
á ea ap esen am uma o ganização espacial mais di e a, onde
os espaços sucedem uns aos ou os de o ma sequencial, sem
in e mediá ios, esul ando numa maio economia uncional e
numa simplicidade que e le e as necessidades p á icas das
amílias.
Complemen a es às habi ações su gem ainda á ios anexos,
com p opósi os dis in os, ao longo de odo o e eno, desde
espaços de a mazenamen o, zonas écnicas, galinhei os
abandonados, en e ou os. A necessidade que le ou à c iação
de an os anexos ilus a, em p imei a ins ância, a p eca iedade
de g ande pa e das habi ações, mui o an es delas p óp ias
e em sido abandonadas, assim como a a iação nas condições
socioeconómicas e nas exigências de con o o. O e eno, po sua
ez, encon a-se omado po ege ação espon ânea ao longo de
oda a sua ex ensão, di icul ando e, po ezes, impossibili ando,
o simples a o de deambulação.
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
36 37
FIG. 9| Plan a 1 (Exis en e) _ s/esc.
FIG. 8| Regis o o og á ico do in e io das Cons uções - e e en e à Plan a 1
FIG. 10| Plan a 1 (Ocupação do Espaço In e io ) _ s/esc.
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
38 39
FIG. 12| Plan a 2 (Exis en e) _ s/esc.
FIG. 11| Regis o o og á ico do in e io das Cons uções - e e en e à Plan a 2
FIG. 13| Plan a 2 (Ocupação do Espaço In e io ) _ s/esc.
FIG. 14| Regis o o og á ico da Família da Senho a Miquinhas
- A Senho a Miquinhas depois de se casa em 1964 oi mo a pa a a Vila de San a Ma inha
com o Ma ido. Habi ou na casa núme o 113 e oi onde ela c iou os seus 5 ilhos sozinha, pois
o seu ma ido alece pouco empo depois do seu ilho mais no o nasce . A casa núme o 113
é uma das com à eas eduzidas, a o ganização da casa é uma sucessão de espaços, endo
es e apenas 4 cómodos, o qua o do casal que se encon a na p imei a di isão da casa,
depois uma pequena cozinha e ins alação sani á ia, e um mezanino onde do miam 3 dos
seus ilhos. O ilho mais no o do mia com a senho a no qua o da en e, e a ilha mais elha
do mia na izinha.
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
40 41
FIG. 16| Plan a 3 (Exis en e) _ s/esc.
FIG. 15| Regis o o og á ico do in e io das Cons uções - e e en e à Plan a 3
FIG. 17| Plan a 3 (Ocupação do Espaço In e io ) _ s/esc.
FIG. 18| Regis o o og á ico da Família da Senho a Miquinhas (2)
- Numa con e sa com as ilhas da Senho a Miquinhas e a ne a,
es as eco dam-se que a ua de acesso às casas e a o pon o de
con i ência en e odos os mo ado es e e a onde as c ianças
b inca am. As po as das casas es a am semp e abe as
possibili ando as c ianças e em a libe dade anda em de casa
em casa.
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
42 43
FIG. 19| Di isão da pa cela do conjun o habi acional
Co a In e io
Co a Cen al
Co a Supe io
A EVOLUÇÃO MORFOLÓGICA
A a és de uma con e sa com a an iga p op ie á ia da Vila, a senho a Isabel
Cunha, descob imos que o e eno pe enceu à Família Ribei o da Cunha4,
endo sido passada de ge ação em ge ação, man endo-se semp e um
espaço de habi ação p óp ia e de p odução au ossu icien e, p edominando
os p odu os p o enien es das inhas e do poma cul i ados no local. O seu
es ado de deg adação a ual apenas se iniciou quando a p op ie á ia deixou
de se capaz de man e e in e i sob e conjun o, de modo a p opo ciona
um es ilo de ida ap op iado aos seus esiden es, condição que le ou a que
o e eno osse colocado pa a enda.
O e eno encon a -se-ia subdi idido em ês pa es dis in as. Embo a
se encon e a ualmen e abandonado, deno a-se es a subdi isão de ido a
elemen os ísicos no local que ainda pe du am, ais como mu os de supo e.
Na co a in e io encon a-se, ainda, a á ea inco po ada à pa cela num
momen o pos e io à p imei a ge ação da amília, que pe mi iu a expansão
an o do espaço habi acional quan o ag ícola, incluindo a cons ução das
duas habi ações o a do núcleo habi acional p e iamen e enunciadas e
a c iação de socalcos com di e sas á o es de u o. Na co a cen al,
si ua-se a casa p incipal, a p imei a habi ação da amília, que ambém
unciona a como casa ag ícola, e idenciada po elemen os como um laga
e compa imen os pa a a mazenamen o de p odu os e e amen as u ais.
Já na co a supe io , p edomina a a p odução ag ícola, com des aque pa a
o cul i o de inhas e legumes a é que, em 1907, a cons ução da linha é ea
di idiu es a á ea em duas ma gens. Desde en ão, um desses agmen os
pe maneceu isolado, acabando po se comple amen e abandonado e omado
po ege ação espon ânea, mesmo após a linha é ea e sido econ e ida
na a ual eco ia.
Família abas ada, econ-
hecida em Guima ães po
ol a de 1890.
4|
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
44 45
A pa i dos anos 60, de i ado da incapacidade da amília cuida do campo,
su giu a necessidade de con a a um la ado pa a a lida diá ia da quin a,
e, consequen emen e, a c iação de uma habi ação pa a o mesmo. Es a casa,
cons uída adjacen e à habi ação p incipal, é uma das únicas habi ações
a uais com acesso di e o ao campo do conjun o habi acional. Com o
passa dos anos, o conjun o es emunhou algum desen ol imen o de ido
à cons ução de no as habi ações – ago a de meno escala, com menos
ecu sos e de o ma espon ânea - des inadas a albe ga cidadãos locais que
p ocu a am a pe i e ia da cidade pa a se ins ala em pe o dos espe i os
locais de abalho, sob e udo na cidade de Guima ães.
As habi ações o am e guidas sucessi amen e, pa ilhando en e si
pa edes po an es e acompanhando o desní el na u al do e eno ag ícola.
A en ol en e ex e io oi sendo ap op iada pelos mo ado es de modo a
acili a a sua o ina quo idiana (po exemplo, pa a a secagem de oupas),
uma ez que es es só inham acessibilidade à singula ua de en ada na Vila
e à pequena po ção de e eno que se encon a imedia amen e adjacen e,
a uma co a ligei amen e supe io . Mais a de, es a ua oi pa imen ada e
o am anexados no os compa imen os de apoio às casas, si uados na sua
pa e on al, que se i iam como a ecadação ou a é de la anda ia.
A pa i de 2010, obse a-se uma p og essi a edução da impo ância da
p odução ag ícola, que oi pe dendo espaço ao longo dos anos a é se
comple amen e abandonada na úl ima década. Pe an e o óbi o ou a mudança
dos habi an es do conjun o habi acional, as casas o am sendo deixadas
disponí eis, p ocu adas e eabi adas po casais em início de ida conjugal
e, po ezes, amilia es dos p óp ios esiden es ao longo de á ios anos.
De ido à ápida mudança demog á ica do conjun o, es es espaços o am
subme idos a cons an es adap ações a é ao momen o p esen e.
A EVOLUÇÃO MORFOLÓGICA 1950194919071888
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
Comboio chegou a Guima ães
Comboio chegou a Fa e
( asgando assim o e eno em
duas pa es)
FIG. 20| Esquema da
mo ologia do conjun o
habi acional, em 1950
46 47
1975197019651960
FIG. 21| Esquema da
mo ologia do conjun o
habi acional, em 1975
1979197819771976
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
FIG. 22| Esquema da
mo ologia do conjun o
habi acional, em 1979
48 49
1983
1982
19811980
FIG. 23| Esquema da
mo ologia do conjun o
habi acional, em 1980
19901988
1986
1984
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
O se iço e o iá io oi
desa i ado
FIG. 24| Esquema da
mo ologia do conjun o
habi acional, em 1990
62 63
A Vila de San a Ma inha e ela-se um exemplo i o de como a
a qui e u a, mesmo na sua o ma mais simples e espon ânea,
pode aduzi a essência de uma comunidade e a sua elação
com o e i ó io. A a és da análise ma e ial e espacial, o na-se
e iden e que cada cons ução, na sua modés ia e p agma ismo,
não esponde apenas às necessidades uncionais de um empo
e luga especí icos, mas ambém pe pe ua uma na a i a
cul u al cole i a. Assim, a ila não é, nem pode se en endida
como, apenas um conjun o de edi ícios, mas um e lexo angí el
das dinâmicas his ó icas, sociais e ambien ais que molda am a
sua iden idade e con inuam a sus en á-la enquan o pa imónio
i o.
FIG. 34| Fo omon agens das achadas com os núme os de
po as e Plan a 4 (Exis en e) _ esc.1:500
A ecolha e análise de ou os casos de es udo semelhan es à Vila de San a Ma inha
pe mi e cons ui uma isão holís ica sob e a elação en e núcleos habi acionais
(quase) abandonados e o desen ol imen o do e i ó io. Es es elemen os,
equen emen e ma cados po dinâmicas de u alidade ainda em ansição e po
lógicas espaciais e cons u i as especí icas, o e ecem um po encial signi ica i o
enquan o p oje os in e en i os p á icos. A sua pe inência eside na sua me a
exis ência e na sua capacidade em esponde a desa ios con empo âneos, como a
equali icação de espaços subu ilizados e a e i alização de agmen os e i o iais
em declínio, alo izando simul aneamen e o pa imónio cul u al e a qui e ónico único
de cada local. A especi icidade des es núcleos, e idenciada pelas pa icula idades dos
seus con ex os his ó icos, sociais e geog á icos, e o ça a necessidade de abo dagens
sensí eis e in eg adas, que não só p ese em as iden idades locais, mas ambém
con ibuam pa a uma isão mais sus en á el e equilib ada do e i ó io como um odo.
FIG. 35| Plan a da en ol en e de Guima ães com casos de es udo _ s/esc.
200mx200m
66 67
Fe men ões
Anos 30
Função Inicial: Quin a
Função A ual: Mo adias
01 02
FIG. 36| Regis o o og á ico do caso de es udo Fe men ões
03
05 06
04
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
01 02
03
06
04
05
68 69
C eixomil (1)
Anos 50
Função Inicial: Vila
Função A ual: Abandonadas
01
01
02
02
03
03
FIG. 37| Regis o o og á ico do caso de es udo C eixomil (1)
C eixomil (2)
Anos 30 - 50
Função Inicial: Quin a
Função A ual: Abandonadas
01
01
02
02
03
03
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
FIG. 38| Regis o o og á ico do caso de es udo C eixomil (2)
70 71
Cos a (1)
Anos 30 - 50
Função Inicial: Quin a
Função A ual: Mo adias
01
01
03
03
04
04
02
02
FIG. 39| Regis o o og á ico do caso de es udo Cos a (1)
Cos a (2)
Anos 50
Função Inicial: Vila
Função A ual: Abandonadas
01
01
02
02
03
03
04
04
02. A VILA DE SANTA MARINHA: ENTRE A MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO
FIG. 40| Regis o o og á ico do caso de es udo Cos a (2)
72 73
“(...) é di ícil eap ende o u al e sob e ele cons ui no as iden idades. É di ícil
encon a con inuidades en e as memó ias mais ou menos iccionadas do passado
e o que lhes es á a acon ece . É di ícil en ende a simul aneidade e a con adição
dos acon ecimen os e o modo como se sucedem. É di ícil, sob e udo, con ola as
emoções ace ca do que acon ece. Es amos a um passo de uma c ise o al de sen ido.
Es a conjun u a p oduz-se numa hípe abundância de imagens e elas o ganizam-se
numa di e sidade eno me de na a i as. Se ão lis as in ini as de imagens, sensações,
e emoções, uma Vida no campo e ece e a, is o é, uma ida que ende a con e uma
in inidade de coisas e elações en e coisas.”
Ál a o Domingues, “Vida no Campo” (p.317).
75
FIG. 41| Fo og a ia do p ocesso de abalho
A Es a égia
Uma “No a Fo ma” de Pensa a Habi ação
Cole i a...
Da Dimensão Pública...
Da Dimensão Comum...
Da Dimensão P i ada...
DO ABANDONO
À REINTEGRAÇÃO:
A PROPOSTA
DE INTERVENÇÃO
03
76 77
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
FIG. 42| P ocesso: Esboço de ideias
78 79
FIG. 43| P ocesso: Es udo da es a égia do exis en e
A ESTRATÉGIA
Segundo Ví o Ma os, o a ual p esiden e da jun a de eguesia da Cos a, exis e
uma o e on ade em a i ma a eguesia como uma iden idade uni icado a
de oda a comunidade – o que ob iga, necessa iamen e, à in odução de
es a égias que p omo am a coesão social e ambien al5.
O p ocesso de in e enção sob e a Vila pa e de uma lei u a ap o undada das
suas qualidades p eexis en es e agilidades, com o obje i o de alo iza a
elação his ó ica e uncional en e as habi ações, o seu e eno de implan ação
e o es an e con ex o u bano. A análise p é ia e elou o papel cen al do solo
enquan o espaço p odu i o e como elemen o que molda e complemen a a
i ência quo idiana. Assim, o p oje o, num p imei o momen o, ado a uma
abo dagem que enal ece essa conexão, p omo endo uma e i alização que
in eg a a p odução ag ícola como pa e essencial da expe iência habi acional
e ab e o espaço à comunidade e a quem po ali passa, e o çando o diálogo
en e o núcleo habi acional e o seu con ex o mais amplo, ex a asando
os limi es da delimi ada pa cela. Es e ges o de abe u a p e ende não só
p ese a o ca á e singula da ila, mas ambém c ia usos que se alinham
com as exigências con empo âneas, o nando-a no amen e ele an e no
ecido e i o ial. Pois, de ac o, é a a és de agmen os que se en ende – e
c ia – o e i ó io.
Pa a o acesso comple o
à no ícia, e “Cos a:
Dia da F eguesia pa a
a i ma iden idade”,
esc i a po José Edua do
Guima ães, em 2023.
(h ps://guima aesago a.
p /a igos/ ilas-e-
eguesias/cos a-dia-da-
eguesia-pa a-a i ma -
iden idade/)
5|
FIG. 44| P ocesso: Le an amen o das
p oblemá icas obse adas na Vila de San a
Ma inha; - e eno da en e da Vila ( edesenha
es a co a pa a ala ga a ua de acesso às
casas e da mais isibilidade); casa n.79 e n.85
( ees u u a a o ganização espacial - al a de luz
na u al - es ado de uína); edesenha en ada
da Vila; cone a o espaço de laze com o de
p odução; momen o de con ac o en e p aça
e p odução; cone a as habi ações ao espaço
ex e io (p odução - comunidade); p odução
ag icola (máquina da comunidade); opo unidade
de p oduzi comida biológica pa a au oconsumo;
no o concei o (comunidade - iden idade);
modelosnde madei a (mó eis - adição -
sub ação - anspo á el - encaixe)
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
A in e enção nas habi ações da Vila de San a Ma inha se á guiada
pelo espei o aos limi es e ca ac e ís icas das es u u as p eexis en es,
eo ganizando-os espacialmen e, de o ma a p ese a a memó ia do luga
enquan o o mesmo se adap a às no as necessidades. A abo dagem a ia em
escala e in ensidade, dependendo do es ado ma e ial de cada cons ução:
algumas es u u as exigi ão apenas melho ias pon uais, enquan o ou as
pode ão eque e in e enções mais signi ica i as, a a és de subs i uições
pa ciais. Ou os casos mais u gen es necessi a ão de se demolidos. Es e
p ocesso isa espei a a elação in ínseca en e as habi ações e os anexos
que pon uam o e eno, elemen os undamen ais na a iculação en e o
espaço habi acional e o espaço ex e io , uma ez que a sua impo ância
não pode se sepa ada das habi ações em si – eles são uma ex ensão do
p óp io espaço habi acional.
Dada a e iden e p eca iedade de mui os des es anexos, a p opos a inclui
a in odução de no as cons uções complemen a es, p oje adas pa a
e o ça as unções das habi ações e melho a a i ência quo idiana. Além
disso, algumas habi ações se ão eadap adas pa a acolhe á eas comuns,
p omo endo uma dimensão comuni á ia que des aca o po encial de pa ilha
e in e ação en e os habi an es e isi an es. Es a es a égia p ocu a não só
e i aliza o conjun o habi acional, mas ambém es abelece um equilíb io
en e as p eexis ências e as no as adições, con ibuindo pa a uma expe iência
habi acional equilib ada onde a elação en e o espaço cons uído, o espaço
ex e io e os habi an es o nam a se o oco cen al.
80 81
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
O p ocesso de abalho implemen ado nes a ese de mes ado,
demons a a p ocu a de uma no a in e p e ação na eabili ação da
Vila de San a Ma inha. Es e abalho ap esen a odo o seu es udo
em p ocesso e análise à mão em esquiços in si u, de ido aos
desa ios que es as mul iplas cons uções ap esen am.
FIG. 45| P ocesso: Análise das p oblemá icas obse adas na Vila de
San a Ma inha e es udo de possi eis es a égias ado a
94 95
FIG. 61| Diag ama ep esen a i o - água
FIG. 58| Fo o de um poço
exis en e na Vila
FIG. 59| Caminho de água na u al FIG. 60| Shonandai Cul u al Cen e ,
I suko Hasegawa
A Água, al como o Solo, desempenha um papel es u u an e
na dinâmica da ila, sendo in eg ada no p oje o como um
ecu so essencial pa a a i alidade do e eno e da p óp ia
con i ência comuni á ia. Um ese a ó io de águas plu iais,
p oje ado no opo do e eno, não só ap o ei a o escoamen o
na u al pa a i iga a ege ação e alimen a as á eas p odu i as,
mas ambém ein oduz um ciclo sus en á el ao conec a -se
com os poços exis en es, ga an indo a sua uncionalidade
his ó ica. Es e sis ema de ges ão híd ica, com ami icações po
ezes isí eis ao longo do e eno, culmina em anques de uso
cole i o, dos quais se des aca um la go anque na zona mais
baixa do e eno, ago a ampliado e en endido enquan o espaço
lúdico, p opo cionando à população um ecu so acessí el e
e sá il pa a a i idades quo idianas e comuni á ias.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
FIG. 62| P ocesso: diag ama ep esen a i o - água
96 97
FIG. 65| Diag ama ep esen a i o - ogo
FIG. 63| Fi e Ring, Robin Winog ond FIG. 64| Foque ia ex e io
De igual o ma, de emos ainda deno a o Fogo enquan o
elemen o de ex ema impo ância, uncionando como um
elemen o conec o que ag ega a comunidade em o no de
expe iências pa ilhadas. Enquan o mani es ação de um dos
elemen os na u ais undamen ais, o Fogo anscende a sua
unção p á ica, o nando-se um ca alisado de encon os e
de con i ência. As zonas de chu asco e a á ea des inada
a uma g ande oguei a p ocu am es u u a locais pa a
a i idades conc e as enquan o, simul aneamen e, ea i am
o simbolismo do ogo como cen o de união, onde his ó ias são
pa ilhadas e memó ias são c iadas. O uso in encional do ogo,
em ha monia com os ou os elemen os na u ais enunciados,
sublinha a elação ín ima en e os habi an es e o seu e i ó io,
consolidando a iden idade do luga como um espaço i o.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
FIG. 66| P ocesso: diag ama ep esen a i o - ogo
98 99
To na-se ago a necessá io di eciona a a enção pa a as zonas in e io es
cole i as, que complemen am es a dinâmica a a és de in e enções
especí icas no ecido cons uído. O p oje o inclui a demolição de es u u as
em a ançado es ado de deg adação, a ecupe ação e alo ização de elemen os
p eexis en es que man êm ele ância uncional e simbólica, e a in odução
de no os olumes cuidadosamen e in eg ados. Es e conjun o de ações
p ocu a co igi as p eca iedades exis en es, en iquecendo o quo idiano
dos mo ado es e complemen ando as suas habi ações, o e ecendo espaços
adap ados às necessidades con empo âneas, sem comp ome e a iden idade
e a his ó ia do luga . Embo a es as ações, po ezes, se sob eponham, impo a
sabe di e enciá-las de uma o ma ge al, is o que pa em de p essupos os
dis in os.
01
02
03
O a o de demoli …
… enquan o p incípio es a égico é indispensá el pa a a p óp ia coesão do
conjun o, pe mi indo não só a eliminação de elemen os p ecá ios, mas
ambém a ede inição uncional e espacial dos es an es componen es,
pe mi indo a o imização p og amá ica do conjun o.
A demolição de anexos desajus ados, como o galinhei o, a ualmen e
deg adado e inap op iado pa a a sua localização, são p opos as, libe ando
assim á eas que podem se mais bem ap o ei adas pa a usos mais adequados
às dinâmicas comuni á ias. Da mesma o ma, os anexos colados ao mu o
da en ada p incipal, que a ualmen e di icul am o acesso às habi ações, são
eliminados, pe mi indo que o acesso p incipal seja ampliado e edesenhado
de o ma mais cla a e uncional. O mesmo se aplica a odos os anexos
aglu inados às habi ações di ecionadas pa a o e eno, a a doz. As unções
des es espaços encon am-se, segundo o p oje o, p esen es em no os locais.
Po sua ez, a habi ação nº25 (01) ep esen a um caso pa adigmá ico
des a abo dagem. Com um es ado al amen e p ecá io e uma cons ução
he e ogénea que mis u a di e sos sis emas cons u i os, es a es u u a
encon a-se p o undamen e desajus ada à lógica do conjun o. A ausência
de ãos, exce o pela po a de en ada, limi a d as icamen e o seu po encial
de uso. A in e enção p opos a p e ê a demolição da cobe u a e de algumas
pa edes secundá ias, p ese ando as pa edes es u u ais essenciais. A pa i
des a base, uma no a cobe u a é p oje ada, e o espaço é edesenhado pa a
acolhe uma o icina que si a de apoio à ila.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
FIG. 68| Plan a 1 (A demoli ) _ esc.1:500
FIG. 67| Regis o o og á ico com ano ações de cons uções a demoli (1.2.3) - e e en e à Plan a 1
01 02 03
100 101
01
01
02
03
05
FIG. 69| Regis o o og á ico com ano ações de cons uções a demoli (1.2.3.4.5) - e e en e à Plan a 2
FIG. 70| Plan a 2 (A demoli ) _ esc.1:500
02
04
03
04
05
102 103
FIG.72| Plan a 3 (A demoli ) _ esc.1:500
FIG. 73| Regis o o og á ico com ano ações
de cons uções a demoli (1.2.3) - e e en e à Plan a 3
01
01
02
02
03
03
FIG. 71| Plan a 4 (A demoli ) _ s/esc.
104 105
FIG. 74| Regis o o og á ico das cons uções a eabilia da Vila de San a Ma inha
02
01
03
O a o de eabili a …
… assume-se como um pila cen al na es a égia de in e enção,
p omo endo a ecupe ação de es u u as p eexis en es de
o ma a p ese a a iden idade do conjun o, enquan o lhes
con e e no as uncionalidades adap adas às necessidades
con empo âneas da Vila. Num p imei o momen o, a subs i uição
das cobe u as das habi ações exis en es e ela-se essencial,
dado o es ado de deg adação das es u u as a uais. Es e
p ocesso isa ga an i melho es condições de habi abilidade,
ein e p e ando a imagem do an igo, numa lógica de
con inuidade isual e espei o pelo p eexis en e. Tal abo dagem
pe mi e que o conjun o man enha a sua iden idade e adqui a
uma maio uncionalidade e du abilidade.
Já a Casa nº 1055 (01), si uada na co a mais baixa do e eno,
assume um papel es a égico no âmbi o da eabili ação, sendo
adap ada pa a unciona como edi ício adminis a i o ao se iço
de oda a Vila. O seu in e io é eo ganizado pa a inclui salas de
euniões, que pode ão igualmen e se u ilizadas pela es an e
comunidade da eguesia, expandido assim o impac o des a
in e enção. Além disso, o piso é eo é des inado ao apoio
di e o das a i idades ealizadas na en ol en e ex e io , ago a
mais ampla e desimpedida, in eg ando balneá ios, es iá ios e
zonas écnicas e de a umação que se i ão de apoio ao poma
e ao anque adjacen e que já o am mencionados.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
02
01
03
FIG. 75| Plan a esquemá ica_ s/esc.
106 107
Po im, os anexos, que an e io men e desempenha am unções
de a umação e apoio ag ícola, são al o de uma equali icação
cuidadosa. Um deles, localizado no opo do e eno (03), man ém
a sua unção o iginal, p ese ando o seu ca á e u ili á io ligado
à a i idade ag ícola da Vila que se p e ende ecupe a . Já o
anexo de maio dimensão, si uado p óximo às habi ações (02),
é ans o mado num espaço lúdico, com uma sala de jogos e
con í io – a a és, undamen almen e, da abe u a de no os
ãos -, p opo cionando assim ou o pon o de encon o pa a os
mo ado es. É sob e es e elemen o de des aque que a p óxima
e apa da in e enção comuni á ia se i á desen ol e , a iculando
a sua eabili ação com uma abo dagem mais in eg ada sob e
o e eno como um odo.
FIG. 76| P ocesso: Reabili ação dos anexos p é exis en es_s/esc.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Piso cima
Piso é eo
FIG. 77| Plan a 1 e 2 da
eabili ação do anexo p é
exis en e (sala de jogos)_
esc.1:100
FIG. 78| Re e ência da ede
suspensa no momen o de
sob eposição do exis en e
com a no a p opos a - casa
comum
FIG. 79| Re e ência da
o ganização da sala - in enção
de se um momen o de es a
- Koce je Kinde ga en
FIG. 80| Re e ência da
o ganização da sala - in enção
de se um momen o de es a
7,5m 15m
108 109
O a o de adiciona …
… enquan o e en e inal da in e enção em o no dos espaços pa ilhados,
ma e ializa-se na c iação de um no o olume cen al, p oje ado pa a
unciona como a “casa comum” da comunidade, um espaço ag egado onde
os mo ado es podem euni -se e pa ilha momen os signi ica i os. Es a
es u u a, embo a concebida como um único elemen o, segue uma lógica
dispe sa e o gânica, in eg ando-se de o ma expansi a no e eno. Apesa
dessa luidez na ocupação espacial, a no a edi icação é pau ada po uma
o e acionalização es u u al, com dimensões moduladas pa a dialoga com
a escala das habi ações exis en es, o ganizando-se em módulos de 2 po 3
me os que espei am e complemen am a mé ica do conjun o p eexis en e.
Em e mos exp essi os, es a adição con as a in encionalmen e com as
es u u as exis en es, des acando-se pela le eza de sua composição em
madei a, que ha moniza com o ambien e na u al en ol en e. Os g andes
ãos eba í eis e o çam essa elação, pe mi indo que o edi ício se dissol a
isual e espacialmen e no espaço ex e io , eliminando as ba ei as cla as
en e in e io e ex e io e a o ecendo uma in eg ação plena com o e eno.
FIG. 81| P ocesso: Es udo da implan ação e do p og ama da Vila
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
110 111
FIG. 82| P ocesso: P opos a de coabi ação_s.esc.
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
02
02
01
01
O p og ama da “casa comum” oi desenhado pa a
esponde a uma ampla a iedade de necessidades
comuni á ias, incluindo uma cozinha ampla e uma
sala de jan a cole i a, ambas idealizadas pa a
acolhe g andes e en os, e eições pa ilhadas e
a i idades como showcookings, p omo endo a
socialização em di e en es escalas. Além disso,
o edi ício ab iga á espaços de laze , uma sala de
es udo e biblio eca, ins alações sani á ias e uma
la anda ia que se desdob a an o num espaço
in e io como no ex e io a a és da colocação
de es endais, a iculando-se isicamen e com o
anexo eabili ado que ago a unciona como sala
de con í io e jogos. Po sua ez, conside amos
ambém a adoção de um p og ama ex e io em
elação di e a com edi ício, uma ez que se p opõe
a c iação de um an i ea o, de pequena escala,
com peças mo í eis numa das suas la e ais,
pe mi indo assim p ojeções nas suas pa edes.
Es e no o olume des aca-se, assim, como o
co ação uncional e simbólico da in e enção,
in eg ando e complemen ando as dinâmicas do
dia a dia da ila e consolidando o seu espí i o
comuni á io.
7,5m 15m
112 113
FIG. 83| P ocesso: P opos a da casa comum_s/esc.
FIG. 84| Re e encia: biblio eca
FIG. 85| Re e encia: cozinha/showcokings
FIG. 86| Re e encia: sala de es udo/ biblio eca
FIG. 88| Re e encia: cobe u a (Longhua A
Museum and Lib a y, China)
FIG. 89| Re e encia: olume ia (Nu se y and
P ima y School, A elie Julien Boido , F ança)
FIG. 87| Re e encia: la anda ia com
máquinas de la a e seca oupa, e
es andais in e io es (Loja Mango Teen,
A q. Masquespacio, Espanha)
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
7,5m 15m
3m 6m
126 127
FIG. 99| Fo omon agem com ma e iaidade + co e cons u i o - Po meno po a
Es u u a Madei a
Isolamen o Lã de ocha
Ba ei a pá a- apo
Es u u a Exis en e
Subes u u a 60x60 - pa a
a ixação dos apainelados
e soalho
Placas de OSB
Sub elha
Telha Ma selha
Painéis Lamelados de
Madei a - acabamen o
uni o me
0,5m 1m
128 129
FIG. 100| Fo omon agem do habi a + Co e cons u i o - Po meno Janela 0,5m 1m
0,90m
0,90m
1,10m
2,40m
130 131
FIG. 101| Es u u a exis en e + Es u u a p opos a de modelo ipo
03. DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO: A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
0,5m 1m
132 133
Conside ações Finais
Es e p oje o nasce de uma isão que se opõe ao pa adigma dominan e
da habi ação con empo ânea, equen emen e ma cada po uma lógica
indi idualis a e pela p i a ização p og essi a do espaço comum. A endência
a ual, seja na p oli e ação de emp eendimen os habi acionais isolados,
seja na ap op iação come cial do chamado “espaço cole i o”, em indo
a agiliza os laços comuni á ios, ans o mando aquilo que de e ia se
um luga de encon o em me os co edo es de passagem. Mesmo os di os
“espaços de laze ”, concebidos supos amen e pa a a uição cole i a, mui as
ezes esul am em ambien es a i iciais e seg egado es, onde a in e ação
social é supe icial e limi ada a um consumo p e iamen e de e minado.
Es es espaços, ao in és de p omo e em o con í io espon âneo, acabam
po e o ça ba ei as in isí eis, o nando-se ins umen os de exclusão
dis a çados de inclusão.
Em con as e, a p opos a aqui ap esen ada p ocu a esga a a essência da
ida comuni á ia a a és de uma a qui e u a que não se impõe, mas an es
se molda e se adap a às necessidades e dinâmicas dos habi an es. A apos a
na eabili ação de es u u as p eexis en es, especialmen e num con ex o
e i o ial em ansição, demons a como o eap o ei amen o do cons uído
pode se não apenas iá el, mas ambém um mo o de e i alização social
e espacial. F agmen os dispe sos pelo e i ó io, mui as ezes elegados ao
esquecimen o, podem se ein e p e ados como pon os de con e gência e
de econs ução de um ecido comuni á io mais coeso.
Ao explo a as po encialidades da a qui e u a colabo a i a e coope a i a,
es e p oje o posiciona-se como uma espos a conscien e aos desa ios
con empo âneos da habi ação e do uso do e i ó io. Não se a a apenas de
p ese a edi icações, mas de epensa os modos de habi a e de coabi a . A
a qui e u a, aqui, não é um im em si mesma, mas um meio pa a possibili a
no as o mas de ida em comum, onde o espaço deixa de se um me o
supo e ísico e passa a se um agen e a i o na cons ução de elações
sociais mais genuínas e sus en á eis.
04
04. CONSIDERAÇÕES FINAIS
134 135
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1.
Fo o de uma das en adas da Vila de San a Ma inha da Cos a. Au o ia p óp ia.
Figu a 2.
Fo o de c iança a habi a na Vila de San a Ma inha.
Figu a 3.
O o o omapa da cidade de Guima ães. Au o ia p óp ia.
Figu a 4.
O o o omapa da en ol en e da Vila de San a Ma inha, na eguesia da Cos a. Au o ia p óp ia
Figu a 5.
Desenho de conhecimen o do obje o de es udo. Au o ia p óp ia.
Figu a 6.
Desenhos de le an emen o e econhecimen o o og á ico da Vila de San a Ma inha. Au o ia p óp ia.
Figu a 7.
Es udo da compa imen ação das habi ações. Au o ia p óp ia.
Figu a 8.
Regis o o og á ico do in e io das cons uções - e e en e à Plan a 1. Au o ia p óp ia.
Figu a 9.
Plan a 1 (exis en e). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 10.
Plan a 1 (ocupação do espaço in e io ). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 11.
Regis o o og á ico do in e io das cons uções - e e en e à Plan a 2. Au o ia p óp ia.
Figu a 12.
Plan a 2 (exis en e). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 13.
Plan a 2 (ocupação do espaço in e io ). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 14.
Regis o o og á ico da amília da Senho a Miquinhas.
Figu a 15.
Regis o o og á ico do in e io das cons uções - e e en e à Plan a 3. Au o ia p óp ia.
Figu a 16.
Plan a 3 (exis en e). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 17.
Plan a 3 (ocupação do espaço in e io ). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 18.
Regis o o og á ico da amília da Senho a Miquinhas (2).
Figu a 19.
Di isão da pa cela do conjun o habi acional. Au ó ia p óp ia.
Figu a 20.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 1950. Au ó ia p óp ia.
Figu a 21.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 1975. Au ó ia p óp ia.
Figu a 22.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 1979. Au ó ia p óp ia.
Figu a 23.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 1980. Au ó ia p óp ia.
Figu a 24.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 1990. Au ó ia p óp ia.
Figu a 25.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 2002. Au ó ia p óp ia.
Figu a 26.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 2006. Au ó ia p óp ia.
Figu a 27.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 2007. Au ó ia p óp ia.
Figu a 28.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 2012. Au ó ia p óp ia.
Figu a 29.
Esquema da mo ologia do conjun o habi acional, em 2018. Au ó ia p óp ia.
Figu a 30.
O o o omapa da mo ologia do conjun o habi acional em 2019.
Figu a 31.
Esquema da cons uções do conjun o habi acional. Au ó ia p óp ia.
Figu a 32.
Esquema de ma e iais exis en es no local. Au ó ia p óp ia.
Figu a 33.
Regis o o og á ico da ma e ialidade da Vila.
Figu a 34.
Fo omon agens das achadas com os núme os de po as e Plan a 4 (Exis en e). Escala 1:500.
05
136 137
Figu a 35.
Plan a da en ol en e de Guima ães com casos de es udo. Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 36.
Regis o o og á ico do caso de es udo Fe men ões.
Figu a 37.
Regis o o og á ico do caso de es udo C eixomil (1).
Figu a 38.
Regis o o og á ico do caso de es udo C eixomil (2).
Figu a 39.
Regis o o og á ico do caso de es udo Cos a (1).
Figu a 40.
Regis o o og á ico do caso de es udo Cos a (2).
Figu a 41.
Fo og a ia do p oceso de abalho.
Figu a 42.
P ocesso:Esboço de ideias. Au ó ia p óp ia.
Figu a 43.
P ocesso:Es udo da es a égia do exis en e. Au ó ia p óp ia.
Figu a 44.
P ocesso:Le an amen o das p oblemá icas obse adas na Vila de San a Ma inha. Au ó ia p óp ia.
Figu a 45.
P ocesso: Análise das p oblemá icas obse adas na
Vila de San a Ma inha e es udo de possi eis es a égias ado a . Au ó ia p óp ia.
Figu a 46.
Mapa da es a égia de Coabi ação. Au ó ia p óp ia.
Figu a 47.
Ap op iação do espaço ex e io - a i idades p opos as pa a a Vila de San a Ma inha. Au ó ia p óp ia.
Figu a 48.
Plan a de Implan ação_esc.1:500 Au o ia p óp ia.
Figu a 49.
Esquema da dimensão pública. Escala 1:500. Au o ia p óp ia.
Figu a 50.
Es udo da dimensão pública e es cionamen o sub e aneo. Au o ia p óp ia.
Figu a 51.
Regis o o og á ico das en adas da Vila de San a Ma inha.
Figu a 52.
Plan a esquemá ica. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 53.
Regis o o og á ico das à o es de u a na Vila.
Figu a 54.
Ja dins comuni á ios.
Figu a 55.
The salad ga den, Julia She man.
Figu a 56.
P iag ama ep esen a i o - solo. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 57.
P ocesso: diag ama ep esen a i o - solo. Au o ia p óp ia.
Figu a 58.
Fo o de um poço exis en e na Vila
Figu a 59.
Caminho de água na u al.
Figu a 60.
Shonandai Cul u al Cen e , I suko Hasegawa
Figu a 61.
Diag ama ep esen a i o - água. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 62.
P ocesso: diag ama ep esen a i o - água. Au o ia p óp ia.
Figu a 63.
Fi e Ring, Robin Winog ond. h ps://landezine-awa d.com/ i e- ing/
Figu a 64.
Foque ia ex e io .
Figu a 65.
Diag ama ep esen a i o - ogo. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 66.
P ocesso: diag ama ep esen a i o - ogo. Au o ia p óp ia.
Figu a 67.
Regis o o og á ico com ano ações de cons uções a demoli - e e en e à Plan a 1
Figu a 68.
Plan a 1 (A demoli ). Escala 1:500 Au ó ia p óp ia.
Figu a 69.
Regis o o og á ico com ano ações de cons uções a demoli - e e en e à Plan a 2.
Figu a 70.
Plan a 2 (A demoli ). Escala 1:500 Au ó ia p óp ia.
Figu a 71.
Plan a 4 (A demoli ). Sem escala. Au ó ia p óp ia.
Figu a 72.
Plan a 3 (A demoli ). Escala 1:500 Au ó ia p óp ia.
Figu a 73.
Regis o o og á ico com ano ações de cons uções a demoli - e e en e à Plan a 3.
Figu a 74.
Regis o o og á ico das cons uções a eabilia da Vila de San a Ma inha.
Figu a 75.
Plan a esquemá ica. Sem escala. Au o ia P óp ia.
Figu a 76.
P ocesso: Reabili ação dos anexos p é exis en es. Au o ia P óp ia.
Figu a 77.
Plan a 1 e 2 da eabili ação do anexo p é exis en e (sala de jogos). Escala 1:100. Au o ia P óp ia.
Figu a 78.
Re e ência da ede suspensa no momen o de sob eposição do exis en e com a no a p opos a - casa comum.
Figu a 79.
Re e ência da o ganização da sala - in ensão de se um momen o de es a - Koce je Kinde ga en.
Figu a 80.
Re e ência da o ganização da sala - in ensão de se um momen o de es a .
Figu a 81.
P ocesso: Es udo da implan ação e do p og ama da Vila.
Figu a 82.
P ocesso: P opos a de coabi ação. Au o ia p óp ia.
Figu a 83.
P ocesso: P opos a da casa comum. Sem Escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 84.
Re e ência: biblio eca.
Figu a 85.
Re e ência: cozinha/showcokings.
Figu a 86.
Re e ência: sala de es udo/biblio eca.
Figu a 87.
Re e ência: la anda ia com máquinas de la a e seca oupa, e es endais in e io es (Loja Mango Teen, A q. Masquespacio,
Espanha)
Figu a 88.
Re e ência: cobe u a (Longhua A Museum and Lib a y, China)
Figu a 89.
Re e ência: olume ia (Nu se y and P ima y School, A elie Julien Boido , F ança)
Figu a 90.
Regis o o og á ico das cons uções a eabili a da Vila de San a Ma inha.
Figu a 91.
P ocesso: Plan a esquemá ica. Au o ia p óp ia.
Figu a 92.
P ocesso: Es udo em co es da In e enção a ado a . Au o ia p óp ia.
Figu a 93.
Esquema a deno a -se a elação da habi ação com a en ol en e ex e io . Au o ia p óp ia.
Figu a 94.
P ocesso: Es udo da disposição in e io do modelo- ipo. Au o ia p óp ia.
Figu a 95.
Plan a do modelo ipo. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 96.
P ocesso: Modelo- ipo. Au o ia p óp ia.
Figu a 97.
P ocesso: Es udo do mobiliá io necessá io + inco po ado na es u u a da cobe u a. Au o ia p óp ia.
Figu a 98.
Fo omon agem da o ganização in e io do modelo ipo e o seu mobiliá io. Au o ia p óp ia.
Figu a 99.
Fo omon agem com ma e ialidade + co e cons u i o - Po meno po a. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 100.
Fo omon agem do habi a + co e cons u i o - Po meno janela. Sem escala. Au o ia p óp ia.
Figu a 101.
Es u u a exis en e + Es u u a p opos a do modelo- ipo. Sem escala. Au o ia p óp ia.
138 139
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